4º ano
Aula 2
Geradores de Vapor
Tópicos
—  Unidades de Medida
—  Consumo Mundial de Energia
—  Histórico doVapor
—  O Uso doVapor
—  Processos de Mudança de Fase
2
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Unidades de Medida
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3
q  No sistema internacional a energia é medida em
Joule e a potência em Watt
q  1 Watt = 1 Joule/segundo
q  Uma alternativa útil à medição de energia em
Joule é o uso do Watt-hora (Wh). O kWh é uma
unidade de medição de energia particularmente útil
e é geralmente usada na compra ou venda de
electricidade e gás.
q  1 Wh = 1J/1s x 3600 s = 3600 J = 3,6 kJ
q  1kWh=3,6 MJ
Tep: tonelada equivalente de
petróleo
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4
—  Para efeitos de contabilidade energética é necessário
converter para a mesma unidade os consumos e/ou
produções de todas as formas de energia.
—  A unidade usualmente utilizada para o efeito é a
tonelada equivalente de petróleo que, como o nome
indica, é o conteúdo energético de uma tonelada de
petróleo indiferenciado.
—  A unidade de energia no Sistema Internacional de
Unidades é o Joule (J).
—  A relação entre as duas unidades é: 1 tep = 41.86
x109 J
—  No caso da energia eléctrica, usualmente contabilizada
em "kilowatt hora" (kWh), a relação entre as duas
unidades é a seguinte:
—  1 tep = 11 628 kWh
Tep: tonelada equivalente de
petróleo (cont…)
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5
Para
1barrildepetróleo
equivalente
1m3
 petróleo
equivalente
1tEP
1000m3
gásnatural
106
 kcal
106
 Btu
1MWh
1000pé3
gásnatural
De
1 barril de petróleo equivalente 1 0,159 0,137 0,151 1,484 5,888 1,725 5,317
1 m3
de petróleo equivalente 6,290 1 0,864 0,947 9,332 37,03 10,85 33,45
1 tEP 7,279 1,157 1 1,097 10,80 42,86 12,56 38,73
1 000 m3
 gás natural 6,641 1,056 0,912 1 9,849 39,08 11,45 35,31
106
 kcal 0,674 0,107 0,093 0,102 1 3,968 1,163 3,586
106
 Btu 0,170 0,027 0,023 0,026 0,252 1 0,293 0,904
1 MWh 0,580 0,092 0,080 0,087 0,860 3,412 1 3,083
1 000 pé3
  de gás natural 0,188 0,030 0,026 0,028 0,279 1,107 0,324 1
Nota: valores médios - a temperatura de 20º C, para os derivados de petróleo e de gás natural
Consumo Mundial de Energia 2011
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6
Estados Unidos
18,5%
Outra America
do Norte
4,1%
Brasil
2,2%
Outra
America
Central e
do Sul
3,1%
Alemanha
2,5%
Federação Russa
5,6%
Outra Europa e
Euroasia
15,7%
Irão
1,9%
Arabia
Saudita
1,8%
Outro Médio
Oriente
2,5%
África do Sul
1,0%
Outra Africa
2,1%
China
21,3%
Outra Asia e Pacifico
17,8%
Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
Consumo Mundial de Energia por
tipo
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7
Petróleo
33,1%
Gás Natural
23,7%
Carvão
30,3%
Energia Nuclear
4,9%
Hidro Electricidade
6,4%
Renováveis
1,6%
Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
Geração Mundial de Electricidade
por fonte
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8
Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
42%
19%
18%
11%
9%
1%
CARVÃO
HÍDRICA
URÂNIO
GÁS NATURAL
PETRÓLEO
OUTRAS
Previsão de Consumo Mundial de
Combustíveis até 2030
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9
0,0
500,0
1000,0
1500,0
2000,0
2500,0
3000,0
3500,0
4000,0
4500,0
5000,0
1990 1995 2000 2005 2010 2011 2015 2020 2025 2030
MilhõesdeToneladasequivalentes
Ano
Petróleo
Gás Natural
Carvão
Nuclear
Hídrica
Renovável
Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
10
Histórico
ü Não é de hoje que o homem percebeu que o vapor
podia fazer as coisas se movimentarem.
ü No primeiro século da era cristã, portanto há mais
de 1900 anos, um estudioso chamado Heron de
Alexandria, construiu uma espécie de turbina a vapor,
chamada eolípila.
ü Nesse engenho, enchia-se uma esfera de metal com
água que produzia vapor que se expandia e fazia a
esfera girar quando saía através de dois bicos,
colocados em posições diametralmente opostas.
Todavia, embora isso movimentasse a esfera, nenhum
trabalho útil era produzido por esse movimento e o
sábio não conseguiu ver nenhuma utilidade prática
para seu invento.
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11
Histórico
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Histórico
Muitos séculos mais tarde, a máquina a vapor foi a primeira maneira
eficiente de produzir energia independentemente da força muscular do
homem e do animal, e da força do vento e das águas correntes. Sua
invenção e uso foi uma das bases tecnológicas da Revolução Industrial.
