CRISE NO VAREJOCRISE NO VAREJO
Categoria: Comunicação nas crisesCategoria: Comunicação nas crises
EmpresariaisEmpresariais
Descrição da CriseDescrição da Crise
O caso tirou a CASA&VIDEO das páginas de Economia e
Negócios dos meios de comunicação e transferiu o foco
para o noticiário policial.
As contas bancárias do grupo, então com 69 lojas no Rio,
sete no Espírito Santo e uma em Minas Gerais, foram
bloqueadas.
Os efeitos da ação federal foram percebidos pelos clientes
apenas em janeiro. Sem dinheiro em caixa para comprar
novos produtos e com o estoque baixo na central de
distribuição, o desabastecimento ficou transparente nas
prateleiras das lojas. Os cartões de crédito deixaram de
ser aceitos. Compras, só com pagamento à vista.
Foram demitidos perto de 3 mil funcionários, entre fixos e
contratados temporários. Oito lojas fecharam as portas.
Em fevereiro de 2009, a empresa entrou com pedido de
recuperação judicial na 5ª Vara da Fazenda do Rio de
Janeiro.
A FSB Comunicações assumiu o gerenciamento da crise
em meados de março de 2009, momento no qual as
notícias negativas começavam a desgastar o maior
patrimônio do grupo, a marca CASA&VIDEO.
As reportagens sobre a empresa não abandonavam os
espaços policiais na mídia. Eventuais reportagens ou
textos publicados nas seções de Economia e Negócios de
jornais, revistas e sites destacavam as suspeitas
levantadas pela Operação Negócio da China contra os
principais executivos do grupo.
O desabastecimento das lojas era outro tema de notícias.
As notícias eram negativas, tanto na mídia convencional
quanto na digital.
Nas redes sociais, as referências eram as piores e a cada
comentário crítico dezenas de outros se somavam.
A FSB foi contratada por Fernando Luzio, então gestor da
rede de varejo, que administrava a crise sob a orientação
da Alvarez&Marsal, empresa de consultoria internacional.
Estratégia de ComunicaçãoEstratégia de Comunicação
A avaliação da FSB no momento de sua contratação foi a
de que os 50 dias seguintes seriam estratégicos para a
sobrevivência ou a morte da CASA&VIDEO.
Era o período em que se imaginava que seria realizada a
assembléia de credores, para aprovar ou recusar o plano
de recuperação judicial da empresa. Sem ele, a
CASA&VIDEOestava fadada a desaparecer.
A decisão foi desenvolver um planejamento para esse
período: o Plano de Comunicação Estratégica – 50 Dias.
Incluiu uma série de ações que visavam a divulgar uma
sequência de boas notícias sobre a recuperação da rede.
Ações de ComunicaçãoAções de Comunicação
O objetivo era mostrar aos credores, cujo voto era
fundamental para a aprovação do plano de recuperação
judicial, a viabilidade das operações da empresa. E
também motivá-los a manter o fornecimento dos produtos
e o sortimento de ofertas para recuperar a queda inicial do
consumo.
As ações destinaram-se ainda a manter a confiança do
cliente da CASA&VIDEO e a motivá-lo a continuar a
adquirir produtos nas lojas da rede.
Para isso, era fundamental tirar a CASA&VIDEO das
páginas policiais e levá-la de volta aos cadernos de
Economia e Negócios
Públicos-alvoPúblicos-alvo
Tal planejamento de comunicação dirigiu-se
especialmente a:
Judiciário
Clientes e
população
emgeral
Futuros
Investidores
Funcionários e
ex- funcionários
Fornecedore
s/
Credores
Jornalistas-
colunistas
Imprensa e sites
de noticiários
emtempo real
Mensagens-chaveMensagens-chave
A partir da definição e análise das forças e oportunidades
e das fraquezas e ameaças à CASA&VIDEO no período, o
plano estabeleceu mensagens para reforçar o discurso
dos novos gestores do grupo durante o período.
Como o prazo era extremamente curto, o foco nas
mensagens-chave ganhava importância estratégica para
influenciar a visão do público e garantir a compreensão do
novo posicionamento da rede. Não havia tempo a perder.
• É uma das maiores redes de varejo do Rio e
ocupa um espaço único no mercado.
• Beneficia o cliente porque estimula a boa
concorrência no mercado com preços mais
competitivos e atraentes para o consumidor.
• Importante geradora de empregos para o
Estado.
