SUMÁRIO
O sumário de deve seguir formato abaixo, conforme Manual de Normas
UNIRIOS (2016, p. 41-42). Deve-se colocar os títulos conforme constam no
texto da monografia
1
INTRODUÇÃO...............................................................................................................
00
2
JUSTIFICATIVA...........................................................................................................
00
3
HIPÓTESE.....................................................................................................................
. 00
4
OBJETIVOS...................................................................................................................
00
4.1 Objetivo
geral...............................................................................................................00
4.2 Objetivo
específico.......................................................................................................00
5
METODOLOGIA...........................................................................................................
00
5.1 Título da seção
secundária..........................................................................................00
5.1.1 título da seção
terciária...............................................................................................00
5.1.1.1 título da seção
quaternária.......................................................................................00
6 RESULTADOS
ESPERADOS......................................................................................00
REFERÊNCIAS..............................................................................................................
..00
1 INTRODUÇÃO (O que é o tema?)
O texto introdutório desta primeira etapa da monografia, que corresponde
aos 50% (metade da estrutura proposta no sumário) contém o
planejamento construído no Projeto de Pesquisa elaborado na disciplina
Métodos e Técnicas de Pesquisa em Enfermagem, com as alterações
sofridas durante sua execução neste semestre, na disciplina Trabalho de
Graduação (TG-I). É, portanto, basicamente, a reescrita do projeto no
formato de uma introdução.
Sua abertura começa com o autor explicando o tema da monografia e
dizendo qual foi a delimitação estabelecida. Para isso, deve-se esclarecer
sobre o assunto proposto para o estudo, em sua abrangência mais geral,
e delimitá-lo em seu objeto mais específico, reduzindo-o a um só aspecto
a ser investigado, é o momento de detalhar claramente o objeto de estudo
do qual trata a monografia.
Nesta tarefa, faz-se necessário expor as ideias de compreensão do tema,
definir os conceitos aplicados e especificar os termos adotados para
esclarecer o assunto, utilizando, inclusive, se necessário, citações
bibliográficas iniciais, sem aprofundamento, mas capazes de destacar os
aspectos e características mais importantes sobre a proposta da
pesquisa (Gonçalves, 2003, p. 30).
Faz-se necessário ainda explicar, de forma geral, nesta introdução, a base
teórica de fundamentação da pesquisa. Como esclarece Dencker (2001, p.
68), “nenhuma pesquisa se inicia do nada. Toda investigação é parte de
um processo cumulativo de aquisição de conhecimento e se enquadra em
um modelo teórico a partir do qual se fazem deduções. Esse modelo
serve para guiar o pesquisador”. Como a introdução tem a finalidade de
apresentar o trabalho de forma inicial e geral, para que o leitor tenha uma
visão abrangente sobre o texto monográfico, é importante explicar aqui
quais são os autores e suas concepções teóricas em relação ao tema e
como estes servem para embasar a pesquisa.
Há uma determinação da quantidade de páginas para a introdução,
solicita-se que está seja escrita em até duas (2) páginas.
Após delimitação do tema, sua contextualização dentro da realidade
concreta, e a definição dos conceitos necessários à compreensão do
estudo, deve-se abordar sobre o problema de pesquisa ou questão de
pesquisa definido para a investigação, desde a elaboração do projeto de
pesquisa. Segundo Dencker (2001, p. 65), “o passo mais importante da
pesquisa é justamente a identificação e a formulação do problema a ser
investigado por meio dela”. Mas o que seria um problema de pesquisa:
“questão que pode ser respondida por meio da pesquisa”.
Complementado: “toda pesquisa se inicia com a formulação de um
problema e tem por objetivo a sua solução”.
2 JUSTIFICATIVA (Por que fazer?)
Nessa seção é constituída pela justificativa da escolha do tema. Consiste
na apresentação, de forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões
de ordem teórica ou prática que justificam a realização da pesquisa ou o
tema proposto para avaliação inicial. No caso de pesquisa de natureza
científica ou acadêmica, a justificativa deve indicar:
- A relevância social do problema a ser investigado.
- As contribuições que a pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar
respostas aos problemas propostos ou ampliaras formulações teóricas a
esse respeito.
- O estágio de desenvolvimento dos conhecimentos referentes ao tema.
- A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade proposta
pelo tema.
3 HIPÓTESE DA PESQUISA
Nesta seção o aluno deve traçar a resposta provisória ao problema, com
intenções de ser posteriormente demonstrada. A hipótese é
necessariamente uma afirmação, que consiste em uma resposta à
pergunta definida como problema de pesquisa, que ainda não foi testada.
Nas palavras de Dencker (2001, p. 72), a hipótese é uma suposição que se
faz na tentativa de responder ao problema. Complementadas por
Gonçalves (2003, p. 42), “as hipóteses representam as prováveis
respostas ao problema”, que motivou a pesquisa. Seguindo, diz a autora:
terminada a pesquisa, tais hipóteses podem ser negadas ou confirmadas.
Dessa fala, entende-se, portanto, que ao colocar as perguntas lá no
problema de pesquisa, o autor do projeto já tenha uma ou mais respostas,
figuradas em explicações ou soluções para a realidade pesquisada,
porém, não dispondo ainda de certezas comprovadas em dados.
4 OBJETIVOS (Vai buscar o quê?)
4.1 Objetivo geral
4.2 Objetivos específicos
Aqui o aluno (pesquisador) deverá descrever o objetivo concreto da
pesquisa que irá desenvolver: o que se vai procurar.
