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Método básico para clarinete(2)
Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura
Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
INTRODUÇÃO
Este método tem por finalidade orientar os primeiros passos para o estudo do
CLARINETE. Consta de breve resenha que se inicia com dados históricos do instrumento
para, em seguida, prestar informações relativas à extensão, postura, estudos para formação
de embocadura, escalas. Conclui com a exposição de algumas canções de fácil execução.
Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura
Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
O CLARINETE
Instrumento de sopro, com palheta simples pertencente ao
grupo das madeiras. Credita-se a invenção do clarinete (ou
clarineta) ao alemão Johann Christoph Denner, em Nurenberg,
provavelmente entre os anos de 1700 e 1707, como um
aperfeiçoamento do Chalumeau, instrumento de madeira em uma
só peça, com orifícios para os dedos e uma ou duas chaves e sem
ação direta dos lábios sobre a palheta.
Tomou a forma atual na década de 1840, com o sistema
de chaves desenvolvido por Theobald Boehm. Na orquestra, o
clarinete mais usado é o clarinete em Si bemol e, em algumas
passagens o Clarone ou Clarinete baixo. O clarinete de J. C.
Denner era um instrumento de dimensões maiores, construído em
duas partes: pavilhão e bocal, e possuía apenas duas chaves, além
de um orifício que permitia obter o 3º harmônico, o que
aumentava a extensão do instrumento.
Em 1720, surge um clarinete mais aperfeiçoado, com
um pavilhão semelhante ao do oboé. Foi este instrumento que
Haendel utilizou na abertura da sua ópera Tamerlano, assim
como Vivaldi nas partes para clarinete de alguns dos seus concertos.
Pouco mais à frente, o clarinete passou a ser construído em 3 seções, o que permitia
substituir algumas partes por outras de diferentes comprimentos (chamados: corps de
rechange ou pièces de rechange), para facilitar a execução em diferentes tonalidades e que
veio dar origem aos clarinetes transpositores atuais em Si bemol e La.
O clarinete baseado no sistema Boehm surge em 1843/44, como uma adaptação realizada
pelo professor do Conservatório de Paris Hyacinthe Klosé, junto com o construtor Auguste
Buffet, do sistema que Boehm inventara alguns anos antes para a flauta. Além disso,
introduziu-se uma peça entre o corpo e a embocadura do instrumento, conhecida como
barrilete, o que permitiu uma estabilização maior da afinação.
CONHECENDO O CLARINETE
O clarinete é composto de 5 partes:
Boquilha - Parte onde se encontra presa a palheta. As palhetas são feitas geralmente de
bambu e possuem um número de 1 até 5 que indica sua rigidez. A palheta no início se
encontra em repouso, através da ponta da língua que a imobiliza. Quando esta é retirada, o
fluxo do sopro a faz vibrar. Este movimento da língua controla a duração das notas
musicais.
Barrilete - Faz a conexão entre a boquilha e a parte superior do corpo. O seu ajuste, através
da inserção maior ou menor de seu encaixe no corpo, permite afinar o clarinete.
Parte superior e parte inferior - Possuem os buracos e as chaves. O clarinete normalmente
utilizado no Brasil e na maior parte do mundo é do tipo BOËHM que possui, no mínimo,
17 chaves.
Campâna - Parte final. Completa a extensão do clarinete.
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Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
Clarinete Montado
ESPECIFICAÇÕES DO CLARINETE :
• Afinação em Si Bemol
• Corpo em ABS ou madeira
• Acabamento das Chaves NIQUELADO
• 17 Chaves
• Parafusos de Aço Inoxidável
• Sistema BOEHM
• 1 Barriletes
• 6 Anéis
• Juntas de Cortiça Natural
• Dimensões: 26cm x 37,5cm x 12cm
(AxCxL)
• Peso: 3Kg
Clarinete desmontado
Todas as peças são de encaixe. Por esse motivo o aluno deverá ter cuidado ao acoplá-las
para evitar danos às chaves.
