Universidade de Brasília
Faculdade de Ceilândia
Saúde e Sociedade1
2°semetre 2015
PEDRO HENRIQUE ALVES SANTOS 15/0161514 Turma B. Professor: Pedro Jabur.
Luiz Carlos, 40 Anos. Profissão: - (Duração: 29 min./ Praça do Relógio).
Italo Fernandes, 21 Anos. Profissão: Promotor de Vendas (Duração: 1hr e 2min./ Praça do
Relógio).
A primeira impressão do Trabalho foi de que esse trabalho era um pouco sem noção, eu ficava pensando
em qual era a necessidade desse trabalho mesmo sabendo que o objetivo era treinar a escuta. A partir
dessa primeira impressão eu ficava pensando tudo a respeito desse trabalho, pensando que ia ser
complicado e que ia ser difícil concluir o trabalho, porque aonde uma pessoa ia contar qualquer coisa
para uma pessoa estranha – esse era meu pensamento. Quando chegamos para realizar o trabalho eu
comecei a ficar nervoso pelo simples fato de não conseguir escutar nenhuma história, então eu parei e
pensei que era hora de encarar esse trabalho e começar logo ir atrás das histórias, ai eu comecei a me
sentir mais tranquilo.
No inicio foi bem difícil de conseguir alguém pra contar a história, porque as pessoas olhavam estranho e
achavam estranho alguém pedindo pra contar qualquer história; como eu não tinha conseguido ninguém
pra escutar eu estava começando a ficar com medo e o desespero ia chegando, porque a maioria dos
meus colegas do trabalho já haviam conseguido; depois de algum tempo andando pela praça eu
conseguir alguém pra me contar sua história.
A minha primeira história foi com um homem de 40 anos, mas foi uma história normal, não senti quase
nada pelo fato de ser uma história comum e ser parecida igual de várias pessoas; a história começava
sobre a sua cidade, falando de tudo sobre a sua cidade, e eu só me sentindo entediado com a sua história,
até que com o passar da história ele entrou numa parte mais interessante, aonde ele comentava as
dificuldades da sua vida e como e porque ele veio para Brasília, então eu finalmente eu senti outra coisa
além do tédio, eu sentir dó dele, a partir disso eu comecei a me interessar mais e ter mais curiosidade,
mas no final de tudo o que prevalecia era o tédio, e eu esperando uma história mais comovente. Mas a
parte mais difícil, e a parte da despedida, porque você não sabe como se despedir após a pessoa ter te
contado algo sobre a sua vida, meio que eu fiquei um pouco sem graça nessa parte de despedida. Eu
tinha ficado decepcionado com a primeira história, por não ser aquilo que eu estava esperando.
Depois de um longo tempo, eu consegui minha segunda história, mas a principio eu pensei que seria
mais uma história comum só por causa da aparência do jovem de 21 anos, mas quando ele começou a
contar a sua história eu percebi que aparência não significa nada a relação a sua história. Esse jovem
parecia normal para mim, mas quando a sua história começou, eu percebi que ele não era igual a outras
pessoas, foram tantas coisas que aconteceram em sua vida, que a cada coisa que ele contava eu tinha um
sentimento diferente, teve momentos que eu me emocionei, senti felicidade por ele ter conseguido
Universidade de Brasília
Faculdade de Ceilândia
superar tudo em sua vida, a história dele me prendeu e cada vez mais eu ficava curioso para saber mais
da sua vida e eu percebi que minha história de vida não chega nem aos pés da história de vida dele; eu
sentir inspirado por ele, porque passar tudo o que ele passou não foi fácil, e ele foi uma pessoa forte e
batalhadora que tinha seus momentos de abalos, mas sempre procurava se recuperar; tinha momentos
que eu pensava se isso mesmo que ele tava contando realmente aconteceu, porque não parecia ser
verdade. A partir dessa segunda história eu consegui ver que o trabalho não era sem noção como eu
pensava que era eu consegui sentir o verdadeiro objetivo desse trabalho. E além dessas histórias, tivemos
a experiência de ouvir histórias no coletivo, que também foi uma experiência muito boa, que só
adicionou mais sentimentos a essa experiência.
A minha visão mudou após a realização desse trabalho, porque eu vi e sentir a questão da falta da escuta,
percebi que a aparência não faz você melhor do que outra pessoa e que aparência não diz nada sobre
você, e também que as pessoas tem medo de se abrir com outras pessoas, não só com pessoas estranhas
mas também muitas vezes com pessoas do seu convívio, que sempre desabafar e bom, e que todos algum
momento precisam desabafar que isso te deixa mais livre. E o mais importante com todo esse trabalho e
que não devemos julgar uma pessoa, porque não sabemos a história daquela pessoa e porque aquela
pessoa está naquela situação, e tudo isso e fato de que as pessoas acabam ‘titulando’ outras pessoas pelo
simples fato do preconceito falar mais alto. E na minha concepção um caminho viável para a quebra
desse preconceito que todos nos temos e saber escutar mais do que sair falando coisas que não sabemos.