Os objetivos servem para definir e esclarecer os rumos estabelecidos
para a pesquisa, ou seja, até onde ela pretende chegar. Por serem “fios
condutores” de toda a tarefa de pesquisa, eles devem ser bem definidos,
precisos e assertivos. “Objetivo e problema de pesquisa possuem
relações estreitas e em muitos casos se repetem, estando a diferença no
caráter afirmativo dos objetivos” (Dencker, 2001, p. 71).
O autor deve dizer, de forma precisa, qual o objetivo geral: este indica o
que o aluno (pesquisador) pretendeu atingir ao final da sua investigação;
e quais serão os objetivos específicos: que definem etapas do trabalho a
serem realizadas para que se alcance o objetivo geral (Enriques;
Medeiros, 2010, p. 81).
Tanto o objetivo geral como os específicos devem iniciar com a
colocação de verbos no infinitivo. Henriques e Medeiros (2010)
apresentam orientações de verbos adequados. Segundo os autores, se a
pesquisa for exploratória, o objetivo geral deve apresentar verbos como:
conhecer, identificar, levantar; em uma pesquisa descritiva, os verbos
mais comuns são: caracterizar, descrever, traçar; e em uma pesquisa
explicativa, aparecem os verbos: analisar, avaliar, verificar, explicar. Já os
objetivos específicos exploratórios os verbos podem ser: conhecer,
identificar, levantar, descobrir, distinguir, enumerar, exemplificar; em
descritivos aparecem verbos como: caracterizar, descrever, traçar,
classificar, reconhecer, selecionar; e explicativos valem-se de verbos
como: analisar, avaliar, verificar, explicar, aplicar, determinar, comparar.
A apresentação dos objetivos varia em função da natureza do projeto.
Nos objetivos da pesquisa cabe identificar claramente o problema e
apresentar sua delimitação. Apresentam-se os objetivos de forma geral e
específica.
5 METODOLOGIA (Como fazer?)
Deverá segue o roteiro abaixo todos que farão pesquisa de campo
6.1 Tipo de estudo
6.2 População do estudo
6.3 Critério de inclusão e exclusão
6.4 Instrumento de coleta de dados
6.5 Análise dos dados
6.6 Riscos e formas de amenizar os riscos
6.7 Benefícios da pesquisa
6.8 Aspectos éticos da pesquisa
Orienta e descreve as diferentes etapas de uma pesquisa científica;
estabelece as regras que devem ser seguidas e as categorias de análise
que serão utilizadas; descreve o conjunto de métodos, técnicas e
procedimentos.
Método: se constitui no conjunto de procedimentos que servem para
alcançar os fins da investigação. São meios gerais.
Método de interpretação: refere-se a posturas filosóficas, questões
lógicas, ideologia; concepção normatizada de mundo e orientada para a
condução da investigação científica.
Metodologia de execução: refere-se ao conjunto de métodos,
procedimentos e técnicas utilizados para determinado estudo e relaciona-
se mais a questões operacionais da pesquisa; geralmente é direcionada
pelo método de interpretação, pelas categorias de análise escolhidas
através da base teórica.
A metodologia de execução muitas vezes é apresentada como Métodos e
Técnicas da Pesquisa e se constitui na descrição dos métodos de
investigação e de análise/interpretação. Esta parte, principalmente
quando inserida em projeto de pesquisa, deve conter a descrição de
todos os passos necessários para a execução da pesquisa como, por
exemplo:
- levantamento bibliográfico, documental e cartográfico, triagem e análise
desses documentos
- seleção de fontes de dados primários e secundários
- elaboração de instrumentos de coleta de dados
- estabelecimento de unidades de medida, amostras(s) e processos de
amostragem
- técnicas específicas que serão utilizadas
- treinamento de pessoal auxiliar
- levantamento de dados em campo
- forma de processamento e análise dos dados (uso de informática, testes
estatísticos, cartografia temática, e outros)
- uso de grupos controle do experimento
- a listagem e explicação de todas as atividades que serão desenvolvidas,
e devem ser apresentadas, sempre que possível, em ordem cronológica.
- incluir nesse item informações relativas ao sujeito da pesquisa:
- características da população a estudar: tamanho, faixa etária, gênero,
cor (classificação do IBGE), estado geral de saúde, classes e grupos
sociais, etc. Expor as razões para a utilização de grupos vulneráveis;
- descrever os métodos que afetem diretamente os sujeitos da pesquisa;
- descrever planos para o recrutamento de indivíduos, processo de
seleção dos indivíduos da amostra e procedimentos a serem seguidos.
Fornecer critérios de inclusão e exclusão;
- descrever qualquer tipo de risco da pesquisa, inclusive relacionados à
confidencialidade das informações, avaliando sua possibilidade e
gravidade;
- descrever medidas para proteção ou minimização de qualquer risco
eventual. Quando apropriado, descrever medidas para assegurar os
necessários cuidados à saúde, no caso de danos aos indivíduos.
Descrever também os procedimentos para monitoramento da coleta de
dados para prover a segurança dos indivíduos, incluindo as medidas de
proteção e a confidencialidade;
- descrever os benefícios da pesquisa, algum tipo de ganho proveniente
da participação na pesquisa; aquilo que se espera aprender com a
realização da pesquisa: conhecimento gerado; valor atribuído aos
possíveis resultados por participantes, comunidade, instituição de
pesquisa, patrocinadores e pesquisadores;
- apresentar previsão de ressarcimento de gastos aos sujeitos da
pesquisa. A importância referente não poderá ser de tal monta que possa
interferir na autonomia da decisão do indivíduo ou responsável de
participar ou não da pesquisa.
