Governança Corporativa e
Controles Internos
Gustavo Pontes
Gestão Financeira Personalizada
Governança Corporativa
Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações
são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os
relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração,
Diretoria e órgãos de controle.
As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios
em recomendações objetivas, alinhando interesses com a
finalidade de preservar e otimizar o valor da organização,
facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para sua
longevidade.
Definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa
Gestão Financeira Personalizada
 Transparência (disclosure): disponibilizar informações que sejam de
interesse das partes interessadas (stakeholders). A adequada
transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente
quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao
desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais
fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que
conduzem à criação de valor.
 Equidade: tratamento justo de todos os sócios e demais partes
interessadas (stakeholders).
 Prestação de contas (accountability)
 Responsabilidade Corporativa: zelar pela sustentabilidade das
organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de
ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.
Gestão Financeira Personalizada
Princípios de Governança Corporativa
Controle interno é um processo conduzido pela estrutura de
governança, administração e outros profissionais da entidade, e
desenvolvido para proporcionar segurança razoável com respeito à
realização dos objetivos relacionados a:
• Operações: eficiência das operações da entidade, inclusive as metas de
desempenho financeiro e operacional e a salvaguarda de perdas de ativos.
• Divulgação: divulgações financeiras e não financeiras, internas e externas,
podendo abranger os requisitos de confiabilidade, oportunidade,
transparência ou outros termos estabelecidos pelas autoridades normativas,
órgãos normatizadores reconhecidos ou políticas da entidade.
• Conformidade: cumprimento de leis e regulamentações.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Ambiente de Controle
Avaliação de Riscos
Atividades de Controle
Informação e Comunicação
Atividades de Monitoramento
COSO: Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission
COSO Cube (2013 Edition)
Gestão Financeira Personalizada
Princípios de Controles Internos Eficazes
Ambiente de Controle
Avaliação de Riscos
Atividades de Controle
Informação & Comunicação
Atividades de Monitoramento
1. Comprometimento com integridade e valores éticos
2. Responsabilides de supervisão
3. Estrutura, autoridade e responsabilidades
4. Compromisso com a competência
5. Prestação de contas
6. Adequação de objetivos
7. Identificação e análise de riscos
8. Avaliação de riscos de fraude
9. Identificação e análise de mudanças relevantes
10.Seleção e desenvolvimento de atividades de controle
11. Seleção e desenvolvimento de controles gerais de TI
12.Implantação de políticas e procedimentos
13.Uso de informação relevante
14.Comunicação interna
15.Comunicação externa
16.Realização de avaliações contínuas e/ou independentes
17.Avaliação e comunicação de deficiências
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Ambiente de Controle: conjunto de normas, processos e estruturas
que fornece a base para a condução do controle interno por toda a
organização. A estrutura de governança e a alta administração
estabelecem uma diretriz sobre a importância do controle interno,
inclusive das normas de conduta esperadas.
1. A organização demonstra um compromisso com a integridade e os valores éticos.
2. O conselho de administração demonstra a independência da gestão e exerce a
supervisão do desenvolvimento e desempenho do controle interno.
3. A administração estabelece, com fiscalização do conselho, estruturas, linhas de
relatório e autoridades e responsabilidades apropriadas na busca de objetivos.
4. A organização demonstra um compromisso de atrair, desenvolver e reter pessoas
competentes em alinhamento com os objetivos.
5. A organização responsabiliza os indivíduos por suas responsabilidades de controle
interno na busca de objetivos.
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Avaliação de Riscos: processo dinâmico e iterativo para identificar e
avaliar os riscos e traçar estratégias para sua mitigação de acordo
com os objetivos da organização. A avaliação de riscos estabelece a
base para determinar a maneira como os riscos serão gerenciados.
6. A organização especifica os objetivos com clareza suficiente para permitir a
identificação e avaliação dos riscos relacionados aos objetivos.
7. A organização identifica riscos para a consecução de seus objetivos em toda a
entidade e analisa os riscos como base para determinar como os riscos devem ser
gerenciados.
