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MCD-TV: APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA COM OBJETO
DE APRENDIZAGEM OBA-MC NA TV DIGITAL
Marcos Vinicius Lima1
, Carla Katarina Marques2
, Rommel Lima3
, José Osvaldo
Chaves4
, Thiago da Silva5
, Karl Ferreira6
1
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA,
marcos.engsoft@gmail.com
2
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, carlakatarina@uern.br
3
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, rommelwladimir@uern.br
4
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA,
oswaldo.mesquita@gmail.com
5
Programa de Pós-Graduação em Sistemas Computacionais – PPgSC UFRN, trsilva.si@gmail.com
6
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA,
karlhansimuller@gmail.com
Resumo – A educação mediada pela TV analógica é utilizada há anos como forma
de levar formação e conhecimento à grande parte da população, alcançando desde
regiões remotas a grandes centros urbanos do país. Embora este tipo de educação
tenha trazido muitos benefícios ao longo do tempo, ele apresenta alguns problemas:
inexistência de interatividade entre o telespectador (aluno) e o conteúdo transmitido
pela emissora de TV; dificuldade de criar relacionamentos entre os conteúdos
apresentados e de saber, de forma clara e objetiva, qual nível os alunos devem
alcançar em cada um dos conteúdos trabalhados. Como forma de ajudar a suprir
estas dificuldades, este trabalho apresenta MCD-TV, uma aplicação desenvolvida
para o ambiente DTVi que se baseia em teorias pedagógicas consolidadas
(Aprendizagem Significativa e Taxionomia de Bloom) e faz uso de objeto de
aprendizagem OBA-MC, trazendo uma nova experiência educativa para
incrementar o processo de ensino-aprendizagem em T-Learning. Para atingir seus
objetivos, a aplicação apresenta os conteúdos de cursos/disciplinas de forma
gráfica, utilizando-se de hierarquização, relacionamentos, objetivos educacionais e
recursos pedagógicos; a fim de torná-los mais significativos para alunos e
professores; além de disponibilizar um importante mecanismo que relaciona os
diversos conteúdos de cursos/disciplinas com a programação transmitida pelas
emissoras de TV, ampliando assim o horizonte cultural de professores e alunos.
Palavras-chave: T-Learning, OBA-MC, Mapa de Conteúdos, Mapa de
Dependências.
Abstract – Education mediated by analogic TV has been used for years as a way to
bring training and knowledge to most of the population, achieving remote areas up
to large urban centers. Although this type of education has brought many benefits
along time, it presents some problems: inexistence of interactivity between the
television viewer (student) and the content broadcast on TV; difficulty of creating
relationships between the contents and know so clearly and objectively, what level
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students must achieve in each of the contents worked. As a way to help supply these
difficulties, this paper presents MCD-TV, an application developed for the DTVi
environment that is based on pedagogical theories consolidated (Meaningful
Learning and Bloom's Taxonomy) and makes use of OBA-MC learning object,
bringing a new educational experience to enhance the teaching-learning process in
T-Learning. To reach its objectives, the application will show the contents of
courses / subjects graphically, using the hierarchy, relationships, educational
objectives and teaching resources, in order to make them more meaningful to
students and teachers, in addition to providing an important mechanism that lists
the various contents of courses / subjects with programming broadcast by TV
stations, thereby extending the cultural horizons of teachers and students.
Keywords: T-Learning, OBA-MC, Contents Map, Dependence Map.
1. Introdução
Na década de 50 iniciaram-se as transmissões da televisão analógica brasileira, começando
pela TV Tupi, que transmitia sua programação para um seleto grupo de pessoas que tinha
aparelho de televisão (TV) em casa (Ribeiro et al., 2010).
Com o passar do tempo, a TV se popularizou e de acordo com o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE, 2011), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (PNAD) mostram que a TV ocupa posição de destaque nos lares do Brasil,
estando presente em 96,9% do total de domicílios particulares permanentes no ano de 2011.
Ainda segundo esta mesma pesquisa, observa-se que em 2011 o computador com acesso à
Internet estava presente em apenas 36,5% dos lares brasileiros, mostrando que dentre todas as
possíveis tecnologias utilizadas pela Educação a Distância (EAD), a TV é a única tecnologia
que tem um alcance realmente expressivo em todas as classes da população.
Todo o crescimento e sucesso da TV ao longo dos anos impulsionou a implantação de
várias iniciativas de caráter educacional, como a criação: da TV Cultura, da TV Escola, dos
Telecursos, das TVs educativas nos diversos estados, dos programas educativos, dentre outras
(Blois, 1996). Independentemente da emissora, buscava-se levar educação a milhares de
pessoas por meio de diversos programas que basicamente seguiam o mesmo modelo: todos
eram transmitidos sem que houvesse uma maior interação com o público. A pouca interação
existente era realizada por cartas ou telefonemas, sendo estas as formas mais utilizadas para
suprir uma das deficiências da TV analógica: a impossibilidade de interação entre o público e
a emissora e/ou programa por meio do aparelho de TV. Na TV analógica a interação existente
entre o aparelho de TV e o telespectador limita-se a ligar/desligar a TV, mudar de canal e
aumentar/baixar a intensidade do volume do áudio.
Em 26 de novembro de 2003, foi instituído o Sistema Brasileiro de TV Digital
(SBTVD), por meio do Decreto nº 4.901, que tinha como objetivo: promover a inclusão social
e digital, propiciar rede universal de EAD, aprimorar a qualidade de áudio e vídeo das
transmissões, entre outras características inovadoras (Casa Civil, 2003).
Em 29 de junho de 2006, por meio do Decreto nº 5.820, foi definida as diretrizes de
implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T) na plataforma
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de transmissão e retransmissão de sinais de radiodifusão de sons e imagens, tendo três
possibilidades advindas com a adoção do sistema: (i) transmissão digital em alta definição
(HDTV) e em definição padrão (SDTV); (ii) transmissão digital simultânea para recepção
fixa, móvel e portátil; e (iii) interatividade (Casa Civil, 2006).
As transmissões do SBTVD-T se iniciaram em 02 de dezembro de 2007, começando
pela cidade de São Paulo. O sistema trouxe imagens em alta definição, som digital, guia
eletrônico de programação (EPG) na própria tela da TV e a possibilidade de interação do
público com a emissora e/ou programa por meio de aplicações interativas, a chamada DTVi
(DTV 2012).
Com toda a evolução e mudanças ocorridas no cenário da TV faz-se necessário,
portanto, explorar de forma mais intensa os novos recursos e características da DTVi para
melhoria do processo de aprendizagem em massa pela TV, podendo ser um grande aliado para
romper fronteiras e levar educação superior e inclusão digital à áreas remotas do país. Neste
contexto, este artigo tem como objetivo apresentar a aplicação para DTVi Mapas de
Conteúdos e Dependências na TV (MCD-TV), que faz uso do Objeto de Aprendizagem Mapa
de Conteúdos (OBA-MC) definido por Silva (2013) a fim de tornar os conteúdos de cursos ou
disciplinas mais significativos para professores e alunos. Além de ampliar a experiência
interativa do telespectador por meio da incorporação de serviço de recomendação de
programas televisivos para apoio aos conteúdos apresentados.
