Manejo Sustentável doSolo
Práticas Conservacionistas
Práticas
Conservacionistas
Vegetativas
Edáficas
Mecânicas
Mais simples
Conjugada com as primeiras
4.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas
vegetativas
Práticas
edáficas
Práticas
mecânicas
Cobertura Vegetal
Infiltração de
água no solo
Escoamento
Superficial
Tipos de práticas conservacionistas
&
Estratégias conservacionistas
De Maria et al. (2019)
5.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Vegetativas:
Emprego de plantas (vivas ou seus resíduos) cultivadas ou não
no local.
❖ Cobertura morta;
❖ Cordões ou faixas de vegetação permanente;
❖ Cultivo em faixas;
❖ População de plantas;
❖ Plantas de cobertura do solo;
❖ Cultivo consorciado;
❖ Pastagem e SIPAS;
❖ Florestamento e Reflorestamento.
6.
Foto Ronan Souza
Mulch(palha) diretamente sobre o solo:
- Redução da energia cinética
- Mineralização
Cobertura morta
7.
Foto Ronan Souza
Quaisoutras vantagens???
- Redução da temperatura
- Redução da evaporação
- Aumento da infiltração de água
- Diversidade da Microfauna
Cobertura morta
Foto: Ronan Souza
Cordõesou faixas de vegetação permanente
Café
Gramínea
Escolha da espécie:
- Finalidade econômica;
- Crescimento rápido;
- Não prejudicar a cultura principal (sombra,
invasora e hospedeira);
- Perene.
10.
Foto: Ronan Souza
Acobertura vegetal tem efeito direto sobre a gota da chuva
- Densidade da vegetação
- Da arquitetura foliar
- Da altura do dossel
11.
Cultivo ou culturasem faixas
Alternância de culturas (espécies) ou de diferentes
manejos e épocas de plantio
Foto: Ronan Souza
Soja
Milho
12.
Cultivo ou culturasem faixas
Alternância de culturas (espécies) ou de diferentes
manejos e épocas de plantio
Foto: Ronan Souza
Soja
novembro Soja
dezembro
13.
Cultivo ou culturasem faixas
Soja
novembro Soja
dezembro
De Maria et al. (2019)
Manejo Sustentável doSolo
Ajustes no Adensamento de Plantas
Mesma população de plantas porém reduziu o espaçamento entre linhas e aumentou entre
plantas nas linhas
Cobertura mais uniforme do solo
16.
Manejo Sustentável doSolo
Plantas de cobertura de solo
20
25
30
60
70
80
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
Pueraria Soja Feijão Marandu Milho Trigo
Espécie
Relação C/N
17.
3.1.6 O preparodo solo
- aplicar calcário → 60-90dias antes do plantio
- pode ser dividida em etapas
- toda antes da aração + 2 gradagens
- a calagem antes do plantio é fundamental para corrigir camadas
subsuperficiais
Foto Ronan Souza
Planta de cobertura de solo
Importante:
Quantidade da palha
Qualidade da palha
18.
Manejo Sustentável doSolo
Cultivo consorciado
Duas ou mais espécies na mesma área, na
mesma época, com semeadura ou plantio
simultâneo, ou com pequena defasagem de
tempo entre uma época e outra (De Maria, et
al. 2019)
Manejo Sustentável doSolo
Pastagens e SIPAS
- Grande cobertura do solo
- Superlotação ou falta de manejo promovem a
degradação do solo
- Pastejo sob lotação rotacionada emite menos GEE.
- Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF
Pastagem ajudam a proteger o solo (cobertura
próxima da superfície) porém as perdas com águas
são maiores (compactação superficial)
30.
Exemplo:
Pastejo de ±3 dias
Descanso de 27
Ciclo de pastejo
3 dias de ocupação + 27 de descanso
= 30 dias
Ciclo de pastejo em 1 ano
365 dias ÷ 30 dias
12,2 ciclos de pastejo
Períodos de ocupação do piquete
12,2 ciclos de pastejo x 3 dias de ocupação
36,6 dias de ocupação/ano
365 - 36,6 dias de ocupação
328,4 dias de descanso
das plantas no piquete
1 2 3 4
6
5
7 8 9 10
1. De quantos dias é o ciclo de pastejo?
2. São quantos ciclos de pastejo em 1
ano?
3. O piquete 1 vai ser pastejado por
quantos dias em 1 ano?
4. O piquete 1 vai permanecer em
descanso por quantos dias em 1
ano?
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
31.
1,5 m
3 m10 m
Leste
Oeste
2 anos
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Vegetativas:
Cultivo em contorno
- Preparo e plantio em nível
- Deve estar associada as demais práticas
- Há redução da erosão pelo movimento de máquinas
(semeadoras e cultivadores) nos espaços entre os terraços
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Vegetativas:
Ceifa das plantas daninhas
- Não capinar
- As plantas devem ser controladas com frequência
- Não movimenta o solo como o cultivo
- Não acelera a decomposição da MO
Classificação agronômica
Muito baixoBaixo Bom Alto Muito alto
< 4,5 4,5 – 5,4 5,5 – 6,0 6,1 – 7,0 > 7,0
Classes de interpretação para a acidez ativa do solo (pH) (CFSEMG, 1999))
Manejo Sustentável do Solo
44.