8. A organização considera o potencial de fraude na avaliação de riscos para a
consecução dos objetivos.
9. A organização identifica e avalia mudanças que podem afetar significativamente o
sistema de controle interno.
* Risco: possibilidade de que um evento ocorra e afete adversamente a realização dos objetivos. Toda
entidade enfrenta vários riscos de origem tanto interna quanto externa.
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Atividades de Controle (controles propriamente ditos): ações
estabelecidas por meio de políticas e procedimentos que ajudam a
garantir o cumprimento das diretrizes determinadas pela
administração para mitigar os riscos à realização dos objetivos. As
atividades de controle são desempenhadas em todos os níveis da
entidade, em vários estágios dentro dos processos corporativos e no
ambiente tecnológico. Podem ter natureza preventiva ou de
detecção e abranger uma série de atividades manuais e
automáticas, como autorizações e aprovações, verificações,
reconciliações e revisões de desempenho do negócio. A segregação
de funções é geralmente inserida na seleção e no desenvolvimento
das atividades de controle. Nos casos em que a segregação de
funções seja impraticável, a administração deverá selecionar e
desenvolver atividades alternativas de controle.
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Atividades de Controle (controles propriamente ditos):
10. A organização seleciona e desenvolve atividades de controle que contribuem para a
mitigação de riscos para a consecução de objetivos a níveis aceitáveis.
11. A organização seleciona e desenvolve atividades de controle geral por meio da
tecnologia para apoiar a realização de objetivos.
12. A organização implementa atividades de controle através de políticas que
estabelecem o que é esperado e os procedimentos que colocam as políticas em
vigor.
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Informação e Comunicação: a informação é necessária para que a
entidade cumpra responsabilidades de controle interno a fim de
apoiar a realização de seus objetivos. A comunicação é o processo
contínuo e iterativo de proporcionar, compartilhar e obter as
informações necessárias.
13. A organização obtém ou gera e usa informações relevantes de qualidade para
suportar o funcionamento do controle interno.
14. A organização comunica internamente informações, incluindo objetivos e
responsabilidades de controle interno, necessárias para suportar o funcionamento do
controle interno.
15. A organização se comunica com terceiros em relação a questões que afetam o
funcionamento do controle interno.
Gestão Financeira Personalizada
Componentes do Controle Interno
Atividades de Monitoramento: uma organização utiliza avaliações
contínuas, independentes, ou uma combinação das duas, para se
certificar da presença e do funcionamento de cada um dos cinco
componentes de controle interno, inclusive a eficácia dos controles
nos princípios relativos a cada componente.
16. A organização seleciona, desenvolve e executa avaliações contínuas e/ou separadas
para verificar se os componentes do controle interno estão presentes e funcionam.
17. A organização avalia e comunica as deficiências de controle interno em tempo hábil
para as partes responsáveis pela ação corretiva, incluindo a alta administração e o
conselho de administração, conforme apropriado.
• O controle interno efetivo fornece segurança razoável quanto à realização
de objetivos e exige que:
 Cada componente e cada princípio relevante está presente e está funcionando.
 Os cinco componentes estão operando juntos de forma integrada.
• Cada princípio é adequado para todas as entidades. Todos os princípios são
presumidamente relevantes, exceto em situações raras em que a
administração determina que um princípio não é relevante para um
componente (por exemplo, governança, tecnologia).
• Os componentes operam em conjunto quando todos os componentes estão
presentes e funcionando e as deficiências de controle interno agregadas
em todos os componentes não resultam em uma ou mais deficiências
importantes.