A parte metodológica do trabalho diz como será realizada a busca das
informações que serviram de base de sustentação à argumentação em
torno dos resultados da pesquisa (Martins, 1998). Ou seja, é neste espaço
onde o pesquisador descreve todos os passos e procedimentos que
foram necessários à coleta dos dados. Segundo Dencker (2001, p. 85), a
metodologia relaciona-se diretamente com os objetivos, pois é nela onde
se descreve todos os passos que foram dados para atingi-los. “A escolha
da metodologia adequada irá variar conforme os objetivos da pesquisa e
o problema que está sedo investigado”.
A sua descrição é importante, tanto para o aluno (pesquisador), pois guia-
o em todo o percurso, como para o leitor que compreende como foram
realizados todos os procedimentos da pesquisa para se chegar aos
resultados. Mas, principalmente, para uma pesquisa científica, ela é
obrigatória, pois a ciência tem como princípio a publicação de seus
procedimentos e a validação, não só dos resultados, mas também da
metodologia seguida, e isto é feito pela comunidade científica formada
por especialistas da área, que precisam conhecer todos os passos e
procedimentos que foram aplicados na pesquisa.
A metodologia da pesquisa precisa ser escrita apresentando e
fundamentando detalhadamente as informações. Para isso, o aluno
precisa recorrer aos autores de metodologia da pesquisa, a fim de
explicar conceitos, procedimentos, métodos e técnicas de pesquisa, nos
seguintes pontos relacionados abaixo:
A metodologia tem a função de especificar o tipo de pesquisa a ser
desenvolvida, podendo ser esta de campo, laboratório, documental ou
bibliográfica, ou as suas combinações (Gonçalves, 2003). Além de definir
a vertente a ser seguida, seja qualitativa, quantitativa ou quali-
quantitativa.
Serve ainda para identificar a natureza da pesquisa pretendida, seja esta
exploratória, descritiva, analítica, explicativa ou experimental (Gonçalves,
2003). Além dos seus procedimentos: estudo de caso, histórico,
comparativo, levantamento, ou participativo (Gonçalves, 2001).
Nela são estabelecidos os métodos, as técnicas e os instrumentos para a
coleta dos dados. Neste item deverão ser descritos detalhadamente os
procedimentos e técnicas usados no trabalho, como observação,
entrevista, questionário, história oral, história de vida e consultas em
fontes documentais ou bibliográficas para fichamento e obtenção das
informações desejadas. A escolha de tais métodos depende do tipo de
dado levantado, possuindo relação com a questão a ser investigada.
Também é o espaço para demonstrar a existência e explicar onde foram
encontrados os dados da pesquisa, se em fontes primárias, secundárias
ou terciárias (Gonçalves, 2003).
Bem como, deve-se descrever o universo da pesquisa e definir, caso
precise, a amostra (quantidade selecionada), obviamente justificando a
sua capacidade e confiabilidade enquanto parte capaz de representar o
universo como um todo.
Igualmente, faz-se necessário indicar a operacionalização do processo de
coleta dos dados, conforme diversas alternativas. Por exemplo, se a
pesquisa requereu aplicação de um questionário, como foi realizada,
foram enviados formulários pelos correios, meios digitais ou entregues
pessoalmente?
Esta parte precisa também detalhar como procedeu a tabulação dos
dados, após explicação dos procedimentos de coleta. Tabular significa
sistematizar, organizar os dados de forma ordenada para facilitar a sua
interpretação. Deve ser apresentado o plano de tabulação que foi
utilizado, com os cruzamentos feitos em função da hipótese da pesquisa
(Dencker, 2001). Cruzar dados significa, por exemplo, classificar a opinião
de um entrevistado, com as variáveis de identificação como sexo, idade,
escolaridade, religião, dentre tantas.
A metodologia deve descrever como será realizada a análise e
interpretação dos dados coletados durante a pesquisa e posteriormente
tabulados, se a pesquisa for qualitativa, as respostas serão analisadas
globalmente ou individualmente; se for quantitativa, provavelmente o
autor utilizará a estatística descritiva (média, mediana, moda, desvio
padrão) ou a estatística inferencial (regressão linear, multivariada etc.)
para o estabelecimento dos seus percentuais (Gonçalves, 2003, p. 46).
A análise se dá sempre em função dos objetivos propostos, devendo
considerar: “a ligação com a teoria: o pesquisador deverá buscar no
referencial teórico as formas e métodos de interpretação” (Dencker, 2001,
p. 92). A construção do referencial teórico é, portanto, fundamental para
entender a realidade por meio do uso da metodologia de análise e
interpretação. Esta poderá ser qualitativa, quantitativa ou quali-
quantitativa.
Segundo Minayo (1992), a fase de análise tem três finalidades:
compreender os dados coletados, confirmar ou não as hipóteses
levantadas enquanto respostas para o problema de pesquisa, e ampliar o
conhecimento sobre o assunto pesquisado. A análise propriamente dita
será apresentada na próxima seção, mas aqui, seção de metodologia, o
autor deve explicar detalhadamente quais as técnicas de análise
escolhidas, e como foram aplicadas para se chegar aos resultados.
São muitas as metodologias de análise, a exemplo de Gomes (2000), que
discute sobre a metodologia qualitativa de análise e aponta três
possibilidades: análise por categorias, análise de conteúdo e análise
dialética.
A análise por categorias, segundo o autor,
se refere a um conceito que abrange elementos ou aspectos com
características comuns ou que se relacionam entre sí. [...] está ligada a
ideia de classe ou série. [...] são empregadas para se estabelecer
classificações. [...] trabalhar com elas significa agrupar elementos, ideias
ou expressões em torno de um conceito capaz de abranger tudo isso
(Gomes, 2000, p. 70).
