Elaboração de Projetos




                       Professores
            Pedro da Costa Araújo
               Altair Acelon Mello
Universidade Federal de Santa Catarina
         Centro Sócio-Econômico
Departamento de Ciências da Administração




    Elaboração de Projetos




                 Professores
           Pedro da Costa Araújo

             Altair Acelon Mello




              Florianópolis
                  2007
Copyright 2007 © Departamento de Ciências da Administração CSE/UFSC.




           A663e Araújo, Pedro da Costa
                    Elaboração de projetos / Pedro da Costa Araújo, Altair Acelon
                 Mello. – Florianópolis : Departamento de Ciências da
                 Administração / UFSC, 2007.
                    118p.

                            Inclui bibliografia
                            Curso de Capacitação a Distância

                          1. Projetos – Metodologia. 2. Empreendedorismo.
                       3. Administração de projetos. 4. Educação a distância. I. Mello,
                       Altair Acelon. I. Título.
                                                                      CDU: 658.512.2

               Catalogação na publicação por: Onélia Silva Guimarães CRB-14/071
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
                 Luiz Inácio Lula da Silva

                MINISTRO DA SAÚDE
                  José Gomes Temporão

               SECRETÁRIA EXECUTIVA
          Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli

    SUBSECRETÁRIO DE ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS
           José de Ribamar Tadeu Barroso Jucá

    COORDENADORA GERAL DE RECURSOS HUMANOS
              Elzira Maria do Espírito Santo

COORDENADOR DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE
               RECURSOS HUMANOS
                Rubio Cezar da Cruz Lima

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
                         REITOR
                    Lúcio José Botelho
                     VICE-REITOR
                    Ariovaldo Bolzan

            CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO
                        DIRETOR
               Maurício Fernandes Pereira
                     VICE-DIRETOR
                      Altair Borgert

  DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO
              CHEFE DO DEPARTAMENTO
                    João Nilo Linhares
            SUBCHEFE DO DEPARTAMENTO
            Raimundo Nonato de Oliveira Lima
PROJETO MINISTÉRIO DA SAÚDE/UFSC/CSE/CAD

                COORDENADOR
            Gilberto de Oliveira Moritz
        COORDENADOR PEDAGÓGICO
             Alexandre Marino Costa
           COORDENAÇÃO TÉCNICA
          Marcos Baptista Lopez Dalmau
         Alessandra de Linhares Jacobsen

            CONSELHO EDITORIAL
        Luiz Salgado Klaes (Coordenador)
               Allan Augusto Platt
           Liane Carly Hermes Zanella
                Luís Moretto Neto
        Raimundo Nonato de Oliveira Lima
             Rogério da Silva Nunes

    COORDENADOR DA BIBLIOTECA VIRTUAL
                Luís Moretto Neto

         COORDENADOR FINANCEIRO
               Altair Acelon Mello

     COORDENADOR DE APOIO LOGÍSTICO
             Sílvio Machado Sobrinho

  METODOLOGIA PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
             Denise Aparecida Bunn
                 Adriana Novelli
          Rafael Pereira Ocampo Moré

           REVISÃO DE PORTUGUÊS
                  Renato Tapado

      PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
             Annye Cristiny Tessaro

        ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO
              Pedro da Costa Araújo
               Altair Acelon Mello
Prefácio


     Quero, inicialmente, cumprimentar a todos os servidores e servidoras
do Ministério da Saúde, e ao fazê-lo estarei praticando a forma mais dire-
ta e desejável de comunicação que, nas atribuições do dia-a-dia, nem sem-
pre nos permitimos fazer.
     Alcançar o maior número possível de pessoas de forma direta, ime-
diata, com transparência e abrangência, democratizando o ambiente de
trabalho e o acesso à informação é, sem dúvida, um de nossos maiores
desafios.
     A evolução das tecnologias de informação e comunicação nos per-
mite, hoje, inúmeras escolhas e estratégias para lidar com essa crescente
produção e disseminação de conhecimentos e informações, que por vezes
até alimentam mais as nossas dúvidas do que sugerem soluções.
     A gestão do conhecimento e o desenvolvimento de uma inteligência
em saúde é imprescindível para o cumprimento do preceito constitucio-
nal do direito à saúde – nosso objetivo maior.
     Neste sentido, o Ministério da Saúde está lançando um programa de
educação a distância, em parceria com a Universidade Federal de Santa
Catarina, que nos permitirá capacitar nossos servidores, inclusive aqueles
cedidos a Estados e Municípios em razão do SUS e que desde então não
têm sido alvo da política de capacitação do Ministério.
     Trata-se do projeto “O Saber para conquistar um lugar”, que, junta-
mente com outras iniciativas, trará importante contribuição, quer pela
reconhecida excelência dos trabalhos oferecidos pela UFSC, quer pelo
empenho de nossas Unidades responsáveis pela capacitação no apoio à
utilização desse novo instrumental.
     É igualmente importante que todos conheçam o projeto e as oportu-
nidades de aprendizagem que ele apresenta, de modo a assegurar o seu
aproveitamento pleno e potencial.
Acredito que, desta forma, estamos superando mais uma etapa, rumo
à consolidação do Sistema Único de Saúde e da saúde cidadã.
     Agradeço a atenção, na expectativa de que todos procurem cada vez
mais um envolvimento significativo com esta questão e que aproveitem
ao máximo o Programa de Educação a Distância.

                  Elzira Maria do Espírito Santo
          Coordenadora Geral de Recursos Humanos
Sumário
Apresentação do Projeto.............................................................................11

Guia do Aluno.............................................................................................13

Apresentação do Curso................................................................21



UNIDADE 1
Introdução a Projetos

Projetos.................................................................................................25
Resumo.....................................................................................34
Atividades de aprendizagem....................................................................34


UNIDADE 2
Administração de Projetos e Gerência de Projetos

História da gerência de projetos.................................................................37
Resumo.....................................................................................47
Atividades de aprendizagem....................................................................48


UNIDADE 3
Planejamento de Projetos e Abordagens no Gerenciamento

Planejamento de Projetos...........................................................................51
Resumo.....................................................................................59
Atividades de aprendizagem....................................................................60


UNIDADE 4
Gerenciamento de Projetos e suas Gerências Específicas

Gerenciamento de projetos e suas gerências específicas..........................63
Resumo.....................................................................................92
Atividades de aprendizagem....................................................................92
UNIDADE 5
Projetos no setor público

Projetos no setor público............................................................................97
Resumo.....................................................................................103
Atividades de aprendizagem..........................................................103


UNIDADE 6
Projetos Pessoais

Projetos pessoais.......................................................................................107
Resumo.....................................................................................111
Atividades de aprendizagem..........................................................112

Referências.....................................................................................114

Minicurrículos.....................................................................................116
Apresentação do Projeto


     Olá!
     Bem-vindo ao Programa de Capacitação dos Servidores
do Ministério da Saúde.


     Promovido pelo Ministério da Saúde, SAA/CAGR/CODER,
em parceria com o Departamento de Ciências da Administração
do Centro Sócio-Econômico da Universidade Federal de Santa Ca-
tarina, este programa tem como objetivos formar atores sociais
comprometidos com o processo de mudança, que sejam capazes
de atuar como catalisadores no desenvolvimento social, bem como
possibilitar a atualização, ampliação ou complementação de com-
petências profissionais adquiridas por meio de formação profissio-
nal ou no trabalho, com base nas necessidades derivadas de inova-
ções tecnológicas, e de novos processos de produção e de gestão.
A concepção dos cursos nessa modalidade de ensino é inovadora e
apresenta você, cursista, como protagonista do seu desenvolvimen-
to. Por isso, esperamos que participe efetivamente do curso, lendo
o material, participando dos Fóruns, Chats, Atividades e assistindo
às aulas que foram especialmente gravadas para você. Além do
material que você recebeu, poderá contar com uma equipe prepa-
rada para atendê-lo sempre que necessário. Esta é uma das estra-
tégias que adotamos para estar mais perto de você.
     Desejamos um ótimo aprendizado e esperamos que o curso
contribua para que você participe do desenvolvimento de ações
educativas mais consistentes e democráticas.

     A Equipe de elaboração dos Cursos (CAD/CSE/UFSC)
Curso de Capacitação a Distância




12
Elaboração de Projetos




                               Sobre o Curso




Curso de Capacitação

     Elaboração de Projetos.


Objetivo

     O curso tem por objetivo desenvolver conceitos e habilidades
para compreender, elaborar, analisar e executar projetos.


Público-alvo

     Servidores do Ministério da Saúde com escolaridade mínima
de nível médio completo.


Promoção

     Ministério da Saúde, SAA/CGRH/CODER.


Execução

     Departamento de Ciências da Administração do Centro Só-
cio-Econômico da Universidade Federal de Santa Catarina.


Carga Horária

     15 horas – Introdução à Educação a Distância.
     30 horas – Elaboração de Projetos.


Período de realização

     16/7/2007 a 31/8/2007


Horário de atendimento

     De segunda a sexta-feira, das 9 h às 21 horas.


                                                                                       13
Curso de Capacitação a Distância




                           Recursos didático-pedagógicos
    GLOSSÁRIO
*CD-ROM – (Compact                     Um CD-ROM* contendo o conteúdo básico e as aulas
Disc - Read Only Me-                   gravadas pelo professor.
mory) caracteriza o
                                       Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA): http://
CD gravado por pro-
                                       www.ms.cursoscad.ufsc.br.
cesso industrial e que
não seja regravável,                   Sistema de Acompanhamento ao Estudante (tutores e
capaz de armazenar                     professores).
cerca de 700 mega-
bytes de programas e       Requisitos para certificação
dados (inclusive ima-
gens, sons e vídeos)                   Participação nas atividades propostas (Fóruns, Chats, Ati-
para computador.                       vidades de aprendizagem).
Fonte:      Ferreira
                                       Contato com a tutoria.
(2004).
                                       Elaboração de uma atividade final de aprendizagem (a
                                       ser disponibilizada no Ambiente Virtual de Aprendizagem).




                              Como será este curso?

Conheça mais sobre               O curso será realizado na modalidade de Educação a Distân-
 esta modalidade de
                           cia (EaD), por meio do uso de diferentes recursos. Nessa modali-
ensino no Módulo de
Introdução à Educa-        dade, é você que organiza seu tempo de estudo e a elaboração das
    ção a Distância.       atividades previstas.
                                 Para realizar este curso, você recebeu um CD-ROM conten-
                           do um livro e aulas gravadas pelo professor. Além deste, você con-
                           ta ainda com o Ambiente Virtual de Aprendizagem e o Sistema de
                           Acompanhamento ao Estudante. Vamos saber como aproveitar
                           cada um destes recursos.


                           Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA

                                 O Ambiente Virtual de Aprendizagem é o meio pelo qual você
                           vai estabelecer uma comunicação produtiva com seus colegas de




     14
Elaboração de Projetos




turma, com seu tutor e com os professores, compartilhando seus
conhecimentos, suas idéias e, ao mesmo tempo, conhecendo o que
pensam os seus colegas, ou seja, aprendendo com eles.
     É no Ambiente Virtual de Aprendizagem que vamos acom-
panhar sua participação e seu interesse no curso. É através dele
que você vai enviar suas atividades e receber o feedback, consultar
as datas para realização das atividades, acessar os conteúdos e as
videoaulas, encaminhar suas dúvidas, solicitar atenção de seu tu-
tor, enfim, demonstrar suas dificuldades e seus avanços.


Sistema de Acompanhamento ao Estudante

     Organizado para atender você sempre que tiver dúvidas, além
de acompanhar e avaliar o seu processo de estudo e aprendiza-
gem, o Sistema conta com uma equipe de tutores, professores e
Supervisão Pedagógica.

        Tutor

     O papel do tutor é fundamental em Educação a Distância. É
ele quem mantém uma comunicação dinâmica e constante com
você, motivando-o a participar das atividades do curso,
disponibilizando material pedagógico complementar, corrigindo as
atividades, organizando, divulgando e mediando os Chats e Fó-
runs. Enfim, o tutor vai auxiliar você em seu processo de estudo,
tanto individualmente como em grupo. A qualidade da interação
com o tutor é fundamental e requer de você maturidade, motiva-
ção e autodisciplina.

       Professor

     O professor é o responsável pelos conteúdos ministrados e apre-
sentados no material que você recebeu. Tem, junto com o tutor, o
papel de facilitador e orientador de conteúdos e caminhos adequados
para a aprendizagem. É dele a responsabilidade pelas avaliações.




                                                                                          15
Curso de Capacitação a Distância




                                   Supervisão Pedagógica

                             É da Supervisão Pedagógica o papel de dar suporte para o cur-
                       so, desenvolvendo junto com os tutores estratégias de aprendizagem
                       para você, além de acompanhar as atividades pedagógicas da tutoria,
                       e sistematizar e socializar as informações relevantes sobre o curso.



                          Contatos

                             Além do AVA, você pode entrar em contato conosco utilizan-
                       do os seguintes recursos:

                       Telefone e fax

                             (48) 3721-6693

                       Endereço para correspondência

                             Universidade Federal de Santa Catarina
                             Centro Sócio-Econômico
                             Departamento de Ciências da Administração
                             Coordenadoria de Educação Continuada a Distância
                             Campus Universitário Professor João David Ferreira Lima
                             Bairro: Trindade
                             CEP 88040-900 – Florianópolis/SC

                       Portal do Curso

                             www.ms.cursoscad.ufsc.br

                       E-mail

                             ms@cursoscad.ufsc.br


                             Importante!
                             Não esqueça de consultar o Ambiente Virtual de Apren-
                             dizagem regularmente, pois é lá que você vai se manter
                             atualizado sobre as datas e os horários das atividades.


16
Elaboração de Projetos




                                                                                                     Sobre o Livro



                                                                                                                                                                                                   UNIDADE




                                                                                                                                                                                                1
     Reservamos este espaço para esclarecer como o seu li-
vro está organizado. Antes de tudo, lembre-se que você está
iniciando um curso com um tema de grande relevância para
sua instituição. O conteúdo abordado nas páginas que se
seguem lhe dará subsídios teóricos para compreender melhor                                                                                                                 Introdução à à
                                                                                                                                                                             Introdução
                                                                                                                                                                    Educação a a Distância
                                                                                                                                                                     Educação Distância
as questões que envolvem o seu trabalho. Então, vamos lá!
     O conteúdo está dividido em Unidades.                                                                                                                                                Professor Marcos Dalmau




                           Cada Unidade começa trazendo o Objetivo.

                        Os tópicos essenciais aparecem em Destaque.



                                                                                                                                 Curso de Capacitação a Distância


                                                                   Gestão de Recursos Humanos




          O maior objetivo do novo profissional de RH passa a
          ser a busca do comprometimento com a empresa em


                                                                                                       Os termos técnicos ou
          todos os níveis, integrando os seus profissionais no
          processo de mudança, conscientizando-os da impor-
          tância do seu papel, incentivando a criatividade e a au-
          tonomia e deixando-os “fazer diferente”, já que, embora
          trabalhem em equipe e com tecnologias mais sofistica-
          das, somente eles possuem o dom de pensar, criar e ino-
          var. Com pessoas motivadas, conscientes e envolvidas é
                                                                                                    científicos são explicados
          possível vencer os desafios da competitividade.                                                                                                           Objetivo
          Qualquer que seja a organização e seus objetivos, à medi-
                                         *
                                                                                GLOSSÁRIO
                                                                            *Organização – Ex-
                                                                                                    no Glossário.
     da que se torna maior, a complexidade de suas situações aumenta,       pressão inglesa que                                        Nesta Unidade vamos proporcionar a você informações para
                                                                            significa "atender ao
     requerendo novas iniciativas que vão além da gestão técnica de
                                                                            cliente interno ou                                    que possa conhecer melhor a modalidade à distância, a qual está
     recrutar, selecionar, treinar e desenvolver, remunerar, planejar
                                                                            externo no momen-
     carreiras, avaliar o desempenho, tratar das relações sindicais, so-    to exato de sua ne-                                  sendo utilizada nos cursos de capacitação do Ministério da Saúde
     ciais e da burocracia legal. Afloram necessidades de melhoria dos      cessidade, com as
     processos seletivo e salarial e de desenvolvimento de treinamentos     quantidades neces-                                         relacionadas ao projeto "O saber para conquistar um lugar",
                                                                            sárias para a opera-
     estratégicos.


                                                                                                       As informações com-
                                                                            ção/produção."                                            bem como proporcionar subsídios para que consiga aproveitar
          Orlickas (1999), observa um fator fundamental: o ponto crí-
                                                                            Fonte: Dicionário
     tico da Gestão dos Recursos Humanos é a administração “técnica”        online de RH
                                                                                                                                                         ao máximo o que está sendo ofertado.
     e o gerenciamento “por partes” das pessoas, o que, com o tempo,


                                                                                                    plementares sobre o con-
     perde a relação com o trabalho, com o negócio, com os resultados
     esperados e com a demanda de mudanças do ambiente, tornando-
     se ampla e mecânica. As pessoas são diferentes e precisam ser          Veja indicação
                                                                            de leitura no Saiba


                                                                                                    teúdo estão nos Links.
     geridas de uma forma dinâmica, individual e direcionada à sua
                                                                            mais sobre as
     equipe de trabalho.
                                                                            Teorias Clássicas da
                                                                            Administração.
                                                                            Não deixe de consul-
                                                                            tar e conhecer.




                                                                                                                                 26

                                                                                         171




                                                                                                                                                                                                17
Curso de Capacitação a Distância




                                                                                                  As indicações de leitura para apro-
                                                                     Gestão de Recursos Humanos
                                                                                                  fundar o tema abordado estão no
               Aspectos culturais dificuldade de integração das cul-
                                    :
               turas do contratante e do fornecedor.
                                                                                                  Saiba mais.
               Desconhecimento da legislação específica a falta
                                                            : ou
               dela, com risco na elaboração dos contratos, bem como
               nos reclames jurídico-trabalhistas.                                                No final de cada Unidade, há um
       Saiba mais...
                                                                                                  Resumo que sintetiza o conteúdo
        Sugerimos que você leia o livro:                                                          estudado.
      FRIEDMAN, Thomas L. O mundo é plano uma breve história do
                                                 :
      Século XXI. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.


                                                                                                  Para que você possa se certificar de
        RESUMO
                                                                                                  que compreendeu o texto estudado,
             Procuramos demonstrar para você, nesta Unidade, a im-                                temos as Atividades de aprendi-
         portância da Terceirização nas organizações, colocando suas
         estruturas e processos em xeque. A progressiva abertura do
         mercado à competição internacional tem forçado as empre-
                                                                                                  zagem. É muito importante que
         sas a repensarem suas estruturas organizacionais e suas es-
         tratégias de negócios, numa busca frenética na redução de
                                                                                                  você não deixe de fazê-las.
         custos e por competitividade de seus produtos e serviços.


             Sabemos que a Terceirização no Brasil tem sido trata-
         da de forma polêmica e não regular, muitas vezes pratica-
         da de forma precária ou desvirtuada de seus preceitos bási-
         cos. Neste sentido, Costa (1994) afirma que a polêmica da
         resultante envolve, de um lado, o embate das mobilizações
         sindicais num ambiente de crise econômica e de um regi-
         me jurídico-trabalhista conservador e pouco flexível, e exi-
         ge, de outro, todo um processo de mudança na cultura e
                                                                                                                                                                     Gestão de Recursos Humanos




                                                                                           163         ganização burocrática piramidal está com a dissipação das
                                                                                                       estruturas formais determinada, dando lugar a formas mo-
                                                                                                       dulares, que se alteram conforme a conveniência do momen-
                                                                                                       to, e que tem a terceirização como um dos componentes.



                                                                                                      Atividades de aprendizagem


                                                                                                      Vamos ver se você entendeu o que foi visto nesta Unidade? En-
                                                                                                      tão responda as atividades propostas. Se não encontrar dificul-
                                                                                                      dades, certamente compreendeu, e caso encontre alguma, re-
                                                                                                      leia o texto novamente e conte com o Sistema de Acompanha-
                                                                                                      mento para auxiliá-lo.

                                                                                                      1. Conceitue Terceirização.
                                                                                                      2. Você entende a Terceirização como um processo evolutivo
                                                                                                      dos negócios e irreversível mundialmente? Justifique.
                                                                                                      3. Discuta a Terceirização no serviço público e por que muitas
                                                                                                      vezes não dá certo. Reflita sobre algumas sugestões em sua área
                                                                                                      de atuação.



                                                                                                    REFERÊNCIAS

                                                                                                    ALVAREZ, Manuel S. B. Terceirização parceria e qualidade. Rio de
                                                                                                                                      :
                                                                                                    Janeiro: Campus, 1996.

                                                                                                    COSTA, Márcia S. Terceirização/Parceria e suas implicações no
                                                                                                    âmbito jurídico – sindical. Revista de Administração de
                                                                                                    Empresas. São Paulo: FGV. 34(1): 6-11, jan.fev.1994.

                                                                                                    DAVIS, Frank S. Terceirização e multifuncionalidade
                                                                                                                                                     : idéias
                                                                                                    práticas para a melhoria da produtividade e competitividade da
                                                                                                    empresa. São Paulo: STS, 1992.

                                                                                                    FONTANELLA, Dentes, et al . O lado (des)humano da
                                                                                                    terceirização o impacto da terceirização nas empresas, nas pessoas
                                                                                                                :
                                                                                                    e como administrá-lo. Salvador: Casa da Qualidade, 1994.




                                                                                                                                                                                           165




18
Elaboração de Projetos




 Dicas para facilitar seu estudo




     Um estudante é um agente da construção do próprio co-
nhecimento – capaz de realizar leituras dos próprios cenários em
que está imerso, estabelecer objetivos, traçar estratégias e definir
procedimentos para alcançar os resultados pretendidos.



     Lembre-se! Ao estudar e ao aprender a distância,
     você terá de percorrer a maior parte do processo de
     forma independente. A qualidade da interação com
     seu tutor e com os demais participantes é fundamen-
     tal, pois, para que a EaD atinja seus objetivos peda-
     gógicos, são necessárias maturidade, motivação
     e autodisciplina.


     Para ajudá-lo nesse processo, tenha em mente que quem
aprende deve ser capaz de:

          refletir sobre novas idéias, dando sentido a elas e ade-
          quando-as às suas próprias;

          expressar o pensamento de várias formas (oral, escrita e
          visual);

          desenvolver a sensibilidade para lidar com as ferramen-
          tas do dia-a-dia, pessoas e a natureza a partir da emo-
          ção; e

          transformar o que você conheceu em ações concretas.




                                                                                          19
Curso de Capacitação a Distância




20
Elaboração de Projetos




              Apresentação do Curso




     Olá! Seja bem-vindo ao Curso de Elaboração de Projetos!
     A Elaboração de Projetos é uma ferramenta gerencial de suma
importância para a vida de toda e qualquer organização, bem como
para nós como pessoas. Pois nos leva a refletir sobre nossas com-
petências presentes e as possibilidades futuras, e, à luz disso, ela-
boramos projetos para transformar o nosso futuro em algo muito
melhor que o nosso presente.
     A experiência em sala de aula nos ensinou que, mesmo entre
estudantes do curso de Graduação em Administração na Universi-
dade Federal de Santa Catarina – UFSC, poucos são os que têm
suas atividades diárias voltadas para projetos.
     No primeiro semestre de 2007, somente dois dos 68 estudan-
tes matriculados na disciplina Administração de Projetos (oitava
fase do curso com dez fases) tinham atuação ou experiência na
área de projetos.
     Quando perguntamos aos mesmos estudantes se tinham em
mente algum projeto pessoal, alguma idéia que haviam pensado
em realizar, mas não o fizeram, todos foram unânimes em res-
ponder que sim. Mediante tal constatação, surgiu um desafio que
estamos tentando colocar em prática: como combinar um conteúdo
didático-pedagógico que contemple a complexidade, quase sempre
presente nas teorias, para elaborar um projeto dentro de uma organi-
zação, com um conteúdo que seja básico e compreensível para que
você inicie ou desenvolva aquele seu projeto pessoal tão sonhado.
     O referido curso está dividido em seis Unidades, quais sejam:

       1. Introdução a Projetos;

       2. Administração de Projetos e Gerência de Projetos;

       3. Planejamento de Projetos e Abordagens no Gerenciamento;




                                                                                           21
Curso de Capacitação a Distância




                               4. Gerenciamento de Projetos e suas Gerências Específicas;

                               5. Projetos no setor público; e

                               6. Projetos Pessoais.

                             Ao final tomamos a liberdade de incluir uma Unidade, a qual
                      consideramos também relevante, que abordará projetos pessoais.
                             Seja bem-vindo ao mundo dos Projetos!
                             Bons estudos!

                             Professores Pedro da Costa Araújo e Altair Acelon Mello




22
UNIDADE




               1
Introdução a a Projetos
  Introdução Projetos
Curso de Capacitação a Distância




                                   Objetivo

                   Nesta Unidade, você vai conhecer o conceito

        de projetos na visão de alguns autores ou especialistas, as

       características ou critérios dos projetos, o ambiente onde os

     projetos ocorrem, o conceito de processo, as características que

       diferenciam os projetos das atividades correntes (rotineiras),

         as entradas, os processamentos e as saídas em projetos.




24
Elaboração de Projetos




                                             Projetos




  Olá! Você está iniciando o Curso de Elaboração de Projetos.
  Para nós, será um grande prazer interagir com você durante
  os dois meses de duração do curso.
  Como sabemos, aprender é a grande chave para o sucesso, e
  este curso será mais uma oportunidade para você, sem sair de
  sua casa, abandonar seu trabalho e seu lazer, aprender e ain-
  da interagir com outras pessoas de vários Estados do Brasil.
  Aqui, você vai navegar numa temática instigante. Trata-se da
  Elaboração de Projetos.
  Então, vamos iniciar a Unidade 1 falando um pouco sobre o
  conceito de projetos, as características ou os critérios dos proje-
  tos; o ambiente onde projetos ocorrem, o conceito de proces-
  so, as características que diferenciam os projetos das atividades
  correntes (rotineiras), e apresentar de forma gráfica o que com-
  põe as entradas, os processamentos e as saídas em projetos.
  Queremos que saiba que vamos estar juntos com você, esti-
  mulando a aprendizagem e esclarecendo suas dúvidas.



     Com pequenas adequações, o conceito geral de projetos, se-           Conheça a CEPAL em
gundo a CEPAL – Comissão Econômica para América Latina: é:                http://
                                                                          www.eclac.org/
“um conjunto de elementos que permite avaliar, qualitativa e
                                                                          brasil/
quantitativamente, as vantagens ou desvantagens da aplicação de
recursos, de qualquer natureza, para a produção de bens e serviços”.
     Para enriquecimento do tema, apresentamos também defi-
nições de outros autores. Veja o Quadro 1:




                                                                                         25
Curso de Capacitação a Distância




                                       Autor (es)                         Definição

                             Maximiano (2002, p. 26 )    Um empreendimento temporário ou uma
                                                         seqüência de atividades com começo, meio e
                                                         fim programados que têm por objetivo
                                                         fornecer um produto singular, dentro das
    GLOSSÁRIO                                            restrições orçamentárias.

*PMI – é a maior en-         Buarque (1984, p. 25)       Um conjunto ordenado de antecedentes,
tidade mundial sem                                       pesquisas, suposições e conclusões que
                                                         permitem avaliar a conveniência (ou não)
fins lucrativos volta-
                                                         de destinar fatores e recursos para o estabe-
da ao Gerenciamento                                      lecimento de uma unidade de produção
de Projetos. Fonte:                                      determinada.
www.pmisp.org.br/                                        O projeto corresponde ao conjunto de
                             Holanda (1975, p. 95 )
home.asp                                                 informações sistemáticas e racionalmente
                                                         ordenadas, que nos permite estimar custos e
                                                         benefícios de um determinado investimento.

                             Menezes (2003, p. 44)       Um empreendimento único que deve
                             alinha-se à definição do    apresentar um início e um fim claramente
                             PMI* – Project              definidos e que, conduzido por pessoas, possa
                             Management Institute        atingir seus objetivos respeitando os parâ-
                                                         metros de prazo, custo e qualidade.


                                Quadro 1: Definições de Projeto segundo os autores Maximiano,
                                                  Buarque, Holanda e Menezes
                                                Fonte: elaborado pelos autores

                                 Para efeito deste Curso, vamos utilizar como definição de
                           Projeto a que segue na Figura 1:



                                                    O que é um projeto?
                                       “Empreendimento único
                                       que deve apresentar um
                                       início e um fim claramente
                                       definidos e que, conduzido
                                       por pessoas, possa atingir
                                       seus objetivos respeitando
                                       os parâmetros de prazo,
                                       custo e qualidade”


                                   Figura 1: Definição de Projeto adotada para este curso
                              Fonte: adaptado de PMI – Project Management Institute (2003)



   26
Elaboração de Projetos




  Vamos a um desafio!
  Imagine um projeto do qual você tenha participado. Identifi-
  que como ele começou, como foi desenvolvido e como ter-
  minou (quais objetivos foram alcançados) Socialize as con-
  clusões com seus colegas de curso no Ambiente Virtual de
  Aprendizagem.



     Agora que você conheceu o conceito de Projetos na visão de
alguns autores, vamos apresentar exemplos de projetos organi-
zacionais. Veja:

          desenvolver um novo produto ou serviço;

          construir um prédio;

          planejar e implantar uma mudança estrutural na orga-
          nização;

          reformar ou ampliar um hospital ou uma clínica; e               GLOSSÁRIO
          implantar um sistema de informação.                         *Programa – são
                                                                      subdivisões    que
     Aproximando-nos da organização na qual trabalham, ou seja,       permitem agrupar
                                                                      as decisões e as
no Ministério da Saúde, podemos afirmar que existem, entre ou-
                                                                      ações por áreas ou
tros, os seguintes programas* que estão sendo desenvolvidos:          por objetivos rela-
                                                                      cionados entre si.
          Brasil sorridente;                                          Plano é o documen-
          Doe vida, doe órgãos;                                       to que consubs-
                                                                      tancia as decisões
          SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência;            tomadas em deter-
                                                                      minado momento,
          Farmácia popular;
                                                                      em cada nível e que
          Programa saúde da família;                                  visa alocar os obje-
                                                                      tivos finais em de-
          Bancos de leite humano;
                                                                      terminado período.
          Cartão nacional de saúde;                                   Fonte: Valeriano
                                                                      (2001)
          Humaniza SUS;

          Política nacional de alimentação e nutrição;

          Programa de volta para casa;


                                                                                   27
Curso de Capacitação a Distância




                                       Política de atenção à saúde dos povos indígenas;

                                       Programa nacional de controle do câncer do colo do úte-
                                       ro e de mama – viva mulher;

                                       Programa de controle do tabagismo e outros fatores de
                                       risco de câncer;

                                       QualiSUS; e

                                       Programa nacional de combate à dengue, entre tantos
     Conheça estes e                   outros.
outros Programas do
                                 Merece destaque o Projeto Multiplicasus, cujo objetivo é a
 Ministério da Saúde
                           formação dos trabalhadores do Ministério da Saúde, com a pre-
em www.saude.gov.br
                           missa de articulação das ações de capacitação com a gestão, com
– programas da saúde
                           vistas à reorganização dos processos de trabalho e autonomia dos
                           trabalhadores e, conseqüentemente, ao desenvolvimento
                           institucional. Seu objetivo é abrir a discussão sobre o SUS entre os
                           trabalhadores, ampliar o conhecimento em saúde e formar sujei-
                           tos responsáveis pelo seu processo de trabalho.
                                 Outro exemplo que também merece destaque e do qual você
                           faz parte, é o Programa de capacitação “O Saber para conquistar
                           um lugar”, parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade
                           Federal de Santa Catarina, que tem por objetivo contribuir para
                           o aperfeiçoamento dos servidores técnico-administrativos do Mi-
                           nistério da Saúde.
                                 Uma pergunta que pode ser feita se refere aos fatores que
    GLOSSÁRIO              determinam o início e o desenvolvimento de um projeto.
*Problema – ques-          Maximiano (2002, p. 33 e 34) relaciona alguns deles e recomenda
tão não resolvida,         que, quando as respostas forem afirmativas para os indicadores
objeto de discussão
                           citados, que se use uma abordagem de projetos.
em qualquer domí-
                                 Vejamos as indagações de Maximiano (2002):
nio do conhecimen-
to. Fonte: Ferreira
                                       a atividade tem começo, meio e fim programados?;
(2004)
                                       a atividade é diferente das atividades de rotina?;

                                       a solução do problema envolve muitas variáveis?;

                                       a solução do problema* é desconhecida?;


   28
Elaboração de Projetos




         a solução deve ser apresentada dentro de um prazo definido?;

          a solução do problema requer competências e recursos
          multidisciplinares?;

         a solução do problema é importante para a organização?; e

          a solução do problema ou atividade envolve um cliente
          importante da organização?




  É hora do desafio!
  Identifique um projeto na organização na qual você trabalha
  e responda as indagações relacionadas acima.
  Melhor seria responder com referência a algum projeto do
  qual você esteja participando. Se não estiver participando
  de nenhum, busque informações com o gestor de sua área
  de trabalho. Se a sua organização não tiver área de planeja-
  mento, busque informações sobre algum projeto em sua ci-
  dade. Socialize os resultados com seus colegas de curso no
  Ambiente Virtual de Aprendizagem.



     Vamos ver um exemplo de Projeto.
     A realização dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro
no mês de julho de 2007 serve como exemplo de um projeto sobre
o qual todos nós estamos diariamente sendo informados pelos jor-
nais, rádio e televisão. Neste exemplo, dá para perceber que tal
projeto combina elementos físicos (construções), conceitos (pla-
nejamento, organização), serviços (recepção, hospedagem, alimen-
tação) e eventos (jogos e competições).
     Na Figura 2, relacionamos alguns fatores internos que deter-
minam o início do desenvolvimento de um projeto.




                                                                                         29
Curso de Capacitação a Distância




                                                    Ambiente de Projetos
                                • Fatores que determinam o início do
                                  desenvolvimento de um projeto:
                                       •   melhoria em produto;
                                       •   novo produto;
                                       •   melhoria interna;
                                       •   mudança organizacional;
                                       •   gestão estratégica da empresa;
                                       •   trabalhando com prazos e recursos limitados.


                                       Sempre que exigir a atuação de equipes multidisciplinares




                           Figura 2: Fatores internos que determinam o início do desenvolvimento
                                                          de um projeto
                                                Fonte: adaptado de Menezes (2003)



                                 É importante você entender que estamos falando sobre pro-

    GLOSSÁRIO              jetos, mas que a maioria de nós está cumprindo atividades em pro-

*Atividades em pro-
                           cesso (rotineiras) nas organizações nas quais trabalhamos, ou até
cesso – atividades         mesmo nunca esteve envolvido com alguma atividade em proje-
rotineiras, repeti-        tos. É importante trazer para o texto o conceito de processo, visan-
tivas e padroniza-         do a um entendimento que possibilite a diferenciação de ativida-
das, com comporta-
                           de em processo* de atividade em projeto. Apresentamos dois con-
mentos que são facil-
mente medidos e
                           ceitos (MENEZES, 2003):
controlados. Fonte:
Menezes (2003).
                                       Processo é qualquer trabalho, operação administrativa,
                                       função biológica, produtiva ou social;

                                       Processo é um conjunto inter-relacionado de recursos e
                                       atividades que transformam entradas em saídas.