• Uma grande deficiência representa deficiência de um controle interno ou
de suas combinações, o que reduz severamente a probabilidade de uma
entidade atingir seus objetivos.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno Efetivo
Ao determinar que um sistema de controle interno é eficaz, a alta
administração e a estrutura de governança têm segurança razoável, com
relação à aplicação dentro da estrutura da entidade, de que a organização:
 conta com operações eficazes e eficientes quando se considera improvável que
eventos externos tenham impacto significativo sobre a realização dos objetivos ou
quando a organização pode prever, com razoabilidade, a natureza e a
oportunidade dos eventos externos e reduzir seu impacto a um nível aceitável.
 entende a abrangência do gerenciamento eficaz e eficiente das operações quando
eventos externos podem ter um impacto significativo sobre a realização dos
objetivos ou quando a organização pode prever, com razoabilidade, a natureza e a
oportunidade dos eventos externos e reduzir seu impacto a um nível aceitável;
 elabora divulgações em conformidade com regras, regulamentações e normas
aplicáveis ou com os objetivos de divulgações específicas da entidade; e
 observa as leis, regras, regulamentações e normas externas aplicáveis.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno Eficaz
• A Estrutura Integrada de Controles Internos (COSO)* não prescreve
controles a serem selecionados, desenvolvidos e implantados para a
obtenção de controles internos efetivos.
• A seleção de controles de uma organização de princípios relevantes
efetivos e componentes associados é uma função do julgamento
gerencial com base em fatores exclusivos da entidade.
• Uma grande deficiência em um componente ou princípio não pode
ser atenuada a um nível aceitável pela presença e funcionamento de
outros componentes e princípios.
• No entanto, entender e considerar a forma como os controles afetam
múltiplos princípios pode fornecer evidências persuasivas que
apoiem a avaliação da administração sobre se componentes e
princípios relevantes estão presentes e funcionam.
* COSO: Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Estrutura Integrada
Embora o controle interno proporcione segurança razoável quanto à realização dos
objetivos da entidade, existem limitações. O controle interno não é capaz de evitar
julgamentos errôneos ou más decisões, ou ainda eventos externos que impeçam a
organização de atingir suas metas operacionais. Em outras palavras, até mesmo um
sistema eficaz de controle interno pode apresentar falhas. As limitações podem ser
resultado de:
• adequação dos objetivos estabelecidos como uma condição prévia ao controle interno;
• realidade de que o julgamento humano na tomada de decisões pode ser falho e tendencioso;
• falhas que podem ocorrer devido a erros humanos, como enganos simples;
• capacidade da administração de sobrepassar o controle interno;
• capacidade da administração, outros funcionários e/ou terceiros transpassarem os controles
por meio de conluio entre as partes; e
• eventos externos fora do controle da organização.
Essas limitações impedem que a estrutura de governança e a administração tenha segurança
absoluta da realização dos objetivos da entidade – isto é, o controle interno proporciona
segurança razoável, mas não absoluta. Embora essas limitações sejam inerentes, a
administração deve estar ciente delas ao selecionar, desenvolver e aplicar controles na
organização para minimizar, dentro do possível, tais limitações.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Limitações
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Utilização
 Estrutura de governança: deve deliberar sobre a situação do sistema de
controle interno da entidade com a alta administração e supervisioná-lo,
conforme necessário. A alta administração é responsável pelo controle
interno, e a estrutura de governança precisa estabelecer suas políticas e
expectativas sobre como os membros devem supervisionar o controle
interno da entidade. A estrutura de governança deve ser informada sobre
os riscos à realização dos objetivos da entidade, as avaliações das
deficiências do controle interno, as medidas tomadas pela administração
para mitigar esses riscos e deficiências e sobre como a administração
avalia a eficácia do sistema de controle interno da entidade. A estrutura
de governança deve questionar a administração e fazer as perguntas
difíceis, conforme necessário, além de buscar informações e o suporte
dos auditores internos e auditores externos, entre outros. Muitas vezes, os
subcomitês da estrutura de governança podem auxiliá-lo assumindo
algumas dessas atividades de supervisão.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Utilização
 Alta administração: deve avaliar o sistema de controle interno da
entidade em relação à Estrutura, concentrando-se em como aplicar os 17
princípios em apoio aos componentes do controle interno. No caso de ter
aplicado a edição de 1992 da Estrutura Integrada de Controles Internos, a
administração deve, inicialmente, revisar as atualizações feitas a essa
versão (conforme observado no Anexo F da Estrutura) e considerar as
implicações dessas atualizações para o sistema de controle interno da
entidade. A administração deve considerar o uso das Ferramentas
Ilustrativas como parte dessa comparação inicial e como uma avaliação
contínua da eficácia global do sistema de controle interno da entidade.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Utilização
 Auditores internos: devem revisar seus planos de auditoria interna e a
forma como foi aplicada a edição de 1992 da Estrutura. Também devem
revisar detalhadamente as modificações feitas nesta versão e considerar
possíveis implicações nos planos de auditoria, nas avaliações e em
qualquer divulgação sobre o sistema de controle interno da entidade.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Utilização
 Auditores externos: em algumas jurisdições, o auditor independente é
contratado para revisar ou examinar a eficácia do controle interno do
cliente sobre as divulgações financeiras, além de auditar as
demonstrações financeiras da entidade. Os auditores podem avaliar o
sistema de controle interno da entidade em relação à Estrutura,
concentrando-se em como a entidade selecionou, desenvolveu e aplicou
os controles que afetam os princípios dentro dos componentes do
controle interno. Da mesma forma que a administração, os auditores
podem utilizar as Ferramentas Ilustrativas como parte dessa avaliação da
eficácia geral do sistema de controle interno da entidade.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Utilização
 Outros profissionais: devem revisar as modificações feitas nesta versão e
avaliar suas implicações para o sistema de controle interno da entidade.