Amostragem do solono sistema de plantio direto
Há duas etapas:
Fase de implantação → 5 anos ou 6 cultivos
sequenciais.
Fase estabelecida → após a fase de implantação
a) Implantação
-15 subamostras por gleba e coletar de 0
a 20 cm.
b) Fase estabelecida
- 15 subamostras → 0 a 10 cm.
Material:
Usar pá de corte no sentido
transversal a linha de plantio.
Manejo Sustentável do Solo
1 única amostra/ 10 ha
30 mil toneladas de solo
Amostragem convencional
Ronan Souza
Avaliação da fertilidade do solo
300 g → laboratório
1:100.000.000
Ronan Souza
Amostragem em grades
Identifica a
variabilidade
espacial de
atributos do solo
1:10.000.000
Agricultura de precisão– amostragem em grades
Em cada célula são retiradas de 5 a 10 amostras para fazer a composta
Avaliação da fertilidade do solo
● ● ● ●
● ● ● ●
● ● ● ●
● ● ● ●
raio
3m
100m
100m
Manejo Sustentável doSolo
Todas as práticas mecânicas de controle
de erosão devem ser realizadas em
contorno.
“Em contorno” → qualquer mobilização do solo aplicada cruzando
o declive em nível.
64.
Formas de erosão:
Manejoe Manejo Sustentável do Soloação do Solo e da
Água
Erosão:
Acelerada – resultante do uso indiscriminado dos recursos naturais
64
Foto Ronan Souza
65.
Linha em nível,ou curva de nível, é aquela que possui todos os
pontos em uma mesma altura no terreno (mesma altitude ou cota)
Foto Ronan Souza
66.
Manejo Sustentável doSolo
Qual a finalidade do cultivo em nível???
a) Em locais de pouca umidade.
b) Nas regiões de intensa precipitação.
O tipo de controle mecânico depende da declividade e da cultura.
Ex.: Locais muito inclinados → terraços
Locais mais planos → apenas o plantio em contorno
67.
Manejo Sustentável doSolo
Preparo e plantio em nível (ou contorno)
❖ Preparar, plantar e cultivar o solo seguindo as niveladas
básicas (curvas de nível, linha em nível, linhas de contorno).
❖ Serve para culturas anuais, perenes inclusive pastagens.
❖ Associada a outras práticas, principalmente quando o declive
for superior a 4%.
❖ Práticas que devem ser associadas
- SPD, Capinas Alternadas, terraceamento, etc.
68.
Manejo Sustentável doSolo
Preparo e plantio em nível
Declividade (%) Comprimento da rampa (m)
2 120
4-6 90
8 60
10 30
12 24
14-20 18
Limites de comprimento de rampa e declividade para o plantio em contorno
Esses limintes não são fixos e podem variar com o tipo de solo
69.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Escolha prática adequada:
- deve-se conhecer a declividade e a
natureza do solo
❑ Declividade:
Representa a porcentagem do declive
𝐷 =
𝑉
𝐻
𝑋 100
D – declividade em %
V – distância vertical entre dois pontos
H – distância horizontal entre esses dois
pontos
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
A B
2 m
72.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- A partir do ponto mais elevado
- Colocar um pé (A) no topo
- No sentido do declive colocar o outro pé (B)
73.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- A partir do ponto mais elevado
- Colocar um pé (A) no topo
- No sentido do declive colocar o outro pé (B)
- Levantar o pé B até nivelar o aparelho
- Medir a distância entre a base do pé B e a superfície do solo
- Anotar esta medida
A B
22 cm
74.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- Girar o aparelho sobre o pé da frente (B)
A B
22 cm
75.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- Girar o aparelho sobre o pé da frente (B)
- Repetir a operação por 4 vezes
B A 15 cm
Exemplo:
Comprimento do trapézio = 2,5 m
1ª leitura – 22 cm
2ª leitura – 15 cm
3ª leitura – 15 cm
4ª leitura – 18 cm
𝐷 =
𝑉
𝐻
𝑋 100
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha
- Princípio dos vasos comunicantes
Mangueira cheia de água e sem bolhas
78.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha
- Princípio dos vasos comunicantes
- Colocar a haste A no ponto mais alto
- Descer 10 m com a haste B
- Ergue-se a haste B para que esta atinja o mesmo nível ou
- Mede-se a diferença nas réguas das hastes
79.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha
Exemplo:
A distância entre a haste B e o solo foi de 10 cm (0,1m)
80.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para alocação das niveladas
Marcação do primeiro ponto
- Caminhar no sentido perpendicular ao declive
- Colocar a haste no chão
- Subir e descer a haste até nivelar com a outra
Pires e Souza 2013
81.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para alocação das niveladas
Fincar a estaca no ponto nivelado
Pires e Souza 2013
Caminhar em direção ao próximo ponto
82.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para alocação das niveladas
Repetir as operações anteriores até o final da curva
Pires e Souza 2013
83.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para alocação das niveladas
Repetir as operações anteriores até o final da curva
Pires e Souza 2013
84.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Nível Óptico
- Maior rendimento para os nivelamentos
- Há o aparelho e uma mira falante
- Determinação da declividade
Exemplo:
Ré = 1,10 m
Vante = 1,30 m
Distância entre dois pontos = 10 m
Diferença de nível entre dois pontos:
= 1,30 – 1,10 = 0,2 m (20 cm)
X = (100 x 0,20)/10 = 2%
Pires e Souza 2013
85.
