LETRISTAS EM CENA
Coletânea de Letras Musicais
Poetas brasileiros
Autores
Tirollo Branca et al
2ª Edição
Piracicaba/SP
Sotaques/Editora
18/03/2014
Coletânea de Letras Musicais
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Letristas em Cena
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PROJETO: LETRISTAS EM CENA 2ª EDIÇÃO
Copyright ©2014
Projetista: Branca Tirollo
Obra – Letristas em Cena
Coletânea de Letras musicais
2ª Edição
ISBN: 978-85-67263-03-8
Fotografia: Colaboração
Editor: Branca Tirollo
Sotaques/Editora
www.sotaques.com.br
Contato: falex@sotaques.com.br
Piracicaba/SP/Brasil
Todos os direitos reservados aos autores:
Ananias Domiciano Gomes, Ayrton Mugnaini Jr., A.
Singulares, Beto Clep, Branca Tirollo, Carlos Alberto
Collier Filho, Chico Pires, Dhiogo José Caetano, Etel Frota,
Gilbertto Costta, Iso Fischer, I. Malforea, Julio César
Nascimento, Kátya Chamma, Luiz Antônio Bergonso, Luiz
Menestrel, Marcelo Salvo, Marcelo Secco, Marcos Antonio
Passarelli, Neila Bittencourt Pereira, Nertan Silva-Maia,
Priscila Pettine, Renata Machado Gomide, Renato Brito,
Rolan Crespo, Rosangela Calza, Rosi Lopes, Samuel Neri,
Sonekka, Suzete Oliveira Camargo Dutra, Tato Fischer,
Telma Sanchez, Thiago Augusto Arlindo Tomaz da Silva
Crepaldi, Valéria Pisauro, Valdemir A. F. Barros,
Vuldembergue Farias, Wander Porto, Xavier Peteó, Zezinho
Nascimento, Zizen.
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Letristas em Cena
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APRESENTAÇÃO
QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER...
Os versos de Geraldo Vandré da canção “Pra não
dizer que não falei das flores” retratam muito bem a tarefa a
que Branca Tirollo se propôs, já no ano passado,
continuando agora a saga: editar um livro que contenha o
maior número de letras de música do Planeta Terra, coisa
para o GuinessBook.
Ano passado saiu a primeira edição virtual, em
impressão real a todos os interessados, e agora, em 2014, ela
se propõe a reeditar aquele, com novas letras de música
acopladas. Participante do Clube Caiubi de Compositores,
conclamou seus associados a participarem do feito, sendo
atendida por vários, e alguns deles se achegam para esta
segunda edição.
Quando se vê o trabalho pronto, parece que a tarefa
engendrada foi muito fácil; quem tem cabelos, sabe quanto
cai; quem tinha, também. Parabéns, Branca Tirollo!
Continue nessa pegada, hora dessas estaremos no Guiness
Book.
Quero ainda mais fortalecer seu empreendimento,
usando da máxima que aprendi como sendo de Regina Brett,
jornalista americana, com a qual compus uma canção, SER
FELIZ, por entender que tais palavras não serviriam apenas
para mim:
O QUE PENSAM DE VOCÊ NÃO É DA SUA CONTA!
Tato Fischer
São Paulo, 23 de janeiro de 2014.
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AGRADECIMENTOS
Ainda que saibamos o que as mazelas do orgulho
podem causar em nós, não hão de obscurecer jamais a
gratidão que reside em nossa alma, mesmo que muitos
orgulhosos creiam merecer todos os elogios maniqueístas só
para si.
Eis aqui o resultado de uma coletividade de
somadores de ideias; idealistas irrecuperáveis que debruçam
agradecimentos aos deuses de todas as inspirações, às musas
de todos os poetas e a todos os seres materializados que,
servindo de instrumento mágico e divino, tornam tudo
possível.
Somos gratos por mantermos nossa sanidade em meio
à loucura que é viver sonhando. Os Caiubistas vivem
sonhando, cantando e contando sonhos.
Aos nossos familiares queridos que sempre nos
incentivaram e apoiaram ainda que em noites boêmias vão
os nossos singelos agradecimentos.
Agradecemos humildemente a Branca Tirollo por todo
o esforço, dedicação e empenho que debruçou para tornar
esse projeto possível. Projeto este que, de início sendo de
um, tornou-se de todos como réplica de milagre divino que
multiplica todas as unidades e cria a propagação.
Somos gratos ao Pai Universal por permitir a nós todas
as possibilidades de realizações. Sem a liberdade de agir, de
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se rebelar e manifestar que nos fora concedida, a arte não
seria possível, então somos gratos.
Por fim, não esgotamos aqui todas as possibilidades e
muitos outros textos serão criados, frutos de mentes
pensantes e de corações pulsantes. Portanto, agradecemos
aos nossos parceiros e leitores por permanecer acreditando
no trabalho de todos os Letristas que estão em cena e
daqueles que ainda estarão.
Priscila Pettine
Letristas em Cena
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ÍNDICE
Autores
Ananias Domiciano Gomes
Ayrton Mugnaini Jr.
A. Singulares
Beto Clep
Branca Tirollo
Carlos Alberto Collier Filho
Chico Pires
Dhiogo José Caetano
Etel Frota
Gilbertto Costta
Iso Fischer
I. Malforea
Julio César Nascimento
Kátya Chamma
Luiz Antônio Bergonso
Luiz Menestrel
Marcelo Salvo
Marcelo Secco
Marcos Antonio Passarelli
Neila Bittencourt Pereira
Nertan Silva-Maia
Priscila Pettine
Renata Machado Gomide
Renato Brito
Rolan Crespo
Rosangela Calza
Rosi Lopes
Samuel Neri
Sonekka
Suzete Oliveira Camargo Dutra
Coletânea de Letras Musicais
10
Tato Fischer
Telma Sanchez
Thiago Augusto S. Crepaldi
Valdemir A. F. Barros
Valéria Pisauro
Vuldembergue Farias
Wander Porto
Xavier Peteó
Zezinho Nascimento
Zizen
***************************
Epílogo
Índice geral
Letristas em Cena
11
ANANIAS DOMICIANO GOMES
Banho de sol 0013
Cadê meu pandeiro 0014
Campeonato de preservação 0016
Coruja 0017
Demorou 0018
Funk dos manos 0019
Lele, lelo, lele, lela. 0021
Coletânea de Letras Musicais
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Letristas em Cena
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BANHO DE SOL
Hoje e sexta feira
O fim de semana esta inteiro
Planejei tudo certo
Para não dar o inverso
Vou gastar meu dinheiro
Vou pular na areia
Vou jogar futebol
Deixei tudo combinado
Para que nada de errado
Vou tomar banho de sol
Vou pegar um voo
Voar de avião
Voar o Brasil
Onde todos me viram
Vou até o Japão
Sou brasileiro
Di coração
Esse é o meu perfil
Sou mais Brasil
Pais dos campeões
Coletânea de Letras Musicais
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CADÊ MEU PANDEIRO
Cadê meu pandeiro cadê, cadê
Estou querendo achar
Estou querendo achar
Hoje é fim de semana
Fim de semana
Estou querendo sambar
Vou chamar meus amigos
Meus amigos, todo o cidadão
Todo cidadão vai lá
Convocar o mundo inteiro
Pra festa da união
Trabalhei a semana Inteira
Semana inteira
Quase que não deu pra procurar
Eu senti uma dor no peito
Quero achar meu pandeiro
Pra fazer uma festa no jeito
Cadê meu pandeiro cadê, cadê
Estou querendo achar
Estou querendo achar
Hoje e fim de semana
Fim de semana
Estou querendo sambar
Esta tudo bem certinho
Bem certinho
Pra festa começar
Pra começar
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E no meio da bagunça
Perdi meu pandeiro
E não consigo achar
Cadê meu pandeiro cadê ,cadê
Não consigo achar
Não consigo achar
Hoje é fim de semana
Fim de semana
Estou querendo sambar
Coletânea de Letras Musicais
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CAMPEONATO DE PRESERVAÇÃO
Levantei pensando
Que poderemos mudar
Para no futuro
Não passarmos sede.
Cultivando nossas matas
Limpando nossas nascentes
Preservando nosso verde
Nossa vida será mais bela
Com o espelho da natureza
Se trabalharmos todos juntos
Venceremos com certeza
Vamos convocar o mundo
Nação por nação
Para um grande campeonato
De preservação
Onde o premio e o verde
E quem preserva é campeão
Letristas em Cena
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CORUJA
Gavião que cume
A coruja que esta
No toco
A bicha e feia que dói
Mexe e corrói
Vai pro toco
Cantou a noite inteira
E o gavião só de olho
O bicho vai pega
É asa que vai voar
Mostrar quem somos
Gavião acostumou
Voltar lá no toco
Coruja malvada
Esta desconfiada
Não quer mais sair do toco
Gavião montou campana
Armou sua barraca
Quando ela sair
O bicho vai subir
Quebrar a estaca
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DEMOROU
Demorou, demorou
Inventaram um fuxico
E ela me deixou
Inventaram um fuxico
Que eu tava traindo ela
Que eu ia pro cabaré
Invés de ir pra capela
Demorou, demorou
Inventaram um fuxico
E ela me deixou
Inventaram um fuxico, que
Eu não gostava de trabalhar
Que o meu negocio
Era só beber e cantar
Demorou, demorou
Inventaram um fuxico
E ela me deixou
Inventaram um fuxico
Que eu era meio bandido
Só vivia atrás de mulher
Largada do marido
Demorou, demorou
Inventaram um fuxico
E ela me deixou
Letristas em Cena
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FUNK DOS MANOS
Ola mulheres malucas que
Andou no meu carrão
Escutando funk ostentação
Com as rodas prateadas
Bancos de couros
E o meu tesouro
Nunca me deixa na mão
Dando volta na cidade
Em media velocidade
Medalhão amarelo no peito
Esse é meu jeito
Fazendo minha vontade
Cansei de andar de buzão
Enfrentando lotação
Então pensei
E pensando planejei
Entrei para funk ostentação
Hoje estou por cima
Só curtindo as meninas
Fazendo o que eu quero
Sem nem um mistério
Curtindo minha vida
Vou dar um conselho
Para os manos
Que só anda nos panos
Agora estou na área
Vou bater
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E não falha
Mudei mudei minha aparência
Letristas em Cena
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LELE, LELO, LELE, LELA.
Vamos brincar de esconde, esconde.
Só eu e você.
Sem ninguém, pra nos achar.
Onde só você mim acha
Eu acho você, só naquele escurinho.
Onde ninguém pode ver
Esse esconde, esconde.
Está dando o que fala
O povo já descobriu
Que e só eu e você
Que se encontra para brincar
Lele, lelo, lele, lela.
Vamos brincar de esconde, esconde.
Só eu e você sem ninguém, pra nos achar.
Esse esconde, esconde.
Está ficando complicado
Minha mãe quer ti conhecer
Seu pai quer me achar
Vamos dar um tempo
Se não o bicho vai pegar
lele, leo, lele, lea.
Vamos brincar de esconde, esconde.
Só eu e você sem ninguém, pra nos achar.
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Letristas em Cena
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AYRTON MUGNAINI JR.
A primeira última vez
Baianinha japonesa
Eu acabei de reler a sua carta
O homem da minha vida
Um tiro no escuro
Valsa para um sol medroso
0025
0026
0027
0028
0030
0032
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Letristas em Cena
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A PRIMEIRA ÚLTIMA VEZ
Minha memória é como eu
Deveria ser mais seletiva
Cada momento que a gente viveu
Pra mim é uma lembrança sempre viva
Ainda lembro muito bem
De tudo que a gente fez
De cada primeira e de cada última vez
Nosso primeiro beijo ao sol
Primeira noite de luar
Primeiro filme, depois primeiro jantar
Primeira festa, último show
A primeira flor que eu te dei
Primeira chuva, último livro que eu ganhei
Nossa primeira discussão
Primeira vez que eu disse não
Primeira vez que eu levei um bofetão
Lembro muito bem de cada instante
Até mesmo dos que eu não quero lembrar
Eu só aprendi
Após sofrer bastante
Que todo mundo gosta bastante de ti
Mas só mesmo tu pra te aguentar
Tem uma última coisa, meu amor
Que eu queria te dizer
Sem medo de ser brega ou me contradizer
Hoje eu queria te encontrar
Pra festejarmos com prazer
O meu primeiro ano longe de você
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BAIANINHA JAPONESA
Baianinha japonesa
Minha linda, meu amor
Não vou ver maior beleza
Nem em Tóquio ou Salvador
Morou na Bahia
E ela é sansei
Vem pra minha cidade
É bom demais, meu rei
Que koibito
Baianinha japonesa
Meu tesouro, minha joia
Não vou ver maior beleza
Nem em Juazeiro ou Nagoya
Ela tem um charme
No olhar puxado
Que ajuda a me puxar
Pra ficar ao seu lado
E eu sempre vou
Não tem canto de alma
Que ela não atinja
Ama como gueixa
E trabalha como ninja
Que shigoto
Baianinha japonesa
Quanto love, sono crazy
Não vou ver maior beleza
Nem na Liberdade ou no Largo 13
Letristas em Cena
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EU ACABEI DE RELER A SUA CARTA
Eu acabei de reler a sua carta
Você me diz que me amar é coisa boa
Eu reli letra por letra, até a data
Já faz três anos, mas como o tempo voa
De lá pra cá a gente foi brigar
Uma bobagem tão pequena que cresceu
Mas sei que se eu te perdoar
Nessa hora quem não me perdoa sou eu
A carta inclui uma foto, tu e o Nando
Sorrindo e se abraçando
Nem dá pra imaginar
Que se a máquina pegasse pensamento
Não só o filme, no momento
Até ela ia queimar
A resolução que a câmera não vê
É a pior que eu já vi
Não chega a 10 dpi
Releio a carta e penso em você
Vocês dois sempre brigaram
Quem sabe até se mataram
Ou pior, até se casaram
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O HOMEM DA MINHA VIDA
Como é bom ser livre pra voar
E conhecer o amor e seus mistérios
Mas você não tinha que casar
Teu único jeito agora é o adultério
Não fui assistir seu casamento
Porque o centro da atenção ia mudar
Não quis estragar esse momento
Não fui pra ninguém me ver chorar
Hoje no meu título de eleitor
Está escrito que eu sou solteiro
Mas isso é mentira, meu amor
Só penso em você o tempo inteiro
A paixão e o desejo me consomem
Você também se sente consumida
Mulher de amigo meu pra mim é homem
Por isso você é o homem da minha vida
Você mudou seu título de eleitora
Ganhou o sobrenome do marido
Porém está me confessando agora
Que tem um segredo escondido
Foi tudo um fracasso, na verdade,
Porque você com ele não se encaixam
Ele exige alta fidelidade
Porém a impedância dele é baixa
Por isso eu fiquei maravilhado
Quando você nessa vida deu um basta
E hoje segue o velho ditado
Letristas em Cena
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“Burro amarrado também pasta”
A paixão e o desejo me consomem
Você também se sente consumida
Mulher de amigo meu pra mim é homem
Por isso você é o homem da minha vida
Coletânea de Letras Musicais
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UM TIRO NO ESCURO
(NO AR MAIS UM CAMPEÃO DE
VIOLÊNCIA)
Você está tão diferente
Você mudou tão de repente
Ficou nervosa e totalmente irada
É sorte minha que você não anda armada
O teu olhar duro me inibe
Parece a Lilian Witte Fibe
Já sei o que está acontecendo
São esses filmes que você anda vendo
Eles fazem muito mais mal
Que o Pernalonga e o Pica-Pau
E me dão até cefaleia
Tanta violência afligiu-me
Se você diz que é só um filme
Você pensa que é só plateia
Filme com tanta paulada e tiro
Me deixa aflito
Parece o ar que eu respiro
Sujo e gratuito
O mundo hoje só tem vício
Se puser cerca vira hospício
Se cobrir vira circo e não do bom
Se tirar foto vira anúncio da Benetton
Baixaria e violência
Dão cada vez mais audiência
Não tem problema se tanta gente morrer
Letristas em Cena
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Porque sempre sobra mais alguém pra ver
Eu também estou mudado
E pra ninguém ficar chocado
Eu me previno bastante
Hoje só visto roupa rubra
Pois caso eu morra e alguém descubra
O sangue fica menos chocante
Filme com tanta paulada e tiro
Me deixa aflito
Parece o ar que eu respiro
Sujo e gratuito
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VALSA PARA UM SOL MEDROSO
Hoje
O sol tá fraco
Brilhando opaco
Quase mal se vê
A causa
Sei desde cedo
Ele tem medo
De encontrar você
Que hoje
Tá irritada
Grita por nada
Um bicho te mordeu
Tá chata
E rabugenta
Quem é que aguenta?
Ah, eu sei... só eu
Te amo
Também agora
Não só nas horas
Em que estás feliz
E o choro
Nunca foi gafe
Pois desabafe
Até ficar feliz
Grite
Se descabele
Cubra minha pele
Até me soterrar
Mesmo
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Soterrado e exangue
Um beijo grande
Inda vou te mandar
Sabemos
Que amanhã cedo
Teu jeito azedo
Já terá passado
Não só
Tua beleza,
Tua fortaleza
Me deixa abismado
Se o Sol
Estiver chocho
Direi “seu frouxo,
Tá pensando o quê?
Esta
Mulher-maravilha
Todo dia brilha
Mais do que você!”
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A. SINGULARES
Do teu beijo
Escala
Sobre o dia e a noite
A volta que não acontece
0037
0038
0039
0040
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DO TEU BEIJO
Quero tua boca
Tão minha, tão nua
A minha, tua
O instante do beijo encostado
Beijo não calado, pintado, talhado
Beijo gravado
Aquele que fica na boca, segue a gente em cada
passo beijo de artista, beijo de palhaço
Beijo sem pecado, beijo na boa
Roubado ou doado
espero um beijo nunca acabado
Como o vento, que - só de fazer um movimento -
logo está ao seu lado
Lábios que acolhem os meus
Quero beijo sem adeus, nem até breve
Beijo que sorri em mim
faz o meu também sorrir (e beijar mais), sem fazer
greve
Quero teu beijo, sou sapo
desfaz o meu estado e me faz nobre
Quero teu beijo, sou fraco
Depois me dá um abraço e me traz sorte
Me dê outro beijo e quantos mais quiser
Grudado, lambido, molhado - aceito o beijo que
vier
Selo do momento estado, perpetuado
Beijo que salivo, me beije o quanto puder
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ESCALA
Dança em mim, chacoalha
Me batalha em sorte e suor
Desperte, nessa toada
o que me colore melhor
Deita no meu azul
vamos sumir em violetas
A sua paz esquenta
Nessa paleta perfeita
Assim como faz o vento
quando te beija e não pede licença
farei o mesmo contigo
noite adentro, cores intensas
Dilui minha tinta no seu gosto
Me desenhe em seu papel
Azul embaixo, sou seu mar
Em cima, um rascunho do céu
Me escala em tua escala
Pinta meus móveis, minha casa
pinta meu corpo, meus sonhos
Deixa seu quadro risonho
decorando minha parede
esquentando nossa amizade
Seu vermelho me acende
nele tem a sua imagem.
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SOBRE O DIA E A NOITE
O dia
se você não sabe
é a noite
vestida de claro
Quando se cansa
tira sua bata
cerúleo
para esconder-se
no escuro
E veste uma camisola
de estrelas
para ser noite
inteira
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A VOLTA QUE NÃO ACONTECE
Piano que toca
na noite que encosta
Esperando alguém que partiu
Saudade que encosta,
a lágrima toca
Escorrendo no rosto como um rio
A Lua enquadrada, sozinha, amarela
Estampada na janela aberta
Espelho - me vejo e fecho a cortina
Escureço sozinho em sentinela
Espero de olhos vermelhos, fechados,
a volta que não acontece
É como andar na chuva molhado
perdido, onde não se conhece
É ser assaltado, agredido
Não ter sábado ou domingo
É como não ter feriado, descanso
Sem sua voz me chamando no ouvido
É como não ver as flores de Maio, de Junho e de
pano
É noite sem lua, a vida, um engano
É praia sem mar, surfista sem onda,
é ovelha sem rebanho
É ter o copo vazio,
não se sufocar em goles de vinho
Letristas em Cena
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Quintal sem criança, é vaso sem planta
é céu sem o azul, é palco sem dança
É sapo sem lago, Sapato molhado,
é fita amarrada sem laço
É quadro sem cor, dinheiro sem valor
É sentir frio e não ter cobertor
É dedo sem aliança
É gol sem torcida vibrando
É show de Rock sem banda
pandeiro, sem samba, tocando
É letra sem música, só ímpar, sem par
Palavra jogada sem poesia
É quadro sem tinta, é desabafar
os versos com a parede fria
É desaprender a andar
De asas quebradas, não posso voar
Lembranças dos beijos roubados
Estalam na boca, mas não mais molhados
É estar parado, apagado
Viver sem sonho, no mundo jogado,
ao meio-fio estirado
Cachorro sem dono, maltratado
Piano que toca, saudade que encosta
Na noite que encosta, a lágrima toca
Esperando alguém que partiu
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BETO CLEP
Bem melhor do que sonhei
Com você
Dias de frio
Folhas e flores
O final vai ser feliz
Por que não? (tentar ser feliz)
Sem você
Seus maiores segredos
Tudo acabou
Tudo que sei
Vivemos?
Vou acreditar
0045
0047
0049
0051
0053
0054
0056
0058
0059
0060
0062
0064
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Letristas em Cena
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BEM MELHOR DO QUE SONHEI
Para Rose Farias
Eu tive tenta sorte
Em te conhecer
Pra dar sentido em minha vida
Razão do meu viver
Agora estou tão feliz
Você chegou, eu sei
Pra preencher o vazio
Que só crescia no meu coração
Você é tão especial
Diferente eu sei
Algo tão bom pra mim
Bem melhor do que sonhei
Em poucas palavras
Eu tento dizer
O quanto te amo
O quanto eu gosto de você
Eu tenho tanto medo
De um dia te perder
Se isso acontecesse
Não saberia o que fazer
Pois a minha vida
Só é completa com você
E pra sempre do seu lado
Eu quero viver.
Coletânea de Letras Musicais
46
Eu te amo tanto
Não sei nem como explicar
Então eu fiz essa canção
Pra me declarar
Em poucas palavras
Eu tento dizer
O quanto te amo
O quanto amo você
Letristas em Cena
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COM VOCÊ
A tristeza que eu sentia antes
Hoje eu não sinto, não
Você trouxe de volta
A paz no meu coração
Não me diga que tudo é mentira
Me diga que tenho razão
Você faz tão bem pra mim
Quero estar sempre assim
Eu tenho muito que viver,
Eu tenho tanto que aprender.
O tempo todo quero estar,
O tempo todo
Eu quero estar com você.
O tempo todo quero estar,
O tempo todo
Eu quero estar com você.
Com você, com você, com você
Com você, com você, com você.
Eu lembro bem, você me disse
A vida tem muitos segredos
Eu não queria fingir,
Então aprendi a sorrir,
Só pra te agradar.
Você faz tão bem pra mim
Quero estar sempre assim
Coletânea de Letras Musicais
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Eu tenho muito que viver,
Eu tenho tanto que aprender.
O tempo todo quero estar,
O tempo todo
Eu quero estar com você.
O tempo todo quero estar,
O tempo todo
Eu quero estar com você.
Com você, com você, com você
Com você, com você, com você.
Letristas em Cena
49
DIAS DE FRIO
A chuva que corroem
A ferida que não dói
O tempo que destrói
O resto de sonhos
A vergonha do espelho
A imagem que me inibi
Um barulho na esquina
O medo eu sei que existe
Dias de frio
Noites de inverno
Só o silêncio
Ninguém por perto
Dias de frio
Noites de inverno
Só o silêncio
Ninguém por perto
O medo é permanente
Os dias não têm fim
A segurança inexistente
Minha vida é assim
A solidão me incomoda
E o sol quem me acorda
Tudo que um dia foi perdido
Tem certeza não tem volta
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50
Dias de frio
Noites de inverno
Só o silêncio
Ninguém por perto
Dias de frio
Noites de inverno
Só o silêncio
Ninguém por perto
Letristas em Cena
51
FOLHAS E FLORES
Leve pra sempre contigo
A lembrança de um sorriso
Sem se esquecer de um grande amor
Que nunca deixou de existir
Lembre livros folhas e flores
E paredes desenhadas
Juras de amor não entendidas
Lições de vida, não decoradas
Nossa vida nossa casa
Um retrato no portão
A despedida a partida
Não entendi qual a razão
Eu tive medo eu tive insônia
Eu não consegui dormir
A minha vida indo embora
Não consigo mais sorrir
Se um dia perceber
Que eu estou fazendo falta
Pode vir pode voltar
Mas por favor não faça hora
Lembre só das coisas boas
Esqueça as coisas ruins
Tenha certeza de uma coisa
Nosso amor não terá fim.
Nossa vida nossa casa
Coletânea de Letras Musicais
52
Um retrato no portão
A despedida a partida
Não entendi qual a razão
Eu tive medo eu tive insônia
Eu não consegui dormir
A minha vida indo embora
Não consigo mais sorrir
Letristas em Cena
53
O FINAL VAI SER FELIZ
Acorde cedo
Para ver o sol raiar
Respire fundo
E não deixe de sonhar
Eu sei que as coisas
Não andam assim tão bem
Mas ficar triste
Nada vai adiantar
A vida é um grande Quebra – cabeça
Cheio de peças para montar
As peças se encontram se encaixam
Mesmo não sendo do mesmo lugar
Quando parece
O final vai ser feliz
Você descobre
A peça estava no lugar errado
Hora de começar tudo de novo
Ou quem sabe, talvez .
Tentar outra vez
Mas só se tem uma certeza
O final vai ser feliz.
Você merece
Você precisa
Você será
Muito feliz
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54
POR QUE NÃO? (TENTAR SER FELIZ)
Te fiz uma canção
Com palavras doces
Pra te trazer alivio
Amenizar as suas dores
Te fiz uma canção
Com todo sentimento
Pra te fazer sorrir
E eternizar esse momento.
Então, por que não?
Tentar ser feliz
Por que não?
Então, por que não?
Tentar ser feliz
Por que não?
Abra a janela,
Olha lá fora,
O dia está lindo,
Levanta, acorda.
Vamos lá fora
Curtir e viver,
Felicidade existe
Só depende de você.
Então, por que não?
Tentar ser feliz
Por que não?
Letristas em Cena
55
Então, por que não?
Tentar ser feliz
Por que não?
Coletânea de Letras Musicais
56
SEM VOCÊ
Estrelas Rutilantes
Sentidos sem razão
Vontade de sumir
Mudar de direção
Pular de paraquedas
Da asa de avião.
Não sei por que me sinto assim
Às vezes eu quero fugir
E esquecer o que sofri
E o que ainda vou sofrer
Estou aprendendo a viver
Estou aprendendo a viver sem você
Estou aprendendo a viver
Estou aprendendo a viver sem você
Sem você, sem você, sem você
Sem você, sem você, sem você
Esqueço de viver os dias tristes
Pensando em ir dormir mais cedo
Quando penso em fugir Eu procuro dormir
Quem sabe amanhã tudo irá mudar
Não sei por que me sinto assim
Às vezes eu quero fugir
E esquecer o que sofri
E o que ainda vou sofrer
Letristas em Cena
57
Estou aprendendo a viver
Estou aprendendo a viver sem você
Estou aprendendo a viver
Estou aprendendo a viver sem você
Sem você, sem você, sem você
Sem você, sem você, sem você.
Coletânea de Letras Musicais
58
SEUS MAIORES SEGREDOS
Não importa o dia ,
Não importa a hora,
Não importa a intensidade
O desejo e a vontade.
Eu quero te dizer
Eu quero estar só com você
Mais do que isso eu preciso
Ter você para sempre comigo.
Eu quero estar com você
O maior tempo possível
Descobrir seus maiores segredos
Ser muito mais que um amigo.
É a mais pura verdade
É a minha realidade
Eu respiro fundo
Me encho de coragem
Só pra te dizer
Eu quero estar só com você
Mais do que isso eu preciso
Ter você para sempre comigo.
Eu quero estar com você
O maior tempo possível
Descobrir seus maiores segredos
Ser muito mais que um amigo.
Letristas em Cena
59
TUDO ACABOU
Seus olhos não me dizem mais nada
Apenas caminhos perdidos
Lembranças doces e amargas
Bocas dentes e sorrisos
Todo tempo passado
Não foi um tempo perdido
As lembranças boas
Guardo sempre comigo
O que foi ... Um sorriso
O que foi ... O paraíso
Um sonho...
Eu não queria acordar
Aprender a recomeçar
Não cometer mais os mesmos erros
Saber escutar
Ninguém é perfeito
Como todo sonho bom
Acabou ao amanhecer
Tive grandes momentos
Felizes com você
O que foi ... Um sorriso
O que foi ... O paraíso
Um sonho...
Eu não queria acordar
Apague a luz desliga o rádio
Tudo acabou
Coletânea de Letras Musicais
60
TUDO QUE SEI
Eu Aprendi coisas inúteis
Já me esqueci de coisas fúteis
Se viver já me ensinaram
Aprendi tudo errado
Perdi tanto o meu tempo
Futuro e passado
Melhor viver correndo
Do que ficar parado
Tudo Que sei Não serve pra nada
E nada que sei e muito impreciso
Tudo que sei não serve pra nada
E o nada que sei e puro improviso
Estudei mais de dez anos
E mal sei escrever
Quase tudo que me ensinaram
Não precisava aprender
A vida é um jogo
Perder e ganhar
E esse grande jogo
Estou aprendendo a jogar
Tudo que sei não serve pra nada
E nada que sei e muito impreciso
Tudo que sei não serve pra nada
E o nada que sei e puro improviso
Se o começo foi torto e desastroso
Letristas em Cena
61
O fim pode ser melhor.
E cada dia o mundo gira,
O mundo gira ao meu redor
E já que estou só
Vou dormir mais meia hora
Tudo Que sei não serve pra nada
E nada que sei e muito impreciso
Tudo que sei não serve pra nada
E o nada que sei e puro improviso
Coletânea de Letras Musicais
62
VIVEMOS?
Vivemos no país do futuro
Aonde o futuro nunca chega
Vivemos uma vida turbulenta
Recheada de incertezas
Eu tenho medo do que pode acontecer
O que será de mim ou de você
Viver esta cada vez mais difícil
Como vamos sobreviver
Queremos um país melhor
Sonhamos esperamos
Mas não sabemos até quando
Não sabemos até quando
Só temos deveres
Não temos direitos
Aqui tudo se compra
Aqui tudo tem seu preço
Então continuamos
Vivendo do avesso
Um dia se vive mais
No outro se vive menos
Vivemos enjaulados
Numa quase liberdade
Se hoje estamos livres
Não estamos de verdade
Não existe segurança
Letristas em Cena
63
Quem me da explicação
Não saio mais de casa
Tenho medo de ladrão
Vivemos num país tão desigual
Qualquer barbaridade já parece normal
Vivemos no país da impunidade
Onde não existe igualdade
Mas perante a lei
Somos todos iguais
Será que isso é verdade?
A verdade existe
Mas nem sempre é real
Queremos fazer o bem
Mas quem manda nos falar
Coletânea de Letras Musicais
64
VOU ACREDITAR . . .
Hoje estou tão triste
Nem eu mesmo sei por quê
Deve ser passageiro
Vou tentar esquecer
Pensei em mudar
Por alguns dias
Mais atitudes impensadas
Não levariam a nada
Estou cheio de problemas
Não adianta fugir
Vou ficar e encarar de frente
Vou acreditar . . .
Essa vida é passageira
Não tenho tempo a perder
Eu não quero ficar mais triste
Eu não quero mais sofrer
Os anos se passaram
Me deixaram bem mais forte
Hoje eu traço meu destino
Eu decido a minha sorte
As marcas do tempo
Não vão me incomodar
Eu serei assim
Eu vou lutar até o fim
Estou cheio de problemas
Letristas em Cena
65
Não adianta fugir
Vou ficar e encarar de frente
Vou acreditar . . .
Essa vida é passageira
Não tenho tempo a perder
Eu não quero ficar mais triste
Eu não quero mais sofrer
Coletânea de Letras Musicais
66
Letristas em Cena
67
BRANCA TIROLLO
Acasalamento 0069
Amor à moda da casa 0071
Amor inocente 0072
Asas de poeta 0073
Ataques sem nexo 0074
Brasil 0076
Cadê o meu café 0077
Calçadas 0078
Choro bruto 0079
Coelhinho da Páscoa 0080
Coisa 0081
Cômodo demais 0083
Democracia obscura 0084
Desafiando limites 0085
Devastação 0087
Dondoca 0089
E assim desejo-te 0091
Fera racional 0092
O formidável do amor 0093
Fuga no mensalão 0094
Hino: Academia de Letras do Brasil 0096
Imposto macabro 0097
Inferno no inverno 0099
Coletânea de Letras Musicais
68
Ladrão de galinha 0101
Malandro 0102
Memórias de um Caipiracicabano 0103
Mensagem das Caras pintadas 0105
Mistério 0108
Mudei a formalidade do amor 0109
Mutilação 0111
Não sou inventor do meu destino 0113
Noite 0116
Olhos de ouro 0117
Pássaro da madrugada 0119
Pirado 0120
Pirataria 0122
Policial do futuro 0124
Prepare o anzol 0126
Que mal que tem 0127
Refúgio 0128
Revolução 0129
Rua Brasil 0131
O sabor da amizade 0133
Samba do povo 0135
Saudade Tua 0136
Seu amor é ilusão de ótica 0138
Somente por amor 0139
Telhados de vidro 0140
Vai, vai, Brasil! 0141
Vegetação 0143
Letristas em Cena
69
ACASALAMENTO
Ser masculino ou feminino
Não importa...
Atitude compõe-se em versos
Felinos... São exóticos
Macho ou fêmea...
Devoram-se...
Em suas dimensões
O poeta adormece
Sobre a página alinhada
O compositor desperta a canção
Masculino ou feminino
Seres se cruzam no tempo.
Das mais variadas
Paixões
Filosofia de vida
Que marca datas
E contradições
Enquanto a poesia se acalma
Na doce missão
Do toque sagrado
De um violão.
Leva-se a vida
Na serenidade
Da consolação.
Desafios e contrastes
Coletânea de Letras Musicais
70
Nos acordes, nas rimas.
A métrica é eletrização
Escrevo meu verso
Você ao inverso
Compõe a canção
Felinos são exóticos
Macho ou fêmea
Devoram-se em suas dimensões
Seres se cruzam no tempo
Das mais variadas paixões
Filosofia de vida
Que marca datas
E contradições
Letristas em Cena
71
AMOR À MODA DA CASA
Os tempos mudaram, e os amantes, também.
Uns jogam com a sorte, outros vão e vem.
Há quem viveu um amor de verão
E outros sequer conseguiram amar...
Na trilha do amor, muitos querem aconchego.
Mas nem sempre acontece, a vida é um mistério.
Tudo tem seu preço, nada vai mudar.
Neste vai e vem, também aprendi.
Que não vale a pena sofrer tanta dor
Nas desilusões, que tanto insisti.
Neste vai vem, trocando de amor.
Hoje sou feliz, não sou inseguro.
Meu amor é consciente, e vivo melhor.
O amor, à moda da casa.
É tudo que tenho, e que dou valor.
Não me arrisco mais buscando estilhaços
Pois tenho ao meu lado, a mais bela flor.
Meu prato do dia, meu ar, minha luz.
Minha alegria, meu cantar afinado.
Não percebo se faltar o sal
Tudo ao seu jeito é bem refinado.
Coletânea de Letras Musicais
72
AMOR INOCENTE
Espia a lua mais bela
Sondando teus olhos azuis
Pela fresta da janela
O Arco Iris se vai
Depois da chuva que cai
Sobre teu pé de alecrim.
Joga um beijo da janela
Encena á luz de vela
Que o vento traz
Para mim...
Mande um sorriso de lembrança
Uma ponta do jardim
Umas gotas perfumadas
Com cheiro desse alecrim
Faça um pacote de abraços
Com muitos laços de amor
Escreva um poema intenso
Que me encante, por favor...
Enlaça teus sonhos nos meus
Deixa o amor propor um brinde
Debaixo das asas do vento
Até que a vida se finde
Letristas em Cena
73
ASAS DE POETA
Poeta é terra é mar
Poesia é flor em botão
Abrindo as asas da vida
No ritmo e na canção
Poesias são as ondas do mar
Avançando as areias tão calmas
Lavando a alma do homem
Que vive a chorar suas magoas
Poetas são as veias dos versos
Jorrando no verso da sorte
O clamor
Lamúrias que fazem qualquer um.
Chorar
Na voz de qualquer cantador
Coletânea de Letras Musicais
74
ATAQUES SEM NEXO
Entrei na dança da onça pra ver
Se ela ainda zombava do meu SER
Notei uma fera insistente, mas nada valente.
Areia movediça.
Enquanto surtava ponto.com
As loucuras da gente
Ela se lembrou:
-São artistas!
Consegui enfim por um fim
Sem deitar-me aos seus pés
Conectei meu arsenal
E consegui ver sorrindo
No jornal
Pra fera,
Pro baixo astral
Para os meus amigos
Dediquei meu arsenal
Que legal!
Vou... Dar uma volta ao Mundo
Num segundo de euforia
Cantar, dançar, sem ataques.
Comemorar a alegria
E poder viver
Pra fera me ver todo dia.
Letristas em Cena
75
Para os meus amigos
Dediquei meu arsenal
Que legal!
Comemorar a alegria
E poder viver
Que legal!
Comemorar a alegria
E poder viver
Coletânea de Letras Musicais
76
BRASIL
És
Terra
Gigante
Um
País
Falante
O
Brasil
Avante
Letristas em Cena
77
CADÊ O MEU CAFÉ
( musicada por Luciane Casaretto)
Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro
Que sabor é esse? Que palha é essa?
Canta meu Brasil: Isso não me interessa
Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro
Tá tirando onda, no capitalismo.
Tá nos bancos das Ilhas fazendo turismo
Tá na boca do lobo. Tá no estrangeiro
Tá dentro da linha da corrupção
Num pulo de gato, guardado em galpão.
Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro?
Tá na foto que a Nonna tirou no terreiro
Na roda de samba, no tom do pandeiro.
Devolvam o sabor do café.
Do meu Café Brasileiro
Coletânea de Letras Musicais
78
CALÇADAS
Corta o vento, vento corta.
Povo sofrido, temido.
A procurar sensações
Uns buscam casa, comida.
Outros, festas, foliões.
Há quem procura remédio
Curador e orações
Estes são os mais aflitos
Sem pausa pras refeições.
Pois enquanto vela a reza
Esquecem as obrigações.
Há quem trabalha e cavalga
Dividindo tempo e questões
Trocando em cada esquina
Sábias informações.
Mas há quem, tagarelando.
Não consegue encontrar
O mapa da sua vida
E um lugar para ficar.
Estes servem de tropeço
Pra aqueles que irão chegar
Ainda sem pensamento
Se vão ou não, se juntar.
Com o povo que cavalga
Sempre no mesmo lugar.
Letristas em Cena
79
CHORO BRUTO
Oh! Quão grande é minha angústia
Que de leve, venta e leva:
Alegrias, pipas, gritos,
Risos tensos, sem iguais.
Das palavras ainda não ditas
O pensamento é quem fica
Sobrepondo pesos mais.
Quão grande é minha angústia.
Que de leve, aumenta os ais.
Oh! Quão grande alegria que se esvai...
Coletânea de Letras Musicais
80
COELHINHO DA PÁSCOA
Coelhinho da Páscoa
Que trouxe pra mim
Uma música bela,
Desafio sem fim
Se há um amigo
Não há pranto e dor
Desafiando os limites do amor
Nesse tempo de crise
Em que tudo não são flores
Preservar os amores
É estar numa marquise
Esperando em paz
Pelas graças dos céus
Recarregando de gás
Enchendo-me de Deus
Se essa passagem existir mesmo
Não há como resistir
Mesmo que eu fique a esmo
O perdão vou LHE pedir
Letristas em Cena
81
COISA
Jogaram na lama o meu quintal
Minha cozinha está na lua
Enxugaram o Pantanal
Molharam a mão da minha rua
Toma cuidado vão molhar a sua
Queimaram os meus neurônios
E adulteram os livros principais
Trocaram educação moral e cívica
Por duas matérias que dão mais
Sexo e Box, na escola são reais.
Meu filho cursando a quarta B
Está de olho no vídeo game
Que está na vitrine da loja 3D
Ainda me fala sem medo
Papai: eu ganhei um E
Jogaram a merda na TV
Obrigam-me a ouvir mentiras
E ainda falam mal de você
Enquanto você pira
Os ratos ficam na mira
Eu quero fama, quero mina, quero minha grana.
Não preciso mais de tempo pra pensar
Já sou velho na cor dos cabelos
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Coletânea de Letras Musicais
82
Você! Você! Você!
Você! Você! Você!
Livra-se desta coisa
Eu quero um país inteiro pra me ouvir
Você! Você! Você!
Leva pro facebook
Tweeds pro mundo
No e-mail da titia
Pra aquela gata
Que te deu mole
Diga para o papai
Que a sua mãe
Já sabe
Fale pro teu filho
Se livrar desta coisa
E não se esqueça de
Avisar os jornais
Que não estamos aqui
Pra brincar.
Letristas em Cena
83
CÔMODO DEMAIS
Hoje acordei a mil por hora
Tinha tantos afazeres
E acabei por esquecer
Do nosso amor.
Tudo o que eu
Tinha a fazer
Era em torno
De ti?
Oh! Oh! Oh!
Cômodo demais
Eu só quero liberdade e Paz
Oh! Oh! Oh!
Cômodo demais...
Coletânea de Letras Musicais
84
DEMOCRACIA OBSCURA
Democracia. Parada, quebrada, estação
sem luz.
É feita de rombos, boicote, panela,
insanidade total.
Barreira na vida, beco sem saída, dinheiro,
roubada.
Malandragem, picaretas, escola do mau.
Quem mandou virar o jogo fui eu
Eu quero silêncio agora.
Eu quero é ser feliz, acordar e dormir.
Sem barulho, sem buzinas.
Sem bolso que domine a Lei
A lei que se aplica
No que não se tem
Eu quero viajar
E fugir
Quero ver
O amanhecer
Dormir.
Sou Patriota brasileiro
Quero ver a democracia
Democraticamente, fluir.
Letristas em Cena
85
DESAFIANDO LIMITES
Caminhos incertos, dedos incertos, desertos.
Sombras que desaparecem ao meio dia
Quando o sol divide o céu em partes iguais.
A lua flutua, não é prata nem cinza, nem preta.
Nem branca, vaidade ou mentira, não é ilusão.
É tão somente a lua em sua estação.
Na vida há segredo há coragem e medo.
Cada um do seu jeito sente sua emoção.
Na minha parede não tem calendário
Sou eu quem marca o dia do meu carnaval
O natal que foi ontem comemoro amanhã
Neste manjar de fé provo a minha avelã
Rega meu seco jardim o pranto de outros
Daqueles que nunca choraram por mim
Não existem fronteiras é um desafio sem fim,
Desafio sem fim
Neste moçar peço que as pedras não rolem
Mas devagar murmurando, uma a uma se vão.
E vou passando meia face anjo meia face fera
Desafiando a espada a enfrentar a guerra
Às vezes penso que estou morta e voltei
Terminar meu choro, pra quem.
Ainda não me viu chorar
São incertos os passos, que tento.
Encenar neste compasso
Coletânea de Letras Musicais
86
Sonho por razões desconhecidas, desconhecidas.
Embora eu cante alto, no palco sombrio da vida.
Tudo que exala do meu ser dizem ser vergonha
Eu digo que apesar das barganhas
Tenho sorte e todas as batalhas são vencidas
Tenho sorte e todas as batalhas são vencidas
Moro num lago formado das águas, do meu pranto.
Cada canto é um endereço. Ai, ai, a vida é essa.
Se eu afundar neste chão aqui vai, o meu apreço.
Meu pranto já virou tinta. Não será em absoluto
Desconhecido da sorte, do mal, do bem, da morte.
Serei sempre uma estrela viva, a colorir um luto.
Rega meu seco jardim o pranto de outros
Daqueles que nunca choraram por mim
Não existem fronteiras é um desafio sem fim,
Desafio sem fim
Letristas em Cena
87
DEVASTAÇÃO
Olho com tristeza, os campos e as matas.
O rio que pingando não faz serenatas
O asfalto que corta além dos sertões
E os animais em extinções
As aves no céu não cantam em festa.
Os homens magoados não fazem canções
Inspirados na lei da floresta
Os filhos de outrora eram educados
Pelas famílias e seus professores
Hoje o governo quer ensiná-los
Aplicando Leis com tais dissabores
Não valorizam os Mestres e a escola
Separam todos por classes sociais
Crianças, os jovens e velhos.
Aplicando sem piedade
Golpes, e mais golpes fatais.
Querem cobrar respeito e ordem
Falam muito em preservação
Mas vivem em plena desordem
Destruindo os povos e a própria nação
Vendem a alma do povo e da terra
Queimam o verde, desbarrancam os morros.
Colocam na mesa do trabalhador
O pão da dor e a morte sem socorro.
Sem terra, sem teto, sem dignidade.
Coletânea de Letras Musicais
88
Sem ambição, o povo se isola.
Caindo na cova que o governo cavou
Pra matar o pobre, preso na gaiola.
Não há outro jeito, o povo precisa.
Lutar com a espada, e vencer o dragão.
Para acalmar a fúria que sente
Partindo pra guerra, defendendo a nação.
Letristas em Cena
89
DONDOCA
Dondoca...
É isso o que você é
Folgada, maliciosa
Só pensa em raspar o pé
Vive pintando os olhos
E a sobrancelha, tá ué.
Dondoca...
Nada vai te consertar
Você precisa de cafuné
E eu...
De um bom jantar
Não me venha reclamar
Que as unhas estão lascadas
Que o fogão não é pra você
Eu comprei pensando no nosso jantar...
E o que me aguarda
É o seu blasfemar!
Dondoca...
Você é o que é...
Vive pra se embonecar
Mas não serve nem
Pra lavar os meus pés.
Dondoca...
Hoje você vai pagar
O preço da sua vaidade
Vou te botar na calçada
Fechar a porta da entrada
E assistir o seu penar
Coletânea de Letras Musicais
90
Ver você na arte bancada
Roendo as unhas e se lembrar de mim
Vai aprender que a vida não se vive assim.
Dondoca...
É isso o que você é
Vai sentir a barriga vazia
E esquecer, de raspar os pés.
Vai me pedir arrego
E preparar o melhor jantar
Aí quem sabe eu me apego
Na hora do amor te farei cafuné.
Dondoca...
É isso, o que você é!
Letristas em Cena
91
E ASSIM DESEJO-TE
Não quero que seja meu deus
Nem meu demônio nem ateu.
Nem meu sonho nem meu eu.
Seja apenas, meu.
Seja meu homem, meu prazer.
Mas não seja minha vida
Eu quero desfrutar do que é bom
Eu quero apenas uma ida
À volta não me interessa
Eu quero voltar só, sem pressa.
Coletânea de Letras Musicais
92
FERA RACIONAL
Eis que febril queima, este corpo meu.
Num instante dócil - quando me toca o seu.
Estes teus braços - em laços, em plumas.
Teus encantos - espantos espumam.
Teus olhos domados - em risos, em versos.
Teus pecados meigos - de afagos, e beijos.
Eis que a ti revelo - meus sonhos em gritos.
Num súbito instante - de amores, e dores.
Por teus insultos - deboches, rumores,
Nestes negros olhos - de glória, delírios.
De pegadas duras - desvairadas loucuras,
Deste pranto falso - de torturas, castigos.
Eis que tu tão farto - tão nítido e puro.
No tapete enrola - teu corpo, tua face,
Nestas melodias - sussurros, desgastes.
Destas noites loucas - de pasmo contraste.
Tuas fantasias de sonhos malucos,
Tua frente fria - de tristes desastres.
Eis que tu voltas sereno, calado.
Num olhar carente - de intrigas e abraços:
Destas peles rubras, de apertos, marcadas.
No meu corpo sadio, e esgotado.
Neste alívio fértil - que exala, espalha,
Descansa-te nu, sereno e domado.
Letristas em Cena
93
O FORMIDÁVEL DO AMOR
Um consolo romântico me adormece
No sonho eu me ponho a rezar
O som da oração segue o vento
Abrindo a janela do teu aposento
A lua sonda-te e pousa
No luar do teu sonhar
O eco da minha prece te chama
A essência do meu amor te perfuma
É o formidável das loucuras de quem ama
Se levantar e tocar na maçaneta
Não te assuste. Acaricie meu sonhar
Que pelas madrugadas vagueia,
Tentando deliciar seus meigos olhos
Para teus doces beijos roubar.
Coletânea de Letras Musicais
94
FUGA NO MENSALÃO
(reservada para Gustavo de Godoy)
Contradição
Omissão e obscuridade.
Cacos estilhados, papéis picados.
Engavetados, mofados
O brasileiro
Cobrou resultado
Vergonha nacional
E segue afora.
Um fora da Lei.
Mais uma vez
Pega o ladrão
Ele quer se safar
Do camburão
Pega o ladrão
Vergonha nacional
E segue afora.
Um fora da Lei
Mais uma vez
Tenha certeza: o jornal sabia
E a sua tia, também.
O seu melhor amigo
Com certeza acoitou
O Brasileiro viveu a fantasia
Letristas em Cena
95
Que o país poderia mudar
Por um dia
Vergonha nacional.
E segue afora.
Um fora da Lei
Mais uma vez
Coletânea de Letras Musicais
96
HINO DA ACADEMIA DE
LETRAS DO BRASIL
(Musicada por Vuldembergue Farias)
Sobre um brado pensamento glorioso
Na passagem do milênio então surgiu
Agregando valores conquistamos
Academia de Letras do Brasil
Despertai-vos há tempo, vamos seguir.
Escreva seu verso, para o universo servir.
Tua tese, seu cântico, sua escrita, teu encanto.
Pelo bem da humanidade, por um novo porvir.
Avante, sempre vamos escrevendo.
Tentando a humanidade, humanizar.
Na Ordem de Platão, despertando talentos.
Levante a Bandeira, vamos atuar.
Pela paz, pelo amor, pela evolução.
Abrace o livro, a informação.
Desperte os talentos, e os pensamentos.
Através da escrita, eis a revolução.
Diga não a fome e a miséria
Plante arvore frutífera, sementes de feijão.
Projetando o futuro dos filhos da terra
Que breve vem pra colher este quinhão.
Letristas em Cena
97
IMPOSTO MACABRO
(Reservada para Gustavo Godoy)
Cortei a maioria dos gastos
O orçamento aos pedaços.
Não dá pra infringir a Lei
Preciso pagar os credores
Mas, não sei:
Se eu pago os impostos,
Ou se continuo a comer
Eu gosto muito do meu Ser.
Remédios! Remédios, mais remédios.
Meu coração precisa bater.
Nas minhas contas eu noto
Remédios, remédios, remédios.
Quarenta e oito por cento
De impostos.
Este é o meu dilema
Não foi a TV
Nem a geladeira
Muito menos o carro
Eu moro num beco
E ando a pé
Não dá pra infringir a Lei
Preciso pagar os credores
Mas, não sei:
Se eu pago os impostos,
Ou se continuo a comer
Não há remédio pra se viver
Não há remédio, pra esquecer.
Coletânea de Letras Musicais
98
Não há remédio no SUS, vai ver.
Vai ver e comprove, faça a prova dos nove.
Se eu contar não vão acreditar
Não passa na TV, nos jornais, nem na roda
de samba.
Mas vale a pena relembrar.
Eu era apenas uma criança
Que nem trança sabia fazer
Tudo o que eu fazia era plantar e colher
Na era do café, tudo era mandado.
E quando o ano findava, o governo arrecadava.
Cinquenta por cento de todo mingau
Que eu tinha pra comer.
De grão em grão, mesmo sem razão.
No Palácio do governo pode conferir se quiser
Cada tijolo assentado é parte do meu quinhão.
Só não ouço falar de onde veio
Só não leio nos jornais de onde veio
Ninguém comenta a realidade
Só não ouço falar de onde veio
Só não leio nos jornais de onde veio
Só não ouço falar de onde veio
Letristas em Cena
99
INFERNO NO INVERNO
Foi-se o verão
Chegou o outono em sua palidez
Ouve um gemido distante, o sol se apagou.
Manhã agonizante, estranhos flutuantes.
Não eram trovões, nem a chuva caia.
Sobre a terra abrasada, houve grande motim.
Crianças gritavam, por todo lugar.
Grávidas morriam em plena agonia.
O medo chegou bem perto de mim
Olhei para os lados, não compreendia.
Liguei a TV, não funcionava.
Não tinha mais água, nem energia.
Não eram bandidos, nem o fim do mundo.
As prisões abriam-se as portas
Os presos temidos voltavam às celas
Num passo ligeiro entre idas e voltas.
Tive sede procurei por água.
Encontrei soldados da Força Armada
Tentei falar com o governo do estado
Mas Brasília já estava calada
As prisões abriram as portas
Para os homens de bem abrigar
Seus filhos e netos ainda pequeninos
Soldados estavam às beiras das fontes
Guardando as águas que haviam roubado.
Coletânea de Letras Musicais
100
Notei que a morte então se alastrava
E sem esperança, com sede eu sofria.
Não mais que dez dias, já sem força alguma.
Velei meu enterro, enquanto eu morria.
Letristas em Cena
101
LADRÃO DE GALINHA
Você conhece o ladrão de galinha
Que abriu um comércio na rua ao lado
Ele passou quatro anos roubando
De galinha em galinha, ele fez um sobrado.
Adquiriu uma fazendo em Minas
Na praia construiu sua mansão.
Comprou uma gata de estilo invocado.
De repente o povo resolveu acordar
De prontidão a sondar o safado
E todo mundo começou a gritar
Pega o ladrão, mas tomem cuidado.
O cabra tem capanga e cunha forte
Bala de borracha e spray de pimenta
Não é difícil conhecer o pau mandado
Ele usa botina e farda cinzenta.
Não sobrou cidadão sem ser lesado
Coletânea de Letras Musicais
102
MALANDRO
Malandro...
É isso o que você é
Não serve nem pra massagear os meus pés
Cansados...
Por tantos vai e vem na cozinha
Preparando, seu café, seu jantar.
Enquanto você...
Dá em cima da vizinha
Malandro...
Você não serve pra nada
Não trabalha, não estuda.
Só pensa nas coxas das mocinhas
E no jantar, come as coxas da minha galinha.
Malandro...
Vou botar você pra fora
E aí, quero ver quem vai abrir.
A porta da casa pra você dormir
Vou assistir de camarote
De olhar cabisbaixo, sentado em caixote.
Aí... Vai me pedir arrego
Tentar... Me convencer de que mudou...
Mas eu... Não vou cair na armadilha
Pois malandro igual a você
Não passa mais na minha trilha.
Malandro!
Letristas em Cena
103
MEMÓRIAS DE UM CAIPIRACICABANO
(Declamado)
Este é um pequeno trecho - guardo e prezo -
O verde lar dos bichos, borboletas coloridas.
Beija-flor encantado, beijando a flor do capim.
Bando de andorinhas riscando o céu nublado
Garças tranquilamente, cruzando o véu prateado.
A encantar querubins
Paraíso que Deus criou, cheio de verso e canção.
Descanso de nossos filhos, a nossa roça de pão.
Recanto de enamorados, calçados com os pés no chão.
Não se via aqui miséria, nenhuma reclamação.
O céu estava na terra, e as estrelas sobre as mãos.
Passaram por este trecho, homens de terras distantes.
Não plantaram semente, mas espalharam corantes.
Não criaram versos e rimas - sequer uma melodia
Roubaram nossas canções, sufocando a poesia.
Cantaram nossas canções - grande astúcia -
Destruíram um paraíso pra provocar a angústia
Hoje o Caipira chora, memorizando o passado.
Belezas mui fulgurantes, que nada tinha de errado.
Falo do verde das matas, que deitavam nas cascatas.
Do tom que as pedras e as águas exibiam serenatas
Reclamam por não ouvir, o barulho das correntezas.
Que no velho engenho ecoava com muita delicadeza.
Coletânea de Letras Musicais
104
Quando passam por estas bandas - frias e quebrantadas.
Lagrimas velam o penoso chão – coagida é a boca-
A confessar o que extravasa em cada coração.
Onde os gringos navegaram, entre as colinas e os portos.
Navegam na lama quente, milhares de peixes mortos.
E neste trecho de pedras, caminha o triste Caipira.
Em meio às impurezas, movido pela incerteza.
Abandonado, o Caipira. Vive como alma penada
Passando fome e sede, sentado a beira de um rio.
Memorizando a paisagem. Do antigo Rio Piracicaba.
Letristas em Cena
105
MENSAGEM DAS CARAS PINTADAS
Gente! Somos gente. Nesta terra de Deus
Brasil! Pátria amada. Terra sagrada.
Somos gente implorando, os nossos quinhões.
Entre os mais de cento, e noventa milhões.
Se livre das drogas! Faça como eu
Ame a si próprio corra atrás do que é seu.
Se livre dos reis, que esta terra é de Deus.
Raça de gente, gente valente.
Cara pintada, cara amarrada.
Cara de fome, cara drogada.
Cara de raiva, cara forjada.
É gente sofrida, buscando na vida.
Pão e guarida, de cara pintada.
Esconde o rosto, por que tem vergonha.
A noite anda e de dia sonha.
Esperando do céu socorro e perdão.
Onde tudo é limpo não existe pão.
E ainda deve pra sociedade.
Uma vida de satisfação.
Se bater na porta do rei ele grita:
- Sai daqui malandro! Trabalhar é bom.
Mas não dão emprego pro tal cidadão.
Gente valente vira cara pintada.
Busca socorro na maior perdição.
Envolve-se nas drogas, e vira ladrão.
Miséria que queima a mente e a alma.
Coletânea de Letras Musicais
106
Seca o corpo e traz desespero.
Vai cegando gente de cara pintada.
Que é obrigado, assumir todo erro.
Saia da roubada, isso é confusão.
Ninguém te entende, o se ta na prisão.
Caia na real, você, você, você é gente.
Não faça cumprir a ordem do rei.
Levanta a cabeça, e de sua mão.
A favor da guerra contra a corrupção
Não ouça o rei, ele é folgado.
Ele não cheira, não injeta, não traga.
Envolve-te no vicio, por uma migalha.
Ele enche o bolso do seu rosto suado.
O seu fica furado, funde sua mente.
O rei vira passado, você o presente.
Você vira culpado, o rei o inocente.
Não tenha medo seja esperto
Cheire uma flor e sinta o perfume.
Erga para o rei, um sinal vermelho.
Levanta tua cara, olhe no espelho.
Fuja da dor, encontre o amor.
Não seja tolo, o rei é seu pavor.
Ele bebe teu sangue, te enterra.
Vive mais que você, muitas primaveras.
Usa gravata, carro importado, terno bom.
E você drogado, ganha sete palmo de chão.
Pra você não tem lei, ninguém tem pena.
Quem te condena não tem coração.
Letristas em Cena
107
É o próprio rei que te da à cama.
Pra você dormir deitado na lama.
O rei te ilude pra uma vida melhor.
Muda de cara, te prega moral.
E por baixo do pano te joga na pior.
Gente! Livre-se da ilusão.
Devolva o troco pro seu inimigo.
Se livre do castigo dizendo não.
Não se esconda na sombra do medo.
Que a vida passa e você se acaba.
Sem saber por que viveu.
Ninguém se importa se ler no jornal.
Na primeira, página que você morreu.
O próprio rei tomando whisky
Vai ironizar sorrir e dizer:
-Quem é esse? Que bom! Não foi dessa vez.
Este eu não o conheço! Graças a Deus
Agora eu quero ver, você que ta assistindo.
Abrir espaço na primeira página.
Contar para mundo que me viu sorrindo
Anuncie! Põe no seu jornal.
Trate a gente de igual pra igual
Não quero ler que alguém morreu.
Aqui quem fala é um cara pintada
Saindo da roubada.
Graças a Deus
(Peça Teatral ensaiada na periferia. Apoio negado pelos
governantes). Um grupo de adolescentes envolvidos
sofreram em questão. Na época atual é lamentável a
situação dos jovens, na maioria)
Coletânea de Letras Musicais
108
MISTÉRIO
Do meu jeito doce acontece
A todo vapor, em busca do amor.
Que traga, escurece, amanhece
E pro lado da cama se mexe
Querendo falar.
Tolices. Dos acordos, loucuras.
Acordes, leituras:
Bilhetes malvados
Da sua insanidade
Sou anjo da noite macabra
Você me protege, no embalo.
Me faz delirar.
Me faz delirar
(Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos, o
palco da vida. Aprovado pelo Ministério da Cultura
[Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas
empresas por não constar na ficha técnica artistas da
grande mídia)
Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos
aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à
Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de
empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que
parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de
Renda devido.
(Esta história precisa ser mudada. Justiça Social.
Direitos iguais para todos).
Letristas em Cena
109
MUDEI A FORMALIDADE DO AMOR
(musicada por Vinne Decco)
E o vento levou
Meu único verbo!
Amar! Amar!
Antes era o amor,
Nosso verbo predileto.
Eu amava, ele amava,
Amávamo-nos.
Éramos dois em um.
Um para o outro
Dois sem terceiros.
Depois começamos:
Se der vamos!
Hoje vou pensar,
Se ainda te quero.
Muitos verbos
Aproximaram-se
Invadiram
Dominaram
Hoje está assim:
Eu amei, adorei,
Louvei, me casei.
Vivi ,sofri ,cansei.
Pensei resolver.
Larguei e sumi.
Coletânea de Letras Musicais
110
Voltei!
Acha! Pra que?
Um time de futebol?
Somente um artilheiro
Meu amor! Sem verbo.
Letristas em Cena
111
MUTILAÇÃO
Noto que o tempo não se importa
Vai passando pela minha porta
Devagar. ..
Eu corro e invento a minha vida
Se para uma estrada sem saída
Eu não sei...
Prefiro ficar. Delirando...
E sonhar...
Não conheço mais a brisa mansa
Nem o sorriso da roseira em flor
Não tenho encontrado a primavera
E o verão já se foi.
Devagar...
Passou a guerra e desconheço
O que chamam de céu e de luar
Não me lembro de mais estrelas
Nem de mar.
Devagar...
Eu sonho ser aquela criança
Balançando firme a sua trança
Na esperança de encontrar.
Seu par.
Devagar...
Abraço a meu brinquedo e choro.
Quase sempre, eu sei não me engano.
A fome é pontual e chega na hora do jantar
Coletânea de Letras Musicais
112
Devagar...
Olho o pão escasso sobre a mesa.
Já não sei se quero mais rezar
Num instante noto que a pobreza
Paira sobre o ar.
Devagar...
Aguardo o momento
Pra ver os aviões de guerra
Retirando nossa água
Da terra
Devagar...
Submundo profundo
Nem seu quinhão conseguiu.
Em troca da moeda forte
Venderam a alma do Brasil.
Devagar...
Eu corro e invento a minha vida
Se para uma estrada sem saída
Eu não sei.
Prefiro ficar delirando.
E sonhar...
Devagar.
Cabeça maluca, a cuca explodiu.
Em troca da moeda forte.
Venderam a alma do Brasil.
Devagar...devagar...devagar...
Letristas em Cena
113
NÃO SOU INVENTOR DO MEU DESTINO
Alo irmandade. Chegam aí irmãos. Na paz.
Não sou do mal. Sou pau mandado.
Menino desprezado. Que um dia sorriu
Nesta terra de ninguém. Toda galera viu
Ouvir a quem? Fuji da escola eu não tinha mochila,
Lápis de cor. Nas cores do meu mundo
Pintei o sete, manchei.
Não conheço meu pai, minha mãe morreu.
Minha tia me acolheu. E pra sobreviver
Ela me mandava pedir nos bairros nobres
Onde nunca a porta eu vi abrir
Com muita sorte eu conseguia fugir do camburão
Homens armados, atirando em todo lado.
Sem ao menos perguntar:
Quem é você? Cidadão.
Mas eu falava: Sou da paz. Menino fujão.
Segura essa irmão! Você ensina com perfeição.
Como se mira uma arma pra um cidadão
Agora eu cresci, sai nos jornais, na primeira página.
Fiquei famoso. Pinto a cara pra ninguém saber
Quando pego o jornal pra me ver.
Hipocrisia! Eu não nasci assim. Eu levo a vida
Que traçaram pra mim. Chumbo trocado não dói.
Dizem que sou chapadão. Pera aí, meu irmão!
Coletânea de Letras Musicais
114
Não quero matar. Mas, também não quero morrer.
Eu sou da paz, pego pra comer. Vendo pra ganhar,
Uso pra esquecer. Nesta área não falta patrão
Há muito eu quero saber. Alguém pode informar?
Fala ai sociedade! Onde arrumo um emprego legal
E uma faculdade.
Onde posso me curar? Procura-se um medico
entendido
Sobre abandono, corpo e alma feridos.
Sobre hipocrisia, caligrafia fácil.
Que um cérebro aguente
Com fome e cansaço
Fala aí doutor! Se há remédio pra esta dor?
Dizem que sou chapadão.
Pera aí, meu irmão!
Não quero matar
Mas também não quero morrer
Eu sou da paz, pego pra comer.
Vendo pra ganhar, uso pra esquecer.
Nesta área não falta patrão
Há muito eu quero saber. Alguém pode informar?
Fala ai sociedade! Onde arrumo emprego
E uma faculdade.
Onde posso me curar
Procura-se um medico entendido
Sobre abandono, corpo e alma feridos.
Sobre hipocrisia, caligrafia fácil.
Letristas em Cena
115
Que um cérebro aguente
Com fome e cansaço
Fala aí doutor! Há remédio pra esta dor?
(Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos.
Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079
515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não
constar na ficha técnica artistas da grande mídia)
Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos
aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à
Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de
empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que
parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de
Renda devido.
(Esta história precisa ser mudada. Justiça Social.
Direitos iguais para todos).
Coletânea de Letras Musicais
116
NOITE
Noite! Poema e canção
Rima de cólera e dor
Divina noite de estrelas
Com negros cachos em flor
Amo-te! Tanto, tanto
Amo-te! Tanto, tanto
Amo-te! Tanto, tanto
Cada canto de seus encantos
Em todos os versos que são meus
Amo a paz que bela serena
Nos meus olhos a brilha.... ar
Os brilhantes que são seus
Letristas em Cena
117
OLHOS DE OURO
(musicada por Vuldembergue Farias)
Ouvi falar um dia, que a sorte não seria.
Um bem pra quem não tem - em si a alegria.
Jurei então deixar, o vento me levar,
Com as folhas do jardim.
Na linha do pensamento
A minha ousadia
Voltou para ficar.
Mudei a cor da LUA, nas luzes do ALECRIM.
As folhas secas soltei
Saudando o verde sem fim
Onde caíram, não sei.
Sobre asas, num sonho bem distante.
Sorrindo me peguei
Voando os horizontes
Procurando alegrias perdidas a fins
Meus olhos eram de ouro
Um vaso feito de touro
Guardando as joias pra mim.
Não vou chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
O tempo que se foi
A ruína que ficou
O tempo, que se foi.
Não vou chorar. Não vou.
Coletânea de Letras Musicais
118
Não vou chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
O tempo que se foi
A ruína que ficou
Não vou. Chorar, não vou.
Não vou chorar, não vou.
Não vou. Chorar...
Não vou chorar, não vou.
Eu canto a minha liberdade
Eu danço com minha voz
Eu ando com minha coragem
Na veracidade do vento
No vento que corta o algoz
No vento que corta o algoz.
Letristas em Cena
119
PÁSSARO DA MADRUGADA
Canta, canta, passarinho, o terreiro está molhado.
Molha o bico, bate as asas, voa sobre meu telhado.
Não vá embora, não é hora de partir.
Nunca pense em desistir, nem deixar o seu reinado.
Quando a chuva for embora, vou sair pelas estradas.
Levando minha viola, pra cantar pra minha amada.
Todo dia ela pergunta, para um belo beija-flor.
Onde anda o meu amor, pássaro da madrugada.
Canta, canta passarinho. Vem treinar comigo agora
Ensaiar pra serenata, mais uma canção de amor.
Vamos juntos nesta estrada, desafiar a escuridão.
Cantar para o meu amor, vestida em linho bordado.
Canta, canta passarinho. Testemunha bem pertinho.
Um casal apaixonado. Construindo o seu ninho.
Vem cantar comigo agora, não demore já é hora.
O padre espera na capela, o casamento foi marcado.
Canta, canta passarinho, testemunha deste amor.
Vem viver no meu telhado, ver um casal enamorado.
Amar sem preconceito, e ser feliz sem sentir dor.
Coletânea de Letras Musicais
120
PIRADO
Chega de horário gratuito no Rádio e na TV
Ele quer fama, quer mina, quer grana.
Eu não preciso mais de tempo pra pensar
Já sou velho na cor dos cabelos
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Eu sou viajado, pirado, tatuado.
Livre do medo, de pesadelo, e ilusão.
Eu canto pra espantar a morte
E minha sorte é não viajar de avião
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Não tampo o sol com a peneira
Nem canto mentira de babão
Eu quero ver os ratos de esgoto
Na classe operária deste chão
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Não quero mais ouvir baboseira
Se o prato do dia é capitão
Não brinque com a cafeteira
Ela não faz bola de sabão
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
Letristas em Cena
121
E quero você, pra me escutar.
Não trance a trilha da sorte
Ratos de encruzilhada
Se eu cruzar teu caminho
Vão ficar sem estrada
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Afrouxa o cinto e requebra
Pare de torrar minha grana no ar
Devolva minha primeira idade
Que vou te ensinar a mamar
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Ele quer fama, quer mina, quer grana
Não preciso mais de tempo pra pensar
Já sou velho na cor dos cabelos
Eu quero um tempo pra falar
Sou velho no rock, e na minha loucura.
E quero você, pra me escutar.
Coletânea de Letras Musicais
122
PIRATARIA
Rock (reservada para Gustavo Godoy)
É onda, é fato, é rastro, trapaça.
Entregues ao léu, com admiração.
É o bolso que apoia, o corte é real.
Implica na fama, do bem e do mal.
Botam culpa no diabo
Mas fazem tudo igual.
Sem timidez, sem alma e razão.
Virou ponta de estoque
Do norte ao sul, abrindo barreiras.
Na cara do povo fazendo arrastão.
Pirataria real. Franquia sem autorização
Pirataria na boa, na rua, na praça.
Na bilheteria do metro.
Enquanto se ganha na raça
Se paga direitos, que viram fumaça.
Da arte, da voz, de um inventor.
Seu nome na boca do povo
Entregue na boca do lobo
Por qualquer malandro
Trapaceador.
Piratas. Acham que pirataria é legal
Não há justiça, pra ela não faz tanto mal.
A lei é minúscula, e ninguém se assusta.
Os homens da lei são fatais.
Piratas não são desiguais
Letristas em Cena
123
Pirataria real. Franquia sem autorização
Pirataria na boa, na rua, na praça.
Na bilheteria do metro.
Enquanto se ganha na raça
Se paga direitos, que viram fumaça.
Da arte, da voz, de um cantador.
Seu nome na boca do povo
Entregue na boca do lobo
Por qualquer malandro
Trapaceador.
Piratas. Acham que pirataria é legal
Não há justiça, pra ela não faz tanto mal.
A lei é minúscula, e ninguém se assusta.
Os homens da lei são fatais.
Piratas não são desiguais
Coletânea de Letras Musicais
124
POLICIAL DO FUTURO
Eu estava parado, desiludido.
Peguei os documentos e saí
Cruzei a esquina, policia me parou.
Mão na parede. Abre as pernas safado
Você tem o direito de permanecer calado.
Pegou minha carteira, leu meus documentos.
Carregou a foto da mina e levou meus trocados
E repetiu:
Você tem o direito de permanecer calado
Pegou meu celular, ligou pro chefão e falou:
Peguei um ladrão! Doutor.
O delegado respondeu: contrata ele. Senhor.
Vi-me obrigado seguir seus conselhos
E agora no espelho eu brinco
Não sou mais desempregado
Emprestam-me uma farda
Sou policial do futuro
E me deixam liberado.
Mãos na cabeça! Safado!
(Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos.
Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079
515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não
constar na ficha técnica artistas da grande mídia)
Letristas em Cena
125
Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos
aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à
Cultura
(CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e
pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os
benefícios concedidos do Imposto de Renda devido.
(Esta história precisa ser mudada. Justiça Social.
Direitos iguais para todos).
Coletânea de Letras Musicais
126
PREPARE O ANZOL
É hora de samba, chega mais cá.
Escolha seu par, ou sambe sozinho.
Reúna os amigos, pra comemorar.
A dança, e a música, vão começar.
É na avenida, em ruas ou becos.
Pode ser na laje, com chuva ou sol.
Pode ser ao luar, pela madrugada.
É hora de pesca, prepare o anzol.
Refrão:
Somos a força, a luta e o protesto.
Contra todos os ditos inconsequentes.
Ditadores, que atacam sem nexo.
A dignidade, e a honra da gente.
É hora do grito, pela liberdade.
Chegou o momento da revolução
Não deixe ninguém pensar que és tolo
Toda raça e cor, toda classe, senhores!
São filhos da terra, desta Nação
Letristas em Cena
127
QUE MAL QUE TEM
Menina quando chega pra quebrar
Joga a trança sobre o ombro e
Começa a rebolar
Envolve seus cabelos cacheados
No seu jeito rebolado
Vem me tirar pra dançar
Ai que chamego, falando no seu ouvido.
Abraço meu violão
E ela vem me abraçar
É desse jeito, eu não tenho mais conserto.
Envolvido em tantos cachos
Eu não penso em me casar
Eu sei que é loucura de pião
Que um par de coxas mexe
Com meu pobre coração
Imagine uma menina em cada canto
Jogando os seus encantos
Trançando-me no salão.
Ai, ai, é muito bom.
Ui, ui, que mal que tem?
Enrolado de meninas
E não ser de ninguém.
Que mal que tem?
Ai, ai, é muito bom.
Ui, ui, que mal que tem?
Coletânea de Letras Musicais
128
REFÚGIO
Sou apenas uma pena
Que sobrevoa serena
Que leve pousa sob pena
A encenar a minha própria cena
Sou a situação do dia encenado
Da hora da escrita
Da fonte calculada
Dos minutos contados
Dos segundos perdidos do nada
Sou a voz que grita submissa,
presa às palavras.
No eco dos gritos
A sombra que revela os meios
e compõe os fins
Sou a leve pena que sobrepõe o infinito
A esmagar assim meu Ser
Sem aplausos.
Letristas em Cena
129
REVOLUÇÃO 2014
Brasil, o país das maravilhas.
Maior extensão de água e tanto mar
Cerrados, rios, riachos e matas.
Berço de beleza natural
Povo, que teme a depredação.
Desta beleza cheia de encantos mil
Entramos nessa luta pra vencer
A hipocrisia que devasta o Brasil
Avante, avante vamos reagir.
A mobilização já começou
Não tente desistir, não vamos renunciar.
A luta segue, até o povo, seu desejo conquistar.
Saúde, educação e moradia.
O direito de ajudar a governar
Com planilhas de custos publicadas
Pra que possa o cidadão fiscalizar.
Fora, fora, governantes que trilharam.
No caminho da maior corrupção
Sem direitos de ao Palácio retornarem
E ditarem o que fazer com a nação
Queremos baixar nossos impostos
Passe livre para o trabalhador
Mesa farta para todo cidadão
Com justiça, liberdade e amor.
Bis
Coletânea de Letras Musicais
130
Avante, avante vamos reagir.
A mobilização já começou
Não tente desistir, não vamos renunciar.
A luta segue, até o povo, seu desejo conquistar.
Letristas em Cena
131
RUA BRASIL
( musicada por Luciane Casaretto)
Aqui passam bicicletas velhas, carros importados.
Homens descalços, crianças amedrontadas.
Palhaços, gente chorando, cantando.
Gente mentindo. Mulheres sinceras
Mulheres guerreiras, sofridas.
Também as trapaceiras
Passam pipoqueiros, festas juninas, lua cheia.
Lampião. Sol ardente, tempo quente.
Inverno e solidão. Passam mendigos
Papagaios, andorinhas, gaviões.
Passam também as desilusões
Passam nuvens de fumaça, aviões, mares.
Navios estrangeiros, diplomatas, cidades.
E capitais. De tudo passa um pouco
Nocivos, perigosos e loucos.
Passam crianças pedintes, mauricinhos.
Prostitutas, ventania, temporais, lixeiros.
Padeiros, vendedores, bicheiros.
Folias dos carnavais
Passa os anos, a coragem e a dor.
O medo o terror. Passam rios
Balas perdidas, o sono.
Pessoas corrompidas
Passam riquezas, ladrões, drogas.
Coletânea de Letras Musicais
132
Até disco voador e astronautas
Passam vidas passadas
Águas poluídas, magoadas.
Passam governos, juízes, paixões.
Dissabores, almas penadas.
Vagões. Passa o tempo
E os reis desatentos
Deixando que passe
E atravesse o mar
Amazônia
Letristas em Cena
133
O SABOR DA AMIZADE
Tudo começou da ousadia
Talvez um sonho, nada mais.
Havia pedras no caminho, havia.
Mas a coragem não ficou pra traz.
Quando um amigo escreveu:
A palidez da noite não importa
A lua se esconde e logo volta
A brilhar...
E o vento dança no mesmo lugar
Leva teu escudo e enfrenta
Conhece a ti e isso é o que interessa
Comece a voar...
Voei... Voei... Voei.
As minhas mãos cansadas, ávidas.
Suguei... Suguei... Suguei.
As pedras rolaram, a porta se abriu.
E a bonança logo surgiu
Voei... Voei... Voei.
As minhas mãos cansadas, ávidas.
Suguei... Suguei... Suguei.
As pedras rolaram, a porta se abriu.
E a bonança logo surgiu
Amigos, mais amigos e muitos mais amigos.
De repente uma cidade, um rio.
Uma canção, mais mil canções,
Um novo continente,
Palavras, versos, rimas,
Coletânea de Letras Musicais
134
Das cantigas e fadigas.
Um livro se abriu.
Voei... Voei... Voei.
As minhas mãos cansadas, ávidas.
Suguei... Suguei... Suguei.
Voei... Voei... Voei.
As minhas mãos cansadas, ávidas.
Letristas em Cena
135
SAMBA DO POVO
O povo sambou, a noite inteira.
Quem não sambou jogou capoeira.
Quem não fez nada, dormiu.
A noite inteira
O dia inteiro
O ano inteiro
O povo sambou, na madrugada.
E durante o dia, saiu na avenida.
Sambou, o povo sambou.
E do samba fez nascer um novo dia
Quem quiser entrar na roda de samba
Não deixe o vizinho te incomodar
Faça reza forte pra ele acalmar
Mas vá ao samba, sambar.
Vá acordar a dona consciência
Que dormiu o dia inteiro
A noite inteira
O ano inteiro
Chama pra sambar, o povo brasileiro.
Bota pra acordar, governante desordeiro.
Chama pra sambar, o povo brasileiro.
Bota pra acordar, governante desordeiro.
Coletânea de Letras Musicais
136
SAUDADE TUA
( musicada por Luciane Casaretto)
Vou sair por ai
Sufocar minha dor, noite adentro.
Arrancar esta dor que consome
Ah! Se Avisar sem demora
Cortando o abismo da minha alma
Que cala por amor, Esta dor tão amarga.
Vou voar com a voz
Alcançar o infinito
Deixar recados, através dos meus gritos.
Sonhar feito anjo
Fazer as promessas que fiz
Colorir nosso leito
Rimar meus versos
Na saudade tua
Vou sair por ai
Sufocar minha dor, noite adentro.
Arrancar esta dor que consome
Ah! Se Avisar sem demora
Cortando o abismo da minha alma
Que cala por amor, esta dor tão amarga.
Vem brincar comigo
Neste sonho de grandes amantes
Transformar meus medos
Em desejos tão louco por ti
Mover o infinito
O eco das vozes, meu corpo.
Letristas em Cena
137
Acordar um poema
Dos versos em dor
Da saudade tua
Da saudade tua
Da saudade tua
Coletânea de Letras Musicais
138
SEU AMOR É UMA ILUSÃO DE ÓTICA
Quando eu olho para o alto
Disfarçando uma saudade
Vejo a lua bem depressa deslizando
Entre as nuvens que no céu se vão
Uma ilusão, de ótica.
São as nuvens movidas pelo vento
Na imensidão.
Assim, é o seu amor.
Parece tão perfeito, mas é dor.
Enquanto você passa como as nuvens
O vento sopra forte em meu coração.
E a saudade, tem seu fim.
Eu sei que se eu tentar
As nuvens alcançar...
Não vou conseguir
E a tempestade vai continuar
Eu disfarço esta saudade
Por que as nuvens são reais
E olhando para o céu
A lua me consola
Assim como eu, está sempre.
No mesmo lugar
O seu amor
É uma ilusão de ótica.
Letristas em Cena
139
SOMENTE POR AMOR
Não me olhe simplesmente
Tão somente por prazer
Sou ser humano carente
Posso me envaidecer
Quero mais que a cor dos olhos
Mais que um traje a rigor
Quero alem da amizade
Alem da paixão, quero amor.
Cansei-me das aventuras
Céu e mar estão pequenos
Não abrigam mais palavras
Nem suportam mais venenos
Não exiba os teus olhos
Que o olhar já não importa
Conheci todos os olhares
Nas minhas idas e voltas
Nas minhas idas e voltas
Não sufoque a minha taça
Desse vinho que embriaga
Nem me leve pra uma dança
Nesta alta madrugada
Quando você for embora
Se o acaso acontecer
Volte na segunda feira
Com o amor que eu quero ter.
Coletânea de Letras Musicais
140
TELHADOS DE VIDRO
Menino de rua, sozinho em meio à multidão.
Jogando olhares pidonhos
Sufocam olhares, medonhos.
Fazendo tremer a cidade confusa
Indiscretamente hipócrita!
Trancafiada na sua indiscrição.
Golpes fatais, indignação!
Cidadão!
Ele só quer descansar na rua ao lado
Observar os palácios da cidade
E seus telhados de vidro
Adormecer num papelão
Acordar sorrindo
Com duas simples moedas.
Ser, ser, ser, Cidadão!
Telhados de vidro, assistidos.
Já não confundem menino
Golpes fatais, indignação!
Com duas moedas apenas
Entra um sorriso em cena
Sobre qualquer papelão
Cidadão! Cidadão!
Letristas em Cena
141
VAI, VAI BRASIL!
(musicada por Vuldembergue Farias)
Nasceu um poeta que se dava o respeito
Era amigo do peito, de um escravo sofredor.
O tempo passou, e o poeta encantou.
Descreveu sua história, pra tirar a dor, do peito.
A Princesa já havia passado
Pra sempre libertado
O escravo sofredor
Mas, de Lei em Lei, eis o pecado.
De senador em senador, nasce.
O escravo remunerado
Entrou na dança, toda raça, toda cor
Criaram pontes, ao criarem tantas Leis.
E para esconder a grande explosão
Inventaram: bolsa família e cesta básica
Cobrando imposto dobrado
Trocaram a fome pela desilusão
Fizeram amigos e abriram fronteiras
Onde passam drogas e armas pesadas
Por onde se faz política intensamente
Fazendo o povo perder a estribeira
A democracia é muito disputada
A lei se confunde em seus mil e um artigos
Vai pra cadeia o bom cidadão
Pode crer os bandidos se passam de amigos.
Coletânea de Letras Musicais
142
Vai, vai, vai
Brasil de mil e uma cores
De ódio e amores
De soberanos infiéis
Vai, vai, vai,...
Levar pra eles o meu recado
Diga que já me cansei
De ser. Escravo remunerado.
Letristas em Cena
143
VEGETAÇÃO
Hoje acordei com um nó na garganta
Nada está no lugar, tudo virou arrogância.
Eu já não sei se o tempo vai curar
Este domínio de mercado furado
País das maravilhas que virou babado
Todo mundo grita, todo mundo quer.
Não tem pra homem, nem tem pra mulher.
Eu olho a minha cara no espelho
E me pergunto se ainda quero viver
Pagando limousine, carro importado.
Pra quem deveria cuidar do meu Ser
Pra conseguir um emprego melhor
Falam que preciso me especializar
Enquanto vejo sentado no trono
Dando ordens, sorrindo a falar.
Um homem qualquer
De qualquer lugar
Eu quero mudar meu país
Mas não me deixam.
Ratos doentes,
Inconsequentes
Bolinhas de sabão
Que se vão
Baratas espertas
Infectadas
Na minha mesa, não!
Coletânea de Letras Musicais
144
É uma roubada
Partidos quebrados
Ninhos de cobras
Painel de recados
Sem cara na cara
Sanduiche a moda de nada
Eu quero cuidar do que é meu
E não me deixam
Não quero matar os judeus
Disso não se queixam
Não quero lavar meu dinheiro
Nem ao povo dizer: Meu Deus!
Me deixem.
Todo mundo grita, todo mundo quer.
Não tem pra homem, nem tem pra mulher
Eu quero mudar meu país
Mas não me deixam
Letristas em Cena
145
CARLOS ALBERTO COLLIER FILHO
(CHARLOT COLLIER)
Busca 0146
Céu encarnado 0147
Menina Rosa dor 0148
Meu velho pai 0150
Coletânea de Letras Musicais
146
BUSCA
Vou
Já nem sei onde encontrar
Busco a mim dentro dos outros
Pelas coias a procurar
Busco
Busco a DEUS não sei por quê
Um amigo particular
Busco terra meu lugar
Busco
Chão vermelho para pisar
Céu azul para sonhar
Ora o que é que há
Teu teclado enferrujou
Soluções não vais me dar mais
Confessor.
Letristas em Cena
147
CÉU ENCARNADO
Homenagem a meu filho
Carlos Alberto Collier Neto (Beto).
Quero mais não te ordeno
Calmo e sereno
Sempre a predizer
Que algo a se transformar
Muda de lugar
Com os temporais
Carlinhos criança
Que não dança a dança
Dizendo sonhar
Carlos que renova, retira, renova
Com medo de errar
Carlinhos crescido
No sonho encantado
No certo ou errado
No céu encarnado.
Coletânea de Letras Musicais
148
MENINA ROSA DOR
Resolvi não sei por que
Dar um ponto de parada
Pra tentar rememorar
O que eu sempre quis guardar
Procurando pelo sonho
Pela estrada percorrida
Cheguei enfim a infância
Esplendor de minha vida
Aí encontrei três rosas
Cada uma de uma cor
Uma rosa outra vermelha
E por fim rosa da dor
Perguntando a primeira
Onde era o meu caminho
Recebi como resposta
Um não sei fiquei sozinho
Perguntando a vermelha
A mesma decepção
E por fim rosa da dor
Que me disse com emoção
Procurando mais a frente
Pela estrada percorrida
Encontrei uma menina
Que brincava com uma flor
Letristas em Cena
149
De beleza se confunde
Coma flor em suas mãos
Mais de alma desenganos
Aí perdi meu coração
Olhei pétalas tão brancas
De uma alvura infinita
Ri de mim de meu amor
Ri da rosa que era dor
Acordei olhei pra vida
Meu olhar então molhou.
Coletânea de Letras Musicais
150
MEU VELHO PAI
Homenagem a meu pai
Carlos Alberto Collier.
Nas cordas do violão
Vou compondo esta canção
Com auxilio do pandeiro
Vou falar para o mundo inteiro
O que vem do coração
Do amor mais profundo
Que eu trago em meu peito
Do amigo e companheiro
Você foi sempre o primeiro
A me dar esta lição
De como viver a vida
Você foi a inspiração
Pelo tempo e pela vida
Fui compondo esta canção
Meu velho pai
Eu te agradeço
Com todo apreço
Quero me lembrar de você.
Letristas em Cena
151
CHICO PIRES
Acreditar e mudar
Ai nasceu o amor
Amando você
Amanhecer e renascer
Amigos, alma e fé
Amor em ascensão
As razões de estar aqui
Assinte
Balada pra amar
Boa ação
Boas horas
Caminho de fé
Chance de vida
Chegando com luz
Conscientizando
Contrassensos
Convivendo com as críticas
Coração alerta
Desidério
Divagando
Escute o meu som
Filha
Forte amizade
Gente pequena
Imagens de paz
Inocência
Interrogações
Linda maranhense
Livre como o pássaro
Luz vinda da floresta
Mãe
0154
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0179
0180
0181
0182
0183
0184
Coletânea de Letras Musicais
152
Magia do sol
A maternidade
Menina que mudou a vida
Meu canto
Meu coração insiste
Minhas dádivas
Moçada alegria
Momentos mágicos
Nada além
Naturalmente natureza
Natureza
Nos bares da vida (Sampa bares)
Olhar no caminho
Olhos lindos
Olhos pequenos
O sol chega com você
Pensando a vida
Povo de Jesus
Quando sobra o tempo
Querer é poder
Reacendeu o amor
Reencontro
Reflexão
Saudade
Sentimento menino
Serena e marcante
Sertão esquecido
Sétimas
Simples presença
Simplesmente saudade
Sol de todo dia
Sol é vida
Sonho, vida, vitória
0185
0186
0187
0188
0189
0190
0191
0192
0193
0194
0195
0196
0197
0198
0199
0200
0201
0202
0203
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0210
0211
0212
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0214
0215
0216
0217
Letristas em Cena
153
Sua Santidade
Submergir
Tarde de domingo
Tempo de consertar
Tempo de mudar
Trem da vida
Tudo por seu sorriso
Tudo renascerá
Tudo tem seu tempo
Um olhar diferente
Um pedaço do Pantanal
Verso e reverso
A vida de cada um (Maravida)
Vida dolorida
Vida, momentos, memória
Vivendo pra crescer
0118
0219
0220
0221
0222
0223
0224
0225
0226
0227
0228
0229
0230
0231
0232
0233
Coletânea de Letras Musicais
154
ACREDITAR E MUDAR
Eu vou embora
Eu vou pra longe
Mas é fácil chegar
Um avião te leva lá
Acredito que você vai pelo coração
Só ele sabe de emoção
Só ele sabe de superação
Só ele sabe de gratidão
A vida da gente tem que mudar
E o jeito é sair do lugar
Toda estrada é sinuosa e longa
Com o primeiro passo vai ao longe
Tudo passa pelo acreditar
Fé na vida se transformar
Às vezes vem à bifurcação
Com esse sentimento sai à decisão
Nossos caminhos estão abertos
Só depende de nós torná-los completos
Para cada momento de fraqueza
Tem sempre outro de realeza
Letristas em Cena
155
AI NASCEU O AMOR
Foi num encontro casual
Fora da vida normal
Nele se deu a ligação
Que amansou meu coração
Nos dias que se seguiram
Dúvidas no ar pairaram
Meu telefone você não atendia
Sem saber o porquê da rebeldia
Mas a vida tem seu segredo
Deu um jeito de te trazer
Não sei se amor ou medo
Mas você veio me ver
Vi que uma lágrima rolou
Seu rosto inteiro molhou
Escorrendo pela tua face
E foi caindo o seu disfarce
Palavras já não dizem nada
O amor sempre fala mais alto
Vai por toda a madrugada
Sem briga nem sobressalto
Coletânea de Letras Musicais
156
AMANDO VOCÊ
Acordei de madrugada
Aquela saudade gostosa
O que faz você agora
Me segurar até que hora
Andei pela casa vazia
Imaginei você comigo
Como numa terapia
Sua presença eu sinto
Quando o dia clarear
O sol no seu quarto entrar
O raio de luz te despertar
De mim irá lembrar
Adormeci com sua foto do lado
Sua imagem na minha retina
Ao toque do telefone acordo
Sei que é você, minha menina
Recompensa da noite perdida
Seu carinho me refaz
Eu sei que sou capaz
De te amar por toda vida
Letristas em Cena
157
AMANHECER E RENASCER
Pra que correr dos sentimentos
Eles são os meus momentos
A alegria de uma chegada
A tristeza na hora da partida
Na vida sou livre pra decidir
Tenho meu caminho pra seguir
Não importa quantos foram os tropeços
Levantei e corri para os abraços
Acordar com o coração leve
Esquecer as peças que a vida pregue
Abrir a janela a cada amanhecer
O sol está lá pra me amadurecer
Bons sentimentos me levam adiante
Amigos são meu porto seguro
Então não tenho medo do escuro
Sou do mar da vida um navegante
Cada sopro desse vento no rosto
O pé preso na areia de solo pastoso
As pedras no caminho eu retiro
Os sorrisos na memória eu revivo
Coletânea de Letras Musicais
158
AMIGOS, ALMA E FÉ
Todo ano, sempre uma manifestação
Algumas palavras vão direto ao coração
Nessa hora a gente descobre
Quem nossa alma enobrece
Outras são simples comemorações
Que não mexem com nossas emoções
São ditos puramente sociais
Nossa alma sempre pede mais
Amizade é um sentimento nobre
Ela existe até do rico pelo pobre
Ela representa o nosso suporte
Ouro que não depende de aporte
Os amigos nos levam às lágrimas
Junto com eles sempre temos as rimas
Com eles temos sempre alegria
Que nossa vida ilumina e a alma contagia
Vivo sempre por eles, com eles
Estreitando nossas relações
Lapidando nossas emoções
Os sentimentos saindo de nossas peles
Junto deles nos sentimos fortes
Nada poderá nos destruir
Calmaria por todo o caminho
Pra eles todo o nosso carinho
Letristas em Cena
159
AMOR EM ASCENSÃO
No meio da madrugada
Afaguei seus cabelos
Olhei tua face tranquila
Vontade de te acordar
O tempo passou, eu adormeci
Quando despertei, você ainda dormia
Ao murmurar em seu ouvido
Nosso tempo havia terminado
Você acordou e me olhou
A emoção nos dominou
A razão clamou para sairmos
Mas o desejo falou mais forte
Daí pra frente nos entregamos
Beijos, abraços e carícias
Nessa hora não existem malícias
Só posso dizer que amamos
Você tão linda num abraço
Me realizei nesse amasso
O dia chegou pra clarear
E pra realidade a gente voltar
Coletânea de Letras Musicais
160
AS RAZÕES DE ESTAR AQUI
Nas voltas que a vida dá
Não notas do que é capaz
Quantas coisas já fizestes
Tantas saudades por ai deixastes
Se seguistes o caminho do amor
Se despistes das carrancas da dor
Completastes o legado da caridade
Contemplastes o fundado da verdade
Nos desvios incrustados na paixão
Os lírios cortados pelo facão
Nos sentimentos dependentes do coração
Os arrependimentos pendentes de solução
Nas realizações feitas com o coração
Nas sensações benditas da oração
Nos entremeios oriundos da palavra
Nos anseios dos mundos em luta brava
Como entender o homem que gera violência
Precisa ascender a esfera de outra existência
Se tudo passar longe da tua compreensão
Apressar e ver aonde dar tua colaboração
Letristas em Cena
161
ASSINTE
Você me viu natural
Num clima total
Nem pensa que eu sou
Um cara legal
A vida me deixa um tanto
Absorto, portanto
Não tente entender
Procure compreender
Vivo procurando uma razão
Mas nunca encontro
Pra mim a procura é o porto
Pra amansar meu coração
De papo em papo procuro
De beijo em beijo agarro
Abraço a saudade
Te amo de verdade
Meu tempo não tem limite
Sua ausência é um assínte
Caminho em sua direção
Me aperta a emoção
Coletânea de Letras Musicais
162
BALADA PRA AMAR
Veio tudo num estalo
Minha vida num segundo
E caiu o meu mundo
Depois daquele embalo
Fui na balada pra te ver
Não sabia o que ia acontecer
Quando fitei seus olhos negros
Você mexeu com meus sentimentos
Saia nas noites pra caçar
Ninguém fazia minha cabeça
Menina, você me fez por ti apaixonar
Agora só você na minha lembrança
Deixei de ser inconsequente
Descobri que era carente
Feliz naquela hora
Doente quando ia embora
Mudou o sentido da minha vida
Valorizo mais o amor
Companhia para a jornada
Que se dane o pudor
Você comigo joia rara
Vou lapidar meus sentimentos
Chutar pro alto os desalentos
Você é a minha cura
Letristas em Cena
163
BOA AÇÃO
Ter uma boa ação
Não é ter só boa intenção
O espírito precisa de renovação
Fazer tudo com o coração
As pessoas temos que ajudar
Muito amor a elas dedicar
Saúde não vai lhe faltar
Se você se dispuser a trabalhar
Um sorriso mexe com nossas emoções
O agradecimento traz luz aos rincões
Trocando forças aos montões
Fazendo bem a todos os corações
Levante, olhe em volta
Tira da alma essa revolta
Jesus por você está chamando
Para tua vida ir mudando
A certeza do dever cumprido
Agradeço por lá ter ido
Minha ajuda é pequena eu sei
Mas foi com amor que realizei
Coletânea de Letras Musicais
164
BOAS HORAS
Ouvindo os sons das ondas do mar
Não tem como não lembrar
Você comigo por aqui andou
Lembro que tudo aqui te encantou
A beleza dessas areias
Amor correndo em nossas veias
Um carinho, um afago, um beijo
Recordo tudo e não tem jeito
Ai o pensamento voa
Afinal estou aqui numa boa
E a serenidade me domina
A felicidade não me abomina
Voltar nesse paraíso
Andar por cada pedaço
Lembrar sempre do sorriso
E daquele lindo abraço
As lembranças são as propulsoras
De todas as nossas emoções
Recordar sempre das boas horas
Guardadas em nossos corações.
Letristas em Cena
165
CAMINHO DE FÉ
Um novo sol nascerá
Uma nova vida surgirá
Nos caminhos percorridos até aqui
São os alicerces do novo tempo
Na nova estrada não tem ilusão
Tudo vai passar pelo coração
Firmeza nas novas atitudes
Regradas nas responsabilidades
Nessa nova etapa de renovação
A vida agora por outra visão
Ficam pra traz as amarguras
Retiradas todas as armaduras
O amor como base de tudo
A caridade renovando a fé
Que cada passo tem seu sentido
Acreditar e esse caminho percorrer
Coletânea de Letras Musicais
166
CHANCE DE VIDA
Quando a vida te colocou no meu caminho
Acredite foi pra te fazer bem
Você é toda carinho
Estava precisando de alguém
Nunca sabemos quando encontrar
Nunca sabemos quando entregar
Nunca sabemos quando nos doar
Nunca sabemos quando ajudar
A vida é mesmo assim
Você chegou pra mim
Algo que disse te encantou
Fico feliz que você mudou
Nossos caminhos nós fazemos
Teremos tudo que construirmos
Não importa o trabalho
A dignidade tem que estar presente
Lutar sempre por um ideal
Viver bem é que é legal
Nossas coisas conseguir
Um irmão sempre instruir
Letristas em Cena
167
CHEGANDO COM LUZ
Você sempre chega de mansinho
Sua luz resplandece no ambiente
A todos distribui carinho
Com sua expressão caliente
Difícil de você não gostar
Seu sorriso nos faz ficar
Seu jeito a nos inebriar
Desejo de nunca terminar
Uma vida de princípios
Desprezando todos os vícios
Livre de todos os indícios
Linda com seus artifícios
Receber sempre uma mensagem
Participar da sua miragem
Ver tudo pela sua imagem
Emoldurada por uma linda ramagem
Partilhar sua amizade
Me enche de felicidade
Viver essa realidade
Aqui e na espiritualidade.
Coletânea de Letras Musicais
168
CONSCIENTIZANDO
Porque você me olha assim
Eu não represento essa horda
Que com tudo pouco se importa
Trabalho nesse ínterim
Prefiro esse trabalho sujo
Que teu dinheiro imundo
Dele sim eu fujo
Com ele chegaria no fundo
Minha alma pede razão pra viver
Nesse mundo de ilusão
A quem vou recorrer
Tenho que achar a solução
Investigando atos alheios
Deles e contra minha vontade
Entendo melhor meus anseios
Em busca de liberdade
Acha que estou divagando
Abra a janela ao seu lado
Veja o horror estampado
E uma mãe chorando
Esperarás até quando
Levante, caminhe, lute
Grite até que escute
E tudo ir mudando.
Letristas em Cena
169
CONTRASSENSOS
Limpar a mesa no fast-food americano
No bar do lado largar ao abandono
Criticar a filha da vizinha
Lá no bordel fazê-la rainha
Andar nas ruas no seu próprio carro
Mas pra isso sempre pagar caro
Políticos que emporcalham a cidade
Isso é falta de civilidade
Fumar durante o almoço
A refeição não é caroço
Todo homem tem sua mulher
Mas fora de casa é o que ele mais quer
Elogiar tudo que vem de fora
Temos os melhores profissionais
Excelentes produtos nacionais
Porque você não vai embora
Camisa da empresa ninguém usa
Em outra língua sempre veste
Às vezes até abusa
O preconceito, essa peste.
Coletânea de Letras Musicais
170
CONVIVENDO COM AS CRÍTICAS
Todo mundo gosta de criticar
Mas ninguém vem pra te apoiar
As pessoas sempre agem assim
Coisas ruins falam de mim
Se procuro pelo melhor
Porque quero ser superior
Se não gosto do que me mostram
Sou exigente demais é o que falam
O importante é estar consciente
Minha mente em ritmo atuante
Das mazelas do mundo não sou responsável
Apenas tenho que ser mais maleável
A certeza do melhor fazer
Outras pessoas não comprometer
Construir sem vangloriar
Sorrir pra vida melhorar
Otimismo é o caminho da vida
Nunca reclamar da lida
Sem ela você não vai prosperar
E dos teus amores poder cuidar
Letristas em Cena
171
CORAÇÃO ALERTA
Eu sei que vou vencer
Quem me quer, me quer
Quem não quer, vai embora
Pra isso não tem hora
Por você tranquei meu mundo
O tempo todo respirando fundo
Pensei, não vou aguentar
Mas o tempo me fez superar
Os amigos me diziam
Você vai se machucar
Mas eu não quis escutar
As emoções em mim batiam
Controlei minha ansiedade
Vou ficar em liberdade
Agora vou me valorizar
Se você quiser, vem me procurar
Vou estar sempre alerta
Com minha mente aberta
Tudo que você propuser
Meu coração vai entender.
Coletânea de Letras Musicais
172
DESIDÉRIO
Foi muito bom te conhecer
Assim dessa maneira
Mais parece brincadeira
Mas sei que é pra valer
Te encontrar é sorrir
È como sentir um novo porvir
Te ver é só agradecer
Minha vida enobrecer
Você é dona das minhas orações
Você faz parte das minhas canções
Quero te levar a todos os rincões
Vibrar nossos corações
Pra que sempre ser sério
Levar tudo no desidério
A vida não deve ser mistério
Senão explode o artério
Do fundo da nossa alma
Ver tudo com muita calma
Escutar a voz de quem chama
Cumprir o que ela conclama.
Letristas em Cena
173
DIVAGANDO
Eu não tenho vontade
Eu não tenho coragem
Eu não tenho amizade
Eu não tenho miragem
Vivo por aí resmungando
Vivo por aí amuado
Vivo por aí assustado
Vivo por aí sonhando
Que tudo um dia vá ser imutável
Que tudo um dia vá ser amável
Que tudo um dia vá ser irrevogável
Que tudo um dia vá ser inegociável
Quero ver as crianças brincando
Quero ver as crianças cantando
Quero ver as crianças pulando
Quero ver as crianças pintando.
Coletânea de Letras Musicais
174
ESCUTE O MEU SOM
Minha música ninguém quer escutar
O ritmo tenho que mudar
Mas um músico tenho que contatar
Para a melodia ele criar
Não faço música de consumo
Tenho sempre que mandar uma mensagem
Pra vida das pessoas ficar no prumo
O destino não ser uma miragem
Não fujo da minha responsabilidade
Procuro sempre passar a verdade
Pra que se encher de dinheiro
Prefiro ser um cara maneiro
Quando cantar uma canção
Faça sempre com o coração
Sentindo quem te escuta
Vibrando pelo que resulta
Pode ser que eu não tenha o dom
Mas por favor escute o meu som
O sentimento comanda as palavras
A melodia invoca as notas raras.
Letristas em Cena
175
FILHA
Quando você nasceu
Seus olhos negros diziam
Papai, cheguei
Meu coração de alegria se encheu
As noites em que você chorava
Apreensivos a gente ficava
Mas quando sua fome saciava
No sono você pegava
Me lembro das primeiras palavras
O primeiro passo não esqueço
Hoje orgulhoso confesso
Rolaram algumas lágrimas
Quando me lembrei do seu avô
Chorei com você no colo
Queria te ver no tapete com ele
Esse desejo na mente ficou
Pequena ainda aprendeu a ler
Sua dedicação nos deixava contente
Na formatura estava radiante
Hoje você é uma mulher
Estou esperando meu neto chegar
Pro meu legado completar
E dizer por isso a vida é boa
O amor no mundo ecoa.
Coletânea de Letras Musicais
176
FORTE AMIZADE
Tudo pode ser assim
Mesmo que precisar de mim
Pra fazer silêncio junto
Me escondo contigo fora desse mundo
Amizade não tem amarração
É união pelo coração
Dizem que não de homem pra mulher
Claro que não pode ser uma qualquer
Se os percalços da vida nos une
Não haverá aquele que nos pune
Uma palavra sempre pra dizer
A mão sempre pronta a estender
Alegria em cada chegada
De dia ou na alta madrugada
Não tem momento para se ver
O sentimento é que vai saber
Nada tem mais valor que amizade
Nada pode parar essa fraternidade
A certeza de alguém no nosso caminho
A ela dedicamos nosso carinho.
Letristas em Cena
177
GENTE PEQUENA
Acorda gente pequena
A vida te espera
O sol já apareceu
Acorda gente pequena
Você é muito mais importante
Que as coisas grandes do mundo
Acorda gente pequena
Tira a braveza do rosto
De aquele sorriso gostoso
Acorda gente pequena
Temos muito que fazer
Nos aguardam pra começar
Acorda gente pequena
Levante para a vida
Todos querem te ver
Você coloca beleza na vida
Seu jeito meigo de olhar
Sempre me faz lembrar
Das pequenas grandes coisas da vida.
Coletânea de Letras Musicais
178
IMAGENS DE PAZ
Fique em paz
Com as coisas boas
Fique em paz
O rio leva as canoas
Caminhando por um lugar
Que você nunca viu
Dizem que é secreto
Ele tem seu segredo
Descortinando as nuvens
Abrindo as florestas
Parecem miragens
As coisas que nos restam
Crianças brincando livres
Homens trabalhando unidos
Aqui as pessoas vivem
Nem sabem que estiveram brigados
Por isso eu sempre digo
Somos todos irmãos
Vibrando nossas emoções
Com os corações benditos.
Letristas em Cena
179
INOCÊNCIA
Da inocência em plena vida
Quem desse sorriso nos fez privar
Mas teu espírito vai se elevar
E mostrar sua beleza em outra vinda
Ao lado do mestre irá sentar
Junto com ele irá orar
Por todos esses homens malignos
Que de ti não foram dignos
Tua estada entre nós foi importante
Paramos pra refletir nesse instante
Quão necessária a solidariedade
No encontro com a triste realidade
Todos que aqui ficaram irão dimensionar
Suas ações com firmeza melhorar
Lembrando sempre do sorriso em seu rostinho
Como um pedido de carinho
O amor acima de qualquer coisa
Com Deus dentro do coração
Fazer sempre tudo com devoção
Pra em seu legado merecer uma poesia.
Coletânea de Letras Musicais
180
INTERROGAÇÕES
De uma mulher linda
Uma voz maravilhosa
Vou ficar aqui, tenho tempo ainda
Pra viver essa noite gostosa
Sai na noite pro tempo passar
Nada dizia que ia te encontrar
Mas a vida é mesmo assim
Vi seu olhar em mim
Não sei o que você faz aqui sozinha
Sonhei que podia ser minha
Mas o olhar de espera
Ah! Por mim, quem dera ?
Com as amigas conversava
De que assunto tratava ?
Só sei dizer que seu olhar meigo
Me deixou desse jeito
Vivendo sempre se aprende
Porque a vida é agora
Nada me surpreende
Tudo tem a sua hora.
Letristas em Cena
181
LINDA MARANHENSE
Viajando pelos Lençóis Maranhenses
Cheguei a Ilha de São Luiz
Mas foi na bela Imperatriz
Que encontrei minha morena
Linda, um sorriso belo
Emoldurado por um rosto singelo
Um encanto de mulher
Nos seus braços quero viver
A vida sempre tem seus segredos
Conflitando com nossos desejos
A razão querendo ser mais forte
O coração seguindo rumo ao norte
Não importa a distância
O amor sabe superar
Sentindo sua pele macia
Meu corpo vive a sonhar
Linda Maranhense
De olhos amendoados
Que me deixam em transe
E meus sentidos atordoados.
Coletânea de Letras Musicais
182
LIVRE COMO O PÁSSARO
Quero ser como um passarinho
Andar livre por esse mundo
Parecendo um vagabundo
Alegre a levar carinho
Voar em todas as direções
Curtir o vento e as seduções
Até chegar a próxima parada
Nela fazer a feliz morada
Despertar com o sol brilhando
Na sua luz, quieto, meditando
Voar ao próximo destino
E ser, um ser pequenino
Quero ser como um passarinho
Quando chega a tempestade
Bate asa pro seu ninho
Em busca de serenidade
Ficar no canto, amuado
Pra nesse tempo, calado
Recuperar e preparar o próximo voo
Em direção a um mundo novo.
Letristas em Cena
183
LUZ VINDA DA FLORESTA
Na vida resplandecente da floresta
Senti uma força crescente para orar
Quando na hora exata da prece
Vi sair de dentro da mata a cantar
No meio da luz brilhante a figura do Mestre
Meu olhar se fez radiante para contemplar
Contestei meu merecimento para receber
Ele disse que esse oferecimento é de paz
Ainda maravilhado com aquela luz
Novamente extasiado me falou de Jesus
Aqui nessa terra encarnado para evoluir
Não fique desesperado você vai conseguir
Nessa nossa caminhada de amor
Toda prova passada é evolução
Na vida fugida do coração
Dela será ungida sua devoção.
Coletânea de Letras Musicais
184
MÃE
Mãe, nesse nosso último encontro
Nos lembramos sempre no apronto
Ficou agora uma lacuna
Mãe, você era única
Seu sorriso ninguém vai esquecer
Seu jeito meigo de receber
A todos você inebriou
Mãe, assim fica, quem te conheceu
Nunca deixaremos de lembrar
As broncas que você nos dava
Com a certeza de o caminho ensinar
Mãe, nossa visão você renovava
Só não podemos perder a referência
Nossa família manter unida
Como prova a experiência
Mãe, na morte você também foi vida
Agradecemos por sermos seus filhos
Perdoe as mágoas que lhe causamos
Jamais esqueceremos dos carinhos
Mãe, nós te amamos.
Letristas em Cena
185
MAGIA DO SOL
Que bela manhã
Eu vou pro sol, vou ver você
O sol é a inspiração
Assim entende meu coração
Sol que entra em nossos poros
Sol que as plantas faz germinar
Sol que a alma vem aquecer
Sol que brilha até o entardecer
A lua chega pro sol namorar
Fica a promessa de outro dia voltar
Sol que adentra por minha janela
Sol que outra vez me traz ela
Minha vida segue em direção ao sol
Sua luz descortina minha estrada
Sol que abre o meu caracol
E muda o meu viver
Sol dádiva que vem de Deus
Sol que muda o pensamento
Sol que me faz ir aos meus
E quebra meu juramento.
Coletânea de Letras Musicais
186
A MATERNIDADE
De todas as coisas do mundo
Só uma tem única finalidade
É da mulher a maternidade
Trazer um novo ser para a vida
Desde os primeiros movimentos
Apreciando todos os momentos
Ela esquece até da vaidade
Pra aquele ser crescer em liberdade
Um ser preparado com carinho
Desde os primeiros dias no ventre
É dele todo e qualquer caminho
Todos os pensamentos que ali adentre
Os dias ficam mais alegres
A expectativa junto com a esperança
Gerar e crescer aquela criança
Cuidá-la em todos os lugares
Letristas em Cena
187
MENINA QUE MUDOU A VIDA
Menina do sorriso fácil
Menina que transforma a vida
Menina que quer dar a vida
Menina desse jeito dócil
Menina que não fica quieta
Menina sempre tão irrequieta
Que do mundo não tem medo
Desvendando e vivendo seu enredo
Menina quero viver seu otimismo
Acordar e só lembrar-se do bem
Menina que vê o que a vida tem
Compreender esse seu altruísmo
A vida um dia lhe pregou uma peça
Menina foi vivendo tudo sem pressa
Sabia que um dia o jogo ia virar
E hoje feliz a todos vem encantar.
Coletânea de Letras Musicais
188
MEU CANTO
Se você quiser o meu canto
Meu canto pra ser seu recanto
Meu canto é do universo
Meu canto não rima o verso
Embala o seu coração
Traz alegria as pessoas
Relembra as coisas boas
Momentos de uma paixão
Se meu canto te encanta
Senta, escuta e canta
Meu canto é do infinito
Transforma em energia o grito
E na hora do sofrimento
Meu canto pra ser seu acalanto
Onde houver a tristeza
Meu canto leva a beleza
Acalma os corações apressados
Meu canto acerta o compasso
Alívio para os estressados
Meu canto dispensa o marca-passo.
Letristas em Cena
189
MEU CORAÇÃO INSISTE
Vivo esperando você me ligar
Pra te socorrer em algum lugar
Não me importo onde estar
Só me interessa contigo ficar
Sair no meio da madrugada
Sentir a brisa gelada
Nas noites frias te abraçar
Seu corpo no meu esquentar
Menina você me balança
Contigo meu coração palpita
Me faz voltar à lembrança
E querer que tudo se repita
Meu amor por você não tem limite
Vivo, durmo, acordo e você está em mim
Porque as coisas tem que ser assim
O que fazer se meu coração insiste
Sem ter dia, sem ter hora
Assim mesmo não me importa
Pro meu coração vale agora
Você está batendo a minha porta
Só me diz pra entender
Meu amor está disparado
Como faço pra não sofrer
Se por ti estou apaixonado.
Coletânea de Letras Musicais
190
MINHAS DÁDIVAS
Às vezes temos vontade de voltar no tempo
Curtir mais alguns momentos que julgamos perdido
Essa necessidade vem da certeza do caminho feito
Da lição passada, o alicerce pra vida recebido
Filhos criamos para o mundo, para a vida
Por isso são nossas eternas crianças
Neles depositamos nossas esperanças
Pois uma batalha já foi vencida
Cada passo no progresso do sucesso
Nada que fazemos é em excesso
Um dia seremos chamados de chatos
Pelos ensinamentos intactos
No novo momento que virá
Tudo se apagará
Uma fase vai nos despertar
E dizer que devemos continuar.
Letristas em Cena
191
MOÇA DA ALEGRIA
Moça desse olhar lindo
Desse sorriso aberto
Que me deixa sorrindo
E querer estar por perto
Um dia sem nada esperar
Do nada você apareceu
Me fez com um simples olhar apaixonar
O seu toque meu coração amoleceu
Toda vez que eu te vejo
Tenha certeza de te respeitar
Dessa boca quero um beijo
E uma palavra pra me encantar
A vida sempre tem uma surpresa
Só não pode ter moleza
As coisas pra decidir
E o seu carinho pedir
Moça guardo sempre na lembrança
Os momentos e carinhos
Tenho ainda a esperança
De reunir nossos caminhos.
Coletânea de Letras Musicais
192
MOMENTOS MÁGICOS
Esses dias foram mágicos
A chuva na chegada pra limpar
Nossas almas purificar
Esses momentos são únicos
Na areia fomos caminhando
Correndo, mãos dadas conversando
Ali nos sentimos duas crianças
Renovando nossas esperanças
O por do sol na praia apareceu
Brilhante como ouro nos enterneceu
Abraçados, quietos a admirar
Como uma profecia a realizar
No jantar vi você mais linda
Radiante de felicidade
Sua beleza estonteante
Ao lugar trouxe mais vida
Ao te ver dormindo
Pude sentir sua pureza
Ao te ver sorrindo
Rever toda sua beleza.
Letristas em Cena
193
NADA ALÉM
Nada além de uma invernada
Nada além de uma madrugada
Nada além de uma presepada
Nada além de uma gargalhada
Nada além de um amor perdido
Nada além de um cão ferido
Nada além de um jardim florido
Nada além de um homem combalido
Nada além de uma paixão
Nada além de uma emoção
Nada além de uma decepção
Nada além de uma solução
Nada além de uma mulher felina
Nada além de uma menina
Nada além de uma cortina
Nada além da minha retina
Nada além de um sentimento
Nada além de um tormento
Nada além de um experimento
Nada além de um arrependimento.
Coletânea de Letras Musicais
194
NATURALMENTE NATUREZA
Fim de tarde ensolarado
Sol no meu rosto cansado
Seu calor e um dia abafado
No meu destino tinha chegado
Pingos de chuva prateada
Por entre as arvores derramada
Numa sinfonia compassada
Da natureza tão amada
Todo dia ali para contemplar
O homem passa e sem parar
Quem dera lançasse um olhar
Sua vida iria encantar
Terra para a semente plantar
Água para o broto germinar
Sol para o fruto aflorar
Vento para a flora aumentar
A Deus esse presente agradecer
Muito temos que aprender
Para a natureza entender
Sem isso não quero morrer.
Letristas em Cena
195
NATUREZA
Olhando as videiras
A sombra das bananeiras
O cantar dos passarinhos
Aconchegados em seus ninhos
Viva a natureza
Abraçando seus filhos
Tudo é só beleza
Nesta praça de andarilhos
A imensidão das matas
O namoro das patas
Sentir o cheiro do orvalho
Prazer nas coisas que olho
A natureza é sabia
Nela todos podem viver
A folha que cai é adubo
Pra outra florescer
Venham, acordar os humanos
Que por nada se destroem
Quem são esses seres profanos
Não deixem que nela eles toquem.
Coletânea de Letras Musicais
196
NOS BARES DA VIDA (SAMPA BARES)
Nos bares da vida
Todos temos recordação
Vamos lá na Vila, Vila Madalena
Grazie a Dio, bebericação
Sem pressa, sem hora
Isto é São Paulo do Garoa
Ainda vou te levar
Pro Morro de São Paulo amar
No Armazém de Moema tem petiscos
Pra gente se deliciar
Em Santana tudo é Justo
Aquele chopp gelado tomar
E lá na Vila, Vila Espanhola
Com os amigos da bola
Todos lá no Alemão
Quarta-feira, dia de reunião
Mandar um recado bem bolado
No Papagaio Vintém encontrar alguém
Ver todo mundo nesta Santa Aldeia
Se apaixonar num segundo, lá não tem mulher feia.
Um alô a todos os bares
Lá no Luiz ser feliz
Apesar dos pesares
Dois irmãos a Matriz.
Letristas em Cena
197
OLHAR NO CAMINHO
Na transparência da minha janela
Na pertinência da luz amarela
Nos arredores do bairro paulistano
Nas dores advindas do solo mundano
Todo tempo ali estavam suas luxúrias
Sempre vendo as coisas sem lamúrias
Olhe pro horizonte e veja toda a beleza
Com seu peito errante mostre sua fortaleza
Olhar perdido em direção ao firmamento
Um pedido guardado em pensamento
Vontade infinita de tudo mudar
Deixar a vida repetida e transformar
Nas visões de um novo caminho
Deixar as prisões do ser pequenininho
Passos largos ao futuro que espera
Poucos metros do muro que o separa.
Coletânea de Letras Musicais
198
OLHOS LINDOS
Quando te vi passando pelo salão
Sorrindo direto pro meu coração
Aguenta firme hoje você vai disparar
E essa garota eu vou amar
Andamos por aqui faz um ano
E pode crer eu não me engano
Esses olhos lindos me fascinaram
Sinais pro meu corpo mandaram
Seus carinhos de menina encantam
Seus beijos gostosos incendeiam
Que esse homem levou a loucura
Você está sendo minha cura
O desejo misturado com sua meiguice
Fizeram me sentir mais forte
E tudo aquilo que você me disse
Levantou meu ego sou um homem de sorte
O jantar na madrugada
Você do meu lado agora calada
Os olhares sentidos que trocamos
Os beijos quando nos despedimos
Tudo marcado pela emoção
Agora me sinto um menino
Não quero mais viver com a tal razão
O amor é repentino.
Letristas em Cena
199
OLHOS PEQUENOS
Esses olhos pequenos
Que emanam só coisas boas
E nos transmitem calma
Um refúgio pra nossa alma
Pequenos frascos, grandes essências
Esses olhos pequenos
Mostram tantas coisas grandes
Revelam a pureza da alma
Uma pessoa desprendida
Dona de um sorriso encantador
Jeito de menina carinhosa
Mas uma fortaleza de mulher
Uns minutos parei pra escutar
Um tempo pra beleza admirar
Seus gestos delicados sentir
Vontade de seu carinho pedir
Minha alma encontrou a tua
De coração aberto pra dizer
Queria poder te dar a lua
Minha história na sua resplandecer.
Coletânea de Letras Musicais
200
O SOL CHEGA COM VOCÊ
O sol bate a minha janela
Todo dia a mesma hora
Mas hoje brilhou diferente
Me trouxe saudades dela
Ela foi cuidar dos seus
Eu fiquei perdido
Não fossem os problemas meus
Pra lá teria ido
Não escolhemos o amor
Ele chega e toma conta
Altera os nossos sentidos
A vida fica mais bonita
Não sei se vou ou se fico
Com eles quero viver
Preciso ajeitar logo isso
Pra vida renascer
Pode parecer repetitivo
Mas sem você eu não vivo
Vou pra sempre te amar
Mesmo se comigo você não ficar.
Letristas em Cena
201
PENSANDO A VIDA
Na cadencia da realidade
Na excelência da cumplicidade
No cantar do pássaro solitário
No olhar de um raro aquário
Seu dia repleto de poesia
Seu guia desperta a luz irradia
Sua batida sentida no seu pulsar
Sua vida refletida no seu caminhar
Com tantos altos muros a transpor
Com prantos quietos puros de amor
As sensações colhidas no tempo
As orações repetidas no templo
De frente dispersando seus medos
De repente estalando seus dedos
Pra que viver sempre em desespero
Pra que se perder entre seu esmero.
Coletânea de Letras Musicais
202
POVO DE JESUS
(Paródia de Cabocla Tereza – João Pacifico)
Há muito eu vi um lugar
Pro meu povo rezar
Pois era ali o oratório
Bem longe deste calvário
No alto lá da montanha
Pertinho da luz do luar
Vi todo mundo feliz
E juntos começaram orar
E muito tempo passou
O povo de mim esqueceu
Nunca mais ali orou
O lugar entristeceu
O sonho deste lugar
Custou caro minha pregação
O povo procurou outra paixão
Decidiu me crucificar
Senti minha alma voar
A todos resolvi perdoar
Ao lado do pai me sentei
Junto com ele rezei
Agora eu ressuscitei
Vou acabar com a dor
Minha obra recomecei
Vou distribuir amor.
Letristas em Cena
203
QUANDO SOBRA O TEMPO
Quando o tempo sobra
O sinal não fecha
A fila anda
Ainda não é hora
O tempo é atemporal
Nada nele é racional
Com ele a vida é parcial
Sem ele é sensacional
No tempo da reflexão
No tempo da coração
No tempo da paixão
No tempo da realização
Um dia disse dê tempo ao tempo
Num outro tudo tem seu tempo
Mas qual a razão do tempo
Ah!!!!!! Esquece o tempo
Com o tempo sobrando
Estou aqui pensando
Então fiquei compondo
E agora estou aqui cantando.
Coletânea de Letras Musicais
204
QUERER É PODER
Se a vida te esquecer
Venha, vou te proteger
Se sair e chover
Volte, vou te aquecer
Sempre que você quiser
Toda vez que eu puder
Quero ser seu bem querer
Meu amor vai renascer
Pelos caminhos que você vier
Com os amores que você trouxer
Pelos carinhos a florescer
Meus dias enternecer
Se nosso amor enfraquecer
Reacender temos que saber
Basta à gente se compreender
E voltar a se entender
Não devemos esmorecer
Atrás do amor sempre correr
Cativar as coisas de bem viver
Nosso amor engrandecer.
Letristas em Cena
205
REACENDEU O AMOR
Se Deus me desse o dom
De propagar o som
Faria ele te transmitir
E o meu amor você sentir
Sozinho nessa noite chuvosa
Queria você aqui, menina manhosa
Estar com você, tudo é calmaria
Só o bem você me faria
Vivi muito tempo pra te dizer
Sei esse não é o melhor momento
Mas se não falar volta o tormento
De o meu amor ter que esconder
Perdoe todos os meus desatinos
Sinto agora o que passou você
Enquanto você sara, vou te fazer esses hinos
Pra ouvirmos durante a bonança
Espero com o coração em pedaços
De tanta dor até chorei
Mas sei que vou seguir seus passos
E cumprir tudo que falei
Coletânea de Letras Musicais
206
REENCONTRO
Eu não quero ver você chorando
Eu não quero ver seus olhos lacrimejando
Toda vez que a tristeza bater
Ligue vou te socorrer
Se minha companhia não te agradar
Fale, vim só pra te escutar
Se acaso eu não me controlar
Grite, faça-me calar
O amor tem coisas que não se entende
Mas, diga sempre o que pretende
Um abraço, um afago, um carinho
Sinalize sempre o caminho
Meu amor é todo seu
Meu coração me prometeu
Nunca mais ia se apaixonar
Foi te ver e tudo desmoronar
Bateu forte a emoção
Não segurei o coração
Você mais linda do que antes
Do amor somos andantes
Letristas em Cena
207
REFLEXÃO
Amor, sentimento profundo
Olhando nosso filho deitado
Me veio tudo num segundo
A origem de tudo isso
O nosso amor
Que passa através dos tempos
Incólume, com seus arranhões
Mas isso faz parte da vida
Do conhecimento mútuo
Da necessidade do ser individual
Caminha firme, seguro
Você faz mais parte de mim
Que o meu próprio eu
Qualquer atitude que pense tomar
Passa sempre por você
E logo estou mudando o rumo
Voltando para o que é meu
Pra quem realmente me ama
A pessoa que mais eu quero
Você.
Coletânea de Letras Musicais
208
SAUDADE
O que fazer quando a saudade aperta
O coração está sempre alerta
Nunca me deixa de você esquecer
E me faz nessa vida padecer
Saudade que por você machuca
Minhas emoções ela cutuca
Tocando sempre na ferida
Abrindo buraco na minha vida
Pensei que era somente paixão
Com o tempo me vi enganado
Seu amor bateu fundo no coração
Mostrou que eu já estava amando
Saudade motriz desse meu viver
Faz lembrar sempre que existo
De você nunca desisto
Se assim prefiro morrer
Onde quer que eu vá você está
Os caminhos tento mudar
Mesmo deixando de ir lá
Você vive a me acompanhar.
Letristas em Cena
209
SENTIMENTO MENINO
Menina do sorriso farto
Olhar meigo de rosto largo
Beleza de rara amplitude
Certeza na tua quietude
Momentos únicos ungidos
Dos meus olhares perdidos
De uma aura resplandecente
Feito uma luz incandescente
Se tudo parecer que já foi dito
Porque nunca é demais ser repetido
O abraço apertado forte
Que nos faz ficar sem norte
A sua simples presença acalma
Carinho e paz para a alma
Vontade de nunca mais te deixar
Mas o sol chegou e vai te levar
Pela vida sei vou te encontrar
Ainda que muito tenha que andar
Mas o tempo é menino
E o vento andarilho
Coletânea de Letras Musicais
210
SERENA E MARCANTE
Pelos olhos sentir sua alma
Estar com você é sentir alegria
Olhar e escutar você falando
Tão doce e calma como uma criança
Sua presença a tudo contagia
Todos querem te falar
Todos querem te abraçar
Todos querem viver essa alegria
Pena que são momentos pequenos
Marcantes e tão serenos
Dominantes são as emoções
Dispensam todos os bordões
Por isso menina vem
Você me faz tão bem
Só você me faz ir além
Quero te fazer feliz também
Letristas em Cena
211
SERTÃO ESQUECIDO
Eu era cantador do sertão
De modas de viola
O tempo passou
Fui ficando esquecido
Vieram uns meninos
Tocando guitarra
E modernizaram
As nossas músicas raiz
Já faz muito tempo
Que num palco não subo
Já nem me lembro das letras
Das canções do meu sertão
Agora tudo tá diferente
Primeiro vieram as antenas paranoicas
Depois foram as tal de TV a cabo
Mas esse eu nunca vejo
Agora tem até telefone de doutor
È um tal de celular
Mas do meu jeito
Eu ainda vou lá.
Coletânea de Letras Musicais
212
SÉTIMAS
Na sétima vez que eu te olhei
Entendi porque me apaixonei
Na sétima vez que eu te vi
Já sabia que minha vida era ali
Nas sétimas do meu violão
Batendo direto no coração
Cada dia uma nova emoção
Chorando a cada revelação
No sétimo mês dessa paixão
Esse coração ainda descompassado
Senti na sétima pulsação
Eu estou apaixonado
Na melodia dessas sétimas
Todas as palavras e suas rimas
Da canção que fala de amor
Trazendo tudo que há de melhor.
Letristas em Cena
213
SIMPLES PRESENÇA
Você apareceu sem esperar
Seu sorriso me encantou
Jeito mulher de olhar
A meiguice me inebriou
Delicada como rosa na primavera
Chegando sempre da mesma maneira
Te quero sempre do meu lado
Deixei de ser maior abandonado
Como é bom ter você no pensamento
Sua calma me tira do relento
A esperança em mim não morre
Hoje seu amor me socorre
Menina, seu sorriso me encanta
Linda, minha alma se levanta
Menina, vem comigo e canta
Linda, minha paz agora é tanta
O que posso mais querer da vida
Se agora encontrei minha querida
Alguém pros meus dias alegrar
Minha vida é só te festejar
Coletânea de Letras Musicais
214
SIMPLESMENTE SAUDADE
A saudade de você é grande
A saudade de você me deixa doente
O telefone toca você não atende
Meu coração de você depende
Minha vida é por você procurar
Sei que uma lágrima vai rolar
Mas eu não tenho o que fazer
Preciso de você pra viver
Te curtir foi meu pecado
Podia no meu canto ter ficado
Mas no coração não mandamos
Por ele às vezes erramos
Meu coração não entende sua ausência
A ele tenho pedido paciência
Meu corpo pede o calor do seu
Minha alma agora emudeceu
No dia a dia um imenso vazio
Como água fora do rio
Sinto simplesmente saudade
Te amo de verdade.
Letristas em Cena
215
SOL DE TODO DIA
O mesmo sol de todo dia
A mesma hora da alforria
O mesmo lugar da cidade
As pessoas em velocidade
Só quem ama sabe o que é
Só quem pensa e tem alguém
Só quem lembra e tem saudade
Só quem sabe de felicidade
Sol que está na minha retina
Sol que se esconde atrás da neblina
Sol detrás de uma cortina
Sol que é a minha sina
Marca aquele momento
Leva meu pensamento
Sabe que não tem volta
Vive nem por isso se revolta
O sol desaparece quando a lua vem
O sol se refresca quando as chuvas descem
Eu me feri quando você saiu
Eu me perdi quando você partiu.
Coletânea de Letras Musicais
216
SOL É VIDA
Sol que desponta no amanhecer
Traz força e alegria pro meu dia
Quando ele aponta renova meu viver
Sua pujança contagia e a todos irradia
Todos passam, poucos veem, alguns sentem
Mais que uma luz no horizonte
O seu calor para a vida é a fonte
Os acalmam, enobrecem, se alimentem
Sol da divindade superior
Põe a verdade no seu interior
Caminhando pelo mundo de meu Deus
Cuidando todo segundo que é dos teus
A alma em peregrinação pede
A chama do coração incandesce
Caminhos, batalhas e ruínas
Lutadores, vencedores e heroínas.
Letristas em Cena
217
SONHO, VIDA, VITÓRIA
Sonho não realizado
Desejo não satisfeito
Caminho não percorrido
Uma angústia no peito
Pra realizar um projeto
Começar é preciso
Ainda que não esteja conciso
Não pode receber o veto
Na vida é preciso tentar
Pra vencer tem que ousar
Navegar por outros caminhos
Aportar nos melhores ninhos
Nunca se dê por vencido
A luta só termina no último ato
Dizer o que ainda não foi dito
A vitória será mais um fato.
Coletânea de Letras Musicais
218
SUA SANTIDADE
Você leva paz ao mundo
Com seu sorriso singelo
Sempre fazendo um apelo
Pra todos olharem no fundo
Seu aceno para o povo
Fazendo-o sentir de novo
A serenidade perdida
Ele, faz parte de nossa vida
Seu beijo no solo das nações
Emocionaram os corações
Os homens comemoram sua dádiva
Que mais cem anos você viva
Nós te adoramos, Santidade
O mundo agradece sua bondade
Perdoe aqueles que não entenderam
E a ti não se renderam
Mas todos lembrarão suas mensagens
Do homem humilde ao abastado
Do descrente ao apaixonado
A ti nossas homenagens
João Paulo Segundo
Vou lembrar de você
Pelos caminhos que percorrer
Sua obra vou cantando.
Letristas em Cena
219
SUBMERGIR
Não sou o que trago na testa
Tenho apenas o olhar do forte
A vida as vezes não presta
Porque você está sem norte
Caminhar não pode ser tão pesado
Porque não sai do imobilismo
Deixa de ser estressado
Saia da ponta do abismo
Venha ver o outro lado do mundo
Mergulhar nesse rio profundo
Sentir a sua respiração
Até o ato da transpiração
Agora estando mais leve
Com calma para pensar
Não há problema que não se releve
Basta tentar e acreditar.
Coletânea de Letras Musicais
220
TARDE DE DOMINGO
Domingo você disse vou te ver
Vi meu dia renascer
Fiz almoço pra nós dois
Não conto o que veio depois
Quando fui te buscar
Seus olhos lacrimejavam
A tristeza em seu rosto estampava
Preciso fazê-la gargalhar
No caminho fui tentando
Inventar coisas pra agradá-la
Sei que o gelo fui quebrando
Sua face foi mudando
Enquanto a comida eu preparava
Você lia a minha história
E toda vez que eu te olhava
Reavivava minha memória
Quando ficamos frente a frente
Nossa história discutimos
Lágrimas rolaram da gente
Acho que nos apaixonamos
Quando você lia minhas poesias
Elas pareciam profecias
Me fez de ti aproximar
E outra vez te amar.
Letristas em Cena
221
TEMPO DE CONSERTAR
Se você perdeu o bonde da história
Por isso ficou fora da glória
Você precisa se cuidar
E da vida participar
Se você não reparou no amor
Que ela sempre te dedicou
Esqueça esse rancor
Foi você quem bobeou
Se você não viu seu filho crescer
Perdeu seus melhores momentos
Se agora ele não lhe obedecer
Não critique, ele tem sentimentos
Se você não cultivou um amigo
Daqueles que abrandam o caminho
Que dão bronca com carinho
Então nunca teve ninguém contigo
Nunca é tarde pra começar
Respire fundo, veja tudo que perdeu
Se seu coração ainda não morreu
Tem tempo de consertar.
Coletânea de Letras Musicais
222
TEMPO DE MUDAR
Na madrugada
Eu na calçada
Você passou
Nem sequer me olhou
Fiquei aborrecido
Mas agradecido
Me fez decidir
Agora vou partir
Eu vou me mudar
Deixar o conforto
Pegar meu sossego
E me realizar
Sei dos problemas
Dos meus dilemas
Mas vou pensar
E as coisas melhorar
Se a vida deixar
Se eu puder
Vou te amar
Até o amanhecer
Clarão do dia
Sua companhia
Me sinto amado
Um homem realizado.
Letristas em Cena
223
TREM DA VIDA
O trem chegou na estação
Todos apressados pra entrar
Cada um no seu canto ficar
No olhar sempre uma preocupação
Gente que vem de todo lado
Se comprimindo nos corredores
Nem olham os arredores
Todo mundo preocupado
Depois de um dia estafante
No aconchego do lar relaxar
O filho correndo abraçar
Pensando nesse destino preocupante
Se em alguma coisa você se encontrou
Se alguém você ajudou
Sua ação é renhida
Você não perdeu o trem da vida
Coletânea de Letras Musicais
224
TUDO POR SEU SORRISO
O sol da manhã chega com seu sorriso
Seu sorriso vale por todo o dia
O dia fica mais lindo com isso
Isso deixa tudo em pura alegria
Tudo a sua volta se inebria
Com a energia que ele irradia
O ambiente fica mais leve
Quando recebemos ele
Pense o que seria do mar
Sem as ondas pra namorar
O céu como iria a terra iluminar
Sem as estrelas pra brilhar
Teu sorriso é como magia
Que tudo em volta contagia
Veja o quanto é importante
Sorrir a todo instante
Letristas em Cena
225
TUDO RENASCERÁ
Tudo que você quiser
Você pode ter
Tudo que você pensar
Tenha certeza em realizar
Assim você se sentirá forte
Se livrará de qualquer golpe
Nada poderá deter o seu caminho
Ainda que seja estranho no ninho
Na vida sempre existem percalços
Que nos fazem ir adiante
Nunca deixe as coisas em pedaços
Seu destino será radiante
Alguém tentará te iludir
Promessas não enchem barriga
Pra que tentar e se ferir
Melhor não entrar nessa briga
Lembre sempre que o amanhã virá
Na vida temos que ser feliz
Por isso acabe com essa cicatriz
E tudo renascerá
Coletânea de Letras Musicais
226
TUDO TEM SEU TEMPO
Dê tempo ao tempo
Tempo de nascer
Tempo de crescer
Tempo de estudar
Dê tempo ao tempo
Tempo de brincar
Tempo de namorar
Tempo de casar
Dê tempo ao tempo
Tempo de trabalhar
Tempo de plantar
Tempo de colher
Dê tempo ao tempo
Tempo de sorrir
Tempo de viver
Tempo de paparicar
Dê tempo ao tempo
Tempo de mudar
Tempo de chorar
Tempo de reconquistar.
Letristas em Cena
227
UM OLHAR DIFERENTE
Infinitas foram às vezes
Por aqui passei umas trezes
Na pressa nunca curti
Isso com certeza nunca senti
Como se aqui já tivesse estado
Um sentimento diferenciado
Nada parecido em minha vida
Uma sensação já repetida
Nesse nosso compreender pequenino
Em outras vidas já fomos menino
Nunca saberemos o que é
Mas o caminho fazemos com fé
Somos agraciados por nossas ações
A firmeza abre nossos corações
O amor que brota transforma
E tudo faz parte da nossa reforma
Nosso espírito é perene
Nossa caminhada é solene
Cada passo, cada fase uma evolução
E o bem fazer sempre como devoção
Coletânea de Letras Musicais
228
UM PEDAÇO DO PANTANAL
Nas cheias a planície vira mar
A seca chega para transformar
Os pastos verdes pro gado alimentar
Aquela imensidão pra gente amar
Rios, riachos, bichos e pangarés
Arvores, pássaros, peixes e jacarés
Que fascínio o nosso Pantanal
Nesse mundo não tem nada igual
O sol abrindo espaço na floresta
Refletindo a luz no alagado
Com a tarde fazendo festa
A comitiva vem chegando
A noite vem para descansar
O sertanejo se achega pra escutar
O som gostoso da viola
E nem pra lua ele dá bola
Ouvindo e cantando nossas coisas
Assim fincamos raízes
Cultivando nossas culturas
Mostrando a outros países.
Letristas em Cena
229
VERSO E REVERSO
De repente das nuvens sai o sol
No auge do calor, desce a chuva
Intempestivamente derrapo na curva
Na laje exposto sem guarda sol
Chuva que chora aos cântaros
Sol para todos os amparos
Necessidade do ser individual
Na beleza e constância desse ritual
Da cordilheira calmamente desce a água
Se embrenhando pela floresta
No caminho crescem as flores
Embelezando com suas cores
A natureza que fortifica a terra
Sol e chuva essa beleza encerra
Assim nos sentimos no paraíso
Numa ilha paradisíaca
Coletânea de Letras Musicais
230
A VIDA DE CADA UM
(MARAVIDA)
Queria ser o dono da verdade
Olhando as pessoas na cidade
Cada uma centrada no seu mundo
Pra saber o que sentem lá no fundo
Olhos fixos num ponto
Qual será seu pensamento
Povo que corre, trabalha e chora
Pra ajudar só tem aquele a quem ora
Nos bares, restaurantes e cafés
Cada um encontra sua diversão
Isso faz bem ao coração
Mas tem que fazer tudo com fé
Todos sonham com uma vida melhor
Trabalham sempre com muito amor
Mas o destino com alguns é cruel
Com outros ele é muito fiel
Trabalhando, vivendo e amando
Sorrindo, cantando e pulando
Cada um tem seu estilo de vida
Todos a chamam de Maravida.
Letristas em Cena
231
VIDA DOLORIDA
Uma vida pra viver
Uma dor pra sentir
Essa dor que eu tenho
É saudade de ti
Você me ensinou
Compreender as pessoas
Levar a vida numa boa
Nisso você me mudou
Esse amor que eu sinto
Dentro de mim
Não me importo
Se não terei você aqui
Nessa vida sempre temos
Coisas que não queremos
Elas fazem parte
Da vida que imita a arte
Meu amor por você
È igual curva de rio
Encostou e eu fiquei
Louco apaixonado
Daqui só saio casado.
Coletânea de Letras Musicais
232
VIDA, MOMENTOS, MEMÓRIA
Bons momentos carrego na minha memória
Pois sou eu quem vai contar essa história
As emoções e as desventuras
Minhas doenças e minhas curas
Tudo que passei nesse mundo
Vejo tudo nesse segundo
Os sorrisos, os encantos e os choros
Tudo saindo pelos meus poros
Vida sentida, vivida e amada
Sono perdido na madrugada
Tudo logo refeito
Esse mundo é perfeito
Precisamos de alguém na caminhada
Quem sabe ela a minha amada
Tirar de mim esse vazio
Que torna a vida por um fio
Irão dizer que divaguei
Tenha certeza que amei
Aos olhos dos outros isso não importa
Só saber que minha vida não está morta.
Letristas em Cena
233
VIVENDO PRA CRESCER
Vim pra essas terras
Nunca dantes navegadas
Quando perguntavam por que berras
Aprendi dar minhas braçadas
Nas longínquas terras lusitanas
Morando nas suas cabanas
Os estudos aprofundados
Lá pude conhecer outros mundos
A saudade do que ficou pra traz
Me dá a certeza e essa paz
Meu mundo cá ou lá é guardado
Sou um ser iluminado
Choros, brigas, lamentações
No caminho do crescimento
Estar sempre em movimento
Pronto pra todas as direções
Voltar um ser melhor
Com um amor maior
Valorizar quem me ajudou
A pessoa que sempre me amou.
Coletânea de Letras Musicais
234
Letristas em Cena
235
DHIOGO JOSÉ CAETANO
Muso Lírico
Crepúsculo da paixão 0237
Coletânea de Letras Musicais
236
Letristas em Cena
237
CREPÚSCULO DA PAIXÃO
Às vezes me calo,
Às vezes me pego mentindo,
Às vezes me entrego e nem sei por que!
Às vezes me prendo,
Às vezes me calo,
Às vezes me falo,
Às vezes me entrego.
Tudo por amor a você.
Vale tudo, vale tudo!
Só não vale esquecer! Oh, oh, oh...
Vale tudo, vale, vale tudo!
Só não vale esquecer que eu amei você!
Hoje eu sei que tudo acabou!
E às vezes me prendo na solidão.
Mas eu sei que tudo isto é em vão.
Não quero viver esta paixão.
Vale tudo, vale tudo!
Mas tudo foi uma ilusão.
Vale tudo, só não vale esquecer!
Vale tudo, só não vale esquecer!
Vale tudo, só não vale esquecer!
Só não vale esquecer que eu amei você.
Coletânea de Letras Musicais
238
Letristas em Cena
239
ETEL FROTA
Acalanto
Acalanto de Manuel
Aidiai
Ainda Luisa
Alma brejeira
Anunciação
Aurora
Bailarina
Barra mansa
A cada um seu cada qual
Canção de aluguel
A canção do Filho Eterno
Caprichoso
Carinhosa
Cidoidania
Cio
A comadre
Com quem será?
Coração traidor
Cristal tão fino
Das Dores
Dolor
E daí?
Êmese
Eu, Stelinha
Fim de tarde
Fim de turnê
Francamente
Genesis
Gente é só gente
Germinação
0243
0244
0245
0246
0247
0248
0250
0252
0254
0256
0258
0259
0261
0262
0264
0266
0267
0268
0269
0270
0271
0272
0274
0276
0277
0278
0279
0280
0282
0283
0284
Coletânea de Letras Musicais
240
Guaratuba Matupá Carandiru
Iemanjá
Incesto
Ionah
Ladainha
Laringe
Lilium Tigrinum
Meu lugar
Meu segredo
Modinha
A nave
Onde os Anjos não ousam pisar
Origami
Penélope
Platibanda
Poemoda
Por onde andará?
Pra sempre será
Praia do futuro
Prazo final
Quatro Acalantos
A quem interessar possa
Rowena
Salve Rainha de Tamarutaca
Samba da Bênção no. 2
Sanctus
Santos ha, céu azul
Sereia e Marinheiro
Sete Arcanjos
Só
Sob a luz do sol
Tardes
Tio Chico
0285
0286
0287
0289
0290
0292
0294
0296
0297
0298
0300
0301
0303
0304
0305
0307
0308
0309
0311
0312
0314
0316
0318
0319
0320
0321
0322
0324
0326
0327
0329
0330
0331
Letristas em Cena
241
Toada do desapego
Trabalho de parto
Três irmãos
Tristeza miúda
A última canção
Um dueto
Vaga navegação
Vai saber?
Valsa de Constança
Valsa do reencontro
Valsa para Helena Kolody
Verão
Versos e quintais
A vida não pode esperar
Voo
Xote da madeira
0332
0334
0338
0340
0341
0342
0344
0345
0347
0349
0351
0352
0353
0354
0355
0356
Coletânea de Letras Musicais
242
Letristas em Cena
243
ACALANTO
No portão, teu gesto já se escuta
e eu sorrio por te ouvir chegar
Vem, meu homem, chega de labuta
vem mais perto, deixa eu te beijar
Baixa a guarda, despe essa armadura
e o jeito estranho de olhar
Tira a roupa, toma um banho
me deixa te ninar
No teu peito, faço meu abrigo
faz de meu regaço teu descanso
Vem amante, vem oh meu amigo
Meu herói, meu bom guerreiro manso
E se acaso alguma sombra houver
velando assim teu olhar
te relembro numa história
moinhos a girar
E te canto uma cantiga
o rondó que acabei de inventar
e te ponho pra sonhar
(para melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
244
ACALANTO DE MANUEL
(a partir do poema “Acalanto para as mães
que perderam o seu menino”, de Manuel Bandeira)
Para Thiago de Mello
Agora dorme. Quem te alisa a testa, com amor
(nem Malatesta, nem Pantagruel) é o menino que
ainda vive e assim zela por tido oásis da lembrança,
com todo o seu frescor
Adolescente para sempre, hoje ele te diz
de todas as idades que viveu
Te traz a aurora da primeira vez que te sorriu te traz o
esmalte do primeiro dente seu
Ele te nina e essa dor já vai passar
Agora dorme, que essa dor já vai passar
(para melodia de Davi Sartori)
Letristas em Cena
245
AIDIAI
Aidiai, verão chegou mais cedo
vamos todos pra praia dançar
Aidiai, o amor e o seu segredo
a magia que entrego pro mar
Pois eu preciso deste sol
eu preciso alguém pra amar
Cada qual procurando encontrar seu par
pr’esta dança não se acabar
Aidiai, quando eu estou amando
não há chuva que vá me molhar
Aidiai, é tanto amor brotando
pra tristeza não há mais lugar
Pois eu preciso deste sol
eu preciso alguém pra amar
Cada qual procurando encontrar seu par
pr’esta dança não se acabar
Aidiai, o outono sempre chega
e o final desta nossa paixão
Meu amor, não vá chorar
te carrego no meu coração
Pois cada dia, pr’onde eu for
tua imagem vai me acompanhar
A praia, o sol, esse delicado amor
Pra nunca te esquecer jamais
(para melodia de Simo Naapuri)
Coletânea de Letras Musicais
246
AINDA LUISA
Mil vezes te cantou o Tom, Luisa
E tanto te vestiu de som
rimou com brisa
que pouco, muito pouco
resta à minha pobre lira
No entanto, me transborda
de ternura o coração
Eu te acalanto
e te agasalho
Costuro um manto
com retalhos de canções
(musicada por Luis Felipe Gama)
Letristas em Cena
247
ALMA BREJEIRA
Se existe alma pequena
fechada pra alegria
Se existe alma guerreira
pronta pra artilharia
Trago comigo um segredo
abro do tempo, a porteira
Solto no mundo, sem medo
a minha alma brejeira, eia!
(para melodia de Lydio Robertor)
Coletânea de Letras Musicais
248
ANUNCIAÇÃO
Para Consuelo
E assim, o anjo aqui passou
tocou-me com seu véu
se fez
em mim
jardim
Sem mais, meu ventre germinou
a cor desceu do céu
me vestiu com seu manto azul
E a plantinha que vai nascer
rosa que eu colher
será da vida o que eu mais quis
De onde vem?, dá pra escutar
um canto de ninar
meu verso mais feliz
Cá na terra eu esperei
do céu cair fulô
Amém
Seja a fruta que brotar
razão pro meu pomar
da vida o que eu mais quis
Minha nossa, eu esperei
do céu cair fulô
E assim essa vontade em mim se fez
bendita entre as mulheres me tornou
Nem sei se esse milagre mereci
a graça em mim se derramou
e sem pecado concebi
Letristas em Cena
249
De onde vem?, dá pra escutar
um canto de ninar
meu verso mais feliz
Cá na terra eu esperei
do céu cair fulô
E assim
seja a fruta que brotar
razão pro meu pomar
da vida o que eu mais quis
Benza deus, como esperei
do céu cair fulô
Fulô...
do céu...
caiu...
(para melodia de Rubens Nogueira)
Coletânea de Letras Musicais
250
AURORA
Dia que acabou
todo o azul se foi
céu escureceu
noite tudo engoliu
sol que afundou no mar
Só a escuridão
escondeu-se a cor
pra reacender
numa nova manhã
num outro céu
Mundo entardecendo
num céu de verão:
pôr do sol
Mundo renascendo
na manhã azul:
Aurora
Chama que se esvai
vida já no fim:
pôr do sol
Vida que chegou
anunciação:
Aurora
Tudo vai e vem
lei da perfeição
Letristas em Cena
251
Deixa o velho ir
Deixa o novo nascer
Ressurreição
(para melodia de Felipe Radiccetti)
Coletânea de Letras Musicais
252
BAILARINA
Movimento
sapatilha
toda esta aflição
Palco escuro
sobe o pano
bate o coração
pra tontear no peito o sofrimento
fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
perder de mim
o rastro
só pra seguir então
atônita
pés pelas mãos, e esta paixão
que me incendeia
Fogueira
Braseiro
Tão sozinha
andarilha
assoalho e pó
De repente
nesta ilha
não ficar mais só
poder dançar envolta nesta luz
buscar então todos azuis
e mergulhar no azul
Letristas em Cena
253
estar no azul
inteira
Depois ficar assim
tão cálida
maravilhar num pas-de-deux
me transformar no azul
tocar no azul
co’a mão
Bailarina
Andarilha
Dança o coração
(para melodia de Lydio Roberto)
Coletânea de Letras Musicais
254
BARRA MANSA
Voo de passarinho
arrasta o meu olhar
Traço de azul
na imensidão
Rio segue o caminho
De qual pintor
nasceu a inspiração
Dentro de mim
líquida assim
escorre essa cor
O ouro do nascente
cobre a terra de mel
espalha mansamente
luz que vem lá do céu
O mato alvoroçou
mais um dia nasceu
Na curva desse rio
planto meu coração
É pra você a flor
que vai brotar do chão
Pio de passarinho
arrasta a minha voz
Em oração a criação
canta e bendiz baixinho
De qual cantor
nos chega essa canção
Dentro de mim
nítido assim ecoa esse som
O sangue do poente
Letristas em Cena
255
tinge a barra do céu
Um sonho, uma semente
Noite que vem sem véu
Meu peito serenou
mais um dia acabou
Descansa a natureza
ao toque essa mão
O ouro do nascente
cobre a terra de mel
espalha mansamente
luz que vem lá do céu
O mato alvoroçou
mais um dia nasceu
Na curva desse rio
planto meu coração
é pra você a flor
que vai brotar do chão
(para melodia de Guilherme Rondon)
Coletânea de Letras Musicais
256
A CADA UM SEU CADA QUAL
Canção de dar nome aos bois e boi aos nomes
Para Cida Moreira
Bispos e suas maletas
mendigos, suas muletas
os puros, suas punhetas
as donzelas, os caretas
Coxas, bundas de chacretes
mambembes e seus esquetes
ibopes, suas enquetes
popstars, suas tietes
As cinzas sobre os confetes
... arlequins e carnaval
Cada um, seu cada qual
Caetanos, suas tietas
billhaleys e seus cometas
afoxés, santos e pretas
calendários, cadernetas
Dossiês pelas gavetas
crianças pelas sarjetas
juízes, suas gorjetas
a pátria com suas tetas
Jornais sangrando manchetes
... socialáites no sarau
Cada um, seu cada qual
Letristas em Cena
257
Moleques com escopetas
prostitutas, proxenetas
traficantes e vendettas
macacos e seus planetas
Escrituras, exegetas
descartes com suas retas
o cantochão dos ascetas
verdades e seus profetas
Anjos tocando trombetas
... fogo, juízo final
Cada um, seu cada qual
Poesia para os poetas
Beleza para os estetas
Zagueiros de sua metas
Arqueiros com suas setas
Poesia para os poetas
...cada um, seu cada qual
Beleza para os estetas
...acordes de um madrigal
Arqueiros com suas setas
...sem pecado original
Zagueiros de suas metas
...e a partida no final
(musicada por Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
258
CANÇÃO DE ALUGUEL
Foi tanto azul
tanta paixão
tanta cigarra no verão
Depois o frio
a solidão
foi tanta dor de amor
que um anjo ia passando
se compadeceu de mim
me engravidou de poesia
E assim, prenhe no ventre da alma
de versos, metáforas, tantas canções
presas na rede da minha afonia
(Eu não sei cantar)
quem sabe o anjo, mais uma vez
tenha dó de mim
me desate na garganta tantos nós
e abra as grades pra minha voz
Letristas em Cena
259
A CANÇÃO DO FILHO ETERNO
Para Cristovão Tezza
E não mais que de repente
a vida coloca o menino em seu colo
Invisível a corrente:
pra sempre, pra sempre atado estará
Feito um sonho interrompido
um mote perdido, um anjo sem asas
ante o filho irreversível
renega três vezes seu nome de pai
Tão inútil sua tese
não há nada a comprovar
Tão inúteis às certezas:
dados num jogo de azar
Sai pela vida, perdido
vagando na contramão
Vai pelo mundo esperando um milagre
Qualquer salvação, desmentido
Mas ele é relojoeiro
se entende c’o tempo, se rende ao futuro
“...nada do que nunca foi
era pra ter sido...” ele um dia escreveu
E o menino, o filho eterno,
navega na vida, sem medos, sem dores
Em nome do eterno filho
sem pressa é o abraço, pra sempre é o amor
Coletânea de Letras Musicais
260
Tão eterna é toda arte:
não há nada a lamentar
Feito um pão que se reparte
como um vinho a transbordar
E sem a mínima ideia
se o que se tem vai bastar
Eternamente esse filho, pra sempre esse pai
Parco herói e o menino
Alegria em toda parte
onde é que isso vai dar?
Rubro-negro baluarte
o jogo vai começar
E sem a mínima ideia
de como vai se acabar
(para melodia de Rubens Nogueira)
Letristas em Cena
261
CAPRICHOSO
No mundo inteiro a melodia fui buscar
que acolhesse estes versos feitos em tua intenção
Uma sonata encomendei a um bom compositor
que no entanto emaranhou-se e acabou perdendo o
tom
Foi quando a brisa me soprou notas de um violão:
uma fuga em homenagem a João Sebastião
Então, Maestro, me perdoa. A tentação
foi mais forte que o juízo e acabei lançando mão
do teu desenho caprichoso, a tua inspiração
arranjada num dueto para voz e coração
bem temperado com gengibre, e cravo, açafrão
E assim, sem cerimônia, te escrevi esta canção
que te entrego pelas mãos de um outro João.
(para melodia de Waltel Branco)
Coletânea de Letras Musicais
262
CARINHOSA
...e os meus olhos ficam sorrindo
e pelas ruas vão te seguindo
mas, mesmo assim
foges de mim...
(Pixinguinha / João de Barro)
Ah, se tu soubesses como foi sincera,
Também a paixão que me incendiou
Sim, o teu olhar a me seguir na rua
Tanto recato, e eu me sentindo nua
ouvindo o meu coração
tão descompassado, sem jeito
tonto de amor
bumbo doido quase a me explodir no peito
Os meus lábios frios ansiavam pelo encontro
dos teus
minhas mãos buscavam tuas mãos
O meu ventre em brasa te queria, sim
me desbravando todos os desvãos
tomando posse de mim
Quanto mais ardia o desejo
do beijo teu
tanto mais e mais fugia eu de ti
Ah, joão-de-barro que fez ninho em mim
tão sentida é esta canção
pois já não estás aqui
Vou cerzindo com o fio da saudade
meu coração, que sangra por ti
Letristas em Cena
263
E, seguindo nesta solidão
não esqueço teu sorriso, não
Ah, se me soubesses assim carinhosa, também
por baixo do frio do pudor
Por sob as rendas, sob o camafeu
meu coração batendo junto ao teu
harmonizados no amor
Num solo de flauta ou rabeca
cravo ou jasmim
imortalizados em nosso jardim
(para melodia de José Eduardo Gramani)
Coletânea de Letras Musicais
264
CIDOIDANIA
A cidade que me habita
domingo se põe bonita
se enfeita de bugigangas
vidros, arames, miçangas
me arranca cedo da cama
me beija a boca e me chama
Atapeta-se de flores
tapa com tapume as dores
a cidade que me chama
vai fingindo que me ama
vai fingindo que me escuta
me joga no chão e me estupra
A cidade me machuca
quer saber onde doeu
Não é de usar força bruta
quem a provocou fui eu
Esfinge que me devora
me pede perdão, e chora
A cidade, com seu pranto
se cobre de um luto branco
me envolve em sua neblina
Em cada trágica esquina
um vampiro de plantão
congelada solidão
Neste chão sou forasteiro
exilado, bandoleiro
estrangeiro cidadão
Letristas em Cena
265
Putas velhas no Passeio
e a pista do Expresso no meio
rasgando o meu coração
A cidade me alucina
com seus tons de purpurina
com o ouro do poente
a cidade me desmente
Mal a Lua se levanta
me põe no colo e acalanta
e então a cidade encolhe
anoitece dentro em mim
Nossas ruas já desertas
nossas armas já depostas
a cidade vira as costas
a cidade vai dormir
Neste chão sou forasteiro
exilado, bandoleiro
estrangeiro cidadão
Canto, canto e não te explico
Gralha Azul leva no bico
sangrando meu coração
(musicada por Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
266
CIO
Nem sei se te vi
Suspeitei tua imagem
logo ali
Já vem e me lambe o desejo
labareda
sem pejo
Arrepio
Quase um gozo
Tormentoso
cio
Encanto que espera
na primavera
é louca paixão
no verão
Triste desejo
sem dono
sem fim
no outono
de mim
(musicada por Iso Fischer)
Letristas em Cena
267
A COMADRE >>>céu e mar
A comadre
a vizinha
a tua mão, a mão dela e a minha
uma oração, epifania na cozinha
A sandália
a florzinha
voz de criança, a canção, tua voz
uma outra dança, a esperança e vamos nós
Para dançar basta ter pé
pra cantar basta ter ar
fé na vida, muita fé
todo o resto é céu e mar
Alegria
riso azul
choro bom lava a alma, olhos teus
tanta risada, tarde calma, benza deus
(musicada por Ceumar)
Coletânea de Letras Musicais
268
COM QUEM SERÁ?
Será que dói?
Será que não?
Será que arranha bem de leve o coração?
Será que dá vontade de chorar
na hora em que o meu primeiro amor chegar?
E vem a pé?
Ou vem de trem?
É passarinho, super-homem, avião?
Chega num sonho, desce de um balão
ou o meu bem já vai chegar na contramão?
Com quem será?
com quem será?
com quem será que a menina vai casar?
Vai depender
vai depender
vai depender se a menina vai querer
Será que quer?
Será que não?
Será que é rei, ladrão, polícia ou capitão?
Lá vem meu bem, chapéu na mão
moço bonito dentro do meu coração
(musicada por Álvaro Ramos)
Letristas em Cena
269
CORAÇÃO TRAIDOR
Seu coração é traidor
Não se preocupe, porque o meu também já foi
Pra ser sincero, ainda é
só que eu não deixo ele fazer o que ele quer
Seu coração é igual ao meu
só tem saudades do que ainda não viveu
Quando está livre pra sonhar
inventa a história e já começa a acreditar
Um coração que é assim igual ao seu e o meu
só bate certo, no compasso, se é de dois
E quando trai é só porque um dia se esqueceu
de que o melhor do amor se guarda pra depois
Seu coração não faz por mal
Meu coração é cheio de boa intenção
e se acontece dele errar
é a cegueira momentânea da paixão
Meu coração, seu coração
batendo juntos, no compasso da canção
Volta pra mim, me livra assim
das tentações do mundo que não têm mais fim
(para melodia de Zé Rodrix)
Coletânea de Letras Musicais
270
CRISTAL TÃO FINO
(versão de “kristallen den fina”,
canção tradicional sueca)
Cristal, tão fino, brilho de sol
estrela sobre o manto do céu
teus olhos, meu farol
Lembro o dia em que o teu rosto eu vi
a cidade logo se encheu de cor
em teu riso eu me reconheci
minha amiga, amante, linda rosa em flor
Vem ao meu lado a vida inteira
pra sempre minha companheira
Pois se eu for pros confins deste mundo
eu te levo no meu coração
cristal a brilhar, joia rara, meu amor
Letristas em Cena
271
DAS DORES
Para a frente, só caminho
pouca sombra, muita estrada
poeira quando não chove
Meu peito anda murchinho
bem doente de tristeza
mas ainda se comove
a vida é pura beleza
tanta coisa ainda se move
Tem a garganta que canta
tem o pé que ainda caminha
tem a mão que cura o corte
saudade de companhia
A dor então se levanta
e rouba um verso da morte
Deixa agora que eu te fale
desta minha trajetória
Esta história não tem fim
não tem fim nenhuma história
Pura ilusão, desatino
caminho querer traçar
No meio de tanto chão
o caminho é o caminhar
(musicada por Rubens Nogueira)
Coletânea de Letras Musicais
272
DOLOR
O que move esta mulher?
De onde vem esta mulher?
Vem de longe
vem tangida por grileiros
vem do Éden, decaída
de Eldorado, Carajás
Tatuada na fronte a profecia
-Entre dores parirás!
Numa rua em Naim
canta uma canção
pro menino afogado
Louca e tão pálida
ajeita o véu
e engole a lágrima
Vinagre e mel
No regaço jaz
morto curumim
Semeia Abel
chora Caim
O que mata essa mulher?
Onde sangra essa mulher?
Sangra por seus dez buracos
Verte leite pelos peitos
pelas veias
Letristas em Cena
273
pelo ventre que pariu
Morre de morte matada
de morte morrida
Seus meninos que enterrou
são sementes lançadas
na terra encharcada
São frutos
romãs
E na primavera
cobra de vidro
recolhe os cacos
dentro do peito
um por um, e assim
vai gerando um deus
para embalar nos sonhos seus
Terá nome, essa mulher?
Como chama essa mulher?
Lancinante amor
flor de dor, Dolor
(para melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
274
E DAÍ?
Para Jamil Snege
Quis entrar de sola
Tentou
jogar meu chiclete
cobrir meu decote
E daí?
Só chilique, só fricote
‘inda sou mais eu
Abaixou o rádio
Gritou
“Assim não tem quem aguente”
E daí?
Não me apoquente
me deixa sambar
Esnobou meu samba
Botou
pra tocar um disco de rock
Não to nem aí
Samba ou rock , vem cá
co’a tua nega dançar
Quis cantar de galo
Surtou
Partiu pra ignorância
sem senso de noção
“A mulé é minha, ó a distância
não vem botá a mão”
Letristas em Cena
275
Quis sair de casa
juntou os bagulhos
quase quebrou tudo
Pra que tanto barulho?
Deixa que eu te ajudo
porta da rua, serventia do lar
E daí, que desse jeito
dia desses sou eu que te mando embora
Fala comigo direito, tem dó
Desamarra esse nó no teu peito
eu sou mesmo feliz, e daí?
Pra viver em tão má companhia, antes só
Mas chorou arrependido
de joelhos me pedindo pra ficar
me cobriu de flor, de beijo, de colar
Desistiu de se invocar c’o decote
eu sou mesmo gostosa, e daí?
Se te serve, esse é o meu jeito de amar
E daí?
(para melodia de Gerson Bientinez)
Coletânea de Letras Musicais
276
ÊMESE
Meu escrito
é paixão em estado bruto
sem rima
forma
ritmo.
Meu escrito
é fogo
vulcão
hemorragia.
Ainda está morno.
Meu escrito
é urgente
como sede
fome
tesão.
Às vezes fede
como suor
sangue
sêmen
e todos os humores ida paixão.
Meu escrito é demente
como os loucos que riem pelas ruas
e têm medo de corrente.
(musicada por Felipe Cordeiro)
Letristas em Cena
277
EU, STELINHA
Toca a orquestra o arranjo da tua canção, vem,
Quantos brasis pulsam dentro do teu coração, vem
Tudo o que possa ser dito
vai ressoar no infinito
vem ecoar no palco e além
Na roda entrou para dançar
e um dia calhou de se apaixonar
E tanto cantou, de norte a sul
que estrela virou brilhando no azul
...Stelinha cantou
veio pra junto de nós
veio, e cantou co’a nossa voz
O meu amor déu em déu, tem luar no sertão, tem
Tem uma lua no céu, tem rancheira no chão, vem
Vem, stelinha cantar
canta pro vento e pro mar
traz de tão longe esse pregão
Na roda entrou para dançar...
Tudo o que possa ser dito
vai ecoar no infinito
vai ressoar pra sempre, amém
(para melodia de Sérgio Justen. Espetáculo musical
“Eu, Stelinha”)
Coletânea de Letras Musicais
278
FIM DE TARDE
Fim de tarde, o sol poente é mais uma dor
Quando é primavera, as flores já não têm mais cor
Já faz tanto tempo que você daqui partiu
Noite alta e o frio que ficou
Vida breve, pouca vida para tanto amor
Você foi tão cedo e nem sequer se despediu
A minha saudade sangra toda na canção
Eu te encontro em outra estação
(para melodia de Luis Otávio Almeida)
Letristas em Cena
279
FIM DE TURNÊ
Parceiro
desculpe a hora
em que vim lhe acordar
É que o sol
vem tingindo de ouro
a barra do mar
Muita luz pra além do horizonte
neblina, ressaca em mim
Meu peito é um palco vazio
em fim de turnê
Acordes
aplauso, plateias
quantos corações
como de um solo fecundo
brotando canções
E agora, viola calada
seguir pra estação
Boia-fria guardando a enxada
pra casa voltar
Tanta luz
pra lá do horizonte
Me conte: pra que tanto mar?
Amigo, me diga o que eu faço
com essa manhã?
Pra que tanta luz?
(para melodia de Lydio Roberto)
Coletânea de Letras Musicais
280
FRANCAMENTE
Francamente, eu quis querer-te mal
quase me acabei de tanto chorar
mas amanheceu um dia tão lindo de sol
Desisti de sofrer, pus a fronha no varal
e desatei mais uma vez a relembrar
todas as histórias do nosso amor
esse nosso amor, ciúme, paixão, coisa e tal
que por fim não foi assim nem tão mau
Afinal, como esquecer nosso lençol
madrugadas de procura, ternura e paixão?
Boca esfomeada, mãos de explorador
percorrendo em minha pele
o mapa, rumo, atalho do prazer
Tanta manhã de domingo, nossa cama
os teus cabelos caindo, ai meu Deus, quanto drama
febre de menino, sopa de feijão
Chico, Pablo e a nossa canção
Francamente, eu quis querer-te mal
quase me acabei de tanto chorar
Quando anoiteceu a fronha fui lá recolher
tanta estrela no céu, deu saudade de você
Quantas histórias, samba-enredo desse amor
que andarão comigo por onde eu for
tatuadas bem no fundo do meu coração
folhas secas no outono da paixão
Letristas em Cena
281
Sempre-vivas a brotar na emoção
Sentimento da mais plena gratidão
(para melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
282
GENESIS
Antes do toque
do gozo
gemido
o tesão
Antes da reza
da vela
novena
o fervor
Antes do corte
do sangue
castigo
a paixão
Antes da bula
da cura
unguento
a dor
(musicada por Iso Fischer)
Letristas em Cena
283
GENTE É SÓ GENTE
Gente é coisa que vive e que sonha
canta, se espanta, também chora e ri
Às vezes faz cada coisa medonha
gente é só gente
Facada, porrada, entulho, bagulho
de tudo um pouco a gente “temos” por aqui
Criança, cachorro, vingança, barulho
e o que a cidade despejar: “tamos aí”
No fundo do lixo se cata algum sonho
papel de bala, algum retalho de cetim
Retrato do artista, bonito, risonho
Beijo na boca, gosto bom, quero pra mim
Gente é coisa por demais de barulhenta
nem bem chega vai tomando o seu lugar
Vem aos montes: vem de dez, vinte, cinquenta
Vai chegando e já começa a se instalar
Venho seguindo o rastro da esperança
venho de onde o sonho já secou
Trago uma enxada, a trouxa e a criança
deixo pra trás o que já se acabou
Gente às vezes vira coisa trabalhosa
quer comer, quer ter lugar onde morar
E tem pressa, quer emprego, quer escola
se faz frio teima em se agasalhar
(musicada por Rosi Greca. Espetáculo teatral
“Vila Paraíso”)
Coletânea de Letras Musicais
284
GERMINAÇÃO
Para Paula Santoro
Há muito tempo sabe quem semeia
a espera necessária para o novo grão
brotar
O tempo de uma estação
um tempo é de plantio
um tempo de cuidado
O tempo certo de colher
saberes de um lavrador
Num tempo de paixão, de lua cheia
plantamos a semente que brotou do chão
de nós
um tempo de gestação
um tempo de plantio
um tempo de cuidado
No tempo certo se colheu
o fruto da nossa voz
E cada melodia, então
que vem de nós, do coração
é feito uma oração
assim, no mundo, a sós
o tempo e a nossa voz
(para melodia de Sérgio Santos)
Letristas em Cena
285
GUARATUBA MATUPÁ CARANDIRU
Ei, tem alguém aí
que saiba tupi-guarani?
Que possa me esclarecer
me fazer compreender
que poder tem esse som
de macabro, estranho tom
que de noite me desperta
de pronto me põe alerta
me invade furioso a noite
e me lanha feito açoite
me faz chorar e ganir
não me deixa mais dormir
Ei, tem alguém aí
que saiba tupi-guarani?
(musicada por Marcos Leite)
Coletânea de Letras Musicais
286
IEMANJÁ
Deusa das águas, dos sais
dos fevereiros, das flores, cristais
Todo o mistério dos teus ancestrais
Salve rainha dos iorubás
Nossa senhora, nos mostra os sinais
Que os navegantes retornem ao cais
Bendito o peixe que o homem nos traz
este vinho, este pão
nossa consagração
Iemanjá
mãe amorosa do homem do mar
eu te ofereço o teu branco manjar
e sete ondas em tua intenção
Que a esperança não morra jamais
Nossa oferenda, tua procissão
Adentra os mares e tu reinarás
nos oceanos e no coração
Rituais
Abre os caminhos espirituais
Sejam felizes os nossos finais
Derrama, enfim, sobre nós tua paz
(para melodia de Måns Mernsten)
Letristas em Cena
287
INCESTO
Ai, menino
não vês que te vejo
franzino menino
escondido a espiar
Água ligeira
levou meu suor
e poeira
(Lambe-me a pele)
Saciada de rio
te aninho em meu peito
Tem cheiro de mato
teu casto desejo
Ai, vês esta blusa molhada
gruda-me ao peito
sufoco
(Menino, menino, menino
tiras-me o ar)
Ai, de frente para o sol
caminho
Volto pra casa
poente
(Me queimam as coxas
teus olhos de anjo)
Menino, menino, menino
volto amanhã
Coletânea de Letras Musicais
288
te espero, menino
pequeno, franzino
menino
aí escondido
a me espiar
(musicada por Lydio Roberto)
Letristas em Cena
289
IONAH
>>>Jonas, Ionah, Pomba
Jonas, Ionah
que traz essa pomba trancada no peito
Deixa voar a pomba, Ionah
Pomba presa só arrulha
Pomba no chão anda tão desengonçada
Solta a pomba, Ionah
que ela nasceu pra voar
(musicada por Cris Lemos)
Coletânea de Letras Musicais
290
LADAINHA
Tanta reza e pouco santo
pouco santo e tanto andor
andorinha já não canto
e atiraram no cantor
Trago em meu peito pagão
tão profana ladainha
notícias de um outro chão
outro céu, outra rainha
Loucura alheia é bobagem
então eu fico com a minha
pego o meu terço, puxo a reza
te acompanho na oração
eu me ajoelho ao teu lado
na capela da canção
A ternura, fragmento
sonho mútuo, a paixão
a costura, o remendo
inconsútil coração
trago nos olhos de mar
imagens de despedida
recados mudos de amor
miragens, cacos da vida
Loucura pouca é bobagem
ando assim tão distraída
solto os cabelos, pinto os lábios
me perfumo de loção
Letristas em Cena
291
deito ao teu lado sobre a relva
tão macia da canção
(musicada por Tavito)
Coletânea de Letras Musicais
292
LARINGE
>>>uma canção para Sueli Costa
“..você sabia que ela não tem cordas vocais?
A voz dela vem direto do coração...
Toninho Spessoto
Que voz é essa?
De onde vem que me penetra
de onde sai que é tão bonita
tem que dom que me possui?
Vem de que gruta
esse eco que se escuta
oceano que se agita
foz de um rio que por mim flui?
Não hão de ser meras cordas vocais
não pode ser uma simples canção
Nó na garganta, dores viscerais
verte, ostinato, a voz do coração
vem recendendo a remotos quintais
vai me prostrando em total devoção
Com qual lembrança
se alimenta esta criança
se apaixona esta donzela
me acalanta esta mulher?
Ventre da terra
ancestral que em mim se enterra
Dói em mim a dor que é dela
desfolhado malmequer
Letristas em Cena
293
Não podem ser meros gestos banais
nem este canto uma coisa de atriz
Amores vêm e vão pra nunca mais
Meninos nos alargam os quadris
São luas, sóis, sangramentos mensais
é de onde brota essa voz-cicatriz
(musicada por Tato Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
294
LILIUM TIGRINUM
>>>um tango homeopático
É como um fogo, minha pele se incendeia
mãos invisíveis que me empurram para o chão
Me sinto a ponto de parir meu próprio ventre
e me seguro, me contenho, e retardo a combustão
Dentro do peito, espremido, bate enfermo coração
enquanto as águas da loucura ameaçam me afogar
Quanto mais penso, mais deliro.
Quanto mais tento nadar a correnteza faz em mim
aluvião
E então mergulho, e me escorro, e me acabo
nesta luxúria que me deixa por um triz
e nesse vinho de lascívia me embriago
outra volúpia chega insana, torturando meus quadris.
E sem socorro, sem perdão, no fogo eterno há de
queimar minha carne espúria, meu tormento, meu
calvário e paixão
Louca vertigem, rodopio, negro abismo, danação
Não haverá nem o consolo de uma piedosa mão
Então durmo
e me acordo de noite
esta noite é tão longa
tão longa é a vida
Ah, quero um sono sem sonho
ou um sonho sem morte
uma morte sem dor
Letristas em Cena
295
Choro minha trágica sorte
à deriva, sem porto
qual sacrário do mal
Ai, tenho medo da morte
eu que abrigo em meu corpo
doença fatal
Mas chega o dia, penso em descansar um pouco
e outra vez vem a loucura, a opressão
e este desejo a atormentar meu pobre corpo
tão exausto, dolorido, tão sozinho, tão pagão
Inda uma vez o meu delírio recomeça
Meu Deus do céu, há tanta coisa tão urgente pra
fazer moto contínuo, ferro em brasa, tenho pressa,
tenho pressa
Acho que só vou descansar quando morrer
(musicada por Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
296
MEU LUGAR
Meu lugar é permanente movimento
caminhada de uma estrada, direção
transeunte marginal do pensamento
essa estrada: espaço, tempo, duração
andarilho, qualquer trilho, um só momento
sentimento é o mapa do meu coração
Quando chove, na enxurrada eu faço lama
Quando estia, terra seca, eu como pó
De verdade só me dou a quem me chama
no silêncio eu me calo, fico só
Leio as linhas das sulcadas mãos do tempo
ganho a estrada antes que o sol acorde a flor
Fogaréu vai consumindo o sofrimento
água limpa, correnteza leva a dor
ventania carregando o intento
dos desertos do meu peito desertor
Vou seguindo, pé na estrada, mundaréu
qualquer dia é o dia certo de chegar
entre o barro e esse imenso azul do céu
eu habito o mundo inteiro, o meu lugar
(musicada por Lucina)
Letristas em Cena
297
MEU SEGREDO
Dentro de mim tem um segredo
que já não posso mais guardar
Uma semente vem crescendo
um dia desses vai brotar
Ai, meu deus que medo
Ai, meu deus, que lindo
dentro do segredo
um nenê vem vindo
Dentro de mim uma usina
fabrica a vida sem parar
vai construindo uma menina
ou um guri pra eu ninar
Dentro de mim o meu segredo
Dentro de mim a minha usina
Dentro de mim, escuro medo
e um clarão que me ilumina
(musicada por Rosi Greca. Espetáculo
teatral “Vila Paraíso)
Coletânea de Letras Musicais
298
MODINHA
Pra te ver sorrindo
pintei meu rosto pálido
Inventei madrigais
Como um menestrel, cantei
pra sacada do teu doce e triste olhar
Me fiz poeta, um bardo só
louco trovador
Compus uma canção
e bordei a tua vida de poesia e luar
Ah, quanto poema que eu fiz
água de cântaro
Uma rede teci
Ao entardecer, então
na varanda eu ficava a te embalar
Um cajueiro, mandei buscar
Uma estrela azul
Um sol, um rouxinol
e por fim tu me sorriste e de alegria eu chorei
Hoje, levas pra outro lugar
toda a ternura e o riso que te ensinei
Vais saindo devagar
Deixa o rastro do teu cheiro
Levas o teu matinal frescor
levas teu corpo, teso cajueiro
Vais riscar um outro céu
estrela tão cadente
Letristas em Cena
299
poente deste amor
Sai, mas pisa leve
Oh, vai, segue viagem
Deixa o teu cobertor
e recolhe a rede, vês?
pode ser que mais à tarde vá chover
Desliga a luz, fecha a janela
apaga esse sol
Me escorre a maquiagem do olhar
e de tristeza, com certeza, eu vou chorar
E faz calar o rouxinol
(para melodia de José Eduardo Gramani)
Coletânea de Letras Musicais
300
A NAVE
Quem sabe de tanto te ver partindo
invento um continente no meu peito
Um cais de onde te acompanho, ao largo
qual nave a se desgarrar
Voltar pra casa, uma vez mais sozinho
limpar a sala, despojar teus restos
Me embriagar, dormir, ir me perdendo
na Atlântida do teu olhar
Qualquer dia destes sei que, enfim, acabas por
Voltar com ares de quem nunca foi
Trocas os móveis todos de lugar
te asilas, como quem vem pra ficar
esqueces toda a precisão do navegar
Me agitas corpo, senso e coração
repartes riso, gozo, leito, pão
Consagras tudo o que há de mais profano em nós
Mas outro vento bate e te carrega
em busca de outro continente.
Vais novo oceano atravessar, sem volta
na imprecisão do existir seguindo a sina de outras
naus, naufragar
(para melodia de Érico Baymma)
Letristas em Cena
301
ONDE OS ANJOS NÃO OUSAM PISAR
Equilibrista na beirada do abismo
quem sabe caia, ou talvez vá voar
Noite cerrada, ferro, fogo, batismo
anjo nenhum vai conseguir me escorar
-Vai com açúcar, ou prefere adoçante?
(Anjo da guarda não se arrisca a provar)
Nada a perder
nada a ganhar
Enlouquecer
ou delirar
E eu ainda insisto em andar
onde os anjos não ousam pisar
Na matinê morro de tiro ou de tédio
Se Deus morreu, quem é que vai me enterrar?
Prefiro o brilho do meu próprio remédio
Anjo da guarda se recusa a olhar
-A camisinha você trouxe, meu bem?
-Deixa, meu anjo, que eu não vou gozar
Nada a perder...
Alma vazia, vendi todos os móveis
levei na troca pó de pirlimpimpim
Luz na neblina, solidão, automóveis
molhado asfalto das esquinas de mim
Abandonado por meu próprio destino
buscando um rumo pra seguir sem pensar
Dentro do peito, agonizando, um menino
Coletânea de Letras Musicais
302
que se perdeu porque não soube chorar
Se não tem cura, eu toco um tango argentino
olhando o anjo que não sabe dançar
Nada a perder...
Onde eu ando sem ter que pensar
nenhum anjo consegue voar
(musicada por Zé Rodrix)
Letristas em Cena
303
ORIGAMI
PURA
OBRA
DOBRA
DURA
DURA
DOBRA
SÓ FI
GURA
DES
DOBRA
BRA
DO
DES
EJO SEM
CURA
(musicada por Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
304
PENÉLOPE
Penélope
pelo avesso
retomo meu bordado verde-água
enquanto espero serena
que meu amor na distância vá
avesso
se esfume em mar de aquarela
(musicada por Indioney Rodrigues)
Letristas em Cena
305
PLATIBANDA
>>>tua mão e a beleza
Casa vazia e a solidão
o silêncio, estranheza
Eis que chega teu sopro
espantando a tristeza
...muda contemplação
tua mão e a beleza
e no teu eco benfazejo
um afeto de silêncio
delicado desejo
Como o de um beijo
que ficou pra depois
pra nunca mais, ai...
e nesses mesmos corredores
já não estás
Tardes iguais
vitrais
iguais
não mais
...ave de arribação
Teu olhar na vidraça
O tempo escorre e a memória nunca passa
feito o rastro de uma asa
uma estória
Como os três pássaros voando no azul
frios do sul, ai...
Calores vindos de outro sol
de um outro verão
Coletânea de Letras Musicais
306
Uma canção
a mão
canção
(para melodia de Kim Ribeiro)
Letristas em Cena
307
POEMODA
Para o maestro Marcos Leite
‘teve aqui
colibri
Mi, do, fá
sabiá
Na beira de um compasso
desejo dorme, lasso
jazz encantado
Semitom
tom pastel
Clave sol
girassol
Mina d’água
da paixão
lava mágoa
numa canção
Pura magia
carpintaria
Magia pura
bordadura
Coletânea de Letras Musicais
308
POR ONDE ANDARÁ?
Por onde andará?
Será que perdi
a fé que eu já fiz
num mundo melhor
na chance de a gente ser feliz?
Por onde andará?
Voou para o céu?
Alguém me roubou?
O sonho acabou
nas cinzas de um carnaval cruel?
Talvez desabou
na esquina de Manhattan
ou foi pra Bagdá
Estava lá na Espanha esperando o metrô
a bomba explodiu
Num morro qualquer
morreu no Brasil
Brincando no mar
sarongue de flor
a onda engoliu
Quem viu?
Por onde andará?
Seguro forte a mão da alegria a canção
Remendo esta fé
Por onde andará?
Alguém me arruma um sonho pra sonhar?
(para melodia de Rubens Nogueira)
Letristas em Cena
309
PRA SEMPRE SERÁ
Como saber,
imaginar?
A vida veio me chamar
Segui sem nem virar pra trás, nem vi
os olhos teus
nem reparei, me distraí
Eras meu deus
e eu te perdi
e nos perdemos nós de nós
Se desprendeu da nossa voz
uma cantiga, um acalanto
um pássaro
Eu deixei o teu colo pra num voo solo me lançar
Me desgarrei do teu cais, pra nunca mais
Fora do ninho, fazendo meu próprio caminho,
me perdi não encontrei mais as pistas pra voltar
Em cada torto amor, teu cheiro fui buscar
louca de solidão, foi tanto abraço vazio
frio
estio
Era tão bom
hoje é lembrar
O tempo veio te buscar
Teu delicado coração
na minha voz seguiu batendo
Se era tão bom
sempre será
A tua estrela a me guiar
Coletânea de Letras Musicais
310
O nosso canto a me embalar, ninar
A vida chama e para a frente a gente vai
Se era tão bom pra sempre bom inda será
O que foi bom tão bom inda será pra sempre
sempre
(para melodia de Lydio Roberto)
Letristas em Cena
311
PRAIA DO FUTURO
Outro dia na praia, muito sol, a tarde inteira
´tá calor, eu me escondo numa sombra de palmeira
É o Brasil que me abraça, eu já sei que aqui é o
meu lugar
Esta terra bonita é da cor da bananeira
Muito verde e amarelo vão pintando na bandeira
O futuro chegando, é pra hoje ou amanhã
Enquanto espero vou mordendo a maçã
Só não deixar entrar areia
Vem, vem namorar, mulher rendeira
E o coração bate como um telecotecotecoteco......
(para melodia de Måns Mernsten)
Coletânea de Letras Musicais
312
PRAZO FINAL
Tanta providência pra tomar
tanto a fazer
tanta prateleira a organizar
disco pra ouvir
livro pra ler
O tempo corre depressa
a vida passa ligeira
Como posso parar?
não há tempo a perder
Tanta samambaia pra molhar
filme pra ver
fotos da viagem pra colar
ir ou não ir
ser ou não ser
Tudo pra ontem, com pressa
já não há nada pra agora
e amanhã tudo já
se desmancha no ar
Ligeiro, depressa
Meu Deus, pra que tanta urgência
se a lei, a fé e a ciência
garantem que tudo vai passar
Passa o momento, passou a vez, quem foi pra
Portugal perdeu a vez de colher a fruta fresca
no quintal
Um cheiro, paisagem
a vida é mera viagem
licor pra saborear
Letristas em Cena
313
em taça bem fina de cristal
Rico bordado, miragem, colorido de vitral
fim de novela com beijo apaixonado no final
(para melodia de Cláudio Menandro)
Coletânea de Letras Musicais
314
QUATRO ACALANTOS
>>>da semente
>>>I. Acalanto da Terra
Chegou a noite, dorme meu curumim
Lá vêm os silfos, duendes do jardim
Vem, salamandra
Iara, vem
acalantar o sono do neném
Pastor, ovelha
abelha, mel
musgo, nascente
nuvem lá no céu
>>>II. Uma canção para Clara
Clara
pedra tão rara
olhos azuis
Clara
pedra tão rara
gema de um ovo
prenhe de luz
>>>III. Acalanto do Céu
Miguel, Metatron, arcanjo Gabriel
todos os tronos, anjos lá do céu
espraiam luzes, logo já vêm
acalantar o sono do neném
Traz um perfume
favo de mel
Facho de fogo
anjo Rafael
Letristas em Cena
315
>>>IV. Mais uma canção para Clara
Clara
recaptura
minh’alma cansada
na fundura
pura
de tua mirada
(para melodia de Angel Roman)
Coletânea de Letras Musicais
316
A QUEM INTERESSAR POSSA
Cansei de conversa
cansei do futuro
do medo do escuro
do ponto sem nó
Do fio da navalha
do chove não molha
da espera do esquife -
paciência de Jo
Sem missa, sem reza
sem gafe, sem grife
sem múltipla escolha
sem chá de cipó
Sem deus que me valha
cansei da ribalta
é hoje, sem falta
que enfim volto ao pó
Não me venham de novena
de prozac, cibalena
não me chamem à razão
Não me enterrem na lapinha
não me cantem ladainha
ninguém me segure a mão
Não gravem o nome dela
naquela fita amarela
leiloem meu coração
não me venham de bondade
Letristas em Cena
317
e cumpra-se a minha vontade:
queimem meu violão
(musicada por Sonekka)
Coletânea de Letras Musicais
318
ROWENA
Raio rosa, ternura, perdão
deusa fêmea brotando do chão
ressuscita entre nós compaixão e amor
rosa mística, dama entre as damas
Neste templo de tantos portais
num crepúsculo que é pura cor
recostura entre nós tua paz
faz de nós guardadoras da chama
Num milagre traz nova Aurora
na manhã de sol novas razões de magia
Ah, rosário de alegria,
rainha a triunfar
a nascente da poesia
esplêndida dama deste lugar
Raio rosa, ternura, perdão
faz, então, feminino este chão
e que o sangue vertido na Terra
fecunde entre os homens a tua Paz
(para melodia de Gerson Bientinez)
Letristas em Cena
319
SALVE RAINHA DE TAMARUTACA
Justo hoje, logo agora, você some deste jeito
O circo pegando fogo, e eu aqui no picadeiro
Mundo todo se acabando, e por cada beco estreito
te procuro em todo canto, em toda parte, o dia inteiro
Atiraram no menino, mãe gritando pela rua
Derrubaram minha porta, arrancaram minha roupa
Que me vale nesta hora suspirar olhando a Lua?
Tão inteiramente nua, tão inteiramente louca
Se parar o bicho come, que se salve quem puder
Se vacila o bicho mata, se correr o bicho estupra
De que vale nesta história ser assim tua mulher
herói que fica invisível na hora da força bruta?
De que vale ser teu anjo, teu amor, tua princesa?
Me jurou que do teu lado nada me faria mal
Me livrava bem depressa da polícia e da tristeza
Madrugada e eu te encontro numa nota de jornal
Sobremesa em tua cama, soberana em tua mesa
e reinando em teu barraco, ‘tava salva a minha pele
Numa fila da agonia, numa fila da pobreza
de manhã te reconheço na gaveta do IML
Luto de mulher viúva, raiva de mulher largada
Pra onde foi o meu amor? Ninguém sabe, ninguém viu
Dor de mulher de bandido pela sorte abandonada
Lá vai a Maria Louca pelas ruas do Brasil
(musicada por Rubens Nogueira)
Coletânea de Letras Musicais
320
SAMBA DA BÊNÇÃO No. 2
Vai, meu amor
e deixa no toucador
o anel que tu me deste
vai, de uma vez, por favor
ser feliz em Budapeste
Vai, meu amor
abre mão da minha estima
nunca fui a flor de lis
me perdoa a pobre rima:
vai ser feliz em Paris
Vai, meu amor
vai com Deus, me deixa aqui
limpando minhas gavetas
clareando meus desvãos
vai com Deus, já te esqueci
corre atrás dos teus cometas
me deixa aqui c’os meus chãos
Vai, meu amor
desocupa o meu regaço
des-habita este meu canto
vai dançar no teu compasso
que o meu samba eu garanto
Letristas em Cena
321
SANCTUS
Santo é o Senhor
por meus exércitos olhai
meus inimigos destroçai
sangrai quem for cordeiro
Braço vingador
enchei de ouro meus porões
ouço troar vossos canhões
na Terra inteira
Cantos de louvor
hei de entoar ao Criador
vossa justiça derramai
pra além desta fronteira
Dai-me um sono bom
penas de ganso, um edredom
minha cabeça a repousar
no travesseiro
Dente por dente é minha lei
mesmo caolho, desta terra já sou um rei
tua cabeça na bandeja sirvo fria a quem vier jantar
Bem menos chora quem lucra mais
Rei que se preza estupra, estripa a pomba da Paz
ira de santo, ajoelhou? Agora reza.
(para melodia de Rafael Altério)
Coletânea de Letras Musicais
322
SANTOSHA, CÉU AZUL
>>>um samba pro Walter
“aquele que se contentar, com o simples
contentamento viverá sempre satisfeito”
(Tao)
Tua risada tá pelo ar
serenamente ecoa de norte a sul
Tão claramente dá pra espiar
tua alegria, nesga de um céu azul
Hibridamente
como a canção
tua semente
rompe do chão
o grão
o chão
e então...
A tua história não terminou
‘inda percute, soa, ressoa assim
Nitidamente dá pra se ouvir
pois a memória inventa um viver sem fim
Então, meu nêgo, sinto dizer
que aquele amor jamais se acabou
pois se é amor é nunca acabar
e agora?
Se todo amor é coisa de bamba
se todo tango acaba é em samba, então
o grão
o chão
Letristas em Cena
323
a mão...
Tua risada, assunto de azul
a tua voz, assunto pr’um violão
Tua ciência, germinação
tua semente, assunto pra minha mão
Então, meu nêgo, sinto dizer
que aquele amor jamais se acabou
pois se é amor é nunca acabar
vam’bora
Se todo amor é coisa de bamba
se todo tango acaba é em samba, então
o grão
a mão
violão
canção
e então...
Sem carpideira, capinador
Sem saideira, semeador
Tua partida, parto sem dor...
(tua risada, assunto de azul/ tua semente,
assunto de chão.......)
(para melodia de Rubens Nogueira)
Coletânea de Letras Musicais
324
SEREIA E MARINHEIRO
Era uma sereia pós-moderna
tinha um canto distraído
levemente atonal
Linda imagem, um olhar meio nouvelle
lisa, fria pele
vaga musa de Truffaut
branca ao sol do Arpoador
Ele navegou os sete mares
tinha sete mil moradas
nenhum porto pra voltar
Nunca, antes, tinha ouvido tais cantares
Foi ficando ali
louco para se encantar
Mal podendo acreditar
um sonho, um cais, ah...
Reza a lenda
que em estória assim
há um naufrágio no final
Tormenta, vendaval
Adeuses, nunca mais
amante a soluçar
destroços, areais
Mas
Novo enredo
num’outra versão
aqui se acha um bom final
A força da paixão
Letristas em Cena
325
amansa o temporal
Não há mito ou quebranto que resista
e o conto vai ganhando um outro encanto
tanto
canto
E foi um afeto tão bem-vindo
que na tarde de domingo
lá no Outeiro vão casar
Casamento de sereia e marinheiro
foge do roteiro
Vai virar um musical
happy end, coisa e tal
com um beijo no final
(para melodia de Emerson Mardhine)
Coletânea de Letras Musicais
326
SETE ARCANJOS
para José Castello
‘...cada coisa na Terra recebe um nome. Uma
cadeira não pode ser chamada de peixe, e um
peixe não pode ser chamado de vinho...
Antes de compreender, é preciso ver...’
Artur Bispo do Rosário
Vou costurar no meu manto esta flor
última flor deste canteiro
Brotos de um chão derradeiro
o barro, o santo e seu andor
Hei de cumprir a missão que meu pai
me confiou nesta existência
viver na fé, dar ciência
de cada objeto que se vai
Sapato, pedra, urinol
chapéu, caneca, haldol
um muro pra cercar teu pomar
Navio, saco, facão
tijolo, certidão
que tudo está pra se acabar
Sete anjos levando pro céu
memorial da criação
(para melodia de Renato Lucce)
Letristas em Cena
327
SÓ
Olho
pela janela
Tão triste espero
te ver voltar
Órfão
do teu carinho
só a saudade
é que vem me abraçar
Choro
a tua ausência
tão machucado
meu coração
Dor em pura essência
que se transporta
numa canção
Vento na ramada
sopro de flautim
diz à minha amada
pra voltar pra mim
Oh, namorada
vem me buscar
seca o meu pranto
e vem me agasalhar
Manda uma estrela
pra me guiar
Coletânea de Letras Musicais
328
neste deserto
do meu penar
Lembro
daquele beijo
Nosso desejo
botão de flor
Juras
Sol de setembro
Sonhos, ternura
Versos de amor
Triste
valsa da vida
Chegou o tempo
e te levou
Ah, quanta lembrança
Vaso vazio
que me restou
Chuva na vidraça
dor que não tem fim
Outro dia passa
faz outono em mim
(para melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
329
SOB A LUZ DO SOL
(versão de “Everibody loves the sunshine”,
de Roy Ayers)
Minha vida, minha vida
sob a luz do sol
Todo mundo ama a luz do sol, luz do sol
Vamos nos deitar sob a luz do sol, luz do sol
Pegar uma cor nessa luz do sol, luz do sol
Paz e amor sob a luz do sol
Abelhas sobre as flores
o mel e tantas cores
Somente beija-flores
beijando seus amores
Sinto o que eu sinto, o que eu sinto, se eu estou
sentindo
sob a luz do sol
Faço o que eu faço, o que eu faço, se eu estou
fazendo
sob a luz do sol
Coletânea de Letras Musicais
330
TARDES
>>>o encontro das águas
O meu homem é tão quieto
tão contido, recatado
Um cavalheiro discreto
um calmo rio espelhado
Quem o vê, assim, da beira
não consegue imaginar
caudalosa corredeira
que se encontra com meu mar
O meu homem se transforma
em toques se multiplica
em licores se entorna
e mansamente me habita
Refinamentos tamanhos
Nosso amor, enquanto dura
tem incenso, espumas, banhos
tem requintes de ternura
As águas assim se irmanam
siamesas, misturadas
Correntezas que serenam
as doces e as salgadas
E o dia prossegue, lento
enquanto, morna, me enlaço
no parado movimento
do nosso redondo abraço
(musicada por Felipe Cerquize)
Letristas em Cena
331
TIO CHICO
Aqui, onde quis a vida que eu soubesse
da tua morte
minhas poucas lágrimas puderam se misturar
ao curso do rio
que corre, veloz
na direção da própria foz
Aqui, neste mato
onde os tucanos vêm pousar
tua alma de pescador
chega com o anoitecer
esmaece a paisagem
alvoroça os passarinhos
e serena a minha dor
(musicada por Cláudio Menandro)
Coletânea de Letras Musicais
332
TOADA DO DESAPEGO
Para Consuelo
Não chora, não
Tanta coisa entre o céu e este chão
é mistério demais, pra nosso vão saber
São caminhos demais, são graças a granel
a beleza é irmã da dor
é fulô que cai do céu
de repente vem a tempestade
Não chora, não
Te ofereço meu colo e esta mão
eu te abraço outra vez, me deixa te acolher
Cada flor que partir, é flor que vai pro céu
A tristeza é irmã do amor
uma reza ao pé do andor
dessa missa não sei a metade
Deixa que vá
pra casa do azul
morada
O que tem de ser, será
será
virá
na vindoura fulô
Não...
não chora, não
Pouca filosofia
mas te escoro no amor
Te ofereço meu colo
e te acolho outra vez
Letristas em Cena
333
Asa de borboleta
casa azul que se fez
flor de um outro canteiro
Eu te abraço outra vez
Coletânea de Letras Musicais
334
TRABALHO DE PARTO
COLEGA
Pra que botar filho no mundo
se a gente nasce pra penar?
Mais um José, Carlos, Raimundo
rimando sem solucionar
PROFETA
Gerado em cima desse lixo
ao lixo há de retornar
Comendo restos, feito um bicho
Mais uma boca a sustentar
E esta menina pecadora
em dores vai se arrepender
de ser tão fraca, ser tão tola
pois todo o sangue tem poder
A.V.P.
O que vai ser da minha vida?
O que vai ser, diga pra mim?
DOUTORA
Vai ser trabalho, muita lida
Vai ser trabalho até o fim
Dá pro teu filho proteína
leite de peito, a tua mão
Dá livro, amor, teto, vacina
Letristas em Cena
335
podes gerar um cidadão
CORO
Não há história que não se possa mudar
não há destino que nos faça ser iguais
Tem tanta dor, tem tanta flor pra se plantar
Dia após dia, a vida sempre sabe mais
POLÍTICO
Se você já tem dezesseis
sabe seu nome assinar
lembre daquele que levou
a cesta básica ao seu lar
Vou te arranjar parto sem dor
pra tua casa mais cimento
pra este futuro eleitor
a certidão de nascimento
A.V.P.
Dentro de mim o meu segredo
Dentro de mim a minha usina
Dentro de mim, escuro medo
e um clarão que me ilumina
CORO
Não há história que não se possa mudar
não há destino que nos faça ser iguais
Tem tanta dor, tem tanta flor pra se plantar
Dia após dia, a vida sempre sabe mais
Coletânea de Letras Musicais
336
ARTISTA
E se você vê a beleza
Se tem dois olhos de enxergar
Pra cada instante de tristeza
tem um poema pra falar
Tem duas mãos, a ferramenta
tem a vontade de lutar
Tem uma fé que te sustenta
tem novo sonho pra sonhar
CORO
Não há história que não se possa mudar
não há destino que nos faça ser iguais
Tem tanto lixo, tanto pra se transformar
Dia após dia, a vida sempre sabe mais
IFIGÊNIA
Pois já disse João Cabral
eu repito com alegria
“bela como a coisa nova
na prateleira até então vazia
bela porque o novo
todo o velho contagia”
CORO
Tem solidão, tem tanta mão pra segurar
dia após dia a vida sempre sabe mais
Tem tanto escuro, tanto medo pra enfrentar
Letristas em Cena
337
dia após dia a vida sempre sabe mais
Tem tanta flor e tanta arma pra lutar
dia após dia a vida sempre sabe mais
(musicada por Rosi Greca. Espetáculo teatral
“Vila Paraíso”)
Coletânea de Letras Musicais
338
TRÊS IRMÃOS
Eram três meninos
três corações
e o chão do Brasil
Eram três destinos:
sonho, canção,
o traço-fuzil
Nunca se viu antes, nunca uma história assim
Três irmãos de sangue de um ventre só paridos
pra ver
nascer
brotar
se abrir
a flor, e partir
Eram zeferinos
três cavaleiros
e um só sertão
Eram três cristinhos
e um só martírio
a cruz-transfusão
Nunca se viu antes, nunca uma história assim
Três irmãos de sangue, de um ventre só paridos
pra ver
nascer
romper
brilhar
a estrela, e morrer
Eram pixotes, quixotes, a dor e a risada,
Letristas em Cena
339
Brasil sem fome, a Graúna, tantas melodias
e nunca houve quem fosse desta pátria amada
tão justamente chamado de filho gentil
O chão
violão
paixão
milagre
ressurreição
Henfil se fez flor
o Chico, canção
Betinho virou pão
(para melodia de Rubens Nogueira)
Coletânea de Letras Musicais
340
TRISTEZA MIÚDA
Chuva cai no meu chapéu
mais parece brincadeira do céu
cai, miúda, devagar
se eu não tomar cuidado
inda vai me molhar
A tristeza chega assim
de mansinho, lá do fundo de mim
dá vontade de chorar
se eu não tomar cuidado
inda vai me afogar
Quem não tem
a saudade do amor de alguém
do momento em que o coração
se entregou à paixão?
Vive assim
a memória do que passou
tanta história que começou
e que teve seu fim
Riso e dor
são dois santos do mesmo andor
pelo sim, pelo não
deixo limpo meu chão
pra plantar a semente
da flor de outro amor
(para melodia de Måns Mernsten)
Letristas em Cena
341
A ÚLTIMA CANÇÃO
>>>carta do Brasil
‘tá fazendo frio
no Sul do Brasil
no Norte do mundo
chegou o verão
A cantora espera
já aqueceu a voz
é primavera
na canção
e em nós
Nossa mão
nossa voz
Nunca mais
nós fomos sós
Belas melodias
quanto vai e vem
muitas alegrias
lágrimas também
Recebe o afeto
minha gratidão
dicionário, alfabeto, coração
Pra dizer
que valeu!
(para melodia de Mats Ingvarsson)
Coletânea de Letras Musicais
342
UM DUETO
velho compositor:
Amigo moço, venha cá, leva um recado
o inventário de um velho coração
leva ao futuro esta colcha de retalhos
restos de um sonho, fragmentos de uma canção
Leva esta vela, vai ligeiro, pé na estrada
cuida do fogo, que ele está só por um fio
pelo caminho vai juntando essa moçada
não deixa nunca que se apaga esse pavio
jovem cantor:
Meu velho amigo compositor
artesão da canção popular
Como se chama essa chama?
O nome dela, essa vela?
Pode-se vê-la, essa estrela?
Cabe na mão tal paixão?
velho compositor:
O candeeiro a tua mão vai inventar
outra costura, um novo sonho, outra paixão
Nova bandeira, outra fronteira
Mas sobreviva, na tua voz, minha canção
jovem cantor:
O candeeiro a minha mão vai inventar
outra costura, um novo sonho, outra paixão
Nova bandeira, outra fronteira
Letristas em Cena
343
Mas sobreviva, na minha voz, tua canção
velho compositor, jovem cantor:
Mas sobreviva, em nossa voz, esta canção
a mesma canção
(musicada por Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
344
VAGA NAVEGAÇÃO
Pouso de leve em tua mão
este meu coração de asa quebrada
sangrando, triste
sem ter ninho pra voltar
Faz que repouse em mim, então
essa tua razão, também cansada
teimando insiste
em querer explicar
Gestos, planos
jamais olhar pra trás
Nossa intenção de paz
teu calor, meu frio, temperando a solidão
Cegos, vamos
sem muita direção
Vaga navegação
O meu cheio em teu vazio entorna o coração
Desata tanta amarra assim
deixa a vida seguir pelo seu trilho
Abre tua comporta, enfim
deixa o amor fluir, leito de rio
Vem sossegar em mim o desvario
Vem acender o fogo, aqui faz frio
(para melodia de Alexandre Lemos)
Letristas em Cena
345
VAI SABER?
>>>Rubão heart´s blues
Também, quem mandou
nem pensar,
se atirar
sem medir
pra onde ir, coração?
Ninguém te ensinou
a expirar
todo o ar
pra sorver nova inspiração?
Breve vão
na paixão:
um repouso
na palpitação.
Sossegar,
afrouxar:
semitom
nessa afinação.
Se foi por falta
ou por excesso,
vai saber...
Talvez por gana
ou por cansaço
de viver,
errou o passo,
atravessou no compasso.
Coletânea de Letras Musicais
346
Não,
assim não,
coração.
Deixa a corda
afinada, no tom.
Pra tocar,
coração,
mais além,
pra outro amor
que inda vem.
(para melodia de Rubens Nogueira)
Letristas em Cena
347
VALSA DE CONSTANÇA
(a partir de versos de Alphonsus de Guimaraens e
San Juan de la Cruz)
>>>Valsa de Constança I
Alphonsus:
Mãos, tão brancas mãos como rosas primeiras de um
Jardim são flores tão fugazes, rosas passageiras
Mãos cruzadas, véu no rosto, como noiva a amada
vai partir e assim se ausenta de mim
Tão medonha noite cai sobre minh’alma, anoiteceu
Ah, morte que apartaste a amada e seu amor
O meu coração assim tão magoado inda teima em
bater descompassado de dor
>>>Valsa de Constança II
Alphonsus:
Tão escura noite cai sobre minh’alma, como um véu
Ah, morte, que apartaste a amada e seu amor
Este meu olhar assim desarvorado, insano, busca o
céu dilacerado de dor
Constança:
Vem, amado
vem, descansa teu penar
Vem pra sempre
no meu peito se guardar
Coletânea de Letras Musicais
348
Alphonsus:
Há quanto tempo espero
para encontrar-te, amada
mais pura que a alvorada
mais alva que o luar
No teu peito florido
em meio às açucenas
quedar-me adormecido
da dor me descuidar
Alphonsus e Constança:
Noite escura, e tão escancarada Lua a nos guiar
Ó noite, mais amável do que a alvorada
Noite, que juntaste amado com amada entre o céu
e o mar forjando um só coração
(para melodia de Iso Fischer. Espetáculo teatral
“Alphonsus de Guimaraens, o poeta da Lua”)
Letristas em Cena
349
VALSA DO REENCONTRO
>>>para Selma, dona da voz. Para Elba,
dona da bolsa. E para João Carlos, dono da mão.
Vaso se quebrou
um cristal sutil
toda água derramou
e a flor seca...
Sopro se esvaiu
derradeiro jazz
Univitelina dor
não mais flor...
Mas a vida é mais
do que esse filme que se viu
e esconde seus finais
seus sinais
deixa num canto qualquer
numa bolsa de mulher
na bagagem que ficou
da viagem sem farnel
Deixa o coração
nascimento, explosão
um rebento de papel
testamento, parto, outro condão
Vem brincar de pegador
vem cá
Vem pra me encontrar...
Ressuscito noutra voz
Cordão de nós
Coletânea de Letras Musicais
350
Ressuscito em tua mão
Meu irmão
No ventre da canção
(para melodia de Victor Assis Brasil)
Letristas em Cena
351
VALSA PARA HELENA KOLODY
(a partir de versos de Helena Kolody)
Olho a janela azul do teu olhar sereno e transparente
espio a tua alma, misteriosa e calma esfinge eslava
e adivinho histórias de amor, arroubos de paixão
riso maravilhado, o amado, a febre e o tumulto do
teu jovem casto coração
Amor sereno se perdeu na funda noite estrelada
secreto nome que ressoa em cânticos de devoção
Folhagem de palavras ocultando assim a flor do coração
Me embrenho nos teus versos, no rastro desta canção
À sombra do teu voo sigo em busca do sol
é sempre madrugada quando este é o caminho
Nos beirais da vida em que fazes o teu ninho
meu olhar pousa em oração
Me olhas pelo espelho e teus olhos são os meus
a dor perde seu gume, ó lúcida loucura
Em ilhas interiores, neve resvalando, pranto a deslizar,
cabelos de luar
bendito para sempre seja o teu trabalho e a graça do teu
ser
Silente araucária, taça altiva erguida na intenção de Deus
bebo tua resina, entre os verdes galhos teus
(para melodia de Gerson Bientinez)
Coletânea de Letras Musicais
352
VERÃO
Este sol
Mil e quinhentas cigarras cantando
Explosão de flores, cheiros e borboletas
Manhã escandalosa
Tanta beleza
é violência
Denúncia
da minha solidão
(musicada por O Zi)
Letristas em Cena
353
VERSOS E QUINTAIS
Atirei um verso n’água
de pesado quase que afundou
Se o amor me trouxe mágoa
bem maior beleza me deixou
O lamento tão sentido dos meus ais
a tristeza de mãos dadas co’a alegria
semeando tantas cores nos beirais:
flor de maio, malmequeres, poesia
O poema quando nasce
se esparrama todo pelo chão
Se o amor não me chegasse
faltaria um bom motivo pra canção
Tardes quentes que não voltam mais
e a saudade no canteiro da memória
renovada primavera nos quintais
é assim que se reconta essa história
(para melodia de Lydio Roberto)
Coletânea de Letras Musicais
354
A VIDA NÃO PODE ESPERAR
Se todo artista tem de ir onde o povo está
Se toda dor antes de mais nada dói no coração
Reúne a troupe, vem comigo, vamos lá cantar a
alegria solidária, o amor, a mão na mão
Se em terra seca sempre brota a mais linda flor,
e se o espinho é que protege a planta em qualquer
chão
Acerta o passo, vem comigo, seja como for
harmonia no compasso, um canto cidadão
A cura pra toda insônia
remédio pra solidão
Vem, não faça cerimônia
me acompanha na canção
que a vida não pode esperar
que a vida não deve esperar
(musicada por Lydio Roberto)
Letristas em Cena
355
VOO
Tua cama macia
tua trilha sonora
teu perfume discreto pairando no ar
Me aqueceste no frio
me esqueci de ir embora
me ensinaste a canção pr´eu não desafinar
Muito embora te amando
eu preciso ir agora
´tá tão claro lá fora
é a vida a brilhar
Na dourada gaiola
Já cansei de morar
Estas quatro paredes
teu amor exigente
eu ´tou morta de sede
´tá ficando tão quente
Tua ave canora
precisa voar
por favor, abre a porta
eu preciso de ar
Eu te guardo pra sempre
no meu coração
mas preciso compor
minha própria canção
(para melodia de Måns Mernsten)
Coletânea de Letras Musicais
356
XOTE DA MADEIRA
Nem Dirceu nem Severino
Aloísio, Genoíno
nem um dono do destino
Luiz Inácio ou Ribamar
foi Marina pequenina
acreana, essa menina
cumpridora da rotina
que salvou nosso pomar
Tem tora de todo tipo
e tanta cara de pau
com a Marina morena
ficaram todos de mal
pois Marina de olheira
se esqueceu do corretivo
do batom, do pó de arroz
mulé da lei da madeira
não quis saber o motivo
tirou lenha da fogueira
não deixou para depois
Mulherzinha tão bonita
só com o que Deus lhe deu
tão faceira, tão franzina
encarou sem maquiagem
o espelho da coragem
nosso sonho reviveu
Pois pra cada tronco podre
pó de serra, compensado
pra cada pau carunchado
Letristas em Cena
357
uma imbuia há de brotar
Se tem santo do pau oco
tanto bandido no toco
madeireiro ou caboclo
que a esperança quer matar
Marina da cor de canela
floresça na flor que se viu
caboclinha magricela
é Marina tão franzina
acreana, essa menina
cedro-rosa, pau-brasil
(musicada por Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
358
Letristas em Cena
359
GILBERTTO COSTTA
Bolerando
Da luz
Garça
Por um minuto
361
362
363
364
Coletânea de Letras Musicais
360
Letristas em Cena
361
BOLERANDO
Eu desenhei o seu rosto
Por amor, por gosto, por mim
Contemplei o seu corpo
Por desejo, por nós, por tudo enfim
Lhe convidei pra dançar
A meia luz num cabaré
Rosto colado ao meu
O corpo estremeceu
Ao lhe ver sorrir
Num aceno um beijo pedi
O coração eu lhe entreguei
Meu amor me faça feliz
Eu amei por encanto
No entanto você é tudo pra mim
Sonhei ao som de um bolero
Meu amor soy loco por ti
Lhe abracei por amar
Fiz o mundo parar
Seu corpo tocava o meu
Bolerando num frenesi
Pra lhe ver sorrir
Uma renda em seu corpo despi
Amei, enlouqueci
Meu amor eu vivo por ti.
