Ecos das JMJ 2011 – MADRID                                                                  JEF
DIA 15

Atividades:
- Chegada a Balsamão
- Missa pelo Administrador Apostólico da diocese D. António Montes Moreira
- Almoço no parque de merendas, já em Espanha
- Visita às cidades de Ávila e Segóvia
- Reflexão do dia seguida de oração da noite
- Jantar e dormida no hotel “Puertas de Segóvia”, em Segóvia

Momentos mais altos:
- Eucaristia de envio: homilia da missa de envio para Madrid com o Bispo D. António Montes Moreira
quando disse “que nós não íamos por causa do Papa ou para o ver mas sim por Cristo, firmes na fé.”

Aspetos menos positivos:
- Falta de WC no parque de merendas
- Jantar no hotel “Puertas de Segóvia”.



DIA 16

Atividades:
- Visita ao Vale de los Caídos
- Chegada a Madrid
- Alojamento no colégio “San Juan Bautista”
- Entrega das mochilas do peregrino
- Conhecimento das linhas de metro, praças, e alguns monumentos.
- Eucaristia no final do dia - celebração de Abertura da JMJ presidida pelo cardeal “António Maria
Rouco Varela”, Arcebispo de Madrid e concelebrada pelos bispos e sacerdotes participantes na JMJ,
na Praça de Cibeles.

Momentos mais altos:
- Visita ao Vale de los Caídos
- Chegada arrepiante a Madrid
- Ver tantos jovens em Madrid e a participar na eucaristia

Aspetos menos positivos:
- Demora para encontrar o local onde íamos dormir, e onde íamos tomar banho.
- Falta de visualização e de som durante a missa de abertura
- Dormir no chão/corredor
DIA 17

Atividades:
- Catequese
- Eucaristia
- Concerto “Pop rock” Groupe Adora
- Visitas pela cidade
- Adoração no Madrid Arena
- Ação de voluntariado

Momentos mais altos:
- Entrada na eucaristia com as bandeiras de nacionalidade portuguesa e brasileira
- Adoração (inesperada) no Madrid Arena
- Voluntariado na preparação para o encontro com os jovens portuguesas

Aspetos menos positivos:
- Falta de elaboração de um plano de visitas para a tarde
- Almoço atribulado e demorado




DIA 18

Atividades:
- Jovens reunidos no “Madrid Arena”(Saudação e boas vindas pelo Diretor da DNPJ, acolhimento aos
bispos presentes, catequese com D. José Policardo cardeal-patriarca de Lisboa e Presidente da CEP,
eucaristia, confissões)
- Voluntariado no acolhimento dos jovens portugueses
- Chegada do Santo Padre – Praça Cibeles
- Concerto com Gen Rosso

Momentos mais altos:
- Quando levaram a bandeira Portuguesa ao palco e toda a gente cantou o hino, assim como todo o
encontro com os jovens portugueses
- Eucaristia com os jovens portugueses (todos de verde)
- Receção ao Santo Padre pela TV

Aspetos menos positivos:
- Falta de pequeno almoço para os voluntários e poucas condições de higiene.
DIA 19

Atividades:
- Oração da manhã no colégio “San Juan Bautista”
- Visita à Igreja de S. Francisco Maior
- Passear por Madrid
- Exposição: Amar e ser Amado
- Via sacra na Praça de Cibeles

Momentos mais altos:
- Oração da manhã: tocar na bíblia e deixar uma mensagem
- Via Sacra na Praça Cibeles, vendo o Papa bem de perto

Aspetos menos positivos:
- Alguma falta de organização de “La Guia”, para escolher as atividades onde participar




DIA 20

Atividades:
- Comprar algumas lembranças
- Almoço no Estádio do Real Madrid
- Saída para “Cuatro Vientos”
- Jantar em Quatro Vientos
- Vigília de oração com o Santo padre

