ABA – aula 7
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Condicionamento de estímulos
reforçadores
 O objetivo é ensinar a criança a prestar atenção, passar a se interessar por e
 naturalmente se orientar por estímulos relevantes.. Isso é importante para atenção
 na escola, aos pais e ao professor. O procedimento descrito abaixo é genérico e
 pode (e deve) ser utilizado para condicionar novos reforçadores (faces, livros, vozes,
 brinquedos, etc).
 1. Inicie com tentativas de treino e teste (20 de cada).
 Tentativa de treino: tem que ser bem sucedida; então, é preciso repeti-la até o
 sucesso. Inicialmente, deve-se exigir 5s de resposta adequada. Deve-se
 intercalar uma tentativa com dois pareamentos e uma com três pareamentos.
 Tentativa de teste: após cada tentativa de treino, inicia-se uma tentativa de teste
 (elas são divididas arbitrariamente, por tempo). Inicialmente, 5s. Caso a criança
 responda adequadamente por 5s (não se deve reforçar), ela recebe um +. Caso
 não, recebe -. Após a tentativa de teste, inicia-se outra tentativa de treino.
 O critério é atentar para o estímulo em 90% das tentativas de teste em 2
 sessões consecutivas. Caso isso, aconteça, vá para a brincadeira livre.
 3. Na brincadeira livre, não é dado reforçador. A sessão dura 5 minutos. O
 critério é alcançado caso a criança atente para o reforçador condicionado
 em 90% dos intervalos em duas sessões consecutivas.
 4. Caso não cumpra o critério na brincadeira livre, volte para o treino, mas
 agora com 10s nas tentativas de treino e teste. Depois, 15s. Aumente 5s a
 cada vez. Se aos 40s a criança ainda não cumprir o critério, algo está
 sendo feito errado, ou a criança não tem pré-requisitos.
 5. Um relógio ou aparelho pode ser usado para dar dicas ao professor
 (treino/teste)
 Este protocolo produz uma série de vantagens:
 1. O estudante passa a realmente gostar do estímulo condicionado como
 reforçador. Ou seja, ele terá prazer em olhar para o professor, ouvir o professor,
 brincar com certos brinquedos, manusear livros, etc;
 2. Após o condicionamento de vozes e faces como reforçadores, todas as outras
 tarefas de ensino são aprendidas mais rapidamente (o estudante, além de sentir
 prazer em estar com o professor, vai prestar mais atenção em tudo que lhe é
 dito);
 3. As estereotipias tendem a diminuir, pois tendo prazer em fazer atividades
 diversas, o estudante não sentirá necessidade de se auto-estimular o tempo
 todo: ele terá alternativas prazerosas;
 4. Recentemente, Greer afirmou que o estudante aprende melhor e mais
 permanentemente se responde bem a reforçadores sociais
PEI
 1. Avaliação minuciosa das habilidades e necessidades dos
 alunos especiais;
 2. Desenvolvimento de um plano educacional;
 3. Produção de material adaptado;
 4. Execução diária e intensiva do plano formulado;
 5. Verificação constante do desempenho do aluno e eficiência do
 plano;
 6. Remodelação do plano individualizado quando necessário.
Avaliação de desempenho
 Alguns exemplos de identificação de habilidades básicas e pré-requisitos:
 Sabe escrever o próprio
 nome sem ajuda?
 Sabe escrever o próprio
 nome com pontilhados?
 Sabe utilizar pontilhados?
 Sabe fazer retas e curvas?
 Tem força com o lápis?
 Sabe subtrair?
 Sabe somar?
 Pareia quantidades com
 algarismos?
 Conhece as quantidades?
 Conhece os algarismos
 Lancha sem ajuda?
 Arruma a mesa para
 lanchar?
 Estende a toalha?
 Abre o tupperware?
 Abre a lancheira?
 Leva a comida à boca
 apropriadamente?
 Executa movimentos de
 pinça?
 Brinca de corrida de
 carrinhos com os amigos?
 Brinca trocando turnos?
 Aceita a presença dos
 amigos?
 Sabe empurrar o
 carrinho?
 Brinca com o carrinho
 quando sozinho?
PEI
 Definição de metas e métodos para atingi-las a partir da
 avaliação do comportamento;
 Metas claras, mensuráveis e públicas;
 Atenção aos pré-requisitos;
 O Plano Educacional Individualizado deve...
 Conter metas pedagógicas e sociais;
 Ser conhecido por toda a Instituição;
 Ser o mais próximo possível ao currículo regular da escola.
 Semelhante ao dos colegas;
 Relacionado com o resultado da avaliação;
 Simples e direto;
 Poucas habilidades são trabalhadas em cada material;
 Pouca informação em cada material.
 Muitos, todos os dias.
