Desenvolvimento
1ª etapa Diagnóstico
Antes de combater a violência, é preciso conhecê-la. Portanto, mapeie as ocorrências no contexto escolar.
Para essa tarefa, você pode - e deve - contar com a ajuda dos professores, dos funcionários e dos próprios
alunos. Para isso, adote uma postura de escuta e crie espaços que assegurem essa ação, como avaliações
periódicas do clima (clique aqui para ver exemplos de questionários destinados a gestores e professores) ou
assembleias (veja um exemplo aqui), onde todos possam compartilhar o que está afetando a boa
convivência. O levantamento deve levar em consideração a frequência e o tipo de situação, como agressões
físicas ou verbais, ameaças, bullying, discriminações de todos os tipos e depredações. O resultado desse
trabalho servirá para refletir sobre as estratégias a ser adotadas e discutidas com todos.
2ª etapa Formação de mediadores de conflitos
Envolva o coordenador pedagógico nas atividades e peça a ele que reúna a equipe docente para estudar o
mapeamento realizado. Nesse encontro, você pode sugerir que a discussão seja embasada com a leitura de
textos como Violências nas Escolas: Qual É o Papel da Gestão?, de Débora Bianca Xavier Carreira e A
Violência no Âmbito Escolar: Considerações sobre a Violência da e na Escola, de Joyce Mary Adam de
Paula e Silva e Leila Maria Ferreira Salles. Junto com o coordenador, levante com o grupo maneiras de
identificar as causas das ocorrências mapeadas e de solucionar os conflitos, como a mediação por meio do
diálogo. Apresente aos professores as principais características de um mediador (veja aqui quais são elas) e
pergunte se algum deles gostaria de se voluntariar para assumir esse papel. O objetivo dessa etapa é
preparar os docentes para lidar com os desentendimentos que surgem e também preveni-los. Uma das
possibilidades é incentivar que valores sejam trabalhados em sala de aula em atividades de reflexão e
trabalhos em grupo, durante os quais os estudantes exercitam a cooperação, o respeito e a solidariedade
com os colegas. Enfatize que a instituição deve ser um lugar aprazível e onde todos são respeitados por
suas diferenças e compreendidos em suas dificuldades. Ao longo do ano, outras reuniões para tratar do
tema devem ser agendadas para que o trabalho realizado seja constantemente avaliado e novas estratégias
sejam pensadas.
3ª etapa Criação coletiva de regras de convivência
Convoque representantes de todos os setores para elaborar regras de convivência. Essa estratégia
possibilita que todos os segmentos sintam que têm voz nas decisões e, por isso, faz sentido seguir as
regras, uma vez que elas são resultado de um consenso. Asensação de pertencimento transforma o
ambiente escolar num local onde todos desejam estar. Ressalte, também, que apenas criar medidas
punitivas e coercitivas para quem não cumprir o combinado não é suficiente para resolver o problema e
que o ideal é oferecer a possibilidade de refletir a respeito e reparar o erro. Exponha os combinados em
locais de grande circulação, como o pátio, a secretaria e os corredores que levam às salas de aula. Lembre
os professores de que cada turma pode estabelecer combinados próprios, que também devem ficar
acessíveis para todos.
4ª etapa Monitoramento
Acompanhe o clima escolar. Reúna os professores periodicamente para saber como os conflitos têm sido
resolvidos e se os combinados estão sendo respeitados. Não deixe de manter a postura de escuta para
reclamações ou sugestões propostas por alunos, professores e funcionários.
Avaliação
Dê continuidade ao mapeamento dos casos de violência e compare os resultados dos registros. Com os
dados em mãos, analise se as ocorrências diminuíram e observe se todos têm se comprometido na criação
de uma cultura de paz na escola. Se necessário, adote novas estratégias de prevenção e resolução de
conflitos.
Consultoria Débora Bianca Xavier Carreira, mestre em Educação pela UCB com a dissertação Violências
nas Escolas: Qual É o Papel da Gestão?