Para isto, este artigo está organizado da seguinte maneira: a Seção 2 apresenta
conceitos e características importantes da DTVi. Na Seção 3 é apresentado o objeto OBA-
MC, responsável pelo encapsulamento de cursos ou disciplinas. A Seção 4 mostra a aplicação
interativa MCD-TV. E por fim, na Seção 5, são descritas as considerações finais.
2. TV Digital Interativa
Embora o SBTVD tenha entrado em operação no final de 2007, iniciando pela cidade de São
Paulo, até maio de 2012 o sinal digital estava disponível em apenas 508 cidades brasileiras,
alcançando 46,42% dos domicílios, sendo a maioria nas regiões sudeste e sul (Anatel apud
Teleco, 2012a).
A meta inicial do Governo Federal era de alcançar ou superar a cobertura do sinal
analógico até 2016, quando seria oferecido apenas o sinal digital (Possebon, 2012), mas o
prazo final para o corte do sinal analógico foi adiado para 2018, disponibilizando assim mais
tempo de adequação para que as famílias brasileiras possam comprar aparelhos de TV e
conversores digitais (Borba, 2013).
Diferentemente da TV analógica, a TV Digital é vista como um agente de inclusão
digital, disponibilizando aos cidadãos acesso à informação, EAD e serviços sociais por meio
do próprio aparelho de TV (Ginga, 2012). É importante observar que esta nova tecnologia traz
mais benefícios do que a troca de sinal analógico para digital e a utilização de novos
equipamentos (set-top boxes e aparelhos de TV modernos), ela traz transmissão de vídeos em
alta resolução (High Definition – HD), sons em alta definição, envio de aplicativos (software)
para o receptor que se encontra no ambiente do telespectador, possibilidade de
multiprogramação, mobilidade, entre outros recursos.
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São os aplicativos disponibilizados para TV Digital que permitem que ocorra interação
direta entre o telespectador e a emissora/programa por meio do próprio aparelho de TV. É a
chamada TV Digital Interativa – DTVi (DTV, 2012). De acordo com as normas do SBTVD,
na DTVi são permitidos quatro níveis de interatividade: (a) interatividade local; (b) com canal
de retorno unidirecional; (c) com canal de retorno bidirecional; e (d) interatividade plena
(Soares e Barbosa, 2009).
É importante ressaltar que o canal de retorno na DTVi, também conhecido como canal
de interatividade, é responsável por permitir que as diversas aplicações desenvolvidas possam
acessar a Internet e servidores remotos existentes nas emissoras (Teleco, 2012b). E que o
componente responsável por facilitar o desenvolvimento de todas estas aplicações é
conhecido como Ginga.
2.1. Ginga
Ginga é um middleware de especificação aberta embarcado em conversores (set-top boxes) e
em televisores com tecnologia digital com interatividade, tendo duas funções principais: (a)
tornar as aplicações independentes do sistema operacional da plataforma de hardware e (b)
oferecer um melhor suporte ao desenvolvimento de aplicações interativas (DTV, 2012).
De acordo com Coulouris et al. (2011) “o termo middleware se aplica a uma camada
de software que fornece uma abstração de programação, assim como o mascaramento de
heterogeneidades das redes, do hardware, de sistemas operacionais e linguagens de
programação”. No ambiente de TV Digital o middleware Ginga oferece, portanto, serviços
padronizados à camada de aplicação, permitindo um ocultamento e abstração das camadas
inferiores e seus serviços, como: compressão, transporte e modulação. A Figura 1 apresenta a
arquitetura de camadas do SBTVD, onde é possível observar que as diversas aplicações
(APL1, APL2, ..., APLn) estão posicionadas imediatamente após a camada do middleware
Ginga, permitindo que os desenvolvedores de aplicações não fiquem presos ao tipo de
hardware utilizado pelos equipamentos.
Figura 1 – Arquitetura em camadas da TV Digital Brasileira
De acordo com Soares (2009) as aplicações desenvolvidas com a utilização do
middleware Ginga podem utilizar dois ambientes distintos: o declarativo (Ginga-NCL/Lua) e
o imperativo (Ginga-J/Java). As facilidades de cada um deles podem ser utilizadas pelos
desenvolvedores por meio de Application Programming Interfaces (APIs) bilaterais padrões
sobre um núcleo comum chamado de Ginga-CC (Common Core). A Figura 2 ilustra a
arquitetura do middleware Ginga.
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Figura 2 – Arquitetura do middleware Ginga
O ambiente utilizado neste trabalho de pesquisa é o Ginga-NCL/Lua, visto que a
linguagem de script Lua é mais leve, eficiente, portável (funciona em set-top boxes e
celulares) e livre de licença.
2.2. Aplicações para TV Digital
As aplicações desenvolvidas para Ginga podem ser classificadas de acordo com o tipo de
serviço, como por exemplo: (i) Serviços de Informação – EPG, notícias, previsão do tempo,
informações de trânsito, entre outros; (ii) Comunicação – correio eletrônico, bate-papo, entre
outros; (iii) Entretenimento – jogos, vídeo sob demanda, entre outros; (iv) Serviços
Comerciais – serviços bancários, comércio eletrônico, entre outros; (v) Governo Eletrônico –
portais de informações de serviços dos governos federal, estadual e municipal; (vi) T-
Learning – jogos educacionais, educação básica, educação profissional, educação superior,
entre outros. Este último grupo faz parte do objeto de estudo deste trabalho.
O termo T-Learning é uma especialização do conceito de E-Learning (Masie, 1999).
Ele é utilizado quando se fala em aprendizagem por meio da TV Digital (Lytras et al., 2002;
Zhao, 2002; Gupta, 2003). No T-Learning, não se separa TV, cultura, informação e
entretenimento, sendo necessária, portanto, a criação de estratégias específicas para este
ambiente, onde a presença da interatividade, de acordo com Pretto e Ferreira (2006), torna-se
imprescindível, pois traz a possibilidade de alunos e professores tornarem-se autores e
coautores de conhecimentos significativos.
As aplicações interativas ainda podem ser agrupadas em quatro categorias básicas de
acordo com o relacionamento existente com a programação e segundo a necessidade de
utilização de canal de retorno, como pode ser observado na Figura 3. É importante perceber
que aplicações para EAD podem estar presentes em qualquer uma das quatro categorias,
mostrando o grande potencial da tecnologia de DTVi para educação.
3. Objeto de Aprendizagem OBA-MC
OBA-MC é um modelo de Objeto de Aprendizagem (OA) em concordância com as
especificações do padrão Shareable Content Object Reference Model (SCORM), que
encapsula o resultado das ferramentas propostas na tese de Lima (2009), Mapa de Conteúdos
(MC) e Mapa de Dependências (MD), em um pacote Shareable Content Object (SCO),
permitindo assim, que outros sistemas (compatíveis com SCORM) possam importar e exibir
corretamente os objetos desenvolvidos (Silva, 2013). As ferramentas MC e MD adotam uma
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metodologia de planejamento baseada em Objetivos Educacionais (OE) por intermédio de
teorias pedagógicas consolidadas, como Aprendizagem Significativa e Taxionomia de Bloom,
podendo ser utilizadas na modalidade de ensino presencial ou em EAD.
