+ A Crónica de
		 Miguel Oliveira
+ Moto Gamer:
		 1000ccTurbo
E AINDA...
Viver...
Entrevista:
Stefan Pierer
Viagem:
Médio Oriente
Yamaha SR250
Sport Racer
O mundo das motos
mensal 2
0
1
5
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nº287 3,5€ continente
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março
MOTOS EM 2ª MÃO
Até 2000 €, o que nos oferece
o mercado de usadas
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SUPER
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1299 Panigale S
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Two Fifty
KTM
A ERA DAS 2T
Honda
NSR500‘85
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Triumph Tiger 800 XCx/XRx
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março 2015
5 6 0 1 7 5 3 0 0 1 2 7 3
ISBN 5601753001273
00287
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BMW S1000 XR
Ducati Multistrada 1200S
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149,99€
7.100,00€
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CAPITAL FINANCIADO
COMISSÃO COBRANÇA
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5.664,12€
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montante total imputado ao consumidor de 5.664,12€. Acresce comissão de abertura de Contrato de 100,00€, finalização de 41,00€, impostos legais em vigor de
56,90€ e portes de 2,08€ por mensalidade. Caso opte por não aderir ao seguro serão alterados os seguintes valores: valor de financiamento de 5.338,00€, prestação
148,28€, TAEG de 3,3%, impostos legais em vigor de 56,34€ e MTIC 5.602,00€. O SC é Agente de Seguros, n.º408262671/3 do ISP. Para mais informações contacte
o Santander Consumer. Condições válidas até 31 de Março de 2015, condicionadas à TAEG máxima em vigor à data da contratação, nos termos do artº 28 do
DL133/2009, se aplicável.
SUMÁRIOSUMÁRIO 3/20153/2015
38Ensaio: lado a lado as versões XRx e XCx das
novas Triumph Tiger 800
72
26
Médio Oriente: uma
aventura por locais onde, hoje em dia,
viajar está fora de questão
Stefan Pierer: o Presidente
da KTM fala-nos do sucesso e do futuro
INTRO ///
	 4 	 Notícias da indústria; Agenda; Editorial; 	
		 Mercado, etc
	 14 	 Crónica de Miguel Oliveira
	 16 	 Moto Gamer
	 17 	 Projeto CS_05 Zen
	 18	 Flash - Equipas EPRI da PSP
TESTES + TÉCNICA ///
	 20 	 Teste
		 Apresentação em dose dupla: duas
		 fabulosas novidades da KTM, a 1290
		 Super Adventure e a 1050 Adventure
	 32 	 Frente a frente
		 Primeiro embate, por agora somente 	
		 virtual, entre a Ducati Multistrada
		 1200 S DVT e a BMW S 1000 XR
	 38 	 Ensaio
		 As novasTriumphTiger 800 XCx e XRx, 	
		 num ensaio duplo em terras lusas
	 46 	 Teste
		 No AIA para o primeiro contacto com a 	
		 Ducati Panigale 1299 S
	 50 	 Teste
		 MashTwo Fifty
	 ÁREA DE SERVIÇO ///
	 8	 Ficha técnica
		 Staff e contactos
	 52 	 Motos usadas
		 Motos em 2ª mão até 2000 €
	58	 Shopping
		 Equipamento e acessórios
	 59	 Action Team		
	 60	Preços das motos novas
	67	 Mercado
REPORTAGEM ///
	 26 	 Entrevista: Stefan Pierer
		 O Presidente da KTM aborda mais um 	
		 grande ano da marca austríaca e os
		 desafios que prepara para o futuro
	 94	 Cafe Racer
		 UmaYamaha SR 250 que ganhou nova 	
		 vida pelas mãos de Jorge Brandâo
DESPORTO ///
	 84	 Yamaha Racing
		 Nova estratégia de ataque a 2015
	 88	 A Era das 2 Tempos
		 Honda NSR 500, Freddie Spencer
32	 BMW S 1000 XR
32	 Ducati Multistrada 1200 S DVT
46	 Ducati 1299 Panigale S
88	 Honda NSR 500 - 1985
20	 KTM 1290 Super Adventure
20	 KTM 1050 Adventure
50	 Mash Two Fifty
38	 Triumph Tiger 800 XCx
38	 Triumph Tiger 800 XRx
94	 Yamaha SR 250“Sport racer”
MOTOS NESTA EDIÇÃO ///
MOTOTURISMO ///
	 72 	 Médio Oriente
		 Uma viagem que cruzou países como a 	
		 Turquia, Síria, Israel, Iraque ou Jordânia, 	
		 passando por locais hoje em dia
		 assolados pela guerra
MAGAZINE ///
	 96 	 Banda desenhada
		 As Odisseias de um Motard
		
www.motociclismo. pt 3
HÁ UM PAR DE MESES,ASSISTI
A UMA CONVERSA ENTRE DOIS
GÉNIOS DO HUMOR QUE MUITO
ADMIRO,O ENORME JOHN CLEESE
DOS MONTY PYTHON (VÉNIA,POR
FAVOR),e outro grande talento que na altura
o entrevistava, Jon Stewart, durante o“The
Daily Show”de que este último é anfitrião (se
perderam naTV podem sempre recorrer ao
Youtube). A certa altura, John Cleese explica
que uma das grandes vantagens que a idade
lhe trouxe foi o ter deixado de ligar, ou dar
demasiada importância, a certas coisas que
antes o preocupavam ou angustiavam -
resumido, na versão original, a um expressivo
“I just don’t give a fuck”.
Embora eu ainda esteja algo distante dos
75 anos de Cleese, para que possa sentir na
plenitude os efeitos desse fenómeno, eles
são inegáveis e, é verdade, acentuam-se
com o correr dos anos. A frequência com
que vivo esses momentos libertadores em
que, para usar uma expressão portuguesa
correspondente à de Cleese, eu“quero que
se f...”, é, felizmente, cada vez maior (mais dois
anitos e escrevo isto sem as reticências).
Aligaçãodetudoistoaomotociclismo,
paraalémdemotivaçõesdeordempessoal,
surgeapropósitodoanunciadoregresso
àspistasdeRuiReigoto,poisofenómeno
atráscitadoganhaespecialforçaemquem
sabequenãotemnadaaprovar. Sete vezes
Campeão Nacional deVelocidade, aos 41
anos e depois de cinco épocas completas
sem competir, Rui Reigoto vai voltar correr,
contra uma concorrência muito mais nova e de
sangue na guelra. Porquê? Porque sim. Porque
lhe apetece, porque quer desafios e, mesmo
afastado das pistas, nunca deixou de ser piloto.
Porque quer voltar a sentir a adrenalina a
bombar. Porque gosta de motos e de corridas.
E, sim, porque não tem nada a provar.
Se vai ou não ganhar corridas, isso pouco
importa aqui, embora eu saiba que ele se
vai“esmifrar”para o conseguir. Para mim já
ganhou. Pelo menos, já ganhou aos que,
sentados no sofá, desejam que ele falhe. E
serão muitos, pois uma carreira vencedora
deixa sempre inimizades pelo caminho.
Por coincidência, e já em cima do fecho desta
edição, tivemos outra notícia: depois de seis
anos afastado e quase com 46 de idade,Troy
Bayliss alinhou com a moto do lesionado Davide
Giugliano na abertura do Mundial de SBK.Vi as
corridas, mas não me recordo em que posição
terminou as duas mangas. Nem importa. Para
mim, também já tinha ganho no momento em
que entrou para a pista.
Foram revelados mais detalhes da
aventura mais surpreendente do
calendário de Mototurismo da Federação
de Motociclismo de Portugal, o Lés-a-Lés
Off-Road. Sabemos agora que o arranque
será em Bragança, passando a caravana
porTermas de Monfortinho e terminando
a viagem de cerca de 1000 km em Lagos,
Algarve. As inscrições têm um custo de
250 € até 30 de julho, e depois passam a
275 € até ao fecho das mesmas a 31 de
agosto. Os estradões de terra são de
dificuldade baixa ou média, pelo que
qualquer um, desde que tenha moto e
pneus indicados, poder participar. O Lés-
a-Lés Off-Road realiza-se de 23 a 26 de
setembro.
A marca indiana Royal Enfield está a
crescer a cada ano que passa, e mais
uma prova disso é que a marca
entregou um pedido para registar o
nome“Himalayan”.
Na descrição do pedido de registo a
Royal Enfield detalha que será para
utilizar em motos, trikes, acessórios para
as motos e motociclistas, o que deixa
em aberto a possibilidade da marca
apresentar em breve uma novidade no
segmento trail, que utilizará um novo
motor com cerca de 400 cc, unidade
motriz desenvolvida de raiz pela Royal
Enfield para equipar um conjunto de
novos modelos.
De facto, a Himalayan que aparece na
imagem acima é apenas uma criação
artística feita no computador, mas esta
moto será a primeira com assinatura de
Pierre Terblanche, designer que
recentemente se juntou à Royal Enfield
e que vai revolucionar a gama da marca.
OLD SCHOOL
editorial
Luís Carlos
Sousa
Diretor
lcsousa@motorpress.pt
Lés-a-LésOffRoad2015
RoyalEnfieldregista
nome“Himalayan”
Yamahacelebra30AnosdeVMaxcomversãoYard
Builtdesteícone:eisaInfrareddaJvBMoto.
Para celebrar os 30 anos da VMax a Yamaha anunciou que
iria revelar algumas versões personalizadas Yard Built da
VMax, e a primeira é a Infrared, preparada pelos alemães da
JvB Moto, liderados por Jens vom Brauck. Esta VMax é a
visão da JvB do que deve ser uma dragster com estilo café
racer, sem esquecer as raízes deste modelo. Nesse sentido a
JvB Moto aproveitou elementos originais da VMax, como as
entradas de ar em alumínio modeladas a partir das originais
e a pintura é uma aproximação à das motos de GP da
Yamaha de 1985, sem os habituais“Speed Blocks”. O guarda-
lamas frontal, ou vestígios dele, em alumínio, fica debaixo de
uma ótica em fibra de carbono integrada na forquilha,
carbono que também é utilizado no depósito de
combustível superior e na traseira personalizada e
compacta. A JvB Moto pretende criar uma versão em fibra
desta traseira para que qualquer proprietário de uma VMax
a possa comprar e usar. Um dos pontos tradicionais na moto,
as quatro ponteiras, são eliminadas e trocadas na Infrared
por um sistema 4-1 da Termignoni.
VMax Infrared
da JvB Moto PUBLICIDADE
AInfrareddaJvBMotonão
passadespercebida,egrita
potênciaemqualquer
elemento,comoamassiva
jantetraseiracom
coberturaemcarbono
6 03/2015
Noiníciodoano,conformenoticiámosnestaspáginas,aApriliaeMoto
Guzzi,bemcomoasscootersScarabeo,passaramaserrepresentadaspela
OfficinaMoto,empresadomesmouniversodaC.MachadoLda.,quejá
detinhaarepresentaçãoemPortugaldasrestantesmarcasdoGrupo
Piaggio–Vespa,PiaggioeDerbi.
Comumnovoresponsável,MiguelVasconcelos,estesprimeirosmesesdo
anopassamsobretudoporremodelararededeconcessionários,
dinamizaracomunicaçãoeprepararasede/showroomcujainauguração
estáprevistaparaabril.ComaScarabeoajuntar-seàsrestantesscooters
noPiaggioCenterdeLisboa,emAlcântara(ondeasGuzzieApriliatêmum
espaçoprovisório),aOfficinaMototeránoshowroomainaugurarem
Marvila,zonaorientaldeLisboa,umlocalquesepretendesejadeconvívio
e“peregrinação”paraosfãsdaMotoGuzzieAprilia,transcendendouma
meravertentecomercial.
QuestionadopelaMOTOCICLISMOsobreasaçõesmaisimediatas,Miguel
Vasconceloscomeçouporreferirque“éumpoucobizarroqueaAprilia,com
asmotoscomaqualidadequetêm,nãotenhaumaexpressãocomercial
correspondenteaessaqualidade,designadamentequandovemosos
sucessosdesportivosalcançadosnosúltimosanos. Porisso,anossaestratégia
vaipassarpordinamizarmuitomaisacomunicação,umpontonuclearpara
veicularamensagemaocliente.Nãobastaterumbomproduto,éprecisoque
aspessoasoconheçam,eeupensoqueissotemsidoumafalha,tantona
MotoGuzzicomonaAprilia.Assim,anossaprimeiramedidaseráteruma
comunicaçãomaisefetiva,maisativa,maisabrangenteemaisdirecionada.
Depois,éprecisotrazerasmotosparaarua,participaremeventospúblicos,
fazerdrivetestscommaisfrequência,facultarmaismotosàcomunicação
social.Finalmente,beneficiámosdoalinhamentodasmarcasparaesteano.O
GrupoPiaggiotemtidoumaestratégiasegundoaqual,hádoisanos,apostou
naVespaerenovouagamapraticamentetoda;paraesteanofoiavezda
Aprilia,comasnovasRSV4,TuonoeaversãoRallydaCaponord,sebemquea
MotoGuzzitambémtenharenovadoassuasbestsellers,quesãoasV7.”
Asideiassucedem-seepreparam-sejáalgumassurpresas,porisso,fique
atentoàMOTOCICLISMOeàsnovaspáginasdaApriliaPortugaleMoto
GuzziPortugaljácriadasnoFacebook!
Aprilia e Moto Guzzi, duas marcas que, em Portugal, têm andado arredadas do sucesso comercial
que mereciam, ganham agora um novo fôlego.
Guzzi e Aprilia: novo fôlego
Com novo
representante em
Portugal, a Moto Guzzi
e a Aprilia vão
assentar a sua
estratégia numa
comunicação mais
ativa e direcionada
Apesar dos vários
sucessos desportivos,
qualidade e tecnologia,
a Aprilia ainda não tem
uma“expressão comercial
correspondente
a essa qualidade”.
É isso que a Officina Moto
pretende mudar!
Miguel
Vasconcelos
YAMAHA MT-09 Tracer. Solte o seu lado mais selvagem.
A MT-09 original mudou as regras do jogo. Mas agora pode ir ainda mais além, com uma
moto que combina agilidade e potencial para longas distâncias.
Os 115 cavalos, do motor de três cilindros da Tracer, vão proporcionar-lhe emoções
instantâneas, enquanto a agilidade lhe dará a sensação de controlo absoluto.
Equipada com controle de tração e ABS, de série, esta moto está preparada para levar
as suas emoções a um nível superior. Marque já um test-drive num Concessionário YAMAHA.
MT-09 Tracer. As duas faces do Lado Negro.
As duas faces do Lado Negro
AsmalaslateraiseoescapeAkrapovicestãodisponíveiscomoacessóriosopcionais.
www.yamaha-motor.ptwww.facebook.com/yamaha.motor.pt
8 03/2015
Redação
motociclismo@motorpress.pt
Rua Policarpo Anjos, nº 4, telefone: 214 154 581/2/3
1495-742 CRUZ QUEBRADA/DAFUNDO
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Polónia
Motocykl
Rep. Checa
Motocykl
Suécia
Motorrad
Suiça
Töff
Grupo editorial presente em 19 países, entre os quais 20 revistas de motos em 16 países.
Portugueses da Ton Up Garage carregaram de energia a clássica Honda
CX500, e o resultado é a espetacular café racer Blubber.
Portugalcontinuaàconquistadomundodaspersonalizaçõesatravésdeexcelentestrabalhos
e,destafeita,chegam-nosasfotografiaseinformaçõesdomaisrecenteprojetodosportuenses
TonUpGarage.AHondaCX500“aka”Blubberéumaversãocarregadadeenergiadesta
clássica.ATUGrealizouumtrabalhoaprofundadoqueincluiucriaçãodeumacoberturada
ótica,subquadrocortadoepoisa-pésadaptados,utilizaçãodenovosistemadeescapecom
coletoresenvoltosemmalhabranca,jantesperfuradase“cobertas”deparafusosparaum
aspetodiferente,utilizaçãodepneus“vintage”,frentemaisbaixaqueobrigouamodificaçãoda
forquilha,tantoexteriorcomonointerior,aplicaçãodedoisnovosamortecedorestraseirose
instalaçãodetodoosistemaelétricodaBlubbernumacaixaemalumínio.Parafinalizarem
grande,aTonUpGaragecriouefabricouumexclusivoassentoempeledetomcinza,enquanto
aoníveldascoresaBlubberdestaca-seaindapelosapontamentosazuisepelasponteiras
brancasquedãoaindamaisenergiaaestaHondaCX500.
Esguia, compacta e muito atraente. A
Blubber está pronta a atacar o asfalto
com um“look”arrebatador!
O assento foi fabricado em exclusivo
para esta moto, e integra luz de travão
mais pequena
Apesar dos tons cinza que a Ton Up
Garage elegeu para servir de base, os
apontamentos azuis e brancos dão
um toque dinâmico a esta café racer
TonUp
Blubber:enérgica!
10 03/2015
agenda
março
Em pista
20/22	 Chang (TAI)	 Mundial de SBK
27/29	 Losail (QAT)	 Mundial deVelocidade
Na terra
8	 Nakornchaisri (TAI)	 Mundial de MXGP/MX2
8	 Castelo Branco	 Nacional de Enduro
14/15	 RaideTT Góis	 Nacional deTT
22	 FreixodeEspadaàCinta	 Nacional de Motocross
27/2-4	 Abu Dhabi Desert Challenge (EAU)	 Mundial de RalisTT	
29	 Neuquen (ARG)	 Mundial de MXGP/MX2
Na estrada
21/22	 M.C. Motabout	 Troféu de Moto-ralisTurísticos
É já um dos eventos mais aguardados do ano
em Portugal e, nesta 3ª edição, o Art  Moto
regressa para nos surpreender mais uma vez. A
comprovar o cada vez maior interesse que este
tipo de eventos suscita, a edição de 2015 irá
ocupar uma área ainda maior do que até aqui no
espaço lisboeta LX Factory, nomeadamente os
edíficios Factory L e XL. Num ambiente urbano o
Art  Moto promove várias iniciativas como
concertos ao vivo, ou exposição de projetos de
vários“builders”, incluindo os melhores
preparadores portugueses, além de que este ano
haverá um“parque fechado”onde os visitantes
podem expôr as suas motos. A entrada no Arte 
Moto, que se realiza de 24 a 26 de abril, é,
relembramos, gratuita, sendo este evento
organizado pelo coletivo Café Racer 351 e 351
Works. Mais informações serão publicadas em
breve em www.artemoto.pt .
3ª edição do evento Art  Moto regressa em grande ao LX Factory,
dias 24 a 26 de abril, ocupando mais espaço e com muitas novidades.
ArtMotoestádevolta!
A não perder
Regressos e estreias
Jáfaltapouco…noúltimofimde
semanademarçooMundialde
Velocidaderegressafinalmentepara
maisumatemporadadeemoções
fortesenovosargumentos,soba
formadosregressosoficiaisdaSuzuki
eAprilia,quesejuntamassimaos
suspeitosdocostume.Nasemana
anterioroMundialdeSBK,depoisde
maisumfenomenalarranquedeépoca
naAustrália,estreia-senaTailândia,no
novocircuitodeChang.
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12 03/2015
A ACEM, Associação Europeia de Fabricantes de
Motociclos, divulgou a lista de motos mais vendidas
em solo europeu durante o ano de 2014. E a grande
vencedora é a BMW R1200GS, que durante o ano
passado“vendeu”mais de 18.000 unidades e bateu a
Yamaha MT07 que atingiu vendas superiores a 13.000
unidades, enquanto a fechar o“top 3”de motos mais
vendidas na Europa encontramos a scooter Peugeot
Kisbee 50. De destacar que a nível europeu 2014 foi o
primeiro ano desde 2007 que o mercado de duas
rodas mostrou estabilidade, mantendo a tendência
de crescimento, tendo sido registados um total de
1.099.000 novos veículos de duas rodas com motor.
Num evento rodeado de fortes medidas de
segurança para impedir fugas de
informação, realizado no Autódromo do
Estoril, a BMW Motorrad deu a conhecer as
suas novidades mais recentes, como a
S1000XR e a R1200RS, aos importadores. No
entanto, a MOTOCICLISMO conseguiu saber
que a marca de Munique tem mais
novidades para o futuro próximo. A mais
surpreendente é de que está a trabalhar
numa scooter de 125 cc mas, no entanto,
esta novidade ainda não passou do papel à
estrada. A nossa fonte
garantiu-nos que a scooter
125 cc vai mesmo avançar,
mas para já ainda não foi
mostrado um protótipo nem data de
lançamento. Quanto às novas 300 cc, a
mesma fonte já viu os protótipos: uma
versão trail tipo“mini GS”, com dimensões
semelhantes a uma F700GS, e uma versão
naked parecida com uma F800R. Ambas as
motos serão reveladas oficialmente no
Salão de Milão - EICMA, e chegam em 2016.
BMW prepara scooter 125 cc
No primeiro mês de
2015, os dados revelados
pela ACAP relativos ao
mercado dos motociclos
e ciclomotores e ATV/
Moto4, mostra que
apenas no segmento
acima dos 125 cc
podemos contar com
números positivos, aliás,
um crescimento
assinalável de quase 20%
em relação ao período
homólogo de 2014. No
que respeita ao“Top
Modelos”, o início do ano
permitiu que esta
classificação apresente
agora quatro modelos
acima dos 125 cc. No
entanto, a rainha de
vendas continua a ser a
Honda PCX 125.
Positivo apenas
acima das 125
Dados:
ACAP
Sport
News
Rea e Haslam dividem
vitórias no Mundial SBK
Estáoficialmenteabertaatemporada2015
doMundialdeSuperbike,comarealizaçãoda
rondainauguralemPhillipIsland,Austrália.
AsduasmangasdacategoriaSuperbikeforam
extremamentedisputadas,comasvitóriasa
sorriremaJonathanRea(1ªmanga)eLeon
Haslam(2ªmanga),pilotosdaKawasakieAprilia
respetivamente.ChazDavies(Ducati)foiterceiro
classificadonasduascorridas.Nacategoria
Supersport,aMVAgustafezadobradinha,
comJulesCluzelasuperiorizar-seaLorenzo
Zanetti,eGinoRea(Honda)foiterceiro.Veja
todasasinformaçõeseresultadosdoMundialde
Superbikeemwww.motociclismo.pt.
Silverstone regressa ao
calendário de MotoGP
DepoisdeDoningtonParknãoterconseguido
garantiroscompromissoscomerciaiscoma
DornaparareceberarondabritânicadoMundial
deVelocidade,aFederaçãoInternacional
deMotociclismoconseguiureorganizaro
calendárioeocircuitodeSilverstonevoltaaser
opalcoescolhido.Assim,oGrandePrémiodo
ReinoUnidorealiza-seemSilverstonedurante
aspróximasduastemporadas,sendoqueeste
anooGPseránofimdesemanade28a30de
agosto.Depoisde2016estepassaráarealizar-se
nocircuitodeGales,atualmenteemconstrução.
	 Variação %	 Unidades	 Unidades
		 2015	2014Motociclos +125 cc
Janeiro	 19,9%	422	352
Acumulado de 2015	 19,9%	 422	 352
Motociclos125cc			
Janeiro	 -2,4%	 519	532
Acumulado de 2015	 -2,4%	 519	 532
Ciclomotores 50 cc			
Janeiro	 -11%	 137	154
Acumulado de 2015	 -11%	 137	 154
Moto4 / ATV +50 cc			
Janeiro	 -23,3%	33	 43
Acumulado de 2015	 -23,3%	 33	 43
Dados de janeiro 2015
Motociclos
+ 125 cc
Honda	116
Yamaha	83
BMW	69
KTM	41
Kawasaki	17
H.-Davidson	13
Beta	12
Suzuki	12
Ducati	10
Piaggio	10
Motociclos50/125cc
Honda	201
SYM	116
Keeway	72
Yamaha	69
Kymco	48
Top Marcas – Acumulado
Moto 4/ATV
Can-Am	9
Yamaha	6
Kawasaki	5
Arctic Cat	 3
Adly Moto	 2
Top Modelos
1º Honda PCX125	 97
2º Honda Vision 110	67
3º Honda NC750X	 45
4º SYMGTS125	33
5º Yamaha MT-07	 29
6º BMW R1200 GS	 29
7º Keeway Superlight 125	 24
8º Yamaha MT-09 Tracer	 21
9º SYM Wolf 125	 20
10º Honda CBF 125	 20
Mais vendida na Europa é...
O protótipo da
naked 300 cc da
BMW esteve no
Autódromo do
Estoril
www.peugeotscooters.pt
14 03/2015
Miguel
Oliveira
crónica
O
s tão ansiados testes chegaram! É verdade, depois
de tanta ansiedade entre preparação física e estudos
chegaram os primeiros testes, que me serviram para
quebrar um pouco da ansiedade de andar de moto.
Nunca em outra equipa tinha efetuado um treino antes de um
teste oficial após o período de defeso. Foi um treino, em Almeria,
que serviu não só para tirar o pó, como também para me familiarizar
com a equipa, nos conhecermos melhor e acumular alguns
quilómetros preciosos para recolher informação.
A moto já não parecia a mesma com que tinha dado algumas
voltas antes do defeso. Com um motor com caráter mais rebelde e que
altera o funcionamento do chassis, quando comparado com o motor
suave que tinha encontrado no final do ano passado, obrigou-nos a
centrar em diversas soluções para encontrar o melhor compromisso.
Nos testes oficiais no mês passado, em Valência, apenas
conseguimos rodar no primeiro dia, já que nos seguintes as
condições climatéricas não ajudaram, mas utilizámos uma solução
base que funcionou. Já em Jerez, na semana seguinte, as coisas não
decorreram conforme previstas… não sabemos ao certo o que os
outros utilizam, mas a verdade é que se rodou muito rápido e nós,
pilotos KTM, sofremos todos do mesmo problema.
Embora se tenham revelado neste último teste algumas
fraquezas na versão da KTM 2015, normais da juventude, a fábrica
não para, e a larga experiência e capacidade de resolução dos
problemas vão permitir que no próximo teste possa estar a discutir
o topo da tabela de tempos.
Da minha parte, sinto que posso melhorar e aproveitar a minha
condução para explorar mais o potencial desta moto, tão diferente
de pilotar daquelas que pilotei nos últimos três anos.
Ate ao momento, estou muito contente pela forma de como me
estou a adaptar à nova moto e também muito feliz pela maneira
de trabalhar da equipa. Estou também muito motivado para que
comece a verdadeira ação no Qatar, já no final de março, para o
arranque do Campeonato do Mundo!
Outra das minhas motivações é a Oliveira Cup! Tenho
aproveitado ao máximo para rodar sempre que posso com a
MiniGP e Naked que, para além de serem divertidas, são um
excelente treino!
Contudo, esperava mais adesão por parte dos amantes do
motociclismo, que sempre que podem criticam o que não existe,
mas quando existe não aderem… Quem experimentou gostou, mas
poucos são aqueles que formalizaram a sua inscrição.
A iniciação apenas não existe, e isso é notório nos pilotos jovens
que experimentam. Penso que a Federação de Motociclismo deveria
repensar as regras para a participação dos jovens aspirantes a
pilotos nos Campeonatos Nacionais. A solução é bastante simples,
basta que nos ajustemos à nossa realidade.
Nos dias 7 e 8 de março no circuito do Estoril, com a Motoval,
vão ter uma nova oportunidade de ver de perto estas máquinas
para miúdos e graúdos. Apareçam!
Até lá, um abraço!
MO#44
Terminou o período do defeso, com muito trabalho no
mês de fevereiro - um treino em Almeria, seguido de
testes oficiais para todo o pelotão em Valência e Jerez.
Mas, daqui até Losail, ainda há mais trabalho!
REGRESSO À AÇÃO!
Nos testes oficiais com a KTM e, em cima, na
promoção da Oliveira Cup
Se está à procura de uma emprego que se pode considerar
“de sonho”, então a Harley-Davidson Europa tem uma
proposta para si! O Discover More vai levar um motociclista a
viajar por 20 países europeus ao longo de dois meses, numa
Harley-Davidson Street Glide, com todas as despesas pagas, e
no final ainda recebe 25.000€ e também leva a moto para
casa. Para entregar a candidatura a este trabalho deve visitar
www.h-d.com/riderwanted , preencher o formulário e
explicar o porquê de ser o candidato perfeito para esta
experiência incrível. O prazo limite para entrega de
candidaturas é dia 20 de março, sendo que o vencedor será
depois anunciado pela H-D Europa no mês de abril.
A Harley-Davidson está à sua procura!
Royal Enfield regressa às origens
OsamericanosdaIndian,usufruindodopoderiofinanceirodo
grupoPolaris,continuamamostrarnovidadesparaesteanoe
destafeitarevelaramaversão“dark”daIndianChief,aDarkHorse.
Estacruiserestáquasetotalmentecobertadeelementospintados
depretomate,sendoquedepeçascromadasapenascontacom
sistemadeescapeedecoraçãodosguarda-lamas.ADarkHorse
contacommotor
ThunderStroke111(1811
cc)de73cvdepotência,
sistemadeignição
“keyless”,ABSecruise-
control,alémdeusufruir
deumcatálogogeneroso
deacessóriosoficiais
Indian.
Indian revela a versão mais“dark”
da clássica Chief: eis a Dark Horse!
Depois de ter “partido”de terras de Sua Majestade, Inglaterra,
em 1970, após a falência, a Royal Enfield, agora sob domínio
indiano e com produção totalmente feita na Índia, está muito
perto de regressar às suas origens, pois a marca anunciou que
irá abrir uma nova fábrica no Leicestershire.
As instalações da nova fábrica estão a ser construídas a bom
ritmo e, de acordo com a Royal Enfield, estarão prontas a
produzir motos ainda em 2015, muito provavalmente nos
meses de novembro ou
dezembro. A acompanhar
esta notícia, a marca indiana
anunciou também que vai
abrir uma nova fábrica no sul
da Índia, na província de
Chennai, em meados de
2016, por forma a responder
mais rapidamente às
encomendas.
PUBLICIDADE
A H-D paga-
lhe 25.000€,
as despesas
da viagem e
ainda lhe
oferece uma
Street Glide!
16 03/2015
A EMPRESA DE SOFTWARE IMPRESSIONS
lançoueste1000ccTurboem1990,alturaemqueeu
passeava,oumelhor,estudavano9ºanonaEscola
AuréliadeSousa,combastantemenosbarrigae
substancialmentemaiscabelo. Essaeraumafasede
ourodosjogosdecomputadoremgeral,com
inúmerasobras-primasainundaraslojasde
softwareaumritmoalucinante. Masnãomelembro
dealgumavezterjogado,ououvirfalarsequer,
deste1000ccTurbo. Agorajáseiporquê.
Nãoquetudosejamau,não,apenasamaiorparte.
Comojásalientei,osgráficossãodebomnívelecom
boaatençãonosdetalhes. Outroaspectoque
sempreprezeiemqualquertipodejogoéa
possibilidadedeescolha,enestecasopodemos
optarentrequatromotosdiferentes;uma
desportiva,umaroadstereduasoff-road. Acredito
quedemonstremcaracterísticaspróprias,éuma
questãodetentardescortinarquais.
Fuiforçadoarecorreraomeubrandymedicinalpara
suportarairritantemúsicadaintroduçãoque,
infelizmente,continuaa“bombar”duranteojogo.
Nasegundatentativaopteiportrocaramúsicapor
som“FX”(somambienteparaosleigos)eoresultado
foiaindamaisarrepiante. Semdúvida,a
representaçãomaisatrozquealgumavezouvide
algoqueésupostoserosomdeummotor!!Oruído
sugereumacombinaçãoinfernalentreum
compressoreumamáquinadelavar.
Tudopoderiaserperdoadoseasimulaçãofossede
qualidademas,infelizmente,éapenas
marginalmentemelhordoquelevarcomumpau
nascostas. Ocontroloévagoearespostaaos
comandoslenta,sendomuitodifícilcompreendera
dinâmicadejogo. Passadospoucosminutosa
corridatorna-seentediantee,apesardosmeus
esforços,nuncaconseguialcançaroprimeirolugar,
nemmesmocomumadosedupladebrandy…
Excelentes fontes de informação;
www.lemonamiga.com
www.planetemu.net
Participe! Comente e partilhe ideias, sugira jogos
para análise, responda aos desafios.
POR: PAULO TOMÁS
1000cc Turbo 1990
Quando me deparei com o título especialmente cativante e os bons gráficos deste jogo, fiquei seguro de que
estava perante mais um belo exemplo de software educacional de motociclismo e, por conseguinte, a ansiedade
de explorar este achado era difícil de controlar. O que só prova que, por vezes, sou um anjinho…
O melhor momento do jogo… Este painel é-me familiar
Sabem como vou acabar esta
curva?...
…assim. Habituem-se a esta
imagem
Reta final...
A
oficina da Escapes Escorpião, em
Vila do Conde, albergou durante o
passado mês, aYamaha SR400 que
está a ser desenvolvida numa parceria entre
aYamaha Motor de Portugal, a itroCkS!bikes
e a Revista MOTOCICLISMO. O gerente
Miguel Palmeira, após o“briefing”dado
pelos designers de Matosinhos, já concluiu
a obra que se afigura verdadeiramente
impressionante e promete uma sonoridade
deveras excitante como podem ficar a
desconfiar pelas imagens anexas. Pelo menos
aqui pela redação estamos impacientes para
ouvir o resultado final. E se repararem, decibeis
aparte, a legalidade mantém-se pois a sonda
lambda continua a fazer o seu trabalho para
manter a combustão o mais limpa possível.
Entretanto, outros passos estão a ser dados
para que a grande apresentação no próximo
Lisboa Moto Show, que vai ter lugar entre os
próximos dias 9 e 12 de Abril, não fique
minimamnete comprometida.
Os acessórios que faltavam já foram
escolhidos e o estofo do assento
também já está entregue em mãos
experientes.
A pintura tricolor evocativa desta
parceria também já está em andamento. O
Tó-Zé Ferreira da Tzi Designs - Custom Paint
Lab também já está a fazer os preparativos
para que tudo fique de acordo com o
esquema inicial. Começamos é a ficar
impacientes para dar uma voltinha nesta
moto de sonho!
Os últimos passos estão a ser dados. A nossa Zen está cada vez mais perto de se
fazer à estrada, ou melhor dito, à terra! Afinal, é uma Tracker!
Texto: Rogério Carmo Fotos: João Carlos Oliveira
E o resultado final
está à vista! Com
todos os requintes!
Miguel Palmeira, gerente da
Escapes Escorpião, toma o peso da
tarefa que tem pela frente, ou seja,
uma linha de escape completa
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18 03/2015
Descobre uma profissão que gostes,
e não terás que trabalhar nem mais
um dia na tua vida! - Confúcio
Texto: Rogério Carmo Fotos: Paulo Pires
flash
EPRI - PSP
E PELA MOTO
P
aulo Pires é um artista.
Nasceu em 1972, em
Monção. Trabalha na
polícia, é motociclista e um
apaixonado pela fotografia.
A Direção Nacional da Polícia de Segurança
Pública utiliza frequentemente algumas das
suas imagens com elementos da PSP nas
suas mensagens institucionais. Mas o Paulo
também já viu trabalhos seus publicados nas
revistas Zoom e ArmasTiros.
Há algum tempo cruzou-se com os
homens da Equipa de Prevenção e Reação
Imediata (EPRI), motociclistas cujo trabalho é
manter a lei e a ordem, chamados de urgência
para uma grande diversidade de ocorrências
e que, por não terem tempo a perder, contam
com uma moto para o desempenho da sua
missão.
Já em tempos tínhamos, nestas páginas,
publicado uma reportagem sobre esta força
de intervenção que combate o crime violento.
Então era a única e atuava sobretudo na
zona de Setúbal, estendendo por vezes a sua
atividade à capital. Mais de um ano depois a
fórmula conseguiu comprovar a sua eficácia,
e o comando da PSP decidiu criar mais
duas novas equipas: uma em Lisboa e outra
em Faro. Os veículos escolhidos foram os
mesmos: as imponentes BMW R1200GS.
Precisamente pela mão de Paulo Pires,
chegam-nos agora fotos de alta qualidade
e elevado sentido estético de precisamente
uma destas equipas. A forte imagem das
motos e dos seus colegas equipados,
motivou-o a fazer um trabalho de alto nível
cuja amostra aqui vos deixamos. Para ver mais
fotos deste género deve seguir o link:
https://500px.com/paulopires
www.motociclismo. pt 19
TESTE
KTM 1290 Super Adventure / 1050 Adventure
Suspensão: o sistema anti-afundamento
é um passo à frente no motociclismo
Motor: A resposta rápida e a suavidade a
baixas rotações são marcantes
Dispersão do calor do motor: Apesar do
frio nos dias da apresentação, deu para
perceber que o motor LC8 vai aquecer as
pernas do condutor
A
o olhar para esta nova
KTM1290 Adventure,
não precisamos de muito
tempo para perceber que
estamos perante um caso sério de conforto,
ergonomia, tecnologia e estilo.
E se dúvidas tivéssemos, ficamos
imediatamente esclarecidos que se trata
de uma moto com vocação sobretudo
estradista, mas que não se nega a fazer uns
bons estradões e até mesmo alguns trilhos.
As jantes raiadas, sendo a dianteira de 19
polegadas, e o grande curso das suspensões
não deixam sombra de dúvida.
Todos os componentes desta super
aventureira parecem cumprir mais do
que o seu desígnio, contribuindo para um
resultado final que quase se pode dizer
irrepreensível em termos de desempenho na
missão de nos levar mais longe, mais rápido
e com mais segurança.
Começando na posição de condução,
pode dizer-se que esta é quase“taylor made”,
permitindo um grande nível de afinações e
regulações. O novo assento de duas peças,
com um forro de muito bom nível (replicado
na versão 2015 da 1190 Adventure), oferece
aquecimento independente para o condutor
e passageiro, e pode ser colocado em duas
alturas diferentes, sendo que na posição mais
baixa permite ao meu metro e oitenta plantar
os pés completa e firmemente no chão.
O amplo guiador“cai”perfeitamente
nas mãos e os punhos com aquecimento,
de série, apresentam-se limpos de botões
graças ao sistema tipo“joypad”estreado na
1190 e que permite, com o polegar esquerdo,
percorrer e personalizar todos os menus do
sistema, desde o aquecimento dos punhos
até ao nível de desempenho do motor.
As luzes mudam-se da melhor forma
possível com o“gatilho do indicador”e, no
punho direito, apenas encontramos, para
além dos convencionais botões de start e
corte de corrente, o botão para ligar/desligar
o“cruise control”, suave no acionamento
e fácil de regular através da tecla de mais e
menos situada por baixo.
Também as manetes, os pedais e
os poisa-pés são reguláveis e ajustáveis
às necessidades e gosto de cada um.
O enorme depósito de 30 litros foi
desenhado com a preocupação de proteger
aerodinamicamente as pernas e englobar
os faróis auxiliares de curva, cujo feixe
de luz é regulado pela eletrónica em
função da inclinação, para permitir uma
iluminação perfeita da estrada sob qualquer
circunstância.
O ecrã é imponente, composto por três
partes, uma interior que envolve o bem
desenhado painel de instrumentos, uma
segunda peça em acrílico fumado que faz
a deflexão do ar, e o ecrã propriamente
dito, transparente e facilmente regulável
em altura com uma só mão, mesmo em
andamento. Foi desenhado com a ajuda de
simuladores virtuais e notei-o efetivamente
bastante silencioso e isento de causar
vibrações no capacete, mas tampouco tive
Texto: Rogério Carmo Fotos: KTM
AKTMreforçouasuagamaAdventurecomduasnovasmotos.
Depoisdas1190e1190R,chegamagoraa1290,querepresenta
oexpoentemáximoemtermosde“TravelEnduro”,ea1050,uma
impressionanteversão“light”domesmoconceito.
DE GAMA
EXTREMOS
20 03/2015
www.motociclismo. pt 21
As mais recentes
aventureiras da
casa austríaca:
a mais luxuosa e
a mais irrequieta
ROGÉRIOCARMO
CapaceteSchuberthC3Pro
FatoTouratechCompañero
LuvasDrenalineAtlas
BotasAlpinestrarsRoam
22 03/2015
TESTE
KTM 1290 Super Adventure / 1050 Adventure
NEM SÓ DE POTÊNCIAVIVE UMVIAJANTE, por
isso a KTM dotou o seu navio almirante de todos os
mimosqueumviajantedelongocursopossanecessitar.
Para além do já indispensável ABS e do controlo de
tração, o cruise control foi o primeiro passo no sentido
de posicionar a 1290 Super Adventure como uma
alternativaàsGT,juntandoaissooecrãregulávelsócom
uma mão, os faróis de curva (que não tive oportunidade
de testar) mas que prometem iluminar bem a estrada,
por mais retorcida que ela seja, os assentos e punhos
com aquecimento (o do passageiro tem regulação
própria)umatomadade12Vnopainelcentral,descanso
central,“crash bars”, proteções de punho e os suportes
para as malas laterais e Top Case. Apenas o MSR e o
HHC são opcionais. Bem vistas as coisas, o preço final
até que se pode justificar perfeitamente.
EQUIPAMENTO
Em termos de
equipamento de série
pouco mais se pode pedir
à Super Adventure
oportunidade de atingir altas velocidades, já
que as estradas da Gran Canária, escolhidas
para esta apresentação, na sua grande parte
e apesar de asfaltadas, ou pareciam“esses”
de um autódromo ou retorcidos trilhos
de montanha, alguns com pisos bastante
degradados e soltos. Quase de propósito
para fazer sobressair o desempenho das
suspensões e a potência ou a suavidade do
motor, conforme o caso.
A manobrar, fica-se com dúvidas sobre
o peso do conjunto, parecendo ainda mais
leve do que os anunciados 229 kg (sem
combustível).
Mas é em estrada aberta, com curvas e
bom piso, que se consegue o maior índice
de satisfação e o maior prazer de condução.
A suspensão semi-ativa (a informação
sobre o peso que lhe carregamos e qual a
utilização que pretendemos é programável
no computador de bordo) adapta-se por
si ao tipo de piso, permitindo a utilização
de uma maior ou menor percentagem
dos 200 mm de curso que disponibiliza.
E evita o afundamento sob travagem
e sob aceleração, mantendo a moto
direita e firme, permitindo travar no
limite do desempenho excecional dos
conjuntos Brembo, mesmo até ao centro
da curva, e acelerar brutalmente na saída,
proporcionando uma confiança fora de
série que permite desafiar o MST, o famoso
sistema de estabilidade que optimiza o
desempenho do ABS e do controlo de
tração em curva.
Outra vantagem do sistema“anti
afundamentoӎ manter o foco de luz
direcionado sempre para o centro da
estrada, já para não mencionar a poupança
de energia obtida durante uma condução
mais empenhada, e que permite maiores
tiradas com muito menos cansaço.
Em condução a ritmos muito para
lá do limite do bom senso, a ciclística
revela-se exímia na arte de proporcionar
prazer de condução, garantindo que o
conjunto não se desequilibra nem perde
a compostura, proporcionando trajetórias
limpas mesmo sob acelerações fortes e
travagens brutais.
Os modos de motor, além de alterarem
a entrega de potência, otimizam o controlo
de tração, sendo que o modo“sport”
Elevados
padrões de
qualidade fazem
desta moto uma
opção muito
válida para os
grandes
viajantes
www.motociclismo. pt 23
Motor
Tipo: 	 4T, 2 cil. emV a 75º, com
	 refrigeração por líquido
Distribuição:	 DOHC, 4 válvulas por cilindro
Cilindrada:	 1301 cc
Diâmetro x curso:	 108 x 71 mm
Potência declarada:	 160 cv às 8.750 rpm
Binário declarado:	 140 Nm às 6.750 rpm
Alimentação:	 injeção eletrónica Keihin 52mm
Embraiagem:	 deslizante PASC
Transm. secundária:	 por corrente
Ciclística
Quadro: 	 treliça de tubo de aço CrMo
Suspensão dianteira: 	 WP semi-ativa c/ reg. eletrón.
	 e bainhas de 48 mm
Suspensão traseira:	 monoamortecedor semi ativo 	
	 WP, c/ reg. eletrónica,
Travão dianteiro:	 dois discos de 320 mm,
	 compinçasBrembode4pistões	
	 com aplicação radial e ABS
Travão traseiro: 	 disco de 267 mm c/ pinça de 2 	
	 pistões e ABS
Medidas dos pneus:	 120/70-19’’(F) / 170/60-17’’(T)
Peso e
dimensõES
Distância entre eixos:	 1560 (+/- 15mm) mm
Distância mín. ao solo:	 220 mm
Altura do assento: 	 860 / 875 mm
Capacid. do depósito: 	 30 litros
Peso (a seco):	 229 kg
Preço:	 19.385 €
Ficha técnica
Ponto final
A KTM 1290 Super Adventure é a evolu-
ção natural da 1190 Adventure, para um
patamar de luxo. Em termos de mercado
apenasencontrarivalnaBMW“GSA”etem
alguns trunfos na manga para a eventua-
lidade de um confronto direto. Pela nossa
parte estamos “em pulgas” para o fazer.
Esta KTM super luxuosa e hiper equipada
proporciona um enorme prazer de condu-
ção e uma grande sensação de segurança
seja qual for o tipo de utilização que lhe
destinemos, e a suavidade do motor, so-
bretudonagamabaixaderotação,foiuma
dasgrandes surpresasaparcomoelevado
nível de acabamentos e acessorização.
permite uma condução mais arrojada do
que o“street”, ambos a permitirem ao LC8
debitar toda a sua potência apesar das
diferentes formas de entrega da mesma.
Os modos“rain”(chuva) e“off road”
extremam o controlo da derrapagem e
limitam a potência máxima disponível a uns
“escassos”100 cavalos. Para quem gostar de
sensações fortes, existe a possibilidade de
desligar o controlo de tração em qualquer
dos modos.
Estas páginas são manifestamente
escassas para revelar todos os pormenores
técnicos que os austríacos usaram para
chegar ao resultado final desta sua nova
criação. Mas desde o quase desnecessário
amortecedor de direção até ao indicador da
pressão dos pneus, a Super Adventure está
dotada de inúmeras pérolas tecnológicas
como o sistema MSR (opcional) que
reforça o desempenho da já conhecida
embraiagem deslizante PASC, e que acelera
ligeiramente o motor em caso de óbvios
excessos de condução e sempre com o
intuito de precaver o ressalto e o bloqueio
da roda traseira sob desaceleração.
Nem lhe falta sequer um dispositivo
antirroubo, nem o mais recente HHC, o
assistente de arranque em subida (também
opcional e que mantém a moto travada
durante uns segundos, suficientes para se
fazer o“ponto de embraiagem”sem stress),
ou o desligar automático dos piscas.
Ainda oferece os“crash bars”, luz diurna em
LED, e vem equipada de série com descanso
central e proteções de punhos.
LC8 Power
O MOTOR LC8 deriva
diretamente da unidade
estreada no ano passado
na Super Duke!
Um grande trabalho de de-
senvolvimentonascabeças
doscilindros,noscorposde
alimentaçãoe,sobretudo,na
eletrónica, tornaram o LC8
numaverdadeirafábricade
potência, quase isenta de
vibraçõesemuitosuavenos
regimes mais baixos.
A ignição dupla em cada
cilindro é acionada por
dois mapas distintos, con-
trolandocadaumasuavela,
garantindomaispotênciae
melhor rendimento.
Os veios de excêntricos dos
camessãorevestidosaDLC,
umatécnicaqueostornada
rigidezdosdiamanteseque
proporciona níveis muito
baixos de fricção.
Os pistões de estrutura
box-in-a-box, apesar de
terem mais 3 milímetros de
diâmetro que os da 1190
Adventure, pesam menos
47 gramas, contribuindo
para uma menor inércia
de massas e consequente
diminuição das vibrações.
Orevestimentodoscilindros
aGrafalminimizaafricçãoe
promoveumadurabilidade
elevada.
Tudo isto para garantir que
logo desde as 2.500 rpm já
estejamdisponíveismaisde
100 Nm de binário, que são
completamentecontrolados
por diversos sistemas para
garantir níveis muito eleva-
dos de segurança.
Partindo do acelerador
“ride-by-wire”,osdesejosdo
condutorsãomonitorizados
atravésdodoMSC(controlo
de estabilidade) que regula
o controlo de tração, o ABS
eonovoMSRque,emcola-
boraçãocomaembraiagem
deslizante, evita o bloqueio
da roda traseira em caso de
forte redução.
A eletrónica é a
grande aliada do
condutor na tarefa
de digerir toda a
potência gerada pelo LC8
O“joypad”que
comanda todas
as funções vitais
destas motos é
muito fácil de usar
24 03/2015
TESTE
KTM 1290 Super Adventure / 1050 Adventure
KTM 1050 ADVENTURE
O
saustríacossabiamquetinham
um grande trunfo na mão na
apresentaçãodestanova1050
Adventure. Era precisa muita confiança para,
depois de pôr os jornalistas a rolar um dia
inteiro com uma moto “premium” como a
1290 Super Adventure, cheia de potência,
charme e gadgets tecnológicos, sentarem-
nos na mais modesta 1050 e mandá-los
rolar. Normalmente, nestas apresentações,
acontece precisamente o oposto!
O traçado escolhido era ainda pior
que o do dia anterior, com mais estradas
em mau estado, com ganchos sucessivos,
bem empinados, a subir e a descer. Mas a
leveza da 1050, a suavidade do motor que
disponibiliza binário desde muito baixos
regimes sem quaisquer hesitações, e a
facilidade com que sobe de rotação até ao
limitador, depressa fez a maralha crítica
render-se aos seus encantos.
Tecnologicamente a 1050 tem por
base as suas irmãs mais crescidas, usando
o mesmo quadro, motor, transmissão
e grande parte dos componentes da
ciclística. O motor foi substancialmente
acalmado para poder responder às
expetativas dos menos experientes
ou daqueles com mais preocupações
económicas, e também pode ser limitado
a 35 Kw para poder corresponder às
especificações da carta A2.
No entanto, no arranque, as suas
prestações mantêm-se praticamente
iguais às dos modelos mais potentes,
acompanhando-os taco-a-taco até
às 6000 rpm. Mantém a embraiagem
deslizante e os diversos modos de motor
proporcionados pelo acelerador eletró-
nico, tal como o controlo de tração e o
ABS da Bosch, também aqui desligáveis. A
forquilha é diferente, sendo convencional,
mais leve e menos complexa mas, tal
como o amortecedor traseiro, garante
um desempenho irrepreensível em
qualquer tipo de situação, até porque
ambos beneficiam da leveza das novas
jantes de alumínio, que representam uma
substancial redução de peso do conjunto
e sobretudo do peso não suspenso.
O nível de acabamentos e a qualidade
de construção tampouco foram negligen-
ciados, apresentando, tal como as outras
motos da gama, mais valias significativas
como o escape e ponteira em inox, o
equipamento de travagem integralmente
da Brembo, a corrente da transmissão de
alta qualidade, afinações para as peseiras,
guiador e manetes, e o característico
“feeling”de uma KTM de gema!
Motor
Tipo: 	 4T, 2 cil. emV a 75º , com
	 refrigeração por líquido
Distribuição:	 DOHC, 4 válvulas por cilindro
Cilindrada:	 1050 cc
Diâmetro x curso:	 103 x 63 mm
Potência declarada:	 95 cv às 6.200 rpm
Binário declarado:	 107 Nm às 5.750 rpm
Alimentação:	 injeção eletrónica Keihin 52mm
Embraiagem:	 deslizante PASC
Transm. secundária:	 por corrente
Ciclística
Quadro: 	 treliça de tubo de aço CrMo
Suspensão dianteira: 	 WP c/ bainhas de 43 mm
Suspensão traseira:	 monoamortecedorWP
Travão dianteiro:	 dois discos de 320 mm,
	 compinçasBrembode4pistões	
	 com aplicação radial e ABS
Travão traseiro: 	 disco de 267 mm c/ pinça de 2 	
	 pistões e ABS
Medidas dos pneus:	 110/80-19’’(F) / 150/70-17’’(T)
Peso e
dimensõES
Distância entre eixos:	 1560 mm (+/- 15mm)
Distância mín. ao solo:	 220 mm
Altura do assento: 	 850 mm
Capacid. do depósito: 	 23 litros
Peso (a seco):	 212 kg
Garantia:	 2 anos
Preço:	 13.634 €
Ficha técnica
Fácil de conduzir, muito leve e manobrável, ágil e potente“qb”, com uma subida
de rotação que faz as delícias dos sentidos, a 1050 é uma moto de grande nível
O modelo de entrada na gama Adventure da marca laranja foi uma agradável
surpresa nesta apresentação mundial. Saiba porquê!
www.motociclismo. pt 25
Ponto final
Para quem quiser uma moto exclusiva,
polivalente,capazdeenfrentartodoequal-
quer desafio, esta KTM 1050 Adventure
é uma séria opção. Isto porque, além de
ser a mais barata da gama, é muito leve e
fácildeconduzir,económicaeconfortável,
bem equipada e com uma ciclística topo
de gama, que, além de garantir elevados
níveisdediversão,comconsumosreduzidos
e elevados padrões de segurança, oferece
aindaumagrandequalidadedeconstrução
e o estilo carismático da marca laranja.
A 1050 é baseada na mesma plataforma
tecnológica das suas irmãs mais crescidas
26 05/2010
Stefan Pierer
OpresidentedaKTMfala-nos
dasrazõesdocrescente
sucessodamarcaaustríaca,
dafuturagamadeestradada
Husqvarnaedoregresso
anunciadoaoMotoGP.
PROMISSOR
FUTURO
26 03/2015
EnTrevisTa
O
Presidente/CEO da
KTM, Stefan Pierer,
é a personalidade
mais significativa do
motociclismo europeu.
Com 8,5% de quota no total do mercado de
motociclos na Europa e as vendas a subirem
em mercados emergentes em várias partes
do Mundo, a empresa austríaca – na qual a
Bajaj Auto, segundo maior construtor indiano,
detém 47% das ações – tem uma presença
global em quase todos os segmentos, tanto
em estrada como no Off Road.
Em 2014 as coisas continuaram a
melhorar, e o sucesso em competição a
justificar o mote“Ready to Race”. Toni Cairoli
(MXGP) e Jordi Tixier (MX2) fizeram o pleno
de títulos mundiais de Motocross para a
KTM, o mesmo sucedendo no Enduro com
Christophe Nambotin e Matthew Phillips,
com Pierre-Alexandre Renet a completar o
domínio do construtor austríaco, vencendo
a classe Enduro 2 aos comandos de uma
Husqvarna, igualmente feita na fábrica da
KTM em Mattighofen. Marc Coma assegurou
em 2014 a 13ª vitória consecutiva da
KTM no Dakar (e a 14ª já em janeiro deste
ano). Na Velocidade, a KTM manteve o
título mundial de Construtores em Moto3,
embora tenha perdido o campeonato de
pilotos, com Jack Miller incapaz de bater
Texto: Alan Cathcart Fotos: KTM
a Honda de Alex Márquez, apesar de ter
discutido o título até à última corrida da
época - que venceu - , na mesma ocasião
em que Stefan Pierer anunciou o regresso
da KTM ao MotoGP em 2016.
A oportunidade de me encontrar com
Stefan Pierer para mais uma entrevista, no
seu escritório privado fora da fábrica de
Mattighofen, revelou o que está por detrás
desta história de sucesso e os seus planos
para continuar a crescer no futuro.
Alan Cathcart - Stefan, a KTM parece
continuar a voar alto. Pode fazer-nos um
resumo da situação atual?
Stefan Pierer – Sim, tivemos outro
ano recorde em 2014, com um aumento
de 20,7% na receita, para 864,6 milhões
de euros. Construímos 158.760 motos,
mais 28,2% que em 2013, incluindo 15 mil
Husqvarna. É um resultado extraordinário,
qualquer coisa em torno dos 72 ou 73
milhões de lucros. E foi a primeira vez, na
história da marca, que construímos mais
de 100 mil motos aqui na Áustria, na nossa
fábrica de Mattighofen, na qual investimos
cerca de 85 milhões de euros. Isto significa
que, desde começámos a produção aqui,
em 1999, mais de 1,2 milhões de veículos
foram produzidos nesta fábrica de acordo
com a nossa filosofia“Ready to Race”!
A.C. – E qual é o balanço entre as
KTM de estrada construídas em 2014
comparativamente com os modelos de
todo-o-terreno?
S.P. – Este foi o primeiro ano em que a
nossa produção de estrada foi maior que a
de Off Road – embora também tenhamos
crescido nas vendas de motos de TT, os
segmentos de estrada estão a crescer mais
rápido que quaisquer outros.
A.C. – Como é que essas vendas se
dividem entre mercados emergentes,
como a Índia e a América do Sul, e os mais
maduros, como a Europa, Estados Unidos,
Austrália e Japão?
S.P. – 2014 foi o também o primeiro ano
em que mais de 50% das vendas foram fora
da Europa – 48% na Europa e 52% fora. Os
Estados Unidos e Canadá representam 23%
das vendas, pois o mercado dos Estados
Unidos parece ter recuperado e continua a
crescer, cerca de 20% cada ano para 25 mil
motos, e ainda é o nosso maior mercado.
Mas o maior crescimento vem de países
asiáticos como a Malásia, Filipinas, Indonésia,
Vietname e Cambodja. E a América Latina
também tem crescido rapidamente, com a
Colômbia a ser o mercado melhor sucedido.
O nosso distribuidor lá vende cerca de 120
mil motos Bajaj por ano, montadas a partir de
kits CKD, e quase 4000 KTM, com 90% delas
vindas também da Índia em kit CKD - (nota
do tradutor: CKD -“complete knock-down”,
aplicado a veículos que são exportados
em peças para posterior montagem em
fábricas de outro país, com vantagens,
nomeadamente, a nível de impostos locais).
A.C. – Quantas fábricas de montagem
tem a KTM em funcionamento?
S.P. – Na Malásia e na Colómbia, e a
do Brasil entrará em funcionamento nos
próximos meses. Depois será a Argentina, e
estamos a planear seriamente as Filipinas. Mas
a maior, claro, é a da nossa parceira Bajaj na
Índia, com 300 pessoas na fábrica de Pune,
e no ano passado também começámos a
montar KTM na China, com a CFMoto, a partir
de kits CKD enviados da Índia, e está a correr
bem, muito bem.
Os protótipos das Husqvarna Svartpilen e
Vitpilen, que serão modelos de produção
em série em 2017
Em 2014 foram
construídas mais de
100 mil motos na
fábrica de Mattighofen
www.motociclismo. pt 27
28 03/2015
ENTREVISTA
Stefan Pierer
A.C. – Atualmente, a gama de KTM
construídas pela Bajaj consiste nas Duke
e nas desportivas RC125/390. Há dois
anos disse-me que pretendia que fosse
ali produzida uma gama de motos“dual
purpose”. Isso ainda vai acontecer?
S.P. – Ainda não. Os próximos modelos
a serem fabricados na Índia serão as
Husqvarna Vitpilen e Svartpilen, as concept
bikes que vimos em Milão. São baseadas na
ciclística das Duke, e esses protótipos estão
muito próximos do que será a versão de
produção. Estarão nos concessionários como
modelos 2017, com a produção a começar
no final de 2016.
A.C. – Parece que conseguiram tornar
a Husqvarna num sucesso, nesta era
pós-BMW?
S.P. – As vendas da Husqvarna em
2014 foram as mais altas de sempre, 15 mil
unidades, o que, admito, ficou para lá das
minhas expetativas. Acredito que a marca
tem um potencial enorme, especialmente
nos Estados Unidos, mas não esperava que
a integração com a Husaberg decorresse
de forma tão tranquila. Já ninguém fala das
Husaberg – toda a gente está contente de ter
a Husqvarna, e é isso que conta.
Este sucesso convenceu-me, mais cedo
do que era minha intenção, em avançar
na direção dos modelos de estrada com
a Husqvarna, e é isso que estamos a fazer
agora, de forma muito agressiva. Assim, para
além da gama Off Road, vamos produzir uma
família completa de Husqvarna de estrada,
de 125 a 390 cc numa plataforma conjunta
com as KTM fabricadas na Bajaj, e faremos
o mesmo para as plataformas construídas
em Mattighofen, desde a monocilíndrica
690 cc até à 1290 Super Duke. Serão
modelos distintos, com a marca Husqvarna
e um conceito bastante diferente dos
modelos KTM equivalentes. Vamos poder
ver uma“power cruiser”com uma imagem
verdadeiramente“cool”, vamos ter clássicas
modernas com componentes de topo, que
trarão de volta o tipo de motos que tivemos
desde o início da década de setenta até aos
anos oitenta, mas num contexto moderno.
Não serão motos retro como as outras
– sabes, baratas, lixo reciclado e fora de
moda. Terão componentes realmente“high
tech”, mas direcionados para a facilidade de
condução. New Classic – este será o mote da
Husqvarna, com a KTM a ser a marca“Ready
to Race”, e com estes dois conceitos de marca
em conjunto conseguimos cobrir todo o
mundo das motos.“New Classic”não é retro,
é uma nova definição, um novo segmento
de mercado que tem em consideração que
nem toda a gente quer ir correr, ou conduzir
no dia a dia como se estivessem a correr.
Conduzir com calma e com estilo, mas com
tecnologia de topo – isso será a Husqvarna, o
“New Classic”.
A.C. – Passemos agora a algo
completamente diferente e que é
uma parte fulcral do ADN da KTM - a
“A marca
Husqvarna
tem um
potencial
enorme”
www.motociclismo. pt 29
competição. Já foi anunciado o regresso
da KTM ao MotoGP, mas eu lembro-me
de, numa entrevista nossa anterior, me ter
dito que“o MotoGP é só uma maneira de
perder dinheiro, foi por isso que saímos
– não faz sentido gastar tanto dinheiro
para acabar em sexto.”Agora mudou de
opinião. Porquê?
S.P. – Porque penso que, como fabricante
de motos desportivas e de competição,
temos uma séria responsabilidade para
com os nossos clientes no que respeita a
segurança. A segurança é uma das pressões
mais importantes que enfrentamos a nível
europeu. Há 15 anos que trabalho como
Vice-Presidente da ACEM, a associação da
indústria europeia de motos, e acho que, se
os políticos em Bruxelas pudessem escolher,
proibiriam o uso de motos nas estradas
públicas – eles gostariam de nos banir por
completo. Mas, vamos ser honestos, se a tua
superdesportiva já chega aos 200 cavalos, ou
mais, é impossível argumentar que o lugar
dela é na estrada – na verdade já não é.
Mas gostava de produzir uma sucessora
para a RC8 V-twin existente – de modo que
faremos o seguinte. Vamos fabricar uma
superdesportiva, mas apenas para uso
em circuitos fechados – ou seja, não será
homologada para venda como moto de
estrada! Então, para a produzir, vamos para
a melhor arena de desenvolvimento de
protótipos que existe, que é o MotoGP, e para
a temporada de 2016 vão ser introduzidas
novas regras, nivelando a grelha com um
sistema de eletrónica standard. E a KTM
poderá lutar com a Honda,Yamaha, Ducati,
Suzuki e Aprilia numa mesma base. É esse o
conceito para o desenvolvimento da moto.
Vamos chamar-lhe RC16, e ficará disponível
para o cliente normal utilizar em track days
ou de forma privada em circuito, mas nunca
na estrada. Será uma séria ferramenta de
competição e apenas para uso em circuito
fechado.
A.C. – E não farão o mesmo que a
Ducati com a Desmosedici RR, fabricando
uma versão homologada desta moto de
MotoGP?
S.P. – Não, porque na KTM achamos
que uma desportiva com este nível de
performance não tem lugar nas vias públicas.
A.C. – Alguma ideia do preço? E que
quantidades esperam construir?
S.P. – Talvez entre 100 a 200 unidades,
algo assim. Depende de conseguirmos um
preço realmente competitivo para os clientes
normais a comprarem para track days. Se
falarmos em 700 mil euros, então decerto
que será um mercado muito limitado – mas
se descermos para, talvez, entre os 100 e
os 200 mil euros, então já é diferente. Eu
acho que vamos conseguir um preço muito
justo, uma vez que já temos muitos dos
fornecedores dentro do mesmo grupo que
a KTM – a WP para as suspensões, a Pankl
para componentes do motor, Wethje para os
compósitos de carbono…
No ano passado tivemos mais de 150
unidades da RC250R de Moto3 a correr em
vários campeonatos em todo o Mundo, e o
fornecimento de peças e suporte técnico já
se está a pagar como negócio, o que justifica
o investimento. Espero que algo semelhante
se venha a passar com a RC16.
A.C. – Será umV4 a 75 graus, como o
último motor 990 cc de MotoGP de há dez
anos?
S.P. – Não, será quase 90º, ligeiramente
menos, para termos mais flexibilidade na
frente em diferentes circuitos – foi o que
aprendemos com a Honda e ao estudar
atentamente o que os outros estão a
fazer. Mas será o mesmo projetista do
990, e também do nosso motor Campeão
em Moto3, Kurt Trieb. O Kurt está muito
motivado! Vamos ter um quadro tubular, que
é uma afirmação clara, tal como em Moto3,
onde mostrámos ao Mundo inteiro que um
quadro tubular é muito melhor que qualquer
outra coisa em alumínio – ao contrário do
que a Ducati parece pensar.
A.C. – Qual é a calendarização prevista
para este projeto?
S.P.– Por volta de maio ou junho deste
ano o motor vai começar a rodar em banco de
ensaio, e esperamos fazer os primeiros testes
algures no outono. Planeamos correr em 2017,
a época completa, mas talvez no final de 2016
possamos fazer um par de corridas como wild
cards, para ter algum treino em corrida.
A KTM continuará a manter o
“Ready to Race”como conceito,
e a Husqvarna adotará o mote
“New Classic”para uma nova
gama de motos de estrada
30 03/2015
ENTREVISTA
Stefan Pierer
A.C. – Um dos vossos clientes em
Moto3, através da sua equipaVR46,
é oValentino Rossi.Vão dar-lhe a
oportunidade de vos ajudar a desenvolver
a moto?
S.P. – Acho que primeiro temos de
mostrar que temos um conceito competitivo,
mas o Valentino é uma pessoa muito séria e
de muita confiança, e claro que, se ele quiser
fazer alguma coisa, abrimos-lhe as portas de
par em par.
A.C. – Isto significa o final das
Superbike para a KTM? Quando falámos
há dois anos disse-me que, pelo contrário,
no que à KTM dizia respeito, as SBK eram
o futuro.
S.P. – Não, não há mais Superbike para a
KTM, e isto porque o Mundial de SBK, falando
honestamente, foi destruído pela Dorna
quando eles tomaram conta do campeonato.
Não há publicidade, não há TV nem
cobertura de media, e se quisermos estar
presentes a sério, também é bastante caro. E,
para mais, agora têm novos regulamentos.
A.C. – Mas os novos regulamentos são
destinados a prevenir o facto de termos
motos de MotoGP com luzes nas corridas
de Superbike, regressando-se assim ao
conceito de moto de estrada modificada.
Isso não é suficiente para justificar a
inscrição da RC8?
S.P. – Não, assim que a RC16 estiver
disponível para os clientes paramos com a
RC8. O desenho é fenomenal, diria que ainda
é uma obra-prima e não existe mais nada
assim. É uma Superbike clássica – mas, com
o aumento das preocupações em torno da
segurança, temo que motos como esta já
não tenham lugar na estrada, só em circuitos
fechados.
A.C. – Até aqui passámos um bom
bocado a falar, mas sem nunca mencionar
o Off Road. Será que isto reflete o facto
da KTM estar a fazer uma mudança de
direção?
S.P. – Não, não, não! Talvez visto de fora
pareça que tudo está direcionado para as
motos de estrada, devido ao sucesso que
temos tido com as nossas vendas, mas no
todo-o-terreno ainda somos a referência e
os líderes de mercado. Nos modelos de 2016
veremos uma gama de Motocross totalmente
nova e que é de topo, com tudo novo –
motores, quadros, tudo, e será o padrão a
atingir pelos meus colegas japoneses. As
novas KTM serão as motos de MX mais leves
em todas as classes, apesar de virem com
arranque elétrico de origem – talvez até as
equipas japonesas percebam que isto nos
está a ajudar a ser repetidamente Campeões
do Mundo, porque no Motocross, se cairmos,
basta premir o botão vermelho e voltamos à
ação muito mais depressa. Em junho teremos
uma apresentação à imprensa para anunciar
tudo isto – mas em 2016 tudo muda nas KTM
de fora-de-estrada!
