Grupo Conhecimento Reciclável Attiliana De Bona Casagrande Carlos Eduardo Bao Thiago Ossucci Santello
As fotocópias são uma prática comum nas universidades... Você já parou pra pensar por quê isso acontece?
Muitas bibliotecas não contêm toda bibliografia básica dos cursos, como demonstra o estudo do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação–USP na USP. Na UNIOESTE e no ERECS/SUL em conversas com acadêmicos de outras universidades, ouvimos que a situação é a mesma. Parte importante da bibliografia básica é composta de obras esgotadas e muitas vezes não disponíveis nas bibliotecas.  O gasto para a aquisição das obras é muito alto para a maior parte dos estudantes e suas famílias, tornando para as bibliotecas, devido a capacidade orçamentária, impossível assumir esse demanda.
O problema não é só aqui... Na Universidade Princeton - EUA, no ano de 2008 foram impressos 50 milhões de folhas de papel. Boa parte desse material foi utilizado para reproduzir textos de jornais e revistas disponíveis on-line. O custo foi calculado em 5 milhões de dólares.  A montanha de folhas consumidas equivale à derrubada de cerca de 5 000 árvores. Lá eles resolveram o problema com livros-eletrônicos... Aqui muitos de nós não tem condição de comprar livros, que dirá um equipamento eletrônico caro e depois livros eletrônicos.
Consideramos como um desafio a necessidade de diminuir o consumo de papéis no universo acadêmico. A maneira mais comum e amplamente utilizada de transmissão de conhecimentos nas universidades é o texto copiado, ou seja, a fotocópia. Essa prática contribui para a utilização indiscriminada de papel nas universidades e o fim dos textos quase sempre é o arquivo-morto ou o lixo. É uma realidade naturalizada como prática legítima, porém o impacto que essa prática gera ao meio-ambiente é monstruosa. Todos os anos os novos alunos fotocopiam os mesmos textos que os alunos anteriores copiaram. Ano após ano esse ciclo fomenta a indústria do desmatamento e contribui para a degradação do meio-ambiente, ou seja, vai na contra-mão do paradigma atual da sustentabilidade, palavra que condensa mais que um significado: uma nova maneira de encarar o mundo.
Sabe aqueles textos do semestres passados que você não usa mais?     É... aqueles que só fazem tomar espaço e acumular poeira em sua casa... O que você vai fazer com eles?
Pensando nisso, propomos o intercâmbio de textos nas Instituições de Ensino Superior. A campanha "Adote um Texto" já é uma realidade na UNIOESTE-PR. O projeto visa a arrecadação de textos e seu posterior direcionamento a outros estudantes. Doando seus textos e adotando outros, além do estudante estar contribuindo para a diminuição da quantidade de fotocópias nas universidades, promoverá ainda o intercâmbio de conhecimentos. Isso quer dizer que esse singelo gesto causa três impactos diretos e fundamentais na sociedade: (1) impacto ambiental, uma vez que menos textos serão impressos; (2) impacto econômico; e (3) impacto social, visto que os estudantes terão a oportunidade de adquirirem (sem custo algum) qualquer texto que esteja à disposição na central de doações da campanha, seja ele de sua área de conhecimento ou não.
Como a ideia é simples sua aplicação em outras universidades é muito fácil. Basta termos à disposição um espaço para arquivar os textos e uma articulação logística estruturada de acordo com as possibilidades da universidade. Não é necessário que uma pessoa esteja sempre à disposição dos estudantes: a central de doações (ou arquivo) pode funcionar como um  self service , onde, após catalogados os textos disponíveis, cada estudante que doar novos textos insere-o na lista de textos à disposição; assim como cada estudante (ou professor) que adotar um texto deve retirá-lo da lista. Dessa forma o projeto pode operar de maneira quase autônoma, dependendo somente de uma conscientização prévia da comunidade acadêmica sobre o mesmo.
A conscientização dos estudantes buscará, por um lado, mostrar como a doação e adoção de textos pode diminuir drasticamente a quantidade de fotocópias ao longo dos anos. Por outro lado, os estudantes que adotarem seus textos na central da campanha irão economizar seu dinheiro, que poderá ser investido em outras necessidades acadêmicas. Além disso, o intercâmbio de textos promove mais do que a sustentabilidade da universidade e da sociedade, age como um elemento aglutinador entre os estudantes no universo acadêmico.
Para que isso surta efeito, muitas ações podem ser eficazes. A campanha pela adoção de textos deve ser aplicada de diversas maneiras: com cartazes, anúncios na rádio da universidade, “boca-a-boca” nas salas de aula e demais espaços acadêmicos etc. Tal como a ideia de sustentabilidade, as ações para que essa prática torne-se corriqueira na cultura moderna devem ser balizadas pelo entendimento de que não é fácil mudar hábitos e costumes culturais: mas não é impossível! Vamos abraçar essa causa!