Figura 3 – Classificação das aplicações interativas
Com OBA-MC o professor conta, além das funcionalidades habituais das ferramentas
MC e MD, com a inclusão de duas etapas no processo de desenvolvimento do OBA-MC: (i)
importação e (ii) exportação.
(i) Importação: esta etapa é utilizada quando o professor deseja verificar possíveis
adaptações do modelo criado. Todos os relacionamento e estruturas são carregados do pacote
SCO e inseridos nas ferramentas MC e MD modificadas por Silva (2013).
(ii) Exportação: esta etapa é responsável pela organização e preparação de todos os
requerimentos técnicos necessários para que o pacote SCO esteja totalmente em conformidade
com o padrão SCORM. Para isto são incluídos alguns metadados que descrevem: (a) pacote,
com conteúdo e componentes individuais básicos; (b) organização que define a ordem que os
recursos digitais devem ser entregues; (c) os arquivos físicos relacionados. O pacote SCO
criado pelo módulo no final da etapa de exportação é encapsulado em um arquivo ZIP,
facilitando o armazenamento, transporte e a recuperação.
As etapas descritas fazem parte do módulo OBA-MC (ver Figura 4) que foi
adicionado ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) Moodle. O módulo OBA-MC gera
um pacote que contém um arquivo manifesto (imsmanifest.xml), um arquivo padrão LOM
(imslrm.xml), a estrutura do curso em XML e outros arquivos como documentos PDF, DOC,
PPT, AVI, dentre outros.
O Learning Object Metadata (LOM) é um modelo que busca especificar a estrutura e
a semântica dos metadados de OAs, definindo os atributos necessários para permitir que os
OAs sejam gerenciados, avaliados e localizados (Silva, 2007). Alguns atributos relevantes que
podem ser citados são: tipo do objeto, idioma, autor, palavras-chave, formato, proprietário,
entre outros. É importante observar que o pacote OBA-MC exportado pode ser distribuído em
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Repositório de Objetos de Aprendizagem (ROA) e reutilizado em qualquer ambiente
compatível com o padrão SCORM (somente para exibição).
Figura 4 – Módulo OBA-MC (Silva, 2013) – Figura adaptada pelos autores
4. Aplicação Interativa MCD-TV
Na TV analógica, um dos grandes problemas existentes é a falta de uma maior interatividade
entre o público e a emissora e/ou programa. Para ilustrar as dificuldades que podem ocorrer,
considere o cenário onde um estudante está se preparando para o Exame Nacional do Ensino
Médio (ENEM) por meio de EAD do Projeto Quimeia1
. Este estudante tem a sua disposição:
(i) Revista Quimeia com os conteúdos das disciplinas abordadas e exercícios; (ii) vídeos com
as explanações dos conteúdos abordados (disponíveis em DVD que acompanha cada revista e
em programa televisivo exibido na TV Mossoró); (iii) fórum com professores on-line para
esclarecimentos de dúvidas.
Para que um aluno possa participar do curso é preciso assistir aos programas/aulas
(conteúdos) e realizar atividades contidas em vários fascículos de apoio (recursos/atividades)
que são distribuídos em pontos de vendas. Qualquer tipo de contato com a organização do
curso poderá ser realizado pela Internet, desde informações simples até esclarecimento de
dúvidas.
O cenário apresentado pode trazer diversos entraves para o aprendizado de alguns
alunos: (a) o relacionamento existente entre os conteúdos apresentados pode não ser tão claro,
principalmente por estarem espalhados por vários programas/aulas e fascículos; (b) é difícil
para o aluno saber exatamente qual nível o professor está esperando que ele atinja em cada
um dos conteúdos; (c) a ligação entre conteúdos e recursos pode ser perdida facilmente; (d) o
aluno pode ficar limitado apenas aos programas/aulas oferecidos; (e) não existe, por exemplo,
ligação extra entre os conteúdos e a programação televisiva oferecida pelas diversas emissoras
da cidade. Com base nos problemas apresentados, este artigo propõe uma solução por meio da
utilização de uma aplicação para DTVi, chamada: MCD-TV.
MCD-TV é uma aplicação Ginga-NCL/Lua desenvolvida para DTVi, que pode ser
utilizada em qualquer nível de ensino e tem como base teorias pedagógicas consolidadas
(Aprendizagem Significativa e Taxionomia de Bloom) e tem como objetivo trazer para o
ambiente da TV uma maior significância dos conteúdos apresentados para os alunos,
1
Disponível em: http://www.quimeia.com.br/
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possibilitando também melhor planejamento para professores. Para atingir seu objetivo a
aplicação faz uso de arquivo eXtensible Markup Language (XML) derivado de pacote OBA-
MC (para exibição do Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências) e pEPG (que permite
exibir o relacionamento existente entre conteúdos e a programação transmitidas pelas diversas
emissoras de TV aberta).
Para que a aplicação MCD-TV funcione perfeitamente faz-se necessário o uso da
arquitetura apresentada na Figura 5. Nela é possível observar a presença de alguns
componentes: (a) Emissora de TV – responsável pelo envio em broadcasting da programação
televisiva, tabela EIT contendo os metadados da programação, aplicação MDC-TV e os
cursos/disciplinas de interesse da emissora por meio de OBA-MC XML; (b)
Telespectador/Aluno EAD – local que receberá a transmissão da emissora e executará a
aplicação MCD-TV se a TV possuir interatividade, ou seja, se tiver o Ginga embarcado; (c)
Web Service para Aquisição de OBA-MC XML – responsável por serviços de pesquisa e
recuperação de cursos/disciplinas e mapeamento do OBA-MC em XML; (d) Repositório
OBA-MC – responsável por armazenar os diversos cursos/disciplinas disponíveis.
Figura 5 – Arquitetura MCD-TV
É importante observar que o mapeamento de OBA-MC para XML se faz necessário
para evitar o envio de grandes quantidades de dados para TV Digital, visto que o tamanho de
um pacote OBA-MC pode ter vários Megabytes e os aparelhos de TV e set-top boxes possuem
memória limitada. O XML utilizado é uma extensão da descrição de mapas conceituais
utilizado pela ferramenta IHMC CmapTools2
, onde foram realizadas inclusões de novos
elementos e atributos, como por exemplo: objetivo educacional.
4.1. MCD-TV em Ação
O aluno utilizando MCD-TV pode: (a) listar uma grande variedade de cursos/disciplinas; (b)
visualizar os diversos conteúdos e relacionamentos de cursos/disciplinas – Mapa de
Conteúdos; (c) listar recursos e objetivos educacionais de conteúdos; (d) visualizar objetivos
educacionais e os comportamentos necessários para se atingir estes objetivos – Mapa de
Dependências; (e) visualizar o Guia Eletrônico de Programação Personalizado (do Inglês
Personalized Electronic Program Guide – pEPG), que para esta aplicação informa a
programação televisiva das diversas emissoras que possui algum relacionamento com o
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Disponível em: http://cmap.ihmc.us/
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curso/disciplina selecionado.
