ÓRGÃOS ANEXOS-
PANCRÊAS CONHECIMENTO
CLÍNICO E DIETOTERÁPICO
PROF.ª: EULÁLIA CARVALHO
ÓRGÃOS ANEXOS
As estruturas anexas do sistema digestório são órgãos que produzem ou
armazenam secreções que passam para o trato gastrintestinal e
auxiliam na decomposição química do alimento, esses órgãos não
entram em contato com o alimento.
São eles:
 Glândulas Salivares;
 Fígado;
 Vesícula Biliar e;
 Pâncreas; Glândulas salivares no sistema digestivo humano (Imagem: Adobe
Stock)
PÂNCREAS
 Localizado na parte superior do abdômen atrás do fígado.
 Órgão retroesternal alongado com 15 a 25 cm, pesa menos de 100g
 Secreta 1 Kg/dia de suco pancreático.
 Dividido em: cabeça, corpo e cauda;
O pâncreas possui duplo papel, pois além de ser uma glândula EXÓCRINA do
sistema digestório, é também uma glândula ENDÓCRINA produtora de
hormônios.
PÂNCREAS
FUNÇÕES DO PÂNCREAS
O pâncreas possui funções endócrinas e exócrinas (glândulas):
FUNÇÃO EXÓCRINA: Responsáveis pela síntese e liberação nos ductos
pancreáticos de algumas enzimas digestivas inativas. Ao atingir o duodeno, essas
enzimas são ativadas e tornam-se peptidases, amilases e lipases que serão
responsáveis pela digestão de PTN’s, CHO’s e LIP’s.
FUNÇÃO ENDÓCRINA: secretam hormônios fundamentais para a regulação
metabolismo da glicose, e também das funções gastrointestinais, diretamente
na corrente sanguínea.
PÂNCREAS-
FUNÇÕES
ENDÓCRINAS
E
EXÓCRINAS
ENDÓCRINAS: ILHOTAS DE LANGUERHANS – HORMÔNIOS
DIRETAMENTE NA CORRENTE SANGUÍNEA;
 Células beta: insulina
 Células alfa: glucagon
 Células delta: somatostatina
 Células PP: polipeptídio pancreático
EXÓCRINAS: SECRETAM SUBSTÂNCIAS EM OUTROS
ÓRGÃOS OU PARA O EXTERIOR CORPORAL.
 Suco enzimático: enzimas para digestão de proteínas,
gorduras e carboidratos.
 Suco aquoso: rico em íons e bicarbonato para neutralizar
o quimo ácido.
INSULINA
A insulina é pelas células beta do pâncreas.
 É secretada em resposta ao aumento dos níveis de glicose no sangue após uma
refeição.
 A função primária da insulina é facilitar a entrada de glicose nas células do corpo,
onde é usada como fonte de energia ou armazenada para uso futuro.
 Além disso, a insulina promove o armazenamento de glicose na forma de glicogênio
no fígado e nos músculos.
 Também inibe a produção de glicose pelo fígado.
GLUCAGON
 O glucagon é pelas células alfa do pâncreas.
 É secretado em resposta a baixos níveis de glicose no sangue, como durante o
jejum ou exercício intenso.
 O principal papel do glucagon é aumentar os níveis de glicose no sangue.
 Ele faz isso estimulando o fígado a converter glicogénio armazenado em
glicose, que é liberada na corrente sanguínea.
 Além disso, o glucagon também promove a gliconeogénese, que é a produção
de glicose a partir de substratos não glicídicos, como aminoácidos e ácidos
gordos.
FUNÇÃO
ENDÓCRINA
HORMONAL
INSULINA
X
GLUCAGON
SOMATOSTATINA
 A somatostatina atua como inibidor de insulina, glucagon, hormônio do
crescimento (GH), entre outros.
 Desempenha um papel importante na regulação dos níveis de glicose no
sangue ao inibir tanto a secreção de insulina quanto a de glucagon, contribuindo
assim para a manutenção da homeostase glicêmica.
 Exerce efeitos inibitórios sobre a motilidade e a secreção do trato
gastrointestinal.
 Ela diminui a atividade motora do estômago e dos intestinos, retardando a
absorção de nutrientes e prolongando a sensação de saciedade após as
refeições.
DOENÇAS DO PANCRÊAS: PANCREATITE
Pancreatite: processo inflamatório do tecido pancreático. Pode ser aguda ou crônica.