Em sua forma mais simples, as máquinas a vapor usam o facto de que a
água, quando convertida em vapor se expande e ocupa um volume de
até 1600 vezes maior do que o original, quando sob pressão
atmosférica.
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13
Histórico
Foi somente no século XVII, mais precisamente em 1690, que o físico francês
Denis Papin usou esse princípio para bombear água. O equipamento bastante
rudimentar que ele inventou, era composto de um pistão dentro de um
cilindro que ficava sobre uma fonte de calor e no qual se colocava uma
pequena quantidade de água. Quando a água se transformava em vapor, a
pressão deste forçava o pistão a subir. Então a fonte de calor era removida o
que fazia o vapor esfriar e se condensar. Isso criava um vácuo parcial (pressão
abaixo da pressão atmosférica) dentro do cilindro. Como a pressão do ar
acima do pistão era a pressão atmosférica, ela o empurrava para baixo,
realizando o trabalho.
A utilização efectiva dessa tecnologia só se iniciou com a invenção deThomas
Savery patenteada em 1698 e aperfeiçoada em 1712 porThomas Newcomen
e John Calley.
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14
Histórico
Nessa máquina, o vapor gerado em uma caldeira era enviado para um
cilindro localizado em cima da caldeira. Um pistão era puxado para
cima por um contrapeso. Depois que o cilindro ficava cheio de vapor,
injectava-se água nele, fazendo o vapor condensar.
Isso reduzia a pressão dentro do cilindro e fazia o ar externo
empurrar o pistão para baixo. Um balanceiro era ligado a uma haste
que levantava o êmbolo quando o pistão se movia para baixo. O
vácuo resultante retirava a água de poços de mina inundados.
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15
Histórico
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16
Histórico
Um construtor de instrumentos escocês chamado JamesWatt notou que a
máquina de Newcomen, que usava a mesma câmara para alternar vapor
aquecido e vapor resfriado condensado desperdiçava combustível. Por isso,
em 1765, ele projectou uma câmara condensadora separada, refrigerada a
água. Ela era equipada com uma bomba que mantinha um vácuo parcial e uma
válvula que retirava periodicamente o vapor do cilindro. Isso reduziu o
consumo de combustível em 75%. Essa máquina corresponde
aproximadamente à moderna máquina a vapor.
Em 1782, ele projectou e patenteou a máquina rotativa de acção dupla na
qual o vapor era introduzido de ambos os lados do pistão de modo a produzir
um movimento para cima e para baixo. Isso tornou possível prender o
êmbolo do pistão a uma manivela ou um conjunto de engrenagens para
produzir movimento rotativo e permitiu que essa máquina pudesse ser usada
para impulsionar mecanismos, girar rodas de carroças ou pás para
movimentar navios em rios.
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17
Histórico
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Histórico
ü No fim do século XVIII, as máquinas a vapor produzidas porWatt e seu
companheiro Matthew Boulton forneciam energia a fábricas, moinhos e bombas na
Europa e na América.
ü O aparecimento das caldeiras, que podiam operar com altas pressões e que foram
desenvolvidas por RichardTrevithick na Inglaterra e por Oliver Evans nos Estados
Unidos, no início do século XIX, tornou-se a base para a revolução dos transportes
uma vez que elas podiam ser usadas para movimentar locomotivas, barcos fluviais e,
depois, navios.
ü A máquina a vapor tornou-se a principal fonte produtora de trabalho do século XIX
e seu desenvolvimento deu-se no esforço de melhorar o seu rendimento, a
confiabilidade e a relação peso/potência. O advento da energia eléctrica e do motor
de combustão interna no século XX, todavia, condenaram pouco a pouco, nos países
mais industrializados, a máquina a vapor ao quase esquecimento.
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19
Uso do vapor
— No século XX, a máquina a vapor, como fornecedora de energia foi sendo substituída
por:
—  turbinas a vapor, para a geração de energia eléctrica;
—  motores de combustão interna para transporte;
—  geradores para fontes portáteis de energia;
—  por motores eléctricos, para uso industrial e doméstico.
— Mesmo assim, o vapor ainda hoje tem extensa aplicação industrial, nas mais diversas
formas, dependendo do tipo de indústria e da região onde está instalada.
O vapor produzido em um gerador de vapor pode ser usado de diversas formas:
—  em processos de fabricação e beneficiamento;
—  na geração de energia eléctrica;
—  na geração de trabalho mecânico;
—  no aquecimento de linhas e reservatórios de óleo combustível;
—  na prestação de serviços.
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Uso do vapor
— Nos processos de fabricação e de beneficiamento, o vapor é empregue
em:
—  Indústrias de bebidas e conexos: nas lavadoras de garrafas, tanques
de xarope, pasteurizadoras;
—  Indústrias madeireiras: no cozimento de toros, secagem de tábuas
ou lâminas em estufas, em prensas para compensados;
—  Indústria de papel e celulose: no cozimento de madeira nos
digestores, na secagem com cilindros rotativos, na secagem de
cola, na fabricação de papelão corrugado;
—  Curtumes: no aquecimento de tanques de água, secagem de
couros, estufas, prensas, prensas a vácuo;
—  Indústria de vulcanização e recauchutagem: na vulcanização, nas
prensas.