Para facilitar o entendimento de como a aplicação MCD-TV funciona, na Figura 6 é
apresentado um diagrama de atividades UML geral da aplicação. Na inicialização da
aplicação MCD-TV os cursos/disciplinas transmitidos pela emissora (em formato OBA-MC
XML) são recebidos. Em seguida a lista de cursos/disciplinas é apresentada na tela da TV. O
telespectador, então, pode escolher qualquer um dos cursos/disciplinas listados utilizando-se
apenas do controle remoto da TV. Quando um curso/disciplina é selecionado (tecla
ENTER/OK) o Mapa de Conteúdos é exibido na tela. Neste momento é possível navegar entre
os diversos conteúdos disponíveis, podendo-se: explorar cada um deles ou então visualizar o
pEPG. Quando o telespectador estiver explorando um determinado conteúdo poderá ainda
visualizar o Mapa de Dependências (caso selecione algum Objetivo Educacional), os recursos
disponíveis ou visualizar um subnível (recursividade para exibir MC dentro de MC).
Figura 6 – Diagrama de atividades UML MCD-TV (visão geral)
4.2. Usabilidade e padrões de telas
Uma das preocupações durante o desenvolvimento do projeto foi manter sempre um nível de
usabilidade alto, para que o acesso às opções e navegação de telas fosse o mais simples
possível fazendo-se uso apenas do controle remoto da TV. Para isto, algumas recomendações
(CPqD, 2012; Waisman, 2006; BBC, 2006) foram seguidas, entre as principais: (i)
posicionamento correto para exibição de textos e imagens; (ii) atenção com a diferença entre
o tamanho do pixel utilizado na TV e computador; (iii) formato de tela utilizado; (iv)
posicionamento e ordem de opções acionadas pelas teclas de cores; (v) estilos de fontes e
tamanhos; (vi) navegação entre telas; (vii) manter padrão de telas; entre outros.
A Figura 7 apresenta duas telas da aplicação MCD-TV. A primeira tela é exibida
assim que o telespectador aciona o carregamento da aplicação. Nela é possível observar a lista
de cursos/disciplinas disponíveis inicialmente; um menu de opções, acionado pelas teclas de
cores do controle remoto (Vermelho – Sair, Verde – Ajuda, Amarelo – Pesquisar e Azul –
Mais Informações) e a exibição da programação televisiva em tela reduzida no canto superior
direito. A segunda tela é exibida após o telespectador selecionar algum curso/disciplina,
apresentando o Mapa de Conteúdos. O telespectador pode navegar entre os conteúdos
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apresentados utilizando as setas direcionais do controle remoto da TV. Informações gerais
sobre cada conteúdo é apresentado na tela (nome do conteúdo, tipo de conteúdo, quantidade
de objetivos educacionais, total de recursos pedagógicos utilizados pelo conteúdo). Mais uma
vez observa-se a existência de menu de opções, acionado pelas teclas de cores do controle
remoto e a exibição da programação televisiva em tela reduzida.
Figura 7 – Telas MCD-TV: principal e apresentação de Mapa de Conteúdos
Por questão de espaço não é possível exibir todas as telas da aplicação MCD-TV, mas
todas seguem o padrão apresentado na Figura 7: exibição das informações requeridas pelo
aluno telespectador, menu de opções e tela reduzida com a programação televisiva atual.
5. Considerações Finais
A utilização da aplicação MCD-TV em conjunto com OBA-MC permite que alunos e
professores tenham acesso, de forma clara e simplificada, a conteúdos mais significativos,
visto que a aplicação permite que eles façam uma melhor relação entre os conteúdos
apresentados na TV, os recursos pedagógicos disponibilizados e as expectativas do professor.
Para o aluno também é possível melhorar seu processo de ensino-aprendizagem por meio da
exibição do relacionamento existente entre os conteúdos de cursos/disciplinas ofertados com a
programação televisiva oferecida pelas diversas emissoras.
O MCD-TV traz para o aluno um ambiente bem diferente do que existe na TV
analógica, facilitando o aprendizado e incrementando o processo de ensino. Mas ainda fazem-
se necessários mais testes, fora do ambiente controlado do laboratório, para verificar: nível de
usabilidade, integração da arquitetura proposta aos processos de emissoras de TV, utilização
da aplicação em aulas reais, entre outros.
Um ponto negativo para a versão atual da aplicação é que ela ainda não permite a
visualização, por meio da própria TV, dos diversos recursos de conteúdos disponíveis. Apenas
é possível a exibição de uma lista em tela dos recursos para um dado conteúdo. Outra
deficiência é que o professor ainda não pode alterar os mapas apresentados por meio da
aplicação MCD-TV. Espera-se resolver estes problemas nas próximas versões da aplicação.
Como trabalhos futuros espera-se promover a construção de uma rede social de
intercâmbio de conhecimento, onde professores e estudantes possam compartilhar conteúdos e
recursos pedagógicos.
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Agradecimentos
Os autores agradecem a CAPES e a FAPERN pela concessão das bolsas de pesquisa e pelo
apoio financeiro para realização da mesma, e em especial ao Programa de Pós-Graduação em
Ciência da Computação – PPgCC da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –
UERN e Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, por toda infraestrutura
oferecida.