Além disso, devem considerar como estão conduzindo suas
responsabilidades à luz da Estrutura e discutir, com profissionais mais
seniores, ideias para fortalecer o controle interno. Mais especificamente,
devem pensar em como os controles atuais afetam os princípios
relacionados aos cinco componentes do controle interno.
Gestão Financeira Personalizada
Controle Interno – Utilização
 Outras organizações profissionais: outras organizações profissionais que
fornecem orientação sobre as categorias de objetivos operacional,
divulgação e conformidade podem considerar suas normas e orientações
à luz da Estrutura. Com a eliminação de diferenças nos conceitos e na
terminologia, todas as partes são beneficiadas.
 Educadores: pressupondo que a Estrutura tem uma ampla aceitação,
seus conceitos e termos devem passar a fazer parte dos currículos
universitários.

Governança corporativa e controles internos - Resumo

  • 1.
    Governança Corporativa e ControlesInternos Gustavo Pontes Gestão Financeira Personalizada
  • 2.
    Governança Corporativa Governança Corporativaé o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para sua longevidade. Definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa Gestão Financeira Personalizada
  • 3.
     Transparência (disclosure):disponibilizar informações que sejam de interesse das partes interessadas (stakeholders). A adequada transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor.  Equidade: tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders).  Prestação de contas (accountability)  Responsabilidade Corporativa: zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações. Gestão Financeira Personalizada Princípios de Governança Corporativa
  • 4.
    Controle interno éum processo conduzido pela estrutura de governança, administração e outros profissionais da entidade, e desenvolvido para proporcionar segurança razoável com respeito à realização dos objetivos relacionados a: • Operações: eficiência das operações da entidade, inclusive as metas de desempenho financeiro e operacional e a salvaguarda de perdas de ativos. • Divulgação: divulgações financeiras e não financeiras, internas e externas, podendo abranger os requisitos de confiabilidade, oportunidade, transparência ou outros termos estabelecidos pelas autoridades normativas, órgãos normatizadores reconhecidos ou políticas da entidade. • Conformidade: cumprimento de leis e regulamentações. Gestão Financeira Personalizada Controle Interno
  • 5.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Ambiente de Controle Avaliação de Riscos Atividades de Controle Informação e Comunicação Atividades de Monitoramento COSO: Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission COSO Cube (2013 Edition)
  • 6.
