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oi
Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos
romance, 1980, 5 capítulos +
epílogo
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As árvores enormes, das quais pendiam
cipós grossos como cabos, dançavam em
sombras com os movimentos das chamas.
1970-71: Pepetela, codinome no MPLA
Movimento Popular de Libertação de
Angola
AKA
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1975: Independência de Portugal
1975-2002: Guerra Civil
MPLA
FNLA
UNITA
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herói: Sem Medo (não radical)
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Eu sou um herético, eu sou contra
a religiosidade da política. Sou
marxista? Penso que sim, conheço
suficientemente o marxismo para
ver que as minhas ideias são
conformes a ele. Mas não acredito
numa série de coisas que se dizem
ou se impõem, em nome do
marxismo. Sou pois um herético,
um anarquista, um sem-Partido,
um renegado, um intelectual
pequeno-burguês... Uma coisa,
por exemplo, que me põe doente
é a facilidade com que vocês
aplicam um rótulo a uma pessoa,
só porque não tem exatamente a
mesma opinião sobre um ou outro
problema.
As pessoas devem estudar, pois é a única maneira de
poderem pensar sobre tudo com a sua cabeça e não com a
cabeça dos outros. O homem tem de saber muito, sempre
mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para
saber julgar. Se não percebes as palavras que eu pronuncio,
como podes saber se estou a falar bem ou não? Terás de
perguntar a outro. Dependes sempre de outro, não és livre.
Ondina
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herói: Sem Medo (não radical)
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Tribalismo Kikongo, Umbundo, Kimbundo, Cabinda
Eu, o narrador, sou Teoria.
Nasci na Gabela, na terra do café.
Da terra recebi a cor escura do
café, vinda da mãe misturada ao
branco defunto do meu pai,
comerciante português. Trago em
mim o inconciliável e este é o meu
motor. Num Universo de sim ou
não, branco ou negro, eu
represento o talvez.
Questões
existenciais
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Soldados portugueses
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Tribalismo Kikongo, Umbundo, Kimbundo, Cabinda
Eu, o narrador, sou Teoria.
Nasci na Gabela, na terra do café.
Da terra recebi a cor escura do
café, vinda da mãe misturada ao
branco defunto do meu pai,
comerciante português. Trago em
mim o inconciliável e este é o meu
motor. Num Universo de sim ou
não, branco ou negro, eu
represento o talvez.
Questões
existenciais
− mescla do foco narrativo e de narradores
(polifonia)
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Comissário Político: contra a exploração estrangeira
Soldados portugueses
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Soldados portugueses
SACANAS COLONIALISTAS, VÃO À MERDA, VÃO PARA A VOSSA TERRA.
ENQUANTO ESTÃO AQUI, NA TERRA DOS OUTROS, O PATRÃO ESTÁ A COMER A
VOSSA MULHER OU IRMÃ (...)!
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Em ataque ao Pau Caído
morre Sem Medo.
As flores de mafumeira caíam sobre a
campa, docemente, misturadas às
folhas verdes das árvores. Dentro de
dias, o lugar seria irreconhecível. O
Mayombe recuperaria o que os homens
ousaram tirar-lhe.
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A imensidão do mar que nada pode modificar ensinou-me a
paciência. O mar une, o mar estreita, o mar liga. Nós também
temos o nosso mar interior, que não é o Kuanza, nem o Loje,
nem o Kunene. O nosso mar, feito de gotas-diamante, suores
e lágrimas esmagados, o nosso mar é o brilho da arma bem
oleada que faísca no meio da verdura do Mayombe, lançando
fulgurações de diamante ao sol da Lunda.
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Não somos bandidos. Somos soldados que estamos a lutar para
que as árvores que vocês abatem sirvam o povo e não o
estrangeiro. Estamos a lutar para que o petróleo de Cabinda
sirva para enriquecer o povo e não os americanos.
Aí aprendi que se devem enfrentar os inimigos, é a única
maneira de se encontrar a paz interior.
