Docente: Marcírio Chaves Grupo: Luís Barbosa Aluno nº20121635
Luís Venâncio Aluno nº20121669
Tiago Lopes Aluno nº20121677
Ano Lectivo 2012/2013
UNIVERSIDADE ATLÂNTICA
Licenciatura em Sistemas e Tecnologias de Informação
Seminário de Sistemas e Tecnologias da Informação
Conceito
Contexto Social
Contexto Organizacional
Contextualização Histórica
Enquadramento tecnológico
Vantagens
Desvantagens
Considerações finais
Caso de Estudo
Bibliografia
2
Internet das Coisas
Conceito
A Internet das Coisas é uma rede onde biliões de máquinas comunicam entre si e que acabará
por interligar quase todos os aspectos da nossa vida, desde o automóvel, aos edifícios, medicina,
entretenimento, entre muitos outros
3
Internet das Coisas
Conceito (cont.)
FUSÃO DO
FÍSICO COM
DIGITAL
INTERNET LIGAÇÃO
OBJECTO
/ COISA
RFID ENDEREÇOS
IP
4
• “When wireless is
perfectly applied the
whole earth will be
converted into a huge
brain…” Nikola Tesla
1962
• A primeira
etiqueta activa
RFID, que contém
uma memória
1973 • Inicio do
Protocolo TCP/IP
1974
• Tim Berners-Lee
propõe a World
Wide Web
(WWW)
1989
• O termo Internet
das Coisas é pela
primeira vez
utilizado por
Kevin Ashton,
Director Executivo
do Auto-ID
Center, MIT
1999
Internet das Coisas
A evolução que temos testemunhado nestes últimos tempos é uma extensão da internet a todas as
coisas/objectos que nos rodeiam.
De seguida serão enunciados alguns dos marcos importantes no desenvolvimento do paradigma da
Internet das Coisas.
Enquadramento Histórico
5
Internet das Coisas
Enquadramento Histórico (Cont.)
• Internet das Coisas
começa a ser título em
jornais e revistas de
nome mundial, The
Guardian, Scientific
American e o Globe
2003
• Criação do
Organização EPC
Global.
2003
• Primeira
conferência
Europeia
sobre a
Internet das
Coisas
2008
• Nascimento
da Internet
das coisas,
segundo a
empresa
Cisco
2009
• Oficialização
da versão
mais actual
do Protocolo
de Internet
IPv6
2012
6
Internet das Coisas
Enquadramento tecnológico
Para conectar todos os objectos utilizados diariamente em grandes bases de dados e na internet, basta
apenas um pequeno sistema de identificação. Pois só assim é possível identificar o objecto/coisa de
onde se irá recolher dados e processá-los. Os RFI oferecem estas funcionalidades.
Tecnologia que permite a identificação automática
de objectos, animais ou mesmo pessoas
Implementação de um pequeno chip electrónico
Os dados são armazenados no chip
Lidos por aparelhos wireless, chamados de leitores
de RFID e por sua vez transferidos para um PC.
Sistema de RFID
7
Internet das Coisas
Vantagens
Graças a informações recolhidas de qualquer objecto/coisa, poderá tomar-se decisões
mais informadas e consistentes. Uma rede de sensores e objectos/coisas inteligentes
irão coordenar o ambiente que nos rodeia, poupando-nos tempo e evitando a
necessidade de controlar toda a informação.
De seguida vamos mostrar alguns exemplos de vantagens no contexto pessoal e no
contexto organizacional
8
Internet das Coisas
Contexto Social
A sua utilização a nível pessoal, pode passar simplesmente desde:
Objecto/coisa que nos indica a meteorologia para o
dia. Ex. Ambient Orb.
Ténis que nos indicam a velocidade e ritmos cardíacos,
através de um microchip colocado na sola. EX. Nike +.
Carros que detectam lugares e estacionam sem auxilio
do condutor Ex. Ford.
9
Internet das Coisas
Contexto Organizacional
Existem vários factores que ilustram a mais valia da Internet das Coisas e do RFID em diferentes universos das
Organizações.
A nível hospitalar utilizam-se etiquetas em humanos, através de pulseiras de
identificação incorporadas com dispositivos RFID, que possuem toda a informação
relevante de um determinado paciente. Ex. In Mídia Informática
Na logística, com a Internet das Coisas recorrendo a etiquetas RFID é possível
identificar todos os produtos. Evitando erros e dispensando a necessidade de
se fazer inventários manuais e demorados. EX. Walmart
Nos transportes de cargas, torna mais seguro e evita roubos, uma vez que já é
possível identificar a posição de cargas/objectos em tempo real. EX UPS.
Pagamento de portagens e estacionamento - Sistema faz a leitura do identificador e
marca a hora de entrada e saída e consequentemente o valor a pagar, que irá ser de
forma automática. Ex. Via Verde.
