“(...) No individualismo contemporâneo, a impessoalidade
converteu-se em indiferença e os elos afetivos da intimidade
foram cercados de medo, reserva, reticência e desejo de
autoproteção. Pouco a pouco, desaprendemos a gostar de
"gente". Entre quatro paredes ou no anonimato das ruas, o
semelhante não é mais o próximo-solidário; é o inimigo que traz
intranquilidade, dor ou sofrimento. Conhecer alguém; aproximar-
se de alguém; relacionar-se intimamente com alguém passou a
ser uma tarefa cansativa. Tudo é motivo de conflito, desconfiança,
incerteza e perplexidade. Ninguém satisfaz a ninguém. Na praça
ou na casa vivemos -quando vivemos!- uma felicidade de meio
expediente, em que reina a impressão de que perdemos a vida
"em colherinhas de café"(...).

Para refletir!

  • 1.
    “(...) No individualismocontemporâneo, a impessoalidade converteu-se em indiferença e os elos afetivos da intimidade foram cercados de medo, reserva, reticência e desejo de autoproteção. Pouco a pouco, desaprendemos a gostar de "gente". Entre quatro paredes ou no anonimato das ruas, o semelhante não é mais o próximo-solidário; é o inimigo que traz intranquilidade, dor ou sofrimento. Conhecer alguém; aproximar- se de alguém; relacionar-se intimamente com alguém passou a ser uma tarefa cansativa. Tudo é motivo de conflito, desconfiança, incerteza e perplexidade. Ninguém satisfaz a ninguém. Na praça ou na casa vivemos -quando vivemos!- uma felicidade de meio expediente, em que reina a impressão de que perdemos a vida "em colherinhas de café"(...).