Os concorrentes não ocuparam o espaço da
CASA&VIDEO porque a rede de varejo desenvolveu
um kno w-ho w, uma inteligência, que cativou o carioca.
Kno w-ho w, aliás, que foi objeto de propostas de
compra de grandes grupos varejistas nacionais durante
o maior período de crise, entre janeiro e março.
As mensagens ganharam impacto e ressonância ao
serem incluídas em discursos, conversas e entrevistas
dos responsáveis pela recuperação da rede.
A ação foi complementada pela estratégia de
divulgação de uma “agenda positiva” sobre a
CASA&VIDEO, que ajudou a reforçar os conceitos
definidos no Plano de Comunicação Estratégica – 50
Dias.
Recursos EmpregadosRecursos Empregados
TREINAMENTOTREINAMENTO
Um media training preparou o presidente da
CASA&VIDEO para responder quaisquer perguntas de
jornalistas durante o período, das corriqueiras às mais
complicadas. Vale lembrar que a “agenda negativa” ainda
estava muito fresca na cabeça dos repórteres.
Além disso, antes de cada pauta e de cada entrevista, o
dirigente da empresa era exaustivamente treinado para se
sair bem em qualquer tipo de pergunta ou dúvida
levantada por repórteres, colunistas ou dirigentes de meios
de comunicação. Havia a preocupação permanente de
atualizá-lo sobre os temas do momento.
DIVULGAÇÃODEDIVULGAÇÃODE
COMUNICADOCOMUNICADO
No dia 20 de março foi
executada a primeira ação
positiva de comunicação
durante a crise: o anúncio de
que a CASA&VIDEO voltara a
aceitar cartões de crédito e
débito nas compras,
suspensos desde o início de
fevereiro. Várias entrevistas
foram solicitadas e concedidas
pelo presidente da
CASA&VIDEO.
Este anúncio marcou o
começo da virada!
SUGESTÃO DE PAUTAS POSITIVASSUGESTÃO DE PAUTAS POSITIVAS
Ao longo dos meses seguintes, a FSB Comunicações
sugeriu pautas e atraiu jornais e revistas especializadas
para temas que reforçaram a imagem do cliente como um
integrante do varejo que atravessava a crise com
segurança, superava obstáculos e se transformava no
único caso de rede do setor que sobrevivera à tempestade
e mantivera sua posição, ao contrário de Arapuã e Mesbla,
só para citar duas, que efetivamente faliram e
desapareceram.
Além disso, a CASA&VIDEO tornou-se exemplo bem
sucedido de empresa em processo de recuperação judicial
pelo qual, até então, poucas companhias tinham
atravessado. No setor de varejo, o caso foi inédito.
MONITORAMENTO DE REDES SOCIAISMONITORAMENTO DE REDES SOCIAIS
A FSB Digital colocou em execução um plano de
monitoramento das redes sociais que permitiu à empresa
atuar para evitar a disseminação de informações negativas
e esclarecer de forma rápida a seus clientes.
As 300 menções mais negativas sobre a rede foram
analisadas pela FSB Digital e geraram um relatório
apresentado ao presidente da empresa.
BOOKEXPLICATIVOBOOKEXPLICATIVO
A CASA&VIDEO ganhava sempre que conseguia mostrar
a seu interlocutor que a proposta de recuperação judicial
era viável e teria a capacidade de garantir a sobrevivência
da rede.
Foi criado então um bo o k, a ser encaminhado a credores e
jornalistas, explicando em detalhes o plano de
recuperação judicial, com informações didáticas sobre o
processo, o novo modelo de gestão corporativa implantado
na empresa pelo novo gestor e números sobre o
desempenho do grupo no mercado.
A RECUPERAÇÃONOSITEA RECUPERAÇÃONOSITE
Dentro da estratégia de informar cada vez mais sobre
o processo, este material didático ganhou também
uma área no site da empresa, especialmente para
sanar dúvidas de fornecedores/credores e de
jornalistas.
LINHA DIRETA DOLINHA DIRETA DO
PRESIDENTEPRESIDENTE
Uma carta semanal,
assinada pelo presidente da
empresa, era divulgada no
endereço do site da
empresa. Ali ele listava os
avanços da semana e
sanava dúvidas de
fornecedores e
funcionários.