                                 Agora, você já pode notar que existem algumas diferenças
                           percebidas entre projetos e processos. Menezes (2003, pp. 38 e 39)
                           relaciona algumas destas diferenças (Quadro 2):




   30
Elaboração de Projetos




  Atividades em processo                Atividades em projeto

                                 EQUIPES

 Funcional, permanente         Multidisciplinar – limitada à duração do
                               projeto

 Reside em escritórios,        Acampa – ocupa provisoriamente espaços
 oficinas, fábricas, lojas –   alheios
 espaços definidos

             ADMINISTRAÇÃO, GERÊNCIA E EXECUÇÃO

 Gestão de processos           Gestão de pessoas

 Incentiva e promove a         Premia mudança, espírito inventivo
 competência                   Busca diversidade
 Procura otimizar processo
 Valoriza similaridade

 Procura EFICIÊNCIA            Procura EFICÁCIA

 Limita campo de visão         Amplia campo de visão/os membros são
 através da especialização     versáteis, poliglotas


          Quadro 2: Diferenças entre atividades em processo e
                        atividades em projeto
           Fonte: adaptado de Menezes (2003, pp. 38 e 39)


     Voltando ao tema “projetos”, podemos dizer que, como do-
cumento, o projeto traduz uma intenção de elaborar tarefas siste-
maticamente organizadas, e que precisa apresentar:

           exeqüibilidade técnica;

           viabilidade econômica;

           conveniência social; e

           aceitação política.



Visão gráfica e esquematizada das diferentes etapas
que ocorrem em projetos e processos

     A Figura 3 demonstra que todo processo e projeto tem uma
etapa de entrada de insumos, uma etapa de transformação através
do uso de recursos e atividades, finalizando com uma etapa de sa-
ída de produtos.
                                                                                           31
Curso de Capacitação a Distância




                                                     Resumo
                                    Etapa 1           Etapa 2                   Etapa 3


                                   Entrada de          Recursos e                Saída de
                                    Insumos            Atividades                Produtos




                                   Figura 3: Etapas de um projeto ou processo
                       Fonte: adaptado de Maximiano (2002), Valeriano (2001) e Menezes
                                                     (2003)


                             A Figura 4 decompõe as entradas, os recursos e as saídas que
                       ocorrem em projetos e processos. Veja:




                                             Entrada (Insumo)

                                                             UTILIZAÇÃO
                                                          (dado, informação,
                                                           trabalho humano)




                                      ENTRADA                    TRANSFORMAÇÃO
                                     (fornecida ao              (energia, matéria-prima)
                                    processo para)




                                                             CONSUMO
                                                          (energia, material,
                                                            matéria-prima)




                           Figura 4: Detalhamento das etapas de um projeto ou processo
                       Fonte: adaptado de Maximiano (2002), Valeriano (2001) e Menezes
                                                     (2001)




32
Elaboração de Projetos




     As entradas são compostas de dados, informações, matéria-
prima, etc.



                Recursos                                  Produto (Saída)




                                                           PRODUTO
                                                            (Saída)
                        •   Serviços
                        •   Pessoas
                        •   Finanças
       RECURSOS
                        •   Instalações
                        •   Equipamentos
                                                    •   Materiais
                        •   Técnicas                                       Intencional
                                                    •   Equipamentos
                                                    •   Informações
                                                                           Não Intencional
                                                    •   Serviços




       Figura 4 (continuação): Detalhamento das etapas de um projeto ou processo
      Fonte: adaptado de Maximiano (2002), Valeriano (2001) e Menezes (2001)




     Os recursos representam os serviços, técnicas, ferramentas,
pessoas, instalações e equipamentos utilizados. As saídas são re-
presentadas pelos produtos finais podendo ser relatórios, produtos,
serviços, etc. sendo: intencional (produto principal) e não intenci-
onal (os resíduos).



     Chamamos a atenção para o produto final, que pode
     ser um material (seringa), um equipamento (aparelho
     de raio X), uma informação (o dia agendado para uma
     consulta médica) ou um serviço (a consulta médica).




                                                                                             33
Curso de Capacitação a Distância




                          RESUMO


                                   Nesta Unidade, enumeramos alguns conceitos de pro-
                           jeto, e a importância deste para as organizações. Estabele-
                           cemos, ainda, as diferenças existentes entre atividades em
                           projeto e em processo, e por último as entradas, transfor-
                           mações e saídas que ocorrem tanto nos projetos como nos
                           processos.


                          Atividades de aprendizagem


                          Chegamos ao final da Unidade 1. Foram apresentadas con-
                          siderações importantes sobre Elaboração de Projetos. Se
                          você realmente entendeu o conteúdo, não terá dificuldades
                          de responder as Atividades de aprendizagem propostas a
                          seguir. Se, eventualmente, sentir dificuldade para respondê-
                          las, leia novamente e procure ajuda com seu tutor.


                          1. Por que as atividades inovadoras são definidas como projeto?

                          2. Para um projeto do qual você tenha participado ou observa-
                          do, onde se manifestaram as limitações de prazo, custos e qua-
                          lidade?

                          3. Quais processos estão associados aos projetos que você de-
                          senvolve na organização na qual trabalha?




34
Elaboração de Projetos




                         UNIDADE




                     2
Administração de Projetos e e
 Administração de Projetos
         Gerência de Projetos
       Gerência de Projetos




                                      35
Curso de Capacitação a Distância




                                   Objetivo

     Nesta Unidade, você vai conhecer ou rever, caso já conheça,

                   o conceito de administração de projetos,

       a história da gerência de projetos, o histórico da análise

     gerencial, o ciclo de vida do projeto e a sua administração.




36
Elaboração de Projetos




                   História da gerência
                             de projetos




  Caro participante!
  Estamos iniciando a Unidade 2. Aqui, você vai conhecer a his-
  tória da gerência de projetos, o conceito da administração de
  projetos, o histórico da análise gerencial, o ciclo de vida do
  projeto e a administração do ciclo de vida.
  É importante que você reflita ao longo de toda a leitura e se
  questione sobre a importância de cada assunto que está sen-
  do apresentado, inclusive relacionando-o com a realidade de
  sua organização.
  Vamos seguir juntos nesta caminhada.



     Ao longo da história, grandes feitos ocorreram que podem
ser classificados como projetos, como exemplos podemos citar as
Pirâmides do Egito construidas há mais de 2.500 anos, Muralha
da China construidas 220 anos a.C. e, mais recentemente, o Canal
de Suez (1859-1869) e o Canal do Panamá (1913).
     Valeriano (2001, p. 26) diz que, com muita propriedade, os               GLOSSÁRIO
projetos mais antigos deviam estar voltados para as necessidades          *Empírico – basea-
                                                                          do apenas na expe-
mais básicas, como o preparo e a execução de uma caçada, a ins-
                                                                          riência e, sendo as-
talação de uma agricultura, e a criação de dispositivos e sistemas        sim, sem caráter ci-
de segurança e de defesa.                                                 entífico.     Fonte:
     No entanto, a gerência dos projetos evolui e, no dizer de            Ferreira (2004).
Valeriano (2001, p. 27), comporta três períodos, quais sejam:

         Gerenciamento empírico*: baseado nas qualidades ina-
         tas do gerente e de seus auxiliares ou nos procedimentos
         precedentes, muito mais como arte, como sentimento
         do que como técnica. Foi o caso dos arquitetos e dos cons-
         trutores das grandes obras da Antigüidade e da Idade
         Média, e os feitos dos grandes chefes militares e dos no-
         táveis exploradores;
                                                                                       37
Curso de Capacitação a Distância




    GLOSSÁRIO                           Gerenciamento clássico ou tradicional: considerado a par-
                                        tir das décadas de 1940 e 1950, com os empreendimen-
*Stakeholder – ou,
                                        tos predominantemente de Engenharia, nas áreas de de-
em português, parte
                                        fesa da aeronáutica e, mais recentemente, na defesa es-
interessada ou inter-
                                        pacial. São projetos estruturados, planejados, executa-
veniente, refere-se a
                                        dos e controlados, nos quais o gerente, administrando os
todos os envolvidos
                                        recursos humanos e materiais, emprega processos exis-
em um processo
                                        tentes ou criados especialmente para uso no projeto, com
numa organização,
                                        vistas a obter o produto com o desempenho especifica-
por exemplo, clien-
                                        do, dentro dos limites de custos previstos e no prazo es-
tes, colaboradores,
                                        perado. Em geral, tais projetos são essencialmente téc-
investidores, forne-
                                        nicos, de grande complexidade e caracterizados pelos
cedores, comunida-
                                        altos custos, pelo vulto dos problemas envolvidos e pelos
de,    etc.   Fonte:
                                        prazos relativamente longos;
Lacombe (2004).
                                      Gerenciamento moderno de projetos – MGP: teve início
                                      mais recentemente, no início da década de 1990, com o
                                                 aproveitamento dos meios eletrônicos (web,
                                                 intranet, softwares de gerenciamento e fer-
  Para saber mais
                                                 ramentas de comunicação). O MGP surge de
  *Henry Gantt (1861 – 1919) – formou-se em
   Henry
                                                 forma progressiva a partir dos projetos de
  Engenharia Mecânica. Trabalhou para a
                                                 caráter técnico, vistos no gerenciamento tra-
  Midvale Steel e se tornou assistente no De-
                                                 dicional, e amplia sua participação para os
  partamento de Engenharia, onde Taylor era o    objetivos de toda a organização e seus
  engenheiro-chefe de produção. Em 1888, tor-    stakeholders*.
  nou-se assistente direto de Taylor. Em 1903,
  apresentou à ASME um trabalho, "A graphical
  daily balance in manufacturing" (Controle grá-
  fico diário de produção), no qual descreveu um    Análise gerencial
  método gráfico de acompanhamento dos flu-
  xos de produção. Esse método se tornaria o
  Gráfico de Gantt, com técnicas de planejamen-
                                                         A análise gerencial de projetos foi de-
  to e controle. Era humanista, preocupado com
                                                    senvolvida através de diversos campos de
  o bem-estar dos trabalhadores. Pregava a co-
  operação entre patrões e empregados em lu-
                                                    aplicação, indo da construção civil, Engenha-
  gar do autoritarismo. Quase defendeu o socia-     ria Mecânica, projetos militares, eletrônicos,
  lismo, pois acreditava que o mutualismo era o     estratégicos, etc. Seu início não tem uma data
  caminho para a prosperidade econômica. Foi tam-   definida, mas foi nos Estados Unidos que
  bém um dos criadores do treinamento profis-       Henry Gantt desenvolveu seus trabalhos e
  sionalizante. Fonte: http://www.spiner.com.br
                                                    passou a ser chamado o pai das técnicas do
  /modules.php?name=Forums&file=viewtopic
                                                    planejamento e do controle, que é conhecido
  &p=1132 (2007)


   38
Elaboração de Projetos




pelo uso do gráfico de “barra” ou Gráfico
                                                    Para saber mais
de Gantt como uma ferramenta de gerên-
                                                    *Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915) –
                                                     F                 Taylor
cia do projeto.                                     Estadunidense, inicialmente técnico em me-
     Gantt foi um estudioso das teorias de          cânica e operário, formou-se engenheiro me-
Frederick Winslow Taylor sobre a “admi-             cânico estudando à noite. É considerado o “pai

nistração científica”, nas quais provou seu         da Administração Científica” por propor a utili-

estudo na gerência da construção de edifí-          zação de métodos científicos cartesianos na
                                                    administração de organizações. Seu foco era
cios e de navios da marinha dos Estados
                                                    a eficiência e a eficácia operacional na admi-
Unidos. Seu trabalho é o precursor de mui-
                                                    nistração industrial. Sua orientação cartesiana
tas ferramentas de gerência moderna de pro-
                                                    extrema é ao mesmo tempo sua força e fra-
jeto, tais como a WBS (Work Breakdown               queza. Seu controle inflexível, mecanicista,
Structure) ou EAP (Estrutura Analítica do           elevou enormemente o desempenho das in-
Projeto) de recurso que avalia o trabalho.          dústrias em que atuou. Todavia, igualmente

     No começo da Era Moderna da gerên-             gerou demissões, insatisfação e estresse para

cia de projetos, no período após a 2ª Guerra        seus subordinados e sindicalistas. Fonte:
                                                    Wikipedia (2007)
nos Estados Unidos, antes dos anos 1950, os
projetos foram controlados basicamente uti-
lizando os gráficos de Gantt, técnicas informais e ferramentas. Nes-       Em gerência de
                                                                           projetos, uma Work
se tempo, dois modelos programados de projeto matemático fo-
                                                                           Breakdown Structure
ram desenvolvidos:
                                                                           (WBS) é uma ferra-
                                                                           menta de decomposi-
          Program Evaluation and Review Technique ou o PERT,
          desenvolvido como parte do programa do míssil do sub-            ção do trabalho do
          marino Polaris da marinha dos EUA (conjuntamente                 projeto em partes
          com a Lockheed Corporation); e                                   manejáveis. Em
                                                                           português, é
          Critical Path Method (CPM), desenvolvido em conjunto
                                                                           traduzida como
          pela DuPont Corporation e pela Remington Rand
                                                                           Estrutura Analítica
          Corporation para projetos da manutenção de planta.
                                                                           do Projeto, embora o
          Estas técnicas matemáticas se espalharam rapidamente
                                                                           termo WBS seja mais
          em muitas organizações.
                                                                           amplamente utiliza-

     Em 1969, o Project Management Institute (PMI) foi toman-              do. Fonte:
                                                                           pt.wikipedia.org/
do forma para servir ao interesse da indústria da gerência de pro-
                                                                           wiki/WBS
jetos. A premissa do PMI é que as ferramentas e as técnicas da
gerência de projetos são terra comum mesmo entre a aplicação
difundida dos projetos da indústria do software à indústria de cons-
trução. Em 1981, os diretores do PMI autorizaram o desenvolvi-

                                                                                           39
Curso de Capacitação a Distância




                       mento de um manual para projetos, vindo a se transformar em um
                       guia de projetos, o PMBOK – Project Management Body of
                       Knowledge, que é uma denominação que representa todo o somatório
                       de conhecimento dentro da área de gerência de projetos (VARGAS,
                       2003, p. 17).




                          Administração de projetos


                             De acordo com Valeriano (2001), a Administração de Proje-
                       tos, a Gerência de Projetos ou a Gestão de Projetos é a aplicação de
                       conhecimentos, habilidades e técnicas na elaboração de atividades
                       relacionadas para atingir um conjunto de objetivos pré-definidos,
                       com início, meio e fim. A identificação do conhecimento e as prá-
                       ticas da gerência de projetos são mais bem descritos em termos de
                       seus Procedimentos.



                             De forma mais operacional, a gerência de projetos é a
                             arte para manter os riscos de fracasso em um nível
                             tão baixo quanto necessário durante o ciclo de vida
                             do projeto. O insucesso aumenta de acordo com a pre-
                             sença de incerteza durante todos os estágios do pro-
                             jeto. Um ponto de vista alternativo diz que
                             gerenciamento de projetos é a disciplina de definir e
                             alcançar objetivos ao mesmo tempo em que se otimiza
                             o uso de recursos (tempo, dinheiro, pessoas, espaço,
                             etc.) (VALERIANO, 2001).


                             A gerência de projetos é responsabilidade de um indivíduo
                       intitulado Gerente de Projeto. Idealmente, esse indivíduo rara-
                       mente deve participar diretamente nas atividades que produzem o
                       resultado final.




40
Elaboração de Projetos




 Saiba mais...
   Sobre identificação do conhecimento e as práticas da gerência de
projetos em:
VALERIANO, Dalton L. Gerenciamento estratégico e adminis-
tração por projetos. São Paulo: Makron Books, 2001. p. 165-167.




  Ciclo de vida do Projeto


  Caro participante!
  Nesta seção, você tomará conhecimento do ciclo de vida
  típico de um projeto em seu desenvolvimento, estruturação,
  implantação e conclusão na visão de alguns estudiosos. Leia
  com atenção.



     As fases do ciclo de vida do projeto, segundo Vargas (2003),
dependem, intimamente, da natureza do projeto. Um projeto de-
senvolvido a partir de uma idéia, progredindo para um plano, que,
por sua vez, é executado e concluído, tem cada fase sua caracteri-
zada pela entrega ou finalização de um determinado trabalho. Toda
entrega deve ser tangível e de fácil identificação, como por exem-
plo, um relatório, um cronograma ou um conjunto de atividades.
Cada fase do projeto normalmente define:

          qual é o problema técnico que deve ser realizado?; e

          quem deve estar envolvido?

     Valeriano (2001), ao falar de ciclo de vida do projeto, agrupa
uma seqüência de cinco fases, quais sejam:

       1. iniciação;

       2. planejamento;



                                                                                       41
Curso de Capacitação a Distância




                                        3. execução;

                                        4. controle; e

                                        5. encerramento.

                         Intensidade   Veja Figura 5:




                                                                  Execução
                                                   Planejamento


                                       Iniciação            Controle
                                                                                       Encerramento


                                                              Tempo

                                                    Figura 5: As fases de um projeto
                                                   Fonte: Valeriano (2001, p. 128)



                                       Como você pode ver, as três fases centrais, planejamento,
                       execução e controle, acontecem quase simultaneamente. Na reali-
                       dade, o controle, agindo sobre todas as atividades da execução, pro-
                       move, em muitos casos, reajustes no planejamento. Por outro lado,
                       à medida que os fatos vão se sucedendo, são criadas condições de
                       detalhamento de partes do plano que estavam sem as minúcias
                       necessárias à execução (VALERIANO, 2001).
                                       Já Maximiano (2002) define o ciclo de vida de um projeto
                       como a seqüência de fases, que vão do começo ao fim de um pro-
                       jeto e que estão ilustradas conforme Figura 6:

                                           fase 1 – idéia: surge a idéia do projeto ou visão do produto;

                                           fase 2 – desenho: o modelo mental transforma-se em um
                                           desenho detalhado do produto;

                                           fase 3 – desenvolvimento: o produto é gradativamente ela-
                                           borado; e

                                           fase 4 – entrega: o produto é apresentado ou entregue ao
                                           cliente.


42
Elaboração de Projetos




                                                                     Entrega
                                               Desenvolvimento
                                 Desenho
                      Idéia


                            A administração do projeto
                          começa com um plano que se
                           baseia na idéia do produto e
       Planejamento         na previsão das atividades
                            necessárias para realizá-lo.
                                                        A execução do projeto
        Execução                                        consiste em realizar as
                                                    atividades previstas no plano.


                   Figura 6: Ciclo de vida de projeto
                Fonte: adaptado de Maximiano (2002)


     Para Maximiano (2002), cada projeto tem um ciclo de
vida específico, e o número de fases pode aumentar ou di-
minuir.
     Para Menezes (2003), o ciclo de vida de um projeto se divide
em quatro fases, quais sejam:

           Fase I: conceitual;

           Fase II: planejamento;

           Fase III: execução;

          Fase IV: conclusão.

     Considerando as fases relacionadas, apresentamos o roteiro
específico sugerido pelo autor para os pontos a serem considerados
em cada uma delas.


Fase I – Conceitual

     É a fase que marca o surgimento da idéia e apresenta as se-
guintes atividades típicas:

          identificação de necessidades e/ou oportunidades;

          tradução dessas necessidades e/ou oportunidades em um
          problema;

                                                                                                      43
Curso de Capacitação a Distância




                                   definição do problema;

                                   determinação dos objetivos e metas a serem alcançados;

                                   análise do ambiente;

                                   análise das potencialidades ou recursos;

                                   avaliação da viabilidade de atingimento dos objetivos;

                                   estimativa dos recursos necessários;

                                   elaboração da proposta e venda da idéia;

                                   avaliação e seleção com base na proposta submetida; e

                                   decisão quanto à execução do projeto (aprovação).


                       Fase II – Planejamento

                             É a fase cuja preocupação central é com a estruturação e a
                       viabilidade operacional do projeto. É a hora do detalhamento por
                       meio de um plano de execução operacional.
                             São atividades comuns nessa fase:

                                   detalhamento das metas e dos objetivos a serem alcan-
                                   çados;

                                   definição do gerente e da equipe;

                                   programação das atividades no tempo;

                                   determinação dos resultados tangíveis e seus respectivos
                                   momentos de alcance;

                                   definição dos recursos humanos, materiais, financeiros
                                   e tecnológicos necessários;

                                   estabelecimento da estrutura orgânica formal a ser utili-
                                   zada;

                                   estruturação do sistema de comunicação e de decisão a
                                   ser adotado; e

                                   treinamento dos envolvidos.




44
Elaboração de Projetos




Fase III – Execução

     A terceira fase do ciclo de vida do projeto é a fase de execução
do trabalho propriamente dito. Há que se destacar que cada proje-
to apresenta suas particularidades, porém, genericamente, podem
ser citadas as seguintes etapas:

          ativar a comunicação entre os membros da equipe;

          executar as etapas previstas e programadas;

          utilizar os recursos humanos, materiais, financeiros e
          tecnológicos dentro da programação; e

          efetuar reprogramações.


Fase IV – Conclusão

     Esta última fase corresponde ao término do projeto. São co-
muns nessa fase:

          aceleração das atividades que, eventualmente, não te-
          nham sido concluídas;

          realocação dos recursos humanos para outras atividades
          do projeto;

          elaboração da memória técnica do projeto;

          elaboração de relatórios e transferências dos resultados              GLOSSÁRIO
          finais do projeto;                                                *Ex-post – refere-se
                                                                            a algo que já tenha
          emissão de avaliações globais sobre o desempenho da               ocorrido.    Fonte:
          equipe do projeto e os resultados alcançados; e                   Wikipédia (2007).
          acompanhamento ex-post*.

     Ainda de acordo com Menezes (2003), a dinâmica que domi-
na o ciclo de vida de um Projeto segue o fluxo apresentado na Fi-
gura 7. Veja:




                                                                                         45
Curso de Capacitação a Distância




                              Necessidades


                                     Seleção


                                                    Planejamento


                                                              Implementação



                                                            Controle do projeto



                                               Avaliação           Avaliação        Avaliação




                                                                               Conclusão




                         Figura 7: Dinâmica de ações ao longo do ciclo de vida de um projeto
                                     Fonte: adaptado de Menezes (2003, p. 51)




                       A gestão do ciclo de vida de um projeto

                             Agora que você já conhece as fases do ciclo de vida de um
                       projeto, cabe tomar conhecimento de que este ciclo de vida precisa
                       ser administrado. Vamos ver como?
                             Menezes (2003) diz que o objetivo da administração de pro-
                       jetos é alcançar controle adequado do projeto, de modo a assegu-
                       rar sua conclusão no prazo e no orçamento determinados, obten-
                       do a qualidade estipulada.
                             Custo, prazo e qualidade são fatores a serem considerados no
                       bom desempenho de projetos.
                             Maximiano (2002) diz que administrar um projeto significa
                       planejar, organizar, executar e controlar as fases de seu ciclo de
                       vida, e que existe uma sobreposição de planejamento e execução.




46
Elaboração de Projetos




RESUMO


   Vimos que as fases do ciclo de vida de um projeto são:

      iniciação: também conhecida como fase conceitu-
al, são definidos nela a missão e os objetivos do projeto,
bem como a identificação e a seleção das melhores estraté-
gias a serem adotadas;

     planejamento: é a fase responsável por detalhar tudo
aquilo que será realizado no projeto, incluindo o
cronograma, alocação de recursos, análise de custos, etc.;

      execução: fase em que se materializa tudo o que foi
planejado, e grande parte do orçamento e dos esforços são
consumidos nesta;

      controle: acontece em paralelo com o planejamen-
to operacional e com a execução do projeto, tendo como
objetivos principais o acompanhamento e o controle de tudo
aquilo que foi proposto no projeto, de modo a propor ações
corretivas e preventivas no menor tempo possível; e

      encerramento: fase em que todo o trabalho desen-
volvido durante o projeto é colocado em avaliação de ter-
ceiros (vistoria), quando livros e documentos são encerra-
dos, e todas as falhas ocorridas durante o projeto são dis-
cutidas e avaliadas.

   Vimos, ainda, que a realização de qualquer fase de um
projeto pode ser vista como um projeto e, sendo assim, pos-
sui ciclo de vida e pode ser subdividida em fases menores
(Ver Figura 8).




                                                                               47
Curso de Capacitação a Distância




                                                        Controle
                                                                         Co
                                                                           nt
                                          le             Planejamento
                                                                             ro
                                       tro                                     le
                                      n
                                    Co

                                               Início                   Fim




                                      Co                  Execução                  le
                                        nt
                                          ro                                    ntro
                                            le                                Co
                                                           Controle


                              Figura 8: Interrelacionamento entre as fases de um projeto
                                      Fonte: adaptado de Vargas (2005, p. 35)



                          Atividades de aprendizagem


                          Chegamos ao final da Unidade 2. Esta traçou considerações
                          importantes sobre a história da gerência de projetos, a aná-
                          lise gerencial, o ciclo de vida do projeto e a administração
                          do ciclo de vida de um projeto. Se você realmente entendeu
                          o conteúdo, não terá dificuldades de responder a questão a
                          seguir. Se, eventualmente, ao responder, sentir dificuldades,
                          releia esta Unidade novamente e procure ajuda junto ao seu
                          tutor.


                          1. Mostrar as fases do ciclo de vida de um projeto e fazer um
                          breve comentário sobre cada uma delas.




48
Elaboração de Projetos




                             UNIDADE




                        3
  Planejamento de Projetos e e
    Planejamento de Projetos
 Abordagens no Gerenciamento
Abordagens no Gerenciamento




                                       49
Curso de Capacitação a Distância




                                       Objetivo

         Nesta Unidade, você vai conhecer as definições sobre

     planejamento, orientações de como planejar, onde estão as

           oportunidades em projetos e os aspectos relativos à

                                   criatividade e à inovação.




50
Elaboração de Projetos




        Planejamento de Projetos




  Olá! Estamos iniciando a Unidade 3. A partir de agora,
  você vai conhecer um pouco mais sobre as definições de
  planejamento e orientações de como planejar. Ainda nes-
  ta Unidade, você vai poder conhecer onde estão as opor-
  tunidades em projetos e os aspectos relativos à criatividade
  e à inovação.
  Leia com atenção e realize as atividades recomendadas que
  estão indicadas no final desta Unidade. Sua leitura, a reali-
  zação das atividades, o contato com seu tutor e com seu
  professor têm um só objetivo: ajudá-lo no processo de cons-
  trução do conhecimento e no desenvolvimento de habilida-
  des que caracterizarão seu novo perfil profissional ao final
  deste curso.
  E então? O que está esperando? Vamos juntos, na busca de
  mais conhecimento!



    Vamos iniciar apresentando a definição de planejamento se-
gundo Newman (1977, p. 15).

               Planejamento é a aplicação sistemática do conhecimento
               humano para prever e avaliar cursos de ação alternati-
               vos com vistas à tomada de decisões adequadas e racio-
               nais, que sirvam de base para ação futura. Planejar é
               decidir antecipadamente o que deve ser feito, ou seja, um
               plano é uma linha de ação pré-estabelecida.




    O planejamento dentro da gestão de projetos é o pro-
    cesso para quantificar o tempo e o orçamento de um
    projeto. A finalidade do planejamento é criar um pla-
    no que um gestor de projeto possa usar para acom-
    panhar o progresso de sua equipe.



                                                                                            51
Curso de Capacitação a Distância




    GLOSSÁRIO                 Como planejar
*Work Breakdown
Structure (WBS) –
ou Estrutura Analí-
                                 A etapa de planejamento começa pela determinação das con-
tica de Projetos
(EAP) é uma ferra-         dições exatas para que o projeto seja finalizado ou completado. Antes
menta de decompo-          que esteja absolutamente claros quais são os objetivos do projeto,
sição do trabalho,         não faz sentido começar a estimar quanto tempo levará e quanto
num dado projeto,
                           custará. Infelizmente, muitos gerentes de projeto falham ao não
em partes manejá-
                           examinar esta primeira etapa crucial.
veis. Fonte: Wikipédia
(2007).                          A seguir, você vai tomar conhecimento da seqüência das eta-
*Bottom-up – (de           pas de como planejar um projeto:
baixo para cima) es-
tratégia utilizada                     fazer um inventário de todo o trabalho que precisa ser
pela organização na                    feito com uma estimativa do tempo necessário para um
tomada de decisão                      único membro da equipe. Isto pode ser feito em uma
na qual as informa-                    sessão do planejamento com todos os membros da equi-
ções são passadas                      pe. Tarefas que levarão muito tempo para terminar pre-
dos setores situados                   cisam ser quebradas em tarefas menores. O resultado é
em níveis mais bai-                    Work Breakdown Structure – WBS*. Certifique-
xos para o topo da                     se de ter indicado as entregas do projeto no WBS para
organização. Fonte:                    que os objetivos sejam alcançados;
Lacombe (2004).
                                       identifique os recursos necessários para executar cada
*Diagrama PERT/                        elemento terminal do WBS (cada tarefa). Neste momen-
CPM – instrumento                      to, você pode estimar o custo para entregar cada ele-
de planejamento e                      mento terminal e, conseqüentemente, todo o projeto
controle em que se fi-                 (aproximação bottom-up*);
gura o projeto numa
rede ou gráfico que                    decida se este plano faz sentido, isto é, se os custos justi-
representa as ativi-                   ficam os benefícios;
dades de acordo com                    modifique os objetivos e o trabalho quando necessário;
as respectivas rela-
ções de correspon-                     defina dependências entre tarefas. Algumas tarefas pre-
dência e interde-                      cisam ser finalizadas antes que outras tarefas possam
pendência. Fonte:                      começar. Pondo tarefas em ordem de conclusão, um ge-
Lacombe (2004).                        rente de projeto constrói uma rede de projeto (diagra-
                                       ma PERT*);

                                       calcule o tempo mínimo para executar o projeto: é o tra-
                                       jeto mais longo através da rede do projeto (PERT) do
                                       começo até sua extremidade. Este trajeto é chamado de


   52
Elaboração de Projetos




          caminho crítico. As outras tarefas podem ser feitas em
          paralelo ao caminho crítico, mas qualquer atraso nas
          tarefas do caminho crítico resultará automaticamente
          num atraso do prazo total para finalizar o projeto;

          crie um cronograma do projeto, por exemplo, utilizando
          um Gráfico de Gantt;

          faça um plano de gerência de riscos e modifique o proje-
          to de acordo com este plano; e

          obtenha o comprometimento da organização em iniciar
          a execução do projeto.

     O planejamento do projeto não é algo para ser feito somente
uma vez no seu começo. Observar o progresso de sua equipe e atu-
alizar adequadamente o plano do projeto devem ser tarefas cons-
tantes do gerente de projeto. Um programa computacional de ge-
rência de projeto pode ser útil se usado corretamente. Exemplo:
PMBOK; MS Provect. Há diversos padrões de gerência de projeto
que descrevem em detalhes como planejar e controlar um projeto.
     O planejamento, além de dinâmico, deve ser contínuo e rea-
lizado por aproximações sucessivas. Assim, partindo de decisão do
nível de supervisão mais elevado, ele desdobra-se em providências
dentro de cada nível, até atingir o nível mais próximo da execução,
volta ao ponto inicial e retorna aos escalões inferiores, até que, den-
tro do prazo previsto para sua realização, seja obtido um resultado:

          tecnicamente exeqüível;

           economicamente viável;

          socialmente desejável; e

          politicamente aceitável.

     A realização de um planejamento, independentemente do seu
objetivo, compreende uma série de fases que se aproximam dos
métodos comuns de uma pesquisa, tais como:

          definição e equacionamento preliminar do problema;

          elaboração das diretrizes básicas do planejamento;
                                                                                           53
Curso de Capacitação a Distância




                                     fixação dos objetivos;

                                     coleta preliminar dos dados;

                                     levantamento e pesquisas complementares;

                                     estabelecimento de projeções e provisões;

                                     análise e discussão dos dados;

                                     apresentação de alternativas ou opções;

                                     formulação de decisões ou propostas;

                                     integração de planos parciais, desdobramento em planos
                                     derivados ou replanejamento; e

                                     redação e apresentação do plano.



                             O planejamento se traduz por um documento de exe-
                             cução chamado plano (que poderá ser apresentado
                             sob a forma de um orçamento expresso em termos
                             monetários), que, conforme seu grau de detalhamento
                             em relação ao nível considerado, é denominado de:

                               programa: empreendimento de grande porte que
                             se realiza por meio de projetos;
                               projeto: empreendimento temporário que tem o ob-
                             jetivo de fornecer um produto ou um serviço; e
                               operação: atividades regulares realizadas na es-
                             trutura departamental permanente de produção de
                             bens e prestação de serviços, para clientes internos e
                             externos.
                             É importante considerar que o planejamento exige:

                                   informações estatísticas adequadas;
                                   contribuição multissetorial e multiprofissional; e
                                   institucionalização para execução do plano.




54
Elaboração de Projetos




  Oportunidades em projetos


     Diversos são os fatores que determinam o início do desenvol-             GLOSSÁRIO
vimento de um projeto. Os principais são:                                 *Market share – re-
                                                                          fere-se à participação
         desenvolvimento de produto: o mercado exige per-                 no mercado do pro-
         manente evolução nos produtos, de maneira bem con-               duto de uma determi-
         trolada, para que não atrase e não prejudique seu                nada empresa. Fonte:
         market share*;                                                   Lacombe (2004).

         criação de produto: o desenvolvimento de novos pro-
         dutos ou soluções totalmente novas têm sua implanta-
         ção facilitada através da orientação por projeto;

         dinâmica organizacional: o ambiente organizacional
         está em constante modificação, e devem ser considera-
         das as oportunidades, para que os seus resultados pos-
         sam ser avaliados à medida que forem implementados e
         gerarem bons resultados;

         produtos únicos: muitas organizações trabalham com
         produtos únicos, como eventos, softwares, aviões, em-
         barcações, construções, etc., que exigem controle de pra-
         zos, recursos e qualidade, com objetivos rígidos, pouco
         flexíveis e previamente determinados;

         gestão estratégica: as organizações modernas perce-
         bem, cada vez mais, a importância de olharem para si
         por meio de projetos. A implantação das suas estratégias
         comerciais, de produção, de produto, deve ser conside-
         rada como verdadeiros projetos;

         prazos e recursos limitados: nessas situações, con-
         vém planejar as atividades nas quais este recurso estará
         envolvido, para que possa ser adequadamente distribuí-
         do e utilizado. Deve-se considerar a possibilidade de pla-
         nejar os trabalhos como se fossem projetos, a fim de que
         se possa exercer um maior e melhor controle sobre o an-
         damento de seus resultados;

         melhoria contínua: as organizações estão cada vez mais
         orientadas para o aprimoramento contínuo dos proces-


                                                                                       55
Curso de Capacitação a Distância




                                      sos produtivos e de apoio. Caracterizando-os como pro-
                                      jetos, torna-se mais fácil administrá-los; e

                                      criatividade: embora esteja começando a fazer algo a
                                      respeito do ensino do pensamento como uma habilida-
                                      de, a educação formal faz muito pouco a respeito do en-
                                      sino do pensamento criativo. Nas organizações, as prio-
                                      ridades são mais latentes. Presume-se que a criatividade
                                      pertence ao mundo da “arte” e é uma questão de talen-
                                      to. Esta é uma visão ultrapassada. Há razões muito boas
                                      pelas quais ainda não dedicamos uma atenção suficien-
                                      temente séria à criatividade.

