A vida de uma árvore depende
do solo onde suas raízes
encontram-se firmadas.
Da mesma forma, a vida de cada
pessoa depende do solo onde suas
raízes existenciais estão fincadas.
Para que uma existência seja
plena, é necessário que este solo
seja rico em gratidão e alegria.
Por entre dias e noites
nos equilibramos.
Ruas, avenidas, calçadas e
cruzamentos atravessamos.
Tão depressa nos movimentamos que
raramente encontramos tempo para
a poesia das nuvens, para a beleza da vida.
Os mistérios que repousam no céu
acima das nossas cabeças, e no coração
que em cada peito palpita.
O que significa estar no mundo,
participar por algumas breves décadas
das dores e das alegrias da vida terrena?
É preciso refletir sobre a vida
que nos foi contemplada.
Em direção a que nos movemos?
O que representa o amanhecer
de um novo dia?
Como desentupir nossas artérias
das mesmices do dia-a-dia para
que nelas a vida possa fluir plena?
Esta existência
terrena, quão frágil,
efêmera,
incerta.
Pelos vagões da
existência passeamos,
sem saber por
quanto tempo.
O que sabemos
sobre o infinito
que o céu acolhe,
sobre os mistérios que
os corações entesouram?
O que sabemos sobre
o suave voo de
um pássaro,
sobre o silêncio fecundo
do poeta?
A criança pequenina
que um dia fomos,
e o velho bem velhinho
em que poderemos vir a
nos tornar um dia.
Recordar, a cada
nova manhã,
que esta existência
terrena é antes de mais
nada dom e graça.
Cada novo dia, apesar das
suas inevitáveis lutas e
provações, é um precioso
presente que deve ser
acolhido com gratidão
e alegria.
E o velho
mestre ao
jovem
discípulo
disse:...
“Lembre-se
que não estar
alegre
é não estar
grato.”
“Sê alegre,
sê grato,
sempre.”
Tema musical: „You Belong to Me‟, Frank de Vol, e orquestra
Formatação: um_peregrino@hotmail.com
“Sê alegre,
sê grato,
sempre.”

Gratidao alegria