A.C. – E a KTM vai continuar com as
dois tempos?
S.P. – As dois tempos ainda estão vivas!
Fabricámos 26 mil no ano passado, e no
ano anterior tinham sido 22 mil, por isso
ainda é um setor em crescimento, com 10%
de aumento a cada ano. Eu sei que vou
satisfazer muita gente ao assegurar-lhes
isto: a KTM vai continuar a produzir motos
a dois tempos, porque temos uma longa
herança nestes motores, somos líderes de
mercado e temos uma base de clientes muito
fiel e com quem podemos contar. O nosso
sucesso é um pouco baseado na corrente
crise financeira, porque a liquidez dos
clientes está a descer e, numa dois tempos,
podemos fazer quase tudo nós mesmos.
A manutenção é menos dispendiosa e até
agradável, as pessoas gostam de a fazer,
e a moto é mais leve e fácil de conduzir. E,
falando de motos leves e acessíveis, vamos
continuar a fazer minimotos para a próxima
geração de miúdos, especialmente a 85 cc.
Temos uma nova a caminho que, diria, será
a primeira porta de entrada profissional para
futuros Campeões do Mundo.
Stefan Pierer com Kurt Trieb, responsável
pelo motor de Moto3 (na foto) e,
atualmente, também pelo motor com que a
KTM vai regressar ao MotoGP
BMW Motorrad
bmw-motorrad.pt
Pelo prazer
de conduzir
NOVAS COLEÇÕES RIDE E STYLE 2015.E STYLE 2015.E
FICA BMW DA CABEÇA AOS PÉS,
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QUANDO DUAS……fazem a mesma coisa, mas na realidade são diferentes. BMW S1000XR e Ducati Multistrada
1200 S: ambas são aventureiras, têm um“look”semelhante, pesam quase o mesmo, custos de
aquisição do mesmo nível, e ainda assim são diferentes. Aqui fica uma primeira análise técnica.
BMW
S 1000 XR
A face típica da BMW,
com óticas simétricas,
mas funcionalidades
assimétricas. O ecrã é
ajustável em altura
32 03/2015
FRENTE A FRENTE
BMW S1000XR e Ducati Multistrada 1200S DVT
Texto: Stefan Kaschel Fotos: Marca
O
s direitos de propriedade
estão em Bolonha, isso é claro.
Desde 2010 que a Ducati atirou
todas as intenções de fora de
estrada pela janela fora e agarrou no motor da
superdesportiva 1198 – com menos 20 cv, mas
mesmo assim com 150 cv de potência, o que
era assinalável -, colocando-o numa estrutura
tradicional mas com“pernas”longas. Um novo
segmento tinha sido criado com a Multistrada.
As outras marcas demoraram a reagir e, mesmo
atualmente, é difícil encontrar adversárias
dentro deste estilo.
Por isso, a BMW tem uma nova artista!
Sob o lema“sport adventure”, chega a
S1000XR, que quase cinco anos depois
parece uma Multistrada mas com quatro
cilindros. Suspensões mais altas, muito
equipamento, confortável e muito rápida.
Isto são características que se aplicam a
ambas. A questão que os potenciais clientes
devem colocar é: qual delas é que vou
querer para mim?
Normalmente as respostas a esta
questão acabam por recair sobre o preço.
Por isso, a Ducati pede pela versão S da
Multistrada nada menos do que 19.649€.
Além das peças em fibra de carbono que
ajudam a manter o peso baixo, há outras
coisas que saltam à vista como discos de
travão maiores (330 mm em vez de 320
mm da versão base) e pinças Brembo Evo
M50, suspensão semi-ativa da Sachs, jantes
forjadas e ainda luzes
LED com função
“cornering”.
Na
BMW as coisas são um pouco diferentes.
À primeira vista o preço é de 16.603€, e
a S1000XR apenas está disponível numa
única versão base. Mas a BMW não seria a
BMW se não disponibilizasse um conjunto
equipamentos opcionais, que normalmente
são apresentados ao cliente em forma de
pacotes. Sem eles, a XR não é tão completa.
Portanto, será expectável que ninguém
recuse a aquisição da moto com o Pack
Touring (1.290€), porque sem ele não temos
a esplêndida suspensão semi-ativa Dynamic
ESA, suportes para as malas laterais e
top-case, e punhos aquecidos. E isto é
apenas uma parte do conjunto completo,
pois ainda recebemos o descanso central
e a pré-instalação de GPS. Tudo somado
dá 17.893€. Mas as melhores coisas ainda
estão por contabilizar: para receberrmos o
Ducati
Multistrada 1200 S
Nova cara para a Multistrada,
com“bochechas”mais gordas
e luzes em LED. Ecrã ajustável
em altura
www.motociclismo. pt 33
Quick-Shift Assistant Pro, que permite subir
e descer rápida e suavemente de relações
de caixa, o controlo de tração dinâmico DTC
em vez do“básico”controlo de estabilidade,
os modos de condução Pro, o controlo
de velocidade, ou ainda os intermitentes
transparentes em LED teremos de incluir no
preço da moto o Pack Dynamic (1.030€). No
total perfaz 18.923€, 726€ a menos do que
o que pagamos pela Multistrada 1200 S. Na
Ducati temos um painel de instrumentos a
cores (ver à direita), e que inclui um sistema
multimédia que nos informa, por exemplo,
de chamadas ou mensagens no telemóvel
via Bluetooth, óticas em LED que na BMW
são extra, além de um assento ajustável
de 825 mm a 845 mm. A única variante de
assento disponível para a S1000XR é um
mais baixo (altura de série é de 840 mm).
Será que temos um empate? Não, porque
o descanso central, os punhos aquecidos e
as malas apenas estarão disponíveis com o
Ducati Travel Pack, e o quick-shift não existe
mesmo como opcional. As malas da BMW
são também um extra.
Com as necessidades fundamentais
satisfeitas, as diferenças são muito
pequenas para as distanciar. Pelo menos
mais pequenas do que as diferenças nos
motores: dois ou quatro cilindros, 1200
ou 1000 cc? São, de facto, dois mundos
totalmente diferentes mas que competem
num mesmo campo de batalha. O motor
V2 a 90º da Ducati, agora com abertura
variável das válvulas, está muito bem
adaptado a esta moto de estilo aventureiro,
algo que o motor de elevada performance
da S1000XR tem ainda de provar que é
capaz de fazer. Mas atenção: a potência e,
essencialmente, a capacidade de aceleração
desta alemã, que utiliza o mesmo motor da
Potênciaàroda
Aceleração em km/h
15
0
30
45
60
75
90
105
120
135
150
20
5
35
50
65
80
95
110
125
140
155
25
10
40
55
70
85
100
115
130
145
160
165
170
175
180
185
190
195
200
205
15
30
45
60
75
90
105
120
20
50
65
80
95
110
125
35
5
0
10
25
40
55
70
85
100
115
130
135
140
145
1,3596 PS = 1 kW
0,7355 kW = 1 PS
0 50 100 150 200 250 300
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
BMW S 1000 R
116,2 kW (158 CV)
aos 226 km/h
Ducati Multistrada
114,0 kW (155 CV)
aos 259 km/h
40
70
100
130
160
30
60
90
120
150
20
50
80
110
140
170
10
kW CV
Desempenhodomotor
Regime do motor 1/rpm x 1000
15
0
30
45
60
75
90
105
120
135
150
20
5
35
50
65
80
95
110
125
140
155
25
10
40
55
70
85
100
115
130
145
160
165
170
175
180
185
190
195
200
205
1,3596 PS = 1 kW
0,7355 kW = 1 PS
kW CV
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
BinárioemNm(Newtonmetro)
BMW S 1000 R
123,7 kW (168 CV) às 10800/rpm
117 Nm às 9200/rpm
Ducati Multistrada
117,9 kW (160 CV)
às 9500/rpm
137 Nm às
7500/rpm
10
40
70
100
130
160
30
60
90
120
150
180
20
50
80
110
140
170
0 10002000300040005000600070008000900010000110001200013000
70
80
90
100
110
120
130
140
Potência concentrada: o quatro em
linha é mais largo do que o V2,
mas é mais baixo e mais curto
Abordagens diferentes: painel
convencional da BMW com conta-rotações
analógico. A versão S da Multistrada conta
com um elaborado ecrã de quatro cores
UmVenão
umL:oelabora-
domotorDesmodrómico
contacomválvulasdeaberturavariável
Motore Medições
1 
Medições Motorrad com motor de uma BMW S1000R num banco Dynojet 250. Medições da Ducati fornecidas pela marca
MEDIÇÕES1
À primeira vista destaca-se claramente a
performance do motor da Ducati ao longo
da gama de rotações. Caso encerrado. Vi-
tória para a italiana. Ou não? Mas ninguém
compara os motores pela velocidade das
rotações, mas sim pela velocidade real, e aí
a situação muda radicalmente. A começar
nos 60 km/h e até quase aos 250 km/h é a
BMW que bate a Ducati em termos de ent-
rega de potência máxima à roda traseira,
mas a Ducati contra-ataca esgotando a
potência máxima apenas aos 259 km/h,
enquanto a S1000XR começa a perder fôle-
go a partir dos 226 km/h.
Potência à cambota Potência à roda
BMW
DUCATI
34 03/2015
Será que isto é permitido? A Motorrad utili-
zou um motor da S1000R – idêntico ao da
S1000XR – para medir e comparar com os va-
lores já publicados pela Ducati. Como não es-
tamos a precisar de verificar com 100% de
exatidão os valores e prestações, queremos
apenas demonstrar as diferentes característi-
cas destes motores com conceitos diversos.
www.motociclismo. pt 35
naked S1000R, é absolutamente espantoso!
Na realidade a performance dos motores
não é exageradamente diferente, por isso,
a decisão final entre comprar uma ou
outra terá de ser feita num outro nível. Mas
qual? Suspensões eletrónicas semi-ativas
com componentes da Sachs
e eletrónica Bosch há nas
duas, embora a Multistrada
ofereça um maior curso de
Fichatécnica
BMW
S 1000 XR
Ducati
Multistrada 1200 S
Tipo de motor 4T, tetracilíndrico em linha,
refrigeração por líquido
4T, bicilíndrico em V a 90º,
refrigeração por líquido
Injeção 4 x Ø 48 mm 2 x Ø 56 mm
Embraiagem multidisco em banho de óleo,
com função deslizante
multidisco em banho de óleo,
com função deslizante
Diâmetro x curso 80,0 x 49,7 mm 106,0 x 67,9 mm
Cilindrada 999 cm³ 1198 cm³
Taxa de compressão 12,0:1 12,5:1
Potência declarada 118,0 kW (160 cv) às 11000/min 117,7 kW (160 cv) às 9500/min
Binário declarado 112 Nm às 9250/min 136 Nm às 7500/min
Quadro tipo ponte,
em alumínio
tipo treliça, em aço tubular,
com reforços laterais em alumínio
Suspensão frontal forquilha invertida, Ø 46 mm forquilha invertida, Ø 48 mm
Amortecedor de direção sim, hidráulico sim, hidráulico
Travão frontal/traseiro Ø 320/265 mm Ø 320/265 mm
Sistemas de assistência ABS, controlo de tração ABS, controlo de tração
Jantes 3.50 x 17 ; 6.00 x 17 3.50 x 17 ; 6.00 x 17
Medidas dos pneus (F/T ) 120/70-ZR17; 190/55-ZR17 120/70-ZR17 ; 190/55-ZR17
Distância entre eixos 1548 mm 1529 mm
Ângulo col. de direção 64,5º 66º
Trail 117 mm 109 mm
Curso da suspensão (F/T) 150/140 mm 170/170 mm
Altura do assento 840 mm 825 a 845 mm
Peso a cheio 228 kg 232 kg
Capacidade do depósito 20,0 litros 20,0 litros
Intervalos de serviço 10000 km 15000 km
Preço base 16603 Euros 19 649 Euros
Garantia 2 anos 2 anos
Opção 1: BMW S1000XR, com um pequeno bico
e escape lateral baixo
BMW
DUCATI
Punho esquerdo recheado: nesta era das
ajudas eletrónicas, o polegar tem muito
trabalho. A BMW facilita com uma roda
para selecionar as diferentes opções
36 03/2015
suspensões (ver ficha técnica).
Tal como em tantas outras coisas,
ambas as motos oferecem quatro modos
de condução, em que apenas os nomes são
diferentes. O que a Ducati denomina de
“Urban”,“Touring”,“Road”e“Sport”, a BMW
contrapõe com“Rain”,“Road”,“Dynamic”e
“Dynamic Pro”. Isto significa que a resposta
do motor, a afinação das suspensões e a
sensibilidade do controlo de tração são
adaptadas às diferentes condições da
estrada e da condução. Ambas utilizam o
aclamado sistema eletrónico da Bosch para
dominar o controlo de tração, ABS ou o“anti
wheelie”.
Ao nível do peso, e de acordo com
as especificações de fábrica, a diferença
entre as duas está reduzida a apenas 4
kg (BMW pesa 228 kg, Ducati pesa 232
kg), e a capacidade do depósito de
combustível é também igual, com 20 litros.
Inacreditável é a Ducati conseguir que o
seu motor cumpra com a norma Euro4!
Também inacreditável é que a BMW apenas
vá lançar a S1000XR no mercado durante o
próximo verão. O que significa que quem
quiser aproveitar esta primavera
com uma moto nova não vai
conseguir fugir à Ducati
Multistrada 1200.
Tecnologia das óticas: as luzes diurnas para a XR estão apenas disponíveis como
extra (300€), e os LEDs com função“cornering”na Multistrada são de série. Neste
caso as luzes são direcionadas pelos sinais enviados pelos sensores de inclinação,
e o foco da luz é automaticamente ajustado em direção ao interior da curva
Opção 2: Ducati Multistrada S, também com um
bico frontal, mas com um escape mais apelativo
BMW DUCATI
www.motociclismo. pt 37
38 00/2010
ENSAIO
Triumph Tiger 800 XCx / XRx
38 03/2015
PAR DE
ROGÉRIOCARMO
CapaceteShuberthC3Pro
FatoOJDesert
LuvasBeringZack
BotasAlpinestarsRoam
www.motociclismo. pt 39
Já era hora de a Triumph modernizar as suas Tiger 800.
Um “pack” eletrónico com todos os acompanhamentos
foi mais do que suficiente para voltar a por as motos
inglesas novamente em vantagem no campo de batalha.
www.motociclismo. pt 39
TRÊS
Texto: Rogério Carmo Fotos: João Carlos Oliveira Colaboração: Bruno Gomes
BRUNOGOMES
CapaceteSchuberthC3World
BlusãoDrenalineAtlasII
LuvasDrenalineAtlas
CalçasDrenalineAtlasII
BotasTCXInfinityGore-Tex
40 03/2015
O
modelo mais vendido
da casa de Hinckley
foi atualizado, quatro
anos depois do seu
nascimento.
Uma necessidade óbvia para se manter
atual num mundo cada vez mais dominado
pela eletrónica e sedento de aventura.
Para começar, a versão mais estradista
das Tiger 800, que antigamente não tinha
nenhum“nome próprio”, recebe agora a
sigla XR, enquanto que a versão mais apta
para o fora de estrada mantém a sigla XC.
Basicamente este“make over”reforça
as características aventureiras de ambos
os modelos e começa logo no motor, com
o tricilíndrico a ser revisto, mantendo as
suas especificações técnicas, mas a ver um
aumento de 17% na sua eficácia energética,
sendo agora também muito mais parco no
consumo e ainda mais ecológico.
Outra grande melhoria está na caixa
de velocidades, agora muito mais suave e
precisa no acionamento do seletor, mérito
de novo equipamento que deriva direta-
mente da Daytona 675R.
A marca também anuncia a adoção de
um novo radiador com maior superfície
e condutas alteradas, que promove uma
melhoria substancial na dispersão do calor
irradiado pelo motor. Infelizmente, as baixas
temperaturas registadas durante os dias do
teste não nos permitiram verificar o facto
convenientemente.
A partir de agora, ambas as versões tam-
bém dispõem de ABS, bem como controlo
de tração de série, (ambos desligáveis) e
computador de bordo. Em paralelo, também
houve melhorias na posição de condução,
no conforto e na funcionalidade.
Ambas as versões viram a sua ciclística
melhorada, sendo que a mais beneficiada
foi mesmo a versão XC, que agora recebe
uma suspensão WP muito mais eficaz e
adaptada a solicitações extremas, que per-
mite regulação da compressão e expansão
da forquilha, e da expansão e pré-carga no
amortecedor.
Triumph Tiger 800 XCx / XRx
ENSAIO
A estrada aberta é o reino da XRx.
Suspensão firme, travagem de luxo
e uma ergonomia perfeita
combinam na perfeição com
a garra do tricilíndrico
www.motociclismo. pt 41www.motociclismo. pt 41
Motor: O tricilindrico continua a ser
o maior“asset”da Tiger. Oferece
potência suficiente para uma condução
despreocupada e em estrada aberta quase
que não necessita de ajuda da caixa de
velocidades. Com pressa, é um verdadeiro
papa quilómetros!
Qualidade de construção: É nítido o esforço
que a marca está a desenvolver neste
sentido. Os materiais empregues são de
muito boa qualidade e os acabamentos de
grande nível
No entanto, a XR apresenta uma suspen-
são Showa de muito bom nível, que, apesar
de não ser regulável, é firme o suficiente
para ser bastante previsível, mas muito
confortável nos pisos mais degradados.
Para os mais exigentes, a Triumph ainda
apresenta duas novas versões: A XRx e a
XCx, aqui testadas, ambas com um“pack”
de eletrónica que oferece Cruise Control
(controlo automático de velocidade) e dois
modos de condução pré definidos (Road e
Off Road) com a possibilidade de persona-
lizar um terceiro modo escolhendo entre
quatro mapas de ignição (Sport, Rain, Road
e Off-Road), com a opção de manter ligado
ou desligado o ABS e o controlo de tração
sempre que esse modo for selecionado.
Nos modos pré-programados, os
parâmetros de ABS, Controlo de Tração e
Mapa de Motor são fixos, indo o destaque
para o modo Off-Road que“quase”desliga o
ABS, sobretudo na roda traseira, lhe permite
uma maior“escorregadela”em aceleração, e
que adota o mapa de ignição Off-Road, que
garante uma entrega de potência mais suave.
Estas versões“x”ainda vêm equipadas
com piscas que se desligam automatica-
mente e oferecem de série um maior nível
de acessorização. Ambas estão equipadas
com descanso central e proteções de
Comandos: apesar da generalidade dos
comandos estar acessível, o menú da
eletrónica é pouco intuitivo. O comando
do Cruise Control é demasiado trabalhoso
para ativar e desliga-se facilmente sem
querermos, devido à ação demasiado leve
do punho esquerdo
Motor
Tipo:	 3 cilindros paralelos
Distribuição:	 DOHC 12 válvulas
Cilindrada: 	 800 cc
Diâmetro x curso:	 74,5 x 61,94 mm
Potência declarada: 	 95 cv / 9250 rpm
Binário declarado:	 79 Nm / 7850 rpm
Taxa de compressão:	 11,3:01
Alimentação: 	 eletrónica seq. multiponto
Arranque:	 elétrico
Embraiagem:	 multidisco em banho de óleo
Caixa: 	 6 velocidades
Transmissão secundária:	 por corrente
Ciclística
Quadro: 	 treliça em tubo de aço
Suspensão dianteira: 	 forquilhaWP de 43 mm regulável
	 em pré-carga e expansão c/ 	
	 220 mm de curso
	 (forquilha Showa 43 mm 	
	 invertida c/ 180 mm de curso)
Suspensão traseira:	 monoamortecedorWP regulável 	
	 em pré-carga e extensão,
	 c/215 mm de curso
	 (monoamortecedor Showa 	
	 regulável em pré-carga 	
	 c/170 mm de curso)
Travão dianteiro:	 duplo disco de 308 mm Ø com 	
	 pinças Nissin de pistão duplo
Travão traseiro: 	 disco de 255 mm Ø com pinça
	 de pistão simples
Medidas dos pneus:	 90/90-21’’(F) 150/70-17”(T)
	 (100/90-19”(F) 150/70-17”(T)
Pneus utilizados	 Bridgestone Battlewing
	 (Pirelli ScorpionTrail)
Peso e dimensões
Capacidade do depósito: 	 19 litros
Peso a seco:	 n.d.
Peso (ordem de marcha):	 221 kg (216 kg)
Garantia:	 4 anos
Intervalos de serviço:	 10.000 km
Preço:	 12.250 (11.500) €
Ficha técnica
O comando do
cruise control,
exclusivo das
versões“x”e o
painel com o
botão“m”dos
modos de
motor
Os comandos dos menus de programação
afiguram-se um pouco complicados
Tiger 800 XCx (800 XRx)
42 03/2015
punhos, além de uma segunda tomada
de 12V situada de lado no assento do
passageiro.
Para acentuar a especificidade de
cada modelo, a XRx, mais turística, já vem
equipada com um assento conforto e ecrã
ajustável, enquanto que a XCx, mais orien-
tada para o fora de estrada, vem equipada
com proteções de motor e de cárter.
Ambos os modelos apresentam uma
ergonomia de muito bom nível, já que o
guiador permite ajustes, o assento também
pode ser colocado em duas posições e
ambas as manetes têm regulação.
A qualidade de construção é referencial,
com acabamentos perfeitos e materiais
nobres, como é o caso das linhas de escape
em aço inox, do quadro lacado a negro e do
novo e eficaz alternador de corrente.
A ausência de ruídos parasitas é notória
e a iluminação também é de muito bom
nível, com um foco de luz amplo e potente,
e que pode ser facilmente regulado depen-
dendo da carga que se carrega na moto,
através de um manípulo muito acessível.
Em andamento, qualquer das versões
oferece um comportamento dinâmico de
nível muito elevado, sendo em termos
práticos: a XC muito mais confortável e a XR
muito mais desportiva.
ENSAIO
Triumph Tiger 800 XCx / XRx
Desempenhodomotor
Regime do motor 1/rpm x 1000
15
0
30
45
60
75
90
105
120
135
150
20
5
35
50
65
80
95
110
125
140
155
25
10
40
55
70
85
100
115
130
145
160
165
170
175
180
185
190
195
200
10
40
70
100
30
60
90
20
50
80
205
15
30
45
60
75
90
105
120
20
50
65
80
95
110
125
35
5
80
0 0
10
25
40
55
70
85
100
115
130
135
140
145
1,3596 PS = 1 kW
0,7355 kW = 1 PS
kW CV
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
10
20
30
40
50
60
70
80
TriumphTiger 800 XCx
70,8 kW (96 CV) às 9800/rpm
80 Nm às 7600/rpm
60
70
80
BinárioemNm(Newtonmetro)
10
40
70
100
30
60
90
20
50
80
Motor
Velocidade máxima*	 210 km/h
Acelerações
0-100 km/h 	 4,0 s
0-140 km/h 	 7,0 s
Recuperações
60-100 km/h 	 4,1 s
100-140 km/h 	 5,1 s
140-180 km/h 	 8,5 s
*Dadosdofabricante
consumos
Médio	 6,1 l/100 km
Autonomia teórica	 311 km
Peso/dimensões
Alt. assento/ dist. entre eixos	 840-860 / 1545 mm
Capacidade de carga	 206 kg
Peso com depósito cheio	 268 kg
Distribuição de peso	 51/49%
Motor
1
AS NOSSAS MEDIÇÕES
A XRx tem vocação estradista
mas, apesar da suspensão mais
firme, a jante de 19”ajuda a que
não se negue a tragar
caminhos mais difíceis
As versões XC
oferecem jantes
raiadas de 21”
enquanto que as
versões XR estão
equipadas com
jantes de
aluminio de 19”
(1) Medições da versão XCx, efetuadas no banco de potência Dynojet-Rollenprüfstand 250 da Motorpress
www.motociclismo. pt 43
Equipamento e acessórios
A
Triumph anuncia mais de setenta
acessórios genuínos para equipar estas
novasTiger, desde as malas laterais de
alumínio, completamente à prova de água, ao
assento de baixo perfil, qualquer condutor
pode adaptar qualquer dasTiger ao seu gosto
e às suas necessidades.
Acessórios como o escape Arrow que
confere uma nota desportiva e faz as
delícias dos mais“racers”, ou os punhos
aquecidos de diâmetro reduzido para
mimar os grandes viajantes, são apenas
mais alguns exemplos da completa gama
disponível. Mas a gama vai mais longe, com
farois suplementares, anti-nevoeiro, em LED,
Proteções de farol e radiador, e muito mais.
Alguns desses acessórios já constam
de fábrica nestas versões“x”. É o caso do
assento“confort”preenchido com espuma
de poliuretano em 3D que
proporciona conforto
durante longos períodos, ou o dispositivo
de regulação do ecrã, ambos instalados na
XR, e as proteções de motor em tubo de aço
e de cárter, em alumínio, instalados na XC.
Ambos os modelos contam ainda com
proteções de punhos e com descanso
central de série.
Em termos de equipamento, a grande
diferença entre as versões normais e as
versões“x”consiste no
“pack”de eletrónica que
é exclusivo das“x”,
e que engloba os
modos de motor e
o cruise control.
No caso do
modelo XC, as
suspensões WP
equipam ambas
as versões.
O assento“confort”
é de série na XRx
A suspensão WP que equipa
a Tiger XCx, é de série,
também na versão
mais simples, a XC
As proteções de motor
e cárter são de série
na versão XCx
A Tiger XRx que testámos
vinha com uma ponteira
Arrow (opcional)
queproduzumsomdelicioso!
44 03/2015
À
semelhança do que já acontecia nos modelos anteriores, as novas
TigerXReXCsãomuitoparecidas.Exceçãofeitaàssuspensões,com
maiscurso naXC,eàrodadianteira,quenaXRéde19”enaXCéde
21”,tudoorestoémuitosemelhante.
Qualcomprar,serápoisodilemaquemuitosvãoterqueenfrentar!
Separaosdeestaturamaisbaixanãohámuitoquesaber,poisaXR,por
sermaisbaixa,temumgrandeargumentoaseufavor,osmaisaltosainda
podemficarcomdúvidas,enessecasodevemperguntar-sedequegostam
mais:seacelerarforadeestradaouacelerarnoalcatrão.
Segostammaisdeacelerarnoalcatrão,entãonãohádúvidas,aXRéa
motoideal,poistodaaciclísticaéfavorecidapelataragemmaisrijaepelo
menorcursodassuspensões.Masaquelesquenemporissogostammuito
deandaraalucinarepreferemritmosmaiscalmosetiradasmaislongas,
mesmocommuitoalcatrão,entãoessesdevempreferiraXC.
Asuasuspensãocommaiorcursotorna-semuitomaisconfortável,
mesmoatéparaopassageiro,eoafundamentodasuspensãoem
travagem,numaconduçãomaiscalma,nuncachegaaserincomodativo.
Asversões“x”,deambososmodelos,sãodestinadasaosquefazem
maisquilómetrosequecirculamaolongodetodooano.Oseucruise
control(controlodevelocidade)eosmodosdemotor,sãoaliadospreciosos
nocombateàfadiga,sejaemlongastiradassejaemcondiçõesmeteo-
rológicasadversas.Sãoumpoucomaiscaras,mastambémjáoferecem
algunsextrasindispensáveis…Todososqueapenasesporadicamenteé
queseatrevemalargarosagradoasfalto,poisfiquemasaberqueaXRé
perfeitamentecapazdeandarpormauscaminhos,apenasnecessitadeum
poucomaisdecalma.
TÉCNICA
O quadro não sofreu qualquer alte-
ração, mantendo-se igual ao da versão
anterior, mas garante um comportamento
inabalável face às maiores solicitações, seja
qual for o tipo de condução e de piso. As
mudanças de direção são rápidas (mais
rápidas na XR) as trajetórias são neutras,
e a entrada em ângulo é muito intuitiva.
Tanto que até faz parecer a distância ao
solo ridícula, pois logo nas primeiras curvas
os poisa-pés começam a raspar no chão
demasiado cedo.
A travagem é de muito bom nível,
bastante potente e doseável, e o ABS não se
afigura demasiado intrusivo.
Por outro lado, se enrolarmos o punho
direito com mais convicção, o controlo
de tração começa a dar sinais de vida,
sobretudo em modo Sport, que liberta os 95
cavalos muito mais cedo que o modo Road.
A caixa de velocidades está muito bem
escalonada e, à semelhança do modelo
anterior, a sexta relação consegue levar-nos
quase até ao fim do mundo, mostrando-se
capaz de empurrar desde muito baixa
rotação com grande pujança. Claro que isto
é resultado do elevado binário produzido
pelo tricilíndrico, que se mantém muito
regular e suave ao longo de toda a faixa de
rotação, apesar de, a meio da escala, deixar
passar algumas vibrações para os poisa-pés
e guiador.
Em ambas as versões, o consumo é mais
comedido do que o registado no teste das
versões anteriores. Mesmo tendo em conta
que esta XR estava equipada com uma“mais
gulosa”ponteira especial Arrow, que torna
a missão de andar devagar um verdadeiro
suplício de Tântalo, os valores registados
no nosso percurso misto foram de 6,3 litros
aos 100km, enquanto a XC, com o escape
de série, registou uns esperados 6,1 litros
aos 100 km. Considerando a capacidade
de 19 litros do depósito de combustível,
uma unidade com o escape de origem
pode perfeitamente percorrer mais de 310
km entre reabastecimentos, sendo que
em viagem e condições controladas pode
mesmo superar os 400 km.
Críticas? Claro que também há, indo a
primeira para as pegas do assento do pas-
sageiro que mais parecem saca-rótulas dos
joelhos do condutor, quando se sobe para a
moto, pelo formato e pela localização.
E depois a eletrónica, ou melhor, o in-
terface de comunicação. Apesar dos modos
de condução poderem ser selecionados
A escolha é sua!
ENSAIO
Triumph Tiger 800 XCx / XRx
www.motociclismo. pt 45
Ponto final
As Tiger 800 são motos que se caracterizam
pela sua polivalência. Mexem-se bem em
circuito urbano, adoram curvas e estradas
montanhosas,nãosenegamasairdoalcatrão
e atiram-se sem problemas para qualquer
trilho. Sendo a XC mais amiga da terra pela
sua maior altura livre ao piso e pela jante
de 21” na frente, a XR, apesar da sua jante
dianteira de 19” tampouco se assusta com os
maus caminhos, mas é no alcatrão que a sua
essência se revela, sobretudo na guerra do
trânsito e nas ruas com pisos em mau estado.
As versões “x” são dedicadas aos viajantes.
As Rivais
BMW F800 GS
2 cilindros paralelos, 798
cc, 85 cv, 6 velocidades,
transm. final p/ corrente,
peso (cheio) 207kg, alt.
assento: 880 mm
11.453 Euros
KTM1050Adventure
2 cilindros em V, 1050 cc,
95 cv, 6 velocidades,
transm. final p/ corrente,
peso (s/gas) 212 kg, alt.
assento: 850 mm
13.634 Euros
Pontuação
máximaTiger800XCx
Tiger800XRx
PONTUAÇÃO FINAL 1000 680 689
40
40
30
30
20
20
20
10
20
10
10
250
40
40
40
10
20
20
20
20
10
10
20
250
40
20
20
20
20
30
30
10
10
30
20
250
40
30
20
10
20
20
10
150
30
30
20
20
100
23
18
13
21
16
15
15
7
15
8
9
160
30
32
29
6
14
17
14
16
2
5
10
175
31
14
12
13
16
28
17
4
8
24
14
181
27
18
12
12
14
16
8
107
18
19
16
13
66
Separadas à nascença, estas duas
Tiger 800 possuem a mesma
motorização, pelo que não há
diferenças entre elas nesta área
Uma suspensão mais rija, mais
curta e com menos curso, que baixa
o centro de gravidade e proporciona
uma maior leitura da ciclística, é
sempre uma mais valia. Por isso a XRx
sai beneficiada neste capítulo
Sendo motos muito semelhantes,
submetidas a comparação sob
estes parâmetros, as Tiger
empatam no dia a dia
Por muito pouco, a XRx vence este
capítulo. Apesar da sua menor
distância ao solo, é mais fácil de
manobrar.
Com os mesmos modelos base, é
normal que existam as mesmas
condições...
AVALIAÇÃO
Empate técnico
Vencedora Ciclística: XRx
Empate técnico
Vencedora Segurança: XRx
Empate técnico
A XRx é a vencedora deste
frente a frente, onde as
prestações dinâmicas são mais
valorizadas do que o conforto e a
vocação Off Road.
MOTORRecuperações
Acelerações
Velocidade máxima
Comportamento geral do motor
Disponibilidade/binário
Resposta ao acelerador
Suavidade de funcionamento
Embraiagem
Accionamento da caixa
Escalonamento das mudanças
Arranque
Soma parcial
CICLÍSTICAManeabilidade
Estabilidade em curva
Direcção
Feedback da ciclística
Distância ao solo em curva
Estabilidade em recta
Afinação suspensão dianteira
Afinação suspensão traseira
Possibilidades de afinação
Conforto da suspensão
Comportamento com passageiro
Soma parcial
QUOTIDIANO Ergonomia - condutor
Ergonomia - passageiro
Protecção aerodinâmica
Visibilidade
Iluminação
Equipamento
Manutenção - operacionalidade
Acomodação de bagagem
Capacidade de carga
Autonomia
Acabamentos
Soma parcial
SEGURANÇA Potênc. de travagem
Doseamento de travagem
Travagem com passageiro/fading
Manipulação - parada
Função de ABS
Reacções no guiador
Distância ao solo
Soma parcial
CUSTOSGarantia
Consumos médios
Revisões - intervalos
Manutenção
Soma parcial
POSIÇÃO 2º 1º
diretamente no painel de instrumentos,
o ABS ainda precisa que se pare a moto
para ser desligado, e o menu do“setup”é
bastante confuso e difícil de memorizar,
pelo menos nas primeiras (muitas) vezes
que se utiliza. Também o Cruise Control (o
controlo de velocidade) precisa de duas
ações para ser ligado, obriga a que se man-
tenha uma velocidade constante, e, como
os botões não são facilmente acessíveis e o
acelerador é muito sensível, é muito difícil
conseguir ligá-lo à primeira. E depois, com
ele já ligado, o comando do punho para
o desligar é tão sensível que basta passar
qualquer irregularidade do piso para que,
sem querer, este se desligue. E espero que
as novas condutas do radiador, embutidas
no depósito de combustível, façam mesmo
dissipar o calor para longe do condutor...
23
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16
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66
TESTE
Ducati Panigale 1299 S
Texto: Alberto Pires Fotos: Ducati
A Ducati conseguiu transformar o excelente em extraordinário. A nova
Panigale 1299, com 205 cv para um peso a seco de 166,5 kg, estabeleceu
a nova referência por onde as restantes têm que se medir.
IMPRESSIONANTE!
C
uriosamente, são números que enganam, pecando
por defeito. Esta Panigale 1299 é muito mais que um
simples aumento de cilindrada, é o resultado de um
profundo estudo do funcionamento e interligação
eletrónica de todos os componentes, tendo como objetivo
aumentar a performance de uma das mais brilhantes motos
desportivas feita até hoje.
O motor é uma obra de arte e só é pena que esteja
completamente escondido por forma a manter controlado o
calor que gera. Quando se olha para os pistões com 116 mm de
diâmetro, com uma saia quase inexistente, capazes de fazer 11.000
rpm, tudo tem que estar perfeitamente ajustado e equilibrado,
sendo por isso novas também as camisas, as bielas e a cambota.
De comum com o anterior motor apenas o sistema de injeção e as
válvulas de escape e admissão em titânio. O escape é novo, com
tubos de maior diâmetro e silenciadores com maior capacidade,
conseguindo, apesar disso, ser mais leve que o anterior. No
capítulo da eletrónica, as borboletas são controladas de modo
independente por um sistema Ride-by-Wire, dispõe de três
mapas de ignição (Race, Sport e Wet), Quick Shift up/down (DQS),
controlo de tração (DTC), controlo de cavalinho (DWC) e de travão
motor (EBC), os dois últimos calibrados automaticamente em
função do tamanho do pneu traseiro e da relação de transmissão
final. A ciclística foi também alvo de mimos, usufruindo dos
dados fornecidos pela central de medida inercial (IMU). A
suspensão dianteira semi-ativa Öhlins e o amortecedor traseiro
TTX mantiveram-se, mas apresentam agora novas competências,
proporcionando, através do sistema Öhlins Smart EC, um
funcionamento adaptativo, alterando o seu comportamento em
função da utilização que estão a ser sujeitas. Apesar de tudo isto,
é no capítulo da travagem que se encontra o motivo de orgulho
dos engenheiros da Ducati. Os discos de 330 mm com pinças
monobloco Brembo M50 trabalham agora em conjunto com um
sistema ABS com assistência em curva.
Visualmente, é preciso ser-se um especialista no modelo para
detetar as diferenças, mas são muitas. O suporte dos espelhos é
mais curto, a zona dianteira é mais larga, tal como as entradas de
ar, o vidro ligeiramente mais alto, o banco mais estilizado e o rasgo
na carenagem lateral mais pronunciado.
A ansiedade era razoável antes de nos fazermos ao traçado
de Portimão. Por forma a sentir os diferentes mapas, iniciámos o
teste escolhendo o Sport, que, sem alterar os valores máximos
de performance do motor, disponibiliza-os de forma mais suave,
implicando também um acerto da suspensão e uma pré definição
46 03/2015
www.motociclismo. pt 47
Motor: envolvente, cheio e ligeiro a subir
de rotação
Eletrónica: está por todo o lado,
funcionando excecionalmente bem
Peso reduzido : uma referência na classe,
sendo impressionante a sua contribuição
para a performance do conjunto
Isolamento térmico: demasiadas tampas
e coberturas, deixando pouca“moto”à
vista
ALBERTOPIRES
CapaceteAraiRX7
FatoSpidiGPKangaroo
LuvasSpidiRaceVent
BotasXPDXP3S
VIDEO
CLIQUE AQUI
48 03/2015
TESTE
Ducati Panigale 1299 S
das diferentes ajudas eletrónicas para utilização desportiva em
estrada. Acabei o primeiro turno esgotado e pouco satisfeito.
O aumento de binário relativamente à versão anterior é
notório. Conseguimos sair das curvas mais apertadas com
o motor abaixo das 6.000 rpm, já com força suficiente para o
controlo de tração ir a atuar ao longo da aceleração, e revela-se tão
cheio que não parece valer a pena passar das 10.000 rpm, apesar
do valor máximo se encontrar ligeiramente acima. Ainda assim me
pareceu suficientemente alerta e as suspensões reagiam de modo
algo esponjoso, oscilando em ângulo e não oferecendo rigor na
trajetória, o que no traçado do AIA é, no mínimo, desconfortável.
Esta má sensação desapareceu por completo no turno seguinte,
com o mapa Race selecionado. A transmissão das ordens dadas
no punho direito passam sem modelações para o sistema de
injeção e a afinação das suspensões altera-se, assim como o nível
de intervenção das ajudas eletrónicas. Se tinha amaldiçoado a
escolha desta pista para experimentar a Panigale no turno anterior,
agora não podia estar mais de acordo. As suspensões absorvem
as irregularidades sem hesitações e a precisão da colocação em
curva é impressionante, mesmo quando uns milésimos antes a
traseira e a frente abanavam sob o efeito da aceleração. É então que
aceitamos o convite para participar num jogo delicado, o de ceder
ao atrevimento, que mais não é que ir acelerando cada vez mais
cedo e travar cada vez mais tarde. Entre esses dois momentos há
tempo para apreciar devidamente o quick-shift tanto em aceleração
como nas reduções, e a eficácia do anti-wheelie, que nos permite
rodar o punho como se soubéssemos o que estamos a fazer. Um
pouco mais delicado, o funcionamento do ABS. Julgo que o senti a
funcionar em alguns momentos de aflição, mas não tenho a certeza,
o que é o melhor atestado de qualidade de funcionamento que se
lhe pode atribuir em ambiente desportivo.
Fizemos ainda um turno com a versão Performance, equipada com
o escape Akrapovic e sem algumas peças dispensáveis neste ambiente.
A redução do peso torna-a mais rápida nas mudanças de inclinação
e o motor é ainda mais rápido e cheio, sendo visível a forma como
passávamos pelas 1299“normais”na reta da meta. Os cinco turnos não
chegaram para apreciar tudo. Gostava de ter sentido as suspensões
em modo adaptativo, experimentar outros níveis de controlo de
tração e mais dez centímetros de elevação de roda dianteira. Fiquei
impressionado com tudo o que consegui fazer e, olhando para os meus
tempos por volta, fico
assustado com aquilo que
é possível fazer.
Com o kit Performance montado a
Panigale transforma-se numa
verdadeira SBK
SÃOIMENSOSOSACESSÓRIOSDE-
DICADOSÀ1299.Paraalémdashabituais
tampas, peças e coberturas em carbono,
encontram-setambémalgumaspensadas
para quem pensa em fazer percursos
maiores em estrada, desde um assento
mais macio até um saco de depósito. Para
uma utilização em pista estão disponíveis
peseirasmultirreguláveis,reservatóriosem
alumínio,grelhasdeproteçãoeumabateria
de iões de lítio. O elemento mais exube-
ranteé,noentanto,oescapeAkrapovicem
titânio,maislevequatroquilosecapazde
fornecer mais dez cavalos.
Para todos
os gostos
Um catálogo
abrangente, para
todas as utilizações
Opainelémuitolegívele
podeserpersonalizadoem
funçãodasinformações
importantesparao
momento,desdetempospor
voltaatéinclinaçãoemcurva
www.motociclismo. pt 49
Transformar o banal em algo
extraordinário, para onde quer que
olhemos. No punho esquerdo, ao alcance
do polegar e indicador, a possibilidade
de mudar em andamento a sensibilidade
do controlo de tração
Motor
Tipo:	 4T, dois cilindros em
	 “L”, refrigeração líquida
Distribuição:	 Desmo, 4 válvulas p/cilindro
Cilindrada:	 1285 cc
Diâmetro x curso:	 116 x 60,8 mm
Potência declarada:	 205 cv às 10.500 rpm
Binário declarado:	 144,6 Nm às 8.750 rpm
Alimentação:	 injecção eletrónica
Embraiagem:	 multidisco em banho de óleo
Caixa: 	 seis velocidades
Ciclística
Quadro:	 monocoque em alumínio
Suspensão dianteira:	 forquilhainvertidaÖhlinsNIX30,
	 bainhas43mm,120mmdecurso,	
	 geridaeletronicamente,
	 commodalidadesemiativa
Suspensão traseira:	 monoamortecedorÖhlinsTTX36,
	 geridoeletronicamente,com
	 modalidadesemi-ativa
Travão dianteiro:	 Doisdiscosde330mm,pinças	
	 monoblocoradiaisde4pistões,ABS
Travão traseiro:	 Discode245mm,compinçadedois
	 pistões,ABS
Medidas dos pneus:	 120/70-17’’(F) / 200/55-17’’(T)
Peso e
dimensõES
Altura do assento:	 830 mm
Capacid. do depósito:	 17 litros
Peso a seco:	 166,5 kg
Preço:	 26.599 €
Ficha técnica
Ponto final
APanigale1299édesconcertante.Oresultado
finalédetalformaavassaladorquenossen-
timosesmagadospelanossainsignificância.
Temos à nossa disposição tantas opções e
possibilidades de afinação que acabamos
por optar por uma das que nos é proposta,
comaconvicçãodequepodemosfazeroque
quisermos que será sempre menos do que
aquiloquepoderíamosfazer.Comosenãobas-
tasse,apesardejáaconhecermoshátrêsanos
continuamosaolharparaela,embasbacados,
comosenuncativéssemosvistonadaigual...
entrevista
Umrumoclaroaseguir
Cristian Gasparri
Responsável pelo desenvolvimento
Motociclismo Quemtomouadecisãode
fazerumaPanigalemaisimpressionante
queaversãodestinadaàspistas?
Cristian Gasparri Foi seguramente uma das
decisões mais importantes tomadas pela
Ducati e por Claudio Domenicali. Ao longo
do tempo o conceito foi ficando claro, qual
o objetivo a atingir, e definiu-se a lista dos
elementos técnicos a desenvolver.
M. Oaumentodacilindradaestavano
topodessalista?
C.G. O que estava no topo era o
comportamento que se pretendia do
motor, que fosse mais cheio em médias, e
para o conseguir decidimos aumentar a
capacidade.
M. Aelectrónicatemumapresença
avassaladoratantonaciclísticacomono
motor.Qualdelasédeterminante?
C.G. Se pensarmos em termos de
segurança é o ABS, pois torna a moto mais
segura em todas as condições. Ainda neste
capítulo o controlo de tração e o“wheelie
control”. Para melhorar todo o conjunto e
aumentar o nível de condução dos seus
utilizadores, mesmo que este não seja
elevado, todos os restantes sistemas ao
nível dos mapas de gestão de motor, travão
motor, troca de caixa e suspensões.
M. Qual foi o sistema que mais
demorou a desenvolver?
C.G. O ABS seguramente, já que obrigou a
muito tempo em testes para maximizar a
eficácia em todas as condições sem
comprometer a performance.Todos os
outros já estavam de alguma forma
desenvolvidos, tanto em modelos de
estrada como em competição, e foi só
transpor com as devidas adaptações.
M. Aevoluçãovaicentrar-seemque
aspeto,electrónica,novosmateriais,
compressores?
C.G. Não acredito em compressores. Acho
que será sempre em termos de materiais
que conduzam a uma redução do peso, já
que é isso que facilita a condução e
amplifica a performance mecânica.
Confiante, feliz e orgulhoso, era assim que se sentia um dos criadores da
mais recente Panigale, e não era para menos.
Design fantástico,
comportamento
fabuloso
50 03/2015
TesTe
Mash Two Fifty
O estilo clássico é revisitado
pela Mash, agora com o
dobro da cilindrada da
Seventy Five 125. A Two Fifty
é uma moto acessível e que
oferece um enorme prazer
de condução.
PRAZER
A DOBRAR
D
epois de nos brindar com as
125 cc Seventy e Seventy
Five, a Mash voltou ao
nosso radar com a Two Fifty,
essencialmente uma Seventy Five com o
dobro da cilindrada. A maior diferença é a
utilização de um motor monocilíndrico
SOHC com quatro válvulas que cresce dos
124 cc para os 249 cc, mantendo-se a
alimentação por carburador fornecida pelos
japoneses da Mikuni.
A Mash trabalhou o motor e conseguiu
extrair 23 cv de potência e 20 Nm de binário. A
Two Fifty coloca o condutor a 780 mm do solo
e as suspensões são convencionais: à frente
contamos com forquilha com bainhas de 38
mm, enquanto na traseira o amortecimento é
feito através de dois amortecedores ajustáveis
em pré-carga, sendo que a ciclística fica
completa com a utilização de dois travões
de disco, 300 mm à frente e 220 mm atrás,
tudo instalado num quadro em aço tubular.
Regressando às diferenças entre as duas
Mash, descubro que o seletor da caixa de
5 velocidades é novo, o sistema de escape
conta com coletor redesenhado, o depósito
de combustível de 14 litros não tem borrachas
antideslizantes e os guarda-lamas passam de
preto a cromado naTwo Fifty.
Texto: Bruno Gomes Fotos: João Carlos Oliveira
Travões: deviam ser chamados de
“abrandadores”e não travões
Pneus: pouca ou nenhuma aderência
Estilo: a prova de que, às vezes, as coisas
simples são as mais bonitas
Motor: enérgico e com menos vibrações
que na versão 125 cc
BRUNOGOMES
CapaceteDavidaJet
BlusãoRev’itFlatbush
LuvasDrenaline57SeriesRacer
CalçasRev’itLombard
BotasTCXInfinityGore-Tex
www.motociclismo. pt 51
Ficha Técnica
Motor
Tipo 	 4T,monocilíndrico,
	 refrigeraçãoporar
Distribuição	 SOHC,4válvulas
Cilindrada 	 249cc
Potência máxima	 23cvàs7.500rpm
Binário máximo	 20Nmàs6.000rpm
Alimentação 	 carburadorMikuni
Arranque	 elétrico
Caixa 	 5velocidades
Transm. secundária	 porcorrente
Ciclística	
Suspensãodianteira	 forquilhainvertida
	 combainhasde38mm
Suspensãotraseira	 doisamortecedores
Travãodianteiro	 discode300mm,
	 compinçadedoispistões
Travãotraseiro	 discode220mm,
	 compinçadepistãosimples
Medidasdospneus	 110/70-17’’(f)/130/70-17’’(t)
Peso/dimensõES
Distânciaentreeixos	 n.d.
Distânciamín.aosolo	 n.d.
Alturadoassento	 780mm
Capacid.dodepósito	 14litros
Peso(aseco)	 96kg
Consumo	 3,54litros/100km
Garantia	 2anos
Intervalosdeserviço	 n.d.
Preço	 2.990€
Simples, bonita e ágil. Os três adjetivos que melhor descrevem a Two Fifty e que
apenas encontram paralelo no preço bastante convidativo: 2.990 euros
O mostrador inclui indicador de
mudança... mas não tem luz de reserva
A Mash conseguiu transportar para a Two Fifty um conjunto de elementos clássicos
como o assento plano e uma ponteira cromada com uma sonoridade viciante!
Já sentado aos comandos daTwo
Fifty, rapidamente me sinto confortável.
O assento plano está bem almofadado e
a capa é suficientemente aderente para
não escorregar. Os comandos estão bem
posicionados e a postura adotada não
causa esforço nas costas, pois o guiador
está posicionado no ponto certo. Em
comparação com a Seventy Five é notório
o incremento de força em baixos regimes.
Este motor sobe rapidamente de rotações
com a caixa de velocidades a apresentar-se
em bom plano, apesar da ocasional falha na
passagem de 1ª para 2ª. É um motor muito
agradável e voluntarioso para as“correrias”
do dia-a-dia, com vibrações contidas, mas
que aumentam consideravelmente quando
tentamos espremer o“mono”para além dos
110 km/h. O prazer de condução aumenta
cada vez que abrimos acelerador e ouvimos o
aumentar de decibéis até atingir um tom de
certa forma desportivo, e que inclusivamente
nos presenteia com“pipocas”a saltarem da
ponteira. Longe de se adaptar facilmente a
uma condução em autoestrada ou percursos
extra citadinos com curvas encadeadas, a
MashTwo Fifty é uma excelente proposta para
uma condução citadina, em que a capacidade
de manobra e agilidade são características
obrigatórias. E aí, neste cenário urbano, esta
neo-clássica excede as expectativas. Ágil de
direção, rápida nas acelerações de semáforo
em semáforo, a Mash transporta-nos por entre
as filas de trânsito sem qualquer problema.
A facilidade com que a manobramos é
magnífica pois com apenas 96 kg de peso
(a seco) esta“dois e meio”passa nos espaços
mais apertados, enquanto o guiador elevado
oferece um controlo sobre os movimentos da
moto que nos deixa sempre muito à vontade.
No entanto, e como já referi, a Two
Fifty não é especialmente agradável fora
da cidade por duas razões: os travões e os
pneus. Em relação ao sistema de travagem, e
apesar de contar com dois discos, as pinças
têm dificuldade em parar o conjunto. É
necessário calcular bem o espaço disponível
para travar, mas ainda assim a potência que
oferecem é entregue de forma progressiva.
Pior que isso são os pneus. Os KingStone
são mesmo isso, uma pedra! Não oferecem
aderência. Não se adaptam à inclinação da
moto em curva e não dão confiança para
atacar as trajetórias. É certo que trocar de
pneus irá eliminar este ponto negativo, mas
tendo testado a moto com eles instalados
nas bonitas jantes de 17’’raiadas, é um ponto
que tenho de criticar.
Ponto final
Guiador, motor simples e pouco proble-
mático, tudo isto misturado num “look”
intemporal. A Mash Two Fifty conjuga
características que nos satisfazem, mas
falha na travagem, e conduzir esta moto
nos limites transforma-se numa missão
complicada. Felizmente a Mash não en-
trou na louca escalada de preços que
afeta os modelos neo-clássicos, e por
um valor acessível podemos ter uma
moto agradável, fácil de melhorar e que
pode servir de base para outros projetos.
USADAS
Motos até 2000 €
REGRESSO AOS
D
estafeita,emmaisuma
pesquisapelosprincipais
portaisdeclassificadospara
motosusadasemPortugal,
decidimosavançarparaas
propostas de baixo preço, para quem quer dar
o passo seguinte às 125 cc sem gastar muito
dinheiro, ou pretende uma primeira moto para
ganhar experiência. De fora deixámos as motos
de todo-o-terreno, segmento que abordámos
há relativamente pouco tempo, bem como
as 125 cc, sobre as quais fizemos um trabalho
similar na nossa edição 268.
A intenção inicial era encontrar motos
usadas até aos 1500 €, mas rapidamente
verificámos que a fasquia dos 1500 € não
permitia uma oferta suficientemente
interessante e abrangente, pelo que alargámos
o teto limite para os 2000 €. Dentro desta faixa,
rapidamente nos apercebemos que a quase
generalidade da oferta se resumia a motos dos
anos noventa - em alguns casos até meados
da década de 2000 - e, com raras exceções,
essencialmente de marcas japonesas. De fora
ficaram as unidades demasiado transformadas
face ao modelo original, na maioria dos casos
com customizações caseiras e de gosto muito
duvidoso.
As utilitárias, as desportivas e as trail
constituem o grosso da oferta, e é dentro
destes segmentos que encontramos algumas
das melhores oportunidades.
Em todo o caso, e mesmo porque só
tivemos em conta os modelos com um
número de unidades à venda considerado
relevante, deve fazer uma pesquisa cuidada e
não sucumbir logo à primeira tentação, pois
estamos a falar de motos que, em muitos casos,
contam já com duas décadas de estrada.
Uma pesquisa no mercado de usados, para motos (+125 cc) até 2000 €, deu-nos a conhecer uma
oferta relativamente vasta, mas concentrada quase exclusivamente em motos japonesas da
década de noventa, em todas as categorias.
ANOS90Texto: Luís Carlos Sousa Fotos: Arquivo
52 03/2015
NO QUE RESPEITA A SCOOTERS, o mercado de usados no nosso
País é amplamente dominado pelas 125 cc, existindo ainda algumas
maxi-scooters de maior cilindrada mas com valores que já superam o
limite de 2000 € que impusemos. Desta forma, encontrámos
relativamente poucas unidades para venda e apenas um modelo, a
Suzuki Burgman 400, reuniu um número suficiente de unidades para
conseguirmos apurar valores. É possível encontrar também algumas
Burgman 250, entre os anos de 1998 e 2000, mas os valores pedidos
são, regra geral, muito próximos dos que vimos para a“quatrocentos”.
As Piaggio X9, 250 e 500, e as X8 200 e 250, são outras propostas a
considerar dentro da fasquia imposta.
www.motociclismo. pt 53
ESTACATEGORIA éopassomaislógicoparaquemsaidas125ccequer
passaràetapaseguinteabaixocusto,bemcomoparaaquelesque
queremumaprimeiramotobarata.Omercadoestárepletodeoferta,
desdeasYamahaXJ600(tantonasversõesnakedcomosemi-carenada)
easbicilíndricasHondaCB500eSuzukiGS500,atéàsmais“espigadas”
SuzukiBandit600,HondaHornet600eYamahaFazer600.
Mas uma busca mais completa leva-nos a encontrar modelos que,
embora mais raros (e por isso não contemplados na média de preços),
são excelentes escolhas. Aqui temos de destacar motos como a Suzuki
SV 650 ou, num registo mais utilitário, a Kawasaki ER-5.
Outras a procurar
Outras a procurar
HONDA CB 500
Anos 1995 a 1997 – de 1100 a 1800 €
Anos 1998 a 2001 – de 1300 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Alta
HONDA CBF 250
Anos 2004 a 2008 – de 1100 a 1700 €
Disponibilidade no mercado – Média
HONDA NTV 650
Anos 1993 a 1996 – de 1000 a 1700 €
Disponibilidade no mercado – Média
HONDA HORNET 600
Anos 1998 a 2002 – de 1700 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI GN 250
Anos 1990 a 1996 – de 900 a 1500 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
SUZUKI GS 500
Anos 1991 a 1997 – de 750 a 1500 €
Anos 1998 a 2000 – de 1000 a 1700 €
Disponibilidade no mercado – Alta
SUZUKI BANDIT 400
Anos 1992 a 1995 – de 1300 a 1850 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
SUZUKI BANDIT 600
Anos 1994 a 1996 – de 1000 a 1750 €
Anos 1997 a 2000 – de 1400 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Alta
YAMAHA FAZER 600
Anos 1998 a 2002 – de 1700 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA XJ 600 N
Anos 1992 a 1996 – de 900 a 1500 €
Anos 1997 a 1999 – de 1200 a 1800 €
Anos 2000 a 2002 – de 1400 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Alta
YAMAHAXJ600SDIVERSION
Anos 1992 a 1994 – de 900 a 1600 €
Anos 1995 a 1997 – de 1000 a 1750 €
Anos 1998 a 2000 – de 1500 a 1900 €
Disponibilidade no mercado – Alta
Honda CB 250 (95/99)
Kawasaki ER-5
Kawasaki ZR7 / ZR7S
Suzuki TU 250
Suzuki SV 650
Suzuki Bandit 1200
Suzuki GSX 1200
Yamaha FZX 750
Yamaha SR 250
YamahaDiversion900(95/02)
Piaggio X9 250
Piaggio X9 500
Piaggio X8 200 e 250
Suzuki Burgman 250
Yamaha Majesty 250
UTILITÁRIAS / NAKED
SCOOTER
SUZUKI BURGMAN 400
Anos 1999 a 2006 – de 1500 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
54 03/2015
DESPORTIVAS
O GRANDE“BOOM”do mercado motociclístico nacional, nos
anos noventa, teve nas motos desportivas um dos segmentos de
maior sucesso, sendo, por isso, natural que sejam essas as motos
que agora ocupam boa parte das ofertas no mercado de usados,
dentro da fasquia que referimos.
São motos, regra geral, já entre os quinze e os vinte e poucos
anos, e às quais terá de se prestar um cuidado especial na
inspeção pré-compra, uma vez que à idade se soma, em muitos
casos, um tipo de utilização mais agressiva, com as respetivas
consequências em termos de quedas e problemas mecânicos.
Não consideramos nesta pesquisa as (muitas) unidades que
encontrámos transformadas em“streetfighters”, sendo estas na
maioria dos casos – para não dizer a totalidade – devido a
situações de acidente em que as carenagens se partiram e se
optou por manter a moto“naked”, com adaptações caseiras que
nem sempre resultam bem.
A oferta é vasta e diversificada, embora se encontrem apenas
motos das marcas japonesas, e entre estas a rainha em termos de
oferta é, de longe, a CBR 600 F, excetuando a primeira geração
(1987/90). Até ao lançamento da primeira versão com quadro em
alumínio, em 1999, ainda nos podemos manter dentro da fasquia
dos 2000 €, tratando-se de uma escolha segura.
Outras a procurar
Contrariamente ao que verificámos nos
restantes segmentos, nas desportivas quase
todos os modelos que encontrámos até à
fasquia de preço estabelecida tiveram amos-
tra suficiente para elaborarmos uma faixa de
preços demonstrativa do mercado real. As
exceções são, curiosamente, duas Kawasaki
600comumadécadadeintervalo:aGPX600
R, de finais de década de oitenta, e a ZX-6R
dos anos 1996 a 1999, sendo esta última um
modelo a considerar seriamente.
HONDA CBR 600 F
Anos1991a1994(F2)–de1200a1900€
Anos1995a1998(F3)–de1300a2000€
Anos1999e2000(F4)–de1700a2000€
Disponibilidade no mercado – Alta
HONDA CBR 1000 F
Anos 1991 a 1995 – de 1600 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
HONDA CBR 900 RR
Anos 1994 e 1995 – de 1800 a 2000 €
Anos 1996 a 1999 – de 1850 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
KAWASAKI NINJA ZXR 750
Anos 1993 a 1996 – de 1700 a 1900 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
KAWASAKI NINJA ZX-9R
Anos 1994 a 1999 – de 1700 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
KAWASAKI ZZR 600
Anos 1992 a 1995 – de 1200 a 1600 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
KAWASAKI ZZR 1100
Anos 1992 a 1997 – de 1200 a 1900 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI GSX-R 600
Anos 1997 a 2000 – de 1500 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI GSX-R 750
Anos 1992 a 1995 – de 1400 a 1700 €
Anos 1996 a 1999 – de 1500 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI GSX-R 1100
Anos 1993 a 1996 – de 1700 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI RF 600
Anos 1993 a 1997 – de 1100 a 1800 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI RF 900
Anos 1994 a 1998 – de 1350 a 1650 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
YAMAHA FZR 600
Anos 1991 a 1996 – de 1100 a 1700 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA FZR 1000
Anos 1991 a 1996 – de 1200 a 1800 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA YZF 750
Anos 1993 a 1997 – de 1200 a 1900 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
YAMAHA YZF 1000R
THUNDERACE
Anos 1996 a 1999 – de 1700 a 1950 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
YAMAHA YZF 600R
THUNDERCAT
Anos 1996 a 2001 – de 1500 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA YZF-R6
Anos 1999 a 2002 – de 1700 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
Kawasaki Ninja ZX-6R
(1996/99)
Kawasaki GPX 600 R
(1988/89)
www.motociclismo. pt 55
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ASTRAIL MONOCILÍNDRICAS de média cilindrada constituem a
esmagadora maioria da oferta neste segmento e, entre elas, a rainha
do mercado é nitidamente aYamaha XT600E, devido à vasta oferta
disponível que cobre toda a década de noventa e o início dos anos
2000, nomeadamente até 2003, altura em que saiu de cena para dar
lugar às XT660R e 660X. Entre as muitas unidades que encontrámos na
nossa pesquisa, abundavam transformações de gosto duvidoso em
“supermotard”, mas também muitos exemplares em bom estado
aparente e, sendo a XT600E um modelo de comprovada fiabilidade,
não haverá grande dificuldade em fazer uma boa compra.
Outras a procurar
APRILIA PEGASO
Anos 1992 a 1996 – de 1200 a 1500 €
Anos 1997 a 2001 – de 1500 a 1700 €
Disponibilidade no mercado – Média
HONDA XL600V TRANSALP
Anos 1991 a 1995 – de 1300 a 1950 €
Disponibilidade no mercado – Média
HONDA SLR 650
Anos 1997 a 1999 – de 1500 a 1900 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
YAMAHA XT 600E
Anos 1991 a 1993 – de 1000 a 1500 €
Anos 1994 a 1996 – de 1100 a 1700 €
Anos 1997 a 1999 – de 1400 a 2000 €
Anos 2000 a 2003 – de 1700 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Alta
YAMAHA XT 660 Z TÉNÉRÉ
Anos 1991 a 1993 – de 1200 a 1700 €
Anos 1994 a 1997 – de 1400 a 1800 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI FREEWIND 650
Anos 1997 e 1998 – de 1400 a 1750 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
Apesar de não existirem no mercado em número suficiente para
constituírem uma amostra credível em termos de valores médios, te-
mos várias outras possibilidades que, dentro desta fasquia de preços,
encontramos no mercado de usados. Dentro da lista referida temos
de destacar um modelo, a Suzuki DR650SE, uma moto que supera a
sua rival da altura, a XT600E, em vários parâmetros (prestações, con-
forto, etc) mas que nunca teve o sucesso comercial merecido.
BMW F 650
Honda Dominator 650
Honda NX4
Honda NX 250
Kawasaki KLE 500
Suzuki DR 650 / SE
Yamaha XT 350
Yamaha Serow 225
TRAIL / SUPERMOTO
56 03/2015
DURANTE LARGOS ANOS a referência incontestada entre as turístico-
desportivas, a HondaVFR 750 continua, apesar do peso dos anos, a
ter uma oferta razoável no mercado de usadas, a par de uma moto
com uma reputação mais modesta, a Suzuki GSX-F 750, sendo que
destas últimas conseguimos encontrar exemplares mais recentes e
mais baratos que as unidades daVFR 750, cuja sucessora, aVFR 800 F
(já com injeção eletrónica e lançada em 1998), surge com valores
superiores ao limite de 2000 € que estabelecemos.
AYamahaTDM 850 é o terceiro modelo de entre aqueles em que
reunimos uma amostra considerada válida para estabelecer uma
faixa de preços. Não se encaixando a 100% em nenhuma categoria, a
TDM não deixa de ser uma proposta válida para uma utilização
polivalente, incluindo viagens a dois, com boas prestações, embora
muitas das unidades mais antigas estejam algo inflacionadas.
OS ANOS 90 foram o período de ouro para as custom de baixa/média
cilindrada no nosso país, com asYamahaVirago 250 e 535 a
dominarem o mercado. Naturalmente, hoje em dia são também estas
V-twin daYamaha a estarem em maioria no mercado de usados. Não
sendo motos de grandes prestações e com um tipo de utilização mais
tranquila, não deverá ser difícil encontrar unidades em estado razoável.
Surpreendente foi também o número de unidades que encontrámos à
venda da Kawasaki EN 500, muito mais do que a popularidade do
modelo faria prever. A EN 500 foge à típica configuração de motor em
V das custom, adotando um comprovadíssimo bicilíndrico paralelo da
Kawasaki, um motor que equipou os mais diversos modelos, da
desportiva GPz500S à trail KLE 500, passando pela a utilitária ER-5. É
ainda uma boa base para transformações.
Outras a procurar
Outras a procurar
HONDA VFR 750 F
Anos 1990 a 1993 – de 1200 a 2000 €
Anos 1994 a 1996 – de 1500 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
SUZUKI GSX-F 750
Anos 1990 a 1993 – de 1100 a 1600 €
Anos 1998 a 2001 – de 1500 a 1800 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA TDM 850
Anos 1991 a 1993 – de 1100 a 1800 €
Anos 1996 a 1998 – de 1750 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
KAWASAKI EN 500
Anos 1992 a 1997 – de 1600 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA VIRAGO 250
Anos 1991 a 1993 – de 1300 a 1700 €
Anos 1994 a 1997 – de 1500 a 1900 €
Disponibilidade no mercado – Média
YAMAHA VIRAGO 535
Anos 1992 a 1997 – de 1800 a 2000 €
Disponibilidade no mercado – Baixa
Suzuki GSX-F 600
Suzuki GSX-F 1100
Triumph Trophy 900
Yamaha FJ 1200
Yamaha GTS 1000
Hyosung Aquila 250
Suzuki Marauder 250
Yamaha Dragstar 250
SPORT-TURISMO/ TURISMO CUSTOM
Honda
Rebel 250
Os valores do IUC
Cilindrada	 1992 a 1996	 Posterior a 1996
120 a 250 cc	 --	 5,49 €
+ 250 a 350 cc	 5,49 €	 7,77 €
+ 350 a 500 cc	 11,10 €	 18,77 €
+ 500 a 750 cc	 33,21 €	 56,40 €
+ de 750 cc	 60,07 €	 122,47 €
As motos anteriores a 1992 estão isentas de Imposto Único de Circulação
Websitesconsultados
parapesquisadepreços:
l Classificados www.motociclismo.pt
l www.olx.pt
l www.custojusto.pt
l www.standvirtual.com
A INJUSTIÇA que são os valores
pedidos pelo Imposto Único de
Circulação (que acaba, na prática,
por ser um imposto de propriedade)
continuam espelhadas na tabela que
teve um ligeiro acréscimo em 2015,
mais sentido nas motos de +750 cc.