Coletânea de Letras Musicais
362
DA LUZ
Luz, que ilumina o meu ser
Paz de todo um viver
Eu preciso de você
Quero em mim o seu calor.
Lá, bem na casa dos meus sonhos
Ando tonto no meu canto
Que até a lua por encanto
Tão longe se pôs a chorar
Luz, tanto- a tenho em meus versos
Que até posso te cantar
És Maria, és canção
Suprema força em meu coração.
Letristas em Cena
363
GARÇA
Diante dos meus olhos
Uma garça e um céu azul
Me sinto capaz de te amar
Os seus olhos me alcançam
Lembrar você é tudo aquilo
Que me faz feliz
Um espelho d’água a luz do dia
A noite está por vir
Dá-me sua boca, vou dizer te amo
O silêncio vai nos seduzir
Não, não quero ir embora
Fico pra te ver sorrir
Sonhar, voar, alçar o céu azul
Viver um infinito amor por ti.
Coletânea de Letras Musicais
364
POR UM MINUTO
Esse amor que abrasa meu peito
Porque amo demais
O céu, a terra, o mar
E a vida do meu lugar
Canto na boca da noite
Seus olhos tem a cor do luar
É como a luz das estrelas
É o beijo das ondas na areia do mar
Vida me faça feliz
Por um minuto qualquer
Deixe esse amor por aqui
Com tudo de bom que existir.
Letristas em Cena
365
ISO FISCHER
Acalanto de um velho-menino
Alchimia
Ambígua
Bem mais
Bendita música!
Cantada
Canto porque gosto
Cento e oitenta graus
A cor do meu amor
De que reino sou rei?
Desejo e afeição (afeto e paixão)
Duas rainhas
Eternamente...
Hoje
Luiza, Luiza
A parceria
Tão natural
Um abraço
Um negro na minha cama...
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Coletânea de Letras Musicais
366
Letristas em Cena
367
ACALANTO DE UM VELHO-MENINO
Bebo do vinho
Seco, tinto
Choro sozinho
Nego, minto
Quem me ensinou a ser tão só, e triste assim?
Quem me convenceu de que a tristeza habita
em mim?
Onde o meu menino dorme dentro de mim?
Ambos no espelho:
O jovem, e o velho
Nenhum brinquedo:
-Mágoa, medo
Onde se ocultou a inocência desse olhar?
Quem modificou tua alegria singular?
Chora, grita, deixa sangrar!
Dorme, sonha de soluçar!
Deixa tudo o rio levar...
Dorme menino
Meigo, lindo
Sonha criança
Triste, mansa
Quem te abandonou entre as folhagens do jardim?
Vem, me dá tua mão, pra que ficar sozinho assim?
Deixa que este sonho te devolva para mim.
Coletânea de Letras Musicais
368
Velho menino
Triste homem
O teu destino
Te consome
Deixa essa criança amenizar o teu sofrer
Deixa ela mostrar outra razão pro teu viver.
Dorme, esquece, não chores mais.
Nunca, nunca olhes pra trás
Dorme, sonha com tua paz
(melodia de Eduardo Franco)
Letristas em Cena
369
ALCHIMIA
(Hoccus-poccus)
Eu quero agora a força da Alquimia,
Reter esse desejo que me arrasta
E transmutar em ouro essa energia
Que, nesse estado, assola, e me devasta
Acumular a pulsação do instinto
Acelerar sua energia interna
Fazer da água doce vinho tinto
Em vez do gozo, a plenitude eterna
Mergulharei na noite que me envolve
Para emergir ao sol do meio-dia
A natureza tudo nos devolve
Retransmutando em tudo a Energia
Dessa maneira as coisas acontecem
Nenhuma delas pode ser igual
A teia vasta que os momentos tecem
É uma infinita e múltipla espiral...
(melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
370
AMBÍGUA
Ambígua, escusa,
A sua atuação é tão confusa
Serena, nervosa,
Me deixa o coração em polvorosa!
Ardente, fogosa,
Mas finge que não sente quando goza
Dengosa, carente,
Se dou-lhe o colo logo diz que é independente
Me lembra uma rosa
Que espinha, mas é bela e perfumosa...
Palhaça, funesta,
A lágrima se oculta por detrás da festa
Altiva, arrogante, coitada, humilhada,
É vítima da própria emboscada
Intrusa e ausente,
Me usa e abusa e quando eu quero diz que está doente
Ambígua, formosa, malévola e bondosa...
Que vício me aprisiona a esta louca poderosa?
Pirado, impotente, tarado e demente...
Que ganho me alimenta nessa relação doente?
Confuso, vendado, babaca, assustado, maluco,
obnubilado...
Me vejo eternamente
Tão desgraçadamente
Maravilhosamente acorrentado... ...E ambíguo...
(melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
371
BEM MAIS
Eu não sei mais imaginar
Eu sem você, você sem mim
Eu não consigo, mas quero assim
Ficar contigo até o fim
Você me dá o que nem sei
Talvez um cais, quem sabe o chão
Mesmo em silêncio trago bem mais
Que um sentimento de gratidão
Olhei pra nós, olhei pra trás,
Me perguntei:-O que é que faz
Seguirmos juntos por onde for?
Será que isso se chama amor?
(Acho que isso se chama amor!).
(melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
372
BENDITA MÚSICA!
Música, oh Música!
Bendita Música
Penetra-me assim,
e opera em mim
Aquilo que preciso
Faze-me inteiro
E mais conciso
Lava-me a alma e o juízo
Derrete, então, meu coração-granizo!
Música, Música,
Divina Música
Invade-me assim
Recria em mim
O senso da beleza
Torna-me claro
E transparente
Dá-me o mistério da pureza
Dissolve a dor da qual eu me fiz presa.
Empresta-me a visão
Me leva pela mão
Em nome do amor ou da ciência
Renova-me o que sou
My mind, my body and soul
Até recuperar minha inocência!
Música, Oh, Música,
Sagrada Música
Letristas em Cena
373
Transmuta enfim
Tudo o que em mim
Não seja a minha essência!
Nessa tardia adolescência,
Manancial de paciência,
Faze-me crer no fluxo da existência!
Mitiga minha dor
Invade-me de amor
Permite-me encontrar minha criança
Ajuda-me a crescer
Nas trilhas do prazer
Até recuperar minha esperança!
(melodia de Tato Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
374
CANTADA
Eu quis cantar pra te mostrar meu bem querer
Quem sabe assim arrebatar teu coração
E lancei mão dos meus recursos de cantor
Buscando enfim o tom melhor pra revelar esse desejo,
essa paixão
E delirei pelas escalas, perseguindo uma ilusão
Cromatizei. sustenizei pra te causar boa impressão
Até citei, dizendo que eu “serei pra sempre o teu cantor”
Mas nada disso te levou a me prestar tua atenção
Mudei de clave, entrei com tudo de barítono-tenor
Mas assim mesmo me negaste teu amor
E sendo assim achei melhor abandonar
A tentativa de querer te conquistar
E larguei mão do violão e da canção
Buscando em mim um tom menor pra destilar a triste
dor da solidão
Mas, cada peça que o destino reservou pra nos pregar,
Me surpreendendo ao chegar no meu pedaço e te
encontrar
Braços abertos, se entregando inteiramente ao meu
querer,
Exatamente quando eu me considerava um perdedor...
No fim da linha havia um lema que eu custei para aceitar:
“Cada cantada e cada canto em seu lugar”
(melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
375
CANTO PORQUE GOSTO
Eu canto pra acordar a madrugada
Canto de manhã pra acompanhar a passarada
Às tardes, canto feito uma cigarra no verão
De noite eu canto para acalentar meu coração
Eu canto pra aquecer o nosso inverno
E canto pra florir c’oa primavera
Eu canto de noite, eu canto de dia,
Eu canto em qualquer circunstância
Eu canto louvando a velhice, enaltecendo a infância
No meio do outono, ou em pleno verão
Eu canto em qualquer estação
Eu canto mesmo é pra fazer viver uma canção
Canto por cantar, canto por favor
Canto por necessidade, e canto por amor
Canto por prazer, canto pra viver
Canto até por não ter o que fazer
Não tenho problemas com o ritmo ou o tom
Canto em dó maior, em mi bemol, eu canto o som
Canto no teatro, no banheiro, pra mim mesmo,
Pra você, e canto para o mundo inteiro
Canto no meu canto ou pra quem queira me escutar
Na verdade eu canto porque gosto
Canto porque gosto
Canto porque gosto de cantar!!!!
(melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
376
CENTO E OITENTA GRAUS
Se quiserem saber
Se esqueci de você
Quisera dizer que sim
Que você já passou
Outro amor me chegou
E a vida seguiu assim
Mas o meu coração
É teimoso demais
E as lembranças
Nunca deixa pra traz
E a saudade
Não me deixa em paz
Quando não há nada
Que vá remediar
A melhor jogada
É recuar
Dar uma guinada
De cento e oitenta graus
Rumo a outra estrada
Do ponto inicial
E se alguém perguntar
Se você vai voltar
Eu acho que vou chorar
Tentarei responder
Já nem tem mais a ver
Que deu o que foi pra dar
Mas o meu coração
Letristas em Cena
377
Que é sincero demais
Não aguenta
Vai me denunciar
E arrebenta
Ao olhar pra trás.
A melhor saída
Se tudo é mesmo um caos
Quando estou vivendo
Momentos maus
É a despedida
Botar ponto final
Dar uma guinada
De cento e oitenta graus.
(melodia de Guilherme Rondon)
Coletânea de Letras Musicais
378
A COR DO MEU AMOR
Meu amor me perguntou. Do que é feito o meu amor
Que motivos eu terei. Para aqui permanecer
Num compasso de esperar. Por carinho e por prazer
Pela noite que virá. Quando Deus enfim quiser
E, se às vezes causa dor. Para que continuar?
Meu amor só quer saber do meu amor
Se ele é feito de algodão. De madeira, ou de papel.
Se está sólido no chão. Ou flutua lá no céu
Se ele é canto de sereia. Ou castelo de areia
Se ele é feito de esperança. Ou é sonho de criança
Será bolha de sabão. Que arrebenta pelo ar?
Meu amor só quer saber se eu sei de amar
Se ele pode me esperar. Se ele deve se entregar
Se eu só quero namorar. Ou se aceito me casar
Se ele só me faz sofrer. Ou me invade de prazer
O meu amor me disse assim. Que me ama mesmo
assim
Mas que devo revelar. Quanto amor lhe posso dar
Meu amor só quer saber se eu quero amar
Quero aqui, nesta canção. Sobre os versos que eu lhe
fiz
Lhe dizer que eu sou feliz. Nesta minha condição
Por saber que existe alguém. Que me deu seu coração,
Me deseja, me quer bem. E me traz em oração
Letristas em Cena
379
É tão bom se ter um bem. Pra lhe ter dedicação
Pois é dando que se tem. E que se aquece o coração
Quero ter cumplicidade. Amizade e devoção
O que sinto, na verdade. É amor, não é paixão.
Meu amor me perguntou. De que cor é o meu amor
E eu, então, lhe disse assim: Ele às vezes não tem cor
Pode ser meio carmim, amarelo, ou furta-cor
Mas é branco como a Paz, e dourado feito luz
Sulferino como a dor, arco-íris multicor...
Meu amor só quis saber do meu amor
(melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
380
DE QUE REINO SOU REI?
Junto da vidraça /Vejo este menino
Seu olhar perdido /Vê que a vida passa
Olha o seu destino /Meio distraído
E sonha, e pensa / no seu amanhã
Terá coragem, terá certeza, / Ou fantasia na
imaginação?
Será miragem, será loucura, /Realidade ou minha
ilusão?
Noite vem chegando / Quase nem é dia
Quando bate o sino / Da Ave-Maria
Cobre-se o menino / De melancolia
Poeira, poesia / no seu coração
Que será? Quem serei? /Do futuro eu não sei
que sentido e que rima /há de ter minha Lei?
Poderá me guiar / uma estrela a brilhar?
Meia-volta-e-meia, / que caminhos trilhar?
Vejo essa criança /Brinca na janela
Tem olhar perdido /Acho que é lembrança
Acho que sou ela / Fico comovido
Indago, revido / ao meu coração:
Adubei, e arei, / e sementes lancei,
Frutos da boa terra / amanhã colherei
Se lutei, e me dei, / se meu chão demarquei
No final dessa guerra, / de que reino sou Rei?
Letristas em Cena
381
Plantei meus filhos, plantei meu lugar
E desses filhos outros vão brotar
A companheira, e o meu violão,
e uma cantiga na palma da mão
Cobre-se o menino /De melancolia
Poeira, poesia /no seu coração
Bem-me-quer, mal-me-quer, / quem me quer escutar?
Canto pros meus amigos, / isso vai me bastar
Pois compor e cantar /Aprendi, sei de cor:
Faz a vida da gente /Se tornar bem melhor.
E a melancolia, /Doce companhia
Me inspira, me cria / mais uma canção.
(melodia de Guilherme Rondon)
Coletânea de Letras Musicais
382
DESEJO E AFEIÇÃO (AFETO E PAIXÃO)
Teu desejo me alimenta
Me assegura e me enaltece
Chocolate com pimenta
Satisfaz e fortalece
Tua paixão me envaidece
E me sinto mais seguro
Nenhum medo permanece
Luz do sol em céu escuro
Quando bebo do teu hálito
Tão quente e ávido
Tudo é brilho, tudo é mágico
Me acho o máximo
Mas se o beijo vem da alma,
Do teu coração
Recupero a minha calma
E a minha inspiração
Se não fosse esta amizade
Que nos une e aproxima
De afeição, cumplicidade
Completando a nossa rima
Teu desejo tão ardente
Não teria essa poesia
E tal paixão renitente
Jamais se sustentaria
(melodia de Lucina Carvalho)
Letristas em Cena
383
DUAS RAINHAS
Duas eram as irmãs em convivência
A que nasceu primeiro foi Paixão
Nasceu durante o dia /Ao sol do meio dia
E veio ardentemente / Vestida em violeta
Etérea borboleta / Que por nascer primeiro
Tomou o ambiente / E arfante, e ardente
Daqui se fez rainha /Daqui se fez rainha
Duas eram as irmãs em convivência
O nome da segunda era Razão
Brotou durante a noite /No frio da meia noite
Chegou-se, simplesmente /Trajada em cor vermelha
Trabalhadora abelha /Por nascer em segundo
Chegou-se neste mundo vivaz, silente
E fez-se obediente /E fez-se obediente
As duas conviviam neste reino
Paixão, a caprichosa e prepotente
Razão vivia só de aconselhá-la
Mas suas mil razões nunca venciam
Um dia ela cresceu / pois força ela se deu
E derrubou a outra num duelo
Daí tudo mudou
Não foi como no fim de outras histórias
Pois ambas hoje reinam neste reino
Porém mandando equilibradamente
Arquitetando as duas juntamente
O necessário para cada instante
Coexistindo harmoniosamente
Coletânea de Letras Musicais
384
Duas são nossas irmãs em convivência
Rainhas da razão e da paixão, que então
Dosaram noite e dia /Tristeza e alegria
E com todas as cores / Juntaram risos, dores
Trouxeram sol e lua /E o povo anda nas ruas
Contente com as duas / Trabalha e canta:
Deus salve essas rainhas/ - Deus salve essas rainhas!/-
Deus salve essas rainhas!
(melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
385
ETERNAMENTE...
No céu da minha imaginação
Serás a estrela mais brilhante
E aqui na terra, ao rés do chão
Serei o teu eterno amante
Se me quiseres, me terás à mão
A qualquer hora, a todo instante
E ao contemplar minha constelação
Eu hei de te encontrar, mesmo distante.
Se o que me falta é te pedir perdão
Eu me ajoelho aos teus pés
Declaro assim toda a minha gratidão
Pelo que foi, pelo que és
Se te deixei sem dar explicação
Eu pago agora o preço da saudade
Mas não quebrei meu juramento, não
De ser só teu, por uma eternidade
Se o prazo do romance se cumpriu
Fizemos nós a nossa parte
Cuidei-te no teu luto, valeste-me no frio
Compartilhei amor e arte
A ti me dedicar foi uma glória
Cobriste-me de amor, de paz e confiança
Se hoje acaba aqui a nossa bela e breve história
Não há de se acabar minha esperança
E guardo com cuidado e com carinho na memória
Eternamente viva esta lembrança.
(melodia de Iso Fischer)
Coletânea de Letras Musicais
386
HOJE
Não choro mais de dor
O que passou, passou
Só quero ver o sol
De novo rebrilhar
Quero cantar a flor
Que hoje desabrochou
O que virá depois
Vamos viver depois
E o que se foi passou
Nem vamos mais lembrar
Vamos cantar o sol
Que hoje nos despertou
Nos despertou
(melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
387
LUIZA,LUIZA
Luiza, Luiza, abre a porta dos teus olhos
Vê que eu tenho as mãos fracas que não seguram a
vida
Agarra-me, então, meus braços, refaze-me, então
Meus traços, que se apagam, e se fogem...
Luiza, és meu quarto, tu és o meu quarto medo,
E és o meu quarto enredo, em meu quarto escuro-
amante
És a imagem oscilante no meu quartzo refratada
Nos meus olhos colorida, e colorante, e desejada
És a fonte, e minha escada, és a ponte construída
Nesse atalho da utopia, para a vida.
E és a pauta musicada, fascinante e fascinada
Quase nada é importante.
Abre as portas dos meus braços
Refaze-me, então, meu quarto
Agarra-me, então, os olhos, e então, refrata-me o
corpo
E me enreda nos teus traços, me amedronta com teus
Beijos, teus abraços, e me mata, e te mata
Que iremos transcorrer, a escalada musical
Da verdade e do silêncio , do mistério e do silêncio
Um mistério permanente , a escalada reticente...
(melodia de Luiz Millan)
Coletânea de Letras Musicais
388
A PARCERIA
Procuro dentro de mim a melodia
Que prometi pra você
Pra que ela possa acolher sua poesia
E uma cantiga nascer
Acho que a música em mim se atrofia
Se me obrigo a compor
Ela germina e só floresce macia
Quando vem da dor ou do amor
Devo plantar a semente
Soltá-la no ventre da criação
E aguardar pacientemente
O milagre da germinação
Para cuidar desse ninho
É preciso carinho, suor e emoção
Serenidade pra ver nota a nota
Nascer uma composição
Então façamos assim a parceria
Dessa primeira canção
Obedecendo as regras de uma harmonia
Que venha do coração
Uma pitada de humor e de magia
Ritmos, timbres e tons
Hão de fazer bonita e forte, a nossa cria
Pra comemorar os nossos dons
Uma cantiga de amor e simpatia
Pra felicitar os corações
Letristas em Cena
389
TÃO NATURAL
Mas, meu amigo,
Se nossos olhos se descobriram
Se perceberam
E se não podem mais deixar de se mirar
É porque tudo corre direito, tudo normal:
-Existe atrás de nossos olhos
Aquela ânsia de querer um pouco mais
De saber mais, de conhecer mais o terreno
E se negamos
A nós mesmos este fato
É porque fomos ensinados a negá-lo
Só para ter, para obter o nosso passe
Prá se viver, se conviver em sociedade
Mas às metades
Mas aos pedaços
Mas, meu amigo,
Se nossos corpos se descobrirem,
Se vasculharem,
E não ficarem tão somente a se mirar,
É o sentimento, dentro do peito,
Tão natural,
Que existe atrás de nossos gestos,
O que nos leva a perceber o próprio corpo,
Se conhecendo
Se descobrindo num corpo igual
E se negamos
A nós mesmos este fato,
É só porque nos ensinaram a negar...
Coletânea de Letras Musicais
390
UM ABRAÇO
Isto são traços, bagaços da nossa civilização
O velho abraço está se tornando um outro aperto
de mão
Assim, formalmente, do jeito que os russos se
beijam na boca
A gente se manda um abraço, mensagem cifrada,
palavra mais oca
-Um abraço!
Estando assim, tão perto de mim
Vai usar este seu cumprimento?
Mandar-me um abraço a menos de um passo
Não tem cabimento
Estando assim tão perto de mim
Vai adotar este procedimento?
Mandar-me “aquele abraço” estando a menos de
um passo
Não tem cabimento
Se você quiser/ Me cumprimentar
Estou bem aqui/ Não vou recusar
Dê logo esse passo/ Que falta pra dar
E me entregue esse abraço!Não tem cabimento!
Mas me entregue esse abraço! Pois não tem
cabimento!
Vê se entrega esse abraço! Que não tem cabimento!
-UM ABRAÇO!
(melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
391
UM NEGRO NA MINHA CAMA...
Um negro dormindo na minha cama
Fazendo o repouso do guerreiro
Usou e abusou da sua mucama
E agora quer vê-la no terreiro
Quando ele me quer me diz que me ama
E que se embriaga com meu cheiro
Que eu sou tão bonita e sou sua dama
E me envolve com seu jeito tão faceiro
Me abraça por trás e já se derrama
E me aperta com o seu corpo inteiro
Seu hálito quente acende-me a chama
Do primeiro ao suspiro derradeiro
Um negro deitado na minha cama
Seu sexo, seu sal, seu suor, seu cheiro...
E seu corpo de ébano que me inflama
Ah! Eu quero este homem por inteiro!
Dou duro na vida, e nada é de graça
Dou sangue e suor nessa labuta
Mulher que não nega a sua raça
De regra, uma fera, de quebra uma puta
Mas se eu mostro as garras, ele se espanta
E eu, que sou a fêmea em constante cio
Me entrego pro cara, me faço de tonta
E obedecer é o meu desafio
De dia ele diz que o dever lhe chama
É à noite que surge o batuqueiro
Eu, toda orgulhosa de sua fama
Coletânea de Letras Musicais
392
Meu homem, um tipo bem brasileiro
Eu faço de conta que entro na trama
E que ele me tem em cativeiro.
Mas quem determina na hora da cama
Sou eu, e ele é só meu prisioneiro
Dou duro na vida, e nada é de graça
Dou sangue e suor nessa labuta
Mulher que não nega a sua raça
De regra, uma fera, às vezes a puta
Mas se eu mostro as garras, ele se espanta
E eu, que sou a fêmea em constante cio
Me entrego pro cara, me faço de tonta
Pois vivo à mercê deste amor vadio
Deste amor vadio...
(melodia de Iso Fischer)
Letristas em Cena
393
I. MALFOREA
Blues do covarde
Luar do Pontal
2012, Miopia
394
396
398
Coletânea de Letras Musicais
394
BLUES DO COVARDE
Vou contar a minha história
Pra ver você chorar
Me chamam de covarde
Mas vou me justificar
É que eu não posso
Eu não consigo
Sair desse caminho tão errado,
Me livrar desse conflito
Sou tão fraco, imagine
Que detesto a fraqueza
Por isso eu não resisto:
Piso em quem é indefeso
Então eu canto meu blues
Pra me justificar
Eu sei que ser assim é complicado
Mas nunca tentei mudar
Na batalha que é a minha vida
Só pra metaforizar
Eu sou o cavaleiro que não sabe duelar
Por isso eu canto este blues
Pra me justificar
Eu sei que ser assim é complicado
Mas não consigo mudar
Se a estrada é muito longa
Eu não quero me cansar
Então subo nas costas
Daquele que quer andar
Letristas em Cena
395
Enquanto canto meu blues
Que é pra me inocentar
Não ligo se só convenço a mim mesmo
O importante é ganhar
Essa então é a minha história
Foi difícil de contar
É que eu nunca penso nisso
Mas o problema está lá
Então eu canto meu blues
Pra me justificar
A poeira está debaixo do tapete
E é melhor que fique lá
Mas o que eu quero
Tudo o que eu quero
É chegar lá
Coletânea de Letras Musicais
396
LUAR DO PONTAL
Baby, quero lhe falar
Se isso tudo for um sonho
Não me deixe acordar
Baby, quando amanhecer
Se tudo quiser voltar ao normal
Não deixe isso acontecer
Eu cansei da minha rotina
Eu cansei de ser mais um
Eu só tenho uma vida
E não vou perdê-la pra qualquer um
Baby, olhe pro céu
Há tanta estrela no Universo
A vida não é tão cruel
Veja, preste atenção
Todo dia a vida lhe diz sim
E você sempre diz não
Nunca deixe que eu me esqueça
Do valor que a vida tem
O que chamam de riqueza
Nunca valeu nada e nem ninguém
Baby, entre no trem
Que quem entra nunca sabe
Pra onde vai nem de onde vem
Veja, já vai partir
Letristas em Cena
397
Quando você for voltar
Eu quero ver você sorrir
Só sei que não sei de nada
Talvez nunca vá saber
Mas se estou nessa estrada
É porque há alguma coisa a acontecer
Coletânea de Letras Musicais
398
2012, MIOPIA
Eu vejo
Que tudo está no fim
O que não era bom já piorou
E o bom agora é ruim
Desejo
É fugir daqui
Eu não quero nem escutar
Quando essa bomba explodir
A polícia em greve
Não temos saúde
Trancados em casa
Sem ter quem nos ajude
E então se segure:
A bolsa caiu!
O mundo acabando e só se
fala em Big Brother Brasil
Dinheiro
Não há por aqui
E como pode o fruto
do nosso trabalho
Assim, do nada, sumir?
Televisão
Ou mundo real?
"Não tenha medo de
sair de casa
Quando for carnaval!"
Letristas em Cena
399
O prédio caiu,
O rio transbordou
Na terra do frio
Se morre de calor
As tropas nas ruas
Com escudo e fuzil
O mundo pega fogo e só
se fala em Big Brother Brasil
Inundação
Em reserva ambiental
Se é certo ou errado ninguém sabe,
Mas isso é tão banal...
E vamos queimar
Mais mendigos e animais
Diante dos mais fracos
Mostramos o quão somos racionais
Deixa pra lá
Pra que se aborrecer?
Pensar no presente
Que é o que dá pra ver
O futuro é pros outros,
Não é do meu feitio
Agora silêncio,
No jornal tem Big Brother Brasil
Corrupção
Em tempo integral
O sujo apontando o não lavado
Coletânea de Letras Musicais
400
Assim, na cara de pau
Tapeação
Com TV e futebol
É pão-e-circo sem pão
E tanto faz o canal
Pra que educar?
Pra que proteger?
Se temos beleza
Pra todo inglês ver
E o povo que espere
Na ponte que partiu
E pra descontrair
Vamos falar de Big Brother Brasil
O mundo pega fogo e só se fala em
Big Brother Brasil
O mundo se acabando e só se fala em Big Brother
Brasil
O mundo é um Big Brother Brasil
Letristas em Cena
401
JULIO CÉSAR NASCIMENTO
Abrigo
A estrada
Amor pra vida inteira
Fica do meu lado
Mariana
É verão
Você só me liga agora
403
404
405
407
408
409
410
Coletânea de Letras Musicais
402
Letristas em Cena
403
ABRIGO
Todo amor precisa de um abrigo,
De um endereço certo pra ficar
Certas emoções têm seus perigos,
Quando o amor se muda de lugar.
No caminho encontrei você
Tardes lindas ao mar
Um sorriso a me confessar,
Que teu peito é meu lar.
Ah! Neste abrigo o amor da gente se completa
O futuro faz presente sem ter pressa
Do tempo passar e voltar...
A felicidade fez minha cabeça
Coração pulsando forte e a certeza
De sempre sonhar, mas sempre ficar,
E sempre sonhar.
Coletânea de Letras Musicais
404
A ESTRADA
Olho a estrada que se vai,
Onde a natureza se perdeu
Quero uma flor lá da montanha,
Ter meu destino todo verde
Molha terra a chuva, deixa cheiro
Longo vento puro, verdadeiro.
E uma vontade de chegar
E ver meu mundo tão de perto
A fazenda esta lá,
E o rio não para e vai,
Como eu.
O meu amor lá está
E a chuva a me acompanhar,
De pés no chão.
Letristas em Cena
405
AMOR PRA VIDA INTEIRA
Perco os dias
Perco as horas
Vejo cores flutuar.
Nos teus braços
Adormeço
Minha vida, repousar.
Eu sei,
Quanta alegria existe em nos dois
Além,
De eternamente ser feliz sem pensar
E se entregar.
Deixo acontecer
Este amor pra vida inteira,
Deixo acontecer
Todo dia um lindo dia,
Deixo acontecer
Este é o nosso momento de se doar
E ser feliz.
Vou contigo
Nesta estrada
Não importa onde vai dar
Vou sorrindo, vou sem medo
Que o destino é amar
Eu sei,
Quanta alegria existe em nos dois
Além,
Coletânea de Letras Musicais
406
De eternamente ser feliz sem pensar
E se entregar...
Deixo acontecer
Este amor pra vida inteira,
Deixo acontecer
Todo dia um lindo dia,
Deixo acontecer
Este é o nosso momento de se doar
E ser feliz.
Letristas em Cena
407
FICA DO MEU LADO
Já me perdi no teu olhar
Mas desejar não faz te ter
Quero te aprender, no total
Ser tua vida meu bem querer
Eu já tentei te apagar
Mas o teu brilho e luz demais
E todo tempo eu tento te explicar
Que em meus braços é teu lugar
Vem depressa
Vem ser amado
Da tua mão segue o meu viver.
Cola em mim fica do meu lado
Este amor vai nos proteger
Vem depressa
Vem ser amado
Dá tua mão, segue o meu viver.
Cola em mim fica do meu lado
Neste amor só eu e você...
Coletânea de Letras Musicais
408
MARIANA
Manhã...
De primavera,
Cheiro de inverno “inda” no ar.
Orvalho...
Seu sorriso,
Frescor de liberdade total...
Mariana...
Garota, do campo,
Natural.
Boca, cabelos, vestidos...
Mariana...
Mulher pra viver
Mulher pra amar
Mulher pra sofrer e não chorar
Mariana...
Princesa, Baronesa,
Senhora dos meus sonhos.
Letristas em Cena
409
É VERÃO
É verão,
As ondas soltas no mar,
A brisa leve a soprar,
O amor a novos momentos.
É verão,
E o dia se encheu de cor,
A vida com mais sabor,
Paixões revelam segredos.
Transpirando alegria
Neste clima quero te encontrar
Mergulhar na louca fantasia
De se apaixonar...
No calor desta cidade
É tão simples tudo se acender
Reviver toda felicidade
Junto com você...
E verão
É tempo de se gostar
Do coração se entregar
A um sonho de amar...
Coletânea de Letras Musicais
410
VOCÊ SÓ ME LIGA AGORA
Escuta meu amor
Agora “ta” tudo bem
Milhares de estrelas desprenderam do céu
Naquele momento do adeus
Eu não pensei em desistir
Você me fez acreditar
Juro foi difícil ver o tempo passar
E abandonar os planos também...
Você só me liga agora
E eu já tentando te esquecer
Brincar com um sentimento
É um risco demais faz sofrer faz doer
Você só me liga agora
E eu já tentando te esquecer
A vida tem mil momentos
Agora meu bem tem que ser pra valer.
Letristas em Cena
411
KÁTYA CHAMMA
Chinatown
Cinemascope
Corsário
Indomável
Máscara de luz
Olhos de neon
Poeira de vidro
Um rock
Verdades & mentiras
Zarabatana
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414
415
416
417
418
419
420
421
422
Coletânea de Letras Musicais
412
Letristas em Cena
413
CHINATOWN
Já que a noite disfarça mas não passa
e o tempo escorre lentamente...
o teu rosto - tatuagem na vidraça
- os olhos mentem no planalto central -
eu adivinho, quase...
Um par de taças na escuridão,
cenário azul de cartão postal;
tempo futuro,
passos no escuro...
teu rosto em Chinatown.
Um par de taças na escuridão,
cenário azul de cartão postal;
o som me abraça,
luz na vidraça.
Teu rosto...
Coletânea de Letras Musicais
414
CINEMASCOPE
Me dê saídas,
como acontece no cinema...
Me dê saídas pra pensar
ter valido a pena...
Já que o tempo inevitável
vem queimando pelo céu,
lave a lança em cicuta e mel...
Deixa tudo como está
- num golpe seco e fatal -
sem cobrar as contas do final...
Deixa sobrar nesse arrastão
nossa imaginação...
E se não der pra exorcizar,
me deixa histórias pra contar...
(Me deixa ao menos...)
(Me deixa ao menos...)
Me deixa histórias pra contar...
Letristas em Cena
415
CORSÁRIO
Desarmo o lastro.
O vento da estação
conduz o leme;
o rastro treme...
Corsário.
Tingi de névoa
o barco que me leva;
iremos sós.
Corsário.
Talvez,
na sombra da estação,
o sol renasça.
Talvez, num porto a descobrir,
a névoa cesse...
Talvez, no descompasso da manhã
devassa,
um novo rumo
recomece...
Zarpar - luz da alma a se arremessar.
Cadência.
Tanta insensatez no querer ficar...
Coletânea de Letras Musicais
416
INDOMÁVEL
Devagar, no reconhecer da estrada...
Devagar, como o tempo e a criação...
Todo corpo que arrisca a madrugada
sabe o laço, o espaço e a intenção...
Um caso,
um sorrir do acaso
e o melhor há de vir
no rastro do inevitável
- Souvenir -
Vem, que eu mostro o porquê;
vem no gosto
do insuspeitável...
Delirar de prazer
vence a fúria de ser
e domar...
Vem, que eu mostro o porquê;
vem no gosto
do insuspeitável...
Delirar de prazer
vence a fúria de ser
indomável.
Letristas em Cena
417
MÁSCARA DE LUZ
Máscara de luz,
é só pra você que eu canto
um blues,
vício destorcido
como um pó
destilado a frio.
Máscara...
Máscara de luz,
fio de esperança marginal,
sal que corta a pele,
dom, cristal
embaçado.
Máscara...
Gueto que esconde
minha alma,
mostra a calma de vitrine,
lava as mãos,
aceita o crime:
traição.
Máscara de luz,
quebra essa vidraça
e me seduz!
Rasga a capa, esgarça o véu,
insista,
que a alma é de artista.
Coletânea de Letras Musicais
418
OLHOS DE NEON
Uma vez, uma voz, uma imagem.
Tão veloz a miragem: aquarela.
Uma vez... e no rosto, e na tez,
a tela.
A boca, mentindo um batom,
moldura carmim num sorriso de mar.
Um tom, uma luz, um Monet, Renoir,
nuns olhos, assim, de neon.
Traço em giz:
inspiração, pintura, matiz...
sensação delineada à vera.
Traço em giz:
inspiração, pintura, matiz...
perfeição que não se sabe bela.
Letristas em Cena
419
POEIRA DE VIDRO
A tua verdade é vidro moído
esparramado pelo chão do tempo...
Partiu tantas vezes,
feriu tantas vezes,
poeira nos olhos
embaçando o caminho,
poeira de vidro espalhada no vento...
A tua verdade já quebrou tantas vezes
em estilhaços,
corrompendo os sentidos;
tantos pedaços,
tantos feridos,
poeira de vidro,
já não dá pra colar.
... e desmanchou,
descoloriu;
pulverizou, volatizou,
fugiu...
Lembra da estória...
guarda a memória...
e até o fim, assim...
A tua verdade é vidro moído
esparramado pelo chão do tempo...
Coletânea de Letras Musicais
420
UM ROCK
Teu perfume invade a sala,
entorpecendo esse universo;
teu sorriso por um verso...
teu sorriso - uma senzala.
Teu perfume invade e arde
feito chama cristalina
que se lança beduína...
que se lança pela tarde.
Como o silêncio velado
se esbalda em cumplicidade,
meu sonho corta a cidade...
meu sonho corta o pecado.
O teu perfume confessa
o meu pecado primeiro:
o riso já costumeiro...
e o riso foge depressa.
Letristas em Cena
421
VERDADES & MENTIRAS
As luzes se acendem:
nada a fazer e você
pode o que quiser...
Verdade / mentira:
todo prazer pode ser
mas também não é...
Eu avisei você,
eu avisei você...
Eu avisei, você não ouviu...
Se todo sonho promete,
quantos mais virão?
Um grande amor é pra sempre...
ou não?
Um vão no caminho,
um olhar mais fugaz,
se muda o destino
e não dá prá saber
se o chão que se pisa
é pouco ou demais...
Eu avisei você,
eu avisei você...
Eu avisei, você não ouviu...
Coletânea de Letras Musicais
422
ZARABATANA
Você persiste no meu peito,
dardo de zarabatana
que um índio imaginário e só
cravou no meu destino.
Você me dói
a vida inteira
nesse açoite bárbaro;
um ritual
canibal
observando a caça.
Você, trapaça do caminho,
agarrado, assim, no meu destino dividido,
no surto ensandecido desse amor,
no surto endoidecido desse amor perdido,
no surto ensandecido desse amor perdido,
traiçoeiro e só.
Zarabatana.
Letristas em Cena
423
LUIZ ANTÔNIO BERGONSO
Mensageiros do Senhor
Meu velho e querido imigrante
Rumo à liberdade
Sonhos e realidades
425
426
428
430
Coletânea de Letras Musicais
424
Letristas em Cena
425
MENSAGEIROS DO SENHOR
Surgimos como pássaros no céu
Pousamos dentro do teu coração
Levando a mensagem do Senhor
Mensagem de vida e salvação.
Com fé, muito amor e esperança
Seguimos os caminhos a sorrir
Fazendo de nossa vida uma oração
Com Cristo nosso amigo, nosso irmão.
Procuramos trazer à luz,
A ovelha que nas trevas se perdeu
Nossa arma é a Cruz
Nosso mestre é Jesus.
Nossa missão é compreender
E penetrar na multidão,
Por isso, nos preparamos
Vamos à frente na pregação.
Autor: Luiz Antonio Bergonso /
Júlio Fernando Dolinski
Música: Luiz Antonio Bergonso /
Júlio Fernando Dolinski
Coletânea de Letras Musicais
426
MEU VELHO E QUERIDO IMIGRANTE
Meu velho, barbas brancas
Olhar sereno, a me contar
Estórias tão bonitas
Do seu longo caminhar
A vida no passado
Tão difícil de enfrentar
Na luta tão sofrida
Do imigrante a chegar.
Braços fortes, desbravadores
Fez da terra seu árduo pão
Em sua voz desembaraçada
Partilhou seu coração.
Se doou à natureza
E plantou na imensidão,
O amor, a paz e a esperança,
Regado sempre em seu chão.
Meu velho, cabelos brancos,
Olhar alegre, a me falar
Das muitas travessuras
Do menino matreiro a relutar.
Crescendo com o tempo
A História consagrou
A vitória de toda uma existência
Que a morte levou.
Letristas em Cena
427
E, assim, o teu silêncio
Calou no coração
Da história bem vivida
Partilhada sempre no pão
Coletânea de Letras Musicais
428
RUMO À LIBERDADE
Ao que parece o outono já chegou
E a primavera desta vida se passou
As folhas caem desta árvore
Arcada pelo tempo
Onde tento ainda me alcançar.
As nuvens cobrem as estrelas e a lua
A brisa nua se repele ao soprar
O céu parece estraçalhado
Mas Contigo ao meu lado
Vou rumando ao infinito a me encontrar
Quero seguir pela estrada
Em um campo aberto
Com a espada e, certo
De um grito de guerra
Me libertar do egoísmo e da escuridão
Nesta vida que me cerca de frustração.
Minha alegria é quando Contigo estou
Minh'alma vazia, mas repleta de amor
Contemplo no alto este canto
Silencioso e suave
Como uma ave que traz brandura no voar.
Quero seguir pela estrada
Em um campo aberto
Com a espada e, certo,
Letristas em Cena
429
De um grito de guerra
Me libertar do egoísmo e da escuridão
Nesta vida que me cerca de frustração.
Coletânea de Letras Musicais
430
SONHOS E REALIDADES
Queria ser Teu véu de lágrimas,
Queria ver Tua face oculta,
Queria ter Tua mão divina
Sobre minha face ensanguentada.
Olhando profundo tanta miséria,
O mundo vivendo tanta ilusão,
Pisada pela estupidez dos homens,
Sofrendo muito a flagelação.
Vivo neste mundo incoerente,
onde há muita desunião e dor.
Da miséria e dor que unem muita gente,
Acredito na força do amor.
A vida inteira navegando
Neste mar de ilusões,
Vedam-nos os olhos e nos maltratam,
Vestem-nos o tampo da sedução
Quando me vejo, assim, perdido,
Vagando sem destino na escuridão,
O céu me reveste de esperança,
Tua luz me dá paz e mansidão.
Grito o Teu nome no infinito
Tua força faz-me mais forte lutar.
Sonho com a paz que abriga a gente,
Que faz todos juntos caminhar.
Música: Luiz Antonio Bergonso
Letristas em Cena
431
LUIZ MENESTREL
Ataque cardíaco
Canção pra minha amada
Clarita
Coração partido
Corpo sagrado
Deliciosamente perigosa
Doce canção
Estrela dourada
Minino atulemado
Profundo é o amor que tenho por dentro
Sou um homem sem alma
Triste palhaço
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Coletânea de Letras Musicais
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Letristas em Cena
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ATAQUE CARDÍACO
Você suspira com emoção
Flores nascem no seu coração
Brotam vermelhas sem nenhum pudor
É a paixão tendo um ataque cardíaco de amor.
Rasgo sua roupa lhe cubro de beijos
Toco com amor no seu mais íntimo desejo
Gravo no seu corpo lembranças imortais
E na sua alma o meu nome minhas digitais.
Sou ventania você vendaval
Nossa paixão é um temporal
Na hora certa somos tempestade (refrão)
Depois é paz serenidade.
Quem faz amor gera alegria
Mas quem não ama a vida é vazia
Me abraça me beija me alucina
Senão o amor morre vira rotina.
Coletânea de Letras Musicais
434
CANÇÃO PRA MINHA AMADA
Você é um sol nascente
Seduzindo a madrugada
Como criança inocente
Em paz a manhã desperta
Nos braços da minha amada.
A luz que beira o rio
Despindo em sua margem
A beleza das suas águas
Lavando a areia
Mas deixando suas pegadas.
Você é o perfume da flor
Que o pássaro respira
E guarda em suas asas
Seguindo a cantiga do vento
Cantando pelas matas.
Oh minha amada
Mas que prazer
A primavera quer lhe conhecer (refrão)
Doce saudade minha vontade
A razão da minha vida é amar ocê.
Letristas em Cena
435
CLARITA
Eu conheci
Uma trapezista de circo
Lá no norte
Quando fui pra's banda de lá
Ela dizia chamar-se Clarita
E gostava de bar.
Tomava cachaça, jogava capoeira
Tocava pandeiro, violão e tamborim
Saía com todos os homens
Mas não amava nenhum
Trazia tatuado no braço
Um coração vermelho
Partido ao meio
Sem nome sem endereço
Um mistério sem fim.
Ninguém conhecia o seu passado
Que o presente teimava em acalentar.
Numa noite escura
Sem lua e sem estrela
Arquibancada lotada
Sapateiro a banqueiro
Advogado a professor
Filho de branco rico
Filho de preto pobre
Na multidão ela viu seu olhar.
Coletânea de Letras Musicais
436
A paixão fez seu coração arder. (BIS)
Um salto no vazio
Um prelúdio de morte no ar
Suas mãos distantes (refrão)
Não precisam me segurar
Caiu como leve pluma no chão uma flor
E no céu uma estrela se acendeu.
Letristas em Cena
437
CORAÇÃO PARTIDO
Já travei batalhas pra te esquecer
Lutei contra o mundo sem saber
Que amor não correspondido
Mata mas não te deixa morrer.
Você sangra sem parar
Cria asas aprende a voar
Fica preso na esperança
Que um dia ela vai te amar.
Coração partido é mesmo assim
Sonha e sofre sem fim
Realiza o impossível
Morto vive dentro de mim.
Amor não correspondido
É como faca amolada
Rasga o peito de quem ama (refrão)
Sangra até a alma.
Coletânea de Letras Musicais
438
CORPO SAGRADO
Vi no seu corpo nu uma guerra santa
Sagrado é seu amor e suas pernas profanas
Com minha paixão profundamente em chamas
Mergulhei fundo na sua cama.
Molhei seus campos secos e minados
Despertei vulcões no seu corpo sagrado
Lhe ofertei a paz bebi o seu pranto
Matei a sua dor porque te amo.
Beijei sua boca doçura rara
Tocar sua nudez sempre me acalma
Vou rezar esse amor profano na sua cama
Até sentir que sua alma também me ama.
Quero seu corpo sagrado vem me abençoar
É no seu pecado que vou me salvar
Quero me perder dentro de você (refrão)
E na luz desse amor me encontrar.
Letristas em Cena
439
DELICIOSAMENTE PERIGOSA
As nossas lembranças morreram sem nenhuma dor
Arranquei os medos do meu coração
Já não sinto mais sua falta adeus
O rock’nroll iluminou minha escuridão.
Desenho e pinto os meus sonhos mais impossíveis
Com as cores profundas do abismo
Nas asas das borboletas sigo o céu
Baby eu sei azul é o paraíso.
Eu quero arco-íris e muito mais
Tudo o que eu puder levar dentro de mim
Canções de fogo orgasmos múltiplos
Voar entre anjos e querubins.
Eu canto rock’nroll
Em poesia e em prosa
Agora você chora e diz que sou (refrão)
Uma mulher deliciosamente perigosa.
Coletânea de Letras Musicais
440
DOCE CANÇÃO
Fiz uma música doce
Cantei você no meu violão
Seu corpo é meu poema
Seu olhar minha canção.
Olhos de jabuticaba
Boca de ameixa
Morena carmim
Suor de cereja doce guloseima
Pele de quindim.
Corpo açucarado
Dois melões dourados
Coxas de alfenins
Pele de framboesa a sua flor cheira
A perfume de jasmim.
Cabelos cor da noite
Seu rebolado é uma canção (refrão)
A sua lua cheia morena
Tem a cor e a forma do meu violão.
Letristas em Cena
441
ESTRELA DOURADA
Hoje eu vi uma estrela dourada
Como uma rosa apaixonada
Perfumando o céu de madrugada.
Meu coração é um jardim que reza
Por uma Rosa que viveu aqui na terra
Sou um infeliz jardineiro
Um triste poeta.
Chora minha estrela dourada
As flores se perfumam com suas lágrimas
Rosa morreu de madrugada.
Canto para sempre o nosso amor
A canção rompe o silêncio
Pede passagem a minha dor.
Hoje eu sei que o céu também chora
Que o amor sempre brota
Está chovendo pétalas de Rosa.
Meu coração é um deserto inteiro
Rosa morreu secando meu peito (refrão)
Sou um triste poeta
Infeliz jardineiro.
Coletânea de Letras Musicais
442
MININO ATULEMADO
No meu tempo de minino
O saco de farinha era meu calção
Não tinha sandaiá pra calçá
Era peito nu e pé no chão.
Um dia na casa da minha tia
Chegô uma minina da cidade
Os pai dela vei comprá as terra
Erança que tio Miguel tinha deixado.
Quando ela mi oiô e sorriu
Mudei inté di cô quase caí nu chão
Mais bunita qui flô do campo
Coisa mais linda nunca vi não.
Parecia santa di novena
Esse dia nunca vô isquecê
Toda ora ficava oiando pra istrada
Esperando ela parecê.
Quando a buzina do carro tocava
Eu largava a inxada e corria
Meu coração saía em disparada
Só pra vê ela decê.
Minha mãe me pegava pelas oreia e dizia:
minino atulemado minino atulemado
Parece qui tá doido minino atulemado
Qui tá contecendo minino atulemado.
Letristas em Cena
443
Pegue a inxada e vá trabaiá
Pru mode tê o qui comê
Vamu aproveitá a chuva qui Deus mandô
Se não o feijão pode morrê.
Meu pai já cansado mi chamava
João avia home vem mi ajudá
E eu ficava era parado querendo avuá
Intão ele me gritava.
Minino atulemado minino atulemado
Parece qui tá broco minino atulemado
Acorda minino atulemado cê parece qui ta doido
minino atulemado.
Inda vô aprendê lê e iscrevê
Vô istudá pra sê dotô
Vô sê bem rico morá lá na cidade
Vô mi casá com meu amô.
Hoje já to home feito
Faz uns dez ano qui ela não aparece
E eu fico andando pela istrada
Ouvindo a buzina do seu carro.
Meu pai me pega pelo braço e mi abraça
Minha mãe chorando vem e mi beija
Meu fi ocê é pobre e ela é rica qui se há de fazê
Pare de sofrê nois também ama ocê.
Meu minino atulemado.
Coletânea de Letras Musicais
444
PROFUNDO É O AMOR QUE TENHO POR
DENTRO
Saio na procissão noturna
Onde todo mundo tenta se esconder
Mas no fundo mesmo é o que aparenta
Multidões em romaria em busca de prazer.
Cadê os colibris e as borboletas
Acho que fugiram pra um jardim distante
O mundo do concreto tomou o lugar do céu
O vazio eterno é constante.
Meu coração tem febre alta
Queimaram todas as estrelas
Como matar bichos e flores
Picharam de escuro a natureza.
O que fazer com essa dor
O que será do meu amor. (refrão)
Meu sentimento se espalha
Feroz e suave como o vento
Vivo embriagado de inocência
Profundo é o amor que tenho por dentro.
Letristas em Cena
445
SOU UM HOMEM SEM ALMA
Ando pelo mundo numa busca louca apaixonada
Preciso colher uma rosa para minha amada
Mas só encontro rosas torturadas
Veladas no cimento por uma saudade amarga.
Talhadas na pedra leio frases doloridas douradas
No branco mármore qual crianças abandonadas
Palavras são sementes vivas cantá-las
Germinam no tempo nem a morte consegue matá-las.
Nesta minha busca louca inefável
Contemplo um menino cantor
Deitado num sonho místico
Uma mistura de anjo e dor.
Plantada na terra uma cruz de aço
Pousado nela um beija-flor
Chorando a morte das rosas
Denunciando a falta de amor.
O amor é só uma palavra
As rosas estão mortas (refrão)
Sou um homem sem alma.
Coletânea de Letras Musicais
446
TRISTE PALHAÇO
Eu sou um palhaço da vida
Porque te amei demais
Hoje vivo bêbado nas ruas
Dormindo sobre os jornais.
Vejo luzes piscando
Você jogando-me um beijo
Na primeira fila mas é só um sonho
As estrelas é que iluminam meu picadeiro.
Nunca mais eu fui ao circo
Minha roupa de palhaço rasguei
Meus olhos lavaram minha maquiagem
De saudade de você eu chorei.
No espelho do camarim
O seu retrato de adeus dizia
Que mentir fingir amar alguém
Era a maior covardia.
Hoje já não uso fantasia
Mas sem você minha querida (refrão)
Sou um triste palhaço da vida.
Letristas em Cena
447
MARCELO SALVO
Corpos unidos
Juntos
Mãos
Sonhos
449
450
451
452
Coletânea de Letras Musicais
448
Letristas em Cena
449
CORPOS UNIDOS
Corpos unidos
Quentes, famintos
Corpo no mesmo lugar
Corpo vulgar
Corpo de gente
Amando, doente
Corpos espertos
Amantes discretos
Corpos brilhantes
Por alguns instantes
Cúmplices da lua
Beleza nua
Corpos delirantes
Desejos falantes
Amigos pra sempre
Dúvida crescente
Corpos que buscam
Respostas
Corpos que viram
As costas
Corpos livres
Corpos soltos
Corpos felizes
Corpos loucos
Coletânea de Letras Musicais
450
JUNTOS
Nas suas respostas percebo seu humor
No seu rosto vejo sua alegria
No seu andar as suas dores
E nas suas palavras, seu amor
Algumas atitudes reprimidas
Sonhos ocultos e presos
Sorrisos contidos
E verdades escondidas
O que não conseguimos ver
Podem ser lágrimas represadas
Sofrimentos vividos
E momentos que deixaram de ser
Só nos resta amar
Para esquecer o que já passou
Sorrir para iluminar nosso caminhar
E brincar para libertar a dor
Letristas em Cena
451
MÃOS
Mãos que se afastam
Mãos que se separam
Que se entrelaçam
Que se afagam
Mãos que se apertam
E se expressam
Pelo toque, pelo cheiro
Pelo corpo inteiro
Mãos forte que seguram
À vontade, o desejo
Mãos fracas que deixam ir
Medo de desistir
Mãos lisas, marcadas
Carinhos de pessoas amadas
Mãos que julgam
Que pedem e que rezam
Mãos de afeto
Mãos que abanam
Que se enganam
Mãos do adeus
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452
SONHOS
Sonho de viver
Sonho com você
Sonho de te ver
Assim vivemos sonhando
Sonho de vencer
De querer
Um sonho de jamais perder
Um sonho sonhado
De ser amado
Um sonho deixado
Eternizado...
A vida é feita de sonhos
Abandonados
Realizados
Sonhos sempre sonhados
Letristas em Cena
453
MARCELO SECCO
Amor, arte e você
A Esphera e o Triângulo Chapado
Estrada da vida
Favela
Marias
O resto da minha vida começa agora
Passado, presente e futuro
Um pequeno mamute
Um tributo à música
Viagem estelar
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Coletânea de Letras Musicais
454
Letristas em Cena
455
AMOR, ARTE E VOCÊ
Arte é tudo que um dia eu quis, me faz feliz
Amor é forte sentimento que ilumina a vida inteira
Você na minha frente diz o que eu quero ouvir:
- Tudo está certo meu amor, sinto o teu corpo, quero
seu calor
Amar - te quero como o trovejar, como se fosse acabar
Estou feliz demais
Vem me abraçar
Deixe o que ficou pra trás
E vem me amar
Coletânea de Letras Musicais
456
A ESPHERA E O TRIÂNGULO CHAPADO
Esphera é das formas a mais bela
Sem defeitos aparentes, és perfeita pra quem vê
Sublime, rara beleza de pura harmonia
Um poeta falaria, és mais bela que o amor
Do nada apareceu um polígono sem igual
Com três lados, fazendo um carnaval
E foi quando a Esphera entregou
O seu coração ao Triângulo Chapado
A Esphera e o Triângulo Chapado
Vamos embolar na embolada da Esphera, que é o
nosso planeta Terra, nele você se criou
Triângulo Chapado é você, que conquista e depois
de um tempo não dá mais valor
O gira-mundo, gira-bola, gira-terra, gira-esfera é a
era de a gente preservar.
Nosso planeta que do jeito que está indo, ele pode,
que pode, que pode um dia acabar
A Esphera e o Triângulo Chapado
Letristas em Cena
457
ESTRADA DA VIDA
A chuva já passou e eu já posso começar
A andar pela estrada e a tudo em volta olhar
Vou andando, comentando tudo que estou olhando
Vou andando e pensando tantas pessoas se lamentando
E outras cantando e outras amando e outras chorando
E eu vou cantando, vou cantando pra você
E você vai escutar tudo que eu tenho para falar
Então vou começar:
Vou começar falando do que eu vejo na televisão
Miséria, riqueza, morte e falta de alimentação.
Aliás, falta é o que mais tem, falta educação, falta
consideração, falta coração.
Alimentação eu já falei, mas falo novamente, para ver se
alguém escuta.
E se as autoridades escutarem vou ficar muito feliz
Vou saber que hoje uma coisa muito boa eu fiz
Enquanto isso eu estava em frente a uma loja de
eletrodomésticos. Olhei para a porta e vi
uma senhora adentrando, aparentando uns setenta anos.
Fui atrás para ver o que ia acontecer. O vendedor dela se
aproximou. Ouvi ela falar que não aguentava esfregar
roupas, todo dia sem parar, e estava para comprar uma
máquina de lavar. O vendedor disse para ela esquecer.
Neste exato momento entrou um senhor muito bem
vestido e muito distinto
O vendedor aos seus pés ajoelhou e perguntou:
- O que deseja doutor!
Coletânea de Letras Musicais
458
Enquanto isso a velhinha ainda falava, mas o vendedor lá
não mais estava.
Ela se tocou e da loja saiu e mandou o vendedor para puta
que o pariu!
Vi que ela ficou nervosa e fui com ela conversar
Logo ficamos amigos, e fomos passear.
Saímos juntos conversando, conversando pra valer sem
nem imaginar o que ia acontecer.
Ela viu um garotinho sentado no chão e para ele estendeu
a mão.
Ele levantou e pegou a bolsa dela e saiu correndo.
- Mas que pilantra!
No segundo não tive reação, depois corri atrás para ver se
eu alcançava, mas tinha muita gente, nos camelôs eu
esbarrava. Então voltei para ver como ela estava.
Não passava muito bem e para o hospital eu a levei,
chegando lá não tinha vaga.
No corredor ela ficou e pegou infecção hospitalar.
Segundo dia ela morreu e eu perdi a minha amiga, conheci
sua família apenas no enterro.
Seu filho mais velho era um nobre empresário, que há dois
anos não via sua mãe.
Olhou para mim e veio conversar, mas eu não estava afim
e voltei para estrada pra pensar...
Estrada da vida
Estrada da vida
Letristas em Cena
459
Depois desta história da velhinha, achei que mais nada
feio assim eu iria encontrar, mas estava muito enganado,
não tardou a aparecer o pivete que levou a bolsa dela.
Não deixei que ele me visse, comecei a segui-lo, já não
estava mais com a bolsa, muito menos o dinheiro. Tinha
trocado por cola, por latas e latas de cola, por muita
cocaína,
pedrinhas de crack e muita maconha, ele ia fumar e cheirar
o dinheiro da velhinha.
Mas, espere ai, ele começou a correr, mas ele não me viu.
Olhe só, um cara grandão, com uma arma na mão,
correndo atrás dele, atravessou a rua correndo e uma
menina o atropelou com um carro do ano, ela não sabia o
que fazer então o cara grandão com uma arma na mão,
levou o carro e a menina, ainda o ouvi dizer:
- Ei garotinha cê é muito lindinha, vamo saí daqui antes
que chegue os gambé!
O pivete ficou estirado no chão, repetindo sempre a
mesma frase:
- Eu vou pagar mano, eu vou pagar, eu vou pagar mano,
mano eu vou pagar!
Ele não resistiu e morreu no caminho para o hospital.
Quanto à garota sequestrada, a tinha visto no velório da
velhinha.
Ela era filha de seu filho mais velho, o nobre empresário
que ficou dois anos sem ver a sua mãe.
Então fui com ele conversar, e toda história explicar,
realmente foi muita coincidência, eu estar ali naquele
momento.
Coletânea de Letras Musicais
460
Mas, o sequestrador não ligou pedindo resgate, o que se
diz é que a garotinha se apaixonou pelo seu sequestrador e
vice-versa. Ficaram muito tempo no mundo do crime.
Essa história me fez confuso e eu fui refletir na estrada da
vida
Estrada da vida
Estrada da vida
Eu fui assaltado caminhando na estrada, pelo casal 20 do
crime.
Passaram-se dois anos, e eles continuaram a todos
assaltando.
Ficaram famosos e controlando todos os grandes assaltos
da cidade, mas foram pegos numa tentativa de sequestro
ao presidente.
Na penitenciária ela conheceu a pobreza e ele morreu
numa rebelião.
Passaram-se mais anos e eu caminhando, na estrada da
vida. Ao meu lado uma mulher caminhando. Quando a
olhei era a neta da velhinha, que da cadeia tinha sido
libertada. Ficamos amigos, nos apaixonamos e casamos,
tivemos vários filhos e vivemos felizes para sempre.
Estrada da vida
Estrada da vida
Letristas em Cena
461
FAVELA
Estou aqui
Vejo a molecada brincando
Mulheres roupas lavando
Parece tudo normal
Se não fosse a indiferença da sociedade
Olhando tudo por cima
Falando do que não conhece
Do que não conhece
Estou na favela
A menina atravessa a pinguela
O garoto banguela chuta a bola furada
E grita gol. E grita gol
Pode ser muito feio
E ter coisas ruins
Mas também há belezas
E muito amor e esperança
Aqui tem felicidade, aqui tem felicidade,
aqui tem felicidade.
Se conhecer pode até falar mal, mas se não
conhecer é melhor se calar
Por que aqui tem coisas boas e ruins, mas em
todo lugar é assim
Até em famílias de classe média há coisas ruins,
que acontecem.
E eles não moram em favelas
Como é que você me explica isso, então?
Coletânea de Letras Musicais
462
Não é porque eu moro na favela que eu vou lhe
fazer mal
Eu posso não ter dinheiro, mas sou um cara normal.
Sou um trabalhador como você, tenho minha vida
para viver.
Minha filha Soninha tem dois anos e é a coisa
mais linda.
Letristas em Cena
463
MARIA (S)
Maria acorda e prepara o café da manhã
Clara chora ao ver seu filho andar
Joana diz que não vai mais amar
E amar é tudo que Pedro quer
Jackeline só quer ser feliz
Felicidade é tudo que João diz sentir ao ver seu pai
José trabalha até mais tarde e sem ter para onde ir
Vai para o bar e bebe, bebe.
Quando chega em sua casa leva a mão ao rosto e chora,
chora
Flora é o seu amor
Maria vai à venda do Augusto para comprar o almoço
O filho de Clara hoje vai ser se casar
Em apenas uma noite,
Pedro mostrou a Joana que amar é tudo, tudo, tudo
Jackeline se lembra da voz da sua mãe
Acalentando seu sono, acalentando seu sono
José trabalha até mais tarde e sem ter para onde ir
Vai para o bar e bebe, bebe até cair no chão
Mas Flora não gostava de José
Flora amava João
Flora não vai dar pé
Flora não tem solução
Eles são irmãos
José e João
João voltando pra casa encontra José
Coletânea de Letras Musicais
464
Os dois voltam juntos abraçados para o lar
Enquanto Maria os espera com seu jantar
Letristas em Cena
465
O RESTO DA MINHA VIDA COMEÇA AGORA
Não há nada que me faça ver além do que vejo
Isso faz com que eu sinta além do meu desejo
E sei, minha alma diz:
- Obrigado ao mar e ao seu olhar
E tudo que vi e tudo que vou ver
Mas agora, vou deitar um pouco para descansar
Acordar mais forte
Para poder cantar. Para poder sonhar, para poder sorrir,
para poder falar.
Tudo o que eu penso sobre a vida
Tudo o que eu penso sobre o amor
Tudo o que eu penso sobre a lágrima
Tudo o que eu penso sobre Deus, sobre o “Eu”, sobre nós
Não há mágica que faça retornar o que já foi
Isso faz com que eu sinta, além do meu cansaço
E sei, minha alma quer doar, sentir e ter amor
Hoje ao entardecer, refleti o que vai acontecer:
Vou viver, como se eu fosse mar, como se eu fosse o céu.
Como se eu fosse “Eu”!
O resto da minha vida começa agora!
Eu quero sempre mais, eu quero mais além, eu quero
sempre mais.
Além do mais, eu quero mais; e mais e mais, e mais!
Porque o resto da minha vida começa agora!
Coletânea de Letras Musicais
466
PASSADO, PRESENTE E FUTURO
A folha cai de algum lugar
É difícil explicar
Como eu cheguei aqui?
Como vim parar dentro de mim?
A folha cai de algum lugar
A natureza está ai
Para quem quiser observar
Para quem quiser explicação
A folha cai de algum lugar
E não sei se já fui rei
Ou um mero artesão
Procuro a árvore que deixei
Você não sabe de onde eu vim
Você não sabe para onde vou
A folha cai de algum lugar
Procuro a árvore que deixei
A música vem de algum lugar
De onde vem o som que eu cantei?
Todas as águas correm para o mar
Todos os rios refletem o luar
Procuro um alguém para me explicar
E este alguém vai me explicar sem palavras.
Letristas em Cena
467
UM PEQUENO MAMUTE
Em que ponto chegamos
Mais uma vez o futuro é obscuro
Palavras rasgaram o novo terno branco que comprei
E o horizonte está cento e oitenta graus com o que
estava antes
E o meu animalzinho de estimação é um pequeno
mamute
Tem um mamute correndo de lá pra cá na minha sala
E um dente - de - sabre na minha cama
To tocando blues em uma banda de funk
E um amigo meu dorme enquanto escrevo
Minha felicidade está triste
É a tristeza mais feliz da minha vida
Tem um mamute correndo de lá pra cá na minha sala
E um dente - de - sabre na minha cama
Deixa o ornitorrinco pular, deixa o ornitorrinco pular
Deixa o ornitorrinco pular, pule junto com ele faça seu
mundo balançar
E quem sabe, e quem sabe ri
E quem sabe, quem sabe de tudo não sabe de nada
Tem um mamute correndo de lá pra cá na minha sala
E um dente - de - sabre na minha cama
Coletânea de Letras Musicais
468
UM TRIBUTO A MÚSICA
Sou apaixonado pelo som
Das cordas do meu violão
Acordes em qualquer tom
Quero viver muito mais para ouvir
Muito som, muita música
E tudo que ela traz de bom
Para mim, para nós
Para todos que prestam atenção
E deixam se levar pela sensação de ouvir uma canção
Quero acordar e ver o raiar do Sol
Dizer que estou bem e muito feliz
Quero falar que música me faz muito bem
Estou me divertindo escrevendo essa canção
Em tudo que falei devo ter muita razão
Porque música é poesia em forma de som
Como a arquitetura é a poesia em construção
Como a pintura é a imagem da poesia
E juntas todas as artes é que rodam a polia
Que gira o planeta de noite e de dia
Agora sinta a minha melodia e tudo que ela traz de bom
Como Renato já dizia:
“- Ora se você quiser se divertir? Invente suas próprias
canções”
Estou me divertindo inventando a minhas
Para mim, para quem quiser ouvir eu vou cantar
Letristas em Cena
469
Eu vou cantar
Quero acordar e ver o raiar do Sol
Dizer que estou bem e muito feliz
Quero falar que música me faz muito bem.
Coletânea de Letras Musicais
470
VIAGEM ESTELAR
Para o cosmos vou partir
Girar em torno do Sol
A Terra é minha sala de estar
Na Lua vou dormir
Marte é o meu quintal
Em Mercúrio faço o varal
Em Saturno eu ponho as crianças para dormir
E acordam e não param de brincar com os anéis
Na Lua vou dormir
Pego a minha caderneta
Desenho todo o sistema solar
Terra e universo giram no mesmo compasso
Olho para o céu e vejo o mundo vendo todo mundo
Eu vejo todo mundo vendo o mundo
Mundo é universo e tudo está ali para todo mundo ver.
Letristas em Cena
471
MARCOS ANTONIO PASSARELLI
Paraíso 472
Coletânea de Letras Musicais
472
PARAÍSO
Estou aqui sentado pedindo abrigo
Esperando que alguém me leve a um paraíso
É o que eu preciso, de um paraíso.
Eu vou de passo em passo ocupando espaço
Não fico mais sozinho neste labirinto
Eu já pressinto um bom pedaço.
Mas, nada para dentro desse coração
Refrão
Mas, nada para dentro desse coração
Estou aqui sentado pedindo abrigo
Esperando que alguém me leve a um paraíso
É o que eu preciso, de um paraíso.
Modernas tecnologias de relacionamento
E os robôs, ciborgs e outros pontos (.) Org
São ameaças, que te abraçam.
Letristas em Cena
473
NEILA BITTENCOURT PEREIRA
Coisas que se apagam
Cristo nasceu... Aleluia
Decisão
Doce ilusão
Felicidade
Festa do peru
Intenso amor
Laços de criança
Lembranças
Ombro amigo
O poeta do povo (Cazuza)
Rap do foda-se
Sempre quis declarar para você
Tem caras (tentação)
Tributo a Renato Russo
Você me chama com esse olhar
475
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490
Coletânea de Letras Musicais
474
Letristas em Cena
475
COISAS QUE SE APAGAM
São coisas que se apagam com o tempo
Eu aqui pensando neste momento
O amor já se foi, sentimento é demais,
Lembranças não se afastam jamais.
Meu bem, eu lhe quis por mais um dia
Esse seu ciúme... comovia
Dor que fala mais, palavras são reais,
Sentimentos e lembranças são fatais.
Cadê a hora em que você me prometeu
Onda de desejo... me envolveu
Agora sinto toda a nostalgia,
E você vem prá me dizer que não queria
Coletânea de Letras Musicais
476
CRISTO NASCEU... ALELUIA
Nasceu
Num manto sagrado
Teu nome – cuidado
Filho de Nosso Senhor
Nasceu
Num dia especial
A fé inabalável
Unindo os povos afinal
Vem...
Unir...
A tristeza foi embora
O mundo agora é legal
Nasceu...
O menino Jesus
Vem cantar comigo a Tua luz
Refrão:
Aleluia... Aleluia... Aleluia...
Vem somar esse coral
Aleluia... Aleluia... Aleluia...
Ô... ô... ô... ô...
Vem...
Cantar e sonhar
Vem...
Me iluminar
Letristas em Cena
477
DECISÃO
Sei que você não pode me largar
Mas a verdade é que você quer se confessar
Mente todos os dias ao raiar do sol
Bate o domingo e vai conversar com Mol
Gatinha linda... você quer me conquistar...
Todinha sina... o amanhã vai lhe procurar
Sentidos opostos vem e vão
E o que eu quero de você
É chegar bem de mansinho
Dar um abraço e um beijinho...
Coisinha linda... você não diz o que quer dizer...
Se falo baixinho... tradições vão me prender...
Quando chegar a temporada de nevar
Eu quero todo meu
E o desejo... já morreu
Coletânea de Letras Musicais
478
DOCE ILUSÃO
Eu vou levar
O teu julgamento
Dos nossos momentos ... eu vou levar
Eu vou levar
A saudade dos filhos
De amores proibidos ... eu vou levar
REFRÃO I
Começa sempre assim...
As tuas loucuras ... as tuas frescuras
Questiona nosso a mor
Começa sempre assim
Os teus insultos ... palavras no escuro
Foram sempre o seu rancor *
Eu vou levar
As tuas memórias
Contar a nossa história ... eu vou levar
Refrão II –
Doce ilusão ... eu vou levar
Doce ilusão ... eu vou levar ...
Doce ilusão...
Letristas em Cena
479
FELICIDADE
Felicidade... eu não sei
Eu te amo e sei por quê
Amor vagabundo
Amor de outro Mundo
Felicidade... eu passei
Uma nova vida conquistei
Abri meu coração
Apaixonada prisão
Posso
Não ser somente teu
Mas quero o amor que é meu
Dizer que nunca te esqueci
Posso
Um dia voltar
Em teus braços me entregar
E assim recomeçar.
Coletânea de Letras Musicais
480
FESTA DO PERU
Estava em casa
Na sala de jantar
Vi por meio da janela
As ondas do mar
Fui ver o que havia
Que de longe avistei
Era o sapo e o tatu
Conversando com o rei
É... é... é... é o rap
É... é... é... é o rap
A meninada dançava
Por pulos desengonçava
Na festa do peru
Letristas em Cena
481
INTENSO AMOR
Venha meu amor
Que eu estou chegando com muito calor...
Beije-me que eu estou louco
E de prazer, o abraço é pouco
Cheia de manias
Não vou censurar
Eu é quem te peço todo dia
Carinhos para alma lavar
Eu estou com tudo
Não é assim a vida, não é assim a vida
Nós só somos cúmplices
Nós só somos cúmplices
Pra não perder esta perdida.
Coletânea de Letras Musicais
482
LAÇOS DE CRIANÇA
São laços... passos, olha só o que você fez
Marcas rasgadas, conte apenas um, dois, três.
São laços... passos, olha só o que você fez
Marcas rasgadas, conte apenas um, dois, três
São brincadeiras... as palavras, descobrir cada charada
Dá um pulo... pula a corda, menina corre outra vez.
São brincadeiras... as palavras, descobrir cada charada
Dá um pulo... pula a corda, menina corre outra vez.
Tudo isso não passa
De uma aventura inesquecível
Quem já não foi criança
Traz no sorriso a esperança
Letristas em Cena
483
LEMBRANÇAS
Eu quero sair por aí
Abrindo os medos devagar
Prá me conhecer... procurar
Eu quero ter todos os dias
Uma solução, uma saída
E enfim recomeçar a vida
Meus sonhos realizar
Não há nada que me impeça de ser feliz
É só achar a chave, colher a raiz
Plantar num bom lugar
Lembranças vão brotar
Tudo o que conquistar
Na saudade ficará...
Coletânea de Letras Musicais
484
OMBRO AMIGO
Já posso conferir o que é tudo meu
Eu vou abrir o coração
Preciso de um amor para acabar com a solidão
Eu não quero mais esperar, o olhar está a divagar
Necessito mais que depressa me dispersar.
To de paquera não quero mais machucar
Você ombro amigo e terá sempre o seu lugar
To de paquera não vou mais dizer
Que a fantasia é justa não quero me comprometer.
Letristas em Cena
485
O POETA DO POVO (CAZUZA)
São tantas decisões para tomar
Eu já não tenho a minha vida, o meu lar
Pois o sol que bateu em mim
Uma luz que me disse assim
Vem filho, não se apavora não
É um menino seguindo uma multidão
Lá no outro lado, é covarde o verdadeiro,
É uma tempestade, coração é petroleiro.
Me diz, quem fala que você não foi
Um poeta grande, coração-canção...
É debater carnavais,
Um bando de idiotas políticos fundamentais
Vem, me atropela porque sim,
O inútil do poeta é ser besta demais
Para quem não acredita do que ainda sou capaz,
Para quem não acredita do que ainda sou capaz
O poeta do povo
Coletânea de Letras Musicais
486
RAP DO FODA-SE
Eu estou emaranhada de problemas meus
Ainda vem gente esquentar-me com problemas seus
Eu pergunto o que é que tem e eles me respondem
Tá corrido de tudo, o que é um absurdo
Completam em dizer que a vida é animal
O país que é foda, as pessoas são normal.
Segue no agito
Polícia no apito
Algemas de montão
Os bandidos agora é que são os políticos
Segurança? ... Tem esperança?
Para acabar com toda a violência.
São anos e anos de luta
Tem gente ainda batendo a cuca
Batendo de frente ... fazendo-se cara de contente
Para saciar a sua sê... de
Não há com que se enganar
A vida é assim mesmo mas pode se mudar.
Letristas em Cena
487
SEMPRE QUIS DECLARAR PARA VOCÊ
São só sentimentos
Que eu sempre quis declarar
Pra você amiga... pra você
E nada sou em vão na vida
Você pensa em fugir de uma saída
Vê como só estou
Harmonia que restou de um grande amor
Veja bem, preste atenção,
É apenas uma simples canção,
Declarando pra você o meu amor
Diz aí o que é que você tem pra me dizer
Então faço esta canção que é pra você
Brilho no olhar, lágrima que corre de amor...
Diz aí o que é que você tem pra me dizer
Então faço esta canção que é pra você
Brilho no olhar, lágrima que corre de amor...
Coletânea de Letras Musicais
488
TEM CARAS (TENTAÇÃO)
Tem caras que a gente vê
E não sabem o que dizer
Tem caras que metem medo
E não sabem como se esconder
Tem caras que metem broncas
São os corruptos prá valer
Tem caras f.d.p.
Que fazem merda prá vender
Mas eu não estou nessa linha de fogo
Tenho medo do escuro... e da solidão
Mas se o meu desejo é repartir o meu coração
Então eu esqueço tudo... abandono o meu escudo
E continuo nesta prisão... Tentação!
Letristas em Cena
489
TRIBUTO A RENATO RUSSO
São gotas que se partem
Mas algo que nos deixam
São almas velozes
Palavras nem sempre são queixas
Todos os dias
Querer abrir
Uma caixa de surpresas
E querer que saia dalí
O álibi das vossas cabeças
Para depois dizer
Que ainda temos a consciência
Coletânea de Letras Musicais
490
VOCÊ ME CHAMA COM ESSE OLHAR
(com poesia incidental de Eduardo Ballerini)
Você me chama com esse olhar
Você quer brincar em qualquer lugar
E é nesse impasse que eu desando
Só pra me entregar...
Só pra me entregar...
“Bastou-se um momento para que a luz chegasse
Mas foi-se num segundo,
Como se os apelos não bastassem...
Bastou-se muito tempo para que a luz retornasse
Mas desta vez não houve apelo
Como se para sempre ela ficasse...”
Você me chama com esse olhar
Você quer brincar em qualquer lugar
E é nesse impasse que eu desando
Só pra me entregar...
Só pra me entregar...
Letristas em Cena
491
NERTAN SILVA-MAIA
Além de mim
Confins
Deus
Jardins do tempo
Mensagem
Miragem
Pai
Seu lamento
A verdade
Vida
493
494
495
496
498
499
500
501
502
503
Coletânea de Letras Musicais
492
Letristas em Cena
493
ALÉM DE MIM
Dê-me as mãos
Leve-me além dos lábios
Labirintos, lado bom do ser
Me perco pra te achar.
Sim e não
Palavras frágeis
Infinito entre dois corpos
Que se amam sem se ter
Mas sabem se amar.
Teu olhar
Minha paisagem
Me reporto, te retoco
Lembrando de você
Me deixo navegar.
No mar que erro
Me disperso
Te vejo acenar
Além da ilha
Além da trilha
Muito além de mim.
O que te peço agora: guia-me.
O que te peço agora: livra-me.
O que te peço agora: beija-me.
Coletânea de Letras Musicais
494
CONFINS
Viva,
Viva uma noite eterna
Sonhe com a guerra e o fim
Chore,
Ao ver os horizontes
Sem suas frontes, confins.
Trilhas incertas te deixam ir
Além das trevas, além de ti
Há um abismo a seus pés
Há um perigo de viés
Não há abrigo sob o céu.
Cores
Que não ganharam nomes
Por culpa dos homens vis
Brilham,
Brilham bem mais que longe
Além de todo o existir.
Trilhas incertas te deixam ir
Além das trevas, além de ti
Há um abismo a seus pés
Há um perigo de viés
Não há abrigo sob o céu.
Letristas em Cena
495
DEUS
Simples é o Deus
Simples é o Deus da perfeição
Espelhos e anéis
Elos da perpétua união.
Dia e noite bate à porta do céu
O homem fiel às portas da percepção
Entre o veredito, o juiz e o réu
Existe o real ponto de interrogação.
A luz é o Deus
A luz é o Deus que traz a paz
Amor e razão
Extrema criação que tanto apraz.
Ilumina o sub ser indigente
O tolo ausente de pensamento são
Edifica a muralha da gente
O corpo, a mente, o espírito que vai ao chão.
Único é o Deus
Único é o Deus da compaixão
Profundo em seus papéis
O mundo a seus pés, à redenção.
Símbolo da singular esperança
Quem o alcança filtra-o no coração
Expressão lógica da existência
Da vida que pensa suspensa na imensidão.
Coletânea de Letras Musicais
496
JARDINS DO TEMPO
Segue cantando o tempo
Silencioso e só
Por aonde vai passando
Deixa no peito um nó.
Mãos que se tocam hoje
Acenam a manhã
Sonhos vão se acordando
Dormem cansadas cãs.
Ah, era assim,
Anjos que plantavam flores
No jardim.
Ah, olha aqui,
Lembra daqueles instantes
Ao sorrir.
E vai levando o tempo
Momentos ao pó
Sem ressentimentos
Indiferente à dor.
Do ventre da terra
À escuridão
O tempo se encerra
Nasce a imensidão.
Ah, toque-me,
Antes que os sinos dobrem
Ao partir
Letristas em Cena
497
Ah, leve-me,
Por livres quintais sem muros
Onde cresci.
Coletânea de Letras Musicais
498
MENSAGEM
Somos assim,
Como pássaros no inverno beijando flores.
Como uma nau
Que renova seus caminhos, seus pescadores.
Somos o sal
Da sagrada fonte clara desses sabores.
Sou um quintal
Abraçado pelo brilho do teu sol.
Mensageiro passageiro das manhãs
É o fruto, a semente, nossa irmã
Natureza de menina, mãe, mulher
Tua força feminina faz viver
No amanhã, um novo mundo, um novo dia.
Somos assim,
Como os mares e seus mistérios encantadores.
Como um sinal
Enviado pelos náufragos sonhadores
Somos o mal
Dos poetas que morreram por seus amores
Sou um animal
Aquecido pelo brilho do teu sol.
Mensageiro passageiro das manhãs
É o fruto, a semente, nossa irmã
Natureza de menina, mãe, mulher
Tua força feminina faz viver
No amanhã, um novo mundo, um novo dia.
Letristas em Cena
499
MIRAGEM
Estive à margem
Estive ao frio
Senti coragem
Me vi sozinho
Tão longe do arrebol
Da escuridão do sol
Tão livre do anzol
Que me prendia ao pó.
Tolhi a imagem
Que me fez vivo
Minha miragem
Meu suicídio
Lancei-me sem temor
Desfragmentei minha dor
Apartei-me do dom
De pertencer ao que sou
Não há distancia
Não há nenhum caminho
Que leve à herança
Que leve ao paraíso
Entre a doce ilusão
E todo o infinito
Entre os homens e o chão
Há um precipício.
Coletânea de Letras Musicais
500
PAI
Para Nemésio Dias Silva
Sim,
Enfim chegaste ao mundo
Do começo sem fim
Princípio indireto
Da incerta razão
Que chora a tua hora
Tua ida manhã.
Nas flores da descida
Morte é vida, é bem-vinda
Ao ser profundo,
Calmo, fito
No infinito prazer
De contemplar a face oculta
Do ser anti ser.
Letristas em Cena
501
SEU LAMENTO
Para Ismália Dias
A primeira quebra que há no ser
Tem que vir de dentro de você
Revolucionário do prazer
Ser a chaga do tormento é crer.
Que a primeira queda nos faz ver
Não há nada tão perfeito a não ser
O sentido de tudo que é incerto
É tão certo!
Não se importe com a morte dos afetos
Todo golpe ressuscita o pensamento
O que se move e nos ilude é o concreto
O alimento predileto do poeta é o sentimento.
Seu lamento!
Estou encantado
Com a paisagem dos teus olhos magoados
Quando alvejados
Nossos corpos pareciam condenados
Por terem se amado
Como gatos que madrugam nos telhados.
Coletânea de Letras Musicais
502
A VERDADE
A verdade é um degrau
Que se ergue como um altar
Um paradigma, um paradoxo
Para além do bem e do mal
Ela morre em plena vida
Antes mesmo de nascer
Quando vem pré-concebida
Dura o tempo de morrer.
Vive morta, meio viva
Meio morta vai viver
Por um tempo infalível
Definido pra vencer.
Desde quando é erguida
Traz em si, antes o fim
Que a torna imedida
Mesmo morta está em mim.
A verdade é um degrau
Submerso no altar
Já pisado, já erguido
Pela mão de um mortal.
Letristas em Cena
503
VIDA
Vejas,
O céu ainda está azul
Olhes,
Parece um mar, parece um blues.
Danço eu, danças tu
Dançam anjos bons, anjos nus.
Há um deus de norte a sul
Clones mortais
E o mundo é um.
Deixas,
Todo esse chão, todo esse grão
Morres,
De rotação, de translação.
Anoitece o amanhecer
Entardece num envelhecer
A velha tece o novo ser
Os racionais precisam ver
Pra crer
Beijas
Minha face e serás traidor
Chores,
Mas há quem ache que é o amor.
Sobre o homem há um véu
Espaçonaves e imaginação
Alguns dormem num bordel
Outros mais pensam em vão
E se vão...
Coletânea de Letras Musicais
504
Vida vi tua ida
Ilha, ilusão
Viva vida já vivida
Qual tua razão?
Letristas em Cena
505
PRISCILA PETTINE
Acaso
Agora é tarde
Ainda falta
Ainda sobre o amor
Ainda vai aprender
Amor em brincadeira
Análise sintática
Antes que algo aconteça
Armação
Bem mais que existir
Breves versos
Brilho neon
Caçadores de emoção
Canção paradoxal
Canção pra você
Cantiga de amigo
Cidadão do vale
De que mundo é você?
Deixa rolar
Desalento
Descrevendo um poeta
Desejo
Deserto
Divagações de educador
Esse ser tão estranho
Estrela que partiu
Falta de você
Faz sentido mesmo assim
Fiquemos juntos
A guerra da ignorância
Humanismo
509
510
511
512
514
515
516
518
519
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536
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539
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541
542
543
544
Coletânea de Letras Musicais
506
O incompreensível em meu ser
Incompreensível ser
Infernal
Lágrimas secas
Lei de cão
Lua pálida, amor real
Matéria prima do amor
Nada fácil de entender
Não temos descaso
Nas rédeas de uma sociedade
Nessa cidade
Normal
Olhar de cego
O mundo vai pegar fogo
Os campos
Pago pra ver
Pedidos insanos
Por que não quis?
A que verdade me refiro
Quem vai decidir
Raça desumana
O rei de um conto
Restos de mim
Reviver
Seu nome
Silencioso som do engano
Sobra o amor
Sobre vida
Só eu sei
Só valho com você
Tecelã do amor
Tempo de saber
545
546
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548
549
550
551
553
554
555
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558
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561
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568
569
570
571
572
573
575
576
577
579
580
581
582
583
Letristas em Cena
507
Tenho pressa!
Todo o meu mundo
Trocadilho
Um alter ego, talvez
Uma canção para mim
Vaga a lua
Vem
Vendaval de amor
Versos de amor sobre o tempo
Vida de artista
584
585
586
587
588
589
590
591
592
593
Coletânea de Letras Musicais
508
Letristas em Cena
509
ACASO
Não vou entrar em desespero só porque estou só,
Nem correr contra o tempo só porque estou sem você.
Vamos encarar os fatos,
Já não temos mais motivos para nos esconder.
Hoje eu vou sair de casa, pois preciso pensar.
Penso no acaso e nisso tudo. Eu saio, eu vou passear.
Eu só não quero essa pessoa aqui de novo encontrar.
Mas o que posso fazer?
Não posso mais estar aqui. Me sinto preso a você.
Eu disfarço, finjo e falo certas coisas erradas que eu não
costumo dizer.
Não posso mais estar aqui, por um motivo muito simples:
Estou preso a você, mas ainda não sabe disso.
Eu disfarço, finjo e falo certas coisas erradas que eu não
costumo dizer.
Não consigo mais dizer, não consigo mais dizer.
Coletânea de Letras Musicais
510
AGORA É TARDE
Quando vi seu olhar chorando não quis acreditar
em desencanto.
Te vi aos prantos tão tomado de tristeza.
Antes te foi mais alegria de viver,
Mas é tão triste saber...
Que agora é tarde.
Agora é tarde pra poder voltar atrás.
Agora é tarde demais...Pra voltar atrás.
Meu bem, não é só você quem sofre.
Acredite em mim. Eu sofro também.
Te vi aos prantos tão tomado de tristeza.
Antes te fui mais amor,
Mas é tão triste saber, saber da tua dor.
Mas já é tarde.
Agora é tarde pra poder voltar atrás.
Agora é tarde demais...Pra voltar atrás.
Letristas em Cena
511
AINDA FALTA
Não vá dizer que não resta mais nada
Se ainda há amor em mim.
Não vá dizer que o começo se acaba
Se o nosso meio nem chegou ao fim.
Mentir pra quê, tentar esquecer - Não adianta que
eu estou em você.
Menti pra si, mas não adianta fugir
Se o rio da vida sempre o leva pra mim.
Refrão
E a cada segundo mudo,
Me diz mais que mil palavras, me diz tudo.
E a cada segundo a vida faz
Faz você me dizer ...
Não vá dizer que o que é bom dura pouco
Se ainda há o que degustar.
Não fala nada, está em seu rosto,
Ainda há amor pra dar.
Mentir pra quê, tentar esquecer - Não adianta que
eu estou em você.
Menti pra si, mas não adianta fugir
Se o rio da vida sempre o leva pra mim.
Repete refrão....
E a cada segundo a vida faz...
Faz você me dizer que ainda falta. Faz você me
dizer que ainda falta.
Faz você me dizer que ainda falta mais.
Coletânea de Letras Musicais
512
AINDA SOBRE O AMOR
Faz-me rir vida!
Oh, não me faça por mais chorar!
Crucificar os desejos,
É prender-se e não amar.
Sentir os sentidos e tatear as ilusões,
São ruínas comuns a muitos corações.
Fazei-me compreender, mesmo que não veja,
Ou então,
Cegai os olhos de minha mente,
Para que assim, apenas contemple
A imagem translúcida e perfeita do amor.
Para que nele pôr mais dor,
Se por mais dor que se tenha,
É sempre querido o amor?
Oh vida! É isto sim. De fato que é.
Então, fazei com que mais eu ria,
Pois por mais dor que eu tenha,
Não tenho amor nestes meus dias.
Caem as folhas, as folhas secas
Ou arrancadas ainda verdes, caem;
E consumo em queda livre a vida,
Sem cor, a secar-me mais.
Aqui o choro que não se faz riso
E o riso que nem é riso ainda,
Fundem-se nos lábios trêmulos,
E aguardam um sinal de vida.
Letristas em Cena
513
Oh vida! Dê-me mais vida para ser vivida,
E as vidas presas, algo a ser prezado!
Dai-me amor para ser sentido,
Ou sentimentos para sermos amados!
Dai-me amor para termos e senti-lo,
Ou sentidos, para termos cuidado;
Dai-me amor para fazer-nos sentir
Ou vivos, ou só um pouco amados!
Coletânea de Letras Musicais
514
AINDA VAI APRENDER
Essa é mais uma história que eu canto pra você.
Já cansei de acreditar em sonhos, eu quero viver.
Eu descobri que é estranho fazer todos estes planos
E no entanto, te perder.
Te ver passar com ar distante
E notar que ainda tem bastante o que aprender.
E...Aiê...Ainda vai aprender.
E...Aiê...Ainda vai aprender.
Aprender a dar valor a cada instante,
A cada momento que passa sem temer.
Olhar pra trás e não achar estranho que não volta,
Não repete e como dói o teu viver.
Admitir que tem coragem de ficar com cada espinho
que te passam e receber
Das dúvidas uma certeza que te monta, te afronta e te
faz querer saber.
E...Aiê...Ainda vai aprender.
E...Aiê...Ainda vai aprender.
Saudade acordando vozes que explodem e logo vê
Que o amor de juventude é disparate que te ilude,
Mas que cura, pode crer.
Então lastimo e aqui sozinha, solto os ecos desta terra,
E suspiro por você.
Ainda cedo do que tarde eu espero que eu não tarde
a te ensinar a aprender.
E...Aiê...Ainda vai aprender.
E...Aiê...Ainda vai aprender.
Letristas em Cena
515
AMOR EM BRINCADEIRA
Eu pensava que era apenas amizade o amor que eu
sentia por você,
Mas aos poucos eu fui vendo a diferença.
Descobri que sem você não sei viver.
Eu pensava que era apenas ilusão,
Mas aos poucos eu fui vendo outra razão.
Eu queria tê-lo sempre ao meu lado
E eterno dentro do meu coração.
Mas você era o meu melhor amigo,
Hoje é a razão de meu viver.
É por isso que eu digo com certeza:
Meu amor, estou gostando de você!
Coletânea de Letras Musicais
516
ANÁLISE SINTÁTICA
Te analiso aqui, sem erro: análise sintática. Se és meu
verbo, vou te encontrar.
Logo na sequência vou indagar: o seu sujeito onde é que
está?
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te
encontrar.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te
encontrar.
Só de um jeito esse sujeito assim tão simples pode ser. Só
um agente o trabalho fazer.
Se surgirem dois querendo, vejamos que pode ser... Será
composto, como eu e você!
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou
encontrar.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te
encontrar.
Espere que esse caso ainda vai se complicar, então me
escondo, oculta vou ficar.
Se perguntas, me revelo. Segredos não sei guardar.
Eu só me escondo. Só sei me ocultar.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou
encontrar.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te
encontrar.
Já que agora estou sujeita a toda prova, então vou lá.
Não sei de nada, vou me indeterminar.
Se perguntas, não respondo. Deixo a dúvida no ar.
Sei lá, falaram que não vão te encontrar...
Letristas em Cena
517
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, não
vão te encontrar.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, já não
podem te encontrar.
Resta saber se esse sujeito é você, se vai querer existir
assim
Sem ação, com a incerteza nas mãos. Não faz sentido,
mas há de haver.
Resta saber se o tempo é pra ti, se a natureza pode te
nutrir.
Que sujeito que é? Se a natureza não quer, com certeza,
não vai existir.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou
encontrar.
Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te
encontrar.
Coletânea de Letras Musicais
518
ANTES QUE ALGO ACONTEÇA
Existe alguma coisa para se lembrar...
Percebo que nada é igual, mas não querem deixar
lembrar...
Eu sinto que sei, você sabe o que eu sinto não é igual.
Alguém do outro lado prefere que eu me esqueça...
Antes que algo aconteça.
Antes que algo aconteça é preciso saber.
Antes que algo aconteça é preciso viver.
Antes que algo aconteça é preciso saber.
Antes que algo aconteça é preciso viver, é preciso
acordar e viver.
Se acaso precisar de mim finja que não estou aqui
Até que consiga livrar-se do medo de assumir.
Vamos fingir que é certo agir sem olhar pra trás,
Até que nos chegue o momento de agir e mover o
que há pra mover.
Antes que algo aconteça...
Letristas em Cena
519
ARMAÇÃO
O Sol aquece esse dia que podia ser assim,
o melhor da minha vida. 2X
Poderia...esse dia....
Se não fosse minha ira...
Atitudes explosivas com pavio no coração
nos farão em ruínas.
As ruínas deste dia...
Cegarão muitas vistas...
Ah... Mas daqui a pouco o Sol irá se pôr,
E a noite linda vai aparecer fazendo todos
pensarem melhor
Em tudo o que podia acontecer...
Mas não aconteceu.
A noite fria e sua magia nos incumbem da
missão, armação e mentiras. 2X
Desilusão, eu sabia...
Provocou toda a ira.
Penso em dizer meias verdades, mas pessoas
dizem não e então mais um dia... 2X
Mais um dia de mentiras...
E você nem sabia...
Ah... Mas daqui a pouco o Tempo irá fazer
Coletânea de Letras Musicais
520
Com que consigas ver o que há de ver,
Fazendo todos pensarem melhor
Em tudo o que podia acontecer...
E torna a acontecer...
Letristas em Cena
521
BEM MAIS QUE EXISTIR
Sem direção, sem onde ir, cheguei assim até você.
Tragando a noite devagar a esperar o Sol nascer.
Sentindo a brisa me tocar foi mergulhar no teu olhar
Agora sim, sentia que não tinha fim.
Havia mais motivos pra viver.
Viver em meio a sonhos pode parecer insano, eu sei.
Mas quem não quer se desligar das coisas vãs, de tudo
o que vê?
Se um não pode suportar a carga que há pra carregar
Além daqui, pois é comum em todo lugar
De que adiantará viver?
Criando só desculpas pra esquecer.
Se é muito pra você, não é muito pra nós dois
Viva agora e esqueça o depois.
Vivendo agora, esqueça o que foi.
Depois que você e eu unidos tivermos aí enfim,
saberemos viver.
É bem mais que existir.
Coletânea de Letras Musicais
522
BREVES VERSOS
Em breves versos fica difícil escrever
Indefinidos passos que explicam você.
Em breves versos fica difícil compreender
Indefinidas ações que não se vê.
Em breves versos não é possível te dizer
A minha vida, eu não poso descrever.
Todos duvidam daquilo que não vê,
Mas eu ei que existe alguém,
Eu sei, eu sei que existe alguém
Que sabe tudo o que eu sei.
Eu sei, eu sei que existe alguém
Que não sou eu, nem é você.
Eu sei, eu sei que existe alguém,
Mas quem é esse alguém?
Um mero alguém...
Ainda não sei...
Viajei em seus pensamentos
Que me fizeram entender
Todos estes tais sentimentos
Impossíveis de se esquecer.
Em breves versos eu não posso
A minha vida te dizer,
Todos duvidam do que
eu digo,
Letristas em Cena
523
Pois jamais vão poder ver.
Não podem ver, mas eu sei que existe alguém.
Eu sei, eu sei que existe alguém que sabe tudo
o que eu sei.
Eu sei, eu sei que existe alguém
Que não sou eu, nem é você.
Eu sei, eu sei que existe alguém,
Mas quem é esse alguém?
Um mero alguém...
Já eu não sei...
Coletânea de Letras Musicais
524
BRILHO NEON
A razão já não é mais razão,
Já não engana o coração.
Sentimento agora brilha cor neon,
Não teme mais uma explosão.
Se o meu sonho é de paz, meu pecado é amar você.
Posso entregar o meu sonho, só não entrego o meu amor.
Underaraunderará.........
Eu quero mais que um instante com você.
Mais que uma noite, mais que um dia.
Sede de amor não tem limites, não.
Não cabe nem na poesia.
Se tudo o que é bom se acaba, considere isso muito ruim.
Quem sabe faz uma mágica pra nunca mais ter fim?
Underaraunderará.........
Se o meu sonho é de paz, meu pecado é amar você.
Posso entregar o meu sonho, só não entrego o meu amor.
Underaraunderará.........
Letristas em Cena
525
CAÇADORES DE EMOÇÃO
Uma noite traz consigo um gosto de solidão,
E as vozes entorpecidas não encantam o coração.
Tão certo quanto triste cria sempre uma ilusão.
Noite adentro e eles lá fora, caçadores de emoção.
Escuro aqui e eu já não posso transmitir focos de luzes.
Eu tento e não consigo entender caixão e cruzes.
É dia, fogo cruzado! Se falta amor, sobra pecado! 2X
Certo dia traz consigo mais um tom de escuridão,
E o Sol que já não brilha não esquenta o coração.
Tão certo quanto tenso mata mais uma ilusão.
Dia afora e eles lá dentro, caçadores de emoção.
Escuro aqui e eu já não posso transmitir focos de luzes.
Eu tento e não consigo entender caixão e cruzes.
É dia, fogo cruzado! Se falta amor, sobra pecado! 2X
Coletânea de Letras Musicais
526
CANÇÃO PARADOXAL
Diz que pega nada...
Pega um monte e mais você.
Diz que pega nada...
Pega um monte e mais você.
A distância que não leva pra longe,
A certeza que só causa dúvida.
Querer ser um outro alguém igual a este que é você.
Acreditar em todas as mentiras que lhes contam sem
piedade,
Acreditando que é verdade... Verdade...
Diz que pega nada...
Pega um monte e mais você...
Curtir o dia esperando que anoiteça
Só para ver um novo dia amanhecer,
Esperando que melhor vá ser.
Isso pra mim não é viver, mas há quem viva só assim.
Mesmo assim, há quem viva só assim.
Diz que pega nada...
Pega um monte e mais você.
Mas são, são só contradições que pegam um monte
e mais você.
Letristas em Cena
527
CANÇÃO PRA VOCÊ
Essa era pra ser uma canção pra você.
Pra alguém singular, sem igual. Uma canção ideal.
Mas tenho a impressão que virou uma canção de amor.
Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor.
Essa não é para ser canção de quem quer esquecer,
A falar da dor sem piedade lembrando só o que é bom
na imagem.
Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor.
Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor.
Canção em tom de amor de liberdade que tem surpresa e
tem saudade.
Pensando em cantar só toda a beleza de um grande amor
cantei tristeza.
Essa não é para ser canção de quem quer esquecer,
A falar da dor sem piedade lembrando só o que é bom na
imagem.
Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor.
Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor.
Canção em tom de amor de liberdade que tem surpresa e
tem saudade.
Pensando em cantar só toda a beleza de um grande amor
cantei tristeza.
Coletânea de Letras Musicais
528
CANTIGA DE AMIGO
Aludindo ao Trovadorismo português
Nas sutilezas vilãs da vida
Há o abrigo de tua guarida.
Felicidade de muitos encontros
E tristezas de partidas.
Em meio a gestos sutis lhe surgem
Um sentimento alheio aos deuses
Que em natureza se emparelha
As lágrimas que caem das nuvens.
Refrão
Amargo olhar insano do amor
Mirava em mim mostrando sua dor, assim disfarçando
o seu amor.
Em meus versos lirismo encontro
Ainda que homem, em mulher me pondo
Declarando minha tristeza por deixar aquele encontro.
Foi meu amigo quem foi à guerra
E aqui, só, mais ninguém me espera
Então às margens do rio me deito pra chorar mais uma
era
Amargo olhar insano do amor
Mirava em mim mostrando sua dor, assim disfarçando
o seu amor.
Letristas em Cena
529
CIDADÃO DO VALE
Inspirado em um poema de Telma Sanchez
Cidadão do vale, vale da cidadania. Vale quanto ganha.
Mas se não ganha nada, vale nada não. E nem tem direito
ao pão.
Cidadão do vale na cidade, não sabe o que é a felicidade.
Mas não sabe disso e acha que é feliz se ninguém o
contradiz.
Nas telinhas dessas mentes pobres, de rapina de ibope
Se asseguram da chacina que se vê bem diante da TV.
Passivos a aceitar toda a mensagem que lhes passam sem
piedade.
Essa imagem invertida que se vê nesse espelho é você.
Cidadão do vale, vale da cidadania. Vale quanto ganha.
Mas se não ganha nada, vale nada não. E nem tem direito
ao pão.
Cidadão do vale da cidade, frangalho na sociedade,
Alma pobre que nem sorte às vezes tem mas que canta
mesmo sem.
Nas telinhas dessas mentes pobres, de rapina de ibope
Se asseguram da chacina que se vê bem diante da TV.
Passivos a aceitar toda a mensagem que lhes passam sem
verdade.
Essa imagem invertida que se vê nesse espelho é você.
Cidadã do vale da cidade, não vale na sociedade
Muito mais do que o que há pra se comer
Que por vezes é você.
Coletânea de Letras Musicais
530
DE QUE MUNDO É VOCÊ?
Jogos, livros, jornais e revistas,
Tudo aqui lembra você.
Plantou em mim um ramo de saudade,
Mesmo assim não quero ter...
Ter de novo sua arrogância, intolerância, quero não.
Não, não tínhamos coisas incomuns,
Mesmo assim juntamos coisas.
Se a verdade não era tão ruim,
Então por que sempre foi contra?
Se eu não sou parte do seu mundo como diz,
De que mundo é você? De que mundo é você?
De que mundo é você? De que mundo é você?
Sabe aquele presente que lhe dei?
Eu nunca ganhei. Ei... ei.
Nem de moça, nem de moço e nem da vida
Eu nunca esperei. Ei... ei.
De ninguém espero tanta compreensão.
E jogo os livros fora.
Vou nunca mais te ver.
Não quero mais ramos de saudade.
Não quero nem saber.
Se eu não sou parte do seu mundo como diz,
De que mundo é você? De que mundo é você?
De que mundo é você? De que mundo é você?
Letristas em Cena
531
DEIXA ROLAR
Deixa rolar amor, deixa rolar amor, deixa rolar.
Deixa rolar amor, deixa rolar amor, deixa.
A lua branca sobre nossas cabeças
Debaixo a renda preta aguça a imaginação
De quem tem imaginação.
Deixa rolar de tudo um pouco, um pouco mais.
Deixa rolar de tudo um pouco que eu quero ver como
é que faz.
Que é tudo isso, é tudo isso que faz sentido.
É tudo isso que nos faz sentir amor.
Deixa rolar de tudo um pouco, um pouco mais.
Deixa rolar de tudo um pouco. Eu quero
Coletânea de Letras Musicais
532
DESALENTO
Desconheço sua verdade ou não quero acreditar.
Ouvi o que eu não queria. Ela queria me detonar.
Não creio que não conheça aquela que me jurou
Por tudo ser tua deusa, teu único amor.
Desapreço que tem comigo.
Detesto desatenção.
Falsidade não tem idade
E você já nem tem razão.
Quero sinceridade. Eu já nem quero errar.
Menina espoleta. Não aprende, mas sabe amar.
Desapego foi tudo o que eu não pude suportar.
Suponho que em seu jogo sujo fui bem vinda pra se
deixar.
Deixa que eu me vingo. Não perde por esperar.
Mancho toda a poesia. Outros olhos também vão chorar.
Desalento, diz, diz que não quer mais a menina ingênua,
cheia de ideais?
Perdeu-se no paraíso. Veja o inferno que virou.
Graças a teu jogo sujo. Tua brincadeira de amor.
Desalento, desafeto, desalmado, descarado, desencanado,
diz desgraçado.
Letristas em Cena
533
DESCREVENDO UM POETA
Creio que de mim, dei apenas a melhor parcela:
Palavras destiladas lentamente,
Como o suor das pedras, após as tempestades.
Prostituída do desejo de criar,
Em versos desatentos,
O meu próprio Universo,
Acabei por me entregar
à mais antiga profissão dos pensadores.
Povoei meus mundos
Com a Vida que me foi negada em vida...
E surpreendi-me
Na desilusão da realidade...
Metáfora das metáforas:
A essência poética
É uma vivência hermética!
Busca, o Poeta, ocultar, em suas palavras,
O sentido da sua própria expressão.
Em cada figura, uma armadilha
Ao leitor desatento:
"Não me lerás assim, tão facilmente!
Decifra-me e, ainda assim, te enganarei!"
Posso afirmar que não há segredo mais guardado
Que a alma do poeta!
Ele não tem compromissos...
Coletânea de Letras Musicais
534
Nem razão!
Busca, na contradição,
Distrair, do leitor, a atenção.
E, nos melindres de sua paixão,
Despistar sua própria emoção.
Sofre, com as palavras!
Não somente com a Alma...
Devora-lhe o temor
De ser, um dia, desvendado
Pela interpretação, desmascarado,
Exposto à crítica,
Ao mais vulgar entendimento,
Qual um texto banal...
Assim, fugindo à lógica,
Persegue, em tortuosos labirintos,
Encontrar a sua própria, e ainda que absurda
Verdade!
Letristas em Cena
535
DESEJO
O desejo é como um torpor que levando à ânsia,
Mantém na mais cruel inércia aquele que o possui.
Os que interrogam ao desejo sobre suas nascentes,
Perdem-se nas reticências inércias de seu entorpecimento
mental.
Desejas, com veemência,
Saberes por que tão carregados de tal impulso arrebatador
Sois capazes de estar.
E descobrindo-se ao avesso, entre as instâncias da
incerteza,
Serás capaz de mobilizar o estático e saciar-se
No esplêndido desconhecido de teu ser.
E lerás...
Nas entrelinhas de teu desejo, uma tênue indução
Às mais inquietantes indagações de tua alma.
E buscará o desejo, não tão somente a que deseje.
O ato em si,
Não um objeto qualquer que suponhas ter-lhe força de
motivação.
Flamejando no auge de uma inquietação inigualável,
Serás capaz de sorrir nas manhãs cinzentas e frias,
E até mesmo em meio as noites de solidão.
E findar-se-á numa via de mão única que não lhe caberá
saber,
Se parte de teu peito rumo à alma,
Ou desta, até chegar-lhe ao coração.
Coletânea de Letras Musicais
536
DESERTO
Todos os sonhos se acabaram quando perdi seu sorriso.
Não quero o silêncio da noite sem você por perto.
Meu chão agora anda distante e a luz não brilha como
antes.
De que adianta ter amor sem ter você por perto?
Ah... Sem você por perto
Ah... Meu mundo é deserto.
De que adianta andar sozinho, seguir assim esse destino,
Se onde ando tua alma teima em estar sempre comigo?
Não vou fugir de mim mentindo: só sou feliz contigo.
Não pode se livrar da dor da ausência assim sem mim,
amigo.
Ah... Só sou feliz contigo
Ah... Amigo.
Coautoria: Telma Sanchez
Letristas em Cena
537
DIVAGAÇÕES DE EDUCADOR
Criador e criatura em verdadeira simetria, nada de destino
imutável, nem sina.
Nada nem de sinistro, apenas sincronismos da dinâmica
cotidiana da vida.
Sim, caríssimos de pouco ou nenhum valor. Vitoriar as
conquistas é o âmago comburente das alegrias.
Egressa das fileiras dogmáticas e encerrada na razão,
agora por missão tendo a educação de uma geração.
Rompendo as fronteiras dos dogmas, ainda religiando
Destruindo imperativos, rechaçando.
Minando os limites do senso comum, fazendo irromper no
território da mente, a filosofia vital, o colorido científico e
o inebriante som da indagação que sublima virando arte.
Agora um som que acalenta, uma palavra que liberta, uma
interrogação que questiona,
Território da liberdade e autonomia que assombra.
Na autêntica aventura do conhecimento emancipatório do
homem por ele mesmo, jaz um misto de introspecção com
extroversão, sagacidade, curiosidade capaz de formar
embaixadores da justiça e da paz social, sempre
combatentes e dispostos a lutar por bandeiras que gritem,
denunciem e anunciem o direito de todos à dignidade - de
viver a sua mais profunda e destemida verdade...
Coletânea de Letras Musicais
538
ESSE SER TÃO ESTRANHO
Quem é você...
Esse ser tão estranho...
Ser que chora sem saber por que,
Ser que ama sem saber amar,
Ser que sente sem saber o quê,
Ser que sonha sem saber sonhar...?
Quem é você...
Que pode mas não sabe, e se revolta com outros
Porque sabem e já não podem mais...?
Quem é você...
Que quando o dia amanhece começa a desfrutar,
E quando já de noite começa a lamentar
E se revolta com a vida por não vê-la passar...?
Quem é você?
Esse ser tão estranho...
Ser que odeia querendo amar,
Ser que grita sabendo cantar,
Ser que briga desejando a paz,
Mas por dom, dificilmente a faz!
Letristas em Cena
539
ESTRELA QUE PARTIU
Cai a lágrima. É de dia.
Dentro de mim não há sol, não há verão.
A estrela que me guia sumiu daqui e levando minha
emoção.
A estrela que me guia se foi daqui e levou minha emoção.
Hoje aqui é só saudade,
Espero a felicidade para ver se há prazer
Por isso espero por você, por isso espero por você.
Cai a lágrima. É de tarde.
Dentro de mim não há sol, nem tempo bom.
A estrela que hoje parte se vai daqui levando meu coração.
A estrela que hoje parte se vai daqui levando meu coração.
Hoje aqui é só tristeza,
Não se vê mais nem beleza como havia no sertão.
Só secura nesse dia cinza como o desse chão.
E não há cura pra esse dia nem que água caia nesse chão.
Caia lágrima que quero!
Dentro de mim vem cair que quero sim.
E é tanto mesmo que te espero, como as flores do jardim.
Tanto mesmo que te quero como chuva branda no jardim.
Hoje à noite nem luneta vai mira nenhum planeta,
Pois é negro o céu de anil.
Minha estrela cintilante brilhou tanto que sumiu.
Foi-se embora e nesse instante sorriso doce perdeu o brio.
A estrela que hoje parte se vai daqui levando meu coração.
Coletânea de Letras Musicais
540
FALTA DE VOCÊ
Tudo o que existe não me agrada.
Desagrada todo o meu ser.
Falta de você.
Pode vedar meus olhos, não preciso mais dos mesmos.
Se tenho os teus olhos, é com eles que eu vejo...
As mentiras da verdade, a luz da escuridade,
Os sonhos na realidade e a tal da felicidade.
Pra que dizer ao mundo que não há nada,
Se há tudo entre eu e você? Pra que dizer?
Quem engana ao mundo, não engana a si mesmo.
Se tenho os teus olhos, com os meus eu já não vejo...
Não vejo a luz do dia, não vejo mais alegria,
Beleza na poesia; não vejo o que eu queria.
Letristas em Cena
541
FAZ SENTIDO MESMO ASSIM
Ao meu filho Gabriel Pettine que iniciou estes versos
anda pequenino
Essa música que eu canto pra você, meu amor,
Não está certa, mas eu canto mesmo assim.
Nada é impossível, então faz sentido mesmo assim.
Dentro de minha mente as estrelas do mar viram as
estrelas do céu
E lá de cima as estrelas do céu se viram no espelho
do mar.
Se eu estou aqui é aqui que eu deveria estar.
Para mim tudo pode ter sentido porque eu sinto.
Sim, meu amor,
Eu sinto que sei amar.
Essa música que eu canto, meu amor,
Pode estar certa, e eu canto só pra mim.
Nada é impossível, então faz sentido mesmo assim.
Coletânea de Letras Musicais
542
FIQUEMOS JUNTOS
Esperei até ontem me ligar, mas já não liga mais.
Desde que se foi daqui não tenho tido paz.
Se aparecesse de novo abraçaria pra sempre,
Mas até hoje você nada compreende.
O tempo perdido não se encontra mais.
Enquanto adiar o amor, a vida vai passar.
Fiquemos juntos enquanto ainda dá
Para depois você não se arrepender de não tentar.
Para depois você não se arrepender de não tentar.
Caso eu não conhecesse a tua amizade
Não estaria sofrendo com tanta saudade assim.
Já que surgiu em minha vida eu quero que fique mais.
Ninguém vai mudar o destino que a gente faz.
Ninguém vai mudar o destino que a gente faz.
O tempo perdido não se encontra mais.
Enquanto adiar o amor, a vida vai passar.
Fiquemos juntos enquanto ainda dá
Para depois você não se arrepender de não tentar.
Para depois você não se arrepender de não tentar.
Letristas em Cena
543
A GUERRA DA IGNORÂNCIA
Outro dia, ouvi a televisão noticiar mais uma guerra:
"A Guerra Da Ignorância!"
E eu quis declarar guerra contra ela.
Preconceitos estreitos não permitiram que uma nação
enxergasse um só Deus.
E tentaram dividi-lo.
Dividiram Deus ao meio e cada grupo afirmava que sua
parte era a verdadeira;
E no meio disso, havia uma bandeira de um terceiro
grupo que clamava a união, gritando: Guerra Não!
Na disputa valia tudo:
Pisar, massacrar, ser fariseu, até matar em nome de Deus.
Mas Ele inteiro permaneceu.
Somente Ele une, somente Ele separa.
Mas o povo aqui é quem declara guerra contra Suas leis;
guerra outra vez!
E Deus nada fez.
Apenas quis que compreendessem que a guerra ignorante
é como a da formiga X elefante.
É a Guerra contra Deus!
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544
HUMANISMO
Aos meus queridos alunos do Ensino Médio da E.E.
Rodrigues Alves
O tempo tem feito coisas que eu nuca vi igual,
Fez o homem perceber que pode ser mortal sem mal.
No humanismo era assim: o homem já pôde sentir que há
algo mais além daqui.
Mais e o medo?
Muito medo de arriscar e se arrepender depois.
Vive num conflito assim, se o que é certo pode ser ruim.
Ainda há medo nesse tempo transitório e fundamental
Que coloca o homem lá, bem no centro, no meio de si.
O Humanismo lembra Gil, mas só longe do Brasil.
Sua barca aqui nunca existiu.
Vem da Itália e, tão legal, mesmo lá em Portugal,
A ideia desse Sol centrar
Apesar de muitos quererem negar;
Pois há medo, muito medo de arriscar e se arrepender
depois.
Vai vivendo seu conflito assim. Dividido, bem e mal nem
é tão ruim.
Sente medo, mas seu medo é vencido pela sua moral.
A razão vai comandar onde a Igreja já não pode mais
reinar.
Ainda há medo nesse tempo transitório, mas fundamental
Que coloca o homem lá, bem no centro, no meio de si.
Te coloca aqui.
Letristas em Cena
545
O INCOMPREENSÍVEL EM MEU SER
O tudo que se realiza do nada,
O alto preço que se paga por estar por baixo,
A verdade que apregoa a libertação,
No mar voraz da mente
Se faz presente.
São presentes: o tempo de outrora,
O olhar que chora,
A presença da ausência,
E o turbilhão de mais lembranças que não param de
chegar.
O turno da vida matinal: correr, viajar, fugir.
Translada o noturno ser: fingir, divagar e morrer.
Fazendo do nada que é todo presente, tudo o que há.
E a espera há de findar antes que, enfim, finde tudo e
tudo chegue ao fim.
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546
INCOMPREENSÍVEL SER
Não é razão, mas já a vida toda contida.
Não serei mera ilusão, mas a realidade contraída.
Sedenta pelo infinito e incompreensivelmente angustiada.
Longe estou do pessimismo, mas pessimamente exaltada.
Sedenta e intensa alma. Alma esta atormentada,
Que bem não sente onde está, mas não tem outra morada.
Seguindo sem ir prossigo, incompreensível e angustiada;
Ansiosa pelo infinito onde as possibilidades não são
ocultadas.
Letristas em Cena
547
INFERNAL
Se recordar é viver já há muito não vivo,
Pois prefiro esquecer o que foi feito e dito.
Já me fez florescer, hoje sulca minha pele.
Habitar nessa dor é pior que no inferno.
Infernal.
Infernal é viver tentando esquecer.
Adentrar em teu ser foi mais forte que tudo
Aprendendo a não ver o que agora está escuso.
Nebuloso é sorrir sempre ironicamente
Sem tentar refletir os vestígios latentes.
Infernal.
Infernal é viver tentando esquecer.
Prega peças, o amor, se assim quer que o chame.
Mais parece um ator, encenando a quem clame.
Se bons ventos o trazem, vendavais vêm contigo.
Na vida ou na morte, não há fuga possível.
Coletânea de Letras Musicais
548
LÁGRIMAS SECAS
Quem anda pelas lágrimas perdido,
Sonâmbulos dos gelos flagelados,
É quem deixou para sempre esquecido
O mundo e os simples acontecimentos do passado.
É quem cruzou campos de guerra e de paz,
E hesitou demais.
É quem pegou raios de sol e de chuva,
E entre muitos e muitas, lutos e lutas,
Permaneceu cantando.
Quem andou pelas lágrimas perdido,
Não mais estará vagando.
Suas lágrimas secaram.
Sentiu medo e continuou andando...
Letristas em Cena
549
LEI DE CÃO
Letra feita em parceria com Marcelo Silva Tomé
Um dia alguém acordou para a vida e descobriu
Que ela era bem menos divertida do que presumiu.
E quanto mais ele aprendia, mais confuso, menos
entendia
Futebol, contas, propina, sociedade dividida.
É assim que as coisas são. Eu sei.
Para os amigos tudo, para os demais: a lei. A lei de cão.
É assim que as coisas são, é assim que as coisas são,
É assim que as coisas são, na lei de cão
A pornografia acontece todo o dia
Na tribuna do povo com suposta justiça
Quem pode pode, quem não pode, acorde!
É assim que as coisas são. É assim que as coisas são.
É assim que as coisas são. Eu sei, eu sei,
Para os amigos tudo, para os demais: a lei. A lei de cão.
É assim que as coisas são, é assim que as coisas são,
É assim que as coisas são na lei de cão.
E quanto mais ele aprendia, mais confuso, menos
entendia
Futebol, contas, propina, sociedade dividida.
É assim que as coisas são. Eu sei.
Para os amigos tudo, para os demais: a lei. A lei de cão.
É assim que as coisas são, é assim que as coisas são,
É assim que as coisas são na lei de cão.
(É assim que as coisas são).
Coletânea de Letras Musicais
550
LUA PÁLIDA, AMOR REAL
A Lua empalideceu,
O Sol amarelou
Quando foram testemunhas
Do nosso estranho, estranho amor.
Os pássaros se calaram.
Não quiseram mais voar.
Se puseram em seus ninhos
Descobrindo o que era, o que era amar.
Ninguém sabe o que é sofrer e viver feliz assim.
Ninguém sabe o que é a felicidade sorriso tom
lacrimejante.
Esse é o tal do amor. Amor real.
Amei demais, mas agora estou só.
Meu veleiro afundou a felicidade,
E o que me resta agora? Chorar? Cantar lá fora?
Agora o que me resta...
É falar mal do amor.
Amor real.
Letristas em Cena
551
MATÉRIA PRIMA DO AMOR
Se eu não tenho pressa, teu amor não me resta.
Só o que restou foi saudade.
Já não me interessa dizer que a vida é festa
Se o que me diz não é verdade.
Olha aí os vivos vivendo apressados,
Morrendo aos poucos, amando exaustos.
Tentando entre os destinos não preferir nenhum,
Seguindo só o amor....
Olhe. Veja. Repare bem o que restou. Veja...
A tristeza. Tristeza. Se é só o que lhe resta, para que
querer lembrar?
A tristeza. Tristeza. Não te larga e não me deixa.
Matéria prima do amor.
Matéria prima do amor.
Se não chega cedo, já não tem quem lhe aguarda.
Quem sentirá teu calor?
Não há mais segredos. Nada mais para guardar.
Lembranças do que passou.
Olha aí os vivos vivendo apressados,
Morrendo aos poucos, amando exaustos.
Tentando entre os destinos não preferir nenhum,
Seguindo só o amor....
Olhe. Veja. Repare bem o que restou. Veja...
A tristeza. Tristeza. Se é só o que lhe resta, para que
querer lembrar?
Coletânea de Letras Musicais
552
A tristeza. Tristeza. Não te larga e não me deixa.
Matéria prima do amor.
Matéria prima do amor.
Letristas em Cena
553
NADA FÁCIL DE ENTENDER
Eu queria ver o mundo lá de cima pra poder ficar distante
de você e poder também ver como se sente só longe de
mim.
Eu queria libertar meus sentimentos pra poder fazê-lo
acreditar em mim e poder também ver como se sentiria
mais feliz.
Mas eu sei que é nada fácil de entender.
O amor, eu sei, não é essa coisa que o tempo vai fazer
esquecer só pra vermos que será melhor assim.
Eu queria acreditar por um instante que mais vale ter por
um dia que não ter;
E poder também te fazer querer ficar pra sempre aqui.
Eu queria não dizer tudo o que eu digo.
Preferia não amá-lo tanto assim para não sofrer já
sabendo que o amor sempre tem fim.
Mas eu sei que é nada fácil de entender.
O amor, eu sei, não é essa coisa que o tempo vai fazer
esquecer só pra vermos que será melhor assim.
E eu sei que é nada fácil de entender.
O amor, eu sei, não é essa coisa que o tempo vai fazer
esquecer só pra vermos que será melhor assim.
Você vai ver.
Coletânea de Letras Musicais
554
NÃO TEMOS DESCASO
Amor, fazei de mim uma coisa rara e comum,
Como água para a boca sedenta,
Como flor que se aspira em verão,
Como o sol que te aquece do frio.
Amor, fazei com que eu transforme
Sons dispersos que ninguém ouve,
Em música para todos ouvirem.
Ensina-me a amar,
A descobrir menos, viver mais;
A chorar menos e a ser mais também, meu bem.
Amo, não temos o coração cheio de orgulho.
Não procuramos fazer um projeto absurdo.
Apenas queremos estar onde o outro estiver,
E onde quer que estejamos, será sempre juntos.
Prodígios que nos ultrapassem não vamos cultivar.
Não temos descaso, não vamos nos abandonar.
Prodígios que nos ultrapassem não vamos cultivar.
Não temos descaso, não vamos nos abandonar.
Eu não te abandono. Não me abandone.
Não me abandone que eu não te abandono.
Não temos descaso. Não vamos nos abandonar.
Eu não te abandono. Não me abandone.
Não me abandone que eu não te abandono.
Não temos descaso. Não vamos nos abandonar.
Letristas em Cena
555
NAS RÉDEAS DE UMA SOCIEDADE
Eu queria achar feio os meninos de rua, mas eu acho
linda a esperança de cada um deles.
Eu queria achar feios as “mulheres da vida”, mas eu acho
maravilhosa a fibra tirada do ímpeto oculto, superando os
preconceitos.
Eu queria achar feio os homossexuais, mas eu acho
esplêndida a liberação dos desejos, amando ao outro, sem
se importar com outros.
Eu queria mas não posso.
Eu não poso achar feio o problema do menor quando na
verdade o problema é do maior. - O problema é do menor
abandonado? - Ah não, é do maior abandonante
mesmo...
Eu não posso achar feio as “mulheres da vida”, quando
tantas camufladas não fazem as claras e querem dar a
lição.
Eu não posso achar feio dois homens se amarem de um
lado, enquanto na divisa, outros tantos se matam,
machistas, por se estranharem e odiarem.
Eu não posso, mas eu quero.
Eu quero achar feio o preconceito sem razão, o descaso, a
deixa, o fingir que não há; porque não quero que me
deixem, que finjam que eu não existo, que me tenham
descaso e me ocultem sem porquê.
Se querer pode ser poder, então, por que eu não posso?
Eu posso ser como eles, tentando não fazer o que a
sociedade quer que eu faça, formando grupos excluídos e
tentando ser feliz.
Eu posso ser como eles, libertos das correntes criadas por
todos, se soltando de suas repressões, desinibindo e sendo
mal compreendidos.
Coletânea de Letras Musicais
556
Eu posso ser como eles, não obedecendo àqueles que não
tem o direito de mandar, não aceitando as opiniões
daqueles que não tem o direito de criticar.
Eu não posso ser como tantos me dando o direito que não
tenho por direito; criticando outros por conseguirem fazer
tudo aquilo que eu tenho vontade de fazer, mas que não
faço, por viver única e exclusivamente nas rédeas de uma
sociedade...
Uma sociedade onde quero ser socialista, mas não me
deixam,
Onde quero ser justiça, mas não me deixam,
Onde quero ser humilde, mas não me deixam,
Onde quero ser feminista, mas não me deixam,
Uma sociedade onde quero ser apenas eu...
Mas não me deixam.
Letristas em Cena
557
NESSA CIDADE
Há calmaria a caminho do mar.
A brisa morna mais ajuda a pensar.
Há calmaria a caminho do campo.
O pasto verde impede, engole o meu pranto.
Sei que há calma pelos cantos escuros,
Com passos lentos, sem pessoas surgindo.
Sei que há calma em qualquer outro lugar,
Mas na cidade é que quero encontrar.
É na cidade paz que quero encontrar,
As luzes todas me incidindo na noite.
Nessa cidade é que quero estar.
Sem mais fugir, poder viver e sonhar aqui...
Quero, quero, quero estar aqui...
Na madrugada ouvir o som do silêncio,
Só é possível quando longe se está.
Estar contido sem poder sentir dentro
Toda a magia da cidade no ar.
Não quero calma em demasia, eu só peço
Que a grandeza seja benéfica
Se num lugar pequeno a paz se esconde
Que se declare grande nesse lugar...
Coletânea de Letras Musicais
558
NORMAL
Escuro aqui e esse silêncio só me faz pensar
Que daqui a pouco eu não vou querer em você pensar.
Escuro aqui e esse silêncio só me faz penar.
Eu agradeço pelo tempo em que cuidou de mim,
Mas sei que tudo não devia terminar assim.
Eu agradeço e não esqueço que cuidou de mim,
Eu não esqueço, pois agora eu sei
Que sem você por perto tudo é tão normal,
Nada acontece, não tem graça, tudo é natural.
Sem você por perto tudo é tão normal.
Eu sabia, eu sabia que você tremia quando eu teimava
em dizer
O que era estranho e o que eu sentia,
Só que agora eu sei que eu não queria saber...
Que sem você por perto tudo é tão normal;
Nada acontece, não tem graça, tudo é natural.
Sem você por perto tudo é tão normal...
A noite, o dia, o tempo, a casa vazia,
Os cheiros, os gostos, os credos e todos os rostos.
Tudo é tão normal.
Estava certo que erramos ao querer tentar
Recomeçar o que sabia que não ia dar certo;
Pois quando apenas um tenta, é claro que não dá.
E estes olhos no espelho só me fazem pensar
Que agora eu vejo o que eu nunca queria enxergar.
Agora eu vejo o que eu não queria nunca enxergar...
Letristas em Cena
559
Que sem você por perto tudo é tão normal,
Nada acontece, não tem graça, tudo é natural.
Sem você por perto tudo é tão normal.
A noite, o dia, o tempo, a casa vazia,
Os cheiros, os gostos, os credos e todos os rostos.
Tudo é tão normal.
Coletânea de Letras Musicais
560
OLHAR DE CEGO
Quem espera o que está por vir,
Não prevê o que virá mais.
Quem já sabe o que não quer ouvir,
Não aguenta cantar mais.
Quem não guarda o que tem pra guardar,
É claro, nunca terá mais.
Quem retruca sem truques no olhar,
Não aguenta fita mais nada.
São as duras coisas da vida
É o adormecer e o acordar,
É o entardecer no trabalho
E não ver o dia passar.
É o olhar de todos os cegos
Vendo o homem se revirar,
Na contradição dos momentos
Que não te dizem nada.
Nada, nada, nada de mais.
Nada, nada de mais.
Se não dizia nada, importava nada,
Não fazia nada, não queria nada.
Momentos de nada, solução que nada.
E se na lama nada, é o teu olhar,
Mais nada
Letristas em Cena
561
O MUNDO VAI PEGAR FOGO
O mundo vai pegar fogo. Quero estar aqui.
Te salvar, depois fugir.
O mundo vai pegar fogo. Quero estar aqui.
Te salvar, depois fugir para longe daqui.
Às vezes sinto medo. Às vezes dor.
Quando não sinto é porque passou.
Sinto medo. Tamanha dor.
Quando não sinto nada, passou. Daqui se foi.
Pairo no ar. Desplugo daqui.
Pretendo fugir sem saber aonde ir.
Quero trazer-te pra junto de mim.
Preciso amor. Amor sem ter fim.
Mas sinto medo. Tamanha dor.
Quando não sinto nada é porque passou...
Tanto medo. Tamanha dor.
Se hoje não sinto nada mais é porque passou e
daqui se foi.
Vamos tentar felizes viver.
Você sem mim. Eu sem você.
Quero saber se irá lembrar de mim.
Não foi sempre assim, mas agora é o fim.
E o mundo pegou fogo.
Eu não estava aqui. Você se salvou, meu bem. Eu fugi...
Pegou fogo, alastrou fogo e aquela dor que se chamava
amor
Hoje não tenho mais porque passou e daqui se foi.
Coletânea de Letras Musicais
562
Cinzas ao ar.
Tudo o que restou de um grande amor que com o fogo
queimou.
Quero saber se irá lembrar de mim.
Não foi sempre assim, mas agora é o fim enfim.
Letristas em Cena
563
OS CAMPOS
Quem dera esses campos fossem outros
Então um outro esboço
Como em outros tempos
Simplesmente fossem toscos.
Quem dera aquela outra paisagem
Outra cara, outros ares,
E não austera da vontade
Deste campo abrasador.
Os achados tão perdidos
E os contentes escondidos
Em meio a infelicidades,
Em meio a tanta dor.
E a vontade...
Quem dera agora aqui...
De pisar na grama verde
De matar a grande sede
Da terra fértil e esmorecer
Da tal vontade de sofrer e ver sofrer.
Onde se está deixam pegadas
Da desgraça estacada
Neste solo ruim de ver.
Vem vermelhas, vem cortadas,
As flores mais estimadas
Em todas as partes tão manchadas
Deste sangue que se vê.
Coletânea de Letras Musicais
564
Quem dera a primavera
Encarcasse nestes troncos,
Nestes torsos de desgostos
Flores novas por aqui.
Quem dera aquela sorte
Aos que fazem da guerra forte
Fosse consumada mesmo aqui
E esses campos de outros tempos
Hoje cheio desses “fortes”,
Não fossem os campos da morte.
E germinasse aqui desgosto
A estes vermes da discórdia
Ao ver os idos tão dispostos
Renascidos diante de seus rostos.
Esses campos de minha memória
Que hoje a mim assola,
Cultiva outra geração:
Árvores da vida,
Frutos da morte,
Sementes do arrependimento...
Um remorso no coração.
Quem dera desse a sorte
De olhar os campos dos montes
E ver os frutos da imaginação,
E não, a real destruição...
Letristas em Cena
565
PAGO PRA VER
Em mais um sonho se revela pra mim.
Me diz que não mas eu sinto que sim.
Aconteça o que acontecer.
Quando a recusa é o que impulsiona e o desafeto
ainda mais abala
Pode ser o amor vindo a nascer.
Pago pra ver a lembrança não desaparecer.
Pago pra ver, pago pra ver mundo transformar você
Já em meus sonhos sempre se revela
Bem mais amável, nem tão fã da guerra
Que vem travando desde que me conheceu.
Vai mudar a opinião sobre mim. Não vai mais
pensar assim.
Mas nem vai notar o amor aí.
Pago pra ver a lembrança que desaparecer.
Pago pra ver, pago pra ver o mundo transformar você.
Coletânea de Letras Musicais
566
PEDIDOS INSANOS
Estranhos desejos, estranhas emoções. É estranho
eu não saber por quê.
Perdidos na noite, pedidos insanos. É melhor talvez
eu nem saber.
O que queremos nem nós mesmos sabemos.
O que pode nos acontecer?
Estranhos desejos, estranhas emoções.
É estranho tanta solidão.
Refrão
Talvez você queira esquecer toda essa incerteza
Fingir que entre nós já não há mais tristeza.
Machucar um coração que pula no peito
Que não sabe se bater ainda é direito.
Talvez você queira esquecer.
Talvez você queira esquecer que na beleza pura
O enigma do amor pode causar luxúria
Se essa coisa nos pegar, talvez adoeça.
Eu espero que o pior jamais aconteça
Ninguém pode curar.
Ninguém pode curar.
Letristas em Cena
567
POR QUE NÃO QUIS?
Uma vida mais outra vida
Mais vivida.
Mas minha vida, você foi embora.
Você não quis tentar.
Não quis tentar transformar a tempestade em chuva
branda.
Você foi embora. Você não quis ficar.
Por que você foi embora? Por que não quis ficar?
Anoitece e nada é igual.
Já não entendo se a paz é normal.
Por que você foi embora? Por que não quis ficar?
Por que foi embora? Por que não quis?
Ainda penso no quanto durou, mesmo sabendo que não
era amor.
Não era não, mas podia transformar.
Então, por que foi embora? Por que não quis ficar?
Por que foi embora? Por que não quis?
Coletânea de Letras Musicais
568
A QUE VERDADE ME REFIRO
Agora vos direi minha verdade,
Que outras já não há por conceber.
Caminho há tantas luas, na realidade,
E tudo resta a mim por resolver.
Justiça, nem suspeito encontrar...
Se a Lei dos Homens peca nas querenças,
Por que, por Ideais, deveis lutar?
A que verdade, eu me refiro, enfim,
Se a todas as virtudes reneguei?
Escutai, pois, as palavras que profiro,
Que estas, em verdade, vos direi:
Ninguém jamais me ouça esse suspiro,
Que só por um Amor eu morrerei...
Letristas em Cena
569
QUEM VAI DECIDIR
Hoje você está alheio a tudo.
Não sabe o que há de errado,
Vive fora do seu mundo.
Prefere se esconder a ver as culpas.
Olha em volta e diz que todas essas coisas não são tuas.
Sente que quando não vê ainda pesa em você um fardo,
uma dor.
Sonhou com sua pequena, mas não se importou...
Que pena.
Se ainda insiste em não vê, não cabe a você buscá-la.
Ela é quem vai decidir se as suas pegadas irão encontrá-
la.
Hoje ela está a par de tudo.
Sabe o que há de errado,
Vive dentro do seu mundo.
Prefere se arriscar em suas culpas.
Olha em volta e diz saber que muitas não são suas.
Sente que quando se vê pode perceber muito além da dor.
Nota que falsas derrotas podem preceder a vitória do
amor.
Se ainda insiste em não vê, não cabe a você buscá-la.
Ela é quem vai decidir se as suas pegadas irão encontrá-
la.
Coletânea de Letras Musicais
570
RAÇA DESUMANA
Sou das espécies a pior que se tem.
Sou de mim mesma; não pertenço a ninguém.
Escondo o jogo. Não abro a você.
Dos meus segredos, só eu sei.
Mas minhas intenções, todos sabem.
Minhas intenções todos sabem.
Quero poder para poder fazer de tudo.
Sou de uma raça que domina nesse mundo.
Minha medida é um tanto boa, um tanto má...Uh
E desse jeito eu to legal.
Pois minhas intenções todos sabem.
Minhas intenções todos sabem.
Monstros atônitos a ver-nos, eu sei que vão ficar
E de escórias desse mundo, sei que vão nos chamar
Pois sou da raça desumana. Na na na
Eu sou da raça desumana. Na na na na na
Eu sou da raça desumana.
Eu sou da raça desumana.
Monstros atônitos a ver-nos, eu sei que vão ficar.
E de escórias desse mundo sei que vão nos chamar.
Pois sou da raça desumana. Na na na na na.
Eu sou da raça desumana.
Eu sou da raça desumana.
Que engana que é humana, só engana.
Eu sou da raça desumana.
Letristas em Cena
571
O REI DE UM CONTO
Ao meu querido professor Edson Santos Silva inspirado
em José Saramago em Conto da Ilha Desconhecida
Era um homem popular e reservado
Se é mesmo isso provável e possível de se ser
Que morava num castelo em tom dourado
Por seus guardas resguardados da noite ao amanhecer.
Tinha fama de bondoso em seu reinado
Por seu povo agraciado, mas sempre queria mais.
Sua rotina foi mudar,
Pois encontrou um homem decidido a lhe afrontar.
Por isso quase endoideceu,
Pois encontrou um homem que muito lhe enfureceu.
Um sujeito muito estranho e obstinado
Que pedia por um barco afim de se encontrar.
E o rei gostando nada da história de ter que sair,
Embora não quisesse se ausentar...
Era posto todo o tempo em sua porta,
Não devendo dar as costas
À um povo tão apraz.
Sua rotina foi mudar,
Pois encontrou um homem decidido a lhe afrontar.
Por isso quase endoideceu,
Pois encontrou um homem que muito lhe enfureceu.
Coletânea de Letras Musicais
572
RESTOS DE MIM
Restos de mim em tudo o que existe.
Me jogo ao longe e encontro o que em mim vive.
São pedaços meus soltos no ar
E em cada um você contido está... Sempre.
O que escrito está se concretiza.
Sorte do amor que vive além da vida
Que faz do que não gosta ter saudades.
Sorte do amor que vem da amizade... Verdade.
A semente agora está na terra;
Teus vestígios, soltos pelo ar.
Aprenda a amar só por amor não por vaidade.
A semente agora está na terra.
Teus vestígios soltos pelo ar.
Aprenda a amar só por amar, não por vaidade.
Só por amor, não por vaidade.
Aí está a felicidade.
Letristas em Cena
573
REVIVER
Os acontecimentos novos,
Ninguém pode ou quis prever.
Só dentro de mim mesma moro,
Ouvi alguém de lá dizer.
Reviver, reviver, reviver...
Seu Sol não brilha e já é dia,
Vontade é o que lhe faz viver.
Do sangue o amor fez poesia
Que busca a rima refazer.
Reviver, reviver, reviver...
E o que quiser pensar do mundo,
Não pense que não possas ver,
Teus belos olhos veem mais fundo
Não só o que eles querem ver.
Teus olhos, sei que veem mais fundo
Além do que eles querem ver.
A noite clama por seu dia,
É Lua buscando seu Sol
Escurecido na magia
De um sonho que lhe fez tão só.
Reviver, reviver, reviver...
Seus olhos vedavam seus dias
Não vendo, o amor, sentiu melhor.
Podia ouvir ao dom que tinha
Coletânea de Letras Musicais
574
Segui-lo foi o bem maior.
Reviver, reviver, reviver...
E o que quiser pensar do mundo,
Não pense que não possas ver,
Teus belos olhos veem mais fundo
Não só o que eles querem ver.
Teus olhos sei que veem mais fundo
Além do que eles querem ver.
Reviver, reviver, ela vai viver a ver.
E reviver, reviver, reviver...
Letristas em Cena
575
SEU NOME
Por onde quer que eu vá já não aguento ouvir falar seu
nome.
Seja em qualquer lugar, tem sempre alguém a me dizer
seu nome.
Se eu não aguento mais, você já sabe bem por que seu
nome
É ruim de escutar: me faz lembrar tanto você... Seu
nome...
Seu nome me consome não me deixa esquecer. Me faz
lembrar você.
Se o nome não me some da cabeça, então você não sai do
coração.
Até fui viajar pra já não mais ouvir falar seu nome.
Mas só que também lá eu dei azar de encontrar seu nome.
Seu nome me consome não me deixa esquecer. Me faz
lembrar você.
Se o nome não me some da cabeça então você não sai do
coração.
Se eu não aguento mais você já sabe bem por que seu
nome
É ruim de escutar: me faz lembrar tanto você...Seu
nome...
Coletânea de Letras Musicais
576
SILENCIOSO SOM DO ENGANO
Alguém neste mundo mudo mudou tudo e ficou surdo.
Imerso no silêncio intenso mergulhou no mais
profundo.
Outrora pensou sons e coisas extraordinárias
Onde toda a Terra e gente veemente se curvara.
Um espaço espesso e vasto onde as verdades se
declaram.
Agora inútil surte a sua sorte tão sonhada.
Já se pronunciam a morte e a ignorância arraigada.
Alguém neste mundo estranho foi abraçado pelo
engano.
Mas seu saber de timbre agudo tende a ecoar por
muitos anos.
Letristas em Cena
577
SOBRE O AMOR
Faz-me rir vida!
Oh, não me faça por mais chorar!
Crucificar os desejos,
É prender-se e não amar.
Sentir os sentidos e tatear as ilusões,
São ruínas comuns a muitos corações.
Fazei-me compreender, mesmo que não veja,
Ou então,
Cegai os olhos de minha mente,
Para que assim, apenas contemple
A imagem translúcida e perfeita do amor.
Para que nele pôr mais dor,
Se por mais dor que se tenha,
É sempre querido o amor?
Oh vida! É isto sim. De fato que é.
Então, fazei com que mais eu ria,
Pois por mais dor que eu tenha,
Não tenho amor nestes meus dias.
Caem as folhas, as folhas secas
Ou arrancadas ainda verdes, caem;
E consumo em queda livre a vida,
Sem cor, a secar-me mais.
Aqui o choro que não se faz riso
E o riso que nem é riso ainda,
Fundem-se nos lábios trêmulos,
Coletânea de Letras Musicais
578
E aguardam um sinal de vida.
Oh vida! Dê-me mais vida para ser vivida,
E as vidas presas, algo a ser prezado!
Dai-me amor para ser sentido,
Ou sentimentos para sermos amados!
Dai-me amor para termos e senti-lo,
Ou sentidos, para termos cuidado;
Dai-me amor para fazer-nos sentir
Ou vivos, ou só um pouco amados!
Letristas em Cena
579
SOBRE VIDA
Não custa pensar que o melhor da vida,
Seja o que não foi vivido.
O que vivemos é morto, é ido.
E nele não está contido aquilo que jamais teremos.
O que foi vivido é vão, se esvai,
E o que não foi,
É contínuo,
Sempre teremos mais.
Sabemos o que somos,
Prevemos o que poderemos ser,
Mas nunca saberemos
O que não poderíamos ter sido.
Contudo, isto lido,
Sabemos no real instante,
Que quanto mais se vive,
Nunca se vive o bastante.
Coletânea de Letras Musicais
580
SÓ EU SEI
Pessoas vão querer dizer que nada adiantou
Pessoas vão querer dizer que tudo foi em vão.
Pessoas vão e vem e só você
Há de ficar em mim, permanecer.
Ninguém vê. Só eu.
Pessoas vão tentar provar. De nada valerá.
Quando chegar a hora, vão despertar...
Será que era sonho ou você
Estava mesmo aqui e só eu sei?
Ninguém vê. Só eu...
Sei de você...eu sei, eu sei, só eu sei...
Que a luz que paira em seus olhos, sempre brilhará
E de falsas derrotas irão se alimentar.
Será que era sonho ou você estava mesmo aqui
E ninguém vê? Só eu sei. Se ninguém vê...
Não me acorde! Não me acorde, não!
Não me acorde, não, desse sonho que não é ilusão!
Letristas em Cena
581
SÓ VALHO COM VOCÊ
Andando pelo mundo, por aqui, só...
Ignoro tudo que não for teu.
Senão, não é meu,
E não me importo se nosso não for.
Caminho pelo escuro, por aqui, só...
Não acordo nem asfalto.
Falo baixo, piso leve e onde quer que o vento leve,
Quero ir com você.
Eu só ando direitinho só se for contigo.
Eu só falo baixinho nesse teu ouvido.
Deixar pra trás não vale, nem um minutinho,
Que eu só valho com você.
Os sonhos custam caro. Isso eu já sei.
Por isso eu não reparo nas cobranças.
Mas as crianças que nos ouvem não podem saber,
Que o tempo é traiçoeiro e devora a nós.
Se eu não ficar agora,
Talvez não tenha outra chance de ficar mais um
instante junto de você.
A melhor maneira de enfrentar a dor
É ir ao encontro de seu grande amor.
Deixar pra trás não vale, nem um minutinho,
Que eu só valho com você.
Que eu só valho com você.
Eu só valho com você.
Coletânea de Letras Musicais
582
TECELÃ DO AMOR
Ainda que tua boca se valha de palavras vãs,
Essa minha boca espera a tua amanhã.
Ainda que suas palavras desmintam tudo o que fizer,
Tua boca e teus sentidos farão tudo o que quiser.
Oh...não maldigo o amor. Maldigo a sua mágoa; água
turva que o pintou.
Oh...Não maldigo o amor. Maldigo sua mágoa. Tinta
ocre do amor.
Ainda que me chame e negue tudo o que fizer
Te encontrarei perdido em mim mesmo e pode ser.
Pode ser que queira ainda me orientar.
Meu mastro e horizonte é meu desejo a me guiar.
Oh...não maldigo o amor. Maldigo a sua mágoa; Água
turva que o pintou.
Oh...Não maldigo o amor. Maldigo sua mágoa. Tinta
ocre do amor.
Não se espante.
Se a vontade é sempre a mesma, não é uma rede de
ilusões.
Não se espante.
Se a moldura te iguala, pinte a sua tela e vamos tecelã o
amor.
Letristas em Cena
583
TEMPO DE SABER
Já é tempo de saber
Não há tempo pra sonhar.
Despertar pra vida eu sei, só é fácil de se falar...
O moderno amanhã é velho.
E o velho antigo está.
Nesse tempo transitório tudo é vão, tudo se esvai.
A casa amarela de trás da mangueira
Se faz colorida com a sua presença.
As coisas não são sempre as coisas mesmas
Se vemos o mundo com olhar- cabeça.
Para que complicar a tão simples canção,
Se podemos cantar qualquer coisa em vão?
Para que se juntar palavras ao vento,
Se é mais simples pensar ser a vida assim mesmo?
Mas pra que querer negar a essência que se tem
Se existe em seu olhar mesmo sem saber que a tem?
Para que querer negar pensamentos seus, insanos,
Se te levam, a saber, que a loucura é um engano?
Coletânea de Letras Musicais
584
TENHO PRESSA!
Tenho pressa!
Teu amor já não me resta
E restei da guerra de amar.
Viverei cada segundo que houver
Sem querer cessar,
Para sugar todo o caldo de amargura
Que no caminho restar.
Quero chegar cedo!
Não mais sentir entre os dedos
O calor das palmas se afastando...
Contemplarei os vivos,
Vivendo também apressados,
Morrendo aos poucos, exaustos
E derrotados na luta de amar.
Viverei com a ausência dos tormentos tortuosos
Das paixões arrebatadoras,
Pois quero me sentir livre na morte
Do que jamais pude na vida...
E restei...Nesta vida minha sem amor na vida,
Teu amor já não me resta!
Então, não me faça restar...
Letristas em Cena
585
TODO O MEU MUNDO
Por te sonhar ando perdida,
De ver-te mais vivos meus olhos estão.
Já se fez toda a minha vida,
E não mais de meu ser é a razão.
Ecoando o mundo por todos os lados
E correndo a sofrer sutis percalços,
Sua essência em mim é esse enlaço
Onde encontro firme os teus rastros.
Cito no mundo o início e o fim real de tudo,
Não sentenciando o amor que é, enfim,
todo o meu mundo.
Coletânea de Letras Musicais
586
TROCADILHO
Teu cheiro, essência
Teu gosto, sustância
Teu olhar me enfrenta
Teu ser me encanta.
Outro dia, engano
Outra dor, propano
Passaram-se anos
E esse amor tocando.
Gosto de propanol
Cheiro de álcool e sal,
Ao som do rouxinol
Ainda te amo sã.
Em mim, calor ardendo
Em você, medo batendo
Em nós, segredo havendo
Em toda a parte, o amor querendo.
Letristas em Cena
587
UM ALTER EGO, TALVEZ
Eu Caminho pela noite,
E Recolho fragmentos de meu Ser.
Os encontro pelas esquinas,
Percorrendo as madrugadas,
Seguindo, em frangalhos,
Outros personagens,
Espectros dilacerados dessa Sociedade...
Pobres Almas condenadas...
Em tudo, iguais a mim...
São imortais em sua essência –
São reflexos de outros seres,
São tão normais...
Assim tão camuflados...
Coletânea de Letras Musicais
588
UMA CANÇÃO PARA MIM
Feito em parceria com Terence V.C. Pettine, quem o
proclamou.
Quando penso em tudo que ficou para trás
Daquilo que apenas sonhei
Sinto que preciso voltar à minha juventude
Mas hoje eu olho para meu filho
E vejo aquela esperança em seu olhar
Meu amor,
Quanto tempo sem que pudéssemos perceber...
Vejo a esperança neste olhar
E percebo que ainda podemos viver.
Tenho saudade daqueles dias
A névoa não era tão densa
A tempestade sempre estava prestes a acabar
Mas hoje eu vejo meu amor,
Que podemos continuar.
Ainda podemos continuar
Aqui, em nosso lugar.
Letristas em Cena
589
VAGA A LUA
Vaga a lua no deserto
Nem ao menos sei por quê.
Ver o nada bem e certo
Apagando o que não tenho.
Ao longe... Tão longe...
Às vezes vem com o entardecer
Saudades, saudades...
Bem marcando a sua ausência.
Se é claro o dia, às vezes penso
Que vai surgir ao entardecer.
Mas no deserto do meu peito
Já não consigo me iludir.
E penso... Só penso...
Que vai surgir ao anoitecer
Distante, ao longe...
E só a lua se faz aqui pra mim.
Vaga a lua no horizonte
Já não há como não ver.
Sob e desce atrás dos montes
E me faz sentir você
Distante... Ao longe...
Já não há como não sentir
Saudades, saudades...
Só me faz lembrar de te esquecer.
Só me faz lembrar de te esquecer.
E só a Lua se faz aqui pra mim.
Coletânea de Letras Musicais
590
VEM
Você despreza por quê?
Se ela está com você
Só dá valor quando vê
Perdida.
Você a deixa por quê?
Nem mesmo sabe o que tem.
Então não vem que não tem
Saída.
Vem falar de amor
Sem falar de dor
Sem querer fugir
Tendo pra onde ir.
Transpasse amor.
Supere a dor
E viva a sua vida.
Vem!
Vem falar de amor
Sem falar de dor
Sem querer fugir
Tendo pra onde ir.
Transpasse amor.
Supere a dor
E viva a sua vida.
Só assim que se é feliz.
Letristas em Cena
591
VENDAVAL DE AMOR
Não lembro muito bem de quando percebi algo estranho
Em meio aos meus sonhos tão insanos
Senti como vento bom causando um choque em mim.
Sem direção vaguei achando que era o fim,
Mas era um ledo engano.
Estava sendo consumida pelo mal do amor
Que não escolhe a hora e nem mede a dor.
O amor tem vida própria e sei que quer viver
Viver como um parasita dentro do meu ser.
E fico várias horas tentando entender
O vendaval que sinto dentro do meu ser
Mas não sei...
Se apareço agora e digo pra você
Talvez não vá embora e tente resolver
Mas nao sei...
Não sei se está escrito que isso pode ser.
Em meio a diferenças como o amor não pode vencer?
Com tanta gente sendo contra como resistir?
Quando a maré chegar pra onde vai fugir?
E fico várias horas tentando entender
O vendaval que sinto dentro do meu ser
Mas não sei...
Coletânea de Letras Musicais
592
VERSOS DE AMOR SOBRE O TEMPO
Para Cláudia que desde julho de 88 inspira versos de
amor...
Me contradigo ao definir o tempo, pois meu estado é
paixão.
O tempo agora para mim é quase toda hora não tempo,
Mas um impaciente esperar e lembrar:
Esperar o instante de te ver novamente,
Lembrar que tenho você em amor.
O tempo não passa sendo esperar;
Passa depressa sendo lembrar.
Escrever estas linhas é pelo menos aproveitar o tempo...
Na verdade, o tempo não existe e o que existe é amor!
Que cada palavra aqui seja um beijo que te anime,
Beijos agradecidos pela minha alegria em ter você.
Autoria: Um amigo oculto refletido em mim
Letristas em Cena
593
VIDA DE ARTISTA
Vida de artista é vida sofrida, mas cheia de emoção.
O amor é imenso, compensando a gente,
Transbordando o coração.
Arte que gaba a gente, nos deixa contente e faz brilhar.
Arte divina. Bela menina. Inspira pra condecorar.
O verdadeiro artista é aquele que possui amor para nos
impulsionar,
O mais feliz dos artistas é filho da natureza e possui amor
para revolucionar.
Assim.. Sou eu? Veja: você!
Vida de artista é via de risco em riso e choro a te pegar.
Arte de feira, ainda que feia,
Tua beleza vai vingar.
Arte jogada, lançada, gritada, arte que faz cantar,
Arte pequena. Bela morena. Travessura do luar.
O mais feliz dos artistas é aquele que possui amor para
nos impulsionar,
O verdadeiro artista é filho da natureza e possui amor
para revolucionar.
Assim.. Sou eu? Veja: você!
Coletânea de Letras Musicais
594
Letristas em Cena
595
RENATA MACHADO GOMIDE
Cantando flores e dores
Doce ilusão
Melhor Assim
Meu rapaz
Momentos
Se afaste de mim
Sem o mapa
Sentimento
Sentir
Tempo esgotado
Validade Vencida
597
599
600
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Coletânea de Letras Musicais
596
Letristas em Cena
597
CANTANDO FLORES E DORES
Lá, lá, lá, lá...
Lá, lá, lá, lá...
Hoje, eu me vesti de flores
Pra despedaçar meus amores
Hoje, eu me vesti de flores
Pra desmanchar meus temores
Hoje, eu me vesti de flores
Pra não morrer, pra não sofrer de dores
Mas escuta; eu peço perdão
Se a dor é uma doce amiga
Vou tomá-la, vou senti-la
E por que não? E por que não?
Que solidão, que solidão
O meu coração, o coração
Quer o seu perdão
Lá, lá, lá, lá...
Lá, lá, lá, lá...
Hoje, ninguém entende
Que eu não sou mais gente
Uma gente que sente
A dor de uma traição
Amanhã, ou quem sabe
Em outro dia
Minha alma amortece
Coletânea de Letras Musicais
598
A dor não me esquece
Triste paixão
Mas escuta, eu peço perdão
Se a dor é uma doce amiga
Vou tomá-la, vou senti-la
E por que não? E por que não?
Que solidão, que solidão
O meu coração, o coração
Quer o seu perdão
Dentro da minha imaginação
(musicada por Mary Lee Pinheiro)
Letristas em Cena
599
DOCE ILUSÃO
Andei a procura
De uma explicação
Eu tentei encontrar
Uma só razão
Andei amargando dores
Nesse mundo
Onde choram as flores
Tentando seguir
A minha intuição
Um sonho, um delírio
Uma forte explosão
Foi quando você
Entrou no meu coração
Uma louca paixão
Mas meu amor
Eu não posso mais
Sonhar com você
Com tanta emoção
Um sonho tão lindo
Que ficou pra trás
Me sentir tão amada
Nessa doce ilusão
Andei sonhando alto
Com uma revolução
Queria uma vida mutante
Sem nenhuma obrigação
(musicada por Mary Lee Pinheiro)
Coletânea de Letras Musicais
600
MELHOR ASSIM
Quero te dizer, enfim
Foi melhor assim
Prá você e pra mim
Sim, foi melhor assim
Você distante, no horizonte sem-fim
As portas se fechando
As tormentas aumentando
Nossos mundos tão pesados
Os caminhos embaraçados
Baby, vamos por um fim
Nessa relação tão ruim
Esses medos do passado
Os temores tão irados
Vamos rasgar o calendário
E depois, enterrar esse cenário
Agora, só posso chorar
Prantear você, ao máximo
Você foi se afastando, sem mais
Foi deixando tudo prá trás
Como se não houvesse nada capaz
As palavras se apagando da memória
A vida despencando lá fora
Vou buscar no meu coração
Um sinal, uma só explicação!
Quero te dizer, enfim
Letristas em Cena
601
Foi melhor assim
Prá você e prá mim
Sim, foi melhor assim
Você distante, no horizonte sem-fim
Coletânea de Letras Musicais
602
MEU RAPAZ
Só te vejo aos tropeços
Prisioneiro dos teus tormentos
Nunca pensei na cumplicidade
Dessa imensa solidão
Me tornei parceira
Dessa existência em decomposição
Procuro uma verdade
Uma resposta, em vão
Não fui capaz de compreender
Esse triste momento
Tentei dizer coisas, sem dizer nada
Não fui capaz de parar, por isso, lamento
Essa louca, estranha jornada
Ó meu rapaz...(onde está a tua paz?)
Você pensa que é tudo ruim...
(onde está a tua paz?)
Que a tua história não tem fim...
(onde está a tua paz?)
Você precisa fortalecer esse olhar...
(onde está a tua paz?)
Aprender a sonhar.
Que seja só na imaginação...
(onde está a tua paz?)
Resgatar tua emoção...
(onde está a tua paz?)
Sorrir sempre, mesmo que o mundo disser não.
Meu rapaz ........... Preste atenção.
Letristas em Cena
603
MOMENTOS
Belas palavras você me dizia
E eu desmanchava na sabedoria
Lindas canções você me cantava
E eu me embalava na doce magia
Quando dançávamos, sem melodia
E eu sonhava com a fantasia
Fortes emoções você me passava
E eu encontrava um sentido pra vida
Então um outro dia surgia
Eu voltava, nada acontecia
Tudo, tudo se esquecia
Tudo, se esquecia
Em alguma hora um tanto tardia
Partíamos em busca da anestesia
E na paz que se seguia
Sentíamos o segredo que se cumpria
Nos corações em alquimia, que ousadia!
Em cada partida a certeza dizia
Rompendo medos e utopias
Nossa história escreveu uma nova biografia
Momentos únicos curtíamos na moradia
Momentos de euforia, nas mentes em cantoria
Esperando o encanto que se desfazia
Ou se despedia
Esperando a carta de alforria
Coletânea de Letras Musicais
604
SE AFASTE DE MIM
Quero ser ruim
Vou provocar um estopim
Já suportei o martírio
Da sua presença
Tão forte assim
Já experimentei o delírio
De ter você
Perto de mim
Me liguei à sua essência
Transbordei sua beleza
Na emoção de ser afim
Fui confidente, previdente
A certeza de um amor
Permanente, sem fim
Mas, não posso mais me calar
Saiba que cansei de esperar
Quero que se afaste de mim, sem chorar
IÉ,ié,ié,ié.....
Você tem sempre
Que ir embora, que droga
Vivendo, correndo
Na contramão da história
Vou sair dessa, sem demora
Letristas em Cena
605
Nada mais importa
Toque sua vida, lá fora
(musicada por Murilo Andreo)
Coletânea de Letras Musicais
606
SEM O MAPA
Sou uma estranha personagem
Indo ao encontro
Da sua nova cruzada
Quem pode me dizer
Onde fica o caminho
Dessa outra jornada
É, dessa outra jornada!
Tenho pressa
E quanto mais avanço
Menos alcanço
Essa tal estrada
Penso num mundo companheiro
Sonho com um sentimento
Assim tão verdadeiro
É, assim tão verdadeiro
Ei, estou sem o mapa
E me apontam
Na direção errada
Mas, quem se importa
Com essa vida
E ainda chora
Numa despedida?
E quem sente o canto
Da alma, da alma da gente?
(musicada por Mary Lee Pinheiro)
Letristas em Cena
607
SENTIMENTO
Ainda sinto tão forte em mim....
O coração me apertando
Sufocando o corpo inteiro
A saudade me invadindo
Me tomando, tão certeira
Ainda sinto tão forte em mim....
A magia do seu canto
Atravessando o meu peito
Sua voz me sussurrando
Dizendo coisas do seu jeito
Ainda sinto tão forte em mim....
A paixão desse amor forasteiro
Guardado há tanto tempo
A certeza do sentimento verdadeiro
De ter amado ao extremo
Ainda sinto tão forte em mim....
O fascínio desse olhar feiticeiro
Rasgando o meu, num golpe derradeiro
A marca da sua imagem
Cravada no meu personagem
Ainda sinto tão forte em mim....
Uma eterna e imensa coragem
Coletânea de Letras Musicais
608
Para repetir a velha amizade
Deixar cumprir a sua vontade
E viver o amor de verdade
Ainda sinto esse louco sonho
Nos versos que componho
Me afundo na canção
Tento buscar inspiração
E criar uma nova ficção
Letristas em Cena
609
SENTIR
Quero me sentir, simplesmente....
Não me sinto em nenhum lugar
Tento encontrar a minha voz
Para que ela me ajude a suportar
Aonde vou ainda sinto o seu olhar
Mas já pressinto que não há mais chance
Você sabe que amores impossíveis
Sempre acabam num relance
Não paro de sentir, não paro...
Por que você foi parar dentro de mim?
Como fui te amar tanto assim?
Não paro de sentir, não paro...
O meu coração a toda hora me diz:
Em que confusão você me lançou?
Todo esse lamento me deixa infeliz
Não sei mais quem eu sou...
Preciso sentir você ao meu lado
Cada dia mais que o anterior
Preciso achar você no meu espaço
Mas, não consigo fazer nada
Fico tão paralisada
Não quero que me vejam chorando
Não, isso não é a arte
Que eu estava esperando
Não, isso não é a vida
Coletânea de Letras Musicais
610
Que eu pensava, sonhando
Devo me preocupar com o amanhã?
Com o que pode me acontecer?
Sem te ver, sem te sentir e proteger?
Será que vou acordar e perceber
A loucura que aconteceu entre você e eu?
E quando você se afastar
Ninguém vai se importar
Estarei pronta para aceitar
Lembre-se bem, estarei pronta
Para, enfim, finalizar!
Não vá querer voltar atrás
Já basta eu nesse sofrimento voraz
Feche tudo e saia na ponta dos pés
Me mostre e ensine a esquecer
Esse louco amor que você fez
Letristas em Cena
611
TEMPO ESGOTADO
Caminhava errante
À procura de uma inspiração
Andava errante
Pelos caminhos da imaginação
Foi quando você chegou
E a luz do amor
Atravessou o meu coração
Mas, meu bem eu não posso mais
Me sentir amada
Não me dei conta
Do tempo esgotado
Não me dei conta
Do tempo esgotado
Quem lhe contou
Que me viu sorrindo
Não notou
Meu coração partido
Tempo esgotado
Tempo esgotado
Não me dê crédito
Minhas palavras
Não dizem nada sério
Pois eu sonho
Em romper todas as barreiras
Atravessar todas as fronteiras
E ter você perto de mim
Coletânea de Letras Musicais
612
Caminhava errante
À procura de uma inspiração
Andava errante
Pelos caminhos da imaginação
Foi quando você chegou
E a luz do amor
Atravessou o meu coração
Então eu abro os olhos
E vejo que o sonho acabou
(musicada por Mary Lee Pinheiro)
Letristas em Cena
613
VALIDADE VENCIDA
Há um tempo me deparo
Com a verdade escondida
Numa gaveta qualquer,
Validade vencida
Da minha idade-mulher
Sou personagem errante
Nas trilhas da imaginação
Ando no tropeço amargo das dores
Neste mundo onde choram as flores
Procuro uma vida fascinante
Sem amarras na razão
Quero vazar vontades reprimidas
Implodir a mordaça da pior idade:
Validade vencida
Da minha idade-mulher
Sonho com alguém inconsequente
Pra sentir... a vida passar diferente
Provar que sou uma outra gente
Uma gente que só se preenche
Com uma paixão ardente
Eu preciso distrair a vida incipiente
Quem sabe, ainda poetar insistente
Criar versos para comover
Um bocado de gente e esquecer:
Validade vencida
Da minha idade-mulher
Coletânea de Letras Musicais
614
Sei que ainda posso
Me afundar na canção
Buscar na melodia
Minha fonte de inspiração
Brinco de pensar em letras criativas
Arte que pulsa na veia artística
Quero aquietar este pulsante coração
Construindo castelos de desejos, sedução
Sei que ainda posso
Sentir na boca e no ventre
O gosto da aventura, sempre
Então, abro os olhos
Vejo que o sonho acabou
Tudo ficou para trás
Não me dei conta:
Validade vencida
Da minha idade-mulher
Tento congelar meus dias
Ganhar mais prazos de vida
Atraso o relógio, a toda hora
Não adianta, ele se apressa
Sem dó nem piedade
Desta senhora
Nem o sono nem o sonho
Acalmam esse abismo, sem memória
É o tempo e sua crueldade
Proibindo a eternidade
Lembrando a realidade:
Validade vencida
Da minha idade-mulher
Letristas em Cena
615
Esqueço que o tempo
Que me foi dado
Não é todo o tempo
De que preciso pra exibir
Uma existência feliz
Fecho os olhos para o mundo
Abro os olhos para a alma
Mas esse mundo lá fora
Continua a sua trajetória
Ah, continua...
Mesmo que viva sem vida
As minhas centenas de vidas
Não consigo matar
Aquela pequena centelha
Que ainda pulsa no meu ser
Sei que esta miúda chama
Reacende no meu peito
Vontade de ser Renata
Um renascer de esperança
Enquanto há tempo..
Coletânea de Letras Musicais
616
Letristas em Cena
617
RENATO BRITO
Alguma coisa diferente
Aos que ainda não surtaram
Como se fosse fácil
Eleições
Finais felizes
Insetos
Listen to me
Minha melhor amiga
Quero ouvir tua voz
Reconstrução
Se eu mudar de ideia
Tudo pela arte
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Coletânea de Letras Musicais
618
Letristas em Cena
619
ALGUMA COISA DIFERENTE
Vamos fazer alguma coisa diferente
Eu já fiz bastante mas nada aconteceu
Talvez não esteja no caminho certo
E volto ferido e com a roupa rasgada
Vamos fazer alguma coisa diferente
Renascer esperança em quem está descrente
Pro nosso problema ter a solução
Ir atrás do sonho sem perder a razão
Vamos fazer alguma coisa diferente
Não sentir falta de quem está descrente
Aceitando aquilo que não vai mudar
Sem lamento por quem não vai mais voltar
Vamos fazer alguma coisa diferente
Aceitando aquilo que não vai mudar
Sem lamento por quem não vai mais voltar
Sei que é difícil mas podemos tentar
Coletânea de Letras Musicais
620
AOS QUE AINDA NÃO SURTARAM
Hoje você condena o que já foi seu ganha-pão
Lavagem cerebral que fizeram em você
Tudo coisa do inimigo é o que agora você diz
Então se arrepende de ter sido feliz?
Diz que encontrou Deus eu só não sei como
E se ele te disse pra ser inquisidor
Atacar as crenças que achar incorretas
Pra esses "infiéis" não deixar portas abertas
Se o teu Deus é assim de você quero distancia
Eu quero ficar longe de toda intolerância
Esqueceu-se de tudo que a gente viveu junto
E se incomoda quando tocam nesse assunto
São tantas religiões e só salva a sua?
Cada dia mais pessoas ficam igual você
Aos que ainda não surtaram eu peço por favor
Não se deixem enganar por causa de algum pastor
Letristas em Cena
621
COMO SE FOSSE FÁCIL
Como se fosse fácil você me cobra
Diz que eu tenho tempo de sobra
Não percebe que não é simples assim
Como se fosse fácil você fecha a porta
Cutuca a ferida e não se importa
Não vê que tudo um dia vai ter fim
Me chama pra briga, se diz minha amiga
Mas eu não sei até onde isso é verdade
Não me valoriza, só me inferniza
Não sei se ainda quero essa amizade
Como se fosse fácil você me pede um verso
Pra eu rimar tudo sem ser perverso
Mas eu não consigo escrever assim
Como se fosse fácil me pede que eu ore
Pra que eu peça que nada disso piore
Seria mais fácil você rezar por mim
Coletânea de Letras Musicais
622
ELEIÇÕES
Ano de eleição é sempre a mesma coisa
Todo mundo é obrigado a votar
Mesmo que isso não vá garantir
Que a situação vá melhorar
Ninguém sabe só olhando pra cara
Do sujeito lá na televisão
O que se passa na cuca dele
Qual é mesmo sua intenção
Eu pergunto pra que votar se nada disso vai mudar
Duvido muito que este país vá endireitar
Agora tem vários candidatos
Sem nenhuma chance de se eleger
Caras que usam o horário político
Somente pra se aparecer
De que adianta a democracia
Exercer a cidadania
Se não haverá alguém competente
Capaz de nos dar alegria
Eu pergunto pra que votar se nada disso vai mudar
Duvido muito que este país vá endireitar
Na próxima vou me candidatar só pra ver no que
vai dar
Mas se acontecer de eu ser eleito eu juro que algo
vai mudar
Letristas em Cena
623
FINAIS FELIZES
Vejo os finais felizes das novelas
Cheios de clichês sensacionais
"E eles foram felizes para sempre"
Bobagem! É até o último capítulo
A vida real é muito mais cruel
Nem sempre o fim é tão bonito
Novelas são a válvula de escape
Pros problemas que cercam a gente
Nos alegramos com a vitória do mocinho
E com a derrocada do vilão
Depois a trama acaba e volta à realidade
Tudo é apenas ficção
Não sabemos o que acontece depois
Se o conto de fadas vira pesadelo
A seguir as cenas do próximo capítulo
Revelam no fim o assassino
A gêmea boa e a gêmea má
Não retratam a vida real
Tudo é forçado na estória
Digamos que quase surreal
Coletânea de Letras Musicais
624
INSETOS
Insetos me fazem companhia
Insetos estão sempre aqui
Mas eu os mato com inseticida
Voando pelo meu quarto
Mosquito vem sugar o meu sangue
Convivo também com formigas e moscas
Seres da minha espécie
Quase não se lembram de mim
Me esquecem e me deixam assim
Entregue aos insetos
Que não sabem o que sinto
Eles acompanharão meu fim
Cupins-aleluia em volta da lâmpada
Só causam problema e mais sujeira
Deixando suas asas pelo chão
Várias moscas em minha casa
As de banheiro assistem meu banho
Outras invadem frutas na cozinha
Letristas em Cena
625
LISTEN TO ME
It is no secret for nobody what I seek
All I want so much is to have a space
Here in this place inthis big palace
So I ask you so I beg you
Listen to me please, listen tome
I speak in portuguese now I say in english
Because I want it for the whole world
I say it for my country, for your country too
Listen to this message wherever you are
Listen to me please, listen to me
Let spread the news like glass shards
And make a impact like a cannon shot
If you identify yourself with what I sing
Before it`s too late sing my song
Listen to me please, listen to me
Coletânea de Letras Musicais
626
MINHA MELHOR AMIGA
Ela é muito louca me faz dar muita risada
Quando estamos juntos o momento de festa
Sem preconceito cheguei e não me afastei mais
A opção dela me fez aprender demais
Onde quer que vá estamos de mãos dadas
Nossa amizade é de total cumplicidade
Ela tem um sorriso que me enche de alegria
Ficar perto dela faz bem melhor meu dia
Esse abraço esse carinho de amigo
Esse beijo esse aperto de mão
Cada instante juntos é um prazer
Pra dos problemas eu esquecer
Muitos passeios pelas ruas da cidade
Em dias de sol ou em dias de chuva
Não há tempo ruim que nos impeça de zoar
Tendo confiança vamos a qualquer lugar
Um ajuda o outro com total facilidade
Nada é falso.Nós temos sinceridade
Falamos de sexo sem ter dificuldade
Fico longe dela e já me dá uma saudade
Letristas em Cena
627
QUERO OUVIR TUA VOZ
Quero ouvir tua voz
Do outro lado do mundo
Num regime autoritário
Onde ser livre é proibido
Quero ouvir tua voz
Alta pra que todos ouçam
Seu canto mesmo oprimido
De tanta dor e repressão
Quero ouvir tua voz
Cantando a paz e o amor
Não se deixe derrotar
Lute contra essa dor
Quero ouvir tua voz
Com toda sua beleza
Te ver sorrir enquanto canta
Pois você canta e encanta
Enquanto há fome e guerra
Falta de paz em sua terra
Faça aquilo que te dá prazer
Que eu aqui torço por você
Também luto contra aquilo
Que atrapalha mina arte
Quem sabe um dia eu possa
Fazer um dueto com você
Coletânea de Letras Musicais
628
Não deixe o mal vencer
Nunca pense em desistir
Pois o mundo todo quer
Te ver e te ouvir
Letristas em Cena
629
RECONSTRUÇÃO
Prédios e casas destruídos na guerra
São reformados pra uma chance à paz
Crianças que choravam voltam a sorrir
Aos poucos vida nova se faz
Os abandonados recebem atenção
O dinheiro é investido em reformas
Tiros e explosões viram notas musicais
Nessa conquista por novos ideais
É importante reconstruir
Pra nova vida florescer
Todos voltam a plantar e a colher
Uma nova bandeira é hasteada
Deixando pra trás anos de guerra
Vozes caladas já cantam esperança
E o sorriso iluminado da criança
Os crimes não ficam mais impunes
O errado é punido com rigor
O país não se tornou um paraíso
Mas já não se vive só de dor
Coletânea de Letras Musicais
630
SE EU MUDAR DE IDEIA
Se eu mudar de ideia eu vou te procurar
Só não sei se depois você vai me aceitar
Não é tão fácil assim que eu mude de atitude
E coloque em risco a minha tão frágil saúde
Se eu mudar de ideia vou te dar mais uma chance
Vou tentar te ajudar se estiver ao meu alcance
Eu não prometo nada as coisas mudam de lugar
E quem perdeu um dia no outro pode ganhar
Se eu mudar de ideia vou gastar mais dinheiro
Mesmo que eu me complique por mais um ano inteiro
Ou se vive como se quer e se faz o que se tem vontade
Ou não adianta viver com tanta dificuldade
Letristas em Cena
631
TUDO PELA ARTE
Eu já estou acostumado.Alguma coisa vai acontecer
Toda vez que eu vou tocar surge algo pra me atrapalhar
É a chuva que molha meus planos, mal-estar que causa
desconforto
Trânsito querendo me atrasar e as horas que não param
de passar
Enfrento tudo por causa da arte
Tudo pra conquistar o meu espaço
Sei que chegando lá vou encontrar
Algo que compense tudo que eu passo
A família que bota defeito achando que isso não tem jeito
O conflito que isso me causa me fazendo perder a calma
É muito dinheiro que gasta, um investimento sem lucro
Lida-se com a ignorância de um monte de burro xucro
E a plateia é escassa demais.Pouca gente vai lá pra ver
Precisava de um pouco mais de pessoas pra me promover
Eu já cansei de convidar e ninguém ir lá prestigiar
Mas tem alguém que me ouve e acha tudo interessante
Coletânea de Letras Musicais
632
Letristas em Cena
633
ROLAN CRESPO
Encontro marcado
Filosofando com Das Neves
Manguaceira
Meditando a Vida
Noel, Ismael, ela e eu
Só quero isso
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Coletânea de Letras Musicais
634
Letristas em Cena
635
ENCONTRO MARCADO
Rolan Crespo / Caio Bassitt
E isso ai sou coisa ruim
tô doidão, tô doidão pra barbarizar
os meus sonhos de criança estão a vagar
na fumaça da pedra que queimei
com o dinheiro que roubei
comprei a mais lúcida demência
e se alguém pede clemência, eu não posso dar
foi você que me fiz assim, essa coisa ruim
foi você que me fiz assim, essa coisa ruim
se você me pegar eu sei, não tem perdão
se você me pegar eu sei, vai ser o fim
é fácil me achar estou na porta do bar,
ou na rua a perambular.
De dia estou sempre em casa, nos confins
De noite dou um rolê, onde rola a grana, nos Jardins.
Você pode me encontrar num farol fechado,
Puxando a maçaneta da porta do seu carro
Você pode me encontrar com olhar em brasa
Tramando terror no portão da sua casa
É isso aí a vida é assim, não fica bem
A um homem de bem ter um triste fim
só dou um conselho:
Não mostre o medo
Não dê bobeira,
Não faça asneira
Quando me encontrar.
Coletânea de Letras Musicais
636
FILOSOFANDO COM DAS NEVES
Mudo, mas não mudo muito,
Mudo com moderação.
Fosse eu o que não sou,
O que seria eu então?
Gosto de mim assim,
Do jeitinho que sou.
Mudando de vagarinho,
Protegendo o meu melhor
Sigo o caminho da mudança,
Sou natureza em transformação.
Só me apego às coisas simples,
Sou avesso a bajulação,
E me oprime a violência,
De quem vive da opressão.
Mudo, mas não mudo muito,
Mudo com moderação.
Fosse eu o que não sou,
O que seria eu então?
Mudo, mudo até de opinião
Só não caio em conversa mole, da malandragem
Sempre a espreita pra molhar a mão.
A luta é permanente
Nada muda em vão
Letristas em Cena
637
Tenho a decência como princípio
Disso não abro mão
Fico com o sim da verdade
Finco bandeiras na contramão.
Coletânea de Letras Musicais
638
MANGUACEIRA
Rolan Crespo e Nando Távora
manguaceira,
Ela é manguaceira.
manguaceira, cuidado rapaz
Ela é manguaceira.
Em casa de malandro sapo fecha a boca
Em roda de bamba ninguém fala alto
Malandro que é malandro, não dorme de toca
E Mané é otário, sempre cai do salto
A lei do carteado faz quem ta na banca
Quem ta no prejuízo puxa da navalha
No jogo de ronda a boa ta na boca
Quem não pula que nem pulga, só se atrapalha
Refrão
Na próxima vez vê se passa no caixa
Não chega se exibindo com o bolso furado
Empada sem recheio, ninguém acha graça
É água no chope, é samba quebrado
Nas curvas dessa nega você se embriaga
Óleo no asfalto, vai derrapar
É pule de dez, aposta que não paga
E não tem barranco pra se segurar
Letristas em Cena
639
MEDITANDO A VIDA
Rolan Crespo/Caio Bassitt
O tempo que nos dado pra viver
Tem que ser bem aproveitado
Um trabalhinho aqui, um dinheirinho ali
Um sambinha aqui, uma cachacinha ali
Uma conversinha aqui, um romancinho ali.
Um mar bem sereno pra nadar,
Um rio largo pra pescar.
Uma fomezinha aqui, um ensopadinho ali.
Um cafezinho aqui, um cigarrinho ali.
Um cafuné aqui, uma sonequinha ali.
Sem ter que provar minha coragem
Nem ter de aceitar qualquer cobrança
Tão pouco cobrar nada de ninguém
Não conteste, minha gente
Sou um vagabundo contente, porra!!!!
Nada de stress, nada pra me consumir
Pouca força em tudo que fizesse
Só carinho, nenhuma armação
O tempo que nos dado pra viver
Tem que ser bem aproveitado
Coletânea de Letras Musicais
640
NOEL, ISMAEL, ELA E EU
Rolan Crespo/Hélio Matheus
Pensei que você fosse minha
Mas não passou de uma grande ilusão
Empenhei todos os meus encantos
Pra lhe conquistar, mais foi tudo em vão.
Comprei um sapato carrapeta,
uma gravata branca,
Um terno jaquetão,
chapéu palheta de aba quebrada,
Pus os pés na estrada,
cheio de intenção.
Quando cheguei ao portão,
seu pai veio negar o nosso compromisso
Cheio de dedos pra não me ofender
me pediu desculpa com educação
Saí dali um tanto alquebrado,
sem jeito, amargurado
é muita ingratidão
Num botequim lá de Vila Isabel,
me encontrei com o Noel
que me deu atenção
Num botequim lá de Vila Isabel,
me encontrei com o Noel
que me deu atenção
Entrei no bar bebi um traçado,
me enchi de orgulho e de decisão
De mão no bolso e andar sereno
Letristas em Cena
641
cantarolava os versos da minha canção
Olhei pra frente, olhei para o lado,
olhei para mim com admiração
Puxei a aba do meu chapéu,
cumprimentei o Ismael
Que vinha na contramão
Aí eu acordei
E procurei meu violão
Foi mais um sonho meu
Agradeço a Morfeu
Por essa canção.
Coletânea de Letras Musicais
642
SÓ QUERO ISSO
O tempo passa, o céu brilhando
eu sonhando e tenho que acordar
dizem que o trabalho enobrece
mas tem gente que esquece que viver é sonhar.
Quero lenha na lareira,o andar de mulher prenha,
coração grávido de amor
adormecer num sono profundo
esquecer do mundo, cheio de dor
vou entorpecer minha mente
com o cheiro da mata e da terra molhada
Sentir o frescor do riacho
Eu digo não acho, não quero mais nada
Quero uma roda de amigos
Conversa fiada, café de caneca, cigarro de palha
E uma boa rede pra me balançar
Quero a viola caipira
O som de toada, uma cama macia, a mulher amada
Eu só quero isso, não quero mais nada
Letristas em Cena
643
ROSANGELA CALZA
Incerteza
Partida
Passo... Aos pedaços
Rotinas.... Defina-se!
Sol... Tudo igual
Tudo o que não sei
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Coletânea de Letras Musicais
644
Letristas em Cena
645
INCERTEZA
A incerteza é fatal...
remédio mortal...
veneno total.
Talvez,
quem sabe,
pode ser,
não dá pra dizer.
A neblina me fascina
só se muito fina.... muito fina.
O nevoeiro denso me alucina,
me faz perder a direção,
o senso, o uso da razão.
Incerteza é a única certeza da vida...
o resto... bem, o resto é tudo ilusão.
Coletânea de Letras Musicais
646
PARTIDA
E ele se foi
assim como veio...
partiu...
partiu-me ao meio
uma parte ficou
a outra com ele levou
sem se importar
com o que deixou...
Partiu...
Letristas em Cena
647
PASSO... AOS PEDAÇOS
Sigo de passo em passo
às vezes, não passo.
Passos longos
nas tempestades
apagados pela chuva,
pelas ondas,
pelo vento
lá longe ficou meu tormento.
Passos curtos
nos dias ensolarados
riso escancarado
felicidade
curto
cada passo dado.
Passos solitários
um depois do outro
só um
sem o outro.
Passos vagarosos
cansados
caminhos dispersos
só prosa...
sem cantos... sem versos.
Passos aqui... outros ali
Coletânea de Letras Musicais
648
por aqui e por aí
ao acaso
descaso
pegadas da vida
não encontro nenhuma saída.
Se não consigo da vida correr,
o único jeito é viver.
Letristas em Cena
649
ROTINAS.... DEFINA-SE!
E o sol continuou a brilhar e a se apagar...
o vento continuou sua lide de soprar...
as estrelas a bruxulear...
as ondas do mar a vir e a voltar... pro mar.
O mar a nos separar...
o tempo as lembranças a apagar
a distância...
não foi o suficiente tudo na rotina continuar...
Você se foi pra nunca mais voltar...
era o combinado, lembra?
do outro lado sua vida levar...
e você voltou porque era pra voltar...
Por que era pra voltar?
Coletânea de Letras Musicais
650
SOL... TUDO IGUAL
O dia passa
na tela da vida
chegadas e partidas...
O sol se põe,
num ponte ardente
oculta-se
e deixa a noite chegar...
completamente indiferente.
A noite passa
dissimulada... não deixa ver nada,
oculta-se... dilui-se na escuridão.
E deixa aparecer outro dia.
Novo cenário das dobras do tempo
desdobra-se lentamente
compõe o tempo de mais chegadas...
de mais partidas...
tudo igual, igual a tudo... novamente.
Letristas em Cena
651
TUDO O QUE NÃO SEI
Tudo o que sei
é que nada sei.
Tudo o que planejei
sonhei, busquei
foi como fumaça no ar.
Agora vou parar,
sem planos,
sem enganos...
sem sonhos,
sem pesadelos,
sem buscas,
sem desencontros....
quem sabe assim (des)encontro...
ou sou (des)encontrada?
Sei, sei... comigo é tudo ou nada!
Coletânea de Letras Musicais
652
Letristas em Cena
653
ROSI LOPES
Eu sou bonito
Feliz aniversário
O último bombom
Quarto cor-de-rosa
A vida é bela
Volte meu amor
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Coletânea de Letras Musicais
654
Letristas em Cena
655
EU SOU BONITO
Eu sou miúdo
Narigudo, orelhudo,
“Mais” eu sou bonito
Eu sou miúdo
Baixinho, cabelo escorrido
“mais” eu sou bonito
Meus amigos ficam de cara
porque nas festas a mulherada
em mim se amarram.
Só querem ficar comigo
Eles não sabem
Qual é o meu segredo...
É um casaco bem comprido
Que eu herdei do meu tio
Eu sou miúdo
Narigudo, orelhudo
“mais” eu sou bonito
Eu sou miúdo
Baixinho, cabelo escorrido
“mais” eu sou bonito
Coletânea de Letras Musicais
656
FELIZ ANIVERSÁRIO
Hoje eu quero te ver contente
Bem diferente. Bem diferente
Parabéns, tudo de bom.
Eu te desejo de coração
Muita saúde, prosperidade
Paz, e felicidade
Cada ano é uma alegria
te ver assim
cheia de vida
Quanto mais o tempo passa
Mais você fica bonita
Parabéns, tudo de bom
Eu te desejo de coração
Parabéns, tudo de bom
Eu te desejo de coração
Letristas em Cena
657
O ÚLTIMO BOMBOM
Você não me engana
Diz que me ama
Diz que me ama
Mas quando a gente
Vai pra balada
Você se acha
O último bombom da caixa
Me enche de cerveja
Diz que vai pro banheiro
E vai pra outra mesa
Beijar outra garota
Você se acha
O último bombom da caixa
Vai ter uma surpresa
Quando voltar
Outro vai estar
No seu lugar
Você se acha
O último bombom da caixa
Você não é..., não é não!
O último bombom da caixa
Bombom igual ao seu
Eu não quero nem de graça
“O “mundo” tá” cheio
Coletânea de Letras Musicais
658
De amor igual ao seu
Desculpe meu amor
Você me perdeu
Letristas em Cena
659
QUARTO COR-DE-ROSA
Quarto cor-de-rosa
De paredes de cetim
Tive você nos meus braços
Todinha pra mim
Quarto cor-de-rosa
De paredes de cetim
Tive você nos meus braços
Todinha pra mim
Não dá pra esquecer
O que passei com você
Tudo era magia
Naquela cama macia
Tive a flor mais linda
Se abrindo só pra mim
Vou embora dessa cidade
Levando saudade
No peito a coragem
de ter que ir embora
Vou embora...
Levando na lembrança
Aquela flor cheirosa
Que enfeitava o quarto
Cor-de-rosa
Sei que meu amor
Vai me esperar
Coletânea de Letras Musicais
660
E no quarto cor-de-rosa
A gente voltará a se amar
Vou embora...
No coração a esperança
De voltar a essa cidade
Reencontrar a felicidade
E no quarto cor-de-rosa
Rolar até o amanhecer
Com aquela flor de mulher
Que não dá pra esquecer
Letristas em Cena
661
A VIDA É BELA
Trate seu amor
Com muito amor e carinho
Pra não ficar sozinho
Você precisa encontrar
Uma razão pra dizer
Que você sabe viver.
Amor é muito mais que desejo
É um abraço, um beijo,
Um aconchego.
Amar é saber ouvir
É compartilhar, é repartir
Trate seu amor
Com muito amor e carinho
Pra não ficar sozinho
Você precisa encontrar
Uma razão pra dizer
Que você sabe viver
Aproveite o tempo
Para aproveitar
O amor sincero
Que encontrar.
Não perca tempo
Com coisas pequenas
A vida é bela
E sempre vale a pena
Coletânea de Letras Musicais
662
VOLTE MEU AMOR
Volte meu amor
Volte,volte,volte!
Não me deixe
Eu não vou aguentar
Volte,volte,volte!
Volte, por favor
Volte meu amor
Eu não posso mais
Viver assim
Volte pra mim
Cada dia morro um pouco
Já não sei
Se estou vivo
Ou se estou morto
Você é minha vida
É o ar que respiro
Eu te amo!
Ninguém pode substituir você
Teu sorriso
Teus olhos
Teu corpo
Já estou ficando louco
Eu preciso te ver
Eu preciso de você
Volte meu amor
Volte,volte,volte!
Letristas em Cena
663
Não me deixe
Eu não vou aguentar
Volte,volte ,volte!
Volte, por favor
Volte meu amor
Eu juro se você voltar
Nunca mais vou deixar
Você partir
Eu juro nunca mais te magoar
Vou viver só pra te amar
Só pra te amar
Volte!!!
Coletânea de Letras Musicais
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Letristas em Cena
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SAMUEL NERI
O amor passou
Beber o mar
Cidade vazia
Cristalino
Do morro vê-se melhor
Fada do mundo
A festa do futebol
Infinitamente blue
Lúcia
Mandela
Morena na chuva
Quem sou eu
Sou marrom
Velha novidade
O velho tempo acabou
A vida imita a arte
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Coletânea de Letras Musicais
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Letristas em Cena
667
O AMOR PASSOU
Foi só um momento de sonho.
Foi uma música aos ouvidos.
A parte que se perdeu
Está bem perto, eu não duvido.
E quem sonhou, como eu,
Com fragmentos de vida,
Viveu seu sonho no meu,
Na juventude perdida.
O tempo que só é tempo,
Que não se perde no tempo,
Que não dá tempo ao passado,
Fez do amor passatempo.
Passatempo. Amor do passado.
Passatempo, amor. No passado.
Passatempo. Passou.
Passou. Passou. Passou.
Coletânea de Letras Musicais
668
BEBER O MAR
Aprendendo a reter a presa.
Bebendo o mar sem causar surpresa.
Causando espanto a liberar o canto.
Cantando a causa do melhor encanto.
Beber o mar.
Beber o mar,
Enquanto o marinheiro canta a tristeza,
O mar engole com sua beleza,
Com fúria implacável, a natureza.
O mar bebe.
O mar bebe.
O mar bebe...
E bêbado fica,
Esperando o fim na curva da pista.
A pista fecha-se como a cortina
Que encerra a peça e seu artista.
O enredo bebe.
O mar bebe
E tem sede.
Letristas em Cena
669
CIDADE VAZIA
Procurar o quê nas ruas vazias?
Procurar você nestas noites frias.
Procurar por onde, nestas ruas escuras?
Quem sabe se você faz alguma loucura?
Meus olhos não se cansam de olhar
Pra todos os lados.
Minha boca não cansa de gritar
O seu nome encantado.
Baby, onde está você
Na cidade que para?
Nem pense que vou te esquecer
Minha coisa rara.
Quando você me faltou, faltou a mim um respiro,
Mas no momento da volta, quase tudo delírio.
Naquele chão tão distante a gente andou errante,
Mas nunca a dor é bastante pra quem ama demais.
Demais a mais, você veio e me fez tão feliz!
Fez da cidade vazia, aquilo que sempre quis.
Quis ter você no meu peito, meu corpo em teu corpo.
A minha boca na sua, foi amor quase louco
Coletânea de Letras Musicais
670
CRISTALINO
Um olhar atravessa o óbvio
E um tremor invade meu corpo.
Me dá medo te querer,
Mas o querer é forte
E nem a morte me faz tanto medo.
Tenho medo de que seja inevitável
A provocação dos teus olhos.
Tenho medo de que seja irresistível.
O mover dos teus lábios
Me incita a um toque,
Provoca um toque
Cristalino.
Um movimento dentro do vestido,
E só a gravidade me sustenta.
Enquanto voo numa imaginação
Em que o temor se perde
E não vejo gravidade num pensamento.
No entanto, quando volto,
Já não estou mais aqui.
Me vejo dentro dos teus olhos
E penso estar em você,
Enquanto por dentro,
Somos um só
Ou nem tanto.
Letristas em Cena
671
DO MORRO VÊ-SE MELHOR
Auto! Olhe pro alto.
Auto! Grite bem alto.
Suba bem alto o morro.
Corra pedir socorro.
Auto! De lá do alto,
Veja a multidão.
Sinta se há solução.
Volte! Conte-me tudo.
Diga se o absurdo
Ainda é pouco pro nosso mundo,
Se na favela só tem vagabundo.
Auto! De lá do alto,
Veja a multidão.
Sinta se há solução.
Homem, já viu de tudo?
Homem, parou com tudo?
Cala! A vida ensina.
Velho, olhe pra cima!
Auto! De lá do alto,
Veja a multidão.
Sinta se há solução.
Só Deus sabe!
Deus sabe?
Só Deus sabe.
Coletânea de Letras Musicais
672
FADA DO MUNDO
Mais que sede e frio, eu sinto sua falta.
Mais que sono e fome, eu quero o seu beijo.
Por mais que o dia-dia me deixe sem tempo,
Por mais que o povo ande, é só que me vejo.
Mais do amor que tive, eu quero um pouquinho.
Mais das fantasias eu quero viver.
Vivo de sonhar que não estou sozinho.
Mais que tudo, e tudo o que quero, é você.
Minha vida toda ficou sem rumo.
Minha roupa toda é um desarrumo.
Minha mira, cega, fora de prumo.
Meu sonhar, você, fada do mundo.
Fada do mundo...
Fada do mundo...
Fada, meu mundo.
Letristas em Cena
673
A FESTA DO FUTEBOL
Ontem, eu vi Mandela da TV.
Vi seu sorriso na tela
Vibrando com o futebol.
Ontem, vi seus cabelos grisalhos
Envelhecidos no tempo
Em que não podia ver o sol.
Mandela, com seu sorriso na tela,
Abria uma janela
Pra liberdade afinal.
Ontem, teve festa na África.
Eu vi nativos dançando.
Vi alegria geral.
Ontem, um povo livre, tranquilo,
Dançou, cantou e vibrou
Na festa do futebol.
Mandela, com seu sorriso na tela,
Abria uma janela
Pra liberdade afinal.
Coletânea de Letras Musicais
674
INFINITAMENTE BLUE
Blue.
Blue ou simplesmente, azul.
Azul, como o blue dos olhos,
Da menina que me fez sonhar.
Blue.
Infinita e simplesmente azul.
Blue, como o terno de meu pai,
Que um dia um anjo resolveu levar.
Blue.
Infinito, incandescente blue.
Como o céu que levou um tempo
Entre nuvens e contratempos,
Em que o velho chorava no templo
E orava por um dia blue.
Blue.
Infinitamente, blue.
Como o dia em que ele se foi.
Blue.
Infinitamente, blue.
Como o dia em que ele se foi.
Letristas em Cena
675
LÚCIA
Não sei se é lua,
Se é luz.
Não sei se é Lúcia.
Só sei que ela,
com o seu amor,
Me faz sonhar.
Lúcia...
Não sei se é porque me falta.
Não sei se é porque me mata.
Essa saudade do seu rosto.
Essa vontade do seu corpo.
Que eu fico assim,
Sem mim.
Vem.
Vem pra matar essa saudade.
Me fazer feliz de verdade.
Vem.
Vem pra matar essa saudade.
Me fazer feliz de verdade.
O, o, Lúcia.
O, o, o, Lúcia.
Coletânea de Letras Musicais
676
MANDELA
Luta por sua raça, sua cor,
E morre por ela.
Se preso, fica. Em nome do amor
Que sente por ela.
Mandela.
Mandela.
Aos brancos, não demonstra nem dor.
Convive com ela.
Dos negros, quer tirar o furor
Provocado por ela.
Mandela.
Mandela.
A África te deve o amor
Que sentes por ela.
Mas... E se algum dia se for?
A raça, Mandela,
Levará sua bandeira até o fim,
Pois é a luta dela.
A raça, Mandela.
Mandela.
Mandela.
Letristas em Cena
677
MORENA NA CHUVA
Chuva que cai na cidade
E molha o asfalto.
Molha a pele morena,
Mulata, e de fato,
Brinca com a sensualidade.
Vestido molhado.
Faz com que olhos e bocas
Desejem amar.
Morena que corre na chuva,
Vá mais devagar.
Não fuja do olhar desejoso
Dos homens do bar.
Brinca com a sensualidade.
Me deixe te amar
Em casa, na rua, na chuva,
Na beira do mar.
Morena na chuva.
Morena na chuva.
Coletânea de Letras Musicais
678
QUEM SOU EU
Olha só:
Ninguém chegou,
Ninguém partiu.
Você ficou à beira rio.
Ninguém te chama,
Ninguém te ama.
Na correnteza
Só a certeza
De quem sou eu.
Eu sou aquele que te quer,
Que te quer, que te quer, que te quer.
Eu sou aquele, que menino,
Já queria te fazer mulher.
Eu sou aquele que te ama,
Que te ama, mas você não quis.
Eu sou aquele que um dia,
não se lembra? Já te fez feliz.
Feliz, feliz, feliz, feliz.
Letristas em Cena
679
SOU MARROM
Nata branca, planta verde.
Meus desenhos multicores.
Nuvem branca, céu azul.
Tem um time tricolor.
Calça preta, camiseta.
É laranja o violão.
As paredes amarelas
Pichadas por minha mão.
Nos cabelos da mamãe
Um vermelho reluzente.
Na brancura das meninas
Eu me faço diferente.
Diferentes meus brinquedos,
Meus programas, o meu som.
Se elas brigam, eu nem ligo.
Pulo e brinco. Sou marrom.
Sou marrom. Não me contaram.
Aprendi sem professor.
Minha cor tá na caixinha
Cheia de lápis de cor.
Coletânea de Letras Musicais
680
VELHA NOVIDADE
Velhos tempos, velhos termos,
Velhas fadas, velhas fardas.
Amor à vista primeira,
Romances com feiticeiras
E o juramento de freira.
Na vida mais curta do mundo,
Mesmo aos cem anos de idade,
Algo chega a soar como novo.
Como nova, a velha novidade.
O pensamento indolente.
O fogo no rosto ardente.
A paixão quase inocente.
O amor de adolescente...
Soa como nova,
A velha novidade.
Letristas em Cena
681
O VELHO TEMPO ACABOU
Não sei por que você viaja tanto!
Fica um pouco em casa.
Vê se não sai do ar.
Você viaja e não me leva,
Nem se lembra onde passou.
Qual é a sua, cara?
O velho tempo acabou.
Qual é a sua cara?
O velho tempo acabou.
Lugares estranhos.
Lugares escuros.
Será que vale mesmo a pena
Orbitar por algum tempo?
De repente não dá mais.
Não dá mais para voltar.
Aí, se perde no espaço,
Mas se ainda der pra falar,
Me chama.
Me chama que eu te dou um abraço.
Coletânea de Letras Musicais
682
A VIDA IMITA A ARTE
Toca a bola de mansinho
Trata ela com carinho
Que ela vai reconhecer
Sá um drible com elástico
Faz um gol, vai pro Fantástico
O povo vai te conhecer
Faz ela dormir no peito
Dá lençol, impõe respeito
Faz o chão estremecer
Se é coisa do destino,
O futebol te faz menino
Faz a arte renascer
Mete um golaço de escanteio
Vem driblando pelo meio
O zagueiro nem vai ver
Sua a camisa com orgulho
A torcida faz barulho
O mundo vai te conhecer
Riva, Garrincha, Pelé,
Zico, Tostão, outro olé
A vida imita a arte.
Letristas em Cena
683
SONEKKA
Capiau trabaiadô
Facebook, a canção
Fé na música
685
688
689
Coletânea de Letras Musicais
684
Letristas em Cena
685
CAPIAU TRABAIADÔ
Nega, to cum gadim na invernada
To com uma horta arrumada
De míio uns mir carreadô
Nega, nossa paióça ta pronta
Ta co' as mió das mobíia
E a cor que ocê sempre sonhô
Nega,
Quando suncê foi pra cidade
Pra tu faze facurdade
Ce nunca mais retornô
Sofri,
Cortô que nem canivete
Inguar que terra nos zóio
Dispoi de uns tempo, passô
Nega
Eu pus inté internet
Que vem por via satéliti
TV de LED e celular
Nega
Lembra da egua gorete?
Dispoi que veio as camionete
A charrete aposentô
Coletânea de Letras Musicais
686
Nega
Aqui miorô pacaraio
Morreu o véi burrinho baio
Mas tem manga larga marchadô
Nega
Num tem mai água no poço
Tem piscina cum cascata
Jardim de inverno e ofurô
Nega
Eu to invistino na borsa
No Gugo, Vale do Rio doce,
Na Apple e na Petrobrás
Nega
Hoje num carpo mai roça
Aquela véia moringa nossa
Ta cheia d’água Perrier
Nega
A pinga que tava no corote
Cedeu lugar pruns Iscóti
Que ganho dum senadô
Nega
Ce foi largá o nosso ninho
Pra se ajuntá cum cabocrinho
Que ti mentiu que era dotô
Letristas em Cena
687
Nega
Eu acho que ocê foi tonta
Porque no finar das conta
Eu sempre fui trabaiadô
Fiquei sabenu
Que te injeitaro inté no Orkut
Hoje ce véve de biscate
E eu sou um famoso compositôoooo
Coletânea de Letras Musicais
688
FACEBOOK, A CANÇÃO
Se eu for te postar metáforas
Você vai me dar o fora
Talvez eu te mande cartas
Por hora to indo embora
Se é que você me entende
Eu não to ficando mudo
É que eu sinto que to sem nada
No meio disso tudo
Já fui de saber, fui de só achar
Eu até curti só pra te agradar
Já protestei mas foi pra ajudar
Também fui Guarany kaiowá
Eu vou desligar, desconectar
Quero ate vender o meu celular
Ninguém vai poder vir me cutucar
Fui lá longe pra ver o mar
Que a falta de amigos não te preocupe
Você tem email , tem facebook
Se quiser chamego não vou mandar
Mas topo de ir te levar
Letristas em Cena
689
FÉ NA MÚSICA
Eu tenho fé na música
Como se ela fosse um Deus
Que deu de vir me cuidar
Musa que vem me beijar
Eu tenho fé na música
Ca pra nós que não é pouca
Passei poucas e boas
E a fé não arredou o pé
Calou, ficou quietinha
Quando partiu o Gonzaguinha
Raspou, foi por um triz
Quase se vai com o Zé Rodrix
Mas a fé ficou...
Tenho fé
Com as mãos remando essa maré
Vide vida malvadeza
Hei de te espantar tristeza
Com essa fé que Deus me deu
Coletânea de Letras Musicais
690
Letristas em Cena
691
SUZETE OLIVEIRA CAMARGO DUTRA
Arrume o armário
Boatos ou fatos
Cara de pau
Choro do céu
Contraste
Ditados
Docilusâo
Entre linhas
E s p e r a n ç a
Flauta doce
Fidelidade
Flores do meu jardim
Folhas caindo
Fragmentos de luz z
Gênio do mal
Ícone cultural
Intuição
Inveja maldita
Mágico momento
Mais que lindo
Mensagem de amor
Momentos
Nostalgia
Olá você
Orgulho nacional
Outono
Outra história
Paralelos retratos
Poema
693
694
696
697
698
699
700
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718
719
720
721
722
723
Coletânea de Letras Musicais
692
Primavera
Romântica
Segredo
Sensação de paz
Sentimentos
Sentimentos inversos
Sete notas musicais
Significado oculto
Tão fictício
Um sonho
Uma tarde de Setembro
724
725
726
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729
730
731
732
733
734
735
Letristas em Cena
693
ARRUME O ARMÁRIO
O insatisfeito... Não tem muito jeito
Tem vida sem graça... Existe um vazio
A ser preenchido... Levante a cabeça
Limpe as gavetas... Arrume o armário
Talvez uma ideia... Vai aparecer
Siga em frente... Acorde pra vida
Andando na rua... Chega na praça
Com muita graça... O samba esquenta
No pé da menina... Que rodopia
Com saia rodada... Um rosto rosado
E uma flor na mão... Então o insatisfeito
Todo sem jeito... Entrou na roda de samba
Fez esta canção
....................................................................
................................mas... Não é bem assim... Não
................................o nada também existe... Sim
Coletânea de Letras Musicais
694
BOATOS OU FATOS
O dia clareou
A chuva passou
A música encanta
A nossa alma e...
O azul alegra
O nosso olhar
Não acredite em
Tudo que você vê
E não diga tudo
O que pensa
Sobe no boato e...
Cai num fato
Cantarolando
No caminho
Encontrei
Flores
Tão lindas
Balançando
Com o vento...
Encantou...
Quem sorrindo passou
Caindo num fato
Virando boato
O sol brilha
Aquece
Letristas em Cena
695
Os corações
Impossível
Atravessar
A vida... Sem a
Decepção de
Uma amizade
Agora boatos
São fatos
Coletânea de Letras Musicais
696
CARA DE PAU
Nenhum malandro, dá ponto sem nó
Vai em frente, procurando um coitado
E quando encontra, cai em cima, sem dó
Unindo fatos e fotos para impressionar
Sempre dizendo o que é bom pra você
Bem envolvente é o seu disfarce
Muita conversa fiada
Mostrando o que não tem
E ajudando as pessoas
Pra saber quem é quem
Aconselhando o povo
E com o tempo acostumou
Aproveitando bem a vida
E a casa de alguém
Com a mesma desculpa
Um amigo precisa de mim
Na família alheia ele viveu
O cachorro faz festa pro cara de pau
Mas quando percebem
É tarde demais
Pois o malandro, já se foi
Letristas em Cena
697
CHORO DO CÉU
No meio das nuvens
Vejo muitas estrelas
Uma lua tão linda
Envolvendo meu ser
Dizem que a chuva
É o choro do céu
E o arco-íris...encontra
O outro lado ao léu
Mas...entra num pote
Brilhante com mel
Quanta grandeza existe
Os dias são valiosos
Precioso é o tempo
Algumas coisas na vida
Devem ser esquecidas
A mãe natureza ensina
Após muitas vivências
E andanças por este mundo
Experiências transformam
Nossas preces em
Famosos...musicais
Coletânea de Letras Musicais
698
CONTRASTE
O sol é ouro
A lua é prata
O céu é azul
O homem sem graça
A neve é branca
O vento é calmo
A água é pura
O homem impuro
Estrelas brilham
Flores tem cores
A vida é bela
Mas... O homem não vê
A chuva chega
As folhas caem
A tormenta varre
E o homem só dorme
Letristas em Cena
699
DITADOS
Quem canta seus males espanta
Mas quem tudo quer nada vai ter
Afinal, deixar o certo pelo incerto
Viver o medo bem de perto
Fantasiar é viver só no ar
O tempo vai passando
E o dinheiro acabando
As coisas acontecem
Quando tem de acontecer
O que tem que ser será
Vê se sai pra relaxar
Então cresça e apareça
Deixa a ideia no lugar
É bem difícil aconselhar
Batucar com este samba no ar
Ninguém vai mudar ninguém
Até seu gato não aguenta mais
Ver você dentro de casa Rapaz
O tempo vai passando e o dinheiro acabando
As coisas acontecem quando tem de acontecer
O que tem de ser será, vê se sai pra relaxar
Então cresça e apareça, Rapaz
Coletânea de Letras Musicais
700
DOCILUSÃO
Um grande amor , eu encontrei
Vou te dizer , o que senti
Vai florescer, o meu viver
Basta um olhar , acontecer
Neste momento, se iluminou
Meu coração, soprou em mim
Flores coloridas, ao meu redor
E quando surgir, o amanhã
Pássaros e flores, brincam no ar
Sob o arco-íris , irei passar
Na imensidão, de um jardim
Vou te cantar, esta canção
Você já viu, amor assim
Docilusão, me abraçou
Mais é primavera, depois , verão
Letristas em Cena
701
ENTRE LINHAS
Veja o por do sol
Brilhando no horizonte
Descendo atrás dos montes
Dourando o azul do céu
Paisagem deslumbrante
Ficou em minha mente
Depois chegou a noite
A lua as estrelas
Em todo o universo
O tempo foi passando
O dia clareando
O inevitável aconteceu
Um enorme temporal
Virou um vendaval
O mundo desabou
Mas , enfim passou
A paz apareceu assim
Então pra sempre será
Vão brotar em um jardim
Liziantros e jasmins
Muitas flores vão nascer
Acalentando um coração
Que sofreu quase morreu
Mas nem tudo se perdeu
Um caminho se abriu
Numa estrada verdejante
E num voo pelo céu
Flutuando entre nuvens
Descendo em outro lugar
No fim desta canção
O por do sol, volta a brilhar
Coletânea de Letras Musicais
702
E S P E R A N Ç A
Vem me dizer
Quando sentir
Encontrar
Procurar
Um jeito..........de ser
A felicidade........aqui
Vem me dizer
Um coração
Adormecido
Odor de rosas
Pedras preciosas
Outrora sedas....e......cores
Muitos sonhos
Só a esperança
Uma bela canção
Sem.........reaçõessssssssss
Algo nesta música
Exalou calor
Uma nota......de cada.......vez
Nada a dizer
Nada a esconder
Coisas acontecem
Em tempo de acontecer
Nem a......poeira.......das estrelas......
C a i r á
Igual a chuva......pra se olhar
Na hora de acordar
Letristas em Cena
703
FLAUTA DOCE
O amor que vem, de um coração
Com ternura e grande emoção
O calor tem, composição
Misturando com a coloração
Aventura não faz bem a ninguém
É apenas esse grande vai e vem
Muitas estrelas
No imenso céu pra se contar
Num castelo, o som da orquestra
Ressoa pelo ar
Flauta doce se destaca ao tocar
Melodia refletida no luar
Preste atenção, ao por os pés no chão
Pra não ser preso, em uma só canção
Viver não é esperar
A tempestade passar
Mas vai ter que aprender
Com essa chuva dançar
Coletânea de Letras Musicais
704
FIDELIDADE
De...tempos em tempos
Os...homens se impõe
Propõe...e decidem
A favor de si..mesmos
Exibem largos...sorrisos
Mas....são tão traídos
Sem sequer...perceber
Bem...impressionante
Eles pensão que podem
Viver...infiéis
Isso....engrandece seus egos
E ...de ambas as partes
Se...tornaram normais
Porém...para uma grande mulher
Não tem homem capaz
De tirar seu brilho
Nem nos momentos de amor
Pois a sua coragem
E a fidelidade...vem de suas
Raízes
Letristas em Cena
705
FLORES DO MEU JARDIM
Flores...tão belas ...tão lindas
Vivem no meu jardim
Alegres e catitas
Do alecrim ao jasmim
Piam os beija-flores
E gorjeiam os sabiás
O vento empurra as rosas
Que se curvam a dançar
Na aurora resplandecente
Surge o orvalho a brilhar
Para as flores alegrar
O bem-te-vi vive a cantar
Já vai dia alto e quente
E o sol ainda está lá
A brisa passa de leve
Para as flores acariciar
Na revoada das andorinhas
Brinca o vento a soprar
E o alegre amor perfeito
Vê o pôr do sol passar
Alvas são as flores das angélicas
Que se abrem com esplendor
Enquanto o lindo ipê amarelo
Balança para o luar
Que está prestes a chegar
Coletânea de Letras Musicais
706
FOLHAS CAINDO
Folhas... Caindo
No ar... Dançando
O vento levando
Alguns sons
Vem na memória
Um pandeiro
Tem violão
Pra se fazer
Uma canção
Que vem... Do coração
Na orquestra
O violino é quem dá
O primeiro tom
A lua nova
Lá... No... Céu
Querendo incentivar
Será... Que devemos dançar?
