Favela
Paraisópolis é um bairro favelizado da cidade de São
Paulo pertencente ao distrito de Vila
Andrade, localizado na zona sul paulistana. Sua
população, segundo o Censo de 2010, era de 42.826
habitantes, atualmente a população possui mais de 100
mil habitantes e é a segunda maior favela de São Paulo.
 O bairro de Paraisópolis originou-se de um loteamento
destinado à construção de residências para a classe
alta realizado em 1921 , resultado da divisão da
antiga Fazenda do Morumbi. A partir da década de
1950 iniciou-se a invasão dos terrenos, na época não-
habitados e de caráter semi-rural, por famílias de baixa
renda, em sua maioria migrantes nordestinos, atraídos
pelo emprego na construção civil. Em meados da
década de 70, cerca de 20 mil moradores já ocupavam a
área. O numero de moradores cresceu muito desde
então.
 Devido ao alto índice populacional e ao descaso
público, Paraisópolis enfrenta atualmente muitos
problemas infra-estruturais. Enquanto 94,7% dos
domicílios em áreas regulares de São Paulo têm
esgotamento sanitário adequado, apenas 68,4% dos
domicílios nos aglomerados subnormais apresentam o
serviço de maneira apropriada. Em Paraisópolis
somente 25% da população mora em residências
abastecidas de rede de esgoto, metade das ruas não é
asfaltada e 60% utiliza meios irregulares para obtenção
de energia elétrica.
 Em 2005, foi iniciado um processo de urbanização e
regularização dos imóveis construídos lá
irregularmente. Havia investimentos do poder público
(municipal, estadual e federal) em mais de R$ 250
milhões de reais, e também de iniciativas privada. Mas
infelizmente esse projeto não foi concluído e os
moradores de Paraisópoles continuam enfrentando
problemas infra-estruturais graves.
 Algumas moradias foram erguidas em ruas com nomes
de pensadores do século XIX, e entre os 3.100
estabelecimentos comerciais, predominam lojinhas de
roupa e de material de construção, e botecos. Muitos
botecos. O Batucão, uma danceteria de fachada preta, é
o principal ponto de encontro dos jovens que curtem
funk e rap - seis em cada dez moradores têm até 25 anos
de idade. Ao contrário da maioria das favelas de São
Paulo, que ficam na periferia, Paraisópolis tem um quê
carioca.
 78% da população economicamente ativa trabalha na
própria favela e redondezas. São garçons, babás,
porteiros, empregadas domésticas, entre outros. Eles
representam a mão-de-obra que faz o bairro funcionar.
Outro diferencial de Paraisópolis é a quantidade de
ONGs que adota a favela. Hoje, 54 instituições atuam
ali e realizam diferentes atividades sociais com os
moradores da comunidade.
 Não poderíamos terminar sem deixar de citar a tão
conhecida novela apresentada pela rede Globo. I Love
Paraisópolis tinha a finalidade de mostrar a vida
cotidiana dos moradores da comunidade e trazer um
novo olhar para a sociedade brasileira em relação a
vida naquela favela.

Paraisópoles (favela)

  • 1.
  • 2.
    Paraisópolis é umbairro favelizado da cidade de São Paulo pertencente ao distrito de Vila Andrade, localizado na zona sul paulistana. Sua população, segundo o Censo de 2010, era de 42.826 habitantes, atualmente a população possui mais de 100 mil habitantes e é a segunda maior favela de São Paulo.
  • 4.
     O bairrode Paraisópolis originou-se de um loteamento destinado à construção de residências para a classe alta realizado em 1921 , resultado da divisão da antiga Fazenda do Morumbi. A partir da década de 1950 iniciou-se a invasão dos terrenos, na época não- habitados e de caráter semi-rural, por famílias de baixa renda, em sua maioria migrantes nordestinos, atraídos pelo emprego na construção civil. Em meados da década de 70, cerca de 20 mil moradores já ocupavam a área. O numero de moradores cresceu muito desde então.
  • 5.
     Devido aoalto índice populacional e ao descaso público, Paraisópolis enfrenta atualmente muitos problemas infra-estruturais. Enquanto 94,7% dos domicílios em áreas regulares de São Paulo têm esgotamento sanitário adequado, apenas 68,4% dos domicílios nos aglomerados subnormais apresentam o serviço de maneira apropriada. Em Paraisópolis somente 25% da população mora em residências abastecidas de rede de esgoto, metade das ruas não é asfaltada e 60% utiliza meios irregulares para obtenção de energia elétrica.
  • 6.
     Em 2005,foi iniciado um processo de urbanização e regularização dos imóveis construídos lá irregularmente. Havia investimentos do poder público (municipal, estadual e federal) em mais de R$ 250 milhões de reais, e também de iniciativas privada. Mas infelizmente esse projeto não foi concluído e os moradores de Paraisópoles continuam enfrentando problemas infra-estruturais graves.
  • 8.
     Algumas moradiasforam erguidas em ruas com nomes de pensadores do século XIX, e entre os 3.100 estabelecimentos comerciais, predominam lojinhas de roupa e de material de construção, e botecos. Muitos botecos. O Batucão, uma danceteria de fachada preta, é o principal ponto de encontro dos jovens que curtem funk e rap - seis em cada dez moradores têm até 25 anos de idade. Ao contrário da maioria das favelas de São Paulo, que ficam na periferia, Paraisópolis tem um quê carioca.
  • 9.
     78% dapopulação economicamente ativa trabalha na própria favela e redondezas. São garçons, babás, porteiros, empregadas domésticas, entre outros. Eles representam a mão-de-obra que faz o bairro funcionar. Outro diferencial de Paraisópolis é a quantidade de ONGs que adota a favela. Hoje, 54 instituições atuam ali e realizam diferentes atividades sociais com os moradores da comunidade.
  • 11.
     Não poderíamosterminar sem deixar de citar a tão conhecida novela apresentada pela rede Globo. I Love Paraisópolis tinha a finalidade de mostrar a vida cotidiana dos moradores da comunidade e trazer um novo olhar para a sociedade brasileira em relação a vida naquela favela.