                                A necessidade do pensamento criativo passa pela compreen-
                          são da natureza lógica da racionalidade humana. A criatividade é
                          um assunto desordenado e confuso, que aparentemente abrange
                          desde a criação de um simples objeto tipo um grampo de cabelo
                          até a composição de uma grande sinfonia.
 3M Company (antiga
Minnesota Mining and
                                Em um nível mais simples, “criação” significa fazer existir
        Manufacturing     algo que não existia anteriormente. Em certo sentido, “criar uma
Company até 2002) é       confusão” é um exemplo de criatividade. A confusão não existia e
 uma empresa norte-       foi provocada.
        americana com           A palavra “criatividade” abrange uma ampla gama de habi-
  presença em todo o      lidades diferentes. Podemos ver a criatividade como um mistério.
        mundo. Produz
                          Idéias novas e brilhantes são produzidas, e não sabemos como apa-
   55.000 produtos,
                          recem. Podemos estudar o comportamento das pessoas criativas,
  incluindo adesivos,
abrasivos, laminados,
                          mas isso não vai nos dizer muito, porque geralmente elas não sa-
circuitos eletrônicos,    bem o que causou suas idéias brilhantes.
          monitores e           O comportamento da criatividade nas organizações gera um
fármacos. Destaca-se      padrão, principalmente a partir da análise do comportamento real
    pelo fato de estar    e potencial, no qual podemos ter uma idéia clara da natureza da
     constantemente       criatividade. Neste ponto, enquadra-se perfeitamente o Caso 3M.
        incentivando a
                          De um momento para outro, desaparece a mística da criatividade,
    criação de novos
                          e podemos ver como ela funciona. Em determinado caso, pode-
            produtos.
                          mos ver a lógica da criatividade. Esta é a lógica dos sistemas que
                          criam e usam padrões. No caso da 3M, que contém um quadro
                          totalmente eclético (engenheiros, físicos, cientistas de novos ma-



   56
Elaboração de Projetos




teriais, químicos, etc.), essas pessoas acreditavam que a criatividade
servia somente para publicitários, marketing, etc., mas não era
necessária quando existem leis físicas e medições para guiar o com-
portamento. Entretanto, depois que estas pessoas passaram a ver
a lógica da criatividade como sendo o comportamento de sistemas
que criam e usam padrões, suas atitudes mudaram completamen-
te. Este é o ponto importante, porque há muitas pessoas que vêem
o valor das idéias novas e criativas, mas não estão preparadas para
aceitar a necessidade da criatividade, caso permaneçam no nível
de exortação. Porém, tão logo elas entendem a necessidade lógica
da criatividade, então começam a mudar suas atitudes.
     O fato de compreender a lógica da criatividade não torna nin-
guém mais ou menos criativo, mas torna as pessoas mais consci-
entes da necessidade da criatividade. Existem fontes tradicionais
de criatividade (Figura 9) que geram algumas conclusões a respei-
to do pensamento criativo. Dentre tantas, podemos listar:

          a inocência: a criatividade clássica das crianças;

          a experiência: conhecemos as coisas que funcionam;

          a motivação: significa ter curiosidade para buscar ex-
          plicações;

          o julgamento sintonizado: capacidade para ver o va-
          lor da idéia; e

          o acaso: acidente, engano, loucura e estilo.

                                       CRIATIVIDADE




                                IMAGINAÇÃO        CRIATIVIDADE
                INICIATIVA




                                  INÉRCIA          ATIVISMO



                                                         AÇÃO

                              Figura 9: Base da criatividade
                             Fonte: elaborado pelos autores
                                                                                          57
Curso de Capacitação a Distância




                          A inovação em projetos


                             Resultados inovadores são as atividades e/ou tarefas pouco
                       ou quase nada rotineiras, e as pessoas e os sistemas devem ser adap-
                       tados a isto. A busca pela competitividade maior exige a definição
                       de uma nova estratégia de ação (o quê?, quando?, onde?, quanto?
                       e quem?). Podemos observar no cotidiano que uma grande parce-
                       la das organizações se encontra num estágio intermediário: exis-
                       tem operações rotineiras para garantir o fluxo produtivo, e exis-
                       tem, também, atividades inovadoras que visam às melhorias dos
                       processos e da organização como um todo.
                             Porém, existem algumas outras variáveis que diferenciam e
                       nos permitem identificar situações típicas de projetos. Neste pon-
                       to, assumimos que as situações inovadoras são projetos. Abaixo,
                       alguns fatores importantes que nos auxiliam a diferenciar projetos
                       de atividades rotineiras:

                                   horizonte temporal: o projeto tem prazo que deve ser
                                   cumprido. A atividade rotineira é contínua e realizada
                                   dia após dia;

                                   segurança de permanência: os recursos humanos nas
                                   atividades rotineiras são fixos. Já nos projetos, com o
                                   término dos trabalhos, os membros da equipe são dis-
                                   pensados;

                                   cronologia: o projeto possui data de início e término,
                                   enquanto as atividades rotineiras se repetem em perío-
                                   dos de tempo estabelecidos;

                                   conhecimento prévio do trabalho: um projeto é re-
                                   pleto de incertezas, enquanto as atividades rotineiras são
                                   conhecidas e dominadas;

                                   abrangência: um projeto tem abrangência muito mai-
                                   or que uma rotina;

                                   orçamento e prazos: os projetos têm um tipo e ritmo
                                   de gastos variáveis; há uma seqüência predeterminada,
                                   e a rigidez dos prazos é mais acentuada. As atividades

58
Elaboração de Projetos




                    rotineiras não, seus orçamentos são precisamente defi-
                    nidos e admitem certa flexibilidade nos prazos; e

                controle de qualidade: nas atividades rotineiras, é es-
                tatístico, e nos projetos, não.

     A Figura 10 demonstra a dinâmica do processo de utilização
dos recursos do ponto de vista ambiental e seus reflexos na elabo-
ração de novos projetos.



                                          ESTÁVEL
                             TE
                         N
                         A
                        D
                    N
                    U
                B
                A




                                                                               COMPLEXO
      SIMPLES




                                                                           O
                                                                           S
                                                                       S
                                                                       A
                                                                   C
                                                                 ES

                                          DINÂMICO



   MODELO TRIDIMENSIONAL DO AMBIENTE



                        Figura 10: Modelo tridimensional do ambiente
                               Fonte: adaptado pelos autores




  RESUMO


           Nesta Unidade, foram abordados os fatores que identifi-
   cam as oportunidades em projetos. Falamos que o desenvol-
   vimento de produtos, a gestão estratégica, a formação de pra-
   zos, a determinação de recursos e a criatividade formam um
   conjunto teórico utilizado na gestão de projetos. Mostramos,
   ainda, que o tempo, o orçamento e o controle são ferramen-
   tas indispensáveis para uma boa gestão de projetos.


                                                                                                           59
Curso de Capacitação a Distância




                          Atividades de aprendizagem


                          A Unidade 3 apresentou considerações importantes sobre o
                          que é planejamento, como planejar, onde estão as oportu-
                          nidades em projetos e os aspectos relativos à criatividade e
                          à inovação. Vamos conferir se você teve bom entendimento
                          do que foi abordado!
                          Para saber, responda as atividades propostas. Caso ainda
                          tenha alguma dúvida, faça uma leitura cuidadosa dos con-
                          ceitos ainda não entendidos ou, se achar necessário, entre
                          em contato com seu tutor.


                          1. Quais os principais fatores encontrados nas oportunidades
                          em projetos? Comente pelo menos três deles.

                          2. A competitividade exige a definição de novas estratégias de
                          ação? Quais são essas estratégias? Faça um pequeno comentá-
                          rio sobre cada uma delas.




60
Elaboração de Projetos




                          UNIDADE




                     4
Gerenciamento de Projetos e e
 Gerenciamento de Projetos
   suas Gerências Específicas
 suas Gerências Específicas




                                      61
Curso de Capacitação a Distância




                                   Objetivo

                        Nesta Unidade, você vai conhecer as

             diversas áreas de gerenciamento específicas, que

               compõem um gerenciamento geral em projetos.




62
Elaboração de Projetos




   Gerenciamento de projetos e
    suas gerências específicas




  Caro participante!
  Nesta Unidade, serão apresentados aspectos das diferentes
  gestões que formam o conjunto do projeto. Elas formam as
  bases de gerenciamento do projeto e, dependendo das ca-
  racterísticas, podem ser relacionadas todas as constantes,
  só algumas ou acrescentadas outras.
  É importante que você reflita ao longo de toda a leitura e se
  questione sobre a importância de cada assunto que está
  sendo apresentado, inclusive relacionando-o com a realida-
  de de sua organização.
  Vamos seguir juntos nessa caminhada!



     É importante que você lembre que cada projeto apresenta
seu conjunto de gestões necessárias.
     Exemplos:

          um projeto para liberação à população de um novo me-
          dicamento pode ter uma etapa de gestão que implica dis-
          tribuir milhares de doses para realização de teste na eta-
          pa da pesquisa; e

          um projeto para o abastecimento de água numa deter-
          minada cidade a ser implantado em cinco áreas geográ-
          ficas distintas pode exigir cinco gestões específicas para
          o meio ambiente.

     A gerência de projetos é a aplicação de conhecimentos, habi-
lidades e técnicas para projetar atividades que visam a atingir as
exigências do projeto.
     As áreas de gerenciamento do projeto são:

          gerenciamento da integração do projeto;


                                                                                        63
Curso de Capacitação a Distância




                                   gerenciamento do escopo do projeto;

                                   gerenciamento do prazo do projeto;

                                   gerenciamento de custos do projeto;

                                   gerenciamento da qualidade do projeto;

                                   gerenciamento do pessoal;

                                   gerenciamento das comunicações;

                                   gerenciamento dos riscos; e

                                   gerenciamento de suprimentos.




                          Gerenciamento da integração
                          do projeto


                             O gerenciamento da integração do projeto inclui os proces-
                       sos requeridos para assegurar que os diversos elementos estão ade-
                       quadamente coordenados. Ele envolve fazer compensações entre
                       objetivos e alternativas eventualmente concorrentes, a fim de atin-
                       gir ou superar as necessidades e expectativas. Enquanto todos os
                       processos de gerência de projetos são de alguma maneira integrados,
                       os processos descritos nesta Unidade são por natureza integrativos.
                             A Figura 11 fornece uma visão geral dos processos principais
                       do gerenciamento da integração do projeto:

                                   desenvolvimento do plano do projeto: agregar os
                                   resultados dos outros processos de planejamento cons-
                                   truindo um documento coerente e consistente; e

                                   execução do plano de projeto: coordenar as mudan-
                                   ças através do projeto inteiro.




64
Elaboração de Projetos




                                             1
                                      Desenvolvimento
                                        do plano do
                                          projeto




           Gerenciamento
          da integração de
               projeto



                                                 2
                                            Execução do
                                          plano de projeto




      Figura 11: Visão geral da gerência da integração do projeto
                   Fonte: elaborado pelos autores


Desenvolvimento do plano do projeto
                                                                             GLOSSÁRIO
     O desenvolvimento do plano do projeto deve obedecer as se-
                                                                         *Baseline – concei-
guintes etapas:
                                                                         to relacionado à
                                                                         rastreabilidade dos
          guiar a execução do projeto;
                                                                         requisitos, no qual
         documentar as restrições e premissas do plano do projeto;       se procura facilitar o
                                                                         acesso a informa-
          documentar as decisões de planejamento do projeto de
                                                                         ções de origem. Fon-
          acordo com as alternativas escolhidas;
                                                                         te: http://
          definir as revisões-chave de gerenciamento com relação         jcspl.wordpress.com/
          a conteúdo, âmbito e prazos; e                                 tag/baseline/

          prover um baseline* para medida de progresso e con-
          trole do projeto.




                                                                                      65
Curso de Capacitação a Distância




                                 É importante que você entenda uma restrição como uma li-
                           mitação aplicável que afetará o desempenho do projeto. Exemplo:
                           no projeto, estava prevista a contratação de agentes sanitários para
                           a campanha da Dengue até 21/5/2007, o que não ocorreu até a
                           data prevista. E premissas como fatores que são considerados ver-
                           dadeiros, reais ou certos. Exemplo: no Planejamento para aquisi-
                           ção de um aparelho de raio X para um hospital, o projeto conside-
                           rou que o dólar estaria cotado no máximo em R$ 2,10, o que se
                           confirmou.


                           Execução do plano do projeto

                                 A execução é o processo básico de realização do plano do pro-
                           jeto, pois é nele que a grande maioria do orçamento será gasto.
                           Neste processo, o gerente e a equipe de gerência devem coordenar
                           e direcionar as diversas interfaces técnicas e organizacionais, pois
                           é exatamente nele que o produto é criado. O desempenho contra o
                           baseline do projeto deve ser continuamente monitorado, e então
                           as ações corretivas podem ser tomadas baseadas no desempenho
                           real contra o plano do projeto. Previsões periódicas do custo final e
                           resultados do cronograma serão usadas para suportar a análise.




                              Gerenciamento do escopo do projeto
    GLOSSÁRIO
*Escopo – alvo,
                                 O escopo* constitui uma descrição documentada do proje-
mira, intuito, inten-
ção. Fonte: Ferreira       to, quanto a seu objetivo ou resultado, sua abordagem e conteúdo,
(2004).                    isto é, o que pretende obter, como fazê-lo e o que envolve como
                           ações (VALERIANO, 2001, p. 191).
                                 O escopo desdobra-se em duas partes, quais sejam:

                                       escopo do produto: em que se definem e se delimitam
                                       as funções e as características do produto ou do serviço
                                       a ser gerado pelo projeto, seus aspectos e funções; e



   66
Elaboração de Projetos




          escopo do projeto: que define e quantifica o trabalho a
          ser feito a fim de gerar o produto ou serviço tal como
          estabelecido no seu escopo, e com os aspectos e funções
          especificados.

     A Figura 12 apresenta uma visão geral do escopo do projeto:



                              1. Iniciação


     5. Controle
                                                2. Planejamento
    de Mudanças
                                 ESCOPO




                    4. Verificação           3. Definição


             Figura 12: Visão geral do escopo do projeto
                  Fonte: elaborado pelos autores



     Agora que você já conheceu a visão geral, vamos decompor
cada uma das etapas do projeto obedecendo à lógica de definição de:

       1. entradas;

       2. recursos e atividades (ferramentas ou técnicas); e

       3. saídas.


Iniciação do Escopo

     É o começo efetivo do projeto e pode surgir de diversas situa-
ções ou oportunidades, como: uma necessidade, uma deficiência,
uma carência, uma tendência, etc.
     Exemplos:

          uma necessidade social (por exemplo, um projeto para
          corrigir a carência alimentar da população indígena no
          Brasil); e
                                                                                       67
Curso de Capacitação a Distância




                                       uma exigência legal (por exemplo, o governo estabelece
                                       normas rígidas para o manuseio do lixo hospitalar).



                           Planejamento do Escopo

                                 A etapa de planejamento trata da elaboração e da documen-
                           tação progressiva do projeto.
                                 As ferramentas e técnicas que são utilizadas na etapa de pla-
                           nejamento (VALERIANO, 2001, p. 56) são:

                                       análise do produto: envolve desenvolver um melhor
                                       entendimento do produto do projeto. Isso inclui técnicas
                                       como a análise de decomposição do produto, engenharia
                                       de sistemas, engenharia de valor, análise de valor, análise
                                       de funções e desdobramento da função qualidade.

                                       análise de custo/benefício: envolve estimar custos
                                       tangíveis e intangíveis (outlays – gastos) e benefícios
                                       (returns – receitas) das várias alternativas de projeto e
                                       produto e, então, usar medidas financeiras tais como
                                       retorno de investimento ou período de reembolso para
    GLOSSÁRIO                          avaliar a qualidade relativa das alternativas identificadas.
*Brainstorming – ou                    identificação de alternativas: este é um termo gené-
tempestade de idéi-                    rico para qualquer técnica usada para gerar diferentes
as, processo para                      abordagens do projeto. Existem várias técnicas de
gerar idéias com o                     gerenciamento freqüentemente usadas aqui, sendo as
objetivo de solucio-                   mais comuns o brainstorming* e o lateral thinking
nar problemas ou                       (pensamento lateral).
aproveitar oportu-
nidades.    Fonte:                     avaliação especializada.
Lacombe (2004)


                           Definição do escopo

                                 A definição do escopo consiste no detalhamento do projeto
                           em suas partes constitutivas e em suas atividades elementares, e
                           tem por finalidade facilitar a administração do projeto visando a:

                                       melhorar as estimativas de custos, de prazos e de recur-
                                       sos necessários;


   68
Elaboração de Projetos




          estabelecer linhas de base como referência de medições e
          controle; e

          fixação e distribuição de responsabilidades dos executan-
          tes e envolvidos.



Verificação do escopo

      A verificação do escopo é a formalização do aceite do escopo
do projeto pelas partes envolvidas ou interessadas (patrocinador,
clientes, usuários, etc.).
      Trata-se de uma revisão do trabalho, verificando se os pro-
dutos e resultados estão atendendo satisfatoriamente ao que foi
solicitado. É fundamental a verificação da aceitação dos resulta-
dos do trabalho.


Controle de mudanças do escopo

      O controle de mudanças do escopo consiste em garantir que
as mudanças sejam discutidas, combinadas e gerenciadas se ocor-
rerem.




   Gerenciamento do prazo do projeto


      Todo projeto é desenvolvido dentro de um determinado tem-
po previamente programado. Visando ao cumprimento e ao con-
trole de tal prazo, alguns procedimentos são estabelecidos. A Figu-
ra 13 fornece uma visão geral.




                                                                                       69
Curso de Capacitação a Distância




                                                  1. Definição
                                                     das atividades


                                                                      2. Seqüenciamento
                          5. Controle do
                                                                         das atividades
                             cronograma
                                                    PRAZO DO
                                                    PROJETO



                                   4. Desenvolvimento          3. Estimativa da
                                      do cronograma              duração das atividades

                                      Figura 13: Prazo do projeto – visão geral
                                         Fonte: elaborado pelos autores


                             Agora, você vai ver com um pouco mais de detalhe as entra-
                       das, ferramentas, técnicas e saídas de cada uma das etapas.


                       Definição das atividades

                             A definição das atividades implica verificar quais etapas de-
                       verão ser cumpridas para atender à estrutura completa do projeto
                       e aos prazos necessários para seu cumprimento.


                       Seqüenciamento das atividades

                             O seqüenciamento das atividades envolve identificar e docu-
                       mentar as relações de dependência entre as atividades. Estas de-
                       vem ser seqüenciais, possibilitando mais tarde o desenvolvimento
                       de um cronograma realista e viável. O seqüenciamento pode ser
                       feito com auxílio de um computador (por exemplo, utilizando
                       softwares de gerência de projetos) ou com técnicas manuais.
                       As técnicas manuais são, geralmente, mais efetivas em projetos
                       menores e em fases iniciais de projetos maiores, quando existem
                       poucos detalhes disponíveis. As técnicas manuais e automatizadas
                       podem, também, ser utilizadas em conjunto.




70
Elaboração de Projetos




Estimativa da duração das atividades

     A estimativa de duração das atividades é o processo de gerar
as durações das atividades para entrada do cronograma, a partir
das informações do escopo do projeto e dos recursos disponíveis.
As entradas para as estimativas de duração se originam tipicamente
da pessoa ou do grupo dentro da equipe do projeto, para quem a
natureza da atividade específica é mais familiar. A estimativa é,
freqüentemente, construída de forma progressiva, e o processo
considera a qualidade e a disponibilidade dos dados de entrada.
Assim, pode-se assumir que a estimativa vai progressivamente se
tornando mais precisa e com uma qualidade conhecida. A pessoa
ou o grupo da equipe do projeto que estiver mais familiarizado com
a natureza de uma atividade específica deve fazer ou, no mínimo,
aprovar a estimativa.


Desenvolvimento do cronograma

     Desenvolver o cronograma significa determinar as datas de
início e fim para as atividades do projeto. Se as datas de início e fim
não forem realistas, é improvável que o projeto termine conforme
planejado. O processo de desenvolvimento do cronograma deve ser
conduzido de forma interativa (junto com os processos que forne-
cem entradas, especialmente as estimativas das durações e dos
custos) antes da determinação do cronograma do projeto.


Controle do cronograma

     O controle do cronograma consiste em:

          influenciar os fatores que criam mudanças no cronograma,
           para garantir que elas sejam benéficas;

          determinar que o cronograma foi alterado; e

          gerenciar as mudanças reais, quando e como elas ocorrem.

     O controle do cronograma deve estar fortemente integrado
com os outros processos de controle.


                                                                                           71
Curso de Capacitação a Distância




                          Gerenciamento de custos do projeto


                             O gerenciamento de custos visa a assegurar que o projeto
                       seja realizado observando o seu orçamento. Consiste fundamen-
                       talmente nos custos dos recursos necessários para a implantação
                       das suas diversas etapas.
                             O gerenciamento dos custos compreende as seguintes etapas
                       (Figura 14):


                                             1. Estimativa dos custos




                                              GERENCIAMENTO
                                                DE CUSTOS


                            3. Controle dos custos            2. Orçamento dos custos


                               Figura 14: Etapas de gerenciamento de custos do projeto
                                           Fonte: elaborado pelos autores



                       Estimativa dos custos

                             A estimativa dos custos envolve desenvolver uma aproxima-
                       ção (estimativa) dos custos dos recursos necessários para comple-
                       tar as atividades do projeto. Na busca de uma aproximação dos cus-
                       tos, a pessoa responsável pela estimativa considera as causas de va-
                       riação da estimativa final, a fim de melhor gerenciar o projeto.
                             Quando o projeto é realizado sob contrato, devem ser toma-
                       dos cuidados para distinguir custos estimados de preço. A estima-
                       tiva dos custos envolve elaborar uma avaliação quantitativa dos
                       resultados prováveis – quanto custará para a organização o forne-
                       cimento do produto ou o serviço envolvido? O preço é uma decisão
                       de negócio – quanto a organização cobrará pelo produto ou servi-

72
Elaboração de Projetos




ço – que usa as estimativas de custo apenas como uma entre várias
considerações.


Orçamento dos custos

     O orçamento dos custos envolve alocar as estimativas dos
custos globais nas atividades individuais dos pacotes de trabalho
com a finalidade de estabelecer um baseline de custo para medir o
desempenho do projeto. A realidade pode impor que as estimativas
sejam feitas depois da aprovação do orçamento, mas, sempre que
possível, elas devem ser elaboradas antes de submeter o orçamen-
to para aprovação.


Controle dos custos

     O controle dos custos está associado a:

         influenciar os fatores que criam as mudanças no baseline
         de custo de forma a garantir que estas mudanças sejam
         benéficas;

         determinar que o baseline de custo foi alterado; e

         gerenciar as mudanças reais quando e como elas surgirem.

     O controle dos custos inclui:

         monitorar o desempenho do custo para detectar e enten-
         der as variações do plano;

          assegurar que todas as mudanças apropriadas estão
          registradas corretamente no baseline de custo;

         informar as partes envolvidas afetadas sobre as mudan-
         ças autorizadas; e

          atuar no sentido de manter os custos esperados dentro
          de limites aceitáveis.

     O controle dos custos inclui pesquisar os porquês das varia-
ções, tanto positivas quanto negativas. Deve estar fortemente in-
tegrado com os outros processos de controle (o controle de mudan-


                                                                                     73
Curso de Capacitação a Distância




                       ça de escopo, o controle do cronograma, o controle da qualidade e
                       outros). Por exemplo, uma resposta inadequada para variações do
                       custo pode causar problemas de qualidade ou de prazo, ou produzir,
                       mais adiante no projeto, um nível de risco inaceitável.




                          Gerenciamento da qualidade
                          do projeto


                             A gestão da qualidade trata de assegurar que o projeto vai
                       satisfazer todas as necessidades para as quais foi empreendido
                       (VALERIANO, 2001, p. 230).
                             As principais etapas do gerenciamento da qualidade estão
                       representadas na Figura 15 e são detalhadas na seqüência:



                                        1. Planejamento da qualidade




                                              GERENCIAMENTO
                                               DA QUALIDADE


                          3. Controle da qualidade            2. Garantia da qualidade


                        Figura 15: Principais etapas do gerenciamento da qualidade do projeto
                                           Fonte: elaborado pelos autores




74
Elaboração de Projetos




Planejamento da qualidade

     O planejamento da qualidade envolve identificar que padrões
de qualidade são relevantes para o projeto e determinar como
satisfazê-los. Ele é um dos processos facilitadores chave do plane-
jamento do projeto, e deve ser executado de forma regular e em
paralelo com os outros processos de planejamento do projeto. Por
exemplo, mudanças no produto do projeto necessárias para aten-
der aos padrões de qualidade podem exigir ajustes no prazo ou no
custo, ou, ainda, a qualidade desejada do produto pode exigir uma
análise detalhada do risco de um problema identificado. Antes do         Conheça mais sobre a
                                                                         ISO e suas diversas
desenvolvimento das séries ISO 9000, as atividades aqui descritas
                                                                         normas em http://
como planejamento da qualidade eram amplamente discutidas
                                                                         pt.wikipedia.org/
como parte da garantia de qualidade.
                                                                         wiki/ISO

Garantia da qualidade

     A garantia da qualidade consiste de todas as atividades pla-
nejadas e sistematizadas, implementadas no sistema de qualidade
para prover segurança de que o projeto satisfaz os padrões de qua-
lidade relevantes. Ela deve ser executada ao longo do projeto. An-
tes do desenvolvimento das séries ISO 9000, as atividades descri-
tas no planejamento da qualidade eram, na sua maioria, incluídas
como parte da garantia de qualidade.
     A garantia da qualidade é freqüentemente fornecida pelo de-
partamento de garantia da qualidade ou unidade organizacional
similar, embora isso não seja uma exigência.
     A garantia pode ser fornecida à equipe de gerenciamento do
projeto e à gerência da organização executora (garantia da quali-
dade interna), ou pode ser fornecida ao cliente e outros não direta-
mente envolvidos no trabalho do projeto (garantia da qualidade
externa).




                                                                                        75
Curso de Capacitação a Distância




                       Controle da qualidade

                             O controle da qualidade envolve monitorar os resultados es-
                       pecíficos do projeto para determinar se eles estão de acordo com os
                       padrões de qualidade relevantes e identificar formas de eliminar as
                       causas dos resultados insatisfatórios. Deve ser executado ao longo
                       do projeto.




                          Gerenciamento do pessoal


                             De acordo com Valeriano (2001), a gestão de pessoal trata
                       dos recursos humanos do projeto focalizando a pessoa como enti-
                       dade viva, isolada, sob o aspecto de seu progresso profissional e
                       também a equipe como um conjunto harmonioso devotado ao tra-
                       balho cooperativo.
                             Tal gerenciamento envolve as seguintes etapas (Figura 16):



                                       1. Planejamento da organização




                                            GESTÃO DO PESSOAL



                           3. Desenvolvimento                  2. Montagem da equipe
                              da equipe

                                      Figura 16: Etapas da gestão de pessoas
                                        Fonte: elaborado pelos autores




76
Elaboração de Projetos




Planejamento da organização

      O planejamento organizacional envolve identificar, docu-
mentar e designar os papéis, as responsabilidades e os relaciona-
mentos que podem ser atribuídos a indivíduos ou a grupos. Os indi-
víduos e os grupos podem fazer parte da organização do projeto ou
não. Os grupos internos, normalmente, estão associados a departa-
mentos funcionais específicos, tais como Engenharia, Marketing ou
Contabilidade.
      Na maioria dos projetos, grande parte do planejamento or-
ganizacional é feito nas fases iniciais. Entretanto, os resultados
deste processo devem ser revisados regularmente, ao longo do pro-
jeto, para assegurar a continuidade da aplicação. Se a organização
inicial não está mais sendo eficiente, ele deve ser imediatamente
revisto.
      O planejamento organizacional está, na maioria das vezes,
fortemente ligado ao planejamento das comunicações, uma vez
que a estrutura organizacional do projeto terá um efeito direto nos
seus requisitos de comunicação.


Montagem da equipe

      A montagem da equipe envolve conseguir que os recursos
humanos necessários (indivíduos ou grupos) sejam alocados ao
projeto. Na maioria dos ambientes, os melhores recursos podem
não estar disponíveis, e a equipe de gerenciamento do projeto deve
cuidar para garantir que os recursos que estão disponíveis vão aten-
der aos requisitos do projeto.


Desenvolvimento da equipe

      O desenvolvimento da equipe engloba o aumento da capaci-
dade das partes envolvidas de contribuir individualmente, bem
como o aumento da capacidade de funcionar como uma equipe.
O crescimento individual (gerencial e técnico) é a base necessária
para desenvolver a equipe. O desenvolvimento como equipe é crucial
para a capacidade do projeto de atingir seus objetivos.

                                                                                        77
Curso de Capacitação a Distância




                                O desenvolvimento da equipe num projeto é particularmente
                          complicado quando os membros se reportam ao gerente funcional
                          e ao gerente de projeto. O gerenciamento efetivo desse duplo rela-
                          cionamento é, normalmente, um fator crítico de sucesso para o
                          projeto e geralmente é responsabilidade do gerente do projeto.
                                Embora o desenvolvimento da equipe do projeto tenha sido
                          apresentado como um dos processos de execução, ele se desenvol-
                          ve ao longo de todo o percurso.




                             O gerente de projetos e a equipe


                                Como você já sabe, os projetos podem envolver uma ampla
                          gama de pessoas com diferentes conhecimentos, habilidades e ati-
                          tudes; cada um com suas experiências. Valeriano (2001, p. 145)
                          apresenta algumas características que devem estar presentes na
                          equipe de projetos:

   GLOSSÁRIO                          os objetivos de cada membro devem estar voltados para
*Difundir – espa-                     o objetivo do projeto;
lhar, disseminar,
                                      a gerência é difusa*, com potencialização e uso de equi-
propagar. Fonte:
                                      pes autogerenciadas;
Ferreira (2004).
                                      os membros da equipe participam dos planejamentos,
                                      das decisões e das revisões;

                                      a maior parte das decisões e das soluções de conflitos é
                                      tomada por consenso; e

                                      as necessidades e os problemas individuais são compar-
                                      tilhados pela equipe.

                                Perceba que destacamos o papel da equipe.
                                Maximiano (2002, pp. 178 a 188) destaca o papel extrema-
                          mente importante do gerente do projeto e define como sua princi-
                          pal responsabilidade a de assegurar a realização do projeto dentro
                          dos padrões de desempenho, do prazo estabelecido, do custo e da


   78
Elaboração de Projetos




qualidade desejada. São destacados os seguintes papéis que preci-
sam ser desempenhados pelo gerente do projeto:

           planejador;

           organizador;

           administrador de pessoas;

           administrador de interfaces;

           administrador de tecnologia;

           implementador; e

           formulador de métodos.

     Menezes (2003, pp. 102 a 104) cita quatro categorias de pro-
fissionais que devem se envolver em todo o desenvolvimento do
projeto:

           gerente geral-patrocinador;

           gerente do projeto-condutor;

           gerente funcional responsável pela execução em área es-
           pecífica do conhecimento; e

           especialistas, que são os executores das tarefas do projeto.

     Já que você conheceu alguns personagens que se envolvem
com projetos, vamos, sem prejuízo das informações até aqui trata-
das, acrescentar mais três personagens e seus respectivos papéis:

           patrocinador: é quem inicia o projeto, garante sua re-
           levância, ajuda e age como referencial;

           cliente: pode ser interno ou externo e beneficia-se dos
           resultados do projeto. Serve como guia ao gerente e é
           influência forte no andamento do projeto; e

           fornecedor: fornece materiais, produtos ou serviços ne-
           cessários para o andamento do projeto. Pode envolver-
           se com o projeto e ajudar no bom andamento, se entre-
           gar os suprimentos nos prazos estabelecidos.


                                                                                           79
Curso de Capacitação a Distância




                          Gerenciamento das comunicações


                             O gerenciamento das comunicações do projeto inclui os pro-
                       cessos necessários para garantir a regular e apropriada geração,
                       coleta, disseminação, armazenamento e descarte final das infor-
                       mações necessárias para o sucesso do projeto. Todos os envolvidos
                       no projeto devem estar preparados para enviar e receber comuni-
                       cações, e devem compreender como as suas afetam o projeto como
                       um todo.
                             Atenção!
                             É importante que você entenda:

                                   comunicações como um conjunto de técnicas que tra-
                                   tam da geração, coleta, armazenamento, recuperação,
                                   disseminação e descarte da informação;

                                   informação como o resultado obtido da avaliação, inter-
                                   pretação, análise e organização de dados; e

                                   dado como um elemento factual usado para obter infor-
                                   mação.

                             De acordo com Valeriano (2001), a informação pode ser re-
                       cebida pelo projeto, quando gerada em alguma parte de seu ambi-
                       ente (uma lei, uma norma técnica ou uma política da organiza-
                       ção), mas também é produzida no âmbito do projeto, com destino
                       a outra parte ou componente, ou pode ser destinada a uma entida-
                       de externa (um relatório de desempenho para um cliente ou pa-
                       trocinador do projeto).
                             As informações geradas pelo projeto cumprem três finalidades:

                                   comunicação no âmbito do projeto, destinando-se aos
                                   “clientes internos”;

                                   comunicação com fornecedores e clientes do projeto –
                                   “cliente externos”; e

                                   repositório de informações – “clientes institucionais”.



80
Elaboração de Projetos




     A Figura 17 apresenta as etapas que compõem a gestão das
comunicações, e na seqüência apresentamos os detalhes de cada
uma delas.



    4. Encerramento                       1. Planejamento
       Administrativo                        das Comunicações



                         GESTÃO DAS
                        COMUNICAÇÕES


    3. Relato de                            2. Distribuição
       Desempenho                              das Informações

      Figura 17: Etapas que compõem a gestão das comunicações
                   Fonte: elaborado pelos autores



Planejamento das comunicações

     O planejamento das comunicações envolve determinar as
informações e comunicações necessárias às partes envolvidas no
projeto:

           quem precisa de que informação;

           quando serão necessárias;

           como devem ser fornecidas; e

           por quem devem ser fornecidas.

     Embora todos os projetos necessitem transmitir informações,
as necessidades dos métodos de distribuição variam enormemen-
te. Identificar as necessidades de informações das partes envolvi-
das e determinar os meios adequados para o atendimento dessas
necessidades é um fator importante para o sucesso do projeto.
     Na maioria dos projetos, grande parte do planejamento das
comunicações é feita nas fases iniciais. Entretanto, os resultados


                                                                                      81
Curso de Capacitação a Distância




                       deste processo devem ser revisados regularmente, se necessário,
                       para a continuidade da aplicação.
                             O planejamento das comunicações está, na maioria das ve-
                       zes, fortemente ligado ao planejamento organizacional, uma vez
                       que a estrutura organizacional do projeto terá efeito direto nos re-
                       quisitos de comunicação do projeto.


                       Distribuição das informações

                             A distribuição das informações envolve disponibilizar, de for-
                       ma regular, as informações necessárias às partes envolvidas do
                       projeto. Inclui a implementação de um plano de gerenciamento
                       das comunicações, bem como uma resposta às solicitações inespe-
                       radas de informações.


                       Relato de desempenho

                             Esta etapa envolve a coleta e a disseminação das informa-
                       ções de desempenho para posicionar as partes envolvidas sobre o
                       uso dos recursos para alcançar os objetivos do projeto. Este pro-
                       cesso inclui:

                                   relatórios de situação: descrevem a posição atual do
                                   projeto – por exemplo, posição com relação ao
                                   cronograma e ao orçamento;

                                   relatórios de progresso: descrevem o que a equipe do
                                   projeto já realizou – por exemplo, percentual das ativi-
                                   dades realizadas, ou atividades complementadas versus
                                   atividades em andamento; e

                                   previsões: predizem o futuro do projeto em termos de
                                   situação e andamento.

                             O relato de desempenho deve, geralmente, fornecer informa-
                       ções sobre o escopo, o prazo, o custo e a qualidade. Muitos projetos
                       também exigem informações sobre os riscos e as contratações.
                       Os relatórios podem ser preparados de forma sintética ou analítica.




82
Elaboração de Projetos




Encerramento administrativo

     O projeto ou a fase, depois de alcançar seus objetivos ou ter-
minada por outras razões, necessita ser encerrada. O encerramen-
to administrativo consiste em documentar os resultados para for-
malizar a aceitação do produto pelo patrocinador ou cliente.
Isto inclui a coleta dos registros; a garantia do atendimento das
especificações finais; a análise do sucesso, efetividade e lições apren-
didas, e o arquivamento dessas informações para uso futuro.
     As atividades do encerramento administrativo não deveriam
ser postergadas até a conclusão do projeto. Cada fase deveria ser
apropriadamente encerrada para assegurar que informações im-
portantes e úteis não sejam perdidas. Adicionalmente, as habilida-
des dos empregados devem ser atualizadas no banco de dados de
pessoal para refletir a aquisição de novos conhecimentos.