Sob a luz deste luar?
O relógio vai marcando
E badaladas ressoando
O tempo segue o fluxo
Enquanto isso...
A bossa nova
Envolvente... Estonteante
Pra lá de empolgante
Uma arte musical
Verdadeira... Apaixonante
Que nos trás... Só... Emoções
Letristas em Cena
707
FRAGMENTOS DE LUZ
Feche os seu olhos
E se deixe levar
Use a imaginação
A flor é tão procurada
Tem jovialidade...espontaneidade
Nas linguagens das flores
As rosas continuam
Simbolizando a paixão
E o limnando exibe folhas
Em forma de coração
Nos anos vintes ...as gardênias
Eram os símbolos das galantearias
Hibisco é a rosa da china
E a dama das camélias
Quem não ouviu falar
Edelweis é a estrela alpina
Se associa a pureza
As memórias... Nascem das lagrimas
Vestidas por Vênus
Sinfonia em branco
No poder das flores
Você encontra ...vitalidade
Quentes paixões
Azuis ecléticos
Fragmentos de luz
Coletânea de Letras Musicais
708
GÊNIO DO MAL
Um raio lilás...atravessou o céu
Um foguete apressado
Deu a volta na terra
Os girassóis nos campos
Viraram para ver o sol
Seu coração...bateu mais alto
Que o som...de um violão
Ficou sem ação
E até esqueceu...sua própria turnê
No seu quarteirão
Faíscas de fogo...sobem da fogueira
Como vagalumes ...dançando no ar
Vamos ser realistas
No planeta Mercúrio
Que é o seu lar...não tem ninguém
É um dilema romântico
De quem não tem mais talento
E só consegue na vida
Conflito...emocional
Andando na rua...o vento
O deixou....descabelado
E a ultima vez que esteve na praia
Despencou de um deck
Pelo Gênio Do Mal
Mas não convencido
É muito indeciso
Prefere sofrer....e....
Seu orgulho...esconder
Letristas em Cena
709
ÍCONE CULTURAL
Caminhando...numa estrada
Uma história...na memória
Nos encontros...desencontros
Nos parques...nos jardins
Nas montanhas...nos serrados
Águas limpas...correndo nos rios
Sons em harmonia
Saem da floresta
E bem no meio...da caminhada
Pessoas se confundem
Como nuvens lá no céu
Chalés com cercas brancas
Floreiras nas janelas
Exibindo amor perfeito
Margaridas e papoulas
Entre brisas perfumadas
Sopram ventos bem gelados
E como as peças...de um museu
Virou um...Ícone...Cultural
Coletânea de Letras Musicais
710
INTUIÇÃO
Uma flor
Desabrochou num jardim
Um amor, um sonho
Paixão, coração
Uma música
Nascerá, outra vez
Vejo um florescer
Carinho
Um olhar, se dará
Uma luz, sentindo
Intuição
Esta canção
Viverá, brilhará
Encontrará, vivências
Lembranças, momentos
Verdades
Sentimentos
Fascinação
Letristas em Cena
711
INVEJA MALDITA
Se a sua estrela
Não brilha
Não apague a luz
De um compositor
Com o seu talento
Pra que se preocupar
Exibir um chapéu
Que não é seu
E fácil demais
Mas...logo depois
Que o chapéu se for
Seu ego também vai !
Puxar o tapete de quem
Tem talento...
Não é bom pra ninguém
Pois a reciprocidade
Aparece também
Todos os talentosos
Tem o mesmo direito
Para brilhar
E a inveja maldita
Sempre paira no ar
Receber um não
Pode ser bem ruim
Uma porta se fecha
Mas logo outra abrirá
Dizendo um sim
Coletânea de Letras Musicais
712
Como diz o ditado
O talento incomoda
Todo tipo de gente
Não se preocupe
Abra a sua porta
Que atrás... Tem muita gente
Pra ouvir você cantar
Letristas em Cena
713
MÁGICO MOMENTO
Uma enorme cerejeira
Protege um banco de jardim
Primaveril brisa suave
Mas o que vejo por aqui
É um campo de tulipas
Um relógio entre as árvores
Começando a rodar
E aqui no parque a tocar
Badalando toda hora
Um conserto musical
Neste mágico momento
Um beija flor, curioso
Num gramado bem cuidado
Deixa-se fotografar
Quando o sol se for de vez
Vai a lua aparecer
Mil estrelas vão brilhar
Um clima de romance
A espera de alguém
Sentimentos, vão e vem
Mas como o vento se desfaz
Coletânea de Letras Musicais
714
MAIS QUE LINDO
Pássaros brincam nas árvores lá fora
Flores se encontram ao vento no jardim
Este é meu lar, não quero ir embora
Deste aconchego que faz parte de mim
Criei raiz aqui, sob este sol
Sei o que é ser feliz, vejo a lua no céu
Isto é bem mais que lindo, disse Jobim
Numa canção que fez, para Bebel
Mesmo tão longe, meu pensamento é perto
Tem esquilinho onde a mata cresceu
Entre o arvoredo, clareiras aparecem
Isso é cruel, o povo entristeceu
Com o passar do tempo, tudo irá se perder
Um lugar tão lindo,vai desaparecer
Mas ao cantar a letra desta canção
Este recanto me mostra o que é certo
Sensacional e a vista deste lugar
A natureza se deixa admirar
Letristas em Cena
715
MENSAGEM DE AMOR
Amanheceu...um lindo dia
Despertou...uma alegria
De viver...em mim gerou
Olhando...no horizonte
O verde...é bem mais verde
O céu ...mais azul
Nuvens brancas
Deslizando no ar
O sol surgiu...iluminou
O nosso dia...os seus raios
Poderosos
Gotas de orvalho
Brilham tanto
Lá nos campos
Simplicidade...mostra
A verdadeira força
Legitima nobreza
O saber...graciosidade
Na expressão
Dos movimentos
Não nos compete
Fazer ninguém sofrer
E seguir nossos caminhos
Sem quebrar nenhum cristal
Não magoar nem fazer mal
Somente transmitir
Uma mensagem de amor
Coletânea de Letras Musicais
716
MOMENTOS
Um recanto...aconchegante
Bem aqui tem...um bom espaço
Em cada canto...uma história
Mil lembranças ...e momentos
Um altar pra agradecer
Alguns segredos...pensamentos
Cada coisa em seu lugar
Um aroma sempre no ar
Cadeiras no terraço
Para uma vista apreciar
Depois de uma viajem
É bom voltar pra casa
Canções para compor
Um livro para editar
Carinho dos amigos
Saudades pra relembrar
Letristas em Cena
717
NOSTALGIA
Chuva caindo
Pingos no chão
Espelhando então
Andorinhas no céu
Momentos assim
Engrandecem também
Estação que mudou
Pensamentos que vem
E nas águas da chuva
Desenhando ao léu
Alguém passa sorrindo
Neste dia cinzento
Primavera que chega
Nossos sonhos embalam
Poesias se tecem
Num passeio de trem
Enquanto a chuva não passa
Uma paisagem disfarça
A nostalgia de alguém
Procurando além
Amor que não tem
Coletânea de Letras Musicais
718
OLÁ VOCÊ
Olá. Você
Um longo tempo passou
O mês de marco, chegou
Dezesseis ou dezessete
Par ou impar, tem que dar
Mil apostas, acontecem
Num instante, vai pagar
Ser pobre não é ruim
O pior é estar
No auge da fama
Com o nome na lama
O inverno congelou o verão
Na expectativa do momento
Ficarás eternamente
Muitas coisas acontecem
E nunca são, recuperadas
A palavra falada
E o tempo que passou
Oportunidades perdidas
Agora eu vou seguir
Pois vou gravar a entrevista
Enquanto o sono não vem
Tome um trem
Sinto muito meu bem
Letristas em Cena
719
ORGULHO NACIONAL
São Paulo é uma cidade
Cheia de emoções
Espelhados edifícios
Surpreendendo o olhar
Cidade acolhedora
Onde raças se misturam
Muito céu azul
Lindas noites estreladas
Meu oásis preferido
Foi aqui onde nasci
Que as vezes tem garoas
Alguns parques bem cuidados
Outros com imperfeições
É impossível dizer tudo
Numa só folha de papel
Só vou citar o que é belo
Pra não ferir esta canção
Bem no centro tem cultura
Pinacoteca e museus
Municipal foi
Reformado com todo primor
Cidade tão querida
Conhecida em todo mundo
Pelos seus cartões postais
E um orgulho nacional
E os poetas desta esfera
Anunciando opiniões
E sempre cheia de emoções
Esta cidade
Onde vivo, onde sonho
Onde faço minhas canções
Coletânea de Letras Musicais
720
OUTONO
Em uma janela eu estava
No vigésimo segundo andar
Pra ver a chuva de outono
As águas batendo no vidro
Formando bolinhas com ar
Deslizando sem parar
Os ventos fortes sopravam
E lá no fim do horizonte
Havia um resto de sol
Foi um momento lindo
Em um lugar seguro
Uma poltrona macia
Perfeita pra se aconchegar
Entre livros e muitos chás
Estava uma melodia
Navegando no ar
Meus pensamentos procuravam
Harmonizar as notas de um
Samba canção
Entre muitas recordações
As horas passam ligeiras
O dia então virou noite
Mas sempre vou lembrar
A chuva batendo no vidro
Formando bolinhas com ar
Letristas em Cena
721
OUTRA HISTÓRIA
Flores de lótus ...eu plantei
Entre belos...arrozais
Mais uma vez...eu cresci
Pois a intuição...eu segui
Nada será ...como antes
O cristal se quebrou
O passado passou
O futuro...não chegou
Sopram ventos suaves
Frases e pensamentos
Caem as gotas de chuva
E...salpicam o chão
Como as cinzas do vulcão
As flores desabrocham
Sempre no tempo certo
A natureza é o espelho
E uma força aparece
Não adianta...colocar flores
Em uma casa ...onde
Não mora ninguém
Um momento vai chegar
Outra história vai começar
Coletânea de Letras Musicais
722
PARALELOS RETRATOS
Paralelos, retratos
De uma vida, bem simples
Sem preconceitos
Intrigantes, mensagens
Revelam , seus medos
No seu olhar
Mas o reflexo, no espelho
Vai te dizer, que a pureza
É igual, a uma flor
Que acabou de nascer
Caminhando, entre as arvores
Sentindo, uma brisa
Acariciando, o seu ser
Aproveite, esta fase
Bem diferente
Inconsequente
E toda essa paz
Que o momento, lhe traz
Letristas em Cena
723
POEMA
Para escrever um poema
Você precisa se apaixonar
A esperança vê o invisível
Sente o impalpável
E alcança o impossível
A inocência abre o coração
Para qualquer sentimento
Você não pode tocar as nuvens
Mas pode sentir a chuva
A brisa sopra nos campos
No mar nos vales
Não espere que as coisas
Caiam do céu
A paixão nos conduz
A um estado de luz
E no meio da noite
Eu ouço música
Dentro de mim
Este é um segredo
De cada um
O amor nos faz jovens
E sempre existe uma flor
Para nos Encantar
Coletânea de Letras Musicais
724
PRIMAVERA
O sol esta sorrindo
A névoa evaporou
Chegou a primavera
Pássaros gorjeiam
Abelhas zunem
Novas plantas
Florescem
Ninhos surgem
Por toda parte
No alto...
Gaivotas alegres
Cruzam o céu
Embaixo...
Lá nas rochas...
Batem as águas mar
Soando num alegre
E lindo arrebentar
Letristas em Cena
725
ROMÂNTICA
Eu sou romântica, como uma flor carmim
Só te ver sorrir é encantador
Feito um beija-flor feliz
Só nos dois amor, meu bem
Quando a lua encontra o mar
Prova que esse amor vai durar
Esta é uma canção de amor
Lembra uma estação em flor
Que exala romance e calor
Eu sou romântica como uma flor carmim
Só te ver sorrir, é encantador
Feito um beija-flor feliz
Doce aroma de jasmim
Encontros a beira mar
Neste envolvente luar
Estrelas enfeitam o céu
Brilha o nosso olhar enfim
Romântica eu sou assim
Coletânea de Letras Musicais
726
SEGREDO
Alguém nasceu
Sob a influência de um
Eclipse
Querendo esquecer
Só...que muito mais
Ira lembrar
Uma espada
Que é de prata
Tem o seu poder
Mas o ouro do cajado
Tem muito mais valor
Nas rajadas e nos ventos
A consciência pesará........
Águas de março
São tão frias
Diferentes de um vulcão
Ao enganar uma mulher
O homem se comprometeu.....
No universo
Existe um livro
Sua palavra
Esta gravada
E...a mágoa que causou
Num bumerangue voltará...
O vento...irá soprar
A mascara...cairá
Atrás das nuvens
A lua se...esconderá
Não há sombras
No deserto
Letristas em Cena
727
E onde....existe fé
Uma esperança
Haverá......
Uma estrela.....vai chegar
E o Segredo....
Desvendar
Coletânea de Letras Musicais
728
SENSAÇÃO DE PAZ
Quero dizer
O que senti
Quando te vi
Sorrindo ...
O céu se abriu
E uma canção
Ouvi no ar
O esplendor
Desse ardor
No momento
Se expressou
Também sorri
Perfumados
Aromas senti
Na imensidão
Desta longa vida
Experiências colhidas
Vivências sentidas
Aconchegante conforto
Sensação de paz
Letristas em Cena
729
SENTIMENTOS
Você não vai
Reconhecer esta canção
Não
Criação da imaginação
Bela ilusão
Canção de amor
Que passageira já se foi
Romântica magia
Que deixou
Lembranças findas
Que vibrou sentimentos
Música, momentos maravilhosos
Assim
Só o encanto ficou
E se ficou
É que valeu
Foi bom demais
Mas...acabou e te deixou pra traz
Aconteceu...e o azul se foi
E o sal do mar...não tem sabor
A dor que dói
Bonita não faz mal
Não me entristece
Se a poesia tece
Todo sentimento
Se torna música em mim
Assim eu sigo feliz
Coletânea de Letras Musicais
730
SENTIMENTOS INVERSOS
Leve consigo
Somente....o que
Vale a pena
Não olhe pra traz
Acreditando
Que exista ... Um
Alguém superior
Protegendo
Alguns seres
Quando é merecido
De muitas maldades
E grandes mentiras
Mesmo sutis
Que hoje em dia
Vem com a maioria
Dos seres humanos
Sentimentos inversos
Subsequentes
Que terão de provar
Pois tudo que vai
Deverá retornar
Letristas em Cena
731
SETE NOTAS MUSICAIS
Uma flor......uma árvore
Um amor......uma esperança
Não se encaixa.....em projetos
Nem nas organizações
Não é sonho.....ou fantasia
Como muitos....denunciam
Sentimentos......
Não se racionaliza...
O amor é como a....música
Brota em nossos ...corações
Uma troca de olhar
Carinho verdadeiro
Como cristais...iluminados
Uma luz....incomparável
Amadurece...em nosso ser
Poemas ...existentes
Conseguem.....transmitir
Com clareza o que sentimos
Em um jardim...com muitas flores
No amor...um lindo par
Depois da chuva.....brilha o sol
As sete notas...musicais
Compõem as mais lindas.....
Muito lindas.....canções
Coletânea de Letras Musicais
732
SIGNIFICADO OCULTO
Algumas ...emoções
Invadindo...estão
Seu pobre coração
O amor perfeito...tem seu tempo
Só o verdadeiro permaneceu
Estava escrito em um jornal
Que a papoula traz em si
O magnetismo da lua
Louros em coroas
Destacam os atletas
Enfeitam os poetas
Mas...ousar é mergulhar
No desconhecido
Fantasiar é uma desculpa
Pra fugir da realidade
Nem o vento sopra a favor
De quem não sabe pra onde ir
Ser inteligente é fazer o que sente
Esta é uma daquelas músicas
Que tem um significado oculto
Mas tem a exuberância
De um sambinha incrementado
Letristas em Cena
733
TÃO FICTÍCIO
Não há maquiagem existente
Que faça seu olho brilhar
Enquanto que a sua vida
Apagada esta
A mascara branca
Já feneceu
Junto com amigos seus
Mas...na realidade
O passado se foi
Achando que nada perdeu
Suspirou...e não percebeu
Que o encanto...escorregou
Sob as águas de um rio
Que na correnteza...desapareceu
Isso é tão fictício
Que jamais vai estar lá
Nas estrelas escrito
E a vingança mesquinha
Você há de entender
Quando a porta se abriu
Um objeto caiu bem na sua cabeça
Tem gente que só ...envelhece
Depois...apodrece
E não amadurece
Coletânea de Letras Musicais
734
UM SONHO
Eu sei tocar
Mas vou cantar, pra você, dormir
A música me faz feliz
E os seu sonhos, vou colorir
Vai flutuar, em brancas nuvens
Verdes montanhas, admirar
Ondas quebrando, nas rochas do mar
Como cristais
O vento soprando, no azul do céu
E depois da chuva
Um arco-íris apareceu
Um cheiro de grama, paira no ar
Cortinas ao vento, saem da janela
Mostrando lá dentro
Um ambiente, aconchegante
Em cima da mesa, rosas
Completam o sonho, de quem despertou
E assim, esta canção, acabou
Letristas em Cena
735
UMA TARDE DE SETEMBRO
No meio de... Um espaço
Ouvi alguém tocar
Me encantei
Uma festa...musical
A melodia ...suave
Pairava ...pelo ar
Me envolveu
Muitos sons...em um só...lugar
Então...o Gram Piano
Cordas...completando
Uma...linda orquestra
Me emocionei
Foi difícil...me conter
No embalo...desta música
Eu... Cantarolei
Inebriante ...é...o seu som
Não quero mais parar
Intuitiva é...esta canção
Impregnou...todo meu ser
Uma tarde ...de ...setembro
Um momento sem igual
Vivência...inesquecível
Tão feliz...pra se ...lembrar
Coletânea de Letras Musicais
736
Letristas em Cena
737
TATO FISCHER
Alegria
Assim é a vida
Bandeira branca
Bom-dia, dia
Caminante, no hay camino
Cantar pra ser feliz
Cantar pra você
A casa da lua
Chama violeta
Coro Clube Caiubi
Eu sou apenas eu
Eu sou o que eu sou
Eu te amo
Eu te amo mais que tudo nesta terra
Fado
Garganta
Graças
Hocus pocus (mágica)
Incongruência
Linha da vida
A lótus que habita em mim
Lua Nova, nova lua
Meu bem, não vou parar no analista
Meu nome é Pax
O meu presente
As palavras e as canções
Passarinho do amanhecer
Profissão de fé
Pulsação
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Coletânea de Letras Musicais
738
Romeu e Julieta
Samba da vida
Ser feliz
“Star”
Um portal se abriu
Viva São João
Você é o meu caminho
Você é o que você é
Você me faz mais
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Letristas em Cena
739
ALEGRIA
Alegria, alegria
Emoção no meu ser noite e dia
Alegria, alegria
Minha voz, meu suor, minha folia
A razão da cantoria
É botar no meu peito alegria
Para sempre alegria
Para todos igual alegria
Coletânea de Letras Musicais
740
ASSIM É A VIDA
(Adeus a Toninho Spessotto)
Não adianta lamentar
E nem sequer amaldiçoar
Porque alguém tem de morrer
Porque alguém já vai partir
Outro alguém irá nascer
E algum outro irá brotar
Assim é a vida, a vida é assim
Este vai e vem
Muitas das vezes sentimos um amor profundo
E noutras delas nos vemos apanhando do mundo
Não dá pra só chorar
Nem dá só pra sorrir
A vida dá e leva
Assim é que é a vida
Assim a vida é
Letristas em Cena
741
BANDEIRA BRANCA
Vestindo a camisa
Bandeira branca
Saltando o abismo
Bandeira branca
Buscando o caminho
Bandeira branca
No azul (do infinito)
O olhar não importa
Bandeira branca
A porta é mais longe
Bandeira branca
Por onde o amor
Bandeira branca
Quiser começar
Vamos transmutar
Tudo em amor
No calor que leva
A bandeira branca
Coletânea de Letras Musicais
742
BOM-DIA, DIA
Bom-dia, dia
Bom-dia, sol
Bom-dia dona alegria
Ao meio-dia
A minha avó
Não deixa a mesa vazia
No fim do dia
Ao pôr do sol
A cor da tarde é macia
E quando é noite
No meu lençol
Eu sonho com outro dia
Letristas em Cena
743
CAMINANTE, NO HAY CAMINO
(a partir de verso de Antonio Machado)
“Caminante, no hay camino
Se hace camino al andar”
Se es el puerto tu destino
Tu camino es por el mar
El camino es de ternura
No hay que perderla jamás
“caminante, no hay camino
Se hace camino al andar”
Coletânea de Letras Musicais
744
CANTAR PRA SER FELIZ
(Para Lis Rodrigues)
Final da jornada
Meu corpo cansado
Nem rola na cama
Nem quer descansar
Lhe falta uma coisa
Lhe falta uma parte
A mais importante
E eu quero lhe dar
Isto em verdade
É o que eu mais quero da vida
Poder sempre cantar tudo o que eu quis
Minha vontade
Risonha e corrosiva
Cantar, cantar, cantar e pedir bis
Meu coração cantador
Já quer de saída
Um canto bem maior que a cicatriz
Bem mais próprio seria dizer
Um parto no meio da avenida
O que eu quero é cantar pra ser feliz
Letristas em Cena
745
CANTAR PRA VOCÊ
Se uma música te faz chorar
Uma outra há de te ver sorrir
Todo sentimento é música,
Música, música, música,
Música, música, música
Vou cantar mais uma vez pra você
Tudo o que você pedir
Botar todo o sentimento
Na magia do momento
Te dizer: estou aqui
Nessas ondas que viaja o cantar
O meu barco vai sumir
Se perder no firmamento
Deixar cada filamento
Pelas nuvens e subir
Eu vou cantar pra você
Cantar pra você
Cantar
Vou cantar mais uma vez pra você
Tudo o que você pedir
Coletânea de Letras Musicais
746
A CASA DA LUA
À noite a casa da lua
Se ilumina de verdade
A canção que dança e sua
Se esparrama na cidade
O amor que tu me tinhas
De repente bate à porta
Novamente minha cama
Se ilumina e eu quase morta
Te recebo
Os meus braços nervosos se abrem
Meus carinhos desabam de amor
E eu proponho
Novos dias pra nossos anseios
Teu calor se derrama em meus seios
E eu de novo me entrego pra ti
Musicada por sonekka
Letristas em Cena
747
CHAMA VIOLETA
(Mantra/ Cânone)
Violeta, chama violeta
Violeta chama, chama violeta
Violeta, violeta chama
Chama violeta, violeta chama
Coletânea de Letras Musicais
748
CORO CLUBE CAIUBI
(Para Vlado Lima e Sonekka)
Estarmos aqui juntos
Parceiros neste chão
Imenso trampolim para voar
A música dispõe do nosso dia
Trazendo-nos o encanto
Em forma de cantar
O canto que buscamos
Na vida e na voz
É o hino que escolhemos entoar
E é quando o coração já se apropria
Do amor que vem no canto
E se espalha pelo ar
Laiá, laiá
Iê, iê, iê
Se achegue pra cantar também aqui
Laiá, laiá
Iê, iê, iê
E abrace o coro Clube Caiubi
Letristas em Cena
749
EU SOU APENAS EU
Por que você me olha
Dum jeito que corroi
Por que é que me escolheu
Pra ser o seu herói
Não sou nada por cento
Que você pretendeu
Eu sou apenas eu
Não sou o seu cantor
Não sou o seu caubói
E o que você me disse
No peito ainda me dói
O canto que eu invento
Não tem nada de seu
Eu sou apenas eu
Coletânea de Letras Musicais
750
EU SOU O QUE EU SOU
Não tenho religião
Não torço pra nenhum time
Não pertenço a uma panela
E nem apoio o regime
Eu sou o que eu sou
Eu sou o que eu sou
Eu sou o que eu sou
Eu sou o que eu sou
Gente que gosta de gente
Meu modelo é o inseto
Que trabalha vivamente
Sem trancar-se em nenhum gueto
Minha escola é o ser humano
Sem partido ou sociedade
Construindo o seu caminho
Sempre em busca da verdade
Eu nunca me desliguei
Não há por que religar
Eu só sei que nada sei
Sempre aberto a sempre amar
Eu sou o que eu sou
Eu sou o que eu sou
Eu sou o que eu sou
Eu sou o que eu sou
Letristas em Cena
751
EU TE AMO
Da tua boca me saem
Atos de fé
Quando é pra dizer
Eu te amo
Da tua boca me vêm
Gotas de mel
Como o céu a escorrer
Eu te amo
Dos teus lábios gotejam
Joias de amor
Quando for pra entender
Eu te amo
Na tua língua só cabem
Flores mais flores
Só me trazes prazer
Eu te amo
Que vem da tua boca
É oceano
De paz infinita
Mais bonita é a palavra amor
Quando sai da tua boca
Coletânea de Letras Musicais
752
EU TE AMO MAIS QUE TUDO NESTA TERRA
Eu te amo mais que tudo nesta terra
Eu te amo como a serra
Ama as flores e os sabiás
Eu te amo e te abro o coração
Eu te amo e aqui no chão
Ganho o sonho de voar
Os passarinhos que habitam a floresta
Fazem junto a mim a festa
Que criamos ao cantar
E em cada ninho espelhado na amplidão
Ouve-se o som da canção
Que se espalha pelo ar:
De grande que é o nosso amor
Inundará os corações
Cada rio se encherá
E desaguará no mar
Todo amor e tanto encanto
Farão toda a diferença
Da mágica e da alegria
Todo o mistério e a presença
No coração da magia
Transbordará de emoção
E deste nosso calor
Brotará a paz na terra
Letristas em Cena
753
FADO
Se me pedem para cantar
Coração já se embriaga
A simples menção da água
Já bota meus pés no mar
O caminho, a jornada é sagrada
Todo ninho é retrato da estrada
A alegria que reina aqui dentro
Reinará sempre a todo momento
Minha mão é quem manda
E meu braço é machado
Minha fé é quem faz este fado
Coração que comanda o destino
Traz em si a bandeira e seu hino
Vai, coração
Realiza teu sonho doirado
Vai coração
Teu destino é recinto sagrado
Quando eu canto, minha alma
Transforma e derrama
Canto a luz de quem se entrega
Canto a luz de quem só ama
Musicada por sonekka
Coletânea de Letras Musicais
754
GARGANTA
Quando esta voz desanda e sai em disparada pelo ar
Feito punhais fuzis rojões torrentes de paixão faróis
Eu tenho mais de mil razões pra querer ser maior que os
rouxinóis
Tantos ouvidos derramados sobre mim
Canta, garganta
Teu mal espanta
Deixa no ar um gosto quero mais
Oh, sim!
Letristas em Cena
755
GRAÇAS
Graças pela vida
Por este momento
Por este alimento
Por este jardim
Graças pelo dia
Por esta alegria
Por este caminho
Por cuidar de mim
Coletânea de Letras Musicais
756
HOCUS POCUS (MÁGICA)
Mágica! Mágica! Mágica! Mágica
Bate nosso peito com força outra vez
É chegada a hora pra aumentar de vez
Todo o amor que temos pela mágica,
mágica, mágica
Cada vez que temos nova ocasião
De vibrar com força o nosso coração
Vê, vale a pena mais uma cena
Pra aumentar bem mais nossa união
Cada confrade então nos mostrará
O que o ano inteiro esteve a preparar
A cada passe celebrará
Pir-lim-pim-pim, a-bra-ca-daaaa-bra
E cada passe terá enfim
A-bra-ca-da-bra, sim-sa-la-bim
Mágica! mágica! mágica! mágica
Viva a máááá-giiiiiii-caaaaaaaaaaa
Hocus pocus!!!
Letristas em Cena
757
INCONGRUÊNCIA
(DE CORAÇÃO A CORAÇÃO)
(para Marcio Policastro e Tito Pinheiro)
Apesar de você não querer,
Apesar de você não gostar
Não consigo deixar de dizer
“Coração” quando vou me expressar
Todo instante em que pago pra ver
Onde e quando lhe possa encontrar
“Coração”, “coração”, “coração”
De manhã dizem que vai chover
E eu nem sinto sequer respingar
Fim da tarde espero o anoitecer
Pois não vejo a hora de chegar
O momento de estar com você
E assim poder me declarar
“Coração”, “coração”, “coração”
Incongruência, veja você,
Não quer me ouvir sempre a dizer
Meu coração, eu sei por quê,
Bate feliz quando lhe vê
Coletânea de Letras Musicais
758
LINHA DA VIDA
Ah, linha da vida
Onde me levas? Onde me levarás
Eu viajo no teu lombo
Pra onde quer que me conduzas
Norte ou sul? Frio ou verão?
É pra lá que eu vou
Porta aberta, aberto coração!
Mas que caminho é este?
Brilha e rebrilha e eu me maravilho
Se no teu colo me deixo levar
Ah, linha da vida...
Letristas em Cena
759
A LÓTUS QUE HABITA EM MIM
(O Lorde do Tibet)
Você é o girassol
O sol e o calor
O amor e a borboleta
Sobre os campos
Você é o sabiá
O chá e o pão de ló
A lótus que habita
Em meus pântanos
Você é o rouxinol
O Lorde do Tibet
Que quer trazer a mim
A primavera
E o belo laranjal
No qual eu vou pousar
A dádiva do fim
Desta quimera
Girassol, sabiá
Rouxinol, laranjal
Cada qual terá
Seu exato lugar
Coletânea de Letras Musicais
760
LUA NOVA, NOVA LUA
Lua nova, nova lua
A princesa vem cantar no meu jardim
Esperança, novo dia
Mil sorrisos a deixar o mundo assim
Como um lago precioso
Como um rio e seu mar
Toda a gente toda a gente
Pelos céus a flutuar
Oh, linda princesa
Cante uma vez mais para mim
Venha, sim, querida
Venha flutuar no meu jardim
Letristas em Cena
761
MEU BEM, NÃO VOU PARAR NO ANALISTA
(Para Lucia Helena Corrêa)
Meu bem, não vou parar no analista
Eu sei, você só quer me conquistar
Há anos me corteja e quando eu cedo
Logo despista
É toda vez igual, e eu não aprendo
Eu nunca compreendo o seu astral
Faz cara de feliz e está na fossa
Ou está de mal
Jamais encara comprometimento
Mas compromete quem lhe quer amar
Diz que é verdade o mero fingimento
Pra me enrolar
Mas desta vez parei, pois já consigo
Andar comigo e ficar bem demais
E em mim eu sou capaz de achar abrigo
E estar em paz
Coletânea de Letras Musicais
762
MEU NOME É PAX
Eu sou a luz da vida, senhor dos coqueirais
Cada paixão curtida na cor lilás
Eu sou a lua d’água e o sol do equador
As horas namoradas e o som do amor
Cantor das madrugadas, silêncio nos lençóis
O olor da flor das fadas, a mãe dos heróis
Eu sou os óleos quentes do cego de Al’kmir
A vibração do ventre quase a parir
O vento por sobre os campos, o azul na imensidão
A noite e os pirilampos, o vinho e o pão
Os átomos pulsando e a voz dos animais
As ondas quando em quando, meu nome é Pax
Letristas em Cena
763
O MEU PRESENTE
O meu presente
Me chegou na madrugada
Você e sua luz prateada
Rebrilhando pelo céu
O meu presente
Iluminou meu caminho
E onde eu era sozinho
Passei a chamar-me nós
Meu companheiro
Que trouxe a festa a meu peito
Trouxe a paz também e o jeito
De deixar o mundo bem
No relicário
Onde eu guardo meus segredos
Guardo a flor dos seus folguedos
Para um dia revelar
A paz do mundo
Chegou-me com seu amor
E o Universo
Inteiro se renovou
Eu agradeço
Cada momento presente
E sinto a luz
Que chega com seu semblante
Coletânea de Letras Musicais
764
AS PALAVRAS E AS CANÇÕES
(A Zé Edu Camargo)
As palavras
Soam apenas palavras
Antes de irem parar
Nos guardanapos de um bar
Acontece
Que a partir desse momento
Passam a ser um lamento
Uma alegria, um pomar
O poeta
Vai aos poucos recobrindo
Guardanapos, papeletas
Com palavras e emoções
E o desenho
Feito com meras palavras
Transforma singelas músicas
Em saborosas canções:
Esta vai pra você
Esta outra também
Esta aqui pra ninguém
E est’outra é pra ela
Esta foi para o filho
E também para a mãe
E esta vai pra champanhe
Que ajudou a esquecê-la
Letristas em Cena
765
Nessa eu me diverti
Nessa outra nem tanto
E esta vai para o santo
Que me faz prosseguir
E esta então é pro deus
Que eu acredito ser
Meu cantar meu poder
M’leva onde eu quiser
Coletânea de Letras Musicais
766
PASSARINHO DO AMANHECER
Passarinho azul vem pousar
Na janela do amanhecer
Vem dizer que o amor
Encontrou a flor
E voou com seu bem querer
Procurando por Shangrilá
Em Pasárgada foi parar
Pôde assim então
Vislumbrar o chão
Que sonhara um dia plantar
Letristas em Cena
767
PROFISSÃO DE FÉ
Meu amor um dia disse que eu andava triste que eu devia
me cuidar
Que o tempo pra mim não fosse mais que a água doce
calmamente indo pro mar
Fosse a vida como fosse, e trouxesse o que trouxe tantas
vezes sem falar
Disse ainda que eu vivesse e ao menos pudesse de algum
jeito não chorar
Mesmo assim eu me sentia como um fim de dia esperando o
pôr do sol
Evitando o olhar aberto não sentir bem perto me dizendo
meu amor
Que o sopro que vem da alma fosse forte chama misturando-
se com o ar
Cada dia eu despertasse como quem renasce cada dia um
despertar
E que eu nunca permitisse que a bruxa velhice começasse a
me roer
Que eu sonhasse amasse ousasse cantasse brilhasse não me
deixasse morrer
Coletânea de Letras Musicais
768
PULSAÇÃO
Meu coração
Foi tocado
Pela beleza do seu
Sua emoção
Que pecado!
Toda a certeza dos céus
Nas suas mãos
Meu agrado
Delicadeza de D’us
Em cada grão
Tão sonhado
A boniteza e o que é meu
Ale
Aleluia
A leveza
E além
Claro
Dia claro
Clareando
Já vem
Ale
Aleluia
Alegria
E além
Claro
Dia claro
Claro dia
Amém
Letristas em Cena
769
ROMEU E JULIETA – Cena do Balcão
Romeu:
Espero que você me queira
Como se eu fora um jardim
Mil beija-flores numa roseira
Mil beijos doces pra mim
Eu quero minha vida inteira
Sentir nós dois bem assim
Nuvem serena numa fogueira
Cheiro de rosa e jasmim
Julieta:
Se você me quiser
Como orvalho sem fim
Poderei ter o sol
E todos os seus querubins
E onde for e estiver
Terei por mandarim
Coração, coração
Que bate do princípio ao fim
Ambos:
Se o amor
Só uma flor
Todo o ardor
Todo o amor
Só o amor
Veio pra nos encontrar
Poderá simbolizar
No meu peito a esperar
Todo o amor
Só o amor
Pra nós
Coletânea de Letras Musicais
770
SAMBA DA VIDA
Para Lucia Helena Corrêa
A nega samba tudo o que a vida lhe bota na frente
A nega é bamba vez em quando tira o time pra tirar sarro
da gente
Quarqué dorzinha e nóis tamo recramando
Um pobreminha e nóis já vamo parando
Daí a nega chega e diz: sorta aí deixa que eu mando!
A nega, nega tudo quanto é praga que aparece pra lhe
derrubar
E ainda pega uma carona com a veia pra onde quer que
ela vá
A nega ri se a gente tá de luto
Pois é rainha, mas tem garra de matuto
E ainda por cima vira e diz: põe pra cá, deixa que eu
chuto
Muda o tema, muda o esquema
Muda o bar e muda o trem
Mude tudo o que mudar
Pra sambar a nega vem
Letristas em Cena
771
SER FELIZ
O que pensam de você
Não é da sua conta
O que falam de você
Não lhe interessa
O que dizem de você
Não lhe diz respeito
O que acham de você
Tanto faz
Faça sempre aquilo em que confia
Tudo o que inventou para seguir
O que importa mesmo é o seu caminho
Ser feliz, ser feliz, ser feliz!
Coletânea de Letras Musicais
772
“STAR”
“Star” no céu
“Star” na terra
Meu desejo é ser estrela
Rebrilhando lá no céu
Cá na terra ser a paz
Transformando o caos em mel
Meu desejo é ser a luz
Que ilumina os caminhos
Cá na terra ser farol
Para acharmos cada ninho
Letristas em Cena
773
UM PORTAL SE ABRIU
No momento em que você tocou meu coração
Foi aí que eu senti
Senti
Um portal se abriu
Largo azul anil
E eu flutuo
Coletânea de Letras Musicais
774
VIVA SÃO JOÃO
Viva São João
Viva Santo Antonio
São Pedro, viva São Paulo
São Jorge, São Sebastião
Viva São João
Viva São Gonçalo
Viva Santa Madalena
Cosme, Do-Um e Damião
Siá Cumadre pediu a Bento Ferreira
Que panhasse lá na feira, farinha fermento e sal
Os companheiros se ajuntaram bem mais cedo
Debaixo do arvoredo pra contar uns par de causo
A pingaiada começou a ser servida
Filomena e Margarida já encontravam os seus par
A famiiada se espaiava na cidade
Gente de tudo que é idade preparando pra festar
E foi ansim que a tá da festa começou
Só num dá pra discorrer
Acuma foi que terminou
Letristas em Cena
775
VOCÊ É O MEU CAMINHO
Você é o meu caminho
Aquele que eu sozinho
Um dia quis fazer
Faltava-me o farol
Que como a luz do sol
Me permitisse ver
Foi quando eu me encontrei
Num túnel e avistei
Lá longe, ao fundo, o azul
Tamanha escuridão
Não me pôs medo não
O azul era sua luz
Ah, quanta luz!
Cegar-me até que poderia
Mas de antemão eu já sabia
Que era tudo o que eu buscara
E tanta luz
Depois eu redistribuiria
A quem como eu também um dia
Viesse a procurar por tal seara
Coletânea de Letras Musicais
776
VOCÊ É O QUE VOCÊ É
Me queira depressa e sempre
E seja feliz também
Você é o que você é
E não o que você tem
Deixe o mundo fora disso
E me queira muito mais
Você é o que você é
E não o que você faz
Chegue aqui sem nenhum medo
Quem é feliz não se assusta
Você é o que você é
E não o que você custa
Se entregue inteiro afinal
Sem detalhes na barganha
Você é o que você é
E não o que você ganha
Letristas em Cena
777
VOCÊ ME FAZ MAIS
Você me completa
Mostrando-me o avesso
Mostrando que eu posso
Mudando o que eu penso
Refaz meus altares
Altera-me os mares
As vagas, os faróis
E as rotas e os cais
Você me faz mais
Você me organiza
O brilho nos olhos
Você me introduz
A luz que me guia
Você se apropria
Das minhas marés
E traça o caminho
Sargaços, corais
Você me faz mais
Você me faz mais
Bem mais que tudo o que já fui
Bem mais que tudo o que vivi
Um coração bem mais feliz
Você me embeleza
Como eu nem sonhara
É cara e coroa
É proa e é popa
É farda e bandeira
Coletânea de Letras Musicais
778
É casco e convés
Minhas mãos e meus pés
As ondas e os sais
Você me faz mais
Me faz alegrias
Minha vela e meu leme
Meu porto seguro
Cruzeiro no céu
Minha bússola e âncora
Tenaz capitão
Meu sim e meu não
Soldado da paz
Você me faz mais
Você me faz mais
Bem mais que tudo o que já fui
Bem mais que tudo o que vivi
Um coração bem mais feliz
Letristas em Cena
779
TELMA SANCHEZ
O abraço do encontro
O amor
O adeus da última palavra.
O bêbado em cima do muro
Confessionário
Corpo ausente
De malas prontas
A dor do amanhecer
Escrever
Essência desordenada
Estranho amor
Eu sou
Fel do desamor
Fora de mim
Frações de você
Fragmentos de mim
O gigante que despertou
Guardião de minha alma solitária
Lágrimas de amor
Lembranças do poente
Livre amor inalterado
Matemática razão de sabedoria
Memória
Meio eu meio você
Naufragado por uma estrela
Nervos
No delírio do teu corpo
A noite
No silêncio em que me escondo
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Coletânea de Letras Musicais
780
Penetrando em tua alma
A plenitude do desconhecido
Poemas inacabados
Poeta de mim
Pranto
Quem é você
A revelia
Ruas vazias
Saudade
Sentimento naufragado
O silêncio dos olhares
Sina
Sob a luz da lua
Sono envelhecido
Teus beijos
Torrentes do teu olhar
Uma gota de sangue
Ventos litorais
Vermes ressequidos
Vestígios dos teus traços
Voluptuosa
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Letristas em Cena
781
O ABRAÇO DO ENCONTRO
Pettine,
Dedico este poema a você. Obrigada por tudo.
Quando passa o tempo
E a saudade bate no peito
Vem uma brisa que suaviza
E paira no infinito.
Já distante o coração chora a ausência
Da imagem sublime da amizade que ficou.
As estrelas brilham no horizonte
Buscando o abraço do encontro
E as palavras correm desenfreadas tentando entender
O vazio da sua ausência.
Amiga,
O tempo passou.
Tua imagem ficou guardada em mim.
As estrelas voltaram a brilhar.
Bom saber que os laços da amizade
Nem sempre são efêmeros
E que o tempo não apagou.
O brilho que vi em teu singelo sorriso de menina...
Teu canto parecia ter se apagado.
Em mim havia ficado o silêncio de sua ausência,
Mas preenchida com memórias de um tempo feliz
Onde brincávamos com versos livres
E chorávamos os males da vida.
Coletânea de Letras Musicais
782
Recitar os sonhos.
Ébria solidão.
Em noites vazias buscávamos a alegria
De um canto certo onde pudéssemos
Encontrar um pouco de paz.
Letristas em Cena
783
O AMOR
Para compor a vida
é preciso sonhos.
Destino da poesia
que enfeita os caminhos presentes.
Que nunca lhe falte palavras
Que manifeste a pura essência da amizade,
que o horizonte seja traçado
com o manifesto puro
que vem do Amor,
que alimenta a vida.
Ah, Gentil amor inexplicável!
A destreza sucumbiu
E se faz presente em meu Ser.
Sou frágil por guardar a guarida do teu olhar
E a incerteza de tua partida
Fez com que meu Ser servil
Sucumbisse a tua ausência.
A hora de ver-te chegar se fez presente.
Amor é dor, pranto.
O amor é inalterado,
Contudo, também é vida.
Transcende a tudo.
O amor se compõe com a vida
E é o universo que nos dá o fôlego.
Coletânea de Letras Musicais
784
Que a luz dos sonhos
Encontre teu Destino;
A poesia da Alma
Enfeite teus caminhos...
Que a alegria de viver
seja sempre um presente
a alimentar teu viver.
E que nunca lhe falte palavras
para manifestar o Poder de Amar.
Que a vida seja sempre esculpida
com a pura essência de amizade;
E que no horizonte encontres a certeza para caminhar...
Letristas em Cena
785
O ADEUS DA ÚLTIMA PALAVRA
Do que ficou para traz
Calores de um abraço escondido
Do último beijo ficou o adeus.
Becos escuros chapados de violência
Levaram-me ao último holocausto.
Despida, o peito sangrando,
Não sou nem poderei ser a mesma.
Avenidas, carros, pessoas...
Tudo distorcido.
Subúrbios ficaram para traz.
Soprou o espectro de mim deixado por você.
Não consigo te esquecer.
A música deu seu compasso final.
Você novamente me fez partir, desta vez para sempre,
meu amor.
Nas trevas desta noite o adeus da última palavra.
Coletânea de Letras Musicais
786
O BÊBADO EM CIMA DO MURO
O bêbado em cima do muro
Querendo morrer no escuro.
Sou só nesta solidão.
Sou vadio,
Esqueço-me do mundo.
Eu mesquinho,
Andando sem rumo
Em direção ao infinito.
Bêbado eu de tanto beber poesia.
Poeta bêbado sem amor para sentir,
Sem razão para amar.
Sujeito oculto,
Sozinho no mundo,
Quero casar com você
Oh, poesia do meu viver.
Não, não, não sou nada disso.
Simplesmente quero ser
O despertar da montanha,
O sussurro dos mares,
A estrela brilhante no mais alto dos céus.
Sou poeta e por isso sou feliz e vivo a cantar...
Letristas em Cena
787
CONFESSIONÁRIO
Confesso que me entreguei em teus braços,
Que por vezes troquei minha história
Por caminhos perdidos
E pelo silêncio de um caminho incerto.
Confesso que vi no fundo dos teus olhos, desejo;
Que me abriste a porta para conhecer a mim mesma.
Em minha pele está impregnado o teu cheiro.
Confesso que tive esperança de, finalmente, ter
encontrado o amor.
Vou deixar que o tempo apague os vestígios dos teus
traços,
Esfrie o calor do teu corpo,
E que a solidão que teima em trocar passos
Me leve até você.
Confesso que a saudade dói mais que a partida,
Que o efêmero se faz eterno,
E em meu ser habita amores sempre perdidos e mal
pagos...
Minha estranha loucura é desejar o pecado,
É assumir o proibido,
Vagar por caminhos os quais você me mostrou
A veracidade que existe em meu ser
É despertar este fantasma
Apaixonando-me por esta estrela que vaga...
Coletânea de Letras Musicais
788
CORPO AUSENTE
Se o fogo bater forte e arder neste coração
já calejado em bater
Se eu me perder em teu olhar mágico
Chamar-te-ei com voz de trovão.
Não me culpe, somente me ouça.
Quero gritar que sinto tua essência
Brigando com a razão.
Sangrando, sigo como um cordeiro em sacrifício,
Pois este fogo que arde em mim
É tua presença que impregnou-me
E não consigo me livrar.
Se o vento chicotear tua pele
Saberá que são minhas mãos querendo trazer-te de volta.
E se sentires uma brisa suave bater
Saberá que são meus lábios a percorrer teu corpo,
Sentindo cada milímetro de sua pele quente...
E de teu corpo ausente...
Letristas em Cena
789
DE MALAS PRONTAS
Vivo sozinha com malas prontas
Deixando sentimentos,
Abandonado amores,
Buscando um olhar.
De malas prontas vou pro mundo
Estou perdido vagando por estradas.
Perdi-me em teus beijos
E hoje teu silêncio me faz pensar
Que perdida fiquei em teu olhar.
Sem palavras o silêncio se fez em meu ser...
Calado, sangrando,
Jurando não mais me perder
Chamando teu nome
Como os ventos que sopram
Anunciando a tempestade
Que se forma em meu ser.
O tempo. Que tempo?
Se é o agora o meu querer
Meu corpo treme, queima somente ao te ver
Clamando, vibrando, bailando ...
Sem ter em teu corpo o descanso de noites
que passam
E de um amor que nasce em meu ser
Coletânea de Letras Musicais
790
A DOR DO AMANHECER
Só por hoje fica comigo,
Pois os trovões rasgam
O céu cinzento,
Que enfrentam os raios com a força dos ventos.
Só por hoje deixe-me despertar
Sem a dor deste amanhecer.
Fica comigo para eu esquecer
As tormentas do anoitecer,
Pois a inocência que chegou comigo se foi,
E a dor se fez ao entardecer.
Fica comigo.
Quem dera meus sentimentos fossem estagnados,
E o tempo levasse para longe
A tempestade dos medos.
Quem dera eu pudesse
Brincar com os anos
E esquecer meu desconexo desejo.
Só por hoje,
Conte-me teus reais sentimentos!
Faça-me refletir
Sem o temor que em teus olhos vejo.
Fica comigo para eu poder me livrar
Do peso que é querer-te
E não poder suportar
As madrugadas que sucedem.
Letristas em Cena
791
Os dias se passam em vão,
É tua presença passando em mim
Como turbilhão.
Nesta madrugada
Não quero alimentar a ausência do calor do teu colo,
Não quero ser consumido em mim,
Mas sim, quero me encontrar com você,
Musa do impossível.
A inocência que me gerou
Passou com o tempo,
Mas foi a dor deste amanhecer que me gelou a alma.
Só por hoje fica comigo
E deixa eu te amar…
Coletânea de Letras Musicais
792
ESCREVER
Escrever com os ventos
Palavras que entorpecem
Descansando sobre minha alma andante.
Escrevo com o dom que vem dos poetas errantes,
Com o amor que queima meu ser,
Que vaga por caminhos
Que deixam meu ser
Vagante...
Sou poeta dos instantes.
Escrevo a sutileza dos amores massacrantes,
Que sangram meu corpo.
Escrever é gritar meu amor,
É chorar com a destreza
De minha alma suplicante.
Derramar palavras
Que a boca não pode falar,
Escrever é, contudo,
Tirar da alma
O mais complexo pensamento
Viajar por incógnitas,
Navegar em mares revoltos,
Traduzindo o que temos por dentro:
Temores, frustrações e amores sedentos.
Letristas em Cena
793
ESSÊNCIA DESORDENADA
Vou envolver-me em lúdicos sonhos
Sob a luz da lua percorrer estradas para despertar em
teu ser....
Louco desejo,
Delírio do mistério penetrado em meu coração
que naufragou entregando-se.
Quem canta a dor do amor que fez com que meu
ser entrasse em erupção?
Penetra meu ser com um fogo que arde.
Vou me perdendo, deixando-me invadir
E clamo toda vez que o amor faz de mim um canto
mudo para solidão.
Meu ser foi invadido por amores que
fragmentaram minha essência desordenada
Obscuro querer violado pelo sentido de não ter.
Ai de mim que de desejo aqueço-me em noites frias.
Clamo pelo querer e do coração mudo levo o silêncio.
Acalmo meu olhar de menina que paralisado buscou
teu ser.
E por não te ter vive vagando...
Coletânea de Letras Musicais
794
ESTRANHO AMOR
De repente senti um fogo ardendo em mim
Olhei em teus olhos inflamados pela dor.
Tuas palavras me deixaram sem sentir o chão.
Descobri os fardos dos gemidos vindos de um estranho
amor.
Meu peito sangrou novamente engasgado na lembrança,
Pois fui um joguete nas mãos daquele meu amargo amor.
Estou massacrada.
Tornei-me um espectro rodeada por esta maldita dor.
Calada, querendo gritar, me sinto despida,
Pois em teu gesto fui surpreendida por mais um insano
amor.
Senti teus poros e descobri o sentindo da vida.
Teu mistério me arde como fogo selvagem.
Teu silêncio me envolve nas noites em que as tormentas
me assolam.
Será que o amor tem que ser conquistado através de
lágrimas e dor?
Não sei, mas se tivesse te encontrado meu mundo estaria
completo.
Já não sei que amor é esse
Que vem de encontro ao meu coração.
Eu preciso ver a luz, mas duvido que não vou chegar ao
caos do abismo.
Será que meu caminho vai me levar a você?
Doce silêncio, brisa do amanhecer,
Luz que me leva ao alvorecer
De noites que se vão sem a solidão que me assombra.
Letristas em Cena
795
EU SOU
Eu sou aquele que habita e que está no nada.
Ando sobre neblinas. Desencontrado, vago em mares.
Mares que se misturam aos céus iluminados
e vazios pelo silêncio da noite.
Eu sou aquele que contempla o universo
que passeia por entre dunas
e que descansa sobre areias brancas
da solidão calada e incompleta do caminho.
Muitas palavras desconexas são muitas descobertas
no que há em mim.
Eu sou aquele que vibra.
Bailam ventos que suspiram e cantam
No vácuo do meu interior.
Poesia,
Amores,
Desejos...
Quero gritar o mais alto que se possa ouvir,
Amo!!!.
Este sentimento é tão pleno e forte...
Invade e bombeia o meu sangue,
Circula em minhas veias
E sai como hemorragia nas horas de perdição.
Coletânea de Letras Musicais
796
FEL DO DESAMOR
Meia noite,
O vento começa a gemer.
Não consigo suplantar meu pranto,
Quero mudar a direção desta tempestade tétrica da
minha alma.
Raios em toda direção disparam luz na escuridão
Tomando posse do meu ser servil que sucumbiu à
tua ausência.
Corro a suplicar que preciso de palavras soltas
Para expressar a mais complexa dor.
Cansei do teu desprezo, do teu olhar frio e abraço
sem calor.
Dos beijos molhados, o fel do desamor.
Juro não mais esperar a correnteza acalmar.
Do meu silêncio nasce o alvorecer do amor.
Já é hora de despertar, sair do teu caminho,
Deixo que vá e leve contigo meu sorriso.
Letristas em Cena
797
FORA DE MIM
Arrumando malas, empacotando sonhos,
Camuflando desejos, flutuando entre nuvens que senti
com teu beijo.
Plastificado está meu sentimento que como ácido
corrói minha pele
E como fogo queima meu peito.
Juro não me entregar, me perder em teus desejos.
Em mim pesa meu amor por ti que o tempo não
apagou...
Mexida, remexido. Fora de mim.
Teu sorriso me alucina, Tuas mãos me confortam.
Quero me entregar...
Brigando com o tempo, lutando contra os medos,
Você dentro de mim...
Teu corpo é como um santuário. Nele quero devotar
todo meu amor.
Em cada parte ofertar toda ternura de minha alma.
Teu corpo, nele quero passear por entre veredas,
Debruçar-me, até de ti,
Sentir o suspiro mais profundo.
Coletânea de Letras Musicais
798
FRAÇÕES DE VOCÊ
Frações dos fragmentos de você espalham-se pelo ar
Que tão solenemente invadiu meu ser.
Desenhadas em minha pele tenho pequenas porções de
você.
Sou sempre orientada por seu olhar.
Tinha devotado minha essência, castigado meu ser que
se perde pelo amor.
E como vi a tua tépida emoção!
Ah, mas mesmo assim quero sentir seu pulsar.
Uma emoção que me acalenta a vontade de viver.
Sentimentalidades que surgem em meu ser
Como um banho de lua em pleno esplendor,
Como um sonho que invade meu ser perdido,
Como a névoa de um dia frio…
É esse querer que surge ao olha-te.
Letristas em Cena
799
FRAGMENTOS DE MIM
Fragmentos de mim espalham-se pelo ar.
Infinitos dejetos que se transformam em amores que
diluem meu espírito.
Frágil desejo retorcido em um suspiro,
Me acalma a alma como um sonho a se realizar.
Assim somos,
Seremos restos de um mar enfurecido
Mas sou eu que me encontro com teu olhar.
Corpos separados, mundos desiguais
Ligados a um tempo que soa em algum lugar.
E sentindo a vida passar me encontro com minha
alma
Que espelha-se em tua casa
Vejo-me refletir em fragmentos refratários.
Do teu quarto descubro segredos revelados à contra
luz de teu passado,
Mas quero senti-lo presente frequentemente
adormecido em minha mente.
É, simplesmente te quero, pois ainda te amo.
Coletânea de Letras Musicais
800
O GIGANTE QUE DESPERTOU - BRASIL
Brasil, acorda! Vamos sair, gritar, protestar,
Clamar também pela paz sem violência.
Um país desenvolvido manifesta seu direito
sem ferir o próximo.
Vamos nos vestir de verde e amarelo.
Sou brasileira Amazonas,
Pois o verde de minha terra faz o mundo respirar.
Já amanheceu.
Hoje não sei o que vai ser.
Quero gritar: Em frente Brasil
Em minhas veias de poeta.
Ouviram do Ipiranga
Mais saúde!
Margens plácidas
Sem misérias!
De um povo heroico
Que despertou tardio
Iluminando o céu do novo mundo
E tirando a educação da U.T.I
Que o céu da liberdade desperte
Rumo a um novo tempo de paz.
Viva a democracia!
Letristas em Cena
801
GUARDIÃO DA MINHA ALMA SOLITÁRIA
Meus sonhos sob a obscuridade da noite vagam
O amor me segue
Guardião de minha alma solitária
Vastidão dos sonhos que busco
Foragidos em meio aos beijos perdidos.
Vou lançar meu grito
Alarde de meus sentidos
Que perdeu teu sorriso.
Vou jogar com o tempo
Guardião da razão
Sombra do medo
NÃO vou calar minha voz
QUE TE CLAMA AMOR!!!
Os anos se foram
Mas meu desejo por ti ficou
Trancado no peito
Travando o medo.
Em meus poros teu suor
Mas agora chegou
Meu momento de ir.
Lamento, amor.
Vou deixar que o tempo passe,
As noites se calem,
Meu pranto por ti seque.
Vou deixar me levar
Em nuvens de vento
Com brumas leves.
Coletânea de Letras Musicais
802
E pelas dunas vou me jogar.
Te quero
E em teus braços vou me jogar.
Letristas em Cena
803
LÁGRIMAS DE AMOR
A febre queima meu corpo despido de liberdade.
Me aqueço com teu corpo nesta noite nebulosa.
Tiro a máscara que cobre meu espírito vazio.
Calafrios explodem em meus poros.
A poesia quer aglutinar-se em meu ser,
Pois tua ausência me apavora.
E em teu olhar me embriago
Sinto um regozijo intenso e me jogo a um profundo sono,
Mas depois que tudo passa tua imagem me assombra
E ao esmo vou jurando nunca mais amar,
Mas necessito de amor, pois sem ele como vou ressuscitar
a vida?
As lágrimas não caem, os sonhos não persistem, a vida
não ressurge.
O amor é como porta aberta, é como brisa em noite fria.
O amor fecha as feridas e surge como o sol. Acalenta os
medos.
É luz, é força, é tudo que falta em meu mundo que há
muito se fechou,
Mas com o vou abrir as portas e encontra-lo novamente
em meu ser?
Vou seguindo porque sou poeta da dor, profeta do amor
E suspirando vou, em lágrimas de amor.
Coletânea de Letras Musicais
804
LEMBRANÇAS DO POENTE
Em meu ser se faz presente.
Lágrimas presas inundam já o meu peito
Que com a noite se afunda com lembranças do poente.
Despertar com a dor é frequente.
Ah, mas por sofrer também me alegro.
São meus versos gotejando a poesia que se ausenta.
Neste silêncio de minha alma bailam versos reluzentes
Que desejam sua mente entender o que se sente.
E o amor aqui de dentro transborda feito corrente
Deste mar em plena fúria tempestades de alegria do
remo torto
Do destino que me guia o amor será presente
Nesta terra de angústias torturado por desgostos de
uma vida, desencontros...
Letristas em Cena
805
LIVRE AMOR INALTERADO
Por estradas obscuras minha alma agora passa.
Obscuridade absoluta em meu coração.
Sem atravessar a alegria de te amar, passei por tantas
esquinas mudas…
Ultrapassei meu coração livre.
Serei eu que vou embora sem entender o rumo de minha
trajetória.
Sem minha alma vou vagando por caminhos obscuros.
Trago no peito o silêncio que quer gritar, dizer que amo
É igual romper as linhas que envolvem minha integridade
Absorvida em meus pensamentos
Estou sem entender os percursos meus, corrompida por
desejar o impossível.
Silêncio vaga livre por esquinas desencontradas.
Sonhos...
Solidão abate o cansaço de lágrimas que traduzem a
desilusão
Arrebentando o peito rasgado sem solução
De um maldito vazio que teima em me seguir
E não consigo sair desta angústia que atordoa meu ser.
Resta em mim o amor incondicional pelo impossível
Em mim, a alegria do inexplicável,
De um livre amor inalterado que nem a distância
conseguiu apagar.
Eu que tantas vezes chorei sem disfarçar meu olhar
perdido
Clamei à Deus o teu amor.
Agora ouço você com o silêncio convertido em um abraço
Que teu sentimento é puro e minha voz grita,
E o coração bate forte.
Gentil alma que padece pelo tempo...
Coletânea de Letras Musicais
806
MATEMÁTICA, RAZÃO DE SABEDORIA
Matemática,
Caos de nossas vidas,
Quantidade de nossa existência,
Soma de nossa sorte.
Multiplicarei o amor e com o resultado somarei a vida
Aí então não sei o que vai dar.
Terei que tomar cuidado com as regras de sinais,
Senão a minha vida será uma grande expressão de azar.
Negativo, dura vida,
Positivo, que beleza!
Vou ver se jogo desde já se a sorte me ajudar.
Com a igualdade trarei paz a sociedade
Farei a balança da sorte pesar sem desigualdade.
Esse mundo tem sujeira, pois fazem dos meus números
fonte de ladroagem.
Por isso amigo,
Cuidado!
Para a tristeza não te matar, e a dúvida não te pegar.
À minha professora de matemática Rosa Maria
Letristas em Cena
807
MEMÓRIA
Na memória guardo um rosto composto de traços sofridos
No qual venero em meus devaneios.
Sofrimento feito de lembrança, adormecido em meu peito
vazio de esperança.
Amor não consigo expressar, mas te proclamo em meus
versos.
Minha poesia traduz em melodia
E busca o sentido do vácuo que ficou com tua ausência.
Imagem retorcida de uma lembrança nebulosa de noites
que passam.
Na expansão do universo ficou você, estrela que vaga...
O desencontro com tua alma é o meu desespero.
Provém do teu sorriso a minha calma.
E do coração o poema da Alma...
Coletânea de Letras Musicais
808
MEIO EU, MEIO VOCÊ
Hoje amanheci assim com o coração deserto,
Com anseio e com o desejo de te amar
E entender o teu silêncio que jaz.
Hoje amanheci assim:
Meio louca, meio mulher
E meio criança necessitando de teu colo e do teu olhar;
Que me faça viajar e sair de mim, pois quando vejo a
realidade afugento-me para dentro dos meus sonhos onde
lá sou menina e tenho você
Também vejo em cada olhar a bondade do ser.
Hoje amanheci assim:
Meio carente, meio querendo,
Meio temendo de não ser eu tua estrela que vaga livre
pelos céus
E pronta para amar...
Quero me encontrar em olhares perdidos.
É, hoje sou assim:
Meio eu, meio você.
Letristas em Cena
809
NAUFRAGADO POR UMA ESTRELA
Naufraguei num mar de estrelas.
Só queria perder-me em teus braços,
Mas entre as estrelas me perdi.
Guiava-me pelo teu olhar onde estava o sorriso
E aquela brisa que afagava a alma?
E logo percebi que luz igual a tua não havia.
Então, só deserto vi sob a lua.
Os sonhos não são iguais.
E o sorriso foi-se
Como um cometa
Levando-te para longe...
Vou te buscar em minhas quimeras
Sobre o azul do céu
Vou deitar-me em um berço de relvas
E ir além do horizonte
Para encontrar-te AMOR...
Coletânea de Letras Musicais
810
NERVOS
Nervos de pedra,
Coração de aço.
Olhos sangrando pela madrugada.
Gotejando as sobras do passado ultrajado
Mendigando o pedaço do traço,
Do enlaço.
Mãos calejadas por carícias
Negadas, naufragadas.
Foragido o medo,
O tempo urgi.
Surgi meu medo.
Desejo o porto
Dos teus beijos.
Veleiro navega.
Me renegas.
Eu sangro,
E me entrego.
Letristas em Cena
811
NO DELÍRIO DO TEU CORPO
No delírio do seu corpo encontro todos os meus segredos,
Os anseios do desejo.
A alma é cristalina e eterna.
No delírio do seu corpo sou o palpitar dos mares,
Volto a ser criança,
E a brincar com os teus sonhos.
Penetro dentro de tua alma,
Conheço sua inocência mais profunda,
Sei tudo de tua alma amiga.
Teu corpo é meu descanso,
Teus olhos minha fonte de luz.
Em tua boca encontro meu prazer.
No delírio do seu corpo não penso mais em nada,
Só em estar com você todos os dias sem cessar.
Você é a continuação do meu viver,
A paz da minha alma.
No delírio do seu corpo faço do velho o mais novo que
existe.
No delírio do seu corpo é que realmente consigo viver.
Coletânea de Letras Musicais
812
A NOITE
Um coração que se deixa arrebatar
E me leva por esquinas desencontradas.
Passa meia noite,
Chega o cálice amargo
E tétrico de esquinas vazias.
Subúrbios encontro em volta.
Vejo convertida na alma, solidão.
Tranco a porta dos desejos insanos
E me deixo embriagar
Na minha ilusão.
Sou um ser
Perdido nos ventos.
Sou Poeta do tempo,
Um ser desconexo
Traçando a linha da sorte.
Sou eu perambulando
Buscando um sorriso,
Pela noite vagando
Buscando quem sou....
Letristas em Cena
813
NO SILÊNCIO EM QUE ME ESCONDO
Em meu silêncio me escondo.
Inalo fumaças de dias que passaram
Preenchendo o vazio
De noites escuras e sem brilho.
Trago no peito a dor
Do silêncio que me rodeia,
Pois penso em teu corpo banhado de suor.
Dias de amor sem brilho.
Penso em tua pele densa que me envolvia com a força do
calor.
Sentia-me protegida em teus braços.
Faço do instante meu novo tempo.
Sorrio querendo chorar.
Por dentro quero gritar meu amor por ti
E suplicar
Que as forças dos ventos rebeldes tragam a esperança
E voltes banhado de luz.
Sonho que clareia minha mente iluminada de fantasias
De um dia sentir novamente
Os beijos que ficam suspensos e guardados para ti.
Fecho meus olhos e simplesmente viajo no tempo
Trazendo de volta as lembranças que ficaram.
Meus olhos sangram, meu peito se fecha,
Mas em minha mente guardo teu rosto
Que me fez sentir o quanto é bom amar.
Coletânea de Letras Musicais
814
Se em minha ansiedade não escutei teu grito,
Se em meu egoísmo não entendi teus sentimentos
complexos,
Se não respeitei teu silêncio e tua liberdade,
E se em minhas carícias não foste capaz de sentir o amor,
Perdoa-me querido.
Vou gritar ao mundo meu amor por ti!
Letristas em Cena
815
PENETRANDO EM TUA ALMA
Chegou o tempo de despertar
Me perder e me jogar
Lançar-me ao meio de caminhos
E buscar a paz.
Vou me encontrar em teu sorriso
devagar penetrar em tua alma
e meu amor
vai renascer como as manhãs.
Acolher-te e ser tua sombra
Acompanhar-te e ser tua estrada.
Por onde quer que vá
Ser a luz a reluzir em teu corpo
As mãos fortes a segurar as tuas.
O gemido dos ventos
Que agonizam com tua partida
E a tempestade dos mares
Que que formam-se com tua chegada.
Coletânea de Letras Musicais
816
A PLENITUDE DO DESCONHECIDO
Sonhos que persigo noite adentro,
Que atordoam meus pensamentos
Que apaixonadamente entregam-se a magia
de um olhar...
Aquecem minha alma
Que encontra-se cálida.
Pela vida me perco atravessando o deserto insano
da razão,
Agarrando-me em um suspiro de um silêncio incerto.
Procuro o brilho de uma estrela cadente
Na brisa de um amanhecer.
Desatino em meu destino
Faz-me fincar os pés no chão.
Imortal amor que rasga meu peito
Passando por minhas entranhas.
Atingido tudo que vejo
Com a plenitude do desconhecido.
Letristas em Cena
817
POEMAS INACABADOS
Sou a cópia de poemas inacabados,
O plágio dos caminhos desencontrados.
A destreza vaga sob tudo que há
Em mim,
Sobre mim,
E para mim...
Deixo aqui pensamentos sem fundamento,
Minha dor e também tudo que sinto.
Vago em volta e vejo tua imagem partindo.
Sou a sobra dos sonhos desencontrados
Sobre os sete mares navegando
Sem ir para lugar algum.
Faço do tempo meu novo instante
Sendo para mim a arte o refúgio para dor
E a poesia meu escorredor de lágrimas.
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818
POETA DE MIM
A poesia é uma estrela que vaga
No horizonte distante de minha alma incógnita.
Constelação de conspirações
Lua que me faz mesmo que rejeitando
Amar o momento que jaz.
Vibrante mesmo que errante
Navega sob a luz dos sonhos
Minha alma cheia de poemas inacabados.
Trafega por estradas vazias
Nua e crua como tudo em mim.
Sonhos destruídos,
Foragidos e distantes.
Declamo o amor que em meu ser
Tornou-se pranto.
Mas não sou eu que amo,
E sim o poeta que dentro de mim reside.
Ele sofre, grita, goza, ama...
Ele faz de mim escrava de tudo que sinto.
Amo por viver e vivo para amar.
Assim sonhando vou navegando
Para te encontrar.
Eu poeta de mim.
Letristas em Cena
819
PRANTO
Magia vi em teu olhar
Que contemplei com desejo.
Arrisco em meus sonhos sugar-te
E trazer-te para dentro de mim.
Respirei o teu cheiro que com um simples toque
Fez de mim tudo o que sou.
Tatuados em múltiplas cores está teu suor
Que como ácido feroz corrói minha pele
Transgredindo meus pensamentos insanos
E por vezes proféticos,
Pois toda vez que vejo-me perdida em teu ser
Afogo-me em meu próprio pranto.
Lanço-me em uma lâmina vazia e cortante
Que faz de mim um ser perdido na solidão do amor
Maldito amor!
Sangro até que se vá minha última gota .
Teu semblante guardados em desejos
Envoltos a abraços que aquecem meu ser.
Amores que ainda busco,
Mas simplesmente fogem...
Teu olhar mesmo distante ilumina minha vida
De caminhos incertos e de uma vida
Marcada em amar o silêncio que jaz....
Coletânea de Letras Musicais
820
QUEM É VOCÊ
Hoje estou aqui
Tentando um novo poema
Com rimas que atravesse o coração
E com versos que invadem a alma.
Hoje vou fazer a poesia dos encontros.
Vou invadir todos os sentidos
Que revele o silêncio da alma nua
E do coração violentado.
Vou invadir teu ser
E descobrir teus segredos
E ir além das fronteiras
Que impedem tua caminhada.
Vou escrever as linhas
Que levem ao amor verdadeiro.
Como um trovão rasgarei meu peito
E transbordarei com emoção.
És raio que me atinge,
Sonho com você e não sei
Aonde se escondes.
Fecho meus olhos para esquecer
Quem é você que me domina
E me faz querer viver.
Aonde se escondes que não lhe vejo?
Tento encontrar nas esquinas,
Mas sinto o frio da solidão
Letristas em Cena
821
Que sempre bate em minha porta.
Quanto mais procuro mais me perco.
Sonho às cegas e sem dormir.
E assim vou ardendo com a brasa da ilusão.
Quem é você amor imortal?
Coletânea de Letras Musicais
822
À REVELIA
À revelia dos sonhos
Te revelo meus segredos.
À revelia dos mundos
Me declaro sem vergonha,
Com a cara vou com tudo.
Me revolto e me libero dos preceitos,
Dou-lhe todos meus impulsos,
Rasgo o verbo e vou pro mundo.
Me rebelo contra o tempo,
Os conceitos mando a merda
Dou um tiro na moral.
Vão passando os dias
E te quero à todo instante
Sem pensar que meu desejo
Vai me levar ao abismo.
E como um cordeiro vou sangrando
Até que se vá todo resquício de saudade,
Que me leva a verdade
De um dia te tocar.
Me encontro com teu corpo,
Minha fome saciando
Te possuo em meus sonhos.
Tatuado em minha pele
Está teu suor convertido.
Letristas em Cena
823
E vou te amando...
Para mim és a utopia dos meus dias.
Vou te buscar
No Olimpo de minhas quimeras
Traçando o contra gosto
Do meu destino incerto
Que te levou para longe.
Coletânea de Letras Musicais
824
RUAS VAZIAS
De repente ouvi gritos vindos de minha
consciência,
clamando os sonhos perdidos
vagando por becos
fundiu-se o medo.
A escuridão de minha alma perdida.
vive buscando um olhar.
Que seja a luz para meus sonhos
Que já se encontra cinza.
Já me perdi pela noite
vagando sobre a escuridão
de ruas vazias
de desejos efêmeros, e de amores que me
fizeram perder o juízo.
Quero a paz. E encontrar em teus braços o
descanso de um amor sereno.
que me leve por veredas e me faça sanar a dor
de dias escuros e noites frias...
Ser livre como as estrelas do céu
O instante da vida.
Ser o sol a brilhar iluminando tua vida
Ser a brisa leve do vento.
Vou ser livre como os versos de minha poesia
Para poder dizer o quanto te amo...
Letristas em Cena
825
SAUDADE
Quando o peito sangra aberto
e a alma grita,
as janelas abrem
e espelham
a latente lágrima que transfigura meu semblante.
Dois pontos se separam
os ponteiros das horas que demora
Os segundos viram horas
e isso aumenta meu querer
mas é distância que jaz.
Quando na memória
vejo a imagem refletida
e choro....
Sem medidas vou vivendo
essa saudade que ingrata me algema
e gemo com o tempo que transforma meu amor
em dor.
Assim vou vivendo essa vida
De espera e despida.
Arde em meu ser
a chama que te clama
te ama
E espera a tua chegada
Coletânea de Letras Musicais
826
SENTIMENTO NAUFRAGADO
Quando Ouço a Voz do silêncio
Vem a vontade de sair
e ver a imagem desconexa da desconhecida
Quando o tempo para
entorpeço em palavras
e me perco nas trevas insanas da saudade
Navego na essência única
de trazer de volta
a voz que inebria minha alma.
Vou sem rumo...
Suportando olhares que não me dizem nada,
suplantando meu desejo
Indago aos ventos
A lembrança adormecida
De cálidos suspiros
Que violam os Sentimentos naufragados
de amores mal resolvidos.
Sou perdido em um tempo
Vagando pela noite
Surto nos caminhos.
Tentando me encontrar, me perco.
E deparo com o inexplicável, Você.
Letristas em Cena
827
O SILÊNCIO DOS OLHARES
Como fogo sinto teu desejo
Calor que arde em mim.
E crescendo a cada dia
Está meu amor por ti.
Sentimento que o tempo não apagou,
Chama ardendo em meu ser.
Por ti minha flor estou me perdendo.
Em teu corpo me aqueço no teu calor;
Sonhando porque agora sei que amas!
Sinto as tuas mãos apertarem as minhas
E nossos corpos se encontrarem
No silêncio dos nossos olhares...
Sinto tua boca bailando em meus lábios,
Eu enlouquecida, embriagada por teu beijo
Sigo o ritmo e ao mesmo tempo
O descompasso desta canção.
Por ti, minha vida, há muito me perdi.
Teu olhar cheio de histórias.
Em teu semblante amores errantes.
Largados em beco sagrado do leito.
Em mim murmúrio da mão que afaga,
O vazio da noite,
O suspirar dos ventos,
A utopia de amores insanos
E de uma vida de amor por ti.
Coletânea de Letras Musicais
828
SINA
O sol queima o meu corpo
e me banha de esplendor
tua língua meu libido
no teorema tímido do teu corpo.
Me algemo por inteira
minha vontade que domina
contamina e me entrego
me cativa...
O teu cheiro toxina
me atrevo,
cativeiro minha sina.
Do teu corpo me alimento
como vicio.
Não me contento com teu corpo
Quero sugar tua pele.
Este vicio
Me penetra nas entranhas
Teu sorriso me alucina.
Como quero teu calor
este coito viciante,
Me fascina!!!
O meu sangue se transborda
na taça do teu vinho me vicio,
e me entrego nesta sina....
Letristas em Cena
829
SOB A LUZ DA LUA
O que há por trás da lua
que ilumina meu corpo?
O que há no sol
que bronzeia minha pele
e queima minha alma
fazendo-me suspirar por entre montanhas?
O que há por trás da solidão
que não me faz voltar à outrora?
Dias em que tocavas meu corpo,
Acariciavas minha alma
E iluminava a vida.
O que há por trás das estrelas
que com sua sincronia
me fazem companhia
Ilumina os céus
me tira da solidão
de noites em que penso em você?
E em teus olhos
que como mar
vertiam lágrimas
fazendo-me juras de amor...
O que há por trás do universo
que move minha vida
e que com sua força
Faz-me forte
Mesmo com a fraqueza que sinto
de noites perdidas
Coletânea de Letras Musicais
830
De amores vagos
E de silêncio na alma?
E o que há em meu interior
que de tão vazio
faz com que me sinta forte?
É a esperança que invade minha alma,
quero a vontade de viver
e continuar sempre amando o impossível:
Você
Letristas em Cena
831
SONO ENVELHECIDO
Por que estou aqui
viajando em um tempo
Retorcida em vazio profundo?
As lembranças são poucas
Quando encontramos o impossível
A alma é finita
E o corpo padece em um caos sem causa
Palavras são poucas ao por do sol
Quando o sonho é pequeno demais
O eterno é o sentindo inexplicável
E amor vai além do infinito.
Portanto como entender a razão
Já que tudo corre em um sentindo contrário
Você envelheceu meu cálido sorriso.
A despedida toca os olhos entristecidos
surpresos porque chegou a hora da partida
Provei o gosto amargo do inexplicável
Libertarei as algemas
que apodreceram meu sonho envelhecido
De nele poder te tocar.
Darei o próximo passo.
Serei eu a estrela,
sou eu o luar que cansado
suspira os sonhos...
Coletânea de Letras Musicais
832
Serei eu a estrela vadia que vaga no infinito...
Já não encontro mais você.
Por que sou eu ,
Que me afastarei deste mar enfurecido.
Letristas em Cena
833
TEUS BEIJOS
Teus beijos foram açoites a me dominar
Tua boca quente, leve, tímida
Fizeram do instante, horas
e de dias a agonia para te encontrar
Teus beijos,
Senti o gosto do desejo
Teus beijos breve silêncio que preencheu
minhas lembranças
Neles senti a inocência de tua essência...
A saudade do breve adeus...
Teus beijos
mesmo que roubados foram excelência
de minha ausência e meus sonhos
foram os anseios dos desejos
o palpitar dos mares em meu interior...
Teus beijos
Ah teus beijos...
Coletânea de Letras Musicais
834
TORRENTES DO TEU OLHAR
Teu olhar mudo clamou ao tempo
que perdido deixou teus passos;
Noites nebulosas
traduzem esperança de dias melhores,
me deixa sem compreender o passado
já ultrapassado,
que envelhecem meus sentidos,
que amortecem minha alma.
Passada esta noite,
Senti tua presença
constante em meu Ser.
Ultrapassa esta minha alma
que anseia por um toque, um gesto
que acalme meu olhar cansado.
Clareia sentimentos de constelações,
de abraços soltos ao vento,
agoniza o coração
que renasce das cinzas
ressurgindo um amor
que está estagnado em meu Ser.
Letristas em Cena
835
UMA GOTA DE SANGUE
Uma gota de sangue
sangra meu corpo nu
despido de fantasias
extasiados de horizontes.
Um pingo de sangue
que sai dos meus olhos tristes
molhando a terra pisada
que se tornou meu coração.
Selvagens paixões
que invadem meu mundo
fazendo-me pirar, não respirar...
Coletânea de Letras Musicais
836
VENTOS LITORAIS
Longe muito longe estou
Por trás da linha do horizonte
giro o mundo vira tempo
só não vira meu amor
Ventos litorais
temporais de amores
guardo saudade
daquele sorriso
que me ensinou o que é amar
Gira vida
rodo o mundo
só não gira meu querer.
Mares revoltos
Ondas que cobrem
A pele morena
bronzeada de desejos.
Corro em volta dos sonhos
Passam as horas conto os dias
só não conto os segredos
que tenho com você.
Guardo no peito
a velha criança
que desperta
a vontade de viver.
Letristas em Cena
837
Viro, giro rodo
Passam os dias
que venham as horas
que meu canto é por você.
Coletânea de Letras Musicais
838
VERMES RESSEQUIDOS
Embriagados vermes
sobre um copo, ressequidos
espectros do nada.
Tórridas mágoas amargas de ilusão
encharcados de imaginação
esquecidos pelo tempo
foram carregados
Vermes ressequidos de solidão.
Tétricos buscam amores
E encontram a falência múltipla do espírito.
Pois a alma não está preparada para separação.
Nada os fazem voltar
para terra que seca está
pois as lágrimas
Entorpeceu o suspiro
Que o vento não calou
Que o fogo não apagou
Que a tempestade não inundou.
Lágrimas que secam sem a esperança
De amor que corroídos pela dor
Consumiram a terra
De folhas que caem
Pois murcharam o verde do jardim
Letristas em Cena
839
Onde antes a esperança habitava.
" Pobres vermes
De uma brisa infinita....
Coletânea de Letras Musicais
840
VESTÍGIOS DOS TEUS TRAÇOS
Vestígios dos teus traços
tatuados em minha pele
São fragmentos complexos
dos restos de mim que existe.
Transfigurados em pérfidos desencontros.
fecho as portas
em meu ser contraditório.
Lembranças que passam por vilas
Do meu ser descoordenado.
E por vezes minha alma vadia
quer embriagar-se com teu corpo
saciar minha sede em teus beijos
e acalmar meu ser puro
que por amor se perde aos poucos.
Por vezes quero traduzir teu silêncio
E com teu abraço,
Absorver o amor que deflagra minha essência.
Letristas em Cena
841
VOLUPTUOSA
Voluptuosa Paixão Carnal.
Entre beijos me perco em teu corpo
tranco as portas nuas da solidão
atravesso ribeirão
vou além do mar.
AH!
Como é doce teu silêncio!
Na calada sinto teu calor
e como foice chicoteias minha pele
teus braços encontrarão os meus
e ligados a um êxtase que levará
a lânguida maliciosa do coito.
Como suspiras penetrante!
É como música a acariciar minha alma envelhecida.
de uma insana paixão inconsequente.
Enlouquecida pelo tempo
que corre solto sem medo
busco tua presença.
Do meu corpo desesperado
gritando por teu toque
De tuas mãos desenfreadas deslizando meu corpo.
Eu feito louca,
Gritando teu nome:
no vácuo da noite.
que se preenche com tua presença.
Teu corpo que percorro sem medo
minha pele se misturando com teu suor
fazendo-me única, louca e mulher!!!
Coletânea de Letras Musicais
842
Letristas em Cena
843
THIAGO AUGUSTO ARLINDO TOMAZ
DA SILVA CREPALDI
Manter-se-á indubitado 845
Coletânea de Letras Musicais
844
Letristas em Cena
845
MANTER-SE-Á INDUBITADO
Por entres muros de concretos
Manter-se-á vivos os fetos.
Neste útero social,
A elite intelectual se “formará”,
Sem (in)formação (des)governará esta nação.
O que deveras nos é necessário pra existir?
Nas interpelações manter-se-ão as indagações,
Que pleiteiam o (im)progresso da moral social.
Em nome do Capital averba-se a exclusão existencial.
Homens, Brancos, Ricos deleitam-se do povo alienado,
Que sem fé vender-se-ão por um pingado, sem café.
A misericórdia divina há muito tempo foi vendida,
Na feira do rolo à um capitalismo de estado.
Assim, manter-se-á o corpo social indubitado,
Alheio a concretude real desta elite intelectual.
Coletânea de Letras Musicais
846
Letristas em Cena
847
VALDEMIR A.F. BARROS
Calafrio
Campo florido
Chega de infelicidade
Clarão de luz
Descerra a janela do teu coração
Em nossa casa de telhado de sape
Eu só quero o teu carinho
Eu sou o samba
Eu sou o teu abrigo
Façanha do amor
Faça o teu coração sorrir
Face a face sentindo o teu calor
Lado a lado
O lance é nos entregar a essa paixão
Me entrego aos seus desejos
Muitas vezes errei
Não há solidão entre nos dois
Não quero mais ter medo
Nesse momento eu só quero sorrir
Nosso amor é o sol e a lua
Nunca mais vou te deixar tão só
Por um outro qualquer
Pra enfeitar a ilusão
Quero continuar te querendo
Recomeço
Sem ressentimentos da paixão
Separação
Só assim terás o meu perdão
Só quero ser teu amigo
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Coletânea de Letras Musicais
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Sou feliz por ter você sorrindo
Simplesmente ecoava o amor
O tempo fez-me refletir
Teu coração sempre me fez desabar
Teus lábios me sorrindo em tons lilás
Tudo será como antes
Uma joia rara
Varanda
Vem amor
Véu de uma flor
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Letristas em Cena
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CALAFRIO
Sempre quando eu te vejo
Sinto um calafrio
Uma dor no peito que vontade louca
Dos teus doces beijos e teus carinhos
Que vontade imensa de dizer te amo
O meu coração se enche de alegria
Aflora o pulsar dos nossos corações
Irradiando amor formando a paixão
Contigo vou até o além
Faz-me sentir tão bem
Refrão
Diz pra mim que vais voltar
Pois sem ti não sei viver
Ai que saudades volta amor!
Nossos finais de semana não são mais o mesmo
Volta pra mim amor (volta, volta, volta amor)
Tu és tudo que eu preciso
Eu te amo a cada dia que passa (que passa, que passa)
Já me apaixonei
Sem ti não sei viver, volta pra mim amor.
E diz que vais me amar
Nosso romance foi tão lindo
O amor mais verdadeiro
Até hoje ouço a tua voz, me chamando de meu amor!
Minha linda rosa em flor
tu és o meu bem-querer
Coletânea de Letras Musicais
850
Sei que um dia tu vais voltar
Pra gente se amar
Refrão
Diz pra mim que vai voltar, pois sem ti não sei viver.
Ai que saudades volta amor.
Nossos finais de semana não são mais o mesmo
Volta pra mim amor (volta, volta, volta amor)
Sempre quando eu te vejo sinto um arrepio
Que vontade louca de estar em teus braços
Para poder dizer o quanto eu te amo
Diz pra mim que vais voltar
Pois não consigo te esquecer
De mais uma chance
Pra gente ser feliz
Refrão
Diz pra mim que vais voltar, pois sem ti não sei viver.
Ai que saudades volta amor.
Nossos finais de semana não são mais o mesmo
Volta pra mim amor (volta, volta, volta amor)
Letristas em Cena
851
CAMPO FLORIDO
Amor eu quero caminhar em um campo florido, como
num paraíso de amor.
Junto de ti eu quero caminhar, ver os lírios do campo
florir.
Quero te abraçar e inflamar essa chama ardente de amor
Que exprime o carinho da nossa paixão.
Quero te conquistar retornar ao passado de um imenso
amor
Ao anoitecer quero estar junto de ti
Ver a lua e sentir nossos corpos banhados com raios de luz
Nosso amor não tem cor é igual uma flor que floresce no
nosso jardim
É o brilho do nosso amor
Tu és a flor mais rara de um imenso jardim, que brilha
num simples gesto de amar.
Tu és um encanto, a pureza da flor.
És o pôr-do-sol, a alegria das minhas manhãs
O arco-íris do Universo acenando o amor.
Para abrilhantar essa nossa paixão
Amor eu quero caminhar em um campo florido que não
haja espinhos a nos atrapalhar
Junto de ti olhar as estrelas pairadas no ar
No infinito, quero buscar harmonia do nosso amor.
Quero lhe ofertar uma linda rosa em flor
Refrão
Quero sentir o teu corpo me aquecendo transferindo calor
Já sinto saudades dos teus doces beijos minha linda flor
Sinto o meu coração pulsar como a batida das asas de um
beija-flor
Coletânea de Letras Musicais
852
CHEGA DE INFELICIDADE
Deixe nascer o amor
Na brisa do amanhecer
É sinal da ternura do amor
Joga-se em meu colo
Chega de sofrer essa dor
Não queira entender essa ilusão
Deixe o amor nascer entre nos
E o brilho do teu coração renascer
Nas teias da paixão
Sinto saudades da cor azul
Dos teus olhos
Refletindo no espelho da razão
Um amor de sinceridade
Deixe a ternura nos tocar
Na alma do amanhecer
Pra trazer de volta a emoção
De beijar a tua boca
Em frente ao mar
Deixa o teu sentimento sorrir
O teu coração falar
E se entregar eternamente
A essa paixão de encantos
Sem ressentimentos do amor
(Refrão)
Chega de infelicidade
Letristas em Cena
853
Não chores as magoas
Dessa desilusão
Deixe o tempo levar
As tristezas do teu coração
E a dor da decepção
Amor eu sinto saudades dos teus beijos.
Nesse meio tempo segregas a solidão
Vou relutando contra o tempo
Tentando virar esse jogo de xadrez do amor
Quero te amar sem segredos
Pra realçar a trajetória da nossa paixão
Por que o teu coração sorriu pra mim
Fez sobreviver um amor inalterável
Coletânea de Letras Musicais
854
CLARÃO DE LUZ
Eu vejo pelas manhãs, a revoada dos pássaros.
Um canário da terra a cantarolar!
As gaivotas voando no ar
Um cenário perfeito, pra quem sabe amar!
Eu e Você
Entre abraços e beijos
Se amar é viver
Eu vivo por te querer
Sinto uma louca paixão
Gamei no seu coração
Encantou-me com seu jeito de ser
Fez-me levitar sobre as nuvens do céu
No lado esquerdo do peito
Meu coração palpita quando te vê
(Refrão)
La La La Lauera La La LaLaue
La La La Lauera La La LaLaue
Ao anoitecer surge a lua cheia
Emitindo um clarão de luz
Sobre as águas do mar
O sol adormece
Reflete e encanta, com seus raios de luz
A estrela cadente vai se findando
Jorra em nosso sorriso a felicidade
Transcende o amor entre nós!
Descerra o nosso caminho
Letristas em Cena
855
Refloresce o jardim sem flor
(Refrão)
La La La Lauera La La LaLaue
La La La Lauera La La LaLaue
Coletânea de Letras Musicais
856
DESCERRA A JANELA DO TEU CORAÇÃO
Meu amor vai além da razão dos teus pensamentos
Em teu olhar sinto a ausência do amor
Deixa-me acalentar a tristeza do teu coração
Descerrar a janela da nossa paixão.
Deixa-me beijar, envenenar o teu coração por amor.
Fazer-te flutuar sobre as nuvens do céu.
Debruçar em teus braços entregar-me de vez.
Não deixes a tristeza tocar nos teus sentimentos
E nem ferir o teu coração por uma desilusão
Como conto de fadas reinará uma eterna paixão
Transformará a tristeza, num paraíso de amor.
Serás minha flor de jasmim, a mais bela do meu jardim!
Vou regá-la com muito carinho, pois morro de amores
por ti.
Oh! minha linda donzela
Quero te namorar, descerrar a janela do horizonte do
amor
Invadi-lo de luz!
Jorrar a pureza da eterna paixão
Beijar tua boca
Como se fosse o beijo de um beija-flor!
Adormecer em teus braços, sentir a essência do amor!
No despertar do amanhã, viajar na magia do amor.
Com você do meu lado, contemplar o azul do céu.
Vislumbrar o sol poente
Um mistério no ar, obra de um criador!
As andorinhas pairadas no ar
Num cenário perfeito pra gente se amar
(Refrão)
La La La Lauera La La La Laue La La La Lauera La La
La Laue
Letristas em Cena
857
EM NOSSA CASA DE TELHADO DE SAPE
Teu coração tem o brilho da cor de neon
O teu sorriso a luz do amor
Nessas travessias da razão
È a paz de um lindo amanhecer
Dá-nos guarida pro nosso amor crescer
Sinto as batidas do teu coração
Tocar suavemente a áurea
Dos nossos sentimentos de paixão
Sinto meu chão desmorona
Por essa sensação de amar
O meu coração chora em vão
As lágrimas do desatino da paixão
Sinto o teu abraço apertado
Os teus beijos irradiando luz multicor
Dando milhões de carinhos
Revelando segredos dos teus anseios
Da paixão
O meu coração suspira amor
Não quer ser maltratado pela ingratidão
Voa contra o tempo e só quer um abrigo
Pra se embriagar nas asas da paixão
Ouvindo a chuva caindo vagarosamente
Em nossa casa de telhado de sape
Coletânea de Letras Musicais
858
EU SÓ QUERO O TEU CARINHO
Não sei mais o que pensar
Sempre esteve perto de mim
Meu coração arde de paixão
Sinto uma vibração me tocar suavemente
Tudo parece tão real entre nos dois
Jamais me esquecerei dos nossos relacionamentos
Dos teus beijos e abraços na varanda
Nas madrugadas de inverno
Sentíamos um vento forte soprando em nossa direção
A chuva caia vagarosamente sobre telhado
Tudo era perfeito
A chuva cristalina sussurrando em nossos ouvidos.
Os pássaros assoviavam nas manhas de inverno
Trazia em nossos pensamentos
A paz de uma intensa paixão
Quase não conseguia conter a emoção
De estar ao lado do teu coração
Você me fez viver eternamente
Sem ter medo da solidão
Eu só quero o teu carinho
Nas madrugadas estreladas
Pra sentir o teu calor aquecendo a minha alma
Sorrateiramente
Letristas em Cena
859
EU SOU O SAMBA
Eu sou o samba
Na estação primeira
Sou eu que te encanto
Na rua, no bar, na avenida.
Em qualquer despedida
A felicidade sou eu!
Na rua, no bar, na avenida
Em qualquer despedida
A felicidade sou eu!
Eu sou o samba
O samba sou eu
Sou versos
Sou prosas
Sou poesia
Eu sou a arte que contagia
Refrão
La la La lauera La la la lauera
La la laue La lauera
La la la lauera La la la
Lauera la la Laue La laue
Vem pro samba
Eu sou a paz na avenida
O amor sem despedida
Coletânea de Letras Musicais
860
Nas noites iluminadas
Em qualquer serenata
Quem faz o show e encanta sou eu
Nas noites iluminadas
Em qualquer serenata
Quem faz o show e encanta sou eu
Eu sou o samba
Samba de roda, samba enredo, sambalanço, samba
canção, samba exaltação, samba de breque, samba
gafieira, samba carnavalesco, samba partido alto
Eu sou o samba
Refrão
La la la lauera La la la lauera
La La lauera La laue
(Declamado)
O samba é misturas de raças
África, Brasil,
Bahia, São Paulo, Rio
Eu sou o samba
Za zaue za zaue
Za zaue za zaue
Letristas em Cena
861
EU SOU O TEU ABRIGO
Oh! Minha rosa
Os seus desejos são os mesmos que o meus
Há um sentimento que envolve nos dois
Sempre buscamos o caminho do amor
Nessa estrada de espinhos
Eu sou a luz que irradia
A chama da verdadeira paixão
Nas noites frias dessa luz do luar
Quero sentir o teu abraço apertado
E o teu coração me afogando de paixão
Sou um pássaro aventureiro
Que traz milhões de palavras de amor
Desenhadas nas entranhas da desilusão
Sou a fortaleza desse teu pobre coração
Foi bom te conhecer e me apaixonar
O meu desejo é ter você eternamente ao meu lado
Teu olhar é a cifra do meu violão
É acalmaria das minhas aflições
Sem você o meu Mundo se torna uma miragem
Tudo parece desmoronar
Como um vendaval soprando fortemente
Em nosso destino
Meu coração não consegue segurar tanta emoção
Amor tem que estar sempre perto de mim
Coletânea de Letras Musicais
862
Pra ser o meu anjo protetor
Nas horas de desespero
Eu sei que tudo que eu passei
Talvez eu tenha feito por merecer
Hoje estou arrependido
Eu só quero o teu abrigo
Quero tê-la aos meus braços
A todo o instante
(Refrão)
Vem eu sou o teu abrigo
Quero ter você comigo
Pra viver essa imensa paixão
Letristas em Cena
863
FAÇA O TEU CORAÇÃO SORRIR
Nunca é tarde pra se amar
Esqueça as magoas
Faça o teu coração sorrir
Se entregue a esse amor que já brotou raiz
Por que o teu coração já me abraçou
O seu amor já viaja como um vento leve
Em meu coração
Sobre os trilhos das veias da paixão
A solidão foi embora esvoaçando
Pra outro lugar
Viva um mundo em flores
Não se sinta uma prisioneira da paixão
Por que o nosso romance vai perdurar
Lá no céu
Sem você o nosso amor se torna imperfeito
Sinto num mundo obscuro
Um labirinto sem saída
Somente você poderá me fazer feliz
Por que você é a essência viva
Desses nossos laços de amor
Meu coração não suporta mais esse suspense
Meus sentimentos estão partidos
Nesse momento o meu coração só quer você
Estou com saudades dos teus jeitos românticos
Sinto os teus braços me tocando
Suavemente pelas madrugadas
E os teus beijos me levando a loucura
Nesse jogo de xadrez do amor
Coletânea de Letras Musicais
864
FAÇANHA DO AMOR
Amor dê-me tuas mãos vamos juntos caminhar
Quero te proteger como a abelha rainha protege seu
favo de mel
Na beira do cais me atirar em teu colo
Acariciar nos teus beijos com sabor de mel
O meu coração está estilhaçado por essa paixão
Vou embriagar-me na essência do teu amor
Abra a porta do teu coração para que eu possa entrar
E no teu aconchego acender a chama reluzente do amor
Na meiguice desse nosso amor deixar transcender a
nossa união
Nosso amor é brasa ardente que se aflora do fundo do
coração
A nossa história de amor é como a luz de néon
Que se agita como um vendaval
Anunciando o amor
Refrão
Vem cá, o meu segredo é amar
Vem pro meu recanto
Veras um encanto
Vou te mostrar o caminho da felicidade
Beijar tua boca acariciar os teus lábios pelas manhãs
Vem cá, saia desse chove não molha.
Quero te mostrar os segredos de uma paixão
Vem cá, vou despertar o desejo de amar
Deixa-me tocar teus sentimentos
Letristas em Cena
865
La La La Lauêra La La La Lauêra La La Lauêra La La La
Lauê
Nascemos um para o outro, caminhamos ao encontro do
amor.
Na troca de olhares, o nosso amor ecoa por todos os
cantos.
O meu corpo se aquece ruflando a emoção
Na flor da pele, deixa me sentir o calor
Toda vez que pulsar o teu coração por amor
Deixa efervescer a nossas juras de amor
Em teu olhar vejo a sinceridade
Vislumbro um eterno amor
Nosso amor é ouro e prata que ilumina a escuridão
É o cravo e rosa em flor
É o encontro do sol e da lua
Construindo a eclipse do amor
Vem cá, dê-me tuas mãos vamos confirmar a nossa união
Deixe de lado tudo que passou entre nós
Já virou passado foi pura ilusão
Vem cá, nossa tendência é amar
Quero sentir o pulsar dos corações
Vem cá, chega de lamentações
Vou presenteá-la com rosa multicor
Vem cá, deixa de choramingar
Vou te proteger
Como a abelha rainha protege seu favo de mel
La La La Lauêra La La La Lauêra La La Lauêra La La La
Lauê
Coletânea de Letras Musicais
866
FACE A FACE SENTINDO O TEU CALOR
Amor eu sinto a tua falta
Recordo-me os bons momentos
Que compartilhamos o amor
No momento inesperável da dor
A tua ausência fez me refletir
O nosso amor é maior que o Mundo
Meu coração não consegue aguentar
A emoção de estar ao seu lado
Face a face sentindo o teu calor
Não consigo disfarçar essa louca paixão
Que nos envolve na mesma sintonia
Eu quero ter você eternamente
Pra desfrutar os bons momentos
De um sincero amor de paixão e amizade
Quero navegar em teus adocicados beijos
Aventurar-me nessa emoção
Por que não quero mais fugir
Dessa decisão indecisa
Quero me jogar em teus braços
Não quero te perder nunca mais
Só quero enxugar as lágrimas cristalinas
Que escorre em teu olhar sereno
Sinto o silencio-te a afogar
Nas mágoas da desilusão
Letristas em Cena
867
(Refrão)
Não quero mais perder a esperança de te ter
Por que não quero mais chorar de dor
Nos braços dessa solidão
Coletânea de Letras Musicais
868
LADO A LADO
É pura emoção, uma nova paixão, que paira no ar
Trazendo pra nós a emoção de amar
Se você estiver do meu lado é sentimento dobrado
Que só faz aumentar a nossa união
É pura emoção estar do teu lado (lado a lado)
E assim compartilhar nossos pensamentos
Quando a corda está bamba prestes a arrebentar
Tem que ter alguém entre nós, de punho forte
Para poder suportar essa situação embaralhada
Que está parecendo como teia de aranha
Como um novelo de linha todo entrelaçado
Tem que ter competência para desenrolar essa situação
Com você do meu lado (lado a lado) fica muito mais fácil
Enfrentar os problemas que possam surgir entre eu e você
A forma de resolver todos os nossos problemas é a união
entre eu e você
Sempre caminhando lado a lado, La Lauê La Lauêra
Refrão
La Lauê La Lauêra
La Lauê La Lauêra
Letristas em Cena
869
O LANCE É NOS ENTREGAR A ESSA PAIXÃO
Meu coração se entregou
Sofre calado por essa paixão
Sinto um vazio dentro do meu ser
Os teus abraços não me aquecem mais
Sem teus afagos não dá pra viver
Sinto a tua ausência quando lembro de ti
Choro de saudades
A desilusão fez morada no meu coração
Quando sinto emoção
As lágrimas dos meus olhos
Que jorravam em meu rosto
Já não jorram mais
O nosso amor secou
Igual uma folha seca
De um jardim arborizado
Refrão
Mostra-me o caminho da estrada
Por onde você passar
Oh! Minha Deusa do amor
Vem ser a minha estrela guia
Para poder me guiar
O lance é nos entregar a essa paixão
O meu coração sofre
Com as marcas da cicatriz
É tão difícil esquecer
Os afagos e beijos, entre eu e você
Não consigo tirá-la dos meus pensamentos
Coletânea de Letras Musicais
870
Sinto a dor no meu peito
Me aprisionei nessa louca paixão
Hoje sou aprendiz ensinou-me a amar
Quando a estrutura do amor desequilibrou
As tuas palavras sempre tiveram razão
Na indecisão do meu coração
(na indecisão do meu coração)
Seu sublime amor fez-me viajar
Na imaginação
Sobre as plumas de um anjo
Vi um arco-íris refletir a cor da paixão
Sobre nós
A cor da paixão, a cor da paixão
Refrão
Mostra-me o caminho da estrada
Por onde você passar
Oh! Minha Deusa do amor
Vem ser a minha estrela guia
Para poder me guiar
O lance é nos entregar a essa paixão
Letristas em Cena
871
ME ENTREGO AOS SEUS DESEJOS
Mergulho em teus segredos
Flutuo sobre as nuvens do céu
Sinto a essência da flor
Vejo um Mundo multicor
O amor nos leva as alturas
Sobre as sombras da janela
Swing de amor, de amor, de amor, de amor
Vejo em você a razão de amar
Entre o céu e o mar
Tateando a paixão
Vejo em você a luz do luar
Um arco-íris no ar
Com a voz da razão
Eieie Eieie Eieie Eie
Me entrego aos seus desejos
Sinto labaredas da paixão
Flutuar sobre o mar
Nas ondas dos desejos
Arranha-céus e mar
Vejo em você um Universo de amor
Um labirinto em flor
Artimanhas do amor
Sinto em você sonho e prazer
Caravelas de amor
Coletânea de Letras Musicais
872
Oceano em luz
Vejo em você sonho e emoção
Show de verão
Realeza do teu coração
Eieie Eeeeeeeeeeeeee Eieie Eieeeeeeee
Letristas em Cena
873
MUITAS VEZES ERREI
Me carrega em teu colo
Chama-me de amor
Meu coração está querendo te amar
Muitas vezes errei
Brinquei com os teus sentimentos
Por um instante me arrependi
Cai na real pelo mal que te fiz
Vou gritar pro mundo inteiro
E dizer o quanto te amo
No jornal da cidade vou escrever
Uma dedicatória de amor
Em rede nacional lhe pedir perdão
Talvez no fantástico ou quem sabe no vídeo show
Vou abrir a cortina do teu coração
Fazer-te sentir uma grande emoção
Refrão
Vem, o teu cheiro está no ar
Teu perfume é a essência do amor
Que se aflora com a emoção
Vem, me aqueça e acenda a lareira
No fundo do meu coração
Vem sentir essa sensação do amor
Deito em minha cama
Sinto o silêncio da noite
Recordo os momentos de amor
A minha vida já não tem mais sentido
Sem você paixão
Dentro do meu ser sinto um vazio
Coletânea de Letras Musicais
874
A felicidade foi embora e me abandonou
Meu coração se feriu
Corroeu o meu peito com a desilusão
Faço um apelo pra você me entender
Que eu preciso de você em qualquer estação
Para lhe oferecer
As mais lindas rosas da primavera
No outono sentir a brisa do vento tocar sobre nós
Quando chegar o inverno
Quero ser o teu cobertor
Pra poder te aquecer
E no verão caminhar na beira do mar
Deixar os raios de luz nos banhar
Nas noites iluminadas
Desenha os teus lábios sobre os meus
Deixar que as estrelas clareiem a nossa paixão
Não dá pra esquecer o que existiu entre nós
Fez-me te encontrar nas noites serenas
Nas serenatas ao cair do luar
Meus olhos se vitrificaram
Por você paixão
Refrão
Vem, o teu cheiro está no ar
Teu perfume é a essência do amor
Que se aflora com a emoção
Vem, me aqueça e acenda a lareira
No fundo do meu coração
Vem sentir essa sensação do amor
Letristas em Cena
875
NÃO HÁ SOLIDÃO ENTRE NOS DOIS
Sei lá só agora percebi que meu amor é só seu
Parece um sonho meus olhos estão vidrados
Nesses teus olhos calientes de amor
Corro contra o tempo entre os trilhos da paixão
Meu coração vaga entre a luz do teu beijo.
Não tenho mais coragem de te deixar
Eu te prometo farei o impossível
Para vivermos uma paixão sem limites
Sem solidão entre nos
Meu coração decola em busca dos teus desejos
Nada esfria essa chama em erupção
Teu olhar reflete o brilho radiante do teu coração
Sinto o desejo de te abraçar mais uma vez
Estou com saudades dos teus beijos em chamas
Tocando em meus lábios
Sem você a solidão me sufoca
Meu coração chora em prantos
Pra ter você por apenas alguns segundos
Não importa o tempo eu preciso te ter
Jamais desejo outra paixão
Por que eu quero ser eternamente fiel a você
Nesse realce dessa ternura do amor
Coletânea de Letras Musicais
876
NÃO QUERO MAIS TER MEDO
Amor não quero mais ter medo
De me apaixonar
Eu sinto falta dos teus abraços
Recordo-me dos nossos namoro na praça
Caminhávamos de mãos dadas
Nas noites frias de inverno
Teus beijos me embriagavam de desejos
Me envolvia por inteiro
Sem cessar
Hoje eu sei que a tua ausência
Aumenta o nosso amor
E não tem preço
E ecoa em nossa direção sem perdão
Não importa seus deslizes
Nem essa sua insinuação
Eu quero curar a dor
Desse coração de lágrimas
Porque o nosso amor é maior
Que o desamor
Deixe que essa louca paixão
Entrelace entre-nos
Pra vivermos uma vida eternal
Meu coração é somente seu
Não quero mais ter medo
De me entregar aos teus desejos
Dar-lhe-ei um mar de flores aromáticas
Pra exalar em teu quarto
Letristas em Cena
877
O amor, a paz e a felicidade.
Refrão
Eu sei que vou sofrer
Se eu não tiver você por perto
Porque não quero mais ter medo
De te ter aos meu braços
Coletânea de Letras Musicais
878
NESSE MOMENTO EU SÓ QUERO SORRIR
Nunca serei teu desamor
Você estará sempre presente em meus pensamentos
Teus olhos não verão tristezas
Por que eu sou o teu abrigo
Sem seu amor não dá pra continuar sonhando
Vivo essa paixão escondida
Sofro a dor dessa solidão
Teu amor será guardado pra sempre
Sei que fui culpado
Jamais serei o mesmo nesse caminho frustrante
Talvez um dia eu possa suportar essa avalanche de dor
Meu coração está magoado
Sinto que ainda há tempo
Dos nossos corações permanecerem acessos
Já chorei tantas vezes por você
Desesperei-me por te perder
Senti o meu coração chorar amargamente
Tentei superar a dor inconscientemente
Já sinto esse jogo virando em nossa direção
Nesse momento eu só quero sorrir
Amar-te intensamente
Por que somos idênticos
E sentimos os mesmos desejos
A mesma chama ardente
Que nos envolve intensamente
Nas garras da paixão
Letristas em Cena
879
NOSSO AMOR É O SOL E A LUA
Amor se você for embora
Vai ficar um vazio em meu coração
Talvez você deva ser forte
Para poder pensar melhor em nos dois
Ainda há uma saída nessa nossa relação
Não penso na nossa separação
Você sempre esteve em meus planos
Sem você o meu Mundo não existe
Nosso amor é o sol e lua
Talvez não perceba que o amor está entre nós
E brilha em nossa direção
Vamos deixar o nosso amor nascer
É natural
Tudo pode acontecer sem exigências
Meu amor não se deixe levar pela razão
Os nossos corações definiram o melhor pra nos dois
Talvez você já não pense em mais nada
Teu jeito é imprevisível, mas tudo pode acontecer
Eu só sei que quero te amar
Vamos viver somente o presente
Porque o futuro é misterioso
Refrão
Deixe esse amor nos dominar
Você tem o tempo todo pra me amar
O que importa é me apaixonar
Coletânea de Letras Musicais
880
NUNCA MAIS VOU TE DEIXAR TÃO SÓ
Eu vim em buscar desses teus desejos
Sem você estou num mundo sem saída
Onde o tempo se transforma dia após dia de amarguras
Meu coração está em chamas
Por que eu quero te ter ao meu lado
Seus sorrisos são raros
Enfeitiçam-me intensamente
Sinto a dor dessa paixão que se aflora
Nas entranhas do meu coração
Quero viver um amor sem chorar em prantos
Pra minha vida não virar do avesso
Só quero pertencer a ti
Quero te encontrar nas madrugadas
Não me importa que os nossos encontros sejam breves
Mas serão inesquecíveis.
Jamais posso esquecer o seu calor abrasador
Você sempre esteve presente no meu quarto
Fazendo parte desse amor incondicional
Quero flutuar sobre as nuvens
Nessa neve da paixão
Galgarei o teu sorriso perdido nas sombras
Desse oceano de paixão
Não deixarei naufragar essa nossa relação
Não quero andar sem rumo
Nesse caminhar do amor
Por que já estou aflito
Nessa roda viva do amor
Letristas em Cena
881
Seria cruel te esquecer nesse momento
Talvez o nosso amor possa ser apenas um passa tempo
Nessa escuridão tenebrosa
Quero te fazer sorrir
Pra ser eternamente a minha paixão
Coletânea de Letras Musicais
882
POR UM OUTRO QUALQUER
Meu amor eu sou o sereno da noite
Vivo na madrugada
Sou um solitário esperando por ti
És minha rainha me encanta com teu jeito faceiro de ser.
Joga-se em meus braços
E me faz um dengo gostoso que só tu sabes fazer.
Sabe me conquistar, com teu jeito meigo de ser.
Entregou-me o teu coração
Fez reinar em mim a paz interior
Abriu a fronteira do amor
Que estava jogado ao léu
Armaram uma cama de gato pra nós
Lançaram a rede pra te conquistar.
Se eu me descuidasse, te perdia.
Por um outro qualquer
(por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um
outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro
qualquer)
Refrão
Mas eu lutei, para não te perder.
Mas eu lutei, para não te perder.
La la lauera La la lauera La la lauera La la laue
Agradeço por estar a teu lado
Teu amor eu guardo a sete chaves no meu coração.
Mas se depender de mim
O nosso amor vai nos consagrar
Como a divina luz que clareia as ondas do mar
Letristas em Cena
883
Nosso amor vai passar pelo túnel do tempo
E transformará o amor em um futuro presente
Como a singela luz que brilha em teu olhar
Sou mensageiro do amor, não vivo de ilusão.
Só quero acender a lareira no fundo do teu coração
Sentir a brasa ardente do fogo da nossa paixão
Tramaram uma armadilha pra nós
Tentaram nos separar
Lançaram a rede pra te conquistar.
Se eu me descuidasse, te perdia.
Por um outro qualquer
(por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um
outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro
qualquer)
Refrão
Mas eu lutei, para não te perder.
Mas eu lutei, para não te perder.
La la lauera La la lauera La la lauera La la laue
Coletânea de Letras Musicais
884
PRA ENFEITAR A ILUSÃO
Desenhei o nosso amor no céu
Pra despir da fantasia da ilusão
Pra se entregar a meu bel-prazer
Por que sou o seu defensor
Nessas nossas aventuras imortais
Eu te quero ao meu lado
Sei que um dia vai voltar
Pra se entregar aos meus braços
Teu sorriso me enfeita de paixão
Eu te quero inteiramente pra mim, só pra mim.
Por que nasceu para ser a minha musa do amor
Atira-se em meus braços pra tecer essa paixão
Pra desenhar o nosso amor no céu
Na nostalgia dessa nossa paixão
(REFRÃO)
Eu te quero ao meu lado
Sei que um dia vai voltar
Pra se entregar aos meus braços
E enfeitiçar me de amor e desejos
Letristas em Cena
885
QUERO CONTINUAR TE QUERENDO
Se você quiser voltar eu estarei te esperando
Já estou com o coração partido
Por que só quero você pra me amar
Pra ser teu renascer
Sei que é difícil de acreditar, mas só quero você.
Você é o meu despertar no amanhecer
Nesse carrossel da paixão
Tudo entre nos poderá renascer
Se você entender o que eu quero te mostrar
Sei que serei capaz de te fazer feliz
Muitas vezes chorei por me abandonar
Já fui o oceano do teu caminhar
Nunca esqueça que tem alguém olhando em sua direção
Tudo pode se transformar nessa nossa relação
Sonhei com você me Beijando
Entre os cantos da parede do meu quarto
Sei que esta sempre ao meu lado
Teus beijos me fazem flutuar entre as estrelas
Sinto arrepios da paixão
Renasce a esperança de te ter
Não quero sofrer a dor de um coração viajante
Por que você é a cura desse desamor
Teu amor é que me faz feliz
Quero continuar te querendo
Por que não consigo negar esse querer
Coletânea de Letras Musicais
886
RECOMEÇO
Amor não pense que tudo se acabou
A felicidade ainda bate no meu peito
E sente a presença do teu calor
Quer te amar pra ficar sempre presente em teu coração
Sei que serei eternamente o teu namorado
Nessa estrada regada de amor
Não vou deixar que você se perca nessa solidão
Ainda a tempo de reatarmos os nossos desejos
Por que o meu coração sente a tua presença
Fluir nessa dimensão do amor
Tudo será diferente
Por que amor igual o nosso não há!
Pra ser igual tem que ser
Um amor incondicional
Nosso amor é um oceano de paixão
Que abrilhanta a nossa história nas ondas do mar
É a janela que abre os desejos dos nossos corações
Pra acender a luz da voz da razão
E nos envolve nesse mar de emoção
Não deixe o teu amor se aprisionar
Na falsidade dessa ilusão
Se entregue aos meus braços
Quero lhe dar a chave do meu coração
Não faça alardes dessa nossa relação
Eu não quero ser vidraça da desilusão
Por que o nosso amor nasceu
Além do horizonte da paixão
Letristas em Cena
887
SEM RESSENTIMENTOS DA PAIXÃO
Quando ouço a tua voz
Sinto um tremor na alma
A tua presença toca no meu ser
Parece que o Mundo vai desmoronar
Sinto a emoção de te fazer feliz
Não quero mais viver de sonhos
Pra não ter desilusão
Por que o meu coração já se acostumou
Com teus carinhos talvez fosse melhor nos entender
Deixar a nossa consciência decidir o melhor pra nos dois
E nos mostre a direção dessa corrida ao encontro do amor
Nossos corações estão sintonizados
Como uma adornada no horizonte
Se entregue aos meus encantos
Pra que eu possa te amar
Sem ressentimentos da paixão
Meu coração não aguenta mais a solidão
Só quer esquecer essa historia de desilusão
Pra tê-la sempre junto de mim
Pra me dominar com seus olhos de menina
E me fazer sair do chão
Por que o seu amor é irresistível
Eu não consigo controlar essa sensação
De amar-te eternamente
Meu coração está partido
E não quer mais sofrer
Coletânea de Letras Musicais
888
Foi bom te encontrar novamente
Por que você é a minha alma gêmea
Que Deus me presenteou
Para vivermos juntos
Sem ressentimentos da paixão
Letristas em Cena
889
SEPARAÇÃO
Já é tarde da noite não consigo dormir
Já não dá para suportar essa emoção que me sufoca
Já estou quase enlouquecendo por essa paixão
E agora você diz que não me quer
(Refrão)
Liga pra mim deixa esse orgulho de lado
O amor que eu estou sentido vem do fundo do coração
Me de mais uma chance estou a tua espera para poder te
escutar
Lá, la, lauera la, la lauera
Lá, la, lauê
Na calada da noite te vejo em meus sonhos parece tão
real
Traz a lembrança dos bons momentos que deram inicio a
está paixão
É difícil acreditar que tudo tenha acabado assim
Ao retornar ao passado sinto a paz no meu coração
Relembrando os bons momentos desse nosso amor
Ele reflete nossos sentimentos dessa verdadeira paixão
Já não dá para ficar te esperando, o amor pode acabar
Não aguento essa solidão que está no meu coração
Fico triste só em pensar na nossa separação e agora você
diz que vai voltar
(Refrão)
Vê se você liga pra mim deixa esse orgulho de lado
Coletânea de Letras Musicais
890
O amor que eu estou sentido vem do fundo do coração
Me telefona, me de mais uma chance estou a tua espera
para poder te escutar
Lá, la, lauera la, la lauera
Lá, la, lauê
Letristas em Cena
891
SÓ ASSIM TERÁS O MEU PERDÃO
Nosso amor foi pura Ilusão
Fez me sentir a dor da nossa separação
Nada supera esse amor
Que faz doer em meu peito
Essa dor que corroem esse coração em lágrimas
Não quero ser pra sempre um eterno sonhador
Pra não me enganar com o teu sublime amor
Fez-me juras de amor que me encantou
Em questão de minutos veio um vendaval
Jorrando entre as paredes do meu coração
Hoje eu visto a couraça da desilusão
Talvez eu possa ser novamente o seu porto seguro
Para te dar carinhos nas manhas de setembro
Ouvindo os cantos dos curiós
Na janela do nosso quarto
Se quiser eu aceito o teu clamor
Talvez o tempo possa apagar
Os rastros dessa solidão
Talvez às portas do meu coração
Se abram novamente pra te abrigar
Só assim terás o meu perdão
Não se esqueça que meu coração é frágil
E pode se ferir com a desilusão
(Refrão)
Por isso não tente me enganar
Com tuas palavras de ingratidão.
Coletânea de Letras Musicais
892
SÓ QUERO SER TEU AMIGO
O seu silêncio me faz chorar
Sei que está sofrendo sem razão
Abra o teu coração e deixe a luz entrar
Não se perca na tristeza dessa falsa relação
Se quiser carinho pro teu coração
Eu estou pronto pra compartilhar o amor
No entardecer quando o sol se pôr
Deixe as ondas do mar agitar a saudade
Contida em teu coração
O teu semblante é de tristeza
Acredite tudo vai se transformar
O amor será eternamente um abrigo pra sua solidão
Só quero ser o teu amigo
Pra cuidar das suas lágrimas de mágoas
O nosso amor se transformara em realidade
Pra a sumir os compromissos dessa nossa relação
Eu quero sentir o perfume do teu beijo
Saciar-me dos teus desejos
Nessa sintonia do amor
Letristas em Cena
893
SOU FELIZ POR TER VOCÊ SORRINDO
Não sei mais o que pensar
Sempre esteve perto de mim
Meu coração chora lagrimas de amor
Sinto uma vibração me tocar suavemente
Jamais esquecerei os nossos relacionamentos
Dos teus beijos e abraços na varanda
Nas madrugadas de inverno
A chuva caiando de mansinho
Sobre o telhado da varanda
Tudo era perfeito o nosso amor sorria
Nas manhas serenas sem ter medo da razão
Quase não conseguia me conter a emoção
De estar ao lado do teu coração
Você me fez viver eternamente
Sem medo de entregar teu coração
Sou feliz por ter você sorrindo
Posso dizer que não preciso de mais nada
Por que percebi que somos idênticos
Na percepção de amar
Nada abala essa nossa relação
Que entrelaça entre eu e você
Muitas vezes você quis desistir
Dessa viagem do amor
O destino nos fez prisioneiros da paixão
O nosso amor é maior que tudo
Não há solidão que possa destruir a nossa relação
Nosso amor é um vendaval em chamas
De um profundo sentimento de paixão
Coletânea de Letras Musicais
894
SIMPLESMENTE ECOAVA O AMOR
Numa manhã azul
Teu olhar brilhava como raio de luz
Eu sentia a sensação
De estar voando sobre as nuvens
A brisa do vento me tocava calmamente
Eu sentia você a mil milhas de distância
O teu calor me queimava intensamente
Tudo parecia um encanto
Eu voava como um pássaro
Nas nuvens azuis de outono
O vento soprava um aroma de jasmim
Sobre a janela do nosso quarto
Tudo era perfeito
Até mesmo as incertezas do amor
Teu coração me envolvia no silencio da noite
Como um anjo mensageiro
Que surgi entre as frestas da janela
Anunciando o nosso enlace do amor
O sol adormecia nas tardes de verão
Entre os quatro cantos do Universo
Simplesmente ecoava o amor
Entre as quatro estações do ano
Nuvens incandescentes adormeciam nas teias da razão
Sem rumo lá estava eu e você
Amando-nos na calmaria da noite
Letristas em Cena
895
O TEMPO FEZ-ME REFLETIR
Liguei pro seu celular
Você não atendeu
Deixei recado
Desliguei o meu telefone
A saudade bateu e se aprisionou
Dentro do meu ser
Por favor amor ligue pra mim
Quero ouvir a sua voz
Devolva-me o brilho ausente em meu olhar
Faz-me palpitar meu coração
Vislumbrando de amor
E renovando a emoção
Da nossa paixão
Alô meu amor
Quanto tempo não ti vejo
O destino foi cruel nos separou
Há uma luz divina
Em nossa direção
Fez-me refletir
Insensato destino
Viria à tona e seria fatal
Perdoe-me amor
Não ouvi os seus conselhos
Hoje sofro com a solidão
Só queria amar você
Me doar por inteira
Coletânea de Letras Musicais
896
A minha teimosia
Fez-me cair na real
E descobri a diretriz da eterna paixão
Não se culpe amor
Somos dois corações em sintonia
Com a força divina
Que nos permite amar
Tentei me apaixonar
Por outra pessoa
Mais na minha inocência
Mergulhei na ilusão
Me perdoe amor eu perdi a razão
O seu sorriso se escondeu
A tristeza do meu coração
O nosso amor se naufragou
Em um abismo sem fim
(Refrão)
Pra que sofrer? Antes do tempo
Se o nosso amor está no ar
O que tem que ser será
Pra que deixar? Se enganar
Ninguém pode apagar
O amor que existe entre nós
Pra que lutar? Contra o tempo
Não vamos deixar o passado
Nos enlouquecer
Letristas em Cena
897
Liguei no celular
Você não atendeu
Deixei recado
Desligou o telefone
Coletânea de Letras Musicais
898
TEU CORAÇÃO SEMPRE ME FEZ DESABAR
Meu amor talvez fosse injusto esse nosso caminhar
Chorei por esse amor que me fez sonhar
Dediquei-me o tempo todo por você
Só sei que quero continuar alimentando esse amor
Por que o sol reflete esse nosso sentimento
Minha vida está em tuas mãos
Sei que não vai negar o teu coração
Cavalgarei em busca dessa paixão
Pois já chorei quando te perdi
Quantas vezes senti a distancia entre nos
Não dá pra esquecer os teus encantos
Sua boca me beijando
Levando-me entre as nuvens
Teus sorrisos me atraindo a essa sensação do amor
Sem você sou um sofredor
Por que só você levanta o meu astral
Eu me entrego mais uma vez aos teus braços.
Pra simplesmente ter o teu sorriso novamente
Brilhando nessa dimensão do amor
Teu coração sempre me fez desabar
Eu daria tudo pra estar nesse momento em teus braços
Sei que é difícil te encontrar
Estou te esperando para mudar a sua historia
Pra te fazer feliz
Teu amor me convenceu que não devo mais fugir
De te amar de verdade
Letristas em Cena
899
(REFRÃO)
Vou te dar um Universo em suas mãos
Pra cuidar do teu coração e dos nossos sentimentos.
Vou ver você de novo nesse nosso reencontro
Pra decifrar o que o destino reserva pra nos dois
Coletânea de Letras Musicais
900
TEUS LÁBIOS ME SORRINDO EM TONS LILÁS
Amor eu te aceito do teu jeito
Só quero lhe dizer que você está no meu coração
E estou aqui para ouvir o teu clamor
Quero te amar sem ferir o teu coração
Sem teu amor não consigo caminhar
A porta do meu coração está trancada a sete chaves
Sinto a desilusão me envolver nesse emaranhado de
ilusão
O dia parece que não tem fim
E eu adormeço no passado
Na eterna poesia de um anjo querubim
Teus lábios se declaram a essências da paixão
Sem você sinto um vazio no meu quarto
Só de pensar sinto um calafrio
Sinto você sussurrando em meus ouvidos
As suas juras desse nosso amor
Isto é que fortalece essa nossa relação
Sei que é difícil estar sempre presente na minha vida
Talvez me pergunte como eu estou neste momento
Meus pés estão sem direção nesse deserto de desilusão
Vejo a sua foto na parede
Lembro-me da nossa historia
E sinto a tua presença romântica
Sorrindo-me com teus lábios em tons lilás
Letristas em Cena
901
TUDO SERÁ COMO ANTES
Um dia você vai lembrar-se de mim
Dos nossos bons momentos
Que jamais serão esquecidos
Só quero tê-la novamente em meus braços
Tudo será como antes
Não vou deixar a solidão invadir o teu coração
Simplesmente a tempestade cessara no horizonte
As ondas azuis do mar refletirão
Nosso amor no Universo
O sol brilhara em tua direção
Nascerá um eterno amor
Sem contos de fadas
Tudo será recomeço
As estrelas vão sorrir pra nos dois
Por que o amor está entre nos
Precisamos admitir que não dá mais pra fingir
Que amamos uns aos outros
Creio que tudo será consumado
Não vamos adiar a nossa felicidade
Estamos apenas oficializando
O que ficou desordenado
Você está presente nos meus pensamentos
O meu coração tremula de emoção por ti
Sinto você me tocar com sua face em meu rosto
Por isso quero te ter eternamente
Em meus braços para te amar
Coletânea de Letras Musicais
902
Será como uma cena de novela
Tudo será perfeito
O amor, a paixão e a razão.
Letristas em Cena
903
UMA JOIA RARA
Hoje já não tem serenatas
Nas madrugadas
Não existem mais as declarações de amor
Nem cartas que expresse amor e paixão
As rosas vermelhas
Eram ofertadas com muito amor
Hoje murcharam de decepção
De ver as separações
Antigamente enviava cartão elegante
Com as mensagens de amor
Que surpreendia o coração de emoção
Até pombo-correio fazia parte da história
Como prova de amor
Uma joia rara
O amor era perfeito demais
Parecia de Julieta e Romeu
Tinha a essência da flor
O primeiro beijo já foi esquecido
As datas marcantes passam despercebidas
A serenata se esconde nas madrugadas
Violões se perdem no silencio da noite
Deixa um vazio no fundo do coração
Coletânea de Letras Musicais
904
As alianças eram o equilíbrio do amor
Era a balança pra equilibrar
Hoje desestabilizaram por falta de amor
Antigamente expressavam poesias de amor
Pra conquistar uma grande paixão
Aventuravam pular as janelas
Nas madrugadas
Era um o amor atrevido
Que surpreendia com buquê de rosas
Vermelhas em flor
Refrão
La la lauera La La Lauera La La laue
Letristas em Cena
905
VARANDA
Na varanda do meu quarto fico esperando você passar
Na esperança de te ver e poder te abraçar
Quando você passa me lança um sorriso um olhar
E tão fascinante poder te abraçar
Vem chegando a noite e você não passa e orvalho da
noite caindo
Ao amanhecer uma fina garoa vai caindo devagar e a
saudade aumenta mais
A dor é profunda no meu coração e não tem jeito de te
esquecer
A essência do teu perfume ficou
e exalou no ar deixando a paz (Bis)
Senti um perfume de jasmim que fez recordar você
Os bons momentos que juntos passamos
Eu jamais vou esquecer um amor sincero e verdadeiro
(Bis)
Coletânea de Letras Musicais
906
VEM AMOR
Vem Amor
La laia
Entregar aos meus braços
La laia
Vem amor
Vem amor
Energizar o teu coração
Com turbilhões de emoções
Vem amor
Vem amor
Despertar os desejos
Pra curar essa dor da ingratidão
Vem amor
La Laia
Iluminar meus sonhos
Lhe darei um pedacinho do céu
Vem minha flor
Não chores em prantos
Essa doce trapaça da desilusão
Vem meu amor
Eu quero lhe dar
O céu e o mar
Embrulhados em sonhos
Sobre as sombras do amor
Letristas em Cena
907
Invadir o meu ser
No amanhecer, no amanhecer
Vem Amor
La laia
Entregar aos meus braços
La laia
Vem Amor
La laia
Vem Amor
La laia
Vem Amor
Coletânea de Letras Musicais
908
VÉU DE UMA FLOR
Amor não consigo te esquecer
Você me fez viver um amor atrevido
Nunca imaginei que o meu coração
Pudesse bater aceleradamente
Como um pássaro que bate suas asas
Em busca da paixão
Nosso amor é assim
Sem mistérios, sem segredos.
Você me conquistou com seu carisma
Com seu jeito meigo de amar
Valeu a pena me apaixonar
Tudo vai ficar bem entre eu e você
O amor enraizou em nossos corações
Eu quero apenas estar ao teu lado
Não quero um rio de lágrimas
Sobre a nossa paixão
Já mais quero lhe abandonar
Você me fez viajar
Entre as nuvens azuis do céu
Teu olhar me envolveu
Na Luz Divina do amor
Teu beijo tem o aroma
Do véu de uma flor
Do véu de uma flor
Letristas em Cena
909
VALÉRIA PISAURO
Apelo
Abissais
Beijo da brisa
Beijo partido
Cama vazia
Ciúme
Comunhão
Contramão
Cantilena
Doce ilusão
Elegia ao sertão
Esporas do tempo
Lua atrevida
Medo de amar
Rainha
Recado selado
Se fosse só saudade
Tecida de luz
Ventre do chão
Vou partir, vou embora
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Coletânea de Letras Musicais
910
Letristas em Cena
911
APELO
A dor silenciosa expira
Na madrugada que chora,
Seu perfume, essência busco,
Antes do nascer da aurora.
Colho orvalho e saudades,
Abraços que foram meus,
Que no recanto de carinhos
Sem por que, disseram-me adeus.
Tinge lágrimas cor poente,
Véu escuro desmaia no olhar.
Cobre um coração solitário,
Amarras de sonhos de amar.
Agonias que o vento carrega
Compassado acalanto lunar,
O molhado de seus beijos
Fluem aromas em outro lugar.
Seu retrato na parede
Denuncia solidão e desterro.
Eu imploro: vem, volte me aceite,
Perdoe os meus erros!
Coletânea de Letras Musicais
912
ABISSAIS
Ah! Seu sorriso atrevido
Com a cara do destino,
Êxtase dos sentidos
E desde então pretendo...
Vento lento, tento tanto,
Parar o tempo.
Viro pelo avesso,
Eu te invento,
Então me rendo.
Abissais de caminhos...
Labirintos!
E o seu sorriso atrevido.
Desnudou o fato,
Desatou o tato,
No abraço do apogeu.
Viro pelo avesso
Me esqueço
No silêncio
Acabo sendo seu!
Letristas em Cena
913
BEIJO DA BRISA
Beijo da brisa vadia,
Revive na viola,
À meia lua,
Na janela nua,
Ao meio dia,
Na varanda clara,
De manhãs vivas.
Palavras que beijam,
O silêncio salgado.
Desejo ardente,
Perfume invade,
Intenso alado,
Fogueira que espalha
Acentos graves das paixões.
Fadiga fugaz do talvez,
Ressaca de encanto,
Embola a vida.
Partes para longe,
Suave e leve,
Embora breve
Me leve pra sempre
Com você.
Coletânea de Letras Musicais
914
BEIJO PARTIDO
Sol dourado desponta
Esmeraldas em meu olhar,
Abraço sua distância,
Que derramas em meu mar.
A música do perfume incendeia
Pluma leve a vagar.
Acalanto, dança do tempo,
Que a brisa insiste em carregar.
Chuva cristalina que valsa,
Navega sem remo alto mar,
Minh’alma transborda rasa,
Num desatino a bailar.
Meu pensamento voa ao longe
Esperança de te encontrar,
Sufocam nos lábios meus beijos,
Que buscam seus lábios pra beijar.
Letristas em Cena
915
CAMA VAZIA
Abrace seu violão
E se afaste de mim.
Siga o seu caminho
E abandone-me aqui.
Beba minhas ilusões,
Mágoas, desenganos
De tentar te fazer feliz.
Vá cantar minhas queixas,
Lamentos e deixas,
Numa roda de samba,
Na mesa de um botequim.
Divida sua alegria,
Que um dia foi minha,
Na boemia,
Com seus amigos de bar
Enquanto que eu,
No abandono da cama vazia,
Recolho as sobras,
Do que um dia,
Você chamou...
De lar.
Vá cantar minhas queixas,
Lamentos e deixas,
Numa roda de samba,
Na mesa de um botequim.
Divida sua alegria,
Coletânea de Letras Musicais
916
Que um dia foi minha,
Na boemia,
Com seus amigos de bar
Enquanto que eu,
No abandono da cama vazia,
Recolho as sobras,
Do que um dia,
Você chamou...
De lar.
Numa roda de samba,
Beba minhas ilusões,
Na mesa de um botequim.
Que um dia, você chamou...
De lar, de lar, de lar.
Abrace o seu violão e se afaste
de mim!
Letristas em Cena
917
CIÚME
O ciúme é um rasgo no escuro,
É silêncio, açoite, queixume,
É correr em contramão,
É um mergulho no vão do absurdo,
É uma faca afiada de dois gumes,
É atalho ávido de azedume,
Enchente, estio e vazão.
O ciúme é a mudez do segredo,
É um queira não queira,
É o avesso da exceção,
É o riso cortado no meio,
É viver sem beira nem eira,
É madeira na fogueira,
É vagar feito pagão.
O ciúme é a véspera do afago,
Partida, desterro, um trago,
É hóstia sem comunhão,
É metade, inteiro, pedaço,
É cadeado do castelo,
É acaso, enigma, flagelo,
Ferida aberta de perdição.
É Joana, Medeia, Quimera,
Raquel, Iansã, Hera,
Bento, Hiago, Otelo,
Volúpia, sacramento,
Coração alado,
Oitavo pecado,
Coletânea de Letras Musicais
918
Alquimia de sedução.
O ciúme é golpe calado,
No olho do furacão!!!!
Letristas em Cena
919
COMUNHÃO
Apertado ao meu peito
Sinto a sua afinação,
Acompanho seu compasso,
Em forma de oração.
E num desejo incansável
Entrego-me sem objeção.
Seguro firme em seu braço,
Plenitude da comunhão.
Percorro seus traços,
Por onde passeia minha mão,
Exploro, sinto, satisfaço,
No pulsar de sua vibração.
Em êxtase, unidos, alados,
Recompensa de um refrão,
Renasço nas cordas de aço
E vejo nascer uma canção
Na essência de um abraço
Do meu amigo: violão!
Coletânea de Letras Musicais
920
CONTRAMÃO
Você me olha
Em contramão.
Violão sem cordas,
Reverso do verso,
Cara e coroa
Em inversão.
Somos guerra e flor,
Silêncio de acordes,
Métrica sem rima,
Música sem refrão.
No primeiro ato,
Desencadeio o fato
Fecho cortinas,
Sobressalto de aprendiz,
Sou seu palco;
Você, minha atriz.
Brinco com a lua,
Você rasga véus.
Nesse contratempo,
Perna de pau, carrossel.
Sigo paralelas,
Você acidental.
Na ciranda da vida
Você cai na folia,
Eu, no divã.
Sou plano; você, abandono,
No meu sertão, és litoral,
Sou ano inteiro,
Você é fevereiro
Em pleno carnaval.
Letristas em Cena
921
CANTILENA
Num jardim distante
Vivia uma flor,
Semente menina,
Livre cantoria,
Prosa, poesia,
Maçã de amor.
Regia passaradas,
Brisas, alvoradas
Aroma, fruto e sabor!
Semeava sonhos,
No quintal.
Céu de outono,
Estrelas do mar.
Bailava nua,
Anéis de Saturno,
Ciranda da lua.
A girar, a girar...
E ao som da flauta
Entoava o refrão
Giramundo,
Giraflor,
Gira a saia da menina,
Nas asas de um beija-flor.
A vida é sarabanda,
Contra voz, Catavento,
Segue seu caminho
E não para de girar.
Coletânea de Letras Musicais
922
Gira as pás do moinho
E o rosto ao vento,
Gira a vida em corrupio
Nas margens do tempo.
Letristas em Cena
923
DOCE ILUSÃO
Oh, doce ilusão
Esse desejo!
Pulsa, dói no peito,
Revira a vida,
Faz a gente
Sem jeito,
Querer o não querer.
Oh, essa paixão
Fugaz deleite!
Desalinha às pressas,
Desfaz o tempo,
Veste de medo
Meus segredos,
Insiste corroer.
Oh, essa dor que
Machuca o peito!
Lembra do que
Não soube jamais,
Acorda meus sonhos,
Desperta paixões antigas
Que não voltam mais...
Coletânea de Letras Musicais
924
ELEGIA AO SERTÃO
Valei-me, Nosso Senhor!
Eu rogo com clemência
Por favor, não se esqueça
De regar o meu sertão.
O riacho aboiou menino
Cantiga monótona,
Sem recomendação.
Enfraqueceu,
Partiu triste sozinho,
Silencioso, sem opinião.
Oh, Senhor dependurado!
Escute minha prece,
Desce desse madeiro
Não crucifique o meu sertão.
O agreste veste-se de agonia,
A cuia está vazia,
A beata desistiu da reza,
Padim Ciço fugiu da capela
E a terra não pariu
Nenhum grão.
Senhor, se o sonhar quebranta,
Minha súplica canta
E espalha farrapos de suor,
Deixo meu patuá, a rede vazia,
De juras morreu meu gado,
De esperança o meu amor.
Letristas em Cena
925
Sigo minha procissão,
Vou-me embora!
Abandono Rosinha
E os meninos de pé no chão,
Troco a ardente pedra bruta
Pela graxa do patrão.
Acalanto de cantigas antigas
Deixo-as cravadas na estória,
Na matula levo lembranças,
Umas boas, outras jogo fora.
Coletânea de Letras Musicais
926
ESPORAS DO TEMPO
Sanhaço pia uma flauta,
Orquestra nos quintais.
Versos que a viola toca,
Trivial bem trovado,
Que a saudade brota,
Descalça as esporas do tempo
E o destino demorado chora.
O aguaceiro amanhecido
Mata a sede da passarada,
Apaga a poeira do chão,
Lava a terra, rega a mata.
E, o vento vem varrendo,
Despenteando, espalhando
Sonhos, sementes, grãos.
A vida tece emendas,
Não deixa o tempo tardar,
Sol e suor na bagagem,
Embrulhada no sertão,
Cansado de tanto esperar.
Histórias antigas de estradas,
No correr de outras viagens,
Entoada numa canção.
Letristas em Cena
927
LUA ATREVIDA
No rancho brejeiro
Pé de serra, companheiro,
Tapete de estrelas,
Canteiro iluminado,
A lua donzela nua
Desfila minha e tua,
Salivas de malícia pura,
Pela fresta do telhado.
Olhar faceiro, encabulada,
Melindre de prata lavada,
Desdenha de ciúme,
Gosto de fruta mordida.
Abraça nossa nudez,
Rouba atrevida
O frescor de sua tez
E o aroma de nosso perfume.
Destemida imagem fina
Despudor que assassina,
Tímida, beija seu corpo
Pra depois sorrateira,
Malícia que o amor se fez
No ocaso do Poente,
Criar estrelas, chamar o Sol
E nascer outra vez.
Coletânea de Letras Musicais
928
MEDO DE AMAR
Abarco o medo de amar
Que encontro em teus abraços,
Desnudo meus desejos,
Perco-me, embaraço.
Floresço em teus beijos
Sedento desertor,
Espalho meu pecado
De fascínio e pudor.
Apelo que faz delirar
De amor passageiro,
Ousado reverso
Leviano, ávido, inteiro.
Oh, minha amada!
Teu pouso é meu degredo
Que arde em devaneio,
Tuas carícias - meu medo.
Oh, minha amada!
O teu corpo fatigado
Amanhece em minhas mãos.
Parte de mim, diz sim
A outra, diz não!
Letristas em Cena
929
RAINHA
Vou deixar a lua
Discreta, indiferente,
Na porta da frente,
Candeeiros de aluguel.
Vou colher estrelas,
Vendavais de auroras,
Trevos, rosas vermelhas,
Querubins de flora
E ouvir um disco de Noel.
Vou colorir o quintal,
Cultivar canteiros,
Mantra em seus cabelos,
Usar cartola, fazer Sarau.
Vou afinar o arco-íris
Com as cordas do violino,
Bailar em claves de sol.
Brindar em mandarim,
Em taças de cristal.
Com pedras preciosas
E a brisa mais viçosa,
Vou preparar seu ninho,
Sua nudez tatuar,
Malícia libertina,
Serei cego sem guia,
Te farei rainha,
Serei seu refém menino,
Que quer brincar.
Coletânea de Letras Musicais
930
Depois do amanhecer,
Vou olhar você... outra vez,
O dia inteiro... minha rainha!
Como se eu fosse o primeiro,
Sempre e talvez, serás minha!
Letristas em Cena
931
RECADO SELADO
Se por acaso você me encontrar,
Numa esquina, na mesa de um bar.
Siga seu caminho, sem me reconhecer.
Esqueça-se dos meus carinhos,
Beijos, sussurros baixinhos
E das juras de amor,
Que me fez prometer.
Peça uma cerveja gelada,
Brinde com a rapaziada,
Faz de conta que está feliz.
Sorria dissimulada,
Ajeite a blusa colada,
Disfarce e me olhe
Por um triz.
Deixe um recado bem selado,
Com beijo de batom manchado,
No canto de um guardanapo qualquer.
Confesse-se apaixonada,
Que sem mim, você é nada,
E que um dia ainda serás,
A minha mulher!
Coletânea de Letras Musicais
932
SE FOSSE SÓ SAUDADE
Ah, se fosse só saudade!
Daria um jeito de resolver
Reviraria o tempo,
Faria armadilhas, tropeços,
Mudaria de endereço
Só pra te esquecer.
Mas, não é só saudade,
É sentir um gosto amargo,
Carregar um fardo
Que consome o corpo
E chega a doer.
Ah, se fosse só saudade!
Apagaria seus olhos do meu olhar.
Mas, na realidade,
É tristeza que não se acaba,
É voz engasgada,
Fartura sem nada,
Não ter novidades,
E faltar beleza pra se viver.
É perder a vontade,
Querer não sentir falta,
É viver sem amanhecer.
Ah, mas não é só saudade,
É ausência assimilada,
É não ter certeza nem verdade
É relembrar o começo,
Que não dá para esquecer...
Letristas em Cena
933
TECIDA DE LUZ
Quero o brilho de uma canção,
Leveza tecida de luz,
Canto novo, celebração.
Que a vida agiganta,
Dá asas e seduz,
Vibra em tom maior,
Clave de sol,
Constelação.
Portas abertas à vida,
Seiva da paz sem conta.
Busco o sagrado do sonho,
Germe que encanta
Em cores tantas,
No sorriso de uma criança,
Esperança que não descansa,
Jamais.
Quero o abraço do céu,
Sem fronteiras para emoção,
Sabedoria sem bandeiras,
Totalidade e revelação,
Tempo de semear e colher,
Igual a todos,
Tão diferente de tudo,
Por transformação.
Coletânea de Letras Musicais
934
VENTRE DO CHÃO
A floresta apresenta suas garras,
Encantadas, armadas,
Faz sua revolução.
Revoltosas, sorrateiras,
No silêncio da seiva,
Árvores certeiras
Abraçam o cimento,
Raízes da opressão.
Lavra a vida, tem pressa,
Ara a terra, o que resta,
Refém da civilização.
Desvenda o véu,
Toca o céu,
Sem serra,
Flora guerreira
Fecunda o grão.
Sentinelas verdes,
Sussurro das matas,
Desconhece o perdão.
Vento que a cantiga embala,
Vela a vida sagrada,
De onde tudo mina,
Sonho extinto,
Que brota do ventre do chão.
Letristas em Cena
935
VOU PARTIR, VOU EMBORA
Vou partir, já é hora,
Pago a venda, pego a prenda,
Guardo a saudade na sacola
E vou-me embora.
A bênção Virgem Maria
E ao Nosso Senhor!
Como ledo passarinho
Volto pro meu ninho,
Que ficou lá no interior.
Vaguei por trilhos,
descaminhos,
Espalhei cifras pelo chão,
Troquei a casinha na serra,
Por uma vaga de pensão.
Adeus, cidade grande,
Sou caboclo, pé no chão,
Volto pra casa sem demora,
Mãos vazias e solidão.
No peito, canção adormecida,
Ilusão de um menino
Que trocou a enxada
Pelo sonho de um violão!
Coletânea de Letras Musicais
936
Letristas em Cena
937
VULDEMBERGUE FARIAS
Chove chuva
Conflito interior
Crendice popular
Loucura
Piragem
Profecia
Que vida!
Segredo
Sensações
Viver bem
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Coletânea de Letras Musicais
938
Letristas em Cena
939
CHOVE CHUVA
Chuva, deixa de farofa,
De chove não molha, me deixa em paz.
Hoje estou resfriado,sem grana e sem saco
Nada me compraz
E presta atenção no que digo,
Não brinca comigo, para de chover.
Eu sinto ter que lhe dizer, vaza, vai embora
E seja fugaz
Chove chuva chove, mas não molha meu amor
Faça uma ação bonita, deixa de fita, só mata o calor
Nesse chover no molhado deixando ensopado
O meu coração
Como em Dançando na chuva, cai como uma luva
Ensaio e ação
No tempo todo encharcado
Com todo cuidado pra não escorregar
Pois se qualquer pirueta
É uma falseta pra me derrubar
Chuva, dê licença, a sua presença
A sua sentença, me tira do sério
Então se mande urgentemente
E concomitantemente me leve o tédio
Coletânea de Letras Musicais
940
CONFLITO INTERIOR
Corre em minhas veias
Esse sangue colorido
Como se fosse uma teia
Com o fio corrompido
Entre lapsos de tristeza e alegria
Que me tiram a sutileza
Sem forças para dominar
Esse amor que é um mar
Tudo se complica
Ao te ver passar
Seguir sem pensar
Isso é o que implica
Demonstrar nobreza
Na tua presença
Prefiro ausência
A mostrar tristeza
Enquanto luto contra esse amor
Que já muito intenso
Enquanto eu fraco for
Me deixa mais tenso
Sem te poder ter
Preciso força
Prá não perder o senso
Letristas em Cena
941
CRENDICE POPULAR
A crendice vem da ignorância
Do medo e feitiço, do diabo
Aparece em toda circunstância
De temor, do inferno e pecado
Para conquistar os favores
Na esperança de não ter mais dores
São promessas também simpatias
Nas novenas, nos cultos, nos dias
Destinados aos santos protetores
Das famílias
Medo da perseguição, dos temores
Dos espíritos inferiores
Do vacilo aparece até a mais nórdica Valquíria
O Saci, Curupira, Iara
Mãe d’água, Caipora, Quebranto
Negrinho, Boto, Besta-fera
Anhangá
Lobisomem, Cuca e fantasma
Olho-gordo, bruxa, mau-olhado
Mula sem cabeça, Boitatá
Da crendice formou-se uma ideia
Progressão da cultura popular
O medo fez nascer à plateia
De crendeiros a acreditar
Coletânea de Letras Musicais
942
LOUCURA
Louco é quem não acredita na loucura
E procura por todos os meios
Os erros explicar
E amar fica em segundo plano
É o desengano, como cigano
Por aí, a andar, andar, andar, andar
Que louco é esse que tem juízo
Que dá um sorriso e prega um aviso
Que sabe entrar, que sabe sair
Que sabe enfeitar
Mas também sabe mentir?
Loucura que impede de ser feliz
Que diz o que deve ser feito
Dentro das normas e das formas
Das convenções e lições
Isso é acomodação
Loucura mesmo é não viver
É não ter amor não ter paixão
Que louco é esse que tem juízo?
Que dá um sorriso e prega um aviso
Que sabe entrar, que sabe sair
Que sabe enfeitar
Mas também sabe mentir?
Que louco é esse que tem juízo?
Letristas em Cena
943
PIRAGEM
Queria ser como um mestre de bateria brincando nas
ruas
Queria ser como uma nave no mundo da lua, mundo
da lua
Queria ser com um passista no Maracanã do samba
Queria ser uma alegria no meio da rua
Da rua, no meio da rua
Entre tantos e quantos
Entre mundos e fundos
Poeiras e santos
Entre cores e assuntos
Entre tantos e quantos
Entre mundos e fundos
Poeiras e santos
Entre cores e assuntos
Na organização da escola
Na flutuação no espaço
No compasso e no passo
A alegria do palhaço
Me encontro ansioso
Vou pro meio da praça
Canto um canto mentiroso
Chuto o pau da barraca
Me encontro ansioso
Vou pro meio da rua
Coletânea de Letras Musicais
944
Conto um conto mentiroso
Vou pro mundo da lua
Mundo da lua, mundo da lua
Na flutuação no espaço
No compasso e no passo
A alegria do palhaço
Letristas em Cena
945
PROFECIA
Quando o dragão do mar descer do céu
E o véu da noite cobrir os oceanos
Quando os decanos forem hexadecimais
E os seres normais forem também felizes
As cicatrizes da amargura serão ternura
Quando a brandura do fogo eterno
For inverno e o verão alvorecer
Quando um dia adormecer a escuridão
E a cognição apagar nos imortais
As simples estruturas dos fractais
Areais e oceanos, serras e mares
Amizades e versos, princípios e matérias
Artérias e nervos, tantas e vontades
Verdades e mistérios surgirão do fundo
Do mundo dos infernos vivos e imundos,
vivos e imundos
Coletânea de Letras Musicais
946
QUE VIDA!
Mãos vazias, coração cheio de nada
Mente desocupada
Vida sem emoção
Obedecer é preciso
Não é o paraíso
Nem é felicidade
Não é amor
É nada, é mesmo nada
Vida, vida, vida
Até quando essa bendita
Vida de submissão?
Vida sem segredo
Sem aventura
Sem sentimento
Só amargura
E medo
Letristas em Cena
947
SEGREDO
Na imensidão do teu sorriso me perco em vida,
Sentida, vadia,
Vazia de medo
Segredo que guardo em mim, assim, brinquedo
São fortes emoções pra ternos corações
Quero revirar-te pelo avesso, amar-te
Na mais completa intensidade me render aos seus
caprichos
Feito bichos amar sem pressa ou depressa
Chegar ao seu final, afinal
O que fazemos, desfazemos, refazemos tudo
E começar de novo olhando estrelas
Como aquarelas
Tão perto assim
E quem que está no céu, oh lua tão tua
Coletânea de Letras Musicais
948
SENSAÇÕES
Quando arrepia a espinha
Quando vem frio na barriga
Quando vejo estrelinhas
Minha alma ganha vida
Essas sensações estranhas
Que me convidam pra amar
Que estão dentro das entranhas
Me fazem os olhos revirar
Agora são as visionárias
Fases e ações libertárias
Do mundo mais alucinado
De um misto de pecado
Elas vêm pra me dizer
Quando estou em letargia
Que agora eu vou viver
Na mais louca fantasia
E então bate o suor frio
E o corpo começa a tremer
Aparece aquele calafrio
E você me ensina gemer
Letristas em Cena
949
VIVER BEM
Como disse Ortega Y Gasset, o espanhol
Somente o supérfluo é necessário
O mundo não é indiferente para o homem sob o sol
E não importa só viver, mas viver bem é o cenário
Ser feliz sem um olhar estressante
Sem muro e sem conduta extravagante
Eis a questão!
Em minha opinião
Viver bem nesse mundo
Não pode ser o eu sozinho
Pois até entre os espinhos
Nasce um amor profundo
Coletânea de Letras Musicais
950
Letristas em Cena
951
WANDER PORTO
Aviso
Coração da noite
Das rua
Gincana caipira
Pardais
Sinal dos anjos
Virginal
953
955
956
958
959
961
963
Coletânea de Letras Musicais
952
Letristas em Cena
953
AVISO
É a estrada ladeira
É a porteira travando
Olha, olha
Um cavalo passando
É a nuvem de chuva
É o tempo fechando
Olha, olha
Passarinho voando
É a água corrente
É o barro sujando
Olha, olha
Piabinhas nadando
No centro do mundo
Tem dinheiro acenando
No meio da vida
Tem um passo mancando
Na dobra da idade
Um relógio blém- blém
Marcando o limite
Dos homens de bem
No peito a porteira
Nos olhos a chuva
Nos pés a corrente
O dinheiro na estrada
Coletânea de Letras Musicais
954
O passo nas nuvens
O relógio na água
Não sou homem de bem
Não sou carta patente
Sou o grito avisando
Olha lá olha frente
Olha lá olha a frente
Meu amor ta passando
Sou o grito avisando
Olha lá olha a frente
Olha lá olha a frente
Meu amor ta passando
Letristas em Cena
955
CORAÇÃO DA NOITE
Poeta pena de penada pura
Palavreio pronto
Praticando pranto
Como quem planeja e pula
Da paixão que peia sem perder o ponto
no placar do peito;
Veleja vales quem vigora vidas
Ventilando velas
Valorando vates
Como quem viceja versos
Dá valor à verve e varia o verso no vigor do verbo;
Ferrado fica quem falando fere
Futricando falhas,
Fabricando facas
Como quem cutuca feras
No final da festa, na fúria da fome,
na farra da feira;
Esse dote que vem da cabeça
Tem o tino sano que nem sina forte;
Esse xote, se me dão licença,
Tem o mote fino que nem boa sorte:
Poema brinca de colher palavras,
Saltitando riso no varal do tempo,
Despejando sonhos, poetando lavras,
Refazendo Sinas no Coração da Noite,
Aceso brilhante, brilhando alucinado,
Estrela Cadente no Coração da Noite
Feito um trem desembestado
Carreando gente... Carreando gente...
Coletânea de Letras Musicais
956
DAS RUA
Ali vão os pequenos
Os meninos Raimundos
Zoando, zanzando de olhos no chão
Sumidos no vão dos olhos
E os Olhos lambendo o chão
Ali vão os meninos
Os destinos Raimundos
Zoando, zanzando de sonhos na mão
Perdidos no vão dos sonhos
E os Sonhos morrendo em vão
Sem dentes, sem risos Raimundos são
São restos de quem “nada fiz”
Os molambos que o luxo despe
São Black-ties na toca do lixo,
Sem tetos, sem pisos Raimundos são
São sobras do que “nada fiz”,
As muxibas que o luxo cospe
São Big-Macs na boca do bicho;
Nem tão do bem, nem tão do mal
São sós
São nós
Sós de coração
São sós como nós
Massa de manobra
Buchas de canhão
Letristas em Cena
957
São os sobejos do capital
São os filhos do mundo
São os pequenos deuses do caos
Grandes ou Pequenos
Deuses são meninos,
Meninos não sabem de medo
Das coisas do medo
Que o medo que sentem é dos outros
É dos outros o medo que sentem,
Que sentem do medo,
Do Medo dos outros,
Dos outros é o Medo que mentem
Mentem de Medo
Do medo que Matam
Que matam por medo
Por Medo do Medo que sentem e
sentem
Que morrem de medo do medo
Que matam... Por medo do medo
que vivem
Vivem do Medo
Que sentem do Medo...
Que sentem do medo...
Que sentem do Medo...
Coletânea de Letras Musicais
958
GINCANA CAIPIRA
Lavrada a lei que o Lente leu
Liguei a letra numa lida lenta
Livrei a liga e larguei o leme
Levei o leque numa luta limpa
Pelo ponto que parei na ponte
Pus a pedra lá nos pés do padre
Passei do pote para o prato preto
Peguei a prenda na ponta do pau
Corri no campo de cara no chão
Curei um caso com canela quente
Catei um caco e comprei um cão
Cassei a crise e cortei um calo
Vim na via que vem lá da venda
Vaguei num vão e varei um vale
Virando e vela vasculhei a vala
Vetei um vago e votei num vate
Contei um conto
E paguei um ponto
Lacei o vento
E cozi no peito
E dei a lida por cumprida
Só pra te ter passageira
No vagão da minha vida
No vagão da minha vida
Letristas em Cena
959
PARDAIS
Se houve chego
Ou aconchego
Foi só um ato
Artefato
De nos termos
Nos termos dos sós,
Nos juntamos
Apertados nós
No ledo, no cedo, no medo
De sermos tristes
Antes mesmo de sermos nós,
E tantos fomos
Através dos temporais
E tantos fomos
Revoantes pardais
Que num pronto dia
Nos fomos tantos
De uma só via
Que num repente
Nos vimos sendo
O que nunca fomos
Nem nos somos mais:
Você ontem foi pra você,
Interior,
Peito nu e doido
Coletânea de Letras Musicais
960
Molhando,
Eu hoje vim pra mim,
Desamor,
Jeito só e doído
Chovendo.
Letristas em Cena
961
SINAL DOS ANJOS
No tombadilho
De um navio
Em porto argentino
Alguém espera
Pelo seu bailarino,
Espera... Espera...
Numa estação
De um subúrbio
Um filho de Pedro
Espera aumento
E o trem da Central,
Espera... Espera...
Numa jangada
Simão pesca
Lança a sua rede
Esperando o peixe
Pra comer do pão,
Espera.
No exílio de um apartamento
Se não me vem mulheres
Se não me vem jantares,
Não vou dar braço à mágoa
Vou atrás do certo
Não espero água
De um violão deserto.
Coletânea de Letras Musicais
962
Não sou eu quem vai ficar
Esperando a dor amanhecer,
Nem vou ficar
Olhando pro sol
Esperando
Um sinal dos Anjos.
Letristas em Cena
963
VIRGINAL
Gosto e como gosto
Do teu jeito de ser formosa
De viajar através da rosa
Deixando sempre de lado
O veneno e o espinho
De se mover em mãos de seda
Em carícias com carinho
Deixando mostrar a sede
Sem pudor do seu desejo
Abrindo a boca com saliva
Molhando o beijo no beijo
Gosto e como gosto
Do teu ser ao ser lasciva
Passeando nos meus sonhos
Com olhar de coisa viva
Sem o medo dos tristonhos
Abrindo a boca com saliva
Molhando o beijo no beijo:
A tua presença
Não me incomoda
A tua ausência
Não me atormenta
Porque sei
Da tua presença entre os vivos
Ao viver
Da tua ausência de mentiras
Ao falar
Coletânea de Letras Musicais
964
E finalmente gosto
Principalmente eu gosto
Do teu horizontal descanso
Todo manso
De quem ainda não soube
Da insensatez de amar
Letristas em Cena
965
XAVIER PETEÓ
Amizade, o outro nome do amor
Antônio Marcos - Um artista
Ao Rádio com Amor
Aqueles dias
Astorga, Cidade-Saudade
O automóvel do Zé Maluco
Bauru a Casemiro Pinto Neto
Brigando com o tempo
Caderneta de poupança de fé
O catador de latinhas
Como é que funciona?
Como um rio (Assim é Zézim)
Dom Paulo Evaristo Arns
Eta diacho de jogo
Eu conheci Jesus
Evite o primeiro gole
Faz a diferença
Forró de Zézim
Fuscão gay
O Gordo e o Magro
Isso é coisa de louco
Jogado pra escanteio
Me cansei de você
O melhor candidato
Mestre- Cabelos brancos
Meu povo com armas, não
Meu último cigarro
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Coletânea de Letras Musicais
966
Mulher palavrão
Não é só camufua que bandelô
Não é um bom negócio
Não sei viver sem cantar
Não vejo a hora de o carnaval chegar
Nelson Gonçalves, o Nelsão
Pensamento de poeta
É por isso que eu bebo
Quando te dou uma flor
Que diabo de amor é esse?
Samba pro Adoniran
Samba Senil
Santos Futebol Clube
Saudade de São Paulo em São Paulo
Tá bom demais
Terceira idade é a vovozinha
Trancos da vida
O último personagem
Velha amizade
O velho gay
Viagra, i love you
Vila Formosa
Viva o guaraná
1000
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Letristas em Cena
967
AMIZADE. O OUTRO NOME DO AMOR
Amigo tem que ser
Como você é pra mim
Nas horas de prazer
Ou de tempo ruim
Seu ombro oferecendo
Ou brindando comigo
Meu coração está dizendo:
Isto é um amigo
Seja homem ou mulher
Esteja onde estiver
Na alegria ou na dor
A amizade é outro nome do amor
Amigo é o tesouro
Maior que se tem na terra
Vale muito mais que o ouro
Que não pensa assim erra
Assim com a caridade
Que tudo sofre e perdoa
Cultivar a amizade
Nos faz crescer como pessoa
Seja homem ou mulher
Esteja onde estiver
Na alegria ou na dor
A amizade é outro nome do amor
Linda esta frase do poeta gaúcho, Mário Quintana
“A amizade é um amor que nunca morre”
Coletânea de Letras Musicais
968
ANTÔNIO MARCOS. UM ARTISTA
Ah!! A saudade eterna de um amigo
Um artista inquieto e ativo
Pouco viveu, muito sofreu e amou demais
Poeta das canções, amigo dos animais
A sua voz foi um presente de Deus
Gênio guerreiro, brigava com os seus
Antônio Marcos foi o perfeito cantor
Queria vê-lo de novo a cantar
Como um louco fico a me indagar
Olho as estrelas e o infinito
Em vez de falar eu grito
Pra descobrir o porquê
Tendo o cósmico espaço
Só uma pergunta eu faço:..
Toninho...você me vê ? ...
Toninho... Como vai você ?
Toninho...você me vê ? ...
Toninho... Como vai você ?
Toninho, você me vê?...
Toninho...
Como vai você...
Ah!
Letristas em Cena
969
AO RÁDIO COM AMOR
A SAUDADE ESTÁ NO AR
A saudade está no ar
E eu feliz a recordar
Os doces “anos dourados”
Seguindo a linha do tempo
Nas asas do pensamento
Revivo os bons tempos passados
Esportes, amores, festas
Viagens, carnavais, serestas
Tudo isso vem formar
A linda trilha sonora
Dos meus dias de agora
A saudade está no ar
Mesmo sem toda a saúde
Vuelvo a mi juventud
Pra o coração remoçar
Ouvir música brasileira
Do passado ou estrangeira
É hora de sonhar
Ah! Meus tempos de criança
Elas, meninas de trança
Eu, calças curtas a brincar
A primeira namorada
Eternamente lembrada
A saudade está no ar
A professora do primário
Meu décimo aniversário
A primeira comunhão
Coletânea de Letras Musicais
970
A turma da faculdade
Tudo já virou saudade
Mas eu não me entristeço, não
Fotos, vídeos, cartas antigas
Lembranças de nossas vidas
É como recomeçar
O rádio tem esta magia
Dizer só com a melodia:
A saudade está no ar (bis)
Letristas em Cena
971
AQUELES DIAS
Aqueles dias lhe deixam tão mal
Lhe transtornam, se irrita à toa
Mesmo sendo um ciclo natural
Lhe transformam em outra pessoa
Eu, marido, amigo que sou
Assimilo suas dores também
Aceitando o seu mau humor
Com ternura pois lhe quero bem
Nós, os homens, temos a vantagem
Não sofrer como toda a mulher
Que enfrenta com tanta coragem
Todo mês dores que ninguém quer
Coletânea de Letras Musicais
972
ASTORGA, CIDADE-SAUDADE
Puxei a fieira da vida
O tempo rodou qual pião
Encontrei uma imagem perdida
Tenho o meu passado na mão
Calças curtas, mas os sonhos, não
Mesmo sendo bem mais que sonhei
Volto agora a rever o meu chão
Revivi e a saudade e matei
Sentei-me onde outrora o fazia
Mas tudo ali já mudou
Dei asas à fantasia
E como era antes ficou
A pipa ainda baila no ar
O circo em minha retina
Da bola de gude o estalar
Ouço o não da menina
Astorga é minha cidade
Meu Estado e minha Nação
Ela ocupa todos os espaços
Do mapa do meu coração
Na infância em Astorga estive
De mãos dadas com a felicidade
Ao revê-la o choro não contive
De Astorga eu sinto Saudade (Bis)
Letristas em Cena
973
O AUTOMÓVEL DO ZÉ MALUCO
Zé maluco é um cidadão doidão
No volante ele não tem educação
Zé maluco é um motorista sapeca
O carro dele tem até pneu careca
Dirigindo é um grande trapalhão
Todo dia ele entra na contramão
Corre tanto que até sai faísca
E também não funciona o pisca-pisca
Limpador de para-brisa tá quebrado
O cinto de segurança tá furado
Zé maluco dirige muito mal
Às vezes, nem respeita o sinal
O carro dele tá sempre encrencando
E o guarda vai multando, vai multando
E o guarda vai multando, vai multando
E o guarda vai multando, vai multando
Zé maluco você é um bobalhão
Olhe o sinal! Não faça confusão
Sinal verde é pra você seguir em frente
Sinal vermelho, pare imediatamente
O amarelo significa atenção
Respeite o sinal e não fale palavrão
Respeite o sinal e não fale palavrão
Respeite o sinal e não fale palavrão
Coletânea de Letras Musicais
974
O automóvel do Zé maluco, vai mas não vem
O automóvel do Zé maluco, é maluco também
Zé maluco, não corra, seu doidão. automóvel não é
avião.
Letristas em Cena
975
BAURU À CASEMIRO PINTO NETO
Caro garçom.
Salta um sanduiche, como manda o figurino
O meu bauru quero que capriche
Não esqueça da rodela de pepino
E anote os ingredientes com atenção
Um bom bauru se faz com arte e coração
Lancheiro, eu boto fé no seu cacife
Queijo derretido e uma fatia de rosbife
Rodelas de tomate têm que entrar
Um pouquinho de sal pra temperar
Tudo isso no meio de um pão francês
Do jeito que pedia aquele antigo freguês
Casemiro Pinto Neto um belo dia
Inventou o bauru, esta divina iguaria (bis)
Coletânea de Letras Musicais
976
BRIGANDO COM O TEMPO
Hoje não é o amanhã
Que eu ontem sonhei
Não era este o presente
Que pedi no passado
Como futuro meu
Neste círculo vicioso
O que me despreocupa
É a desculpa de que
Mesmo que aconteça de novo
Eu divido a esperança
Com a certeza:você
Tento adiantar as horas
Mesmo assim a demora
Continua a crescer
Rasgo as folha do calendário
Mas meu adversário
(O tempo) não quer perder
Faço uma viagem ao passado
E lá encontro parado
O futuro que eu quis
Volto a viver o presente
E me encontro ausente
Do momento feliz
Letristas em Cena
977
CADERNETA DE POUPANÇA DE FÉ,
CARIDADE E ESPERANÇA
Eu vou abrir uma caderneta de poupança
De fé, caridade e esperança
Essa caderneta tem uma especialidade:
Só dá rendimentos na eternidade
Eu vou abrir uma caderneta de poupança
De fé, caridade e esperança
A fé forte transforma o “saldo devedor”
Em “cheque especial” na “conta do senhor”
Eu vou abrir uma caderneta de poupança
De fé, caridade e esperança
Só a caridade todos os cheques cobre
Basta depositar em qualquer “caixa de pobre”
Eu vou abrir uma caderneta de poupança
De fé, caridade e esperança
Com a esperança vem a “compensação”:
Débito no bolso e crédito no coração
Eu vou abrir uma caderneta de poupança
De fé, caridade e esperança
O lucro dessa conta é imediato, sem carência
Paga sempre em dobro e sem perigo de falência
Coletânea de Letras Musicais
978
O CATADOR DE LATINHAS
Cata, cata, cata, cata
Para ter o que não tinha
Cata, cata, cata e mata
A fome e a sede com latinha
Deus vai me ajudar
Vou catar milhões por mês
Minha vida vai mudar
Vou virar um bom burguês
Não peço mais esmola
Nas lojas compro a prestação
Meus filhos comem e bem coca-cola
Meu sonho de consumo é dirigir o meu carrão
Cata, cata, cata, cata...
Já temos geladeira
Of course, de segunda mão
Na venda compramos verdura
Adeus, restos de feira
Acabou de vez a vida dura
Graças às latinhas
Lindas, bem amassadinhas
Cata, cata, cata, cata...
Eu estou pensando...são milhões de desempregados
Sua latinha catando...é a salvação dos desesperados
É a dança do amassar pra encher a saco- linha
É tanta gente pra catar, que não sei se vai ter tanta
latinha
Letristas em Cena
979
COMO É QUE FUNCIONA?
Levou a minha empada
E até o caroço da azeitona
Foi fazer show no meu circo
E pôs fogo na minha lona
Não é assim que funciona
O legítimo pé de serra
Tem zabumba, triângulo sanfona
Quem é de paz não faz guerra
É vencedor de maratona
É assim que funciona
Só porque ela é tão feia,
Escandalosa e machona
Tá fazendo um pé-de-meia
Pra desbancar a madona
Não é assim que funciona
Sou apaixonado por você
Mas você não é minha dona
Maldito daquele dia
Em que te dei uma carona
É assim que funciona
Como pode ser Pelé,
Se não é nem Maradona
É querer colher café
Em plantação de mamona
Não é assim que funciona
Coletânea de Letras Musicais
980
COMO UM RIO
(Assim é Zézim)
Esta canção homenageia o grande brasileiro,
JOSÉ XAVIER CORTEZ, na infância que
teve era carinhosamente chamado de ZÉZIM
Como um rio, que a terra pariu
De água um fio:a nascente
Surgiu, sem chorar, só sorriu
Pra o que lhe veio à frente
Rio manso, de pesca e descanso
Leva ao remanso, águas do bem
Banha vales, planaltos, baixadas
O aplaudem as revoadas
Canoas levam pessoas
Com sonhos que vão e que vêm
Como um rio, que a terra pariu...
Como um rio corre sua vida
Leito de ideias e ilusões
Feito os peixes que dá o rio
“a mãos cheias...” livros produziu
Porto de vinda e de ida
Sacia com palavras corações
Como um rio, que a terra pariu...
Assim é ZÉZIM
Letristas em Cena
981
DOM PAULO EVARISTO ARNS
“No princípio, criou Deus o céu e a terra...e no ano de
1921, da era de Nosso Senhor Jesus Cristo, no mês de
setembro, no dia 14, na cidade de Forquilhinha, no Estado
de Santa Catarina, no Brasil...Helena e Gabriel viram seu
filho nascer e o chamaram de Paulo... E viu Deus que isso
era bom...e Paulo cresceu com a sabedoria e a graça de
Deus... Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas o
Senhor me mandou profetizar...seduzistes-me, Senhor e eu
me deixei seduzir”
DOM PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos
novos
É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
Combatendo o bom combate, de esperança em esperança
Enfrentando a tempestade , na certeza da bonança
Dom PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos
novos
É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
Fé, coragem, amor, perdão, são sua própria existência
É pastor, amigo, irmão, exemplo de resistência
Dom PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos
novos
É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
DOM PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos
novos
É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
Coletânea de Letras Musicais
982
FRANCISCANO, idealista, que a todos logo seduz
Convicto Ecumenista, a pedido de JESUS
DOM PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos
novos
É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
Letristas em Cena
983
ÊTA DIACHO DE JOGO
Êta diacho de jogo, é doloroso lembrar
Me deixou num desafogo, nem dá pra acreditar
Estava indo tudo bem, perder logo pra quem
Só bastava empatar, dá vontade de chorar
O jogo imitou a vida,
Pois em bola dividida
Não dá pra aliviar
Só se entra pra ganhar
Se tirar corpo fora,
Salva o pé e perde a bola
A cabeça descontrola
Tropeça e se enrola
As ruas engalanadas, com desenhos nas calçadas
Espelhava meu Brasil, tubo era verde-amarelo
Mas alguém quebrou o elo, e a corrente se partiu
Do sonho ao pesadelo, bem pior do que perdê-lo
É o sentimento profundo,
Alguém ficou com a vitória
A mim só restou à glória
Do maior copo do mundo
Coletânea de Letras Musicais
984
EU CONHECI JESUS
Eu conheci Jesus
Quando eu não tinha mais saída
Aez das minhas trevas luz
E do meu desespero sentido prá vida
Busquei Jesus nas riquezas
Encontrei Jesus no evangelho
Vi Jesus nas imagens
Falei com Jesus quando orei
Senti Jesus no vinho e no pão
Imitei Jesus servindo ao irmão
Letristas em Cena
985
EVITE O PRIMEIRO GOLE
Eu que já fui de beber
Sei que deixar não é mole
Mas a gente consegue vencer
Se evitar o primeiro gole
Eu era um farrapo de gente
Sem vontade de viver
Mas um dia firmei minha mente
E hoje eu posso dizer:
Bebida não dá camisa a ninguém
Ao contrário tira a que a gente tem
Quem bebe a primeira vez
Bebe dez, bebe mil, um milhão
Mal sabendo que tudo o que fez
Traz a sua destruição
Eu já acreditei no refrão:
“Quem bebe morre, quem não bebe, morre também”
Mas cheguei à conclusão:
“quem bebe nem a si quer bem”
Conforme o caminho que escolhe
O homem vai rir ou chorar
Tal qual aquele que colhe
Somente aquilo que plantar
Recuse o veneno, recuse
Que existe em toda bebida
Da sua saúde não abuse
E dê valor à sua vida
Coletânea de Letras Musicais
986
FAZ A DIFERENÇA
Você não pensa
Fala o que bem quer
Pensar faz a diferença
Pra que tanta ofensa
Brigar não dá pé
A paz faz a diferença
Você só fala em doença
Isto faz mal
Otimismo faz a diferença
Se alguém erra você dispensa
Seja mais legal
O perdão faz a diferença
Letristas em Cena
987
FORRÓ DE ZÉZIM
Quem foi ZÉZIM? Onde nasceu esse “bichim”?
Conte “tudim”, não esconda nada de mim
Nasceu sadio e forte, no sertão do SERIDÓ
No RIO GRANDE DO NORTE, sempre gostou de forró
Quem foi ZÉZIM? O que fez esse “bichim”?
Conte “tudim”, não esconda nada de mim
Desde menino trabalhou, mas sempre indo à escola
De brincar nunca deixou, pra passar nunca fez cola
Quem é ZÉZIM? O que faz esse “bichim”?
Conte “tudim”, não esconda nada de mim
ZÉZIM é JOSÉ XAVIER CORTEZ, nasceu em trinta e
seis
Prá mãe ALICE ele tira o chapéu, também tira pra o pai
MIZAEL
Quem é ZÉZIM? Fale, fale desse “bichim”!
Conte “tudim”, não esconda nada de mim
Com POTIRA se casou, e suas filhas são três
A família é seu amor, seus irmãos são dezesseis
Que é ZÉZIM fale, fale desse bichim!
Conte “tudim”, não esconda nada de mim
Coletânea de Letras Musicais
988
Quando jovem foi marinheiro, no Estado do Rio de
Janeiro
Em SÃO PAULO de bom vendedor, tornou-se um
grande editor
Que é ZÉZIM fale, fale desse bichim”!
Conte “tudim”, não esconda nada de mim
Letristas em Cena
989
FUSCÃO GAY
Fuscão gay! Fuscão gay!
Mulher não pode entrar
Nesse fuscão colorido
Mulher dá doença e azar
Que fique bem entendido
Não quero mais mulher
Desde que a mão eu virei
Você faça o que quiser
Mas nosso fuscão é gay
Coletânea de Letras Musicais
990
O GORDO E O MAGRO
Minha infância de volta eu trago
Vou rir de novo com o Gordo e o Magro
O Gordo sempre muito severo
Não queria lero-lero
E repreendia o Magro chorão
Que deles dois era o mais trapalhão
Minha infância de volta eu trago
Vou rir de novo com o Gordo e o Magro
O Magro com boa intenção
Fazia sempre a maior confusão
E o Gordo ficava chateado
Com aquele olhar zangado
Minha infância de volta eu trago
Vou rir de novo com o Gordo e o Magro
Eu queria escrever um poema
Dizendo que eles foram e serão
Ao menos no meu coração
Os eternos reis do cinema
Minha infância de volta eu trago
Vou rir de novo com o Gordo e o Magro
Quem disse que Stan Laurel morreu
OLiver Hardy não desapareceu
Conseguiram a imortalidade
Letristas em Cena
991
Usando só a simplicidade
Minha infância de volta eu trago
Vou rir de novo com o Gordo e o Magro
Coletânea de Letras Musicais
992
ISSO É COISA DE LOUCO
Isso é coisa de louco
Tomar um chá quente e sair pela chuva
Ir ao velório e cantar a viúva
Isso é coisa de louco
Sair de short, gravata e paletó
Usar roupa de jovem já sendo vovó
Isso é coisa de louco
Ensinar o seu filho a falar palavrão
Votar em quem todos sabem, que é ladrão
Isso é coisa de louco
A orquestra em lá e você canta em ré
Sair dirigindo cheio de mé
Isso é coisa de louco
Compra, , compra e depois joga fora
Tem tanto relógio e ainda perde a hora
Isso é coisa de louco
Gasta mais do que ganha e xinga o patrão
Pega o dinheiro do povo e paga com oração
Isso é coisa de louco
Ver só programa de baixaria
Corrompe o fiscal e fala em cidadania
Isso é coisa de louco
O dinheiro é seu deus, enfim é o seu tudo
Letristas em Cena
993
JOGADO PRA ESCANTEIO
No campeonato da vida
Perdi uma partida
Que eu não podia perder
E olhe que eu joguei de goleiro
Meia-armador, centroavante e zagueiro
Só pra fazer bonito pra você
Durante o primeiro tempo
Tive até a ajuda do vento
Soprando a favor
Quando ia encerrá-lo
A um minuto do intervalo
Fiz o meu terceiro gol
A partida mal recomeçou
E você (logo você) me vaiou, vaiou
Tantas vezes fiquei impedido
Pelo rancor e o desprezo marcado
Com o coração machucado
Pelo ódio fui substituído
Chorei no vestiário
Vencido pelo adversário
Chamado traição
Meu time com meus gols ganhou
Eu ergui a taça da dor
Aplausos, abraços só da solidão
De nada adiantou eu armar,
Defender, a bola passar
Fazendo até gol de voleio
Coletânea de Letras Musicais
994
Não jogo mais pra você
Qual o mal que eu fiz pra merecer
Ser jogado pra escanteio
Letristas em Cena
995
ME CANSEI DE VOCÊ
Em você apostei
Meus sonhos de criança
Você eu coloquei
No lugar da esperança
Minha metade lhe dei
Pra também receber
E você só pensou em você
Você sempre me teve
Como um algarismo
Para multiplicar
O seu egoísmo
Me cansei de perder
Me cansei de não ter
Me cansei não ser
Me cansei de apostar
Em quem não quer lutar
Agora vai ser:ou eu ou você
De mim vou me lembrar
Pra deixar de ceder
Vou esquecer de você
Coletânea de Letras Musicais
996
O MELHOR CANDIDATO
Ele é o amigo de todos, nas horas boas ou más
Ele é o melhor candidato, tudo o que promete faz
Nele a nossa esperança se torna realidade
Nele eu tenho confiança, pois está no meio da comunidade
Não é como o demagogo, que em véspera de eleição
É que se lembra do povo, com sorrisos e apertos de mão
Não aparece em TV, jornal, revista ou cartaz
Votando nele você terá com certeza justiça e paz
É contra o empreguismo, mordomia e corrupção
Que levam o povo ao abismo da miséria e exploração
Defende o direito de todos, seja no campo ou cidade
Trabalho, casa e comida, enfim, uma vida com dignidade
Veja se você descobre quem é tão justo assim
Que dá consolo ao pobre e não deixa o rico ser ruim
Façamos uma corrente, eu, você e os seus
Dando um voto de fé, o candidato é o filho de deus
Agora que você já sabe quem nós vamos eleger
Fale dele à vontade, pois noutro não podemos crer
Ele está sempre presente:caminho, verdade e luz
Dê seu voto consciente, o candidato gente, é o Cristo Jesus
“feliz a nação, cujo Deus é o Senhor...abaixo os poderosos
que colocam fardos pesados sobre os ombros do povo, não
pondo um só dedo seu para ajudar”
Dê seu voto consciente, o candidato gente, é o Cristo Jesus
Letristas em Cena
997
MESTRE CABELOS BRANCOS
Passou por aqui o dono da experiência
Bem em frente à rapaziada
Ninguém fez reverência, nem cumprimentou
Mas comentou (que mancada)
Por que não fica em casa essa velharada?
Por que não fica em casa essa velharada? Valdo:
Não acho legal, ah! Não acho, não!
Tratar o idoso com tanta maldade
Eu peço à nova geração, que dê ao ancião total
dignidade
(e nunca mais dizer)
Por que não fica em casa essa velharada?
Por que não fica em casa essa velharada?
É duro o ofício de viver
O destino nos dá trancos e barrancos
Por isso é que devemos aprender
As lições de vida do mestre cabelos-brancos
Se alguém disser:
Por que não fica em casa essa velharada?
Você responde assim:
E a minha caminhada?
Por que não fica em casa essa velharada?
Ah! Eu não tô morto, nem nada!
Por que não fica em casa essa velharada?
Olhe a í, oh!...tô saindo pra balada!
Por que não fica em casa essa velharada?
E tem mais:eu vou dar uma paquerada!
Por que não fica em casa essa velharada?
Sim! Pra cuidar da netaiada? Nem pensar!
Por que não fica em casa essa velharada?
Mas que gente mal educada!
Coletânea de Letras Musicais
998
MEU POVO COM ARMAS, NÃO
Meu povo é de paz e compreensão
Nasce e traz no coração
A alegria de viver
Não queira incutir em sua mente
Coisas que ele (felizmente)
Não nasceu para fazer
Não lhe tire a esperança
Que cultiva como herança
Da sua primeira missa
Meu povo é bom e calmo
Vai alcançando palmo a palmo
Seus ideais de justiça
Não lhe ponha na garganta
Palavra que espanta
E provoca violência
Meu povo é amigo e ordeiro
E consigo o brasileiro
Traz o amor e a paciência
Não coloque em sua mão
Armas, pois o perdão
É o que mais sabe usar
Meu povo é nostálgico
E romântico
E num mágico cântico
Prefere a dor disfarçar
Não lhe tire da boca, nem do pé
O que para ele é
Quase tudo em sua vida
Meu povo é de samba e de bola
Se um desanda o outro controla
E recomeça a partida
Letristas em Cena
999
MEU ÚLTIMO CIGARRO
Eu não tenho mais pigarro
Nem aquele cheiro de sarro
Isto é maravilhoso
Eu sou um vitorioso
Fumei meu último cigarro
Quem quiser o cigarro largar
Também pode cantar
Nunca mais eu vou fumar
Quem quiser o cigarro deixar
Venha comigo cantar
Nunca mais eu vou fumar
Quem quiser o cigarro abandonar
É só decidir cantar
Quem quiser do cigarro se livrar
Vem chegando, vem cantar
Nunca mais eu vou fumar
Coletânea de Letras Musicais
1000
MULHER PALAVRÃO
Ela é lindamente desbocada
Não sabe falar nada
Sem dizer um palavrão
Pronunciado com satisfação
Alegria da rapaziada
Nome feio falado por ela
Tem jeito de ternura
Palavra feia é coisa bela
Palavrão é coisa pura
Junta gente ao seu redor
E vocês não sabem da maior
Nessa roda só dá gente fina
Pra ver essa mulher
Com jeito de menina
Dizer com graça palavra obscena
Quando ela blasfema
Todo mundo também quer ouvir
Mulher, não! Só homem gosta de rir
Da nossa mulher palavrão
Mulher não ri de inveja, de despeito
Homem, não! Homem tem muito respeito
Por essa mulher palavrão
Letristas em Cena
1001
NÃO É SÓ CAMUFUA QUE BANDELÔ
Não é só camufua que bandelô
Tem também de cafunfa quem sacumucauê
Mesmo sendo turiba eu faço mifôfa com zinambê
Assim como furinfa é igual a mizorreia
Zucumã quando zanga
Faz pior que jimum dentro duma lacobeia
Como quem faz virundundundun
Melhor é não teveirarrarra
Do contrário sai zaim com batobeira
Coletânea de Letras Musicais
1002
NÃO É UM BOM NEGÓCIO
Não é um bom negócio
Chamar de papudo
Quem é doente de bócio
Não é um negócio bom
Morar no subúrbio
E dizer:resido no Leblon
Bom negócio não é
Usar sapato apertado no pé
Não é um bom negócio
Me xingar de preguiçoso
Quem é amante do ócio
Não é um negócio bom
Passar por Maire
Quem apenas é garçom
Bom negócio não é
Homem com homem
E mulher com mulher
Não é um bom negócio
Na empresa do amor
Haver nenhum sócio
Não é um negócio bom
Vir de um almoço de negócios
Com marcas de batom
Bom negócio não é
Homem com homem
E mulher com mulher
Letristas em Cena
1003
NÃO SEI VIVER SEM CANTAR
Não me deu trabalho procurar
A minha vocação
Deus me escolheu, me deu a missão:
“o seu ofício é cantar”
Sem cantar não sei viver
Sem cantar não sei viver
Sem cantar não sei viver...lá, rá..iá
Então fiz...do canto a minha estrada
Canto as vinte e quatro horas do dia
Porque meu canto é missa celebrada
É hino, é um louvor à alegria
Agora com reverência e humildade
Presto homenagem à voz feminina
ELLA FITZGERALD, a voz-santidade
DALVA DE OLIVEIRA, ÂNGELA MARIA,
ELLIS REGINA
MARIA CALLAS, o mundo espantando
CARMEM MIRANDA, cantando e sambando
IMA SUMAC, preciosismo na interpretação
JUDY GARLAND, carisma e emoção
Todas elas, divas, uma constelação
A elas me junto para ouvir e aprender
Na minha arte quero subir e crescer
Fui homenageada por um grande crítico musical
Agradeço a Deus, mas sei que o principal pra mim
É cantar, é cantar
Coletânea de Letras Musicais
1004
NÃO VEJO A HORA DE O
CARNAVAL CHEGAR
Carnaval
É um disfarce que a tristeza inventou
Pra ficar escondida da dor
De mãos dadas com a alegria
Mas ela já não suporta o peso da fantasia
Cai à máscara se nota:
Amargura de três dias
Vêm às cinzas, vai a farsa,
Ela não mais disfarça
Tristeza de meio de ano,
Sai de cena, desce o pano
Sufocada nos escombros
De confete e serpentina
Diz num fio de voz a lamentar:
“não vejo a hora de o carnaval chegar”
Letristas em Cena
1005
NELSON GONÇALVES, O NELSÃO
Nelson Gonçalves
Já nasceu com música no nome
Ele cantou como ninguém
Encontros e desencontros
Da mulher e do homem...
Se o Nelsão não tivesse partido
Cantaria um verso novo
Pra este velho coração sofrido
Nelson Gonçalves
Já nasceu com música no nome
Ele cantou como ninguém
Encontros e desencontros
Da mulher e do homem...
Se o Nelsão não tivesse partido
Cantaria um verso novo
Pra este velho coração sofrido
Nelson Gonçalves sua voz
Transformava solidão um prazer
Hoje eu choro a saudade
Que eu sinto de você
Coletânea de Letras Musicais
1006
PENSAMENTO DE POETA
Largue este pensamento de poeta
Você pode ser um jogador de futebol
Aproveite o seu físico de atleta
Esqueça o dó ré mi fá sol bemol
Eu não segui este conselho familiar
Mas eles, continuam falando
Não me arrependo e nem vou me humilhar
A prova é que estou aqui cantando
Você pode ser um jogador de futebol
Largue este pensamento de poeta
Aproveite o seu físico de atleta
Esqueça o dó ré mi fá sol bemol
Disse não quando era pequeno
E querem que eu mude de profissão
Digo não para este veneno
Digo não pela voz do meu violão
Aproveite o seu físico de atleta
Esqueça o dó ré mi fá sol bemol
Largue este pensamento de poeta
Você pode ser um jogador de futebol
Troque as cifras pelo cifrão
Abandone o mi pelo milhão
Saia dos palcos do “copa”
Vá pros gramados da Europa
Letristas em Cena
1007
Esqueça o dó ré mi fá sol bemol
Aproveite o seu físico de atleta
Você pode ser um jogador de futebol
Largue este pensamento de poeta
Coletânea de Letras Musicais
1008
É POR ISSO QUE EU BEBO
Eu procuro disfarçar
Escolho o melhor bar
Pra tomar minha birita
A mesa é o meu divã
Esse cara já tá tã, tã
Um engraçadinho grita
Eu tinha um bom patrão
Fome não passava, não
Mas perdi o meu emprego
É por isso que eu bebo
É por isso que eu bebo
Tava eu no maior love
Nisso a minha gata resolve
Dar um flagra no seu nego
Eu era o maior machão
Nisso eu era campeão
Agora nem perto chego
É por isso que eu bebo
É por isso que eu bebo
Eu comia muito e de tudo
Fiquei até barrigudo
A coisa não foi brinquedo
Eu era o maior brigão
Apanhei, virei bundão
Tô sempre pedindo arrego
É por isso que eu bebo
É por isso que eu bebo
Letristas em Cena
1009
QUANDO TE DOU UMA FLOR
Quando te dou uma flor
É uma frase que faltou
Quando te falei do amor
Que me dás e eu te dou
Contigo ela dialoga
Triste, quase se afoga
Com inveja e ciúme
Da tua beleza e perfume
A flor se vê iluminada
Ao ser por ti beijada
Pondo luz no seu caminho
Eu que a te dei de presente
Descobri que o eternamente
Está num instante de carinho
Coletânea de Letras Musicais
1010
QUE DIABO DE AMOR É ESSE?
Você diz que me ama de paixão
Que por mim faz qualquer loucura
Que eu sou sua realidade e sua ilusão
Que pra mim só tem palavras de ternura
Mas o seu amor é feito só de promessas
Juras falsas, conversas, ditas da boca pra fora
Pois quando tudo parece verdade
Fala mais alto a sua vaidade
Finge que não me conhece e vai embora
Que diabo de amor é esse
Que só visa o seu próprio interesse
Que diabo de amor é esse
Que muda como da água pra o vinho
Que diabo de amor é esse
Melhor seria se eu te esquecesse
Mas o diabo é que eu não consigo
Viver sem o diabo do seu carinho
Letristas em Cena
1011
SAMBA PRO ADONIRAN
Volta, meu amor, volta, pelo amor de Deus
Vem bater na minha porta(bis
Meu bem, eu não sou feito de aço, preciso sentir o teu calor
Ai, que saudade do teu abraço, eu sou dependente do teu
amor
Volta, meu amor, volta...
Mas o amor não é mais amor, o amor está virando bolor
Bolor é a nossa própria dor, machuca tanto, até parece
senador
Volta, meu amor, volta...
Eu queria fazer um samba, tipo dor de cotovelo
Mas eu só consegui mesmo, foi... Tirar um pelo
Mas não faz mal, não tem importância
É a homenagem de um fã, pro nosso inesquecível Adoniran
Num faz mal
Coletânea de Letras Musicais
1012
SAMBA SENIL
Mesmo sem estar num santuário
Deus, o senhor pode me ouvir
Vou confessar sem intermediário
Peço um conselho pra me decidir
Estou com oitenta nos de idade
E até hoje eu não tenho residência
O que fazem comigo é maldade
Já estou perdendo a paciência
Fico na casa da filha
E também na casa do meu neto
Às vezes na casa da nora
Pra eles eu já virei um objeto
Um dia ainda vão me jogar fora
Por isso peguei o meu violão
E fiz este samba senil
Que é também uma oração
De todos os velhinhos do Brasil
Deus, me ajude a resolver...
Fico com a família até desaparecer ?...
Ou me enfio num asilo da velhice
Pra sair dessa e entrar noutra mesmice
Mas lá conhecer uma boa velhinha
Pra chorar com ela na mesma caminha...
Com um pouco de carinho
Daria pra viver mais um bocadinho
Letristas em Cena
1013
Perdão, perdão, meu deusinho
Mas eu continuo um safadinho
Mas eu continuo um safadinho
Mas eu continuo um safadinho
Coletânea de Letras Musicais
1014
SANTOS FUTEBOL CLUBE
SANTOS FUTEBOL CLUBE/paraíso do futebol
SANTOS FUTEBOL CLUBE/mais sorrisos com
chuva ou com sol
esta expressão corre o mundo: “esquadrão assim
nunca se viu”
és alvinegro, és verde-amarelo/honrando as cores
do Brasil”
És o orgulho de uma nação
Cuja bandeira tem “ordem e progresso”
Teu elenco é uma constelação
Estrelas que brilharão enquanto houver o universo
SANTOS FUTEBOL CLUBE...
Futebol tipo exportação
Ginga de samba, sabor de café
Campeão, mil vezes campeão
Berço do “rei da bola”
O eterno Pelé
És pra o sambista o “feitiço da vila”
Pra o romancista “o garanhão das praias”
São memoráveis as tuas conquistas
Arrancando aplausos de onde haviam vaias
Galhardia ao vencer! Vencer!
Lealdade ao perder. Perder!
De teus troféus e glórias! Glórias!
São a razão de ser
Letristas em Cena
1015
SAUDADE DE SÃO PAULO EM SÃO PAULO
Naquele tempo no boteco tinha camarão na empadinha o
choop se tomava no caneco e ainda não havia trombadinha
Meu Deus, era barata a gasolina
E não tinha um perigo em cada esquina
Andava-se a pé, de madrugada, sem medo de ladrão
E só se via gente fina na avenida São João
Sábado à noite um desfile na calçada
Casais de braço dado de montão
Ela, salto alto, muito bem pintada
Ele de azul-marinho e no pé, cromo alemão
Na grande noite colorida, luminosos piscando
Era um g^álmí^painel em gás néon
Antes de a pizza ver as vedetes sassaricando
E lá estava Walter Pinto no Teatro Odeon
A cidade era bela e muito bem cuidada carinhosa como
uma namorada cidade saborosa e mais humana e tudo era
vendido a preço de banana
Os bondes lotadinhos do começo ao fim era "tim-tim, dois
prá light e um pra mim" na salada paulista, a salsicha
caprichada
E não se via gente dormindo na calçada
Brás, Bexiga, Barra Funda, Belém nós mudamos e a
cidade
Também a saudade é tão grande e não é à toa, adeus,
adeus, Paulicéia da Garoa
Coletânea de Letras Musicais
1016
TÁ BOM DEMAIS
Enquanto eu não estiver
Usando fralda geriátrica...
Tá bom demais, tá bom demais
Nem aquela bombinha pra doença asmática
Tá bom demais, tá bom demais, tá bom demais
Enquanto eu não precisar
Alguém me levar pra tomar sol
Tá bom demais, tá bom demais
E eu ainda vibrar vendo uma boa de baby-doll
Tá bom demais, tá bom demais, tá bom demais
Enquanto eu não confundir
Capitão de fragata
Com cafetão de gravata
Tá bom demais, tá bom demais
Enquanto eu não for interditado
Pra passarem a mão no meu ordenado
Tá bom demais, tá bom demais, tá bom demais
Letristas em Cena
1017
TERCEIRA IDADE É A VOVOZINHA
Se você me chama de terceira idade
Com amor e carinho, obrigado, brotinho
Obrigado, brotinho
Mas se vem com deboche
E fazendo piadinha vou dizer:
Terceira idade é a vovozinha
Qual é sua resposta
Prá este tipo de abobrinha ?
Terceira idade é a vovozinha...
Fale bem alto prá
Esta gente tão mesquinha
Terceira idade é a vovozinha
Seja criança, um jovem ou mocinha
Terceira idade é a vovozinha
Coletânea de Letras Musicais
1018
TRANCOS DA VIDA
Quando a gente menos espera
A vida nos dá um tranco
E quem sempre pensou
Que forte era se desespera
Entra em pânico
Dá uma dor, um nó no peito
O jeito é chorar
Chorar não é sinal de fraqueza
É uma defesa para aliviar
É ai que a fé faz a diferença
Quem tem a sua crença
Em Jesus, Olorum ou Buda
Reza e pede ajuda
Letristas em Cena
1019
O ÚLTIMO PERSONAGEM
O velho ator chora sua memória
Lembrando seus tempos cheios de glória
Falta pouco para a sua passagem
Ele está vivendo seu último personagem(bis
No teatro da vida ele está maquiado
Rugas eternas mostrando seu passado
Sentado entre amigos na casa do ator
Chora de alegria e ri da sua dor
O velho ator chora sua memória...
Mulheres, hotéis, automóveis, homenagens
Estão nas mãos de outros personagens
Filhos, amigos, quase tudo lhe falta
Tudo findou longe das luzes da ribalta
O velho ator chora sua memória...
Coletânea de Letras Musicais
1020
VELHA AMIZADE
Faz mais de sessenta anos/que eu conheço o Anésio
A gente era criança/tava entrando no colégio
Com um milhão de planos/e toneladas de esperança
Anésio insistia prá turma se mudar
Arranjar um bom emprego
Nos states ficar rico
Eu era contra a ponto de me exaltar:
“sou brasileiro, com orgulho
Diga ao povo que eu fico”
Ele se casou coma filha do seleiro
Eu segui a profissão que se tornou familiar
Modéstia à parte, fui um fino sapateiro
Ah! Anésio, quanta coisa pra lembrar!
Eu e o Anésio passamos noites inteiras
Em memoráveis bebedeiras
Que ressacas, vejam só
Dia seguinte pra esquecer a saideira
Já tomava a primeira lá no bar do “Curió”
Hoje quem manda no bar é a nora dele
Um pedaço de morena, que beleza de baiana
O Anésio não me vê e eu não vejo ele
Entra semana e sai semana........
E nada do amigo eu encontrar
É cruel se ficar velho, mas é bom experimentar
Na velhice não se paga condução
Letristas em Cena
1021
Mas eu não saio de casa, tomo sol lá no portão
Anésio deixou de ir à lanchonete
Para ir à farmácia testar sua diabete
Como eu sei disso ? Dia sim e dia não
Também lá estou eu medindo a minha pressão
Proibidos pelos médicos de comer torresmos
A verdade é que nós já não somos mais os mesmos
Que saudade da conversa numa mesa de bar
Dominó, a cerveja e um quebra-gelo pra entortar
Acabou-se a festa, Anésio, adeus chopp de barril
Nosso destino agora, Anésio... é só tomar captopril
Coletânea de Letras Musicais
1022
O VELHO GAY
O velho gay se arrasta pelo calçadão
É quase meia-noite, ele sonha com um garotão
Julgado pela sociedade, condenado sem piedade
O velho gay pensativo e sozinho
Só quer comprar um pouco de carinho
Triste ele some no último metrô
Mais uma vez o sonho se acabou
E na cama larga de casal
Só um, o outro é virtual
Alucinado, abraça e morde o travesseiro
Como se fosse o imaginário parceiro
Talvez amanhã ou num outro dia
Ele encontre uma real companhia
Ele bebe e chora,
Meu Deus! Ele necessita nesta hora!
Ele bebe e chora,
Meu Deus! Ele necessita nesta hora!
Ele bebe e chora,
Meu Deus! Ele necessita nesta hora!
Letristas em Cena
1023
VIAGRA, I LOVE YOU
Com ele ninguém da chabu,Viagra, ai love you
Eu também quero, eu não sou tatu
Viagra... I love you
Perdão pela homenagem magra
Ao famoso vaso dilatador
Que grande desejo deflagra
O infalível aliado do amor
Antigamente a coisa era morna
Tentava-se de tudo, era assim:
Macumba, garrafada, ovo de codorna
Gengibre, catuaba, amendoim
Mas eis que o Viagra apareceu
Para acabar com o deboche
O desanimado renasceu
E o bilau deixou de ser fantoche
Por todos os lados, de norte a sul
Espalhou-se a pílula azul
Para que o amor desabroche
E também para que ninguém mais broxe
Com ele ninguém dá chabu, Viagra, ai love you
Eu também quero, eu não sou tatu
Viagra... I love you, Viagra, i love you
Coletânea de Letras Musicais
1024
VILA FORMOSA
Quando começo a falar
Que sou da vila formosa
Ouço alguém comentar:
“onde tem o cemitério?”
Então eu saio do sério
Com esse tipo de prosa
E canto abrindo o meu peito
Pois com todo o respeito
Aos da outra encarnação
A vila é de gente viva
Trabalhadora e ativa
Do pagode e do sambão
Vejo a praça principal
Dr. Sampaio Vidal
Vejo também em seguida
A João xxiii, beleza de avenida
Que apresento a vocês
A vila tem o que quiser
Linda e elegante mulher
Da cor de vários países
Branca, negra e amarela
E entre tantos matizes
A mulata, salve ela!
Escolas para a família
O “Sagrado” e o “Brasília”
Todas não dá pra citar
Como elas eu nunca vi
O “Alvorada” e o “Anhembi”
Letristas em Cena
1025
Excelência em educar
Coisas bonitas são várias
Lá na “Praça das Canárias”
O “Mercado Municipal”
Com delícias sem igual
E a nossa delegacia
Segurança noite e dia
Barzinhos vou te falar
Não dá pra se contar
Neles no fim de semana
Todo mundo é mano e mana
Quando toda a “negrada”
Se junta com a “brancada”
Num lindo teleco-teco
Que é o som do boteco
Igual à vila de Noel
Tem um feitiço quente
Que alegra e prende a gente
Vila Formosa é meu céu
Tem um feitiço quente
Que alegra e prende a gente
Vila Formosa é meu céu
Tem um feitiço quente
Que alegra e prende a gente
Vila Formosa é meu céu
Coletânea de Letras Musicais
1026
VIVA O GUARANÁ
Viva o guaraná
O refrigerante brasileiro
Salve o guaraná
Que para mim é sempre o primeiro
Viva o guaraná,
Que é saboroso
É gostoso,
Delicioso,
Valioso
E muito precioso
Viva o guaraná
Que é refrescante
Estimulante,
Espumante,
Fortificante
E muito importante
Viva o guaraná
Que é um produto nacional
É especial,
É natural,
Sensacional
Sempre atual
E muito, muito legal
Viva o guaraná.
Letristas em Cena
1027
ZEZINHO NASCIMENTO
Sobre o autor
Amô de bahiano
Amor não saiu de moda
A árvore da vida
As pessoas física e jurídica
As pessoas semifelizes
Bahiano, com h
Bahianos é assim
Bahiano fala errado de a, a z
Ô bahiano, fala ô
A bola e o globo
Brasil
O Brasil na guerra
O Brasil e a babilônia
Como é o sol e a lua
Cultura é sabedoria
De que lado tu estás?
Democracia ou anarquia?
Deus e satanás na terra da AIDS
A diferença entre os homens
Droga é aquilo que faz sofrer
Duas pragas
1033
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1074
1076
1078
1080
Coletânea de Letras Musicais
1028
Enquanto eu olhava o mar
Entre o amor e o sexo
Entenda as curiosidades úteis aos
poetas Entenda o compor, o cantar e
a cultura
Entenda poesia
Entenda poeta
Entenda sílabas métricas
Entenda tudo sobre elipse
Entre o sul e o norte
Escreva poemas
Eu admiro os poetas
Eu, Maria e João
Eu sou assim
Eu sou um gato
Faça sua parte
Fantasma existe sim
O governo da Bahia, ano 2000
Há dez tipos de música
Há dois mares
Há sexeiros e amantes
Homem, com m, ou mulher, com h
Ilusão
Joãozinho
1082
1084
1086
1091
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1094
1096
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1124
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1128
1130
Letristas em Cena
1029
Jovem, pare de fumar
Liberdade
Lição de vida
Magia negra
O mar é uma floresta
O matematiquês
A meu leitor
O meu pior inimigo
Na babilônia é assim
Não sabe fazer poesia?
Natureza e Universo
Navio da corrupção
A nossa vida como trem
Nós somos hipócritas
Ocês
Os sete grandes valores da nossa
sociedade
Palavras são como pedras
Parabéns a Ministra Eliana Calmon
A pior experiência
Poesia
Poesia para ladrão
1133
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1165
1166
1170
1172
1174
Coletânea de Letras Musicais
1030
Poesia para os jovens
Poeta
A poluição humana
O povo da babilônia
O povo não é pinico
Pronúncia das palavras
Puta não é prostituta
O que é que mata gente
O que é sexo
O que o turista fala de nós
O que pensam os marginais?
Riso e sorriso
Sabe o que quer dizer poesia?
Salvador II
Salvador
São João é animação
O ser gente
Ser mãe acidental
Ser pai ou ser mãe
Ser sozinho
Se você é construtor
Sexo não é comida
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1218
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1222
1224
1227
Letristas em Cena
1031
Sexo né brincadeira
Só explicando
Só lúpus é assim
Somos todos deficientes
Somos todos responsáveis
Uma grande figura
Um diálogo imaginário
Um exemplo a seguir
Um jeito de educar
Um jeito de ser honesto
Um poema ao poeta Gregório de Mattos
Vamos fazer a faxina
A vida num soneto
Virose
Você sabe o que é droga?
Vem tu dar valor
Vem você dar valor
Zé português
Falar mais ler é igual escrever
Valeu Brasil!
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1291
Coletânea de Letras Musicais
1032
Letristas em Cena
1033
SOBRE O AUTOR
José Nascimento de Brito nasceu a 24 de março de 1962,
filho de Joana Rosa de Brito e Joaquim Nascimento de
Brito, na Fazenda Cristal, município de Morro do Chapéu
BA, mas criou-se nas cidades de Cafarnaum BA e
Barreiras BA. É autor de o projeto FALAR + LER =
ESCREVER, que educa contra má dicção, droga e
corrupção (todo tipo de desonestidade dos políticos,
policiais, fiscais, juízes, delegados, funcionários públicos,
e, trabalhadores e desempregados das empresas
privadas), trabalho este que lhe valeu o diploma de
Imortal, Membro Nacional Vitalício da Academia de
Letras do Brasil, com direito à Cadeira
033/ALB/Piracicaba-SP.
Coletânea de Letras Musicais
1034
Letristas em Cena
1035
AMÔ DE BAHIANO
Falando:
"Você vai ouvir agora,
a música AMÔ DE BA-.
HIANO. Esta é a forma
como o bahiano, com h,
expressa a sua paixão."
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela.
(solo)
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
Coletânea de Letras Musicais
1036
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
A Manuela é meu amô.
Eu tô amano ela.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Letristas em Cena
1037
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela. Eu tô.
Eu tô amano ela
Coletânea de Letras Musicais
1038
AMOR NÃO SAIU DE MODA
Música: Colaboração.
Gente amiga, por favor,
Escute o que vou dizer.
O sexo e o amor
São fáceis de conhecer.
Se é feito sem carinho,
Sem carícias, sem beijinhos,
É sexo. Não é amor
O que fazem com você.
O amor é diferente
Até no jeito de fazer.
E não se faz de repente.
Assim, sem se conhecer.
Se o parceiro não lhe beijo,
Não dá carinho e carícia,
Mande ele pegar a pista.
Ele não ama você.
Quem ama divide o sonho,
Compreende e dá valor.
Protege seu patrimônio,
Como prova de amor.
Quem ama lhe dá carinho,
Faz carícia, dá beijinho.
Chora se ficar um tempo
Separado de você.
Amor não saiu de moda.
Vamos dar e receber.
Beijo também tá na moda.
Trocar beijos dá prazer.
Mostre que sabe beijar,
Letristas em Cena
1039
Quer amor e quer amar.
Seu parceiro vai gamar
E viver só pra você.
Quem ama divide o sonho,
Compreende e dá valor.
Protege seu patrimônio,
Como prova de amor.
Quem ama lhe dá carinho,
Faz carícia, dá beijinho.
Chora se ficar um tempo
Separado de você.
Amor não saiu de moda.
Vamos dar e receber.
Beijo também tá na moda.
Trocar beijos dá prazer.
Mostre que sabe beijar,
Quer amor e quer amar.
Seu parceiro vai gamar
E viver só pra você.
Coletânea de Letras Musicais
1040
A ÁRVORE DA VIDA
Uma criança parou-me
E fitou-me o olhar:
─ Poeta, fale-me da vida.
O que é vida? Como nasce?
Por que é dura para uns
E, para outros, tão fácil?
─ Criança, tudo que é coisa
A natureza explica.
E tudo que não é coisa
Árvores exemplificam.
As não coisas são assim:
Nascem, crescem, ramificam...
Uma, copa grande e bela
Com várias flores e frutos.
Outra, ramos grandes, espaçosos,
Raras flores, raros frutos.
Somos como as formiginhas,
Queremos flores e frutos.
Veja que ao explorarmos
Um ramo qualquer da árvore
Sem achar nem flor nem fruto,
Precisamos deslocar-nos
Para outro ramo da árvore
Em busca de flor e fruto.
Eis aí a vida dura,
Ou, se não, a vida fácil.
Pois, dependendo da árvore,
Letristas em Cena
1041
É fácil a formiguinha
Passar para outro ramo,
Outros ramos, outras árvores.
Mas, dependendo da árvore,
Há barreira ou entrave.
Há, até, risco de vidas.
Pois existem predadores
Que, como tamanduás,
Devoram estas formigas.
A vida é uma árvore:
Caule, ramos, folhas, flores,
Os frutos e as sementes,
Parasitas, predadores,
Mortos e sobreviventes.
Ou seja, é uma cadeia.
Coletânea de Letras Musicais
1042
AS PESSOAS FÍSICA E JURÍDICA
Toda pessoa sempre tem
Corpo, vida, alma, espíritos.
Parte física, parte mística.
Pra entendê-la convém
Estudar pessoa jurídica:
Vida é sua permanência,
Da criação à falência;
Máquinas e funcionários
São as suas necessidades;
Também o são os seus clientes,
Que lhe dão lucro ou prazer;
Alma é a presença mística.
Demonstra a capacidade,
A força ou o poder;
Espíritos são entidades
Que manifestam as vontades
— São os chefes ou gerentes.
Eles comandam você;
É assim também com a gente:
Vida é sua permanência
Enquanto durar o corpo;
Corpo é órgãos comandados
Suprindo as necessidades
E fazendo as suas vontades,
Gerando vício e prazer;
Letristas em Cena
1043
Alma é a presença mística
— Demonstra a capacidade
E sente dores, vontades,
Emoções, necessidades...
Quem faz todas suas vontades
Um dia comete a gula,
Ou, sobe num prédio e pula.
Espíritos são entidades
Que manifestam as vontades,
Chamados de bons ou maus.
É a fé em Deus que nos salva,
Ou livra, de espíritos maus.
Coletânea de Letras Musicais
1044
AS PESSOAS SEMIFELIZES
Música: Colaboração.
A tal da felicidade
É uma joia raríssima.
Muitas a querem achar,
Mas poucas pessoas acham-na.
E algumas, quando a acham,
Perdem-na logo em seguida.
E algumas, quando a acham,
Perdem-na logo em seguida.
Muita gente não a acha
Por não saber procurá-la.
Quem a busca na saúde
Não a consegue encontrar.
Quem a busca na riqueza
Nunca a encontrará.
Quem a busca na riqueza
Nunca a encontrará.
Há quem a busque, em vão,
Em outra religião,
No silêncio, no trabalho,
No jogo, em um amigo,
Na bebida, no namoro,
Nas drogas, no casamento...
Na bebida, no namoro,
Nas drogas, no casamento...