A EMBOCADURA NO CLARINETE
O estudo deste tópico consiste no aprimoramento da emissão e qualidade sonora no
clarinete, onde veremos a respiração, o posicionamento do lábio na boquilha (embocadura)
e a emissão do som no instrumento.
• Respiração:
Definem-se como respiração a entrada e a saída livre do ar nos pulmões. A ação de respirar
consiste em duas fases:
INSPIRAÇÃO: dilatação da caixa toráxica para a entrada de ar nos pulmões.
EXPIRAÇÃO: ato de os pulmões expelirem o ar inspirado, com a intervenção do
diafragma.
Chaves
Corpos em ABS ou madeira,
superior e inferior
Barrilete
Boquilha
Campana
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Observe a figura abaixo o processo de respiração:
OS PULMÕES, antes e depois de contraído o diafragma. A parte escura mostra o aumento
na capacidade pulmonar.
Não há nenhuma dúvida de que a potência do som depende da quantidade de ar e da
velocidade com que saem dos pulmões. A respiração diafragmática é o tipo de respiração
que o professor deve recomendar, pois é a mais benéfica e correta.
• Embocadura
A forma como se coloca a boquilha na boca dá-se nome de embocadura. Existem vários
tipos de embocaduras, como também existem diferentes boquilhas e palhetas. Temos que
formar um conjunto equilibrado e único para nosso próprio uso. O mesmo conjunto
(embocadura, boquilha e palheta) não funciona bem com outro clarinetista e vice-versa,
justamente pela diversificação de lábios, arcadas dentárias e cavidade bucal.
Como deve ser a embocadura?
O uso dos lábios é aconselhável somente para quem não tem os dentes superiores ou
possui algum tipo de ponte móvel. Consulte um dentista e mostre o seu problema em
relação à boquilha. Se necessário, peça ao seu professor para conversar com o dentista para
expôr como é feito esse apoio dos dentes na boquilha ou mostre esta matéria com os
desenhos das embocaduras, pois isto pode ajudá-lo a encontrar uma solução para seu o
problema. Não é necessário morder a boquilha e, mesmo que você use uma dentadura,
ponte móvel ou dente postiço, isso não é impedimento para o uso da embocadura de apoio
com os dentes. Esse apoio só deverá ser evitado caso venha trazer algum dano à sua saúde.
Sem esses sintomas, você deve usar o apoio dos dentes superiores na boquilha.
Posição da boquilha na boca
Quando somente usamos os lábios para segurar a boquilha em nossa boca, sem o uso dos
dentes superiores, a afinação fica seriamente comprometida em passagens rápidas ou de
intervalos distantes. O músico perde o domínio dos graves e dos agudos, pois não trabalha
os harmônicos, que necessitam da precisão de abertura feita com o apoio dos dentes. Desse
modo, a sonoridade é pequena e a resistência diminui. Se, ainda assim, o músico tira um
som bonito, não se engane! O efeito dura pouco, pois o lábio não tem resistência para
manter o som ou segurar a afinação.
Observe figura abaixo: Apoio dos dentes superiores na boquilha
O lábio inferior ligeiramente virado
entre a palheta e os dentes
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A maneira mostrado na figura acima, é a correta com que o aluno deverá embocar a
boquilha, lembrando que a pressão da boquilha na boca será responsavel pela emissão de
um som afinado e de melhor qualidade. Depois, é só soprar e ver os resultados.
A emissão do som no clarinete
O som no Clarinete é produzido devido à vibração da palheta que é presa por um
abraçadeira junto a boquilha. Com a pressão dos lábios, a coluna de ar passa pelo tubo do
instrumento e sai pelos orifícos ou pelas chaves transformando-se nas diversas notas
musicias.
Aconselhamos o aluno como forma de adaptação à boquilha, iniciar o estudo do sopro
primeiramente só com a mesma e o barrilhete, isso para que o aluno possa se familiarizar
com a forma de soprar o instrumento. Posteriormente é que se sopra com o instrumento
completamente montado.