Momentos mais altos:
- A caminho do aeródromo “Cuatro Vientos”
- Vigília de oração: tempo de silêncio e adoração com os dois milhões de jovens presentes

Aspetos menos positivos:
- Dificuldade em encontrar lugar para ficar em Quatro Vientos
- A falta de água para beber
- Muito cansaço na Vigília com o Santo Padre
- Mau tempo
- Falta de silêncio e condições para rezar, em determinados momentos
DIA 21

Atividades:
- Eucaristia de envio das JMJ
- Almoço no aeródromo “Cuatro Vientos”
- Regresso ao Colégio
- Despedida dos voluntários
- Chegada ao Hotel “Eurostars” de Toledo

Momentos mais altos:
- Eucaristia de envio
- A presença no meio da multidão de jovens, firmes na fé
- Despedida das JMJ

Aspetos menos positivos:
- Falta de algumas condições para rezar
- Cansaço acumulado



DIA 22

Atividades:
- Visita a Toledo
- Eucaristia na Catedral de Toledo celebrada pelo Padre Eduardo Novo
- Visita a Salamanca
- Chegada a Macedo de Cavaleiros

Momentos mais altos:
- Pequeno almoço
- Eucaristia de grupo.
- Partilha de “O que foi a JMJ para nós?”

Aspetos menos positivos:
- Regresso a Portugal pela estrada nacional
- A chegada a Macedo de Cavaleiros foi muito tarde
Testemunhos JMJ 2011 – MADRID                                                               JEF
Irmã Marília Esteves

Olá!
Eu quero através destas poucas palavras expressar o que foram para mim as Jornadas Mundiais da
Juventude.
Quero dizer que esta semana em Madrid foi um a experiência maravilhosa e que gostaria de poder
repetir um dia.
Apesar de todo o cansaço e de todos os sacrifícios que fizemos, desde dormir no chão, tomar banho
na água gelada, passar sede cansaço e muito calor, tudo o que experimentei me fez crescer por
dentro e foi mesmo muito bom.
E através de tudo isto, vi que, apesar desta sociedade estar um pouco corrompida, ainda há muita fé,
ainda há muitos jovens que acreditam que Deus existe, que Deus é bom, é Pai, é amigo, é tudo.
Tudo foi bom, mas houve momentos que me marcaram profundamente. O encontro dos jovens
portugueses com todos os bispos portugueses e o cardeal e a longa caminhada que fizemos para
chegar ao aeródromo para a vigília com o Santo Padre, caminhada essa que me fez lembrar o povo
no deserto passando fome, sede, cansaço e muito calor. Mas mesmo desesperados de tudo,
continuamos a nossa caminhada com muita coragem, com muita fé e esperança, assim aconteceu a
milhões de jovens nesse dia. Apesar de todas as necessidades sentidas ninguém desistiu porque
todos esperavam alcançar um bem maior, e esse bem maior era poder estar com o Santo Padre
representante de Cristo e poder com ele celebrar o amor, louvando e agradecendo a Deus por todas
as maravilhas criadas. Também o momento da vigília foi um momento muito forte apesar da grande
tempestade que apanhámos, e, mesmo debaixo de tanta chuva e vento, ninguém desistiu, tudo
continuou no seu lugar a louvar e bendizer a Deus com muita fé e muito amor por tudo.
Foi uma experiencia que nunca irei esquecer.
Telma Bento