Para uma melhor compreensão, Gomes (2000), expõe este exemplo: caso
o tema da pesquisa fosse “Trabalho e Lazer numa fábrica”, o objetivo
geral fosse “analisar como se configuram as relações entre trabalho e
lazer para os operários” e um dos objetivos específicos fosse “identificar
o significado de lazer segundo a opinião dos trabalhadores”. Poderiam
ser criadas três categorias: a dos que entendem lazer oposto a trabalho, a
dos que mencionam lazer como diversão e a dos que não menciona nada
sobre o assunto. Dessa forma todas as respostas seriam classificadas
segundo esse critério. Esta seria uma análise por categorias.
A análise de conteúdo que, de início, era uma técnica quantitativa,
segundo o autor (2000), atualmente apresenta duas funções: seja para
responder perguntas ou verificar hipóteses, “através da análise de
conteúdo, podemos encontrar respostas para as questões formuladas e
também podemos confirmar ou não as afirmações estabelecidas antes do
trabalho de investigação (hipóteses). A outra função é de descobrir o que
está por trás das respostas dadas, indo além das aparências do que é
comunicado. Dentre os exemplos, Gomes cita que esta técnica poderia
ser utilizada para “analisar depoimentos de telespectadores que assistem
a uma determinada emissora ou de leitores de um determinado jornal
para determinar os efeitos dos meios de comunicação de massa”.
As metodologias propostas acima são mais adequadas às pesquisas
qualitativas, porém, não há impedimento de somarem-se às metodologias
quantitativas que usam dados objetivos e técnicas estatísticas de análise.
Aliás, uma boa pesquisa deve recorrer a uma diversidade de métodos
para ser capaz de chegar à compreensão da realidade de forma o mais
eficiente possível, reduzindo assim a margem de erros possíveis em toda
pesquisa.
As pesquisas envolvendo seres humanos somente serão permitidas com
aprovação prévia do projeto de pesquisa por Comitê de Ética em
Pesquisa (CEP), conforme estabelecido pela Resolução do Conselho
Nacional de Saúde nº 466 de 12 de dezembro de 2012, sendo o professor
orientador o responsável pela pesquisa. Os projetos de pesquisas
deverão ser submetidos para análise de CEP por meio da Plataforma
Brasil (http://aplicacao.saude.gov.br/plataformabrasil/login.jsf) (Brasil,
2012). Deste modo, encerra-se a metodologia explicitando a obediência
aos princípios éticos e legais das pesquisas envolvendo seres humanos.
PESQUISA DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA OU INTEGRATIVA DEVEM
CONSULTAR MODELOS DISPONÍVEIS.
6 RESULTADOS ESPERADOS
Descrever os principais resultados que são esperados e seus potenciais
reflexos. Deve ser coerente com os indicadores de resultados colocados
para o projeto, permitindo a mensuração do alcance dos objetivos e
metas propostos.
REFERÊNCIAS (ver alterações da ABNT 2018 e 2023)
A lista de referências deve constar tanto as obras utilizadas. Ou seja,
devem ser apresentadas todas as referências utilizadas para elaborar a
versão final do projeto.
As referências são orientadas através de norma própria, a ABNT-NBR
6023:2018. A sua elaboração deve seguir as orientações abaixo:
Referência significa “conjunto padronizado de elementos descritivos
retirados de um documento, que permite sua identificação individual”.
A lista de referências, na estrutura de um documento científico, é a
primeira parte dos elementos pós-textuais, constituindo-se em
informação obrigatória.
Antes de iniciar a lista de referências deve-se digitar o título
(REFERÊNCIAS), em negrito, letras maiúsculas, tamanho 12, e
centralizado por não possuir indicativo numérico. Após o título deve-se
deixar um espaço em branco de 1,5 cm e iniciar a lista de referências.
As referências são digitadas em espaço simples entre as linhas (1,0), e
deixando um espaço simples em branco entre as referências.
As referências são alinhadas à margem esquerda e devem ser
organizadas por ordem alfabética, a partir do último sobrenome do autor,
sendo reunidas em uma única lista, ao final do trabalho.
Quanto aos elementos, “a referência é constituída de elementos
essenciais e, quando necessário, acrescida de elementos
complementares”. Os elementos essenciais “são as informações
indispensáveis à identificação do documento”, ou seja, autor(es), título,
edição, local, editora e data de publicação. Já os elementos
complementares “são as informações que, acrescentadas aos elementos
essências, permitem melhor caracterizar os documentos”. Conforme nota
da ABNT, “os elementos essenciais e complementares são retirados do
próprio documento. Quando isso não for possível, utilizam-se outras
fontes de informação, indicando-se os dados assim obtidos entre
colchetes”. “A pontuação segue padrões internacionais e deve ser
uniforme para todas as referências”.
Deve-se utilizar o negrito para destacar o título, exceto nos casos de
artigos científicos e jornais, onde destaca-se com negrito o nome da
revista ou jornal. Porém, isto não se aplica às obras sem indicação de
autoria que inicia com o próprio título, neste caso o destaque é através do
uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos e
palavras monossilábicas.
Vale destacar que, com exceção do último sobrenome, os demais nomes
e sobrenomes podem ser abreviados. Caso o autor opte por abreviar,
deve-se fazer desta forma em todas as referências. O mesmo vale para o
nome das revistas científicas: para abreviatura dos títulos de periódicos
nacionais e latino-americanos, consultar o site:
http://portal.revistas.bvs.br; os títulos dos demais periódicos devem ser
referidos abreviados de acordo com o Index Medicus:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=journals.
