Funções morfossintáticas do
“QUE” e do “SE”
-Prof. Paulo Farias-
QUE
Conjunções
Pronome
Substantivo
Advérbio
Preposição
Interjeição
Partícula de realce
CONJUNÇÃO COORDENATIVA
• Explicativa: liga duas orações coordenadas, e a segunda
oração é uma explicativa.
EX: Não insista, que eu não lhe emprestarei dinheiro!
• Aditiva: liga duas orações coordenadas, e a segunda oração
é uma aditiva.
Ex: Elas reclamavam que reclamavam, até que, finalmente,
foram atendidas.
• Alternativa: liga duas orações coordenadas, e a segunda
oração é uma alternativa.
Ex: Uma que outra roupa servia-lhe perfeitamente.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
• Substantiva: liga a oração principal à subordinada
substantiva (subjetiva objetiva direta, objetiva indireta,
completiva nominal, predicativa, apositiva).
Ex: Parece que vai chover.
• Causal: liga a oração principal à oração subordinada
adverbial causal.
Ex: Ele nunca me visita, que o trabalho o impede de viajar por
muito tempo.
• Consecutiva: liga a oração principal à subordinada adverbial
consecutiva.
Ex:Ele ficou tão enciumado que mandou desligar o telefone.
• Concessiva: liga a oração principal à subordinada
adverbial concessiva.
Ex: Relevante que seja esta informação, não me
interessa.
• Comparativa: liga a oração principal à
subordinada adverbial comparativa.
Ex: Viajar de avião é mais prazeroso do que viajar de
carro.
• Final: liga a oração principal à subordinada
adverbial final.
Ex: Vamos torcer, que a economia melhore.
PRONOME RELATIVO
Inicia oração subordinada adjetiva e
possui a mesma função do termo a que se
refere.
Ex: Gosto de pessoas que tenham bom
humor.
PRONOME INTERROGATIVO
Inicia uma unidade interrogativa direta
ou indireta e pode ter a função de adjunto
adnominal ou de um dos termos da oração.
Ex: Queremos entender o que você quis
realmente dizer naquele momento?
(núcleo do objeto direto do verbo entender)
PRONOME INDEFINIDO
Aparece em unidades exclamativas
com a função de adjunto adnominal.
Ex: Que notícia maravilhosa você acaba de
me dar.
SUBSTANTIVO
Aparece escrito com um acento
circunflexo e possui a função de núcleo do
adjunto adnominal de um dos termos da
oração.
Ex: Essa pintura tem um quê de Picasso.
ADVÉRBIO
Possui a função de adjunto adverbial
de intensidade e é utilizado para
intensificar um adjetivo ou um advérbio.
Ex: Que inocente fui em acreditar em suas
juras de amor!
PREPOSIÇÃO
Na linguagem coloquial, pode ser equivalente
à preposição de, e também pode ter valor das
preposições acidentais salvo, exceto e senão.
Ex: Temos que (=de) estudar para as provas.
Compareceu à reunião sem outras
justificativas que (=senão) as apresentadas
anteriormente.
INTERJEIÇÃO
Para manifestar espanto, perplexidade,
admiração, surpresa; expressão típica de frases
construídas com o uso de interjeições.
Ex: Quê! Tal medida é absurda!
PARTÍCULA DE REALCE
Não possui função sintática e é
utilizada apenas para dar realce, portanto,
pode ser retirada do enunciado sem que
haja prejuízo para a compreensão dele.
Ex: Que saudades que eu tenho dos
nossos momentos juntos!
SE
Conjunção
Partícula expletiva ou de realce
Parte integrante do verbo
Pronome apassivador
Índice de indeterminação do
sujeito
Pronome Reflexivo
CONJUNÇÃO
Conjunção subordinativa causal- Conforme a classificação já
demonstra, essa conjunção é indicativa de causa. Ela é bastante usada,
mas muitas vezes confundida com a conjunção subordinativa condicional;
a que indica condição. Para se certificar de que o “se” de uma
determinada frase é uma conjunção subordinativa causal, basta substituí-
lo por “já que” ou “uma vez que”.
Exemplos: Se não tinha dinheiro, não deveria ter viajado.
Deveria ter feito o trabalho se estava disponível.
