Construindo Territórios da Paz
    Palestra proferida no QG da Brigada Militar
                     25.01.2012


             Alberto Kopittke
Introdução
A intervenção do Estado em áreas com altos índices de
   violência é uma das mais complexas ações
   governamentais, pois requerem a integração entre
   diversos órgãos das três esferas de Governo e a relação
   com atores comunitários com baixo nível de confiança
   nos atores públicos. Constituem uma experiência nova
   de gestão no Brasil. Quando bem planejadas e
   aplicadas trazem profundas modificações e melhorias
   concretas na qualidade de vida das pessoas.
Essa apresentação traz alguns princípios básicos comuns
   observados em experiências exitosas de intervenção
   estatal voltada para a redução da violência.
Novo Modelo de Segurança Pública
•   Desintegrado  Integrado
•   Reativo  Pró-ativo
•   Intervenção pontual  Permanência
•   Combate  Criação de vínculos
•   Polícia do Estado  Polícia do Cidadão
•   Repressivo  Preventivo
•   Comando  Liderança
•   Espontâneo  Planejado
•   Opinião  Avaliação por resultado
•   Apenas Policial  Multidisciplinar
Territórios Vulneráveis
 “Generalmente son territorios deteriorados,
desordenados y en algunos casos marginales, donde el
Estado tiene poca presencia, tanto en lo que tiene que
ver con el desarrollo social (educación, salud,
recreación, cultura, deporte, servicios, etc), como en
los temas de seguridad y justicia. Para recuperar estos
territorios, realizar una presencia efectiva del Estado en
los mismos y que los ciudadanos tengan garantizada su
seguridad por parte de las instituciones legítimamente
constituidas, es necesario desarrollar una propuesta de
intervención integral e interinstitucional.’

                                  Hugo Acero Velasquez
Territórios Vulneráveis
• Graves problemas sociais  população sem
  acesso a direitos básicos e sem noção dos seus
  direitos e deveres
• Baixa alta estima da comunidade e da polícia que
  atua naquele local
• Ordem pública comprometida
• Juventude com altos índices de violência
• Organizações criminosas enraizadas
• Corrupção policial
• Relação conflitiva com a polícia
Formas de Atuação do Estado
• Serviços dispersos  sem capacidade de
  modificar a realidade de violência
• Remoções em massa  afetam direitos
  fundamentais e não modificam a violência
• Intervenções integrais  forte inserção social,
  integração na cidade, aumento da auto-estima
  e rompimento do ciclo da violência
Intervenções Integradas

  (Territórios da Paz)
Estrutura de Gestão
• Cada território deve ter uma estrutura integrada
  de gestão
• Não há subordinação
• Decisões por consenso
• Definir quem articula a Secretaria Executiva
• Apenas órgãos de governo
• Autoridades dos serviços locais
• Reuniões quinzenas
• Planejamento Integrado (planilha de ações)
Construindo Territórios da Paz
1) Planejamento
2) Intervenção Policial
3) Implementação dos Projetos Sociais de
   Segurança Pública
4) Obras de Infra-estrutura
5) Fiscalização urbana
6) Avaliação permanente dos indicadores
1) Planejamento
• Elaborar o “Caderno de Análise do Território”
  – História da Comunidade
  – Características geográficas, arquitetônicas,
    populacionais, atividades econômicas
  – Evolução da Dinâmica Criminal
  – Delimitação geográfica exata da Área de Intervenção
  – Inteligência sobre grupos criminosos e grupos
    violentos
  – Mapeamento dos Serviços Públicos e organizações
    sociais
1) Planejamento
1) Planejamento
1) Planejamento
1) Planejamento
2) Intervenção Policial
1) Fase Judicial (foco: grupos que tem o controle
  territorial e executam mais crimes violentos)
2) Dia da Operação (prisões de qualidade)
3) Ocupação por forças especiais (saturação)
   – Treinadas especificamente para essa tarefa
4) Manutenção da ocupação (3 semanas)
      • Atividades de integração com a comunidade (futebol, missa,
        festa comunitária...)
5) Implementação da Unidade de Polícia
  Comunitária
   – Efetivo novo re-treinado
3) Projetos Sociais de
           Segurança Pública
• Foco: jovens em situação de violência
• Trabalho multidisplinar
• Integração da rede de
Proteção social
• Mediação de conflitos
• Ações de prevenção a
violência escolar
4) Obras de Infra-estrutura
• Foco: espaços de convivência (Praças e
  parques)
• Remoção de Lixo
5) Fiscalização Urbana
•   Plantão Integrado
•   Foco: problemas de ordem pública
•   Vigilância Sanitária
•   Meio Ambiente (som)
•   Alvarás de funcionamento
•   Bombeiros
•   Conselho Tutelar
6) Avaliação Permanente
•   Diretamente com o Comando Superior
•   Análise quinzenal dos indicadores
•   Identificação de novas dinâmicas de violência
•   Plano de Ação
Indicadores
•   Sensação de segurança
•   Confiança nas políciais
•   Redução dos indicadores de criminalidade
•   Aumento da interação social
ALBERTO KOPITTKE
www.segurancaedemocracia.wordpress.com

         akopittke@yahoo.com
          Twitter: @albertolk
   www.facebook.com/alberto.kopittke

