África
Participação
Africana na
Formação Cultural
Muita
s
Áfric
as.
Muito antes da Lei n° 10.639 de
março de 2003, o ensino da cultura
do povo africano não fazia parte do
currículo escolar. Pois era negada
a participação dos africanos na
construção da sociedade, e
quando mencionado reduziam-se
ao passado escravista.
Áfricas e Brasis: culturas plurais.
Dentro de um País existem vários
grupos, costumes e crenças, os
colonos tentaram construir uma
idéia única, homogênea, coletiva,
onde todos seriam somente
“negros”
A participação africana na formação
cultural brasileira.
Danças africanas. Capoeira.
Coletividade.
Tribo Africana.
Vinda dos africanos ao Brasil.
No início do século XV, período da
colonização brasileira foi palco de um
cenário muito triste, quando mais de
quatro milhões de homens e mulheres
africanos escravizados oriundos de
diferentes regiões da África, cruzaram o
oceano Atlântico nos porões de diversos
navios negreiros onde faziam suas
necessidades fisiológicas ali mesmo,
vinham amontoados onde muitos
morriam dentro do navio decorrente a
falta de higiene.
Aonde eram tratados como animais
desprezíveis e mercadorias muito
valiosas, que entraram no país
principalmente pelos portos do Rio de
Janeiro, de Salvador, do Recife e de
São Luís do Maranhão para se tornarem
escravos na colônia portuguesa.
Navio Negreiro
A participação africana na
formação cultural brasileira.
Os africanos ao chegarem ao Brasil
traziam consigo sua própria África,
composta por lembranças e desejos,
além de trabalho escravo, também um
pouco da história deles como as
danças, habilidades, rituais religiosos
e sonhos de uma vida melhor.
Uma festa em homenagem a Exu (no
Rio Grande do Sul).
Capoeira.
Candomblé.
Os negros mesmo com tantas situações
adversas, não abriram mão de seus sonhos e
sua felicidade.
E para manterem um pouco de suas tradições,
realizavam as reuniões que geralmente eram
nas esquinas, ou onde era possível encontra-se
com pessoas da mesma origem, da mesma
nação, com malungos (indivíduos vindos no
mesmo navio negreiro) ou que falavam a
mesma língua.
Esses encontros serviam para atualizar noticias
com os que tinham chegado recentemente.
Com o convívio com regras
desconhecidas e arbitrarias, num
contexto e com uma situação
totalmente desfavorável, essa gente
teve que se reinventar, buscando se
adaptar a uma nova realidade.
Não podemos deixar
de citar que muitas
expressões negras
estão fundamentadas
em um princípio de
resistência e de não
submissão,
construindo a idéia de
que “a felicidade do
negro é uma felicidade
guerreira”.
Cultura e trabalho.
Há muitas formas de perceber as
práticas de um passado que ainda
permanecem.
Ainda nos dias de hoje, encontramos
pessoas afro-brasileiras que trabalham
como lavradores, cozinheiras, babás,
pedreiros, garis, e que são pouco
reconhecidas como produtores de arte e
cultura.
Escravas?
Escravas negras oriundas de diversas tribos africanas
trazidas para o Brasil e retratadas por Jean-Baptiste Debret
(1768-1848) in 1835.
As escravas eram levadas para
realizarem serviços domésticos.
As chamadas “mucanas” ou “amas de
leite” foram mulheres negras
exploradas tanto no trabalho como
eram usadas como objeto sexual.
Ama de leite, ilustração de
Ivan Wasth Rodrigues (Brasil
1927-2008)
"Ama de Leite"
(Técnica: Carvão
prensado sobre
papel / Ana Sofia.
Referências africanas: influências
em tradições que se recriam.
Com a chegada dos negros ao Brasil, muito de
sua cultura foi nos passada, como as escolas
de samba, capoeira, congada, blocos afros,
maracatus entre outras.
“O patrimônio cultural da população negra é
composto de bens materiais e imateriais, que
são expressões dessas comunidades, nos mais
diferentes aspectos: objetos, costumes,
canções, rituais, encontrados na religião, na
culinária, nos modos de tecer e vestir.”
(Alex Ratts e Adriane A. Damasceno. Participação africana na formação cultural brasileira.Pag. 172)
Maracatu (frevo)
Congada Azul - Atibaia /SP
Música Negra
Música africana
Em 1538 chegaram os primeiros escravos trazidos da África trazendo
suas músicas, danças, idiomas, macumba e candomblé – criando a
base primordial de uma nova etapa fundamental na história inicial da
música brasileira.
