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Cadeira de
PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL
Artur Filipe dos Santos
1
Guimarães
Museu Alberto Sampaio e
Fundação Martins Sarmento
O Património Cultural
da cidade do “Fundador” – aula 4
Artur Filipe dos Santos
https://bit.ly/3IhOVnI (página pessoal)
• Artur Filipe dos Santos
• Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de
Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente professor adjunto
no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia, coordenador da licenciatura de
Comunicação e Tecnologia Digital e do CTesP de Comunicação Digital, e docente na
Universidade Lusófona do Porto. Atua como docente e investigador nas área(s de Ciências
Sociais com ênfase em Ciências da Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património.
Perito em Protocolo (de Estado, Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da
Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios
Institucionales, UNED, Espanha, investigador e membro da Direção do Observatório
Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM-
Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da
Universidade de Vigo, Espanha, membro da Associação Portuguesa de Ciências da
Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos Caminhos Portugueses a Santiago de
Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES),
organismo pertencente à UNESCO, responsável pela avaliação das candidaturas dos bens
culturais universais a Património Mundial Como jornalista fez parte da TV Galiza, jornal A Bola,
Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro, Matosinhos Hoje, Jornal da Maia.
2
Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com
•https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue)
•https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue)
•https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico)
•https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico)
•Email: artursantos.com.pt@gmail.com
3
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Museu Alberto
Sampaio
• Um dos mais
importantes museus do
país, ocupa o lugar
onde, no século X, a
condessa Mumadona
Dias mandou erguer
um mosteiro.
4
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• O nome do museu
procura homenagem o
célebre historiador
vimaranense Alberto
Sampaio.
5
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Bacharel em Direito
pela Universidade de
Coimbra, Alberto
Sampaio é
especialmente
conhecido pelos seus
trabalhos no domínio
da história económica.
6
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Entre as suas principais
obras contam-se as
consagradas às póvoas
marítimas medievais
(inacabada) e às vilas
do Norte de Portugal.
7
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Póvoas marítimas
• Para desenvolver a
pesca, D. Dinis criou
Póvoas Marítimas e
Póvoas Fluviais, ou seja,
deu benefícios aos
homens do povo que
quisessem viver junto
do mar ou de rios e
dedicar-se à pesca.
8
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Póvoa do Varzim (que
deve o seu nome a esta
criação; já a palavra
Varzim deriva de
“Euracini”), Caminha e
Sesimbra foram cidades
cidades que viram os
seus portos
desenvolverem-se em
torno das suas póvoas.
9
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Museu Alberto
Sampaio (cont.)
• Foi criado em 1928,
devido à necessidade
de expor os bens das
instituições religiosas
extintas da região e em
especial os bens da
antiga colegiada de
Guimarães. Abriu ao
público em 1931
10
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Dependente da Direção
Regional de Cultura do
Norte, o Museu Alberto
Sampaio encontra-se
instalado nos edifícios
anexos à Igreja de Nossa
Senhora da Oliveira,
formando o conjunto da
antiga Colegiada de
Guimarães, classificado
como Monumento Nacional
desde 1910 e Património
Mundial da Humanidade
desde 2001.
11
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• O museu ocupa várias
construções anexas à
Igreja de Nossa Senhora
da Oliveira, que
antigamente serviam a
colegiada. São elas a
antiga casa do cabido de
finais do século XVIII, o
claustro e a sala do
capítulo, ambos do
século XIII, a capela
funerária de São Brás de
1419 e a casa do priorado
do século XV.
12
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• O claustro, com os seus
arcos de volta perfeita
apoiados em capitéis
vegetalistas e o portal
da sala do capítulo,
ambos fortemente
influenciados pela arte
moçárabe são as
construções de maior
interesse arquitetónico
e também as mais
icónicas da instituição.
13
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Em 2012, no âmbito da
Capital Europeia da
Cultura, celebrada em
Guimarães foi
reabilitado o antigo
posto de saúde da
Praça de Santiago como
extensão do museu. O
novo espaço foi
inaugurado no dia 26
de junho de 2014.
14
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Coleção
• O Museu de Alberto
Sampaio contém uma
das mais preciosas
coleções de imaginária
sacra existentes em
Portugal, não tanto pela
abundância, mas pelo
altíssimo nível estético
da grande maioria das
peças, algumas
verdadeiras obras-
primas.
Tríptico da Natividade, Século XIV, final –
Século XV, início. Foi oferecido pelo rei Dom
João I a Santa Maria da Oliveira, em sinal de
gratidão pela vitória alcançada na Batalha
de Aljubarrota.
15
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• O acervo do museu é
quase todo de
proveniência local e de
arte antiga, integrando-
se perfeitamente nos
espaços arquitetónicos
em que se encontra
exposto.
