CAPÍTULO 1...
DEMONIZAÇÃO DO ESTUDO BÍBLICO
Para que a Teologia da Enganação tenha sucesso dentro de uma certa
igreja evangélica, faz-se necessário que os membros de tal igreja sejam
desestimulados ao estudo sistemático das Escrituras Sagradas. A Bíblia
Evangélica tem 66 livros, sendo 39 pertencentes ao Antigo Testamento e 27 ao
Novo Testamento e o estudo bíblico permite que o cristão aprenda a discernir o
que a Bíblia diz e principalmente, aquilo que a Bíblia não diz. Por esse motivo,
quem estuda a Bíblia Sagrada dificilmente será enganado ou manipulado por
líderes religiosos mal intencionados, que costumam distorcer textos bíblicos, a
fim de justificar suas aberrações teológicas, que visam o lucro e a manutenção
do poder.
Infelizmente, grande parte dos evangélicos brasileiros nunca leram toda
a Bíblia e muitos não conseguiriam, sequer, citar quais livros fazem parte das
Escrituras, na ordem em que aparecem na Bíblia. Aliás, uma das primeiras
coisas que aprendi na Escola Bíblica Dominical, logo após a minha conversão,
foi a sucessão dos livros presentes na Bíblia, com o objetivo de facilitar o
manuseio da própria Bíblia, além de achar com mais facilidade, textos
utilizados durante a ministração de um sermão. O que me deixa mais surpreso
é que muitos pastores, bispos e líderes religiosos evangélicos não sabem dizer
quais são os livros que compõem as Escrituras bíblicas e se não conhecem
nem isso, então, como podem assumir a liderança de uma igreja? Digo isso,
pois, como alguém vai ensinar algo que não conhece? Como um pastor com
esse perfil poderá identificar heresias e refreá-las, biblicamente falando, para
que o rebanho não seja contaminado com tais heresias?
A questão principal é a seguinte:
É mais fácil manipular pessoas que nada ou pouco conhecem das
Escrituras Sagradas. O brasileiro, em si, lê pouco e os evangélicos, também
não se motivam a ler a Bíblia toda. Existem igrejas / congregações que chegam
a proibir o estudo sistemático das Escrituras, afirmando que tudo se resume a
jejum e a oração, colocando a Bíblia em segundo plano. Daí, temos pregadores
que dizem revelar a vontade de Deus através de um sermão, sem ao menos,
conseguir fazer uma exegese correta da passagem bíblica utilizada. E como
tudo ocorre na base da “revelação” (para esses pregadores / anciãos), então, a
igreja torna-se alvo de distorções teológicas, heresias e manipulações textuais
que só contribuem para aumentar a “liberalidade financeira” dos fiéis, bem
como a submissão desses com os seus líderes “ungidos”.
Uma das matérias ensinadas num curso teológico é a chamada
Hermenêutica, que se aplica a correta interpretação das Escrituras. Dentro da
Hermenêutica, temos algumas regras que nos ensinam a interpretar os textos
bíblicos, respeitando, inclusive, o contexto em que tais textos ocorrem. Texto
fora de contexto é pretexto para heresia, como costumam dizer os estudantes
de Teologia e é exatamente isso que fazem os disseminadores e praticantes da
Teologia da Enganação, que precisam desinformar a fim de dominar a mente
bem intencionada dos membros de sua igreja. A ignorância é lucrativa para os
manipuladores, pois, quanto mais crédulos e menos questionadores forem os
fiéis, mais facilmente acreditarão nas mentiras de seus líderes religiosos.
Dentre os vários jargões utilizados pelos defensores da Teologia da
Enganação, temos:
- A letra mata.
- Deus revela a Palavra e não precisa estudá-la.
- A Teologia apaga o Espírito.
- Etc.
Enfim, desculpas para justificar a falta de estudo bíblico não faltam para
os líderes manipuladores, que querem “imbecilizar” o rebanho, com o intuito de
sujeitá-los aos objetivos nada cristãos da liderança “ungida”. Igreja que lê a
Bíblia e que busca entendê-la, constitui uma pedra de tropeço para os
praticantes da Teologia da Enganação, pois, quem conhece as Escrituras
questiona, pergunta, critica, debate e expõe os heresiarcas, que distorcem os
textos bíblicos ao seu bel prazer.
Outra forma de desestimular o estudo bíblico e a leitura sistemática das
Escrituras é usar o maior tempo do culto com louvor, oração e testemunhos,
dando à Palavra, um espaço de tempo bem reduzido. Essa é uma forma
bastante eficaz para que um líder eclesiástico ensine ao seu rebanho, que não
se deve gastar muito tempo com o aprendizado da Palavra de Deus.
Em tais igrejas, costuma-se enfatizar (em detrimento da Palavra):
- Busca de poder (espiritual).
- Busca dos dons do Espírito.
- Jejum.
- Oração.
- Vigílias.
- Orações no “monte”.
- Uso de objetos (supostamente) ungidos.
- Louvor.
- Testemunhos.
- Votos ($$$) de sacrifício.
- Uso de utensílios próprios do Judaísmo (Arca da Aliança, por exemplo).