Observe que, mesmo quando fazemos a substituição do “se” por “já que”
ou “uma vez que”, as frases continuam fazendo sentido:
Já que não tinha dinheiro, não deveria ter viajado.
Deveria ter feito o trabalho uma vez que estava disponível.
Conjunção subordinativa condicional - Conforme se subentende
pelo nome, ela indica a existência de uma condição para que algo
ocorra.
Exemplos:
Se eu pudesse, teria ficado mais tempo.
Ele disse que vai comprar uma casa se ganhar na loteria.
Se eles conseguirem passar no teste, começarão a trabalhar semana que
vem.
Ela disse que não virá se chover.
Se você me esperar, posso te dar carona.
Observe que nas frases acima, a oração com “se” indica a condição
necessária para que a ação da outra oração se concretize.
Conjunção subordinativa integrante - Sob essa classificação, o “se”
introduz uma oração que desempenha papel de substantivo. Esse
papel é uma função do "que" e do "se".
As frases introduzidas por conjunções subordinativas integrantes
funcionam como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
complemento nominal ou aposto de outra oração.
Exemplos:
Ele conferiu se ela tinha chegado. (objeto direto)
Ele se convenceu de que eu estava certa. (objeto indireto)
Certifique-se de que ele faz o trabalho. (complemento nominal
Minha dúvida é se ele aceitará a proposta. (predicado)
Essa é a minha vontade: se você é feliz. (aposto)
PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
O uso do “se” enquanto partícula de realce é opcional. O fato de ele
não ser usado não causa nenhum tipo de prejuízo ao sentido da frase.
Além do “se”, o “que” também pode exercer função de partícula
expletiva. Ambos têm o papel destacar; realçar determinada informação
de uma frase.
Exemplos:
Riu-se da piada do irmão.
Foi-se embora para nunca mais voltar.
O senhor estava cansado e se sentou.
Os dias se passavam e nada de notícias dele.
PARTE INTEGRANTE DO VERBO
Essa classificação dá-se quando o “se” faz parte de verbos
pronominais.
Exemplos:
Bianca se machucou ao cair do escorrega.
As crianças se perderam no parque.
Eles se encantaram com a beleza da cidade.
A professora se aborreceu com a turma.
Ela se envolveu na discussão desnecessariamente.
PRONOME APASSIVADOR
Ao exercer a função de pronome apassivador/partícula
apassivadora, o “se” é indicativo de voz passiva sintética e
estabelece relação com verbos transitivos diretos ou verbos
transitivos diretos e indiretos.
Exemplos:
Venderam-se várias casas.
Compra-se ouro.
Alugam-se quartos para estudantes.
Entregam-se encomendas.
Poupou-se dinheiro com a compra de roupas usadas.
ÍNDICE DE INDERTEMINAÇÃO DO SUJEITO
Quando exerce a função de pronome indefinido, o “se” é
utilizado com verbos flexionados na terceira pessoa do
singular. Esses verbos podem ser intransitivos, transitivos
indiretos ou de ligação. O pronome indefinido é utilizado
quando não se quer ou não se pode identificar o sujeito da
frase.
Exemplos:
Fala-se muito do coronavírus.
Morre-se de fome e sede naquela região.
Acreditava-se que tudo terminaria bem.
Vive-se com dificuldade neste país.
Confia-se no que foi prometido.
PRONOME REFLEXIVO
Quando desempenha essa função, o “se” faz parte de
verbos pronominais reflexivos, ou seja, de verbos que
indicam que o sujeito da frase praticou e recebeu a ação.
Exemplos:
Giulia se cortou com a tesoura.
Paula se furou em um alfinete.
Natália está se penteando para sair.
O filhote de gato estava se lambendo.
Vanessa já se arrumou para a premiação.
PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO
Quando exerce a função de pronome reflexivo recíproco, o
“se” é usado em frases na voz passiva recíproca e indica que
uma ação verbal ocorreu de forma mútua, ou seja, um fez um
ao outro e vice-versa.
Exemplos:
Eles se abraçaram e tudo terminou bem.
Depois da festa, os amigos se despediram e foram embora.
Aline e Leonardo se olharam apaixonados.
As crianças desta turma se entendem muito bem.