Tríptico da Lamentação de
Cristo, séc. XVI
16
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• O seu primeiro diretor,
Alfredo Guimarães,
conseguiu ampliar,
paulatinamente e de modo
significativo, as coleções já
existentes, quer adquirindo
novas peças, tendo, para o
efeito, contado com o apoio
de diversas instituições,
entre as quais a Câmara
Municipal de Guimarães e o
Governo Civil do Distrito de
Braga, quer conseguindo
que pessoas e instituições
depositassem no Museu
peças de relevante valor.
17
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Ourivesaria
• A singularidade da coleção de
ourivesaria do Museu de
Alberto Sampaio,
essencialmente constituída
por peças de arte sacra,
advém da sua unidade, da sua
homogeneidade, do facto de
se encontrar invulgarmente
bem documentada e também
do facto de nela estar incluída
uma quantidade expressiva de
peças de produção local.
Cálice e patena de prata dourada, 1187
18
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Cerca de 70% do número total de
peças é proveniente de uma única
instituição – a Insigne e Real
Colegiada de Nossa Senhora da
Oliveira – e as alfaias provenientes
de Santa Marinha da Costa e de S.
Torcato, ou da igreja de S. Miguel do
Castelo, acabaram por ser integradas
no tesouro da Colegiada;
Santa Maria da Oliveira, Século XIV,
prata dourada e esmalte
19
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Além destas, no templo
da Colegiada estava
sediada a Irmandade de
S. Nicolau, cujas pratas
foram depositadas no
Museu em 1994,
constituindo um núcleo
secundário dentro da
coleção.
Custódia, 1534, prata dourada
20
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• O tesouro de Nossa
Senhora da Oliveira, com
peças que se situam
entre o século XII e o
século XIX, formou-se
graças às sucessivas
doações de reis, de
priores, de cónegos, de
simples devotos, ou,
então, por encomenda da
Fábrica da Igreja para
responder a necessidades
de culto.
Cofre-relicário, 1419, prata
dourada
21
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Embora desaparecidas muitas das obras
que o compunham, este tesouro é
suficientemente demonstrativo do
esplendor litúrgico que caracterizava a mais
importante instituição eclesiástica de
Guimarães, documentando diversas
realidades culturais e sensibilidades
artísticas e evocando histórias de fé, de
poder ou de afirmação pessoal.
Cruz processional, 1547
Prata branca e dourada
22
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• De destaque
obrigatório nesta
coleção, refira-se o
magnífico tríptico em
prata dourada,
presente oferecido por
D. João I a Santa Maria
da Oliveira em
agradecimento pela
vitória na Batalha de
Aljubarrota em 1385.
23
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Pintura
• O núcleo de pintura do
Museu Alberto Sampaio
constitui um valioso e bem
diversificado conjunto de
peças que documentam,
sobretudo, a evolução
artística e as
potencialidades criadoras
assumidas pelos mestres e
oficinas vimaranenses
desde o século XV ao século
XVIII. Virgem do Leite entre São Bento e São
Jerónimo, séc. XVI
24
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Inclui também algumas
pinturas de origem exterior,
designadamente de mestres de
Évora (Frei Carlos) e de Lisboa
(André Reinoso), bem como
exemplos, isolados, da escola
nórdica seiscentista.
Dom João I invocando Nossa Senhora da
Oliveira na Batalha de Aljubarrota, Frei
Manuel dos Reis, 1665
25
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• A grande parte das pinturas
é proveniente de extintas
instituições vimaranenses,
com realce para a Colegiada
de Nossa Senhora da
Oliveira, existindo outras
peças que vieram de
conventos da cidade, como
São Francisco, Santa Clara e
Santa Marinha da Costa,
bem como da igreja do
Carmo, da Igreja de São
Miguel do Castelo e da
igreja de São Cipriano de
Tabuadelo. São Vicente, São Martinho e São Sebastião
1530, Oficina do Espinheiro, Évora
26
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Se bem que a grande parte deste
acervo seja representativa da
produção pictórica regional, nela se
encontram igualmente espécimes de
inegável nível nacional e que só por si
justificam uma visita, como é o caso
do “Tríptico da Lamentação”,
proveniente do claustro da Colegiada,
das tábuas quinhentistas da oficina de
Frei Carlos (procedente de Santa
Marinha da Costa) e do pintor António
Vaz (que era da capela privativa dos
Dom Priores), do “Pentecostes com
doador” da fase maneirista ou da tela
protobarroca de André Reinoso, entre
outras obras muito interessantes.