10
Internet das Coisas
Desvantagens
Embora esta tecnologia ilustre muitas vantagens a vários níveis, ainda existem algumas
desvantagens a necessitarem de solução.
• A autonomia das etiquetas. É necessário estas terem um ciclo de vida
grande, sem necessidade de trocar as baterias, pois em alguns
objectos/coisas o acesso para trocar a bateria pode ser proibitivo
• Utilização final do objecto/coisa, como por exemplo a temperatura onde
ele vai operar, pois algumas etiquetas têm que aguentar elevadas
temperaturas, ou estar expostas a elementos e condições extremas.
• Problemas de protecção de dados pessoais, nomeadamente o da sua
privacidade. A segurança deve ser reforçada e eficaz, pois esta é susceptível
de pôr em risco os dados pessoais e a confiança dos utilizadores.
11
Internet das Coisas
Caso de Estudo
Engenharia Hidráulica e Ambiental, Lda
Se um funcionário não tivesse acesso a uma chave física
não poderia chegar mais cedo;
Fora do horário de expediente, era impossível o
acesso às outras salas;
No extravio de uma chave, seria necessário trocar a
fechadura e todas as chaves relacionadas;
As chaves físicas não permitiam definir permissões de
acesso às instalações;
Problema:
Cada uma das salas tinha uma porta para uma zona comum do prédio, a plataforma de acesso às escadas e ao elevador, as
portas tinham uma chave física convencional específica e existia também uma chave mestra que abria todas as portas.
Este sistema tinha muitas limitações e inconvenientes, nomeadamente:
12
Internet das Coisas
Caso de Estudo (Cont.)
Solução:
A ONI propôs o sistema Edge Solo. Este sistema inclui leitores de cartões (um em cada porta), cartões RFID
e um software de controlo e gestão do sistema.
Este software funciona sobre um browser de Internet.
ONI Telecom, empresa de telecomunicações
Porta do piso 1 e a porta do piso 0, ficaram associadas a um leitor de cartões;
Os leitores tem um IP próprio e utilizam a rede informática como
infraestrutura;
Ligados a um switch POE que além de assegurar as comunicações com os
equipamentos, fornece a alimentação eléctrica do sistema;
O sistema inclui uma base de dados com os cartões associados ao sistema, os
utilizadores, os horários e todas as configurações das permissões atribuídas a
cada cartão.;
13
Internet das Coisas
Considerações
finais
Neste trabalho tentamos focar de um modo generalista, o abstracto
que ainda é a Internet das Coisas, para podermos perceber o
conceito.
É evidente que esta Internet das Coisas pode tornar-se o futuro das
tecnologias, desde que sejam assegurados os direitos de privacidade e
segurança dos utilizadores, para criar a confiança necessária à adopção
massiva por parte da humanidade.
É necessário ter infra-estruturas tecnológicas, redes e sistemas acessíveis que
consigam comportar este imenso mundo de dados e os transformem em
informação e conhecimento útil, quer para o individuo, quer para a sociedade
14
Internet das Coisas
Bibliografia
• Domingue, J., Traverso, P., 2009. Future Internet - FIS 2008: First Future Internet Symposium Vienna, Austria,
September 28-30, 2008 Revised Selected Papers, Lecture Notes in Computer Science / Computer
Communication Networks and Telecommunications. Springer.
• Evans, D., n.d. How the Internet of Everything Will Change the World…for the Better #IoE. Cisco Blogs.
• Ashton, K., 2009. That “Internet of Things” Thing.
• Uckelmann, D., Harrison, M., Michahelles, F., 2011. An Architectural Approach Towards the Future Internet
of Things.
• Floerkemeier, C., Langheinrich, M., Fleisch, E., Mattern, F., Sarma, S.E., 2008. The Internet of Things: First
International Conference, IOT 2008, Zurich, Switzerland, March 26-28, 2008, Proceedings, Lecture Notes in
Computer Science / Information Systems and Applications, incl. Internet/Web, and HCI. Springer.
• Atzori, L., Lera, A., Morabito, G., 2009. The Internet of Things: A survey.
• Friess, P., 2011. Internet of Things - Global Technological and Societal Trends From Smart Environments and
Spaces to Green ICT. River Publishers.
• Madeira, L., 2011. Hoje, a Internet. Amanhã, a Internet das Coisas? Computerworld.
• Comunidades Europeias, C., 2009. Internet das Coisas - Plano de acção para a Europa.
• Selected Papers, Lecture Notes in Computer Science / Computer Communication Networks and
Telecommunications. Springer.
• Europeu, P., 2010. Internet das coisas, P7_TA(2010)0207.
• Juels, A., n.d. RFID Security and Privacy: A Research Survey, RSA Laboratories.