Manejo Sustentável doSolo
Equipamentos para determinação da declividade
❑ Marcação de linhas com nível óptico
86.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Execução do plantio em nível:
✓ As linhas da cultura perene devem ser
paralelas as niveladas básicas;
✓ Esticar uma corda perpendicular a NB com
marcações do espaçamento (ex. açaí - 5 m);
✓ Mover a corda por 10 metros e assim...
Pires e Souza 2013
87.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
Bacias de captação
em estradas rurais
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
Ronan Souza
91.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Levantamento topográfico da estrada:
- indicada para solos com infiltração rápida a moderada
- direcionar a enxurrada para as bacias de retenção
Pires e Souza 2013
92.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Locação:
- esticar uma corda no comprimento da estrada
Y – Y’
- Esticar uma corda perpendicular X – X’
- Esticar a corda R – R’ (45º)
- Na corda R – R’ → DN = 0,5 m
Locação do raio do arco
da bacia
Pires e Souza 2013
93.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Locação:
- Pontos:
B – ponto de referência para a locação
B’ – marcar o ponto que será equivalente ao raio da bacia
B, C e D → altura igual a 0
C’ e D’ → profundidade de 1 m
B’ → profundidade de 2 m
94.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Dimensionamento:
Volume da bacia
A distância entre bacias varia de acordo com a declividade da estrada
% de declividade Distância C entre bacias
< 5 C = 12 L
5 – 10 C = 6 L
10 – 15 C = 4 L
15 – 20 C = 3 L
Acima de 20% torna a implantação dispendiosa e pode comprometer a segurança
da estrutura
Pires e Souza 2013
95.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Construção:
- Depois que as chuvas passarem
- Quebrar os barrancos das margens da estrada
- Plantar gramíneas nos barrancos e taludes (canais de admissão da água)
B’ = escavar 1 m prof
D’ = escavar 0,5 m
C’ = escavar 0,5 m
Pires e Souza 2013
96.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Construção:
- Depois que as chuvas passarem
- Quebrar os barrancos das margens da estrada
- Plantar gramíneas nos barrancos e taludes (canais de admissão da água)
Pires e Souza 2013
97.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
Ronan Souza
Cuidados:
✓ Escarificar o fundo da bacia
✓ Remover sedimentos
98.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraceamento:
Consiste na construção de uma estrutura transversal ao
sentido do maior declive do terreno. Apresenta estrutura
composta de um dique e um canal e tem a finalidade de reter e
infiltrar as águas das chuvas (EMBRAPA).
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraceamento:
Consiste na construção de uma estrutura transversal ao
sentido do maior declive do terreno. Apresenta estrutura
composta de um dique e um canal e tem a finalidade de reter e
infiltrar as águas das chuvas (EMBRAPA).
O terraço pode reduzir as perdas de solo em até 70 a
80% e a da água em até 100% (Pires & Souza, 2013).
101.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraço em nível ou de infiltração
Interceptar a chuva e permitir sua infiltração.
Recomendados para solos de boa permeabilidade.
Latossolos, Nitossolos e Areias quartozas
Precipitações baixas e até 12% de declividade
✓ Terraço em desnível ou de drenagem
Construídos com pequeno desnível transversalmente ao maior declive da rampa
A água é direcionada até canais escoadouros vegetados
Recomendados para solos de baixa permeabilidade.
Cambissolos e Solos Litólicos (rasos)
Argissolos (Bt)
102.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto a largura
Base estreita
12 a 18 % de declividade
Não se pode cultivar na calha ou no camalhão
Pires e Souza 2013
103.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto a largura
Base média
8 a 12 % de declividade
O camalhão pode ser cultivado
Pires e Souza 2013
104.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto a largura
Base larga
De 6 a 8% de declividade
O camalhão e a calha podem ser cultivados
105.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto ao processo de construção
Nichols ou canal
Até 18 % de declividade
106.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto ao processo de construção
Mangum ou camalhão
Até 12 % de declividade
Mais raso e largo (maior infiltração do que o Nichols)
107.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraço tipo patamar
Para declividade superiores a 20%
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Escolha prática adequada:
❑ Espaçamento vertical:
Corresponde a diferença de nível entre duas
niveladas básicas
Plano horizontal
110.
Manejo Sustentável doSolo
Práticas de controle de erosão
✓ Cálculos para terraceamento
Locação de terraços em nível:
Exemplo:
D = 6%
Cultura permanente
Terraço em nível
Argiloso
Fórmula de Bentley EV – espaçamento vertical em metros
D – declividade em %
X – fator que depende do solo, cultura e da
prática conservacionista
𝐸𝑉 = 2 +
%𝐷
𝑋
0,30