Educar na fé:
aspectos psicopedagógicos e metodológicos
Patrícia Espíndola de Lima Teixeira
Patrícia Espíndola de Lima Teixeira
Mestranda em Teologia- PPG PUCRS
Mestranda em Teologia- PPG PUCRS
Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional – FAPA
Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional – FAPA
Licenciada em Pedagogia – PUCRS
Licenciada em Pedagogia – PUCRS
Quem são
estes que
chegam a
nós para
FAZER
a
catequese?
Educação
PROCESSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
O que é EDUCAÇÃO?
Educare Educere
 instruir
 guiar
 transmitir saber
 conduzir para a
cultura
 Conduzir para o
exterior o que está
no interior
 Fazer crescer
 Ir além
• Como se
Como se aprende a fé
aprende a fé?
?
Por repetição?
Por repetição?
Pela via afetiva?
Pela via afetiva?
O que
entendemos
por ensinar?
E por
aprender?
BIOLÓGICA
BIOLÓGICA
EMOCIONA
EMOCIONA
L
L
ESPIRITUAL
ESPIRITUAL
COGNITIVA
COGNITIVA
SOCIAL
SOCIAL
O processo de aprendizagem
• Não procede de uma única
experiência
• Nem de uma programação inata
• Não em conceitos estanques
• Não linear ascendente
• Não pelo simples repasse de instruções
• Em ritmos e “canais” diferentes
Catequese com crianças
Catequese com crianças
O despertar religioso
Considerar que as crianças atuais são mais ativas, mais
questionadoras, e não se convencem facilmente. Tem
também, mais conhecimentos sobre questões sociais.
As vezes apresentam até, maior conhecimento sobre a
realidade do que o catequista.
Realidades infantis
ATUALMENTE
Ativas, propositivas;
Questionadoras;
Rapidez cognitiva, não
necessariamente com o
conhecimento formal
estabelecido;
Imaginativas, criativas;
Mais informadas da realidade
– conectadas;
Com aparente decisão;
 Auto-referenciais – “sem
limite”;
 Buscam concretude;
 Desconfiadas, sem
convencer-se rapidamente;
 O não é acompanhado por
testes;
 Egocentrismo estendido;
 Auto-estima se
constituindo;
 Rigorismo: apega-se
intensamente às regras e
atitudes morais.
 Necessidade de rotina;
IMPORTANTE:
A FÉ SIMBOLIZADA
Caráter Simbólico: Assume as
histórias para si.
Literal: Sem interpretações
profundas.
Questiona e quer clareza e
objetividade nas respostas.
A relação com Deus tende a ser
de pedidos.
Não dispõe de maturidade para
analisar tudo o que recebe.
Atenção!
Embora a criança
necessite adaptação da
linguagem, é importante
não semear hoje o
problema de amanhã!
Simplificar a linguagem
teológica é uma coisa,
distorcê-la é outra!
Em nome da
mentalidade infantil,
não se pode apresentar
conceitos incorretos
ADOLESCER
ADOLESCER “fazer crescer, amadurecer”
RECONSTRUÇÃO DE SI
RECONSTRUÇÃO DE SI
FORMAÇÃO DE IDENTIDADE
FORMAÇÃO DE IDENTIDADE
#puberdade
# adolescência
#juventude
• Preocupação com as mudanças
físicas – O CORPO;
• Intensidade/extremismos
“tudo é muito” - paixões
• Instabilidade emocional;
• Busca por seguimentos;
• Crises existenciais;
• Possíveis mudanças rápidas de
interesse;
• Acento nos afetos;
• Fortes críticas sociais;
• Busca por algo ao qual é capaz
de dedicar-se.
A VIDA EM GRUPO(S)
# Segurança
# Pertença
# Aprovação
# Autoafirmação
# Procura de si
#Encontro com o
outro diferente
Desafio:
constituir a visão
entre o Eu e o tu.
A RELAÇÃO EM REDES SOCIAIS
A FÉ NA
ADOLESCÊNCIA
Caráter Simbólico: Assume as
histórias para si.
Sentido está na narrativa: a
história dá concretude.
Buscam o humano em Deus.
“Nosso coração arde
quando Ele fala” – rf. Lc 24,
A FÉ NA ADOLESCÊNCIA
Parte da experiência de si e do
mundo, pois já tem um conjuntos
de “crenças” com alguma
consistência, mas ainda não
objetivou.
Muitos questionamentos: “quem
pergunta, pergunta-se”
Precisa sintetizar valores e
informações
Relação com Deus de forma mais
pessoal.
