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BIOMAS BRASILEIROS
Floresta Amazônica Localiza-se na região Norte do Brasil, ocupando os estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Amapá, Roraima, a parte norte de Mato Grosso e Goiás, além da parte oeste do Maranhão. O clima propicia o desenvolvimento de um exuberante bioma do tipo floresta pluvial tropical. Apresenta vários estratos; heterogênea; higrófila; latifoliada (folhas largas) e perenes.
Floresta Amazônica Matas de terra firme –  solos elevados, sem inundações habituais; árvores de grande porte (castanheira, mogno, cedro, guaraná, pau-rosa). Matas dos igapós –  terrenos permanentemente inundados; árvores, cipós e muitas epífitas (açaí, marajá, vitória-régia, bromélias). Matas de várzeas –  terrenos com alagamentos periódicos; árvores de vários tipos (seringueira, cacau, palmeiras).
 
Floresta Pluvial Costeira Floresta Atlântica Situa-se nas montanhas e planícies costeiras, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Árvores com folhas largas (latifoliadas) e perenes (perenifólias) tropical úmida, de encosta. Árvores: pau-brasil, cedro, ipê, canela, palmeiras, jatobá, cipós e muitas epífitas (orquídeas e bromélias). É um dos biomas mais devastados pela exploração humana; calcula-se que restem apenas 5% das florestas costeiras que havia por ocasião da chegada dos primeiros colonizadores europeus.
 
Floresta Araucária Situa-se nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Ocupam regiões com bons índices pluviométricos e temperaturas moderadas, com baixas significativas no inverno. Floresta homogênea, com três andares bem definidos, o arbóreo, o arbustivo e o herbáceo, com poucas espécies, aberta, folhas em forma de agulha. Predomínio de pinheiros, mas também há imbuia, cedro, canela, epífitas, musgos e samambaias.
 
Cerrado Situa-se nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Moto Grosso do Sul e oeste de São Paulo e Paraná. É um bioma do tipo savana. Formação vegetal com arbustos e pequenas árvores com galhos retorcidos, casca grossa, folhas espessas com pêlos e superfície brilhante. Enfim, com aspecto xeromórfico. Porém, não há falta de água, pois chove freqüentemente. O aspecto xeromórfico se deve ao solo, de pH baixo (ácido), com escassez de nutrientes e excesso de alumínio. A água não é um fator limitante. Exemplos: sucupira, gabiroba, indaiá, barbatimão, pau-santo, gramíneas.
 
Pampa Localiza-se no norte do Rio Grande do Sul. É um tipo de pradaria também denominado pampa ou campo. Ocupam áreas de planície e caracterizam-se pela predominância de gramíneas; eventualmente aparecem arbustos no interior do pampa, mas são formações isoladas, que não chegam a quebrar a homogeneidade do bioma. A maior parte da vegetação original do pampa foi destruída para dar lugar a áreas cultiváveis.
 
Caatinga Estende-se pelos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e norte de Minas Gerais. É um tipo de pradaria. Tem índices pluviométricos baixos.  Vegetação de aspecto seco, com folhas transformadas em espinhos, cutículas altamente impermeáveis, caules que armazenam água (plantas xeromórficas). No período chuvoso, temos abundância de plantas herbáceas e as árvores de flores e frutos. Exemplos: mandacaru, xique-xique, macambira, barriguda.
 
Floresta de Cocais Localiza-se em certas áreas dos estados do Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Região de índice elevado de chuvas. A espécie típica é a palmeira conhecida como babaçu. Tem importância econômica, das sementes extrai-se óleo e as folhas são utilizadas para cobrir casas e para a fabricação de utensílios domésticos.
 
Pantanal Ocupa a parte oeste dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. É uma vasta planície inundada que abriga uma das mais ricas reservas de vida selvagem do mundo. Há um grande número de espécies vegetais, a maioria delas também presente em outros biomas; poucas espécies são endêmicas, como o carandá. A fauna aquática é muito variada, que se beneficia das cheias periódicas; além de moluscos e crustáceos, há centenas de espécies de peixes, entre eles o dourado, o pacu, o jaú, o pintado, o surubim, os lambaris e as piranhas.
A fauna aquática garante a existência de inúmeras espécies de aves, como as garças, os tuiuiús, colhereiros e saracuras. Há também répteis, como o jacaré-do-pantanal e o jacaretinga. Entre as serpentes, a mais impressionante é a sucuri. Entre os mamíferos destacam-se as capivaras as onças-pardas, onças-pintadas, ariranhas, macacos, porcos-do-mato e veados. A caça e a pesca predatórias têm tido forte impacto sobre o bioma, assim como a extração de ouro. Apesar de tudo isso, a comunidade biológica do Pantanal ainda se mantém relativamente bem preservada. A utilização e o manejo inteligente dos recursos naturais permitirá que continue sendo umas das mais importantes reservas de vida selvagem do planeta.
 