    Gestão Financeira Personalizada Princípiosde Controles Internos Eficazes Ambiente de Controle Avaliação de Riscos Atividades de Controle Informação & Comunicação Atividades de Monitoramento 1. Comprometimento com integridade e valores éticos 2. Responsabilides de supervisão 3. Estrutura, autoridade e responsabilidades 4. Compromisso com a competência 5. Prestação de contas 6. Adequação de objetivos 7. Identificação e análise de riscos 8. Avaliação de riscos de fraude 9. Identificação e análise de mudanças relevantes 10.Seleção e desenvolvimento de atividades de controle 11. Seleção e desenvolvimento de controles gerais de TI 12.Implantação de políticas e procedimentos 13.Uso de informação relevante 14.Comunicação interna 15.Comunicação externa 16.Realização de avaliações contínuas e/ou independentes 17.Avaliação e comunicação de deficiências
  • 7.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Ambiente de Controle: conjunto de normas, processos e estruturas que fornece a base para a condução do controle interno por toda a organização. A estrutura de governança e a alta administração estabelecem uma diretriz sobre a importância do controle interno, inclusive das normas de conduta esperadas. 1. A organização demonstra um compromisso com a integridade e os valores éticos. 2. O conselho de administração demonstra a independência da gestão e exerce a supervisão do desenvolvimento e desempenho do controle interno. 3. A administração estabelece, com fiscalização do conselho, estruturas, linhas de relatório e autoridades e responsabilidades apropriadas na busca de objetivos. 4. A organização demonstra um compromisso de atrair, desenvolver e reter pessoas competentes em alinhamento com os objetivos. 5. A organização responsabiliza os indivíduos por suas responsabilidades de controle interno na busca de objetivos.
  • 8.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Avaliação de Riscos: processo dinâmico e iterativo para identificar e avaliar os riscos e traçar estratégias para sua mitigação de acordo com os objetivos da organização. A avaliação de riscos estabelece a base para determinar a maneira como os riscos serão gerenciados. 6. A organização especifica os objetivos com clareza suficiente para permitir a identificação e avaliação dos riscos relacionados aos objetivos. 7. A organização identifica riscos para a consecução de seus objetivos em toda a entidade e analisa os riscos como base para determinar como os riscos devem ser gerenciados. 8. A organização considera o potencial de fraude na avaliação de riscos para a consecução dos objetivos. 9. A organização identifica e avalia mudanças que podem afetar significativamente o sistema de controle interno. * Risco: possibilidade de que um evento ocorra e afete adversamente a realização dos objetivos. Toda entidade enfrenta vários riscos de origem tanto interna quanto externa.
  • 9.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Atividades de Controle (controles propriamente ditos): ações estabelecidas por meio de políticas e procedimentos que ajudam a garantir o cumprimento das diretrizes determinadas pela administração para mitigar os riscos à realização dos objetivos. As atividades de controle são desempenhadas em todos os níveis da entidade, em vários estágios dentro dos processos corporativos e no ambiente tecnológico. Podem ter natureza preventiva ou de detecção e abranger uma série de atividades manuais e automáticas, como autorizações e aprovações, verificações, reconciliações e revisões de desempenho do negócio. A segregação de funções é geralmente inserida na seleção e no desenvolvimento das atividades de controle. Nos casos em que a segregação de funções seja impraticável, a administração deverá selecionar e desenvolver atividades alternativas de controle.
  • 10.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Atividades de Controle (controles propriamente ditos): 10. A organização seleciona e desenvolve atividades de controle que contribuem para a mitigação de riscos para a consecução de objetivos a níveis aceitáveis. 11. A organização seleciona e desenvolve atividades de controle geral por meio da tecnologia para apoiar a realização de objetivos. 12. A organização implementa atividades de controle através de políticas que estabelecem o que é esperado e os procedimentos que colocam as políticas em vigor.
  • 11.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Informação e Comunicação: a informação é necessária para que a entidade cumpra responsabilidades de controle interno a fim de apoiar a realização de seus objetivos. A comunicação é o processo contínuo e iterativo de proporcionar, compartilhar e obter as informações necessárias. 13. A organização obtém ou gera e usa informações relevantes de qualidade para suportar o funcionamento do controle interno. 14. A organização comunica internamente informações, incluindo objetivos e responsabilidades de controle interno, necessárias para suportar o funcionamento do controle interno. 15. A organização se comunica com terceiros em relação a questões que afetam o funcionamento do controle interno.
  • 12.