 PANCREATITE AGUDA: Apresenta-se de duas formas:
 Pancreatite aguda edematosa/intersticial: edema e congestão pancreática (80 a 85% dos
casos) – cálculos biliares;
 Pancreatite aguda necrotizante (15 a 20% casos, porém maior mortalidade) 
complicações infecciosas e necrose tecidual;
 17-28 casos a cada 100.000 pessoas.
 PANCREATITE CRÔNICA pode resultar de um consumo prolongado de álcool, exposição a
toxinas ou outras condições.
PANCREATITE
AGUDA
 A causa mais comum para a Pancreatite Aguda é a
presença de cálculos biliares, que bloqueiam o ducto
pancreático, impedindo que as enzimas digestivas fluam
adequadamente e levando à inflamação do pâncreas.
 OUTRAS CAUSAS:
Trauma abdominais;
Doença do trato biliar: Litíase;
Alcoolismo crônico;
Tumores pancreáticos;
Bactérias, parasitas e vírus;
 Medicamentos: corticosteroides
 Secundária a doenças:
hipertrigliceridemia, fibrose cística.
FATORES QUE FAVORECEM A FORMAÇÃO
DA CÁLCULOS BILIARES
 Alimentação rica em gorduras e
carboidratos;
 Dieta pobre em fibras;
 Sedentarismo;
 Alto grau de LDL e diminuição do HDL;
 Diabetes;
 Obesidade;
 Hipertensão;
 Tabagismo;
 Uso prolongado de anticoncepcionais;
 Elevação do nível de estrogênio
(hormônio sexual feminino);
 Predisposição genética.
PANCREATITE AGUDA
SINTOMAS:
 Epigastralgia de instalação aguda refratária,
irradiando em faixa para o dorso;
 Náuseas e vômitos;
 Dor à palpação profunda;
 Icterícia;
 Diarreia e má-absorção;
TRATAMENTO:
 Suspensão ingestão via oral por até 48 horas;
 Em crise: jejum (poupar órgão) e hidratação
(soro glicosilado 5%)
 Após crise: dieta liquida hipolipídica, evolução
consistência.
 Analgésicos, antibióticos, hidratação venosa;
 Cirurgia - Colecistectomia.
COMPLICAÇÕES: Insuficiência renal, respiratória, abscessos pancreáticos, necrose, hemorragias,
Síndrome Inflamatória Sistêmica (SIRS), óbito.
PANCREATITE CRÔNICA
Caracterizada pela destruição extensiva do órgão (lesões irreversíveis). Leva a
deficiência funcional comprometendo a digestão e absorção de nutrientes e
desencadeando o DM.
Tipos:
PANCREATITE CRÔNICA CALCIFICANTE (FORMA MAIS FREQUENTE);
 Álcool, hiperparatiroidismo, desnutrição, idiopática;
 Cálculos pancreáticos  sais de cálcio;
PANCREATITE CRÔNICA OBSTRUTIVA
 Tumores, cicatrização.
A MAIORIA DOS PORTADORES
DE PANCREATITE
CRÔNICA POSSUI ALGUM
GRAU DE DESNUTRIÇÃO.
PANCREATITE CRÔNICA
 CAUSAS:
 75% casos alcoolismo crônico
 Hereditária
 Medicamentos
 5-10 casos para cada 100.000 pessoas
 SINTOMAS:
Má digestão e má absorção de lipídeos e proteínas diarreia e esteatorréia;
Dor, náuseas e vômitos, icterícia (20 a 50% casos), anorexia, perda de peso, desnutrição
progressiva, dispepsias, derrame, hemorragias, ascite. Após 10 anos de doença a dor
costuma desaparecer e o pâncreas se torna calcificado e fibrótico.
PANCREATITE CRÔNICA
 TRATAMENTO:
 Interrupção do etilismo, uso de analgésicos e recuperação do estado nutricional;
 O diabetes pode ser tratado com insulinoterapia e a insuficiência exócrina, com suplementação
de enzimas pancreáticas.
