Universidade de Brasília
Faculdade de Ceilândia
Saúde e Sociedade 1
2º semestre de 2015
FABIANA CRISTINNE DE SÁ PAPA MIRANDA 15/0159609 Turma B. Professor:
Pedro Jabur.
Entrevistados:
 Renato, 33 anos. (Duração: 20 min./ Praça do Relógio).
 Jorge. 43 anos. (Duração: 18 min./ Praça do Relógio).
 Ana, 45 anos. (Duração: 34 min./ Praça do Relógio).
 Marcos, 52 anos. (Duração: 25 min./ Praça do Relógio).
 Geraldo, 72 anos. (Duração: 32 min./ Praça do Relógio).
Ao ficar sabendo da proposta do trabalho, estranhei e tive a impressão de que seria
difícil abordar e tentar convencer pessoas que eu não conheço para me contarem histórias
relativamente longas em troca de pouco dinheiro. Fui para o local combinado pelo grupo sem
esperanças e acreditando que seria muito cansativo e que não obteríamos sucesso. Me
surpreendi ao ouvir uma mistura de histórias e experiências, pessoas que superaram suas
dificuldades e todos os obstáculos impostos pelo local e condição em que vivem e pessoas
que se afundaram e mergulharam naquilo de ruim que o mundo tem a oferecer.
No início, não sabia como convidar as pessoas e nem como seria ouvir histórias que
não tinha ideia de como seriam. Todos os cinco que conversaram comigo vieram curiosos
perguntando como acontecia e do que se tratava aquele grupo que dizia comprar historias,
depois de explicar a proposta do trabalho, todos sentaram e me contaram o que queriam
naquele momento, ouvi histórias pessoais, relatos íntimos e ao mesmo tempo também tive a
oportunidade de escutar desabafos, histórias que inventaram ou já tinham ouvido quando
pequenos, reclamações do nosso governo e indignações quanto às condições e escolhas que já
fizeram durante suas vidas. No final do período em que ficamos lá, já estava impaciente,
incomodada, não queria mais ouvir outras pessoas, por já estar cansada, mas também estava
surpresa e curiosa pra saber como tinham acontecido tantas coisas diferentes daquelas que eu
estava acostumada. Já estava agoniada por ver que a história de alguns sempre voltavam para
o mesmo lugar.
O que me impressionou diante desse trabalho foi perceber que realmente as pessoas
não são aquilo que aparentam, todos os que conversaram comigo me deram uma impressão
antes da conversa e, depois de ter conhecido um pouquinho mais da história deles ou do jeito
que levam a vida, passei a olhá-los de outra forma, tendo mais compreensão e sem ter um pré-
julgamento.
A escuta não é fácil quando se trata de ouvir o outro por muito tempo, reclamações ou
assuntos que não interessam de verdade. Senti que em alguns momentos era desconfortável
pra mim enquanto ouvinte e pra eles enquanto falantes, muitas vezes senti um pouco de
constrangimento vindo da fala deles, conseguia sentir que eles estavam desconfortáveis e
envergonhados por expor o que sentiam e o que já tinham feito. Diante de tudo que pude
aprender, entendi que a vida é muito mais ampla do que a gente pode imaginar, são situações
diversas e o que somos é reflexo das escolhas que fazemos. Foi um trabalho complexo e que
exigiu muito gasto de energia, paciência e caridade. Concluo que para tal trabalho de aprender
a escutar, a caridade é a chave para se obter sucesso.

Fabiana relatório ss1

  • 1.
    Universidade de Brasília Faculdadede Ceilândia Saúde e Sociedade 1 2º semestre de 2015 FABIANA CRISTINNE DE SÁ PAPA MIRANDA 15/0159609 Turma B. Professor: Pedro Jabur. Entrevistados:  Renato, 33 anos. (Duração: 20 min./ Praça do Relógio).  Jorge. 43 anos. (Duração: 18 min./ Praça do Relógio).  Ana, 45 anos. (Duração: 34 min./ Praça do Relógio).  Marcos, 52 anos. (Duração: 25 min./ Praça do Relógio).  Geraldo, 72 anos. (Duração: 32 min./ Praça do Relógio). Ao ficar sabendo da proposta do trabalho, estranhei e tive a impressão de que seria difícil abordar e tentar convencer pessoas que eu não conheço para me contarem histórias relativamente longas em troca de pouco dinheiro. Fui para o local combinado pelo grupo sem esperanças e acreditando que seria muito cansativo e que não obteríamos sucesso. Me surpreendi ao ouvir uma mistura de histórias e experiências, pessoas que superaram suas dificuldades e todos os obstáculos impostos pelo local e condição em que vivem e pessoas que se afundaram e mergulharam naquilo de ruim que o mundo tem a oferecer. No início, não sabia como convidar as pessoas e nem como seria ouvir histórias que não tinha ideia de como seriam. Todos os cinco que conversaram comigo vieram curiosos perguntando como acontecia e do que se tratava aquele grupo que dizia comprar historias, depois de explicar a proposta do trabalho, todos sentaram e me contaram o que queriam naquele momento, ouvi histórias pessoais, relatos íntimos e ao mesmo tempo também tive a oportunidade de escutar desabafos, histórias que inventaram ou já tinham ouvido quando pequenos, reclamações do nosso governo e indignações quanto às condições e escolhas que já fizeram durante suas vidas. No final do período em que ficamos lá, já estava impaciente, incomodada, não queria mais ouvir outras pessoas, por já estar cansada, mas também estava surpresa e curiosa pra saber como tinham acontecido tantas coisas diferentes daquelas que eu estava acostumada. Já estava agoniada por ver que a história de alguns sempre voltavam para o mesmo lugar. O que me impressionou diante desse trabalho foi perceber que realmente as pessoas não são aquilo que aparentam, todos os que conversaram comigo me deram uma impressão antes da conversa e, depois de ter conhecido um pouquinho mais da história deles ou do jeito que levam a vida, passei a olhá-los de outra forma, tendo mais compreensão e sem ter um pré- julgamento.
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    A escuta nãoé fácil quando se trata de ouvir o outro por muito tempo, reclamações ou assuntos que não interessam de verdade. Senti que em alguns momentos era desconfortável pra mim enquanto ouvinte e pra eles enquanto falantes, muitas vezes senti um pouco de constrangimento vindo da fala deles, conseguia sentir que eles estavam desconfortáveis e envergonhados por expor o que sentiam e o que já tinham feito. Diante de tudo que pude aprender, entendi que a vida é muito mais ampla do que a gente pode imaginar, são situações diversas e o que somos é reflexo das escolhas que fazemos. Foi um trabalho complexo e que exigiu muito gasto de energia, paciência e caridade. Concluo que para tal trabalho de aprender a escutar, a caridade é a chave para se obter sucesso.