        As jornadas mundiais foram um desafio proposto pelo Papa Bento XVI aos jovens, e tal como
milhares de jovens de todo o mundo, eu aceitei esse desafio. A vontade e entusiasmo eram tais que
não me fizeram pensar naquilo que seriam verdadeiramente as JMJ. Apenas em Balsemão, quando o
administrador apostólico D. António Montes fez o envio dos jovens, me apercebi que não iria ser só
uma viagem. Com a chagada a Madrid, começou o “desafio”. O nosso ponto de acolhimento foi um
simpático Colégio de Salesianos. No inicio, em que pensávamos que dormir num corredor iria ser um
grande problema, passou a ser o “nosso porto de abrigo”, o lugar que já não trocávamos por nada.
Nesse corredor, não só descansámos mas também fizemos novas amizades.
        Em cada rua, restaurante ou estação de metro, se via a felicidade que cada pessoa trazia
dentro de si. Pessoas tão diferentes mas que naqueles dias se tornaram tão iguais. Todos estávamos
reunidos por Cristo e não havia idioma que se impusesse. Madrid passou a ser pequena para tantos
jovens.
        Contudo, houve momentos em que o cansaço se quis impor, mas éramos sempre capazes de
mais. Não importava a confusão, o tempo que iríamos ter de andar a pé, nem se iríamos ter um lugar
para nos sentarmos, o que verdadeiramente importava era aproveitar ao máximo tudo o que nos era
oferecido, de modo a reter algo que pudéssemos, ao regressar, dar a todos aqueles que não puderam
ir.
        Nos dias finais, quando o cansaço já era muito, chegou o “desafio” final, o aeródromo de
Quatro Vientos. Aí, iríamos estar com o Papa Bento XVI, mas o caminho para lá chegarmos não iria
ser fácil. Tivemos de percorrer vários quilómetros a pé, como tantos milhares de jovens, debaixo de
um sol abrasador e quase sem água. As forças começaram a faltar, mas a união do grupo não deixou
ficar ninguém para trás, e por pouca que fosse a água, partilhava-se. Já no aeródromo a situação não
melhorou, pois tivemos de esperar muito tempo para nos darem um lugar, onde mais tarde iríamos
rezar juntamente com o Santo Padre. O tempo parecia nunca mais passar, e quando pensávamos que
todos os nossos problemas iriam ser resolvidos, tudo voltava ao mesmo. À noite, já depois de termos
renovado as nossas forças, eis que chega o Papa Bento XVI, mas com a sua chegada, veio também
uma dádiva de Deus, algo pelo qual tínhamos desejado durante a tarde, a água. Uma enorme
tempestade se abate sobre o aeródromo. Mas nem assim desistimos, pois queríamos chegar ao fim.
Fim que se tornaria no inicio de uma nova vida. Celebrar a fé que unia milhares de jovens em silêncio,
diante de Jesus Cristo.
        Ao partir, vim com a certeza que nunca mais me sentirei sozinha, porque tal como eu há
milhares de jovens espalhados pelo mundo que acreditam em Cristo. Aprendi a dar valor às pequenas
coisas da vida. A ida às JMJ não foi só uma viagem, mas sim um ensinamento para toda a vida.
Inês Lemos

       A Jornada Mundial da Juventude foi uma experiência de amor, união e fé. Jovens de todo o
mundo que se juntaram para viver em conjunto momentos não só de convívio e diversão como
também de oração. Foi uma semana que permitiu não só um reconhecimento individual da
existência da fé, como um conhecimento a nível do grupo; onde, apesar de todas as tribulações,
mantivemo-nos juntos a outros milhares de jovens unidos pela causa que é Cristo.




Diana Canastra

       Foram uns dias de partilha com jovens de terras diferentes da nossa, onde as condições
também são diferentes, mas onde o motivo era o mesmo: movidos na fé. Só quem partilhou esses
momentos de alegria é que sabe dar um pouco de testemunho, não há palavras suficientes para
descrever tanta alegria, entusiasmo, partilha, reunião, amor.




