07/07/2016 .: .: IMEBI ­ Instituto de Medicina Biomolecular .: .:
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Rua Mato Grosso, 128 ­ 2º and. Cj. 23 ­ São Paulo­SP
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Disbiose é uma doença que ocorre no trato gastro­intestinal, devido a um desequilíbrio das
bactérias da flora intestinal. 
O trato gastro­intestinal é um ecossistema dinâmico e integrado, composto de uma matriz de
células,  de  um  sistema  imune  completo  e  de  numerosas  espécies  de  microrganismo  que
normalmente colonizam e protegem esta mucosa.
Vírus  e  bactérias  são  microrganismos  extremamente  adaptáveis,  mas  as  toxinas  que
chegam através da dieta, interferem neste equilíbrio dinâmico.
Ao nascer o intestino é estéril, desprovido de micróbios. 
O intestino começa a ser povoado quando a criança nasce. A chamada microbiota indígena,
depende do tipo de alimento ingerido. No desenvolvimento intestinal vários fatores têm um
importante papel no povoamento, e na formação do sistema imune adaptativo, entre eles: o
parto,  normal  ou  cesárea,  a  amamentação  com  leite  materno,  com  leite  maternizado,  os
alimentos líquidos e sólidos que são introduzidos na dieta. As fezes do recém nascido que se
alimenta  exclusivamente  de  leite  materno,  contém  enorme  quantidade  de  Lactobacillus  e
estas crianças têm uma incidência menor de episódios de diarréia que as que se alimentam
com  leite  maternizado.  O  ph  das  fezes  também  evolui  com  a  idade  e  com  o  tipo  de
alimentação.  A  reação  é  ácida  variando  o  ph  entre  5  e  6,  devido  aos  ácidos  orgânicos
decorrentes  da  lactose.  A  flora  iodófila  pode  estar  presente  devido  à  fermentação.  Existe
uma monoflora.
Lactobacillus  são  conhecidos  pela  propriedade  de  produzir  um  antibiótico  natural,  a
acidofilina,  que  possui  atividade  antimicrobial,  contra  os  patógenos  comuns  derivados  dos
alimentos.
A  modulação  nutricional  durante  o  desenvolvimento  neonatal,  afeta  a  longo  prazo  a
imunocompetência do indivíduo.
A  microbiota  do  intestino,  pode  ser  considerada  um  órgão  adaptável  metabolicamente  e
rapidamente renovável, à medida que novos alimentos vão sendo introduzidos na dieta.
As bactérias indígenas (comensais) do intestino, são constituintes importantes da barreira de
defesa da mucosa intestinal. Elas não permitem que ele seja colonizado por microrganismos
patogênicos. Quando isto ocorre, eles são rapidamente eliminados.
As bactérias indígenas competem por nutrientes essenciais, por locais de fixação no intestino
e criam um ambiente desfavorável para o crescimento de novos patógenos entéricos.
Na mucosa há sempre uma adaptação dinâmica de sucessão bacteriana e interação entre as
bactérias, e entre as bactérias e o hospedeiro.
Todos  os  principais  grupos  de  microrganismos  estão  presentes  no  intestino.  As  bactérias
predominam, mas encontram­se, também, fungos e parasitas.
O  cólon  é  o  local  primário  de  colonização  bacteriana,  devido  à  lenta  renovação  de  suas
células.  Neste  local,  há  uma  grande  concentração  de  ácidos  graxos  de  cadeia  curta,
resultado da fermentação dos carboidratos da dieta. Estes carboidratos exercem um papel
importante  no  metabolismo  das  bactérias  e  servem  como  estímulo  para  a  renovação  e
crescimento das células deste segmento do intestino.
Uma espécie de bactéria pode ser indígena de algum segmento do intestino, mas estranha
para outro. Algumas bactérias ocupam todos os microhabitats, porém outras podem tornar­
:: Alergias
:: Andrologia
:: Cancerologia
:: Cardiologia
:: Dermatologia
:: Endocrinologia
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se patogênicas quando encontradas em outro habitat intestinal.
Quatro microhabitats são descritos: o lúmen intestinal, a camada mais profunda de mucus
que recobrem as células das criptas, e o epitelial que reveste a mucosa intestinal.