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12
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MCD-TV - aprendizagem significativa com objeto de aprendizagem OBA-MC na tv digital

  • 1. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 1 MCD-TV: APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA COM OBJETO DE APRENDIZAGEM OBA-MC NA TV DIGITAL Marcos Vinicius Lima1 , Carla Katarina Marques2 , Rommel Lima3 , José Osvaldo Chaves4 , Thiago da Silva5 , Karl Ferreira6 1 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, marcos.engsoft@gmail.com 2 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, carlakatarina@uern.br 3 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, rommelwladimir@uern.br 4 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, oswaldo.mesquita@gmail.com 5 Programa de Pós-Graduação em Sistemas Computacionais – PPgSC UFRN, trsilva.si@gmail.com 6 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC UERN/UFERSA, karlhansimuller@gmail.com Resumo – A educação mediada pela TV analógica é utilizada há anos como forma de levar formação e conhecimento à grande parte da população, alcançando desde regiões remotas a grandes centros urbanos do país. Embora este tipo de educação tenha trazido muitos benefícios ao longo do tempo, ele apresenta alguns problemas: inexistência de interatividade entre o telespectador (aluno) e o conteúdo transmitido pela emissora de TV; dificuldade de criar relacionamentos entre os conteúdos apresentados e de saber, de forma clara e objetiva, qual nível os alunos devem alcançar em cada um dos conteúdos trabalhados. Como forma de ajudar a suprir estas dificuldades, este trabalho apresenta MCD-TV, uma aplicação desenvolvida para o ambiente DTVi que se baseia em teorias pedagógicas consolidadas (Aprendizagem Significativa e Taxionomia de Bloom) e faz uso de objeto de aprendizagem OBA-MC, trazendo uma nova experiência educativa para incrementar o processo de ensino-aprendizagem em T-Learning. Para atingir seus objetivos, a aplicação apresenta os conteúdos de cursos/disciplinas de forma gráfica, utilizando-se de hierarquização, relacionamentos, objetivos educacionais e recursos pedagógicos; a fim de torná-los mais significativos para alunos e professores; além de disponibilizar um importante mecanismo que relaciona os diversos conteúdos de cursos/disciplinas com a programação transmitida pelas emissoras de TV, ampliando assim o horizonte cultural de professores e alunos. Palavras-chave: T-Learning, OBA-MC, Mapa de Conteúdos, Mapa de Dependências. Abstract – Education mediated by analogic TV has been used for years as a way to bring training and knowledge to most of the population, achieving remote areas up to large urban centers. Although this type of education has brought many benefits along time, it presents some problems: inexistence of interactivity between the television viewer (student) and the content broadcast on TV; difficulty of creating relationships between the contents and know so clearly and objectively, what level
  • 2. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 2 students must achieve in each of the contents worked. As a way to help supply these difficulties, this paper presents MCD-TV, an application developed for the DTVi environment that is based on pedagogical theories consolidated (Meaningful Learning and Bloom's Taxonomy) and makes use of OBA-MC learning object, bringing a new educational experience to enhance the teaching-learning process in T-Learning. To reach its objectives, the application will show the contents of courses / subjects graphically, using the hierarchy, relationships, educational objectives and teaching resources, in order to make them more meaningful to students and teachers, in addition to providing an important mechanism that lists the various contents of courses / subjects with programming broadcast by TV stations, thereby extending the cultural horizons of teachers and students. Keywords: T-Learning, OBA-MC, Contents Map, Dependence Map. 1. Introdução Na década de 50 iniciaram-se as transmissões da televisão analógica brasileira, começando pela TV Tupi, que transmitia sua programação para um seleto grupo de pessoas que tinha aparelho de televisão (TV) em casa (Ribeiro et al., 2010). Com o passar do tempo, a TV se popularizou e de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2011), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que a TV ocupa posição de destaque nos lares do Brasil, estando presente em 96,9% do total de domicílios particulares permanentes no ano de 2011. Ainda segundo esta mesma pesquisa, observa-se que em 2011 o computador com acesso à Internet estava presente em apenas 36,5% dos lares brasileiros, mostrando que dentre todas as possíveis tecnologias utilizadas pela Educação a Distância (EAD), a TV é a única tecnologia que tem um alcance realmente expressivo em todas as classes da população. Todo o crescimento e sucesso da TV ao longo dos anos impulsionou a implantação de várias iniciativas de caráter educacional, como a criação: da TV Cultura, da TV Escola, dos Telecursos, das TVs educativas nos diversos estados, dos programas educativos, dentre outras (Blois, 1996). Independentemente da emissora, buscava-se levar educação a milhares de pessoas por meio de diversos programas que basicamente seguiam o mesmo modelo: todos eram transmitidos sem que houvesse uma maior interação com o público. A pouca interação existente era realizada por cartas ou telefonemas, sendo estas as formas mais utilizadas para suprir uma das deficiências da TV analógica: a impossibilidade de interação entre o público e a emissora e/ou programa por meio do aparelho de TV. Na TV analógica a interação existente entre o aparelho de TV e o telespectador limita-se a ligar/desligar a TV, mudar de canal e aumentar/baixar a intensidade do volume do áudio. Em 26 de novembro de 2003, foi instituído o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), por meio do Decreto nº 4.901, que tinha como objetivo: promover a inclusão social e digital, propiciar rede universal de EAD, aprimorar a qualidade de áudio e vídeo das transmissões, entre outras características inovadoras (Casa Civil, 2003). Em 29 de junho de 2006, por meio do Decreto nº 5.820, foi definida as diretrizes de implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T) na plataforma
  • 3. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 3 de transmissão e retransmissão de sinais de radiodifusão de sons e imagens, tendo três possibilidades advindas com a adoção do sistema: (i) transmissão digital em alta definição (HDTV) e em definição padrão (SDTV); (ii) transmissão digital simultânea para recepção fixa, móvel e portátil; e (iii) interatividade (Casa Civil, 2006). As transmissões do SBTVD-T se iniciaram em 02 de dezembro de 2007, começando pela cidade de São Paulo. O sistema trouxe imagens em alta definição, som digital, guia eletrônico de programação (EPG) na própria tela da TV e a possibilidade de interação do público com a emissora e/ou programa por meio de aplicações interativas, a chamada DTVi (DTV 2012). Com toda a evolução e mudanças ocorridas no cenário da TV faz-se necessário, portanto, explorar de forma mais intensa os novos recursos e características da DTVi para melhoria do processo de aprendizagem em massa pela TV, podendo ser um grande aliado para romper fronteiras e levar educação superior e inclusão digital à áreas remotas do país. Neste contexto, este artigo tem como objetivo apresentar a aplicação para DTVi Mapas de Conteúdos e Dependências na TV (MCD-TV), que faz uso do Objeto de Aprendizagem Mapa de Conteúdos (OBA-MC) definido por Silva (2013) a fim de tornar os conteúdos de cursos ou disciplinas mais significativos para professores e alunos. Além de ampliar a experiência interativa do telespectador por meio da incorporação de serviço de recomendação de programas televisivos para apoio aos conteúdos apresentados. Para isto, este artigo está organizado da seguinte maneira: a Seção 2 apresenta conceitos e características importantes da DTVi. Na Seção 3 é apresentado o objeto OBA- MC, responsável pelo encapsulamento de cursos ou disciplinas. A Seção 4 mostra a aplicação interativa MCD-TV. E por fim, na Seção 5, são descritas as considerações finais. 2. TV Digital Interativa Embora o SBTVD tenha entrado em operação no final de 2007, iniciando pela cidade de São Paulo, até maio de 2012 o sinal digital estava disponível em apenas 508 cidades brasileiras, alcançando 46,42% dos domicílios, sendo a maioria nas regiões sudeste e sul (Anatel apud Teleco, 2012a). A meta inicial do Governo Federal era de alcançar ou superar a cobertura do sinal analógico até 2016, quando seria oferecido apenas o sinal digital (Possebon, 2012), mas o prazo final para o corte do sinal analógico foi adiado para 2018, disponibilizando assim mais tempo de adequação para que as famílias brasileiras possam comprar aparelhos de TV e conversores digitais (Borba, 2013). Diferentemente da TV analógica, a TV Digital é vista como um agente de inclusão digital, disponibilizando aos cidadãos acesso à informação, EAD e serviços sociais por meio do próprio aparelho de TV (Ginga, 2012). É importante observar que esta nova tecnologia traz mais benefícios do que a troca de sinal analógico para digital e a utilização de novos equipamentos (set-top boxes e aparelhos de TV modernos), ela traz transmissão de vídeos em alta resolução (High Definition – HD), sons em alta definição, envio de aplicativos (software) para o receptor que se encontra no ambiente do telespectador, possibilidade de multiprogramação, mobilidade, entre outros recursos.
