O
O Simbolismo
Simbolismo
Éum estilo
É um estilo literário, do
, do teatro e
e
das artes plásticas.
das artes plásticas.
Surgiu na França, no final do
Surgiu na França, no final do
século XIX.
século XIX.
Oposição ao Realismo e ao
Oposição ao Realismo e ao
Naturalismo.
Naturalismo.
“Nomear umobjeto é suprimir três
quartos do prazer do poema, que é
feito da felicidade de adivinhar pouco
a pouco; sugeri-lo, eis o sonho, (...)
pois deve haver sempre enigma em
poesia, e é o objetivo da Literatura –
e não há outro – evocar os objetos.”
Mallarmé
6.
Antes de qualquercoisa, música
Antes de qualquer coisa, música
(...)
(...)
É preciso também que não vás nunca
É preciso também que não vás nunca
Escolher tuas palavras sem ambiguidade:
Escolher tuas palavras sem ambiguidade:
Nada mais caro que a canção cinzenta
Nada mais caro que a canção cinzenta
Onde o indeciso se junta ao impreciso.
Onde o indeciso se junta ao impreciso.
Paul Verlaine
Paul Verlaine
7.
Histórico e características
Históricoe características
A partir de 1881, na França.
A partir de 1881, na França.
Pintores, autores teatrais e escritores.
Pintores, autores teatrais e escritores.
Misticismo advindo do grande
Misticismo advindo do grande
intercâmbio com as artes,
intercâmbio com as artes,
pensamento e religiões orientais
pensamento e religiões orientais.
.
Diferentes formas de olhar sobre o
Diferentes formas de olhar sobre o
mundo, de ver, e demonstrar o
mundo, de ver, e demonstrar o
sentimento.
sentimento.
Subjetivismo
Subjetivismo
Interesse peloparticular e individual.
Interesse pelo particular e individual.
Realidade focalizada sob o ponto de vista de um
Realidade focalizada sob o ponto de vista de um
único indivíduo.
único indivíduo.
A visão objetiva da realidade não desperta mais
A visão objetiva da realidade não desperta mais
interesse.
interesse.
É uma poesia que se opõe à poética parnasiana.
É uma poesia que se opõe à poética parnasiana.
Reaproxima-se da estética romântica.
Reaproxima-se da estética romântica.
Volta-se para o coração.
Volta-se para o coração.
Procura o mais profundo do "eu", o
Procura o mais profundo do "eu", o
inconsciente, o sonho.
inconsciente, o sonho.
10.
Musicalidade
Musicalidade
Aproximação dapoesia com a música.
Aproximação da poesia com a música.
A aliteração
A aliteração:
:
consiste na repetição sistemática de um
consiste na repetição sistemática de um
mesmo fonema consonantal.
mesmo fonema consonantal.
A assonância:
A assonância:
caracterizada pela repetição de fonemas
caracterizada pela repetição de fonemas
vocálicos.
vocálicos.
11.
Transcendentalismo
Transcendentalismo
S
Suger
ugere,
e, atravésdas palavras, sem nomear
através das palavras, sem nomear
objetivamente os elementos da realidade.
objetivamente os elementos da realidade.
E
Enfa
nfatiza
tiza o imaginário e a fantasia.
o imaginário e a fantasia.
I
Interpreta a realidad
nterpreta a realidade através
e através da intuição e
da intuição e
não da razão ou da lógica.
não da razão ou da lógica.
Prefere
Prefere o vago, o indefinido ou impreciso.
o vago, o indefinido ou impreciso.
palavras como:
palavras como:
névoa, neblina, bruma, vaporosa
névoa, neblina, bruma, vaporosa.
.
12.
Literatura do simbolismo
Literaturado simbolismo
Os temas são místicos, espirituais.
Os temas são místicos, espirituais.