  Gerenciamento dos riscos

                                                                                   GLOSSÁRIO
     O gerenciamento dos riscos* do projeto é um processo siste-
                                                                               *Risco – é a possibi-
mático de identificar, analisar e responder aos riscos do projeto.
                                                                               lidade de ocorrência
Isso inclui maximizar a probabilidade e a conseqüência de eventos              de um resultado in-
positivos, e minimizar a probabilidade e a conseqüência de eventos             desejável,     como
adversos aos objetivos do projeto.                                             conseqüência de um
     A Figura 18 apresenta as etapas que compõem o geren-                      evento     qualquer
                                                                               Fonte: Valeriano
ciamento dos riscos, e na seqüência apresentamos os detalhes de
                                                                               (2001)
cada uma delas.




                                                                                            83
Curso de Capacitação a Distância




                                                 5. Controle de riscos

                          4. Planejamento de
                             resposta a riscos
                                                                            1. Planejamento
                                                                               de riscos
                                                      GESTÃO DE
                                                       RISCOS



                           3. Análise quantitativa                       2. Identificação
                              de riscos                                     de riscos


                                   Figura 18: Etapas que compõem a gestão de riscos
                                           Fonte: elaborado pelos autores



                       Planejamento de risco

                             O planejamento da gerência de risco é o processo de decidir
                       como abordar e planejar a gerência de risco no projeto. Isto é im-
                       portante para planejar os processos de gerência de risco a seguir de
                       forma a garantir que o nível, o tipo e a visibilidade da gerência de
                       risco estejam comensurados tanto para o risco quanto para a im-
                       portância do projeto para a organização.


                       Identificação de riscos

                             A identificação do risco envolve determinar quais riscos po-
                       deriam afetar o projeto e documentar suas características.
                             Geralmente, os participantes na identificação do risco inclu-
                       em os seguintes itens, se possível:

                                   equipe de projeto;

                                   equipe de gerenciamento de risco;

                                   consultores do assunto de outras partes da companhia;

                                   clientes;

                                   usuários finais;


84
Elaboração de Projetos




          outros gerentes de projeto;

          partes envolvidas; e

          especialistas externos.

     Identificação de risco é um processo interativo. A primeira
interação deve ser executada por parte da equipe de projeto ou pela
equipe de gerência de risco. Toda a equipe do projeto e as princi-
pais partes envolvidas devem fazer a interação seguinte. Para al-
cançar uma análise imparcial, pessoas que não estão envolvidas
no projeto devem executar a interação final.
     Freqüentemente, simples e efetivas respostas a risco podem
ser desenvolvidas e mesmo implementadas assim que os riscos são
identificados.


Análise quantitativa de riscos
                                                                               GLOSSÁRIO
     O processo de análise quantitativa dos riscos objetiva estudar
                                                                           *Simulação Monte
numericamente a probabilidade de cada risco e sua conseqüência
                                                                           Carlo – a simulação
nos objetivos do projeto, bem como a extensão do risco global do           ou método de Mon-
projeto. Este processo usa técnicas como simulação Monte Carlo*            te Carlo (MMC) é um
e análise de decisão para:                                                 método estatístico
                                                                           utilizado em simula-
          determinar a probabilidade de alcançar um objetivo es-           ções há bastante
          pecífico do projeto;                                             tempo, tendo como
                                                                           objetivo principal a
           quantificar a exposição de risco para o projeto, e              obtenção de aproxi-
          dimensionar o custo e reservas de contingência de                mações numéricas
          cronograma que possam ser necessárias;                           de funções comple-
          identificar riscos que requerem uma maior atenção atra-          xas, tais como as usa-
          vés da quantificação da sua contribuição relativa no ris-        das em computação
          co do projeto; e                                                 numérica para ob-
                                                                           tenção de integrais.
          identificar custos, cronogramas, e objetivos de escopo re-       Fonte: Wikipédia
          alistas e factíveis.                                             (2007).

     A análise quantitativa dos riscos, geralmente, segue a análise
qualitativa. Ela requer a identificação dos riscos. Os processos de
análise qualitativa e quantitativa dos riscos podem ser usados se-


                                                                                        85
Curso de Capacitação a Distância




                       paradamente ou juntos. Considerações de disponibilidade de tem-
                       po e de orçamento, e a necessidade de declarações qualitativas ou
                       quantitativas sobre os riscos e seus impactos determinarão quais
                       os métodos a usar. A concorrência de tendências nos resultados,
                       quando a análise quantitativa é repetida, pode indicar a necessida-
                       de de maior ou menor ação de gerenciamento de risco.


                       Planejamento de respostas a riscos

                             Planejamento de respostas aos riscos é o processo de desen-
                       volver opções e determinar ações para ampliar oportunidades e
                       reduzir ameaças aos objetivos do projeto. Inclui a identificação e a
                       designação de indivíduos ou grupos responsáveis para cada res-
                       posta de risco planejada. Este processo assegura que os riscos iden-
                       tificados serão corretamente tratados. A efetividade da resposta
                       planejada determinará diretamente se o risco aumentou ou dimi-
                       nuiu para o projeto.
                             O planejamento de respostas aos riscos deve ser apropriado à
                       gravidade destes, deve pesar o custo contra os desafios enfrenta-
                       dos, considerar a oportunidade de ter êxito, ser realista no contex-
                       to de projeto, ser aceito por todas as partes envolvidas e ser delega-
                       do a uma pessoa responsável. Muitas vezes, é preciso selecionar a
                       melhor resposta aos riscos entre várias opções disponíveis.


                       Controle de riscos

                             Controle e monitoração dos riscos é o processo de manter a
                       rastreabilidade dos riscos identificados, monitorar riscos residuais
                       e identificar novos riscos, assegurar a execução dos planos de risco
                       e avaliar sua efetividade na redução deles. A monitoração e o con-
                       trole dos riscos registram as métricas de riscos que são associadas
                       com a implementação dos planos de contingência. Controle e
                       monitoração de riscos são um processo contínuo para a vida do
                       projeto. Os riscos mudam quando o projeto amadurece, novos ris-
                       cos surgem, ou riscos previstos desaparecem.




86
Elaboração de Projetos




     Bons processos de monitoração e controle de riscos provêem
informação que ajudam a tomar decisões efetivas antes da ocor-
rência do risco. É necessária uma comunicação permanente com
todas as partes envolvidas no projeto para avaliar periodicamente
a aceitação do seu nível de risco.
     O propósito da monitoração dos riscos é determinar se:

          as respostas aos riscos estão sendo implementadas como
          planejadas;

          as ações de respostas aos riscos são tão efetivas quanto es-
          peradas ou se deveriam ser desenvolvidas novas respostas;

          as premissas do projeto ainda são válidas;

          a exposição ao risco mudou em relação a seu estado an-
          terior, com a análise de tendências;

          um gatilho de risco ocorreu;

          políticas e procedimentos adequados estão sendo segui-
          dos; e

          tem ocorrido ou surgido riscos que não estavam identifi-
          cados previamente.




  Gerenciamento de suprimentos


     De acordo com Valeriano (2001), a gestão de suprimentos
trata da obtenção dos recursos a partir de fontes externas à orga-
nização. Os recursos incluem equipamentos, materiais, processador,
serviços, softwares e também a contratação dos serviços de pesso-
as. A Figura 19 apresenta as etapas que compõem o gerenciamento
de suprimentos, e na seqüência apresentamos os detalhes de cada
uma delas.




                                                                                          87
Curso de Capacitação a Distância




                                                  6. Encerramento
                                                     de contratos
                           5. Administração
                                                                    1. Planejamento
                              de contratos
                                                                       das aquisições


                                                  GESTÃO DE
                                                 SUPRIMENTOS
                            4. Seleção
                               de fontes
                                                                     2. Preparação
                                               3. Solicitações
                                                                        das aquisições


                       Figura 19: Etapas que compõem o gerenciamento de suprimentos de um
                                                      projeto
                                           Fonte: elaborado pelos autores


                       Planejamento das aquisições

                             O planejamento das aquisições é o processo de identificar que
                       necessidades do projeto podem ser mais bem atendidas através da
                       contratação de produtos ou serviços fora da organização do proje-
                       to, e deve ser acompanhado durante o esforço de definição do es-
                       copo. Envolve considerações sobre quando, como, o que, quanto e
                       onde contratar.
                             Quando o projeto obtém produtos e serviços fora da organi-
                       zação executora, os processos, desde a preparação das aquisições
                       até o encerramento do contrato, devem ser realizados uma vez para
                       cada item do produto ou serviço. A equipe do projeto pode querer
                       procurar suporte de especialistas no assunto de contratação e com-
                       pra, quando necessário, e envolvê-los logo nos processos como
                       membros da equipe.
                             Quando o projeto não obtém produtos e serviços fora da or-
                       ganização executora, os processos, desde a preparação das aquisi-
                       ções até o encerramento do contrato, não são realizados. Isto
                       freqüentemente ocorre em projetos de pesquisa e desenvolvimen-
                       to, quando a organização executora reluta em partilhar a tecnolo-



88
Elaboração de Projetos




gia do projeto, e em muitos projetos internos menores, quando o
custo de descobrir e gerenciar os recursos externos pode exceder as
economias potenciais.
     O planejamento das aquisições deve incluir também consi-
derações sobre eventuais vendedores, particularmente se o com-
prador deseja exercer algum grau de influência ou controle sobre
as decisões de subcontratação.


Preparação das aquisições

     A preparação das aquisições diz respeito aos documentos ne-
cessários para suportar o processo de licitação.


Solicitações

     A obtenção de propostas envolve a aquisição de informação
(coletas de preços e propostas) dos fornecedores potenciais quanto
ao atendimento das necessidades do projeto. A maioria do esforço
real deste processo é despendido pelos potenciais fornecedores sem
custo para o projeto.


Seleção de fontes

     A seleção de fontes envolve a recepção de coletas de preços
ou propostas, e a aplicação dos critérios de avaliação para selecio-
nar uma fonte. Os custos e preços são fatores-chave e podem ser
avaliados em um processo de decisão de seleção de fontes. Veja
quando isso acontece:

          o preço pode ser o determinante para um item fora de
          prateleira, mas o menor preço pode não ser o menor
          custo, caso o fornecedor se mostre incapaz de entregar o
          produto no prazo;

          as propostas são freqüentemente separadas em duas se-
          ções: técnicas (quanto à abordagem) e comercial (pre-
          ço), sendo cada uma avaliada separadamente;

          os produtos críticos podem exigir múltiplos fornecedores;


                                                                                        89
Curso de Capacitação a Distância




                                   as ferramentas e técnicas descritas abaixo podem ser usa-
                                   das isoladamente ou em conjunto. Por exemplo, um sis-
                                   tema de ponderação pode ser usado para:

                                       selecionar uma fonte única que será convidada para
                                        assinar um contrato-padrão; e

                                       classificar todas as propostas para estabelecer uma
                                       seqüência de negociação.

                                   nos principais documentos de aquisição, estes processos
                                   podem ser repetidos. Seleciona-se uma lista de fornece-
                                   dores qualificados baseados numa proposta preliminar
                                   para, em seguida, proceder a uma avaliação mais cui-
                                   dadosa a partir de uma proposta mais detalhada e
                                   abrangente.


                       Administração de contratos

                             A administração dos contratos é o processo de assegurar que
                       o desempenho do fornecedor está adequado aos requerimentos
                       contratuais. Em grandes projetos, com diversos fornecedores de
                       produtos e serviços, um aspecto-chave da administração dos con-
                       tratos é gerenciar as interfaces entre os diversos fornecedores.
                       A natureza da relação contratual obriga que a equipe do projeto,
                       ao administrar o contrato, esteja perfeitamente ciente das impli-
                       cações legais das ações tomadas.
                             A administração do contrato inclui a aplicação dos processos
                       apropriados de gerência de projetos às relações contratuais, e a
                       integração das saídas destes processos com a gerência do projeto
                       como um todo. Esta integração e a coordenação freqüentemente
                       ocorrerão em múltiplos níveis, sempre que houver diversos forne-
                       cedores e produtos envolvidos. Os processos de gerência de proje-
                       tos que devem ser aplicados incluem:

                                   execução do plano do projeto: para autorizar o tra-
                                   balho do contratado no devido tempo;




90
Elaboração de Projetos




          relato de desempenho: para monitorar o custo, o
          cronograma e o desempenho técnico do contratado;

         controle de qualidade: para inspecionar e verificar se
         o produto do contratado está adequado; e

         controle de mudanças: para assegurar que as mudan-
         ças estão adequadamente aprovadas e que todos que ne-
         cessitam tomaram conhecimento.

     A administração dos contratos também tem um componente
de administração financeira. As condições de pagamento devem
ser definidas dentro do contrato e envolver uma ligação clara en-
tre progresso medido e remuneração paga ao vendedor.


Encerramento de contratos

     O encerramento do contrato é similar ao encerramento ad-
ministrativo, na medida em que ele envolve tanto a verificação do
produto quanto o fechamento administrativo. Os termos e condi-
ções contratuais podem determinar procedimentos específicos para
encerramento do contrato. O término precoce de um contrato é
um caso especial de seu encerramento.
     Encerramos a Unidade 4 destacando a importância das di-
versas ferramentas apresentadas até aqui para a gestão de proje-
tos. A intenção desta Unidade, assim como de todo o curso, não é o
de proporcionar a você o domínio total das ferramentas da gestão
de projetos, mas sim de provocar seu interesse sobre a administra-
ção de projetos e, conseqüentemente, instigá-lo a buscar maior co-
nhecimento sobre tema.




                                                                                      91
Curso de Capacitação a Distância




                          RESUMO


                                   Nesta Unidade, você tomou conhecimento do tema
                           denominado “Gerenciamento de projetos”, que lhe foi apre-
                           sentado por meio de cada uma das nove gerências.

                                   Como o tema se reveste de relativa complexidade, trans-
                           formamos grande parte do conteúdo em figuras, a fim de
                           facilitar sua compreensão e visualização dos elementos
                           constitutivos de cada gerência.


                          Atividades de aprendizagem


                          Você entendeu o que discutimos nesta Unidade?
                          Para saber, procure resolver as atividades propostas. Caso
                          tenha ficado alguma dúvida, faça uma releitura cuidadosa
                          dos conceitos ainda não bem entendidos ou, se achar ne-
                          cessário, entre em contato com seu tutor.


                          Prepare uma proposta de projeto levando em consideração o
                          roteiro “Faça você mesmo” apresentado por Maximiano (2002,
                          p. 237 e 238).

                          1. Comece esclarecendo qual é o problema.
                          Explique qual o problema que você (ou o cliente) quer resolver.
                          Pode ser uma oportunidade, como um nicho de mercado que
                          ainda não foi explorado ou um novo produto que promete al-
                          gum retorno. Pode ser o interesse provocado por sua curiosida-
                          de de pesquisador. Certifique-se de que o cliente está de acordo
                          com sua interpretação do problema.

                          2. Explique por que é importante resolver o problema.
                          Justifique a escolha do problema. Mesmo que seja ou pareça
                          óbvio para você, procure explicar. O cliente está de acordo com
                          sua interpretação ou explicação?


92
Elaboração de Projetos




3. Defina o resultado esperado do projeto.
Explique qual produto será fornecido pelo projeto: trata-se de
um produto físico, um conceito ou um evento? Explique a que
ponto você quer chegar. Faça uma descrição sucinta do produ-
to. Defina as especificações de desempenho que o produto deve-
rá apresentar.

4. Desenhe uma estrutura analítica.
Especifique todos os componentes do produto que deverão ser
fornecidos durante ou ao final do projeto. Use substantivos.

5. Defina, uma proposta de projeto para a sua organização, le-
vando em conta os seguintes aspectos:

  a) patrocinador;
  b) objetivos e metas;
  c) escopo do projeto;
  d) justificativas para o projeto;
  e) necessidades de recursos;
  f) expectativas da administração sobre o projeto;
  g) ligações com outros projetos internos ou externos à orga-
     nização;
  h) prazos necessários ao projeto;
  i) medidas de desempenho.

6. Defina o ciclo de vida do projeto.
Nesta parte, coloque as grandes fases do projeto e os resultados
de cada uma, quando houver.

7. Faça uma lista de tarefas.
Faça uma lista de atividades ou tarefas necessárias para reali-
zar o produto, identificando as precedências e o tempo de dura-
ção de cada uma. Use verbos.

8. Prepare um cronograma.
Faça a distribuição das atividades no tempo.




                                                                                    93
Curso de Capacitação a Distância




                          9. Identifique os recursos necessários para realizar as atividades.
                          Especifique todos os tipos de recursos necessários para realizar
                          o projeto. Pessoas, instalações, escritórios, computadores, ma-
                          terial de consumo, aquisições, transportes, seguros, tudo deve
                          ser relacionado. Faça uma estimativa dos custos.

                          10. Prepare o orçamento.
                          Faça o orçamento global dos recursos necessários.




                          Caro cursista!
                          Ao final desta Unidade, esperamos que você tenha condi-
                          ções de conceituar cada uma das áreas de gerenciamento,
                          suas etapas constitutivas e as principais entradas, técnicas,
                          ferramentas e saídas de cada etapa do gerenciamento de
                          projetos.
                          Esperamos, também, ter alcançado o objetivo proposto, uma
                          vez que procuramos destacar a relevância deste assunto,
                          oferecendo noções básicas, relacionando-as à prática pro-
                          fissional.
                          Se você ainda tem dúvidas, retome a leitura ou busque auxí-
                          lio junto ao seu tutor.




94
Elaboração de Projetos




                        UNIDADE




                   5
 Projetos no setor público
Projetos no setor público




                                   95
Curso de Capacitação a Distância




                                       Objetivo

              Nesta Unidade, você vai poder identificar de onde

            surgem as demandas por projetos no setor público e

         ainda entender que a mesma metodologia utilizada para

       elaborar projetos em organizações públicas é utilizada em
      organizações privadas e, finalmente, você vai compreender

           que não existe um roteiro único para a elaboração de

                                   projetos no setor público.




96
Elaboração de Projetos




          Projetos no setor público




  Caro participante!
  Quero convidar você para darmos mais um passo nesse nos-
  so aprendizado sobre projetos. Esta Unidade será dedicada
  ao estudo dos projetos no setor público. Você vai ver que no
  mesmo Ministério os critérios para elaboração de projetos são
  diferentes.
  Leia atentamente e lembre-se: são as pessoas organizadas,
  com sonhos, idéias inovadoras e bons projetos que fazem a
  diferença. Pessoas como você!



     Para as organizações públicas, são geralmente demandas
políticas e sociais que as levam a oferecer respostas por meio de
programas ou projetos elaborados com a finalidade de transfor-
mar e melhorar estas realidades sociais indesejadas.
     É bastante comum, no serviço público, quando se tem uma
“idéia”, não raras vezes ainda bastante vaga, aplicar-se o termo
“projeto” para desenvolvê-la.
     Em tese, no setor público, as políticas, os programas, diretri-
zes e plataformas políticas resultam em projetos que, muitas ve-
zes, são meras intenções desestruturadas. Para que se tenha um
projeto formal, no mínimo três etapas precisam ocorrer:

          aceitação;

          confirmação; e

         viabilidade.

     É importante entender que a mesma metodologia utilizada
para elaborar projetos no setor privado pode ser utilizada para
elaborá-los no setor público, mesmo porque muitos órgãos públi-
cos, tanto federais quanto estaduais ou municipais contratam or-
ganizações especializadas privadas para elaborar seus projetos.
                                                                                        97
Curso de Capacitação a Distância




                                 Tais contratações ocorrem principalmente pela falta de cul-
                           tura no setor público em elaboração de projetos e pela complexida-
                           de dos conhecimentos exigidos para atuar na área de projetos.
                                 Veja no Quadro 1 a diferença de paradigmas* no setor pú-
                           blico e no setor privado em três referências (ações, pessoas e resul-
                           tados):


                                Natureza            Setor público                  Setor privado
    GLOSSÁRIO
                                              Direcionadas de acordo com   Direcionado de acordo com o
*Paradigma – ma-                              o que é determinado ou       que não é proibido por lei.
                             Ações
neira pela qual enten-                        permitido por lei.
demos o mundo. Pon-
                                              Instabilidade da gerência    Estabilidade da gerência e
to de referência. Fonte:                      e estabilidade do corpo      instabilidade do corpo
                             Pessoas
www.paradigma.com.br                          técnico ou operacional.      técnico operacional.
(2007).
                             Resultados       Sociais                      Lucro
*Caderno de encar-
gos – descrição de-                    Quadro 1: Diferença de paradigmas entre o setor público
talhada das exigên-                                    e o setor privado.
cias do produto e do                        Fonte: www.pmimg.org.br (julho de 2007)
plano operacional do
projeto. Fonte: adap-
tado de Maximiano                A diferença de paradigmas no setor público e no setor priva-
(2002)                     do está diretamente na condução dos projetos. Pelo fato de as ações
                           a serem cumpridas, as pessoas envolvidas e os resultados deseja-
                           dos interferirem diretamente na elaboração dos projetos, bem como
                           o número de agentes envolvidos (governos federal, estaduais e
                           municipais), e muitas vezes ainda organismos internacionais, é
                           comum a existência de roteiros diferenciados ou caderno de en-
                           cargos* diferenciados para a elaboração de propostas de projetos.
                           Veja na Figura 20 os principais elementos que formam a proposta
                           de um projeto na visão de Maximiano (2002).




    98
Elaboração de Projetos




                                                     Esc
                                                       op




                         Ju do
                                                    do o




                           st Pro
                                                 Pro




                             i fi j e
                                                     jeto




                                 ca t o
                                   tiv
                                       as
                                                 2




                                        1
                                                                            ma
                                                                    no   gra
           Condições                                            Cro
           contratuais     6             Proposta          3
                                        do Projeto




                                                     4
                               5




                                                           Re rça
                       et do




                                                             O
                                                             cu me
                  Pr ipe
                         o




                                                               rs nt
                                                                  os o
                     u
                    oj
                  Eq




                                                                    e
          Figura 20: Principais elementos que constituem a
                      proposta de um projeto.
               Fonte: adaptado de Maximiano (2002)




     A finalidade principal dos projetos no setor público é definir
foco de atuação, medir objetivos, ações, prazos, metas, custos, re-
sultados esperados e permitir transformar a visão de futuro em
resultados concretos que sinalizam a mudança desejada.
     Os projetos públicos possibilitam ainda: a articulação e me-
lhor aproveitamento dos recursos públicos e a percepção por parte
da sociedade de que “quem governa tem uma visão de futuro e que
as respostas estão sendo construídas, mediante ações concretas”.
     Os principais elementos que formam a proposta de um pro-
jeto no setor público estão presentes em muitos tipos de roteiro,
mas há que considerar que não existe uma estrutura única e rígida
para atender à participação em projetos.



  Para que você entenda melhor o que está sendo formulado,
  apresentamos três exemplos de roteiros para participação
  em projetos do Ministério da Saúde do Governo Federal do
  Brasil.


                                                                                                  99
Curso de Capacitação a Distância




                              É importante que você perceba que, mesmo sendo o mes-
                              mo Ministério, os roteiros e as exigências são diferentes.


 O referido programa
 está disponível para      Programa de qualificação e estruturação da Gestão do
 consulta em http://
                           Trabalho e da Educação no SUS – PROGESUS
portal.saude.gov.br/
portal/arquivos/pdf/             Para enviar o projeto ao Ministério da Saúde, o roteiro deve
 roteiroprogesus.pdf       ser composto dos seguintes itens:
    Acesso em 10 de
julho de 2007-07-11                      apresentação do projeto;

                                         plano de estruturação da área ou do setor de gestão do
                                         trabalho e educação na saúde;

                                         plano de qualificação da gestão do trabalho e educação
                                         na saúde; e

                                         cronograma de execução das atividades do plano.



                           Programa Nacional de DST/AIDS

                                 Para facilitar seu entendimento, apresentamos o roteiro para
                           elaboração da proposta de projeto de pesquisa. Veja:

                                       1. Título do projeto;

                                       2. Dados da instituição mantenedora;

                                       3. Dados da instituição executora;

                                       4. Responsável pela assinatura do instrumento jurídico;

                                       5. Coordenador do projeto;

                                       6. Equipe do projeto;

                                       7. Dados orçamentários do projeto – Resumo;

                                       8. Dados do projeto;

                                           8.1. Tipo do projeto;




  100
Elaboração de Projetos




             8.2. População-alvo;

             8.3. Área geográfica de abrangência;

         9. Descrição do projeto;

             9.1. Justificativa e sumário do projeto;

             9.2. Objetivo geral e objetivos específicos;

             9.3. Produto final: descrever o que se deseja alcançar
                ao final da execução dos produtos intermediários;

             9.4. Metodologia/plano de coletas/análise de dados;

             9.5. Plano de divulgação e disseminação de resultados;

             9.6. Produtos intermediários;

         10. Plano de execução do projeto;

         11. Orçamento e plano de aquisições.

                                                                         O referido projeto
                                                                         está disponível para
Projeto SAMU
                                                                         consulta em
     O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) é             www.saude.gov.br/
um programa do Ministério da Saúde do Brasil que tem como fi-            samu Acesso em 10
                                                                         de julho de 2007.
nalidade prestar socorro à população em casos de emergência. Atu-
almente, abrange 922 municípios brasileiros.
     O roteiro do Projeto SAMU está dividido em duas fases, quais
sejam:

    Fase 1 – Diagnóstico loco-regional da área de
abrangência do SAMU

     Deve estar de acordo com os seguintes passos:

         1. Dados demográficos do município ou região;

         2. Dados das doenças existentes e nível de complexidade; e

         3. Dados epidemiológicos.




                                                                                       101
Curso de Capacitação a Distância




                             Fase 2 – Planejamento organizacional do SAMU

                             Deve estar de acordo com os seguintes passos:

                                   1. Dimensionar o número de ambulâncias de suporte bási-
                                      co, especificando detalhadamente seus equipamentos;

                                   2. Dimensionar o número de ambulâncias da suporte avan-
                                      çado (UTI) e seus equipamentos;

                                   3. Projetar a planta física para construção ou reforma da
                                      central de regulação das urgências;

                                   4. Dimensionar e projetar a área física das bases das am-
                                      bulâncias de forma descentralizada na área de cobertu-
                                      ra do SAMU;

                                   5. Dimensionar serviços de apoio operacionais para o
                                      SAMU;

                                   6. Dimensionar, para as bases isoladas, área de repouso para
                                      as equipes de plantão;

                                   7. Especificar os equipamentos necessários para a central
                                      de regulação;

                                   8. Especificar os equipamentos necessários de radiocomu-
                                      nicação para ambulâncias;

                                   9. Dimensionar os recursos humanos para o SAMU;

                              10. Estabelecer o projeto de capacitação dos recursos huma-
                                  nos do SAMU;

                              11. Detalhar o montante de recursos estaduais e municipais
                                  que serão canalizados para o SAMU e a forma regular
                                  de repasse desses recursos; e

                              12. Anexar documentos.


                          Atenção!
                          Apresentamos roteiros para participar de projetos no Minis-
                          tério da Saúde. Saiba que, para participar de projetos em
                          outros Ministérios, também existem roteiros. Que tal pesquisar
                          para conhecer?


102
Elaboração de Projetos




RESUMO


     Nesta Unidade, você tomou conhecimento do tema
 “Projetos no setor público”. Apresentamos suas finalidades
 e os principais elementos que constituem a proposta de um
 projeto. Como exemplo, apresentamos três roteiros para
 participar em projetos no Ministério da Saúde.


Atividades de aprendizagem


Vamos conferir se você teve bom entendimento do que abor-
damos nesta Unidade?
Para saber, responda a atividade proposta. Caso tenha al-
guma dúvida, faça uma leitura cuidadosa dos conceitos ain-
da não entendidos ou, se achar necessário, entre em conta-
to com seu tutor.


1. Qual a principal finalidade dos projetos no setor público?




                                                                                 103
UNIDADE




          6
 Projetos Pessoais
Projetos Pessoais
Curso de Capacitação a Distância




                                   Objetivo

      Nesta Unidade, você vai ser apresentado às esferas de vida

       definidas por Filion (2004), e queremos conduzi-lo a uma

      reflexão referente ao estabelecimento de projetos pessoais

      considerando os aspectos de definição clara de objetivos.




106
Elaboração de Projetos




                          Projetos pessoais




  Caro participante!
  Você já parou para elaborar os seus projetos pessoais? Prova-
  velmente, quando você pensa, dificilmente consegue visuali-
  zar a importância de elaborá-los. É importante que você saiba
  que, mais do que projetos empresariais, é importante que você
  tenha e se dedique aos seus projetos pessoais. Eles nascem
  dos seus sonhos! Realizar projetos pessoais nada mais é do
  que ser empreendedor dos próprios sonhos.
  Então, leia a Unidade e procure compreender a importância de
  elaborar e, principalmente, se dedicar aos projetos pessoais.
  Conte conosco!
                                                      Para saber mais
                                                      *Tom Peters (1942) – é um guru da gerência
                                                       T   Peters
     Tom Peters (1999) afirma que você é              de negócios. O livro Em busca da excelência

igual aos seus projetos (você = seus                  foi um inesperado sucesso editorial. Seu com-
                                                      bate incansável contra a imobilidade e falta
projetos). E que tal equação vale ouro para
                                                      de paixão no trabalho o levou a ser radical-
sua carreira. Peters afirma ainda que hoje é
                                                      mente a favor da inovação, contra o kaizen (ou
fundamental que você crie, defenda e implan-
                                                      melhoria contínua) e a considerar o incremen-
te projetos que sejam capazes de transformá-          talismo como o maior inimigo da inovação.
lo numa estrela. Diríamos mais, seus projetos         Fonte: Wikipédia (2007).
não valem ouro só para sua carreira, mas para
sua vida.
     Visando chamar sua atenção para a importância de ter pro-
                                                                            Para saber mais, leia:
jetos pessoais, leia e reflita sobre as afirmações a seguir:                PETERS, Tom. Você é
                                                                            seu projeto. Você
            “Na Roma antiga, a média de idade era de 25 anos, me-           S.A. São Paulo, abril,
            tade das crianças morria nos primeiros 10 anos de vida.
                                                                            ano 2, n.14, agosto
            Entre os vinte e trinta anos morriam outros dois homens
                                                                            1999, pp.34-35.
            a cada dez” (SALLER apud DE MASI, Domenico em De-
            senvolvimento sem Trabalho, 2001);

            em 2004, a expectativa de vida ao nascer no Brasil era de
            71,59 anos. (www.ibge.com.br. Acesso em: 2/6/2007);

                                                                                          107
Curso de Capacitação a Distância




                                       ao mesmo tempo, o número de horas da jornada de tra-
                                       balho anual vem caindo. No Brasil, em 1913 eram cerca
    GLOSSÁRIO                          de 3.016 horas no setor urbano e, em 1996, caiu para
                                       2.102 por ano. Ainda em 1996, foram de 1.372 na
*Empreendedor – é
                                       Holanda, 1.560 na Alemanha, 1.645 na França e 1.951
o agente que dina-
                                       nos Estados Unidos; e nestes mesmos países, em 1891 a
miza a economia
                                       jornada estava entre 2.900 e 3.000 horas (VALERIANO,
através da inova-
                                       2001, p. 20).
ção, ele é o respon-
sável pelo desenvol-
vimento social e
pelo crescimento                 Reflexão: é extremamente importante que você tenha
econômico. Fonte:                consciência de que vai viver bastante, e que muitas
Dolabela (2006)                  alterações estão ocorrendo e continuarão a ocorrer
                                 no mundo do trabalho.


                                 A pergunta que fazemos: e os seus sonhos? E os seus proje-
                           tos? Quando você vai se dedicar a eles? Que importância você vai
                           dar a eles?
                                                      Ainda para sua reflexão, um dos ícones
 Para saber mais                                 universais do sonho foi o ex-Beatle John
 *John Lennon (1940 – 1980) – fez parte do
  John
                                                 Lennon, assassinado em dezembro de 1980.
 grupo de rock inglês The Beatles. Lennon fi-
                                                 Na letra da canção Imagine, ele propôs: “Ima-
 cou conhecido como o mais rebelde dos
                                                 gine que não há países, nada para matar, nem
 Beatles, polêmico em suas entrevistas e com-
 portamento, tornando-se ativista em favor da    por que morrer. Imagine todas as pessoas vi-
 paz. Acabou sendo assassinado em 1980, em       vendo em paz. Você pode dizer que sou um
 Nova York. Fonte: Wikipédia (2007).             sonhador, mas não sou o único”. Recomen-
                                                 damos que você pense além do seu dia-a-dia,
                           considere o futuro, coisas que você quer festejar, realizar ou coisas
Para saber mais, leia
   o livro Você é do
                           sonhadas e que precisam ser planejadas.
 tamanho de seus                 Tome as rédeas do seu destino, seja empreendedor*, bus-
    sonhos. SOUZA,         que o equilíbrio vital, que compreende atividades diversas. Procu-
        Cesar, 2003.       re a arte da autogestão.
                                 Você já percebeu que vamos sair cada vez mais cedo das or-
                           ganizações e teremos 30, 40 anos de nossa vida por nossa conta?




  108
Elaboração de Projetos




     Charles Handy (2003) estimula as pessoas a acreditarem que,
dos 50 em diante, cada homem e cada mulher terá que aprender a
administrar sua própria vida.                                           Para saber mais sobre
                                                                        essa pesquisa, veja o
     Covey (2004) relata os resultados de uma pesquisa realizada
                                                                        apêndice 6, resulta-
com 23 mil empregados em tempo integral, de diferentes ramos de
                                                                        dos da pesquisa, em
atividade em seus locais de trabalho, e cita os resultados que con-
                                                                        COVEY, Stephen R. O
siderou mais impressionantes:                                           8º hábito da eficá-
                                                                        cia: a grandeza. Rio
          apenas 37% disseram entender claramente o que a sua
                                                                        de janeiro: Campos,
          organização está tentando atingir e por quê;
                                                                        2004, pp. 366 a 369.
          apenas um em cada cinco estava entusiasmado com as
          metas de sua equipe e de sua organização;

          apenas um em cada cinco disse ter uma visão clara entre
          suas tarefas e as metas de sua equipe e da organização;

          ao final da semana, apenas metade estava satisfeita com
          o trabalho executado;

          apenas 15% sentiam que sua organização lhes dava os
          meios necessários para atingir metas importantes;

          apenas 15% sentiam que trabalhavam num ambiente de
          grande confiança;

          apenas 17% sentiam que suas organizações promoviam
          comunicações francas, respeitando opiniões diferentes,
          e que isso resultava em idéias novas e melhores em suas
          organizações;

          apenas 10% sentiam que suas organizações considera-
          vam as pessoas responsáveis pelos resultados;

          apenas 20% dos trabalhadores confiavam plenamente
          na organização em que trabalhavam; e

         apenas 13% tinha relações de trabalho em que havia gran-
         de confiança e intensa colaboração com outros grupos
         ou departamentos.

     Analisando os resultados da pesquisa, Covey (2004) afirma,
em comparação com um time de futebol, que:



                                                                                       109
Curso de Capacitação a Distância




                                   apenas quatro dos 11 jogadores em campo saberiam de
                                   que lado está seu gol;

                                   somente dois dos 11 se preocupariam com isso;

                                   apenas dois dos 11 saberiam em que posição jogam e o
                                   que se espera exatamente deles; e

                                   nove dos 11 estariam de algum modo competindo com a
                                   própria equipe, e não com os adversários.

                             Esses dados nos levam a refletir que, apesar de todos os avan-
                       ços tecnológicos, da inovação nos produtos e nos mercados mun-
                       diais, a maioria das pessoas não está progredindo nas organiza-
                       ções para as quais trabalham. Elas não se sentem realizadas nem
                       empolgadas. Estão frustradas. Elas não têm clareza sobre o rumo
                       da organização ou sobre suas prioridades. Elas se atolam e se
                       distraem. A maioria sente que não pode mudar muitas coisas
                       (COVEY, 2004, p. 5).
                             Baseado nisso, e com muita razão, sua profissão deve ser
                       cuidadosamente tratada. As pessoas terão muito tempo livre, o que
                       vai levá-las a querer ocupar tal tempo de alguma maneira. O tem-
                       po disponível precisa ser programado, planejado, executado e con-
                       trolado como uma organização.