27
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Frescos
• O MAS é o único museu
português que tem
uma sala de exposição
permanente dedicada à
pintura a “fresco”, um
tipo de pintura feito
sobre as paredes com o
reboco ainda húmido.
Reboco
Descrição
Reboco é um revestimento de argamassa
aplicado sobre certas superfícies de edificações,
como paredes e tetos.
Batismo de Cristo, 1533
Chaves, Igreja de Nossa Senhora da Azinheira
28
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Esta sala foi criada em 2002
com o objetivo de dar a
conhecer as pinturas
destacadas de algumas igrejas
do norte de Portugal nos anos
30 e 40 do séc. XX: Convento
de São Francisco (Guimarães),
Igreja de Fonte Arcada (Póvoa
de Lanhoso), Igreja de São
Salvador de Bravães (Ponte da
Barca) e Igreja da Nossa
Senhora da Azinheira (Outeiro
Seco, Chaves).
Deposição no túmulo (fragmento), Séc. XVI
Ponte da Barca, Igreja de São Salvador de Bravães
29
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Escultura
• A coleção de escultura do
Museu de Alberto
Sampaio contempla
vários domínios –
devocional, funerária,
arquitetónica –
abarcando várias
centúrias e refletindo,
assim, a evolução do
gosto artístico das gentes
e artistas desses
períodos.
Santa Maria de Guimarães
Séc. XIII
30
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Os suportes são também de
natureza variada, indo desde
a madeira até ao calcário e
o granito e não esquecendo
o mármore e o alabastro.
Nossa Senhora da Piedade
Autor: Inglaterra, Oficina de
Nottingham
Data: Século XV – XVI
31
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• A nível da escultura,
merece destaque especial a
imagem de Santa Maria de
Guimarães, do século XIII, e
que se encontrava ao culto
na Igreja da Colegiada de
Nossa Senhora da Oliveira.
Da coleção fazem também
parte obras de influência
flamenga, do séc. XVI e
esculturas relevantes como
«Nossa Senhora da Boa
Morte», séc. XVII, e a «A
Fuga para o Egipto», séc.
XVIII.
Fuga para o Egito
Autor: Ambrósio Coelho (?) e Manuel
Gomes de Andrade (?) (atribuída a)
Data: Século XVIII, 1.ª metade
32
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Talha
• Na talha, que representa também
um núcleo significativo do Museu,
merece destaque quer o retábulo
seiscentista que pertencia à
Irmandade de S. Pedro, quer as
ilhargas barrocas da igreja do
Convento de Santa Clara, edifício
atualmente ocupado pela Câmara
Municipal de Guimarães.
Retábulo de São Pedro
Autor: Desconhecido
Data: 1617 – 1618
Guimarães, Irmandade de São Pedro, Capela de São João Batista
33
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
Textil
• A coleção têxtil, composta por diversas vestes
litúrgicas e por um significativo núcleo de
amostras de tecido, é essencialmente
conhecida e referida pela existência no seu
percurso expositivo da veste militar
trecentista, «loudel», que D. João I envergou
durante a batalha de Aljubarrota e que,
posteriormente, ofertou a Santa Maria de
Guimarães, em agradecimento por ter
vencido a dita batalha.
Loudel
Autor: Desconhecido
Data: Século XIV, final
O loudel é uma das peças mais emblemáticas do Museu de Alberto Sampaio. Terá sido usado por Dom
João I na Batalha de Aljubarrota, no dia 14 de agosto de 1385, e oferecido pelo monarca a Santa Maria da
Oliveira, em sinal de gratidão pela vitória alcançada nessa real batalha. Trata-se de uma peça de vestuário
militar, constituída por uma série de camadas de linho acolchoadas com enchimento de lã e teria sido
exteriormente revestida por tecido de lã verde e bordada a fio de seda e ouro. Segundo Fernão Lopes, era
semeado com rodas de ramos e escudos de São Jorge.
34
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Fundada em 1881 em
homenagem a Francisco
Martins Sarmento, é uma
instituição cultural da
cidade de Guimarães.
Dedica-se ao estudo,
conservação e supervisão
técnica e científica das
estações arqueológicas
da Citânia de Briteiros e
do Castro de Sabroso e
de outros monumentos
arqueológicos.
Sociedade Martins
Sarmento
35
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Dinamizada por um grupo de
vimaranenses – Avelino Germano
da Costa Freitas, Avelino da Silva
Guimarães, José da Cunha
Sampaio, Domingos Leite de
Castro e Domingos José Ferreira
Júnior – que, defendendo a
importância da instrução e a
disseminação da cultura como
forma de elevação dos seus
concidadãos, decidiu reunir
energias e criar em Guimarães
uma instituição que
homenageasse Francisco Martins
de Gouveia Morais Sarmento e,
simultaneamente, que
promovesse a instrução popular.