Outros estilos musicais africanos
Em 1630 a cultura musical africana dos escravos negros é preservada
e desenvolvida através dos Quilombos. Surgem as primeiras novas
formas de uma música afro-brasileira, que desenvolveria o afoxé,
jongo, lundu, maracatu, maxixe, samba e outros gêneros futuros.
A música tem o poder de estar em muitos lugares ao mesmo tempo, é
de fácil acesso, em muitos lugares onde a educação ainda é precaria a
música é um instrumento que facilita o ensino.
Ela é um grande veiculo de expansão da presença africana em nosso
país, trazendo para cá a cultura praticada por eles, sendo ela a
musical, a expressão corporal (capoeira), ritmos, dança, instrumentos
(tambores). Agregando tudo a nossa cultura.
Ritmos africanos.
Hip-Hop
O Movimento Hip Hop é um movimento social que foi criado pelas Equipes de Bailes
norte-americanas, por volta de 1968, com o objetivo de apaziguar as brigas dos jovens
negros e hispânicos agrupados em gangues. Seu nome tem origem nas palavras Hip
(quadril, em inglês) e Hop (saltar, em inglês).
Frevo
é a grande alucinação do carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de ritmo
sincopado, obsedante, violento e frenético, que é a sua característica principal. E a
multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver. E foi dessa idéia de fervura (o
povo pronuncia 'frevura', 'frever', etc.), que se criou o nome de 'frevo'." A coreografia é
improvisada e quase acrobática, executada originalmente com roupas coloridas e uma
sombrinha.
Maracatu
Tem origem negra e religiosa. Grupos de negros acompanhavam os reis do Congo, eleitos
pelos escravos, que eram coroados nas igrejas, em que depois faziam um batuque em
homenagem à padroeira.
Baião, xote e xaxado
O baião, segundo o folclorista Câmara Cascudo, associa os termos "baiano" e "rojão",
pequenos trechos musicais executados por viola, no intervalo dos desafios entre os
cantadores de improviso.
Coco, lundu e maxixe
Outra dança tradicional do Nordeste e do Norte, o coco, tem origem incerta: alguns
dizem que veio da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do
encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de freqüente no litoral, o coco teria
surgido no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados
para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de
um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou
zambê, o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram
e batem palmas.
Forró
O nome forró deriva de forrobodó, "divertimento pagodeiro", segundo o folclorista
Câmara Cascudo. O forró era em sua origem um baile animado por vários gêneros
musicais, como o baião, o xote, e o xaxado. Entre outros.
Artistas Negros.
Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como
Aleijadinho, (Vila Rica, 29 de agosto de 1730 —
Vila Rica, 18 de novembro de 1814) foi um
escultor, entalhador, desenhista e arquiteto no
Brasil colonial.
Os 12 profetas, obras de Aleijadinho instaladas
em congonhas do campo. pela ordem, da
esquerda para a direita, começando no alto:
isaías, jeremias, baruc, ezequiel, daniel, oséias,
joel, abdias, amós, jonas, habacuc e naun.
Valentim da Fonseca e Silva, mais
conhecido como Mestre Valentim (Serro,
MG, c. 1745 — Rio de Janeiro 1813), foi um
dos principais artistas do Brasil colonial,
tendo atuado como escultor, entalhador e
urbanista no Rio de Janeiro.
Chafariz da Pirâmide (obra de Mestre
Valentim) - Centro - Rio de Janeiro
Concluindo
Através deste estudo, podemos observar o quanto rico foi a passagem
do negro em nosso Brasil, não apenas o trabalho escravo e os mal
tratos, mas todas as riquezas que eles nós passaram.
Muito tem que ser revisto e mudado, mas graças ao seu espírito
guerreiro, eles sobreviveram e mudaram muita coisa, e grandes
progressos ainda estão por vir.
Não Precisa Mudar
Ivete Sangalo
Composição: Saulo Fernandes / Gigi
Não precisa mudar
Vou me adaptar ao seu jeito
Seus costumes, seus defeitos
Seu ciúme, suas caras
Pra que muda-las
Não precisa mudar
Vou saber fazer o seu jogo
Saber tudo do seu gosto
Sem deixar nenhuma mágoa
Sem cobrar nada
Se eu sei que no final fica tudo bem
A gente se ajeita numa cama pequena
Te faço um poema, te cubro de amor
Então você adormece
Meu coração enobrece
E a gente sempre se esquece
De tudo o que passou
Trechos do depoimento de Luiz Morier, gravado em 11/05/2007, a respeito
de sua foto intitulada por ele "Todos Negros".
Quando eu fiz esta foto, eu estava passando pela Grajaú-Jacarepaguá, e,
passando pela estrada, percebi que havia uma blitz. Parei e fotografei a blitz. E
me deparei com esta cena, os negros todos amarrados pelo pescoço.

