Desculpa nunca te o ter admitido … mas também nunca disse que não. A verdade é que mesmo raros, espero esses momentos, momentos que não são mais do que isso, um olá ou um insulto inocente. Erros. Anseio por te poder tocar, beijar, descobrir cada traço do teu belo corpo, de deus Grego. E, de cada vez que me disseres olá, segredes, dos teus lados aos meus, essa imensa vontade de te amar. Nos últimos dias, várias vezes tinha percebido o teu desejo de me falar no conflito em que vivias. Nunca o fizestes. Só te queria dizer que podias contar comigo, que, de certo modo te amava. Também devia ser muito difícil tentar entender que não ia haver lugar para mim naquela tua paixão adiada. No entanto, evitava olhar-te. Sentia-me a mais, a sobrar. Mas também tu, também tu emigraste. Emigraste do meu carinho. Nunca te o disse, digo te agora. AMO – TE. Sei que não ia dar, mas fui fraca podia – te o ter dito. Mas, o amor é como a música, são eternos.<br />Ana Nunes<br />

Desculpa nunca te o ter admitido

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    Desculpa nunca teo ter admitido … mas também nunca disse que não. A verdade é que mesmo raros, espero esses momentos, momentos que não são mais do que isso, um olá ou um insulto inocente. Erros. Anseio por te poder tocar, beijar, descobrir cada traço do teu belo corpo, de deus Grego. E, de cada vez que me disseres olá, segredes, dos teus lados aos meus, essa imensa vontade de te amar. Nos últimos dias, várias vezes tinha percebido o teu desejo de me falar no conflito em que vivias. Nunca o fizestes. Só te queria dizer que podias contar comigo, que, de certo modo te amava. Também devia ser muito difícil tentar entender que não ia haver lugar para mim naquela tua paixão adiada. No entanto, evitava olhar-te. Sentia-me a mais, a sobrar. Mas também tu, também tu emigraste. Emigraste do meu carinho. Nunca te o disse, digo te agora. AMO – TE. Sei que não ia dar, mas fui fraca podia – te o ter dito. Mas, o amor é como a música, são eternos.<br />Ana Nunes<br />