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58 03/2015
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AVANÇADA
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AVANÇADA
AIA - Portimão
TRACK DAY
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4 julho
5 julho
30 agosto
130€
105€
130€
195€
165€
195€
Data
Evento
Local Até 30 de abril
A partir de
01 de maio
Mercado
Preços e principais características das motos e moto 4 novas à venda em Portugal
Cilindrada
Cilindrada
Cilindrada
NºCilindros
NºCilindros
NºCilindros
Ciclo
Ciclo
Ciclo
Velocidades
Velocidades
Velocidades
Peso
Peso
Peso
Preço
Preço
Preço
Potência
Potência
Potência
ADLY
Lusomotos,Veículos e Acessórios, Lda
Telf.: 231510860 Email.: geral@lusomotos.com
GTA 125 B	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 102	1.805
GTA 125 D	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 102	1.965
Noble 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 77	1.655
AEON
Olimotor, Motos e Acessórios, LDA
Telf.: 256600876 Email.: geral@olimotor.com
Elite 125	 124	 4	 1	 14	 Aut.	 -	2.998
Urban 125	 124	 4	 1	 14	 Aut.	 168	2.987
Elite 350i	 313	 4	 1	 22	 Aut.	 172	3.904
Urban 350i	 313	 4	 1	 22	 Aut.	 177	3.894
AJP
AJP Motos, LDA
Telf.: 255 815 122 Email.: ajp.motos@mail.telepac.pt
PR3 125 EN	 124	 4	 1	 13	 5	 99	2.850
PR3 125 EN Pro	 124	 4	 1	 13	 5	 99	3.120
PR3 125 SM	 124	 4	 1	 13	 5	 99	2.900
PR3 125 SM Pro	 124	 4	 1	 13	 5	 99	3.170
PR3 125 Trail	 124	 4	 1	 12.6	 5	 100	2.390
PR4 125 EN Pro	 124	 4	 1	 12.6	 5	 105	3.500
PR4 125 SM	 124	 4	 1	 12.6	 5	 105	3.300
PR4 125 SM Pro	 124	 4	 1	 12.6	 5	 105	3.550
PR3 200 EN	 198	 4	 1	 18	 5	 99	3.150
PR3 200 EN Pro	 198	 4	 1	 18	 5	 99	3.420
PR3 200 SM	 198	 4	 1	 18	 5	 99	3.200
PR3 200 SM Pro	 198	 4	 1	 18	 5	 99	3.470
PR4 200 EN Pro	 198	 4	 1	 18	 5	 105	3.800
PR4 200 Extreme	 198	 4	 1	 18	 5	 105	4.500
PR4 200 SM	 198	 4	 1	 18	 5	 105	3.600
PR4 200 SM Pro	 198	 4	 1	 18	 5	 105	3.850
PR5 250 Extreme	 249	 4	 1	 -	 6	 115	5.850
PR5 250 SM	 249	 4	 1	 25	 6	 105	4.990
PR5 250 EN	 4	 4	 1	 25	 6	 105	4.990
PR4 125 EN	 124	 4	 1	 12.6	 5	 105	3.250
PR3 200 MX	 198	 4	 1	 18	 5	 89	2.750
PR3 200 MX PRO	 198	 4	 1	 18	 5	 89	3.020
PR4 200 EN	 198	 4	 1	 18	 5	 105	3.550
APRILIA
Officina Moto
Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt
RX 50	 49	 2	 1	 -	 6	 -	3.416
SR 50 Motard	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	2.368
SR 50 R Carb.	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	2.748
SR 50 R Racing	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	2.860
SX 50	 49	 2	 1	 -	 6	 -	3.293
SR Max 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	5.056
SR Motard 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.797
RS4 125	 125	 4	 1	 -	 6	 -	5.482
RS4 125 Replica	 125	 4	 1	 -	 6	 -	5.572
SR Max 300	 278	 4	 1	 22	 Aut.	 -	5.367
Dorsoduro 750 ABS	 749	 4	 2	 92	 6	 -	11.696
Shiver 750 ABS	 750	 4	 2	 95	 6	 -	10.345
SRV 850 ABS	 850	 4	 2	 76	 Aut.	 -	12.687
RSV4FactoryAPRCABS	999	4	4	184	 6	 186	21.771
RSV4 R APRC ABS	 999	 4	 4	 184	 6	 184	17.771
TuonoV4RAPRCABS	999	4	4	170	 6	 183	17.626
Caponord 1200 ABS	 1197	 4	 2	 125	 6	 -	14.496
Caponord1200Tr.Pack	 1197	4	 2	125	 6	 -	16.571
Dorsoduro 1200 ABS	 1197	 4	 2	 130	 6	 -	13.758
ATOM
NBIXXI
Telf.: 217812710 Email.: geral@atom.pt
Leonly	 124	4	 1	 -	 Aut.	136	1.670
Lyra	 124	4	1	 -	 Aut.	96	1.395
Shy	 124	4	 1	 -	 Aut.	119	1.465
BAOTIAN
Supermoto – Comércio de Máquinas eVeículos S.A.
Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt
Eagle	 49	 4	1	3.7	Aut.	85	1.075
Land Flyer 50	 49	 2	 1	 5.6	 Aut.	 92	1.325
Retro 50	 49	 4	 1	 3.7	 Aut.	 82	1.020
Rocky 50	 49	 2	 1	 5.6	 Aut.	 92	1.255
Supermoto 50	 49	 4	 1	 3.7	 Aut.	 85	999
Tanco 50	 49	 2	 1	 5.6	 Aut.	 92	1.095
Victoria 50	 49	 4	 1	 5.2	 Aut.	 92	1.395
Citibike 125	 124	 4	 1	 9.75	 Aut.	 132	1.490
Rocky 125	 124	 4	 1	 9.2	 Aut.	 104	1.295
Victoria 125	 124	 4	 1	 9.2	 Aut.	 104	1.395
BENELLI
Olimotor, Motos e Acessórios, LDA
Telf.: 256600876 Email.: geral@multimoto.pt
49 X	 49	 2	 1	 2.68	 Aut.	 96	1.499
New Pepe 4T	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 93	1.385
New Pepe 50	 49	 2	 1	 4	 Aut.	 87	1.295
Pepe 50 Basic	 49	 2	 1	 3.6	 Aut.	 82	1.095
Pepe LX 50	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 81	1.199
Macis 125	 124	 4	 1	 11.9	 Aut.	 130	1.995
Velvet 125	 125	 4	 1	 8.7	 Aut.	 122	1.690
Caffé Nero 250Fi	 249	 4	 1	 20	 Aut.	 150	2.990
TNT 899	 899	 4	 3	 115	 6	 199	11.350
TNT 1130	 1130	 4	 3	 140	 6	 199	13.480
Trek 1130	 1130	 4	 3	 123	 6	 205	12.485
Trek 1130 Amazonas	 1130	 4	 3	 123	 6	 205	13.150
Century Racer 1130	 1131	 4	 3	 127	 6	 199	13.250
TNT R160	 1131	 4	 3	 127	 6	 199	14.670
BETA
Moto Espinha, Lda
Telf.: 253533227 Email.: motoespinha@sapo.pt
Ark A/C	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 88	2.695
Ark L/C	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 88	2.745
Minicross R10	 49	 2	 1	 -	 1	 37,5	1.630
Minicross R12	 49	 2	 1	 -	 1	 46	1.780
SPM 50 STD	 50	 -	 1	 -	 -	 -	3.250
SPM 50 Track	 50	 -	 1	 -	 -	 -	3.510
EVO minitrial	 72	 4	 1	 -	 1	 44	1.990
EVO 80	 79	 2	 1	 -	 6	 66	4.020
EVO 80 Junior	 80	 2	 1	 -	 6	 60	3.600
ALP 125	 124	 4	 1	 -	 5	 98	4.360
EVO 125	 124	 2	 1	 -	 6	 66	6.175
Urban 125	 124	 4	 1	 -	 5	 101	4.150
Urban 125 Special	 124	 4	 1	 -	 5	 101	4.350
Minicross R125	 125	 4	 1	 -	 4	 64,5	2.135
SPM 125	 125	 4	 1	 -	 -	 -	3.920
WR 125 LC	 125	 -	 1	 -	 -	 -	5.300
EVO 200	 194	 2	 1	 -	 6	 67	6.175
ALP 200	 199	 4	 1	 -	 5	 108	5.510
Urban 200	 199	 4	 1	 -	 5	 110	4.970
EVO 250	 249	 2	 1	 -	 6	 67	6.560
EVO 250	 249	 4	 1	 -	 5	 72	7.930
EVO 290	 296	 2	 1	 -	 6	 67	6.710
EVO 300	 297	 4	 1	 -	 5	 72	8.115
ALP 4.0	 349	 4	 1	 -	 6	 133	6.090
M4	 349	4	1	 -	 6	 133	6.200
SPM 450	 450	 -	 1	 -	 -	 -	9.150
RR En. 50 Factory	 49	 2	 1	 -	 6	 85	4.120
RR Enduro 50	 49	 1	 1	 -	 6	 85	3.630
RR Enduro 50 STD	 49	 2	 1	 -	 6	 85	3.290
RR Enduro 125	 124	 4	 1	 -	 5	 103	3.890
RR Enduro 125 LC	 124	 4	 1	 -	 6	 102	5.300
RR En. Racing 300	 293	 2	 1	 -	 6	 104	8.290
RR En. Racing 350	 349	 4	 1	 -	 6	 105	8.990
RR Enduro 400 4T	 398	 4	 1	 -	 6	 117	9.150
RR Enduro 498	 497	 4	 1	 -	 6	 114	9.450
BMW
BMW Portugal, LDA
Telf.: 214 873 000 Email.: geral@bmw.pt
C evolution	 -	 -	 -	 -	 Aut.	 265	15.466
C600 Sport	 647	 4	 2	 60	 Aut.	 249	11.240
C650 GT	 647	 4	 2	 60	 Aut.	 261	11.740
G 650 GS	 652	 4	 1	 48	 6	 192	7.940
F 700 GS	 798	 4	 2	 75	 6	 209	9.453
F 800 GS	 798	 4	 2	 85	 6	 -	11.453
F 800 GS Adventure	 798	 4	 2	 85	 6	 229	12.703
F 800 GT	 798	 4	 2	 90	 6	 213	11.253
F 800 R	 798	 4	 2	 90	 6	 202	9.453
S 1000 RR	 999	 4	 4	 198	 6	 204	17.953
S 1000 XR	 999	 4	 4	 160	 6	 228	16.603
S1000 R	 999	 4	 4	 160	 6	 207	13.253
R 1200 GS	 1170	 4	 2	 125	 6	 238	16.303
R 1200 GS Adventure	 1170	 4	 2	 125	 6	 260	17.553
R 1200 R	 1170	 4	 2	 125	 6	 231	13.953
R 1200 RS	 1170	 4	 2	 125	 6	 236	14.553
R 1200 RT	 1170	 4	 2	 125	 6	 274	18.253
R nineT	 1170	 4	 2	 110	 6	 222	16.003
K 1300 R	 1293	 4	 4	 175	 6	 217	16.203
K 1300 S	 1293	 4	 4	 175	 6	 228	17.753
K1600 GT	 1649	 4	 6	 160	 6	 319	22.303
K1600 GTL	 1649	 4	 6	 160	 6	 348	24.403
K1600 GTL Excl.	 1649	 4	 6	 160	 6	 360	31.203
CPI
Lusomotos,Veículos e Acessórios, LDA
Telf.: 231 510 860 Email.: geral@lusomotos.com
Aragon Club	 -	 -	 -	 -	 -	 -	1.590
Oliver City	 -	 -	 -	 -	 -	 -	1.143
Aragon	 49	 2	1	3.2	Aut.	90	1.519
Aragon GP	 49	 2	 1	 3.8	 Aut.	 90	1.692
SM	 49	2	1	 3	 6	 90	2.770
SM X	 49	 2	 1	 3	 6	 90	2.820
SX	 49	2	1	 3	 6	 92	2.719
GTR 50	 50	 2	 1	 -	 -	 112	2.561
DAELIM
Desmotron S.L.
Telf.: Email.: daelim@daelim.es
A-4	 49	 2	 1	3.37	Aut.	 95	1.399
Bonita	 49	2	1	 3	 Aut.	75	1.399
Cordi 50	 49	 2	 1	 2.93	 Aut.	72.5	1.289
S-Five	 49	 2	 1	3.37	Aut.	 95	1.399
S-Four	 49	4	1	 4	 Aut.	 -	1.239
B-Bone 125 Fi	 124	 4	 1	 11	 Aut.	 130	2.159
Besbi 125	 124	 4	 1	 8.95	 Aut.	 96	1.489
Daystar 125 Blk. Plus	 124	 4	 1	 12	 5	 160	2.299
Daystar 125 F.I.	 124	 4	 1	 12.8	 5	 160	2.349
Delfino 125	 124	 4	 1	 8.84	 Aut.	 109	1.539
Roadwin 125 F.I.	 124	 4	 1	 14.2	 5	 132	2.159
Roadwin R 125 F.I.	 124	 4	 1	 14.8	 5	 150	2.699
S1 125 F.I.	 124	 4	 1	 11.5	 Aut.	 123	1.999
S2 125 F.I.	 124	 4	 1	 11.1	 Aut.	 141	2.199
S3 125 Fi	 124	 4	 1	 14	 Aut.	 159	2.799
Roadwin 250 R Fi	 247	 4	 1	 23	 5	 161	3.299
DAFIER
Supermoto - Comércio de Máquinas eVeículos
Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt
GSR 125	 124	 4	 1	 11.5	 5	 113	1.395
STF 125	 124	 4	 1	 11.5	 5	 115	1.995
STM 125	 124	 4	 1	 11.5	 5	 115	1.995
Stockrider 125	 124	 4	 1	 11.5	 5	 153	1.875
DERBI
Conceição Machado, LDA
Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt
Senda Racing 50 SM	 50	 2	 1	 -	 6	 -	3.389
SendaX-Treme50SM	 50	2	1	 -	 6	 -	3.054
Senda X-Treme R	 50	 2	 1	 -	 6	 -	3.054
Cross City	 124	 4	 1	 -	 5	 110	2.649
Cross City 125	 124	 4	 1	 -	 5	 110	2.649
DRD 125 SM	 124	 4	 1	 -	 6	 120	4.633
GPR 125	 125	 4	 1	 -	 -	 -	4.678
Mulhacen 125	 125	 4	 1	 15	 5	 110	4.259
DUCATI SCRAMBLER
Desmotron S.L.
Telf.: Email.: ducati@desmot.com
Classic	 803	4	2	75	 6	 192	9.949
Full Throttle	 803	 4	 2	 75	 6	 186	9.949
Icon R	 803	 4	 2	 75	 6	 186	8.490
Icon Y	 803	 4	 2	 75	 6	 186	8.590
Urban Enduro	 803	 4	 2	 75	 6	 192	9.949
DUCATI
Desmotron S.L.
Telf.: +34961539 Email.: ducati@desmot.com
Monster 696+ ABS	 696	 4	 2	 80	 6	 163	8.895
Monster 796 ABS	 803	 4	 2	 87	 6	 167	10.345
Hypermotard	 821	4	2	110	 6	 198	12.645
Hypermotard SP	 821	 4	 2	 110	 6	 194	15.495
Hyperstrada	 821	4	2	110	 6	 204	13.745
Monster 821	 821	 4	 2	 112	 6	 205	11.095
Streetfighter 848	 849	 4	 2	 132	 6	 199	13.845
899 Panigale	 898	 4	 2	 148	 6	 193	15.395
1199 Panigale ABS	 1198	 4	 2	 195	 6	 188	21.145
1199 Panigale R ABS	 1198	 4	 2	 195	 6	 189	32.645
1199 Panigale S ABS	 1198	 4	 2	 195	 6	 191	26.145
1199PanigaleSuperleggera	1198	4	 2	200	 6	 177	64.095
Diavel Carbon	 1198	 4	 2	 162	 6	 207	21.345
Diavel Dark	 1198	 4	 2	 162	 6	 239	17.595
Monster 1200	 1198	 4	 2	 135	 6	 209	13.495
Monster 1200 S	 1198	 4	 2	 145	 6	 209	16.345
MTS 1200 Pikes P.	 1198	 4	 2	 150	 6	 189	22.695
MTS1200SGranTurismo	1198	4	 2	150	 6	 245	21.595
MTS 1200S Tou. Dair	 1198	 4	 2	 150	 6	 235	20.795
Multistrada 1200 ABS	 1198	 4	 2	 150	 6	 189	16.845
Multistrada1200STou.	1198	4	 2	150	 6	 192	20.145
FOSTI
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
FT 125 Custom	 124	 4	 2	 11	 5	 153	1.995
FT 125T F	 124	 4	 1	 9	 Aut.	 98	1.395
FT125T 19	 124	 4	 1	 9	 Aut.	 119	1.495
GAMAX
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt
Spillo	 49	4	1	 -	 Aut.	 -	845
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GO! S1.4	 50	 -	 -	 4	 Aut.	 100	5.119
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T1.4	 50	 -	 -	 4	 Aut.	100	5.789
T2.4	 50	 -	 -	 4	 Aut.	120	6.689
GO! 2.4+	 125	 -	 -	 5	 Aut.	 115	6.399
GO! S3.4	 125	 -	 -	 8	 Aut.	 120	6.990
T2.4+	 125	 -	 -	 5	 Aut.	120	6.990
T3.4	 125	 -	 -	 8	 Aut.	125	7.629
GUEWER
Jovimoto
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ZWD 2000	 -	 -	 -	 -	 -	 125	1.545
ZWD 406	 -	 -	 -	 -	 -	 90	1.475
ZWD 503	 -	 -	 -	 -	 -	 130	4.375
ZWD 505	 -	 -	 -	 -	 -	 119	1.575
HANWAY
Desmotron S.L.
Telf.: Email.:
Fighter 125	 124	 4	 1	 11.5	 5	 115	1.995
Fighter 125 SM	 124	 4	 1	 11.5	 5	 115	1.995
HARLEY-DAVIDSON
Harley-Davidson Espanha
Telf.: Email.:
Sportster Iron 883	 883	 4	 2	 53	 5	 251	9.000
Sportster 883 R	 883	 4	 2	 53	 5	 251	9.450
Sportster SuperLow	 883	 4	 2	 53	 5	 -	9.600
Night Rod Special	 1130	 4	 2	 120	 5	 287	17.900
Sportster 72	 1202	 4	 2	 -	 5	 253	12.050
XL 1200 Forty Eight	 1202	 4	 2	 -	 5	 260	11.900
XL1200SportsterCus.	1202	4	 2	 -	 5	 260	11.900
V-Rod Muscle	 1246	 4	 2	 115	 5	 292	18.900
Dyna Fat Bob	 1584	 4	 2	 68	 6	 305	16.990
Dyna S. G. Cus.	 1584	 4	 2	 68	 5	 290	15.900
Dyna Street Bob	 1584	 4	 2	 68	 5	 290	14.300
Dyna Wide Glide	 1584	 4	 2	 68	 5	 -	16.600
Road King Classic	 1584	 4	 2	 71	 6	 332	23.750
Softail Heritage Cl.	 1584	 4	 2	 64	 6	 326	22.400
Street Glide	 1584	 4	 2	 -	 6	 332	24.900
Softail Slim	 1688	 4	 2	 -	 6	 318	19.800
Electra G. U. Class.	 1690	 4	 2	 -	 6	 413	28.100
Electra G. U. Ltd.	 1690	 4	 2	 -	 6	 413	29.300
Softail Breakout	 1690	 4	 2	 74	 6	 322	21.250
Softail Deluxe	 1690	 4	 2	 -	 6	 330	21.250
Softail Fatboy	 1690	 4	 2	 -	 6	 330	21.600
Softail Fatboy Sp.	 1690	 4	 2	 78	 6	 332	21.900
Tri Glide Ultra Classic	 1690	 4	 2	 86	 6	 560	37.250
Dyna Switchback	 1691	 4	 2	 -	 6	 330	17.990
CVO E. G. Ult. Limited	1801	4	 2	 96	 6	 429	41.000
CVO Road King	 1801	 4	 2	 99	 6	 378	31.750
CVO Breakout	 1802	 4	 2	 91	 6	 330	30.500
CVO Softail Deluxe	 1802	 4	 2	 89	 6	 355	31.000
HONDA
Honda Portugal, SA
Telf.: 219 155 300 Email.: hondamotor.portugal@honda-eu.com
NSC 50 R	 49	 4	 1	 4	 Aut.	 105	2.200
NSC50 Vision 16’’	 49	 4	 1	 3	 Aut.	 100	1.990
NSC110 Vision 16’’	 108	 4	 1	 8.3	 Aut.	 -	2.050
AFS 110 Wave	 109	 4	 1	 8	 4	 99	1.899
CBF 125	 124	 4	 1	 11	 5	 128	2.649
MSX 125	 124	 4	 1	 9.8	 4	 101	3.150
PCX 125	 124	 4	 1	 11.1	 Aut.	 124	2.750
SH 125 Mode	 124	 4	 1	 11	 Aut.	 116	2.690
CBR 125 R	 125	 4	 1	 13	 6	 137	3.600
SH 125i AD	 125	 4	 1	 13	 Aut.	 127	3.349
SH 125i D	 125	 4	 1	 13.5	 Aut.	 127	3.049
XL 125 Varadero	 125	 4	 2	 14.2	 5	 169	5.650
PCX 150	 150	 4	 1	 13	 Aut.	 130	2.950
CRF 250 L	 250	 4	 1	 -	 6	 144	4.650
CRF 250 M	 250	 4	 1	 23	 6	 145	4.850
Forza 300	 279	 4	 1	 24	 Aut.	 192	5.050
Forza 300 ABS	 279	 4	 1	 24	 Aut.	 -	5.450
SH 300i	 279	 4	 1	 27	 Aut.	 167	4.850
SH 300i ABS	 279	 4	 1	 27	 Aut.	 161	5.250
CBR 300 R ABS	 286	 4	 1	 30	 6	 161	4.950
CB 500 F	 471	 4	 2	 48	 6	 190	5.350
CB 500 FA	 471	 4	 2	 48	 6	 192	5.799
CB 500 X ABS	 471	 4	 2	 48	 6	 195	6.300
CBR 500 R ABS	 471	 4	 2	 48	 6	 194	6.350
SW-T 600 ABS	 582	 4	 2	 51	 Aut.	 247	8.700
CBR 600 RR	 600	 4	 4	 118	 6	 186	11.350
CBR 600 RR ABS	 600	 4	 4	 118	 6	 196	12.350
CB 650 F	 649	 4	 4	 87	 6	 206	6.999
CB 650 F ABS	 649	 4	 4	 87	 6	 206	7.400
CBR 650 FA	 649	 4	 4	 87	 6	 211	8.699
CTX 700 D	 669	 4	 2	 48	 Aut.	 234	9.100
CTX 700 N	 670	 4	 2	 48	 6	 227	8.100
NC 700 SD	 670	 4	 2	 48	 6	 227	7.450
NC 700 XD	 670	 4	 2	 48	 6	 218	7.900
NT 700 VA Deauville	 680	 4	 2	 64.7	 5	 236	11.000
Integra 750	 745	 4	 2	 54	 6	 237	8.990
NC 750 J Vultus	 745	 4	 2	 54	 6	 245	11.300
NC 750 S ABS	 745	 4	 2	 54	 6	 219	6.750
NC 750 SD	 745	 4	 2	 54	 6	 219	7.550
NC 750 X ABS	 745	 4	 2	 54	 6	 219	7.100
NC 750 XD	 745	 4	 2	 54	 6	 229	8.000
VT750C2BBlackSpirit	 745	4	2	45	 5	 251	8.700
VT 750 CS Shadow	 745	 4	 2	 45	 5	 238	9.300
VFR800XCrossrunner	 782	4	4	105	 6	 242	12.300
CB 1000 R	 998	 4	 4	 123	 6	 -	11.800
CB 1000 RA	 998	 4	 4	 123	 6	 -	12.500
CBR 1000 RR	 998	 4	 4	 178	 6	 201	14.800
CBR 1000 RR ABS	 998	 4	 4	 178	 6	 212	15.900
CBR 1000 RR Repsol	 998	 4	 4	 178	 6	 200	15.200
CBR1000RRRepsolABS	998	4	4	178	 6	 211	16.300
CBR 1000 RR SP	 998	 4	 4	 178	 6	 200	17.600
CBR 1000 RR SP ABS	 998	 4	 4	 178	 6	 211	18.600
CBR1000RRSPRep.ABS	998	 4	 4	 178	 6	 211	19.000
CBR1000RRSPRepsol	998	4	 4	178	 6	 200	18.000
CB 1100 A	 1140	 4	 4	 89	 6	 248	11.600
CB 1100 S ABS	 1140	 4	 4	 89	 6	 260	12.500
Crosstourer	 1237	4	 4	127	 6	 275	14.500
Crosstourer DCT	 1237	 4	 4	 127	 6	 285	15.500
VFR 1200 F	 1237	 4	 4	 170	 6	 267	16.100
VFR 1200 FD	 1237	 4	 4	 170	 Aut.	 -	17.300
CTX 1300	 1261	 4	 4	 78	 5	 332	17.500
Pan European ABS	 1261	 4	 4	 124	 5	 287	20.700
GL1800AGoldwingDlx.	1832	 4	 6	116.6	5+M	 381	33.300
GL 1800 F6B Bagger	 1832	 4	 6	 117	 6	 385	24.300
GL 1800 F6C	 1832	 4	 6	 114	 5	 341	21.500
GL 1800A Goldwing	 1832	 4	 6	 117	 5+M	 -	30.000
GL1800AGoldwingE.E.	 1832	4	 6	117	5+M	413	33.800
CRF 250 R	 249	 4	 1	 37	 5	 101	8.050
CRF 250 X	 249	 4	 1	 29	 5	 106	7.800
CRF 450 R	 449	 4	 1	 51.6	 5	 103	8.700
CRF 450 X	 449	 4	 1	 48.5	 5	 115	8.400
HUSQVARNA
Jetmar
Telf.: Email.: geral@jetmar.pt
TC85 17/14	 84	 2	 1	 -	 6	 68	5.648
TC85 19/16	 84	 2	 1	 -	 6	 69	5.648
TC 125	 124	 2	 1	 -	 6	 92	7.712
TE 125	 124	 2	 1	 -	 6	 96	7.787
FC 250	 249	 4	 1	 -	 5	 104	8.649
FE 250	 249	 4	 1	 -	 6	 107	9.879
TC 250	 249	 2	 1	 -	 5	 98	8.532
TE 250	 249	 2	 1	 -	 6	 104	8.548
TE 300	 293	 2	 1	 -	 6	 104	9.555
FC 350	 349	 4	 1	 -	 5	 106	9.205
FE 350	 349	 4	 1	 -	 6	 109	10.083
FC 450	 449	 4	 1	 -	 5	 108	9.481
FE 450	 449	 4	 1	 -	 6	 113	10.284
FE 501	 510	 4	 1	 -	 6	 113	10.766
HYOSUNG
Desmotron S.L.
Telf.: Email.: hyosung@hyosung.com.es
ST7	 -	 -	-	 -	 -	 -	6.449
SB50M Super Cab	 49	 2	 1	 3.5	 Aut.	 80	1.219
SF50 B Racing	 49	 2	 1	 3.5	 Aut.	 95	1.421
SF50 R Rally	 49	 2	 1	 3.5	 Aut.	 90	1.421
GT 125 Comet	 124	 4	 2	 14.8	 5	 150	2.719
GT 125 R Comet	 124	 4	 2	 14.8	 5	 166	3.329
GV 125 Aquila	 124	 4	 2	 14	 5	 157	2.769
GT 250 Comet	 249	 4	 2	 29.2	 5	 153	3.429
GT 250 Ri Comet	 249	 4	 2	 29.2	 5	 171	3.829
GV 250 Aquila	 249	 4	 2	 25.8	 5	 167	3.429
GT 650Ri Comet	 647	 4	 2	 81.5	 6	 208	4.899
GT 650Ri Comet TT	 647	 4	 2	 81.5	 6	 208	4.999
GV 650i Aquila	 647	 4	 2	 80.3	 5	 218	5.499
GT 650i Comet	 657	 4	 2	 81	 6	 -	4.599
RT 125 Karion	 124	 4	 1	 14.4	 5	 125	2.319
RX 125	 124	 4	 1	 12.9	 5	 120	2.339
RX 125 SM	 124	 4	 1	 12.9	 5	 123	2.419
IMOTO
Sociedade Comercial doVouga, LDA
Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net
Dragon II 125	 124	 4	 1	 -	 5	 153	1.973
Jáconhece
oClube
Medmotard?
OClubeMedmotardé,segun-
doospróprios,“umclubesem
fins lucrativos e que nasceu
apenas com dois propósi-
tos: juntar os médicos com
a paixão pelo motociclismo
e explorar os locais mais re-
cônditos do nosso país.”Em
maiode2013realizaramoseu
primeiropasseiotendosidoa
partirdesetembrodesseano
queoClubeganhoumaisfor-
çaparacontinuarcomassuas
atividades.Desdeentãotêm
vindo a conhecer Portugal
de uma ponta a outra, e em
2014 conseguiram mesmo
percorrer mais de 5 mil qui-
lómetrosempasseioseaven-
turas. Para saber mais sobre
o Clube Medmotard visite
http://medmotard.wix.com/
medmotard.
TroféuBeta
arrancouemGóis
Com o arranque do
Campeonato Nacional de
Enduro 2015 em Góis, deu-
-se também início ao Troféu
Beta, para os pilotos inscri-
tos com as motos da marca
italiana, cuja classificação foi
lideradaporMiguelCosta,na
frente de Alexandre Ferreira
e Pedro Duarte. Salienta-se
ainda a prestação de outros
pilotos Beta com o mundia-
lista Luís Correia que venceu
a classe Elite 2, sendo 2º da
geral, e Rodrigo Belchior a
ser o melhor das 50 cc no
troféu de iniciação Enduro
Cup. Mais informações em
www.betaportugal.com.
Cilindrada
Cilindrada
NºCilindros
NºCilindros
Ciclo
Ciclo
Velocidades
Velocidades
Peso
Peso
Preço
Preço
Potência
Potência
Felis 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 110	1.493
Lepus	 124	4	1	 -	 5	 123	1.498
Strada	 125	4	1	 -	 5	 133	2.106
Tiger 125 SM	 125	 4	 1	 -	 5	 133	2.106
INDIAN
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: stand@luzeiro.com.pt
Scout	 1130	4	 2	 -	 6	 253	12.990
Chief Classic	 1811	 4	 2	 -	 6	 370	24.795
Chief Vintage	 1811	 4	 2	 -	 6	 379	26.799
Chieftain	 1811	4	 2	 -	 6	 421	27.599
Roadmaster	 1811	4	 2	 -	 6	 421	29.490
JIANSHE
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
JS 125	 124	 4	 1	 10	 5	 127	1.525
JS 125 Custom	 124	 4	 1	 10	 5	 134	1.495
JONWAY
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
Eagle 125	 124	 4	 1	 9.2	 Aut.	 120	1.225
Predator 125 B	 124	 4	 1	 9.2	 Aut.	 125	1.795
Predator 125C	 124	 4	 1	 9.2	 Aut.	 125	1.895
KAWASAKI
Multimoto -Veículos e Acessórios Lda.
Telf.: 256600870 Email.: geral@multimoto.pt
D-Tracker 125	 124	 4	 1	 10	 5	 114	2.890
KLX 125	 125	 4	 1	 10	 5	 113	3.490
KLX 250	 249	 4	 1	 22	 6	 138	5.490
Ninja 300	 296	 4	 2	 39	 6	 172	5.460
Ninja 300 ABS	 296	 4	 2	 39	 6	 174	5.920
J 300	 299	 4	 1	 28	 Aut.	 191	4.995
J 300 ABS	 299	 4	 1	 28	 Aut.	 191	5.495
J 300 ABS S.E.	 299	 4	 1	 28	 Aut.	 191	5.680
J 300 S.E.	 299	 4	 1	 28	 Aut.	 191	5.195
ZX 6 R Ninja	 599	 4	 4	 131	 6	 191	11.895
ZX 636R Ninja	 636	 4	 4	 131	 6	 192	11.990
ZX 636R Ninja ABS	 636	 4	 4	 131	 6	 194	13.475
ER-6f	 649	4	2	72	 6	 178	7.590
ER-6f ABS	 649	 4	 2	 72	 6	 178	8.165
ER-6n	 649	4	2	72	 6	 174	6.890
ER-6n ABS	 649	 4	 2	 72	 6	 174	7.525
Versys	 649	4	2	64	 6	 181	7.990
Versys ABS	 649	 4	 2	 64	 6	 181	8.890
W 800	 773	 4	 2	 -	 5	 216	8.900
W 800 Special Ed.	 773	 4	 2	 48	 5	 217	9.150
Z800	 806	4	4	113	 6	 229	8.990
Z800 ABS	 806	 4	 4	 113	 6	 231	9.885
Z800e	 806	4	4	113	 6	 229	7.990
Z800e ABS	 806	 4	 4	 113	 6	 231	8.690
VN 900 Classic	 903	 4	 2	 54	 5	 253	8.990
VN 900 Classic S.E.	 903	 4	 2	 54	 5	 282	9.575
VN 900 Custom	 903	 4	 2	 54	 5	 253	9.555
ZX 10 R Ninja	 998	 4	 4	 200	 6	 198	15.990
ZX 10 R Ninja ABS	 998	 4	 4	 200	 6	 201	17.470
Versys 1000	 1043	 4	 4	 118	 6	 239	12.985
Z 1000	 1043	 4	 4	 142	 6	 220	12.495
Z 1000 ABS	 1043	 4	 4	 142	 6	 221	12.995
Z 1000 ABS S.E.	 1043	 4	 4	 142	 6	 221	13.240
Z 1000 S.E.	 1043	 4	 4	 142	 6	 220	12.995
Z 1000 SX	 1043	 4	 4	 142	 6	 230	13.475
Z 1000 SX ABS	 1043	 4	 4	 142	 6	 231	13.885
GTR 1400 ABS	 1352	 4	 4	 155	 6	 279	17.860
ZZ-R 1400 ABS	 1441	 4	 4	 210	 6	 268	16.480
VN 1700 Cl.Tourer	 1700	 4	 2	 73	 6	 328	17.350
VN 1700 Classic	 1700	 4	 2	 73	 6	 349	14.885
VN 1700 Voyager	 1700	 4	 2	 73	 6	 -	20.980
VN 1700 Voyager C.	 1700	 4	 2	 73	 6	 382	18.975
KX 65	 64	 2	 1	 -	 6	 60	3.545
KX 85 Roda Grande	 84	 2	 1	 -	 6	 75	4.850
KX 85 Roda Pequena	 84	 2	 1	 -	 6	 75	4.595
KLX 110	 111	 4	 1	 6.3	 3	 64	2.978
KX 250 F	 249	 4	 1	 -	 5	 106	7.995
KLX 450 R	 449	 4	 1	 56.4	 5	 100	8.545
KX 450 F	 449	 4	 1	 -	 5	 113	8.580
KEEWAY
Olimotor, Motos e Acessórios, LDA
Telf.: 256600876 Email.: geral@olimotor.com
Hurricane 50	 48	 2	 1	 2.27	 Aut.	 81	1.045
Agora 50	 49	 2	 1	 3.35	 Aut.	 84	1.195
Agora 50 4T	 49	 4	 1	 4	 Aut.	 85	1.295
F-ACT City	 49	 2	 1	 3.35	 Aut.	 101	1.270
F-ACT Evo	 49	 2	 1	 3.52	 Aut.	 99	1.295
Goccia 50	 49	 2	 1	 4.2	 Aut.	 113	1.499
Hacker 50	 49	 2	 1	 3.9	 Aut.	 108	1.395
Matrix 50	 49	 2	 1	 2.9	 Aut.	 93	1.495
Milan 50	 49	 2	 1	 3.4	 Aut.	 75	986
RY6	 49	 2	1	3.5	Aut.	92	1.148
Swan 50	 49	 2	 1	 3.75	 Aut.	 78	948
TX 50 Supermoto	 49	 2	 1	 -	 5	 98	1.998
Partner 110	 107	 4	 1	 6.7	 Aut.	 99	998
KEE 110	 109	 4	 1	 7	 Aut.	 107	998
ARN 125	 124	 4	 1	 8	 Aut.	 105	1.495
F-ACT 125	 124	 4	 1	 8	 Aut.	 102	1.520
Outlook 125	 124	 4	 1	 11.9	 Aut.	 125	1.998
RKS 125	 124	 4	 1	 11.2	 5	 117	1.785
RKV 125	 124	 4	 1	 11	 5	 120	1.995
Silverblade 125 EFi	 124	 4	 1	 12.5	 Aut.	 172	2.490
Speed 125	 124	 4	 1	 10	 5	 131	1.498
Superlight 125	 124	 4	 1	 9.4	 5	 145	1.997
Superlight 125 EL	 124	 4	 1	 9.4	 5	 139	1.928
Target 125	 124	 4	 1	 9	 Aut.	 99	1.275
TX 125 Enduro	 124	 4	 1	 11	 5	 146	1.990
TX 125 Supermoto	 124	 4	 1	 11.5	 5	 139	1.990
Zahara 125	 124	 4	 1	 9	 Aut.	 115	1.497
ARN 150	 150	 4	 1	 9.7	 Aut.	 105	1.712
Outlook 150	 150	 4	 1	 12.7	 Aut.	 130	1.998
Cruiser 250	 248	 4	 2	 17.2	 5	 179	3.683
Silverblade 250EFi	 249	 4	 1	 21	 Aut.	 194	3.490
KREIDLER
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt
RMC-E Hiker Amaze	 -	 -	 -	 -	 -	 -	2.299
RMC-HGalacticaAmaze	-	 -	-	 -	 -	 -	3.099
Supermoto 250	 -	 -	 -	 -	 -	 -	3.349
Jigger 50	 49	 -	 1	 -	 -	 -	1.269
Jigger 50 City	 49	 -	 1	 -	 -	 -	1.299
RMC-E Hiker Sport	 49	 2	 1	 4	 Aut.	 95	1.549
RMC-H Galactica	 49	 2	 1	 4	 Aut.	 102	1.699
Supermoto 50	 49	 -	 1	 -	 -	 -	2.699
Vabene 50	 49	 -	 1	 -	 -	 -	1.649
Enduro 125	 125	 4	 1	 11.5	 -	 133	2.249
Martinique	 125	 4	 1	10.8	Aut.	138	2.099
RMC-E Hiker Sport	 125	 4	 1	 8.4	 Aut.	 105	1.649
Street 125	 125	 4	 1	 11.5	 -	 159	2.299
Supermoto 125	 125	 4	 1	 11.5	 -	 133	2.299
KSR MOTO
Supermoto - Comércio de Máquinas eVeículos
Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt
Epico 50	 49	 2	 1	 3.2	 Aut.	 84	1.087
Onyx 50	 49	 2	 1	 3.4	 Aut.	 102	1.490
Pandora 50	 49	 2	 1	 3.3	 Aut.	 92	1.275
Sirion 50	 49	 2	 1	 3.3	 Aut.	 96	1.399
TR 50 SM	 49	 2	 1	 -	 6	 113	2.150
TR 50 X	 49	 2	 1	 -	 6	 113	2.150
Xor 50	 49	 2	 1	 3.3	 Aut.	 96	1.375
Code 125 X	 124	 4	 1	 11	 5	 135	1.995
Soho 125	 124	 4	 1	 12	 Aut.	 130	2.310
TR 125	 124	 4	 1	 15	 6	 139	3.050
Worx 125	 124	 4	 1	 11.3	 5	 132	1.895
Zion 125	 124	 4	 1	 12	 Aut.	 146	2.590
Vertigo 125	 125	 4	 1	 9.6	 Aut.	 102	1.590
KTM
Jetmar
Telf.: Email.: geral@jetmar.pt
RC 125 ABS	 124	 4	 1	 15	 6	 135	4.798
125 Duke ABS	 125	 4	 1	 15	 6	 124	4.396
200 Duke ABS	 200	 4	 1	 25	 6	 125	4.999
390 Duke ABS	 373	 4	 1	 44	 6	 139	5.499
RC 390 ABS	 373	 4	 1	 43	 6	 147	5.996
690 Duke ABS	 654	 4	 1	 67	 6	 150	9.338
690 SMC R ABS	 654	 4	 1	 66	 6	 139	10.295
690 Duke R ABS	 690	 4	 1	 69	 6	 150	10.643
1050 Adventure ABS	 1050	 4	 2	 94	 6	 212	13.634
1190 Adventure ABS	 1195	 4	 2	 148	 6	 212	16.840
1190AdventureRABS	1195	4	 2	148	 6	 217	17.183
RC8 R ABS	 1195	 4	 2	 173	 6	 182	17.991
1290SuperAdventureABS	1301	 4	 2	 160	 6	 229	19.385
1290SuperDukeRABS	1301	4	 2	 180	 6	 189	17.300
50 SX	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 40	3.594
65 SX	 64	 2	 1	 -	 6	 55	4.568
85 SX	 84	 2	 1	 -	 6	 69	5.545
125 EXC Six Days	 124	 2	 1	 -	 6	 94	8.249
125 SX	 124	 2	 1	 -	 6	 91	7.462
125 EXC	 125	 2	 1	 -	 6	 98	7.429
150 SX	 143	 2	 1	 -	 6	 91	7.671
200 EXC	 193	 2	 1	 -	 6	 100	7.774
250 SX-F	 248	 4	 1	 -	 6	 103	8.374
Mercado
Preços e principais características das motos e moto 4 novas à venda em Portugal
H-D:Battle
ofTheKings
A Harley Davidson apresen-
ta o‘Battle OfThe Kings’, um
concurso onde pede aos
concessionários para cria-
rem versões da Street 750.
Assim que as motos estejam
prontas serão expostas on-
line para serem submetidas
a uma votação pública que
decideasfinalistas.Oconces-
sionárioHDLisboa/American
Motorcycles está a preparar
uma moto que será votada
em conjunto com propostas
espanholas,poisdePortugal
eEspanhaapenasumaStreet
750vaiàfinal.É,porisso,im-
prescindível o apoio dos fãs
lusos para que a“nossa”seja
a escolhida! Os finalistas vão
encontrar-se no“Wheels 
Waves”, em Biarritz, nos dias
11a14dejunho.Umjúrisele-
cionaráomelhortrabalhoque
recebeotroféu“CustomKing”.
Mantenha-seatentoawww.h-
-d.com/darkcustomeaosite
oficialdaMOTOCICLISMO.
Polisport
patrocinaMXGP
Depois de, há alguns anos
atrás, a marca portuguesa
Polisporttersidopatrocinado-
radoMundialdeMotocross,
em2015osespecialistasem
produtos e acessórios em
plásticoparaasmotosdeTT
regressamemforçaaoentre-
tanto renomeado MXGP. De
acordocomumcomunicado
daorganizaçãodoMXGP,na
cerimónia do pódio de cada
mangaestarápresenteoBike
StandeotapetedaPolisport,
sendo que a marca vai tam-
bém estar presente com os
seus produtos no paddock
decadacorrida.
Cilindrada
Cilindrada
NºCilindros
NºCilindros
Ciclo
Ciclo
Velocidades
Velocidades
Peso
Peso
Preço
Preço
Potência
Potência
250 EXC	 249	 2	 1	 -	 5	 103	8.137
250 EXC Six Days	 249	 2	 1	 -	 6	 103	8.936
250 EXC-F Six Days	 249	 4	 1	 -	 6	 106	10.324
250 SX	 249	 2	 1	 -	 5	 96	8.255
250 XC	 249	 2	 1	 -	 6	 104	8.350
250 XC-F	 249	 4	 1	 -	 6	 104	9.380
Freeride 250 R	 249	 2	 1	 -	 6	 92	7.580
250 EXC-F	 250	 4	 1	 -	 6	 107	9.505
300 EXC	 293	 2	 1	 -	 5	 103	9.133
300 EXC Six Days	 293	 2	 1	 -	 6	 103	9.919
300 XC	 293	 2	 1	 -	 6	 104	9.079
350 EXC-F	 349	 4	 1	 -	 6	 107	9.680
350 EXC-F Six Days	 349	 4	 1	 -	 6	 107	10.512
350 SX-F	 349	 4	 1	 -	 6	 103	8.952
350 XC-F	 349	 4	 1	 -	 6	 106	9.760
Freeride 350	 349	 4	 1	 -	 6	 101	8.469
450 EXC	 448	 4	 1	 -	 6	 114	9.868
450 EXC Six Days	 449	 4	 1	 -	 6	 111	10.711
450 SX-F	 449	 4	 1	 -	 5	 107	9.267
500 EXC	 510	 4	 1	 -	 6	 111	10.293
500 EXC Six Days	 510	 4	 1	 -	 6	 111	11.179
690 Enduro R ABS	 654	 4	 1	 66	 6	 139	10.099
KYMCO
ManuelVieira Condeça, SA
Telf.: 218 400 034 Email.: mavico@mail.telepac.pt
Like 50	 49	 2	 1	 4	 Aut.	 106	1.699
Vitality 50	 49	 2	 1	 4	 Aut.	 97	1.499
K-Pipe 125	 124	 4	 1	 8.2	 4	 107	1.599
K-XCT 125i	 124	 4	 1	 14.4	 Aut.	 172	3.699
Like 125	 124	 4	 1	 9.5	 Aut.	 121	1.899
People One 125i	 124	 4	 1	 9.5	 Aut.	 124	2.299
Yager GT125i	 124	 4	 1	 11.8	 Aut.	 164	2.999
Agility 125 City	 125	 4	 1	 9.5	 Aut.	 123	1.799
Downtown 125i	 125	 4	 1	 15	 Aut.	 176	3.399
Yaeger GT 300i	 270	 4	 1	 22.8	 Aut.	 173	3.599
K-XCT 300i	 298	 4	 1	 28	 Aut.	 176	4.699
Downtown 300i ABS	 299	 4	 1	 30	 Aut.	 189	4.599
XCiting 400i	 399	 4	 1	 36.1	 Aut.	 209	5.499
XCiting 400i ABS	 399	 4	 1	 36.1	 Aut.	 209	5.999
LAMBRETTA
Multimoto
Telf.: 256600878 Email.: geral@multimoto.pt
LN 125 Bicolor	 124	 4	 1	 8.7	 Aut.	 104	3.390
LN 125 monocolor	 124	 4	 1	 8.7	 Aut.	 104	3.195
LEONART
Multimoto,Veículos e Acessórios, Lda.
Telf.: 256600870 Email.: geral@multimoto.pt
Bobber 125	 124	 4	 2	 12.5	 5	 149	3.994
Daytona 125	 124	 4	 2	 12.5	 5	 150	3.578
Raptor 125	 124	 4	 2	 12.5	 5	 135	2.397
Spyder 125	 124	 4	 2	 12.5	 5	 150	3.498
Bobber 350i	 320	 4	 2	 28	 5	 159	4.988
Daytona 350i	 320	 4	 2	 28	 5	 160	4.780
Spyder 350	 320	 4	 2	 28	 5	 160	4.670
LINHAI
Sociedade Comercial doVouga, LDA
Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net
Drive In 125	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 120	1.639
LML
Desmotron S.L.
Telf.: Email.:
Star 125 2T	 123	 2	 1	 6.7	 4	 109	2.500
Star 125 4T	 123	 4	 1	 8	 4	 121	2.750
Star 150 2T	 150	 2	 1	 7.9	 4	 109	2.500
Star 150 4T	 150	 4	 1	 9	 4	 121	2.750
LONGJIA
Jovimoto –Veículos, máquinas e equipamentos S.A.
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
Caper 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 84	795
Estate 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 90	1.380
Evo 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 78	998
Exactly 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 84	975
Exactly 50 Plus	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 84	995
Explorer 50 LC	 49	 2	 1	 5.4	 Aut.	 84	1.335
Firefox 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 85	1.285
Grido 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 88	1.335
RS 50	 49	 4	 1	 3	 Aut.	 86	1.075
Versus 50	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 80	1.190
Estate 125	 124	 4	 1	 10.2	 Aut.	 102	1.535
MASH
Roda Gigante, Lda.
Telf.: 219818589 Email.: info@mash.pt
Sixty Four	 49	 4	 1	 2	 Aut.	 -	1.090
Storia 50	 49	 4	 1	 3	 Aut.	 -	1.290
Seventy	 125	4	1	12	 5	 90	1.790
Seventy Five	 125	 4	 1	 12	 5	 96	1.990
Sixty Five	 125	 4	 1	 9	 Aut.	 -	1.490
Storia 125	 125	 4	 1	 9	 Aut.	 -	1.590
MEGELLI
Lusomoto,Veículos e acessórios Lda.
Telf.: 231510860 Email.: geral@lusmotos.com
Naked 125 S	 124	 4	 1	 -	 -	 123	2.855
Sport 125 R	 124	 4	 1	 -	 -	 124	3.025
Supermotard 125M	 124	 4	 1	 -	 -	 117	2.675
MOTO GUZZI
Officina Moto
Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt
Nevada750AquilaNera	744	4	2	48	 5	 184	10.571
V7 II Racer ABS	 744	 4	 2	 48	 5	 190	11.482
V7 II Special ABS	 744	 4	 2	 48	 5	 190	10.451
V7 II Stone ABS	 744	 4	 2	 48	 5	 189	9.761
V7 Special	 744	 4	 2	 49	 5	 182	10.451
V7 Stone	 744	 4	 2	 49	 5	 182	9.761
Griso 1200 8V S.E.	 1151	 4	 2	 110	 6	 222	14.780
Norge 1200 ABS	 1151	 4	 2	 95	 6	 246	16.604
Stelvio 1200 ABS	 1151	 4	 2	 105	 6	 214	15.928
Stelvio NTX ABS	 1151	 4	 2	 105	 6	 -	16.882
Califórnia1400C.ABS	 1380	4	 2	 96	 6	 300	18.558
Califórnia1400T.ABS	 1380	4	 2	 96	 6	 322	20.770
MOTOR HISPÂNIA
MotoCisa, SA
Telf.: 234 316 164 Email.: motocisa@mail.telepac.pt
Duna 125 Dual Plus	 -	 -	 -	 -	 -	 -	2.399
Duna 125 Sports City	 -	 -	 -	 -	 -	 -	2.679
MH7 Air Cooled	 -	 -	 -	 -	 -	 -	2.395
MH7 Liquid Cooled	 -	 -	 -	 -	 -	 -	3.375
RX 125 R	 -	 -	 -	 -	 -	 -	3.699
KN1 50 Air Cooled	 49	 4	 1	 -	 -	 -	2.589
RX 50 R	 49	 2	 1	 -	 6	 120	2.985
RYZ 50 Off Road	 49	 4	 1	 -	 -	 95	2.359
RYZ 50 Pro Racing	 49	 4	 1	 -	 -	 -	2.799
RYZ 50 Urban Bike	 49	 4	 1	 -	 -	 -	2.459
RYZ Rac.Urb.Bike	 49	 4	 1	 -	 -	 -	2.899
Duna 125 Hard Road	 -	 -	 -	 -	 -	 -	2.379
MV AGUSTA
Imex Moto
Telf.: 244101500 Email.: imexmoto@imexmoto.com
Brutale 675 EAS	 675	 4	 3	 110	 6	 167	9.890
F3	 675	4	3	 -	 6	 -	12.890
F3 EAS	 675	 4	 3	 128	 6	 173	12.490
Brutale 800	 798	 4	 3	 125	 6	 167	10.590
Brutale 800 EAS	 798	 4	 3	 125	 6	 167	10.990
Brutale 800 EAS Italia	 798	 4	 3	 125	 6	 167	11.590
F4	 998	4	4	195	 6	 191	17.390
F4 ABS	 998	 4	 4	 195	 6	 -	18.390
F4 R	 998	 4	 4	 195	 6	 191	19.690
F4 R ABS	 998	 4	 4	 195	 6	 -	20.690
F4 RR	 998	 4	 4	 201	 6	 190	24.790
F4 RR ABS	 998	 4	 4	 201	 6	 -	25.690
Brutale 1090	 1078	 4	 4	 144	 6	 183	13.390
Brutale 1090 ABS	 1078	 4	 4	 144	 6	 -	13.990
Brutale 1090 R	 1078	 4	 4	 144	 6	 183	14.690
Brutale 1090 R ABS	 1078	 4	 4	 144	 6	 -	15.290
Brutale 1090 RR	 1078	 4	 4	 158	 6	 183	17.690
Brutale 1090 RR ABS	 1078	 4	 4	 154	 6	 -	18.390
NM COMPETITION
Mito Selvagem
Telf.: 916507276 Email.: nmcompetition@netcabo.pt
Bull 250 SM	 249	 4	 -	 24	 5	 98	2.150
Bull 250 SX	 249	 4	 -	 24	 5	 98	2.050
PEUGEOT
MotoCisa, SA
Telf.: 234 316 164 Email.: motocisa@mail.telepac.pt
Kisbee	 49	4	1	 -	 Aut.	85	1.299
Kisbee RS	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 -	1.349
Speedfight3	 49	2	1	 -	 Aut.	97	1.899
TKR2 R 12	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	2.149
Tweet	 49	4	1	 -	 Aut.	 -	1.599
Vivacity 2T	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 95	1.599
Vivacity 4T	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 98	1.899
Vogue VSY2	 50	 2	 1	 -	 -	 -	999
Citystar 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	3.599
Satelis 125 Komp.	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	5.199
Satelis 125i	 124	 4	 1	 15	 Aut.	 -	4.799
Tweet 125	 124	 2	 1	 -	 Aut.	 109	1.873
Tweet 125 RS	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	1.999
Vivacity 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 118	2.219
Geopolis 300 EV	 278	 4	 1	 -	 Aut.	 159	4.999
Satelis 400 RS	 398	 4	 1	 -	 Aut.	 -	6.599
Satelis 400i	 398	 4	 1	 -	 Aut.	 -	6.399
Metropolis 400 RS	 399	 4	 1	 37	 Aut.	 256	8.799
Metropolis 400i	 399	 4	 1	 37	 Aut.	 256	8.799
TomTomrenovou
owebsite
Osespecialistasemprodutos
para navegação e GPS aca-
bam de anunciar uma total
renovação dos websites em
Portugal, Estados Unidos,
Canadá e Singapura. Com
esta renovação a TomTom
pretende facilitar a vida aos
seus clientes que passam a
usufruirdeumespaçovirtual
com novo visual mais atual,
sendo que a utilização do
websiteestámaisintuitivado
que nunca. O website www.
tomtom.com/pt é compatí-
vel com dispositivos móveis
como smartphones, tablets,
iPhoneseiPads.Atravésdes-
te espaço os clientes podem
conhecerosdetalhesdetodos
osprodutosdaTomTom,sem
sairdecasa.
ClubeNC
Portugalvai
aMarrocos
Para 2015 o Clube NC
Portugal, que reúne aficio-
nados dos modelos New
Concept da Honda, já tem
planeado um espetacular
evento internacional. O Raid
NCPortugalaMarrocosreali-
za-sede17a26desetembro
easinscriçõesjáestãoabertas
mas são limitadas, pelo que
convém marcar o seu lugar
o quanto antes. O Clube NC
Portugal garante que será
uma aventura memorável,
sempre com uma lógica de
troca de experiências e ob-
tençãodeinformaçõessobre
as Honda NC. Informações
emwww.clubencportugal.pt.
Cilindrada
Cilindrada
NºCilindros
NºCilindros
Ciclo
Ciclo
Velocidades
Velocidades
Peso
Peso
Preço
Preço
Potência
Potência
PGO
Sociedade Comercial doVouga, LDA
Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net
I-Dep elétrica	 -	 -	 -	 -	 Aut.	 -	3.446
Libra 50	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 98	1.878
Ligero 50	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 83	1.320
TR3 50	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 124	2.927
X-Hot 50	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 98	1.992
G-Max 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 129	2.072
Libra 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 118	2.286
Ligero 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 102	1.759
T-Rex 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 111	1.759
X-Hot 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 118	2.299
PGO Tigra 125 Efi	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.999
PIAGGIO VESPA
Conceição Machado, LDA
Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt
Fly 50 2T	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	2.070
Fly 50 4T	 49	 4	 1	 4	 Aut.	 100	2.298
NRG 50	 49	 2	 1	 4.3	 Aut.	 99	2.339
Typhoon 50	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 81	2.267
Vespa Primavera 50	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 -	3.487
VespaPrimavera502T	49	2	1	 -	 Aut.	 -	3.298
Vespa Primavera 50 T.	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 -	3.792
Vespa Sprint 50	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 -	3.674
Vespa Sprint 50 2T	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	3.471
Zip 50	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 83	1.979
Zip 50 2T	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	1.849
Vespa PX 125	 123	 2	 1	 -	 4	 112	3.837
Beverly 125	 124	 4	 1	 15	 Aut.	 162	4.863
Fly 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.642
Liberty 125	 124	 4	 1	 10	 -	 114	2.377
Typhoon 125	 124	 4	 1	 9.6	 Aut.	 -	2.557
Vespa 946 ABS	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	9.788
VespaGTS125S.ABS	124	 4	 1	 14	 Aut.	158	5.662
Vespa GTS 125 S. S.	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	5.785
Vespa GTS 125 Super	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 158	5.232
Vespa Primavera 125	 124	 4	 1	 11	 Aut.	 125	4.237
VespaPrimavera125ABS	124	4	1	 11	 Aut.	 -	4.613
Vespa Primavera 125 T.	124	 4	 1	 11	 Aut.	 -	4.555
Vespa Sprint 125	 124	 4	 1	 12	 Aut.	 -	4.507
X Evo 125	 124	 4	 1	 11	 Aut.	 161	4.002
X10 125	 125	 4	 1	 15	 Aut.	 -	5.967
X10 125 ABS	 125	 4	 1	 15	 Aut.	 -	6.462
Vespa PX 150	 150	 2	 1	 -	 4	 112	4.142
Beverly 300	 278	 4	 1	 -	 Aut.	 165	5.007
MP3 300 LT	 278	 4	 1	 22	 Aut.	 227	8.715
MP3 Yourban 300 LT	 278	 4	 1	 22	 Aut.	 206	8.181
VerspaGTS300T.ABS	278	4	1	21	Aut.	 -	6.476
VespaGTS300S.ABS	278	4	1	21	 Aut.	 -	6.298
Vespa GTS 300 S.S.	 278	 4	 1	 -	 Aut.	 -	6.598
Vespa GTS 300 Super	 278	 4	 1	 -	 Aut.	 158	5.833
VespaGTS300Touring	 278	4	1	21	Aut.	 -	5.898
Beverly 350 ABS	 330	 4	 1	 33	 Aut.	 191	6.558
Beverly 350 S. Tour.	 330	 4	 1	 33	 Aut.	 191	6.008
X10 350	 330	 4	 1	 33	 Aut.	 -	6.668
X10 350 ABS	 330	 4	 1	 33	 Aut.	 -	7.211
MP3 500 LT	 493	 4	 1	 40	 Aut.	 -	9.822
MP3 500 LT ABS	 493	 4	 2	 40	 Aut.	 -	10.393
X10 500 ABS	 493	 4	 1	 41	 Aut.	 -	8.345
QINGQI
Lusomotos,Veículos e Acessórios Lda.
Telf.: 231510860 Email.: geral@lusomotos.com
GXT	 124	4	1	 -	 -	 120	1.499
Liger	 124	4	1	 -	 -	 127	2.029
Sport	 124	4	1	 -	 -	 160	1.999
Urban	 124	4	1	 -	 -	 115	1.599
Vista	 124	4	1	 -	 -	 148	1.899
REGAL RAPTOR
Eu-r Representatives
Telf.: Email.: mail@eu-r.com
Bobber	 125	 4	 2	12.5	 -	 175	2.580
Chopper Custom	 125	 4	 2	 12.5	 -	 175	2.000
Daytona	 125	 4	 2	12.5	 -	 175	2.580
Nac 12	 125	 4	 2	 12.5	 -	 175	2.000
Spyder Cruiser	 125	 4	 2	 12.5	 -	 175	2.580
Bobber 350	 350	 4	 2	 28	 -	 184	3.000
Chopper Custom 350	 350	 4	 2	 28	 -	 184	2.300
Daytona 350	 350	 4	 2	 28	 -	 184	3.000
Nac 25	 350	 4	 2	 28	 -	 184	2.300
Spyder Cruiser 350	 350	 4	 2	 28	 -	 184	3.000
RIEJU
Lusomotos,Veículos e Acessórios. Lda
Telf.: 231510860 Email.: geral@lusomotos.com
RS3 125	 124	 4	 1	 -	 6	 136	4.100
Mercado
Preços e principais características das motos e moto 4 novas à venda em Portugal
City Line 125	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 170	4.900
Marathon 125 SM AC	 125	 4	 1	 -	 5	 95	2.795
Marathon 125 SM Pro	 125	 4	 1	 -	 6	 121	3.990
RS3 125 NKD	 125	 4	 1	 -	 6	 120	3.950
Tango 125 Europe	 125	 4	 1	 -	 5	 101	2.695
Tango 250	 250	 4	 1	 -	 5	 109	3.000
Marathon 125	 124	 4	 1	 -	 5	 95	2.750
Marathon 125 Pro	 125	 4	 1	 -	 6	 121	3.990
ROYAL ENFIELD
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt
Bullet500ClassicArmy	449	4	1	27	 5	 -	6.690
Bullet Cl. Chrome	 449	 4	 1	 27	 5	 -	6.790
Bullet 500 Cl. Des.	 499	 4	 1	 27	 5	 -	6.690
Bullet 500 EFI	 499	 4	 1	 27	 5	 -	5.790
Bullet Classic EFI	 499	 4	 1	 27	 5	 -	6.590
Bullet Deluxe EFI	 499	 4	 1	 27	 5	 -	6.190
Bullet Electra EFI	 499	 4	 1	 27	 5	 187	5.990
Bullet Stratford	 499	 4	 1	 27	 5	 253	8.450
SCARABEO
Officina Moto
Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt
Scarabeo 50 2T	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 -	2.280
Scarabeo 50 4T	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.450
Scarabeo 100	 96	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.480
Scarabeo100Elegance	96	4	1	 -	 Aut.	 -	2.550
Scarabeo 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.990
Scarabeo 200	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	3.350
Scarabeo 300i	 244	 4	 1	 -	 Aut.	 -	4.550
Scarabeo 500 ie	 493	 4	 1	 40	 Aut.	 -	5.790
SHERCO
Sherco Portugal
Telf.: 233098053 Email.: geral@shercoportugal.com
Black Panther 50 SM	 49	 2	 1	 -	 6	 83	2.985
Enduro 50	 49	 2	 1	 -	 6	 83	2.884
Enduro Access 50	 49	 2	 1	 -	 6	 83	2.649
SM 50 Basic	 49	 2	 1	 -	 6	 -	2.540
Supermoto 50	 49	 2	 1	 -	 6	 83	2.985
Enduro CityCorp	 124	 4	 1	 -	 5	 107	3.150
Supermoto CityCorp	 124	 4	 1	 -	 5	 107	3.190
1.25	 125	2	1	 -	 5	 68	5.539
2.5	 249	2	1	 -	 5	 69	5.840
Enduro 2.5i	 250	 4	 1	 -	 6	 102	8.700
Enduro 2.5i Racing	 250	 4	 1	 -	 6	 -	8.900
2.9	 272	2	1	 -	 5	 69	5.874
Enduro 3.0i	 290	 4	 1	 -	 6	 102	8.800
Enduro 3.0i Racing	 290	 4	 1	 -	 6	 102	9.001
3.2	 317	4	1	 -	 5	 73	5.806
Enduro 4.5i Racing	 448	 4	 1	 -	 6	 109	9.100
Enduro 5.1i Racing	 510	 4	 1	 -	 6	 109	9.300
Enduro 4.5i	 448	 4	 1	 -	 6	 109	8.900
Enduro 5.1i	 510	 4	 1	 -	 6	 109	9.120
SMC
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
SAF 50	 49	 2	 1	 4.2	 Aut.	 84	1.395
SUZUKI
Veículos Casal, SA
Telf.: 234 300 760 Email.: geral@veiculoscasal.pt
DR125 SM	 124	 4	 1	 -	 -	 121	3.223
Van Van 125 	 124	 4	 1	 12	 6	 117	3.799
Burgman 125 	 125	 4	 1	 12.3	 Aut.	 148	3.999
Burgman 125 ABS	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 161	4.399
Inazuma 250	 248	 4	 2	 28	 6	 -	4.223
Burgman 400	 385	 4	 1	 34	 Aut.	 -	7.299
Burgman 400 ABS	 385	 4	 1	 34	 Aut.	 199	7.699
GSX-R 600	 599	 4	 4	 125	 6	 161	11.384
Burgman 650 Exec.	 638	 4	 2	 55	 Aut.	 243	10.999
Gladius	 645	4	2	72	 6	 202	6.984
Gladius ABS	 645	 4	 2	 72	 6	 -	7.684
V-Strom DL 650 A	 645	 4	 2	 72	 6	 211	8.999
GSX650F	 656	4	4	 -	 6	 218	7.174
GSR750 ABS	 749	 4	 4	 -	 6	 213	9.284
GSX-R 750	 749	 4	 4	 150	 6	 162	12.499
GSR 750	 750	 4	 4	 -	 6	 211	8.884
Intruder C 800	 805	 4	 2	 52	 5	 246	9.046
Intruder M 800	 805	 4	 2	 53	 5	 242	8.346
GSX-R 1000	 999	 4	 4	 185	 6	 203	16.096
V-Strom DL1000 ABS	 1037	 4	 2	 -	 6	 228	12.699
Bandit 1250	 1255	 4	 4	 98	 6	 225	7.136
GSX 1250 ABS	 1255	 4	 4	 98	 6	 222	10.236
Hayabusa 1300 ABS	 1340	 4	 4	 197	 6	 220	16.096
Intruder C1500T	 1462	 4	 2	 -	 5	 363	12.699
Intruder M 1800 R	 1783	 4	 2	 120	 -	 315	13.946
Intruder M 1800 RZ	 1783	 4	 2	 -	 5	 347	14.499
RMX 450 Z	 1	 4	449	 -	 5	 108	7.923
VMaxrecebe
tratamento
“Carbon”
Paracelebraro30ºaniversá-
rio da powercruiser VMax, a
Yamaharevelouumaversão
especial VMax Carbon. Esta
inclui peças em carbono
como guarda-lamas, cober-
tura do depósito ou tampas
lateraiseponteirasAkrapovic.
ParaquemquiserumaVMax
para um projeto“custom”, a
YamahapropõeanovaVMax
“matt grey”, que conta com
pintura especial e um preço
maisbaixo.Informaçõesem
www.yamaha-motor.eu/pt.
Motor7
premiadapela
segundavez!
Numa iniciativa promovida
pela consultora Accenture
em parceria com a revista
Exame, o concessionário
Yamaha Motor7 foi distin-
guido,pelasegundavez,por
ser uma das“100 Melhores
Empresasparatrabalhar”em
Portugal durante 2015 . De
facto a Motor7 conseguiu
mesmoreclamaro28ºlugar
nesta lista, um feito inédito
para uma empresa da área
motorizada e que se fica a
deveraoexcelenteambiente
de trabalho nas instalações
desteconhecidoconcessio-
náriolisboeta,ecujaequipa
élideradaporMiguelOsório.