Naquela família, todos se amam muito.

FUNÇÕES MORFSSINTÁTICAS DkkkkkO QUE-1.ppt

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    Funções morfossintáticas do “QUE”e do “SE” -Prof. Paulo Farias-
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  • 3.
    CONJUNÇÃO COORDENATIVA • Explicativa:liga duas orações coordenadas, e a segunda oração é uma explicativa. EX: Não insista, que eu não lhe emprestarei dinheiro! • Aditiva: liga duas orações coordenadas, e a segunda oração é uma aditiva. Ex: Elas reclamavam que reclamavam, até que, finalmente, foram atendidas. • Alternativa: liga duas orações coordenadas, e a segunda oração é uma alternativa. Ex: Uma que outra roupa servia-lhe perfeitamente.
  • 4.
    CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA • Substantiva:liga a oração principal à subordinada substantiva (subjetiva objetiva direta, objetiva indireta, completiva nominal, predicativa, apositiva). Ex: Parece que vai chover. • Causal: liga a oração principal à oração subordinada adverbial causal. Ex: Ele nunca me visita, que o trabalho o impede de viajar por muito tempo. • Consecutiva: liga a oração principal à subordinada adverbial consecutiva. Ex:Ele ficou tão enciumado que mandou desligar o telefone.
  • 5.
    • Concessiva: ligaa oração principal à subordinada adverbial concessiva. Ex: Relevante que seja esta informação, não me interessa. • Comparativa: liga a oração principal à subordinada adverbial comparativa. Ex: Viajar de avião é mais prazeroso do que viajar de carro. • Final: liga a oração principal à subordinada adverbial final. Ex: Vamos torcer, que a economia melhore.
  • 6.
    PRONOME RELATIVO Inicia oraçãosubordinada adjetiva e possui a mesma função do termo a que se refere. Ex: Gosto de pessoas que tenham bom humor.
  • 7.
    PRONOME INTERROGATIVO Inicia umaunidade interrogativa direta ou indireta e pode ter a função de adjunto adnominal ou de um dos termos da oração. Ex: Queremos entender o que você quis realmente dizer naquele momento? (núcleo do objeto direto do verbo entender)
  • 8.
    PRONOME INDEFINIDO Aparece emunidades exclamativas com a função de adjunto adnominal. Ex: Que notícia maravilhosa você acaba de me dar.
  • 9.
    SUBSTANTIVO Aparece escrito comum acento circunflexo e possui a função de núcleo do adjunto adnominal de um dos termos da oração. Ex: Essa pintura tem um quê de Picasso.
  • 10.
    ADVÉRBIO Possui a funçãode adjunto adverbial de intensidade e é utilizado para intensificar um adjetivo ou um advérbio. Ex: Que inocente fui em acreditar em suas juras de amor!
  • 11.
    PREPOSIÇÃO Na linguagem coloquial,pode ser equivalente à preposição de, e também pode ter valor das preposições acidentais salvo, exceto e senão. Ex: Temos que (=de) estudar para as provas. Compareceu à reunião sem outras justificativas que (=senão) as apresentadas anteriormente.
  • 12.
    INTERJEIÇÃO Para manifestar espanto,perplexidade, admiração, surpresa; expressão típica de frases construídas com o uso de interjeições. Ex: Quê! Tal medida é absurda!
  • 13.
    PARTÍCULA DE REALCE Nãopossui função sintática e é utilizada apenas para dar realce, portanto, pode ser retirada do enunciado sem que haja prejuízo para a compreensão dele. Ex: Que saudades que eu tenho dos nossos momentos juntos!
  • 14.
    SE Conjunção Partícula expletiva oude realce Parte integrante do verbo Pronome apassivador Índice de indeterminação do sujeito Pronome Reflexivo
  • 15.
    CONJUNÇÃO Conjunção subordinativa causal-Conforme a classificação já demonstra, essa conjunção é indicativa de causa. Ela é bastante usada, mas muitas vezes confundida com a conjunção subordinativa condicional; a que indica condição. Para se certificar de que o “se” de uma determinada frase é uma conjunção subordinativa causal, basta substituí- lo por “já que” ou “uma vez que”. Exemplos: Se não tinha dinheiro, não deveria ter viajado. Deveria ter feito o trabalho se estava disponível. Observe que, mesmo quando fazemos a substituição do “se” por “já que” ou “uma vez que”, as frases continuam fazendo sentido: Já que não tinha dinheiro, não deveria ter viajado. Deveria ter feito o trabalho uma vez que estava disponível.