36
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Martins Sarmento
• Personalidade vimaranense
muito admirada pelo trabalho
científico pioneiro que
desenvolvia no âmbito da
Etnologia e da Arqueologia.
Influenciado pelas grandes
descobertas arqueológicas
que se faziam na Itália, Grécia
e Turquia, tentava desvendar
o mistério das origens do
povo português, procurando
os vestígios da sua
antiguidade.
37
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• É no contexto das suas
prospeções arqueológicas
que Martins Sarmento
descobre as ruínas da
Citânia de Briteiros, o castro
que provocou a admiração
dos participantes do I
Congresso de Arqueologia
realizado em Portugal
(1877), quer nos eruditos
europeus do IX Congresso
Internacional de
Antropologia e Arqueologia
Pré-Históricas (1880).
https://pt.slideshare.net/uscontemporanea/pa
trimnio-cultural-citnia-de-briteiros-artur-filipe-
dos-santos-universidade-snior-contempornea
38
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Ao colocar Guimarães
no mapa-mundo das
grandes descobertas
arqueológicas do século
XIX, Martins Sarmento
concedeu o que
Domingos Leite de
Castro designou de “o
seu primeiro momento
de orgulho, o orgulho
de se sentir parte do
mundo civilizado.
39
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Formado em Direito
pela Faculdade de
Direito da Universidade
de Coimbra, dedicou-se
com grande paixão ao
estudo da arqueologia.
40
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Fez a exploração
intensa e metódica da
citânia de Briteiros e
Sabroso, perto de
Guimarães (1874-
1879), junto à Casa da
Ponte (Guimarães),
onde morou. Em 1880
identificou o Castro das
Eiras, em Pousada de
Saramagos, Vila Nova
de Famalicão.
41
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Destacou-se também
como escritor,
colaborando em obras de
poesia, em revistas e
jornais científicos.
Encontra-se colaboração
da sua autoria nas
revistas Renascença
(1878-1879?) e O
Pantheon (1880-1881) e
no semanário Branco e
Negro (1896-1898).
42
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Entre as suas obras
contam-se: Os
Argonautas; Ora
Marítima; Lusitanos,
Lígures e Celtas.
•
43
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• A Sociedade Martins
Sarmento foi criada no
dia 20 de Novembro de
1881. Em Fevereiro de
2007 foi criada a
Fundação Martins
Sarmento, num protocolo
entre o Ministério da
Cultura, a Câmara
Municipal de Guimarães,
a Universidade do Minho
e a Sociedade Martins
Sarmento.
44
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• A 4 de Junho de 1931
foi feita Grande-Oficial
da Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada e a
9 de Junho de 2005 foi
feita Membro-
Honorário da Ordem do
Infante D. Henrique.
45
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Edifício-sede
• O edifício-sede da
Sociedade Martins
Sarmento ocupa os
claustros de estilo gótico
e jardins do extinto
Convento de São
Domingos e um edifício,
concluído em 1967,
projectado pelo
arquitecto português
Marques da Silva, em
inícios de 1900.
46
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Os frescos da fachada
principal são de autoria
do pintor Abel Cardoso.
47
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Nos primeiros anos de vida,
as preocupações da
Sociedade Martins
Sarmento centraram-se no
problema da instrução
popular, uma vez que a
cidade “carecia
absolutamente de
instituições de instrução
correspondentes à
densidade da sua
população, à atividade
intelectual dos seus
habitantes, ao seu regime
económico.”
48
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Por isso, criou-se o Instituto
Escolar, a Escola de Renda, a
Escola de Instrução Militar, a
Escola Colonial, os Cursos
Noturnos, os Cursos de
Línguas Estrangeiras, o Curso
Elementar de Canto e
Princípios de Música, tudo
dinamizado com a atribuição
anual de prémios de mérito
escolar na festa do 9 de
março, reivindicando-se ainda
uma escola industrial, a Escola
Industrial Francisco de
Holanda, e o futuro Liceu de
Guimarães.
49
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• A par da Biblioteca da SMS, que rapidamente se
enriqueceu graças ao grande número de doações e
legados, acolheu e dirigiu também a Biblioteca
Pública Municipal e o Arquivo Municipal.
50
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Uma nova linha de ação, mais
direcionada para a divulgação
científica e defesa do património
histórico-arqueológico do
concelho, desenvolveu-se com a
publicação da Revista de
Guimarães, a constituição dos
museus Arqueológico e
Numismático, Industrial,
Colonial, Regional ou de Arte
Sacra, de Arte e Etnografia,
posteriormente unificados sob a
designação de Museu de Martins
Sarmento, a musealização da
Citânia de Briteiros e a aquisição
de monumentos e terrenos para
os estudos arqueológicos.