Pedro henrique relatório ss1

  • 1.
    Universidade de Brasília Faculdadede Ceilândia Saúde e Sociedade1 2°semetre 2015 PEDRO HENRIQUE ALVES SANTOS 15/0161514 Turma B. Professor: Pedro Jabur. Luiz Carlos, 40 Anos. Profissão: - (Duração: 29 min./ Praça do Relógio). Italo Fernandes, 21 Anos. Profissão: Promotor de Vendas (Duração: 1hr e 2min./ Praça do Relógio). A primeira impressão do Trabalho foi de que esse trabalho era um pouco sem noção, eu ficava pensando em qual era a necessidade desse trabalho mesmo sabendo que o objetivo era treinar a escuta. A partir dessa primeira impressão eu ficava pensando tudo a respeito desse trabalho, pensando que ia ser complicado e que ia ser difícil concluir o trabalho, porque aonde uma pessoa ia contar qualquer coisa para uma pessoa estranha – esse era meu pensamento. Quando chegamos para realizar o trabalho eu comecei a ficar nervoso pelo simples fato de não conseguir escutar nenhuma história, então eu parei e pensei que era hora de encarar esse trabalho e começar logo ir atrás das histórias, ai eu comecei a me sentir mais tranquilo. No inicio foi bem difícil de conseguir alguém pra contar a história, porque as pessoas olhavam estranho e achavam estranho alguém pedindo pra contar qualquer história; como eu não tinha conseguido ninguém pra escutar eu estava começando a ficar com medo e o desespero ia chegando, porque a maioria dos meus colegas do trabalho já haviam conseguido; depois de algum tempo andando pela praça eu conseguir alguém pra me contar sua história. A minha primeira história foi com um homem de 40 anos, mas foi uma história normal, não senti quase nada pelo fato de ser uma história comum e ser parecida igual de várias pessoas; a história começava sobre a sua cidade, falando de tudo sobre a sua cidade, e eu só me sentindo entediado com a sua história, até que com o passar da história ele entrou numa parte mais interessante, aonde ele comentava as dificuldades da sua vida e como e porque ele veio para Brasília, então eu finalmente eu senti outra coisa além do tédio, eu sentir dó dele, a partir disso eu comecei a me interessar mais e ter mais curiosidade, mas no final de tudo o que prevalecia era o tédio, e eu esperando uma história mais comovente. Mas a parte mais difícil, e a parte da despedida, porque você não sabe como se despedir após a pessoa ter te contado algo sobre a sua vida, meio que eu fiquei um pouco sem graça nessa parte de despedida. Eu tinha ficado decepcionado com a primeira história, por não ser aquilo que eu estava esperando. Depois de um longo tempo, eu consegui minha segunda história, mas a principio eu pensei que seria mais uma história comum só por causa da aparência do jovem de 21 anos, mas quando ele começou a contar a sua história eu percebi que aparência não significa nada a relação a sua história. Esse jovem parecia normal para mim, mas quando a sua história começou, eu percebi que ele não era igual a outras pessoas, foram tantas coisas que aconteceram em sua vida, que a cada coisa que ele contava eu tinha um sentimento diferente, teve momentos que eu me emocionei, senti felicidade por ele ter conseguido
  • 2.
    Universidade de Brasília Faculdadede Ceilândia superar tudo em sua vida, a história dele me prendeu e cada vez mais eu ficava curioso para saber mais da sua vida e eu percebi que minha história de vida não chega nem aos pés da história de vida dele; eu sentir inspirado por ele, porque passar tudo o que ele passou não foi fácil, e ele foi uma pessoa forte e batalhadora que tinha seus momentos de abalos, mas sempre procurava se recuperar; tinha momentos que eu pensava se isso mesmo que ele tava contando realmente aconteceu, porque não parecia ser verdade. A partir dessa segunda história eu consegui ver que o trabalho não era sem noção como eu pensava que era eu consegui sentir o verdadeiro objetivo desse trabalho. E além dessas histórias, tivemos a experiência de ouvir histórias no coletivo, que também foi uma experiência muito boa, que só adicionou mais sentimentos a essa experiência. A minha visão mudou após a realização desse trabalho, porque eu vi e sentir a questão da falta da escuta, percebi que a aparência não faz você melhor do que outra pessoa e que aparência não diz nada sobre você, e também que as pessoas tem medo de se abrir com outras pessoas, não só com pessoas estranhas mas também muitas vezes com pessoas do seu convívio, que sempre desabafar e bom, e que todos algum momento precisam desabafar que isso te deixa mais livre. E o mais importante com todo esse trabalho e que não devemos julgar uma pessoa, porque não sabemos a história daquela pessoa e porque aquela pessoa está naquela situação, e tudo isso e fato de que as pessoas acabam ‘titulando’ outras pessoas pelo simples fato do preconceito falar mais alto. E na minha concepção um caminho viável para a quebra desse preconceito que todos nos temos e saber escutar mais do que sair falando coisas que não sabemos.