INTRODUÇÃ
O À
MARIALOGI
A
Ir. Afonso Murad
@afonsomurad (instagram e Youtubee)
Curso de Mariologia (1)
LEVANTAR AS QUESTÕES SOBRE MARIA
Pastorais
Existenciais
Teológicas
DEVOÇÃO, PASTORAL E TEOLOGIA
 Pastoral: Ação organizada pela Igreja local para
anunciar o Evangelho, manter viva a fé, edificar
a comunidade cristã e servir à humanidade.
 Devoção: conjunto de ritos e práticas religiosas
que traduzem uma relação próxima com Deus
e os santos. Faz parte da espiritualidade.
 Teologia: reflexão sistemática e elaborada, com
um método próprio, para “dar razões da nossa
fé”. A teologia pensa, justifica, purifica.
DO PONTO DE VISTA DA EXISTENCIA CRISTÃ
Teologia
Pastoral
Espiritualidade
CADA UMA DELAS TEM:
 Ambiente vital
 Linguagem
 Processo de desenvolvimento
 Protagonistas
 Destinatários ou interlocutores
MARIOLOGIA
Disciplina da teologia que
estuda sobre o lugar de
Maria no projeto salvífico
de Deus e sua relação
com a comunidade
eclesial.
BREVE PANORAMA DA
MARIOLOGIA
 Patrística: não há mariologia elaborada.
- Homilias cristológicas com referências a Maria
 Primeiro apócrifo mariano: protoevangelho de Tiago (sec. III) de
grupo gnóstico.
- Das polêmicas cristológicas brotam as questões da maternidade e
da virgindade.
- No oriente: ícones e hinos marianos.
 Idade Média: Distanciamento da figura de Jesus -> Devoção a Maria
e aos santos.
- Tratado da Santíssima Virgem, de Bernardo de Claraval.
- Na Suma Teológica de São Tomás não há mariologia.
- Século XV: Surge o rosário de 150 Ave-marias.
BREVE PANORAMA DA
MARIOLOGIA
 Mariologia nos séc. XVI a XX:
 A centralidade de Jesus na reforma protestante
relativiza o culto a Maria e aos santos.
 Reação católica à modernidade: incremento à
devoção mariana. Institutos religiosos
disseminam as “Nossas Senhoras”.
 Francisco Suarez (1584) elabora primeiro
tratado mariano.
 Plácido Nígido cria o termo “mariologia” (1602)
 Desenvolve-se a mariologia dos privilégios.
 Argumentos de conveniência: Deus podia ->
Convinha que fizesse -> Logo, fez.
 Na pastoral: devoção de cunho simbólico e afetivo.
 Grignon de Montfort (1716): Tratado da verdadeira
devoção à Santíssima Virgem.
 Século XIX: triunfalismo. Proclamação do dogma
da Imaculada.
 Maximalismo:
- A Maria todos se submetem, até Deus”
- “De Maria nunquam satis (De Maria nunca é
demais falar).
A LUZ DO VATICANO II
 Antecedentes: movimentos de renovação, que
não eram marianos (bíblico, litúrgico, laicato,
ação católica).
 Lumen Gentium 8: Maria no mistério de Cristo e
da Igreja. Não se aceita um documento exclusivo
sobre Maria.
 Década de 70: minimalismo mariano na Europa e
Estados Unidos.
 1975: Paulo VI escreve “Marialis Cultus”.
 Hoje: grande diversidade na Igreja.
MARIOLOGIA E PARADIGMA
 Paradigma: modelo de compreensão a respeito da
realidade ou de determinada área do conhecimento
e da ação humana, que permite reunir as
informações e dar um sentido coeso ao
conhecimento.
 O paradigma funciona como filtro: seleciona,
privilegia, exclui. Impossível fugir disso.
 Quando o paradigma não é consciente ou se nega
ao diálogo, degenera em má ideologia.
O PROBLEMA DO PARADIGMA OCULTO
NA MARIOLOGIA
UM EXEMPLO DA
MARIOLOGIA
ANTES DO VATICANO II
MARIOLOGIA NO CONJUNTO
DA TEOLOGIA E DA PASTORAL
OS TRÊS NÍVEIS DA MARIOLOGIA
Maria na
Bíblia
Maria no
Culto
Maria no
Dogma
ARTICULAÇÃO DOS NÍVEIS DA MARIOLOGIA
Maria
na
Bíblia
Maria
no
Culto
Maria
no
Dogma
FONTES ESSENCIAIS DA MARIALOGIA
Bíblia
Escritos
patrísticos
Documento
s do
magistério
da Igreja
(Concílios,
Papas e
C.E)
Textos
ecumênico
s sobre a
Mãe de
Jesus
Dicionários
de
Mariologia
FONTES COMPLEMENTARES
Escritos de teólogos, místicos e
missionários no correr dos séculos
Estudos de natureza antropológica e
histórico-cultural
Pinturas, esculturas, músicas,
poemas e outras obras artísticas
Manifestações devocionais atuais
PRIORIDADE NAS FONTES
Bíblia
Tradição
Eclesial
Reflexão
teológica
EXIGÊNCIAS DA MARIOLOGIA
 Boa base bíblica
 Conhecimento da História dos dogmas.