51
Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português
Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento
• Promoveu a
conservação do castelo
e da muralha da cidade,
o restauro da Igreja e
do claustro da
Colegiada de Nossa
Senhora da Oliveira, a
salvaguarda dos
arquivos paroquiais, a
proteção da Citânia de
Briteiros e do Castro de
Sabroso.
Bibliografia
• https://www.igeoe.pt/index.php?id=5
52
Cadeira de Património Mundial e Turismo Cultural
Património Mundial Natural de África

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Guimarães Museu Alberto Sampaio e Fundação Martins Sarmento - Artur Filipe dos Santos

  • 1. Cadeira de PATRIMÓNIO MUNDIAL E TURISMO CULTURAL Artur Filipe dos Santos 1 Guimarães Museu Alberto Sampaio e Fundação Martins Sarmento O Património Cultural da cidade do “Fundador” – aula 4 Artur Filipe dos Santos https://bit.ly/3IhOVnI (página pessoal)
  • 2. • Artur Filipe dos Santos • Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente professor adjunto no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia, coordenador da licenciatura de Comunicação e Tecnologia Digital e do CTesP de Comunicação Digital, e docente na Universidade Lusófona do Porto. Atua como docente e investigador nas área(s de Ciências Sociais com ênfase em Ciências da Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património. Perito em Protocolo (de Estado, Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios Institucionales, UNED, Espanha, investigador e membro da Direção do Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM- Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Universidade de Vigo, Espanha, membro da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES), organismo pertencente à UNESCO, responsável pela avaliação das candidaturas dos bens culturais universais a Património Mundial Como jornalista fez parte da TV Galiza, jornal A Bola, Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro, Matosinhos Hoje, Jornal da Maia. 2 Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com •https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue) •https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue) •https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico) •https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico) •Email: artursantos.com.pt@gmail.com
  • 3. 3 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Museu Alberto Sampaio • Um dos mais importantes museus do país, ocupa o lugar onde, no século X, a condessa Mumadona Dias mandou erguer um mosteiro.
  • 4. 4 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • O nome do museu procura homenagem o célebre historiador vimaranense Alberto Sampaio.
  • 5. 5 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, Alberto Sampaio é especialmente conhecido pelos seus trabalhos no domínio da história económica.
  • 6. 6 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Entre as suas principais obras contam-se as consagradas às póvoas marítimas medievais (inacabada) e às vilas do Norte de Portugal.
  • 7. 7 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Póvoas marítimas • Para desenvolver a pesca, D. Dinis criou Póvoas Marítimas e Póvoas Fluviais, ou seja, deu benefícios aos homens do povo que quisessem viver junto do mar ou de rios e dedicar-se à pesca.
  • 8. 8 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Póvoa do Varzim (que deve o seu nome a esta criação; já a palavra Varzim deriva de “Euracini”), Caminha e Sesimbra foram cidades cidades que viram os seus portos desenvolverem-se em torno das suas póvoas.
  • 9. 9 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Museu Alberto Sampaio (cont.) • Foi criado em 1928, devido à necessidade de expor os bens das instituições religiosas extintas da região e em especial os bens da antiga colegiada de Guimarães. Abriu ao público em 1931
  • 10. 10 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Dependente da Direção Regional de Cultura do Norte, o Museu Alberto Sampaio encontra-se instalado nos edifícios anexos à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, formando o conjunto da antiga Colegiada de Guimarães, classificado como Monumento Nacional desde 1910 e Património Mundial da Humanidade desde 2001.
  • 11. 11 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • O museu ocupa várias construções anexas à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, que antigamente serviam a colegiada. São elas a antiga casa do cabido de finais do século XVIII, o claustro e a sala do capítulo, ambos do século XIII, a capela funerária de São Brás de 1419 e a casa do priorado do século XV.
  • 12. 12 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • O claustro, com os seus arcos de volta perfeita apoiados em capitéis vegetalistas e o portal da sala do capítulo, ambos fortemente influenciados pela arte moçárabe são as construções de maior interesse arquitetónico e também as mais icónicas da instituição.
  • 13. 13 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Em 2012, no âmbito da Capital Europeia da Cultura, celebrada em Guimarães foi reabilitado o antigo posto de saúde da Praça de Santiago como extensão do museu. O novo espaço foi inaugurado no dia 26 de junho de 2014.
