Extreme Programming Ricardo L. A. Bánffy Hiperlógica
Motivações Requerimentos mutáveis Não é mais possível projetar um sistema ao longo de 6 meses, implementá-lo ao longo de um ano, colocá-lo em produção e esperar que ele ainda resolva algum problema real Limitação da complexidade Custo de manutenção de um sistema aumenta com o tempo se a complexidade não for limitada Agilidade Releases frequentes garantem que problemas mais críticos são resolvidos mais cedo Internet-time e vantagens de first-to-market
12 práticas
12 práticas Processo de Planejamento (“Planning Game”) Releases Frequentes Metáfora do Sistema O Mais Simples que Possa Funcionar Testar Antes Refactoring Pair-Programming Propriedade Coletiva do Código Integração Contínua Semanas de 40 Horas Cliente Sempre Presente Padrões de Codificação
Planning Game Equipe de negócios (Cliente) escreve estórias (curtas) sobre funcionalidades do sistema, usualmente em cartões Equipe técnica (Programadores) estima o custo das estórias Cliente decide qual  a duração do próximo ciclo Cliente escolhe, com base nas estimativas dos programadores, quais estórias serão atendidas nesse ciclo e quais ficarão nos próximos ciclos Garante que o cliente tenha o maior retorno em cada ciclo de desenvolvimento
Releases Frequentes Minimizam a quantidade de recursos investida em cada release Ciclos curtos, na ordem de dias ou semanas, permitem retorno rápido sobre o investimento – funcionalidades importantes entrarão em funcionamento mais cedo Todo o código pronto (que passa em todos os testes unitários) deve ser integrado e o sistema todo testado após a integração
Metáfora do Sistema Comunica de forma clara o que se espera de um produto Unifica a nomenclatura e estabelece uma linguagem cumum entre negócios e tecnologia Ajuda os programadores a compreender o domínio do problema
O Mais Simples que Possa Funcionar Menor complexidade diminui riscos – A complexidade é o inimigo Software tende naturalmente a crescer e se tornar mais complexo (mais interações entre componentes distintos aumentam o risco de quebras em alterações)  Software é alterado durante sua vida útil – requerimentos mudam e o software pode se tornar mais complexo que os requerimentos necessitem Garante que não serão gastos recursos em estórias que alguém “acha” que serão um dia necessárias
Testar Antes Testes devem ser escritos ANTES de se codificar a funcionalidade do produto Testes funcionam como documentação (embora não a substituam) Escrever os testes obriga a pensar na forma como o componente será usado ANTES de codificá-lo Um componente só está pronto se todas as formas com que ele for usado passarem nos testes correspondentes
Unit-testing  (apêndice)   Testes devem ser automatizados para serem executados sempre que possível Testes de difícil execução serão eventualmente abandonados Tuda a funcionalidade que não estiver sendo testada ou deveria estar sendo testado ou não é necessária e deveria ser removida Framework de testes (xUnit)
Refactoring Código tende a se deteriorar ao longo do tempo Soluções brilhantes de um dia parecem estúpidas depois de uma semana Refactoring não deve acrescentar funcionalidade – apenas “limpar” a funcionalidade existente É sempre recomendável fazer refactoring antes de acrescentar alguma funcionalidade
Pair-Programming Duas cabeças pensam melhor do que uma Uma cabeça obriga a outra a pensar no problema Se um colega não entende o código ele não está suficientemente claro e não será entendido depois Para promover o entendimento da solução, é desejável que as duplas sejam formadas por programadores com níveis diferentes de experiência Funciona como um code-review em tempo real Menos distrações (ICQ, Slashdot, e-mail)
Propriedade Coletiva do Código Se algo está quebrado, complexo demais ou poderia ser melhorado, isso seve ser corrigido Todos os programadores devem ser capazes de consertar qualquer código do sistema – não pode haver especialistas numa única parte Evita dependência de profissionais Promove o entendimento global da solução (sem caixas-pretas de funcionalidade)
Integração Contínua A versão “oficial”, passando em todos os testes unitários e funcionais deve estar sempre disponível Todo o novo desenvolvimento deve partir dessa versão Todo código pronto (que passa em todos os testes) deve ser incorporado a essa versão assim que possível
Semanas de 40 horas Horas extras e viradas de noite produzem código de baixa qualidade Programadores devem ter uma vida própria para se manterem felizes, saudáveis e produtivos Horas extras são um sinal de alarme para a equipe Quando o programador acha que um prazo foi superestimado, vai deixar tarefas para depois e vai ter que virar noites no fim do período, pois é ele nunca vai lembrar que é extremamente raro superestimar prazos
Cliente Sempre Presente Responde dúvidas melhor e mais rapidamente Comunicação pessoal é mais eficiente do que por escrito Programadores não devem tomar decisões para as quais não estão preparados (e pelas quais serão responsabilizados)
Padrões de Codificação Se todos os programadores devem editar qualquer parte do código, eles precisam ser capazes de entendê-lo Código deve ser mantido legivel para a “posteridade”, limitando o aumento de custo de manutenção ao longo do tempo Os padrões não precisam ser arbitrários ou impostos com uso de violência – é desejável que sejam consensuais