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Uso do vapor
—  Indústrias químicas: nas autoclaves, nos tanques de
armazenamento, nos reactores, nos vasos de pressão, nos
trocadores de calor.
—  Indústria têxtil: utiliza vapor no aquecimento de grandes
quantidades de água para alvejar e tingir tecidos, bem como para
realizar a secagem em estufas.
—  Indústria de petróleo e seus derivados: nos refervedores, nos
trocadores de calor, nas torres de fracionamento e destilação, nos
fornos, nos vasos de pressão, nos reactores e turbinas.
—  Indústria metalúrgica: nos banhos químicos, na secagem e pintura.
A geração de energia eléctrica através de vapor é obtida nas
centrais termoelétricas e outros pólos industriais. Para isso, os
equipamentos são compostos basicamente de um gerador de vapor
superaquecido, uma turbina, um gerador eléctrico e um
condensador.
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Uso do vapor
O vapor é também utilizado para a movimentação de
equipamentos rotativos, na geração de trabalho mecânico.
Nas indústrias onde é usado “óleo combustível pesado”, é
necessário o aquecimento das tubulações e reservatórios de
combustível, a fim de que ele possa fluir livremente e
proporcionar uma boa combustão. Isso é feito por meio
dos geradores de vapor.
Além desses usos industriais, os hospitais, as indústrias de
refeições, os hotéis e similares utilizam o vapor em suas
lavandarias e cozinhas, na esterilização e no aquecimento
de ambientes.
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23
Processos de mudança de fase
—  Existem diversas situações correntes em que duas fases
de uma substância pura coexistem em equilíbrio.A água
existe como mistura de líquido e vapor numa caldeira ou
num condensador de uma central térmica.
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24
Processos de mudança de fase
Disposição dos átomos nas diferentes fases; (a) num sólido, as moléculas
encontram-se em posições relativamente fixas (b) blocos de moléculas
flutuam em relação uns aos outros na fase líquida (c) num gás as
moléculas deslocam-se de forma aleatória.
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Líquido comprimido
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25
—  Considere-se um dispositivo
cilindro-êmbolo contendo
água líquida a 20ºC e a
pressão de 1 atm.
—  Sob estas condições a água
existe na fase líquida sendo
chamada líquido
comprimido ou líquido
subarrefecido.
Líquido saturado
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26
—  A medida que se transfere
mais calor, a temperatura vai
subindo até se atingir 100ºC.
—  Nesta altura, a água encontra-
se ainda líquida mas qualquer
adição de calor provocará a
sua ebulição.
—  Um líquido prestes a
vaporizar chama-se líquido
saturado
Vapor saturado
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27
—  Uma vez iniciada a ebulição, a
temperatura deixa de
aumentar até que o líquido
seja completamente
vaporizado.
—  Durante o processo de
ebulição, a única alteração
observável é um grande
aumento de volume e um
decréscimo contínuo do nível
do líquido devidos à
transformação deste em
vapor.
Vapor saturado
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28
—  A medida que a transferência
de calor continua o processo
de vaporização mantém-se até
que a última gota do líquido
seja vaporizada.
—  Qualquer perda de calor
implica a condensação de
vapor.
—  Ao vapor que se encontra
prestes a condensar chama-se
vapor saturado
Vapor sobreaquecido
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29
—  Uma vez concluído o
processo de mudança de fase,
a substância encontra-se de
volta à região de fase única
(vapor) e qualquer posterior
transferência de calor irá
resultar num aumento
simultâneo de temperatura e
de volume específico.
—  Ao vapor que não esteja
prestes a condensar chama-se
vapor sobreaquecido
30
Diagrama T-v do processo
Mistura
Saturada
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31
Diagrama T-v
DiagramaT-v para mudança de fase a pressão constante de uma substância pura (valores de água)
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Diagrama T-v
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32
—  A temperatura a qual a
água inicia a ebulição
depende da pressão;
assim, se a pressão for
mantida constante, o
valor da temperatura de
ebulição é fixo.
Diagrama T-v
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33
—  A pressões supercríticas
(P>Pcr) não existe uma
mudança de fase distinta
(ebulição)
34
Diagrama T-v
—  Os estados de líquido saturado podem ser ligados através de
uma linha chamada linha de líquido saturado enquanto que os
de vapor saturado são ligados através de linhas de vapor
saturado
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35
Diagrama T-v
Linhadelíquidosaturado
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Diagrama P-v
Linhadelíquidosaturado
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Diagrama P-T
—  O digrama P-T, que também se denomina diagrama de
fases, mostra todas as fases separadas uma das outras por
três linhas:
—  A linha de sublimação separa as regiões de sólido e de vapor;
—  A a linha de vaporização separa as regiões líquido e de vapor;
—  A linha de fusão separa as regiões de sólido e de líquido.