A regra geral para elaboração de referências orienta-se pela seguinte
estrutura, com sua ordem de informações necessárias e pontuação
determinada, para o caso dos elementos essenciais:
MODELO DE PROJETO DE             PESQUISA.pdf

MODELO DE PROJETO DE PESQUISA.pdf

  • 1.
    SUMÁRIO O sumário dedeve seguir formato abaixo, conforme Manual de Normas UNIRIOS (2016, p. 41-42). Deve-se colocar os títulos conforme constam no texto da monografia 1 INTRODUÇÃO............................................................................................................... 00 2 JUSTIFICATIVA........................................................................................................... 00
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    3 HIPÓTESE..................................................................................................................... . 00 4 OBJETIVOS................................................................................................................... 00 4.1 Objetivo geral...............................................................................................................00 4.2Objetivo específico.......................................................................................................00 5 METODOLOGIA........................................................................................................... 00 5.1 Título da seção secundária..........................................................................................00 5.1.1 título da seção terciária...............................................................................................00 5.1.1.1 título da seção quaternária.......................................................................................00 6 RESULTADOS ESPERADOS......................................................................................00 REFERÊNCIAS.............................................................................................................. ..00
  • 3.
    1 INTRODUÇÃO (Oque é o tema?) O texto introdutório desta primeira etapa da monografia, que corresponde aos 50% (metade da estrutura proposta no sumário) contém o planejamento construído no Projeto de Pesquisa elaborado na disciplina Métodos e Técnicas de Pesquisa em Enfermagem, com as alterações sofridas durante sua execução neste semestre, na disciplina Trabalho de Graduação (TG-I). É, portanto, basicamente, a reescrita do projeto no formato de uma introdução. Sua abertura começa com o autor explicando o tema da monografia e dizendo qual foi a delimitação estabelecida. Para isso, deve-se esclarecer sobre o assunto proposto para o estudo, em sua abrangência mais geral, e delimitá-lo em seu objeto mais específico, reduzindo-o a um só aspecto a ser investigado, é o momento de detalhar claramente o objeto de estudo do qual trata a monografia. Nesta tarefa, faz-se necessário expor as ideias de compreensão do tema, definir os conceitos aplicados e especificar os termos adotados para esclarecer o assunto, utilizando, inclusive, se necessário, citações bibliográficas iniciais, sem aprofundamento, mas capazes de destacar os aspectos e características mais importantes sobre a proposta da pesquisa (Gonçalves, 2003, p. 30). Faz-se necessário ainda explicar, de forma geral, nesta introdução, a base teórica de fundamentação da pesquisa. Como esclarece Dencker (2001, p. 68), “nenhuma pesquisa se inicia do nada. Toda investigação é parte de um processo cumulativo de aquisição de conhecimento e se enquadra em um modelo teórico a partir do qual se fazem deduções. Esse modelo serve para guiar o pesquisador”. Como a introdução tem a finalidade de apresentar o trabalho de forma inicial e geral, para que o leitor tenha uma visão abrangente sobre o texto monográfico, é importante explicar aqui quais são os autores e suas concepções teóricas em relação ao tema e como estes servem para embasar a pesquisa. Há uma determinação da quantidade de páginas para a introdução, solicita-se que está seja escrita em até duas (2) páginas. Após delimitação do tema, sua contextualização dentro da realidade concreta, e a definição dos conceitos necessários à compreensão do estudo, deve-se abordar sobre o problema de pesquisa ou questão de pesquisa definido para a investigação, desde a elaboração do projeto de
  • 4.
    pesquisa. Segundo Dencker(2001, p. 65), “o passo mais importante da pesquisa é justamente a identificação e a formulação do problema a ser investigado por meio dela”. Mas o que seria um problema de pesquisa: “questão que pode ser respondida por meio da pesquisa”. Complementado: “toda pesquisa se inicia com a formulação de um problema e tem por objetivo a sua solução”.
  • 5.
    2 JUSTIFICATIVA (Porque fazer?) Nessa seção é constituída pela justificativa da escolha do tema. Consiste na apresentação, de forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões de ordem teórica ou prática que justificam a realização da pesquisa ou o tema proposto para avaliação inicial. No caso de pesquisa de natureza científica ou acadêmica, a justificativa deve indicar: - A relevância social do problema a ser investigado. - As contribuições que a pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar respostas aos problemas propostos ou ampliaras formulações teóricas a esse respeito. - O estágio de desenvolvimento dos conhecimentos referentes ao tema. - A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema.
  • 6.
    3 HIPÓTESE DAPESQUISA Nesta seção o aluno deve traçar a resposta provisória ao problema, com intenções de ser posteriormente demonstrada. A hipótese é necessariamente uma afirmação, que consiste em uma resposta à pergunta definida como problema de pesquisa, que ainda não foi testada. Nas palavras de Dencker (2001, p. 72), a hipótese é uma suposição que se faz na tentativa de responder ao problema. Complementadas por Gonçalves (2003, p. 42), “as hipóteses representam as prováveis respostas ao problema”, que motivou a pesquisa. Seguindo, diz a autora: terminada a pesquisa, tais hipóteses podem ser negadas ou confirmadas. Dessa fala, entende-se, portanto, que ao colocar as perguntas lá no problema de pesquisa, o autor do projeto já tenha uma ou mais respostas, figuradas em explicações ou soluções para a realidade pesquisada, porém, não dispondo ainda de certezas comprovadas em dados.
  • 7.
