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Georges Perec e o
Monitoramento de Mídias Sociais
Tarcízio Silva (IBPAD / UMESP)
Foto: Pierre Getzler
O Monitoramento de Mídias Sociais
“O controle de iniciativas de inteligência em mídias
sociais por funções do marketing, a necessidade do foco
da mensuração em resultados de marketing e
engajamento e a ênfase em ferramentas de
monitoramento na busca pelos públicos-alvo levou a
profissionais intérprtes de dados que são inexperientes
em desenvolver insights sobre mercados ou
consumidores“ (NEY, 2016, p.3)
Scolari (2008); Fragoso, Recuero e Amaral (2011); Rogers
(2013) – estado do pensamento sobre digital/mídias
sociais
Redistribuição dos métodos (MARRES, 2012)
Georges Perec: experimentação, sociologia e informação
Georges Perec (1936-1982) foi um escritor, ensaísta e
roteirista francês, autor de obras como As Coisas (1967) e
Vida: Modo de Usar (1978).
Entre 1941 (aos 5 anos) e 1945 viveu refugiado em cidade no
interior do país, devido à Segunda Guerra. O pai morreu em
batalha, a mãe em campo de concentração.
Em 1962, mesmo sem educação formal, tornou-se
documentalista/arquivista em importante centro de
neurofisiologia no CNRS. Autodidata, criou novo sistema de
classificação e documentação bibliográfica que foi adotado,
durante anos, por outros centros de pesquisa.
Em 1967 entrou no OuLiPo – Oficina de Literatura Potencial –que
incluía membros como Raymond Queneau, Ítalo Calvino e Marcel
Duchamp.
As Coisas
“E durante quatro anos, talvez mais, exploraram, entrevistaram,
analisaram. Por que os aspiradores de trenó se vendem tão mal? O que
pensam, nos meios de extração mais modesta, da bebida preparada
com chicória? [...] Quanto imagina que custa um isqueiro como este?
Quais são as qualidades que exige de um colchão? Pode me descrever
um homem que gosta de massas? [...] E houve o sabão em pó, a roupa
que seca, a roupa que é passada. O gás, a eletricidade, o telefone. As
crianças. As roupas e as roupas de baixo. A mostarda. As sopas em
pacote, as sopas em lata. [...] Os estudantes, as unhas, os xaropes para a
tosse, as máquinas de escrever, os adubos, os tratores, as diversões, os
presentes, a papelaria, a linha branca, a política, as autoestradas, as
bebidas alcóolicas, as águas minerais, os queijos e as conservas, as
lâmpadas e as cortinas, os seguros, as jardinam. Nada do que era
humano lhe foi alheio.” (PEREC, 2012 (1965), p.26-27)

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Apresentação de Carlos Fadon Vicente durante o Fórum A&T-Perspectivas Críticas em Arte e Tecnologia, realizada no dia 3 de novembro. Fado é o vencedor da categoria Hors Concours do 8º Prêmio Sergio Motta

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cambiantes de um funcionário ao
planejar sair de sua sala e bater à porta
do chefe do departamento para pedir
um aumento
• Variáveis afetivas, burocráticas,
familiares, sazonais e até culinárias
cogitadas para decidir o “melhor
momento”
• Racionalização e precarização das
relações de trabalho sob o olhar
“vernacular” do trabalhador
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O documento descreve um projeto de papéis de parede na cidade do Rio de Janeiro criado por três designers. O projeto usa lambe-lambes, cartazes artísticos colados na rua, para embelezar a cidade e trazer novas perspectivas ao espaço público. Os três autores são apaixonados por design, arquitetura e bicicleta e acreditam no poder dos objetos de ganharem novos usos e significados.