                          Reflexão:
                          Este tempo disponível precisa ser administrado! Por quem?
                          Por você, e não por uma coleção de entidades: organização
                          na qual trabalha, clube, academia, etc. Para seguir em fren-
                          te, é importante desenvolver a prática de projetar cenários
                          futuros.



                             Filion (2004) definiu tais pontos como “esferas da vida” que
                       representam as diferentes facetas nas quais a nossa vida é dividi-
                       da. Sendo que para cada uma delas, precisamos definir compro-
                       missos. O autor define estes compromissos como sistema ecológi-
                       co de vida. Veja a Figura 21:


110
Elaboração de Projetos




                                        Esfera
                        Esfera         Espiritual
                        Material                      Esfera
                                                    Contributiva
        Esfera
     Empreendedora
                                                               Esfera
                             Convergência                    Intelectual
           Esfera             de Sonhos
         Profissional
                                                          Esfera
                                                          Física
                     Esfera
                     Social                     Esfera
                                   Esfera      Familiar
                                   Criativa



                    Figura 21: Esferas da vida
          Fonte: adaptado pelos autores de Filion (2000)


     Souza (2003, p. 112) diz que a palavra-chave da hierarquização
de sonhos é equilíbrio, conseguir equilibrar trabalho e vida pes-
soal. Não adianta ser bem-sucedido no trabalho à custa de proble-
mas de saúde, baixa qualidade de vida e distanciamento da família.




  RESUMO


       Na Unidade 6, tivemos a intenção de provocar e instigar
   você a pensar sobre seus projetos. Trouxemos o pensamento
   de estudiosos comportamentais e a intenção de chamar sua
   atenção para equilibrar o trabalho com a vida pessoal.




                                                                                            111
Curso de Capacitação a Distância




                          Atividades de aprendizagem


                          O exercício a seguir servirá para você começar a praticar a
                          elaboração de seus projetos pessoais. Não perca tempo!


                          1. Considerando as esferas da vida – definidas por Filion (2004)
                          –, determine dois objetivos para cada esfera. Propomos um qua-
                          dro para facilitar sua tarefa. Veja abaixo:




                                                                Pensar e
                                                                         Começar   Avançar   Realizar
                           Esfera                   Objetivos   Planejar
                                                                          (data)    (data)    (data)
                                                                 (data)
                                                   1.
                           1. Material             2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           2. Empreendedora        2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           3. Profissional         2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           4. Social               2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           5. Criativa             2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           6. Familiar             2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           7. Física               2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           8. Intelectual          2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           9. Contributiva         2.              ?       ?         ?          ?
                                                   1.
                           10. Espiritual          2.              ?       ?         ?          ?


                                        Quadro 2: Para definir objetivos pessoais
                                    Fonte: adaptado de Filion (2002) e Souza (2003).



                          Preste muita atenção nos cuidados que recomendamos na ela-
                          boração dos seus objetivos:

                                   os objetivos devem ser mensuráveis: isto é, devem
                                   conter em si indicações que permitam saber quando serão
                                   alcançados;
                                os objetivos não devem ser ambíguos: isto é, não de-
                                vem permitir dupla interpretação;




112
Elaboração de Projetos




os objetivos devem ser específicos: um objetivo de aten-
 der a toda a população no hospital pode ser excessivamen-
 te amplo e indefinido;
os objetivos devem estar situados no tempo: ou seja,
deve conter informações sobre quando se espera que se-
jam realizados ou concretizados; e
os objetivos devem ser relevantes: ou seja, se alcança-
dos, podem levar a uma mudança ou situação desejada.




                                                                              113
Curso de Capacitação a Distância




                       REFERÊNCIAS

                       BELCHIOR, Procópio G. O. Planejamento e elaboração de
                       projetos. Rio de Janeiro: Companhia Editora Americana, 1972.

                       BUARQUE, Cristovam; OCHOA, Hugo Javier. Avaliação econômica
                       de projetos. Rio de Janeiro: Campus, 1991.

                       COVEY, Stephen R. O 8º hábito: de eficácia a grandeza. Rio de
                       Janeiro: ELSEUIER, 2004

                       DE MAIS, Domenico. Desenvolvimento sem trabalho. Rio de
                       Janeiro: José Olímpio. 2001.

                       FILION, Louis Jacques; DOLABELA, Fernando (et all). Boa idéia! E
                       agora? São Paulo: Cultura e Editores Associados, 2000.

                       FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário
                       Eletrônico Aurélio. Versão 5.0. 3. ed. por Regis Ltda. 2004.

                       HANDY, Charles. A era da transformação. São Paulo: Makrom
                       Books, 1996.

                       HOLANDA, Nilson. Planejamento e projetos: uma introdução às
                       técnicas de planejamento e elaboração de projetos. Rio de Janeiro:
                       APEC/MEC, 1975.

                       IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apresenta
                       informações geográficas e populacionais de Florianópolis. Disponível
                       em <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 1. fev. 2007.

                       LACOMBE, Francisco José Masset. Dicionário de Administração.
                       São Paulo: Saraiva, 2004.

                       MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Administração de projetos:
                       como transformar idéias em resultados. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

                       MENEZES, Luis César de Moura. Gestão de projetos. 2. ed.
                       São Paulo: Atlas, 2003.

                       MUÑOZ AMATO, Pedro. Planejamento do Desenvolvimento
                       Econômico de Países Subdesenvolvidos. 24. Relações Públicas
                       no Governo Municipal. 1954.




114
Elaboração de Projetos




Profissionalismo em Gerenciamento de Projetos. Tradução livre do
PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizado na Internet pela PMI MG em
janeiro de 2002. Disponível em: <www.pmimg.org.br>. Acesso em:
10 mai. 2007.

VALERIANO, Dalton L. Gerenciamento Estratégico e
Administração por Projetos. São Paulo: Makron Books, 2001.

VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de Projetos:
estabelecendo diferenças competitivas. 6. ed. Rio de Janeiro:
Brasport, 2005.




  Caro Cursista!
  Chegamos ao final do Curso. É evidente que num curso de
  45 horas não podemos aprofundar muito a temática, mas
  temos a certeza que você possui agora elementos suficien-
  tes para compreender melhor a elaboração de projetos.
  Não pare por aqui! É importante que você reflita sobre tudo
  que discutimos e se questione sobre importância de cada
  tema, relacionando-os com a sua prática profissional. Certa-
  mente você vai ver que tem muito por se fazer à sua organi-
  zação e também muito a contribuir.
  Foi um enorme prazer poder contribuir com você!




                                                                                    115
Curso de Capacitação a Distância




                       Pedro da Costa Araújo

                               Graduação em Administração
                          pela Universidade Federal de Santa
                          Catarina (1972), Especialização em Or-
                          ganização, Sistema e Métodos pela
                          UFSC (1992) e Mestrado em Adminis-
                          tração pela UFSC (2006). Professor do Curso de Admi-
                          nistração da UFSC desde 1976.
                               Atualmente leciona a disciplina de Criação e Desen-
                          volvimento de Novas Empresas e Administração de Pro-
                          jetos no Curso de Graduação em Administração da
                          UFSC, tendo orientado mais de 80 trabalhos de conclu-
                          são de curso.
                               Atuação Profissional:
                               1996-2004 – Pró-reitor de assuntos da comunida-
                          de Universitária da UFSC.
                               1993-1996 – Coordenador do Curso de Graduação
                          em Administração da UFSC.
                               1983-2005 – Diretor da Empresa Vida-Produtos
                          Hospitalares Ltda.
                               1984-1994 – Diretor da Encata – Agro Industrial Ltda.
                               1985-1988 – Presidente da Associação Brasileira de
                          Administração-Séccional de Santa Catarina.
                               1984-1988 – Presidente da Comissão Técnica de
                          Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do
                          Município de Florianópolis.
                               1979-1980 – Secretário da Secretaria de Adminis-
                          tração do INAMPS – Brasil.
                               Currículo Lattes Completo:
                          http://lattes.cnpq.br/3342525104950418




116
Elaboração de Projetos




Altair Acelon Mello

       Graduação em Administração
 de Empresas pela Universidade do
 Estado de Santa Catarina – UDESC
 (1987). Graduação em Engenharia
 Civil/Sanitária pela Universidade Federal de Santa Ca-
 tarina – UFSC (1990). Pós-graduação em Auditoria
 Contábil e Financeira pela UFSC/FEPESE (1989). Mes-
 tre em Engenharia da Produção pela UFSC (1995). Máster
 in “Economics of The Internationalization of Business and
 Finance”. Tor Vergata. Università Degli Studi di Roma.
 Roma – Itália (1997-1999). Atualmente cursando Douto-
 rado em Engenharia da Produção pela UFSC.
       Desenvolveu várias atividades profissionais em
 empresas públicas e privadas entre elas: CASAN,
 HIDROSERVICE LTDA, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL,
 IMBRALIT PLANEG S/C LTDA. SCHARF IND. E COM.
 LTDA, STET INTERNATIONAL (holding da Telecom Itá-
 lia), BRDE – BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMEN-
 TO DO EXTREMO SUL.
       Também atuou como professor em importantes ins-
 tituições. Entre elas: Escola Técnica de Comércio São
 Marcos, Fundação Educacional de Criciúma – FUCRI /
 Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC,
 UFSC e Unicersidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Ori-
 entou trabalhos de Graduação e Pós-graduação na
 UFSC. Foi Membro da Comissão do Conselho Estadual
 de Educação para: aprovação do curso Seqüencial de
 Administração: Gestão de Negócios da UNOESC/
 Joaçaba. 2001; reconhecimento do Curso de Graduação
 em Segurança Pública da UNIVALI ao Centro de Ensino
 Superior da Polícia Militar de Santa Catarina. 2002; re-
 conhecimento do Curso de Graduação em Administra-


                                                                              117
Curso de Capacitação a Distância




                          ção: Habilitação Serviços da UNIVALI ao Centro de En-
                          sino Superior de São José – SC. 2003; e membro da co-
                          missão para elaboração de Carta Consulta que propiciou
                          a transformação da FUCRI em UNESC – Universidade
                          do Extremo Sul de Santa Catarina. 1993.
                               Atualmente é Superintendente da Fundação de Es-
                          tudos e Pesquisas Sócio-Econômicos – FEPESE (respon-
                          sável pela área de projetos, consultorias e negócios
                          corporativos).