  • 14. 14 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Coleção • O Museu de Alberto Sampaio contém uma das mais preciosas coleções de imaginária sacra existentes em Portugal, não tanto pela abundância, mas pelo altíssimo nível estético da grande maioria das peças, algumas verdadeiras obras- primas. Tríptico da Natividade, Século XIV, final – Século XV, início. Foi oferecido pelo rei Dom João I a Santa Maria da Oliveira, em sinal de gratidão pela vitória alcançada na Batalha de Aljubarrota.
  • 15. 15 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • O acervo do museu é quase todo de proveniência local e de arte antiga, integrando- se perfeitamente nos espaços arquitetónicos em que se encontra exposto. Tríptico da Lamentação de Cristo, séc. XVI
  • 16. 16 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • O seu primeiro diretor, Alfredo Guimarães, conseguiu ampliar, paulatinamente e de modo significativo, as coleções já existentes, quer adquirindo novas peças, tendo, para o efeito, contado com o apoio de diversas instituições, entre as quais a Câmara Municipal de Guimarães e o Governo Civil do Distrito de Braga, quer conseguindo que pessoas e instituições depositassem no Museu peças de relevante valor.
  • 17. 17 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Ourivesaria • A singularidade da coleção de ourivesaria do Museu de Alberto Sampaio, essencialmente constituída por peças de arte sacra, advém da sua unidade, da sua homogeneidade, do facto de se encontrar invulgarmente bem documentada e também do facto de nela estar incluída uma quantidade expressiva de peças de produção local. Cálice e patena de prata dourada, 1187
  • 18. 18 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Cerca de 70% do número total de peças é proveniente de uma única instituição – a Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira – e as alfaias provenientes de Santa Marinha da Costa e de S. Torcato, ou da igreja de S. Miguel do Castelo, acabaram por ser integradas no tesouro da Colegiada; Santa Maria da Oliveira, Século XIV, prata dourada e esmalte
  • 19. 19 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Além destas, no templo da Colegiada estava sediada a Irmandade de S. Nicolau, cujas pratas foram depositadas no Museu em 1994, constituindo um núcleo secundário dentro da coleção. Custódia, 1534, prata dourada
  • 20. 20 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • O tesouro de Nossa Senhora da Oliveira, com peças que se situam entre o século XII e o século XIX, formou-se graças às sucessivas doações de reis, de priores, de cónegos, de simples devotos, ou, então, por encomenda da Fábrica da Igreja para responder a necessidades de culto. Cofre-relicário, 1419, prata dourada
  • 21. 21 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Embora desaparecidas muitas das obras que o compunham, este tesouro é suficientemente demonstrativo do esplendor litúrgico que caracterizava a mais importante instituição eclesiástica de Guimarães, documentando diversas realidades culturais e sensibilidades artísticas e evocando histórias de fé, de poder ou de afirmação pessoal. Cruz processional, 1547 Prata branca e dourada
  • 22. 22 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • De destaque obrigatório nesta coleção, refira-se o magnífico tríptico em prata dourada, presente oferecido por D. João I a Santa Maria da Oliveira em agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota em 1385.
  • 23. 23 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Pintura • O núcleo de pintura do Museu Alberto Sampaio constitui um valioso e bem diversificado conjunto de peças que documentam, sobretudo, a evolução artística e as potencialidades criadoras assumidas pelos mestres e oficinas vimaranenses desde o século XV ao século XVIII. Virgem do Leite entre São Bento e São Jerónimo, séc. XVI
  • 24. 24 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Inclui também algumas pinturas de origem exterior, designadamente de mestres de Évora (Frei Carlos) e de Lisboa (André Reinoso), bem como exemplos, isolados, da escola nórdica seiscentista. Dom João I invocando Nossa Senhora da Oliveira na Batalha de Aljubarrota, Frei Manuel dos Reis, 1665
  • 25. 25 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • A grande parte das pinturas é proveniente de extintas instituições vimaranenses, com realce para a Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, existindo outras peças que vieram de conventos da cidade, como São Francisco, Santa Clara e Santa Marinha da Costa, bem como da igreja do Carmo, da Igreja de São Miguel do Castelo e da igreja de São Cipriano de Tabuadelo. São Vicente, São Martinho e São Sebastião 1530, Oficina do Espinheiro, Évora
  • 26. 26 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Se bem que a grande parte deste acervo seja representativa da produção pictórica regional, nela se encontram igualmente espécimes de inegável nível nacional e que só por si justificam uma visita, como é o caso do “Tríptico da Lamentação”, proveniente do claustro da Colegiada, das tábuas quinhentistas da oficina de Frei Carlos (procedente de Santa Marinha da Costa) e do pintor António Vaz (que era da capela privativa dos Dom Priores), do “Pentecostes com doador” da fase maneirista ou da tela protobarroca de André Reinoso, entre outras obras muito interessantes.