Desenvolvimento

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    Desenvolvimento 1ª etapa Diagnóstico Antesde combater a violência, é preciso conhecê-la. Portanto, mapeie as ocorrências no contexto escolar. Para essa tarefa, você pode - e deve - contar com a ajuda dos professores, dos funcionários e dos próprios alunos. Para isso, adote uma postura de escuta e crie espaços que assegurem essa ação, como avaliações periódicas do clima (clique aqui para ver exemplos de questionários destinados a gestores e professores) ou assembleias (veja um exemplo aqui), onde todos possam compartilhar o que está afetando a boa convivência. O levantamento deve levar em consideração a frequência e o tipo de situação, como agressões físicas ou verbais, ameaças, bullying, discriminações de todos os tipos e depredações. O resultado desse trabalho servirá para refletir sobre as estratégias a ser adotadas e discutidas com todos. 2ª etapa Formação de mediadores de conflitos Envolva o coordenador pedagógico nas atividades e peça a ele que reúna a equipe docente para estudar o mapeamento realizado. Nesse encontro, você pode sugerir que a discussão seja embasada com a leitura de textos como Violências nas Escolas: Qual É o Papel da Gestão?, de Débora Bianca Xavier Carreira e A Violência no Âmbito Escolar: Considerações sobre a Violência da e na Escola, de Joyce Mary Adam de Paula e Silva e Leila Maria Ferreira Salles. Junto com o coordenador, levante com o grupo maneiras de identificar as causas das ocorrências mapeadas e de solucionar os conflitos, como a mediação por meio do diálogo. Apresente aos professores as principais características de um mediador (veja aqui quais são elas) e pergunte se algum deles gostaria de se voluntariar para assumir esse papel. O objetivo dessa etapa é preparar os docentes para lidar com os desentendimentos que surgem e também preveni-los. Uma das possibilidades é incentivar que valores sejam trabalhados em sala de aula em atividades de reflexão e trabalhos em grupo, durante os quais os estudantes exercitam a cooperação, o respeito e a solidariedade com os colegas. Enfatize que a instituição deve ser um lugar aprazível e onde todos são respeitados por suas diferenças e compreendidos em suas dificuldades. Ao longo do ano, outras reuniões para tratar do tema devem ser agendadas para que o trabalho realizado seja constantemente avaliado e novas estratégias sejam pensadas. 3ª etapa Criação coletiva de regras de convivência Convoque representantes de todos os setores para elaborar regras de convivência. Essa estratégia possibilita que todos os segmentos sintam que têm voz nas decisões e, por isso, faz sentido seguir as regras, uma vez que elas são resultado de um consenso. Asensação de pertencimento transforma o ambiente escolar num local onde todos desejam estar. Ressalte, também, que apenas criar medidas punitivas e coercitivas para quem não cumprir o combinado não é suficiente para resolver o problema e que o ideal é oferecer a possibilidade de refletir a respeito e reparar o erro. Exponha os combinados em locais de grande circulação, como o pátio, a secretaria e os corredores que levam às salas de aula. Lembre os professores de que cada turma pode estabelecer combinados próprios, que também devem ficar acessíveis para todos.
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    4ª etapa Monitoramento Acompanheo clima escolar. Reúna os professores periodicamente para saber como os conflitos têm sido resolvidos e se os combinados estão sendo respeitados. Não deixe de manter a postura de escuta para reclamações ou sugestões propostas por alunos, professores e funcionários. Avaliação Dê continuidade ao mapeamento dos casos de violência e compare os resultados dos registros. Com os dados em mãos, analise se as ocorrências diminuíram e observe se todos têm se comprometido na criação de uma cultura de paz na escola. Se necessário, adote novas estratégias de prevenção e resolução de conflitos. Consultoria Débora Bianca Xavier Carreira, mestre em Educação pela UCB com a dissertação Violências nas Escolas: Qual É o Papel da Gestão?