Atenção: Deus e a Igreja
A FÉ NA JUVENTUDE
Abertura para:
Educação para o amor
Educação da vontade
LIBERDADE – RESPONSABILIDADE
#Sede
#Sede #Sentido
#Sentido #Encontro
#Encontro #Compartilhar
#Compartilhar
#INSERÇÃO COMUNITÁRIA
INSERÇÃO COMUNITÁRIA
Capacidade transformadora do jovem
O ADULTO
•Catequese inicial/ Catequese permanente.
Jesus e a Samaritana: em nossa história, mora o
mistério divino. Abertura a comunidade.
• Fatores socioeconômicos;
• Fatores culturais;
• Vida afetiva;
• Paternidade e maternidade;
• A aprendizagem normalmente compartimentada,
com o desafio do processo;
• As relações interpessoais;
• Certezas cristalizadas;
• Por vezes, ou exagero ou pouco questionamento de
si:
“eu sou assim,
eu sempre fui assim...”
•Sobressai o “eu mais profundo”, com suas
complexidades e ambivalências.
Passa-se a admitir a convivência com o que é
diferente e ameaçador, sem perder aquilo que
considera como verdade.
Pessoas idosas
• A pessoa idosa hoje;
• A personalidade da pessoa idosa;
• Dimensão cognitiva: plasticidade
• Aposentadoria, filhos criados, os
netos...”Ninho vazio”
• A depressão possível;
• A inserção na
comunidade de fé;
• Fonte de
conhecimento;
• Os lutos;
• As esperanças.
A Fé
•
Maior abertura ao Mistério humano e
divino.
• Pronto para assumir responsavelmente os
compromissos que lhe são inerentes,
definindo seu estilo de vida, crenças e
atitudes.
• A identidade pessoal já definida permite a
afirmação de uma perspectiva própria. A
capacidade reflexiva, por sua vez, leverá ao
questionamento de crenças anteriores,
dando a este período um caráter
“desmitologizador”.
• Importante: Uma catequese que leve ao
encontro pessoal e comunitário com a
pessoa de Jesus Cristo, não com a ideia, mas
com um acontecimento. Proposta de
seguimento: a coerência.
Por fim....
• A fé acontece na história real pessoal e
comunitária;
• É sempre relacional, inspira e conduz a comunhão;
• Um dom destinado a crescer
• Um processo artesanal de conversão para toda a
vida.
Na boca do catequista, volta a ressoar sempre o primeiro anúncio:
“Jesus Cristo, ama-te, deu a vida para te salvar, e agora vive
contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer e libertar”...
“Nada há de mais sólido, profundo e seguro, mais consistente
e mais sábio do que esse anúncio”. (Evangelii Gaudium)
Obrigada pela gentil
atenção. Deus abençoe!

EDUCAR NA FÉ, apectos psicopedagogicos e

  • 1.
    Educar na fé: aspectospsicopedagógicos e metodológicos Patrícia Espíndola de Lima Teixeira Patrícia Espíndola de Lima Teixeira Mestranda em Teologia- PPG PUCRS Mestranda em Teologia- PPG PUCRS Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional – FAPA Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional – FAPA Licenciada em Pedagogia – PUCRS Licenciada em Pedagogia – PUCRS
  • 3.
    Quem são estes que chegama nós para FAZER a catequese?
  • 4.
    Educação PROCESSOS DE ENSINOE APRENDIZAGEM O que é EDUCAÇÃO? Educare Educere  instruir  guiar  transmitir saber  conduzir para a cultura  Conduzir para o exterior o que está no interior  Fazer crescer  Ir além
  • 5.
    • Como se Comose aprende a fé aprende a fé? ? Por repetição? Por repetição? Pela via afetiva? Pela via afetiva? O que entendemos por ensinar? E por aprender?
  • 7.
  • 8.
    O processo deaprendizagem • Não procede de uma única experiência • Nem de uma programação inata • Não em conceitos estanques • Não linear ascendente • Não pelo simples repasse de instruções • Em ritmos e “canais” diferentes
  • 9.
    Catequese com crianças Catequesecom crianças O despertar religioso Considerar que as crianças atuais são mais ativas, mais questionadoras, e não se convencem facilmente. Tem também, mais conhecimentos sobre questões sociais. As vezes apresentam até, maior conhecimento sobre a realidade do que o catequista.
  • 10.
    Realidades infantis ATUALMENTE Ativas, propositivas; Questionadoras; Rapidezcognitiva, não necessariamente com o conhecimento formal estabelecido; Imaginativas, criativas; Mais informadas da realidade – conectadas; Com aparente decisão;
  • 11.
     Auto-referenciais –“sem limite”;  Buscam concretude;  Desconfiadas, sem convencer-se rapidamente;  O não é acompanhado por testes;  Egocentrismo estendido;  Auto-estima se constituindo;  Rigorismo: apega-se intensamente às regras e atitudes morais.  Necessidade de rotina; IMPORTANTE:
  • 12.