118

Elabproj 090602135952-phpapp01

  • 1.
    Elaboração de Projetos Professores Pedro da Costa Araújo Altair Acelon Mello
  • 3.
    Universidade Federal deSanta Catarina Centro Sócio-Econômico Departamento de Ciências da Administração Elaboração de Projetos Professores Pedro da Costa Araújo Altair Acelon Mello Florianópolis 2007
  • 4.
    Copyright 2007 ©Departamento de Ciências da Administração CSE/UFSC. A663e Araújo, Pedro da Costa Elaboração de projetos / Pedro da Costa Araújo, Altair Acelon Mello. – Florianópolis : Departamento de Ciências da Administração / UFSC, 2007. 118p. Inclui bibliografia Curso de Capacitação a Distância 1. Projetos – Metodologia. 2. Empreendedorismo. 3. Administração de projetos. 4. Educação a distância. I. Mello, Altair Acelon. I. Título. CDU: 658.512.2 Catalogação na publicação por: Onélia Silva Guimarães CRB-14/071
  • 5.
    PRESIDENTE DA REPÚBLICA Luiz Inácio Lula da Silva MINISTRO DA SAÚDE José Gomes Temporão SECRETÁRIA EXECUTIVA Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli SUBSECRETÁRIO DE ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS José de Ribamar Tadeu Barroso Jucá COORDENADORA GERAL DE RECURSOS HUMANOS Elzira Maria do Espírito Santo COORDENADOR DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS Rubio Cezar da Cruz Lima UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA REITOR Lúcio José Botelho VICE-REITOR Ariovaldo Bolzan CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DIRETOR Maurício Fernandes Pereira VICE-DIRETOR Altair Borgert DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO CHEFE DO DEPARTAMENTO João Nilo Linhares SUBCHEFE DO DEPARTAMENTO Raimundo Nonato de Oliveira Lima
  • 6.
    PROJETO MINISTÉRIO DASAÚDE/UFSC/CSE/CAD COORDENADOR Gilberto de Oliveira Moritz COORDENADOR PEDAGÓGICO Alexandre Marino Costa COORDENAÇÃO TÉCNICA Marcos Baptista Lopez Dalmau Alessandra de Linhares Jacobsen CONSELHO EDITORIAL Luiz Salgado Klaes (Coordenador) Allan Augusto Platt Liane Carly Hermes Zanella Luís Moretto Neto Raimundo Nonato de Oliveira Lima Rogério da Silva Nunes COORDENADOR DA BIBLIOTECA VIRTUAL Luís Moretto Neto COORDENADOR FINANCEIRO Altair Acelon Mello COORDENADOR DE APOIO LOGÍSTICO Sílvio Machado Sobrinho METODOLOGIA PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Denise Aparecida Bunn Adriana Novelli Rafael Pereira Ocampo Moré REVISÃO DE PORTUGUÊS Renato Tapado PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Annye Cristiny Tessaro ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO Pedro da Costa Araújo Altair Acelon Mello
  • 7.
    Prefácio Quero, inicialmente, cumprimentar a todos os servidores e servidoras do Ministério da Saúde, e ao fazê-lo estarei praticando a forma mais dire- ta e desejável de comunicação que, nas atribuições do dia-a-dia, nem sem- pre nos permitimos fazer. Alcançar o maior número possível de pessoas de forma direta, ime- diata, com transparência e abrangência, democratizando o ambiente de trabalho e o acesso à informação é, sem dúvida, um de nossos maiores desafios. A evolução das tecnologias de informação e comunicação nos per- mite, hoje, inúmeras escolhas e estratégias para lidar com essa crescente produção e disseminação de conhecimentos e informações, que por vezes até alimentam mais as nossas dúvidas do que sugerem soluções. A gestão do conhecimento e o desenvolvimento de uma inteligência em saúde é imprescindível para o cumprimento do preceito constitucio- nal do direito à saúde – nosso objetivo maior. Neste sentido, o Ministério da Saúde está lançando um programa de educação a distância, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, que nos permitirá capacitar nossos servidores, inclusive aqueles cedidos a Estados e Municípios em razão do SUS e que desde então não têm sido alvo da política de capacitação do Ministério. Trata-se do projeto “O Saber para conquistar um lugar”, que, junta- mente com outras iniciativas, trará importante contribuição, quer pela reconhecida excelência dos trabalhos oferecidos pela UFSC, quer pelo empenho de nossas Unidades responsáveis pela capacitação no apoio à utilização desse novo instrumental. É igualmente importante que todos conheçam o projeto e as oportu- nidades de aprendizagem que ele apresenta, de modo a assegurar o seu aproveitamento pleno e potencial.
  • 8.
    Acredito que, destaforma, estamos superando mais uma etapa, rumo à consolidação do Sistema Único de Saúde e da saúde cidadã. Agradeço a atenção, na expectativa de que todos procurem cada vez mais um envolvimento significativo com esta questão e que aproveitem ao máximo o Programa de Educação a Distância. Elzira Maria do Espírito Santo Coordenadora Geral de Recursos Humanos
  • 9.
    Sumário Apresentação do Projeto.............................................................................11 Guiado Aluno.............................................................................................13 Apresentação do Curso................................................................21 UNIDADE 1 Introdução a Projetos Projetos.................................................................................................25 Resumo.....................................................................................34 Atividades de aprendizagem....................................................................34 UNIDADE 2 Administração de Projetos e Gerência de Projetos História da gerência de projetos.................................................................37 Resumo.....................................................................................47 Atividades de aprendizagem....................................................................48 UNIDADE 3 Planejamento de Projetos e Abordagens no Gerenciamento Planejamento de Projetos...........................................................................51 Resumo.....................................................................................59 Atividades de aprendizagem....................................................................60 UNIDADE 4 Gerenciamento de Projetos e suas Gerências Específicas Gerenciamento de projetos e suas gerências específicas..........................63 Resumo.....................................................................................92 Atividades de aprendizagem....................................................................92
  • 10.
    UNIDADE 5 Projetos nosetor público Projetos no setor público............................................................................97 Resumo.....................................................................................103 Atividades de aprendizagem..........................................................103 UNIDADE 6 Projetos Pessoais Projetos pessoais.......................................................................................107 Resumo.....................................................................................111 Atividades de aprendizagem..........................................................112 Referências.....................................................................................114 Minicurrículos.....................................................................................116
  • 11.
    Apresentação do Projeto Olá! Bem-vindo ao Programa de Capacitação dos Servidores do Ministério da Saúde. Promovido pelo Ministério da Saúde, SAA/CAGR/CODER, em parceria com o Departamento de Ciências da Administração do Centro Sócio-Econômico da Universidade Federal de Santa Ca- tarina, este programa tem como objetivos formar atores sociais comprometidos com o processo de mudança, que sejam capazes de atuar como catalisadores no desenvolvimento social, bem como possibilitar a atualização, ampliação ou complementação de com- petências profissionais adquiridas por meio de formação profissio- nal ou no trabalho, com base nas necessidades derivadas de inova- ções tecnológicas, e de novos processos de produção e de gestão. A concepção dos cursos nessa modalidade de ensino é inovadora e apresenta você, cursista, como protagonista do seu desenvolvimen- to. Por isso, esperamos que participe efetivamente do curso, lendo o material, participando dos Fóruns, Chats, Atividades e assistindo às aulas que foram especialmente gravadas para você. Além do material que você recebeu, poderá contar com uma equipe prepa- rada para atendê-lo sempre que necessário. Esta é uma das estra- tégias que adotamos para estar mais perto de você. Desejamos um ótimo aprendizado e esperamos que o curso contribua para que você participe do desenvolvimento de ações educativas mais consistentes e democráticas. A Equipe de elaboração dos Cursos (CAD/CSE/UFSC)
  • 12.
    Curso de Capacitaçãoa Distância 12
  • 13.
    Elaboração de Projetos Sobre o Curso Curso de Capacitação Elaboração de Projetos. Objetivo O curso tem por objetivo desenvolver conceitos e habilidades para compreender, elaborar, analisar e executar projetos. Público-alvo Servidores do Ministério da Saúde com escolaridade mínima de nível médio completo. Promoção Ministério da Saúde, SAA/CGRH/CODER. Execução Departamento de Ciências da Administração do Centro Só- cio-Econômico da Universidade Federal de Santa Catarina. Carga Horária 15 horas – Introdução à Educação a Distância. 30 horas – Elaboração de Projetos. Período de realização 16/7/2007 a 31/8/2007 Horário de atendimento De segunda a sexta-feira, das 9 h às 21 horas. 13
  • 14.
    Curso de Capacitaçãoa Distância Recursos didático-pedagógicos GLOSSÁRIO *CD-ROM – (Compact Um CD-ROM* contendo o conteúdo básico e as aulas Disc - Read Only Me- gravadas pelo professor. mory) caracteriza o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA): http:// CD gravado por pro- www.ms.cursoscad.ufsc.br. cesso industrial e que não seja regravável, Sistema de Acompanhamento ao Estudante (tutores e capaz de armazenar professores). cerca de 700 mega- bytes de programas e Requisitos para certificação dados (inclusive ima- gens, sons e vídeos) Participação nas atividades propostas (Fóruns, Chats, Ati- para computador. vidades de aprendizagem). Fonte: Ferreira Contato com a tutoria. (2004). Elaboração de uma atividade final de aprendizagem (a ser disponibilizada no Ambiente Virtual de Aprendizagem). Como será este curso? Conheça mais sobre O curso será realizado na modalidade de Educação a Distân- esta modalidade de cia (EaD), por meio do uso de diferentes recursos. Nessa modali- ensino no Módulo de Introdução à Educa- dade, é você que organiza seu tempo de estudo e a elaboração das ção a Distância. atividades previstas. Para realizar este curso, você recebeu um CD-ROM conten- do um livro e aulas gravadas pelo professor. Além deste, você con- ta ainda com o Ambiente Virtual de Aprendizagem e o Sistema de Acompanhamento ao Estudante. Vamos saber como aproveitar cada um destes recursos. Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA O Ambiente Virtual de Aprendizagem é o meio pelo qual você vai estabelecer uma comunicação produtiva com seus colegas de 14
  • 15.
    Elaboração de Projetos turma,com seu tutor e com os professores, compartilhando seus conhecimentos, suas idéias e, ao mesmo tempo, conhecendo o que pensam os seus colegas, ou seja, aprendendo com eles. É no Ambiente Virtual de Aprendizagem que vamos acom- panhar sua participação e seu interesse no curso. É através dele que você vai enviar suas atividades e receber o feedback, consultar as datas para realização das atividades, acessar os conteúdos e as videoaulas, encaminhar suas dúvidas, solicitar atenção de seu tu- tor, enfim, demonstrar suas dificuldades e seus avanços. Sistema de Acompanhamento ao Estudante Organizado para atender você sempre que tiver dúvidas, além de acompanhar e avaliar o seu processo de estudo e aprendiza- gem, o Sistema conta com uma equipe de tutores, professores e Supervisão Pedagógica. Tutor O papel do tutor é fundamental em Educação a Distância. É ele quem mantém uma comunicação dinâmica e constante com você, motivando-o a participar das atividades do curso, disponibilizando material pedagógico complementar, corrigindo as atividades, organizando, divulgando e mediando os Chats e Fó- runs. Enfim, o tutor vai auxiliar você em seu processo de estudo, tanto individualmente como em grupo. A qualidade da interação com o tutor é fundamental e requer de você maturidade, motiva- ção e autodisciplina. Professor O professor é o responsável pelos conteúdos ministrados e apre- sentados no material que você recebeu. Tem, junto com o tutor, o papel de facilitador e orientador de conteúdos e caminhos adequados para a aprendizagem. É dele a responsabilidade pelas avaliações. 15
  • 16.
    Curso de Capacitaçãoa Distância Supervisão Pedagógica É da Supervisão Pedagógica o papel de dar suporte para o cur- so, desenvolvendo junto com os tutores estratégias de aprendizagem para você, além de acompanhar as atividades pedagógicas da tutoria, e sistematizar e socializar as informações relevantes sobre o curso. Contatos Além do AVA, você pode entrar em contato conosco utilizan- do os seguintes recursos: Telefone e fax (48) 3721-6693 Endereço para correspondência Universidade Federal de Santa Catarina Centro Sócio-Econômico Departamento de Ciências da Administração Coordenadoria de Educação Continuada a Distância Campus Universitário Professor João David Ferreira Lima Bairro: Trindade CEP 88040-900 – Florianópolis/SC Portal do Curso www.ms.cursoscad.ufsc.br E-mail ms@cursoscad.ufsc.br Importante! Não esqueça de consultar o Ambiente Virtual de Apren- dizagem regularmente, pois é lá que você vai se manter atualizado sobre as datas e os horários das atividades. 16
  • 17.
    Elaboração de Projetos Sobre o Livro UNIDADE 1 Reservamos este espaço para esclarecer como o seu li- vro está organizado. Antes de tudo, lembre-se que você está iniciando um curso com um tema de grande relevância para sua instituição. O conteúdo abordado nas páginas que se seguem lhe dará subsídios teóricos para compreender melhor Introdução à à Introdução Educação a a Distância Educação Distância as questões que envolvem o seu trabalho. Então, vamos lá! O conteúdo está dividido em Unidades. Professor Marcos Dalmau Cada Unidade começa trazendo o Objetivo. Os tópicos essenciais aparecem em Destaque. Curso de Capacitação a Distância Gestão de Recursos Humanos O maior objetivo do novo profissional de RH passa a ser a busca do comprometimento com a empresa em Os termos técnicos ou todos os níveis, integrando os seus profissionais no processo de mudança, conscientizando-os da impor- tância do seu papel, incentivando a criatividade e a au- tonomia e deixando-os “fazer diferente”, já que, embora trabalhem em equipe e com tecnologias mais sofistica- das, somente eles possuem o dom de pensar, criar e ino- var. Com pessoas motivadas, conscientes e envolvidas é científicos são explicados possível vencer os desafios da competitividade. Objetivo Qualquer que seja a organização e seus objetivos, à medi- * GLOSSÁRIO *Organização – Ex- no Glossário. da que se torna maior, a complexidade de suas situações aumenta, pressão inglesa que Nesta Unidade vamos proporcionar a você informações para significa "atender ao requerendo novas iniciativas que vão além da gestão técnica de cliente interno ou que possa conhecer melhor a modalidade à distância, a qual está recrutar, selecionar, treinar e desenvolver, remunerar, planejar externo no momen- carreiras, avaliar o desempenho, tratar das relações sindicais, so- to exato de sua ne- sendo utilizada nos cursos de capacitação do Ministério da Saúde ciais e da burocracia legal. Afloram necessidades de melhoria dos cessidade, com as processos seletivo e salarial e de desenvolvimento de treinamentos quantidades neces- relacionadas ao projeto "O saber para conquistar um lugar", sárias para a opera- estratégicos. As informações com- ção/produção." bem como proporcionar subsídios para que consiga aproveitar Orlickas (1999), observa um fator fundamental: o ponto crí- Fonte: Dicionário tico da Gestão dos Recursos Humanos é a administração “técnica” online de RH ao máximo o que está sendo ofertado. e o gerenciamento “por partes” das pessoas, o que, com o tempo, plementares sobre o con- perde a relação com o trabalho, com o negócio, com os resultados esperados e com a demanda de mudanças do ambiente, tornando- se ampla e mecânica. As pessoas são diferentes e precisam ser Veja indicação de leitura no Saiba teúdo estão nos Links. geridas de uma forma dinâmica, individual e direcionada à sua mais sobre as equipe de trabalho. Teorias Clássicas da Administração. Não deixe de consul- tar e conhecer. 26 171 17
  • 18.
    Curso de Capacitaçãoa Distância As indicações de leitura para apro- Gestão de Recursos Humanos fundar o tema abordado estão no Aspectos culturais dificuldade de integração das cul- : turas do contratante e do fornecedor. Saiba mais. Desconhecimento da legislação específica a falta : ou dela, com risco na elaboração dos contratos, bem como nos reclames jurídico-trabalhistas. No final de cada Unidade, há um Saiba mais... Resumo que sintetiza o conteúdo Sugerimos que você leia o livro: estudado. FRIEDMAN, Thomas L. O mundo é plano uma breve história do : Século XXI. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. Para que você possa se certificar de RESUMO que compreendeu o texto estudado, Procuramos demonstrar para você, nesta Unidade, a im- temos as Atividades de aprendi- portância da Terceirização nas organizações, colocando suas estruturas e processos em xeque. A progressiva abertura do mercado à competição internacional tem forçado as empre- zagem. É muito importante que sas a repensarem suas estruturas organizacionais e suas es- tratégias de negócios, numa busca frenética na redução de você não deixe de fazê-las. custos e por competitividade de seus produtos e serviços. Sabemos que a Terceirização no Brasil tem sido trata- da de forma polêmica e não regular, muitas vezes pratica- da de forma precária ou desvirtuada de seus preceitos bási- cos. Neste sentido, Costa (1994) afirma que a polêmica da resultante envolve, de um lado, o embate das mobilizações sindicais num ambiente de crise econômica e de um regi- me jurídico-trabalhista conservador e pouco flexível, e exi- ge, de outro, todo um processo de mudança na cultura e Gestão de Recursos Humanos 163 ganização burocrática piramidal está com a dissipação das estruturas formais determinada, dando lugar a formas mo- dulares, que se alteram conforme a conveniência do momen- to, e que tem a terceirização como um dos componentes. Atividades de aprendizagem Vamos ver se você entendeu o que foi visto nesta Unidade? En- tão responda as atividades propostas. Se não encontrar dificul- dades, certamente compreendeu, e caso encontre alguma, re- leia o texto novamente e conte com o Sistema de Acompanha- mento para auxiliá-lo. 1. Conceitue Terceirização. 2. Você entende a Terceirização como um processo evolutivo dos negócios e irreversível mundialmente? Justifique. 3. Discuta a Terceirização no serviço público e por que muitas vezes não dá certo. Reflita sobre algumas sugestões em sua área de atuação. REFERÊNCIAS ALVAREZ, Manuel S. B. Terceirização parceria e qualidade. Rio de : Janeiro: Campus, 1996. COSTA, Márcia S. Terceirização/Parceria e suas implicações no âmbito jurídico – sindical. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: FGV. 34(1): 6-11, jan.fev.1994. DAVIS, Frank S. Terceirização e multifuncionalidade : idéias práticas para a melhoria da produtividade e competitividade da empresa. São Paulo: STS, 1992. FONTANELLA, Dentes, et al . O lado (des)humano da terceirização o impacto da terceirização nas empresas, nas pessoas : e como administrá-lo. Salvador: Casa da Qualidade, 1994. 165 18
  • 19.
    Elaboração de Projetos Dicas para facilitar seu estudo Um estudante é um agente da construção do próprio co- nhecimento – capaz de realizar leituras dos próprios cenários em que está imerso, estabelecer objetivos, traçar estratégias e definir procedimentos para alcançar os resultados pretendidos. Lembre-se! Ao estudar e ao aprender a distância, você terá de percorrer a maior parte do processo de forma independente. A qualidade da interação com seu tutor e com os demais participantes é fundamen- tal, pois, para que a EaD atinja seus objetivos peda- gógicos, são necessárias maturidade, motivação e autodisciplina. Para ajudá-lo nesse processo, tenha em mente que quem aprende deve ser capaz de: refletir sobre novas idéias, dando sentido a elas e ade- quando-as às suas próprias; expressar o pensamento de várias formas (oral, escrita e visual); desenvolver a sensibilidade para lidar com as ferramen- tas do dia-a-dia, pessoas e a natureza a partir da emo- ção; e transformar o que você conheceu em ações concretas. 19
  • 20.
    Curso de Capacitaçãoa Distância 20
  • 21.
    Elaboração de Projetos Apresentação do Curso Olá! Seja bem-vindo ao Curso de Elaboração de Projetos! A Elaboração de Projetos é uma ferramenta gerencial de suma importância para a vida de toda e qualquer organização, bem como para nós como pessoas. Pois nos leva a refletir sobre nossas com- petências presentes e as possibilidades futuras, e, à luz disso, ela- boramos projetos para transformar o nosso futuro em algo muito melhor que o nosso presente. A experiência em sala de aula nos ensinou que, mesmo entre estudantes do curso de Graduação em Administração na Universi- dade Federal de Santa Catarina – UFSC, poucos são os que têm suas atividades diárias voltadas para projetos. No primeiro semestre de 2007, somente dois dos 68 estudan- tes matriculados na disciplina Administração de Projetos (oitava fase do curso com dez fases) tinham atuação ou experiência na área de projetos. Quando perguntamos aos mesmos estudantes se tinham em mente algum projeto pessoal, alguma idéia que haviam pensado em realizar, mas não o fizeram, todos foram unânimes em res- ponder que sim. Mediante tal constatação, surgiu um desafio que estamos tentando colocar em prática: como combinar um conteúdo didático-pedagógico que contemple a complexidade, quase sempre presente nas teorias, para elaborar um projeto dentro de uma organi- zação, com um conteúdo que seja básico e compreensível para que você inicie ou desenvolva aquele seu projeto pessoal tão sonhado. O referido curso está dividido em seis Unidades, quais sejam: 1. Introdução a Projetos; 2. Administração de Projetos e Gerência de Projetos; 3. Planejamento de Projetos e Abordagens no Gerenciamento; 21
  • 22.
    Curso de Capacitaçãoa Distância 4. Gerenciamento de Projetos e suas Gerências Específicas; 5. Projetos no setor público; e 6. Projetos Pessoais. Ao final tomamos a liberdade de incluir uma Unidade, a qual consideramos também relevante, que abordará projetos pessoais. Seja bem-vindo ao mundo dos Projetos! Bons estudos! Professores Pedro da Costa Araújo e Altair Acelon Mello 22
  • 23.
    UNIDADE 1 Introdução a a Projetos Introdução Projetos
  • 24.
    Curso de Capacitaçãoa Distância Objetivo Nesta Unidade, você vai conhecer o conceito de projetos na visão de alguns autores ou especialistas, as características ou critérios dos projetos, o ambiente onde os projetos ocorrem, o conceito de processo, as características que diferenciam os projetos das atividades correntes (rotineiras), as entradas, os processamentos e as saídas em projetos. 24
  • 25.
    Elaboração de Projetos Projetos Olá! Você está iniciando o Curso de Elaboração de Projetos. Para nós, será um grande prazer interagir com você durante os dois meses de duração do curso. Como sabemos, aprender é a grande chave para o sucesso, e este curso será mais uma oportunidade para você, sem sair de sua casa, abandonar seu trabalho e seu lazer, aprender e ain- da interagir com outras pessoas de vários Estados do Brasil. Aqui, você vai navegar numa temática instigante. Trata-se da Elaboração de Projetos. Então, vamos iniciar a Unidade 1 falando um pouco sobre o conceito de projetos, as características ou os critérios dos proje- tos; o ambiente onde projetos ocorrem, o conceito de proces- so, as características que diferenciam os projetos das atividades correntes (rotineiras), e apresentar de forma gráfica o que com- põe as entradas, os processamentos e as saídas em projetos. Queremos que saiba que vamos estar juntos com você, esti- mulando a aprendizagem e esclarecendo suas dúvidas. Com pequenas adequações, o conceito geral de projetos, se- Conheça a CEPAL em gundo a CEPAL – Comissão Econômica para América Latina: é: http:// www.eclac.org/ “um conjunto de elementos que permite avaliar, qualitativa e brasil/ quantitativamente, as vantagens ou desvantagens da aplicação de recursos, de qualquer natureza, para a produção de bens e serviços”. Para enriquecimento do tema, apresentamos também defi- nições de outros autores. Veja o Quadro 1: 25
  • 26.
    Curso de Capacitaçãoa Distância Autor (es) Definição Maximiano (2002, p. 26 ) Um empreendimento temporário ou uma seqüência de atividades com começo, meio e fim programados que têm por objetivo fornecer um produto singular, dentro das GLOSSÁRIO restrições orçamentárias. *PMI – é a maior en- Buarque (1984, p. 25) Um conjunto ordenado de antecedentes, tidade mundial sem pesquisas, suposições e conclusões que permitem avaliar a conveniência (ou não) fins lucrativos volta- de destinar fatores e recursos para o estabe- da ao Gerenciamento lecimento de uma unidade de produção de Projetos. Fonte: determinada. www.pmisp.org.br/ O projeto corresponde ao conjunto de Holanda (1975, p. 95 ) home.asp informações sistemáticas e racionalmente ordenadas, que nos permite estimar custos e benefícios de um determinado investimento. Menezes (2003, p. 44) Um empreendimento único que deve alinha-se à definição do apresentar um início e um fim claramente PMI* – Project definidos e que, conduzido por pessoas, possa Management Institute atingir seus objetivos respeitando os parâ- metros de prazo, custo e qualidade. Quadro 1: Definições de Projeto segundo os autores Maximiano, Buarque, Holanda e Menezes Fonte: elaborado pelos autores Para efeito deste Curso, vamos utilizar como definição de Projeto a que segue na Figura 1: O que é um projeto? “Empreendimento único que deve apresentar um início e um fim claramente definidos e que, conduzido por pessoas, possa atingir seus objetivos respeitando os parâmetros de prazo, custo e qualidade” Figura 1: Definição de Projeto adotada para este curso Fonte: adaptado de PMI – Project Management Institute (2003) 26
  • 27.
    Elaboração de Projetos Vamos a um desafio! Imagine um projeto do qual você tenha participado. Identifi- que como ele começou, como foi desenvolvido e como ter- minou (quais objetivos foram alcançados) Socialize as con- clusões com seus colegas de curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Agora que você conheceu o conceito de Projetos na visão de alguns autores, vamos apresentar exemplos de projetos organi- zacionais. Veja: desenvolver um novo produto ou serviço; construir um prédio; planejar e implantar uma mudança estrutural na orga- nização; reformar ou ampliar um hospital ou uma clínica; e GLOSSÁRIO implantar um sistema de informação. *Programa – são subdivisões que Aproximando-nos da organização na qual trabalham, ou seja, permitem agrupar as decisões e as no Ministério da Saúde, podemos afirmar que existem, entre ou- ações por áreas ou tros, os seguintes programas* que estão sendo desenvolvidos: por objetivos rela- cionados entre si. Brasil sorridente; Plano é o documen- Doe vida, doe órgãos; to que consubs- tancia as decisões SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência; tomadas em deter- minado momento, Farmácia popular; em cada nível e que Programa saúde da família; visa alocar os obje- tivos finais em de- Bancos de leite humano; terminado período. Cartão nacional de saúde; Fonte: Valeriano (2001) Humaniza SUS; Política nacional de alimentação e nutrição; Programa de volta para casa; 27
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Política de atenção à saúde dos povos indígenas; Programa nacional de controle do câncer do colo do úte- ro e de mama – viva mulher; Programa de controle do tabagismo e outros fatores de risco de câncer; QualiSUS; e Programa nacional de combate à dengue, entre tantos Conheça estes e outros. outros Programas do Merece destaque o Projeto Multiplicasus, cujo objetivo é a Ministério da Saúde formação dos trabalhadores do Ministério da Saúde, com a pre- em www.saude.gov.br missa de articulação das ações de capacitação com a gestão, com – programas da saúde vistas à reorganização dos processos de trabalho e autonomia dos trabalhadores e, conseqüentemente, ao desenvolvimento institucional. Seu objetivo é abrir a discussão sobre o SUS entre os trabalhadores, ampliar o conhecimento em saúde e formar sujei- tos responsáveis pelo seu processo de trabalho. Outro exemplo que também merece destaque e do qual você faz parte, é o Programa de capacitação “O Saber para conquistar um lugar”, parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina, que tem por objetivo contribuir para o aperfeiçoamento dos servidores técnico-administrativos do Mi- nistério da Saúde. Uma pergunta que pode ser feita se refere aos fatores que GLOSSÁRIO determinam o início e o desenvolvimento de um projeto. *Problema – ques- Maximiano (2002, p. 33 e 34) relaciona alguns deles e recomenda tão não resolvida, que, quando as respostas forem afirmativas para os indicadores objeto de discussão citados, que se use uma abordagem de projetos. em qualquer domí- Vejamos as indagações de Maximiano (2002): nio do conhecimen- to. Fonte: Ferreira a atividade tem começo, meio e fim programados?; (2004) a atividade é diferente das atividades de rotina?; a solução do problema envolve muitas variáveis?; a solução do problema* é desconhecida?; 28
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    Elaboração de Projetos a solução deve ser apresentada dentro de um prazo definido?; a solução do problema requer competências e recursos multidisciplinares?; a solução do problema é importante para a organização?; e a solução do problema ou atividade envolve um cliente importante da organização? É hora do desafio! Identifique um projeto na organização na qual você trabalha e responda as indagações relacionadas acima. Melhor seria responder com referência a algum projeto do qual você esteja participando. Se não estiver participando de nenhum, busque informações com o gestor de sua área de trabalho. Se a sua organização não tiver área de planeja- mento, busque informações sobre algum projeto em sua ci- dade. Socialize os resultados com seus colegas de curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Vamos ver um exemplo de Projeto. A realização dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro no mês de julho de 2007 serve como exemplo de um projeto sobre o qual todos nós estamos diariamente sendo informados pelos jor- nais, rádio e televisão. Neste exemplo, dá para perceber que tal projeto combina elementos físicos (construções), conceitos (pla- nejamento, organização), serviços (recepção, hospedagem, alimen- tação) e eventos (jogos e competições). Na Figura 2, relacionamos alguns fatores internos que deter- minam o início do desenvolvimento de um projeto. 29
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Ambiente de Projetos • Fatores que determinam o início do desenvolvimento de um projeto: • melhoria em produto; • novo produto; • melhoria interna; • mudança organizacional; • gestão estratégica da empresa; • trabalhando com prazos e recursos limitados. Sempre que exigir a atuação de equipes multidisciplinares Figura 2: Fatores internos que determinam o início do desenvolvimento de um projeto Fonte: adaptado de Menezes (2003) É importante você entender que estamos falando sobre pro- GLOSSÁRIO jetos, mas que a maioria de nós está cumprindo atividades em pro- *Atividades em pro- cesso (rotineiras) nas organizações nas quais trabalhamos, ou até cesso – atividades mesmo nunca esteve envolvido com alguma atividade em proje- rotineiras, repeti- tos. É importante trazer para o texto o conceito de processo, visan- tivas e padroniza- do a um entendimento que possibilite a diferenciação de ativida- das, com comporta- de em processo* de atividade em projeto. Apresentamos dois con- mentos que são facil- mente medidos e ceitos (MENEZES, 2003): controlados. Fonte: Menezes (2003). Processo é qualquer trabalho, operação administrativa, função biológica, produtiva ou social; Processo é um conjunto inter-relacionado de recursos e atividades que transformam entradas em saídas. Agora, você já pode notar que existem algumas diferenças percebidas entre projetos e processos. Menezes (2003, pp. 38 e 39) relaciona algumas destas diferenças (Quadro 2): 30
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    Elaboração de Projetos Atividades em processo Atividades em projeto EQUIPES Funcional, permanente Multidisciplinar – limitada à duração do projeto Reside em escritórios, Acampa – ocupa provisoriamente espaços oficinas, fábricas, lojas – alheios espaços definidos ADMINISTRAÇÃO, GERÊNCIA E EXECUÇÃO Gestão de processos Gestão de pessoas Incentiva e promove a Premia mudança, espírito inventivo competência Busca diversidade Procura otimizar processo Valoriza similaridade Procura EFICIÊNCIA Procura EFICÁCIA Limita campo de visão Amplia campo de visão/os membros são através da especialização versáteis, poliglotas Quadro 2: Diferenças entre atividades em processo e atividades em projeto Fonte: adaptado de Menezes (2003, pp. 38 e 39) Voltando ao tema “projetos”, podemos dizer que, como do- cumento, o projeto traduz uma intenção de elaborar tarefas siste- maticamente organizadas, e que precisa apresentar: exeqüibilidade técnica; viabilidade econômica; conveniência social; e aceitação política. Visão gráfica e esquematizada das diferentes etapas que ocorrem em projetos e processos A Figura 3 demonstra que todo processo e projeto tem uma etapa de entrada de insumos, uma etapa de transformação através do uso de recursos e atividades, finalizando com uma etapa de sa- ída de produtos. 31
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Resumo Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Entrada de Recursos e Saída de Insumos Atividades Produtos Figura 3: Etapas de um projeto ou processo Fonte: adaptado de Maximiano (2002), Valeriano (2001) e Menezes (2003) A Figura 4 decompõe as entradas, os recursos e as saídas que ocorrem em projetos e processos. Veja: Entrada (Insumo) UTILIZAÇÃO (dado, informação, trabalho humano) ENTRADA TRANSFORMAÇÃO (fornecida ao (energia, matéria-prima) processo para) CONSUMO (energia, material, matéria-prima) Figura 4: Detalhamento das etapas de um projeto ou processo Fonte: adaptado de Maximiano (2002), Valeriano (2001) e Menezes (2001) 32
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    Elaboração de Projetos As entradas são compostas de dados, informações, matéria- prima, etc. Recursos Produto (Saída) PRODUTO (Saída) • Serviços • Pessoas • Finanças RECURSOS • Instalações • Equipamentos • Materiais • Técnicas Intencional • Equipamentos • Informações Não Intencional • Serviços Figura 4 (continuação): Detalhamento das etapas de um projeto ou processo Fonte: adaptado de Maximiano (2002), Valeriano (2001) e Menezes (2001) Os recursos representam os serviços, técnicas, ferramentas, pessoas, instalações e equipamentos utilizados. As saídas são re- presentadas pelos produtos finais podendo ser relatórios, produtos, serviços, etc. sendo: intencional (produto principal) e não intenci- onal (os resíduos). Chamamos a atenção para o produto final, que pode ser um material (seringa), um equipamento (aparelho de raio X), uma informação (o dia agendado para uma consulta médica) ou um serviço (a consulta médica). 33
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    Curso de Capacitaçãoa Distância RESUMO Nesta Unidade, enumeramos alguns conceitos de pro- jeto, e a importância deste para as organizações. Estabele- cemos, ainda, as diferenças existentes entre atividades em projeto e em processo, e por último as entradas, transfor- mações e saídas que ocorrem tanto nos projetos como nos processos. Atividades de aprendizagem Chegamos ao final da Unidade 1. Foram apresentadas con- siderações importantes sobre Elaboração de Projetos. Se você realmente entendeu o conteúdo, não terá dificuldades de responder as Atividades de aprendizagem propostas a seguir. Se, eventualmente, sentir dificuldade para respondê- las, leia novamente e procure ajuda com seu tutor. 1. Por que as atividades inovadoras são definidas como projeto? 2. Para um projeto do qual você tenha participado ou observa- do, onde se manifestaram as limitações de prazo, custos e qua- lidade? 3. Quais processos estão associados aos projetos que você de- senvolve na organização na qual trabalha? 34
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    Elaboração de Projetos UNIDADE 2 Administração de Projetos e e Administração de Projetos Gerência de Projetos Gerência de Projetos 35
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Objetivo Nesta Unidade, você vai conhecer ou rever, caso já conheça, o conceito de administração de projetos, a história da gerência de projetos, o histórico da análise gerencial, o ciclo de vida do projeto e a sua administração. 36
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    Elaboração de Projetos História da gerência de projetos Caro participante! Estamos iniciando a Unidade 2. Aqui, você vai conhecer a his- tória da gerência de projetos, o conceito da administração de projetos, o histórico da análise gerencial, o ciclo de vida do projeto e a administração do ciclo de vida. É importante que você reflita ao longo de toda a leitura e se questione sobre a importância de cada assunto que está sen- do apresentado, inclusive relacionando-o com a realidade de sua organização. Vamos seguir juntos nesta caminhada. Ao longo da história, grandes feitos ocorreram que podem ser classificados como projetos, como exemplos podemos citar as Pirâmides do Egito construidas há mais de 2.500 anos, Muralha da China construidas 220 anos a.C. e, mais recentemente, o Canal de Suez (1859-1869) e o Canal do Panamá (1913). Valeriano (2001, p. 26) diz que, com muita propriedade, os GLOSSÁRIO projetos mais antigos deviam estar voltados para as necessidades *Empírico – basea- do apenas na expe- mais básicas, como o preparo e a execução de uma caçada, a ins- riência e, sendo as- talação de uma agricultura, e a criação de dispositivos e sistemas sim, sem caráter ci- de segurança e de defesa. entífico. Fonte: No entanto, a gerência dos projetos evolui e, no dizer de Ferreira (2004). Valeriano (2001, p. 27), comporta três períodos, quais sejam: Gerenciamento empírico*: baseado nas qualidades ina- tas do gerente e de seus auxiliares ou nos procedimentos precedentes, muito mais como arte, como sentimento do que como técnica. Foi o caso dos arquitetos e dos cons- trutores das grandes obras da Antigüidade e da Idade Média, e os feitos dos grandes chefes militares e dos no- táveis exploradores; 37
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    Curso de Capacitaçãoa Distância GLOSSÁRIO Gerenciamento clássico ou tradicional: considerado a par- tir das décadas de 1940 e 1950, com os empreendimen- *Stakeholder – ou, tos predominantemente de Engenharia, nas áreas de de- em português, parte fesa da aeronáutica e, mais recentemente, na defesa es- interessada ou inter- pacial. São projetos estruturados, planejados, executa- veniente, refere-se a dos e controlados, nos quais o gerente, administrando os todos os envolvidos recursos humanos e materiais, emprega processos exis- em um processo tentes ou criados especialmente para uso no projeto, com numa organização, vistas a obter o produto com o desempenho especifica- por exemplo, clien- do, dentro dos limites de custos previstos e no prazo es- tes, colaboradores, perado. Em geral, tais projetos são essencialmente téc- investidores, forne- nicos, de grande complexidade e caracterizados pelos cedores, comunida- altos custos, pelo vulto dos problemas envolvidos e pelos de, etc. Fonte: prazos relativamente longos; Lacombe (2004). Gerenciamento moderno de projetos – MGP: teve início mais recentemente, no início da década de 1990, com o aproveitamento dos meios eletrônicos (web, intranet, softwares de gerenciamento e fer- Para saber mais ramentas de comunicação). O MGP surge de *Henry Gantt (1861 – 1919) – formou-se em Henry forma progressiva a partir dos projetos de Engenharia Mecânica. Trabalhou para a caráter técnico, vistos no gerenciamento tra- Midvale Steel e se tornou assistente no De- dicional, e amplia sua participação para os partamento de Engenharia, onde Taylor era o objetivos de toda a organização e seus engenheiro-chefe de produção. Em 1888, tor- stakeholders*. nou-se assistente direto de Taylor. Em 1903, apresentou à ASME um trabalho, "A graphical daily balance in manufacturing" (Controle grá- fico diário de produção), no qual descreveu um Análise gerencial método gráfico de acompanhamento dos flu- xos de produção. Esse método se tornaria o Gráfico de Gantt, com técnicas de planejamen- A análise gerencial de projetos foi de- to e controle. Era humanista, preocupado com senvolvida através de diversos campos de o bem-estar dos trabalhadores. Pregava a co- operação entre patrões e empregados em lu- aplicação, indo da construção civil, Engenha- gar do autoritarismo. Quase defendeu o socia- ria Mecânica, projetos militares, eletrônicos, lismo, pois acreditava que o mutualismo era o estratégicos, etc. Seu início não tem uma data caminho para a prosperidade econômica. Foi tam- definida, mas foi nos Estados Unidos que bém um dos criadores do treinamento profis- Henry Gantt desenvolveu seus trabalhos e sionalizante. Fonte: http://www.spiner.com.br passou a ser chamado o pai das técnicas do /modules.php?name=Forums&file=viewtopic planejamento e do controle, que é conhecido &p=1132 (2007) 38
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    Elaboração de Projetos pelouso do gráfico de “barra” ou Gráfico Para saber mais de Gantt como uma ferramenta de gerên- *Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915) – F Taylor cia do projeto. Estadunidense, inicialmente técnico em me- Gantt foi um estudioso das teorias de cânica e operário, formou-se engenheiro me- Frederick Winslow Taylor sobre a “admi- cânico estudando à noite. É considerado o “pai nistração científica”, nas quais provou seu da Administração Científica” por propor a utili- estudo na gerência da construção de edifí- zação de métodos científicos cartesianos na administração de organizações. Seu foco era cios e de navios da marinha dos Estados a eficiência e a eficácia operacional na admi- Unidos. Seu trabalho é o precursor de mui- nistração industrial. Sua orientação cartesiana tas ferramentas de gerência moderna de pro- extrema é ao mesmo tempo sua força e fra- jeto, tais como a WBS (Work Breakdown queza. Seu controle inflexível, mecanicista, Structure) ou EAP (Estrutura Analítica do elevou enormemente o desempenho das in- Projeto) de recurso que avalia o trabalho. dústrias em que atuou. Todavia, igualmente No começo da Era Moderna da gerên- gerou demissões, insatisfação e estresse para cia de projetos, no período após a 2ª Guerra seus subordinados e sindicalistas. Fonte: Wikipedia (2007) nos Estados Unidos, antes dos anos 1950, os projetos foram controlados basicamente uti- lizando os gráficos de Gantt, técnicas informais e ferramentas. Nes- Em gerência de projetos, uma Work se tempo, dois modelos programados de projeto matemático fo- Breakdown Structure ram desenvolvidos: (WBS) é uma ferra- menta de decomposi- Program Evaluation and Review Technique ou o PERT, desenvolvido como parte do programa do míssil do sub- ção do trabalho do marino Polaris da marinha dos EUA (conjuntamente projeto em partes com a Lockheed Corporation); e manejáveis. Em português, é Critical Path Method (CPM), desenvolvido em conjunto traduzida como pela DuPont Corporation e pela Remington Rand Estrutura Analítica Corporation para projetos da manutenção de planta. do Projeto, embora o Estas técnicas matemáticas se espalharam rapidamente termo WBS seja mais em muitas organizações. amplamente utiliza- Em 1969, o Project Management Institute (PMI) foi toman- do. Fonte: pt.wikipedia.org/ do forma para servir ao interesse da indústria da gerência de pro- wiki/WBS jetos. A premissa do PMI é que as ferramentas e as técnicas da gerência de projetos são terra comum mesmo entre a aplicação difundida dos projetos da indústria do software à indústria de cons- trução. Em 1981, os diretores do PMI autorizaram o desenvolvi- 39
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    Curso de Capacitaçãoa Distância mento de um manual para projetos, vindo a se transformar em um guia de projetos, o PMBOK – Project Management Body of Knowledge, que é uma denominação que representa todo o somatório de conhecimento dentro da área de gerência de projetos (VARGAS, 2003, p. 17). Administração de projetos De acordo com Valeriano (2001), a Administração de Proje- tos, a Gerência de Projetos ou a Gestão de Projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas na elaboração de atividades relacionadas para atingir um conjunto de objetivos pré-definidos, com início, meio e fim. A identificação do conhecimento e as prá- ticas da gerência de projetos são mais bem descritos em termos de seus Procedimentos. De forma mais operacional, a gerência de projetos é a arte para manter os riscos de fracasso em um nível tão baixo quanto necessário durante o ciclo de vida do projeto. O insucesso aumenta de acordo com a pre- sença de incerteza durante todos os estágios do pro- jeto. Um ponto de vista alternativo diz que gerenciamento de projetos é a disciplina de definir e alcançar objetivos ao mesmo tempo em que se otimiza o uso de recursos (tempo, dinheiro, pessoas, espaço, etc.) (VALERIANO, 2001). A gerência de projetos é responsabilidade de um indivíduo intitulado Gerente de Projeto. Idealmente, esse indivíduo rara- mente deve participar diretamente nas atividades que produzem o resultado final. 40
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    Elaboração de Projetos Saiba mais... Sobre identificação do conhecimento e as práticas da gerência de projetos em: VALERIANO, Dalton L. Gerenciamento estratégico e adminis- tração por projetos. São Paulo: Makron Books, 2001. p. 165-167. Ciclo de vida do Projeto Caro participante! Nesta seção, você tomará conhecimento do ciclo de vida típico de um projeto em seu desenvolvimento, estruturação, implantação e conclusão na visão de alguns estudiosos. Leia com atenção. As fases do ciclo de vida do projeto, segundo Vargas (2003), dependem, intimamente, da natureza do projeto. Um projeto de- senvolvido a partir de uma idéia, progredindo para um plano, que, por sua vez, é executado e concluído, tem cada fase sua caracteri- zada pela entrega ou finalização de um determinado trabalho. Toda entrega deve ser tangível e de fácil identificação, como por exem- plo, um relatório, um cronograma ou um conjunto de atividades. Cada fase do projeto normalmente define: qual é o problema técnico que deve ser realizado?; e quem deve estar envolvido? Valeriano (2001), ao falar de ciclo de vida do projeto, agrupa uma seqüência de cinco fases, quais sejam: 1. iniciação; 2. planejamento; 41