Cilindrada
Cilindrada
Cilindrada
NºCilindros
NºCilindros
NºCilindros
Ciclo
Ciclo
Ciclo
Velocidades
Velocidades
Velocidades
Peso
Peso
Peso
Preço
Preço
Preço
Potência
Potência
Potência
Daytona 675 R ABS	 675	 4	 3	 128	 6	 184	14.495
Street Triple ABS	 675	 4	 3	 106	 6	 182	8.895
Street Triple R ABS	 675	 4	 3	 106	 6	 182	10.095
StreetTripleRXABSSE	675	 4	 3	106	 6	 -	10.455
Tiger 800 XC	 800	 4	 3	 95	 6	 218	11.250
Tiger 800 XCx	 800	 4	 3	 95	 6	 221	12.250
Tiger 800 XR	 800	 4	 3	 95	 6	 213	10.500
Tiger 800 XRx	 800	 4	 3	 95	 6	 216	11.500
America	 865	4	2	61	 5	 226	10.195
America LT	 865	 4	 2	 61	 5	 270	11.295
Bonneville	 865	4	2	63	 5	 205	8.995
Bonneville SE N. C.	 865	 4	 2	 63	 5	 205	9.095
Bonneville T100	 865	 4	 2	 63	 5	 205	10.395
Bonneville T100 Black	 865	 4	 2	 68	 5	 230	10.095
BonnevilleT100SpiritSE	865	 4	 2	 68	 5	 225	10.295
Bonneville T214	 865	 4	 2	 68	 5	 225	10.895
Scrambler	 865	4	2	55	 5	 205	10.745
Speedmaster	 865	4	2	63	 5	 229	10.195
Thruxton	 865	4	2	70	 5	 205	10.745
Thruxton Ace	 865	 4	 2	 69	 5	 230	11.295
Speed Triple ABS	 1050	 4	 3	 135	 6	 -	13.645
Speed Triple R ABS	 1050	 4	 3	 135	 6	 212	15.295
Sprint GT	 1050	 4	 3	 130	 6	 268	14.225
Tiger Sport 1050 ABS	 1050	 4	 3	 123	 6	 235	13.245
Explorer 1200 (r)	 1215	 4	 3	 137	 6	 259	16.095
Explorer 1200 ABS	 1215	 4	 3	 137	 6	 259	15.745
Explorer 1200 XC ABS	1215	4	 3	137	 6	 267	16.845
Trophy	 1215	4	 3	134	 6	 301	17.395
Trophy SE	 1215	 4	 3	 134	 6	 301	19.245
Thunderbird ABS	 1599	 4	 2	 85	 6	 -	15.795
ThunderbirdComm.ABS	1699	 4	 2	 94	 6	 339	17.895
Thunderbird LT ABS	 1699	 4	 2	 94	 6	 339	18.455
ThunderbirdStormABS	1699	4	 2	 98	 6	 -	16.995
RocketIIIRoadsterABS	2294	 4	 3	 148	 5	 367	19.195
Rocket III Touring ABS	2294	 4	 3	 106	 5	 395	23.145
URAL
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt
Ranger	 745	 4	 2	 39	 4+M	334	13.500
Retro	 745	 4	 2	 39	 4+M	350	13.950
Retro Solo	 745	 4	 2	 -	 -	 -	11.850
Solo ST	 745	 4	 2	 -	 -	 -	10.500
Sportsman	 745	4	2	 -	 -	 -	12.950
Sportsman Cross	 745	 4	 2	 -	 -	 -	13.250
Sunset SE	 745	 4	 2	 -	 4+M	 -	12.450
Tourist	 745	 4	 2	 39	 4+M	320	12.250
Tourist Cross	 745	 4	 2	 -	 -	 -	12.350
Ural T	 745	 4	 2	 -	 -	 -	10.500
Ural T 2WD	 745	 4	 2	 -	 -	 -	11.300
Wjuga SE	 745	 4	 4	 39	 4+M	 -	10.450
VECTRIX
Masac, Comércio e Importação deVeículos, SA
Telf.: 231410750 Email.: masac@masac.pt
Vectrix	 -	 -	-	 -	 -	 -	8.578
VICTORY
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: stand@luzeiro.com.pt
Boardwalk	 1731	4	 2	 -	 6	 307	15.400
Cross Country	 1731	 4	 2	 -	 6	 345	20.100
Cross Country Tour	 1731	 4	 2	 -	 6	 384	23.000
Hammer 8-Ball	 1731	 4	 2	 -	 6	 305	14.900
Hammer S	 1731	 4	 2	 -	 6	 -	16.900
High Ball	 1731	 4	 2	 -	 6	 300	15.200
Judge	 1731	4	 2	 -	 6	 300	15.550
Magnum	 1731	4	 2	 -	 6	 345	22.300
Vegas 8-Ball	 1731	 4	 2	 -	 6	 290	12.790
Victory Gunner	 1731	 4	 2	 -	 6	 300	12.990
Vision Tour	 1731	 4	 2	 -	 6	 394	24.460
YAMAHA
Yamaha Motor Portugal, LDA
Telf.: 214 722 100 Email.: yamaha@yamaha-motor.pt
Neos Easy	 48	 2	 1	 3.9	 Aut.	 88	1.650
Aerox	 49	2	1	 7	 Aut.	92	2.545
Aerox R Naked	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 97	2.700
BW’S Easy	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 75	1.650
BW’S Original	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 69	2.100
Jog R	 49	 2	 1	 4.6	 Aut.	 76	2.045
Neo’s 4T	 49	 4	 1	 4	 Aut.	 78	2.145
Slider	 49	2	1	 4	 Aut.	75	2.125
TZR 50	 49	 2	 1	 -	 6	 128	3.595
D’elight 125	 114	 4	 1	 -	 Aut.	 98	2.225
MT-125	 124	4	1	15	 6	 138	4.225
MT-125 Race Blu	 124	 4	 1	 15	 6	 138	4.325
DR-Z70	 67	4	1	 -	 -	 53	1.990
RM-Z 250	 249	 4	 1	 43	 5	 92	7.999
RM-Z 450	 449	 4	 1	 57	 5	 100	8.499
SYM
Red Moto, SA
Telf.: 234300760 Email.: redmoto@mail.telepac.pt
Allo 50	 49	 4	 1	 3	 Aut.	 100	1.419
Jet4 50 R	 49	 2	 1	 3.8	 Aut.	 100	1.399
Orbit II 50	 49	 4	 1	 3	 Aut.	 99	1.199
Tonik 50	 49	 4	 1	 3	 Aut.	 92	1.249
Fiddle III 50	 50	 4	 1	 3.9	 Aut.	 96	1.399
Jet Euro X 50	 50	 2	 1	 -	 Aut.	 94	1.499
Jet Sport X R	 50	 2	 1	 3.4	 Aut.	 98	1.699
MIO 50 4T	 50	 4	 1	 -	 Aut.	 80	1.599
MIO 100	 100	 4	 1	 7.8	 Aut.	 88	1.829
Tonik 125	 111	 4	 1	 8	 Aut.	 97	1.599
Allo 125	 124	 4	 1	 10	 Aut.	 100	1.799
Combiz 125	 124	 4	 1	 7.5	 Aut.	 118	2.149
GTS 125 SnS	 124	 4	 1	 13.5	 Aut.	 160	3.999
Orbit 125	 124	 4	 1	 7	 Aut.	 105	1.699
Symphony 125 SR T	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 -	1.899
X’Pro 125	 124	 4	 1	 -	 -	 -	1.749
Fiddle III 125	 125	 4	 1	 10	 Aut.	 111	1.849
GTS 125 Evo	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 -	2.799
GTS 125i	 125	 4	 1	 13.5	 Aut.	 -	3.599
HD2 125	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 135	2.699
Jet 4 125	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 -	1.749
VS 125	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 133	2.173
Wolf 125	 125	 4	 1	 12	 5	 145	2.179
XS 125	 125	 4	 1	 10.1	 -	 -	1.623
Wolf 250	 249	 4	 1	 24	 6	 173	4.199
Citycom 300 i	 264	 4	 1	 23	 Aut.	 -	3.799
GTS 300	 264	 4	 1	 -	 Aut.	 -	4.499
GTS 300 SnS	 278	 4	 1	 29	 Aut.	 179	4.899
Maxsym 400	 399	 4	 1	 34	 Aut.	 210	5.322
MaxSym 400 ABS	 399	 4	 1	 -	 Aut.	 -	5.699
Maxsym 600 ABS	 565	 4	 1	 45.5	 Aut.	 238	6.399
TGB
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
Bullet 50	 49	 2	 1	 4.8	 Aut.	 95	1.675
Tapo RS 50	 49	 2	 1	 4.8	 Aut.	 94	1.475
Bellavita 125 Efi	 124	 4	 1	 15	 Aut.	 142	3.685
Express 125	 124	 4	 -	 8.6	 Aut.	 119	2.275
X Motion 125	 124	 4	 1	 12.4	 Aut.	 166	2.999
X Motion 300 Efi	 263	 4	 1	 23.6	 Aut.	 186	3.999
Bellavita 300 Efi	 264	 4	 1	 24	 Aut.	 153	4.299
TM RACING
António Carmo Motos
Telf.: 256464149 Email.: acmotos@sapo.pt
SMM 125 B.Dream	 123	 2	 1	 -	 6	 -	8.320
SMR 125	 123	 2	 1	 -	 6	 -	7.300
SMR 250	 249	 2	 1	 -	 5	 -	7.900
SMR 250 F E.S.	 249	 4	 1	 -	 5	 -	9.100
SMX 250 F	 249	 4	 1	 -	 5	 -	8.600
SMM 250 B.Dream	 250	 2	 1	 -	 6	 -	8.900
SMM250FB.DreamES	 250	4	1	 -	 6	 -	8.900
SMR 300	 294	 2	 1	 -	 5	 -	8.000
SMM450B.DreamES	449	4	1	 -	 5	 -	10.300
SMR 450 F E.S.	 449	 4	 1	 -	 5	 -	9.300
SMX 450 F	 449	 4	 1	 -	 5	 -	8.700
SMR 530 F E.S.	 527	 4	 1	 -	 5	 -	9.550
SMX 530 F	 527	 4	 1	 -	 5	 -	8.700
SMM 530 B. Dream ES	529	4	 1	 -	 5	 -	10.500
Junior 85	 85	 2	 1	 -	 6	 -	5.150
MX 85	 85	 2	 1	 -	 6	 -	6.280
EN 125	 123	 2	 1	 -	 6	 -	7.000
MX 125	 123	 2	 1	 -	 6	 -	6.900
MX 144	 143	 -	 -	 -	 5	 -	7.050
EN 144	 144	 -	 -	 -	 6	 -	7.150
EN 250	 249	 2	 1	 -	 6	 -	7.650
EN 250 F ES	 249	 4	 1	 -	 5	 -	9.100
MX 250	 249	 2	 1	 -	 6	 -	7.550
MX 250 F	 249	 4	 1	 -	 5	 -	8.250
EN 300	 300	 2	 1	 -	 6	 -	7.800
MX 300	 300	 2	 1	 -	 6	 -	7.600
EN 450 F ES	 449	 4	 1	 -	 5	 -	9.130
MX 450 F	 449	 4	 1	 -	 5	 -	8.300
EN 530 F ES	 527	 4	 1	 -	 5	 -	9.300
MX 530 F	 527	 4	 1	 -	 5	 -	8.450
TRIUMPH
KMS Lda.
Telf.: 218292170 Email.: info@triumphportugal.pt
Daytona 675 ABS	 675	 4	 3	 128	 6	 184	12.445
WR 125 R	 124	 4	 1	 15	 6	 133	3.995
WR 125 X	 124	 4	 1	 15	 6	 133	4.225
X-CITY 125	 124	 4	 1	 -	 -	 159	3.995
Xmax 125	 124	 4	 1	 -	 Aut.	 153	4.395
X-Max 125 ABS	 124	 4	 1	 13.8	 Aut.	 176	4.895
YBR 125	 124	 4	 1	 12.5	 5	 111	2.595
YBR 125 Custom	 124	 4	 1	 12	 5	 129	2.625
YZF-R 125	 124	 4	 1	 15	 -	 126	4.595
YZF-R 125 Race Blu	 124	 4	 1	 15	 6	 138	4.695
BW’S 125	 125	 4	 1	 9	 Aut.	 121	2.995
Cygnus 125 X	 125	 4	 1	 10.7	 Aut.	 116	2.995
Majesty S 125	 125	 4	 1	 -	 Aut.	 148	3.325
MT-125 ABS	 125	 4	 1	 15	 6	 140	4.725
Vity 125E	 125	 4	 1	 8.5	 Aut.	 110	2.125
Xenter 125	 125	 4	 1	 12.3	 Aut.	 142	3.125
X-CITY 250	 249	 4	 1	 -	 -	 165	4.250
X-Max 250 ABS	 249	 4	 1	 20.1	 Aut.	 184	5.195
Xmax 250	 250	 4	 1	 -	 Aut.	 164	4.695
X-max 400	 395	 4	 1	 31	 Aut.	 211	6.095
X-Max 400 ABS	 395	 4	 1	 31	 Aut.	 211	6.595
SR 400	 399	 4	 1	 23	 5	 174	5.995
TMax 530 ABS	 530	 4	 2	 46	 Aut.	 221	10.895
Tmax 530 Iron Max	 530	 4	 2	 46	 Aut.	 221	11.595
YZF R6	 599	 4	 4	 123	 6	 189	12.495
YZF R6 Race Blu	 599	 4	 4	 123	 6	 189	12.745
XJ 6	 600	 4	 1	 78	 6	 205	6.895
XJ 6 SP	 600	 4	 4	 78	 6	 205	6.995
XJ6 Diversion	 600	 4	 1	 78	 6	 211	7.395
XJ6 Diversion F	 600	 4	 4	 78	 6	 -	8.395
XJ6 Diversion F RB	 600	 4	 4	 77	 6	 -	8.495
XJ6 Diversion RB	 600	 4	 4	 77	 6	 211	7.495
XJ6 Race Blu	 600	 4	 4	 77	 6	 210	6.995
XT 660 R	 660	 4	 1	 48	 5	 165	6.860
XT 660 X	 660	 4	 1	 48	 5	 173	7.360
XT 660 Z Tenere	 660	 4	 1	 48	 6	 183	7.695
XT660 Z Tenere RB	 660	 4	 1	 48	 6	 -	7.795
MT-07	 689	4	2	75	 6	 179	5.995
MT-07 ABS	 689	 4	 2	 75	 6	 182	6.495
MT-07ABSMotoCage	689	4	2	75	 6	 -	6.750
MT-07 ABS Race Blu	 689	 4	 2	 75	 6	 182	6.695
MT-07 Race Blu	 689	 4	 2	 75	 6	 179	6.095
FZ8N	 778	4	4	106	 6	 211	8.495
Fazer 8 ABS	 779	 4	 4	 106	 6	 216	9.595
Fazer 8 RB ABS	 779	 4	 4	 106	 6	 216	9.695
FZ8N Race Blu	 779	 4	 4	 106	 6	 211	8.595
MT-09	 847	4	3	115	 6	 188	7.995
MT-09 ABS	 847	 4	 3	 115	 6	 191	8.495
MT-09 ABS Race Blu	 847	 4	 3	 115	 6	 191	8.595
MT-09 Race Blu	 847	 4	 3	 115	 6	 188	8.095
MT-09 SP	 847	 4	 3	 115	 6	 188	8.145
MT-09 SP ABS	 847	 4	 3	 115	 6	 191	8.645
MT-09 Sport Tracker	 847	 4	 3	 115	 6	 -	9.195
MT-09 Street Rally	 847	 4	 3	 115	 6	 -	8.495
Midnight Star 950	 942	 4	 2	 54	 5	 278	8.495
XV 950	 942	 4	 2	 52	 5	 247	8.495
XV 950 R	 942	 4	 2	 52	 5	 -	9.495
FZ1 Fazer ABS	 998	 4	 4	 150	 6	 226	12.650
FZ1 N	 998	 4	 4	 150	 6	 194	11.250
YZF R1	 998	 4	 4	 200	 6	 199	18.995
YZF R1 M	 998	 4	 4	 200	 6	 200	23.495
XTZ 1200 S.Tenere ZE	1199	 4	 2	 112	 6	 265	15.995
XTZ1200SuperTenere	1199	4	 2	110	 6	 261	14.495
XJR 1300	 1251	 4	 4	 98	 5	 240	10.495
XJR 1300 Racer	 1251	 4	 4	 98	 5	 -	11.795
FJR 1300 AE	 1298	 4	 4	 146	 5	 292	18.795
FJR 1300 AS	 1298	 4	 4	 146	 5	 296	19.795
FJR 1300A	 1298	 4	 4	 146	 5	 289	15.595
Midnight Star 1300	 1304	 4	 2	 72	 5	 283	10.300
XVS 1300 Custom	 1304	 4	 2	 72	 5	 293	11.495
V-Max	 1679	4	 4	200	 6	 -	22.895
Midnight Star 1900	 1854	 4	 -	 90	 5	 329	16.595
PW 50	 49	 2	 1	 3	 Aut.	 37	1.645
TT-R50E	 49	4	1	 3	 3	 54	1.695
YZ 85 LW	 85	 2	 1	 -	 6	 73	4.685
TT-R110E	 110	4	1	 7	 4	 68	3.095
TTR 125 LWE	 123	 4	 1	 -	 5	 -	3.995
YZ 125 LC	 124	 2	 1	 -	 6	 -	6.995
WR 250 F	 249	 4	 1	 38.7	 5	 105	8.995
YZ 250 F	 249	 4	 1	 42	 5	 93	7.995
YZ 250 LC	 249	 2	 1	 -	 5	 -	7.995
WR 450 F	 449	 4	 1	 -	 5	 123	9.450
YZ 450 F	 449	 4	 1	 60	 4	 100	8.450
Cilindrada
Cilindrada
Cilindrada
NºCilindros
NºCilindros
NºCilindros
Ciclo
Ciclo
Ciclo
Velocidades
Velocidades
Velocidades
Peso
Peso
Peso
Preço
Preço
Preço
Potência
Potência
Potência
ACCESS
Supermoto - Comércio de Máquinas eVeículos S.A.
Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt
SP450 SM	 4	 4	 1	 53	 5+M	 226	6.795
SP 50 S	 49	 2	 1	 6	 A+M	181	2.795
ST 50	 49	 2	 1	 6	 A+M	136	2.095
Bear 300 U	 280	 4	 1	 19.6	 A+M	259	4.995
SP 300 S	 280	 4	 1	 19.6	 A+M	211	3.995
SP300 SM	 280	 4	 1	 19	 A+M	224	5.150
Tena 300 U	 280	 4	 1	 19.6	 A+M	243	4.395
Bear 400 U 4x4	 359	 4	 1	 -	 A+M	303	6.395
SP 400 S	 359	 4	 1	 -	 A+M	212	4.995
SP400 EFI	 359	 4	 1	 -	 A+M	212	5.495
SP450 R	 448	 4	 1	 53	 5+M	 215	6.395
AX 700 EFi 4x4	 686	 4	 1	 50	 A+M	305	8.795
ADLY
Lusomotos,Veículos e Acessórios, Lda
Telf.: 231510860 Email.: geral@lusomotos.com
320U 4X4 FRT Dif.	 -	 -	 -	 -	 -	 -	6.050
ATV 220 U	 -	 -	 -	 -	 -	 -	3.615
ATV 300 XS Open Ver.	 -	 -	 -	 -	 -	 -	4.205
ATV 500 S	 -	 -	 -	 -	 -	 -	7.075
ATV 280 AS	 249	 4	 -	 -	 -	 210	4.155
ATV 280 AU	 249	 4	 -	 -	 -	 218	4.325
ATV 320 S	 272	 4	 -	 -	 -	 220	4.525
ATV 320 U	 272	 4	 -	 -	 -	 222	4.625
ATV 300 XS	 282	 4	 -	 -	 5	 215	4.155
AEON
Olimotor, Motos e Acessórios, LDA
Telf.: 256600876 Email.: geral@olimotor.com
Cobra 50	 49	 2	 1	 3	 Aut.	 115	2.495
Overland 180H	 169	 4	 1	 8.5	 -	 178	2.990
Cobra 220	 196	 4	 1	 13	 Aut.	 173	3.932
Cube	 272	4	1	19	 -	 360	5.929
Crossland RX 350	 313	 4	 1	 21	 A+M	233	4.931
Crossland RX350 4x4	 313	 4	 1	 20	 A+M	278	5.814
Cobra 350	 320	 4	 1	 -	 Aut.	 -	4.830
ARCTIC CAT
Multimoto,Veículos e Acessórios, LDA
Telf.: 256 600 870 Email.: geral@multimoto.pt
DVX 300	 271	 4	 1	 -	 A+M	202	4.990
350 H1	 366	 4	 1	 -	 Aut.	 267	5.694
DVX 400	 398	 4	 1	 -	 5+M	 169	7.042
DVX 400 R	 398	 4	 1	 -	 5+M	 172	8.233
DVX 400 TS	 398	 4	 1	 -	 5+M	 169	7.550
425 H1	 443	 4	 1	 -	 Aut.	 278	7.624
425 H1 SE	 443	 4	 1	 -	 A+M	278	7.824
XC450i H1 4x4	 443	 4	 1	 -	 Aut.	 272	7.988
TRV 500	 493	 4	 1	 -	 A+M	355	8.919
550 H1 PS	 545	 4	 1	 -	 Aut.	 307	9.914
Prowler 550 XT	 545	 4	 1	 -	 A+M	557	14.998
TRV 550 PS	 545	 4	 1	 -	 A+M	339	10.485
TRV 700 Diesel	 686	 4	 2	 -	 Aut.	 400	11.923
700 H1 PS	 695	 4	 1	 -	 A+M	335	11.165
Prowler700 PS HDX	 695	 4	 1	 -	 A+M	561	16.590
TRV 700 H1	 695	 4	 1	 -	 A+M	367	10.664
TRV700 H1 PS	 695	 4	 1	 -	 A+M	367	11.674
1000 H2	 951	 4	 2	 -	 A+M	376	13.850
1000 H2 PS	 951	 4	 2	 -	 A+M	387	15.360
Prowler1000 PS XTZ	 951	 4	 2	 -	 A+M	563	17.997
TRV1000 H2 PS	 951	 4	 2	 -	 A+M	387	15.760
Wildcat 1000 Off Road	 951	 4	 2	 -	 A+M	592	19.990
AXR
Lusomotos,Veículos e Acessórios, LDA
Telf.: 231 510 860 Email.: geral@lusomotos.com
Carbone Enduro	 383	 4	 1	 20	 A+M	295	9.999
Carbone Street	 383	 4	 1	 20	 A+M	295	9.599
Crossbone Beach	 383	 4	 1	 20	 A+M	325	9.699
Crossbone Sun	 383	 4	 1	 20	 A+M	325	9.099
BAROSSA
Jovimoto -Veículos, máquinas e equipamentos S.A.
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
APO 300	 288	 4	 1	 21.5	 A+M	199	4.395
Ram 520 RR	 499	 4	 1	 50	 5+M	 198	6.990
CAN AM
Milfa, SA
Telf.: 229 399 500 Email.: milfa@milfa.pt
Commander 1000 XT	 -	 -	 -	 -	 -	 -	20.990
Outlander Max 500 XT	 -	 -	 -	 -	 -	 -	11.490
DS 250	 249	 4	 1	 -	 A+M	194	4.990
Outlander Max 400	 400	 4	 1	 -	 A+M	302	9.490
DS 450	 449	 4	 1	 -	 5	 156	8.990
DS 450 X	 449	 4	 1	 -	 5	 156	9.990
Renegade 500	 500	 4	 2	 -	 A+M	275	9.990
Outlander Max 650 XT	 650	 4	 2	 -	 A+M	321	12.990
Outlander 800 R X xc	 799	 4	 2	 -	 Aut.	 303	15.990
Outlander Max 800R Ltd	799	4	 2	 -	 Aut.	 -	17.490
Outlander Max 800 R	 800	 4	 2	 -	 A+M	321	11.990
Outlander Max 800R XT	800	 4	 2	 -	 A+M	321	16.490
Outlander Max Ltd.	 800	 4	 2	 -	 A+M	321	17.490
Renegade 800	 800	 4	 2	 62	 A+M	275	12.490
Renegade 800 X	 800	 4	 2	 -	 A+M	275	15.990
Spyder RS SE5	 998	 4	 2	 -	 -	 -	21.990
Spyder RS SM5	 998	 4	 2	 -	 -	 316	19.990
Spyder RT S Ltd.	 998	 4	 2	 -	 -	 -	30.990
Spyder RT S SE5	 998	 4	 2	 -	 -	 -	29.990
CPI
Lusomotos,Veículos e Acessórios, LDA
Telf.: 231 510 860 Email.: geral@lusomotos.com
XS 250	 234	 4	 2	 16.5	 5+M	 210	4.101
DAELIM
Desmotron S.L.
Telf.: Email.: daelim@daelim.es
ATV ET-300	 287	 4	 1	 20.4	 A+M	217	3.699
DINLI
Sociedade Comercial doVouga, LDA
Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net
DMU 350	 291	 4	 1	 -	 A+M	198	2.900
DMX 350	 291	 4	 1	 -	 A+M	198	2.900
DMU 450	 448	 4	 1	 -	 5+M	 220	3.996
GAMAX
Luzeiro
Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt
AX 600 Deluxe	 -	 -	 -	 -	 -	 -	7.995
AX 300	 287	 4	 1	 -	 A+M	 -	4.695
AX 430 Deluxe	 403	 4	 1	 -	 A+M	 -	7.095
HONDA
Honda Portugal, SA
Telf.: 219 155 300 Email.: hondamotor.portugal@honda-eu.com
Fourtrax TRX 250 TM	 229	 4	 1	 15.5	 5	 180	6.600
Fourtrax 500 FM 4X4	 475	 4	 1	 25.2	 5+M	 271	9.000
Fourtrax 680 FA 4X4	 675	 4	 1	 33	 A+M	277	13.200
IMOTO
Sociedade Comercial doVouga, LDA
Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net
Kid 50	 49	 4	 1	 -	 Aut.	 58	750
Snake 50	 49	 2	 1	 -	 A+M	144	2.172
Snake 100	 96	 2	 1	 -	 A+M	144	2.277
RC 125 Sport	 119	 4	 1	 -	 4	 70	1.675
Spider 250	 244	 4	 1	 -	 A+M	175	2.478
JIANSHE
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
JS 400 ATV 4x4	 387	 4	 1	 22	 5+M	 270	4.725
KAWASAKI
Multimoto -Veículos e Acessórios Lda.
Telf.: 256600870 Email.: geral@multimoto.pt
KVF 300	 271	 4	 1	 22	 Aut.	 242	4.890
Mule 600 2x4	 401	 4	 1	 12.5	 Aut.	 432	8.970
Mule 610 4x4	 401	 4	 1	 13.5	 Aut.	 461	9.950
KFX 450 R	 449	 4	 1	 -	 5+M	 -	8.980
KVF 650 4X4	 633	 4	 2	 47	 A+M	298	9.495
KVF 750 4x4 EPS	 749	 4	 2	 50	 A+M	316	11.525
Mule 4010 Diesel	 953	 4	 3	 24	 Aut.	 752	14.880
Mule 4010 Trans D.	 953	 4	 3	 24	 Aut.	 788	15.775
KEEWAY
Olimotor, Motos e Acessórios, LDA
Telf.: 256600876 Email.: geral@olimotor.com
ATV 50	 50	 2	 1	 4	 Aut.	 125	1.809
KYMCO
ManuelVieira Condeça, SA
Telf.: 218 400 034 Email.: mavico@mail.telepac.pt
MXU 50	 49	 2	 1	 4.1	 Aut.	 167	2.599
Maxxer 300 4T	 271	 4	 1	 19.3	 Aut.	 213	4.499
MXU 300 4T	 271	 4	 1	 19.3	 Aut.	 240	4.999
MASSEY FERGUSON
Tractores de Portugal, SA
Telf.: 218 551 000 Email.: geral@mt.pt
MF 300 2	 280	 4	 1	 -	 5x2+M	248	6.484
MF 300 4	 280	 4	 1	 -	 5x3+M	265	6.983
MF 400 4	 371	 4	 1	 -	 5x2+M	284	7.981
MF 500 4	 493	 4	 1	 -	 5x2+M	293	8.978
PGO
Sociedade Comercial doVouga, LDA
Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net
Bugrider 50	 49	 2	 1	 -	 A+M	252	3.342
Bugrider 200	 199	 4	 1	 -	 A+M	272	4.404
X-Fire 300	 244	 4	 1	 -	 A+M	228	4.443
Bugrider 250 R	 249	 4	 1	 -	 A+M	324	6.219
Bugracer 500	 460	 4	 1	 -	 A+M	398	10.699
Bugracer 500i SPR	 460	 4	 1	 -	 A+M	398	11.370
POLARIS
Masac, Comércio e Importação deVeículos, SA
Telf.: 231 410 750 Email.: masac@masac.pt
Ranger EV	 -	 -	 -	 -	 Aut.	 761	18.300
Ranger RZR 170	 -	 4	 1	 -	 Aut.	 227	5.075
Ranger RZR S	 -	 -	 -	 -	 -	 -	16.000
Sportsman 850 XP	 -	 -	 -	 -	 -	 -	12.000
Hawkeye 2X4	 299	 4	 1	 -	 A+M	236	5.625
Trail Blazer 330	 329	 4	 1	 -	 A+M	 -	5.990
Outlaw 450	 449	 4	 1	 -	 5+M	 -	9.225
Ranger 400	 455	 4	 1	 -	 Aut.	 476	12.700
Ranger 400	 455	 4	 1	 -	 Aut.	 476	10.500
Ranger 500 EFI 4X4	 499	 4	 1	 -	 A+M	539	12.000
Scrambler 500	 499	 4	 1	 -	 A+M	254	8.750
Sportsman 500 F.I.	 499	 4	 1	 -	 Aut.	 316	8.750
Sportsman T. 500 EFI	 499	 4	 1	 -	 A+M	 -	9.990
Outlaw 525 IRS	 510	 4	 1	 -	 5+M	 -	9.725
Outlaw 525 S	 510	 4	 1	 -	 5+M	 179	9.225
Ranger 800 XP EPS	 760	 4	 2	 -	 Aut.	 561	17.175
Ranger RZR 4	 760	 4	 2	 -	 Aut.	 429	18.700
Ranger RZR-S EPS	 760	 4	 2	 -	 Aut.	 454	19.725
Sportsman 800 EFI	 760	 4	 2	 -	 A+M	347	8.990
Sportsman800Touring	 760	4	 2	 -	 Aut.	316	12.000
Sportsman 800 X2 Dlx.	760	 4	 2	 -	 A+M	396	12.000
Ranger RZR	 800	 4	 -	 -	 Aut.	 430	14.000
Sportsman 850 F.I.	 850	 4	 2	 -	 -	 362	13.500
Sportsman850Touring	 850	4	2	 -	 -	 362	13.990
Sportsman 850 XP	 850	 4	 2	 -	 -	 -	12.000
Sportsman850XPEPS	 850	4	2	 -	 -	 -	12.500
SMC
Jovimoto
Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt
Mini Ram	 49	 2	 1	 -	 Aut.	 58	995
US 50	 49	 2	 1	 4.25	 Aut.	 140	1.997
RAM 250	 249	 4	 2	 19.9	 5+M	 180	3.595
Captain 300	 270	 4	 2	 20.4	 5+M	 197	3.995
Ram 300	 270	 4	 2	 20.4	 5+M	 197	4.585
Jumbo 302	 288	 4	 1	 20	 A+M	262	4.995
Ram 300 CVT	 288	 4	 1	 20.1	 A+M	202	4.395
RAM 520 RR	 499	 4	 1	 50	 5+M	 198	6.995
Ram 520 RR SM	 499	 4	 1	 50	 5+M	 198	7.495
J-Max 700 4x4	 675	 4	 1	 49	 A+M	320	8.450
J-Max 700 L 4x4	 675	 4	 1	 49	 A+M	344	9.215
SUZUKI
Veículos Casal, SA
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QuadSport Z400	 398	 4	 1	 -	 5+M	 169	7.623
KingQuad 500 Auto	 493	 4	 1	 -	 A+M	 -	10.113
KingQuad 750 4x4	 722	 4	 1	 -	 A+M	 -	11.374
SYM
Red Moto, SA
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Quadlander 300 S	 300	 4	 1	 -	 A+M	200	4.691
YAMAHA
Yamaha Motor Portugal, LDA
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Grizzly 350 2WD	 348	 4	 1	 -	 -	 -	6.250
Grizzly 350 4WD	 348	 4	 1	 -	 A+M	243	7.645
YFM 350 R	 349	 4	 1	 -	 6+M	 170	6.350
Grizzly 450 eps	 421	 4	 1	 -	 -	 -	9.500
Grizzly 450 eps Camo	 421	 4	 1	 -	 -	 -	9.700
Grizzly 450 SE	 421	 4	 1	 -	 -	 -	10.000
YFZ 450 R	 439	 4	 1	 -	 5	 159	10.345
YFZ 450 SE	 439	 4	 1	 -	 5	 159	10.845
Grizzly 550	 548	 4	 1	 -	 -	 -	8.250
Grizzly 550 EPS	 558	 4	 1	 -	 -	 -	10.250
Grizzly550EPSCamo	558	4	1	 -	 -	 -	10.550
Grizzly 700	 686	 4	 1	 -	 A+M	274	11.995
Grizzly 700 Camo	 686	 4	 1	 -	 A+M	 -	12.295
Grizzly 700 SE	 686	 4	 1	 -	 -	 -	12.595
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TEMPO D
VIAGENS EM
VIAGEM
Médio Oriente
72 03/2015
DE PAZ
Uma viagem inesquecível,
por regiões que, hoje em
dia, a guerra interditou
aos viajantes, mas que,
mesmo assim, não deixou
de proporcionar alguns
momentos mais
complicados de gerir.
Texto e fotos: Luís Lourenço
E
stava em Istambul a visitar a
cidade, no âmbito de um
levantamento para uma
futura viagem comercial para
a MotoXplorers, quando me
encontrei com oVítor Borges,
que fazia na altura uma grande viagem que
pretendia ligar o ponto mais a norte de África,
o Cabo Angela naTunísia, ao ponto mais a
norte da Europa, o Cabo Norte na Noruega. Já
tínhamos combinado encontrar-nos quando
os nossos itinerários se cruzassem, e não
podia haver melhor sítio para nos juntarmos
do que a mágica Istambul.
Visitámos Istambul e rapidamente
concordámos em seguir viagem juntos para
a Síria, juntamente com o Rafael e o Telmo
que acompanhavam o Vítor nesta etapa do
seu projeto de seis meses. No caminho para
sul estava a admirável Capadócia, Património
da Humanidade, que visitámos
detalhadamente, desde o Lago Tuz, um
enorme lago salgado que delimita a região a
oeste, até às incríveis cidades subterrâneas
de Kaimakly e Derinkuyu . Centrados na zona
mais turística em Goreme, visitámos os
museus ao ar livre com cidades escavadas na
rocha, ruínas de igrejas que conservam
magníficos frescos, e ainda arriscámos algum
todo-o-terreno por paisagens fabulosas, com
formações geológicas de uma beleza que
nos transporta a outra dimensão. Só
falhámos o famoso passeio de balão, as
condições climatéricas não o permitiram.
SÍRIA Hoje é praticamente impossível
entrar na Síria, e mesmo antes da guerra civil
não era nada fácil. Os agentes fronteiriços não
estão de todo habituados a cidadãos de outras
paragens que não falem árabe. Os formulários
de entrada estavam, claro, em árabe. Quando
lhes fiz perceber que nunca conseguiria
preenchê-lo deram-me outro, em turco…
Anossa primeira paragem foi em Aleppo, a
segunda cidade síria, hoje das principais
mártires da fratricida guerra civil. Fomos tão
bem recebidos em Aleppo que é muito difícil
assistir agora ao drama com dezenas de
milhares de mortos, muito possivelmente
alguns com quem tivemos a felicidade de
www.motociclismo. pt 73
partilhar momentos de alegre convívio.
Lembro-me bem de, à saída de Aleppo,
termos decidido parar numas das avenidas
centrais para beber um dos saborosos sumos
de frutas que são comuns na cidade, e termos
dezenas de pessoas que paravam a sua rotina
de vida para seguirem os nossos gestos,
observarem as nossas motos e nos saudarem
com genuína amabilidade.
Acidadela de Aleppo, classificada pela
Unesco como património da humanidade, era
uma das principais atrações da cidade, uma
fortificação com raízes milenares e consolidada
no tempo dos cruzados que dominaram a
região há mais de 1500 anos.Visitámo-la com
muita admiração e atenção. Hoje, sabe-se que
estará em parte destruída.
Homs e Damasco, outras duas cidades
tremendamente afetadas pela Guerra Civil,
estavam na nossa rota, mas só visitámos
Damasco e também não fomos ao Líbano,
deixámos a visita para quando regressássemos
àTurquia. Em Damasco também não nos
detivemos muito, para além de visitar as
poucas atrações da cidade, ruínas, jardins e
mesquitas, e explorar a boa gastronomia
regional, basicamente o que por cá
conhecemos como comida libanesa.
UMM QAYS O nosso próximo ponto de
visita obrigatória eram as antigas ruínas de
Gadara, perto de Umm Qays, no canto
noroeste da Jordânia. Para quem iria visitar
Petra as ruínas não impressionavam, mas a
situação da cidade, elevada e com vista para
os Montes Golan e Mar da Galileia, não só
nos proporcionava uma paisagem
espetacular como também nos transportava
para sítios de que ouvimos falar durante toda
a vida e sempre quisemos ver com os nossos
olhos. Saindo da cidade em direção ao
vértice da fronteira, encontrámos um posto
militar, ou melhor, uma pequena trincheira
com um único soldado, que nos recebeu
com o entusiasmo de quem não deve ter
ninguém com quem falar durante muito
tempo. Falou-nos da ocupação por Israel dos
Montes Golan e das provocações militares.
Só não gostou de eu ter tirado uma foto sem
pedir autorização… mea culpa.
MAR MORTO De Umm Qays seguimos
para o Mar Morto, sempre junto ao rio Jordão,
que coincide com a fronteira da Jordânia com
Israel, uma estrada com curvas e paisagens
agradáveis mas sempre com grande tensão nas
vilas que atravessávamos, muitos militares,
Entrar na Síria, hoje
praticamente impossível, já
então não era tarefa fácil
74 03/2015
VIAGEM
Médio Oriente
No Mar Morto, montámos as
tendas e assim dormimos... 300
metros abaixo do nível do mar
A rota para sul, desde
Istambul até à Síria,
levou-nos pela
fabulosa Capadócia,
Património da
Humanidade, que
visitámos
detalhadamente
muitos controlos, e uma população que parecia
sempre assustada mas que não nos regateava
um cumprimento e um sorriso.
Já a chegar ao Mar Morto tentámos ir ao
local assinalado como sendo o do batismo
de Jesus, mas as formalidades de segurança
e o tempo que demorava eram de tal ordem
que desistimos. Fomos procurar alojamento,
só que a margem jordana do Mar Morto só
tem empreendimentos de luxo, com preços
proibitivos e nada negociáveis. Montámos
as tendas numa praia de calhau e assim
dormimos a 300 metros abaixo do nível do
mar! No dia seguinte claro que fomos banhar-
nos num dos mares com maior concentração
de sal, e é incrível a impulsão da água que nos
permite recostar como se estivéssemos numa
poltrona! Realmente, nem parece muito difícil
caminhar sobre as águas do Mar Morto…
www.motociclismo. pt 75
PETRA Do Mar Morto para Petra
percorremos uma região montanhosa de
grande beleza, por estradas secundárias de
bom alcatrão mas com muitas pistas que
serpenteavam as montanhas e que apetecia
explorar. Mas o todo-o-terreno estava
reservado para a viagem de volta, agora o
objetivo era Wadi Musa, de onde
partiríamos à descoberta de Petra e das suas
incomparáveis ruínas. 	
Wadi Musa, ponto de partida para o acesso
a Petra, é uma vila altamente turística com
alojamentoscarosevendedoresdetudoemais
alguma coisa. Mas a envolvente não deixa de
ter o seu encanto, sobretudo porque, quando
chegámos, a luminosidade do entardecer
refletia-se nas montanhas e projetava cores
quentes em todas as direções.
Petra só podia ser uma das Sete Maravilhas
do Mundo. Como se pode descrever o Paraíso?
As ruínas espalham-se por vários quilómetros.
As motos ficaram no estacionamento e ainda
há um longo caminho até começar a
estreitíssima garganta que Indiana Jones
tornou famosa. Além de estreita, a garganta
tem paredes muito altas e vai serpenteando
em curvas que parecem nunca mais acabar. Já
sabia, claro, que quando acabasse teria à minha
frente a fachada mais famosa de Petra, mas não
tem explicação o espanto e a emoção quando,
numa última curva, por uma fresta,
descobrimos oTesouro!
A entrada de Petra é brutal, mas o
encantamento é contínuo nos desfiladeiros
que acompanham leitos de rios por vários
quilómetros sempre com ruínas de enorme
beleza. Petra é enorme! Não é fácil percorrer
toda a sua extensão e visitar as inúmeras
construções, todas elas de grandes dimensões,
como se feitas para gigantes.
Dizem-me que muitos visitantes não
sobem a escarpada colina que na outra
ponta de Petra dá acesso ao Mosteiro. A
subida é exigente mas as construções são
em contínuo, é como um arranha-céus
arqueológico, pode-se sempre descansar a
admirar um novo templo.
Quem vai a Petra e não visita o Mosteiro, é
como se lá não tivesse estado. OTesouro é mais
conhecido, mas o facto de estar numa garganta
limita muito a perceção do monumento. O
Mosteiro tem um largo adro e em frente mais
uma colina onde instalaram uma tenda típica
da região. Dali, sentados nas almofadas a beber
um chá, conversámos longamente com o
anfitrião enquanto admirávamos a privilegiada
perspetiva do extraordinário Mosteiro.
Mas Petra não se descreve, tem de se sentir.
Petra, na Jordânia. A entrada é brutal, mas
o encantamento é contínuo nos
desfiladeiros que acompanham leitos de
rios por vários quilómetros, sempre com
ruínas de grande beleza
76 03/2015
VIAGEM
Médio Oriente
AQABA Na volta já vamos falar do
Lawrence da Arábia, por agora eu e oVítor
vamos de Petra a Aqaba, porque queremos ir
ao Cairo ver as Pirâmides. OTelmo e o Rafael
despedem-se de nós e vão percorrer Israel de
moto.Também gostava… talvez na volta.
Apanhámos o ferry em Aqaba para
atravessarmos o Golfo de Aqaba no Mar
Vermelho até Nuweiba, no Egito. A ideia é
fazermos toda a península do Sinai, passarmos
o canal do Suez e irmos ao Cairo“picar”as
Pirâmides. O ferry está apinhado de gente e
tem pouca ventilação, ainda por cima fala-se de
uma epidemia qualquer, nem me lembro bem
qual… Depois de várias horas a navegar sinto
um grande alívio de poder deixar o ambiente
pesado que se respira no barco. Mas as
fronteiras egípcias fizeram jus à sua terrível
fama e demoraram várias horas para permitir a
saída dos passageiros, enquanto montavam
um qualquer controlo sanitário. Alguns
passageiros quase a desmaiar tinham de ser
arrastados para as poucas janelas apinhadas.
Conseguimos ludibriar o controlo sanitário
que tinha centenas de pessoas nas filas, mas já
não tive a mesma sorte quando tentei
convencer o funcionário da alfândega a entrar
no país sem ter o carnetdevoyagepara a KTM.
Eu sabia que o Egito era complicado para
negociar a entrada de veículos nestas
condições, fiei-me em que poderiam facilitar
por ser uma moto e nalguma experiência de
negociação em situações parecidas, mas o
baksheesh só desceu até aos 6000 dólares,
imagine-se! Com a promessa de que me
devolveriam 5000 quando saísse a fronteira!
Pois… estava-se mesmo a ver.
EGITO Enquanto oVítor, munido do seu
carnetdevoyage,instalava a sua nova matrícula
com carateres árabes, eu organizava as minhas
coisas para não deixar nada de valor na moto
enquanto esta ficava à guarda da alfândega e
eu ia para um resort no MarVermelho fazer
mergulho e esperar que oVítor fosse tirar a foto
às Pirâmides.
Já noite avançada, conseguimos ainda
comer num restaurante e arranjar um quarto
na pensão do primeiro andar. Quando nos
fomos deitar íamos vomitando a pensar que a
imundície dos aposentos não deveria ser muito
diferente da cozinha do rés-do-chão… O pior
sítio onde fiquei em toda a minha vida, e já
fiquei nalguns bem maus, ainda por cima o
interior da tenda que me serve nestas situações
de mosquiteiro (aranheiro e barateiro também)
tinha ficado com a moto, portanto ia dormir
com várias companhias na cama, era certinho.
Foi preciso estar muito cansado para não ir
procurar outro sítio. No dia seguinte ainda fui
de boleia com oVítor ver os resorts junto à
praia, alguns bem modernos e acolhedores
mas todos caríssimos. Depois de uma bebida
numa esplanada junto ao mar, oVítor seguiu
viagem e eu fui à Alfândega buscar o
mosquiteiro, sabia-se lá se não teria de passar
por alguma situação parecida com a da noite
anterior. Foi nessa altura que conheci o Matt,
um americano que trabalhava como jornalista
freelancerno Iraque e que se tornaria numa
personagem decisiva nos episódios desta
viagem-equehojeétambémumreconhecido
realizador de documentários sobre a situação
no Médio Oriente e um comentador muito
solicitado para as televisões americanas,
sobretudo devido à sua amizade íntima com
James Foley, barbaramente decapitado pelo
Estado Islâmico há pouco tempo.
OMatt viajava numa Kawasaki KLR 650 e
estava com um problema, tinha tido um
acidente com um táxi e a tampa da
embraiagem estava partida e a perder muito
óleo. Já não fui à moto buscar o mosquiteiro
mas sim a cola de alumínio, fomos beber e
conversar enquanto a cola secava, e eu fiquei
facilmente convencido a deixar os resortsde
luxo egípcios para outra oportunidade e
Turquia, Síria, Jordânia,
Egito, Israel, Iraque... uma
viagem hoje impraticável
www.motociclismo. pt 77
acompanhar o Matt num projeto que ele tinha
de atravessar o deserto deWadi Rum a salto, ou
seja, sem ser nos jipes oficiais deWadi Rum mas
mesmo nas nossas motos! Entre mergulhar nos
corais do MarVermelho ou atravessar um
deserto, a escolha para mim foi fácil!
Nesse mesmo fim de dia apanhámos o
ferry de volta para Aqaba, não sem eu
primeiro ter de pagar o baksheesh para me
libertarem a moto da alfândega sem ter de
passar lá três dias…
Àentrada na Jordânia comecei a ter uma
ideia do que é acompanhar um americano por
aquelas bandas… Interrogados em separado
durante horas, sempre com grande educação
dos funcionários alfandegários, mas
insistentementeaperguntarporqueestávamos
a viajar com um grupo de israelitas ortodoxos!
Que realmente vimos no barco, e até nos
admirámos de viajarem assim tão à-vontade e
tão caracterizados entre dois países
renhidamente islâmicos... Não foi fácil, mas lá os
convencemos que nós só queríamos era andar
de moto no deserto do Lawrence da Arábia!
Ao lado, o primeiro vislumbre da fachada mais
conhecida de Petra e, acima, uma placa de
direções numa importante encruzilhada de
destinos na Jordânia
78 03/2015
VIAGEM
Médio Oriente
WADI RUM Acampámos na praia e
fomos logo de manhã procurar entrada no
famoso deserto, que se espalha por umas
centenas de quilómetros para norte e leste de
Aqaba, pela Jordânia e Arábia Saudita.Várias
tentativas e todas sem sucesso - do lado
jordano está tudo cercado com muros, rede e
arame farpado, parece a muralha da China.
Onde há entradas estão militares a
impedirem-nos a invasão…Vamos ter mesmo
de percorrer mais de 200 km para norte para a
única entrada pública paraWadi Rum, e se
quisermos ver os sítios onde o Lawrence lutou
ao lado dos árabes contra os otomanos vamos
ter de ir de jipe e pagar uma fortuna!
Chegámos já de noite à entrada deWadi
Rum e conseguimos estender os sacos cama
num cantinho de um restaurante doYahia, um
árabe simpático e muito culto, que se queixava
da vida num inglês que me parecia mais
perfeito que o do próprio Matt…
Íamos com ideia de almoçar no complexo
de entrada deWadi Rum, mas os preços eram
tão exorbitantes que resolvemos petiscar do
que tínhamos. Arrancámos para o portão
principal e procurávamos o sítio certo para
estacionar as motos e comprar os bilhetes
para a visita no jipe. Avançámos e, quando
demos por nós, tínhamos passado por todos
os controlos sem ninguém reparar e
rolávamos nas pistas deWadi Rum, entrando
pela porta principal, nós que tanto
procurámos a entrada dos fundos!
Uma aventura indescritível! Rolámos
centenas de quilómetros de areia num dos
cenários mais belos do Universo.Wadi Rum é
um deserto mas as esculturas rochosas
multicoloridas que são a sua característica
sucedem-se até ao infinito. Não tendo passado
na receção, não levávamos o guia que nos
indicaria os sítios históricos das campanhas de
Lawrence da Arábia porWadi Rum, mas
mesmo assim ainda encontrámos,
aleatoriamente, algumas referências
explicativas dos acontecimentos.
Acampámos, piquenicámos, andávamos
aos ziguezagues para prolongar aqueles
maravilhosos trilhos. Só nos cruzámos uma vez
com dois jipes. Eram guardas do Parque e o
Matt estava apreensivo. Eu só lhe disse: estás
preocupado com quê? Que nos mandem para
cima? Melhor, curtimos estas pistas todas outra
vez. Os guardas só queriam saber de onde
vínhamos e para onde íamos. Não queriam
acreditar que tivéssemos feito todos aqueles
quilómetros de areia com as motos! Entre
admirados e desconfiados foram à vida deles, e
nós à nossa, sempre para sul na direção do mar
Vermelho e de Aqaba. Devia ser da embriaguez
das paisagens, em vez de irmos na direção de
Aqaba entrámos pela Arábia Saudita, o que não
é muito aconselhável. Quando o controlo
militar se identificou como saudita pensei que
íamos ter problemas. E quando o chefe dos
militares me pediu o meu GPS, fiquei entre a
preocupação de ficar sem GPS e o alívio do
podiaserpior.“Como é que eu sei as
coordenadas deste ponto?”, perguntou-me.
Apressei-me a dá-las, com uma breve
explicação sobre o formato, que foi
nitidamente escusada…“Então agora não se
percam outra vez que outra brigada não vos vai
tratar assim…”Uff, até trouxe o GPS! A saída de
Wadi Rum também foi interessante. Claro que
não conseguimos sair sem ser por um portão
O deserto de Wadi Rum,
uma aventura dentro
da aventura
www.motociclismo. pt 79
com guarda militar. Ficaram a olhar para nós
sem saber bem o que fazer, até que abriram o
portão e nós agradecemos! Só parámos para
meter gasolina e para dormir outra vez no
restaurante doYahia.
RESERVA NATURAL DE DANA O Matt é
um fanático do todo-o-terreno (o que mais
tarde nos haveria de ser quase fatal), e,
enquanto esperávamos o regresso doVítor do
Cairo, fomos para a Reserva Natural de Dana
explorar pistas que oYahia nos tinha
recomendado. OVítor entretanto chegou e
andámos todos a visitar a Reserva por
caminhos de cabras, o que se para a KLR era
fácil, para a KTM Adventure nem por isso, e
muito menos para a BMW GS doVítor.
JERUSALÉM Tínhamos, como é óbvio,
de visitar a capital da Jordãnia, mas Amã
não nos entusiasmou e eu e o Vítor fomos
de moto até à fronteira com a Cisjordânia
para visitarmos Israel. O Matt ficou em Amã
a tratar do processamento dos vídeos que
estava quase permanentemente a registar
na sua action camera profissional.
As motos tiveram de ficar num
estacionamento desta fronteira com a
Cisjordânia (controlada por militares israelitas,
está bem de ver). Aqui não passam veículos, só
pessoas, que têm de apanhar um autocarro
para Belém, Ramalah ou Jerusalém.
Impressiona a quantidade de palestinianos que
vão buscar água à Jordânia e a maneira como
são tratados na fronteira, como se fossem
guerrilheiros, mas, coitados, a maioria são
velhos e crianças que vão obedecendo sem um
lamento. Nós obedecemos também, estamos a
passar naquela fronteira e temos direito ao
mesmo tratamento. A militar que me calhou no
interrogatório, uma rapariga muito nova, faz-
me perguntas em rajada e intercala
repetidamente uma mesma questão: Porque
viaja com uma pessoa muito mais nova?
Respondo uma, duas, três vezes: Porque somos
amigos. À quarta vez respondo de outra
maneira, arriscada… Mas o que é que isso tem
a ver?Você é muito mais nova que o meu
amigo e eu viajava consigo sem problema
nenhum.Vá lá, entre uma cara de pau inicial e
um sorriso escondido, acabou por correr bem,
mandou-me para a fila da camioneta. OVítor é
que só chegou duas horas depois.Tanto
tempo? O que te aconteceu? Responde-me:
“Nada, estive fechado este tempo todo numa
sala mas ninguém me perguntou nada!”
Imagino que, durante esse tempo, alguém nos
estivesse a observar para tentar detetar algum
sinal de nervosismo ou menor à-vontade.
Jerusalém, já se sabe, é uma cidade
realmente única. Não vale a pena falar muito
sobre os seus quatro quarteirões cada um
com a sua cultura e religião, ou sobre os
contrastes quando passeamos no mercado e
mudamos do quarteirão muçulmano para o
cristão ortodoxo, mas talvez valha a pena falar
no Muro das Lamentações, a que qualquer
pessoa tem acesso, não é preciso ser judeu.
No mesmo muro há duas zonas, uma muito
grande e outra muito pequena. Julguei que a
pequena era para turistas e a grande para
judeus ortodoxos de chapéu e trancinhas…
Mas não, a pequena era para mulheres, só
reparei quando correram comigo!
Já que estamos em Israel, conto-vos que o
Telmo e o Rafael percorreram o país todo de
moto. Na fronteira da Jordânia com a Síria
descobriram que, tendo estado em Israel, não
poderiam entrar na Síria! E estavam cercados:
não podem entrar no Egito e, mesmo que
pudessem, a Líbia tem as fronteiras fechadas,
Israel tem todas as saídas por mar interditas por
razões de segurança. Da Jordânia para o Iraque
ou Arábia Saudita também não se passa! Estão
80 03/2015
VIAGEM
Médio Oriente
bloqueados! Como são militares
conseguiram uma grande cunha para irem
com as motos num barco de Israel para
Chipre, senão tinham de sair de avião e
deixar as motos por lá.
EM BUSCA DOS CASTELOS De
regresso a Amã continuámos a viagem
para Norte. Para nós não foi difícil entrar
na Síria. Avisados da irredutibilidade nas
fronteiras sírias pedimos explicitamente às
autoridades israelitas para não nos
carimbarem o passaporte, tínhamos os
carimbos de entrada e saída numa folha
individual que destruímos antes de passar
a fronteira com a Síria. E depois de
passarmos a fronteira resolvemos
inventar. Comprámos um mapa
georreferenciado que tinha inúmeras
indicações de castelos no deserto da Síria.
Então, em vez da estrada magnífica que
nos levaria de volta àTurquia, seguimos
por azimute para os pouco fiáveis pontos
dos castelos no GPS, por terras hoje
ocupadas pelo Estado Islâmico. Só
encontrámos um e porque nos levaram lá,
depois o problema foi o dinheiro que
pediram pelo acompanhamento, 100
dólares! Levaram 10, dormimos no castelo
a pensar se vinham mais a meio da noite
levar os 90 dólares que não pagámos,
com juros… Se fosse hoje…
A ENTRADA NO IRAQUE…
TENTATIVA E ERRO O Matt tem duas
características muito marcantes, adora
fazer todo-o-terreno e manda-se sem
medos para as situações mais arriscadas.
Para quem anda a filmar no Iraque, se
calhar não é de estranhar.
Convenceu-nos a ir visitar o Iraque. Só
íamos à zona curda para não corrermos
grandes riscos. É seguro? Se sim, então
vamos a isso. AoVítor dava-lhe jeito para
compensar a falha de não ter podido
entrar na Líbia, o Iraque seria uma boa
compensação! O Matt achava um
desperdício ir entrar naTurquia quando o
Iraque estava ali mesmo ao lado. Como
fala árabe perguntou onde se podia passar
diretamente para o Iraque. Lá lhes
indicaram uma estrada onde
supostamente poderíamos passar. Pois o
resultado foi ficarmos detidos num
controlo militar junto à fronteira, até vir um
graduado dar-nos um raspanete e
Matt, o jornalista
freelancer americano
que viajava com uma
Kawasaki KLR 650,
passou a ser nosso
companheiro de
viagem,
desencaminhando-nos
para aventuras em
fora de estrada mais
ousadas, sendo que
uma ou outra ia
acabando mal...
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mandar-nos de volta!
Tivemos de passar pelaTurquia e entrar no
Iraque em Zakho. Dezenas de quilómetros de
filas para passar a fronteira, sobretudo táxis e
camiões. Pudera, o preço da gasolina está a 2€
naTurquia e a 25 cêntimos no Iraque. As
gasolineiras parecem restaurantes de luxo!
No primeiro dia fomos acampar para as
montanhas. Embora não me parecesse muito
boa ideia acamparmos isolados num país em
guerra, tinha de aceitar as decisões da maioria,
um repórter de guerra e outro militar de
carreira que tinha estado em cenários como a
Bósnia e o Afeganistão… não ia ser fácil
convencê-los a controlar o risco, tudo para eles
era normal.Tão normal que o Matt e a sua
paixão pelo todo-o-terreno quase nos levou a
uma tragédia.
OMatt resolveu explorar a região norte de
Mosul e a oeste da barragem no rioTigre.
Quando regressámos à estrada fizemo-lo, sem
saber, dentro duma zona rigorosamente
controlada pelo exército iraquiano, tinham
ordens para abater quem viesse de sul, a
estrada dava acesso direto a Mosul e quem de
lá viesse não seria por boas razões. Não passava
pela cabeça dos militares que inofensivos
turistas poderiam aceder a essa estrada por
todo-o-terreno e viajar pacificamente para
norte. Eu vinha à frente a tentar guiar-nos pelo
GPS para Lalish. Quando nos aproximámos do
posto de controlo fomos recebidos à bala. Eu
de mãos no ar a tremer em cima da moto e os
militares a gritarem como loucos. Não percebia
o que queriam que fizesse, não sabia se havia
de me aproximar ou não. Na dúvida, deixei-me
estar de mãos bem no ar enquanto vários
militares se aproximavam devagar. Mandaram-
nos deitar no chão e rebentaram os fechos das
nossas malas para verificarem o que trazíamos.
Quando viram que não tínhamos explosivos
deram-nos o maior raspanete das nossas vidas:
Vocês têm ideia do perigo que correram? Não
disparámos a matar nem sabemos bem
porquê. Quem vem de onde vocês vieram é
para abater, são as ordens que temos!
Explicaram-nos então já dentro da guarita e
com mais calma que esperavam um ataque
dos árabes sunitas a partir de Mosul, e uma
das hipóteses que os serviços de informações
tinham avançado era o ataque ser feito com
motos. Com o imenso volume de bagagem
que trazíamos, percebe-se facilmente a
infinita sorte que tivemos.
YAZIDIS O Matt queria-nos mostrar os
Yazidis, e contou-nos uma história das que
impressionam. OsYazidis professam uma
religião pré-cristã que tem um ódio absoluto
ao islamismo, e que é recíproco. As recentes
notícias de yazidis massacrados e enterrados
vivos pelo Estado Islâmico são só mais um
episódio. Matt refere um episódio chocante
ocorrido em 2007 e que foi viral noYoutube,
uma jovem que foi apedrejada até à morte
por yazidis em fúria, por ter querido
converter-se ao Islão para casar com um
muçulmano. Os sunitas não foram brandos
na resposta, atacaram duas cidades curdas,
matando centenas de pessoas com a
explosão de dois camiões.
Foi no conhecimento destes episódios
82 03/2015
VIAGEM
Médio Oriente
Muçulmanos, Yazidis,
judeus ou a
encruzilhada de
religiões que é
Jerusalém, as
diferenças religiosas
na base de tantos
conflitos na região
Istambul
Göreme
Aleppo
Damasco
Aqaba
Nuweibaa
Petra
Jerusalem
Palmyra
Zakho
Erbil
Amã
que fomos visitar o SantuárioYazidi de Lalish,
defendido por um autêntico exército. Fomos
muito bem recebidos, dois jovens mostraram-
nos com pormenor o Santuário, que na
realidade é uma autêntica cidade com
templos, habitações e zonas de lazer. As
raparigasYazidis arranjam-se com muito
cuidado e são bastante sedutoras, embora
para os nãoYazidis isso sirva de pouco, as
tentativas de casamentos fora da comunidade
acabam como descrevemos atrás.
Uma das edificações do Santuário tinha
uma sala com um obituário, a fotografia e a
data de falecimento dos cidadãosYazidis. Uma
data repetia-se inúmeras vezes, 14 de Agosto
de 2007. Fazendo o ar mais inocente que me
era possível perguntei porquê. Responderam
que tinha sido um ataque bombista dos
sunitas, mas não referiram a lapidação que
motivou a carnificina. Foi muito estranho
termos tido um relacionamento amistoso com
quem possivelmente participou no homicídio
à pedrada de uma jovem só porque se
apaixonou…
ERBIL ATÉ QUASE A MOSUL O Matt
iria ficar na sua base em Erbil, a capital da
região. Visitámos a cidade, que mostra a
confusão gerada numa cidade muito rica
(exporta cerca de 80% do crude iraquiano)
mas ameaçada pela guerra. Nota-se isso
nas pessoas e nas lojas recheadas de
material militar. A receção calorosa e a
hospitalidade dos iraquianos foi incrível,
diziam-nos que ninguém os visitava, era
uma honra receber-nos. Num restaurante o
dono ofereceu-nos o jantar, dizia para não
nos preocuparmos que teria poucas
oportunidades de o repetir…
Despedimo-nos do Matt com emoção e
fomos por nossa conta pela estrada que vai
para Mosul. As indicações eram claras, uns
40 km antes de Mosul teríamos de tomar
uma estrada à direita que nos levaria à
fronteira com a Turquia. Mosul sempre
esteve sob controlo dos sunitas radicais, era,
juntamente com Bagdad, a cidade mais
perigosa do Iraque. A estrada parecia mais
uma pista de motocross com bocados de
alcatrão e, talvez por isso, até chegarmos a
uma placa a dizer Mosul a 30 km não vimos
nada que se parecesse com uma estrada
onde pudéssemos cortar. Passámos por
alguns militares que nos olhavam de boca
aberta mas, como não nos diziam nada,
seguimos até passarmos a placa que dizia
Mosul a 20 km.
A estrada passou a estar deserta, e nós
bastante assustados. Mesmo assim ainda
avançámos e estávamos a 10 km da
entrada de Mosul quando nos mandaram
parar num controlo. A situação foi parecida
com o controlo onde íamos sendo
alvejados, desconfiaram que não podíamos
andar ali por acaso, revistaram-nos até ao
último pormenor, estivemos horas a ser
interrogados por vários militares com
patentes crescentes e só com uma
autorização superior nos autorizaram a sair
do posto de controlo e tomar uma estrada
que ali mesmo se desviava de Mosul. Daí
até à Turquia foi só rolar sem mais
incidentes.
Itinerário
www.motociclismo. pt 83
84 03/2015
Yamaha Factory Racing 2015
reportagem
Q
uanto é que a Yamaha acredita na nova YZF-R1
para alcançar títulos em 2015? A julgar pela
apresentação que a marca de Iwata organizou
no quartel-general da Yamaha Racing em Gerno
di Lesmo, Itália, sede da equipa de MotoGP Movistar Yamaha, a
confiança na nova superdesportiva é total! Mas já falaremos sobre
esses títulos mais à frente.
De facto, a Yamaha Factory Racing convidou-nos para
estar presente na estreia daquela que é a nova organização
da sua estrutura desportiva. Para 2015 a Yamaha reestruturou
profundamente o seu departamento de competição e temos agora
uma infraestrutura totalmente focada num só sentido, títulos, e cuja
voz de comando está precisamente localizada em Gerno di Lesmo.
Será a partir desteas instalações que a Yamaha Factory Racing irá
comandar as suas tropas nos campeonatos em pistas de asfalto e
terra, e todos respondem a uma só voz de comando, resultando
numa maior eficácia em termos práticos.
Baseando as suas atividades em três pilares – coração
(capacidade de criar emoções), tecnologia e paixão pela
competição -, todas as equipas suportadas oficialmente pela fábrica
japonesa estarão sob o olhar atento dos responsáveis máximos de
COMPETIR
VIDEO
CLIQUE AQUI
www.motociclismo. pt 85
cada departamento dentro da Yamaha Factory Racing: Andrea
Dosoli será o diretor das competições no asfalto e está a trabalhar
no regresso da YZF-R1 ao Mundial de Superbike em 2016. Erik
Eggens é promovido a diretor do departamento de Motocross
de competição, enquanto para as operações no Enduro e Ralis foi
escolhido Alexandre Kowalski. A otimização da infraestrutura de
competição da Yamaha chega mesmo ao ponto de organizar as
ações promocionais com interação entre as várias equipas oficiais.
Não só criam maior ligação entre as equipas, como maximizam a
filosofia“Kendo”, criando e partilhando emoções e sentimentos
através dos seus produtos.
Texto: Bruno Gomes Fotos: marca
2015 marca um ano de viragem na
competição da Yamaha. Fomos até ao
quartel-general da Yamaha Factory Racing
para conhecer o novo programa
desportivo da marca de Iwata.
O experiente dirigente italiano está
de regresso à Yamaha, assumindo
o papel de Diretor de Projeto“Road
Racing”. Dosoli acumula também o
cargoderesponsávelpelorecémcriado
departamentodeRacingRDdamarcana
Alemanha, que visa evoluir a nova YZF-R1 para
que esteja pronta a atacar o título do Mundial de
Superbike em 2016! Este ano a R1 deverá participar
como“wild-card”nalgumas provas do Mundial SBK.
Andrea Dosoli
VIDEO
CLIQUE AQUI
86 03/2015
REPORTAGEM
Yamaha Factory Racing 2015
YZF-R1: à caça
dos títulos
MXGPeMundialdeEnduro
C
omo referimos no início, é na superdesportiva YZF-R1
que a Yamaha deposita as maiores esperanças de um
domínio absoluto na competição. Ao todo serão cinco
equipas a utilizar versões da R1, em quatro campeonatos diferentes de
Velocidade: Britânico de Superbike (BSB), Alemão de Superbike (IDM),
Taça FIM de Superstock 1000 e ainda Mundial de Resistência. A equipa
técnica liderada por Andrea Dosoli começou a trabalhar na versão
de competição da R1 em finais de outubro de 2014. As alterações à
versão base da moto japonesa são diferentes para corresponder aos
regulamentos de cada competição, mas no total Dosoli apontou nada
menos do que 13 modificações nesta“race version”, incluindo, entre
outras, depósito de combustível com 24 litros, subquadro traseiro,
BSB
Superstock 1000
IDM
E
m Gerno di Lesmo marcaram
também presença as equipas
oficiais de todo-o-terreno,
um projeto em reconstrução e que quer
reconquistar o fulgor que a Yamaha perdeu
nos últimos anos. A este nível o grande
destaque vai para a aposta na luta pelo
título da categoria MXGP, a principal do
Motocross mundial, onde a equipa Yamaha
Factory Racing Yamalube, liderada por
Michele Rinaldi, vai ter ao seu dispor um
novo protótipo da YZ450FM,
moto pilotada pelo vice-
campeão Jeremy Van Horebeek,
agora acompanhado por Romain
Febvre. Nas MX2 a Yamaha tem duas
equipas: a Standing Construct, com Valentin
Guillod e Julien Lieber, e a Kemea Yamaha
Racing com Benoit Paturel e Damon
Graulus.
Quanto ao Enduro, 2015 é um ano
de regresso após ausência de seis anos!
A bandeira da marca no Mundial será
ostentada pelo Team Miglio com a nova
WR250F. Com o objetivo de se tornar numa
das principais forças na categoria Enduro1,
a equipa conta com a experiência
de Cristobal Guerrero, e ainda o
“rookie”Gianluca Martini. Apesar de
inexperiente, Martini já deixou a sua
marca no Europeu de Enduro e nos
“International Six Days Enduro”
de 2013, onde ajudou a colocar
Itália no segundo posto dessa
competição.
Enduro MXGP
MX2
FF393
CONVERT
HAWK
FF393
CONVERT SOLID
FF320
STREAM
LUNAR
FF320
STREAM
OMEGA
PROTECTING DREAMS
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nova entrada de ar, sistema de escape trabalhado com a Akrapovic,
jantes mais leves e cablagem que rapidamente pode ser modificada
para cumprir com qualquer regulamento. A Yamaha Factory Racing
teve muito cuidado na escolha das equipas e pilotos que vão competir
com a sua moto. No BSB haverá uma equipa, a Milwaukee Yamaha,
que vai inscrever duas motos para Joshua Brookes e Broc Parkes. No
IDM a equipa MGM Yamaha terá Damian Cudlin e Max Neukirchner, e
nas Superstock 1000 mundialistas teremos uma nova equipa, a MRS
Racing, que inscreve Florian Marino e Kev Coghlan, no que será talvez
o desafio mais interessante para a nova YZF-R1“race version”. Para
último deixámos o Mundial de Resistência, competição onde a Yamaha
terá de defender o título alcançado no ano passado. Para essa missão
os campeões Yamaha GMT94 mantêm-se como principal formação
com três pilotos – David Checa, Kenny Foray e Mathieu Gines -, e serão
acompanhados pela segunda equipa Monster Energy Yamaha YART,
que inclui os pilotos Broc Parkes, Ivan Silva e Max Neukirchner.