 DIETOTERAPIA:
 Restrição de lipídeos ( 20%);
 Acompanhamento da glicemia: conduta para diabetes;
 Enzimas digestivas + antiácido: entre as refeições;
 Deficiências nutricionais (Vit. B12, ácido fólico);
 Orientar não consumir bebidas alcoólicas;
PANCREATITE CRÔNICA E DESNUTRIÇÃO
Processo inflamatório crônico que leva ao hipermetabolismo e ao hipercatabolismo;
 Ingestão persistente alcoólica (etilista 60-70%);
 Dor – diminui ingestão oral de nutrientes;
 Má digestão e absorção - secreção de enzimas digestivas;
 ESTEATORRÉIA: condição caracterizada pela presença excessiva de gordura nas
fezes, resultando em fezes volumosas, fétidas e de aparência oleosa.
Ocorre em 30% dos pacientes (perda > 7 g de gordura/dia), contribuindo para a má
absorção, diarreias volumosas e má absorção de vitaminas lipossolúveis.
ESTEATORRÉIA
A função exócrina do pâncreas é comprometida, resultando na
diminuição da produção de enzimas digestivas, incluindo as lipases,
necessárias para a digestão e absorção de gordura;
LIPASES
ENZIMAS
DIGESTIVAS
PÂNCREAS
DIMINUIÇÃO DA
DIGESTÃO E ABSORÇÃO
DE LIP’s
CÂNCER DE PÂNCREAS
CARACTERÍSTICAS:
 Agressivo;
 Diagnóstico não é precoce;
FATORESDE RISCO:
 Histórico familiar;
 Tabagismo;
 Obesidade;
 Pancreatite Crônica;
SINTOMAS:
 Dor abdominal;
 Perda de peso inexplicável;
 Icterícia;
 Perda de apetite e fadiga;
DIABETES
DIABETES
O pâncreas
desempenha um
papel central na
regulação dos níveis
de açúcar no
sangue, e qualquer
disfunção neste
órgão pode
contribuir para o
desenvolvimento do
diabetes.
DIETOTERAPIA ??
CISTOS PANCREÁTICOS E PANCREATITE AUTOIMUNE
 CISTOS PANCREÁTICOS:
 São bolsas de líquido que se formam no
pâncreas.
 Nem todos os cistos pancreáticos são
cancerígenos, mas alguns podem aumentar o
risco de desenvolver câncer de pâncreas.
 PANCREATITE AUTOIMUNE:
 Na pancreatite autoimune, o sistema imunológico ataca erroneamente as
células do pâncreas, resultando em inflamação e dano ao órgão.
DIETOTERAPIA NAS DOENÇAS
PANCREÁTICAS
O principal objetivo dietoterápico é controlar a má absorção e
melhorar a condição nutricional do paciente, evitando a evolução da
desnutrição proteico-energética.
 Controlar a dor
 Corrigir a má absorção
 Controlar as complicações, propiciando melhor ingestão energética
 Evitando a perda de peso e o surgimento da desnutrição proteico-
energética.
DIETOTERAPIA
80% dos pacientes são tratados com uma dieta via oral normal,
associada ou não a enzimas pancreáticas;
 Jejum – evolui dieta líquida hipolipídica
Ingestão dietética fracionada em pequenas porções;
 Normo a Hipercalórica (25 -35 kcal/kg/dia);
 Hiperprotéica (1,0 a 1,5 g/kg/dia);
 Rica em carboidratos;
 Pobre em gordura (0,7 a 1,0 g/kg/dia) com preferência para gordura vegetal,
que são melhor toleradas;
DIETOTERAPIA
 Dieta oral for bem tolerada, mas a ingestão ainda for insuficiente e
a perda de peso for persistente, suplementar com triglicerídeos de
cadeia média, rica em vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e outros
micronutrientes, associado a enzimas pancreáticas.
 A TNE deve ser iniciada nos casos mais graves (5% dos casos) que
cursam com a persistência da ingestão inadequada de nutrientes,
perda de peso progressiva no pré-operatório e nas complicações
como estenose piloro-duodenal (é o estreitamento parcial ou total
do mesmo que impede a progressão do conteúdo do estômago para
o duodeno).
DIETOTERAPIA- TNP
A TNP está indicada apenas naqueles pacientes incapazes
de atingir os seus requerimentos nutricionais pela via
enteral, por falência intestinal ou em situações como íleo
prolongado, fístula pancreática e síndrome compartimental
abdominal (conjunto de disfunções orgânicas, decorrentes
do aumento da pressão intra-abdominal (PIA), prontamente
revertidos pela descompressão da cavidade abdominal).