Execução do plano formulado
 Professores treinados pelo profissional de inclusão;
 Toda a escola executa o plano;
 Colegas que vão ajudar sabem o que devem fazer;
 Utilizar algumas ferramentas da Terapia ABA. Exemplos:
 Reforçador;
 Hierarquia de dicas;
 Modelagem;
 Repetição;
 Exigência de domínio para avançar;
 Registro constante.
 REGISTRO CONSTANTE:
 Permite identificar pontos fracos e fortes no trabalho
 realizado;
 Permite que o professor se auto-avalie;
 Fornece ferramentas para modificações precisas no
 trabalho;
 Facilita a continuidade do trabalho por outros profissionais.
Remodelação do plano
 Nenhum plano educacional jamais será
 perfeito;
 O plano deve ser flexível, adaptando-se
 às necessidades do aluno e mudando
 junto com ele;
 Procure deixar o plano prazeroso para o
 aluno;
 Quando for possível, deixe o aluno tomar
 decisões sobre como prefere aprender
 Rotina Visual;
 Quadro que mostra, com fotos, todas as atividades que o
 aluno vai realizar no dia.
 Duas faixas de velcro.
 Ela deve preencher o quadro todos os dias quando chega
 à escola ou em casa (adicionando as fotos na primeira
 faixa de velcro);
 Antes de cada atividade, o aluno deve pegar outra foto da
 atividade e colocá-la na segunda faixa de velcro.
Adapte a escola
 Rotina móvel (Histórias sociais);
 Caminho Divertido;
 Passarelas de E.V.A. com figuras preferidas do aluno
 para levá-lo a ambientes dos quais ele não gosta muito;
 Indicações visuais pela escola (banheiro, quadra, cantina,
 diferentes objetos na sala de aula, etc);
 Tudo é social:
 Montar quebra-cabeça: uma vez de cada, passando a peça um
 para o outro.
 Piscina de bolinha: procurar pelo colega, passar bolinhas.
 Pintar: escolher uma cor para o amigo, ajudar em um pedaço do
 desenho.
 Aluno especial entrega o caderno dos colegas.
 O aluno especial começa a interagir com um colega por vez,
 depois dois, três... (em uma sala separada, inicialmente);
 Entradas e despedidas são um bom momento para interagir.
 O limite é a criatividade.
Torne o aluno o centro da sala
 Se possível, peça para os pais do aluno especial trazerem
 lanches para todos (uma vez por mês, que seja).
 Peça para a TURMA TODA fazer uma atividade que o
 aluno especial faz muito bem e a ajude a demonstrar como
 deve ser feito.
 Peça para o aluno especial (ajude-o, se preciso) a escolher
 a próxima atividade (desenho, um livro de história, etc).
O ajudante
 É comum que, em escolas regulares, algumas crianças mostrem
 interesse especial em brincar com as crianças com autismo.
 Recrute-as, e a outras crianças, para brincarem com, chamarem
 por, pegarem na mão de, sentarem ao lado do aluno que necessita
 de ajuda.
 Isso é divertido para os ajudantes
 e muito funcional para o aluno
 especial.
 Um Ajudante por dia!
 Ensinar como incluir.
Aluno não fica parado
 Geralmente, quando o aluno não aceita ficar parado, sentado,
 dentro de sala, a solução inadequada da escola é deixá-lo sair
 sempre que quiser.
 O ideal é criar um sistema de comunicação que permita ao
 estudante pedir para sair adequadamente.
 Gradativamente, reduz-se as oportunidades para sair da sala
 (sinalização visual apontando quantas vezes pode sair).
 Paralelamente, o tempo em sala deve ser bem aproveitado e
 gradualmente estendido.
 Colegas podem ajudar e incentivar a participação
birras
 É comum que a escola ceda a birras. O choro ou grito
 incomoda os colegas.
 Idealmente, deve-se fazer um levantamento dos momentos
 e motivos das birras (análise funcional).
 Com base nisso, é possível prevê-las e evitá-las.
 Quando acontecem, é preciso um sistema de comunicação
 que permita ao aluno pedir o que deseja adequadamente.
 Ceder à birra NUNCA é uma opção.
 Alunos violentos não se integram bem e atrapalham o
 andamento da aula.
 A análise funcional permite conhecer as situações
 geradoras de violência e evitá-las.
 Um sistema de comunicação deve ser criado
 imediatamente.
 É primordial que haja um facilitador controlando o
 comportamento do aluno.
 Estar engajado em atividades adequadas geralmente faz a
 estereotipia diminuir.
 A estereotipia deve ser bloqueada sem que haja qualquer
 atenção social a ela e o aluno deve ser direcionado a uma
 tarefa apropriada.
 Essa reclamação não é justa.
 O papel da escola é criar um Plano Educacional
 Individualizado.
 É tarefa da escola incluir pedagogicamente.