As bactérias denominadas “amigáveis”, são também chamadas probióticas ou eubióticas, são
elas  que  trazem  mais  benefício  ao  homem.  Essas  bactérias  produzem  vitaminas  do
complexo B incluindo a biotina (B1), niacina (B3), riboflavina (B2), ácido pantotênico (B5),
piridoxina (B6), cobalamina (B12), ácido fólico, vitamina A e vitamina K.
O  termo  probiótico  tem  sido  usado  para  se  referir  aos  suplementos  que  contém
Lactobacillus,  em  pó  ou  em  cápsulas.  Os  dois  grupos  mais  importantes  da  flora  são  os
Lactobacillus  encontrados  principalmente  no  intestino  delgado  e  as  bífidobactérias,  que
habitam primariamente o cólon.
A  dieta  tem  um  papel  importante  na  predominância  de  uma  bactéria  sobre  a  outra.  Elas
ajudam a aumentar a resistência do organismo.
Funções das bactérias probióticas:
­ Nutricional:manufaturam vitaminas;
­  Digestiva:  digerem  a  lactose  do  leite.  Permitem  que  pessoas  que  tem  intolerância  a
lactose, se beneficiem das propriedades do leite através do Yogurt;
­  Mecânica:  ajudam  a  regular  a  peristalse.  Previnem  cólicas  e  diarréias  em  crianças  e
adultos;
­  Imune:  produzem  antibióticos  (acidofilina)  e  antifúngicos.  Interagem  permanentemente
com as células imunes da mucosa intestinal, aumentando o número destas células. Inativam
toxinas de outras bactérias. Tem efeito anticancerígeno. Previnem tumores intestinais;
­  Bioquímica:produzem  ácido  láctico,  que  equilibra  o  ph.  Quebram  ácidos  biliares.
Normalizam o Colesterol e os Triglicérides;
­ Metabolismo: Quebram e reaproveitam hormônios.
As  bactérias  do  intestino  previnem  infecções  intestinais,  vaginais  e  urinárias.  Muitos
trabalhos  mostram  que  a  suplementação  com  Lactobacillos,  ajuda  a  prevenir  infecções
causadas  por  Cândida  e  outros  micróbios  que  florescem  em  ambiente  alcalino,
principalmente  no  trato  genito­urinário.  Nem  todas  as  bactérias  são  amigáveis,  a  maioria
que reside no intestino são comensais, nem boas, nem más. Outras são patogênicas, podem
causar  infecções  agudas  e  nosso  corpo  reage  através  de  diarréia,  febre,  gases,  perda  de
apetite e vômitos. As bactérias que causam doenças crônicas, são geralmente organismos
fracos,  com  pouca  virulência,  mas  quando  a  colônia  aumenta  muito,  elas  podem  causar
doenças. Este tipo de doença é denominado disbiose.
O  uso  indiscriminado  de  antibióticos  acaba  destruindo  bactérias  intestinais  residentes  e
tornando  algumas  bactérias  adaptadas  fora  do  seu  habitat  (por  não  terem  com  quem
competir) e resistentes.
Medicamentos  que  interferem  na  flora  intestinal:  antiácidos,  antibióticos,  antifúngicos,
antinflamatórios, laxantes, anticoncepcionais, estrógeno e corticóides.
Um desequilíbrio na flora intestinal devido ao uso indiscriminado dos medicamentos citados
acima,  pode  levar  a  sintomas  como  diarréia,  constipação,  síndrome  pré­menstrual,  dores
articulares,  dores  musculares,  alergias,  rinite,  muitos  gases,  doenças  inflamatórias
intestinais  e  pulmonares,  deficiência  de  vitaminas,  intolerância  à  lactose  (açúcar  do  leite),
irritabilidade, Depressão, vaginites, doenças auto­imunes e eczemas frequentes.
Muitos  pacientes  acabam  complicando  ainda  mais  o  quadro,  quando  começam  a  usar
medicamentos para aliviar os sintomas decorrentes do desequilíbrio da microflora. A grande
maioria passa a usar laxantes, analgésicos, antinflamatórios e antiácidos.