  • 27. 27 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Frescos • O MAS é o único museu português que tem uma sala de exposição permanente dedicada à pintura a “fresco”, um tipo de pintura feito sobre as paredes com o reboco ainda húmido. Reboco Descrição Reboco é um revestimento de argamassa aplicado sobre certas superfícies de edificações, como paredes e tetos. Batismo de Cristo, 1533 Chaves, Igreja de Nossa Senhora da Azinheira
  • 28. 28 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Esta sala foi criada em 2002 com o objetivo de dar a conhecer as pinturas destacadas de algumas igrejas do norte de Portugal nos anos 30 e 40 do séc. XX: Convento de São Francisco (Guimarães), Igreja de Fonte Arcada (Póvoa de Lanhoso), Igreja de São Salvador de Bravães (Ponte da Barca) e Igreja da Nossa Senhora da Azinheira (Outeiro Seco, Chaves). Deposição no túmulo (fragmento), Séc. XVI Ponte da Barca, Igreja de São Salvador de Bravães
  • 29. 29 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Escultura • A coleção de escultura do Museu de Alberto Sampaio contempla vários domínios – devocional, funerária, arquitetónica – abarcando várias centúrias e refletindo, assim, a evolução do gosto artístico das gentes e artistas desses períodos. Santa Maria de Guimarães Séc. XIII
  • 30. 30 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Os suportes são também de natureza variada, indo desde a madeira até ao calcário e o granito e não esquecendo o mármore e o alabastro. Nossa Senhora da Piedade Autor: Inglaterra, Oficina de Nottingham Data: Século XV – XVI
  • 31. 31 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • A nível da escultura, merece destaque especial a imagem de Santa Maria de Guimarães, do século XIII, e que se encontrava ao culto na Igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Da coleção fazem também parte obras de influência flamenga, do séc. XVI e esculturas relevantes como «Nossa Senhora da Boa Morte», séc. XVII, e a «A Fuga para o Egipto», séc. XVIII. Fuga para o Egito Autor: Ambrósio Coelho (?) e Manuel Gomes de Andrade (?) (atribuída a) Data: Século XVIII, 1.ª metade
  • 32. 32 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Talha • Na talha, que representa também um núcleo significativo do Museu, merece destaque quer o retábulo seiscentista que pertencia à Irmandade de S. Pedro, quer as ilhargas barrocas da igreja do Convento de Santa Clara, edifício atualmente ocupado pela Câmara Municipal de Guimarães. Retábulo de São Pedro Autor: Desconhecido Data: 1617 – 1618 Guimarães, Irmandade de São Pedro, Capela de São João Batista
  • 33. 33 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento Textil • A coleção têxtil, composta por diversas vestes litúrgicas e por um significativo núcleo de amostras de tecido, é essencialmente conhecida e referida pela existência no seu percurso expositivo da veste militar trecentista, «loudel», que D. João I envergou durante a batalha de Aljubarrota e que, posteriormente, ofertou a Santa Maria de Guimarães, em agradecimento por ter vencido a dita batalha. Loudel Autor: Desconhecido Data: Século XIV, final O loudel é uma das peças mais emblemáticas do Museu de Alberto Sampaio. Terá sido usado por Dom João I na Batalha de Aljubarrota, no dia 14 de agosto de 1385, e oferecido pelo monarca a Santa Maria da Oliveira, em sinal de gratidão pela vitória alcançada nessa real batalha. Trata-se de uma peça de vestuário militar, constituída por uma série de camadas de linho acolchoadas com enchimento de lã e teria sido exteriormente revestida por tecido de lã verde e bordada a fio de seda e ouro. Segundo Fernão Lopes, era semeado com rodas de ramos e escudos de São Jorge.
  • 34. 34 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Fundada em 1881 em homenagem a Francisco Martins Sarmento, é uma instituição cultural da cidade de Guimarães. Dedica-se ao estudo, conservação e supervisão técnica e científica das estações arqueológicas da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso e de outros monumentos arqueológicos. Sociedade Martins Sarmento
  • 35. 35 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Dinamizada por um grupo de vimaranenses – Avelino Germano da Costa Freitas, Avelino da Silva Guimarães, José da Cunha Sampaio, Domingos Leite de Castro e Domingos José Ferreira Júnior – que, defendendo a importância da instrução e a disseminação da cultura como forma de elevação dos seus concidadãos, decidiu reunir energias e criar em Guimarães uma instituição que homenageasse Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento e, simultaneamente, que promovesse a instrução popular.