—  Estas três linhas encontram-se num ponto chamado
ponto triplo.
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Diagrama P-T
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39
Superfície P-v-T
—  O estado de uma substância simples compressível é
estabelecido através de duas propriedades intensivas
independentes.Assim todas as outras propriedades se
tornam dependentes.
—  Todos os diagramas atrás apresentados resultam da
projecção destas superfícies em planos próprios.
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40
Superfície P-v-T
Diagrama P-v-T de uma
substância que contrai ao
solidificar-se
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41
Superfície P-v-T
Diagrama P-v-T de uma
substância que expande ao
solidificar-se (água)
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42
Pressão de Vapor
atm a vP P P= +
@v sat TP Pφ=
O ar atmosférico pode ser visto como uma mistura de ar seco e de vapor de água,
sendo a pressão atmosférica a soma da pressão do ar seco e do vapor de água,
denominada pressão do vapor Pv
A pressão de vapor constitui uma pequena fracção (geralmente menor que 3%) da
pressão atmosférica visto o ar ser composto predominantemente por azoto e
oxigénio.
A quantidade de água no ar é completamente definida pela temperatura e pela
humidade relativa, sendo a pressão do vapor relacionada com a humidade relativa
através de:
Onde Psat@T corresponde à pressão de saturação da água à temperatura especificada.
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43
Pressão de Vapor
( )kJH U PV= +
( )kJ kgh u Pv= +
Na análise de geração de potência e em ciclos de refrigeração encontra-se
frequentemente a combinação das propriedades U+PV. Por simplicidade e
conveniência esta propriedade é definida por entalpia a que se atribui a letra H.
Ou por unidade de massa a que se chama entalpia específica.
O uso generalizado da propriedade entalpia é devida ao Prof. Richard Mollier
que reconheceu a importância do grupo u + Pv na análise de turbinas a vapor e
na representação das propriedades do vapor na forma tabelar e gráfica.
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44
Estados de Líquido e de Vapor
O índice f é usado para denotar
as propriedades do líquido
saturado e o índice g para as de
vapor saturado. O índice fg
denota a diferença dos valores da
mesma propriedade, de vapor
saturado e de líquido saturado.
A quantidade hfg é chamada
entalpia de vaporização (ou calor
latente de vaporização)
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Mistura Líquido-vapor saturado
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45
—  As quantidades
relativas das fases
de líquido e de
vapor de uma
mistura saturada
são caracterizadas
pelo título x
Estadosdelíquidosaturado
46
Mistura Líquido-vapor saturado
vapor
total
m
x
m
=
Durante o processo de vaporização, a substância existe em parte como
líquido e em parte como vapor. Ou seja uma mistura de líquido e de
vapor saturado.
Para analisar esta mistura correctamente, é necessário conhecer as
proporções das fases de líquido e de vapor, o que é feito pela definição
da propriedade título x que representa a relação entre a massa de
vapor e da mistura
em que:
total líquido vapor f gm m m m m= + = +
O título tem apenas significado para misturas saturadas.
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Mistura Líquido-vapor saturado
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47
—  Por conveniência um
sistema bifásico pode ser
tratado como uma
mistura homogénea
48
Mistura Líquido-vapor saturado
f gV V V= +
f med f f g gV mv m v m v m v= → = +
Uma mistura saturada pode ser tratada como uma combinação de dois
subsistemas: líquido saturado e vapor saturado.
Então as propriedades da mistura são simplesmente as propriedades
médias de uma mistura de líquido e de vapor saturado que se
determina da seguinte maneira:
Considere-se um reservatório que contem uma mistura de líquido e
vapor saturado. O volume ocupado pelo líquido saturado éVf e o
ocupado pelo vapor saturado éVg. O volume totalV é a soma destes
dois últimos
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49
Mistura Líquido-vapor saturado
( )1med f gv x v xv= − +
( )f t g t med t g f g gm m m mv m m v m v= − → = − +
Dividindo por mt obtém-se:
Visto que x = mf/mg esta relação pode ser escrita como:
( )3
m kgmed f fgv v xv= +
Em que vfg=vg-vf
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50
Mistura Líquido-vapor saturado
med f
fg
v v
x
v
−
=
Resolvendo em função de x obtém-se:
A análise feita para o volume específico pode também ser estendida
para a energia interna e para a entalpia obtendo-se:
( )
( )
kJ kg
kJ kg
med f fg
med f fg
u u xu
h h xh
= +
= +
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51
Mistura Líquido-vapor saturado
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52
Mistura Líquido-vapor saturado
med f fgy y xy= +
f med gy y y≤ ≤
~
Todos os resultados são do mesmo formato e podem ser resumidos por
uma única expressão:
em que y é v, u ou h.O índice “med” geralmente não é empregue de
forma a simplificar. Os valores das propriedades médias da mistura
estão sempre entre os valores das propriedades do líquido saturado e do
vapor saturado.