    A FÉ SIMBOLIZADA CaráterSimbólico: Assume as histórias para si. Literal: Sem interpretações profundas. Questiona e quer clareza e objetividade nas respostas. A relação com Deus tende a ser de pedidos. Não dispõe de maturidade para analisar tudo o que recebe.
  • 13.
    Atenção! Embora a criança necessiteadaptação da linguagem, é importante não semear hoje o problema de amanhã! Simplificar a linguagem teológica é uma coisa, distorcê-la é outra! Em nome da mentalidade infantil, não se pode apresentar conceitos incorretos
  • 14.
    ADOLESCER ADOLESCER “fazer crescer,amadurecer” RECONSTRUÇÃO DE SI RECONSTRUÇÃO DE SI FORMAÇÃO DE IDENTIDADE FORMAÇÃO DE IDENTIDADE #puberdade # adolescência #juventude
  • 15.
    • Preocupação comas mudanças físicas – O CORPO; • Intensidade/extremismos “tudo é muito” - paixões • Instabilidade emocional; • Busca por seguimentos; • Crises existenciais; • Possíveis mudanças rápidas de interesse; • Acento nos afetos; • Fortes críticas sociais; • Busca por algo ao qual é capaz de dedicar-se.
  • 16.
    A VIDA EMGRUPO(S) # Segurança # Pertença # Aprovação # Autoafirmação # Procura de si #Encontro com o outro diferente Desafio: constituir a visão entre o Eu e o tu.
  • 17.
    A RELAÇÃO EMREDES SOCIAIS
  • 20.
    A FÉ NA ADOLESCÊNCIA CaráterSimbólico: Assume as histórias para si. Sentido está na narrativa: a história dá concretude. Buscam o humano em Deus.
  • 21.
    “Nosso coração arde quandoEle fala” – rf. Lc 24, A FÉ NA ADOLESCÊNCIA Parte da experiência de si e do mundo, pois já tem um conjuntos de “crenças” com alguma consistência, mas ainda não objetivou. Muitos questionamentos: “quem pergunta, pergunta-se” Precisa sintetizar valores e informações Relação com Deus de forma mais pessoal. Atenção: Deus e a Igreja
  • 22.
    A FÉ NAJUVENTUDE Abertura para: Educação para o amor Educação da vontade LIBERDADE – RESPONSABILIDADE
  • 23.
    #Sede #Sede #Sentido #Sentido #Encontro #Encontro#Compartilhar #Compartilhar #INSERÇÃO COMUNITÁRIA INSERÇÃO COMUNITÁRIA
  • 24.
  • 25.
    O ADULTO •Catequese inicial/Catequese permanente. Jesus e a Samaritana: em nossa história, mora o mistério divino. Abertura a comunidade.
  • 26.
    • Fatores socioeconômicos; •Fatores culturais; • Vida afetiva; • Paternidade e maternidade; • A aprendizagem normalmente compartimentada, com o desafio do processo; • As relações interpessoais; • Certezas cristalizadas; • Por vezes, ou exagero ou pouco questionamento de si: “eu sou assim, eu sempre fui assim...”
  • 27.
    •Sobressai o “eumais profundo”, com suas complexidades e ambivalências. Passa-se a admitir a convivência com o que é diferente e ameaçador, sem perder aquilo que considera como verdade.
  • 28.
    Pessoas idosas • Apessoa idosa hoje; • A personalidade da pessoa idosa; • Dimensão cognitiva: plasticidade • Aposentadoria, filhos criados, os netos...”Ninho vazio” • A depressão possível; • A inserção na comunidade de fé; • Fonte de conhecimento; • Os lutos; • As esperanças.
  • 29.
    A Fé • Maior aberturaao Mistério humano e divino. • Pronto para assumir responsavelmente os compromissos que lhe são inerentes, definindo seu estilo de vida, crenças e atitudes. • A identidade pessoal já definida permite a afirmação de uma perspectiva própria. A capacidade reflexiva, por sua vez, leverá ao questionamento de crenças anteriores, dando a este período um caráter “desmitologizador”. • Importante: Uma catequese que leve ao encontro pessoal e comunitário com a pessoa de Jesus Cristo, não com a ideia, mas com um acontecimento. Proposta de seguimento: a coerência.
  • 31.
    Por fim.... • Afé acontece na história real pessoal e comunitária; • É sempre relacional, inspira e conduz a comunhão; • Um dom destinado a crescer • Um processo artesanal de conversão para toda a vida.
  • 32.
    Na boca docatequista, volta a ressoar sempre o primeiro anúncio: “Jesus Cristo, ama-te, deu a vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer e libertar”... “Nada há de mais sólido, profundo e seguro, mais consistente e mais sábio do que esse anúncio”. (Evangelii Gaudium)
  • 33.