Construindo territórios da paz

  • 1.
    Construindo Territórios daPaz Palestra proferida no QG da Brigada Militar 25.01.2012 Alberto Kopittke
  • 2.
    Introdução A intervenção doEstado em áreas com altos índices de violência é uma das mais complexas ações governamentais, pois requerem a integração entre diversos órgãos das três esferas de Governo e a relação com atores comunitários com baixo nível de confiança nos atores públicos. Constituem uma experiência nova de gestão no Brasil. Quando bem planejadas e aplicadas trazem profundas modificações e melhorias concretas na qualidade de vida das pessoas. Essa apresentação traz alguns princípios básicos comuns observados em experiências exitosas de intervenção estatal voltada para a redução da violência.
  • 3.
    Novo Modelo deSegurança Pública • Desintegrado  Integrado • Reativo  Pró-ativo • Intervenção pontual  Permanência • Combate  Criação de vínculos • Polícia do Estado  Polícia do Cidadão • Repressivo  Preventivo • Comando  Liderança • Espontâneo  Planejado • Opinião  Avaliação por resultado • Apenas Policial  Multidisciplinar
  • 4.
    Territórios Vulneráveis “Generalmenteson territorios deteriorados, desordenados y en algunos casos marginales, donde el Estado tiene poca presencia, tanto en lo que tiene que ver con el desarrollo social (educación, salud, recreación, cultura, deporte, servicios, etc), como en los temas de seguridad y justicia. Para recuperar estos territorios, realizar una presencia efectiva del Estado en los mismos y que los ciudadanos tengan garantizada su seguridad por parte de las instituciones legítimamente constituidas, es necesario desarrollar una propuesta de intervención integral e interinstitucional.’ Hugo Acero Velasquez
  • 5.
    Territórios Vulneráveis • Gravesproblemas sociais  população sem acesso a direitos básicos e sem noção dos seus direitos e deveres • Baixa alta estima da comunidade e da polícia que atua naquele local • Ordem pública comprometida • Juventude com altos índices de violência • Organizações criminosas enraizadas • Corrupção policial • Relação conflitiva com a polícia
  • 6.
    Formas de Atuaçãodo Estado • Serviços dispersos  sem capacidade de modificar a realidade de violência • Remoções em massa  afetam direitos fundamentais e não modificam a violência • Intervenções integrais  forte inserção social, integração na cidade, aumento da auto-estima e rompimento do ciclo da violência
  • 7.
    Intervenções Integradas (Territórios da Paz)
  • 8.
    Estrutura de Gestão •Cada território deve ter uma estrutura integrada de gestão • Não há subordinação • Decisões por consenso • Definir quem articula a Secretaria Executiva • Apenas órgãos de governo • Autoridades dos serviços locais • Reuniões quinzenas • Planejamento Integrado (planilha de ações)
  • 9.
    Construindo Territórios daPaz 1) Planejamento 2) Intervenção Policial 3) Implementação dos Projetos Sociais de Segurança Pública 4) Obras de Infra-estrutura 5) Fiscalização urbana 6) Avaliação permanente dos indicadores
  • 10.
    1) Planejamento • Elaboraro “Caderno de Análise do Território” – História da Comunidade – Características geográficas, arquitetônicas, populacionais, atividades econômicas – Evolução da Dinâmica Criminal – Delimitação geográfica exata da Área de Intervenção – Inteligência sobre grupos criminosos e grupos violentos – Mapeamento dos Serviços Públicos e organizações sociais
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    2) Intervenção Policial 1)Fase Judicial (foco: grupos que tem o controle territorial e executam mais crimes violentos) 2) Dia da Operação (prisões de qualidade) 3) Ocupação por forças especiais (saturação) – Treinadas especificamente para essa tarefa 4) Manutenção da ocupação (3 semanas) • Atividades de integração com a comunidade (futebol, missa, festa comunitária...) 5) Implementação da Unidade de Polícia Comunitária – Efetivo novo re-treinado
  • 16.
    3) Projetos Sociaisde Segurança Pública • Foco: jovens em situação de violência • Trabalho multidisplinar • Integração da rede de Proteção social • Mediação de conflitos • Ações de prevenção a violência escolar
  • 17.
    4) Obras deInfra-estrutura • Foco: espaços de convivência (Praças e parques) • Remoção de Lixo
  • 18.
    5) Fiscalização Urbana • Plantão Integrado • Foco: problemas de ordem pública • Vigilância Sanitária • Meio Ambiente (som) • Alvarás de funcionamento • Bombeiros • Conselho Tutelar
  • 19.
    6) Avaliação Permanente • Diretamente com o Comando Superior • Análise quinzenal dos indicadores • Identificação de novas dinâmicas de violência • Plano de Ação
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    Indicadores • Sensação de segurança • Confiança nas políciais • Redução dos indicadores de criminalidade • Aumento da interação social
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    ALBERTO KOPITTKE www.segurancaedemocracia.wordpress.com akopittke@yahoo.com Twitter: @albertolk www.facebook.com/alberto.kopittke