 
Manguezais São biomas litorâneos com vegetação arbustiva característica, onde o solo é lodoso e salgado. Formam-se junto a desembocaduras de rios e em litorais protegidos da ação direta do mar. Estendem-se por toda a costa brasileira, com interrupção nas regiões de litoral rochoso. Existem mangues no Pará, Amazonas, Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O solo é formado por areia fina e lodo e apresenta teor variado de sal e é pobre em oxigênio, o que determina a sobrevivência apenas de bactérias anaeróbicas produtores de gás sulfídrico (odor característico).
Com relação à vegetação predominante, podem-se distinguir três tipos de manguezal: mangue-vermelho (mangue-bravo,  Rhizophora mangle ), mangue-branco (mangue-manso,  Lagunaria racemosa ) e o mangue-seriba  (Avicennia ) .  Não há vegetação rasteira e poucas espécies de epífitas (orquídeas e bromélias). Presença de rizóforos (ramos caulinares com formato arqueado que penetram no solo) que são adaptações ao solo pouco firme. Presença de raízes respiratórias ou pneumatóforos. A fauna apresenta caranguejos, moluscos e aves aquáticas.
 
Ecossistemas Aquáticos Água Doce Pode ser de água parada (lagos, lagoas, charcos) ou de água em movimento (rios, riachos e corredeiras). Lagos, lagoas e charcos apresentam maior biodiversidade. Nestas águas, os produtores são organismos fotossintetizantes representados por plantas parcialmente ou totalmente submersas, fitoplâncton ou plâncton (algas verdes, cianobactérias e diatomáceas). O fitoplâncton serve de alimento ao zooplâncon (microcrustáceos, protozoários e larvas de diversos organismos).
Os habitantes maiores são os peixes. Os maiores ecossistemas lacustres são o lago Baikal (Sibéria) e o lago Tanganica (África).
Os ecossistemas de águas em movimento são pobres em plâncton. Possui algas fizxadas às rochas e também moluscos, insetos e peixes que dependem de alimento proveniente das margens.
Ecossistemas Aquáticos Água Salgada Compreende os mares e oceanos. Podem-se distinguir dois grandes domínios marinhos: um relativo ao fundo (bentônico), e ou relativo às massas d’ água (pelágico). A luz consegue penetrar na água do mar até a profundidade máxima de 200m (zona fótica) e abaixo dela, onde não há luz (zona afótica). Na metade superior vive o fitoplâncton (algas fotossintetizantes) e grandes cardumes de peixes. A região entre 200m e 2000m é a batial de águas frias e pobres em fauna.
Entre 2000m e 6000m existe a região abissal onde encontram-se poucas espécies com características exóticas, como peixes bioluminescentes e lulas gigantes. Abaixo dos 6000m é a região hadal, sua fauna  pouco conhecida é constituída de esponjas e moluscos. Os organismos que habitam os mares podem ser classificados em:  plâncton  (seres flutuantes) dividido em fotossintetizante (fitoplâncton – algas diatomáceas e dinoflagelados) e não-fotossintetizante (zooplâncton – protozoários, crustáceos, celenterados, equinodermos, anelídeos e peixes);  bentos  (relacionados ao fundo do mar) formado por organismos sésseis - algas macroscópicas, celenterados e vermes e
organismos errantes – crustáceos (camarão, caranguejo e lagostas), equinodermos (ouriços-do-mar e estrelas-do-mar) e moluscos (lulas e polvos);  nécton  (organismos que se deslocam ativamente na água) – peixes, baleias, golfinhos, certos crustáceos (camarões) e alguns moluscos (lulas e sépias).
 