 Relação com outras disciplinas teológicas:
cristologia, eclesiologia, antropologia
teológica, escatologia.
 Sensibilidade pastoral: respeito ao povo +
lucidez e espírito crítico.
 Reconhecer o lugar de Maria na comunhão
dos Santos, em relação a Jesus e ao Reino de
Deus
DUAS ETAPAS, UMA PESSOA
 A mesma Maria que viveu em Nazaré, caminhou na
fé como mãe, educadora e aprendiz (discípula) de
Jesus é a Maria glorificada, que está na comunhão
dos Santos num lugar especial: mais perto de Jesus
e mais perto de nós.
 O final do caminho (participação na ressurreição de
Cristo) ilumina o começo (peregrinação humana na
história) e não o suprime.
SUPERAR OS EXTREMOS
Maximalismo:
Tudo para
Maria
Minimalismo:
quanto menos,
melhor
POR UM PERFIL RENOVADO DE MARIA
Bíblia
Visão
Eclesial
Sabedoria
Conectividade
A visão devocional sobre Maria,
na interpretação de Roberto Carlos
Nossa Senhora me dê a mão Cuida do meu coração
Da minha vida do meu destino
Nossa Senhora me dê a mão Cuida do meu coração
Da minha vida do meu destino Do meu caminho Cuida de mim
Sempre que o meu pranto rolar Ponha sobre mim suas mãos
Aumenta minha fé e acalma o meu coração
Grande é a procissão a pedir A misericórdia o perdão
A cura do corpo e pra alma a salvação
Pobres pecadores oh mãe Tão necessitados de vós
Santa Mãe de Deus tem piedade de nós
De joelhos aos vossos pés Estendei a nós vossas mãos
Rogai por todos nós vossos filhos meus irmãos
PARA SABER MAIS
 Afonso Murad, Maria. Toda de Deus e tão
humana. Compêndio de Mariologia.
Paulinas/Santuário. 2012, p.13-34 (cap.
1).
 maenossa.blogspot.com
 Introdução à mariologia. Vídeo 1 do Trem
da mariologia no Youtube
 Curso EAD de mariologia na século 21:
https://www.youtube.com/watch?v=vJGoI
esI7o4

Mariologia (1) Introdução FAJE. 2024pptx

  • 1.
    INTRODUÇÃ O À MARIALOGI A Ir. AfonsoMurad @afonsomurad (instagram e Youtubee) Curso de Mariologia (1)
  • 2.
    LEVANTAR AS QUESTÕESSOBRE MARIA Pastorais Existenciais Teológicas
  • 3.
    DEVOÇÃO, PASTORAL ETEOLOGIA  Pastoral: Ação organizada pela Igreja local para anunciar o Evangelho, manter viva a fé, edificar a comunidade cristã e servir à humanidade.  Devoção: conjunto de ritos e práticas religiosas que traduzem uma relação próxima com Deus e os santos. Faz parte da espiritualidade.  Teologia: reflexão sistemática e elaborada, com um método próprio, para “dar razões da nossa fé”. A teologia pensa, justifica, purifica.
  • 4.
    DO PONTO DEVISTA DA EXISTENCIA CRISTÃ Teologia Pastoral Espiritualidade
  • 5.
    CADA UMA DELASTEM:  Ambiente vital  Linguagem  Processo de desenvolvimento  Protagonistas  Destinatários ou interlocutores
  • 6.
    MARIOLOGIA Disciplina da teologiaque estuda sobre o lugar de Maria no projeto salvífico de Deus e sua relação com a comunidade eclesial.
  • 7.
    BREVE PANORAMA DA MARIOLOGIA Patrística: não há mariologia elaborada. - Homilias cristológicas com referências a Maria  Primeiro apócrifo mariano: protoevangelho de Tiago (sec. III) de grupo gnóstico. - Das polêmicas cristológicas brotam as questões da maternidade e da virgindade. - No oriente: ícones e hinos marianos.  Idade Média: Distanciamento da figura de Jesus -> Devoção a Maria e aos santos. - Tratado da Santíssima Virgem, de Bernardo de Claraval. - Na Suma Teológica de São Tomás não há mariologia. - Século XV: Surge o rosário de 150 Ave-marias.
  • 8.
    BREVE PANORAMA DA MARIOLOGIA Mariologia nos séc. XVI a XX:  A centralidade de Jesus na reforma protestante relativiza o culto a Maria e aos santos.  Reação católica à modernidade: incremento à devoção mariana. Institutos religiosos disseminam as “Nossas Senhoras”.  Francisco Suarez (1584) elabora primeiro tratado mariano.  Plácido Nígido cria o termo “mariologia” (1602)  Desenvolve-se a mariologia dos privilégios.