• Commission, E., CORDIS, 2006. From RFID to the Internet of Things. Luxembourg: Office for Publications of
the European Comission.
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  • 1.
    Docente: Marcírio ChavesGrupo: Luís Barbosa Aluno nº20121635 Luís Venâncio Aluno nº20121669 Tiago Lopes Aluno nº20121677 Ano Lectivo 2012/2013 UNIVERSIDADE ATLÂNTICA Licenciatura em Sistemas e Tecnologias de Informação Seminário de Sistemas e Tecnologias da Informação
  • 2.
    Conceito Contexto Social Contexto Organizacional ContextualizaçãoHistórica Enquadramento tecnológico Vantagens Desvantagens Considerações finais Caso de Estudo Bibliografia 2
  • 3.
    Internet das Coisas Conceito AInternet das Coisas é uma rede onde biliões de máquinas comunicam entre si e que acabará por interligar quase todos os aspectos da nossa vida, desde o automóvel, aos edifícios, medicina, entretenimento, entre muitos outros 3
  • 4.
    Internet das Coisas Conceito(cont.) FUSÃO DO FÍSICO COM DIGITAL INTERNET LIGAÇÃO OBJECTO / COISA RFID ENDEREÇOS IP 4
  • 5.
    • “When wirelessis perfectly applied the whole earth will be converted into a huge brain…” Nikola Tesla 1962 • A primeira etiqueta activa RFID, que contém uma memória 1973 • Inicio do Protocolo TCP/IP 1974 • Tim Berners-Lee propõe a World Wide Web (WWW) 1989 • O termo Internet das Coisas é pela primeira vez utilizado por Kevin Ashton, Director Executivo do Auto-ID Center, MIT 1999 Internet das Coisas A evolução que temos testemunhado nestes últimos tempos é uma extensão da internet a todas as coisas/objectos que nos rodeiam. De seguida serão enunciados alguns dos marcos importantes no desenvolvimento do paradigma da Internet das Coisas. Enquadramento Histórico 5
  • 6.
    Internet das Coisas EnquadramentoHistórico (Cont.) • Internet das Coisas começa a ser título em jornais e revistas de nome mundial, The Guardian, Scientific American e o Globe 2003 • Criação do Organização EPC Global. 2003 • Primeira conferência Europeia sobre a Internet das Coisas 2008 • Nascimento da Internet das coisas, segundo a empresa Cisco 2009 • Oficialização da versão mais actual do Protocolo de Internet IPv6 2012 6
  • 7.
    Internet das Coisas Enquadramentotecnológico Para conectar todos os objectos utilizados diariamente em grandes bases de dados e na internet, basta apenas um pequeno sistema de identificação. Pois só assim é possível identificar o objecto/coisa de onde se irá recolher dados e processá-los. Os RFI oferecem estas funcionalidades. Tecnologia que permite a identificação automática de objectos, animais ou mesmo pessoas Implementação de um pequeno chip electrónico Os dados são armazenados no chip Lidos por aparelhos wireless, chamados de leitores de RFID e por sua vez transferidos para um PC. Sistema de RFID 7
  • 8.
    Internet das Coisas Vantagens Graçasa informações recolhidas de qualquer objecto/coisa, poderá tomar-se decisões mais informadas e consistentes. Uma rede de sensores e objectos/coisas inteligentes irão coordenar o ambiente que nos rodeia, poupando-nos tempo e evitando a necessidade de controlar toda a informação. De seguida vamos mostrar alguns exemplos de vantagens no contexto pessoal e no contexto organizacional 8
  • 9.
    Internet das Coisas ContextoSocial A sua utilização a nível pessoal, pode passar simplesmente desde: Objecto/coisa que nos indica a meteorologia para o dia. Ex. Ambient Orb. Ténis que nos indicam a velocidade e ritmos cardíacos, através de um microchip colocado na sola. EX. Nike +. Carros que detectam lugares e estacionam sem auxilio do condutor Ex. Ford. 9
  • 10.
    Internet das Coisas ContextoOrganizacional Existem vários factores que ilustram a mais valia da Internet das Coisas e do RFID em diferentes universos das Organizações. A nível hospitalar utilizam-se etiquetas em humanos, através de pulseiras de identificação incorporadas com dispositivos RFID, que possuem toda a informação relevante de um determinado paciente. Ex. In Mídia Informática Na logística, com a Internet das Coisas recorrendo a etiquetas RFID é possível identificar todos os produtos. Evitando erros e dispensando a necessidade de se fazer inventários manuais e demorados. EX. Walmart Nos transportes de cargas, torna mais seguro e evita roubos, uma vez que já é possível identificar a posição de cargas/objectos em tempo real. EX UPS. Pagamento de portagens e estacionamento - Sistema faz a leitura do identificador e marca a hora de entrada e saída e consequentemente o valor a pagar, que irá ser de forma automática. Ex. Via Verde. 10
  • 11.