AGRADECIMENTOS
Esta apresentação foi elaborada com apoio do material didático da
Prof.ª Amanda Almeida e Fabiani Beal.
a) A terapia nutricional parenteral é a única via de nutrição
recomendada na pancreatite aguda.
b) A reintrodução de alimentos na pancreatite aguda ocorre mesmo na
persistência de dor e sensibilidade abdominal.
c) A nutrição enteral é contraindicada na pancreatite aguda.
d) Em casos leves de pancreatite aguda não é necessário fazer restrições
alimentares.
e) Independente da gravidade da pancreatite aguda, o tratamento inicial
é jejum, hidratação e analgesia.
IBFC – EBSERH- 2023. A pancreatite aguda é caracterizada por processo inflamatório agudo
do pâncreas, com dor abdominal no epigástrio ou no quadrante superior direito. Além da
dor, os pacientes cursam com náuseas e vômitos. Diante do exposto, assinale a alternativa
correta.
ALTERNATIVA E
a) hiperproteica (1,5 a 2 g/kg/dia) com atenção aos casos de
insuficiência hepática ou renal, 50% de carboidratos e de 25 a 35%
de lipídios, com monitoração dos triglicerídios.
b) normoproteica (1,0 a 1,2 g/kg/dia), 45 a 55% de carboidratos e de 25
a 35% de lipídios.
c) hipoproteica (0,8 g/kg/dia), 50 a 60% de carboidratos, 30 a 35% de
lipídios e oferta de probióticos.
d) normoproteica (1,0 a 1,2 g/kg/dia), 50 a 60% de carboidratos, 30 a
35% de lipídios e oferta de glutamina.
SES GO - SES GO - Residência em Nutrição – 2022. Pacientes com pancreatite aguda
grave com estabilidade hemodinâmica devem receber suporte nutricional com oferta
de uma dieta:
ALTERNATIVA A
◎ ( ) Uma alta ingestão de gordura dietética por um período curto de tempo já
pode predispor o indivíduo à formação de cálculos biliares devido ao constante
estímulo na produção de mais colesterol para a síntese da bile necessária na
digestão dos lipídeos.
◎ ( ) Os fatores de risco para a formação de cálculos de colesterol incluem
alimentação rica em gorduras e carboidratos, dieta pobre em fibras,
sedentarismo, alto grau de LDL e diminuição do HDL, diabetes, obesidade,
hipertensão, tabagismo, uso prolongado de anticoncepcionais, elevação do nível
de estrogênio e predisposição genética.
◎ ( ) Os cálculos biliares bloqueiam o ducto pancreático, impedindo que as
enzimas digestivas fluam adequadamente e levando à inflamação do pâncreas.
Em relação à colelitíase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as
Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência
CORRETA:
◎ ( E ) Uma alta ingestão de gordura dietética por um período curto de tempo já
pode predispor o indivíduo à formação de cálculos biliares devido ao constante
estímulo na produção de mais colesterol para a síntese da bile necessária na
digestão dos lipídeos.
◎ ( C ) Os fatores de risco para a formação de cálculos de colesterol incluem
alimentação rica em gorduras e carboidratos, dieta pobre em fibras,
sedentarismo, alto grau de LDL e diminuição do HDL, diabetes, obesidade,
hipertensão, tabagismo, uso prolongado de anticoncepcionais, elevação do nível
de estrogênio e predisposição genética.
◎ ( C ) Os cálculos biliares bloqueiam o ducto pancreático, impedindo que as
enzimas digestivas fluam adequadamente e levando à inflamação do pâncreas.
Em relação à colelitíase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as
Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência
CORRETA:
QUESTÕES
◎ Paciente com pancreatite tem indicação de repouso pancreático para
melhora do quadro. A gravidade da doença é que determinará o tipo,
a via e o momento certo para o início da terapia nutricional. Quando
deve ser iniciada a dieta oral?
a) Na ausência da dor.
b) Ao normalizar a icterícia.
c) Na presença de hiperbilirrubinemia.
d) Ao término do tratamento antibacteriano.
ALTERNATIVA A
QUESTÕES
É recomendação nutricional no tratamento da pancreatite crônica:
a) Se houver etilismo crônico, será necessária a reposição somente das
vitaminas lipossolúveis.
b) A dieta deve ser normoglicídica, sendo necessário o acompanhamento da
glicemia.
c) Na ocorrência de esteatorreia persistente, é indicada a redução da oferta
de lipídios para 15% do valor energético total, com utilização de TCM.
d) Se houver desnutrição grave (IMC < 18kg/m2), deve-se ofertar
25kcal/kg/peso atual/dia, com progressão gradativa, pelo risco de
síndrome de realimentação. ALTERNATIVA B

ÓRGÃOS ANEXOS.pptx SAUDE CARDIOVASCULAR

  • 1.