_África.ppt

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Muito antes daLei n° 10.639 de março de 2003, o ensino da cultura do povo africano não fazia parte do currículo escolar. Pois era negada a participação dos africanos na construção da sociedade, e quando mencionado reduziam-se ao passado escravista.
  • 4.
    Áfricas e Brasis:culturas plurais.
  • 5.
    Dentro de umPaís existem vários grupos, costumes e crenças, os colonos tentaram construir uma idéia única, homogênea, coletiva, onde todos seriam somente “negros”
  • 6.
    A participação africanana formação cultural brasileira. Danças africanas. Capoeira.
  • 7.
  • 8.
    Vinda dos africanosao Brasil. No início do século XV, período da colonização brasileira foi palco de um cenário muito triste, quando mais de quatro milhões de homens e mulheres africanos escravizados oriundos de diferentes regiões da África, cruzaram o oceano Atlântico nos porões de diversos navios negreiros onde faziam suas necessidades fisiológicas ali mesmo, vinham amontoados onde muitos morriam dentro do navio decorrente a falta de higiene. Aonde eram tratados como animais desprezíveis e mercadorias muito valiosas, que entraram no país principalmente pelos portos do Rio de Janeiro, de Salvador, do Recife e de São Luís do Maranhão para se tornarem escravos na colônia portuguesa. Navio Negreiro
  • 9.
    A participação africanana formação cultural brasileira. Os africanos ao chegarem ao Brasil traziam consigo sua própria África, composta por lembranças e desejos, além de trabalho escravo, também um pouco da história deles como as danças, habilidades, rituais religiosos e sonhos de uma vida melhor.
  • 10.
    Uma festa emhomenagem a Exu (no Rio Grande do Sul). Capoeira. Candomblé.
  • 11.
    Os negros mesmocom tantas situações adversas, não abriram mão de seus sonhos e sua felicidade. E para manterem um pouco de suas tradições, realizavam as reuniões que geralmente eram nas esquinas, ou onde era possível encontra-se com pessoas da mesma origem, da mesma nação, com malungos (indivíduos vindos no mesmo navio negreiro) ou que falavam a mesma língua. Esses encontros serviam para atualizar noticias com os que tinham chegado recentemente.
  • 12.
    Com o convíviocom regras desconhecidas e arbitrarias, num contexto e com uma situação totalmente desfavorável, essa gente teve que se reinventar, buscando se adaptar a uma nova realidade.
  • 13.
    Não podemos deixar decitar que muitas expressões negras estão fundamentadas em um princípio de resistência e de não submissão, construindo a idéia de que “a felicidade do negro é uma felicidade guerreira”.
  • 14.
    Cultura e trabalho. Hámuitas formas de perceber as práticas de um passado que ainda permanecem. Ainda nos dias de hoje, encontramos pessoas afro-brasileiras que trabalham como lavradores, cozinheiras, babás, pedreiros, garis, e que são pouco reconhecidas como produtores de arte e cultura.
  • 16.
    Escravas? Escravas negras oriundasde diversas tribos africanas trazidas para o Brasil e retratadas por Jean-Baptiste Debret (1768-1848) in 1835.
  • 17.
    As escravas eramlevadas para realizarem serviços domésticos. As chamadas “mucanas” ou “amas de leite” foram mulheres negras exploradas tanto no trabalho como eram usadas como objeto sexual. Ama de leite, ilustração de Ivan Wasth Rodrigues (Brasil 1927-2008) "Ama de Leite" (Técnica: Carvão prensado sobre papel / Ana Sofia.
  • 18.
    Referências africanas: influências emtradições que se recriam. Com a chegada dos negros ao Brasil, muito de sua cultura foi nos passada, como as escolas de samba, capoeira, congada, blocos afros, maracatus entre outras. “O patrimônio cultural da população negra é composto de bens materiais e imateriais, que são expressões dessas comunidades, nos mais diferentes aspectos: objetos, costumes, canções, rituais, encontrados na religião, na culinária, nos modos de tecer e vestir.” (Alex Ratts e Adriane A. Damasceno. Participação africana na formação cultural brasileira.Pag. 172)
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    Música africana Em 1538chegaram os primeiros escravos trazidos da África trazendo suas músicas, danças, idiomas, macumba e candomblé – criando a base primordial de uma nova etapa fundamental na história inicial da música brasileira. Outros estilos musicais africanos Em 1630 a cultura musical africana dos escravos negros é preservada e desenvolvida através dos Quilombos. Surgem as primeiras novas formas de uma música afro-brasileira, que desenvolveria o afoxé, jongo, lundu, maracatu, maxixe, samba e outros gêneros futuros. A música tem o poder de estar em muitos lugares ao mesmo tempo, é de fácil acesso, em muitos lugares onde a educação ainda é precaria a música é um instrumento que facilita o ensino. Ela é um grande veiculo de expansão da presença africana em nosso país, trazendo para cá a cultura praticada por eles, sendo ela a musical, a expressão corporal (capoeira), ritmos, dança, instrumentos (tambores). Agregando tudo a nossa cultura.