Mundial de
Resistência
88 03/2015
DESPORTO
Honda NSR500 – Freddie Spencer, 1985
A BOMBA
DE FREDDIE
Textos: Alan Cathcart Fotos: Hidenobu Takeuchi/arquivo
Depois da NSR250 que publicámos há um mês, chegou a vez de
recordarmos a moto que completou o duplo triunfo de Freddie
Spencer no Mundial deVelocidade em‘85, a Honda NSR500.
N
ão posso negar que sentia algo mais que a
habitual sensação de inquietude, enquanto,
num dia de janeiro quase primaveril, esperava
nas boxes do circuito de Suzuka que um piloto
de testes da Honda completasse duas voltas
para tirar a goma aos pneus novos. Estávamos no início de 1986 e, por
essa altura, eu já tinha testado umas quantas 500GP de fábrica. Mas
esta era, de algum modo, diferente.
Desde a primeira vez que, de pé ao lado do banking de Daytona,
vi Freddie a pilotá-la, disparado para fora da chicane com a NSR
a abanar e protestar à medida que ele soltava os cavalos, como
um míssil que devorava as TZ750 com mais 50% de cilindrada ao
pequeno-almoço, eu sabia que havia aqui algo de diferente. Tinha-
me dado bem a pilotar a Yamaha OW81 de Eddie Lawson um par de
meses antes, mas a completamente revista Honda NSR500 V4 tinha
provado estar numa classe à parte no Mundial de Velocidade de
1985. Não era este, no seu todo, um animal de duas rodas bem mais
feroz que a rápida mas quase suave Yamaha?
Quinze minutos mais tarde estava de volta ao pit lane com a
resposta: SIM! Sem qualquer dúvida; Freddie Spencer era uma espécie
de ser humano sobrenatural. O facto dele conseguir pilotar a NSR500
com aquela aparente indiferença, à chuva ou ao sol, em circuitos lentos
como Jarama ou Le Mans ou em traçados rápidos como Silverstone e
Hockenheim, simplesmente desafiava a imaginação.
Não me entendam mal, não é como se a Honda tivesse produzido
uma versão modernizada da RC181 de Mike Hailwood em 1967, uma
moto cujo chassis provou ser deploravelmente inadequado para gerir
a relativamente modesta potência do seu motor. O que se passa é que,
pelos padrões da altura, a NSR500 era, bem, tanta moto... Que outro
modo de categorizar uma máquina que pesava apenas 120 kg mas,
no entanto, produzia perto de 145 cavalos, que acelerava como um
míssil de cruzeiro mas parava e manobrava como nenhuma, que fazia
um cavalo à mínima provocação mas puxava suavemente desde as
7.000 rpm até ao seu pico, por volta das 12.000 rotações.“Por volta”?
Sim, na verdade ia até às 13.000 rpm com segurança, mas com 144 cv à
disposição um pouco depois das 11.500 rpm, ainda tínhamos mais
1.500 rpm de sobrerregime quando precisávamos.
Tanta moto… Demasiada, talvez? Para alguém como eu,
sem dúvida – mas não se o teu nome for Freddie Spencer e
tiveres um ou dois títulos mundiais para vencer.
Nem é preciso dizer que a performance da NSR500
era verdadeiramente impressionante. Para começar,
não tínhamos qualquer aviso real do seu espantoso
potencial – pegava quase instantaneamente
após uns três passos, nesses dias em que as
corridas de GP ainda envolviam pegar as
motos de empurrão.Talvez um sinal das
reduzidas fricções internas e pouca inércia
que a HRC se esforçou tanto por obter?
As suas quatro válvulas de escape ATAC
e o desenho“high tech”das lamelas realmente
compensavam em termos de flexibilidade.
www.motociclismo. pt 89
O autor com a equipa
da HRC e as duas
motos Campeãs do
Mundo com Freddie
Spencer em 1985, as
Honda NSR 250 e 500
2TA era das
dois tempos
90 03/2015
DESPORTO
Honda NSR500 – Freddie Spencer, 1985
Podíamos rodar lentamente ao longo do pit lane, com o motor às 7.000
rpm, mas quando acelerávamos ao sair para a pista, subitamente tudo
ficava comprimido em frações do seu tempo natural – como se alguém
tivesse premido o botão do“fast forward”num vídeo que estivéssemos
a assistir. O que acontecia era que a agulha do conta-rotações tinha
atingido a marca das 9.500 rpm e, de repente, o motor disparava para a
faixa de superpotência em que Freddie e os outros membros da mafia
de super pilotos gostava de operar o tempo todo. Quanto a mim?Vou
apalpar o terreno durante um par de
voltas, obrigado…
Regressei após cinco voltas,
para recuperar o fôlego e refletir,
sob o pretexto de que tinha de
limpar a viseira. A NSR500 era
uma máquina temível, bem mais
difícil de pilotar que aYamaha que
havia testado três meses antes,
precisamente porque se sentia tanta potência - embora a Honda
tenha feito um grande trabalho em domar essa vasta potência, numa
moto leve mas que ainda assim se comportava bem. Uma tarefa nada
fácil. Ao fim das cerca de 30 voltas a que tive direito, tinha finalmente
começado a travar amizade com a besta, mesmo se foi apenas na
penúltima volta que consegui arranjar coragem para abrir gás a fundo
em sexta ao longo de toda a reta traseira de Suzuka.
O técnico de Fast Freddie, Erv Kanemoto, explicou-me o método de
desenvolvimento da NSR da melhor maneira:“a abordagem da Honda
é tratar da potência primeiro, e depois tentar ir preenchendo os pontos
fracos”, disse-me.“Nessa altura, se tivermos de sacrificar um pouco
de velocidade máxima para melhorar a faixa de potência, é mais fácil
voltar atrás. Mas isso torna a NSRV4 um pouco difícil de pilotar ao seu
máximo. OK, talvez isso seja dizer pouco: digamos antes que se torna
realmente difícil”. Eu concordo com isso!
Tínhamos mesmo de viver com o facto da roda dianteira da NSR500
passar muito tempo no ar. Havia simplesmente muita potência pura à
disposição e, a não ser que quiséssemos
estar sempre a cortar gás, tínhamos
mesmo de nos habituar.
A Campeã do Mundo de 1985 não era
tão delicada de manobrar nem tão reativa
nas recuperações como aYamaha OW81,
mas inquestionavelmente sentia-se mais
potente, travava igualmente bem, senão
um pouco melhor, mas em minha opinião
era uma moto um pouco mais difícil de se
lhe extrair o seu melhor. Mas, como a época de 1985 mostrou, o melhor
da Honda NSR500 superou o melhor de todos os outros – e Freddie
Spencer também. Foi uma tragédia que a sua brilhante carreira tivesse
sido prejudicada pela séria tendinite que se manifestou em 1986,
impedindo a sua tentativa de fazer um hat-trick de coroas mundiais
de 500 cc. 1985 foi o ano de glória de Freddie Spencer, e o seu duo
de títulos mundiais no mesmo ano, em duas classes distintas, um
deles com esta moto e o outro com a versão de metade do tamanho,
inspirada nela, vai marcá-lo para sempre como uma lenda viva.
A NSR arrancava
sem problemas
após a empurrar
uns três passos,
numa altura em
que este era o
método de
arranque das
motos de GP
144 cv para
119 kg de peso,
há trinta anos...
Motor
Tipo:	 2 tempos, 4 cilindros emV
	 a 90º, refrigeração líquida
Cilindrada:	 499 cc
Potência máxima:	 144 cv às 11.500 rpm
Dimensões:	 54 x 54,5 mm
Alimentação:	 carburadores Keihin 34 mm
Embraiagem:	 multidisco a seco
Caixa:	 seis velocidades
Ciclística
Quadro:	 dupla trave em alumínio
Suspensão dianteira:	 forquilha telescópica Showa
	 c/bainhas de 43 mm, sistema 	
	 anti-afundamentoTRAC
Suspensão traseira:	 Pro-Link, amortecedor Showa
Travão dianteiro:	 2 discos de 310 mm Nissin com 	
	 pinças de 4 pistões
Travão traseiro:	 disco 210 mm Nissin, com
	 pinça de 2 pistões
Medidas dos pneus:	 13/60-16’’(F) / 18/67-17’’(T)
Pneus:	 Michelin slick radial
Medidas
Distância entre eixos:	 1370 mm
Peso a seco:	 119 kg
Ano de construção:	 1985
Velocidade máxima:	 305 km/hora
Ficha técnica
2TA era das
dois tempos
Yoichi Oguma, o lendário diretor da HRC na altura, responsável por tantos sucessos, abriu-
nos as portas para alguns dos segredos da NSR500
www.motociclismo. pt 91
Yoichi Oguma - HRC
A verdade sobre a NSR500
A reputação de secretismo da Honda em relação aos aspetos
técnicos das suas motos de Grande Prémio é fundada, e tem sido
mantida ao longo dos tempos com um zelo por vezes fanático,
mais tarde igualado pelas suas rivais. O problema é que, conforme
Erv Kanemoto disse uma vez numa entrevista, ninguém sabe a
extensão do conhecimento do seu rival, de modo que, por vezes,
aquilo que parece ser uma banalidade insignificante pode ser a
última peça num puzzle de dados que, subitamente, revela tudo
aquilo que a nossa concorrência quer ou precisa de saber acerca dos
nossos desenvolvimentos tão arduamente conquistados. Nessas
circunstâncias, não é surpreendente que uma equipa considere que
o melhor é revelar o menos possível, para ter a certeza de não ser
apanhada em contrapé.
É claro que isto torna frustrante a tarefa de tentar arrancar
os segredos de uma moto de GP aos seus criadores, um facto
que, ocasionalmente, leva alguns membros da imprensa a lançar
palpites mais ou menos inspirados sobre dados técnicos que,
miraculosamente, são transformados em factos. Posso dizer-vos
isto: é difícil como o diabo escrever artigos técnicos sobre a cena
dos Grandes Prémios dos anos oitenta para a frente, em termos de
conseguir decifrar o que é verdade e o que é ficção. E, claro, o facto
da maioria das motos japonesas que corriam na altura terem ficado
acidentadas ou sido destruídas após terem cumprido a sua função
imediata, também não ajuda.
No entanto, quando se trata da NSR500 com que Freddie
Spencer reconquistou o título para a Honda em 1985, tive sorte.
Porque, no dia em que rodei com a moto em Suzuka, bem como
com a NSR250, o diretor da HRC, Yoichi Oguma, responsável por
transformar estas duas motos nas armas ganhadoras que elas foram
em 1985, levou-me até ao escritório da HRC no circuito durante
o intervalo para almoço. Ali, fui privilegiado com o que, segundo
Yoichi Oguma, são os verdadeiros factos sobre o projeto destas
motos.
Foram construídas seis NSR500 para a temporada de 1985,
duas para Freddie Spencer e as outras para testes ou para usar no
campeonato japonês, embora, é claro, Randy Mamola e Wayne
Gardner também as tenham pilotado ocasionalmente durante
a época. O motor V4 era uma versão evoluída do bloco de uma
cambota a 90º que tinha sido estreado em Daytona em 1984. Quais
seriam as medidas internas, pergunto-me? Oguma San sorriu
largamente:“normalmente seria impossível explicar dados sobre o
interior do motor, mas você fez todo este caminho até ao Japão, por
isso é uma honra dizer-lhe! Os cilindros medem 54 x 54,5 mm – mas
porquê tão quadrado, poderia perguntar? Teríamos preferido usar
um motor com um curso mais curto, mas se usássemos cilindros de
56 x 50,6 mm, por exemplo, o motor ficaria demasiado largo, devido
aos maiores diâmetros. Tentámos muitas configurações diferentes
– 55, 53, até 52 de diâmetro, mas os resultados não foram bons, e
decidimos que o melhor compromisso era os 54 x 54,5 mm”.
E então a potência máxima? Novamente um grande sorriso:
“Também não costumamos falar disso, mas vou dar-lhe esse
DESPORTO
Honda NSR500 – Freddie Spencer, 1985
92 03/2015
privilégio: conseguimos a potência máxima de 143 cv entre as
11.000-11.500 rpm – depende do motor. Alguns deram-nos 144 cv
no banco de ensaio – cada um é diferente do outro.”
Dada a capacidade de desenvolvimento da Honda, porque é
que escolheram produzir um V4, em lugar de continuarem com uma
versão melhorada do V3 da NS500? A resposta foi esclarecedora:“Nós
talvez tivéssemos conseguido a mesma potência que obtivemos com
a NSR se desenvolvêssemos mais a NS, mas esse motor já precisava
de trabalhar a muito altas rotações para produzir a potência
desejada, e desenvolvê-lo mais só iria piorar alguns problemas. É
claro que queremos muita potência, mas também uma ampla faixa
de utilização, que o V4 nos dá. Do mesmo modo, o motor V3 faz
muitas vibrações estranhas, ausentes no V4. Isto afeta o desenho do
quadro, para além de causar problemas de fiabilidade no motor e,
por vezes, fadiga no piloto. Com um alto nível de vibrações temos
de usar material de maior espessura para construir o quadro, o que
adiciona mais peso. Esta é a razão pela qual a NS500 pesa apenas
ligeiramente menos que a NSR, apesar de ter um motor mais leve.”
A diferença mais óbvia e radical entre as versões de 1984 e
1985 da NSR500 era o desenho do chassis. A versão original tinha
um desenho com o depósito de combustível por baixo do motor,
enquanto a campeã de ’85 empregava um desenho convencional.
Porquê a alteração? Oguma San:“a manutenção não era fácil na
moto de 1984. Mudar uma vela; olhar para a câmara de combustão,
até alterar a carburação era um problema nesta máquina, devido ao
desenho. Antes da época começar os nossos técnicos não acharam
que fosse causar tantos problemas de manutenção, mas depois da
corridas começarem houve sérias queixas acerca disto. A segunda
razão era que tínhamos problemas de dispersão de calor, e a terceira
era o piloto, pois Freddie não estava totalmente satisfeito com o
comportamento da moto. Assim, para 1985 mudámos para a nova
versão, que, é claro, incorporou muitas boas lições aprendidas com
a primeira NSR500. Especialmente, aprendemos que o motor V4 era
o ideal.”
As jantes em
carbono, que
julgávamos terem
sido abandonadas,
foram usadas várias
vezes em 1985
Sem nada a esconder, a segunda versão da NSR500 conseguiu um esmagador sucesso que
foi replicado várias vezes pelas gerações seguintes desta V4
2TA era das
dois tempos
po ipo i poi poi op po ipo i
2015
#
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?
✃
Sponsors:
Parceiro:
Yamaha SR250 - Sport Racer
cafe racer
94 03/2015
REFINADANascida em Esmeriz, esta moto foi completa e totalmente reconstruída
pelo seu proprietário o mestre Jorge Brandão da Brandon Parts
Texto: Rogério Carmo Fotos: João Carlos Oliveira
R
econstruír motos para os
seus clientes abriu o apetite
de Jorge Brandão para
fazer a sua própria moto.
Um modelo exclusivo, que demonstrasse a
essência da sua profissão. Não para coleção,
ou para ter na garagem, mas sim para o seu
dia-a-dia, sobretudo para quando precisa
de inspiração para outros trabalhos e parte
sozinho para uma volta pelo Minho.
Partindo de uma Yamaha SR 250 de
1988, nasceu a cafe racer exclusiva, prática
e segura que aqui vos mostramos.
O primeiro passo, como não podia
deixar de ser, foi desmontar tudo para
ficar com o quadro completamente
limpo, e que depois de aliviado ia
ser lacado a vermelho.
A forquilha e os amortecedo-
res originais foram recondiciona-
dos e as jantes, tal como o motor,
também se mantiveram.
Com a sua grande expe-
riência a trabalhar chapa de
alumínio, a martelo e bigorna
como antigamente, o Jorge
começou por construir o depó-
sito de combustível, com linhas
fluidas e esguias que proporcio-
nassem uma cintura estreita, que
pudesse encaixar numa“bacquet”
tipicamente desportiva, também
em duralumínio, e especificamente
desenhada para esconder a pequena
bateria que dá vida ao motor.
Uma pequena carenagem frontal,
também feita pelo mesmo processo, envolve
o farol e um pequeno guarda lamas feito
à medida, conferindo um inegável aspeto
desportivo ao conjunto.
Passando à mecânica, os travões
foram os elementos que mereceram mais
atenção, com a adaptação do disco e
bomba hidráulica na roda traseira. Ambas
as manetes da MIL encaixam perfeitamente
nos pequenos avanços, também feitos
em casa em aço inox, e proporcionam um
aspeto leve e minimalista. Para conseguir
isso, a solução inteligente foi esconder
a bomba da maxila do travão da frente
dentro da pequena carenagem e acioná-la
por cabo, sendo o resultado perfeito em
termos de sensibilidade e eficácia.
No motor, as válvulas foram“kitadas”,
com molas reforçadas e a carburação foi
espevitada com gigleurs de maior caudal
e admissão direta, sendo que a respiração
proporcionada pela linha de escape,
também ela em Inox, contribui para a
melhoria da performance.
Pequenos pormenores como a
proteção da corrente e a grelha do pinhão
de ataque embutida no bloco reforçam o
aspeto desportivo. Em termos de pormenor
e atenção ao detalhe há que referir o
tampão do depósito de combustível,
embutido num bocal desenhado especifi-
camente para o efeito. Também o suporte
da matrícula é um elemento de muito
bom gosto, construído em alumínio mas
camuflado em preto baço. Os piscas e a luz
da matrícula são em LED. Toda a cablagem
está escondida promovendo o aspeto
limpo do conjunto. Para acentuar o ar racer,
as jantes de 18’’estão equipadas com pneus
“wet”K91 da Dunlop.
www.motociclismo. pt 95
Aatençãoao
detalheégrandee
osacabamentos
são perfeitos.
Epraticamente
tudofoifeitoem
casa,pelas mãos
doprópriomestre
Jorge
AVENTURAS E DESVENTURAS DE UM MOTOCICLISTA PORTUGUÊS
96 03/2015
4/2015
Nº 288
Primeiro teste, em dose dupla,
às novas Yamaha XJR 1300 e
R1, bem como às respetivas
versões especiais,
Racer e R1M
Este mês vamos para a estrada com
a mais recente geração da Ducati
Multistrada, equipada com a nova
versão do motor bicilíndrico, com
160 cavalos
Entrevista: Pawan Munjal
A Hero MotoCorp, maior fabricante mun-
dial de veículos de duas rodas com mo-
tor, pretende tornar-se num dos maiores
“players” a nível global. Eis o seu plano
Testes
- Moto Guzzi V7 II Special
- Ducati Monster 821
Boas estradas e cenários majestosos num país “motorcycle
friendly”, onde as motos nem sequer pagam portagem...
OFENSIVA
YAMAHA
DUCATI MTS1200 DVT
OUTROS TEMAS ///
DE MOTO NA NORUEGA
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Motociclismo nº 287

Motociclismo nº 287

  • 1.
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  • 4.
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  • 5.
    SUMÁRIOSUMÁRIO 3/20153/2015 38Ensaio: ladoa lado as versões XRx e XCx das novas Triumph Tiger 800 72 26 Médio Oriente: uma aventura por locais onde, hoje em dia, viajar está fora de questão Stefan Pierer: o Presidente da KTM fala-nos do sucesso e do futuro INTRO /// 4 Notícias da indústria; Agenda; Editorial; Mercado, etc 14 Crónica de Miguel Oliveira 16 Moto Gamer 17 Projeto CS_05 Zen 18 Flash - Equipas EPRI da PSP TESTES + TÉCNICA /// 20 Teste Apresentação em dose dupla: duas fabulosas novidades da KTM, a 1290 Super Adventure e a 1050 Adventure 32 Frente a frente Primeiro embate, por agora somente virtual, entre a Ducati Multistrada 1200 S DVT e a BMW S 1000 XR 38 Ensaio As novasTriumphTiger 800 XCx e XRx, num ensaio duplo em terras lusas 46 Teste No AIA para o primeiro contacto com a Ducati Panigale 1299 S 50 Teste MashTwo Fifty ÁREA DE SERVIÇO /// 8 Ficha técnica Staff e contactos 52 Motos usadas Motos em 2ª mão até 2000 € 58 Shopping Equipamento e acessórios 59 Action Team 60 Preços das motos novas 67 Mercado REPORTAGEM /// 26 Entrevista: Stefan Pierer O Presidente da KTM aborda mais um grande ano da marca austríaca e os desafios que prepara para o futuro 94 Cafe Racer UmaYamaha SR 250 que ganhou nova vida pelas mãos de Jorge Brandâo DESPORTO /// 84 Yamaha Racing Nova estratégia de ataque a 2015 88 A Era das 2 Tempos Honda NSR 500, Freddie Spencer 32 BMW S 1000 XR 32 Ducati Multistrada 1200 S DVT 46 Ducati 1299 Panigale S 88 Honda NSR 500 - 1985 20 KTM 1290 Super Adventure 20 KTM 1050 Adventure 50 Mash Two Fifty 38 Triumph Tiger 800 XCx 38 Triumph Tiger 800 XRx 94 Yamaha SR 250“Sport racer” MOTOS NESTA EDIÇÃO /// MOTOTURISMO /// 72 Médio Oriente Uma viagem que cruzou países como a Turquia, Síria, Israel, Iraque ou Jordânia, passando por locais hoje em dia assolados pela guerra MAGAZINE /// 96 Banda desenhada As Odisseias de um Motard www.motociclismo. pt 3
  • 6.
    HÁ UM PARDE MESES,ASSISTI A UMA CONVERSA ENTRE DOIS GÉNIOS DO HUMOR QUE MUITO ADMIRO,O ENORME JOHN CLEESE DOS MONTY PYTHON (VÉNIA,POR FAVOR),e outro grande talento que na altura o entrevistava, Jon Stewart, durante o“The Daily Show”de que este último é anfitrião (se perderam naTV podem sempre recorrer ao Youtube). A certa altura, John Cleese explica que uma das grandes vantagens que a idade lhe trouxe foi o ter deixado de ligar, ou dar demasiada importância, a certas coisas que antes o preocupavam ou angustiavam - resumido, na versão original, a um expressivo “I just don’t give a fuck”. Embora eu ainda esteja algo distante dos 75 anos de Cleese, para que possa sentir na plenitude os efeitos desse fenómeno, eles são inegáveis e, é verdade, acentuam-se com o correr dos anos. A frequência com que vivo esses momentos libertadores em que, para usar uma expressão portuguesa correspondente à de Cleese, eu“quero que se f...”, é, felizmente, cada vez maior (mais dois anitos e escrevo isto sem as reticências). Aligaçãodetudoistoaomotociclismo, paraalémdemotivaçõesdeordempessoal, surgeapropósitodoanunciadoregresso àspistasdeRuiReigoto,poisofenómeno atráscitadoganhaespecialforçaemquem sabequenãotemnadaaprovar. Sete vezes Campeão Nacional deVelocidade, aos 41 anos e depois de cinco épocas completas sem competir, Rui Reigoto vai voltar correr, contra uma concorrência muito mais nova e de sangue na guelra. Porquê? Porque sim. Porque lhe apetece, porque quer desafios e, mesmo afastado das pistas, nunca deixou de ser piloto. Porque quer voltar a sentir a adrenalina a bombar. Porque gosta de motos e de corridas. E, sim, porque não tem nada a provar. Se vai ou não ganhar corridas, isso pouco importa aqui, embora eu saiba que ele se vai“esmifrar”para o conseguir. Para mim já ganhou. Pelo menos, já ganhou aos que, sentados no sofá, desejam que ele falhe. E serão muitos, pois uma carreira vencedora deixa sempre inimizades pelo caminho. Por coincidência, e já em cima do fecho desta edição, tivemos outra notícia: depois de seis anos afastado e quase com 46 de idade,Troy Bayliss alinhou com a moto do lesionado Davide Giugliano na abertura do Mundial de SBK.Vi as corridas, mas não me recordo em que posição terminou as duas mangas. Nem importa. Para mim, também já tinha ganho no momento em que entrou para a pista. Foram revelados mais detalhes da aventura mais surpreendente do calendário de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal, o Lés-a-Lés Off-Road. Sabemos agora que o arranque será em Bragança, passando a caravana porTermas de Monfortinho e terminando a viagem de cerca de 1000 km em Lagos, Algarve. As inscrições têm um custo de 250 € até 30 de julho, e depois passam a 275 € até ao fecho das mesmas a 31 de agosto. Os estradões de terra são de dificuldade baixa ou média, pelo que qualquer um, desde que tenha moto e pneus indicados, poder participar. O Lés- a-Lés Off-Road realiza-se de 23 a 26 de setembro. A marca indiana Royal Enfield está a crescer a cada ano que passa, e mais uma prova disso é que a marca entregou um pedido para registar o nome“Himalayan”. Na descrição do pedido de registo a Royal Enfield detalha que será para utilizar em motos, trikes, acessórios para as motos e motociclistas, o que deixa em aberto a possibilidade da marca apresentar em breve uma novidade no segmento trail, que utilizará um novo motor com cerca de 400 cc, unidade motriz desenvolvida de raiz pela Royal Enfield para equipar um conjunto de novos modelos. De facto, a Himalayan que aparece na imagem acima é apenas uma criação artística feita no computador, mas esta moto será a primeira com assinatura de Pierre Terblanche, designer que recentemente se juntou à Royal Enfield e que vai revolucionar a gama da marca. OLD SCHOOL editorial Luís Carlos Sousa Diretor lcsousa@motorpress.pt Lés-a-LésOffRoad2015 RoyalEnfieldregista nome“Himalayan”
  • 7.
    Yamahacelebra30AnosdeVMaxcomversãoYard Builtdesteícone:eisaInfrareddaJvBMoto. Para celebrar os30 anos da VMax a Yamaha anunciou que iria revelar algumas versões personalizadas Yard Built da VMax, e a primeira é a Infrared, preparada pelos alemães da JvB Moto, liderados por Jens vom Brauck. Esta VMax é a visão da JvB do que deve ser uma dragster com estilo café racer, sem esquecer as raízes deste modelo. Nesse sentido a JvB Moto aproveitou elementos originais da VMax, como as entradas de ar em alumínio modeladas a partir das originais e a pintura é uma aproximação à das motos de GP da Yamaha de 1985, sem os habituais“Speed Blocks”. O guarda- lamas frontal, ou vestígios dele, em alumínio, fica debaixo de uma ótica em fibra de carbono integrada na forquilha, carbono que também é utilizado no depósito de combustível superior e na traseira personalizada e compacta. A JvB Moto pretende criar uma versão em fibra desta traseira para que qualquer proprietário de uma VMax a possa comprar e usar. Um dos pontos tradicionais na moto, as quatro ponteiras, são eliminadas e trocadas na Infrared por um sistema 4-1 da Termignoni. VMax Infrared da JvB Moto PUBLICIDADE AInfrareddaJvBMotonão passadespercebida,egrita potênciaemqualquer elemento,comoamassiva jantetraseiracom coberturaemcarbono
  • 8.
    6 03/2015 Noiníciodoano,conformenoticiámosnestaspáginas,aApriliaeMoto Guzzi,bemcomoasscootersScarabeo,passaramaserrepresentadaspela OfficinaMoto,empresadomesmouniversodaC.MachadoLda.,quejá detinhaarepresentaçãoemPortugaldasrestantesmarcasdoGrupo Piaggio–Vespa,PiaggioeDerbi. Comumnovoresponsável,MiguelVasconcelos,estesprimeirosmesesdo anopassamsobretudoporremodelararededeconcessionários, dinamizaracomunicaçãoeprepararasede/showroomcujainauguração estáprevistaparaabril.ComaScarabeoajuntar-seàsrestantesscooters noPiaggioCenterdeLisboa,emAlcântara(ondeasGuzzieApriliatêmum espaçoprovisório),aOfficinaMototeránoshowroomainaugurarem Marvila,zonaorientaldeLisboa,umlocalquesepretendesejadeconvívio e“peregrinação”paraosfãsdaMotoGuzzieAprilia,transcendendouma meravertentecomercial. QuestionadopelaMOTOCICLISMOsobreasaçõesmaisimediatas,Miguel Vasconceloscomeçouporreferirque“éumpoucobizarroqueaAprilia,com asmotoscomaqualidadequetêm,nãotenhaumaexpressãocomercial correspondenteaessaqualidade,designadamentequandovemosos sucessosdesportivosalcançadosnosúltimosanos. Porisso,anossaestratégia vaipassarpordinamizarmuitomaisacomunicação,umpontonuclearpara veicularamensagemaocliente.Nãobastaterumbomproduto,éprecisoque aspessoasoconheçam,eeupensoqueissotemsidoumafalha,tantona MotoGuzzicomonaAprilia.Assim,anossaprimeiramedidaseráteruma comunicaçãomaisefetiva,maisativa,maisabrangenteemaisdirecionada. Depois,éprecisotrazerasmotosparaarua,participaremeventospúblicos, fazerdrivetestscommaisfrequência,facultarmaismotosàcomunicação social.Finalmente,beneficiámosdoalinhamentodasmarcasparaesteano.O GrupoPiaggiotemtidoumaestratégiasegundoaqual,hádoisanos,apostou naVespaerenovouagamapraticamentetoda;paraesteanofoiavezda Aprilia,comasnovasRSV4,TuonoeaversãoRallydaCaponord,sebemquea MotoGuzzitambémtenharenovadoassuasbestsellers,quesãoasV7.” Asideiassucedem-seepreparam-sejáalgumassurpresas,porisso,fique atentoàMOTOCICLISMOeàsnovaspáginasdaApriliaPortugaleMoto GuzziPortugaljácriadasnoFacebook! Apriliae Moto Guzzi, duas marcas que, em Portugal, têm andado arredadas do sucesso comercial que mereciam, ganham agora um novo fôlego. Guzzi e Aprilia: novo fôlego Com novo representante em Portugal, a Moto Guzzi e a Aprilia vão assentar a sua estratégia numa comunicação mais ativa e direcionada Apesar dos vários sucessos desportivos, qualidade e tecnologia, a Aprilia ainda não tem uma“expressão comercial correspondente a essa qualidade”. É isso que a Officina Moto pretende mudar! Miguel Vasconcelos
  • 9.
    YAMAHA MT-09 Tracer.Solte o seu lado mais selvagem. A MT-09 original mudou as regras do jogo. Mas agora pode ir ainda mais além, com uma moto que combina agilidade e potencial para longas distâncias. Os 115 cavalos, do motor de três cilindros da Tracer, vão proporcionar-lhe emoções instantâneas, enquanto a agilidade lhe dará a sensação de controlo absoluto. Equipada com controle de tração e ABS, de série, esta moto está preparada para levar as suas emoções a um nível superior. Marque já um test-drive num Concessionário YAMAHA. MT-09 Tracer. As duas faces do Lado Negro. As duas faces do Lado Negro AsmalaslateraiseoescapeAkrapovicestãodisponíveiscomoacessóriosopcionais. www.yamaha-motor.ptwww.facebook.com/yamaha.motor.pt
  • 10.
    8 03/2015 Redação motociclismo@motorpress.pt Rua PolicarpoAnjos, nº 4, telefone: 214 154 581/2/3 1495-742 CRUZ QUEBRADA/DAFUNDO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente VOLKER BREID Vice-Presidente e Administrador Delegado JOÃO FERREIRA Vogal NORBERT LEHMANN Diretora-Geral Comercial Cecília Pina Prata Publicidade Diretor Paulo Baptista pbaptista@motorpress.pt Tel: 214 154 565 Diretor Luís Carlos Sousa lcsousa@motorpress.pt Jornalistas Rogério Carmo rcarmo@motorpress.pt Bruno Gomes bgomes@motorpress.pt Ensaios Alberto Pires, David Seguro, Rodrigo Castro Colaboradores A. Nicolau, F. Pedrinho Martins, Luís Lourenço, Luís Pinto-Coelho e Pedro Homem Duque Correspondente internacional Alan Cathcart Arte Coordenador Miguel Félix Filipa Ferreira, Filipa Fonseca, Joana Prudêncio, Marina Gonçalves, Miguel Ferreira, Teresa Cohen Fotografia João Carlos Oliveira, Rui Botas, Pedro Lopes Marketing José Clemente, Maria Teresa Gomes, Vera Santos Tel: 214 154 580 Assinaturas e edições atrasadas: Sara Tomás Tel: 214 154 550 Fax: 214 154 501 assinaturas@motorpress.pt Motor Presse Stuttgart GmbH Co. KG. Presidents Volker Breid / Norbert Lehmann CEOs Volker Breid / Henry Allgaier Director Product Development Robert Wiljan Business Development Strategy / Licensing Michael Trampert Edição, Redação e Administração Motor Press Lisboa – Edição e Distribuição S.A., Rua PolicarpoAnjos,nº4,1495-742CRUZQUEBRADA/DAFUNDO. Tel.: 21 415 45 00. Fax: 21 415 45 01. Com o capital social de 250.000 euros, registada no Registo Comercial de Cascais, nº 08613, cont. nº 502 561 408. Publicação registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social sob o nº 114182. Propriedade: Motor Press Ibérica S.A. e CruzQuebradaMediaS.A.Ancora40-28045MadridEspanha. Impressão: Lidergraf – Sustainable Printing Depósito Legal nº 48490/91 Distribuição: Urbanos Press – Rua 1º de Maio, Centro Empresarial da Granja, 2525-572 Vialonga Todos os direitos reservados. Em virtude do disposto no artigo 68º n.º 2, i) e j), artigo 75º n.º 2,m) do Código do Direito deAutor e dos Direitos Conexos artigos 10º e 10º Bis da Conv. de Berna, são expressamente proibidas a reprodução,a distribuição,a comunicação pública oucolocaçãoàdisposição,datotalidadeoupartedosconteúdos destapublicação,comfinscomerciaisdiretosouindiretos,em qualquer suporte e por quaisquer meios técnicos, sem a au- torização da Motor Press Lisboa S.A.,e Cruz Quebrada Media S.A.ou daVISAPRESS,Gestão de Conteúdos dos Média,CRL. Edição escrita ao abrigo do novo acordo ortográfico Membro: Liderança Internacional Alemanha Motorrad Portugal Motociclismo Argentina La Moto Brasil Motociclismo Croácia Motorevija Espanha Motociclismo Dinamarca Motorrad França Moto Journal Finlândia Motorrad Holanda MotoPlus Hungria Motorrevü México Motociclismo Polónia Motocykl Rep. Checa Motocykl Suécia Motorrad Suiça Töff Grupo editorial presente em 19 países, entre os quais 20 revistas de motos em 16 países. Portugueses da Ton Up Garage carregaram de energia a clássica Honda CX500, e o resultado é a espetacular café racer Blubber. Portugalcontinuaàconquistadomundodaspersonalizaçõesatravésdeexcelentestrabalhos e,destafeita,chegam-nosasfotografiaseinformaçõesdomaisrecenteprojetodosportuenses TonUpGarage.AHondaCX500“aka”Blubberéumaversãocarregadadeenergiadesta clássica.ATUGrealizouumtrabalhoaprofundadoqueincluiucriaçãodeumacoberturada ótica,subquadrocortadoepoisa-pésadaptados,utilizaçãodenovosistemadeescapecom coletoresenvoltosemmalhabranca,jantesperfuradase“cobertas”deparafusosparaum aspetodiferente,utilizaçãodepneus“vintage”,frentemaisbaixaqueobrigouamodificaçãoda forquilha,tantoexteriorcomonointerior,aplicaçãodedoisnovosamortecedorestraseirose instalaçãodetodoosistemaelétricodaBlubbernumacaixaemalumínio.Parafinalizarem grande,aTonUpGaragecriouefabricouumexclusivoassentoempeledetomcinza,enquanto aoníveldascoresaBlubberdestaca-seaindapelosapontamentosazuisepelasponteiras brancasquedãoaindamaisenergiaaestaHondaCX500. Esguia, compacta e muito atraente. A Blubber está pronta a atacar o asfalto com um“look”arrebatador! O assento foi fabricado em exclusivo para esta moto, e integra luz de travão mais pequena Apesar dos tons cinza que a Ton Up Garage elegeu para servir de base, os apontamentos azuis e brancos dão um toque dinâmico a esta café racer TonUp Blubber:enérgica!
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    10 03/2015 agenda março Em pista 20/22 Chang (TAI) Mundial de SBK 27/29 Losail (QAT) Mundial deVelocidade Na terra 8 Nakornchaisri (TAI) Mundial de MXGP/MX2 8 Castelo Branco Nacional de Enduro 14/15 RaideTT Góis Nacional deTT 22 FreixodeEspadaàCinta Nacional de Motocross 27/2-4 Abu Dhabi Desert Challenge (EAU) Mundial de RalisTT 29 Neuquen (ARG) Mundial de MXGP/MX2 Na estrada 21/22 M.C. Motabout Troféu de Moto-ralisTurísticos É já um dos eventos mais aguardados do ano em Portugal e, nesta 3ª edição, o Art Moto regressa para nos surpreender mais uma vez. A comprovar o cada vez maior interesse que este tipo de eventos suscita, a edição de 2015 irá ocupar uma área ainda maior do que até aqui no espaço lisboeta LX Factory, nomeadamente os edíficios Factory L e XL. Num ambiente urbano o Art Moto promove várias iniciativas como concertos ao vivo, ou exposição de projetos de vários“builders”, incluindo os melhores preparadores portugueses, além de que este ano haverá um“parque fechado”onde os visitantes podem expôr as suas motos. A entrada no Arte Moto, que se realiza de 24 a 26 de abril, é, relembramos, gratuita, sendo este evento organizado pelo coletivo Café Racer 351 e 351 Works. Mais informações serão publicadas em breve em www.artemoto.pt . 3ª edição do evento Art Moto regressa em grande ao LX Factory, dias 24 a 26 de abril, ocupando mais espaço e com muitas novidades. ArtMotoestádevolta! A não perder Regressos e estreias Jáfaltapouco…noúltimofimde semanademarçooMundialde Velocidaderegressafinalmentepara maisumatemporadadeemoções fortesenovosargumentos,soba formadosregressosoficiaisdaSuzuki eAprilia,quesejuntamassimaos suspeitosdocostume.Nasemana anterioroMundialdeSBK,depoisde maisumfenomenalarranquedeépoca naAustrália,estreia-senaTailândia,no novocircuitodeChang.
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    12 03/2015 A ACEM,Associação Europeia de Fabricantes de Motociclos, divulgou a lista de motos mais vendidas em solo europeu durante o ano de 2014. E a grande vencedora é a BMW R1200GS, que durante o ano passado“vendeu”mais de 18.000 unidades e bateu a Yamaha MT07 que atingiu vendas superiores a 13.000 unidades, enquanto a fechar o“top 3”de motos mais vendidas na Europa encontramos a scooter Peugeot Kisbee 50. De destacar que a nível europeu 2014 foi o primeiro ano desde 2007 que o mercado de duas rodas mostrou estabilidade, mantendo a tendência de crescimento, tendo sido registados um total de 1.099.000 novos veículos de duas rodas com motor. Num evento rodeado de fortes medidas de segurança para impedir fugas de informação, realizado no Autódromo do Estoril, a BMW Motorrad deu a conhecer as suas novidades mais recentes, como a S1000XR e a R1200RS, aos importadores. No entanto, a MOTOCICLISMO conseguiu saber que a marca de Munique tem mais novidades para o futuro próximo. A mais surpreendente é de que está a trabalhar numa scooter de 125 cc mas, no entanto, esta novidade ainda não passou do papel à estrada. A nossa fonte garantiu-nos que a scooter 125 cc vai mesmo avançar, mas para já ainda não foi mostrado um protótipo nem data de lançamento. Quanto às novas 300 cc, a mesma fonte já viu os protótipos: uma versão trail tipo“mini GS”, com dimensões semelhantes a uma F700GS, e uma versão naked parecida com uma F800R. Ambas as motos serão reveladas oficialmente no Salão de Milão - EICMA, e chegam em 2016. BMW prepara scooter 125 cc No primeiro mês de 2015, os dados revelados pela ACAP relativos ao mercado dos motociclos e ciclomotores e ATV/ Moto4, mostra que apenas no segmento acima dos 125 cc podemos contar com números positivos, aliás, um crescimento assinalável de quase 20% em relação ao período homólogo de 2014. No que respeita ao“Top Modelos”, o início do ano permitiu que esta classificação apresente agora quatro modelos acima dos 125 cc. No entanto, a rainha de vendas continua a ser a Honda PCX 125. Positivo apenas acima das 125 Dados: ACAP Sport News Rea e Haslam dividem vitórias no Mundial SBK Estáoficialmenteabertaatemporada2015 doMundialdeSuperbike,comarealizaçãoda rondainauguralemPhillipIsland,Austrália. AsduasmangasdacategoriaSuperbikeforam extremamentedisputadas,comasvitóriasa sorriremaJonathanRea(1ªmanga)eLeon Haslam(2ªmanga),pilotosdaKawasakieAprilia respetivamente.ChazDavies(Ducati)foiterceiro classificadonasduascorridas.Nacategoria Supersport,aMVAgustafezadobradinha, comJulesCluzelasuperiorizar-seaLorenzo Zanetti,eGinoRea(Honda)foiterceiro.Veja todasasinformaçõeseresultadosdoMundialde Superbikeemwww.motociclismo.pt. Silverstone regressa ao calendário de MotoGP DepoisdeDoningtonParknãoterconseguido garantiroscompromissoscomerciaiscoma DornaparareceberarondabritânicadoMundial deVelocidade,aFederaçãoInternacional deMotociclismoconseguiureorganizaro calendárioeocircuitodeSilverstonevoltaaser opalcoescolhido.Assim,oGrandePrémiodo ReinoUnidorealiza-seemSilverstonedurante aspróximasduastemporadas,sendoqueeste anooGPseránofimdesemanade28a30de agosto.Depoisde2016estepassaráarealizar-se nocircuitodeGales,atualmenteemconstrução. Variação % Unidades Unidades 2015 2014Motociclos +125 cc Janeiro 19,9% 422 352 Acumulado de 2015 19,9% 422 352 Motociclos125cc Janeiro -2,4% 519 532 Acumulado de 2015 -2,4% 519 532 Ciclomotores 50 cc Janeiro -11% 137 154 Acumulado de 2015 -11% 137 154 Moto4 / ATV +50 cc Janeiro -23,3% 33 43 Acumulado de 2015 -23,3% 33 43 Dados de janeiro 2015 Motociclos + 125 cc Honda 116 Yamaha 83 BMW 69 KTM 41 Kawasaki 17 H.-Davidson 13 Beta 12 Suzuki 12 Ducati 10 Piaggio 10 Motociclos50/125cc Honda 201 SYM 116 Keeway 72 Yamaha 69 Kymco 48 Top Marcas – Acumulado Moto 4/ATV Can-Am 9 Yamaha 6 Kawasaki 5 Arctic Cat 3 Adly Moto 2 Top Modelos 1º Honda PCX125 97 2º Honda Vision 110 67 3º Honda NC750X 45 4º SYMGTS125 33 5º Yamaha MT-07 29 6º BMW R1200 GS 29 7º Keeway Superlight 125 24 8º Yamaha MT-09 Tracer 21 9º SYM Wolf 125 20 10º Honda CBF 125 20 Mais vendida na Europa é... O protótipo da naked 300 cc da BMW esteve no Autódromo do Estoril
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    14 03/2015 Miguel Oliveira crónica O s tãoansiados testes chegaram! É verdade, depois de tanta ansiedade entre preparação física e estudos chegaram os primeiros testes, que me serviram para quebrar um pouco da ansiedade de andar de moto. Nunca em outra equipa tinha efetuado um treino antes de um teste oficial após o período de defeso. Foi um treino, em Almeria, que serviu não só para tirar o pó, como também para me familiarizar com a equipa, nos conhecermos melhor e acumular alguns quilómetros preciosos para recolher informação. A moto já não parecia a mesma com que tinha dado algumas voltas antes do defeso. Com um motor com caráter mais rebelde e que altera o funcionamento do chassis, quando comparado com o motor suave que tinha encontrado no final do ano passado, obrigou-nos a centrar em diversas soluções para encontrar o melhor compromisso. Nos testes oficiais no mês passado, em Valência, apenas conseguimos rodar no primeiro dia, já que nos seguintes as condições climatéricas não ajudaram, mas utilizámos uma solução base que funcionou. Já em Jerez, na semana seguinte, as coisas não decorreram conforme previstas… não sabemos ao certo o que os outros utilizam, mas a verdade é que se rodou muito rápido e nós, pilotos KTM, sofremos todos do mesmo problema. Embora se tenham revelado neste último teste algumas fraquezas na versão da KTM 2015, normais da juventude, a fábrica não para, e a larga experiência e capacidade de resolução dos problemas vão permitir que no próximo teste possa estar a discutir o topo da tabela de tempos. Da minha parte, sinto que posso melhorar e aproveitar a minha condução para explorar mais o potencial desta moto, tão diferente de pilotar daquelas que pilotei nos últimos três anos. Ate ao momento, estou muito contente pela forma de como me estou a adaptar à nova moto e também muito feliz pela maneira de trabalhar da equipa. Estou também muito motivado para que comece a verdadeira ação no Qatar, já no final de março, para o arranque do Campeonato do Mundo! Outra das minhas motivações é a Oliveira Cup! Tenho aproveitado ao máximo para rodar sempre que posso com a MiniGP e Naked que, para além de serem divertidas, são um excelente treino! Contudo, esperava mais adesão por parte dos amantes do motociclismo, que sempre que podem criticam o que não existe, mas quando existe não aderem… Quem experimentou gostou, mas poucos são aqueles que formalizaram a sua inscrição. A iniciação apenas não existe, e isso é notório nos pilotos jovens que experimentam. Penso que a Federação de Motociclismo deveria repensar as regras para a participação dos jovens aspirantes a pilotos nos Campeonatos Nacionais. A solução é bastante simples, basta que nos ajustemos à nossa realidade. Nos dias 7 e 8 de março no circuito do Estoril, com a Motoval, vão ter uma nova oportunidade de ver de perto estas máquinas para miúdos e graúdos. Apareçam! Até lá, um abraço! MO#44 Terminou o período do defeso, com muito trabalho no mês de fevereiro - um treino em Almeria, seguido de testes oficiais para todo o pelotão em Valência e Jerez. Mas, daqui até Losail, ainda há mais trabalho! REGRESSO À AÇÃO! Nos testes oficiais com a KTM e, em cima, na promoção da Oliveira Cup
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    Se está àprocura de uma emprego que se pode considerar “de sonho”, então a Harley-Davidson Europa tem uma proposta para si! O Discover More vai levar um motociclista a viajar por 20 países europeus ao longo de dois meses, numa Harley-Davidson Street Glide, com todas as despesas pagas, e no final ainda recebe 25.000€ e também leva a moto para casa. Para entregar a candidatura a este trabalho deve visitar www.h-d.com/riderwanted , preencher o formulário e explicar o porquê de ser o candidato perfeito para esta experiência incrível. O prazo limite para entrega de candidaturas é dia 20 de março, sendo que o vencedor será depois anunciado pela H-D Europa no mês de abril. A Harley-Davidson está à sua procura! Royal Enfield regressa às origens OsamericanosdaIndian,usufruindodopoderiofinanceirodo grupoPolaris,continuamamostrarnovidadesparaesteanoe destafeitarevelaramaversão“dark”daIndianChief,aDarkHorse. Estacruiserestáquasetotalmentecobertadeelementospintados depretomate,sendoquedepeçascromadasapenascontacom sistemadeescapeedecoraçãodosguarda-lamas.ADarkHorse contacommotor ThunderStroke111(1811 cc)de73cvdepotência, sistemadeignição “keyless”,ABSecruise- control,alémdeusufruir deumcatálogogeneroso deacessóriosoficiais Indian. Indian revela a versão mais“dark” da clássica Chief: eis a Dark Horse! Depois de ter “partido”de terras de Sua Majestade, Inglaterra, em 1970, após a falência, a Royal Enfield, agora sob domínio indiano e com produção totalmente feita na Índia, está muito perto de regressar às suas origens, pois a marca anunciou que irá abrir uma nova fábrica no Leicestershire. As instalações da nova fábrica estão a ser construídas a bom ritmo e, de acordo com a Royal Enfield, estarão prontas a produzir motos ainda em 2015, muito provavalmente nos meses de novembro ou dezembro. A acompanhar esta notícia, a marca indiana anunciou também que vai abrir uma nova fábrica no sul da Índia, na província de Chennai, em meados de 2016, por forma a responder mais rapidamente às encomendas. PUBLICIDADE A H-D paga- lhe 25.000€, as despesas da viagem e ainda lhe oferece uma Street Glide!
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    16 03/2015 A EMPRESADE SOFTWARE IMPRESSIONS lançoueste1000ccTurboem1990,alturaemqueeu passeava,oumelhor,estudavano9ºanonaEscola AuréliadeSousa,combastantemenosbarrigae substancialmentemaiscabelo. Essaeraumafasede ourodosjogosdecomputadoremgeral,com inúmerasobras-primasainundaraslojasde softwareaumritmoalucinante. Masnãomelembro dealgumavezterjogado,ououvirfalarsequer, deste1000ccTurbo. Agorajáseiporquê. Nãoquetudosejamau,não,apenasamaiorparte. Comojásalientei,osgráficossãodebomnívelecom boaatençãonosdetalhes. Outroaspectoque sempreprezeiemqualquertipodejogoéa possibilidadedeescolha,enestecasopodemos optarentrequatromotosdiferentes;uma desportiva,umaroadstereduasoff-road. Acredito quedemonstremcaracterísticaspróprias,éuma questãodetentardescortinarquais. Fuiforçadoarecorreraomeubrandymedicinalpara suportarairritantemúsicadaintroduçãoque, infelizmente,continuaa“bombar”duranteojogo. Nasegundatentativaopteiportrocaramúsicapor som“FX”(somambienteparaosleigos)eoresultado foiaindamaisarrepiante. Semdúvida,a representaçãomaisatrozquealgumavezouvide algoqueésupostoserosomdeummotor!!Oruído sugereumacombinaçãoinfernalentreum compressoreumamáquinadelavar. Tudopoderiaserperdoadoseasimulaçãofossede qualidademas,infelizmente,éapenas marginalmentemelhordoquelevarcomumpau nascostas. Ocontroloévagoearespostaaos comandoslenta,sendomuitodifícilcompreendera dinâmicadejogo. Passadospoucosminutosa corridatorna-seentediantee,apesardosmeus esforços,nuncaconseguialcançaroprimeirolugar, nemmesmocomumadosedupladebrandy… Excelentes fontes de informação; www.lemonamiga.com www.planetemu.net Participe! Comente e partilhe ideias, sugira jogos para análise, responda aos desafios. POR: PAULO TOMÁS 1000cc Turbo 1990 Quando me deparei com o título especialmente cativante e os bons gráficos deste jogo, fiquei seguro de que estava perante mais um belo exemplo de software educacional de motociclismo e, por conseguinte, a ansiedade de explorar este achado era difícil de controlar. O que só prova que, por vezes, sou um anjinho… O melhor momento do jogo… Este painel é-me familiar Sabem como vou acabar esta curva?... …assim. Habituem-se a esta imagem
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    Reta final... A oficina daEscapes Escorpião, em Vila do Conde, albergou durante o passado mês, aYamaha SR400 que está a ser desenvolvida numa parceria entre aYamaha Motor de Portugal, a itroCkS!bikes e a Revista MOTOCICLISMO. O gerente Miguel Palmeira, após o“briefing”dado pelos designers de Matosinhos, já concluiu a obra que se afigura verdadeiramente impressionante e promete uma sonoridade deveras excitante como podem ficar a desconfiar pelas imagens anexas. Pelo menos aqui pela redação estamos impacientes para ouvir o resultado final. E se repararem, decibeis aparte, a legalidade mantém-se pois a sonda lambda continua a fazer o seu trabalho para manter a combustão o mais limpa possível. Entretanto, outros passos estão a ser dados para que a grande apresentação no próximo Lisboa Moto Show, que vai ter lugar entre os próximos dias 9 e 12 de Abril, não fique minimamnete comprometida. Os acessórios que faltavam já foram escolhidos e o estofo do assento também já está entregue em mãos experientes. A pintura tricolor evocativa desta parceria também já está em andamento. O Tó-Zé Ferreira da Tzi Designs - Custom Paint Lab também já está a fazer os preparativos para que tudo fique de acordo com o esquema inicial. Começamos é a ficar impacientes para dar uma voltinha nesta moto de sonho! Os últimos passos estão a ser dados. A nossa Zen está cada vez mais perto de se fazer à estrada, ou melhor dito, à terra! Afinal, é uma Tracker! Texto: Rogério Carmo Fotos: João Carlos Oliveira E o resultado final está à vista! Com todos os requintes! Miguel Palmeira, gerente da Escapes Escorpião, toma o peso da tarefa que tem pela frente, ou seja, uma linha de escape completa PUBLICIDADE
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    18 03/2015 Descobre umaprofissão que gostes, e não terás que trabalhar nem mais um dia na tua vida! - Confúcio Texto: Rogério Carmo Fotos: Paulo Pires flash EPRI - PSP E PELA MOTO
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    P aulo Pires éum artista. Nasceu em 1972, em Monção. Trabalha na polícia, é motociclista e um apaixonado pela fotografia. A Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública utiliza frequentemente algumas das suas imagens com elementos da PSP nas suas mensagens institucionais. Mas o Paulo também já viu trabalhos seus publicados nas revistas Zoom e ArmasTiros. Há algum tempo cruzou-se com os homens da Equipa de Prevenção e Reação Imediata (EPRI), motociclistas cujo trabalho é manter a lei e a ordem, chamados de urgência para uma grande diversidade de ocorrências e que, por não terem tempo a perder, contam com uma moto para o desempenho da sua missão. Já em tempos tínhamos, nestas páginas, publicado uma reportagem sobre esta força de intervenção que combate o crime violento. Então era a única e atuava sobretudo na zona de Setúbal, estendendo por vezes a sua atividade à capital. Mais de um ano depois a fórmula conseguiu comprovar a sua eficácia, e o comando da PSP decidiu criar mais duas novas equipas: uma em Lisboa e outra em Faro. Os veículos escolhidos foram os mesmos: as imponentes BMW R1200GS. Precisamente pela mão de Paulo Pires, chegam-nos agora fotos de alta qualidade e elevado sentido estético de precisamente uma destas equipas. A forte imagem das motos e dos seus colegas equipados, motivou-o a fazer um trabalho de alto nível cuja amostra aqui vos deixamos. Para ver mais fotos deste género deve seguir o link: https://500px.com/paulopires www.motociclismo. pt 19
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    TESTE KTM 1290 SuperAdventure / 1050 Adventure Suspensão: o sistema anti-afundamento é um passo à frente no motociclismo Motor: A resposta rápida e a suavidade a baixas rotações são marcantes Dispersão do calor do motor: Apesar do frio nos dias da apresentação, deu para perceber que o motor LC8 vai aquecer as pernas do condutor A o olhar para esta nova KTM1290 Adventure, não precisamos de muito tempo para perceber que estamos perante um caso sério de conforto, ergonomia, tecnologia e estilo. E se dúvidas tivéssemos, ficamos imediatamente esclarecidos que se trata de uma moto com vocação sobretudo estradista, mas que não se nega a fazer uns bons estradões e até mesmo alguns trilhos. As jantes raiadas, sendo a dianteira de 19 polegadas, e o grande curso das suspensões não deixam sombra de dúvida. Todos os componentes desta super aventureira parecem cumprir mais do que o seu desígnio, contribuindo para um resultado final que quase se pode dizer irrepreensível em termos de desempenho na missão de nos levar mais longe, mais rápido e com mais segurança. Começando na posição de condução, pode dizer-se que esta é quase“taylor made”, permitindo um grande nível de afinações e regulações. O novo assento de duas peças, com um forro de muito bom nível (replicado na versão 2015 da 1190 Adventure), oferece aquecimento independente para o condutor e passageiro, e pode ser colocado em duas alturas diferentes, sendo que na posição mais baixa permite ao meu metro e oitenta plantar os pés completa e firmemente no chão. O amplo guiador“cai”perfeitamente nas mãos e os punhos com aquecimento, de série, apresentam-se limpos de botões graças ao sistema tipo“joypad”estreado na 1190 e que permite, com o polegar esquerdo, percorrer e personalizar todos os menus do sistema, desde o aquecimento dos punhos até ao nível de desempenho do motor. As luzes mudam-se da melhor forma possível com o“gatilho do indicador”e, no punho direito, apenas encontramos, para além dos convencionais botões de start e corte de corrente, o botão para ligar/desligar o“cruise control”, suave no acionamento e fácil de regular através da tecla de mais e menos situada por baixo. Também as manetes, os pedais e os poisa-pés são reguláveis e ajustáveis às necessidades e gosto de cada um. O enorme depósito de 30 litros foi desenhado com a preocupação de proteger aerodinamicamente as pernas e englobar os faróis auxiliares de curva, cujo feixe de luz é regulado pela eletrónica em função da inclinação, para permitir uma iluminação perfeita da estrada sob qualquer circunstância. O ecrã é imponente, composto por três partes, uma interior que envolve o bem desenhado painel de instrumentos, uma segunda peça em acrílico fumado que faz a deflexão do ar, e o ecrã propriamente dito, transparente e facilmente regulável em altura com uma só mão, mesmo em andamento. Foi desenhado com a ajuda de simuladores virtuais e notei-o efetivamente bastante silencioso e isento de causar vibrações no capacete, mas tampouco tive Texto: Rogério Carmo Fotos: KTM AKTMreforçouasuagamaAdventurecomduasnovasmotos. Depoisdas1190e1190R,chegamagoraa1290,querepresenta oexpoentemáximoemtermosde“TravelEnduro”,ea1050,uma impressionanteversão“light”domesmoconceito. DE GAMA EXTREMOS 20 03/2015
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    www.motociclismo. pt 21 Asmais recentes aventureiras da casa austríaca: a mais luxuosa e a mais irrequieta ROGÉRIOCARMO CapaceteSchuberthC3Pro FatoTouratechCompañero LuvasDrenalineAtlas BotasAlpinestrarsRoam
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    22 03/2015 TESTE KTM 1290Super Adventure / 1050 Adventure NEM SÓ DE POTÊNCIAVIVE UMVIAJANTE, por isso a KTM dotou o seu navio almirante de todos os mimosqueumviajantedelongocursopossanecessitar. Para além do já indispensável ABS e do controlo de tração, o cruise control foi o primeiro passo no sentido de posicionar a 1290 Super Adventure como uma alternativaàsGT,juntandoaissooecrãregulávelsócom uma mão, os faróis de curva (que não tive oportunidade de testar) mas que prometem iluminar bem a estrada, por mais retorcida que ela seja, os assentos e punhos com aquecimento (o do passageiro tem regulação própria)umatomadade12Vnopainelcentral,descanso central,“crash bars”, proteções de punho e os suportes para as malas laterais e Top Case. Apenas o MSR e o HHC são opcionais. Bem vistas as coisas, o preço final até que se pode justificar perfeitamente. EQUIPAMENTO Em termos de equipamento de série pouco mais se pode pedir à Super Adventure oportunidade de atingir altas velocidades, já que as estradas da Gran Canária, escolhidas para esta apresentação, na sua grande parte e apesar de asfaltadas, ou pareciam“esses” de um autódromo ou retorcidos trilhos de montanha, alguns com pisos bastante degradados e soltos. Quase de propósito para fazer sobressair o desempenho das suspensões e a potência ou a suavidade do motor, conforme o caso. A manobrar, fica-se com dúvidas sobre o peso do conjunto, parecendo ainda mais leve do que os anunciados 229 kg (sem combustível). Mas é em estrada aberta, com curvas e bom piso, que se consegue o maior índice de satisfação e o maior prazer de condução. A suspensão semi-ativa (a informação sobre o peso que lhe carregamos e qual a utilização que pretendemos é programável no computador de bordo) adapta-se por si ao tipo de piso, permitindo a utilização de uma maior ou menor percentagem dos 200 mm de curso que disponibiliza. E evita o afundamento sob travagem e sob aceleração, mantendo a moto direita e firme, permitindo travar no limite do desempenho excecional dos conjuntos Brembo, mesmo até ao centro da curva, e acelerar brutalmente na saída, proporcionando uma confiança fora de série que permite desafiar o MST, o famoso sistema de estabilidade que optimiza o desempenho do ABS e do controlo de tração em curva. Outra vantagem do sistema“anti afundamento”é manter o foco de luz direcionado sempre para o centro da estrada, já para não mencionar a poupança de energia obtida durante uma condução mais empenhada, e que permite maiores tiradas com muito menos cansaço. Em condução a ritmos muito para lá do limite do bom senso, a ciclística revela-se exímia na arte de proporcionar prazer de condução, garantindo que o conjunto não se desequilibra nem perde a compostura, proporcionando trajetórias limpas mesmo sob acelerações fortes e travagens brutais. Os modos de motor, além de alterarem a entrega de potência, otimizam o controlo de tração, sendo que o modo“sport” Elevados padrões de qualidade fazem desta moto uma opção muito válida para os grandes viajantes
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    www.motociclismo. pt 23 Motor Tipo: 4T, 2 cil. emV a 75º, com refrigeração por líquido Distribuição: DOHC, 4 válvulas por cilindro Cilindrada: 1301 cc Diâmetro x curso: 108 x 71 mm Potência declarada: 160 cv às 8.750 rpm Binário declarado: 140 Nm às 6.750 rpm Alimentação: injeção eletrónica Keihin 52mm Embraiagem: deslizante PASC Transm. secundária: por corrente Ciclística Quadro: treliça de tubo de aço CrMo Suspensão dianteira: WP semi-ativa c/ reg. eletrón. e bainhas de 48 mm Suspensão traseira: monoamortecedor semi ativo WP, c/ reg. eletrónica, Travão dianteiro: dois discos de 320 mm, compinçasBrembode4pistões com aplicação radial e ABS Travão traseiro: disco de 267 mm c/ pinça de 2 pistões e ABS Medidas dos pneus: 120/70-19’’(F) / 170/60-17’’(T) Peso e dimensõES Distância entre eixos: 1560 (+/- 15mm) mm Distância mín. ao solo: 220 mm Altura do assento: 860 / 875 mm Capacid. do depósito: 30 litros Peso (a seco): 229 kg Preço: 19.385 € Ficha técnica Ponto final A KTM 1290 Super Adventure é a evolu- ção natural da 1190 Adventure, para um patamar de luxo. Em termos de mercado apenasencontrarivalnaBMW“GSA”etem alguns trunfos na manga para a eventua- lidade de um confronto direto. Pela nossa parte estamos “em pulgas” para o fazer. Esta KTM super luxuosa e hiper equipada proporciona um enorme prazer de condu- ção e uma grande sensação de segurança seja qual for o tipo de utilização que lhe destinemos, e a suavidade do motor, so- bretudonagamabaixaderotação,foiuma dasgrandes surpresasaparcomoelevado nível de acabamentos e acessorização. permite uma condução mais arrojada do que o“street”, ambos a permitirem ao LC8 debitar toda a sua potência apesar das diferentes formas de entrega da mesma. Os modos“rain”(chuva) e“off road” extremam o controlo da derrapagem e limitam a potência máxima disponível a uns “escassos”100 cavalos. Para quem gostar de sensações fortes, existe a possibilidade de desligar o controlo de tração em qualquer dos modos. Estas páginas são manifestamente escassas para revelar todos os pormenores técnicos que os austríacos usaram para chegar ao resultado final desta sua nova criação. Mas desde o quase desnecessário amortecedor de direção até ao indicador da pressão dos pneus, a Super Adventure está dotada de inúmeras pérolas tecnológicas como o sistema MSR (opcional) que reforça o desempenho da já conhecida embraiagem deslizante PASC, e que acelera ligeiramente o motor em caso de óbvios excessos de condução e sempre com o intuito de precaver o ressalto e o bloqueio da roda traseira sob desaceleração. Nem lhe falta sequer um dispositivo antirroubo, nem o mais recente HHC, o assistente de arranque em subida (também opcional e que mantém a moto travada durante uns segundos, suficientes para se fazer o“ponto de embraiagem”sem stress), ou o desligar automático dos piscas. Ainda oferece os“crash bars”, luz diurna em LED, e vem equipada de série com descanso central e proteções de punhos. LC8 Power O MOTOR LC8 deriva diretamente da unidade estreada no ano passado na Super Duke! Um grande trabalho de de- senvolvimentonascabeças doscilindros,noscorposde alimentaçãoe,sobretudo,na eletrónica, tornaram o LC8 numaverdadeirafábricade potência, quase isenta de vibraçõesemuitosuavenos regimes mais baixos. A ignição dupla em cada cilindro é acionada por dois mapas distintos, con- trolandocadaumasuavela, garantindomaispotênciae melhor rendimento. Os veios de excêntricos dos camessãorevestidosaDLC, umatécnicaqueostornada rigidezdosdiamanteseque proporciona níveis muito baixos de fricção. Os pistões de estrutura box-in-a-box, apesar de terem mais 3 milímetros de diâmetro que os da 1190 Adventure, pesam menos 47 gramas, contribuindo para uma menor inércia de massas e consequente diminuição das vibrações. Orevestimentodoscilindros aGrafalminimizaafricçãoe promoveumadurabilidade elevada. Tudo isto para garantir que logo desde as 2.500 rpm já estejamdisponíveismaisde 100 Nm de binário, que são completamentecontrolados por diversos sistemas para garantir níveis muito eleva- dos de segurança. Partindo do acelerador “ride-by-wire”,osdesejosdo condutorsãomonitorizados atravésdodoMSC(controlo de estabilidade) que regula o controlo de tração, o ABS eonovoMSRque,emcola- boraçãocomaembraiagem deslizante, evita o bloqueio da roda traseira em caso de forte redução. A eletrónica é a grande aliada do condutor na tarefa de digerir toda a potência gerada pelo LC8 O“joypad”que comanda todas as funções vitais destas motos é muito fácil de usar
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    24 03/2015 TESTE KTM 1290Super Adventure / 1050 Adventure KTM 1050 ADVENTURE O saustríacossabiamquetinham um grande trunfo na mão na apresentaçãodestanova1050 Adventure. Era precisa muita confiança para, depois de pôr os jornalistas a rolar um dia inteiro com uma moto “premium” como a 1290 Super Adventure, cheia de potência, charme e gadgets tecnológicos, sentarem- nos na mais modesta 1050 e mandá-los rolar. Normalmente, nestas apresentações, acontece precisamente o oposto! O traçado escolhido era ainda pior que o do dia anterior, com mais estradas em mau estado, com ganchos sucessivos, bem empinados, a subir e a descer. Mas a leveza da 1050, a suavidade do motor que disponibiliza binário desde muito baixos regimes sem quaisquer hesitações, e a facilidade com que sobe de rotação até ao limitador, depressa fez a maralha crítica render-se aos seus encantos. Tecnologicamente a 1050 tem por base as suas irmãs mais crescidas, usando o mesmo quadro, motor, transmissão e grande parte dos componentes da ciclística. O motor foi substancialmente acalmado para poder responder às expetativas dos menos experientes ou daqueles com mais preocupações económicas, e também pode ser limitado a 35 Kw para poder corresponder às especificações da carta A2. No entanto, no arranque, as suas prestações mantêm-se praticamente iguais às dos modelos mais potentes, acompanhando-os taco-a-taco até às 6000 rpm. Mantém a embraiagem deslizante e os diversos modos de motor proporcionados pelo acelerador eletró- nico, tal como o controlo de tração e o ABS da Bosch, também aqui desligáveis. A forquilha é diferente, sendo convencional, mais leve e menos complexa mas, tal como o amortecedor traseiro, garante um desempenho irrepreensível em qualquer tipo de situação, até porque ambos beneficiam da leveza das novas jantes de alumínio, que representam uma substancial redução de peso do conjunto e sobretudo do peso não suspenso. O nível de acabamentos e a qualidade de construção tampouco foram negligen- ciados, apresentando, tal como as outras motos da gama, mais valias significativas como o escape e ponteira em inox, o equipamento de travagem integralmente da Brembo, a corrente da transmissão de alta qualidade, afinações para as peseiras, guiador e manetes, e o característico “feeling”de uma KTM de gema! Motor Tipo: 4T, 2 cil. emV a 75º , com refrigeração por líquido Distribuição: DOHC, 4 válvulas por cilindro Cilindrada: 1050 cc Diâmetro x curso: 103 x 63 mm Potência declarada: 95 cv às 6.200 rpm Binário declarado: 107 Nm às 5.750 rpm Alimentação: injeção eletrónica Keihin 52mm Embraiagem: deslizante PASC Transm. secundária: por corrente Ciclística Quadro: treliça de tubo de aço CrMo Suspensão dianteira: WP c/ bainhas de 43 mm Suspensão traseira: monoamortecedorWP Travão dianteiro: dois discos de 320 mm, compinçasBrembode4pistões com aplicação radial e ABS Travão traseiro: disco de 267 mm c/ pinça de 2 pistões e ABS Medidas dos pneus: 110/80-19’’(F) / 150/70-17’’(T) Peso e dimensõES Distância entre eixos: 1560 mm (+/- 15mm) Distância mín. ao solo: 220 mm Altura do assento: 850 mm Capacid. do depósito: 23 litros Peso (a seco): 212 kg Garantia: 2 anos Preço: 13.634 € Ficha técnica Fácil de conduzir, muito leve e manobrável, ágil e potente“qb”, com uma subida de rotação que faz as delícias dos sentidos, a 1050 é uma moto de grande nível O modelo de entrada na gama Adventure da marca laranja foi uma agradável surpresa nesta apresentação mundial. Saiba porquê!