Isto aconteceu comigo.
Disso eu posso falar.
Amigo, a felicidade
Letristas em Cena
1045
Chama-se contentamento.
Só os que não sonham, amigo,
São felizes cem por cento.
Só os que não sonham, amigo,
São felizes cem por cento.
Felizes são as pessoas
Quem têm muito, ou mesmo nada,
De amor ou de família,
Saúde, sexo, lazer...
E contentam-se com isto,
Mesmo havendo sofrimento.
E contentam-se com isto,
Mesmo havendo sofrimento.
São chamadas infelizes
As pessoas que são mortas
Buscando a felicidade.
Porém, são semifelizes
Todas as pessoas vivas,
Felizes pela metade.
Coletânea de Letras Musicais
1046
BAHIANO, COM H,
(Nasce no Acre, na Paraíba, no
Rio grande do Sul ou no Amapá)
Música: Colaboração.
Bahiano com agá,
Aprenda falar,
Aprenda falar,
Aprenda falar.
Bahiano com agá,
Aprenda falar,
Aprenda falar.
Bahiano não fala _rê.
Bahiano não fala _rê.
Bahiano não fala _rê.
Bahiano não fala _rê:
Amá, dipô, sorri, sofrê.
Pomá, amô, supé, morrê.
Amá, dipô, sorri, sofrê.
Pomá, amô, supé, morrê.
Bahiano não fala ê.
Bahiano só fala í.
Bahiano não fala ê.
Bahiano só fala í:
Isforça, ismola, istuda, iscola.
Disprezo, disgosto, dispesa, discola.
Isforça, ismola, istuda, iscola.
Disprezo, disgosto, dispesa, discola. .
Letristas em Cena
1047
Bahiano não fala en.
Bahiano só fala in.
Bahiano não fala en.
Bahiano só fala in:
Impurra, impata, imperra, imbora.
Inxerga, incara, interra, sinhora.
Impurra, impata, imperra, imbora.
Inxerga, incara, interra, sinhora.
Bahiano não fala ô.
Bahiano só fala ú.
Bahiano não fala ô.
Bahiano só fala ú:
Bubina, bunito, cuzinha, cuzê.
Cuá, durmi, surri, pudê.
Bubina, bunito, cuzinha, cuzê.
Cuá, durmi, surri, pudê.
Bahiano não fala on.
Bahiano só fala um.
Bahiano não fala on.
Bahiano só fala un:
Cumpade, cumade, nun sei muntá.
Cumpade, cumade, nun sei muntá.
Bahiano, com agá, aprenda falar,
Bahiano, com agá, aprenda falar.
Bahiano com agá,
Aprenda falar,
Aprenda falar.
Bahiano com agá,
Aprenda falar,
Aprenda falar,
Coletânea de Letras Musicais
1048
Aprenda falar.
Bahiano com agá,
Aprenda falar,
Aprenda falar.
FALANDO:
Bahiano, com h,
É todo brasileiro ou estrangeiro
Que fala o Português traçando fonemas.
Ele Também escreve TÔ, com acento,
Quando deveria escrever TOU, com u.
Letristas em Cena
1049
BAHIANOS É ASSIM
(Nasce no Acre, Na Paraíba,
no Rio Grande do Sul ou no Amapá)
Música: Colaboração.
REFRÃO:
Ba-hi-an-no,
Ba-hi-an-no,
Ba-hi-an-no,
Ba-hi-an-no.
Bahiano vive CUMENO
CUSTELA, ABOBRA e TUMANTE,
VENO seu time e DIZENO:
Até INTÃO tá IMPATE.
Bahiano fica FUMANO
SINTINO CHERO de GAIS,
E UVINO o AMÔ FALANO
PELAS COSTA ou PUR TRAIS.
(REFRÃO)
Bahiano planta MANDHOCA
E cultiva ANANAIS.
Chama outro de INDIOTA
E confunde MAS com MAIS.
Bahiano fala ARROIZ,
Diz que ele é da PAIZ,
“Levanta” a VÓIZ, e depois,
Chama o demo SATANAIS.
Coletânea de Letras Musicais
1050
(REFRÃO)
Bahiano, MERMO MININO,
Ou JOVE, VÉI e RAPAIZ,
Crê em JESUIS, o divino,
Na CRUIZ, e, TAMÉM, na PAIZ.
E tem mais: eu e você,
O bahiano chama NÓIS.
Não sabe que S é Z
Pós vogais. Não fale PÓIS.
(REFRÃO)
Bahiano escreve três
E, depois, diz que é TRÊIS.
Dez (déz), ele diz é DÉIZ.
Dezesseis (dézêssêis), diz DIZÊSSÊIS.
Dezessete (dézésséti), é DIZÉSSÉTI.
Dezoito (dézôitu), ele diz: DIZÔITU.
De quem BAHIANO é tiete,
Fã, aluno ou INCOSTO?
(REFRÃO)
Bahiano escreve três
E, depois, diz que é TRÊIS.
Dez (déz), ele diz é DÉIZ.
Dezesseis (dézêssêis), diz DIZÊSSÊIS.
Dezessete (dézésséti), é DIZÉSSÉTI.
Dezoito (dézôitu), ele diz: DIZÔITU.
De quem BAHIANO é tiete,
Fã, aluno ou encosto?
Letristas em Cena
1051
(REFRÃO)
Bahiano escreve três
E, depois, diz que é TRÊIS.
Dez (déz), ele diz é DÉIZ.
Dezesseis (dézêssêis), diz DIZÊSSÊIS.
Dezessete (dézésséti), é DIZÉSSÉTI.
Dezoito (dézôitu), ele diz: DIZÔITU.
De quem BAHIANO é tiete,
Fã, aluno ou encosto?
Coletânea de Letras Musicais
1052
BAHIANO FALA ERRADO DE A A Z
Música: Colaboração.
Bahiano, escreve certo,
Porém, não fala nem lê.
Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”.
Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”.
Bahiano (com agá),
Escreve amar (amá-re) e lê: “amá”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Bebida (bêbída), ele diz: “bibída”.
Bezerro (bêzêrru), ele diz: “bizêrru”.
Coberta (côbérta), ele diz: “cubérta”.
Coador (côadô-re) é “cuadô”.
Descansar (dêscansá-re) é “discansá”.
Desamor (dêsamô-re) é “disamô”.
Escola (êscóla), ele diz: “iscóla”.
Embora (embóra), ele diz: “imbóra”.
Ferida (fêrída), ele diz: “firída”...
Zoada (zôáda), ele diz: “zuáda”.
Bahiano, escreve certo,
Porém, não fala nem lê.
Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”.
Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”.
Bahiano (com agá),
Escreve amar (amá-re) e lê: “amá”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
Letristas em Cena
1053
Ô BAHIANO, FALA Ô
Música: Colaboração.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô em bocado, bolacha,
Cozinhar, chover, dormir...
Falar bucado, bulacha...
É graça, é pra fazer rir.
Ô em bocado, bolacha,
Cozinhar, chover, dormir...
Falar bucado, bulacha...
É graça, é pra fazer rir.
Õ(on) em compadre, contar...
Ô(ou) em poder, em zoar...
Só quando só ou final
Coletânea de Letras Musicais
1054
É que a gente fala ú.
Õ(on) em compadre, contar...
Ô(ou) em poder, em zoar...
Só quando só ou final
É que a gente fala ú.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Ô bahiano, fala ô,
Tu só falas ó e ú
Nos exemplos de palavras
Que eu separei pra tu.
Letristas em Cena
1055
A BOLA E O GLOBO
A bola é um globo que o mundo inteiro pode vê-lo,
porque bola é vista por fora.
O globo é uma bola da qual se pode ver o mundo inteiro,
porque estamos dentro dela.
O planeta Terra é um grande edifício, em forma de bola,
com trilhões de janelinhas abertas para todos os lados,
inclusive, para o lado de baixo. Este é o motivo pelo qual
chamamo-lo de globo: nós estamos dentro dele.
Cada um de nós pode ver o mundo por uma janela ou por
várias delas, mas a pessoa que ver o mundo sempre da
mesma janela, mesmo com o mundo dando voltas, não o
entende melhor do que aquela que o ver por várias
janelas.
Entender melhor o mundo (a Terra) é olhar à volta dele
por todas as suas janelas: a janela da santidade, a janela
da honestidade, a janela da caridade, a janela da justiça,
etc.
Coletânea de Letras Musicais
1056
BRASIL
Música: Colaboração.
Abril de Mil e Quinhentos,
A bordo, vendo o horizonte,
Avista Cabral um monte.
Era o Brasil descoberto.
Começa a destruição
Do nosso ouro e prata,
Dos nossos rios e matas.
Dos nossos índios, de certo.
Abril de Mil e Quinhentos,
A bordo, vendo o horizonte,
Avista Cabral um monte.
Era o Brasil descoberto.
Começa a destruição
Do nosso ouro e prata,
Dos nossos rios e matas.
Dos nossos índios, de certo.
Ouro e prata eles roubaram.
Rios e matas devastaram.
Índios, de certo mataram,
Promovendo a extinção.
Hoje todos somos escravos:
Negros, brancos, índios, pardos...
Não, de fazenda ou palácio.
De corrupto e de ladrão.
Começa a destruição
Do nosso ouro e prata,
Dos nossos rios e matas,
Dos nossos índios, de certo.
Letristas em Cena
1057
O negro, escravizado,
Por fazendeiro e fidalgo,
Povoou a nossa terra
E fez miscigenação.
Começa a destruição
Do nosso ouro e prata,
Dos nossos rios e matas,
Dos nossos índios, de certo.
O negro, escravizado,
Por fazendeiro e fidalgo,
Povoou a nossa terra
E fez miscigenação.
Ouro e prata eles roubaram.
Rios e matas devastaram.
Índios, de certo mataram,
Promovendo a extinção.
Hoje todos somos escravos:
Negros, brancos, índios, pardos...
Não, de fazenda ou palácio.
De corrupto e de ladrão.
Ouro e prata eles roubaram.
Rios e matas devastaram.
Índios, de certo mataram,
Promovendo a extinção.
Hoje todos somos escravos:
Negros, brancos, índios, pardos...
Não, de fazenda ou palácio.
De corrupto e de ladrão.
Coletânea de Letras Musicais
1058
O BRASIL NA GUERRA
Música: Colaboração.
Brasileiros de vergonha,
Nosso país tá em guerra.
O povo da Babilônia
Invadiu a nossa terra.
Nós, que somos brasileiros,
Nobres, peões e demais
Trabalhadores e ordeiros,
Não conseguimos ter paz.
(Bis)
A tropa deles é grande.
Existem ladrões demais.
Senadores, deputados,
Juízes, policiais...
(Bis)
Sorrindo, mostrando os dentes,
Chegam pousando de amigos.
E a desgraça da gente
É não saber dos perigos.
(Bis)
A estratégia usada?
De babilônicos, bandidos.
Parecem ovelhas. Que nada.
São lobos muito temidos.
(Bis)
Estamos perdendo a guerra
Letristas em Cena
1059
Pra este povo covarde.
Ele agiu em silêncio
E nós acordamos tarde.
(Bis)
(Bis)
(Bis)
Coletânea de Letras Musicais
1060
O BRASIL E A BABILÔNIA
Música: Colaboração.
Há o povo brasileiro
E o povo babilônico.
Um é honesto, é ordeiro.
O outro tem vícios crônicos.
Nesse, quando alguém trabalha,
Não tem honra nem vergonha.
Comporta-se como puta
No reino da Babilônia.
Puta é homem e mulher
Sem caráter, sem vergonha.
Desde 2000 para cá,
Cada dia aumenta mais.
Por mais presídios que façam
Não caberão estas tais.
Soda caustica no leite.
O que esperarmos mais?
Às vezes são delegados,
Policiais e fiscais,
Às vezes, são deputados
E outros políticos mais.
Deveriam dar exemplos
De homens bons, cidadãos,
Mas os exemplos que dão
São exemplos de marginais.
De marginais. De marginais.
Puta é homem ou mulher
Letristas em Cena
1061
Sem caráter, sem vergonha.
Desde 2000 para cá,
Cada dia aumenta mais.
Por mais presídios que façam
Não caberão estas tais.
Soda caustica no leite.
O que esperarmos mais?
Às vezes são delegados,
Policiais e fiscais,
Às vezes, são deputados
E outros políticos mais.
Deveriam dar exemplos
De homens bons, cidadãos,
Mas os exemplos que dão
São exemplos de marginais.
De marginais. De marginais.
Coletânea de Letras Musicais
1062
COMO É O SOL E A LUA
Música: Colaboração.
(Dedicada à minha irmã)
Francisca, eu detesto grupo
Galera, gang, outros mais.
Eu sou como os animais
Que preferem ser sozinhos.
O Cão, o gato, a onça,
O leão, todos os felinos,
Só quando são pequeninos
Eles não vivem sozinhos.
Eu acho um grande barato
Amizade virtual.
Mas, amizade real
Não sei administrar.
É que nessa amizade
Costuma rolar fofoca.
E tem a gente idiota
Que costuma acreditar.
Por isso que sou assim
Como é o sol e a lua,
Que vivem sempre na sua.
Não se juntam com ninguém.
Veja como é o sol.
Só. E brilha de verdade.
Tamanha felicidade
Os outros astros não têm.
Minha amiga tem ciúmes
Ou não gosta de você.
Aí, quer me fazer crer
Que você só tem defeitos.
Letristas em Cena
1063
Vê defeito no seu rosto,
No seu jeito de andar,
No seu modo de falar...
Em tudo ela vê defeito.
Vê defeito no seu ego,
Na sua sinceridade,
Na sexualidade
E vícios que você tem.
Vê defeito em seus amigos,
Vê defeito em seus parentes.
Defeitos em seus aderentes.
Só ela e os dela não os têm.
Por isso que sou assim,
Como é o sol e a lua,
Que vivem sempre na sua.
Não se juntam com ninguém.
Veja como é o sol.
Só. E Brilha de verdade.
Tamanha felicidade
Os outros astros não têm.
As pessoas se organizam
Em grupos ou em galeras
E os covardes unem a elas
Cheios de má intenção.
E assim nascem as gangs,
Os bandos, torcida e tal,
Brigando e fazendo mal
A quem só quer diversão.
Eu prefiro ser sozinho.
Pois sozinho eu me dou bem.
Não me junto com ninguém
Que tenha má intenção.
Coletânea de Letras Musicais
1064
Muitos jovens inocentes
Saem juntos com bandidos,
Sem saber, correm perigos,
Morrem ou param na prisão.
Por isso que sou assim
Como é o sol e a lua,
Que vivem sempre na sua.
Não se juntam com ninguém.
Veja como é o sol.
Só. E brilha de verdade.
Tamanha felicidade
Os outros astros não têm.
A lua é sem brilho próprio,
Mas consegue alumiar.
É menos que iluminar,
Mas tem a fase crescente.
Eu vivo assim como a lua.
Nem sorrindo nem chorando.
Mas se vê alguém cantando,
A lua fica contente.
Porém chora quando vê
A gente honesta sofrendo,
Uma criança morrendo
De maus tratos ou de fome.
A lua chorando é chuva.
Às vezes, torrenciais.
Não preciso dizer mais.
Você conclui em meu nome.
Por isso que sou assim
Como é o sol e a lua,
Que vivem sempre na sua.
Não se juntam com ninguém.
Letristas em Cena
1065
Veja como é o sol.
Só. E brilha de verdade.
Tamanha felicidade
Os outros astros não têm.
Coletânea de Letras Musicais
1066
CULTURA É SABEDORIA
Música: Colaboração.
A cultura é, não são,
Costumes e tradições,
E as maneiras de fazer
Tudo em todas gerações:
Artes, modas, fantasias,
Esportes, religiões...
Orgias, gastronomias,
Barracas e construções.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Não são cultura os livros
Dos melhores escritores.
Mas o são suas mensagens
Dirigidas aos leitores.
Não são cultura os poetas.
E não o são os cantores.
Mas o são os seus legados,
Seus lamentos, seus clamores.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Cultura é conhecimento,
Letristas em Cena
1067
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Não são cultura as músicas
De quaisquer compositores,
Mas, a forma de lidar
Com as palavras e os valores.
Não são cultura as danças,
Vestimentas ou pintura,
Mas a forma de dançar,
Vestir, pintar, é cultura.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Não são cultura o honesto
E o corruto, ou ladrão.
Cultura é a honestidade
Ou o roubo, a corrução.
Cultura né residência
Nem as barracas das feiras,
Mas o é sua aparência,
A forma como são feitas.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Coletânea de Letras Musicais
1068
Como seu avô fazia.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Não é cultura o fruto
Do trabalho do artesão,
Mas, o seu conhecimento,
O saber lidar coas mãos.
Não é cultura o fruto
Do trabalho do escultor,
Mas, o seu conhecimento,
Seu trabalho, seu labor.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
A cultura é, não são,
Costumes e tradições
E as maneiras de fazer
Tudo em todas gerações:
Artes, modas, fantasias,
Esportes, religiões...
Orgias, gastronomias,
Barracas e construções.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
Letristas em Cena
1069
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Cultura é conhecimento,
Cultura é sabedoria,
E aquilo que o neto faz
Como seu avô fazia.
Coletânea de Letras Musicais
1070
DE QUE LADO TU ESTÁS?
Há uma guerra, meu bem,
Na qual o Mal e o Bem
Travam uma luta sem fim.
Do lado bom, os amantes.
Estúpidos e traficantes
Estão do lado ruim.
Há quem diz ser de um lado,
Do lado bom, nosso lado,
Mas é do lado de lá.
Diz que gosta dos amantes,
Mas adora os traficantes.
Trai-nos e nos vencerá.
Às vezes, são os fiscais,
Às vezes, policiais,
Juízes e delegados.
Às vezes, trabalhadores,
Prefeitos, vereadores,
Senadores, deputados...
Por medo ou covardia,
Esta gente os auxilia.
Protege-os. Dá guarida.
E assim, sem piedade,
Estes monstros e covardes
Destroem a nossa vida.
Nossos filhos são drogados
Se seguem estes drogados
Sem sonhos e sem futuro.
Letristas em Cena
1071
Imaginem animais
De engorda nos currais:
Presos. Sem “visão”. No “escuro”.
Este é o futuro do jovem
Cujos colegas resolvem
Não estudar, não sonhar.
Ao invés de estudos, drogas.
Ao invés de sonhos, drogas.
Troca sorte por azar.
Coletânea de Letras Musicais
1072
DEMOCRACIA OU ANARQUIA?
Democracia é o regime
Em que o povo tem direito,
Os governantes têm direito,
E direito é respeitado.
Não é o nosso regime,
Que dá, a todos, liberdade,
Sem saber que a liberdade
Tem poder ilimitado.
Direito tem os seus limites,
Mas nossa liberdade não.
Faz político ou cidadão
Transformar-se em animal:
Sem ter fronteiras nem limites
Para fazer o que quiser,
Na hora que ele quiser,
Como se fosse um pardal.
Numa boa democracia
Governo e sociedade
São livres, sem a liberdade.
Porque respeitam os limites.
Não é como esta anarquia,
Onde os políticos roubam,
Formam as quadrilhas e zombam
Das pessoas contribuintes.
Para ter-se a liberdade
Precisa ter a consciência.
Mas esta benevolência
Muitos políticos não têm.
Letristas em Cena
1073
Em nossa sociedade
Predomina é a maldade,
E não, a boa vontade
Pra com os estranhos, meu bem.
Coletânea de Letras Musicais
1074
DEUS E SATANÁS NA TERRA DA AIDS
Música: Colaboração.
Deus fez saúde, fez paz,
Bondade e tolerância.
Satanás fez a doença,
A guerra e a vingança.
Fez, ainda, Satanás,
Maldade, ódio e rancor.
E fez outros males mais.
Só porque Deus fez o amor.
Deus fez o amor com carinho,
O beijo, o fez com ternura,
Fez a paixão com saudade
E fez o sexo, sem loucura.
Satanás fez sacanagem,
Fez a infidelidade,
A falta de higiene,
E fez a promiscuidade.
A AIDS cresceu assim.
Inda nem nasceu a cura.
Deus prefere prevenir-nos,
Satanás, fazer sofrer.
Mas inda existe um caminho:
Deus é Deus, não é deusinho.
Faça sexo com higiene
Que Deus preserva você.
Deus fez saúde, fez paz,
Bondade e tolerância.
Satanás fez a doença,
Letristas em Cena
1075
A guerra e a vingança.
Fez, ainda, Satanás,
Maldade, ódio e rancor.
E fez outros males mais.
Só porque Deus fez o amor.
Deus fez o amor com carinho,
O beijo, o fez com ternura,
Fez a paixão com saudade
E fez o sexo, sem loucura.
Satanás fez sacanagem,
Fez a infidelidade,
A falta de higiene,
E fez a promiscuidade.
A AIDS cresceu assim.
Inda nem nasceu a cura.
Deus prefere prevenir-nos,
Satanás, fazer sofrer.
Mas inda existe um caminho:
Deus é Deus, não é deusinho.
Faça sexo com higiene
Que Deus preserva você.
A AIDS cresceu assim.
Inda nem nasceu a cura.
Deus prefere prevenir-nos,
Satanás, fazer sofrer.
Mas inda existe um caminho:
Deus é Deus, não é deusinho.
Faça sexo com higiene
Que Deus preserva você.
Coletânea de Letras Musicais
1076
A DIFERENÇA ENTRE OS HOMENS
Música: Colaboração.
A diferença entre os homens
Tá nos sonhos, meu irmão.
Uns querem conhecimento,
Investem em educação.
Uns querem divertimento,
Investem em sua paixão.
Outros querem ter imóveis,
Investem na construção.
Outros querem ter fazendas,
Investem em criação.
Outros querem ter comércio,
Começam vendendo pão.
Mas existem muitos outros,
Que bobagem, quanto engano,
Que não projetam o futuro,
Não têm sonhos, não têm plano.
Gente até de classe média
Torna-se um lixo humano.
Sonhos não garantem nada.
São ilusões. São só sonhos.
Mas alimentam a alma.
Dão rumo a nossos planos.
Se um sonho não der certo,
É só sonhar outro sonho.
Úu! Úu! Uu! Uu! Uu! Uu!
A diferença entre os homens
Tá nos sonhos, meu irmão.
Uns querem conhecimento,
Investem em educação.
Letristas em Cena
1077
Uns querem divertimento,
Investem em sua paixão.
Outros querem ter imóveis,
Investem na construção.
Outros querem ter fazendas,
Investem em criação.
Outros querem ter comércio,
Começam vendendo pão.
Mas existem muitos outros,
Que bobagem, quanto engano,
Que não projetam o futuro,
Não têm sonhos, não têm plano.
Gente até de classe média
Torna-se um lixo humano.
Sonhos não garantem nada.
São ilusões. São só sonhos.
Mas alimentam a alma.
Dão rumo a nossos planos.
Se um sonho não der certo,
É só sonhar outro sonho.
Mas alimentam a alma.
Dá rumo aos nossos planos.
Se um sonho não der certo,
É só sonhar outro sonho.
Úu! Úu! Uu! Uu! Uu! Uu!
Uu! Uu! Uu
Coletânea de Letras Musicais
1078
DROGA É AQUILO QUE FAZ SOFRER
Música: Colaboração.
Droga não é o que mata.
É aquilo que faz sofrer.
Há droga para cheirar,
Pra beber e pra comer.
Há, também, para fumar,
E, ainda, para ver.
Droga é má: parece boa,
Mas só ilude você.
Existe droga pra ver,
Talvez você não sabia.
Filme ou jogo com o poder
De ensinar covardia.
Há criança que aprende,
Gosta, cresce e, um dia,
Percebe, tarde demais,
Que aprendeu o que não devia.
Áàa, ààa, ààa, ààa.
Pra comer, existem as drogas
Que são livres, liberadas.
São tentações, ilusões,
Pra gente que é viciada
Em tortas, bolos e doces,
Sanduíches e cocadas.
Quando obesa e diabética,
Percebe que foi errada.
Note que a palavra droga
É uma palavra usada
Pra dizer: droga ilícita,
Letristas em Cena
1079
Proibida ou pesada.
Não se ouve "droga livre",
E nem "droga liberada".
Poucas vezes, "droga lícita",
"Droga por lei controlada".
Áàa, ààa.
Ilícitas são drogas fortes,
Chamadas drogas pesadas.
Lícitas, sexo, fumo e álcool,
Drogas por leis controladas.
Açúcar, sal e pimenta
São drogas, mas, liberadas,
Ou livres, como eu diria,
Pois são por criança usadas.
Porém, mesmo as drogas livres
Precisam ser limitadas.
Parecem ser muito boas.
Porém, elas são malvadas:
Levam infelicidade
À gente que é viciada,
Que só mais tarde percebe
Que vício não leva a nada.
Áàa, ààa, ààa, ààa.
Coletânea de Letras Musicais
1080
DUAS PRAGAS
Pedofilia na família e incesto
São duas pragas. Tem que ser erradicadas.
Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito,
Àquele pai que é gentil com a filha amada.
Pedofilia na família e incesto
São duas pragas. Tem que ser erradicadas.
Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito,
Àquele pai que é gentil com a filha amada.
Eu não consigo imaginar meu casamento
Com uma jovem que é por seu pai usada.
Pois, penso eu: confiarei nesse jumento
Ou trancarei com sete chaves minha amada.
Ter o meu sogro por rival é um tormento
Que não me deixa nem dormir de madrugada.
Essa desgraça é uma praga e, lamento,
Muitas famílias já estão contaminadas.
Pedofilia na família e incesto
São duas pragas. Tem que ser erradicadas.
Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito,
Àquele pai que é gentil com a filha amada.
Pedofilia na família e incesto
São duas pragas. Tem que ser erradicadas.
Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito,
Àquele pai que é gentil com a filha amada.
Eu não consigo imaginar meu casamento
Com uma jovem que é por seu pai usada.
Pois, penso eu: confiarei nesse jumento
Letristas em Cena
1081
Ou trancarei com sete chaves minha amada.
Ter o meu sogro por rival é um tormento
Que não me deixa nem dormir de madrugada.
Essa desgraça é uma praga e, lamento,
Muitas famílias já estão contaminadas.
Coletânea de Letras Musicais
1082
ENQUANTO EU OLHAVA O MAR
Música: Colaboração.
Enquanto eu olhava o mar,
Não vi o tempo passar,
Não vi a tarde chegar,
Não vi a noite cair.
Enquanto eu olhava o mar,
Vi muita onda quebrar,
Vi muito barco passar,
Mas, meu futuro eu não vi.
Enquanto eu olhava o mar
A minha vida ruiu,
A minha casa caiu,
O meu amor foi embora.
Hoje eu só tenho a tristeza,
Além de ter a certeza
Que seu eu morrer ninguém chora.
A minha vida ruiu,
A minha casa caiu,
O meu amor foi embora.
Hoje eu só tenho a tristeza,
Além de ter a certeza
Que seu eu morrer ninguém chora.
Enquanto eu olhava o mar,
Não vi o tempo passar,
Não vi a tarde chegar,
Não vi a noite cair.
Enquanto eu olhava o mar,
Vi muita onda quebrar,
Vi muito barco passar,
Mas, meu futuro eu não vi.
Letristas em Cena
1083
Enquanto eu olhava o mar
A minha vida ruiu,
A minha casa caiu,
O meu amor foi embora.
Hoje eu só tenho a tristeza,
Além de ter a certeza
Que seu eu morrer ninguém chora.
A minha vida ruiu,
A minha casa caiu,
O meu amor foi embora.
Hoje eu só tenho a tristeza,
Além de ter a certeza
Que seu eu morrer ninguém chora.
Coletânea de Letras Musicais
1084
ENTRE O AMOR E O SEXO
Música: Colaboração.
Existe uma diferença
Entre o amor e o sexo.
Não sei se sei explicar.
Não sou bom nisso, eu confesso.
Mais ou menos, vou tentar.
Para alguma coisa eu presto.
Portanto, vou lhe falar
O que eu entendo por sexo.
Sexo é quando se compra,
É feito sem compromisso,
Quando não rola paixão,
Só atração, e, por isso,
É tido como uma droga.
Pois o cliente se empolga,
Larga a mulher e a sogra
E faz deste sexo vício.
Também é sexo que chama
Quando há subordinação,
Quando só serve pra cama,
Não seve pro coração,
Quando rola falsidade,
Quando rola traição,
Quando não há liberdade,
Quando não há união.
Amor é quando há carinho,
É quando há proteção,
Quando um bendiz o outro,
Letristas em Cena
1085
Quando não há traição.
Um ausente, o outro espera.
Um doente, o outro cuida.
Na tristeza ou na alegria,
Abraçam, beijam e se ajudam.
Os amantes são amigos,
São parceiros, confidentes...
Namoram, casam, amigam,
Sempre olhando pra frente.
O que ganham economizam,
Preparando o bom futuro.
Vivem contentes, felizes,
Sem ter nada ou tendo tudo.
Coletânea de Letras Musicais
1086
ENTENDA AS CURIOSIDADES ÚTEIS AOS POETAS:
CURIOSIDADE - 01
Muita gente, inclusive, professores, faz confusão quanto ao
emprego dos pronomes demonstrativos ESSE ou ESTE, e,
ESSA ou ESTA. Na verdade, são os mesmos pronomes, ou
seja, as mesmas palavras, que, como várias outras palavras
portuguesas, podem ser escritas de duas formas. Muitas
palavras portuguesas podem ser escritas (e pronunciadas) de
duas formas ou, ainda, reduzidas, ou, sincopadas.
De duas formas podem ser escritas (e faladas): AINDA ou
INDA, CATORZE ou QUATORZE, e muitas outras
palavras, como os nomes das letras E (ê ou é), O (ô ou ó), e,
W (dáblio ou dábulo). Mas, não se podem confundir as
palavras escritas de duas formas com o nome da letra e o
fonema ou som que ela representa, que é o caso de F (efe e
fê), G (gê e guê), J (jota e ji), L (ele e lê), M (eme e mê), N
(ene e nê), R (erre e rê), e, S (esse e si).
Podem ser reduzidas inumeráveis palavras, entre elas,
SENHOR (Sor: bota beleza nisso, Sor!), SENHOR (Seo:
Seo José é muito velho), SANTO (San: San Martim),
SANTO (São: São Pedro), VOCÊ (cê), ESTOU (tou), ESTÁ
(tá), ESTAVA (tava), MAIOR (mor), MUITO (mui),
PALÁCIO (paço), PARA (pra), e, várias outras,
principalmente, os nomes das pessoas, como, por exemplo,
JOSÉ
(Jô ou Zé), CARLOS (Cal), ROBERTO (Beto), PEDRO
(Peo), GILMAR (Gil), etc.
Existem vários tipos de redução de palavras: a) que
empregam o(s) primeiro(s) fonemas da palavras, como, por
Letristas em Cena
1087
exemplo, CRIStina, JOsé, GILberto, GILdete, FOTOgrafia,
MOTOcileta, etc.; b) que empregam o(s) último(s) fonemas
da palavra, como, por exemplo, crisTINA, joZÉ, gilDETE,
transVIADO, etc.; c) que empregam fonemas do início e do
fim da palavras - SÍNCOPE - desprezando os fonemas do
meio do vocábulo, como, MOR (maior), PAÇO (palácio),
PEO (Pedro), etc; d) que empregam outros fonemas e
desprezam alguns encontrados na palavra. São exemplos,
DÃO (de João), CHICO (de Francisco), NECO (de Manoel),
etc.; OBS.: Não confunda REDUÇÃO com APELIDO. O
apelido é quando não tem nada a ver com o nome da pessoa,
como, por exemplo, Pelé. O nome de Pelé é Édson.
A palavra PAGA, é empregada com mais frequência na
terceira pessoa do singular do tempo presente do modo
indicativo e, também, no Particípio do verbo PAGAR (ele
paga, e, a conta está ou foi paga), porém, ela pode ser usada
também como redução da palavra PAGAMENTO. Fui
buscar na Bíblia um exemplo disso: "Melhor é serem dois
do que um, porque têm melhor PAGA do seu trabalho..."
Eclesiastes 4:9-12
Formas sincopadas ou síncopes são as palavras reduzidas
nas quais se tira um ou mais fonemas no meio da palavra.
Exemplos: MOR (maior), PAÇO (palácio), PEO (Pedro),
SÃO (santo). A palavra VENTO também pode ser
empregada como redução (síncope) de VENCIMENTO:
"Emiti uma fatura com VENTO no dia 15". A palavra SÃO
é a redução (síncope) da palavra
SANTO, e só se emprega diante dos nomes que se iniciam
com letras consoantes, como Bento, Carlos, Desidério,
Francisco, etc.
Coletânea de Letras Musicais
1088
CURIOSIDADE - 02
Talvez você conheça alguém chamado (apelidado) Nen ou
Nenzinho. Nen é uma forma de tratamento dada a criança,
mas pode virar apelido de adulto. São formas de
Tratamento, nen, bê, amor, nego, nega, pai, mãe, tio, avô,
etc. O curioso é que algumas destas palavras podem repetir-
se, formando outra palavra. São Exemplos: nenen ou neném,
bebê, papai, mamãe, titio, titia, etc. Algumas outras palavras
são primeiro reduzidas e depois repetidas. Exemplos: avô
vira vô e, depois, vovô; avó vira vó e, depois, vovó; Carlos
vira Cal e, depois, Cacal; Luis, ou Luzia, vira Lu e, depois,
Lulu; José vira Zé e, depois, Zezé;
CURIOSIDADE - 03
Algumas palavras inglesas causam confusão para muitas
pessoas. Por causa da palavra
inglesa Record (récord) muitos brasileiros não pronunciam a
palavra portuguesa Recorde
(recórde). Da mesma forma, quase ninguém usa a palavra
portuguesa Cópia por causa da palavra inglesa Xerox.
Também, quase não se usa a palavra portuguesa Transviado,
ou Viado, por causa da palavra inglesa Gay.
CURIOSIDADE - 04
A diferença entre verbo composto e locução verbal é que
nos verbos compostos nota-se o valor dos dois verbos, e, o
primeiro deles, chamado verbo auxiliar, é sempre, ter ou
haver ou ser ou estar (conjugado) seguido do verbo principal
no particípio (tinha cantado, foi feito, estava feito, tinha
Letristas em Cena
1089
estado,...). Se o verbo principal aparecer no gerúndio, ainda
que o primeiro seja ter ou haver ou ser ou estar, trata-se de
uma locução verbal e não, de um verbo composto: tivera
cantando, foi fazendo, estava fazendo... Locução é um grupo
de duas ou mais palavras com significado (valor) de uma
palavra só. Quando iniciada por uma preposição, muitas
locuções se transformadas em uma única palavra (porém, há
regras). Alguns exemplos: a onde ou aonde, com eu ou
comigo, com nós ou conosco, com você/ele/ela ou consigo,
com vós ou convosco, de baixo ou debaixo, de ele ou dele,
de ela ou dela, de água ou d'água, de arco ou d'arco, de onde
ou donde, de baixo ou debaixo, em baixo ou embaixo, por
ante ou perante, por que ou porque...
CURIOSIDADE - 05
Muitas piadas têm um fundo cultural, porém, não teria graça
se as pessoas que as contam explicassem o que realmente
elas querem dizer. Eis alguns exemplos:
As piadas com loiras existem para dizer que a palavra
LOIRA é burra (não culta): há mais de cem anos atrás, como
aconteceu em 2008, foi feita uma reforma na língua
portuguesa e declarou-se que todas as palavras que tivesse o
ditongo OU poderiam ser escritas de duas formas: com OU
e com OI. Ex.: Besouro e besoiro, couro e coiro, touro e
toiro... Os poetas da
época (escritores, jornalistas, etc.) não acolheram essa regra,
mas os humoristas aproveitaram para fazer piadas com as
mulheres loiras. Portanto, burra é a palavra loira e não, a
pessoa;
b) Existe uma brincadeira nas rodas de amigos que
consiste em perguntar: VOCÊ TOMA OU BEBE? A cultura
Coletânea de Letras Musicais
1090
está no fato de saber que a gente BEBE líquidos, TOMA
caldos e COME massas;
c) Há, também, uma pergunta que sempre é feita entre
amigos: VOCÊ SABE QUAL A COR DO CAVALO
BRANCO DE NAPOLEÃO? Isto quer dizer que na língua
portuguesa existe concordância nominal, ou seja, cavalo é
branco, e, cor é branca;
Letristas em Cena
1091
ENTENDA O COMPOR, O CANTAR E A CULTURA.
Há compositores que só se preocupam com a melodia, as
notas musicais, a harmonia entre os sons da música, e nada
mais, como há cantor que se preocupa apenas com o
microfone, a respiração, a técnica do cantar, sem se
preocupar, nem esse nem aquele, com as palavras que são
escritas ou pronunciadas ao compor ou cantar a canção. Mas
há aqueles que se preocupam, porque as palavras escritas e
pronunciadas na música influenciam e muito na educação
das crianças, dos jovens e dos adultos também.
Zezé di Camargo, ao compor a música MENTES TÃO
BEM, escreveu a letra na 2ª pessoa do singular (mentes tão
bem – tu) e, ao terminar a música, como se fosse uma
pegadinha, ele escreveu: “Você mente tão bem.” Há
cantores tão desatentos com as letras das músicas e
descompromissados com a nossa cultura que não percebem
essa “pegadinha” quando cantam essa música do Zezé.
E, para chamar a atenção dos mais desatentos cantores e
compositores, eis abaixo a letra da música VEM TU DAR
VALOR ou VENHA VOCÊ DAR VALOR escrita para TU
e para VOCÊ. Veja (você) o que muda, e veja, também, que
uma palavra foi acrescentada ou reduzida em alguns versos
para poder somar 11 sílabas métricas. Sílabas Métricas,
Elipse, Redução de Palavras, e, Dicionário – estes são os
melhores parceiros dos poetas, inclusive, compositores. Veja
as duas letras nas páginas seguintes:
[Pag. 1502 - 1505]
Coletânea de Letras Musicais
1092
ENTENDA POESIA.
Uma poesia nada mais é do que o meu, o seu, o nosso jeito
particular de falar, escrever ou mostrar, de forma resumida,
o que nós entendemos sobre algo. A poesia não precisa ter
estrofes, rimas, versos nem palavras, obrigatoriamente. Ela
pode ser um desenho, uma música, uma fala (declamação)
ou um texto com ou sem rimas, com ou sem versos, com ou
sem estrofes. Uma carta de amor é uma poesia, pois cada um
tem o seu jeito próprio de falar do amor. Um desenho é uma
poesia porque é uma forma particular de alguém se
expressar sobre algo, com o objetivo de agradar pessoas,
mesmo sabendo que nenhuma poesia agradaria a todas as
pessoas.
Há quatro tipos PRINCIPAIS de poesia:
1) A POESIA CANTADA – Música é poesia;
2) A POESIA PINTADA – Desenho é poesia;
3) A POESIA ESCRITA – Texto poético é poesia;
4) A POESIA FALADA – A declamação ou discurso é
poesia;
Há, também, quatro classes PRINCIPAIS de poesia:
1) A POESIA TRADICIONAL (clássica) – Escrita com
todos os pontos e vírgulas;
2) A POESIA MODERNA – Escrita sem pontos e vírgulas
no final dos versos;
Letristas em Cena
1093
3) A POESIA HAIKAI OU HAICAI – Originou-se no Japão
e se escreve com, no máximo, três versos;
4) A POESIA ALDRAVIA – É de Minas Gerais e se
escreve sem verso (uma palavra sob a outra);
Há, ainda, quatro formas de se apresentar a poesia:
1) Através de TEXTOS, quando reproduzimos e
distribuímos textos poéticos;
2) Através de LEITURA, quando lemos textos poéticos para
nossos ouvintes;
3) Através de RECITAL ou de RÉCITA, quando
expressamos poesias depois de decorá-las;
4) Através de DECLAMAÇÃO, ou DISCURSO, quando
recitamos com entusiasmo, como os atores;
Coletânea de Letras Musicais
1094
ENTENDA O POETA.
Poeta ou poetisa é a pessoa que tem inspiração, que escreve,
fala, canta, desenha, etc., com um jeito próprio, particular,
só seu, mesmo que tenha se espelhado em alguém. Ter
inspiração é mais que imaginar, é sentir-se capaz de
reproduzir aquilo que imaginou.
Há vários tipos de poeta:
1) O POETA CANTOR – que canta poesia (música é
poesia);
2) O POETA COMPOSITOR – que faz poesia musicada;
3) O POETA ESCRITOR – que escreve poesia;
4) O POETA DECLAMADOR – que declama poesia;
5) O POETA ORADOR – que discursa poesia (o discurso
que encanta seus ouvintes é uma poesia);
6) O POETA PINTOR – que desenha ou pinta poesia
(quadro, pintura é poesia);
7) OUTROS POETAS – todos as pessoas viram poetas
quando tentam fazer algo pra agradar alguém;
E todos os poetas recorrem a macetes (jeitinhos) para tornar
o seu trabalho mais agradável, mais aplaudido.
O pintor, além de saber usar, precisa, também, saber
escolher as tintas, os papéis e os pincéis para pintar os seus
desenhos.
Letristas em Cena
1095
O cantor, além de afinar a voz, precisa saber escolher bem
os seus apetrechos (microfones e outros aparelhos) e saber
pronunciar bem as palavras da letra da música também.
O compositor, além das notas musicais, precisa escolher os
melhores instrumentos e os melhores arranjos para cada tipo
de canção.
O escritor, para agradar mais a seus leitores, precisa saber
escrever as palavras, os versos e os textos corretamente,
empregando a pontuação, as figuras de linguagem, a
redução
de palavras e as sílabas métricas, que serão úteis na leitura
ou declamação da poesia.
O declamador, por sua vez, precisa pronunciar bem as
palavras, tanto as eruditas quanto as matutas e os
regionalismos, para, assim, encantar a sua plateia com
entonações diferentes na poesia, empregando, quando
necessário, as sílabas métricas.
Coletânea de Letras Musicais
1096
ENTENDA SÍLABAS MÉTRICAS
São macetes empregados pelo poeta letrista e/ou pelo poeta
declamador para facilitar a declamação da poesia. É a
maneira como se falam, e não, a maneira como se escrevem
as palavras. As sílabas métricas obedecem algumas regras,
que são:
1ª) Para facilitar a declamação, o poeta letrista escreve a
poesia contando as sílabas comuns de cada palavra, mas, só
até a sílaba tônica da última palavra do verso. Exemplos:
a) mi-nha-ter-ra-tem-sa-bi-á -------------------------------> =
08 sílabas;
b) mi-nha-ter-ra-tem-as-pal-meiras -----------------------> =
08 sílabas;
c) mi-nha-ter-ra-tem-du-as-máscaras ---------------------> =
08 sílabas;
2ª) Outro macete muito empregado pelos poetas escritores,
letristas, compositores, etc. é o emprego da elipse (evitar o
uso de palavras desnecessárias na frase) e o emprego da
redução de palavras (motocicleta é moto, fotografia é foto,
maior é mor, você é cê, senhor é seo, José é Zé, Pedro é Peo,
etc.
3ª) Para igualar a quantidade de sílabas dos versos, o poeta
declamador (ao declamar) pode transformar duas sílabas
vizinhas em uma só, suprimindo ou trocando letras, desde
que a primeira sílaba termine em vogal e a segunda comece
também com vogal. Exemplos:
a) tudo isso é bom = tu-dis-sé-bom = ----------------------> =
04 sílabas;
Letristas em Cena
1097
b) minha amiga = mi-nh'a-mi-ga = -------------------------> =
04 sílabas;
c) e o sol dela = il-sol-de-la ----------------------------------> =
04 sílabas;
Exemplo: VEM TU DAR VALOR
Eu-te-dou,-bem,-e-tu-não-me-dás-va-lor. ----------- > 11
Dou-ca-ri-nho,-dou-bei-ji-nho,-dou-a-mor. --------- > 11
Meu-bem-zi-nho,-vem-ver-co-mo-eu-es-tou. ------ > 11
Tou-so-fren-do-por-cau-as-do-teu-a-mor. ---------- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Eu-te-dou,-bem,-e-tu-não-me-dás-va-lor. ----------- > 11
Dou-ca-ri-nho,-dou-bei-ji-nho,-dou-a-mor. --------- > 11
Meu-bem-zi-nho,-vem-ver-co-mo-eu-es-tou. ------ > 11
Tou-so-fren-do-por-cau-as-do-teu-a-mor. ---------- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
Coletânea de Letras Musicais
1098
ENTENDA TUDO SOBRE ELIPSE
ELIPSE é OMISSÃO DE ESCRITA E DE PRONÚNCIA.
Toda vez que omitimos LETRAS, PALAVRAS, TERMOS,
ORAÇÕES e FRASES, na escrita e na pronúncia, estamos
praticando uma ELIPSE. Ou seja, a redução de palavras é
uma elipse, também, mas, a abreviação de palavras não o é.
Exemplos de abreviação: Ind. e Com. Ltda.
Pronúncia = Indústria e Comércio Limitada.
Você escreve parte das palavras, mas as pronuncia
completamente. Já na elipse, você pronuncia apenas o que
escreve. A ELIPSE divide-se em:
1. OMISSÃO DE LETRAS (redução de palavras).
Exemplos:
a. Quim (Joaquim) é meu amigo = omissão do início da
palavra, "Joa";
b. Beto (Gilberto) é meu amigo = omissão do início da
palavra, "Gil", mais a letra "r";
c. Neco (Manuel) é meu amigo = omissão do início "Ma" e
do fim "uel", e acréscimo de "eco";
d. Chico (Francisco) é meu amigo = omissão do início
"Fran" e troca de "s" por "h";
e. Dão (João) é meu amigo = omissão do início "Jo" e
substituição por "D";
f. Peo (Pedro) é meu amigo = omissão do meio da palavra,
ou seja, "dr";
Letristas em Cena
1099
g. Gil (Gilberto) é meu amigo = omissão do final da palavra,
"berto";
2. OMISSÃO DE PALAVRAS (redução de frases).
Exemplos:
a. (Eu) Amo você = omissão da palavra "Eu";
b. Ela está na (avenida) Bonocô = omissão da palavra
"avenida";
c. Eu estou no (vale do) Bonocô = omissão das palavras
"vale" e "do";
d. Hoje é (dia) vinte do (mês) doze = omissão das palavras
"dia" e "mês";
e. (Veja) Meu pai, ele é careca = omissão da/s palavra/s
"Veja/Olhe/Preste atenção no";
f. Esse ônibus é (da linha) Lapa(/Barra)? = omissão das
palavras "da" "linha", "Barra";
g. (Eu) Gosto de ler (os livros de) Machado de Assis =
omissão de "Eu", "os", "livros",
h. São dez horas (e zero minuto da manhã ou noite de
sábado, dia nove de fevereiro do ano de dois mil e treze, no
Calendário Cristão) = omissão de 21 palavras;
3. OMISSÃO DE FRASES (redução de ideias). Exemplos:
a. A terra é uma bola (O planeta Terra é em forma de bola);
Coletânea de Letras Musicais
1100
b. Eu fiz Letras (Eu me formei na Faculdade de Letras);
c. Eu sou baiano (Eu nasci no estado da Bahia);
Na poesia a seguir, tudo que aparece (escrito) dentro dos
parênteses é ELIPSE:
DEUS E SATANÁS NA TERRA DA AIDS (com melodia)
Deus fez saúde, (Deus) fez paz, (Deus) fez bondade e (Deus
fez) tolerância.
Satanás fez a doença, (Satanás) fez a guerra e (Satanás fez) a
vingança.
Letristas em Cena
1101
ENTRE O SUL E O NORTE
Entre o Sul e o Norte
Há vários rumos, meu bem.
Não há só Leste e Oeste.
Entre o preto e o branco
Há várias cores também.
Não há só azul e rosa.
Entre feio e bonito
Existem várias feições.
Entre dito e não dito,
Existem várias palavras.
Entre o céu e a terra
Não há só morte e vida.
Ao falar mal de alguém
Lembre disto, “minha linda”.
Coletânea de Letras Musicais
1102
ESCREVA POEMAS
Escrever poemas, consultando sempre um dicionário, é
exercitar a arte de escrever. É treinar o que você
aprendeu até hoje, e aprender cada dia mais um pouco.
Cordéis são poemas com estrofes, todas iguais, de 04 a
10 versos, tendo o último verso de cada estrofe
geralmente na mesma rima, que pode ser em A, B, C ou
D. Abaixo, um exemplo de cordel com estrofes de 10
versos e o último em C, mas alguns em D, A e B.
PORTUGUÊS EM CORDEL
Quem conhecer Português - A
E gostar de estudá-lo, - B
Certamente vai amá-lo. - B
Pois não é como o Inglês, - A
O Francês ou o Japonês, - A
Difíceis de compreender, - C
Assimilar e aprender, - C
Ou outras línguas que há, - D
Que são fáceis de falar, - D
Mas difíceis de escrever. - C
Português não é difícil - A
De escrever, compreender, - B
Assimilar e aprender. - B
Porém é muito difícil, - A
Tem que usar artifício, - A
Para entender e explicar, - C
Letristas em Cena
1103
E, também, para falar. - C
Eu não conheço ninguém, - D
No Brasil ou no além, - D
Que nunca possa errar. - C
As palavras portuguesas - A
Têm origem e formação, - B
E têm classificação, - B
Mas nem sempre são coesas. - A
Pois palavras portuguesas - A
Têm uma coisa incrível: - C
O fato de ser miscível, - C
De poder miscigenar, - D
Unir, reduzir, formar... - D
Tudo isto é possível. - C
Às vezes, uma palavra: - A
Escreve-se com maiúscula (O Presidente...) - B
E escreve-se com minúscula (O presidente) - B
Parece aquela palavra (tesa - adjetivo) – A
Porém é outra palavra (tesa - verbo) – A
Escreve-se de dois jeitos (inda e ainda) – C
Ou fala-se de dois jeitos (senhor e seo) – C
Usa-se só no plural (aspas, óculos, ...) – D
Não se usa no plural (lápis, pires, ...) - D
Português é sem defeitos. – C
Na formação da palavra – A
Misturam Grego, Latim - B
E outras várias, assim - B
Como as que o escravo falava, - A
As que o invasor falava, - A
E o Tupi-Guarani, - C
Coletânea de Letras Musicais
1104
Que era a língua daqui, - C
Quando Cabral descobriu - D
Esta terra varonil, - D
E grandiosa: o Brasil. - D
E na formação da frase, - A
Ou formação da oração, - B
Há muita compreensão, - B
Mas, posso dizer que quase - A
Ninguém entende esta fase - A
Como deviam entender. - C
Na frase pode haver - C
Uma inversão, um eclipse, - D
Uma omissão ou elipse - D
Difíceis de perceber. – C
Sabe o que é inversão? - A
Inversão é quando fazem - B
Reviravolta na frase, - B
Tipo: “Pousou um avião”, - A
“Pinto come o gavião”... - A
E o obscurecimento - C
Ou a falta de talento - C
No intelecto é eclipse. - D
E sabe o que é elipse? - D
Elipse é a omissão. - A
O meu nome é Clemente. - A
Nesta frase há omissão, - B
Porque nenhum cidadão - B
Chama-se, apenas, Clemente. – A
Mas, quem omite não mente. - A
E quem diz “É zero hora” – C
Letristas em Cena
1105
Acrescentaria, agora, - C
Dia, data e era tais, - D
Caso não quisesse mais - D
Recair em omissão. – B
Coletânea de Letras Musicais
1106
EU ADMIRO OS POETAS
Música: Colaboração.
Eu admiro os poetas,
Mas não os que vêm a público
Falar daquilo que sentem
Pelas pessoas amadas.
Este amor, este desejo,
Não é verdade, eu diria.
Porque o amor de verdade
Não se torna vaidade.
É que o amor verdadeiro
Deve ser provado a beijo
Dado a dezenas por dia,
E, também, noutras ações,
Proteção e garantia.
É que o amor verdadeiro
Deve ser provado a beijo
Dado a dezenas por dia,
E, também, noutras ações,
Proteção e garantia.
Os poetas que admiro
Não são tipo Casimiro,
Que cantava Cena Íntima,
Anjo, Clara, e, Mocidade.
São do tipo Castro Alves,
Que lutava contra as leis
Pra que eu e todos vocês
Tivéssemos a liberdade.
São poetas como Gandhi,
Que falava do amor,
Não pras pessoas amadas,
Letristas em Cena
1107
Mas, pra toda a humanidade.
São poetas como Gandhi,
Que falava do amor,
Não pras pessoas amadas,
Mas, pra toda a humanidade.
Coletânea de Letras Musicais
1108
EU, MARIA E JOÃO
Música: Colaboração.
Fugi da seca,
Quando vim lá do sertão,
Porque já tinha um ano
Que Deus não molhava o chão.
Na minha terra
Não havia irrigação.
Só se tinha o que fazer
Quando Deus molhava o chão.
Trouxe a família,
A riqueza que eu tinha:
A minha mulher, Maria,
E o meu filho, João.
Trouxe o jumento,
A cachorra e a galinha,
E também trouxe o machado,
A enxada e o facão.
Lá, sem a chuva,
Não se tinha o que fazer.
Não tinha pão pra comer
E nem onde ganhar pão.
Chamei Maria e disse:
Vamos, mulher,
Vamos pra cidade grande
À procura de patrão.
Letristas em Cena
1109
(Solo)
Chegando aqui
Foi que eu vi a coisa feia.
A galinha foi pra ceia
E a cachorra, pro lixão.
E o jumento,
Eu soltei para pastar.
Não se tinha o que comer,
O que fazer e onde morar.
Um certo dia,
Me chegou um cidadão
Com cara de gente rica,
Porque chegou de carrão.
Disse: “José,
Cê não tem o que comer.
Eu vou criar pra você
O seu filhinho, João.”
Falei pra ele:
Me desculpe, cidadão,
Tudo que eu tenho na vida
É meu filinho, João.
Tenho Maria,
Mas é mulher. Emprestada.
Se ela for mal tratada,
Vi morar com Ricardão.
(Solo)
Coletânea de Letras Musicais
1110
Ele me disse,
Com cara de gente séria:
“Você está na miséria,
Mas não despreza a família.
Gostei de ver.
Vou dar emprego a você.
O que cê sabe fazer?
Trabalhar em padaria?”
Fui, trabalhei
E economizei. Venci.
Hoje, eu tou contando aqui
O quanto a gente sofria.
Já somos donos
De dois grandes restaurantes.
Não levo a vida de antes.
Eu já como todo dia.
Nos restaurantes
É grande a freguesia.
Um, dirigido por João
E o outro, por Maria.
São vários pratos
E vocês podem escolher:
Ou a comida de João,
Ou a comida de Maria.
Letristas em Cena
1111
EU SOU ASSIM
Sou honesto, sim, senhor.
Também sou trabalhador.
Mas, não há prazer em mim.
Não é paixão recolhida,
Nem um desgosto da vida.
Sabe por que sou assim?
São cicatrizes deixadas
Pelas feridas curadas
Das invejas que sofri.
E as feridas ocultas
Das calúnias dessas putas
Que só veem defeito em mim.
Puta é quem faz fofoca,
Fuxico, futrica, em troca
De uma simples risada.
E não garante o que faz,
O que diz e outros mais.
É a gente descarada.
Chama prostituição
Uma antiga profissão
Perigosa por demais.
Mas puta é homem ou mulher
Que não assume o que é,
O que diz ou o que faz.
Deus me deu tudo de bom:
Uma casa pra morar,
Coragem pra trabalhar,
Coletânea de Letras Musicais
1112
Pernas, braços, pra lutar,
Uma mente de clareza,
Pão e vinho sempre à mesa.
Deu-me família descente,
Sem covardes, sem canalhas.
Com jovens que olham pra frente,
Vitória em minhas batalhas
E orgulho dos parentes.
Isto é uma grande riqueza.
Mas, inda não sou feliz.
Eu ainda corro atrás,
Porque me acho capaz
De tornar-me outro alguém.
Ser feliz é contentar-se
Com o tudo ou o nada que tem.
Letristas em Cena
1113
EU SOU UM GATO
Meu amor, eu não sou cão.
Meu amor, eu sou o gato!
O gato da expressão
Que diz que “Quem não tem cão”
– Tu não tens – “caça com gato.”
Eu sou um gato, meu bem.
Não sou um cão. Sou um gato.
Não qualquer gato, também.
Eu sou um gato do mato.
Porém eu me sinto bem.
Pois existe cão, meu bem,
Pior que gato do mato.
Tem cão pior do que gato
Para caçar, meu amor.
Ô meu bem, caça com gente
Coletânea de Letras Musicais
1114
FAÇA SUA PARTE
Música: Colaboração.
Somos todos brasileiros,
Filhos da mesma nação.
Amigo ou inimigo,
Você é nosso irmão.
Falemos a mesma língua.
Pra que tanta confusão?
Falemos a mesma língua.
Pra que tanta confusão?
O Ensino Fundamental
Tem que ser fundamental.
Tem que ensinar dicção,
Pronúncias e coisa e tal.
Dicionários com pronúncias
Seria o ideal.
Dicionários com pronúncias
Seria o ideal.
Somos todos brasileiros,
Filhos da mesma nação.
Amigo ou inimigo,
Você é nosso irmão.
Falemos a mesma língua.
Pra que tanta confusão?
Falemos a mesma língua.
Pra que tanta confusão?
O Ensino Fundamental
Tem que ser fundamental.
Tem que ensinar dicção,
Pronúncias e coisa e tal.
Letristas em Cena
1115
Dicionários com pronúncias
Seriam o ideal.
Dicionários com pronúncias
Seriam o ideal.
Dicionários com pronúncias
Seriam o ideal.
Dicionários com pronúncias
Seriam o ideal.
Coletânea de Letras Musicais
1116
FANTASMA EXISTE SIM
Música: Colaboração.
Fantasma existe sim,
Mas, talvez, você não o veja.
Pois, creia, Deus é fantasma.
E existe, com certeza.
Se não existisse Deus
Não existia Natureza.
Fantasma é alma, sem corpo.
E Jeová é assim.
Onipresente e não visto.
Assim também é Cristo,
Que foi nosso Redentor.
O fantasma só tem alma.
E nós somos seres vivos,
Quer dizer que temos vida,
Que é a alma com corpo,
Vontade e necessidade.
Deus não tem vida, não morre,
Pois não tem necessidade.
O fantasma não respira,
Não supre necessidade.
A maior necessidade
É respirar, meu amor.
Letristas em Cena
1117
O GOVERNO DA BAHIA, ANO 2000
O governo da Bahia
Tem um jeito engraçado.
Pune o honesto e sério
Apoia quem anda errado.
Com os mutuários da URBIS
Foi isto que aconteceu:
Aqueles que não pagaram
Foram todos perdoados.
Até aí, tudo bem.
Eu não vejo nada errado.
Perdoar ou não um débito
É direito do Estado.
Até aí, tudo bem.
Eu não vejo nada errado.
Perdoar ou não um débito
É direito do Estado.
Mas, entre os que pagaram,
Há quem foi sacrificado.
Tem gente que fez empréstimo
Pra ter seu nome honrado.
Tem gente que vendeu carro,
Geladeira e o que mais tinha,
E fez acordo no emprego,
Pra pagar o que devia.
O governo pressionou.
Ameaçou despejar.
Fez pai ficar sem dormir,
Mãe de família chorar...
Coletânea de Letras Musicais
1118
O governo pressionou.
Ameaçou despejar.
Fez pai ficar sem dormir,
Mãe de família chorar...
E, depois de tudo isto,
Levou pra televisão
Os heróis que não pagaram,
E os que pagaram, não.
E, pior: fomos roubados.
Não me calo. Eu não aguento.
A URBIS roubou a gente,
Pois não deu o documento.
Muitos conjuntos da URBIS
São como uma invasão:
A gente compra os imóveis
E não dão escritura, não.
Muitos conjuntos da URBIS
São como uma invasão:
A gente compra os imóveis
E não dão escritura, não.
Letristas em Cena
1119
HÁ DEZ TIPOS DE MÚSICA
Manuel Pedro dos Santos – (1870/1944) – que também era
compositor nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia,
radicado no Rio de Janeiro e apelidado Bahiano porque
pronunciava muitas palavras do modo errado ao falar ou
cantar, foi o primeiro cantor profissional brasileiro. Ele
gravou o primeiro samba da história da discografia
brasileira, pelo telefone, em 1916.
Ouvindo suas gravações, feitas com o mínimo de tecnologia,
chagamos à conclusão que as suas músicas eram mais bem
trabalhadas e as suas palavras melhor pronunciadas do que
as de muitos cantores que fazem sucesso hoje, mesmo tendo
os cantores de hoje a tecnologia a seu favor.
A música é um elo cultural tão importante na vida das
pessoas quanto a escola e o professor. É necessária e urgente
a conscientização dos poetas cantores e compositores para a
que nossas músicas enriqueçam mais a nossa cultura com
palavras bem pronunciadas para que os seus fãs: jovens,
crianças e adultos, mesmo frequentando as melhores escolas
e faculdades, não continuem falando como se fossem
analfabetos.
O Brasil foi classificado como um dos piores sistemas de
educação do mundo, porque os brasileiros, mesmo os mais
cultos, não praticam o que se ensina nas escolas. A teoria
não condiz com a prática nem em relação às palavras.
Há dez tipos diferentes de música:
1-Música Feia – depende do gosto de cada um, mas é aquela
que apresenta um ritmo que não agrada ao ouvido (rock é
uma música feia para quem não gosta de rock);
Coletânea de Letras Musicais
1120
2-Música Bonita – depende do gosto de cada um, mas é
aquela que apresenta um ritmo que agrada ao ouvido (rock é
uma música bonita para quem gosta de rock);
3-Música Boa – depende do momento, do coração, do
sentimento e do gosto de cada um, mas é aquela que
apresenta uma mensagem
boa para quem ouve, e, por isso, uma mesma música pode
ser considerada boa por alguém, e ruim por outrem;
4-Música Ruim – depende do momento, do coração, do
sentimento e do gosto de cada um, mas é aquela que
apresenta uma mensagem ruim para quem ouve, e, por isso,
uma mesma música pode ser considerada ruim por alguém,
e boa por outrem;
5-Música Mal Feita – é aquela que não apresenta uma ou
mais de uma das condições citadas abaixo;
6-Música Bem Feita – é aquela que apresenta harmonia
perfeita entre a voz e os demais sons da música, uma letra
bem feita e as palavras bem pronunciadas, seguindo as
regras do seu idioma até mesmo quando algumas palavras
pertencem a idiomas diferentes, ou a dialetos, desde que seja
intenção do autor da música enfatizar estes dialetos (é o caso
daquelas músicas que usam palavras matutas, por exemplo);
7-Música Bem Interpretada – é aquela cujo intérprete
“reproduz-”, (sem alteração na voz ou na pronúncia das
palavras).
Letristas em Cena
1121
8-Música Mal Interpretada – é aquela cujo intérprete não a
reproduz.
9-Música Sem Valor Cultural – pode ser bem interpretada,
bem feita, bonita e boa para muita gente, mas, as palavras
empregadas na sua letra são feias ou de baixo calão;
10-Música Com Valor Cultural – pode ser mal interpretada,
mal feita, feia e ruim para muita gente, mas as palavras
empregadas na sua letra não são feias ou de baixo calão.
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1122
HÁ DOIS MARES
Música: Colaboração.
Há um mar cheio de água,
Que leva as embarcações
Que unem os continentes
Que, quando o vê, deslumbrante,
Da praia ao horizonte,
Enche os olhos da gente.
Da praia ao horizonte,
Enche os olhos da gente.
Há outro, cheio de ar,
Que alimenta os pulmões
Que dão vida aos viventes
Que, ao contrário do outro mar,
A gente olha este mar
E não o ver tão presente.
A gente olha este mar
E não o ver tão presente.
Quem educa uma criança
Ensina-lhe a nadar.
Ela escolhe, ao crescer,
Um lugar para explorar.
Quem educa uma criança
Ensina-lhe a nadar.
Ela escolhe, ao crescer,
Um lugar para explorar.
Às vezes, no mar de água.
Às vezes, no outro mar.
Às vezes, no mar de água.
Letristas em Cena
1123
Às vezes, no outro mar.
E, devido à exploração,
A gente deve temer
Que o mar vire sertão.
E, de tanto ela explorar,
A gente pode afirmar
Que o sertão vai virar mar.
A gente pode afirmar
Que o sertão vai virar mar.
Há um mar de H2O,
Há outro, de N+O.
Há quem pense que há um só.
Há dois mares!
Coletânea de Letras Musicais
1124
HÁ SEXEIROS E AMANTES
Música: Colaboração.
Há drogas livres e lícitas.
Eu ainda não sabia.
Açúcar é uma droga.
E sexo também é droga,
Pois também mata e vicia.
O sexeiro viciado
Estupra e alicia.
Há sexeiros e amantes.
Amantes sabem amar
Parceiros, filhos e netos.
Os sexeiros não amam.
Querem sexo, sexo, sexo...
Os sexeiros não amam.
Querem sexo, sexo, sexo...
Como qualquer outra droga,
O sexo traz prejuízos
Para usuário e parente.
Mas, o que mais nos revolta
É que atinge outra gente.
Pois faz vítimas, muitas vítimas.
E a maioria inocente.
Muita gente já morreu
Vítima da prática do sexo:
Ricardo, Cornélio, Otávio
E, até, um tal de Esberto,
Por AIDS, blenorragia,
Ou por uma covardia,
Letristas em Cena
1125
Como estupro, por certo.
Quanto bebê já foi morto?
Quantos abortos são feitos?
Quantas crianças nasceram
Depois foram abandonadas:
Nas ruas? Nos orfanatos?
Nas lixeiras? Nas estradas?
Matos? Lagos? Mares? Rios?
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
São sexeiros maus e frios.
Coletânea de Letras Musicais
1126
HOMEM, COM M, OU MULHER, COM H,
Música: Colaboração.
Ser homem ou ser mulher
É perder o pai, a mãe,
O emprego, a família,
As pernas, os braços, os olhos,
A saúde, e, ainda
Que a vontade de viver,
Mas, continuar amando
E respeitando as pessoas,
Os animais e valores
Como a honestidade,
O amor e a sinceridade.
A vida é como o mar,
Que é lindo pra se olhar
Tem praias pra descansar,
Tem peixes, frutos do mar,
Mas tem as ondas também,
Capazes de arrasar.
Mas tem as ondas também,
Capazes de arrasar.
As pessoas que resolvem
Não amar nada ou ninguém,
Não respeitar as pessoas,
Nunca mais fazer o bem,
Só porque perdeu pra sempre
O carinho de alguém,
Escutem o que eu vou falar:
Letristas em Cena
1127
A gente que age assim
É só home ou mulher.
Não é um homem, com eme,
Ou, uma mulher, com agá.
Coletânea de Letras Musicais
1128
ILUSÃO
Político ao palco sobe
E muitos sobem ao Planalto.
Tentando iludir ao pobre,
Cada um fala mais alto:
“Sou o melhor. Faço reformas,
Faço escolas, dou asfalto...”
Promete um melhor salário
E diminuir a pobreza.
Criando projeto agrário,
Dividir a nossa riqueza.
É demagogia, meu caro.
Desculpe a minha franqueza.
Diminuir nossa pobreza
É fácil e, até, demais.
Digo com toda a certeza,
O governo sabe e não faz.
Falta é mais investimento
Em dez programas sociais:
1-Planejar a natalidade;
2-Melhorar a educação;
3-Dar saúde e segurança;
4-Acabar a corrupção;
5-Dividir todos latifúndios;
6-Dar sítios para o povão;
7-Apoiar a agricultura,
Comprando a safra de grãos;
8-Abrir poços artesianos;
Letristas em Cena
1129
9-Fazer boa irrigação,
Para colher todo o tempo,
Frutos verdes lá no sertão;
10-E, para punir criminosos,
Não os trancar numa prisão.
Trocar a pena por trabalho
E resocialização
Na prestação de serviços,
Pois Betinho tinha razão.
Betinho defendia isto
E eu quero incrementar:
“O preso que não trabalha
Tem tempo de astuciar.”
Num país é assim:
Todos têm que trabalhar
Coletânea de Letras Musicais
1130
JOÃOZINHO
Música: Colaboração.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Sabia, sobre as palavras,
Formação, composição,
A classe a que pertencem,
E, dos verbos, a conjugação.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Conhecia todas regras
Para acentuação,
Ditando uma por uma,
Inclusive, a exceção.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Letristas em Cena
1131
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Já sabia o que é frase,
Sabia o que é oração,
Entendia de período,
Parágrafo e pontuação.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Um certo dia falou:
— pai, eu vi uma ladrona.
O pai logo retrucou:
— Jãozinho, não é ladrona.
— É ladrona, sim, paipai.
Porque ela é grandona.
Ladra é quando é pequena.
A ladra grande é ladrona.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Coletânea de Letras Musicais
1132
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Joãozinho, com sete anos,
Já pensava em ser burguês.
Lia e relia todinhos
Os livrinhos do Português.
Letristas em Cena
1133
JOVEM, PARE DE FUMAR
Música: Colaboração.
Jovem, pare de fumar.
Cigarro é “veneno”.
Jovem, pare de fumar.
Cigarro é “veneno”.
Cê tem, hoje, quinze anos.
Fuma um cigarro por dia.
Daqui a sessenta anos
Serão vinte e dois mil dias.
Cê tem, hoje, quinze anos.
Fuma um cigarro por dia.
Daqui a sessenta anos
Serão vinte e dois mil dias.
Uma estatística nos mostra
Que um cigarro encurta a vida,
Em média, vinte minutos.
Ela é clara: “em média”.
Porque existem fumantes
Que fumam mais de cem anos.
Porém, há outros fumantes
Que mão fumam nem dez anos.
Inclui fumantes que morrem
Por câncer, perdendo quilos,
Inclui fumantes que morrem
Por drogas, ganhando tiros
Cê tem, hoje, quinze anos.
Coletânea de Letras Musicais
1134
Fuma um cigarro por dia.
Daqui a sessenta anos
Serão vinte e dois mil dias.
Jovem, pare de fumar.
Cigarro é “veneno”.
Jovem, pare de fumar.
Cigarro é “veneno”.
Jovem, pare de fumar.
Cigarro é “veneno”.
Jovem, pare de fumar.
Cigarro é “veneno”.
Letristas em Cena
1135
LIBERDADE
Música: Colaboração.
Liberdade é muito bom.
Não sei como comparar
O homem livre, liberto.
Podendo ir e voltar.
Podendo falar à beça
Sobre o que imaginar,
Sem ter medo de ser preso,
Sumir ou então, sei lá.
Virar escravo ou defunto.
Não ter direito a sonhar.
Liberdade é abstrata,
Inodora e incolor.
Não tem forma nem tamanho,
Cheiro, cor, só tem sabor.
Liberdade é muito estranha,
Porém tem muito valor.
Pode-se vender, comprar,
Dar, até fazer barganha.
Ela só não tem valor
Para quem não tem vergonha.
Quem ama a liberdade,
E sabe o valor que tem,
Não mata, assalta, corrompe,
Fere ou constrange ninguém.
Se ferido ou constrangido,
Corrompido ou assaltado,
Procura um advogado
Coletânea de Letras Musicais
1136
Um juiz ou delegado.
Nem que seja Jesus Cristo,
Que não condena o culpado.
Ô,ô, ô,ô, ô,ô, ô,ô, ô,ô.
Letristas em Cena
1137
LIÇÃO DE VIDA
No dia treze de junho,
Por volta das treze horas,
Creiam, senhores, senhoras,
Criança e jovem de punho,
Este é meu testemunho:
Alguns vão me perdoar,
Outros vão me condenar.
Mas, eu não tenho recurso.
A vida segue seu curso,
E eu não posso calar.
Há de servir de lição,
Minhas senhoras, e senhores,
Para muitos condutores
Dentro de nossa nação,
E fora. É nosso irmão
O motorista de estrada
Que vira a madrugada.
Obrigado a trabalhar
Sem direito a descansar,
Como uma alma penada.
O cansaço é o aviso
De que estamos no limite.
Café, coca, arrebite,
Pra patrão que tem juízo,
Não compensa o prejuízo
Do carro, carga e vítimas.
Pois serão muitas as vítimas:
Coletânea de Letras Musicais
1138
Mortas ou sobreviventes,
Com sequelas, e dependentes,
Que perderão os seus pais.
Após a minha jornada,
Meu companheiro e mano,
Volto pra casa com sono,
O corpo e a alma cansada.
Perco o ponto de parada,
Por chegar nele dormindo.
Você pode estar sorrindo.
Mas, peço, sorria não.
Sem a menor intenção
A gente faz o que faz.
No dia, eu tava ao volante
E dirigindo cansado.
O corpo tava quebrado.
Não tanto, mas o bastante
Para dormir ao volante,
Numa reta da estrada.
Dormindo, eu não via nada,
Não fiz a curva da frente.
Podia ter matado gente.
Mas, Deus me ama demais.
Letristas em Cena
1139
MAGIA NEGRA
Podem até fazer o bem
Mas, planejando algo mau,
Pois o diabo só tem
Planos pra fazer o mal.
Você pode ser refém,
Sequestrado(a) com o fim
De ser morto e ninguém
Desconfiar do vizin (nho).
A pessoa lá é morta
Com requinte de maldade
E oferecida ao diabo
Em troca duma bondade.
Nas datas mais diferentes,
Um exemplo é eleição,
Existem alguns delinquentes
Candidatos, com ambição.
Estes monstros, delinquentes,
Vão para a reunião
Do candomblé, essa gente
Da magia da escuridão,
Lá, já está um refém,
Para ser sacrificado,
Sequestrado por alguém
Que também é do diabo.
Coletânea de Letras Musicais
1140
Oferecem holocausto
Ao diabo, na verdade,
Em troca de luxo, fausto,
Mas só recebem maldade.
Não confie, gente, em ninguém
Que anda no candomblé,
Seja criança, adulto,
Seja home ou mulher.
No candomblé não tem homem (com eme)
E também não tem mulher (com agá)
Pois eles guardam segredos.
Veja um segredo o que é:
JC / JC Online - 04/01/2009
Um homem foi morto e teve o corpo retalhado
e cozinhado num ritual de magia negra em
Caruaru, Agreste de Pernambuco.
O pai de santo Jandeílson Mendonça de Queiroz,
23, confessou o crime. Ele afirmou à polícia
que atendeu a um pedido de uma entidade
espiritual.
http://www.tabernaculonet.com.br/blog/?cat=48
Letristas em Cena
1141
O MAR É UMA FLORESTA,
Música: Colaboração.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
Esconde milhões de vidas,
Animais e vegetais.
Além da fauna e flora,
Tem petróleo e minerais.
Além da fauna e flora,
Tem petróleo e minerais.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
Tem gente que é da terra,
Tem gente que é do mar.
Tem bicho que nasce aqui,
Tem bicho que nasce lá.
Tem planta que nasce aqui,
Tem planta que nasce lá.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
Coletânea de Letras Musicais
1142
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar tem serras, tem vales,
Tem depressões, tem planícies,
Encantos, água corrente...
Quando o vê, deslumbrante,
Da praia ao horizonte,
Enche os olhos da gente.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
Mas, o mar e as florestas
Careçam preservação.
Sem nossa preservação,
Um dia, que já está perto,
O mar vai virar sertão
E o sertão, virar deserto.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
O mar é uma floresta.
Letristas em Cena
1143
O MATEMATIQUÊS
Há quem fale em espanhol,
Há quem expresse em inglês.
Mas a língua universal
É sempre matematiquês.
A gente soma, subtrai,
Multiplica e acontece,
Mas a linguagem matemática
A gente nunca obedece.
Matemática é composta
De algarismos, numerais,
Números, tamanhos, valores,
E de quantidades. E tem mais:
Número não é a ideia.
Essa coisa ultrapassada.
É o dia, o mês, o ano...
Ou a coisa enumerada.
Aquilo que está na casa,
Placa, carro, táxi e tal,
Que muitos chamam de número,
Não é número. É o numeral.
E não se fala “casa número”.
Falem ou “casa” ou “número” “tal”.
Não se fala “número do(a)”.
Fala-se, aí, “numeral”.
Não se fala “número de”,
Coletânea de Letras Musicais
1144
Pessoas, vítimas e tal.
Fala-se aí, “quantidade”.
Corretíssimo, por sinal.
Não falem “número que calço”.
Calçado é tamanho, senhores.
Não falem em somar dois “números”.
Mas, “quantidades” ou “valores”.
Não falem “inúmeras coisas”.
Falem sempre “inumeráveis”.
Quer dizer que é impossível
Enumerar ou numerá-las.
Não há números naturais.
Há os números cardinais,
Os ordinais e os geométricos,
Ou seja, pontos de referência.
Racionais e irracionais
Não são números. São numerais,
Ou quantidades ou valores.
Eles não são números. Jamais.
E, quando eles são valores,
Trazem sinais: menos(-) ou mais(+).
Mas o valores positivos
Dispensam os sinal de mais.
Não há os números complexos.
Há sim, os numerais complexos,
Que representam os valores
Com reais e imaginários.
Letristas em Cena
1145
Como numerais racionais
Que representam os valores,
E até as quantidades, mistos,
Com inteiros e fracionários.
2.1/8 (dois inteiros e um oitavo)
É inteiro com fracionário.
2+mxi (dois mais m vezes xi)
É real com imaginário.
Falemos sempre o correto.
Estou pedindo a vocês.
Falem correto esta língua.
Aprendam matematiquês.
É inteiro com fracionário.
2+mxi (dois mais m vezes xi)
É real com imaginário.
Falemos sempre o correto.
Estou pedindo a vocês.
Falem correto esta língua.
Aprendam matematiquês.
Coletânea de Letras Musicais
1146
A MEU LEITOR,
As minhas poesias tratam dos mais variados temas
livremente. Isto é, não seguem a regras nem a ordens.
Portanto, elas transmitem o que eu penso, não, o que todos
gostam de ler, ouvir ou saber. Fiz questão de escrever
algumas POESIAS MODERNAS (sem pontuação no final
dos versos), mas, a grande maioria é de POESIAS
CLÁSSICAS (com a devida pontuação). Elas podem não
ter ou ter estrofes, contendo entre um e dez versos, podendo
os versos não ser ou ser metrificados, e com vários tipos de
rima. Eu escrevo orações com sujeito elíptico. Exemplos:
Por que gostam de matar? De assaltar? E também escrevo
orações com vírgula após o sujeito, que muitos contestam.
No meu trabalho, trata-se de elipse para evitar a repetição do
sujeito. Exemplo: Mas eu, morro de vontade. A frase pede
outro eu após a vírgula, que está elíptico.
Nas minhas poesias foi empregada a nova ortografia, de
março de 2008, que aboliu o trema (exceto em nomes
estrangeiros); o acento diferencial das palavras coa, coas,
para, pelo, pela, pelas, pelo, pelos, pera e polo (mas
manteve-o em pôde e pôr); o acento circunflexo dos verbos
grafados com dois “ee” (veem, leem, deem...) e dos
substantivos e verbos terminados com dois “oo” (voo, enjoo,
perdoo, abençoo...); o acento agudo dos ditongos abertos
“éi” e “ói” nas palavras paroxítonas (ideia, jiboia, etc.), e do
í (I) ou ú (U) em hiato com ditongo anterior (como nas
palavras baiuca e feiura), mas não o aboliu quando o hiato
for com vogal anterior (como em saída e saúde); além de
alterar as regras do emprego do hífen e as do emprego dos
pronomes átonos (os verbos terminados em consoante + i +
los não se acentuam, porque o i é tônico. Exemplos: comi-
los, perdi-los, demiti-los, etc.). Mas continuam sendo
Letristas em Cena
1147
acentuados os verbos terminados com hiato + los.
Exemplos: atraí-los, poluí-los, possuí-los, etc.
Eu procurei usar a forma menos conhecida das palavras com
duas formas, que são: ainda e inda, coisa e cousa corrução e
corrupção, corruto e corrupto, constrói e contrui, destói e
destrui, catorze e quatroze, dáblio e dábulo, é e ê, ó e ô, etc.
Empreguei as palavras pra, no lugar de para, cê, no lugar de
você, tá, no lugar de está, tou, no lugar de estou, e, né, no
lugar de não é. A palavra pra é síncope de para, as palavras
cê, tou, tá e tava são reduções, e a palavra né é a aglutinação
de não + é.
Com raras exceções, as minhas poesias foram feitas para
falar dos maus costumes do Brasil, como a corrupção, a
desonestidade, a falta de caráter e de vergonha que tomou
conta da maioria dos políticos e, também, da maioria das
pessoas comuns. Espero não ter o mesmo fim de Gregório
de Matos, um “jesus cristo” que, como poeta e juiz tentou
salvar o povo da Bahia da má fama e acabou, “crucificado”
por criticar os maus costumes do povo baiano de sua época.
As críticas das pessoas de boa índole vêm desacompanhadas
de escárnio e têm a finalidade de incentivar as mudanças, as
transformações.
Como as críticas de Gregório de Matos, as minhas críticas
têm o objetivo de mostrar os nossos erros, porque eu
acredito que o primeiro passo para consertá-los é admitir
que os temos.
Coletânea de Letras Musicais
1148
O MEU PIOR INIMIGO
O meu maior inimigo
Pode ser grande, gigante.
Mas pode viver distante.
Não se encontrar comigo.
Pode ser mostro, demônio,
Ou um outro ser medonho,
Do tipo que mete medo,
Causa pavor, traz perigo...
Mas, meu pior inimigo
Assusta mais que o maior.
Ele convive comigo
E nunca me deixa só.
Durmo, e acordo com ele,
Pensando que estou só.
Quando estou com amigos
Ele aparece: o pior.
Persegue-me todo o dia,
Indiscreto e insensato.
Ele não é perigoso.
É igual a carrapato:
Persegue-me todo o dia,
Indiscreto e insensato.
Ele não é perigoso.
É igual a carrapato:
Consegue me isolar,
Faz gente me odiar...
Porque ele é malcheiroso.
Letristas em Cena
1149
O desgraçado é mau hálito.
Consegue me isolar,
Faz gente me odiar...
Porque ele é malcheiroso.
O desgraçado é mau hálito.
Coletânea de Letras Musicais
1150
NA BABILÔNIA É ASSIM
Música: Colaboração.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem futuro, não.
Avós, pais, filhos e netos,
Ricos, pobres e sem tetos
Usam drogas, meu irmão.
Avós, pais, filhos e netos,
Ricos, pobres e sem tetos
Usam drogas, meu irmão.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem futuro, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem futuro, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem vergonha, não.
Os pais transam com as filhas,
As mães transam com os filhos,
Irmãs transam com irmãos.
Os pais transam com as filhas,
As mães transam com os filhos,
Irmãs transam com irmãos.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem vergonha, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem vergonha, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem palavra, não.
Todas mulheres são putas,
Os homens também são putas,
Letristas em Cena
1151
Ser bacana é ser putão.
Todas mulheres são putas,
Os homens também são putas,
Ser bacana é ser putão.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem palavra, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem palavra, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem caráter, não.
Todo mundo trai e rouba.
Quem trabalha também rouba.
Lá, todo mundo é ladrão.
Todo mundo trai e rouba.
Quem trabalha também rouba.
Lá, todo mundo é ladrão.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem caráter, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem caráter, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem caráter, não.
Na Babilônia é assim.
Ninguém tem caráter, não.
Coletânea de Letras Musicais
1152
NÃO SABE FAZER POESIA?
Poesia pode ser feita – A
Sem obedecer a nada. – B
Não há regras, leis ou normas – C
Para poesia ou piada. – B
Pois poesia fala de tudo. – D
Inclua no tudo o nada. – B
Pode ter rima ou não. – E
Pode está certa ou errada. – B
E, tendo rima, não precisa – F
Ser rima organizada. – B
Poesia é um desenho, – A
Um discurso, uma canção, – B
Uma dança estilo artístico – C
Ou uma encenação, – B
Um texto para agradar, – D
Com verso e rima ou não, – B
Com estrofes, sem estrofes, – E
Com ou sem metrificação. – B
Tudo feito com o desejo – F
De agradar áudio ou visão. – B
Poesia é uma arte. – A
Faça-a com muito amor. – B
Ela, depois de está feita, – C
Retratará seu valor. – B
Feita pra ganhar dinheiro, – D
Ou para fazer favor, – B
E para falar de tudo – E
Ou pra não falar de nada, – F
A poesia fala de alguém: – G
Ela fala do autor. – B
Letristas em Cena
1153
NATUREZA E UNIVERSO
Música: Colaboração.
O que é a natureza?
É o solo em que pisamos,
A água a que bebemos,
O ar a que respiramos,
Seres vivos e não vivos,
Seres mortos e fantásticos.
Os planetas, a estrelas,
As galáxias, o espaço.
Engana-se o que diz
Que o universo é tudo.
Universo não é nada.
Natureza, sim, é tudo.
Conteúdo inexcessário
(Sem qualquer exceção).
Universo é, somente,
Um círculo envolvente,
Transparente: imaginário.
Um círculo envolvente,
Transparente: imaginário.
O que é a natureza?!
É o solo em que pisamos,
A água a que bebemos,
O ar a que respiramos,
Seres vivos e não vivos,
Seres mortos e fantásticos.
Os planetas, as estrelas,
As galáxias, o espaço.
Engana-se o que diz
Coletânea de Letras Musicais
1154
Que o universo é tudo.
Universo não é nada.
Natureza, sim, é tudo.
Universo não é nada.
Natureza, sim, é tudo.
Universo não é nada.
Natureza, sim, é tudo.
Universo não é nada.
Natureza, sim, é tudo.
Universo não é nada.
Natureza, sim, é tudo.
Letristas em Cena
1155
NAVIO DA CORRUÇÃO
Ô, poeta Castro Alves,
Cantaste Navios Negreiros
Na grande reunião
De políticos, fazendeiros...
Que eram, na época, os líderes
Dos estados brasileiros.
Inspira-nos, ô poeta!
Hoje e aqui há uma festa
De líderes, músicos... de poetas
Que serão teus mensageiros.
“Falem, pois, jovens poetas,
Do navio da corrução.
Música ou poesia presta
Grande serviço à nação:
Lembra, orienta, adverte,
Chama o povo à atenção,
Inspira novos poetas,
Desta e das demais festas,
A cobrar ações honestas
Do político e do povão.
Nosso político é corruto
E o nosso povo também.
Parece sentir vergonha
Da honestidade e do bem.
Honestidade e caráter
Pouca gente hoje tem.
Ensinai a vossos filhos,
Honestidade e Fé – Brilhos.
Pois corrutos não são cílios
Coletânea de Letras Musicais
1156
Pra fechar olhos que veem.
Nossos olhos veem o mundo
Com clareza e exatidão:
Quem é do Bem ou do Mal,
Quem tem ou não tem razão,
Quem trabalha honestamente,
Quem vive da corrução –
Que destrui nossas culturas,
Cava nossas sepulturas,
Dizendo-se das alturas,
E, na verdade, é ladrão.
Cidades tão acabadas.
Segurança não se tem.
Estradas esburacadas,
Ruas e praças também.
A saúde adoentada.
Educação já não tem.
Até na rede privada
Tem escola reprovada:
O aluno não sabe nada
Nos exames do ENEM.
Acordem, músicos, poetas,
Vamos fazer poesia:
Cantem, dancem ou declamem,
Discursem ou encenem poesia.
Pintem telas que retratem
Luta contra a tirania.
O que fazem estes tiranos,
Estes corrutos insanos,
Babilônicos, desumanos,
Tem nome – é covardia.”
Letristas em Cena
1157
A NOSSA VIDA COMO TREM
A nossa vida é como carro,
A nossa vida é como carro,
A nossa vida é como carro,
Caminhão, às vezes, trem,
Às vezes, trem, às vezes, trem,
Às vezes, trem, às vezes, trem,
Por via de ferro, asfalto, barro
Por via de ferro, asfalto, barro
Por via de ferro, asfalto, barro
Levando tudo o que tem:
Tudo o que tem: tudo o que tem:
Tudo o que tem: tudo o que tem:
Ilusão, sonho, esperança,
Ilusão, sonho, esperança,
Ilusão, sonho, esperança,
Conquistas... O que convém.
O que convém. O que convém.
O que convém. O que convém.
Se ela quebra ou arruína,
Se ela quebra ou arruína,
Se ela quebra ou arruína,
Dá-se um jeito e tudo bem.
E tudo bem. e tudo bem.
E tudo bem. e tudo bem.
Não tem jeito, é nossa sina.
Coletânea de Letras Musicais
1158
Não tem jeito, é nossa sina.
Não tem jeito, é nossa sina.
Dá-se outro rumo: vamos pro além.
Vamos pro além. vamos pro além.
Vamos pro além. vamos pro além
Letristas em Cena
1159
NÓS SOMOS HIPÓCRITAS
Música: Colaboração.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós compramos aviões
De combate pelo ar –
Trinta e seis aviões –
Só pra exibir, mostrar.
Gastamos quatro bilhões
Numa guerra que não há.
Mas nós não aparelhamos
A polícia militar
Para combater a Guerra
Das Drogas. E esta há.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Dizemos “Somos bons pais”,
Mas não sabemos criar.
Nosso filho vai pra rua,
Não sabemos onde está.
Ao invés de ir à aula,
Vai pra lan house jogar
Jogos feitos por bandidos
Com o propósito de ensinar
Coletânea de Letras Musicais
1160
A ser bandido, ladrão:
Assaltar, roubar, matar.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Somos contrários às drogas,
Detestamos traficantes,
Mas cantamos esta música
Toda hora, todo instante:
“Se eu quiser bebe, eu bebo.
Se eu quiser fumar, eu fumo.
Com o suor do meu emprego
Eu pago tudo que consumo.”
É um incentivo claro
Para usar maconha e fumo.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Traímos nossos parceiros,
Nossos amigos também.
Discursamos nos palanques
Com falação só do bem,
E depois somos eleitos
E ridículos também.
Somos corrutos, ladrões,
Sem piedade de quem
Perdeu com seca ou enchente,
Letristas em Cena
1161
Ou, simplesmente, não tem.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Nós somos hipócritas.
Coletânea de Letras Musicais
1162
OCÊS
Eu vou me apresentar.
Eu sou um pobre coitado
Que tem um vício danado
De falar do Português.
E, por ser um viciado,
Eu vou falar um bocado
De um sujeito engraçado
Que uns chamam de Ocês.
Ocês é pronome, usado
Na fazenda, ou no roçado,
E que já foi, no passado,
Chamado de Vosmicês.
Não é apenas falado.
Ele pode ser grafado.
E, também, modificado.
Pode ser escrito Cês.
Cês viram a Paula ontem?
Cês sabem falar inglês?
Cês vão à praia hoje?
Cês que sabem de vocês.
Oxente vio de “ó gente”.
É que o jovem, apressado,
Tem sempre modificado
Palavras do Português.
Letristas em Cena
1163
OS SETE GRANDES VALORES
DA NOSSA SOCIEDADE
Música: Colaboração.
Crianças, jovens e senhores,
Atentem pra esta verdade.
Existem sete valores
Na nossa sociedade.
Sem eles, forma a bagunça,
Cria-se a Babilônia.
Gera-se um povo sem honra,
Sem cultura e sem vergonha.
O primeiro é a fé.
Ela remove montanha.
O segundo é o amor,
Ao nosso Deus e Senhor,
Aos nossos entes queridos
E, também, ao nosso irmão.
Em terceiro, a lealdade.
Em quarto, a educação.
Em quinto, o conhecimento,
Chamado sabedoria.
Que reduz o sofrimento
E nos dá mais alegria.
Quem é sábio vence fácil,
Tem mais armas pra lutar.
Sabe como investir
E como economizar.
Coletânea de Letras Musicais
1164
Depois, em sexto lugar,
Está a sinceridade.
É o valor que nos dá
O requinte da verdade.
É falar com o coração,
Sem mentira ou enrolação,
Com clareza e exatidão,
Aquilo que a gente sabe.
O outro grande valor
É tão grande quanto a fé.
É tão bom quanto o amor.
Chama-se honestidade.
Ser honesto é ser fiel,
Ser correto, ser honrado.
Não trapacear, mentir...
Quem mente rouba a verdade.
Crianças, jovens e senhores,
Atentem pra esta verdade.
Existem sete valores
Na nossa sociedade.
Sem eles, forma a bagunça,
Cria-se a Babilônia.
Gera-se um povo sem honra,
Sem cultura e sem vergonha.
Letristas em Cena
1165
PALAVRAS SÃO COMO PEDRAS
Palavras são como pedras
Atiradas aos ouvidos.
Elas podem machucar,
Provocar choros, gemidos...
Mas, também, podem criar
Ou transmitir o amor
Até pros bichos amigos.
E ainda podem ecoar,
Ressoar noutros ouvidos.
Os outros podem ouvi-las
Como um eco retinido,
E notar como o amor
Está sendo transmitido.
Tanto faz ser o amor
Maternal ou paternal,
Filial ou fraternal,
Quanto o amor erótico
Ou carnal, ou o cupido.
Se alguém grita com outrem
É que ele está irado.
Sem amor no coração,
Vê o/a ouvinte, ali, do lado,
Mais longe que um ser amado,
Que pode estar no Japão.
Coletânea de Letras Musicais
1166
PARABÉNS À MINISTRA ELIANA CALMON
Música: Colaboração.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Que há bandido togado
O povo sabe, Ministra.
A mãe da corrupção
Sempre foi essa “justiça”.
O que há de se esperar
De drogado usando toga?
Drogado, neste país,
Ajuíza e advoga.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Quem é que paga os estudos
De drogado, em faculdade?
Muitas vezes, é corrupto
Letristas em Cena
1167
Ou traficante. É verdade.
Drogados são estudantes
Em prol da corrupção.
E, às vezes, são meliantes,
Que vivem na contramão.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Isto é a Babilônia,
Outra nação, na verdade.
É um povo bagunceiro,
Desonesto e covarde.
Certeza de impunidade
É, também, corrupção.
Isto não é novidade
Para nenhum cidadão.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Coletânea de Letras Musicais
1168
Só tem justiça quem tem
Dinheiro e advogado.
Quem não tem perde seu tempo
E ainda é humilhado.
Quem trabalha é humilhado
Sem pena, dó, nem respeito.
Por não ter tempo e dinheiro
Para buscar seu direito.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Com uma justiça justa
Não teria corrupção,
Em nenhum dos três poderes,
Pois teria punição.
Não haveria Lalau,
Não teria Mensalão,
Ministro cara de pau...
Nada disso havia não.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Parabéns, Ministra!
Parabéns, Ministra!
Letristas em Cena
1169
É hora de dar um basta
Nesta justiça sinistra.
Aposentar um corrupto
Não é forma de punição.
É, na verdade um indulto,
E, com gratificação.
Isto encoraja o medo
De fazer corrupção,
Para aposentar mais cedo
E cair na curtição.
Coletânea de Letras Musicais
1170
A PIOR EXPERIÊNCIA
A pior experiência
Que a pessoa pode ter
Não é ser isto ou aquilo.
É, simplesmente, não ser.
Quem é isto ou aquilo
Sabe bem o que ele é.
Pode viver travestido,
Mas não, ser o que não é.
Quando uma pessoa é isto,
Mas, tratada como aquilo,
Constrange-se, se revolta,
Pode esfaquear, dar tiro...
Há, até, quem se suicida,
Sem deixar explicação.
Devido ao constrangimento,
À revolta, à depressão...
Mas, para se suicidar,
Escolhe cinema, bar,
Escola, outro lugar
De grande concentração,
Compra arma e munição,
Espera a reunião...
Isto né loucura, não.
Isto né loucura, não.
E mata ali, muita gente,
A maioria indecente.
É vingança, meu irmão,
Letristas em Cena
1171
Contra bullying, humilhação,
E contra discriminação.
É vingança, meu irmão,
Contra bullying, humilhação,
E contra discriminação.
Coletânea de Letras Musicais
1172
POESIA
Música: Colaboração.
Perguntou-me uma criança:
“Poeta, o que é poesia?"
Foi aí que eu descobri
Que eu também não sabia.
Tentei dar-lhe uma resposta,
Mas disse apenas: Poesia...
Pensei, pensei, pensei, pensei.
E a tal resposta não vinha.
Depois, veio de repente.
Eu disse a ela:
Poesia, minha criança,
É muito diversificada.
Uma tem versos e estrofes
E outra, palavras e mais nada.
Uma tem os versos soltos,
Isto é, os versos sem rimas,
E outra é muito bem rimada.
Uma é toda desigual
E outra é metrificada.
Uma vira uma canção
E a outra jamais é cantada.
Uma é um lindo poema
E a outra, uma feia piada.
Uma é grande e outra, pequena.
Uma é certa e outra, errada.
Uma dar prazer a quem ler
E outra deixa a gente irada.
Uma nos fala da vida,
E a outra não nos diz nada.
Letristas em Cena
1173
Uma nos fala do bem,
Outra é do mal que nos fala.
Uma é feita para amigos
E outra para inimigos.
E a poesia romântica,
Para a pessoa amada.
E outra é muito bem rimada.
Uma é toda desigual
E outra é metrificada.
Uma vira uma canção
E a outra jamais é cantada.
Uma é um lindo poema
E a outra é uma feia piada.
Uma é grande e outra, pequena.
Uma é certa e outra, errada.
Uma dar prazer a quem ler
E outra deixa a gente irada.
Uma é grande e outra, pequena.
Uma é certa e outra, errada.
Uma dar prazer a quem ler
E outra deixa a gente irada.
Coletânea de Letras Musicais
1174
POESIA PARA LADRÃO
Textos, músicas, poesias,
E tudo quanto se tem,
São propriedades de alguém.
Quem rouba música ou poesia
É da mesma covardia
De quem assalta meu bem,
Tomando-lhe o que tem.
São coisas adquiridas
Com trabalhos, lutas, lidas,
E dedicação também.
Perdem-se horas de sono,
Farras, festas, carnavais...
Escrevendo os textos tais.
E depois, têm outro “dono”
Os textos sem abandono.
Copiados por alguém,
Que nem inteligência tem.
Quem a tem faz o como eu,
Trabalha e compra o que é seu.
Não copia de ninguém.
Trabalhe e faça o seu.
Não queira ser parasita.
Isto magoa e irrita.
Tire o olho do que é meu.
Seja honesto como eu,
Sanguessuga sem-vergonha.
Sua covardia é tamanha
Que tira a empolgação
De qualquer um cidadão
Que trabalhe como eu.
Letristas em Cena
1175
POESIA PARA OS JOVENS
Música: Colaboração.
Usar as drogas ilícitas,
Pode crer, brother, irmão,
É brincar com coisa séria,
É não ter compreensão.
É não olhar por futuro.
É a maior ilusão.
Os jovens inteligentes
Não caem nunca na jogada.
Mesmo quando toda droga
Não lhes é vendida. É dada.
Eles sabem: droga ilícita
Só leva à vida errada.
Ô,ô.
Mesmo que o traficante
Seja amigo, seja irmão.
O jovem que é inteligente
Não cai na conversa, não.
Usar as drogas ilícitas
É não ter os pés no chão.
Ô,ô.
(Repete-se toda a letra)
Coletânea de Letras Musicais
1176
POETA
Poeta, poesia é tudo.
Tudo é uma poesia.
Seja um hino de louvor,
Músicas da boemia,
As canções da Velha Guarda,
O rap de hoje em dia,
Músicas bregas, sertanejas,
Qualquer canto ou cantoria,
Uma carta de amor,
A frase dum caminhão,
Desenho, foto, figura...
Toda forma de expressão.
Tudo isto é cultura.
E faz parte da poesia.
Traduz os conhecimentos,
Costumes e tradições
Do Brasil e da Bahia.
Mas, preste atenção, poeta,
Já chega de baixaria.
Nossas músicas, o que são?
Que humilhação! Quem diria?
Só se ouve palavrão
Nos pagodes da Bahia!
Reaja! Dê-me sua mão!
Vamos fazer parceria!
Vamos formar um exército
E combater noite e dia.
Nós, unidos, venceremos.
Se, unidos, nós não vencermos,
Ao menos nós mostraremos
A nossa insatisfação.
Reaja! Dê-me sua mão!
Letristas em Cena
1177
A POLUIÇÃO HUMANA
A poluição do mundo,
Assim como a do Brasil,
É como a de um rio.
Dormindo um sono profundo,
Sonhei com o Rio do Mundo:
O leito é o povo justo,
A margem, o povo injusto.
No leito estão os da paz,
Na margem, os marginais.
No Brasil é mesmo assim.
Porém, muitos marginais
Não mostram a cara jamais.
Vivem na sociedade
Juntos com o povo da paz.
Na justiça, na política,
Nas igrejas, nas polícias
Escondem-se marginais.
Escondem-se marginais.
Escondem-se marginais.
Peço a Deus pra este sonho
Tornar-se realidade.
Que os canalhas e covardes,
Desonestos e medonhos
Ficarão, como no sonho,
Separados dos da paz.
Na margem. São marginais.
E, porque marginais são,
São, também, poluição.
Não são limpeza, jamais.
Coletânea de Letras Musicais
1178
O POVO DA BABILÔNIA
O povo da Babilônia
É um povo sem linhagem.
Que só conhece a lei
Chamada Lei da Vantagem.
Mata, rouba, mente,
E vende tudo ilícito:
Droga, roubo, bicho, gente...
Um povo sem consciência.
Sem leis.
Como os animais.
E de tudo é capaz.
Sem leis.
Como os animais.
E de tudo é capaz.
Sem leis.
A Babilônia, meus senhores,
É uma pátria sem leis,
Sem fronteiras, sem limites.
Um país dentro de outros.
Leiam em Revelação,
Livro do Apocalipse,
Do Capítulo Dezessete
Até o Capítulo Vinte.
No Capítulo Vinte e Um,
Leia o Versículo Oito.
ÔÔÔ, Ô, Ô.
Sem leis.
Como os animais.
E de tudo é capaz.
Letristas em Cena
1179
Sem leis.
Como os animais.
E de tudo é capaz.
Sem leis.
Coletânea de Letras Musicais
1180
O POVO NÃO É PINICO
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
Pensaram que o povo era pinico.
E o povo do passado admitiu.
Mas nessa nova era
O povo reagiu:
“Pinico é a puta
que pariu.”
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
Quando o Rato era candidato
O povo esperançoso se iludiu.
Depois que se elegeu
Rato se corrompeu.
O povo agora está
a ver navio.
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
O povo não é pinico!
Letristas em Cena
1181
PRONÚNCIAS DAS PALAVRAS :
TERMINADAS POR VOGAL + Z {o Z não vale IZ (PAZ =
páz, e não, paiz)};
TERMINADAS POR VOGAL + S {o S não vale IS (JESUS
= Jezús, e não, Jezuis)};
QUE – antecedida de preposição – pronuncia-se quê (a quê,
ante quê, até quê, com quê, contra quê, de quê, desde quê,
em quê, entre quê, o quê, para quê, perante quê, por quê);
QUE – não antecedida de preposição – pronuncia-se qui (eu
qui, você qui, nós qui, aquele qui, o homem qui, a mulher
qui, tudo qui, nada qui...);
A GENTE concorda com o feminino (a gente é amiga, a
gente é feia, a gente é trabalhadora, a gente está gorda, a
gente está empregada, a gente está tralhando...);
QUEM concorda na terceira pessoa (sou eu quem anda, eu
sou quem canta, somos nós quem trabalha, são eles quem
vai, serás tu quem vencerá...);
CUJA/O não leva artigo (a mulher cujo marido – não, a
mulher cujo o marido);
O SUJEITO concorda SEMPRE com o verbo. Porém,
quando empregada a ELIPSE a frase pode parecer (que está)
incorreta. Exemplos:
Os Lusíadas é tudo de bom (o livro);
Hoje é (dia) vinte do (mês) doze (do ano) de 2012;
(O valor de) Esta coisa é dez reais. Não diga “Esta coisa são
dez reais”;
Coletânea de Letras Musicais
1182
O país é (o formado por) os E. Unidos. Não diga “O país são
os Estados Unidos”;
Folclore é (o conjunto de) os costumes e tradições de um
povo – não, “folclore são...”;
Cultura é (o conjunto de) o folclore, o conhecimento e a
sabedoria de um povo;
Conhecimento é (o conjunto de) as informações, ou teorias,
adquiridas;
Sabedoria é (o conjunto de) as práticas adquiridas;
Letristas em Cena
1183
PUTA NÃO É PROSTITUTA
Música: Colaboração.
Puta não é prostituta.
Prostituta é meretriz.
Puta é quem não assume
Aquilo que faz ou diz.
Fala e diz: “Não falei.”
Faz e diz: “Eu não fiz.”
Fala e diz: “Não falei.”
Faz e diz: “Eu não fiz.”
Nas calçadas, nas esquinas,
Debruçadas nas janelas,
Em bares, empresas, escolas...
Em toda parte estão elas,
Falando mal das pessoas.
Só não veem defeito nelas.
Fala e diz: “Não falei.”
Faz e diz: “Eu não fiz.”
Capazes de ver defeitos
Em pessoas consagradas,
As putas são como as cobras:
Machos, fêmeas ou veados,
E têm veneno na língua,
Ou são ladras disfarçadas.
Fala e diz: “Não falei.”
Faz e diz: “Eu não fiz.”
Chamada de papa-pinto
E também de caninana,
Segundo histórias do campo
Coletânea de Letras Musicais
1184
Há uma cobra que mama,
Em mulher. Rouba a criança,
E, com o rabo, a engana.
Fala e diz: “Não falei.”
Faz e diz: “Eu não fiz.”
FALANDO:
Prostituta papa pinto muito mais que caninana.
Na cidade e no campo. Mas, se não rouba nem engana,
é profissional e digna de respeito e boa fama.
Há pessoas que não sabem. A expressão “Filho de
puta!”, dirigida a alguém, quer dizer: “Teu pai ou mãe,
ou ambos, é ou eram, puta/s. E tu és puta também”.
Principais tipos de putas: futrique ira, ou fofoqueira, e
caloteira também.
Letristas em Cena
1185
O QUE É QUE MATA GENTE
Muitas coisas matam gente.
Eu vou listar pra você.
O amor é uma delas,
Pois faz a gente sofrer.
O amor de mãe, então!
Faz a mãe enlouquecer
De tristeza ou de paixão,
Beber muito, não comer,
De desprezo ou solidão
Adoecer e morrer.
Sexo também mata gente,
A que não o sabe fazer
Ou o faz sem higiene,
Porque sexo faz sofrer
Com doenças transmissíveis,
Chamadas DST,
E quem tem parceiro vil,
Infiel ou egoísta,
Por esse ponto de vista
Pode sofrer e morrer.
E a fome também mata.
É bom a gente aprender,
Desde cedo, a trabalhar,
Economizar e ter,
Pra não precisar pedir
Farofa e pão pra comer.
É que a fome traz fraqueza,
Que nos faz adoecer,
E a doença não se cura
Sem ter o que se comer.
Coletânea de Letras Musicais
1186
O QUE É SEXO
Literalmente, o sexo
É a parte fêmea da flor,
Chamada de gineceu,
Recebendo os gametas
Da outra parte da flor,
Chamada de androceu,
Que pode estar noutra planta,
Em outro galo da planta,
Ou, também, na mesma flor.
Estando na mesma flor,
O androceu, masculino,
Derrama anterozoide,
No homem, espermatozoide,
Para fecundar a flor.
Estando em outra flor,
Ou, anda, em outra planta,
Deus Cupido dá um jeito
Pra acontecer este amor.
Pode ser uma ventania,
Pra haver encontro de flor,
Pode ser a obstetrícia
Do obstetra beija-flor,
Ou, se não, uma abelhinha
Colhendo o mel na flor,
E consentindo, ou obrigando,
Que as flores façam amor,
Porém, com todo pudor.
Veja que o deus Natureza,
Da inteligência e beleza,
Não fez as coisas iguais,
Letristas em Cena
1187
Porém, fê-las semelhantes.
Sexo das flores distantes
É sexo entre amantes,
O sexo dos namorados.
O sexo na mesma flor
É sexo entre casados.
E a barriga de aluguel?
E a prostituição?
Não teriam acontecido
Se ajuda do Cupido:
Sem o doutor beija-flor
Ou a ação das abelhas
Colhendo o mel na flor.
É o trabalho da clínica,
Cafetina ou cafetão.
Coletânea de Letras Musicais
1188
O QUE O TURISTA FALA DE NÓS
(QUANDO ESTÁ NO BRASIL):
Brasileiros, eu sou turista.
Moro em outro lugar.
Eu falo bem de vocês
Toda vez que chego lá.
Por isso que todo mês
Vem uma turma de lá.
Falo do Sul e do Norte,
Do Sudeste, do Nordeste,
E, também, do Centro-Oeste.
Dos pagodes da Bahia,
Das danças, do carnaval...
De tudo que aqui há.
Falo muito da política,
Sem confusões ou mistérios.
Dos prefeitos, deputados...
Todos honestos e sérios.
Eu nunca ouvi falar
Em político cassado.
Falo também da justiça,
Que é uma coisa séria.
Muitos milhões de processos
Numa fila de espera.
Mas é coisa do progresso.
É coisa da Nova Era.
Também falo das cidades,
Da linda Rio de Janeiro,
Letristas em Cena
1189
E do povo da Bahia,
Alegre e hospitaleiro,
Das mulheres e das praias,
Que são bonitas também.
E, falo do futebol
Da Terra do Rei Pelé,
Dos garotos bons de bola,
Do futebol de mulher...
Agora tou indo embora.
Tchau. Até o mês que vem.
QUANDO CHEGA A SUA TERRA,
EM TODA PARTE DO MUNDO,
O TURISTA DIZ:
Saudações, meus conterrâneos!
Eu tou vindo do Brasil.
Quanta gente sem vergonha!
Homem vil e mulher vil.
Prostitutas de dez anos
Nas favelas do Brasil.
Bar, colégios, faculdades...
Transformaram-se em bregas
Onde puta faz fofoca,
Vende sexo, vende drogas,
E difama as pessoas
Que não compram sexo ou drogas.
Puta não é prostituta.
É a gente disfarçada,
Sem vergonha, descarada,
Do tipo que não assume
Coletânea de Letras Musicais
1190
O que faz e o que diz.
Existe em todo o país.
A tal prostituição
É, às vezes, uma isca.
Muitos carros são roubados
Por prostitutas bonitas,
Nas estradas e avenidas
Acenando aos motoristas.
Casos de pedofilia
Existem em demasia.
Estupradores estranhos
Agem de noite e de dia.
Muitos atacam bebês,
Num ato de covardia.
E alguns estupradores
Agem dentro da família.
Estupram as enteadas,
Primas, sobrinhas e filhas
Adultas, adolescentes,
E, até, crianças novinhas.
Ladrão é como formiga.
Honesto lá é otário.
Os ladrões fazem a festa
Com cheque ou crediário.
É muita gente roubando.
Redes de lojas fecharam.
Tou falando do ladrão
Letristas em Cena
1191
De honesto disfarçado.
De carteira assinada.
Quer dizer, tá empregado.
E pode ser do povão
Ou Ministro de Estado,
Prefeito, vereador,
Governador, deputado.
Até mesmo senador,
Presidente do senado,
Praça e oficial,
Juiz e advogado
E tem mais: há uns ladrões
Que têm carros importados,
Tipo um tal Fernandinho,
Que são muito bem tratados.
E outros, roubam em quadrilhas,
Como fazem deputados.
São diversos os ladrões
Que se espelham em deputados,
Em senadores, prefeitos,
E outros mais, descarados.
São exemplos, os ladrões
Que dão o golpe do fiado.
Com papos cheios de lábias
Encantam as suas vítimas.
Fazem isso em locadores,
Prestadores de serviços,
Vendedores ambulantes,
Loja, farmácia, mercado...
Coletânea de Letras Musicais
1192
É chamado de laranja
O tipo ladrão-escudo,
Que protege outro ladrão.
E são tantos os laranjas.
O país parece feira
Em festa de São João.
Nas grandes empresas públicas
São verdadeiros laranjas
Os chefes incompetentes.
Uma parte do salário
Não entre no bolso deles:
Vai pro bolso dos “gerentes”.
E, além destes ladrões,
Há ladrão desempregado,
Que rouba para comer,
E o dependente químico,
Que rouba pro traficante.
Isto é, pra não morrer.
As leis são de brincadeiras.
Ninguém tá aí pra nada.
Todo dia criam leis
Mas não são fiscalizadas.
Os corrutos roubam, roubam,
E ficam dando risadas.
Os políticos são corrutos.
Só se vê é corrução.
Muitos já foram cassados
Mas não é a solução.
O próprio povo apoia
E reelege o ladrão.
Letristas em Cena
1193
Entre o ano 2000
E ano 2005
Seiscentos e vinte e três
Corrutos foram cassados.
Prefeitos, vereadores,
Senadores, deputados...
E, só em 2006,
Mais 1.100 processados.
Recado do Globo Online
De Quatro do Dez de Sete,
Por D. Amorim enviado.
D. Amorim, obrigado.
Para cidadão votar,
Criaram voto direto.
Para corruto votar
Criaram voto secreto.
Um pode votar no outro
E não perder o seu mérito.
Tá crescendo todo dia
A quantidade de ladrão.
É fruto duma revolta
Do trabalhador peão
Por ver tanta gente rica
Metida em corrupção.
O ladrão adolescente
Mata e rouba à vontade.
Porque a lei lhe consente
Fazer esta atrocidade.
Só será um marginal
Após a maioridade.
Coletânea de Letras Musicais
1194
Fiscais e policiais
São tarados por propina.
No trânsito, nas prefeituras...
Propina é realidade.
Esta prática já é praxe
Em quase toda cidade.
O trabalhador normal,
Que se diz bom cidadão,
Diz que faz “gato”, faz “bode”,
Pra não se dizer ladrão.
Compra fiado e não paga.
Mas, existe exceção.
A justiça é um caos.
É lenta como o diabo.
O povão nem mais a busca,
Por viver desenganado.
São milhões e mais milhões
De processos acumulados.
É bem maior o acúmulo
Do processo imaginário.
Aquele em que o lesado
Nem foi ao judiciário
Registrar a sua queixa,
Por ser desesperançado.
Justiça é a de Deus,
Ou, se não, a do diabo.
Contrata-se matador
E manda logo o recado,
Ou, entrega-se pra Deus:
O canalha é perdoado.
Letristas em Cena
1195
O juiz só faz justiça
Se ele for pressionado
Por um grande promotor
Ou um bom advogado,
Ou, o caso virar notícia
E for televisionado.
Se a causa for pequena,
Por exemplo, de aluguel,
Quando inquilinos canalhas
Não cumprem o seu papel,
A justiça sempre falha.
Quem sai ganhando é o réu.
Ganha tempo, muito tempo,
E, depois de “condenado”
A pagar o que ele deve,
O valor é parcelado.
Ele muda de endereço,
Não cumpre, e é perdoado.
É mesmo lei pra ladrão,
Feita por outros ladrões.
Quem perde é o cidadão,
E saem ganhando os ladrões.
Por isso que cada dia
Aparecem mais ladrões.
Quando o pobre cidadão
É roubado ou humilhado,
Procura delegacias
Buscando ser amparado.
Volta, às vezes, chorando.
Ainda mais humilhado.
Coletânea de Letras Musicais
1196
É que, na delegacia,
Ao falar com o delegado,
O queixoso, ou a vítima,
Geralmente é mal tratado.
Também acontece isto
Ao ir-se ao juizado.
Policiais e políticos
Gastam o dinheiro público
“Combatendo” traficantes.
Mas, os artistas famosos
Incentivam usar drogas
Com estes versos cantantes:
“Se eu quiser beber, eu bebo.
Se eu quiser fumar, eu fumo.
Com o suor do meu emprego,
Eu pago tudo que consumo.”
Parece até piada,
Incentivo ao desperdício.
Todo mundo se esquece
Que emprego dá dinheiro,
Porém não é vitalício.
E quem vicia a fumar
Um dia perde o emprego
Mas, porém, não perde o vício.
O governo cria programas,
Tipo o Bolsa Família,
E o pobre, pra cadastrar-se,
Dorme a acorda na fila.
Porque as primeiras senhas
Letristas em Cena
1197
São pras “pessoas amigas”.
A cada dia atendem
Vinte por cento da fila
E os oitenta restantes
Volta pra dormir na fila.
Não dão senha antecipada.
Atrapalha a comidilha.
Assim nas grandes cidades
E em qualquer cidadezinha.
Quem trabalha em órgão público
Ganha algumas propininhas.
É uísque, é cerveja,
São algumas lembrancinhas...
Há uma lista enorme
De quem desapareceu.
Algumas pessoas boas,
Mas, muitos são os velhacos,
Maus pagadores, canalhas,
Ou, se não, parente seu.
A bagunça é geral.
Tudo está bagunçado.
Inclusive, o Português,
Que já está recheado
Com expressões babilônicas,
Como “bode”, “gato”, “onça”.
Tem gente que é bacana
Mas que escreve palavras
Como “tô” e, até, “vãobora”,
Pra dizer “tou” e vambora”.
Coletânea de Letras Musicais
1198
Esta gente aprendeu
Com Cebolinha e Mônica.
Falam mal, línguas indígenas!
Bem, a língua babilônica.
Além dos vários sotaques,
Português é mal falado
Em todo estado, simplesmente.
Na Bahia, principalmente.
Lá se diz: “casá”, “corrê”,
“Namorá”, “amá”, “amô”,
“Resistrá” e “iscrevê”,
“A sinhora”, o “sinhô”,
“Atrivido”, “arrilia”,
“Cuá”, “cua”, “cuadô”...
É cada vez mais difícil
A alfabetização.
Músicas, karaokês
E textos na internet,
Feitos sem a correção,
São uma atrapalhação.
Além disso, mudam as regras
Na desculpa de querer
Igualar com Portugal.
Acabam não igualando
E, com isso, piorando
A educação, já mau.
A dengue tem assolado.
Tem matado muita gente.
Os prefeitos não divulgam
Letristas em Cena
1199
Que o surto dela acontece
Depois dos quarentas dias
Em que houve uma enchente.
Mandam agentes vivarem
As tampinhas de garrafa
Com água limpa e parada.
E lagoas e açudes?
Estes prefeitos são rudes?
Que desculpa esfarrapada!
Há pneu, casca de coco,
Garrafa, lata, latinha,
Balde, tonel, etcétera.
Mas isto sempre existiu
E a gente nunca viu
Uma dengue como esta.
É preciso que os prefeitos
Coletem tudo e deem fim.
E mandem tratar a água
Dos rios de esgoto. É sim.
Pois mosquitos adoecem
E transmitem é ali.
Vezes, há pontos de ônibus
Bem na margem de um ‘rio”.
Muita gente com a dengue
Foi ali que adquiriu.
Mosquito é como rato:
Pegou doença, transmitiu.
Mosquito transmite dengue
Coletânea de Letras Musicais
1200
Quando ele está doente.
E o mosquito adoece
É no esgoto, minha gente.
Mosquito de água limpa
Não transmite. Né doente.
Às margens das lagoas,
Dos açudes, rios e tais,
Há sempre poça de água
Feita a pés de animais.
Por ela está na lama,
Dá quarenta dias ou mais.
O mosquito nasce ali,
Mas não bebe água dali.
Quando a água apodrece
O mosquito não adoece.
Por que que isto acontece?
É que o rio está ali.
Mas, quando vem a enchente
Não é isto que acontece.
Há lagoa dentro do mato
E este mato apodrece.
Com trinta ou quarenta dias
A água toda apodrece.
Depois de uma enchente,
Tudo côncavo tá com água.
Trinta dias de sol quente
Apodrecem água parada.
Depois, coitada da gente:
Tá doente a mosquitada.
Letristas em Cena
1201
Às vezes, chove demais
E os pauis ou alagadícios
Ficam com águas paradas
Por quarenta dias ou mais.
As crianças transformam-nos
Em piscinas naturais.
Depois que estão doentes
Crianças e adolescentes
Negam isso pra seus pais.
Às vezes, vêm a morrer.
Os pais ficam sem saber
Do banho nos manguesais.
Mosquitos que ali nasceram
Quando a água era limpa
Agora adoeceram
E lá permanecerão.
Se não existe outra água,
Para onde que eles vão?
A família, no Brasil,
Está perdendo o valor.
Existe o casamento,
Mas, não existe o amor.
Cinco ou dez anos, no máximo,
O casal se separou.
Há pouca fidelidade.
Quase ninguém é fiel.
Há traição no namoro,
Noivado, lua-de-mel...
Os valores da família
Tão indo pro beleléu.
Coletânea de Letras Musicais
1202
Há várias religiões
Defendendo estes valores.
Mas, mesmo lá, nas igrejas,
Existem enganadores.
Há padres aliciadores,
Pastores estupradores...
A Seleção Brasileira,
Que se diz melhor do mundo,
Faz, às vezes, feio em campo
Em plena Copa do Mundo.
Lembram em 2006,
A vergonha que ela fez?
Elegeram presidente
Um cara que era operário.
Foi o melhor presidente
Do último centenário.
Mas, sabe o que ele fez?
Prendeu ladrão empresário.
Não foi só. Fez muito mais.
Mas, faltou fazer justiça,
Acabar a corrução,
Mandar prender o corruto,
Que é o professor do ladrão.
Isto ele não fez, não.
Hospitais públicos, falidos:
Sem médico e equipamento,
Sem leito para o doente,
Que é medicado no chão
Ou morrem sem atendimento,
Deitado em papelão.
Letristas em Cena
1203
Mas o país tem dinheiro
Para comprar aviões,
Trinta e seis (quatro bilhões)
Para as Forças Armadas.
Seriam provocações
Às nações desarmadas?
Na guerra que aí está
Não se empregam aviões
Como os das Forças Armadas.
Sem armas policiais
Enfrentam os marginais
E suas armas pesadas.
É dezembro, 2008.
Lá no Sul e no Sudeste
Cidades são destruídas
Pelas chuvas de verão.
Seca, fome e desemprego
Matam no Norte e Nordeste.
Mas, no Congresso, em Brasília,
Deputados, senadores...
Não estão preocupados
Com emprego ou moradia
Pros milhares de pessoas
Vivendo de SOS.
Estes nobres deputados
São seus colegas, ou parceiros,
Excelências, senadores,
Priorizaram um projeto
Criando mais, no país,
Oito mil vereadores.
Coletânea de Letras Musicais
1204
O povo sofre com a seca,
Sem emprego ou esperanças,
E também sofre com chuva
E outras desgraças tantas.
E eles, criando cargos
Pro povo pagar as contas.
A crise assola no mundo.
No Brasil, enchente, seca
E milhões desempregados.
O Congresso Brasileiro
Gasta 80 milhões
Em mordomias, deputados,
E, talvez, mais de oitenta
Em mordomias no Senado.
São tão sérios e tão justos,
Tão sinceros, os senadores,
Que não divulgam seus gastos.
E como gastam, senhores.
Quase oitocentos mil
Foram gastos com horas extras,
Para aumentar o salário
Dos funcionários bonzinhos.
E vejam quanto gastaram
Só com chás e cafezinhos:
Com mantimentos da copa,
Foram cento e oitenta mil.
Só com achocolatados,
Cinquenta e seis mil reais.
Inda fizeram reformas
E queriam outras mais.
Letristas em Cena
1205
Enquanto isto, as cidades
Tão sendo abandonadas.
Falta emprego, saúde,
Escola e segurança.
Ainda falta merenda
Nas escolas de criança.
Há cidade no Brasil
Que não tem água encanada.
As crianças da cidade
Não sabem o que é chuveiro.
A água vem em carro-pipa
Durante o ano inteiro.
Há cidades isoladas.
Não têm vias fluviais,
Linhas de trem ou estradas.
Nem escolas pras crianças,
Sem futuro, sem esperança,
Sem sonhos, desenganadas.
Mesmo nas grandes cidades
Há pontos abandonados,
Onde moram povos pobres,
Excluídos, flagelados...
Só nas épocas de eleições
Tais pontos são visitados.
A cidade mais bonita
É, também, mais violenta
E menos aconchegante.
Lá, há dados alarmantes.
Muitos dos policiais
Trabalham pros traficantes.
Coletânea de Letras Musicais
1206
Em toda grande cidade
Há as áreas comandadas
Por traficante e ladrão.
Eles mandam fechar lojas,
Impõem taxas ao comércio...
Em nome da facção.
E a polícia não “vê”,
A prefeitura não “sabe”.
Quem paga é o cidadão.
Isto acontece porque
O traficante é laranja
De políticos, irmão.
Por isso que virou guerra.
São coronéis disfarçados.
Muitos, metidos no tráfico,
Fazem tudo que há de errado.
Vilões, corrutos, canalhas,
Esmagam o povo, coitado.
No Brasil há uma guerra.
Não há mais como esconder.
Guerra entre o Bem e o Mal
Pra ver quem tem mais poder.
Todo dia morem vítimas
Inocentes, sem saber.
O Bem luta pelo povo,
Conquistando melhorias:
Mais saúde e segurança,
Mais estradas e outras vias,
Mais escolas, mais empregos,
Letristas em Cena
1207
Mais sonhos, mais alegrias.
O Mal luta contra o Bem.
É composto de corrutos.
Diz ser do lado do povo,
Mas é do lado oposto.
O Bem promove alegria,
O Mal promove desgosto.
Entre os canalhas do Mal
Está quem menos devia:
Muitos nomes da polícia,
Muitos nomes da política,
Muitos nomes da justiça...
Que tristeza! Quem diria?
O Congresso Brasileiro
Já devia ter fechado.
Porque parece um chiqueiro
Malcheiroso, mal cuidado,
Onde lama, bosta e peidos
Encontram-se misturados.
Coletânea de Letras Musicais
1208
O QUE PENSAM OS MARGINAIS?
Deitado na minha rede,
Ou recostado à parede,
Fico, às vezes, pensando.
Deitado na minha rede,
Ou recostado à parede,
Fico, às vezes, pensando:
O que pensam os marginais?
Porque não gostam de paz?
O que pensam os marginais?
Porque não gostam de paz?
Porque não gostam de paz?
Porque não gostam de paz?
Não sabem o prazer que dá
Ser honesto e trabalhar.
Não sabem o prazer que dá
Ser honesto e trabalhar.
Ser honesto e trabalhar.
Ser honesto e trabalhar.
Ser honesto e trabalhar.
Ser honesto e trabalhar.
Quer saber mesmo rapaz
O que pensam os marginais?
Quer saber mesmo rapaz
O que pensam os marginais?
Eles não amam ninguém
E não querem ser alguém.
Eles não amam ninguém
Letristas em Cena
1209
E não querem ser alguém.
Quem se ama ou ama alguém
Valoriza a vida bem
E deseja eternizá-la.
Ele não pensa em viver
Preparado pra morrer
À faca, à bala.
À faca, à bala.
À faca, à bala.
À faca, à bala.
Coletânea de Letras Musicais
1210
RISO E SORRISO
Parecem gêmeos. Não o são.
Tal qual o nome, riso é:
Curto, grosso, feio, mau,
Sem amor nem compaixão.
Companheiro da inveja
E parceiro do escárnio,
Riso é arma dos covardes,
Da gente sem coração.
Sorriso é bom e bonito.
É complacente. Amoroso.
Não tem ódio nem rancor.
Também não é invejoso.
Pra amenizar a ferida,
Manifesta-se na dor.
Mas, na nossa alegria
Ele mostra seu valor.
Parecem gêmeos. Não o são,
Embora sejam irmãos.
Riso é disfarce do ódio.
Sorriso é face do amor.
Letristas em Cena
1211
SABE O QUE QUER DIZER POESIA?
P – Pensamento (conceito);
O – Opinião (sugestão);
E – Entendimento (conhecimento);
S – Sentimento (amor, paixão, ódio, etc.);
I – Imaginação (pintura, desenho, grafite, etc.);
A – Abusão (oração, discurso, dança, música, cantiga,
canção, etc.);
TODO DISCURSO É UMA POESIA E TODA POESIA É
UM DISCURSO
“Os poetas mudam o mundo.” Esta máxima antiga quer
dizer que ser poeta é ser líder e vice-versa. Os líderes,
políticos, religiosos, artistas, etc. encantam multidões por
causa dos seus discursos eloquentes ou ditatórios (todos
poéticos).
O discurso é um jeito de alguém expressar o seu sentimento
ou desejo, portanto, uma poesia.
O poeta Antonio Frederico de Castro Alves aproveitou uma
reunião da qual participavam membros do governo, outros
políticos, comerciantes e fazendeiros (senhores de escravos)
para declamar o poema Navio Negreiro, o qual relata o
sofrimento dos escravos desde a hora em que eles eram
capturados, na África, sendo amontoados como mercadorias
nos porões dos navios durante a viagem, onde muitos
morriam, e depois, os que sobreviviam sofriam até o fim das
suas vidas, nas fazendas, casas e palácios brasileiros.
Portanto, a poesia é um discurso (lírico, épico ou dramático)
em prol de um objetivo. E, em alusão ao poema de Castro
Alves, eis aqui o meu discurso:
Coletânea de Letras Musicais
1212
SALVADOR II
Salvador tem prostituta,
Que é mulher meretriz,
E, também, tem muita puta.
Puta é quem não assume
Aquilo que faz ou diz.
Fala e diz: “Não falei.”
Faz e diz: “Eu não fiz.”
Rapaz que usa bermuda
Com um tênis e com meia
Não arruma namorada
Nem bonita e nem feia.
É taxado de otário,
De metido, de veado,
Quem usa tênis com meia.
Tem muita gente indecente
E sem vergonha na cara.
Não tem provas do que fala.
É mentira o que diz.
Mas também tem gente séria
E comprometida, sincera,
Comum em todo o país.
Letristas em Cena
1213
SALVADOR
Yeiô! Yeiá!
Yeiô! Yeiá!
Salvador é, com certeza,
Grande e linda cidade,
Cheia de encanto e beleza,
Cheia de belas paisagens,
De praias e amores,
Nossa cidade encanta.
Crianças, jovens e senhores.
Nossa cidade encanta.
Dezembro é Conceição
E janeiro tem Bonfim.
A cidade é só festa.
Todo ano é assim.
E qualquer religião
Tem a sua pregação
E culto livre aqui.
E culto livre aqui.
Salvador tem branco, Índio,
Pardo, loiro e, turista.
Tem negro e tem histórias
Da Servidão Escravista.
Tem amor e, também, fé.
Tem a comida baiana
E tudo que se quiser.
E tudo que se quiser.
Tem mulher namoradeira,
Tem roda de capoeira.
Coletânea de Letras Musicais
1214
Bebidas à vontade,
De Itapoã à Ribeira.
Praia em diversidade,
De Itapoã à Ribeira.
Inda tem o Pelourinho,
Mostra da velha cidade.
Tem muita gente bonita.
Tem gente séria também.
Mas, como disse Gregório,
Tem sempre uma pessoa
No transporte, na favela,
Na calçada, na janela,
Falando mal de alguém.
Falando mal de alguém.
Falando mal de alguém.
Falando mal de alguém.
Fala mal da gente séria,
Da outra gente também,
De quem não é da galera,
De quem nem galera tem...
Fala mal de A pra B
E de B pra A também.
E de ninguém fala bem.
E de ninguém fala bem.
E de ninguém fala bem.
E de ninguém fala bem.
Yeiô! Yeiá!
Yeiô! Yeiá!
E de ninguém fala bem.
E de ninguém fala bem.
E de ninguém fala bem.
Letristas em Cena
1215
E de ninguém fala bem.
Yeiô! Yeiá!
Yeiô! Yeiá!
Yeiô! Yeiá!
Yeiô! Yeiá!
Coletânea de Letras Musicais
1216
SÃO JOÃO É ANIMAÇÃO
Refrão:
Ai, ai, ai. Ai, São João.
Ai, ai, ai. Ai, São João.
Ai, ai, ai. Ai, São João.
Ai, São João. Ai, São João.
Ai, ai, ai. Ai, São João.
Ai, ai, ai. Ai, São João.
Ai, ai, ai. Ai, São João.
Ai, São João. Ai, São João.
São João é animação.
Diz isto um velho ditado.
Uma espécie de injeção
Que deixa o povo animado.
O povo toma quentão
E, sem rumo nem direção,
Que nem espada e balão,
Faz festa por todo lado.
Refrão
O ditado foi criado
Há séculos. Lá no passado.
Na certa foi inventado
Para mandar um recado
Para os que têm estado
Cabisbaixo, isolados...
E ficam mal-humorados,
Valentes, brabos, zangados.
Letristas em Cena
1217
Refrão
É tão grande a animação
Que a gente esquece a fogueira.
Vai dançar, vai namorar,
Pular fogueira, brincar,
Ou comer amendoins,
Milhos, bolos e pudins.
E fica até o sol raiar
Metida na brincadeira.
Refrão
Coletânea de Letras Musicais
1218
O SER GENTE
Na Fazenda São Joaquim,
Olhando gado a pastar,
Ave e peixe a nadar,
Um pimpolho olhou pra mim
E, sério, falou assim:
— Eu, olhando os animais,
Fico pensando, rapaz,
O que é o bicho gente,
Este ser tão diferente
E semelhante aos demais.
Ô, o que é o bicho gente,
Este ser tão diferente
E semelhante aos demais.
Macaco parece gente,
Gente parece cavalo,
E home parece galo.
Tem mulher que é galinha,
Não sabe viver na linha,
Outras, formosas, sinceras,
Parecem gatas, panteras:
Sábias, manhosas, na delas.
Prostitutas ou donzelas,
Mas não se perdem jamais.
Deus fez a gente assim,
Com espíritos de animais
Diversos e desiguais:
Uns feios, outros bonitos;
Uns estranhos, esquisitos,
Outros amigos demais,
Como cães, gatos e tais.
Letristas em Cena
1219
Uns selvagens, outros domésticos;
Uns, ladrões; outros, honestos.
Uns, da guerra; outros da paz;
O ser gente.
Uns, da guerra; outros da paz;
O ser gente.
Coletânea de Letras Musicais
1220
SER MÃE ACIDENTAL
Se foste violentada,
Foste forçada, estuprada,
Ou fizeste direitinho,
Com amor e com carinho,
E a camisinha furou,
O DIU não funcionou,
Na hora tavas dopada,
Tavas bêbada ou cheirada,
A tabelinha falhou
E ele te engravidou,
Existem coisas piores.
O teu filho não é lixo,
Não é monstro, não é bicho.
Não fiques triste, não chores,
Pois virão dias melhores.
Tu e ele vencereis.
Vós os dois ou vós os três
Sois antes de ele nascer.
E, depois de ele nascer,
Não sois mais vós, são vocês.
Vocês são os já nascidos,
Vós, se alguém vai nascer.
Mas, vim aqui pra dizer
Que sempre há solução.
Nem que seja a adoção
Para quem possa criar
E possa, também, amar,
E cuidar bem deste filho.
Tu verás, um dia, o brilho
Gratidão no silêncio
Letristas em Cena
1221
SER PAI OU SER MÃE
Ser pai ou mãe é ter um brilho.
É ter o dom de ter o filho.
Ser herói ou hina para o filho,
Não, ser bandido: fugir do filho,
Ausentar-se, deixar sofrer.
Ser pais é mais que ter filho.
É ter amor pelo seu filho.
É sonhar alto em prol do filho.
É investir no dom do filho.
É educá-lo e o defender.
É ter no filho seu amigo.
É dar-lhe pão, amor, abrigo,
E depois de dá-los, os receber.
Pois quando idoso(a) e anciã(o),
Ser pai ou mãe é como irmã(o)
Fraco(a), carente de proteção.
Obs.: Hina é a síncope de heroína.
(Síncope é a redução em que se tiram letras do meio
da palavra).
Coletânea de Letras Musicais
1222
SER SOZINHO
Música: Colaboração.
Ser sozinho não é bom.
Eu posso lhe garantir.
Falta alguém pra conversar,
Alguém pra lhe fazer rir,
Alguém pra lhe escutar,
Alguém pra você ouvir,
Alguém pra lhe dar um beijo,
Quando chegar ou sair.
Porém, ser acompanhado
Pode ser muito pior,
Porque todos os seus sonhos
Podem virar cinza ou pó.
Quem devia conversar
Pode gritar, humilhar.
E, ao invés de fazer rir,
Pode lhe fazer chorar.
Ao invés de lhe ouvir,
Você tem que o escutar.
Ao invés de lhe dar beijos,
Quando sair ou chegar,
Sem medir o prejuízo
Que isto vai lhe causar,
Este alguém mostra o desejo
De a relação acabar.
Ao invés de lhe ouvir,
Você tem que o escutar.
Ao invés de lhe dar beijos,
Quando sair ou chegar,
Sem medir o prejuízo
Letristas em Cena
1223
Que isto vai lhe causar,
Este alguém mostra o desejo
De a relação acabar.
O amor é uma pingueira
Que nasce no coração
E fecunda, a vida inteira,
O convívio, a relação.
Mas, relação só de sexo
É desejo, é exploração.
Não é amor nem pingueira.
É, apenas, relação.
O amor é uma pingueira
Que nasce no coração
E fecunda, a vida inteira,
O convívio, a relação.
Mas, relação só de sexo
É desejo, é exploração.
Não é amor nem pingueira.
É, apenas, relação.
Coletânea de Letras Musicais
1224
SE VOCÊ É CONSTRUTOR
Música: Colaboração.
Se você é construtor,
Mesmo poeta, escritor,
Compositor ou pintor,
Artesão ou escultor,
Procure fazer certinho.
Faça com muito carinho.
Refaça quinhentas vezes,
Se isso preciso for.
Porque depois de tá feita
A obra leva seu nome,
Reflete a sua imagem,
Demonstra o seu valor.
Porque depois de tá feita
A obra leva seu nome,
Reflete a sua imagem,
Demonstra o seu valor.
Há quem faça uma obra
Dirigida a quem é cego
E deixe defeitos nela
Porque cego é sem visão.
Não consegue imaginar
Que alguém com muita visão
Possa olhar, observar,
E elogiar sua criação.
Pode virar referência.
Pode servir de lição.
Fazer parte da ciência
Cultura e Educação.
Letristas em Cena
1225
Pode virar referência.
Pode servir de lição.
Fazer parte da ciência
Cultura e Educação.
Se você é construtor,
Mesmo poeta, escritor,
Compositor ou pintor,
Artesão ou escultor,
Procure fazer certinho.
Faça com muito carinho.
Refaça quinhentas vezes,
Se isso preciso for.
Porque depois de tá feita
A obra leva seu nome,
Reflete a sua imagem,
Demonstra o seu valor.
Porque depois de tá feita
A obra leva seu nome,
Reflete a sua imagem,
Demonstra o seu valor.
Há quem faça uma obra
Dirigida a quem é cego
E deixe defeitos nela
Porque cego é sem visão.
Não consegue imaginar
Que alguém com muita visão
Possa olhar, observar,
E elogiar sua criação.
Pode virar referência.
Pode servir de lição.
Fazer parte da ciência
Coletânea de Letras Musicais
1226
Cultura e Educação.
Pode virar referência.
Pode servir de lição.
Fazer parte da ciência
Cultura e Educação.
Letristas em Cena
1227
SEXO NÃO É COMIDA
Música: Colaboração.
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Tem gente com vício de sexo.
Tem gente com sexo-mania.
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Tem gente com vício de sexo.
Tem gente com sexo-mania.
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Tem quem faça por hora,
Nos prostíbulos, pra ganhar a vida.
Sem carinho e sem prazer.
Fazendo-o só por fazer.
Tem quem faça sexo por dia.
Tem quem faça sexo por mês.
Tem quem faça sexo por ano.
E tem gente que nunca o fez.
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida.
Coletânea de Letras Musicais
1228
Você não precisa fazer todo dia.
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Os fofoqueiros da vida
Dizem que Madalena o vendia.
Quando a Madalena eu não sei.
Mas Jesus não o fazia.
Cristo veio ensinar o amor.
Não foi sexo que Ele ensinou.
Sexo é vício e Jesus não o tinha.
Não pecava o Nosso Senhor.
Os fofoqueiros da vida
Dizem que Madalena o vendia.
Quando a Madalena eu não sei.
Mas Jesus não o fazia.
Cristo veio ensinar o amor.
Não foi sexo que Ele ensinou.
Sexo é vício e Jesus não o tinha.
Não pecava o Nosso Senhor.
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida (não é comida).
Sexo não é comida.
Você não precisa fazer todo dia.
Letristas em Cena
1229
Tem mulher largando o marido,
Tem marido largando a mulher,
Só porque um quer todo dia,
Porém o outro não quer.
Pense bem se vale a pena
A mulher trocar o marido
Amante e trabalhador
Por um sexeiro e bandido.
Há amantes e sexeiros.
Os amantes amam os parceiros.
Sexeiros não os amam.
Querem sexo o tempo inteiro.
Há amantes e sexeiros.
Os amantes amam os parceiros.
Sexeiros não os amam.
Querem sexo o tempo inteiro.
Coletânea de Letras Musicais
1230
SEXO NÉ BRINCADEIRA
Música: Colaboração.
Sexo não é brincadeira,
Como brincam de dizer.
O sexo é coisa séria,
Como o comer e o beber.
A gente come sem fome,
Bebe sem saber pra quê.
Fica bêbada, barriguda,
E não entende porquê.
Assim também é o sexo.
Saiba bem como o fazer,
Para não pegar doenças
Ou a barriga não crescer.
O sexo quando bem feito
Traz saúde pra você,
É produto de beleza,
E calmante... Pode ver.
Alá, rá, lá. Alá, rá, lá.
Mas, o sexo quando feito
Sem higiene, pode crer,
Traz manchas pra sua pele
E problemas pra você.
A gente que é inteligente,
Quer saúde, quer viver,
Tem futuro, olha pra frente,
Sabe como proceder.
Porém tem a outra gente,
Sinto muito em lhe dizer,
Que não é inteligente.
Letristas em Cena
1231
Tudo que ver quer comer.
Acaba comendo gente
Que não se pode comer.
Se dá mal. Fica doente.
Sofre muito até morrer.
Alá, rá, lá. Alá, rá, lá.
Coletânea de Letras Musicais
1232
SÓ EXPLICANDO (éxplicando):
AS VOGAIS REPRESENTAM 15 SONS (E NÃO, 19):
A (á) tem três sons, três fonemas: á, ã e a;
E (é ou ê), cinco fonemas: é, ê, ẽ, í e i;
I (í), tem três sons ou fonemas: í, i e ĩ;
O (ó ou ô), cinco fonemas ó, ô, õ, ú e u;
U (ú) tem três sons, três fonemas: ú, u e ũ:
1º – PRONÚNCIAS CORRETAS DAS VOGAIS:
A = a – átono (cola); á – tônico (calo); ã – nasal (amo,
cano);
E = i – átono (ave); í – tônico (vó e vô); é – aberto (elmo); ê
– fechado (eu); ẽ – nasal (remo);
I = i – átono (ávido); í – tônico (comi, tupi); ĩ – nasal (ima,
fino);
O = u – átono (fio); u – tônico (o giz); ó – aberto (cola), ô –
fechado (foi), õ – nasal (soma);
U = u – átono (título), ú – tônico (pitu), ũ – nasal (puma);
2º – PRONÚNCIAS CORRETAS DAS CONSOANTES:
L = lê {inicial (lar), antes de vogal (cla) e antes de H (lhe)};
L = ú {se antes de outra consoante (álbum) e final (canal)};
L = ú-lê {se no final da palavra seguida por uma vogal
inicial (sul americano, canal estreito, etc.)};
R = rê {inicial (recado), duplicado (erro), após L (guelra),
após N (genro) ou após S (desrespeito)};
R = _rê (após consoante (bra), entre vogal (ara), e final (ar);
R = pode ser rê ou _rê {antes de consoante (carta, forte, ...)}
S = ç {inicial (só), duplicado (isso), ou após uma consoante,
(exceção de obsequiar e seus derivados};
Letristas em Cena
1233
S = zê {final ou após vogal, z mais fraco (mas, castro) e
entre vogais, z mais forte (asa, eso, isa, etc.)};
3º – PRONÚNCIAS CORRETAS DAS PALAVRAS:
começadas com EX... {pronuncie éx... extra (éstra)};
começadas com EX-... {pronuncie ês... (ês-trabalhador)};
começadas com ES... {pronuncie ês... (exceto essa/ta, ésse,
l/éste)};
começadas com DES... {pronuncie dês... (dêsempregado)};
começadas com DEZ... {proncuncie déz... (dézembro,
dézenove)}
começadas com PORC/T+A {pronuncie pórc/t+a
(pórcaria)};
começada com PORC/T+O {pronuncie pôrc/t+u
(pôrtuguês)};
terminadas com VOGAL + Z {o Z não vale IZ (paz, e não,
paiz)};
terminadas com VOGAL + S {S não vale IZ (Jezuz, não,
Jezuiz)};
QUE – fazendo uma pergunta (ou antecedido de uma
preposição), pronuncie quê (a quê, até quê, com quê, contra
quê, de quê, desde quê, em quê, entre quê, para quê, por
quê);
QUE – numa afirmação (não antecedido de uma
preposição), pronuncie qui (eu qui, você qui, nós qui, aquele
qui, para qui eu, para qui tu, para qui me, para qui ti);
A GENTE concorda com o feminino (a gente é amiga);
QUEM concorda na terceira pessoa (sou eu quem estuda);
Coletânea de Letras Musicais
1234
R (erre) ANTES DE CONSOANTE PRONUNCIA-SE:
RRÊ, ou, _RE (_RI)
Aberto, pronuncia-se: ábérrtu ou ábé_rtu
Aborto, pronuncia-se: ábôrrtu ou ábô_rtu
Acordo, pronuncia-se: ácôrrdu ou ácô_rdu
R (erre) NO FINAL DA PALAVRA PRONUNCIA-SE:
_RE(_RI)
Amar, pronuncia-se: ãmá_ri
Amor, pronuncia-se: ãmô_ri
Bater, pronuncia-se: bátê-ri
Beber, pronuncia-se: bêbê_ri
Bebida, pronuncia-se: bêbída
Bexiga, pronuncia-se: bêxíga
Bezerro, pronuncia-se: bêzêrru
Bocado, pronuncia-se: bôcádu
Bolacha, pronuncia-se: bôlácha
Borracha, pronuncia-se: bôrrácha
Coar, pronuncia-se: côá-ri
Coágulo, pronuncia-se: côágulu
Coberta, pronuncia-se: coberta ou côbé_rta
Comer, pronuncia-se: cõmê-ri
Comida, pronuncia-se: cõmída
Comadre, pronuncia-se: cõmádri
Compadre, pronuncia-se: cõpádri
DES... PRONUCNIA-SE: DÊS...
Desaba, pronuncia-se: dêsába
Desabar, pronuncia-se: dêsábá-ri
Descobre, pronuncia-se: dêscóbrii
Descobrir, pronuncia-se: dêscôbri-ri
Letristas em Cena
1235
Desemprego(subst.) , pronuncia-se: dêsẽprêgu
Desemprego (verbo) , pronuncia-se: dêsẽprégu
Desistir, pronuncia-se: dêsistí-ri
DEZ... PRONUNCIA-SE: DÉZ...
Dez, pronuncia-se: déz
Dezembro, pronuncia-se: dézẽbru
Dezesseis, pronuncia-se: dézêssêis
Dezessete, pronuncia-se: dézésséti
Dezoito, pronuncia-se: dézôitu
Dezenove, pronuncia-se: dézẽnóvi
ES... PRONUCIA-SE: ÊS... (exceto ÉSTA e ÉSTE):
Escola, pronuncia-se: êscóla
Escravo, pronuncia-se: êscrávu
Escrevo, pronuncia-se: êscrêvu
Escreva, pronuncia-se: êscrêva
Escreve, pronuncia-se: êscrévi
EX-... PRONUNCIA-SE: ÊS (como ES):
Ex-mulher, pronuncia-se: ês-múlhé-re
Ex-marido, pronuncia-se: ês-máridu
Ex-amigo, pronuncia-se: ês-ãmígu
EX... PRONUNCIA-SE: ÉX...
Exame, pronuncia-se: ézãmi
Exemplo, pronuncia-se: ézẽplu
Excelência, pronuncia-se: éscélẽcia
Excelente, pronuncia-se: éscélẽti
Experimentação, pronuncia-se: éxpérimẽtaçãum
Explicação, pronuncia-se: éxplicáçãum
Exploração, pronuncia-se: éxplóráção
Extra, pronuncia-se: éstra
Coletânea de Letras Musicais
1236
Exploração, pronuncia-se: exploração
Extrato, pronuncia-se: éstrátu
Extravagante, pronuncia-se: éstrávágãti
Extravagância, pronuncia-se: éstrávágãcia
Felipe, pronuncia-se: fêlípi
Ferida, pronuncia-se: fêrída
Gengibre, pronuncia-se: gẽgíbri
Gengiva, pronuncia-se: gẽgiva
Hexa, pronuncia-se: écsa
Metido, pronuncia-se: mêtídu
Mexido, pronuncia-se: mêxídu
Menino, pronuncia-se: mẽnĩnu
Mentir, pronuncia-se: mẽtí-ri
Pedido, pronuncia-se: pêdídu
Pequeno, pronuncia-se: pêquẽnu
Penteado, pronuncia-se: pẽtêádu
Pentear, pronuncia-se: pẽtêá_ri
Pneu, pronuncia-se: pê-nêu
Segundo, pronuncia-se: sêgũdu
Seguindo, pronuncia-se: sêguĩndu
Seguinte, pronuncia-se: sêguĩnti
Senhor, pronuncia-se: sẽnhô_ri
Senhora, pronuncia-se: sẽnhóra
Serviço, pronuncia-se: sêrrvíçu ou sê_rviçu
Servir, pronuncia-se: sêrrvi_ri, ou, sê_rvi_ri
Soar, pronuncia-se: sôá_ri
Soava, pronuncia-se: sôáva
Vestido, pronuncia-se: vêstído
Vestir, pronuncia-se: vêstí_ri
Zoada, pronuncia-se: zôáda
Zoar, pronuncia-se: zôá_ri.
Letristas em Cena
1237
SÓ LÚPUS É ASSIM
Lúpus eritematoso
Altera o sistema nervoso
Da moça e, às vezes, moço.
Doem todas as juntas do corpo,
Todas as cabeças de osso,
Dos pés até o pescoço.
Dá febre e dores nas juntas
E muita impaciência.
E a pele se enruga.
Dá mancha e, até, verruga.
É como fosse a velhice
Em plena adolescência.
Acomete homem e mulher
Acima de quinze anos.
Isto já nos quer dizer
Que tem a ver com o sexo.
Ou é pela falta dele,
Ou, se não, é pelo método.
Quem adquiriu o lúpus
Ou sofreu abstinência
Ou, se não, fez sexo mal.
Quer dizer que a doença
Pode estar relacionada
Com higiene sexual.
Dizem que há vários lúpus,
Vários tipos diferentes.
Mentira. Ele é só um.
Coletânea de Letras Musicais
1238
Existe diversidade
É do organismo humano.
Cada um é diferente.
É por isto que a AIDS,
A Chagas, dengue e lúpus
Causam mais estragos nuns
E menos noutros pacientes.
Os corpos de uns são frágeis,
Os doutros são resistentes.
Letristas em Cena
1239
TODOS SOMOS DEFICIENTES
Música: A ser musicada.
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos, minha gente.
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos, minha gente.
Há quem tem um aleijão (aleijado),
Há quem não tem audição (surdo),
Há quem não tem voz ou fala (mudo)
E há quem não tem visão (cego).
Há quem não tem mente sã (maluco),
Quem não tem economia (extravagante),
Quem não tem conhecimento (analfabeto),
Quem não tem sabedoria (sem inteligência),
Quem não ama ou tem paixão (eremita),
Quem não tem compreensão (não compreensivo),
Quem não tem ânimo ou coragem (preguiçoso),
E quem não tem percepção (insensível).
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos, minha gente.
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos deficientes,
Todos somos, minha gente.
Coletânea de Letras Musicais
1240
SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS
Há sotaques no Brasil
De modo demasiado.
Uma língua diferente
Em cada cidade, estado...
Por que não ensinam a gente
Falar fluente por rádio?
Rádio e televisão
São pra comunicação
Do intelectual.
Que tem a obrigação
De ajudar na educação.
Responsabilidade social.
Mas, ouve-se locutor
Falar amá e amô,
Iscola, ismola, e tal.
E há apresentador
Igualzinho ao locutor.
Quem fiscaliza este mal?
E, ainda, tem cantor,
Com fã e admirador,
Gravando e cantando errado.
Um, só um, destes cantores,
Zera o que mil professores
Disseram ao colegiado.
Letristas em Cena
1241
UMA GRANDE FIGURA
Música: Colaboração.
Eu quero falar a vós
De uma grande figura.
Eu quero falar a vós
De uma grande figura.
Eu quero falar a vós
De uma grande figura.
Eu quero falar a vós
De uma grande figura.
Aliás, é a maior
Figura da elocução.
Apesar disso não é
Por muita gente notada.
É muito despercebida:
Pouco vista e nunca ouvida.
É muito despercebida:
Pouco vista e nunca ouvida.
Muitos mestres não percebem
A presença da elipse
Nas frases mais usuais.
Por exemplo: Hoje é vinte.
Outro exemplo: Deus é mais.
Outro exemplo: É dois reais (o preço).
Outro exemplo: Deus é mais.
Outro exemplo: É dois reais (o preço).
Eu quero falar a vós
De uma grande figura.
Eu quero falar a vós.
De uma grande figura.
Eu quero falar a vós
Coletânea de Letras Musicais
1242
De uma grande figura.
Eu quero falar a vós
De uma grande figura.
A elipse se emprega
Nos termos desnecessários.
Não é preciso dizer,
Por exemplo, que hoje é dia.
Não é preciso dizer,
Por exemplo, que hoje é dia.
Não é preciso dizer,
Por exemplo, que hoje é dia.
Também se emprega a elipse
Quando se usa um prenome,
Quando se diz: “Tou com fome.”
Quando se diz: “Vou comer.”
E em tantas outras frases,
Que nem dá pra descrever.
E em tantas outras frases,
Que nem dá pra descrever.
Letristas em Cena
1243
UM DIÁLOGO IMAGINÁRIO
Música: Colaboração.
─ Jesus Cristo, o que fazer
Para ensinar comer
A este povo gordinho?
─ Eu já fiz isto. Foi em vão.
Dei um pedaço de pão
E um pouquinho de vinho.
─ Esta gente, Jesus Cristo,
Não tem quem controle o vício,
Confundido com vontade,
E, por isso, sempre come
Como um lobo com fome,
Sem pensar na obesidade.
O que eu devo dizer
Para gente não comer
Como lobo, Jesus Cristo?
─ Que esta gente, na verdade,
É escrava da vontade.
E vontade vira vício.
Ô,ô,ô, ô.
Mande esta gente tomar
Café com pão no jantar,
Sem manteiga. Está ok?
Depois, mande aprender
Distinguir a sua fome
Da vontade de comer.
Coletânea de Letras Musicais
1244
Como o vício de comer
É o vício de beber,
De fumar, cheirar ou ver.
Todo vício é uma vontade.
Quem satisfaz a vontade
Faz este vício crescer.
Ê, ô, ô, ô,ô.
Letristas em Cena
1245
UM EXEMPLO A SEGUIR
Há no Brasil um juiz
Que é um exemplo a seguir,
Chamado Joaquim Barbosa,
Isto é, Doutor Joaquim...
O Brasil, pra país sério,
Só falta juiz assim.
Isto é que é juiz,
Com respeito e destemor.
Como poucos no país,
Merece o título Doutor.
Porque juiz-meretriz,
O que se vende, é Dona Flor (puta).
Joaquim Barbosa é Juiz
Do Supremo Tribunal,
Ministro e Presidente,
Com uma história excepcional:
Negro, filho de pedreiro...
É um exemplo triunfal.
Paracatu, Minas Gerais,
É sua terra natal.
E, como um bom mineiro,
É exemplo de moral,
Para todo brasileiro.
Um orgulho nacional.
Coletânea de Letras Musicais
1246
UM JEITO DE EDUCAR
Há sotaques no Brasil
De modo demasiado.
Uma língua diferente
Em cada cidade, estado...
Por que não ensinam a gente
Falar fluente por rádio?
Rádio e televisão
São pra comunicação
Do intelectual.
Que tem a obrigação
De ajudar na educação.
Responsabilidade social.
Mas, ouve-se locutor
Falar amá e amô,
Iscola, ismola, e tal.
E há apresentador
Igualzinho ao locutor.
Quem fiscaliza este mal?
E, ainda, tem cantor,
Com fã e admirador,
Gravando e cantando errado.
Um – só um – destes cantores,
Zera o que mil professores
Disseram ao colegiado.
Letristas em Cena
1247
UM JEITO DE SER HONESTO
Música: Colaboração.
A gente, vivendo a vida,
Descobre a ilusão.
Isto, a gente mais esperta,
Que a menos esperta, não.
A gente, vivendo a vida,
Descobre a ilusão.
Isto, a gente mais esperta,
Que a menos esperta, não.
Tem gente pouco esperta,
Sem “olho mágico” na testa,
Que só vê que bosta é merda
Quando lambuza a mão.
Tem muita gente que rouba,
Mas o faz por influência.
Rouba, mas é na inocência.
Não se acha ladra, não.
Tem gente comprando roubo,
Por achar muito barato,
Tem gente levando “bode”,
Tem gente fazendo “gato”...
Gente que pode e não paga
Contratos que assinou,
Um cheque que retornou...
São maneiras de roubar.
Até quem fura uma fila
Está sendo desonesto.
E é, portanto, ladrão.
Tá roubando um lugar.
Coletânea de Letras Musicais
1248
E quem mente, minha gente,
Tá roubando e não sabe.
Saiba que o mentiroso
É o ladrão da verdade.
Letristas em Cena
1249
UM POEMA AO POETA
GREGÓRIO DE MATTOS
Oi, Gregório, você viu
O que foi que aconteceu
Com Salvador e o Brasil,
Depois que você morreu?
Você lembra dos dois efes
Que você tanto falou?
Agora há uma peste
De efes em Salvador.
Além daqueles malditos,
Que você já mencionou,
Há os efes de fuxico,
De futrica, de furor.
Efe de felicidade,
Mas, pelo mal, meu senhor,
E efe de falsidade...
E, pensa que acabou?
Efe de falsificar.
Este esse virou pê.
Chamam de piratear,
Principalmente CD.
Tem o efe de fingir,
E o efe de “fazer” (entre aspas).
Quem pode não faz, só finge.
A ordem é corromper.
Coletânea de Letras Musicais
1250
E o efe de fofoca?
Esse é o que mais tem.
Em todo canto há fofoca:
Trabalho, escola, ônibus, trem...
Tem fofoca em avião.
Veja onde fomos parar.
Fofoqueiras sobem e vão
Fazer fofoca no ar.
Pensa que há só fofoqueiras?
Há fofoqueiros também.
Fofoca e más brincadeiras
Agora é o que mais tem.
Chama-se bullyng insulta
Ou fofoca nas escolas.
Porém, de quem é a culpa?
É dos pais ou das escolas?
A expressão “filho de puta”,
Antiga até demais,
Quer dizer que a má conduta
Do filho advém dos pais.
Se os pais são fofoqueiros,
São velhacos, são canalhas,
Os filhos serão herdeiros
Destes costumes ou falhas.
Lá no Rio, houve matanças.
Um cara não guentou mais
E matou doze crianças
Letristas em Cena
1251
Para se vingar dos pais.
Depois ele suicidou-se,
Como tinha planejado.
Porém, antes, explicou-se
Deixando vídeos gravados.
Esse daí se explicou
Através da gravação.
Mas, muita gente é morta
Sem nenhuma explicação.
Porém, eu tenho explicado,
Com calma, com paciência,
Em meu poema chamado
A Pior Experiência.
Para lê-lo é só buscar:
Página de Nascimento.
Cê não vai acreditar.
Previ o acontecimento!
Cê lembra o que era puta?
Agora é Dona Flor.
É o novo nome de puta
Que Jorge Amado inventou.
Puta não é meretriz,
Ou prostituta, jamais.
Prostituta só é puta
Se não assume o que faz.
Quem não assume o que faz,
Coletânea de Letras Musicais
1252
E, principalmente o que diz,
Pode até ser homem, mas,
É pior que meretriz.
Quem não garante o que diz,
Quem insulta ou faz fofoca,
Quem não paga um infeliz,
É uma puta idiota.
Essa pessoa, poeta,
Tem como arma a lábia.
É idiota, é pateta,
Mas julga-se muito sábia.
Morre de “bala perdida”
Ou, se não, “atropelada”,
Cruzando uma avenida
Tranquila ou engarrafada.
Morre sentada à mesa,
Almoçando em sua sala.
Aparece alguém, alveja,
Senta o dedo, manda bala.
Ladrão é, às vezes, puta.
Puta é, às vezes, ladrão.
Quem não paga também furta.
E pode morrer em vão.
Letristas em Cena
1253
VAMOS FAZER A FAXINA
Música: Colaboração.
Vamos fazer a faxina.
Vamos limpar a política.
Vamos todos apoiar
A Lei da Ficha Limpa.
Vamos varrer os corrutos.
Os corrutos são carniça.
Mas lembrem-se dos corrutos
Lá de dentro da justiça.
Os corrutos são carniça,
Lama podre, são sujeira.
Vamos botar gente honesta
Na política brasileira.
Os corrutos são carniça,
Lama podre, são sujeira.
Vamos botar gente honesta
Na política brasileira.
(Repete-se toda a música)
Coletânea de Letras Musicais
1254
A VIDA NUM SONETO
Sabe o que é a vida?
Eu vou dizer pra você.
A vida, por assim dizer,
É a luz na escuridão.
É competir e não vencer.
É conquistar, depois perder.
É sorrir, chorar, sofrer.
É parceria e solidão.
É o certo e o errado.
É Deus contra o diabo.
É a mão e a contramão.
É felicidade e lamento.
É prazer e sofrimento.
É amor e corrosão.
Letristas em Cena
1255
V**I**R**O**S**E
A minha filhinha amada
Começou a espirrar.
Tinha a garganta inflamada.
Não podia nem falar.
Não dormia a Mariinha.
Mal podia respirar,
Pois a garganta fechava
E lhe faltava o ar.
Eu peguei a coitadinha
E a levei ao hospital,
Precisava, urgentemente,
Combater aquele mal.
O médico a internou,
Querendo a remediar.
Então, perguntei a ele:
Com qual doença ela tá?
O doutor disse: “É virose”.
É difícil de curar.
Perguntei: O que é virose?
O senhor pode explicar?
O médico franziu a testa,
Olhou pra lá e pra cá,
E disse: “Sei que é virose.
Porém, não sei explicar.”
Sou poeta, Seu Doutor.
Eu já matei a charada.
Virose não é doença.
É neblina dispersada.
Quer dizer, é a neblina
Coletânea de Letras Musicais
1256
Dispersada pelo ar,
Invisível, disfarçada.
E pode, até, matar.
O lençol d’água se esquenta,
E húmus, em metamorfose,
Gera a “fumaça”, a neblina,
E o vento torna-a virose.”
A neblina é mais comum
Onde existe lençol d’água.
Onde, cavando-se o solo,
A água é encontrada.
Água, de manhã, é quente
E a “fumaça” é formada,
Quando ali não houver vento
Pra ela ser dispersada.
A neblina é uma nuvem,
Um nevoeiro, no chão.
O terror do motorista,
Da garganta e do pulmão.
Mas, só se forma a neblina
Sem vento na região.
Com vento, ela dispersa
E segue, sem direção.
O vento, assim, sem maldade,
Mas, com toda tirania,
Leva os vírus à cidade,
Vila ou fazenda vizinha
E invade a privacidade
Das pessoas com alergia,
Que invadem hospitais.
Mas, prevenir bastaria.
Letristas em Cena
1257
As pessoas com alergia
Conseguem se prevenir
De poeira, frente fria,
E de fumaça, ao sair.
Proteger-se de neblina
É difícil conseguir.
Mas, podem vedar a casa,
Ou o quarto de dormir.
Através de uma fresta,
Janela ou porta aberta,
O vento invade a casa
E o vírus se manifesta.
Através de uma fresta,
Janela ou porta aberta,
O vento invade a casa
E o vírus se manifesta.
Não se aprende em colégio,
Faculdade não ensina,
Mas eu tive o privilégio
De explicar a neblina:
O lençol d’água se esquenta,
E húmus, em metamorfose,
Gera a “fumaça”, a neblina,
E o vento torna-a virose.”
Coletânea de Letras Musicais
1258
VOCÊ SABE O QUE É DROGA?
Música: Colaboração.
“Você sabe o que é droga?”
Perguntaram para mim.
Não sei. Mas acho que droga
É uma coisa ruim.
“Não é ruim. Ela é má.”
Disse-me essa pessoa.
Rebati: ruim é má.
“Não. Má é parecer boa.
Até quem vende é assim.
Parece pessoa boa.
Ilude a outra pessoa.
Mas, no fundo, é ruim”.
Parei. Pensei. Refleti
Na diferença que há.
Foi assim que eu descobri
O quanto a droga é má.
Parece uma delícia.
Melhor que ela não há.
A tal da droga ilícita
É bom nunca experimentar.
Para esclarecer as drogas
Vou aqui classificar
Todas as drogas, três grupos,
Que agora vou explicar:
Ilícitas, drogas pesadas.
São muito loucas, meu rei.
As lícitas são liberadas,
Mas controladas por lei.
Letristas em Cena
1259
Nestas incluem o tabaco,
O álcool e outras mais.
Proibidas a menores,
Pois os tornam marginais.
Marginal não vê futuro,
Não consegue olhar pra frente.
Entrega-se às drogas,
Às vezes, adolescente.
Sabe o que é marginal?
Há quem pense que é bandido.
Marginal é estar na margem
Da sociedade, perdido.
A sociedade é um rio.
Tem rumo e direção.
Mas as pessoas da margem
Não sabem pra onde vão.
Essas pessoas marginais
Podem se recuperar.
Porém, perdem muito tempo
Olhando a vida passar.
Há, também, as drogas livres.
Todo mundo pode usar
E abusar, pois são livres.
Mas também podem matar.
São o açúcar, o sal,
O hambúrguer, o rebite.
Elas também fazem mal
Para quem não tem limite.
O sexo também é droga
Quando sem parceiro certo.
Com o parceiro não é droga,
Mas é amor. Não é sexo.
Coletânea de Letras Musicais
1260
VEM TU DAR VALOR
(Solo)
Eu te dou, bem, e tu não me dás valor.
Dou carinho, dou beijinho, dou amor.
Meu benzinho, vem ver como eu estou.
Tou sofrendo por causa do teu amor.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
(Solo)
Eu te dou, bem, e tu não me dás valor.
Dou carinho, dou beijinho, dou amor.
Meu benzinho, vem ver como eu estou.
Tou sofrendo por causa do teu amor.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
Letristas em Cena
1261
VENHA VOCÊ DAR VALOR
(Solo)
Eu lhe dou e você não me dá valor.
Dou carinho, dou beijinho, dou amor.
Meu benzinho, venha ver como eu estou.
Tou sofrendo por causa do seu amor.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
(Solo)
Eu lhe dou e você não me dá valor.
Dou carinho, dou beijinho, dou amor.
Meu benzinho, venha ver como eu estou.
Tou sofrendo por causa do seu amor.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
Coletânea de Letras Musicais
1262
ZÉ PORTUGUÊS
(Este poema começa
Fazendo críticas aos nossos
Sotaques e ao Sistema de
Educação Brasileiro, mas
Termina dando boas aulas)
O português do Brasil
É meio destrambelhado.
Há gente que fala certo,
Gente que fala errado
E gente que tem sotaque
E que fala engraçado.
O baiano fala:”Oxente!”
Mineiro fala: “Dê um trein!”
O paulista fala: “Pô, meu!”
E todos nós falamos: “Hein!”
O sotaque é errado.
Pois, fala bem que não o tem.
Registro este apelo:
Ministro da Educação,
Seja básico, radical.
Inclua a dicção
No Curso de Formação
Do Ensino Fundamental.
Pergunte ao professor
Porque é que nós falamos
Casá, corrê e amô
E porque que não falamos
Letristas em Cena
1263
Do jeito que escrevemos:
Casar (á-r), correr (ê-r) e amor (ô-r).
E porque trocamos letras
Quando lemos ou falamos.
Escrevemos registrar,
Escrever e desistir,
E resistrá, iscrevê
E disisti nós falamos.
E tem mais: falamos í (I)
Quando o correto é ê (E).
São exemplos “aligria”,
Apilido, arrilia,
“Atrivido”, “arripia”,
“Alixamdre” e “aria” (pule).
Se a palavra é verbo
Apresenta outro erros
Em sua conjugação.
Exemplos, “apilidá”,
“Ariá”, “arriliá”,
“Apiá” e “atiá”.
E, também, falamos ú (U)
Quando o correto é ô (O).
São exemplos “buchechada”,
“Cumê”, “cubri” e “durmi”,
“Burracha” e “bulachada”,
“Cuadô”, “cua” e “cuá”.
E há vários outros erros
Coletânea de Letras Musicais
1264
Na parte de dicção.
Eu peço a Vossa Excelência
Um pouco de atenção,
Treinando os professores
Com cursos de dicção.
Há tempo para mudar.
Há tempo para aprender.
É só a gente falar
Do jeito que escrever.
Diferencie lá de lar,
Mas não, ler de escrever.
A vogal acentuada
Deve ser pronunciada
Como pedir o acento.
Mas temos que estar atentos
Para os sons desta vogal,
Se ela não tem acento.
Existem cinco vogais
Nas letras do ABC.
Que, transformando em fonemas,
Produzem catorze orais
Mais cinco outros nasais.
É só conferir pra vê.
Mas, dos catorze orais,
Só dez podem ser contados.
Pois fonemas I e Í
São duas vezes mencionados,
Assim como U e Ú,
Duas vezes representados.
Letristas em Cena
1265
Os dez fonemas orais
São Á, tônico, e A, átono,
É, aberto, Ê, fechado,
Í, tônico, e I, átono,
Ó, aberto, O, fechado,
E, Ú, tônico, e U, átono.
A seguir, os sons nasais.
A baixo, a explicação:
São à (an), Ẽ (en), Ĩ (in), Õ (on) e Ũ (um).
A (á) vira Ã, e E (é), Ẽ,
I (í) vira Ĩ, e O (ó), Õ,
E, U (ú) pode virar Ũ.
Assinalada com til (~)
Ou seguida de M ou N,
A letra A soa à (an),
Como o faz em Canaã.
Exemplos: fã, rã e ama (ãma),
Cana (cãna), canta (cãta), e Jean (Jeã)...
E, também, a letra E
Seguida de M ou N
É pronunciada Ẽ (en).
Exemplos pemba (pẽba) e ema (ẽma),
Cinema (nẽ) e abdômen (ábdõmẽ),
Vento (vẽ), lento (lẽ), e nenen (nẽnẽ).
Todas vogais são assim.
E, portanto, a letra I,
Seguida de M ou N
É pronunciada Ĩ (in).
Coletânea de Letras Musicais
1266
São exemplos limpa (lĩpa), linda (lĩda),
Alimenta (alĩmẽta), aipim (aipĩ)...
Assinalada com til (~)
Ou seguida de M ou N
A letra O soa Õ (on):
Aviões, anões, e tom (tõ),
Soma (sõ), toma (sõ) e kibon (bõ),
Monto (mõ), apronto (prõ) e ponto.
Como o faz em jerimum,
A letra U segue a regra,
Seguida de M ou N,
E se pronuncia Ũ (um).
São ex.: fuma (fũma), ruma (rũma),
Munguzá (mũ), Cafarnaum (naũ)...
Além dos quinze fonemas,
Cinco orais e dez nasais,
Acima representados
Por cinco letras vogais,
Nove letras consoantes
Representam dois ou mais.
São elas C (cê), G (gê), H (agá),
L (ele), M (eme), N (ene), R (erre),
E, também, S (esse) e X (xis).
A letra C representa
Os fonemas CÊ e QUÊ,
E a letra G, JÍ e GUÊ.
H tem um (1) som de X,
No dígrafo CH.
Letristas em Cena
1267
E, no dígrafo LH,
H soa HI:
Achego (xê), cabrocha (xa), chifre (xí),
Palhaço (lhiá), palhoça (lhió), lhe (lhii).
Letra L (ele) representa
Os fonemas LÊ e Ú.
Já M (eme), fonema MÊ
E fonemas Ĩ e Ũ.
Exemplos: vem (ẽĩ) e amam (ãũ).
Amar é um (ũ) bem (ẽĩ) comum (ũ).
Letra N representa
Apenas fonema NÊ.
Porém ela nasaliza
Tanto quanto o faz o MÊ.
E a letra R tem
O som RÊ e o som _RÊ.
Letra S representa
Os fonemas Ç e ZÊ.
Letra X, quatro fonemas.
Mais abaixo você vê.
Agora teremos L (ele),
Coos fonemas Ú e LÊ.
Antes de uma vogal
Ou depois de consoante,
O som de L (ele) é LÊ.
Mas, antes de consoante
Ou final, antes de pausa,
É como Ú que se lê.
Coletânea de Letras Musicais
1268
Já sem pausa e final
Seguido duma palavra
Começada por vogal,
Há quem fale como Ú,
Há quem fale como LÊ.
Mas o correto é LÊ.
Letra R inicial
Ou quando é duplicada (RR),
E após N, S e L,
É pronunciada RÊ:
Roma, carro, sonrisal,
Honra, desrespeito, guelra...
Depois doutra consoante,
Entre vogais e final
A letra R é _RÊ:
Braço, crivo, dreno, trio,
Cara, touro, era, foro,
Amar (á_r), desistir (í_r), saber (ê_r).
Quando erre R aparece
Sendo a letra final
E é seguida por uma
Consoante inicial,
Prevalece a pronúncia
Dantes doutra consoante.
Pois se R aparecer
Antes doutra consoante
Pode ser pronunciada
À escolha do falante.
Lá pro Sul preferem _RÊ.
Letristas em Cena
1269
No Norte, preferem RÊ.
Letra S inicial
E quando vem duplicada
Ou depois de consoante,
Exceto em obséquio...
Tem o som de cê-cedilha (Ç):
Sapo, esse, falso, manso.
Letra S que aparece
Depois de uma vogal,
Entre vogais ou final,
É pronunciada ZÊ.
Entre vogais é mais tônico,
Mas todos os sons são ZÊ.
Eis alguns poucos exemplos
De S com som de ZÊ:
Casas, rosas, pitorescos,
Asnos, as novas, os mesmos,
Escolas, escravos, trevos,
Lesmas, resmas, e torresmos.
A letra X tem os sons
Z, KÇ, Ç e CH.
Ninguém pode duvidar.
O som de ZÊ em exame,
O som de KÇ em tórax,
O de Ç em exclamar.
E o som de CH
Xis pode apresentar
Em palavras como Xá,
Coletânea de Letras Musicais
1270
Imperador do Irã,
Ou enxada, caixa, xale,
Xadrez, xis e oxalá.
E (é) quando inicial
Seguido de consoante,
Exceto H (agá) e X- (xis-hífen),
S (esse), M (eme) e o N (ene),
E as palavras erro (êrro) e ele (êle),
Tem o som aberto É.
São exemplos: ebó e eco,
Eduardo, efe e ego,
Ejetar, elementar,
Epitácio, equação,
Erre, esse (S), eternizar,
Evasão, e executar.
Se seguida de X- (xis-hífen)
Letra E inicial
É pronunciada Ê (êx-mulher).
Quando seguida de S,
Também tem pronúncia Ê,
Exceto essa/ta, esse (S) e este (leste).
Letra E inicial
Seguida da letra X,
Não importa a pronúncia
Que se dá à letra X,
É pronunciada É:
Exemplar (ézemplar). Assim se diz.
E (é) se pronuncia I
Letristas em Cena
1271
Quando for a última letra,
Mas não na palavra QUE (quê),
E sim na palavra QUE (qui),
E quando fonema único.
Exemplo: paz, saúde E...
Existem QUE (quê) e QUE (qui).
O QUE (quê) só se pronuncia
Depois das preposições.
Em outras situações,
Quando sem preposições,
Não diga QUÊ, diga QUI.
Um macete importante
Para não se falar mal
É atenção para os verbos
Que alteram o radical,
Seja por troca de letra
Ou por letra adicional.
Por exemplo, aqueles verbos
Que terminam com um cê
De cedilha mais AR
Trocam o cê com cedilha
Pelo cê sem a cedilha,
Quando lhe seguir o E.
É o caso de cocei,
Que eu coce, que tu coces,
Qu’ele coce e vós coceis.
Qu’eles cocem e nós cocemos,
Coce eu, coce você,
Cocem eles e vocês.
Coletânea de Letras Musicais
1272
E os verbos que terminam
Com o cê sem a cedilha
Mais as letras E e R
Trocam o cê sem cedilha
Pelo cê com a cedilha
Antes de A e de O.
Por isso se diz: eu venço,
Mereça você e vença,
Eu mereço, eu padeço,
Padeça e não enfraqueça,
Esqueça que eu esqueço,
Cresça, e, também, apareça.
Já os verbos que terminam
Com o cê sem a cedilha
Mais as letras A e R
Trocam o cê sem cedilha
Pelo dígrafo QU
Quando precede o E.
Por isso se diz: não peque,
Pique, repique, enrique,
Comunique, não trafique,
Foque, refoque, enfoque,
Loque, reloque, coloque,
Fique e não simplifique.
E os verbos que terminam
Com a letra G mais ar
Transformam G em GU
Quando se segue o E.
Por isso, joguei e jogue,
Letristas em Cena
1273
E joguemos, de jogar.
Quando um verbo terminar
Com a letra G e er,
Ou então, se terminar
Com a letra G e ir,
A letra G vira J
Antes de A e de O.
Por isso, reja e proteja,
Não constranja e corrija,
Abranja, tanja, não surja,
Redijo, fujo, não finjo.
Quem quiser ovo que frija.
Não me tinja que eu atinjo.
Vai, aqui, mais um macete.
É importante saber:
Troca-se o G pelo J,
Mas não, o J por G.
Por tanto escreva com J
Manje eu, manje você.
Todas as trocas que vimos
São de letras. Não, de fonemas.
Não é irregular o verbo
Que troca letra apenas.
Os verbos irregulares
Trocam ou ganham fonemas.
Troca E por I, seguir;
Troca I por E, frigir;
Troca O por U, polir;
Coletânea de Letras Musicais
1274
Troca U por O, fugir;
Troca D por Ç, medir;
Troca V por Ç, ouvir.
E os verbos em ear
Ganham I nas formas rizo.
Quer dizer que quando o verbo
É em ear terminado,
Tem, nas formas rizotônicas,
Mais um I acrescentado.
Por isso, FREAR é freio,
Freias, freia, mas, freamos.
E, também, MEAR é meio,
Meias, meia, mas, meamos.
E IDEAR é ideio,
Ideias, e, ideamos.
E dos verbos terminados
Com as letras IAR
Somente o ODIAR
Tem um E acrescentado.
Se há mais algum, desculpe.
Mas eu não estou lembrado.
Pois ODIAR é odeio,
Odeias, e, odiamos.
Mas, ADIAR é adio,
Adias, e, adiamos.
E, AFIAR é afio,
Afias, e, afiamos.
Mas, além destes macetes,
Tem um outro bem legal:
Letristas em Cena
1275
Há verbos com duas formas
Num modo ou pessoa tal.
Em geral, no particípio,
Ou, no modo imperativo.
E, no verbo DESTRUIR,
CONSTRUIR é paradigma,
Diz-se destróis ou destruís,
Também, destrói ou destrui
E destroem ou destruem,
No presente indicativo.
É que há uma regrinha
Que diz para grafar UI
Nas segunda sing. e terceiras
Pessoas do indicativo,
Quando no tempo presente,
De todo verbo em uir.
Há, também, outro macete
Que pouca gente domina:
O emprego da elipse
É mais do que imagina
Pedagogo ou professor,
Que de elipse pouco ensina.
Elipse é omitir
Letra, palavra, etcétera,
Que está subentendida.
Ou, pelo menos, devia.
Exemplo: o nome de alguém
Quando se fala “Bom dia!”.
Coletânea de Letras Musicais
1276
Mas, é o nome completo.
Só o prenome é elipse.
E é elipse pergunta
Do tipo: Que horas são?
A frase não cita o nome,
Completo, do cidadão.
São elipses expressões
Do tipo Oi!, Olá!,
Tchau! E orações como esta:
São dez horas da manhã.
Faltou dizer dia, mês,
Ano, e, “da Era Cristã.”
Há, ainda, a elipse
No emprego destas frases:
Cê vai? Cês vão? E, vambora?
Tá. Tou. Faz. Faço. Façamos.
Bebeto também vai, viu.
Ele vai, então rumbora.
Trata-se duma elipse,
Quer dizer, da redução.
Ou seja, quando a palavra
Tem reduzida a grafia.
Exemplo: a palavra foto
Veio de fotografia.
Mas, no caso de vambora,
Trata-se de redução
Seguida de contração,
Como o são coa e né.
E, no caso de rumbora:
Letristas em Cena
1277
Pega rumo, vai embora.
Bebeto é, simplesmente,
Redução irregular,
Carinhosa, de Roberto.
Outras formas carinhosas:
Papai, mamãe e vovó,
Vovô, Zezé e Cacal.
A redução regular
É uma ou duas sílabas
Do início ou final
De uma palavra tal.
Um exemplo é Cristina.
São reduções Cris e Tina.
Mas, algumas reduções,
Chamadas irregulares,
Botam e tiram fonemas
E não escolhem lugares.
É o caso do exemplo
Que foi dado lá acima.
Eis aqui outros exemplos:
Gal, Cal, Peo, e, também,
Chico. Reduções de Magali,
Carlos, Pedro e Francisco.
Apelido é Pelé,
Garrincha, Branco e Zico.
A oração sem sujeito
Tem sujeito, elipsado,
Ou seja, sujeito elíptico,
Coletânea de Letras Musicais
1278
Sujeito não expressado.
A NGB não diz
Mas ele já é notado.
Esse sujeito, o elíptico,
Inclui o sujeito oculto
E o sujeito imaginário,
Da oração sem sujeito,
Ou o advérbio oculto,
Do verbo haver sem sujeito.
Quem chove é a natureza
E quem faz sol também é.
Quem venta é a natureza.
E quando neva, quem é?
Por isso não se precisa
Dizer o sujeito. N(ão)é?
Quando haver é o verbo,
Há elipse do advérbio,
De lugar, “na natureza”:
Há males (na natureza)
Que vêm pra o nosso bem.
Há (.) quem tem e quem não tem.
Por não entender elipse,
Há muito educador
Que erra no dia-a-dia.
Um exemplo: hoje são vinte.
O correto é: hoje é vinte.
Fez-se a elipse de dia.
Há elipse em toda frase
Letristas em Cena
1279
Em que não há concordância
Predicativo-sujeito:
Elas são a minha vida.
Elas são as alegrias,
Ou razões, da minha vida.
Mas, veja que par perfeito.
Em toda e qualquer frase
Deve haver concordância
Entre verbo e sujeito:
E o país vencedor
É os Estados Unidos.
A compreensão é simples.
É que o país formado
Pelos Estados Unidos
É o país vencedor.
São palavras da elipse,
O país formado por.
Mas, além de falar bem,
A pessoa inteligente
Aprende escrever também.
Este poema amigo
Vai lhe passar uns macetes
Desta outra arte, meu bem.
O primeiro bom macete
Para se escrever bem
Está na ortografia.
E este só se aprende
Consultando dicionário
E escrevendo, todo dia.
Coletânea de Letras Musicais
1280
Só pra citar um exemplo,
O agá (H) inicial,
O cê-agá (CH) ou o xis (X),
O xis-cê (XC), o esse-cê (SC)
E usar esse (S) ou zê (Z)
Não obedecem a uma regra.
É preciso escrever,
Escrever e escrever,
Consultando dicionário,
Pra treinar e aprender.
Só domina esta arte
Quem escreve por prazer.
Aqui estão uns vocábulos
Que são escritos com esse (S):
Os títulos femininos,
Por exemplo, o de duquesa,
Os monos pás, trás, dês, vês,
Aliás, um oxítono.
Os pátrios findos em ês,
Sua formas femininas,
Substantivos derivados
De um verbo em ender,
E, também, todas as formas
Dos verbos pôr e querer.
E aqui estão alguns
Que são escritos com zê (Z):
Os abstratos femininos,
Os monos paz, traz, dez, vez,
Sufixos zal, zeiro, zinho,
Letristas em Cena
1281
E derivados: cuscuzeiro.
A inicial maiúscula,
Cê sabe quando empregar?
Abrindo verso ou período,
Pronomes de tratamento
E substantivos próprios,
Quer dizer, os nomes de:
Pessoas, deuses e santos,
Ou de instituições,
Obras, empresas e mares,
Acidentes geográficos,
Continentes e países,
Estados, vias... lugares.
Porém, palavras, criança,
Levam acento ou não.
Este é um bom macete.
Atente. Preste atenção.
Este macete se chama
Regras de Acentuação.
Acentue, graficamente,
Todas proparoxítonas.
Algumas delas são: lâmpada,
Câmara e, etcétera.
As cujo acento cai
Na antepenúltima sílaba.
Aquelas cujo acento
Cai na sílaba penúltima
Chamam-se paroxítonas.
Coletânea de Letras Musicais
1282
Por serem muitas palavras
Elas são acentuadas
Seguindo quatro escalas:
As terminadas em Ã,
As terminadas em ÃO,
As em I e as em U,
Seguidas de S ou não,
Órfã, órfão, táxi, húmus...
Que são da primeira escala;
As em L ou em N,
PS, R ou X,
Projétil e abdômen,
Bíceps, sóror e tórax...
Que são do segundo grupo,
Ou, da segunda escala;
As em ditongo crescente,
Depois duma consoante,
Por exemplo, rádio e médio,
Miocárdio e remédio,
Pódio, Mário, Sávio e tédio...
Que são da terceira escala;
E, ditongo decrescente,
Quando oral e fechado.
São exemplos fósseis, mísseis,
Têxteis, fáceis e difíceis,
Que são da quarta escala,
Daquelas quatro que eu disse.
Acentue as oxítonas
Letristas em Cena
1283
Em A, E, e, também, O,
Seguidas ou não de esse (S),
Ou em ém, éns, éis e óis.
Exemplos: amém e vinténs,
Fiéis, anéis e anzóis.
Acentue também, ainda,
Os monossílabos tônicos
Em A, E e O, também
Seguidos, ou não, de S.
Exemplos: a pá e o pó,
Más, rês e nós, pré e pós.
Acentue ditongo aberto,
Exceto o EI e o OI
Que vêm em paroxítonas.
Exemplo: Andreia e jiboia.
EI e OI só se acentuam
Nas palavras oxítonas.
Acentue o I ou U
Em hiato com vogal,
Como em saída, saúdo...
Mas, não, nos verbos em iu
Ou hiato com ditongo,
Como em feiura, baiuca...
E, ainda, se lhes segue
Lê, mê, nê, _rê ou o zê,
Não seguidos de vogal,
Como em paul e ruim,
Rainha, contribuinte,
Saindo, sair, juiz...
Coletânea de Letras Musicais
1284
Acentue com circunflexo
Toda segunda pessoa
Do singular do presente
Do modo indicativo
Dos verbos ver, ler e crer,
E, também, seus derivados.
Assim como a segunda
Pessoa do singular
Do imper afirmativo
Dos verbos ver, ler e crer,
E derivados também,
E, ainda, verbo ser.
E segue a esta regra
Toda terceira pessoa
Do plural e do presente
Do modo indicativo
Do verbo vir e do ter,
E, também, seus derivados.
Acentue, com o agudo,
A segunda e terceira
Pessoas do singular,
Presente indicativo,
De todo verbo em oer
Ou em ter, exceto TER.
Acentuando a segunda
Pessoa do singular
Do presente indicativo,
Tem-se que acentuar
A segunda singular
Letristas em Cena
1285
Do imper afirmativo.
Acentuam-se, também,
As formas verbais em R
Recebendo A e O
Como pronomes oblíquos,
Que trocam R por L.
Exemplo: amá-la e pô-lo.
Porém, seguindo o acordo
De março 2008,
Não serão acentuadas
Caso o verbo, sem R,
Termine na letra I,
Como pedi-lo e vesti-lo.
As formas verbais em S
Não serão acentuadas
Recebendo tais oblíquos,
Mas trocam S por L.
Só pra citar um exemplo,
Matamo-la e a damos.
Nas formas em M ou ÃO,
Tais oblíquos ganham N:
Matam-na, amassam-na,
Pegam-na e assam-na,
Pegarão-na, matarão-na,
Assarão-na, comerão-na.
Porém, pronomes oblíquos
São poucas vezes enclíticos.
Nuns casos usam-se ênclise,
Coletânea de Letras Musicais
1286
Noutros, usar-se-á mesóclise.
Mas, em quase todos casos
Pode se empregar próclise.
A próclise, você já sabe,
È o caso do oblíquo
Que se antepõe ao verbo.
São exemplos, me mandar,
Te pagar, a contratar,
Lhe amar, se chupar prego.
A ênclise é o contrário:
É o caso do oblíquo
Que ao verbo é posposto.
Os exemplos são mandar-me,
Pagar-te e contrata-la,
E, também, dar-lhe desgosto.
E o caso de mesóclise
O próprio nome explica:
É quando o pronome oblíquo
No meio do verbo fica.
Só com verbos no futuro
Far-se-á esta futrica.
Acentue, usando grave,
Indicativo de crase,
O AA pronunciado.
Mas, nunca escreva AA.
Escreva sempre A, grave,
Que é o A craseado.
Indica a contração
De o A preposição
Letristas em Cena
1287
Com aquele ou aquela
E, ainda, com aquilo,
Ou então com A pronome,
Ou, se não, com A artigo.
Crase é obrigatória.
Nunca é facultativa.
O que é facultativo
E o uso do artigo
Ou pronome possessivo.
Isto é facultativo.
Há quem fale: a minha mãe.
Quer dizer, usa o artigo
E também usa o “minha”,
Um pronome possessivo,
E faz o emprego da crase
Parecer facultativo.
Mas, lembre sempre, criança,
O que é facultativo
É o emprego de artigo
E pronome possessivo.
Jamais emprego de crase
Pode ser facultativo.
Há outras notações léxicas,
O travessão e parênteses.
Essas notações são til,
Cedilha, hífen e apóstrofo,
Sendo a cedilha do C,
Do ÕES, ÃES ou ÃO, o til.
Coletânea de Letras Musicais
1288
Hífen, traço-de-união.
Apóstrofo se emprega
Sempre numa supressão.
Supressão duma vogal:
Caixa da água ou d’água.
Não se usa em contração.
O travessão e parênteses
Empregam-se geralmente
Separando marcadores,
Substituindo vírgulas,
E, na conversa, diálogo,
Só travessão, meus amores.
PORQUE também tem macete.
Depois do artigo ou com pausa,
É porquê, acentuado;
Perguntando, é separado;
Precedido de “motivo” (pelo qual),
Acentuado e separado.
Há muitos outros macetes,
Como pronomes oblíquos
Que parecem ser sujeitos:
É fácil pra mim dar jeitos.
Orações subordinadas
Na ordem inversa dos feitos.
Oraçõe subordinada
Na ordem certa é assim:
Dar jeito é fácil pra mim.
Mas não se pode dizer:
Disseram para mim sair.
Isto é pra mim fazer.
Letristas em Cena
1289
FALAR MAIS LER É IGUAL ESCREVER
(fala-ri máis lê-ri é iguáu escreve-ri)
FÁLÁR+LÊR=ÊSCRÊVÊR
CANTA-SE, FALA-SE E LÊ-SE COMO SE ESCREVE
MÚSICA É POESIA E RIMA COM PRONÚNCIA CORRETA
POETA É QUEM CANTA, FALA, ESCREVE OU FAZ ALGO
DE UM JEITO SÓ SEU, PRÓPRIO, SEM IGUAL, ÚNICO
TODOS NÓS SOMOS POETAS, ÀS VEZES
É A REDE GOGO, ONDE TEREIS VISÃO
INCENTIVANDO NOSSA CULTURA
E MELHORANDO A DICÇÃO
COM AS PALAVRAS PORTUGUESAS
PRONUNCIADAS CORRETAMENTE POR
OS POETAS: CANTORES, COMPOSITORES,
DECLAMADORES, ÂNCORAS, REPÓRTERES,
LOCUTORES, POLÍTICOS, PADRES, PASTORES,...
PORQUE SÃO ESTES POETAS QUE MUDAM O MUNDO.
PORÉM, NEM SEMPRE O MUNDO É MUDADO PARA MELHOR.
LÍNGUA é o elo que nos faz sentir como irmãos,
É o instrumento que transforma o povo em nação,
É como se fosse uma arma: quando bem empregada,
Defende seu povo, mas, se mal usada, pode destruí-lo.
PODE TORNAR-SE A NOSSA MAIOR RIQUEZA, SE CULTA.
Coletânea de Letras Musicais
1290
Letristas em Cena
1291
VALEU, BRASIL!
HUM, DOIS,
SENHORES, CANTEMOS:
VALEU, BRASIL. VALEU, BRASIL.
CHEGA DE CORRUPÇÃO, QUE É TODA E QUALQUER FORMA
DE LESAR OS CIDADÃOS. SENDO JUIZ OU SENDO POLÍTICO,
DO EXECUTIVO OU NÃO, DAR AUMENTO ABUSIVO É ROUBO,
É CORRUÇÃO. OS SALÁRIOS DE POLÍTICOS, MORDOMIAS,
MENSALÃO, OU SUPERFATURAMENTO DE REFORMA
OU CONSTRUÇÃO, E O FAVORECIMENTO DO JUIZ
EM UMA AÇÃO, OS FANTASMAS RECEBENDO
OS SEUS SALÁRIOS SEM FUNÇÃO,
NINGÚEM JAMAIS ESQUECEU
DESSAS E DE OUTRAS
COISAS, FEIAS,
NÃO!
Coletânea de Letras Musicais
1292
Letristas em Cena
1293
ZIZEN
Amor supersônico 1295
Amor, um bem cultural 1296
Covardemente... 1297
Desmanche 1298
O fim... 1299
Personagens 1300
Pra mim... 1301
O que me faz tua 1302
Um do outro 1303
Coletânea de Letras Musicais
1294
Letristas em Cena
1295
AMOR SUPERSÔNICO
Não importa o seu custo
Nem suas futuras bolhas,
Um amor supersônico
Quer apenas ser vivido.
Acreditando nos seus benefícios
Investem sem fazer contas.
E jogam-se inteiros
Usufruindo somente das vantagens.
No futuro, juros...
Se por ventura, derrotas,
Reagem com cautela
E o amor reaquece...
Coletânea de Letras Musicais
1296
AMOR, UM BEM CULTURAL
Amor, um bem cultural.
Cheio de especiarias,
É negociado a todo o custo
Por homens e mulheres.
Ninguém quer deixar de amar
Ou não querer ser amado...
Alguns colecionadores leiloam
Fantasias e universos fascinantes.
Outros criativos seduzem
Com ideias inovadoras.
E ainda há os orgânicos
Que se deixam usar
Como luminárias pendentes
De lá, pra cá. De cá pra lá...
E por fim, o meu...
Raro, real e ardente...
Letristas em Cena
1297
COVARDEMENTE...
Entregue ao apelo libertino
Dilui seu brilho numa transa...
Escreve releituras sexuais
Com palavras talvez já ditas e
Sua memória afetiva
Rende-se ao esquecimento
E covardemente trai...
Coletânea de Letras Musicais
1298
DESMANCHE
Sem açúcar o leito fica morno
O doce que os melava endureceu.
Numa dor invisível
Esgotaram-se as lagrimas
Pra lamentar o que restou do amor
Letristas em Cena
1299
O FIM...
O fim em aberto
Causa efeito imediato.
Dilacera e expõe vísceras
A mente conturbada
Perde as rédeas...
Simples? Traumático...
Um herói morre por ser humano
E a liberdade adquirida os aprisiona
E os mata lentamente...
Coletânea de Letras Musicais
1300
PERSONAGENS
Fugia do padrão
Um amor tão terno...
Mix de personagens
Num universo artístico.
Tramas, dramas,
Expostos correndo riscos...
Cadelas no cio
Espreitando o ninho
E num bote rápido, abate...
E a sintonia desafina...
Letristas em Cena
1301
PRA MIM...
Esse amor colorido, estampado,
Pintado individualmente a mão.
Exercendo um fascínio único,
Mexendo com minha espinha dorsal.
Caprichado, criativo, surpreendente.
Encomendado diretamente pra mim...
Coletânea de Letras Musicais
1302
O QUE ME FAZ TUA
O que te faz meu
Se não essa obsessão benigna
De estar contigo toda a vida?
O que me faz feliz
Se não essa força de porcelana
Frágil e rara
De tuas expressões artísticas?
O que me faz tua
Senão essa sintonia
Em movimentos Inesperados e
Hipnotizantes que me crivam?
És para mim, um amor sob medida.
Sem importar tendências ou estilo...
Letristas em Cena
1303
UM DO OUTRO
Amores pendentes, isolados,
Assinados ou ocasionais...
Peças escritas, moduladas,
Ou, simplesmente imaginadas.
Parcerias aquecidas
Por afinidades múltiplas,
Ou mesmo por diferentes sensações.
Que mergulham na imaginação
Daqueles que procuram o amor.
A atração absorve o charme
E assim se revelam
Retratando como escultura
O que os faz, um do outro...
Coletânea de Letras Musicais
1304
Letristas em Cena
1305
EPÍLOGO
Esta Obra é resultado de um trabalho com muito amor e
dedicação. Os valores são INESTIMÁVEIS.
Letristas em Cena, projeto elaborado com o objetivo da
publicação de um livro de letras musicais com participação
de muitos coautores desconhecidos da mídia trouxe um
pouco de esperança aos letristas e poetas com seus escritos
plagiados, às vezes.
Com a obtenção do ISBN, os direitos autorais são garantidos
a todos os participantes.
O livro é composto de letras musicadas, letras ainda
aguardando parceria, e muitas poesias, que poderão ser
musicadas e transformadas em musicais para apresentação
teatral.
Poetas são letristas e letristas são poetas. Há uma
interatividade entre os músicos e compositores. Ambos se
reúnem através de sites com a finalidade de firmar parcerias,
e desta parceria nasce uma nova esperança.
O prazer de mostrar ao Mundo a nossa arte. Muitas vezes o
prazer vem acompanhado de outras vitórias, tais como a
gravação de um CD, ou até mesmo a produção de uma
música por um artista da mídia.
Reunir autores de todas as classes sociais numa coletânea
de letras musicais é inefável. Vivemos num mundo de
perplexidade e preconceituoso, onde a exterioridade é uma
Coletânea de Letras Musicais
1306
visão deslumbrante aos olhos daqueles que valorizam
apenas as aparências. Todavia, no verdadeiro mundo
artístico, não se trata de aparências, e, sim, do Dom e do
desenvolvimento do potencial de cada um. Esta é a minha
visão sobre o mundo artístico.
É através deste potencial que observamos as qualidades do
artista, que são:
Humildade, pontualidade, respeito aos seus parceiros, a
aceitação do que não se é possível ser ou fazer, a aceitação
de que ninguém é invencível; a virtude de aceitar que
sempre alguém está nos ensinando algo mais para
acrescer nas nossas experiências. Por fim, o amor e a
alegria, que devemos demonstrar até mesmo quando
interpretamos as mais perversas das personagens.
Escrevemos sobre os mais diversos temas e atuamos para
um público que nos aplaude e nos vaia, na diversidade de
seus conceitos. O verdadeiro artista sabe rir e andar de
cabeça erguida, e sente os seus pés no chão, quando das
situações constrangedoras. Também sabe receber com
humildade os elogios e aplausos.
Nesta segunda edição do livro Letristas em Cena podemos
observar o potencial de cada autor. Cada um expressando os
seus sentimentos, bem colocados para a discussão de todos
os públicos. Notam-se, em alguns textos, explicações
gramaticais jamais publicadas antes em livros didáticos. Não
poeticamente e com tanto e humor.
Os autores vão além: reúnem em seus textos causas e
desamores. Amores e desejos. Apegos e desapegos.
Histórias verídicas e ficções.
Letristas em Cena
1307
Trazem, na hora da escrita, o personagem da sua própria
invenção e conseguem transmitir ao leitor as suas mais belas
emoções. Cada autor que surge é uma estrela a mais nesta
constelação já vista por milhares de pessoas através das
conexões virtuais.
Através deste projeto conseguimos realizar eventos e
agraciar os autores com Diplomas da Academia de Letras do
Brasil.
Trouxemos as letras desses autores para onde elas deverão
permanecer para sempre. Para o mundo literário e imortal.
A filosofia é imortal.
Vocês agora são Imortais. Parabéns!
Parabéns a todos os participantes, mas ainda não acabou.
Estamos apenas começando a trilhar o caminho para uma
nova história.
É por este caminho que nos encontramos sempre. Seja
através da leitura, ou pessoalmente.
É por este caminho que as portas do mundo se abrirão para
nós, e é por esse mesmo caminho que jamais deixaremos
adormecer a nossa esperança por um Mundo melhor.
Por este caminho conquistaremos novos amigos na arte e
seremos contemplados pelos leitores.
E por este caminho sempre nos abraçaremos uns aos outros,
promovendo assim a PAZ tão almejada.
Em especial agradeço ao amigo Sonekka pelo apoio e
colaboração no início deste projeto.
Coletânea de Letras Musicais
1308
Inicia-se aqui a inscrição para a terceira edição do livro
Letristas em Cena.
Na primeira edição conseguimos 644 páginas, vinte e três
coautores. Nesta segunda edição chegamos 1.344 páginas,
quarenta coautores. Continuamos na luta para alcançarmos
os nossos objetivos.
Bons textos e possibilidades infinitas a todos os autores.
ABRAÇO POÉTICO AOS LEITORES E AUTORES.
Branca Tirollo
Letristas em Cena
1309
QUE AMOR É ESTE?
Que amor é este que se deseja antes de tomá-lo nos braços
e se envolve entre abraços ao partir?
Que amor é este que não deixa escolha profere e revoga,
e açoitando o destino faz chorar e sorrir?
Que amor é este que com todos os defeitos se faz perfeito na
dor, e extravasando no olhar leva, além da vida, o perdão?
Que amor é este que dorme para esperar a morte
e não desfalece o seu esplendor?
Que amor é este, cuja essência não foge ao vento,
e faz tempestade no silêncio da noite?
Que amor é este que acalenta faz dormir e sonhar
invadindo o corpo, a alma e o pensar?
Que amor é este que ronda o infinito inquietando céus
e no coração vem sereno repousar?
Branca Tirollo - (1990)
Coletânea de Letras Musicais
1310
Letristas em Cena
1311
ANANIAS DOMICIANO GOMES
Banho de sol 0011
Cadê meu pandeiro 0012
Campeonato de preservação 0015
Coruja 0016
Demorou 0017
Fank dos manos 0019
Lele, lelo, lele, lela. 0021
AYRTON MUGNAINI JR.
A primeira última vez
Baianinha japonesa
Eu acabei de reler a sua carta
O homem da minha vida
Um tiro no escuro
Valsa para um sol medroso
0024
0026
0028
0029
0031
0033
A. SINGULARES
Do teu beijo
Escala
Sobre o dia e a noite
A volta que não acontece
0036
0038
0039
0040
Coletânea de Letras Musicais
1312
BETO CLEP
Bem melhor do que sonhei
Com você
Dias de frio
Folhas e flores
O final vai ser feliz
Por que não? (tentar ser feliz)
Sem você
Seus maiores segredos
Tudo acabou
Tudo que sei
Vivemos?
Vou acreditar
0044
0046
0048
0050
0052
0054
0056
0058
0060
0062
0064
0066
Letristas em Cena
1313
BRANCA TIROLLO
Acasalamento 0069
Amor à moda da casa 0071
Amor inocente 0072
Asas de poeta 0073
Ataques sem nexo 0074
Brasil 0076
Cadê o meu café 0077
Calçadas 0078
Choro bruto 0079
Coelhinho da Páscoa 0080
Coisa 0081
Cômodo demais 0083
Democracia obscura 0084
Desafiando limites 0085
Devastação 0087
Dondoca 0089
E assim desejo-te 0091
Fera racional 0092
O formidável do amor 0093
Fuga no mensalão 0094
Hino: Academia de Letras do Brasil 0096
Imposto macabro 0097
Inferno no inverno 0099
Coletânea de Letras Musicais
1314
Ladrão de galinha 0101
Malandro 0102
Memórias de um Caipiracicabano 0103
Mensagem das Caras pintadas 0105
Mistério 0108
Mudei a formalidade do amor 0109
Mutilação 0111
Não sou inventor do meu destino 0113
Noite 0116
Olhos de ouro 0117
Pássaro da madrugada 0119
Pirado 0120
Pirataria 0122
Policial do futuro 0124
Prepare o anzol 0126
Que mal que tem 0127
Refúgio 0128
Revolução 0129
Rua Brasil 0131
O sabor da amizade 0133
Samba do povo 0135
Saudade Tua 0136
Seu amor é ilusão de ótica 0138
Somente por amor 0139
Telhados de vidro 0140
Vai, vai, Brasil! 0141
Vegetação 0143
Letristas em Cena
1315
CARLOS ALBERTO COLLIER FILHO
(CHARLOT COLLIER)
Busca 0146
Céu encarnado 0147
Menina Rosa Dor 0148
Meu Velho Pai 0150
CHICO PIRES
Acreditar e mudar
Ai nasceu o amor
Amando você
Amanhecer e renascer
Amigos, alma e fé
Amor em ascensão
As razões de estar aqui
Assinte
Balada pra amar
Boa ação
Boas horas
Caminho de fé
Chance de vida
Chegando com luz
Conscientizando
Contrassensos
Convivendo com as críticas
Coração alerta
Desidério
Divagando
Escute o meu som
Filha
0154
0155
0156
0157
0158
0159
0160
0161
0162
0163
0164
0165
0166
0167
0168
0169
0170
0171
0172
0173
0174
0175
Coletânea de Letras Musicais
1316
Forte amizade
Gente pequena
Imagens de paz
Inocência
Interrogações
Linda maranhense
Livre como o pássaro
Luz vinda da floresta
Mãe
Magia do sol
A maternidade
Menina que mudou a vida
Meu canto
Meu coração insiste
Minhas dádivas
Moçada alegria
Momentos mágicos
Nada além
Naturalmente natureza
Natureza
Nos bares da vida (Sampa bares)
Olhar no caminho
Olhos lindos
Olhos pequenos
O sol chega com você
Pensando a vida
Povo de Jesus
Quando sobra o tempo
Querer é poder
Reacendeu o amor
Reencontro
Reflexão
Saudade
Sentimento menino
0176
0177
0178
0179
0180
0181
0182
0183
0184
0185
0186
0187
0188
0189
0190
0191
0192
0193
0194
0195
0196
0197
0198
0199
0200
0201
0202
0203
0204
0205
0206
0207
0208
0209
Letristas em Cena
1317
Serena e marcante
Sertão esquecido
Sétimas
Simples presença
Simplesmente saudade
Sol de todo dia
Sol é vida
Sonho, vida, vitória
Sua Santidade
Submergir
Tarde de domingo
Tempo de consertar
Tempo de mudar
Trem da vida
Tudo por seu sorriso
Tudo renascerá
Tudo tem seu tempo
Um olhar diferente
Um pedaço do Pantanal
Verso e reverso
A vida de cada um (Maravida)
Vida dolorida
Vida, momentos, memória
Vivendo pra crescer
0210
0211
0212
0213
0214
0215
0216
0217
0118
0219
0220
0221
0222
0223
0224
0225
0226
0227
0228
0229
0230
0231
0232
0233
DHIOGO JOSÉ CAETANO
Muso Lírico
Crepúsculo da paixão 0236
Coletânea de Letras Musicais
1318
ETEL FROTA
Acalanto
Acalanto de Manuel
Aidiai
Ainda Luisa
Alma brejeira
Anunciação
Aurora
Bailarina
Barra mansa
A cada um seu cada qual
Canção de aluguel
A canção do Filho Eterno
Caprichoso
Carinhosa
Cidoidania
Cio
A comadre
Com quem será?
Coração traidor
Cristal tão fino
Das Dores
Dolor
E daí?
Êmese
Eu, Stelinha
Fim de tarde
Fim de turnê
Francamente
Genesis
Gente é só gente
Germinação
0243
0244
0245
0246
0247
0248
0250
0252
0254
0256
0258
0259
0261
0262
0264
0266
0267
0268
0269
0270
0271
0272
0274
0276
0277
0278
0279
0280
0282
0283
0284
Letristas em Cena
1319
Guaratuba Matupá Carandiru
Iemanjá
Incesto
Ionah
Ladainha
Laringe
Lilium Tigrinum
Meu lugar
Meu segredo
Modinha
A nave
Onde os Anjos não ousam pisar
Origami
Penélope
Platibanda
Poemoda
Por onde andará?
Pra sempre será
Praia do futuro
Prazo final
Quatro Acalantos
A quem interessar possa
Rowena
Salve Rainha de Tamarutaca
Samba da Bênção no. 2
Sanctus
Santos ha, céu azul
Sereia e Marinheiro
Sete Arcanjos
Só
Sob a luz do sol
Tardes
Tio Chico
Toada do desapego
0285
0286
0287
0289
0290
0292
0294
0296
0297
0298
0300
0301
0303
0304
0305
0307
0308
0309
0311
0312
0314
0316
0318
0319
0320
0321
0322
0324
0326
0327
0329
0330
0331
0332
Coletânea de Letras Musicais
1320
Trabalho de parto
Três irmãos
Tristeza miúda
A última canção
Um dueto
Vaga navegação
Vai saber?
Valsa de Constança
Valsa do reencontro
Valsa para Helena Kolody
Verão
Versos e quintais
A vida não pode esperar
Voo
Xote da madeira
0334
0338
0340
0341
0342
0344
0345
0347
0349
0351
0352
0353
0354
0355
0356
GILBERTTO COSTTA
Bolerando
Daluz
Garça
Por um minuto
0361
0362
0363
0364
I. MALFOREA
Blues do covarde
Luar do Pontal
2012, Miopia
0394
0396
0398
Letristas em Cena
1321
JULIO CÉSAR NASCIMENTO
Abrigo
A estrada
Amor pra vida inteira
Fica do meu lado
Mariana
É verão
Você só me liga agora
0403
0404
0405
0407
0408
0409
0410
ISO FISCHER
Acalanto de um velho-menino
Alchimia
Ambígua
Bem mais
Bendita música!
Cantada
Canto porque gosto
Cento e oitenta graus
A cor do meu amor
De que reino sou rei?
Desejo e afeição (afeto e paixão)
Duas rainhas
Eternamente...
Hoje
Luiza, Luiza
A parceria
Tão natural
Um abraço
Um negro na minha cama...
0367
0369
0370
0371
0372
0374
0375
0376
0378
0380
0382
0383
0385
0386
0387
0388
0389
0390
0391
Coletânea de Letras Musicais
1322
KÁTYA CHAMMA
Chinatown
Cinemascope
Corsário
Indomável
Máscara de luz
Olhos de neon
Poeira de vidro
Um rock
Verdades & mentiras
Zarabatana
0413
0414
0415
0416
0417
0418
0419
0420
0421
0422
LUIZ ANTÔNIO BERGONSO
Mensageiros do Senhor
Meu velho e querido imigrante
Rumo à liberdade
Sonhos e realidades
0425
0426
0428
0430
LUIZ MENESTREL
Ataque cardíaco
Canção pra minha amada
Clarita
Coração partido
Corpo sagrado
Deliciosamente perigosa
Doce canção
Estrela dourada
Minino atulemado
Profundo é o amor que tenho por dentro
Sou um homem sem alma
Triste palhaço
0433
0434
0435
0437
0438
0439
0440
0441
0442
0544
0545
0546
Letristas em Cena
1323
MARCELO SALVO
Corpos unidos
Juntos
Mãos
Sonhos
0449
0450
0451
0452
MARCELO SECCO
Amor, arte e você
A Esphera e o Triângulo Chapado
Estrada da vida
Favela
Marias
O resto da minha vida começa agora
Passado, presente e futuro
Um pequeno mamute
Um tributo à música
Viagem estelar
0455
0456
0457
0461
0463
0465
0466
0467
0468
0470
MARCOS ANTONIO PASSARELLI
Paraíso 0472
Coletânea de Letras Musicais
1324
NEILA BITTENCOURT PEREIRA
Coisas que se apagam
Cristo nasceu... Aleluia
Decisão
Doce ilusão
Felicidade
Festa do peru
Intenso amor
Laços de criança
Lembranças
Ombro amigo
O poeta do povo (Cazuza)
Rap do foda-se
Sempre quis declarar para você
Tem caras (tentação)
Tributo a Renato Russo
Você me chama com esse olhar
0475
0476
0477
0478
0479
0480
0481
0482
0483
0484
0485
0486
0487
0488
0489
0490
NERTAN SILVA-MAIA
Além de mim
Confins
Deus
Jardins do tempo
Mensagem
Miragem
Pai
Seu lamento
A verdade
Vida
0493
0494
0495
0496
0498
0499
0500
0501
0502
0503
Letristas em Cena
1325
PRISCILA PETTINE
Acaso
Agora é tarde
Ainda falta
Ainda sobre o amor
Ainda vai aprender
Amor em brincadeira
Análise sintática
Antes que algo aconteça
Armação
Bem mais que existir
Breves versos
Brilho neon
Caçadores de emoção
Canção paradoxal
Canção pra você
Cantiga de amigo
Cidadão do vale
De que mundo é você?