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    Curso de Capacitaçãoa Distância 3. execução; 4. controle; e 5. encerramento. Intensidade Veja Figura 5: Execução Planejamento Iniciação Controle Encerramento Tempo Figura 5: As fases de um projeto Fonte: Valeriano (2001, p. 128) Como você pode ver, as três fases centrais, planejamento, execução e controle, acontecem quase simultaneamente. Na reali- dade, o controle, agindo sobre todas as atividades da execução, pro- move, em muitos casos, reajustes no planejamento. Por outro lado, à medida que os fatos vão se sucedendo, são criadas condições de detalhamento de partes do plano que estavam sem as minúcias necessárias à execução (VALERIANO, 2001). Já Maximiano (2002) define o ciclo de vida de um projeto como a seqüência de fases, que vão do começo ao fim de um pro- jeto e que estão ilustradas conforme Figura 6: fase 1 – idéia: surge a idéia do projeto ou visão do produto; fase 2 – desenho: o modelo mental transforma-se em um desenho detalhado do produto; fase 3 – desenvolvimento: o produto é gradativamente ela- borado; e fase 4 – entrega: o produto é apresentado ou entregue ao cliente. 42
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    Elaboração de Projetos Entrega Desenvolvimento Desenho Idéia A administração do projeto começa com um plano que se baseia na idéia do produto e Planejamento na previsão das atividades necessárias para realizá-lo. A execução do projeto Execução consiste em realizar as atividades previstas no plano. Figura 6: Ciclo de vida de projeto Fonte: adaptado de Maximiano (2002) Para Maximiano (2002), cada projeto tem um ciclo de vida específico, e o número de fases pode aumentar ou di- minuir. Para Menezes (2003), o ciclo de vida de um projeto se divide em quatro fases, quais sejam: Fase I: conceitual; Fase II: planejamento; Fase III: execução; Fase IV: conclusão. Considerando as fases relacionadas, apresentamos o roteiro específico sugerido pelo autor para os pontos a serem considerados em cada uma delas. Fase I – Conceitual É a fase que marca o surgimento da idéia e apresenta as se- guintes atividades típicas: identificação de necessidades e/ou oportunidades; tradução dessas necessidades e/ou oportunidades em um problema; 43
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    Curso de Capacitaçãoa Distância definição do problema; determinação dos objetivos e metas a serem alcançados; análise do ambiente; análise das potencialidades ou recursos; avaliação da viabilidade de atingimento dos objetivos; estimativa dos recursos necessários; elaboração da proposta e venda da idéia; avaliação e seleção com base na proposta submetida; e decisão quanto à execução do projeto (aprovação). Fase II – Planejamento É a fase cuja preocupação central é com a estruturação e a viabilidade operacional do projeto. É a hora do detalhamento por meio de um plano de execução operacional. São atividades comuns nessa fase: detalhamento das metas e dos objetivos a serem alcan- çados; definição do gerente e da equipe; programação das atividades no tempo; determinação dos resultados tangíveis e seus respectivos momentos de alcance; definição dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos necessários; estabelecimento da estrutura orgânica formal a ser utili- zada; estruturação do sistema de comunicação e de decisão a ser adotado; e treinamento dos envolvidos. 44
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    Elaboração de Projetos FaseIII – Execução A terceira fase do ciclo de vida do projeto é a fase de execução do trabalho propriamente dito. Há que se destacar que cada proje- to apresenta suas particularidades, porém, genericamente, podem ser citadas as seguintes etapas: ativar a comunicação entre os membros da equipe; executar as etapas previstas e programadas; utilizar os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos dentro da programação; e efetuar reprogramações. Fase IV – Conclusão Esta última fase corresponde ao término do projeto. São co- muns nessa fase: aceleração das atividades que, eventualmente, não te- nham sido concluídas; realocação dos recursos humanos para outras atividades do projeto; elaboração da memória técnica do projeto; elaboração de relatórios e transferências dos resultados GLOSSÁRIO finais do projeto; *Ex-post – refere-se a algo que já tenha emissão de avaliações globais sobre o desempenho da ocorrido. Fonte: equipe do projeto e os resultados alcançados; e Wikipédia (2007). acompanhamento ex-post*. Ainda de acordo com Menezes (2003), a dinâmica que domi- na o ciclo de vida de um Projeto segue o fluxo apresentado na Fi- gura 7. Veja: 45
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Necessidades Seleção Planejamento Implementação Controle do projeto Avaliação Avaliação Avaliação Conclusão Figura 7: Dinâmica de ações ao longo do ciclo de vida de um projeto Fonte: adaptado de Menezes (2003, p. 51) A gestão do ciclo de vida de um projeto Agora que você já conhece as fases do ciclo de vida de um projeto, cabe tomar conhecimento de que este ciclo de vida precisa ser administrado. Vamos ver como? Menezes (2003) diz que o objetivo da administração de pro- jetos é alcançar controle adequado do projeto, de modo a assegu- rar sua conclusão no prazo e no orçamento determinados, obten- do a qualidade estipulada. Custo, prazo e qualidade são fatores a serem considerados no bom desempenho de projetos. Maximiano (2002) diz que administrar um projeto significa planejar, organizar, executar e controlar as fases de seu ciclo de vida, e que existe uma sobreposição de planejamento e execução. 46
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    Elaboração de Projetos RESUMO Vimos que as fases do ciclo de vida de um projeto são: iniciação: também conhecida como fase conceitu- al, são definidos nela a missão e os objetivos do projeto, bem como a identificação e a seleção das melhores estraté- gias a serem adotadas; planejamento: é a fase responsável por detalhar tudo aquilo que será realizado no projeto, incluindo o cronograma, alocação de recursos, análise de custos, etc.; execução: fase em que se materializa tudo o que foi planejado, e grande parte do orçamento e dos esforços são consumidos nesta; controle: acontece em paralelo com o planejamen- to operacional e com a execução do projeto, tendo como objetivos principais o acompanhamento e o controle de tudo aquilo que foi proposto no projeto, de modo a propor ações corretivas e preventivas no menor tempo possível; e encerramento: fase em que todo o trabalho desen- volvido durante o projeto é colocado em avaliação de ter- ceiros (vistoria), quando livros e documentos são encerra- dos, e todas as falhas ocorridas durante o projeto são dis- cutidas e avaliadas. Vimos, ainda, que a realização de qualquer fase de um projeto pode ser vista como um projeto e, sendo assim, pos- sui ciclo de vida e pode ser subdividida em fases menores (Ver Figura 8). 47
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Controle Co nt le Planejamento ro tro le n Co Início Fim Co Execução le nt ro ntro le Co Controle Figura 8: Interrelacionamento entre as fases de um projeto Fonte: adaptado de Vargas (2005, p. 35) Atividades de aprendizagem Chegamos ao final da Unidade 2. Esta traçou considerações importantes sobre a história da gerência de projetos, a aná- lise gerencial, o ciclo de vida do projeto e a administração do ciclo de vida de um projeto. Se você realmente entendeu o conteúdo, não terá dificuldades de responder a questão a seguir. Se, eventualmente, ao responder, sentir dificuldades, releia esta Unidade novamente e procure ajuda junto ao seu tutor. 1. Mostrar as fases do ciclo de vida de um projeto e fazer um breve comentário sobre cada uma delas. 48
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    Elaboração de Projetos UNIDADE 3 Planejamento de Projetos e e Planejamento de Projetos Abordagens no Gerenciamento Abordagens no Gerenciamento 49
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Objetivo Nesta Unidade, você vai conhecer as definições sobre planejamento, orientações de como planejar, onde estão as oportunidades em projetos e os aspectos relativos à criatividade e à inovação. 50
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    Elaboração de Projetos Planejamento de Projetos Olá! Estamos iniciando a Unidade 3. A partir de agora, você vai conhecer um pouco mais sobre as definições de planejamento e orientações de como planejar. Ainda nes- ta Unidade, você vai poder conhecer onde estão as opor- tunidades em projetos e os aspectos relativos à criatividade e à inovação. Leia com atenção e realize as atividades recomendadas que estão indicadas no final desta Unidade. Sua leitura, a reali- zação das atividades, o contato com seu tutor e com seu professor têm um só objetivo: ajudá-lo no processo de cons- trução do conhecimento e no desenvolvimento de habilida- des que caracterizarão seu novo perfil profissional ao final deste curso. E então? O que está esperando? Vamos juntos, na busca de mais conhecimento! Vamos iniciar apresentando a definição de planejamento se- gundo Newman (1977, p. 15). Planejamento é a aplicação sistemática do conhecimento humano para prever e avaliar cursos de ação alternati- vos com vistas à tomada de decisões adequadas e racio- nais, que sirvam de base para ação futura. Planejar é decidir antecipadamente o que deve ser feito, ou seja, um plano é uma linha de ação pré-estabelecida. O planejamento dentro da gestão de projetos é o pro- cesso para quantificar o tempo e o orçamento de um projeto. A finalidade do planejamento é criar um pla- no que um gestor de projeto possa usar para acom- panhar o progresso de sua equipe. 51
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    Curso de Capacitaçãoa Distância GLOSSÁRIO Como planejar *Work Breakdown Structure (WBS) – ou Estrutura Analí- A etapa de planejamento começa pela determinação das con- tica de Projetos (EAP) é uma ferra- dições exatas para que o projeto seja finalizado ou completado. Antes menta de decompo- que esteja absolutamente claros quais são os objetivos do projeto, sição do trabalho, não faz sentido começar a estimar quanto tempo levará e quanto num dado projeto, custará. Infelizmente, muitos gerentes de projeto falham ao não em partes manejá- examinar esta primeira etapa crucial. veis. Fonte: Wikipédia (2007). A seguir, você vai tomar conhecimento da seqüência das eta- *Bottom-up – (de pas de como planejar um projeto: baixo para cima) es- tratégia utilizada fazer um inventário de todo o trabalho que precisa ser pela organização na feito com uma estimativa do tempo necessário para um tomada de decisão único membro da equipe. Isto pode ser feito em uma na qual as informa- sessão do planejamento com todos os membros da equi- ções são passadas pe. Tarefas que levarão muito tempo para terminar pre- dos setores situados cisam ser quebradas em tarefas menores. O resultado é em níveis mais bai- Work Breakdown Structure – WBS*. Certifique- xos para o topo da se de ter indicado as entregas do projeto no WBS para organização. Fonte: que os objetivos sejam alcançados; Lacombe (2004). identifique os recursos necessários para executar cada *Diagrama PERT/ elemento terminal do WBS (cada tarefa). Neste momen- CPM – instrumento to, você pode estimar o custo para entregar cada ele- de planejamento e mento terminal e, conseqüentemente, todo o projeto controle em que se fi- (aproximação bottom-up*); gura o projeto numa rede ou gráfico que decida se este plano faz sentido, isto é, se os custos justi- representa as ativi- ficam os benefícios; dades de acordo com modifique os objetivos e o trabalho quando necessário; as respectivas rela- ções de correspon- defina dependências entre tarefas. Algumas tarefas pre- dência e interde- cisam ser finalizadas antes que outras tarefas possam pendência. Fonte: começar. Pondo tarefas em ordem de conclusão, um ge- Lacombe (2004). rente de projeto constrói uma rede de projeto (diagra- ma PERT*); calcule o tempo mínimo para executar o projeto: é o tra- jeto mais longo através da rede do projeto (PERT) do começo até sua extremidade. Este trajeto é chamado de 52
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    Elaboração de Projetos caminho crítico. As outras tarefas podem ser feitas em paralelo ao caminho crítico, mas qualquer atraso nas tarefas do caminho crítico resultará automaticamente num atraso do prazo total para finalizar o projeto; crie um cronograma do projeto, por exemplo, utilizando um Gráfico de Gantt; faça um plano de gerência de riscos e modifique o proje- to de acordo com este plano; e obtenha o comprometimento da organização em iniciar a execução do projeto. O planejamento do projeto não é algo para ser feito somente uma vez no seu começo. Observar o progresso de sua equipe e atu- alizar adequadamente o plano do projeto devem ser tarefas cons- tantes do gerente de projeto. Um programa computacional de ge- rência de projeto pode ser útil se usado corretamente. Exemplo: PMBOK; MS Provect. Há diversos padrões de gerência de projeto que descrevem em detalhes como planejar e controlar um projeto. O planejamento, além de dinâmico, deve ser contínuo e rea- lizado por aproximações sucessivas. Assim, partindo de decisão do nível de supervisão mais elevado, ele desdobra-se em providências dentro de cada nível, até atingir o nível mais próximo da execução, volta ao ponto inicial e retorna aos escalões inferiores, até que, den- tro do prazo previsto para sua realização, seja obtido um resultado: tecnicamente exeqüível; economicamente viável; socialmente desejável; e politicamente aceitável. A realização de um planejamento, independentemente do seu objetivo, compreende uma série de fases que se aproximam dos métodos comuns de uma pesquisa, tais como: definição e equacionamento preliminar do problema; elaboração das diretrizes básicas do planejamento; 53
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    Curso de Capacitaçãoa Distância fixação dos objetivos; coleta preliminar dos dados; levantamento e pesquisas complementares; estabelecimento de projeções e provisões; análise e discussão dos dados; apresentação de alternativas ou opções; formulação de decisões ou propostas; integração de planos parciais, desdobramento em planos derivados ou replanejamento; e redação e apresentação do plano. O planejamento se traduz por um documento de exe- cução chamado plano (que poderá ser apresentado sob a forma de um orçamento expresso em termos monetários), que, conforme seu grau de detalhamento em relação ao nível considerado, é denominado de: programa: empreendimento de grande porte que se realiza por meio de projetos; projeto: empreendimento temporário que tem o ob- jetivo de fornecer um produto ou um serviço; e operação: atividades regulares realizadas na es- trutura departamental permanente de produção de bens e prestação de serviços, para clientes internos e externos. É importante considerar que o planejamento exige: informações estatísticas adequadas; contribuição multissetorial e multiprofissional; e institucionalização para execução do plano. 54
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    Elaboração de Projetos Oportunidades em projetos Diversos são os fatores que determinam o início do desenvol- GLOSSÁRIO vimento de um projeto. Os principais são: *Market share – re- fere-se à participação desenvolvimento de produto: o mercado exige per- no mercado do pro- manente evolução nos produtos, de maneira bem con- duto de uma determi- trolada, para que não atrase e não prejudique seu nada empresa. Fonte: market share*; Lacombe (2004). criação de produto: o desenvolvimento de novos pro- dutos ou soluções totalmente novas têm sua implanta- ção facilitada através da orientação por projeto; dinâmica organizacional: o ambiente organizacional está em constante modificação, e devem ser considera- das as oportunidades, para que os seus resultados pos- sam ser avaliados à medida que forem implementados e gerarem bons resultados; produtos únicos: muitas organizações trabalham com produtos únicos, como eventos, softwares, aviões, em- barcações, construções, etc., que exigem controle de pra- zos, recursos e qualidade, com objetivos rígidos, pouco flexíveis e previamente determinados; gestão estratégica: as organizações modernas perce- bem, cada vez mais, a importância de olharem para si por meio de projetos. A implantação das suas estratégias comerciais, de produção, de produto, deve ser conside- rada como verdadeiros projetos; prazos e recursos limitados: nessas situações, con- vém planejar as atividades nas quais este recurso estará envolvido, para que possa ser adequadamente distribuí- do e utilizado. Deve-se considerar a possibilidade de pla- nejar os trabalhos como se fossem projetos, a fim de que se possa exercer um maior e melhor controle sobre o an- damento de seus resultados; melhoria contínua: as organizações estão cada vez mais orientadas para o aprimoramento contínuo dos proces- 55
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    Curso de Capacitaçãoa Distância sos produtivos e de apoio. Caracterizando-os como pro- jetos, torna-se mais fácil administrá-los; e criatividade: embora esteja começando a fazer algo a respeito do ensino do pensamento como uma habilida- de, a educação formal faz muito pouco a respeito do en- sino do pensamento criativo. Nas organizações, as prio- ridades são mais latentes. Presume-se que a criatividade pertence ao mundo da “arte” e é uma questão de talen- to. Esta é uma visão ultrapassada. Há razões muito boas pelas quais ainda não dedicamos uma atenção suficien- temente séria à criatividade. A necessidade do pensamento criativo passa pela compreen- são da natureza lógica da racionalidade humana. A criatividade é um assunto desordenado e confuso, que aparentemente abrange desde a criação de um simples objeto tipo um grampo de cabelo até a composição de uma grande sinfonia. 3M Company (antiga Minnesota Mining and Em um nível mais simples, “criação” significa fazer existir Manufacturing algo que não existia anteriormente. Em certo sentido, “criar uma Company até 2002) é confusão” é um exemplo de criatividade. A confusão não existia e uma empresa norte- foi provocada. americana com A palavra “criatividade” abrange uma ampla gama de habi- presença em todo o lidades diferentes. Podemos ver a criatividade como um mistério. mundo. Produz Idéias novas e brilhantes são produzidas, e não sabemos como apa- 55.000 produtos, recem. Podemos estudar o comportamento das pessoas criativas, incluindo adesivos, abrasivos, laminados, mas isso não vai nos dizer muito, porque geralmente elas não sa- circuitos eletrônicos, bem o que causou suas idéias brilhantes. monitores e O comportamento da criatividade nas organizações gera um fármacos. Destaca-se padrão, principalmente a partir da análise do comportamento real pelo fato de estar e potencial, no qual podemos ter uma idéia clara da natureza da constantemente criatividade. Neste ponto, enquadra-se perfeitamente o Caso 3M. incentivando a De um momento para outro, desaparece a mística da criatividade, criação de novos e podemos ver como ela funciona. Em determinado caso, pode- produtos. mos ver a lógica da criatividade. Esta é a lógica dos sistemas que criam e usam padrões. No caso da 3M, que contém um quadro totalmente eclético (engenheiros, físicos, cientistas de novos ma- 56
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    Elaboração de Projetos teriais,químicos, etc.), essas pessoas acreditavam que a criatividade servia somente para publicitários, marketing, etc., mas não era necessária quando existem leis físicas e medições para guiar o com- portamento. Entretanto, depois que estas pessoas passaram a ver a lógica da criatividade como sendo o comportamento de sistemas que criam e usam padrões, suas atitudes mudaram completamen- te. Este é o ponto importante, porque há muitas pessoas que vêem o valor das idéias novas e criativas, mas não estão preparadas para aceitar a necessidade da criatividade, caso permaneçam no nível de exortação. Porém, tão logo elas entendem a necessidade lógica da criatividade, então começam a mudar suas atitudes. O fato de compreender a lógica da criatividade não torna nin- guém mais ou menos criativo, mas torna as pessoas mais consci- entes da necessidade da criatividade. Existem fontes tradicionais de criatividade (Figura 9) que geram algumas conclusões a respei- to do pensamento criativo. Dentre tantas, podemos listar: a inocência: a criatividade clássica das crianças; a experiência: conhecemos as coisas que funcionam; a motivação: significa ter curiosidade para buscar ex- plicações; o julgamento sintonizado: capacidade para ver o va- lor da idéia; e o acaso: acidente, engano, loucura e estilo. CRIATIVIDADE IMAGINAÇÃO CRIATIVIDADE INICIATIVA INÉRCIA ATIVISMO AÇÃO Figura 9: Base da criatividade Fonte: elaborado pelos autores 57
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    Curso de Capacitaçãoa Distância A inovação em projetos Resultados inovadores são as atividades e/ou tarefas pouco ou quase nada rotineiras, e as pessoas e os sistemas devem ser adap- tados a isto. A busca pela competitividade maior exige a definição de uma nova estratégia de ação (o quê?, quando?, onde?, quanto? e quem?). Podemos observar no cotidiano que uma grande parce- la das organizações se encontra num estágio intermediário: exis- tem operações rotineiras para garantir o fluxo produtivo, e exis- tem, também, atividades inovadoras que visam às melhorias dos processos e da organização como um todo. Porém, existem algumas outras variáveis que diferenciam e nos permitem identificar situações típicas de projetos. Neste pon- to, assumimos que as situações inovadoras são projetos. Abaixo, alguns fatores importantes que nos auxiliam a diferenciar projetos de atividades rotineiras: horizonte temporal: o projeto tem prazo que deve ser cumprido. A atividade rotineira é contínua e realizada dia após dia; segurança de permanência: os recursos humanos nas atividades rotineiras são fixos. Já nos projetos, com o término dos trabalhos, os membros da equipe são dis- pensados; cronologia: o projeto possui data de início e término, enquanto as atividades rotineiras se repetem em perío- dos de tempo estabelecidos; conhecimento prévio do trabalho: um projeto é re- pleto de incertezas, enquanto as atividades rotineiras são conhecidas e dominadas; abrangência: um projeto tem abrangência muito mai- or que uma rotina; orçamento e prazos: os projetos têm um tipo e ritmo de gastos variáveis; há uma seqüência predeterminada, e a rigidez dos prazos é mais acentuada. As atividades 58
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    Elaboração de Projetos rotineiras não, seus orçamentos são precisamente defi- nidos e admitem certa flexibilidade nos prazos; e controle de qualidade: nas atividades rotineiras, é es- tatístico, e nos projetos, não. A Figura 10 demonstra a dinâmica do processo de utilização dos recursos do ponto de vista ambiental e seus reflexos na elabo- ração de novos projetos. ESTÁVEL TE N A D N U B A COMPLEXO SIMPLES O S S A C ES DINÂMICO MODELO TRIDIMENSIONAL DO AMBIENTE Figura 10: Modelo tridimensional do ambiente Fonte: adaptado pelos autores RESUMO Nesta Unidade, foram abordados os fatores que identifi- cam as oportunidades em projetos. Falamos que o desenvol- vimento de produtos, a gestão estratégica, a formação de pra- zos, a determinação de recursos e a criatividade formam um conjunto teórico utilizado na gestão de projetos. Mostramos, ainda, que o tempo, o orçamento e o controle são ferramen- tas indispensáveis para uma boa gestão de projetos. 59
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Atividades de aprendizagem A Unidade 3 apresentou considerações importantes sobre o que é planejamento, como planejar, onde estão as oportu- nidades em projetos e os aspectos relativos à criatividade e à inovação. Vamos conferir se você teve bom entendimento do que foi abordado! Para saber, responda as atividades propostas. Caso ainda tenha alguma dúvida, faça uma leitura cuidadosa dos con- ceitos ainda não entendidos ou, se achar necessário, entre em contato com seu tutor. 1. Quais os principais fatores encontrados nas oportunidades em projetos? Comente pelo menos três deles. 2. A competitividade exige a definição de novas estratégias de ação? Quais são essas estratégias? Faça um pequeno comentá- rio sobre cada uma delas. 60
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    Elaboração de Projetos UNIDADE 4 Gerenciamento de Projetos e e Gerenciamento de Projetos suas Gerências Específicas suas Gerências Específicas 61
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Objetivo Nesta Unidade, você vai conhecer as diversas áreas de gerenciamento específicas, que compõem um gerenciamento geral em projetos. 62
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    Elaboração de Projetos Gerenciamento de projetos e suas gerências específicas Caro participante! Nesta Unidade, serão apresentados aspectos das diferentes gestões que formam o conjunto do projeto. Elas formam as bases de gerenciamento do projeto e, dependendo das ca- racterísticas, podem ser relacionadas todas as constantes, só algumas ou acrescentadas outras. É importante que você reflita ao longo de toda a leitura e se questione sobre a importância de cada assunto que está sendo apresentado, inclusive relacionando-o com a realida- de de sua organização. Vamos seguir juntos nessa caminhada! É importante que você lembre que cada projeto apresenta seu conjunto de gestões necessárias. Exemplos: um projeto para liberação à população de um novo me- dicamento pode ter uma etapa de gestão que implica dis- tribuir milhares de doses para realização de teste na eta- pa da pesquisa; e um projeto para o abastecimento de água numa deter- minada cidade a ser implantado em cinco áreas geográ- ficas distintas pode exigir cinco gestões específicas para o meio ambiente. A gerência de projetos é a aplicação de conhecimentos, habi- lidades e técnicas para projetar atividades que visam a atingir as exigências do projeto. As áreas de gerenciamento do projeto são: gerenciamento da integração do projeto; 63
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    Curso de Capacitaçãoa Distância gerenciamento do escopo do projeto; gerenciamento do prazo do projeto; gerenciamento de custos do projeto; gerenciamento da qualidade do projeto; gerenciamento do pessoal; gerenciamento das comunicações; gerenciamento dos riscos; e gerenciamento de suprimentos. Gerenciamento da integração do projeto O gerenciamento da integração do projeto inclui os proces- sos requeridos para assegurar que os diversos elementos estão ade- quadamente coordenados. Ele envolve fazer compensações entre objetivos e alternativas eventualmente concorrentes, a fim de atin- gir ou superar as necessidades e expectativas. Enquanto todos os processos de gerência de projetos são de alguma maneira integrados, os processos descritos nesta Unidade são por natureza integrativos. A Figura 11 fornece uma visão geral dos processos principais do gerenciamento da integração do projeto: desenvolvimento do plano do projeto: agregar os resultados dos outros processos de planejamento cons- truindo um documento coerente e consistente; e execução do plano de projeto: coordenar as mudan- ças através do projeto inteiro. 64
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    Elaboração de Projetos 1 Desenvolvimento do plano do projeto Gerenciamento da integração de projeto 2 Execução do plano de projeto Figura 11: Visão geral da gerência da integração do projeto Fonte: elaborado pelos autores Desenvolvimento do plano do projeto GLOSSÁRIO O desenvolvimento do plano do projeto deve obedecer as se- *Baseline – concei- guintes etapas: to relacionado à rastreabilidade dos guiar a execução do projeto; requisitos, no qual documentar as restrições e premissas do plano do projeto; se procura facilitar o acesso a informa- documentar as decisões de planejamento do projeto de ções de origem. Fon- acordo com as alternativas escolhidas; te: http:// definir as revisões-chave de gerenciamento com relação jcspl.wordpress.com/ a conteúdo, âmbito e prazos; e tag/baseline/ prover um baseline* para medida de progresso e con- trole do projeto. 65
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    Curso de Capacitaçãoa Distância É importante que você entenda uma restrição como uma li- mitação aplicável que afetará o desempenho do projeto. Exemplo: no projeto, estava prevista a contratação de agentes sanitários para a campanha da Dengue até 21/5/2007, o que não ocorreu até a data prevista. E premissas como fatores que são considerados ver- dadeiros, reais ou certos. Exemplo: no Planejamento para aquisi- ção de um aparelho de raio X para um hospital, o projeto conside- rou que o dólar estaria cotado no máximo em R$ 2,10, o que se confirmou. Execução do plano do projeto A execução é o processo básico de realização do plano do pro- jeto, pois é nele que a grande maioria do orçamento será gasto. Neste processo, o gerente e a equipe de gerência devem coordenar e direcionar as diversas interfaces técnicas e organizacionais, pois é exatamente nele que o produto é criado. O desempenho contra o baseline do projeto deve ser continuamente monitorado, e então as ações corretivas podem ser tomadas baseadas no desempenho real contra o plano do projeto. Previsões periódicas do custo final e resultados do cronograma serão usadas para suportar a análise. Gerenciamento do escopo do projeto GLOSSÁRIO *Escopo – alvo, O escopo* constitui uma descrição documentada do proje- mira, intuito, inten- ção. Fonte: Ferreira to, quanto a seu objetivo ou resultado, sua abordagem e conteúdo, (2004). isto é, o que pretende obter, como fazê-lo e o que envolve como ações (VALERIANO, 2001, p. 191). O escopo desdobra-se em duas partes, quais sejam: escopo do produto: em que se definem e se delimitam as funções e as características do produto ou do serviço a ser gerado pelo projeto, seus aspectos e funções; e 66
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    Elaboração de Projetos escopo do projeto: que define e quantifica o trabalho a ser feito a fim de gerar o produto ou serviço tal como estabelecido no seu escopo, e com os aspectos e funções especificados. A Figura 12 apresenta uma visão geral do escopo do projeto: 1. Iniciação 5. Controle 2. Planejamento de Mudanças ESCOPO 4. Verificação 3. Definição Figura 12: Visão geral do escopo do projeto Fonte: elaborado pelos autores Agora que você já conheceu a visão geral, vamos decompor cada uma das etapas do projeto obedecendo à lógica de definição de: 1. entradas; 2. recursos e atividades (ferramentas ou técnicas); e 3. saídas. Iniciação do Escopo É o começo efetivo do projeto e pode surgir de diversas situa- ções ou oportunidades, como: uma necessidade, uma deficiência, uma carência, uma tendência, etc. Exemplos: uma necessidade social (por exemplo, um projeto para corrigir a carência alimentar da população indígena no Brasil); e 67
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    Curso de Capacitaçãoa Distância uma exigência legal (por exemplo, o governo estabelece normas rígidas para o manuseio do lixo hospitalar). Planejamento do Escopo A etapa de planejamento trata da elaboração e da documen- tação progressiva do projeto. As ferramentas e técnicas que são utilizadas na etapa de pla- nejamento (VALERIANO, 2001, p. 56) são: análise do produto: envolve desenvolver um melhor entendimento do produto do projeto. Isso inclui técnicas como a análise de decomposição do produto, engenharia de sistemas, engenharia de valor, análise de valor, análise de funções e desdobramento da função qualidade. análise de custo/benefício: envolve estimar custos tangíveis e intangíveis (outlays – gastos) e benefícios (returns – receitas) das várias alternativas de projeto e produto e, então, usar medidas financeiras tais como retorno de investimento ou período de reembolso para GLOSSÁRIO avaliar a qualidade relativa das alternativas identificadas. *Brainstorming – ou identificação de alternativas: este é um termo gené- tempestade de idéi- rico para qualquer técnica usada para gerar diferentes as, processo para abordagens do projeto. Existem várias técnicas de gerar idéias com o gerenciamento freqüentemente usadas aqui, sendo as objetivo de solucio- mais comuns o brainstorming* e o lateral thinking nar problemas ou (pensamento lateral). aproveitar oportu- nidades. Fonte: avaliação especializada. Lacombe (2004) Definição do escopo A definição do escopo consiste no detalhamento do projeto em suas partes constitutivas e em suas atividades elementares, e tem por finalidade facilitar a administração do projeto visando a: melhorar as estimativas de custos, de prazos e de recur- sos necessários; 68
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    Elaboração de Projetos estabelecer linhas de base como referência de medições e controle; e fixação e distribuição de responsabilidades dos executan- tes e envolvidos. Verificação do escopo A verificação do escopo é a formalização do aceite do escopo do projeto pelas partes envolvidas ou interessadas (patrocinador, clientes, usuários, etc.). Trata-se de uma revisão do trabalho, verificando se os pro- dutos e resultados estão atendendo satisfatoriamente ao que foi solicitado. É fundamental a verificação da aceitação dos resulta- dos do trabalho. Controle de mudanças do escopo O controle de mudanças do escopo consiste em garantir que as mudanças sejam discutidas, combinadas e gerenciadas se ocor- rerem. Gerenciamento do prazo do projeto Todo projeto é desenvolvido dentro de um determinado tem- po previamente programado. Visando ao cumprimento e ao con- trole de tal prazo, alguns procedimentos são estabelecidos. A Figu- ra 13 fornece uma visão geral. 69
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    Curso de Capacitaçãoa Distância 1. Definição das atividades 2. Seqüenciamento 5. Controle do das atividades cronograma PRAZO DO PROJETO 4. Desenvolvimento 3. Estimativa da do cronograma duração das atividades Figura 13: Prazo do projeto – visão geral Fonte: elaborado pelos autores Agora, você vai ver com um pouco mais de detalhe as entra- das, ferramentas, técnicas e saídas de cada uma das etapas. Definição das atividades A definição das atividades implica verificar quais etapas de- verão ser cumpridas para atender à estrutura completa do projeto e aos prazos necessários para seu cumprimento. Seqüenciamento das atividades O seqüenciamento das atividades envolve identificar e docu- mentar as relações de dependência entre as atividades. Estas de- vem ser seqüenciais, possibilitando mais tarde o desenvolvimento de um cronograma realista e viável. O seqüenciamento pode ser feito com auxílio de um computador (por exemplo, utilizando softwares de gerência de projetos) ou com técnicas manuais. As técnicas manuais são, geralmente, mais efetivas em projetos menores e em fases iniciais de projetos maiores, quando existem poucos detalhes disponíveis. As técnicas manuais e automatizadas podem, também, ser utilizadas em conjunto. 70
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    Elaboração de Projetos Estimativada duração das atividades A estimativa de duração das atividades é o processo de gerar as durações das atividades para entrada do cronograma, a partir das informações do escopo do projeto e dos recursos disponíveis. As entradas para as estimativas de duração se originam tipicamente da pessoa ou do grupo dentro da equipe do projeto, para quem a natureza da atividade específica é mais familiar. A estimativa é, freqüentemente, construída de forma progressiva, e o processo considera a qualidade e a disponibilidade dos dados de entrada. Assim, pode-se assumir que a estimativa vai progressivamente se tornando mais precisa e com uma qualidade conhecida. A pessoa ou o grupo da equipe do projeto que estiver mais familiarizado com a natureza de uma atividade específica deve fazer ou, no mínimo, aprovar a estimativa. Desenvolvimento do cronograma Desenvolver o cronograma significa determinar as datas de início e fim para as atividades do projeto. Se as datas de início e fim não forem realistas, é improvável que o projeto termine conforme planejado. O processo de desenvolvimento do cronograma deve ser conduzido de forma interativa (junto com os processos que forne- cem entradas, especialmente as estimativas das durações e dos custos) antes da determinação do cronograma do projeto. Controle do cronograma O controle do cronograma consiste em: influenciar os fatores que criam mudanças no cronograma, para garantir que elas sejam benéficas; determinar que o cronograma foi alterado; e gerenciar as mudanças reais, quando e como elas ocorrem. O controle do cronograma deve estar fortemente integrado com os outros processos de controle. 71
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Gerenciamento de custos do projeto O gerenciamento de custos visa a assegurar que o projeto seja realizado observando o seu orçamento. Consiste fundamen- talmente nos custos dos recursos necessários para a implantação das suas diversas etapas. O gerenciamento dos custos compreende as seguintes etapas (Figura 14): 1. Estimativa dos custos GERENCIAMENTO DE CUSTOS 3. Controle dos custos 2. Orçamento dos custos Figura 14: Etapas de gerenciamento de custos do projeto Fonte: elaborado pelos autores Estimativa dos custos A estimativa dos custos envolve desenvolver uma aproxima- ção (estimativa) dos custos dos recursos necessários para comple- tar as atividades do projeto. Na busca de uma aproximação dos cus- tos, a pessoa responsável pela estimativa considera as causas de va- riação da estimativa final, a fim de melhor gerenciar o projeto. Quando o projeto é realizado sob contrato, devem ser toma- dos cuidados para distinguir custos estimados de preço. A estima- tiva dos custos envolve elaborar uma avaliação quantitativa dos resultados prováveis – quanto custará para a organização o forne- cimento do produto ou o serviço envolvido? O preço é uma decisão de negócio – quanto a organização cobrará pelo produto ou servi- 72
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    Elaboração de Projetos ço– que usa as estimativas de custo apenas como uma entre várias considerações. Orçamento dos custos O orçamento dos custos envolve alocar as estimativas dos custos globais nas atividades individuais dos pacotes de trabalho com a finalidade de estabelecer um baseline de custo para medir o desempenho do projeto. A realidade pode impor que as estimativas sejam feitas depois da aprovação do orçamento, mas, sempre que possível, elas devem ser elaboradas antes de submeter o orçamen- to para aprovação. Controle dos custos O controle dos custos está associado a: influenciar os fatores que criam as mudanças no baseline de custo de forma a garantir que estas mudanças sejam benéficas; determinar que o baseline de custo foi alterado; e gerenciar as mudanças reais quando e como elas surgirem. O controle dos custos inclui: monitorar o desempenho do custo para detectar e enten- der as variações do plano; assegurar que todas as mudanças apropriadas estão registradas corretamente no baseline de custo; informar as partes envolvidas afetadas sobre as mudan- ças autorizadas; e atuar no sentido de manter os custos esperados dentro de limites aceitáveis. O controle dos custos inclui pesquisar os porquês das varia- ções, tanto positivas quanto negativas. Deve estar fortemente in- tegrado com os outros processos de controle (o controle de mudan- 73
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    Curso de Capacitaçãoa Distância ça de escopo, o controle do cronograma, o controle da qualidade e outros). Por exemplo, uma resposta inadequada para variações do custo pode causar problemas de qualidade ou de prazo, ou produzir, mais adiante no projeto, um nível de risco inaceitável. Gerenciamento da qualidade do projeto A gestão da qualidade trata de assegurar que o projeto vai satisfazer todas as necessidades para as quais foi empreendido (VALERIANO, 2001, p. 230). As principais etapas do gerenciamento da qualidade estão representadas na Figura 15 e são detalhadas na seqüência: 1. Planejamento da qualidade GERENCIAMENTO DA QUALIDADE 3. Controle da qualidade 2. Garantia da qualidade Figura 15: Principais etapas do gerenciamento da qualidade do projeto Fonte: elaborado pelos autores 74
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    Elaboração de Projetos Planejamentoda qualidade O planejamento da qualidade envolve identificar que padrões de qualidade são relevantes para o projeto e determinar como satisfazê-los. Ele é um dos processos facilitadores chave do plane- jamento do projeto, e deve ser executado de forma regular e em paralelo com os outros processos de planejamento do projeto. Por exemplo, mudanças no produto do projeto necessárias para aten- der aos padrões de qualidade podem exigir ajustes no prazo ou no custo, ou, ainda, a qualidade desejada do produto pode exigir uma análise detalhada do risco de um problema identificado. Antes do Conheça mais sobre a ISO e suas diversas desenvolvimento das séries ISO 9000, as atividades aqui descritas normas em http:// como planejamento da qualidade eram amplamente discutidas pt.wikipedia.org/ como parte da garantia de qualidade. wiki/ISO Garantia da qualidade A garantia da qualidade consiste de todas as atividades pla- nejadas e sistematizadas, implementadas no sistema de qualidade para prover segurança de que o projeto satisfaz os padrões de qua- lidade relevantes. Ela deve ser executada ao longo do projeto. An- tes do desenvolvimento das séries ISO 9000, as atividades descri- tas no planejamento da qualidade eram, na sua maioria, incluídas como parte da garantia de qualidade. A garantia da qualidade é freqüentemente fornecida pelo de- partamento de garantia da qualidade ou unidade organizacional similar, embora isso não seja uma exigência. A garantia pode ser fornecida à equipe de gerenciamento do projeto e à gerência da organização executora (garantia da quali- dade interna), ou pode ser fornecida ao cliente e outros não direta- mente envolvidos no trabalho do projeto (garantia da qualidade externa). 75
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Controle da qualidade O controle da qualidade envolve monitorar os resultados es- pecíficos do projeto para determinar se eles estão de acordo com os padrões de qualidade relevantes e identificar formas de eliminar as causas dos resultados insatisfatórios. Deve ser executado ao longo do projeto. Gerenciamento do pessoal De acordo com Valeriano (2001), a gestão de pessoal trata dos recursos humanos do projeto focalizando a pessoa como enti- dade viva, isolada, sob o aspecto de seu progresso profissional e também a equipe como um conjunto harmonioso devotado ao tra- balho cooperativo. Tal gerenciamento envolve as seguintes etapas (Figura 16): 1. Planejamento da organização GESTÃO DO PESSOAL 3. Desenvolvimento 2. Montagem da equipe da equipe Figura 16: Etapas da gestão de pessoas Fonte: elaborado pelos autores 76
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    Elaboração de Projetos Planejamentoda organização O planejamento organizacional envolve identificar, docu- mentar e designar os papéis, as responsabilidades e os relaciona- mentos que podem ser atribuídos a indivíduos ou a grupos. Os indi- víduos e os grupos podem fazer parte da organização do projeto ou não. Os grupos internos, normalmente, estão associados a departa- mentos funcionais específicos, tais como Engenharia, Marketing ou Contabilidade. Na maioria dos projetos, grande parte do planejamento or- ganizacional é feito nas fases iniciais. Entretanto, os resultados deste processo devem ser revisados regularmente, ao longo do pro- jeto, para assegurar a continuidade da aplicação. Se a organização inicial não está mais sendo eficiente, ele deve ser imediatamente revisto. O planejamento organizacional está, na maioria das vezes, fortemente ligado ao planejamento das comunicações, uma vez que a estrutura organizacional do projeto terá um efeito direto nos seus requisitos de comunicação. Montagem da equipe A montagem da equipe envolve conseguir que os recursos humanos necessários (indivíduos ou grupos) sejam alocados ao projeto. Na maioria dos ambientes, os melhores recursos podem não estar disponíveis, e a equipe de gerenciamento do projeto deve cuidar para garantir que os recursos que estão disponíveis vão aten- der aos requisitos do projeto. Desenvolvimento da equipe O desenvolvimento da equipe engloba o aumento da capaci- dade das partes envolvidas de contribuir individualmente, bem como o aumento da capacidade de funcionar como uma equipe. O crescimento individual (gerencial e técnico) é a base necessária para desenvolver a equipe. O desenvolvimento como equipe é crucial para a capacidade do projeto de atingir seus objetivos. 77
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    Curso de Capacitaçãoa Distância O desenvolvimento da equipe num projeto é particularmente complicado quando os membros se reportam ao gerente funcional e ao gerente de projeto. O gerenciamento efetivo desse duplo rela- cionamento é, normalmente, um fator crítico de sucesso para o projeto e geralmente é responsabilidade do gerente do projeto. Embora o desenvolvimento da equipe do projeto tenha sido apresentado como um dos processos de execução, ele se desenvol- ve ao longo de todo o percurso. O gerente de projetos e a equipe Como você já sabe, os projetos podem envolver uma ampla gama de pessoas com diferentes conhecimentos, habilidades e ati- tudes; cada um com suas experiências. Valeriano (2001, p. 145) apresenta algumas características que devem estar presentes na equipe de projetos: GLOSSÁRIO os objetivos de cada membro devem estar voltados para *Difundir – espa- o objetivo do projeto; lhar, disseminar, a gerência é difusa*, com potencialização e uso de equi- propagar. Fonte: pes autogerenciadas; Ferreira (2004). os membros da equipe participam dos planejamentos, das decisões e das revisões; a maior parte das decisões e das soluções de conflitos é tomada por consenso; e as necessidades e os problemas individuais são compar- tilhados pela equipe. Perceba que destacamos o papel da equipe. Maximiano (2002, pp. 178 a 188) destaca o papel extrema- mente importante do gerente do projeto e define como sua princi- pal responsabilidade a de assegurar a realização do projeto dentro dos padrões de desempenho, do prazo estabelecido, do custo e da 78
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    Elaboração de Projetos qualidadedesejada. São destacados os seguintes papéis que preci- sam ser desempenhados pelo gerente do projeto: planejador; organizador; administrador de pessoas; administrador de interfaces; administrador de tecnologia; implementador; e formulador de métodos. Menezes (2003, pp. 102 a 104) cita quatro categorias de pro- fissionais que devem se envolver em todo o desenvolvimento do projeto: gerente geral-patrocinador; gerente do projeto-condutor; gerente funcional responsável pela execução em área es- pecífica do conhecimento; e especialistas, que são os executores das tarefas do projeto. Já que você conheceu alguns personagens que se envolvem com projetos, vamos, sem prejuízo das informações até aqui trata- das, acrescentar mais três personagens e seus respectivos papéis: patrocinador: é quem inicia o projeto, garante sua re- levância, ajuda e age como referencial; cliente: pode ser interno ou externo e beneficia-se dos resultados do projeto. Serve como guia ao gerente e é influência forte no andamento do projeto; e fornecedor: fornece materiais, produtos ou serviços ne- cessários para o andamento do projeto. Pode envolver- se com o projeto e ajudar no bom andamento, se entre- gar os suprimentos nos prazos estabelecidos. 79