POSTURA CORRETA DO CLARINETISTA
O Aluno deve estar relaxado, pés confortavelmente separados, cabeça na posição horizontal
e ombros para baixo. Tal procedimento auxilia na boa qualidade da respiração. Os braços
devem se posicionar um pouco à frente do corpo. O Clarinete deve formar, em relação ao
corpo do executante, um ângulo de 45 graus. Os movimentos dos dedos devem ser discretos
e leves. Se o executante movimentar os dedos descontroladamente, isto dificultará a
execução no instrumento. Quando estiver tocando sentado, mantenha a mesma postura. Ver
figura na próxima figura:
Figura: Postura do clarinetista.
Palheta
Boquilha
Posição incorreta que
não deve ser aplicada
Posição correta que
deve ser aplicada
Posição correta que
deve ser aplicada
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DIGITAÇÃO DO CLARINETE
Observe na figura abaixo como se desenvolve a digitação (posicionamento dos dedos no
instrumento) do clarinete:
O Aluno deverá observar a disposição dos dedos nos orifícios como mostra a figura abaixo
para uma boa afinação e qualidade da emissão sonora.
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ESTUDANDO AS ESCALAS NO CLARINETE
Conhecidos todos os procedimentos iniciais do clarinete agora o aluno deverá iniciar o
estudo de escalas, este estudo deverá ser lento e feito com notas longas, para que o aluno
possa fixar a altura das notas e aperfeiçoar o som no instrumento. A escala que aluno
deverá iniciar o estudo será a de Dó maior, como mostra estudo abaixo e depois seguindo o
estudo com as outras escalas. Sempre lembrando que o estudo deve ser feito bem lento e
com notas longas, de acordo, com a fixação e melhora da execução é que o aluno deverá
acelerar o estudo.
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PARTITURAS PARA ESTUDAR NO CLARINETE
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DICAS PARA O CLARINETE
CUIDADOS COM O CLARINETE
Para ter um instrumento sempre em perfeitas condições é necessário,
antes de tudo, tratá-lo muito bem. Alguns cuidados são essenciais para
que o clarinete tenha uma vida útil e longa bastando, apenas, alguns
cuidados bem simples. Segue, abaixo, uma série de procedimentos que
serão úteis para manter o clarinete com uma boa aparência e um bom
funcionamento.
ESTOJO
O estojo não serve somente para guardar o clarinete, mas também para
protegê-lo de pancadas e coisas do tipo. Existe, também, uma espécie de
bolsa que serve para transportá-lo. É bem mais prática para quem pega
ônibus é bem mais prático do que com o estojo, mas não oferece uma
proteção tão boa quanto o outro.
SECANDO O CLARINETE
Após terminar de tocar o instrumento, você deve sempre secar suas partes.
Para isso, retire a boquilha, a palheta da boquilha e enxugue-os bem. No
caso da palheta, basta passar um pano ou flanela apertando-a levemente. O
ideal seria colocá-la numa folha de papel vegetal dentro de um livro. A
pressão faz a umidade ser transferida para a folha. Para limpar o clarinete
por dentro você deve usar escovas especiais de secagem que são encontradas
com facilidade em lojas de acessórios para instrumentos musicais. Mas, se
você não tem esse tipo de escova, faça da seguinte maneira: Arrume um
pedaço de barbante resistente, um pesinho (pode ser um parafuso, porca etc.)
e um pano macio de preferência que não solte fiapos (recomenda-se aquele
pano que se usa em fraldas). Prenda o peso numa extremidade e o pano na
outra. Recomenda-se que se cubra o peso com uma fita (pode ser
esparadrapo). Isso evita que se arranhe o seu instrumento. Introduza o peso pela campana
do clarinete. Manobre o instrumento de maneira que o peso saia pelo outro lado. Puxe o
barbante com o pano e repita a operação quantas vezes forem necessárias. O mesmo deve
ser feito com a boquilha.
LIMPANDO O CLARINETE
Após o uso, o mais indicado é passar uma flanela ou um pano macio em toda a superfície
do clarinete, passando pelas chaves e anéis e os espaços entre eles, tudo com muito cuidado
para que não empene o mecanismo das chaves e anéis do clarinete dada a sua sensibilidade.