    ÓRGÃOS ANEXOS- PANCRÊAS CONHECIMENTO CLÍNICOE DIETOTERÁPICO PROF.ª: EULÁLIA CARVALHO
  • 2.
    ÓRGÃOS ANEXOS As estruturasanexas do sistema digestório são órgãos que produzem ou armazenam secreções que passam para o trato gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento, esses órgãos não entram em contato com o alimento. São eles:  Glândulas Salivares;  Fígado;  Vesícula Biliar e;  Pâncreas; Glândulas salivares no sistema digestivo humano (Imagem: Adobe Stock)
  • 3.
    PÂNCREAS  Localizado naparte superior do abdômen atrás do fígado.  Órgão retroesternal alongado com 15 a 25 cm, pesa menos de 100g  Secreta 1 Kg/dia de suco pancreático.  Dividido em: cabeça, corpo e cauda; O pâncreas possui duplo papel, pois além de ser uma glândula EXÓCRINA do sistema digestório, é também uma glândula ENDÓCRINA produtora de hormônios.
  • 4.
  • 5.
    FUNÇÕES DO PÂNCREAS Opâncreas possui funções endócrinas e exócrinas (glândulas): FUNÇÃO EXÓCRINA: Responsáveis pela síntese e liberação nos ductos pancreáticos de algumas enzimas digestivas inativas. Ao atingir o duodeno, essas enzimas são ativadas e tornam-se peptidases, amilases e lipases que serão responsáveis pela digestão de PTN’s, CHO’s e LIP’s. FUNÇÃO ENDÓCRINA: secretam hormônios fundamentais para a regulação metabolismo da glicose, e também das funções gastrointestinais, diretamente na corrente sanguínea.
  • 6.
    PÂNCREAS- FUNÇÕES ENDÓCRINAS E EXÓCRINAS ENDÓCRINAS: ILHOTAS DELANGUERHANS – HORMÔNIOS DIRETAMENTE NA CORRENTE SANGUÍNEA;  Células beta: insulina  Células alfa: glucagon  Células delta: somatostatina  Células PP: polipeptídio pancreático EXÓCRINAS: SECRETAM SUBSTÂNCIAS EM OUTROS ÓRGÃOS OU PARA O EXTERIOR CORPORAL.  Suco enzimático: enzimas para digestão de proteínas, gorduras e carboidratos.  Suco aquoso: rico em íons e bicarbonato para neutralizar o quimo ácido.
  • 7.
    INSULINA A insulina épelas células beta do pâncreas.  É secretada em resposta ao aumento dos níveis de glicose no sangue após uma refeição.  A função primária da insulina é facilitar a entrada de glicose nas células do corpo, onde é usada como fonte de energia ou armazenada para uso futuro.  Além disso, a insulina promove o armazenamento de glicose na forma de glicogênio no fígado e nos músculos.  Também inibe a produção de glicose pelo fígado.
  • 8.
    GLUCAGON  O glucagoné pelas células alfa do pâncreas.  É secretado em resposta a baixos níveis de glicose no sangue, como durante o jejum ou exercício intenso.  O principal papel do glucagon é aumentar os níveis de glicose no sangue.  Ele faz isso estimulando o fígado a converter glicogénio armazenado em glicose, que é liberada na corrente sanguínea.  Além disso, o glucagon também promove a gliconeogénese, que é a produção de glicose a partir de substratos não glicídicos, como aminoácidos e ácidos gordos.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    SOMATOSTATINA  A somatostatinaatua como inibidor de insulina, glucagon, hormônio do crescimento (GH), entre outros.  Desempenha um papel importante na regulação dos níveis de glicose no sangue ao inibir tanto a secreção de insulina quanto a de glucagon, contribuindo assim para a manutenção da homeostase glicêmica.  Exerce efeitos inibitórios sobre a motilidade e a secreção do trato gastrointestinal.  Ela diminui a atividade motora do estômago e dos intestinos, retardando a absorção de nutrientes e prolongando a sensação de saciedade após as refeições.