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    www.motociclismo. pt 25 Pontofinal Para quem quiser uma moto exclusiva, polivalente,capazdeenfrentartodoequal- quer desafio, esta KTM 1050 Adventure é uma séria opção. Isto porque, além de ser a mais barata da gama, é muito leve e fácildeconduzir,económicaeconfortável, bem equipada e com uma ciclística topo de gama, que, além de garantir elevados níveisdediversão,comconsumosreduzidos e elevados padrões de segurança, oferece aindaumagrandequalidadedeconstrução e o estilo carismático da marca laranja. A 1050 é baseada na mesma plataforma tecnológica das suas irmãs mais crescidas
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    26 05/2010 Stefan Pierer OpresidentedaKTMfala-nos dasrazõesdocrescente sucessodamarcaaustríaca, dafuturagamadeestradada Husqvarnaedoregresso anunciadoaoMotoGP. PROMISSOR FUTURO 2603/2015 EnTrevisTa O Presidente/CEO da KTM, Stefan Pierer, é a personalidade mais significativa do motociclismo europeu. Com 8,5% de quota no total do mercado de motociclos na Europa e as vendas a subirem em mercados emergentes em várias partes do Mundo, a empresa austríaca – na qual a Bajaj Auto, segundo maior construtor indiano, detém 47% das ações – tem uma presença global em quase todos os segmentos, tanto em estrada como no Off Road. Em 2014 as coisas continuaram a melhorar, e o sucesso em competição a justificar o mote“Ready to Race”. Toni Cairoli (MXGP) e Jordi Tixier (MX2) fizeram o pleno de títulos mundiais de Motocross para a KTM, o mesmo sucedendo no Enduro com Christophe Nambotin e Matthew Phillips, com Pierre-Alexandre Renet a completar o domínio do construtor austríaco, vencendo a classe Enduro 2 aos comandos de uma Husqvarna, igualmente feita na fábrica da KTM em Mattighofen. Marc Coma assegurou em 2014 a 13ª vitória consecutiva da KTM no Dakar (e a 14ª já em janeiro deste ano). Na Velocidade, a KTM manteve o título mundial de Construtores em Moto3, embora tenha perdido o campeonato de pilotos, com Jack Miller incapaz de bater Texto: Alan Cathcart Fotos: KTM
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    a Honda deAlex Márquez, apesar de ter discutido o título até à última corrida da época - que venceu - , na mesma ocasião em que Stefan Pierer anunciou o regresso da KTM ao MotoGP em 2016. A oportunidade de me encontrar com Stefan Pierer para mais uma entrevista, no seu escritório privado fora da fábrica de Mattighofen, revelou o que está por detrás desta história de sucesso e os seus planos para continuar a crescer no futuro. Alan Cathcart - Stefan, a KTM parece continuar a voar alto. Pode fazer-nos um resumo da situação atual? Stefan Pierer – Sim, tivemos outro ano recorde em 2014, com um aumento de 20,7% na receita, para 864,6 milhões de euros. Construímos 158.760 motos, mais 28,2% que em 2013, incluindo 15 mil Husqvarna. É um resultado extraordinário, qualquer coisa em torno dos 72 ou 73 milhões de lucros. E foi a primeira vez, na história da marca, que construímos mais de 100 mil motos aqui na Áustria, na nossa fábrica de Mattighofen, na qual investimos cerca de 85 milhões de euros. Isto significa que, desde começámos a produção aqui, em 1999, mais de 1,2 milhões de veículos foram produzidos nesta fábrica de acordo com a nossa filosofia“Ready to Race”! A.C. – E qual é o balanço entre as KTM de estrada construídas em 2014 comparativamente com os modelos de todo-o-terreno? S.P. – Este foi o primeiro ano em que a nossa produção de estrada foi maior que a de Off Road – embora também tenhamos crescido nas vendas de motos de TT, os segmentos de estrada estão a crescer mais rápido que quaisquer outros. A.C. – Como é que essas vendas se dividem entre mercados emergentes, como a Índia e a América do Sul, e os mais maduros, como a Europa, Estados Unidos, Austrália e Japão? S.P. – 2014 foi o também o primeiro ano em que mais de 50% das vendas foram fora da Europa – 48% na Europa e 52% fora. Os Estados Unidos e Canadá representam 23% das vendas, pois o mercado dos Estados Unidos parece ter recuperado e continua a crescer, cerca de 20% cada ano para 25 mil motos, e ainda é o nosso maior mercado. Mas o maior crescimento vem de países asiáticos como a Malásia, Filipinas, Indonésia, Vietname e Cambodja. E a América Latina também tem crescido rapidamente, com a Colômbia a ser o mercado melhor sucedido. O nosso distribuidor lá vende cerca de 120 mil motos Bajaj por ano, montadas a partir de kits CKD, e quase 4000 KTM, com 90% delas vindas também da Índia em kit CKD - (nota do tradutor: CKD -“complete knock-down”, aplicado a veículos que são exportados em peças para posterior montagem em fábricas de outro país, com vantagens, nomeadamente, a nível de impostos locais). A.C. – Quantas fábricas de montagem tem a KTM em funcionamento? S.P. – Na Malásia e na Colómbia, e a do Brasil entrará em funcionamento nos próximos meses. Depois será a Argentina, e estamos a planear seriamente as Filipinas. Mas a maior, claro, é a da nossa parceira Bajaj na Índia, com 300 pessoas na fábrica de Pune, e no ano passado também começámos a montar KTM na China, com a CFMoto, a partir de kits CKD enviados da Índia, e está a correr bem, muito bem. Os protótipos das Husqvarna Svartpilen e Vitpilen, que serão modelos de produção em série em 2017 Em 2014 foram construídas mais de 100 mil motos na fábrica de Mattighofen www.motociclismo. pt 27
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    28 03/2015 ENTREVISTA Stefan Pierer A.C.– Atualmente, a gama de KTM construídas pela Bajaj consiste nas Duke e nas desportivas RC125/390. Há dois anos disse-me que pretendia que fosse ali produzida uma gama de motos“dual purpose”. Isso ainda vai acontecer? S.P. – Ainda não. Os próximos modelos a serem fabricados na Índia serão as Husqvarna Vitpilen e Svartpilen, as concept bikes que vimos em Milão. São baseadas na ciclística das Duke, e esses protótipos estão muito próximos do que será a versão de produção. Estarão nos concessionários como modelos 2017, com a produção a começar no final de 2016. A.C. – Parece que conseguiram tornar a Husqvarna num sucesso, nesta era pós-BMW? S.P. – As vendas da Husqvarna em 2014 foram as mais altas de sempre, 15 mil unidades, o que, admito, ficou para lá das minhas expetativas. Acredito que a marca tem um potencial enorme, especialmente nos Estados Unidos, mas não esperava que a integração com a Husaberg decorresse de forma tão tranquila. Já ninguém fala das Husaberg – toda a gente está contente de ter a Husqvarna, e é isso que conta. Este sucesso convenceu-me, mais cedo do que era minha intenção, em avançar na direção dos modelos de estrada com a Husqvarna, e é isso que estamos a fazer agora, de forma muito agressiva. Assim, para além da gama Off Road, vamos produzir uma família completa de Husqvarna de estrada, de 125 a 390 cc numa plataforma conjunta com as KTM fabricadas na Bajaj, e faremos o mesmo para as plataformas construídas em Mattighofen, desde a monocilíndrica 690 cc até à 1290 Super Duke. Serão modelos distintos, com a marca Husqvarna e um conceito bastante diferente dos modelos KTM equivalentes. Vamos poder ver uma“power cruiser”com uma imagem verdadeiramente“cool”, vamos ter clássicas modernas com componentes de topo, que trarão de volta o tipo de motos que tivemos desde o início da década de setenta até aos anos oitenta, mas num contexto moderno. Não serão motos retro como as outras – sabes, baratas, lixo reciclado e fora de moda. Terão componentes realmente“high tech”, mas direcionados para a facilidade de condução. New Classic – este será o mote da Husqvarna, com a KTM a ser a marca“Ready to Race”, e com estes dois conceitos de marca em conjunto conseguimos cobrir todo o mundo das motos.“New Classic”não é retro, é uma nova definição, um novo segmento de mercado que tem em consideração que nem toda a gente quer ir correr, ou conduzir no dia a dia como se estivessem a correr. Conduzir com calma e com estilo, mas com tecnologia de topo – isso será a Husqvarna, o “New Classic”. A.C. – Passemos agora a algo completamente diferente e que é uma parte fulcral do ADN da KTM - a “A marca Husqvarna tem um potencial enorme”
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    www.motociclismo. pt 29 competição.Já foi anunciado o regresso da KTM ao MotoGP, mas eu lembro-me de, numa entrevista nossa anterior, me ter dito que“o MotoGP é só uma maneira de perder dinheiro, foi por isso que saímos – não faz sentido gastar tanto dinheiro para acabar em sexto.”Agora mudou de opinião. Porquê? S.P. – Porque penso que, como fabricante de motos desportivas e de competição, temos uma séria responsabilidade para com os nossos clientes no que respeita a segurança. A segurança é uma das pressões mais importantes que enfrentamos a nível europeu. Há 15 anos que trabalho como Vice-Presidente da ACEM, a associação da indústria europeia de motos, e acho que, se os políticos em Bruxelas pudessem escolher, proibiriam o uso de motos nas estradas públicas – eles gostariam de nos banir por completo. Mas, vamos ser honestos, se a tua superdesportiva já chega aos 200 cavalos, ou mais, é impossível argumentar que o lugar dela é na estrada – na verdade já não é. Mas gostava de produzir uma sucessora para a RC8 V-twin existente – de modo que faremos o seguinte. Vamos fabricar uma superdesportiva, mas apenas para uso em circuitos fechados – ou seja, não será homologada para venda como moto de estrada! Então, para a produzir, vamos para a melhor arena de desenvolvimento de protótipos que existe, que é o MotoGP, e para a temporada de 2016 vão ser introduzidas novas regras, nivelando a grelha com um sistema de eletrónica standard. E a KTM poderá lutar com a Honda,Yamaha, Ducati, Suzuki e Aprilia numa mesma base. É esse o conceito para o desenvolvimento da moto. Vamos chamar-lhe RC16, e ficará disponível para o cliente normal utilizar em track days ou de forma privada em circuito, mas nunca na estrada. Será uma séria ferramenta de competição e apenas para uso em circuito fechado. A.C. – E não farão o mesmo que a Ducati com a Desmosedici RR, fabricando uma versão homologada desta moto de MotoGP? S.P. – Não, porque na KTM achamos que uma desportiva com este nível de performance não tem lugar nas vias públicas. A.C. – Alguma ideia do preço? E que quantidades esperam construir? S.P. – Talvez entre 100 a 200 unidades, algo assim. Depende de conseguirmos um preço realmente competitivo para os clientes normais a comprarem para track days. Se falarmos em 700 mil euros, então decerto que será um mercado muito limitado – mas se descermos para, talvez, entre os 100 e os 200 mil euros, então já é diferente. Eu acho que vamos conseguir um preço muito justo, uma vez que já temos muitos dos fornecedores dentro do mesmo grupo que a KTM – a WP para as suspensões, a Pankl para componentes do motor, Wethje para os compósitos de carbono… No ano passado tivemos mais de 150 unidades da RC250R de Moto3 a correr em vários campeonatos em todo o Mundo, e o fornecimento de peças e suporte técnico já se está a pagar como negócio, o que justifica o investimento. Espero que algo semelhante se venha a passar com a RC16. A.C. – Será umV4 a 75 graus, como o último motor 990 cc de MotoGP de há dez anos? S.P. – Não, será quase 90º, ligeiramente menos, para termos mais flexibilidade na frente em diferentes circuitos – foi o que aprendemos com a Honda e ao estudar atentamente o que os outros estão a fazer. Mas será o mesmo projetista do 990, e também do nosso motor Campeão em Moto3, Kurt Trieb. O Kurt está muito motivado! Vamos ter um quadro tubular, que é uma afirmação clara, tal como em Moto3, onde mostrámos ao Mundo inteiro que um quadro tubular é muito melhor que qualquer outra coisa em alumínio – ao contrário do que a Ducati parece pensar. A.C. – Qual é a calendarização prevista para este projeto? S.P.– Por volta de maio ou junho deste ano o motor vai começar a rodar em banco de ensaio, e esperamos fazer os primeiros testes algures no outono. Planeamos correr em 2017, a época completa, mas talvez no final de 2016 possamos fazer um par de corridas como wild cards, para ter algum treino em corrida. A KTM continuará a manter o “Ready to Race”como conceito, e a Husqvarna adotará o mote “New Classic”para uma nova gama de motos de estrada
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    30 03/2015 ENTREVISTA Stefan Pierer A.C.– Um dos vossos clientes em Moto3, através da sua equipaVR46, é oValentino Rossi.Vão dar-lhe a oportunidade de vos ajudar a desenvolver a moto? S.P. – Acho que primeiro temos de mostrar que temos um conceito competitivo, mas o Valentino é uma pessoa muito séria e de muita confiança, e claro que, se ele quiser fazer alguma coisa, abrimos-lhe as portas de par em par. A.C. – Isto significa o final das Superbike para a KTM? Quando falámos há dois anos disse-me que, pelo contrário, no que à KTM dizia respeito, as SBK eram o futuro. S.P. – Não, não há mais Superbike para a KTM, e isto porque o Mundial de SBK, falando honestamente, foi destruído pela Dorna quando eles tomaram conta do campeonato. Não há publicidade, não há TV nem cobertura de media, e se quisermos estar presentes a sério, também é bastante caro. E, para mais, agora têm novos regulamentos. A.C. – Mas os novos regulamentos são destinados a prevenir o facto de termos motos de MotoGP com luzes nas corridas de Superbike, regressando-se assim ao conceito de moto de estrada modificada. Isso não é suficiente para justificar a inscrição da RC8? S.P. – Não, assim que a RC16 estiver disponível para os clientes paramos com a RC8. O desenho é fenomenal, diria que ainda é uma obra-prima e não existe mais nada assim. É uma Superbike clássica – mas, com o aumento das preocupações em torno da segurança, temo que motos como esta já não tenham lugar na estrada, só em circuitos fechados. A.C. – Até aqui passámos um bom bocado a falar, mas sem nunca mencionar o Off Road. Será que isto reflete o facto da KTM estar a fazer uma mudança de direção? S.P. – Não, não, não! Talvez visto de fora pareça que tudo está direcionado para as motos de estrada, devido ao sucesso que temos tido com as nossas vendas, mas no todo-o-terreno ainda somos a referência e os líderes de mercado. Nos modelos de 2016 veremos uma gama de Motocross totalmente nova e que é de topo, com tudo novo – motores, quadros, tudo, e será o padrão a atingir pelos meus colegas japoneses. As novas KTM serão as motos de MX mais leves em todas as classes, apesar de virem com arranque elétrico de origem – talvez até as equipas japonesas percebam que isto nos está a ajudar a ser repetidamente Campeões do Mundo, porque no Motocross, se cairmos, basta premir o botão vermelho e voltamos à ação muito mais depressa. Em junho teremos uma apresentação à imprensa para anunciar tudo isto – mas em 2016 tudo muda nas KTM de fora-de-estrada! A.C. – E a KTM vai continuar com as dois tempos? S.P. – As dois tempos ainda estão vivas! Fabricámos 26 mil no ano passado, e no ano anterior tinham sido 22 mil, por isso ainda é um setor em crescimento, com 10% de aumento a cada ano. Eu sei que vou satisfazer muita gente ao assegurar-lhes isto: a KTM vai continuar a produzir motos a dois tempos, porque temos uma longa herança nestes motores, somos líderes de mercado e temos uma base de clientes muito fiel e com quem podemos contar. O nosso sucesso é um pouco baseado na corrente crise financeira, porque a liquidez dos clientes está a descer e, numa dois tempos, podemos fazer quase tudo nós mesmos. A manutenção é menos dispendiosa e até agradável, as pessoas gostam de a fazer, e a moto é mais leve e fácil de conduzir. E, falando de motos leves e acessíveis, vamos continuar a fazer minimotos para a próxima geração de miúdos, especialmente a 85 cc. Temos uma nova a caminho que, diria, será a primeira porta de entrada profissional para futuros Campeões do Mundo. Stefan Pierer com Kurt Trieb, responsável pelo motor de Moto3 (na foto) e, atualmente, também pelo motor com que a KTM vai regressar ao MotoGP
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    BMW Motorrad bmw-motorrad.pt Pelo prazer deconduzir NOVAS COLEÇÕES RIDE E STYLE 2015.E STYLE 2015.E FICA BMW DA CABEÇA AOS PÉS, NOVAS COLEÇÕES RIDE FICA BMW DA CABEÇA AOS PÉS, NOVAS COLEÇÕES RIDE DE ALMA E CORAÇÃO. FICA BMW DA CABEÇA AOS PÉS, DE ALMA E CORAÇÃO. FICA BMW DA CABEÇA AOS PÉS, A nova Coleção STYLE e RIDE 2015 não fala só de moda. Fala de adrenalina, de velocidade, de paixão e de estilo de vida. Este ano, o Equipamento BMW Motorrad apresenta linhas mais modernas e urbanas. Uma coleção que vai da linha casual STYLE, à linha de proteção e segurança RIDE, para utilizar sempre que te sentares na tua BMW. Visita já um concessionário BMW Motorrad ou sabe mais em facebook.com/bmwmotorradportugal MAKE LIFE A RIDE.*
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    QUANDO DUAS……fazem amesma coisa, mas na realidade são diferentes. BMW S1000XR e Ducati Multistrada 1200 S: ambas são aventureiras, têm um“look”semelhante, pesam quase o mesmo, custos de aquisição do mesmo nível, e ainda assim são diferentes. Aqui fica uma primeira análise técnica. BMW S 1000 XR A face típica da BMW, com óticas simétricas, mas funcionalidades assimétricas. O ecrã é ajustável em altura 32 03/2015 FRENTE A FRENTE BMW S1000XR e Ducati Multistrada 1200S DVT Texto: Stefan Kaschel Fotos: Marca
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    O s direitos depropriedade estão em Bolonha, isso é claro. Desde 2010 que a Ducati atirou todas as intenções de fora de estrada pela janela fora e agarrou no motor da superdesportiva 1198 – com menos 20 cv, mas mesmo assim com 150 cv de potência, o que era assinalável -, colocando-o numa estrutura tradicional mas com“pernas”longas. Um novo segmento tinha sido criado com a Multistrada. As outras marcas demoraram a reagir e, mesmo atualmente, é difícil encontrar adversárias dentro deste estilo. Por isso, a BMW tem uma nova artista! Sob o lema“sport adventure”, chega a S1000XR, que quase cinco anos depois parece uma Multistrada mas com quatro cilindros. Suspensões mais altas, muito equipamento, confortável e muito rápida. Isto são características que se aplicam a ambas. A questão que os potenciais clientes devem colocar é: qual delas é que vou querer para mim? Normalmente as respostas a esta questão acabam por recair sobre o preço. Por isso, a Ducati pede pela versão S da Multistrada nada menos do que 19.649€. Além das peças em fibra de carbono que ajudam a manter o peso baixo, há outras coisas que saltam à vista como discos de travão maiores (330 mm em vez de 320 mm da versão base) e pinças Brembo Evo M50, suspensão semi-ativa da Sachs, jantes forjadas e ainda luzes LED com função “cornering”. Na BMW as coisas são um pouco diferentes. À primeira vista o preço é de 16.603€, e a S1000XR apenas está disponível numa única versão base. Mas a BMW não seria a BMW se não disponibilizasse um conjunto equipamentos opcionais, que normalmente são apresentados ao cliente em forma de pacotes. Sem eles, a XR não é tão completa. Portanto, será expectável que ninguém recuse a aquisição da moto com o Pack Touring (1.290€), porque sem ele não temos a esplêndida suspensão semi-ativa Dynamic ESA, suportes para as malas laterais e top-case, e punhos aquecidos. E isto é apenas uma parte do conjunto completo, pois ainda recebemos o descanso central e a pré-instalação de GPS. Tudo somado dá 17.893€. Mas as melhores coisas ainda estão por contabilizar: para receberrmos o Ducati Multistrada 1200 S Nova cara para a Multistrada, com“bochechas”mais gordas e luzes em LED. Ecrã ajustável em altura www.motociclismo. pt 33
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    Quick-Shift Assistant Pro,que permite subir e descer rápida e suavemente de relações de caixa, o controlo de tração dinâmico DTC em vez do“básico”controlo de estabilidade, os modos de condução Pro, o controlo de velocidade, ou ainda os intermitentes transparentes em LED teremos de incluir no preço da moto o Pack Dynamic (1.030€). No total perfaz 18.923€, 726€ a menos do que o que pagamos pela Multistrada 1200 S. Na Ducati temos um painel de instrumentos a cores (ver à direita), e que inclui um sistema multimédia que nos informa, por exemplo, de chamadas ou mensagens no telemóvel via Bluetooth, óticas em LED que na BMW são extra, além de um assento ajustável de 825 mm a 845 mm. A única variante de assento disponível para a S1000XR é um mais baixo (altura de série é de 840 mm). Será que temos um empate? Não, porque o descanso central, os punhos aquecidos e as malas apenas estarão disponíveis com o Ducati Travel Pack, e o quick-shift não existe mesmo como opcional. As malas da BMW são também um extra. Com as necessidades fundamentais satisfeitas, as diferenças são muito pequenas para as distanciar. Pelo menos mais pequenas do que as diferenças nos motores: dois ou quatro cilindros, 1200 ou 1000 cc? São, de facto, dois mundos totalmente diferentes mas que competem num mesmo campo de batalha. O motor V2 a 90º da Ducati, agora com abertura variável das válvulas, está muito bem adaptado a esta moto de estilo aventureiro, algo que o motor de elevada performance da S1000XR tem ainda de provar que é capaz de fazer. Mas atenção: a potência e, essencialmente, a capacidade de aceleração desta alemã, que utiliza o mesmo motor da Potênciaàroda Aceleração em km/h 15 0 30 45 60 75 90 105 120 135 150 20 5 35 50 65 80 95 110 125 140 155 25 10 40 55 70 85 100 115 130 145 160 165 170 175 180 185 190 195 200 205 15 30 45 60 75 90 105 120 20 50 65 80 95 110 125 35 5 0 10 25 40 55 70 85 100 115 130 135 140 145 1,3596 PS = 1 kW 0,7355 kW = 1 PS 0 50 100 150 200 250 300 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 BMW S 1000 R 116,2 kW (158 CV) aos 226 km/h Ducati Multistrada 114,0 kW (155 CV) aos 259 km/h 40 70 100 130 160 30 60 90 120 150 20 50 80 110 140 170 10 kW CV Desempenhodomotor Regime do motor 1/rpm x 1000 15 0 30 45 60 75 90 105 120 135 150 20 5 35 50 65 80 95 110 125 140 155 25 10 40 55 70 85 100 115 130 145 160 165 170 175 180 185 190 195 200 205 1,3596 PS = 1 kW 0,7355 kW = 1 PS kW CV 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 BinárioemNm(Newtonmetro) BMW S 1000 R 123,7 kW (168 CV) às 10800/rpm 117 Nm às 9200/rpm Ducati Multistrada 117,9 kW (160 CV) às 9500/rpm 137 Nm às 7500/rpm 10 40 70 100 130 160 30 60 90 120 150 180 20 50 80 110 140 170 0 10002000300040005000600070008000900010000110001200013000 70 80 90 100 110 120 130 140 Potência concentrada: o quatro em linha é mais largo do que o V2, mas é mais baixo e mais curto Abordagens diferentes: painel convencional da BMW com conta-rotações analógico. A versão S da Multistrada conta com um elaborado ecrã de quatro cores UmVenão umL:oelabora- domotorDesmodrómico contacomválvulasdeaberturavariável Motore Medições 1  Medições Motorrad com motor de uma BMW S1000R num banco Dynojet 250. Medições da Ducati fornecidas pela marca MEDIÇÕES1 À primeira vista destaca-se claramente a performance do motor da Ducati ao longo da gama de rotações. Caso encerrado. Vi- tória para a italiana. Ou não? Mas ninguém compara os motores pela velocidade das rotações, mas sim pela velocidade real, e aí a situação muda radicalmente. A começar nos 60 km/h e até quase aos 250 km/h é a BMW que bate a Ducati em termos de ent- rega de potência máxima à roda traseira, mas a Ducati contra-ataca esgotando a potência máxima apenas aos 259 km/h, enquanto a S1000XR começa a perder fôle- go a partir dos 226 km/h. Potência à cambota Potência à roda BMW DUCATI 34 03/2015 Será que isto é permitido? A Motorrad utili- zou um motor da S1000R – idêntico ao da S1000XR – para medir e comparar com os va- lores já publicados pela Ducati. Como não es- tamos a precisar de verificar com 100% de exatidão os valores e prestações, queremos apenas demonstrar as diferentes característi- cas destes motores com conceitos diversos.
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    naked S1000R, éabsolutamente espantoso! Na realidade a performance dos motores não é exageradamente diferente, por isso, a decisão final entre comprar uma ou outra terá de ser feita num outro nível. Mas qual? Suspensões eletrónicas semi-ativas com componentes da Sachs e eletrónica Bosch há nas duas, embora a Multistrada ofereça um maior curso de Fichatécnica BMW S 1000 XR Ducati Multistrada 1200 S Tipo de motor 4T, tetracilíndrico em linha, refrigeração por líquido 4T, bicilíndrico em V a 90º, refrigeração por líquido Injeção 4 x Ø 48 mm 2 x Ø 56 mm Embraiagem multidisco em banho de óleo, com função deslizante multidisco em banho de óleo, com função deslizante Diâmetro x curso 80,0 x 49,7 mm 106,0 x 67,9 mm Cilindrada 999 cm³ 1198 cm³ Taxa de compressão 12,0:1 12,5:1 Potência declarada 118,0 kW (160 cv) às 11000/min 117,7 kW (160 cv) às 9500/min Binário declarado 112 Nm às 9250/min 136 Nm às 7500/min Quadro tipo ponte, em alumínio tipo treliça, em aço tubular, com reforços laterais em alumínio Suspensão frontal forquilha invertida, Ø 46 mm forquilha invertida, Ø 48 mm Amortecedor de direção sim, hidráulico sim, hidráulico Travão frontal/traseiro Ø 320/265 mm Ø 320/265 mm Sistemas de assistência ABS, controlo de tração ABS, controlo de tração Jantes 3.50 x 17 ; 6.00 x 17 3.50 x 17 ; 6.00 x 17 Medidas dos pneus (F/T ) 120/70-ZR17; 190/55-ZR17 120/70-ZR17 ; 190/55-ZR17 Distância entre eixos 1548 mm 1529 mm Ângulo col. de direção 64,5º 66º Trail 117 mm 109 mm Curso da suspensão (F/T) 150/140 mm 170/170 mm Altura do assento 840 mm 825 a 845 mm Peso a cheio 228 kg 232 kg Capacidade do depósito 20,0 litros 20,0 litros Intervalos de serviço 10000 km 15000 km Preço base 16603 Euros 19 649 Euros Garantia 2 anos 2 anos Opção 1: BMW S1000XR, com um pequeno bico e escape lateral baixo BMW DUCATI Punho esquerdo recheado: nesta era das ajudas eletrónicas, o polegar tem muito trabalho. A BMW facilita com uma roda para selecionar as diferentes opções 36 03/2015
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    suspensões (ver fichatécnica). Tal como em tantas outras coisas, ambas as motos oferecem quatro modos de condução, em que apenas os nomes são diferentes. O que a Ducati denomina de “Urban”,“Touring”,“Road”e“Sport”, a BMW contrapõe com“Rain”,“Road”,“Dynamic”e “Dynamic Pro”. Isto significa que a resposta do motor, a afinação das suspensões e a sensibilidade do controlo de tração são adaptadas às diferentes condições da estrada e da condução. Ambas utilizam o aclamado sistema eletrónico da Bosch para dominar o controlo de tração, ABS ou o“anti wheelie”. Ao nível do peso, e de acordo com as especificações de fábrica, a diferença entre as duas está reduzida a apenas 4 kg (BMW pesa 228 kg, Ducati pesa 232 kg), e a capacidade do depósito de combustível é também igual, com 20 litros. Inacreditável é a Ducati conseguir que o seu motor cumpra com a norma Euro4! Também inacreditável é que a BMW apenas vá lançar a S1000XR no mercado durante o próximo verão. O que significa que quem quiser aproveitar esta primavera com uma moto nova não vai conseguir fugir à Ducati Multistrada 1200. Tecnologia das óticas: as luzes diurnas para a XR estão apenas disponíveis como extra (300€), e os LEDs com função“cornering”na Multistrada são de série. Neste caso as luzes são direcionadas pelos sinais enviados pelos sensores de inclinação, e o foco da luz é automaticamente ajustado em direção ao interior da curva Opção 2: Ducati Multistrada S, também com um bico frontal, mas com um escape mais apelativo BMW DUCATI www.motociclismo. pt 37
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    38 00/2010 ENSAIO Triumph Tiger800 XCx / XRx 38 03/2015 PAR DE ROGÉRIOCARMO CapaceteShuberthC3Pro FatoOJDesert LuvasBeringZack BotasAlpinestarsRoam
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    www.motociclismo. pt 39 Jáera hora de a Triumph modernizar as suas Tiger 800. Um “pack” eletrónico com todos os acompanhamentos foi mais do que suficiente para voltar a por as motos inglesas novamente em vantagem no campo de batalha. www.motociclismo. pt 39 TRÊS Texto: Rogério Carmo Fotos: João Carlos Oliveira Colaboração: Bruno Gomes BRUNOGOMES CapaceteSchuberthC3World BlusãoDrenalineAtlasII LuvasDrenalineAtlas CalçasDrenalineAtlasII BotasTCXInfinityGore-Tex
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    40 03/2015 O modelo maisvendido da casa de Hinckley foi atualizado, quatro anos depois do seu nascimento. Uma necessidade óbvia para se manter atual num mundo cada vez mais dominado pela eletrónica e sedento de aventura. Para começar, a versão mais estradista das Tiger 800, que antigamente não tinha nenhum“nome próprio”, recebe agora a sigla XR, enquanto que a versão mais apta para o fora de estrada mantém a sigla XC. Basicamente este“make over”reforça as características aventureiras de ambos os modelos e começa logo no motor, com o tricilíndrico a ser revisto, mantendo as suas especificações técnicas, mas a ver um aumento de 17% na sua eficácia energética, sendo agora também muito mais parco no consumo e ainda mais ecológico. Outra grande melhoria está na caixa de velocidades, agora muito mais suave e precisa no acionamento do seletor, mérito de novo equipamento que deriva direta- mente da Daytona 675R. A marca também anuncia a adoção de um novo radiador com maior superfície e condutas alteradas, que promove uma melhoria substancial na dispersão do calor irradiado pelo motor. Infelizmente, as baixas temperaturas registadas durante os dias do teste não nos permitiram verificar o facto convenientemente. A partir de agora, ambas as versões tam- bém dispõem de ABS, bem como controlo de tração de série, (ambos desligáveis) e computador de bordo. Em paralelo, também houve melhorias na posição de condução, no conforto e na funcionalidade. Ambas as versões viram a sua ciclística melhorada, sendo que a mais beneficiada foi mesmo a versão XC, que agora recebe uma suspensão WP muito mais eficaz e adaptada a solicitações extremas, que per- mite regulação da compressão e expansão da forquilha, e da expansão e pré-carga no amortecedor. Triumph Tiger 800 XCx / XRx ENSAIO A estrada aberta é o reino da XRx. Suspensão firme, travagem de luxo e uma ergonomia perfeita combinam na perfeição com a garra do tricilíndrico
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    www.motociclismo. pt 41www.motociclismo.pt 41 Motor: O tricilindrico continua a ser o maior“asset”da Tiger. Oferece potência suficiente para uma condução despreocupada e em estrada aberta quase que não necessita de ajuda da caixa de velocidades. Com pressa, é um verdadeiro papa quilómetros! Qualidade de construção: É nítido o esforço que a marca está a desenvolver neste sentido. Os materiais empregues são de muito boa qualidade e os acabamentos de grande nível No entanto, a XR apresenta uma suspen- são Showa de muito bom nível, que, apesar de não ser regulável, é firme o suficiente para ser bastante previsível, mas muito confortável nos pisos mais degradados. Para os mais exigentes, a Triumph ainda apresenta duas novas versões: A XRx e a XCx, aqui testadas, ambas com um“pack” de eletrónica que oferece Cruise Control (controlo automático de velocidade) e dois modos de condução pré definidos (Road e Off Road) com a possibilidade de persona- lizar um terceiro modo escolhendo entre quatro mapas de ignição (Sport, Rain, Road e Off-Road), com a opção de manter ligado ou desligado o ABS e o controlo de tração sempre que esse modo for selecionado. Nos modos pré-programados, os parâmetros de ABS, Controlo de Tração e Mapa de Motor são fixos, indo o destaque para o modo Off-Road que“quase”desliga o ABS, sobretudo na roda traseira, lhe permite uma maior“escorregadela”em aceleração, e que adota o mapa de ignição Off-Road, que garante uma entrega de potência mais suave. Estas versões“x”ainda vêm equipadas com piscas que se desligam automatica- mente e oferecem de série um maior nível de acessorização. Ambas estão equipadas com descanso central e proteções de Comandos: apesar da generalidade dos comandos estar acessível, o menú da eletrónica é pouco intuitivo. O comando do Cruise Control é demasiado trabalhoso para ativar e desliga-se facilmente sem querermos, devido à ação demasiado leve do punho esquerdo Motor Tipo: 3 cilindros paralelos Distribuição: DOHC 12 válvulas Cilindrada: 800 cc Diâmetro x curso: 74,5 x 61,94 mm Potência declarada: 95 cv / 9250 rpm Binário declarado: 79 Nm / 7850 rpm Taxa de compressão: 11,3:01 Alimentação: eletrónica seq. multiponto Arranque: elétrico Embraiagem: multidisco em banho de óleo Caixa: 6 velocidades Transmissão secundária: por corrente Ciclística Quadro: treliça em tubo de aço Suspensão dianteira: forquilhaWP de 43 mm regulável em pré-carga e expansão c/ 220 mm de curso (forquilha Showa 43 mm invertida c/ 180 mm de curso) Suspensão traseira: monoamortecedorWP regulável em pré-carga e extensão, c/215 mm de curso (monoamortecedor Showa regulável em pré-carga c/170 mm de curso) Travão dianteiro: duplo disco de 308 mm Ø com pinças Nissin de pistão duplo Travão traseiro: disco de 255 mm Ø com pinça de pistão simples Medidas dos pneus: 90/90-21’’(F) 150/70-17”(T) (100/90-19”(F) 150/70-17”(T) Pneus utilizados Bridgestone Battlewing (Pirelli ScorpionTrail) Peso e dimensões Capacidade do depósito: 19 litros Peso a seco: n.d. Peso (ordem de marcha): 221 kg (216 kg) Garantia: 4 anos Intervalos de serviço: 10.000 km Preço: 12.250 (11.500) € Ficha técnica O comando do cruise control, exclusivo das versões“x”e o painel com o botão“m”dos modos de motor Os comandos dos menus de programação afiguram-se um pouco complicados Tiger 800 XCx (800 XRx)
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    42 03/2015 punhos, alémde uma segunda tomada de 12V situada de lado no assento do passageiro. Para acentuar a especificidade de cada modelo, a XRx, mais turística, já vem equipada com um assento conforto e ecrã ajustável, enquanto que a XCx, mais orien- tada para o fora de estrada, vem equipada com proteções de motor e de cárter. Ambos os modelos apresentam uma ergonomia de muito bom nível, já que o guiador permite ajustes, o assento também pode ser colocado em duas posições e ambas as manetes têm regulação. A qualidade de construção é referencial, com acabamentos perfeitos e materiais nobres, como é o caso das linhas de escape em aço inox, do quadro lacado a negro e do novo e eficaz alternador de corrente. A ausência de ruídos parasitas é notória e a iluminação também é de muito bom nível, com um foco de luz amplo e potente, e que pode ser facilmente regulado depen- dendo da carga que se carrega na moto, através de um manípulo muito acessível. Em andamento, qualquer das versões oferece um comportamento dinâmico de nível muito elevado, sendo em termos práticos: a XC muito mais confortável e a XR muito mais desportiva. ENSAIO Triumph Tiger 800 XCx / XRx Desempenhodomotor Regime do motor 1/rpm x 1000 15 0 30 45 60 75 90 105 120 135 150 20 5 35 50 65 80 95 110 125 140 155 25 10 40 55 70 85 100 115 130 145 160 165 170 175 180 185 190 195 200 10 40 70 100 30 60 90 20 50 80 205 15 30 45 60 75 90 105 120 20 50 65 80 95 110 125 35 5 80 0 0 10 25 40 55 70 85 100 115 130 135 140 145 1,3596 PS = 1 kW 0,7355 kW = 1 PS kW CV 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 10 20 30 40 50 60 70 80 TriumphTiger 800 XCx 70,8 kW (96 CV) às 9800/rpm 80 Nm às 7600/rpm 60 70 80 BinárioemNm(Newtonmetro) 10 40 70 100 30 60 90 20 50 80 Motor Velocidade máxima* 210 km/h Acelerações 0-100 km/h 4,0 s 0-140 km/h 7,0 s Recuperações 60-100 km/h 4,1 s 100-140 km/h 5,1 s 140-180 km/h 8,5 s *Dadosdofabricante consumos Médio 6,1 l/100 km Autonomia teórica 311 km Peso/dimensões Alt. assento/ dist. entre eixos 840-860 / 1545 mm Capacidade de carga 206 kg Peso com depósito cheio 268 kg Distribuição de peso 51/49% Motor 1 AS NOSSAS MEDIÇÕES A XRx tem vocação estradista mas, apesar da suspensão mais firme, a jante de 19”ajuda a que não se negue a tragar caminhos mais difíceis As versões XC oferecem jantes raiadas de 21” enquanto que as versões XR estão equipadas com jantes de aluminio de 19” (1) Medições da versão XCx, efetuadas no banco de potência Dynojet-Rollenprüfstand 250 da Motorpress
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    www.motociclismo. pt 43 Equipamentoe acessórios A Triumph anuncia mais de setenta acessórios genuínos para equipar estas novasTiger, desde as malas laterais de alumínio, completamente à prova de água, ao assento de baixo perfil, qualquer condutor pode adaptar qualquer dasTiger ao seu gosto e às suas necessidades. Acessórios como o escape Arrow que confere uma nota desportiva e faz as delícias dos mais“racers”, ou os punhos aquecidos de diâmetro reduzido para mimar os grandes viajantes, são apenas mais alguns exemplos da completa gama disponível. Mas a gama vai mais longe, com farois suplementares, anti-nevoeiro, em LED, Proteções de farol e radiador, e muito mais. Alguns desses acessórios já constam de fábrica nestas versões“x”. É o caso do assento“confort”preenchido com espuma de poliuretano em 3D que proporciona conforto durante longos períodos, ou o dispositivo de regulação do ecrã, ambos instalados na XR, e as proteções de motor em tubo de aço e de cárter, em alumínio, instalados na XC. Ambos os modelos contam ainda com proteções de punhos e com descanso central de série. Em termos de equipamento, a grande diferença entre as versões normais e as versões“x”consiste no “pack”de eletrónica que é exclusivo das“x”, e que engloba os modos de motor e o cruise control. No caso do modelo XC, as suspensões WP equipam ambas as versões. O assento“confort” é de série na XRx A suspensão WP que equipa a Tiger XCx, é de série, também na versão mais simples, a XC As proteções de motor e cárter são de série na versão XCx A Tiger XRx que testámos vinha com uma ponteira Arrow (opcional) queproduzumsomdelicioso!
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    44 03/2015 À semelhança doque já acontecia nos modelos anteriores, as novas TigerXReXCsãomuitoparecidas.Exceçãofeitaàssuspensões,com maiscurso naXC,eàrodadianteira,quenaXRéde19”enaXCéde 21”,tudoorestoémuitosemelhante. Qualcomprar,serápoisodilemaquemuitosvãoterqueenfrentar! Separaosdeestaturamaisbaixanãohámuitoquesaber,poisaXR,por sermaisbaixa,temumgrandeargumentoaseufavor,osmaisaltosainda podemficarcomdúvidas,enessecasodevemperguntar-sedequegostam mais:seacelerarforadeestradaouacelerarnoalcatrão. Segostammaisdeacelerarnoalcatrão,entãonãohádúvidas,aXRéa motoideal,poistodaaciclísticaéfavorecidapelataragemmaisrijaepelo menorcursodassuspensões.Masaquelesquenemporissogostammuito deandaraalucinarepreferemritmosmaiscalmosetiradasmaislongas, mesmocommuitoalcatrão,entãoessesdevempreferiraXC. Asuasuspensãocommaiorcursotorna-semuitomaisconfortável, mesmoatéparaopassageiro,eoafundamentodasuspensãoem travagem,numaconduçãomaiscalma,nuncachegaaserincomodativo. Asversões“x”,deambososmodelos,sãodestinadasaosquefazem maisquilómetrosequecirculamaolongodetodooano.Oseucruise control(controlodevelocidade)eosmodosdemotor,sãoaliadospreciosos nocombateàfadiga,sejaemlongastiradassejaemcondiçõesmeteo- rológicasadversas.Sãoumpoucomaiscaras,mastambémjáoferecem algunsextrasindispensáveis…Todososqueapenasesporadicamenteé queseatrevemalargarosagradoasfalto,poisfiquemasaberqueaXRé perfeitamentecapazdeandarpormauscaminhos,apenasnecessitadeum poucomaisdecalma. TÉCNICA O quadro não sofreu qualquer alte- ração, mantendo-se igual ao da versão anterior, mas garante um comportamento inabalável face às maiores solicitações, seja qual for o tipo de condução e de piso. As mudanças de direção são rápidas (mais rápidas na XR) as trajetórias são neutras, e a entrada em ângulo é muito intuitiva. Tanto que até faz parecer a distância ao solo ridícula, pois logo nas primeiras curvas os poisa-pés começam a raspar no chão demasiado cedo. A travagem é de muito bom nível, bastante potente e doseável, e o ABS não se afigura demasiado intrusivo. Por outro lado, se enrolarmos o punho direito com mais convicção, o controlo de tração começa a dar sinais de vida, sobretudo em modo Sport, que liberta os 95 cavalos muito mais cedo que o modo Road. A caixa de velocidades está muito bem escalonada e, à semelhança do modelo anterior, a sexta relação consegue levar-nos quase até ao fim do mundo, mostrando-se capaz de empurrar desde muito baixa rotação com grande pujança. Claro que isto é resultado do elevado binário produzido pelo tricilíndrico, que se mantém muito regular e suave ao longo de toda a faixa de rotação, apesar de, a meio da escala, deixar passar algumas vibrações para os poisa-pés e guiador. Em ambas as versões, o consumo é mais comedido do que o registado no teste das versões anteriores. Mesmo tendo em conta que esta XR estava equipada com uma“mais gulosa”ponteira especial Arrow, que torna a missão de andar devagar um verdadeiro suplício de Tântalo, os valores registados no nosso percurso misto foram de 6,3 litros aos 100km, enquanto a XC, com o escape de série, registou uns esperados 6,1 litros aos 100 km. Considerando a capacidade de 19 litros do depósito de combustível, uma unidade com o escape de origem pode perfeitamente percorrer mais de 310 km entre reabastecimentos, sendo que em viagem e condições controladas pode mesmo superar os 400 km. Críticas? Claro que também há, indo a primeira para as pegas do assento do pas- sageiro que mais parecem saca-rótulas dos joelhos do condutor, quando se sobe para a moto, pelo formato e pela localização. E depois a eletrónica, ou melhor, o in- terface de comunicação. Apesar dos modos de condução poderem ser selecionados A escolha é sua! ENSAIO Triumph Tiger 800 XCx / XRx
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    www.motociclismo. pt 45 Pontofinal As Tiger 800 são motos que se caracterizam pela sua polivalência. Mexem-se bem em circuito urbano, adoram curvas e estradas montanhosas,nãosenegamasairdoalcatrão e atiram-se sem problemas para qualquer trilho. Sendo a XC mais amiga da terra pela sua maior altura livre ao piso e pela jante de 21” na frente, a XR, apesar da sua jante dianteira de 19” tampouco se assusta com os maus caminhos, mas é no alcatrão que a sua essência se revela, sobretudo na guerra do trânsito e nas ruas com pisos em mau estado. As versões “x” são dedicadas aos viajantes. As Rivais BMW F800 GS 2 cilindros paralelos, 798 cc, 85 cv, 6 velocidades, transm. final p/ corrente, peso (cheio) 207kg, alt. assento: 880 mm 11.453 Euros KTM1050Adventure 2 cilindros em V, 1050 cc, 95 cv, 6 velocidades, transm. final p/ corrente, peso (s/gas) 212 kg, alt. assento: 850 mm 13.634 Euros Pontuação máximaTiger800XCx Tiger800XRx PONTUAÇÃO FINAL 1000 680 689 40 40 30 30 20 20 20 10 20 10 10 250 40 40 40 10 20 20 20 20 10 10 20 250 40 20 20 20 20 30 30 10 10 30 20 250 40 30 20 10 20 20 10 150 30 30 20 20 100 23 18 13 21 16 15 15 7 15 8 9 160 30 32 29 6 14 17 14 16 2 5 10 175 31 14 12 13 16 28 17 4 8 24 14 181 27 18 12 12 14 16 8 107 18 19 16 13 66 Separadas à nascença, estas duas Tiger 800 possuem a mesma motorização, pelo que não há diferenças entre elas nesta área Uma suspensão mais rija, mais curta e com menos curso, que baixa o centro de gravidade e proporciona uma maior leitura da ciclística, é sempre uma mais valia. Por isso a XRx sai beneficiada neste capítulo Sendo motos muito semelhantes, submetidas a comparação sob estes parâmetros, as Tiger empatam no dia a dia Por muito pouco, a XRx vence este capítulo. Apesar da sua menor distância ao solo, é mais fácil de manobrar. Com os mesmos modelos base, é normal que existam as mesmas condições... AVALIAÇÃO Empate técnico Vencedora Ciclística: XRx Empate técnico Vencedora Segurança: XRx Empate técnico A XRx é a vencedora deste frente a frente, onde as prestações dinâmicas são mais valorizadas do que o conforto e a vocação Off Road. MOTORRecuperações Acelerações Velocidade máxima Comportamento geral do motor Disponibilidade/binário Resposta ao acelerador Suavidade de funcionamento Embraiagem Accionamento da caixa Escalonamento das mudanças Arranque Soma parcial CICLÍSTICAManeabilidade Estabilidade em curva Direcção Feedback da ciclística Distância ao solo em curva Estabilidade em recta Afinação suspensão dianteira Afinação suspensão traseira Possibilidades de afinação Conforto da suspensão Comportamento com passageiro Soma parcial QUOTIDIANO Ergonomia - condutor Ergonomia - passageiro Protecção aerodinâmica Visibilidade Iluminação Equipamento Manutenção - operacionalidade Acomodação de bagagem Capacidade de carga Autonomia Acabamentos Soma parcial SEGURANÇA Potênc. de travagem Doseamento de travagem Travagem com passageiro/fading Manipulação - parada Função de ABS Reacções no guiador Distância ao solo Soma parcial CUSTOSGarantia Consumos médios Revisões - intervalos Manutenção Soma parcial POSIÇÃO 2º 1º diretamente no painel de instrumentos, o ABS ainda precisa que se pare a moto para ser desligado, e o menu do“setup”é bastante confuso e difícil de memorizar, pelo menos nas primeiras (muitas) vezes que se utiliza. Também o Cruise Control (o controlo de velocidade) precisa de duas ações para ser ligado, obriga a que se man- tenha uma velocidade constante, e, como os botões não são facilmente acessíveis e o acelerador é muito sensível, é muito difícil conseguir ligá-lo à primeira. E depois, com ele já ligado, o comando do punho para o desligar é tão sensível que basta passar qualquer irregularidade do piso para que, sem querer, este se desligue. E espero que as novas condutas do radiador, embutidas no depósito de combustível, façam mesmo dissipar o calor para longe do condutor... 23 18 13 21 16 15 15 7 15 8 9 160 27 28 27 5 15 15 12 14 5 7 12 167 31 14 12 13 16 28 17 4 8 24 14 181 27 18 12 10 14 16 9 106 18 19 16 13 66
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    TESTE Ducati Panigale 1299S Texto: Alberto Pires Fotos: Ducati A Ducati conseguiu transformar o excelente em extraordinário. A nova Panigale 1299, com 205 cv para um peso a seco de 166,5 kg, estabeleceu a nova referência por onde as restantes têm que se medir. IMPRESSIONANTE! C uriosamente, são números que enganam, pecando por defeito. Esta Panigale 1299 é muito mais que um simples aumento de cilindrada, é o resultado de um profundo estudo do funcionamento e interligação eletrónica de todos os componentes, tendo como objetivo aumentar a performance de uma das mais brilhantes motos desportivas feita até hoje. O motor é uma obra de arte e só é pena que esteja completamente escondido por forma a manter controlado o calor que gera. Quando se olha para os pistões com 116 mm de diâmetro, com uma saia quase inexistente, capazes de fazer 11.000 rpm, tudo tem que estar perfeitamente ajustado e equilibrado, sendo por isso novas também as camisas, as bielas e a cambota. De comum com o anterior motor apenas o sistema de injeção e as válvulas de escape e admissão em titânio. O escape é novo, com tubos de maior diâmetro e silenciadores com maior capacidade, conseguindo, apesar disso, ser mais leve que o anterior. No capítulo da eletrónica, as borboletas são controladas de modo independente por um sistema Ride-by-Wire, dispõe de três mapas de ignição (Race, Sport e Wet), Quick Shift up/down (DQS), controlo de tração (DTC), controlo de cavalinho (DWC) e de travão motor (EBC), os dois últimos calibrados automaticamente em função do tamanho do pneu traseiro e da relação de transmissão final. A ciclística foi também alvo de mimos, usufruindo dos dados fornecidos pela central de medida inercial (IMU). A suspensão dianteira semi-ativa Öhlins e o amortecedor traseiro TTX mantiveram-se, mas apresentam agora novas competências, proporcionando, através do sistema Öhlins Smart EC, um funcionamento adaptativo, alterando o seu comportamento em função da utilização que estão a ser sujeitas. Apesar de tudo isto, é no capítulo da travagem que se encontra o motivo de orgulho dos engenheiros da Ducati. Os discos de 330 mm com pinças monobloco Brembo M50 trabalham agora em conjunto com um sistema ABS com assistência em curva. Visualmente, é preciso ser-se um especialista no modelo para detetar as diferenças, mas são muitas. O suporte dos espelhos é mais curto, a zona dianteira é mais larga, tal como as entradas de ar, o vidro ligeiramente mais alto, o banco mais estilizado e o rasgo na carenagem lateral mais pronunciado. A ansiedade era razoável antes de nos fazermos ao traçado de Portimão. Por forma a sentir os diferentes mapas, iniciámos o teste escolhendo o Sport, que, sem alterar os valores máximos de performance do motor, disponibiliza-os de forma mais suave, implicando também um acerto da suspensão e uma pré definição 46 03/2015
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    www.motociclismo. pt 47 Motor:envolvente, cheio e ligeiro a subir de rotação Eletrónica: está por todo o lado, funcionando excecionalmente bem Peso reduzido : uma referência na classe, sendo impressionante a sua contribuição para a performance do conjunto Isolamento térmico: demasiadas tampas e coberturas, deixando pouca“moto”à vista ALBERTOPIRES CapaceteAraiRX7 FatoSpidiGPKangaroo LuvasSpidiRaceVent BotasXPDXP3S VIDEO CLIQUE AQUI
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    48 03/2015 TESTE Ducati Panigale1299 S das diferentes ajudas eletrónicas para utilização desportiva em estrada. Acabei o primeiro turno esgotado e pouco satisfeito. O aumento de binário relativamente à versão anterior é notório. Conseguimos sair das curvas mais apertadas com o motor abaixo das 6.000 rpm, já com força suficiente para o controlo de tração ir a atuar ao longo da aceleração, e revela-se tão cheio que não parece valer a pena passar das 10.000 rpm, apesar do valor máximo se encontrar ligeiramente acima. Ainda assim me pareceu suficientemente alerta e as suspensões reagiam de modo algo esponjoso, oscilando em ângulo e não oferecendo rigor na trajetória, o que no traçado do AIA é, no mínimo, desconfortável. Esta má sensação desapareceu por completo no turno seguinte, com o mapa Race selecionado. A transmissão das ordens dadas no punho direito passam sem modelações para o sistema de injeção e a afinação das suspensões altera-se, assim como o nível de intervenção das ajudas eletrónicas. Se tinha amaldiçoado a escolha desta pista para experimentar a Panigale no turno anterior, agora não podia estar mais de acordo. As suspensões absorvem as irregularidades sem hesitações e a precisão da colocação em curva é impressionante, mesmo quando uns milésimos antes a traseira e a frente abanavam sob o efeito da aceleração. É então que aceitamos o convite para participar num jogo delicado, o de ceder ao atrevimento, que mais não é que ir acelerando cada vez mais cedo e travar cada vez mais tarde. Entre esses dois momentos há tempo para apreciar devidamente o quick-shift tanto em aceleração como nas reduções, e a eficácia do anti-wheelie, que nos permite rodar o punho como se soubéssemos o que estamos a fazer. Um pouco mais delicado, o funcionamento do ABS. Julgo que o senti a funcionar em alguns momentos de aflição, mas não tenho a certeza, o que é o melhor atestado de qualidade de funcionamento que se lhe pode atribuir em ambiente desportivo. Fizemos ainda um turno com a versão Performance, equipada com o escape Akrapovic e sem algumas peças dispensáveis neste ambiente. A redução do peso torna-a mais rápida nas mudanças de inclinação e o motor é ainda mais rápido e cheio, sendo visível a forma como passávamos pelas 1299“normais”na reta da meta. Os cinco turnos não chegaram para apreciar tudo. Gostava de ter sentido as suspensões em modo adaptativo, experimentar outros níveis de controlo de tração e mais dez centímetros de elevação de roda dianteira. Fiquei impressionado com tudo o que consegui fazer e, olhando para os meus tempos por volta, fico assustado com aquilo que é possível fazer. Com o kit Performance montado a Panigale transforma-se numa verdadeira SBK SÃOIMENSOSOSACESSÓRIOSDE- DICADOSÀ1299.Paraalémdashabituais tampas, peças e coberturas em carbono, encontram-setambémalgumaspensadas para quem pensa em fazer percursos maiores em estrada, desde um assento mais macio até um saco de depósito. Para uma utilização em pista estão disponíveis peseirasmultirreguláveis,reservatóriosem alumínio,grelhasdeproteçãoeumabateria de iões de lítio. O elemento mais exube- ranteé,noentanto,oescapeAkrapovicem titânio,maislevequatroquilosecapazde fornecer mais dez cavalos. Para todos os gostos Um catálogo abrangente, para todas as utilizações Opainelémuitolegívele podeserpersonalizadoem funçãodasinformações importantesparao momento,desdetempospor voltaatéinclinaçãoemcurva
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    www.motociclismo. pt 49 Transformaro banal em algo extraordinário, para onde quer que olhemos. No punho esquerdo, ao alcance do polegar e indicador, a possibilidade de mudar em andamento a sensibilidade do controlo de tração Motor Tipo: 4T, dois cilindros em “L”, refrigeração líquida Distribuição: Desmo, 4 válvulas p/cilindro Cilindrada: 1285 cc Diâmetro x curso: 116 x 60,8 mm Potência declarada: 205 cv às 10.500 rpm Binário declarado: 144,6 Nm às 8.750 rpm Alimentação: injecção eletrónica Embraiagem: multidisco em banho de óleo Caixa: seis velocidades Ciclística Quadro: monocoque em alumínio Suspensão dianteira: forquilhainvertidaÖhlinsNIX30, bainhas43mm,120mmdecurso, geridaeletronicamente, commodalidadesemiativa Suspensão traseira: monoamortecedorÖhlinsTTX36, geridoeletronicamente,com modalidadesemi-ativa Travão dianteiro: Doisdiscosde330mm,pinças monoblocoradiaisde4pistões,ABS Travão traseiro: Discode245mm,compinçadedois pistões,ABS Medidas dos pneus: 120/70-17’’(F) / 200/55-17’’(T) Peso e dimensõES Altura do assento: 830 mm Capacid. do depósito: 17 litros Peso a seco: 166,5 kg Preço: 26.599 € Ficha técnica Ponto final APanigale1299édesconcertante.Oresultado finalédetalformaavassaladorquenossen- timosesmagadospelanossainsignificância. Temos à nossa disposição tantas opções e possibilidades de afinação que acabamos por optar por uma das que nos é proposta, comaconvicçãodequepodemosfazeroque quisermos que será sempre menos do que aquiloquepoderíamosfazer.Comosenãobas- tasse,apesardejáaconhecermoshátrêsanos continuamosaolharparaela,embasbacados, comosenuncativéssemosvistonadaigual... entrevista Umrumoclaroaseguir Cristian Gasparri Responsável pelo desenvolvimento Motociclismo Quemtomouadecisãode fazerumaPanigalemaisimpressionante queaversãodestinadaàspistas? Cristian Gasparri Foi seguramente uma das decisões mais importantes tomadas pela Ducati e por Claudio Domenicali. Ao longo do tempo o conceito foi ficando claro, qual o objetivo a atingir, e definiu-se a lista dos elementos técnicos a desenvolver. M. Oaumentodacilindradaestavano topodessalista? C.G. O que estava no topo era o comportamento que se pretendia do motor, que fosse mais cheio em médias, e para o conseguir decidimos aumentar a capacidade. M. Aelectrónicatemumapresença avassaladoratantonaciclísticacomono motor.Qualdelasédeterminante? C.G. Se pensarmos em termos de segurança é o ABS, pois torna a moto mais segura em todas as condições. Ainda neste capítulo o controlo de tração e o“wheelie control”. Para melhorar todo o conjunto e aumentar o nível de condução dos seus utilizadores, mesmo que este não seja elevado, todos os restantes sistemas ao nível dos mapas de gestão de motor, travão motor, troca de caixa e suspensões. M. Qual foi o sistema que mais demorou a desenvolver? C.G. O ABS seguramente, já que obrigou a muito tempo em testes para maximizar a eficácia em todas as condições sem comprometer a performance.Todos os outros já estavam de alguma forma desenvolvidos, tanto em modelos de estrada como em competição, e foi só transpor com as devidas adaptações. M. Aevoluçãovaicentrar-seemque aspeto,electrónica,novosmateriais, compressores? C.G. Não acredito em compressores. Acho que será sempre em termos de materiais que conduzam a uma redução do peso, já que é isso que facilita a condução e amplifica a performance mecânica. Confiante, feliz e orgulhoso, era assim que se sentia um dos criadores da mais recente Panigale, e não era para menos. Design fantástico, comportamento fabuloso
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    50 03/2015 TesTe Mash TwoFifty O estilo clássico é revisitado pela Mash, agora com o dobro da cilindrada da Seventy Five 125. A Two Fifty é uma moto acessível e que oferece um enorme prazer de condução. PRAZER A DOBRAR D epois de nos brindar com as 125 cc Seventy e Seventy Five, a Mash voltou ao nosso radar com a Two Fifty, essencialmente uma Seventy Five com o dobro da cilindrada. A maior diferença é a utilização de um motor monocilíndrico SOHC com quatro válvulas que cresce dos 124 cc para os 249 cc, mantendo-se a alimentação por carburador fornecida pelos japoneses da Mikuni. A Mash trabalhou o motor e conseguiu extrair 23 cv de potência e 20 Nm de binário. A Two Fifty coloca o condutor a 780 mm do solo e as suspensões são convencionais: à frente contamos com forquilha com bainhas de 38 mm, enquanto na traseira o amortecimento é feito através de dois amortecedores ajustáveis em pré-carga, sendo que a ciclística fica completa com a utilização de dois travões de disco, 300 mm à frente e 220 mm atrás, tudo instalado num quadro em aço tubular. Regressando às diferenças entre as duas Mash, descubro que o seletor da caixa de 5 velocidades é novo, o sistema de escape conta com coletor redesenhado, o depósito de combustível de 14 litros não tem borrachas antideslizantes e os guarda-lamas passam de preto a cromado naTwo Fifty. Texto: Bruno Gomes Fotos: João Carlos Oliveira Travões: deviam ser chamados de “abrandadores”e não travões Pneus: pouca ou nenhuma aderência Estilo: a prova de que, às vezes, as coisas simples são as mais bonitas Motor: enérgico e com menos vibrações que na versão 125 cc BRUNOGOMES CapaceteDavidaJet BlusãoRev’itFlatbush LuvasDrenaline57SeriesRacer CalçasRev’itLombard BotasTCXInfinityGore-Tex
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    www.motociclismo. pt 51 FichaTécnica Motor Tipo 4T,monocilíndrico, refrigeraçãoporar Distribuição SOHC,4válvulas Cilindrada 249cc Potência máxima 23cvàs7.500rpm Binário máximo 20Nmàs6.000rpm Alimentação carburadorMikuni Arranque elétrico Caixa 5velocidades Transm. secundária porcorrente Ciclística Suspensãodianteira forquilhainvertida combainhasde38mm Suspensãotraseira doisamortecedores Travãodianteiro discode300mm, compinçadedoispistões Travãotraseiro discode220mm, compinçadepistãosimples Medidasdospneus 110/70-17’’(f)/130/70-17’’(t) Peso/dimensõES Distânciaentreeixos n.d. Distânciamín.aosolo n.d. Alturadoassento 780mm Capacid.dodepósito 14litros Peso(aseco) 96kg Consumo 3,54litros/100km Garantia 2anos Intervalosdeserviço n.d. Preço 2.990€ Simples, bonita e ágil. Os três adjetivos que melhor descrevem a Two Fifty e que apenas encontram paralelo no preço bastante convidativo: 2.990 euros O mostrador inclui indicador de mudança... mas não tem luz de reserva A Mash conseguiu transportar para a Two Fifty um conjunto de elementos clássicos como o assento plano e uma ponteira cromada com uma sonoridade viciante! Já sentado aos comandos daTwo Fifty, rapidamente me sinto confortável. O assento plano está bem almofadado e a capa é suficientemente aderente para não escorregar. Os comandos estão bem posicionados e a postura adotada não causa esforço nas costas, pois o guiador está posicionado no ponto certo. Em comparação com a Seventy Five é notório o incremento de força em baixos regimes. Este motor sobe rapidamente de rotações com a caixa de velocidades a apresentar-se em bom plano, apesar da ocasional falha na passagem de 1ª para 2ª. É um motor muito agradável e voluntarioso para as“correrias” do dia-a-dia, com vibrações contidas, mas que aumentam consideravelmente quando tentamos espremer o“mono”para além dos 110 km/h. O prazer de condução aumenta cada vez que abrimos acelerador e ouvimos o aumentar de decibéis até atingir um tom de certa forma desportivo, e que inclusivamente nos presenteia com“pipocas”a saltarem da ponteira. Longe de se adaptar facilmente a uma condução em autoestrada ou percursos extra citadinos com curvas encadeadas, a MashTwo Fifty é uma excelente proposta para uma condução citadina, em que a capacidade de manobra e agilidade são características obrigatórias. E aí, neste cenário urbano, esta neo-clássica excede as expectativas. Ágil de direção, rápida nas acelerações de semáforo em semáforo, a Mash transporta-nos por entre as filas de trânsito sem qualquer problema. A facilidade com que a manobramos é magnífica pois com apenas 96 kg de peso (a seco) esta“dois e meio”passa nos espaços mais apertados, enquanto o guiador elevado oferece um controlo sobre os movimentos da moto que nos deixa sempre muito à vontade. No entanto, e como já referi, a Two Fifty não é especialmente agradável fora da cidade por duas razões: os travões e os pneus. Em relação ao sistema de travagem, e apesar de contar com dois discos, as pinças têm dificuldade em parar o conjunto. É necessário calcular bem o espaço disponível para travar, mas ainda assim a potência que oferecem é entregue de forma progressiva. Pior que isso são os pneus. Os KingStone são mesmo isso, uma pedra! Não oferecem aderência. Não se adaptam à inclinação da moto em curva e não dão confiança para atacar as trajetórias. É certo que trocar de pneus irá eliminar este ponto negativo, mas tendo testado a moto com eles instalados nas bonitas jantes de 17’’raiadas, é um ponto que tenho de criticar. Ponto final Guiador, motor simples e pouco proble- mático, tudo isto misturado num “look” intemporal. A Mash Two Fifty conjuga características que nos satisfazem, mas falha na travagem, e conduzir esta moto nos limites transforma-se numa missão complicada. Felizmente a Mash não en- trou na louca escalada de preços que afeta os modelos neo-clássicos, e por um valor acessível podemos ter uma moto agradável, fácil de melhorar e que pode servir de base para outros projetos.