Entre  as  causas  mais  comuns  de  disbiose,  além  das  medicamentosas,  encontra­se  o
estresse,  as  exotoxinas  (substâncias  químicas  encontradas  nos  alimentos),  as  endotoxinas
(provenientes  do  metabolismo  de  alguns  alimentos  ou  do  metabolismo  de  microrganismos
que habitam o intestino), alimentos com baixo valor nutritivo, como os carbohidratos simples
e gorduras, e os antibióticos embutidos nos alimentos.
As  toxinas  que  estes  microrganismos  produzem,  são  muito  tóxicas  para  todas  as  células,
Elas acabam lesando a borda em escova que recobre as células do epitélio intestinal e isto
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facilita a absorção e transporte pela circulação, para órgãos mais distantes.
Inicialmente estas lesões são reparadas através de um turn over das células epiteliais, os
microrganismos são detectados pelas células imunes que as retira via sistema linfático.
Todos os agentes sinalizadores entram em ação, não só os imunoquímicos, mas a rede de
secreção  também  é  ativada,  numa  tentativa  de  eliminar  o  mais  rápido  possível  o  agente
agressor. Há um aumento do peristaltismo e da secreção de muco e líquido.
Dor, inflamação e diarréia são sintomas resultantes da guerra que o intestino está travando.
Quando há um microrganismo patogênico, a linha de células do epitélio intestinal inflamada,
não sinaliza mais para as células do sistema imune e a batalha é perdida. A parede intestinal
lesada,  cria  um  ambiente  propício  para  que  estes  microrganismos  alcancem  a  circulação.
Eles são facilmente absorvidos, porque o intestino lesado, perde a permeabilidade seletiva e
especializada.  É  a  denominada  Quebra  da  Barreira  Intestinal.  Normalmente,  a  barreira  da
mucosa intestinal é seletiva à passagem de moléculas e substâncias do conteúdo luminal. A
natureza da molécula luminal é que vai programar a absorção e a difusão. Quanto maior a
agitação no intestino delgado, menos resistência terá a barreira difusional.
 
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Disbiose

  • 1.
    07/07/2016 .: .: IMEBI ­ Instituto de Medicina Biomolecular .: .: http://www.imebi.com.br/disbiose.php 1/3 E­mail: drdouglas@imebi.com.br Fones: (11) 3129.5944 / 3159.3370 Rua Mato Grosso, 128 ­ 2º and. Cj. 23 ­ São Paulo­SP Busca no site  OK Disbiose é uma doença que ocorre no trato gastro­intestinal, devido a um desequilíbrio das bactérias da flora intestinal.  O trato gastro­intestinal é um ecossistema dinâmico e integrado, composto de uma matriz de células,  de  um  sistema  imune  completo  e  de  numerosas  espécies  de  microrganismo  que normalmente colonizam e protegem esta mucosa. Vírus  e  bactérias  são  microrganismos  extremamente  adaptáveis,  mas  as  toxinas  que chegam através da dieta, interferem neste equilíbrio dinâmico. Ao nascer o intestino é estéril, desprovido de micróbios.  O intestino começa a ser povoado quando a criança nasce. A chamada microbiota indígena, depende do tipo de alimento ingerido. No desenvolvimento intestinal vários fatores têm um importante papel no povoamento, e na formação do sistema imune adaptativo, entre eles: o parto,  normal  ou  cesárea,  a  amamentação  com  leite  materno,  com  leite  maternizado,  os alimentos líquidos e sólidos que são introduzidos na dieta. As fezes do recém nascido que se alimenta  exclusivamente  de  leite  materno,  contém  enorme  quantidade  de  Lactobacillus  e estas crianças têm uma incidência menor de episódios de diarréia que as que se alimentam com  leite  maternizado.  O  ph  das  fezes  também  evolui  com  a  idade  e  com  o  tipo  de alimentação.  A  reação  é  ácida  variando  o  ph  entre  5  e  6,  devido  aos  ácidos  orgânicos decorrentes  da  lactose.  A  flora  iodófila  pode  estar  presente  devido  à  fermentação.  