Deixa rolar
Desalento
Descrevendo um poeta
Desejo
Deserto
Divagações de educador
Esse ser tão estranho
Estrela que partiu
Falta de você
Faz sentido mesmo assim
Fiquemos juntos
A guerra da ignorância
Humanismo
0509
0510
0511
0512
0514
0515
0516
0518
0519
0521
0522
0524
0525
0526
0527
0528
0529
0530
0531
0532
0533
0535
0536
0537
0538
0539
0540
0541
0542
0543
0544
Coletânea de Letras Musicais
1326
O incompreensível em meu ser
Incompreensível ser
Infernal
Lágrimas secas
Lei de cão
Lua pálida, amor real
Matéria prima do amor
Nada fácil de entender
Não temos descaso
Nas rédeas de uma sociedade
Nessa cidade
Normal
Olhar de cego
O mundo vai pegar fogo
Os campos
Pago pra ver
Pedidos insanos
Por que não quis?
A que verdade me refiro
Quem vai decidir
Raça desumana
O rei de um conto
Restos de mim
Reviver
Seu nome
Silencioso som do engano
Sobra o amor
Sobre vida
Só eu sei
Só valho com você
Tecelã do amor
Tempo de saber
Tenho pressa!
Todo o meu mundo
0545
0546
0547
0548
0549
0550
0551
0553
0554
0555
0557
0558
0560
0561
0563
0565
0566
0567
0568
0569
0570
0571
0572
0573
0575
0576
0577
0579
0580
0581
0582
0583
0584
0585
Letristas em Cena
1327
Trocadilho
Um alter ego, talvez
Uma canção para mim
Vaga a lua
Vem
Vendaval de amor
Versos de amor sobre o tempo
Vida de artista
0586
0587
0588
0589
0590
0591
0592
0593
RENATA MACHADO GOMIDE
Cantando flores e dores
Doce ilusão
Melhor Assim
Meu rapaz
Momentos
Se afaste de mim
Sem o mapa
Sentimento
Sentir
Tempo esgotado
Validade Vencida
0597
0599
0600
0602
0603
0604
0606
0607
0609
0611
0613
Coletânea de Letras Musicais
1328
RENATO BRITO
Alguma coisa diferente
Aos que ainda não surtaram
Como se fosse fácil
Eleições
Finais felizes
Insetos
Listen to me
Minha melhor amiga
Quero ouvir tua voz
Reconstrução
Se eu mudar de ideia
Tudo pela arte
0619
0620
0621
0622
0623
0624
0625
0626
0627
0629
0630
0631
ROLAN CRESPO000000000
Encontro marcado
Filosofando com Das Neves
Manguaceira
Meditando a Vida
Noel, Ismael, ela e eu
Só quero isso
0635
0636
0638
0639
0640
0642
ROSANGELA CALZA
Incerteza
Partida
Passo... Aos pedaços
Rotinas.... Defina-se!
Sol... Tudo igual
Tudo o que não sei
0645
0646
0647
0649
0650
0651
Letristas em Cena
1329
ROSI LOPES
Eu sou bonito
Feliz aniversário
O último bombom
Quarto cor-de-rosa
A vida é bela
Volte meu amor
0655
0656
0657
0659
0661
0662
SAMUEL NERI
O amor passou
Beber o mar
Cidade vazia
Cristalino
Do morro vê-se melhor
Fada do mundo
A festa do futebol
Infinitamente blue
Lúcia
Mandela
Morena na chuva
Quem sou eu
Sou marrom
Velha novidade
O velho tempo acabou
A vida imita a arte
0667
0668
0669
0670
0671
0672
0673
0674
0675
0676
0677
0678
0679
0680
0681
0682
SONEKKA
Capiau trabaiadô
Facebook, a canção
Fé na música
0685
0688
0689
Coletânea de Letras Musicais
1330
SUZETE DUTRA
Arrume o armário
Boatos ou fatos
Cara de pau
Choro do céu
Contraste
Ditados
Docilusão
Entre linhas
E s p e r a n ç a
Flauta doce
Fidelidade
Flores do meu jardim
Folhas caindo
Fragmentos de luz z
Gênio do mal
Ícone cultural
Intuição
Inveja maldita
Mágico momento
Mais que lindo
Mensagem de amor
Momentos
Nostalgia
Olá você
Orgulho nacional
Outono
Outra história
Paralelos retratos
Poema
Primavera
Romântica
0693
0694
0696
0697
0698
0699
0700
0701
0702
0703
0704
0705
0706
0707
0708
0709
0710
0711
0713
0714
0715
0716
0717
0718
0719
0720
0721
0722
0723
0724
0725
Letristas em Cena
1331
Segredo
Sensação de paz
Sentimentos
Sentimentos inversos
Sete notas musicais
Significado oculto
Tão fictício
Um sonho
Uma tarde de Setembro
0726
0728
0729
0730
0731
0732
0733
0734
0735
TATO FISCHER
Alegria
Assim é a vida
Bandeira branca
Bom-dia, dia
Caminante, no hay camino
Cantar pra ser feliz
Cantar pra você
A casa da lua
Chama violeta
Coro Clube Caiubi
Eu sou apenas eu
Eu sou o que eu sou
Eu te amo
Eu te amo mais que tudo nesta terra
Fado
Garganta
Graças
Hocus pocus (mágica)
Incongruência
Linha da vida
A lótus que habita em mim
0739
0740
0741
0742
0743
0744
0745
0746
0747
0748
0749
0750
0751
0752
0753
0754
0755
0756
0757
0758
0759
Coletânea de Letras Musicais
1332
Lua Nova, nova lua
Meu bem, não vou parar no analista
Meu nome é Pax
O meu presente
As palavras e as canções
Passarinho do amanhecer
Profissão de fé
Pulsação
Romeu e Julieta
Samba da vida
Ser feliz
“Star”
Um portal se abriu
Viva São João
Você é o meu caminho
Você é o que você é
Você me faz mais
0760
0761
0762
0763
0764
0766
0767
0768
0769
0770
0771
0772
0773
0774
0775
0776
0777
TELMA SANCHEZ
O abraço do encontro
O amor
O adeus da última palavra.
O bêbado em cima do muro
Confessionário
Corpo ausente
De malas prontas
A dor do amanhecer
Escrever
Essência desordenada
Estranho amor
Eu sou
Fel do desamor
Fora de mim
0781
0783
0785
0786
0787
0788
0789
0790
0792
0793
0794
0795
0796
0797
Letristas em Cena
1333
Frações de você
Fragmentos de mim
O gigante que despertou
Guardião de minha alma solitária
Lágrimas de amor
Lembranças do poente
Livre amor inalterado
Matemática razão de sabedoria
Memória
Meio eu meio você
Naufragado por uma estrela
Nervos
No delírio do teu corpo
A noite
No silêncio em que me escondo
Penetrando em tua alma
A plenitude do desconhecido
Poemas inacabados
Poeta de mim
Pranto
Quem é você
A revelia
Ruas vazias
Saudade
Sentimento naufragado
O silêncio dos olhares
Sina
Sob a luz da lua
Sono envelhecido
Teus beijos
Torrentes do teu olhar
Uma gota de sangue
Ventos litorais
Vermes ressequidos
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Coletânea de Letras Musicais
1334
Vestígios dos teus traços
Voluptuosa
0840
0841
VALDEMIR A.F. BARROS
Calafrio
Campo florido
Chega de infelicidade
Clarão de luz
Descerra a janela do teu coração
Em nossa casa de telhado de sape
Eu só quero o teu carinho
Eu sou o samba
Eu sou o teu abrigo
Façanha do amor
Faça o teu coração sorrir
Face a face sentindo o teu calor
Lado a lado
O lance é nos entregar a essa paixão
Me entrego aos seus desejos
Muitas vezes errei
Não há solidão entre nos dois
Não quero mais ter medo
Nesse momento eu só quero sorrir
Nosso amor é o sol e a lua
Nunca mais vou te deixar tão só
Por um outro qualquer
Pra enfeitar a ilusão
Quero continuar te querendo
Recomeço
Sem ressentimentos da paixão
Separação
Só assim terás o meu perdão
Só quero ser teu amigo
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Letristas em Cena
1335
Sou feliz por ter você sorrindo
Simplesmente ecoava o amor
O tempo fez-me refletir
Teu coração sempre me fez desabar
Teus lábios me sorrindo em tons lilás
Tudo será como antes
Uma joia rara
Varanda
Vem amor
Véu de uma flor
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0906
0908
VALÉRIA PISAURO
Apelo
Abissais
Beijo da brisa
Beijo partido
Cama vazia
Ciúme
Comunhão
Contramão
Cantilena
Doce ilusão
Elegia ao sertão
Esporas do tempo
Lua atrevida
Medo de amar
Rainha
Recado selado
Se fosse só saudade
Tecida de luz
Ventre do chão
Vou partir, vou embora
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Coletânea de Letras Musicais
1336
VULDEMBERGUE FARIAS
Chove chuva
Conflito interior
Crendice popular
Loucura
Piragem
Profecia
Que vida!
Segredo
Sensações
Viver bem
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0947
0948
0949
WANDER PORTO
Aviso
Coração da noite
Das ruas
Gincana caipira
Pardais
Sinal dos anjos
Virginal
0953
0955
0956
0958
0959
0961
0963
Letristas em Cena
1337
XAVIER PETEÓ
Amizade, o outro nome do amor
Antônio Marcos - Um artista
Ao Rádio com Amor
Aqueles dias
Astorga, Cidade-Saudade
O automóvel do Zé Maluco
Bauru a Casemiro Pinto Neto
Brigando com o tempo
Caderneta de poupança de fé
O catador de latinhas
Como é que funciona?
Como um rio (Assim é Zézim)
Dom Paulo Evaristo Arns
Eta diacho de jogo
Eu conheci Jesus
Evite o primeiro gole
Faz a diferença
Forró de Zézim
Fuscão gay
O Gordo e o Magro
Isso é coisa de louco
Jogado pra escanteio
Me cansei de você
O melhor candidato
Mestre- Cabelos brancos
Meu povo com armas, não
Meu último cigarro
Mulher palavrão
Não é só camufua que bandelô
Não é um bom negócio
Não sei viver sem cantar
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Coletânea de Letras Musicais
1338
Não vejo a hora de o carnaval chegar
Nelson Gonçalves, o Nelsão
Pensamento de poeta
É por isso que eu bebo
Quando te dou uma flor
Que diabo de amor é esse?
Samba pro Adoniran
Samba Senil
Santos Futebol Clube
Saudade de São Paulo em São Paulo
Tá bom demais
Terceira idade é a vovozinha
Trancos da vida
O último personagem
Velha amizade
O velho gay
Viagra, i love you
Vila Formosa
Viva o guaraná
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Letristas em Cena
1339
ZEZINHO NASCIMENTO
Sobre o autor
Amô de bahiano
Amor não saiu de moda
A árvore da vida
As pessoas física e jurídica
As pessoas semifelizes
Bahiano, com h
Bahianos é assim
Bahiano fala errado de a, a z
Ô bahiano, fala ô
A bola e o globo
Brasil
O Brasil na guerra
O Brasil e a babilônia
Como é o sol e a lua
Cultura é sabedoria
De que lado tu estás?
Democracia ou anarquia?
Deus e satanás na terra da AIDS
A diferença entre os homens
Droga é aquilo que faz sofrer
Duas pragas
Enquanto eu olhava o mar
Entre o amor e o sexo
Entenda as curiosidades úteis aos poetas
Entenda o compor, o cantar e a cultura
Entenda poesia
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Coletânea de Letras Musicais
1340
Entenda poeta
Entenda sílabas métricas
Entenda tudo sobre elipse
Entre o sul e o norte
Escreva poemas
Eu admiro os poetas
Eu, Maria e João
Eu sou assim
Eu sou um gato
Faça sua parte
Fantasma existe sim
O governo da Bahia, ano 2000
Há dez tipos de música
Há dois mares
Há sexeiros e amantes
Homem, com m, ou mulher, com h
Ilusão
Joãozinho
Jovem, pare de fumar
Liberdade
Lição de vida
Magia negra
O mar é uma floresta
O matematiquês
A meu leitor
O meu pior inimigo
Na babilônia é assim
Não sabe fazer poesia?
Natureza e Universo
Navio da corrupção
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Letristas em Cena
1341
A nossa vida como trem
Nós somos hipócritas
Ocês
Os sete grandes valores da nossa sociedade
Palavras são como pedras
Parabéns a Ministra Eliana Calmon
A pior experiência
Poesia
Poesia para ladrão
Poesia para os jovens
Poeta
A poluição humana
O povo da babilônia
O povo não é pinico
Pronúncia das palavras
Puta não é prostituta
O que é que mata gente
O que é sexo
O que o turista fala de nós
O que pensam os marginais?
Riso e sorriso
Sabe o que quer dizer poesia?
Salvador II
Salvador
São João é animação
O ser gente
Ser mãe acidental
Ser pai ou ser mãe
Ser sozinho
Se você é construtor
Sexo não é comida
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Coletânea de Letras Musicais
1342
Sexo né brincadeira
Só explicando
Só lúpus é assim
Somos todos deficientes
Somos todos responsáveis
Uma grande figura
Um diálogo imaginário
Um exemplo a seguir
Um jeito de educar
Um jeito de ser honesto
Um poema ao poeta Gregório de Mattos
Vamos fazer a faxina
A vida num soneto
Virose
Você sabe o que é droga?
Vem tu dar valor
Vem você dar valor
Zé português
***********************
Falar mais ler é igual escrever
Valeu Brasil!
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1261
1262
1289
1291
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Letristas em Cena
1343
MARTA NASCIMENTO
Amor supersônico 1295
Amor, um bem cultural 1296
Covardemente... 1297
Desmanche 1298
O fim... 1299
Personagens 1300
Pra mim... 1301
O que me faz tua 1302
Um do outro 1303
Epilogo
Poema
Índice geral
1305
1309
1311
Coletânea de Letras Musicais
1344
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A Editora Sotaques respeita os autores incondicionalmente,
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meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual
sem a expressa autorização de seus respectivos autores,
"sob" penas criminais e ações civis.
Fim

Letristas em Cena 2ª Edição

  • 1.
    LETRISTAS EM CENA Coletâneade Letras Musicais Poetas brasileiros Autores Tirollo Branca et al 2ª Edição Piracicaba/SP Sotaques/Editora 18/03/2014
  • 2.
  • 3.
    Letristas em Cena 3 PROJETO:LETRISTAS EM CENA 2ª EDIÇÃO Copyright ©2014 Projetista: Branca Tirollo Obra – Letristas em Cena Coletânea de Letras musicais 2ª Edição ISBN: 978-85-67263-03-8 Fotografia: Colaboração Editor: Branca Tirollo Sotaques/Editora www.sotaques.com.br Contato: falex@sotaques.com.br Piracicaba/SP/Brasil Todos os direitos reservados aos autores: Ananias Domiciano Gomes, Ayrton Mugnaini Jr., A. Singulares, Beto Clep, Branca Tirollo, Carlos Alberto Collier Filho, Chico Pires, Dhiogo José Caetano, Etel Frota, Gilbertto Costta, Iso Fischer, I. Malforea, Julio César Nascimento, Kátya Chamma, Luiz Antônio Bergonso, Luiz Menestrel, Marcelo Salvo, Marcelo Secco, Marcos Antonio Passarelli, Neila Bittencourt Pereira, Nertan Silva-Maia, Priscila Pettine, Renata Machado Gomide, Renato Brito, Rolan Crespo, Rosangela Calza, Rosi Lopes, Samuel Neri, Sonekka, Suzete Oliveira Camargo Dutra, Tato Fischer, Telma Sanchez, Thiago Augusto Arlindo Tomaz da Silva Crepaldi, Valéria Pisauro, Valdemir A. F. Barros, Vuldembergue Farias, Wander Porto, Xavier Peteó, Zezinho Nascimento, Zizen.
  • 4.
  • 5.
    Letristas em Cena 5 APRESENTAÇÃO QUEMSABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER... Os versos de Geraldo Vandré da canção “Pra não dizer que não falei das flores” retratam muito bem a tarefa a que Branca Tirollo se propôs, já no ano passado, continuando agora a saga: editar um livro que contenha o maior número de letras de música do Planeta Terra, coisa para o GuinessBook. Ano passado saiu a primeira edição virtual, em impressão real a todos os interessados, e agora, em 2014, ela se propõe a reeditar aquele, com novas letras de música acopladas. Participante do Clube Caiubi de Compositores, conclamou seus associados a participarem do feito, sendo atendida por vários, e alguns deles se achegam para esta segunda edição. Quando se vê o trabalho pronto, parece que a tarefa engendrada foi muito fácil; quem tem cabelos, sabe quanto cai; quem tinha, também. Parabéns, Branca Tirollo! Continue nessa pegada, hora dessas estaremos no Guiness Book. Quero ainda mais fortalecer seu empreendimento, usando da máxima que aprendi como sendo de Regina Brett, jornalista americana, com a qual compus uma canção, SER FELIZ, por entender que tais palavras não serviriam apenas para mim: O QUE PENSAM DE VOCÊ NÃO É DA SUA CONTA! Tato Fischer São Paulo, 23 de janeiro de 2014.
  • 6.
  • 7.
    Letristas em Cena 7 AGRADECIMENTOS Aindaque saibamos o que as mazelas do orgulho podem causar em nós, não hão de obscurecer jamais a gratidão que reside em nossa alma, mesmo que muitos orgulhosos creiam merecer todos os elogios maniqueístas só para si. Eis aqui o resultado de uma coletividade de somadores de ideias; idealistas irrecuperáveis que debruçam agradecimentos aos deuses de todas as inspirações, às musas de todos os poetas e a todos os seres materializados que, servindo de instrumento mágico e divino, tornam tudo possível. Somos gratos por mantermos nossa sanidade em meio à loucura que é viver sonhando. Os Caiubistas vivem sonhando, cantando e contando sonhos. Aos nossos familiares queridos que sempre nos incentivaram e apoiaram ainda que em noites boêmias vão os nossos singelos agradecimentos. Agradecemos humildemente a Branca Tirollo por todo o esforço, dedicação e empenho que debruçou para tornar esse projeto possível. Projeto este que, de início sendo de um, tornou-se de todos como réplica de milagre divino que multiplica todas as unidades e cria a propagação. Somos gratos ao Pai Universal por permitir a nós todas as possibilidades de realizações. Sem a liberdade de agir, de
  • 8.
    Coletânea de LetrasMusicais 8 se rebelar e manifestar que nos fora concedida, a arte não seria possível, então somos gratos. Por fim, não esgotamos aqui todas as possibilidades e muitos outros textos serão criados, frutos de mentes pensantes e de corações pulsantes. Portanto, agradecemos aos nossos parceiros e leitores por permanecer acreditando no trabalho de todos os Letristas que estão em cena e daqueles que ainda estarão. Priscila Pettine
  • 9.
    Letristas em Cena 9 ÍNDICE Autores AnaniasDomiciano Gomes Ayrton Mugnaini Jr. A. Singulares Beto Clep Branca Tirollo Carlos Alberto Collier Filho Chico Pires Dhiogo José Caetano Etel Frota Gilbertto Costta Iso Fischer I. Malforea Julio César Nascimento Kátya Chamma Luiz Antônio Bergonso Luiz Menestrel Marcelo Salvo Marcelo Secco Marcos Antonio Passarelli Neila Bittencourt Pereira Nertan Silva-Maia Priscila Pettine Renata Machado Gomide Renato Brito Rolan Crespo Rosangela Calza Rosi Lopes Samuel Neri Sonekka Suzete Oliveira Camargo Dutra
  • 10.
    Coletânea de LetrasMusicais 10 Tato Fischer Telma Sanchez Thiago Augusto S. Crepaldi Valdemir A. F. Barros Valéria Pisauro Vuldembergue Farias Wander Porto Xavier Peteó Zezinho Nascimento Zizen *************************** Epílogo Índice geral
  • 11.
    Letristas em Cena 11 ANANIASDOMICIANO GOMES Banho de sol 0013 Cadê meu pandeiro 0014 Campeonato de preservação 0016 Coruja 0017 Demorou 0018 Funk dos manos 0019 Lele, lelo, lele, lela. 0021
  • 12.
  • 13.
    Letristas em Cena 13 BANHODE SOL Hoje e sexta feira O fim de semana esta inteiro Planejei tudo certo Para não dar o inverso Vou gastar meu dinheiro Vou pular na areia Vou jogar futebol Deixei tudo combinado Para que nada de errado Vou tomar banho de sol Vou pegar um voo Voar de avião Voar o Brasil Onde todos me viram Vou até o Japão Sou brasileiro Di coração Esse é o meu perfil Sou mais Brasil Pais dos campeões
  • 14.
    Coletânea de LetrasMusicais 14 CADÊ MEU PANDEIRO Cadê meu pandeiro cadê, cadê Estou querendo achar Estou querendo achar Hoje é fim de semana Fim de semana Estou querendo sambar Vou chamar meus amigos Meus amigos, todo o cidadão Todo cidadão vai lá Convocar o mundo inteiro Pra festa da união Trabalhei a semana Inteira Semana inteira Quase que não deu pra procurar Eu senti uma dor no peito Quero achar meu pandeiro Pra fazer uma festa no jeito Cadê meu pandeiro cadê, cadê Estou querendo achar Estou querendo achar Hoje e fim de semana Fim de semana Estou querendo sambar Esta tudo bem certinho Bem certinho Pra festa começar Pra começar
  • 15.
    Letristas em Cena 15 Eno meio da bagunça Perdi meu pandeiro E não consigo achar Cadê meu pandeiro cadê ,cadê Não consigo achar Não consigo achar Hoje é fim de semana Fim de semana Estou querendo sambar
  • 16.
    Coletânea de LetrasMusicais 16 CAMPEONATO DE PRESERVAÇÃO Levantei pensando Que poderemos mudar Para no futuro Não passarmos sede. Cultivando nossas matas Limpando nossas nascentes Preservando nosso verde Nossa vida será mais bela Com o espelho da natureza Se trabalharmos todos juntos Venceremos com certeza Vamos convocar o mundo Nação por nação Para um grande campeonato De preservação Onde o premio e o verde E quem preserva é campeão
  • 17.
    Letristas em Cena 17 CORUJA Gaviãoque cume A coruja que esta No toco A bicha e feia que dói Mexe e corrói Vai pro toco Cantou a noite inteira E o gavião só de olho O bicho vai pega É asa que vai voar Mostrar quem somos Gavião acostumou Voltar lá no toco Coruja malvada Esta desconfiada Não quer mais sair do toco Gavião montou campana Armou sua barraca Quando ela sair O bicho vai subir Quebrar a estaca
  • 18.
    Coletânea de LetrasMusicais 18 DEMOROU Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou Inventaram um fuxico Que eu tava traindo ela Que eu ia pro cabaré Invés de ir pra capela Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou Inventaram um fuxico, que Eu não gostava de trabalhar Que o meu negocio Era só beber e cantar Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou Inventaram um fuxico Que eu era meio bandido Só vivia atrás de mulher Largada do marido Demorou, demorou Inventaram um fuxico E ela me deixou
  • 19.
    Letristas em Cena 19 FUNKDOS MANOS Ola mulheres malucas que Andou no meu carrão Escutando funk ostentação Com as rodas prateadas Bancos de couros E o meu tesouro Nunca me deixa na mão Dando volta na cidade Em media velocidade Medalhão amarelo no peito Esse é meu jeito Fazendo minha vontade Cansei de andar de buzão Enfrentando lotação Então pensei E pensando planejei Entrei para funk ostentação Hoje estou por cima Só curtindo as meninas Fazendo o que eu quero Sem nem um mistério Curtindo minha vida Vou dar um conselho Para os manos Que só anda nos panos Agora estou na área Vou bater
  • 20.
    Coletânea de LetrasMusicais 20 E não falha Mudei mudei minha aparência
  • 21.
    Letristas em Cena 21 LELE,LELO, LELE, LELA. Vamos brincar de esconde, esconde. Só eu e você. Sem ninguém, pra nos achar. Onde só você mim acha Eu acho você, só naquele escurinho. Onde ninguém pode ver Esse esconde, esconde. Está dando o que fala O povo já descobriu Que e só eu e você Que se encontra para brincar Lele, lelo, lele, lela. Vamos brincar de esconde, esconde. Só eu e você sem ninguém, pra nos achar. Esse esconde, esconde. Está ficando complicado Minha mãe quer ti conhecer Seu pai quer me achar Vamos dar um tempo Se não o bicho vai pegar lele, leo, lele, lea. Vamos brincar de esconde, esconde. Só eu e você sem ninguém, pra nos achar.
  • 22.
  • 23.
    Letristas em Cena 23 AYRTONMUGNAINI JR. A primeira última vez Baianinha japonesa Eu acabei de reler a sua carta O homem da minha vida Um tiro no escuro Valsa para um sol medroso 0025 0026 0027 0028 0030 0032
  • 24.
  • 25.
    Letristas em Cena 25 APRIMEIRA ÚLTIMA VEZ Minha memória é como eu Deveria ser mais seletiva Cada momento que a gente viveu Pra mim é uma lembrança sempre viva Ainda lembro muito bem De tudo que a gente fez De cada primeira e de cada última vez Nosso primeiro beijo ao sol Primeira noite de luar Primeiro filme, depois primeiro jantar Primeira festa, último show A primeira flor que eu te dei Primeira chuva, último livro que eu ganhei Nossa primeira discussão Primeira vez que eu disse não Primeira vez que eu levei um bofetão Lembro muito bem de cada instante Até mesmo dos que eu não quero lembrar Eu só aprendi Após sofrer bastante Que todo mundo gosta bastante de ti Mas só mesmo tu pra te aguentar Tem uma última coisa, meu amor Que eu queria te dizer Sem medo de ser brega ou me contradizer Hoje eu queria te encontrar Pra festejarmos com prazer O meu primeiro ano longe de você
  • 26.
    Coletânea de LetrasMusicais 26 BAIANINHA JAPONESA Baianinha japonesa Minha linda, meu amor Não vou ver maior beleza Nem em Tóquio ou Salvador Morou na Bahia E ela é sansei Vem pra minha cidade É bom demais, meu rei Que koibito Baianinha japonesa Meu tesouro, minha joia Não vou ver maior beleza Nem em Juazeiro ou Nagoya Ela tem um charme No olhar puxado Que ajuda a me puxar Pra ficar ao seu lado E eu sempre vou Não tem canto de alma Que ela não atinja Ama como gueixa E trabalha como ninja Que shigoto Baianinha japonesa Quanto love, sono crazy Não vou ver maior beleza Nem na Liberdade ou no Largo 13
  • 27.
    Letristas em Cena 27 EUACABEI DE RELER A SUA CARTA Eu acabei de reler a sua carta Você me diz que me amar é coisa boa Eu reli letra por letra, até a data Já faz três anos, mas como o tempo voa De lá pra cá a gente foi brigar Uma bobagem tão pequena que cresceu Mas sei que se eu te perdoar Nessa hora quem não me perdoa sou eu A carta inclui uma foto, tu e o Nando Sorrindo e se abraçando Nem dá pra imaginar Que se a máquina pegasse pensamento Não só o filme, no momento Até ela ia queimar A resolução que a câmera não vê É a pior que eu já vi Não chega a 10 dpi Releio a carta e penso em você Vocês dois sempre brigaram Quem sabe até se mataram Ou pior, até se casaram
  • 28.
    Coletânea de LetrasMusicais 28 O HOMEM DA MINHA VIDA Como é bom ser livre pra voar E conhecer o amor e seus mistérios Mas você não tinha que casar Teu único jeito agora é o adultério Não fui assistir seu casamento Porque o centro da atenção ia mudar Não quis estragar esse momento Não fui pra ninguém me ver chorar Hoje no meu título de eleitor Está escrito que eu sou solteiro Mas isso é mentira, meu amor Só penso em você o tempo inteiro A paixão e o desejo me consomem Você também se sente consumida Mulher de amigo meu pra mim é homem Por isso você é o homem da minha vida Você mudou seu título de eleitora Ganhou o sobrenome do marido Porém está me confessando agora Que tem um segredo escondido Foi tudo um fracasso, na verdade, Porque você com ele não se encaixam Ele exige alta fidelidade Porém a impedância dele é baixa Por isso eu fiquei maravilhado Quando você nessa vida deu um basta E hoje segue o velho ditado
  • 29.
    Letristas em Cena 29 “Burroamarrado também pasta” A paixão e o desejo me consomem Você também se sente consumida Mulher de amigo meu pra mim é homem Por isso você é o homem da minha vida
  • 30.
    Coletânea de LetrasMusicais 30 UM TIRO NO ESCURO (NO AR MAIS UM CAMPEÃO DE VIOLÊNCIA) Você está tão diferente Você mudou tão de repente Ficou nervosa e totalmente irada É sorte minha que você não anda armada O teu olhar duro me inibe Parece a Lilian Witte Fibe Já sei o que está acontecendo São esses filmes que você anda vendo Eles fazem muito mais mal Que o Pernalonga e o Pica-Pau E me dão até cefaleia Tanta violência afligiu-me Se você diz que é só um filme Você pensa que é só plateia Filme com tanta paulada e tiro Me deixa aflito Parece o ar que eu respiro Sujo e gratuito O mundo hoje só tem vício Se puser cerca vira hospício Se cobrir vira circo e não do bom Se tirar foto vira anúncio da Benetton Baixaria e violência Dão cada vez mais audiência Não tem problema se tanta gente morrer
  • 31.
    Letristas em Cena 31 Porquesempre sobra mais alguém pra ver Eu também estou mudado E pra ninguém ficar chocado Eu me previno bastante Hoje só visto roupa rubra Pois caso eu morra e alguém descubra O sangue fica menos chocante Filme com tanta paulada e tiro Me deixa aflito Parece o ar que eu respiro Sujo e gratuito
  • 32.
    Coletânea de LetrasMusicais 32 VALSA PARA UM SOL MEDROSO Hoje O sol tá fraco Brilhando opaco Quase mal se vê A causa Sei desde cedo Ele tem medo De encontrar você Que hoje Tá irritada Grita por nada Um bicho te mordeu Tá chata E rabugenta Quem é que aguenta? Ah, eu sei... só eu Te amo Também agora Não só nas horas Em que estás feliz E o choro Nunca foi gafe Pois desabafe Até ficar feliz Grite Se descabele Cubra minha pele Até me soterrar Mesmo
  • 33.
    Letristas em Cena 33 Soterradoe exangue Um beijo grande Inda vou te mandar Sabemos Que amanhã cedo Teu jeito azedo Já terá passado Não só Tua beleza, Tua fortaleza Me deixa abismado Se o Sol Estiver chocho Direi “seu frouxo, Tá pensando o quê? Esta Mulher-maravilha Todo dia brilha Mais do que você!”
  • 34.
  • 35.
    Letristas em Cena 35 A.SINGULARES Do teu beijo Escala Sobre o dia e a noite A volta que não acontece 0037 0038 0039 0040
  • 36.
  • 37.
    Letristas em Cena 37 DOTEU BEIJO Quero tua boca Tão minha, tão nua A minha, tua O instante do beijo encostado Beijo não calado, pintado, talhado Beijo gravado Aquele que fica na boca, segue a gente em cada passo beijo de artista, beijo de palhaço Beijo sem pecado, beijo na boa Roubado ou doado espero um beijo nunca acabado Como o vento, que - só de fazer um movimento - logo está ao seu lado Lábios que acolhem os meus Quero beijo sem adeus, nem até breve Beijo que sorri em mim faz o meu também sorrir (e beijar mais), sem fazer greve Quero teu beijo, sou sapo desfaz o meu estado e me faz nobre Quero teu beijo, sou fraco Depois me dá um abraço e me traz sorte Me dê outro beijo e quantos mais quiser Grudado, lambido, molhado - aceito o beijo que vier Selo do momento estado, perpetuado Beijo que salivo, me beije o quanto puder
  • 38.
    Coletânea de LetrasMusicais 38 ESCALA Dança em mim, chacoalha Me batalha em sorte e suor Desperte, nessa toada o que me colore melhor Deita no meu azul vamos sumir em violetas A sua paz esquenta Nessa paleta perfeita Assim como faz o vento quando te beija e não pede licença farei o mesmo contigo noite adentro, cores intensas Dilui minha tinta no seu gosto Me desenhe em seu papel Azul embaixo, sou seu mar Em cima, um rascunho do céu Me escala em tua escala Pinta meus móveis, minha casa pinta meu corpo, meus sonhos Deixa seu quadro risonho decorando minha parede esquentando nossa amizade Seu vermelho me acende nele tem a sua imagem.
  • 39.
    Letristas em Cena 39 SOBREO DIA E A NOITE O dia se você não sabe é a noite vestida de claro Quando se cansa tira sua bata cerúleo para esconder-se no escuro E veste uma camisola de estrelas para ser noite inteira
  • 40.
    Coletânea de LetrasMusicais 40 A VOLTA QUE NÃO ACONTECE Piano que toca na noite que encosta Esperando alguém que partiu Saudade que encosta, a lágrima toca Escorrendo no rosto como um rio A Lua enquadrada, sozinha, amarela Estampada na janela aberta Espelho - me vejo e fecho a cortina Escureço sozinho em sentinela Espero de olhos vermelhos, fechados, a volta que não acontece É como andar na chuva molhado perdido, onde não se conhece É ser assaltado, agredido Não ter sábado ou domingo É como não ter feriado, descanso Sem sua voz me chamando no ouvido É como não ver as flores de Maio, de Junho e de pano É noite sem lua, a vida, um engano É praia sem mar, surfista sem onda, é ovelha sem rebanho É ter o copo vazio, não se sufocar em goles de vinho
  • 41.
    Letristas em Cena 41 Quintalsem criança, é vaso sem planta é céu sem o azul, é palco sem dança É sapo sem lago, Sapato molhado, é fita amarrada sem laço É quadro sem cor, dinheiro sem valor É sentir frio e não ter cobertor É dedo sem aliança É gol sem torcida vibrando É show de Rock sem banda pandeiro, sem samba, tocando É letra sem música, só ímpar, sem par Palavra jogada sem poesia É quadro sem tinta, é desabafar os versos com a parede fria É desaprender a andar De asas quebradas, não posso voar Lembranças dos beijos roubados Estalam na boca, mas não mais molhados É estar parado, apagado Viver sem sonho, no mundo jogado, ao meio-fio estirado Cachorro sem dono, maltratado Piano que toca, saudade que encosta Na noite que encosta, a lágrima toca Esperando alguém que partiu
  • 42.
  • 43.
    Letristas em Cena 43 BETOCLEP Bem melhor do que sonhei Com você Dias de frio Folhas e flores O final vai ser feliz Por que não? (tentar ser feliz) Sem você Seus maiores segredos Tudo acabou Tudo que sei Vivemos? Vou acreditar 0045 0047 0049 0051 0053 0054 0056 0058 0059 0060 0062 0064
  • 44.
  • 45.
    Letristas em Cena 45 BEMMELHOR DO QUE SONHEI Para Rose Farias Eu tive tenta sorte Em te conhecer Pra dar sentido em minha vida Razão do meu viver Agora estou tão feliz Você chegou, eu sei Pra preencher o vazio Que só crescia no meu coração Você é tão especial Diferente eu sei Algo tão bom pra mim Bem melhor do que sonhei Em poucas palavras Eu tento dizer O quanto te amo O quanto eu gosto de você Eu tenho tanto medo De um dia te perder Se isso acontecesse Não saberia o que fazer Pois a minha vida Só é completa com você E pra sempre do seu lado Eu quero viver.
  • 46.
    Coletânea de LetrasMusicais 46 Eu te amo tanto Não sei nem como explicar Então eu fiz essa canção Pra me declarar Em poucas palavras Eu tento dizer O quanto te amo O quanto amo você
  • 47.
    Letristas em Cena 47 COMVOCÊ A tristeza que eu sentia antes Hoje eu não sinto, não Você trouxe de volta A paz no meu coração Não me diga que tudo é mentira Me diga que tenho razão Você faz tão bem pra mim Quero estar sempre assim Eu tenho muito que viver, Eu tenho tanto que aprender. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. Com você, com você, com você Com você, com você, com você. Eu lembro bem, você me disse A vida tem muitos segredos Eu não queria fingir, Então aprendi a sorrir, Só pra te agradar. Você faz tão bem pra mim Quero estar sempre assim
  • 48.
    Coletânea de LetrasMusicais 48 Eu tenho muito que viver, Eu tenho tanto que aprender. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. O tempo todo quero estar, O tempo todo Eu quero estar com você. Com você, com você, com você Com você, com você, com você.
  • 49.
    Letristas em Cena 49 DIASDE FRIO A chuva que corroem A ferida que não dói O tempo que destrói O resto de sonhos A vergonha do espelho A imagem que me inibi Um barulho na esquina O medo eu sei que existe Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto O medo é permanente Os dias não têm fim A segurança inexistente Minha vida é assim A solidão me incomoda E o sol quem me acorda Tudo que um dia foi perdido Tem certeza não tem volta
  • 50.
    Coletânea de LetrasMusicais 50 Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto Dias de frio Noites de inverno Só o silêncio Ninguém por perto
  • 51.
    Letristas em Cena 51 FOLHASE FLORES Leve pra sempre contigo A lembrança de um sorriso Sem se esquecer de um grande amor Que nunca deixou de existir Lembre livros folhas e flores E paredes desenhadas Juras de amor não entendidas Lições de vida, não decoradas Nossa vida nossa casa Um retrato no portão A despedida a partida Não entendi qual a razão Eu tive medo eu tive insônia Eu não consegui dormir A minha vida indo embora Não consigo mais sorrir Se um dia perceber Que eu estou fazendo falta Pode vir pode voltar Mas por favor não faça hora Lembre só das coisas boas Esqueça as coisas ruins Tenha certeza de uma coisa Nosso amor não terá fim. Nossa vida nossa casa
  • 52.
    Coletânea de LetrasMusicais 52 Um retrato no portão A despedida a partida Não entendi qual a razão Eu tive medo eu tive insônia Eu não consegui dormir A minha vida indo embora Não consigo mais sorrir
  • 53.
    Letristas em Cena 53 OFINAL VAI SER FELIZ Acorde cedo Para ver o sol raiar Respire fundo E não deixe de sonhar Eu sei que as coisas Não andam assim tão bem Mas ficar triste Nada vai adiantar A vida é um grande Quebra – cabeça Cheio de peças para montar As peças se encontram se encaixam Mesmo não sendo do mesmo lugar Quando parece O final vai ser feliz Você descobre A peça estava no lugar errado Hora de começar tudo de novo Ou quem sabe, talvez . Tentar outra vez Mas só se tem uma certeza O final vai ser feliz. Você merece Você precisa Você será Muito feliz
  • 54.
    Coletânea de LetrasMusicais 54 POR QUE NÃO? (TENTAR SER FELIZ) Te fiz uma canção Com palavras doces Pra te trazer alivio Amenizar as suas dores Te fiz uma canção Com todo sentimento Pra te fazer sorrir E eternizar esse momento. Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não? Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não? Abra a janela, Olha lá fora, O dia está lindo, Levanta, acorda. Vamos lá fora Curtir e viver, Felicidade existe Só depende de você. Então, por que não? Tentar ser feliz Por que não?
  • 55.
    Letristas em Cena 55 Então,por que não? Tentar ser feliz Por que não?
  • 56.
    Coletânea de LetrasMusicais 56 SEM VOCÊ Estrelas Rutilantes Sentidos sem razão Vontade de sumir Mudar de direção Pular de paraquedas Da asa de avião. Não sei por que me sinto assim Às vezes eu quero fugir E esquecer o que sofri E o que ainda vou sofrer Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Sem você, sem você, sem você Sem você, sem você, sem você Esqueço de viver os dias tristes Pensando em ir dormir mais cedo Quando penso em fugir Eu procuro dormir Quem sabe amanhã tudo irá mudar Não sei por que me sinto assim Às vezes eu quero fugir E esquecer o que sofri E o que ainda vou sofrer
  • 57.
    Letristas em Cena 57 Estouaprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Estou aprendendo a viver Estou aprendendo a viver sem você Sem você, sem você, sem você Sem você, sem você, sem você.
  • 58.
    Coletânea de LetrasMusicais 58 SEUS MAIORES SEGREDOS Não importa o dia , Não importa a hora, Não importa a intensidade O desejo e a vontade. Eu quero te dizer Eu quero estar só com você Mais do que isso eu preciso Ter você para sempre comigo. Eu quero estar com você O maior tempo possível Descobrir seus maiores segredos Ser muito mais que um amigo. É a mais pura verdade É a minha realidade Eu respiro fundo Me encho de coragem Só pra te dizer Eu quero estar só com você Mais do que isso eu preciso Ter você para sempre comigo. Eu quero estar com você O maior tempo possível Descobrir seus maiores segredos Ser muito mais que um amigo.
  • 59.
    Letristas em Cena 59 TUDOACABOU Seus olhos não me dizem mais nada Apenas caminhos perdidos Lembranças doces e amargas Bocas dentes e sorrisos Todo tempo passado Não foi um tempo perdido As lembranças boas Guardo sempre comigo O que foi ... Um sorriso O que foi ... O paraíso Um sonho... Eu não queria acordar Aprender a recomeçar Não cometer mais os mesmos erros Saber escutar Ninguém é perfeito Como todo sonho bom Acabou ao amanhecer Tive grandes momentos Felizes com você O que foi ... Um sorriso O que foi ... O paraíso Um sonho... Eu não queria acordar Apague a luz desliga o rádio Tudo acabou
  • 60.
    Coletânea de LetrasMusicais 60 TUDO QUE SEI Eu Aprendi coisas inúteis Já me esqueci de coisas fúteis Se viver já me ensinaram Aprendi tudo errado Perdi tanto o meu tempo Futuro e passado Melhor viver correndo Do que ficar parado Tudo Que sei Não serve pra nada E nada que sei e muito impreciso Tudo que sei não serve pra nada E o nada que sei e puro improviso Estudei mais de dez anos E mal sei escrever Quase tudo que me ensinaram Não precisava aprender A vida é um jogo Perder e ganhar E esse grande jogo Estou aprendendo a jogar Tudo que sei não serve pra nada E nada que sei e muito impreciso Tudo que sei não serve pra nada E o nada que sei e puro improviso Se o começo foi torto e desastroso
  • 61.
    Letristas em Cena 61 Ofim pode ser melhor. E cada dia o mundo gira, O mundo gira ao meu redor E já que estou só Vou dormir mais meia hora Tudo Que sei não serve pra nada E nada que sei e muito impreciso Tudo que sei não serve pra nada E o nada que sei e puro improviso
  • 62.
    Coletânea de LetrasMusicais 62 VIVEMOS? Vivemos no país do futuro Aonde o futuro nunca chega Vivemos uma vida turbulenta Recheada de incertezas Eu tenho medo do que pode acontecer O que será de mim ou de você Viver esta cada vez mais difícil Como vamos sobreviver Queremos um país melhor Sonhamos esperamos Mas não sabemos até quando Não sabemos até quando Só temos deveres Não temos direitos Aqui tudo se compra Aqui tudo tem seu preço Então continuamos Vivendo do avesso Um dia se vive mais No outro se vive menos Vivemos enjaulados Numa quase liberdade Se hoje estamos livres Não estamos de verdade Não existe segurança
  • 63.
    Letristas em Cena 63 Quemme da explicação Não saio mais de casa Tenho medo de ladrão Vivemos num país tão desigual Qualquer barbaridade já parece normal Vivemos no país da impunidade Onde não existe igualdade Mas perante a lei Somos todos iguais Será que isso é verdade? A verdade existe Mas nem sempre é real Queremos fazer o bem Mas quem manda nos falar
  • 64.
    Coletânea de LetrasMusicais 64 VOU ACREDITAR . . . Hoje estou tão triste Nem eu mesmo sei por quê Deve ser passageiro Vou tentar esquecer Pensei em mudar Por alguns dias Mais atitudes impensadas Não levariam a nada Estou cheio de problemas Não adianta fugir Vou ficar e encarar de frente Vou acreditar . . . Essa vida é passageira Não tenho tempo a perder Eu não quero ficar mais triste Eu não quero mais sofrer Os anos se passaram Me deixaram bem mais forte Hoje eu traço meu destino Eu decido a minha sorte As marcas do tempo Não vão me incomodar Eu serei assim Eu vou lutar até o fim Estou cheio de problemas
  • 65.
    Letristas em Cena 65 Nãoadianta fugir Vou ficar e encarar de frente Vou acreditar . . . Essa vida é passageira Não tenho tempo a perder Eu não quero ficar mais triste Eu não quero mais sofrer
  • 66.
  • 67.
    Letristas em Cena 67 BRANCATIROLLO Acasalamento 0069 Amor à moda da casa 0071 Amor inocente 0072 Asas de poeta 0073 Ataques sem nexo 0074 Brasil 0076 Cadê o meu café 0077 Calçadas 0078 Choro bruto 0079 Coelhinho da Páscoa 0080 Coisa 0081 Cômodo demais 0083 Democracia obscura 0084 Desafiando limites 0085 Devastação 0087 Dondoca 0089 E assim desejo-te 0091 Fera racional 0092 O formidável do amor 0093 Fuga no mensalão 0094 Hino: Academia de Letras do Brasil 0096 Imposto macabro 0097 Inferno no inverno 0099
  • 68.
    Coletânea de LetrasMusicais 68 Ladrão de galinha 0101 Malandro 0102 Memórias de um Caipiracicabano 0103 Mensagem das Caras pintadas 0105 Mistério 0108 Mudei a formalidade do amor 0109 Mutilação 0111 Não sou inventor do meu destino 0113 Noite 0116 Olhos de ouro 0117 Pássaro da madrugada 0119 Pirado 0120 Pirataria 0122 Policial do futuro 0124 Prepare o anzol 0126 Que mal que tem 0127 Refúgio 0128 Revolução 0129 Rua Brasil 0131 O sabor da amizade 0133 Samba do povo 0135 Saudade Tua 0136 Seu amor é ilusão de ótica 0138 Somente por amor 0139 Telhados de vidro 0140 Vai, vai, Brasil! 0141 Vegetação 0143
  • 69.
    Letristas em Cena 69 ACASALAMENTO Sermasculino ou feminino Não importa... Atitude compõe-se em versos Felinos... São exóticos Macho ou fêmea... Devoram-se... Em suas dimensões O poeta adormece Sobre a página alinhada O compositor desperta a canção Masculino ou feminino Seres se cruzam no tempo. Das mais variadas Paixões Filosofia de vida Que marca datas E contradições Enquanto a poesia se acalma Na doce missão Do toque sagrado De um violão. Leva-se a vida Na serenidade Da consolação. Desafios e contrastes
  • 70.
    Coletânea de LetrasMusicais 70 Nos acordes, nas rimas. A métrica é eletrização Escrevo meu verso Você ao inverso Compõe a canção Felinos são exóticos Macho ou fêmea Devoram-se em suas dimensões Seres se cruzam no tempo Das mais variadas paixões Filosofia de vida Que marca datas E contradições
  • 71.
    Letristas em Cena 71 AMORÀ MODA DA CASA Os tempos mudaram, e os amantes, também. Uns jogam com a sorte, outros vão e vem. Há quem viveu um amor de verão E outros sequer conseguiram amar... Na trilha do amor, muitos querem aconchego. Mas nem sempre acontece, a vida é um mistério. Tudo tem seu preço, nada vai mudar. Neste vai e vem, também aprendi. Que não vale a pena sofrer tanta dor Nas desilusões, que tanto insisti. Neste vai vem, trocando de amor. Hoje sou feliz, não sou inseguro. Meu amor é consciente, e vivo melhor. O amor, à moda da casa. É tudo que tenho, e que dou valor. Não me arrisco mais buscando estilhaços Pois tenho ao meu lado, a mais bela flor. Meu prato do dia, meu ar, minha luz. Minha alegria, meu cantar afinado. Não percebo se faltar o sal Tudo ao seu jeito é bem refinado.
  • 72.
    Coletânea de LetrasMusicais 72 AMOR INOCENTE Espia a lua mais bela Sondando teus olhos azuis Pela fresta da janela O Arco Iris se vai Depois da chuva que cai Sobre teu pé de alecrim. Joga um beijo da janela Encena á luz de vela Que o vento traz Para mim... Mande um sorriso de lembrança Uma ponta do jardim Umas gotas perfumadas Com cheiro desse alecrim Faça um pacote de abraços Com muitos laços de amor Escreva um poema intenso Que me encante, por favor... Enlaça teus sonhos nos meus Deixa o amor propor um brinde Debaixo das asas do vento Até que a vida se finde
  • 73.
    Letristas em Cena 73 ASASDE POETA Poeta é terra é mar Poesia é flor em botão Abrindo as asas da vida No ritmo e na canção Poesias são as ondas do mar Avançando as areias tão calmas Lavando a alma do homem Que vive a chorar suas magoas Poetas são as veias dos versos Jorrando no verso da sorte O clamor Lamúrias que fazem qualquer um. Chorar Na voz de qualquer cantador
  • 74.
    Coletânea de LetrasMusicais 74 ATAQUES SEM NEXO Entrei na dança da onça pra ver Se ela ainda zombava do meu SER Notei uma fera insistente, mas nada valente. Areia movediça. Enquanto surtava ponto.com As loucuras da gente Ela se lembrou: -São artistas! Consegui enfim por um fim Sem deitar-me aos seus pés Conectei meu arsenal E consegui ver sorrindo No jornal Pra fera, Pro baixo astral Para os meus amigos Dediquei meu arsenal Que legal! Vou... Dar uma volta ao Mundo Num segundo de euforia Cantar, dançar, sem ataques. Comemorar a alegria E poder viver Pra fera me ver todo dia.
  • 75.
    Letristas em Cena 75 Paraos meus amigos Dediquei meu arsenal Que legal! Comemorar a alegria E poder viver Que legal! Comemorar a alegria E poder viver
  • 76.
    Coletânea de LetrasMusicais 76 BRASIL És Terra Gigante Um País Falante O Brasil Avante
  • 77.
    Letristas em Cena 77 CADÊO MEU CAFÉ ( musicada por Luciane Casaretto) Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro Que sabor é esse? Que palha é essa? Canta meu Brasil: Isso não me interessa Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro Tá tirando onda, no capitalismo. Tá nos bancos das Ilhas fazendo turismo Tá na boca do lobo. Tá no estrangeiro Tá dentro da linha da corrupção Num pulo de gato, guardado em galpão. Cadê o meu café? Meu Café Brasileiro? Tá na foto que a Nonna tirou no terreiro Na roda de samba, no tom do pandeiro. Devolvam o sabor do café. Do meu Café Brasileiro
  • 78.
    Coletânea de LetrasMusicais 78 CALÇADAS Corta o vento, vento corta. Povo sofrido, temido. A procurar sensações Uns buscam casa, comida. Outros, festas, foliões. Há quem procura remédio Curador e orações Estes são os mais aflitos Sem pausa pras refeições. Pois enquanto vela a reza Esquecem as obrigações. Há quem trabalha e cavalga Dividindo tempo e questões Trocando em cada esquina Sábias informações. Mas há quem, tagarelando. Não consegue encontrar O mapa da sua vida E um lugar para ficar. Estes servem de tropeço Pra aqueles que irão chegar Ainda sem pensamento Se vão ou não, se juntar. Com o povo que cavalga Sempre no mesmo lugar.
  • 79.
    Letristas em Cena 79 CHOROBRUTO Oh! Quão grande é minha angústia Que de leve, venta e leva: Alegrias, pipas, gritos, Risos tensos, sem iguais. Das palavras ainda não ditas O pensamento é quem fica Sobrepondo pesos mais. Quão grande é minha angústia. Que de leve, aumenta os ais. Oh! Quão grande alegria que se esvai...
  • 80.
    Coletânea de LetrasMusicais 80 COELHINHO DA PÁSCOA Coelhinho da Páscoa Que trouxe pra mim Uma música bela, Desafio sem fim Se há um amigo Não há pranto e dor Desafiando os limites do amor Nesse tempo de crise Em que tudo não são flores Preservar os amores É estar numa marquise Esperando em paz Pelas graças dos céus Recarregando de gás Enchendo-me de Deus Se essa passagem existir mesmo Não há como resistir Mesmo que eu fique a esmo O perdão vou LHE pedir
  • 81.
    Letristas em Cena 81 COISA Jogaramna lama o meu quintal Minha cozinha está na lua Enxugaram o Pantanal Molharam a mão da minha rua Toma cuidado vão molhar a sua Queimaram os meus neurônios E adulteram os livros principais Trocaram educação moral e cívica Por duas matérias que dão mais Sexo e Box, na escola são reais. Meu filho cursando a quarta B Está de olho no vídeo game Que está na vitrine da loja 3D Ainda me fala sem medo Papai: eu ganhei um E Jogaram a merda na TV Obrigam-me a ouvir mentiras E ainda falam mal de você Enquanto você pira Os ratos ficam na mira Eu quero fama, quero mina, quero minha grana. Não preciso mais de tempo pra pensar Já sou velho na cor dos cabelos Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar.
  • 82.
    Coletânea de LetrasMusicais 82 Você! Você! Você! Você! Você! Você! Livra-se desta coisa Eu quero um país inteiro pra me ouvir Você! Você! Você! Leva pro facebook Tweeds pro mundo No e-mail da titia Pra aquela gata Que te deu mole Diga para o papai Que a sua mãe Já sabe Fale pro teu filho Se livrar desta coisa E não se esqueça de Avisar os jornais Que não estamos aqui Pra brincar.
  • 83.
    Letristas em Cena 83 CÔMODODEMAIS Hoje acordei a mil por hora Tinha tantos afazeres E acabei por esquecer Do nosso amor. Tudo o que eu Tinha a fazer Era em torno De ti? Oh! Oh! Oh! Cômodo demais Eu só quero liberdade e Paz Oh! Oh! Oh! Cômodo demais...
  • 84.
    Coletânea de LetrasMusicais 84 DEMOCRACIA OBSCURA Democracia. Parada, quebrada, estação sem luz. É feita de rombos, boicote, panela, insanidade total. Barreira na vida, beco sem saída, dinheiro, roubada. Malandragem, picaretas, escola do mau. Quem mandou virar o jogo fui eu Eu quero silêncio agora. Eu quero é ser feliz, acordar e dormir. Sem barulho, sem buzinas. Sem bolso que domine a Lei A lei que se aplica No que não se tem Eu quero viajar E fugir Quero ver O amanhecer Dormir. Sou Patriota brasileiro Quero ver a democracia Democraticamente, fluir.
  • 85.
    Letristas em Cena 85 DESAFIANDOLIMITES Caminhos incertos, dedos incertos, desertos. Sombras que desaparecem ao meio dia Quando o sol divide o céu em partes iguais. A lua flutua, não é prata nem cinza, nem preta. Nem branca, vaidade ou mentira, não é ilusão. É tão somente a lua em sua estação. Na vida há segredo há coragem e medo. Cada um do seu jeito sente sua emoção. Na minha parede não tem calendário Sou eu quem marca o dia do meu carnaval O natal que foi ontem comemoro amanhã Neste manjar de fé provo a minha avelã Rega meu seco jardim o pranto de outros Daqueles que nunca choraram por mim Não existem fronteiras é um desafio sem fim, Desafio sem fim Neste moçar peço que as pedras não rolem Mas devagar murmurando, uma a uma se vão. E vou passando meia face anjo meia face fera Desafiando a espada a enfrentar a guerra Às vezes penso que estou morta e voltei Terminar meu choro, pra quem. Ainda não me viu chorar São incertos os passos, que tento. Encenar neste compasso
  • 86.
    Coletânea de LetrasMusicais 86 Sonho por razões desconhecidas, desconhecidas. Embora eu cante alto, no palco sombrio da vida. Tudo que exala do meu ser dizem ser vergonha Eu digo que apesar das barganhas Tenho sorte e todas as batalhas são vencidas Tenho sorte e todas as batalhas são vencidas Moro num lago formado das águas, do meu pranto. Cada canto é um endereço. Ai, ai, a vida é essa. Se eu afundar neste chão aqui vai, o meu apreço. Meu pranto já virou tinta. Não será em absoluto Desconhecido da sorte, do mal, do bem, da morte. Serei sempre uma estrela viva, a colorir um luto. Rega meu seco jardim o pranto de outros Daqueles que nunca choraram por mim Não existem fronteiras é um desafio sem fim, Desafio sem fim
  • 87.
    Letristas em Cena 87 DEVASTAÇÃO Olhocom tristeza, os campos e as matas. O rio que pingando não faz serenatas O asfalto que corta além dos sertões E os animais em extinções As aves no céu não cantam em festa. Os homens magoados não fazem canções Inspirados na lei da floresta Os filhos de outrora eram educados Pelas famílias e seus professores Hoje o governo quer ensiná-los Aplicando Leis com tais dissabores Não valorizam os Mestres e a escola Separam todos por classes sociais Crianças, os jovens e velhos. Aplicando sem piedade Golpes, e mais golpes fatais. Querem cobrar respeito e ordem Falam muito em preservação Mas vivem em plena desordem Destruindo os povos e a própria nação Vendem a alma do povo e da terra Queimam o verde, desbarrancam os morros. Colocam na mesa do trabalhador O pão da dor e a morte sem socorro. Sem terra, sem teto, sem dignidade.
  • 88.
    Coletânea de LetrasMusicais 88 Sem ambição, o povo se isola. Caindo na cova que o governo cavou Pra matar o pobre, preso na gaiola. Não há outro jeito, o povo precisa. Lutar com a espada, e vencer o dragão. Para acalmar a fúria que sente Partindo pra guerra, defendendo a nação.
  • 89.
    Letristas em Cena 89 DONDOCA Dondoca... Éisso o que você é Folgada, maliciosa Só pensa em raspar o pé Vive pintando os olhos E a sobrancelha, tá ué. Dondoca... Nada vai te consertar Você precisa de cafuné E eu... De um bom jantar Não me venha reclamar Que as unhas estão lascadas Que o fogão não é pra você Eu comprei pensando no nosso jantar... E o que me aguarda É o seu blasfemar! Dondoca... Você é o que é... Vive pra se embonecar Mas não serve nem Pra lavar os meus pés. Dondoca... Hoje você vai pagar O preço da sua vaidade Vou te botar na calçada Fechar a porta da entrada E assistir o seu penar
  • 90.
    Coletânea de LetrasMusicais 90 Ver você na arte bancada Roendo as unhas e se lembrar de mim Vai aprender que a vida não se vive assim. Dondoca... É isso o que você é Vai sentir a barriga vazia E esquecer, de raspar os pés. Vai me pedir arrego E preparar o melhor jantar Aí quem sabe eu me apego Na hora do amor te farei cafuné. Dondoca... É isso, o que você é!
  • 91.
    Letristas em Cena 91 EASSIM DESEJO-TE Não quero que seja meu deus Nem meu demônio nem ateu. Nem meu sonho nem meu eu. Seja apenas, meu. Seja meu homem, meu prazer. Mas não seja minha vida Eu quero desfrutar do que é bom Eu quero apenas uma ida À volta não me interessa Eu quero voltar só, sem pressa.
  • 92.
    Coletânea de LetrasMusicais 92 FERA RACIONAL Eis que febril queima, este corpo meu. Num instante dócil - quando me toca o seu. Estes teus braços - em laços, em plumas. Teus encantos - espantos espumam. Teus olhos domados - em risos, em versos. Teus pecados meigos - de afagos, e beijos. Eis que a ti revelo - meus sonhos em gritos. Num súbito instante - de amores, e dores. Por teus insultos - deboches, rumores, Nestes negros olhos - de glória, delírios. De pegadas duras - desvairadas loucuras, Deste pranto falso - de torturas, castigos. Eis que tu tão farto - tão nítido e puro. No tapete enrola - teu corpo, tua face, Nestas melodias - sussurros, desgastes. Destas noites loucas - de pasmo contraste. Tuas fantasias de sonhos malucos, Tua frente fria - de tristes desastres. Eis que tu voltas sereno, calado. Num olhar carente - de intrigas e abraços: Destas peles rubras, de apertos, marcadas. No meu corpo sadio, e esgotado. Neste alívio fértil - que exala, espalha, Descansa-te nu, sereno e domado.
  • 93.
    Letristas em Cena 93 OFORMIDÁVEL DO AMOR Um consolo romântico me adormece No sonho eu me ponho a rezar O som da oração segue o vento Abrindo a janela do teu aposento A lua sonda-te e pousa No luar do teu sonhar O eco da minha prece te chama A essência do meu amor te perfuma É o formidável das loucuras de quem ama Se levantar e tocar na maçaneta Não te assuste. Acaricie meu sonhar Que pelas madrugadas vagueia, Tentando deliciar seus meigos olhos Para teus doces beijos roubar.
  • 94.
    Coletânea de LetrasMusicais 94 FUGA NO MENSALÃO (reservada para Gustavo de Godoy) Contradição Omissão e obscuridade. Cacos estilhados, papéis picados. Engavetados, mofados O brasileiro Cobrou resultado Vergonha nacional E segue afora. Um fora da Lei. Mais uma vez Pega o ladrão Ele quer se safar Do camburão Pega o ladrão Vergonha nacional E segue afora. Um fora da Lei Mais uma vez Tenha certeza: o jornal sabia E a sua tia, também. O seu melhor amigo Com certeza acoitou O Brasileiro viveu a fantasia
  • 95.
    Letristas em Cena 95 Queo país poderia mudar Por um dia Vergonha nacional. E segue afora. Um fora da Lei Mais uma vez
  • 96.
    Coletânea de LetrasMusicais 96 HINO DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL (Musicada por Vuldembergue Farias) Sobre um brado pensamento glorioso Na passagem do milênio então surgiu Agregando valores conquistamos Academia de Letras do Brasil Despertai-vos há tempo, vamos seguir. Escreva seu verso, para o universo servir. Tua tese, seu cântico, sua escrita, teu encanto. Pelo bem da humanidade, por um novo porvir. Avante, sempre vamos escrevendo. Tentando a humanidade, humanizar. Na Ordem de Platão, despertando talentos. Levante a Bandeira, vamos atuar. Pela paz, pelo amor, pela evolução. Abrace o livro, a informação. Desperte os talentos, e os pensamentos. Através da escrita, eis a revolução. Diga não a fome e a miséria Plante arvore frutífera, sementes de feijão. Projetando o futuro dos filhos da terra Que breve vem pra colher este quinhão.
  • 97.
    Letristas em Cena 97 IMPOSTOMACABRO (Reservada para Gustavo Godoy) Cortei a maioria dos gastos O orçamento aos pedaços. Não dá pra infringir a Lei Preciso pagar os credores Mas, não sei: Se eu pago os impostos, Ou se continuo a comer Eu gosto muito do meu Ser. Remédios! Remédios, mais remédios. Meu coração precisa bater. Nas minhas contas eu noto Remédios, remédios, remédios. Quarenta e oito por cento De impostos. Este é o meu dilema Não foi a TV Nem a geladeira Muito menos o carro Eu moro num beco E ando a pé Não dá pra infringir a Lei Preciso pagar os credores Mas, não sei: Se eu pago os impostos, Ou se continuo a comer Não há remédio pra se viver Não há remédio, pra esquecer.
  • 98.
    Coletânea de LetrasMusicais 98 Não há remédio no SUS, vai ver. Vai ver e comprove, faça a prova dos nove. Se eu contar não vão acreditar Não passa na TV, nos jornais, nem na roda de samba. Mas vale a pena relembrar. Eu era apenas uma criança Que nem trança sabia fazer Tudo o que eu fazia era plantar e colher Na era do café, tudo era mandado. E quando o ano findava, o governo arrecadava. Cinquenta por cento de todo mingau Que eu tinha pra comer. De grão em grão, mesmo sem razão. No Palácio do governo pode conferir se quiser Cada tijolo assentado é parte do meu quinhão. Só não ouço falar de onde veio Só não leio nos jornais de onde veio Ninguém comenta a realidade Só não ouço falar de onde veio Só não leio nos jornais de onde veio Só não ouço falar de onde veio
  • 99.
    Letristas em Cena 99 INFERNONO INVERNO Foi-se o verão Chegou o outono em sua palidez Ouve um gemido distante, o sol se apagou. Manhã agonizante, estranhos flutuantes. Não eram trovões, nem a chuva caia. Sobre a terra abrasada, houve grande motim. Crianças gritavam, por todo lugar. Grávidas morriam em plena agonia. O medo chegou bem perto de mim Olhei para os lados, não compreendia. Liguei a TV, não funcionava. Não tinha mais água, nem energia. Não eram bandidos, nem o fim do mundo. As prisões abriam-se as portas Os presos temidos voltavam às celas Num passo ligeiro entre idas e voltas. Tive sede procurei por água. Encontrei soldados da Força Armada Tentei falar com o governo do estado Mas Brasília já estava calada As prisões abriram as portas Para os homens de bem abrigar Seus filhos e netos ainda pequeninos Soldados estavam às beiras das fontes Guardando as águas que haviam roubado.
  • 100.
    Coletânea de LetrasMusicais 100 Notei que a morte então se alastrava E sem esperança, com sede eu sofria. Não mais que dez dias, já sem força alguma. Velei meu enterro, enquanto eu morria.
  • 101.
    Letristas em Cena 101 LADRÃODE GALINHA Você conhece o ladrão de galinha Que abriu um comércio na rua ao lado Ele passou quatro anos roubando De galinha em galinha, ele fez um sobrado. Adquiriu uma fazendo em Minas Na praia construiu sua mansão. Comprou uma gata de estilo invocado. De repente o povo resolveu acordar De prontidão a sondar o safado E todo mundo começou a gritar Pega o ladrão, mas tomem cuidado. O cabra tem capanga e cunha forte Bala de borracha e spray de pimenta Não é difícil conhecer o pau mandado Ele usa botina e farda cinzenta. Não sobrou cidadão sem ser lesado
  • 102.
    Coletânea de LetrasMusicais 102 MALANDRO Malandro... É isso o que você é Não serve nem pra massagear os meus pés Cansados... Por tantos vai e vem na cozinha Preparando, seu café, seu jantar. Enquanto você... Dá em cima da vizinha Malandro... Você não serve pra nada Não trabalha, não estuda. Só pensa nas coxas das mocinhas E no jantar, come as coxas da minha galinha. Malandro... Vou botar você pra fora E aí, quero ver quem vai abrir. A porta da casa pra você dormir Vou assistir de camarote De olhar cabisbaixo, sentado em caixote. Aí... Vai me pedir arrego Tentar... Me convencer de que mudou... Mas eu... Não vou cair na armadilha Pois malandro igual a você Não passa mais na minha trilha. Malandro!
  • 103.
    Letristas em Cena 103 MEMÓRIASDE UM CAIPIRACICABANO (Declamado) Este é um pequeno trecho - guardo e prezo - O verde lar dos bichos, borboletas coloridas. Beija-flor encantado, beijando a flor do capim. Bando de andorinhas riscando o céu nublado Garças tranquilamente, cruzando o véu prateado. A encantar querubins Paraíso que Deus criou, cheio de verso e canção. Descanso de nossos filhos, a nossa roça de pão. Recanto de enamorados, calçados com os pés no chão. Não se via aqui miséria, nenhuma reclamação. O céu estava na terra, e as estrelas sobre as mãos. Passaram por este trecho, homens de terras distantes. Não plantaram semente, mas espalharam corantes. Não criaram versos e rimas - sequer uma melodia Roubaram nossas canções, sufocando a poesia. Cantaram nossas canções - grande astúcia - Destruíram um paraíso pra provocar a angústia Hoje o Caipira chora, memorizando o passado. Belezas mui fulgurantes, que nada tinha de errado. Falo do verde das matas, que deitavam nas cascatas. Do tom que as pedras e as águas exibiam serenatas Reclamam por não ouvir, o barulho das correntezas. Que no velho engenho ecoava com muita delicadeza.
  • 104.
    Coletânea de LetrasMusicais 104 Quando passam por estas bandas - frias e quebrantadas. Lagrimas velam o penoso chão – coagida é a boca- A confessar o que extravasa em cada coração. Onde os gringos navegaram, entre as colinas e os portos. Navegam na lama quente, milhares de peixes mortos. E neste trecho de pedras, caminha o triste Caipira. Em meio às impurezas, movido pela incerteza. Abandonado, o Caipira. Vive como alma penada Passando fome e sede, sentado a beira de um rio. Memorizando a paisagem. Do antigo Rio Piracicaba.
  • 105.
    Letristas em Cena 105 MENSAGEMDAS CARAS PINTADAS Gente! Somos gente. Nesta terra de Deus Brasil! Pátria amada. Terra sagrada. Somos gente implorando, os nossos quinhões. Entre os mais de cento, e noventa milhões. Se livre das drogas! Faça como eu Ame a si próprio corra atrás do que é seu. Se livre dos reis, que esta terra é de Deus. Raça de gente, gente valente. Cara pintada, cara amarrada. Cara de fome, cara drogada. Cara de raiva, cara forjada. É gente sofrida, buscando na vida. Pão e guarida, de cara pintada. Esconde o rosto, por que tem vergonha. A noite anda e de dia sonha. Esperando do céu socorro e perdão. Onde tudo é limpo não existe pão. E ainda deve pra sociedade. Uma vida de satisfação. Se bater na porta do rei ele grita: - Sai daqui malandro! Trabalhar é bom. Mas não dão emprego pro tal cidadão. Gente valente vira cara pintada. Busca socorro na maior perdição. Envolve-se nas drogas, e vira ladrão. Miséria que queima a mente e a alma.
  • 106.
    Coletânea de LetrasMusicais 106 Seca o corpo e traz desespero. Vai cegando gente de cara pintada. Que é obrigado, assumir todo erro. Saia da roubada, isso é confusão. Ninguém te entende, o se ta na prisão. Caia na real, você, você, você é gente. Não faça cumprir a ordem do rei. Levanta a cabeça, e de sua mão. A favor da guerra contra a corrupção Não ouça o rei, ele é folgado. Ele não cheira, não injeta, não traga. Envolve-te no vicio, por uma migalha. Ele enche o bolso do seu rosto suado. O seu fica furado, funde sua mente. O rei vira passado, você o presente. Você vira culpado, o rei o inocente. Não tenha medo seja esperto Cheire uma flor e sinta o perfume. Erga para o rei, um sinal vermelho. Levanta tua cara, olhe no espelho. Fuja da dor, encontre o amor. Não seja tolo, o rei é seu pavor. Ele bebe teu sangue, te enterra. Vive mais que você, muitas primaveras. Usa gravata, carro importado, terno bom. E você drogado, ganha sete palmo de chão. Pra você não tem lei, ninguém tem pena. Quem te condena não tem coração.
  • 107.
    Letristas em Cena 107 Éo próprio rei que te da à cama. Pra você dormir deitado na lama. O rei te ilude pra uma vida melhor. Muda de cara, te prega moral. E por baixo do pano te joga na pior. Gente! Livre-se da ilusão. Devolva o troco pro seu inimigo. Se livre do castigo dizendo não. Não se esconda na sombra do medo. Que a vida passa e você se acaba. Sem saber por que viveu. Ninguém se importa se ler no jornal. Na primeira, página que você morreu. O próprio rei tomando whisky Vai ironizar sorrir e dizer: -Quem é esse? Que bom! Não foi dessa vez. Este eu não o conheço! Graças a Deus Agora eu quero ver, você que ta assistindo. Abrir espaço na primeira página. Contar para mundo que me viu sorrindo Anuncie! Põe no seu jornal. Trate a gente de igual pra igual Não quero ler que alguém morreu. Aqui quem fala é um cara pintada Saindo da roubada. Graças a Deus (Peça Teatral ensaiada na periferia. Apoio negado pelos governantes). Um grupo de adolescentes envolvidos sofreram em questão. Na época atual é lamentável a situação dos jovens, na maioria)
  • 108.
    Coletânea de LetrasMusicais 108 MISTÉRIO Do meu jeito doce acontece A todo vapor, em busca do amor. Que traga, escurece, amanhece E pro lado da cama se mexe Querendo falar. Tolices. Dos acordos, loucuras. Acordes, leituras: Bilhetes malvados Da sua insanidade Sou anjo da noite macabra Você me protege, no embalo. Me faz delirar. Me faz delirar (Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos, o palco da vida. Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não constar na ficha técnica artistas da grande mídia) Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido. (Esta história precisa ser mudada. Justiça Social. Direitos iguais para todos).
  • 109.
    Letristas em Cena 109 MUDEIA FORMALIDADE DO AMOR (musicada por Vinne Decco) E o vento levou Meu único verbo! Amar! Amar! Antes era o amor, Nosso verbo predileto. Eu amava, ele amava, Amávamo-nos. Éramos dois em um. Um para o outro Dois sem terceiros. Depois começamos: Se der vamos! Hoje vou pensar, Se ainda te quero. Muitos verbos Aproximaram-se Invadiram Dominaram Hoje está assim: Eu amei, adorei, Louvei, me casei. Vivi ,sofri ,cansei. Pensei resolver. Larguei e sumi.
  • 110.
    Coletânea de LetrasMusicais 110 Voltei! Acha! Pra que? Um time de futebol? Somente um artilheiro Meu amor! Sem verbo.
  • 111.
    Letristas em Cena 111 MUTILAÇÃO Notoque o tempo não se importa Vai passando pela minha porta Devagar. .. Eu corro e invento a minha vida Se para uma estrada sem saída Eu não sei... Prefiro ficar. Delirando... E sonhar... Não conheço mais a brisa mansa Nem o sorriso da roseira em flor Não tenho encontrado a primavera E o verão já se foi. Devagar... Passou a guerra e desconheço O que chamam de céu e de luar Não me lembro de mais estrelas Nem de mar. Devagar... Eu sonho ser aquela criança Balançando firme a sua trança Na esperança de encontrar. Seu par. Devagar... Abraço a meu brinquedo e choro. Quase sempre, eu sei não me engano. A fome é pontual e chega na hora do jantar
  • 112.
    Coletânea de LetrasMusicais 112 Devagar... Olho o pão escasso sobre a mesa. Já não sei se quero mais rezar Num instante noto que a pobreza Paira sobre o ar. Devagar... Aguardo o momento Pra ver os aviões de guerra Retirando nossa água Da terra Devagar... Submundo profundo Nem seu quinhão conseguiu. Em troca da moeda forte Venderam a alma do Brasil. Devagar... Eu corro e invento a minha vida Se para uma estrada sem saída Eu não sei. Prefiro ficar delirando. E sonhar... Devagar. Cabeça maluca, a cuca explodiu. Em troca da moeda forte. Venderam a alma do Brasil. Devagar...devagar...devagar...
  • 113.
    Letristas em Cena 113 NÃOSOU INVENTOR DO MEU DESTINO Alo irmandade. Chegam aí irmãos. Na paz. Não sou do mal. Sou pau mandado. Menino desprezado. Que um dia sorriu Nesta terra de ninguém. Toda galera viu Ouvir a quem? Fuji da escola eu não tinha mochila, Lápis de cor. Nas cores do meu mundo Pintei o sete, manchei. Não conheço meu pai, minha mãe morreu. Minha tia me acolheu. E pra sobreviver Ela me mandava pedir nos bairros nobres Onde nunca a porta eu vi abrir Com muita sorte eu conseguia fugir do camburão Homens armados, atirando em todo lado. Sem ao menos perguntar: Quem é você? Cidadão. Mas eu falava: Sou da paz. Menino fujão. Segura essa irmão! Você ensina com perfeição. Como se mira uma arma pra um cidadão Agora eu cresci, sai nos jornais, na primeira página. Fiquei famoso. Pinto a cara pra ninguém saber Quando pego o jornal pra me ver. Hipocrisia! Eu não nasci assim. Eu levo a vida Que traçaram pra mim. Chumbo trocado não dói. Dizem que sou chapadão. Pera aí, meu irmão!
  • 114.
    Coletânea de LetrasMusicais 114 Não quero matar. Mas, também não quero morrer. Eu sou da paz, pego pra comer. Vendo pra ganhar, Uso pra esquecer. Nesta área não falta patrão Há muito eu quero saber. Alguém pode informar? Fala ai sociedade! Onde arrumo um emprego legal E uma faculdade. Onde posso me curar? Procura-se um medico entendido Sobre abandono, corpo e alma feridos. Sobre hipocrisia, caligrafia fácil. Que um cérebro aguente Com fome e cansaço Fala aí doutor! Se há remédio pra esta dor? Dizem que sou chapadão. Pera aí, meu irmão! Não quero matar Mas também não quero morrer Eu sou da paz, pego pra comer. Vendo pra ganhar, uso pra esquecer. Nesta área não falta patrão Há muito eu quero saber. Alguém pode informar? Fala ai sociedade! Onde arrumo emprego E uma faculdade. Onde posso me curar Procura-se um medico entendido Sobre abandono, corpo e alma feridos. Sobre hipocrisia, caligrafia fácil.
  • 115.
    Letristas em Cena 115 Queum cérebro aguente Com fome e cansaço Fala aí doutor! Há remédio pra esta dor? (Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos. Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não constar na ficha técnica artistas da grande mídia) Lei Rouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido. (Esta história precisa ser mudada. Justiça Social. Direitos iguais para todos).
  • 116.
    Coletânea de LetrasMusicais 116 NOITE Noite! Poema e canção Rima de cólera e dor Divina noite de estrelas Com negros cachos em flor Amo-te! Tanto, tanto Amo-te! Tanto, tanto Amo-te! Tanto, tanto Cada canto de seus encantos Em todos os versos que são meus Amo a paz que bela serena Nos meus olhos a brilha.... ar Os brilhantes que são seus
  • 117.
    Letristas em Cena 117 OLHOSDE OURO (musicada por Vuldembergue Farias) Ouvi falar um dia, que a sorte não seria. Um bem pra quem não tem - em si a alegria. Jurei então deixar, o vento me levar, Com as folhas do jardim. Na linha do pensamento A minha ousadia Voltou para ficar. Mudei a cor da LUA, nas luzes do ALECRIM. As folhas secas soltei Saudando o verde sem fim Onde caíram, não sei. Sobre asas, num sonho bem distante. Sorrindo me peguei Voando os horizontes Procurando alegrias perdidas a fins Meus olhos eram de ouro Um vaso feito de touro Guardando as joias pra mim. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. O tempo que se foi A ruína que ficou O tempo, que se foi. Não vou chorar. Não vou.
  • 118.
    Coletânea de LetrasMusicais 118 Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. O tempo que se foi A ruína que ficou Não vou. Chorar, não vou. Não vou chorar, não vou. Não vou. Chorar... Não vou chorar, não vou. Eu canto a minha liberdade Eu danço com minha voz Eu ando com minha coragem Na veracidade do vento No vento que corta o algoz No vento que corta o algoz.
  • 119.
    Letristas em Cena 119 PÁSSARODA MADRUGADA Canta, canta, passarinho, o terreiro está molhado. Molha o bico, bate as asas, voa sobre meu telhado. Não vá embora, não é hora de partir. Nunca pense em desistir, nem deixar o seu reinado. Quando a chuva for embora, vou sair pelas estradas. Levando minha viola, pra cantar pra minha amada. Todo dia ela pergunta, para um belo beija-flor. Onde anda o meu amor, pássaro da madrugada. Canta, canta passarinho. Vem treinar comigo agora Ensaiar pra serenata, mais uma canção de amor. Vamos juntos nesta estrada, desafiar a escuridão. Cantar para o meu amor, vestida em linho bordado. Canta, canta passarinho. Testemunha bem pertinho. Um casal apaixonado. Construindo o seu ninho. Vem cantar comigo agora, não demore já é hora. O padre espera na capela, o casamento foi marcado. Canta, canta passarinho, testemunha deste amor. Vem viver no meu telhado, ver um casal enamorado. Amar sem preconceito, e ser feliz sem sentir dor.
  • 120.
    Coletânea de LetrasMusicais 120 PIRADO Chega de horário gratuito no Rádio e na TV Ele quer fama, quer mina, quer grana. Eu não preciso mais de tempo pra pensar Já sou velho na cor dos cabelos Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Eu sou viajado, pirado, tatuado. Livre do medo, de pesadelo, e ilusão. Eu canto pra espantar a morte E minha sorte é não viajar de avião Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Não tampo o sol com a peneira Nem canto mentira de babão Eu quero ver os ratos de esgoto Na classe operária deste chão Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Não quero mais ouvir baboseira Se o prato do dia é capitão Não brinque com a cafeteira Ela não faz bola de sabão Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura.
  • 121.
    Letristas em Cena 121 Equero você, pra me escutar. Não trance a trilha da sorte Ratos de encruzilhada Se eu cruzar teu caminho Vão ficar sem estrada Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Afrouxa o cinto e requebra Pare de torrar minha grana no ar Devolva minha primeira idade Que vou te ensinar a mamar Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar. Ele quer fama, quer mina, quer grana Não preciso mais de tempo pra pensar Já sou velho na cor dos cabelos Eu quero um tempo pra falar Sou velho no rock, e na minha loucura. E quero você, pra me escutar.
  • 122.
    Coletânea de LetrasMusicais 122 PIRATARIA Rock (reservada para Gustavo Godoy) É onda, é fato, é rastro, trapaça. Entregues ao léu, com admiração. É o bolso que apoia, o corte é real. Implica na fama, do bem e do mal. Botam culpa no diabo Mas fazem tudo igual. Sem timidez, sem alma e razão. Virou ponta de estoque Do norte ao sul, abrindo barreiras. Na cara do povo fazendo arrastão. Pirataria real. Franquia sem autorização Pirataria na boa, na rua, na praça. Na bilheteria do metro. Enquanto se ganha na raça Se paga direitos, que viram fumaça. Da arte, da voz, de um inventor. Seu nome na boca do povo Entregue na boca do lobo Por qualquer malandro Trapaceador. Piratas. Acham que pirataria é legal Não há justiça, pra ela não faz tanto mal. A lei é minúscula, e ninguém se assusta. Os homens da lei são fatais. Piratas não são desiguais
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    Letristas em Cena 123 Piratariareal. Franquia sem autorização Pirataria na boa, na rua, na praça. Na bilheteria do metro. Enquanto se ganha na raça Se paga direitos, que viram fumaça. Da arte, da voz, de um cantador. Seu nome na boca do povo Entregue na boca do lobo Por qualquer malandro Trapaceador. Piratas. Acham que pirataria é legal Não há justiça, pra ela não faz tanto mal. A lei é minúscula, e ninguém se assusta. Os homens da lei são fatais. Piratas não são desiguais
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    Coletânea de LetrasMusicais 124 POLICIAL DO FUTURO Eu estava parado, desiludido. Peguei os documentos e saí Cruzei a esquina, policia me parou. Mão na parede. Abre as pernas safado Você tem o direito de permanecer calado. Pegou minha carteira, leu meus documentos. Carregou a foto da mina e levou meus trocados E repetiu: Você tem o direito de permanecer calado Pegou meu celular, ligou pro chefão e falou: Peguei um ladrão! Doutor. O delegado respondeu: contrata ele. Senhor. Vi-me obrigado seguir seus conselhos E agora no espelho eu brinco Não sou mais desempregado Emprestam-me uma farda Sou policial do futuro E me deixam liberado. Mãos na cabeça! Safado! (Para a peça teatral. Projeto Mendigos e Vagabundos. Aprovado pelo Ministério da Cultura [Pronac nº 079 515]. A verba não foi liberada pelas empresas por não constar na ficha técnica artistas da grande mídia)
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    Letristas em Cena 125 LeiRouanet - A Lei n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido. (Esta história precisa ser mudada. Justiça Social. Direitos iguais para todos).
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    Coletânea de LetrasMusicais 126 PREPARE O ANZOL É hora de samba, chega mais cá. Escolha seu par, ou sambe sozinho. Reúna os amigos, pra comemorar. A dança, e a música, vão começar. É na avenida, em ruas ou becos. Pode ser na laje, com chuva ou sol. Pode ser ao luar, pela madrugada. É hora de pesca, prepare o anzol. Refrão: Somos a força, a luta e o protesto. Contra todos os ditos inconsequentes. Ditadores, que atacam sem nexo. A dignidade, e a honra da gente. É hora do grito, pela liberdade. Chegou o momento da revolução Não deixe ninguém pensar que és tolo Toda raça e cor, toda classe, senhores! São filhos da terra, desta Nação
  • 127.
    Letristas em Cena 127 QUEMAL QUE TEM Menina quando chega pra quebrar Joga a trança sobre o ombro e Começa a rebolar Envolve seus cabelos cacheados No seu jeito rebolado Vem me tirar pra dançar Ai que chamego, falando no seu ouvido. Abraço meu violão E ela vem me abraçar É desse jeito, eu não tenho mais conserto. Envolvido em tantos cachos Eu não penso em me casar Eu sei que é loucura de pião Que um par de coxas mexe Com meu pobre coração Imagine uma menina em cada canto Jogando os seus encantos Trançando-me no salão. Ai, ai, é muito bom. Ui, ui, que mal que tem? Enrolado de meninas E não ser de ninguém. Que mal que tem? Ai, ai, é muito bom. Ui, ui, que mal que tem?
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    Coletânea de LetrasMusicais 128 REFÚGIO Sou apenas uma pena Que sobrevoa serena Que leve pousa sob pena A encenar a minha própria cena Sou a situação do dia encenado Da hora da escrita Da fonte calculada Dos minutos contados Dos segundos perdidos do nada Sou a voz que grita submissa, presa às palavras. No eco dos gritos A sombra que revela os meios e compõe os fins Sou a leve pena que sobrepõe o infinito A esmagar assim meu Ser Sem aplausos.
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    Letristas em Cena 129 REVOLUÇÃO2014 Brasil, o país das maravilhas. Maior extensão de água e tanto mar Cerrados, rios, riachos e matas. Berço de beleza natural Povo, que teme a depredação. Desta beleza cheia de encantos mil Entramos nessa luta pra vencer A hipocrisia que devasta o Brasil Avante, avante vamos reagir. A mobilização já começou Não tente desistir, não vamos renunciar. A luta segue, até o povo, seu desejo conquistar. Saúde, educação e moradia. O direito de ajudar a governar Com planilhas de custos publicadas Pra que possa o cidadão fiscalizar. Fora, fora, governantes que trilharam. No caminho da maior corrupção Sem direitos de ao Palácio retornarem E ditarem o que fazer com a nação Queremos baixar nossos impostos Passe livre para o trabalhador Mesa farta para todo cidadão Com justiça, liberdade e amor. Bis
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    Coletânea de LetrasMusicais 130 Avante, avante vamos reagir. A mobilização já começou Não tente desistir, não vamos renunciar. A luta segue, até o povo, seu desejo conquistar.
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    Letristas em Cena 131 RUABRASIL ( musicada por Luciane Casaretto) Aqui passam bicicletas velhas, carros importados. Homens descalços, crianças amedrontadas. Palhaços, gente chorando, cantando. Gente mentindo. Mulheres sinceras Mulheres guerreiras, sofridas. Também as trapaceiras Passam pipoqueiros, festas juninas, lua cheia. Lampião. Sol ardente, tempo quente. Inverno e solidão. Passam mendigos Papagaios, andorinhas, gaviões. Passam também as desilusões Passam nuvens de fumaça, aviões, mares. Navios estrangeiros, diplomatas, cidades. E capitais. De tudo passa um pouco Nocivos, perigosos e loucos. Passam crianças pedintes, mauricinhos. Prostitutas, ventania, temporais, lixeiros. Padeiros, vendedores, bicheiros. Folias dos carnavais Passa os anos, a coragem e a dor. O medo o terror. Passam rios Balas perdidas, o sono. Pessoas corrompidas Passam riquezas, ladrões, drogas.
  • 132.
    Coletânea de LetrasMusicais 132 Até disco voador e astronautas Passam vidas passadas Águas poluídas, magoadas. Passam governos, juízes, paixões. Dissabores, almas penadas. Vagões. Passa o tempo E os reis desatentos Deixando que passe E atravesse o mar Amazônia
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    Letristas em Cena 133 OSABOR DA AMIZADE Tudo começou da ousadia Talvez um sonho, nada mais. Havia pedras no caminho, havia. Mas a coragem não ficou pra traz. Quando um amigo escreveu: A palidez da noite não importa A lua se esconde e logo volta A brilhar... E o vento dança no mesmo lugar Leva teu escudo e enfrenta Conhece a ti e isso é o que interessa Comece a voar... Voei... Voei... Voei. As minhas mãos cansadas, ávidas. Suguei... Suguei... Suguei. As pedras rolaram, a porta se abriu. E a bonança logo surgiu Voei... Voei... Voei. As minhas mãos cansadas, ávidas. Suguei... Suguei... Suguei. As pedras rolaram, a porta se abriu. E a bonança logo surgiu Amigos, mais amigos e muitos mais amigos. De repente uma cidade, um rio. Uma canção, mais mil canções, Um novo continente, Palavras, versos, rimas,
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    Coletânea de LetrasMusicais 134 Das cantigas e fadigas. Um livro se abriu. Voei... Voei... Voei. As minhas mãos cansadas, ávidas. Suguei... Suguei... Suguei. Voei... Voei... Voei. As minhas mãos cansadas, ávidas.
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    Letristas em Cena 135 SAMBADO POVO O povo sambou, a noite inteira. Quem não sambou jogou capoeira. Quem não fez nada, dormiu. A noite inteira O dia inteiro O ano inteiro O povo sambou, na madrugada. E durante o dia, saiu na avenida. Sambou, o povo sambou. E do samba fez nascer um novo dia Quem quiser entrar na roda de samba Não deixe o vizinho te incomodar Faça reza forte pra ele acalmar Mas vá ao samba, sambar. Vá acordar a dona consciência Que dormiu o dia inteiro A noite inteira O ano inteiro Chama pra sambar, o povo brasileiro. Bota pra acordar, governante desordeiro. Chama pra sambar, o povo brasileiro. Bota pra acordar, governante desordeiro.
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    Coletânea de LetrasMusicais 136 SAUDADE TUA ( musicada por Luciane Casaretto) Vou sair por ai Sufocar minha dor, noite adentro. Arrancar esta dor que consome Ah! Se Avisar sem demora Cortando o abismo da minha alma Que cala por amor, Esta dor tão amarga. Vou voar com a voz Alcançar o infinito Deixar recados, através dos meus gritos. Sonhar feito anjo Fazer as promessas que fiz Colorir nosso leito Rimar meus versos Na saudade tua Vou sair por ai Sufocar minha dor, noite adentro. Arrancar esta dor que consome Ah! Se Avisar sem demora Cortando o abismo da minha alma Que cala por amor, esta dor tão amarga. Vem brincar comigo Neste sonho de grandes amantes Transformar meus medos Em desejos tão louco por ti Mover o infinito O eco das vozes, meu corpo.
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    Letristas em Cena 137 Acordarum poema Dos versos em dor Da saudade tua Da saudade tua Da saudade tua
  • 138.
    Coletânea de LetrasMusicais 138 SEU AMOR É UMA ILUSÃO DE ÓTICA Quando eu olho para o alto Disfarçando uma saudade Vejo a lua bem depressa deslizando Entre as nuvens que no céu se vão Uma ilusão, de ótica. São as nuvens movidas pelo vento Na imensidão. Assim, é o seu amor. Parece tão perfeito, mas é dor. Enquanto você passa como as nuvens O vento sopra forte em meu coração. E a saudade, tem seu fim. Eu sei que se eu tentar As nuvens alcançar... Não vou conseguir E a tempestade vai continuar Eu disfarço esta saudade Por que as nuvens são reais E olhando para o céu A lua me consola Assim como eu, está sempre. No mesmo lugar O seu amor É uma ilusão de ótica.
  • 139.
    Letristas em Cena 139 SOMENTEPOR AMOR Não me olhe simplesmente Tão somente por prazer Sou ser humano carente Posso me envaidecer Quero mais que a cor dos olhos Mais que um traje a rigor Quero alem da amizade Alem da paixão, quero amor. Cansei-me das aventuras Céu e mar estão pequenos Não abrigam mais palavras Nem suportam mais venenos Não exiba os teus olhos Que o olhar já não importa Conheci todos os olhares Nas minhas idas e voltas Nas minhas idas e voltas Não sufoque a minha taça Desse vinho que embriaga Nem me leve pra uma dança Nesta alta madrugada Quando você for embora Se o acaso acontecer Volte na segunda feira Com o amor que eu quero ter.
  • 140.
    Coletânea de LetrasMusicais 140 TELHADOS DE VIDRO Menino de rua, sozinho em meio à multidão. Jogando olhares pidonhos Sufocam olhares, medonhos. Fazendo tremer a cidade confusa Indiscretamente hipócrita! Trancafiada na sua indiscrição. Golpes fatais, indignação! Cidadão! Ele só quer descansar na rua ao lado Observar os palácios da cidade E seus telhados de vidro Adormecer num papelão Acordar sorrindo Com duas simples moedas. Ser, ser, ser, Cidadão! Telhados de vidro, assistidos. Já não confundem menino Golpes fatais, indignação! Com duas moedas apenas Entra um sorriso em cena Sobre qualquer papelão Cidadão! Cidadão!
  • 141.
    Letristas em Cena 141 VAI,VAI BRASIL! (musicada por Vuldembergue Farias) Nasceu um poeta que se dava o respeito Era amigo do peito, de um escravo sofredor. O tempo passou, e o poeta encantou. Descreveu sua história, pra tirar a dor, do peito. A Princesa já havia passado Pra sempre libertado O escravo sofredor Mas, de Lei em Lei, eis o pecado. De senador em senador, nasce. O escravo remunerado Entrou na dança, toda raça, toda cor Criaram pontes, ao criarem tantas Leis. E para esconder a grande explosão Inventaram: bolsa família e cesta básica Cobrando imposto dobrado Trocaram a fome pela desilusão Fizeram amigos e abriram fronteiras Onde passam drogas e armas pesadas Por onde se faz política intensamente Fazendo o povo perder a estribeira A democracia é muito disputada A lei se confunde em seus mil e um artigos Vai pra cadeia o bom cidadão Pode crer os bandidos se passam de amigos.
  • 142.
    Coletânea de LetrasMusicais 142 Vai, vai, vai Brasil de mil e uma cores De ódio e amores De soberanos infiéis Vai, vai, vai,... Levar pra eles o meu recado Diga que já me cansei De ser. Escravo remunerado.
  • 143.
    Letristas em Cena 143 VEGETAÇÃO Hojeacordei com um nó na garganta Nada está no lugar, tudo virou arrogância. Eu já não sei se o tempo vai curar Este domínio de mercado furado País das maravilhas que virou babado Todo mundo grita, todo mundo quer. Não tem pra homem, nem tem pra mulher. Eu olho a minha cara no espelho E me pergunto se ainda quero viver Pagando limousine, carro importado. Pra quem deveria cuidar do meu Ser Pra conseguir um emprego melhor Falam que preciso me especializar Enquanto vejo sentado no trono Dando ordens, sorrindo a falar. Um homem qualquer De qualquer lugar Eu quero mudar meu país Mas não me deixam. Ratos doentes, Inconsequentes Bolinhas de sabão Que se vão Baratas espertas Infectadas Na minha mesa, não!
  • 144.
    Coletânea de LetrasMusicais 144 É uma roubada Partidos quebrados Ninhos de cobras Painel de recados Sem cara na cara Sanduiche a moda de nada Eu quero cuidar do que é meu E não me deixam Não quero matar os judeus Disso não se queixam Não quero lavar meu dinheiro Nem ao povo dizer: Meu Deus! Me deixem. Todo mundo grita, todo mundo quer. Não tem pra homem, nem tem pra mulher Eu quero mudar meu país Mas não me deixam
  • 145.
    Letristas em Cena 145 CARLOSALBERTO COLLIER FILHO (CHARLOT COLLIER) Busca 0146 Céu encarnado 0147 Menina Rosa dor 0148 Meu velho pai 0150
  • 146.
    Coletânea de LetrasMusicais 146 BUSCA Vou Já nem sei onde encontrar Busco a mim dentro dos outros Pelas coias a procurar Busco Busco a DEUS não sei por quê Um amigo particular Busco terra meu lugar Busco Chão vermelho para pisar Céu azul para sonhar Ora o que é que há Teu teclado enferrujou Soluções não vais me dar mais Confessor.
  • 147.
    Letristas em Cena 147 CÉUENCARNADO Homenagem a meu filho Carlos Alberto Collier Neto (Beto). Quero mais não te ordeno Calmo e sereno Sempre a predizer Que algo a se transformar Muda de lugar Com os temporais Carlinhos criança Que não dança a dança Dizendo sonhar Carlos que renova, retira, renova Com medo de errar Carlinhos crescido No sonho encantado No certo ou errado No céu encarnado.
  • 148.
    Coletânea de LetrasMusicais 148 MENINA ROSA DOR Resolvi não sei por que Dar um ponto de parada Pra tentar rememorar O que eu sempre quis guardar Procurando pelo sonho Pela estrada percorrida Cheguei enfim a infância Esplendor de minha vida Aí encontrei três rosas Cada uma de uma cor Uma rosa outra vermelha E por fim rosa da dor Perguntando a primeira Onde era o meu caminho Recebi como resposta Um não sei fiquei sozinho Perguntando a vermelha A mesma decepção E por fim rosa da dor Que me disse com emoção Procurando mais a frente Pela estrada percorrida Encontrei uma menina Que brincava com uma flor
  • 149.
    Letristas em Cena 149 Debeleza se confunde Coma flor em suas mãos Mais de alma desenganos Aí perdi meu coração Olhei pétalas tão brancas De uma alvura infinita Ri de mim de meu amor Ri da rosa que era dor Acordei olhei pra vida Meu olhar então molhou.
  • 150.
    Coletânea de LetrasMusicais 150 MEU VELHO PAI Homenagem a meu pai Carlos Alberto Collier. Nas cordas do violão Vou compondo esta canção Com auxilio do pandeiro Vou falar para o mundo inteiro O que vem do coração Do amor mais profundo Que eu trago em meu peito Do amigo e companheiro Você foi sempre o primeiro A me dar esta lição De como viver a vida Você foi a inspiração Pelo tempo e pela vida Fui compondo esta canção Meu velho pai Eu te agradeço Com todo apreço Quero me lembrar de você.
  • 151.
    Letristas em Cena 151 CHICOPIRES Acreditar e mudar Ai nasceu o amor Amando você Amanhecer e renascer Amigos, alma e fé Amor em ascensão As razões de estar aqui Assinte Balada pra amar Boa ação Boas horas Caminho de fé Chance de vida Chegando com luz Conscientizando Contrassensos Convivendo com as críticas Coração alerta Desidério Divagando Escute o meu som Filha Forte amizade Gente pequena Imagens de paz Inocência Interrogações Linda maranhense Livre como o pássaro Luz vinda da floresta Mãe 0154 0155 0156 0157 0158 0159 0160 0161 0162 0163 0164 0165 0166 0167 0168 0169 0170 0171 0172 0173 0174 0175 0176 0177 0178 0179 0180 0181 0182 0183 0184
  • 152.
    Coletânea de LetrasMusicais 152 Magia do sol A maternidade Menina que mudou a vida Meu canto Meu coração insiste Minhas dádivas Moçada alegria Momentos mágicos Nada além Naturalmente natureza Natureza Nos bares da vida (Sampa bares) Olhar no caminho Olhos lindos Olhos pequenos O sol chega com você Pensando a vida Povo de Jesus Quando sobra o tempo Querer é poder Reacendeu o amor Reencontro Reflexão Saudade Sentimento menino Serena e marcante Sertão esquecido Sétimas Simples presença Simplesmente saudade Sol de todo dia Sol é vida Sonho, vida, vitória 0185 0186 0187 0188 0189 0190 0191 0192 0193 0194 0195 0196 0197 0198 0199 0200 0201 0202 0203 0204 0205 0206 0207 0208 0209 0210 0211 0212 0213 0214 0215 0216 0217
  • 153.
    Letristas em Cena 153 SuaSantidade Submergir Tarde de domingo Tempo de consertar Tempo de mudar Trem da vida Tudo por seu sorriso Tudo renascerá Tudo tem seu tempo Um olhar diferente Um pedaço do Pantanal Verso e reverso A vida de cada um (Maravida) Vida dolorida Vida, momentos, memória Vivendo pra crescer 0118 0219 0220 0221 0222 0223 0224 0225 0226 0227 0228 0229 0230 0231 0232 0233
  • 154.
    Coletânea de LetrasMusicais 154 ACREDITAR E MUDAR Eu vou embora Eu vou pra longe Mas é fácil chegar Um avião te leva lá Acredito que você vai pelo coração Só ele sabe de emoção Só ele sabe de superação Só ele sabe de gratidão A vida da gente tem que mudar E o jeito é sair do lugar Toda estrada é sinuosa e longa Com o primeiro passo vai ao longe Tudo passa pelo acreditar Fé na vida se transformar Às vezes vem à bifurcação Com esse sentimento sai à decisão Nossos caminhos estão abertos Só depende de nós torná-los completos Para cada momento de fraqueza Tem sempre outro de realeza
  • 155.
    Letristas em Cena 155 AINASCEU O AMOR Foi num encontro casual Fora da vida normal Nele se deu a ligação Que amansou meu coração Nos dias que se seguiram Dúvidas no ar pairaram Meu telefone você não atendia Sem saber o porquê da rebeldia Mas a vida tem seu segredo Deu um jeito de te trazer Não sei se amor ou medo Mas você veio me ver Vi que uma lágrima rolou Seu rosto inteiro molhou Escorrendo pela tua face E foi caindo o seu disfarce Palavras já não dizem nada O amor sempre fala mais alto Vai por toda a madrugada Sem briga nem sobressalto
  • 156.
    Coletânea de LetrasMusicais 156 AMANDO VOCÊ Acordei de madrugada Aquela saudade gostosa O que faz você agora Me segurar até que hora Andei pela casa vazia Imaginei você comigo Como numa terapia Sua presença eu sinto Quando o dia clarear O sol no seu quarto entrar O raio de luz te despertar De mim irá lembrar Adormeci com sua foto do lado Sua imagem na minha retina Ao toque do telefone acordo Sei que é você, minha menina Recompensa da noite perdida Seu carinho me refaz Eu sei que sou capaz De te amar por toda vida
  • 157.
    Letristas em Cena 157 AMANHECERE RENASCER Pra que correr dos sentimentos Eles são os meus momentos A alegria de uma chegada A tristeza na hora da partida Na vida sou livre pra decidir Tenho meu caminho pra seguir Não importa quantos foram os tropeços Levantei e corri para os abraços Acordar com o coração leve Esquecer as peças que a vida pregue Abrir a janela a cada amanhecer O sol está lá pra me amadurecer Bons sentimentos me levam adiante Amigos são meu porto seguro Então não tenho medo do escuro Sou do mar da vida um navegante Cada sopro desse vento no rosto O pé preso na areia de solo pastoso As pedras no caminho eu retiro Os sorrisos na memória eu revivo
  • 158.
    Coletânea de LetrasMusicais 158 AMIGOS, ALMA E FÉ Todo ano, sempre uma manifestação Algumas palavras vão direto ao coração Nessa hora a gente descobre Quem nossa alma enobrece Outras são simples comemorações Que não mexem com nossas emoções São ditos puramente sociais Nossa alma sempre pede mais Amizade é um sentimento nobre Ela existe até do rico pelo pobre Ela representa o nosso suporte Ouro que não depende de aporte Os amigos nos levam às lágrimas Junto com eles sempre temos as rimas Com eles temos sempre alegria Que nossa vida ilumina e a alma contagia Vivo sempre por eles, com eles Estreitando nossas relações Lapidando nossas emoções Os sentimentos saindo de nossas peles Junto deles nos sentimos fortes Nada poderá nos destruir Calmaria por todo o caminho Pra eles todo o nosso carinho
  • 159.
    Letristas em Cena 159 AMOREM ASCENSÃO No meio da madrugada Afaguei seus cabelos Olhei tua face tranquila Vontade de te acordar O tempo passou, eu adormeci Quando despertei, você ainda dormia Ao murmurar em seu ouvido Nosso tempo havia terminado Você acordou e me olhou A emoção nos dominou A razão clamou para sairmos Mas o desejo falou mais forte Daí pra frente nos entregamos Beijos, abraços e carícias Nessa hora não existem malícias Só posso dizer que amamos Você tão linda num abraço Me realizei nesse amasso O dia chegou pra clarear E pra realidade a gente voltar
  • 160.
    Coletânea de LetrasMusicais 160 AS RAZÕES DE ESTAR AQUI Nas voltas que a vida dá Não notas do que é capaz Quantas coisas já fizestes Tantas saudades por ai deixastes Se seguistes o caminho do amor Se despistes das carrancas da dor Completastes o legado da caridade Contemplastes o fundado da verdade Nos desvios incrustados na paixão Os lírios cortados pelo facão Nos sentimentos dependentes do coração Os arrependimentos pendentes de solução Nas realizações feitas com o coração Nas sensações benditas da oração Nos entremeios oriundos da palavra Nos anseios dos mundos em luta brava Como entender o homem que gera violência Precisa ascender a esfera de outra existência Se tudo passar longe da tua compreensão Apressar e ver aonde dar tua colaboração
  • 161.
    Letristas em Cena 161 ASSINTE Vocême viu natural Num clima total Nem pensa que eu sou Um cara legal A vida me deixa um tanto Absorto, portanto Não tente entender Procure compreender Vivo procurando uma razão Mas nunca encontro Pra mim a procura é o porto Pra amansar meu coração De papo em papo procuro De beijo em beijo agarro Abraço a saudade Te amo de verdade Meu tempo não tem limite Sua ausência é um assínte Caminho em sua direção Me aperta a emoção
  • 162.
    Coletânea de LetrasMusicais 162 BALADA PRA AMAR Veio tudo num estalo Minha vida num segundo E caiu o meu mundo Depois daquele embalo Fui na balada pra te ver Não sabia o que ia acontecer Quando fitei seus olhos negros Você mexeu com meus sentimentos Saia nas noites pra caçar Ninguém fazia minha cabeça Menina, você me fez por ti apaixonar Agora só você na minha lembrança Deixei de ser inconsequente Descobri que era carente Feliz naquela hora Doente quando ia embora Mudou o sentido da minha vida Valorizo mais o amor Companhia para a jornada Que se dane o pudor Você comigo joia rara Vou lapidar meus sentimentos Chutar pro alto os desalentos Você é a minha cura
  • 163.
    Letristas em Cena 163 BOAAÇÃO Ter uma boa ação Não é ter só boa intenção O espírito precisa de renovação Fazer tudo com o coração As pessoas temos que ajudar Muito amor a elas dedicar Saúde não vai lhe faltar Se você se dispuser a trabalhar Um sorriso mexe com nossas emoções O agradecimento traz luz aos rincões Trocando forças aos montões Fazendo bem a todos os corações Levante, olhe em volta Tira da alma essa revolta Jesus por você está chamando Para tua vida ir mudando A certeza do dever cumprido Agradeço por lá ter ido Minha ajuda é pequena eu sei Mas foi com amor que realizei
  • 164.
    Coletânea de LetrasMusicais 164 BOAS HORAS Ouvindo os sons das ondas do mar Não tem como não lembrar Você comigo por aqui andou Lembro que tudo aqui te encantou A beleza dessas areias Amor correndo em nossas veias Um carinho, um afago, um beijo Recordo tudo e não tem jeito Ai o pensamento voa Afinal estou aqui numa boa E a serenidade me domina A felicidade não me abomina Voltar nesse paraíso Andar por cada pedaço Lembrar sempre do sorriso E daquele lindo abraço As lembranças são as propulsoras De todas as nossas emoções Recordar sempre das boas horas Guardadas em nossos corações.
  • 165.
    Letristas em Cena 165 CAMINHODE FÉ Um novo sol nascerá Uma nova vida surgirá Nos caminhos percorridos até aqui São os alicerces do novo tempo Na nova estrada não tem ilusão Tudo vai passar pelo coração Firmeza nas novas atitudes Regradas nas responsabilidades Nessa nova etapa de renovação A vida agora por outra visão Ficam pra traz as amarguras Retiradas todas as armaduras O amor como base de tudo A caridade renovando a fé Que cada passo tem seu sentido Acreditar e esse caminho percorrer
  • 166.
    Coletânea de LetrasMusicais 166 CHANCE DE VIDA Quando a vida te colocou no meu caminho Acredite foi pra te fazer bem Você é toda carinho Estava precisando de alguém Nunca sabemos quando encontrar Nunca sabemos quando entregar Nunca sabemos quando nos doar Nunca sabemos quando ajudar A vida é mesmo assim Você chegou pra mim Algo que disse te encantou Fico feliz que você mudou Nossos caminhos nós fazemos Teremos tudo que construirmos Não importa o trabalho A dignidade tem que estar presente Lutar sempre por um ideal Viver bem é que é legal Nossas coisas conseguir Um irmão sempre instruir
  • 167.
    Letristas em Cena 167 CHEGANDOCOM LUZ Você sempre chega de mansinho Sua luz resplandece no ambiente A todos distribui carinho Com sua expressão caliente Difícil de você não gostar Seu sorriso nos faz ficar Seu jeito a nos inebriar Desejo de nunca terminar Uma vida de princípios Desprezando todos os vícios Livre de todos os indícios Linda com seus artifícios Receber sempre uma mensagem Participar da sua miragem Ver tudo pela sua imagem Emoldurada por uma linda ramagem Partilhar sua amizade Me enche de felicidade Viver essa realidade Aqui e na espiritualidade.
  • 168.
    Coletânea de LetrasMusicais 168 CONSCIENTIZANDO Porque você me olha assim Eu não represento essa horda Que com tudo pouco se importa Trabalho nesse ínterim Prefiro esse trabalho sujo Que teu dinheiro imundo Dele sim eu fujo Com ele chegaria no fundo Minha alma pede razão pra viver Nesse mundo de ilusão A quem vou recorrer Tenho que achar a solução Investigando atos alheios Deles e contra minha vontade Entendo melhor meus anseios Em busca de liberdade Acha que estou divagando Abra a janela ao seu lado Veja o horror estampado E uma mãe chorando Esperarás até quando Levante, caminhe, lute Grite até que escute E tudo ir mudando.
  • 169.
    Letristas em Cena 169 CONTRASSENSOS Limpara mesa no fast-food americano No bar do lado largar ao abandono Criticar a filha da vizinha Lá no bordel fazê-la rainha Andar nas ruas no seu próprio carro Mas pra isso sempre pagar caro Políticos que emporcalham a cidade Isso é falta de civilidade Fumar durante o almoço A refeição não é caroço Todo homem tem sua mulher Mas fora de casa é o que ele mais quer Elogiar tudo que vem de fora Temos os melhores profissionais Excelentes produtos nacionais Porque você não vai embora Camisa da empresa ninguém usa Em outra língua sempre veste Às vezes até abusa O preconceito, essa peste.
  • 170.
    Coletânea de LetrasMusicais 170 CONVIVENDO COM AS CRÍTICAS Todo mundo gosta de criticar Mas ninguém vem pra te apoiar As pessoas sempre agem assim Coisas ruins falam de mim Se procuro pelo melhor Porque quero ser superior Se não gosto do que me mostram Sou exigente demais é o que falam O importante é estar consciente Minha mente em ritmo atuante Das mazelas do mundo não sou responsável Apenas tenho que ser mais maleável A certeza do melhor fazer Outras pessoas não comprometer Construir sem vangloriar Sorrir pra vida melhorar Otimismo é o caminho da vida Nunca reclamar da lida Sem ela você não vai prosperar E dos teus amores poder cuidar
  • 171.
    Letristas em Cena 171 CORAÇÃOALERTA Eu sei que vou vencer Quem me quer, me quer Quem não quer, vai embora Pra isso não tem hora Por você tranquei meu mundo O tempo todo respirando fundo Pensei, não vou aguentar Mas o tempo me fez superar Os amigos me diziam Você vai se machucar Mas eu não quis escutar As emoções em mim batiam Controlei minha ansiedade Vou ficar em liberdade Agora vou me valorizar Se você quiser, vem me procurar Vou estar sempre alerta Com minha mente aberta Tudo que você propuser Meu coração vai entender.
  • 172.
    Coletânea de LetrasMusicais 172 DESIDÉRIO Foi muito bom te conhecer Assim dessa maneira Mais parece brincadeira Mas sei que é pra valer Te encontrar é sorrir È como sentir um novo porvir Te ver é só agradecer Minha vida enobrecer Você é dona das minhas orações Você faz parte das minhas canções Quero te levar a todos os rincões Vibrar nossos corações Pra que sempre ser sério Levar tudo no desidério A vida não deve ser mistério Senão explode o artério Do fundo da nossa alma Ver tudo com muita calma Escutar a voz de quem chama Cumprir o que ela conclama.
  • 173.
    Letristas em Cena 173 DIVAGANDO Eunão tenho vontade Eu não tenho coragem Eu não tenho amizade Eu não tenho miragem Vivo por aí resmungando Vivo por aí amuado Vivo por aí assustado Vivo por aí sonhando Que tudo um dia vá ser imutável Que tudo um dia vá ser amável Que tudo um dia vá ser irrevogável Que tudo um dia vá ser inegociável Quero ver as crianças brincando Quero ver as crianças cantando Quero ver as crianças pulando Quero ver as crianças pintando.
  • 174.
    Coletânea de LetrasMusicais 174 ESCUTE O MEU SOM Minha música ninguém quer escutar O ritmo tenho que mudar Mas um músico tenho que contatar Para a melodia ele criar Não faço música de consumo Tenho sempre que mandar uma mensagem Pra vida das pessoas ficar no prumo O destino não ser uma miragem Não fujo da minha responsabilidade Procuro sempre passar a verdade Pra que se encher de dinheiro Prefiro ser um cara maneiro Quando cantar uma canção Faça sempre com o coração Sentindo quem te escuta Vibrando pelo que resulta Pode ser que eu não tenha o dom Mas por favor escute o meu som O sentimento comanda as palavras A melodia invoca as notas raras.
  • 175.
    Letristas em Cena 175 FILHA Quandovocê nasceu Seus olhos negros diziam Papai, cheguei Meu coração de alegria se encheu As noites em que você chorava Apreensivos a gente ficava Mas quando sua fome saciava No sono você pegava Me lembro das primeiras palavras O primeiro passo não esqueço Hoje orgulhoso confesso Rolaram algumas lágrimas Quando me lembrei do seu avô Chorei com você no colo Queria te ver no tapete com ele Esse desejo na mente ficou Pequena ainda aprendeu a ler Sua dedicação nos deixava contente Na formatura estava radiante Hoje você é uma mulher Estou esperando meu neto chegar Pro meu legado completar E dizer por isso a vida é boa O amor no mundo ecoa.
  • 176.
    Coletânea de LetrasMusicais 176 FORTE AMIZADE Tudo pode ser assim Mesmo que precisar de mim Pra fazer silêncio junto Me escondo contigo fora desse mundo Amizade não tem amarração É união pelo coração Dizem que não de homem pra mulher Claro que não pode ser uma qualquer Se os percalços da vida nos une Não haverá aquele que nos pune Uma palavra sempre pra dizer A mão sempre pronta a estender Alegria em cada chegada De dia ou na alta madrugada Não tem momento para se ver O sentimento é que vai saber Nada tem mais valor que amizade Nada pode parar essa fraternidade A certeza de alguém no nosso caminho A ela dedicamos nosso carinho.
  • 177.
    Letristas em Cena 177 GENTEPEQUENA Acorda gente pequena A vida te espera O sol já apareceu Acorda gente pequena Você é muito mais importante Que as coisas grandes do mundo Acorda gente pequena Tira a braveza do rosto De aquele sorriso gostoso Acorda gente pequena Temos muito que fazer Nos aguardam pra começar Acorda gente pequena Levante para a vida Todos querem te ver Você coloca beleza na vida Seu jeito meigo de olhar Sempre me faz lembrar Das pequenas grandes coisas da vida.
  • 178.
    Coletânea de LetrasMusicais 178 IMAGENS DE PAZ Fique em paz Com as coisas boas Fique em paz O rio leva as canoas Caminhando por um lugar Que você nunca viu Dizem que é secreto Ele tem seu segredo Descortinando as nuvens Abrindo as florestas Parecem miragens As coisas que nos restam Crianças brincando livres Homens trabalhando unidos Aqui as pessoas vivem Nem sabem que estiveram brigados Por isso eu sempre digo Somos todos irmãos Vibrando nossas emoções Com os corações benditos.
  • 179.
    Letristas em Cena 179 INOCÊNCIA Dainocência em plena vida Quem desse sorriso nos fez privar Mas teu espírito vai se elevar E mostrar sua beleza em outra vinda Ao lado do mestre irá sentar Junto com ele irá orar Por todos esses homens malignos Que de ti não foram dignos Tua estada entre nós foi importante Paramos pra refletir nesse instante Quão necessária a solidariedade No encontro com a triste realidade Todos que aqui ficaram irão dimensionar Suas ações com firmeza melhorar Lembrando sempre do sorriso em seu rostinho Como um pedido de carinho O amor acima de qualquer coisa Com Deus dentro do coração Fazer sempre tudo com devoção Pra em seu legado merecer uma poesia.
  • 180.
    Coletânea de LetrasMusicais 180 INTERROGAÇÕES De uma mulher linda Uma voz maravilhosa Vou ficar aqui, tenho tempo ainda Pra viver essa noite gostosa Sai na noite pro tempo passar Nada dizia que ia te encontrar Mas a vida é mesmo assim Vi seu olhar em mim Não sei o que você faz aqui sozinha Sonhei que podia ser minha Mas o olhar de espera Ah! Por mim, quem dera ? Com as amigas conversava De que assunto tratava ? Só sei dizer que seu olhar meigo Me deixou desse jeito Vivendo sempre se aprende Porque a vida é agora Nada me surpreende Tudo tem a sua hora.
  • 181.
    Letristas em Cena 181 LINDAMARANHENSE Viajando pelos Lençóis Maranhenses Cheguei a Ilha de São Luiz Mas foi na bela Imperatriz Que encontrei minha morena Linda, um sorriso belo Emoldurado por um rosto singelo Um encanto de mulher Nos seus braços quero viver A vida sempre tem seus segredos Conflitando com nossos desejos A razão querendo ser mais forte O coração seguindo rumo ao norte Não importa a distância O amor sabe superar Sentindo sua pele macia Meu corpo vive a sonhar Linda Maranhense De olhos amendoados Que me deixam em transe E meus sentidos atordoados.
  • 182.
    Coletânea de LetrasMusicais 182 LIVRE COMO O PÁSSARO Quero ser como um passarinho Andar livre por esse mundo Parecendo um vagabundo Alegre a levar carinho Voar em todas as direções Curtir o vento e as seduções Até chegar a próxima parada Nela fazer a feliz morada Despertar com o sol brilhando Na sua luz, quieto, meditando Voar ao próximo destino E ser, um ser pequenino Quero ser como um passarinho Quando chega a tempestade Bate asa pro seu ninho Em busca de serenidade Ficar no canto, amuado Pra nesse tempo, calado Recuperar e preparar o próximo voo Em direção a um mundo novo.
  • 183.
    Letristas em Cena 183 LUZVINDA DA FLORESTA Na vida resplandecente da floresta Senti uma força crescente para orar Quando na hora exata da prece Vi sair de dentro da mata a cantar No meio da luz brilhante a figura do Mestre Meu olhar se fez radiante para contemplar Contestei meu merecimento para receber Ele disse que esse oferecimento é de paz Ainda maravilhado com aquela luz Novamente extasiado me falou de Jesus Aqui nessa terra encarnado para evoluir Não fique desesperado você vai conseguir Nessa nossa caminhada de amor Toda prova passada é evolução Na vida fugida do coração Dela será ungida sua devoção.
  • 184.
    Coletânea de LetrasMusicais 184 MÃE Mãe, nesse nosso último encontro Nos lembramos sempre no apronto Ficou agora uma lacuna Mãe, você era única Seu sorriso ninguém vai esquecer Seu jeito meigo de receber A todos você inebriou Mãe, assim fica, quem te conheceu Nunca deixaremos de lembrar As broncas que você nos dava Com a certeza de o caminho ensinar Mãe, nossa visão você renovava Só não podemos perder a referência Nossa família manter unida Como prova a experiência Mãe, na morte você também foi vida Agradecemos por sermos seus filhos Perdoe as mágoas que lhe causamos Jamais esqueceremos dos carinhos Mãe, nós te amamos.
  • 185.
    Letristas em Cena 185 MAGIADO SOL Que bela manhã Eu vou pro sol, vou ver você O sol é a inspiração Assim entende meu coração Sol que entra em nossos poros Sol que as plantas faz germinar Sol que a alma vem aquecer Sol que brilha até o entardecer A lua chega pro sol namorar Fica a promessa de outro dia voltar Sol que adentra por minha janela Sol que outra vez me traz ela Minha vida segue em direção ao sol Sua luz descortina minha estrada Sol que abre o meu caracol E muda o meu viver Sol dádiva que vem de Deus Sol que muda o pensamento Sol que me faz ir aos meus E quebra meu juramento.
  • 186.
    Coletânea de LetrasMusicais 186 A MATERNIDADE De todas as coisas do mundo Só uma tem única finalidade É da mulher a maternidade Trazer um novo ser para a vida Desde os primeiros movimentos Apreciando todos os momentos Ela esquece até da vaidade Pra aquele ser crescer em liberdade Um ser preparado com carinho Desde os primeiros dias no ventre É dele todo e qualquer caminho Todos os pensamentos que ali adentre Os dias ficam mais alegres A expectativa junto com a esperança Gerar e crescer aquela criança Cuidá-la em todos os lugares
  • 187.
    Letristas em Cena 187 MENINAQUE MUDOU A VIDA Menina do sorriso fácil Menina que transforma a vida Menina que quer dar a vida Menina desse jeito dócil Menina que não fica quieta Menina sempre tão irrequieta Que do mundo não tem medo Desvendando e vivendo seu enredo Menina quero viver seu otimismo Acordar e só lembrar-se do bem Menina que vê o que a vida tem Compreender esse seu altruísmo A vida um dia lhe pregou uma peça Menina foi vivendo tudo sem pressa Sabia que um dia o jogo ia virar E hoje feliz a todos vem encantar.
  • 188.
    Coletânea de LetrasMusicais 188 MEU CANTO Se você quiser o meu canto Meu canto pra ser seu recanto Meu canto é do universo Meu canto não rima o verso Embala o seu coração Traz alegria as pessoas Relembra as coisas boas Momentos de uma paixão Se meu canto te encanta Senta, escuta e canta Meu canto é do infinito Transforma em energia o grito E na hora do sofrimento Meu canto pra ser seu acalanto Onde houver a tristeza Meu canto leva a beleza Acalma os corações apressados Meu canto acerta o compasso Alívio para os estressados Meu canto dispensa o marca-passo.
  • 189.
    Letristas em Cena 189 MEUCORAÇÃO INSISTE Vivo esperando você me ligar Pra te socorrer em algum lugar Não me importo onde estar Só me interessa contigo ficar Sair no meio da madrugada Sentir a brisa gelada Nas noites frias te abraçar Seu corpo no meu esquentar Menina você me balança Contigo meu coração palpita Me faz voltar à lembrança E querer que tudo se repita Meu amor por você não tem limite Vivo, durmo, acordo e você está em mim Porque as coisas tem que ser assim O que fazer se meu coração insiste Sem ter dia, sem ter hora Assim mesmo não me importa Pro meu coração vale agora Você está batendo a minha porta Só me diz pra entender Meu amor está disparado Como faço pra não sofrer Se por ti estou apaixonado.
  • 190.
    Coletânea de LetrasMusicais 190 MINHAS DÁDIVAS Às vezes temos vontade de voltar no tempo Curtir mais alguns momentos que julgamos perdido Essa necessidade vem da certeza do caminho feito Da lição passada, o alicerce pra vida recebido Filhos criamos para o mundo, para a vida Por isso são nossas eternas crianças Neles depositamos nossas esperanças Pois uma batalha já foi vencida Cada passo no progresso do sucesso Nada que fazemos é em excesso Um dia seremos chamados de chatos Pelos ensinamentos intactos No novo momento que virá Tudo se apagará Uma fase vai nos despertar E dizer que devemos continuar.
  • 191.
    Letristas em Cena 191 MOÇADA ALEGRIA Moça desse olhar lindo Desse sorriso aberto Que me deixa sorrindo E querer estar por perto Um dia sem nada esperar Do nada você apareceu Me fez com um simples olhar apaixonar O seu toque meu coração amoleceu Toda vez que eu te vejo Tenha certeza de te respeitar Dessa boca quero um beijo E uma palavra pra me encantar A vida sempre tem uma surpresa Só não pode ter moleza As coisas pra decidir E o seu carinho pedir Moça guardo sempre na lembrança Os momentos e carinhos Tenho ainda a esperança De reunir nossos caminhos.
  • 192.
    Coletânea de LetrasMusicais 192 MOMENTOS MÁGICOS Esses dias foram mágicos A chuva na chegada pra limpar Nossas almas purificar Esses momentos são únicos Na areia fomos caminhando Correndo, mãos dadas conversando Ali nos sentimos duas crianças Renovando nossas esperanças O por do sol na praia apareceu Brilhante como ouro nos enterneceu Abraçados, quietos a admirar Como uma profecia a realizar No jantar vi você mais linda Radiante de felicidade Sua beleza estonteante Ao lugar trouxe mais vida Ao te ver dormindo Pude sentir sua pureza Ao te ver sorrindo Rever toda sua beleza.
  • 193.
    Letristas em Cena 193 NADAALÉM Nada além de uma invernada Nada além de uma madrugada Nada além de uma presepada Nada além de uma gargalhada Nada além de um amor perdido Nada além de um cão ferido Nada além de um jardim florido Nada além de um homem combalido Nada além de uma paixão Nada além de uma emoção Nada além de uma decepção Nada além de uma solução Nada além de uma mulher felina Nada além de uma menina Nada além de uma cortina Nada além da minha retina Nada além de um sentimento Nada além de um tormento Nada além de um experimento Nada além de um arrependimento.
  • 194.
    Coletânea de LetrasMusicais 194 NATURALMENTE NATUREZA Fim de tarde ensolarado Sol no meu rosto cansado Seu calor e um dia abafado No meu destino tinha chegado Pingos de chuva prateada Por entre as arvores derramada Numa sinfonia compassada Da natureza tão amada Todo dia ali para contemplar O homem passa e sem parar Quem dera lançasse um olhar Sua vida iria encantar Terra para a semente plantar Água para o broto germinar Sol para o fruto aflorar Vento para a flora aumentar A Deus esse presente agradecer Muito temos que aprender Para a natureza entender Sem isso não quero morrer.
  • 195.
    Letristas em Cena 195 NATUREZA Olhandoas videiras A sombra das bananeiras O cantar dos passarinhos Aconchegados em seus ninhos Viva a natureza Abraçando seus filhos Tudo é só beleza Nesta praça de andarilhos A imensidão das matas O namoro das patas Sentir o cheiro do orvalho Prazer nas coisas que olho A natureza é sabia Nela todos podem viver A folha que cai é adubo Pra outra florescer Venham, acordar os humanos Que por nada se destroem Quem são esses seres profanos Não deixem que nela eles toquem.
  • 196.
    Coletânea de LetrasMusicais 196 NOS BARES DA VIDA (SAMPA BARES) Nos bares da vida Todos temos recordação Vamos lá na Vila, Vila Madalena Grazie a Dio, bebericação Sem pressa, sem hora Isto é São Paulo do Garoa Ainda vou te levar Pro Morro de São Paulo amar No Armazém de Moema tem petiscos Pra gente se deliciar Em Santana tudo é Justo Aquele chopp gelado tomar E lá na Vila, Vila Espanhola Com os amigos da bola Todos lá no Alemão Quarta-feira, dia de reunião Mandar um recado bem bolado No Papagaio Vintém encontrar alguém Ver todo mundo nesta Santa Aldeia Se apaixonar num segundo, lá não tem mulher feia. Um alô a todos os bares Lá no Luiz ser feliz Apesar dos pesares Dois irmãos a Matriz.
  • 197.
    Letristas em Cena 197 OLHARNO CAMINHO Na transparência da minha janela Na pertinência da luz amarela Nos arredores do bairro paulistano Nas dores advindas do solo mundano Todo tempo ali estavam suas luxúrias Sempre vendo as coisas sem lamúrias Olhe pro horizonte e veja toda a beleza Com seu peito errante mostre sua fortaleza Olhar perdido em direção ao firmamento Um pedido guardado em pensamento Vontade infinita de tudo mudar Deixar a vida repetida e transformar Nas visões de um novo caminho Deixar as prisões do ser pequenininho Passos largos ao futuro que espera Poucos metros do muro que o separa.
  • 198.
    Coletânea de LetrasMusicais 198 OLHOS LINDOS Quando te vi passando pelo salão Sorrindo direto pro meu coração Aguenta firme hoje você vai disparar E essa garota eu vou amar Andamos por aqui faz um ano E pode crer eu não me engano Esses olhos lindos me fascinaram Sinais pro meu corpo mandaram Seus carinhos de menina encantam Seus beijos gostosos incendeiam Que esse homem levou a loucura Você está sendo minha cura O desejo misturado com sua meiguice Fizeram me sentir mais forte E tudo aquilo que você me disse Levantou meu ego sou um homem de sorte O jantar na madrugada Você do meu lado agora calada Os olhares sentidos que trocamos Os beijos quando nos despedimos Tudo marcado pela emoção Agora me sinto um menino Não quero mais viver com a tal razão O amor é repentino.
  • 199.
    Letristas em Cena 199 OLHOSPEQUENOS Esses olhos pequenos Que emanam só coisas boas E nos transmitem calma Um refúgio pra nossa alma Pequenos frascos, grandes essências Esses olhos pequenos Mostram tantas coisas grandes Revelam a pureza da alma Uma pessoa desprendida Dona de um sorriso encantador Jeito de menina carinhosa Mas uma fortaleza de mulher Uns minutos parei pra escutar Um tempo pra beleza admirar Seus gestos delicados sentir Vontade de seu carinho pedir Minha alma encontrou a tua De coração aberto pra dizer Queria poder te dar a lua Minha história na sua resplandecer.
  • 200.
    Coletânea de LetrasMusicais 200 O SOL CHEGA COM VOCÊ O sol bate a minha janela Todo dia a mesma hora Mas hoje brilhou diferente Me trouxe saudades dela Ela foi cuidar dos seus Eu fiquei perdido Não fossem os problemas meus Pra lá teria ido Não escolhemos o amor Ele chega e toma conta Altera os nossos sentidos A vida fica mais bonita Não sei se vou ou se fico Com eles quero viver Preciso ajeitar logo isso Pra vida renascer Pode parecer repetitivo Mas sem você eu não vivo Vou pra sempre te amar Mesmo se comigo você não ficar.
  • 201.
    Letristas em Cena 201 PENSANDOA VIDA Na cadencia da realidade Na excelência da cumplicidade No cantar do pássaro solitário No olhar de um raro aquário Seu dia repleto de poesia Seu guia desperta a luz irradia Sua batida sentida no seu pulsar Sua vida refletida no seu caminhar Com tantos altos muros a transpor Com prantos quietos puros de amor As sensações colhidas no tempo As orações repetidas no templo De frente dispersando seus medos De repente estalando seus dedos Pra que viver sempre em desespero Pra que se perder entre seu esmero.
  • 202.
    Coletânea de LetrasMusicais 202 POVO DE JESUS (Paródia de Cabocla Tereza – João Pacifico) Há muito eu vi um lugar Pro meu povo rezar Pois era ali o oratório Bem longe deste calvário No alto lá da montanha Pertinho da luz do luar Vi todo mundo feliz E juntos começaram orar E muito tempo passou O povo de mim esqueceu Nunca mais ali orou O lugar entristeceu O sonho deste lugar Custou caro minha pregação O povo procurou outra paixão Decidiu me crucificar Senti minha alma voar A todos resolvi perdoar Ao lado do pai me sentei Junto com ele rezei Agora eu ressuscitei Vou acabar com a dor Minha obra recomecei Vou distribuir amor.
  • 203.
    Letristas em Cena 203 QUANDOSOBRA O TEMPO Quando o tempo sobra O sinal não fecha A fila anda Ainda não é hora O tempo é atemporal Nada nele é racional Com ele a vida é parcial Sem ele é sensacional No tempo da reflexão No tempo da coração No tempo da paixão No tempo da realização Um dia disse dê tempo ao tempo Num outro tudo tem seu tempo Mas qual a razão do tempo Ah!!!!!! Esquece o tempo Com o tempo sobrando Estou aqui pensando Então fiquei compondo E agora estou aqui cantando.
  • 204.
    Coletânea de LetrasMusicais 204 QUERER É PODER Se a vida te esquecer Venha, vou te proteger Se sair e chover Volte, vou te aquecer Sempre que você quiser Toda vez que eu puder Quero ser seu bem querer Meu amor vai renascer Pelos caminhos que você vier Com os amores que você trouxer Pelos carinhos a florescer Meus dias enternecer Se nosso amor enfraquecer Reacender temos que saber Basta à gente se compreender E voltar a se entender Não devemos esmorecer Atrás do amor sempre correr Cativar as coisas de bem viver Nosso amor engrandecer.
  • 205.
    Letristas em Cena 205 REACENDEUO AMOR Se Deus me desse o dom De propagar o som Faria ele te transmitir E o meu amor você sentir Sozinho nessa noite chuvosa Queria você aqui, menina manhosa Estar com você, tudo é calmaria Só o bem você me faria Vivi muito tempo pra te dizer Sei esse não é o melhor momento Mas se não falar volta o tormento De o meu amor ter que esconder Perdoe todos os meus desatinos Sinto agora o que passou você Enquanto você sara, vou te fazer esses hinos Pra ouvirmos durante a bonança Espero com o coração em pedaços De tanta dor até chorei Mas sei que vou seguir seus passos E cumprir tudo que falei
  • 206.
    Coletânea de LetrasMusicais 206 REENCONTRO Eu não quero ver você chorando Eu não quero ver seus olhos lacrimejando Toda vez que a tristeza bater Ligue vou te socorrer Se minha companhia não te agradar Fale, vim só pra te escutar Se acaso eu não me controlar Grite, faça-me calar O amor tem coisas que não se entende Mas, diga sempre o que pretende Um abraço, um afago, um carinho Sinalize sempre o caminho Meu amor é todo seu Meu coração me prometeu Nunca mais ia se apaixonar Foi te ver e tudo desmoronar Bateu forte a emoção Não segurei o coração Você mais linda do que antes Do amor somos andantes
  • 207.
    Letristas em Cena 207 REFLEXÃO Amor,sentimento profundo Olhando nosso filho deitado Me veio tudo num segundo A origem de tudo isso O nosso amor Que passa através dos tempos Incólume, com seus arranhões Mas isso faz parte da vida Do conhecimento mútuo Da necessidade do ser individual Caminha firme, seguro Você faz mais parte de mim Que o meu próprio eu Qualquer atitude que pense tomar Passa sempre por você E logo estou mudando o rumo Voltando para o que é meu Pra quem realmente me ama A pessoa que mais eu quero Você.
  • 208.
    Coletânea de LetrasMusicais 208 SAUDADE O que fazer quando a saudade aperta O coração está sempre alerta Nunca me deixa de você esquecer E me faz nessa vida padecer Saudade que por você machuca Minhas emoções ela cutuca Tocando sempre na ferida Abrindo buraco na minha vida Pensei que era somente paixão Com o tempo me vi enganado Seu amor bateu fundo no coração Mostrou que eu já estava amando Saudade motriz desse meu viver Faz lembrar sempre que existo De você nunca desisto Se assim prefiro morrer Onde quer que eu vá você está Os caminhos tento mudar Mesmo deixando de ir lá Você vive a me acompanhar.
  • 209.
    Letristas em Cena 209 SENTIMENTOMENINO Menina do sorriso farto Olhar meigo de rosto largo Beleza de rara amplitude Certeza na tua quietude Momentos únicos ungidos Dos meus olhares perdidos De uma aura resplandecente Feito uma luz incandescente Se tudo parecer que já foi dito Porque nunca é demais ser repetido O abraço apertado forte Que nos faz ficar sem norte A sua simples presença acalma Carinho e paz para a alma Vontade de nunca mais te deixar Mas o sol chegou e vai te levar Pela vida sei vou te encontrar Ainda que muito tenha que andar Mas o tempo é menino E o vento andarilho
  • 210.
    Coletânea de LetrasMusicais 210 SERENA E MARCANTE Pelos olhos sentir sua alma Estar com você é sentir alegria Olhar e escutar você falando Tão doce e calma como uma criança Sua presença a tudo contagia Todos querem te falar Todos querem te abraçar Todos querem viver essa alegria Pena que são momentos pequenos Marcantes e tão serenos Dominantes são as emoções Dispensam todos os bordões Por isso menina vem Você me faz tão bem Só você me faz ir além Quero te fazer feliz também
  • 211.
    Letristas em Cena 211 SERTÃOESQUECIDO Eu era cantador do sertão De modas de viola O tempo passou Fui ficando esquecido Vieram uns meninos Tocando guitarra E modernizaram As nossas músicas raiz Já faz muito tempo Que num palco não subo Já nem me lembro das letras Das canções do meu sertão Agora tudo tá diferente Primeiro vieram as antenas paranoicas Depois foram as tal de TV a cabo Mas esse eu nunca vejo Agora tem até telefone de doutor È um tal de celular Mas do meu jeito Eu ainda vou lá.
  • 212.
    Coletânea de LetrasMusicais 212 SÉTIMAS Na sétima vez que eu te olhei Entendi porque me apaixonei Na sétima vez que eu te vi Já sabia que minha vida era ali Nas sétimas do meu violão Batendo direto no coração Cada dia uma nova emoção Chorando a cada revelação No sétimo mês dessa paixão Esse coração ainda descompassado Senti na sétima pulsação Eu estou apaixonado Na melodia dessas sétimas Todas as palavras e suas rimas Da canção que fala de amor Trazendo tudo que há de melhor.
  • 213.
    Letristas em Cena 213 SIMPLESPRESENÇA Você apareceu sem esperar Seu sorriso me encantou Jeito mulher de olhar A meiguice me inebriou Delicada como rosa na primavera Chegando sempre da mesma maneira Te quero sempre do meu lado Deixei de ser maior abandonado Como é bom ter você no pensamento Sua calma me tira do relento A esperança em mim não morre Hoje seu amor me socorre Menina, seu sorriso me encanta Linda, minha alma se levanta Menina, vem comigo e canta Linda, minha paz agora é tanta O que posso mais querer da vida Se agora encontrei minha querida Alguém pros meus dias alegrar Minha vida é só te festejar
  • 214.
    Coletânea de LetrasMusicais 214 SIMPLESMENTE SAUDADE A saudade de você é grande A saudade de você me deixa doente O telefone toca você não atende Meu coração de você depende Minha vida é por você procurar Sei que uma lágrima vai rolar Mas eu não tenho o que fazer Preciso de você pra viver Te curtir foi meu pecado Podia no meu canto ter ficado Mas no coração não mandamos Por ele às vezes erramos Meu coração não entende sua ausência A ele tenho pedido paciência Meu corpo pede o calor do seu Minha alma agora emudeceu No dia a dia um imenso vazio Como água fora do rio Sinto simplesmente saudade Te amo de verdade.
  • 215.
    Letristas em Cena 215 SOLDE TODO DIA O mesmo sol de todo dia A mesma hora da alforria O mesmo lugar da cidade As pessoas em velocidade Só quem ama sabe o que é Só quem pensa e tem alguém Só quem lembra e tem saudade Só quem sabe de felicidade Sol que está na minha retina Sol que se esconde atrás da neblina Sol detrás de uma cortina Sol que é a minha sina Marca aquele momento Leva meu pensamento Sabe que não tem volta Vive nem por isso se revolta O sol desaparece quando a lua vem O sol se refresca quando as chuvas descem Eu me feri quando você saiu Eu me perdi quando você partiu.
  • 216.
    Coletânea de LetrasMusicais 216 SOL É VIDA Sol que desponta no amanhecer Traz força e alegria pro meu dia Quando ele aponta renova meu viver Sua pujança contagia e a todos irradia Todos passam, poucos veem, alguns sentem Mais que uma luz no horizonte O seu calor para a vida é a fonte Os acalmam, enobrecem, se alimentem Sol da divindade superior Põe a verdade no seu interior Caminhando pelo mundo de meu Deus Cuidando todo segundo que é dos teus A alma em peregrinação pede A chama do coração incandesce Caminhos, batalhas e ruínas Lutadores, vencedores e heroínas.
  • 217.
    Letristas em Cena 217 SONHO,VIDA, VITÓRIA Sonho não realizado Desejo não satisfeito Caminho não percorrido Uma angústia no peito Pra realizar um projeto Começar é preciso Ainda que não esteja conciso Não pode receber o veto Na vida é preciso tentar Pra vencer tem que ousar Navegar por outros caminhos Aportar nos melhores ninhos Nunca se dê por vencido A luta só termina no último ato Dizer o que ainda não foi dito A vitória será mais um fato.
  • 218.
    Coletânea de LetrasMusicais 218 SUA SANTIDADE Você leva paz ao mundo Com seu sorriso singelo Sempre fazendo um apelo Pra todos olharem no fundo Seu aceno para o povo Fazendo-o sentir de novo A serenidade perdida Ele, faz parte de nossa vida Seu beijo no solo das nações Emocionaram os corações Os homens comemoram sua dádiva Que mais cem anos você viva Nós te adoramos, Santidade O mundo agradece sua bondade Perdoe aqueles que não entenderam E a ti não se renderam Mas todos lembrarão suas mensagens Do homem humilde ao abastado Do descrente ao apaixonado A ti nossas homenagens João Paulo Segundo Vou lembrar de você Pelos caminhos que percorrer Sua obra vou cantando.
  • 219.
    Letristas em Cena 219 SUBMERGIR Nãosou o que trago na testa Tenho apenas o olhar do forte A vida as vezes não presta Porque você está sem norte Caminhar não pode ser tão pesado Porque não sai do imobilismo Deixa de ser estressado Saia da ponta do abismo Venha ver o outro lado do mundo Mergulhar nesse rio profundo Sentir a sua respiração Até o ato da transpiração Agora estando mais leve Com calma para pensar Não há problema que não se releve Basta tentar e acreditar.
  • 220.
    Coletânea de LetrasMusicais 220 TARDE DE DOMINGO Domingo você disse vou te ver Vi meu dia renascer Fiz almoço pra nós dois Não conto o que veio depois Quando fui te buscar Seus olhos lacrimejavam A tristeza em seu rosto estampava Preciso fazê-la gargalhar No caminho fui tentando Inventar coisas pra agradá-la Sei que o gelo fui quebrando Sua face foi mudando Enquanto a comida eu preparava Você lia a minha história E toda vez que eu te olhava Reavivava minha memória Quando ficamos frente a frente Nossa história discutimos Lágrimas rolaram da gente Acho que nos apaixonamos Quando você lia minhas poesias Elas pareciam profecias Me fez de ti aproximar E outra vez te amar.
  • 221.
    Letristas em Cena 221 TEMPODE CONSERTAR Se você perdeu o bonde da história Por isso ficou fora da glória Você precisa se cuidar E da vida participar Se você não reparou no amor Que ela sempre te dedicou Esqueça esse rancor Foi você quem bobeou Se você não viu seu filho crescer Perdeu seus melhores momentos Se agora ele não lhe obedecer Não critique, ele tem sentimentos Se você não cultivou um amigo Daqueles que abrandam o caminho Que dão bronca com carinho Então nunca teve ninguém contigo Nunca é tarde pra começar Respire fundo, veja tudo que perdeu Se seu coração ainda não morreu Tem tempo de consertar.
  • 222.
    Coletânea de LetrasMusicais 222 TEMPO DE MUDAR Na madrugada Eu na calçada Você passou Nem sequer me olhou Fiquei aborrecido Mas agradecido Me fez decidir Agora vou partir Eu vou me mudar Deixar o conforto Pegar meu sossego E me realizar Sei dos problemas Dos meus dilemas Mas vou pensar E as coisas melhorar Se a vida deixar Se eu puder Vou te amar Até o amanhecer Clarão do dia Sua companhia Me sinto amado Um homem realizado.
  • 223.
    Letristas em Cena 223 TREMDA VIDA O trem chegou na estação Todos apressados pra entrar Cada um no seu canto ficar No olhar sempre uma preocupação Gente que vem de todo lado Se comprimindo nos corredores Nem olham os arredores Todo mundo preocupado Depois de um dia estafante No aconchego do lar relaxar O filho correndo abraçar Pensando nesse destino preocupante Se em alguma coisa você se encontrou Se alguém você ajudou Sua ação é renhida Você não perdeu o trem da vida
  • 224.
    Coletânea de LetrasMusicais 224 TUDO POR SEU SORRISO O sol da manhã chega com seu sorriso Seu sorriso vale por todo o dia O dia fica mais lindo com isso Isso deixa tudo em pura alegria Tudo a sua volta se inebria Com a energia que ele irradia O ambiente fica mais leve Quando recebemos ele Pense o que seria do mar Sem as ondas pra namorar O céu como iria a terra iluminar Sem as estrelas pra brilhar Teu sorriso é como magia Que tudo em volta contagia Veja o quanto é importante Sorrir a todo instante
  • 225.
    Letristas em Cena 225 TUDORENASCERÁ Tudo que você quiser Você pode ter Tudo que você pensar Tenha certeza em realizar Assim você se sentirá forte Se livrará de qualquer golpe Nada poderá deter o seu caminho Ainda que seja estranho no ninho Na vida sempre existem percalços Que nos fazem ir adiante Nunca deixe as coisas em pedaços Seu destino será radiante Alguém tentará te iludir Promessas não enchem barriga Pra que tentar e se ferir Melhor não entrar nessa briga Lembre sempre que o amanhã virá Na vida temos que ser feliz Por isso acabe com essa cicatriz E tudo renascerá
  • 226.
    Coletânea de LetrasMusicais 226 TUDO TEM SEU TEMPO Dê tempo ao tempo Tempo de nascer Tempo de crescer Tempo de estudar Dê tempo ao tempo Tempo de brincar Tempo de namorar Tempo de casar Dê tempo ao tempo Tempo de trabalhar Tempo de plantar Tempo de colher Dê tempo ao tempo Tempo de sorrir Tempo de viver Tempo de paparicar Dê tempo ao tempo Tempo de mudar Tempo de chorar Tempo de reconquistar.
  • 227.
    Letristas em Cena 227 UMOLHAR DIFERENTE Infinitas foram às vezes Por aqui passei umas trezes Na pressa nunca curti Isso com certeza nunca senti Como se aqui já tivesse estado Um sentimento diferenciado Nada parecido em minha vida Uma sensação já repetida Nesse nosso compreender pequenino Em outras vidas já fomos menino Nunca saberemos o que é Mas o caminho fazemos com fé Somos agraciados por nossas ações A firmeza abre nossos corações O amor que brota transforma E tudo faz parte da nossa reforma Nosso espírito é perene Nossa caminhada é solene Cada passo, cada fase uma evolução E o bem fazer sempre como devoção
  • 228.
    Coletânea de LetrasMusicais 228 UM PEDAÇO DO PANTANAL Nas cheias a planície vira mar A seca chega para transformar Os pastos verdes pro gado alimentar Aquela imensidão pra gente amar Rios, riachos, bichos e pangarés Arvores, pássaros, peixes e jacarés Que fascínio o nosso Pantanal Nesse mundo não tem nada igual O sol abrindo espaço na floresta Refletindo a luz no alagado Com a tarde fazendo festa A comitiva vem chegando A noite vem para descansar O sertanejo se achega pra escutar O som gostoso da viola E nem pra lua ele dá bola Ouvindo e cantando nossas coisas Assim fincamos raízes Cultivando nossas culturas Mostrando a outros países.
  • 229.
    Letristas em Cena 229 VERSOE REVERSO De repente das nuvens sai o sol No auge do calor, desce a chuva Intempestivamente derrapo na curva Na laje exposto sem guarda sol Chuva que chora aos cântaros Sol para todos os amparos Necessidade do ser individual Na beleza e constância desse ritual Da cordilheira calmamente desce a água Se embrenhando pela floresta No caminho crescem as flores Embelezando com suas cores A natureza que fortifica a terra Sol e chuva essa beleza encerra Assim nos sentimos no paraíso Numa ilha paradisíaca
  • 230.
    Coletânea de LetrasMusicais 230 A VIDA DE CADA UM (MARAVIDA) Queria ser o dono da verdade Olhando as pessoas na cidade Cada uma centrada no seu mundo Pra saber o que sentem lá no fundo Olhos fixos num ponto Qual será seu pensamento Povo que corre, trabalha e chora Pra ajudar só tem aquele a quem ora Nos bares, restaurantes e cafés Cada um encontra sua diversão Isso faz bem ao coração Mas tem que fazer tudo com fé Todos sonham com uma vida melhor Trabalham sempre com muito amor Mas o destino com alguns é cruel Com outros ele é muito fiel Trabalhando, vivendo e amando Sorrindo, cantando e pulando Cada um tem seu estilo de vida Todos a chamam de Maravida.
  • 231.
    Letristas em Cena 231 VIDADOLORIDA Uma vida pra viver Uma dor pra sentir Essa dor que eu tenho É saudade de ti Você me ensinou Compreender as pessoas Levar a vida numa boa Nisso você me mudou Esse amor que eu sinto Dentro de mim Não me importo Se não terei você aqui Nessa vida sempre temos Coisas que não queremos Elas fazem parte Da vida que imita a arte Meu amor por você È igual curva de rio Encostou e eu fiquei Louco apaixonado Daqui só saio casado.
  • 232.
    Coletânea de LetrasMusicais 232 VIDA, MOMENTOS, MEMÓRIA Bons momentos carrego na minha memória Pois sou eu quem vai contar essa história As emoções e as desventuras Minhas doenças e minhas curas Tudo que passei nesse mundo Vejo tudo nesse segundo Os sorrisos, os encantos e os choros Tudo saindo pelos meus poros Vida sentida, vivida e amada Sono perdido na madrugada Tudo logo refeito Esse mundo é perfeito Precisamos de alguém na caminhada Quem sabe ela a minha amada Tirar de mim esse vazio Que torna a vida por um fio Irão dizer que divaguei Tenha certeza que amei Aos olhos dos outros isso não importa Só saber que minha vida não está morta.
  • 233.
    Letristas em Cena 233 VIVENDOPRA CRESCER Vim pra essas terras Nunca dantes navegadas Quando perguntavam por que berras Aprendi dar minhas braçadas Nas longínquas terras lusitanas Morando nas suas cabanas Os estudos aprofundados Lá pude conhecer outros mundos A saudade do que ficou pra traz Me dá a certeza e essa paz Meu mundo cá ou lá é guardado Sou um ser iluminado Choros, brigas, lamentações No caminho do crescimento Estar sempre em movimento Pronto pra todas as direções Voltar um ser melhor Com um amor maior Valorizar quem me ajudou A pessoa que sempre me amou.
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    Letristas em Cena 235 DHIOGOJOSÉ CAETANO Muso Lírico Crepúsculo da paixão 0237
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    Letristas em Cena 237 CREPÚSCULODA PAIXÃO Às vezes me calo, Às vezes me pego mentindo, Às vezes me entrego e nem sei por que! Às vezes me prendo, Às vezes me calo, Às vezes me falo, Às vezes me entrego. Tudo por amor a você. Vale tudo, vale tudo! Só não vale esquecer! Oh, oh, oh... Vale tudo, vale, vale tudo! Só não vale esquecer que eu amei você! Hoje eu sei que tudo acabou! E às vezes me prendo na solidão. Mas eu sei que tudo isto é em vão. Não quero viver esta paixão. Vale tudo, vale tudo! Mas tudo foi uma ilusão. Vale tudo, só não vale esquecer! Vale tudo, só não vale esquecer! Vale tudo, só não vale esquecer! Só não vale esquecer que eu amei você.
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    Letristas em Cena 239 ETELFROTA Acalanto Acalanto de Manuel Aidiai Ainda Luisa Alma brejeira Anunciação Aurora Bailarina Barra mansa A cada um seu cada qual Canção de aluguel A canção do Filho Eterno Caprichoso Carinhosa Cidoidania Cio A comadre Com quem será? Coração traidor Cristal tão fino Das Dores Dolor E daí? Êmese Eu, Stelinha Fim de tarde Fim de turnê Francamente Genesis Gente é só gente Germinação 0243 0244 0245 0246 0247 0248 0250 0252 0254 0256 0258 0259 0261 0262 0264 0266 0267 0268 0269 0270 0271 0272 0274 0276 0277 0278 0279 0280 0282 0283 0284
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    Coletânea de LetrasMusicais 240 Guaratuba Matupá Carandiru Iemanjá Incesto Ionah Ladainha Laringe Lilium Tigrinum Meu lugar Meu segredo Modinha A nave Onde os Anjos não ousam pisar Origami Penélope Platibanda Poemoda Por onde andará? Pra sempre será Praia do futuro Prazo final Quatro Acalantos A quem interessar possa Rowena Salve Rainha de Tamarutaca Samba da Bênção no. 2 Sanctus Santos ha, céu azul Sereia e Marinheiro Sete Arcanjos Só Sob a luz do sol Tardes Tio Chico 0285 0286 0287 0289 0290 0292 0294 0296 0297 0298 0300 0301 0303 0304 0305 0307 0308 0309 0311 0312 0314 0316 0318 0319 0320 0321 0322 0324 0326 0327 0329 0330 0331
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    Letristas em Cena 241 Toadado desapego Trabalho de parto Três irmãos Tristeza miúda A última canção Um dueto Vaga navegação Vai saber? Valsa de Constança Valsa do reencontro Valsa para Helena Kolody Verão Versos e quintais A vida não pode esperar Voo Xote da madeira 0332 0334 0338 0340 0341 0342 0344 0345 0347 0349 0351 0352 0353 0354 0355 0356
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    Letristas em Cena 243 ACALANTO Noportão, teu gesto já se escuta e eu sorrio por te ouvir chegar Vem, meu homem, chega de labuta vem mais perto, deixa eu te beijar Baixa a guarda, despe essa armadura e o jeito estranho de olhar Tira a roupa, toma um banho me deixa te ninar No teu peito, faço meu abrigo faz de meu regaço teu descanso Vem amante, vem oh meu amigo Meu herói, meu bom guerreiro manso E se acaso alguma sombra houver velando assim teu olhar te relembro numa história moinhos a girar E te canto uma cantiga o rondó que acabei de inventar e te ponho pra sonhar (para melodia de Iso Fischer)
  • 244.
    Coletânea de LetrasMusicais 244 ACALANTO DE MANUEL (a partir do poema “Acalanto para as mães que perderam o seu menino”, de Manuel Bandeira) Para Thiago de Mello Agora dorme. Quem te alisa a testa, com amor (nem Malatesta, nem Pantagruel) é o menino que ainda vive e assim zela por tido oásis da lembrança, com todo o seu frescor Adolescente para sempre, hoje ele te diz de todas as idades que viveu Te traz a aurora da primeira vez que te sorriu te traz o esmalte do primeiro dente seu Ele te nina e essa dor já vai passar Agora dorme, que essa dor já vai passar (para melodia de Davi Sartori)
  • 245.
    Letristas em Cena 245 AIDIAI Aidiai,verão chegou mais cedo vamos todos pra praia dançar Aidiai, o amor e o seu segredo a magia que entrego pro mar Pois eu preciso deste sol eu preciso alguém pra amar Cada qual procurando encontrar seu par pr’esta dança não se acabar Aidiai, quando eu estou amando não há chuva que vá me molhar Aidiai, é tanto amor brotando pra tristeza não há mais lugar Pois eu preciso deste sol eu preciso alguém pra amar Cada qual procurando encontrar seu par pr’esta dança não se acabar Aidiai, o outono sempre chega e o final desta nossa paixão Meu amor, não vá chorar te carrego no meu coração Pois cada dia, pr’onde eu for tua imagem vai me acompanhar A praia, o sol, esse delicado amor Pra nunca te esquecer jamais (para melodia de Simo Naapuri)
  • 246.
    Coletânea de LetrasMusicais 246 AINDA LUISA Mil vezes te cantou o Tom, Luisa E tanto te vestiu de som rimou com brisa que pouco, muito pouco resta à minha pobre lira No entanto, me transborda de ternura o coração Eu te acalanto e te agasalho Costuro um manto com retalhos de canções (musicada por Luis Felipe Gama)
  • 247.
    Letristas em Cena 247 ALMABREJEIRA Se existe alma pequena fechada pra alegria Se existe alma guerreira pronta pra artilharia Trago comigo um segredo abro do tempo, a porteira Solto no mundo, sem medo a minha alma brejeira, eia! (para melodia de Lydio Robertor)
  • 248.
    Coletânea de LetrasMusicais 248 ANUNCIAÇÃO Para Consuelo E assim, o anjo aqui passou tocou-me com seu véu se fez em mim jardim Sem mais, meu ventre germinou a cor desceu do céu me vestiu com seu manto azul E a plantinha que vai nascer rosa que eu colher será da vida o que eu mais quis De onde vem?, dá pra escutar um canto de ninar meu verso mais feliz Cá na terra eu esperei do céu cair fulô Amém Seja a fruta que brotar razão pro meu pomar da vida o que eu mais quis Minha nossa, eu esperei do céu cair fulô E assim essa vontade em mim se fez bendita entre as mulheres me tornou Nem sei se esse milagre mereci a graça em mim se derramou e sem pecado concebi
  • 249.
    Letristas em Cena 249 Deonde vem?, dá pra escutar um canto de ninar meu verso mais feliz Cá na terra eu esperei do céu cair fulô E assim seja a fruta que brotar razão pro meu pomar da vida o que eu mais quis Benza deus, como esperei do céu cair fulô Fulô... do céu... caiu... (para melodia de Rubens Nogueira)
  • 250.
    Coletânea de LetrasMusicais 250 AURORA Dia que acabou todo o azul se foi céu escureceu noite tudo engoliu sol que afundou no mar Só a escuridão escondeu-se a cor pra reacender numa nova manhã num outro céu Mundo entardecendo num céu de verão: pôr do sol Mundo renascendo na manhã azul: Aurora Chama que se esvai vida já no fim: pôr do sol Vida que chegou anunciação: Aurora Tudo vai e vem lei da perfeição
  • 251.
    Letristas em Cena 251 Deixao velho ir Deixa o novo nascer Ressurreição (para melodia de Felipe Radiccetti)
  • 252.
    Coletânea de LetrasMusicais 252 BAILARINA Movimento sapatilha toda esta aflição Palco escuro sobe o pano bate o coração pra tontear no peito o sofrimento fazer-me músculo, tensão Rodopiar assim perder de mim o rastro só pra seguir então atônita pés pelas mãos, e esta paixão que me incendeia Fogueira Braseiro Tão sozinha andarilha assoalho e pó De repente nesta ilha não ficar mais só poder dançar envolta nesta luz buscar então todos azuis e mergulhar no azul
  • 253.
    Letristas em Cena 253 estarno azul inteira Depois ficar assim tão cálida maravilhar num pas-de-deux me transformar no azul tocar no azul co’a mão Bailarina Andarilha Dança o coração (para melodia de Lydio Roberto)
  • 254.
    Coletânea de LetrasMusicais 254 BARRA MANSA Voo de passarinho arrasta o meu olhar Traço de azul na imensidão Rio segue o caminho De qual pintor nasceu a inspiração Dentro de mim líquida assim escorre essa cor O ouro do nascente cobre a terra de mel espalha mansamente luz que vem lá do céu O mato alvoroçou mais um dia nasceu Na curva desse rio planto meu coração É pra você a flor que vai brotar do chão Pio de passarinho arrasta a minha voz Em oração a criação canta e bendiz baixinho De qual cantor nos chega essa canção Dentro de mim nítido assim ecoa esse som O sangue do poente
  • 255.
    Letristas em Cena 255 tingea barra do céu Um sonho, uma semente Noite que vem sem véu Meu peito serenou mais um dia acabou Descansa a natureza ao toque essa mão O ouro do nascente cobre a terra de mel espalha mansamente luz que vem lá do céu O mato alvoroçou mais um dia nasceu Na curva desse rio planto meu coração é pra você a flor que vai brotar do chão (para melodia de Guilherme Rondon)
  • 256.
    Coletânea de LetrasMusicais 256 A CADA UM SEU CADA QUAL Canção de dar nome aos bois e boi aos nomes Para Cida Moreira Bispos e suas maletas mendigos, suas muletas os puros, suas punhetas as donzelas, os caretas Coxas, bundas de chacretes mambembes e seus esquetes ibopes, suas enquetes popstars, suas tietes As cinzas sobre os confetes ... arlequins e carnaval Cada um, seu cada qual Caetanos, suas tietas billhaleys e seus cometas afoxés, santos e pretas calendários, cadernetas Dossiês pelas gavetas crianças pelas sarjetas juízes, suas gorjetas a pátria com suas tetas Jornais sangrando manchetes ... socialáites no sarau Cada um, seu cada qual
  • 257.
    Letristas em Cena 257 Molequescom escopetas prostitutas, proxenetas traficantes e vendettas macacos e seus planetas Escrituras, exegetas descartes com suas retas o cantochão dos ascetas verdades e seus profetas Anjos tocando trombetas ... fogo, juízo final Cada um, seu cada qual Poesia para os poetas Beleza para os estetas Zagueiros de sua metas Arqueiros com suas setas Poesia para os poetas ...cada um, seu cada qual Beleza para os estetas ...acordes de um madrigal Arqueiros com suas setas ...sem pecado original Zagueiros de suas metas ...e a partida no final (musicada por Iso Fischer)
  • 258.
    Coletânea de LetrasMusicais 258 CANÇÃO DE ALUGUEL Foi tanto azul tanta paixão tanta cigarra no verão Depois o frio a solidão foi tanta dor de amor que um anjo ia passando se compadeceu de mim me engravidou de poesia E assim, prenhe no ventre da alma de versos, metáforas, tantas canções presas na rede da minha afonia (Eu não sei cantar) quem sabe o anjo, mais uma vez tenha dó de mim me desate na garganta tantos nós e abra as grades pra minha voz
  • 259.
    Letristas em Cena 259 ACANÇÃO DO FILHO ETERNO Para Cristovão Tezza E não mais que de repente a vida coloca o menino em seu colo Invisível a corrente: pra sempre, pra sempre atado estará Feito um sonho interrompido um mote perdido, um anjo sem asas ante o filho irreversível renega três vezes seu nome de pai Tão inútil sua tese não há nada a comprovar Tão inúteis às certezas: dados num jogo de azar Sai pela vida, perdido vagando na contramão Vai pelo mundo esperando um milagre Qualquer salvação, desmentido Mas ele é relojoeiro se entende c’o tempo, se rende ao futuro “...nada do que nunca foi era pra ter sido...” ele um dia escreveu E o menino, o filho eterno, navega na vida, sem medos, sem dores Em nome do eterno filho sem pressa é o abraço, pra sempre é o amor
  • 260.
    Coletânea de LetrasMusicais 260 Tão eterna é toda arte: não há nada a lamentar Feito um pão que se reparte como um vinho a transbordar E sem a mínima ideia se o que se tem vai bastar Eternamente esse filho, pra sempre esse pai Parco herói e o menino Alegria em toda parte onde é que isso vai dar? Rubro-negro baluarte o jogo vai começar E sem a mínima ideia de como vai se acabar (para melodia de Rubens Nogueira)
  • 261.
    Letristas em Cena 261 CAPRICHOSO Nomundo inteiro a melodia fui buscar que acolhesse estes versos feitos em tua intenção Uma sonata encomendei a um bom compositor que no entanto emaranhou-se e acabou perdendo o tom Foi quando a brisa me soprou notas de um violão: uma fuga em homenagem a João Sebastião Então, Maestro, me perdoa. A tentação foi mais forte que o juízo e acabei lançando mão do teu desenho caprichoso, a tua inspiração arranjada num dueto para voz e coração bem temperado com gengibre, e cravo, açafrão E assim, sem cerimônia, te escrevi esta canção que te entrego pelas mãos de um outro João. (para melodia de Waltel Branco)
  • 262.
    Coletânea de LetrasMusicais 262 CARINHOSA ...e os meus olhos ficam sorrindo e pelas ruas vão te seguindo mas, mesmo assim foges de mim... (Pixinguinha / João de Barro) Ah, se tu soubesses como foi sincera, Também a paixão que me incendiou Sim, o teu olhar a me seguir na rua Tanto recato, e eu me sentindo nua ouvindo o meu coração tão descompassado, sem jeito tonto de amor bumbo doido quase a me explodir no peito Os meus lábios frios ansiavam pelo encontro dos teus minhas mãos buscavam tuas mãos O meu ventre em brasa te queria, sim me desbravando todos os desvãos tomando posse de mim Quanto mais ardia o desejo do beijo teu tanto mais e mais fugia eu de ti Ah, joão-de-barro que fez ninho em mim tão sentida é esta canção pois já não estás aqui Vou cerzindo com o fio da saudade meu coração, que sangra por ti
  • 263.
    Letristas em Cena 263 E,seguindo nesta solidão não esqueço teu sorriso, não Ah, se me soubesses assim carinhosa, também por baixo do frio do pudor Por sob as rendas, sob o camafeu meu coração batendo junto ao teu harmonizados no amor Num solo de flauta ou rabeca cravo ou jasmim imortalizados em nosso jardim (para melodia de José Eduardo Gramani)
  • 264.
    Coletânea de LetrasMusicais 264 CIDOIDANIA A cidade que me habita domingo se põe bonita se enfeita de bugigangas vidros, arames, miçangas me arranca cedo da cama me beija a boca e me chama Atapeta-se de flores tapa com tapume as dores a cidade que me chama vai fingindo que me ama vai fingindo que me escuta me joga no chão e me estupra A cidade me machuca quer saber onde doeu Não é de usar força bruta quem a provocou fui eu Esfinge que me devora me pede perdão, e chora A cidade, com seu pranto se cobre de um luto branco me envolve em sua neblina Em cada trágica esquina um vampiro de plantão congelada solidão Neste chão sou forasteiro exilado, bandoleiro estrangeiro cidadão
  • 265.
    Letristas em Cena 265 Putasvelhas no Passeio e a pista do Expresso no meio rasgando o meu coração A cidade me alucina com seus tons de purpurina com o ouro do poente a cidade me desmente Mal a Lua se levanta me põe no colo e acalanta e então a cidade encolhe anoitece dentro em mim Nossas ruas já desertas nossas armas já depostas a cidade vira as costas a cidade vai dormir Neste chão sou forasteiro exilado, bandoleiro estrangeiro cidadão Canto, canto e não te explico Gralha Azul leva no bico sangrando meu coração (musicada por Iso Fischer)
  • 266.
    Coletânea de LetrasMusicais 266 CIO Nem sei se te vi Suspeitei tua imagem logo ali Já vem e me lambe o desejo labareda sem pejo Arrepio Quase um gozo Tormentoso cio Encanto que espera na primavera é louca paixão no verão Triste desejo sem dono sem fim no outono de mim (musicada por Iso Fischer)
  • 267.
    Letristas em Cena 267 ACOMADRE >>>céu e mar A comadre a vizinha a tua mão, a mão dela e a minha uma oração, epifania na cozinha A sandália a florzinha voz de criança, a canção, tua voz uma outra dança, a esperança e vamos nós Para dançar basta ter pé pra cantar basta ter ar fé na vida, muita fé todo o resto é céu e mar Alegria riso azul choro bom lava a alma, olhos teus tanta risada, tarde calma, benza deus (musicada por Ceumar)
  • 268.
    Coletânea de LetrasMusicais 268 COM QUEM SERÁ? Será que dói? Será que não? Será que arranha bem de leve o coração? Será que dá vontade de chorar na hora em que o meu primeiro amor chegar? E vem a pé? Ou vem de trem? É passarinho, super-homem, avião? Chega num sonho, desce de um balão ou o meu bem já vai chegar na contramão? Com quem será? com quem será? com quem será que a menina vai casar? Vai depender vai depender vai depender se a menina vai querer Será que quer? Será que não? Será que é rei, ladrão, polícia ou capitão? Lá vem meu bem, chapéu na mão moço bonito dentro do meu coração (musicada por Álvaro Ramos)
  • 269.
    Letristas em Cena 269 CORAÇÃOTRAIDOR Seu coração é traidor Não se preocupe, porque o meu também já foi Pra ser sincero, ainda é só que eu não deixo ele fazer o que ele quer Seu coração é igual ao meu só tem saudades do que ainda não viveu Quando está livre pra sonhar inventa a história e já começa a acreditar Um coração que é assim igual ao seu e o meu só bate certo, no compasso, se é de dois E quando trai é só porque um dia se esqueceu de que o melhor do amor se guarda pra depois Seu coração não faz por mal Meu coração é cheio de boa intenção e se acontece dele errar é a cegueira momentânea da paixão Meu coração, seu coração batendo juntos, no compasso da canção Volta pra mim, me livra assim das tentações do mundo que não têm mais fim (para melodia de Zé Rodrix)
  • 270.
    Coletânea de LetrasMusicais 270 CRISTAL TÃO FINO (versão de “kristallen den fina”, canção tradicional sueca) Cristal, tão fino, brilho de sol estrela sobre o manto do céu teus olhos, meu farol Lembro o dia em que o teu rosto eu vi a cidade logo se encheu de cor em teu riso eu me reconheci minha amiga, amante, linda rosa em flor Vem ao meu lado a vida inteira pra sempre minha companheira Pois se eu for pros confins deste mundo eu te levo no meu coração cristal a brilhar, joia rara, meu amor
  • 271.
    Letristas em Cena 271 DASDORES Para a frente, só caminho pouca sombra, muita estrada poeira quando não chove Meu peito anda murchinho bem doente de tristeza mas ainda se comove a vida é pura beleza tanta coisa ainda se move Tem a garganta que canta tem o pé que ainda caminha tem a mão que cura o corte saudade de companhia A dor então se levanta e rouba um verso da morte Deixa agora que eu te fale desta minha trajetória Esta história não tem fim não tem fim nenhuma história Pura ilusão, desatino caminho querer traçar No meio de tanto chão o caminho é o caminhar (musicada por Rubens Nogueira)
  • 272.
    Coletânea de LetrasMusicais 272 DOLOR O que move esta mulher? De onde vem esta mulher? Vem de longe vem tangida por grileiros vem do Éden, decaída de Eldorado, Carajás Tatuada na fronte a profecia -Entre dores parirás! Numa rua em Naim canta uma canção pro menino afogado Louca e tão pálida ajeita o véu e engole a lágrima Vinagre e mel No regaço jaz morto curumim Semeia Abel chora Caim O que mata essa mulher? Onde sangra essa mulher? Sangra por seus dez buracos Verte leite pelos peitos pelas veias
  • 273.
    Letristas em Cena 273 peloventre que pariu Morre de morte matada de morte morrida Seus meninos que enterrou são sementes lançadas na terra encharcada São frutos romãs E na primavera cobra de vidro recolhe os cacos dentro do peito um por um, e assim vai gerando um deus para embalar nos sonhos seus Terá nome, essa mulher? Como chama essa mulher? Lancinante amor flor de dor, Dolor (para melodia de Iso Fischer)
  • 274.
    Coletânea de LetrasMusicais 274 E DAÍ? Para Jamil Snege Quis entrar de sola Tentou jogar meu chiclete cobrir meu decote E daí? Só chilique, só fricote ‘inda sou mais eu Abaixou o rádio Gritou “Assim não tem quem aguente” E daí? Não me apoquente me deixa sambar Esnobou meu samba Botou pra tocar um disco de rock Não to nem aí Samba ou rock , vem cá co’a tua nega dançar Quis cantar de galo Surtou Partiu pra ignorância sem senso de noção “A mulé é minha, ó a distância não vem botá a mão”
  • 275.
    Letristas em Cena 275 Quissair de casa juntou os bagulhos quase quebrou tudo Pra que tanto barulho? Deixa que eu te ajudo porta da rua, serventia do lar E daí, que desse jeito dia desses sou eu que te mando embora Fala comigo direito, tem dó Desamarra esse nó no teu peito eu sou mesmo feliz, e daí? Pra viver em tão má companhia, antes só Mas chorou arrependido de joelhos me pedindo pra ficar me cobriu de flor, de beijo, de colar Desistiu de se invocar c’o decote eu sou mesmo gostosa, e daí? Se te serve, esse é o meu jeito de amar E daí? (para melodia de Gerson Bientinez)
  • 276.
    Coletânea de LetrasMusicais 276 ÊMESE Meu escrito é paixão em estado bruto sem rima forma ritmo. Meu escrito é fogo vulcão hemorragia. Ainda está morno. Meu escrito é urgente como sede fome tesão. Às vezes fede como suor sangue sêmen e todos os humores ida paixão. Meu escrito é demente como os loucos que riem pelas ruas e têm medo de corrente. (musicada por Felipe Cordeiro)
  • 277.
    Letristas em Cena 277 EU,STELINHA Toca a orquestra o arranjo da tua canção, vem, Quantos brasis pulsam dentro do teu coração, vem Tudo o que possa ser dito vai ressoar no infinito vem ecoar no palco e além Na roda entrou para dançar e um dia calhou de se apaixonar E tanto cantou, de norte a sul que estrela virou brilhando no azul ...Stelinha cantou veio pra junto de nós veio, e cantou co’a nossa voz O meu amor déu em déu, tem luar no sertão, tem Tem uma lua no céu, tem rancheira no chão, vem Vem, stelinha cantar canta pro vento e pro mar traz de tão longe esse pregão Na roda entrou para dançar... Tudo o que possa ser dito vai ecoar no infinito vai ressoar pra sempre, amém (para melodia de Sérgio Justen. Espetáculo musical “Eu, Stelinha”)
  • 278.
    Coletânea de LetrasMusicais 278 FIM DE TARDE Fim de tarde, o sol poente é mais uma dor Quando é primavera, as flores já não têm mais cor Já faz tanto tempo que você daqui partiu Noite alta e o frio que ficou Vida breve, pouca vida para tanto amor Você foi tão cedo e nem sequer se despediu A minha saudade sangra toda na canção Eu te encontro em outra estação (para melodia de Luis Otávio Almeida)
  • 279.
    Letristas em Cena 279 FIMDE TURNÊ Parceiro desculpe a hora em que vim lhe acordar É que o sol vem tingindo de ouro a barra do mar Muita luz pra além do horizonte neblina, ressaca em mim Meu peito é um palco vazio em fim de turnê Acordes aplauso, plateias quantos corações como de um solo fecundo brotando canções E agora, viola calada seguir pra estação Boia-fria guardando a enxada pra casa voltar Tanta luz pra lá do horizonte Me conte: pra que tanto mar? Amigo, me diga o que eu faço com essa manhã? Pra que tanta luz? (para melodia de Lydio Roberto)
  • 280.
    Coletânea de LetrasMusicais 280 FRANCAMENTE Francamente, eu quis querer-te mal quase me acabei de tanto chorar mas amanheceu um dia tão lindo de sol Desisti de sofrer, pus a fronha no varal e desatei mais uma vez a relembrar todas as histórias do nosso amor esse nosso amor, ciúme, paixão, coisa e tal que por fim não foi assim nem tão mau Afinal, como esquecer nosso lençol madrugadas de procura, ternura e paixão? Boca esfomeada, mãos de explorador percorrendo em minha pele o mapa, rumo, atalho do prazer Tanta manhã de domingo, nossa cama os teus cabelos caindo, ai meu Deus, quanto drama febre de menino, sopa de feijão Chico, Pablo e a nossa canção Francamente, eu quis querer-te mal quase me acabei de tanto chorar Quando anoiteceu a fronha fui lá recolher tanta estrela no céu, deu saudade de você Quantas histórias, samba-enredo desse amor que andarão comigo por onde eu for tatuadas bem no fundo do meu coração folhas secas no outono da paixão
  • 281.
    Letristas em Cena 281 Sempre-vivasa brotar na emoção Sentimento da mais plena gratidão (para melodia de Iso Fischer)
  • 282.
    Coletânea de LetrasMusicais 282 GENESIS Antes do toque do gozo gemido o tesão Antes da reza da vela novena o fervor Antes do corte do sangue castigo a paixão Antes da bula da cura unguento a dor (musicada por Iso Fischer)
  • 283.
    Letristas em Cena 283 GENTEÉ SÓ GENTE Gente é coisa que vive e que sonha canta, se espanta, também chora e ri Às vezes faz cada coisa medonha gente é só gente Facada, porrada, entulho, bagulho de tudo um pouco a gente “temos” por aqui Criança, cachorro, vingança, barulho e o que a cidade despejar: “tamos aí” No fundo do lixo se cata algum sonho papel de bala, algum retalho de cetim Retrato do artista, bonito, risonho Beijo na boca, gosto bom, quero pra mim Gente é coisa por demais de barulhenta nem bem chega vai tomando o seu lugar Vem aos montes: vem de dez, vinte, cinquenta Vai chegando e já começa a se instalar Venho seguindo o rastro da esperança venho de onde o sonho já secou Trago uma enxada, a trouxa e a criança deixo pra trás o que já se acabou Gente às vezes vira coisa trabalhosa quer comer, quer ter lugar onde morar E tem pressa, quer emprego, quer escola se faz frio teima em se agasalhar (musicada por Rosi Greca. Espetáculo teatral “Vila Paraíso”)
  • 284.
    Coletânea de LetrasMusicais 284 GERMINAÇÃO Para Paula Santoro Há muito tempo sabe quem semeia a espera necessária para o novo grão brotar O tempo de uma estação um tempo é de plantio um tempo de cuidado O tempo certo de colher saberes de um lavrador Num tempo de paixão, de lua cheia plantamos a semente que brotou do chão de nós um tempo de gestação um tempo de plantio um tempo de cuidado No tempo certo se colheu o fruto da nossa voz E cada melodia, então que vem de nós, do coração é feito uma oração assim, no mundo, a sós o tempo e a nossa voz (para melodia de Sérgio Santos)
  • 285.
    Letristas em Cena 285 GUARATUBAMATUPÁ CARANDIRU Ei, tem alguém aí que saiba tupi-guarani? Que possa me esclarecer me fazer compreender que poder tem esse som de macabro, estranho tom que de noite me desperta de pronto me põe alerta me invade furioso a noite e me lanha feito açoite me faz chorar e ganir não me deixa mais dormir Ei, tem alguém aí que saiba tupi-guarani? (musicada por Marcos Leite)
  • 286.
    Coletânea de LetrasMusicais 286 IEMANJÁ Deusa das águas, dos sais dos fevereiros, das flores, cristais Todo o mistério dos teus ancestrais Salve rainha dos iorubás Nossa senhora, nos mostra os sinais Que os navegantes retornem ao cais Bendito o peixe que o homem nos traz este vinho, este pão nossa consagração Iemanjá mãe amorosa do homem do mar eu te ofereço o teu branco manjar e sete ondas em tua intenção Que a esperança não morra jamais Nossa oferenda, tua procissão Adentra os mares e tu reinarás nos oceanos e no coração Rituais Abre os caminhos espirituais Sejam felizes os nossos finais Derrama, enfim, sobre nós tua paz (para melodia de Måns Mernsten)
  • 287.
    Letristas em Cena 287 INCESTO Ai,menino não vês que te vejo franzino menino escondido a espiar Água ligeira levou meu suor e poeira (Lambe-me a pele) Saciada de rio te aninho em meu peito Tem cheiro de mato teu casto desejo Ai, vês esta blusa molhada gruda-me ao peito sufoco (Menino, menino, menino tiras-me o ar) Ai, de frente para o sol caminho Volto pra casa poente (Me queimam as coxas teus olhos de anjo) Menino, menino, menino volto amanhã
  • 288.
    Coletânea de LetrasMusicais 288 te espero, menino pequeno, franzino menino aí escondido a me espiar (musicada por Lydio Roberto)
  • 289.
    Letristas em Cena 289 IONAH >>>Jonas,Ionah, Pomba Jonas, Ionah que traz essa pomba trancada no peito Deixa voar a pomba, Ionah Pomba presa só arrulha Pomba no chão anda tão desengonçada Solta a pomba, Ionah que ela nasceu pra voar (musicada por Cris Lemos)
  • 290.
    Coletânea de LetrasMusicais 290 LADAINHA Tanta reza e pouco santo pouco santo e tanto andor andorinha já não canto e atiraram no cantor Trago em meu peito pagão tão profana ladainha notícias de um outro chão outro céu, outra rainha Loucura alheia é bobagem então eu fico com a minha pego o meu terço, puxo a reza te acompanho na oração eu me ajoelho ao teu lado na capela da canção A ternura, fragmento sonho mútuo, a paixão a costura, o remendo inconsútil coração trago nos olhos de mar imagens de despedida recados mudos de amor miragens, cacos da vida Loucura pouca é bobagem ando assim tão distraída solto os cabelos, pinto os lábios me perfumo de loção
  • 291.
    Letristas em Cena 291 deitoao teu lado sobre a relva tão macia da canção (musicada por Tavito)
  • 292.
    Coletânea de LetrasMusicais 292 LARINGE >>>uma canção para Sueli Costa “..você sabia que ela não tem cordas vocais? A voz dela vem direto do coração... Toninho Spessoto Que voz é essa? De onde vem que me penetra de onde sai que é tão bonita tem que dom que me possui? Vem de que gruta esse eco que se escuta oceano que se agita foz de um rio que por mim flui? Não hão de ser meras cordas vocais não pode ser uma simples canção Nó na garganta, dores viscerais verte, ostinato, a voz do coração vem recendendo a remotos quintais vai me prostrando em total devoção Com qual lembrança se alimenta esta criança se apaixona esta donzela me acalanta esta mulher? Ventre da terra ancestral que em mim se enterra Dói em mim a dor que é dela desfolhado malmequer
  • 293.
    Letristas em Cena 293 Nãopodem ser meros gestos banais nem este canto uma coisa de atriz Amores vêm e vão pra nunca mais Meninos nos alargam os quadris São luas, sóis, sangramentos mensais é de onde brota essa voz-cicatriz (musicada por Tato Fischer)
  • 294.
    Coletânea de LetrasMusicais 294 LILIUM TIGRINUM >>>um tango homeopático É como um fogo, minha pele se incendeia mãos invisíveis que me empurram para o chão Me sinto a ponto de parir meu próprio ventre e me seguro, me contenho, e retardo a combustão Dentro do peito, espremido, bate enfermo coração enquanto as águas da loucura ameaçam me afogar Quanto mais penso, mais deliro. Quanto mais tento nadar a correnteza faz em mim aluvião E então mergulho, e me escorro, e me acabo nesta luxúria que me deixa por um triz e nesse vinho de lascívia me embriago outra volúpia chega insana, torturando meus quadris. E sem socorro, sem perdão, no fogo eterno há de queimar minha carne espúria, meu tormento, meu calvário e paixão Louca vertigem, rodopio, negro abismo, danação Não haverá nem o consolo de uma piedosa mão Então durmo e me acordo de noite esta noite é tão longa tão longa é a vida Ah, quero um sono sem sonho ou um sonho sem morte uma morte sem dor
  • 295.
    Letristas em Cena 295 Chorominha trágica sorte à deriva, sem porto qual sacrário do mal Ai, tenho medo da morte eu que abrigo em meu corpo doença fatal Mas chega o dia, penso em descansar um pouco e outra vez vem a loucura, a opressão e este desejo a atormentar meu pobre corpo tão exausto, dolorido, tão sozinho, tão pagão Inda uma vez o meu delírio recomeça Meu Deus do céu, há tanta coisa tão urgente pra fazer moto contínuo, ferro em brasa, tenho pressa, tenho pressa Acho que só vou descansar quando morrer (musicada por Iso Fischer)
  • 296.
    Coletânea de LetrasMusicais 296 MEU LUGAR Meu lugar é permanente movimento caminhada de uma estrada, direção transeunte marginal do pensamento essa estrada: espaço, tempo, duração andarilho, qualquer trilho, um só momento sentimento é o mapa do meu coração Quando chove, na enxurrada eu faço lama Quando estia, terra seca, eu como pó De verdade só me dou a quem me chama no silêncio eu me calo, fico só Leio as linhas das sulcadas mãos do tempo ganho a estrada antes que o sol acorde a flor Fogaréu vai consumindo o sofrimento água limpa, correnteza leva a dor ventania carregando o intento dos desertos do meu peito desertor Vou seguindo, pé na estrada, mundaréu qualquer dia é o dia certo de chegar entre o barro e esse imenso azul do céu eu habito o mundo inteiro, o meu lugar (musicada por Lucina)
  • 297.
    Letristas em Cena 297 MEUSEGREDO Dentro de mim tem um segredo que já não posso mais guardar Uma semente vem crescendo um dia desses vai brotar Ai, meu deus que medo Ai, meu deus, que lindo dentro do segredo um nenê vem vindo Dentro de mim uma usina fabrica a vida sem parar vai construindo uma menina ou um guri pra eu ninar Dentro de mim o meu segredo Dentro de mim a minha usina Dentro de mim, escuro medo e um clarão que me ilumina (musicada por Rosi Greca. Espetáculo teatral “Vila Paraíso)
  • 298.
    Coletânea de LetrasMusicais 298 MODINHA Pra te ver sorrindo pintei meu rosto pálido Inventei madrigais Como um menestrel, cantei pra sacada do teu doce e triste olhar Me fiz poeta, um bardo só louco trovador Compus uma canção e bordei a tua vida de poesia e luar Ah, quanto poema que eu fiz água de cântaro Uma rede teci Ao entardecer, então na varanda eu ficava a te embalar Um cajueiro, mandei buscar Uma estrela azul Um sol, um rouxinol e por fim tu me sorriste e de alegria eu chorei Hoje, levas pra outro lugar toda a ternura e o riso que te ensinei Vais saindo devagar Deixa o rastro do teu cheiro Levas o teu matinal frescor levas teu corpo, teso cajueiro Vais riscar um outro céu estrela tão cadente
  • 299.
    Letristas em Cena 299 poentedeste amor Sai, mas pisa leve Oh, vai, segue viagem Deixa o teu cobertor e recolhe a rede, vês? pode ser que mais à tarde vá chover Desliga a luz, fecha a janela apaga esse sol Me escorre a maquiagem do olhar e de tristeza, com certeza, eu vou chorar E faz calar o rouxinol (para melodia de José Eduardo Gramani)
  • 300.
    Coletânea de LetrasMusicais 300 A NAVE Quem sabe de tanto te ver partindo invento um continente no meu peito Um cais de onde te acompanho, ao largo qual nave a se desgarrar Voltar pra casa, uma vez mais sozinho limpar a sala, despojar teus restos Me embriagar, dormir, ir me perdendo na Atlântida do teu olhar Qualquer dia destes sei que, enfim, acabas por Voltar com ares de quem nunca foi Trocas os móveis todos de lugar te asilas, como quem vem pra ficar esqueces toda a precisão do navegar Me agitas corpo, senso e coração repartes riso, gozo, leito, pão Consagras tudo o que há de mais profano em nós Mas outro vento bate e te carrega em busca de outro continente. Vais novo oceano atravessar, sem volta na imprecisão do existir seguindo a sina de outras naus, naufragar (para melodia de Érico Baymma)
  • 301.
    Letristas em Cena 301 ONDEOS ANJOS NÃO OUSAM PISAR Equilibrista na beirada do abismo quem sabe caia, ou talvez vá voar Noite cerrada, ferro, fogo, batismo anjo nenhum vai conseguir me escorar -Vai com açúcar, ou prefere adoçante? (Anjo da guarda não se arrisca a provar) Nada a perder nada a ganhar Enlouquecer ou delirar E eu ainda insisto em andar onde os anjos não ousam pisar Na matinê morro de tiro ou de tédio Se Deus morreu, quem é que vai me enterrar? Prefiro o brilho do meu próprio remédio Anjo da guarda se recusa a olhar -A camisinha você trouxe, meu bem? -Deixa, meu anjo, que eu não vou gozar Nada a perder... Alma vazia, vendi todos os móveis levei na troca pó de pirlimpimpim Luz na neblina, solidão, automóveis molhado asfalto das esquinas de mim Abandonado por meu próprio destino buscando um rumo pra seguir sem pensar Dentro do peito, agonizando, um menino
  • 302.
    Coletânea de LetrasMusicais 302 que se perdeu porque não soube chorar Se não tem cura, eu toco um tango argentino olhando o anjo que não sabe dançar Nada a perder... Onde eu ando sem ter que pensar nenhum anjo consegue voar (musicada por Zé Rodrix)
  • 303.
    Letristas em Cena 303 ORIGAMI PURA OBRA DOBRA DURA DURA DOBRA SÓFI GURA DES DOBRA BRA DO DES EJO SEM CURA (musicada por Iso Fischer)
  • 304.
    Coletânea de LetrasMusicais 304 PENÉLOPE Penélope pelo avesso retomo meu bordado verde-água enquanto espero serena que meu amor na distância vá avesso se esfume em mar de aquarela (musicada por Indioney Rodrigues)
  • 305.
    Letristas em Cena 305 PLATIBANDA >>>tuamão e a beleza Casa vazia e a solidão o silêncio, estranheza Eis que chega teu sopro espantando a tristeza ...muda contemplação tua mão e a beleza e no teu eco benfazejo um afeto de silêncio delicado desejo Como o de um beijo que ficou pra depois pra nunca mais, ai... e nesses mesmos corredores já não estás Tardes iguais vitrais iguais não mais ...ave de arribação Teu olhar na vidraça O tempo escorre e a memória nunca passa feito o rastro de uma asa uma estória Como os três pássaros voando no azul frios do sul, ai... Calores vindos de outro sol de um outro verão
  • 306.
    Coletânea de LetrasMusicais 306 Uma canção a mão canção (para melodia de Kim Ribeiro)
  • 307.
    Letristas em Cena 307 POEMODA Parao maestro Marcos Leite ‘teve aqui colibri Mi, do, fá sabiá Na beira de um compasso desejo dorme, lasso jazz encantado Semitom tom pastel Clave sol girassol Mina d’água da paixão lava mágoa numa canção Pura magia carpintaria Magia pura bordadura
  • 308.
    Coletânea de LetrasMusicais 308 POR ONDE ANDARÁ? Por onde andará? Será que perdi a fé que eu já fiz num mundo melhor na chance de a gente ser feliz? Por onde andará? Voou para o céu? Alguém me roubou? O sonho acabou nas cinzas de um carnaval cruel? Talvez desabou na esquina de Manhattan ou foi pra Bagdá Estava lá na Espanha esperando o metrô a bomba explodiu Num morro qualquer morreu no Brasil Brincando no mar sarongue de flor a onda engoliu Quem viu? Por onde andará? Seguro forte a mão da alegria a canção Remendo esta fé Por onde andará? Alguém me arruma um sonho pra sonhar? (para melodia de Rubens Nogueira)
  • 309.
    Letristas em Cena 309 PRASEMPRE SERÁ Como saber, imaginar? A vida veio me chamar Segui sem nem virar pra trás, nem vi os olhos teus nem reparei, me distraí Eras meu deus e eu te perdi e nos perdemos nós de nós Se desprendeu da nossa voz uma cantiga, um acalanto um pássaro Eu deixei o teu colo pra num voo solo me lançar Me desgarrei do teu cais, pra nunca mais Fora do ninho, fazendo meu próprio caminho, me perdi não encontrei mais as pistas pra voltar Em cada torto amor, teu cheiro fui buscar louca de solidão, foi tanto abraço vazio frio estio Era tão bom hoje é lembrar O tempo veio te buscar Teu delicado coração na minha voz seguiu batendo Se era tão bom sempre será A tua estrela a me guiar
  • 310.
    Coletânea de LetrasMusicais 310 O nosso canto a me embalar, ninar A vida chama e para a frente a gente vai Se era tão bom pra sempre bom inda será O que foi bom tão bom inda será pra sempre sempre (para melodia de Lydio Roberto)
  • 311.
    Letristas em Cena 311 PRAIADO FUTURO Outro dia na praia, muito sol, a tarde inteira ´tá calor, eu me escondo numa sombra de palmeira É o Brasil que me abraça, eu já sei que aqui é o meu lugar Esta terra bonita é da cor da bananeira Muito verde e amarelo vão pintando na bandeira O futuro chegando, é pra hoje ou amanhã Enquanto espero vou mordendo a maçã Só não deixar entrar areia Vem, vem namorar, mulher rendeira E o coração bate como um telecotecotecoteco...... (para melodia de Måns Mernsten)
  • 312.
    Coletânea de LetrasMusicais 312 PRAZO FINAL Tanta providência pra tomar tanto a fazer tanta prateleira a organizar disco pra ouvir livro pra ler O tempo corre depressa a vida passa ligeira Como posso parar? não há tempo a perder Tanta samambaia pra molhar filme pra ver fotos da viagem pra colar ir ou não ir ser ou não ser Tudo pra ontem, com pressa já não há nada pra agora e amanhã tudo já se desmancha no ar Ligeiro, depressa Meu Deus, pra que tanta urgência se a lei, a fé e a ciência garantem que tudo vai passar Passa o momento, passou a vez, quem foi pra Portugal perdeu a vez de colher a fruta fresca no quintal Um cheiro, paisagem a vida é mera viagem licor pra saborear
  • 313.
    Letristas em Cena 313 emtaça bem fina de cristal Rico bordado, miragem, colorido de vitral fim de novela com beijo apaixonado no final (para melodia de Cláudio Menandro)
  • 314.
    Coletânea de LetrasMusicais 314 QUATRO ACALANTOS >>>da semente >>>I. Acalanto da Terra Chegou a noite, dorme meu curumim Lá vêm os silfos, duendes do jardim Vem, salamandra Iara, vem acalantar o sono do neném Pastor, ovelha abelha, mel musgo, nascente nuvem lá no céu >>>II. Uma canção para Clara Clara pedra tão rara olhos azuis Clara pedra tão rara gema de um ovo prenhe de luz >>>III. Acalanto do Céu Miguel, Metatron, arcanjo Gabriel todos os tronos, anjos lá do céu espraiam luzes, logo já vêm acalantar o sono do neném Traz um perfume favo de mel Facho de fogo anjo Rafael
  • 315.
    Letristas em Cena 315 >>>IV.Mais uma canção para Clara Clara recaptura minh’alma cansada na fundura pura de tua mirada (para melodia de Angel Roman)
  • 316.
    Coletânea de LetrasMusicais 316 A QUEM INTERESSAR POSSA Cansei de conversa cansei do futuro do medo do escuro do ponto sem nó Do fio da navalha do chove não molha da espera do esquife - paciência de Jo Sem missa, sem reza sem gafe, sem grife sem múltipla escolha sem chá de cipó Sem deus que me valha cansei da ribalta é hoje, sem falta que enfim volto ao pó Não me venham de novena de prozac, cibalena não me chamem à razão Não me enterrem na lapinha não me cantem ladainha ninguém me segure a mão Não gravem o nome dela naquela fita amarela leiloem meu coração não me venham de bondade
  • 317.
    Letristas em Cena 317 ecumpra-se a minha vontade: queimem meu violão (musicada por Sonekka)
  • 318.
    Coletânea de LetrasMusicais 318 ROWENA Raio rosa, ternura, perdão deusa fêmea brotando do chão ressuscita entre nós compaixão e amor rosa mística, dama entre as damas Neste templo de tantos portais num crepúsculo que é pura cor recostura entre nós tua paz faz de nós guardadoras da chama Num milagre traz nova Aurora na manhã de sol novas razões de magia Ah, rosário de alegria, rainha a triunfar a nascente da poesia esplêndida dama deste lugar Raio rosa, ternura, perdão faz, então, feminino este chão e que o sangue vertido na Terra fecunde entre os homens a tua Paz (para melodia de Gerson Bientinez)
  • 319.
    Letristas em Cena 319 SALVERAINHA DE TAMARUTACA Justo hoje, logo agora, você some deste jeito O circo pegando fogo, e eu aqui no picadeiro Mundo todo se acabando, e por cada beco estreito te procuro em todo canto, em toda parte, o dia inteiro Atiraram no menino, mãe gritando pela rua Derrubaram minha porta, arrancaram minha roupa Que me vale nesta hora suspirar olhando a Lua? Tão inteiramente nua, tão inteiramente louca Se parar o bicho come, que se salve quem puder Se vacila o bicho mata, se correr o bicho estupra De que vale nesta história ser assim tua mulher herói que fica invisível na hora da força bruta? De que vale ser teu anjo, teu amor, tua princesa? Me jurou que do teu lado nada me faria mal Me livrava bem depressa da polícia e da tristeza Madrugada e eu te encontro numa nota de jornal Sobremesa em tua cama, soberana em tua mesa e reinando em teu barraco, ‘tava salva a minha pele Numa fila da agonia, numa fila da pobreza de manhã te reconheço na gaveta do IML Luto de mulher viúva, raiva de mulher largada Pra onde foi o meu amor? Ninguém sabe, ninguém viu Dor de mulher de bandido pela sorte abandonada Lá vai a Maria Louca pelas ruas do Brasil (musicada por Rubens Nogueira)
  • 320.
    Coletânea de LetrasMusicais 320 SAMBA DA BÊNÇÃO No. 2 Vai, meu amor e deixa no toucador o anel que tu me deste vai, de uma vez, por favor ser feliz em Budapeste Vai, meu amor abre mão da minha estima nunca fui a flor de lis me perdoa a pobre rima: vai ser feliz em Paris Vai, meu amor vai com Deus, me deixa aqui limpando minhas gavetas clareando meus desvãos vai com Deus, já te esqueci corre atrás dos teus cometas me deixa aqui c’os meus chãos Vai, meu amor desocupa o meu regaço des-habita este meu canto vai dançar no teu compasso que o meu samba eu garanto
  • 321.
    Letristas em Cena 321 SANCTUS Santoé o Senhor por meus exércitos olhai meus inimigos destroçai sangrai quem for cordeiro Braço vingador enchei de ouro meus porões ouço troar vossos canhões na Terra inteira Cantos de louvor hei de entoar ao Criador vossa justiça derramai pra além desta fronteira Dai-me um sono bom penas de ganso, um edredom minha cabeça a repousar no travesseiro Dente por dente é minha lei mesmo caolho, desta terra já sou um rei tua cabeça na bandeja sirvo fria a quem vier jantar Bem menos chora quem lucra mais Rei que se preza estupra, estripa a pomba da Paz ira de santo, ajoelhou? Agora reza. (para melodia de Rafael Altério)
  • 322.
    Coletânea de LetrasMusicais 322 SANTOSHA, CÉU AZUL >>>um samba pro Walter “aquele que se contentar, com o simples contentamento viverá sempre satisfeito” (Tao) Tua risada tá pelo ar serenamente ecoa de norte a sul Tão claramente dá pra espiar tua alegria, nesga de um céu azul Hibridamente como a canção tua semente rompe do chão o grão o chão e então... A tua história não terminou ‘inda percute, soa, ressoa assim Nitidamente dá pra se ouvir pois a memória inventa um viver sem fim Então, meu nêgo, sinto dizer que aquele amor jamais se acabou pois se é amor é nunca acabar e agora? Se todo amor é coisa de bamba se todo tango acaba é em samba, então o grão o chão
  • 323.
    Letristas em Cena 323 amão... Tua risada, assunto de azul a tua voz, assunto pr’um violão Tua ciência, germinação tua semente, assunto pra minha mão Então, meu nêgo, sinto dizer que aquele amor jamais se acabou pois se é amor é nunca acabar vam’bora Se todo amor é coisa de bamba se todo tango acaba é em samba, então o grão a mão violão canção e então... Sem carpideira, capinador Sem saideira, semeador Tua partida, parto sem dor... (tua risada, assunto de azul/ tua semente, assunto de chão.......) (para melodia de Rubens Nogueira)
  • 324.
    Coletânea de LetrasMusicais 324 SEREIA E MARINHEIRO Era uma sereia pós-moderna tinha um canto distraído levemente atonal Linda imagem, um olhar meio nouvelle lisa, fria pele vaga musa de Truffaut branca ao sol do Arpoador Ele navegou os sete mares tinha sete mil moradas nenhum porto pra voltar Nunca, antes, tinha ouvido tais cantares Foi ficando ali louco para se encantar Mal podendo acreditar um sonho, um cais, ah... Reza a lenda que em estória assim há um naufrágio no final Tormenta, vendaval Adeuses, nunca mais amante a soluçar destroços, areais Mas Novo enredo num’outra versão aqui se acha um bom final A força da paixão
  • 325.
    Letristas em Cena 325 amansao temporal Não há mito ou quebranto que resista e o conto vai ganhando um outro encanto tanto canto E foi um afeto tão bem-vindo que na tarde de domingo lá no Outeiro vão casar Casamento de sereia e marinheiro foge do roteiro Vai virar um musical happy end, coisa e tal com um beijo no final (para melodia de Emerson Mardhine)
  • 326.
    Coletânea de LetrasMusicais 326 SETE ARCANJOS para José Castello ‘...cada coisa na Terra recebe um nome. Uma cadeira não pode ser chamada de peixe, e um peixe não pode ser chamado de vinho... Antes de compreender, é preciso ver...’ Artur Bispo do Rosário Vou costurar no meu manto esta flor última flor deste canteiro Brotos de um chão derradeiro o barro, o santo e seu andor Hei de cumprir a missão que meu pai me confiou nesta existência viver na fé, dar ciência de cada objeto que se vai Sapato, pedra, urinol chapéu, caneca, haldol um muro pra cercar teu pomar Navio, saco, facão tijolo, certidão que tudo está pra se acabar Sete anjos levando pro céu memorial da criação (para melodia de Renato Lucce)
  • 327.
    Letristas em Cena 327 SÓ Olho pelajanela Tão triste espero te ver voltar Órfão do teu carinho só a saudade é que vem me abraçar Choro a tua ausência tão machucado meu coração Dor em pura essência que se transporta numa canção Vento na ramada sopro de flautim diz à minha amada pra voltar pra mim Oh, namorada vem me buscar seca o meu pranto e vem me agasalhar Manda uma estrela pra me guiar
  • 328.
    Coletânea de LetrasMusicais 328 neste deserto do meu penar Lembro daquele beijo Nosso desejo botão de flor Juras Sol de setembro Sonhos, ternura Versos de amor Triste valsa da vida Chegou o tempo e te levou Ah, quanta lembrança Vaso vazio que me restou Chuva na vidraça dor que não tem fim Outro dia passa faz outono em mim (para melodia de Iso Fischer)
  • 329.
    Letristas em Cena 329 SOBA LUZ DO SOL (versão de “Everibody loves the sunshine”, de Roy Ayers) Minha vida, minha vida sob a luz do sol Todo mundo ama a luz do sol, luz do sol Vamos nos deitar sob a luz do sol, luz do sol Pegar uma cor nessa luz do sol, luz do sol Paz e amor sob a luz do sol Abelhas sobre as flores o mel e tantas cores Somente beija-flores beijando seus amores Sinto o que eu sinto, o que eu sinto, se eu estou sentindo sob a luz do sol Faço o que eu faço, o que eu faço, se eu estou fazendo sob a luz do sol
  • 330.
    Coletânea de LetrasMusicais 330 TARDES >>>o encontro das águas O meu homem é tão quieto tão contido, recatado Um cavalheiro discreto um calmo rio espelhado Quem o vê, assim, da beira não consegue imaginar caudalosa corredeira que se encontra com meu mar O meu homem se transforma em toques se multiplica em licores se entorna e mansamente me habita Refinamentos tamanhos Nosso amor, enquanto dura tem incenso, espumas, banhos tem requintes de ternura As águas assim se irmanam siamesas, misturadas Correntezas que serenam as doces e as salgadas E o dia prossegue, lento enquanto, morna, me enlaço no parado movimento do nosso redondo abraço (musicada por Felipe Cerquize)
  • 331.
    Letristas em Cena 331 TIOCHICO Aqui, onde quis a vida que eu soubesse da tua morte minhas poucas lágrimas puderam se misturar ao curso do rio que corre, veloz na direção da própria foz Aqui, neste mato onde os tucanos vêm pousar tua alma de pescador chega com o anoitecer esmaece a paisagem alvoroça os passarinhos e serena a minha dor (musicada por Cláudio Menandro)
  • 332.
    Coletânea de LetrasMusicais 332 TOADA DO DESAPEGO Para Consuelo Não chora, não Tanta coisa entre o céu e este chão é mistério demais, pra nosso vão saber São caminhos demais, são graças a granel a beleza é irmã da dor é fulô que cai do céu de repente vem a tempestade Não chora, não Te ofereço meu colo e esta mão eu te abraço outra vez, me deixa te acolher Cada flor que partir, é flor que vai pro céu A tristeza é irmã do amor uma reza ao pé do andor dessa missa não sei a metade Deixa que vá pra casa do azul morada O que tem de ser, será será virá na vindoura fulô Não... não chora, não Pouca filosofia mas te escoro no amor Te ofereço meu colo e te acolho outra vez
  • 333.
    Letristas em Cena 333 Asade borboleta casa azul que se fez flor de um outro canteiro Eu te abraço outra vez
  • 334.
    Coletânea de LetrasMusicais 334 TRABALHO DE PARTO COLEGA Pra que botar filho no mundo se a gente nasce pra penar? Mais um José, Carlos, Raimundo rimando sem solucionar PROFETA Gerado em cima desse lixo ao lixo há de retornar Comendo restos, feito um bicho Mais uma boca a sustentar E esta menina pecadora em dores vai se arrepender de ser tão fraca, ser tão tola pois todo o sangue tem poder A.V.P. O que vai ser da minha vida? O que vai ser, diga pra mim? DOUTORA Vai ser trabalho, muita lida Vai ser trabalho até o fim Dá pro teu filho proteína leite de peito, a tua mão Dá livro, amor, teto, vacina
  • 335.
    Letristas em Cena 335 podesgerar um cidadão CORO Não há história que não se possa mudar não há destino que nos faça ser iguais Tem tanta dor, tem tanta flor pra se plantar Dia após dia, a vida sempre sabe mais POLÍTICO Se você já tem dezesseis sabe seu nome assinar lembre daquele que levou a cesta básica ao seu lar Vou te arranjar parto sem dor pra tua casa mais cimento pra este futuro eleitor a certidão de nascimento A.V.P. Dentro de mim o meu segredo Dentro de mim a minha usina Dentro de mim, escuro medo e um clarão que me ilumina CORO Não há história que não se possa mudar não há destino que nos faça ser iguais Tem tanta dor, tem tanta flor pra se plantar Dia após dia, a vida sempre sabe mais
  • 336.
    Coletânea de LetrasMusicais 336 ARTISTA E se você vê a beleza Se tem dois olhos de enxergar Pra cada instante de tristeza tem um poema pra falar Tem duas mãos, a ferramenta tem a vontade de lutar Tem uma fé que te sustenta tem novo sonho pra sonhar CORO Não há história que não se possa mudar não há destino que nos faça ser iguais Tem tanto lixo, tanto pra se transformar Dia após dia, a vida sempre sabe mais IFIGÊNIA Pois já disse João Cabral eu repito com alegria “bela como a coisa nova na prateleira até então vazia bela porque o novo todo o velho contagia” CORO Tem solidão, tem tanta mão pra segurar dia após dia a vida sempre sabe mais Tem tanto escuro, tanto medo pra enfrentar
  • 337.
    Letristas em Cena 337 diaapós dia a vida sempre sabe mais Tem tanta flor e tanta arma pra lutar dia após dia a vida sempre sabe mais (musicada por Rosi Greca. Espetáculo teatral “Vila Paraíso”)
  • 338.
    Coletânea de LetrasMusicais 338 TRÊS IRMÃOS Eram três meninos três corações e o chão do Brasil Eram três destinos: sonho, canção, o traço-fuzil Nunca se viu antes, nunca uma história assim Três irmãos de sangue de um ventre só paridos pra ver nascer brotar se abrir a flor, e partir Eram zeferinos três cavaleiros e um só sertão Eram três cristinhos e um só martírio a cruz-transfusão Nunca se viu antes, nunca uma história assim Três irmãos de sangue, de um ventre só paridos pra ver nascer romper brilhar a estrela, e morrer Eram pixotes, quixotes, a dor e a risada,
  • 339.
    Letristas em Cena 339 Brasilsem fome, a Graúna, tantas melodias e nunca houve quem fosse desta pátria amada tão justamente chamado de filho gentil O chão violão paixão milagre ressurreição Henfil se fez flor o Chico, canção Betinho virou pão (para melodia de Rubens Nogueira)
  • 340.
    Coletânea de LetrasMusicais 340 TRISTEZA MIÚDA Chuva cai no meu chapéu mais parece brincadeira do céu cai, miúda, devagar se eu não tomar cuidado inda vai me molhar A tristeza chega assim de mansinho, lá do fundo de mim dá vontade de chorar se eu não tomar cuidado inda vai me afogar Quem não tem a saudade do amor de alguém do momento em que o coração se entregou à paixão? Vive assim a memória do que passou tanta história que começou e que teve seu fim Riso e dor são dois santos do mesmo andor pelo sim, pelo não deixo limpo meu chão pra plantar a semente da flor de outro amor (para melodia de Måns Mernsten)
  • 341.
    Letristas em Cena 341 AÚLTIMA CANÇÃO >>>carta do Brasil ‘tá fazendo frio no Sul do Brasil no Norte do mundo chegou o verão A cantora espera já aqueceu a voz é primavera na canção e em nós Nossa mão nossa voz Nunca mais nós fomos sós Belas melodias quanto vai e vem muitas alegrias lágrimas também Recebe o afeto minha gratidão dicionário, alfabeto, coração Pra dizer que valeu! (para melodia de Mats Ingvarsson)
  • 342.
    Coletânea de LetrasMusicais 342 UM DUETO velho compositor: Amigo moço, venha cá, leva um recado o inventário de um velho coração leva ao futuro esta colcha de retalhos restos de um sonho, fragmentos de uma canção Leva esta vela, vai ligeiro, pé na estrada cuida do fogo, que ele está só por um fio pelo caminho vai juntando essa moçada não deixa nunca que se apaga esse pavio jovem cantor: Meu velho amigo compositor artesão da canção popular Como se chama essa chama? O nome dela, essa vela? Pode-se vê-la, essa estrela? Cabe na mão tal paixão? velho compositor: O candeeiro a tua mão vai inventar outra costura, um novo sonho, outra paixão Nova bandeira, outra fronteira Mas sobreviva, na tua voz, minha canção jovem cantor: O candeeiro a minha mão vai inventar outra costura, um novo sonho, outra paixão Nova bandeira, outra fronteira
  • 343.
    Letristas em Cena 343 Massobreviva, na minha voz, tua canção velho compositor, jovem cantor: Mas sobreviva, em nossa voz, esta canção a mesma canção (musicada por Iso Fischer)
  • 344.
    Coletânea de LetrasMusicais 344 VAGA NAVEGAÇÃO Pouso de leve em tua mão este meu coração de asa quebrada sangrando, triste sem ter ninho pra voltar Faz que repouse em mim, então essa tua razão, também cansada teimando insiste em querer explicar Gestos, planos jamais olhar pra trás Nossa intenção de paz teu calor, meu frio, temperando a solidão Cegos, vamos sem muita direção Vaga navegação O meu cheio em teu vazio entorna o coração Desata tanta amarra assim deixa a vida seguir pelo seu trilho Abre tua comporta, enfim deixa o amor fluir, leito de rio Vem sossegar em mim o desvario Vem acender o fogo, aqui faz frio (para melodia de Alexandre Lemos)
  • 345.