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    USADAS Motos até 2000€ REGRESSO AOS D estafeita,emmaisuma pesquisapelosprincipais portaisdeclassificadospara motosusadasemPortugal, decidimosavançarparaas propostas de baixo preço, para quem quer dar o passo seguinte às 125 cc sem gastar muito dinheiro, ou pretende uma primeira moto para ganhar experiência. De fora deixámos as motos de todo-o-terreno, segmento que abordámos há relativamente pouco tempo, bem como as 125 cc, sobre as quais fizemos um trabalho similar na nossa edição 268. A intenção inicial era encontrar motos usadas até aos 1500 €, mas rapidamente verificámos que a fasquia dos 1500 € não permitia uma oferta suficientemente interessante e abrangente, pelo que alargámos o teto limite para os 2000 €. Dentro desta faixa, rapidamente nos apercebemos que a quase generalidade da oferta se resumia a motos dos anos noventa - em alguns casos até meados da década de 2000 - e, com raras exceções, essencialmente de marcas japonesas. De fora ficaram as unidades demasiado transformadas face ao modelo original, na maioria dos casos com customizações caseiras e de gosto muito duvidoso. As utilitárias, as desportivas e as trail constituem o grosso da oferta, e é dentro destes segmentos que encontramos algumas das melhores oportunidades. Em todo o caso, e mesmo porque só tivemos em conta os modelos com um número de unidades à venda considerado relevante, deve fazer uma pesquisa cuidada e não sucumbir logo à primeira tentação, pois estamos a falar de motos que, em muitos casos, contam já com duas décadas de estrada. Uma pesquisa no mercado de usados, para motos (+125 cc) até 2000 €, deu-nos a conhecer uma oferta relativamente vasta, mas concentrada quase exclusivamente em motos japonesas da década de noventa, em todas as categorias. ANOS90Texto: Luís Carlos Sousa Fotos: Arquivo 52 03/2015
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    NO QUE RESPEITAA SCOOTERS, o mercado de usados no nosso País é amplamente dominado pelas 125 cc, existindo ainda algumas maxi-scooters de maior cilindrada mas com valores que já superam o limite de 2000 € que impusemos. Desta forma, encontrámos relativamente poucas unidades para venda e apenas um modelo, a Suzuki Burgman 400, reuniu um número suficiente de unidades para conseguirmos apurar valores. É possível encontrar também algumas Burgman 250, entre os anos de 1998 e 2000, mas os valores pedidos são, regra geral, muito próximos dos que vimos para a“quatrocentos”. As Piaggio X9, 250 e 500, e as X8 200 e 250, são outras propostas a considerar dentro da fasquia imposta. www.motociclismo. pt 53 ESTACATEGORIA éopassomaislógicoparaquemsaidas125ccequer passaràetapaseguinteabaixocusto,bemcomoparaaquelesque queremumaprimeiramotobarata.Omercadoestárepletodeoferta, desdeasYamahaXJ600(tantonasversõesnakedcomosemi-carenada) easbicilíndricasHondaCB500eSuzukiGS500,atéàsmais“espigadas” SuzukiBandit600,HondaHornet600eYamahaFazer600. Mas uma busca mais completa leva-nos a encontrar modelos que, embora mais raros (e por isso não contemplados na média de preços), são excelentes escolhas. Aqui temos de destacar motos como a Suzuki SV 650 ou, num registo mais utilitário, a Kawasaki ER-5. Outras a procurar Outras a procurar HONDA CB 500 Anos 1995 a 1997 – de 1100 a 1800 € Anos 1998 a 2001 – de 1300 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Alta HONDA CBF 250 Anos 2004 a 2008 – de 1100 a 1700 € Disponibilidade no mercado – Média HONDA NTV 650 Anos 1993 a 1996 – de 1000 a 1700 € Disponibilidade no mercado – Média HONDA HORNET 600 Anos 1998 a 2002 – de 1700 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI GN 250 Anos 1990 a 1996 – de 900 a 1500 € Disponibilidade no mercado – Baixa SUZUKI GS 500 Anos 1991 a 1997 – de 750 a 1500 € Anos 1998 a 2000 – de 1000 a 1700 € Disponibilidade no mercado – Alta SUZUKI BANDIT 400 Anos 1992 a 1995 – de 1300 a 1850 € Disponibilidade no mercado – Baixa SUZUKI BANDIT 600 Anos 1994 a 1996 – de 1000 a 1750 € Anos 1997 a 2000 – de 1400 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Alta YAMAHA FAZER 600 Anos 1998 a 2002 – de 1700 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA XJ 600 N Anos 1992 a 1996 – de 900 a 1500 € Anos 1997 a 1999 – de 1200 a 1800 € Anos 2000 a 2002 – de 1400 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Alta YAMAHAXJ600SDIVERSION Anos 1992 a 1994 – de 900 a 1600 € Anos 1995 a 1997 – de 1000 a 1750 € Anos 1998 a 2000 – de 1500 a 1900 € Disponibilidade no mercado – Alta Honda CB 250 (95/99) Kawasaki ER-5 Kawasaki ZR7 / ZR7S Suzuki TU 250 Suzuki SV 650 Suzuki Bandit 1200 Suzuki GSX 1200 Yamaha FZX 750 Yamaha SR 250 YamahaDiversion900(95/02) Piaggio X9 250 Piaggio X9 500 Piaggio X8 200 e 250 Suzuki Burgman 250 Yamaha Majesty 250 UTILITÁRIAS / NAKED SCOOTER SUZUKI BURGMAN 400 Anos 1999 a 2006 – de 1500 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Baixa
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    54 03/2015 DESPORTIVAS O GRANDE“BOOM”domercado motociclístico nacional, nos anos noventa, teve nas motos desportivas um dos segmentos de maior sucesso, sendo, por isso, natural que sejam essas as motos que agora ocupam boa parte das ofertas no mercado de usados, dentro da fasquia que referimos. São motos, regra geral, já entre os quinze e os vinte e poucos anos, e às quais terá de se prestar um cuidado especial na inspeção pré-compra, uma vez que à idade se soma, em muitos casos, um tipo de utilização mais agressiva, com as respetivas consequências em termos de quedas e problemas mecânicos. Não consideramos nesta pesquisa as (muitas) unidades que encontrámos transformadas em“streetfighters”, sendo estas na maioria dos casos – para não dizer a totalidade – devido a situações de acidente em que as carenagens se partiram e se optou por manter a moto“naked”, com adaptações caseiras que nem sempre resultam bem. A oferta é vasta e diversificada, embora se encontrem apenas motos das marcas japonesas, e entre estas a rainha em termos de oferta é, de longe, a CBR 600 F, excetuando a primeira geração (1987/90). Até ao lançamento da primeira versão com quadro em alumínio, em 1999, ainda nos podemos manter dentro da fasquia dos 2000 €, tratando-se de uma escolha segura. Outras a procurar Contrariamente ao que verificámos nos restantes segmentos, nas desportivas quase todos os modelos que encontrámos até à fasquia de preço estabelecida tiveram amos- tra suficiente para elaborarmos uma faixa de preços demonstrativa do mercado real. As exceções são, curiosamente, duas Kawasaki 600comumadécadadeintervalo:aGPX600 R, de finais de década de oitenta, e a ZX-6R dos anos 1996 a 1999, sendo esta última um modelo a considerar seriamente. HONDA CBR 600 F Anos1991a1994(F2)–de1200a1900€ Anos1995a1998(F3)–de1300a2000€ Anos1999e2000(F4)–de1700a2000€ Disponibilidade no mercado – Alta HONDA CBR 1000 F Anos 1991 a 1995 – de 1600 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média HONDA CBR 900 RR Anos 1994 e 1995 – de 1800 a 2000 € Anos 1996 a 1999 – de 1850 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média KAWASAKI NINJA ZXR 750 Anos 1993 a 1996 – de 1700 a 1900 € Disponibilidade no mercado – Baixa KAWASAKI NINJA ZX-9R Anos 1994 a 1999 – de 1700 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Baixa KAWASAKI ZZR 600 Anos 1992 a 1995 – de 1200 a 1600 € Disponibilidade no mercado – Baixa KAWASAKI ZZR 1100 Anos 1992 a 1997 – de 1200 a 1900 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI GSX-R 600 Anos 1997 a 2000 – de 1500 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI GSX-R 750 Anos 1992 a 1995 – de 1400 a 1700 € Anos 1996 a 1999 – de 1500 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI GSX-R 1100 Anos 1993 a 1996 – de 1700 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI RF 600 Anos 1993 a 1997 – de 1100 a 1800 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI RF 900 Anos 1994 a 1998 – de 1350 a 1650 € Disponibilidade no mercado – Baixa YAMAHA FZR 600 Anos 1991 a 1996 – de 1100 a 1700 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA FZR 1000 Anos 1991 a 1996 – de 1200 a 1800 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA YZF 750 Anos 1993 a 1997 – de 1200 a 1900 € Disponibilidade no mercado – Baixa YAMAHA YZF 1000R THUNDERACE Anos 1996 a 1999 – de 1700 a 1950 € Disponibilidade no mercado – Baixa YAMAHA YZF 600R THUNDERCAT Anos 1996 a 2001 – de 1500 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA YZF-R6 Anos 1999 a 2002 – de 1700 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Baixa Kawasaki Ninja ZX-6R (1996/99) Kawasaki GPX 600 R (1988/89)
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    www.motociclismo. pt 55 PUBLICIDADE ASTRAILMONOCILÍNDRICAS de média cilindrada constituem a esmagadora maioria da oferta neste segmento e, entre elas, a rainha do mercado é nitidamente aYamaha XT600E, devido à vasta oferta disponível que cobre toda a década de noventa e o início dos anos 2000, nomeadamente até 2003, altura em que saiu de cena para dar lugar às XT660R e 660X. Entre as muitas unidades que encontrámos na nossa pesquisa, abundavam transformações de gosto duvidoso em “supermotard”, mas também muitos exemplares em bom estado aparente e, sendo a XT600E um modelo de comprovada fiabilidade, não haverá grande dificuldade em fazer uma boa compra. Outras a procurar APRILIA PEGASO Anos 1992 a 1996 – de 1200 a 1500 € Anos 1997 a 2001 – de 1500 a 1700 € Disponibilidade no mercado – Média HONDA XL600V TRANSALP Anos 1991 a 1995 – de 1300 a 1950 € Disponibilidade no mercado – Média HONDA SLR 650 Anos 1997 a 1999 – de 1500 a 1900 € Disponibilidade no mercado – Baixa YAMAHA XT 600E Anos 1991 a 1993 – de 1000 a 1500 € Anos 1994 a 1996 – de 1100 a 1700 € Anos 1997 a 1999 – de 1400 a 2000 € Anos 2000 a 2003 – de 1700 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Alta YAMAHA XT 660 Z TÉNÉRÉ Anos 1991 a 1993 – de 1200 a 1700 € Anos 1994 a 1997 – de 1400 a 1800 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI FREEWIND 650 Anos 1997 e 1998 – de 1400 a 1750 € Disponibilidade no mercado – Baixa Apesar de não existirem no mercado em número suficiente para constituírem uma amostra credível em termos de valores médios, te- mos várias outras possibilidades que, dentro desta fasquia de preços, encontramos no mercado de usados. Dentro da lista referida temos de destacar um modelo, a Suzuki DR650SE, uma moto que supera a sua rival da altura, a XT600E, em vários parâmetros (prestações, con- forto, etc) mas que nunca teve o sucesso comercial merecido. BMW F 650 Honda Dominator 650 Honda NX4 Honda NX 250 Kawasaki KLE 500 Suzuki DR 650 / SE Yamaha XT 350 Yamaha Serow 225 TRAIL / SUPERMOTO
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    56 03/2015 DURANTE LARGOSANOS a referência incontestada entre as turístico- desportivas, a HondaVFR 750 continua, apesar do peso dos anos, a ter uma oferta razoável no mercado de usadas, a par de uma moto com uma reputação mais modesta, a Suzuki GSX-F 750, sendo que destas últimas conseguimos encontrar exemplares mais recentes e mais baratos que as unidades daVFR 750, cuja sucessora, aVFR 800 F (já com injeção eletrónica e lançada em 1998), surge com valores superiores ao limite de 2000 € que estabelecemos. AYamahaTDM 850 é o terceiro modelo de entre aqueles em que reunimos uma amostra considerada válida para estabelecer uma faixa de preços. Não se encaixando a 100% em nenhuma categoria, a TDM não deixa de ser uma proposta válida para uma utilização polivalente, incluindo viagens a dois, com boas prestações, embora muitas das unidades mais antigas estejam algo inflacionadas. OS ANOS 90 foram o período de ouro para as custom de baixa/média cilindrada no nosso país, com asYamahaVirago 250 e 535 a dominarem o mercado. Naturalmente, hoje em dia são também estas V-twin daYamaha a estarem em maioria no mercado de usados. Não sendo motos de grandes prestações e com um tipo de utilização mais tranquila, não deverá ser difícil encontrar unidades em estado razoável. Surpreendente foi também o número de unidades que encontrámos à venda da Kawasaki EN 500, muito mais do que a popularidade do modelo faria prever. A EN 500 foge à típica configuração de motor em V das custom, adotando um comprovadíssimo bicilíndrico paralelo da Kawasaki, um motor que equipou os mais diversos modelos, da desportiva GPz500S à trail KLE 500, passando pela a utilitária ER-5. É ainda uma boa base para transformações. Outras a procurar Outras a procurar HONDA VFR 750 F Anos 1990 a 1993 – de 1200 a 2000 € Anos 1994 a 1996 – de 1500 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média SUZUKI GSX-F 750 Anos 1990 a 1993 – de 1100 a 1600 € Anos 1998 a 2001 – de 1500 a 1800 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA TDM 850 Anos 1991 a 1993 – de 1100 a 1800 € Anos 1996 a 1998 – de 1750 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média KAWASAKI EN 500 Anos 1992 a 1997 – de 1600 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA VIRAGO 250 Anos 1991 a 1993 – de 1300 a 1700 € Anos 1994 a 1997 – de 1500 a 1900 € Disponibilidade no mercado – Média YAMAHA VIRAGO 535 Anos 1992 a 1997 – de 1800 a 2000 € Disponibilidade no mercado – Baixa Suzuki GSX-F 600 Suzuki GSX-F 1100 Triumph Trophy 900 Yamaha FJ 1200 Yamaha GTS 1000 Hyosung Aquila 250 Suzuki Marauder 250 Yamaha Dragstar 250 SPORT-TURISMO/ TURISMO CUSTOM Honda Rebel 250 Os valores do IUC Cilindrada 1992 a 1996 Posterior a 1996 120 a 250 cc -- 5,49 € + 250 a 350 cc 5,49 € 7,77 € + 350 a 500 cc 11,10 € 18,77 € + 500 a 750 cc 33,21 € 56,40 € + de 750 cc 60,07 € 122,47 € As motos anteriores a 1992 estão isentas de Imposto Único de Circulação Websitesconsultados parapesquisadepreços: l Classificados www.motociclismo.pt l www.olx.pt l www.custojusto.pt l www.standvirtual.com A INJUSTIÇA que são os valores pedidos pelo Imposto Único de Circulação (que acaba, na prática, por ser um imposto de propriedade) continuam espelhadas na tabela que teve um ligeiro acréscimo em 2015, mais sentido nas motos de +750 cc.
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Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt Eagle 49 4 1 3.7 Aut. 85 1.075 Land Flyer 50 49 2 1 5.6 Aut. 92 1.325 Retro 50 49 4 1 3.7 Aut. 82 1.020 Rocky 50 49 2 1 5.6 Aut. 92 1.255 Supermoto 50 49 4 1 3.7 Aut. 85 999 Tanco 50 49 2 1 5.6 Aut. 92 1.095 Victoria 50 49 4 1 5.2 Aut. 92 1.395 Citibike 125 124 4 1 9.75 Aut. 132 1.490 Rocky 125 124 4 1 9.2 Aut. 104 1.295 Victoria 125 124 4 1 9.2 Aut. 104 1.395 BENELLI Olimotor, Motos e Acessórios, LDA Telf.: 256600876 Email.: geral@multimoto.pt 49 X 49 2 1 2.68 Aut. 96 1.499 New Pepe 4T 49 4 1 - Aut. 93 1.385 New Pepe 50 49 2 1 4 Aut. 87 1.295 Pepe 50 Basic 49 2 1 3.6 Aut. 82 1.095 Pepe LX 50 49 2 1 - Aut. 81 1.199 Macis 125 124 4 1 11.9 Aut. 130 1.995 Velvet 125 125 4 1 8.7 Aut. 122 1.690 Caffé Nero 250Fi 249 4 1 20 Aut. 150 2.990 TNT 899 899 4 3 115 6 199 11.350 TNT 1130 1130 4 3 140 6 199 13.480 Trek 1130 1130 4 3 123 6 205 12.485 Trek 1130 Amazonas 1130 4 3 123 6 205 13.150 Century Racer 1130 1131 4 3 127 6 199 13.250 TNT R160 1131 4 3 127 6 199 14.670 BETA Moto Espinha, Lda Telf.: 253533227 Email.: motoespinha@sapo.pt Ark A/C 49 2 1 - Aut. 88 2.695 Ark L/C 49 2 1 - Aut. 88 2.745 Minicross R10 49 2 1 - 1 37,5 1.630 Minicross R12 49 2 1 - 1 46 1.780 SPM 50 STD 50 - 1 - - - 3.250 SPM 50 Track 50 - 1 - - - 3.510 EVO minitrial 72 4 1 - 1 44 1.990 EVO 80 79 2 1 - 6 66 4.020 EVO 80 Junior 80 2 1 - 6 60 3.600 ALP 125 124 4 1 - 5 98 4.360 EVO 125 124 2 1 - 6 66 6.175 Urban 125 124 4 1 - 5 101 4.150 Urban 125 Special 124 4 1 - 5 101 4.350 Minicross R125 125 4 1 - 4 64,5 2.135 SPM 125 125 4 1 - - - 3.920 WR 125 LC 125 - 1 - - - 5.300 EVO 200 194 2 1 - 6 67 6.175 ALP 200 199 4 1 - 5 108 5.510 Urban 200 199 4 1 - 5 110 4.970 EVO 250 249 2 1 - 6 67 6.560 EVO 250 249 4 1 - 5 72 7.930 EVO 290 296 2 1 - 6 67 6.710 EVO 300 297 4 1 - 5 72 8.115 ALP 4.0 349 4 1 - 6 133 6.090 M4 349 4 1 - 6 133 6.200 SPM 450 450 - 1 - - - 9.150 RR En. 50 Factory 49 2 1 - 6 85 4.120 RR Enduro 50 49 1 1 - 6 85 3.630 RR Enduro 50 STD 49 2 1 - 6 85 3.290 RR Enduro 125 124 4 1 - 5 103 3.890 RR Enduro 125 LC 124 4 1 - 6 102 5.300 RR En. Racing 300 293 2 1 - 6 104 8.290 RR En. Racing 350 349 4 1 - 6 105 8.990 RR Enduro 400 4T 398 4 1 - 6 117 9.150 RR Enduro 498 497 4 1 - 6 114 9.450 BMW BMW Portugal, LDA Telf.: 214 873 000 Email.: geral@bmw.pt C evolution - - - - Aut. 265 15.466 C600 Sport 647 4 2 60 Aut. 249 11.240 C650 GT 647 4 2 60 Aut. 261 11.740 G 650 GS 652 4 1 48 6 192 7.940 F 700 GS 798 4 2 75 6 209 9.453 F 800 GS 798 4 2 85 6 - 11.453 F 800 GS Adventure 798 4 2 85 6 229 12.703 F 800 GT 798 4 2 90 6 213 11.253 F 800 R 798 4 2 90 6 202 9.453 S 1000 RR 999 4 4 198 6 204 17.953 S 1000 XR 999 4 4 160 6 228 16.603 S1000 R 999 4 4 160 6 207 13.253 R 1200 GS 1170 4 2 125 6 238 16.303 R 1200 GS Adventure 1170 4 2 125 6 260 17.553 R 1200 R 1170 4 2 125 6 231 13.953 R 1200 RS 1170 4 2 125 6 236 14.553 R 1200 RT 1170 4 2 125 6 274 18.253 R nineT 1170 4 2 110 6 222 16.003 K 1300 R 1293 4 4 175 6 217 16.203 K 1300 S 1293 4 4 175 6 228 17.753 K1600 GT 1649 4 6 160 6 319 22.303 K1600 GTL 1649 4 6 160 6 348 24.403 K1600 GTL Excl. 1649 4 6 160 6 360 31.203 CPI Lusomotos,Veículos e Acessórios, LDA Telf.: 231 510 860 Email.: geral@lusomotos.com Aragon Club - - - - - - 1.590 Oliver City - - - - - - 1.143 Aragon 49 2 1 3.2 Aut. 90 1.519 Aragon GP 49 2 1 3.8 Aut. 90 1.692 SM 49 2 1 3 6 90 2.770 SM X 49 2 1 3 6 90 2.820 SX 49 2 1 3 6 92 2.719 GTR 50 50 2 1 - - 112 2.561 DAELIM Desmotron S.L. Telf.: Email.: daelim@daelim.es A-4 49 2 1 3.37 Aut. 95 1.399 Bonita 49 2 1 3 Aut. 75 1.399 Cordi 50 49 2 1 2.93 Aut. 72.5 1.289 S-Five 49 2 1 3.37 Aut. 95 1.399 S-Four 49 4 1 4 Aut. - 1.239 B-Bone 125 Fi 124 4 1 11 Aut. 130 2.159 Besbi 125 124 4 1 8.95 Aut. 96 1.489 Daystar 125 Blk. Plus 124 4 1 12 5 160 2.299 Daystar 125 F.I. 124 4 1 12.8 5 160 2.349 Delfino 125 124 4 1 8.84 Aut. 109 1.539 Roadwin 125 F.I. 124 4 1 14.2 5 132 2.159 Roadwin R 125 F.I. 124 4 1 14.8 5 150 2.699 S1 125 F.I. 124 4 1 11.5 Aut. 123 1.999 S2 125 F.I. 124 4 1 11.1 Aut. 141 2.199 S3 125 Fi 124 4 1 14 Aut. 159 2.799 Roadwin 250 R Fi 247 4 1 23 5 161 3.299 DAFIER Supermoto - Comércio de Máquinas eVeículos Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt GSR 125 124 4 1 11.5 5 113 1.395 STF 125 124 4 1 11.5 5 115 1.995 STM 125 124 4 1 11.5 5 115 1.995 Stockrider 125 124 4 1 11.5 5 153 1.875 DERBI Conceição Machado, LDA Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt Senda Racing 50 SM 50 2 1 - 6 - 3.389 SendaX-Treme50SM 50 2 1 - 6 - 3.054 Senda X-Treme R 50 2 1 - 6 - 3.054 Cross City 124 4 1 - 5 110 2.649 Cross City 125 124 4 1 - 5 110 2.649 DRD 125 SM 124 4 1 - 6 120 4.633 GPR 125 125 4 1 - - - 4.678 Mulhacen 125 125 4 1 15 5 110 4.259 DUCATI SCRAMBLER Desmotron S.L. Telf.: Email.: ducati@desmot.com Classic 803 4 2 75 6 192 9.949 Full Throttle 803 4 2 75 6 186 9.949 Icon R 803 4 2 75 6 186 8.490 Icon Y 803 4 2 75 6 186 8.590 Urban Enduro 803 4 2 75 6 192 9.949 DUCATI Desmotron S.L. Telf.: +34961539 Email.: ducati@desmot.com Monster 696+ ABS 696 4 2 80 6 163 8.895 Monster 796 ABS 803 4 2 87 6 167 10.345 Hypermotard 821 4 2 110 6 198 12.645 Hypermotard SP 821 4 2 110 6 194 15.495 Hyperstrada 821 4 2 110 6 204 13.745 Monster 821 821 4 2 112 6 205 11.095 Streetfighter 848 849 4 2 132 6 199 13.845 899 Panigale 898 4 2 148 6 193 15.395 1199 Panigale ABS 1198 4 2 195 6 188 21.145 1199 Panigale R ABS 1198 4 2 195 6 189 32.645 1199 Panigale S ABS 1198 4 2 195 6 191 26.145 1199PanigaleSuperleggera 1198 4 2 200 6 177 64.095 Diavel Carbon 1198 4 2 162 6 207 21.345 Diavel Dark 1198 4 2 162 6 239 17.595 Monster 1200 1198 4 2 135 6 209 13.495 Monster 1200 S 1198 4 2 145 6 209 16.345 MTS 1200 Pikes P. 1198 4 2 150 6 189 22.695 MTS1200SGranTurismo 1198 4 2 150 6 245 21.595 MTS 1200S Tou. Dair 1198 4 2 150 6 235 20.795 Multistrada 1200 ABS 1198 4 2 150 6 189 16.845 Multistrada1200STou. 1198 4 2 150 6 192 20.145 FOSTI Jovimoto Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt FT 125 Custom 124 4 2 11 5 153 1.995 FT 125T F 124 4 1 9 Aut. 98 1.395 FT125T 19 124 4 1 9 Aut. 119 1.495 GAMAX Luzeiro Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt Spillo 49 4 1 - Aut. - 845 Cilindrada NºCilindros Velocidades Preço PIAGGIO LIBERTY 125 VESPA GTS 300 SS KTM DUKE 125 SYM GTS 300i MODELOS 2015 NÃO COMPRE SEM NOS CONSULTAR CAISMOTOR RUA DE S. FRANCISCO Nº 470 – A, ARMAZÉM E ADROANA 2645-019 ALCABIDECHE TELF. +351 214 601 855 / TLM. +351 912 559 655 FAX. +351 214 601 923 caismotor@caismotor.com www.caismotor.com www.facebook.com/caismotor O SEU CONCESSIONÁRIO GAMA COMPLETA SYM PARA DRIVE TEST
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Telf.: Email.: Fighter 125 124 4 1 11.5 5 115 1.995 Fighter 125 SM 124 4 1 11.5 5 115 1.995 HARLEY-DAVIDSON Harley-Davidson Espanha Telf.: Email.: Sportster Iron 883 883 4 2 53 5 251 9.000 Sportster 883 R 883 4 2 53 5 251 9.450 Sportster SuperLow 883 4 2 53 5 - 9.600 Night Rod Special 1130 4 2 120 5 287 17.900 Sportster 72 1202 4 2 - 5 253 12.050 XL 1200 Forty Eight 1202 4 2 - 5 260 11.900 XL1200SportsterCus. 1202 4 2 - 5 260 11.900 V-Rod Muscle 1246 4 2 115 5 292 18.900 Dyna Fat Bob 1584 4 2 68 6 305 16.990 Dyna S. G. Cus. 1584 4 2 68 5 290 15.900 Dyna Street Bob 1584 4 2 68 5 290 14.300 Dyna Wide Glide 1584 4 2 68 5 - 16.600 Road King Classic 1584 4 2 71 6 332 23.750 Softail Heritage Cl. 1584 4 2 64 6 326 22.400 Street Glide 1584 4 2 - 6 332 24.900 Softail Slim 1688 4 2 - 6 318 19.800 Electra G. U. Class. 1690 4 2 - 6 413 28.100 Electra G. U. Ltd. 1690 4 2 - 6 413 29.300 Softail Breakout 1690 4 2 74 6 322 21.250 Softail Deluxe 1690 4 2 - 6 330 21.250 Softail Fatboy 1690 4 2 - 6 330 21.600 Softail Fatboy Sp. 1690 4 2 78 6 332 21.900 Tri Glide Ultra Classic 1690 4 2 86 6 560 37.250 Dyna Switchback 1691 4 2 - 6 330 17.990 CVO E. G. Ult. Limited 1801 4 2 96 6 429 41.000 CVO Road King 1801 4 2 99 6 378 31.750 CVO Breakout 1802 4 2 91 6 330 30.500 CVO Softail Deluxe 1802 4 2 89 6 355 31.000 HONDA Honda Portugal, SA Telf.: 219 155 300 Email.: hondamotor.portugal@honda-eu.com NSC 50 R 49 4 1 4 Aut. 105 2.200 NSC50 Vision 16’’ 49 4 1 3 Aut. 100 1.990 NSC110 Vision 16’’ 108 4 1 8.3 Aut. - 2.050 AFS 110 Wave 109 4 1 8 4 99 1.899 CBF 125 124 4 1 11 5 128 2.649 MSX 125 124 4 1 9.8 4 101 3.150 PCX 125 124 4 1 11.1 Aut. 124 2.750 SH 125 Mode 124 4 1 11 Aut. 116 2.690 CBR 125 R 125 4 1 13 6 137 3.600 SH 125i AD 125 4 1 13 Aut. 127 3.349 SH 125i D 125 4 1 13.5 Aut. 127 3.049 XL 125 Varadero 125 4 2 14.2 5 169 5.650 PCX 150 150 4 1 13 Aut. 130 2.950 CRF 250 L 250 4 1 - 6 144 4.650 CRF 250 M 250 4 1 23 6 145 4.850 Forza 300 279 4 1 24 Aut. 192 5.050 Forza 300 ABS 279 4 1 24 Aut. - 5.450 SH 300i 279 4 1 27 Aut. 167 4.850 SH 300i ABS 279 4 1 27 Aut. 161 5.250 CBR 300 R ABS 286 4 1 30 6 161 4.950 CB 500 F 471 4 2 48 6 190 5.350 CB 500 FA 471 4 2 48 6 192 5.799 CB 500 X ABS 471 4 2 48 6 195 6.300 CBR 500 R ABS 471 4 2 48 6 194 6.350 SW-T 600 ABS 582 4 2 51 Aut. 247 8.700 CBR 600 RR 600 4 4 118 6 186 11.350 CBR 600 RR ABS 600 4 4 118 6 196 12.350 CB 650 F 649 4 4 87 6 206 6.999 CB 650 F ABS 649 4 4 87 6 206 7.400 CBR 650 FA 649 4 4 87 6 211 8.699 CTX 700 D 669 4 2 48 Aut. 234 9.100 CTX 700 N 670 4 2 48 6 227 8.100 NC 700 SD 670 4 2 48 6 227 7.450 NC 700 XD 670 4 2 48 6 218 7.900 NT 700 VA Deauville 680 4 2 64.7 5 236 11.000 Integra 750 745 4 2 54 6 237 8.990 NC 750 J Vultus 745 4 2 54 6 245 11.300 NC 750 S ABS 745 4 2 54 6 219 6.750 NC 750 SD 745 4 2 54 6 219 7.550 NC 750 X ABS 745 4 2 54 6 219 7.100 NC 750 XD 745 4 2 54 6 229 8.000 VT750C2BBlackSpirit 745 4 2 45 5 251 8.700 VT 750 CS Shadow 745 4 2 45 5 238 9.300 VFR800XCrossrunner 782 4 4 105 6 242 12.300 CB 1000 R 998 4 4 123 6 - 11.800 CB 1000 RA 998 4 4 123 6 - 12.500 CBR 1000 RR 998 4 4 178 6 201 14.800 CBR 1000 RR ABS 998 4 4 178 6 212 15.900 CBR 1000 RR Repsol 998 4 4 178 6 200 15.200 CBR1000RRRepsolABS 998 4 4 178 6 211 16.300 CBR 1000 RR SP 998 4 4 178 6 200 17.600 CBR 1000 RR SP ABS 998 4 4 178 6 211 18.600 CBR1000RRSPRep.ABS 998 4 4 178 6 211 19.000 CBR1000RRSPRepsol 998 4 4 178 6 200 18.000 CB 1100 A 1140 4 4 89 6 248 11.600 CB 1100 S ABS 1140 4 4 89 6 260 12.500 Crosstourer 1237 4 4 127 6 275 14.500 Crosstourer DCT 1237 4 4 127 6 285 15.500 VFR 1200 F 1237 4 4 170 6 267 16.100 VFR 1200 FD 1237 4 4 170 Aut. - 17.300 CTX 1300 1261 4 4 78 5 332 17.500 Pan European ABS 1261 4 4 124 5 287 20.700 GL1800AGoldwingDlx. 1832 4 6 116.6 5+M 381 33.300 GL 1800 F6B Bagger 1832 4 6 117 6 385 24.300 GL 1800 F6C 1832 4 6 114 5 341 21.500 GL 1800A Goldwing 1832 4 6 117 5+M - 30.000 GL1800AGoldwingE.E. 1832 4 6 117 5+M 413 33.800 CRF 250 R 249 4 1 37 5 101 8.050 CRF 250 X 249 4 1 29 5 106 7.800 CRF 450 R 449 4 1 51.6 5 103 8.700 CRF 450 X 449 4 1 48.5 5 115 8.400 HUSQVARNA Jetmar Telf.: Email.: geral@jetmar.pt TC85 17/14 84 2 1 - 6 68 5.648 TC85 19/16 84 2 1 - 6 69 5.648 TC 125 124 2 1 - 6 92 7.712 TE 125 124 2 1 - 6 96 7.787 FC 250 249 4 1 - 5 104 8.649 FE 250 249 4 1 - 6 107 9.879 TC 250 249 2 1 - 5 98 8.532 TE 250 249 2 1 - 6 104 8.548 TE 300 293 2 1 - 6 104 9.555 FC 350 349 4 1 - 5 106 9.205 FE 350 349 4 1 - 6 109 10.083 FC 450 449 4 1 - 5 108 9.481 FE 450 449 4 1 - 6 113 10.284 FE 501 510 4 1 - 6 113 10.766 HYOSUNG Desmotron S.L. Telf.: Email.: hyosung@hyosung.com.es ST7 - - - - - - 6.449 SB50M Super Cab 49 2 1 3.5 Aut. 80 1.219 SF50 B Racing 49 2 1 3.5 Aut. 95 1.421 SF50 R Rally 49 2 1 3.5 Aut. 90 1.421 GT 125 Comet 124 4 2 14.8 5 150 2.719 GT 125 R Comet 124 4 2 14.8 5 166 3.329 GV 125 Aquila 124 4 2 14 5 157 2.769 GT 250 Comet 249 4 2 29.2 5 153 3.429 GT 250 Ri Comet 249 4 2 29.2 5 171 3.829 GV 250 Aquila 249 4 2 25.8 5 167 3.429 GT 650Ri Comet 647 4 2 81.5 6 208 4.899 GT 650Ri Comet TT 647 4 2 81.5 6 208 4.999 GV 650i Aquila 647 4 2 80.3 5 218 5.499 GT 650i Comet 657 4 2 81 6 - 4.599 RT 125 Karion 124 4 1 14.4 5 125 2.319 RX 125 124 4 1 12.9 5 120 2.339 RX 125 SM 124 4 1 12.9 5 123 2.419 IMOTO Sociedade Comercial doVouga, LDA Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net Dragon II 125 124 4 1 - 5 153 1.973 Jáconhece oClube Medmotard? OClubeMedmotardé,segun- doospróprios,“umclubesem fins lucrativos e que nasceu apenas com dois propósi- tos: juntar os médicos com a paixão pelo motociclismo e explorar os locais mais re- cônditos do nosso país.”Em maiode2013realizaramoseu primeiropasseiotendosidoa partirdesetembrodesseano queoClubeganhoumaisfor- çaparacontinuarcomassuas atividades.Desdeentãotêm vindo a conhecer Portugal de uma ponta a outra, e em 2014 conseguiram mesmo percorrer mais de 5 mil qui- lómetrosempasseioseaven- turas. Para saber mais sobre o Clube Medmotard visite http://medmotard.wix.com/ medmotard. TroféuBeta arrancouemGóis Com o arranque do Campeonato Nacional de Enduro 2015 em Góis, deu- -se também início ao Troféu Beta, para os pilotos inscri- tos com as motos da marca italiana, cuja classificação foi lideradaporMiguelCosta,na frente de Alexandre Ferreira e Pedro Duarte. Salienta-se ainda a prestação de outros pilotos Beta com o mundia- lista Luís Correia que venceu a classe Elite 2, sendo 2º da geral, e Rodrigo Belchior a ser o melhor das 50 cc no troféu de iniciação Enduro Cup. Mais informações em www.betaportugal.com.
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    Cilindrada Cilindrada NºCilindros NºCilindros Ciclo Ciclo Velocidades Velocidades Peso Peso Preço Preço Potência Potência Felis 125 124 4 1 - Aut. 110 1.493 Lepus 124 4 1 - 5 123 1.498 Strada 125 4 1 - 5 133 2.106 Tiger 125 SM 125 4 1 - 5 133 2.106 INDIAN Luzeiro Telf.: 214398630 Email.: stand@luzeiro.com.pt Scout 1130 4 2 - 6 253 12.990 Chief Classic 1811 4 2 - 6 370 24.795 Chief Vintage 1811 4 2 - 6 379 26.799 Chieftain 1811 4 2 - 6 421 27.599 Roadmaster 1811 4 2 - 6 421 29.490 JIANSHE Jovimoto Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt JS 125 124 4 1 10 5 127 1.525 JS 125 Custom 124 4 1 10 5 134 1.495 JONWAY Jovimoto Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt Eagle 125 124 4 1 9.2 Aut. 120 1.225 Predator 125 B 124 4 1 9.2 Aut. 125 1.795 Predator 125C 124 4 1 9.2 Aut. 125 1.895 KAWASAKI Multimoto -Veículos e Acessórios Lda. Telf.: 256600870 Email.: geral@multimoto.pt D-Tracker 125 124 4 1 10 5 114 2.890 KLX 125 125 4 1 10 5 113 3.490 KLX 250 249 4 1 22 6 138 5.490 Ninja 300 296 4 2 39 6 172 5.460 Ninja 300 ABS 296 4 2 39 6 174 5.920 J 300 299 4 1 28 Aut. 191 4.995 J 300 ABS 299 4 1 28 Aut. 191 5.495 J 300 ABS S.E. 299 4 1 28 Aut. 191 5.680 J 300 S.E. 299 4 1 28 Aut. 191 5.195 ZX 6 R Ninja 599 4 4 131 6 191 11.895 ZX 636R Ninja 636 4 4 131 6 192 11.990 ZX 636R Ninja ABS 636 4 4 131 6 194 13.475 ER-6f 649 4 2 72 6 178 7.590 ER-6f ABS 649 4 2 72 6 178 8.165 ER-6n 649 4 2 72 6 174 6.890 ER-6n ABS 649 4 2 72 6 174 7.525 Versys 649 4 2 64 6 181 7.990 Versys ABS 649 4 2 64 6 181 8.890 W 800 773 4 2 - 5 216 8.900 W 800 Special Ed. 773 4 2 48 5 217 9.150 Z800 806 4 4 113 6 229 8.990 Z800 ABS 806 4 4 113 6 231 9.885 Z800e 806 4 4 113 6 229 7.990 Z800e ABS 806 4 4 113 6 231 8.690 VN 900 Classic 903 4 2 54 5 253 8.990 VN 900 Classic S.E. 903 4 2 54 5 282 9.575 VN 900 Custom 903 4 2 54 5 253 9.555 ZX 10 R Ninja 998 4 4 200 6 198 15.990 ZX 10 R Ninja ABS 998 4 4 200 6 201 17.470 Versys 1000 1043 4 4 118 6 239 12.985 Z 1000 1043 4 4 142 6 220 12.495 Z 1000 ABS 1043 4 4 142 6 221 12.995 Z 1000 ABS S.E. 1043 4 4 142 6 221 13.240 Z 1000 S.E. 1043 4 4 142 6 220 12.995 Z 1000 SX 1043 4 4 142 6 230 13.475 Z 1000 SX ABS 1043 4 4 142 6 231 13.885 GTR 1400 ABS 1352 4 4 155 6 279 17.860 ZZ-R 1400 ABS 1441 4 4 210 6 268 16.480 VN 1700 Cl.Tourer 1700 4 2 73 6 328 17.350 VN 1700 Classic 1700 4 2 73 6 349 14.885 VN 1700 Voyager 1700 4 2 73 6 - 20.980 VN 1700 Voyager C. 1700 4 2 73 6 382 18.975 KX 65 64 2 1 - 6 60 3.545 KX 85 Roda Grande 84 2 1 - 6 75 4.850 KX 85 Roda Pequena 84 2 1 - 6 75 4.595 KLX 110 111 4 1 6.3 3 64 2.978 KX 250 F 249 4 1 - 5 106 7.995 KLX 450 R 449 4 1 56.4 5 100 8.545 KX 450 F 449 4 1 - 5 113 8.580 KEEWAY Olimotor, Motos e Acessórios, LDA Telf.: 256600876 Email.: geral@olimotor.com Hurricane 50 48 2 1 2.27 Aut. 81 1.045 Agora 50 49 2 1 3.35 Aut. 84 1.195 Agora 50 4T 49 4 1 4 Aut. 85 1.295 F-ACT City 49 2 1 3.35 Aut. 101 1.270 F-ACT Evo 49 2 1 3.52 Aut. 99 1.295 Goccia 50 49 2 1 4.2 Aut. 113 1.499 Hacker 50 49 2 1 3.9 Aut. 108 1.395 Matrix 50 49 2 1 2.9 Aut. 93 1.495 Milan 50 49 2 1 3.4 Aut. 75 986 RY6 49 2 1 3.5 Aut. 92 1.148 Swan 50 49 2 1 3.75 Aut. 78 948 TX 50 Supermoto 49 2 1 - 5 98 1.998 Partner 110 107 4 1 6.7 Aut. 99 998 KEE 110 109 4 1 7 Aut. 107 998 ARN 125 124 4 1 8 Aut. 105 1.495 F-ACT 125 124 4 1 8 Aut. 102 1.520 Outlook 125 124 4 1 11.9 Aut. 125 1.998 RKS 125 124 4 1 11.2 5 117 1.785 RKV 125 124 4 1 11 5 120 1.995 Silverblade 125 EFi 124 4 1 12.5 Aut. 172 2.490 Speed 125 124 4 1 10 5 131 1.498 Superlight 125 124 4 1 9.4 5 145 1.997 Superlight 125 EL 124 4 1 9.4 5 139 1.928 Target 125 124 4 1 9 Aut. 99 1.275 TX 125 Enduro 124 4 1 11 5 146 1.990 TX 125 Supermoto 124 4 1 11.5 5 139 1.990 Zahara 125 124 4 1 9 Aut. 115 1.497 ARN 150 150 4 1 9.7 Aut. 105 1.712 Outlook 150 150 4 1 12.7 Aut. 130 1.998 Cruiser 250 248 4 2 17.2 5 179 3.683 Silverblade 250EFi 249 4 1 21 Aut. 194 3.490 KREIDLER Luzeiro Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt RMC-E Hiker Amaze - - - - - - 2.299 RMC-HGalacticaAmaze - - - - - - 3.099 Supermoto 250 - - - - - - 3.349 Jigger 50 49 - 1 - - - 1.269 Jigger 50 City 49 - 1 - - - 1.299 RMC-E Hiker Sport 49 2 1 4 Aut. 95 1.549 RMC-H Galactica 49 2 1 4 Aut. 102 1.699 Supermoto 50 49 - 1 - - - 2.699 Vabene 50 49 - 1 - - - 1.649 Enduro 125 125 4 1 11.5 - 133 2.249 Martinique 125 4 1 10.8 Aut. 138 2.099 RMC-E Hiker Sport 125 4 1 8.4 Aut. 105 1.649 Street 125 125 4 1 11.5 - 159 2.299 Supermoto 125 125 4 1 11.5 - 133 2.299 KSR MOTO Supermoto - Comércio de Máquinas eVeículos Telf.: 231410950 Email.: geral@supermoto.pt Epico 50 49 2 1 3.2 Aut. 84 1.087 Onyx 50 49 2 1 3.4 Aut. 102 1.490 Pandora 50 49 2 1 3.3 Aut. 92 1.275 Sirion 50 49 2 1 3.3 Aut. 96 1.399 TR 50 SM 49 2 1 - 6 113 2.150 TR 50 X 49 2 1 - 6 113 2.150 Xor 50 49 2 1 3.3 Aut. 96 1.375 Code 125 X 124 4 1 11 5 135 1.995 Soho 125 124 4 1 12 Aut. 130 2.310 TR 125 124 4 1 15 6 139 3.050 Worx 125 124 4 1 11.3 5 132 1.895 Zion 125 124 4 1 12 Aut. 146 2.590 Vertigo 125 125 4 1 9.6 Aut. 102 1.590 KTM Jetmar Telf.: Email.: geral@jetmar.pt RC 125 ABS 124 4 1 15 6 135 4.798 125 Duke ABS 125 4 1 15 6 124 4.396 200 Duke ABS 200 4 1 25 6 125 4.999 390 Duke ABS 373 4 1 44 6 139 5.499 RC 390 ABS 373 4 1 43 6 147 5.996 690 Duke ABS 654 4 1 67 6 150 9.338 690 SMC R ABS 654 4 1 66 6 139 10.295 690 Duke R ABS 690 4 1 69 6 150 10.643 1050 Adventure ABS 1050 4 2 94 6 212 13.634 1190 Adventure ABS 1195 4 2 148 6 212 16.840 1190AdventureRABS 1195 4 2 148 6 217 17.183 RC8 R ABS 1195 4 2 173 6 182 17.991 1290SuperAdventureABS 1301 4 2 160 6 229 19.385 1290SuperDukeRABS 1301 4 2 180 6 189 17.300 50 SX 49 2 1 - Aut. 40 3.594 65 SX 64 2 1 - 6 55 4.568 85 SX 84 2 1 - 6 69 5.545 125 EXC Six Days 124 2 1 - 6 94 8.249 125 SX 124 2 1 - 6 91 7.462 125 EXC 125 2 1 - 6 98 7.429 150 SX 143 2 1 - 6 91 7.671 200 EXC 193 2 1 - 6 100 7.774 250 SX-F 248 4 1 - 6 103 8.374 Mercado Preços e principais características das motos e moto 4 novas à venda em Portugal H-D:Battle ofTheKings A Harley Davidson apresen- ta o‘Battle OfThe Kings’, um concurso onde pede aos concessionários para cria- rem versões da Street 750. Assim que as motos estejam prontas serão expostas on- line para serem submetidas a uma votação pública que decideasfinalistas.Oconces- sionárioHDLisboa/American Motorcycles está a preparar uma moto que será votada em conjunto com propostas espanholas,poisdePortugal eEspanhaapenasumaStreet 750vaiàfinal.É,porisso,im- prescindível o apoio dos fãs lusos para que a“nossa”seja a escolhida! Os finalistas vão encontrar-se no“Wheels Waves”, em Biarritz, nos dias 11a14dejunho.Umjúrisele- cionaráomelhortrabalhoque recebeotroféu“CustomKing”. Mantenha-seatentoawww.h- -d.com/darkcustomeaosite oficialdaMOTOCICLISMO. Polisport patrocinaMXGP Depois de, há alguns anos atrás, a marca portuguesa Polisporttersidopatrocinado- radoMundialdeMotocross, em2015osespecialistasem produtos e acessórios em plásticoparaasmotosdeTT regressamemforçaaoentre- tanto renomeado MXGP. De acordocomumcomunicado daorganizaçãodoMXGP,na cerimónia do pódio de cada mangaestarápresenteoBike StandeotapetedaPolisport, sendo que a marca vai tam- bém estar presente com os seus produtos no paddock decadacorrida.
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    Cilindrada Cilindrada NºCilindros NºCilindros Ciclo Ciclo Velocidades Velocidades Peso Peso Preço Preço Potência Potência 250 EXC 249 2 1 - 5 103 8.137 250 EXC Six Days 249 2 1 - 6 103 8.936 250 EXC-F Six Days 249 4 1 - 6 106 10.324 250 SX 249 2 1 - 5 96 8.255 250 XC 249 2 1 - 6 104 8.350 250 XC-F 249 4 1 - 6 104 9.380 Freeride 250 R 249 2 1 - 6 92 7.580 250 EXC-F 250 4 1 - 6 107 9.505 300 EXC 293 2 1 - 5 103 9.133 300 EXC Six Days 293 2 1 - 6 103 9.919 300 XC 293 2 1 - 6 104 9.079 350 EXC-F 349 4 1 - 6 107 9.680 350 EXC-F Six Days 349 4 1 - 6 107 10.512 350 SX-F 349 4 1 - 6 103 8.952 350 XC-F 349 4 1 - 6 106 9.760 Freeride 350 349 4 1 - 6 101 8.469 450 EXC 448 4 1 - 6 114 9.868 450 EXC Six Days 449 4 1 - 6 111 10.711 450 SX-F 449 4 1 - 5 107 9.267 500 EXC 510 4 1 - 6 111 10.293 500 EXC Six Days 510 4 1 - 6 111 11.179 690 Enduro R ABS 654 4 1 66 6 139 10.099 KYMCO ManuelVieira Condeça, SA Telf.: 218 400 034 Email.: mavico@mail.telepac.pt Like 50 49 2 1 4 Aut. 106 1.699 Vitality 50 49 2 1 4 Aut. 97 1.499 K-Pipe 125 124 4 1 8.2 4 107 1.599 K-XCT 125i 124 4 1 14.4 Aut. 172 3.699 Like 125 124 4 1 9.5 Aut. 121 1.899 People One 125i 124 4 1 9.5 Aut. 124 2.299 Yager GT125i 124 4 1 11.8 Aut. 164 2.999 Agility 125 City 125 4 1 9.5 Aut. 123 1.799 Downtown 125i 125 4 1 15 Aut. 176 3.399 Yaeger GT 300i 270 4 1 22.8 Aut. 173 3.599 K-XCT 300i 298 4 1 28 Aut. 176 4.699 Downtown 300i ABS 299 4 1 30 Aut. 189 4.599 XCiting 400i 399 4 1 36.1 Aut. 209 5.499 XCiting 400i ABS 399 4 1 36.1 Aut. 209 5.999 LAMBRETTA Multimoto Telf.: 256600878 Email.: geral@multimoto.pt LN 125 Bicolor 124 4 1 8.7 Aut. 104 3.390 LN 125 monocolor 124 4 1 8.7 Aut. 104 3.195 LEONART Multimoto,Veículos e Acessórios, Lda. Telf.: 256600870 Email.: geral@multimoto.pt Bobber 125 124 4 2 12.5 5 149 3.994 Daytona 125 124 4 2 12.5 5 150 3.578 Raptor 125 124 4 2 12.5 5 135 2.397 Spyder 125 124 4 2 12.5 5 150 3.498 Bobber 350i 320 4 2 28 5 159 4.988 Daytona 350i 320 4 2 28 5 160 4.780 Spyder 350 320 4 2 28 5 160 4.670 LINHAI Sociedade Comercial doVouga, LDA Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net Drive In 125 125 4 1 - Aut. 120 1.639 LML Desmotron S.L. Telf.: Email.: Star 125 2T 123 2 1 6.7 4 109 2.500 Star 125 4T 123 4 1 8 4 121 2.750 Star 150 2T 150 2 1 7.9 4 109 2.500 Star 150 4T 150 4 1 9 4 121 2.750 LONGJIA Jovimoto –Veículos, máquinas e equipamentos S.A. Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt Caper 50 49 2 1 4.6 Aut. 84 795 Estate 50 49 2 1 4.6 Aut. 90 1.380 Evo 50 49 2 1 4.6 Aut. 78 998 Exactly 50 49 2 1 4.6 Aut. 84 975 Exactly 50 Plus 49 2 1 4.6 Aut. 84 995 Explorer 50 LC 49 2 1 5.4 Aut. 84 1.335 Firefox 50 49 2 1 4.6 Aut. 85 1.285 Grido 50 49 2 1 4.6 Aut. 88 1.335 RS 50 49 4 1 3 Aut. 86 1.075 Versus 50 49 2 1 4.6 Aut. 80 1.190 Estate 125 124 4 1 10.2 Aut. 102 1.535 MASH Roda Gigante, Lda. Telf.: 219818589 Email.: info@mash.pt Sixty Four 49 4 1 2 Aut. - 1.090 Storia 50 49 4 1 3 Aut. - 1.290 Seventy 125 4 1 12 5 90 1.790 Seventy Five 125 4 1 12 5 96 1.990 Sixty Five 125 4 1 9 Aut. - 1.490 Storia 125 125 4 1 9 Aut. - 1.590 MEGELLI Lusomoto,Veículos e acessórios Lda. Telf.: 231510860 Email.: geral@lusmotos.com Naked 125 S 124 4 1 - - 123 2.855 Sport 125 R 124 4 1 - - 124 3.025 Supermotard 125M 124 4 1 - - 117 2.675 MOTO GUZZI Officina Moto Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt Nevada750AquilaNera 744 4 2 48 5 184 10.571 V7 II Racer ABS 744 4 2 48 5 190 11.482 V7 II Special ABS 744 4 2 48 5 190 10.451 V7 II Stone ABS 744 4 2 48 5 189 9.761 V7 Special 744 4 2 49 5 182 10.451 V7 Stone 744 4 2 49 5 182 9.761 Griso 1200 8V S.E. 1151 4 2 110 6 222 14.780 Norge 1200 ABS 1151 4 2 95 6 246 16.604 Stelvio 1200 ABS 1151 4 2 105 6 214 15.928 Stelvio NTX ABS 1151 4 2 105 6 - 16.882 Califórnia1400C.ABS 1380 4 2 96 6 300 18.558 Califórnia1400T.ABS 1380 4 2 96 6 322 20.770 MOTOR HISPÂNIA MotoCisa, SA Telf.: 234 316 164 Email.: motocisa@mail.telepac.pt Duna 125 Dual Plus - - - - - - 2.399 Duna 125 Sports City - - - - - - 2.679 MH7 Air Cooled - - - - - - 2.395 MH7 Liquid Cooled - - - - - - 3.375 RX 125 R - - - - - - 3.699 KN1 50 Air Cooled 49 4 1 - - - 2.589 RX 50 R 49 2 1 - 6 120 2.985 RYZ 50 Off Road 49 4 1 - - 95 2.359 RYZ 50 Pro Racing 49 4 1 - - - 2.799 RYZ 50 Urban Bike 49 4 1 - - - 2.459 RYZ Rac.Urb.Bike 49 4 1 - - - 2.899 Duna 125 Hard Road - - - - - - 2.379 MV AGUSTA Imex Moto Telf.: 244101500 Email.: imexmoto@imexmoto.com Brutale 675 EAS 675 4 3 110 6 167 9.890 F3 675 4 3 - 6 - 12.890 F3 EAS 675 4 3 128 6 173 12.490 Brutale 800 798 4 3 125 6 167 10.590 Brutale 800 EAS 798 4 3 125 6 167 10.990 Brutale 800 EAS Italia 798 4 3 125 6 167 11.590 F4 998 4 4 195 6 191 17.390 F4 ABS 998 4 4 195 6 - 18.390 F4 R 998 4 4 195 6 191 19.690 F4 R ABS 998 4 4 195 6 - 20.690 F4 RR 998 4 4 201 6 190 24.790 F4 RR ABS 998 4 4 201 6 - 25.690 Brutale 1090 1078 4 4 144 6 183 13.390 Brutale 1090 ABS 1078 4 4 144 6 - 13.990 Brutale 1090 R 1078 4 4 144 6 183 14.690 Brutale 1090 R ABS 1078 4 4 144 6 - 15.290 Brutale 1090 RR 1078 4 4 158 6 183 17.690 Brutale 1090 RR ABS 1078 4 4 154 6 - 18.390 NM COMPETITION Mito Selvagem Telf.: 916507276 Email.: nmcompetition@netcabo.pt Bull 250 SM 249 4 - 24 5 98 2.150 Bull 250 SX 249 4 - 24 5 98 2.050 PEUGEOT MotoCisa, SA Telf.: 234 316 164 Email.: motocisa@mail.telepac.pt Kisbee 49 4 1 - Aut. 85 1.299 Kisbee RS 49 4 1 - Aut. - 1.349 Speedfight3 49 2 1 - Aut. 97 1.899 TKR2 R 12 49 2 1 - Aut. - 2.149 Tweet 49 4 1 - Aut. - 1.599 Vivacity 2T 49 2 1 - Aut. 95 1.599 Vivacity 4T 49 4 1 - Aut. 98 1.899 Vogue VSY2 50 2 1 - - - 999 Citystar 125 124 4 1 - Aut. - 3.599 Satelis 125 Komp. 124 4 1 - Aut. - 5.199 Satelis 125i 124 4 1 15 Aut. - 4.799 Tweet 125 124 2 1 - Aut. 109 1.873 Tweet 125 RS 124 4 1 - Aut. - 1.999 Vivacity 125 124 4 1 - Aut. 118 2.219 Geopolis 300 EV 278 4 1 - Aut. 159 4.999 Satelis 400 RS 398 4 1 - Aut. - 6.599 Satelis 400i 398 4 1 - Aut. - 6.399 Metropolis 400 RS 399 4 1 37 Aut. 256 8.799 Metropolis 400i 399 4 1 37 Aut. 256 8.799 TomTomrenovou owebsite Osespecialistasemprodutos para navegação e GPS aca- bam de anunciar uma total renovação dos websites em Portugal, Estados Unidos, Canadá e Singapura. Com esta renovação a TomTom pretende facilitar a vida aos seus clientes que passam a usufruirdeumespaçovirtual com novo visual mais atual, sendo que a utilização do websiteestámaisintuitivado que nunca. O website www. tomtom.com/pt é compatí- vel com dispositivos móveis como smartphones, tablets, iPhoneseiPads.Atravésdes- te espaço os clientes podem conhecerosdetalhesdetodos osprodutosdaTomTom,sem sairdecasa. ClubeNC Portugalvai aMarrocos Para 2015 o Clube NC Portugal, que reúne aficio- nados dos modelos New Concept da Honda, já tem planeado um espetacular evento internacional. O Raid NCPortugalaMarrocosreali- za-sede17a26desetembro easinscriçõesjáestãoabertas mas são limitadas, pelo que convém marcar o seu lugar o quanto antes. O Clube NC Portugal garante que será uma aventura memorável, sempre com uma lógica de troca de experiências e ob- tençãodeinformaçõessobre as Honda NC. Informações emwww.clubencportugal.pt.
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    Cilindrada Cilindrada NºCilindros NºCilindros Ciclo Ciclo Velocidades Velocidades Peso Peso Preço Preço Potência Potência PGO Sociedade Comercial doVouga,LDA Telf.: 234601500 Email.: comercial@vouga.net I-Dep elétrica - - - - Aut. - 3.446 Libra 50 49 2 1 - Aut. 98 1.878 Ligero 50 49 2 1 - Aut. 83 1.320 TR3 50 49 2 1 - Aut. 124 2.927 X-Hot 50 49 2 1 - Aut. 98 1.992 G-Max 125 124 4 1 - Aut. 129 2.072 Libra 125 124 4 1 - Aut. 118 2.286 Ligero 125 124 4 1 - Aut. 102 1.759 T-Rex 125 124 4 1 - Aut. 111 1.759 X-Hot 125 124 4 1 - Aut. 118 2.299 PGO Tigra 125 Efi 125 4 1 - Aut. - 2.999 PIAGGIO VESPA Conceição Machado, LDA Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt Fly 50 2T 49 2 1 - Aut. - 2.070 Fly 50 4T 49 4 1 4 Aut. 100 2.298 NRG 50 49 2 1 4.3 Aut. 99 2.339 Typhoon 50 49 2 1 - Aut. 81 2.267 Vespa Primavera 50 49 4 1 - Aut. - 3.487 VespaPrimavera502T 49 2 1 - Aut. - 3.298 Vespa Primavera 50 T. 49 4 1 - Aut. - 3.792 Vespa Sprint 50 49 4 1 - Aut. - 3.674 Vespa Sprint 50 2T 49 2 1 - Aut. - 3.471 Zip 50 49 4 1 - Aut. 83 1.979 Zip 50 2T 49 2 1 - Aut. - 1.849 Vespa PX 125 123 2 1 - 4 112 3.837 Beverly 125 124 4 1 15 Aut. 162 4.863 Fly 125 124 4 1 - Aut. - 2.642 Liberty 125 124 4 1 10 - 114 2.377 Typhoon 125 124 4 1 9.6 Aut. - 2.557 Vespa 946 ABS 124 4 1 - Aut. - 9.788 VespaGTS125S.ABS 124 4 1 14 Aut. 158 5.662 Vespa GTS 125 S. S. 124 4 1 - Aut. - 5.785 Vespa GTS 125 Super 124 4 1 - Aut. 158 5.232 Vespa Primavera 125 124 4 1 11 Aut. 125 4.237 VespaPrimavera125ABS 124 4 1 11 Aut. - 4.613 Vespa Primavera 125 T. 124 4 1 11 Aut. - 4.555 Vespa Sprint 125 124 4 1 12 Aut. - 4.507 X Evo 125 124 4 1 11 Aut. 161 4.002 X10 125 125 4 1 15 Aut. - 5.967 X10 125 ABS 125 4 1 15 Aut. - 6.462 Vespa PX 150 150 2 1 - 4 112 4.142 Beverly 300 278 4 1 - Aut. 165 5.007 MP3 300 LT 278 4 1 22 Aut. 227 8.715 MP3 Yourban 300 LT 278 4 1 22 Aut. 206 8.181 VerspaGTS300T.ABS 278 4 1 21 Aut. - 6.476 VespaGTS300S.ABS 278 4 1 21 Aut. - 6.298 Vespa GTS 300 S.S. 278 4 1 - Aut. - 6.598 Vespa GTS 300 Super 278 4 1 - Aut. 158 5.833 VespaGTS300Touring 278 4 1 21 Aut. - 5.898 Beverly 350 ABS 330 4 1 33 Aut. 191 6.558 Beverly 350 S. Tour. 330 4 1 33 Aut. 191 6.008 X10 350 330 4 1 33 Aut. - 6.668 X10 350 ABS 330 4 1 33 Aut. - 7.211 MP3 500 LT 493 4 1 40 Aut. - 9.822 MP3 500 LT ABS 493 4 2 40 Aut. - 10.393 X10 500 ABS 493 4 1 41 Aut. - 8.345 QINGQI Lusomotos,Veículos e Acessórios Lda. Telf.: 231510860 Email.: geral@lusomotos.com GXT 124 4 1 - - 120 1.499 Liger 124 4 1 - - 127 2.029 Sport 124 4 1 - - 160 1.999 Urban 124 4 1 - - 115 1.599 Vista 124 4 1 - - 148 1.899 REGAL RAPTOR Eu-r Representatives Telf.: Email.: mail@eu-r.com Bobber 125 4 2 12.5 - 175 2.580 Chopper Custom 125 4 2 12.5 - 175 2.000 Daytona 125 4 2 12.5 - 175 2.580 Nac 12 125 4 2 12.5 - 175 2.000 Spyder Cruiser 125 4 2 12.5 - 175 2.580 Bobber 350 350 4 2 28 - 184 3.000 Chopper Custom 350 350 4 2 28 - 184 2.300 Daytona 350 350 4 2 28 - 184 3.000 Nac 25 350 4 2 28 - 184 2.300 Spyder Cruiser 350 350 4 2 28 - 184 3.000 RIEJU Lusomotos,Veículos e Acessórios. Lda Telf.: 231510860 Email.: geral@lusomotos.com RS3 125 124 4 1 - 6 136 4.100 Mercado Preços e principais características das motos e moto 4 novas à venda em Portugal City Line 125 125 4 1 - Aut. 170 4.900 Marathon 125 SM AC 125 4 1 - 5 95 2.795 Marathon 125 SM Pro 125 4 1 - 6 121 3.990 RS3 125 NKD 125 4 1 - 6 120 3.950 Tango 125 Europe 125 4 1 - 5 101 2.695 Tango 250 250 4 1 - 5 109 3.000 Marathon 125 124 4 1 - 5 95 2.750 Marathon 125 Pro 125 4 1 - 6 121 3.990 ROYAL ENFIELD Luzeiro Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt Bullet500ClassicArmy 449 4 1 27 5 - 6.690 Bullet Cl. Chrome 449 4 1 27 5 - 6.790 Bullet 500 Cl. Des. 499 4 1 27 5 - 6.690 Bullet 500 EFI 499 4 1 27 5 - 5.790 Bullet Classic EFI 499 4 1 27 5 - 6.590 Bullet Deluxe EFI 499 4 1 27 5 - 6.190 Bullet Electra EFI 499 4 1 27 5 187 5.990 Bullet Stratford 499 4 1 27 5 253 8.450 SCARABEO Officina Moto Telf.: 219609110 Email.: geral@piaggio.pt Scarabeo 50 2T 49 2 1 - Aut. - 2.280 Scarabeo 50 4T 49 4 1 - Aut. - 2.450 Scarabeo 100 96 4 1 - Aut. - 2.480 Scarabeo100Elegance 96 4 1 - Aut. - 2.550 Scarabeo 125 124 4 1 - Aut. - 2.990 Scarabeo 200 124 4 1 - Aut. - 3.350 Scarabeo 300i 244 4 1 - Aut. - 4.550 Scarabeo 500 ie 493 4 1 40 Aut. - 5.790 SHERCO Sherco Portugal Telf.: 233098053 Email.: geral@shercoportugal.com Black Panther 50 SM 49 2 1 - 6 83 2.985 Enduro 50 49 2 1 - 6 83 2.884 Enduro Access 50 49 2 1 - 6 83 2.649 SM 50 Basic 49 2 1 - 6 - 2.540 Supermoto 50 49 2 1 - 6 83 2.985 Enduro CityCorp 124 4 1 - 5 107 3.150 Supermoto CityCorp 124 4 1 - 5 107 3.190 1.25 125 2 1 - 5 68 5.539 2.5 249 2 1 - 5 69 5.840 Enduro 2.5i 250 4 1 - 6 102 8.700 Enduro 2.5i Racing 250 4 1 - 6 - 8.900 2.9 272 2 1 - 5 69 5.874 Enduro 3.0i 290 4 1 - 6 102 8.800 Enduro 3.0i Racing 290 4 1 - 6 102 9.001 3.2 317 4 1 - 5 73 5.806 Enduro 4.5i Racing 448 4 1 - 6 109 9.100 Enduro 5.1i Racing 510 4 1 - 6 109 9.300 Enduro 4.5i 448 4 1 - 6 109 8.900 Enduro 5.1i 510 4 1 - 6 109 9.120 SMC Jovimoto Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt SAF 50 49 2 1 4.2 Aut. 84 1.395 SUZUKI Veículos Casal, SA Telf.: 234 300 760 Email.: geral@veiculoscasal.pt DR125 SM 124 4 1 - - 121 3.223 Van Van 125 124 4 1 12 6 117 3.799 Burgman 125 125 4 1 12.3 Aut. 148 3.999 Burgman 125 ABS 125 4 1 - Aut. 161 4.399 Inazuma 250 248 4 2 28 6 - 4.223 Burgman 400 385 4 1 34 Aut. - 7.299 Burgman 400 ABS 385 4 1 34 Aut. 199 7.699 GSX-R 600 599 4 4 125 6 161 11.384 Burgman 650 Exec. 638 4 2 55 Aut. 243 10.999 Gladius 645 4 2 72 6 202 6.984 Gladius ABS 645 4 2 72 6 - 7.684 V-Strom DL 650 A 645 4 2 72 6 211 8.999 GSX650F 656 4 4 - 6 218 7.174 GSR750 ABS 749 4 4 - 6 213 9.284 GSX-R 750 749 4 4 150 6 162 12.499 GSR 750 750 4 4 - 6 211 8.884 Intruder C 800 805 4 2 52 5 246 9.046 Intruder M 800 805 4 2 53 5 242 8.346 GSX-R 1000 999 4 4 185 6 203 16.096 V-Strom DL1000 ABS 1037 4 2 - 6 228 12.699 Bandit 1250 1255 4 4 98 6 225 7.136 GSX 1250 ABS 1255 4 4 98 6 222 10.236 Hayabusa 1300 ABS 1340 4 4 197 6 220 16.096 Intruder C1500T 1462 4 2 - 5 363 12.699 Intruder M 1800 R 1783 4 2 120 - 315 13.946 Intruder M 1800 RZ 1783 4 2 - 5 347 14.499 RMX 450 Z 1 4 449 - 5 108 7.923 VMaxrecebe tratamento “Carbon” Paracelebraro30ºaniversá- rio da powercruiser VMax, a Yamaharevelouumaversão especial VMax Carbon. Esta inclui peças em carbono como guarda-lamas, cober- tura do depósito ou tampas lateraiseponteirasAkrapovic. ParaquemquiserumaVMax para um projeto“custom”, a YamahapropõeanovaVMax “matt grey”, que conta com pintura especial e um preço maisbaixo.Informaçõesem www.yamaha-motor.eu/pt. Motor7 premiadapela segundavez! Numa iniciativa promovida pela consultora Accenture em parceria com a revista Exame, o concessionário Yamaha Motor7 foi distin- guido,pelasegundavez,por ser uma das“100 Melhores Empresasparatrabalhar”em Portugal durante 2015 . De facto a Motor7 conseguiu mesmoreclamaro28ºlugar nesta lista, um feito inédito para uma empresa da área motorizada e que se fica a deveraoexcelenteambiente de trabalho nas instalações desteconhecidoconcessio- náriolisboeta,ecujaequipa élideradaporMiguelOsório.