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palavra com a letra “e”
• Constrições definidas como
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• Referências a perdas e
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Holocausto
• Traduzida para inglês em 1995
e português apenas em 2016
Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense
Cafe de La Mairie
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Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense
Esboço de inventário de algumas das coisas estritamente visíveis:
— Algumas letras do alfabeto, palavras: “KLM” (na mochila de um passante), um “P”
maiúsculo que significa “parking”; “Hotel Récamier”, “St-Raphaël”, “economia sem
rumo”, “Táxi – início do ponto”, “Rua do Vieux-Colombier”, “Bar-restaurante La
Fontaine Saint-Sulpice”, “P ELF”, “Parque Saint Sulpice”.
— Alguns símbolos convencionais: setas, sob o “P” dos parkings, uma ligeiramente
apontada para baixo, outra orientada em direção da rua Bonaparte (lado
Luxemburgo), pelo menos quatro placas de contramão (uma quinta refletida num
dos espelhos do café).
— Algumas cifras: 86 (no alto de um ônibus da linha no 86, sobrepondo-se à
indicação do local a que se destina: Saint-Germain-des-Prés), 1 (placa do no
— Slogans que passam: “Eu vejo Paris de ônibus”
— Vejo o chão: pedra britada e areia.
— Vejo as pedras: o meio-fio das calçadas, um chafariz, uma igreja, casas...
— O asfalto
— Árvores (frondosas, com folhas ressequidas)
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— Um bando de pombas que se lança de súbito sobre a praça central, entre a
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(PEREC, 2016 (1975), pos.184)
Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense
“várias dezenas, várias centenas de ações simultâneas, de microacontecimentos,
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modos de locomoção: caminhando, em veículos de duas rodas (sem motor, a
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maneiras de carregar (na mão, embaixo do braço, às costas)
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O documento discute a cultura maker e o movimento DIY. Apresenta como o DIY surgiu na década de 1950 e ganhou força nos anos 1960-1970 associado a ideais anticapitalistas e anticonsumistas. Também aborda como o movimento maker ressignifica o DIY transformando hobbies em atividades potencialmente revolucionárias.

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Trabalho apresentado para o professor Ricardo, da disciplina de Estética da Comunicação, do Curso de Relações Públicas da Universidade do estado da Bahia.

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Aproximações do quê?
“Os trens só começam a existir quando
descarrilam, e quanto maior é o número de
viajantes mortos, mais eles existem; os aviões só
ganham existência quando se perdem; os carros
têm por único destino chocar-se contra os
plátanos: cinquenta e dois finais de semana por
ano, cinquenta e duas estatísticas: muitos mortos,
e tanto melhor para a informação se os números
não param de crescer!”
“O que acontece realmente, o que vivemos, o
resto, todo o resto, onde ele está? O que acontece
a cada dia e que sempre retorna, o banal, o
cotidiano, o evidente, o comum, o ordinário, o
infraordinário, o ruído de fundo, o habitual,
como dar conta disso, como interrogá-lo, como
descrevê-lo?” (PEREC, 2010 (1973), p.179)
Aproximações do quê?
“Os trens só começam a existir quando
descarrilam, e quanto maior é o número de
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não param de crescer!”
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a cada dia e que sempre retorna, o banal, o
cotidiano, o evidente, o comum, o ordinário, o
infraordinário, o ruído de fundo, o habitual,
como dar conta disso, como interrogá-lo, como
descrevê-lo?” (PEREC, 2010 (1973), p.179)
O que é preciso interrogar é o tijolo, o concreto, o
copo, nosso comportamento à mesa, nossas
ferramentas, a organização de nossas ocupações,
nossos ritmos. Interrogar o que parece ter cessado
para sempre de nos espantar. É claro que vivemos, que
respiramos; nós andamos, abrimos portas, descemos
escadas, sentamo-nos à mesa para comer, deitamos
em uma cama para dormir. Como? Quando? Por quê?
Descreva a sua rua. Descreva uma outra. Compare.
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Interrogue-se sobre a procedência, o uso e o devir de
cada um dos objetos que você retirar daí.
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(PEREC, 2010 (1973), p.179)
Georges Perec, experimentação e pesquisa
How to be an Explorer
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Calle Real – Un modo de explorar
la riqueza urbana de Santiago
Bautista
▪ Meu Ponto de Vista (ROTTER, 2008)
▪ O Inventário como Tática: a fotografia e a poética
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▪ Calle Real – Un modo de explorar la riqueza
urbana (BAUTISTA, 2014)
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Georges Perec, experimentação e pesquisa
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A artista desenvolveu um sistema móvel de captação de
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https://transmediale.de/content/life-
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Jane Jacobs - Visão Geral
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Apresentação feita para explicar o pensamento de Jane Jacobs, especialmente sobre o livro Morte e Vida das Grandes Cidades.

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Kiev, Manovich et al 2014
Delimitação de uma praça para observação de “tudo” o
que é visto, mas de forma colaborativa. Ao contrário de
Perec, entretanto, foca no excepcional que acontece
durante as 144 horas.
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Delimitação de uma praça para observação de “tudo” o que é visto, mas de
forma colaborativa. Ao contrário de Perec, entretanto, foca no excepcional
que acontece durante as 144 horas.
O endótico como objeto de olhar etnográfico
▪ “uma literatura como se fosse um modo de inventariar coisas de nosso dia-a-dia” (ADÓ
& CORAZZA, 2014, p.3)
▪ “a etnografia traduz-se por uma antropologia do endótico, por um resgate das coisas
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endótico, dedicada à análise da banalidade quotidiana, pode tornar significantes as
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▪ “cobrindo cultura material, parentesco e outras relações sociais, trabalho e tecnologia,
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(BECKER, 2001, 66).