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53
Mistura Líquido-vapor saturado
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Papel de um Gerador de Vapor
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54
150
200
250
300
350
400
450
500
550
600
600 1200 1800 2400 3000 3600
Temperatura◦C
Entalpia kJ/kg
Economizador Superaquecedor
Água VaporÁgua +Vapor
Evaporizador

Gv aula 2

  • 1.
  • 2.
    Tópicos —  Unidades deMedida —  Consumo Mundial de Energia —  Histórico doVapor —  O Uso doVapor —  Processos de Mudança de Fase 2 Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 3.
    Unidades de Medida Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 3 q No sistema internacional a energia é medida em Joule e a potência em Watt q  1 Watt = 1 Joule/segundo q  Uma alternativa útil à medição de energia em Joule é o uso do Watt-hora (Wh). O kWh é uma unidade de medição de energia particularmente útil e é geralmente usada na compra ou venda de electricidade e gás. q  1 Wh = 1J/1s x 3600 s = 3600 J = 3,6 kJ q  1kWh=3,6 MJ
  • 4.
    Tep: tonelada equivalentede petróleo Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 4 —  Para efeitos de contabilidade energética é necessário converter para a mesma unidade os consumos e/ou produções de todas as formas de energia. —  A unidade usualmente utilizada para o efeito é a tonelada equivalente de petróleo que, como o nome indica, é o conteúdo energético de uma tonelada de petróleo indiferenciado. —  A unidade de energia no Sistema Internacional de Unidades é o Joule (J). —  A relação entre as duas unidades é: 1 tep = 41.86 x109 J —  No caso da energia eléctrica, usualmente contabilizada em "kilowatt hora" (kWh), a relação entre as duas unidades é a seguinte: —  1 tep = 11 628 kWh
  • 5.
    Tep: tonelada equivalentede petróleo (cont…) Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 5 Para 1barrildepetróleo equivalente 1m3  petróleo equivalente 1tEP 1000m3 gásnatural 106  kcal 106  Btu 1MWh 1000pé3 gásnatural De 1 barril de petróleo equivalente 1 0,159 0,137 0,151 1,484 5,888 1,725 5,317 1 m3 de petróleo equivalente 6,290 1 0,864 0,947 9,332 37,03 10,85 33,45 1 tEP 7,279 1,157 1 1,097 10,80 42,86 12,56 38,73 1 000 m3  gás natural 6,641 1,056 0,912 1 9,849 39,08 11,45 35,31 106  kcal 0,674 0,107 0,093 0,102 1 3,968 1,163 3,586 106  Btu 0,170 0,027 0,023 0,026 0,252 1 0,293 0,904 1 MWh 0,580 0,092 0,080 0,087 0,860 3,412 1 3,083 1 000 pé3   de gás natural 0,188 0,030 0,026 0,028 0,279 1,107 0,324 1 Nota: valores médios - a temperatura de 20º C, para os derivados de petróleo e de gás natural
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    Consumo Mundial deEnergia 2011 Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 6 Estados Unidos 18,5% Outra America do Norte 4,1% Brasil 2,2% Outra America Central e do Sul 3,1% Alemanha 2,5% Federação Russa 5,6% Outra Europa e Euroasia 15,7% Irão 1,9% Arabia Saudita 1,8% Outro Médio Oriente 2,5% África do Sul 1,0% Outra Africa 2,1% China 21,3% Outra Asia e Pacifico 17,8% Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
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    Consumo Mundial deEnergia por tipo Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 7 Petróleo 33,1% Gás Natural 23,7% Carvão 30,3% Energia Nuclear 4,9% Hidro Electricidade 6,4% Renováveis 1,6% Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
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    Geração Mundial deElectricidade por fonte Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 8 Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012 42% 19% 18% 11% 9% 1% CARVÃO HÍDRICA URÂNIO GÁS NATURAL PETRÓLEO OUTRAS
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    Previsão de ConsumoMundial de Combustíveis até 2030 Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 9 0,0 500,0 1000,0 1500,0 2000,0 2500,0 3000,0 3500,0 4000,0 4500,0 5000,0 1990 1995 2000 2005 2010 2011 2015 2020 2025 2030 MilhõesdeToneladasequivalentes Ano Petróleo Gás Natural Carvão Nuclear Hídrica Renovável Fonte: BP Statistical Review of World Energy - June 2012
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    10 Histórico ü Não é dehoje que o homem percebeu que o vapor podia fazer as coisas se movimentarem. ü No primeiro século da era cristã, portanto há mais de 1900 anos, um estudioso chamado Heron de Alexandria, construiu uma espécie de turbina a vapor, chamada eolípila. ü Nesse engenho, enchia-se uma esfera de metal com água que produzia vapor que se expandia e fazia a esfera girar quando saía através de dois bicos, colocados em posições diametralmente opostas. Todavia, embora isso movimentasse a esfera, nenhum trabalho útil era produzido por esse movimento e o sábio não conseguiu ver nenhuma utilidade prática para seu invento. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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  • 12.