  • 9.
     Argumentos deconveniência: Deus podia -> Convinha que fizesse -> Logo, fez.  Na pastoral: devoção de cunho simbólico e afetivo.  Grignon de Montfort (1716): Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem.  Século XIX: triunfalismo. Proclamação do dogma da Imaculada.  Maximalismo: - A Maria todos se submetem, até Deus” - “De Maria nunquam satis (De Maria nunca é demais falar).
  • 10.
    A LUZ DOVATICANO II  Antecedentes: movimentos de renovação, que não eram marianos (bíblico, litúrgico, laicato, ação católica).  Lumen Gentium 8: Maria no mistério de Cristo e da Igreja. Não se aceita um documento exclusivo sobre Maria.  Década de 70: minimalismo mariano na Europa e Estados Unidos.  1975: Paulo VI escreve “Marialis Cultus”.  Hoje: grande diversidade na Igreja.
  • 11.
    MARIOLOGIA E PARADIGMA Paradigma: modelo de compreensão a respeito da realidade ou de determinada área do conhecimento e da ação humana, que permite reunir as informações e dar um sentido coeso ao conhecimento.  O paradigma funciona como filtro: seleciona, privilegia, exclui. Impossível fugir disso.  Quando o paradigma não é consciente ou se nega ao diálogo, degenera em má ideologia.
  • 12.
    O PROBLEMA DOPARADIGMA OCULTO NA MARIOLOGIA
  • 13.
  • 17.
    MARIOLOGIA NO CONJUNTO DATEOLOGIA E DA PASTORAL
  • 18.
    OS TRÊS NÍVEISDA MARIOLOGIA Maria na Bíblia Maria no Culto Maria no Dogma
  • 19.
    ARTICULAÇÃO DOS NÍVEISDA MARIOLOGIA Maria na Bíblia Maria no Culto Maria no Dogma
  • 20.
    FONTES ESSENCIAIS DAMARIALOGIA Bíblia Escritos patrísticos Documento s do magistério da Igreja (Concílios, Papas e C.E) Textos ecumênico s sobre a Mãe de Jesus Dicionários de Mariologia
  • 21.
    FONTES COMPLEMENTARES Escritos deteólogos, místicos e missionários no correr dos séculos Estudos de natureza antropológica e histórico-cultural Pinturas, esculturas, músicas, poemas e outras obras artísticas Manifestações devocionais atuais
  • 22.
  • 23.
    EXIGÊNCIAS DA MARIOLOGIA Boa base bíblica  Conhecimento da História dos dogmas.  Relação com outras disciplinas teológicas: cristologia, eclesiologia, antropologia teológica, escatologia.  Sensibilidade pastoral: respeito ao povo + lucidez e espírito crítico.  Reconhecer o lugar de Maria na comunhão dos Santos, em relação a Jesus e ao Reino de Deus
  • 24.
    DUAS ETAPAS, UMAPESSOA  A mesma Maria que viveu em Nazaré, caminhou na fé como mãe, educadora e aprendiz (discípula) de Jesus é a Maria glorificada, que está na comunhão dos Santos num lugar especial: mais perto de Jesus e mais perto de nós.  O final do caminho (participação na ressurreição de Cristo) ilumina o começo (peregrinação humana na história) e não o suprime.
  • 25.
    SUPERAR OS EXTREMOS Maximalismo: Tudopara Maria Minimalismo: quanto menos, melhor
  • 26.
    POR UM PERFILRENOVADO DE MARIA Bíblia Visão Eclesial Sabedoria Conectividade
  • 27.
    A visão devocionalsobre Maria, na interpretação de Roberto Carlos Nossa Senhora me dê a mão Cuida do meu coração Da minha vida do meu destino Nossa Senhora me dê a mão Cuida do meu coração Da minha vida do meu destino Do meu caminho Cuida de mim Sempre que o meu pranto rolar Ponha sobre mim suas mãos Aumenta minha fé e acalma o meu coração Grande é a procissão a pedir A misericórdia o perdão A cura do corpo e pra alma a salvação Pobres pecadores oh mãe Tão necessitados de vós Santa Mãe de Deus tem piedade de nós De joelhos aos vossos pés Estendei a nós vossas mãos Rogai por todos nós vossos filhos meus irmãos
  • 28.
    PARA SABER MAIS Afonso Murad, Maria. Toda de Deus e tão humana. Compêndio de Mariologia. Paulinas/Santuário. 2012, p.13-34 (cap. 1).  maenossa.blogspot.com  Introdução à mariologia. Vídeo 1 do Trem da mariologia no Youtube  Curso EAD de mariologia na século 21: https://www.youtube.com/watch?v=vJGoI esI7o4