  • 4. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 4 São os aplicativos disponibilizados para TV Digital que permitem que ocorra interação direta entre o telespectador e a emissora/programa por meio do próprio aparelho de TV. É a chamada TV Digital Interativa – DTVi (DTV, 2012). De acordo com as normas do SBTVD, na DTVi são permitidos quatro níveis de interatividade: (a) interatividade local; (b) com canal de retorno unidirecional; (c) com canal de retorno bidirecional; e (d) interatividade plena (Soares e Barbosa, 2009). É importante ressaltar que o canal de retorno na DTVi, também conhecido como canal de interatividade, é responsável por permitir que as diversas aplicações desenvolvidas possam acessar a Internet e servidores remotos existentes nas emissoras (Teleco, 2012b). E que o componente responsável por facilitar o desenvolvimento de todas estas aplicações é conhecido como Ginga. 2.1. Ginga Ginga é um middleware de especificação aberta embarcado em conversores (set-top boxes) e em televisores com tecnologia digital com interatividade, tendo duas funções principais: (a) tornar as aplicações independentes do sistema operacional da plataforma de hardware e (b) oferecer um melhor suporte ao desenvolvimento de aplicações interativas (DTV, 2012). De acordo com Coulouris et al. (2011) “o termo middleware se aplica a uma camada de software que fornece uma abstração de programação, assim como o mascaramento de heterogeneidades das redes, do hardware, de sistemas operacionais e linguagens de programação”. No ambiente de TV Digital o middleware Ginga oferece, portanto, serviços padronizados à camada de aplicação, permitindo um ocultamento e abstração das camadas inferiores e seus serviços, como: compressão, transporte e modulação. A Figura 1 apresenta a arquitetura de camadas do SBTVD, onde é possível observar que as diversas aplicações (APL1, APL2, ..., APLn) estão posicionadas imediatamente após a camada do middleware Ginga, permitindo que os desenvolvedores de aplicações não fiquem presos ao tipo de hardware utilizado pelos equipamentos. Figura 1 – Arquitetura em camadas da TV Digital Brasileira De acordo com Soares (2009) as aplicações desenvolvidas com a utilização do middleware Ginga podem utilizar dois ambientes distintos: o declarativo (Ginga-NCL/Lua) e o imperativo (Ginga-J/Java). As facilidades de cada um deles podem ser utilizadas pelos desenvolvedores por meio de Application Programming Interfaces (APIs) bilaterais padrões sobre um núcleo comum chamado de Ginga-CC (Common Core). A Figura 2 ilustra a arquitetura do middleware Ginga.
  • 5. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 5 Figura 2 – Arquitetura do middleware Ginga O ambiente utilizado neste trabalho de pesquisa é o Ginga-NCL/Lua, visto que a linguagem de script Lua é mais leve, eficiente, portável (funciona em set-top boxes e celulares) e livre de licença. 2.2. Aplicações para TV Digital As aplicações desenvolvidas para Ginga podem ser classificadas de acordo com o tipo de serviço, como por exemplo: (i) Serviços de Informação – EPG, notícias, previsão do tempo, informações de trânsito, entre outros; (ii) Comunicação – correio eletrônico, bate-papo, entre outros; (iii) Entretenimento – jogos, vídeo sob demanda, entre outros; (iv) Serviços Comerciais – serviços bancários, comércio eletrônico, entre outros; (v) Governo Eletrônico – portais de informações de serviços dos governos federal, estadual e municipal; (vi) T- Learning – jogos educacionais, educação básica, educação profissional, educação superior, entre outros. Este último grupo faz parte do objeto de estudo deste trabalho. O termo T-Learning é uma especialização do conceito de E-Learning (Masie, 1999). Ele é utilizado quando se fala em aprendizagem por meio da TV Digital (Lytras et al., 2002; Zhao, 2002; Gupta, 2003). No T-Learning, não se separa TV, cultura, informação e entretenimento, sendo necessária, portanto, a criação de estratégias específicas para este ambiente, onde a presença da interatividade, de acordo com Pretto e Ferreira (2006), torna-se imprescindível, pois traz a possibilidade de alunos e professores tornarem-se autores e coautores de conhecimentos significativos. As aplicações interativas ainda podem ser agrupadas em quatro categorias básicas de acordo com o relacionamento existente com a programação e segundo a necessidade de utilização de canal de retorno, como pode ser observado na Figura 3. É importante perceber que aplicações para EAD podem estar presentes em qualquer uma das quatro categorias, mostrando o grande potencial da tecnologia de DTVi para educação. 3. Objeto de Aprendizagem OBA-MC OBA-MC é um modelo de Objeto de Aprendizagem (OA) em concordância com as especificações do padrão Shareable Content Object Reference Model (SCORM), que encapsula o resultado das ferramentas propostas na tese de Lima (2009), Mapa de Conteúdos (MC) e Mapa de Dependências (MD), em um pacote Shareable Content Object (SCO), permitindo assim, que outros sistemas (compatíveis com SCORM) possam importar e exibir corretamente os objetos desenvolvidos (Silva, 2013). As ferramentas MC e MD adotam uma
  • 6. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 6 metodologia de planejamento baseada em Objetivos Educacionais (OE) por intermédio de teorias pedagógicas consolidadas, como Aprendizagem Significativa e Taxionomia de Bloom, podendo ser utilizadas na modalidade de ensino presencial ou em EAD. Figura 3 – Classificação das aplicações interativas Com OBA-MC o professor conta, além das funcionalidades habituais das ferramentas MC e MD, com a inclusão de duas etapas no processo de desenvolvimento do OBA-MC: (i) importação e (ii) exportação. (i) Importação: esta etapa é utilizada quando o professor deseja verificar possíveis adaptações do modelo criado. Todos os relacionamento e estruturas são carregados do pacote SCO e inseridos nas ferramentas MC e MD modificadas por Silva (2013). (ii) Exportação: esta etapa é responsável pela organização e preparação de todos os requerimentos técnicos necessários para que o pacote SCO esteja totalmente em conformidade com o padrão SCORM. Para isto são incluídos alguns metadados que descrevem: (a) pacote, com conteúdo e componentes individuais básicos; (b) organização que define a ordem que os recursos digitais devem ser entregues; (c) os arquivos físicos relacionados. O pacote SCO criado pelo módulo no final da etapa de exportação é encapsulado em um arquivo ZIP, facilitando o armazenamento, transporte e a recuperação. As etapas descritas fazem parte do módulo OBA-MC (ver Figura 4) que foi adicionado ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) Moodle. O módulo OBA-MC gera um pacote que contém um arquivo manifesto (imsmanifest.xml), um arquivo padrão LOM (imslrm.xml), a estrutura do curso em XML e outros arquivos como documentos PDF, DOC, PPT, AVI, dentre outros. O Learning Object Metadata (LOM) é um modelo que busca especificar a estrutura e a semântica dos metadados de OAs, definindo os atributos necessários para permitir que os OAs sejam gerenciados, avaliados e localizados (Silva, 2007). Alguns atributos relevantes que podem ser citados são: tipo do objeto, idioma, autor, palavras-chave, formato, proprietário, entre outros. É importante observar que o pacote OBA-MC exportado pode ser distribuído em
  • 7. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 7 Repositório de Objetos de Aprendizagem (ROA) e reutilizado em qualquer ambiente compatível com o padrão SCORM (somente para exibição). Figura 4 – Módulo OBA-MC (Silva, 2013) – Figura adaptada pelos autores 4. Aplicação Interativa MCD-TV Na TV analógica, um dos grandes problemas existentes é a falta de uma maior interatividade entre o público e a emissora e/ou programa. Para ilustrar as dificuldades que podem ocorrer, considere o cenário onde um estudante está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) por meio de EAD do Projeto Quimeia1 . Este estudante tem a sua disposição: (i) Revista Quimeia com os conteúdos das disciplinas abordadas e exercícios; (ii) vídeos com as explanações dos conteúdos abordados (disponíveis em DVD que acompanha cada revista e em programa televisivo exibido na TV Mossoró); (iii) fórum com professores on-line para esclarecimentos de dúvidas. Para que um aluno possa participar do curso é preciso assistir aos programas/aulas (conteúdos) e realizar atividades contidas em vários fascículos de apoio (recursos/atividades) que são distribuídos em pontos de vendas. Qualquer tipo de contato com a organização do curso poderá ser realizado pela Internet, desde informações simples até esclarecimento de dúvidas. O cenário apresentado pode trazer diversos entraves para o aprendizado de alguns alunos: (a) o relacionamento existente entre os conteúdos apresentados pode não ser tão claro, principalmente por estarem espalhados por vários programas/aulas e fascículos; (b) é difícil para o aluno saber exatamente qual nível o professor está esperando que ele atinja em cada um dos conteúdos; (c) a ligação entre conteúdos e recursos pode ser perdida facilmente; (d) o aluno pode ficar limitado apenas aos programas/aulas oferecidos; (e) não existe, por exemplo, ligação extra entre os conteúdos e a programação televisiva oferecida pelas diversas emissoras da cidade. Com base nos problemas apresentados, este artigo propõe uma solução por meio da utilização de uma aplicação para DTVi, chamada: MCD-TV. MCD-TV é uma aplicação Ginga-NCL/Lua desenvolvida para DTVi, que pode ser utilizada em qualquer nível de ensino e tem como base teorias pedagógicas consolidadas (Aprendizagem Significativa e Taxionomia de Bloom) e tem como objetivo trazer para o ambiente da TV uma maior significância dos conteúdos apresentados para os alunos, 1 Disponível em: http://www.quimeia.com.br/