    Letristas em Cena 345 VAISABER? >>>Rubão heart´s blues Também, quem mandou nem pensar, se atirar sem medir pra onde ir, coração? Ninguém te ensinou a expirar todo o ar pra sorver nova inspiração? Breve vão na paixão: um repouso na palpitação. Sossegar, afrouxar: semitom nessa afinação. Se foi por falta ou por excesso, vai saber... Talvez por gana ou por cansaço de viver, errou o passo, atravessou no compasso.
  • 346.
    Coletânea de LetrasMusicais 346 Não, assim não, coração. Deixa a corda afinada, no tom. Pra tocar, coração, mais além, pra outro amor que inda vem. (para melodia de Rubens Nogueira)
  • 347.
    Letristas em Cena 347 VALSADE CONSTANÇA (a partir de versos de Alphonsus de Guimaraens e San Juan de la Cruz) >>>Valsa de Constança I Alphonsus: Mãos, tão brancas mãos como rosas primeiras de um Jardim são flores tão fugazes, rosas passageiras Mãos cruzadas, véu no rosto, como noiva a amada vai partir e assim se ausenta de mim Tão medonha noite cai sobre minh’alma, anoiteceu Ah, morte que apartaste a amada e seu amor O meu coração assim tão magoado inda teima em bater descompassado de dor >>>Valsa de Constança II Alphonsus: Tão escura noite cai sobre minh’alma, como um véu Ah, morte, que apartaste a amada e seu amor Este meu olhar assim desarvorado, insano, busca o céu dilacerado de dor Constança: Vem, amado vem, descansa teu penar Vem pra sempre no meu peito se guardar
  • 348.
    Coletânea de LetrasMusicais 348 Alphonsus: Há quanto tempo espero para encontrar-te, amada mais pura que a alvorada mais alva que o luar No teu peito florido em meio às açucenas quedar-me adormecido da dor me descuidar Alphonsus e Constança: Noite escura, e tão escancarada Lua a nos guiar Ó noite, mais amável do que a alvorada Noite, que juntaste amado com amada entre o céu e o mar forjando um só coração (para melodia de Iso Fischer. Espetáculo teatral “Alphonsus de Guimaraens, o poeta da Lua”)
  • 349.
    Letristas em Cena 349 VALSADO REENCONTRO >>>para Selma, dona da voz. Para Elba, dona da bolsa. E para João Carlos, dono da mão. Vaso se quebrou um cristal sutil toda água derramou e a flor seca... Sopro se esvaiu derradeiro jazz Univitelina dor não mais flor... Mas a vida é mais do que esse filme que se viu e esconde seus finais seus sinais deixa num canto qualquer numa bolsa de mulher na bagagem que ficou da viagem sem farnel Deixa o coração nascimento, explosão um rebento de papel testamento, parto, outro condão Vem brincar de pegador vem cá Vem pra me encontrar... Ressuscito noutra voz Cordão de nós
  • 350.
    Coletânea de LetrasMusicais 350 Ressuscito em tua mão Meu irmão No ventre da canção (para melodia de Victor Assis Brasil)
  • 351.
    Letristas em Cena 351 VALSAPARA HELENA KOLODY (a partir de versos de Helena Kolody) Olho a janela azul do teu olhar sereno e transparente espio a tua alma, misteriosa e calma esfinge eslava e adivinho histórias de amor, arroubos de paixão riso maravilhado, o amado, a febre e o tumulto do teu jovem casto coração Amor sereno se perdeu na funda noite estrelada secreto nome que ressoa em cânticos de devoção Folhagem de palavras ocultando assim a flor do coração Me embrenho nos teus versos, no rastro desta canção À sombra do teu voo sigo em busca do sol é sempre madrugada quando este é o caminho Nos beirais da vida em que fazes o teu ninho meu olhar pousa em oração Me olhas pelo espelho e teus olhos são os meus a dor perde seu gume, ó lúcida loucura Em ilhas interiores, neve resvalando, pranto a deslizar, cabelos de luar bendito para sempre seja o teu trabalho e a graça do teu ser Silente araucária, taça altiva erguida na intenção de Deus bebo tua resina, entre os verdes galhos teus (para melodia de Gerson Bientinez)
  • 352.
    Coletânea de LetrasMusicais 352 VERÃO Este sol Mil e quinhentas cigarras cantando Explosão de flores, cheiros e borboletas Manhã escandalosa Tanta beleza é violência Denúncia da minha solidão (musicada por O Zi)
  • 353.
    Letristas em Cena 353 VERSOSE QUINTAIS Atirei um verso n’água de pesado quase que afundou Se o amor me trouxe mágoa bem maior beleza me deixou O lamento tão sentido dos meus ais a tristeza de mãos dadas co’a alegria semeando tantas cores nos beirais: flor de maio, malmequeres, poesia O poema quando nasce se esparrama todo pelo chão Se o amor não me chegasse faltaria um bom motivo pra canção Tardes quentes que não voltam mais e a saudade no canteiro da memória renovada primavera nos quintais é assim que se reconta essa história (para melodia de Lydio Roberto)
  • 354.
    Coletânea de LetrasMusicais 354 A VIDA NÃO PODE ESPERAR Se todo artista tem de ir onde o povo está Se toda dor antes de mais nada dói no coração Reúne a troupe, vem comigo, vamos lá cantar a alegria solidária, o amor, a mão na mão Se em terra seca sempre brota a mais linda flor, e se o espinho é que protege a planta em qualquer chão Acerta o passo, vem comigo, seja como for harmonia no compasso, um canto cidadão A cura pra toda insônia remédio pra solidão Vem, não faça cerimônia me acompanha na canção que a vida não pode esperar que a vida não deve esperar (musicada por Lydio Roberto)
  • 355.
    Letristas em Cena 355 VOO Tuacama macia tua trilha sonora teu perfume discreto pairando no ar Me aqueceste no frio me esqueci de ir embora me ensinaste a canção pr´eu não desafinar Muito embora te amando eu preciso ir agora ´tá tão claro lá fora é a vida a brilhar Na dourada gaiola Já cansei de morar Estas quatro paredes teu amor exigente eu ´tou morta de sede ´tá ficando tão quente Tua ave canora precisa voar por favor, abre a porta eu preciso de ar Eu te guardo pra sempre no meu coração mas preciso compor minha própria canção (para melodia de Måns Mernsten)
  • 356.
    Coletânea de LetrasMusicais 356 XOTE DA MADEIRA Nem Dirceu nem Severino Aloísio, Genoíno nem um dono do destino Luiz Inácio ou Ribamar foi Marina pequenina acreana, essa menina cumpridora da rotina que salvou nosso pomar Tem tora de todo tipo e tanta cara de pau com a Marina morena ficaram todos de mal pois Marina de olheira se esqueceu do corretivo do batom, do pó de arroz mulé da lei da madeira não quis saber o motivo tirou lenha da fogueira não deixou para depois Mulherzinha tão bonita só com o que Deus lhe deu tão faceira, tão franzina encarou sem maquiagem o espelho da coragem nosso sonho reviveu Pois pra cada tronco podre pó de serra, compensado pra cada pau carunchado
  • 357.
    Letristas em Cena 357 umaimbuia há de brotar Se tem santo do pau oco tanto bandido no toco madeireiro ou caboclo que a esperança quer matar Marina da cor de canela floresça na flor que se viu caboclinha magricela é Marina tão franzina acreana, essa menina cedro-rosa, pau-brasil (musicada por Iso Fischer)
  • 358.
  • 359.
    Letristas em Cena 359 GILBERTTOCOSTTA Bolerando Da luz Garça Por um minuto 361 362 363 364
  • 360.
  • 361.
    Letristas em Cena 361 BOLERANDO Eudesenhei o seu rosto Por amor, por gosto, por mim Contemplei o seu corpo Por desejo, por nós, por tudo enfim Lhe convidei pra dançar A meia luz num cabaré Rosto colado ao meu O corpo estremeceu Ao lhe ver sorrir Num aceno um beijo pedi O coração eu lhe entreguei Meu amor me faça feliz Eu amei por encanto No entanto você é tudo pra mim Sonhei ao som de um bolero Meu amor soy loco por ti Lhe abracei por amar Fiz o mundo parar Seu corpo tocava o meu Bolerando num frenesi Pra lhe ver sorrir Uma renda em seu corpo despi Amei, enlouqueci Meu amor eu vivo por ti.
  • 362.
    Coletânea de LetrasMusicais 362 DA LUZ Luz, que ilumina o meu ser Paz de todo um viver Eu preciso de você Quero em mim o seu calor. Lá, bem na casa dos meus sonhos Ando tonto no meu canto Que até a lua por encanto Tão longe se pôs a chorar Luz, tanto- a tenho em meus versos Que até posso te cantar És Maria, és canção Suprema força em meu coração.
  • 363.
    Letristas em Cena 363 GARÇA Diantedos meus olhos Uma garça e um céu azul Me sinto capaz de te amar Os seus olhos me alcançam Lembrar você é tudo aquilo Que me faz feliz Um espelho d’água a luz do dia A noite está por vir Dá-me sua boca, vou dizer te amo O silêncio vai nos seduzir Não, não quero ir embora Fico pra te ver sorrir Sonhar, voar, alçar o céu azul Viver um infinito amor por ti.
  • 364.
    Coletânea de LetrasMusicais 364 POR UM MINUTO Esse amor que abrasa meu peito Porque amo demais O céu, a terra, o mar E a vida do meu lugar Canto na boca da noite Seus olhos tem a cor do luar É como a luz das estrelas É o beijo das ondas na areia do mar Vida me faça feliz Por um minuto qualquer Deixe esse amor por aqui Com tudo de bom que existir.
  • 365.
    Letristas em Cena 365 ISOFISCHER Acalanto de um velho-menino Alchimia Ambígua Bem mais Bendita música! Cantada Canto porque gosto Cento e oitenta graus A cor do meu amor De que reino sou rei? Desejo e afeição (afeto e paixão) Duas rainhas Eternamente... Hoje Luiza, Luiza A parceria Tão natural Um abraço Um negro na minha cama... 367 369 370 371 372 374 375 376 378 380 382 383 385 386 387 388 389 390 391
  • 366.
  • 367.
    Letristas em Cena 367 ACALANTODE UM VELHO-MENINO Bebo do vinho Seco, tinto Choro sozinho Nego, minto Quem me ensinou a ser tão só, e triste assim? Quem me convenceu de que a tristeza habita em mim? Onde o meu menino dorme dentro de mim? Ambos no espelho: O jovem, e o velho Nenhum brinquedo: -Mágoa, medo Onde se ocultou a inocência desse olhar? Quem modificou tua alegria singular? Chora, grita, deixa sangrar! Dorme, sonha de soluçar! Deixa tudo o rio levar... Dorme menino Meigo, lindo Sonha criança Triste, mansa Quem te abandonou entre as folhagens do jardim? Vem, me dá tua mão, pra que ficar sozinho assim? Deixa que este sonho te devolva para mim.
  • 368.
    Coletânea de LetrasMusicais 368 Velho menino Triste homem O teu destino Te consome Deixa essa criança amenizar o teu sofrer Deixa ela mostrar outra razão pro teu viver. Dorme, esquece, não chores mais. Nunca, nunca olhes pra trás Dorme, sonha com tua paz (melodia de Eduardo Franco)
  • 369.
    Letristas em Cena 369 ALCHIMIA (Hoccus-poccus) Euquero agora a força da Alquimia, Reter esse desejo que me arrasta E transmutar em ouro essa energia Que, nesse estado, assola, e me devasta Acumular a pulsação do instinto Acelerar sua energia interna Fazer da água doce vinho tinto Em vez do gozo, a plenitude eterna Mergulharei na noite que me envolve Para emergir ao sol do meio-dia A natureza tudo nos devolve Retransmutando em tudo a Energia Dessa maneira as coisas acontecem Nenhuma delas pode ser igual A teia vasta que os momentos tecem É uma infinita e múltipla espiral... (melodia de Iso Fischer)
  • 370.
    Coletânea de LetrasMusicais 370 AMBÍGUA Ambígua, escusa, A sua atuação é tão confusa Serena, nervosa, Me deixa o coração em polvorosa! Ardente, fogosa, Mas finge que não sente quando goza Dengosa, carente, Se dou-lhe o colo logo diz que é independente Me lembra uma rosa Que espinha, mas é bela e perfumosa... Palhaça, funesta, A lágrima se oculta por detrás da festa Altiva, arrogante, coitada, humilhada, É vítima da própria emboscada Intrusa e ausente, Me usa e abusa e quando eu quero diz que está doente Ambígua, formosa, malévola e bondosa... Que vício me aprisiona a esta louca poderosa? Pirado, impotente, tarado e demente... Que ganho me alimenta nessa relação doente? Confuso, vendado, babaca, assustado, maluco, obnubilado... Me vejo eternamente Tão desgraçadamente Maravilhosamente acorrentado... ...E ambíguo... (melodia de Iso Fischer)
  • 371.
    Letristas em Cena 371 BEMMAIS Eu não sei mais imaginar Eu sem você, você sem mim Eu não consigo, mas quero assim Ficar contigo até o fim Você me dá o que nem sei Talvez um cais, quem sabe o chão Mesmo em silêncio trago bem mais Que um sentimento de gratidão Olhei pra nós, olhei pra trás, Me perguntei:-O que é que faz Seguirmos juntos por onde for? Será que isso se chama amor? (Acho que isso se chama amor!). (melodia de Iso Fischer)
  • 372.
    Coletânea de LetrasMusicais 372 BENDITA MÚSICA! Música, oh Música! Bendita Música Penetra-me assim, e opera em mim Aquilo que preciso Faze-me inteiro E mais conciso Lava-me a alma e o juízo Derrete, então, meu coração-granizo! Música, Música, Divina Música Invade-me assim Recria em mim O senso da beleza Torna-me claro E transparente Dá-me o mistério da pureza Dissolve a dor da qual eu me fiz presa. Empresta-me a visão Me leva pela mão Em nome do amor ou da ciência Renova-me o que sou My mind, my body and soul Até recuperar minha inocência! Música, Oh, Música, Sagrada Música
  • 373.
    Letristas em Cena 373 Transmutaenfim Tudo o que em mim Não seja a minha essência! Nessa tardia adolescência, Manancial de paciência, Faze-me crer no fluxo da existência! Mitiga minha dor Invade-me de amor Permite-me encontrar minha criança Ajuda-me a crescer Nas trilhas do prazer Até recuperar minha esperança! (melodia de Tato Fischer)
  • 374.
    Coletânea de LetrasMusicais 374 CANTADA Eu quis cantar pra te mostrar meu bem querer Quem sabe assim arrebatar teu coração E lancei mão dos meus recursos de cantor Buscando enfim o tom melhor pra revelar esse desejo, essa paixão E delirei pelas escalas, perseguindo uma ilusão Cromatizei. sustenizei pra te causar boa impressão Até citei, dizendo que eu “serei pra sempre o teu cantor” Mas nada disso te levou a me prestar tua atenção Mudei de clave, entrei com tudo de barítono-tenor Mas assim mesmo me negaste teu amor E sendo assim achei melhor abandonar A tentativa de querer te conquistar E larguei mão do violão e da canção Buscando em mim um tom menor pra destilar a triste dor da solidão Mas, cada peça que o destino reservou pra nos pregar, Me surpreendendo ao chegar no meu pedaço e te encontrar Braços abertos, se entregando inteiramente ao meu querer, Exatamente quando eu me considerava um perdedor... No fim da linha havia um lema que eu custei para aceitar: “Cada cantada e cada canto em seu lugar” (melodia de Iso Fischer)
  • 375.
    Letristas em Cena 375 CANTOPORQUE GOSTO Eu canto pra acordar a madrugada Canto de manhã pra acompanhar a passarada Às tardes, canto feito uma cigarra no verão De noite eu canto para acalentar meu coração Eu canto pra aquecer o nosso inverno E canto pra florir c’oa primavera Eu canto de noite, eu canto de dia, Eu canto em qualquer circunstância Eu canto louvando a velhice, enaltecendo a infância No meio do outono, ou em pleno verão Eu canto em qualquer estação Eu canto mesmo é pra fazer viver uma canção Canto por cantar, canto por favor Canto por necessidade, e canto por amor Canto por prazer, canto pra viver Canto até por não ter o que fazer Não tenho problemas com o ritmo ou o tom Canto em dó maior, em mi bemol, eu canto o som Canto no teatro, no banheiro, pra mim mesmo, Pra você, e canto para o mundo inteiro Canto no meu canto ou pra quem queira me escutar Na verdade eu canto porque gosto Canto porque gosto Canto porque gosto de cantar!!!! (melodia de Iso Fischer)
  • 376.
    Coletânea de LetrasMusicais 376 CENTO E OITENTA GRAUS Se quiserem saber Se esqueci de você Quisera dizer que sim Que você já passou Outro amor me chegou E a vida seguiu assim Mas o meu coração É teimoso demais E as lembranças Nunca deixa pra traz E a saudade Não me deixa em paz Quando não há nada Que vá remediar A melhor jogada É recuar Dar uma guinada De cento e oitenta graus Rumo a outra estrada Do ponto inicial E se alguém perguntar Se você vai voltar Eu acho que vou chorar Tentarei responder Já nem tem mais a ver Que deu o que foi pra dar Mas o meu coração
  • 377.
    Letristas em Cena 377 Queé sincero demais Não aguenta Vai me denunciar E arrebenta Ao olhar pra trás. A melhor saída Se tudo é mesmo um caos Quando estou vivendo Momentos maus É a despedida Botar ponto final Dar uma guinada De cento e oitenta graus. (melodia de Guilherme Rondon)
  • 378.
    Coletânea de LetrasMusicais 378 A COR DO MEU AMOR Meu amor me perguntou. Do que é feito o meu amor Que motivos eu terei. Para aqui permanecer Num compasso de esperar. Por carinho e por prazer Pela noite que virá. Quando Deus enfim quiser E, se às vezes causa dor. Para que continuar? Meu amor só quer saber do meu amor Se ele é feito de algodão. De madeira, ou de papel. Se está sólido no chão. Ou flutua lá no céu Se ele é canto de sereia. Ou castelo de areia Se ele é feito de esperança. Ou é sonho de criança Será bolha de sabão. Que arrebenta pelo ar? Meu amor só quer saber se eu sei de amar Se ele pode me esperar. Se ele deve se entregar Se eu só quero namorar. Ou se aceito me casar Se ele só me faz sofrer. Ou me invade de prazer O meu amor me disse assim. Que me ama mesmo assim Mas que devo revelar. Quanto amor lhe posso dar Meu amor só quer saber se eu quero amar Quero aqui, nesta canção. Sobre os versos que eu lhe fiz Lhe dizer que eu sou feliz. Nesta minha condição Por saber que existe alguém. Que me deu seu coração, Me deseja, me quer bem. E me traz em oração
  • 379.
    Letristas em Cena 379 Étão bom se ter um bem. Pra lhe ter dedicação Pois é dando que se tem. E que se aquece o coração Quero ter cumplicidade. Amizade e devoção O que sinto, na verdade. É amor, não é paixão. Meu amor me perguntou. De que cor é o meu amor E eu, então, lhe disse assim: Ele às vezes não tem cor Pode ser meio carmim, amarelo, ou furta-cor Mas é branco como a Paz, e dourado feito luz Sulferino como a dor, arco-íris multicor... Meu amor só quis saber do meu amor (melodia de Iso Fischer)
  • 380.
    Coletânea de LetrasMusicais 380 DE QUE REINO SOU REI? Junto da vidraça /Vejo este menino Seu olhar perdido /Vê que a vida passa Olha o seu destino /Meio distraído E sonha, e pensa / no seu amanhã Terá coragem, terá certeza, / Ou fantasia na imaginação? Será miragem, será loucura, /Realidade ou minha ilusão? Noite vem chegando / Quase nem é dia Quando bate o sino / Da Ave-Maria Cobre-se o menino / De melancolia Poeira, poesia / no seu coração Que será? Quem serei? /Do futuro eu não sei que sentido e que rima /há de ter minha Lei? Poderá me guiar / uma estrela a brilhar? Meia-volta-e-meia, / que caminhos trilhar? Vejo essa criança /Brinca na janela Tem olhar perdido /Acho que é lembrança Acho que sou ela / Fico comovido Indago, revido / ao meu coração: Adubei, e arei, / e sementes lancei, Frutos da boa terra / amanhã colherei Se lutei, e me dei, / se meu chão demarquei No final dessa guerra, / de que reino sou Rei?
  • 381.
    Letristas em Cena 381 Planteimeus filhos, plantei meu lugar E desses filhos outros vão brotar A companheira, e o meu violão, e uma cantiga na palma da mão Cobre-se o menino /De melancolia Poeira, poesia /no seu coração Bem-me-quer, mal-me-quer, / quem me quer escutar? Canto pros meus amigos, / isso vai me bastar Pois compor e cantar /Aprendi, sei de cor: Faz a vida da gente /Se tornar bem melhor. E a melancolia, /Doce companhia Me inspira, me cria / mais uma canção. (melodia de Guilherme Rondon)
  • 382.
    Coletânea de LetrasMusicais 382 DESEJO E AFEIÇÃO (AFETO E PAIXÃO) Teu desejo me alimenta Me assegura e me enaltece Chocolate com pimenta Satisfaz e fortalece Tua paixão me envaidece E me sinto mais seguro Nenhum medo permanece Luz do sol em céu escuro Quando bebo do teu hálito Tão quente e ávido Tudo é brilho, tudo é mágico Me acho o máximo Mas se o beijo vem da alma, Do teu coração Recupero a minha calma E a minha inspiração Se não fosse esta amizade Que nos une e aproxima De afeição, cumplicidade Completando a nossa rima Teu desejo tão ardente Não teria essa poesia E tal paixão renitente Jamais se sustentaria (melodia de Lucina Carvalho)
  • 383.
    Letristas em Cena 383 DUASRAINHAS Duas eram as irmãs em convivência A que nasceu primeiro foi Paixão Nasceu durante o dia /Ao sol do meio dia E veio ardentemente / Vestida em violeta Etérea borboleta / Que por nascer primeiro Tomou o ambiente / E arfante, e ardente Daqui se fez rainha /Daqui se fez rainha Duas eram as irmãs em convivência O nome da segunda era Razão Brotou durante a noite /No frio da meia noite Chegou-se, simplesmente /Trajada em cor vermelha Trabalhadora abelha /Por nascer em segundo Chegou-se neste mundo vivaz, silente E fez-se obediente /E fez-se obediente As duas conviviam neste reino Paixão, a caprichosa e prepotente Razão vivia só de aconselhá-la Mas suas mil razões nunca venciam Um dia ela cresceu / pois força ela se deu E derrubou a outra num duelo Daí tudo mudou Não foi como no fim de outras histórias Pois ambas hoje reinam neste reino Porém mandando equilibradamente Arquitetando as duas juntamente O necessário para cada instante Coexistindo harmoniosamente
  • 384.
    Coletânea de LetrasMusicais 384 Duas são nossas irmãs em convivência Rainhas da razão e da paixão, que então Dosaram noite e dia /Tristeza e alegria E com todas as cores / Juntaram risos, dores Trouxeram sol e lua /E o povo anda nas ruas Contente com as duas / Trabalha e canta: Deus salve essas rainhas/ - Deus salve essas rainhas!/- Deus salve essas rainhas! (melodia de Iso Fischer)
  • 385.
    Letristas em Cena 385 ETERNAMENTE... Nocéu da minha imaginação Serás a estrela mais brilhante E aqui na terra, ao rés do chão Serei o teu eterno amante Se me quiseres, me terás à mão A qualquer hora, a todo instante E ao contemplar minha constelação Eu hei de te encontrar, mesmo distante. Se o que me falta é te pedir perdão Eu me ajoelho aos teus pés Declaro assim toda a minha gratidão Pelo que foi, pelo que és Se te deixei sem dar explicação Eu pago agora o preço da saudade Mas não quebrei meu juramento, não De ser só teu, por uma eternidade Se o prazo do romance se cumpriu Fizemos nós a nossa parte Cuidei-te no teu luto, valeste-me no frio Compartilhei amor e arte A ti me dedicar foi uma glória Cobriste-me de amor, de paz e confiança Se hoje acaba aqui a nossa bela e breve história Não há de se acabar minha esperança E guardo com cuidado e com carinho na memória Eternamente viva esta lembrança. (melodia de Iso Fischer)
  • 386.
    Coletânea de LetrasMusicais 386 HOJE Não choro mais de dor O que passou, passou Só quero ver o sol De novo rebrilhar Quero cantar a flor Que hoje desabrochou O que virá depois Vamos viver depois E o que se foi passou Nem vamos mais lembrar Vamos cantar o sol Que hoje nos despertou Nos despertou (melodia de Iso Fischer)
  • 387.
    Letristas em Cena 387 LUIZA,LUIZA Luiza,Luiza, abre a porta dos teus olhos Vê que eu tenho as mãos fracas que não seguram a vida Agarra-me, então, meus braços, refaze-me, então Meus traços, que se apagam, e se fogem... Luiza, és meu quarto, tu és o meu quarto medo, E és o meu quarto enredo, em meu quarto escuro- amante És a imagem oscilante no meu quartzo refratada Nos meus olhos colorida, e colorante, e desejada És a fonte, e minha escada, és a ponte construída Nesse atalho da utopia, para a vida. E és a pauta musicada, fascinante e fascinada Quase nada é importante. Abre as portas dos meus braços Refaze-me, então, meu quarto Agarra-me, então, os olhos, e então, refrata-me o corpo E me enreda nos teus traços, me amedronta com teus Beijos, teus abraços, e me mata, e te mata Que iremos transcorrer, a escalada musical Da verdade e do silêncio , do mistério e do silêncio Um mistério permanente , a escalada reticente... (melodia de Luiz Millan)
  • 388.
    Coletânea de LetrasMusicais 388 A PARCERIA Procuro dentro de mim a melodia Que prometi pra você Pra que ela possa acolher sua poesia E uma cantiga nascer Acho que a música em mim se atrofia Se me obrigo a compor Ela germina e só floresce macia Quando vem da dor ou do amor Devo plantar a semente Soltá-la no ventre da criação E aguardar pacientemente O milagre da germinação Para cuidar desse ninho É preciso carinho, suor e emoção Serenidade pra ver nota a nota Nascer uma composição Então façamos assim a parceria Dessa primeira canção Obedecendo as regras de uma harmonia Que venha do coração Uma pitada de humor e de magia Ritmos, timbres e tons Hão de fazer bonita e forte, a nossa cria Pra comemorar os nossos dons Uma cantiga de amor e simpatia Pra felicitar os corações
  • 389.
    Letristas em Cena 389 TÃONATURAL Mas, meu amigo, Se nossos olhos se descobriram Se perceberam E se não podem mais deixar de se mirar É porque tudo corre direito, tudo normal: -Existe atrás de nossos olhos Aquela ânsia de querer um pouco mais De saber mais, de conhecer mais o terreno E se negamos A nós mesmos este fato É porque fomos ensinados a negá-lo Só para ter, para obter o nosso passe Prá se viver, se conviver em sociedade Mas às metades Mas aos pedaços Mas, meu amigo, Se nossos corpos se descobrirem, Se vasculharem, E não ficarem tão somente a se mirar, É o sentimento, dentro do peito, Tão natural, Que existe atrás de nossos gestos, O que nos leva a perceber o próprio corpo, Se conhecendo Se descobrindo num corpo igual E se negamos A nós mesmos este fato, É só porque nos ensinaram a negar...
  • 390.
    Coletânea de LetrasMusicais 390 UM ABRAÇO Isto são traços, bagaços da nossa civilização O velho abraço está se tornando um outro aperto de mão Assim, formalmente, do jeito que os russos se beijam na boca A gente se manda um abraço, mensagem cifrada, palavra mais oca -Um abraço! Estando assim, tão perto de mim Vai usar este seu cumprimento? Mandar-me um abraço a menos de um passo Não tem cabimento Estando assim tão perto de mim Vai adotar este procedimento? Mandar-me “aquele abraço” estando a menos de um passo Não tem cabimento Se você quiser/ Me cumprimentar Estou bem aqui/ Não vou recusar Dê logo esse passo/ Que falta pra dar E me entregue esse abraço!Não tem cabimento! Mas me entregue esse abraço! Pois não tem cabimento! Vê se entrega esse abraço! Que não tem cabimento! -UM ABRAÇO! (melodia de Iso Fischer)
  • 391.
    Letristas em Cena 391 UMNEGRO NA MINHA CAMA... Um negro dormindo na minha cama Fazendo o repouso do guerreiro Usou e abusou da sua mucama E agora quer vê-la no terreiro Quando ele me quer me diz que me ama E que se embriaga com meu cheiro Que eu sou tão bonita e sou sua dama E me envolve com seu jeito tão faceiro Me abraça por trás e já se derrama E me aperta com o seu corpo inteiro Seu hálito quente acende-me a chama Do primeiro ao suspiro derradeiro Um negro deitado na minha cama Seu sexo, seu sal, seu suor, seu cheiro... E seu corpo de ébano que me inflama Ah! Eu quero este homem por inteiro! Dou duro na vida, e nada é de graça Dou sangue e suor nessa labuta Mulher que não nega a sua raça De regra, uma fera, de quebra uma puta Mas se eu mostro as garras, ele se espanta E eu, que sou a fêmea em constante cio Me entrego pro cara, me faço de tonta E obedecer é o meu desafio De dia ele diz que o dever lhe chama É à noite que surge o batuqueiro Eu, toda orgulhosa de sua fama
  • 392.
    Coletânea de LetrasMusicais 392 Meu homem, um tipo bem brasileiro Eu faço de conta que entro na trama E que ele me tem em cativeiro. Mas quem determina na hora da cama Sou eu, e ele é só meu prisioneiro Dou duro na vida, e nada é de graça Dou sangue e suor nessa labuta Mulher que não nega a sua raça De regra, uma fera, às vezes a puta Mas se eu mostro as garras, ele se espanta E eu, que sou a fêmea em constante cio Me entrego pro cara, me faço de tonta Pois vivo à mercê deste amor vadio Deste amor vadio... (melodia de Iso Fischer)
  • 393.
    Letristas em Cena 393 I.MALFOREA Blues do covarde Luar do Pontal 2012, Miopia 394 396 398
  • 394.
    Coletânea de LetrasMusicais 394 BLUES DO COVARDE Vou contar a minha história Pra ver você chorar Me chamam de covarde Mas vou me justificar É que eu não posso Eu não consigo Sair desse caminho tão errado, Me livrar desse conflito Sou tão fraco, imagine Que detesto a fraqueza Por isso eu não resisto: Piso em quem é indefeso Então eu canto meu blues Pra me justificar Eu sei que ser assim é complicado Mas nunca tentei mudar Na batalha que é a minha vida Só pra metaforizar Eu sou o cavaleiro que não sabe duelar Por isso eu canto este blues Pra me justificar Eu sei que ser assim é complicado Mas não consigo mudar Se a estrada é muito longa Eu não quero me cansar Então subo nas costas Daquele que quer andar
  • 395.
    Letristas em Cena 395 Enquantocanto meu blues Que é pra me inocentar Não ligo se só convenço a mim mesmo O importante é ganhar Essa então é a minha história Foi difícil de contar É que eu nunca penso nisso Mas o problema está lá Então eu canto meu blues Pra me justificar A poeira está debaixo do tapete E é melhor que fique lá Mas o que eu quero Tudo o que eu quero É chegar lá
  • 396.
    Coletânea de LetrasMusicais 396 LUAR DO PONTAL Baby, quero lhe falar Se isso tudo for um sonho Não me deixe acordar Baby, quando amanhecer Se tudo quiser voltar ao normal Não deixe isso acontecer Eu cansei da minha rotina Eu cansei de ser mais um Eu só tenho uma vida E não vou perdê-la pra qualquer um Baby, olhe pro céu Há tanta estrela no Universo A vida não é tão cruel Veja, preste atenção Todo dia a vida lhe diz sim E você sempre diz não Nunca deixe que eu me esqueça Do valor que a vida tem O que chamam de riqueza Nunca valeu nada e nem ninguém Baby, entre no trem Que quem entra nunca sabe Pra onde vai nem de onde vem Veja, já vai partir
  • 397.
    Letristas em Cena 397 Quandovocê for voltar Eu quero ver você sorrir Só sei que não sei de nada Talvez nunca vá saber Mas se estou nessa estrada É porque há alguma coisa a acontecer
  • 398.
    Coletânea de LetrasMusicais 398 2012, MIOPIA Eu vejo Que tudo está no fim O que não era bom já piorou E o bom agora é ruim Desejo É fugir daqui Eu não quero nem escutar Quando essa bomba explodir A polícia em greve Não temos saúde Trancados em casa Sem ter quem nos ajude E então se segure: A bolsa caiu! O mundo acabando e só se fala em Big Brother Brasil Dinheiro Não há por aqui E como pode o fruto do nosso trabalho Assim, do nada, sumir? Televisão Ou mundo real? "Não tenha medo de sair de casa Quando for carnaval!"
  • 399.
    Letristas em Cena 399 Oprédio caiu, O rio transbordou Na terra do frio Se morre de calor As tropas nas ruas Com escudo e fuzil O mundo pega fogo e só se fala em Big Brother Brasil Inundação Em reserva ambiental Se é certo ou errado ninguém sabe, Mas isso é tão banal... E vamos queimar Mais mendigos e animais Diante dos mais fracos Mostramos o quão somos racionais Deixa pra lá Pra que se aborrecer? Pensar no presente Que é o que dá pra ver O futuro é pros outros, Não é do meu feitio Agora silêncio, No jornal tem Big Brother Brasil Corrupção Em tempo integral O sujo apontando o não lavado
  • 400.
    Coletânea de LetrasMusicais 400 Assim, na cara de pau Tapeação Com TV e futebol É pão-e-circo sem pão E tanto faz o canal Pra que educar? Pra que proteger? Se temos beleza Pra todo inglês ver E o povo que espere Na ponte que partiu E pra descontrair Vamos falar de Big Brother Brasil O mundo pega fogo e só se fala em Big Brother Brasil O mundo se acabando e só se fala em Big Brother Brasil O mundo é um Big Brother Brasil
  • 401.
    Letristas em Cena 401 JULIOCÉSAR NASCIMENTO Abrigo A estrada Amor pra vida inteira Fica do meu lado Mariana É verão Você só me liga agora 403 404 405 407 408 409 410
  • 402.
  • 403.
    Letristas em Cena 403 ABRIGO Todoamor precisa de um abrigo, De um endereço certo pra ficar Certas emoções têm seus perigos, Quando o amor se muda de lugar. No caminho encontrei você Tardes lindas ao mar Um sorriso a me confessar, Que teu peito é meu lar. Ah! Neste abrigo o amor da gente se completa O futuro faz presente sem ter pressa Do tempo passar e voltar... A felicidade fez minha cabeça Coração pulsando forte e a certeza De sempre sonhar, mas sempre ficar, E sempre sonhar.
  • 404.
    Coletânea de LetrasMusicais 404 A ESTRADA Olho a estrada que se vai, Onde a natureza se perdeu Quero uma flor lá da montanha, Ter meu destino todo verde Molha terra a chuva, deixa cheiro Longo vento puro, verdadeiro. E uma vontade de chegar E ver meu mundo tão de perto A fazenda esta lá, E o rio não para e vai, Como eu. O meu amor lá está E a chuva a me acompanhar, De pés no chão.
  • 405.
    Letristas em Cena 405 AMORPRA VIDA INTEIRA Perco os dias Perco as horas Vejo cores flutuar. Nos teus braços Adormeço Minha vida, repousar. Eu sei, Quanta alegria existe em nos dois Além, De eternamente ser feliz sem pensar E se entregar. Deixo acontecer Este amor pra vida inteira, Deixo acontecer Todo dia um lindo dia, Deixo acontecer Este é o nosso momento de se doar E ser feliz. Vou contigo Nesta estrada Não importa onde vai dar Vou sorrindo, vou sem medo Que o destino é amar Eu sei, Quanta alegria existe em nos dois Além,
  • 406.
    Coletânea de LetrasMusicais 406 De eternamente ser feliz sem pensar E se entregar... Deixo acontecer Este amor pra vida inteira, Deixo acontecer Todo dia um lindo dia, Deixo acontecer Este é o nosso momento de se doar E ser feliz.
  • 407.
    Letristas em Cena 407 FICADO MEU LADO Já me perdi no teu olhar Mas desejar não faz te ter Quero te aprender, no total Ser tua vida meu bem querer Eu já tentei te apagar Mas o teu brilho e luz demais E todo tempo eu tento te explicar Que em meus braços é teu lugar Vem depressa Vem ser amado Da tua mão segue o meu viver. Cola em mim fica do meu lado Este amor vai nos proteger Vem depressa Vem ser amado Dá tua mão, segue o meu viver. Cola em mim fica do meu lado Neste amor só eu e você...
  • 408.
    Coletânea de LetrasMusicais 408 MARIANA Manhã... De primavera, Cheiro de inverno “inda” no ar. Orvalho... Seu sorriso, Frescor de liberdade total... Mariana... Garota, do campo, Natural. Boca, cabelos, vestidos... Mariana... Mulher pra viver Mulher pra amar Mulher pra sofrer e não chorar Mariana... Princesa, Baronesa, Senhora dos meus sonhos.
  • 409.
    Letristas em Cena 409 ÉVERÃO É verão, As ondas soltas no mar, A brisa leve a soprar, O amor a novos momentos. É verão, E o dia se encheu de cor, A vida com mais sabor, Paixões revelam segredos. Transpirando alegria Neste clima quero te encontrar Mergulhar na louca fantasia De se apaixonar... No calor desta cidade É tão simples tudo se acender Reviver toda felicidade Junto com você... E verão É tempo de se gostar Do coração se entregar A um sonho de amar...
  • 410.
    Coletânea de LetrasMusicais 410 VOCÊ SÓ ME LIGA AGORA Escuta meu amor Agora “ta” tudo bem Milhares de estrelas desprenderam do céu Naquele momento do adeus Eu não pensei em desistir Você me fez acreditar Juro foi difícil ver o tempo passar E abandonar os planos também... Você só me liga agora E eu já tentando te esquecer Brincar com um sentimento É um risco demais faz sofrer faz doer Você só me liga agora E eu já tentando te esquecer A vida tem mil momentos Agora meu bem tem que ser pra valer.
  • 411.
    Letristas em Cena 411 KÁTYACHAMMA Chinatown Cinemascope Corsário Indomável Máscara de luz Olhos de neon Poeira de vidro Um rock Verdades & mentiras Zarabatana 413 414 415 416 417 418 419 420 421 422
  • 412.
  • 413.
    Letristas em Cena 413 CHINATOWN Jáque a noite disfarça mas não passa e o tempo escorre lentamente... o teu rosto - tatuagem na vidraça - os olhos mentem no planalto central - eu adivinho, quase... Um par de taças na escuridão, cenário azul de cartão postal; tempo futuro, passos no escuro... teu rosto em Chinatown. Um par de taças na escuridão, cenário azul de cartão postal; o som me abraça, luz na vidraça. Teu rosto...
  • 414.
    Coletânea de LetrasMusicais 414 CINEMASCOPE Me dê saídas, como acontece no cinema... Me dê saídas pra pensar ter valido a pena... Já que o tempo inevitável vem queimando pelo céu, lave a lança em cicuta e mel... Deixa tudo como está - num golpe seco e fatal - sem cobrar as contas do final... Deixa sobrar nesse arrastão nossa imaginação... E se não der pra exorcizar, me deixa histórias pra contar... (Me deixa ao menos...) (Me deixa ao menos...) Me deixa histórias pra contar...
  • 415.
    Letristas em Cena 415 CORSÁRIO Desarmoo lastro. O vento da estação conduz o leme; o rastro treme... Corsário. Tingi de névoa o barco que me leva; iremos sós. Corsário. Talvez, na sombra da estação, o sol renasça. Talvez, num porto a descobrir, a névoa cesse... Talvez, no descompasso da manhã devassa, um novo rumo recomece... Zarpar - luz da alma a se arremessar. Cadência. Tanta insensatez no querer ficar...
  • 416.
    Coletânea de LetrasMusicais 416 INDOMÁVEL Devagar, no reconhecer da estrada... Devagar, como o tempo e a criação... Todo corpo que arrisca a madrugada sabe o laço, o espaço e a intenção... Um caso, um sorrir do acaso e o melhor há de vir no rastro do inevitável - Souvenir - Vem, que eu mostro o porquê; vem no gosto do insuspeitável... Delirar de prazer vence a fúria de ser e domar... Vem, que eu mostro o porquê; vem no gosto do insuspeitável... Delirar de prazer vence a fúria de ser indomável.
  • 417.
    Letristas em Cena 417 MÁSCARADE LUZ Máscara de luz, é só pra você que eu canto um blues, vício destorcido como um pó destilado a frio. Máscara... Máscara de luz, fio de esperança marginal, sal que corta a pele, dom, cristal embaçado. Máscara... Gueto que esconde minha alma, mostra a calma de vitrine, lava as mãos, aceita o crime: traição. Máscara de luz, quebra essa vidraça e me seduz! Rasga a capa, esgarça o véu, insista, que a alma é de artista.
  • 418.
    Coletânea de LetrasMusicais 418 OLHOS DE NEON Uma vez, uma voz, uma imagem. Tão veloz a miragem: aquarela. Uma vez... e no rosto, e na tez, a tela. A boca, mentindo um batom, moldura carmim num sorriso de mar. Um tom, uma luz, um Monet, Renoir, nuns olhos, assim, de neon. Traço em giz: inspiração, pintura, matiz... sensação delineada à vera. Traço em giz: inspiração, pintura, matiz... perfeição que não se sabe bela.
  • 419.
    Letristas em Cena 419 POEIRADE VIDRO A tua verdade é vidro moído esparramado pelo chão do tempo... Partiu tantas vezes, feriu tantas vezes, poeira nos olhos embaçando o caminho, poeira de vidro espalhada no vento... A tua verdade já quebrou tantas vezes em estilhaços, corrompendo os sentidos; tantos pedaços, tantos feridos, poeira de vidro, já não dá pra colar. ... e desmanchou, descoloriu; pulverizou, volatizou, fugiu... Lembra da estória... guarda a memória... e até o fim, assim... A tua verdade é vidro moído esparramado pelo chão do tempo...
  • 420.
    Coletânea de LetrasMusicais 420 UM ROCK Teu perfume invade a sala, entorpecendo esse universo; teu sorriso por um verso... teu sorriso - uma senzala. Teu perfume invade e arde feito chama cristalina que se lança beduína... que se lança pela tarde. Como o silêncio velado se esbalda em cumplicidade, meu sonho corta a cidade... meu sonho corta o pecado. O teu perfume confessa o meu pecado primeiro: o riso já costumeiro... e o riso foge depressa.
  • 421.
    Letristas em Cena 421 VERDADES& MENTIRAS As luzes se acendem: nada a fazer e você pode o que quiser... Verdade / mentira: todo prazer pode ser mas também não é... Eu avisei você, eu avisei você... Eu avisei, você não ouviu... Se todo sonho promete, quantos mais virão? Um grande amor é pra sempre... ou não? Um vão no caminho, um olhar mais fugaz, se muda o destino e não dá prá saber se o chão que se pisa é pouco ou demais... Eu avisei você, eu avisei você... Eu avisei, você não ouviu...
  • 422.
    Coletânea de LetrasMusicais 422 ZARABATANA Você persiste no meu peito, dardo de zarabatana que um índio imaginário e só cravou no meu destino. Você me dói a vida inteira nesse açoite bárbaro; um ritual canibal observando a caça. Você, trapaça do caminho, agarrado, assim, no meu destino dividido, no surto ensandecido desse amor, no surto endoidecido desse amor perdido, no surto ensandecido desse amor perdido, traiçoeiro e só. Zarabatana.
  • 423.
    Letristas em Cena 423 LUIZANTÔNIO BERGONSO Mensageiros do Senhor Meu velho e querido imigrante Rumo à liberdade Sonhos e realidades 425 426 428 430
  • 424.
  • 425.
    Letristas em Cena 425 MENSAGEIROSDO SENHOR Surgimos como pássaros no céu Pousamos dentro do teu coração Levando a mensagem do Senhor Mensagem de vida e salvação. Com fé, muito amor e esperança Seguimos os caminhos a sorrir Fazendo de nossa vida uma oração Com Cristo nosso amigo, nosso irmão. Procuramos trazer à luz, A ovelha que nas trevas se perdeu Nossa arma é a Cruz Nosso mestre é Jesus. Nossa missão é compreender E penetrar na multidão, Por isso, nos preparamos Vamos à frente na pregação. Autor: Luiz Antonio Bergonso / Júlio Fernando Dolinski Música: Luiz Antonio Bergonso / Júlio Fernando Dolinski
  • 426.
    Coletânea de LetrasMusicais 426 MEU VELHO E QUERIDO IMIGRANTE Meu velho, barbas brancas Olhar sereno, a me contar Estórias tão bonitas Do seu longo caminhar A vida no passado Tão difícil de enfrentar Na luta tão sofrida Do imigrante a chegar. Braços fortes, desbravadores Fez da terra seu árduo pão Em sua voz desembaraçada Partilhou seu coração. Se doou à natureza E plantou na imensidão, O amor, a paz e a esperança, Regado sempre em seu chão. Meu velho, cabelos brancos, Olhar alegre, a me falar Das muitas travessuras Do menino matreiro a relutar. Crescendo com o tempo A História consagrou A vitória de toda uma existência Que a morte levou.
  • 427.
    Letristas em Cena 427 E,assim, o teu silêncio Calou no coração Da história bem vivida Partilhada sempre no pão
  • 428.
    Coletânea de LetrasMusicais 428 RUMO À LIBERDADE Ao que parece o outono já chegou E a primavera desta vida se passou As folhas caem desta árvore Arcada pelo tempo Onde tento ainda me alcançar. As nuvens cobrem as estrelas e a lua A brisa nua se repele ao soprar O céu parece estraçalhado Mas Contigo ao meu lado Vou rumando ao infinito a me encontrar Quero seguir pela estrada Em um campo aberto Com a espada e, certo De um grito de guerra Me libertar do egoísmo e da escuridão Nesta vida que me cerca de frustração. Minha alegria é quando Contigo estou Minh'alma vazia, mas repleta de amor Contemplo no alto este canto Silencioso e suave Como uma ave que traz brandura no voar. Quero seguir pela estrada Em um campo aberto Com a espada e, certo,
  • 429.
    Letristas em Cena 429 Deum grito de guerra Me libertar do egoísmo e da escuridão Nesta vida que me cerca de frustração.
  • 430.
    Coletânea de LetrasMusicais 430 SONHOS E REALIDADES Queria ser Teu véu de lágrimas, Queria ver Tua face oculta, Queria ter Tua mão divina Sobre minha face ensanguentada. Olhando profundo tanta miséria, O mundo vivendo tanta ilusão, Pisada pela estupidez dos homens, Sofrendo muito a flagelação. Vivo neste mundo incoerente, onde há muita desunião e dor. Da miséria e dor que unem muita gente, Acredito na força do amor. A vida inteira navegando Neste mar de ilusões, Vedam-nos os olhos e nos maltratam, Vestem-nos o tampo da sedução Quando me vejo, assim, perdido, Vagando sem destino na escuridão, O céu me reveste de esperança, Tua luz me dá paz e mansidão. Grito o Teu nome no infinito Tua força faz-me mais forte lutar. Sonho com a paz que abriga a gente, Que faz todos juntos caminhar. Música: Luiz Antonio Bergonso
  • 431.
    Letristas em Cena 431 LUIZMENESTREL Ataque cardíaco Canção pra minha amada Clarita Coração partido Corpo sagrado Deliciosamente perigosa Doce canção Estrela dourada Minino atulemado Profundo é o amor que tenho por dentro Sou um homem sem alma Triste palhaço 433 434 435 437 438 439 440 441 442 544 545 546
  • 432.
  • 433.
    Letristas em Cena 433 ATAQUECARDÍACO Você suspira com emoção Flores nascem no seu coração Brotam vermelhas sem nenhum pudor É a paixão tendo um ataque cardíaco de amor. Rasgo sua roupa lhe cubro de beijos Toco com amor no seu mais íntimo desejo Gravo no seu corpo lembranças imortais E na sua alma o meu nome minhas digitais. Sou ventania você vendaval Nossa paixão é um temporal Na hora certa somos tempestade (refrão) Depois é paz serenidade. Quem faz amor gera alegria Mas quem não ama a vida é vazia Me abraça me beija me alucina Senão o amor morre vira rotina.
  • 434.
    Coletânea de LetrasMusicais 434 CANÇÃO PRA MINHA AMADA Você é um sol nascente Seduzindo a madrugada Como criança inocente Em paz a manhã desperta Nos braços da minha amada. A luz que beira o rio Despindo em sua margem A beleza das suas águas Lavando a areia Mas deixando suas pegadas. Você é o perfume da flor Que o pássaro respira E guarda em suas asas Seguindo a cantiga do vento Cantando pelas matas. Oh minha amada Mas que prazer A primavera quer lhe conhecer (refrão) Doce saudade minha vontade A razão da minha vida é amar ocê.
  • 435.
    Letristas em Cena 435 CLARITA Euconheci Uma trapezista de circo Lá no norte Quando fui pra's banda de lá Ela dizia chamar-se Clarita E gostava de bar. Tomava cachaça, jogava capoeira Tocava pandeiro, violão e tamborim Saía com todos os homens Mas não amava nenhum Trazia tatuado no braço Um coração vermelho Partido ao meio Sem nome sem endereço Um mistério sem fim. Ninguém conhecia o seu passado Que o presente teimava em acalentar. Numa noite escura Sem lua e sem estrela Arquibancada lotada Sapateiro a banqueiro Advogado a professor Filho de branco rico Filho de preto pobre Na multidão ela viu seu olhar.
  • 436.
    Coletânea de LetrasMusicais 436 A paixão fez seu coração arder. (BIS) Um salto no vazio Um prelúdio de morte no ar Suas mãos distantes (refrão) Não precisam me segurar Caiu como leve pluma no chão uma flor E no céu uma estrela se acendeu.
  • 437.
    Letristas em Cena 437 CORAÇÃOPARTIDO Já travei batalhas pra te esquecer Lutei contra o mundo sem saber Que amor não correspondido Mata mas não te deixa morrer. Você sangra sem parar Cria asas aprende a voar Fica preso na esperança Que um dia ela vai te amar. Coração partido é mesmo assim Sonha e sofre sem fim Realiza o impossível Morto vive dentro de mim. Amor não correspondido É como faca amolada Rasga o peito de quem ama (refrão) Sangra até a alma.
  • 438.
    Coletânea de LetrasMusicais 438 CORPO SAGRADO Vi no seu corpo nu uma guerra santa Sagrado é seu amor e suas pernas profanas Com minha paixão profundamente em chamas Mergulhei fundo na sua cama. Molhei seus campos secos e minados Despertei vulcões no seu corpo sagrado Lhe ofertei a paz bebi o seu pranto Matei a sua dor porque te amo. Beijei sua boca doçura rara Tocar sua nudez sempre me acalma Vou rezar esse amor profano na sua cama Até sentir que sua alma também me ama. Quero seu corpo sagrado vem me abençoar É no seu pecado que vou me salvar Quero me perder dentro de você (refrão) E na luz desse amor me encontrar.
  • 439.
    Letristas em Cena 439 DELICIOSAMENTEPERIGOSA As nossas lembranças morreram sem nenhuma dor Arranquei os medos do meu coração Já não sinto mais sua falta adeus O rock’nroll iluminou minha escuridão. Desenho e pinto os meus sonhos mais impossíveis Com as cores profundas do abismo Nas asas das borboletas sigo o céu Baby eu sei azul é o paraíso. Eu quero arco-íris e muito mais Tudo o que eu puder levar dentro de mim Canções de fogo orgasmos múltiplos Voar entre anjos e querubins. Eu canto rock’nroll Em poesia e em prosa Agora você chora e diz que sou (refrão) Uma mulher deliciosamente perigosa.
  • 440.
    Coletânea de LetrasMusicais 440 DOCE CANÇÃO Fiz uma música doce Cantei você no meu violão Seu corpo é meu poema Seu olhar minha canção. Olhos de jabuticaba Boca de ameixa Morena carmim Suor de cereja doce guloseima Pele de quindim. Corpo açucarado Dois melões dourados Coxas de alfenins Pele de framboesa a sua flor cheira A perfume de jasmim. Cabelos cor da noite Seu rebolado é uma canção (refrão) A sua lua cheia morena Tem a cor e a forma do meu violão.
  • 441.
    Letristas em Cena 441 ESTRELADOURADA Hoje eu vi uma estrela dourada Como uma rosa apaixonada Perfumando o céu de madrugada. Meu coração é um jardim que reza Por uma Rosa que viveu aqui na terra Sou um infeliz jardineiro Um triste poeta. Chora minha estrela dourada As flores se perfumam com suas lágrimas Rosa morreu de madrugada. Canto para sempre o nosso amor A canção rompe o silêncio Pede passagem a minha dor. Hoje eu sei que o céu também chora Que o amor sempre brota Está chovendo pétalas de Rosa. Meu coração é um deserto inteiro Rosa morreu secando meu peito (refrão) Sou um triste poeta Infeliz jardineiro.
  • 442.
    Coletânea de LetrasMusicais 442 MININO ATULEMADO No meu tempo de minino O saco de farinha era meu calção Não tinha sandaiá pra calçá Era peito nu e pé no chão. Um dia na casa da minha tia Chegô uma minina da cidade Os pai dela vei comprá as terra Erança que tio Miguel tinha deixado. Quando ela mi oiô e sorriu Mudei inté di cô quase caí nu chão Mais bunita qui flô do campo Coisa mais linda nunca vi não. Parecia santa di novena Esse dia nunca vô isquecê Toda ora ficava oiando pra istrada Esperando ela parecê. Quando a buzina do carro tocava Eu largava a inxada e corria Meu coração saía em disparada Só pra vê ela decê. Minha mãe me pegava pelas oreia e dizia: minino atulemado minino atulemado Parece qui tá doido minino atulemado Qui tá contecendo minino atulemado.
  • 443.
    Letristas em Cena 443 Peguea inxada e vá trabaiá Pru mode tê o qui comê Vamu aproveitá a chuva qui Deus mandô Se não o feijão pode morrê. Meu pai já cansado mi chamava João avia home vem mi ajudá E eu ficava era parado querendo avuá Intão ele me gritava. Minino atulemado minino atulemado Parece qui tá broco minino atulemado Acorda minino atulemado cê parece qui ta doido minino atulemado. Inda vô aprendê lê e iscrevê Vô istudá pra sê dotô Vô sê bem rico morá lá na cidade Vô mi casá com meu amô. Hoje já to home feito Faz uns dez ano qui ela não aparece E eu fico andando pela istrada Ouvindo a buzina do seu carro. Meu pai me pega pelo braço e mi abraça Minha mãe chorando vem e mi beija Meu fi ocê é pobre e ela é rica qui se há de fazê Pare de sofrê nois também ama ocê. Meu minino atulemado.
  • 444.
    Coletânea de LetrasMusicais 444 PROFUNDO É O AMOR QUE TENHO POR DENTRO Saio na procissão noturna Onde todo mundo tenta se esconder Mas no fundo mesmo é o que aparenta Multidões em romaria em busca de prazer. Cadê os colibris e as borboletas Acho que fugiram pra um jardim distante O mundo do concreto tomou o lugar do céu O vazio eterno é constante. Meu coração tem febre alta Queimaram todas as estrelas Como matar bichos e flores Picharam de escuro a natureza. O que fazer com essa dor O que será do meu amor. (refrão) Meu sentimento se espalha Feroz e suave como o vento Vivo embriagado de inocência Profundo é o amor que tenho por dentro.
  • 445.
    Letristas em Cena 445 SOUUM HOMEM SEM ALMA Ando pelo mundo numa busca louca apaixonada Preciso colher uma rosa para minha amada Mas só encontro rosas torturadas Veladas no cimento por uma saudade amarga. Talhadas na pedra leio frases doloridas douradas No branco mármore qual crianças abandonadas Palavras são sementes vivas cantá-las Germinam no tempo nem a morte consegue matá-las. Nesta minha busca louca inefável Contemplo um menino cantor Deitado num sonho místico Uma mistura de anjo e dor. Plantada na terra uma cruz de aço Pousado nela um beija-flor Chorando a morte das rosas Denunciando a falta de amor. O amor é só uma palavra As rosas estão mortas (refrão) Sou um homem sem alma.
  • 446.
    Coletânea de LetrasMusicais 446 TRISTE PALHAÇO Eu sou um palhaço da vida Porque te amei demais Hoje vivo bêbado nas ruas Dormindo sobre os jornais. Vejo luzes piscando Você jogando-me um beijo Na primeira fila mas é só um sonho As estrelas é que iluminam meu picadeiro. Nunca mais eu fui ao circo Minha roupa de palhaço rasguei Meus olhos lavaram minha maquiagem De saudade de você eu chorei. No espelho do camarim O seu retrato de adeus dizia Que mentir fingir amar alguém Era a maior covardia. Hoje já não uso fantasia Mas sem você minha querida (refrão) Sou um triste palhaço da vida.
  • 447.
    Letristas em Cena 447 MARCELOSALVO Corpos unidos Juntos Mãos Sonhos 449 450 451 452
  • 448.
  • 449.
    Letristas em Cena 449 CORPOSUNIDOS Corpos unidos Quentes, famintos Corpo no mesmo lugar Corpo vulgar Corpo de gente Amando, doente Corpos espertos Amantes discretos Corpos brilhantes Por alguns instantes Cúmplices da lua Beleza nua Corpos delirantes Desejos falantes Amigos pra sempre Dúvida crescente Corpos que buscam Respostas Corpos que viram As costas Corpos livres Corpos soltos Corpos felizes Corpos loucos
  • 450.
    Coletânea de LetrasMusicais 450 JUNTOS Nas suas respostas percebo seu humor No seu rosto vejo sua alegria No seu andar as suas dores E nas suas palavras, seu amor Algumas atitudes reprimidas Sonhos ocultos e presos Sorrisos contidos E verdades escondidas O que não conseguimos ver Podem ser lágrimas represadas Sofrimentos vividos E momentos que deixaram de ser Só nos resta amar Para esquecer o que já passou Sorrir para iluminar nosso caminhar E brincar para libertar a dor
  • 451.
    Letristas em Cena 451 MÃOS Mãosque se afastam Mãos que se separam Que se entrelaçam Que se afagam Mãos que se apertam E se expressam Pelo toque, pelo cheiro Pelo corpo inteiro Mãos forte que seguram À vontade, o desejo Mãos fracas que deixam ir Medo de desistir Mãos lisas, marcadas Carinhos de pessoas amadas Mãos que julgam Que pedem e que rezam Mãos de afeto Mãos que abanam Que se enganam Mãos do adeus
  • 452.
    Coletânea de LetrasMusicais 452 SONHOS Sonho de viver Sonho com você Sonho de te ver Assim vivemos sonhando Sonho de vencer De querer Um sonho de jamais perder Um sonho sonhado De ser amado Um sonho deixado Eternizado... A vida é feita de sonhos Abandonados Realizados Sonhos sempre sonhados
  • 453.
    Letristas em Cena 453 MARCELOSECCO Amor, arte e você A Esphera e o Triângulo Chapado Estrada da vida Favela Marias O resto da minha vida começa agora Passado, presente e futuro Um pequeno mamute Um tributo à música Viagem estelar 455 456 457 461 463 465 466 467 468 470
  • 454.
  • 455.
    Letristas em Cena 455 AMOR,ARTE E VOCÊ Arte é tudo que um dia eu quis, me faz feliz Amor é forte sentimento que ilumina a vida inteira Você na minha frente diz o que eu quero ouvir: - Tudo está certo meu amor, sinto o teu corpo, quero seu calor Amar - te quero como o trovejar, como se fosse acabar Estou feliz demais Vem me abraçar Deixe o que ficou pra trás E vem me amar
  • 456.
    Coletânea de LetrasMusicais 456 A ESPHERA E O TRIÂNGULO CHAPADO Esphera é das formas a mais bela Sem defeitos aparentes, és perfeita pra quem vê Sublime, rara beleza de pura harmonia Um poeta falaria, és mais bela que o amor Do nada apareceu um polígono sem igual Com três lados, fazendo um carnaval E foi quando a Esphera entregou O seu coração ao Triângulo Chapado A Esphera e o Triângulo Chapado Vamos embolar na embolada da Esphera, que é o nosso planeta Terra, nele você se criou Triângulo Chapado é você, que conquista e depois de um tempo não dá mais valor O gira-mundo, gira-bola, gira-terra, gira-esfera é a era de a gente preservar. Nosso planeta que do jeito que está indo, ele pode, que pode, que pode um dia acabar A Esphera e o Triângulo Chapado
  • 457.
    Letristas em Cena 457 ESTRADADA VIDA A chuva já passou e eu já posso começar A andar pela estrada e a tudo em volta olhar Vou andando, comentando tudo que estou olhando Vou andando e pensando tantas pessoas se lamentando E outras cantando e outras amando e outras chorando E eu vou cantando, vou cantando pra você E você vai escutar tudo que eu tenho para falar Então vou começar: Vou começar falando do que eu vejo na televisão Miséria, riqueza, morte e falta de alimentação. Aliás, falta é o que mais tem, falta educação, falta consideração, falta coração. Alimentação eu já falei, mas falo novamente, para ver se alguém escuta. E se as autoridades escutarem vou ficar muito feliz Vou saber que hoje uma coisa muito boa eu fiz Enquanto isso eu estava em frente a uma loja de eletrodomésticos. Olhei para a porta e vi uma senhora adentrando, aparentando uns setenta anos. Fui atrás para ver o que ia acontecer. O vendedor dela se aproximou. Ouvi ela falar que não aguentava esfregar roupas, todo dia sem parar, e estava para comprar uma máquina de lavar. O vendedor disse para ela esquecer. Neste exato momento entrou um senhor muito bem vestido e muito distinto O vendedor aos seus pés ajoelhou e perguntou: - O que deseja doutor!
  • 458.
    Coletânea de LetrasMusicais 458 Enquanto isso a velhinha ainda falava, mas o vendedor lá não mais estava. Ela se tocou e da loja saiu e mandou o vendedor para puta que o pariu! Vi que ela ficou nervosa e fui com ela conversar Logo ficamos amigos, e fomos passear. Saímos juntos conversando, conversando pra valer sem nem imaginar o que ia acontecer. Ela viu um garotinho sentado no chão e para ele estendeu a mão. Ele levantou e pegou a bolsa dela e saiu correndo. - Mas que pilantra! No segundo não tive reação, depois corri atrás para ver se eu alcançava, mas tinha muita gente, nos camelôs eu esbarrava. Então voltei para ver como ela estava. Não passava muito bem e para o hospital eu a levei, chegando lá não tinha vaga. No corredor ela ficou e pegou infecção hospitalar. Segundo dia ela morreu e eu perdi a minha amiga, conheci sua família apenas no enterro. Seu filho mais velho era um nobre empresário, que há dois anos não via sua mãe. Olhou para mim e veio conversar, mas eu não estava afim e voltei para estrada pra pensar... Estrada da vida Estrada da vida
  • 459.
    Letristas em Cena 459 Depoisdesta história da velhinha, achei que mais nada feio assim eu iria encontrar, mas estava muito enganado, não tardou a aparecer o pivete que levou a bolsa dela. Não deixei que ele me visse, comecei a segui-lo, já não estava mais com a bolsa, muito menos o dinheiro. Tinha trocado por cola, por latas e latas de cola, por muita cocaína, pedrinhas de crack e muita maconha, ele ia fumar e cheirar o dinheiro da velhinha. Mas, espere ai, ele começou a correr, mas ele não me viu. Olhe só, um cara grandão, com uma arma na mão, correndo atrás dele, atravessou a rua correndo e uma menina o atropelou com um carro do ano, ela não sabia o que fazer então o cara grandão com uma arma na mão, levou o carro e a menina, ainda o ouvi dizer: - Ei garotinha cê é muito lindinha, vamo saí daqui antes que chegue os gambé! O pivete ficou estirado no chão, repetindo sempre a mesma frase: - Eu vou pagar mano, eu vou pagar, eu vou pagar mano, mano eu vou pagar! Ele não resistiu e morreu no caminho para o hospital. Quanto à garota sequestrada, a tinha visto no velório da velhinha. Ela era filha de seu filho mais velho, o nobre empresário que ficou dois anos sem ver a sua mãe. Então fui com ele conversar, e toda história explicar, realmente foi muita coincidência, eu estar ali naquele momento.
  • 460.
    Coletânea de LetrasMusicais 460 Mas, o sequestrador não ligou pedindo resgate, o que se diz é que a garotinha se apaixonou pelo seu sequestrador e vice-versa. Ficaram muito tempo no mundo do crime. Essa história me fez confuso e eu fui refletir na estrada da vida Estrada da vida Estrada da vida Eu fui assaltado caminhando na estrada, pelo casal 20 do crime. Passaram-se dois anos, e eles continuaram a todos assaltando. Ficaram famosos e controlando todos os grandes assaltos da cidade, mas foram pegos numa tentativa de sequestro ao presidente. Na penitenciária ela conheceu a pobreza e ele morreu numa rebelião. Passaram-se mais anos e eu caminhando, na estrada da vida. Ao meu lado uma mulher caminhando. Quando a olhei era a neta da velhinha, que da cadeia tinha sido libertada. Ficamos amigos, nos apaixonamos e casamos, tivemos vários filhos e vivemos felizes para sempre. Estrada da vida Estrada da vida
  • 461.
    Letristas em Cena 461 FAVELA Estouaqui Vejo a molecada brincando Mulheres roupas lavando Parece tudo normal Se não fosse a indiferença da sociedade Olhando tudo por cima Falando do que não conhece Do que não conhece Estou na favela A menina atravessa a pinguela O garoto banguela chuta a bola furada E grita gol. E grita gol Pode ser muito feio E ter coisas ruins Mas também há belezas E muito amor e esperança Aqui tem felicidade, aqui tem felicidade, aqui tem felicidade. Se conhecer pode até falar mal, mas se não conhecer é melhor se calar Por que aqui tem coisas boas e ruins, mas em todo lugar é assim Até em famílias de classe média há coisas ruins, que acontecem. E eles não moram em favelas Como é que você me explica isso, então?
  • 462.
    Coletânea de LetrasMusicais 462 Não é porque eu moro na favela que eu vou lhe fazer mal Eu posso não ter dinheiro, mas sou um cara normal. Sou um trabalhador como você, tenho minha vida para viver. Minha filha Soninha tem dois anos e é a coisa mais linda.
  • 463.
    Letristas em Cena 463 MARIA(S) Maria acorda e prepara o café da manhã Clara chora ao ver seu filho andar Joana diz que não vai mais amar E amar é tudo que Pedro quer Jackeline só quer ser feliz Felicidade é tudo que João diz sentir ao ver seu pai José trabalha até mais tarde e sem ter para onde ir Vai para o bar e bebe, bebe. Quando chega em sua casa leva a mão ao rosto e chora, chora Flora é o seu amor Maria vai à venda do Augusto para comprar o almoço O filho de Clara hoje vai ser se casar Em apenas uma noite, Pedro mostrou a Joana que amar é tudo, tudo, tudo Jackeline se lembra da voz da sua mãe Acalentando seu sono, acalentando seu sono José trabalha até mais tarde e sem ter para onde ir Vai para o bar e bebe, bebe até cair no chão Mas Flora não gostava de José Flora amava João Flora não vai dar pé Flora não tem solução Eles são irmãos José e João João voltando pra casa encontra José
  • 464.
    Coletânea de LetrasMusicais 464 Os dois voltam juntos abraçados para o lar Enquanto Maria os espera com seu jantar
  • 465.
    Letristas em Cena 465 ORESTO DA MINHA VIDA COMEÇA AGORA Não há nada que me faça ver além do que vejo Isso faz com que eu sinta além do meu desejo E sei, minha alma diz: - Obrigado ao mar e ao seu olhar E tudo que vi e tudo que vou ver Mas agora, vou deitar um pouco para descansar Acordar mais forte Para poder cantar. Para poder sonhar, para poder sorrir, para poder falar. Tudo o que eu penso sobre a vida Tudo o que eu penso sobre o amor Tudo o que eu penso sobre a lágrima Tudo o que eu penso sobre Deus, sobre o “Eu”, sobre nós Não há mágica que faça retornar o que já foi Isso faz com que eu sinta, além do meu cansaço E sei, minha alma quer doar, sentir e ter amor Hoje ao entardecer, refleti o que vai acontecer: Vou viver, como se eu fosse mar, como se eu fosse o céu. Como se eu fosse “Eu”! O resto da minha vida começa agora! Eu quero sempre mais, eu quero mais além, eu quero sempre mais. Além do mais, eu quero mais; e mais e mais, e mais! Porque o resto da minha vida começa agora!
  • 466.
    Coletânea de LetrasMusicais 466 PASSADO, PRESENTE E FUTURO A folha cai de algum lugar É difícil explicar Como eu cheguei aqui? Como vim parar dentro de mim? A folha cai de algum lugar A natureza está ai Para quem quiser observar Para quem quiser explicação A folha cai de algum lugar E não sei se já fui rei Ou um mero artesão Procuro a árvore que deixei Você não sabe de onde eu vim Você não sabe para onde vou A folha cai de algum lugar Procuro a árvore que deixei A música vem de algum lugar De onde vem o som que eu cantei? Todas as águas correm para o mar Todos os rios refletem o luar Procuro um alguém para me explicar E este alguém vai me explicar sem palavras.
  • 467.
    Letristas em Cena 467 UMPEQUENO MAMUTE Em que ponto chegamos Mais uma vez o futuro é obscuro Palavras rasgaram o novo terno branco que comprei E o horizonte está cento e oitenta graus com o que estava antes E o meu animalzinho de estimação é um pequeno mamute Tem um mamute correndo de lá pra cá na minha sala E um dente - de - sabre na minha cama To tocando blues em uma banda de funk E um amigo meu dorme enquanto escrevo Minha felicidade está triste É a tristeza mais feliz da minha vida Tem um mamute correndo de lá pra cá na minha sala E um dente - de - sabre na minha cama Deixa o ornitorrinco pular, deixa o ornitorrinco pular Deixa o ornitorrinco pular, pule junto com ele faça seu mundo balançar E quem sabe, e quem sabe ri E quem sabe, quem sabe de tudo não sabe de nada Tem um mamute correndo de lá pra cá na minha sala E um dente - de - sabre na minha cama
  • 468.
    Coletânea de LetrasMusicais 468 UM TRIBUTO A MÚSICA Sou apaixonado pelo som Das cordas do meu violão Acordes em qualquer tom Quero viver muito mais para ouvir Muito som, muita música E tudo que ela traz de bom Para mim, para nós Para todos que prestam atenção E deixam se levar pela sensação de ouvir uma canção Quero acordar e ver o raiar do Sol Dizer que estou bem e muito feliz Quero falar que música me faz muito bem Estou me divertindo escrevendo essa canção Em tudo que falei devo ter muita razão Porque música é poesia em forma de som Como a arquitetura é a poesia em construção Como a pintura é a imagem da poesia E juntas todas as artes é que rodam a polia Que gira o planeta de noite e de dia Agora sinta a minha melodia e tudo que ela traz de bom Como Renato já dizia: “- Ora se você quiser se divertir? Invente suas próprias canções” Estou me divertindo inventando a minhas Para mim, para quem quiser ouvir eu vou cantar
  • 469.
    Letristas em Cena 469 Euvou cantar Quero acordar e ver o raiar do Sol Dizer que estou bem e muito feliz Quero falar que música me faz muito bem.
  • 470.
    Coletânea de LetrasMusicais 470 VIAGEM ESTELAR Para o cosmos vou partir Girar em torno do Sol A Terra é minha sala de estar Na Lua vou dormir Marte é o meu quintal Em Mercúrio faço o varal Em Saturno eu ponho as crianças para dormir E acordam e não param de brincar com os anéis Na Lua vou dormir Pego a minha caderneta Desenho todo o sistema solar Terra e universo giram no mesmo compasso Olho para o céu e vejo o mundo vendo todo mundo Eu vejo todo mundo vendo o mundo Mundo é universo e tudo está ali para todo mundo ver.
  • 471.
    Letristas em Cena 471 MARCOSANTONIO PASSARELLI Paraíso 472
  • 472.
    Coletânea de LetrasMusicais 472 PARAÍSO Estou aqui sentado pedindo abrigo Esperando que alguém me leve a um paraíso É o que eu preciso, de um paraíso. Eu vou de passo em passo ocupando espaço Não fico mais sozinho neste labirinto Eu já pressinto um bom pedaço. Mas, nada para dentro desse coração Refrão Mas, nada para dentro desse coração Estou aqui sentado pedindo abrigo Esperando que alguém me leve a um paraíso É o que eu preciso, de um paraíso. Modernas tecnologias de relacionamento E os robôs, ciborgs e outros pontos (.) Org São ameaças, que te abraçam.
  • 473.
    Letristas em Cena 473 NEILABITTENCOURT PEREIRA Coisas que se apagam Cristo nasceu... Aleluia Decisão Doce ilusão Felicidade Festa do peru Intenso amor Laços de criança Lembranças Ombro amigo O poeta do povo (Cazuza) Rap do foda-se Sempre quis declarar para você Tem caras (tentação) Tributo a Renato Russo Você me chama com esse olhar 475 476 477 478 479 480 481 482 483 484 485 486 487 488 489 490
  • 474.
  • 475.
    Letristas em Cena 475 COISASQUE SE APAGAM São coisas que se apagam com o tempo Eu aqui pensando neste momento O amor já se foi, sentimento é demais, Lembranças não se afastam jamais. Meu bem, eu lhe quis por mais um dia Esse seu ciúme... comovia Dor que fala mais, palavras são reais, Sentimentos e lembranças são fatais. Cadê a hora em que você me prometeu Onda de desejo... me envolveu Agora sinto toda a nostalgia, E você vem prá me dizer que não queria
  • 476.
    Coletânea de LetrasMusicais 476 CRISTO NASCEU... ALELUIA Nasceu Num manto sagrado Teu nome – cuidado Filho de Nosso Senhor Nasceu Num dia especial A fé inabalável Unindo os povos afinal Vem... Unir... A tristeza foi embora O mundo agora é legal Nasceu... O menino Jesus Vem cantar comigo a Tua luz Refrão: Aleluia... Aleluia... Aleluia... Vem somar esse coral Aleluia... Aleluia... Aleluia... Ô... ô... ô... ô... Vem... Cantar e sonhar Vem... Me iluminar
  • 477.
    Letristas em Cena 477 DECISÃO Seique você não pode me largar Mas a verdade é que você quer se confessar Mente todos os dias ao raiar do sol Bate o domingo e vai conversar com Mol Gatinha linda... você quer me conquistar... Todinha sina... o amanhã vai lhe procurar Sentidos opostos vem e vão E o que eu quero de você É chegar bem de mansinho Dar um abraço e um beijinho... Coisinha linda... você não diz o que quer dizer... Se falo baixinho... tradições vão me prender... Quando chegar a temporada de nevar Eu quero todo meu E o desejo... já morreu
  • 478.
    Coletânea de LetrasMusicais 478 DOCE ILUSÃO Eu vou levar O teu julgamento Dos nossos momentos ... eu vou levar Eu vou levar A saudade dos filhos De amores proibidos ... eu vou levar REFRÃO I Começa sempre assim... As tuas loucuras ... as tuas frescuras Questiona nosso a mor Começa sempre assim Os teus insultos ... palavras no escuro Foram sempre o seu rancor * Eu vou levar As tuas memórias Contar a nossa história ... eu vou levar Refrão II – Doce ilusão ... eu vou levar Doce ilusão ... eu vou levar ... Doce ilusão...
  • 479.
    Letristas em Cena 479 FELICIDADE Felicidade...eu não sei Eu te amo e sei por quê Amor vagabundo Amor de outro Mundo Felicidade... eu passei Uma nova vida conquistei Abri meu coração Apaixonada prisão Posso Não ser somente teu Mas quero o amor que é meu Dizer que nunca te esqueci Posso Um dia voltar Em teus braços me entregar E assim recomeçar.
  • 480.
    Coletânea de LetrasMusicais 480 FESTA DO PERU Estava em casa Na sala de jantar Vi por meio da janela As ondas do mar Fui ver o que havia Que de longe avistei Era o sapo e o tatu Conversando com o rei É... é... é... é o rap É... é... é... é o rap A meninada dançava Por pulos desengonçava Na festa do peru
  • 481.
    Letristas em Cena 481 INTENSOAMOR Venha meu amor Que eu estou chegando com muito calor... Beije-me que eu estou louco E de prazer, o abraço é pouco Cheia de manias Não vou censurar Eu é quem te peço todo dia Carinhos para alma lavar Eu estou com tudo Não é assim a vida, não é assim a vida Nós só somos cúmplices Nós só somos cúmplices Pra não perder esta perdida.
  • 482.
    Coletânea de LetrasMusicais 482 LAÇOS DE CRIANÇA São laços... passos, olha só o que você fez Marcas rasgadas, conte apenas um, dois, três. São laços... passos, olha só o que você fez Marcas rasgadas, conte apenas um, dois, três São brincadeiras... as palavras, descobrir cada charada Dá um pulo... pula a corda, menina corre outra vez. São brincadeiras... as palavras, descobrir cada charada Dá um pulo... pula a corda, menina corre outra vez. Tudo isso não passa De uma aventura inesquecível Quem já não foi criança Traz no sorriso a esperança
  • 483.
    Letristas em Cena 483 LEMBRANÇAS Euquero sair por aí Abrindo os medos devagar Prá me conhecer... procurar Eu quero ter todos os dias Uma solução, uma saída E enfim recomeçar a vida Meus sonhos realizar Não há nada que me impeça de ser feliz É só achar a chave, colher a raiz Plantar num bom lugar Lembranças vão brotar Tudo o que conquistar Na saudade ficará...
  • 484.
    Coletânea de LetrasMusicais 484 OMBRO AMIGO Já posso conferir o que é tudo meu Eu vou abrir o coração Preciso de um amor para acabar com a solidão Eu não quero mais esperar, o olhar está a divagar Necessito mais que depressa me dispersar. To de paquera não quero mais machucar Você ombro amigo e terá sempre o seu lugar To de paquera não vou mais dizer Que a fantasia é justa não quero me comprometer.
  • 485.
    Letristas em Cena 485 OPOETA DO POVO (CAZUZA) São tantas decisões para tomar Eu já não tenho a minha vida, o meu lar Pois o sol que bateu em mim Uma luz que me disse assim Vem filho, não se apavora não É um menino seguindo uma multidão Lá no outro lado, é covarde o verdadeiro, É uma tempestade, coração é petroleiro. Me diz, quem fala que você não foi Um poeta grande, coração-canção... É debater carnavais, Um bando de idiotas políticos fundamentais Vem, me atropela porque sim, O inútil do poeta é ser besta demais Para quem não acredita do que ainda sou capaz, Para quem não acredita do que ainda sou capaz O poeta do povo
  • 486.
    Coletânea de LetrasMusicais 486 RAP DO FODA-SE Eu estou emaranhada de problemas meus Ainda vem gente esquentar-me com problemas seus Eu pergunto o que é que tem e eles me respondem Tá corrido de tudo, o que é um absurdo Completam em dizer que a vida é animal O país que é foda, as pessoas são normal. Segue no agito Polícia no apito Algemas de montão Os bandidos agora é que são os políticos Segurança? ... Tem esperança? Para acabar com toda a violência. São anos e anos de luta Tem gente ainda batendo a cuca Batendo de frente ... fazendo-se cara de contente Para saciar a sua sê... de Não há com que se enganar A vida é assim mesmo mas pode se mudar.
  • 487.
    Letristas em Cena 487 SEMPREQUIS DECLARAR PARA VOCÊ São só sentimentos Que eu sempre quis declarar Pra você amiga... pra você E nada sou em vão na vida Você pensa em fugir de uma saída Vê como só estou Harmonia que restou de um grande amor Veja bem, preste atenção, É apenas uma simples canção, Declarando pra você o meu amor Diz aí o que é que você tem pra me dizer Então faço esta canção que é pra você Brilho no olhar, lágrima que corre de amor... Diz aí o que é que você tem pra me dizer Então faço esta canção que é pra você Brilho no olhar, lágrima que corre de amor...
  • 488.
    Coletânea de LetrasMusicais 488 TEM CARAS (TENTAÇÃO) Tem caras que a gente vê E não sabem o que dizer Tem caras que metem medo E não sabem como se esconder Tem caras que metem broncas São os corruptos prá valer Tem caras f.d.p. Que fazem merda prá vender Mas eu não estou nessa linha de fogo Tenho medo do escuro... e da solidão Mas se o meu desejo é repartir o meu coração Então eu esqueço tudo... abandono o meu escudo E continuo nesta prisão... Tentação!
  • 489.
    Letristas em Cena 489 TRIBUTOA RENATO RUSSO São gotas que se partem Mas algo que nos deixam São almas velozes Palavras nem sempre são queixas Todos os dias Querer abrir Uma caixa de surpresas E querer que saia dalí O álibi das vossas cabeças Para depois dizer Que ainda temos a consciência
  • 490.
    Coletânea de LetrasMusicais 490 VOCÊ ME CHAMA COM ESSE OLHAR (com poesia incidental de Eduardo Ballerini) Você me chama com esse olhar Você quer brincar em qualquer lugar E é nesse impasse que eu desando Só pra me entregar... Só pra me entregar... “Bastou-se um momento para que a luz chegasse Mas foi-se num segundo, Como se os apelos não bastassem... Bastou-se muito tempo para que a luz retornasse Mas desta vez não houve apelo Como se para sempre ela ficasse...” Você me chama com esse olhar Você quer brincar em qualquer lugar E é nesse impasse que eu desando Só pra me entregar... Só pra me entregar...
  • 491.
    Letristas em Cena 491 NERTANSILVA-MAIA Além de mim Confins Deus Jardins do tempo Mensagem Miragem Pai Seu lamento A verdade Vida 493 494 495 496 498 499 500 501 502 503
  • 492.
  • 493.
    Letristas em Cena 493 ALÉMDE MIM Dê-me as mãos Leve-me além dos lábios Labirintos, lado bom do ser Me perco pra te achar. Sim e não Palavras frágeis Infinito entre dois corpos Que se amam sem se ter Mas sabem se amar. Teu olhar Minha paisagem Me reporto, te retoco Lembrando de você Me deixo navegar. No mar que erro Me disperso Te vejo acenar Além da ilha Além da trilha Muito além de mim. O que te peço agora: guia-me. O que te peço agora: livra-me. O que te peço agora: beija-me.
  • 494.
    Coletânea de LetrasMusicais 494 CONFINS Viva, Viva uma noite eterna Sonhe com a guerra e o fim Chore, Ao ver os horizontes Sem suas frontes, confins. Trilhas incertas te deixam ir Além das trevas, além de ti Há um abismo a seus pés Há um perigo de viés Não há abrigo sob o céu. Cores Que não ganharam nomes Por culpa dos homens vis Brilham, Brilham bem mais que longe Além de todo o existir. Trilhas incertas te deixam ir Além das trevas, além de ti Há um abismo a seus pés Há um perigo de viés Não há abrigo sob o céu.
  • 495.
    Letristas em Cena 495 DEUS Simplesé o Deus Simples é o Deus da perfeição Espelhos e anéis Elos da perpétua união. Dia e noite bate à porta do céu O homem fiel às portas da percepção Entre o veredito, o juiz e o réu Existe o real ponto de interrogação. A luz é o Deus A luz é o Deus que traz a paz Amor e razão Extrema criação que tanto apraz. Ilumina o sub ser indigente O tolo ausente de pensamento são Edifica a muralha da gente O corpo, a mente, o espírito que vai ao chão. Único é o Deus Único é o Deus da compaixão Profundo em seus papéis O mundo a seus pés, à redenção. Símbolo da singular esperança Quem o alcança filtra-o no coração Expressão lógica da existência Da vida que pensa suspensa na imensidão.
  • 496.
    Coletânea de LetrasMusicais 496 JARDINS DO TEMPO Segue cantando o tempo Silencioso e só Por aonde vai passando Deixa no peito um nó. Mãos que se tocam hoje Acenam a manhã Sonhos vão se acordando Dormem cansadas cãs. Ah, era assim, Anjos que plantavam flores No jardim. Ah, olha aqui, Lembra daqueles instantes Ao sorrir. E vai levando o tempo Momentos ao pó Sem ressentimentos Indiferente à dor. Do ventre da terra À escuridão O tempo se encerra Nasce a imensidão. Ah, toque-me, Antes que os sinos dobrem Ao partir
  • 497.
    Letristas em Cena 497 Ah,leve-me, Por livres quintais sem muros Onde cresci.
  • 498.
    Coletânea de LetrasMusicais 498 MENSAGEM Somos assim, Como pássaros no inverno beijando flores. Como uma nau Que renova seus caminhos, seus pescadores. Somos o sal Da sagrada fonte clara desses sabores. Sou um quintal Abraçado pelo brilho do teu sol. Mensageiro passageiro das manhãs É o fruto, a semente, nossa irmã Natureza de menina, mãe, mulher Tua força feminina faz viver No amanhã, um novo mundo, um novo dia. Somos assim, Como os mares e seus mistérios encantadores. Como um sinal Enviado pelos náufragos sonhadores Somos o mal Dos poetas que morreram por seus amores Sou um animal Aquecido pelo brilho do teu sol. Mensageiro passageiro das manhãs É o fruto, a semente, nossa irmã Natureza de menina, mãe, mulher Tua força feminina faz viver No amanhã, um novo mundo, um novo dia.
  • 499.
    Letristas em Cena 499 MIRAGEM Estiveà margem Estive ao frio Senti coragem Me vi sozinho Tão longe do arrebol Da escuridão do sol Tão livre do anzol Que me prendia ao pó. Tolhi a imagem Que me fez vivo Minha miragem Meu suicídio Lancei-me sem temor Desfragmentei minha dor Apartei-me do dom De pertencer ao que sou Não há distancia Não há nenhum caminho Que leve à herança Que leve ao paraíso Entre a doce ilusão E todo o infinito Entre os homens e o chão Há um precipício.
  • 500.
    Coletânea de LetrasMusicais 500 PAI Para Nemésio Dias Silva Sim, Enfim chegaste ao mundo Do começo sem fim Princípio indireto Da incerta razão Que chora a tua hora Tua ida manhã. Nas flores da descida Morte é vida, é bem-vinda Ao ser profundo, Calmo, fito No infinito prazer De contemplar a face oculta Do ser anti ser.
  • 501.
    Letristas em Cena 501 SEULAMENTO Para Ismália Dias A primeira quebra que há no ser Tem que vir de dentro de você Revolucionário do prazer Ser a chaga do tormento é crer. Que a primeira queda nos faz ver Não há nada tão perfeito a não ser O sentido de tudo que é incerto É tão certo! Não se importe com a morte dos afetos Todo golpe ressuscita o pensamento O que se move e nos ilude é o concreto O alimento predileto do poeta é o sentimento. Seu lamento! Estou encantado Com a paisagem dos teus olhos magoados Quando alvejados Nossos corpos pareciam condenados Por terem se amado Como gatos que madrugam nos telhados.
  • 502.
    Coletânea de LetrasMusicais 502 A VERDADE A verdade é um degrau Que se ergue como um altar Um paradigma, um paradoxo Para além do bem e do mal Ela morre em plena vida Antes mesmo de nascer Quando vem pré-concebida Dura o tempo de morrer. Vive morta, meio viva Meio morta vai viver Por um tempo infalível Definido pra vencer. Desde quando é erguida Traz em si, antes o fim Que a torna imedida Mesmo morta está em mim. A verdade é um degrau Submerso no altar Já pisado, já erguido Pela mão de um mortal.
  • 503.
    Letristas em Cena 503 VIDA Vejas, Océu ainda está azul Olhes, Parece um mar, parece um blues. Danço eu, danças tu Dançam anjos bons, anjos nus. Há um deus de norte a sul Clones mortais E o mundo é um. Deixas, Todo esse chão, todo esse grão Morres, De rotação, de translação. Anoitece o amanhecer Entardece num envelhecer A velha tece o novo ser Os racionais precisam ver Pra crer Beijas Minha face e serás traidor Chores, Mas há quem ache que é o amor. Sobre o homem há um véu Espaçonaves e imaginação Alguns dormem num bordel Outros mais pensam em vão E se vão...
  • 504.
    Coletânea de LetrasMusicais 504 Vida vi tua ida Ilha, ilusão Viva vida já vivida Qual tua razão?
  • 505.
    Letristas em Cena 505 PRISCILAPETTINE Acaso Agora é tarde Ainda falta Ainda sobre o amor Ainda vai aprender Amor em brincadeira Análise sintática Antes que algo aconteça Armação Bem mais que existir Breves versos Brilho neon Caçadores de emoção Canção paradoxal Canção pra você Cantiga de amigo Cidadão do vale De que mundo é você? Deixa rolar Desalento Descrevendo um poeta Desejo Deserto Divagações de educador Esse ser tão estranho Estrela que partiu Falta de você Faz sentido mesmo assim Fiquemos juntos A guerra da ignorância Humanismo 509 510 511 512 514 515 516 518 519 521 522 524 525 526 527 528 529 530 531 532 533 535 536 537 538 539 540 541 542 543 544
  • 506.
    Coletânea de LetrasMusicais 506 O incompreensível em meu ser Incompreensível ser Infernal Lágrimas secas Lei de cão Lua pálida, amor real Matéria prima do amor Nada fácil de entender Não temos descaso Nas rédeas de uma sociedade Nessa cidade Normal Olhar de cego O mundo vai pegar fogo Os campos Pago pra ver Pedidos insanos Por que não quis? A que verdade me refiro Quem vai decidir Raça desumana O rei de um conto Restos de mim Reviver Seu nome Silencioso som do engano Sobra o amor Sobre vida Só eu sei Só valho com você Tecelã do amor Tempo de saber 545 546 547 548 549 550 551 553 554 555 557 558 560 561 563 565 566 567 568 569 570 571 572 573 575 576 577 579 580 581 582 583
  • 507.
    Letristas em Cena 507 Tenhopressa! Todo o meu mundo Trocadilho Um alter ego, talvez Uma canção para mim Vaga a lua Vem Vendaval de amor Versos de amor sobre o tempo Vida de artista 584 585 586 587 588 589 590 591 592 593
  • 508.
  • 509.
    Letristas em Cena 509 ACASO Nãovou entrar em desespero só porque estou só, Nem correr contra o tempo só porque estou sem você. Vamos encarar os fatos, Já não temos mais motivos para nos esconder. Hoje eu vou sair de casa, pois preciso pensar. Penso no acaso e nisso tudo. Eu saio, eu vou passear. Eu só não quero essa pessoa aqui de novo encontrar. Mas o que posso fazer? Não posso mais estar aqui. Me sinto preso a você. Eu disfarço, finjo e falo certas coisas erradas que eu não costumo dizer. Não posso mais estar aqui, por um motivo muito simples: Estou preso a você, mas ainda não sabe disso. Eu disfarço, finjo e falo certas coisas erradas que eu não costumo dizer. Não consigo mais dizer, não consigo mais dizer.
  • 510.
    Coletânea de LetrasMusicais 510 AGORA É TARDE Quando vi seu olhar chorando não quis acreditar em desencanto. Te vi aos prantos tão tomado de tristeza. Antes te foi mais alegria de viver, Mas é tão triste saber... Que agora é tarde. Agora é tarde pra poder voltar atrás. Agora é tarde demais...Pra voltar atrás. Meu bem, não é só você quem sofre. Acredite em mim. Eu sofro também. Te vi aos prantos tão tomado de tristeza. Antes te fui mais amor, Mas é tão triste saber, saber da tua dor. Mas já é tarde. Agora é tarde pra poder voltar atrás. Agora é tarde demais...Pra voltar atrás.
  • 511.
    Letristas em Cena 511 AINDAFALTA Não vá dizer que não resta mais nada Se ainda há amor em mim. Não vá dizer que o começo se acaba Se o nosso meio nem chegou ao fim. Mentir pra quê, tentar esquecer - Não adianta que eu estou em você. Menti pra si, mas não adianta fugir Se o rio da vida sempre o leva pra mim. Refrão E a cada segundo mudo, Me diz mais que mil palavras, me diz tudo. E a cada segundo a vida faz Faz você me dizer ... Não vá dizer que o que é bom dura pouco Se ainda há o que degustar. Não fala nada, está em seu rosto, Ainda há amor pra dar. Mentir pra quê, tentar esquecer - Não adianta que eu estou em você. Menti pra si, mas não adianta fugir Se o rio da vida sempre o leva pra mim. Repete refrão.... E a cada segundo a vida faz... Faz você me dizer que ainda falta. Faz você me dizer que ainda falta. Faz você me dizer que ainda falta mais.
  • 512.
    Coletânea de LetrasMusicais 512 AINDA SOBRE O AMOR Faz-me rir vida! Oh, não me faça por mais chorar! Crucificar os desejos, É prender-se e não amar. Sentir os sentidos e tatear as ilusões, São ruínas comuns a muitos corações. Fazei-me compreender, mesmo que não veja, Ou então, Cegai os olhos de minha mente, Para que assim, apenas contemple A imagem translúcida e perfeita do amor. Para que nele pôr mais dor, Se por mais dor que se tenha, É sempre querido o amor? Oh vida! É isto sim. De fato que é. Então, fazei com que mais eu ria, Pois por mais dor que eu tenha, Não tenho amor nestes meus dias. Caem as folhas, as folhas secas Ou arrancadas ainda verdes, caem; E consumo em queda livre a vida, Sem cor, a secar-me mais. Aqui o choro que não se faz riso E o riso que nem é riso ainda, Fundem-se nos lábios trêmulos, E aguardam um sinal de vida.
  • 513.
    Letristas em Cena 513 Ohvida! Dê-me mais vida para ser vivida, E as vidas presas, algo a ser prezado! Dai-me amor para ser sentido, Ou sentimentos para sermos amados! Dai-me amor para termos e senti-lo, Ou sentidos, para termos cuidado; Dai-me amor para fazer-nos sentir Ou vivos, ou só um pouco amados!
  • 514.
    Coletânea de LetrasMusicais 514 AINDA VAI APRENDER Essa é mais uma história que eu canto pra você. Já cansei de acreditar em sonhos, eu quero viver. Eu descobri que é estranho fazer todos estes planos E no entanto, te perder. Te ver passar com ar distante E notar que ainda tem bastante o que aprender. E...Aiê...Ainda vai aprender. E...Aiê...Ainda vai aprender. Aprender a dar valor a cada instante, A cada momento que passa sem temer. Olhar pra trás e não achar estranho que não volta, Não repete e como dói o teu viver. Admitir que tem coragem de ficar com cada espinho que te passam e receber Das dúvidas uma certeza que te monta, te afronta e te faz querer saber. E...Aiê...Ainda vai aprender. E...Aiê...Ainda vai aprender. Saudade acordando vozes que explodem e logo vê Que o amor de juventude é disparate que te ilude, Mas que cura, pode crer. Então lastimo e aqui sozinha, solto os ecos desta terra, E suspiro por você. Ainda cedo do que tarde eu espero que eu não tarde a te ensinar a aprender. E...Aiê...Ainda vai aprender. E...Aiê...Ainda vai aprender.
  • 515.
    Letristas em Cena 515 AMOREM BRINCADEIRA Eu pensava que era apenas amizade o amor que eu sentia por você, Mas aos poucos eu fui vendo a diferença. Descobri que sem você não sei viver. Eu pensava que era apenas ilusão, Mas aos poucos eu fui vendo outra razão. Eu queria tê-lo sempre ao meu lado E eterno dentro do meu coração. Mas você era o meu melhor amigo, Hoje é a razão de meu viver. É por isso que eu digo com certeza: Meu amor, estou gostando de você!
  • 516.
    Coletânea de LetrasMusicais 516 ANÁLISE SINTÁTICA Te analiso aqui, sem erro: análise sintática. Se és meu verbo, vou te encontrar. Logo na sequência vou indagar: o seu sujeito onde é que está? Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te encontrar. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te encontrar. Só de um jeito esse sujeito assim tão simples pode ser. Só um agente o trabalho fazer. Se surgirem dois querendo, vejamos que pode ser... Será composto, como eu e você! Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou encontrar. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te encontrar. Espere que esse caso ainda vai se complicar, então me escondo, oculta vou ficar. Se perguntas, me revelo. Segredos não sei guardar. Eu só me escondo. Só sei me ocultar. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou encontrar. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te encontrar. Já que agora estou sujeita a toda prova, então vou lá. Não sei de nada, vou me indeterminar. Se perguntas, não respondo. Deixo a dúvida no ar. Sei lá, falaram que não vão te encontrar...
  • 517.
    Letristas em Cena 517 Quemé você? Onde estará? Entre as palavras, não vão te encontrar. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, já não podem te encontrar. Resta saber se esse sujeito é você, se vai querer existir assim Sem ação, com a incerteza nas mãos. Não faz sentido, mas há de haver. Resta saber se o tempo é pra ti, se a natureza pode te nutrir. Que sujeito que é? Se a natureza não quer, com certeza, não vai existir. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou encontrar. Quem é você? Onde estará? Entre as palavras, vou te encontrar.
  • 518.
    Coletânea de LetrasMusicais 518 ANTES QUE ALGO ACONTEÇA Existe alguma coisa para se lembrar... Percebo que nada é igual, mas não querem deixar lembrar... Eu sinto que sei, você sabe o que eu sinto não é igual. Alguém do outro lado prefere que eu me esqueça... Antes que algo aconteça. Antes que algo aconteça é preciso saber. Antes que algo aconteça é preciso viver. Antes que algo aconteça é preciso saber. Antes que algo aconteça é preciso viver, é preciso acordar e viver. Se acaso precisar de mim finja que não estou aqui Até que consiga livrar-se do medo de assumir. Vamos fingir que é certo agir sem olhar pra trás, Até que nos chegue o momento de agir e mover o que há pra mover. Antes que algo aconteça...
  • 519.
    Letristas em Cena 519 ARMAÇÃO OSol aquece esse dia que podia ser assim, o melhor da minha vida. 2X Poderia...esse dia.... Se não fosse minha ira... Atitudes explosivas com pavio no coração nos farão em ruínas. As ruínas deste dia... Cegarão muitas vistas... Ah... Mas daqui a pouco o Sol irá se pôr, E a noite linda vai aparecer fazendo todos pensarem melhor Em tudo o que podia acontecer... Mas não aconteceu. A noite fria e sua magia nos incumbem da missão, armação e mentiras. 2X Desilusão, eu sabia... Provocou toda a ira. Penso em dizer meias verdades, mas pessoas dizem não e então mais um dia... 2X Mais um dia de mentiras... E você nem sabia... Ah... Mas daqui a pouco o Tempo irá fazer
  • 520.
    Coletânea de LetrasMusicais 520 Com que consigas ver o que há de ver, Fazendo todos pensarem melhor Em tudo o que podia acontecer... E torna a acontecer...
  • 521.
    Letristas em Cena 521 BEMMAIS QUE EXISTIR Sem direção, sem onde ir, cheguei assim até você. Tragando a noite devagar a esperar o Sol nascer. Sentindo a brisa me tocar foi mergulhar no teu olhar Agora sim, sentia que não tinha fim. Havia mais motivos pra viver. Viver em meio a sonhos pode parecer insano, eu sei. Mas quem não quer se desligar das coisas vãs, de tudo o que vê? Se um não pode suportar a carga que há pra carregar Além daqui, pois é comum em todo lugar De que adiantará viver? Criando só desculpas pra esquecer. Se é muito pra você, não é muito pra nós dois Viva agora e esqueça o depois. Vivendo agora, esqueça o que foi. Depois que você e eu unidos tivermos aí enfim, saberemos viver. É bem mais que existir.
  • 522.
    Coletânea de LetrasMusicais 522 BREVES VERSOS Em breves versos fica difícil escrever Indefinidos passos que explicam você. Em breves versos fica difícil compreender Indefinidas ações que não se vê. Em breves versos não é possível te dizer A minha vida, eu não poso descrever. Todos duvidam daquilo que não vê, Mas eu ei que existe alguém, Eu sei, eu sei que existe alguém Que sabe tudo o que eu sei. Eu sei, eu sei que existe alguém Que não sou eu, nem é você. Eu sei, eu sei que existe alguém, Mas quem é esse alguém? Um mero alguém... Ainda não sei... Viajei em seus pensamentos Que me fizeram entender Todos estes tais sentimentos Impossíveis de se esquecer. Em breves versos eu não posso A minha vida te dizer, Todos duvidam do que eu digo,
  • 523.
    Letristas em Cena 523 Poisjamais vão poder ver. Não podem ver, mas eu sei que existe alguém. Eu sei, eu sei que existe alguém que sabe tudo o que eu sei. Eu sei, eu sei que existe alguém Que não sou eu, nem é você. Eu sei, eu sei que existe alguém, Mas quem é esse alguém? Um mero alguém... Já eu não sei...
  • 524.
    Coletânea de LetrasMusicais 524 BRILHO NEON A razão já não é mais razão, Já não engana o coração. Sentimento agora brilha cor neon, Não teme mais uma explosão. Se o meu sonho é de paz, meu pecado é amar você. Posso entregar o meu sonho, só não entrego o meu amor. Underaraunderará......... Eu quero mais que um instante com você. Mais que uma noite, mais que um dia. Sede de amor não tem limites, não. Não cabe nem na poesia. Se tudo o que é bom se acaba, considere isso muito ruim. Quem sabe faz uma mágica pra nunca mais ter fim? Underaraunderará......... Se o meu sonho é de paz, meu pecado é amar você. Posso entregar o meu sonho, só não entrego o meu amor. Underaraunderará.........
  • 525.
    Letristas em Cena 525 CAÇADORESDE EMOÇÃO Uma noite traz consigo um gosto de solidão, E as vozes entorpecidas não encantam o coração. Tão certo quanto triste cria sempre uma ilusão. Noite adentro e eles lá fora, caçadores de emoção. Escuro aqui e eu já não posso transmitir focos de luzes. Eu tento e não consigo entender caixão e cruzes. É dia, fogo cruzado! Se falta amor, sobra pecado! 2X Certo dia traz consigo mais um tom de escuridão, E o Sol que já não brilha não esquenta o coração. Tão certo quanto tenso mata mais uma ilusão. Dia afora e eles lá dentro, caçadores de emoção. Escuro aqui e eu já não posso transmitir focos de luzes. Eu tento e não consigo entender caixão e cruzes. É dia, fogo cruzado! Se falta amor, sobra pecado! 2X
  • 526.
    Coletânea de LetrasMusicais 526 CANÇÃO PARADOXAL Diz que pega nada... Pega um monte e mais você. Diz que pega nada... Pega um monte e mais você. A distância que não leva pra longe, A certeza que só causa dúvida. Querer ser um outro alguém igual a este que é você. Acreditar em todas as mentiras que lhes contam sem piedade, Acreditando que é verdade... Verdade... Diz que pega nada... Pega um monte e mais você... Curtir o dia esperando que anoiteça Só para ver um novo dia amanhecer, Esperando que melhor vá ser. Isso pra mim não é viver, mas há quem viva só assim. Mesmo assim, há quem viva só assim. Diz que pega nada... Pega um monte e mais você. Mas são, são só contradições que pegam um monte e mais você.
  • 527.
    Letristas em Cena 527 CANÇÃOPRA VOCÊ Essa era pra ser uma canção pra você. Pra alguém singular, sem igual. Uma canção ideal. Mas tenho a impressão que virou uma canção de amor. Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor. Essa não é para ser canção de quem quer esquecer, A falar da dor sem piedade lembrando só o que é bom na imagem. Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor. Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor. Canção em tom de amor de liberdade que tem surpresa e tem saudade. Pensando em cantar só toda a beleza de um grande amor cantei tristeza. Essa não é para ser canção de quem quer esquecer, A falar da dor sem piedade lembrando só o que é bom na imagem. Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor. Tenho a impressão que virou mais uma canção de amor. Canção em tom de amor de liberdade que tem surpresa e tem saudade. Pensando em cantar só toda a beleza de um grande amor cantei tristeza.
  • 528.
    Coletânea de LetrasMusicais 528 CANTIGA DE AMIGO Aludindo ao Trovadorismo português Nas sutilezas vilãs da vida Há o abrigo de tua guarida. Felicidade de muitos encontros E tristezas de partidas. Em meio a gestos sutis lhe surgem Um sentimento alheio aos deuses Que em natureza se emparelha As lágrimas que caem das nuvens. Refrão Amargo olhar insano do amor Mirava em mim mostrando sua dor, assim disfarçando o seu amor. Em meus versos lirismo encontro Ainda que homem, em mulher me pondo Declarando minha tristeza por deixar aquele encontro. Foi meu amigo quem foi à guerra E aqui, só, mais ninguém me espera Então às margens do rio me deito pra chorar mais uma era Amargo olhar insano do amor Mirava em mim mostrando sua dor, assim disfarçando o seu amor.
  • 529.
    Letristas em Cena 529 CIDADÃODO VALE Inspirado em um poema de Telma Sanchez Cidadão do vale, vale da cidadania. Vale quanto ganha. Mas se não ganha nada, vale nada não. E nem tem direito ao pão. Cidadão do vale na cidade, não sabe o que é a felicidade. Mas não sabe disso e acha que é feliz se ninguém o contradiz. Nas telinhas dessas mentes pobres, de rapina de ibope Se asseguram da chacina que se vê bem diante da TV. Passivos a aceitar toda a mensagem que lhes passam sem piedade. Essa imagem invertida que se vê nesse espelho é você. Cidadão do vale, vale da cidadania. Vale quanto ganha. Mas se não ganha nada, vale nada não. E nem tem direito ao pão. Cidadão do vale da cidade, frangalho na sociedade, Alma pobre que nem sorte às vezes tem mas que canta mesmo sem. Nas telinhas dessas mentes pobres, de rapina de ibope Se asseguram da chacina que se vê bem diante da TV. Passivos a aceitar toda a mensagem que lhes passam sem verdade. Essa imagem invertida que se vê nesse espelho é você. Cidadã do vale da cidade, não vale na sociedade Muito mais do que o que há pra se comer Que por vezes é você.
  • 530.
    Coletânea de LetrasMusicais 530 DE QUE MUNDO É VOCÊ? Jogos, livros, jornais e revistas, Tudo aqui lembra você. Plantou em mim um ramo de saudade, Mesmo assim não quero ter... Ter de novo sua arrogância, intolerância, quero não. Não, não tínhamos coisas incomuns, Mesmo assim juntamos coisas. Se a verdade não era tão ruim, Então por que sempre foi contra? Se eu não sou parte do seu mundo como diz, De que mundo é você? De que mundo é você? De que mundo é você? De que mundo é você? Sabe aquele presente que lhe dei? Eu nunca ganhei. Ei... ei. Nem de moça, nem de moço e nem da vida Eu nunca esperei. Ei... ei. De ninguém espero tanta compreensão. E jogo os livros fora. Vou nunca mais te ver. Não quero mais ramos de saudade. Não quero nem saber. Se eu não sou parte do seu mundo como diz, De que mundo é você? De que mundo é você? De que mundo é você? De que mundo é você?
  • 531.
    Letristas em Cena 531 DEIXAROLAR Deixa rolar amor, deixa rolar amor, deixa rolar. Deixa rolar amor, deixa rolar amor, deixa. A lua branca sobre nossas cabeças Debaixo a renda preta aguça a imaginação De quem tem imaginação. Deixa rolar de tudo um pouco, um pouco mais. Deixa rolar de tudo um pouco que eu quero ver como é que faz. Que é tudo isso, é tudo isso que faz sentido. É tudo isso que nos faz sentir amor. Deixa rolar de tudo um pouco, um pouco mais. Deixa rolar de tudo um pouco. Eu quero
  • 532.
    Coletânea de LetrasMusicais 532 DESALENTO Desconheço sua verdade ou não quero acreditar. Ouvi o que eu não queria. Ela queria me detonar. Não creio que não conheça aquela que me jurou Por tudo ser tua deusa, teu único amor. Desapreço que tem comigo. Detesto desatenção. Falsidade não tem idade E você já nem tem razão. Quero sinceridade. Eu já nem quero errar. Menina espoleta. Não aprende, mas sabe amar. Desapego foi tudo o que eu não pude suportar. Suponho que em seu jogo sujo fui bem vinda pra se deixar. Deixa que eu me vingo. Não perde por esperar. Mancho toda a poesia. Outros olhos também vão chorar. Desalento, diz, diz que não quer mais a menina ingênua, cheia de ideais? Perdeu-se no paraíso. Veja o inferno que virou. Graças a teu jogo sujo. Tua brincadeira de amor. Desalento, desafeto, desalmado, descarado, desencanado, diz desgraçado.
  • 533.
    Letristas em Cena 533 DESCREVENDOUM POETA Creio que de mim, dei apenas a melhor parcela: Palavras destiladas lentamente, Como o suor das pedras, após as tempestades. Prostituída do desejo de criar, Em versos desatentos, O meu próprio Universo, Acabei por me entregar à mais antiga profissão dos pensadores. Povoei meus mundos Com a Vida que me foi negada em vida... E surpreendi-me Na desilusão da realidade... Metáfora das metáforas: A essência poética É uma vivência hermética! Busca, o Poeta, ocultar, em suas palavras, O sentido da sua própria expressão. Em cada figura, uma armadilha Ao leitor desatento: "Não me lerás assim, tão facilmente! Decifra-me e, ainda assim, te enganarei!" Posso afirmar que não há segredo mais guardado Que a alma do poeta! Ele não tem compromissos...
  • 534.
    Coletânea de LetrasMusicais 534 Nem razão! Busca, na contradição, Distrair, do leitor, a atenção. E, nos melindres de sua paixão, Despistar sua própria emoção. Sofre, com as palavras! Não somente com a Alma... Devora-lhe o temor De ser, um dia, desvendado Pela interpretação, desmascarado, Exposto à crítica, Ao mais vulgar entendimento, Qual um texto banal... Assim, fugindo à lógica, Persegue, em tortuosos labirintos, Encontrar a sua própria, e ainda que absurda Verdade!
  • 535.
    Letristas em Cena 535 DESEJO Odesejo é como um torpor que levando à ânsia, Mantém na mais cruel inércia aquele que o possui. Os que interrogam ao desejo sobre suas nascentes, Perdem-se nas reticências inércias de seu entorpecimento mental. Desejas, com veemência, Saberes por que tão carregados de tal impulso arrebatador Sois capazes de estar. E descobrindo-se ao avesso, entre as instâncias da incerteza, Serás capaz de mobilizar o estático e saciar-se No esplêndido desconhecido de teu ser. E lerás... Nas entrelinhas de teu desejo, uma tênue indução Às mais inquietantes indagações de tua alma. E buscará o desejo, não tão somente a que deseje. O ato em si, Não um objeto qualquer que suponhas ter-lhe força de motivação. Flamejando no auge de uma inquietação inigualável, Serás capaz de sorrir nas manhãs cinzentas e frias, E até mesmo em meio as noites de solidão. E findar-se-á numa via de mão única que não lhe caberá saber, Se parte de teu peito rumo à alma, Ou desta, até chegar-lhe ao coração.
  • 536.
    Coletânea de LetrasMusicais 536 DESERTO Todos os sonhos se acabaram quando perdi seu sorriso. Não quero o silêncio da noite sem você por perto. Meu chão agora anda distante e a luz não brilha como antes. De que adianta ter amor sem ter você por perto? Ah... Sem você por perto Ah... Meu mundo é deserto. De que adianta andar sozinho, seguir assim esse destino, Se onde ando tua alma teima em estar sempre comigo? Não vou fugir de mim mentindo: só sou feliz contigo. Não pode se livrar da dor da ausência assim sem mim, amigo. Ah... Só sou feliz contigo Ah... Amigo. Coautoria: Telma Sanchez
  • 537.
    Letristas em Cena 537 DIVAGAÇÕESDE EDUCADOR Criador e criatura em verdadeira simetria, nada de destino imutável, nem sina. Nada nem de sinistro, apenas sincronismos da dinâmica cotidiana da vida. Sim, caríssimos de pouco ou nenhum valor. Vitoriar as conquistas é o âmago comburente das alegrias. Egressa das fileiras dogmáticas e encerrada na razão, agora por missão tendo a educação de uma geração. Rompendo as fronteiras dos dogmas, ainda religiando Destruindo imperativos, rechaçando. Minando os limites do senso comum, fazendo irromper no território da mente, a filosofia vital, o colorido científico e o inebriante som da indagação que sublima virando arte. Agora um som que acalenta, uma palavra que liberta, uma interrogação que questiona, Território da liberdade e autonomia que assombra. Na autêntica aventura do conhecimento emancipatório do homem por ele mesmo, jaz um misto de introspecção com extroversão, sagacidade, curiosidade capaz de formar embaixadores da justiça e da paz social, sempre combatentes e dispostos a lutar por bandeiras que gritem, denunciem e anunciem o direito de todos à dignidade - de viver a sua mais profunda e destemida verdade...
  • 538.
    Coletânea de LetrasMusicais 538 ESSE SER TÃO ESTRANHO Quem é você... Esse ser tão estranho... Ser que chora sem saber por que, Ser que ama sem saber amar, Ser que sente sem saber o quê, Ser que sonha sem saber sonhar...? Quem é você... Que pode mas não sabe, e se revolta com outros Porque sabem e já não podem mais...? Quem é você... Que quando o dia amanhece começa a desfrutar, E quando já de noite começa a lamentar E se revolta com a vida por não vê-la passar...? Quem é você? Esse ser tão estranho... Ser que odeia querendo amar, Ser que grita sabendo cantar, Ser que briga desejando a paz, Mas por dom, dificilmente a faz!
  • 539.
    Letristas em Cena 539 ESTRELAQUE PARTIU Cai a lágrima. É de dia. Dentro de mim não há sol, não há verão. A estrela que me guia sumiu daqui e levando minha emoção. A estrela que me guia se foi daqui e levou minha emoção. Hoje aqui é só saudade, Espero a felicidade para ver se há prazer Por isso espero por você, por isso espero por você. Cai a lágrima. É de tarde. Dentro de mim não há sol, nem tempo bom. A estrela que hoje parte se vai daqui levando meu coração. A estrela que hoje parte se vai daqui levando meu coração. Hoje aqui é só tristeza, Não se vê mais nem beleza como havia no sertão. Só secura nesse dia cinza como o desse chão. E não há cura pra esse dia nem que água caia nesse chão. Caia lágrima que quero! Dentro de mim vem cair que quero sim. E é tanto mesmo que te espero, como as flores do jardim. Tanto mesmo que te quero como chuva branda no jardim. Hoje à noite nem luneta vai mira nenhum planeta, Pois é negro o céu de anil. Minha estrela cintilante brilhou tanto que sumiu. Foi-se embora e nesse instante sorriso doce perdeu o brio. A estrela que hoje parte se vai daqui levando meu coração.
  • 540.
    Coletânea de LetrasMusicais 540 FALTA DE VOCÊ Tudo o que existe não me agrada. Desagrada todo o meu ser. Falta de você. Pode vedar meus olhos, não preciso mais dos mesmos. Se tenho os teus olhos, é com eles que eu vejo... As mentiras da verdade, a luz da escuridade, Os sonhos na realidade e a tal da felicidade. Pra que dizer ao mundo que não há nada, Se há tudo entre eu e você? Pra que dizer? Quem engana ao mundo, não engana a si mesmo. Se tenho os teus olhos, com os meus eu já não vejo... Não vejo a luz do dia, não vejo mais alegria, Beleza na poesia; não vejo o que eu queria.
  • 541.
    Letristas em Cena 541 FAZSENTIDO MESMO ASSIM Ao meu filho Gabriel Pettine que iniciou estes versos anda pequenino Essa música que eu canto pra você, meu amor, Não está certa, mas eu canto mesmo assim. Nada é impossível, então faz sentido mesmo assim. Dentro de minha mente as estrelas do mar viram as estrelas do céu E lá de cima as estrelas do céu se viram no espelho do mar. Se eu estou aqui é aqui que eu deveria estar. Para mim tudo pode ter sentido porque eu sinto. Sim, meu amor, Eu sinto que sei amar. Essa música que eu canto, meu amor, Pode estar certa, e eu canto só pra mim. Nada é impossível, então faz sentido mesmo assim.
  • 542.
    Coletânea de LetrasMusicais 542 FIQUEMOS JUNTOS Esperei até ontem me ligar, mas já não liga mais. Desde que se foi daqui não tenho tido paz. Se aparecesse de novo abraçaria pra sempre, Mas até hoje você nada compreende. O tempo perdido não se encontra mais. Enquanto adiar o amor, a vida vai passar. Fiquemos juntos enquanto ainda dá Para depois você não se arrepender de não tentar. Para depois você não se arrepender de não tentar. Caso eu não conhecesse a tua amizade Não estaria sofrendo com tanta saudade assim. Já que surgiu em minha vida eu quero que fique mais. Ninguém vai mudar o destino que a gente faz. Ninguém vai mudar o destino que a gente faz. O tempo perdido não se encontra mais. Enquanto adiar o amor, a vida vai passar. Fiquemos juntos enquanto ainda dá Para depois você não se arrepender de não tentar. Para depois você não se arrepender de não tentar.
  • 543.
    Letristas em Cena 543 AGUERRA DA IGNORÂNCIA Outro dia, ouvi a televisão noticiar mais uma guerra: "A Guerra Da Ignorância!" E eu quis declarar guerra contra ela. Preconceitos estreitos não permitiram que uma nação enxergasse um só Deus. E tentaram dividi-lo. Dividiram Deus ao meio e cada grupo afirmava que sua parte era a verdadeira; E no meio disso, havia uma bandeira de um terceiro grupo que clamava a união, gritando: Guerra Não! Na disputa valia tudo: Pisar, massacrar, ser fariseu, até matar em nome de Deus. Mas Ele inteiro permaneceu. Somente Ele une, somente Ele separa. Mas o povo aqui é quem declara guerra contra Suas leis; guerra outra vez! E Deus nada fez. Apenas quis que compreendessem que a guerra ignorante é como a da formiga X elefante. É a Guerra contra Deus!
  • 544.
    Coletânea de LetrasMusicais 544 HUMANISMO Aos meus queridos alunos do Ensino Médio da E.E. Rodrigues Alves O tempo tem feito coisas que eu nuca vi igual, Fez o homem perceber que pode ser mortal sem mal. No humanismo era assim: o homem já pôde sentir que há algo mais além daqui. Mais e o medo? Muito medo de arriscar e se arrepender depois. Vive num conflito assim, se o que é certo pode ser ruim. Ainda há medo nesse tempo transitório e fundamental Que coloca o homem lá, bem no centro, no meio de si. O Humanismo lembra Gil, mas só longe do Brasil. Sua barca aqui nunca existiu. Vem da Itália e, tão legal, mesmo lá em Portugal, A ideia desse Sol centrar Apesar de muitos quererem negar; Pois há medo, muito medo de arriscar e se arrepender depois. Vai vivendo seu conflito assim. Dividido, bem e mal nem é tão ruim. Sente medo, mas seu medo é vencido pela sua moral. A razão vai comandar onde a Igreja já não pode mais reinar. Ainda há medo nesse tempo transitório, mas fundamental Que coloca o homem lá, bem no centro, no meio de si. Te coloca aqui.
  • 545.
    Letristas em Cena 545 OINCOMPREENSÍVEL EM MEU SER O tudo que se realiza do nada, O alto preço que se paga por estar por baixo, A verdade que apregoa a libertação, No mar voraz da mente Se faz presente. São presentes: o tempo de outrora, O olhar que chora, A presença da ausência, E o turbilhão de mais lembranças que não param de chegar. O turno da vida matinal: correr, viajar, fugir. Translada o noturno ser: fingir, divagar e morrer. Fazendo do nada que é todo presente, tudo o que há. E a espera há de findar antes que, enfim, finde tudo e tudo chegue ao fim.
  • 546.
    Coletânea de LetrasMusicais 546 INCOMPREENSÍVEL SER Não é razão, mas já a vida toda contida. Não serei mera ilusão, mas a realidade contraída. Sedenta pelo infinito e incompreensivelmente angustiada. Longe estou do pessimismo, mas pessimamente exaltada. Sedenta e intensa alma. Alma esta atormentada, Que bem não sente onde está, mas não tem outra morada. Seguindo sem ir prossigo, incompreensível e angustiada; Ansiosa pelo infinito onde as possibilidades não são ocultadas.
  • 547.
    Letristas em Cena 547 INFERNAL Serecordar é viver já há muito não vivo, Pois prefiro esquecer o que foi feito e dito. Já me fez florescer, hoje sulca minha pele. Habitar nessa dor é pior que no inferno. Infernal. Infernal é viver tentando esquecer. Adentrar em teu ser foi mais forte que tudo Aprendendo a não ver o que agora está escuso. Nebuloso é sorrir sempre ironicamente Sem tentar refletir os vestígios latentes. Infernal. Infernal é viver tentando esquecer. Prega peças, o amor, se assim quer que o chame. Mais parece um ator, encenando a quem clame. Se bons ventos o trazem, vendavais vêm contigo. Na vida ou na morte, não há fuga possível.
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    Coletânea de LetrasMusicais 548 LÁGRIMAS SECAS Quem anda pelas lágrimas perdido, Sonâmbulos dos gelos flagelados, É quem deixou para sempre esquecido O mundo e os simples acontecimentos do passado. É quem cruzou campos de guerra e de paz, E hesitou demais. É quem pegou raios de sol e de chuva, E entre muitos e muitas, lutos e lutas, Permaneceu cantando. Quem andou pelas lágrimas perdido, Não mais estará vagando. Suas lágrimas secaram. Sentiu medo e continuou andando...
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    Letristas em Cena 549 LEIDE CÃO Letra feita em parceria com Marcelo Silva Tomé Um dia alguém acordou para a vida e descobriu Que ela era bem menos divertida do que presumiu. E quanto mais ele aprendia, mais confuso, menos entendia Futebol, contas, propina, sociedade dividida. É assim que as coisas são. Eu sei. Para os amigos tudo, para os demais: a lei. A lei de cão. É assim que as coisas são, é assim que as coisas são, É assim que as coisas são, na lei de cão A pornografia acontece todo o dia Na tribuna do povo com suposta justiça Quem pode pode, quem não pode, acorde! É assim que as coisas são. É assim que as coisas são. É assim que as coisas são. Eu sei, eu sei, Para os amigos tudo, para os demais: a lei. A lei de cão. É assim que as coisas são, é assim que as coisas são, É assim que as coisas são na lei de cão. E quanto mais ele aprendia, mais confuso, menos entendia Futebol, contas, propina, sociedade dividida. É assim que as coisas são. Eu sei. Para os amigos tudo, para os demais: a lei. A lei de cão. É assim que as coisas são, é assim que as coisas são, É assim que as coisas são na lei de cão. (É assim que as coisas são).
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    Coletânea de LetrasMusicais 550 LUA PÁLIDA, AMOR REAL A Lua empalideceu, O Sol amarelou Quando foram testemunhas Do nosso estranho, estranho amor. Os pássaros se calaram. Não quiseram mais voar. Se puseram em seus ninhos Descobrindo o que era, o que era amar. Ninguém sabe o que é sofrer e viver feliz assim. Ninguém sabe o que é a felicidade sorriso tom lacrimejante. Esse é o tal do amor. Amor real. Amei demais, mas agora estou só. Meu veleiro afundou a felicidade, E o que me resta agora? Chorar? Cantar lá fora? Agora o que me resta... É falar mal do amor. Amor real.
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    Letristas em Cena 551 MATÉRIAPRIMA DO AMOR Se eu não tenho pressa, teu amor não me resta. Só o que restou foi saudade. Já não me interessa dizer que a vida é festa Se o que me diz não é verdade. Olha aí os vivos vivendo apressados, Morrendo aos poucos, amando exaustos. Tentando entre os destinos não preferir nenhum, Seguindo só o amor.... Olhe. Veja. Repare bem o que restou. Veja... A tristeza. Tristeza. Se é só o que lhe resta, para que querer lembrar? A tristeza. Tristeza. Não te larga e não me deixa. Matéria prima do amor. Matéria prima do amor. Se não chega cedo, já não tem quem lhe aguarda. Quem sentirá teu calor? Não há mais segredos. Nada mais para guardar. Lembranças do que passou. Olha aí os vivos vivendo apressados, Morrendo aos poucos, amando exaustos. Tentando entre os destinos não preferir nenhum, Seguindo só o amor.... Olhe. Veja. Repare bem o que restou. Veja... A tristeza. Tristeza. Se é só o que lhe resta, para que querer lembrar?
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    Coletânea de LetrasMusicais 552 A tristeza. Tristeza. Não te larga e não me deixa. Matéria prima do amor. Matéria prima do amor.
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    Letristas em Cena 553 NADAFÁCIL DE ENTENDER Eu queria ver o mundo lá de cima pra poder ficar distante de você e poder também ver como se sente só longe de mim. Eu queria libertar meus sentimentos pra poder fazê-lo acreditar em mim e poder também ver como se sentiria mais feliz. Mas eu sei que é nada fácil de entender. O amor, eu sei, não é essa coisa que o tempo vai fazer esquecer só pra vermos que será melhor assim. Eu queria acreditar por um instante que mais vale ter por um dia que não ter; E poder também te fazer querer ficar pra sempre aqui. Eu queria não dizer tudo o que eu digo. Preferia não amá-lo tanto assim para não sofrer já sabendo que o amor sempre tem fim. Mas eu sei que é nada fácil de entender. O amor, eu sei, não é essa coisa que o tempo vai fazer esquecer só pra vermos que será melhor assim. E eu sei que é nada fácil de entender. O amor, eu sei, não é essa coisa que o tempo vai fazer esquecer só pra vermos que será melhor assim. Você vai ver.
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    Coletânea de LetrasMusicais 554 NÃO TEMOS DESCASO Amor, fazei de mim uma coisa rara e comum, Como água para a boca sedenta, Como flor que se aspira em verão, Como o sol que te aquece do frio. Amor, fazei com que eu transforme Sons dispersos que ninguém ouve, Em música para todos ouvirem. Ensina-me a amar, A descobrir menos, viver mais; A chorar menos e a ser mais também, meu bem. Amo, não temos o coração cheio de orgulho. Não procuramos fazer um projeto absurdo. Apenas queremos estar onde o outro estiver, E onde quer que estejamos, será sempre juntos. Prodígios que nos ultrapassem não vamos cultivar. Não temos descaso, não vamos nos abandonar. Prodígios que nos ultrapassem não vamos cultivar. Não temos descaso, não vamos nos abandonar. Eu não te abandono. Não me abandone. Não me abandone que eu não te abandono. Não temos descaso. Não vamos nos abandonar. Eu não te abandono. Não me abandone. Não me abandone que eu não te abandono. Não temos descaso. Não vamos nos abandonar.
  • 555.
    Letristas em Cena 555 NASRÉDEAS DE UMA SOCIEDADE Eu queria achar feio os meninos de rua, mas eu acho linda a esperança de cada um deles. Eu queria achar feios as “mulheres da vida”, mas eu acho maravilhosa a fibra tirada do ímpeto oculto, superando os preconceitos. Eu queria achar feio os homossexuais, mas eu acho esplêndida a liberação dos desejos, amando ao outro, sem se importar com outros. Eu queria mas não posso. Eu não poso achar feio o problema do menor quando na verdade o problema é do maior. - O problema é do menor abandonado? - Ah não, é do maior abandonante mesmo... Eu não posso achar feio as “mulheres da vida”, quando tantas camufladas não fazem as claras e querem dar a lição. Eu não posso achar feio dois homens se amarem de um lado, enquanto na divisa, outros tantos se matam, machistas, por se estranharem e odiarem. Eu não posso, mas eu quero. Eu quero achar feio o preconceito sem razão, o descaso, a deixa, o fingir que não há; porque não quero que me deixem, que finjam que eu não existo, que me tenham descaso e me ocultem sem porquê. Se querer pode ser poder, então, por que eu não posso? Eu posso ser como eles, tentando não fazer o que a sociedade quer que eu faça, formando grupos excluídos e tentando ser feliz. Eu posso ser como eles, libertos das correntes criadas por todos, se soltando de suas repressões, desinibindo e sendo mal compreendidos.
  • 556.
    Coletânea de LetrasMusicais 556 Eu posso ser como eles, não obedecendo àqueles que não tem o direito de mandar, não aceitando as opiniões daqueles que não tem o direito de criticar. Eu não posso ser como tantos me dando o direito que não tenho por direito; criticando outros por conseguirem fazer tudo aquilo que eu tenho vontade de fazer, mas que não faço, por viver única e exclusivamente nas rédeas de uma sociedade... Uma sociedade onde quero ser socialista, mas não me deixam, Onde quero ser justiça, mas não me deixam, Onde quero ser humilde, mas não me deixam, Onde quero ser feminista, mas não me deixam, Uma sociedade onde quero ser apenas eu... Mas não me deixam.
  • 557.
    Letristas em Cena 557 NESSACIDADE Há calmaria a caminho do mar. A brisa morna mais ajuda a pensar. Há calmaria a caminho do campo. O pasto verde impede, engole o meu pranto. Sei que há calma pelos cantos escuros, Com passos lentos, sem pessoas surgindo. Sei que há calma em qualquer outro lugar, Mas na cidade é que quero encontrar. É na cidade paz que quero encontrar, As luzes todas me incidindo na noite. Nessa cidade é que quero estar. Sem mais fugir, poder viver e sonhar aqui... Quero, quero, quero estar aqui... Na madrugada ouvir o som do silêncio, Só é possível quando longe se está. Estar contido sem poder sentir dentro Toda a magia da cidade no ar. Não quero calma em demasia, eu só peço Que a grandeza seja benéfica Se num lugar pequeno a paz se esconde Que se declare grande nesse lugar...
  • 558.
    Coletânea de LetrasMusicais 558 NORMAL Escuro aqui e esse silêncio só me faz pensar Que daqui a pouco eu não vou querer em você pensar. Escuro aqui e esse silêncio só me faz penar. Eu agradeço pelo tempo em que cuidou de mim, Mas sei que tudo não devia terminar assim. Eu agradeço e não esqueço que cuidou de mim, Eu não esqueço, pois agora eu sei Que sem você por perto tudo é tão normal, Nada acontece, não tem graça, tudo é natural. Sem você por perto tudo é tão normal. Eu sabia, eu sabia que você tremia quando eu teimava em dizer O que era estranho e o que eu sentia, Só que agora eu sei que eu não queria saber... Que sem você por perto tudo é tão normal; Nada acontece, não tem graça, tudo é natural. Sem você por perto tudo é tão normal... A noite, o dia, o tempo, a casa vazia, Os cheiros, os gostos, os credos e todos os rostos. Tudo é tão normal. Estava certo que erramos ao querer tentar Recomeçar o que sabia que não ia dar certo; Pois quando apenas um tenta, é claro que não dá. E estes olhos no espelho só me fazem pensar Que agora eu vejo o que eu nunca queria enxergar. Agora eu vejo o que eu não queria nunca enxergar...
  • 559.
    Letristas em Cena 559 Quesem você por perto tudo é tão normal, Nada acontece, não tem graça, tudo é natural. Sem você por perto tudo é tão normal. A noite, o dia, o tempo, a casa vazia, Os cheiros, os gostos, os credos e todos os rostos. Tudo é tão normal.
  • 560.
    Coletânea de LetrasMusicais 560 OLHAR DE CEGO Quem espera o que está por vir, Não prevê o que virá mais. Quem já sabe o que não quer ouvir, Não aguenta cantar mais. Quem não guarda o que tem pra guardar, É claro, nunca terá mais. Quem retruca sem truques no olhar, Não aguenta fita mais nada. São as duras coisas da vida É o adormecer e o acordar, É o entardecer no trabalho E não ver o dia passar. É o olhar de todos os cegos Vendo o homem se revirar, Na contradição dos momentos Que não te dizem nada. Nada, nada, nada de mais. Nada, nada de mais. Se não dizia nada, importava nada, Não fazia nada, não queria nada. Momentos de nada, solução que nada. E se na lama nada, é o teu olhar, Mais nada
  • 561.
    Letristas em Cena 561 OMUNDO VAI PEGAR FOGO O mundo vai pegar fogo. Quero estar aqui. Te salvar, depois fugir. O mundo vai pegar fogo. Quero estar aqui. Te salvar, depois fugir para longe daqui. Às vezes sinto medo. Às vezes dor. Quando não sinto é porque passou. Sinto medo. Tamanha dor. Quando não sinto nada, passou. Daqui se foi. Pairo no ar. Desplugo daqui. Pretendo fugir sem saber aonde ir. Quero trazer-te pra junto de mim. Preciso amor. Amor sem ter fim. Mas sinto medo. Tamanha dor. Quando não sinto nada é porque passou... Tanto medo. Tamanha dor. Se hoje não sinto nada mais é porque passou e daqui se foi. Vamos tentar felizes viver. Você sem mim. Eu sem você. Quero saber se irá lembrar de mim. Não foi sempre assim, mas agora é o fim. E o mundo pegou fogo. Eu não estava aqui. Você se salvou, meu bem. Eu fugi... Pegou fogo, alastrou fogo e aquela dor que se chamava amor Hoje não tenho mais porque passou e daqui se foi.
  • 562.
    Coletânea de LetrasMusicais 562 Cinzas ao ar. Tudo o que restou de um grande amor que com o fogo queimou. Quero saber se irá lembrar de mim. Não foi sempre assim, mas agora é o fim enfim.
  • 563.
    Letristas em Cena 563 OSCAMPOS Quem dera esses campos fossem outros Então um outro esboço Como em outros tempos Simplesmente fossem toscos. Quem dera aquela outra paisagem Outra cara, outros ares, E não austera da vontade Deste campo abrasador. Os achados tão perdidos E os contentes escondidos Em meio a infelicidades, Em meio a tanta dor. E a vontade... Quem dera agora aqui... De pisar na grama verde De matar a grande sede Da terra fértil e esmorecer Da tal vontade de sofrer e ver sofrer. Onde se está deixam pegadas Da desgraça estacada Neste solo ruim de ver. Vem vermelhas, vem cortadas, As flores mais estimadas Em todas as partes tão manchadas Deste sangue que se vê.
  • 564.
    Coletânea de LetrasMusicais 564 Quem dera a primavera Encarcasse nestes troncos, Nestes torsos de desgostos Flores novas por aqui. Quem dera aquela sorte Aos que fazem da guerra forte Fosse consumada mesmo aqui E esses campos de outros tempos Hoje cheio desses “fortes”, Não fossem os campos da morte. E germinasse aqui desgosto A estes vermes da discórdia Ao ver os idos tão dispostos Renascidos diante de seus rostos. Esses campos de minha memória Que hoje a mim assola, Cultiva outra geração: Árvores da vida, Frutos da morte, Sementes do arrependimento... Um remorso no coração. Quem dera desse a sorte De olhar os campos dos montes E ver os frutos da imaginação, E não, a real destruição...
  • 565.
    Letristas em Cena 565 PAGOPRA VER Em mais um sonho se revela pra mim. Me diz que não mas eu sinto que sim. Aconteça o que acontecer. Quando a recusa é o que impulsiona e o desafeto ainda mais abala Pode ser o amor vindo a nascer. Pago pra ver a lembrança não desaparecer. Pago pra ver, pago pra ver mundo transformar você Já em meus sonhos sempre se revela Bem mais amável, nem tão fã da guerra Que vem travando desde que me conheceu. Vai mudar a opinião sobre mim. Não vai mais pensar assim. Mas nem vai notar o amor aí. Pago pra ver a lembrança que desaparecer. Pago pra ver, pago pra ver o mundo transformar você.
  • 566.
    Coletânea de LetrasMusicais 566 PEDIDOS INSANOS Estranhos desejos, estranhas emoções. É estranho eu não saber por quê. Perdidos na noite, pedidos insanos. É melhor talvez eu nem saber. O que queremos nem nós mesmos sabemos. O que pode nos acontecer? Estranhos desejos, estranhas emoções. É estranho tanta solidão. Refrão Talvez você queira esquecer toda essa incerteza Fingir que entre nós já não há mais tristeza. Machucar um coração que pula no peito Que não sabe se bater ainda é direito. Talvez você queira esquecer. Talvez você queira esquecer que na beleza pura O enigma do amor pode causar luxúria Se essa coisa nos pegar, talvez adoeça. Eu espero que o pior jamais aconteça Ninguém pode curar. Ninguém pode curar.
  • 567.
    Letristas em Cena 567 PORQUE NÃO QUIS? Uma vida mais outra vida Mais vivida. Mas minha vida, você foi embora. Você não quis tentar. Não quis tentar transformar a tempestade em chuva branda. Você foi embora. Você não quis ficar. Por que você foi embora? Por que não quis ficar? Anoitece e nada é igual. Já não entendo se a paz é normal. Por que você foi embora? Por que não quis ficar? Por que foi embora? Por que não quis? Ainda penso no quanto durou, mesmo sabendo que não era amor. Não era não, mas podia transformar. Então, por que foi embora? Por que não quis ficar? Por que foi embora? Por que não quis?
  • 568.
    Coletânea de LetrasMusicais 568 A QUE VERDADE ME REFIRO Agora vos direi minha verdade, Que outras já não há por conceber. Caminho há tantas luas, na realidade, E tudo resta a mim por resolver. Justiça, nem suspeito encontrar... Se a Lei dos Homens peca nas querenças, Por que, por Ideais, deveis lutar? A que verdade, eu me refiro, enfim, Se a todas as virtudes reneguei? Escutai, pois, as palavras que profiro, Que estas, em verdade, vos direi: Ninguém jamais me ouça esse suspiro, Que só por um Amor eu morrerei...
  • 569.
    Letristas em Cena 569 QUEMVAI DECIDIR Hoje você está alheio a tudo. Não sabe o que há de errado, Vive fora do seu mundo. Prefere se esconder a ver as culpas. Olha em volta e diz que todas essas coisas não são tuas. Sente que quando não vê ainda pesa em você um fardo, uma dor. Sonhou com sua pequena, mas não se importou... Que pena. Se ainda insiste em não vê, não cabe a você buscá-la. Ela é quem vai decidir se as suas pegadas irão encontrá- la. Hoje ela está a par de tudo. Sabe o que há de errado, Vive dentro do seu mundo. Prefere se arriscar em suas culpas. Olha em volta e diz saber que muitas não são suas. Sente que quando se vê pode perceber muito além da dor. Nota que falsas derrotas podem preceder a vitória do amor. Se ainda insiste em não vê, não cabe a você buscá-la. Ela é quem vai decidir se as suas pegadas irão encontrá- la.
  • 570.
    Coletânea de LetrasMusicais 570 RAÇA DESUMANA Sou das espécies a pior que se tem. Sou de mim mesma; não pertenço a ninguém. Escondo o jogo. Não abro a você. Dos meus segredos, só eu sei. Mas minhas intenções, todos sabem. Minhas intenções todos sabem. Quero poder para poder fazer de tudo. Sou de uma raça que domina nesse mundo. Minha medida é um tanto boa, um tanto má...Uh E desse jeito eu to legal. Pois minhas intenções todos sabem. Minhas intenções todos sabem. Monstros atônitos a ver-nos, eu sei que vão ficar E de escórias desse mundo, sei que vão nos chamar Pois sou da raça desumana. Na na na Eu sou da raça desumana. Na na na na na Eu sou da raça desumana. Eu sou da raça desumana. Monstros atônitos a ver-nos, eu sei que vão ficar. E de escórias desse mundo sei que vão nos chamar. Pois sou da raça desumana. Na na na na na. Eu sou da raça desumana. Eu sou da raça desumana. Que engana que é humana, só engana. Eu sou da raça desumana.
  • 571.
    Letristas em Cena 571 OREI DE UM CONTO Ao meu querido professor Edson Santos Silva inspirado em José Saramago em Conto da Ilha Desconhecida Era um homem popular e reservado Se é mesmo isso provável e possível de se ser Que morava num castelo em tom dourado Por seus guardas resguardados da noite ao amanhecer. Tinha fama de bondoso em seu reinado Por seu povo agraciado, mas sempre queria mais. Sua rotina foi mudar, Pois encontrou um homem decidido a lhe afrontar. Por isso quase endoideceu, Pois encontrou um homem que muito lhe enfureceu. Um sujeito muito estranho e obstinado Que pedia por um barco afim de se encontrar. E o rei gostando nada da história de ter que sair, Embora não quisesse se ausentar... Era posto todo o tempo em sua porta, Não devendo dar as costas À um povo tão apraz. Sua rotina foi mudar, Pois encontrou um homem decidido a lhe afrontar. Por isso quase endoideceu, Pois encontrou um homem que muito lhe enfureceu.
  • 572.
    Coletânea de LetrasMusicais 572 RESTOS DE MIM Restos de mim em tudo o que existe. Me jogo ao longe e encontro o que em mim vive. São pedaços meus soltos no ar E em cada um você contido está... Sempre. O que escrito está se concretiza. Sorte do amor que vive além da vida Que faz do que não gosta ter saudades. Sorte do amor que vem da amizade... Verdade. A semente agora está na terra; Teus vestígios, soltos pelo ar. Aprenda a amar só por amor não por vaidade. A semente agora está na terra. Teus vestígios soltos pelo ar. Aprenda a amar só por amar, não por vaidade. Só por amor, não por vaidade. Aí está a felicidade.
  • 573.
    Letristas em Cena 573 REVIVER Osacontecimentos novos, Ninguém pode ou quis prever. Só dentro de mim mesma moro, Ouvi alguém de lá dizer. Reviver, reviver, reviver... Seu Sol não brilha e já é dia, Vontade é o que lhe faz viver. Do sangue o amor fez poesia Que busca a rima refazer. Reviver, reviver, reviver... E o que quiser pensar do mundo, Não pense que não possas ver, Teus belos olhos veem mais fundo Não só o que eles querem ver. Teus olhos, sei que veem mais fundo Além do que eles querem ver. A noite clama por seu dia, É Lua buscando seu Sol Escurecido na magia De um sonho que lhe fez tão só. Reviver, reviver, reviver... Seus olhos vedavam seus dias Não vendo, o amor, sentiu melhor. Podia ouvir ao dom que tinha
  • 574.
    Coletânea de LetrasMusicais 574 Segui-lo foi o bem maior. Reviver, reviver, reviver... E o que quiser pensar do mundo, Não pense que não possas ver, Teus belos olhos veem mais fundo Não só o que eles querem ver. Teus olhos sei que veem mais fundo Além do que eles querem ver. Reviver, reviver, ela vai viver a ver. E reviver, reviver, reviver...
  • 575.
    Letristas em Cena 575 SEUNOME Por onde quer que eu vá já não aguento ouvir falar seu nome. Seja em qualquer lugar, tem sempre alguém a me dizer seu nome. Se eu não aguento mais, você já sabe bem por que seu nome É ruim de escutar: me faz lembrar tanto você... Seu nome... Seu nome me consome não me deixa esquecer. Me faz lembrar você. Se o nome não me some da cabeça, então você não sai do coração. Até fui viajar pra já não mais ouvir falar seu nome. Mas só que também lá eu dei azar de encontrar seu nome. Seu nome me consome não me deixa esquecer. Me faz lembrar você. Se o nome não me some da cabeça então você não sai do coração. Se eu não aguento mais você já sabe bem por que seu nome É ruim de escutar: me faz lembrar tanto você...Seu nome...
  • 576.
    Coletânea de LetrasMusicais 576 SILENCIOSO SOM DO ENGANO Alguém neste mundo mudo mudou tudo e ficou surdo. Imerso no silêncio intenso mergulhou no mais profundo. Outrora pensou sons e coisas extraordinárias Onde toda a Terra e gente veemente se curvara. Um espaço espesso e vasto onde as verdades se declaram. Agora inútil surte a sua sorte tão sonhada. Já se pronunciam a morte e a ignorância arraigada. Alguém neste mundo estranho foi abraçado pelo engano. Mas seu saber de timbre agudo tende a ecoar por muitos anos.
  • 577.
    Letristas em Cena 577 SOBREO AMOR Faz-me rir vida! Oh, não me faça por mais chorar! Crucificar os desejos, É prender-se e não amar. Sentir os sentidos e tatear as ilusões, São ruínas comuns a muitos corações. Fazei-me compreender, mesmo que não veja, Ou então, Cegai os olhos de minha mente, Para que assim, apenas contemple A imagem translúcida e perfeita do amor. Para que nele pôr mais dor, Se por mais dor que se tenha, É sempre querido o amor? Oh vida! É isto sim. De fato que é. Então, fazei com que mais eu ria, Pois por mais dor que eu tenha, Não tenho amor nestes meus dias. Caem as folhas, as folhas secas Ou arrancadas ainda verdes, caem; E consumo em queda livre a vida, Sem cor, a secar-me mais. Aqui o choro que não se faz riso E o riso que nem é riso ainda, Fundem-se nos lábios trêmulos,
  • 578.
    Coletânea de LetrasMusicais 578 E aguardam um sinal de vida. Oh vida! Dê-me mais vida para ser vivida, E as vidas presas, algo a ser prezado! Dai-me amor para ser sentido, Ou sentimentos para sermos amados! Dai-me amor para termos e senti-lo, Ou sentidos, para termos cuidado; Dai-me amor para fazer-nos sentir Ou vivos, ou só um pouco amados!
  • 579.
    Letristas em Cena 579 SOBREVIDA Não custa pensar que o melhor da vida, Seja o que não foi vivido. O que vivemos é morto, é ido. E nele não está contido aquilo que jamais teremos. O que foi vivido é vão, se esvai, E o que não foi, É contínuo, Sempre teremos mais. Sabemos o que somos, Prevemos o que poderemos ser, Mas nunca saberemos O que não poderíamos ter sido. Contudo, isto lido, Sabemos no real instante, Que quanto mais se vive, Nunca se vive o bastante.
  • 580.
    Coletânea de LetrasMusicais 580 SÓ EU SEI Pessoas vão querer dizer que nada adiantou Pessoas vão querer dizer que tudo foi em vão. Pessoas vão e vem e só você Há de ficar em mim, permanecer. Ninguém vê. Só eu. Pessoas vão tentar provar. De nada valerá. Quando chegar a hora, vão despertar... Será que era sonho ou você Estava mesmo aqui e só eu sei? Ninguém vê. Só eu... Sei de você...eu sei, eu sei, só eu sei... Que a luz que paira em seus olhos, sempre brilhará E de falsas derrotas irão se alimentar. Será que era sonho ou você estava mesmo aqui E ninguém vê? Só eu sei. Se ninguém vê... Não me acorde! Não me acorde, não! Não me acorde, não, desse sonho que não é ilusão!
  • 581.
    Letristas em Cena 581 SÓVALHO COM VOCÊ Andando pelo mundo, por aqui, só... Ignoro tudo que não for teu. Senão, não é meu, E não me importo se nosso não for. Caminho pelo escuro, por aqui, só... Não acordo nem asfalto. Falo baixo, piso leve e onde quer que o vento leve, Quero ir com você. Eu só ando direitinho só se for contigo. Eu só falo baixinho nesse teu ouvido. Deixar pra trás não vale, nem um minutinho, Que eu só valho com você. Os sonhos custam caro. Isso eu já sei. Por isso eu não reparo nas cobranças. Mas as crianças que nos ouvem não podem saber, Que o tempo é traiçoeiro e devora a nós. Se eu não ficar agora, Talvez não tenha outra chance de ficar mais um instante junto de você. A melhor maneira de enfrentar a dor É ir ao encontro de seu grande amor. Deixar pra trás não vale, nem um minutinho, Que eu só valho com você. Que eu só valho com você. Eu só valho com você.
  • 582.
    Coletânea de LetrasMusicais 582 TECELÃ DO AMOR Ainda que tua boca se valha de palavras vãs, Essa minha boca espera a tua amanhã. Ainda que suas palavras desmintam tudo o que fizer, Tua boca e teus sentidos farão tudo o que quiser. Oh...não maldigo o amor. Maldigo a sua mágoa; água turva que o pintou. Oh...Não maldigo o amor. Maldigo sua mágoa. Tinta ocre do amor. Ainda que me chame e negue tudo o que fizer Te encontrarei perdido em mim mesmo e pode ser. Pode ser que queira ainda me orientar. Meu mastro e horizonte é meu desejo a me guiar. Oh...não maldigo o amor. Maldigo a sua mágoa; Água turva que o pintou. Oh...Não maldigo o amor. Maldigo sua mágoa. Tinta ocre do amor. Não se espante. Se a vontade é sempre a mesma, não é uma rede de ilusões. Não se espante. Se a moldura te iguala, pinte a sua tela e vamos tecelã o amor.
  • 583.
    Letristas em Cena 583 TEMPODE SABER Já é tempo de saber Não há tempo pra sonhar. Despertar pra vida eu sei, só é fácil de se falar... O moderno amanhã é velho. E o velho antigo está. Nesse tempo transitório tudo é vão, tudo se esvai. A casa amarela de trás da mangueira Se faz colorida com a sua presença. As coisas não são sempre as coisas mesmas Se vemos o mundo com olhar- cabeça. Para que complicar a tão simples canção, Se podemos cantar qualquer coisa em vão? Para que se juntar palavras ao vento, Se é mais simples pensar ser a vida assim mesmo? Mas pra que querer negar a essência que se tem Se existe em seu olhar mesmo sem saber que a tem? Para que querer negar pensamentos seus, insanos, Se te levam, a saber, que a loucura é um engano?
  • 584.
    Coletânea de LetrasMusicais 584 TENHO PRESSA! Tenho pressa! Teu amor já não me resta E restei da guerra de amar. Viverei cada segundo que houver Sem querer cessar, Para sugar todo o caldo de amargura Que no caminho restar. Quero chegar cedo! Não mais sentir entre os dedos O calor das palmas se afastando... Contemplarei os vivos, Vivendo também apressados, Morrendo aos poucos, exaustos E derrotados na luta de amar. Viverei com a ausência dos tormentos tortuosos Das paixões arrebatadoras, Pois quero me sentir livre na morte Do que jamais pude na vida... E restei...Nesta vida minha sem amor na vida, Teu amor já não me resta! Então, não me faça restar...
  • 585.
    Letristas em Cena 585 TODOO MEU MUNDO Por te sonhar ando perdida, De ver-te mais vivos meus olhos estão. Já se fez toda a minha vida, E não mais de meu ser é a razão. Ecoando o mundo por todos os lados E correndo a sofrer sutis percalços, Sua essência em mim é esse enlaço Onde encontro firme os teus rastros. Cito no mundo o início e o fim real de tudo, Não sentenciando o amor que é, enfim, todo o meu mundo.
  • 586.
    Coletânea de LetrasMusicais 586 TROCADILHO Teu cheiro, essência Teu gosto, sustância Teu olhar me enfrenta Teu ser me encanta. Outro dia, engano Outra dor, propano Passaram-se anos E esse amor tocando. Gosto de propanol Cheiro de álcool e sal, Ao som do rouxinol Ainda te amo sã. Em mim, calor ardendo Em você, medo batendo Em nós, segredo havendo Em toda a parte, o amor querendo.
  • 587.
    Letristas em Cena 587 UMALTER EGO, TALVEZ Eu Caminho pela noite, E Recolho fragmentos de meu Ser. Os encontro pelas esquinas, Percorrendo as madrugadas, Seguindo, em frangalhos, Outros personagens, Espectros dilacerados dessa Sociedade... Pobres Almas condenadas... Em tudo, iguais a mim... São imortais em sua essência – São reflexos de outros seres, São tão normais... Assim tão camuflados...
  • 588.
    Coletânea de LetrasMusicais 588 UMA CANÇÃO PARA MIM Feito em parceria com Terence V.C. Pettine, quem o proclamou. Quando penso em tudo que ficou para trás Daquilo que apenas sonhei Sinto que preciso voltar à minha juventude Mas hoje eu olho para meu filho E vejo aquela esperança em seu olhar Meu amor, Quanto tempo sem que pudéssemos perceber... Vejo a esperança neste olhar E percebo que ainda podemos viver. Tenho saudade daqueles dias A névoa não era tão densa A tempestade sempre estava prestes a acabar Mas hoje eu vejo meu amor, Que podemos continuar. Ainda podemos continuar Aqui, em nosso lugar.
  • 589.
    Letristas em Cena 589 VAGAA LUA Vaga a lua no deserto Nem ao menos sei por quê. Ver o nada bem e certo Apagando o que não tenho. Ao longe... Tão longe... Às vezes vem com o entardecer Saudades, saudades... Bem marcando a sua ausência. Se é claro o dia, às vezes penso Que vai surgir ao entardecer. Mas no deserto do meu peito Já não consigo me iludir. E penso... Só penso... Que vai surgir ao anoitecer Distante, ao longe... E só a lua se faz aqui pra mim. Vaga a lua no horizonte Já não há como não ver. Sob e desce atrás dos montes E me faz sentir você Distante... Ao longe... Já não há como não sentir Saudades, saudades... Só me faz lembrar de te esquecer. Só me faz lembrar de te esquecer. E só a Lua se faz aqui pra mim.
  • 590.
    Coletânea de LetrasMusicais 590 VEM Você despreza por quê? Se ela está com você Só dá valor quando vê Perdida. Você a deixa por quê? Nem mesmo sabe o que tem. Então não vem que não tem Saída. Vem falar de amor Sem falar de dor Sem querer fugir Tendo pra onde ir. Transpasse amor. Supere a dor E viva a sua vida. Vem! Vem falar de amor Sem falar de dor Sem querer fugir Tendo pra onde ir. Transpasse amor. Supere a dor E viva a sua vida. Só assim que se é feliz.
  • 591.
    Letristas em Cena 591 VENDAVALDE AMOR Não lembro muito bem de quando percebi algo estranho Em meio aos meus sonhos tão insanos Senti como vento bom causando um choque em mim. Sem direção vaguei achando que era o fim, Mas era um ledo engano. Estava sendo consumida pelo mal do amor Que não escolhe a hora e nem mede a dor. O amor tem vida própria e sei que quer viver Viver como um parasita dentro do meu ser. E fico várias horas tentando entender O vendaval que sinto dentro do meu ser Mas não sei... Se apareço agora e digo pra você Talvez não vá embora e tente resolver Mas nao sei... Não sei se está escrito que isso pode ser. Em meio a diferenças como o amor não pode vencer? Com tanta gente sendo contra como resistir? Quando a maré chegar pra onde vai fugir? E fico várias horas tentando entender O vendaval que sinto dentro do meu ser Mas não sei...
  • 592.
    Coletânea de LetrasMusicais 592 VERSOS DE AMOR SOBRE O TEMPO Para Cláudia que desde julho de 88 inspira versos de amor... Me contradigo ao definir o tempo, pois meu estado é paixão. O tempo agora para mim é quase toda hora não tempo, Mas um impaciente esperar e lembrar: Esperar o instante de te ver novamente, Lembrar que tenho você em amor. O tempo não passa sendo esperar; Passa depressa sendo lembrar. Escrever estas linhas é pelo menos aproveitar o tempo... Na verdade, o tempo não existe e o que existe é amor! Que cada palavra aqui seja um beijo que te anime, Beijos agradecidos pela minha alegria em ter você. Autoria: Um amigo oculto refletido em mim
  • 593.
    Letristas em Cena 593 VIDADE ARTISTA Vida de artista é vida sofrida, mas cheia de emoção. O amor é imenso, compensando a gente, Transbordando o coração. Arte que gaba a gente, nos deixa contente e faz brilhar. Arte divina. Bela menina. Inspira pra condecorar. O verdadeiro artista é aquele que possui amor para nos impulsionar, O mais feliz dos artistas é filho da natureza e possui amor para revolucionar. Assim.. Sou eu? Veja: você! Vida de artista é via de risco em riso e choro a te pegar. Arte de feira, ainda que feia, Tua beleza vai vingar. Arte jogada, lançada, gritada, arte que faz cantar, Arte pequena. Bela morena. Travessura do luar. O mais feliz dos artistas é aquele que possui amor para nos impulsionar, O verdadeiro artista é filho da natureza e possui amor para revolucionar. Assim.. Sou eu? Veja: você!
  • 594.
  • 595.
    Letristas em Cena 595 RENATAMACHADO GOMIDE Cantando flores e dores Doce ilusão Melhor Assim Meu rapaz Momentos Se afaste de mim Sem o mapa Sentimento Sentir Tempo esgotado Validade Vencida 597 599 600 602 603 604 606 607 609 611 613
  • 596.
  • 597.
    Letristas em Cena 597 CANTANDOFLORES E DORES Lá, lá, lá, lá... Lá, lá, lá, lá... Hoje, eu me vesti de flores Pra despedaçar meus amores Hoje, eu me vesti de flores Pra desmanchar meus temores Hoje, eu me vesti de flores Pra não morrer, pra não sofrer de dores Mas escuta; eu peço perdão Se a dor é uma doce amiga Vou tomá-la, vou senti-la E por que não? E por que não? Que solidão, que solidão O meu coração, o coração Quer o seu perdão Lá, lá, lá, lá... Lá, lá, lá, lá... Hoje, ninguém entende Que eu não sou mais gente Uma gente que sente A dor de uma traição Amanhã, ou quem sabe Em outro dia Minha alma amortece
  • 598.
    Coletânea de LetrasMusicais 598 A dor não me esquece Triste paixão Mas escuta, eu peço perdão Se a dor é uma doce amiga Vou tomá-la, vou senti-la E por que não? E por que não? Que solidão, que solidão O meu coração, o coração Quer o seu perdão Dentro da minha imaginação (musicada por Mary Lee Pinheiro)
  • 599.
    Letristas em Cena 599 DOCEILUSÃO Andei a procura De uma explicação Eu tentei encontrar Uma só razão Andei amargando dores Nesse mundo Onde choram as flores Tentando seguir A minha intuição Um sonho, um delírio Uma forte explosão Foi quando você Entrou no meu coração Uma louca paixão Mas meu amor Eu não posso mais Sonhar com você Com tanta emoção Um sonho tão lindo Que ficou pra trás Me sentir tão amada Nessa doce ilusão Andei sonhando alto Com uma revolução Queria uma vida mutante Sem nenhuma obrigação (musicada por Mary Lee Pinheiro)
  • 600.
    Coletânea de LetrasMusicais 600 MELHOR ASSIM Quero te dizer, enfim Foi melhor assim Prá você e pra mim Sim, foi melhor assim Você distante, no horizonte sem-fim As portas se fechando As tormentas aumentando Nossos mundos tão pesados Os caminhos embaraçados Baby, vamos por um fim Nessa relação tão ruim Esses medos do passado Os temores tão irados Vamos rasgar o calendário E depois, enterrar esse cenário Agora, só posso chorar Prantear você, ao máximo Você foi se afastando, sem mais Foi deixando tudo prá trás Como se não houvesse nada capaz As palavras se apagando da memória A vida despencando lá fora Vou buscar no meu coração Um sinal, uma só explicação! Quero te dizer, enfim
  • 601.
    Letristas em Cena 601 Foimelhor assim Prá você e prá mim Sim, foi melhor assim Você distante, no horizonte sem-fim
  • 602.
    Coletânea de LetrasMusicais 602 MEU RAPAZ Só te vejo aos tropeços Prisioneiro dos teus tormentos Nunca pensei na cumplicidade Dessa imensa solidão Me tornei parceira Dessa existência em decomposição Procuro uma verdade Uma resposta, em vão Não fui capaz de compreender Esse triste momento Tentei dizer coisas, sem dizer nada Não fui capaz de parar, por isso, lamento Essa louca, estranha jornada Ó meu rapaz...(onde está a tua paz?) Você pensa que é tudo ruim... (onde está a tua paz?) Que a tua história não tem fim... (onde está a tua paz?) Você precisa fortalecer esse olhar... (onde está a tua paz?) Aprender a sonhar. Que seja só na imaginação... (onde está a tua paz?) Resgatar tua emoção... (onde está a tua paz?) Sorrir sempre, mesmo que o mundo disser não. Meu rapaz ........... Preste atenção.
  • 603.
    Letristas em Cena 603 MOMENTOS Belaspalavras você me dizia E eu desmanchava na sabedoria Lindas canções você me cantava E eu me embalava na doce magia Quando dançávamos, sem melodia E eu sonhava com a fantasia Fortes emoções você me passava E eu encontrava um sentido pra vida Então um outro dia surgia Eu voltava, nada acontecia Tudo, tudo se esquecia Tudo, se esquecia Em alguma hora um tanto tardia Partíamos em busca da anestesia E na paz que se seguia Sentíamos o segredo que se cumpria Nos corações em alquimia, que ousadia! Em cada partida a certeza dizia Rompendo medos e utopias Nossa história escreveu uma nova biografia Momentos únicos curtíamos na moradia Momentos de euforia, nas mentes em cantoria Esperando o encanto que se desfazia Ou se despedia Esperando a carta de alforria
  • 604.
    Coletânea de LetrasMusicais 604 SE AFASTE DE MIM Quero ser ruim Vou provocar um estopim Já suportei o martírio Da sua presença Tão forte assim Já experimentei o delírio De ter você Perto de mim Me liguei à sua essência Transbordei sua beleza Na emoção de ser afim Fui confidente, previdente A certeza de um amor Permanente, sem fim Mas, não posso mais me calar Saiba que cansei de esperar Quero que se afaste de mim, sem chorar IÉ,ié,ié,ié..... Você tem sempre Que ir embora, que droga Vivendo, correndo Na contramão da história Vou sair dessa, sem demora
  • 605.
    Letristas em Cena 605 Nadamais importa Toque sua vida, lá fora (musicada por Murilo Andreo)
  • 606.
    Coletânea de LetrasMusicais 606 SEM O MAPA Sou uma estranha personagem Indo ao encontro Da sua nova cruzada Quem pode me dizer Onde fica o caminho Dessa outra jornada É, dessa outra jornada! Tenho pressa E quanto mais avanço Menos alcanço Essa tal estrada Penso num mundo companheiro Sonho com um sentimento Assim tão verdadeiro É, assim tão verdadeiro Ei, estou sem o mapa E me apontam Na direção errada Mas, quem se importa Com essa vida E ainda chora Numa despedida? E quem sente o canto Da alma, da alma da gente? (musicada por Mary Lee Pinheiro)
  • 607.
    Letristas em Cena 607 SENTIMENTO Aindasinto tão forte em mim.... O coração me apertando Sufocando o corpo inteiro A saudade me invadindo Me tomando, tão certeira Ainda sinto tão forte em mim.... A magia do seu canto Atravessando o meu peito Sua voz me sussurrando Dizendo coisas do seu jeito Ainda sinto tão forte em mim.... A paixão desse amor forasteiro Guardado há tanto tempo A certeza do sentimento verdadeiro De ter amado ao extremo Ainda sinto tão forte em mim.... O fascínio desse olhar feiticeiro Rasgando o meu, num golpe derradeiro A marca da sua imagem Cravada no meu personagem Ainda sinto tão forte em mim.... Uma eterna e imensa coragem
  • 608.
    Coletânea de LetrasMusicais 608 Para repetir a velha amizade Deixar cumprir a sua vontade E viver o amor de verdade Ainda sinto esse louco sonho Nos versos que componho Me afundo na canção Tento buscar inspiração E criar uma nova ficção
  • 609.
    Letristas em Cena 609 SENTIR Querome sentir, simplesmente.... Não me sinto em nenhum lugar Tento encontrar a minha voz Para que ela me ajude a suportar Aonde vou ainda sinto o seu olhar Mas já pressinto que não há mais chance Você sabe que amores impossíveis Sempre acabam num relance Não paro de sentir, não paro... Por que você foi parar dentro de mim? Como fui te amar tanto assim? Não paro de sentir, não paro... O meu coração a toda hora me diz: Em que confusão você me lançou? Todo esse lamento me deixa infeliz Não sei mais quem eu sou... Preciso sentir você ao meu lado Cada dia mais que o anterior Preciso achar você no meu espaço Mas, não consigo fazer nada Fico tão paralisada Não quero que me vejam chorando Não, isso não é a arte Que eu estava esperando Não, isso não é a vida
  • 610.
    Coletânea de LetrasMusicais 610 Que eu pensava, sonhando Devo me preocupar com o amanhã? Com o que pode me acontecer? Sem te ver, sem te sentir e proteger? Será que vou acordar e perceber A loucura que aconteceu entre você e eu? E quando você se afastar Ninguém vai se importar Estarei pronta para aceitar Lembre-se bem, estarei pronta Para, enfim, finalizar! Não vá querer voltar atrás Já basta eu nesse sofrimento voraz Feche tudo e saia na ponta dos pés Me mostre e ensine a esquecer Esse louco amor que você fez
  • 611.
    Letristas em Cena 611 TEMPOESGOTADO Caminhava errante À procura de uma inspiração Andava errante Pelos caminhos da imaginação Foi quando você chegou E a luz do amor Atravessou o meu coração Mas, meu bem eu não posso mais Me sentir amada Não me dei conta Do tempo esgotado Não me dei conta Do tempo esgotado Quem lhe contou Que me viu sorrindo Não notou Meu coração partido Tempo esgotado Tempo esgotado Não me dê crédito Minhas palavras Não dizem nada sério Pois eu sonho Em romper todas as barreiras Atravessar todas as fronteiras E ter você perto de mim
  • 612.
    Coletânea de LetrasMusicais 612 Caminhava errante À procura de uma inspiração Andava errante Pelos caminhos da imaginação Foi quando você chegou E a luz do amor Atravessou o meu coração Então eu abro os olhos E vejo que o sonho acabou (musicada por Mary Lee Pinheiro)
  • 613.
    Letristas em Cena 613 VALIDADEVENCIDA Há um tempo me deparo Com a verdade escondida Numa gaveta qualquer, Validade vencida Da minha idade-mulher Sou personagem errante Nas trilhas da imaginação Ando no tropeço amargo das dores Neste mundo onde choram as flores Procuro uma vida fascinante Sem amarras na razão Quero vazar vontades reprimidas Implodir a mordaça da pior idade: Validade vencida Da minha idade-mulher Sonho com alguém inconsequente Pra sentir... a vida passar diferente Provar que sou uma outra gente Uma gente que só se preenche Com uma paixão ardente Eu preciso distrair a vida incipiente Quem sabe, ainda poetar insistente Criar versos para comover Um bocado de gente e esquecer: Validade vencida Da minha idade-mulher
  • 614.
    Coletânea de LetrasMusicais 614 Sei que ainda posso Me afundar na canção Buscar na melodia Minha fonte de inspiração Brinco de pensar em letras criativas Arte que pulsa na veia artística Quero aquietar este pulsante coração Construindo castelos de desejos, sedução Sei que ainda posso Sentir na boca e no ventre O gosto da aventura, sempre Então, abro os olhos Vejo que o sonho acabou Tudo ficou para trás Não me dei conta: Validade vencida Da minha idade-mulher Tento congelar meus dias Ganhar mais prazos de vida Atraso o relógio, a toda hora Não adianta, ele se apressa Sem dó nem piedade Desta senhora Nem o sono nem o sonho Acalmam esse abismo, sem memória É o tempo e sua crueldade Proibindo a eternidade Lembrando a realidade: Validade vencida Da minha idade-mulher
  • 615.
    Letristas em Cena 615 Esqueçoque o tempo Que me foi dado Não é todo o tempo De que preciso pra exibir Uma existência feliz Fecho os olhos para o mundo Abro os olhos para a alma Mas esse mundo lá fora Continua a sua trajetória Ah, continua... Mesmo que viva sem vida As minhas centenas de vidas Não consigo matar Aquela pequena centelha Que ainda pulsa no meu ser Sei que esta miúda chama Reacende no meu peito Vontade de ser Renata Um renascer de esperança Enquanto há tempo..
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  • 617.
    Letristas em Cena 617 RENATOBRITO Alguma coisa diferente Aos que ainda não surtaram Como se fosse fácil Eleições Finais felizes Insetos Listen to me Minha melhor amiga Quero ouvir tua voz Reconstrução Se eu mudar de ideia Tudo pela arte 619 620 621 622 623 624 625 626 627 629 630 631
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    Letristas em Cena 619 ALGUMACOISA DIFERENTE Vamos fazer alguma coisa diferente Eu já fiz bastante mas nada aconteceu Talvez não esteja no caminho certo E volto ferido e com a roupa rasgada Vamos fazer alguma coisa diferente Renascer esperança em quem está descrente Pro nosso problema ter a solução Ir atrás do sonho sem perder a razão Vamos fazer alguma coisa diferente Não sentir falta de quem está descrente Aceitando aquilo que não vai mudar Sem lamento por quem não vai mais voltar Vamos fazer alguma coisa diferente Aceitando aquilo que não vai mudar Sem lamento por quem não vai mais voltar Sei que é difícil mas podemos tentar
  • 620.
    Coletânea de LetrasMusicais 620 AOS QUE AINDA NÃO SURTARAM Hoje você condena o que já foi seu ganha-pão Lavagem cerebral que fizeram em você Tudo coisa do inimigo é o que agora você diz Então se arrepende de ter sido feliz? Diz que encontrou Deus eu só não sei como E se ele te disse pra ser inquisidor Atacar as crenças que achar incorretas Pra esses "infiéis" não deixar portas abertas Se o teu Deus é assim de você quero distancia Eu quero ficar longe de toda intolerância Esqueceu-se de tudo que a gente viveu junto E se incomoda quando tocam nesse assunto São tantas religiões e só salva a sua? Cada dia mais pessoas ficam igual você Aos que ainda não surtaram eu peço por favor Não se deixem enganar por causa de algum pastor
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    Letristas em Cena 621 COMOSE FOSSE FÁCIL Como se fosse fácil você me cobra Diz que eu tenho tempo de sobra Não percebe que não é simples assim Como se fosse fácil você fecha a porta Cutuca a ferida e não se importa Não vê que tudo um dia vai ter fim Me chama pra briga, se diz minha amiga Mas eu não sei até onde isso é verdade Não me valoriza, só me inferniza Não sei se ainda quero essa amizade Como se fosse fácil você me pede um verso Pra eu rimar tudo sem ser perverso Mas eu não consigo escrever assim Como se fosse fácil me pede que eu ore Pra que eu peça que nada disso piore Seria mais fácil você rezar por mim
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    Coletânea de LetrasMusicais 622 ELEIÇÕES Ano de eleição é sempre a mesma coisa Todo mundo é obrigado a votar Mesmo que isso não vá garantir Que a situação vá melhorar Ninguém sabe só olhando pra cara Do sujeito lá na televisão O que se passa na cuca dele Qual é mesmo sua intenção Eu pergunto pra que votar se nada disso vai mudar Duvido muito que este país vá endireitar Agora tem vários candidatos Sem nenhuma chance de se eleger Caras que usam o horário político Somente pra se aparecer De que adianta a democracia Exercer a cidadania Se não haverá alguém competente Capaz de nos dar alegria Eu pergunto pra que votar se nada disso vai mudar Duvido muito que este país vá endireitar Na próxima vou me candidatar só pra ver no que vai dar Mas se acontecer de eu ser eleito eu juro que algo vai mudar
  • 623.
    Letristas em Cena 623 FINAISFELIZES Vejo os finais felizes das novelas Cheios de clichês sensacionais "E eles foram felizes para sempre" Bobagem! É até o último capítulo A vida real é muito mais cruel Nem sempre o fim é tão bonito Novelas são a válvula de escape Pros problemas que cercam a gente Nos alegramos com a vitória do mocinho E com a derrocada do vilão Depois a trama acaba e volta à realidade Tudo é apenas ficção Não sabemos o que acontece depois Se o conto de fadas vira pesadelo A seguir as cenas do próximo capítulo Revelam no fim o assassino A gêmea boa e a gêmea má Não retratam a vida real Tudo é forçado na estória Digamos que quase surreal
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    Coletânea de LetrasMusicais 624 INSETOS Insetos me fazem companhia Insetos estão sempre aqui Mas eu os mato com inseticida Voando pelo meu quarto Mosquito vem sugar o meu sangue Convivo também com formigas e moscas Seres da minha espécie Quase não se lembram de mim Me esquecem e me deixam assim Entregue aos insetos Que não sabem o que sinto Eles acompanharão meu fim Cupins-aleluia em volta da lâmpada Só causam problema e mais sujeira Deixando suas asas pelo chão Várias moscas em minha casa As de banheiro assistem meu banho Outras invadem frutas na cozinha
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    Letristas em Cena 625 LISTENTO ME It is no secret for nobody what I seek All I want so much is to have a space Here in this place inthis big palace So I ask you so I beg you Listen to me please, listen tome I speak in portuguese now I say in english Because I want it for the whole world I say it for my country, for your country too Listen to this message wherever you are Listen to me please, listen to me Let spread the news like glass shards And make a impact like a cannon shot If you identify yourself with what I sing Before it`s too late sing my song Listen to me please, listen to me
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    Coletânea de LetrasMusicais 626 MINHA MELHOR AMIGA Ela é muito louca me faz dar muita risada Quando estamos juntos o momento de festa Sem preconceito cheguei e não me afastei mais A opção dela me fez aprender demais Onde quer que vá estamos de mãos dadas Nossa amizade é de total cumplicidade Ela tem um sorriso que me enche de alegria Ficar perto dela faz bem melhor meu dia Esse abraço esse carinho de amigo Esse beijo esse aperto de mão Cada instante juntos é um prazer Pra dos problemas eu esquecer Muitos passeios pelas ruas da cidade Em dias de sol ou em dias de chuva Não há tempo ruim que nos impeça de zoar Tendo confiança vamos a qualquer lugar Um ajuda o outro com total facilidade Nada é falso.Nós temos sinceridade Falamos de sexo sem ter dificuldade Fico longe dela e já me dá uma saudade
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    Letristas em Cena 627 QUEROOUVIR TUA VOZ Quero ouvir tua voz Do outro lado do mundo Num regime autoritário Onde ser livre é proibido Quero ouvir tua voz Alta pra que todos ouçam Seu canto mesmo oprimido De tanta dor e repressão Quero ouvir tua voz Cantando a paz e o amor Não se deixe derrotar Lute contra essa dor Quero ouvir tua voz Com toda sua beleza Te ver sorrir enquanto canta Pois você canta e encanta Enquanto há fome e guerra Falta de paz em sua terra Faça aquilo que te dá prazer Que eu aqui torço por você Também luto contra aquilo Que atrapalha mina arte Quem sabe um dia eu possa Fazer um dueto com você
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    Coletânea de LetrasMusicais 628 Não deixe o mal vencer Nunca pense em desistir Pois o mundo todo quer Te ver e te ouvir
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    Letristas em Cena 629 RECONSTRUÇÃO Prédiose casas destruídos na guerra São reformados pra uma chance à paz Crianças que choravam voltam a sorrir Aos poucos vida nova se faz Os abandonados recebem atenção O dinheiro é investido em reformas Tiros e explosões viram notas musicais Nessa conquista por novos ideais É importante reconstruir Pra nova vida florescer Todos voltam a plantar e a colher Uma nova bandeira é hasteada Deixando pra trás anos de guerra Vozes caladas já cantam esperança E o sorriso iluminado da criança Os crimes não ficam mais impunes O errado é punido com rigor O país não se tornou um paraíso Mas já não se vive só de dor
  • 630.
    Coletânea de LetrasMusicais 630 SE EU MUDAR DE IDEIA Se eu mudar de ideia eu vou te procurar Só não sei se depois você vai me aceitar Não é tão fácil assim que eu mude de atitude E coloque em risco a minha tão frágil saúde Se eu mudar de ideia vou te dar mais uma chance Vou tentar te ajudar se estiver ao meu alcance Eu não prometo nada as coisas mudam de lugar E quem perdeu um dia no outro pode ganhar Se eu mudar de ideia vou gastar mais dinheiro Mesmo que eu me complique por mais um ano inteiro Ou se vive como se quer e se faz o que se tem vontade Ou não adianta viver com tanta dificuldade
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    Letristas em Cena 631 TUDOPELA ARTE Eu já estou acostumado.Alguma coisa vai acontecer Toda vez que eu vou tocar surge algo pra me atrapalhar É a chuva que molha meus planos, mal-estar que causa desconforto Trânsito querendo me atrasar e as horas que não param de passar Enfrento tudo por causa da arte Tudo pra conquistar o meu espaço Sei que chegando lá vou encontrar Algo que compense tudo que eu passo A família que bota defeito achando que isso não tem jeito O conflito que isso me causa me fazendo perder a calma É muito dinheiro que gasta, um investimento sem lucro Lida-se com a ignorância de um monte de burro xucro E a plateia é escassa demais.Pouca gente vai lá pra ver Precisava de um pouco mais de pessoas pra me promover Eu já cansei de convidar e ninguém ir lá prestigiar Mas tem alguém que me ouve e acha tudo interessante
  • 632.
  • 633.
    Letristas em Cena 633 ROLANCRESPO Encontro marcado Filosofando com Das Neves Manguaceira Meditando a Vida Noel, Ismael, ela e eu Só quero isso 635 636 638 639 640 642
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  • 635.
    Letristas em Cena 635 ENCONTROMARCADO Rolan Crespo / Caio Bassitt E isso ai sou coisa ruim tô doidão, tô doidão pra barbarizar os meus sonhos de criança estão a vagar na fumaça da pedra que queimei com o dinheiro que roubei comprei a mais lúcida demência e se alguém pede clemência, eu não posso dar foi você que me fiz assim, essa coisa ruim foi você que me fiz assim, essa coisa ruim se você me pegar eu sei, não tem perdão se você me pegar eu sei, vai ser o fim é fácil me achar estou na porta do bar, ou na rua a perambular. De dia estou sempre em casa, nos confins De noite dou um rolê, onde rola a grana, nos Jardins. Você pode me encontrar num farol fechado, Puxando a maçaneta da porta do seu carro Você pode me encontrar com olhar em brasa Tramando terror no portão da sua casa É isso aí a vida é assim, não fica bem A um homem de bem ter um triste fim só dou um conselho: Não mostre o medo Não dê bobeira, Não faça asneira Quando me encontrar.
  • 636.
    Coletânea de LetrasMusicais 636 FILOSOFANDO COM DAS NEVES Mudo, mas não mudo muito, Mudo com moderação. Fosse eu o que não sou, O que seria eu então? Gosto de mim assim, Do jeitinho que sou. Mudando de vagarinho, Protegendo o meu melhor Sigo o caminho da mudança, Sou natureza em transformação. Só me apego às coisas simples, Sou avesso a bajulação, E me oprime a violência, De quem vive da opressão. Mudo, mas não mudo muito, Mudo com moderação. Fosse eu o que não sou, O que seria eu então? Mudo, mudo até de opinião Só não caio em conversa mole, da malandragem Sempre a espreita pra molhar a mão. A luta é permanente Nada muda em vão
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    Letristas em Cena 637 Tenhoa decência como princípio Disso não abro mão Fico com o sim da verdade Finco bandeiras na contramão.
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    Coletânea de LetrasMusicais 638 MANGUACEIRA Rolan Crespo e Nando Távora manguaceira, Ela é manguaceira. manguaceira, cuidado rapaz Ela é manguaceira. Em casa de malandro sapo fecha a boca Em roda de bamba ninguém fala alto Malandro que é malandro, não dorme de toca E Mané é otário, sempre cai do salto A lei do carteado faz quem ta na banca Quem ta no prejuízo puxa da navalha No jogo de ronda a boa ta na boca Quem não pula que nem pulga, só se atrapalha Refrão Na próxima vez vê se passa no caixa Não chega se exibindo com o bolso furado Empada sem recheio, ninguém acha graça É água no chope, é samba quebrado Nas curvas dessa nega você se embriaga Óleo no asfalto, vai derrapar É pule de dez, aposta que não paga E não tem barranco pra se segurar
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    Letristas em Cena 639 MEDITANDOA VIDA Rolan Crespo/Caio Bassitt O tempo que nos dado pra viver Tem que ser bem aproveitado Um trabalhinho aqui, um dinheirinho ali Um sambinha aqui, uma cachacinha ali Uma conversinha aqui, um romancinho ali. Um mar bem sereno pra nadar, Um rio largo pra pescar. Uma fomezinha aqui, um ensopadinho ali. Um cafezinho aqui, um cigarrinho ali. Um cafuné aqui, uma sonequinha ali. Sem ter que provar minha coragem Nem ter de aceitar qualquer cobrança Tão pouco cobrar nada de ninguém Não conteste, minha gente Sou um vagabundo contente, porra!!!! Nada de stress, nada pra me consumir Pouca força em tudo que fizesse Só carinho, nenhuma armação O tempo que nos dado pra viver Tem que ser bem aproveitado
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    Coletânea de LetrasMusicais 640 NOEL, ISMAEL, ELA E EU Rolan Crespo/Hélio Matheus Pensei que você fosse minha Mas não passou de uma grande ilusão Empenhei todos os meus encantos Pra lhe conquistar, mais foi tudo em vão. Comprei um sapato carrapeta, uma gravata branca, Um terno jaquetão, chapéu palheta de aba quebrada, Pus os pés na estrada, cheio de intenção. Quando cheguei ao portão, seu pai veio negar o nosso compromisso Cheio de dedos pra não me ofender me pediu desculpa com educação Saí dali um tanto alquebrado, sem jeito, amargurado é muita ingratidão Num botequim lá de Vila Isabel, me encontrei com o Noel que me deu atenção Num botequim lá de Vila Isabel, me encontrei com o Noel que me deu atenção Entrei no bar bebi um traçado, me enchi de orgulho e de decisão De mão no bolso e andar sereno
  • 641.
    Letristas em Cena 641 cantarolavaos versos da minha canção Olhei pra frente, olhei para o lado, olhei para mim com admiração Puxei a aba do meu chapéu, cumprimentei o Ismael Que vinha na contramão Aí eu acordei E procurei meu violão Foi mais um sonho meu Agradeço a Morfeu Por essa canção.
  • 642.
    Coletânea de LetrasMusicais 642 SÓ QUERO ISSO O tempo passa, o céu brilhando eu sonhando e tenho que acordar dizem que o trabalho enobrece mas tem gente que esquece que viver é sonhar. Quero lenha na lareira,o andar de mulher prenha, coração grávido de amor adormecer num sono profundo esquecer do mundo, cheio de dor vou entorpecer minha mente com o cheiro da mata e da terra molhada Sentir o frescor do riacho Eu digo não acho, não quero mais nada Quero uma roda de amigos Conversa fiada, café de caneca, cigarro de palha E uma boa rede pra me balançar Quero a viola caipira O som de toada, uma cama macia, a mulher amada Eu só quero isso, não quero mais nada
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    Letristas em Cena 643 ROSANGELACALZA Incerteza Partida Passo... Aos pedaços Rotinas.... Defina-se! Sol... Tudo igual Tudo o que não sei 645 646 647 649 650 651
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  • 645.
    Letristas em Cena 645 INCERTEZA Aincerteza é fatal... remédio mortal... veneno total. Talvez, quem sabe, pode ser, não dá pra dizer. A neblina me fascina só se muito fina.... muito fina. O nevoeiro denso me alucina, me faz perder a direção, o senso, o uso da razão. Incerteza é a única certeza da vida... o resto... bem, o resto é tudo ilusão.
  • 646.
    Coletânea de LetrasMusicais 646 PARTIDA E ele se foi assim como veio... partiu... partiu-me ao meio uma parte ficou a outra com ele levou sem se importar com o que deixou... Partiu...
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    Letristas em Cena 647 PASSO...AOS PEDAÇOS Sigo de passo em passo às vezes, não passo. Passos longos nas tempestades apagados pela chuva, pelas ondas, pelo vento lá longe ficou meu tormento. Passos curtos nos dias ensolarados riso escancarado felicidade curto cada passo dado. Passos solitários um depois do outro só um sem o outro. Passos vagarosos cansados caminhos dispersos só prosa... sem cantos... sem versos. Passos aqui... outros ali
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    Coletânea de LetrasMusicais 648 por aqui e por aí ao acaso descaso pegadas da vida não encontro nenhuma saída. Se não consigo da vida correr, o único jeito é viver.
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    Letristas em Cena 649 ROTINAS....DEFINA-SE! E o sol continuou a brilhar e a se apagar... o vento continuou sua lide de soprar... as estrelas a bruxulear... as ondas do mar a vir e a voltar... pro mar. O mar a nos separar... o tempo as lembranças a apagar a distância... não foi o suficiente tudo na rotina continuar... Você se foi pra nunca mais voltar... era o combinado, lembra? do outro lado sua vida levar... e você voltou porque era pra voltar... Por que era pra voltar?
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    Coletânea de LetrasMusicais 650 SOL... TUDO IGUAL O dia passa na tela da vida chegadas e partidas... O sol se põe, num ponte ardente oculta-se e deixa a noite chegar... completamente indiferente. A noite passa dissimulada... não deixa ver nada, oculta-se... dilui-se na escuridão. E deixa aparecer outro dia. Novo cenário das dobras do tempo desdobra-se lentamente compõe o tempo de mais chegadas... de mais partidas... tudo igual, igual a tudo... novamente.
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    Letristas em Cena 651 TUDOO QUE NÃO SEI Tudo o que sei é que nada sei. Tudo o que planejei sonhei, busquei foi como fumaça no ar. Agora vou parar, sem planos, sem enganos... sem sonhos, sem pesadelos, sem buscas, sem desencontros.... quem sabe assim (des)encontro... ou sou (des)encontrada? Sei, sei... comigo é tudo ou nada!
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    Letristas em Cena 653 ROSILOPES Eu sou bonito Feliz aniversário O último bombom Quarto cor-de-rosa A vida é bela Volte meu amor 655 656 657 659 661 662
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    Letristas em Cena 655 EUSOU BONITO Eu sou miúdo Narigudo, orelhudo, “Mais” eu sou bonito Eu sou miúdo Baixinho, cabelo escorrido “mais” eu sou bonito Meus amigos ficam de cara porque nas festas a mulherada em mim se amarram. Só querem ficar comigo Eles não sabem Qual é o meu segredo... É um casaco bem comprido Que eu herdei do meu tio Eu sou miúdo Narigudo, orelhudo “mais” eu sou bonito Eu sou miúdo Baixinho, cabelo escorrido “mais” eu sou bonito
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    Coletânea de LetrasMusicais 656 FELIZ ANIVERSÁRIO Hoje eu quero te ver contente Bem diferente. Bem diferente Parabéns, tudo de bom. Eu te desejo de coração Muita saúde, prosperidade Paz, e felicidade Cada ano é uma alegria te ver assim cheia de vida Quanto mais o tempo passa Mais você fica bonita Parabéns, tudo de bom Eu te desejo de coração Parabéns, tudo de bom Eu te desejo de coração
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    Letristas em Cena 657 OÚLTIMO BOMBOM Você não me engana Diz que me ama Diz que me ama Mas quando a gente Vai pra balada Você se acha O último bombom da caixa Me enche de cerveja Diz que vai pro banheiro E vai pra outra mesa Beijar outra garota Você se acha O último bombom da caixa Vai ter uma surpresa Quando voltar Outro vai estar No seu lugar Você se acha O último bombom da caixa Você não é..., não é não! O último bombom da caixa Bombom igual ao seu Eu não quero nem de graça “O “mundo” tá” cheio
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    Coletânea de LetrasMusicais 658 De amor igual ao seu Desculpe meu amor Você me perdeu
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    Letristas em Cena 659 QUARTOCOR-DE-ROSA Quarto cor-de-rosa De paredes de cetim Tive você nos meus braços Todinha pra mim Quarto cor-de-rosa De paredes de cetim Tive você nos meus braços Todinha pra mim Não dá pra esquecer O que passei com você Tudo era magia Naquela cama macia Tive a flor mais linda Se abrindo só pra mim Vou embora dessa cidade Levando saudade No peito a coragem de ter que ir embora Vou embora... Levando na lembrança Aquela flor cheirosa Que enfeitava o quarto Cor-de-rosa Sei que meu amor Vai me esperar
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    Coletânea de LetrasMusicais 660 E no quarto cor-de-rosa A gente voltará a se amar Vou embora... No coração a esperança De voltar a essa cidade Reencontrar a felicidade E no quarto cor-de-rosa Rolar até o amanhecer Com aquela flor de mulher Que não dá pra esquecer
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    Letristas em Cena 661 AVIDA É BELA Trate seu amor Com muito amor e carinho Pra não ficar sozinho Você precisa encontrar Uma razão pra dizer Que você sabe viver. Amor é muito mais que desejo É um abraço, um beijo, Um aconchego. Amar é saber ouvir É compartilhar, é repartir Trate seu amor Com muito amor e carinho Pra não ficar sozinho Você precisa encontrar Uma razão pra dizer Que você sabe viver Aproveite o tempo Para aproveitar O amor sincero Que encontrar. Não perca tempo Com coisas pequenas A vida é bela E sempre vale a pena
  • 662.
    Coletânea de LetrasMusicais 662 VOLTE MEU AMOR Volte meu amor Volte,volte,volte! Não me deixe Eu não vou aguentar Volte,volte,volte! Volte, por favor Volte meu amor Eu não posso mais Viver assim Volte pra mim Cada dia morro um pouco Já não sei Se estou vivo Ou se estou morto Você é minha vida É o ar que respiro Eu te amo! Ninguém pode substituir você Teu sorriso Teus olhos Teu corpo Já estou ficando louco Eu preciso te ver Eu preciso de você Volte meu amor Volte,volte,volte!
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    Letristas em Cena 663 Nãome deixe Eu não vou aguentar Volte,volte ,volte! Volte, por favor Volte meu amor Eu juro se você voltar Nunca mais vou deixar Você partir Eu juro nunca mais te magoar Vou viver só pra te amar Só pra te amar Volte!!!
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    Letristas em Cena 665 SAMUELNERI O amor passou Beber o mar Cidade vazia Cristalino Do morro vê-se melhor Fada do mundo A festa do futebol Infinitamente blue Lúcia Mandela Morena na chuva Quem sou eu Sou marrom Velha novidade O velho tempo acabou A vida imita a arte 667 668 669 670 671 672 673 674 675 676 677 678 679 680 681 682
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    Letristas em Cena 667 OAMOR PASSOU Foi só um momento de sonho. Foi uma música aos ouvidos. A parte que se perdeu Está bem perto, eu não duvido. E quem sonhou, como eu, Com fragmentos de vida, Viveu seu sonho no meu, Na juventude perdida. O tempo que só é tempo, Que não se perde no tempo, Que não dá tempo ao passado, Fez do amor passatempo. Passatempo. Amor do passado. Passatempo, amor. No passado. Passatempo. Passou. Passou. Passou. Passou.
  • 668.
    Coletânea de LetrasMusicais 668 BEBER O MAR Aprendendo a reter a presa. Bebendo o mar sem causar surpresa. Causando espanto a liberar o canto. Cantando a causa do melhor encanto. Beber o mar. Beber o mar, Enquanto o marinheiro canta a tristeza, O mar engole com sua beleza, Com fúria implacável, a natureza. O mar bebe. O mar bebe. O mar bebe... E bêbado fica, Esperando o fim na curva da pista. A pista fecha-se como a cortina Que encerra a peça e seu artista. O enredo bebe. O mar bebe E tem sede.
  • 669.
    Letristas em Cena 669 CIDADEVAZIA Procurar o quê nas ruas vazias? Procurar você nestas noites frias. Procurar por onde, nestas ruas escuras? Quem sabe se você faz alguma loucura? Meus olhos não se cansam de olhar Pra todos os lados. Minha boca não cansa de gritar O seu nome encantado. Baby, onde está você Na cidade que para? Nem pense que vou te esquecer Minha coisa rara. Quando você me faltou, faltou a mim um respiro, Mas no momento da volta, quase tudo delírio. Naquele chão tão distante a gente andou errante, Mas nunca a dor é bastante pra quem ama demais. Demais a mais, você veio e me fez tão feliz! Fez da cidade vazia, aquilo que sempre quis. Quis ter você no meu peito, meu corpo em teu corpo. A minha boca na sua, foi amor quase louco
  • 670.
    Coletânea de LetrasMusicais 670 CRISTALINO Um olhar atravessa o óbvio E um tremor invade meu corpo. Me dá medo te querer, Mas o querer é forte E nem a morte me faz tanto medo. Tenho medo de que seja inevitável A provocação dos teus olhos. Tenho medo de que seja irresistível. O mover dos teus lábios Me incita a um toque, Provoca um toque Cristalino. Um movimento dentro do vestido, E só a gravidade me sustenta. Enquanto voo numa imaginação Em que o temor se perde E não vejo gravidade num pensamento. No entanto, quando volto, Já não estou mais aqui. Me vejo dentro dos teus olhos E penso estar em você, Enquanto por dentro, Somos um só Ou nem tanto.
  • 671.
    Letristas em Cena 671 DOMORRO VÊ-SE MELHOR Auto! Olhe pro alto. Auto! Grite bem alto. Suba bem alto o morro. Corra pedir socorro. Auto! De lá do alto, Veja a multidão. Sinta se há solução. Volte! Conte-me tudo. Diga se o absurdo Ainda é pouco pro nosso mundo, Se na favela só tem vagabundo. Auto! De lá do alto, Veja a multidão. Sinta se há solução. Homem, já viu de tudo? Homem, parou com tudo? Cala! A vida ensina. Velho, olhe pra cima! Auto! De lá do alto, Veja a multidão. Sinta se há solução. Só Deus sabe! Deus sabe? Só Deus sabe.
  • 672.
    Coletânea de LetrasMusicais 672 FADA DO MUNDO Mais que sede e frio, eu sinto sua falta. Mais que sono e fome, eu quero o seu beijo. Por mais que o dia-dia me deixe sem tempo, Por mais que o povo ande, é só que me vejo. Mais do amor que tive, eu quero um pouquinho. Mais das fantasias eu quero viver. Vivo de sonhar que não estou sozinho. Mais que tudo, e tudo o que quero, é você. Minha vida toda ficou sem rumo. Minha roupa toda é um desarrumo. Minha mira, cega, fora de prumo. Meu sonhar, você, fada do mundo. Fada do mundo... Fada do mundo... Fada, meu mundo.
  • 673.
    Letristas em Cena 673 AFESTA DO FUTEBOL Ontem, eu vi Mandela da TV. Vi seu sorriso na tela Vibrando com o futebol. Ontem, vi seus cabelos grisalhos Envelhecidos no tempo Em que não podia ver o sol. Mandela, com seu sorriso na tela, Abria uma janela Pra liberdade afinal. Ontem, teve festa na África. Eu vi nativos dançando. Vi alegria geral. Ontem, um povo livre, tranquilo, Dançou, cantou e vibrou Na festa do futebol. Mandela, com seu sorriso na tela, Abria uma janela Pra liberdade afinal.
  • 674.
    Coletânea de LetrasMusicais 674 INFINITAMENTE BLUE Blue. Blue ou simplesmente, azul. Azul, como o blue dos olhos, Da menina que me fez sonhar. Blue. Infinita e simplesmente azul. Blue, como o terno de meu pai, Que um dia um anjo resolveu levar. Blue. Infinito, incandescente blue. Como o céu que levou um tempo Entre nuvens e contratempos, Em que o velho chorava no templo E orava por um dia blue. Blue. Infinitamente, blue. Como o dia em que ele se foi. Blue. Infinitamente, blue. Como o dia em que ele se foi.
  • 675.
    Letristas em Cena 675 LÚCIA Nãosei se é lua, Se é luz. Não sei se é Lúcia. Só sei que ela, com o seu amor, Me faz sonhar. Lúcia... Não sei se é porque me falta. Não sei se é porque me mata. Essa saudade do seu rosto. Essa vontade do seu corpo. Que eu fico assim, Sem mim. Vem. Vem pra matar essa saudade. Me fazer feliz de verdade. Vem. Vem pra matar essa saudade. Me fazer feliz de verdade. O, o, Lúcia. O, o, o, Lúcia.
  • 676.
    Coletânea de LetrasMusicais 676 MANDELA Luta por sua raça, sua cor, E morre por ela. Se preso, fica. Em nome do amor Que sente por ela. Mandela. Mandela. Aos brancos, não demonstra nem dor. Convive com ela. Dos negros, quer tirar o furor Provocado por ela. Mandela. Mandela. A África te deve o amor Que sentes por ela. Mas... E se algum dia se for? A raça, Mandela, Levará sua bandeira até o fim, Pois é a luta dela. A raça, Mandela. Mandela. Mandela.
  • 677.
    Letristas em Cena 677 MORENANA CHUVA Chuva que cai na cidade E molha o asfalto. Molha a pele morena, Mulata, e de fato, Brinca com a sensualidade. Vestido molhado. Faz com que olhos e bocas Desejem amar. Morena que corre na chuva, Vá mais devagar. Não fuja do olhar desejoso Dos homens do bar. Brinca com a sensualidade. Me deixe te amar Em casa, na rua, na chuva, Na beira do mar. Morena na chuva. Morena na chuva.
  • 678.
    Coletânea de LetrasMusicais 678 QUEM SOU EU Olha só: Ninguém chegou, Ninguém partiu. Você ficou à beira rio. Ninguém te chama, Ninguém te ama. Na correnteza Só a certeza De quem sou eu. Eu sou aquele que te quer, Que te quer, que te quer, que te quer. Eu sou aquele, que menino, Já queria te fazer mulher. Eu sou aquele que te ama, Que te ama, mas você não quis. Eu sou aquele que um dia, não se lembra? Já te fez feliz. Feliz, feliz, feliz, feliz.
  • 679.
    Letristas em Cena 679 SOUMARROM Nata branca, planta verde. Meus desenhos multicores. Nuvem branca, céu azul. Tem um time tricolor. Calça preta, camiseta. É laranja o violão. As paredes amarelas Pichadas por minha mão. Nos cabelos da mamãe Um vermelho reluzente. Na brancura das meninas Eu me faço diferente. Diferentes meus brinquedos, Meus programas, o meu som. Se elas brigam, eu nem ligo. Pulo e brinco. Sou marrom. Sou marrom. Não me contaram. Aprendi sem professor. Minha cor tá na caixinha Cheia de lápis de cor.
  • 680.
    Coletânea de LetrasMusicais 680 VELHA NOVIDADE Velhos tempos, velhos termos, Velhas fadas, velhas fardas. Amor à vista primeira, Romances com feiticeiras E o juramento de freira. Na vida mais curta do mundo, Mesmo aos cem anos de idade, Algo chega a soar como novo. Como nova, a velha novidade. O pensamento indolente. O fogo no rosto ardente. A paixão quase inocente. O amor de adolescente... Soa como nova, A velha novidade.
  • 681.
    Letristas em Cena 681 OVELHO TEMPO ACABOU Não sei por que você viaja tanto! Fica um pouco em casa. Vê se não sai do ar. Você viaja e não me leva, Nem se lembra onde passou. Qual é a sua, cara? O velho tempo acabou. Qual é a sua cara? O velho tempo acabou. Lugares estranhos. Lugares escuros. Será que vale mesmo a pena Orbitar por algum tempo? De repente não dá mais. Não dá mais para voltar. Aí, se perde no espaço, Mas se ainda der pra falar, Me chama. Me chama que eu te dou um abraço.
  • 682.
    Coletânea de LetrasMusicais 682 A VIDA IMITA A ARTE Toca a bola de mansinho Trata ela com carinho Que ela vai reconhecer Sá um drible com elástico Faz um gol, vai pro Fantástico O povo vai te conhecer Faz ela dormir no peito Dá lençol, impõe respeito Faz o chão estremecer Se é coisa do destino, O futebol te faz menino Faz a arte renascer Mete um golaço de escanteio Vem driblando pelo meio O zagueiro nem vai ver Sua a camisa com orgulho A torcida faz barulho O mundo vai te conhecer Riva, Garrincha, Pelé, Zico, Tostão, outro olé A vida imita a arte.
  • 683.
    Letristas em Cena 683 SONEKKA Capiautrabaiadô Facebook, a canção Fé na música 685 688 689
  • 684.
  • 685.
    Letristas em Cena 685 CAPIAUTRABAIADÔ Nega, to cum gadim na invernada To com uma horta arrumada De míio uns mir carreadô Nega, nossa paióça ta pronta Ta co' as mió das mobíia E a cor que ocê sempre sonhô Nega, Quando suncê foi pra cidade Pra tu faze facurdade Ce nunca mais retornô Sofri, Cortô que nem canivete Inguar que terra nos zóio Dispoi de uns tempo, passô Nega Eu pus inté internet Que vem por via satéliti TV de LED e celular Nega Lembra da egua gorete? Dispoi que veio as camionete A charrete aposentô
  • 686.
    Coletânea de LetrasMusicais 686 Nega Aqui miorô pacaraio Morreu o véi burrinho baio Mas tem manga larga marchadô Nega Num tem mai água no poço Tem piscina cum cascata Jardim de inverno e ofurô Nega Eu to invistino na borsa No Gugo, Vale do Rio doce, Na Apple e na Petrobrás Nega Hoje num carpo mai roça Aquela véia moringa nossa Ta cheia d’água Perrier Nega A pinga que tava no corote Cedeu lugar pruns Iscóti Que ganho dum senadô Nega Ce foi largá o nosso ninho Pra se ajuntá cum cabocrinho Que ti mentiu que era dotô
  • 687.
    Letristas em Cena 687 Nega Euacho que ocê foi tonta Porque no finar das conta Eu sempre fui trabaiadô Fiquei sabenu Que te injeitaro inté no Orkut Hoje ce véve de biscate E eu sou um famoso compositôoooo
  • 688.
    Coletânea de LetrasMusicais 688 FACEBOOK, A CANÇÃO Se eu for te postar metáforas Você vai me dar o fora Talvez eu te mande cartas Por hora to indo embora Se é que você me entende Eu não to ficando mudo É que eu sinto que to sem nada No meio disso tudo Já fui de saber, fui de só achar Eu até curti só pra te agradar Já protestei mas foi pra ajudar Também fui Guarany kaiowá Eu vou desligar, desconectar Quero ate vender o meu celular Ninguém vai poder vir me cutucar Fui lá longe pra ver o mar Que a falta de amigos não te preocupe Você tem email , tem facebook Se quiser chamego não vou mandar Mas topo de ir te levar
  • 689.
    Letristas em Cena 689 FÉNA MÚSICA Eu tenho fé na música Como se ela fosse um Deus Que deu de vir me cuidar Musa que vem me beijar Eu tenho fé na música Ca pra nós que não é pouca Passei poucas e boas E a fé não arredou o pé Calou, ficou quietinha Quando partiu o Gonzaguinha Raspou, foi por um triz Quase se vai com o Zé Rodrix Mas a fé ficou... Tenho fé Com as mãos remando essa maré Vide vida malvadeza Hei de te espantar tristeza Com essa fé que Deus me deu
  • 690.
  • 691.
    Letristas em Cena 691 SUZETEOLIVEIRA CAMARGO DUTRA Arrume o armário Boatos ou fatos Cara de pau Choro do céu Contraste Ditados Docilusâo Entre linhas E s p e r a n ç a Flauta doce Fidelidade Flores do meu jardim Folhas caindo Fragmentos de luz z Gênio do mal Ícone cultural Intuição Inveja maldita Mágico momento Mais que lindo Mensagem de amor Momentos Nostalgia Olá você Orgulho nacional Outono Outra história Paralelos retratos Poema 693 694 696 697 698 699 700 701 702 703 704 705 706 707 708 709 710 711 713 714 715 716 717 718 719 720 721 722 723
  • 692.
    Coletânea de LetrasMusicais 692 Primavera Romântica Segredo Sensação de paz Sentimentos Sentimentos inversos Sete notas musicais Significado oculto Tão fictício Um sonho Uma tarde de Setembro 724 725 726 728 729 730 731 732 733 734 735
  • 693.
    Letristas em Cena 693 ARRUMEO ARMÁRIO O insatisfeito... Não tem muito jeito Tem vida sem graça... Existe um vazio A ser preenchido... Levante a cabeça Limpe as gavetas... Arrume o armário Talvez uma ideia... Vai aparecer Siga em frente... Acorde pra vida Andando na rua... Chega na praça Com muita graça... O samba esquenta No pé da menina... Que rodopia Com saia rodada... Um rosto rosado E uma flor na mão... Então o insatisfeito Todo sem jeito... Entrou na roda de samba Fez esta canção .................................................................... ................................mas... Não é bem assim... Não ................................o nada também existe... Sim
  • 694.
    Coletânea de LetrasMusicais 694 BOATOS OU FATOS O dia clareou A chuva passou A música encanta A nossa alma e... O azul alegra O nosso olhar Não acredite em Tudo que você vê E não diga tudo O que pensa Sobe no boato e... Cai num fato Cantarolando No caminho Encontrei Flores Tão lindas Balançando Com o vento... Encantou... Quem sorrindo passou Caindo num fato Virando boato O sol brilha Aquece
  • 695.
    Letristas em Cena 695 Oscorações Impossível Atravessar A vida... Sem a Decepção de Uma amizade Agora boatos São fatos
  • 696.
    Coletânea de LetrasMusicais 696 CARA DE PAU Nenhum malandro, dá ponto sem nó Vai em frente, procurando um coitado E quando encontra, cai em cima, sem dó Unindo fatos e fotos para impressionar Sempre dizendo o que é bom pra você Bem envolvente é o seu disfarce Muita conversa fiada Mostrando o que não tem E ajudando as pessoas Pra saber quem é quem Aconselhando o povo E com o tempo acostumou Aproveitando bem a vida E a casa de alguém Com a mesma desculpa Um amigo precisa de mim Na família alheia ele viveu O cachorro faz festa pro cara de pau Mas quando percebem É tarde demais Pois o malandro, já se foi
  • 697.
    Letristas em Cena 697 CHORODO CÉU No meio das nuvens Vejo muitas estrelas Uma lua tão linda Envolvendo meu ser Dizem que a chuva É o choro do céu E o arco-íris...encontra O outro lado ao léu Mas...entra num pote Brilhante com mel Quanta grandeza existe Os dias são valiosos Precioso é o tempo Algumas coisas na vida Devem ser esquecidas A mãe natureza ensina Após muitas vivências E andanças por este mundo Experiências transformam Nossas preces em Famosos...musicais
  • 698.
    Coletânea de LetrasMusicais 698 CONTRASTE O sol é ouro A lua é prata O céu é azul O homem sem graça A neve é branca O vento é calmo A água é pura O homem impuro Estrelas brilham Flores tem cores A vida é bela Mas... O homem não vê A chuva chega As folhas caem A tormenta varre E o homem só dorme
  • 699.
    Letristas em Cena 699 DITADOS Quemcanta seus males espanta Mas quem tudo quer nada vai ter Afinal, deixar o certo pelo incerto Viver o medo bem de perto Fantasiar é viver só no ar O tempo vai passando E o dinheiro acabando As coisas acontecem Quando tem de acontecer O que tem que ser será Vê se sai pra relaxar Então cresça e apareça Deixa a ideia no lugar É bem difícil aconselhar Batucar com este samba no ar Ninguém vai mudar ninguém Até seu gato não aguenta mais Ver você dentro de casa Rapaz O tempo vai passando e o dinheiro acabando As coisas acontecem quando tem de acontecer O que tem de ser será, vê se sai pra relaxar Então cresça e apareça, Rapaz
  • 700.
    Coletânea de LetrasMusicais 700 DOCILUSÃO Um grande amor , eu encontrei Vou te dizer , o que senti Vai florescer, o meu viver Basta um olhar , acontecer Neste momento, se iluminou Meu coração, soprou em mim Flores coloridas, ao meu redor E quando surgir, o amanhã Pássaros e flores, brincam no ar Sob o arco-íris , irei passar Na imensidão, de um jardim Vou te cantar, esta canção Você já viu, amor assim Docilusão, me abraçou Mais é primavera, depois , verão
  • 701.
    Letristas em Cena 701 ENTRELINHAS Veja o por do sol Brilhando no horizonte Descendo atrás dos montes Dourando o azul do céu Paisagem deslumbrante Ficou em minha mente Depois chegou a noite A lua as estrelas Em todo o universo O tempo foi passando O dia clareando O inevitável aconteceu Um enorme temporal Virou um vendaval O mundo desabou Mas , enfim passou A paz apareceu assim Então pra sempre será Vão brotar em um jardim Liziantros e jasmins Muitas flores vão nascer Acalentando um coração Que sofreu quase morreu Mas nem tudo se perdeu Um caminho se abriu Numa estrada verdejante E num voo pelo céu Flutuando entre nuvens Descendo em outro lugar No fim desta canção O por do sol, volta a brilhar
  • 702.
    Coletânea de LetrasMusicais 702 E S P E R A N Ç A Vem me dizer Quando sentir Encontrar Procurar Um jeito..........de ser A felicidade........aqui Vem me dizer Um coração Adormecido Odor de rosas Pedras preciosas Outrora sedas....e......cores Muitos sonhos Só a esperança Uma bela canção Sem.........reaçõessssssssss Algo nesta música Exalou calor Uma nota......de cada.......vez Nada a dizer Nada a esconder Coisas acontecem Em tempo de acontecer Nem a......poeira.......das estrelas...... C a i r á Igual a chuva......pra se olhar Na hora de acordar
  • 703.
    Letristas em Cena 703 FLAUTADOCE O amor que vem, de um coração Com ternura e grande emoção O calor tem, composição Misturando com a coloração Aventura não faz bem a ninguém É apenas esse grande vai e vem Muitas estrelas No imenso céu pra se contar Num castelo, o som da orquestra Ressoa pelo ar Flauta doce se destaca ao tocar Melodia refletida no luar Preste atenção, ao por os pés no chão Pra não ser preso, em uma só canção Viver não é esperar A tempestade passar Mas vai ter que aprender Com essa chuva dançar
  • 704.
    Coletânea de LetrasMusicais 704 FIDELIDADE De...tempos em tempos Os...homens se impõe Propõe...e decidem A favor de si..mesmos Exibem largos...sorrisos Mas....são tão traídos Sem sequer...perceber Bem...impressionante Eles pensão que podem Viver...infiéis Isso....engrandece seus egos E ...de ambas as partes Se...tornaram normais Porém...para uma grande mulher Não tem homem capaz De tirar seu brilho Nem nos momentos de amor Pois a sua coragem E a fidelidade...vem de suas Raízes
  • 705.
    Letristas em Cena 705 FLORESDO MEU JARDIM Flores...tão belas ...tão lindas Vivem no meu jardim Alegres e catitas Do alecrim ao jasmim Piam os beija-flores E gorjeiam os sabiás O vento empurra as rosas Que se curvam a dançar Na aurora resplandecente Surge o orvalho a brilhar Para as flores alegrar O bem-te-vi vive a cantar Já vai dia alto e quente E o sol ainda está lá A brisa passa de leve Para as flores acariciar Na revoada das andorinhas Brinca o vento a soprar E o alegre amor perfeito Vê o pôr do sol passar Alvas são as flores das angélicas Que se abrem com esplendor Enquanto o lindo ipê amarelo Balança para o luar Que está prestes a chegar
  • 706.
    Coletânea de LetrasMusicais 706 FOLHAS CAINDO Folhas... Caindo No ar... Dançando O vento levando Alguns sons Vem na memória Um pandeiro Tem violão Pra se fazer Uma canção Que vem... Do coração Na orquestra O violino é quem dá O primeiro tom A lua nova Lá... No... Céu Querendo incentivar Será... Que devemos dançar? Sob a luz deste luar? O relógio vai marcando E badaladas ressoando O tempo segue o fluxo Enquanto isso... A bossa nova Envolvente... Estonteante Pra lá de empolgante Uma arte musical Verdadeira... Apaixonante Que nos trás... Só... Emoções
  • 707.
    Letristas em Cena 707 FRAGMENTOSDE LUZ Feche os seu olhos E se deixe levar Use a imaginação A flor é tão procurada Tem jovialidade...espontaneidade Nas linguagens das flores As rosas continuam Simbolizando a paixão E o limnando exibe folhas Em forma de coração Nos anos vintes ...as gardênias Eram os símbolos das galantearias Hibisco é a rosa da china E a dama das camélias Quem não ouviu falar Edelweis é a estrela alpina Se associa a pureza As memórias... Nascem das lagrimas Vestidas por Vênus Sinfonia em branco No poder das flores Você encontra ...vitalidade Quentes paixões Azuis ecléticos Fragmentos de luz
  • 708.