ENCONTROS COMJORNALISTASENCONTROS COMJORNALISTAS
Uma lista de encontros com direção de jornais e revistas e
colunistas de economia foi seguida à risca ao longo dos
meses até a assembléia de credores, especialmente com
os principais veículos de comunicação do Rio – O G lo bo ,
O Dia e Extra – e jornais e revistas especializados, como
Valo r Eco nô m ico e Isto É Dinhe iro .
O objetivo era garantir a transmissão de nossas
mensagens aos dois principais públicos-alvo:
consumidores, majoritariamente concentrados no Rio de
Janeiro, e fornecedores/credores, muitos instalados em
São Paulo.
Resultados alcançadosResultados alcançados
Entre março e setembro de 2009, foram publicadas 75
matérias sobre a CASA&VIDEO, em 27 veículos
diferentes, com alcance estimado em mais de 4 milhões
de leitores.
Um resultado importante: do total, apenas 13 textos
fizeram alusão à Operação Negócio da China, numa clara
evidência de que o gerenciamento de crise obteve os
resultados programados pelo planejamento da FSB.
Depois da primeira boa
notícia, a volta dos cartões de
crédito (conforme reportagem
ao lado), a seguinte, a
demissão de mais 600
funcionários, graças à ação
ativa da FSB que divulgou
release com a notícia,
mereceu destaque
secundário nos meios de
comunicação. Ali explicava-
se que a decisão era uma
ação extrema e necessária
para levar a bom termo o
plano de recuperação judicial.
A visita de Fernando
Luzio, então presidente da
CASA&VIDEO, à direção
dos veículos de
comunicação rendeu
pautas favoráveis à
empresa, com o anúncio
da volta das promoções,
com destaque em O Dia.
Encontros programados com colunistas e a negociação
de pautas exclusivas para cada veículo ao longo dos
meses permitiram resultados favoráveis ao cliente. A
cada contato, uma notícia exclusiva abria espaços em
colunas e nas páginas de Economia dos meios de
comunicação para as notícias e números positivos da
rede de lojas de varejo.
Artigo do presidente Fernando Luzio sobre a gestão
estratégica de crise foi publicado no Jo rnal do Brasil.
Os advogados da empresa, Flávio Galdino e Bernardo
Carneiro, tiveram artigo sobre recuperação judicial
publicado no Valo r Eco nô m ico .
Graças a um intensivo trabalho de divulgação, sites e
jornais deram espaço generoso para noticiar a realização
da assembléia no dia anterior, no dia e no seguinte ao do
encontro, 8 e 9 de setembro do ano passado.
Depois da votação, o atual
e o futuro presidente da
CASA&VIDEO Rio de
Janeiro – empresa criada
com o plano – deram
entrevistas que receberam
destaque nos jornais do dia
seguinte e nos serviços de
tempo real on-line no
mesmo dia.
Convertido em valor publicitário, o espaço conquistado
pela CASA&VIDEO na mídia, durante o gerenciamento
de crise colocado em prática pela FSB, esteve em torno
de R$ 778 mil, retorno bem superior ao investimento da
rede na estratégia de comunicação.
As notícias publicadas por intervenção direta da FSB –
releases, contatos diretos com jornalistas, relações
públicas com diretores de redações, acompanhamento
de entrevistas ou ação reativa à demanda da mídia –
ajudaram a CASA&VIDEO a chegar à assembléia de
credores com a marca preservada e de volta ao seleto
grupo de empresas de varejo que são referência para
repórteres e colunistas de Economia, Negócios e
Finanças.
O Plano de Recuperação Judicial foi aprovado por 90%
dos credores da empresa em assembléia no dia 9 de
setembro.
A estratégia de comunicação desenvolvida pela FSB
colaborou para que a CASA&VIDEO seja o ÚNICO caso
de recuperação judicial bem sucedido no varejo brasileiro.
A empresa fechou seu ciclo com um faturamento
equivalente a 65% do ano anterior. Em parte devido à
crise de imagem, em parte devido à crise econômica
mundial. Um resultado que foi comemorado
internamente pelo gestor da crise, Fernando Luzio, pelo
novo administrador, Fábio Carvalho, e pelos consultores
como sinal de que os meses de turbulência estavam
efetivamente superados.
A CASA&VIDEO Rio de Janeiro LTDA, empresa que
nasceu com a aprovação do plano, contratou a FSB
como sua agência de comunicação em 2010.