Abusa-se da
Abusa-se da sinestesia
sinestesia (sensação produzida
(sensação produzida
pela interpenetração de órgãos sensoriais:
pela interpenetração de órgãos sensoriais:
"cheiro doce" ou "grito vermelho"),
"cheiro doce" ou "grito vermelho"), das
das
aliterações
aliterações (repetição de letras ou sílabas
(repetição de letras ou sílabas
numa mesma oração:
numa mesma oração:
"Na messe que estremece") e
"Na messe que estremece") e das
das assonâncias
assonâncias
(repetição fônica das vogais:
(repetição fônica das vogais: repetição da vogal
repetição da vogal
"e" no mesmo exemplo de aliteração) tornando os
"e" no mesmo exemplo de aliteração) tornando os
textos poéticos simbolistas profundamente musicais.
textos poéticos simbolistas profundamente musicais.
13.
Correspondências
Correspondências
A natureza éum templo onde vivos pilares
A natureza é um templo onde vivos pilares
Deixam filtrar não raro insólitos enredos;
Deixam filtrar não raro insólitos enredos;
O homem o cruza em meio a um bosque de segredos
O homem o cruza em meio a um bosque de segredos
Que ali o espreitam com seus olhos familiares.
Que ali o espreitam com seus olhos familiares.
Como ecos longos que à distância se matizam
Como ecos longos que à distância se matizam
Numa vertiginosa e lúgubre unidade,
Numa vertiginosa e lúgubre unidade,
Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,
Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,
Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.
Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.
Há aromas frescos como a carne dos infantes,
Há aromas frescos como a carne dos infantes,
Doces como o oboé, verdes como a campina,
Doces como o oboé, verdes como a campina,
E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,
E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,
Com a fluidez daquilo que jamais termina,
Com a fluidez daquilo que jamais termina,
Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,
Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,
Que a glória exaltam dos sentidos e da mente.
Que a glória exaltam dos sentidos e da mente.
Charles Baudelaire
Charles Baudelaire
14.
No B
No Brasil
rasil
Dois grandes poetas destacaram-se
Dois grandes poetas destacaram-se
dentro do movimento simbolista:
dentro do movimento simbolista:
Cruz e Sousa
Cruz e Sousa a angústia de sua
a angústia de sua
condição, reflete-se no comentário de
condição, reflete-se no comentário de
Manuel Bandeira: "
Manuel Bandeira: "Não há
Não há (na literatura
(na literatura
brasileira)
brasileira) gritos mais dilacerantes,
gritos mais dilacerantes,
suspiros mais profundos do que os seus
suspiros mais profundos do que os seus".
".
Alphonsus de Guimarães
Alphonsus de Guimarães
15.
Simbolismo brasileiro
Simbolismo brasileiro
Início:1893
Início: 1893 - Publicação das
- Publicação das
obras MISSAL E BROQUÉIS, de
obras MISSAL E BROQUÉIS, de
Cruz e Sousa.
Cruz e Sousa.
Fim: 1902
Fim: 1902 - Publicação da obra
- Publicação da obra
OS SERTÕES, de Euclides da
OS SERTÕES, de Euclides da
Cunha.
Cunha.
16.
Principais artistas
Principais artistas
simbolistas
simbolistas
Cruz e Sousa (1861-1898)
Cruz e Sousa (1861-1898)
Filho de ex-escravos, foi criado por um
Filho de ex-escravos, foi criado por um
Marechal e sua esposa como um filho e teve
Marechal e sua esposa como um filho e teve
educação de qualidade. Perseguido a vida
educação de qualidade. Perseguido a vida
inteira por ser negro, culminando com o fato
inteira por ser negro, culminando com o fato
de ter sido proibido de assumir um cargo de
de ter sido proibido de assumir um cargo de
juiz só por isso. É ativo na causa abolicionista.
juiz só por isso. É ativo na causa abolicionista.
Morre jovem de tuberculose, vítima da pobreza
Morre jovem de tuberculose, vítima da pobreza
e do preconceito.
e do preconceito.
17.