    4 OBJETIVOS (Vaibuscar o quê?) 4.1 Objetivo geral 4.2 Objetivos específicos Aqui o aluno (pesquisador) deverá descrever o objetivo concreto da pesquisa que irá desenvolver: o que se vai procurar. Os objetivos servem para definir e esclarecer os rumos estabelecidos para a pesquisa, ou seja, até onde ela pretende chegar. Por serem “fios condutores” de toda a tarefa de pesquisa, eles devem ser bem definidos, precisos e assertivos. “Objetivo e problema de pesquisa possuem relações estreitas e em muitos casos se repetem, estando a diferença no caráter afirmativo dos objetivos” (Dencker, 2001, p. 71). O autor deve dizer, de forma precisa, qual o objetivo geral: este indica o que o aluno (pesquisador) pretendeu atingir ao final da sua investigação; e quais serão os objetivos específicos: que definem etapas do trabalho a serem realizadas para que se alcance o objetivo geral (Enriques; Medeiros, 2010, p. 81). Tanto o objetivo geral como os específicos devem iniciar com a colocação de verbos no infinitivo. Henriques e Medeiros (2010) apresentam orientações de verbos adequados. Segundo os autores, se a pesquisa for exploratória, o objetivo geral deve apresentar verbos como: conhecer, identificar, levantar; em uma pesquisa descritiva, os verbos mais comuns são: caracterizar, descrever, traçar; e em uma pesquisa explicativa, aparecem os verbos: analisar, avaliar, verificar, explicar. Já os objetivos específicos exploratórios os verbos podem ser: conhecer, identificar, levantar, descobrir, distinguir, enumerar, exemplificar; em descritivos aparecem verbos como: caracterizar, descrever, traçar, classificar, reconhecer, selecionar; e explicativos valem-se de verbos como: analisar, avaliar, verificar, explicar, aplicar, determinar, comparar. A apresentação dos objetivos varia em função da natureza do projeto. Nos objetivos da pesquisa cabe identificar claramente o problema e apresentar sua delimitação. Apresentam-se os objetivos de forma geral e específica.
  • 8.
    5 METODOLOGIA (Comofazer?) Deverá segue o roteiro abaixo todos que farão pesquisa de campo 6.1 Tipo de estudo 6.2 População do estudo 6.3 Critério de inclusão e exclusão 6.4 Instrumento de coleta de dados 6.5 Análise dos dados 6.6 Riscos e formas de amenizar os riscos 6.7 Benefícios da pesquisa 6.8 Aspectos éticos da pesquisa Orienta e descreve as diferentes etapas de uma pesquisa científica; estabelece as regras que devem ser seguidas e as categorias de análise que serão utilizadas; descreve o conjunto de métodos, técnicas e procedimentos. Método: se constitui no conjunto de procedimentos que servem para alcançar os fins da investigação. São meios gerais. Método de interpretação: refere-se a posturas filosóficas, questões lógicas, ideologia; concepção normatizada de mundo e orientada para a condução da investigação científica. Metodologia de execução: refere-se ao conjunto de métodos, procedimentos e técnicas utilizados para determinado estudo e relaciona- se mais a questões operacionais da pesquisa; geralmente é direcionada pelo método de interpretação, pelas categorias de análise escolhidas através da base teórica.
  • 9.
    A metodologia deexecução muitas vezes é apresentada como Métodos e Técnicas da Pesquisa e se constitui na descrição dos métodos de investigação e de análise/interpretação. Esta parte, principalmente quando inserida em projeto de pesquisa, deve conter a descrição de todos os passos necessários para a execução da pesquisa como, por exemplo: - levantamento bibliográfico, documental e cartográfico, triagem e análise desses documentos - seleção de fontes de dados primários e secundários - elaboração de instrumentos de coleta de dados - estabelecimento de unidades de medida, amostras(s) e processos de amostragem - técnicas específicas que serão utilizadas - treinamento de pessoal auxiliar - levantamento de dados em campo - forma de processamento e análise dos dados (uso de informática, testes estatísticos, cartografia temática, e outros) - uso de grupos controle do experimento - a listagem e explicação de todas as atividades que serão desenvolvidas, e devem ser apresentadas, sempre que possível, em ordem cronológica. - incluir nesse item informações relativas ao sujeito da pesquisa: - características da população a estudar: tamanho, faixa etária, gênero, cor (classificação do IBGE), estado geral de saúde, classes e grupos sociais, etc. Expor as razões para a utilização de grupos vulneráveis; - descrever os métodos que afetem diretamente os sujeitos da pesquisa; - descrever planos para o recrutamento de indivíduos, processo de seleção dos indivíduos da amostra e procedimentos a serem seguidos. Fornecer critérios de inclusão e exclusão; - descrever qualquer tipo de risco da pesquisa, inclusive relacionados à confidencialidade das informações, avaliando sua possibilidade e gravidade;
  • 10.