    Gestão Financeira Personalizada Componentesdo Controle Interno Atividades de Monitoramento: uma organização utiliza avaliações contínuas, independentes, ou uma combinação das duas, para se certificar da presença e do funcionamento de cada um dos cinco componentes de controle interno, inclusive a eficácia dos controles nos princípios relativos a cada componente. 16. A organização seleciona, desenvolve e executa avaliações contínuas e/ou separadas para verificar se os componentes do controle interno estão presentes e funcionam. 17. A organização avalia e comunica as deficiências de controle interno em tempo hábil para as partes responsáveis pela ação corretiva, incluindo a alta administração e o conselho de administração, conforme apropriado.
  • 13.
    • O controleinterno efetivo fornece segurança razoável quanto à realização de objetivos e exige que:  Cada componente e cada princípio relevante está presente e está funcionando.  Os cinco componentes estão operando juntos de forma integrada. • Cada princípio é adequado para todas as entidades. Todos os princípios são presumidamente relevantes, exceto em situações raras em que a administração determina que um princípio não é relevante para um componente (por exemplo, governança, tecnologia). • Os componentes operam em conjunto quando todos os componentes estão presentes e funcionando e as deficiências de controle interno agregadas em todos os componentes não resultam em uma ou mais deficiências importantes. • Uma grande deficiência representa deficiência de um controle interno ou de suas combinações, o que reduz severamente a probabilidade de uma entidade atingir seus objetivos. Gestão Financeira Personalizada Controle Interno Efetivo
  • 14.
    Ao determinar queum sistema de controle interno é eficaz, a alta administração e a estrutura de governança têm segurança razoável, com relação à aplicação dentro da estrutura da entidade, de que a organização:  conta com operações eficazes e eficientes quando se considera improvável que eventos externos tenham impacto significativo sobre a realização dos objetivos ou quando a organização pode prever, com razoabilidade, a natureza e a oportunidade dos eventos externos e reduzir seu impacto a um nível aceitável.  entende a abrangência do gerenciamento eficaz e eficiente das operações quando eventos externos podem ter um impacto significativo sobre a realização dos objetivos ou quando a organização pode prever, com razoabilidade, a natureza e a oportunidade dos eventos externos e reduzir seu impacto a um nível aceitável;  elabora divulgações em conformidade com regras, regulamentações e normas aplicáveis ou com os objetivos de divulgações específicas da entidade; e  observa as leis, regras, regulamentações e normas externas aplicáveis. Gestão Financeira Personalizada Controle Interno Eficaz
  • 15.
    • A EstruturaIntegrada de Controles Internos (COSO)* não prescreve controles a serem selecionados, desenvolvidos e implantados para a obtenção de controles internos efetivos. • A seleção de controles de uma organização de princípios relevantes efetivos e componentes associados é uma função do julgamento gerencial com base em fatores exclusivos da entidade. • Uma grande deficiência em um componente ou princípio não pode ser atenuada a um nível aceitável pela presença e funcionamento de outros componentes e princípios. • No entanto, entender e considerar a forma como os controles afetam múltiplos princípios pode fornecer evidências persuasivas que apoiem a avaliação da administração sobre se componentes e princípios relevantes estão presentes e funcionam. * COSO: Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Gestão Financeira Personalizada Controle Interno – Estrutura Integrada
  • 16.
    Embora o controleinterno proporcione segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade, existem limitações. O controle interno não é capaz de evitar julgamentos errôneos ou más decisões, ou ainda eventos externos que impeçam a organização de atingir suas metas operacionais. Em outras palavras, até mesmo um sistema eficaz de controle interno pode apresentar falhas. As limitações podem ser resultado de: • adequação dos objetivos estabelecidos como uma condição prévia ao controle interno; • realidade de que o julgamento humano na tomada de decisões pode ser falho e tendencioso; • falhas que podem ocorrer devido a erros humanos, como enganos simples; • capacidade da administração de sobrepassar o controle interno; • capacidade da administração, outros funcionários e/ou terceiros transpassarem os controles por meio de conluio entre as partes; e • eventos externos fora do controle da organização. Essas limitações impedem que a estrutura de governança e a administração tenha segurança absoluta da realização dos objetivos da entidade – isto é, o controle interno proporciona segurança razoável, mas não absoluta. Embora essas limitações sejam inerentes, a administração deve estar ciente delas ao selecionar, desenvolver e aplicar controles na organização para minimizar, dentro do possível, tais limitações. Gestão Financeira Personalizada Controle Interno – Limitações
  • 17.
