AfroEscola Laboratório Urbano /
Projeto OFICINATIVA
Avenida Atlântica, 904
Valparaíso, Santo André, SP
CEP 09060 001
(11) 4425 4458
projetooficinativa@hotmail.com (e-mail, msn)
carlos rogerio amorim (facebook, skype)
oficinativa (twitter)
www.oficinativa.org
mar 2018
AfroEscola
MANIFESTO
(projeto político
pedagógico simplificado)
“O tambor na mão do outro não satisfaz.
Quando o tomamos,
incomodamos”
provérbio etíope
8
5. AfroEscolas são tecnologias sociais abertas e
livres, que precisam estar conectadas em redes
mas que são desenvolvidas em suas
especificidades e com extrema autonomia.
6. AfroEscolas tem como premissas motivadoras
as investigações e os compartilhamentos das
africanidades, originais e das diásporas (e também
de outras expressões culturais que são oprimidas e
desprezadas na contemporaneidade), além de
nossas próprias e mais profundas criatividades e
intuições.
7. AfroEscolas se estruturam nos recursos que já
possuímos. Para reconhecer e entender tais
riquezas, necessitamos urgentemente ressignificar
práticas, crenças e sentimentos.
8. O primeiro esforço institucional formal das
AfroEscolas deve ser a educação infantil,
considerando os 10 anos iniciais de uma digna
cidadania negra. Paralelamente, seguimos nossa
árdua reeducação adulta.
9. Artes + InterCulturalidades + Ecologias +
Economias são as rotinas imprescindíveis para as
AfroEscolas.
10. Os conflitos comunitários são as melhores
oportunidades para ensinar / aprender nas
AfroEscolas.
Manifesto AfroEscola
1. AfroEscolas são por essência MOVIMENTOS
NEGROS, portanto iniciativas políticas e
pedagógicas.
2. Os princípios e os focos de uma AfroEscola
estão diretamente vinculados e inspirados nos
Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros, a saber:
Circularidade, Religiosidade, Corporeidade,
Musicalidade, Cooperativismo / Comunitarismo,
Ancestralidade, Memória, Ludicidade, AXÉ / Energia
Vital e Oralidade.
3. Os processos de aprendizagem de uma
AfroEscola surgem em escala local, micro e
individual e se projetam no global, no macro e no
coletivo, respectivamente.
4. AfroEscolas devem ser criadas, mantidas e
dinamizadas por pessoas e grupos negros
ativistas.

Manifesto AfroEscola

  • 1.
    AfroEscola Laboratório Urbano/ Projeto OFICINATIVA Avenida Atlântica, 904 Valparaíso, Santo André, SP CEP 09060 001 (11) 4425 4458 projetooficinativa@hotmail.com (e-mail, msn) carlos rogerio amorim (facebook, skype) oficinativa (twitter) www.oficinativa.org mar 2018 AfroEscola MANIFESTO (projeto político pedagógico simplificado) “O tambor na mão do outro não satisfaz. Quando o tomamos, incomodamos” provérbio etíope
  • 2.
    8 5. AfroEscolas sãotecnologias sociais abertas e livres, que precisam estar conectadas em redes mas que são desenvolvidas em suas especificidades e com extrema autonomia. 6. AfroEscolas tem como premissas motivadoras as investigações e os compartilhamentos das africanidades, originais e das diásporas (e também de outras expressões culturais que são oprimidas e desprezadas na contemporaneidade), além de nossas próprias e mais profundas criatividades e intuições. 7. AfroEscolas se estruturam nos recursos que já possuímos. Para reconhecer e entender tais riquezas, necessitamos urgentemente ressignificar práticas, crenças e sentimentos. 8. O primeiro esforço institucional formal das AfroEscolas deve ser a educação infantil, considerando os 10 anos iniciais de uma digna cidadania negra. Paralelamente, seguimos nossa árdua reeducação adulta. 9. Artes + InterCulturalidades + Ecologias + Economias são as rotinas imprescindíveis para as AfroEscolas. 10. Os conflitos comunitários são as melhores oportunidades para ensinar / aprender nas AfroEscolas. Manifesto AfroEscola 1. AfroEscolas são por essência MOVIMENTOS NEGROS, portanto iniciativas políticas e pedagógicas. 2. Os princípios e os focos de uma AfroEscola estão diretamente vinculados e inspirados nos Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros, a saber: Circularidade, Religiosidade, Corporeidade, Musicalidade, Cooperativismo / Comunitarismo, Ancestralidade, Memória, Ludicidade, AXÉ / Energia Vital e Oralidade. 3. Os processos de aprendizagem de uma AfroEscola surgem em escala local, micro e individual e se projetam no global, no macro e no coletivo, respectivamente. 4. AfroEscolas devem ser criadas, mantidas e dinamizadas por pessoas e grupos negros ativistas.