  • 8. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 8 possibilitando também melhor planejamento para professores. Para atingir seu objetivo a aplicação faz uso de arquivo eXtensible Markup Language (XML) derivado de pacote OBA- MC (para exibição do Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências) e pEPG (que permite exibir o relacionamento existente entre conteúdos e a programação transmitidas pelas diversas emissoras de TV aberta). Para que a aplicação MCD-TV funcione perfeitamente faz-se necessário o uso da arquitetura apresentada na Figura 5. Nela é possível observar a presença de alguns componentes: (a) Emissora de TV – responsável pelo envio em broadcasting da programação televisiva, tabela EIT contendo os metadados da programação, aplicação MDC-TV e os cursos/disciplinas de interesse da emissora por meio de OBA-MC XML; (b) Telespectador/Aluno EAD – local que receberá a transmissão da emissora e executará a aplicação MCD-TV se a TV possuir interatividade, ou seja, se tiver o Ginga embarcado; (c) Web Service para Aquisição de OBA-MC XML – responsável por serviços de pesquisa e recuperação de cursos/disciplinas e mapeamento do OBA-MC em XML; (d) Repositório OBA-MC – responsável por armazenar os diversos cursos/disciplinas disponíveis. Figura 5 – Arquitetura MCD-TV É importante observar que o mapeamento de OBA-MC para XML se faz necessário para evitar o envio de grandes quantidades de dados para TV Digital, visto que o tamanho de um pacote OBA-MC pode ter vários Megabytes e os aparelhos de TV e set-top boxes possuem memória limitada. O XML utilizado é uma extensão da descrição de mapas conceituais utilizado pela ferramenta IHMC CmapTools2 , onde foram realizadas inclusões de novos elementos e atributos, como por exemplo: objetivo educacional. 4.1. MCD-TV em Ação O aluno utilizando MCD-TV pode: (a) listar uma grande variedade de cursos/disciplinas; (b) visualizar os diversos conteúdos e relacionamentos de cursos/disciplinas – Mapa de Conteúdos; (c) listar recursos e objetivos educacionais de conteúdos; (d) visualizar objetivos educacionais e os comportamentos necessários para se atingir estes objetivos – Mapa de Dependências; (e) visualizar o Guia Eletrônico de Programação Personalizado (do Inglês Personalized Electronic Program Guide – pEPG), que para esta aplicação informa a programação televisiva das diversas emissoras que possui algum relacionamento com o 2 Disponível em: http://cmap.ihmc.us/
  • 9. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 9 curso/disciplina selecionado. Para facilitar o entendimento de como a aplicação MCD-TV funciona, na Figura 6 é apresentado um diagrama de atividades UML geral da aplicação. Na inicialização da aplicação MCD-TV os cursos/disciplinas transmitidos pela emissora (em formato OBA-MC XML) são recebidos. Em seguida a lista de cursos/disciplinas é apresentada na tela da TV. O telespectador, então, pode escolher qualquer um dos cursos/disciplinas listados utilizando-se apenas do controle remoto da TV. Quando um curso/disciplina é selecionado (tecla ENTER/OK) o Mapa de Conteúdos é exibido na tela. Neste momento é possível navegar entre os diversos conteúdos disponíveis, podendo-se: explorar cada um deles ou então visualizar o pEPG. Quando o telespectador estiver explorando um determinado conteúdo poderá ainda visualizar o Mapa de Dependências (caso selecione algum Objetivo Educacional), os recursos disponíveis ou visualizar um subnível (recursividade para exibir MC dentro de MC). Figura 6 – Diagrama de atividades UML MCD-TV (visão geral) 4.2. Usabilidade e padrões de telas Uma das preocupações durante o desenvolvimento do projeto foi manter sempre um nível de usabilidade alto, para que o acesso às opções e navegação de telas fosse o mais simples possível fazendo-se uso apenas do controle remoto da TV. Para isto, algumas recomendações (CPqD, 2012; Waisman, 2006; BBC, 2006) foram seguidas, entre as principais: (i) posicionamento correto para exibição de textos e imagens; (ii) atenção com a diferença entre o tamanho do pixel utilizado na TV e computador; (iii) formato de tela utilizado; (iv) posicionamento e ordem de opções acionadas pelas teclas de cores; (v) estilos de fontes e tamanhos; (vi) navegação entre telas; (vii) manter padrão de telas; entre outros. A Figura 7 apresenta duas telas da aplicação MCD-TV. A primeira tela é exibida assim que o telespectador aciona o carregamento da aplicação. Nela é possível observar a lista de cursos/disciplinas disponíveis inicialmente; um menu de opções, acionado pelas teclas de cores do controle remoto (Vermelho – Sair, Verde – Ajuda, Amarelo – Pesquisar e Azul – Mais Informações) e a exibição da programação televisiva em tela reduzida no canto superior direito. A segunda tela é exibida após o telespectador selecionar algum curso/disciplina, apresentando o Mapa de Conteúdos. O telespectador pode navegar entre os conteúdos
  • 10. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 10 apresentados utilizando as setas direcionais do controle remoto da TV. Informações gerais sobre cada conteúdo é apresentado na tela (nome do conteúdo, tipo de conteúdo, quantidade de objetivos educacionais, total de recursos pedagógicos utilizados pelo conteúdo). Mais uma vez observa-se a existência de menu de opções, acionado pelas teclas de cores do controle remoto e a exibição da programação televisiva em tela reduzida. Figura 7 – Telas MCD-TV: principal e apresentação de Mapa de Conteúdos Por questão de espaço não é possível exibir todas as telas da aplicação MCD-TV, mas todas seguem o padrão apresentado na Figura 7: exibição das informações requeridas pelo aluno telespectador, menu de opções e tela reduzida com a programação televisiva atual. 5. Considerações Finais A utilização da aplicação MCD-TV em conjunto com OBA-MC permite que alunos e professores tenham acesso, de forma clara e simplificada, a conteúdos mais significativos, visto que a aplicação permite que eles façam uma melhor relação entre os conteúdos apresentados na TV, os recursos pedagógicos disponibilizados e as expectativas do professor. Para o aluno também é possível melhorar seu processo de ensino-aprendizagem por meio da exibição do relacionamento existente entre os conteúdos de cursos/disciplinas ofertados com a programação televisiva oferecida pelas diversas emissoras. O MCD-TV traz para o aluno um ambiente bem diferente do que existe na TV analógica, facilitando o aprendizado e incrementando o processo de ensino. Mas ainda fazem- se necessários mais testes, fora do ambiente controlado do laboratório, para verificar: nível de usabilidade, integração da arquitetura proposta aos processos de emissoras de TV, utilização da aplicação em aulas reais, entre outros. Um ponto negativo para a versão atual da aplicação é que ela ainda não permite a visualização, por meio da própria TV, dos diversos recursos de conteúdos disponíveis. Apenas é possível a exibição de uma lista em tela dos recursos para um dado conteúdo. Outra deficiência é que o professor ainda não pode alterar os mapas apresentados por meio da aplicação MCD-TV. Espera-se resolver estes problemas nas próximas versões da aplicação. Como trabalhos futuros espera-se promover a construção de uma rede social de intercâmbio de conhecimento, onde professores e estudantes possam compartilhar conteúdos e recursos pedagógicos.