Dificuldades Cliente ausente Procure um substituto para representar o cliente: um gerente de conta ou gerente de produto (quando o cliente for algo como “mercado”) Mais de um cliente Procure obter um único representante que tenha poder de decidir pelos vários interesses do cliente. Os clientes devem poder se reunir entre si antes de se reunir com a equipe técnica Privacidade, ambiente hostil, ferramentas estranhas Quando desenvolvedores resistem ao pair-programming, procure criar um espaço para pair-programming – máquinas dedicadas a isso com editores e OSs que os programadores prefiram
Dificuldades Custos do pair-programming Pair-programming é caro à primeira vista. Argumente que os programadores vão se dispersar menos e que o código será de melhor qualidade do que se estivessem trabalhando sozinhos Às vezes pair-design é mais interessante. Algumas duplas planejam uma solução juntas e programam separadamente. Isso funciona às vezes Algumas duplas não funcionam Rearrange sempre as duplas. Algumas combinações vão funcionar melhor que outras. Fatores técnicos ou culturais podem influir
Dificuldades Sistemas legados É mais fácil começar o projeto em XP do que mudá-lo para XP durante sua execução. Procure fazer a transição em algum momento de descontinuidade (entrega de funcionalidade) Propriedade do código Programadores não podem ter “ciúmes” de suas criações Encoraje o uso das mesmas linguagens e bibliotecas por toda a aplicação
Dificuldades Dificuldades para testar Sempre testar componentes quanto à funcionalidade. Separação entre conteúdo e apresentação ajuda Componentes de interface podem ser testados separadamente Alguns componentes dependem de funcionalidade externa – testing frameworks podem ter que ser desenvolvidos para a sua plataforma (ex: zUnit) Componentes devem ser construídos de forma a facilitar os testes
Dificuldades Internet-Time Pressões nos induzem a reverter a práticas menos adequadas (com as quais crescemos e que as gerências entendem melhor) Ciclos podem se tornar curtos demais para funcionar Tendência a abandonar testes acreditando que sacrificar qualidade poupe tempo (pode poupar, mas afeta a qualidade e a vida útil do software)
Para saber mais www.extremeprogramming.org www.xprogramming.com www.xpdeveloper.com www.hiper.com.br [email_address] Hiperlógica, sites automáticos Av. Brig. Faria Lima, 628 cj. 61 São Paulo  •  SP  •  05426-000 (55 11) 3816 8067 www.hiper.com.br

Extreme programming

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    Extreme Programming RicardoL. A. Bánffy Hiperlógica
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    Motivações Requerimentos mutáveisNão é mais possível projetar um sistema ao longo de 6 meses, implementá-lo ao longo de um ano, colocá-lo em produção e esperar que ele ainda resolva algum problema real Limitação da complexidade Custo de manutenção de um sistema aumenta com o tempo se a complexidade não for limitada Agilidade Releases frequentes garantem que problemas mais críticos são resolvidos mais cedo Internet-time e vantagens de first-to-market
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    12 práticas Processode Planejamento (“Planning Game”) Releases Frequentes Metáfora do Sistema O Mais Simples que Possa Funcionar Testar Antes Refactoring Pair-Programming Propriedade Coletiva do Código Integração Contínua Semanas de 40 Horas Cliente Sempre Presente Padrões de Codificação
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    Planning Game Equipede negócios (Cliente) escreve estórias (curtas) sobre funcionalidades do sistema, usualmente em cartões Equipe técnica (Programadores) estima o custo das estórias Cliente decide qual a duração do próximo ciclo Cliente escolhe, com base nas estimativas dos programadores, quais estórias serão atendidas nesse ciclo e quais ficarão nos próximos ciclos Garante que o cliente tenha o maior retorno em cada ciclo de desenvolvimento
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    Releases Frequentes Minimizama quantidade de recursos investida em cada release Ciclos curtos, na ordem de dias ou semanas, permitem retorno rápido sobre o investimento – funcionalidades importantes entrarão em funcionamento mais cedo Todo o código pronto (que passa em todos os testes unitários) deve ser integrado e o sistema todo testado após a integração
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    Metáfora do SistemaComunica de forma clara o que se espera de um produto Unifica a nomenclatura e estabelece uma linguagem cumum entre negócios e tecnologia Ajuda os programadores a compreender o domínio do problema
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    O Mais Simplesque Possa Funcionar Menor complexidade diminui riscos – A complexidade é o inimigo Software tende naturalmente a crescer e se tornar mais complexo (mais interações entre componentes distintos aumentam o risco de quebras em alterações) Software é alterado durante sua vida útil – requerimentos mudam e o software pode se tornar mais complexo que os requerimentos necessitem Garante que não serão gastos recursos em estórias que alguém “acha” que serão um dia necessárias
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    Testar Antes Testesdevem ser escritos ANTES de se codificar a funcionalidade do produto Testes funcionam como documentação (embora não a substituam) Escrever os testes obriga a pensar na forma como o componente será usado ANTES de codificá-lo Um componente só está pronto se todas as formas com que ele for usado passarem nos testes correspondentes
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    Unit-testing (apêndice) Testes devem ser automatizados para serem executados sempre que possível Testes de difícil execução serão eventualmente abandonados Tuda a funcionalidade que não estiver sendo testada ou deveria estar sendo testado ou não é necessária e deveria ser removida Framework de testes (xUnit)