Irmã Conceição Borges

       As JMJ foram um tempo muito especial de descoberta, de crescer jovem, de alegria, de oração
no meio da multidão. Tempo de partilha, de novidade, de arriscar. Tempo de fraternidade, de
universalidade e de fermento…




                                                        Participaram nesta maravilhosa aventura:

                                                                            Irmã Conceição Borges
                                                                               Irmã Marília Esteves
                                                                                       Liliana Pires
                                                                                        Inês Lemos
                                                                                    Diana Canastra
                                                                                   Carlos Carrasco
                                                                                       David Bento
                                                                                      Telma Bento

                                                                                   agosto de 2011

Jmj 2011 ecos

  • 1.
    Ecos das JMJ2011 – MADRID JEF DIA 15 Atividades: - Chegada a Balsamão - Missa pelo Administrador Apostólico da diocese D. António Montes Moreira - Almoço no parque de merendas, já em Espanha - Visita às cidades de Ávila e Segóvia - Reflexão do dia seguida de oração da noite - Jantar e dormida no hotel “Puertas de Segóvia”, em Segóvia Momentos mais altos: - Eucaristia de envio: homilia da missa de envio para Madrid com o Bispo D. António Montes Moreira quando disse “que nós não íamos por causa do Papa ou para o ver mas sim por Cristo, firmes na fé.” Aspetos menos positivos: - Falta de WC no parque de merendas - Jantar no hotel “Puertas de Segóvia”. DIA 16 Atividades: - Visita ao Vale de los Caídos - Chegada a Madrid - Alojamento no colégio “San Juan Bautista” - Entrega das mochilas do peregrino - Conhecimento das linhas de metro, praças, e alguns monumentos. - Eucaristia no final do dia - celebração de Abertura da JMJ presidida pelo cardeal “António Maria Rouco Varela”, Arcebispo de Madrid e concelebrada pelos bispos e sacerdotes participantes na JMJ, na Praça de Cibeles. Momentos mais altos: - Visita ao Vale de los Caídos - Chegada arrepiante a Madrid - Ver tantos jovens em Madrid e a participar na eucaristia Aspetos menos positivos: - Demora para encontrar o local onde íamos dormir, e onde íamos tomar banho. - Falta de visualização e de som durante a missa de abertura - Dormir no chão/corredor
  • 2.
    DIA 17 Atividades: - Catequese -Eucaristia - Concerto “Pop rock” Groupe Adora - Visitas pela cidade - Adoração no Madrid Arena - Ação de voluntariado Momentos mais altos: - Entrada na eucaristia com as bandeiras de nacionalidade portuguesa e brasileira - Adoração (inesperada) no Madrid Arena - Voluntariado na preparação para o encontro com os jovens portuguesas Aspetos menos positivos: - Falta de elaboração de um plano de visitas para a tarde - Almoço atribulado e demorado DIA 18 Atividades: - Jovens reunidos no “Madrid Arena”(Saudação e boas vindas pelo Diretor da DNPJ, acolhimento aos bispos presentes, catequese com D. José Policardo cardeal-patriarca de Lisboa e Presidente da CEP, eucaristia, confissões) - Voluntariado no acolhimento dos jovens portugueses - Chegada do Santo Padre – Praça Cibeles - Concerto com Gen Rosso Momentos mais altos: - Quando levaram a bandeira Portuguesa ao palco e toda a gente cantou o hino, assim como todo o encontro com os jovens portugueses - Eucaristia com os jovens portugueses (todos de verde) - Receção ao Santo Padre pela TV Aspetos menos positivos: - Falta de pequeno almoço para os voluntários e poucas condições de higiene.