  • 12.
    DOENÇAS DO PANCRÊAS:PANCREATITE Pancreatite: processo inflamatório do tecido pancreático. Pode ser aguda ou crônica.  PANCREATITE AGUDA: Apresenta-se de duas formas:  Pancreatite aguda edematosa/intersticial: edema e congestão pancreática (80 a 85% dos casos) – cálculos biliares;  Pancreatite aguda necrotizante (15 a 20% casos, porém maior mortalidade)  complicações infecciosas e necrose tecidual;  17-28 casos a cada 100.000 pessoas.  PANCREATITE CRÔNICA pode resultar de um consumo prolongado de álcool, exposição a toxinas ou outras condições.
  • 13.
    PANCREATITE AGUDA  A causamais comum para a Pancreatite Aguda é a presença de cálculos biliares, que bloqueiam o ducto pancreático, impedindo que as enzimas digestivas fluam adequadamente e levando à inflamação do pâncreas.  OUTRAS CAUSAS: Trauma abdominais; Doença do trato biliar: Litíase; Alcoolismo crônico; Tumores pancreáticos; Bactérias, parasitas e vírus;  Medicamentos: corticosteroides  Secundária a doenças: hipertrigliceridemia, fibrose cística.
  • 14.
    FATORES QUE FAVORECEMA FORMAÇÃO DA CÁLCULOS BILIARES  Alimentação rica em gorduras e carboidratos;  Dieta pobre em fibras;  Sedentarismo;  Alto grau de LDL e diminuição do HDL;  Diabetes;  Obesidade;  Hipertensão;  Tabagismo;  Uso prolongado de anticoncepcionais;  Elevação do nível de estrogênio (hormônio sexual feminino);  Predisposição genética.
  • 15.
    PANCREATITE AGUDA SINTOMAS:  Epigastralgiade instalação aguda refratária, irradiando em faixa para o dorso;  Náuseas e vômitos;  Dor à palpação profunda;  Icterícia;  Diarreia e má-absorção; TRATAMENTO:  Suspensão ingestão via oral por até 48 horas;  Em crise: jejum (poupar órgão) e hidratação (soro glicosilado 5%)  Após crise: dieta liquida hipolipídica, evolução consistência.  Analgésicos, antibióticos, hidratação venosa;  Cirurgia - Colecistectomia. COMPLICAÇÕES: Insuficiência renal, respiratória, abscessos pancreáticos, necrose, hemorragias, Síndrome Inflamatória Sistêmica (SIRS), óbito.
  • 16.
    PANCREATITE CRÔNICA Caracterizada peladestruição extensiva do órgão (lesões irreversíveis). Leva a deficiência funcional comprometendo a digestão e absorção de nutrientes e desencadeando o DM. Tipos: PANCREATITE CRÔNICA CALCIFICANTE (FORMA MAIS FREQUENTE);  Álcool, hiperparatiroidismo, desnutrição, idiopática;  Cálculos pancreáticos  sais de cálcio; PANCREATITE CRÔNICA OBSTRUTIVA  Tumores, cicatrização. A MAIORIA DOS PORTADORES DE PANCREATITE CRÔNICA POSSUI ALGUM GRAU DE DESNUTRIÇÃO.
  • 17.
    PANCREATITE CRÔNICA  CAUSAS: 75% casos alcoolismo crônico  Hereditária  Medicamentos  5-10 casos para cada 100.000 pessoas  SINTOMAS: Má digestão e má absorção de lipídeos e proteínas diarreia e esteatorréia; Dor, náuseas e vômitos, icterícia (20 a 50% casos), anorexia, perda de peso, desnutrição progressiva, dispepsias, derrame, hemorragias, ascite. Após 10 anos de doença a dor costuma desaparecer e o pâncreas se torna calcificado e fibrótico.
  • 18.
    PANCREATITE CRÔNICA  TRATAMENTO: Interrupção do etilismo, uso de analgésicos e recuperação do estado nutricional;  O diabetes pode ser tratado com insulinoterapia e a insuficiência exócrina, com suplementação de enzimas pancreáticas.  DIETOTERAPIA:  Restrição de lipídeos ( 20%);  Acompanhamento da glicemia: conduta para diabetes;  Enzimas digestivas + antiácido: entre as refeições;  Deficiências nutricionais (Vit. B12, ácido fólico);  Orientar não consumir bebidas alcoólicas;
  • 19.