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    Cilindrada Cilindrada Cilindrada NºCilindros NºCilindros NºCilindros Ciclo Ciclo Ciclo Velocidades Velocidades Velocidades Peso Peso Peso Preço Preço Preço Potência Potência Potência Daytona 675 RABS 675 4 3 128 6 184 14.495 Street Triple ABS 675 4 3 106 6 182 8.895 Street Triple R ABS 675 4 3 106 6 182 10.095 StreetTripleRXABSSE 675 4 3 106 6 - 10.455 Tiger 800 XC 800 4 3 95 6 218 11.250 Tiger 800 XCx 800 4 3 95 6 221 12.250 Tiger 800 XR 800 4 3 95 6 213 10.500 Tiger 800 XRx 800 4 3 95 6 216 11.500 America 865 4 2 61 5 226 10.195 America LT 865 4 2 61 5 270 11.295 Bonneville 865 4 2 63 5 205 8.995 Bonneville SE N. C. 865 4 2 63 5 205 9.095 Bonneville T100 865 4 2 63 5 205 10.395 Bonneville T100 Black 865 4 2 68 5 230 10.095 BonnevilleT100SpiritSE 865 4 2 68 5 225 10.295 Bonneville T214 865 4 2 68 5 225 10.895 Scrambler 865 4 2 55 5 205 10.745 Speedmaster 865 4 2 63 5 229 10.195 Thruxton 865 4 2 70 5 205 10.745 Thruxton Ace 865 4 2 69 5 230 11.295 Speed Triple ABS 1050 4 3 135 6 - 13.645 Speed Triple R ABS 1050 4 3 135 6 212 15.295 Sprint GT 1050 4 3 130 6 268 14.225 Tiger Sport 1050 ABS 1050 4 3 123 6 235 13.245 Explorer 1200 (r) 1215 4 3 137 6 259 16.095 Explorer 1200 ABS 1215 4 3 137 6 259 15.745 Explorer 1200 XC ABS 1215 4 3 137 6 267 16.845 Trophy 1215 4 3 134 6 301 17.395 Trophy SE 1215 4 3 134 6 301 19.245 Thunderbird ABS 1599 4 2 85 6 - 15.795 ThunderbirdComm.ABS 1699 4 2 94 6 339 17.895 Thunderbird LT ABS 1699 4 2 94 6 339 18.455 ThunderbirdStormABS 1699 4 2 98 6 - 16.995 RocketIIIRoadsterABS 2294 4 3 148 5 367 19.195 Rocket III Touring ABS 2294 4 3 106 5 395 23.145 URAL Luzeiro Telf.: 214398630 Email.: luzeiro@luzeiro.com.pt Ranger 745 4 2 39 4+M 334 13.500 Retro 745 4 2 39 4+M 350 13.950 Retro Solo 745 4 2 - - - 11.850 Solo ST 745 4 2 - - - 10.500 Sportsman 745 4 2 - - - 12.950 Sportsman Cross 745 4 2 - - - 13.250 Sunset SE 745 4 2 - 4+M - 12.450 Tourist 745 4 2 39 4+M 320 12.250 Tourist Cross 745 4 2 - - - 12.350 Ural T 745 4 2 - - - 10.500 Ural T 2WD 745 4 2 - - - 11.300 Wjuga SE 745 4 4 39 4+M - 10.450 VECTRIX Masac, Comércio e Importação deVeículos, SA Telf.: 231410750 Email.: masac@masac.pt Vectrix - - - - - - 8.578 VICTORY Luzeiro Telf.: 214398630 Email.: stand@luzeiro.com.pt Boardwalk 1731 4 2 - 6 307 15.400 Cross Country 1731 4 2 - 6 345 20.100 Cross Country Tour 1731 4 2 - 6 384 23.000 Hammer 8-Ball 1731 4 2 - 6 305 14.900 Hammer S 1731 4 2 - 6 - 16.900 High Ball 1731 4 2 - 6 300 15.200 Judge 1731 4 2 - 6 300 15.550 Magnum 1731 4 2 - 6 345 22.300 Vegas 8-Ball 1731 4 2 - 6 290 12.790 Victory Gunner 1731 4 2 - 6 300 12.990 Vision Tour 1731 4 2 - 6 394 24.460 YAMAHA Yamaha Motor Portugal, LDA Telf.: 214 722 100 Email.: yamaha@yamaha-motor.pt Neos Easy 48 2 1 3.9 Aut. 88 1.650 Aerox 49 2 1 7 Aut. 92 2.545 Aerox R Naked 49 4 1 - Aut. 97 2.700 BW’S Easy 49 2 1 - Aut. 75 1.650 BW’S Original 49 2 1 4.6 Aut. 69 2.100 Jog R 49 2 1 4.6 Aut. 76 2.045 Neo’s 4T 49 4 1 4 Aut. 78 2.145 Slider 49 2 1 4 Aut. 75 2.125 TZR 50 49 2 1 - 6 128 3.595 D’elight 125 114 4 1 - Aut. 98 2.225 MT-125 124 4 1 15 6 138 4.225 MT-125 Race Blu 124 4 1 15 6 138 4.325 DR-Z70 67 4 1 - - 53 1.990 RM-Z 250 249 4 1 43 5 92 7.999 RM-Z 450 449 4 1 57 5 100 8.499 SYM Red Moto, SA Telf.: 234300760 Email.: redmoto@mail.telepac.pt Allo 50 49 4 1 3 Aut. 100 1.419 Jet4 50 R 49 2 1 3.8 Aut. 100 1.399 Orbit II 50 49 4 1 3 Aut. 99 1.199 Tonik 50 49 4 1 3 Aut. 92 1.249 Fiddle III 50 50 4 1 3.9 Aut. 96 1.399 Jet Euro X 50 50 2 1 - Aut. 94 1.499 Jet Sport X R 50 2 1 3.4 Aut. 98 1.699 MIO 50 4T 50 4 1 - Aut. 80 1.599 MIO 100 100 4 1 7.8 Aut. 88 1.829 Tonik 125 111 4 1 8 Aut. 97 1.599 Allo 125 124 4 1 10 Aut. 100 1.799 Combiz 125 124 4 1 7.5 Aut. 118 2.149 GTS 125 SnS 124 4 1 13.5 Aut. 160 3.999 Orbit 125 124 4 1 7 Aut. 105 1.699 Symphony 125 SR T 124 4 1 - Aut. - 1.899 X’Pro 125 124 4 1 - - - 1.749 Fiddle III 125 125 4 1 10 Aut. 111 1.849 GTS 125 Evo 125 4 1 - Aut. - 2.799 GTS 125i 125 4 1 13.5 Aut. - 3.599 HD2 125 125 4 1 - Aut. 135 2.699 Jet 4 125 125 4 1 - Aut. - 1.749 VS 125 125 4 1 - Aut. 133 2.173 Wolf 125 125 4 1 12 5 145 2.179 XS 125 125 4 1 10.1 - - 1.623 Wolf 250 249 4 1 24 6 173 4.199 Citycom 300 i 264 4 1 23 Aut. - 3.799 GTS 300 264 4 1 - Aut. - 4.499 GTS 300 SnS 278 4 1 29 Aut. 179 4.899 Maxsym 400 399 4 1 34 Aut. 210 5.322 MaxSym 400 ABS 399 4 1 - Aut. - 5.699 Maxsym 600 ABS 565 4 1 45.5 Aut. 238 6.399 TGB Jovimoto Telf.: 231419640 Email.: geral@jovimoto.pt Bullet 50 49 2 1 4.8 Aut. 95 1.675 Tapo RS 50 49 2 1 4.8 Aut. 94 1.475 Bellavita 125 Efi 124 4 1 15 Aut. 142 3.685 Express 125 124 4 - 8.6 Aut. 119 2.275 X Motion 125 124 4 1 12.4 Aut. 166 2.999 X Motion 300 Efi 263 4 1 23.6 Aut. 186 3.999 Bellavita 300 Efi 264 4 1 24 Aut. 153 4.299 TM RACING António Carmo Motos Telf.: 256464149 Email.: acmotos@sapo.pt SMM 125 B.Dream 123 2 1 - 6 - 8.320 SMR 125 123 2 1 - 6 - 7.300 SMR 250 249 2 1 - 5 - 7.900 SMR 250 F E.S. 249 4 1 - 5 - 9.100 SMX 250 F 249 4 1 - 5 - 8.600 SMM 250 B.Dream 250 2 1 - 6 - 8.900 SMM250FB.DreamES 250 4 1 - 6 - 8.900 SMR 300 294 2 1 - 5 - 8.000 SMM450B.DreamES 449 4 1 - 5 - 10.300 SMR 450 F E.S. 449 4 1 - 5 - 9.300 SMX 450 F 449 4 1 - 5 - 8.700 SMR 530 F E.S. 527 4 1 - 5 - 9.550 SMX 530 F 527 4 1 - 5 - 8.700 SMM 530 B. Dream ES 529 4 1 - 5 - 10.500 Junior 85 85 2 1 - 6 - 5.150 MX 85 85 2 1 - 6 - 6.280 EN 125 123 2 1 - 6 - 7.000 MX 125 123 2 1 - 6 - 6.900 MX 144 143 - - - 5 - 7.050 EN 144 144 - - - 6 - 7.150 EN 250 249 2 1 - 6 - 7.650 EN 250 F ES 249 4 1 - 5 - 9.100 MX 250 249 2 1 - 6 - 7.550 MX 250 F 249 4 1 - 5 - 8.250 EN 300 300 2 1 - 6 - 7.800 MX 300 300 2 1 - 6 - 7.600 EN 450 F ES 449 4 1 - 5 - 9.130 MX 450 F 449 4 1 - 5 - 8.300 EN 530 F ES 527 4 1 - 5 - 9.300 MX 530 F 527 4 1 - 5 - 8.450 TRIUMPH KMS Lda. Telf.: 218292170 Email.: info@triumphportugal.pt Daytona 675 ABS 675 4 3 128 6 184 12.445 WR 125 R 124 4 1 15 6 133 3.995 WR 125 X 124 4 1 15 6 133 4.225 X-CITY 125 124 4 1 - - 159 3.995 Xmax 125 124 4 1 - Aut. 153 4.395 X-Max 125 ABS 124 4 1 13.8 Aut. 176 4.895 YBR 125 124 4 1 12.5 5 111 2.595 YBR 125 Custom 124 4 1 12 5 129 2.625 YZF-R 125 124 4 1 15 - 126 4.595 YZF-R 125 Race Blu 124 4 1 15 6 138 4.695 BW’S 125 125 4 1 9 Aut. 121 2.995 Cygnus 125 X 125 4 1 10.7 Aut. 116 2.995 Majesty S 125 125 4 1 - Aut. 148 3.325 MT-125 ABS 125 4 1 15 6 140 4.725 Vity 125E 125 4 1 8.5 Aut. 110 2.125 Xenter 125 125 4 1 12.3 Aut. 142 3.125 X-CITY 250 249 4 1 - - 165 4.250 X-Max 250 ABS 249 4 1 20.1 Aut. 184 5.195 Xmax 250 250 4 1 - Aut. 164 4.695 X-max 400 395 4 1 31 Aut. 211 6.095 X-Max 400 ABS 395 4 1 31 Aut. 211 6.595 SR 400 399 4 1 23 5 174 5.995 TMax 530 ABS 530 4 2 46 Aut. 221 10.895 Tmax 530 Iron Max 530 4 2 46 Aut. 221 11.595 YZF R6 599 4 4 123 6 189 12.495 YZF R6 Race Blu 599 4 4 123 6 189 12.745 XJ 6 600 4 1 78 6 205 6.895 XJ 6 SP 600 4 4 78 6 205 6.995 XJ6 Diversion 600 4 1 78 6 211 7.395 XJ6 Diversion F 600 4 4 78 6 - 8.395 XJ6 Diversion F RB 600 4 4 77 6 - 8.495 XJ6 Diversion RB 600 4 4 77 6 211 7.495 XJ6 Race Blu 600 4 4 77 6 210 6.995 XT 660 R 660 4 1 48 5 165 6.860 XT 660 X 660 4 1 48 5 173 7.360 XT 660 Z Tenere 660 4 1 48 6 183 7.695 XT660 Z Tenere RB 660 4 1 48 6 - 7.795 MT-07 689 4 2 75 6 179 5.995 MT-07 ABS 689 4 2 75 6 182 6.495 MT-07ABSMotoCage 689 4 2 75 6 - 6.750 MT-07 ABS Race Blu 689 4 2 75 6 182 6.695 MT-07 Race Blu 689 4 2 75 6 179 6.095 FZ8N 778 4 4 106 6 211 8.495 Fazer 8 ABS 779 4 4 106 6 216 9.595 Fazer 8 RB ABS 779 4 4 106 6 216 9.695 FZ8N Race Blu 779 4 4 106 6 211 8.595 MT-09 847 4 3 115 6 188 7.995 MT-09 ABS 847 4 3 115 6 191 8.495 MT-09 ABS Race Blu 847 4 3 115 6 191 8.595 MT-09 Race Blu 847 4 3 115 6 188 8.095 MT-09 SP 847 4 3 115 6 188 8.145 MT-09 SP ABS 847 4 3 115 6 191 8.645 MT-09 Sport Tracker 847 4 3 115 6 - 9.195 MT-09 Street Rally 847 4 3 115 6 - 8.495 Midnight Star 950 942 4 2 54 5 278 8.495 XV 950 942 4 2 52 5 247 8.495 XV 950 R 942 4 2 52 5 - 9.495 FZ1 Fazer ABS 998 4 4 150 6 226 12.650 FZ1 N 998 4 4 150 6 194 11.250 YZF R1 998 4 4 200 6 199 18.995 YZF R1 M 998 4 4 200 6 200 23.495 XTZ 1200 S.Tenere ZE 1199 4 2 112 6 265 15.995 XTZ1200SuperTenere 1199 4 2 110 6 261 14.495 XJR 1300 1251 4 4 98 5 240 10.495 XJR 1300 Racer 1251 4 4 98 5 - 11.795 FJR 1300 AE 1298 4 4 146 5 292 18.795 FJR 1300 AS 1298 4 4 146 5 296 19.795 FJR 1300A 1298 4 4 146 5 289 15.595 Midnight Star 1300 1304 4 2 72 5 283 10.300 XVS 1300 Custom 1304 4 2 72 5 293 11.495 V-Max 1679 4 4 200 6 - 22.895 Midnight Star 1900 1854 4 - 90 5 329 16.595 PW 50 49 2 1 3 Aut. 37 1.645 TT-R50E 49 4 1 3 3 54 1.695 YZ 85 LW 85 2 1 - 6 73 4.685 TT-R110E 110 4 1 7 4 68 3.095 TTR 125 LWE 123 4 1 - 5 - 3.995 YZ 125 LC 124 2 1 - 6 - 6.995 WR 250 F 249 4 1 38.7 5 105 8.995 YZ 250 F 249 4 1 42 5 93 7.995 YZ 250 LC 249 2 1 - 5 - 7.995 WR 450 F 449 4 1 - 5 123 9.450 YZ 450 F 449 4 1 60 4 100 8.450
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    Cilindrada Cilindrada Cilindrada NºCilindros NºCilindros NºCilindros Ciclo Ciclo Ciclo Velocidades Velocidades Velocidades Peso Peso Peso Preço Preço Preço Potência Potência Potência ACCESS Supermoto - Comérciode Máquinas eVeículos S.A. 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    DE PAZ Uma viageminesquecível, por regiões que, hoje em dia, a guerra interditou aos viajantes, mas que, mesmo assim, não deixou de proporcionar alguns momentos mais complicados de gerir. Texto e fotos: Luís Lourenço E stava em Istambul a visitar a cidade, no âmbito de um levantamento para uma futura viagem comercial para a MotoXplorers, quando me encontrei com oVítor Borges, que fazia na altura uma grande viagem que pretendia ligar o ponto mais a norte de África, o Cabo Angela naTunísia, ao ponto mais a norte da Europa, o Cabo Norte na Noruega. Já tínhamos combinado encontrar-nos quando os nossos itinerários se cruzassem, e não podia haver melhor sítio para nos juntarmos do que a mágica Istambul. Visitámos Istambul e rapidamente concordámos em seguir viagem juntos para a Síria, juntamente com o Rafael e o Telmo que acompanhavam o Vítor nesta etapa do seu projeto de seis meses. No caminho para sul estava a admirável Capadócia, Património da Humanidade, que visitámos detalhadamente, desde o Lago Tuz, um enorme lago salgado que delimita a região a oeste, até às incríveis cidades subterrâneas de Kaimakly e Derinkuyu . Centrados na zona mais turística em Goreme, visitámos os museus ao ar livre com cidades escavadas na rocha, ruínas de igrejas que conservam magníficos frescos, e ainda arriscámos algum todo-o-terreno por paisagens fabulosas, com formações geológicas de uma beleza que nos transporta a outra dimensão. Só falhámos o famoso passeio de balão, as condições climatéricas não o permitiram. SÍRIA Hoje é praticamente impossível entrar na Síria, e mesmo antes da guerra civil não era nada fácil. Os agentes fronteiriços não estão de todo habituados a cidadãos de outras paragens que não falem árabe. Os formulários de entrada estavam, claro, em árabe. Quando lhes fiz perceber que nunca conseguiria preenchê-lo deram-me outro, em turco… Anossa primeira paragem foi em Aleppo, a segunda cidade síria, hoje das principais mártires da fratricida guerra civil. Fomos tão bem recebidos em Aleppo que é muito difícil assistir agora ao drama com dezenas de milhares de mortos, muito possivelmente alguns com quem tivemos a felicidade de www.motociclismo. pt 73
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    partilhar momentos dealegre convívio. Lembro-me bem de, à saída de Aleppo, termos decidido parar numas das avenidas centrais para beber um dos saborosos sumos de frutas que são comuns na cidade, e termos dezenas de pessoas que paravam a sua rotina de vida para seguirem os nossos gestos, observarem as nossas motos e nos saudarem com genuína amabilidade. Acidadela de Aleppo, classificada pela Unesco como património da humanidade, era uma das principais atrações da cidade, uma fortificação com raízes milenares e consolidada no tempo dos cruzados que dominaram a região há mais de 1500 anos.Visitámo-la com muita admiração e atenção. Hoje, sabe-se que estará em parte destruída. Homs e Damasco, outras duas cidades tremendamente afetadas pela Guerra Civil, estavam na nossa rota, mas só visitámos Damasco e também não fomos ao Líbano, deixámos a visita para quando regressássemos àTurquia. Em Damasco também não nos detivemos muito, para além de visitar as poucas atrações da cidade, ruínas, jardins e mesquitas, e explorar a boa gastronomia regional, basicamente o que por cá conhecemos como comida libanesa. UMM QAYS O nosso próximo ponto de visita obrigatória eram as antigas ruínas de Gadara, perto de Umm Qays, no canto noroeste da Jordânia. Para quem iria visitar Petra as ruínas não impressionavam, mas a situação da cidade, elevada e com vista para os Montes Golan e Mar da Galileia, não só nos proporcionava uma paisagem espetacular como também nos transportava para sítios de que ouvimos falar durante toda a vida e sempre quisemos ver com os nossos olhos. Saindo da cidade em direção ao vértice da fronteira, encontrámos um posto militar, ou melhor, uma pequena trincheira com um único soldado, que nos recebeu com o entusiasmo de quem não deve ter ninguém com quem falar durante muito tempo. Falou-nos da ocupação por Israel dos Montes Golan e das provocações militares. Só não gostou de eu ter tirado uma foto sem pedir autorização… mea culpa. MAR MORTO De Umm Qays seguimos para o Mar Morto, sempre junto ao rio Jordão, que coincide com a fronteira da Jordânia com Israel, uma estrada com curvas e paisagens agradáveis mas sempre com grande tensão nas vilas que atravessávamos, muitos militares, Entrar na Síria, hoje praticamente impossível, já então não era tarefa fácil 74 03/2015 VIAGEM Médio Oriente
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    No Mar Morto,montámos as tendas e assim dormimos... 300 metros abaixo do nível do mar A rota para sul, desde Istambul até à Síria, levou-nos pela fabulosa Capadócia, Património da Humanidade, que visitámos detalhadamente muitos controlos, e uma população que parecia sempre assustada mas que não nos regateava um cumprimento e um sorriso. Já a chegar ao Mar Morto tentámos ir ao local assinalado como sendo o do batismo de Jesus, mas as formalidades de segurança e o tempo que demorava eram de tal ordem que desistimos. Fomos procurar alojamento, só que a margem jordana do Mar Morto só tem empreendimentos de luxo, com preços proibitivos e nada negociáveis. Montámos as tendas numa praia de calhau e assim dormimos a 300 metros abaixo do nível do mar! No dia seguinte claro que fomos banhar- nos num dos mares com maior concentração de sal, e é incrível a impulsão da água que nos permite recostar como se estivéssemos numa poltrona! Realmente, nem parece muito difícil caminhar sobre as águas do Mar Morto… www.motociclismo. pt 75
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    PETRA Do MarMorto para Petra percorremos uma região montanhosa de grande beleza, por estradas secundárias de bom alcatrão mas com muitas pistas que serpenteavam as montanhas e que apetecia explorar. Mas o todo-o-terreno estava reservado para a viagem de volta, agora o objetivo era Wadi Musa, de onde partiríamos à descoberta de Petra e das suas incomparáveis ruínas. Wadi Musa, ponto de partida para o acesso a Petra, é uma vila altamente turística com alojamentoscarosevendedoresdetudoemais alguma coisa. Mas a envolvente não deixa de ter o seu encanto, sobretudo porque, quando chegámos, a luminosidade do entardecer refletia-se nas montanhas e projetava cores quentes em todas as direções. Petra só podia ser uma das Sete Maravilhas do Mundo. Como se pode descrever o Paraíso? As ruínas espalham-se por vários quilómetros. As motos ficaram no estacionamento e ainda há um longo caminho até começar a estreitíssima garganta que Indiana Jones tornou famosa. Além de estreita, a garganta tem paredes muito altas e vai serpenteando em curvas que parecem nunca mais acabar. Já sabia, claro, que quando acabasse teria à minha frente a fachada mais famosa de Petra, mas não tem explicação o espanto e a emoção quando, numa última curva, por uma fresta, descobrimos oTesouro! A entrada de Petra é brutal, mas o encantamento é contínuo nos desfiladeiros que acompanham leitos de rios por vários quilómetros sempre com ruínas de enorme beleza. Petra é enorme! Não é fácil percorrer toda a sua extensão e visitar as inúmeras construções, todas elas de grandes dimensões, como se feitas para gigantes. Dizem-me que muitos visitantes não sobem a escarpada colina que na outra ponta de Petra dá acesso ao Mosteiro. A subida é exigente mas as construções são em contínuo, é como um arranha-céus arqueológico, pode-se sempre descansar a admirar um novo templo. Quem vai a Petra e não visita o Mosteiro, é como se lá não tivesse estado. OTesouro é mais conhecido, mas o facto de estar numa garganta limita muito a perceção do monumento. O Mosteiro tem um largo adro e em frente mais uma colina onde instalaram uma tenda típica da região. Dali, sentados nas almofadas a beber um chá, conversámos longamente com o anfitrião enquanto admirávamos a privilegiada perspetiva do extraordinário Mosteiro. Mas Petra não se descreve, tem de se sentir. Petra, na Jordânia. A entrada é brutal, mas o encantamento é contínuo nos desfiladeiros que acompanham leitos de rios por vários quilómetros, sempre com ruínas de grande beleza 76 03/2015 VIAGEM Médio Oriente
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    AQABA Na voltajá vamos falar do Lawrence da Arábia, por agora eu e oVítor vamos de Petra a Aqaba, porque queremos ir ao Cairo ver as Pirâmides. OTelmo e o Rafael despedem-se de nós e vão percorrer Israel de moto.Também gostava… talvez na volta. Apanhámos o ferry em Aqaba para atravessarmos o Golfo de Aqaba no Mar Vermelho até Nuweiba, no Egito. A ideia é fazermos toda a península do Sinai, passarmos o canal do Suez e irmos ao Cairo“picar”as Pirâmides. O ferry está apinhado de gente e tem pouca ventilação, ainda por cima fala-se de uma epidemia qualquer, nem me lembro bem qual… Depois de várias horas a navegar sinto um grande alívio de poder deixar o ambiente pesado que se respira no barco. Mas as fronteiras egípcias fizeram jus à sua terrível fama e demoraram várias horas para permitir a saída dos passageiros, enquanto montavam um qualquer controlo sanitário. Alguns passageiros quase a desmaiar tinham de ser arrastados para as poucas janelas apinhadas. Conseguimos ludibriar o controlo sanitário que tinha centenas de pessoas nas filas, mas já não tive a mesma sorte quando tentei convencer o funcionário da alfândega a entrar no país sem ter o carnetdevoyagepara a KTM. Eu sabia que o Egito era complicado para negociar a entrada de veículos nestas condições, fiei-me em que poderiam facilitar por ser uma moto e nalguma experiência de negociação em situações parecidas, mas o baksheesh só desceu até aos 6000 dólares, imagine-se! Com a promessa de que me devolveriam 5000 quando saísse a fronteira! Pois… estava-se mesmo a ver. EGITO Enquanto oVítor, munido do seu carnetdevoyage,instalava a sua nova matrícula com carateres árabes, eu organizava as minhas coisas para não deixar nada de valor na moto enquanto esta ficava à guarda da alfândega e eu ia para um resort no MarVermelho fazer mergulho e esperar que oVítor fosse tirar a foto às Pirâmides. Já noite avançada, conseguimos ainda comer num restaurante e arranjar um quarto na pensão do primeiro andar. Quando nos fomos deitar íamos vomitando a pensar que a imundície dos aposentos não deveria ser muito diferente da cozinha do rés-do-chão… O pior sítio onde fiquei em toda a minha vida, e já fiquei nalguns bem maus, ainda por cima o interior da tenda que me serve nestas situações de mosquiteiro (aranheiro e barateiro também) tinha ficado com a moto, portanto ia dormir com várias companhias na cama, era certinho. Foi preciso estar muito cansado para não ir procurar outro sítio. No dia seguinte ainda fui de boleia com oVítor ver os resorts junto à praia, alguns bem modernos e acolhedores mas todos caríssimos. Depois de uma bebida numa esplanada junto ao mar, oVítor seguiu viagem e eu fui à Alfândega buscar o mosquiteiro, sabia-se lá se não teria de passar por alguma situação parecida com a da noite anterior. Foi nessa altura que conheci o Matt, um americano que trabalhava como jornalista freelancerno Iraque e que se tornaria numa personagem decisiva nos episódios desta viagem-equehojeétambémumreconhecido realizador de documentários sobre a situação no Médio Oriente e um comentador muito solicitado para as televisões americanas, sobretudo devido à sua amizade íntima com James Foley, barbaramente decapitado pelo Estado Islâmico há pouco tempo. OMatt viajava numa Kawasaki KLR 650 e estava com um problema, tinha tido um acidente com um táxi e a tampa da embraiagem estava partida e a perder muito óleo. Já não fui à moto buscar o mosquiteiro mas sim a cola de alumínio, fomos beber e conversar enquanto a cola secava, e eu fiquei facilmente convencido a deixar os resortsde luxo egípcios para outra oportunidade e Turquia, Síria, Jordânia, Egito, Israel, Iraque... uma viagem hoje impraticável www.motociclismo. pt 77
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    acompanhar o Mattnum projeto que ele tinha de atravessar o deserto deWadi Rum a salto, ou seja, sem ser nos jipes oficiais deWadi Rum mas mesmo nas nossas motos! Entre mergulhar nos corais do MarVermelho ou atravessar um deserto, a escolha para mim foi fácil! Nesse mesmo fim de dia apanhámos o ferry de volta para Aqaba, não sem eu primeiro ter de pagar o baksheesh para me libertarem a moto da alfândega sem ter de passar lá três dias… Àentrada na Jordânia comecei a ter uma ideia do que é acompanhar um americano por aquelas bandas… Interrogados em separado durante horas, sempre com grande educação dos funcionários alfandegários, mas insistentementeaperguntarporqueestávamos a viajar com um grupo de israelitas ortodoxos! Que realmente vimos no barco, e até nos admirámos de viajarem assim tão à-vontade e tão caracterizados entre dois países renhidamente islâmicos... Não foi fácil, mas lá os convencemos que nós só queríamos era andar de moto no deserto do Lawrence da Arábia! Ao lado, o primeiro vislumbre da fachada mais conhecida de Petra e, acima, uma placa de direções numa importante encruzilhada de destinos na Jordânia 78 03/2015 VIAGEM Médio Oriente
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    WADI RUM Acampámosna praia e fomos logo de manhã procurar entrada no famoso deserto, que se espalha por umas centenas de quilómetros para norte e leste de Aqaba, pela Jordânia e Arábia Saudita.Várias tentativas e todas sem sucesso - do lado jordano está tudo cercado com muros, rede e arame farpado, parece a muralha da China. Onde há entradas estão militares a impedirem-nos a invasão…Vamos ter mesmo de percorrer mais de 200 km para norte para a única entrada pública paraWadi Rum, e se quisermos ver os sítios onde o Lawrence lutou ao lado dos árabes contra os otomanos vamos ter de ir de jipe e pagar uma fortuna! Chegámos já de noite à entrada deWadi Rum e conseguimos estender os sacos cama num cantinho de um restaurante doYahia, um árabe simpático e muito culto, que se queixava da vida num inglês que me parecia mais perfeito que o do próprio Matt… Íamos com ideia de almoçar no complexo de entrada deWadi Rum, mas os preços eram tão exorbitantes que resolvemos petiscar do que tínhamos. Arrancámos para o portão principal e procurávamos o sítio certo para estacionar as motos e comprar os bilhetes para a visita no jipe. Avançámos e, quando demos por nós, tínhamos passado por todos os controlos sem ninguém reparar e rolávamos nas pistas deWadi Rum, entrando pela porta principal, nós que tanto procurámos a entrada dos fundos! Uma aventura indescritível! Rolámos centenas de quilómetros de areia num dos cenários mais belos do Universo.Wadi Rum é um deserto mas as esculturas rochosas multicoloridas que são a sua característica sucedem-se até ao infinito. Não tendo passado na receção, não levávamos o guia que nos indicaria os sítios históricos das campanhas de Lawrence da Arábia porWadi Rum, mas mesmo assim ainda encontrámos, aleatoriamente, algumas referências explicativas dos acontecimentos. Acampámos, piquenicámos, andávamos aos ziguezagues para prolongar aqueles maravilhosos trilhos. Só nos cruzámos uma vez com dois jipes. Eram guardas do Parque e o Matt estava apreensivo. Eu só lhe disse: estás preocupado com quê? Que nos mandem para cima? Melhor, curtimos estas pistas todas outra vez. Os guardas só queriam saber de onde vínhamos e para onde íamos. Não queriam acreditar que tivéssemos feito todos aqueles quilómetros de areia com as motos! Entre admirados e desconfiados foram à vida deles, e nós à nossa, sempre para sul na direção do mar Vermelho e de Aqaba. Devia ser da embriaguez das paisagens, em vez de irmos na direção de Aqaba entrámos pela Arábia Saudita, o que não é muito aconselhável. Quando o controlo militar se identificou como saudita pensei que íamos ter problemas. E quando o chefe dos militares me pediu o meu GPS, fiquei entre a preocupação de ficar sem GPS e o alívio do podiaserpior.“Como é que eu sei as coordenadas deste ponto?”, perguntou-me. Apressei-me a dá-las, com uma breve explicação sobre o formato, que foi nitidamente escusada…“Então agora não se percam outra vez que outra brigada não vos vai tratar assim…”Uff, até trouxe o GPS! A saída de Wadi Rum também foi interessante. Claro que não conseguimos sair sem ser por um portão O deserto de Wadi Rum, uma aventura dentro da aventura www.motociclismo. pt 79
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    com guarda militar.Ficaram a olhar para nós sem saber bem o que fazer, até que abriram o portão e nós agradecemos! Só parámos para meter gasolina e para dormir outra vez no restaurante doYahia. RESERVA NATURAL DE DANA O Matt é um fanático do todo-o-terreno (o que mais tarde nos haveria de ser quase fatal), e, enquanto esperávamos o regresso doVítor do Cairo, fomos para a Reserva Natural de Dana explorar pistas que oYahia nos tinha recomendado. OVítor entretanto chegou e andámos todos a visitar a Reserva por caminhos de cabras, o que se para a KLR era fácil, para a KTM Adventure nem por isso, e muito menos para a BMW GS doVítor. JERUSALÉM Tínhamos, como é óbvio, de visitar a capital da Jordãnia, mas Amã não nos entusiasmou e eu e o Vítor fomos de moto até à fronteira com a Cisjordânia para visitarmos Israel. O Matt ficou em Amã a tratar do processamento dos vídeos que estava quase permanentemente a registar na sua action camera profissional. As motos tiveram de ficar num estacionamento desta fronteira com a Cisjordânia (controlada por militares israelitas, está bem de ver). Aqui não passam veículos, só pessoas, que têm de apanhar um autocarro para Belém, Ramalah ou Jerusalém. Impressiona a quantidade de palestinianos que vão buscar água à Jordânia e a maneira como são tratados na fronteira, como se fossem guerrilheiros, mas, coitados, a maioria são velhos e crianças que vão obedecendo sem um lamento. Nós obedecemos também, estamos a passar naquela fronteira e temos direito ao mesmo tratamento. A militar que me calhou no interrogatório, uma rapariga muito nova, faz- me perguntas em rajada e intercala repetidamente uma mesma questão: Porque viaja com uma pessoa muito mais nova? Respondo uma, duas, três vezes: Porque somos amigos. À quarta vez respondo de outra maneira, arriscada… Mas o que é que isso tem a ver?Você é muito mais nova que o meu amigo e eu viajava consigo sem problema nenhum.Vá lá, entre uma cara de pau inicial e um sorriso escondido, acabou por correr bem, mandou-me para a fila da camioneta. OVítor é que só chegou duas horas depois.Tanto tempo? O que te aconteceu? Responde-me: “Nada, estive fechado este tempo todo numa sala mas ninguém me perguntou nada!” Imagino que, durante esse tempo, alguém nos estivesse a observar para tentar detetar algum sinal de nervosismo ou menor à-vontade. Jerusalém, já se sabe, é uma cidade realmente única. Não vale a pena falar muito sobre os seus quatro quarteirões cada um com a sua cultura e religião, ou sobre os contrastes quando passeamos no mercado e mudamos do quarteirão muçulmano para o cristão ortodoxo, mas talvez valha a pena falar no Muro das Lamentações, a que qualquer pessoa tem acesso, não é preciso ser judeu. No mesmo muro há duas zonas, uma muito grande e outra muito pequena. Julguei que a pequena era para turistas e a grande para judeus ortodoxos de chapéu e trancinhas… Mas não, a pequena era para mulheres, só reparei quando correram comigo! Já que estamos em Israel, conto-vos que o Telmo e o Rafael percorreram o país todo de moto. Na fronteira da Jordânia com a Síria descobriram que, tendo estado em Israel, não poderiam entrar na Síria! E estavam cercados: não podem entrar no Egito e, mesmo que pudessem, a Líbia tem as fronteiras fechadas, Israel tem todas as saídas por mar interditas por razões de segurança. Da Jordânia para o Iraque ou Arábia Saudita também não se passa! Estão 80 03/2015 VIAGEM Médio Oriente
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    bloqueados! Como sãomilitares conseguiram uma grande cunha para irem com as motos num barco de Israel para Chipre, senão tinham de sair de avião e deixar as motos por lá. EM BUSCA DOS CASTELOS De regresso a Amã continuámos a viagem para Norte. Para nós não foi difícil entrar na Síria. Avisados da irredutibilidade nas fronteiras sírias pedimos explicitamente às autoridades israelitas para não nos carimbarem o passaporte, tínhamos os carimbos de entrada e saída numa folha individual que destruímos antes de passar a fronteira com a Síria. E depois de passarmos a fronteira resolvemos inventar. Comprámos um mapa georreferenciado que tinha inúmeras indicações de castelos no deserto da Síria. Então, em vez da estrada magnífica que nos levaria de volta àTurquia, seguimos por azimute para os pouco fiáveis pontos dos castelos no GPS, por terras hoje ocupadas pelo Estado Islâmico. Só encontrámos um e porque nos levaram lá, depois o problema foi o dinheiro que pediram pelo acompanhamento, 100 dólares! Levaram 10, dormimos no castelo a pensar se vinham mais a meio da noite levar os 90 dólares que não pagámos, com juros… Se fosse hoje… A ENTRADA NO IRAQUE… TENTATIVA E ERRO O Matt tem duas características muito marcantes, adora fazer todo-o-terreno e manda-se sem medos para as situações mais arriscadas. Para quem anda a filmar no Iraque, se calhar não é de estranhar. Convenceu-nos a ir visitar o Iraque. Só íamos à zona curda para não corrermos grandes riscos. É seguro? Se sim, então vamos a isso. AoVítor dava-lhe jeito para compensar a falha de não ter podido entrar na Líbia, o Iraque seria uma boa compensação! O Matt achava um desperdício ir entrar naTurquia quando o Iraque estava ali mesmo ao lado. Como fala árabe perguntou onde se podia passar diretamente para o Iraque. Lá lhes indicaram uma estrada onde supostamente poderíamos passar. Pois o resultado foi ficarmos detidos num controlo militar junto à fronteira, até vir um graduado dar-nos um raspanete e Matt, o jornalista freelancer americano que viajava com uma Kawasaki KLR 650, passou a ser nosso companheiro de viagem, desencaminhando-nos para aventuras em fora de estrada mais ousadas, sendo que uma ou outra ia acabando mal... MUITASMILHAS DEDESTINOS COM 50%DE DESCONTO. COMPREUMBILHETECOMASSUAS MILHASCOM50%DEDESCONTO. Emmarço,oProgramaVictoriafaz10anos, mas é você quem recebe os presentes. Por isso, se tem milhas por gastar, não deixe voar esta oportunidade. Compre um bilhete com as suas milhas com 50% de desconto, convide alguém para viajar e celebre a dobrar. Ah! E não se esqueça: em abril há mais ofertas e promoçõesVictoria. C M Y CM MY CY CMY K PUBLICIDADE
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    mandar-nos de volta! Tivemosde passar pelaTurquia e entrar no Iraque em Zakho. Dezenas de quilómetros de filas para passar a fronteira, sobretudo táxis e camiões. Pudera, o preço da gasolina está a 2€ naTurquia e a 25 cêntimos no Iraque. As gasolineiras parecem restaurantes de luxo! No primeiro dia fomos acampar para as montanhas. Embora não me parecesse muito boa ideia acamparmos isolados num país em guerra, tinha de aceitar as decisões da maioria, um repórter de guerra e outro militar de carreira que tinha estado em cenários como a Bósnia e o Afeganistão… não ia ser fácil convencê-los a controlar o risco, tudo para eles era normal.Tão normal que o Matt e a sua paixão pelo todo-o-terreno quase nos levou a uma tragédia. OMatt resolveu explorar a região norte de Mosul e a oeste da barragem no rioTigre. Quando regressámos à estrada fizemo-lo, sem saber, dentro duma zona rigorosamente controlada pelo exército iraquiano, tinham ordens para abater quem viesse de sul, a estrada dava acesso direto a Mosul e quem de lá viesse não seria por boas razões. Não passava pela cabeça dos militares que inofensivos turistas poderiam aceder a essa estrada por todo-o-terreno e viajar pacificamente para norte. Eu vinha à frente a tentar guiar-nos pelo GPS para Lalish. Quando nos aproximámos do posto de controlo fomos recebidos à bala. Eu de mãos no ar a tremer em cima da moto e os militares a gritarem como loucos. Não percebia o que queriam que fizesse, não sabia se havia de me aproximar ou não. Na dúvida, deixei-me estar de mãos bem no ar enquanto vários militares se aproximavam devagar. Mandaram- nos deitar no chão e rebentaram os fechos das nossas malas para verificarem o que trazíamos. Quando viram que não tínhamos explosivos deram-nos o maior raspanete das nossas vidas: Vocês têm ideia do perigo que correram? Não disparámos a matar nem sabemos bem porquê. Quem vem de onde vocês vieram é para abater, são as ordens que temos! Explicaram-nos então já dentro da guarita e com mais calma que esperavam um ataque dos árabes sunitas a partir de Mosul, e uma das hipóteses que os serviços de informações tinham avançado era o ataque ser feito com motos. Com o imenso volume de bagagem que trazíamos, percebe-se facilmente a infinita sorte que tivemos. YAZIDIS O Matt queria-nos mostrar os Yazidis, e contou-nos uma história das que impressionam. OsYazidis professam uma religião pré-cristã que tem um ódio absoluto ao islamismo, e que é recíproco. As recentes notícias de yazidis massacrados e enterrados vivos pelo Estado Islâmico são só mais um episódio. Matt refere um episódio chocante ocorrido em 2007 e que foi viral noYoutube, uma jovem que foi apedrejada até à morte por yazidis em fúria, por ter querido converter-se ao Islão para casar com um muçulmano. Os sunitas não foram brandos na resposta, atacaram duas cidades curdas, matando centenas de pessoas com a explosão de dois camiões. Foi no conhecimento destes episódios 82 03/2015 VIAGEM Médio Oriente
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    Muçulmanos, Yazidis, judeus oua encruzilhada de religiões que é Jerusalém, as diferenças religiosas na base de tantos conflitos na região Istambul Göreme Aleppo Damasco Aqaba Nuweibaa Petra Jerusalem Palmyra Zakho Erbil Amã que fomos visitar o SantuárioYazidi de Lalish, defendido por um autêntico exército. Fomos muito bem recebidos, dois jovens mostraram- nos com pormenor o Santuário, que na realidade é uma autêntica cidade com templos, habitações e zonas de lazer. As raparigasYazidis arranjam-se com muito cuidado e são bastante sedutoras, embora para os nãoYazidis isso sirva de pouco, as tentativas de casamentos fora da comunidade acabam como descrevemos atrás. Uma das edificações do Santuário tinha uma sala com um obituário, a fotografia e a data de falecimento dos cidadãosYazidis. Uma data repetia-se inúmeras vezes, 14 de Agosto de 2007. Fazendo o ar mais inocente que me era possível perguntei porquê. Responderam que tinha sido um ataque bombista dos sunitas, mas não referiram a lapidação que motivou a carnificina. Foi muito estranho termos tido um relacionamento amistoso com quem possivelmente participou no homicídio à pedrada de uma jovem só porque se apaixonou… ERBIL ATÉ QUASE A MOSUL O Matt iria ficar na sua base em Erbil, a capital da região. Visitámos a cidade, que mostra a confusão gerada numa cidade muito rica (exporta cerca de 80% do crude iraquiano) mas ameaçada pela guerra. Nota-se isso nas pessoas e nas lojas recheadas de material militar. A receção calorosa e a hospitalidade dos iraquianos foi incrível, diziam-nos que ninguém os visitava, era uma honra receber-nos. Num restaurante o dono ofereceu-nos o jantar, dizia para não nos preocuparmos que teria poucas oportunidades de o repetir… Despedimo-nos do Matt com emoção e fomos por nossa conta pela estrada que vai para Mosul. As indicações eram claras, uns 40 km antes de Mosul teríamos de tomar uma estrada à direita que nos levaria à fronteira com a Turquia. Mosul sempre esteve sob controlo dos sunitas radicais, era, juntamente com Bagdad, a cidade mais perigosa do Iraque. A estrada parecia mais uma pista de motocross com bocados de alcatrão e, talvez por isso, até chegarmos a uma placa a dizer Mosul a 30 km não vimos nada que se parecesse com uma estrada onde pudéssemos cortar. Passámos por alguns militares que nos olhavam de boca aberta mas, como não nos diziam nada, seguimos até passarmos a placa que dizia Mosul a 20 km. A estrada passou a estar deserta, e nós bastante assustados. Mesmo assim ainda avançámos e estávamos a 10 km da entrada de Mosul quando nos mandaram parar num controlo. A situação foi parecida com o controlo onde íamos sendo alvejados, desconfiaram que não podíamos andar ali por acaso, revistaram-nos até ao último pormenor, estivemos horas a ser interrogados por vários militares com patentes crescentes e só com uma autorização superior nos autorizaram a sair do posto de controlo e tomar uma estrada que ali mesmo se desviava de Mosul. Daí até à Turquia foi só rolar sem mais incidentes. Itinerário www.motociclismo. pt 83
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    84 03/2015 Yamaha FactoryRacing 2015 reportagem Q uanto é que a Yamaha acredita na nova YZF-R1 para alcançar títulos em 2015? A julgar pela apresentação que a marca de Iwata organizou no quartel-general da Yamaha Racing em Gerno di Lesmo, Itália, sede da equipa de MotoGP Movistar Yamaha, a confiança na nova superdesportiva é total! Mas já falaremos sobre esses títulos mais à frente. De facto, a Yamaha Factory Racing convidou-nos para estar presente na estreia daquela que é a nova organização da sua estrutura desportiva. Para 2015 a Yamaha reestruturou profundamente o seu departamento de competição e temos agora uma infraestrutura totalmente focada num só sentido, títulos, e cuja voz de comando está precisamente localizada em Gerno di Lesmo. Será a partir desteas instalações que a Yamaha Factory Racing irá comandar as suas tropas nos campeonatos em pistas de asfalto e terra, e todos respondem a uma só voz de comando, resultando numa maior eficácia em termos práticos. Baseando as suas atividades em três pilares – coração (capacidade de criar emoções), tecnologia e paixão pela competição -, todas as equipas suportadas oficialmente pela fábrica japonesa estarão sob o olhar atento dos responsáveis máximos de COMPETIR VIDEO CLIQUE AQUI
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    www.motociclismo. pt 85 cadadepartamento dentro da Yamaha Factory Racing: Andrea Dosoli será o diretor das competições no asfalto e está a trabalhar no regresso da YZF-R1 ao Mundial de Superbike em 2016. Erik Eggens é promovido a diretor do departamento de Motocross de competição, enquanto para as operações no Enduro e Ralis foi escolhido Alexandre Kowalski. A otimização da infraestrutura de competição da Yamaha chega mesmo ao ponto de organizar as ações promocionais com interação entre as várias equipas oficiais. Não só criam maior ligação entre as equipas, como maximizam a filosofia“Kendo”, criando e partilhando emoções e sentimentos através dos seus produtos. Texto: Bruno Gomes Fotos: marca 2015 marca um ano de viragem na competição da Yamaha. Fomos até ao quartel-general da Yamaha Factory Racing para conhecer o novo programa desportivo da marca de Iwata. O experiente dirigente italiano está de regresso à Yamaha, assumindo o papel de Diretor de Projeto“Road Racing”. Dosoli acumula também o cargoderesponsávelpelorecémcriado departamentodeRacingRDdamarcana Alemanha, que visa evoluir a nova YZF-R1 para que esteja pronta a atacar o título do Mundial de Superbike em 2016! Este ano a R1 deverá participar como“wild-card”nalgumas provas do Mundial SBK. Andrea Dosoli VIDEO CLIQUE AQUI
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    86 03/2015 REPORTAGEM Yamaha FactoryRacing 2015 YZF-R1: à caça dos títulos MXGPeMundialdeEnduro C omo referimos no início, é na superdesportiva YZF-R1 que a Yamaha deposita as maiores esperanças de um domínio absoluto na competição. Ao todo serão cinco equipas a utilizar versões da R1, em quatro campeonatos diferentes de Velocidade: Britânico de Superbike (BSB), Alemão de Superbike (IDM), Taça FIM de Superstock 1000 e ainda Mundial de Resistência. A equipa técnica liderada por Andrea Dosoli começou a trabalhar na versão de competição da R1 em finais de outubro de 2014. As alterações à versão base da moto japonesa são diferentes para corresponder aos regulamentos de cada competição, mas no total Dosoli apontou nada menos do que 13 modificações nesta“race version”, incluindo, entre outras, depósito de combustível com 24 litros, subquadro traseiro, BSB Superstock 1000 IDM E m Gerno di Lesmo marcaram também presença as equipas oficiais de todo-o-terreno, um projeto em reconstrução e que quer reconquistar o fulgor que a Yamaha perdeu nos últimos anos. A este nível o grande destaque vai para a aposta na luta pelo título da categoria MXGP, a principal do Motocross mundial, onde a equipa Yamaha Factory Racing Yamalube, liderada por Michele Rinaldi, vai ter ao seu dispor um novo protótipo da YZ450FM, moto pilotada pelo vice- campeão Jeremy Van Horebeek, agora acompanhado por Romain Febvre. Nas MX2 a Yamaha tem duas equipas: a Standing Construct, com Valentin Guillod e Julien Lieber, e a Kemea Yamaha Racing com Benoit Paturel e Damon Graulus. Quanto ao Enduro, 2015 é um ano de regresso após ausência de seis anos! A bandeira da marca no Mundial será ostentada pelo Team Miglio com a nova WR250F. Com o objetivo de se tornar numa das principais forças na categoria Enduro1, a equipa conta com a experiência de Cristobal Guerrero, e ainda o “rookie”Gianluca Martini. Apesar de inexperiente, Martini já deixou a sua marca no Europeu de Enduro e nos “International Six Days Enduro” de 2013, onde ajudou a colocar Itália no segundo posto dessa competição. Enduro MXGP MX2
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    FF393 CONVERT HAWK FF393 CONVERT SOLID FF320 STREAM LUNAR FF320 STREAM OMEGA PROTECTING DREAMS PUBLICIDADE novaentrada de ar, sistema de escape trabalhado com a Akrapovic, jantes mais leves e cablagem que rapidamente pode ser modificada para cumprir com qualquer regulamento. A Yamaha Factory Racing teve muito cuidado na escolha das equipas e pilotos que vão competir com a sua moto. No BSB haverá uma equipa, a Milwaukee Yamaha, que vai inscrever duas motos para Joshua Brookes e Broc Parkes. No IDM a equipa MGM Yamaha terá Damian Cudlin e Max Neukirchner, e nas Superstock 1000 mundialistas teremos uma nova equipa, a MRS Racing, que inscreve Florian Marino e Kev Coghlan, no que será talvez o desafio mais interessante para a nova YZF-R1“race version”. Para último deixámos o Mundial de Resistência, competição onde a Yamaha terá de defender o título alcançado no ano passado. Para essa missão os campeões Yamaha GMT94 mantêm-se como principal formação com três pilotos – David Checa, Kenny Foray e Mathieu Gines -, e serão acompanhados pela segunda equipa Monster Energy Yamaha YART, que inclui os pilotos Broc Parkes, Ivan Silva e Max Neukirchner. Mundial de Resistência
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    88 03/2015 DESPORTO Honda NSR500– Freddie Spencer, 1985 A BOMBA DE FREDDIE Textos: Alan Cathcart Fotos: Hidenobu Takeuchi/arquivo Depois da NSR250 que publicámos há um mês, chegou a vez de recordarmos a moto que completou o duplo triunfo de Freddie Spencer no Mundial deVelocidade em‘85, a Honda NSR500. N ão posso negar que sentia algo mais que a habitual sensação de inquietude, enquanto, num dia de janeiro quase primaveril, esperava nas boxes do circuito de Suzuka que um piloto de testes da Honda completasse duas voltas para tirar a goma aos pneus novos. Estávamos no início de 1986 e, por essa altura, eu já tinha testado umas quantas 500GP de fábrica. Mas esta era, de algum modo, diferente. Desde a primeira vez que, de pé ao lado do banking de Daytona, vi Freddie a pilotá-la, disparado para fora da chicane com a NSR a abanar e protestar à medida que ele soltava os cavalos, como um míssil que devorava as TZ750 com mais 50% de cilindrada ao pequeno-almoço, eu sabia que havia aqui algo de diferente. Tinha- me dado bem a pilotar a Yamaha OW81 de Eddie Lawson um par de meses antes, mas a completamente revista Honda NSR500 V4 tinha provado estar numa classe à parte no Mundial de Velocidade de 1985. Não era este, no seu todo, um animal de duas rodas bem mais feroz que a rápida mas quase suave Yamaha? Quinze minutos mais tarde estava de volta ao pit lane com a resposta: SIM! Sem qualquer dúvida; Freddie Spencer era uma espécie de ser humano sobrenatural. O facto dele conseguir pilotar a NSR500 com aquela aparente indiferença, à chuva ou ao sol, em circuitos lentos como Jarama ou Le Mans ou em traçados rápidos como Silverstone e Hockenheim, simplesmente desafiava a imaginação. Não me entendam mal, não é como se a Honda tivesse produzido uma versão modernizada da RC181 de Mike Hailwood em 1967, uma moto cujo chassis provou ser deploravelmente inadequado para gerir a relativamente modesta potência do seu motor. O que se passa é que, pelos padrões da altura, a NSR500 era, bem, tanta moto... Que outro modo de categorizar uma máquina que pesava apenas 120 kg mas, no entanto, produzia perto de 145 cavalos, que acelerava como um míssil de cruzeiro mas parava e manobrava como nenhuma, que fazia um cavalo à mínima provocação mas puxava suavemente desde as 7.000 rpm até ao seu pico, por volta das 12.000 rotações.“Por volta”? Sim, na verdade ia até às 13.000 rpm com segurança, mas com 144 cv à disposição um pouco depois das 11.500 rpm, ainda tínhamos mais 1.500 rpm de sobrerregime quando precisávamos. Tanta moto… Demasiada, talvez? Para alguém como eu, sem dúvida – mas não se o teu nome for Freddie Spencer e tiveres um ou dois títulos mundiais para vencer. Nem é preciso dizer que a performance da NSR500 era verdadeiramente impressionante. Para começar, não tínhamos qualquer aviso real do seu espantoso potencial – pegava quase instantaneamente após uns três passos, nesses dias em que as corridas de GP ainda envolviam pegar as motos de empurrão.Talvez um sinal das reduzidas fricções internas e pouca inércia que a HRC se esforçou tanto por obter? As suas quatro válvulas de escape ATAC e o desenho“high tech”das lamelas realmente compensavam em termos de flexibilidade.
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    www.motociclismo. pt 89 Oautor com a equipa da HRC e as duas motos Campeãs do Mundo com Freddie Spencer em 1985, as Honda NSR 250 e 500 2TA era das dois tempos
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    90 03/2015 DESPORTO Honda NSR500– Freddie Spencer, 1985 Podíamos rodar lentamente ao longo do pit lane, com o motor às 7.000 rpm, mas quando acelerávamos ao sair para a pista, subitamente tudo ficava comprimido em frações do seu tempo natural – como se alguém tivesse premido o botão do“fast forward”num vídeo que estivéssemos a assistir. O que acontecia era que a agulha do conta-rotações tinha atingido a marca das 9.500 rpm e, de repente, o motor disparava para a faixa de superpotência em que Freddie e os outros membros da mafia de super pilotos gostava de operar o tempo todo. Quanto a mim?Vou apalpar o terreno durante um par de voltas, obrigado… Regressei após cinco voltas, para recuperar o fôlego e refletir, sob o pretexto de que tinha de limpar a viseira. A NSR500 era uma máquina temível, bem mais difícil de pilotar que aYamaha que havia testado três meses antes, precisamente porque se sentia tanta potência - embora a Honda tenha feito um grande trabalho em domar essa vasta potência, numa moto leve mas que ainda assim se comportava bem. Uma tarefa nada fácil. Ao fim das cerca de 30 voltas a que tive direito, tinha finalmente começado a travar amizade com a besta, mesmo se foi apenas na penúltima volta que consegui arranjar coragem para abrir gás a fundo em sexta ao longo de toda a reta traseira de Suzuka. O técnico de Fast Freddie, Erv Kanemoto, explicou-me o método de desenvolvimento da NSR da melhor maneira:“a abordagem da Honda é tratar da potência primeiro, e depois tentar ir preenchendo os pontos fracos”, disse-me.“Nessa altura, se tivermos de sacrificar um pouco de velocidade máxima para melhorar a faixa de potência, é mais fácil voltar atrás. Mas isso torna a NSRV4 um pouco difícil de pilotar ao seu máximo. OK, talvez isso seja dizer pouco: digamos antes que se torna realmente difícil”. Eu concordo com isso! Tínhamos mesmo de viver com o facto da roda dianteira da NSR500 passar muito tempo no ar. Havia simplesmente muita potência pura à disposição e, a não ser que quiséssemos estar sempre a cortar gás, tínhamos mesmo de nos habituar. A Campeã do Mundo de 1985 não era tão delicada de manobrar nem tão reativa nas recuperações como aYamaha OW81, mas inquestionavelmente sentia-se mais potente, travava igualmente bem, senão um pouco melhor, mas em minha opinião era uma moto um pouco mais difícil de se lhe extrair o seu melhor. Mas, como a época de 1985 mostrou, o melhor da Honda NSR500 superou o melhor de todos os outros – e Freddie Spencer também. Foi uma tragédia que a sua brilhante carreira tivesse sido prejudicada pela séria tendinite que se manifestou em 1986, impedindo a sua tentativa de fazer um hat-trick de coroas mundiais de 500 cc. 1985 foi o ano de glória de Freddie Spencer, e o seu duo de títulos mundiais no mesmo ano, em duas classes distintas, um deles com esta moto e o outro com a versão de metade do tamanho, inspirada nela, vai marcá-lo para sempre como uma lenda viva. A NSR arrancava sem problemas após a empurrar uns três passos, numa altura em que este era o método de arranque das motos de GP 144 cv para 119 kg de peso, há trinta anos...
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    Motor Tipo: 2 tempos,4 cilindros emV a 90º, refrigeração líquida Cilindrada: 499 cc Potência máxima: 144 cv às 11.500 rpm Dimensões: 54 x 54,5 mm Alimentação: carburadores Keihin 34 mm Embraiagem: multidisco a seco Caixa: seis velocidades Ciclística Quadro: dupla trave em alumínio Suspensão dianteira: forquilha telescópica Showa c/bainhas de 43 mm, sistema anti-afundamentoTRAC Suspensão traseira: Pro-Link, amortecedor Showa Travão dianteiro: 2 discos de 310 mm Nissin com pinças de 4 pistões Travão traseiro: disco 210 mm Nissin, com pinça de 2 pistões Medidas dos pneus: 13/60-16’’(F) / 18/67-17’’(T) Pneus: Michelin slick radial Medidas Distância entre eixos: 1370 mm Peso a seco: 119 kg Ano de construção: 1985 Velocidade máxima: 305 km/hora Ficha técnica 2TA era das dois tempos Yoichi Oguma, o lendário diretor da HRC na altura, responsável por tantos sucessos, abriu- nos as portas para alguns dos segredos da NSR500 www.motociclismo. pt 91 Yoichi Oguma - HRC A verdade sobre a NSR500 A reputação de secretismo da Honda em relação aos aspetos técnicos das suas motos de Grande Prémio é fundada, e tem sido mantida ao longo dos tempos com um zelo por vezes fanático, mais tarde igualado pelas suas rivais. O problema é que, conforme Erv Kanemoto disse uma vez numa entrevista, ninguém sabe a extensão do conhecimento do seu rival, de modo que, por vezes, aquilo que parece ser uma banalidade insignificante pode ser a última peça num puzzle de dados que, subitamente, revela tudo aquilo que a nossa concorrência quer ou precisa de saber acerca dos nossos desenvolvimentos tão arduamente conquistados. Nessas circunstâncias, não é surpreendente que uma equipa considere que o melhor é revelar o menos possível, para ter a certeza de não ser apanhada em contrapé. É claro que isto torna frustrante a tarefa de tentar arrancar os segredos de uma moto de GP aos seus criadores, um facto que, ocasionalmente, leva alguns membros da imprensa a lançar palpites mais ou menos inspirados sobre dados técnicos que, miraculosamente, são transformados em factos. Posso dizer-vos isto: é difícil como o diabo escrever artigos técnicos sobre a cena dos Grandes Prémios dos anos oitenta para a frente, em termos de conseguir decifrar o que é verdade e o que é ficção. E, claro, o facto da maioria das motos japonesas que corriam na altura terem ficado acidentadas ou sido destruídas após terem cumprido a sua função imediata, também não ajuda. No entanto, quando se trata da NSR500 com que Freddie Spencer reconquistou o título para a Honda em 1985, tive sorte. Porque, no dia em que rodei com a moto em Suzuka, bem como com a NSR250, o diretor da HRC, Yoichi Oguma, responsável por transformar estas duas motos nas armas ganhadoras que elas foram em 1985, levou-me até ao escritório da HRC no circuito durante o intervalo para almoço. Ali, fui privilegiado com o que, segundo Yoichi Oguma, são os verdadeiros factos sobre o projeto destas motos. Foram construídas seis NSR500 para a temporada de 1985, duas para Freddie Spencer e as outras para testes ou para usar no campeonato japonês, embora, é claro, Randy Mamola e Wayne Gardner também as tenham pilotado ocasionalmente durante a época. O motor V4 era uma versão evoluída do bloco de uma cambota a 90º que tinha sido estreado em Daytona em 1984. Quais seriam as medidas internas, pergunto-me? Oguma San sorriu largamente:“normalmente seria impossível explicar dados sobre o interior do motor, mas você fez todo este caminho até ao Japão, por isso é uma honra dizer-lhe! Os cilindros medem 54 x 54,5 mm – mas porquê tão quadrado, poderia perguntar? Teríamos preferido usar um motor com um curso mais curto, mas se usássemos cilindros de 56 x 50,6 mm, por exemplo, o motor ficaria demasiado largo, devido aos maiores diâmetros. Tentámos muitas configurações diferentes – 55, 53, até 52 de diâmetro, mas os resultados não foram bons, e decidimos que o melhor compromisso era os 54 x 54,5 mm”. E então a potência máxima? Novamente um grande sorriso: “Também não costumamos falar disso, mas vou dar-lhe esse
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    DESPORTO Honda NSR500 –Freddie Spencer, 1985 92 03/2015 privilégio: conseguimos a potência máxima de 143 cv entre as 11.000-11.500 rpm – depende do motor. Alguns deram-nos 144 cv no banco de ensaio – cada um é diferente do outro.” Dada a capacidade de desenvolvimento da Honda, porque é que escolheram produzir um V4, em lugar de continuarem com uma versão melhorada do V3 da NS500? A resposta foi esclarecedora:“Nós talvez tivéssemos conseguido a mesma potência que obtivemos com a NSR se desenvolvêssemos mais a NS, mas esse motor já precisava de trabalhar a muito altas rotações para produzir a potência desejada, e desenvolvê-lo mais só iria piorar alguns problemas. É claro que queremos muita potência, mas também uma ampla faixa de utilização, que o V4 nos dá. Do mesmo modo, o motor V3 faz muitas vibrações estranhas, ausentes no V4. Isto afeta o desenho do quadro, para além de causar problemas de fiabilidade no motor e, por vezes, fadiga no piloto. Com um alto nível de vibrações temos de usar material de maior espessura para construir o quadro, o que adiciona mais peso. Esta é a razão pela qual a NS500 pesa apenas ligeiramente menos que a NSR, apesar de ter um motor mais leve.” A diferença mais óbvia e radical entre as versões de 1984 e 1985 da NSR500 era o desenho do chassis. A versão original tinha um desenho com o depósito de combustível por baixo do motor, enquanto a campeã de ’85 empregava um desenho convencional. Porquê a alteração? Oguma San:“a manutenção não era fácil na moto de 1984. Mudar uma vela; olhar para a câmara de combustão, até alterar a carburação era um problema nesta máquina, devido ao desenho. Antes da época começar os nossos técnicos não acharam que fosse causar tantos problemas de manutenção, mas depois da corridas começarem houve sérias queixas acerca disto. A segunda razão era que tínhamos problemas de dispersão de calor, e a terceira era o piloto, pois Freddie não estava totalmente satisfeito com o comportamento da moto. Assim, para 1985 mudámos para a nova versão, que, é claro, incorporou muitas boas lições aprendidas com a primeira NSR500. Especialmente, aprendemos que o motor V4 era o ideal.” As jantes em carbono, que julgávamos terem sido abandonadas, foram usadas várias vezes em 1985 Sem nada a esconder, a segunda versão da NSR500 conseguiu um esmagador sucesso que foi replicado várias vezes pelas gerações seguintes desta V4 2TA era das dois tempos
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    po ipo ipoi poi op po ipo i 2015 # CORPO SIGA-NOSNASREDESSOCIAIS: menshealthportugal @menshealth_pt www.facebook.com/ menshealthportugal NOME MORADA CÓDIGO POSTAL - LOCALIDADE TELEFONE/TELEMÓVEL E-MAIL IDADE ALTURA COR DOS OLHOS COR DO CABELO ATIVIDADE PROFISSIONAL ESTADO CIVIL NÚMERO DE FILHOS REGRAS DE PARTICIPAÇÃO Poderão inscrever-se nesta iniciativa os leitores/homens da revista Men’s Health. O que têm de fazer: • Preencher o formulário online que encontram em www.menshealth.com.pt. • Ou preencher este cupão de inscrição que vem na revista Men’s Health (ou em outras revistas do grupo Motorpress Lisboa) e enviá-lo juntamente com duas fotos (uma de rosto e outra em tronco nu) para esta morada: “Corpo Men’s Health 2015”, Motorpress Rodale S.L., Rua Policarpo Anjos, nº4, 1495-742 Cruz Quebrada, Dafundo. Os dados recolhidos são objeto de tratamento informatizado por parte do grupo Motorpress Lisboa. Ao seu titular é garantido o direito de acesso, retificação, alteração ou eliminação sempre que para isso nos contacte por escrito. Caso não pretenda receber outras propostas comerciais assinale aqui ❑ Caso se oponha à cedência dos seus dados a entidades parceiras da Motorpress Lisboa, por favor, assinale aqui ❑ INSCREVA-SE ATÉ 1 DE MAIO! ? ✃ Sponsors: Parceiro:
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    Yamaha SR250 -Sport Racer cafe racer 94 03/2015 REFINADANascida em Esmeriz, esta moto foi completa e totalmente reconstruída pelo seu proprietário o mestre Jorge Brandão da Brandon Parts Texto: Rogério Carmo Fotos: João Carlos Oliveira
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    R econstruír motos paraos seus clientes abriu o apetite de Jorge Brandão para fazer a sua própria moto. Um modelo exclusivo, que demonstrasse a essência da sua profissão. Não para coleção, ou para ter na garagem, mas sim para o seu dia-a-dia, sobretudo para quando precisa de inspiração para outros trabalhos e parte sozinho para uma volta pelo Minho. Partindo de uma Yamaha SR 250 de 1988, nasceu a cafe racer exclusiva, prática e segura que aqui vos mostramos. O primeiro passo, como não podia deixar de ser, foi desmontar tudo para ficar com o quadro completamente limpo, e que depois de aliviado ia ser lacado a vermelho. A forquilha e os amortecedo- res originais foram recondiciona- dos e as jantes, tal como o motor, também se mantiveram. Com a sua grande expe- riência a trabalhar chapa de alumínio, a martelo e bigorna como antigamente, o Jorge começou por construir o depó- sito de combustível, com linhas fluidas e esguias que proporcio- nassem uma cintura estreita, que pudesse encaixar numa“bacquet” tipicamente desportiva, também em duralumínio, e especificamente desenhada para esconder a pequena bateria que dá vida ao motor. Uma pequena carenagem frontal, também feita pelo mesmo processo, envolve o farol e um pequeno guarda lamas feito à medida, conferindo um inegável aspeto desportivo ao conjunto. Passando à mecânica, os travões foram os elementos que mereceram mais atenção, com a adaptação do disco e bomba hidráulica na roda traseira. Ambas as manetes da MIL encaixam perfeitamente nos pequenos avanços, também feitos em casa em aço inox, e proporcionam um aspeto leve e minimalista. Para conseguir isso, a solução inteligente foi esconder a bomba da maxila do travão da frente dentro da pequena carenagem e acioná-la por cabo, sendo o resultado perfeito em termos de sensibilidade e eficácia. No motor, as válvulas foram“kitadas”, com molas reforçadas e a carburação foi espevitada com gigleurs de maior caudal e admissão direta, sendo que a respiração proporcionada pela linha de escape, também ela em Inox, contribui para a melhoria da performance. Pequenos pormenores como a proteção da corrente e a grelha do pinhão de ataque embutida no bloco reforçam o aspeto desportivo. Em termos de pormenor e atenção ao detalhe há que referir o tampão do depósito de combustível, embutido num bocal desenhado especifi- camente para o efeito. Também o suporte da matrícula é um elemento de muito bom gosto, construído em alumínio mas camuflado em preto baço. Os piscas e a luz da matrícula são em LED. Toda a cablagem está escondida promovendo o aspeto limpo do conjunto. Para acentuar o ar racer, as jantes de 18’’estão equipadas com pneus “wet”K91 da Dunlop. www.motociclismo. pt 95 Aatençãoao detalheégrandee osacabamentos são perfeitos. Epraticamente tudofoifeitoem casa,pelas mãos doprópriomestre Jorge
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    AVENTURAS E DESVENTURASDE UM MOTOCICLISTA PORTUGUÊS 96 03/2015
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    4/2015 Nº 288 Primeiro teste,em dose dupla, às novas Yamaha XJR 1300 e R1, bem como às respetivas versões especiais, Racer e R1M Este mês vamos para a estrada com a mais recente geração da Ducati Multistrada, equipada com a nova versão do motor bicilíndrico, com 160 cavalos Entrevista: Pawan Munjal A Hero MotoCorp, maior fabricante mun- dial de veículos de duas rodas com mo- tor, pretende tornar-se num dos maiores “players” a nível global. Eis o seu plano Testes - Moto Guzzi V7 II Special - Ducati Monster 821 Boas estradas e cenários majestosos num país “motorcycle friendly”, onde as motos nem sequer pagam portagem... OFENSIVA YAMAHA DUCATI MTS1200 DVT OUTROS TEMAS /// DE MOTO NA NORUEGA TAMBÉM DISPONÍVEL
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