    12 Histórico Muitos séculos maistarde, a máquina a vapor foi a primeira maneira eficiente de produzir energia independentemente da força muscular do homem e do animal, e da força do vento e das águas correntes. Sua invenção e uso foi uma das bases tecnológicas da Revolução Industrial. Em sua forma mais simples, as máquinas a vapor usam o facto de que a água, quando convertida em vapor se expande e ocupa um volume de até 1600 vezes maior do que o original, quando sob pressão atmosférica. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 13.
    13 Histórico Foi somente noséculo XVII, mais precisamente em 1690, que o físico francês Denis Papin usou esse princípio para bombear água. O equipamento bastante rudimentar que ele inventou, era composto de um pistão dentro de um cilindro que ficava sobre uma fonte de calor e no qual se colocava uma pequena quantidade de água. Quando a água se transformava em vapor, a pressão deste forçava o pistão a subir. Então a fonte de calor era removida o que fazia o vapor esfriar e se condensar. Isso criava um vácuo parcial (pressão abaixo da pressão atmosférica) dentro do cilindro. Como a pressão do ar acima do pistão era a pressão atmosférica, ela o empurrava para baixo, realizando o trabalho. A utilização efectiva dessa tecnologia só se iniciou com a invenção deThomas Savery patenteada em 1698 e aperfeiçoada em 1712 porThomas Newcomen e John Calley. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    14 Histórico Nessa máquina, ovapor gerado em uma caldeira era enviado para um cilindro localizado em cima da caldeira. Um pistão era puxado para cima por um contrapeso. Depois que o cilindro ficava cheio de vapor, injectava-se água nele, fazendo o vapor condensar. Isso reduzia a pressão dentro do cilindro e fazia o ar externo empurrar o pistão para baixo. Um balanceiro era ligado a uma haste que levantava o êmbolo quando o pistão se movia para baixo. O vácuo resultante retirava a água de poços de mina inundados. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    16 Histórico Um construtor deinstrumentos escocês chamado JamesWatt notou que a máquina de Newcomen, que usava a mesma câmara para alternar vapor aquecido e vapor resfriado condensado desperdiçava combustível. Por isso, em 1765, ele projectou uma câmara condensadora separada, refrigerada a água. Ela era equipada com uma bomba que mantinha um vácuo parcial e uma válvula que retirava periodicamente o vapor do cilindro. Isso reduziu o consumo de combustível em 75%. Essa máquina corresponde aproximadamente à moderna máquina a vapor. Em 1782, ele projectou e patenteou a máquina rotativa de acção dupla na qual o vapor era introduzido de ambos os lados do pistão de modo a produzir um movimento para cima e para baixo. Isso tornou possível prender o êmbolo do pistão a uma manivela ou um conjunto de engrenagens para produzir movimento rotativo e permitiu que essa máquina pudesse ser usada para impulsionar mecanismos, girar rodas de carroças ou pás para movimentar navios em rios. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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  • 18.
    18 Histórico ü No fim doséculo XVIII, as máquinas a vapor produzidas porWatt e seu companheiro Matthew Boulton forneciam energia a fábricas, moinhos e bombas na Europa e na América. ü O aparecimento das caldeiras, que podiam operar com altas pressões e que foram desenvolvidas por RichardTrevithick na Inglaterra e por Oliver Evans nos Estados Unidos, no início do século XIX, tornou-se a base para a revolução dos transportes uma vez que elas podiam ser usadas para movimentar locomotivas, barcos fluviais e, depois, navios. ü A máquina a vapor tornou-se a principal fonte produtora de trabalho do século XIX e seu desenvolvimento deu-se no esforço de melhorar o seu rendimento, a confiabilidade e a relação peso/potência. O advento da energia eléctrica e do motor de combustão interna no século XX, todavia, condenaram pouco a pouco, nos países mais industrializados, a máquina a vapor ao quase esquecimento. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 19.
    19 Uso do vapor — Noséculo XX, a máquina a vapor, como fornecedora de energia foi sendo substituída por: —  turbinas a vapor, para a geração de energia eléctrica; —  motores de combustão interna para transporte; —  geradores para fontes portáteis de energia; —  por motores eléctricos, para uso industrial e doméstico. — Mesmo assim, o vapor ainda hoje tem extensa aplicação industrial, nas mais diversas formas, dependendo do tipo de indústria e da região onde está instalada. O vapor produzido em um gerador de vapor pode ser usado de diversas formas: —  em processos de fabricação e beneficiamento; —  na geração de energia eléctrica; —  na geração de trabalho mecânico; —  no aquecimento de linhas e reservatórios de óleo combustível; —  na prestação de serviços. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 20.