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Este documento resume o prefácio escrito por David Harvey para a edição brasileira do livro "Cidades Rebeldes" de Henri Lefebvre. No prefácio, Harvey descreve como os escritos de Lefebvre sobre o direito à cidade foram influenciados por sua percepção das transformações urbanas em Paris na década de 1960 e como esses escritos anteciparam os movimentos sociais de 1968.

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 A Pós-Modernidade representa uma época pós-queda do Muro de Berlim caracterizada por mudanças constantes e pela obsolescência do conceito de progresso. Ela trouxe inovações nas artes, arquitetura e computação e questiona aspectos do Iluminismo.

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O documento apresenta uma proposta de redação para o ENEM sobre o desafio de viver em grandes centros urbanos no Brasil. A proposta é apoiada por três textos motivadores que descrevem problemas comuns nas grandes cidades brasileiras como crescimento desordenado, violência, trânsito e poluição.

Infraordinário e críticas aos modos de atenção
▪ “educar e adequar seu olhar a uma escrita ágil e econômica para que, no
plano das ações simultâneas que tinha à sua frente, conseguir esquadrinhar,
apreender, selecionar e registrar apenas o essencial: o infraordinário“
(SPERANZINI, 2011, p.179)
▪ “Críticas aos modos de atenção” (PINO, 2011; LEE, 2017) comumente
aplicados na interpretação da realidade social
▪ “uma nova antropologia do infra-ordinário é uma reavaliação da banalidade
em si ou esferas mundanas da vida que podem ser descartadas ou
subestimadas na busca por big social data e suas potências”” (MCCOSKEN &
WILKEN, 2017, pos.3755)
Possibilidades e próximos passos
➢ Métodos de exploração e observação
urbana
➢ Classificação, categorização e taxonomia
➢ Inventários espaciais, listas e índices
➢ Descrição geográfica e etnográfica
➢ Observação sustentada em “locais”
mesclada com estilo, meio e forma
expressiva
(BECKER, 2001,2009; MCCOSKER & WILKEN, 2017; LEE, 2017)
Possibilidades e próximos passos
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➢ Observação sustentada em “locais”
mesclada com estilo, meio e forma
expressiva
(BECKER, 2001,2009; MCCOSKER & WILKEN, 2017; LEE, 2017)
➢ Tentativa de esgotamento a partir de
diferentes pontos de observação
➢ Produção de listas como recurso de
planejamento de pesquisa
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➢ Aproximações a descrição densa (FRAGOSO,
AMARAL, RECUERO, 2011); abordagens da grounded
theory (BITTENCOURT, 2017); métodos ágeis de
observação online (LATZKO-TOTH, BONNEAU & MILLETTE,
2017)
Artigo -
http://www.intercom.org.br/sis/eve
ntos/2017/resumos/R12-0651-1.pdf
Resumo
A obra de Georges Perec tem sido reapropriada
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Georges Perec e o Monitoramento de Midias sociais