    Coletânea de LetrasMusicais 708 GÊNIO DO MAL Um raio lilás...atravessou o céu Um foguete apressado Deu a volta na terra Os girassóis nos campos Viraram para ver o sol Seu coração...bateu mais alto Que o som...de um violão Ficou sem ação E até esqueceu...sua própria turnê No seu quarteirão Faíscas de fogo...sobem da fogueira Como vagalumes ...dançando no ar Vamos ser realistas No planeta Mercúrio Que é o seu lar...não tem ninguém É um dilema romântico De quem não tem mais talento E só consegue na vida Conflito...emocional Andando na rua...o vento O deixou....descabelado E a ultima vez que esteve na praia Despencou de um deck Pelo Gênio Do Mal Mas não convencido É muito indeciso Prefere sofrer....e.... Seu orgulho...esconder
  • 709.
    Letristas em Cena 709 ÍCONECULTURAL Caminhando...numa estrada Uma história...na memória Nos encontros...desencontros Nos parques...nos jardins Nas montanhas...nos serrados Águas limpas...correndo nos rios Sons em harmonia Saem da floresta E bem no meio...da caminhada Pessoas se confundem Como nuvens lá no céu Chalés com cercas brancas Floreiras nas janelas Exibindo amor perfeito Margaridas e papoulas Entre brisas perfumadas Sopram ventos bem gelados E como as peças...de um museu Virou um...Ícone...Cultural
  • 710.
    Coletânea de LetrasMusicais 710 INTUIÇÃO Uma flor Desabrochou num jardim Um amor, um sonho Paixão, coração Uma música Nascerá, outra vez Vejo um florescer Carinho Um olhar, se dará Uma luz, sentindo Intuição Esta canção Viverá, brilhará Encontrará, vivências Lembranças, momentos Verdades Sentimentos Fascinação
  • 711.
    Letristas em Cena 711 INVEJAMALDITA Se a sua estrela Não brilha Não apague a luz De um compositor Com o seu talento Pra que se preocupar Exibir um chapéu Que não é seu E fácil demais Mas...logo depois Que o chapéu se for Seu ego também vai ! Puxar o tapete de quem Tem talento... Não é bom pra ninguém Pois a reciprocidade Aparece também Todos os talentosos Tem o mesmo direito Para brilhar E a inveja maldita Sempre paira no ar Receber um não Pode ser bem ruim Uma porta se fecha Mas logo outra abrirá Dizendo um sim
  • 712.
    Coletânea de LetrasMusicais 712 Como diz o ditado O talento incomoda Todo tipo de gente Não se preocupe Abra a sua porta Que atrás... Tem muita gente Pra ouvir você cantar
  • 713.
    Letristas em Cena 713 MÁGICOMOMENTO Uma enorme cerejeira Protege um banco de jardim Primaveril brisa suave Mas o que vejo por aqui É um campo de tulipas Um relógio entre as árvores Começando a rodar E aqui no parque a tocar Badalando toda hora Um conserto musical Neste mágico momento Um beija flor, curioso Num gramado bem cuidado Deixa-se fotografar Quando o sol se for de vez Vai a lua aparecer Mil estrelas vão brilhar Um clima de romance A espera de alguém Sentimentos, vão e vem Mas como o vento se desfaz
  • 714.
    Coletânea de LetrasMusicais 714 MAIS QUE LINDO Pássaros brincam nas árvores lá fora Flores se encontram ao vento no jardim Este é meu lar, não quero ir embora Deste aconchego que faz parte de mim Criei raiz aqui, sob este sol Sei o que é ser feliz, vejo a lua no céu Isto é bem mais que lindo, disse Jobim Numa canção que fez, para Bebel Mesmo tão longe, meu pensamento é perto Tem esquilinho onde a mata cresceu Entre o arvoredo, clareiras aparecem Isso é cruel, o povo entristeceu Com o passar do tempo, tudo irá se perder Um lugar tão lindo,vai desaparecer Mas ao cantar a letra desta canção Este recanto me mostra o que é certo Sensacional e a vista deste lugar A natureza se deixa admirar
  • 715.
    Letristas em Cena 715 MENSAGEMDE AMOR Amanheceu...um lindo dia Despertou...uma alegria De viver...em mim gerou Olhando...no horizonte O verde...é bem mais verde O céu ...mais azul Nuvens brancas Deslizando no ar O sol surgiu...iluminou O nosso dia...os seus raios Poderosos Gotas de orvalho Brilham tanto Lá nos campos Simplicidade...mostra A verdadeira força Legitima nobreza O saber...graciosidade Na expressão Dos movimentos Não nos compete Fazer ninguém sofrer E seguir nossos caminhos Sem quebrar nenhum cristal Não magoar nem fazer mal Somente transmitir Uma mensagem de amor
  • 716.
    Coletânea de LetrasMusicais 716 MOMENTOS Um recanto...aconchegante Bem aqui tem...um bom espaço Em cada canto...uma história Mil lembranças ...e momentos Um altar pra agradecer Alguns segredos...pensamentos Cada coisa em seu lugar Um aroma sempre no ar Cadeiras no terraço Para uma vista apreciar Depois de uma viajem É bom voltar pra casa Canções para compor Um livro para editar Carinho dos amigos Saudades pra relembrar
  • 717.
    Letristas em Cena 717 NOSTALGIA Chuvacaindo Pingos no chão Espelhando então Andorinhas no céu Momentos assim Engrandecem também Estação que mudou Pensamentos que vem E nas águas da chuva Desenhando ao léu Alguém passa sorrindo Neste dia cinzento Primavera que chega Nossos sonhos embalam Poesias se tecem Num passeio de trem Enquanto a chuva não passa Uma paisagem disfarça A nostalgia de alguém Procurando além Amor que não tem
  • 718.
    Coletânea de LetrasMusicais 718 OLÁ VOCÊ Olá. Você Um longo tempo passou O mês de marco, chegou Dezesseis ou dezessete Par ou impar, tem que dar Mil apostas, acontecem Num instante, vai pagar Ser pobre não é ruim O pior é estar No auge da fama Com o nome na lama O inverno congelou o verão Na expectativa do momento Ficarás eternamente Muitas coisas acontecem E nunca são, recuperadas A palavra falada E o tempo que passou Oportunidades perdidas Agora eu vou seguir Pois vou gravar a entrevista Enquanto o sono não vem Tome um trem Sinto muito meu bem
  • 719.
    Letristas em Cena 719 ORGULHONACIONAL São Paulo é uma cidade Cheia de emoções Espelhados edifícios Surpreendendo o olhar Cidade acolhedora Onde raças se misturam Muito céu azul Lindas noites estreladas Meu oásis preferido Foi aqui onde nasci Que as vezes tem garoas Alguns parques bem cuidados Outros com imperfeições É impossível dizer tudo Numa só folha de papel Só vou citar o que é belo Pra não ferir esta canção Bem no centro tem cultura Pinacoteca e museus Municipal foi Reformado com todo primor Cidade tão querida Conhecida em todo mundo Pelos seus cartões postais E um orgulho nacional E os poetas desta esfera Anunciando opiniões E sempre cheia de emoções Esta cidade Onde vivo, onde sonho Onde faço minhas canções
  • 720.
    Coletânea de LetrasMusicais 720 OUTONO Em uma janela eu estava No vigésimo segundo andar Pra ver a chuva de outono As águas batendo no vidro Formando bolinhas com ar Deslizando sem parar Os ventos fortes sopravam E lá no fim do horizonte Havia um resto de sol Foi um momento lindo Em um lugar seguro Uma poltrona macia Perfeita pra se aconchegar Entre livros e muitos chás Estava uma melodia Navegando no ar Meus pensamentos procuravam Harmonizar as notas de um Samba canção Entre muitas recordações As horas passam ligeiras O dia então virou noite Mas sempre vou lembrar A chuva batendo no vidro Formando bolinhas com ar
  • 721.
    Letristas em Cena 721 OUTRAHISTÓRIA Flores de lótus ...eu plantei Entre belos...arrozais Mais uma vez...eu cresci Pois a intuição...eu segui Nada será ...como antes O cristal se quebrou O passado passou O futuro...não chegou Sopram ventos suaves Frases e pensamentos Caem as gotas de chuva E...salpicam o chão Como as cinzas do vulcão As flores desabrocham Sempre no tempo certo A natureza é o espelho E uma força aparece Não adianta...colocar flores Em uma casa ...onde Não mora ninguém Um momento vai chegar Outra história vai começar
  • 722.
    Coletânea de LetrasMusicais 722 PARALELOS RETRATOS Paralelos, retratos De uma vida, bem simples Sem preconceitos Intrigantes, mensagens Revelam , seus medos No seu olhar Mas o reflexo, no espelho Vai te dizer, que a pureza É igual, a uma flor Que acabou de nascer Caminhando, entre as arvores Sentindo, uma brisa Acariciando, o seu ser Aproveite, esta fase Bem diferente Inconsequente E toda essa paz Que o momento, lhe traz
  • 723.
    Letristas em Cena 723 POEMA Paraescrever um poema Você precisa se apaixonar A esperança vê o invisível Sente o impalpável E alcança o impossível A inocência abre o coração Para qualquer sentimento Você não pode tocar as nuvens Mas pode sentir a chuva A brisa sopra nos campos No mar nos vales Não espere que as coisas Caiam do céu A paixão nos conduz A um estado de luz E no meio da noite Eu ouço música Dentro de mim Este é um segredo De cada um O amor nos faz jovens E sempre existe uma flor Para nos Encantar
  • 724.
    Coletânea de LetrasMusicais 724 PRIMAVERA O sol esta sorrindo A névoa evaporou Chegou a primavera Pássaros gorjeiam Abelhas zunem Novas plantas Florescem Ninhos surgem Por toda parte No alto... Gaivotas alegres Cruzam o céu Embaixo... Lá nas rochas... Batem as águas mar Soando num alegre E lindo arrebentar
  • 725.
    Letristas em Cena 725 ROMÂNTICA Eusou romântica, como uma flor carmim Só te ver sorrir é encantador Feito um beija-flor feliz Só nos dois amor, meu bem Quando a lua encontra o mar Prova que esse amor vai durar Esta é uma canção de amor Lembra uma estação em flor Que exala romance e calor Eu sou romântica como uma flor carmim Só te ver sorrir, é encantador Feito um beija-flor feliz Doce aroma de jasmim Encontros a beira mar Neste envolvente luar Estrelas enfeitam o céu Brilha o nosso olhar enfim Romântica eu sou assim
  • 726.
    Coletânea de LetrasMusicais 726 SEGREDO Alguém nasceu Sob a influência de um Eclipse Querendo esquecer Só...que muito mais Ira lembrar Uma espada Que é de prata Tem o seu poder Mas o ouro do cajado Tem muito mais valor Nas rajadas e nos ventos A consciência pesará........ Águas de março São tão frias Diferentes de um vulcão Ao enganar uma mulher O homem se comprometeu..... No universo Existe um livro Sua palavra Esta gravada E...a mágoa que causou Num bumerangue voltará... O vento...irá soprar A mascara...cairá Atrás das nuvens A lua se...esconderá Não há sombras No deserto
  • 727.
    Letristas em Cena 727 Eonde....existe fé Uma esperança Haverá...... Uma estrela.....vai chegar E o Segredo.... Desvendar
  • 728.
    Coletânea de LetrasMusicais 728 SENSAÇÃO DE PAZ Quero dizer O que senti Quando te vi Sorrindo ... O céu se abriu E uma canção Ouvi no ar O esplendor Desse ardor No momento Se expressou Também sorri Perfumados Aromas senti Na imensidão Desta longa vida Experiências colhidas Vivências sentidas Aconchegante conforto Sensação de paz
  • 729.
    Letristas em Cena 729 SENTIMENTOS Vocênão vai Reconhecer esta canção Não Criação da imaginação Bela ilusão Canção de amor Que passageira já se foi Romântica magia Que deixou Lembranças findas Que vibrou sentimentos Música, momentos maravilhosos Assim Só o encanto ficou E se ficou É que valeu Foi bom demais Mas...acabou e te deixou pra traz Aconteceu...e o azul se foi E o sal do mar...não tem sabor A dor que dói Bonita não faz mal Não me entristece Se a poesia tece Todo sentimento Se torna música em mim Assim eu sigo feliz
  • 730.
    Coletânea de LetrasMusicais 730 SENTIMENTOS INVERSOS Leve consigo Somente....o que Vale a pena Não olhe pra traz Acreditando Que exista ... Um Alguém superior Protegendo Alguns seres Quando é merecido De muitas maldades E grandes mentiras Mesmo sutis Que hoje em dia Vem com a maioria Dos seres humanos Sentimentos inversos Subsequentes Que terão de provar Pois tudo que vai Deverá retornar
  • 731.
    Letristas em Cena 731 SETENOTAS MUSICAIS Uma flor......uma árvore Um amor......uma esperança Não se encaixa.....em projetos Nem nas organizações Não é sonho.....ou fantasia Como muitos....denunciam Sentimentos...... Não se racionaliza... O amor é como a....música Brota em nossos ...corações Uma troca de olhar Carinho verdadeiro Como cristais...iluminados Uma luz....incomparável Amadurece...em nosso ser Poemas ...existentes Conseguem.....transmitir Com clareza o que sentimos Em um jardim...com muitas flores No amor...um lindo par Depois da chuva.....brilha o sol As sete notas...musicais Compõem as mais lindas..... Muito lindas.....canções
  • 732.
    Coletânea de LetrasMusicais 732 SIGNIFICADO OCULTO Algumas ...emoções Invadindo...estão Seu pobre coração O amor perfeito...tem seu tempo Só o verdadeiro permaneceu Estava escrito em um jornal Que a papoula traz em si O magnetismo da lua Louros em coroas Destacam os atletas Enfeitam os poetas Mas...ousar é mergulhar No desconhecido Fantasiar é uma desculpa Pra fugir da realidade Nem o vento sopra a favor De quem não sabe pra onde ir Ser inteligente é fazer o que sente Esta é uma daquelas músicas Que tem um significado oculto Mas tem a exuberância De um sambinha incrementado
  • 733.
    Letristas em Cena 733 TÃOFICTÍCIO Não há maquiagem existente Que faça seu olho brilhar Enquanto que a sua vida Apagada esta A mascara branca Já feneceu Junto com amigos seus Mas...na realidade O passado se foi Achando que nada perdeu Suspirou...e não percebeu Que o encanto...escorregou Sob as águas de um rio Que na correnteza...desapareceu Isso é tão fictício Que jamais vai estar lá Nas estrelas escrito E a vingança mesquinha Você há de entender Quando a porta se abriu Um objeto caiu bem na sua cabeça Tem gente que só ...envelhece Depois...apodrece E não amadurece
  • 734.
    Coletânea de LetrasMusicais 734 UM SONHO Eu sei tocar Mas vou cantar, pra você, dormir A música me faz feliz E os seu sonhos, vou colorir Vai flutuar, em brancas nuvens Verdes montanhas, admirar Ondas quebrando, nas rochas do mar Como cristais O vento soprando, no azul do céu E depois da chuva Um arco-íris apareceu Um cheiro de grama, paira no ar Cortinas ao vento, saem da janela Mostrando lá dentro Um ambiente, aconchegante Em cima da mesa, rosas Completam o sonho, de quem despertou E assim, esta canção, acabou
  • 735.
    Letristas em Cena 735 UMATARDE DE SETEMBRO No meio de... Um espaço Ouvi alguém tocar Me encantei Uma festa...musical A melodia ...suave Pairava ...pelo ar Me envolveu Muitos sons...em um só...lugar Então...o Gram Piano Cordas...completando Uma...linda orquestra Me emocionei Foi difícil...me conter No embalo...desta música Eu... Cantarolei Inebriante ...é...o seu som Não quero mais parar Intuitiva é...esta canção Impregnou...todo meu ser Uma tarde ...de ...setembro Um momento sem igual Vivência...inesquecível Tão feliz...pra se ...lembrar
  • 736.
  • 737.
    Letristas em Cena 737 TATOFISCHER Alegria Assim é a vida Bandeira branca Bom-dia, dia Caminante, no hay camino Cantar pra ser feliz Cantar pra você A casa da lua Chama violeta Coro Clube Caiubi Eu sou apenas eu Eu sou o que eu sou Eu te amo Eu te amo mais que tudo nesta terra Fado Garganta Graças Hocus pocus (mágica) Incongruência Linha da vida A lótus que habita em mim Lua Nova, nova lua Meu bem, não vou parar no analista Meu nome é Pax O meu presente As palavras e as canções Passarinho do amanhecer Profissão de fé Pulsação 739 740 741 742 743 744 745 746 747 748 749 750 751 752 753 754 755 756 757 758 759 760 761 762 763 764 766 767 768
  • 738.
    Coletânea de LetrasMusicais 738 Romeu e Julieta Samba da vida Ser feliz “Star” Um portal se abriu Viva São João Você é o meu caminho Você é o que você é Você me faz mais 769 770 771 772 773 774 775 776 777
  • 739.
    Letristas em Cena 739 ALEGRIA Alegria,alegria Emoção no meu ser noite e dia Alegria, alegria Minha voz, meu suor, minha folia A razão da cantoria É botar no meu peito alegria Para sempre alegria Para todos igual alegria
  • 740.
    Coletânea de LetrasMusicais 740 ASSIM É A VIDA (Adeus a Toninho Spessotto) Não adianta lamentar E nem sequer amaldiçoar Porque alguém tem de morrer Porque alguém já vai partir Outro alguém irá nascer E algum outro irá brotar Assim é a vida, a vida é assim Este vai e vem Muitas das vezes sentimos um amor profundo E noutras delas nos vemos apanhando do mundo Não dá pra só chorar Nem dá só pra sorrir A vida dá e leva Assim é que é a vida Assim a vida é
  • 741.
    Letristas em Cena 741 BANDEIRABRANCA Vestindo a camisa Bandeira branca Saltando o abismo Bandeira branca Buscando o caminho Bandeira branca No azul (do infinito) O olhar não importa Bandeira branca A porta é mais longe Bandeira branca Por onde o amor Bandeira branca Quiser começar Vamos transmutar Tudo em amor No calor que leva A bandeira branca
  • 742.
    Coletânea de LetrasMusicais 742 BOM-DIA, DIA Bom-dia, dia Bom-dia, sol Bom-dia dona alegria Ao meio-dia A minha avó Não deixa a mesa vazia No fim do dia Ao pôr do sol A cor da tarde é macia E quando é noite No meu lençol Eu sonho com outro dia
  • 743.
    Letristas em Cena 743 CAMINANTE,NO HAY CAMINO (a partir de verso de Antonio Machado) “Caminante, no hay camino Se hace camino al andar” Se es el puerto tu destino Tu camino es por el mar El camino es de ternura No hay que perderla jamás “caminante, no hay camino Se hace camino al andar”
  • 744.
    Coletânea de LetrasMusicais 744 CANTAR PRA SER FELIZ (Para Lis Rodrigues) Final da jornada Meu corpo cansado Nem rola na cama Nem quer descansar Lhe falta uma coisa Lhe falta uma parte A mais importante E eu quero lhe dar Isto em verdade É o que eu mais quero da vida Poder sempre cantar tudo o que eu quis Minha vontade Risonha e corrosiva Cantar, cantar, cantar e pedir bis Meu coração cantador Já quer de saída Um canto bem maior que a cicatriz Bem mais próprio seria dizer Um parto no meio da avenida O que eu quero é cantar pra ser feliz
  • 745.
    Letristas em Cena 745 CANTARPRA VOCÊ Se uma música te faz chorar Uma outra há de te ver sorrir Todo sentimento é música, Música, música, música, Música, música, música Vou cantar mais uma vez pra você Tudo o que você pedir Botar todo o sentimento Na magia do momento Te dizer: estou aqui Nessas ondas que viaja o cantar O meu barco vai sumir Se perder no firmamento Deixar cada filamento Pelas nuvens e subir Eu vou cantar pra você Cantar pra você Cantar Vou cantar mais uma vez pra você Tudo o que você pedir
  • 746.
    Coletânea de LetrasMusicais 746 A CASA DA LUA À noite a casa da lua Se ilumina de verdade A canção que dança e sua Se esparrama na cidade O amor que tu me tinhas De repente bate à porta Novamente minha cama Se ilumina e eu quase morta Te recebo Os meus braços nervosos se abrem Meus carinhos desabam de amor E eu proponho Novos dias pra nossos anseios Teu calor se derrama em meus seios E eu de novo me entrego pra ti Musicada por sonekka
  • 747.
    Letristas em Cena 747 CHAMAVIOLETA (Mantra/ Cânone) Violeta, chama violeta Violeta chama, chama violeta Violeta, violeta chama Chama violeta, violeta chama
  • 748.
    Coletânea de LetrasMusicais 748 CORO CLUBE CAIUBI (Para Vlado Lima e Sonekka) Estarmos aqui juntos Parceiros neste chão Imenso trampolim para voar A música dispõe do nosso dia Trazendo-nos o encanto Em forma de cantar O canto que buscamos Na vida e na voz É o hino que escolhemos entoar E é quando o coração já se apropria Do amor que vem no canto E se espalha pelo ar Laiá, laiá Iê, iê, iê Se achegue pra cantar também aqui Laiá, laiá Iê, iê, iê E abrace o coro Clube Caiubi
  • 749.
    Letristas em Cena 749 EUSOU APENAS EU Por que você me olha Dum jeito que corroi Por que é que me escolheu Pra ser o seu herói Não sou nada por cento Que você pretendeu Eu sou apenas eu Não sou o seu cantor Não sou o seu caubói E o que você me disse No peito ainda me dói O canto que eu invento Não tem nada de seu Eu sou apenas eu
  • 750.
    Coletânea de LetrasMusicais 750 EU SOU O QUE EU SOU Não tenho religião Não torço pra nenhum time Não pertenço a uma panela E nem apoio o regime Eu sou o que eu sou Eu sou o que eu sou Eu sou o que eu sou Eu sou o que eu sou Gente que gosta de gente Meu modelo é o inseto Que trabalha vivamente Sem trancar-se em nenhum gueto Minha escola é o ser humano Sem partido ou sociedade Construindo o seu caminho Sempre em busca da verdade Eu nunca me desliguei Não há por que religar Eu só sei que nada sei Sempre aberto a sempre amar Eu sou o que eu sou Eu sou o que eu sou Eu sou o que eu sou Eu sou o que eu sou
  • 751.
    Letristas em Cena 751 EUTE AMO Da tua boca me saem Atos de fé Quando é pra dizer Eu te amo Da tua boca me vêm Gotas de mel Como o céu a escorrer Eu te amo Dos teus lábios gotejam Joias de amor Quando for pra entender Eu te amo Na tua língua só cabem Flores mais flores Só me trazes prazer Eu te amo Que vem da tua boca É oceano De paz infinita Mais bonita é a palavra amor Quando sai da tua boca
  • 752.
    Coletânea de LetrasMusicais 752 EU TE AMO MAIS QUE TUDO NESTA TERRA Eu te amo mais que tudo nesta terra Eu te amo como a serra Ama as flores e os sabiás Eu te amo e te abro o coração Eu te amo e aqui no chão Ganho o sonho de voar Os passarinhos que habitam a floresta Fazem junto a mim a festa Que criamos ao cantar E em cada ninho espelhado na amplidão Ouve-se o som da canção Que se espalha pelo ar: De grande que é o nosso amor Inundará os corações Cada rio se encherá E desaguará no mar Todo amor e tanto encanto Farão toda a diferença Da mágica e da alegria Todo o mistério e a presença No coração da magia Transbordará de emoção E deste nosso calor Brotará a paz na terra
  • 753.
    Letristas em Cena 753 FADO Seme pedem para cantar Coração já se embriaga A simples menção da água Já bota meus pés no mar O caminho, a jornada é sagrada Todo ninho é retrato da estrada A alegria que reina aqui dentro Reinará sempre a todo momento Minha mão é quem manda E meu braço é machado Minha fé é quem faz este fado Coração que comanda o destino Traz em si a bandeira e seu hino Vai, coração Realiza teu sonho doirado Vai coração Teu destino é recinto sagrado Quando eu canto, minha alma Transforma e derrama Canto a luz de quem se entrega Canto a luz de quem só ama Musicada por sonekka
  • 754.
    Coletânea de LetrasMusicais 754 GARGANTA Quando esta voz desanda e sai em disparada pelo ar Feito punhais fuzis rojões torrentes de paixão faróis Eu tenho mais de mil razões pra querer ser maior que os rouxinóis Tantos ouvidos derramados sobre mim Canta, garganta Teu mal espanta Deixa no ar um gosto quero mais Oh, sim!
  • 755.
    Letristas em Cena 755 GRAÇAS Graçaspela vida Por este momento Por este alimento Por este jardim Graças pelo dia Por esta alegria Por este caminho Por cuidar de mim
  • 756.
    Coletânea de LetrasMusicais 756 HOCUS POCUS (MÁGICA) Mágica! Mágica! Mágica! Mágica Bate nosso peito com força outra vez É chegada a hora pra aumentar de vez Todo o amor que temos pela mágica, mágica, mágica Cada vez que temos nova ocasião De vibrar com força o nosso coração Vê, vale a pena mais uma cena Pra aumentar bem mais nossa união Cada confrade então nos mostrará O que o ano inteiro esteve a preparar A cada passe celebrará Pir-lim-pim-pim, a-bra-ca-daaaa-bra E cada passe terá enfim A-bra-ca-da-bra, sim-sa-la-bim Mágica! mágica! mágica! mágica Viva a máááá-giiiiiii-caaaaaaaaaaa Hocus pocus!!!
  • 757.
    Letristas em Cena 757 INCONGRUÊNCIA (DECORAÇÃO A CORAÇÃO) (para Marcio Policastro e Tito Pinheiro) Apesar de você não querer, Apesar de você não gostar Não consigo deixar de dizer “Coração” quando vou me expressar Todo instante em que pago pra ver Onde e quando lhe possa encontrar “Coração”, “coração”, “coração” De manhã dizem que vai chover E eu nem sinto sequer respingar Fim da tarde espero o anoitecer Pois não vejo a hora de chegar O momento de estar com você E assim poder me declarar “Coração”, “coração”, “coração” Incongruência, veja você, Não quer me ouvir sempre a dizer Meu coração, eu sei por quê, Bate feliz quando lhe vê
  • 758.
    Coletânea de LetrasMusicais 758 LINHA DA VIDA Ah, linha da vida Onde me levas? Onde me levarás Eu viajo no teu lombo Pra onde quer que me conduzas Norte ou sul? Frio ou verão? É pra lá que eu vou Porta aberta, aberto coração! Mas que caminho é este? Brilha e rebrilha e eu me maravilho Se no teu colo me deixo levar Ah, linha da vida...
  • 759.
    Letristas em Cena 759 ALÓTUS QUE HABITA EM MIM (O Lorde do Tibet) Você é o girassol O sol e o calor O amor e a borboleta Sobre os campos Você é o sabiá O chá e o pão de ló A lótus que habita Em meus pântanos Você é o rouxinol O Lorde do Tibet Que quer trazer a mim A primavera E o belo laranjal No qual eu vou pousar A dádiva do fim Desta quimera Girassol, sabiá Rouxinol, laranjal Cada qual terá Seu exato lugar
  • 760.
    Coletânea de LetrasMusicais 760 LUA NOVA, NOVA LUA Lua nova, nova lua A princesa vem cantar no meu jardim Esperança, novo dia Mil sorrisos a deixar o mundo assim Como um lago precioso Como um rio e seu mar Toda a gente toda a gente Pelos céus a flutuar Oh, linda princesa Cante uma vez mais para mim Venha, sim, querida Venha flutuar no meu jardim
  • 761.
    Letristas em Cena 761 MEUBEM, NÃO VOU PARAR NO ANALISTA (Para Lucia Helena Corrêa) Meu bem, não vou parar no analista Eu sei, você só quer me conquistar Há anos me corteja e quando eu cedo Logo despista É toda vez igual, e eu não aprendo Eu nunca compreendo o seu astral Faz cara de feliz e está na fossa Ou está de mal Jamais encara comprometimento Mas compromete quem lhe quer amar Diz que é verdade o mero fingimento Pra me enrolar Mas desta vez parei, pois já consigo Andar comigo e ficar bem demais E em mim eu sou capaz de achar abrigo E estar em paz
  • 762.
    Coletânea de LetrasMusicais 762 MEU NOME É PAX Eu sou a luz da vida, senhor dos coqueirais Cada paixão curtida na cor lilás Eu sou a lua d’água e o sol do equador As horas namoradas e o som do amor Cantor das madrugadas, silêncio nos lençóis O olor da flor das fadas, a mãe dos heróis Eu sou os óleos quentes do cego de Al’kmir A vibração do ventre quase a parir O vento por sobre os campos, o azul na imensidão A noite e os pirilampos, o vinho e o pão Os átomos pulsando e a voz dos animais As ondas quando em quando, meu nome é Pax
  • 763.
    Letristas em Cena 763 OMEU PRESENTE O meu presente Me chegou na madrugada Você e sua luz prateada Rebrilhando pelo céu O meu presente Iluminou meu caminho E onde eu era sozinho Passei a chamar-me nós Meu companheiro Que trouxe a festa a meu peito Trouxe a paz também e o jeito De deixar o mundo bem No relicário Onde eu guardo meus segredos Guardo a flor dos seus folguedos Para um dia revelar A paz do mundo Chegou-me com seu amor E o Universo Inteiro se renovou Eu agradeço Cada momento presente E sinto a luz Que chega com seu semblante
  • 764.
    Coletânea de LetrasMusicais 764 AS PALAVRAS E AS CANÇÕES (A Zé Edu Camargo) As palavras Soam apenas palavras Antes de irem parar Nos guardanapos de um bar Acontece Que a partir desse momento Passam a ser um lamento Uma alegria, um pomar O poeta Vai aos poucos recobrindo Guardanapos, papeletas Com palavras e emoções E o desenho Feito com meras palavras Transforma singelas músicas Em saborosas canções: Esta vai pra você Esta outra também Esta aqui pra ninguém E est’outra é pra ela Esta foi para o filho E também para a mãe E esta vai pra champanhe Que ajudou a esquecê-la
  • 765.
    Letristas em Cena 765 Nessaeu me diverti Nessa outra nem tanto E esta vai para o santo Que me faz prosseguir E esta então é pro deus Que eu acredito ser Meu cantar meu poder M’leva onde eu quiser
  • 766.
    Coletânea de LetrasMusicais 766 PASSARINHO DO AMANHECER Passarinho azul vem pousar Na janela do amanhecer Vem dizer que o amor Encontrou a flor E voou com seu bem querer Procurando por Shangrilá Em Pasárgada foi parar Pôde assim então Vislumbrar o chão Que sonhara um dia plantar
  • 767.
    Letristas em Cena 767 PROFISSÃODE FÉ Meu amor um dia disse que eu andava triste que eu devia me cuidar Que o tempo pra mim não fosse mais que a água doce calmamente indo pro mar Fosse a vida como fosse, e trouxesse o que trouxe tantas vezes sem falar Disse ainda que eu vivesse e ao menos pudesse de algum jeito não chorar Mesmo assim eu me sentia como um fim de dia esperando o pôr do sol Evitando o olhar aberto não sentir bem perto me dizendo meu amor Que o sopro que vem da alma fosse forte chama misturando- se com o ar Cada dia eu despertasse como quem renasce cada dia um despertar E que eu nunca permitisse que a bruxa velhice começasse a me roer Que eu sonhasse amasse ousasse cantasse brilhasse não me deixasse morrer
  • 768.
    Coletânea de LetrasMusicais 768 PULSAÇÃO Meu coração Foi tocado Pela beleza do seu Sua emoção Que pecado! Toda a certeza dos céus Nas suas mãos Meu agrado Delicadeza de D’us Em cada grão Tão sonhado A boniteza e o que é meu Ale Aleluia A leveza E além Claro Dia claro Clareando Já vem Ale Aleluia Alegria E além Claro Dia claro Claro dia Amém
  • 769.
    Letristas em Cena 769 ROMEUE JULIETA – Cena do Balcão Romeu: Espero que você me queira Como se eu fora um jardim Mil beija-flores numa roseira Mil beijos doces pra mim Eu quero minha vida inteira Sentir nós dois bem assim Nuvem serena numa fogueira Cheiro de rosa e jasmim Julieta: Se você me quiser Como orvalho sem fim Poderei ter o sol E todos os seus querubins E onde for e estiver Terei por mandarim Coração, coração Que bate do princípio ao fim Ambos: Se o amor Só uma flor Todo o ardor Todo o amor Só o amor Veio pra nos encontrar Poderá simbolizar No meu peito a esperar Todo o amor Só o amor Pra nós
  • 770.
    Coletânea de LetrasMusicais 770 SAMBA DA VIDA Para Lucia Helena Corrêa A nega samba tudo o que a vida lhe bota na frente A nega é bamba vez em quando tira o time pra tirar sarro da gente Quarqué dorzinha e nóis tamo recramando Um pobreminha e nóis já vamo parando Daí a nega chega e diz: sorta aí deixa que eu mando! A nega, nega tudo quanto é praga que aparece pra lhe derrubar E ainda pega uma carona com a veia pra onde quer que ela vá A nega ri se a gente tá de luto Pois é rainha, mas tem garra de matuto E ainda por cima vira e diz: põe pra cá, deixa que eu chuto Muda o tema, muda o esquema Muda o bar e muda o trem Mude tudo o que mudar Pra sambar a nega vem
  • 771.
    Letristas em Cena 771 SERFELIZ O que pensam de você Não é da sua conta O que falam de você Não lhe interessa O que dizem de você Não lhe diz respeito O que acham de você Tanto faz Faça sempre aquilo em que confia Tudo o que inventou para seguir O que importa mesmo é o seu caminho Ser feliz, ser feliz, ser feliz!
  • 772.
    Coletânea de LetrasMusicais 772 “STAR” “Star” no céu “Star” na terra Meu desejo é ser estrela Rebrilhando lá no céu Cá na terra ser a paz Transformando o caos em mel Meu desejo é ser a luz Que ilumina os caminhos Cá na terra ser farol Para acharmos cada ninho
  • 773.
    Letristas em Cena 773 UMPORTAL SE ABRIU No momento em que você tocou meu coração Foi aí que eu senti Senti Um portal se abriu Largo azul anil E eu flutuo
  • 774.
    Coletânea de LetrasMusicais 774 VIVA SÃO JOÃO Viva São João Viva Santo Antonio São Pedro, viva São Paulo São Jorge, São Sebastião Viva São João Viva São Gonçalo Viva Santa Madalena Cosme, Do-Um e Damião Siá Cumadre pediu a Bento Ferreira Que panhasse lá na feira, farinha fermento e sal Os companheiros se ajuntaram bem mais cedo Debaixo do arvoredo pra contar uns par de causo A pingaiada começou a ser servida Filomena e Margarida já encontravam os seus par A famiiada se espaiava na cidade Gente de tudo que é idade preparando pra festar E foi ansim que a tá da festa começou Só num dá pra discorrer Acuma foi que terminou
  • 775.
    Letristas em Cena 775 VOCÊÉ O MEU CAMINHO Você é o meu caminho Aquele que eu sozinho Um dia quis fazer Faltava-me o farol Que como a luz do sol Me permitisse ver Foi quando eu me encontrei Num túnel e avistei Lá longe, ao fundo, o azul Tamanha escuridão Não me pôs medo não O azul era sua luz Ah, quanta luz! Cegar-me até que poderia Mas de antemão eu já sabia Que era tudo o que eu buscara E tanta luz Depois eu redistribuiria A quem como eu também um dia Viesse a procurar por tal seara
  • 776.
    Coletânea de LetrasMusicais 776 VOCÊ É O QUE VOCÊ É Me queira depressa e sempre E seja feliz também Você é o que você é E não o que você tem Deixe o mundo fora disso E me queira muito mais Você é o que você é E não o que você faz Chegue aqui sem nenhum medo Quem é feliz não se assusta Você é o que você é E não o que você custa Se entregue inteiro afinal Sem detalhes na barganha Você é o que você é E não o que você ganha
  • 777.
    Letristas em Cena 777 VOCÊME FAZ MAIS Você me completa Mostrando-me o avesso Mostrando que eu posso Mudando o que eu penso Refaz meus altares Altera-me os mares As vagas, os faróis E as rotas e os cais Você me faz mais Você me organiza O brilho nos olhos Você me introduz A luz que me guia Você se apropria Das minhas marés E traça o caminho Sargaços, corais Você me faz mais Você me faz mais Bem mais que tudo o que já fui Bem mais que tudo o que vivi Um coração bem mais feliz Você me embeleza Como eu nem sonhara É cara e coroa É proa e é popa É farda e bandeira
  • 778.
    Coletânea de LetrasMusicais 778 É casco e convés Minhas mãos e meus pés As ondas e os sais Você me faz mais Me faz alegrias Minha vela e meu leme Meu porto seguro Cruzeiro no céu Minha bússola e âncora Tenaz capitão Meu sim e meu não Soldado da paz Você me faz mais Você me faz mais Bem mais que tudo o que já fui Bem mais que tudo o que vivi Um coração bem mais feliz
  • 779.
    Letristas em Cena 779 TELMASANCHEZ O abraço do encontro O amor O adeus da última palavra. O bêbado em cima do muro Confessionário Corpo ausente De malas prontas A dor do amanhecer Escrever Essência desordenada Estranho amor Eu sou Fel do desamor Fora de mim Frações de você Fragmentos de mim O gigante que despertou Guardião de minha alma solitária Lágrimas de amor Lembranças do poente Livre amor inalterado Matemática razão de sabedoria Memória Meio eu meio você Naufragado por uma estrela Nervos No delírio do teu corpo A noite No silêncio em que me escondo 781 783 785 786 787 788 789 790 792 793 794 795 796 797 798 799 800 801 803 804 805 806 807 808 809 810 811 812 813
  • 780.
    Coletânea de LetrasMusicais 780 Penetrando em tua alma A plenitude do desconhecido Poemas inacabados Poeta de mim Pranto Quem é você A revelia Ruas vazias Saudade Sentimento naufragado O silêncio dos olhares Sina Sob a luz da lua Sono envelhecido Teus beijos Torrentes do teu olhar Uma gota de sangue Ventos litorais Vermes ressequidos Vestígios dos teus traços Voluptuosa 815 816 817 818 819 820 822 824 825 826 827 828 829 831 833 834 835 836 838 840 841
  • 781.
    Letristas em Cena 781 OABRAÇO DO ENCONTRO Pettine, Dedico este poema a você. Obrigada por tudo. Quando passa o tempo E a saudade bate no peito Vem uma brisa que suaviza E paira no infinito. Já distante o coração chora a ausência Da imagem sublime da amizade que ficou. As estrelas brilham no horizonte Buscando o abraço do encontro E as palavras correm desenfreadas tentando entender O vazio da sua ausência. Amiga, O tempo passou. Tua imagem ficou guardada em mim. As estrelas voltaram a brilhar. Bom saber que os laços da amizade Nem sempre são efêmeros E que o tempo não apagou. O brilho que vi em teu singelo sorriso de menina... Teu canto parecia ter se apagado. Em mim havia ficado o silêncio de sua ausência, Mas preenchida com memórias de um tempo feliz Onde brincávamos com versos livres E chorávamos os males da vida.
  • 782.
    Coletânea de LetrasMusicais 782 Recitar os sonhos. Ébria solidão. Em noites vazias buscávamos a alegria De um canto certo onde pudéssemos Encontrar um pouco de paz.
  • 783.
    Letristas em Cena 783 OAMOR Para compor a vida é preciso sonhos. Destino da poesia que enfeita os caminhos presentes. Que nunca lhe falte palavras Que manifeste a pura essência da amizade, que o horizonte seja traçado com o manifesto puro que vem do Amor, que alimenta a vida. Ah, Gentil amor inexplicável! A destreza sucumbiu E se faz presente em meu Ser. Sou frágil por guardar a guarida do teu olhar E a incerteza de tua partida Fez com que meu Ser servil Sucumbisse a tua ausência. A hora de ver-te chegar se fez presente. Amor é dor, pranto. O amor é inalterado, Contudo, também é vida. Transcende a tudo. O amor se compõe com a vida E é o universo que nos dá o fôlego.
  • 784.
    Coletânea de LetrasMusicais 784 Que a luz dos sonhos Encontre teu Destino; A poesia da Alma Enfeite teus caminhos... Que a alegria de viver seja sempre um presente a alimentar teu viver. E que nunca lhe falte palavras para manifestar o Poder de Amar. Que a vida seja sempre esculpida com a pura essência de amizade; E que no horizonte encontres a certeza para caminhar...
  • 785.
    Letristas em Cena 785 OADEUS DA ÚLTIMA PALAVRA Do que ficou para traz Calores de um abraço escondido Do último beijo ficou o adeus. Becos escuros chapados de violência Levaram-me ao último holocausto. Despida, o peito sangrando, Não sou nem poderei ser a mesma. Avenidas, carros, pessoas... Tudo distorcido. Subúrbios ficaram para traz. Soprou o espectro de mim deixado por você. Não consigo te esquecer. A música deu seu compasso final. Você novamente me fez partir, desta vez para sempre, meu amor. Nas trevas desta noite o adeus da última palavra.
  • 786.
    Coletânea de LetrasMusicais 786 O BÊBADO EM CIMA DO MURO O bêbado em cima do muro Querendo morrer no escuro. Sou só nesta solidão. Sou vadio, Esqueço-me do mundo. Eu mesquinho, Andando sem rumo Em direção ao infinito. Bêbado eu de tanto beber poesia. Poeta bêbado sem amor para sentir, Sem razão para amar. Sujeito oculto, Sozinho no mundo, Quero casar com você Oh, poesia do meu viver. Não, não, não sou nada disso. Simplesmente quero ser O despertar da montanha, O sussurro dos mares, A estrela brilhante no mais alto dos céus. Sou poeta e por isso sou feliz e vivo a cantar...
  • 787.
    Letristas em Cena 787 CONFESSIONÁRIO Confessoque me entreguei em teus braços, Que por vezes troquei minha história Por caminhos perdidos E pelo silêncio de um caminho incerto. Confesso que vi no fundo dos teus olhos, desejo; Que me abriste a porta para conhecer a mim mesma. Em minha pele está impregnado o teu cheiro. Confesso que tive esperança de, finalmente, ter encontrado o amor. Vou deixar que o tempo apague os vestígios dos teus traços, Esfrie o calor do teu corpo, E que a solidão que teima em trocar passos Me leve até você. Confesso que a saudade dói mais que a partida, Que o efêmero se faz eterno, E em meu ser habita amores sempre perdidos e mal pagos... Minha estranha loucura é desejar o pecado, É assumir o proibido, Vagar por caminhos os quais você me mostrou A veracidade que existe em meu ser É despertar este fantasma Apaixonando-me por esta estrela que vaga...
  • 788.
    Coletânea de LetrasMusicais 788 CORPO AUSENTE Se o fogo bater forte e arder neste coração já calejado em bater Se eu me perder em teu olhar mágico Chamar-te-ei com voz de trovão. Não me culpe, somente me ouça. Quero gritar que sinto tua essência Brigando com a razão. Sangrando, sigo como um cordeiro em sacrifício, Pois este fogo que arde em mim É tua presença que impregnou-me E não consigo me livrar. Se o vento chicotear tua pele Saberá que são minhas mãos querendo trazer-te de volta. E se sentires uma brisa suave bater Saberá que são meus lábios a percorrer teu corpo, Sentindo cada milímetro de sua pele quente... E de teu corpo ausente...
  • 789.
    Letristas em Cena 789 DEMALAS PRONTAS Vivo sozinha com malas prontas Deixando sentimentos, Abandonado amores, Buscando um olhar. De malas prontas vou pro mundo Estou perdido vagando por estradas. Perdi-me em teus beijos E hoje teu silêncio me faz pensar Que perdida fiquei em teu olhar. Sem palavras o silêncio se fez em meu ser... Calado, sangrando, Jurando não mais me perder Chamando teu nome Como os ventos que sopram Anunciando a tempestade Que se forma em meu ser. O tempo. Que tempo? Se é o agora o meu querer Meu corpo treme, queima somente ao te ver Clamando, vibrando, bailando ... Sem ter em teu corpo o descanso de noites que passam E de um amor que nasce em meu ser
  • 790.
    Coletânea de LetrasMusicais 790 A DOR DO AMANHECER Só por hoje fica comigo, Pois os trovões rasgam O céu cinzento, Que enfrentam os raios com a força dos ventos. Só por hoje deixe-me despertar Sem a dor deste amanhecer. Fica comigo para eu esquecer As tormentas do anoitecer, Pois a inocência que chegou comigo se foi, E a dor se fez ao entardecer. Fica comigo. Quem dera meus sentimentos fossem estagnados, E o tempo levasse para longe A tempestade dos medos. Quem dera eu pudesse Brincar com os anos E esquecer meu desconexo desejo. Só por hoje, Conte-me teus reais sentimentos! Faça-me refletir Sem o temor que em teus olhos vejo. Fica comigo para eu poder me livrar Do peso que é querer-te E não poder suportar As madrugadas que sucedem.
  • 791.
    Letristas em Cena 791 Osdias se passam em vão, É tua presença passando em mim Como turbilhão. Nesta madrugada Não quero alimentar a ausência do calor do teu colo, Não quero ser consumido em mim, Mas sim, quero me encontrar com você, Musa do impossível. A inocência que me gerou Passou com o tempo, Mas foi a dor deste amanhecer que me gelou a alma. Só por hoje fica comigo E deixa eu te amar…
  • 792.
    Coletânea de LetrasMusicais 792 ESCREVER Escrever com os ventos Palavras que entorpecem Descansando sobre minha alma andante. Escrevo com o dom que vem dos poetas errantes, Com o amor que queima meu ser, Que vaga por caminhos Que deixam meu ser Vagante... Sou poeta dos instantes. Escrevo a sutileza dos amores massacrantes, Que sangram meu corpo. Escrever é gritar meu amor, É chorar com a destreza De minha alma suplicante. Derramar palavras Que a boca não pode falar, Escrever é, contudo, Tirar da alma O mais complexo pensamento Viajar por incógnitas, Navegar em mares revoltos, Traduzindo o que temos por dentro: Temores, frustrações e amores sedentos.
  • 793.
    Letristas em Cena 793 ESSÊNCIADESORDENADA Vou envolver-me em lúdicos sonhos Sob a luz da lua percorrer estradas para despertar em teu ser.... Louco desejo, Delírio do mistério penetrado em meu coração que naufragou entregando-se. Quem canta a dor do amor que fez com que meu ser entrasse em erupção? Penetra meu ser com um fogo que arde. Vou me perdendo, deixando-me invadir E clamo toda vez que o amor faz de mim um canto mudo para solidão. Meu ser foi invadido por amores que fragmentaram minha essência desordenada Obscuro querer violado pelo sentido de não ter. Ai de mim que de desejo aqueço-me em noites frias. Clamo pelo querer e do coração mudo levo o silêncio. Acalmo meu olhar de menina que paralisado buscou teu ser. E por não te ter vive vagando...
  • 794.
    Coletânea de LetrasMusicais 794 ESTRANHO AMOR De repente senti um fogo ardendo em mim Olhei em teus olhos inflamados pela dor. Tuas palavras me deixaram sem sentir o chão. Descobri os fardos dos gemidos vindos de um estranho amor. Meu peito sangrou novamente engasgado na lembrança, Pois fui um joguete nas mãos daquele meu amargo amor. Estou massacrada. Tornei-me um espectro rodeada por esta maldita dor. Calada, querendo gritar, me sinto despida, Pois em teu gesto fui surpreendida por mais um insano amor. Senti teus poros e descobri o sentindo da vida. Teu mistério me arde como fogo selvagem. Teu silêncio me envolve nas noites em que as tormentas me assolam. Será que o amor tem que ser conquistado através de lágrimas e dor? Não sei, mas se tivesse te encontrado meu mundo estaria completo. Já não sei que amor é esse Que vem de encontro ao meu coração. Eu preciso ver a luz, mas duvido que não vou chegar ao caos do abismo. Será que meu caminho vai me levar a você? Doce silêncio, brisa do amanhecer, Luz que me leva ao alvorecer De noites que se vão sem a solidão que me assombra.
  • 795.
    Letristas em Cena 795 EUSOU Eu sou aquele que habita e que está no nada. Ando sobre neblinas. Desencontrado, vago em mares. Mares que se misturam aos céus iluminados e vazios pelo silêncio da noite. Eu sou aquele que contempla o universo que passeia por entre dunas e que descansa sobre areias brancas da solidão calada e incompleta do caminho. Muitas palavras desconexas são muitas descobertas no que há em mim. Eu sou aquele que vibra. Bailam ventos que suspiram e cantam No vácuo do meu interior. Poesia, Amores, Desejos... Quero gritar o mais alto que se possa ouvir, Amo!!!. Este sentimento é tão pleno e forte... Invade e bombeia o meu sangue, Circula em minhas veias E sai como hemorragia nas horas de perdição.
  • 796.
    Coletânea de LetrasMusicais 796 FEL DO DESAMOR Meia noite, O vento começa a gemer. Não consigo suplantar meu pranto, Quero mudar a direção desta tempestade tétrica da minha alma. Raios em toda direção disparam luz na escuridão Tomando posse do meu ser servil que sucumbiu à tua ausência. Corro a suplicar que preciso de palavras soltas Para expressar a mais complexa dor. Cansei do teu desprezo, do teu olhar frio e abraço sem calor. Dos beijos molhados, o fel do desamor. Juro não mais esperar a correnteza acalmar. Do meu silêncio nasce o alvorecer do amor. Já é hora de despertar, sair do teu caminho, Deixo que vá e leve contigo meu sorriso.
  • 797.
    Letristas em Cena 797 FORADE MIM Arrumando malas, empacotando sonhos, Camuflando desejos, flutuando entre nuvens que senti com teu beijo. Plastificado está meu sentimento que como ácido corrói minha pele E como fogo queima meu peito. Juro não me entregar, me perder em teus desejos. Em mim pesa meu amor por ti que o tempo não apagou... Mexida, remexido. Fora de mim. Teu sorriso me alucina, Tuas mãos me confortam. Quero me entregar... Brigando com o tempo, lutando contra os medos, Você dentro de mim... Teu corpo é como um santuário. Nele quero devotar todo meu amor. Em cada parte ofertar toda ternura de minha alma. Teu corpo, nele quero passear por entre veredas, Debruçar-me, até de ti, Sentir o suspiro mais profundo.
  • 798.
    Coletânea de LetrasMusicais 798 FRAÇÕES DE VOCÊ Frações dos fragmentos de você espalham-se pelo ar Que tão solenemente invadiu meu ser. Desenhadas em minha pele tenho pequenas porções de você. Sou sempre orientada por seu olhar. Tinha devotado minha essência, castigado meu ser que se perde pelo amor. E como vi a tua tépida emoção! Ah, mas mesmo assim quero sentir seu pulsar. Uma emoção que me acalenta a vontade de viver. Sentimentalidades que surgem em meu ser Como um banho de lua em pleno esplendor, Como um sonho que invade meu ser perdido, Como a névoa de um dia frio… É esse querer que surge ao olha-te.
  • 799.
    Letristas em Cena 799 FRAGMENTOSDE MIM Fragmentos de mim espalham-se pelo ar. Infinitos dejetos que se transformam em amores que diluem meu espírito. Frágil desejo retorcido em um suspiro, Me acalma a alma como um sonho a se realizar. Assim somos, Seremos restos de um mar enfurecido Mas sou eu que me encontro com teu olhar. Corpos separados, mundos desiguais Ligados a um tempo que soa em algum lugar. E sentindo a vida passar me encontro com minha alma Que espelha-se em tua casa Vejo-me refletir em fragmentos refratários. Do teu quarto descubro segredos revelados à contra luz de teu passado, Mas quero senti-lo presente frequentemente adormecido em minha mente. É, simplesmente te quero, pois ainda te amo.
  • 800.
    Coletânea de LetrasMusicais 800 O GIGANTE QUE DESPERTOU - BRASIL Brasil, acorda! Vamos sair, gritar, protestar, Clamar também pela paz sem violência. Um país desenvolvido manifesta seu direito sem ferir o próximo. Vamos nos vestir de verde e amarelo. Sou brasileira Amazonas, Pois o verde de minha terra faz o mundo respirar. Já amanheceu. Hoje não sei o que vai ser. Quero gritar: Em frente Brasil Em minhas veias de poeta. Ouviram do Ipiranga Mais saúde! Margens plácidas Sem misérias! De um povo heroico Que despertou tardio Iluminando o céu do novo mundo E tirando a educação da U.T.I Que o céu da liberdade desperte Rumo a um novo tempo de paz. Viva a democracia!
  • 801.
    Letristas em Cena 801 GUARDIÃODA MINHA ALMA SOLITÁRIA Meus sonhos sob a obscuridade da noite vagam O amor me segue Guardião de minha alma solitária Vastidão dos sonhos que busco Foragidos em meio aos beijos perdidos. Vou lançar meu grito Alarde de meus sentidos Que perdeu teu sorriso. Vou jogar com o tempo Guardião da razão Sombra do medo NÃO vou calar minha voz QUE TE CLAMA AMOR!!! Os anos se foram Mas meu desejo por ti ficou Trancado no peito Travando o medo. Em meus poros teu suor Mas agora chegou Meu momento de ir. Lamento, amor. Vou deixar que o tempo passe, As noites se calem, Meu pranto por ti seque. Vou deixar me levar Em nuvens de vento Com brumas leves.
  • 802.
    Coletânea de LetrasMusicais 802 E pelas dunas vou me jogar. Te quero E em teus braços vou me jogar.
  • 803.
    Letristas em Cena 803 LÁGRIMASDE AMOR A febre queima meu corpo despido de liberdade. Me aqueço com teu corpo nesta noite nebulosa. Tiro a máscara que cobre meu espírito vazio. Calafrios explodem em meus poros. A poesia quer aglutinar-se em meu ser, Pois tua ausência me apavora. E em teu olhar me embriago Sinto um regozijo intenso e me jogo a um profundo sono, Mas depois que tudo passa tua imagem me assombra E ao esmo vou jurando nunca mais amar, Mas necessito de amor, pois sem ele como vou ressuscitar a vida? As lágrimas não caem, os sonhos não persistem, a vida não ressurge. O amor é como porta aberta, é como brisa em noite fria. O amor fecha as feridas e surge como o sol. Acalenta os medos. É luz, é força, é tudo que falta em meu mundo que há muito se fechou, Mas com o vou abrir as portas e encontra-lo novamente em meu ser? Vou seguindo porque sou poeta da dor, profeta do amor E suspirando vou, em lágrimas de amor.
  • 804.
    Coletânea de LetrasMusicais 804 LEMBRANÇAS DO POENTE Em meu ser se faz presente. Lágrimas presas inundam já o meu peito Que com a noite se afunda com lembranças do poente. Despertar com a dor é frequente. Ah, mas por sofrer também me alegro. São meus versos gotejando a poesia que se ausenta. Neste silêncio de minha alma bailam versos reluzentes Que desejam sua mente entender o que se sente. E o amor aqui de dentro transborda feito corrente Deste mar em plena fúria tempestades de alegria do remo torto Do destino que me guia o amor será presente Nesta terra de angústias torturado por desgostos de uma vida, desencontros...
  • 805.
    Letristas em Cena 805 LIVREAMOR INALTERADO Por estradas obscuras minha alma agora passa. Obscuridade absoluta em meu coração. Sem atravessar a alegria de te amar, passei por tantas esquinas mudas… Ultrapassei meu coração livre. Serei eu que vou embora sem entender o rumo de minha trajetória. Sem minha alma vou vagando por caminhos obscuros. Trago no peito o silêncio que quer gritar, dizer que amo É igual romper as linhas que envolvem minha integridade Absorvida em meus pensamentos Estou sem entender os percursos meus, corrompida por desejar o impossível. Silêncio vaga livre por esquinas desencontradas. Sonhos... Solidão abate o cansaço de lágrimas que traduzem a desilusão Arrebentando o peito rasgado sem solução De um maldito vazio que teima em me seguir E não consigo sair desta angústia que atordoa meu ser. Resta em mim o amor incondicional pelo impossível Em mim, a alegria do inexplicável, De um livre amor inalterado que nem a distância conseguiu apagar. Eu que tantas vezes chorei sem disfarçar meu olhar perdido Clamei à Deus o teu amor. Agora ouço você com o silêncio convertido em um abraço Que teu sentimento é puro e minha voz grita, E o coração bate forte. Gentil alma que padece pelo tempo...
  • 806.
    Coletânea de LetrasMusicais 806 MATEMÁTICA, RAZÃO DE SABEDORIA Matemática, Caos de nossas vidas, Quantidade de nossa existência, Soma de nossa sorte. Multiplicarei o amor e com o resultado somarei a vida Aí então não sei o que vai dar. Terei que tomar cuidado com as regras de sinais, Senão a minha vida será uma grande expressão de azar. Negativo, dura vida, Positivo, que beleza! Vou ver se jogo desde já se a sorte me ajudar. Com a igualdade trarei paz a sociedade Farei a balança da sorte pesar sem desigualdade. Esse mundo tem sujeira, pois fazem dos meus números fonte de ladroagem. Por isso amigo, Cuidado! Para a tristeza não te matar, e a dúvida não te pegar. À minha professora de matemática Rosa Maria
  • 807.
    Letristas em Cena 807 MEMÓRIA Namemória guardo um rosto composto de traços sofridos No qual venero em meus devaneios. Sofrimento feito de lembrança, adormecido em meu peito vazio de esperança. Amor não consigo expressar, mas te proclamo em meus versos. Minha poesia traduz em melodia E busca o sentido do vácuo que ficou com tua ausência. Imagem retorcida de uma lembrança nebulosa de noites que passam. Na expansão do universo ficou você, estrela que vaga... O desencontro com tua alma é o meu desespero. Provém do teu sorriso a minha calma. E do coração o poema da Alma...
  • 808.
    Coletânea de LetrasMusicais 808 MEIO EU, MEIO VOCÊ Hoje amanheci assim com o coração deserto, Com anseio e com o desejo de te amar E entender o teu silêncio que jaz. Hoje amanheci assim: Meio louca, meio mulher E meio criança necessitando de teu colo e do teu olhar; Que me faça viajar e sair de mim, pois quando vejo a realidade afugento-me para dentro dos meus sonhos onde lá sou menina e tenho você Também vejo em cada olhar a bondade do ser. Hoje amanheci assim: Meio carente, meio querendo, Meio temendo de não ser eu tua estrela que vaga livre pelos céus E pronta para amar... Quero me encontrar em olhares perdidos. É, hoje sou assim: Meio eu, meio você.
  • 809.
    Letristas em Cena 809 NAUFRAGADOPOR UMA ESTRELA Naufraguei num mar de estrelas. Só queria perder-me em teus braços, Mas entre as estrelas me perdi. Guiava-me pelo teu olhar onde estava o sorriso E aquela brisa que afagava a alma? E logo percebi que luz igual a tua não havia. Então, só deserto vi sob a lua. Os sonhos não são iguais. E o sorriso foi-se Como um cometa Levando-te para longe... Vou te buscar em minhas quimeras Sobre o azul do céu Vou deitar-me em um berço de relvas E ir além do horizonte Para encontrar-te AMOR...
  • 810.
    Coletânea de LetrasMusicais 810 NERVOS Nervos de pedra, Coração de aço. Olhos sangrando pela madrugada. Gotejando as sobras do passado ultrajado Mendigando o pedaço do traço, Do enlaço. Mãos calejadas por carícias Negadas, naufragadas. Foragido o medo, O tempo urgi. Surgi meu medo. Desejo o porto Dos teus beijos. Veleiro navega. Me renegas. Eu sangro, E me entrego.
  • 811.
    Letristas em Cena 811 NODELÍRIO DO TEU CORPO No delírio do seu corpo encontro todos os meus segredos, Os anseios do desejo. A alma é cristalina e eterna. No delírio do seu corpo sou o palpitar dos mares, Volto a ser criança, E a brincar com os teus sonhos. Penetro dentro de tua alma, Conheço sua inocência mais profunda, Sei tudo de tua alma amiga. Teu corpo é meu descanso, Teus olhos minha fonte de luz. Em tua boca encontro meu prazer. No delírio do seu corpo não penso mais em nada, Só em estar com você todos os dias sem cessar. Você é a continuação do meu viver, A paz da minha alma. No delírio do seu corpo faço do velho o mais novo que existe. No delírio do seu corpo é que realmente consigo viver.
  • 812.
    Coletânea de LetrasMusicais 812 A NOITE Um coração que se deixa arrebatar E me leva por esquinas desencontradas. Passa meia noite, Chega o cálice amargo E tétrico de esquinas vazias. Subúrbios encontro em volta. Vejo convertida na alma, solidão. Tranco a porta dos desejos insanos E me deixo embriagar Na minha ilusão. Sou um ser Perdido nos ventos. Sou Poeta do tempo, Um ser desconexo Traçando a linha da sorte. Sou eu perambulando Buscando um sorriso, Pela noite vagando Buscando quem sou....
  • 813.
    Letristas em Cena 813 NOSILÊNCIO EM QUE ME ESCONDO Em meu silêncio me escondo. Inalo fumaças de dias que passaram Preenchendo o vazio De noites escuras e sem brilho. Trago no peito a dor Do silêncio que me rodeia, Pois penso em teu corpo banhado de suor. Dias de amor sem brilho. Penso em tua pele densa que me envolvia com a força do calor. Sentia-me protegida em teus braços. Faço do instante meu novo tempo. Sorrio querendo chorar. Por dentro quero gritar meu amor por ti E suplicar Que as forças dos ventos rebeldes tragam a esperança E voltes banhado de luz. Sonho que clareia minha mente iluminada de fantasias De um dia sentir novamente Os beijos que ficam suspensos e guardados para ti. Fecho meus olhos e simplesmente viajo no tempo Trazendo de volta as lembranças que ficaram. Meus olhos sangram, meu peito se fecha, Mas em minha mente guardo teu rosto Que me fez sentir o quanto é bom amar.
  • 814.
    Coletânea de LetrasMusicais 814 Se em minha ansiedade não escutei teu grito, Se em meu egoísmo não entendi teus sentimentos complexos, Se não respeitei teu silêncio e tua liberdade, E se em minhas carícias não foste capaz de sentir o amor, Perdoa-me querido. Vou gritar ao mundo meu amor por ti!
  • 815.
    Letristas em Cena 815 PENETRANDOEM TUA ALMA Chegou o tempo de despertar Me perder e me jogar Lançar-me ao meio de caminhos E buscar a paz. Vou me encontrar em teu sorriso devagar penetrar em tua alma e meu amor vai renascer como as manhãs. Acolher-te e ser tua sombra Acompanhar-te e ser tua estrada. Por onde quer que vá Ser a luz a reluzir em teu corpo As mãos fortes a segurar as tuas. O gemido dos ventos Que agonizam com tua partida E a tempestade dos mares Que que formam-se com tua chegada.
  • 816.
    Coletânea de LetrasMusicais 816 A PLENITUDE DO DESCONHECIDO Sonhos que persigo noite adentro, Que atordoam meus pensamentos Que apaixonadamente entregam-se a magia de um olhar... Aquecem minha alma Que encontra-se cálida. Pela vida me perco atravessando o deserto insano da razão, Agarrando-me em um suspiro de um silêncio incerto. Procuro o brilho de uma estrela cadente Na brisa de um amanhecer. Desatino em meu destino Faz-me fincar os pés no chão. Imortal amor que rasga meu peito Passando por minhas entranhas. Atingido tudo que vejo Com a plenitude do desconhecido.
  • 817.
    Letristas em Cena 817 POEMASINACABADOS Sou a cópia de poemas inacabados, O plágio dos caminhos desencontrados. A destreza vaga sob tudo que há Em mim, Sobre mim, E para mim... Deixo aqui pensamentos sem fundamento, Minha dor e também tudo que sinto. Vago em volta e vejo tua imagem partindo. Sou a sobra dos sonhos desencontrados Sobre os sete mares navegando Sem ir para lugar algum. Faço do tempo meu novo instante Sendo para mim a arte o refúgio para dor E a poesia meu escorredor de lágrimas.
  • 818.
    Coletânea de LetrasMusicais 818 POETA DE MIM A poesia é uma estrela que vaga No horizonte distante de minha alma incógnita. Constelação de conspirações Lua que me faz mesmo que rejeitando Amar o momento que jaz. Vibrante mesmo que errante Navega sob a luz dos sonhos Minha alma cheia de poemas inacabados. Trafega por estradas vazias Nua e crua como tudo em mim. Sonhos destruídos, Foragidos e distantes. Declamo o amor que em meu ser Tornou-se pranto. Mas não sou eu que amo, E sim o poeta que dentro de mim reside. Ele sofre, grita, goza, ama... Ele faz de mim escrava de tudo que sinto. Amo por viver e vivo para amar. Assim sonhando vou navegando Para te encontrar. Eu poeta de mim.
  • 819.
    Letristas em Cena 819 PRANTO Magiavi em teu olhar Que contemplei com desejo. Arrisco em meus sonhos sugar-te E trazer-te para dentro de mim. Respirei o teu cheiro que com um simples toque Fez de mim tudo o que sou. Tatuados em múltiplas cores está teu suor Que como ácido feroz corrói minha pele Transgredindo meus pensamentos insanos E por vezes proféticos, Pois toda vez que vejo-me perdida em teu ser Afogo-me em meu próprio pranto. Lanço-me em uma lâmina vazia e cortante Que faz de mim um ser perdido na solidão do amor Maldito amor! Sangro até que se vá minha última gota . Teu semblante guardados em desejos Envoltos a abraços que aquecem meu ser. Amores que ainda busco, Mas simplesmente fogem... Teu olhar mesmo distante ilumina minha vida De caminhos incertos e de uma vida Marcada em amar o silêncio que jaz....
  • 820.
    Coletânea de LetrasMusicais 820 QUEM É VOCÊ Hoje estou aqui Tentando um novo poema Com rimas que atravesse o coração E com versos que invadem a alma. Hoje vou fazer a poesia dos encontros. Vou invadir todos os sentidos Que revele o silêncio da alma nua E do coração violentado. Vou invadir teu ser E descobrir teus segredos E ir além das fronteiras Que impedem tua caminhada. Vou escrever as linhas Que levem ao amor verdadeiro. Como um trovão rasgarei meu peito E transbordarei com emoção. És raio que me atinge, Sonho com você e não sei Aonde se escondes. Fecho meus olhos para esquecer Quem é você que me domina E me faz querer viver. Aonde se escondes que não lhe vejo? Tento encontrar nas esquinas, Mas sinto o frio da solidão
  • 821.
    Letristas em Cena 821 Quesempre bate em minha porta. Quanto mais procuro mais me perco. Sonho às cegas e sem dormir. E assim vou ardendo com a brasa da ilusão. Quem é você amor imortal?
  • 822.
    Coletânea de LetrasMusicais 822 À REVELIA À revelia dos sonhos Te revelo meus segredos. À revelia dos mundos Me declaro sem vergonha, Com a cara vou com tudo. Me revolto e me libero dos preceitos, Dou-lhe todos meus impulsos, Rasgo o verbo e vou pro mundo. Me rebelo contra o tempo, Os conceitos mando a merda Dou um tiro na moral. Vão passando os dias E te quero à todo instante Sem pensar que meu desejo Vai me levar ao abismo. E como um cordeiro vou sangrando Até que se vá todo resquício de saudade, Que me leva a verdade De um dia te tocar. Me encontro com teu corpo, Minha fome saciando Te possuo em meus sonhos. Tatuado em minha pele Está teu suor convertido.
  • 823.
    Letristas em Cena 823 Evou te amando... Para mim és a utopia dos meus dias. Vou te buscar No Olimpo de minhas quimeras Traçando o contra gosto Do meu destino incerto Que te levou para longe.
  • 824.
    Coletânea de LetrasMusicais 824 RUAS VAZIAS De repente ouvi gritos vindos de minha consciência, clamando os sonhos perdidos vagando por becos fundiu-se o medo. A escuridão de minha alma perdida. vive buscando um olhar. Que seja a luz para meus sonhos Que já se encontra cinza. Já me perdi pela noite vagando sobre a escuridão de ruas vazias de desejos efêmeros, e de amores que me fizeram perder o juízo. Quero a paz. E encontrar em teus braços o descanso de um amor sereno. que me leve por veredas e me faça sanar a dor de dias escuros e noites frias... Ser livre como as estrelas do céu O instante da vida. Ser o sol a brilhar iluminando tua vida Ser a brisa leve do vento. Vou ser livre como os versos de minha poesia Para poder dizer o quanto te amo...
  • 825.
    Letristas em Cena 825 SAUDADE Quandoo peito sangra aberto e a alma grita, as janelas abrem e espelham a latente lágrima que transfigura meu semblante. Dois pontos se separam os ponteiros das horas que demora Os segundos viram horas e isso aumenta meu querer mas é distância que jaz. Quando na memória vejo a imagem refletida e choro.... Sem medidas vou vivendo essa saudade que ingrata me algema e gemo com o tempo que transforma meu amor em dor. Assim vou vivendo essa vida De espera e despida. Arde em meu ser a chama que te clama te ama E espera a tua chegada
  • 826.
    Coletânea de LetrasMusicais 826 SENTIMENTO NAUFRAGADO Quando Ouço a Voz do silêncio Vem a vontade de sair e ver a imagem desconexa da desconhecida Quando o tempo para entorpeço em palavras e me perco nas trevas insanas da saudade Navego na essência única de trazer de volta a voz que inebria minha alma. Vou sem rumo... Suportando olhares que não me dizem nada, suplantando meu desejo Indago aos ventos A lembrança adormecida De cálidos suspiros Que violam os Sentimentos naufragados de amores mal resolvidos. Sou perdido em um tempo Vagando pela noite Surto nos caminhos. Tentando me encontrar, me perco. E deparo com o inexplicável, Você.
  • 827.
    Letristas em Cena 827 OSILÊNCIO DOS OLHARES Como fogo sinto teu desejo Calor que arde em mim. E crescendo a cada dia Está meu amor por ti. Sentimento que o tempo não apagou, Chama ardendo em meu ser. Por ti minha flor estou me perdendo. Em teu corpo me aqueço no teu calor; Sonhando porque agora sei que amas! Sinto as tuas mãos apertarem as minhas E nossos corpos se encontrarem No silêncio dos nossos olhares... Sinto tua boca bailando em meus lábios, Eu enlouquecida, embriagada por teu beijo Sigo o ritmo e ao mesmo tempo O descompasso desta canção. Por ti, minha vida, há muito me perdi. Teu olhar cheio de histórias. Em teu semblante amores errantes. Largados em beco sagrado do leito. Em mim murmúrio da mão que afaga, O vazio da noite, O suspirar dos ventos, A utopia de amores insanos E de uma vida de amor por ti.
  • 828.
    Coletânea de LetrasMusicais 828 SINA O sol queima o meu corpo e me banha de esplendor tua língua meu libido no teorema tímido do teu corpo. Me algemo por inteira minha vontade que domina contamina e me entrego me cativa... O teu cheiro toxina me atrevo, cativeiro minha sina. Do teu corpo me alimento como vicio. Não me contento com teu corpo Quero sugar tua pele. Este vicio Me penetra nas entranhas Teu sorriso me alucina. Como quero teu calor este coito viciante, Me fascina!!! O meu sangue se transborda na taça do teu vinho me vicio, e me entrego nesta sina....
  • 829.
    Letristas em Cena 829 SOBA LUZ DA LUA O que há por trás da lua que ilumina meu corpo? O que há no sol que bronzeia minha pele e queima minha alma fazendo-me suspirar por entre montanhas? O que há por trás da solidão que não me faz voltar à outrora? Dias em que tocavas meu corpo, Acariciavas minha alma E iluminava a vida. O que há por trás das estrelas que com sua sincronia me fazem companhia Ilumina os céus me tira da solidão de noites em que penso em você? E em teus olhos que como mar vertiam lágrimas fazendo-me juras de amor... O que há por trás do universo que move minha vida e que com sua força Faz-me forte Mesmo com a fraqueza que sinto de noites perdidas
  • 830.
    Coletânea de LetrasMusicais 830 De amores vagos E de silêncio na alma? E o que há em meu interior que de tão vazio faz com que me sinta forte? É a esperança que invade minha alma, quero a vontade de viver e continuar sempre amando o impossível: Você
  • 831.
    Letristas em Cena 831 SONOENVELHECIDO Por que estou aqui viajando em um tempo Retorcida em vazio profundo? As lembranças são poucas Quando encontramos o impossível A alma é finita E o corpo padece em um caos sem causa Palavras são poucas ao por do sol Quando o sonho é pequeno demais O eterno é o sentindo inexplicável E amor vai além do infinito. Portanto como entender a razão Já que tudo corre em um sentindo contrário Você envelheceu meu cálido sorriso. A despedida toca os olhos entristecidos surpresos porque chegou a hora da partida Provei o gosto amargo do inexplicável Libertarei as algemas que apodreceram meu sonho envelhecido De nele poder te tocar. Darei o próximo passo. Serei eu a estrela, sou eu o luar que cansado suspira os sonhos...
  • 832.
    Coletânea de LetrasMusicais 832 Serei eu a estrela vadia que vaga no infinito... Já não encontro mais você. Por que sou eu , Que me afastarei deste mar enfurecido.
  • 833.
    Letristas em Cena 833 TEUSBEIJOS Teus beijos foram açoites a me dominar Tua boca quente, leve, tímida Fizeram do instante, horas e de dias a agonia para te encontrar Teus beijos, Senti o gosto do desejo Teus beijos breve silêncio que preencheu minhas lembranças Neles senti a inocência de tua essência... A saudade do breve adeus... Teus beijos mesmo que roubados foram excelência de minha ausência e meus sonhos foram os anseios dos desejos o palpitar dos mares em meu interior... Teus beijos Ah teus beijos...
  • 834.
    Coletânea de LetrasMusicais 834 TORRENTES DO TEU OLHAR Teu olhar mudo clamou ao tempo que perdido deixou teus passos; Noites nebulosas traduzem esperança de dias melhores, me deixa sem compreender o passado já ultrapassado, que envelhecem meus sentidos, que amortecem minha alma. Passada esta noite, Senti tua presença constante em meu Ser. Ultrapassa esta minha alma que anseia por um toque, um gesto que acalme meu olhar cansado. Clareia sentimentos de constelações, de abraços soltos ao vento, agoniza o coração que renasce das cinzas ressurgindo um amor que está estagnado em meu Ser.
  • 835.
    Letristas em Cena 835 UMAGOTA DE SANGUE Uma gota de sangue sangra meu corpo nu despido de fantasias extasiados de horizontes. Um pingo de sangue que sai dos meus olhos tristes molhando a terra pisada que se tornou meu coração. Selvagens paixões que invadem meu mundo fazendo-me pirar, não respirar...
  • 836.
    Coletânea de LetrasMusicais 836 VENTOS LITORAIS Longe muito longe estou Por trás da linha do horizonte giro o mundo vira tempo só não vira meu amor Ventos litorais temporais de amores guardo saudade daquele sorriso que me ensinou o que é amar Gira vida rodo o mundo só não gira meu querer. Mares revoltos Ondas que cobrem A pele morena bronzeada de desejos. Corro em volta dos sonhos Passam as horas conto os dias só não conto os segredos que tenho com você. Guardo no peito a velha criança que desperta a vontade de viver.
  • 837.
    Letristas em Cena 837 Viro,giro rodo Passam os dias que venham as horas que meu canto é por você.
  • 838.
    Coletânea de LetrasMusicais 838 VERMES RESSEQUIDOS Embriagados vermes sobre um copo, ressequidos espectros do nada. Tórridas mágoas amargas de ilusão encharcados de imaginação esquecidos pelo tempo foram carregados Vermes ressequidos de solidão. Tétricos buscam amores E encontram a falência múltipla do espírito. Pois a alma não está preparada para separação. Nada os fazem voltar para terra que seca está pois as lágrimas Entorpeceu o suspiro Que o vento não calou Que o fogo não apagou Que a tempestade não inundou. Lágrimas que secam sem a esperança De amor que corroídos pela dor Consumiram a terra De folhas que caem Pois murcharam o verde do jardim
  • 839.
    Letristas em Cena 839 Ondeantes a esperança habitava. " Pobres vermes De uma brisa infinita....
  • 840.
    Coletânea de LetrasMusicais 840 VESTÍGIOS DOS TEUS TRAÇOS Vestígios dos teus traços tatuados em minha pele São fragmentos complexos dos restos de mim que existe. Transfigurados em pérfidos desencontros. fecho as portas em meu ser contraditório. Lembranças que passam por vilas Do meu ser descoordenado. E por vezes minha alma vadia quer embriagar-se com teu corpo saciar minha sede em teus beijos e acalmar meu ser puro que por amor se perde aos poucos. Por vezes quero traduzir teu silêncio E com teu abraço, Absorver o amor que deflagra minha essência.
  • 841.
    Letristas em Cena 841 VOLUPTUOSA VoluptuosaPaixão Carnal. Entre beijos me perco em teu corpo tranco as portas nuas da solidão atravesso ribeirão vou além do mar. AH! Como é doce teu silêncio! Na calada sinto teu calor e como foice chicoteias minha pele teus braços encontrarão os meus e ligados a um êxtase que levará a lânguida maliciosa do coito. Como suspiras penetrante! É como música a acariciar minha alma envelhecida. de uma insana paixão inconsequente. Enlouquecida pelo tempo que corre solto sem medo busco tua presença. Do meu corpo desesperado gritando por teu toque De tuas mãos desenfreadas deslizando meu corpo. Eu feito louca, Gritando teu nome: no vácuo da noite. que se preenche com tua presença. Teu corpo que percorro sem medo minha pele se misturando com teu suor fazendo-me única, louca e mulher!!!
  • 842.
  • 843.
    Letristas em Cena 843 THIAGOAUGUSTO ARLINDO TOMAZ DA SILVA CREPALDI Manter-se-á indubitado 845
  • 844.
  • 845.
    Letristas em Cena 845 MANTER-SE-ÁINDUBITADO Por entres muros de concretos Manter-se-á vivos os fetos. Neste útero social, A elite intelectual se “formará”, Sem (in)formação (des)governará esta nação. O que deveras nos é necessário pra existir? Nas interpelações manter-se-ão as indagações, Que pleiteiam o (im)progresso da moral social. Em nome do Capital averba-se a exclusão existencial. Homens, Brancos, Ricos deleitam-se do povo alienado, Que sem fé vender-se-ão por um pingado, sem café. A misericórdia divina há muito tempo foi vendida, Na feira do rolo à um capitalismo de estado. Assim, manter-se-á o corpo social indubitado, Alheio a concretude real desta elite intelectual.
  • 846.
  • 847.
    Letristas em Cena 847 VALDEMIRA.F. BARROS Calafrio Campo florido Chega de infelicidade Clarão de luz Descerra a janela do teu coração Em nossa casa de telhado de sape Eu só quero o teu carinho Eu sou o samba Eu sou o teu abrigo Façanha do amor Faça o teu coração sorrir Face a face sentindo o teu calor Lado a lado O lance é nos entregar a essa paixão Me entrego aos seus desejos Muitas vezes errei Não há solidão entre nos dois Não quero mais ter medo Nesse momento eu só quero sorrir Nosso amor é o sol e a lua Nunca mais vou te deixar tão só Por um outro qualquer Pra enfeitar a ilusão Quero continuar te querendo Recomeço Sem ressentimentos da paixão Separação Só assim terás o meu perdão Só quero ser teu amigo 849 851 852 854 856 857 858 859 861 863 864 866 868 869 871 873 875 876 878 879 880 882 884 885 886 887 889 891 892
  • 848.
    Coletânea de LetrasMusicais 848 Sou feliz por ter você sorrindo Simplesmente ecoava o amor O tempo fez-me refletir Teu coração sempre me fez desabar Teus lábios me sorrindo em tons lilás Tudo será como antes Uma joia rara Varanda Vem amor Véu de uma flor 893 894 895 898 900 901 903 905 906 908
  • 849.
    Letristas em Cena 849 CALAFRIO Semprequando eu te vejo Sinto um calafrio Uma dor no peito que vontade louca Dos teus doces beijos e teus carinhos Que vontade imensa de dizer te amo O meu coração se enche de alegria Aflora o pulsar dos nossos corações Irradiando amor formando a paixão Contigo vou até o além Faz-me sentir tão bem Refrão Diz pra mim que vais voltar Pois sem ti não sei viver Ai que saudades volta amor! Nossos finais de semana não são mais o mesmo Volta pra mim amor (volta, volta, volta amor) Tu és tudo que eu preciso Eu te amo a cada dia que passa (que passa, que passa) Já me apaixonei Sem ti não sei viver, volta pra mim amor. E diz que vais me amar Nosso romance foi tão lindo O amor mais verdadeiro Até hoje ouço a tua voz, me chamando de meu amor! Minha linda rosa em flor tu és o meu bem-querer
  • 850.
    Coletânea de LetrasMusicais 850 Sei que um dia tu vais voltar Pra gente se amar Refrão Diz pra mim que vai voltar, pois sem ti não sei viver. Ai que saudades volta amor. Nossos finais de semana não são mais o mesmo Volta pra mim amor (volta, volta, volta amor) Sempre quando eu te vejo sinto um arrepio Que vontade louca de estar em teus braços Para poder dizer o quanto eu te amo Diz pra mim que vais voltar Pois não consigo te esquecer De mais uma chance Pra gente ser feliz Refrão Diz pra mim que vais voltar, pois sem ti não sei viver. Ai que saudades volta amor. Nossos finais de semana não são mais o mesmo Volta pra mim amor (volta, volta, volta amor)
  • 851.
    Letristas em Cena 851 CAMPOFLORIDO Amor eu quero caminhar em um campo florido, como num paraíso de amor. Junto de ti eu quero caminhar, ver os lírios do campo florir. Quero te abraçar e inflamar essa chama ardente de amor Que exprime o carinho da nossa paixão. Quero te conquistar retornar ao passado de um imenso amor Ao anoitecer quero estar junto de ti Ver a lua e sentir nossos corpos banhados com raios de luz Nosso amor não tem cor é igual uma flor que floresce no nosso jardim É o brilho do nosso amor Tu és a flor mais rara de um imenso jardim, que brilha num simples gesto de amar. Tu és um encanto, a pureza da flor. És o pôr-do-sol, a alegria das minhas manhãs O arco-íris do Universo acenando o amor. Para abrilhantar essa nossa paixão Amor eu quero caminhar em um campo florido que não haja espinhos a nos atrapalhar Junto de ti olhar as estrelas pairadas no ar No infinito, quero buscar harmonia do nosso amor. Quero lhe ofertar uma linda rosa em flor Refrão Quero sentir o teu corpo me aquecendo transferindo calor Já sinto saudades dos teus doces beijos minha linda flor Sinto o meu coração pulsar como a batida das asas de um beija-flor
  • 852.
    Coletânea de LetrasMusicais 852 CHEGA DE INFELICIDADE Deixe nascer o amor Na brisa do amanhecer É sinal da ternura do amor Joga-se em meu colo Chega de sofrer essa dor Não queira entender essa ilusão Deixe o amor nascer entre nos E o brilho do teu coração renascer Nas teias da paixão Sinto saudades da cor azul Dos teus olhos Refletindo no espelho da razão Um amor de sinceridade Deixe a ternura nos tocar Na alma do amanhecer Pra trazer de volta a emoção De beijar a tua boca Em frente ao mar Deixa o teu sentimento sorrir O teu coração falar E se entregar eternamente A essa paixão de encantos Sem ressentimentos do amor (Refrão) Chega de infelicidade
  • 853.
    Letristas em Cena 853 Nãochores as magoas Dessa desilusão Deixe o tempo levar As tristezas do teu coração E a dor da decepção Amor eu sinto saudades dos teus beijos. Nesse meio tempo segregas a solidão Vou relutando contra o tempo Tentando virar esse jogo de xadrez do amor Quero te amar sem segredos Pra realçar a trajetória da nossa paixão Por que o teu coração sorriu pra mim Fez sobreviver um amor inalterável
  • 854.
    Coletânea de LetrasMusicais 854 CLARÃO DE LUZ Eu vejo pelas manhãs, a revoada dos pássaros. Um canário da terra a cantarolar! As gaivotas voando no ar Um cenário perfeito, pra quem sabe amar! Eu e Você Entre abraços e beijos Se amar é viver Eu vivo por te querer Sinto uma louca paixão Gamei no seu coração Encantou-me com seu jeito de ser Fez-me levitar sobre as nuvens do céu No lado esquerdo do peito Meu coração palpita quando te vê (Refrão) La La La Lauera La La LaLaue La La La Lauera La La LaLaue Ao anoitecer surge a lua cheia Emitindo um clarão de luz Sobre as águas do mar O sol adormece Reflete e encanta, com seus raios de luz A estrela cadente vai se findando Jorra em nosso sorriso a felicidade Transcende o amor entre nós! Descerra o nosso caminho
  • 855.
    Letristas em Cena 855 Refloresceo jardim sem flor (Refrão) La La La Lauera La La LaLaue La La La Lauera La La LaLaue
  • 856.
    Coletânea de LetrasMusicais 856 DESCERRA A JANELA DO TEU CORAÇÃO Meu amor vai além da razão dos teus pensamentos Em teu olhar sinto a ausência do amor Deixa-me acalentar a tristeza do teu coração Descerrar a janela da nossa paixão. Deixa-me beijar, envenenar o teu coração por amor. Fazer-te flutuar sobre as nuvens do céu. Debruçar em teus braços entregar-me de vez. Não deixes a tristeza tocar nos teus sentimentos E nem ferir o teu coração por uma desilusão Como conto de fadas reinará uma eterna paixão Transformará a tristeza, num paraíso de amor. Serás minha flor de jasmim, a mais bela do meu jardim! Vou regá-la com muito carinho, pois morro de amores por ti. Oh! minha linda donzela Quero te namorar, descerrar a janela do horizonte do amor Invadi-lo de luz! Jorrar a pureza da eterna paixão Beijar tua boca Como se fosse o beijo de um beija-flor! Adormecer em teus braços, sentir a essência do amor! No despertar do amanhã, viajar na magia do amor. Com você do meu lado, contemplar o azul do céu. Vislumbrar o sol poente Um mistério no ar, obra de um criador! As andorinhas pairadas no ar Num cenário perfeito pra gente se amar (Refrão) La La La Lauera La La La Laue La La La Lauera La La La Laue
  • 857.
    Letristas em Cena 857 EMNOSSA CASA DE TELHADO DE SAPE Teu coração tem o brilho da cor de neon O teu sorriso a luz do amor Nessas travessias da razão È a paz de um lindo amanhecer Dá-nos guarida pro nosso amor crescer Sinto as batidas do teu coração Tocar suavemente a áurea Dos nossos sentimentos de paixão Sinto meu chão desmorona Por essa sensação de amar O meu coração chora em vão As lágrimas do desatino da paixão Sinto o teu abraço apertado Os teus beijos irradiando luz multicor Dando milhões de carinhos Revelando segredos dos teus anseios Da paixão O meu coração suspira amor Não quer ser maltratado pela ingratidão Voa contra o tempo e só quer um abrigo Pra se embriagar nas asas da paixão Ouvindo a chuva caindo vagarosamente Em nossa casa de telhado de sape
  • 858.
    Coletânea de LetrasMusicais 858 EU SÓ QUERO O TEU CARINHO Não sei mais o que pensar Sempre esteve perto de mim Meu coração arde de paixão Sinto uma vibração me tocar suavemente Tudo parece tão real entre nos dois Jamais me esquecerei dos nossos relacionamentos Dos teus beijos e abraços na varanda Nas madrugadas de inverno Sentíamos um vento forte soprando em nossa direção A chuva caia vagarosamente sobre telhado Tudo era perfeito A chuva cristalina sussurrando em nossos ouvidos. Os pássaros assoviavam nas manhas de inverno Trazia em nossos pensamentos A paz de uma intensa paixão Quase não conseguia conter a emoção De estar ao lado do teu coração Você me fez viver eternamente Sem ter medo da solidão Eu só quero o teu carinho Nas madrugadas estreladas Pra sentir o teu calor aquecendo a minha alma Sorrateiramente
  • 859.
    Letristas em Cena 859 EUSOU O SAMBA Eu sou o samba Na estação primeira Sou eu que te encanto Na rua, no bar, na avenida. Em qualquer despedida A felicidade sou eu! Na rua, no bar, na avenida Em qualquer despedida A felicidade sou eu! Eu sou o samba O samba sou eu Sou versos Sou prosas Sou poesia Eu sou a arte que contagia Refrão La la La lauera La la la lauera La la laue La lauera La la la lauera La la la Lauera la la Laue La laue Vem pro samba Eu sou a paz na avenida O amor sem despedida
  • 860.
    Coletânea de LetrasMusicais 860 Nas noites iluminadas Em qualquer serenata Quem faz o show e encanta sou eu Nas noites iluminadas Em qualquer serenata Quem faz o show e encanta sou eu Eu sou o samba Samba de roda, samba enredo, sambalanço, samba canção, samba exaltação, samba de breque, samba gafieira, samba carnavalesco, samba partido alto Eu sou o samba Refrão La la la lauera La la la lauera La La lauera La laue (Declamado) O samba é misturas de raças África, Brasil, Bahia, São Paulo, Rio Eu sou o samba Za zaue za zaue Za zaue za zaue
  • 861.
    Letristas em Cena 861 EUSOU O TEU ABRIGO Oh! Minha rosa Os seus desejos são os mesmos que o meus Há um sentimento que envolve nos dois Sempre buscamos o caminho do amor Nessa estrada de espinhos Eu sou a luz que irradia A chama da verdadeira paixão Nas noites frias dessa luz do luar Quero sentir o teu abraço apertado E o teu coração me afogando de paixão Sou um pássaro aventureiro Que traz milhões de palavras de amor Desenhadas nas entranhas da desilusão Sou a fortaleza desse teu pobre coração Foi bom te conhecer e me apaixonar O meu desejo é ter você eternamente ao meu lado Teu olhar é a cifra do meu violão É acalmaria das minhas aflições Sem você o meu Mundo se torna uma miragem Tudo parece desmoronar Como um vendaval soprando fortemente Em nosso destino Meu coração não consegue segurar tanta emoção Amor tem que estar sempre perto de mim
  • 862.
    Coletânea de LetrasMusicais 862 Pra ser o meu anjo protetor Nas horas de desespero Eu sei que tudo que eu passei Talvez eu tenha feito por merecer Hoje estou arrependido Eu só quero o teu abrigo Quero tê-la aos meus braços A todo o instante (Refrão) Vem eu sou o teu abrigo Quero ter você comigo Pra viver essa imensa paixão
  • 863.
    Letristas em Cena 863 FAÇAO TEU CORAÇÃO SORRIR Nunca é tarde pra se amar Esqueça as magoas Faça o teu coração sorrir Se entregue a esse amor que já brotou raiz Por que o teu coração já me abraçou O seu amor já viaja como um vento leve Em meu coração Sobre os trilhos das veias da paixão A solidão foi embora esvoaçando Pra outro lugar Viva um mundo em flores Não se sinta uma prisioneira da paixão Por que o nosso romance vai perdurar Lá no céu Sem você o nosso amor se torna imperfeito Sinto num mundo obscuro Um labirinto sem saída Somente você poderá me fazer feliz Por que você é a essência viva Desses nossos laços de amor Meu coração não suporta mais esse suspense Meus sentimentos estão partidos Nesse momento o meu coração só quer você Estou com saudades dos teus jeitos românticos Sinto os teus braços me tocando Suavemente pelas madrugadas E os teus beijos me levando a loucura Nesse jogo de xadrez do amor
  • 864.
    Coletânea de LetrasMusicais 864 FAÇANHA DO AMOR Amor dê-me tuas mãos vamos juntos caminhar Quero te proteger como a abelha rainha protege seu favo de mel Na beira do cais me atirar em teu colo Acariciar nos teus beijos com sabor de mel O meu coração está estilhaçado por essa paixão Vou embriagar-me na essência do teu amor Abra a porta do teu coração para que eu possa entrar E no teu aconchego acender a chama reluzente do amor Na meiguice desse nosso amor deixar transcender a nossa união Nosso amor é brasa ardente que se aflora do fundo do coração A nossa história de amor é como a luz de néon Que se agita como um vendaval Anunciando o amor Refrão Vem cá, o meu segredo é amar Vem pro meu recanto Veras um encanto Vou te mostrar o caminho da felicidade Beijar tua boca acariciar os teus lábios pelas manhãs Vem cá, saia desse chove não molha. Quero te mostrar os segredos de uma paixão Vem cá, vou despertar o desejo de amar Deixa-me tocar teus sentimentos
  • 865.
    Letristas em Cena 865 LaLa La Lauêra La La La Lauêra La La Lauêra La La La Lauê Nascemos um para o outro, caminhamos ao encontro do amor. Na troca de olhares, o nosso amor ecoa por todos os cantos. O meu corpo se aquece ruflando a emoção Na flor da pele, deixa me sentir o calor Toda vez que pulsar o teu coração por amor Deixa efervescer a nossas juras de amor Em teu olhar vejo a sinceridade Vislumbro um eterno amor Nosso amor é ouro e prata que ilumina a escuridão É o cravo e rosa em flor É o encontro do sol e da lua Construindo a eclipse do amor Vem cá, dê-me tuas mãos vamos confirmar a nossa união Deixe de lado tudo que passou entre nós Já virou passado foi pura ilusão Vem cá, nossa tendência é amar Quero sentir o pulsar dos corações Vem cá, chega de lamentações Vou presenteá-la com rosa multicor Vem cá, deixa de choramingar Vou te proteger Como a abelha rainha protege seu favo de mel La La La Lauêra La La La Lauêra La La Lauêra La La La Lauê
  • 866.
    Coletânea de LetrasMusicais 866 FACE A FACE SENTINDO O TEU CALOR Amor eu sinto a tua falta Recordo-me os bons momentos Que compartilhamos o amor No momento inesperável da dor A tua ausência fez me refletir O nosso amor é maior que o Mundo Meu coração não consegue aguentar A emoção de estar ao seu lado Face a face sentindo o teu calor Não consigo disfarçar essa louca paixão Que nos envolve na mesma sintonia Eu quero ter você eternamente Pra desfrutar os bons momentos De um sincero amor de paixão e amizade Quero navegar em teus adocicados beijos Aventurar-me nessa emoção Por que não quero mais fugir Dessa decisão indecisa Quero me jogar em teus braços Não quero te perder nunca mais Só quero enxugar as lágrimas cristalinas Que escorre em teu olhar sereno Sinto o silencio-te a afogar Nas mágoas da desilusão
  • 867.
    Letristas em Cena 867 (Refrão) Nãoquero mais perder a esperança de te ter Por que não quero mais chorar de dor Nos braços dessa solidão
  • 868.
    Coletânea de LetrasMusicais 868 LADO A LADO É pura emoção, uma nova paixão, que paira no ar Trazendo pra nós a emoção de amar Se você estiver do meu lado é sentimento dobrado Que só faz aumentar a nossa união É pura emoção estar do teu lado (lado a lado) E assim compartilhar nossos pensamentos Quando a corda está bamba prestes a arrebentar Tem que ter alguém entre nós, de punho forte Para poder suportar essa situação embaralhada Que está parecendo como teia de aranha Como um novelo de linha todo entrelaçado Tem que ter competência para desenrolar essa situação Com você do meu lado (lado a lado) fica muito mais fácil Enfrentar os problemas que possam surgir entre eu e você A forma de resolver todos os nossos problemas é a união entre eu e você Sempre caminhando lado a lado, La Lauê La Lauêra Refrão La Lauê La Lauêra La Lauê La Lauêra
  • 869.
    Letristas em Cena 869 OLANCE É NOS ENTREGAR A ESSA PAIXÃO Meu coração se entregou Sofre calado por essa paixão Sinto um vazio dentro do meu ser Os teus abraços não me aquecem mais Sem teus afagos não dá pra viver Sinto a tua ausência quando lembro de ti Choro de saudades A desilusão fez morada no meu coração Quando sinto emoção As lágrimas dos meus olhos Que jorravam em meu rosto Já não jorram mais O nosso amor secou Igual uma folha seca De um jardim arborizado Refrão Mostra-me o caminho da estrada Por onde você passar Oh! Minha Deusa do amor Vem ser a minha estrela guia Para poder me guiar O lance é nos entregar a essa paixão O meu coração sofre Com as marcas da cicatriz É tão difícil esquecer Os afagos e beijos, entre eu e você Não consigo tirá-la dos meus pensamentos
  • 870.
    Coletânea de LetrasMusicais 870 Sinto a dor no meu peito Me aprisionei nessa louca paixão Hoje sou aprendiz ensinou-me a amar Quando a estrutura do amor desequilibrou As tuas palavras sempre tiveram razão Na indecisão do meu coração (na indecisão do meu coração) Seu sublime amor fez-me viajar Na imaginação Sobre as plumas de um anjo Vi um arco-íris refletir a cor da paixão Sobre nós A cor da paixão, a cor da paixão Refrão Mostra-me o caminho da estrada Por onde você passar Oh! Minha Deusa do amor Vem ser a minha estrela guia Para poder me guiar O lance é nos entregar a essa paixão
  • 871.
    Letristas em Cena 871 MEENTREGO AOS SEUS DESEJOS Mergulho em teus segredos Flutuo sobre as nuvens do céu Sinto a essência da flor Vejo um Mundo multicor O amor nos leva as alturas Sobre as sombras da janela Swing de amor, de amor, de amor, de amor Vejo em você a razão de amar Entre o céu e o mar Tateando a paixão Vejo em você a luz do luar Um arco-íris no ar Com a voz da razão Eieie Eieie Eieie Eie Me entrego aos seus desejos Sinto labaredas da paixão Flutuar sobre o mar Nas ondas dos desejos Arranha-céus e mar Vejo em você um Universo de amor Um labirinto em flor Artimanhas do amor Sinto em você sonho e prazer Caravelas de amor
  • 872.
    Coletânea de LetrasMusicais 872 Oceano em luz Vejo em você sonho e emoção Show de verão Realeza do teu coração Eieie Eeeeeeeeeeeeee Eieie Eieeeeeeee
  • 873.
    Letristas em Cena 873 MUITASVEZES ERREI Me carrega em teu colo Chama-me de amor Meu coração está querendo te amar Muitas vezes errei Brinquei com os teus sentimentos Por um instante me arrependi Cai na real pelo mal que te fiz Vou gritar pro mundo inteiro E dizer o quanto te amo No jornal da cidade vou escrever Uma dedicatória de amor Em rede nacional lhe pedir perdão Talvez no fantástico ou quem sabe no vídeo show Vou abrir a cortina do teu coração Fazer-te sentir uma grande emoção Refrão Vem, o teu cheiro está no ar Teu perfume é a essência do amor Que se aflora com a emoção Vem, me aqueça e acenda a lareira No fundo do meu coração Vem sentir essa sensação do amor Deito em minha cama Sinto o silêncio da noite Recordo os momentos de amor A minha vida já não tem mais sentido Sem você paixão Dentro do meu ser sinto um vazio
  • 874.
    Coletânea de LetrasMusicais 874 A felicidade foi embora e me abandonou Meu coração se feriu Corroeu o meu peito com a desilusão Faço um apelo pra você me entender Que eu preciso de você em qualquer estação Para lhe oferecer As mais lindas rosas da primavera No outono sentir a brisa do vento tocar sobre nós Quando chegar o inverno Quero ser o teu cobertor Pra poder te aquecer E no verão caminhar na beira do mar Deixar os raios de luz nos banhar Nas noites iluminadas Desenha os teus lábios sobre os meus Deixar que as estrelas clareiem a nossa paixão Não dá pra esquecer o que existiu entre nós Fez-me te encontrar nas noites serenas Nas serenatas ao cair do luar Meus olhos se vitrificaram Por você paixão Refrão Vem, o teu cheiro está no ar Teu perfume é a essência do amor Que se aflora com a emoção Vem, me aqueça e acenda a lareira No fundo do meu coração Vem sentir essa sensação do amor
  • 875.
    Letristas em Cena 875 NÃOHÁ SOLIDÃO ENTRE NOS DOIS Sei lá só agora percebi que meu amor é só seu Parece um sonho meus olhos estão vidrados Nesses teus olhos calientes de amor Corro contra o tempo entre os trilhos da paixão Meu coração vaga entre a luz do teu beijo. Não tenho mais coragem de te deixar Eu te prometo farei o impossível Para vivermos uma paixão sem limites Sem solidão entre nos Meu coração decola em busca dos teus desejos Nada esfria essa chama em erupção Teu olhar reflete o brilho radiante do teu coração Sinto o desejo de te abraçar mais uma vez Estou com saudades dos teus beijos em chamas Tocando em meus lábios Sem você a solidão me sufoca Meu coração chora em prantos Pra ter você por apenas alguns segundos Não importa o tempo eu preciso te ter Jamais desejo outra paixão Por que eu quero ser eternamente fiel a você Nesse realce dessa ternura do amor
  • 876.
    Coletânea de LetrasMusicais 876 NÃO QUERO MAIS TER MEDO Amor não quero mais ter medo De me apaixonar Eu sinto falta dos teus abraços Recordo-me dos nossos namoro na praça Caminhávamos de mãos dadas Nas noites frias de inverno Teus beijos me embriagavam de desejos Me envolvia por inteiro Sem cessar Hoje eu sei que a tua ausência Aumenta o nosso amor E não tem preço E ecoa em nossa direção sem perdão Não importa seus deslizes Nem essa sua insinuação Eu quero curar a dor Desse coração de lágrimas Porque o nosso amor é maior Que o desamor Deixe que essa louca paixão Entrelace entre-nos Pra vivermos uma vida eternal Meu coração é somente seu Não quero mais ter medo De me entregar aos teus desejos Dar-lhe-ei um mar de flores aromáticas Pra exalar em teu quarto
  • 877.
    Letristas em Cena 877 Oamor, a paz e a felicidade. Refrão Eu sei que vou sofrer Se eu não tiver você por perto Porque não quero mais ter medo De te ter aos meu braços
  • 878.
    Coletânea de LetrasMusicais 878 NESSE MOMENTO EU SÓ QUERO SORRIR Nunca serei teu desamor Você estará sempre presente em meus pensamentos Teus olhos não verão tristezas Por que eu sou o teu abrigo Sem seu amor não dá pra continuar sonhando Vivo essa paixão escondida Sofro a dor dessa solidão Teu amor será guardado pra sempre Sei que fui culpado Jamais serei o mesmo nesse caminho frustrante Talvez um dia eu possa suportar essa avalanche de dor Meu coração está magoado Sinto que ainda há tempo Dos nossos corações permanecerem acessos Já chorei tantas vezes por você Desesperei-me por te perder Senti o meu coração chorar amargamente Tentei superar a dor inconscientemente Já sinto esse jogo virando em nossa direção Nesse momento eu só quero sorrir Amar-te intensamente Por que somos idênticos E sentimos os mesmos desejos A mesma chama ardente Que nos envolve intensamente Nas garras da paixão
  • 879.
    Letristas em Cena 879 NOSSOAMOR É O SOL E A LUA Amor se você for embora Vai ficar um vazio em meu coração Talvez você deva ser forte Para poder pensar melhor em nos dois Ainda há uma saída nessa nossa relação Não penso na nossa separação Você sempre esteve em meus planos Sem você o meu Mundo não existe Nosso amor é o sol e lua Talvez não perceba que o amor está entre nós E brilha em nossa direção Vamos deixar o nosso amor nascer É natural Tudo pode acontecer sem exigências Meu amor não se deixe levar pela razão Os nossos corações definiram o melhor pra nos dois Talvez você já não pense em mais nada Teu jeito é imprevisível, mas tudo pode acontecer Eu só sei que quero te amar Vamos viver somente o presente Porque o futuro é misterioso Refrão Deixe esse amor nos dominar Você tem o tempo todo pra me amar O que importa é me apaixonar
  • 880.
    Coletânea de LetrasMusicais 880 NUNCA MAIS VOU TE DEIXAR TÃO SÓ Eu vim em buscar desses teus desejos Sem você estou num mundo sem saída Onde o tempo se transforma dia após dia de amarguras Meu coração está em chamas Por que eu quero te ter ao meu lado Seus sorrisos são raros Enfeitiçam-me intensamente Sinto a dor dessa paixão que se aflora Nas entranhas do meu coração Quero viver um amor sem chorar em prantos Pra minha vida não virar do avesso Só quero pertencer a ti Quero te encontrar nas madrugadas Não me importa que os nossos encontros sejam breves Mas serão inesquecíveis. Jamais posso esquecer o seu calor abrasador Você sempre esteve presente no meu quarto Fazendo parte desse amor incondicional Quero flutuar sobre as nuvens Nessa neve da paixão Galgarei o teu sorriso perdido nas sombras Desse oceano de paixão Não deixarei naufragar essa nossa relação Não quero andar sem rumo Nesse caminhar do amor Por que já estou aflito Nessa roda viva do amor
  • 881.
    Letristas em Cena 881 Seriacruel te esquecer nesse momento Talvez o nosso amor possa ser apenas um passa tempo Nessa escuridão tenebrosa Quero te fazer sorrir Pra ser eternamente a minha paixão
  • 882.
    Coletânea de LetrasMusicais 882 POR UM OUTRO QUALQUER Meu amor eu sou o sereno da noite Vivo na madrugada Sou um solitário esperando por ti És minha rainha me encanta com teu jeito faceiro de ser. Joga-se em meus braços E me faz um dengo gostoso que só tu sabes fazer. Sabe me conquistar, com teu jeito meigo de ser. Entregou-me o teu coração Fez reinar em mim a paz interior Abriu a fronteira do amor Que estava jogado ao léu Armaram uma cama de gato pra nós Lançaram a rede pra te conquistar. Se eu me descuidasse, te perdia. Por um outro qualquer (por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro qualquer) Refrão Mas eu lutei, para não te perder. Mas eu lutei, para não te perder. La la lauera La la lauera La la lauera La la laue Agradeço por estar a teu lado Teu amor eu guardo a sete chaves no meu coração. Mas se depender de mim O nosso amor vai nos consagrar Como a divina luz que clareia as ondas do mar
  • 883.
    Letristas em Cena 883 Nossoamor vai passar pelo túnel do tempo E transformará o amor em um futuro presente Como a singela luz que brilha em teu olhar Sou mensageiro do amor, não vivo de ilusão. Só quero acender a lareira no fundo do teu coração Sentir a brasa ardente do fogo da nossa paixão Tramaram uma armadilha pra nós Tentaram nos separar Lançaram a rede pra te conquistar. Se eu me descuidasse, te perdia. Por um outro qualquer (por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro qualquer, por um outro qualquer) Refrão Mas eu lutei, para não te perder. Mas eu lutei, para não te perder. La la lauera La la lauera La la lauera La la laue
  • 884.
    Coletânea de LetrasMusicais 884 PRA ENFEITAR A ILUSÃO Desenhei o nosso amor no céu Pra despir da fantasia da ilusão Pra se entregar a meu bel-prazer Por que sou o seu defensor Nessas nossas aventuras imortais Eu te quero ao meu lado Sei que um dia vai voltar Pra se entregar aos meus braços Teu sorriso me enfeita de paixão Eu te quero inteiramente pra mim, só pra mim. Por que nasceu para ser a minha musa do amor Atira-se em meus braços pra tecer essa paixão Pra desenhar o nosso amor no céu Na nostalgia dessa nossa paixão (REFRÃO) Eu te quero ao meu lado Sei que um dia vai voltar Pra se entregar aos meus braços E enfeitiçar me de amor e desejos
  • 885.
    Letristas em Cena 885 QUEROCONTINUAR TE QUERENDO Se você quiser voltar eu estarei te esperando Já estou com o coração partido Por que só quero você pra me amar Pra ser teu renascer Sei que é difícil de acreditar, mas só quero você. Você é o meu despertar no amanhecer Nesse carrossel da paixão Tudo entre nos poderá renascer Se você entender o que eu quero te mostrar Sei que serei capaz de te fazer feliz Muitas vezes chorei por me abandonar Já fui o oceano do teu caminhar Nunca esqueça que tem alguém olhando em sua direção Tudo pode se transformar nessa nossa relação Sonhei com você me Beijando Entre os cantos da parede do meu quarto Sei que esta sempre ao meu lado Teus beijos me fazem flutuar entre as estrelas Sinto arrepios da paixão Renasce a esperança de te ter Não quero sofrer a dor de um coração viajante Por que você é a cura desse desamor Teu amor é que me faz feliz Quero continuar te querendo Por que não consigo negar esse querer
  • 886.
    Coletânea de LetrasMusicais 886 RECOMEÇO Amor não pense que tudo se acabou A felicidade ainda bate no meu peito E sente a presença do teu calor Quer te amar pra ficar sempre presente em teu coração Sei que serei eternamente o teu namorado Nessa estrada regada de amor Não vou deixar que você se perca nessa solidão Ainda a tempo de reatarmos os nossos desejos Por que o meu coração sente a tua presença Fluir nessa dimensão do amor Tudo será diferente Por que amor igual o nosso não há! Pra ser igual tem que ser Um amor incondicional Nosso amor é um oceano de paixão Que abrilhanta a nossa história nas ondas do mar É a janela que abre os desejos dos nossos corações Pra acender a luz da voz da razão E nos envolve nesse mar de emoção Não deixe o teu amor se aprisionar Na falsidade dessa ilusão Se entregue aos meus braços Quero lhe dar a chave do meu coração Não faça alardes dessa nossa relação Eu não quero ser vidraça da desilusão Por que o nosso amor nasceu Além do horizonte da paixão
  • 887.
    Letristas em Cena 887 SEMRESSENTIMENTOS DA PAIXÃO Quando ouço a tua voz Sinto um tremor na alma A tua presença toca no meu ser Parece que o Mundo vai desmoronar Sinto a emoção de te fazer feliz Não quero mais viver de sonhos Pra não ter desilusão Por que o meu coração já se acostumou Com teus carinhos talvez fosse melhor nos entender Deixar a nossa consciência decidir o melhor pra nos dois E nos mostre a direção dessa corrida ao encontro do amor Nossos corações estão sintonizados Como uma adornada no horizonte Se entregue aos meus encantos Pra que eu possa te amar Sem ressentimentos da paixão Meu coração não aguenta mais a solidão Só quer esquecer essa historia de desilusão Pra tê-la sempre junto de mim Pra me dominar com seus olhos de menina E me fazer sair do chão Por que o seu amor é irresistível Eu não consigo controlar essa sensação De amar-te eternamente Meu coração está partido E não quer mais sofrer
  • 888.
    Coletânea de LetrasMusicais 888 Foi bom te encontrar novamente Por que você é a minha alma gêmea Que Deus me presenteou Para vivermos juntos Sem ressentimentos da paixão
  • 889.
    Letristas em Cena 889 SEPARAÇÃO Jáé tarde da noite não consigo dormir Já não dá para suportar essa emoção que me sufoca Já estou quase enlouquecendo por essa paixão E agora você diz que não me quer (Refrão) Liga pra mim deixa esse orgulho de lado O amor que eu estou sentido vem do fundo do coração Me de mais uma chance estou a tua espera para poder te escutar Lá, la, lauera la, la lauera Lá, la, lauê Na calada da noite te vejo em meus sonhos parece tão real Traz a lembrança dos bons momentos que deram inicio a está paixão É difícil acreditar que tudo tenha acabado assim Ao retornar ao passado sinto a paz no meu coração Relembrando os bons momentos desse nosso amor Ele reflete nossos sentimentos dessa verdadeira paixão Já não dá para ficar te esperando, o amor pode acabar Não aguento essa solidão que está no meu coração Fico triste só em pensar na nossa separação e agora você diz que vai voltar (Refrão) Vê se você liga pra mim deixa esse orgulho de lado
  • 890.
    Coletânea de LetrasMusicais 890 O amor que eu estou sentido vem do fundo do coração Me telefona, me de mais uma chance estou a tua espera para poder te escutar Lá, la, lauera la, la lauera Lá, la, lauê
  • 891.
    Letristas em Cena 891 SÓASSIM TERÁS O MEU PERDÃO Nosso amor foi pura Ilusão Fez me sentir a dor da nossa separação Nada supera esse amor Que faz doer em meu peito Essa dor que corroem esse coração em lágrimas Não quero ser pra sempre um eterno sonhador Pra não me enganar com o teu sublime amor Fez-me juras de amor que me encantou Em questão de minutos veio um vendaval Jorrando entre as paredes do meu coração Hoje eu visto a couraça da desilusão Talvez eu possa ser novamente o seu porto seguro Para te dar carinhos nas manhas de setembro Ouvindo os cantos dos curiós Na janela do nosso quarto Se quiser eu aceito o teu clamor Talvez o tempo possa apagar Os rastros dessa solidão Talvez às portas do meu coração Se abram novamente pra te abrigar Só assim terás o meu perdão Não se esqueça que meu coração é frágil E pode se ferir com a desilusão (Refrão) Por isso não tente me enganar Com tuas palavras de ingratidão.
  • 892.
    Coletânea de LetrasMusicais 892 SÓ QUERO SER TEU AMIGO O seu silêncio me faz chorar Sei que está sofrendo sem razão Abra o teu coração e deixe a luz entrar Não se perca na tristeza dessa falsa relação Se quiser carinho pro teu coração Eu estou pronto pra compartilhar o amor No entardecer quando o sol se pôr Deixe as ondas do mar agitar a saudade Contida em teu coração O teu semblante é de tristeza Acredite tudo vai se transformar O amor será eternamente um abrigo pra sua solidão Só quero ser o teu amigo Pra cuidar das suas lágrimas de mágoas O nosso amor se transformara em realidade Pra a sumir os compromissos dessa nossa relação Eu quero sentir o perfume do teu beijo Saciar-me dos teus desejos Nessa sintonia do amor
  • 893.
    Letristas em Cena 893 SOUFELIZ POR TER VOCÊ SORRINDO Não sei mais o que pensar Sempre esteve perto de mim Meu coração chora lagrimas de amor Sinto uma vibração me tocar suavemente Jamais esquecerei os nossos relacionamentos Dos teus beijos e abraços na varanda Nas madrugadas de inverno A chuva caiando de mansinho Sobre o telhado da varanda Tudo era perfeito o nosso amor sorria Nas manhas serenas sem ter medo da razão Quase não conseguia me conter a emoção De estar ao lado do teu coração Você me fez viver eternamente Sem medo de entregar teu coração Sou feliz por ter você sorrindo Posso dizer que não preciso de mais nada Por que percebi que somos idênticos Na percepção de amar Nada abala essa nossa relação Que entrelaça entre eu e você Muitas vezes você quis desistir Dessa viagem do amor O destino nos fez prisioneiros da paixão O nosso amor é maior que tudo Não há solidão que possa destruir a nossa relação Nosso amor é um vendaval em chamas De um profundo sentimento de paixão
  • 894.
    Coletânea de LetrasMusicais 894 SIMPLESMENTE ECOAVA O AMOR Numa manhã azul Teu olhar brilhava como raio de luz Eu sentia a sensação De estar voando sobre as nuvens A brisa do vento me tocava calmamente Eu sentia você a mil milhas de distância O teu calor me queimava intensamente Tudo parecia um encanto Eu voava como um pássaro Nas nuvens azuis de outono O vento soprava um aroma de jasmim Sobre a janela do nosso quarto Tudo era perfeito Até mesmo as incertezas do amor Teu coração me envolvia no silencio da noite Como um anjo mensageiro Que surgi entre as frestas da janela Anunciando o nosso enlace do amor O sol adormecia nas tardes de verão Entre os quatro cantos do Universo Simplesmente ecoava o amor Entre as quatro estações do ano Nuvens incandescentes adormeciam nas teias da razão Sem rumo lá estava eu e você Amando-nos na calmaria da noite
  • 895.
    Letristas em Cena 895 OTEMPO FEZ-ME REFLETIR Liguei pro seu celular Você não atendeu Deixei recado Desliguei o meu telefone A saudade bateu e se aprisionou Dentro do meu ser Por favor amor ligue pra mim Quero ouvir a sua voz Devolva-me o brilho ausente em meu olhar Faz-me palpitar meu coração Vislumbrando de amor E renovando a emoção Da nossa paixão Alô meu amor Quanto tempo não ti vejo O destino foi cruel nos separou Há uma luz divina Em nossa direção Fez-me refletir Insensato destino Viria à tona e seria fatal Perdoe-me amor Não ouvi os seus conselhos Hoje sofro com a solidão Só queria amar você Me doar por inteira
  • 896.
    Coletânea de LetrasMusicais 896 A minha teimosia Fez-me cair na real E descobri a diretriz da eterna paixão Não se culpe amor Somos dois corações em sintonia Com a força divina Que nos permite amar Tentei me apaixonar Por outra pessoa Mais na minha inocência Mergulhei na ilusão Me perdoe amor eu perdi a razão O seu sorriso se escondeu A tristeza do meu coração O nosso amor se naufragou Em um abismo sem fim (Refrão) Pra que sofrer? Antes do tempo Se o nosso amor está no ar O que tem que ser será Pra que deixar? Se enganar Ninguém pode apagar O amor que existe entre nós Pra que lutar? Contra o tempo Não vamos deixar o passado Nos enlouquecer
  • 897.
    Letristas em Cena 897 Ligueino celular Você não atendeu Deixei recado Desligou o telefone
  • 898.
    Coletânea de LetrasMusicais 898 TEU CORAÇÃO SEMPRE ME FEZ DESABAR Meu amor talvez fosse injusto esse nosso caminhar Chorei por esse amor que me fez sonhar Dediquei-me o tempo todo por você Só sei que quero continuar alimentando esse amor Por que o sol reflete esse nosso sentimento Minha vida está em tuas mãos Sei que não vai negar o teu coração Cavalgarei em busca dessa paixão Pois já chorei quando te perdi Quantas vezes senti a distancia entre nos Não dá pra esquecer os teus encantos Sua boca me beijando Levando-me entre as nuvens Teus sorrisos me atraindo a essa sensação do amor Sem você sou um sofredor Por que só você levanta o meu astral Eu me entrego mais uma vez aos teus braços. Pra simplesmente ter o teu sorriso novamente Brilhando nessa dimensão do amor Teu coração sempre me fez desabar Eu daria tudo pra estar nesse momento em teus braços Sei que é difícil te encontrar Estou te esperando para mudar a sua historia Pra te fazer feliz Teu amor me convenceu que não devo mais fugir De te amar de verdade
  • 899.
    Letristas em Cena 899 (REFRÃO) Voute dar um Universo em suas mãos Pra cuidar do teu coração e dos nossos sentimentos. Vou ver você de novo nesse nosso reencontro Pra decifrar o que o destino reserva pra nos dois
  • 900.
    Coletânea de LetrasMusicais 900 TEUS LÁBIOS ME SORRINDO EM TONS LILÁS Amor eu te aceito do teu jeito Só quero lhe dizer que você está no meu coração E estou aqui para ouvir o teu clamor Quero te amar sem ferir o teu coração Sem teu amor não consigo caminhar A porta do meu coração está trancada a sete chaves Sinto a desilusão me envolver nesse emaranhado de ilusão O dia parece que não tem fim E eu adormeço no passado Na eterna poesia de um anjo querubim Teus lábios se declaram a essências da paixão Sem você sinto um vazio no meu quarto Só de pensar sinto um calafrio Sinto você sussurrando em meus ouvidos As suas juras desse nosso amor Isto é que fortalece essa nossa relação Sei que é difícil estar sempre presente na minha vida Talvez me pergunte como eu estou neste momento Meus pés estão sem direção nesse deserto de desilusão Vejo a sua foto na parede Lembro-me da nossa historia E sinto a tua presença romântica Sorrindo-me com teus lábios em tons lilás
  • 901.
    Letristas em Cena 901 TUDOSERÁ COMO ANTES Um dia você vai lembrar-se de mim Dos nossos bons momentos Que jamais serão esquecidos Só quero tê-la novamente em meus braços Tudo será como antes Não vou deixar a solidão invadir o teu coração Simplesmente a tempestade cessara no horizonte As ondas azuis do mar refletirão Nosso amor no Universo O sol brilhara em tua direção Nascerá um eterno amor Sem contos de fadas Tudo será recomeço As estrelas vão sorrir pra nos dois Por que o amor está entre nos Precisamos admitir que não dá mais pra fingir Que amamos uns aos outros Creio que tudo será consumado Não vamos adiar a nossa felicidade Estamos apenas oficializando O que ficou desordenado Você está presente nos meus pensamentos O meu coração tremula de emoção por ti Sinto você me tocar com sua face em meu rosto Por isso quero te ter eternamente Em meus braços para te amar
  • 902.
    Coletânea de LetrasMusicais 902 Será como uma cena de novela Tudo será perfeito O amor, a paixão e a razão.
  • 903.
    Letristas em Cena 903 UMAJOIA RARA Hoje já não tem serenatas Nas madrugadas Não existem mais as declarações de amor Nem cartas que expresse amor e paixão As rosas vermelhas Eram ofertadas com muito amor Hoje murcharam de decepção De ver as separações Antigamente enviava cartão elegante Com as mensagens de amor Que surpreendia o coração de emoção Até pombo-correio fazia parte da história Como prova de amor Uma joia rara O amor era perfeito demais Parecia de Julieta e Romeu Tinha a essência da flor O primeiro beijo já foi esquecido As datas marcantes passam despercebidas A serenata se esconde nas madrugadas Violões se perdem no silencio da noite Deixa um vazio no fundo do coração
  • 904.
    Coletânea de LetrasMusicais 904 As alianças eram o equilíbrio do amor Era a balança pra equilibrar Hoje desestabilizaram por falta de amor Antigamente expressavam poesias de amor Pra conquistar uma grande paixão Aventuravam pular as janelas Nas madrugadas Era um o amor atrevido Que surpreendia com buquê de rosas Vermelhas em flor Refrão La la lauera La La Lauera La La laue
  • 905.
    Letristas em Cena 905 VARANDA Navaranda do meu quarto fico esperando você passar Na esperança de te ver e poder te abraçar Quando você passa me lança um sorriso um olhar E tão fascinante poder te abraçar Vem chegando a noite e você não passa e orvalho da noite caindo Ao amanhecer uma fina garoa vai caindo devagar e a saudade aumenta mais A dor é profunda no meu coração e não tem jeito de te esquecer A essência do teu perfume ficou e exalou no ar deixando a paz (Bis) Senti um perfume de jasmim que fez recordar você Os bons momentos que juntos passamos Eu jamais vou esquecer um amor sincero e verdadeiro (Bis)
  • 906.
    Coletânea de LetrasMusicais 906 VEM AMOR Vem Amor La laia Entregar aos meus braços La laia Vem amor Vem amor Energizar o teu coração Com turbilhões de emoções Vem amor Vem amor Despertar os desejos Pra curar essa dor da ingratidão Vem amor La Laia Iluminar meus sonhos Lhe darei um pedacinho do céu Vem minha flor Não chores em prantos Essa doce trapaça da desilusão Vem meu amor Eu quero lhe dar O céu e o mar Embrulhados em sonhos Sobre as sombras do amor
  • 907.
    Letristas em Cena 907 Invadiro meu ser No amanhecer, no amanhecer Vem Amor La laia Entregar aos meus braços La laia Vem Amor La laia Vem Amor La laia Vem Amor
  • 908.
    Coletânea de LetrasMusicais 908 VÉU DE UMA FLOR Amor não consigo te esquecer Você me fez viver um amor atrevido Nunca imaginei que o meu coração Pudesse bater aceleradamente Como um pássaro que bate suas asas Em busca da paixão Nosso amor é assim Sem mistérios, sem segredos. Você me conquistou com seu carisma Com seu jeito meigo de amar Valeu a pena me apaixonar Tudo vai ficar bem entre eu e você O amor enraizou em nossos corações Eu quero apenas estar ao teu lado Não quero um rio de lágrimas Sobre a nossa paixão Já mais quero lhe abandonar Você me fez viajar Entre as nuvens azuis do céu Teu olhar me envolveu Na Luz Divina do amor Teu beijo tem o aroma Do véu de uma flor Do véu de uma flor
  • 909.
    Letristas em Cena 909 VALÉRIAPISAURO Apelo Abissais Beijo da brisa Beijo partido Cama vazia Ciúme Comunhão Contramão Cantilena Doce ilusão Elegia ao sertão Esporas do tempo Lua atrevida Medo de amar Rainha Recado selado Se fosse só saudade Tecida de luz Ventre do chão Vou partir, vou embora 911 912 913 914 915 917 919 920 921 923 924 926 927 928 929 931 932 933 934 935
  • 910.
  • 911.
    Letristas em Cena 911 APELO Ador silenciosa expira Na madrugada que chora, Seu perfume, essência busco, Antes do nascer da aurora. Colho orvalho e saudades, Abraços que foram meus, Que no recanto de carinhos Sem por que, disseram-me adeus. Tinge lágrimas cor poente, Véu escuro desmaia no olhar. Cobre um coração solitário, Amarras de sonhos de amar. Agonias que o vento carrega Compassado acalanto lunar, O molhado de seus beijos Fluem aromas em outro lugar. Seu retrato na parede Denuncia solidão e desterro. Eu imploro: vem, volte me aceite, Perdoe os meus erros!
  • 912.
    Coletânea de LetrasMusicais 912 ABISSAIS Ah! Seu sorriso atrevido Com a cara do destino, Êxtase dos sentidos E desde então pretendo... Vento lento, tento tanto, Parar o tempo. Viro pelo avesso, Eu te invento, Então me rendo. Abissais de caminhos... Labirintos! E o seu sorriso atrevido. Desnudou o fato, Desatou o tato, No abraço do apogeu. Viro pelo avesso Me esqueço No silêncio Acabo sendo seu!
  • 913.
    Letristas em Cena 913 BEIJODA BRISA Beijo da brisa vadia, Revive na viola, À meia lua, Na janela nua, Ao meio dia, Na varanda clara, De manhãs vivas. Palavras que beijam, O silêncio salgado. Desejo ardente, Perfume invade, Intenso alado, Fogueira que espalha Acentos graves das paixões. Fadiga fugaz do talvez, Ressaca de encanto, Embola a vida. Partes para longe, Suave e leve, Embora breve Me leve pra sempre Com você.
  • 914.
    Coletânea de LetrasMusicais 914 BEIJO PARTIDO Sol dourado desponta Esmeraldas em meu olhar, Abraço sua distância, Que derramas em meu mar. A música do perfume incendeia Pluma leve a vagar. Acalanto, dança do tempo, Que a brisa insiste em carregar. Chuva cristalina que valsa, Navega sem remo alto mar, Minh’alma transborda rasa, Num desatino a bailar. Meu pensamento voa ao longe Esperança de te encontrar, Sufocam nos lábios meus beijos, Que buscam seus lábios pra beijar.
  • 915.
    Letristas em Cena 915 CAMAVAZIA Abrace seu violão E se afaste de mim. Siga o seu caminho E abandone-me aqui. Beba minhas ilusões, Mágoas, desenganos De tentar te fazer feliz. Vá cantar minhas queixas, Lamentos e deixas, Numa roda de samba, Na mesa de um botequim. Divida sua alegria, Que um dia foi minha, Na boemia, Com seus amigos de bar Enquanto que eu, No abandono da cama vazia, Recolho as sobras, Do que um dia, Você chamou... De lar. Vá cantar minhas queixas, Lamentos e deixas, Numa roda de samba, Na mesa de um botequim. Divida sua alegria,
  • 916.
    Coletânea de LetrasMusicais 916 Que um dia foi minha, Na boemia, Com seus amigos de bar Enquanto que eu, No abandono da cama vazia, Recolho as sobras, Do que um dia, Você chamou... De lar. Numa roda de samba, Beba minhas ilusões, Na mesa de um botequim. Que um dia, você chamou... De lar, de lar, de lar. Abrace o seu violão e se afaste de mim!
  • 917.
    Letristas em Cena 917 CIÚME Ociúme é um rasgo no escuro, É silêncio, açoite, queixume, É correr em contramão, É um mergulho no vão do absurdo, É uma faca afiada de dois gumes, É atalho ávido de azedume, Enchente, estio e vazão. O ciúme é a mudez do segredo, É um queira não queira, É o avesso da exceção, É o riso cortado no meio, É viver sem beira nem eira, É madeira na fogueira, É vagar feito pagão. O ciúme é a véspera do afago, Partida, desterro, um trago, É hóstia sem comunhão, É metade, inteiro, pedaço, É cadeado do castelo, É acaso, enigma, flagelo, Ferida aberta de perdição. É Joana, Medeia, Quimera, Raquel, Iansã, Hera, Bento, Hiago, Otelo, Volúpia, sacramento, Coração alado, Oitavo pecado,
  • 918.
    Coletânea de LetrasMusicais 918 Alquimia de sedução. O ciúme é golpe calado, No olho do furacão!!!!
  • 919.
    Letristas em Cena 919 COMUNHÃO Apertadoao meu peito Sinto a sua afinação, Acompanho seu compasso, Em forma de oração. E num desejo incansável Entrego-me sem objeção. Seguro firme em seu braço, Plenitude da comunhão. Percorro seus traços, Por onde passeia minha mão, Exploro, sinto, satisfaço, No pulsar de sua vibração. Em êxtase, unidos, alados, Recompensa de um refrão, Renasço nas cordas de aço E vejo nascer uma canção Na essência de um abraço Do meu amigo: violão!
  • 920.
    Coletânea de LetrasMusicais 920 CONTRAMÃO Você me olha Em contramão. Violão sem cordas, Reverso do verso, Cara e coroa Em inversão. Somos guerra e flor, Silêncio de acordes, Métrica sem rima, Música sem refrão. No primeiro ato, Desencadeio o fato Fecho cortinas, Sobressalto de aprendiz, Sou seu palco; Você, minha atriz. Brinco com a lua, Você rasga véus. Nesse contratempo, Perna de pau, carrossel. Sigo paralelas, Você acidental. Na ciranda da vida Você cai na folia, Eu, no divã. Sou plano; você, abandono, No meu sertão, és litoral, Sou ano inteiro, Você é fevereiro Em pleno carnaval.
  • 921.
    Letristas em Cena 921 CANTILENA Numjardim distante Vivia uma flor, Semente menina, Livre cantoria, Prosa, poesia, Maçã de amor. Regia passaradas, Brisas, alvoradas Aroma, fruto e sabor! Semeava sonhos, No quintal. Céu de outono, Estrelas do mar. Bailava nua, Anéis de Saturno, Ciranda da lua. A girar, a girar... E ao som da flauta Entoava o refrão Giramundo, Giraflor, Gira a saia da menina, Nas asas de um beija-flor. A vida é sarabanda, Contra voz, Catavento, Segue seu caminho E não para de girar.
  • 922.
    Coletânea de LetrasMusicais 922 Gira as pás do moinho E o rosto ao vento, Gira a vida em corrupio Nas margens do tempo.
  • 923.
    Letristas em Cena 923 DOCEILUSÃO Oh, doce ilusão Esse desejo! Pulsa, dói no peito, Revira a vida, Faz a gente Sem jeito, Querer o não querer. Oh, essa paixão Fugaz deleite! Desalinha às pressas, Desfaz o tempo, Veste de medo Meus segredos, Insiste corroer. Oh, essa dor que Machuca o peito! Lembra do que Não soube jamais, Acorda meus sonhos, Desperta paixões antigas Que não voltam mais...
  • 924.
    Coletânea de LetrasMusicais 924 ELEGIA AO SERTÃO Valei-me, Nosso Senhor! Eu rogo com clemência Por favor, não se esqueça De regar o meu sertão. O riacho aboiou menino Cantiga monótona, Sem recomendação. Enfraqueceu, Partiu triste sozinho, Silencioso, sem opinião. Oh, Senhor dependurado! Escute minha prece, Desce desse madeiro Não crucifique o meu sertão. O agreste veste-se de agonia, A cuia está vazia, A beata desistiu da reza, Padim Ciço fugiu da capela E a terra não pariu Nenhum grão. Senhor, se o sonhar quebranta, Minha súplica canta E espalha farrapos de suor, Deixo meu patuá, a rede vazia, De juras morreu meu gado, De esperança o meu amor.
  • 925.
    Letristas em Cena 925 Sigominha procissão, Vou-me embora! Abandono Rosinha E os meninos de pé no chão, Troco a ardente pedra bruta Pela graxa do patrão. Acalanto de cantigas antigas Deixo-as cravadas na estória, Na matula levo lembranças, Umas boas, outras jogo fora.
  • 926.
    Coletânea de LetrasMusicais 926 ESPORAS DO TEMPO Sanhaço pia uma flauta, Orquestra nos quintais. Versos que a viola toca, Trivial bem trovado, Que a saudade brota, Descalça as esporas do tempo E o destino demorado chora. O aguaceiro amanhecido Mata a sede da passarada, Apaga a poeira do chão, Lava a terra, rega a mata. E, o vento vem varrendo, Despenteando, espalhando Sonhos, sementes, grãos. A vida tece emendas, Não deixa o tempo tardar, Sol e suor na bagagem, Embrulhada no sertão, Cansado de tanto esperar. Histórias antigas de estradas, No correr de outras viagens, Entoada numa canção.
  • 927.
    Letristas em Cena 927 LUAATREVIDA No rancho brejeiro Pé de serra, companheiro, Tapete de estrelas, Canteiro iluminado, A lua donzela nua Desfila minha e tua, Salivas de malícia pura, Pela fresta do telhado. Olhar faceiro, encabulada, Melindre de prata lavada, Desdenha de ciúme, Gosto de fruta mordida. Abraça nossa nudez, Rouba atrevida O frescor de sua tez E o aroma de nosso perfume. Destemida imagem fina Despudor que assassina, Tímida, beija seu corpo Pra depois sorrateira, Malícia que o amor se fez No ocaso do Poente, Criar estrelas, chamar o Sol E nascer outra vez.
  • 928.
    Coletânea de LetrasMusicais 928 MEDO DE AMAR Abarco o medo de amar Que encontro em teus abraços, Desnudo meus desejos, Perco-me, embaraço. Floresço em teus beijos Sedento desertor, Espalho meu pecado De fascínio e pudor. Apelo que faz delirar De amor passageiro, Ousado reverso Leviano, ávido, inteiro. Oh, minha amada! Teu pouso é meu degredo Que arde em devaneio, Tuas carícias - meu medo. Oh, minha amada! O teu corpo fatigado Amanhece em minhas mãos. Parte de mim, diz sim A outra, diz não!
  • 929.
    Letristas em Cena 929 RAINHA Voudeixar a lua Discreta, indiferente, Na porta da frente, Candeeiros de aluguel. Vou colher estrelas, Vendavais de auroras, Trevos, rosas vermelhas, Querubins de flora E ouvir um disco de Noel. Vou colorir o quintal, Cultivar canteiros, Mantra em seus cabelos, Usar cartola, fazer Sarau. Vou afinar o arco-íris Com as cordas do violino, Bailar em claves de sol. Brindar em mandarim, Em taças de cristal. Com pedras preciosas E a brisa mais viçosa, Vou preparar seu ninho, Sua nudez tatuar, Malícia libertina, Serei cego sem guia, Te farei rainha, Serei seu refém menino, Que quer brincar.
  • 930.
    Coletânea de LetrasMusicais 930 Depois do amanhecer, Vou olhar você... outra vez, O dia inteiro... minha rainha! Como se eu fosse o primeiro, Sempre e talvez, serás minha!
  • 931.
    Letristas em Cena 931 RECADOSELADO Se por acaso você me encontrar, Numa esquina, na mesa de um bar. Siga seu caminho, sem me reconhecer. Esqueça-se dos meus carinhos, Beijos, sussurros baixinhos E das juras de amor, Que me fez prometer. Peça uma cerveja gelada, Brinde com a rapaziada, Faz de conta que está feliz. Sorria dissimulada, Ajeite a blusa colada, Disfarce e me olhe Por um triz. Deixe um recado bem selado, Com beijo de batom manchado, No canto de um guardanapo qualquer. Confesse-se apaixonada, Que sem mim, você é nada, E que um dia ainda serás, A minha mulher!
  • 932.
    Coletânea de LetrasMusicais 932 SE FOSSE SÓ SAUDADE Ah, se fosse só saudade! Daria um jeito de resolver Reviraria o tempo, Faria armadilhas, tropeços, Mudaria de endereço Só pra te esquecer. Mas, não é só saudade, É sentir um gosto amargo, Carregar um fardo Que consome o corpo E chega a doer. Ah, se fosse só saudade! Apagaria seus olhos do meu olhar. Mas, na realidade, É tristeza que não se acaba, É voz engasgada, Fartura sem nada, Não ter novidades, E faltar beleza pra se viver. É perder a vontade, Querer não sentir falta, É viver sem amanhecer. Ah, mas não é só saudade, É ausência assimilada, É não ter certeza nem verdade É relembrar o começo, Que não dá para esquecer...
  • 933.
    Letristas em Cena 933 TECIDADE LUZ Quero o brilho de uma canção, Leveza tecida de luz, Canto novo, celebração. Que a vida agiganta, Dá asas e seduz, Vibra em tom maior, Clave de sol, Constelação. Portas abertas à vida, Seiva da paz sem conta. Busco o sagrado do sonho, Germe que encanta Em cores tantas, No sorriso de uma criança, Esperança que não descansa, Jamais. Quero o abraço do céu, Sem fronteiras para emoção, Sabedoria sem bandeiras, Totalidade e revelação, Tempo de semear e colher, Igual a todos, Tão diferente de tudo, Por transformação.
  • 934.
    Coletânea de LetrasMusicais 934 VENTRE DO CHÃO A floresta apresenta suas garras, Encantadas, armadas, Faz sua revolução. Revoltosas, sorrateiras, No silêncio da seiva, Árvores certeiras Abraçam o cimento, Raízes da opressão. Lavra a vida, tem pressa, Ara a terra, o que resta, Refém da civilização. Desvenda o véu, Toca o céu, Sem serra, Flora guerreira Fecunda o grão. Sentinelas verdes, Sussurro das matas, Desconhece o perdão. Vento que a cantiga embala, Vela a vida sagrada, De onde tudo mina, Sonho extinto, Que brota do ventre do chão.
  • 935.
    Letristas em Cena 935 VOUPARTIR, VOU EMBORA Vou partir, já é hora, Pago a venda, pego a prenda, Guardo a saudade na sacola E vou-me embora. A bênção Virgem Maria E ao Nosso Senhor! Como ledo passarinho Volto pro meu ninho, Que ficou lá no interior. Vaguei por trilhos, descaminhos, Espalhei cifras pelo chão, Troquei a casinha na serra, Por uma vaga de pensão. Adeus, cidade grande, Sou caboclo, pé no chão, Volto pra casa sem demora, Mãos vazias e solidão. No peito, canção adormecida, Ilusão de um menino Que trocou a enxada Pelo sonho de um violão!
  • 936.
  • 937.
    Letristas em Cena 937 VULDEMBERGUEFARIAS Chove chuva Conflito interior Crendice popular Loucura Piragem Profecia Que vida! Segredo Sensações Viver bem 939 940 941 942 943 945 946 947 948 949
  • 938.
  • 939.
    Letristas em Cena 939 CHOVECHUVA Chuva, deixa de farofa, De chove não molha, me deixa em paz. Hoje estou resfriado,sem grana e sem saco Nada me compraz E presta atenção no que digo, Não brinca comigo, para de chover. Eu sinto ter que lhe dizer, vaza, vai embora E seja fugaz Chove chuva chove, mas não molha meu amor Faça uma ação bonita, deixa de fita, só mata o calor Nesse chover no molhado deixando ensopado O meu coração Como em Dançando na chuva, cai como uma luva Ensaio e ação No tempo todo encharcado Com todo cuidado pra não escorregar Pois se qualquer pirueta É uma falseta pra me derrubar Chuva, dê licença, a sua presença A sua sentença, me tira do sério Então se mande urgentemente E concomitantemente me leve o tédio
  • 940.
    Coletânea de LetrasMusicais 940 CONFLITO INTERIOR Corre em minhas veias Esse sangue colorido Como se fosse uma teia Com o fio corrompido Entre lapsos de tristeza e alegria Que me tiram a sutileza Sem forças para dominar Esse amor que é um mar Tudo se complica Ao te ver passar Seguir sem pensar Isso é o que implica Demonstrar nobreza Na tua presença Prefiro ausência A mostrar tristeza Enquanto luto contra esse amor Que já muito intenso Enquanto eu fraco for Me deixa mais tenso Sem te poder ter Preciso força Prá não perder o senso
  • 941.
    Letristas em Cena 941 CRENDICEPOPULAR A crendice vem da ignorância Do medo e feitiço, do diabo Aparece em toda circunstância De temor, do inferno e pecado Para conquistar os favores Na esperança de não ter mais dores São promessas também simpatias Nas novenas, nos cultos, nos dias Destinados aos santos protetores Das famílias Medo da perseguição, dos temores Dos espíritos inferiores Do vacilo aparece até a mais nórdica Valquíria O Saci, Curupira, Iara Mãe d’água, Caipora, Quebranto Negrinho, Boto, Besta-fera Anhangá Lobisomem, Cuca e fantasma Olho-gordo, bruxa, mau-olhado Mula sem cabeça, Boitatá Da crendice formou-se uma ideia Progressão da cultura popular O medo fez nascer à plateia De crendeiros a acreditar
  • 942.
    Coletânea de LetrasMusicais 942 LOUCURA Louco é quem não acredita na loucura E procura por todos os meios Os erros explicar E amar fica em segundo plano É o desengano, como cigano Por aí, a andar, andar, andar, andar Que louco é esse que tem juízo Que dá um sorriso e prega um aviso Que sabe entrar, que sabe sair Que sabe enfeitar Mas também sabe mentir? Loucura que impede de ser feliz Que diz o que deve ser feito Dentro das normas e das formas Das convenções e lições Isso é acomodação Loucura mesmo é não viver É não ter amor não ter paixão Que louco é esse que tem juízo? Que dá um sorriso e prega um aviso Que sabe entrar, que sabe sair Que sabe enfeitar Mas também sabe mentir? Que louco é esse que tem juízo?
  • 943.
    Letristas em Cena 943 PIRAGEM Queriaser como um mestre de bateria brincando nas ruas Queria ser como uma nave no mundo da lua, mundo da lua Queria ser com um passista no Maracanã do samba Queria ser uma alegria no meio da rua Da rua, no meio da rua Entre tantos e quantos Entre mundos e fundos Poeiras e santos Entre cores e assuntos Entre tantos e quantos Entre mundos e fundos Poeiras e santos Entre cores e assuntos Na organização da escola Na flutuação no espaço No compasso e no passo A alegria do palhaço Me encontro ansioso Vou pro meio da praça Canto um canto mentiroso Chuto o pau da barraca Me encontro ansioso Vou pro meio da rua
  • 944.
    Coletânea de LetrasMusicais 944 Conto um conto mentiroso Vou pro mundo da lua Mundo da lua, mundo da lua Na flutuação no espaço No compasso e no passo A alegria do palhaço
  • 945.
    Letristas em Cena 945 PROFECIA Quandoo dragão do mar descer do céu E o véu da noite cobrir os oceanos Quando os decanos forem hexadecimais E os seres normais forem também felizes As cicatrizes da amargura serão ternura Quando a brandura do fogo eterno For inverno e o verão alvorecer Quando um dia adormecer a escuridão E a cognição apagar nos imortais As simples estruturas dos fractais Areais e oceanos, serras e mares Amizades e versos, princípios e matérias Artérias e nervos, tantas e vontades Verdades e mistérios surgirão do fundo Do mundo dos infernos vivos e imundos, vivos e imundos
  • 946.
    Coletânea de LetrasMusicais 946 QUE VIDA! Mãos vazias, coração cheio de nada Mente desocupada Vida sem emoção Obedecer é preciso Não é o paraíso Nem é felicidade Não é amor É nada, é mesmo nada Vida, vida, vida Até quando essa bendita Vida de submissão? Vida sem segredo Sem aventura Sem sentimento Só amargura E medo
  • 947.
    Letristas em Cena 947 SEGREDO Naimensidão do teu sorriso me perco em vida, Sentida, vadia, Vazia de medo Segredo que guardo em mim, assim, brinquedo São fortes emoções pra ternos corações Quero revirar-te pelo avesso, amar-te Na mais completa intensidade me render aos seus caprichos Feito bichos amar sem pressa ou depressa Chegar ao seu final, afinal O que fazemos, desfazemos, refazemos tudo E começar de novo olhando estrelas Como aquarelas Tão perto assim E quem que está no céu, oh lua tão tua
  • 948.
    Coletânea de LetrasMusicais 948 SENSAÇÕES Quando arrepia a espinha Quando vem frio na barriga Quando vejo estrelinhas Minha alma ganha vida Essas sensações estranhas Que me convidam pra amar Que estão dentro das entranhas Me fazem os olhos revirar Agora são as visionárias Fases e ações libertárias Do mundo mais alucinado De um misto de pecado Elas vêm pra me dizer Quando estou em letargia Que agora eu vou viver Na mais louca fantasia E então bate o suor frio E o corpo começa a tremer Aparece aquele calafrio E você me ensina gemer
  • 949.
    Letristas em Cena 949 VIVERBEM Como disse Ortega Y Gasset, o espanhol Somente o supérfluo é necessário O mundo não é indiferente para o homem sob o sol E não importa só viver, mas viver bem é o cenário Ser feliz sem um olhar estressante Sem muro e sem conduta extravagante Eis a questão! Em minha opinião Viver bem nesse mundo Não pode ser o eu sozinho Pois até entre os espinhos Nasce um amor profundo
  • 950.
  • 951.
    Letristas em Cena 951 WANDERPORTO Aviso Coração da noite Das rua Gincana caipira Pardais Sinal dos anjos Virginal 953 955 956 958 959 961 963
  • 952.
  • 953.
    Letristas em Cena 953 AVISO Éa estrada ladeira É a porteira travando Olha, olha Um cavalo passando É a nuvem de chuva É o tempo fechando Olha, olha Passarinho voando É a água corrente É o barro sujando Olha, olha Piabinhas nadando No centro do mundo Tem dinheiro acenando No meio da vida Tem um passo mancando Na dobra da idade Um relógio blém- blém Marcando o limite Dos homens de bem No peito a porteira Nos olhos a chuva Nos pés a corrente O dinheiro na estrada
  • 954.
    Coletânea de LetrasMusicais 954 O passo nas nuvens O relógio na água Não sou homem de bem Não sou carta patente Sou o grito avisando Olha lá olha frente Olha lá olha a frente Meu amor ta passando Sou o grito avisando Olha lá olha a frente Olha lá olha a frente Meu amor ta passando
  • 955.
    Letristas em Cena 955 CORAÇÃODA NOITE Poeta pena de penada pura Palavreio pronto Praticando pranto Como quem planeja e pula Da paixão que peia sem perder o ponto no placar do peito; Veleja vales quem vigora vidas Ventilando velas Valorando vates Como quem viceja versos Dá valor à verve e varia o verso no vigor do verbo; Ferrado fica quem falando fere Futricando falhas, Fabricando facas Como quem cutuca feras No final da festa, na fúria da fome, na farra da feira; Esse dote que vem da cabeça Tem o tino sano que nem sina forte; Esse xote, se me dão licença, Tem o mote fino que nem boa sorte: Poema brinca de colher palavras, Saltitando riso no varal do tempo, Despejando sonhos, poetando lavras, Refazendo Sinas no Coração da Noite, Aceso brilhante, brilhando alucinado, Estrela Cadente no Coração da Noite Feito um trem desembestado Carreando gente... Carreando gente...
  • 956.
    Coletânea de LetrasMusicais 956 DAS RUA Ali vão os pequenos Os meninos Raimundos Zoando, zanzando de olhos no chão Sumidos no vão dos olhos E os Olhos lambendo o chão Ali vão os meninos Os destinos Raimundos Zoando, zanzando de sonhos na mão Perdidos no vão dos sonhos E os Sonhos morrendo em vão Sem dentes, sem risos Raimundos são São restos de quem “nada fiz” Os molambos que o luxo despe São Black-ties na toca do lixo, Sem tetos, sem pisos Raimundos são São sobras do que “nada fiz”, As muxibas que o luxo cospe São Big-Macs na boca do bicho; Nem tão do bem, nem tão do mal São sós São nós Sós de coração São sós como nós Massa de manobra Buchas de canhão
  • 957.
    Letristas em Cena 957 Sãoos sobejos do capital São os filhos do mundo São os pequenos deuses do caos Grandes ou Pequenos Deuses são meninos, Meninos não sabem de medo Das coisas do medo Que o medo que sentem é dos outros É dos outros o medo que sentem, Que sentem do medo, Do Medo dos outros, Dos outros é o Medo que mentem Mentem de Medo Do medo que Matam Que matam por medo Por Medo do Medo que sentem e sentem Que morrem de medo do medo Que matam... Por medo do medo que vivem Vivem do Medo Que sentem do Medo... Que sentem do medo... Que sentem do Medo...
  • 958.
    Coletânea de LetrasMusicais 958 GINCANA CAIPIRA Lavrada a lei que o Lente leu Liguei a letra numa lida lenta Livrei a liga e larguei o leme Levei o leque numa luta limpa Pelo ponto que parei na ponte Pus a pedra lá nos pés do padre Passei do pote para o prato preto Peguei a prenda na ponta do pau Corri no campo de cara no chão Curei um caso com canela quente Catei um caco e comprei um cão Cassei a crise e cortei um calo Vim na via que vem lá da venda Vaguei num vão e varei um vale Virando e vela vasculhei a vala Vetei um vago e votei num vate Contei um conto E paguei um ponto Lacei o vento E cozi no peito E dei a lida por cumprida Só pra te ter passageira No vagão da minha vida No vagão da minha vida
  • 959.
    Letristas em Cena 959 PARDAIS Sehouve chego Ou aconchego Foi só um ato Artefato De nos termos Nos termos dos sós, Nos juntamos Apertados nós No ledo, no cedo, no medo De sermos tristes Antes mesmo de sermos nós, E tantos fomos Através dos temporais E tantos fomos Revoantes pardais Que num pronto dia Nos fomos tantos De uma só via Que num repente Nos vimos sendo O que nunca fomos Nem nos somos mais: Você ontem foi pra você, Interior, Peito nu e doido
  • 960.
    Coletânea de LetrasMusicais 960 Molhando, Eu hoje vim pra mim, Desamor, Jeito só e doído Chovendo.
  • 961.
    Letristas em Cena 961 SINALDOS ANJOS No tombadilho De um navio Em porto argentino Alguém espera Pelo seu bailarino, Espera... Espera... Numa estação De um subúrbio Um filho de Pedro Espera aumento E o trem da Central, Espera... Espera... Numa jangada Simão pesca Lança a sua rede Esperando o peixe Pra comer do pão, Espera. No exílio de um apartamento Se não me vem mulheres Se não me vem jantares, Não vou dar braço à mágoa Vou atrás do certo Não espero água De um violão deserto.
  • 962.
    Coletânea de LetrasMusicais 962 Não sou eu quem vai ficar Esperando a dor amanhecer, Nem vou ficar Olhando pro sol Esperando Um sinal dos Anjos.
  • 963.
    Letristas em Cena 963 VIRGINAL Gostoe como gosto Do teu jeito de ser formosa De viajar através da rosa Deixando sempre de lado O veneno e o espinho De se mover em mãos de seda Em carícias com carinho Deixando mostrar a sede Sem pudor do seu desejo Abrindo a boca com saliva Molhando o beijo no beijo Gosto e como gosto Do teu ser ao ser lasciva Passeando nos meus sonhos Com olhar de coisa viva Sem o medo dos tristonhos Abrindo a boca com saliva Molhando o beijo no beijo: A tua presença Não me incomoda A tua ausência Não me atormenta Porque sei Da tua presença entre os vivos Ao viver Da tua ausência de mentiras Ao falar
  • 964.
    Coletânea de LetrasMusicais 964 E finalmente gosto Principalmente eu gosto Do teu horizontal descanso Todo manso De quem ainda não soube Da insensatez de amar
  • 965.
    Letristas em Cena 965 XAVIERPETEÓ Amizade, o outro nome do amor Antônio Marcos - Um artista Ao Rádio com Amor Aqueles dias Astorga, Cidade-Saudade O automóvel do Zé Maluco Bauru a Casemiro Pinto Neto Brigando com o tempo Caderneta de poupança de fé O catador de latinhas Como é que funciona? Como um rio (Assim é Zézim) Dom Paulo Evaristo Arns Eta diacho de jogo Eu conheci Jesus Evite o primeiro gole Faz a diferença Forró de Zézim Fuscão gay O Gordo e o Magro Isso é coisa de louco Jogado pra escanteio Me cansei de você O melhor candidato Mestre- Cabelos brancos Meu povo com armas, não Meu último cigarro 967 968 969 971 972 973 975 976 977 978 979 980 981 983 984 985 986 987 989 990 992 993 995 996 997 998 999
  • 966.
    Coletânea de LetrasMusicais 966 Mulher palavrão Não é só camufua que bandelô Não é um bom negócio Não sei viver sem cantar Não vejo a hora de o carnaval chegar Nelson Gonçalves, o Nelsão Pensamento de poeta É por isso que eu bebo Quando te dou uma flor Que diabo de amor é esse? Samba pro Adoniran Samba Senil Santos Futebol Clube Saudade de São Paulo em São Paulo Tá bom demais Terceira idade é a vovozinha Trancos da vida O último personagem Velha amizade O velho gay Viagra, i love you Vila Formosa Viva o guaraná 1000 1001 1002 1003 1004 1005 1006 1008 1009 1010 1011 1012 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1022 1023 1024 1026
  • 967.
    Letristas em Cena 967 AMIZADE.O OUTRO NOME DO AMOR Amigo tem que ser Como você é pra mim Nas horas de prazer Ou de tempo ruim Seu ombro oferecendo Ou brindando comigo Meu coração está dizendo: Isto é um amigo Seja homem ou mulher Esteja onde estiver Na alegria ou na dor A amizade é outro nome do amor Amigo é o tesouro Maior que se tem na terra Vale muito mais que o ouro Que não pensa assim erra Assim com a caridade Que tudo sofre e perdoa Cultivar a amizade Nos faz crescer como pessoa Seja homem ou mulher Esteja onde estiver Na alegria ou na dor A amizade é outro nome do amor Linda esta frase do poeta gaúcho, Mário Quintana “A amizade é um amor que nunca morre”
  • 968.
    Coletânea de LetrasMusicais 968 ANTÔNIO MARCOS. UM ARTISTA Ah!! A saudade eterna de um amigo Um artista inquieto e ativo Pouco viveu, muito sofreu e amou demais Poeta das canções, amigo dos animais A sua voz foi um presente de Deus Gênio guerreiro, brigava com os seus Antônio Marcos foi o perfeito cantor Queria vê-lo de novo a cantar Como um louco fico a me indagar Olho as estrelas e o infinito Em vez de falar eu grito Pra descobrir o porquê Tendo o cósmico espaço Só uma pergunta eu faço:.. Toninho...você me vê ? ... Toninho... Como vai você ? Toninho...você me vê ? ... Toninho... Como vai você ? Toninho, você me vê?... Toninho... Como vai você... Ah!
  • 969.
    Letristas em Cena 969 AORÁDIO COM AMOR A SAUDADE ESTÁ NO AR A saudade está no ar E eu feliz a recordar Os doces “anos dourados” Seguindo a linha do tempo Nas asas do pensamento Revivo os bons tempos passados Esportes, amores, festas Viagens, carnavais, serestas Tudo isso vem formar A linda trilha sonora Dos meus dias de agora A saudade está no ar Mesmo sem toda a saúde Vuelvo a mi juventud Pra o coração remoçar Ouvir música brasileira Do passado ou estrangeira É hora de sonhar Ah! Meus tempos de criança Elas, meninas de trança Eu, calças curtas a brincar A primeira namorada Eternamente lembrada A saudade está no ar A professora do primário Meu décimo aniversário A primeira comunhão
  • 970.
    Coletânea de LetrasMusicais 970 A turma da faculdade Tudo já virou saudade Mas eu não me entristeço, não Fotos, vídeos, cartas antigas Lembranças de nossas vidas É como recomeçar O rádio tem esta magia Dizer só com a melodia: A saudade está no ar (bis)
  • 971.
    Letristas em Cena 971 AQUELESDIAS Aqueles dias lhe deixam tão mal Lhe transtornam, se irrita à toa Mesmo sendo um ciclo natural Lhe transformam em outra pessoa Eu, marido, amigo que sou Assimilo suas dores também Aceitando o seu mau humor Com ternura pois lhe quero bem Nós, os homens, temos a vantagem Não sofrer como toda a mulher Que enfrenta com tanta coragem Todo mês dores que ninguém quer
  • 972.
    Coletânea de LetrasMusicais 972 ASTORGA, CIDADE-SAUDADE Puxei a fieira da vida O tempo rodou qual pião Encontrei uma imagem perdida Tenho o meu passado na mão Calças curtas, mas os sonhos, não Mesmo sendo bem mais que sonhei Volto agora a rever o meu chão Revivi e a saudade e matei Sentei-me onde outrora o fazia Mas tudo ali já mudou Dei asas à fantasia E como era antes ficou A pipa ainda baila no ar O circo em minha retina Da bola de gude o estalar Ouço o não da menina Astorga é minha cidade Meu Estado e minha Nação Ela ocupa todos os espaços Do mapa do meu coração Na infância em Astorga estive De mãos dadas com a felicidade Ao revê-la o choro não contive De Astorga eu sinto Saudade (Bis)
  • 973.
    Letristas em Cena 973 OAUTOMÓVEL DO ZÉ MALUCO Zé maluco é um cidadão doidão No volante ele não tem educação Zé maluco é um motorista sapeca O carro dele tem até pneu careca Dirigindo é um grande trapalhão Todo dia ele entra na contramão Corre tanto que até sai faísca E também não funciona o pisca-pisca Limpador de para-brisa tá quebrado O cinto de segurança tá furado Zé maluco dirige muito mal Às vezes, nem respeita o sinal O carro dele tá sempre encrencando E o guarda vai multando, vai multando E o guarda vai multando, vai multando E o guarda vai multando, vai multando Zé maluco você é um bobalhão Olhe o sinal! Não faça confusão Sinal verde é pra você seguir em frente Sinal vermelho, pare imediatamente O amarelo significa atenção Respeite o sinal e não fale palavrão Respeite o sinal e não fale palavrão Respeite o sinal e não fale palavrão
  • 974.
    Coletânea de LetrasMusicais 974 O automóvel do Zé maluco, vai mas não vem O automóvel do Zé maluco, é maluco também Zé maluco, não corra, seu doidão. automóvel não é avião.
  • 975.
    Letristas em Cena 975 BAURUÀ CASEMIRO PINTO NETO Caro garçom. Salta um sanduiche, como manda o figurino O meu bauru quero que capriche Não esqueça da rodela de pepino E anote os ingredientes com atenção Um bom bauru se faz com arte e coração Lancheiro, eu boto fé no seu cacife Queijo derretido e uma fatia de rosbife Rodelas de tomate têm que entrar Um pouquinho de sal pra temperar Tudo isso no meio de um pão francês Do jeito que pedia aquele antigo freguês Casemiro Pinto Neto um belo dia Inventou o bauru, esta divina iguaria (bis)
  • 976.
    Coletânea de LetrasMusicais 976 BRIGANDO COM O TEMPO Hoje não é o amanhã Que eu ontem sonhei Não era este o presente Que pedi no passado Como futuro meu Neste círculo vicioso O que me despreocupa É a desculpa de que Mesmo que aconteça de novo Eu divido a esperança Com a certeza:você Tento adiantar as horas Mesmo assim a demora Continua a crescer Rasgo as folha do calendário Mas meu adversário (O tempo) não quer perder Faço uma viagem ao passado E lá encontro parado O futuro que eu quis Volto a viver o presente E me encontro ausente Do momento feliz
  • 977.
    Letristas em Cena 977 CADERNETADE POUPANÇA DE FÉ, CARIDADE E ESPERANÇA Eu vou abrir uma caderneta de poupança De fé, caridade e esperança Essa caderneta tem uma especialidade: Só dá rendimentos na eternidade Eu vou abrir uma caderneta de poupança De fé, caridade e esperança A fé forte transforma o “saldo devedor” Em “cheque especial” na “conta do senhor” Eu vou abrir uma caderneta de poupança De fé, caridade e esperança Só a caridade todos os cheques cobre Basta depositar em qualquer “caixa de pobre” Eu vou abrir uma caderneta de poupança De fé, caridade e esperança Com a esperança vem a “compensação”: Débito no bolso e crédito no coração Eu vou abrir uma caderneta de poupança De fé, caridade e esperança O lucro dessa conta é imediato, sem carência Paga sempre em dobro e sem perigo de falência
  • 978.
    Coletânea de LetrasMusicais 978 O CATADOR DE LATINHAS Cata, cata, cata, cata Para ter o que não tinha Cata, cata, cata e mata A fome e a sede com latinha Deus vai me ajudar Vou catar milhões por mês Minha vida vai mudar Vou virar um bom burguês Não peço mais esmola Nas lojas compro a prestação Meus filhos comem e bem coca-cola Meu sonho de consumo é dirigir o meu carrão Cata, cata, cata, cata... Já temos geladeira Of course, de segunda mão Na venda compramos verdura Adeus, restos de feira Acabou de vez a vida dura Graças às latinhas Lindas, bem amassadinhas Cata, cata, cata, cata... Eu estou pensando...são milhões de desempregados Sua latinha catando...é a salvação dos desesperados É a dança do amassar pra encher a saco- linha É tanta gente pra catar, que não sei se vai ter tanta latinha
  • 979.
    Letristas em Cena 979 COMOÉ QUE FUNCIONA? Levou a minha empada E até o caroço da azeitona Foi fazer show no meu circo E pôs fogo na minha lona Não é assim que funciona O legítimo pé de serra Tem zabumba, triângulo sanfona Quem é de paz não faz guerra É vencedor de maratona É assim que funciona Só porque ela é tão feia, Escandalosa e machona Tá fazendo um pé-de-meia Pra desbancar a madona Não é assim que funciona Sou apaixonado por você Mas você não é minha dona Maldito daquele dia Em que te dei uma carona É assim que funciona Como pode ser Pelé, Se não é nem Maradona É querer colher café Em plantação de mamona Não é assim que funciona
  • 980.
    Coletânea de LetrasMusicais 980 COMO UM RIO (Assim é Zézim) Esta canção homenageia o grande brasileiro, JOSÉ XAVIER CORTEZ, na infância que teve era carinhosamente chamado de ZÉZIM Como um rio, que a terra pariu De água um fio:a nascente Surgiu, sem chorar, só sorriu Pra o que lhe veio à frente Rio manso, de pesca e descanso Leva ao remanso, águas do bem Banha vales, planaltos, baixadas O aplaudem as revoadas Canoas levam pessoas Com sonhos que vão e que vêm Como um rio, que a terra pariu... Como um rio corre sua vida Leito de ideias e ilusões Feito os peixes que dá o rio “a mãos cheias...” livros produziu Porto de vinda e de ida Sacia com palavras corações Como um rio, que a terra pariu... Assim é ZÉZIM
  • 981.
    Letristas em Cena 981 DOMPAULO EVARISTO ARNS “No princípio, criou Deus o céu e a terra...e no ano de 1921, da era de Nosso Senhor Jesus Cristo, no mês de setembro, no dia 14, na cidade de Forquilhinha, no Estado de Santa Catarina, no Brasil...Helena e Gabriel viram seu filho nascer e o chamaram de Paulo... E viu Deus que isso era bom...e Paulo cresceu com a sabedoria e a graça de Deus... Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas o Senhor me mandou profetizar...seduzistes-me, Senhor e eu me deixei seduzir” DOM PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos novos É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis) Combatendo o bom combate, de esperança em esperança Enfrentando a tempestade , na certeza da bonança Dom PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos novos É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis) Fé, coragem, amor, perdão, são sua própria existência É pastor, amigo, irmão, exemplo de resistência Dom PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos novos É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis) DOM PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos novos É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
  • 982.
    Coletânea de LetrasMusicais 982 FRANCISCANO, idealista, que a todos logo seduz Convicto Ecumenista, a pedido de JESUS DOM PAULO EVARISTO ARNS, apóstolo dos tempos novos É o sobrenome da paz, seu lema pra todos os povos (bis)
  • 983.
    Letristas em Cena 983 ÊTADIACHO DE JOGO Êta diacho de jogo, é doloroso lembrar Me deixou num desafogo, nem dá pra acreditar Estava indo tudo bem, perder logo pra quem Só bastava empatar, dá vontade de chorar O jogo imitou a vida, Pois em bola dividida Não dá pra aliviar Só se entra pra ganhar Se tirar corpo fora, Salva o pé e perde a bola A cabeça descontrola Tropeça e se enrola As ruas engalanadas, com desenhos nas calçadas Espelhava meu Brasil, tubo era verde-amarelo Mas alguém quebrou o elo, e a corrente se partiu Do sonho ao pesadelo, bem pior do que perdê-lo É o sentimento profundo, Alguém ficou com a vitória A mim só restou à glória Do maior copo do mundo
  • 984.
    Coletânea de LetrasMusicais 984 EU CONHECI JESUS Eu conheci Jesus Quando eu não tinha mais saída Aez das minhas trevas luz E do meu desespero sentido prá vida Busquei Jesus nas riquezas Encontrei Jesus no evangelho Vi Jesus nas imagens Falei com Jesus quando orei Senti Jesus no vinho e no pão Imitei Jesus servindo ao irmão
  • 985.
    Letristas em Cena 985 EVITEO PRIMEIRO GOLE Eu que já fui de beber Sei que deixar não é mole Mas a gente consegue vencer Se evitar o primeiro gole Eu era um farrapo de gente Sem vontade de viver Mas um dia firmei minha mente E hoje eu posso dizer: Bebida não dá camisa a ninguém Ao contrário tira a que a gente tem Quem bebe a primeira vez Bebe dez, bebe mil, um milhão Mal sabendo que tudo o que fez Traz a sua destruição Eu já acreditei no refrão: “Quem bebe morre, quem não bebe, morre também” Mas cheguei à conclusão: “quem bebe nem a si quer bem” Conforme o caminho que escolhe O homem vai rir ou chorar Tal qual aquele que colhe Somente aquilo que plantar Recuse o veneno, recuse Que existe em toda bebida Da sua saúde não abuse E dê valor à sua vida
  • 986.
    Coletânea de LetrasMusicais 986 FAZ A DIFERENÇA Você não pensa Fala o que bem quer Pensar faz a diferença Pra que tanta ofensa Brigar não dá pé A paz faz a diferença Você só fala em doença Isto faz mal Otimismo faz a diferença Se alguém erra você dispensa Seja mais legal O perdão faz a diferença
  • 987.
    Letristas em Cena 987 FORRÓDE ZÉZIM Quem foi ZÉZIM? Onde nasceu esse “bichim”? Conte “tudim”, não esconda nada de mim Nasceu sadio e forte, no sertão do SERIDÓ No RIO GRANDE DO NORTE, sempre gostou de forró Quem foi ZÉZIM? O que fez esse “bichim”? Conte “tudim”, não esconda nada de mim Desde menino trabalhou, mas sempre indo à escola De brincar nunca deixou, pra passar nunca fez cola Quem é ZÉZIM? O que faz esse “bichim”? Conte “tudim”, não esconda nada de mim ZÉZIM é JOSÉ XAVIER CORTEZ, nasceu em trinta e seis Prá mãe ALICE ele tira o chapéu, também tira pra o pai MIZAEL Quem é ZÉZIM? Fale, fale desse “bichim”! Conte “tudim”, não esconda nada de mim Com POTIRA se casou, e suas filhas são três A família é seu amor, seus irmãos são dezesseis Que é ZÉZIM fale, fale desse bichim! Conte “tudim”, não esconda nada de mim
  • 988.
    Coletânea de LetrasMusicais 988 Quando jovem foi marinheiro, no Estado do Rio de Janeiro Em SÃO PAULO de bom vendedor, tornou-se um grande editor Que é ZÉZIM fale, fale desse bichim”! Conte “tudim”, não esconda nada de mim
  • 989.
    Letristas em Cena 989 FUSCÃOGAY Fuscão gay! Fuscão gay! Mulher não pode entrar Nesse fuscão colorido Mulher dá doença e azar Que fique bem entendido Não quero mais mulher Desde que a mão eu virei Você faça o que quiser Mas nosso fuscão é gay
  • 990.
    Coletânea de LetrasMusicais 990 O GORDO E O MAGRO Minha infância de volta eu trago Vou rir de novo com o Gordo e o Magro O Gordo sempre muito severo Não queria lero-lero E repreendia o Magro chorão Que deles dois era o mais trapalhão Minha infância de volta eu trago Vou rir de novo com o Gordo e o Magro O Magro com boa intenção Fazia sempre a maior confusão E o Gordo ficava chateado Com aquele olhar zangado Minha infância de volta eu trago Vou rir de novo com o Gordo e o Magro Eu queria escrever um poema Dizendo que eles foram e serão Ao menos no meu coração Os eternos reis do cinema Minha infância de volta eu trago Vou rir de novo com o Gordo e o Magro Quem disse que Stan Laurel morreu OLiver Hardy não desapareceu Conseguiram a imortalidade
  • 991.
    Letristas em Cena 991 Usandosó a simplicidade Minha infância de volta eu trago Vou rir de novo com o Gordo e o Magro
  • 992.
    Coletânea de LetrasMusicais 992 ISSO É COISA DE LOUCO Isso é coisa de louco Tomar um chá quente e sair pela chuva Ir ao velório e cantar a viúva Isso é coisa de louco Sair de short, gravata e paletó Usar roupa de jovem já sendo vovó Isso é coisa de louco Ensinar o seu filho a falar palavrão Votar em quem todos sabem, que é ladrão Isso é coisa de louco A orquestra em lá e você canta em ré Sair dirigindo cheio de mé Isso é coisa de louco Compra, , compra e depois joga fora Tem tanto relógio e ainda perde a hora Isso é coisa de louco Gasta mais do que ganha e xinga o patrão Pega o dinheiro do povo e paga com oração Isso é coisa de louco Ver só programa de baixaria Corrompe o fiscal e fala em cidadania Isso é coisa de louco O dinheiro é seu deus, enfim é o seu tudo
  • 993.
    Letristas em Cena 993 JOGADOPRA ESCANTEIO No campeonato da vida Perdi uma partida Que eu não podia perder E olhe que eu joguei de goleiro Meia-armador, centroavante e zagueiro Só pra fazer bonito pra você Durante o primeiro tempo Tive até a ajuda do vento Soprando a favor Quando ia encerrá-lo A um minuto do intervalo Fiz o meu terceiro gol A partida mal recomeçou E você (logo você) me vaiou, vaiou Tantas vezes fiquei impedido Pelo rancor e o desprezo marcado Com o coração machucado Pelo ódio fui substituído Chorei no vestiário Vencido pelo adversário Chamado traição Meu time com meus gols ganhou Eu ergui a taça da dor Aplausos, abraços só da solidão De nada adiantou eu armar, Defender, a bola passar Fazendo até gol de voleio
  • 994.
    Coletânea de LetrasMusicais 994 Não jogo mais pra você Qual o mal que eu fiz pra merecer Ser jogado pra escanteio
  • 995.
    Letristas em Cena 995 MECANSEI DE VOCÊ Em você apostei Meus sonhos de criança Você eu coloquei No lugar da esperança Minha metade lhe dei Pra também receber E você só pensou em você Você sempre me teve Como um algarismo Para multiplicar O seu egoísmo Me cansei de perder Me cansei de não ter Me cansei não ser Me cansei de apostar Em quem não quer lutar Agora vai ser:ou eu ou você De mim vou me lembrar Pra deixar de ceder Vou esquecer de você
  • 996.
    Coletânea de LetrasMusicais 996 O MELHOR CANDIDATO Ele é o amigo de todos, nas horas boas ou más Ele é o melhor candidato, tudo o que promete faz Nele a nossa esperança se torna realidade Nele eu tenho confiança, pois está no meio da comunidade Não é como o demagogo, que em véspera de eleição É que se lembra do povo, com sorrisos e apertos de mão Não aparece em TV, jornal, revista ou cartaz Votando nele você terá com certeza justiça e paz É contra o empreguismo, mordomia e corrupção Que levam o povo ao abismo da miséria e exploração Defende o direito de todos, seja no campo ou cidade Trabalho, casa e comida, enfim, uma vida com dignidade Veja se você descobre quem é tão justo assim Que dá consolo ao pobre e não deixa o rico ser ruim Façamos uma corrente, eu, você e os seus Dando um voto de fé, o candidato é o filho de deus Agora que você já sabe quem nós vamos eleger Fale dele à vontade, pois noutro não podemos crer Ele está sempre presente:caminho, verdade e luz Dê seu voto consciente, o candidato gente, é o Cristo Jesus “feliz a nação, cujo Deus é o Senhor...abaixo os poderosos que colocam fardos pesados sobre os ombros do povo, não pondo um só dedo seu para ajudar” Dê seu voto consciente, o candidato gente, é o Cristo Jesus
  • 997.
    Letristas em Cena 997 MESTRECABELOS BRANCOS Passou por aqui o dono da experiência Bem em frente à rapaziada Ninguém fez reverência, nem cumprimentou Mas comentou (que mancada) Por que não fica em casa essa velharada? Por que não fica em casa essa velharada? Valdo: Não acho legal, ah! Não acho, não! Tratar o idoso com tanta maldade Eu peço à nova geração, que dê ao ancião total dignidade (e nunca mais dizer) Por que não fica em casa essa velharada? Por que não fica em casa essa velharada? É duro o ofício de viver O destino nos dá trancos e barrancos Por isso é que devemos aprender As lições de vida do mestre cabelos-brancos Se alguém disser: Por que não fica em casa essa velharada? Você responde assim: E a minha caminhada? Por que não fica em casa essa velharada? Ah! Eu não tô morto, nem nada! Por que não fica em casa essa velharada? Olhe a í, oh!...tô saindo pra balada! Por que não fica em casa essa velharada? E tem mais:eu vou dar uma paquerada! Por que não fica em casa essa velharada? Sim! Pra cuidar da netaiada? Nem pensar! Por que não fica em casa essa velharada? Mas que gente mal educada!
  • 998.
    Coletânea de LetrasMusicais 998 MEU POVO COM ARMAS, NÃO Meu povo é de paz e compreensão Nasce e traz no coração A alegria de viver Não queira incutir em sua mente Coisas que ele (felizmente) Não nasceu para fazer Não lhe tire a esperança Que cultiva como herança Da sua primeira missa Meu povo é bom e calmo Vai alcançando palmo a palmo Seus ideais de justiça Não lhe ponha na garganta Palavra que espanta E provoca violência Meu povo é amigo e ordeiro E consigo o brasileiro Traz o amor e a paciência Não coloque em sua mão Armas, pois o perdão É o que mais sabe usar Meu povo é nostálgico E romântico E num mágico cântico Prefere a dor disfarçar Não lhe tire da boca, nem do pé O que para ele é Quase tudo em sua vida Meu povo é de samba e de bola Se um desanda o outro controla E recomeça a partida
  • 999.
    Letristas em Cena 999 MEUÚLTIMO CIGARRO Eu não tenho mais pigarro Nem aquele cheiro de sarro Isto é maravilhoso Eu sou um vitorioso Fumei meu último cigarro Quem quiser o cigarro largar Também pode cantar Nunca mais eu vou fumar Quem quiser o cigarro deixar Venha comigo cantar Nunca mais eu vou fumar Quem quiser o cigarro abandonar É só decidir cantar Quem quiser do cigarro se livrar Vem chegando, vem cantar Nunca mais eu vou fumar
  • 1000.
    Coletânea de LetrasMusicais 1000 MULHER PALAVRÃO Ela é lindamente desbocada Não sabe falar nada Sem dizer um palavrão Pronunciado com satisfação Alegria da rapaziada Nome feio falado por ela Tem jeito de ternura Palavra feia é coisa bela Palavrão é coisa pura Junta gente ao seu redor E vocês não sabem da maior Nessa roda só dá gente fina Pra ver essa mulher Com jeito de menina Dizer com graça palavra obscena Quando ela blasfema Todo mundo também quer ouvir Mulher, não! Só homem gosta de rir Da nossa mulher palavrão Mulher não ri de inveja, de despeito Homem, não! Homem tem muito respeito Por essa mulher palavrão
  • 1001.
    Letristas em Cena 1001 NÃOÉ SÓ CAMUFUA QUE BANDELÔ Não é só camufua que bandelô Tem também de cafunfa quem sacumucauê Mesmo sendo turiba eu faço mifôfa com zinambê Assim como furinfa é igual a mizorreia Zucumã quando zanga Faz pior que jimum dentro duma lacobeia Como quem faz virundundundun Melhor é não teveirarrarra Do contrário sai zaim com batobeira
  • 1002.
    Coletânea de LetrasMusicais 1002 NÃO É UM BOM NEGÓCIO Não é um bom negócio Chamar de papudo Quem é doente de bócio Não é um negócio bom Morar no subúrbio E dizer:resido no Leblon Bom negócio não é Usar sapato apertado no pé Não é um bom negócio Me xingar de preguiçoso Quem é amante do ócio Não é um negócio bom Passar por Maire Quem apenas é garçom Bom negócio não é Homem com homem E mulher com mulher Não é um bom negócio Na empresa do amor Haver nenhum sócio Não é um negócio bom Vir de um almoço de negócios Com marcas de batom Bom negócio não é Homem com homem E mulher com mulher
  • 1003.
    Letristas em Cena 1003 NÃOSEI VIVER SEM CANTAR Não me deu trabalho procurar A minha vocação Deus me escolheu, me deu a missão: “o seu ofício é cantar” Sem cantar não sei viver Sem cantar não sei viver Sem cantar não sei viver...lá, rá..iá Então fiz...do canto a minha estrada Canto as vinte e quatro horas do dia Porque meu canto é missa celebrada É hino, é um louvor à alegria Agora com reverência e humildade Presto homenagem à voz feminina ELLA FITZGERALD, a voz-santidade DALVA DE OLIVEIRA, ÂNGELA MARIA, ELLIS REGINA MARIA CALLAS, o mundo espantando CARMEM MIRANDA, cantando e sambando IMA SUMAC, preciosismo na interpretação JUDY GARLAND, carisma e emoção Todas elas, divas, uma constelação A elas me junto para ouvir e aprender Na minha arte quero subir e crescer Fui homenageada por um grande crítico musical Agradeço a Deus, mas sei que o principal pra mim É cantar, é cantar
  • 1004.
    Coletânea de LetrasMusicais 1004 NÃO VEJO A HORA DE O CARNAVAL CHEGAR Carnaval É um disfarce que a tristeza inventou Pra ficar escondida da dor De mãos dadas com a alegria Mas ela já não suporta o peso da fantasia Cai à máscara se nota: Amargura de três dias Vêm às cinzas, vai a farsa, Ela não mais disfarça Tristeza de meio de ano, Sai de cena, desce o pano Sufocada nos escombros De confete e serpentina Diz num fio de voz a lamentar: “não vejo a hora de o carnaval chegar”
  • 1005.
    Letristas em Cena 1005 NELSONGONÇALVES, O NELSÃO Nelson Gonçalves Já nasceu com música no nome Ele cantou como ninguém Encontros e desencontros Da mulher e do homem... Se o Nelsão não tivesse partido Cantaria um verso novo Pra este velho coração sofrido Nelson Gonçalves Já nasceu com música no nome Ele cantou como ninguém Encontros e desencontros Da mulher e do homem... Se o Nelsão não tivesse partido Cantaria um verso novo Pra este velho coração sofrido Nelson Gonçalves sua voz Transformava solidão um prazer Hoje eu choro a saudade Que eu sinto de você
  • 1006.
    Coletânea de LetrasMusicais 1006 PENSAMENTO DE POETA Largue este pensamento de poeta Você pode ser um jogador de futebol Aproveite o seu físico de atleta Esqueça o dó ré mi fá sol bemol Eu não segui este conselho familiar Mas eles, continuam falando Não me arrependo e nem vou me humilhar A prova é que estou aqui cantando Você pode ser um jogador de futebol Largue este pensamento de poeta Aproveite o seu físico de atleta Esqueça o dó ré mi fá sol bemol Disse não quando era pequeno E querem que eu mude de profissão Digo não para este veneno Digo não pela voz do meu violão Aproveite o seu físico de atleta Esqueça o dó ré mi fá sol bemol Largue este pensamento de poeta Você pode ser um jogador de futebol Troque as cifras pelo cifrão Abandone o mi pelo milhão Saia dos palcos do “copa” Vá pros gramados da Europa
  • 1007.
    Letristas em Cena 1007 Esqueçao dó ré mi fá sol bemol Aproveite o seu físico de atleta Você pode ser um jogador de futebol Largue este pensamento de poeta
  • 1008.
    Coletânea de LetrasMusicais 1008 É POR ISSO QUE EU BEBO Eu procuro disfarçar Escolho o melhor bar Pra tomar minha birita A mesa é o meu divã Esse cara já tá tã, tã Um engraçadinho grita Eu tinha um bom patrão Fome não passava, não Mas perdi o meu emprego É por isso que eu bebo É por isso que eu bebo Tava eu no maior love Nisso a minha gata resolve Dar um flagra no seu nego Eu era o maior machão Nisso eu era campeão Agora nem perto chego É por isso que eu bebo É por isso que eu bebo Eu comia muito e de tudo Fiquei até barrigudo A coisa não foi brinquedo Eu era o maior brigão Apanhei, virei bundão Tô sempre pedindo arrego É por isso que eu bebo É por isso que eu bebo
  • 1009.
    Letristas em Cena 1009 QUANDOTE DOU UMA FLOR Quando te dou uma flor É uma frase que faltou Quando te falei do amor Que me dás e eu te dou Contigo ela dialoga Triste, quase se afoga Com inveja e ciúme Da tua beleza e perfume A flor se vê iluminada Ao ser por ti beijada Pondo luz no seu caminho Eu que a te dei de presente Descobri que o eternamente Está num instante de carinho
  • 1010.
    Coletânea de LetrasMusicais 1010 QUE DIABO DE AMOR É ESSE? Você diz que me ama de paixão Que por mim faz qualquer loucura Que eu sou sua realidade e sua ilusão Que pra mim só tem palavras de ternura Mas o seu amor é feito só de promessas Juras falsas, conversas, ditas da boca pra fora Pois quando tudo parece verdade Fala mais alto a sua vaidade Finge que não me conhece e vai embora Que diabo de amor é esse Que só visa o seu próprio interesse Que diabo de amor é esse Que muda como da água pra o vinho Que diabo de amor é esse Melhor seria se eu te esquecesse Mas o diabo é que eu não consigo Viver sem o diabo do seu carinho
  • 1011.
    Letristas em Cena 1011 SAMBAPRO ADONIRAN Volta, meu amor, volta, pelo amor de Deus Vem bater na minha porta(bis Meu bem, eu não sou feito de aço, preciso sentir o teu calor Ai, que saudade do teu abraço, eu sou dependente do teu amor Volta, meu amor, volta... Mas o amor não é mais amor, o amor está virando bolor Bolor é a nossa própria dor, machuca tanto, até parece senador Volta, meu amor, volta... Eu queria fazer um samba, tipo dor de cotovelo Mas eu só consegui mesmo, foi... Tirar um pelo Mas não faz mal, não tem importância É a homenagem de um fã, pro nosso inesquecível Adoniran Num faz mal
  • 1012.
    Coletânea de LetrasMusicais 1012 SAMBA SENIL Mesmo sem estar num santuário Deus, o senhor pode me ouvir Vou confessar sem intermediário Peço um conselho pra me decidir Estou com oitenta nos de idade E até hoje eu não tenho residência O que fazem comigo é maldade Já estou perdendo a paciência Fico na casa da filha E também na casa do meu neto Às vezes na casa da nora Pra eles eu já virei um objeto Um dia ainda vão me jogar fora Por isso peguei o meu violão E fiz este samba senil Que é também uma oração De todos os velhinhos do Brasil Deus, me ajude a resolver... Fico com a família até desaparecer ?... Ou me enfio num asilo da velhice Pra sair dessa e entrar noutra mesmice Mas lá conhecer uma boa velhinha Pra chorar com ela na mesma caminha... Com um pouco de carinho Daria pra viver mais um bocadinho
  • 1013.
    Letristas em Cena 1013 Perdão,perdão, meu deusinho Mas eu continuo um safadinho Mas eu continuo um safadinho Mas eu continuo um safadinho
  • 1014.
    Coletânea de LetrasMusicais 1014 SANTOS FUTEBOL CLUBE SANTOS FUTEBOL CLUBE/paraíso do futebol SANTOS FUTEBOL CLUBE/mais sorrisos com chuva ou com sol esta expressão corre o mundo: “esquadrão assim nunca se viu” és alvinegro, és verde-amarelo/honrando as cores do Brasil” És o orgulho de uma nação Cuja bandeira tem “ordem e progresso” Teu elenco é uma constelação Estrelas que brilharão enquanto houver o universo SANTOS FUTEBOL CLUBE... Futebol tipo exportação Ginga de samba, sabor de café Campeão, mil vezes campeão Berço do “rei da bola” O eterno Pelé És pra o sambista o “feitiço da vila” Pra o romancista “o garanhão das praias” São memoráveis as tuas conquistas Arrancando aplausos de onde haviam vaias Galhardia ao vencer! Vencer! Lealdade ao perder. Perder! De teus troféus e glórias! Glórias! São a razão de ser
  • 1015.
    Letristas em Cena 1015 SAUDADEDE SÃO PAULO EM SÃO PAULO Naquele tempo no boteco tinha camarão na empadinha o choop se tomava no caneco e ainda não havia trombadinha Meu Deus, era barata a gasolina E não tinha um perigo em cada esquina Andava-se a pé, de madrugada, sem medo de ladrão E só se via gente fina na avenida São João Sábado à noite um desfile na calçada Casais de braço dado de montão Ela, salto alto, muito bem pintada Ele de azul-marinho e no pé, cromo alemão Na grande noite colorida, luminosos piscando Era um g^álmí^painel em gás néon Antes de a pizza ver as vedetes sassaricando E lá estava Walter Pinto no Teatro Odeon A cidade era bela e muito bem cuidada carinhosa como uma namorada cidade saborosa e mais humana e tudo era vendido a preço de banana Os bondes lotadinhos do começo ao fim era "tim-tim, dois prá light e um pra mim" na salada paulista, a salsicha caprichada E não se via gente dormindo na calçada Brás, Bexiga, Barra Funda, Belém nós mudamos e a cidade Também a saudade é tão grande e não é à toa, adeus, adeus, Paulicéia da Garoa
  • 1016.
    Coletânea de LetrasMusicais 1016 TÁ BOM DEMAIS Enquanto eu não estiver Usando fralda geriátrica... Tá bom demais, tá bom demais Nem aquela bombinha pra doença asmática Tá bom demais, tá bom demais, tá bom demais Enquanto eu não precisar Alguém me levar pra tomar sol Tá bom demais, tá bom demais E eu ainda vibrar vendo uma boa de baby-doll Tá bom demais, tá bom demais, tá bom demais Enquanto eu não confundir Capitão de fragata Com cafetão de gravata Tá bom demais, tá bom demais Enquanto eu não for interditado Pra passarem a mão no meu ordenado Tá bom demais, tá bom demais, tá bom demais
  • 1017.
    Letristas em Cena 1017 TERCEIRAIDADE É A VOVOZINHA Se você me chama de terceira idade Com amor e carinho, obrigado, brotinho Obrigado, brotinho Mas se vem com deboche E fazendo piadinha vou dizer: Terceira idade é a vovozinha Qual é sua resposta Prá este tipo de abobrinha ? Terceira idade é a vovozinha... Fale bem alto prá Esta gente tão mesquinha Terceira idade é a vovozinha Seja criança, um jovem ou mocinha Terceira idade é a vovozinha
  • 1018.
    Coletânea de LetrasMusicais 1018 TRANCOS DA VIDA Quando a gente menos espera A vida nos dá um tranco E quem sempre pensou Que forte era se desespera Entra em pânico Dá uma dor, um nó no peito O jeito é chorar Chorar não é sinal de fraqueza É uma defesa para aliviar É ai que a fé faz a diferença Quem tem a sua crença Em Jesus, Olorum ou Buda Reza e pede ajuda
  • 1019.
    Letristas em Cena 1019 OÚLTIMO PERSONAGEM O velho ator chora sua memória Lembrando seus tempos cheios de glória Falta pouco para a sua passagem Ele está vivendo seu último personagem(bis No teatro da vida ele está maquiado Rugas eternas mostrando seu passado Sentado entre amigos na casa do ator Chora de alegria e ri da sua dor O velho ator chora sua memória... Mulheres, hotéis, automóveis, homenagens Estão nas mãos de outros personagens Filhos, amigos, quase tudo lhe falta Tudo findou longe das luzes da ribalta O velho ator chora sua memória...
  • 1020.
    Coletânea de LetrasMusicais 1020 VELHA AMIZADE Faz mais de sessenta anos/que eu conheço o Anésio A gente era criança/tava entrando no colégio Com um milhão de planos/e toneladas de esperança Anésio insistia prá turma se mudar Arranjar um bom emprego Nos states ficar rico Eu era contra a ponto de me exaltar: “sou brasileiro, com orgulho Diga ao povo que eu fico” Ele se casou coma filha do seleiro Eu segui a profissão que se tornou familiar Modéstia à parte, fui um fino sapateiro Ah! Anésio, quanta coisa pra lembrar! Eu e o Anésio passamos noites inteiras Em memoráveis bebedeiras Que ressacas, vejam só Dia seguinte pra esquecer a saideira Já tomava a primeira lá no bar do “Curió” Hoje quem manda no bar é a nora dele Um pedaço de morena, que beleza de baiana O Anésio não me vê e eu não vejo ele Entra semana e sai semana........ E nada do amigo eu encontrar É cruel se ficar velho, mas é bom experimentar Na velhice não se paga condução
  • 1021.
    Letristas em Cena 1021 Maseu não saio de casa, tomo sol lá no portão Anésio deixou de ir à lanchonete Para ir à farmácia testar sua diabete Como eu sei disso ? Dia sim e dia não Também lá estou eu medindo a minha pressão Proibidos pelos médicos de comer torresmos A verdade é que nós já não somos mais os mesmos Que saudade da conversa numa mesa de bar Dominó, a cerveja e um quebra-gelo pra entortar Acabou-se a festa, Anésio, adeus chopp de barril Nosso destino agora, Anésio... é só tomar captopril
  • 1022.
    Coletânea de LetrasMusicais 1022 O VELHO GAY O velho gay se arrasta pelo calçadão É quase meia-noite, ele sonha com um garotão Julgado pela sociedade, condenado sem piedade O velho gay pensativo e sozinho Só quer comprar um pouco de carinho Triste ele some no último metrô Mais uma vez o sonho se acabou E na cama larga de casal Só um, o outro é virtual Alucinado, abraça e morde o travesseiro Como se fosse o imaginário parceiro Talvez amanhã ou num outro dia Ele encontre uma real companhia Ele bebe e chora, Meu Deus! Ele necessita nesta hora! Ele bebe e chora, Meu Deus! Ele necessita nesta hora! Ele bebe e chora, Meu Deus! Ele necessita nesta hora!
  • 1023.
    Letristas em Cena 1023 VIAGRA,I LOVE YOU Com ele ninguém da chabu,Viagra, ai love you Eu também quero, eu não sou tatu Viagra... I love you Perdão pela homenagem magra Ao famoso vaso dilatador Que grande desejo deflagra O infalível aliado do amor Antigamente a coisa era morna Tentava-se de tudo, era assim: Macumba, garrafada, ovo de codorna Gengibre, catuaba, amendoim Mas eis que o Viagra apareceu Para acabar com o deboche O desanimado renasceu E o bilau deixou de ser fantoche Por todos os lados, de norte a sul Espalhou-se a pílula azul Para que o amor desabroche E também para que ninguém mais broxe Com ele ninguém dá chabu, Viagra, ai love you Eu também quero, eu não sou tatu Viagra... I love you, Viagra, i love you
  • 1024.
    Coletânea de LetrasMusicais 1024 VILA FORMOSA Quando começo a falar Que sou da vila formosa Ouço alguém comentar: “onde tem o cemitério?” Então eu saio do sério Com esse tipo de prosa E canto abrindo o meu peito Pois com todo o respeito Aos da outra encarnação A vila é de gente viva Trabalhadora e ativa Do pagode e do sambão Vejo a praça principal Dr. Sampaio Vidal Vejo também em seguida A João xxiii, beleza de avenida Que apresento a vocês A vila tem o que quiser Linda e elegante mulher Da cor de vários países Branca, negra e amarela E entre tantos matizes A mulata, salve ela! Escolas para a família O “Sagrado” e o “Brasília” Todas não dá pra citar Como elas eu nunca vi O “Alvorada” e o “Anhembi”
  • 1025.
    Letristas em Cena 1025 Excelênciaem educar Coisas bonitas são várias Lá na “Praça das Canárias” O “Mercado Municipal” Com delícias sem igual E a nossa delegacia Segurança noite e dia Barzinhos vou te falar Não dá pra se contar Neles no fim de semana Todo mundo é mano e mana Quando toda a “negrada” Se junta com a “brancada” Num lindo teleco-teco Que é o som do boteco Igual à vila de Noel Tem um feitiço quente Que alegra e prende a gente Vila Formosa é meu céu Tem um feitiço quente Que alegra e prende a gente Vila Formosa é meu céu Tem um feitiço quente Que alegra e prende a gente Vila Formosa é meu céu
  • 1026.
    Coletânea de LetrasMusicais 1026 VIVA O GUARANÁ Viva o guaraná O refrigerante brasileiro Salve o guaraná Que para mim é sempre o primeiro Viva o guaraná, Que é saboroso É gostoso, Delicioso, Valioso E muito precioso Viva o guaraná Que é refrescante Estimulante, Espumante, Fortificante E muito importante Viva o guaraná Que é um produto nacional É especial, É natural, Sensacional Sempre atual E muito, muito legal Viva o guaraná.
  • 1027.
    Letristas em Cena 1027 ZEZINHONASCIMENTO Sobre o autor Amô de bahiano Amor não saiu de moda A árvore da vida As pessoas física e jurídica As pessoas semifelizes Bahiano, com h Bahianos é assim Bahiano fala errado de a, a z Ô bahiano, fala ô A bola e o globo Brasil O Brasil na guerra O Brasil e a babilônia Como é o sol e a lua Cultura é sabedoria De que lado tu estás? Democracia ou anarquia? Deus e satanás na terra da AIDS A diferença entre os homens Droga é aquilo que faz sofrer Duas pragas 1033 1035 1038 1040 1042 1044 1046 1049 1052 1053 1055 1056 1058 1060 1062 1066 1070 1072 1074 1076 1078 1080
  • 1028.
    Coletânea de LetrasMusicais 1028 Enquanto eu olhava o mar Entre o amor e o sexo Entenda as curiosidades úteis aos poetas Entenda o compor, o cantar e a cultura Entenda poesia Entenda poeta Entenda sílabas métricas Entenda tudo sobre elipse Entre o sul e o norte Escreva poemas Eu admiro os poetas Eu, Maria e João Eu sou assim Eu sou um gato Faça sua parte Fantasma existe sim O governo da Bahia, ano 2000 Há dez tipos de música Há dois mares Há sexeiros e amantes Homem, com m, ou mulher, com h Ilusão Joãozinho 1082 1084 1086 1091 1092 1094 1096 1098 1101 1102 1106 1108 1111 1113 1114 1116 1117 1119 1122 1124 1126 1128 1130
  • 1029.
    Letristas em Cena 1029 Jovem,pare de fumar Liberdade Lição de vida Magia negra O mar é uma floresta O matematiquês A meu leitor O meu pior inimigo Na babilônia é assim Não sabe fazer poesia? Natureza e Universo Navio da corrupção A nossa vida como trem Nós somos hipócritas Ocês Os sete grandes valores da nossa sociedade Palavras são como pedras Parabéns a Ministra Eliana Calmon A pior experiência Poesia Poesia para ladrão 1133 1135 1137 1139 1141 1143 1146 1148 1150 1152 1153 1155 1157 1159 1162 1163 1165 1166 1170 1172 1174
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    Coletânea de LetrasMusicais 1030 Poesia para os jovens Poeta A poluição humana O povo da babilônia O povo não é pinico Pronúncia das palavras Puta não é prostituta O que é que mata gente O que é sexo O que o turista fala de nós O que pensam os marginais? Riso e sorriso Sabe o que quer dizer poesia? Salvador II Salvador São João é animação O ser gente Ser mãe acidental Ser pai ou ser mãe Ser sozinho Se você é construtor Sexo não é comida 1175 1176 1177 1178 1180 1181 1183 1185 1186 1188 1208 1210 1211 1212 1213 1216 1218 1220 1221 1222 1224 1227
  • 1031.
    Letristas em Cena 1031 Sexoné brincadeira Só explicando Só lúpus é assim Somos todos deficientes Somos todos responsáveis Uma grande figura Um diálogo imaginário Um exemplo a seguir Um jeito de educar Um jeito de ser honesto Um poema ao poeta Gregório de Mattos Vamos fazer a faxina A vida num soneto Virose Você sabe o que é droga? Vem tu dar valor Vem você dar valor Zé português Falar mais ler é igual escrever Valeu Brasil! 1230 1232 1237 1239 1240 1241 1243 1245 1246 1247 1249 1253 1254 1255 1258 1260 1261 1262 1289 1291
  • 1032.
    Coletânea de LetrasMusicais 1032
  • 1033.
    Letristas em Cena 1033 SOBREO AUTOR José Nascimento de Brito nasceu a 24 de março de 1962, filho de Joana Rosa de Brito e Joaquim Nascimento de Brito, na Fazenda Cristal, município de Morro do Chapéu BA, mas criou-se nas cidades de Cafarnaum BA e Barreiras BA. É autor de o projeto FALAR + LER = ESCREVER, que educa contra má dicção, droga e corrupção (todo tipo de desonestidade dos políticos, policiais, fiscais, juízes, delegados, funcionários públicos, e, trabalhadores e desempregados das empresas privadas), trabalho este que lhe valeu o diploma de Imortal, Membro Nacional Vitalício da Academia de Letras do Brasil, com direito à Cadeira 033/ALB/Piracicaba-SP.
  • 1034.
    Coletânea de LetrasMusicais 1034
  • 1035.
    Letristas em Cena 1035 AMÔDE BAHIANO Falando: "Você vai ouvir agora, a música AMÔ DE BA-. HIANO. Esta é a forma como o bahiano, com h, expressa a sua paixão." A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. (solo) A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela.
  • 1036.
    Coletânea de LetrasMusicais 1036 Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. A Manuela é meu amô. Eu tô amano ela. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô amano ela. Eu tô.
  • 1037.
    Letristas em Cena 1037 Eutô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela. Eu tô. Eu tô amano ela
  • 1038.
    Coletânea de LetrasMusicais 1038 AMOR NÃO SAIU DE MODA Música: Colaboração. Gente amiga, por favor, Escute o que vou dizer. O sexo e o amor São fáceis de conhecer. Se é feito sem carinho, Sem carícias, sem beijinhos, É sexo. Não é amor O que fazem com você. O amor é diferente Até no jeito de fazer. E não se faz de repente. Assim, sem se conhecer. Se o parceiro não lhe beijo, Não dá carinho e carícia, Mande ele pegar a pista. Ele não ama você. Quem ama divide o sonho, Compreende e dá valor. Protege seu patrimônio, Como prova de amor. Quem ama lhe dá carinho, Faz carícia, dá beijinho. Chora se ficar um tempo Separado de você. Amor não saiu de moda. Vamos dar e receber. Beijo também tá na moda. Trocar beijos dá prazer. Mostre que sabe beijar,
  • 1039.
    Letristas em Cena 1039 Queramor e quer amar. Seu parceiro vai gamar E viver só pra você. Quem ama divide o sonho, Compreende e dá valor. Protege seu patrimônio, Como prova de amor. Quem ama lhe dá carinho, Faz carícia, dá beijinho. Chora se ficar um tempo Separado de você. Amor não saiu de moda. Vamos dar e receber. Beijo também tá na moda. Trocar beijos dá prazer. Mostre que sabe beijar, Quer amor e quer amar. Seu parceiro vai gamar E viver só pra você.
  • 1040.
    Coletânea de LetrasMusicais 1040 A ÁRVORE DA VIDA Uma criança parou-me E fitou-me o olhar: ─ Poeta, fale-me da vida. O que é vida? Como nasce? Por que é dura para uns E, para outros, tão fácil? ─ Criança, tudo que é coisa A natureza explica. E tudo que não é coisa Árvores exemplificam. As não coisas são assim: Nascem, crescem, ramificam... Uma, copa grande e bela Com várias flores e frutos. Outra, ramos grandes, espaçosos, Raras flores, raros frutos. Somos como as formiginhas, Queremos flores e frutos. Veja que ao explorarmos Um ramo qualquer da árvore Sem achar nem flor nem fruto, Precisamos deslocar-nos Para outro ramo da árvore Em busca de flor e fruto. Eis aí a vida dura, Ou, se não, a vida fácil. Pois, dependendo da árvore,
  • 1041.
    Letristas em Cena 1041 Éfácil a formiguinha Passar para outro ramo, Outros ramos, outras árvores. Mas, dependendo da árvore, Há barreira ou entrave. Há, até, risco de vidas. Pois existem predadores Que, como tamanduás, Devoram estas formigas. A vida é uma árvore: Caule, ramos, folhas, flores, Os frutos e as sementes, Parasitas, predadores, Mortos e sobreviventes. Ou seja, é uma cadeia.
  • 1042.
    Coletânea de LetrasMusicais 1042 AS PESSOAS FÍSICA E JURÍDICA Toda pessoa sempre tem Corpo, vida, alma, espíritos. Parte física, parte mística. Pra entendê-la convém Estudar pessoa jurídica: Vida é sua permanência, Da criação à falência; Máquinas e funcionários São as suas necessidades; Também o são os seus clientes, Que lhe dão lucro ou prazer; Alma é a presença mística. Demonstra a capacidade, A força ou o poder; Espíritos são entidades Que manifestam as vontades — São os chefes ou gerentes. Eles comandam você; É assim também com a gente: Vida é sua permanência Enquanto durar o corpo; Corpo é órgãos comandados Suprindo as necessidades E fazendo as suas vontades, Gerando vício e prazer;
  • 1043.
    Letristas em Cena 1043 Almaé a presença mística — Demonstra a capacidade E sente dores, vontades, Emoções, necessidades... Quem faz todas suas vontades Um dia comete a gula, Ou, sobe num prédio e pula. Espíritos são entidades Que manifestam as vontades, Chamados de bons ou maus. É a fé em Deus que nos salva, Ou livra, de espíritos maus.
  • 1044.
    Coletânea de LetrasMusicais 1044 AS PESSOAS SEMIFELIZES Música: Colaboração. A tal da felicidade É uma joia raríssima. Muitas a querem achar, Mas poucas pessoas acham-na. E algumas, quando a acham, Perdem-na logo em seguida. E algumas, quando a acham, Perdem-na logo em seguida. Muita gente não a acha Por não saber procurá-la. Quem a busca na saúde Não a consegue encontrar. Quem a busca na riqueza Nunca a encontrará. Quem a busca na riqueza Nunca a encontrará. Há quem a busque, em vão, Em outra religião, No silêncio, no trabalho, No jogo, em um amigo, Na bebida, no namoro, Nas drogas, no casamento... Na bebida, no namoro, Nas drogas, no casamento... Isto aconteceu comigo. Disso eu posso falar. Amigo, a felicidade
  • 1045.
    Letristas em Cena 1045 Chama-secontentamento. Só os que não sonham, amigo, São felizes cem por cento. Só os que não sonham, amigo, São felizes cem por cento. Felizes são as pessoas Quem têm muito, ou mesmo nada, De amor ou de família, Saúde, sexo, lazer... E contentam-se com isto, Mesmo havendo sofrimento. E contentam-se com isto, Mesmo havendo sofrimento. São chamadas infelizes As pessoas que são mortas Buscando a felicidade. Porém, são semifelizes Todas as pessoas vivas, Felizes pela metade.
  • 1046.
    Coletânea de LetrasMusicais 1046 BAHIANO, COM H, (Nasce no Acre, na Paraíba, no Rio grande do Sul ou no Amapá) Música: Colaboração. Bahiano com agá, Aprenda falar, Aprenda falar, Aprenda falar. Bahiano com agá, Aprenda falar, Aprenda falar. Bahiano não fala _rê. Bahiano não fala _rê. Bahiano não fala _rê. Bahiano não fala _rê: Amá, dipô, sorri, sofrê. Pomá, amô, supé, morrê. Amá, dipô, sorri, sofrê. Pomá, amô, supé, morrê. Bahiano não fala ê. Bahiano só fala í. Bahiano não fala ê. Bahiano só fala í: Isforça, ismola, istuda, iscola. Disprezo, disgosto, dispesa, discola. Isforça, ismola, istuda, iscola. Disprezo, disgosto, dispesa, discola. .
  • 1047.
    Letristas em Cena 1047 Bahianonão fala en. Bahiano só fala in. Bahiano não fala en. Bahiano só fala in: Impurra, impata, imperra, imbora. Inxerga, incara, interra, sinhora. Impurra, impata, imperra, imbora. Inxerga, incara, interra, sinhora. Bahiano não fala ô. Bahiano só fala ú. Bahiano não fala ô. Bahiano só fala ú: Bubina, bunito, cuzinha, cuzê. Cuá, durmi, surri, pudê. Bubina, bunito, cuzinha, cuzê. Cuá, durmi, surri, pudê. Bahiano não fala on. Bahiano só fala um. Bahiano não fala on. Bahiano só fala un: Cumpade, cumade, nun sei muntá. Cumpade, cumade, nun sei muntá. Bahiano, com agá, aprenda falar, Bahiano, com agá, aprenda falar. Bahiano com agá, Aprenda falar, Aprenda falar. Bahiano com agá, Aprenda falar, Aprenda falar,
  • 1048.
    Coletânea de LetrasMusicais 1048 Aprenda falar. Bahiano com agá, Aprenda falar, Aprenda falar. FALANDO: Bahiano, com h, É todo brasileiro ou estrangeiro Que fala o Português traçando fonemas. Ele Também escreve TÔ, com acento, Quando deveria escrever TOU, com u.
  • 1049.
    Letristas em Cena 1049 BAHIANOSÉ ASSIM (Nasce no Acre, Na Paraíba, no Rio Grande do Sul ou no Amapá) Música: Colaboração. REFRÃO: Ba-hi-an-no, Ba-hi-an-no, Ba-hi-an-no, Ba-hi-an-no. Bahiano vive CUMENO CUSTELA, ABOBRA e TUMANTE, VENO seu time e DIZENO: Até INTÃO tá IMPATE. Bahiano fica FUMANO SINTINO CHERO de GAIS, E UVINO o AMÔ FALANO PELAS COSTA ou PUR TRAIS. (REFRÃO) Bahiano planta MANDHOCA E cultiva ANANAIS. Chama outro de INDIOTA E confunde MAS com MAIS. Bahiano fala ARROIZ, Diz que ele é da PAIZ, “Levanta” a VÓIZ, e depois, Chama o demo SATANAIS.
  • 1050.
    Coletânea de LetrasMusicais 1050 (REFRÃO) Bahiano, MERMO MININO, Ou JOVE, VÉI e RAPAIZ, Crê em JESUIS, o divino, Na CRUIZ, e, TAMÉM, na PAIZ. E tem mais: eu e você, O bahiano chama NÓIS. Não sabe que S é Z Pós vogais. Não fale PÓIS. (REFRÃO) Bahiano escreve três E, depois, diz que é TRÊIS. Dez (déz), ele diz é DÉIZ. Dezesseis (dézêssêis), diz DIZÊSSÊIS. Dezessete (dézésséti), é DIZÉSSÉTI. Dezoito (dézôitu), ele diz: DIZÔITU. De quem BAHIANO é tiete, Fã, aluno ou INCOSTO? (REFRÃO) Bahiano escreve três E, depois, diz que é TRÊIS. Dez (déz), ele diz é DÉIZ. Dezesseis (dézêssêis), diz DIZÊSSÊIS. Dezessete (dézésséti), é DIZÉSSÉTI. Dezoito (dézôitu), ele diz: DIZÔITU. De quem BAHIANO é tiete, Fã, aluno ou encosto?
  • 1051.
    Letristas em Cena 1051 (REFRÃO) Bahianoescreve três E, depois, diz que é TRÊIS. Dez (déz), ele diz é DÉIZ. Dezesseis (dézêssêis), diz DIZÊSSÊIS. Dezessete (dézésséti), é DIZÉSSÉTI. Dezoito (dézôitu), ele diz: DIZÔITU. De quem BAHIANO é tiete, Fã, aluno ou encosto?
  • 1052.
    Coletânea de LetrasMusicais 1052 BAHIANO FALA ERRADO DE A A Z Música: Colaboração. Bahiano, escreve certo, Porém, não fala nem lê. Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”. Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”. Bahiano (com agá), Escreve amar (amá-re) e lê: “amá”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”. Bebida (bêbída), ele diz: “bibída”. Bezerro (bêzêrru), ele diz: “bizêrru”. Coberta (côbérta), ele diz: “cubérta”. Coador (côadô-re) é “cuadô”. Descansar (dêscansá-re) é “discansá”. Desamor (dêsamô-re) é “disamô”. Escola (êscóla), ele diz: “iscóla”. Embora (embóra), ele diz: “imbóra”. Ferida (fêrída), ele diz: “firída”... Zoada (zôáda), ele diz: “zuáda”. Bahiano, escreve certo, Porém, não fala nem lê. Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”. Escreve ler (lê-re), porém, lê “lê”. Bahiano (com agá), Escreve amar (amá-re) e lê: “amá”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”. Escreve amor (amô-re) e lê: “amô”.
  • 1053.
    Letristas em Cena 1053 ÔBAHIANO, FALA Ô Música: Colaboração. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô em bocado, bolacha, Cozinhar, chover, dormir... Falar bucado, bulacha... É graça, é pra fazer rir. Ô em bocado, bolacha, Cozinhar, chover, dormir... Falar bucado, bulacha... É graça, é pra fazer rir. Õ(on) em compadre, contar... Ô(ou) em poder, em zoar... Só quando só ou final
  • 1054.
    Coletânea de LetrasMusicais 1054 É que a gente fala ú. Õ(on) em compadre, contar... Ô(ou) em poder, em zoar... Só quando só ou final É que a gente fala ú. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu. Ô bahiano, fala ô, Tu só falas ó e ú Nos exemplos de palavras Que eu separei pra tu.
  • 1055.
    Letristas em Cena 1055 ABOLA E O GLOBO A bola é um globo que o mundo inteiro pode vê-lo, porque bola é vista por fora. O globo é uma bola da qual se pode ver o mundo inteiro, porque estamos dentro dela. O planeta Terra é um grande edifício, em forma de bola, com trilhões de janelinhas abertas para todos os lados, inclusive, para o lado de baixo. Este é o motivo pelo qual chamamo-lo de globo: nós estamos dentro dele. Cada um de nós pode ver o mundo por uma janela ou por várias delas, mas a pessoa que ver o mundo sempre da mesma janela, mesmo com o mundo dando voltas, não o entende melhor do que aquela que o ver por várias janelas. Entender melhor o mundo (a Terra) é olhar à volta dele por todas as suas janelas: a janela da santidade, a janela da honestidade, a janela da caridade, a janela da justiça, etc.
  • 1056.
    Coletânea de LetrasMusicais 1056 BRASIL Música: Colaboração. Abril de Mil e Quinhentos, A bordo, vendo o horizonte, Avista Cabral um monte. Era o Brasil descoberto. Começa a destruição Do nosso ouro e prata, Dos nossos rios e matas. Dos nossos índios, de certo. Abril de Mil e Quinhentos, A bordo, vendo o horizonte, Avista Cabral um monte. Era o Brasil descoberto. Começa a destruição Do nosso ouro e prata, Dos nossos rios e matas. Dos nossos índios, de certo. Ouro e prata eles roubaram. Rios e matas devastaram. Índios, de certo mataram, Promovendo a extinção. Hoje todos somos escravos: Negros, brancos, índios, pardos... Não, de fazenda ou palácio. De corrupto e de ladrão. Começa a destruição Do nosso ouro e prata, Dos nossos rios e matas, Dos nossos índios, de certo.
  • 1057.