    Internet das Coisas Desvantagens Emboraesta tecnologia ilustre muitas vantagens a vários níveis, ainda existem algumas desvantagens a necessitarem de solução. • A autonomia das etiquetas. É necessário estas terem um ciclo de vida grande, sem necessidade de trocar as baterias, pois em alguns objectos/coisas o acesso para trocar a bateria pode ser proibitivo • Utilização final do objecto/coisa, como por exemplo a temperatura onde ele vai operar, pois algumas etiquetas têm que aguentar elevadas temperaturas, ou estar expostas a elementos e condições extremas. • Problemas de protecção de dados pessoais, nomeadamente o da sua privacidade. A segurança deve ser reforçada e eficaz, pois esta é susceptível de pôr em risco os dados pessoais e a confiança dos utilizadores. 11
  • 12.
    Internet das Coisas Casode Estudo Engenharia Hidráulica e Ambiental, Lda Se um funcionário não tivesse acesso a uma chave física não poderia chegar mais cedo; Fora do horário de expediente, era impossível o acesso às outras salas; No extravio de uma chave, seria necessário trocar a fechadura e todas as chaves relacionadas; As chaves físicas não permitiam definir permissões de acesso às instalações; Problema: Cada uma das salas tinha uma porta para uma zona comum do prédio, a plataforma de acesso às escadas e ao elevador, as portas tinham uma chave física convencional específica e existia também uma chave mestra que abria todas as portas. Este sistema tinha muitas limitações e inconvenientes, nomeadamente: 12
  • 13.
    Internet das Coisas Casode Estudo (Cont.) Solução: A ONI propôs o sistema Edge Solo. Este sistema inclui leitores de cartões (um em cada porta), cartões RFID e um software de controlo e gestão do sistema. Este software funciona sobre um browser de Internet. ONI Telecom, empresa de telecomunicações Porta do piso 1 e a porta do piso 0, ficaram associadas a um leitor de cartões; Os leitores tem um IP próprio e utilizam a rede informática como infraestrutura; Ligados a um switch POE que além de assegurar as comunicações com os equipamentos, fornece a alimentação eléctrica do sistema; O sistema inclui uma base de dados com os cartões associados ao sistema, os utilizadores, os horários e todas as configurações das permissões atribuídas a cada cartão.; 13
  • 14.
    Internet das Coisas Considerações finais Nestetrabalho tentamos focar de um modo generalista, o abstracto que ainda é a Internet das Coisas, para podermos perceber o conceito. É evidente que esta Internet das Coisas pode tornar-se o futuro das tecnologias, desde que sejam assegurados os direitos de privacidade e segurança dos utilizadores, para criar a confiança necessária à adopção massiva por parte da humanidade. É necessário ter infra-estruturas tecnológicas, redes e sistemas acessíveis que consigam comportar este imenso mundo de dados e os transformem em informação e conhecimento útil, quer para o individuo, quer para a sociedade 14
  • 15.
    Internet das Coisas Bibliografia •Domingue, J., Traverso, P., 2009. Future Internet - FIS 2008: First Future Internet Symposium Vienna, Austria, September 28-30, 2008 Revised Selected Papers, Lecture Notes in Computer Science / Computer Communication Networks and Telecommunications. Springer. • Evans, D., n.d. How the Internet of Everything Will Change the World…for the Better #IoE. Cisco Blogs. • Ashton, K., 2009. That “Internet of Things” Thing. • Uckelmann, D., Harrison, M., Michahelles, F., 2011. An Architectural Approach Towards the Future Internet of Things. • Floerkemeier, C., Langheinrich, M., Fleisch, E., Mattern, F., Sarma, S.E., 2008. The Internet of Things: First International Conference, IOT 2008, Zurich, Switzerland, March 26-28, 2008, Proceedings, Lecture Notes in Computer Science / Information Systems and Applications, incl. Internet/Web, and HCI. Springer. • Atzori, L., Lera, A., Morabito, G., 2009. The Internet of Things: A survey. • Friess, P., 2011. Internet of Things - Global Technological and Societal Trends From Smart Environments and Spaces to Green ICT. River Publishers. • Madeira, L., 2011. Hoje, a Internet. Amanhã, a Internet das Coisas? Computerworld. • Comunidades Europeias, C., 2009. Internet das Coisas - Plano de acção para a Europa. • Selected Papers, Lecture Notes in Computer Science / Computer Communication Networks and Telecommunications. Springer. • Europeu, P., 2010. Internet das coisas, P7_TA(2010)0207. • Juels, A., n.d. RFID Security and Privacy: A Research Survey, RSA Laboratories. • Commission, E., CORDIS, 2006. From RFID to the Internet of Things. Luxembourg: Office for Publications of the European Comission. 15