O Tratado de União de 1707
Nos finais do século XVII, num ímpeto de afirmação nacionalista, os escoceses
vão enveredar por um caminho ruinoso na tentativa de estabelecer um império
comercial paralelo ao concorrente inglês concorrendo a sós com todas as outras
nações mercantis (França, Espanha, Holanda...). Claramente, para os
escoceses, o modelo de desenvolvimento era o reino da Inglaterra, uma
potência mundial. Em 1694 tinha sido fundado o Banco da Escócia, seguindo a
mesma estructura que o recentemente fundado Banco de Inglaterra.

[Mais:]

Em 1695, o parlamento escocês iria decidir enveradar por um novo plano que
copiava o modelo inglês, desta vez num empreendimento que se demonstraria
ruinoso: o estabelecimento de uma companhia de comercio marítimo e a
colonização do Ultramar com capitais exclusivamente escoceses, concorrendo
com os Ingleses e com as demais nações comerciais. Este elefante branco da
economia escocesa ficou conhecido pelo nome da companhia Darien com as
desastrosas expedições ao Istmo do Panamá, que resultaram na perda de cerca
de 2.000 vidas e a ruina de muitos escoceses.

Com a ruina da companhia Darien tinha-se tornado claro que a Escócia não
estava em situação de poder financiar e empreender o comércio internacional
sem o apoio de terceiros. No princípio do século XVIII o desenvolvimento
económico passava pelo comércio com o novo mundo. Os ingleses viram aqui
uma oportunidade de propor a união política da Escócia e da Inglaterra, uma
medida impopular na Escócia. Mas uma medida com vantagens para os dois
lados. Por um lado, os ingleses asseguravam o controlo político da Escócia. Em
contrapartida ofereciam aos escoceses o direito ao comércio nas zonas da sua
influência.

Em 1707 foi ratificado pelo parlamento escocês o tratado que o abolia. A
Escócia e a Inglaterra uniram-se politicamente. Foram concedidos 45 lugares
no parlamento inglês (Westminster) a deputados escoceses. A Escócia manteve
a sua religião presbiteriana inatacada e o seu sistema legal independente da
Inglaterra.

 lorrainyjs@gmail.com

História da escócia

  • 1.
    O Tratado deUnião de 1707 Nos finais do século XVII, num ímpeto de afirmação nacionalista, os escoceses vão enveredar por um caminho ruinoso na tentativa de estabelecer um império comercial paralelo ao concorrente inglês concorrendo a sós com todas as outras nações mercantis (França, Espanha, Holanda...). Claramente, para os escoceses, o modelo de desenvolvimento era o reino da Inglaterra, uma potência mundial. Em 1694 tinha sido fundado o Banco da Escócia, seguindo a mesma estructura que o recentemente fundado Banco de Inglaterra. [Mais:] Em 1695, o parlamento escocês iria decidir enveradar por um novo plano que copiava o modelo inglês, desta vez num empreendimento que se demonstraria ruinoso: o estabelecimento de uma companhia de comercio marítimo e a colonização do Ultramar com capitais exclusivamente escoceses, concorrendo com os Ingleses e com as demais nações comerciais. Este elefante branco da economia escocesa ficou conhecido pelo nome da companhia Darien com as desastrosas expedições ao Istmo do Panamá, que resultaram na perda de cerca de 2.000 vidas e a ruina de muitos escoceses. Com a ruina da companhia Darien tinha-se tornado claro que a Escócia não estava em situação de poder financiar e empreender o comércio internacional sem o apoio de terceiros. No princípio do século XVIII o desenvolvimento económico passava pelo comércio com o novo mundo. Os ingleses viram aqui uma oportunidade de propor a união política da Escócia e da Inglaterra, uma medida impopular na Escócia. Mas uma medida com vantagens para os dois lados. Por um lado, os ingleses asseguravam o controlo político da Escócia. Em contrapartida ofereciam aos escoceses o direito ao comércio nas zonas da sua influência. Em 1707 foi ratificado pelo parlamento escocês o tratado que o abolia. A Escócia e a Inglaterra uniram-se politicamente. Foram concedidos 45 lugares no parlamento inglês (Westminster) a deputados escoceses. A Escócia manteve a sua religião presbiteriana inatacada e o seu sistema legal independente da Inglaterra. lorrainyjs@gmail.com