    PANCREATITE CRÔNICA EDESNUTRIÇÃO Processo inflamatório crônico que leva ao hipermetabolismo e ao hipercatabolismo;  Ingestão persistente alcoólica (etilista 60-70%);  Dor – diminui ingestão oral de nutrientes;  Má digestão e absorção - secreção de enzimas digestivas;  ESTEATORRÉIA: condição caracterizada pela presença excessiva de gordura nas fezes, resultando em fezes volumosas, fétidas e de aparência oleosa. Ocorre em 30% dos pacientes (perda > 7 g de gordura/dia), contribuindo para a má absorção, diarreias volumosas e má absorção de vitaminas lipossolúveis.
  • 20.
    ESTEATORRÉIA A função exócrinado pâncreas é comprometida, resultando na diminuição da produção de enzimas digestivas, incluindo as lipases, necessárias para a digestão e absorção de gordura; LIPASES ENZIMAS DIGESTIVAS PÂNCREAS DIMINUIÇÃO DA DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE LIP’s
  • 21.
    CÂNCER DE PÂNCREAS CARACTERÍSTICAS: Agressivo;  Diagnóstico não é precoce; FATORESDE RISCO:  Histórico familiar;  Tabagismo;  Obesidade;  Pancreatite Crônica; SINTOMAS:  Dor abdominal;  Perda de peso inexplicável;  Icterícia;  Perda de apetite e fadiga;
  • 22.
  • 23.
    DIABETES O pâncreas desempenha um papelcentral na regulação dos níveis de açúcar no sangue, e qualquer disfunção neste órgão pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes. DIETOTERAPIA ??
  • 24.
    CISTOS PANCREÁTICOS EPANCREATITE AUTOIMUNE  CISTOS PANCREÁTICOS:  São bolsas de líquido que se formam no pâncreas.  Nem todos os cistos pancreáticos são cancerígenos, mas alguns podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pâncreas.  PANCREATITE AUTOIMUNE:  Na pancreatite autoimune, o sistema imunológico ataca erroneamente as células do pâncreas, resultando em inflamação e dano ao órgão.
  • 25.
    DIETOTERAPIA NAS DOENÇAS PANCREÁTICAS Oprincipal objetivo dietoterápico é controlar a má absorção e melhorar a condição nutricional do paciente, evitando a evolução da desnutrição proteico-energética.  Controlar a dor  Corrigir a má absorção  Controlar as complicações, propiciando melhor ingestão energética  Evitando a perda de peso e o surgimento da desnutrição proteico- energética.
  • 26.
    DIETOTERAPIA 80% dos pacientessão tratados com uma dieta via oral normal, associada ou não a enzimas pancreáticas;  Jejum – evolui dieta líquida hipolipídica Ingestão dietética fracionada em pequenas porções;  Normo a Hipercalórica (25 -35 kcal/kg/dia);  Hiperprotéica (1,0 a 1,5 g/kg/dia);  Rica em carboidratos;  Pobre em gordura (0,7 a 1,0 g/kg/dia) com preferência para gordura vegetal, que são melhor toleradas;
  • 27.
    DIETOTERAPIA  Dieta oralfor bem tolerada, mas a ingestão ainda for insuficiente e a perda de peso for persistente, suplementar com triglicerídeos de cadeia média, rica em vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e outros micronutrientes, associado a enzimas pancreáticas.  A TNE deve ser iniciada nos casos mais graves (5% dos casos) que cursam com a persistência da ingestão inadequada de nutrientes, perda de peso progressiva no pré-operatório e nas complicações como estenose piloro-duodenal (é o estreitamento parcial ou total do mesmo que impede a progressão do conteúdo do estômago para o duodeno).
  • 28.
    DIETOTERAPIA- TNP A TNPestá indicada apenas naqueles pacientes incapazes de atingir os seus requerimentos nutricionais pela via enteral, por falência intestinal ou em situações como íleo prolongado, fístula pancreática e síndrome compartimental abdominal (conjunto de disfunções orgânicas, decorrentes do aumento da pressão intra-abdominal (PIA), prontamente revertidos pela descompressão da cavidade abdominal).
  • 29.
    AGRADECIMENTOS Esta apresentação foielaborada com apoio do material didático da Prof.ª Amanda Almeida e Fabiani Beal.