    - descrever medidaspara proteção ou minimização de qualquer risco eventual. Quando apropriado, descrever medidas para assegurar os necessários cuidados à saúde, no caso de danos aos indivíduos. Descrever também os procedimentos para monitoramento da coleta de dados para prover a segurança dos indivíduos, incluindo as medidas de proteção e a confidencialidade; - descrever os benefícios da pesquisa, algum tipo de ganho proveniente da participação na pesquisa; aquilo que se espera aprender com a realização da pesquisa: conhecimento gerado; valor atribuído aos possíveis resultados por participantes, comunidade, instituição de pesquisa, patrocinadores e pesquisadores; - apresentar previsão de ressarcimento de gastos aos sujeitos da pesquisa. A importância referente não poderá ser de tal monta que possa interferir na autonomia da decisão do indivíduo ou responsável de participar ou não da pesquisa. A parte metodológica do trabalho diz como será realizada a busca das informações que serviram de base de sustentação à argumentação em torno dos resultados da pesquisa (Martins, 1998). Ou seja, é neste espaço onde o pesquisador descreve todos os passos e procedimentos que foram necessários à coleta dos dados. Segundo Dencker (2001, p. 85), a metodologia relaciona-se diretamente com os objetivos, pois é nela onde se descreve todos os passos que foram dados para atingi-los. “A escolha da metodologia adequada irá variar conforme os objetivos da pesquisa e o problema que está sedo investigado”. A sua descrição é importante, tanto para o aluno (pesquisador), pois guia- o em todo o percurso, como para o leitor que compreende como foram realizados todos os procedimentos da pesquisa para se chegar aos resultados. Mas, principalmente, para uma pesquisa científica, ela é obrigatória, pois a ciência tem como princípio a publicação de seus procedimentos e a validação, não só dos resultados, mas também da metodologia seguida, e isto é feito pela comunidade científica formada por especialistas da área, que precisam conhecer todos os passos e procedimentos que foram aplicados na pesquisa. A metodologia da pesquisa precisa ser escrita apresentando e fundamentando detalhadamente as informações. Para isso, o aluno precisa recorrer aos autores de metodologia da pesquisa, a fim de explicar conceitos, procedimentos, métodos e técnicas de pesquisa, nos seguintes pontos relacionados abaixo:
  • 11.
    A metodologia tema função de especificar o tipo de pesquisa a ser desenvolvida, podendo ser esta de campo, laboratório, documental ou bibliográfica, ou as suas combinações (Gonçalves, 2003). Além de definir a vertente a ser seguida, seja qualitativa, quantitativa ou quali- quantitativa. Serve ainda para identificar a natureza da pesquisa pretendida, seja esta exploratória, descritiva, analítica, explicativa ou experimental (Gonçalves, 2003). Além dos seus procedimentos: estudo de caso, histórico, comparativo, levantamento, ou participativo (Gonçalves, 2001). Nela são estabelecidos os métodos, as técnicas e os instrumentos para a coleta dos dados. Neste item deverão ser descritos detalhadamente os procedimentos e técnicas usados no trabalho, como observação, entrevista, questionário, história oral, história de vida e consultas em fontes documentais ou bibliográficas para fichamento e obtenção das informações desejadas. A escolha de tais métodos depende do tipo de dado levantado, possuindo relação com a questão a ser investigada. Também é o espaço para demonstrar a existência e explicar onde foram encontrados os dados da pesquisa, se em fontes primárias, secundárias ou terciárias (Gonçalves, 2003). Bem como, deve-se descrever o universo da pesquisa e definir, caso precise, a amostra (quantidade selecionada), obviamente justificando a sua capacidade e confiabilidade enquanto parte capaz de representar o universo como um todo. Igualmente, faz-se necessário indicar a operacionalização do processo de coleta dos dados, conforme diversas alternativas. Por exemplo, se a pesquisa requereu aplicação de um questionário, como foi realizada, foram enviados formulários pelos correios, meios digitais ou entregues pessoalmente? Esta parte precisa também detalhar como procedeu a tabulação dos dados, após explicação dos procedimentos de coleta. Tabular significa sistematizar, organizar os dados de forma ordenada para facilitar a sua interpretação. Deve ser apresentado o plano de tabulação que foi utilizado, com os cruzamentos feitos em função da hipótese da pesquisa (Dencker, 2001). Cruzar dados significa, por exemplo, classificar a opinião de um entrevistado, com as variáveis de identificação como sexo, idade, escolaridade, religião, dentre tantas.
  • 12.
    A metodologia devedescrever como será realizada a análise e interpretação dos dados coletados durante a pesquisa e posteriormente tabulados, se a pesquisa for qualitativa, as respostas serão analisadas globalmente ou individualmente; se for quantitativa, provavelmente o autor utilizará a estatística descritiva (média, mediana, moda, desvio padrão) ou a estatística inferencial (regressão linear, multivariada etc.) para o estabelecimento dos seus percentuais (Gonçalves, 2003, p. 46). A análise se dá sempre em função dos objetivos propostos, devendo considerar: “a ligação com a teoria: o pesquisador deverá buscar no referencial teórico as formas e métodos de interpretação” (Dencker, 2001, p. 92). A construção do referencial teórico é, portanto, fundamental para entender a realidade por meio do uso da metodologia de análise e interpretação. Esta poderá ser qualitativa, quantitativa ou quali- quantitativa. Segundo Minayo (1992), a fase de análise tem três finalidades: compreender os dados coletados, confirmar ou não as hipóteses levantadas enquanto respostas para o problema de pesquisa, e ampliar o conhecimento sobre o assunto pesquisado. A análise propriamente dita será apresentada na próxima seção, mas aqui, seção de metodologia, o autor deve explicar detalhadamente quais as técnicas de análise escolhidas, e como foram aplicadas para se chegar aos resultados. São muitas as metodologias de análise, a exemplo de Gomes (2000), que discute sobre a metodologia qualitativa de análise e aponta três possibilidades: análise por categorias, análise de conteúdo e análise dialética. A análise por categorias, segundo o autor, se refere a um conceito que abrange elementos ou aspectos com características comuns ou que se relacionam entre sí. [...] está ligada a ideia de classe ou série. [...] são empregadas para se estabelecer classificações. [...] trabalhar com elas significa agrupar elementos, ideias ou expressões em torno de um conceito capaz de abranger tudo isso (Gomes, 2000, p. 70).