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Gerenciamento das comunicações O gerenciamento das comunicações do projeto inclui os pro- cessos necessários para garantir a regular e apropriada geração, coleta, disseminação, armazenamento e descarte final das infor- mações necessárias para o sucesso do projeto. Todos os envolvidos no projeto devem estar preparados para enviar e receber comuni- cações, e devem compreender como as suas afetam o projeto como um todo. Atenção! É importante que você entenda: comunicações como um conjunto de técnicas que tra- tam da geração, coleta, armazenamento, recuperação, disseminação e descarte da informação; informação como o resultado obtido da avaliação, inter- pretação, análise e organização de dados; e dado como um elemento factual usado para obter infor- mação. De acordo com Valeriano (2001), a informação pode ser re- cebida pelo projeto, quando gerada em alguma parte de seu ambi- ente (uma lei, uma norma técnica ou uma política da organiza- ção), mas também é produzida no âmbito do projeto, com destino a outra parte ou componente, ou pode ser destinada a uma entida- de externa (um relatório de desempenho para um cliente ou pa- trocinador do projeto). As informações geradas pelo projeto cumprem três finalidades: comunicação no âmbito do projeto, destinando-se aos “clientes internos”; comunicação com fornecedores e clientes do projeto – “cliente externos”; e repositório de informações – “clientes institucionais”. 80
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    Elaboração de Projetos A Figura 17 apresenta as etapas que compõem a gestão das comunicações, e na seqüência apresentamos os detalhes de cada uma delas. 4. Encerramento 1. Planejamento Administrativo das Comunicações GESTÃO DAS COMUNICAÇÕES 3. Relato de 2. Distribuição Desempenho das Informações Figura 17: Etapas que compõem a gestão das comunicações Fonte: elaborado pelos autores Planejamento das comunicações O planejamento das comunicações envolve determinar as informações e comunicações necessárias às partes envolvidas no projeto: quem precisa de que informação; quando serão necessárias; como devem ser fornecidas; e por quem devem ser fornecidas. Embora todos os projetos necessitem transmitir informações, as necessidades dos métodos de distribuição variam enormemen- te. Identificar as necessidades de informações das partes envolvi- das e determinar os meios adequados para o atendimento dessas necessidades é um fator importante para o sucesso do projeto. Na maioria dos projetos, grande parte do planejamento das comunicações é feita nas fases iniciais. Entretanto, os resultados 81
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    Curso de Capacitaçãoa Distância deste processo devem ser revisados regularmente, se necessário, para a continuidade da aplicação. O planejamento das comunicações está, na maioria das ve- zes, fortemente ligado ao planejamento organizacional, uma vez que a estrutura organizacional do projeto terá efeito direto nos re- quisitos de comunicação do projeto. Distribuição das informações A distribuição das informações envolve disponibilizar, de for- ma regular, as informações necessárias às partes envolvidas do projeto. Inclui a implementação de um plano de gerenciamento das comunicações, bem como uma resposta às solicitações inespe- radas de informações. Relato de desempenho Esta etapa envolve a coleta e a disseminação das informa- ções de desempenho para posicionar as partes envolvidas sobre o uso dos recursos para alcançar os objetivos do projeto. Este pro- cesso inclui: relatórios de situação: descrevem a posição atual do projeto – por exemplo, posição com relação ao cronograma e ao orçamento; relatórios de progresso: descrevem o que a equipe do projeto já realizou – por exemplo, percentual das ativi- dades realizadas, ou atividades complementadas versus atividades em andamento; e previsões: predizem o futuro do projeto em termos de situação e andamento. O relato de desempenho deve, geralmente, fornecer informa- ções sobre o escopo, o prazo, o custo e a qualidade. Muitos projetos também exigem informações sobre os riscos e as contratações. Os relatórios podem ser preparados de forma sintética ou analítica. 82
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    Elaboração de Projetos Encerramentoadministrativo O projeto ou a fase, depois de alcançar seus objetivos ou ter- minada por outras razões, necessita ser encerrada. O encerramen- to administrativo consiste em documentar os resultados para for- malizar a aceitação do produto pelo patrocinador ou cliente. Isto inclui a coleta dos registros; a garantia do atendimento das especificações finais; a análise do sucesso, efetividade e lições apren- didas, e o arquivamento dessas informações para uso futuro. As atividades do encerramento administrativo não deveriam ser postergadas até a conclusão do projeto. Cada fase deveria ser apropriadamente encerrada para assegurar que informações im- portantes e úteis não sejam perdidas. Adicionalmente, as habilida- des dos empregados devem ser atualizadas no banco de dados de pessoal para refletir a aquisição de novos conhecimentos. Gerenciamento dos riscos GLOSSÁRIO O gerenciamento dos riscos* do projeto é um processo siste- *Risco – é a possibi- mático de identificar, analisar e responder aos riscos do projeto. lidade de ocorrência Isso inclui maximizar a probabilidade e a conseqüência de eventos de um resultado in- positivos, e minimizar a probabilidade e a conseqüência de eventos desejável, como adversos aos objetivos do projeto. conseqüência de um A Figura 18 apresenta as etapas que compõem o geren- evento qualquer Fonte: Valeriano ciamento dos riscos, e na seqüência apresentamos os detalhes de (2001) cada uma delas. 83
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    Curso de Capacitaçãoa Distância 5. Controle de riscos 4. Planejamento de resposta a riscos 1. Planejamento de riscos GESTÃO DE RISCOS 3. Análise quantitativa 2. Identificação de riscos de riscos Figura 18: Etapas que compõem a gestão de riscos Fonte: elaborado pelos autores Planejamento de risco O planejamento da gerência de risco é o processo de decidir como abordar e planejar a gerência de risco no projeto. Isto é im- portante para planejar os processos de gerência de risco a seguir de forma a garantir que o nível, o tipo e a visibilidade da gerência de risco estejam comensurados tanto para o risco quanto para a im- portância do projeto para a organização. Identificação de riscos A identificação do risco envolve determinar quais riscos po- deriam afetar o projeto e documentar suas características. Geralmente, os participantes na identificação do risco inclu- em os seguintes itens, se possível: equipe de projeto; equipe de gerenciamento de risco; consultores do assunto de outras partes da companhia; clientes; usuários finais; 84
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    Elaboração de Projetos outros gerentes de projeto; partes envolvidas; e especialistas externos. Identificação de risco é um processo interativo. A primeira interação deve ser executada por parte da equipe de projeto ou pela equipe de gerência de risco. Toda a equipe do projeto e as princi- pais partes envolvidas devem fazer a interação seguinte. Para al- cançar uma análise imparcial, pessoas que não estão envolvidas no projeto devem executar a interação final. Freqüentemente, simples e efetivas respostas a risco podem ser desenvolvidas e mesmo implementadas assim que os riscos são identificados. Análise quantitativa de riscos GLOSSÁRIO O processo de análise quantitativa dos riscos objetiva estudar *Simulação Monte numericamente a probabilidade de cada risco e sua conseqüência Carlo – a simulação nos objetivos do projeto, bem como a extensão do risco global do ou método de Mon- projeto. Este processo usa técnicas como simulação Monte Carlo* te Carlo (MMC) é um e análise de decisão para: método estatístico utilizado em simula- determinar a probabilidade de alcançar um objetivo es- ções há bastante pecífico do projeto; tempo, tendo como objetivo principal a quantificar a exposição de risco para o projeto, e obtenção de aproxi- dimensionar o custo e reservas de contingência de mações numéricas cronograma que possam ser necessárias; de funções comple- identificar riscos que requerem uma maior atenção atra- xas, tais como as usa- vés da quantificação da sua contribuição relativa no ris- das em computação co do projeto; e numérica para ob- tenção de integrais. identificar custos, cronogramas, e objetivos de escopo re- Fonte: Wikipédia alistas e factíveis. (2007). A análise quantitativa dos riscos, geralmente, segue a análise qualitativa. Ela requer a identificação dos riscos. Os processos de análise qualitativa e quantitativa dos riscos podem ser usados se- 85
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    Curso de Capacitaçãoa Distância paradamente ou juntos. Considerações de disponibilidade de tem- po e de orçamento, e a necessidade de declarações qualitativas ou quantitativas sobre os riscos e seus impactos determinarão quais os métodos a usar. A concorrência de tendências nos resultados, quando a análise quantitativa é repetida, pode indicar a necessida- de de maior ou menor ação de gerenciamento de risco. Planejamento de respostas a riscos Planejamento de respostas aos riscos é o processo de desen- volver opções e determinar ações para ampliar oportunidades e reduzir ameaças aos objetivos do projeto. Inclui a identificação e a designação de indivíduos ou grupos responsáveis para cada res- posta de risco planejada. Este processo assegura que os riscos iden- tificados serão corretamente tratados. A efetividade da resposta planejada determinará diretamente se o risco aumentou ou dimi- nuiu para o projeto. O planejamento de respostas aos riscos deve ser apropriado à gravidade destes, deve pesar o custo contra os desafios enfrenta- dos, considerar a oportunidade de ter êxito, ser realista no contex- to de projeto, ser aceito por todas as partes envolvidas e ser delega- do a uma pessoa responsável. Muitas vezes, é preciso selecionar a melhor resposta aos riscos entre várias opções disponíveis. Controle de riscos Controle e monitoração dos riscos é o processo de manter a rastreabilidade dos riscos identificados, monitorar riscos residuais e identificar novos riscos, assegurar a execução dos planos de risco e avaliar sua efetividade na redução deles. A monitoração e o con- trole dos riscos registram as métricas de riscos que são associadas com a implementação dos planos de contingência. Controle e monitoração de riscos são um processo contínuo para a vida do projeto. Os riscos mudam quando o projeto amadurece, novos ris- cos surgem, ou riscos previstos desaparecem. 86
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    Elaboração de Projetos Bons processos de monitoração e controle de riscos provêem informação que ajudam a tomar decisões efetivas antes da ocor- rência do risco. É necessária uma comunicação permanente com todas as partes envolvidas no projeto para avaliar periodicamente a aceitação do seu nível de risco. O propósito da monitoração dos riscos é determinar se: as respostas aos riscos estão sendo implementadas como planejadas; as ações de respostas aos riscos são tão efetivas quanto es- peradas ou se deveriam ser desenvolvidas novas respostas; as premissas do projeto ainda são válidas; a exposição ao risco mudou em relação a seu estado an- terior, com a análise de tendências; um gatilho de risco ocorreu; políticas e procedimentos adequados estão sendo segui- dos; e tem ocorrido ou surgido riscos que não estavam identifi- cados previamente. Gerenciamento de suprimentos De acordo com Valeriano (2001), a gestão de suprimentos trata da obtenção dos recursos a partir de fontes externas à orga- nização. Os recursos incluem equipamentos, materiais, processador, serviços, softwares e também a contratação dos serviços de pesso- as. A Figura 19 apresenta as etapas que compõem o gerenciamento de suprimentos, e na seqüência apresentamos os detalhes de cada uma delas. 87
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    Curso de Capacitaçãoa Distância 6. Encerramento de contratos 5. Administração 1. Planejamento de contratos das aquisições GESTÃO DE SUPRIMENTOS 4. Seleção de fontes 2. Preparação 3. Solicitações das aquisições Figura 19: Etapas que compõem o gerenciamento de suprimentos de um projeto Fonte: elaborado pelos autores Planejamento das aquisições O planejamento das aquisições é o processo de identificar que necessidades do projeto podem ser mais bem atendidas através da contratação de produtos ou serviços fora da organização do proje- to, e deve ser acompanhado durante o esforço de definição do es- copo. Envolve considerações sobre quando, como, o que, quanto e onde contratar. Quando o projeto obtém produtos e serviços fora da organi- zação executora, os processos, desde a preparação das aquisições até o encerramento do contrato, devem ser realizados uma vez para cada item do produto ou serviço. A equipe do projeto pode querer procurar suporte de especialistas no assunto de contratação e com- pra, quando necessário, e envolvê-los logo nos processos como membros da equipe. Quando o projeto não obtém produtos e serviços fora da or- ganização executora, os processos, desde a preparação das aquisi- ções até o encerramento do contrato, não são realizados. Isto freqüentemente ocorre em projetos de pesquisa e desenvolvimen- to, quando a organização executora reluta em partilhar a tecnolo- 88
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    Elaboração de Projetos giado projeto, e em muitos projetos internos menores, quando o custo de descobrir e gerenciar os recursos externos pode exceder as economias potenciais. O planejamento das aquisições deve incluir também consi- derações sobre eventuais vendedores, particularmente se o com- prador deseja exercer algum grau de influência ou controle sobre as decisões de subcontratação. Preparação das aquisições A preparação das aquisições diz respeito aos documentos ne- cessários para suportar o processo de licitação. Solicitações A obtenção de propostas envolve a aquisição de informação (coletas de preços e propostas) dos fornecedores potenciais quanto ao atendimento das necessidades do projeto. A maioria do esforço real deste processo é despendido pelos potenciais fornecedores sem custo para o projeto. Seleção de fontes A seleção de fontes envolve a recepção de coletas de preços ou propostas, e a aplicação dos critérios de avaliação para selecio- nar uma fonte. Os custos e preços são fatores-chave e podem ser avaliados em um processo de decisão de seleção de fontes. Veja quando isso acontece: o preço pode ser o determinante para um item fora de prateleira, mas o menor preço pode não ser o menor custo, caso o fornecedor se mostre incapaz de entregar o produto no prazo; as propostas são freqüentemente separadas em duas se- ções: técnicas (quanto à abordagem) e comercial (pre- ço), sendo cada uma avaliada separadamente; os produtos críticos podem exigir múltiplos fornecedores; 89
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    Curso de Capacitaçãoa Distância as ferramentas e técnicas descritas abaixo podem ser usa- das isoladamente ou em conjunto. Por exemplo, um sis- tema de ponderação pode ser usado para: selecionar uma fonte única que será convidada para assinar um contrato-padrão; e classificar todas as propostas para estabelecer uma seqüência de negociação. nos principais documentos de aquisição, estes processos podem ser repetidos. Seleciona-se uma lista de fornece- dores qualificados baseados numa proposta preliminar para, em seguida, proceder a uma avaliação mais cui- dadosa a partir de uma proposta mais detalhada e abrangente. Administração de contratos A administração dos contratos é o processo de assegurar que o desempenho do fornecedor está adequado aos requerimentos contratuais. Em grandes projetos, com diversos fornecedores de produtos e serviços, um aspecto-chave da administração dos con- tratos é gerenciar as interfaces entre os diversos fornecedores. A natureza da relação contratual obriga que a equipe do projeto, ao administrar o contrato, esteja perfeitamente ciente das impli- cações legais das ações tomadas. A administração do contrato inclui a aplicação dos processos apropriados de gerência de projetos às relações contratuais, e a integração das saídas destes processos com a gerência do projeto como um todo. Esta integração e a coordenação freqüentemente ocorrerão em múltiplos níveis, sempre que houver diversos forne- cedores e produtos envolvidos. Os processos de gerência de proje- tos que devem ser aplicados incluem: execução do plano do projeto: para autorizar o tra- balho do contratado no devido tempo; 90
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    Elaboração de Projetos relato de desempenho: para monitorar o custo, o cronograma e o desempenho técnico do contratado; controle de qualidade: para inspecionar e verificar se o produto do contratado está adequado; e controle de mudanças: para assegurar que as mudan- ças estão adequadamente aprovadas e que todos que ne- cessitam tomaram conhecimento. A administração dos contratos também tem um componente de administração financeira. As condições de pagamento devem ser definidas dentro do contrato e envolver uma ligação clara en- tre progresso medido e remuneração paga ao vendedor. Encerramento de contratos O encerramento do contrato é similar ao encerramento ad- ministrativo, na medida em que ele envolve tanto a verificação do produto quanto o fechamento administrativo. Os termos e condi- ções contratuais podem determinar procedimentos específicos para encerramento do contrato. O término precoce de um contrato é um caso especial de seu encerramento. Encerramos a Unidade 4 destacando a importância das di- versas ferramentas apresentadas até aqui para a gestão de proje- tos. A intenção desta Unidade, assim como de todo o curso, não é o de proporcionar a você o domínio total das ferramentas da gestão de projetos, mas sim de provocar seu interesse sobre a administra- ção de projetos e, conseqüentemente, instigá-lo a buscar maior co- nhecimento sobre tema. 91
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    Curso de Capacitaçãoa Distância RESUMO Nesta Unidade, você tomou conhecimento do tema denominado “Gerenciamento de projetos”, que lhe foi apre- sentado por meio de cada uma das nove gerências. Como o tema se reveste de relativa complexidade, trans- formamos grande parte do conteúdo em figuras, a fim de facilitar sua compreensão e visualização dos elementos constitutivos de cada gerência. Atividades de aprendizagem Você entendeu o que discutimos nesta Unidade? Para saber, procure resolver as atividades propostas. Caso tenha ficado alguma dúvida, faça uma releitura cuidadosa dos conceitos ainda não bem entendidos ou, se achar ne- cessário, entre em contato com seu tutor. Prepare uma proposta de projeto levando em consideração o roteiro “Faça você mesmo” apresentado por Maximiano (2002, p. 237 e 238). 1. Comece esclarecendo qual é o problema. Explique qual o problema que você (ou o cliente) quer resolver. Pode ser uma oportunidade, como um nicho de mercado que ainda não foi explorado ou um novo produto que promete al- gum retorno. Pode ser o interesse provocado por sua curiosida- de de pesquisador. Certifique-se de que o cliente está de acordo com sua interpretação do problema. 2. Explique por que é importante resolver o problema. Justifique a escolha do problema. Mesmo que seja ou pareça óbvio para você, procure explicar. O cliente está de acordo com sua interpretação ou explicação? 92
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    Elaboração de Projetos 3.Defina o resultado esperado do projeto. Explique qual produto será fornecido pelo projeto: trata-se de um produto físico, um conceito ou um evento? Explique a que ponto você quer chegar. Faça uma descrição sucinta do produ- to. Defina as especificações de desempenho que o produto deve- rá apresentar. 4. Desenhe uma estrutura analítica. Especifique todos os componentes do produto que deverão ser fornecidos durante ou ao final do projeto. Use substantivos. 5. Defina, uma proposta de projeto para a sua organização, le- vando em conta os seguintes aspectos: a) patrocinador; b) objetivos e metas; c) escopo do projeto; d) justificativas para o projeto; e) necessidades de recursos; f) expectativas da administração sobre o projeto; g) ligações com outros projetos internos ou externos à orga- nização; h) prazos necessários ao projeto; i) medidas de desempenho. 6. Defina o ciclo de vida do projeto. Nesta parte, coloque as grandes fases do projeto e os resultados de cada uma, quando houver. 7. Faça uma lista de tarefas. Faça uma lista de atividades ou tarefas necessárias para reali- zar o produto, identificando as precedências e o tempo de dura- ção de cada uma. Use verbos. 8. Prepare um cronograma. Faça a distribuição das atividades no tempo. 93
  • 94.
    Curso de Capacitaçãoa Distância 9. Identifique os recursos necessários para realizar as atividades. Especifique todos os tipos de recursos necessários para realizar o projeto. Pessoas, instalações, escritórios, computadores, ma- terial de consumo, aquisições, transportes, seguros, tudo deve ser relacionado. Faça uma estimativa dos custos. 10. Prepare o orçamento. Faça o orçamento global dos recursos necessários. Caro cursista! Ao final desta Unidade, esperamos que você tenha condi- ções de conceituar cada uma das áreas de gerenciamento, suas etapas constitutivas e as principais entradas, técnicas, ferramentas e saídas de cada etapa do gerenciamento de projetos. Esperamos, também, ter alcançado o objetivo proposto, uma vez que procuramos destacar a relevância deste assunto, oferecendo noções básicas, relacionando-as à prática pro- fissional. Se você ainda tem dúvidas, retome a leitura ou busque auxí- lio junto ao seu tutor. 94
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    Elaboração de Projetos UNIDADE 5 Projetos no setor público Projetos no setor público 95
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Objetivo Nesta Unidade, você vai poder identificar de onde surgem as demandas por projetos no setor público e ainda entender que a mesma metodologia utilizada para elaborar projetos em organizações públicas é utilizada em organizações privadas e, finalmente, você vai compreender que não existe um roteiro único para a elaboração de projetos no setor público. 96
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    Elaboração de Projetos Projetos no setor público Caro participante! Quero convidar você para darmos mais um passo nesse nos- so aprendizado sobre projetos. Esta Unidade será dedicada ao estudo dos projetos no setor público. Você vai ver que no mesmo Ministério os critérios para elaboração de projetos são diferentes. Leia atentamente e lembre-se: são as pessoas organizadas, com sonhos, idéias inovadoras e bons projetos que fazem a diferença. Pessoas como você! Para as organizações públicas, são geralmente demandas políticas e sociais que as levam a oferecer respostas por meio de programas ou projetos elaborados com a finalidade de transfor- mar e melhorar estas realidades sociais indesejadas. É bastante comum, no serviço público, quando se tem uma “idéia”, não raras vezes ainda bastante vaga, aplicar-se o termo “projeto” para desenvolvê-la. Em tese, no setor público, as políticas, os programas, diretri- zes e plataformas políticas resultam em projetos que, muitas ve- zes, são meras intenções desestruturadas. Para que se tenha um projeto formal, no mínimo três etapas precisam ocorrer: aceitação; confirmação; e viabilidade. É importante entender que a mesma metodologia utilizada para elaborar projetos no setor privado pode ser utilizada para elaborá-los no setor público, mesmo porque muitos órgãos públi- cos, tanto federais quanto estaduais ou municipais contratam or- ganizações especializadas privadas para elaborar seus projetos. 97
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Tais contratações ocorrem principalmente pela falta de cul- tura no setor público em elaboração de projetos e pela complexida- de dos conhecimentos exigidos para atuar na área de projetos. Veja no Quadro 1 a diferença de paradigmas* no setor pú- blico e no setor privado em três referências (ações, pessoas e resul- tados): Natureza Setor público Setor privado GLOSSÁRIO Direcionadas de acordo com Direcionado de acordo com o *Paradigma – ma- o que é determinado ou que não é proibido por lei. Ações neira pela qual enten- permitido por lei. demos o mundo. Pon- Instabilidade da gerência Estabilidade da gerência e to de referência. Fonte: e estabilidade do corpo instabilidade do corpo Pessoas www.paradigma.com.br técnico ou operacional. técnico operacional. (2007). Resultados Sociais Lucro *Caderno de encar- gos – descrição de- Quadro 1: Diferença de paradigmas entre o setor público talhada das exigên- e o setor privado. cias do produto e do Fonte: www.pmimg.org.br (julho de 2007) plano operacional do projeto. Fonte: adap- tado de Maximiano A diferença de paradigmas no setor público e no setor priva- (2002) do está diretamente na condução dos projetos. Pelo fato de as ações a serem cumpridas, as pessoas envolvidas e os resultados deseja- dos interferirem diretamente na elaboração dos projetos, bem como o número de agentes envolvidos (governos federal, estaduais e municipais), e muitas vezes ainda organismos internacionais, é comum a existência de roteiros diferenciados ou caderno de en- cargos* diferenciados para a elaboração de propostas de projetos. Veja na Figura 20 os principais elementos que formam a proposta de um projeto na visão de Maximiano (2002). 98
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    Elaboração de Projetos Esc op Ju do do o st Pro Pro i fi j e jeto ca t o tiv as 2 1 ma no gra Condições Cro contratuais 6 Proposta 3 do Projeto 4 5 Re rça et do O cu me Pr ipe o rs nt os o u oj Eq e Figura 20: Principais elementos que constituem a proposta de um projeto. Fonte: adaptado de Maximiano (2002) A finalidade principal dos projetos no setor público é definir foco de atuação, medir objetivos, ações, prazos, metas, custos, re- sultados esperados e permitir transformar a visão de futuro em resultados concretos que sinalizam a mudança desejada. Os projetos públicos possibilitam ainda: a articulação e me- lhor aproveitamento dos recursos públicos e a percepção por parte da sociedade de que “quem governa tem uma visão de futuro e que as respostas estão sendo construídas, mediante ações concretas”. Os principais elementos que formam a proposta de um pro- jeto no setor público estão presentes em muitos tipos de roteiro, mas há que considerar que não existe uma estrutura única e rígida para atender à participação em projetos. Para que você entenda melhor o que está sendo formulado, apresentamos três exemplos de roteiros para participação em projetos do Ministério da Saúde do Governo Federal do Brasil. 99
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    Curso de Capacitaçãoa Distância É importante que você perceba que, mesmo sendo o mes- mo Ministério, os roteiros e as exigências são diferentes. O referido programa está disponível para Programa de qualificação e estruturação da Gestão do consulta em http:// Trabalho e da Educação no SUS – PROGESUS portal.saude.gov.br/ portal/arquivos/pdf/ Para enviar o projeto ao Ministério da Saúde, o roteiro deve roteiroprogesus.pdf ser composto dos seguintes itens: Acesso em 10 de julho de 2007-07-11 apresentação do projeto; plano de estruturação da área ou do setor de gestão do trabalho e educação na saúde; plano de qualificação da gestão do trabalho e educação na saúde; e cronograma de execução das atividades do plano. Programa Nacional de DST/AIDS Para facilitar seu entendimento, apresentamos o roteiro para elaboração da proposta de projeto de pesquisa. Veja: 1. Título do projeto; 2. Dados da instituição mantenedora; 3. Dados da instituição executora; 4. Responsável pela assinatura do instrumento jurídico; 5. Coordenador do projeto; 6. Equipe do projeto; 7. Dados orçamentários do projeto – Resumo; 8. Dados do projeto; 8.1. Tipo do projeto; 100
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    Elaboração de Projetos 8.2. População-alvo; 8.3. Área geográfica de abrangência; 9. Descrição do projeto; 9.1. Justificativa e sumário do projeto; 9.2. Objetivo geral e objetivos específicos; 9.3. Produto final: descrever o que se deseja alcançar ao final da execução dos produtos intermediários; 9.4. Metodologia/plano de coletas/análise de dados; 9.5. Plano de divulgação e disseminação de resultados; 9.6. Produtos intermediários; 10. Plano de execução do projeto; 11. Orçamento e plano de aquisições. O referido projeto está disponível para Projeto SAMU consulta em O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) é www.saude.gov.br/ um programa do Ministério da Saúde do Brasil que tem como fi- samu Acesso em 10 de julho de 2007. nalidade prestar socorro à população em casos de emergência. Atu- almente, abrange 922 municípios brasileiros. O roteiro do Projeto SAMU está dividido em duas fases, quais sejam: Fase 1 – Diagnóstico loco-regional da área de abrangência do SAMU Deve estar de acordo com os seguintes passos: 1. Dados demográficos do município ou região; 2. Dados das doenças existentes e nível de complexidade; e 3. Dados epidemiológicos. 101
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Fase 2 – Planejamento organizacional do SAMU Deve estar de acordo com os seguintes passos: 1. Dimensionar o número de ambulâncias de suporte bási- co, especificando detalhadamente seus equipamentos; 2. Dimensionar o número de ambulâncias da suporte avan- çado (UTI) e seus equipamentos; 3. Projetar a planta física para construção ou reforma da central de regulação das urgências; 4. Dimensionar e projetar a área física das bases das am- bulâncias de forma descentralizada na área de cobertu- ra do SAMU; 5. Dimensionar serviços de apoio operacionais para o SAMU; 6. Dimensionar, para as bases isoladas, área de repouso para as equipes de plantão; 7. Especificar os equipamentos necessários para a central de regulação; 8. Especificar os equipamentos necessários de radiocomu- nicação para ambulâncias; 9. Dimensionar os recursos humanos para o SAMU; 10. Estabelecer o projeto de capacitação dos recursos huma- nos do SAMU; 11. Detalhar o montante de recursos estaduais e municipais que serão canalizados para o SAMU e a forma regular de repasse desses recursos; e 12. Anexar documentos. Atenção! Apresentamos roteiros para participar de projetos no Minis- tério da Saúde. Saiba que, para participar de projetos em outros Ministérios, também existem roteiros. Que tal pesquisar para conhecer? 102
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    Elaboração de Projetos RESUMO Nesta Unidade, você tomou conhecimento do tema “Projetos no setor público”. Apresentamos suas finalidades e os principais elementos que constituem a proposta de um projeto. Como exemplo, apresentamos três roteiros para participar em projetos no Ministério da Saúde. Atividades de aprendizagem Vamos conferir se você teve bom entendimento do que abor- damos nesta Unidade? Para saber, responda a atividade proposta. Caso tenha al- guma dúvida, faça uma leitura cuidadosa dos conceitos ain- da não entendidos ou, se achar necessário, entre em conta- to com seu tutor. 1. Qual a principal finalidade dos projetos no setor público? 103
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    UNIDADE 6 Projetos Pessoais Projetos Pessoais
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Objetivo Nesta Unidade, você vai ser apresentado às esferas de vida definidas por Filion (2004), e queremos conduzi-lo a uma reflexão referente ao estabelecimento de projetos pessoais considerando os aspectos de definição clara de objetivos. 106
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    Elaboração de Projetos Projetos pessoais Caro participante! Você já parou para elaborar os seus projetos pessoais? Prova- velmente, quando você pensa, dificilmente consegue visuali- zar a importância de elaborá-los. É importante que você saiba que, mais do que projetos empresariais, é importante que você tenha e se dedique aos seus projetos pessoais. Eles nascem dos seus sonhos! Realizar projetos pessoais nada mais é do que ser empreendedor dos próprios sonhos. Então, leia a Unidade e procure compreender a importância de elaborar e, principalmente, se dedicar aos projetos pessoais. Conte conosco! Para saber mais *Tom Peters (1942) – é um guru da gerência T Peters Tom Peters (1999) afirma que você é de negócios. O livro Em busca da excelência igual aos seus projetos (você = seus foi um inesperado sucesso editorial. Seu com- bate incansável contra a imobilidade e falta projetos). E que tal equação vale ouro para de paixão no trabalho o levou a ser radical- sua carreira. Peters afirma ainda que hoje é mente a favor da inovação, contra o kaizen (ou fundamental que você crie, defenda e implan- melhoria contínua) e a considerar o incremen- te projetos que sejam capazes de transformá- talismo como o maior inimigo da inovação. lo numa estrela. Diríamos mais, seus projetos Fonte: Wikipédia (2007). não valem ouro só para sua carreira, mas para sua vida. Visando chamar sua atenção para a importância de ter pro- Para saber mais, leia: jetos pessoais, leia e reflita sobre as afirmações a seguir: PETERS, Tom. Você é seu projeto. Você “Na Roma antiga, a média de idade era de 25 anos, me- S.A. São Paulo, abril, tade das crianças morria nos primeiros 10 anos de vida. ano 2, n.14, agosto Entre os vinte e trinta anos morriam outros dois homens 1999, pp.34-35. a cada dez” (SALLER apud DE MASI, Domenico em De- senvolvimento sem Trabalho, 2001); em 2004, a expectativa de vida ao nascer no Brasil era de 71,59 anos. (www.ibge.com.br. Acesso em: 2/6/2007); 107
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    Curso de Capacitaçãoa Distância ao mesmo tempo, o número de horas da jornada de tra- balho anual vem caindo. No Brasil, em 1913 eram cerca GLOSSÁRIO de 3.016 horas no setor urbano e, em 1996, caiu para 2.102 por ano. Ainda em 1996, foram de 1.372 na *Empreendedor – é Holanda, 1.560 na Alemanha, 1.645 na França e 1.951 o agente que dina- nos Estados Unidos; e nestes mesmos países, em 1891 a miza a economia jornada estava entre 2.900 e 3.000 horas (VALERIANO, através da inova- 2001, p. 20). ção, ele é o respon- sável pelo desenvol- vimento social e pelo crescimento Reflexão: é extremamente importante que você tenha econômico. Fonte: consciência de que vai viver bastante, e que muitas Dolabela (2006) alterações estão ocorrendo e continuarão a ocorrer no mundo do trabalho. A pergunta que fazemos: e os seus sonhos? E os seus proje- tos? Quando você vai se dedicar a eles? Que importância você vai dar a eles? Ainda para sua reflexão, um dos ícones Para saber mais universais do sonho foi o ex-Beatle John *John Lennon (1940 – 1980) – fez parte do John Lennon, assassinado em dezembro de 1980. grupo de rock inglês The Beatles. Lennon fi- Na letra da canção Imagine, ele propôs: “Ima- cou conhecido como o mais rebelde dos gine que não há países, nada para matar, nem Beatles, polêmico em suas entrevistas e com- portamento, tornando-se ativista em favor da por que morrer. Imagine todas as pessoas vi- paz. Acabou sendo assassinado em 1980, em vendo em paz. Você pode dizer que sou um Nova York. Fonte: Wikipédia (2007). sonhador, mas não sou o único”. Recomen- damos que você pense além do seu dia-a-dia, considere o futuro, coisas que você quer festejar, realizar ou coisas Para saber mais, leia o livro Você é do sonhadas e que precisam ser planejadas. tamanho de seus Tome as rédeas do seu destino, seja empreendedor*, bus- sonhos. SOUZA, que o equilíbrio vital, que compreende atividades diversas. Procu- Cesar, 2003. re a arte da autogestão. Você já percebeu que vamos sair cada vez mais cedo das or- ganizações e teremos 30, 40 anos de nossa vida por nossa conta? 108
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    Elaboração de Projetos Charles Handy (2003) estimula as pessoas a acreditarem que, dos 50 em diante, cada homem e cada mulher terá que aprender a administrar sua própria vida. Para saber mais sobre essa pesquisa, veja o Covey (2004) relata os resultados de uma pesquisa realizada apêndice 6, resulta- com 23 mil empregados em tempo integral, de diferentes ramos de dos da pesquisa, em atividade em seus locais de trabalho, e cita os resultados que con- COVEY, Stephen R. O siderou mais impressionantes: 8º hábito da eficá- cia: a grandeza. Rio apenas 37% disseram entender claramente o que a sua de janeiro: Campos, organização está tentando atingir e por quê; 2004, pp. 366 a 369. apenas um em cada cinco estava entusiasmado com as metas de sua equipe e de sua organização; apenas um em cada cinco disse ter uma visão clara entre suas tarefas e as metas de sua equipe e da organização; ao final da semana, apenas metade estava satisfeita com o trabalho executado; apenas 15% sentiam que sua organização lhes dava os meios necessários para atingir metas importantes; apenas 15% sentiam que trabalhavam num ambiente de grande confiança; apenas 17% sentiam que suas organizações promoviam comunicações francas, respeitando opiniões diferentes, e que isso resultava em idéias novas e melhores em suas organizações; apenas 10% sentiam que suas organizações considera- vam as pessoas responsáveis pelos resultados; apenas 20% dos trabalhadores confiavam plenamente na organização em que trabalhavam; e apenas 13% tinha relações de trabalho em que havia gran- de confiança e intensa colaboração com outros grupos ou departamentos. Analisando os resultados da pesquisa, Covey (2004) afirma, em comparação com um time de futebol, que: 109
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    Curso de Capacitaçãoa Distância apenas quatro dos 11 jogadores em campo saberiam de que lado está seu gol; somente dois dos 11 se preocupariam com isso; apenas dois dos 11 saberiam em que posição jogam e o que se espera exatamente deles; e nove dos 11 estariam de algum modo competindo com a própria equipe, e não com os adversários. Esses dados nos levam a refletir que, apesar de todos os avan- ços tecnológicos, da inovação nos produtos e nos mercados mun- diais, a maioria das pessoas não está progredindo nas organiza- ções para as quais trabalham. Elas não se sentem realizadas nem empolgadas. Estão frustradas. Elas não têm clareza sobre o rumo da organização ou sobre suas prioridades. Elas se atolam e se distraem. A maioria sente que não pode mudar muitas coisas (COVEY, 2004, p. 5). Baseado nisso, e com muita razão, sua profissão deve ser cuidadosamente tratada. As pessoas terão muito tempo livre, o que vai levá-las a querer ocupar tal tempo de alguma maneira. O tem- po disponível precisa ser programado, planejado, executado e con- trolado como uma organização. Reflexão: Este tempo disponível precisa ser administrado! Por quem? Por você, e não por uma coleção de entidades: organização na qual trabalha, clube, academia, etc. Para seguir em fren- te, é importante desenvolver a prática de projetar cenários futuros. Filion (2004) definiu tais pontos como “esferas da vida” que representam as diferentes facetas nas quais a nossa vida é dividi- da. Sendo que para cada uma delas, precisamos definir compro- missos. O autor define estes compromissos como sistema ecológi- co de vida. Veja a Figura 21: 110
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    Elaboração de Projetos Esfera Esfera Espiritual Material Esfera Contributiva Esfera Empreendedora Esfera Convergência Intelectual Esfera de Sonhos Profissional Esfera Física Esfera Social Esfera Esfera Familiar Criativa Figura 21: Esferas da vida Fonte: adaptado pelos autores de Filion (2000) Souza (2003, p. 112) diz que a palavra-chave da hierarquização de sonhos é equilíbrio, conseguir equilibrar trabalho e vida pes- soal. Não adianta ser bem-sucedido no trabalho à custa de proble- mas de saúde, baixa qualidade de vida e distanciamento da família. RESUMO Na Unidade 6, tivemos a intenção de provocar e instigar você a pensar sobre seus projetos. Trouxemos o pensamento de estudiosos comportamentais e a intenção de chamar sua atenção para equilibrar o trabalho com a vida pessoal. 111
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Atividades de aprendizagem O exercício a seguir servirá para você começar a praticar a elaboração de seus projetos pessoais. Não perca tempo! 1. Considerando as esferas da vida – definidas por Filion (2004) –, determine dois objetivos para cada esfera. Propomos um qua- dro para facilitar sua tarefa. Veja abaixo: Pensar e Começar Avançar Realizar Esfera Objetivos Planejar (data) (data) (data) (data) 1. 1. Material 2. ? ? ? ? 1. 2. Empreendedora 2. ? ? ? ? 1. 3. Profissional 2. ? ? ? ? 1. 4. Social 2. ? ? ? ? 1. 5. Criativa 2. ? ? ? ? 1. 6. Familiar 2. ? ? ? ? 1. 7. Física 2. ? ? ? ? 1. 8. Intelectual 2. ? ? ? ? 1. 9. Contributiva 2. ? ? ? ? 1. 10. Espiritual 2. ? ? ? ? Quadro 2: Para definir objetivos pessoais Fonte: adaptado de Filion (2002) e Souza (2003). Preste muita atenção nos cuidados que recomendamos na ela- boração dos seus objetivos: os objetivos devem ser mensuráveis: isto é, devem conter em si indicações que permitam saber quando serão alcançados; os objetivos não devem ser ambíguos: isto é, não de- vem permitir dupla interpretação; 112
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    Elaboração de Projetos osobjetivos devem ser específicos: um objetivo de aten- der a toda a população no hospital pode ser excessivamen- te amplo e indefinido; os objetivos devem estar situados no tempo: ou seja, deve conter informações sobre quando se espera que se- jam realizados ou concretizados; e os objetivos devem ser relevantes: ou seja, se alcança- dos, podem levar a uma mudança ou situação desejada. 113
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    Curso de Capacitaçãoa Distância REFERÊNCIAS BELCHIOR, Procópio G. O. Planejamento e elaboração de projetos. Rio de Janeiro: Companhia Editora Americana, 1972. BUARQUE, Cristovam; OCHOA, Hugo Javier. Avaliação econômica de projetos. Rio de Janeiro: Campus, 1991. COVEY, Stephen R. O 8º hábito: de eficácia a grandeza. Rio de Janeiro: ELSEUIER, 2004 DE MAIS, Domenico. Desenvolvimento sem trabalho. Rio de Janeiro: José Olímpio. 2001. FILION, Louis Jacques; DOLABELA, Fernando (et all). Boa idéia! E agora? São Paulo: Cultura e Editores Associados, 2000. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Eletrônico Aurélio. Versão 5.0. 3. ed. por Regis Ltda. 2004. HANDY, Charles. A era da transformação. São Paulo: Makrom Books, 1996. HOLANDA, Nilson. Planejamento e projetos: uma introdução às técnicas de planejamento e elaboração de projetos. Rio de Janeiro: APEC/MEC, 1975. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apresenta informações geográficas e populacionais de Florianópolis. Disponível em <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 1. fev. 2007. LACOMBE, Francisco José Masset. Dicionário de Administração. São Paulo: Saraiva, 2004. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Administração de projetos: como transformar idéias em resultados. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. MENEZES, Luis César de Moura. Gestão de projetos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003. MUÑOZ AMATO, Pedro. Planejamento do Desenvolvimento Econômico de Países Subdesenvolvidos. 24. Relações Públicas no Governo Municipal. 1954. 114
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    Elaboração de Projetos Profissionalismoem Gerenciamento de Projetos. Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizado na Internet pela PMI MG em janeiro de 2002. Disponível em: <www.pmimg.org.br>. Acesso em: 10 mai. 2007. VALERIANO, Dalton L. Gerenciamento Estratégico e Administração por Projetos. São Paulo: Makron Books, 2001. VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de Projetos: estabelecendo diferenças competitivas. 6. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2005. Caro Cursista! Chegamos ao final do Curso. É evidente que num curso de 45 horas não podemos aprofundar muito a temática, mas temos a certeza que você possui agora elementos suficien- tes para compreender melhor a elaboração de projetos. Não pare por aqui! É importante que você reflita sobre tudo que discutimos e se questione sobre importância de cada tema, relacionando-os com a sua prática profissional. Certa- mente você vai ver que tem muito por se fazer à sua organi- zação e também muito a contribuir. Foi um enorme prazer poder contribuir com você! 115
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    Curso de Capacitaçãoa Distância Pedro da Costa Araújo Graduação em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (1972), Especialização em Or- ganização, Sistema e Métodos pela UFSC (1992) e Mestrado em Adminis- tração pela UFSC (2006). Professor do Curso de Admi- nistração da UFSC desde 1976. Atualmente leciona a disciplina de Criação e Desen- volvimento de Novas Empresas e Administração de Pro- jetos no Curso de Graduação em Administração da UFSC, tendo orientado mais de 80 trabalhos de conclu- são de curso. Atuação Profissional: 1996-2004 – Pró-reitor de assuntos da comunida- de Universitária da UFSC. 1993-1996 – Coordenador do Curso de Graduação em Administração da UFSC. 1983-2005 – Diretor da Empresa Vida-Produtos Hospitalares Ltda. 1984-1994 – Diretor da Encata – Agro Industrial Ltda. 1985-1988 – Presidente da Associação Brasileira de Administração-Séccional de Santa Catarina. 1984-1988 – Presidente da Comissão Técnica de Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município de Florianópolis. 1979-1980 – Secretário da Secretaria de Adminis- tração do INAMPS – Brasil. Currículo Lattes Completo: http://lattes.cnpq.br/3342525104950418 116
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    Elaboração de Projetos AltairAcelon Mello Graduação em Administração de Empresas pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC (1987). Graduação em Engenharia Civil/Sanitária pela Universidade Federal de Santa Ca- tarina – UFSC (1990). Pós-graduação em Auditoria Contábil e Financeira pela UFSC/FEPESE (1989). Mes- tre em Engenharia da Produção pela UFSC (1995). Máster in “Economics of The Internationalization of Business and Finance”. Tor Vergata. Università Degli Studi di Roma. Roma – Itália (1997-1999). Atualmente cursando Douto- rado em Engenharia da Produção pela UFSC. Desenvolveu várias atividades profissionais em empresas públicas e privadas entre elas: CASAN, HIDROSERVICE LTDA, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, IMBRALIT PLANEG S/C LTDA. SCHARF IND. E COM. LTDA, STET INTERNATIONAL (holding da Telecom Itá- lia), BRDE – BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMEN- TO DO EXTREMO SUL. Também atuou como professor em importantes ins- tituições. Entre elas: Escola Técnica de Comércio São Marcos, Fundação Educacional de Criciúma – FUCRI / Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, UFSC e Unicersidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Ori- entou trabalhos de Graduação e Pós-graduação na UFSC. Foi Membro da Comissão do Conselho Estadual de Educação para: aprovação do curso Seqüencial de Administração: Gestão de Negócios da UNOESC/ Joaçaba. 2001; reconhecimento do Curso de Graduação em Segurança Pública da UNIVALI ao Centro de Ensino Superior da Polícia Militar de Santa Catarina. 2002; re- conhecimento do Curso de Graduação em Administra- 117
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    Curso de Capacitaçãoa Distância ção: Habilitação Serviços da UNIVALI ao Centro de En- sino Superior de São José – SC. 2003; e membro da co- missão para elaboração de Carta Consulta que propiciou a transformação da FUCRI em UNESC – Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina. 1993. Atualmente é Superintendente da Fundação de Es- tudos e Pesquisas Sócio-Econômicos – FEPESE (respon- sável pela área de projetos, consultorias e negócios corporativos). 118