Os meus pensamentos retrocedem
no túnel do tempo,
retorno a todos os nossos momentos
passados,
e vivo... Vivo cada instante, cada
abraço, cada beijo,
cada desejo e cada prazer como
se fosse o último.
Abro a porta com um resto de
esperança em encontrar você do
outro lado,
e vejo solidão, silêncio e o tímido
luar da noite.
Algo!... Alguma coisa sufoca o meu
peito.
Sem sentir, lágrimas de tristeza
rolam a minha face sofrida pela
constante falta de você.
Eu bem sei que, o intruso obstáculo
é somente o orgulho, a vaidade e o
egoísmo de conjunto de êxtase da
carne estranha e misteriosa.
E a única coisa que impede
vontades, é um e outro julgar que
têm a verdade, e somos nós dois
errados por deixar todo esse amor
sufocado por mágoas
metamorfósicas.
Mas se encontrasse você agora,
nesse momento, o meu coração
ameaçaria sair do peito, as pernas
fraquejariam, a voz sumiria de
minha garganta.
Ficaria paralisado como
adolescente perdido dentro de si
próprio,
ficaria sem ação, deixando mais
uma vez você escapar de minha
vida.
Outro dia, sonhei... Sonhei
acordado.
Recordei o calor de nossos
corpos juntos rolando na areia,
e o tímido luar da noite era a única
testemunha de nossos desejos
loucos e de nossos corpos nus,
desnudos de conceitos e
preconceitos.
Os nossos murmúrios de prazer
ecoavam no vazio da quase infinita
beira mar,
os seus gritos eufóricos
retornavam com mais intensidade,
o frenesi do momento maravilhoso
penetra em nossas entranhas como
um remédio dos contrastes do dia a
dia.
De repente... Surge uma batida na
porta,
trazendo-me a realidade,
perdendo você outra vez.

Dia a dia