  • 11. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 11 Agradecimentos Os autores agradecem a CAPES e a FAPERN pela concessão das bolsas de pesquisa e pelo apoio financeiro para realização da mesma, e em especial ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – PPgCC da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN e Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, por toda infraestrutura oferecida. Referências BBC. Designing for interactive television v1.0. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/guidelines/futuremedia/desed/itv/itv_design_v1_2006.pdf>. Acesso em: 20 de maio 2012. BLOIS, M. M. Educação a distancia via radio e TV educativas: questionamentos e inquietações. Revista em Aberto. Brasília, ano 16, n.70, abr/jun 1996. Disponível em: <http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1051/953>. Acesso em: 10 de mar. 2013. BORBA, J. Governo adia o fim da TV analógica para 2018. Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 abr. 2013. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1259993-governo-adia- o-fim-da-tv-analogica-para-2018.shtml>. Acesso em: 09 abr. 2013. BRASIL. CASA CIVIL. Decreto n. 4.901, de 26 de novembro de 2003. Institui o Sistema Brasileiro de Televisão Digital – SBTVD, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2003/d4901.htm>. Acesso em: 12 de out. 2012. ________. Decreto n. 5.820, de 29 de Junho de 2006. Dispõe sobre a implantação do SBTVD-T, estabelece diretrizes para a transição do sistema de transmissão analógica para o sistema de transmissão digital, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5820.htm>. Acesso em: 12 de out. 2012. BRASIL. IBGE. Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 2011. Disponível em: <http://loja.ibge.gov.br/pnad-2011-sintese-dos-indicadores.html>. Acesso em: 10 de mar. 2013. COULOURIS, G.; DOLLIMORE, J.; KINDBERG, T. Distributed Systems: concepts and design. 5. Edição. Boston: Pearson Higher, 2011. 1008 p. CPQD. Cartilha de recomendações de usabilidade para aplicações em TVDi v1.0. Disponível em: <www.cpqd.com.br>. Acesso em: 12 de maio 2012. DTV. Site oficial da TV digital. Disponível em: <http://www.dtv.org.br/>. Acesso: 12 de jun. 2012. GINGA. Official site of Ginga middleware. Disponível em: http://http://www.ginga.org.br/. Acesso em: 12 de jun. 2012. GUPTA, M.; HUTTEMAN, K. Education with iTV. In: EUROPEAN CONFERENCE ON INTERACTIVE TELEVISION (EuroITV03), 2003. p. 111-112.
  • 12. ESUD 2013 – X Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância Belém/PA, 11 – 13 de junho de 2013 - UNIREDE 12 LIMA, R. W. Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências: ferramentas pedagógicas para uma metodologia de planejamento baseada em objetivos educacionais e sua implementação em um ambiente virtual de aprendizagem. 2009. 106f. Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica) – Curso de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. LYTRAS, M.; LOUGOS, C.; CHOZOS, P.; POULOUDI, A. Interactive television and e- learning convergence: examining the potential of t-learning. In: EUROPEAN CONFERENCE ON E-LEARNING, 11., 2002. MASIE, E. et al. The computer training handbook: strategies for helping people to learn technology. Saratoga Springs: The Masie Center. 1999. POSSEBON, S. Minicom prepara cronograma para desligamento dos sinais analógicos. Teletime. 27 jun. 2012. Disponível em: <http://www.teletime.com.br/27/06/2012/minicom- prepara-cronograma-para-desligamento-dos-sinais-analogicos/tt/285807/news.aspx>. Acesso em: 12 de out. 2012. PRETTO, N. de L.; FERREIRA, S. de L. Possibilidades interativas do sistema brasileiro de televisão digital terrestre. In: ENCONTRO DA ULEPICC-BRASIL, 1., 2006, Niterói. RIBEIRO, A. P. G.; SACRAMENTO, I.; ROXO, M. (Org.). História da televisão no Brasil: do início aos dias de hoje. São Paulo: Contexto, 2010. SILVA, J. M. C. Desenvolvimento de um framework para objetos inteligentes de aprendizagem aderente a um modelo de produção de conteúdos de aprendizagem. 2007. 96f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Computação) – Programa de Pós- Graduação em Ciência da Computação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. SILVA, T. R. OBA-MC: um modelo de objetos de aprendizagem centrado no processo de ensino-aprendizagem para o Moodle. 2013. 100f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Computação) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Mossoró. SOARES, L. F. G.; BARBOSA, S. D. J. Programando em NCL 3.0: desenvolvimento de aplicações para o middleware Ginga. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier Editora Ltda., 2009. 341p. TELECO. TV digital no Brasil: cronograma de implantação. Disponível em: <http://www.teleco.com.br/tvdigital_cobertura.asp>. Acesso em: 12 de out. 2012. _______. TV Digital I: introdução. Disponível em: <http://www.teleco.com.br/tutoriais/ tutorialinttvd1/pagina_1.asp>. Acesso em: 10 de jun. 2012. WAISMAN, T. Usabilidade em serviços educacionais em ambiente de TV digital. 2006. 216f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo. ZHAO, L. Interactive television in distance education: benefits and compromises. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON TECHNOLOGY AND SOCIETY (ISTAS’02), 2002. p. 255-261.