    20 Uso do vapor — Nosprocessos de fabricação e de beneficiamento, o vapor é empregue em: —  Indústrias de bebidas e conexos: nas lavadoras de garrafas, tanques de xarope, pasteurizadoras; —  Indústrias madeireiras: no cozimento de toros, secagem de tábuas ou lâminas em estufas, em prensas para compensados; —  Indústria de papel e celulose: no cozimento de madeira nos digestores, na secagem com cilindros rotativos, na secagem de cola, na fabricação de papelão corrugado; —  Curtumes: no aquecimento de tanques de água, secagem de couros, estufas, prensas, prensas a vácuo; —  Indústria de vulcanização e recauchutagem: na vulcanização, nas prensas. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    21 Uso do vapor — Indústrias químicas: nas autoclaves, nos tanques de armazenamento, nos reactores, nos vasos de pressão, nos trocadores de calor. —  Indústria têxtil: utiliza vapor no aquecimento de grandes quantidades de água para alvejar e tingir tecidos, bem como para realizar a secagem em estufas. —  Indústria de petróleo e seus derivados: nos refervedores, nos trocadores de calor, nas torres de fracionamento e destilação, nos fornos, nos vasos de pressão, nos reactores e turbinas. —  Indústria metalúrgica: nos banhos químicos, na secagem e pintura. A geração de energia eléctrica através de vapor é obtida nas centrais termoelétricas e outros pólos industriais. Para isso, os equipamentos são compostos basicamente de um gerador de vapor superaquecido, uma turbina, um gerador eléctrico e um condensador. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    22 Uso do vapor Ovapor é também utilizado para a movimentação de equipamentos rotativos, na geração de trabalho mecânico. Nas indústrias onde é usado “óleo combustível pesado”, é necessário o aquecimento das tubulações e reservatórios de combustível, a fim de que ele possa fluir livremente e proporcionar uma boa combustão. Isso é feito por meio dos geradores de vapor. Além desses usos industriais, os hospitais, as indústrias de refeições, os hotéis e similares utilizam o vapor em suas lavandarias e cozinhas, na esterilização e no aquecimento de ambientes. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    23 Processos de mudançade fase —  Existem diversas situações correntes em que duas fases de uma substância pura coexistem em equilíbrio.A água existe como mistura de líquido e vapor numa caldeira ou num condensador de uma central térmica. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    24 Processos de mudançade fase Disposição dos átomos nas diferentes fases; (a) num sólido, as moléculas encontram-se em posições relativamente fixas (b) blocos de moléculas flutuam em relação uns aos outros na fase líquida (c) num gás as moléculas deslocam-se de forma aleatória. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 25.
    Líquido comprimido Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 25 —  Considere-seum dispositivo cilindro-êmbolo contendo água líquida a 20ºC e a pressão de 1 atm. —  Sob estas condições a água existe na fase líquida sendo chamada líquido comprimido ou líquido subarrefecido.
  • 26.
    Líquido saturado Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 26 —  Amedida que se transfere mais calor, a temperatura vai subindo até se atingir 100ºC. —  Nesta altura, a água encontra- se ainda líquida mas qualquer adição de calor provocará a sua ebulição. —  Um líquido prestes a vaporizar chama-se líquido saturado
  • 27.
    Vapor saturado Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 27 —  Umavez iniciada a ebulição, a temperatura deixa de aumentar até que o líquido seja completamente vaporizado. —  Durante o processo de ebulição, a única alteração observável é um grande aumento de volume e um decréscimo contínuo do nível do líquido devidos à transformação deste em vapor.
  • 28.
    Vapor saturado Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 28 —  Amedida que a transferência de calor continua o processo de vaporização mantém-se até que a última gota do líquido seja vaporizada. —  Qualquer perda de calor implica a condensação de vapor. —  Ao vapor que se encontra prestes a condensar chama-se vapor saturado
  • 29.
    Vapor sobreaquecido Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 29 —  Umavez concluído o processo de mudança de fase, a substância encontra-se de volta à região de fase única (vapor) e qualquer posterior transferência de calor irá resultar num aumento simultâneo de temperatura e de volume específico. —  Ao vapor que não esteja prestes a condensar chama-se vapor sobreaquecido
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    30 Diagrama T-v doprocesso Mistura Saturada Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    31 Diagrama T-v DiagramaT-v paramudança de fase a pressão constante de uma substância pura (valores de água) Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    Diagrama T-v Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 32 —  Atemperatura a qual a água inicia a ebulição depende da pressão; assim, se a pressão for mantida constante, o valor da temperatura de ebulição é fixo.
  • 33.
    Diagrama T-v Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 33 —  Apressões supercríticas (P>Pcr) não existe uma mudança de fase distinta (ebulição)
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    34 Diagrama T-v —  Osestados de líquido saturado podem ser ligados através de uma linha chamada linha de líquido saturado enquanto que os de vapor saturado são ligados através de linhas de vapor saturado Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    37 Diagrama P-T —  Odigrama P-T, que também se denomina diagrama de fases, mostra todas as fases separadas uma das outras por três linhas: —  A linha de sublimação separa as regiões de sólido e de vapor; —  A a linha de vaporização separa as regiões líquido e de vapor; —  A linha de fusão separa as regiões de sólido e de líquido. —  Estas três linhas encontram-se num ponto chamado ponto triplo. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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  • 39.