  • 3.
    DIA 19 Atividades: - Oraçãoda manhã no colégio “San Juan Bautista” - Visita à Igreja de S. Francisco Maior - Passear por Madrid - Exposição: Amar e ser Amado - Via sacra na Praça de Cibeles Momentos mais altos: - Oração da manhã: tocar na bíblia e deixar uma mensagem - Via Sacra na Praça Cibeles, vendo o Papa bem de perto Aspetos menos positivos: - Alguma falta de organização de “La Guia”, para escolher as atividades onde participar DIA 20 Atividades: - Comprar algumas lembranças - Almoço no Estádio do Real Madrid - Saída para “Cuatro Vientos” - Jantar em Quatro Vientos - Vigília de oração com o Santo padre Momentos mais altos: - A caminho do aeródromo “Cuatro Vientos” - Vigília de oração: tempo de silêncio e adoração com os dois milhões de jovens presentes Aspetos menos positivos: - Dificuldade em encontrar lugar para ficar em Quatro Vientos - A falta de água para beber - Muito cansaço na Vigília com o Santo Padre - Mau tempo - Falta de silêncio e condições para rezar, em determinados momentos
  • 4.
    DIA 21 Atividades: - Eucaristiade envio das JMJ - Almoço no aeródromo “Cuatro Vientos” - Regresso ao Colégio - Despedida dos voluntários - Chegada ao Hotel “Eurostars” de Toledo Momentos mais altos: - Eucaristia de envio - A presença no meio da multidão de jovens, firmes na fé - Despedida das JMJ Aspetos menos positivos: - Falta de algumas condições para rezar - Cansaço acumulado DIA 22 Atividades: - Visita a Toledo - Eucaristia na Catedral de Toledo celebrada pelo Padre Eduardo Novo - Visita a Salamanca - Chegada a Macedo de Cavaleiros Momentos mais altos: - Pequeno almoço - Eucaristia de grupo. - Partilha de “O que foi a JMJ para nós?” Aspetos menos positivos: - Regresso a Portugal pela estrada nacional - A chegada a Macedo de Cavaleiros foi muito tarde
  • 5.
    Testemunhos JMJ 2011– MADRID JEF Irmã Marília Esteves Olá! Eu quero através destas poucas palavras expressar o que foram para mim as Jornadas Mundiais da Juventude. Quero dizer que esta semana em Madrid foi um a experiência maravilhosa e que gostaria de poder repetir um dia. Apesar de todo o cansaço e de todos os sacrifícios que fizemos, desde dormir no chão, tomar banho na água gelada, passar sede cansaço e muito calor, tudo o que experimentei me fez crescer por dentro e foi mesmo muito bom. E através de tudo isto, vi que, apesar desta sociedade estar um pouco corrompida, ainda há muita fé, ainda há muitos jovens que acreditam que Deus existe, que Deus é bom, é Pai, é amigo, é tudo. Tudo foi bom, mas houve momentos que me marcaram profundamente. O encontro dos jovens portugueses com todos os bispos portugueses e o cardeal e a longa caminhada que fizemos para chegar ao aeródromo para a vigília com o Santo Padre, caminhada essa que me fez lembrar o povo no deserto passando fome, sede, cansaço e muito calor. Mas mesmo desesperados de tudo, continuamos a nossa caminhada com muita coragem, com muita fé e esperança, assim aconteceu a milhões de jovens nesse dia. Apesar de todas as necessidades sentidas ninguém desistiu porque todos esperavam alcançar um bem maior, e esse bem maior era poder estar com o Santo Padre representante de Cristo e poder com ele celebrar o amor, louvando e agradecendo a Deus por todas as maravilhas criadas. Também o momento da vigília foi um momento muito forte apesar da grande tempestade que apanhámos, e, mesmo debaixo de tanta chuva e vento, ninguém desistiu, tudo continuou no seu lugar a louvar e bendizer a Deus com muita fé e muito amor por tudo. Foi uma experiencia que nunca irei esquecer.
  • 6.