Existe uma monoflora. Lactobacillus  são  conhecidos  pela  propriedade  de  produzir  um  antibiótico  natural,  a acidofilina,  que  possui  atividade  antimicrobial,  contra  os  patógenos  comuns  derivados  dos alimentos. A  modulação  nutricional  durante  o  desenvolvimento  neonatal,  afeta  a  longo  prazo  a imunocompetência do indivíduo. A  microbiota  do  intestino,  pode  ser  considerada  um  órgão  adaptável  metabolicamente  e rapidamente renovável, à medida que novos alimentos vão sendo introduzidos na dieta. As bactérias indígenas (comensais) do intestino, são constituintes importantes da barreira de defesa da mucosa intestinal. Elas não permitem que ele seja colonizado por microrganismos patogênicos. Quando isto ocorre, eles são rapidamente eliminados. As bactérias indígenas competem por nutrientes essenciais, por locais de fixação no intestino e criam um ambiente desfavorável para o crescimento de novos patógenos entéricos. Na mucosa há sempre uma adaptação dinâmica de sucessão bacteriana e interação entre as bactérias, e entre as bactérias e o hospedeiro. Todos  os  principais  grupos  de  microrganismos  estão  presentes  no  intestino.  As  bactérias predominam, mas encontram­se, também, fungos e parasitas. O  cólon  é  o  local  primário  de  colonização  bacteriana,  devido  à  lenta  renovação  de  suas células.  Neste  local,  há  uma  grande  concentração  de  ácidos  graxos  de  cadeia  curta, resultado da fermentação dos carboidratos da dieta. Estes carboidratos exercem um papel importante  no  metabolismo  das  bactérias  e  servem  como  estímulo  para  a  renovação  e crescimento das células deste segmento do intestino. Uma espécie de bactéria pode ser indígena de algum segmento do intestino, mas estranha para outro. Algumas bactérias ocupam todos os microhabitats, porém outras podem tornar­ :: Alergias :: Andrologia :: Cancerologia :: Cardiologia :: Dermatologia :: Endocrinologia :: Gastroenterologia :: Ginecologia :: Imunologia :: Mastologia :: Medicina Esportiva :: Medicina Estética :: Neurologia :: Nutrologia :: Pneumonologia :: Rejuvenescimento :: Reumatologia :: Stress
  • 2.
    07/07/2016 .: .: IMEBI ­ Instituto de Medicina Biomolecular .: .: http://www.imebi.com.br/disbiose.php 2/3 se patogênicas quando encontradas em outro habitat intestinal. Quatro microhabitats são descritos: o lúmen intestinal, a camada mais profunda de mucus que recobrem as células das criptas, e o epitelial que reveste a mucosa intestinal. As bactérias denominadas “amigáveis”, são também chamadas probióticas ou eubióticas, são elas que  trazem  mais  benefício  ao  homem.  Essas  bactérias  produzem  vitaminas  do complexo B incluindo a biotina (B1), niacina (B3), riboflavina (B2), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6), cobalamina (B12), ácido fólico, vitamina A e vitamina K. O  termo  probiótico  tem  sido  usado  para  se  referir  aos  suplementos  que  contém Lactobacillus,  em  pó  ou  em  cápsulas.  Os  dois  grupos  mais  importantes  da  flora  são  os Lactobacillus  encontrados  principalmente  no  intestino  delgado  e  as  bífidobactérias,  que habitam primariamente o cólon. A  dieta  tem  um  papel  importante  na  predominância  de  uma  bactéria  sobre  a  outra.  Elas ajudam a aumentar a resistência do organismo. Funções das bactérias probióticas: ­ Nutricional:manufaturam vitaminas; ­  Digestiva:  digerem  a  lactose  do  leite.  Permitem  que  pessoas  que  tem  intolerância  a lactose, se beneficiem das propriedades do leite através do Yogurt; ­  Mecânica:  ajudam  a  regular  a  peristalse.  Previnem  cólicas  e  diarréias  em  crianças  e adultos; ­  Imune:  produzem  antibióticos  (acidofilina)  e  antifúngicos.  Interagem  permanentemente com as células imunes da mucosa intestinal, aumentando o número destas células. Inativam toxinas de outras bactérias. Tem efeito anticancerígeno. Previnem tumores intestinais; ­  Bioquímica:produzem  ácido  láctico,  que  equilibra  o  ph.  Quebram  ácidos  biliares. Normalizam o Colesterol e os Triglicérides; ­ Metabolismo: Quebram e reaproveitam hormônios. As  bactérias  do  intestino  previnem  infecções  intestinais,  vaginais  e  urinárias.  