  • 30.
    a) A terapianutricional parenteral é a única via de nutrição recomendada na pancreatite aguda. b) A reintrodução de alimentos na pancreatite aguda ocorre mesmo na persistência de dor e sensibilidade abdominal. c) A nutrição enteral é contraindicada na pancreatite aguda. d) Em casos leves de pancreatite aguda não é necessário fazer restrições alimentares. e) Independente da gravidade da pancreatite aguda, o tratamento inicial é jejum, hidratação e analgesia. IBFC – EBSERH- 2023. A pancreatite aguda é caracterizada por processo inflamatório agudo do pâncreas, com dor abdominal no epigástrio ou no quadrante superior direito. Além da dor, os pacientes cursam com náuseas e vômitos. Diante do exposto, assinale a alternativa correta. ALTERNATIVA E
  • 31.
    a) hiperproteica (1,5a 2 g/kg/dia) com atenção aos casos de insuficiência hepática ou renal, 50% de carboidratos e de 25 a 35% de lipídios, com monitoração dos triglicerídios. b) normoproteica (1,0 a 1,2 g/kg/dia), 45 a 55% de carboidratos e de 25 a 35% de lipídios. c) hipoproteica (0,8 g/kg/dia), 50 a 60% de carboidratos, 30 a 35% de lipídios e oferta de probióticos. d) normoproteica (1,0 a 1,2 g/kg/dia), 50 a 60% de carboidratos, 30 a 35% de lipídios e oferta de glutamina. SES GO - SES GO - Residência em Nutrição – 2022. Pacientes com pancreatite aguda grave com estabilidade hemodinâmica devem receber suporte nutricional com oferta de uma dieta: ALTERNATIVA A
  • 32.
    ◎ ( )Uma alta ingestão de gordura dietética por um período curto de tempo já pode predispor o indivíduo à formação de cálculos biliares devido ao constante estímulo na produção de mais colesterol para a síntese da bile necessária na digestão dos lipídeos. ◎ ( ) Os fatores de risco para a formação de cálculos de colesterol incluem alimentação rica em gorduras e carboidratos, dieta pobre em fibras, sedentarismo, alto grau de LDL e diminuição do HDL, diabetes, obesidade, hipertensão, tabagismo, uso prolongado de anticoncepcionais, elevação do nível de estrogênio e predisposição genética. ◎ ( ) Os cálculos biliares bloqueiam o ducto pancreático, impedindo que as enzimas digestivas fluam adequadamente e levando à inflamação do pâncreas. Em relação à colelitíase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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    ◎ ( E) Uma alta ingestão de gordura dietética por um período curto de tempo já pode predispor o indivíduo à formação de cálculos biliares devido ao constante estímulo na produção de mais colesterol para a síntese da bile necessária na digestão dos lipídeos. ◎ ( C ) Os fatores de risco para a formação de cálculos de colesterol incluem alimentação rica em gorduras e carboidratos, dieta pobre em fibras, sedentarismo, alto grau de LDL e diminuição do HDL, diabetes, obesidade, hipertensão, tabagismo, uso prolongado de anticoncepcionais, elevação do nível de estrogênio e predisposição genética. ◎ ( C ) Os cálculos biliares bloqueiam o ducto pancreático, impedindo que as enzimas digestivas fluam adequadamente e levando à inflamação do pâncreas. Em relação à colelitíase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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    QUESTÕES ◎ Paciente compancreatite tem indicação de repouso pancreático para melhora do quadro. A gravidade da doença é que determinará o tipo, a via e o momento certo para o início da terapia nutricional. Quando deve ser iniciada a dieta oral? a) Na ausência da dor. b) Ao normalizar a icterícia. c) Na presença de hiperbilirrubinemia. d) Ao término do tratamento antibacteriano. ALTERNATIVA A
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    QUESTÕES É recomendação nutricionalno tratamento da pancreatite crônica: a) Se houver etilismo crônico, será necessária a reposição somente das vitaminas lipossolúveis. b) A dieta deve ser normoglicídica, sendo necessário o acompanhamento da glicemia. c) Na ocorrência de esteatorreia persistente, é indicada a redução da oferta de lipídios para 15% do valor energético total, com utilização de TCM. d) Se houver desnutrição grave (IMC < 18kg/m2), deve-se ofertar 25kcal/kg/peso atual/dia, com progressão gradativa, pelo risco de síndrome de realimentação. ALTERNATIVA B