  • 1. Georges Perec e o Monitoramento de Mídias Sociais Tarcízio Silva (IBPAD / UMESP) Foto: Pierre Getzler
  • 2. O Monitoramento de Mídias Sociais “O controle de iniciativas de inteligência em mídias sociais por funções do marketing, a necessidade do foco da mensuração em resultados de marketing e engajamento e a ênfase em ferramentas de monitoramento na busca pelos públicos-alvo levou a profissionais intérprtes de dados que são inexperientes em desenvolver insights sobre mercados ou consumidores“ (NEY, 2016, p.3) Scolari (2008); Fragoso, Recuero e Amaral (2011); Rogers (2013) – estado do pensamento sobre digital/mídias sociais Redistribuição dos métodos (MARRES, 2012)
  • 3. Georges Perec: experimentação, sociologia e informação Georges Perec (1936-1982) foi um escritor, ensaísta e roteirista francês, autor de obras como As Coisas (1967) e Vida: Modo de Usar (1978). Entre 1941 (aos 5 anos) e 1945 viveu refugiado em cidade no interior do país, devido à Segunda Guerra. O pai morreu em batalha, a mãe em campo de concentração. Em 1962, mesmo sem educação formal, tornou-se documentalista/arquivista em importante centro de neurofisiologia no CNRS. Autodidata, criou novo sistema de classificação e documentação bibliográfica que foi adotado, durante anos, por outros centros de pesquisa. Em 1967 entrou no OuLiPo – Oficina de Literatura Potencial –que incluía membros como Raymond Queneau, Ítalo Calvino e Marcel Duchamp.
  • 4. As Coisas “E durante quatro anos, talvez mais, exploraram, entrevistaram, analisaram. Por que os aspiradores de trenó se vendem tão mal? O que pensam, nos meios de extração mais modesta, da bebida preparada com chicória? [...] Quanto imagina que custa um isqueiro como este? Quais são as qualidades que exige de um colchão? Pode me descrever um homem que gosta de massas? [...] E houve o sabão em pó, a roupa que seca, a roupa que é passada. O gás, a eletricidade, o telefone. As crianças. As roupas e as roupas de baixo. A mostarda. As sopas em pacote, as sopas em lata. [...] Os estudantes, as unhas, os xaropes para a tosse, as máquinas de escrever, os adubos, os tratores, as diversões, os presentes, a papelaria, a linha branca, a política, as autoestradas, as bebidas alcóolicas, as águas minerais, os queijos e as conservas, as lâmpadas e as cortinas, os seguros, as jardinam. Nada do que era humano lhe foi alheio.” (PEREC, 2012 (1965), p.26-27)
  • 5. A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir um Aumento • Percorre as conjecturas instáveis e cambiantes de um funcionário ao planejar sair de sua sala e bater à porta do chefe do departamento para pedir um aumento • Variáveis afetivas, burocráticas, familiares, sazonais e até culinárias cogitadas para decidir o “melhor momento” • Racionalização e precarização das relações de trabalho sob o olhar “vernacular” do trabalhador
  • 6. A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir um Aumento • Percorre as conjecturas instáveis e cambiantes de um funcionário ao planejar sair de sua sala e bater à porta do chefe do departamento para pedir um aumento • Variáveis afetivas, burocráticas, familiares, sazonais e até culinárias cogitadas para decidir o “melhor momento” • Racionalização e precarização das relações de trabalho sob o olhar “vernacular” do trabalhador • Inspirado em organograma/fluxograma de decisões
  • 7. Vida: Modo de Usar Saul Steinberg, Art of Living (1949) Publicado originalmente em 1978
  • 8. Vida: Modo de Usar Publicado originalmente em 1978
  • 9. O Sumiço • Obra lipogramática de 1969, toda escrita sem nenhuma palavra com a letra “e” • Constrições definidas como objetivo no OuLiPo (Workshop de Literatura Potencial) • Referências a perdas e ausências decorrentes do Holocausto • Traduzida para inglês em 1995 e português apenas em 2016
  • 10. Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense Cafe de La Mairie Foto via: https://soundlandscapes.wordpress.com