  • 16.
    Conjunção subordinativa condicional- Conforme se subentende pelo nome, ela indica a existência de uma condição para que algo ocorra. Exemplos: Se eu pudesse, teria ficado mais tempo. Ele disse que vai comprar uma casa se ganhar na loteria. Se eles conseguirem passar no teste, começarão a trabalhar semana que vem. Ela disse que não virá se chover. Se você me esperar, posso te dar carona. Observe que nas frases acima, a oração com “se” indica a condição necessária para que a ação da outra oração se concretize.
  • 17.
    Conjunção subordinativa integrante- Sob essa classificação, o “se” introduz uma oração que desempenha papel de substantivo. Esse papel é uma função do "que" e do "se". As frases introduzidas por conjunções subordinativas integrantes funcionam como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração. Exemplos: Ele conferiu se ela tinha chegado. (objeto direto) Ele se convenceu de que eu estava certa. (objeto indireto) Certifique-se de que ele faz o trabalho. (complemento nominal Minha dúvida é se ele aceitará a proposta. (predicado) Essa é a minha vontade: se você é feliz. (aposto)
  • 18.
    PARTÍCULA EXPLETIVA OUDE REALCE O uso do “se” enquanto partícula de realce é opcional. O fato de ele não ser usado não causa nenhum tipo de prejuízo ao sentido da frase. Além do “se”, o “que” também pode exercer função de partícula expletiva. Ambos têm o papel destacar; realçar determinada informação de uma frase. Exemplos: Riu-se da piada do irmão. Foi-se embora para nunca mais voltar. O senhor estava cansado e se sentou. Os dias se passavam e nada de notícias dele.
  • 19.
    PARTE INTEGRANTE DOVERBO Essa classificação dá-se quando o “se” faz parte de verbos pronominais. Exemplos: Bianca se machucou ao cair do escorrega. As crianças se perderam no parque. Eles se encantaram com a beleza da cidade. A professora se aborreceu com a turma. Ela se envolveu na discussão desnecessariamente.
  • 20.
    PRONOME APASSIVADOR Ao exercera função de pronome apassivador/partícula apassivadora, o “se” é indicativo de voz passiva sintética e estabelece relação com verbos transitivos diretos ou verbos transitivos diretos e indiretos. Exemplos: Venderam-se várias casas. Compra-se ouro. Alugam-se quartos para estudantes. Entregam-se encomendas. Poupou-se dinheiro com a compra de roupas usadas.
  • 21.
    ÍNDICE DE INDERTEMINAÇÃODO SUJEITO Quando exerce a função de pronome indefinido, o “se” é utilizado com verbos flexionados na terceira pessoa do singular. Esses verbos podem ser intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação. O pronome indefinido é utilizado quando não se quer ou não se pode identificar o sujeito da frase. Exemplos: Fala-se muito do coronavírus. Morre-se de fome e sede naquela região. Acreditava-se que tudo terminaria bem. Vive-se com dificuldade neste país. Confia-se no que foi prometido.
  • 22.
    PRONOME REFLEXIVO Quando desempenhaessa função, o “se” faz parte de verbos pronominais reflexivos, ou seja, de verbos que indicam que o sujeito da frase praticou e recebeu a ação. Exemplos: Giulia se cortou com a tesoura. Paula se furou em um alfinete. Natália está se penteando para sair. O filhote de gato estava se lambendo. Vanessa já se arrumou para a premiação.
  • 23.
    PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO Quandoexerce a função de pronome reflexivo recíproco, o “se” é usado em frases na voz passiva recíproca e indica que uma ação verbal ocorreu de forma mútua, ou seja, um fez um ao outro e vice-versa. Exemplos: Eles se abraçaram e tudo terminou bem. Depois da festa, os amigos se despediram e foram embora. Aline e Leonardo se olharam apaixonados. As crianças desta turma se entendem muito bem. Naquela família, todos se amam muito.