Muitos trabalhos  mostram  que  a  suplementação  com  Lactobacillos,  ajuda  a  prevenir  infecções causadas  por  Cândida  e  outros  micróbios  que  florescem  em  ambiente  alcalino, principalmente  no  trato  genito­urinário.  Nem  todas  as  bactérias  são  amigáveis,  a  maioria que reside no intestino são comensais, nem boas, nem más. Outras são patogênicas, podem causar  infecções  agudas  e  nosso  corpo  reage  através  de  diarréia,  febre,  gases,  perda  de apetite e vômitos. As bactérias que causam doenças crônicas, são geralmente organismos fracos,  com  pouca  virulência,  mas  quando  a  colônia  aumenta  muito,  elas  podem  causar doenças. Este tipo de doença é denominado disbiose. O  uso  indiscriminado  de  antibióticos  acaba  destruindo  bactérias  intestinais  residentes  e tornando  algumas  bactérias  adaptadas  fora  do  seu  habitat  (por  não  terem  com  quem competir) e resistentes. Medicamentos  que  interferem  na  flora  intestinal:  antiácidos,  antibióticos,  antifúngicos, antinflamatórios, laxantes, anticoncepcionais, estrógeno e corticóides. Um desequilíbrio na flora intestinal devido ao uso indiscriminado dos medicamentos citados acima,  pode  levar  a  sintomas  como  diarréia,  constipação,  síndrome  pré­menstrual,  dores articulares,  dores  musculares,  alergias,  rinite,  muitos  gases,  doenças  inflamatórias intestinais  e  pulmonares,  deficiência  de  vitaminas,  intolerância  à  lactose  (açúcar  do  leite), irritabilidade, Depressão, vaginites, doenças auto­imunes e eczemas frequentes. Muitos  pacientes  acabam  complicando  ainda  mais  o  quadro,  quando  começam  a  usar medicamentos para aliviar os sintomas decorrentes do desequilíbrio da microflora. A grande maioria passa a usar laxantes, analgésicos, antinflamatórios e antiácidos. Entre  as  causas  mais  comuns  de  disbiose,  além  das  medicamentosas,  encontra­se  o estresse,  as  exotoxinas  (substâncias  químicas  encontradas  nos  alimentos),  as  endotoxinas (provenientes  do  metabolismo  de  alguns  alimentos  ou  do  metabolismo  de  microrganismos que habitam o intestino), alimentos com baixo valor nutritivo, como os carbohidratos simples e gorduras, e os antibióticos embutidos nos alimentos. As  toxinas  que  estes  microrganismos  produzem,  são  muito  tóxicas  para  todas  as  células, Elas acabam lesando a borda em escova que recobre as células do epitélio intestinal e isto
  • 3.
    07/07/2016 .: .: IMEBI ­ Instituto de Medicina Biomolecular .: .: http://www.imebi.com.br/disbiose.php 3/3 facilita a absorção e transporte pela circulação, para órgãos mais distantes. Inicialmente estas lesões são reparadas através de um turn over das células epiteliais, os microrganismos são detectados pelas células imunes que as retira via sistema linfático. Todos os agentes sinalizadores entram em ação, não só os imunoquímicos, mas a rede de secreção também  é  ativada,  numa  tentativa  de  eliminar  o  mais  rápido  possível  o  agente agressor. Há um aumento do peristaltismo e da secreção de muco e líquido. Dor, inflamação e diarréia são sintomas resultantes da guerra que o intestino está travando. Quando há um microrganismo patogênico, a linha de células do epitélio intestinal inflamada, não sinaliza mais para as células do sistema imune e a batalha é perdida. A parede intestinal lesada,  cria  um  ambiente  propício  para  que  estes  microrganismos  alcancem  a  circulação. Eles são facilmente absorvidos, porque o intestino lesado, perde a permeabilidade seletiva e especializada.  É  a  denominada  Quebra  da  Barreira  Intestinal.  Normalmente,  a  barreira  da mucosa intestinal é seletiva à passagem de moléculas e substâncias do conteúdo luminal. A natureza da molécula luminal é que vai programar a absorção e a difusão. Quanto maior a agitação no intestino delgado, menos resistência terá a barreira difusional.   Home Voltar Topo Imprimir