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biomas

  • 2. Floresta Amazônica Localiza-se na região Norte do Brasil, ocupando os estados do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Amapá, Roraima, a parte norte de Mato Grosso e Goiás, além da parte oeste do Maranhão. O clima propicia o desenvolvimento de um exuberante bioma do tipo floresta pluvial tropical. Apresenta vários estratos; heterogênea; higrófila; latifoliada (folhas largas) e perenes.
  • 3. Floresta Amazônica Matas de terra firme – solos elevados, sem inundações habituais; árvores de grande porte (castanheira, mogno, cedro, guaraná, pau-rosa). Matas dos igapós – terrenos permanentemente inundados; árvores, cipós e muitas epífitas (açaí, marajá, vitória-régia, bromélias). Matas de várzeas – terrenos com alagamentos periódicos; árvores de vários tipos (seringueira, cacau, palmeiras).
  • 4.  
  • 5. Floresta Pluvial Costeira Floresta Atlântica Situa-se nas montanhas e planícies costeiras, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Árvores com folhas largas (latifoliadas) e perenes (perenifólias) tropical úmida, de encosta. Árvores: pau-brasil, cedro, ipê, canela, palmeiras, jatobá, cipós e muitas epífitas (orquídeas e bromélias). É um dos biomas mais devastados pela exploração humana; calcula-se que restem apenas 5% das florestas costeiras que havia por ocasião da chegada dos primeiros colonizadores europeus.
  • 6.  
  • 7. Floresta Araucária Situa-se nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Ocupam regiões com bons índices pluviométricos e temperaturas moderadas, com baixas significativas no inverno. Floresta homogênea, com três andares bem definidos, o arbóreo, o arbustivo e o herbáceo, com poucas espécies, aberta, folhas em forma de agulha. Predomínio de pinheiros, mas também há imbuia, cedro, canela, epífitas, musgos e samambaias.
  • 8.  
  • 9. Cerrado Situa-se nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Moto Grosso do Sul e oeste de São Paulo e Paraná. É um bioma do tipo savana. Formação vegetal com arbustos e pequenas árvores com galhos retorcidos, casca grossa, folhas espessas com pêlos e superfície brilhante. Enfim, com aspecto xeromórfico. Porém, não há falta de água, pois chove freqüentemente. O aspecto xeromórfico se deve ao solo, de pH baixo (ácido), com escassez de nutrientes e excesso de alumínio. A água não é um fator limitante. Exemplos: sucupira, gabiroba, indaiá, barbatimão, pau-santo, gramíneas.
  • 10.  
  • 11. Pampa Localiza-se no norte do Rio Grande do Sul. É um tipo de pradaria também denominado pampa ou campo. Ocupam áreas de planície e caracterizam-se pela predominância de gramíneas; eventualmente aparecem arbustos no interior do pampa, mas são formações isoladas, que não chegam a quebrar a homogeneidade do bioma. A maior parte da vegetação original do pampa foi destruída para dar lugar a áreas cultiváveis.
  • 12.  
  • 13. Caatinga Estende-se pelos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e norte de Minas Gerais. É um tipo de pradaria. Tem índices pluviométricos baixos. Vegetação de aspecto seco, com folhas transformadas em espinhos, cutículas altamente impermeáveis, caules que armazenam água (plantas xeromórficas). No período chuvoso, temos abundância de plantas herbáceas e as árvores de flores e frutos. Exemplos: mandacaru, xique-xique, macambira, barriguda.
  • 14.  
  • 15. Floresta de Cocais Localiza-se em certas áreas dos estados do Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Região de índice elevado de chuvas. A espécie típica é a palmeira conhecida como babaçu. Tem importância econômica, das sementes extrai-se óleo e as folhas são utilizadas para cobrir casas e para a fabricação de utensílios domésticos.
  • 16.  
  • 17. Pantanal Ocupa a parte oeste dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. É uma vasta planície inundada que abriga uma das mais ricas reservas de vida selvagem do mundo. Há um grande número de espécies vegetais, a maioria delas também presente em outros biomas; poucas espécies são endêmicas, como o carandá. A fauna aquática é muito variada, que se beneficia das cheias periódicas; além de moluscos e crustáceos, há centenas de espécies de peixes, entre eles o dourado, o pacu, o jaú, o pintado, o surubim, os lambaris e as piranhas.