 É tarefa da escola incluir socialmente

Curso de ABA%20%E2%80%93%20aula%207 3.pptx

  • 1.
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  • 3.
    Condicionamento de estímulos reforçadores O objetivo é ensinar a criança a prestar atenção, passar a se interessar por e  naturalmente se orientar por estímulos relevantes.. Isso é importante para atenção  na escola, aos pais e ao professor. O procedimento descrito abaixo é genérico e  pode (e deve) ser utilizado para condicionar novos reforçadores (faces, livros, vozes,  brinquedos, etc).  1. Inicie com tentativas de treino e teste (20 de cada).  Tentativa de treino: tem que ser bem sucedida; então, é preciso repeti-la até o  sucesso. Inicialmente, deve-se exigir 5s de resposta adequada. Deve-se  intercalar uma tentativa com dois pareamentos e uma com três pareamentos.  Tentativa de teste: após cada tentativa de treino, inicia-se uma tentativa de teste  (elas são divididas arbitrariamente, por tempo). Inicialmente, 5s. Caso a criança  responda adequadamente por 5s (não se deve reforçar), ela recebe um +. Caso  não, recebe -. Após a tentativa de teste, inicia-se outra tentativa de treino.
  • 4.
     O critérioé atentar para o estímulo em 90% das tentativas de teste em 2  sessões consecutivas. Caso isso, aconteça, vá para a brincadeira livre.  3. Na brincadeira livre, não é dado reforçador. A sessão dura 5 minutos. O  critério é alcançado caso a criança atente para o reforçador condicionado  em 90% dos intervalos em duas sessões consecutivas.  4. Caso não cumpra o critério na brincadeira livre, volte para o treino, mas  agora com 10s nas tentativas de treino e teste. Depois, 15s. Aumente 5s a  cada vez. Se aos 40s a criança ainda não cumprir o critério, algo está  sendo feito errado, ou a criança não tem pré-requisitos.  5. Um relógio ou aparelho pode ser usado para dar dicas ao professor  (treino/teste)
  • 5.
     Este protocoloproduz uma série de vantagens:  1. O estudante passa a realmente gostar do estímulo condicionado como  reforçador. Ou seja, ele terá prazer em olhar para o professor, ouvir o professor,  brincar com certos brinquedos, manusear livros, etc;  2. Após o condicionamento de vozes e faces como reforçadores, todas as outras  tarefas de ensino são aprendidas mais rapidamente (o estudante, além de sentir  prazer em estar com o professor, vai prestar mais atenção em tudo que lhe é  dito);  3. As estereotipias tendem a diminuir, pois tendo prazer em fazer atividades  diversas, o estudante não sentirá necessidade de se auto-estimular o tempo  todo: ele terá alternativas prazerosas;  4. Recentemente, Greer afirmou que o estudante aprende melhor e mais  permanentemente se responde bem a reforçadores sociais
  • 6.
    PEI  1. Avaliaçãominuciosa das habilidades e necessidades dos  alunos especiais;  2. Desenvolvimento de um plano educacional;  3. Produção de material adaptado;  4. Execução diária e intensiva do plano formulado;  5. Verificação constante do desempenho do aluno e eficiência do  plano;  6. Remodelação do plano individualizado quando necessário.
  • 7.
    Avaliação de desempenho Alguns exemplos de identificação de habilidades básicas e pré-requisitos:  Sabe escrever o próprio  nome sem ajuda?  Sabe escrever o próprio  nome com pontilhados?  Sabe utilizar pontilhados?  Sabe fazer retas e curvas?  Tem força com o lápis?  Sabe subtrair?  Sabe somar?  Pareia quantidades com  algarismos?  Conhece as quantidades?  Conhece os algarismos
  • 8.
     Lancha semajuda?  Arruma a mesa para  lanchar?  Estende a toalha?  Abre o tupperware?  Abre a lancheira?  Leva a comida à boca  apropriadamente?  Executa movimentos de  pinça?  Brinca de corrida de  carrinhos com os amigos?  Brinca trocando turnos?  Aceita a presença dos  amigos?  Sabe empurrar o  carrinho?  Brinca com o carrinho  quando sozinho?
  • 9.
    PEI  Definição demetas e métodos para atingi-las a partir da  avaliação do comportamento;  Metas claras, mensuráveis e públicas;  Atenção aos pré-requisitos;  O Plano Educacional Individualizado deve...  Conter metas pedagógicas e sociais;  Ser conhecido por toda a Instituição;  Ser o mais próximo possível ao currículo regular da escola.
  • 10.
     Semelhante aodos colegas;  Relacionado com o resultado da avaliação;  Simples e direto;  Poucas habilidades são trabalhadas em cada material;  Pouca informação em cada material.  Muitos, todos os dias.
  • 12.