  • 22.
    Ritmos africanos. Hip-Hop O MovimentoHip Hop é um movimento social que foi criado pelas Equipes de Bailes norte-americanas, por volta de 1968, com o objetivo de apaziguar as brigas dos jovens negros e hispânicos agrupados em gangues. Seu nome tem origem nas palavras Hip (quadril, em inglês) e Hop (saltar, em inglês). Frevo é a grande alucinação do carnaval pernambucano. Trata-se de uma marcha de ritmo sincopado, obsedante, violento e frenético, que é a sua característica principal. E a multidão ondulando, nos meneios da dança, fica a ferver. E foi dessa idéia de fervura (o povo pronuncia 'frevura', 'frever', etc.), que se criou o nome de 'frevo'." A coreografia é improvisada e quase acrobática, executada originalmente com roupas coloridas e uma sombrinha. Maracatu Tem origem negra e religiosa. Grupos de negros acompanhavam os reis do Congo, eleitos pelos escravos, que eram coroados nas igrejas, em que depois faziam um batuque em homenagem à padroeira.
  • 23.
    Baião, xote exaxado O baião, segundo o folclorista Câmara Cascudo, associa os termos "baiano" e "rojão", pequenos trechos musicais executados por viola, no intervalo dos desafios entre os cantadores de improviso. Coco, lundu e maxixe Outra dança tradicional do Nordeste e do Norte, o coco, tem origem incerta: alguns dizem que veio da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de freqüente no litoral, o coco teria surgido no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou zambê, o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram e batem palmas. Forró O nome forró deriva de forrobodó, "divertimento pagodeiro", segundo o folclorista Câmara Cascudo. O forró era em sua origem um baile animado por vários gêneros musicais, como o baião, o xote, e o xaxado. Entre outros.
  • 24.
    Artistas Negros. Antônio FranciscoLisboa, mais conhecido como Aleijadinho, (Vila Rica, 29 de agosto de 1730 — Vila Rica, 18 de novembro de 1814) foi um escultor, entalhador, desenhista e arquiteto no Brasil colonial. Os 12 profetas, obras de Aleijadinho instaladas em congonhas do campo. pela ordem, da esquerda para a direita, começando no alto: isaías, jeremias, baruc, ezequiel, daniel, oséias, joel, abdias, amós, jonas, habacuc e naun.
  • 25.
    Valentim da Fonsecae Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (Serro, MG, c. 1745 — Rio de Janeiro 1813), foi um dos principais artistas do Brasil colonial, tendo atuado como escultor, entalhador e urbanista no Rio de Janeiro. Chafariz da Pirâmide (obra de Mestre Valentim) - Centro - Rio de Janeiro
  • 26.
    Concluindo Através deste estudo,podemos observar o quanto rico foi a passagem do negro em nosso Brasil, não apenas o trabalho escravo e os mal tratos, mas todas as riquezas que eles nós passaram. Muito tem que ser revisto e mudado, mas graças ao seu espírito guerreiro, eles sobreviveram e mudaram muita coisa, e grandes progressos ainda estão por vir.
  • 27.
    Não Precisa Mudar IveteSangalo Composição: Saulo Fernandes / Gigi Não precisa mudar Vou me adaptar ao seu jeito Seus costumes, seus defeitos Seu ciúme, suas caras Pra que muda-las Não precisa mudar Vou saber fazer o seu jogo Saber tudo do seu gosto Sem deixar nenhuma mágoa Sem cobrar nada Se eu sei que no final fica tudo bem A gente se ajeita numa cama pequena Te faço um poema, te cubro de amor Então você adormece Meu coração enobrece E a gente sempre se esquece De tudo o que passou
  • 28.
    Trechos do depoimentode Luiz Morier, gravado em 11/05/2007, a respeito de sua foto intitulada por ele "Todos Negros". Quando eu fiz esta foto, eu estava passando pela Grajaú-Jacarepaguá, e, passando pela estrada, percebi que havia uma blitz. Parei e fotografei a blitz. E me deparei com esta cena, os negros todos amarrados pelo pescoço.