  • 18. A fauna aquática garante a existência de inúmeras espécies de aves, como as garças, os tuiuiús, colhereiros e saracuras. Há também répteis, como o jacaré-do-pantanal e o jacaretinga. Entre as serpentes, a mais impressionante é a sucuri. Entre os mamíferos destacam-se as capivaras as onças-pardas, onças-pintadas, ariranhas, macacos, porcos-do-mato e veados. A caça e a pesca predatórias têm tido forte impacto sobre o bioma, assim como a extração de ouro. Apesar de tudo isso, a comunidade biológica do Pantanal ainda se mantém relativamente bem preservada. A utilização e o manejo inteligente dos recursos naturais permitirá que continue sendo umas das mais importantes reservas de vida selvagem do planeta.
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  • 21. Manguezais São biomas litorâneos com vegetação arbustiva característica, onde o solo é lodoso e salgado. Formam-se junto a desembocaduras de rios e em litorais protegidos da ação direta do mar. Estendem-se por toda a costa brasileira, com interrupção nas regiões de litoral rochoso. Existem mangues no Pará, Amazonas, Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O solo é formado por areia fina e lodo e apresenta teor variado de sal e é pobre em oxigênio, o que determina a sobrevivência apenas de bactérias anaeróbicas produtores de gás sulfídrico (odor característico).
  • 22. Com relação à vegetação predominante, podem-se distinguir três tipos de manguezal: mangue-vermelho (mangue-bravo, Rhizophora mangle ), mangue-branco (mangue-manso, Lagunaria racemosa ) e o mangue-seriba (Avicennia ) . Não há vegetação rasteira e poucas espécies de epífitas (orquídeas e bromélias). Presença de rizóforos (ramos caulinares com formato arqueado que penetram no solo) que são adaptações ao solo pouco firme. Presença de raízes respiratórias ou pneumatóforos. A fauna apresenta caranguejos, moluscos e aves aquáticas.
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  • 24. Ecossistemas Aquáticos Água Doce Pode ser de água parada (lagos, lagoas, charcos) ou de água em movimento (rios, riachos e corredeiras). Lagos, lagoas e charcos apresentam maior biodiversidade. Nestas águas, os produtores são organismos fotossintetizantes representados por plantas parcialmente ou totalmente submersas, fitoplâncton ou plâncton (algas verdes, cianobactérias e diatomáceas). O fitoplâncton serve de alimento ao zooplâncon (microcrustáceos, protozoários e larvas de diversos organismos).
  • 25. Os habitantes maiores são os peixes. Os maiores ecossistemas lacustres são o lago Baikal (Sibéria) e o lago Tanganica (África).
  • 26. Os ecossistemas de águas em movimento são pobres em plâncton. Possui algas fizxadas às rochas e também moluscos, insetos e peixes que dependem de alimento proveniente das margens.
  • 27. Ecossistemas Aquáticos Água Salgada Compreende os mares e oceanos. Podem-se distinguir dois grandes domínios marinhos: um relativo ao fundo (bentônico), e ou relativo às massas d’ água (pelágico). A luz consegue penetrar na água do mar até a profundidade máxima de 200m (zona fótica) e abaixo dela, onde não há luz (zona afótica). Na metade superior vive o fitoplâncton (algas fotossintetizantes) e grandes cardumes de peixes. A região entre 200m e 2000m é a batial de águas frias e pobres em fauna.
  • 28. Entre 2000m e 6000m existe a região abissal onde encontram-se poucas espécies com características exóticas, como peixes bioluminescentes e lulas gigantes. Abaixo dos 6000m é a região hadal, sua fauna pouco conhecida é constituída de esponjas e moluscos. Os organismos que habitam os mares podem ser classificados em: plâncton (seres flutuantes) dividido em fotossintetizante (fitoplâncton – algas diatomáceas e dinoflagelados) e não-fotossintetizante (zooplâncton – protozoários, crustáceos, celenterados, equinodermos, anelídeos e peixes); bentos (relacionados ao fundo do mar) formado por organismos sésseis - algas macroscópicas, celenterados e vermes e
  • 29. organismos errantes – crustáceos (camarão, caranguejo e lagostas), equinodermos (ouriços-do-mar e estrelas-do-mar) e moluscos (lulas e polvos); nécton (organismos que se deslocam ativamente na água) – peixes, baleias, golfinhos, certos crustáceos (camarões) e alguns moluscos (lulas e sépias).
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