- Enfim, fazem uso de todas essas práticas e de muitas outras, com o
objetivo de não sobrar muito tempo para o estudo das Escrituras, de fato. Não
tenho nada contra jejum, oração, busca dos dons espirituais, testemunhos,
louvores e vigílias, mas sim, do uso de tudo isso como subterfúgio, a fim de
minimizar o valor do estudo bíblico, colocando-se assim, a Palavra em segundo
plano. Para efeito de informação, não sou a favor de votos ($$$) de sacrifício,
uso de objetos “ungidos” e nem do uso de utensílios que façam alusão ao
Judaísmo (dentro do meio cristão), pois, a meu ver, tais práticas promovem o
ensino de heresias, que abrem espaço, inclusive, para a exploração financeira
em nome da fé.
Mas, o que a Bíblia diz sobre tudo isso?
1 - O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu
rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas
sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus,
também eu me esquecerei de teus filhos (Oséias 4:6).
Viram?
A falta do conhecimento de Deus é algo capaz de destruir o povo de Deus.
2 - Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora como no dia da
eternidade. Amém! (2 Pedro 3:18).
Ou seja, a própria Bíblia nos diz que devemos crescer no CONHECIMENTO e
a única forma de crescermos no conhecimento de nosso Senhor Jesus é
através do estudo bíblico.
3 – E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com
Deus e os homens (Lucas 2:52).
O próprio Jesus cresceu em sabedoria, o que também é adquirido através do
estudo da Palavra de Deus.
Recapitulando:
- A Teologia da Enganação só dá certo em igrejas / congregações que
desestimulam o estudo bíblico.
- A demonização do estudo teológico é uma das táticas dos adeptos da
Teologia da Enganação.
- Deixar pouco espaço para a pregação bíblica (durante um culto) é uma das
formas eficazes de desestimular o estudo das Escrituras.
- A falta de estudo da Bíblia abre espaço para a entrada de heresias na Igreja.
- A Bíblia nos estimula a estudarmos as Escrituras, de forma sistemática e
contínua, ou seja, estudo bíblico é algo que agrada ao Deus Vivo.
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:
Bíblia Sagrada – Harpa Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida –
Edição Revista e Corrigida, 4ª edição. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil,
Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2009. 1920 p.
LUND, E; NELSON, P.C. Hermenêutica: regras de interpretação das Sagradas
Escrituras. Traduzido por Etuvino Adiers da 7ª edição do original castelhano:
HERMENÊUTICA - Regras de Interpretação das Sagradas Escrituras ©
EDITORA VIDA, 1968 Miami, Florida 33167 – E.U.A.. Disponível em: <
https://pt.calameo.com/read/0049724006ce549cc06a8 >. Acesso em: 23 jul.
2022.

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  • 1.
    CAPÍTULO 1... DEMONIZAÇÃO DOESTUDO BÍBLICO Para que a Teologia da Enganação tenha sucesso dentro de uma certa igreja evangélica, faz-se necessário que os membros de tal igreja sejam desestimulados ao estudo sistemático das Escrituras Sagradas. A Bíblia Evangélica tem 66 livros, sendo 39 pertencentes ao Antigo Testamento e 27 ao Novo Testamento e o estudo bíblico permite que o cristão aprenda a discernir o que a Bíblia diz e principalmente, aquilo que a Bíblia não diz. Por esse motivo, quem estuda a Bíblia Sagrada dificilmente será enganado ou manipulado por líderes religiosos mal intencionados, que costumam distorcer textos bíblicos, a fim de justificar suas aberrações teológicas, que visam o lucro e a manutenção do poder. Infelizmente, grande parte dos evangélicos brasileiros nunca leram toda a Bíblia e muitos não conseguiriam, sequer, citar quais livros fazem parte das Escrituras, na ordem em que aparecem na Bíblia. Aliás, uma das primeiras coisas que aprendi na Escola Bíblica Dominical, logo após a minha conversão, foi a sucessão dos livros presentes na Bíblia, com o objetivo de facilitar o manuseio da própria Bíblia, além de achar com mais facilidade, textos utilizados durante a ministração de um sermão. O que me deixa mais surpreso é que muitos pastores, bispos e líderes religiosos evangélicos não sabem dizer quais são os livros que compõem as Escrituras bíblicas e se não conhecem nem isso, então, como podem assumir a liderança de uma igreja? Digo isso, pois, como alguém vai ensinar algo que não conhece? Como um pastor com esse perfil poderá identificar heresias e refreá-las, biblicamente falando, para que o rebanho não seja contaminado com tais heresias? A questão principal é a seguinte: É mais fácil manipular pessoas que nada ou pouco conhecem das Escrituras Sagradas. O brasileiro, em si, lê pouco e os evangélicos, também não se motivam a ler a Bíblia toda. Existem igrejas / congregações que chegam a proibir o estudo sistemático das Escrituras, afirmando que tudo se resume a jejum e a oração, colocando a Bíblia em segundo plano. Daí, temos pregadores que dizem revelar a vontade de Deus através de um sermão, sem ao menos, conseguir fazer uma exegese correta da