Concursosantander

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    Grupo Conhecimento ReciclávelAttiliana De Bona Casagrande Carlos Eduardo Bao Thiago Ossucci Santello
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    As fotocópias sãouma prática comum nas universidades... Você já parou pra pensar por quê isso acontece?
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    Muitas bibliotecas nãocontêm toda bibliografia básica dos cursos, como demonstra o estudo do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação–USP na USP. Na UNIOESTE e no ERECS/SUL em conversas com acadêmicos de outras universidades, ouvimos que a situação é a mesma. Parte importante da bibliografia básica é composta de obras esgotadas e muitas vezes não disponíveis nas bibliotecas. O gasto para a aquisição das obras é muito alto para a maior parte dos estudantes e suas famílias, tornando para as bibliotecas, devido a capacidade orçamentária, impossível assumir esse demanda.
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    O problema nãoé só aqui... Na Universidade Princeton - EUA, no ano de 2008 foram impressos 50 milhões de folhas de papel. Boa parte desse material foi utilizado para reproduzir textos de jornais e revistas disponíveis on-line. O custo foi calculado em 5 milhões de dólares. A montanha de folhas consumidas equivale à derrubada de cerca de 5 000 árvores. Lá eles resolveram o problema com livros-eletrônicos... Aqui muitos de nós não tem condição de comprar livros, que dirá um equipamento eletrônico caro e depois livros eletrônicos.
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    Consideramos como umdesafio a necessidade de diminuir o consumo de papéis no universo acadêmico. A maneira mais comum e amplamente utilizada de transmissão de conhecimentos nas universidades é o texto copiado, ou seja, a fotocópia. Essa prática contribui para a utilização indiscriminada de papel nas universidades e o fim dos textos quase sempre é o arquivo-morto ou o lixo. É uma realidade naturalizada como prática legítima, porém o impacto que essa prática gera ao meio-ambiente é monstruosa. Todos os anos os novos alunos fotocopiam os mesmos textos que os alunos anteriores copiaram. Ano após ano esse ciclo fomenta a indústria do desmatamento e contribui para a degradação do meio-ambiente, ou seja, vai na contra-mão do paradigma atual da sustentabilidade, palavra que condensa mais que um significado: uma nova maneira de encarar o mundo.
  • 6.
    Sabe aqueles textosdo semestres passados que você não usa mais?   É... aqueles que só fazem tomar espaço e acumular poeira em sua casa... O que você vai fazer com eles?
  • 7.
    Pensando nisso, propomoso intercâmbio de textos nas Instituições de Ensino Superior. A campanha "Adote um Texto" já é uma realidade na UNIOESTE-PR. O projeto visa a arrecadação de textos e seu posterior direcionamento a outros estudantes. Doando seus textos e adotando outros, além do estudante estar contribuindo para a diminuição da quantidade de fotocópias nas universidades, promoverá ainda o intercâmbio de conhecimentos. Isso quer dizer que esse singelo gesto causa três impactos diretos e fundamentais na sociedade: (1) impacto ambiental, uma vez que menos textos serão impressos; (2) impacto econômico; e (3) impacto social, visto que os estudantes terão a oportunidade de adquirirem (sem custo algum) qualquer texto que esteja à disposição na central de doações da campanha, seja ele de sua área de conhecimento ou não.
  • 8.
    Como a ideiaé simples sua aplicação em outras universidades é muito fácil. Basta termos à disposição um espaço para arquivar os textos e uma articulação logística estruturada de acordo com as possibilidades da universidade. Não é necessário que uma pessoa esteja sempre à disposição dos estudantes: a central de doações (ou arquivo) pode funcionar como um self service , onde, após catalogados os textos disponíveis, cada estudante que doar novos textos insere-o na lista de textos à disposição; assim como cada estudante (ou professor) que adotar um texto deve retirá-lo da lista. Dessa forma o projeto pode operar de maneira quase autônoma, dependendo somente de uma conscientização prévia da comunidade acadêmica sobre o mesmo.
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    A conscientização dosestudantes buscará, por um lado, mostrar como a doação e adoção de textos pode diminuir drasticamente a quantidade de fotocópias ao longo dos anos. Por outro lado, os estudantes que adotarem seus textos na central da campanha irão economizar seu dinheiro, que poderá ser investido em outras necessidades acadêmicas. Além disso, o intercâmbio de textos promove mais do que a sustentabilidade da universidade e da sociedade, age como um elemento aglutinador entre os estudantes no universo acadêmico.
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    Para que issosurta efeito, muitas ações podem ser eficazes. A campanha pela adoção de textos deve ser aplicada de diversas maneiras: com cartazes, anúncios na rádio da universidade, “boca-a-boca” nas salas de aula e demais espaços acadêmicos etc. Tal como a ideia de sustentabilidade, as ações para que essa prática torne-se corriqueira na cultura moderna devem ser balizadas pelo entendimento de que não é fácil mudar hábitos e costumes culturais: mas não é impossível! Vamos abraçar essa causa!