Este procedimento evita o acumulo de crostas e a oxidação das chaves e anéis do
instrumento.

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Método básico para clarinete(2)

  • 2. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 INTRODUÇÃO Este método tem por finalidade orientar os primeiros passos para o estudo do CLARINETE. Consta de breve resenha que se inicia com dados históricos do instrumento para, em seguida, prestar informações relativas à extensão, postura, estudos para formação de embocadura, escalas. Conclui com a exposição de algumas canções de fácil execução.
  • 3. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 O CLARINETE Instrumento de sopro, com palheta simples pertencente ao grupo das madeiras. Credita-se a invenção do clarinete (ou clarineta) ao alemão Johann Christoph Denner, em Nurenberg, provavelmente entre os anos de 1700 e 1707, como um aperfeiçoamento do Chalumeau, instrumento de madeira em uma só peça, com orifícios para os dedos e uma ou duas chaves e sem ação direta dos lábios sobre a palheta. Tomou a forma atual na década de 1840, com o sistema de chaves desenvolvido por Theobald Boehm. Na orquestra, o clarinete mais usado é o clarinete em Si bemol e, em algumas passagens o Clarone ou Clarinete baixo. O clarinete de J. C. Denner era um instrumento de dimensões maiores, construído em duas partes: pavilhão e bocal, e possuía apenas duas chaves, além de um orifício que permitia obter o 3º harmônico, o que aumentava a extensão do instrumento. Em 1720, surge um clarinete mais aperfeiçoado, com um pavilhão semelhante ao do oboé. Foi este instrumento que Haendel utilizou na abertura da sua ópera Tamerlano, assim como Vivaldi nas partes para clarinete de alguns dos seus concertos. Pouco mais à frente, o clarinete passou a ser construído em 3 seções, o que permitia substituir algumas partes por outras de diferentes comprimentos (chamados: corps de rechange ou pièces de rechange), para facilitar a execução em diferentes tonalidades e que veio dar origem aos clarinetes transpositores atuais em Si bemol e La. O clarinete baseado no sistema Boehm surge em 1843/44, como uma adaptação realizada pelo professor do Conservatório de Paris Hyacinthe Klosé, junto com o construtor Auguste Buffet, do sistema que Boehm inventara alguns anos antes para a flauta. Além disso, introduziu-se uma peça entre o corpo e a embocadura do instrumento, conhecida como barrilete, o que permitiu uma estabilização maior da afinação. CONHECENDO O CLARINETE O clarinete é composto de 5 partes: Boquilha - Parte onde se encontra presa a palheta. As palhetas são feitas geralmente de bambu e possuem um número de 1 até 5 que indica sua rigidez. A palheta no início se encontra em repouso, através da ponta da língua que a imobiliza. Quando esta é retirada, o fluxo do sopro a faz vibrar. Este movimento da língua controla a duração das notas musicais. Barrilete - Faz a conexão entre a boquilha e a parte superior do corpo. O seu ajuste, através da inserção maior ou menor de seu encaixe no corpo, permite afinar o clarinete. Parte superior e parte inferior - Possuem os buracos e as chaves. O clarinete normalmente utilizado no Brasil e na maior parte do mundo é do tipo BOËHM que possui, no mínimo, 17 chaves. Campâna - Parte final. Completa a extensão do clarinete.