  • 36. 36 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Martins Sarmento • Personalidade vimaranense muito admirada pelo trabalho científico pioneiro que desenvolvia no âmbito da Etnologia e da Arqueologia. Influenciado pelas grandes descobertas arqueológicas que se faziam na Itália, Grécia e Turquia, tentava desvendar o mistério das origens do povo português, procurando os vestígios da sua antiguidade.
  • 37. 37 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • É no contexto das suas prospeções arqueológicas que Martins Sarmento descobre as ruínas da Citânia de Briteiros, o castro que provocou a admiração dos participantes do I Congresso de Arqueologia realizado em Portugal (1877), quer nos eruditos europeus do IX Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-Históricas (1880). https://pt.slideshare.net/uscontemporanea/pa trimnio-cultural-citnia-de-briteiros-artur-filipe- dos-santos-universidade-snior-contempornea
  • 38. 38 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Ao colocar Guimarães no mapa-mundo das grandes descobertas arqueológicas do século XIX, Martins Sarmento concedeu o que Domingos Leite de Castro designou de “o seu primeiro momento de orgulho, o orgulho de se sentir parte do mundo civilizado.
  • 39. 39 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, dedicou-se com grande paixão ao estudo da arqueologia.
  • 40. 40 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Fez a exploração intensa e metódica da citânia de Briteiros e Sabroso, perto de Guimarães (1874- 1879), junto à Casa da Ponte (Guimarães), onde morou. Em 1880 identificou o Castro das Eiras, em Pousada de Saramagos, Vila Nova de Famalicão.
  • 41. 41 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Destacou-se também como escritor, colaborando em obras de poesia, em revistas e jornais científicos. Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas Renascença (1878-1879?) e O Pantheon (1880-1881) e no semanário Branco e Negro (1896-1898).
  • 42. 42 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Entre as suas obras contam-se: Os Argonautas; Ora Marítima; Lusitanos, Lígures e Celtas. •
  • 43. 43 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • A Sociedade Martins Sarmento foi criada no dia 20 de Novembro de 1881. Em Fevereiro de 2007 foi criada a Fundação Martins Sarmento, num protocolo entre o Ministério da Cultura, a Câmara Municipal de Guimarães, a Universidade do Minho e a Sociedade Martins Sarmento.
  • 44. 44 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • A 4 de Junho de 1931 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 9 de Junho de 2005 foi feita Membro- Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.
  • 45. 45 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Edifício-sede • O edifício-sede da Sociedade Martins Sarmento ocupa os claustros de estilo gótico e jardins do extinto Convento de São Domingos e um edifício, concluído em 1967, projectado pelo arquitecto português Marques da Silva, em inícios de 1900.
  • 46. 46 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Os frescos da fachada principal são de autoria do pintor Abel Cardoso.
  • 47. 47 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Nos primeiros anos de vida, as preocupações da Sociedade Martins Sarmento centraram-se no problema da instrução popular, uma vez que a cidade “carecia absolutamente de instituições de instrução correspondentes à densidade da sua população, à atividade intelectual dos seus habitantes, ao seu regime económico.”
  • 48. 48 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Por isso, criou-se o Instituto Escolar, a Escola de Renda, a Escola de Instrução Militar, a Escola Colonial, os Cursos Noturnos, os Cursos de Línguas Estrangeiras, o Curso Elementar de Canto e Princípios de Música, tudo dinamizado com a atribuição anual de prémios de mérito escolar na festa do 9 de março, reivindicando-se ainda uma escola industrial, a Escola Industrial Francisco de Holanda, e o futuro Liceu de Guimarães.
  • 49. 49 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • A par da Biblioteca da SMS, que rapidamente se enriqueceu graças ao grande número de doações e legados, acolheu e dirigiu também a Biblioteca Pública Municipal e o Arquivo Municipal.
  • 50. 50 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Uma nova linha de ação, mais direcionada para a divulgação científica e defesa do património histórico-arqueológico do concelho, desenvolveu-se com a publicação da Revista de Guimarães, a constituição dos museus Arqueológico e Numismático, Industrial, Colonial, Regional ou de Arte Sacra, de Arte e Etnografia, posteriormente unificados sob a designação de Museu de Martins Sarmento, a musealização da Citânia de Briteiros e a aquisição de monumentos e terrenos para os estudos arqueológicos.
  • 51. 51 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico Português Guimarães – Museu Alberto Sampaio e Sociedade Martins Sarmento • Promoveu a conservação do castelo e da muralha da cidade, o restauro da Igreja e do claustro da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, a salvaguarda dos arquivos paroquiais, a proteção da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso.
  • 52. Bibliografia • https://www.igeoe.pt/index.php?id=5 52 Cadeira de Património Mundial e Turismo Cultural Património Mundial Natural de África