    Letristas em Cena 1057 Onegro, escravizado, Por fazendeiro e fidalgo, Povoou a nossa terra E fez miscigenação. Começa a destruição Do nosso ouro e prata, Dos nossos rios e matas, Dos nossos índios, de certo. O negro, escravizado, Por fazendeiro e fidalgo, Povoou a nossa terra E fez miscigenação. Ouro e prata eles roubaram. Rios e matas devastaram. Índios, de certo mataram, Promovendo a extinção. Hoje todos somos escravos: Negros, brancos, índios, pardos... Não, de fazenda ou palácio. De corrupto e de ladrão. Ouro e prata eles roubaram. Rios e matas devastaram. Índios, de certo mataram, Promovendo a extinção. Hoje todos somos escravos: Negros, brancos, índios, pardos... Não, de fazenda ou palácio. De corrupto e de ladrão.
  • 1058.
    Coletânea de LetrasMusicais 1058 O BRASIL NA GUERRA Música: Colaboração. Brasileiros de vergonha, Nosso país tá em guerra. O povo da Babilônia Invadiu a nossa terra. Nós, que somos brasileiros, Nobres, peões e demais Trabalhadores e ordeiros, Não conseguimos ter paz. (Bis) A tropa deles é grande. Existem ladrões demais. Senadores, deputados, Juízes, policiais... (Bis) Sorrindo, mostrando os dentes, Chegam pousando de amigos. E a desgraça da gente É não saber dos perigos. (Bis) A estratégia usada? De babilônicos, bandidos. Parecem ovelhas. Que nada. São lobos muito temidos. (Bis) Estamos perdendo a guerra
  • 1059.
    Letristas em Cena 1059 Praeste povo covarde. Ele agiu em silêncio E nós acordamos tarde. (Bis) (Bis) (Bis)
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    Coletânea de LetrasMusicais 1060 O BRASIL E A BABILÔNIA Música: Colaboração. Há o povo brasileiro E o povo babilônico. Um é honesto, é ordeiro. O outro tem vícios crônicos. Nesse, quando alguém trabalha, Não tem honra nem vergonha. Comporta-se como puta No reino da Babilônia. Puta é homem e mulher Sem caráter, sem vergonha. Desde 2000 para cá, Cada dia aumenta mais. Por mais presídios que façam Não caberão estas tais. Soda caustica no leite. O que esperarmos mais? Às vezes são delegados, Policiais e fiscais, Às vezes, são deputados E outros políticos mais. Deveriam dar exemplos De homens bons, cidadãos, Mas os exemplos que dão São exemplos de marginais. De marginais. De marginais. Puta é homem ou mulher
  • 1061.
    Letristas em Cena 1061 Semcaráter, sem vergonha. Desde 2000 para cá, Cada dia aumenta mais. Por mais presídios que façam Não caberão estas tais. Soda caustica no leite. O que esperarmos mais? Às vezes são delegados, Policiais e fiscais, Às vezes, são deputados E outros políticos mais. Deveriam dar exemplos De homens bons, cidadãos, Mas os exemplos que dão São exemplos de marginais. De marginais. De marginais.
  • 1062.
    Coletânea de LetrasMusicais 1062 COMO É O SOL E A LUA Música: Colaboração. (Dedicada à minha irmã) Francisca, eu detesto grupo Galera, gang, outros mais. Eu sou como os animais Que preferem ser sozinhos. O Cão, o gato, a onça, O leão, todos os felinos, Só quando são pequeninos Eles não vivem sozinhos. Eu acho um grande barato Amizade virtual. Mas, amizade real Não sei administrar. É que nessa amizade Costuma rolar fofoca. E tem a gente idiota Que costuma acreditar. Por isso que sou assim Como é o sol e a lua, Que vivem sempre na sua. Não se juntam com ninguém. Veja como é o sol. Só. E brilha de verdade. Tamanha felicidade Os outros astros não têm. Minha amiga tem ciúmes Ou não gosta de você. Aí, quer me fazer crer Que você só tem defeitos.
  • 1063.
    Letristas em Cena 1063 Vêdefeito no seu rosto, No seu jeito de andar, No seu modo de falar... Em tudo ela vê defeito. Vê defeito no seu ego, Na sua sinceridade, Na sexualidade E vícios que você tem. Vê defeito em seus amigos, Vê defeito em seus parentes. Defeitos em seus aderentes. Só ela e os dela não os têm. Por isso que sou assim, Como é o sol e a lua, Que vivem sempre na sua. Não se juntam com ninguém. Veja como é o sol. Só. E Brilha de verdade. Tamanha felicidade Os outros astros não têm. As pessoas se organizam Em grupos ou em galeras E os covardes unem a elas Cheios de má intenção. E assim nascem as gangs, Os bandos, torcida e tal, Brigando e fazendo mal A quem só quer diversão. Eu prefiro ser sozinho. Pois sozinho eu me dou bem. Não me junto com ninguém Que tenha má intenção.
  • 1064.
    Coletânea de LetrasMusicais 1064 Muitos jovens inocentes Saem juntos com bandidos, Sem saber, correm perigos, Morrem ou param na prisão. Por isso que sou assim Como é o sol e a lua, Que vivem sempre na sua. Não se juntam com ninguém. Veja como é o sol. Só. E brilha de verdade. Tamanha felicidade Os outros astros não têm. A lua é sem brilho próprio, Mas consegue alumiar. É menos que iluminar, Mas tem a fase crescente. Eu vivo assim como a lua. Nem sorrindo nem chorando. Mas se vê alguém cantando, A lua fica contente. Porém chora quando vê A gente honesta sofrendo, Uma criança morrendo De maus tratos ou de fome. A lua chorando é chuva. Às vezes, torrenciais. Não preciso dizer mais. Você conclui em meu nome. Por isso que sou assim Como é o sol e a lua, Que vivem sempre na sua. Não se juntam com ninguém.
  • 1065.
    Letristas em Cena 1065 Vejacomo é o sol. Só. E brilha de verdade. Tamanha felicidade Os outros astros não têm.
  • 1066.
    Coletânea de LetrasMusicais 1066 CULTURA É SABEDORIA Música: Colaboração. A cultura é, não são, Costumes e tradições, E as maneiras de fazer Tudo em todas gerações: Artes, modas, fantasias, Esportes, religiões... Orgias, gastronomias, Barracas e construções. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Não são cultura os livros Dos melhores escritores. Mas o são suas mensagens Dirigidas aos leitores. Não são cultura os poetas. E não o são os cantores. Mas o são os seus legados, Seus lamentos, seus clamores. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Cultura é conhecimento,
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    Letristas em Cena 1067 Culturaé sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Não são cultura as músicas De quaisquer compositores, Mas, a forma de lidar Com as palavras e os valores. Não são cultura as danças, Vestimentas ou pintura, Mas a forma de dançar, Vestir, pintar, é cultura. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Não são cultura o honesto E o corruto, ou ladrão. Cultura é a honestidade Ou o roubo, a corrução. Cultura né residência Nem as barracas das feiras, Mas o é sua aparência, A forma como são feitas. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz
  • 1068.
    Coletânea de LetrasMusicais 1068 Como seu avô fazia. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Não é cultura o fruto Do trabalho do artesão, Mas, o seu conhecimento, O saber lidar coas mãos. Não é cultura o fruto Do trabalho do escultor, Mas, o seu conhecimento, Seu trabalho, seu labor. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia. A cultura é, não são, Costumes e tradições E as maneiras de fazer Tudo em todas gerações: Artes, modas, fantasias, Esportes, religiões... Orgias, gastronomias, Barracas e construções. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria,
  • 1069.
    Letristas em Cena 1069 Eaquilo que o neto faz Como seu avô fazia. Cultura é conhecimento, Cultura é sabedoria, E aquilo que o neto faz Como seu avô fazia.
  • 1070.
    Coletânea de LetrasMusicais 1070 DE QUE LADO TU ESTÁS? Há uma guerra, meu bem, Na qual o Mal e o Bem Travam uma luta sem fim. Do lado bom, os amantes. Estúpidos e traficantes Estão do lado ruim. Há quem diz ser de um lado, Do lado bom, nosso lado, Mas é do lado de lá. Diz que gosta dos amantes, Mas adora os traficantes. Trai-nos e nos vencerá. Às vezes, são os fiscais, Às vezes, policiais, Juízes e delegados. Às vezes, trabalhadores, Prefeitos, vereadores, Senadores, deputados... Por medo ou covardia, Esta gente os auxilia. Protege-os. Dá guarida. E assim, sem piedade, Estes monstros e covardes Destroem a nossa vida. Nossos filhos são drogados Se seguem estes drogados Sem sonhos e sem futuro.
  • 1071.
    Letristas em Cena 1071 Imaginemanimais De engorda nos currais: Presos. Sem “visão”. No “escuro”. Este é o futuro do jovem Cujos colegas resolvem Não estudar, não sonhar. Ao invés de estudos, drogas. Ao invés de sonhos, drogas. Troca sorte por azar.
  • 1072.
    Coletânea de LetrasMusicais 1072 DEMOCRACIA OU ANARQUIA? Democracia é o regime Em que o povo tem direito, Os governantes têm direito, E direito é respeitado. Não é o nosso regime, Que dá, a todos, liberdade, Sem saber que a liberdade Tem poder ilimitado. Direito tem os seus limites, Mas nossa liberdade não. Faz político ou cidadão Transformar-se em animal: Sem ter fronteiras nem limites Para fazer o que quiser, Na hora que ele quiser, Como se fosse um pardal. Numa boa democracia Governo e sociedade São livres, sem a liberdade. Porque respeitam os limites. Não é como esta anarquia, Onde os políticos roubam, Formam as quadrilhas e zombam Das pessoas contribuintes. Para ter-se a liberdade Precisa ter a consciência. Mas esta benevolência Muitos políticos não têm.
  • 1073.
    Letristas em Cena 1073 Emnossa sociedade Predomina é a maldade, E não, a boa vontade Pra com os estranhos, meu bem.
  • 1074.
    Coletânea de LetrasMusicais 1074 DEUS E SATANÁS NA TERRA DA AIDS Música: Colaboração. Deus fez saúde, fez paz, Bondade e tolerância. Satanás fez a doença, A guerra e a vingança. Fez, ainda, Satanás, Maldade, ódio e rancor. E fez outros males mais. Só porque Deus fez o amor. Deus fez o amor com carinho, O beijo, o fez com ternura, Fez a paixão com saudade E fez o sexo, sem loucura. Satanás fez sacanagem, Fez a infidelidade, A falta de higiene, E fez a promiscuidade. A AIDS cresceu assim. Inda nem nasceu a cura. Deus prefere prevenir-nos, Satanás, fazer sofrer. Mas inda existe um caminho: Deus é Deus, não é deusinho. Faça sexo com higiene Que Deus preserva você. Deus fez saúde, fez paz, Bondade e tolerância. Satanás fez a doença,
  • 1075.
    Letristas em Cena 1075 Aguerra e a vingança. Fez, ainda, Satanás, Maldade, ódio e rancor. E fez outros males mais. Só porque Deus fez o amor. Deus fez o amor com carinho, O beijo, o fez com ternura, Fez a paixão com saudade E fez o sexo, sem loucura. Satanás fez sacanagem, Fez a infidelidade, A falta de higiene, E fez a promiscuidade. A AIDS cresceu assim. Inda nem nasceu a cura. Deus prefere prevenir-nos, Satanás, fazer sofrer. Mas inda existe um caminho: Deus é Deus, não é deusinho. Faça sexo com higiene Que Deus preserva você. A AIDS cresceu assim. Inda nem nasceu a cura. Deus prefere prevenir-nos, Satanás, fazer sofrer. Mas inda existe um caminho: Deus é Deus, não é deusinho. Faça sexo com higiene Que Deus preserva você.
  • 1076.
    Coletânea de LetrasMusicais 1076 A DIFERENÇA ENTRE OS HOMENS Música: Colaboração. A diferença entre os homens Tá nos sonhos, meu irmão. Uns querem conhecimento, Investem em educação. Uns querem divertimento, Investem em sua paixão. Outros querem ter imóveis, Investem na construção. Outros querem ter fazendas, Investem em criação. Outros querem ter comércio, Começam vendendo pão. Mas existem muitos outros, Que bobagem, quanto engano, Que não projetam o futuro, Não têm sonhos, não têm plano. Gente até de classe média Torna-se um lixo humano. Sonhos não garantem nada. São ilusões. São só sonhos. Mas alimentam a alma. Dão rumo a nossos planos. Se um sonho não der certo, É só sonhar outro sonho. Úu! Úu! Uu! Uu! Uu! Uu! A diferença entre os homens Tá nos sonhos, meu irmão. Uns querem conhecimento, Investem em educação.
  • 1077.
    Letristas em Cena 1077 Unsquerem divertimento, Investem em sua paixão. Outros querem ter imóveis, Investem na construção. Outros querem ter fazendas, Investem em criação. Outros querem ter comércio, Começam vendendo pão. Mas existem muitos outros, Que bobagem, quanto engano, Que não projetam o futuro, Não têm sonhos, não têm plano. Gente até de classe média Torna-se um lixo humano. Sonhos não garantem nada. São ilusões. São só sonhos. Mas alimentam a alma. Dão rumo a nossos planos. Se um sonho não der certo, É só sonhar outro sonho. Mas alimentam a alma. Dá rumo aos nossos planos. Se um sonho não der certo, É só sonhar outro sonho. Úu! Úu! Uu! Uu! Uu! Uu! Uu! Uu! Uu
  • 1078.
    Coletânea de LetrasMusicais 1078 DROGA É AQUILO QUE FAZ SOFRER Música: Colaboração. Droga não é o que mata. É aquilo que faz sofrer. Há droga para cheirar, Pra beber e pra comer. Há, também, para fumar, E, ainda, para ver. Droga é má: parece boa, Mas só ilude você. Existe droga pra ver, Talvez você não sabia. Filme ou jogo com o poder De ensinar covardia. Há criança que aprende, Gosta, cresce e, um dia, Percebe, tarde demais, Que aprendeu o que não devia. Áàa, ààa, ààa, ààa. Pra comer, existem as drogas Que são livres, liberadas. São tentações, ilusões, Pra gente que é viciada Em tortas, bolos e doces, Sanduíches e cocadas. Quando obesa e diabética, Percebe que foi errada. Note que a palavra droga É uma palavra usada Pra dizer: droga ilícita,
  • 1079.
    Letristas em Cena 1079 Proibidaou pesada. Não se ouve "droga livre", E nem "droga liberada". Poucas vezes, "droga lícita", "Droga por lei controlada". Áàa, ààa. Ilícitas são drogas fortes, Chamadas drogas pesadas. Lícitas, sexo, fumo e álcool, Drogas por leis controladas. Açúcar, sal e pimenta São drogas, mas, liberadas, Ou livres, como eu diria, Pois são por criança usadas. Porém, mesmo as drogas livres Precisam ser limitadas. Parecem ser muito boas. Porém, elas são malvadas: Levam infelicidade À gente que é viciada, Que só mais tarde percebe Que vício não leva a nada. Áàa, ààa, ààa, ààa.
  • 1080.
    Coletânea de LetrasMusicais 1080 DUAS PRAGAS Pedofilia na família e incesto São duas pragas. Tem que ser erradicadas. Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito, Àquele pai que é gentil com a filha amada. Pedofilia na família e incesto São duas pragas. Tem que ser erradicadas. Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito, Àquele pai que é gentil com a filha amada. Eu não consigo imaginar meu casamento Com uma jovem que é por seu pai usada. Pois, penso eu: confiarei nesse jumento Ou trancarei com sete chaves minha amada. Ter o meu sogro por rival é um tormento Que não me deixa nem dormir de madrugada. Essa desgraça é uma praga e, lamento, Muitas famílias já estão contaminadas. Pedofilia na família e incesto São duas pragas. Tem que ser erradicadas. Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito, Àquele pai que é gentil com a filha amada. Pedofilia na família e incesto São duas pragas. Tem que ser erradicadas. Pois levam dúvida ao paterno amor perfeito, Àquele pai que é gentil com a filha amada. Eu não consigo imaginar meu casamento Com uma jovem que é por seu pai usada. Pois, penso eu: confiarei nesse jumento
  • 1081.
    Letristas em Cena 1081 Outrancarei com sete chaves minha amada. Ter o meu sogro por rival é um tormento Que não me deixa nem dormir de madrugada. Essa desgraça é uma praga e, lamento, Muitas famílias já estão contaminadas.
  • 1082.
    Coletânea de LetrasMusicais 1082 ENQUANTO EU OLHAVA O MAR Música: Colaboração. Enquanto eu olhava o mar, Não vi o tempo passar, Não vi a tarde chegar, Não vi a noite cair. Enquanto eu olhava o mar, Vi muita onda quebrar, Vi muito barco passar, Mas, meu futuro eu não vi. Enquanto eu olhava o mar A minha vida ruiu, A minha casa caiu, O meu amor foi embora. Hoje eu só tenho a tristeza, Além de ter a certeza Que seu eu morrer ninguém chora. A minha vida ruiu, A minha casa caiu, O meu amor foi embora. Hoje eu só tenho a tristeza, Além de ter a certeza Que seu eu morrer ninguém chora. Enquanto eu olhava o mar, Não vi o tempo passar, Não vi a tarde chegar, Não vi a noite cair. Enquanto eu olhava o mar, Vi muita onda quebrar, Vi muito barco passar, Mas, meu futuro eu não vi.
  • 1083.
    Letristas em Cena 1083 Enquantoeu olhava o mar A minha vida ruiu, A minha casa caiu, O meu amor foi embora. Hoje eu só tenho a tristeza, Além de ter a certeza Que seu eu morrer ninguém chora. A minha vida ruiu, A minha casa caiu, O meu amor foi embora. Hoje eu só tenho a tristeza, Além de ter a certeza Que seu eu morrer ninguém chora.
  • 1084.
    Coletânea de LetrasMusicais 1084 ENTRE O AMOR E O SEXO Música: Colaboração. Existe uma diferença Entre o amor e o sexo. Não sei se sei explicar. Não sou bom nisso, eu confesso. Mais ou menos, vou tentar. Para alguma coisa eu presto. Portanto, vou lhe falar O que eu entendo por sexo. Sexo é quando se compra, É feito sem compromisso, Quando não rola paixão, Só atração, e, por isso, É tido como uma droga. Pois o cliente se empolga, Larga a mulher e a sogra E faz deste sexo vício. Também é sexo que chama Quando há subordinação, Quando só serve pra cama, Não seve pro coração, Quando rola falsidade, Quando rola traição, Quando não há liberdade, Quando não há união. Amor é quando há carinho, É quando há proteção, Quando um bendiz o outro,
  • 1085.
    Letristas em Cena 1085 Quandonão há traição. Um ausente, o outro espera. Um doente, o outro cuida. Na tristeza ou na alegria, Abraçam, beijam e se ajudam. Os amantes são amigos, São parceiros, confidentes... Namoram, casam, amigam, Sempre olhando pra frente. O que ganham economizam, Preparando o bom futuro. Vivem contentes, felizes, Sem ter nada ou tendo tudo.
  • 1086.
    Coletânea de LetrasMusicais 1086 ENTENDA AS CURIOSIDADES ÚTEIS AOS POETAS: CURIOSIDADE - 01 Muita gente, inclusive, professores, faz confusão quanto ao emprego dos pronomes demonstrativos ESSE ou ESTE, e, ESSA ou ESTA. Na verdade, são os mesmos pronomes, ou seja, as mesmas palavras, que, como várias outras palavras portuguesas, podem ser escritas de duas formas. Muitas palavras portuguesas podem ser escritas (e pronunciadas) de duas formas ou, ainda, reduzidas, ou, sincopadas. De duas formas podem ser escritas (e faladas): AINDA ou INDA, CATORZE ou QUATORZE, e muitas outras palavras, como os nomes das letras E (ê ou é), O (ô ou ó), e, W (dáblio ou dábulo). Mas, não se podem confundir as palavras escritas de duas formas com o nome da letra e o fonema ou som que ela representa, que é o caso de F (efe e fê), G (gê e guê), J (jota e ji), L (ele e lê), M (eme e mê), N (ene e nê), R (erre e rê), e, S (esse e si). Podem ser reduzidas inumeráveis palavras, entre elas, SENHOR (Sor: bota beleza nisso, Sor!), SENHOR (Seo: Seo José é muito velho), SANTO (San: San Martim), SANTO (São: São Pedro), VOCÊ (cê), ESTOU (tou), ESTÁ (tá), ESTAVA (tava), MAIOR (mor), MUITO (mui), PALÁCIO (paço), PARA (pra), e, várias outras, principalmente, os nomes das pessoas, como, por exemplo, JOSÉ (Jô ou Zé), CARLOS (Cal), ROBERTO (Beto), PEDRO (Peo), GILMAR (Gil), etc. Existem vários tipos de redução de palavras: a) que empregam o(s) primeiro(s) fonemas da palavras, como, por
  • 1087.
    Letristas em Cena 1087 exemplo,CRIStina, JOsé, GILberto, GILdete, FOTOgrafia, MOTOcileta, etc.; b) que empregam o(s) último(s) fonemas da palavra, como, por exemplo, crisTINA, joZÉ, gilDETE, transVIADO, etc.; c) que empregam fonemas do início e do fim da palavras - SÍNCOPE - desprezando os fonemas do meio do vocábulo, como, MOR (maior), PAÇO (palácio), PEO (Pedro), etc; d) que empregam outros fonemas e desprezam alguns encontrados na palavra. São exemplos, DÃO (de João), CHICO (de Francisco), NECO (de Manoel), etc.; OBS.: Não confunda REDUÇÃO com APELIDO. O apelido é quando não tem nada a ver com o nome da pessoa, como, por exemplo, Pelé. O nome de Pelé é Édson. A palavra PAGA, é empregada com mais frequência na terceira pessoa do singular do tempo presente do modo indicativo e, também, no Particípio do verbo PAGAR (ele paga, e, a conta está ou foi paga), porém, ela pode ser usada também como redução da palavra PAGAMENTO. Fui buscar na Bíblia um exemplo disso: "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor PAGA do seu trabalho..." Eclesiastes 4:9-12 Formas sincopadas ou síncopes são as palavras reduzidas nas quais se tira um ou mais fonemas no meio da palavra. Exemplos: MOR (maior), PAÇO (palácio), PEO (Pedro), SÃO (santo). A palavra VENTO também pode ser empregada como redução (síncope) de VENCIMENTO: "Emiti uma fatura com VENTO no dia 15". A palavra SÃO é a redução (síncope) da palavra SANTO, e só se emprega diante dos nomes que se iniciam com letras consoantes, como Bento, Carlos, Desidério, Francisco, etc.
  • 1088.
    Coletânea de LetrasMusicais 1088 CURIOSIDADE - 02 Talvez você conheça alguém chamado (apelidado) Nen ou Nenzinho. Nen é uma forma de tratamento dada a criança, mas pode virar apelido de adulto. São formas de Tratamento, nen, bê, amor, nego, nega, pai, mãe, tio, avô, etc. O curioso é que algumas destas palavras podem repetir- se, formando outra palavra. São Exemplos: nenen ou neném, bebê, papai, mamãe, titio, titia, etc. Algumas outras palavras são primeiro reduzidas e depois repetidas. Exemplos: avô vira vô e, depois, vovô; avó vira vó e, depois, vovó; Carlos vira Cal e, depois, Cacal; Luis, ou Luzia, vira Lu e, depois, Lulu; José vira Zé e, depois, Zezé; CURIOSIDADE - 03 Algumas palavras inglesas causam confusão para muitas pessoas. Por causa da palavra inglesa Record (récord) muitos brasileiros não pronunciam a palavra portuguesa Recorde (recórde). Da mesma forma, quase ninguém usa a palavra portuguesa Cópia por causa da palavra inglesa Xerox. Também, quase não se usa a palavra portuguesa Transviado, ou Viado, por causa da palavra inglesa Gay. CURIOSIDADE - 04 A diferença entre verbo composto e locução verbal é que nos verbos compostos nota-se o valor dos dois verbos, e, o primeiro deles, chamado verbo auxiliar, é sempre, ter ou haver ou ser ou estar (conjugado) seguido do verbo principal no particípio (tinha cantado, foi feito, estava feito, tinha
  • 1089.
    Letristas em Cena 1089 estado,...).Se o verbo principal aparecer no gerúndio, ainda que o primeiro seja ter ou haver ou ser ou estar, trata-se de uma locução verbal e não, de um verbo composto: tivera cantando, foi fazendo, estava fazendo... Locução é um grupo de duas ou mais palavras com significado (valor) de uma palavra só. Quando iniciada por uma preposição, muitas locuções se transformadas em uma única palavra (porém, há regras). Alguns exemplos: a onde ou aonde, com eu ou comigo, com nós ou conosco, com você/ele/ela ou consigo, com vós ou convosco, de baixo ou debaixo, de ele ou dele, de ela ou dela, de água ou d'água, de arco ou d'arco, de onde ou donde, de baixo ou debaixo, em baixo ou embaixo, por ante ou perante, por que ou porque... CURIOSIDADE - 05 Muitas piadas têm um fundo cultural, porém, não teria graça se as pessoas que as contam explicassem o que realmente elas querem dizer. Eis alguns exemplos: As piadas com loiras existem para dizer que a palavra LOIRA é burra (não culta): há mais de cem anos atrás, como aconteceu em 2008, foi feita uma reforma na língua portuguesa e declarou-se que todas as palavras que tivesse o ditongo OU poderiam ser escritas de duas formas: com OU e com OI. Ex.: Besouro e besoiro, couro e coiro, touro e toiro... Os poetas da época (escritores, jornalistas, etc.) não acolheram essa regra, mas os humoristas aproveitaram para fazer piadas com as mulheres loiras. Portanto, burra é a palavra loira e não, a pessoa; b) Existe uma brincadeira nas rodas de amigos que consiste em perguntar: VOCÊ TOMA OU BEBE? A cultura
  • 1090.
    Coletânea de LetrasMusicais 1090 está no fato de saber que a gente BEBE líquidos, TOMA caldos e COME massas; c) Há, também, uma pergunta que sempre é feita entre amigos: VOCÊ SABE QUAL A COR DO CAVALO BRANCO DE NAPOLEÃO? Isto quer dizer que na língua portuguesa existe concordância nominal, ou seja, cavalo é branco, e, cor é branca;
  • 1091.
    Letristas em Cena 1091 ENTENDAO COMPOR, O CANTAR E A CULTURA. Há compositores que só se preocupam com a melodia, as notas musicais, a harmonia entre os sons da música, e nada mais, como há cantor que se preocupa apenas com o microfone, a respiração, a técnica do cantar, sem se preocupar, nem esse nem aquele, com as palavras que são escritas ou pronunciadas ao compor ou cantar a canção. Mas há aqueles que se preocupam, porque as palavras escritas e pronunciadas na música influenciam e muito na educação das crianças, dos jovens e dos adultos também. Zezé di Camargo, ao compor a música MENTES TÃO BEM, escreveu a letra na 2ª pessoa do singular (mentes tão bem – tu) e, ao terminar a música, como se fosse uma pegadinha, ele escreveu: “Você mente tão bem.” Há cantores tão desatentos com as letras das músicas e descompromissados com a nossa cultura que não percebem essa “pegadinha” quando cantam essa música do Zezé. E, para chamar a atenção dos mais desatentos cantores e compositores, eis abaixo a letra da música VEM TU DAR VALOR ou VENHA VOCÊ DAR VALOR escrita para TU e para VOCÊ. Veja (você) o que muda, e veja, também, que uma palavra foi acrescentada ou reduzida em alguns versos para poder somar 11 sílabas métricas. Sílabas Métricas, Elipse, Redução de Palavras, e, Dicionário – estes são os melhores parceiros dos poetas, inclusive, compositores. Veja as duas letras nas páginas seguintes: [Pag. 1502 - 1505]
  • 1092.
    Coletânea de LetrasMusicais 1092 ENTENDA POESIA. Uma poesia nada mais é do que o meu, o seu, o nosso jeito particular de falar, escrever ou mostrar, de forma resumida, o que nós entendemos sobre algo. A poesia não precisa ter estrofes, rimas, versos nem palavras, obrigatoriamente. Ela pode ser um desenho, uma música, uma fala (declamação) ou um texto com ou sem rimas, com ou sem versos, com ou sem estrofes. Uma carta de amor é uma poesia, pois cada um tem o seu jeito próprio de falar do amor. Um desenho é uma poesia porque é uma forma particular de alguém se expressar sobre algo, com o objetivo de agradar pessoas, mesmo sabendo que nenhuma poesia agradaria a todas as pessoas. Há quatro tipos PRINCIPAIS de poesia: 1) A POESIA CANTADA – Música é poesia; 2) A POESIA PINTADA – Desenho é poesia; 3) A POESIA ESCRITA – Texto poético é poesia; 4) A POESIA FALADA – A declamação ou discurso é poesia; Há, também, quatro classes PRINCIPAIS de poesia: 1) A POESIA TRADICIONAL (clássica) – Escrita com todos os pontos e vírgulas; 2) A POESIA MODERNA – Escrita sem pontos e vírgulas no final dos versos;
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    Letristas em Cena 1093 3)A POESIA HAIKAI OU HAICAI – Originou-se no Japão e se escreve com, no máximo, três versos; 4) A POESIA ALDRAVIA – É de Minas Gerais e se escreve sem verso (uma palavra sob a outra); Há, ainda, quatro formas de se apresentar a poesia: 1) Através de TEXTOS, quando reproduzimos e distribuímos textos poéticos; 2) Através de LEITURA, quando lemos textos poéticos para nossos ouvintes; 3) Através de RECITAL ou de RÉCITA, quando expressamos poesias depois de decorá-las; 4) Através de DECLAMAÇÃO, ou DISCURSO, quando recitamos com entusiasmo, como os atores;
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    Coletânea de LetrasMusicais 1094 ENTENDA O POETA. Poeta ou poetisa é a pessoa que tem inspiração, que escreve, fala, canta, desenha, etc., com um jeito próprio, particular, só seu, mesmo que tenha se espelhado em alguém. Ter inspiração é mais que imaginar, é sentir-se capaz de reproduzir aquilo que imaginou. Há vários tipos de poeta: 1) O POETA CANTOR – que canta poesia (música é poesia); 2) O POETA COMPOSITOR – que faz poesia musicada; 3) O POETA ESCRITOR – que escreve poesia; 4) O POETA DECLAMADOR – que declama poesia; 5) O POETA ORADOR – que discursa poesia (o discurso que encanta seus ouvintes é uma poesia); 6) O POETA PINTOR – que desenha ou pinta poesia (quadro, pintura é poesia); 7) OUTROS POETAS – todos as pessoas viram poetas quando tentam fazer algo pra agradar alguém; E todos os poetas recorrem a macetes (jeitinhos) para tornar o seu trabalho mais agradável, mais aplaudido. O pintor, além de saber usar, precisa, também, saber escolher as tintas, os papéis e os pincéis para pintar os seus desenhos.
  • 1095.
    Letristas em Cena 1095 Ocantor, além de afinar a voz, precisa saber escolher bem os seus apetrechos (microfones e outros aparelhos) e saber pronunciar bem as palavras da letra da música também. O compositor, além das notas musicais, precisa escolher os melhores instrumentos e os melhores arranjos para cada tipo de canção. O escritor, para agradar mais a seus leitores, precisa saber escrever as palavras, os versos e os textos corretamente, empregando a pontuação, as figuras de linguagem, a redução de palavras e as sílabas métricas, que serão úteis na leitura ou declamação da poesia. O declamador, por sua vez, precisa pronunciar bem as palavras, tanto as eruditas quanto as matutas e os regionalismos, para, assim, encantar a sua plateia com entonações diferentes na poesia, empregando, quando necessário, as sílabas métricas.
  • 1096.
    Coletânea de LetrasMusicais 1096 ENTENDA SÍLABAS MÉTRICAS São macetes empregados pelo poeta letrista e/ou pelo poeta declamador para facilitar a declamação da poesia. É a maneira como se falam, e não, a maneira como se escrevem as palavras. As sílabas métricas obedecem algumas regras, que são: 1ª) Para facilitar a declamação, o poeta letrista escreve a poesia contando as sílabas comuns de cada palavra, mas, só até a sílaba tônica da última palavra do verso. Exemplos: a) mi-nha-ter-ra-tem-sa-bi-á -------------------------------> = 08 sílabas; b) mi-nha-ter-ra-tem-as-pal-meiras -----------------------> = 08 sílabas; c) mi-nha-ter-ra-tem-du-as-máscaras ---------------------> = 08 sílabas; 2ª) Outro macete muito empregado pelos poetas escritores, letristas, compositores, etc. é o emprego da elipse (evitar o uso de palavras desnecessárias na frase) e o emprego da redução de palavras (motocicleta é moto, fotografia é foto, maior é mor, você é cê, senhor é seo, José é Zé, Pedro é Peo, etc. 3ª) Para igualar a quantidade de sílabas dos versos, o poeta declamador (ao declamar) pode transformar duas sílabas vizinhas em uma só, suprimindo ou trocando letras, desde que a primeira sílaba termine em vogal e a segunda comece também com vogal. Exemplos: a) tudo isso é bom = tu-dis-sé-bom = ----------------------> = 04 sílabas;
  • 1097.
    Letristas em Cena 1097 b)minha amiga = mi-nh'a-mi-ga = -------------------------> = 04 sílabas; c) e o sol dela = il-sol-de-la ----------------------------------> = 04 sílabas; Exemplo: VEM TU DAR VALOR Eu-te-dou,-bem,-e-tu-não-me-dás-va-lor. ----------- > 11 Dou-ca-ri-nho,-dou-bei-ji-nho,-dou-a-mor. --------- > 11 Meu-bem-zi-nho,-vem-ver-co-mo-eu-es-tou. ------ > 11 Tou-so-fren-do-por-cau-as-do-teu-a-mor. ---------- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Eu-te-dou,-bem,-e-tu-não-me-dás-va-lor. ----------- > 11 Dou-ca-ri-nho,-dou-bei-ji-nho,-dou-a-mor. --------- > 11 Meu-bem-zi-nho,-vem-ver-co-mo-eu-es-tou. ------ > 11 Tou-so-fren-do-por-cau-as-do-teu-a-mor. ---------- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11 Vem-me-dar-va-lor,-meu-bem,-que-eu-te-dou. ---- > 11
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    Coletânea de LetrasMusicais 1098 ENTENDA TUDO SOBRE ELIPSE ELIPSE é OMISSÃO DE ESCRITA E DE PRONÚNCIA. Toda vez que omitimos LETRAS, PALAVRAS, TERMOS, ORAÇÕES e FRASES, na escrita e na pronúncia, estamos praticando uma ELIPSE. Ou seja, a redução de palavras é uma elipse, também, mas, a abreviação de palavras não o é. Exemplos de abreviação: Ind. e Com. Ltda. Pronúncia = Indústria e Comércio Limitada. Você escreve parte das palavras, mas as pronuncia completamente. Já na elipse, você pronuncia apenas o que escreve. A ELIPSE divide-se em: 1. OMISSÃO DE LETRAS (redução de palavras). Exemplos: a. Quim (Joaquim) é meu amigo = omissão do início da palavra, "Joa"; b. Beto (Gilberto) é meu amigo = omissão do início da palavra, "Gil", mais a letra "r"; c. Neco (Manuel) é meu amigo = omissão do início "Ma" e do fim "uel", e acréscimo de "eco"; d. Chico (Francisco) é meu amigo = omissão do início "Fran" e troca de "s" por "h"; e. Dão (João) é meu amigo = omissão do início "Jo" e substituição por "D"; f. Peo (Pedro) é meu amigo = omissão do meio da palavra, ou seja, "dr";
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    Letristas em Cena 1099 g.Gil (Gilberto) é meu amigo = omissão do final da palavra, "berto"; 2. OMISSÃO DE PALAVRAS (redução de frases). Exemplos: a. (Eu) Amo você = omissão da palavra "Eu"; b. Ela está na (avenida) Bonocô = omissão da palavra "avenida"; c. Eu estou no (vale do) Bonocô = omissão das palavras "vale" e "do"; d. Hoje é (dia) vinte do (mês) doze = omissão das palavras "dia" e "mês"; e. (Veja) Meu pai, ele é careca = omissão da/s palavra/s "Veja/Olhe/Preste atenção no"; f. Esse ônibus é (da linha) Lapa(/Barra)? = omissão das palavras "da" "linha", "Barra"; g. (Eu) Gosto de ler (os livros de) Machado de Assis = omissão de "Eu", "os", "livros", h. São dez horas (e zero minuto da manhã ou noite de sábado, dia nove de fevereiro do ano de dois mil e treze, no Calendário Cristão) = omissão de 21 palavras; 3. OMISSÃO DE FRASES (redução de ideias). Exemplos: a. A terra é uma bola (O planeta Terra é em forma de bola);
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    Coletânea de LetrasMusicais 1100 b. Eu fiz Letras (Eu me formei na Faculdade de Letras); c. Eu sou baiano (Eu nasci no estado da Bahia); Na poesia a seguir, tudo que aparece (escrito) dentro dos parênteses é ELIPSE: DEUS E SATANÁS NA TERRA DA AIDS (com melodia) Deus fez saúde, (Deus) fez paz, (Deus) fez bondade e (Deus fez) tolerância. Satanás fez a doença, (Satanás) fez a guerra e (Satanás fez) a vingança.
  • 1101.
    Letristas em Cena 1101 ENTREO SUL E O NORTE Entre o Sul e o Norte Há vários rumos, meu bem. Não há só Leste e Oeste. Entre o preto e o branco Há várias cores também. Não há só azul e rosa. Entre feio e bonito Existem várias feições. Entre dito e não dito, Existem várias palavras. Entre o céu e a terra Não há só morte e vida. Ao falar mal de alguém Lembre disto, “minha linda”.
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    Coletânea de LetrasMusicais 1102 ESCREVA POEMAS Escrever poemas, consultando sempre um dicionário, é exercitar a arte de escrever. É treinar o que você aprendeu até hoje, e aprender cada dia mais um pouco. Cordéis são poemas com estrofes, todas iguais, de 04 a 10 versos, tendo o último verso de cada estrofe geralmente na mesma rima, que pode ser em A, B, C ou D. Abaixo, um exemplo de cordel com estrofes de 10 versos e o último em C, mas alguns em D, A e B. PORTUGUÊS EM CORDEL Quem conhecer Português - A E gostar de estudá-lo, - B Certamente vai amá-lo. - B Pois não é como o Inglês, - A O Francês ou o Japonês, - A Difíceis de compreender, - C Assimilar e aprender, - C Ou outras línguas que há, - D Que são fáceis de falar, - D Mas difíceis de escrever. - C Português não é difícil - A De escrever, compreender, - B Assimilar e aprender. - B Porém é muito difícil, - A Tem que usar artifício, - A Para entender e explicar, - C
  • 1103.
    Letristas em Cena 1103 E,também, para falar. - C Eu não conheço ninguém, - D No Brasil ou no além, - D Que nunca possa errar. - C As palavras portuguesas - A Têm origem e formação, - B E têm classificação, - B Mas nem sempre são coesas. - A Pois palavras portuguesas - A Têm uma coisa incrível: - C O fato de ser miscível, - C De poder miscigenar, - D Unir, reduzir, formar... - D Tudo isto é possível. - C Às vezes, uma palavra: - A Escreve-se com maiúscula (O Presidente...) - B E escreve-se com minúscula (O presidente) - B Parece aquela palavra (tesa - adjetivo) – A Porém é outra palavra (tesa - verbo) – A Escreve-se de dois jeitos (inda e ainda) – C Ou fala-se de dois jeitos (senhor e seo) – C Usa-se só no plural (aspas, óculos, ...) – D Não se usa no plural (lápis, pires, ...) - D Português é sem defeitos. – C Na formação da palavra – A Misturam Grego, Latim - B E outras várias, assim - B Como as que o escravo falava, - A As que o invasor falava, - A E o Tupi-Guarani, - C
  • 1104.
    Coletânea de LetrasMusicais 1104 Que era a língua daqui, - C Quando Cabral descobriu - D Esta terra varonil, - D E grandiosa: o Brasil. - D E na formação da frase, - A Ou formação da oração, - B Há muita compreensão, - B Mas, posso dizer que quase - A Ninguém entende esta fase - A Como deviam entender. - C Na frase pode haver - C Uma inversão, um eclipse, - D Uma omissão ou elipse - D Difíceis de perceber. – C Sabe o que é inversão? - A Inversão é quando fazem - B Reviravolta na frase, - B Tipo: “Pousou um avião”, - A “Pinto come o gavião”... - A E o obscurecimento - C Ou a falta de talento - C No intelecto é eclipse. - D E sabe o que é elipse? - D Elipse é a omissão. - A O meu nome é Clemente. - A Nesta frase há omissão, - B Porque nenhum cidadão - B Chama-se, apenas, Clemente. – A Mas, quem omite não mente. - A E quem diz “É zero hora” – C
  • 1105.
    Letristas em Cena 1105 Acrescentaria,agora, - C Dia, data e era tais, - D Caso não quisesse mais - D Recair em omissão. – B
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    Coletânea de LetrasMusicais 1106 EU ADMIRO OS POETAS Música: Colaboração. Eu admiro os poetas, Mas não os que vêm a público Falar daquilo que sentem Pelas pessoas amadas. Este amor, este desejo, Não é verdade, eu diria. Porque o amor de verdade Não se torna vaidade. É que o amor verdadeiro Deve ser provado a beijo Dado a dezenas por dia, E, também, noutras ações, Proteção e garantia. É que o amor verdadeiro Deve ser provado a beijo Dado a dezenas por dia, E, também, noutras ações, Proteção e garantia. Os poetas que admiro Não são tipo Casimiro, Que cantava Cena Íntima, Anjo, Clara, e, Mocidade. São do tipo Castro Alves, Que lutava contra as leis Pra que eu e todos vocês Tivéssemos a liberdade. São poetas como Gandhi, Que falava do amor, Não pras pessoas amadas,
  • 1107.
    Letristas em Cena 1107 Mas,pra toda a humanidade. São poetas como Gandhi, Que falava do amor, Não pras pessoas amadas, Mas, pra toda a humanidade.
  • 1108.
    Coletânea de LetrasMusicais 1108 EU, MARIA E JOÃO Música: Colaboração. Fugi da seca, Quando vim lá do sertão, Porque já tinha um ano Que Deus não molhava o chão. Na minha terra Não havia irrigação. Só se tinha o que fazer Quando Deus molhava o chão. Trouxe a família, A riqueza que eu tinha: A minha mulher, Maria, E o meu filho, João. Trouxe o jumento, A cachorra e a galinha, E também trouxe o machado, A enxada e o facão. Lá, sem a chuva, Não se tinha o que fazer. Não tinha pão pra comer E nem onde ganhar pão. Chamei Maria e disse: Vamos, mulher, Vamos pra cidade grande À procura de patrão.
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    Letristas em Cena 1109 (Solo) Chegandoaqui Foi que eu vi a coisa feia. A galinha foi pra ceia E a cachorra, pro lixão. E o jumento, Eu soltei para pastar. Não se tinha o que comer, O que fazer e onde morar. Um certo dia, Me chegou um cidadão Com cara de gente rica, Porque chegou de carrão. Disse: “José, Cê não tem o que comer. Eu vou criar pra você O seu filhinho, João.” Falei pra ele: Me desculpe, cidadão, Tudo que eu tenho na vida É meu filinho, João. Tenho Maria, Mas é mulher. Emprestada. Se ela for mal tratada, Vi morar com Ricardão. (Solo)
  • 1110.
    Coletânea de LetrasMusicais 1110 Ele me disse, Com cara de gente séria: “Você está na miséria, Mas não despreza a família. Gostei de ver. Vou dar emprego a você. O que cê sabe fazer? Trabalhar em padaria?” Fui, trabalhei E economizei. Venci. Hoje, eu tou contando aqui O quanto a gente sofria. Já somos donos De dois grandes restaurantes. Não levo a vida de antes. Eu já como todo dia. Nos restaurantes É grande a freguesia. Um, dirigido por João E o outro, por Maria. São vários pratos E vocês podem escolher: Ou a comida de João, Ou a comida de Maria.
  • 1111.
    Letristas em Cena 1111 EUSOU ASSIM Sou honesto, sim, senhor. Também sou trabalhador. Mas, não há prazer em mim. Não é paixão recolhida, Nem um desgosto da vida. Sabe por que sou assim? São cicatrizes deixadas Pelas feridas curadas Das invejas que sofri. E as feridas ocultas Das calúnias dessas putas Que só veem defeito em mim. Puta é quem faz fofoca, Fuxico, futrica, em troca De uma simples risada. E não garante o que faz, O que diz e outros mais. É a gente descarada. Chama prostituição Uma antiga profissão Perigosa por demais. Mas puta é homem ou mulher Que não assume o que é, O que diz ou o que faz. Deus me deu tudo de bom: Uma casa pra morar, Coragem pra trabalhar,
  • 1112.
    Coletânea de LetrasMusicais 1112 Pernas, braços, pra lutar, Uma mente de clareza, Pão e vinho sempre à mesa. Deu-me família descente, Sem covardes, sem canalhas. Com jovens que olham pra frente, Vitória em minhas batalhas E orgulho dos parentes. Isto é uma grande riqueza. Mas, inda não sou feliz. Eu ainda corro atrás, Porque me acho capaz De tornar-me outro alguém. Ser feliz é contentar-se Com o tudo ou o nada que tem.
  • 1113.
    Letristas em Cena 1113 EUSOU UM GATO Meu amor, eu não sou cão. Meu amor, eu sou o gato! O gato da expressão Que diz que “Quem não tem cão” – Tu não tens – “caça com gato.” Eu sou um gato, meu bem. Não sou um cão. Sou um gato. Não qualquer gato, também. Eu sou um gato do mato. Porém eu me sinto bem. Pois existe cão, meu bem, Pior que gato do mato. Tem cão pior do que gato Para caçar, meu amor. Ô meu bem, caça com gente
  • 1114.
    Coletânea de LetrasMusicais 1114 FAÇA SUA PARTE Música: Colaboração. Somos todos brasileiros, Filhos da mesma nação. Amigo ou inimigo, Você é nosso irmão. Falemos a mesma língua. Pra que tanta confusão? Falemos a mesma língua. Pra que tanta confusão? O Ensino Fundamental Tem que ser fundamental. Tem que ensinar dicção, Pronúncias e coisa e tal. Dicionários com pronúncias Seria o ideal. Dicionários com pronúncias Seria o ideal. Somos todos brasileiros, Filhos da mesma nação. Amigo ou inimigo, Você é nosso irmão. Falemos a mesma língua. Pra que tanta confusão? Falemos a mesma língua. Pra que tanta confusão? O Ensino Fundamental Tem que ser fundamental. Tem que ensinar dicção, Pronúncias e coisa e tal.
  • 1115.
    Letristas em Cena 1115 Dicionárioscom pronúncias Seriam o ideal. Dicionários com pronúncias Seriam o ideal. Dicionários com pronúncias Seriam o ideal. Dicionários com pronúncias Seriam o ideal.
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    Coletânea de LetrasMusicais 1116 FANTASMA EXISTE SIM Música: Colaboração. Fantasma existe sim, Mas, talvez, você não o veja. Pois, creia, Deus é fantasma. E existe, com certeza. Se não existisse Deus Não existia Natureza. Fantasma é alma, sem corpo. E Jeová é assim. Onipresente e não visto. Assim também é Cristo, Que foi nosso Redentor. O fantasma só tem alma. E nós somos seres vivos, Quer dizer que temos vida, Que é a alma com corpo, Vontade e necessidade. Deus não tem vida, não morre, Pois não tem necessidade. O fantasma não respira, Não supre necessidade. A maior necessidade É respirar, meu amor.
  • 1117.
    Letristas em Cena 1117 OGOVERNO DA BAHIA, ANO 2000 O governo da Bahia Tem um jeito engraçado. Pune o honesto e sério Apoia quem anda errado. Com os mutuários da URBIS Foi isto que aconteceu: Aqueles que não pagaram Foram todos perdoados. Até aí, tudo bem. Eu não vejo nada errado. Perdoar ou não um débito É direito do Estado. Até aí, tudo bem. Eu não vejo nada errado. Perdoar ou não um débito É direito do Estado. Mas, entre os que pagaram, Há quem foi sacrificado. Tem gente que fez empréstimo Pra ter seu nome honrado. Tem gente que vendeu carro, Geladeira e o que mais tinha, E fez acordo no emprego, Pra pagar o que devia. O governo pressionou. Ameaçou despejar. Fez pai ficar sem dormir, Mãe de família chorar...
  • 1118.
    Coletânea de LetrasMusicais 1118 O governo pressionou. Ameaçou despejar. Fez pai ficar sem dormir, Mãe de família chorar... E, depois de tudo isto, Levou pra televisão Os heróis que não pagaram, E os que pagaram, não. E, pior: fomos roubados. Não me calo. Eu não aguento. A URBIS roubou a gente, Pois não deu o documento. Muitos conjuntos da URBIS São como uma invasão: A gente compra os imóveis E não dão escritura, não. Muitos conjuntos da URBIS São como uma invasão: A gente compra os imóveis E não dão escritura, não.
  • 1119.
    Letristas em Cena 1119 HÁDEZ TIPOS DE MÚSICA Manuel Pedro dos Santos – (1870/1944) – que também era compositor nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia, radicado no Rio de Janeiro e apelidado Bahiano porque pronunciava muitas palavras do modo errado ao falar ou cantar, foi o primeiro cantor profissional brasileiro. Ele gravou o primeiro samba da história da discografia brasileira, pelo telefone, em 1916. Ouvindo suas gravações, feitas com o mínimo de tecnologia, chagamos à conclusão que as suas músicas eram mais bem trabalhadas e as suas palavras melhor pronunciadas do que as de muitos cantores que fazem sucesso hoje, mesmo tendo os cantores de hoje a tecnologia a seu favor. A música é um elo cultural tão importante na vida das pessoas quanto a escola e o professor. É necessária e urgente a conscientização dos poetas cantores e compositores para a que nossas músicas enriqueçam mais a nossa cultura com palavras bem pronunciadas para que os seus fãs: jovens, crianças e adultos, mesmo frequentando as melhores escolas e faculdades, não continuem falando como se fossem analfabetos. O Brasil foi classificado como um dos piores sistemas de educação do mundo, porque os brasileiros, mesmo os mais cultos, não praticam o que se ensina nas escolas. A teoria não condiz com a prática nem em relação às palavras. Há dez tipos diferentes de música: 1-Música Feia – depende do gosto de cada um, mas é aquela que apresenta um ritmo que não agrada ao ouvido (rock é uma música feia para quem não gosta de rock);
  • 1120.
    Coletânea de LetrasMusicais 1120 2-Música Bonita – depende do gosto de cada um, mas é aquela que apresenta um ritmo que agrada ao ouvido (rock é uma música bonita para quem gosta de rock); 3-Música Boa – depende do momento, do coração, do sentimento e do gosto de cada um, mas é aquela que apresenta uma mensagem boa para quem ouve, e, por isso, uma mesma música pode ser considerada boa por alguém, e ruim por outrem; 4-Música Ruim – depende do momento, do coração, do sentimento e do gosto de cada um, mas é aquela que apresenta uma mensagem ruim para quem ouve, e, por isso, uma mesma música pode ser considerada ruim por alguém, e boa por outrem; 5-Música Mal Feita – é aquela que não apresenta uma ou mais de uma das condições citadas abaixo; 6-Música Bem Feita – é aquela que apresenta harmonia perfeita entre a voz e os demais sons da música, uma letra bem feita e as palavras bem pronunciadas, seguindo as regras do seu idioma até mesmo quando algumas palavras pertencem a idiomas diferentes, ou a dialetos, desde que seja intenção do autor da música enfatizar estes dialetos (é o caso daquelas músicas que usam palavras matutas, por exemplo); 7-Música Bem Interpretada – é aquela cujo intérprete “reproduz-”, (sem alteração na voz ou na pronúncia das palavras).
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    Letristas em Cena 1121 8-MúsicaMal Interpretada – é aquela cujo intérprete não a reproduz. 9-Música Sem Valor Cultural – pode ser bem interpretada, bem feita, bonita e boa para muita gente, mas, as palavras empregadas na sua letra são feias ou de baixo calão; 10-Música Com Valor Cultural – pode ser mal interpretada, mal feita, feia e ruim para muita gente, mas as palavras empregadas na sua letra não são feias ou de baixo calão.
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    Coletânea de LetrasMusicais 1122 HÁ DOIS MARES Música: Colaboração. Há um mar cheio de água, Que leva as embarcações Que unem os continentes Que, quando o vê, deslumbrante, Da praia ao horizonte, Enche os olhos da gente. Da praia ao horizonte, Enche os olhos da gente. Há outro, cheio de ar, Que alimenta os pulmões Que dão vida aos viventes Que, ao contrário do outro mar, A gente olha este mar E não o ver tão presente. A gente olha este mar E não o ver tão presente. Quem educa uma criança Ensina-lhe a nadar. Ela escolhe, ao crescer, Um lugar para explorar. Quem educa uma criança Ensina-lhe a nadar. Ela escolhe, ao crescer, Um lugar para explorar. Às vezes, no mar de água. Às vezes, no outro mar. Às vezes, no mar de água.
  • 1123.
    Letristas em Cena 1123 Àsvezes, no outro mar. E, devido à exploração, A gente deve temer Que o mar vire sertão. E, de tanto ela explorar, A gente pode afirmar Que o sertão vai virar mar. A gente pode afirmar Que o sertão vai virar mar. Há um mar de H2O, Há outro, de N+O. Há quem pense que há um só. Há dois mares!
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    Coletânea de LetrasMusicais 1124 HÁ SEXEIROS E AMANTES Música: Colaboração. Há drogas livres e lícitas. Eu ainda não sabia. Açúcar é uma droga. E sexo também é droga, Pois também mata e vicia. O sexeiro viciado Estupra e alicia. Há sexeiros e amantes. Amantes sabem amar Parceiros, filhos e netos. Os sexeiros não amam. Querem sexo, sexo, sexo... Os sexeiros não amam. Querem sexo, sexo, sexo... Como qualquer outra droga, O sexo traz prejuízos Para usuário e parente. Mas, o que mais nos revolta É que atinge outra gente. Pois faz vítimas, muitas vítimas. E a maioria inocente. Muita gente já morreu Vítima da prática do sexo: Ricardo, Cornélio, Otávio E, até, um tal de Esberto, Por AIDS, blenorragia, Ou por uma covardia,
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    Letristas em Cena 1125 Comoestupro, por certo. Quanto bebê já foi morto? Quantos abortos são feitos? Quantas crianças nasceram Depois foram abandonadas: Nas ruas? Nos orfanatos? Nas lixeiras? Nas estradas? Matos? Lagos? Mares? Rios? São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios. São sexeiros maus e frios.
  • 1126.
    Coletânea de LetrasMusicais 1126 HOMEM, COM M, OU MULHER, COM H, Música: Colaboração. Ser homem ou ser mulher É perder o pai, a mãe, O emprego, a família, As pernas, os braços, os olhos, A saúde, e, ainda Que a vontade de viver, Mas, continuar amando E respeitando as pessoas, Os animais e valores Como a honestidade, O amor e a sinceridade. A vida é como o mar, Que é lindo pra se olhar Tem praias pra descansar, Tem peixes, frutos do mar, Mas tem as ondas também, Capazes de arrasar. Mas tem as ondas também, Capazes de arrasar. As pessoas que resolvem Não amar nada ou ninguém, Não respeitar as pessoas, Nunca mais fazer o bem, Só porque perdeu pra sempre O carinho de alguém, Escutem o que eu vou falar:
  • 1127.
    Letristas em Cena 1127 Agente que age assim É só home ou mulher. Não é um homem, com eme, Ou, uma mulher, com agá.
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    Coletânea de LetrasMusicais 1128 ILUSÃO Político ao palco sobe E muitos sobem ao Planalto. Tentando iludir ao pobre, Cada um fala mais alto: “Sou o melhor. Faço reformas, Faço escolas, dou asfalto...” Promete um melhor salário E diminuir a pobreza. Criando projeto agrário, Dividir a nossa riqueza. É demagogia, meu caro. Desculpe a minha franqueza. Diminuir nossa pobreza É fácil e, até, demais. Digo com toda a certeza, O governo sabe e não faz. Falta é mais investimento Em dez programas sociais: 1-Planejar a natalidade; 2-Melhorar a educação; 3-Dar saúde e segurança; 4-Acabar a corrupção; 5-Dividir todos latifúndios; 6-Dar sítios para o povão; 7-Apoiar a agricultura, Comprando a safra de grãos; 8-Abrir poços artesianos;
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    Letristas em Cena 1129 9-Fazerboa irrigação, Para colher todo o tempo, Frutos verdes lá no sertão; 10-E, para punir criminosos, Não os trancar numa prisão. Trocar a pena por trabalho E resocialização Na prestação de serviços, Pois Betinho tinha razão. Betinho defendia isto E eu quero incrementar: “O preso que não trabalha Tem tempo de astuciar.” Num país é assim: Todos têm que trabalhar
  • 1130.
    Coletânea de LetrasMusicais 1130 JOÃOZINHO Música: Colaboração. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Sabia, sobre as palavras, Formação, composição, A classe a que pertencem, E, dos verbos, a conjugação. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Conhecia todas regras Para acentuação, Ditando uma por uma, Inclusive, a exceção. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português.
  • 1131.
    Letristas em Cena 1131 Joãozinho,com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Já sabia o que é frase, Sabia o que é oração, Entendia de período, Parágrafo e pontuação. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Um certo dia falou: — pai, eu vi uma ladrona. O pai logo retrucou: — Jãozinho, não é ladrona. — É ladrona, sim, paipai. Porque ela é grandona. Ladra é quando é pequena. A ladra grande é ladrona. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês.
  • 1132.
    Coletânea de LetrasMusicais 1132 Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português. Joãozinho, com sete anos, Já pensava em ser burguês. Lia e relia todinhos Os livrinhos do Português.
  • 1133.
    Letristas em Cena 1133 JOVEM,PARE DE FUMAR Música: Colaboração. Jovem, pare de fumar. Cigarro é “veneno”. Jovem, pare de fumar. Cigarro é “veneno”. Cê tem, hoje, quinze anos. Fuma um cigarro por dia. Daqui a sessenta anos Serão vinte e dois mil dias. Cê tem, hoje, quinze anos. Fuma um cigarro por dia. Daqui a sessenta anos Serão vinte e dois mil dias. Uma estatística nos mostra Que um cigarro encurta a vida, Em média, vinte minutos. Ela é clara: “em média”. Porque existem fumantes Que fumam mais de cem anos. Porém, há outros fumantes Que mão fumam nem dez anos. Inclui fumantes que morrem Por câncer, perdendo quilos, Inclui fumantes que morrem Por drogas, ganhando tiros Cê tem, hoje, quinze anos.
  • 1134.
    Coletânea de LetrasMusicais 1134 Fuma um cigarro por dia. Daqui a sessenta anos Serão vinte e dois mil dias. Jovem, pare de fumar. Cigarro é “veneno”. Jovem, pare de fumar. Cigarro é “veneno”. Jovem, pare de fumar. Cigarro é “veneno”. Jovem, pare de fumar. Cigarro é “veneno”.
  • 1135.
    Letristas em Cena 1135 LIBERDADE Música:Colaboração. Liberdade é muito bom. Não sei como comparar O homem livre, liberto. Podendo ir e voltar. Podendo falar à beça Sobre o que imaginar, Sem ter medo de ser preso, Sumir ou então, sei lá. Virar escravo ou defunto. Não ter direito a sonhar. Liberdade é abstrata, Inodora e incolor. Não tem forma nem tamanho, Cheiro, cor, só tem sabor. Liberdade é muito estranha, Porém tem muito valor. Pode-se vender, comprar, Dar, até fazer barganha. Ela só não tem valor Para quem não tem vergonha. Quem ama a liberdade, E sabe o valor que tem, Não mata, assalta, corrompe, Fere ou constrange ninguém. Se ferido ou constrangido, Corrompido ou assaltado, Procura um advogado
  • 1136.
    Coletânea de LetrasMusicais 1136 Um juiz ou delegado. Nem que seja Jesus Cristo, Que não condena o culpado. Ô,ô, ô,ô, ô,ô, ô,ô, ô,ô.
  • 1137.
    Letristas em Cena 1137 LIÇÃODE VIDA No dia treze de junho, Por volta das treze horas, Creiam, senhores, senhoras, Criança e jovem de punho, Este é meu testemunho: Alguns vão me perdoar, Outros vão me condenar. Mas, eu não tenho recurso. A vida segue seu curso, E eu não posso calar. Há de servir de lição, Minhas senhoras, e senhores, Para muitos condutores Dentro de nossa nação, E fora. É nosso irmão O motorista de estrada Que vira a madrugada. Obrigado a trabalhar Sem direito a descansar, Como uma alma penada. O cansaço é o aviso De que estamos no limite. Café, coca, arrebite, Pra patrão que tem juízo, Não compensa o prejuízo Do carro, carga e vítimas. Pois serão muitas as vítimas:
  • 1138.
    Coletânea de LetrasMusicais 1138 Mortas ou sobreviventes, Com sequelas, e dependentes, Que perderão os seus pais. Após a minha jornada, Meu companheiro e mano, Volto pra casa com sono, O corpo e a alma cansada. Perco o ponto de parada, Por chegar nele dormindo. Você pode estar sorrindo. Mas, peço, sorria não. Sem a menor intenção A gente faz o que faz. No dia, eu tava ao volante E dirigindo cansado. O corpo tava quebrado. Não tanto, mas o bastante Para dormir ao volante, Numa reta da estrada. Dormindo, eu não via nada, Não fiz a curva da frente. Podia ter matado gente. Mas, Deus me ama demais.
  • 1139.
    Letristas em Cena 1139 MAGIANEGRA Podem até fazer o bem Mas, planejando algo mau, Pois o diabo só tem Planos pra fazer o mal. Você pode ser refém, Sequestrado(a) com o fim De ser morto e ninguém Desconfiar do vizin (nho). A pessoa lá é morta Com requinte de maldade E oferecida ao diabo Em troca duma bondade. Nas datas mais diferentes, Um exemplo é eleição, Existem alguns delinquentes Candidatos, com ambição. Estes monstros, delinquentes, Vão para a reunião Do candomblé, essa gente Da magia da escuridão, Lá, já está um refém, Para ser sacrificado, Sequestrado por alguém Que também é do diabo.
  • 1140.
    Coletânea de LetrasMusicais 1140 Oferecem holocausto Ao diabo, na verdade, Em troca de luxo, fausto, Mas só recebem maldade. Não confie, gente, em ninguém Que anda no candomblé, Seja criança, adulto, Seja home ou mulher. No candomblé não tem homem (com eme) E também não tem mulher (com agá) Pois eles guardam segredos. Veja um segredo o que é: JC / JC Online - 04/01/2009 Um homem foi morto e teve o corpo retalhado e cozinhado num ritual de magia negra em Caruaru, Agreste de Pernambuco. O pai de santo Jandeílson Mendonça de Queiroz, 23, confessou o crime. Ele afirmou à polícia que atendeu a um pedido de uma entidade espiritual. http://www.tabernaculonet.com.br/blog/?cat=48
  • 1141.
    Letristas em Cena 1141 OMAR É UMA FLORESTA, Música: Colaboração. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. Esconde milhões de vidas, Animais e vegetais. Além da fauna e flora, Tem petróleo e minerais. Além da fauna e flora, Tem petróleo e minerais. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. Tem gente que é da terra, Tem gente que é do mar. Tem bicho que nasce aqui, Tem bicho que nasce lá. Tem planta que nasce aqui, Tem planta que nasce lá. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta.
  • 1142.
    Coletânea de LetrasMusicais 1142 O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar tem serras, tem vales, Tem depressões, tem planícies, Encantos, água corrente... Quando o vê, deslumbrante, Da praia ao horizonte, Enche os olhos da gente. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. Mas, o mar e as florestas Careçam preservação. Sem nossa preservação, Um dia, que já está perto, O mar vai virar sertão E o sertão, virar deserto. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta. O mar é uma floresta.
  • 1143.
    Letristas em Cena 1143 OMATEMATIQUÊS Há quem fale em espanhol, Há quem expresse em inglês. Mas a língua universal É sempre matematiquês. A gente soma, subtrai, Multiplica e acontece, Mas a linguagem matemática A gente nunca obedece. Matemática é composta De algarismos, numerais, Números, tamanhos, valores, E de quantidades. E tem mais: Número não é a ideia. Essa coisa ultrapassada. É o dia, o mês, o ano... Ou a coisa enumerada. Aquilo que está na casa, Placa, carro, táxi e tal, Que muitos chamam de número, Não é número. É o numeral. E não se fala “casa número”. Falem ou “casa” ou “número” “tal”. Não se fala “número do(a)”. Fala-se, aí, “numeral”. Não se fala “número de”,
  • 1144.
    Coletânea de LetrasMusicais 1144 Pessoas, vítimas e tal. Fala-se aí, “quantidade”. Corretíssimo, por sinal. Não falem “número que calço”. Calçado é tamanho, senhores. Não falem em somar dois “números”. Mas, “quantidades” ou “valores”. Não falem “inúmeras coisas”. Falem sempre “inumeráveis”. Quer dizer que é impossível Enumerar ou numerá-las. Não há números naturais. Há os números cardinais, Os ordinais e os geométricos, Ou seja, pontos de referência. Racionais e irracionais Não são números. São numerais, Ou quantidades ou valores. Eles não são números. Jamais. E, quando eles são valores, Trazem sinais: menos(-) ou mais(+). Mas o valores positivos Dispensam os sinal de mais. Não há os números complexos. Há sim, os numerais complexos, Que representam os valores Com reais e imaginários.
  • 1145.
    Letristas em Cena 1145 Comonumerais racionais Que representam os valores, E até as quantidades, mistos, Com inteiros e fracionários. 2.1/8 (dois inteiros e um oitavo) É inteiro com fracionário. 2+mxi (dois mais m vezes xi) É real com imaginário. Falemos sempre o correto. Estou pedindo a vocês. Falem correto esta língua. Aprendam matematiquês. É inteiro com fracionário. 2+mxi (dois mais m vezes xi) É real com imaginário. Falemos sempre o correto. Estou pedindo a vocês. Falem correto esta língua. Aprendam matematiquês.
  • 1146.
    Coletânea de LetrasMusicais 1146 A MEU LEITOR, As minhas poesias tratam dos mais variados temas livremente. Isto é, não seguem a regras nem a ordens. Portanto, elas transmitem o que eu penso, não, o que todos gostam de ler, ouvir ou saber. Fiz questão de escrever algumas POESIAS MODERNAS (sem pontuação no final dos versos), mas, a grande maioria é de POESIAS CLÁSSICAS (com a devida pontuação). Elas podem não ter ou ter estrofes, contendo entre um e dez versos, podendo os versos não ser ou ser metrificados, e com vários tipos de rima. Eu escrevo orações com sujeito elíptico. Exemplos: Por que gostam de matar? De assaltar? E também escrevo orações com vírgula após o sujeito, que muitos contestam. No meu trabalho, trata-se de elipse para evitar a repetição do sujeito. Exemplo: Mas eu, morro de vontade. A frase pede outro eu após a vírgula, que está elíptico. Nas minhas poesias foi empregada a nova ortografia, de março de 2008, que aboliu o trema (exceto em nomes estrangeiros); o acento diferencial das palavras coa, coas, para, pelo, pela, pelas, pelo, pelos, pera e polo (mas manteve-o em pôde e pôr); o acento circunflexo dos verbos grafados com dois “ee” (veem, leem, deem...) e dos substantivos e verbos terminados com dois “oo” (voo, enjoo, perdoo, abençoo...); o acento agudo dos ditongos abertos “éi” e “ói” nas palavras paroxítonas (ideia, jiboia, etc.), e do í (I) ou ú (U) em hiato com ditongo anterior (como nas palavras baiuca e feiura), mas não o aboliu quando o hiato for com vogal anterior (como em saída e saúde); além de alterar as regras do emprego do hífen e as do emprego dos pronomes átonos (os verbos terminados em consoante + i + los não se acentuam, porque o i é tônico. Exemplos: comi- los, perdi-los, demiti-los, etc.). Mas continuam sendo
  • 1147.
    Letristas em Cena 1147 acentuadosos verbos terminados com hiato + los. Exemplos: atraí-los, poluí-los, possuí-los, etc. Eu procurei usar a forma menos conhecida das palavras com duas formas, que são: ainda e inda, coisa e cousa corrução e corrupção, corruto e corrupto, constrói e contrui, destói e destrui, catorze e quatroze, dáblio e dábulo, é e ê, ó e ô, etc. Empreguei as palavras pra, no lugar de para, cê, no lugar de você, tá, no lugar de está, tou, no lugar de estou, e, né, no lugar de não é. A palavra pra é síncope de para, as palavras cê, tou, tá e tava são reduções, e a palavra né é a aglutinação de não + é. Com raras exceções, as minhas poesias foram feitas para falar dos maus costumes do Brasil, como a corrupção, a desonestidade, a falta de caráter e de vergonha que tomou conta da maioria dos políticos e, também, da maioria das pessoas comuns. Espero não ter o mesmo fim de Gregório de Matos, um “jesus cristo” que, como poeta e juiz tentou salvar o povo da Bahia da má fama e acabou, “crucificado” por criticar os maus costumes do povo baiano de sua época. As críticas das pessoas de boa índole vêm desacompanhadas de escárnio e têm a finalidade de incentivar as mudanças, as transformações. Como as críticas de Gregório de Matos, as minhas críticas têm o objetivo de mostrar os nossos erros, porque eu acredito que o primeiro passo para consertá-los é admitir que os temos.
  • 1148.
    Coletânea de LetrasMusicais 1148 O MEU PIOR INIMIGO O meu maior inimigo Pode ser grande, gigante. Mas pode viver distante. Não se encontrar comigo. Pode ser mostro, demônio, Ou um outro ser medonho, Do tipo que mete medo, Causa pavor, traz perigo... Mas, meu pior inimigo Assusta mais que o maior. Ele convive comigo E nunca me deixa só. Durmo, e acordo com ele, Pensando que estou só. Quando estou com amigos Ele aparece: o pior. Persegue-me todo o dia, Indiscreto e insensato. Ele não é perigoso. É igual a carrapato: Persegue-me todo o dia, Indiscreto e insensato. Ele não é perigoso. É igual a carrapato: Consegue me isolar, Faz gente me odiar... Porque ele é malcheiroso.
  • 1149.
    Letristas em Cena 1149 Odesgraçado é mau hálito. Consegue me isolar, Faz gente me odiar... Porque ele é malcheiroso. O desgraçado é mau hálito.
  • 1150.
    Coletânea de LetrasMusicais 1150 NA BABILÔNIA É ASSIM Música: Colaboração. Na Babilônia é assim. Ninguém tem futuro, não. Avós, pais, filhos e netos, Ricos, pobres e sem tetos Usam drogas, meu irmão. Avós, pais, filhos e netos, Ricos, pobres e sem tetos Usam drogas, meu irmão. Na Babilônia é assim. Ninguém tem futuro, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem futuro, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem vergonha, não. Os pais transam com as filhas, As mães transam com os filhos, Irmãs transam com irmãos. Os pais transam com as filhas, As mães transam com os filhos, Irmãs transam com irmãos. Na Babilônia é assim. Ninguém tem vergonha, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem vergonha, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem palavra, não. Todas mulheres são putas, Os homens também são putas,
  • 1151.
    Letristas em Cena 1151 Serbacana é ser putão. Todas mulheres são putas, Os homens também são putas, Ser bacana é ser putão. Na Babilônia é assim. Ninguém tem palavra, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem palavra, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem caráter, não. Todo mundo trai e rouba. Quem trabalha também rouba. Lá, todo mundo é ladrão. Todo mundo trai e rouba. Quem trabalha também rouba. Lá, todo mundo é ladrão. Na Babilônia é assim. Ninguém tem caráter, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem caráter, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem caráter, não. Na Babilônia é assim. Ninguém tem caráter, não.
  • 1152.
    Coletânea de LetrasMusicais 1152 NÃO SABE FAZER POESIA? Poesia pode ser feita – A Sem obedecer a nada. – B Não há regras, leis ou normas – C Para poesia ou piada. – B Pois poesia fala de tudo. – D Inclua no tudo o nada. – B Pode ter rima ou não. – E Pode está certa ou errada. – B E, tendo rima, não precisa – F Ser rima organizada. – B Poesia é um desenho, – A Um discurso, uma canção, – B Uma dança estilo artístico – C Ou uma encenação, – B Um texto para agradar, – D Com verso e rima ou não, – B Com estrofes, sem estrofes, – E Com ou sem metrificação. – B Tudo feito com o desejo – F De agradar áudio ou visão. – B Poesia é uma arte. – A Faça-a com muito amor. – B Ela, depois de está feita, – C Retratará seu valor. – B Feita pra ganhar dinheiro, – D Ou para fazer favor, – B E para falar de tudo – E Ou pra não falar de nada, – F A poesia fala de alguém: – G Ela fala do autor. – B
  • 1153.
    Letristas em Cena 1153 NATUREZAE UNIVERSO Música: Colaboração. O que é a natureza? É o solo em que pisamos, A água a que bebemos, O ar a que respiramos, Seres vivos e não vivos, Seres mortos e fantásticos. Os planetas, a estrelas, As galáxias, o espaço. Engana-se o que diz Que o universo é tudo. Universo não é nada. Natureza, sim, é tudo. Conteúdo inexcessário (Sem qualquer exceção). Universo é, somente, Um círculo envolvente, Transparente: imaginário. Um círculo envolvente, Transparente: imaginário. O que é a natureza?! É o solo em que pisamos, A água a que bebemos, O ar a que respiramos, Seres vivos e não vivos, Seres mortos e fantásticos. Os planetas, as estrelas, As galáxias, o espaço. Engana-se o que diz
  • 1154.
    Coletânea de LetrasMusicais 1154 Que o universo é tudo. Universo não é nada. Natureza, sim, é tudo. Universo não é nada. Natureza, sim, é tudo. Universo não é nada. Natureza, sim, é tudo. Universo não é nada. Natureza, sim, é tudo. Universo não é nada. Natureza, sim, é tudo.
  • 1155.
    Letristas em Cena 1155 NAVIODA CORRUÇÃO Ô, poeta Castro Alves, Cantaste Navios Negreiros Na grande reunião De políticos, fazendeiros... Que eram, na época, os líderes Dos estados brasileiros. Inspira-nos, ô poeta! Hoje e aqui há uma festa De líderes, músicos... de poetas Que serão teus mensageiros. “Falem, pois, jovens poetas, Do navio da corrução. Música ou poesia presta Grande serviço à nação: Lembra, orienta, adverte, Chama o povo à atenção, Inspira novos poetas, Desta e das demais festas, A cobrar ações honestas Do político e do povão. Nosso político é corruto E o nosso povo também. Parece sentir vergonha Da honestidade e do bem. Honestidade e caráter Pouca gente hoje tem. Ensinai a vossos filhos, Honestidade e Fé – Brilhos. Pois corrutos não são cílios
  • 1156.
    Coletânea de LetrasMusicais 1156 Pra fechar olhos que veem. Nossos olhos veem o mundo Com clareza e exatidão: Quem é do Bem ou do Mal, Quem tem ou não tem razão, Quem trabalha honestamente, Quem vive da corrução – Que destrui nossas culturas, Cava nossas sepulturas, Dizendo-se das alturas, E, na verdade, é ladrão. Cidades tão acabadas. Segurança não se tem. Estradas esburacadas, Ruas e praças também. A saúde adoentada. Educação já não tem. Até na rede privada Tem escola reprovada: O aluno não sabe nada Nos exames do ENEM. Acordem, músicos, poetas, Vamos fazer poesia: Cantem, dancem ou declamem, Discursem ou encenem poesia. Pintem telas que retratem Luta contra a tirania. O que fazem estes tiranos, Estes corrutos insanos, Babilônicos, desumanos, Tem nome – é covardia.”
  • 1157.
    Letristas em Cena 1157 ANOSSA VIDA COMO TREM A nossa vida é como carro, A nossa vida é como carro, A nossa vida é como carro, Caminhão, às vezes, trem, Às vezes, trem, às vezes, trem, Às vezes, trem, às vezes, trem, Por via de ferro, asfalto, barro Por via de ferro, asfalto, barro Por via de ferro, asfalto, barro Levando tudo o que tem: Tudo o que tem: tudo o que tem: Tudo o que tem: tudo o que tem: Ilusão, sonho, esperança, Ilusão, sonho, esperança, Ilusão, sonho, esperança, Conquistas... O que convém. O que convém. O que convém. O que convém. O que convém. Se ela quebra ou arruína, Se ela quebra ou arruína, Se ela quebra ou arruína, Dá-se um jeito e tudo bem. E tudo bem. e tudo bem. E tudo bem. e tudo bem. Não tem jeito, é nossa sina.
  • 1158.
    Coletânea de LetrasMusicais 1158 Não tem jeito, é nossa sina. Não tem jeito, é nossa sina. Dá-se outro rumo: vamos pro além. Vamos pro além. vamos pro além. Vamos pro além. vamos pro além
  • 1159.
    Letristas em Cena 1159 NÓSSOMOS HIPÓCRITAS Música: Colaboração. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós compramos aviões De combate pelo ar – Trinta e seis aviões – Só pra exibir, mostrar. Gastamos quatro bilhões Numa guerra que não há. Mas nós não aparelhamos A polícia militar Para combater a Guerra Das Drogas. E esta há. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Dizemos “Somos bons pais”, Mas não sabemos criar. Nosso filho vai pra rua, Não sabemos onde está. Ao invés de ir à aula, Vai pra lan house jogar Jogos feitos por bandidos Com o propósito de ensinar
  • 1160.
    Coletânea de LetrasMusicais 1160 A ser bandido, ladrão: Assaltar, roubar, matar. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Somos contrários às drogas, Detestamos traficantes, Mas cantamos esta música Toda hora, todo instante: “Se eu quiser bebe, eu bebo. Se eu quiser fumar, eu fumo. Com o suor do meu emprego Eu pago tudo que consumo.” É um incentivo claro Para usar maconha e fumo. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Traímos nossos parceiros, Nossos amigos também. Discursamos nos palanques Com falação só do bem, E depois somos eleitos E ridículos também. Somos corrutos, ladrões, Sem piedade de quem Perdeu com seca ou enchente,
  • 1161.
    Letristas em Cena 1161 Ou,simplesmente, não tem. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas. Nós somos hipócritas.
  • 1162.
    Coletânea de LetrasMusicais 1162 OCÊS Eu vou me apresentar. Eu sou um pobre coitado Que tem um vício danado De falar do Português. E, por ser um viciado, Eu vou falar um bocado De um sujeito engraçado Que uns chamam de Ocês. Ocês é pronome, usado Na fazenda, ou no roçado, E que já foi, no passado, Chamado de Vosmicês. Não é apenas falado. Ele pode ser grafado. E, também, modificado. Pode ser escrito Cês. Cês viram a Paula ontem? Cês sabem falar inglês? Cês vão à praia hoje? Cês que sabem de vocês. Oxente vio de “ó gente”. É que o jovem, apressado, Tem sempre modificado Palavras do Português.
  • 1163.
    Letristas em Cena 1163 OSSETE GRANDES VALORES DA NOSSA SOCIEDADE Música: Colaboração. Crianças, jovens e senhores, Atentem pra esta verdade. Existem sete valores Na nossa sociedade. Sem eles, forma a bagunça, Cria-se a Babilônia. Gera-se um povo sem honra, Sem cultura e sem vergonha. O primeiro é a fé. Ela remove montanha. O segundo é o amor, Ao nosso Deus e Senhor, Aos nossos entes queridos E, também, ao nosso irmão. Em terceiro, a lealdade. Em quarto, a educação. Em quinto, o conhecimento, Chamado sabedoria. Que reduz o sofrimento E nos dá mais alegria. Quem é sábio vence fácil, Tem mais armas pra lutar. Sabe como investir E como economizar.
  • 1164.
    Coletânea de LetrasMusicais 1164 Depois, em sexto lugar, Está a sinceridade. É o valor que nos dá O requinte da verdade. É falar com o coração, Sem mentira ou enrolação, Com clareza e exatidão, Aquilo que a gente sabe. O outro grande valor É tão grande quanto a fé. É tão bom quanto o amor. Chama-se honestidade. Ser honesto é ser fiel, Ser correto, ser honrado. Não trapacear, mentir... Quem mente rouba a verdade. Crianças, jovens e senhores, Atentem pra esta verdade. Existem sete valores Na nossa sociedade. Sem eles, forma a bagunça, Cria-se a Babilônia. Gera-se um povo sem honra, Sem cultura e sem vergonha.
  • 1165.
    Letristas em Cena 1165 PALAVRASSÃO COMO PEDRAS Palavras são como pedras Atiradas aos ouvidos. Elas podem machucar, Provocar choros, gemidos... Mas, também, podem criar Ou transmitir o amor Até pros bichos amigos. E ainda podem ecoar, Ressoar noutros ouvidos. Os outros podem ouvi-las Como um eco retinido, E notar como o amor Está sendo transmitido. Tanto faz ser o amor Maternal ou paternal, Filial ou fraternal, Quanto o amor erótico Ou carnal, ou o cupido. Se alguém grita com outrem É que ele está irado. Sem amor no coração, Vê o/a ouvinte, ali, do lado, Mais longe que um ser amado, Que pode estar no Japão.
  • 1166.
    Coletânea de LetrasMusicais 1166 PARABÉNS À MINISTRA ELIANA CALMON Música: Colaboração. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Que há bandido togado O povo sabe, Ministra. A mãe da corrupção Sempre foi essa “justiça”. O que há de se esperar De drogado usando toga? Drogado, neste país, Ajuíza e advoga. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Quem é que paga os estudos De drogado, em faculdade? Muitas vezes, é corrupto
  • 1167.
    Letristas em Cena 1167 Outraficante. É verdade. Drogados são estudantes Em prol da corrupção. E, às vezes, são meliantes, Que vivem na contramão. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Isto é a Babilônia, Outra nação, na verdade. É um povo bagunceiro, Desonesto e covarde. Certeza de impunidade É, também, corrupção. Isto não é novidade Para nenhum cidadão. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra.
  • 1168.
    Coletânea de LetrasMusicais 1168 Só tem justiça quem tem Dinheiro e advogado. Quem não tem perde seu tempo E ainda é humilhado. Quem trabalha é humilhado Sem pena, dó, nem respeito. Por não ter tempo e dinheiro Para buscar seu direito. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Com uma justiça justa Não teria corrupção, Em nenhum dos três poderes, Pois teria punição. Não haveria Lalau, Não teria Mensalão, Ministro cara de pau... Nada disso havia não. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra! É hora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Parabéns, Ministra! Parabéns, Ministra!
  • 1169.
    Letristas em Cena 1169 Éhora de dar um basta Nesta justiça sinistra. Aposentar um corrupto Não é forma de punição. É, na verdade um indulto, E, com gratificação. Isto encoraja o medo De fazer corrupção, Para aposentar mais cedo E cair na curtição.
  • 1170.
    Coletânea de LetrasMusicais 1170 A PIOR EXPERIÊNCIA A pior experiência Que a pessoa pode ter Não é ser isto ou aquilo. É, simplesmente, não ser. Quem é isto ou aquilo Sabe bem o que ele é. Pode viver travestido, Mas não, ser o que não é. Quando uma pessoa é isto, Mas, tratada como aquilo, Constrange-se, se revolta, Pode esfaquear, dar tiro... Há, até, quem se suicida, Sem deixar explicação. Devido ao constrangimento, À revolta, à depressão... Mas, para se suicidar, Escolhe cinema, bar, Escola, outro lugar De grande concentração, Compra arma e munição, Espera a reunião... Isto né loucura, não. Isto né loucura, não. E mata ali, muita gente, A maioria indecente. É vingança, meu irmão,
  • 1171.
    Letristas em Cena 1171 Contrabullying, humilhação, E contra discriminação. É vingança, meu irmão, Contra bullying, humilhação, E contra discriminação.
  • 1172.
    Coletânea de LetrasMusicais 1172 POESIA Música: Colaboração. Perguntou-me uma criança: “Poeta, o que é poesia?" Foi aí que eu descobri Que eu também não sabia. Tentei dar-lhe uma resposta, Mas disse apenas: Poesia... Pensei, pensei, pensei, pensei. E a tal resposta não vinha. Depois, veio de repente. Eu disse a ela: Poesia, minha criança, É muito diversificada. Uma tem versos e estrofes E outra, palavras e mais nada. Uma tem os versos soltos, Isto é, os versos sem rimas, E outra é muito bem rimada. Uma é toda desigual E outra é metrificada. Uma vira uma canção E a outra jamais é cantada. Uma é um lindo poema E a outra, uma feia piada. Uma é grande e outra, pequena. Uma é certa e outra, errada. Uma dar prazer a quem ler E outra deixa a gente irada. Uma nos fala da vida, E a outra não nos diz nada.
  • 1173.
    Letristas em Cena 1173 Umanos fala do bem, Outra é do mal que nos fala. Uma é feita para amigos E outra para inimigos. E a poesia romântica, Para a pessoa amada. E outra é muito bem rimada. Uma é toda desigual E outra é metrificada. Uma vira uma canção E a outra jamais é cantada. Uma é um lindo poema E a outra é uma feia piada. Uma é grande e outra, pequena. Uma é certa e outra, errada. Uma dar prazer a quem ler E outra deixa a gente irada. Uma é grande e outra, pequena. Uma é certa e outra, errada. Uma dar prazer a quem ler E outra deixa a gente irada.
  • 1174.
    Coletânea de LetrasMusicais 1174 POESIA PARA LADRÃO Textos, músicas, poesias, E tudo quanto se tem, São propriedades de alguém. Quem rouba música ou poesia É da mesma covardia De quem assalta meu bem, Tomando-lhe o que tem. São coisas adquiridas Com trabalhos, lutas, lidas, E dedicação também. Perdem-se horas de sono, Farras, festas, carnavais... Escrevendo os textos tais. E depois, têm outro “dono” Os textos sem abandono. Copiados por alguém, Que nem inteligência tem. Quem a tem faz o como eu, Trabalha e compra o que é seu. Não copia de ninguém. Trabalhe e faça o seu. Não queira ser parasita. Isto magoa e irrita. Tire o olho do que é meu. Seja honesto como eu, Sanguessuga sem-vergonha. Sua covardia é tamanha Que tira a empolgação De qualquer um cidadão Que trabalhe como eu.
  • 1175.
    Letristas em Cena 1175 POESIAPARA OS JOVENS Música: Colaboração. Usar as drogas ilícitas, Pode crer, brother, irmão, É brincar com coisa séria, É não ter compreensão. É não olhar por futuro. É a maior ilusão. Os jovens inteligentes Não caem nunca na jogada. Mesmo quando toda droga Não lhes é vendida. É dada. Eles sabem: droga ilícita Só leva à vida errada. Ô,ô. Mesmo que o traficante Seja amigo, seja irmão. O jovem que é inteligente Não cai na conversa, não. Usar as drogas ilícitas É não ter os pés no chão. Ô,ô. (Repete-se toda a letra)
  • 1176.
    Coletânea de LetrasMusicais 1176 POETA Poeta, poesia é tudo. Tudo é uma poesia. Seja um hino de louvor, Músicas da boemia, As canções da Velha Guarda, O rap de hoje em dia, Músicas bregas, sertanejas, Qualquer canto ou cantoria, Uma carta de amor, A frase dum caminhão, Desenho, foto, figura... Toda forma de expressão. Tudo isto é cultura. E faz parte da poesia. Traduz os conhecimentos, Costumes e tradições Do Brasil e da Bahia. Mas, preste atenção, poeta, Já chega de baixaria. Nossas músicas, o que são? Que humilhação! Quem diria? Só se ouve palavrão Nos pagodes da Bahia! Reaja! Dê-me sua mão! Vamos fazer parceria! Vamos formar um exército E combater noite e dia. Nós, unidos, venceremos. Se, unidos, nós não vencermos, Ao menos nós mostraremos A nossa insatisfação. Reaja! Dê-me sua mão!
  • 1177.
    Letristas em Cena 1177 APOLUIÇÃO HUMANA A poluição do mundo, Assim como a do Brasil, É como a de um rio. Dormindo um sono profundo, Sonhei com o Rio do Mundo: O leito é o povo justo, A margem, o povo injusto. No leito estão os da paz, Na margem, os marginais. No Brasil é mesmo assim. Porém, muitos marginais Não mostram a cara jamais. Vivem na sociedade Juntos com o povo da paz. Na justiça, na política, Nas igrejas, nas polícias Escondem-se marginais. Escondem-se marginais. Escondem-se marginais. Peço a Deus pra este sonho Tornar-se realidade. Que os canalhas e covardes, Desonestos e medonhos Ficarão, como no sonho, Separados dos da paz. Na margem. São marginais. E, porque marginais são, São, também, poluição. Não são limpeza, jamais.
  • 1178.
    Coletânea de LetrasMusicais 1178 O POVO DA BABILÔNIA O povo da Babilônia É um povo sem linhagem. Que só conhece a lei Chamada Lei da Vantagem. Mata, rouba, mente, E vende tudo ilícito: Droga, roubo, bicho, gente... Um povo sem consciência. Sem leis. Como os animais. E de tudo é capaz. Sem leis. Como os animais. E de tudo é capaz. Sem leis. A Babilônia, meus senhores, É uma pátria sem leis, Sem fronteiras, sem limites. Um país dentro de outros. Leiam em Revelação, Livro do Apocalipse, Do Capítulo Dezessete Até o Capítulo Vinte. No Capítulo Vinte e Um, Leia o Versículo Oito. ÔÔÔ, Ô, Ô. Sem leis. Como os animais. E de tudo é capaz.
  • 1179.
    Letristas em Cena 1179 Semleis. Como os animais. E de tudo é capaz. Sem leis.
  • 1180.
    Coletânea de LetrasMusicais 1180 O POVO NÃO É PINICO O povo não é pinico! O povo não é pinico! O povo não é pinico! O povo não é pinico! Pensaram que o povo era pinico. E o povo do passado admitiu. Mas nessa nova era O povo reagiu: “Pinico é a puta que pariu.” O povo não é pinico! O povo não é pinico! O povo não é pinico! O povo não é pinico! Quando o Rato era candidato O povo esperançoso se iludiu. Depois que se elegeu Rato se corrompeu. O povo agora está a ver navio. O povo não é pinico! O povo não é pinico! O povo não é pinico! O povo não é pinico!
  • 1181.
    Letristas em Cena 1181 PRONÚNCIASDAS PALAVRAS : TERMINADAS POR VOGAL + Z {o Z não vale IZ (PAZ = páz, e não, paiz)}; TERMINADAS POR VOGAL + S {o S não vale IS (JESUS = Jezús, e não, Jezuis)}; QUE – antecedida de preposição – pronuncia-se quê (a quê, ante quê, até quê, com quê, contra quê, de quê, desde quê, em quê, entre quê, o quê, para quê, perante quê, por quê); QUE – não antecedida de preposição – pronuncia-se qui (eu qui, você qui, nós qui, aquele qui, o homem qui, a mulher qui, tudo qui, nada qui...); A GENTE concorda com o feminino (a gente é amiga, a gente é feia, a gente é trabalhadora, a gente está gorda, a gente está empregada, a gente está tralhando...); QUEM concorda na terceira pessoa (sou eu quem anda, eu sou quem canta, somos nós quem trabalha, são eles quem vai, serás tu quem vencerá...); CUJA/O não leva artigo (a mulher cujo marido – não, a mulher cujo o marido); O SUJEITO concorda SEMPRE com o verbo. Porém, quando empregada a ELIPSE a frase pode parecer (que está) incorreta. Exemplos: Os Lusíadas é tudo de bom (o livro); Hoje é (dia) vinte do (mês) doze (do ano) de 2012; (O valor de) Esta coisa é dez reais. Não diga “Esta coisa são dez reais”;
  • 1182.
    Coletânea de LetrasMusicais 1182 O país é (o formado por) os E. Unidos. Não diga “O país são os Estados Unidos”; Folclore é (o conjunto de) os costumes e tradições de um povo – não, “folclore são...”; Cultura é (o conjunto de) o folclore, o conhecimento e a sabedoria de um povo; Conhecimento é (o conjunto de) as informações, ou teorias, adquiridas; Sabedoria é (o conjunto de) as práticas adquiridas;
  • 1183.
    Letristas em Cena 1183 PUTANÃO É PROSTITUTA Música: Colaboração. Puta não é prostituta. Prostituta é meretriz. Puta é quem não assume Aquilo que faz ou diz. Fala e diz: “Não falei.” Faz e diz: “Eu não fiz.” Fala e diz: “Não falei.” Faz e diz: “Eu não fiz.” Nas calçadas, nas esquinas, Debruçadas nas janelas, Em bares, empresas, escolas... Em toda parte estão elas, Falando mal das pessoas. Só não veem defeito nelas. Fala e diz: “Não falei.” Faz e diz: “Eu não fiz.” Capazes de ver defeitos Em pessoas consagradas, As putas são como as cobras: Machos, fêmeas ou veados, E têm veneno na língua, Ou são ladras disfarçadas. Fala e diz: “Não falei.” Faz e diz: “Eu não fiz.” Chamada de papa-pinto E também de caninana, Segundo histórias do campo
  • 1184.
    Coletânea de LetrasMusicais 1184 Há uma cobra que mama, Em mulher. Rouba a criança, E, com o rabo, a engana. Fala e diz: “Não falei.” Faz e diz: “Eu não fiz.” FALANDO: Prostituta papa pinto muito mais que caninana. Na cidade e no campo. Mas, se não rouba nem engana, é profissional e digna de respeito e boa fama. Há pessoas que não sabem. A expressão “Filho de puta!”, dirigida a alguém, quer dizer: “Teu pai ou mãe, ou ambos, é ou eram, puta/s. E tu és puta também”. Principais tipos de putas: futrique ira, ou fofoqueira, e caloteira também.
  • 1185.
    Letristas em Cena 1185 OQUE É QUE MATA GENTE Muitas coisas matam gente. Eu vou listar pra você. O amor é uma delas, Pois faz a gente sofrer. O amor de mãe, então! Faz a mãe enlouquecer De tristeza ou de paixão, Beber muito, não comer, De desprezo ou solidão Adoecer e morrer. Sexo também mata gente, A que não o sabe fazer Ou o faz sem higiene, Porque sexo faz sofrer Com doenças transmissíveis, Chamadas DST, E quem tem parceiro vil, Infiel ou egoísta, Por esse ponto de vista Pode sofrer e morrer. E a fome também mata. É bom a gente aprender, Desde cedo, a trabalhar, Economizar e ter, Pra não precisar pedir Farofa e pão pra comer. É que a fome traz fraqueza, Que nos faz adoecer, E a doença não se cura Sem ter o que se comer.
  • 1186.
    Coletânea de LetrasMusicais 1186 O QUE É SEXO Literalmente, o sexo É a parte fêmea da flor, Chamada de gineceu, Recebendo os gametas Da outra parte da flor, Chamada de androceu, Que pode estar noutra planta, Em outro galo da planta, Ou, também, na mesma flor. Estando na mesma flor, O androceu, masculino, Derrama anterozoide, No homem, espermatozoide, Para fecundar a flor. Estando em outra flor, Ou, anda, em outra planta, Deus Cupido dá um jeito Pra acontecer este amor. Pode ser uma ventania, Pra haver encontro de flor, Pode ser a obstetrícia Do obstetra beija-flor, Ou, se não, uma abelhinha Colhendo o mel na flor, E consentindo, ou obrigando, Que as flores façam amor, Porém, com todo pudor. Veja que o deus Natureza, Da inteligência e beleza, Não fez as coisas iguais,
  • 1187.
    Letristas em Cena 1187 Porém,fê-las semelhantes. Sexo das flores distantes É sexo entre amantes, O sexo dos namorados. O sexo na mesma flor É sexo entre casados. E a barriga de aluguel? E a prostituição? Não teriam acontecido Se ajuda do Cupido: Sem o doutor beija-flor Ou a ação das abelhas Colhendo o mel na flor. É o trabalho da clínica, Cafetina ou cafetão.
  • 1188.
    Coletânea de LetrasMusicais 1188 O QUE O TURISTA FALA DE NÓS (QUANDO ESTÁ NO BRASIL): Brasileiros, eu sou turista. Moro em outro lugar. Eu falo bem de vocês Toda vez que chego lá. Por isso que todo mês Vem uma turma de lá. Falo do Sul e do Norte, Do Sudeste, do Nordeste, E, também, do Centro-Oeste. Dos pagodes da Bahia, Das danças, do carnaval... De tudo que aqui há. Falo muito da política, Sem confusões ou mistérios. Dos prefeitos, deputados... Todos honestos e sérios. Eu nunca ouvi falar Em político cassado. Falo também da justiça, Que é uma coisa séria. Muitos milhões de processos Numa fila de espera. Mas é coisa do progresso. É coisa da Nova Era. Também falo das cidades, Da linda Rio de Janeiro,
  • 1189.
    Letristas em Cena 1189 Edo povo da Bahia, Alegre e hospitaleiro, Das mulheres e das praias, Que são bonitas também. E, falo do futebol Da Terra do Rei Pelé, Dos garotos bons de bola, Do futebol de mulher... Agora tou indo embora. Tchau. Até o mês que vem. QUANDO CHEGA A SUA TERRA, EM TODA PARTE DO MUNDO, O TURISTA DIZ: Saudações, meus conterrâneos! Eu tou vindo do Brasil. Quanta gente sem vergonha! Homem vil e mulher vil. Prostitutas de dez anos Nas favelas do Brasil. Bar, colégios, faculdades... Transformaram-se em bregas Onde puta faz fofoca, Vende sexo, vende drogas, E difama as pessoas Que não compram sexo ou drogas. Puta não é prostituta. É a gente disfarçada, Sem vergonha, descarada, Do tipo que não assume
  • 1190.
    Coletânea de LetrasMusicais 1190 O que faz e o que diz. Existe em todo o país. A tal prostituição É, às vezes, uma isca. Muitos carros são roubados Por prostitutas bonitas, Nas estradas e avenidas Acenando aos motoristas. Casos de pedofilia Existem em demasia. Estupradores estranhos Agem de noite e de dia. Muitos atacam bebês, Num ato de covardia. E alguns estupradores Agem dentro da família. Estupram as enteadas, Primas, sobrinhas e filhas Adultas, adolescentes, E, até, crianças novinhas. Ladrão é como formiga. Honesto lá é otário. Os ladrões fazem a festa Com cheque ou crediário. É muita gente roubando. Redes de lojas fecharam. Tou falando do ladrão
  • 1191.
    Letristas em Cena 1191 Dehonesto disfarçado. De carteira assinada. Quer dizer, tá empregado. E pode ser do povão Ou Ministro de Estado, Prefeito, vereador, Governador, deputado. Até mesmo senador, Presidente do senado, Praça e oficial, Juiz e advogado E tem mais: há uns ladrões Que têm carros importados, Tipo um tal Fernandinho, Que são muito bem tratados. E outros, roubam em quadrilhas, Como fazem deputados. São diversos os ladrões Que se espelham em deputados, Em senadores, prefeitos, E outros mais, descarados. São exemplos, os ladrões Que dão o golpe do fiado. Com papos cheios de lábias Encantam as suas vítimas. Fazem isso em locadores, Prestadores de serviços, Vendedores ambulantes, Loja, farmácia, mercado...
  • 1192.
    Coletânea de LetrasMusicais 1192 É chamado de laranja O tipo ladrão-escudo, Que protege outro ladrão. E são tantos os laranjas. O país parece feira Em festa de São João. Nas grandes empresas públicas São verdadeiros laranjas Os chefes incompetentes. Uma parte do salário Não entre no bolso deles: Vai pro bolso dos “gerentes”. E, além destes ladrões, Há ladrão desempregado, Que rouba para comer, E o dependente químico, Que rouba pro traficante. Isto é, pra não morrer. As leis são de brincadeiras. Ninguém tá aí pra nada. Todo dia criam leis Mas não são fiscalizadas. Os corrutos roubam, roubam, E ficam dando risadas. Os políticos são corrutos. Só se vê é corrução. Muitos já foram cassados Mas não é a solução. O próprio povo apoia E reelege o ladrão.
  • 1193.
    Letristas em Cena 1193 Entreo ano 2000 E ano 2005 Seiscentos e vinte e três Corrutos foram cassados. Prefeitos, vereadores, Senadores, deputados... E, só em 2006, Mais 1.100 processados. Recado do Globo Online De Quatro do Dez de Sete, Por D. Amorim enviado. D. Amorim, obrigado. Para cidadão votar, Criaram voto direto. Para corruto votar Criaram voto secreto. Um pode votar no outro E não perder o seu mérito. Tá crescendo todo dia A quantidade de ladrão. É fruto duma revolta Do trabalhador peão Por ver tanta gente rica Metida em corrupção. O ladrão adolescente Mata e rouba à vontade. Porque a lei lhe consente Fazer esta atrocidade. Só será um marginal Após a maioridade.
  • 1194.
    Coletânea de LetrasMusicais 1194 Fiscais e policiais São tarados por propina. No trânsito, nas prefeituras... Propina é realidade. Esta prática já é praxe Em quase toda cidade. O trabalhador normal, Que se diz bom cidadão, Diz que faz “gato”, faz “bode”, Pra não se dizer ladrão. Compra fiado e não paga. Mas, existe exceção. A justiça é um caos. É lenta como o diabo. O povão nem mais a busca, Por viver desenganado. São milhões e mais milhões De processos acumulados. É bem maior o acúmulo Do processo imaginário. Aquele em que o lesado Nem foi ao judiciário Registrar a sua queixa, Por ser desesperançado. Justiça é a de Deus, Ou, se não, a do diabo. Contrata-se matador E manda logo o recado, Ou, entrega-se pra Deus: O canalha é perdoado.
  • 1195.
    Letristas em Cena 1195 Ojuiz só faz justiça Se ele for pressionado Por um grande promotor Ou um bom advogado, Ou, o caso virar notícia E for televisionado. Se a causa for pequena, Por exemplo, de aluguel, Quando inquilinos canalhas Não cumprem o seu papel, A justiça sempre falha. Quem sai ganhando é o réu. Ganha tempo, muito tempo, E, depois de “condenado” A pagar o que ele deve, O valor é parcelado. Ele muda de endereço, Não cumpre, e é perdoado. É mesmo lei pra ladrão, Feita por outros ladrões. Quem perde é o cidadão, E saem ganhando os ladrões. Por isso que cada dia Aparecem mais ladrões. Quando o pobre cidadão É roubado ou humilhado, Procura delegacias Buscando ser amparado. Volta, às vezes, chorando. Ainda mais humilhado.
  • 1196.
    Coletânea de LetrasMusicais 1196 É que, na delegacia, Ao falar com o delegado, O queixoso, ou a vítima, Geralmente é mal tratado. Também acontece isto Ao ir-se ao juizado. Policiais e políticos Gastam o dinheiro público “Combatendo” traficantes. Mas, os artistas famosos Incentivam usar drogas Com estes versos cantantes: “Se eu quiser beber, eu bebo. Se eu quiser fumar, eu fumo. Com o suor do meu emprego, Eu pago tudo que consumo.” Parece até piada, Incentivo ao desperdício. Todo mundo se esquece Que emprego dá dinheiro, Porém não é vitalício. E quem vicia a fumar Um dia perde o emprego Mas, porém, não perde o vício. O governo cria programas, Tipo o Bolsa Família, E o pobre, pra cadastrar-se, Dorme a acorda na fila. Porque as primeiras senhas
  • 1197.
    Letristas em Cena 1197 Sãopras “pessoas amigas”. A cada dia atendem Vinte por cento da fila E os oitenta restantes Volta pra dormir na fila. Não dão senha antecipada. Atrapalha a comidilha. Assim nas grandes cidades E em qualquer cidadezinha. Quem trabalha em órgão público Ganha algumas propininhas. É uísque, é cerveja, São algumas lembrancinhas... Há uma lista enorme De quem desapareceu. Algumas pessoas boas, Mas, muitos são os velhacos, Maus pagadores, canalhas, Ou, se não, parente seu. A bagunça é geral. Tudo está bagunçado. Inclusive, o Português, Que já está recheado Com expressões babilônicas, Como “bode”, “gato”, “onça”. Tem gente que é bacana Mas que escreve palavras Como “tô” e, até, “vãobora”, Pra dizer “tou” e vambora”.
  • 1198.
    Coletânea de LetrasMusicais 1198 Esta gente aprendeu Com Cebolinha e Mônica. Falam mal, línguas indígenas! Bem, a língua babilônica. Além dos vários sotaques, Português é mal falado Em todo estado, simplesmente. Na Bahia, principalmente. Lá se diz: “casá”, “corrê”, “Namorá”, “amá”, “amô”, “Resistrá” e “iscrevê”, “A sinhora”, o “sinhô”, “Atrivido”, “arrilia”, “Cuá”, “cua”, “cuadô”... É cada vez mais difícil A alfabetização. Músicas, karaokês E textos na internet, Feitos sem a correção, São uma atrapalhação. Além disso, mudam as regras Na desculpa de querer Igualar com Portugal. Acabam não igualando E, com isso, piorando A educação, já mau. A dengue tem assolado. Tem matado muita gente. Os prefeitos não divulgam
  • 1199.
    Letristas em Cena 1199 Queo surto dela acontece Depois dos quarentas dias Em que houve uma enchente. Mandam agentes vivarem As tampinhas de garrafa Com água limpa e parada. E lagoas e açudes? Estes prefeitos são rudes? Que desculpa esfarrapada! Há pneu, casca de coco, Garrafa, lata, latinha, Balde, tonel, etcétera. Mas isto sempre existiu E a gente nunca viu Uma dengue como esta. É preciso que os prefeitos Coletem tudo e deem fim. E mandem tratar a água Dos rios de esgoto. É sim. Pois mosquitos adoecem E transmitem é ali. Vezes, há pontos de ônibus Bem na margem de um ‘rio”. Muita gente com a dengue Foi ali que adquiriu. Mosquito é como rato: Pegou doença, transmitiu. Mosquito transmite dengue
  • 1200.
    Coletânea de LetrasMusicais 1200 Quando ele está doente. E o mosquito adoece É no esgoto, minha gente. Mosquito de água limpa Não transmite. Né doente. Às margens das lagoas, Dos açudes, rios e tais, Há sempre poça de água Feita a pés de animais. Por ela está na lama, Dá quarenta dias ou mais. O mosquito nasce ali, Mas não bebe água dali. Quando a água apodrece O mosquito não adoece. Por que que isto acontece? É que o rio está ali. Mas, quando vem a enchente Não é isto que acontece. Há lagoa dentro do mato E este mato apodrece. Com trinta ou quarenta dias A água toda apodrece. Depois de uma enchente, Tudo côncavo tá com água. Trinta dias de sol quente Apodrecem água parada. Depois, coitada da gente: Tá doente a mosquitada.
  • 1201.
    Letristas em Cena 1201 Àsvezes, chove demais E os pauis ou alagadícios Ficam com águas paradas Por quarenta dias ou mais. As crianças transformam-nos Em piscinas naturais. Depois que estão doentes Crianças e adolescentes Negam isso pra seus pais. Às vezes, vêm a morrer. Os pais ficam sem saber Do banho nos manguesais. Mosquitos que ali nasceram Quando a água era limpa Agora adoeceram E lá permanecerão. Se não existe outra água, Para onde que eles vão? A família, no Brasil, Está perdendo o valor. Existe o casamento, Mas, não existe o amor. Cinco ou dez anos, no máximo, O casal se separou. Há pouca fidelidade. Quase ninguém é fiel. Há traição no namoro, Noivado, lua-de-mel... Os valores da família Tão indo pro beleléu.
  • 1202.
    Coletânea de LetrasMusicais 1202 Há várias religiões Defendendo estes valores. Mas, mesmo lá, nas igrejas, Existem enganadores. Há padres aliciadores, Pastores estupradores... A Seleção Brasileira, Que se diz melhor do mundo, Faz, às vezes, feio em campo Em plena Copa do Mundo. Lembram em 2006, A vergonha que ela fez? Elegeram presidente Um cara que era operário. Foi o melhor presidente Do último centenário. Mas, sabe o que ele fez? Prendeu ladrão empresário. Não foi só. Fez muito mais. Mas, faltou fazer justiça, Acabar a corrução, Mandar prender o corruto, Que é o professor do ladrão. Isto ele não fez, não. Hospitais públicos, falidos: Sem médico e equipamento, Sem leito para o doente, Que é medicado no chão Ou morrem sem atendimento, Deitado em papelão.
  • 1203.
    Letristas em Cena 1203 Maso país tem dinheiro Para comprar aviões, Trinta e seis (quatro bilhões) Para as Forças Armadas. Seriam provocações Às nações desarmadas? Na guerra que aí está Não se empregam aviões Como os das Forças Armadas. Sem armas policiais Enfrentam os marginais E suas armas pesadas. É dezembro, 2008. Lá no Sul e no Sudeste Cidades são destruídas Pelas chuvas de verão. Seca, fome e desemprego Matam no Norte e Nordeste. Mas, no Congresso, em Brasília, Deputados, senadores... Não estão preocupados Com emprego ou moradia Pros milhares de pessoas Vivendo de SOS. Estes nobres deputados São seus colegas, ou parceiros, Excelências, senadores, Priorizaram um projeto Criando mais, no país, Oito mil vereadores.
  • 1204.
    Coletânea de LetrasMusicais 1204 O povo sofre com a seca, Sem emprego ou esperanças, E também sofre com chuva E outras desgraças tantas. E eles, criando cargos Pro povo pagar as contas. A crise assola no mundo. No Brasil, enchente, seca E milhões desempregados. O Congresso Brasileiro Gasta 80 milhões Em mordomias, deputados, E, talvez, mais de oitenta Em mordomias no Senado. São tão sérios e tão justos, Tão sinceros, os senadores, Que não divulgam seus gastos. E como gastam, senhores. Quase oitocentos mil Foram gastos com horas extras, Para aumentar o salário Dos funcionários bonzinhos. E vejam quanto gastaram Só com chás e cafezinhos: Com mantimentos da copa, Foram cento e oitenta mil. Só com achocolatados, Cinquenta e seis mil reais. Inda fizeram reformas E queriam outras mais.
  • 1205.
    Letristas em Cena 1205 Enquantoisto, as cidades Tão sendo abandonadas. Falta emprego, saúde, Escola e segurança. Ainda falta merenda Nas escolas de criança. Há cidade no Brasil Que não tem água encanada. As crianças da cidade Não sabem o que é chuveiro. A água vem em carro-pipa Durante o ano inteiro. Há cidades isoladas. Não têm vias fluviais, Linhas de trem ou estradas. Nem escolas pras crianças, Sem futuro, sem esperança, Sem sonhos, desenganadas. Mesmo nas grandes cidades Há pontos abandonados, Onde moram povos pobres, Excluídos, flagelados... Só nas épocas de eleições Tais pontos são visitados. A cidade mais bonita É, também, mais violenta E menos aconchegante. Lá, há dados alarmantes. Muitos dos policiais Trabalham pros traficantes.
  • 1206.
    Coletânea de LetrasMusicais 1206 Em toda grande cidade Há as áreas comandadas Por traficante e ladrão. Eles mandam fechar lojas, Impõem taxas ao comércio... Em nome da facção. E a polícia não “vê”, A prefeitura não “sabe”. Quem paga é o cidadão. Isto acontece porque O traficante é laranja De políticos, irmão. Por isso que virou guerra. São coronéis disfarçados. Muitos, metidos no tráfico, Fazem tudo que há de errado. Vilões, corrutos, canalhas, Esmagam o povo, coitado. No Brasil há uma guerra. Não há mais como esconder. Guerra entre o Bem e o Mal Pra ver quem tem mais poder. Todo dia morem vítimas Inocentes, sem saber. O Bem luta pelo povo, Conquistando melhorias: Mais saúde e segurança, Mais estradas e outras vias, Mais escolas, mais empregos,
  • 1207.
    Letristas em Cena 1207 Maissonhos, mais alegrias. O Mal luta contra o Bem. É composto de corrutos. Diz ser do lado do povo, Mas é do lado oposto. O Bem promove alegria, O Mal promove desgosto. Entre os canalhas do Mal Está quem menos devia: Muitos nomes da polícia, Muitos nomes da política, Muitos nomes da justiça... Que tristeza! Quem diria? O Congresso Brasileiro Já devia ter fechado. Porque parece um chiqueiro Malcheiroso, mal cuidado, Onde lama, bosta e peidos Encontram-se misturados.
  • 1208.
    Coletânea de LetrasMusicais 1208 O QUE PENSAM OS MARGINAIS? Deitado na minha rede, Ou recostado à parede, Fico, às vezes, pensando. Deitado na minha rede, Ou recostado à parede, Fico, às vezes, pensando: O que pensam os marginais? Porque não gostam de paz? O que pensam os marginais? Porque não gostam de paz? Porque não gostam de paz? Porque não gostam de paz? Não sabem o prazer que dá Ser honesto e trabalhar. Não sabem o prazer que dá Ser honesto e trabalhar. Ser honesto e trabalhar. Ser honesto e trabalhar. Ser honesto e trabalhar. Ser honesto e trabalhar. Quer saber mesmo rapaz O que pensam os marginais? Quer saber mesmo rapaz O que pensam os marginais? Eles não amam ninguém E não querem ser alguém. Eles não amam ninguém
  • 1209.
    Letristas em Cena 1209 Enão querem ser alguém. Quem se ama ou ama alguém Valoriza a vida bem E deseja eternizá-la. Ele não pensa em viver Preparado pra morrer À faca, à bala. À faca, à bala. À faca, à bala. À faca, à bala.
  • 1210.
    Coletânea de LetrasMusicais 1210 RISO E SORRISO Parecem gêmeos. Não o são. Tal qual o nome, riso é: Curto, grosso, feio, mau, Sem amor nem compaixão. Companheiro da inveja E parceiro do escárnio, Riso é arma dos covardes, Da gente sem coração. Sorriso é bom e bonito. É complacente. Amoroso. Não tem ódio nem rancor. Também não é invejoso. Pra amenizar a ferida, Manifesta-se na dor. Mas, na nossa alegria Ele mostra seu valor. Parecem gêmeos. Não o são, Embora sejam irmãos. Riso é disfarce do ódio. Sorriso é face do amor.
  • 1211.
    Letristas em Cena 1211 SABEO QUE QUER DIZER POESIA? P – Pensamento (conceito); O – Opinião (sugestão); E – Entendimento (conhecimento); S – Sentimento (amor, paixão, ódio, etc.); I – Imaginação (pintura, desenho, grafite, etc.); A – Abusão (oração, discurso, dança, música, cantiga, canção, etc.); TODO DISCURSO É UMA POESIA E TODA POESIA É UM DISCURSO “Os poetas mudam o mundo.” Esta máxima antiga quer dizer que ser poeta é ser líder e vice-versa. Os líderes, políticos, religiosos, artistas, etc. encantam multidões por causa dos seus discursos eloquentes ou ditatórios (todos poéticos). O discurso é um jeito de alguém expressar o seu sentimento ou desejo, portanto, uma poesia. O poeta Antonio Frederico de Castro Alves aproveitou uma reunião da qual participavam membros do governo, outros políticos, comerciantes e fazendeiros (senhores de escravos) para declamar o poema Navio Negreiro, o qual relata o sofrimento dos escravos desde a hora em que eles eram capturados, na África, sendo amontoados como mercadorias nos porões dos navios durante a viagem, onde muitos morriam, e depois, os que sobreviviam sofriam até o fim das suas vidas, nas fazendas, casas e palácios brasileiros. Portanto, a poesia é um discurso (lírico, épico ou dramático) em prol de um objetivo. E, em alusão ao poema de Castro Alves, eis aqui o meu discurso:
  • 1212.
    Coletânea de LetrasMusicais 1212 SALVADOR II Salvador tem prostituta, Que é mulher meretriz, E, também, tem muita puta. Puta é quem não assume Aquilo que faz ou diz. Fala e diz: “Não falei.” Faz e diz: “Eu não fiz.” Rapaz que usa bermuda Com um tênis e com meia Não arruma namorada Nem bonita e nem feia. É taxado de otário, De metido, de veado, Quem usa tênis com meia. Tem muita gente indecente E sem vergonha na cara. Não tem provas do que fala. É mentira o que diz. Mas também tem gente séria E comprometida, sincera, Comum em todo o país.
  • 1213.
    Letristas em Cena 1213 SALVADOR Yeiô!Yeiá! Yeiô! Yeiá! Salvador é, com certeza, Grande e linda cidade, Cheia de encanto e beleza, Cheia de belas paisagens, De praias e amores, Nossa cidade encanta. Crianças, jovens e senhores. Nossa cidade encanta. Dezembro é Conceição E janeiro tem Bonfim. A cidade é só festa. Todo ano é assim. E qualquer religião Tem a sua pregação E culto livre aqui. E culto livre aqui. Salvador tem branco, Índio, Pardo, loiro e, turista. Tem negro e tem histórias Da Servidão Escravista. Tem amor e, também, fé. Tem a comida baiana E tudo que se quiser. E tudo que se quiser. Tem mulher namoradeira, Tem roda de capoeira.
  • 1214.
    Coletânea de LetrasMusicais 1214 Bebidas à vontade, De Itapoã à Ribeira. Praia em diversidade, De Itapoã à Ribeira. Inda tem o Pelourinho, Mostra da velha cidade. Tem muita gente bonita. Tem gente séria também. Mas, como disse Gregório, Tem sempre uma pessoa No transporte, na favela, Na calçada, na janela, Falando mal de alguém. Falando mal de alguém. Falando mal de alguém. Falando mal de alguém. Fala mal da gente séria, Da outra gente também, De quem não é da galera, De quem nem galera tem... Fala mal de A pra B E de B pra A também. E de ninguém fala bem. E de ninguém fala bem. E de ninguém fala bem. E de ninguém fala bem. Yeiô! Yeiá! Yeiô! Yeiá! E de ninguém fala bem. E de ninguém fala bem. E de ninguém fala bem.
  • 1215.
    Letristas em Cena 1215 Ede ninguém fala bem. Yeiô! Yeiá! Yeiô! Yeiá! Yeiô! Yeiá! Yeiô! Yeiá!
  • 1216.
    Coletânea de LetrasMusicais 1216 SÃO JOÃO É ANIMAÇÃO Refrão: Ai, ai, ai. Ai, São João. Ai, ai, ai. Ai, São João. Ai, ai, ai. Ai, São João. Ai, São João. Ai, São João. Ai, ai, ai. Ai, São João. Ai, ai, ai. Ai, São João. Ai, ai, ai. Ai, São João. Ai, São João. Ai, São João. São João é animação. Diz isto um velho ditado. Uma espécie de injeção Que deixa o povo animado. O povo toma quentão E, sem rumo nem direção, Que nem espada e balão, Faz festa por todo lado. Refrão O ditado foi criado Há séculos. Lá no passado. Na certa foi inventado Para mandar um recado Para os que têm estado Cabisbaixo, isolados... E ficam mal-humorados, Valentes, brabos, zangados.
  • 1217.
    Letristas em Cena 1217 Refrão Étão grande a animação Que a gente esquece a fogueira. Vai dançar, vai namorar, Pular fogueira, brincar, Ou comer amendoins, Milhos, bolos e pudins. E fica até o sol raiar Metida na brincadeira. Refrão
  • 1218.
    Coletânea de LetrasMusicais 1218 O SER GENTE Na Fazenda São Joaquim, Olhando gado a pastar, Ave e peixe a nadar, Um pimpolho olhou pra mim E, sério, falou assim: — Eu, olhando os animais, Fico pensando, rapaz, O que é o bicho gente, Este ser tão diferente E semelhante aos demais. Ô, o que é o bicho gente, Este ser tão diferente E semelhante aos demais. Macaco parece gente, Gente parece cavalo, E home parece galo. Tem mulher que é galinha, Não sabe viver na linha, Outras, formosas, sinceras, Parecem gatas, panteras: Sábias, manhosas, na delas. Prostitutas ou donzelas, Mas não se perdem jamais. Deus fez a gente assim, Com espíritos de animais Diversos e desiguais: Uns feios, outros bonitos; Uns estranhos, esquisitos, Outros amigos demais, Como cães, gatos e tais.
  • 1219.
    Letristas em Cena 1219 Unsselvagens, outros domésticos; Uns, ladrões; outros, honestos. Uns, da guerra; outros da paz; O ser gente. Uns, da guerra; outros da paz; O ser gente.
  • 1220.
    Coletânea de LetrasMusicais 1220 SER MÃE ACIDENTAL Se foste violentada, Foste forçada, estuprada, Ou fizeste direitinho, Com amor e com carinho, E a camisinha furou, O DIU não funcionou, Na hora tavas dopada, Tavas bêbada ou cheirada, A tabelinha falhou E ele te engravidou, Existem coisas piores. O teu filho não é lixo, Não é monstro, não é bicho. Não fiques triste, não chores, Pois virão dias melhores. Tu e ele vencereis. Vós os dois ou vós os três Sois antes de ele nascer. E, depois de ele nascer, Não sois mais vós, são vocês. Vocês são os já nascidos, Vós, se alguém vai nascer. Mas, vim aqui pra dizer Que sempre há solução. Nem que seja a adoção Para quem possa criar E possa, também, amar, E cuidar bem deste filho. Tu verás, um dia, o brilho Gratidão no silêncio
  • 1221.
    Letristas em Cena 1221 SERPAI OU SER MÃE Ser pai ou mãe é ter um brilho. É ter o dom de ter o filho. Ser herói ou hina para o filho, Não, ser bandido: fugir do filho, Ausentar-se, deixar sofrer. Ser pais é mais que ter filho. É ter amor pelo seu filho. É sonhar alto em prol do filho. É investir no dom do filho. É educá-lo e o defender. É ter no filho seu amigo. É dar-lhe pão, amor, abrigo, E depois de dá-los, os receber. Pois quando idoso(a) e anciã(o), Ser pai ou mãe é como irmã(o) Fraco(a), carente de proteção. Obs.: Hina é a síncope de heroína. (Síncope é a redução em que se tiram letras do meio da palavra).
  • 1222.
    Coletânea de LetrasMusicais 1222 SER SOZINHO Música: Colaboração. Ser sozinho não é bom. Eu posso lhe garantir. Falta alguém pra conversar, Alguém pra lhe fazer rir, Alguém pra lhe escutar, Alguém pra você ouvir, Alguém pra lhe dar um beijo, Quando chegar ou sair. Porém, ser acompanhado Pode ser muito pior, Porque todos os seus sonhos Podem virar cinza ou pó. Quem devia conversar Pode gritar, humilhar. E, ao invés de fazer rir, Pode lhe fazer chorar. Ao invés de lhe ouvir, Você tem que o escutar. Ao invés de lhe dar beijos, Quando sair ou chegar, Sem medir o prejuízo Que isto vai lhe causar, Este alguém mostra o desejo De a relação acabar. Ao invés de lhe ouvir, Você tem que o escutar. Ao invés de lhe dar beijos, Quando sair ou chegar, Sem medir o prejuízo
  • 1223.
    Letristas em Cena 1223 Queisto vai lhe causar, Este alguém mostra o desejo De a relação acabar. O amor é uma pingueira Que nasce no coração E fecunda, a vida inteira, O convívio, a relação. Mas, relação só de sexo É desejo, é exploração. Não é amor nem pingueira. É, apenas, relação. O amor é uma pingueira Que nasce no coração E fecunda, a vida inteira, O convívio, a relação. Mas, relação só de sexo É desejo, é exploração. Não é amor nem pingueira. É, apenas, relação.
  • 1224.
    Coletânea de LetrasMusicais 1224 SE VOCÊ É CONSTRUTOR Música: Colaboração. Se você é construtor, Mesmo poeta, escritor, Compositor ou pintor, Artesão ou escultor, Procure fazer certinho. Faça com muito carinho. Refaça quinhentas vezes, Se isso preciso for. Porque depois de tá feita A obra leva seu nome, Reflete a sua imagem, Demonstra o seu valor. Porque depois de tá feita A obra leva seu nome, Reflete a sua imagem, Demonstra o seu valor. Há quem faça uma obra Dirigida a quem é cego E deixe defeitos nela Porque cego é sem visão. Não consegue imaginar Que alguém com muita visão Possa olhar, observar, E elogiar sua criação. Pode virar referência. Pode servir de lição. Fazer parte da ciência Cultura e Educação.
  • 1225.
    Letristas em Cena 1225 Podevirar referência. Pode servir de lição. Fazer parte da ciência Cultura e Educação. Se você é construtor, Mesmo poeta, escritor, Compositor ou pintor, Artesão ou escultor, Procure fazer certinho. Faça com muito carinho. Refaça quinhentas vezes, Se isso preciso for. Porque depois de tá feita A obra leva seu nome, Reflete a sua imagem, Demonstra o seu valor. Porque depois de tá feita A obra leva seu nome, Reflete a sua imagem, Demonstra o seu valor. Há quem faça uma obra Dirigida a quem é cego E deixe defeitos nela Porque cego é sem visão. Não consegue imaginar Que alguém com muita visão Possa olhar, observar, E elogiar sua criação. Pode virar referência. Pode servir de lição. Fazer parte da ciência
  • 1226.
    Coletânea de LetrasMusicais 1226 Cultura e Educação. Pode virar referência. Pode servir de lição. Fazer parte da ciência Cultura e Educação.
  • 1227.
    Letristas em Cena 1227 SEXONÃO É COMIDA Música: Colaboração. Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia. Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia. Tem gente com vício de sexo. Tem gente com sexo-mania. Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia. Tem gente com vício de sexo. Tem gente com sexo-mania. Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia. Tem quem faça por hora, Nos prostíbulos, pra ganhar a vida. Sem carinho e sem prazer. Fazendo-o só por fazer. Tem quem faça sexo por dia. Tem quem faça sexo por mês. Tem quem faça sexo por ano. E tem gente que nunca o fez. Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida.
  • 1228.
    Coletânea de LetrasMusicais 1228 Você não precisa fazer todo dia. Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia. Os fofoqueiros da vida Dizem que Madalena o vendia. Quando a Madalena eu não sei. Mas Jesus não o fazia. Cristo veio ensinar o amor. Não foi sexo que Ele ensinou. Sexo é vício e Jesus não o tinha. Não pecava o Nosso Senhor. Os fofoqueiros da vida Dizem que Madalena o vendia. Quando a Madalena eu não sei. Mas Jesus não o fazia. Cristo veio ensinar o amor. Não foi sexo que Ele ensinou. Sexo é vício e Jesus não o tinha. Não pecava o Nosso Senhor. Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia. Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida (não é comida). Sexo não é comida. Você não precisa fazer todo dia.
  • 1229.
    Letristas em Cena 1229 Temmulher largando o marido, Tem marido largando a mulher, Só porque um quer todo dia, Porém o outro não quer. Pense bem se vale a pena A mulher trocar o marido Amante e trabalhador Por um sexeiro e bandido. Há amantes e sexeiros. Os amantes amam os parceiros. Sexeiros não os amam. Querem sexo o tempo inteiro. Há amantes e sexeiros. Os amantes amam os parceiros. Sexeiros não os amam. Querem sexo o tempo inteiro.
  • 1230.
    Coletânea de LetrasMusicais 1230 SEXO NÉ BRINCADEIRA Música: Colaboração. Sexo não é brincadeira, Como brincam de dizer. O sexo é coisa séria, Como o comer e o beber. A gente come sem fome, Bebe sem saber pra quê. Fica bêbada, barriguda, E não entende porquê. Assim também é o sexo. Saiba bem como o fazer, Para não pegar doenças Ou a barriga não crescer. O sexo quando bem feito Traz saúde pra você, É produto de beleza, E calmante... Pode ver. Alá, rá, lá. Alá, rá, lá. Mas, o sexo quando feito Sem higiene, pode crer, Traz manchas pra sua pele E problemas pra você. A gente que é inteligente, Quer saúde, quer viver, Tem futuro, olha pra frente, Sabe como proceder. Porém tem a outra gente, Sinto muito em lhe dizer, Que não é inteligente.
  • 1231.
    Letristas em Cena 1231 Tudoque ver quer comer. Acaba comendo gente Que não se pode comer. Se dá mal. Fica doente. Sofre muito até morrer. Alá, rá, lá. Alá, rá, lá.
  • 1232.
    Coletânea de LetrasMusicais 1232 SÓ EXPLICANDO (éxplicando): AS VOGAIS REPRESENTAM 15 SONS (E NÃO, 19): A (á) tem três sons, três fonemas: á, ã e a; E (é ou ê), cinco fonemas: é, ê, ẽ, í e i; I (í), tem três sons ou fonemas: í, i e ĩ; O (ó ou ô), cinco fonemas ó, ô, õ, ú e u; U (ú) tem três sons, três fonemas: ú, u e ũ: 1º – PRONÚNCIAS CORRETAS DAS VOGAIS: A = a – átono (cola); á – tônico (calo); ã – nasal (amo, cano); E = i – átono (ave); í – tônico (vó e vô); é – aberto (elmo); ê – fechado (eu); ẽ – nasal (remo); I = i – átono (ávido); í – tônico (comi, tupi); ĩ – nasal (ima, fino); O = u – átono (fio); u – tônico (o giz); ó – aberto (cola), ô – fechado (foi), õ – nasal (soma); U = u – átono (título), ú – tônico (pitu), ũ – nasal (puma); 2º – PRONÚNCIAS CORRETAS DAS CONSOANTES: L = lê {inicial (lar), antes de vogal (cla) e antes de H (lhe)}; L = ú {se antes de outra consoante (álbum) e final (canal)}; L = ú-lê {se no final da palavra seguida por uma vogal inicial (sul americano, canal estreito, etc.)}; R = rê {inicial (recado), duplicado (erro), após L (guelra), após N (genro) ou após S (desrespeito)}; R = _rê (após consoante (bra), entre vogal (ara), e final (ar); R = pode ser rê ou _rê {antes de consoante (carta, forte, ...)} S = ç {inicial (só), duplicado (isso), ou após uma consoante, (exceção de obsequiar e seus derivados};
  • 1233.
    Letristas em Cena 1233 S= zê {final ou após vogal, z mais fraco (mas, castro) e entre vogais, z mais forte (asa, eso, isa, etc.)}; 3º – PRONÚNCIAS CORRETAS DAS PALAVRAS: começadas com EX... {pronuncie éx... extra (éstra)}; começadas com EX-... {pronuncie ês... (ês-trabalhador)}; começadas com ES... {pronuncie ês... (exceto essa/ta, ésse, l/éste)}; começadas com DES... {pronuncie dês... (dêsempregado)}; começadas com DEZ... {proncuncie déz... (dézembro, dézenove)} começadas com PORC/T+A {pronuncie pórc/t+a (pórcaria)}; começada com PORC/T+O {pronuncie pôrc/t+u (pôrtuguês)}; terminadas com VOGAL + Z {o Z não vale IZ (paz, e não, paiz)}; terminadas com VOGAL + S {S não vale IZ (Jezuz, não, Jezuiz)}; QUE – fazendo uma pergunta (ou antecedido de uma preposição), pronuncie quê (a quê, até quê, com quê, contra quê, de quê, desde quê, em quê, entre quê, para quê, por quê); QUE – numa afirmação (não antecedido de uma preposição), pronuncie qui (eu qui, você qui, nós qui, aquele qui, para qui eu, para qui tu, para qui me, para qui ti); A GENTE concorda com o feminino (a gente é amiga); QUEM concorda na terceira pessoa (sou eu quem estuda);
  • 1234.
    Coletânea de LetrasMusicais 1234 R (erre) ANTES DE CONSOANTE PRONUNCIA-SE: RRÊ, ou, _RE (_RI) Aberto, pronuncia-se: ábérrtu ou ábé_rtu Aborto, pronuncia-se: ábôrrtu ou ábô_rtu Acordo, pronuncia-se: ácôrrdu ou ácô_rdu R (erre) NO FINAL DA PALAVRA PRONUNCIA-SE: _RE(_RI) Amar, pronuncia-se: ãmá_ri Amor, pronuncia-se: ãmô_ri Bater, pronuncia-se: bátê-ri Beber, pronuncia-se: bêbê_ri Bebida, pronuncia-se: bêbída Bexiga, pronuncia-se: bêxíga Bezerro, pronuncia-se: bêzêrru Bocado, pronuncia-se: bôcádu Bolacha, pronuncia-se: bôlácha Borracha, pronuncia-se: bôrrácha Coar, pronuncia-se: côá-ri Coágulo, pronuncia-se: côágulu Coberta, pronuncia-se: coberta ou côbé_rta Comer, pronuncia-se: cõmê-ri Comida, pronuncia-se: cõmída Comadre, pronuncia-se: cõmádri Compadre, pronuncia-se: cõpádri DES... PRONUCNIA-SE: DÊS... Desaba, pronuncia-se: dêsába Desabar, pronuncia-se: dêsábá-ri Descobre, pronuncia-se: dêscóbrii Descobrir, pronuncia-se: dêscôbri-ri
  • 1235.
    Letristas em Cena 1235 Desemprego(subst.), pronuncia-se: dêsẽprêgu Desemprego (verbo) , pronuncia-se: dêsẽprégu Desistir, pronuncia-se: dêsistí-ri DEZ... PRONUNCIA-SE: DÉZ... Dez, pronuncia-se: déz Dezembro, pronuncia-se: dézẽbru Dezesseis, pronuncia-se: dézêssêis Dezessete, pronuncia-se: dézésséti Dezoito, pronuncia-se: dézôitu Dezenove, pronuncia-se: dézẽnóvi ES... PRONUCIA-SE: ÊS... (exceto ÉSTA e ÉSTE): Escola, pronuncia-se: êscóla Escravo, pronuncia-se: êscrávu Escrevo, pronuncia-se: êscrêvu Escreva, pronuncia-se: êscrêva Escreve, pronuncia-se: êscrévi EX-... PRONUNCIA-SE: ÊS (como ES): Ex-mulher, pronuncia-se: ês-múlhé-re Ex-marido, pronuncia-se: ês-máridu Ex-amigo, pronuncia-se: ês-ãmígu EX... PRONUNCIA-SE: ÉX... Exame, pronuncia-se: ézãmi Exemplo, pronuncia-se: ézẽplu Excelência, pronuncia-se: éscélẽcia Excelente, pronuncia-se: éscélẽti Experimentação, pronuncia-se: éxpérimẽtaçãum Explicação, pronuncia-se: éxplicáçãum Exploração, pronuncia-se: éxplóráção Extra, pronuncia-se: éstra
  • 1236.
    Coletânea de LetrasMusicais 1236 Exploração, pronuncia-se: exploração Extrato, pronuncia-se: éstrátu Extravagante, pronuncia-se: éstrávágãti Extravagância, pronuncia-se: éstrávágãcia Felipe, pronuncia-se: fêlípi Ferida, pronuncia-se: fêrída Gengibre, pronuncia-se: gẽgíbri Gengiva, pronuncia-se: gẽgiva Hexa, pronuncia-se: écsa Metido, pronuncia-se: mêtídu Mexido, pronuncia-se: mêxídu Menino, pronuncia-se: mẽnĩnu Mentir, pronuncia-se: mẽtí-ri Pedido, pronuncia-se: pêdídu Pequeno, pronuncia-se: pêquẽnu Penteado, pronuncia-se: pẽtêádu Pentear, pronuncia-se: pẽtêá_ri Pneu, pronuncia-se: pê-nêu Segundo, pronuncia-se: sêgũdu Seguindo, pronuncia-se: sêguĩndu Seguinte, pronuncia-se: sêguĩnti Senhor, pronuncia-se: sẽnhô_ri Senhora, pronuncia-se: sẽnhóra Serviço, pronuncia-se: sêrrvíçu ou sê_rviçu Servir, pronuncia-se: sêrrvi_ri, ou, sê_rvi_ri Soar, pronuncia-se: sôá_ri Soava, pronuncia-se: sôáva Vestido, pronuncia-se: vêstído Vestir, pronuncia-se: vêstí_ri Zoada, pronuncia-se: zôáda Zoar, pronuncia-se: zôá_ri.
  • 1237.
    Letristas em Cena 1237 SÓLÚPUS É ASSIM Lúpus eritematoso Altera o sistema nervoso Da moça e, às vezes, moço. Doem todas as juntas do corpo, Todas as cabeças de osso, Dos pés até o pescoço. Dá febre e dores nas juntas E muita impaciência. E a pele se enruga. Dá mancha e, até, verruga. É como fosse a velhice Em plena adolescência. Acomete homem e mulher Acima de quinze anos. Isto já nos quer dizer Que tem a ver com o sexo. Ou é pela falta dele, Ou, se não, é pelo método. Quem adquiriu o lúpus Ou sofreu abstinência Ou, se não, fez sexo mal. Quer dizer que a doença Pode estar relacionada Com higiene sexual. Dizem que há vários lúpus, Vários tipos diferentes. Mentira. Ele é só um.
  • 1238.
    Coletânea de LetrasMusicais 1238 Existe diversidade É do organismo humano. Cada um é diferente. É por isto que a AIDS, A Chagas, dengue e lúpus Causam mais estragos nuns E menos noutros pacientes. Os corpos de uns são frágeis, Os doutros são resistentes.
  • 1239.
    Letristas em Cena 1239 TODOSSOMOS DEFICIENTES Música: A ser musicada. Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos, minha gente. Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos, minha gente. Há quem tem um aleijão (aleijado), Há quem não tem audição (surdo), Há quem não tem voz ou fala (mudo) E há quem não tem visão (cego). Há quem não tem mente sã (maluco), Quem não tem economia (extravagante), Quem não tem conhecimento (analfabeto), Quem não tem sabedoria (sem inteligência), Quem não ama ou tem paixão (eremita), Quem não tem compreensão (não compreensivo), Quem não tem ânimo ou coragem (preguiçoso), E quem não tem percepção (insensível). Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos, minha gente. Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos deficientes, Todos somos, minha gente.
  • 1240.
    Coletânea de LetrasMusicais 1240 SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS Há sotaques no Brasil De modo demasiado. Uma língua diferente Em cada cidade, estado... Por que não ensinam a gente Falar fluente por rádio? Rádio e televisão São pra comunicação Do intelectual. Que tem a obrigação De ajudar na educação. Responsabilidade social. Mas, ouve-se locutor Falar amá e amô, Iscola, ismola, e tal. E há apresentador Igualzinho ao locutor. Quem fiscaliza este mal? E, ainda, tem cantor, Com fã e admirador, Gravando e cantando errado. Um, só um, destes cantores, Zera o que mil professores Disseram ao colegiado.
  • 1241.
    Letristas em Cena 1241 UMAGRANDE FIGURA Música: Colaboração. Eu quero falar a vós De uma grande figura. Eu quero falar a vós De uma grande figura. Eu quero falar a vós De uma grande figura. Eu quero falar a vós De uma grande figura. Aliás, é a maior Figura da elocução. Apesar disso não é Por muita gente notada. É muito despercebida: Pouco vista e nunca ouvida. É muito despercebida: Pouco vista e nunca ouvida. Muitos mestres não percebem A presença da elipse Nas frases mais usuais. Por exemplo: Hoje é vinte. Outro exemplo: Deus é mais. Outro exemplo: É dois reais (o preço). Outro exemplo: Deus é mais. Outro exemplo: É dois reais (o preço). Eu quero falar a vós De uma grande figura. Eu quero falar a vós. De uma grande figura. Eu quero falar a vós
  • 1242.
    Coletânea de LetrasMusicais 1242 De uma grande figura. Eu quero falar a vós De uma grande figura. A elipse se emprega Nos termos desnecessários. Não é preciso dizer, Por exemplo, que hoje é dia. Não é preciso dizer, Por exemplo, que hoje é dia. Não é preciso dizer, Por exemplo, que hoje é dia. Também se emprega a elipse Quando se usa um prenome, Quando se diz: “Tou com fome.” Quando se diz: “Vou comer.” E em tantas outras frases, Que nem dá pra descrever. E em tantas outras frases, Que nem dá pra descrever.
  • 1243.
    Letristas em Cena 1243 UMDIÁLOGO IMAGINÁRIO Música: Colaboração. ─ Jesus Cristo, o que fazer Para ensinar comer A este povo gordinho? ─ Eu já fiz isto. Foi em vão. Dei um pedaço de pão E um pouquinho de vinho. ─ Esta gente, Jesus Cristo, Não tem quem controle o vício, Confundido com vontade, E, por isso, sempre come Como um lobo com fome, Sem pensar na obesidade. O que eu devo dizer Para gente não comer Como lobo, Jesus Cristo? ─ Que esta gente, na verdade, É escrava da vontade. E vontade vira vício. Ô,ô,ô, ô. Mande esta gente tomar Café com pão no jantar, Sem manteiga. Está ok? Depois, mande aprender Distinguir a sua fome Da vontade de comer.
  • 1244.
    Coletânea de LetrasMusicais 1244 Como o vício de comer É o vício de beber, De fumar, cheirar ou ver. Todo vício é uma vontade. Quem satisfaz a vontade Faz este vício crescer. Ê, ô, ô, ô,ô.
  • 1245.
    Letristas em Cena 1245 UMEXEMPLO A SEGUIR Há no Brasil um juiz Que é um exemplo a seguir, Chamado Joaquim Barbosa, Isto é, Doutor Joaquim... O Brasil, pra país sério, Só falta juiz assim. Isto é que é juiz, Com respeito e destemor. Como poucos no país, Merece o título Doutor. Porque juiz-meretriz, O que se vende, é Dona Flor (puta). Joaquim Barbosa é Juiz Do Supremo Tribunal, Ministro e Presidente, Com uma história excepcional: Negro, filho de pedreiro... É um exemplo triunfal. Paracatu, Minas Gerais, É sua terra natal. E, como um bom mineiro, É exemplo de moral, Para todo brasileiro. Um orgulho nacional.
  • 1246.
    Coletânea de LetrasMusicais 1246 UM JEITO DE EDUCAR Há sotaques no Brasil De modo demasiado. Uma língua diferente Em cada cidade, estado... Por que não ensinam a gente Falar fluente por rádio? Rádio e televisão São pra comunicação Do intelectual. Que tem a obrigação De ajudar na educação. Responsabilidade social. Mas, ouve-se locutor Falar amá e amô, Iscola, ismola, e tal. E há apresentador Igualzinho ao locutor. Quem fiscaliza este mal? E, ainda, tem cantor, Com fã e admirador, Gravando e cantando errado. Um – só um – destes cantores, Zera o que mil professores Disseram ao colegiado.
  • 1247.
    Letristas em Cena 1247 UMJEITO DE SER HONESTO Música: Colaboração. A gente, vivendo a vida, Descobre a ilusão. Isto, a gente mais esperta, Que a menos esperta, não. A gente, vivendo a vida, Descobre a ilusão. Isto, a gente mais esperta, Que a menos esperta, não. Tem gente pouco esperta, Sem “olho mágico” na testa, Que só vê que bosta é merda Quando lambuza a mão. Tem muita gente que rouba, Mas o faz por influência. Rouba, mas é na inocência. Não se acha ladra, não. Tem gente comprando roubo, Por achar muito barato, Tem gente levando “bode”, Tem gente fazendo “gato”... Gente que pode e não paga Contratos que assinou, Um cheque que retornou... São maneiras de roubar. Até quem fura uma fila Está sendo desonesto. E é, portanto, ladrão. Tá roubando um lugar.
  • 1248.
    Coletânea de LetrasMusicais 1248 E quem mente, minha gente, Tá roubando e não sabe. Saiba que o mentiroso É o ladrão da verdade.
  • 1249.
    Letristas em Cena 1249 UMPOEMA AO POETA GREGÓRIO DE MATTOS Oi, Gregório, você viu O que foi que aconteceu Com Salvador e o Brasil, Depois que você morreu? Você lembra dos dois efes Que você tanto falou? Agora há uma peste De efes em Salvador. Além daqueles malditos, Que você já mencionou, Há os efes de fuxico, De futrica, de furor. Efe de felicidade, Mas, pelo mal, meu senhor, E efe de falsidade... E, pensa que acabou? Efe de falsificar. Este esse virou pê. Chamam de piratear, Principalmente CD. Tem o efe de fingir, E o efe de “fazer” (entre aspas). Quem pode não faz, só finge. A ordem é corromper.
  • 1250.
    Coletânea de LetrasMusicais 1250 E o efe de fofoca? Esse é o que mais tem. Em todo canto há fofoca: Trabalho, escola, ônibus, trem... Tem fofoca em avião. Veja onde fomos parar. Fofoqueiras sobem e vão Fazer fofoca no ar. Pensa que há só fofoqueiras? Há fofoqueiros também. Fofoca e más brincadeiras Agora é o que mais tem. Chama-se bullyng insulta Ou fofoca nas escolas. Porém, de quem é a culpa? É dos pais ou das escolas? A expressão “filho de puta”, Antiga até demais, Quer dizer que a má conduta Do filho advém dos pais. Se os pais são fofoqueiros, São velhacos, são canalhas, Os filhos serão herdeiros Destes costumes ou falhas. Lá no Rio, houve matanças. Um cara não guentou mais E matou doze crianças
  • 1251.
    Letristas em Cena 1251 Parase vingar dos pais. Depois ele suicidou-se, Como tinha planejado. Porém, antes, explicou-se Deixando vídeos gravados. Esse daí se explicou Através da gravação. Mas, muita gente é morta Sem nenhuma explicação. Porém, eu tenho explicado, Com calma, com paciência, Em meu poema chamado A Pior Experiência. Para lê-lo é só buscar: Página de Nascimento. Cê não vai acreditar. Previ o acontecimento! Cê lembra o que era puta? Agora é Dona Flor. É o novo nome de puta Que Jorge Amado inventou. Puta não é meretriz, Ou prostituta, jamais. Prostituta só é puta Se não assume o que faz. Quem não assume o que faz,
  • 1252.
    Coletânea de LetrasMusicais 1252 E, principalmente o que diz, Pode até ser homem, mas, É pior que meretriz. Quem não garante o que diz, Quem insulta ou faz fofoca, Quem não paga um infeliz, É uma puta idiota. Essa pessoa, poeta, Tem como arma a lábia. É idiota, é pateta, Mas julga-se muito sábia. Morre de “bala perdida” Ou, se não, “atropelada”, Cruzando uma avenida Tranquila ou engarrafada. Morre sentada à mesa, Almoçando em sua sala. Aparece alguém, alveja, Senta o dedo, manda bala. Ladrão é, às vezes, puta. Puta é, às vezes, ladrão. Quem não paga também furta. E pode morrer em vão.
  • 1253.
    Letristas em Cena 1253 VAMOSFAZER A FAXINA Música: Colaboração. Vamos fazer a faxina. Vamos limpar a política. Vamos todos apoiar A Lei da Ficha Limpa. Vamos varrer os corrutos. Os corrutos são carniça. Mas lembrem-se dos corrutos Lá de dentro da justiça. Os corrutos são carniça, Lama podre, são sujeira. Vamos botar gente honesta Na política brasileira. Os corrutos são carniça, Lama podre, são sujeira. Vamos botar gente honesta Na política brasileira. (Repete-se toda a música)
  • 1254.
    Coletânea de LetrasMusicais 1254 A VIDA NUM SONETO Sabe o que é a vida? Eu vou dizer pra você. A vida, por assim dizer, É a luz na escuridão. É competir e não vencer. É conquistar, depois perder. É sorrir, chorar, sofrer. É parceria e solidão. É o certo e o errado. É Deus contra o diabo. É a mão e a contramão. É felicidade e lamento. É prazer e sofrimento. É amor e corrosão.
  • 1255.
    Letristas em Cena 1255 V**I**R**O**S**E Aminha filhinha amada Começou a espirrar. Tinha a garganta inflamada. Não podia nem falar. Não dormia a Mariinha. Mal podia respirar, Pois a garganta fechava E lhe faltava o ar. Eu peguei a coitadinha E a levei ao hospital, Precisava, urgentemente, Combater aquele mal. O médico a internou, Querendo a remediar. Então, perguntei a ele: Com qual doença ela tá? O doutor disse: “É virose”. É difícil de curar. Perguntei: O que é virose? O senhor pode explicar? O médico franziu a testa, Olhou pra lá e pra cá, E disse: “Sei que é virose. Porém, não sei explicar.” Sou poeta, Seu Doutor. Eu já matei a charada. Virose não é doença. É neblina dispersada. Quer dizer, é a neblina
  • 1256.
    Coletânea de LetrasMusicais 1256 Dispersada pelo ar, Invisível, disfarçada. E pode, até, matar. O lençol d’água se esquenta, E húmus, em metamorfose, Gera a “fumaça”, a neblina, E o vento torna-a virose.” A neblina é mais comum Onde existe lençol d’água. Onde, cavando-se o solo, A água é encontrada. Água, de manhã, é quente E a “fumaça” é formada, Quando ali não houver vento Pra ela ser dispersada. A neblina é uma nuvem, Um nevoeiro, no chão. O terror do motorista, Da garganta e do pulmão. Mas, só se forma a neblina Sem vento na região. Com vento, ela dispersa E segue, sem direção. O vento, assim, sem maldade, Mas, com toda tirania, Leva os vírus à cidade, Vila ou fazenda vizinha E invade a privacidade Das pessoas com alergia, Que invadem hospitais. Mas, prevenir bastaria.
  • 1257.
    Letristas em Cena 1257 Aspessoas com alergia Conseguem se prevenir De poeira, frente fria, E de fumaça, ao sair. Proteger-se de neblina É difícil conseguir. Mas, podem vedar a casa, Ou o quarto de dormir. Através de uma fresta, Janela ou porta aberta, O vento invade a casa E o vírus se manifesta. Através de uma fresta, Janela ou porta aberta, O vento invade a casa E o vírus se manifesta. Não se aprende em colégio, Faculdade não ensina, Mas eu tive o privilégio De explicar a neblina: O lençol d’água se esquenta, E húmus, em metamorfose, Gera a “fumaça”, a neblina, E o vento torna-a virose.”
  • 1258.
    Coletânea de LetrasMusicais 1258 VOCÊ SABE O QUE É DROGA? Música: Colaboração. “Você sabe o que é droga?” Perguntaram para mim. Não sei. Mas acho que droga É uma coisa ruim. “Não é ruim. Ela é má.” Disse-me essa pessoa. Rebati: ruim é má. “Não. Má é parecer boa. Até quem vende é assim. Parece pessoa boa. Ilude a outra pessoa. Mas, no fundo, é ruim”. Parei. Pensei. Refleti Na diferença que há. Foi assim que eu descobri O quanto a droga é má. Parece uma delícia. Melhor que ela não há. A tal da droga ilícita É bom nunca experimentar. Para esclarecer as drogas Vou aqui classificar Todas as drogas, três grupos, Que agora vou explicar: Ilícitas, drogas pesadas. São muito loucas, meu rei. As lícitas são liberadas, Mas controladas por lei.
  • 1259.
    Letristas em Cena 1259 Nestasincluem o tabaco, O álcool e outras mais. Proibidas a menores, Pois os tornam marginais. Marginal não vê futuro, Não consegue olhar pra frente. Entrega-se às drogas, Às vezes, adolescente. Sabe o que é marginal? Há quem pense que é bandido. Marginal é estar na margem Da sociedade, perdido. A sociedade é um rio. Tem rumo e direção. Mas as pessoas da margem Não sabem pra onde vão. Essas pessoas marginais Podem se recuperar. Porém, perdem muito tempo Olhando a vida passar. Há, também, as drogas livres. Todo mundo pode usar E abusar, pois são livres. Mas também podem matar. São o açúcar, o sal, O hambúrguer, o rebite. Elas também fazem mal Para quem não tem limite. O sexo também é droga Quando sem parceiro certo. Com o parceiro não é droga, Mas é amor. Não é sexo.
  • 1260.
    Coletânea de LetrasMusicais 1260 VEM TU DAR VALOR (Solo) Eu te dou, bem, e tu não me dás valor. Dou carinho, dou beijinho, dou amor. Meu benzinho, vem ver como eu estou. Tou sofrendo por causa do teu amor. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. (Solo) Eu te dou, bem, e tu não me dás valor. Dou carinho, dou beijinho, dou amor. Meu benzinho, vem ver como eu estou. Tou sofrendo por causa do teu amor. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou. Vem me dar valor, meu bem, que eu te dou.
  • 1261.
    Letristas em Cena 1261 VENHAVOCÊ DAR VALOR (Solo) Eu lhe dou e você não me dá valor. Dou carinho, dou beijinho, dou amor. Meu benzinho, venha ver como eu estou. Tou sofrendo por causa do seu amor. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. (Solo) Eu lhe dou e você não me dá valor. Dou carinho, dou beijinho, dou amor. Meu benzinho, venha ver como eu estou. Tou sofrendo por causa do seu amor. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou. Venha dar valor, meu bem, que eu lhe dou.
  • 1262.
    Coletânea de LetrasMusicais 1262 ZÉ PORTUGUÊS (Este poema começa Fazendo críticas aos nossos Sotaques e ao Sistema de Educação Brasileiro, mas Termina dando boas aulas) O português do Brasil É meio destrambelhado. Há gente que fala certo, Gente que fala errado E gente que tem sotaque E que fala engraçado. O baiano fala:”Oxente!” Mineiro fala: “Dê um trein!” O paulista fala: “Pô, meu!” E todos nós falamos: “Hein!” O sotaque é errado. Pois, fala bem que não o tem. Registro este apelo: Ministro da Educação, Seja básico, radical. Inclua a dicção No Curso de Formação Do Ensino Fundamental. Pergunte ao professor Porque é que nós falamos Casá, corrê e amô E porque que não falamos
  • 1263.
    Letristas em Cena 1263 Dojeito que escrevemos: Casar (á-r), correr (ê-r) e amor (ô-r). E porque trocamos letras Quando lemos ou falamos. Escrevemos registrar, Escrever e desistir, E resistrá, iscrevê E disisti nós falamos. E tem mais: falamos í (I) Quando o correto é ê (E). São exemplos “aligria”, Apilido, arrilia, “Atrivido”, “arripia”, “Alixamdre” e “aria” (pule). Se a palavra é verbo Apresenta outro erros Em sua conjugação. Exemplos, “apilidá”, “Ariá”, “arriliá”, “Apiá” e “atiá”. E, também, falamos ú (U) Quando o correto é ô (O). São exemplos “buchechada”, “Cumê”, “cubri” e “durmi”, “Burracha” e “bulachada”, “Cuadô”, “cua” e “cuá”. E há vários outros erros
  • 1264.
    Coletânea de LetrasMusicais 1264 Na parte de dicção. Eu peço a Vossa Excelência Um pouco de atenção, Treinando os professores Com cursos de dicção. Há tempo para mudar. Há tempo para aprender. É só a gente falar Do jeito que escrever. Diferencie lá de lar, Mas não, ler de escrever. A vogal acentuada Deve ser pronunciada Como pedir o acento. Mas temos que estar atentos Para os sons desta vogal, Se ela não tem acento. Existem cinco vogais Nas letras do ABC. Que, transformando em fonemas, Produzem catorze orais Mais cinco outros nasais. É só conferir pra vê. Mas, dos catorze orais, Só dez podem ser contados. Pois fonemas I e Í São duas vezes mencionados, Assim como U e Ú, Duas vezes representados.
  • 1265.
    Letristas em Cena 1265 Osdez fonemas orais São Á, tônico, e A, átono, É, aberto, Ê, fechado, Í, tônico, e I, átono, Ó, aberto, O, fechado, E, Ú, tônico, e U, átono. A seguir, os sons nasais. A baixo, a explicação: São à (an), Ẽ (en), Ĩ (in), Õ (on) e Ũ (um). A (á) vira Ã, e E (é), Ẽ, I (í) vira Ĩ, e O (ó), Õ, E, U (ú) pode virar Ũ. Assinalada com til (~) Ou seguida de M ou N, A letra A soa à (an), Como o faz em Canaã. Exemplos: fã, rã e ama (ãma), Cana (cãna), canta (cãta), e Jean (Jeã)... E, também, a letra E Seguida de M ou N É pronunciada Ẽ (en). Exemplos pemba (pẽba) e ema (ẽma), Cinema (nẽ) e abdômen (ábdõmẽ), Vento (vẽ), lento (lẽ), e nenen (nẽnẽ). Todas vogais são assim. E, portanto, a letra I, Seguida de M ou N É pronunciada Ĩ (in).
  • 1266.
    Coletânea de LetrasMusicais 1266 São exemplos limpa (lĩpa), linda (lĩda), Alimenta (alĩmẽta), aipim (aipĩ)... Assinalada com til (~) Ou seguida de M ou N A letra O soa Õ (on): Aviões, anões, e tom (tõ), Soma (sõ), toma (sõ) e kibon (bõ), Monto (mõ), apronto (prõ) e ponto. Como o faz em jerimum, A letra U segue a regra, Seguida de M ou N, E se pronuncia Ũ (um). São ex.: fuma (fũma), ruma (rũma), Munguzá (mũ), Cafarnaum (naũ)... Além dos quinze fonemas, Cinco orais e dez nasais, Acima representados Por cinco letras vogais, Nove letras consoantes Representam dois ou mais. São elas C (cê), G (gê), H (agá), L (ele), M (eme), N (ene), R (erre), E, também, S (esse) e X (xis). A letra C representa Os fonemas CÊ e QUÊ, E a letra G, JÍ e GUÊ. H tem um (1) som de X, No dígrafo CH.
  • 1267.
    Letristas em Cena 1267 E,no dígrafo LH, H soa HI: Achego (xê), cabrocha (xa), chifre (xí), Palhaço (lhiá), palhoça (lhió), lhe (lhii). Letra L (ele) representa Os fonemas LÊ e Ú. Já M (eme), fonema MÊ E fonemas Ĩ e Ũ. Exemplos: vem (ẽĩ) e amam (ãũ). Amar é um (ũ) bem (ẽĩ) comum (ũ). Letra N representa Apenas fonema NÊ. Porém ela nasaliza Tanto quanto o faz o MÊ. E a letra R tem O som RÊ e o som _RÊ. Letra S representa Os fonemas Ç e ZÊ. Letra X, quatro fonemas. Mais abaixo você vê. Agora teremos L (ele), Coos fonemas Ú e LÊ. Antes de uma vogal Ou depois de consoante, O som de L (ele) é LÊ. Mas, antes de consoante Ou final, antes de pausa, É como Ú que se lê.
  • 1268.
    Coletânea de LetrasMusicais 1268 Já sem pausa e final Seguido duma palavra Começada por vogal, Há quem fale como Ú, Há quem fale como LÊ. Mas o correto é LÊ. Letra R inicial Ou quando é duplicada (RR), E após N, S e L, É pronunciada RÊ: Roma, carro, sonrisal, Honra, desrespeito, guelra... Depois doutra consoante, Entre vogais e final A letra R é _RÊ: Braço, crivo, dreno, trio, Cara, touro, era, foro, Amar (á_r), desistir (í_r), saber (ê_r). Quando erre R aparece Sendo a letra final E é seguida por uma Consoante inicial, Prevalece a pronúncia Dantes doutra consoante. Pois se R aparecer Antes doutra consoante Pode ser pronunciada À escolha do falante. Lá pro Sul preferem _RÊ.
  • 1269.
    Letristas em Cena 1269 NoNorte, preferem RÊ. Letra S inicial E quando vem duplicada Ou depois de consoante, Exceto em obséquio... Tem o som de cê-cedilha (Ç): Sapo, esse, falso, manso. Letra S que aparece Depois de uma vogal, Entre vogais ou final, É pronunciada ZÊ. Entre vogais é mais tônico, Mas todos os sons são ZÊ. Eis alguns poucos exemplos De S com som de ZÊ: Casas, rosas, pitorescos, Asnos, as novas, os mesmos, Escolas, escravos, trevos, Lesmas, resmas, e torresmos. A letra X tem os sons Z, KÇ, Ç e CH. Ninguém pode duvidar. O som de ZÊ em exame, O som de KÇ em tórax, O de Ç em exclamar. E o som de CH Xis pode apresentar Em palavras como Xá,
  • 1270.
    Coletânea de LetrasMusicais 1270 Imperador do Irã, Ou enxada, caixa, xale, Xadrez, xis e oxalá. E (é) quando inicial Seguido de consoante, Exceto H (agá) e X- (xis-hífen), S (esse), M (eme) e o N (ene), E as palavras erro (êrro) e ele (êle), Tem o som aberto É. São exemplos: ebó e eco, Eduardo, efe e ego, Ejetar, elementar, Epitácio, equação, Erre, esse (S), eternizar, Evasão, e executar. Se seguida de X- (xis-hífen) Letra E inicial É pronunciada Ê (êx-mulher). Quando seguida de S, Também tem pronúncia Ê, Exceto essa/ta, esse (S) e este (leste). Letra E inicial Seguida da letra X, Não importa a pronúncia Que se dá à letra X, É pronunciada É: Exemplar (ézemplar). Assim se diz. E (é) se pronuncia I
  • 1271.
    Letristas em Cena 1271 Quandofor a última letra, Mas não na palavra QUE (quê), E sim na palavra QUE (qui), E quando fonema único. Exemplo: paz, saúde E... Existem QUE (quê) e QUE (qui). O QUE (quê) só se pronuncia Depois das preposições. Em outras situações, Quando sem preposições, Não diga QUÊ, diga QUI. Um macete importante Para não se falar mal É atenção para os verbos Que alteram o radical, Seja por troca de letra Ou por letra adicional. Por exemplo, aqueles verbos Que terminam com um cê De cedilha mais AR Trocam o cê com cedilha Pelo cê sem a cedilha, Quando lhe seguir o E. É o caso de cocei, Que eu coce, que tu coces, Qu’ele coce e vós coceis. Qu’eles cocem e nós cocemos, Coce eu, coce você, Cocem eles e vocês.
  • 1272.
    Coletânea de LetrasMusicais 1272 E os verbos que terminam Com o cê sem a cedilha Mais as letras E e R Trocam o cê sem cedilha Pelo cê com a cedilha Antes de A e de O. Por isso se diz: eu venço, Mereça você e vença, Eu mereço, eu padeço, Padeça e não enfraqueça, Esqueça que eu esqueço, Cresça, e, também, apareça. Já os verbos que terminam Com o cê sem a cedilha Mais as letras A e R Trocam o cê sem cedilha Pelo dígrafo QU Quando precede o E. Por isso se diz: não peque, Pique, repique, enrique, Comunique, não trafique, Foque, refoque, enfoque, Loque, reloque, coloque, Fique e não simplifique. E os verbos que terminam Com a letra G mais ar Transformam G em GU Quando se segue o E. Por isso, joguei e jogue,
  • 1273.
    Letristas em Cena 1273 Ejoguemos, de jogar. Quando um verbo terminar Com a letra G e er, Ou então, se terminar Com a letra G e ir, A letra G vira J Antes de A e de O. Por isso, reja e proteja, Não constranja e corrija, Abranja, tanja, não surja, Redijo, fujo, não finjo. Quem quiser ovo que frija. Não me tinja que eu atinjo. Vai, aqui, mais um macete. É importante saber: Troca-se o G pelo J, Mas não, o J por G. Por tanto escreva com J Manje eu, manje você. Todas as trocas que vimos São de letras. Não, de fonemas. Não é irregular o verbo Que troca letra apenas. Os verbos irregulares Trocam ou ganham fonemas. Troca E por I, seguir; Troca I por E, frigir; Troca O por U, polir;
  • 1274.
    Coletânea de LetrasMusicais 1274 Troca U por O, fugir; Troca D por Ç, medir; Troca V por Ç, ouvir. E os verbos em ear Ganham I nas formas rizo. Quer dizer que quando o verbo É em ear terminado, Tem, nas formas rizotônicas, Mais um I acrescentado. Por isso, FREAR é freio, Freias, freia, mas, freamos. E, também, MEAR é meio, Meias, meia, mas, meamos. E IDEAR é ideio, Ideias, e, ideamos. E dos verbos terminados Com as letras IAR Somente o ODIAR Tem um E acrescentado. Se há mais algum, desculpe. Mas eu não estou lembrado. Pois ODIAR é odeio, Odeias, e, odiamos. Mas, ADIAR é adio, Adias, e, adiamos. E, AFIAR é afio, Afias, e, afiamos. Mas, além destes macetes, Tem um outro bem legal:
  • 1275.
    Letristas em Cena 1275 Háverbos com duas formas Num modo ou pessoa tal. Em geral, no particípio, Ou, no modo imperativo. E, no verbo DESTRUIR, CONSTRUIR é paradigma, Diz-se destróis ou destruís, Também, destrói ou destrui E destroem ou destruem, No presente indicativo. É que há uma regrinha Que diz para grafar UI Nas segunda sing. e terceiras Pessoas do indicativo, Quando no tempo presente, De todo verbo em uir. Há, também, outro macete Que pouca gente domina: O emprego da elipse É mais do que imagina Pedagogo ou professor, Que de elipse pouco ensina. Elipse é omitir Letra, palavra, etcétera, Que está subentendida. Ou, pelo menos, devia. Exemplo: o nome de alguém Quando se fala “Bom dia!”.
  • 1276.
    Coletânea de LetrasMusicais 1276 Mas, é o nome completo. Só o prenome é elipse. E é elipse pergunta Do tipo: Que horas são? A frase não cita o nome, Completo, do cidadão. São elipses expressões Do tipo Oi!, Olá!, Tchau! E orações como esta: São dez horas da manhã. Faltou dizer dia, mês, Ano, e, “da Era Cristã.” Há, ainda, a elipse No emprego destas frases: Cê vai? Cês vão? E, vambora? Tá. Tou. Faz. Faço. Façamos. Bebeto também vai, viu. Ele vai, então rumbora. Trata-se duma elipse, Quer dizer, da redução. Ou seja, quando a palavra Tem reduzida a grafia. Exemplo: a palavra foto Veio de fotografia. Mas, no caso de vambora, Trata-se de redução Seguida de contração, Como o são coa e né. E, no caso de rumbora:
  • 1277.
    Letristas em Cena 1277 Pegarumo, vai embora. Bebeto é, simplesmente, Redução irregular, Carinhosa, de Roberto. Outras formas carinhosas: Papai, mamãe e vovó, Vovô, Zezé e Cacal. A redução regular É uma ou duas sílabas Do início ou final De uma palavra tal. Um exemplo é Cristina. São reduções Cris e Tina. Mas, algumas reduções, Chamadas irregulares, Botam e tiram fonemas E não escolhem lugares. É o caso do exemplo Que foi dado lá acima. Eis aqui outros exemplos: Gal, Cal, Peo, e, também, Chico. Reduções de Magali, Carlos, Pedro e Francisco. Apelido é Pelé, Garrincha, Branco e Zico. A oração sem sujeito Tem sujeito, elipsado, Ou seja, sujeito elíptico,
  • 1278.
    Coletânea de LetrasMusicais 1278 Sujeito não expressado. A NGB não diz Mas ele já é notado. Esse sujeito, o elíptico, Inclui o sujeito oculto E o sujeito imaginário, Da oração sem sujeito, Ou o advérbio oculto, Do verbo haver sem sujeito. Quem chove é a natureza E quem faz sol também é. Quem venta é a natureza. E quando neva, quem é? Por isso não se precisa Dizer o sujeito. N(ão)é? Quando haver é o verbo, Há elipse do advérbio, De lugar, “na natureza”: Há males (na natureza) Que vêm pra o nosso bem. Há (.) quem tem e quem não tem. Por não entender elipse, Há muito educador Que erra no dia-a-dia. Um exemplo: hoje são vinte. O correto é: hoje é vinte. Fez-se a elipse de dia. Há elipse em toda frase
  • 1279.
    Letristas em Cena 1279 Emque não há concordância Predicativo-sujeito: Elas são a minha vida. Elas são as alegrias, Ou razões, da minha vida. Mas, veja que par perfeito. Em toda e qualquer frase Deve haver concordância Entre verbo e sujeito: E o país vencedor É os Estados Unidos. A compreensão é simples. É que o país formado Pelos Estados Unidos É o país vencedor. São palavras da elipse, O país formado por. Mas, além de falar bem, A pessoa inteligente Aprende escrever também. Este poema amigo Vai lhe passar uns macetes Desta outra arte, meu bem. O primeiro bom macete Para se escrever bem Está na ortografia. E este só se aprende Consultando dicionário E escrevendo, todo dia.
  • 1280.
    Coletânea de LetrasMusicais 1280 Só pra citar um exemplo, O agá (H) inicial, O cê-agá (CH) ou o xis (X), O xis-cê (XC), o esse-cê (SC) E usar esse (S) ou zê (Z) Não obedecem a uma regra. É preciso escrever, Escrever e escrever, Consultando dicionário, Pra treinar e aprender. Só domina esta arte Quem escreve por prazer. Aqui estão uns vocábulos Que são escritos com esse (S): Os títulos femininos, Por exemplo, o de duquesa, Os monos pás, trás, dês, vês, Aliás, um oxítono. Os pátrios findos em ês, Sua formas femininas, Substantivos derivados De um verbo em ender, E, também, todas as formas Dos verbos pôr e querer. E aqui estão alguns Que são escritos com zê (Z): Os abstratos femininos, Os monos paz, traz, dez, vez, Sufixos zal, zeiro, zinho,
  • 1281.
    Letristas em Cena 1281 Ederivados: cuscuzeiro. A inicial maiúscula, Cê sabe quando empregar? Abrindo verso ou período, Pronomes de tratamento E substantivos próprios, Quer dizer, os nomes de: Pessoas, deuses e santos, Ou de instituições, Obras, empresas e mares, Acidentes geográficos, Continentes e países, Estados, vias... lugares. Porém, palavras, criança, Levam acento ou não. Este é um bom macete. Atente. Preste atenção. Este macete se chama Regras de Acentuação. Acentue, graficamente, Todas proparoxítonas. Algumas delas são: lâmpada, Câmara e, etcétera. As cujo acento cai Na antepenúltima sílaba. Aquelas cujo acento Cai na sílaba penúltima Chamam-se paroxítonas.
  • 1282.
    Coletânea de LetrasMusicais 1282 Por serem muitas palavras Elas são acentuadas Seguindo quatro escalas: As terminadas em Ã, As terminadas em ÃO, As em I e as em U, Seguidas de S ou não, Órfã, órfão, táxi, húmus... Que são da primeira escala; As em L ou em N, PS, R ou X, Projétil e abdômen, Bíceps, sóror e tórax... Que são do segundo grupo, Ou, da segunda escala; As em ditongo crescente, Depois duma consoante, Por exemplo, rádio e médio, Miocárdio e remédio, Pódio, Mário, Sávio e tédio... Que são da terceira escala; E, ditongo decrescente, Quando oral e fechado. São exemplos fósseis, mísseis, Têxteis, fáceis e difíceis, Que são da quarta escala, Daquelas quatro que eu disse. Acentue as oxítonas
  • 1283.
    Letristas em Cena 1283 EmA, E, e, também, O, Seguidas ou não de esse (S), Ou em ém, éns, éis e óis. Exemplos: amém e vinténs, Fiéis, anéis e anzóis. Acentue também, ainda, Os monossílabos tônicos Em A, E e O, também Seguidos, ou não, de S. Exemplos: a pá e o pó, Más, rês e nós, pré e pós. Acentue ditongo aberto, Exceto o EI e o OI Que vêm em paroxítonas. Exemplo: Andreia e jiboia. EI e OI só se acentuam Nas palavras oxítonas. Acentue o I ou U Em hiato com vogal, Como em saída, saúdo... Mas, não, nos verbos em iu Ou hiato com ditongo, Como em feiura, baiuca... E, ainda, se lhes segue Lê, mê, nê, _rê ou o zê, Não seguidos de vogal, Como em paul e ruim, Rainha, contribuinte, Saindo, sair, juiz...
  • 1284.
    Coletânea de LetrasMusicais 1284 Acentue com circunflexo Toda segunda pessoa Do singular do presente Do modo indicativo Dos verbos ver, ler e crer, E, também, seus derivados. Assim como a segunda Pessoa do singular Do imper afirmativo Dos verbos ver, ler e crer, E derivados também, E, ainda, verbo ser. E segue a esta regra Toda terceira pessoa Do plural e do presente Do modo indicativo Do verbo vir e do ter, E, também, seus derivados. Acentue, com o agudo, A segunda e terceira Pessoas do singular, Presente indicativo, De todo verbo em oer Ou em ter, exceto TER. Acentuando a segunda Pessoa do singular Do presente indicativo, Tem-se que acentuar A segunda singular
  • 1285.
    Letristas em Cena 1285 Doimper afirmativo. Acentuam-se, também, As formas verbais em R Recebendo A e O Como pronomes oblíquos, Que trocam R por L. Exemplo: amá-la e pô-lo. Porém, seguindo o acordo De março 2008, Não serão acentuadas Caso o verbo, sem R, Termine na letra I, Como pedi-lo e vesti-lo. As formas verbais em S Não serão acentuadas Recebendo tais oblíquos, Mas trocam S por L. Só pra citar um exemplo, Matamo-la e a damos. Nas formas em M ou ÃO, Tais oblíquos ganham N: Matam-na, amassam-na, Pegam-na e assam-na, Pegarão-na, matarão-na, Assarão-na, comerão-na. Porém, pronomes oblíquos São poucas vezes enclíticos. Nuns casos usam-se ênclise,
  • 1286.
    Coletânea de LetrasMusicais 1286 Noutros, usar-se-á mesóclise. Mas, em quase todos casos Pode se empregar próclise. A próclise, você já sabe, È o caso do oblíquo Que se antepõe ao verbo. São exemplos, me mandar, Te pagar, a contratar, Lhe amar, se chupar prego. A ênclise é o contrário: É o caso do oblíquo Que ao verbo é posposto. Os exemplos são mandar-me, Pagar-te e contrata-la, E, também, dar-lhe desgosto. E o caso de mesóclise O próprio nome explica: É quando o pronome oblíquo No meio do verbo fica. Só com verbos no futuro Far-se-á esta futrica. Acentue, usando grave, Indicativo de crase, O AA pronunciado. Mas, nunca escreva AA. Escreva sempre A, grave, Que é o A craseado. Indica a contração De o A preposição
  • 1287.
    Letristas em Cena 1287 Comaquele ou aquela E, ainda, com aquilo, Ou então com A pronome, Ou, se não, com A artigo. Crase é obrigatória. Nunca é facultativa. O que é facultativo E o uso do artigo Ou pronome possessivo. Isto é facultativo. Há quem fale: a minha mãe. Quer dizer, usa o artigo E também usa o “minha”, Um pronome possessivo, E faz o emprego da crase Parecer facultativo. Mas, lembre sempre, criança, O que é facultativo É o emprego de artigo E pronome possessivo. Jamais emprego de crase Pode ser facultativo. Há outras notações léxicas, O travessão e parênteses. Essas notações são til, Cedilha, hífen e apóstrofo, Sendo a cedilha do C, Do ÕES, ÃES ou ÃO, o til.
  • 1288.
    Coletânea de LetrasMusicais 1288 Hífen, traço-de-união. Apóstrofo se emprega Sempre numa supressão. Supressão duma vogal: Caixa da água ou d’água. Não se usa em contração. O travessão e parênteses Empregam-se geralmente Separando marcadores, Substituindo vírgulas, E, na conversa, diálogo, Só travessão, meus amores. PORQUE também tem macete. Depois do artigo ou com pausa, É porquê, acentuado; Perguntando, é separado; Precedido de “motivo” (pelo qual), Acentuado e separado. Há muitos outros macetes, Como pronomes oblíquos Que parecem ser sujeitos: É fácil pra mim dar jeitos. Orações subordinadas Na ordem inversa dos feitos. Oraçõe subordinada Na ordem certa é assim: Dar jeito é fácil pra mim. Mas não se pode dizer: Disseram para mim sair. Isto é pra mim fazer.
  • 1289.
    Letristas em Cena 1289 FALARMAIS LER É IGUAL ESCREVER (fala-ri máis lê-ri é iguáu escreve-ri) FÁLÁR+LÊR=ÊSCRÊVÊR CANTA-SE, FALA-SE E LÊ-SE COMO SE ESCREVE MÚSICA É POESIA E RIMA COM PRONÚNCIA CORRETA POETA É QUEM CANTA, FALA, ESCREVE OU FAZ ALGO DE UM JEITO SÓ SEU, PRÓPRIO, SEM IGUAL, ÚNICO TODOS NÓS SOMOS POETAS, ÀS VEZES É A REDE GOGO, ONDE TEREIS VISÃO INCENTIVANDO NOSSA CULTURA E MELHORANDO A DICÇÃO COM AS PALAVRAS PORTUGUESAS PRONUNCIADAS CORRETAMENTE POR OS POETAS: CANTORES, COMPOSITORES, DECLAMADORES, ÂNCORAS, REPÓRTERES, LOCUTORES, POLÍTICOS, PADRES, PASTORES,... PORQUE SÃO ESTES POETAS QUE MUDAM O MUNDO. PORÉM, NEM SEMPRE O MUNDO É MUDADO PARA MELHOR. LÍNGUA é o elo que nos faz sentir como irmãos, É o instrumento que transforma o povo em nação, É como se fosse uma arma: quando bem empregada, Defende seu povo, mas, se mal usada, pode destruí-lo. PODE TORNAR-SE A NOSSA MAIOR RIQUEZA, SE CULTA.
  • 1290.
    Coletânea de LetrasMusicais 1290
  • 1291.
    Letristas em Cena 1291 VALEU,BRASIL! HUM, DOIS, SENHORES, CANTEMOS: VALEU, BRASIL. VALEU, BRASIL. CHEGA DE CORRUPÇÃO, QUE É TODA E QUALQUER FORMA DE LESAR OS CIDADÃOS. SENDO JUIZ OU SENDO POLÍTICO, DO EXECUTIVO OU NÃO, DAR AUMENTO ABUSIVO É ROUBO, É CORRUÇÃO. OS SALÁRIOS DE POLÍTICOS, MORDOMIAS, MENSALÃO, OU SUPERFATURAMENTO DE REFORMA OU CONSTRUÇÃO, E O FAVORECIMENTO DO JUIZ EM UMA AÇÃO, OS FANTASMAS RECEBENDO OS SEUS SALÁRIOS SEM FUNÇÃO, NINGÚEM JAMAIS ESQUECEU DESSAS E DE OUTRAS COISAS, FEIAS, NÃO!
  • 1292.
    Coletânea de LetrasMusicais 1292
  • 1293.
    Letristas em Cena 1293 ZIZEN Amorsupersônico 1295 Amor, um bem cultural 1296 Covardemente... 1297 Desmanche 1298 O fim... 1299 Personagens 1300 Pra mim... 1301 O que me faz tua 1302 Um do outro 1303
  • 1294.
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  • 1295.
    Letristas em Cena 1295 AMORSUPERSÔNICO Não importa o seu custo Nem suas futuras bolhas, Um amor supersônico Quer apenas ser vivido. Acreditando nos seus benefícios Investem sem fazer contas. E jogam-se inteiros Usufruindo somente das vantagens. No futuro, juros... Se por ventura, derrotas, Reagem com cautela E o amor reaquece...
  • 1296.
    Coletânea de LetrasMusicais 1296 AMOR, UM BEM CULTURAL Amor, um bem cultural. Cheio de especiarias, É negociado a todo o custo Por homens e mulheres. Ninguém quer deixar de amar Ou não querer ser amado... Alguns colecionadores leiloam Fantasias e universos fascinantes. Outros criativos seduzem Com ideias inovadoras. E ainda há os orgânicos Que se deixam usar Como luminárias pendentes De lá, pra cá. De cá pra lá... E por fim, o meu... Raro, real e ardente...
  • 1297.
    Letristas em Cena 1297 COVARDEMENTE... Entregueao apelo libertino Dilui seu brilho numa transa... Escreve releituras sexuais Com palavras talvez já ditas e Sua memória afetiva Rende-se ao esquecimento E covardemente trai...
  • 1298.
    Coletânea de LetrasMusicais 1298 DESMANCHE Sem açúcar o leito fica morno O doce que os melava endureceu. Numa dor invisível Esgotaram-se as lagrimas Pra lamentar o que restou do amor
  • 1299.
    Letristas em Cena 1299 OFIM... O fim em aberto Causa efeito imediato. Dilacera e expõe vísceras A mente conturbada Perde as rédeas... Simples? Traumático... Um herói morre por ser humano E a liberdade adquirida os aprisiona E os mata lentamente...
  • 1300.
    Coletânea de LetrasMusicais 1300 PERSONAGENS Fugia do padrão Um amor tão terno... Mix de personagens Num universo artístico. Tramas, dramas, Expostos correndo riscos... Cadelas no cio Espreitando o ninho E num bote rápido, abate... E a sintonia desafina...
  • 1301.
    Letristas em Cena 1301 PRAMIM... Esse amor colorido, estampado, Pintado individualmente a mão. Exercendo um fascínio único, Mexendo com minha espinha dorsal. Caprichado, criativo, surpreendente. Encomendado diretamente pra mim...
  • 1302.
    Coletânea de LetrasMusicais 1302 O QUE ME FAZ TUA O que te faz meu Se não essa obsessão benigna De estar contigo toda a vida? O que me faz feliz Se não essa força de porcelana Frágil e rara De tuas expressões artísticas? O que me faz tua Senão essa sintonia Em movimentos Inesperados e Hipnotizantes que me crivam? És para mim, um amor sob medida. Sem importar tendências ou estilo...
  • 1303.
    Letristas em Cena 1303 UMDO OUTRO Amores pendentes, isolados, Assinados ou ocasionais... Peças escritas, moduladas, Ou, simplesmente imaginadas. Parcerias aquecidas Por afinidades múltiplas, Ou mesmo por diferentes sensações. Que mergulham na imaginação Daqueles que procuram o amor. A atração absorve o charme E assim se revelam Retratando como escultura O que os faz, um do outro...
  • 1304.
    Coletânea de LetrasMusicais 1304
  • 1305.
    Letristas em Cena 1305 EPÍLOGO EstaObra é resultado de um trabalho com muito amor e dedicação. Os valores são INESTIMÁVEIS. Letristas em Cena, projeto elaborado com o objetivo da publicação de um livro de letras musicais com participação de muitos coautores desconhecidos da mídia trouxe um pouco de esperança aos letristas e poetas com seus escritos plagiados, às vezes. Com a obtenção do ISBN, os direitos autorais são garantidos a todos os participantes. O livro é composto de letras musicadas, letras ainda aguardando parceria, e muitas poesias, que poderão ser musicadas e transformadas em musicais para apresentação teatral. Poetas são letristas e letristas são poetas. Há uma interatividade entre os músicos e compositores. Ambos se reúnem através de sites com a finalidade de firmar parcerias, e desta parceria nasce uma nova esperança. O prazer de mostrar ao Mundo a nossa arte. Muitas vezes o prazer vem acompanhado de outras vitórias, tais como a gravação de um CD, ou até mesmo a produção de uma música por um artista da mídia. Reunir autores de todas as classes sociais numa coletânea de letras musicais é inefável. Vivemos num mundo de perplexidade e preconceituoso, onde a exterioridade é uma
  • 1306.
    Coletânea de LetrasMusicais 1306 visão deslumbrante aos olhos daqueles que valorizam apenas as aparências. Todavia, no verdadeiro mundo artístico, não se trata de aparências, e, sim, do Dom e do desenvolvimento do potencial de cada um. Esta é a minha visão sobre o mundo artístico. É através deste potencial que observamos as qualidades do artista, que são: Humildade, pontualidade, respeito aos seus parceiros, a aceitação do que não se é possível ser ou fazer, a aceitação de que ninguém é invencível; a virtude de aceitar que sempre alguém está nos ensinando algo mais para acrescer nas nossas experiências. Por fim, o amor e a alegria, que devemos demonstrar até mesmo quando interpretamos as mais perversas das personagens. Escrevemos sobre os mais diversos temas e atuamos para um público que nos aplaude e nos vaia, na diversidade de seus conceitos. O verdadeiro artista sabe rir e andar de cabeça erguida, e sente os seus pés no chão, quando das situações constrangedoras. Também sabe receber com humildade os elogios e aplausos. Nesta segunda edição do livro Letristas em Cena podemos observar o potencial de cada autor. Cada um expressando os seus sentimentos, bem colocados para a discussão de todos os públicos. Notam-se, em alguns textos, explicações gramaticais jamais publicadas antes em livros didáticos. Não poeticamente e com tanto e humor. Os autores vão além: reúnem em seus textos causas e desamores. Amores e desejos. Apegos e desapegos. Histórias verídicas e ficções.
  • 1307.
    Letristas em Cena 1307 Trazem,na hora da escrita, o personagem da sua própria invenção e conseguem transmitir ao leitor as suas mais belas emoções. Cada autor que surge é uma estrela a mais nesta constelação já vista por milhares de pessoas através das conexões virtuais. Através deste projeto conseguimos realizar eventos e agraciar os autores com Diplomas da Academia de Letras do Brasil. Trouxemos as letras desses autores para onde elas deverão permanecer para sempre. Para o mundo literário e imortal. A filosofia é imortal. Vocês agora são Imortais. Parabéns! Parabéns a todos os participantes, mas ainda não acabou. Estamos apenas começando a trilhar o caminho para uma nova história. É por este caminho que nos encontramos sempre. Seja através da leitura, ou pessoalmente. É por este caminho que as portas do mundo se abrirão para nós, e é por esse mesmo caminho que jamais deixaremos adormecer a nossa esperança por um Mundo melhor. Por este caminho conquistaremos novos amigos na arte e seremos contemplados pelos leitores. E por este caminho sempre nos abraçaremos uns aos outros, promovendo assim a PAZ tão almejada. Em especial agradeço ao amigo Sonekka pelo apoio e colaboração no início deste projeto.
  • 1308.
    Coletânea de LetrasMusicais 1308 Inicia-se aqui a inscrição para a terceira edição do livro Letristas em Cena. Na primeira edição conseguimos 644 páginas, vinte e três coautores. Nesta segunda edição chegamos 1.344 páginas, quarenta coautores. Continuamos na luta para alcançarmos os nossos objetivos. Bons textos e possibilidades infinitas a todos os autores. ABRAÇO POÉTICO AOS LEITORES E AUTORES. Branca Tirollo
  • 1309.
    Letristas em Cena 1309 QUEAMOR É ESTE? Que amor é este que se deseja antes de tomá-lo nos braços e se envolve entre abraços ao partir? Que amor é este que não deixa escolha profere e revoga, e açoitando o destino faz chorar e sorrir? Que amor é este que com todos os defeitos se faz perfeito na dor, e extravasando no olhar leva, além da vida, o perdão? Que amor é este que dorme para esperar a morte e não desfalece o seu esplendor? Que amor é este, cuja essência não foge ao vento, e faz tempestade no silêncio da noite? Que amor é este que acalenta faz dormir e sonhar invadindo o corpo, a alma e o pensar? Que amor é este que ronda o infinito inquietando céus e no coração vem sereno repousar? Branca Tirollo - (1990)
  • 1310.
    Coletânea de LetrasMusicais 1310
  • 1311.
    Letristas em Cena 1311 ANANIASDOMICIANO GOMES Banho de sol 0011 Cadê meu pandeiro 0012 Campeonato de preservação 0015 Coruja 0016 Demorou 0017 Fank dos manos 0019 Lele, lelo, lele, lela. 0021 AYRTON MUGNAINI JR. A primeira última vez Baianinha japonesa Eu acabei de reler a sua carta O homem da minha vida Um tiro no escuro Valsa para um sol medroso 0024 0026 0028 0029 0031 0033 A. SINGULARES Do teu beijo Escala Sobre o dia e a noite A volta que não acontece 0036 0038 0039 0040
  • 1312.
    Coletânea de LetrasMusicais 1312 BETO CLEP Bem melhor do que sonhei Com você Dias de frio Folhas e flores O final vai ser feliz Por que não? (tentar ser feliz) Sem você Seus maiores segredos Tudo acabou Tudo que sei Vivemos? Vou acreditar 0044 0046 0048 0050 0052 0054 0056 0058 0060 0062 0064 0066
  • 1313.
    Letristas em Cena 1313 BRANCATIROLLO Acasalamento 0069 Amor à moda da casa 0071 Amor inocente 0072 Asas de poeta 0073 Ataques sem nexo 0074 Brasil 0076 Cadê o meu café 0077 Calçadas 0078 Choro bruto 0079 Coelhinho da Páscoa 0080 Coisa 0081 Cômodo demais 0083 Democracia obscura 0084 Desafiando limites 0085 Devastação 0087 Dondoca 0089 E assim desejo-te 0091 Fera racional 0092 O formidável do amor 0093 Fuga no mensalão 0094 Hino: Academia de Letras do Brasil 0096 Imposto macabro 0097 Inferno no inverno 0099
  • 1314.
    Coletânea de LetrasMusicais 1314 Ladrão de galinha 0101 Malandro 0102 Memórias de um Caipiracicabano 0103 Mensagem das Caras pintadas 0105 Mistério 0108 Mudei a formalidade do amor 0109 Mutilação 0111 Não sou inventor do meu destino 0113 Noite 0116 Olhos de ouro 0117 Pássaro da madrugada 0119 Pirado 0120 Pirataria 0122 Policial do futuro 0124 Prepare o anzol 0126 Que mal que tem 0127 Refúgio 0128 Revolução 0129 Rua Brasil 0131 O sabor da amizade 0133 Samba do povo 0135 Saudade Tua 0136 Seu amor é ilusão de ótica 0138 Somente por amor 0139 Telhados de vidro 0140 Vai, vai, Brasil! 0141 Vegetação 0143
  • 1315.
    Letristas em Cena 1315 CARLOSALBERTO COLLIER FILHO (CHARLOT COLLIER) Busca 0146 Céu encarnado 0147 Menina Rosa Dor 0148 Meu Velho Pai 0150 CHICO PIRES Acreditar e mudar Ai nasceu o amor Amando você Amanhecer e renascer Amigos, alma e fé Amor em ascensão As razões de estar aqui Assinte Balada pra amar Boa ação Boas horas Caminho de fé Chance de vida Chegando com luz Conscientizando Contrassensos Convivendo com as críticas Coração alerta Desidério Divagando Escute o meu som Filha 0154 0155 0156 0157 0158 0159 0160 0161 0162 0163 0164 0165 0166 0167 0168 0169 0170 0171 0172 0173 0174 0175
  • 1316.
    Coletânea de LetrasMusicais 1316 Forte amizade Gente pequena Imagens de paz Inocência Interrogações Linda maranhense Livre como o pássaro Luz vinda da floresta Mãe Magia do sol A maternidade Menina que mudou a vida Meu canto Meu coração insiste Minhas dádivas Moçada alegria Momentos mágicos Nada além Naturalmente natureza Natureza Nos bares da vida (Sampa bares) Olhar no caminho Olhos lindos Olhos pequenos O sol chega com você Pensando a vida Povo de Jesus Quando sobra o tempo Querer é poder Reacendeu o amor Reencontro Reflexão Saudade Sentimento menino 0176 0177 0178 0179 0180 0181 0182 0183 0184 0185 0186 0187 0188 0189 0190 0191 0192 0193 0194 0195 0196 0197 0198 0199 0200 0201 0202 0203 0204 0205 0206 0207 0208 0209
  • 1317.
    Letristas em Cena 1317 Serenae marcante Sertão esquecido Sétimas Simples presença Simplesmente saudade Sol de todo dia Sol é vida Sonho, vida, vitória Sua Santidade Submergir Tarde de domingo Tempo de consertar Tempo de mudar Trem da vida Tudo por seu sorriso Tudo renascerá Tudo tem seu tempo Um olhar diferente Um pedaço do Pantanal Verso e reverso A vida de cada um (Maravida) Vida dolorida Vida, momentos, memória Vivendo pra crescer 0210 0211 0212 0213 0214 0215 0216 0217 0118 0219 0220 0221 0222 0223 0224 0225 0226 0227 0228 0229 0230 0231 0232 0233 DHIOGO JOSÉ CAETANO Muso Lírico Crepúsculo da paixão 0236
  • 1318.
    Coletânea de LetrasMusicais 1318 ETEL FROTA Acalanto Acalanto de Manuel Aidiai Ainda Luisa Alma brejeira Anunciação Aurora Bailarina Barra mansa A cada um seu cada qual Canção de aluguel A canção do Filho Eterno Caprichoso Carinhosa Cidoidania Cio A comadre Com quem será? Coração traidor Cristal tão fino Das Dores Dolor E daí? Êmese Eu, Stelinha Fim de tarde Fim de turnê Francamente Genesis Gente é só gente Germinação 0243 0244 0245 0246 0247 0248 0250 0252 0254 0256 0258 0259 0261 0262 0264 0266 0267 0268 0269 0270 0271 0272 0274 0276 0277 0278 0279 0280 0282 0283 0284
  • 1319.
    Letristas em Cena 1319 GuaratubaMatupá Carandiru Iemanjá Incesto Ionah Ladainha Laringe Lilium Tigrinum Meu lugar Meu segredo Modinha A nave Onde os Anjos não ousam pisar Origami Penélope Platibanda Poemoda Por onde andará? Pra sempre será Praia do futuro Prazo final Quatro Acalantos A quem interessar possa Rowena Salve Rainha de Tamarutaca Samba da Bênção no. 2 Sanctus Santos ha, céu azul Sereia e Marinheiro Sete Arcanjos Só Sob a luz do sol Tardes Tio Chico Toada do desapego 0285 0286 0287 0289 0290 0292 0294 0296 0297 0298 0300 0301 0303 0304 0305 0307 0308 0309 0311 0312 0314 0316 0318 0319 0320 0321 0322 0324 0326 0327 0329 0330 0331 0332
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    Coletânea de LetrasMusicais 1320 Trabalho de parto Três irmãos Tristeza miúda A última canção Um dueto Vaga navegação Vai saber? Valsa de Constança Valsa do reencontro Valsa para Helena Kolody Verão Versos e quintais A vida não pode esperar Voo Xote da madeira 0334 0338 0340 0341 0342 0344 0345 0347 0349 0351 0352 0353 0354 0355 0356 GILBERTTO COSTTA Bolerando Daluz Garça Por um minuto 0361 0362 0363 0364 I. MALFOREA Blues do covarde Luar do Pontal 2012, Miopia 0394 0396 0398
  • 1321.
    Letristas em Cena 1321 JULIOCÉSAR NASCIMENTO Abrigo A estrada Amor pra vida inteira Fica do meu lado Mariana É verão Você só me liga agora 0403 0404 0405 0407 0408 0409 0410 ISO FISCHER Acalanto de um velho-menino Alchimia Ambígua Bem mais Bendita música! Cantada Canto porque gosto Cento e oitenta graus A cor do meu amor De que reino sou rei? Desejo e afeição (afeto e paixão) Duas rainhas Eternamente... Hoje Luiza, Luiza A parceria Tão natural Um abraço Um negro na minha cama... 0367 0369 0370 0371 0372 0374 0375 0376 0378 0380 0382 0383 0385 0386 0387 0388 0389 0390 0391
  • 1322.
    Coletânea de LetrasMusicais 1322 KÁTYA CHAMMA Chinatown Cinemascope Corsário Indomável Máscara de luz Olhos de neon Poeira de vidro Um rock Verdades & mentiras Zarabatana 0413 0414 0415 0416 0417 0418 0419 0420 0421 0422 LUIZ ANTÔNIO BERGONSO Mensageiros do Senhor Meu velho e querido imigrante Rumo à liberdade Sonhos e realidades 0425 0426 0428 0430 LUIZ MENESTREL Ataque cardíaco Canção pra minha amada Clarita Coração partido Corpo sagrado Deliciosamente perigosa Doce canção Estrela dourada Minino atulemado Profundo é o amor que tenho por dentro Sou um homem sem alma Triste palhaço 0433 0434 0435 0437 0438 0439 0440 0441 0442 0544 0545 0546
  • 1323.
    Letristas em Cena 1323 MARCELOSALVO Corpos unidos Juntos Mãos Sonhos 0449 0450 0451 0452 MARCELO SECCO Amor, arte e você A Esphera e o Triângulo Chapado Estrada da vida Favela Marias O resto da minha vida começa agora Passado, presente e futuro Um pequeno mamute Um tributo à música Viagem estelar 0455 0456 0457 0461 0463 0465 0466 0467 0468 0470 MARCOS ANTONIO PASSARELLI Paraíso 0472
  • 1324.
    Coletânea de LetrasMusicais 1324 NEILA BITTENCOURT PEREIRA Coisas que se apagam Cristo nasceu... Aleluia Decisão Doce ilusão Felicidade Festa do peru Intenso amor Laços de criança Lembranças Ombro amigo O poeta do povo (Cazuza) Rap do foda-se Sempre quis declarar para você Tem caras (tentação) Tributo a Renato Russo Você me chama com esse olhar 0475 0476 0477 0478 0479 0480 0481 0482 0483 0484 0485 0486 0487 0488 0489 0490 NERTAN SILVA-MAIA Além de mim Confins Deus Jardins do tempo Mensagem Miragem Pai Seu lamento A verdade Vida 0493 0494 0495 0496 0498 0499 0500 0501 0502 0503
  • 1325.
    Letristas em Cena 1325 PRISCILAPETTINE Acaso Agora é tarde Ainda falta Ainda sobre o amor Ainda vai aprender Amor em brincadeira Análise sintática Antes que algo aconteça Armação Bem mais que existir Breves versos Brilho neon Caçadores de emoção Canção paradoxal Canção pra você Cantiga de amigo Cidadão do vale De que mundo é você? Deixa rolar Desalento Descrevendo um poeta Desejo Deserto Divagações de educador Esse ser tão estranho Estrela que partiu Falta de você Faz sentido mesmo assim Fiquemos juntos A guerra da ignorância Humanismo 0509 0510 0511 0512 0514 0515 0516 0518 0519 0521 0522 0524 0525 0526 0527 0528 0529 0530 0531 0532 0533 0535 0536 0537 0538 0539 0540 0541 0542 0543 0544
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    Coletânea de LetrasMusicais 1326 O incompreensível em meu ser Incompreensível ser Infernal Lágrimas secas Lei de cão Lua pálida, amor real Matéria prima do amor Nada fácil de entender Não temos descaso Nas rédeas de uma sociedade Nessa cidade Normal Olhar de cego O mundo vai pegar fogo Os campos Pago pra ver Pedidos insanos Por que não quis? A que verdade me refiro Quem vai decidir Raça desumana O rei de um conto Restos de mim Reviver Seu nome Silencioso som do engano Sobra o amor Sobre vida Só eu sei Só valho com você Tecelã do amor Tempo de saber Tenho pressa! Todo o meu mundo 0545 0546 0547 0548 0549 0550 0551 0553 0554 0555 0557 0558 0560 0561 0563 0565 0566 0567 0568 0569 0570 0571 0572 0573 0575 0576 0577 0579 0580 0581 0582 0583 0584 0585
  • 1327.
    Letristas em Cena 1327 Trocadilho Umalter ego, talvez Uma canção para mim Vaga a lua Vem Vendaval de amor Versos de amor sobre o tempo Vida de artista 0586 0587 0588 0589 0590 0591 0592 0593 RENATA MACHADO GOMIDE Cantando flores e dores Doce ilusão Melhor Assim Meu rapaz Momentos Se afaste de mim Sem o mapa Sentimento Sentir Tempo esgotado Validade Vencida 0597 0599 0600 0602 0603 0604 0606 0607 0609 0611 0613
  • 1328.
    Coletânea de LetrasMusicais 1328 RENATO BRITO Alguma coisa diferente Aos que ainda não surtaram Como se fosse fácil Eleições Finais felizes Insetos Listen to me Minha melhor amiga Quero ouvir tua voz Reconstrução Se eu mudar de ideia Tudo pela arte 0619 0620 0621 0622 0623 0624 0625 0626 0627 0629 0630 0631 ROLAN CRESPO000000000 Encontro marcado Filosofando com Das Neves Manguaceira Meditando a Vida Noel, Ismael, ela e eu Só quero isso 0635 0636 0638 0639 0640 0642 ROSANGELA CALZA Incerteza Partida Passo... Aos pedaços Rotinas.... Defina-se! Sol... Tudo igual Tudo o que não sei 0645 0646 0647 0649 0650 0651
  • 1329.
    Letristas em Cena 1329 ROSILOPES Eu sou bonito Feliz aniversário O último bombom Quarto cor-de-rosa A vida é bela Volte meu amor 0655 0656 0657 0659 0661 0662 SAMUEL NERI O amor passou Beber o mar Cidade vazia Cristalino Do morro vê-se melhor Fada do mundo A festa do futebol Infinitamente blue Lúcia Mandela Morena na chuva Quem sou eu Sou marrom Velha novidade O velho tempo acabou A vida imita a arte 0667 0668 0669 0670 0671 0672 0673 0674 0675 0676 0677 0678 0679 0680 0681 0682 SONEKKA Capiau trabaiadô Facebook, a canção Fé na música 0685 0688 0689
  • 1330.
    Coletânea de LetrasMusicais 1330 SUZETE DUTRA Arrume o armário Boatos ou fatos Cara de pau Choro do céu Contraste Ditados Docilusão Entre linhas E s p e r a n ç a Flauta doce Fidelidade Flores do meu jardim Folhas caindo Fragmentos de luz z Gênio do mal Ícone cultural Intuição Inveja maldita Mágico momento Mais que lindo Mensagem de amor Momentos Nostalgia Olá você Orgulho nacional Outono Outra história Paralelos retratos Poema Primavera Romântica 0693 0694 0696 0697 0698 0699 0700 0701 0702 0703 0704 0705 0706 0707 0708 0709 0710 0711 0713 0714 0715 0716 0717 0718 0719 0720 0721 0722 0723 0724 0725
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    Letristas em Cena 1331 Segredo Sensaçãode paz Sentimentos Sentimentos inversos Sete notas musicais Significado oculto Tão fictício Um sonho Uma tarde de Setembro 0726 0728 0729 0730 0731 0732 0733 0734 0735 TATO FISCHER Alegria Assim é a vida Bandeira branca Bom-dia, dia Caminante, no hay camino Cantar pra ser feliz Cantar pra você A casa da lua Chama violeta Coro Clube Caiubi Eu sou apenas eu Eu sou o que eu sou Eu te amo Eu te amo mais que tudo nesta terra Fado Garganta Graças Hocus pocus (mágica) Incongruência Linha da vida A lótus que habita em mim 0739 0740 0741 0742 0743 0744 0745 0746 0747 0748 0749 0750 0751 0752 0753 0754 0755 0756 0757 0758 0759
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    Coletânea de LetrasMusicais 1332 Lua Nova, nova lua Meu bem, não vou parar no analista Meu nome é Pax O meu presente As palavras e as canções Passarinho do amanhecer Profissão de fé Pulsação Romeu e Julieta Samba da vida Ser feliz “Star” Um portal se abriu Viva São João Você é o meu caminho Você é o que você é Você me faz mais 0760 0761 0762 0763 0764 0766 0767 0768 0769 0770 0771 0772 0773 0774 0775 0776 0777 TELMA SANCHEZ O abraço do encontro O amor O adeus da última palavra. O bêbado em cima do muro Confessionário Corpo ausente De malas prontas A dor do amanhecer Escrever Essência desordenada Estranho amor Eu sou Fel do desamor Fora de mim 0781 0783 0785 0786 0787 0788 0789 0790 0792 0793 0794 0795 0796 0797
  • 1333.
    Letristas em Cena 1333 Fraçõesde você Fragmentos de mim O gigante que despertou Guardião de minha alma solitária Lágrimas de amor Lembranças do poente Livre amor inalterado Matemática razão de sabedoria Memória Meio eu meio você Naufragado por uma estrela Nervos No delírio do teu corpo A noite No silêncio em que me escondo Penetrando em tua alma A plenitude do desconhecido Poemas inacabados Poeta de mim Pranto Quem é você A revelia Ruas vazias Saudade Sentimento naufragado O silêncio dos olhares Sina Sob a luz da lua Sono envelhecido Teus beijos Torrentes do teu olhar Uma gota de sangue Ventos litorais Vermes ressequidos 0798 0799 0800 0801 0803 0804 0805 0806 0807 0808 0809 0810 0811 0812 0813 0815 0816 0817 0818 0819 0820 0822 0824 0825 0826 0827 0828 0829 0831 0833 0834 0835 0836 0838
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    Coletânea de LetrasMusicais 1334 Vestígios dos teus traços Voluptuosa 0840 0841 VALDEMIR A.F. BARROS Calafrio Campo florido Chega de infelicidade Clarão de luz Descerra a janela do teu coração Em nossa casa de telhado de sape Eu só quero o teu carinho Eu sou o samba Eu sou o teu abrigo Façanha do amor Faça o teu coração sorrir Face a face sentindo o teu calor Lado a lado O lance é nos entregar a essa paixão Me entrego aos seus desejos Muitas vezes errei Não há solidão entre nos dois Não quero mais ter medo Nesse momento eu só quero sorrir Nosso amor é o sol e a lua Nunca mais vou te deixar tão só Por um outro qualquer Pra enfeitar a ilusão Quero continuar te querendo Recomeço Sem ressentimentos da paixão Separação Só assim terás o meu perdão Só quero ser teu amigo 0849 0851 0852 0854 0856 0857 0858 0859 0861 0863 0864 0866 0868 0869 0871 0873 0875 0876 0878 0879 0880 0882 0884 0885 0886 0887 0889 0891 0892
  • 1335.
    Letristas em Cena 1335 Soufeliz por ter você sorrindo Simplesmente ecoava o amor O tempo fez-me refletir Teu coração sempre me fez desabar Teus lábios me sorrindo em tons lilás Tudo será como antes Uma joia rara Varanda Vem amor Véu de uma flor 0893 0894 0895 0898 0900 0901 0903 0905 0906 0908 VALÉRIA PISAURO Apelo Abissais Beijo da brisa Beijo partido Cama vazia Ciúme Comunhão Contramão Cantilena Doce ilusão Elegia ao sertão Esporas do tempo Lua atrevida Medo de amar Rainha Recado selado Se fosse só saudade Tecida de luz Ventre do chão Vou partir, vou embora 0911 0912 0913 0914 0915 0917 0919 0920 0921 0923 0924 0926 0927 0928 0929 0931 0932 0933 0934 0935
  • 1336.
    Coletânea de LetrasMusicais 1336 VULDEMBERGUE FARIAS Chove chuva Conflito interior Crendice popular Loucura Piragem Profecia Que vida! Segredo Sensações Viver bem 0939 0940 0941 0942 0943 0945 0946 0947 0948 0949 WANDER PORTO Aviso Coração da noite Das ruas Gincana caipira Pardais Sinal dos anjos Virginal 0953 0955 0956 0958 0959 0961 0963
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    Letristas em Cena 1337 XAVIERPETEÓ Amizade, o outro nome do amor Antônio Marcos - Um artista Ao Rádio com Amor Aqueles dias Astorga, Cidade-Saudade O automóvel do Zé Maluco Bauru a Casemiro Pinto Neto Brigando com o tempo Caderneta de poupança de fé O catador de latinhas Como é que funciona? Como um rio (Assim é Zézim) Dom Paulo Evaristo Arns Eta diacho de jogo Eu conheci Jesus Evite o primeiro gole Faz a diferença Forró de Zézim Fuscão gay O Gordo e o Magro Isso é coisa de louco Jogado pra escanteio Me cansei de você O melhor candidato Mestre- Cabelos brancos Meu povo com armas, não Meu último cigarro Mulher palavrão Não é só camufua que bandelô Não é um bom negócio Não sei viver sem cantar 0967 0968 0969 0971 0972 0973 0975 0976 0977 0978 0979 0980 0981 0983 0984 0985 0986 0987 0989 0990 0992 0993 0995 0996 0997 0998 0999 1000 1001 1002 1003
  • 1338.
    Coletânea de LetrasMusicais 1338 Não vejo a hora de o carnaval chegar Nelson Gonçalves, o Nelsão Pensamento de poeta É por isso que eu bebo Quando te dou uma flor Que diabo de amor é esse? Samba pro Adoniran Samba Senil Santos Futebol Clube Saudade de São Paulo em São Paulo Tá bom demais Terceira idade é a vovozinha Trancos da vida O último personagem Velha amizade O velho gay Viagra, i love you Vila Formosa Viva o guaraná 1004 1005 1006 1008 1009 1010 1011 1012 1014 1015 1016 1017 1018 1019 1020 1022 1023 1024 1026
  • 1339.
    Letristas em Cena 1339 ZEZINHONASCIMENTO Sobre o autor Amô de bahiano Amor não saiu de moda A árvore da vida As pessoas física e jurídica As pessoas semifelizes Bahiano, com h Bahianos é assim Bahiano fala errado de a, a z Ô bahiano, fala ô A bola e o globo Brasil O Brasil na guerra O Brasil e a babilônia Como é o sol e a lua Cultura é sabedoria De que lado tu estás? Democracia ou anarquia? Deus e satanás na terra da AIDS A diferença entre os homens Droga é aquilo que faz sofrer Duas pragas Enquanto eu olhava o mar Entre o amor e o sexo Entenda as curiosidades úteis aos poetas Entenda o compor, o cantar e a cultura Entenda poesia 1033 1035 1038 1040 1042 1044 1046 1049 1052 1053 1055 1056 1058 1060 1062 1066 1070 1072 1074 1076 1078 1080 1082 1084 1086 1091 1092
  • 1340.
    Coletânea de LetrasMusicais 1340 Entenda poeta Entenda sílabas métricas Entenda tudo sobre elipse Entre o sul e o norte Escreva poemas Eu admiro os poetas Eu, Maria e João Eu sou assim Eu sou um gato Faça sua parte Fantasma existe sim O governo da Bahia, ano 2000 Há dez tipos de música Há dois mares Há sexeiros e amantes Homem, com m, ou mulher, com h Ilusão Joãozinho Jovem, pare de fumar Liberdade Lição de vida Magia negra O mar é uma floresta O matematiquês A meu leitor O meu pior inimigo Na babilônia é assim Não sabe fazer poesia? Natureza e Universo Navio da corrupção 1094 1096 1098 1101 1102 1106 1108 1111 1113 1114 1116 1117 1119 1122 1124 1126 1128 1130 1133 1135 1137 1139 1141 1143 1146 1148 1150 1152 1153 1155
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    Letristas em Cena 1341 Anossa vida como trem Nós somos hipócritas Ocês Os sete grandes valores da nossa sociedade Palavras são como pedras Parabéns a Ministra Eliana Calmon A pior experiência Poesia Poesia para ladrão Poesia para os jovens Poeta A poluição humana O povo da babilônia O povo não é pinico Pronúncia das palavras Puta não é prostituta O que é que mata gente O que é sexo O que o turista fala de nós O que pensam os marginais? Riso e sorriso Sabe o que quer dizer poesia? Salvador II Salvador São João é animação O ser gente Ser mãe acidental Ser pai ou ser mãe Ser sozinho Se você é construtor Sexo não é comida 1157 1159 1162 1163 1165 1166 1170 1172 1174 1175 1176 1177 1178 1180 1181 1183 1185 1186 1188 1208 1210 1211 1212 1213 1216 1218 1220 1221 1222 1224 1227
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    Coletânea de LetrasMusicais 1342 Sexo né brincadeira Só explicando Só lúpus é assim Somos todos deficientes Somos todos responsáveis Uma grande figura Um diálogo imaginário Um exemplo a seguir Um jeito de educar Um jeito de ser honesto Um poema ao poeta Gregório de Mattos Vamos fazer a faxina A vida num soneto Virose Você sabe o que é droga? Vem tu dar valor Vem você dar valor Zé português *********************** Falar mais ler é igual escrever Valeu Brasil! *********************** 1230 1232 1237 1239 1240 1241 1243 1245 1246 1247 1249 1253 1254 1255 1258 1260 1261 1262 1289 1291 ***********************
  • 1343.
    Letristas em Cena 1343 MARTANASCIMENTO Amor supersônico 1295 Amor, um bem cultural 1296 Covardemente... 1297 Desmanche 1298 O fim... 1299 Personagens 1300 Pra mim... 1301 O que me faz tua 1302 Um do outro 1303 Epilogo Poema Índice geral 1305 1309 1311
  • 1344.
    Coletânea de LetrasMusicais 1344 O conteúdo deste livro é de plena responsabilidade dos seus respectivos autores. Assim como possíveis erros ortográficos e gramaticais. A Editora Sotaques respeita os autores incondicionalmente, independente da divagação com que se escreve. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou visual sem a expressa autorização de seus respectivos autores, "sob" penas criminais e ações civis. Fim