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    Refactoring Código tendea se deteriorar ao longo do tempo Soluções brilhantes de um dia parecem estúpidas depois de uma semana Refactoring não deve acrescentar funcionalidade – apenas “limpar” a funcionalidade existente É sempre recomendável fazer refactoring antes de acrescentar alguma funcionalidade
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    Pair-Programming Duas cabeçaspensam melhor do que uma Uma cabeça obriga a outra a pensar no problema Se um colega não entende o código ele não está suficientemente claro e não será entendido depois Para promover o entendimento da solução, é desejável que as duplas sejam formadas por programadores com níveis diferentes de experiência Funciona como um code-review em tempo real Menos distrações (ICQ, Slashdot, e-mail)
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    Propriedade Coletiva doCódigo Se algo está quebrado, complexo demais ou poderia ser melhorado, isso seve ser corrigido Todos os programadores devem ser capazes de consertar qualquer código do sistema – não pode haver especialistas numa única parte Evita dependência de profissionais Promove o entendimento global da solução (sem caixas-pretas de funcionalidade)
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    Integração Contínua Aversão “oficial”, passando em todos os testes unitários e funcionais deve estar sempre disponível Todo o novo desenvolvimento deve partir dessa versão Todo código pronto (que passa em todos os testes) deve ser incorporado a essa versão assim que possível
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    Semanas de 40horas Horas extras e viradas de noite produzem código de baixa qualidade Programadores devem ter uma vida própria para se manterem felizes, saudáveis e produtivos Horas extras são um sinal de alarme para a equipe Quando o programador acha que um prazo foi superestimado, vai deixar tarefas para depois e vai ter que virar noites no fim do período, pois é ele nunca vai lembrar que é extremamente raro superestimar prazos
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    Cliente Sempre PresenteResponde dúvidas melhor e mais rapidamente Comunicação pessoal é mais eficiente do que por escrito Programadores não devem tomar decisões para as quais não estão preparados (e pelas quais serão responsabilizados)
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    Padrões de CodificaçãoSe todos os programadores devem editar qualquer parte do código, eles precisam ser capazes de entendê-lo Código deve ser mantido legivel para a “posteridade”, limitando o aumento de custo de manutenção ao longo do tempo Os padrões não precisam ser arbitrários ou impostos com uso de violência – é desejável que sejam consensuais
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    Dificuldades Cliente ausenteProcure um substituto para representar o cliente: um gerente de conta ou gerente de produto (quando o cliente for algo como “mercado”) Mais de um cliente Procure obter um único representante que tenha poder de decidir pelos vários interesses do cliente. Os clientes devem poder se reunir entre si antes de se reunir com a equipe técnica Privacidade, ambiente hostil, ferramentas estranhas Quando desenvolvedores resistem ao pair-programming, procure criar um espaço para pair-programming – máquinas dedicadas a isso com editores e OSs que os programadores prefiram
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    Dificuldades Custos dopair-programming Pair-programming é caro à primeira vista. Argumente que os programadores vão se dispersar menos e que o código será de melhor qualidade do que se estivessem trabalhando sozinhos Às vezes pair-design é mais interessante. Algumas duplas planejam uma solução juntas e programam separadamente. Isso funciona às vezes Algumas duplas não funcionam Rearrange sempre as duplas. Algumas combinações vão funcionar melhor que outras. Fatores técnicos ou culturais podem influir
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    Dificuldades Sistemas legadosÉ mais fácil começar o projeto em XP do que mudá-lo para XP durante sua execução. Procure fazer a transição em algum momento de descontinuidade (entrega de funcionalidade) Propriedade do código Programadores não podem ter “ciúmes” de suas criações Encoraje o uso das mesmas linguagens e bibliotecas por toda a aplicação
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    Dificuldades Dificuldades paratestar Sempre testar componentes quanto à funcionalidade. Separação entre conteúdo e apresentação ajuda Componentes de interface podem ser testados separadamente Alguns componentes dependem de funcionalidade externa – testing frameworks podem ter que ser desenvolvidos para a sua plataforma (ex: zUnit) Componentes devem ser construídos de forma a facilitar os testes
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    Dificuldades Internet-Time Pressõesnos induzem a reverter a práticas menos adequadas (com as quais crescemos e que as gerências entendem melhor) Ciclos podem se tornar curtos demais para funcionar Tendência a abandonar testes acreditando que sacrificar qualidade poupe tempo (pode poupar, mas afeta a qualidade e a vida útil do software)
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    Para saber maiswww.extremeprogramming.org www.xprogramming.com www.xpdeveloper.com www.hiper.com.br [email_address] Hiperlógica, sites automáticos Av. Brig. Faria Lima, 628 cj. 61 São Paulo • SP • 05426-000 (55 11) 3816 8067 www.hiper.com.br