A nova CASA&VIDEOA nova CASA&VIDEO
www.ciencianasnuvens.com.brwww.ciencianasnuvens.com.br
Grato pelaGrato pela
presençapresença
Case Casa&Vídeo

Case Casa&Vídeo

  • 2.
    CRISE NO VAREJOCRISENO VAREJO Categoria: Comunicação nas crisesCategoria: Comunicação nas crises EmpresariaisEmpresariais
  • 3.
    Descrição da CriseDescriçãoda Crise O caso tirou a CASA&VIDEO das páginas de Economia e Negócios dos meios de comunicação e transferiu o foco para o noticiário policial. As contas bancárias do grupo, então com 69 lojas no Rio, sete no Espírito Santo e uma em Minas Gerais, foram bloqueadas.
  • 4.
    Os efeitos daação federal foram percebidos pelos clientes apenas em janeiro. Sem dinheiro em caixa para comprar novos produtos e com o estoque baixo na central de distribuição, o desabastecimento ficou transparente nas prateleiras das lojas. Os cartões de crédito deixaram de ser aceitos. Compras, só com pagamento à vista.
  • 5.
    Foram demitidos pertode 3 mil funcionários, entre fixos e contratados temporários. Oito lojas fecharam as portas. Em fevereiro de 2009, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial na 5ª Vara da Fazenda do Rio de Janeiro.
  • 6.
    A FSB Comunicaçõesassumiu o gerenciamento da crise em meados de março de 2009, momento no qual as notícias negativas começavam a desgastar o maior patrimônio do grupo, a marca CASA&VIDEO. As reportagens sobre a empresa não abandonavam os espaços policiais na mídia. Eventuais reportagens ou textos publicados nas seções de Economia e Negócios de jornais, revistas e sites destacavam as suspeitas levantadas pela Operação Negócio da China contra os principais executivos do grupo. O desabastecimento das lojas era outro tema de notícias.
  • 7.
    As notícias eramnegativas, tanto na mídia convencional quanto na digital. Nas redes sociais, as referências eram as piores e a cada comentário crítico dezenas de outros se somavam. A FSB foi contratada por Fernando Luzio, então gestor da rede de varejo, que administrava a crise sob a orientação da Alvarez&Marsal, empresa de consultoria internacional.
  • 8.
    Estratégia de ComunicaçãoEstratégiade Comunicação A avaliação da FSB no momento de sua contratação foi a de que os 50 dias seguintes seriam estratégicos para a sobrevivência ou a morte da CASA&VIDEO. Era o período em que se imaginava que seria realizada a assembléia de credores, para aprovar ou recusar o plano de recuperação judicial da empresa. Sem ele, a CASA&VIDEOestava fadada a desaparecer. A decisão foi desenvolver um planejamento para esse período: o Plano de Comunicação Estratégica – 50 Dias. Incluiu uma série de ações que visavam a divulgar uma sequência de boas notícias sobre a recuperação da rede.
  • 9.
    Ações de ComunicaçãoAçõesde Comunicação O objetivo era mostrar aos credores, cujo voto era fundamental para a aprovação do plano de recuperação judicial, a viabilidade das operações da empresa. E também motivá-los a manter o fornecimento dos produtos e o sortimento de ofertas para recuperar a queda inicial do consumo. As ações destinaram-se ainda a manter a confiança do cliente da CASA&VIDEO e a motivá-lo a continuar a adquirir produtos nas lojas da rede. Para isso, era fundamental tirar a CASA&VIDEO das páginas policiais e levá-la de volta aos cadernos de Economia e Negócios
  • 10.
    Públicos-alvoPúblicos-alvo Tal planejamento decomunicação dirigiu-se especialmente a: Judiciário Clientes e população emgeral Futuros Investidores Funcionários e ex- funcionários Fornecedore s/ Credores Jornalistas- colunistas Imprensa e sites de noticiários emtempo real
  • 11.
    Mensagens-chaveMensagens-chave A partir dadefinição e análise das forças e oportunidades e das fraquezas e ameaças à CASA&VIDEO no período, o plano estabeleceu mensagens para reforçar o discurso dos novos gestores do grupo durante o período. Como o prazo era extremamente curto, o foco nas mensagens-chave ganhava importância estratégica para influenciar a visão do público e garantir a compreensão do novo posicionamento da rede. Não havia tempo a perder.
  • 12.