Cruz e Sousa
Cruze Sousa
Uma de suas obsessões era cor branca,
Uma de suas obsessões era cor branca,
como mostra a passagem a seguir:
como mostra a passagem a seguir:
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
"Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
de luares, de neves, de neblinas!...
de luares, de neves, de neblinas!...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incenso dos turíbulos das aras..."
Incenso dos turíbulos das aras..."
18.
Cruz e Souza
Cruze Souza
É considerado neo-romântico simbolista, pois
É considerado neo-romântico simbolista, pois
valoriza os impulsos pessoais e sua condição de
valoriza os impulsos pessoais e sua condição de
indivíduo sofredor como fonte de inspiração
indivíduo sofredor como fonte de inspiração
poética. Suas poesias sempre oferecem dificuldade
poética. Suas poesias sempre oferecem dificuldade
de leitura. Trata-se de um poeta expressivo,
de leitura. Trata-se de um poeta expressivo,
apelidado de “Cisne Negro” ou “Dante Negro".
apelidado de “Cisne Negro” ou “Dante Negro".
“
“Alma! Que tu não chores e não gemas
Alma! Que tu não chores e não gemas
Teu amor voltou agora.
Teu amor voltou agora.
Ei-lo que chega das mansões extremas,
Ei-lo que chega das mansões extremas,
Lá onde a loucura mora!”
Lá onde a loucura mora!”
19.
Alphonsus de Guimaraens(1870 -
Alphonsus de Guimaraens (1870 -
1921)
1921)
Apaixonado desde jovem por uma
Apaixonado desde jovem por uma
prima, sofre com a prematura morte da
prima, sofre com a prematura morte da
amada e passa por uma crise de doença
amada e passa por uma crise de doença
e boêmia. Forma-se em Direito e
e boêmia. Forma-se em Direito e
Ciências Sociais, colaborando sempre na
Ciências Sociais, colaborando sempre na
melhor imprensa paulistana. Fica
melhor imprensa paulistana. Fica
conhecido como “O Solitário de
conhecido como “O Solitário de
Mariana”.
Mariana”.
20.
Alphonsus de Guimaraens
Alphonsusde Guimaraens
São constantes em sua obra a
São constantes em sua obra a
presença constante da morte da
presença constante da morte da
mulher amada, os tons fúnebres de
mulher amada, os tons fúnebres de
cemitérios e enterros, a nostalgia
cemitérios e enterros, a nostalgia
de um medievalismo romântico,
de um medievalismo romântico,
além do seu famoso marianismo
além do seu famoso marianismo
(culto a Virgem Maria). Sua obra
(culto a Virgem Maria). Sua obra
prenuncia o surrealismo
prenuncia o surrealismo
21.
Alphonsus de Guimaraens
Alphonsusde Guimaraens
Seus versos tinham musicalidade e sutileza
Seus versos tinham musicalidade e sutileza
para a atmosfera religiosa que inspiravam,
para a atmosfera religiosa que inspiravam,
como mostra a passagem a seguir:
como mostra a passagem a seguir:
"O céu é todo trevas: o vento uiva.
"O céu é todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem açoitar o rosto meu.
Vem açoitar o rosto meu.
E a catedral ebúrnea do meu sonho
E a catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.”
Como um astro que já morreu.”
22.
Alphonsus de Guimaraens
Alphonsusde Guimaraens
Obras Principais:
Obras Principais:
Poesia: Setenário das Dores de Nossa Senhora
Poesia: Setenário das Dores de Nossa Senhora
(1899), Dona Mística (1899), Câmara Ardente
(1899), Dona Mística (1899), Câmara Ardente
(1899), Kiriale (1902), Pauvre Lyre (1921),
(1899), Kiriale (1902), Pauvre Lyre (1921),
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte
(1923), Poesias (Nova Primavera, Escada de
(1923), Poesias (Nova Primavera, Escada de
Jacó, Pulvis, 1938).
Jacó, Pulvis, 1938).
Prosa: Mendigos (1920)
Prosa: Mendigos (1920)