    Execução do planoformulado  Professores treinados pelo profissional de inclusão;  Toda a escola executa o plano;  Colegas que vão ajudar sabem o que devem fazer;  Utilizar algumas ferramentas da Terapia ABA. Exemplos:  Reforçador;  Hierarquia de dicas;  Modelagem;  Repetição;  Exigência de domínio para avançar;  Registro constante.
  • 13.
     REGISTRO CONSTANTE: Permite identificar pontos fracos e fortes no trabalho  realizado;  Permite que o professor se auto-avalie;  Fornece ferramentas para modificações precisas no  trabalho;  Facilita a continuidade do trabalho por outros profissionais.
  • 14.
    Remodelação do plano Nenhum plano educacional jamais será  perfeito;  O plano deve ser flexível, adaptando-se  às necessidades do aluno e mudando  junto com ele;  Procure deixar o plano prazeroso para o  aluno;  Quando for possível, deixe o aluno tomar  decisões sobre como prefere aprender
  • 15.
     Rotina Visual; Quadro que mostra, com fotos, todas as atividades que o  aluno vai realizar no dia.  Duas faixas de velcro.  Ela deve preencher o quadro todos os dias quando chega  à escola ou em casa (adicionando as fotos na primeira  faixa de velcro);  Antes de cada atividade, o aluno deve pegar outra foto da  atividade e colocá-la na segunda faixa de velcro.
  • 16.
    Adapte a escola Rotina móvel (Histórias sociais);  Caminho Divertido;  Passarelas de E.V.A. com figuras preferidas do aluno  para levá-lo a ambientes dos quais ele não gosta muito;  Indicações visuais pela escola (banheiro, quadra, cantina,  diferentes objetos na sala de aula, etc);
  • 17.
     Tudo ésocial:  Montar quebra-cabeça: uma vez de cada, passando a peça um  para o outro.  Piscina de bolinha: procurar pelo colega, passar bolinhas.  Pintar: escolher uma cor para o amigo, ajudar em um pedaço do  desenho.  Aluno especial entrega o caderno dos colegas.  O aluno especial começa a interagir com um colega por vez,  depois dois, três... (em uma sala separada, inicialmente);  Entradas e despedidas são um bom momento para interagir.  O limite é a criatividade.
  • 18.
    Torne o alunoo centro da sala  Se possível, peça para os pais do aluno especial trazerem  lanches para todos (uma vez por mês, que seja).  Peça para a TURMA TODA fazer uma atividade que o  aluno especial faz muito bem e a ajude a demonstrar como  deve ser feito.  Peça para o aluno especial (ajude-o, se preciso) a escolher  a próxima atividade (desenho, um livro de história, etc).
  • 19.
    O ajudante  Écomum que, em escolas regulares, algumas crianças mostrem  interesse especial em brincar com as crianças com autismo.  Recrute-as, e a outras crianças, para brincarem com, chamarem  por, pegarem na mão de, sentarem ao lado do aluno que necessita  de ajuda.  Isso é divertido para os ajudantes  e muito funcional para o aluno  especial.  Um Ajudante por dia!  Ensinar como incluir.
  • 20.
    Aluno não ficaparado  Geralmente, quando o aluno não aceita ficar parado, sentado,  dentro de sala, a solução inadequada da escola é deixá-lo sair  sempre que quiser.  O ideal é criar um sistema de comunicação que permita ao  estudante pedir para sair adequadamente.  Gradativamente, reduz-se as oportunidades para sair da sala  (sinalização visual apontando quantas vezes pode sair).  Paralelamente, o tempo em sala deve ser bem aproveitado e  gradualmente estendido.  Colegas podem ajudar e incentivar a participação
  • 21.
    birras  É comumque a escola ceda a birras. O choro ou grito  incomoda os colegas.  Idealmente, deve-se fazer um levantamento dos momentos  e motivos das birras (análise funcional).  Com base nisso, é possível prevê-las e evitá-las.  Quando acontecem, é preciso um sistema de comunicação  que permita ao aluno pedir o que deseja adequadamente.  Ceder à birra NUNCA é uma opção.
  • 22.
     Alunos violentosnão se integram bem e atrapalham o  andamento da aula.  A análise funcional permite conhecer as situações  geradoras de violência e evitá-las.  Um sistema de comunicação deve ser criado  imediatamente.  É primordial que haja um facilitador controlando o  comportamento do aluno.
  • 23.
     Estar engajadoem atividades adequadas geralmente faz a  estereotipia diminuir.  A estereotipia deve ser bloqueada sem que haja qualquer  atenção social a ela e o aluno deve ser direcionado a uma  tarefa apropriada.
  • 24.
     Essa reclamaçãonão é justa.  O papel da escola é criar um Plano Educacional  Individualizado.  É tarefa da escola incluir pedagogicamente.  É tarefa da escola incluir socialmente