    Gestão Financeira Personalizada ControleInterno – Utilização  Estrutura de governança: deve deliberar sobre a situação do sistema de controle interno da entidade com a alta administração e supervisioná-lo, conforme necessário. A alta administração é responsável pelo controle interno, e a estrutura de governança precisa estabelecer suas políticas e expectativas sobre como os membros devem supervisionar o controle interno da entidade. A estrutura de governança deve ser informada sobre os riscos à realização dos objetivos da entidade, as avaliações das deficiências do controle interno, as medidas tomadas pela administração para mitigar esses riscos e deficiências e sobre como a administração avalia a eficácia do sistema de controle interno da entidade. A estrutura de governança deve questionar a administração e fazer as perguntas difíceis, conforme necessário, além de buscar informações e o suporte dos auditores internos e auditores externos, entre outros. Muitas vezes, os subcomitês da estrutura de governança podem auxiliá-lo assumindo algumas dessas atividades de supervisão.
  • 18.
    Gestão Financeira Personalizada ControleInterno – Utilização  Alta administração: deve avaliar o sistema de controle interno da entidade em relação à Estrutura, concentrando-se em como aplicar os 17 princípios em apoio aos componentes do controle interno. No caso de ter aplicado a edição de 1992 da Estrutura Integrada de Controles Internos, a administração deve, inicialmente, revisar as atualizações feitas a essa versão (conforme observado no Anexo F da Estrutura) e considerar as implicações dessas atualizações para o sistema de controle interno da entidade. A administração deve considerar o uso das Ferramentas Ilustrativas como parte dessa comparação inicial e como uma avaliação contínua da eficácia global do sistema de controle interno da entidade.
  • 19.
    Gestão Financeira Personalizada ControleInterno – Utilização  Auditores internos: devem revisar seus planos de auditoria interna e a forma como foi aplicada a edição de 1992 da Estrutura. Também devem revisar detalhadamente as modificações feitas nesta versão e considerar possíveis implicações nos planos de auditoria, nas avaliações e em qualquer divulgação sobre o sistema de controle interno da entidade.
  • 20.
    Gestão Financeira Personalizada ControleInterno – Utilização  Auditores externos: em algumas jurisdições, o auditor independente é contratado para revisar ou examinar a eficácia do controle interno do cliente sobre as divulgações financeiras, além de auditar as demonstrações financeiras da entidade. Os auditores podem avaliar o sistema de controle interno da entidade em relação à Estrutura, concentrando-se em como a entidade selecionou, desenvolveu e aplicou os controles que afetam os princípios dentro dos componentes do controle interno. Da mesma forma que a administração, os auditores podem utilizar as Ferramentas Ilustrativas como parte dessa avaliação da eficácia geral do sistema de controle interno da entidade.
  • 21.
    Gestão Financeira Personalizada ControleInterno – Utilização  Outros profissionais: devem revisar as modificações feitas nesta versão e avaliar suas implicações para o sistema de controle interno da entidade. Além disso, devem considerar como estão conduzindo suas responsabilidades à luz da Estrutura e discutir, com profissionais mais seniores, ideias para fortalecer o controle interno. Mais especificamente, devem pensar em como os controles atuais afetam os princípios relacionados aos cinco componentes do controle interno.
  • 22.
    Gestão Financeira Personalizada ControleInterno – Utilização  Outras organizações profissionais: outras organizações profissionais que fornecem orientação sobre as categorias de objetivos operacional, divulgação e conformidade podem considerar suas normas e orientações à luz da Estrutura. Com a eliminação de diferenças nos conceitos e na terminologia, todas as partes são beneficiadas.  Educadores: pressupondo que a Estrutura tem uma ampla aceitação, seus conceitos e termos devem passar a fazer parte dos currículos universitários.