ANTERO DE ABREU 
Canto Anónimo 
De terra e nervos, eis de que sou feito, 
porque homem sou, homem simplesmente. 
saibam as estrelas o que penso, 
seja ou não seja o abismo imenso. 
quero elevar a minha voz, 
que foi feita para gritar, 
quero erguer os meus punhos, 
que foram feitos para bater ou perdoar, 
quero dirigir os meus pés 
pra onde a razão o ordenar. 
homem sou, homem simplesmente, 
quero para mim a vida, vivê-la inteiramente. 
e vós, estrelas, sabei isto que sei: 
de terra e nervos, eis de que sou feito. 
e seja ou não o abismo imenso. 
eu, homem, homem simplesmente, 
conquistar-vos-ei… Antero de Abreu

Canto anónimo

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    ANTERO DE ABREU Canto Anónimo De terra e nervos, eis de que sou feito, porque homem sou, homem simplesmente. saibam as estrelas o que penso, seja ou não seja o abismo imenso. quero elevar a minha voz, que foi feita para gritar, quero erguer os meus punhos, que foram feitos para bater ou perdoar, quero dirigir os meus pés pra onde a razão o ordenar. homem sou, homem simplesmente, quero para mim a vida, vivê-la inteiramente. e vós, estrelas, sabei isto que sei: de terra e nervos, eis de que sou feito. e seja ou não o abismo imenso. eu, homem, homem simplesmente, conquistar-vos-ei… Antero de Abreu