  • 4. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 Clarinete Montado ESPECIFICAÇÕES DO CLARINETE : • Afinação em Si Bemol • Corpo em ABS ou madeira • Acabamento das Chaves NIQUELADO • 17 Chaves • Parafusos de Aço Inoxidável • Sistema BOEHM • 1 Barriletes • 6 Anéis • Juntas de Cortiça Natural • Dimensões: 26cm x 37,5cm x 12cm (AxCxL) • Peso: 3Kg Clarinete desmontado Todas as peças são de encaixe. Por esse motivo o aluno deverá ter cuidado ao acoplá-las para evitar danos às chaves. A EMBOCADURA NO CLARINETE O estudo deste tópico consiste no aprimoramento da emissão e qualidade sonora no clarinete, onde veremos a respiração, o posicionamento do lábio na boquilha (embocadura) e a emissão do som no instrumento. • Respiração: Definem-se como respiração a entrada e a saída livre do ar nos pulmões. A ação de respirar consiste em duas fases: INSPIRAÇÃO: dilatação da caixa toráxica para a entrada de ar nos pulmões. EXPIRAÇÃO: ato de os pulmões expelirem o ar inspirado, com a intervenção do diafragma. Chaves Corpos em ABS ou madeira, superior e inferior Barrilete Boquilha Campana
  • 5. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 Observe a figura abaixo o processo de respiração: OS PULMÕES, antes e depois de contraído o diafragma. A parte escura mostra o aumento na capacidade pulmonar. Não há nenhuma dúvida de que a potência do som depende da quantidade de ar e da velocidade com que saem dos pulmões. A respiração diafragmática é o tipo de respiração que o professor deve recomendar, pois é a mais benéfica e correta. • Embocadura A forma como se coloca a boquilha na boca dá-se nome de embocadura. Existem vários tipos de embocaduras, como também existem diferentes boquilhas e palhetas. Temos que formar um conjunto equilibrado e único para nosso próprio uso. O mesmo conjunto (embocadura, boquilha e palheta) não funciona bem com outro clarinetista e vice-versa, justamente pela diversificação de lábios, arcadas dentárias e cavidade bucal. Como deve ser a embocadura? O uso dos lábios é aconselhável somente para quem não tem os dentes superiores ou possui algum tipo de ponte móvel. Consulte um dentista e mostre o seu problema em relação à boquilha. Se necessário, peça ao seu professor para conversar com o dentista para expôr como é feito esse apoio dos dentes na boquilha ou mostre esta matéria com os desenhos das embocaduras, pois isto pode ajudá-lo a encontrar uma solução para seu o problema. Não é necessário morder a boquilha e, mesmo que você use uma dentadura, ponte móvel ou dente postiço, isso não é impedimento para o uso da embocadura de apoio com os dentes. Esse apoio só deverá ser evitado caso venha trazer algum dano à sua saúde. Sem esses sintomas, você deve usar o apoio dos dentes superiores na boquilha. Posição da boquilha na boca Quando somente usamos os lábios para segurar a boquilha em nossa boca, sem o uso dos dentes superiores, a afinação fica seriamente comprometida em passagens rápidas ou de intervalos distantes. O músico perde o domínio dos graves e dos agudos, pois não trabalha os harmônicos, que necessitam da precisão de abertura feita com o apoio dos dentes. Desse modo, a sonoridade é pequena e a resistência diminui. Se, ainda assim, o músico tira um som bonito, não se engane! O efeito dura pouco, pois o lábio não tem resistência para manter o som ou segurar a afinação. Observe figura abaixo: Apoio dos dentes superiores na boquilha O lábio inferior ligeiramente virado entre a palheta e os dentes
  • 6. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 A maneira mostrado na figura acima, é a correta com que o aluno deverá embocar a boquilha, lembrando que a pressão da boquilha na boca será responsavel pela emissão de um som afinado e de melhor qualidade. Depois, é só soprar e ver os resultados. A emissão do som no clarinete O som no Clarinete é produzido devido à vibração da palheta que é presa por um abraçadeira junto a boquilha. Com a pressão dos lábios, a coluna de ar passa pelo tubo do instrumento e sai pelos orifícos ou pelas chaves transformando-se nas diversas notas musicias. Aconselhamos o aluno como forma de adaptação à boquilha, iniciar o estudo do sopro primeiramente só com a mesma e o barrilhete, isso para que o aluno possa se familiarizar com a forma de soprar o instrumento. Posteriormente é que se sopra com o instrumento completamente montado. POSTURA CORRETA DO CLARINETISTA O Aluno deve estar relaxado, pés confortavelmente separados, cabeça na posição horizontal e ombros para baixo. Tal procedimento auxilia na boa qualidade da respiração. Os braços devem se posicionar um pouco à frente do corpo. O Clarinete deve formar, em relação ao corpo do executante, um ângulo de 45 graus. Os movimentos dos dedos devem ser discretos e leves. Se o executante movimentar os dedos descontroladamente, isto dificultará a execução no instrumento. Quando estiver tocando sentado, mantenha a mesma postura. Ver figura na próxima figura: Figura: Postura do clarinetista. Palheta Boquilha Posição incorreta que não deve ser aplicada Posição correta que deve ser aplicada Posição correta que deve ser aplicada
  • 7. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 DIGITAÇÃO DO CLARINETE Observe na figura abaixo como se desenvolve a digitação (posicionamento dos dedos no instrumento) do clarinete: O Aluno deverá observar a disposição dos dedos nos orifícios como mostra a figura abaixo para uma boa afinação e qualidade da emissão sonora.