  • 11. Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense Esboço de inventário de algumas das coisas estritamente visíveis: — Algumas letras do alfabeto, palavras: “KLM” (na mochila de um passante), um “P” maiúsculo que significa “parking”; “Hotel Récamier”, “St-Raphaël”, “economia sem rumo”, “Táxi – início do ponto”, “Rua do Vieux-Colombier”, “Bar-restaurante La Fontaine Saint-Sulpice”, “P ELF”, “Parque Saint Sulpice”. — Alguns símbolos convencionais: setas, sob o “P” dos parkings, uma ligeiramente apontada para baixo, outra orientada em direção da rua Bonaparte (lado Luxemburgo), pelo menos quatro placas de contramão (uma quinta refletida num dos espelhos do café). — Algumas cifras: 86 (no alto de um ônibus da linha no 86, sobrepondo-se à indicação do local a que se destina: Saint-Germain-des-Prés), 1 (placa do no — Slogans que passam: “Eu vejo Paris de ônibus” — Vejo o chão: pedra britada e areia. — Vejo as pedras: o meio-fio das calçadas, um chafariz, uma igreja, casas... — O asfalto — Árvores (frondosas, com folhas ressequidas) — Um trecho considerável do céu (talvez 1/6 de meu campo visual) — Um bando de pombas que se lança de súbito sobre a praça central, entre a igreja e o chafariz (PEREC, 2016 (1975), pos.184)
  • 12. Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense “várias dezenas, várias centenas de ações simultâneas, de microacontecimentos, cada um dos quais implicando posturas, atos motores, dispêndio de energia específicos: discussões de dois, discussões de três, discussões de vários: o movimento dos lábios, os gestos, as mímicas expressivas modos de locomoção: caminhando, em veículos de duas rodas (sem motor, a motor), automóveis (carros particulares, carros empresariais, carros de aluguel, autoescolas), veículos utilitários, do serviço público, transporte comunitário, ônibus de turismo maneiras de carregar (na mão, embaixo do braço, às costas) modos de traço (carrinho de compras) graus de determinação ou de motivação: esperar, passear, arrastar, errar, ir, correr para, precipitar-se (em direção a um táxi livre, por exemplo), procurar, zanzar, hesitar, caminhar com passo decidido posições do corpo: sentado (nos ônibus, nos carros, nos cafés, nos bancos), de pé (nas paradas de ônibus, diante de uma vitrina (Laffont, casa funerária), ao lado de um táxi (pagando) “ (PEREC, 2016 (1975), pos.184, grifos nossos)
  • 13. Aproximações do quê? “Os trens só começam a existir quando descarrilam, e quanto maior é o número de viajantes mortos, mais eles existem; os aviões só ganham existência quando se perdem; os carros têm por único destino chocar-se contra os plátanos: cinquenta e dois finais de semana por ano, cinquenta e duas estatísticas: muitos mortos, e tanto melhor para a informação se os números não param de crescer!” “O que acontece realmente, o que vivemos, o resto, todo o resto, onde ele está? O que acontece a cada dia e que sempre retorna, o banal, o cotidiano, o evidente, o comum, o ordinário, o infraordinário, o ruído de fundo, o habitual, como dar conta disso, como interrogá-lo, como descrevê-lo?” (PEREC, 2010 (1973), p.179)
  • 14. Aproximações do quê? “Os trens só começam a existir quando descarrilam, e quanto maior é o número de viajantes mortos, mais eles existem; os aviões só ganham existência quando se perdem; os carros têm por único destino chocar-se contra os plátanos: cinquenta e dois finais de semana por ano, cinquenta e duas estatísticas: muitos mortos, e tanto melhor para a informação se os números não param de crescer!” “O que acontece realmente, o que vivemos, o resto, todo o resto, onde ele está? O que acontece a cada dia e que sempre retorna, o banal, o cotidiano, o evidente, o comum, o ordinário, o infraordinário, o ruído de fundo, o habitual, como dar conta disso, como interrogá-lo, como descrevê-lo?” (PEREC, 2010 (1973), p.179) O que é preciso interrogar é o tijolo, o concreto, o copo, nosso comportamento à mesa, nossas ferramentas, a organização de nossas ocupações, nossos ritmos. Interrogar o que parece ter cessado para sempre de nos espantar. É claro que vivemos, que respiramos; nós andamos, abrimos portas, descemos escadas, sentamo-nos à mesa para comer, deitamos em uma cama para dormir. Como? Quando? Por quê? Descreva a sua rua. Descreva uma outra. Compare. Faça o inventário de seu bolso, de sua bolsa. Interrogue-se sobre a procedência, o uso e o devir de cada um dos objetos que você retirar daí. Questione suas colheres. (PEREC, 2010 (1973), p.179)
  • 15. Georges Perec, experimentação e pesquisa How to be an Explorer of the World, de Kerri Smith Calle Real – Un modo de explorar la riqueza urbana de Santiago Bautista ▪ Meu Ponto de Vista (ROTTER, 2008) ▪ O Inventário como Tática: a fotografia e a poética das coleções (ABREU, 2011) ▪ Calle Real – Un modo de explorar la riqueza urbana (BAUTISTA, 2014) ▪ Modo de Usar: Dissertação (SANTOS, 2014) ▪ An agorology of everyday life (KARRHOLM, 2015) ▪ Espécies de Espaços (Tramontano, 2016) ▪ Writing Place after Conflitct: Exhausting a Square in Sarajevo (RIDING, 2017)