    39 Superfície P-v-T —  Oestado de uma substância simples compressível é estabelecido através de duas propriedades intensivas independentes.Assim todas as outras propriedades se tornam dependentes. —  Todos os diagramas atrás apresentados resultam da projecção destas superfícies em planos próprios. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    40 Superfície P-v-T Diagrama P-v-Tde uma substância que contrai ao solidificar-se Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    41 Superfície P-v-T Diagrama P-v-Tde uma substância que expande ao solidificar-se (água) Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    42 Pressão de Vapor atma vP P P= + @v sat TP Pφ= O ar atmosférico pode ser visto como uma mistura de ar seco e de vapor de água, sendo a pressão atmosférica a soma da pressão do ar seco e do vapor de água, denominada pressão do vapor Pv A pressão de vapor constitui uma pequena fracção (geralmente menor que 3%) da pressão atmosférica visto o ar ser composto predominantemente por azoto e oxigénio. A quantidade de água no ar é completamente definida pela temperatura e pela humidade relativa, sendo a pressão do vapor relacionada com a humidade relativa através de: Onde Psat@T corresponde à pressão de saturação da água à temperatura especificada. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 43.
    43 Pressão de Vapor ()kJH U PV= + ( )kJ kgh u Pv= + Na análise de geração de potência e em ciclos de refrigeração encontra-se frequentemente a combinação das propriedades U+PV. Por simplicidade e conveniência esta propriedade é definida por entalpia a que se atribui a letra H. Ou por unidade de massa a que se chama entalpia específica. O uso generalizado da propriedade entalpia é devida ao Prof. Richard Mollier que reconheceu a importância do grupo u + Pv na análise de turbinas a vapor e na representação das propriedades do vapor na forma tabelar e gráfica. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    44 Estados de Líquidoe de Vapor O índice f é usado para denotar as propriedades do líquido saturado e o índice g para as de vapor saturado. O índice fg denota a diferença dos valores da mesma propriedade, de vapor saturado e de líquido saturado. A quantidade hfg é chamada entalpia de vaporização (ou calor latente de vaporização) Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    Mistura Líquido-vapor saturado Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 45 — As quantidades relativas das fases de líquido e de vapor de uma mistura saturada são caracterizadas pelo título x Estadosdelíquidosaturado
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    46 Mistura Líquido-vapor saturado vapor total m x m = Duranteo processo de vaporização, a substância existe em parte como líquido e em parte como vapor. Ou seja uma mistura de líquido e de vapor saturado. Para analisar esta mistura correctamente, é necessário conhecer as proporções das fases de líquido e de vapor, o que é feito pela definição da propriedade título x que representa a relação entre a massa de vapor e da mistura em que: total líquido vapor f gm m m m m= + = + O título tem apenas significado para misturas saturadas. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
  • 47.
    Mistura Líquido-vapor saturado Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 47 — Por conveniência um sistema bifásico pode ser tratado como uma mistura homogénea
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    48 Mistura Líquido-vapor saturado fgV V V= + f med f f g gV mv m v m v m v= → = + Uma mistura saturada pode ser tratada como uma combinação de dois subsistemas: líquido saturado e vapor saturado. Então as propriedades da mistura são simplesmente as propriedades médias de uma mistura de líquido e de vapor saturado que se determina da seguinte maneira: Considere-se um reservatório que contem uma mistura de líquido e vapor saturado. O volume ocupado pelo líquido saturado éVf e o ocupado pelo vapor saturado éVg. O volume totalV é a soma destes dois últimos Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    49 Mistura Líquido-vapor saturado ()1med f gv x v xv= − + ( )f t g t med t g f g gm m m mv m m v m v= − → = − + Dividindo por mt obtém-se: Visto que x = mf/mg esta relação pode ser escrita como: ( )3 m kgmed f fgv v xv= + Em que vfg=vg-vf Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    50 Mistura Líquido-vapor saturado medf fg v v x v − = Resolvendo em função de x obtém-se: A análise feita para o volume específico pode também ser estendida para a energia interna e para a entalpia obtendo-se: ( ) ( ) kJ kg kJ kg med f fg med f fg u u xu h h xh = + = + Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    52 Mistura Líquido-vapor saturado medf fgy y xy= + f med gy y y≤ ≤ ~ Todos os resultados são do mesmo formato e podem ser resumidos por uma única expressão: em que y é v, u ou h.O índice “med” geralmente não é empregue de forma a simplificar. Os valores das propriedades médias da mistura estão sempre entre os valores das propriedades do líquido saturado e do vapor saturado. Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor
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    Papel de umGerador de Vapor Prof.DoutorEngºJorgeNhambiu◊GeradoresdeVapor 54 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 600 1200 1800 2400 3000 3600 Temperatura◦C Entalpia kJ/kg Economizador Superaquecedor Água VaporÁgua +Vapor Evaporizador