  • 8. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 ESTUDANDO AS ESCALAS NO CLARINETE Conhecidos todos os procedimentos iniciais do clarinete agora o aluno deverá iniciar o estudo de escalas, este estudo deverá ser lento e feito com notas longas, para que o aluno possa fixar a altura das notas e aperfeiçoar o som no instrumento. A escala que aluno deverá iniciar o estudo será a de Dó maior, como mostra estudo abaixo e depois seguindo o estudo com as outras escalas. Sempre lembrando que o estudo deve ser feito bem lento e com notas longas, de acordo, com a fixação e melhora da execução é que o aluno deverá acelerar o estudo.
  • 9. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
  • 10. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 PARTITURAS PARA ESTUDAR NO CLARINETE
  • 11. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
  • 12. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
  • 13. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
  • 14. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008
  • 15. Governo do Estado do Ceará – Secretaria da Cultura Sistema Estadual de Bandas de Música – Apostila editada em Setembro/2008 DICAS PARA O CLARINETE CUIDADOS COM O CLARINETE Para ter um instrumento sempre em perfeitas condições é necessário, antes de tudo, tratá-lo muito bem. Alguns cuidados são essenciais para que o clarinete tenha uma vida útil e longa bastando, apenas, alguns cuidados bem simples. Segue, abaixo, uma série de procedimentos que serão úteis para manter o clarinete com uma boa aparência e um bom funcionamento. ESTOJO O estojo não serve somente para guardar o clarinete, mas também para protegê-lo de pancadas e coisas do tipo. Existe, também, uma espécie de bolsa que serve para transportá-lo. É bem mais prática para quem pega ônibus é bem mais prático do que com o estojo, mas não oferece uma proteção tão boa quanto o outro. SECANDO O CLARINETE Após terminar de tocar o instrumento, você deve sempre secar suas partes. Para isso, retire a boquilha, a palheta da boquilha e enxugue-os bem. No caso da palheta, basta passar um pano ou flanela apertando-a levemente. O ideal seria colocá-la numa folha de papel vegetal dentro de um livro. A pressão faz a umidade ser transferida para a folha. Para limpar o clarinete por dentro você deve usar escovas especiais de secagem que são encontradas com facilidade em lojas de acessórios para instrumentos musicais. Mas, se você não tem esse tipo de escova, faça da seguinte maneira: Arrume um pedaço de barbante resistente, um pesinho (pode ser um parafuso, porca etc.) e um pano macio de preferência que não solte fiapos (recomenda-se aquele pano que se usa em fraldas). Prenda o peso numa extremidade e o pano na outra. Recomenda-se que se cubra o peso com uma fita (pode ser esparadrapo). Isso evita que se arranhe o seu instrumento. Introduza o peso pela campana do clarinete. Manobre o instrumento de maneira que o peso saia pelo outro lado. Puxe o barbante com o pano e repita a operação quantas vezes forem necessárias. O mesmo deve ser feito com a boquilha. LIMPANDO O CLARINETE Após o uso, o mais indicado é passar uma flanela ou um pano macio em toda a superfície do clarinete, passando pelas chaves e anéis e os espaços entre eles, tudo com muito cuidado para que não empene o mecanismo das chaves e anéis do clarinete dada a sua sensibilidade. Este procedimento evita o acumulo de crostas e a oxidação das chaves e anéis do instrumento.