  • 16. Georges Perec, experimentação e pesquisa Life: a user's manual, de Michelle Teran A artista desenvolveu um sistema móvel de captação de ondas de 2.4Ghz usadas em sistemas privados de segurança. A referência ao título e olhar de “Vida: Modo de Usar” se dá através da abertura de “janelas” para dentro dos prédios, invertendo o olhar dos dispositivos CCTV que vigiam o espaço urbano público. https://transmediale.de/content/life- a-users-manual-berlin-walk
  • 17. Georges Perec, experimentação e pesquisa An Attempt at Exhausting an Augmented Place in Paris, de Christian Licoppe Exploração dos mesmos pontos de vista na Saint-Sulpice, mas aumentado por camadas de informação georreferenciadas em plataformas como Foursquare. Em aspectos e medidas como anonimidade x visibilidade; características técnicas de mediação; instâncias participativas do público no entorno.
  • 18. Georges Perec, experimentação e pesquisa The Exceptional & The Everyday: 144 Hours in Kiev, Manovich et al 2014 Delimitação de uma praça para observação de “tudo” o que é visto, mas de forma colaborativa. Ao contrário de Perec, entretanto, foca no excepcional que acontece durante as 144 horas.
  • 19. Georges Perec, experimentação e pesquisa The Exceptional & The Everyday: 144 Hours in Kiev, Manovich et al 2014 Delimitação de uma praça para observação de “tudo” o que é visto, mas de forma colaborativa. Ao contrário de Perec, entretanto, foca no excepcional que acontece durante as 144 horas.
  • 20. O endótico como objeto de olhar etnográfico ▪ “uma literatura como se fosse um modo de inventariar coisas de nosso dia-a-dia” (ADÓ & CORAZZA, 2014, p.3) ▪ “a etnografia traduz-se por uma antropologia do endótico, por um resgate das coisas simples e vulgares como objectos de legítima análise. [...] e essa antropologia do endótico, dedicada à análise da banalidade quotidiana, pode tornar significantes as práticas habituais” (MATEUS, 2015, p.85) ▪ “cobrindo cultura material, parentesco e outras relações sociais, trabalho e tecnologia, crenças e valores, carreiras e trajetórias de vidas típicas; e todas as outras coisas etnógrafos são ordenados a incluir em uma descrição ‘completa’ de uma cultura” (BECKER, 2001, 66).
  • 21. Infraordinário e críticas aos modos de atenção ▪ “educar e adequar seu olhar a uma escrita ágil e econômica para que, no plano das ações simultâneas que tinha à sua frente, conseguir esquadrinhar, apreender, selecionar e registrar apenas o essencial: o infraordinário“ (SPERANZINI, 2011, p.179) ▪ “Críticas aos modos de atenção” (PINO, 2011; LEE, 2017) comumente aplicados na interpretação da realidade social ▪ “uma nova antropologia do infra-ordinário é uma reavaliação da banalidade em si ou esferas mundanas da vida que podem ser descartadas ou subestimadas na busca por big social data e suas potências”” (MCCOSKEN & WILKEN, 2017, pos.3755)
  • 22. Possibilidades e próximos passos ➢ Métodos de exploração e observação urbana ➢ Classificação, categorização e taxonomia ➢ Inventários espaciais, listas e índices ➢ Descrição geográfica e etnográfica ➢ Observação sustentada em “locais” mesclada com estilo, meio e forma expressiva (BECKER, 2001,2009; MCCOSKER & WILKEN, 2017; LEE, 2017)
  • 23. Possibilidades e próximos passos ➢ Métodos de exploração e observação urbana ➢ Classificação, categorização e taxonomia ➢ Inventários espaciais, listas e índices ➢ Descrição geográfica e etnográfica ➢ Observação sustentada em “locais” mesclada com estilo, meio e forma expressiva (BECKER, 2001,2009; MCCOSKER & WILKEN, 2017; LEE, 2017) ➢ Tentativa de esgotamento a partir de diferentes pontos de observação ➢ Produção de listas como recurso de planejamento de pesquisa ➢ Descrição plana independente ➢ Engajamento com tema/objeto de pesquisa ➢ Aproximações a descrição densa (FRAGOSO, AMARAL, RECUERO, 2011); abordagens da grounded theory (BITTENCOURT, 2017); métodos ágeis de observação online (LATZKO-TOTH, BONNEAU & MILLETTE, 2017)
  • 24. Artigo - http://www.intercom.org.br/sis/eve ntos/2017/resumos/R12-0651-1.pdf Resumo A obra de Georges Perec tem sido reapropriada para diversos outros fins em disciplinas como sociologia, psicologia e geografia. O presente artigo oferece uma revisão de algumas dessas reapropriações, com ênfase na pesquisa de viés sociológico e comunicacional ressignificada com potencialidades e restrições próprias do registro e resgate do cotidiano nas mídias sociais, incluindo leitura crítica de um estudo de caso. Georges Perec e o Monitoramento de Mídias Sociais OBRIGADO