    Telma Bento As jornadas mundiais foram um desafio proposto pelo Papa Bento XVI aos jovens, e tal como milhares de jovens de todo o mundo, eu aceitei esse desafio. A vontade e entusiasmo eram tais que não me fizeram pensar naquilo que seriam verdadeiramente as JMJ. Apenas em Balsemão, quando o administrador apostólico D. António Montes fez o envio dos jovens, me apercebi que não iria ser só uma viagem. Com a chagada a Madrid, começou o “desafio”. O nosso ponto de acolhimento foi um simpático Colégio de Salesianos. No inicio, em que pensávamos que dormir num corredor iria ser um grande problema, passou a ser o “nosso porto de abrigo”, o lugar que já não trocávamos por nada. Nesse corredor, não só descansámos mas também fizemos novas amizades. Em cada rua, restaurante ou estação de metro, se via a felicidade que cada pessoa trazia dentro de si. Pessoas tão diferentes mas que naqueles dias se tornaram tão iguais. Todos estávamos reunidos por Cristo e não havia idioma que se impusesse. Madrid passou a ser pequena para tantos jovens. Contudo, houve momentos em que o cansaço se quis impor, mas éramos sempre capazes de mais. Não importava a confusão, o tempo que iríamos ter de andar a pé, nem se iríamos ter um lugar para nos sentarmos, o que verdadeiramente importava era aproveitar ao máximo tudo o que nos era oferecido, de modo a reter algo que pudéssemos, ao regressar, dar a todos aqueles que não puderam ir. Nos dias finais, quando o cansaço já era muito, chegou o “desafio” final, o aeródromo de Quatro Vientos. Aí, iríamos estar com o Papa Bento XVI, mas o caminho para lá chegarmos não iria ser fácil. Tivemos de percorrer vários quilómetros a pé, como tantos milhares de jovens, debaixo de um sol abrasador e quase sem água. As forças começaram a faltar, mas a união do grupo não deixou ficar ninguém para trás, e por pouca que fosse a água, partilhava-se. Já no aeródromo a situação não melhorou, pois tivemos de esperar muito tempo para nos darem um lugar, onde mais tarde iríamos rezar juntamente com o Santo Padre. O tempo parecia nunca mais passar, e quando pensávamos que todos os nossos problemas iriam ser resolvidos, tudo voltava ao mesmo. À noite, já depois de termos renovado as nossas forças, eis que chega o Papa Bento XVI, mas com a sua chegada, veio também uma dádiva de Deus, algo pelo qual tínhamos desejado durante a tarde, a água. Uma enorme tempestade se abate sobre o aeródromo. Mas nem assim desistimos, pois queríamos chegar ao fim. Fim que se tornaria no inicio de uma nova vida. Celebrar a fé que unia milhares de jovens em silêncio, diante de Jesus Cristo. Ao partir, vim com a certeza que nunca mais me sentirei sozinha, porque tal como eu há milhares de jovens espalhados pelo mundo que acreditam em Cristo. Aprendi a dar valor às pequenas coisas da vida. A ida às JMJ não foi só uma viagem, mas sim um ensinamento para toda a vida.
  • 7.
    Inês Lemos A Jornada Mundial da Juventude foi uma experiência de amor, união e fé. Jovens de todo o mundo que se juntaram para viver em conjunto momentos não só de convívio e diversão como também de oração. Foi uma semana que permitiu não só um reconhecimento individual da existência da fé, como um conhecimento a nível do grupo; onde, apesar de todas as tribulações, mantivemo-nos juntos a outros milhares de jovens unidos pela causa que é Cristo. Diana Canastra Foram uns dias de partilha com jovens de terras diferentes da nossa, onde as condições também são diferentes, mas onde o motivo era o mesmo: movidos na fé. Só quem partilhou esses momentos de alegria é que sabe dar um pouco de testemunho, não há palavras suficientes para descrever tanta alegria, entusiasmo, partilha, reunião, amor. Irmã Conceição Borges As JMJ foram um tempo muito especial de descoberta, de crescer jovem, de alegria, de oração no meio da multidão. Tempo de partilha, de novidade, de arriscar. Tempo de fraternidade, de universalidade e de fermento… Participaram nesta maravilhosa aventura: Irmã Conceição Borges Irmã Marília Esteves Liliana Pires Inês Lemos Diana Canastra Carlos Carrasco David Bento Telma Bento agosto de 2011