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Mayombe

  • 1.
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    Artur Carlos MaurícioPestana dos Santos romance, 1980, 5 capítulos + epílogo rafabebum.blogspot.com
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    As árvores enormes,das quais pendiam cipós grossos como cabos, dançavam em sombras com os movimentos das chamas.
  • 5.
    1970-71: Pepetela, codinomeno MPLA Movimento Popular de Libertação de Angola AKA rafabebum.blogspot.com
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    1975: Independência dePortugal 1975-2002: Guerra Civil MPLA FNLA UNITA rafabebum.blogspot.com
  • 7.
    herói: Sem Medo(não radical) rafabebum.blogspot.com
  • 8.
    Eu sou umherético, eu sou contra a religiosidade da política. Sou marxista? Penso que sim, conheço suficientemente o marxismo para ver que as minhas ideias são conformes a ele. Mas não acredito numa série de coisas que se dizem ou se impõem, em nome do marxismo. Sou pois um herético, um anarquista, um sem-Partido, um renegado, um intelectual pequeno-burguês... Uma coisa, por exemplo, que me põe doente é a facilidade com que vocês aplicam um rótulo a uma pessoa, só porque não tem exatamente a mesma opinião sobre um ou outro problema.
  • 9.
    As pessoas devemestudar, pois é a única maneira de poderem pensar sobre tudo com a sua cabeça e não com a cabeça dos outros. O homem tem de saber muito, sempre mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para saber julgar. Se não percebes as palavras que eu pronuncio, como podes saber se estou a falar bem ou não? Terás de perguntar a outro. Dependes sempre de outro, não és livre. Ondina rafabebum.blogspot.com
  • 10.
    herói: Sem Medo(não radical) rafabebum.blogspot.com
  • 11.
    Tribalismo Kikongo, Umbundo,Kimbundo, Cabinda Eu, o narrador, sou Teoria. Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e este é o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Questões existenciais rafabebum.blogspot.com
  • 12.
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    Tribalismo Kikongo, Umbundo,Kimbundo, Cabinda Eu, o narrador, sou Teoria. Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e este é o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Questões existenciais − mescla do foco narrativo e de narradores (polifonia) rafabebum.blogspot.com
  • 14.
    Comissário Político: contraa exploração estrangeira Soldados portugueses rafabebum.blogspot.com
  • 15.
    Soldados portugueses SACANAS COLONIALISTAS,VÃO À MERDA, VÃO PARA A VOSSA TERRA. ENQUANTO ESTÃO AQUI, NA TERRA DOS OUTROS, O PATRÃO ESTÁ A COMER A VOSSA MULHER OU IRMÃ (...)! rafabebum.blogspot.com
  • 16.
    Em ataque aoPau Caído morre Sem Medo. As flores de mafumeira caíam sobre a campa, docemente, misturadas às folhas verdes das árvores. Dentro de dias, o lugar seria irreconhecível. O Mayombe recuperaria o que os homens ousaram tirar-lhe. rafabebum.blogspot.com
  • 17.
    A imensidão domar que nada pode modificar ensinou-me a paciência. O mar une, o mar estreita, o mar liga. Nós também temos o nosso mar interior, que não é o Kuanza, nem o Loje, nem o Kunene. O nosso mar, feito de gotas-diamante, suores e lágrimas esmagados, o nosso mar é o brilho da arma bem oleada que faísca no meio da verdura do Mayombe, lançando fulgurações de diamante ao sol da Lunda. rafabebum.blogspot.com
  • 18.
    Não somos bandidos.Somos soldados que estamos a lutar para que as árvores que vocês abatem sirvam o povo e não o estrangeiro. Estamos a lutar para que o petróleo de Cabinda sirva para enriquecer o povo e não os americanos. Aí aprendi que se devem enfrentar os inimigos, é a única maneira de se encontrar a paz interior. rafabebum.blogspot.com