passagem bíblica utilizada. E como tudo ocorre na base da “revelação” (para esses pregadores / anciãos), então, a igreja torna-se alvo de distorções teológicas, heresias e manipulações textuais que só contribuem para aumentar a “liberalidade financeira” dos fiéis, bem como a submissão desses com os seus líderes “ungidos”. Uma das matérias ensinadas num curso teológico é a chamada Hermenêutica, que se aplica a correta interpretação das Escrituras. Dentro da Hermenêutica, temos algumas regras que nos ensinam a interpretar os textos bíblicos, respeitando, inclusive, o contexto em que tais textos ocorrem. Texto fora de contexto é pretexto para heresia, como costumam dizer os estudantes de Teologia e é exatamente isso que fazem os disseminadores e praticantes da Teologia da Enganação, que precisam desinformar a fim de dominar a mente
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    bem intencionada dosmembros de sua igreja. A ignorância é lucrativa para os manipuladores, pois, quanto mais crédulos e menos questionadores forem os fiéis, mais facilmente acreditarão nas mentiras de seus líderes religiosos. Dentre os vários jargões utilizados pelos defensores da Teologia da Enganação, temos: - A letra mata. - Deus revela a Palavra e não precisa estudá-la. - A Teologia apaga o Espírito. - Etc. Enfim, desculpas para justificar a falta de estudo bíblico não faltam para os líderes manipuladores, que querem “imbecilizar” o rebanho, com o intuito de sujeitá-los aos objetivos nada cristãos da liderança “ungida”. Igreja que lê a Bíblia e que busca entendê-la, constitui uma pedra de tropeço para os praticantes da Teologia da Enganação, pois, quem conhece as Escrituras questiona, pergunta, critica, debate e expõe os heresiarcas, que distorcem os textos bíblicos ao seu bel prazer. Outra forma de desestimular o estudo bíblico e a leitura sistemática das Escrituras é usar o maior tempo do culto com louvor, oração e testemunhos, dando à Palavra, um espaço de tempo bem reduzido. Essa é uma forma bastante eficaz para que um líder eclesiástico ensine ao seu rebanho, que não se deve gastar muito tempo com o aprendizado da Palavra de Deus. Em tais igrejas, costuma-se enfatizar (em detrimento da Palavra): - Busca de poder (espiritual). - Busca dos dons do Espírito. - Jejum. - Oração. - Vigílias. - Orações no “monte”. - Uso de objetos (supostamente) ungidos. - Louvor. - Testemunhos. - Votos ($$$) de sacrifício. - Uso de utensílios próprios do Judaísmo (Arca da Aliança, por exemplo). - Enfim, fazem uso de todas essas práticas e de muitas outras, com o objetivo de não sobrar muito tempo para o estudo das Escrituras, de fato. Não tenho nada contra jejum, oração, busca dos dons espirituais, testemunhos,
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    louvores e vigílias,mas sim, do uso de tudo isso como subterfúgio, a fim de minimizar o valor do estudo bíblico, colocando-se assim, a Palavra em segundo plano. Para efeito de informação, não sou a favor de votos ($$$) de sacrifício, uso de objetos “ungidos” e nem do uso de utensílios que façam alusão ao Judaísmo (dentro do meio cristão), pois, a meu ver, tais práticas promovem o ensino de heresias, que abrem espaço, inclusive, para a exploração financeira em nome da fé. Mas, o que a Bíblia diz sobre tudo isso? 1 - O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos (Oséias 4:6). Viram? A falta do conhecimento de Deus é algo capaz de destruir o povo de Deus. 2 - Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém! (2 Pedro 3:18). Ou seja, a própria Bíblia nos diz que devemos crescer no CONHECIMENTO e a única forma de crescermos no conhecimento de nosso Senhor Jesus é através do estudo bíblico. 3 – E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lucas 2:52). O próprio Jesus cresceu em sabedoria, o que também é adquirido através do estudo da Palavra de Deus. Recapitulando: - A Teologia da Enganação só dá certo em igrejas / congregações que desestimulam o estudo bíblico. - A demonização do estudo teológico é uma das táticas dos adeptos da Teologia da Enganação. - Deixar pouco espaço para a pregação bíblica (durante um culto) é uma das formas eficazes de desestimular o estudo das Escrituras. - A falta de estudo da Bíblia abre espaço para a entrada de heresias na Igreja. - A Bíblia nos estimula a estudarmos as Escrituras, de forma sistemática e contínua, ou seja, estudo bíblico é algo que agrada ao Deus Vivo.
  • 4.
    BIBLIOGRAFIA UTILIZADA: Bíblia Sagrada– Harpa Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida – Edição Revista e Corrigida, 4ª edição. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2009. 1920 p. LUND, E; NELSON, P.C. Hermenêutica: regras de interpretação das Sagradas Escrituras. Traduzido por Etuvino Adiers da 7ª edição do original castelhano: HERMENÊUTICA - Regras de Interpretação das Sagradas Escrituras © EDITORA VIDA, 1968 Miami, Florida 33167 – E.U.A.. Disponível em: < https://pt.calameo.com/read/0049724006ce549cc06a8 >. Acesso em: 23 jul. 2022.