    • É umadas maiores redes de varejo do Rio e ocupa um espaço único no mercado. • Beneficia o cliente porque estimula a boa concorrência no mercado com preços mais competitivos e atraentes para o consumidor. • Importante geradora de empregos para o Estado.
  • 13.
    Os concorrentes nãoocuparam o espaço da CASA&VIDEO porque a rede de varejo desenvolveu um kno w-ho w, uma inteligência, que cativou o carioca. Kno w-ho w, aliás, que foi objeto de propostas de compra de grandes grupos varejistas nacionais durante o maior período de crise, entre janeiro e março.
  • 14.
    As mensagens ganharamimpacto e ressonância ao serem incluídas em discursos, conversas e entrevistas dos responsáveis pela recuperação da rede. A ação foi complementada pela estratégia de divulgação de uma “agenda positiva” sobre a CASA&VIDEO, que ajudou a reforçar os conceitos definidos no Plano de Comunicação Estratégica – 50 Dias.
  • 15.
    Recursos EmpregadosRecursos Empregados TREINAMENTOTREINAMENTO Ummedia training preparou o presidente da CASA&VIDEO para responder quaisquer perguntas de jornalistas durante o período, das corriqueiras às mais complicadas. Vale lembrar que a “agenda negativa” ainda estava muito fresca na cabeça dos repórteres. Além disso, antes de cada pauta e de cada entrevista, o dirigente da empresa era exaustivamente treinado para se sair bem em qualquer tipo de pergunta ou dúvida levantada por repórteres, colunistas ou dirigentes de meios de comunicação. Havia a preocupação permanente de atualizá-lo sobre os temas do momento.
  • 16.
    DIVULGAÇÃODEDIVULGAÇÃODE COMUNICADOCOMUNICADO No dia 20de março foi executada a primeira ação positiva de comunicação durante a crise: o anúncio de que a CASA&VIDEO voltara a aceitar cartões de crédito e débito nas compras, suspensos desde o início de fevereiro. Várias entrevistas foram solicitadas e concedidas pelo presidente da CASA&VIDEO. Este anúncio marcou o começo da virada!
  • 17.
    SUGESTÃO DE PAUTASPOSITIVASSUGESTÃO DE PAUTAS POSITIVAS Ao longo dos meses seguintes, a FSB Comunicações sugeriu pautas e atraiu jornais e revistas especializadas para temas que reforçaram a imagem do cliente como um integrante do varejo que atravessava a crise com segurança, superava obstáculos e se transformava no único caso de rede do setor que sobrevivera à tempestade e mantivera sua posição, ao contrário de Arapuã e Mesbla, só para citar duas, que efetivamente faliram e desapareceram. Além disso, a CASA&VIDEO tornou-se exemplo bem sucedido de empresa em processo de recuperação judicial pelo qual, até então, poucas companhias tinham atravessado. No setor de varejo, o caso foi inédito.
  • 18.
    MONITORAMENTO DE REDESSOCIAISMONITORAMENTO DE REDES SOCIAIS A FSB Digital colocou em execução um plano de monitoramento das redes sociais que permitiu à empresa atuar para evitar a disseminação de informações negativas e esclarecer de forma rápida a seus clientes. As 300 menções mais negativas sobre a rede foram analisadas pela FSB Digital e geraram um relatório apresentado ao presidente da empresa.
  • 20.
    BOOKEXPLICATIVOBOOKEXPLICATIVO A CASA&VIDEO ganhavasempre que conseguia mostrar a seu interlocutor que a proposta de recuperação judicial era viável e teria a capacidade de garantir a sobrevivência da rede. Foi criado então um bo o k, a ser encaminhado a credores e jornalistas, explicando em detalhes o plano de recuperação judicial, com informações didáticas sobre o processo, o novo modelo de gestão corporativa implantado na empresa pelo novo gestor e números sobre o desempenho do grupo no mercado.
  • 22.
    A RECUPERAÇÃONOSITEA RECUPERAÇÃONOSITE Dentroda estratégia de informar cada vez mais sobre o processo, este material didático ganhou também uma área no site da empresa, especialmente para sanar dúvidas de fornecedores/credores e de jornalistas.
  • 23.
    LINHA DIRETA DOLINHADIRETA DO PRESIDENTEPRESIDENTE Uma carta semanal, assinada pelo presidente da empresa, era divulgada no endereço do site da empresa. Ali ele listava os avanços da semana e sanava dúvidas de fornecedores e funcionários.
  • 24.
    ENCONTROS COMJORNALISTASENCONTROS COMJORNALISTAS Umalista de encontros com direção de jornais e revistas e colunistas de economia foi seguida à risca ao longo dos meses até a assembléia de credores, especialmente com os principais veículos de comunicação do Rio – O G lo bo , O Dia e Extra – e jornais e revistas especializados, como Valo r Eco nô m ico e Isto É Dinhe iro . O objetivo era garantir a transmissão de nossas mensagens aos dois principais públicos-alvo: consumidores, majoritariamente concentrados no Rio de Janeiro, e fornecedores/credores, muitos instalados em São Paulo.
  • 25.
    Resultados alcançadosResultados alcançados Entremarço e setembro de 2009, foram publicadas 75 matérias sobre a CASA&VIDEO, em 27 veículos diferentes, com alcance estimado em mais de 4 milhões de leitores. Um resultado importante: do total, apenas 13 textos fizeram alusão à Operação Negócio da China, numa clara evidência de que o gerenciamento de crise obteve os resultados programados pelo planejamento da FSB.
  • 27.
    Depois da primeiraboa notícia, a volta dos cartões de crédito (conforme reportagem ao lado), a seguinte, a demissão de mais 600 funcionários, graças à ação ativa da FSB que divulgou release com a notícia, mereceu destaque secundário nos meios de comunicação. Ali explicava- se que a decisão era uma ação extrema e necessária para levar a bom termo o plano de recuperação judicial.
  • 28.
    A visita deFernando Luzio, então presidente da CASA&VIDEO, à direção dos veículos de comunicação rendeu pautas favoráveis à empresa, com o anúncio da volta das promoções, com destaque em O Dia.
  • 29.
    Encontros programados comcolunistas e a negociação de pautas exclusivas para cada veículo ao longo dos meses permitiram resultados favoráveis ao cliente. A cada contato, uma notícia exclusiva abria espaços em colunas e nas páginas de Economia dos meios de comunicação para as notícias e números positivos da rede de lojas de varejo. Artigo do presidente Fernando Luzio sobre a gestão estratégica de crise foi publicado no Jo rnal do Brasil. Os advogados da empresa, Flávio Galdino e Bernardo Carneiro, tiveram artigo sobre recuperação judicial publicado no Valo r Eco nô m ico .
  • 30.
    Graças a umintensivo trabalho de divulgação, sites e jornais deram espaço generoso para noticiar a realização da assembléia no dia anterior, no dia e no seguinte ao do encontro, 8 e 9 de setembro do ano passado. Depois da votação, o atual e o futuro presidente da CASA&VIDEO Rio de Janeiro – empresa criada com o plano – deram entrevistas que receberam destaque nos jornais do dia seguinte e nos serviços de tempo real on-line no mesmo dia.
  • 31.
    Convertido em valorpublicitário, o espaço conquistado pela CASA&VIDEO na mídia, durante o gerenciamento de crise colocado em prática pela FSB, esteve em torno de R$ 778 mil, retorno bem superior ao investimento da rede na estratégia de comunicação. As notícias publicadas por intervenção direta da FSB – releases, contatos diretos com jornalistas, relações públicas com diretores de redações, acompanhamento de entrevistas ou ação reativa à demanda da mídia – ajudaram a CASA&VIDEO a chegar à assembléia de credores com a marca preservada e de volta ao seleto grupo de empresas de varejo que são referência para repórteres e colunistas de Economia, Negócios e Finanças.
  • 33.
    O Plano deRecuperação Judicial foi aprovado por 90% dos credores da empresa em assembléia no dia 9 de setembro. A estratégia de comunicação desenvolvida pela FSB colaborou para que a CASA&VIDEO seja o ÚNICO caso de recuperação judicial bem sucedido no varejo brasileiro.
  • 35.
    A empresa fechouseu ciclo com um faturamento equivalente a 65% do ano anterior. Em parte devido à crise de imagem, em parte devido à crise econômica mundial. Um resultado que foi comemorado internamente pelo gestor da crise, Fernando Luzio, pelo novo administrador, Fábio Carvalho, e pelos consultores como sinal de que os meses de turbulência estavam efetivamente superados. A CASA&VIDEO Rio de Janeiro LTDA, empresa que nasceu com a aprovação do plano, contratou a FSB como sua agência de comunicação em 2010.
  • 36.
    A nova CASA&VIDEOAnova CASA&VIDEO
  • 37.