NA DANÇA VOU
Na dança
vou
do tempo em mudança,
buscando a esperança
daquilo que eu quero ser
e não sou
Meu corpo avança
no barco em que me vou
em busca daquilo que procuro
e não vou
Meu peito cansa
depois de muito que já andou
envolto na vaga esperança
daquilo que quero
e não sou
E
teimando vou
enquanto não alcanço
aquilo que busco
e não sou.
João Barroso da Fonte
ENTRE O CÉU E A TERRA
Ao céu gostava de ir
E por entre as estrelas voar
Até havia de me divertir
Nas nuvens a pular.
Na terra queria estar
Para nos campos correr
E à volta do mundo viajar
para todas as terras conhecer.
Ao céu gostava de ir
Na terra queria estar
Não consigo decidir
Aonde quero ficar.
Qual lado hei de escolher?
Em que lado hei de estar?
Na terra pode-se correr
E no céu pode-se voar.
Já tudo resolvi
Nos sonhos ao céu irei
E acordada decidi
Que na terra ficarei.
Susana
“A base da (…) relação permanente entre os indivíduos é a
língua, e é a língua com tudo quanto traz em si e consigo que
define (…) a Nação”.
Fernando Pessoa

Poemas pensamentos

  • 1.
    NA DANÇA VOU Nadança vou do tempo em mudança, buscando a esperança daquilo que eu quero ser e não sou Meu corpo avança no barco em que me vou em busca daquilo que procuro e não vou Meu peito cansa depois de muito que já andou envolto na vaga esperança daquilo que quero e não sou E teimando vou enquanto não alcanço aquilo que busco e não sou. João Barroso da Fonte
  • 2.
    ENTRE O CÉUE A TERRA Ao céu gostava de ir E por entre as estrelas voar Até havia de me divertir Nas nuvens a pular. Na terra queria estar Para nos campos correr E à volta do mundo viajar para todas as terras conhecer. Ao céu gostava de ir Na terra queria estar Não consigo decidir Aonde quero ficar. Qual lado hei de escolher? Em que lado hei de estar? Na terra pode-se correr E no céu pode-se voar. Já tudo resolvi Nos sonhos ao céu irei E acordada decidi Que na terra ficarei. Susana
  • 3.
    “A base da(…) relação permanente entre os indivíduos é a língua, e é a língua com tudo quanto traz em si e consigo que define (…) a Nação”. Fernando Pessoa