  • 13.
    Para uma melhorcompreensão, Gomes (2000), expõe este exemplo: caso o tema da pesquisa fosse “Trabalho e Lazer numa fábrica”, o objetivo geral fosse “analisar como se configuram as relações entre trabalho e lazer para os operários” e um dos objetivos específicos fosse “identificar o significado de lazer segundo a opinião dos trabalhadores”. Poderiam ser criadas três categorias: a dos que entendem lazer oposto a trabalho, a dos que mencionam lazer como diversão e a dos que não menciona nada sobre o assunto. Dessa forma todas as respostas seriam classificadas segundo esse critério. Esta seria uma análise por categorias. A análise de conteúdo que, de início, era uma técnica quantitativa, segundo o autor (2000), atualmente apresenta duas funções: seja para responder perguntas ou verificar hipóteses, “através da análise de conteúdo, podemos encontrar respostas para as questões formuladas e também podemos confirmar ou não as afirmações estabelecidas antes do trabalho de investigação (hipóteses). A outra função é de descobrir o que está por trás das respostas dadas, indo além das aparências do que é comunicado. Dentre os exemplos, Gomes cita que esta técnica poderia ser utilizada para “analisar depoimentos de telespectadores que assistem a uma determinada emissora ou de leitores de um determinado jornal para determinar os efeitos dos meios de comunicação de massa”. As metodologias propostas acima são mais adequadas às pesquisas qualitativas, porém, não há impedimento de somarem-se às metodologias quantitativas que usam dados objetivos e técnicas estatísticas de análise. Aliás, uma boa pesquisa deve recorrer a uma diversidade de métodos para ser capaz de chegar à compreensão da realidade de forma o mais eficiente possível, reduzindo assim a margem de erros possíveis em toda pesquisa. As pesquisas envolvendo seres humanos somente serão permitidas com aprovação prévia do projeto de pesquisa por Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), conforme estabelecido pela Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 466 de 12 de dezembro de 2012, sendo o professor orientador o responsável pela pesquisa. Os projetos de pesquisas deverão ser submetidos para análise de CEP por meio da Plataforma Brasil (http://aplicacao.saude.gov.br/plataformabrasil/login.jsf) (Brasil, 2012). Deste modo, encerra-se a metodologia explicitando a obediência aos princípios éticos e legais das pesquisas envolvendo seres humanos.
  • 14.
    PESQUISA DE REVISÃOBIBLIOGRÁFICA OU INTEGRATIVA DEVEM CONSULTAR MODELOS DISPONÍVEIS. 6 RESULTADOS ESPERADOS Descrever os principais resultados que são esperados e seus potenciais reflexos. Deve ser coerente com os indicadores de resultados colocados para o projeto, permitindo a mensuração do alcance dos objetivos e metas propostos.
  • 15.
    REFERÊNCIAS (ver alteraçõesda ABNT 2018 e 2023) A lista de referências deve constar tanto as obras utilizadas. Ou seja, devem ser apresentadas todas as referências utilizadas para elaborar a versão final do projeto. As referências são orientadas através de norma própria, a ABNT-NBR 6023:2018. A sua elaboração deve seguir as orientações abaixo: Referência significa “conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento, que permite sua identificação individual”. A lista de referências, na estrutura de um documento científico, é a primeira parte dos elementos pós-textuais, constituindo-se em informação obrigatória. Antes de iniciar a lista de referências deve-se digitar o título (REFERÊNCIAS), em negrito, letras maiúsculas, tamanho 12, e centralizado por não possuir indicativo numérico. Após o título deve-se deixar um espaço em branco de 1,5 cm e iniciar a lista de referências. As referências são digitadas em espaço simples entre as linhas (1,0), e deixando um espaço simples em branco entre as referências. As referências são alinhadas à margem esquerda e devem ser organizadas por ordem alfabética, a partir do último sobrenome do autor, sendo reunidas em uma única lista, ao final do trabalho. Quanto aos elementos, “a referência é constituída de elementos essenciais e, quando necessário, acrescida de elementos complementares”. Os elementos essenciais “são as informações indispensáveis à identificação do documento”, ou seja, autor(es), título,
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    edição, local, editorae data de publicação. Já os elementos complementares “são as informações que, acrescentadas aos elementos essências, permitem melhor caracterizar os documentos”. Conforme nota da ABNT, “os elementos essenciais e complementares são retirados do próprio documento. Quando isso não for possível, utilizam-se outras fontes de informação, indicando-se os dados assim obtidos entre colchetes”. “A pontuação segue padrões internacionais e deve ser uniforme para todas as referências”. Deve-se utilizar o negrito para destacar o título, exceto nos casos de artigos científicos e jornais, onde destaca-se com negrito o nome da revista ou jornal. Porém, isto não se aplica às obras sem indicação de autoria que inicia com o próprio título, neste caso o destaque é através do uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos e palavras monossilábicas. Vale destacar que, com exceção do último sobrenome, os demais nomes e sobrenomes podem ser abreviados. Caso o autor opte por abreviar, deve-se fazer desta forma em todas as referências. O mesmo vale para o nome das revistas científicas: para abreviatura dos títulos de periódicos nacionais e latino-americanos, consultar o site: http://portal.revistas.bvs.br; os títulos dos demais periódicos devem ser referidos abreviados de acordo com o Index Medicus: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=journals. A regra geral para elaboração de referências orienta-se pela seguinte estrutura, com sua ordem de informações necessárias e pontuação determinada, para o caso dos elementos essenciais: