Práticas de Manejo Sustentável do
Solo
Prof. Dr. Ronan Magalhães de Souza
Manejo Sustentável
do Solo
Estratégias
conservacionistas
↑ infiltração de água no solo
Aumento da cobertura vegetal
Controle do escoamento superficial
Necessidade de estruturas
mecânicas para fracionar o
comprimento da rampa
Manejo Sustentável do Solo
Práticas Conservacionistas
Práticas
Conservacionistas
Vegetativas
Edáficas
Mecânicas
Mais simples
Conjugada com as primeiras
Manejo Sustentável do Solo
Práticas
vegetativas
Práticas
edáficas
Práticas
mecânicas
Cobertura Vegetal
Infiltração de
água no solo
Escoamento
Superficial
Tipos de práticas conservacionistas
&
Estratégias conservacionistas
De Maria et al. (2019)
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Vegetativas:
Emprego de plantas (vivas ou seus resíduos) cultivadas ou não
no local.
❖ Cobertura morta;
❖ Cordões ou faixas de vegetação permanente;
❖ Cultivo em faixas;
❖ População de plantas;
❖ Plantas de cobertura do solo;
❖ Cultivo consorciado;
❖ Pastagem e SIPAS;
❖ Florestamento e Reflorestamento.
Foto Ronan Souza
Mulch (palha) diretamente sobre o solo:
- Redução da energia cinética
- Mineralização
Cobertura morta
Foto Ronan Souza
Quais outras vantagens???
- Redução da temperatura
- Redução da evaporação
- Aumento da infiltração de água
- Diversidade da Microfauna
Cobertura morta
Foto: Ronan Souza
Cordões ou faixas de vegetação permanente
Café
Gramínea
Foto: Ronan Souza
Cordões ou faixas de vegetação permanente
Café
Gramínea
Escolha da espécie:
- Finalidade econômica;
- Crescimento rápido;
- Não prejudicar a cultura principal (sombra,
invasora e hospedeira);
- Perene.
Foto: Ronan Souza
A cobertura vegetal tem efeito direto sobre a gota da chuva
- Densidade da vegetação
- Da arquitetura foliar
- Da altura do dossel
Cultivo ou culturas em faixas
Alternância de culturas (espécies) ou de diferentes
manejos e épocas de plantio
Foto: Ronan Souza
Soja
Milho
Cultivo ou culturas em faixas
Alternância de culturas (espécies) ou de diferentes
manejos e épocas de plantio
Foto: Ronan Souza
Soja
novembro Soja
dezembro
Cultivo ou culturas em faixas
Soja
novembro Soja
dezembro
De Maria et al. (2019)
Manejo Sustentável do Solo
Ajustes no Adensamento de Plantas
Manejo Sustentável do Solo
Ajustes no Adensamento de Plantas
Mesma população de plantas porém reduziu o espaçamento entre linhas e aumentou entre
plantas nas linhas
Cobertura mais uniforme do solo
Manejo Sustentável do Solo
Plantas de cobertura de solo
20
25
30
60
70
80
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
Pueraria Soja Feijão Marandu Milho Trigo
Espécie
Relação C/N
3.1.6 O preparo do solo
- aplicar calcário → 60-90dias antes do plantio
- pode ser dividida em etapas
- toda antes da aração + 2 gradagens
- a calagem antes do plantio é fundamental para corrigir camadas
subsuperficiais
Foto Ronan Souza
Planta de cobertura de solo
Importante:
Quantidade da palha
Qualidade da palha
Manejo Sustentável do Solo
Cultivo consorciado
Duas ou mais espécies na mesma área, na
mesma época, com semeadura ou plantio
simultâneo, ou com pequena defasagem de
tempo entre uma época e outra (De Maria, et
al. 2019)
Manejo Sustentável do Solo
Cultivo consorciado
Cultivo consorciado
Foto: Ronan Souza
Foto: Ronan Souza
Pastagens.
Problema ou solução?
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
(MapBiomas, 2023)
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
(MapBiomas, 2023)
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
45,3% da pastagem em 2022 são áreas novas com menos de 20 anos.
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Degradação dos solos pela erosão
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Degradação dos solos pela erosão
Foto Ronan Souza
Igo Lepsch
Manejo Sustentável do Solo
Degradação dos solos pela erosão
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
- Grande cobertura do solo
- Superlotação ou falta de manejo promovem a
degradação do solo
- Pastejo sob lotação rotacionada emite menos GEE.
- Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF
Pastagem ajudam a proteger o solo (cobertura
próxima da superfície) porém as perdas com águas
são maiores (compactação superficial)
Exemplo:
Pastejo de ± 3 dias
Descanso de 27
Ciclo de pastejo
3 dias de ocupação + 27 de descanso
= 30 dias
Ciclo de pastejo em 1 ano
365 dias ÷ 30 dias
12,2 ciclos de pastejo
Períodos de ocupação do piquete
12,2 ciclos de pastejo x 3 dias de ocupação
36,6 dias de ocupação/ano
365 - 36,6 dias de ocupação
328,4 dias de descanso
das plantas no piquete
1 2 3 4
6
5
7 8 9 10
1. De quantos dias é o ciclo de pastejo?
2. São quantos ciclos de pastejo em 1
ano?
3. O piquete 1 vai ser pastejado por
quantos dias em 1 ano?
4. O piquete 1 vai permanecer em
descanso por quantos dias em 1
ano?
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
1,5 m
3 m 10 m
Leste
Oeste
2 anos
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
3º Ano
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
Pastagens.
Problema ou solução?
Manejo Sustentável do Solo
Pastagens e SIPAS
Depende do manejo
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Vegetativas:
Cultivo em contorno
- Preparo e plantio em nível
- Deve estar associada as demais práticas
- Há redução da erosão pelo movimento de máquinas
(semeadoras e cultivadores) nos espaços entre os terraços
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Vegetativas:
Ceifa das plantas daninhas
- Não capinar
- As plantas devem ser controladas com frequência
- Não movimenta o solo como o cultivo
- Não acelera a decomposição da MO
Foto: Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas Edáficas
Objetiva promover a melhoria da fertilidade e
qualidade física dos solos
Como alcançar esses objetivos ???
Coleta e análise química do solo (interpretação e
recomendações)
Manejo Sustentável do Solo
Manejo Sustentável do Solo
Brasil et al. (2020)
Manejo Sustentável do Solo
Manejo Sustentável do Solo
Classificação agronômica
Muito baixo Baixo Bom Alto Muito alto
< 4,5 4,5 – 5,4 5,5 – 6,0 6,1 – 7,0 > 7,0
Classes de interpretação para a acidez ativa do solo (pH) (CFSEMG, 1999))
Manejo Sustentável do Solo
Amostragem do solo no sistema de plantio direto
Há duas etapas:
Fase de implantação → 5 anos ou 6 cultivos
sequenciais.
Fase estabelecida → após a fase de implantação
a) Implantação
-15 subamostras por gleba e coletar de 0
a 20 cm.
b) Fase estabelecida
- 15 subamostras → 0 a 10 cm.
Material:
Usar pá de corte no sentido
transversal a linha de plantio.
Manejo Sustentável do Solo
Manejo Sustentável do Solo
Agricultura de Precisão
1 única amostra / 10 ha
30 mil toneladas de solo
Amostragem convencional
Ronan Souza
Avaliação da fertilidade do solo
300 g → laboratório
1:100.000.000
Ronan Souza
Amostragem em grades
Identifica a
variabilidade
espacial de
atributos do solo
1:10.000.000
Agricultura de precisão – amostragem em grades
Avaliação da fertilidade do solo
??? m
??? m
Gimenez & Zancanaro (2012)
Avaliação da fertilidade do solo
Gimenez & Zancanaro (2012)
Avaliação da fertilidade do solo
Agricultura de precisão – amostragem em grades
Em cada célula são retiradas de 5 a 10 amostras para fazer a composta
Avaliação da fertilidade do solo
● ● ● ●
● ● ● ●
● ● ● ●
● ● ● ●
raio
3m
100m
100m
Sentinel
CTC
Krigagem
47 amostras
Foto Ronan Souza
Foto Ronan Souza
19 amostras
Foto Ronan Souza
Foto Ronan Souza
Foto Ronan Souza
Fotos de Ronan Souza
Foto Ronan Souza
Foto Ronan Souza
Foto Ronan Souza
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Todas as práticas mecânicas de controle
de erosão devem ser realizadas em
contorno.
“Em contorno” → qualquer mobilização do solo aplicada cruzando
o declive em nível.
Formas de erosão:
Manejo e Manejo Sustentável do Soloação do Solo e da
Água
Erosão:
Acelerada – resultante do uso indiscriminado dos recursos naturais
64
Foto Ronan Souza
Linha em nível, ou curva de nível, é aquela que possui todos os
pontos em uma mesma altura no terreno (mesma altitude ou cota)
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Qual a finalidade do cultivo em nível???
a) Em locais de pouca umidade.
b) Nas regiões de intensa precipitação.
O tipo de controle mecânico depende da declividade e da cultura.
Ex.: Locais muito inclinados → terraços
Locais mais planos → apenas o plantio em contorno
Manejo Sustentável do Solo
Preparo e plantio em nível (ou contorno)
❖ Preparar, plantar e cultivar o solo seguindo as niveladas
básicas (curvas de nível, linha em nível, linhas de contorno).
❖ Serve para culturas anuais, perenes inclusive pastagens.
❖ Associada a outras práticas, principalmente quando o declive
for superior a 4%.
❖ Práticas que devem ser associadas
- SPD, Capinas Alternadas, terraceamento, etc.
Manejo Sustentável do Solo
Preparo e plantio em nível
Declividade (%) Comprimento da rampa (m)
2 120
4-6 90
8 60
10 30
12 24
14-20 18
Limites de comprimento de rampa e declividade para o plantio em contorno
Esses limintes não são fixos e podem variar com o tipo de solo
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Escolha prática adequada:
- deve-se conhecer a declividade e a
natureza do solo
❑ Declividade:
Representa a porcentagem do declive
𝐷 =
𝑉
𝐻
𝑋 100
D – declividade em %
V – distância vertical entre dois pontos
H – distância horizontal entre esses dois
pontos
Foto Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
A B
2 m
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- A partir do ponto mais elevado
- Colocar um pé (A) no topo
- No sentido do declive colocar o outro pé (B)
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- A partir do ponto mais elevado
- Colocar um pé (A) no topo
- No sentido do declive colocar o outro pé (B)
- Levantar o pé B até nivelar o aparelho
- Medir a distância entre a base do pé B e a superfície do solo
- Anotar esta medida
A B
22 cm
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- Girar o aparelho sobre o pé da frente (B)
A B
22 cm
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Trapézio
- Girar o aparelho sobre o pé da frente (B)
- Repetir a operação por 4 vezes
B A 15 cm
Exemplo:
Comprimento do trapézio = 2,5 m
1ª leitura – 22 cm
2ª leitura – 15 cm
3ª leitura – 15 cm
4ª leitura – 18 cm
𝐷 =
𝑉
𝐻
𝑋 100
Foto: Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha
- Princípio dos vasos comunicantes
Mangueira cheia de água e sem bolhas
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha
- Princípio dos vasos comunicantes
- Colocar a haste A no ponto mais alto
- Descer 10 m com a haste B
- Ergue-se a haste B para que esta atinja o mesmo nível ou
- Mede-se a diferença nas réguas das hastes
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha
Exemplo:
A distância entre a haste B e o solo foi de 10 cm (0,1m)
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para alocação das niveladas
Marcação do primeiro ponto
- Caminhar no sentido perpendicular ao declive
- Colocar a haste no chão
- Subir e descer a haste até nivelar com a outra
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para alocação das niveladas
Fincar a estaca no ponto nivelado
Pires e Souza 2013
Caminhar em direção ao próximo ponto
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para alocação das niveladas
Repetir as operações anteriores até o final da curva
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para alocação das niveladas
Repetir as operações anteriores até o final da curva
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
✓ Métodos do Nível Óptico
- Maior rendimento para os nivelamentos
- Há o aparelho e uma mira falante
- Determinação da declividade
Exemplo:
Ré = 1,10 m
Vante = 1,30 m
Distância entre dois pontos = 10 m
Diferença de nível entre dois pontos:
= 1,30 – 1,10 = 0,2 m (20 cm)
X = (100 x 0,20)/10 = 2%
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Equipamentos para determinação da declividade
❑ Marcação de linhas com nível óptico
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Execução do plantio em nível:
✓ As linhas da cultura perene devem ser
paralelas as niveladas básicas;
✓ Esticar uma corda perpendicular a NB com
marcações do espaçamento (ex. açaí - 5 m);
✓ Mover a corda por 10 metros e assim...
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
Bacias de captação
em estradas rurais
Ronan Souza
Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Levantamento topográfico da estrada:
- indicada para solos com infiltração rápida a moderada
- direcionar a enxurrada para as bacias de retenção
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Locação:
- esticar uma corda no comprimento da estrada
Y – Y’
- Esticar uma corda perpendicular X – X’
- Esticar a corda R – R’ (45º)
- Na corda R – R’ → DN = 0,5 m
Locação do raio do arco
da bacia
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Locação:
- Pontos:
B – ponto de referência para a locação
B’ – marcar o ponto que será equivalente ao raio da bacia
B, C e D → altura igual a 0
C’ e D’ → profundidade de 1 m
B’ → profundidade de 2 m
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Dimensionamento:
Volume da bacia
A distância entre bacias varia de acordo com a declividade da estrada
% de declividade Distância C entre bacias
< 5 C = 12 L
5 – 10 C = 6 L
10 – 15 C = 4 L
15 – 20 C = 3 L
Acima de 20% torna a implantação dispendiosa e pode comprometer a segurança
da estrutura
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Construção:
- Depois que as chuvas passarem
- Quebrar os barrancos das margens da estrada
- Plantar gramíneas nos barrancos e taludes (canais de admissão da água)
B’ = escavar 1 m prof
D’ = escavar 0,5 m
C’ = escavar 0,5 m
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
✓ Construção:
- Depois que as chuvas passarem
- Quebrar os barrancos das margens da estrada
- Plantar gramíneas nos barrancos e taludes (canais de admissão da água)
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Bacias de captação em estradas rurais
Ronan Souza
Cuidados:
✓ Escarificar o fundo da bacia
✓ Remover sedimentos
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraceamento:
Consiste na construção de uma estrutura transversal ao
sentido do maior declive do terreno. Apresenta estrutura
composta de um dique e um canal e tem a finalidade de reter e
infiltrar as águas das chuvas (EMBRAPA).
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraceamento:
Consiste na construção de uma estrutura transversal ao
sentido do maior declive do terreno. Apresenta estrutura
composta de um dique e um canal e tem a finalidade de reter e
infiltrar as águas das chuvas (EMBRAPA).
O terraço pode reduzir as perdas de solo em até 70 a
80% e a da água em até 100% (Pires & Souza, 2013).
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraço em nível ou de infiltração
Interceptar a chuva e permitir sua infiltração.
Recomendados para solos de boa permeabilidade.
Latossolos, Nitossolos e Areias quartozas
Precipitações baixas e até 12% de declividade
✓ Terraço em desnível ou de drenagem
Construídos com pequeno desnível transversalmente ao maior declive da rampa
A água é direcionada até canais escoadouros vegetados
Recomendados para solos de baixa permeabilidade.
Cambissolos e Solos Litólicos (rasos)
Argissolos (Bt)
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto a largura
Base estreita
12 a 18 % de declividade
Não se pode cultivar na calha ou no camalhão
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto a largura
Base média
8 a 12 % de declividade
O camalhão pode ser cultivado
Pires e Souza 2013
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto a largura
Base larga
De 6 a 8% de declividade
O camalhão e a calha podem ser cultivados
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto ao processo de construção
Nichols ou canal
Até 18 % de declividade
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Quanto ao processo de construção
Mangum ou camalhão
Até 12 % de declividade
Mais raso e largo (maior infiltração do que o Nichols)
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Terraço tipo patamar
Para declividade superiores a 20%
Pires e Souza 2013
EV
EH
Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Escolha prática adequada:
❑ Espaçamento vertical:
Corresponde a diferença de nível entre duas
niveladas básicas
Plano horizontal
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Cálculos para terraceamento
Locação de terraços em nível:
Exemplo:
D = 6%
Cultura permanente
Terraço em nível
Argiloso
Fórmula de Bentley EV – espaçamento vertical em metros
D – declividade em %
X – fator que depende do solo, cultura e da
prática conservacionista
𝐸𝑉 = 2 +
%𝐷
𝑋
0,30
𝐸𝑉 = 2 +
6
2,5
𝑥 0,305
𝐸𝑉 = 2 +
6
2,5
𝑥 0,305 = 134 𝑐𝑚
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Cálculos para terraceamento
Locação de terraços em nível:
𝐸𝑉 = 1,34 𝑚
EV
EH
Ronan Souza
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Cálculos para terraceamento
Locação de terraços em nível:
𝐸𝑉 = 1,34 𝑚
𝐸𝐻 = 𝐸𝑉
100
𝐷
𝐸𝐻 = 1,34
100
6
𝐸𝐻 = 1,34 𝑥 16,66
𝐸𝐻 = 22,33 𝑚
1,34 m
22,33 m
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Cálculos para terraceamento
Locação de terraços em nível:
𝐸𝑉 = 1,34 𝑚
𝐸𝐻 = 𝐸𝑉
100
𝐷
𝐸𝐻 = 1,34
100
6
𝐸𝐻 = 1,34 𝑥 16,66
𝐸𝐻 = 22,33 𝑚
Manejo Sustentável do Solo
Práticas de controle de erosão
✓ Escolha prática adequada:
❑ Marcação de linhas com nível óptico
Ronan Souza
Ronan Souza
Ronan Souza
Ronan Souza
Ronan Souza

Aula_2_-_prticas_de_manejo_sustentvel_do_solo.pdf

  • 1.
    Práticas de ManejoSustentável do Solo Prof. Dr. Ronan Magalhães de Souza
  • 2.
    Manejo Sustentável do Solo Estratégias conservacionistas ↑infiltração de água no solo Aumento da cobertura vegetal Controle do escoamento superficial Necessidade de estruturas mecânicas para fracionar o comprimento da rampa
  • 3.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas Conservacionistas Práticas Conservacionistas Vegetativas Edáficas Mecânicas Mais simples Conjugada com as primeiras
  • 4.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas vegetativas Práticas edáficas Práticas mecânicas Cobertura Vegetal Infiltração de água no solo Escoamento Superficial Tipos de práticas conservacionistas & Estratégias conservacionistas De Maria et al. (2019)
  • 5.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Vegetativas: Emprego de plantas (vivas ou seus resíduos) cultivadas ou não no local. ❖ Cobertura morta; ❖ Cordões ou faixas de vegetação permanente; ❖ Cultivo em faixas; ❖ População de plantas; ❖ Plantas de cobertura do solo; ❖ Cultivo consorciado; ❖ Pastagem e SIPAS; ❖ Florestamento e Reflorestamento.
  • 6.
    Foto Ronan Souza Mulch(palha) diretamente sobre o solo: - Redução da energia cinética - Mineralização Cobertura morta
  • 7.
    Foto Ronan Souza Quaisoutras vantagens??? - Redução da temperatura - Redução da evaporação - Aumento da infiltração de água - Diversidade da Microfauna Cobertura morta
  • 8.
    Foto: Ronan Souza Cordõesou faixas de vegetação permanente Café Gramínea
  • 9.
    Foto: Ronan Souza Cordõesou faixas de vegetação permanente Café Gramínea Escolha da espécie: - Finalidade econômica; - Crescimento rápido; - Não prejudicar a cultura principal (sombra, invasora e hospedeira); - Perene.
  • 10.
    Foto: Ronan Souza Acobertura vegetal tem efeito direto sobre a gota da chuva - Densidade da vegetação - Da arquitetura foliar - Da altura do dossel
  • 11.
    Cultivo ou culturasem faixas Alternância de culturas (espécies) ou de diferentes manejos e épocas de plantio Foto: Ronan Souza Soja Milho
  • 12.
    Cultivo ou culturasem faixas Alternância de culturas (espécies) ou de diferentes manejos e épocas de plantio Foto: Ronan Souza Soja novembro Soja dezembro
  • 13.
    Cultivo ou culturasem faixas Soja novembro Soja dezembro De Maria et al. (2019)
  • 14.
    Manejo Sustentável doSolo Ajustes no Adensamento de Plantas
  • 15.
    Manejo Sustentável doSolo Ajustes no Adensamento de Plantas Mesma população de plantas porém reduziu o espaçamento entre linhas e aumentou entre plantas nas linhas Cobertura mais uniforme do solo
  • 16.
    Manejo Sustentável doSolo Plantas de cobertura de solo 20 25 30 60 70 80 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Pueraria Soja Feijão Marandu Milho Trigo Espécie Relação C/N
  • 17.
    3.1.6 O preparodo solo - aplicar calcário → 60-90dias antes do plantio - pode ser dividida em etapas - toda antes da aração + 2 gradagens - a calagem antes do plantio é fundamental para corrigir camadas subsuperficiais Foto Ronan Souza Planta de cobertura de solo Importante: Quantidade da palha Qualidade da palha
  • 18.
    Manejo Sustentável doSolo Cultivo consorciado Duas ou mais espécies na mesma área, na mesma época, com semeadura ou plantio simultâneo, ou com pequena defasagem de tempo entre uma época e outra (De Maria, et al. 2019)
  • 19.
    Manejo Sustentável doSolo Cultivo consorciado Cultivo consorciado Foto: Ronan Souza
  • 20.
  • 21.
    Pastagens. Problema ou solução? ManejoSustentável do Solo Pastagens e SIPAS
  • 22.
    (MapBiomas, 2023) Manejo Sustentáveldo Solo Pastagens e SIPAS
  • 23.
    (MapBiomas, 2023) Manejo Sustentáveldo Solo Pastagens e SIPAS 45,3% da pastagem em 2022 são áreas novas com menos de 20 anos.
  • 24.
  • 25.
    Manejo Sustentável doSolo Degradação dos solos pela erosão Foto Ronan Souza
  • 26.
    Manejo Sustentável doSolo Degradação dos solos pela erosão Foto Ronan Souza
  • 27.
    Igo Lepsch Manejo Sustentáveldo Solo Degradação dos solos pela erosão
  • 28.
  • 29.
    Manejo Sustentável doSolo Pastagens e SIPAS - Grande cobertura do solo - Superlotação ou falta de manejo promovem a degradação do solo - Pastejo sob lotação rotacionada emite menos GEE. - Integração Lavoura Pecuária Floresta – ILPF Pastagem ajudam a proteger o solo (cobertura próxima da superfície) porém as perdas com águas são maiores (compactação superficial)
  • 30.
    Exemplo: Pastejo de ±3 dias Descanso de 27 Ciclo de pastejo 3 dias de ocupação + 27 de descanso = 30 dias Ciclo de pastejo em 1 ano 365 dias ÷ 30 dias 12,2 ciclos de pastejo Períodos de ocupação do piquete 12,2 ciclos de pastejo x 3 dias de ocupação 36,6 dias de ocupação/ano 365 - 36,6 dias de ocupação 328,4 dias de descanso das plantas no piquete 1 2 3 4 6 5 7 8 9 10 1. De quantos dias é o ciclo de pastejo? 2. São quantos ciclos de pastejo em 1 ano? 3. O piquete 1 vai ser pastejado por quantos dias em 1 ano? 4. O piquete 1 vai permanecer em descanso por quantos dias em 1 ano? Manejo Sustentável do Solo Pastagens e SIPAS
  • 31.
    1,5 m 3 m10 m Leste Oeste 2 anos Manejo Sustentável do Solo Pastagens e SIPAS
  • 32.
    3º Ano Manejo Sustentáveldo Solo Pastagens e SIPAS
  • 33.
    Pastagens. Problema ou solução? ManejoSustentável do Solo Pastagens e SIPAS Depende do manejo
  • 34.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Vegetativas: Cultivo em contorno - Preparo e plantio em nível - Deve estar associada as demais práticas - Há redução da erosão pelo movimento de máquinas (semeadoras e cultivadores) nos espaços entre os terraços
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  • 36.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Vegetativas: Ceifa das plantas daninhas - Não capinar - As plantas devem ser controladas com frequência - Não movimenta o solo como o cultivo - Não acelera a decomposição da MO
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  • 38.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas Edáficas Objetiva promover a melhoria da fertilidade e qualidade física dos solos Como alcançar esses objetivos ???
  • 39.
    Coleta e análisequímica do solo (interpretação e recomendações) Manejo Sustentável do Solo
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    Brasil et al.(2020) Manejo Sustentável do Solo
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    Classificação agronômica Muito baixoBaixo Bom Alto Muito alto < 4,5 4,5 – 5,4 5,5 – 6,0 6,1 – 7,0 > 7,0 Classes de interpretação para a acidez ativa do solo (pH) (CFSEMG, 1999)) Manejo Sustentável do Solo
  • 44.
    Amostragem do solono sistema de plantio direto Há duas etapas: Fase de implantação → 5 anos ou 6 cultivos sequenciais. Fase estabelecida → após a fase de implantação a) Implantação -15 subamostras por gleba e coletar de 0 a 20 cm. b) Fase estabelecida - 15 subamostras → 0 a 10 cm. Material: Usar pá de corte no sentido transversal a linha de plantio. Manejo Sustentável do Solo
  • 45.
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  • 47.
    1 única amostra/ 10 ha 30 mil toneladas de solo Amostragem convencional Ronan Souza Avaliação da fertilidade do solo 300 g → laboratório 1:100.000.000 Ronan Souza Amostragem em grades Identifica a variabilidade espacial de atributos do solo 1:10.000.000
  • 48.
    Agricultura de precisão– amostragem em grades Avaliação da fertilidade do solo ??? m ??? m
  • 49.
    Gimenez & Zancanaro(2012) Avaliação da fertilidade do solo
  • 50.
    Gimenez & Zancanaro(2012) Avaliação da fertilidade do solo
  • 51.
    Agricultura de precisão– amostragem em grades Em cada célula são retiradas de 5 a 10 amostras para fazer a composta Avaliação da fertilidade do solo ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● raio 3m 100m 100m
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    Manejo Sustentável doSolo Todas as práticas mecânicas de controle de erosão devem ser realizadas em contorno. “Em contorno” → qualquer mobilização do solo aplicada cruzando o declive em nível.
  • 64.
    Formas de erosão: Manejoe Manejo Sustentável do Soloação do Solo e da Água Erosão: Acelerada – resultante do uso indiscriminado dos recursos naturais 64 Foto Ronan Souza
  • 65.
    Linha em nível,ou curva de nível, é aquela que possui todos os pontos em uma mesma altura no terreno (mesma altitude ou cota) Foto Ronan Souza
  • 66.
    Manejo Sustentável doSolo Qual a finalidade do cultivo em nível??? a) Em locais de pouca umidade. b) Nas regiões de intensa precipitação. O tipo de controle mecânico depende da declividade e da cultura. Ex.: Locais muito inclinados → terraços Locais mais planos → apenas o plantio em contorno
  • 67.
    Manejo Sustentável doSolo Preparo e plantio em nível (ou contorno) ❖ Preparar, plantar e cultivar o solo seguindo as niveladas básicas (curvas de nível, linha em nível, linhas de contorno). ❖ Serve para culturas anuais, perenes inclusive pastagens. ❖ Associada a outras práticas, principalmente quando o declive for superior a 4%. ❖ Práticas que devem ser associadas - SPD, Capinas Alternadas, terraceamento, etc.
  • 68.
    Manejo Sustentável doSolo Preparo e plantio em nível Declividade (%) Comprimento da rampa (m) 2 120 4-6 90 8 60 10 30 12 24 14-20 18 Limites de comprimento de rampa e declividade para o plantio em contorno Esses limintes não são fixos e podem variar com o tipo de solo
  • 69.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Escolha prática adequada: - deve-se conhecer a declividade e a natureza do solo ❑ Declividade: Representa a porcentagem do declive 𝐷 = 𝑉 𝐻 𝑋 100 D – declividade em % V – distância vertical entre dois pontos H – distância horizontal entre esses dois pontos
  • 70.
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    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos do Trapézio A B 2 m
  • 72.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos do Trapézio - A partir do ponto mais elevado - Colocar um pé (A) no topo - No sentido do declive colocar o outro pé (B)
  • 73.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos do Trapézio - A partir do ponto mais elevado - Colocar um pé (A) no topo - No sentido do declive colocar o outro pé (B) - Levantar o pé B até nivelar o aparelho - Medir a distância entre a base do pé B e a superfície do solo - Anotar esta medida A B 22 cm
  • 74.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos do Trapézio - Girar o aparelho sobre o pé da frente (B) A B 22 cm
  • 75.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos do Trapézio - Girar o aparelho sobre o pé da frente (B) - Repetir a operação por 4 vezes B A 15 cm Exemplo: Comprimento do trapézio = 2,5 m 1ª leitura – 22 cm 2ª leitura – 15 cm 3ª leitura – 15 cm 4ª leitura – 18 cm 𝐷 = 𝑉 𝐻 𝑋 100
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    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha - Princípio dos vasos comunicantes Mangueira cheia de água e sem bolhas
  • 78.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha - Princípio dos vasos comunicantes - Colocar a haste A no ponto mais alto - Descer 10 m com a haste B - Ergue-se a haste B para que esta atinja o mesmo nível ou - Mede-se a diferença nas réguas das hastes
  • 79.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos da Mangueira ou nível de borracha Exemplo: A distância entre a haste B e o solo foi de 10 cm (0,1m)
  • 80.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para alocação das niveladas Marcação do primeiro ponto - Caminhar no sentido perpendicular ao declive - Colocar a haste no chão - Subir e descer a haste até nivelar com a outra Pires e Souza 2013
  • 81.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para alocação das niveladas Fincar a estaca no ponto nivelado Pires e Souza 2013 Caminhar em direção ao próximo ponto
  • 82.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para alocação das niveladas Repetir as operações anteriores até o final da curva Pires e Souza 2013
  • 83.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para alocação das niveladas Repetir as operações anteriores até o final da curva Pires e Souza 2013
  • 84.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ✓ Métodos do Nível Óptico - Maior rendimento para os nivelamentos - Há o aparelho e uma mira falante - Determinação da declividade Exemplo: Ré = 1,10 m Vante = 1,30 m Distância entre dois pontos = 10 m Diferença de nível entre dois pontos: = 1,30 – 1,10 = 0,2 m (20 cm) X = (100 x 0,20)/10 = 2% Pires e Souza 2013
  • 85.
    Manejo Sustentável doSolo Equipamentos para determinação da declividade ❑ Marcação de linhas com nível óptico
  • 86.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Execução do plantio em nível: ✓ As linhas da cultura perene devem ser paralelas as niveladas básicas; ✓ Esticar uma corda perpendicular a NB com marcações do espaçamento (ex. açaí - 5 m); ✓ Mover a corda por 10 metros e assim... Pires e Souza 2013
  • 87.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão Bacias de captação em estradas rurais
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    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais Ronan Souza
  • 91.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais ✓ Levantamento topográfico da estrada: - indicada para solos com infiltração rápida a moderada - direcionar a enxurrada para as bacias de retenção Pires e Souza 2013
  • 92.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais ✓ Locação: - esticar uma corda no comprimento da estrada Y – Y’ - Esticar uma corda perpendicular X – X’ - Esticar a corda R – R’ (45º) - Na corda R – R’ → DN = 0,5 m Locação do raio do arco da bacia Pires e Souza 2013
  • 93.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais ✓ Locação: - Pontos: B – ponto de referência para a locação B’ – marcar o ponto que será equivalente ao raio da bacia B, C e D → altura igual a 0 C’ e D’ → profundidade de 1 m B’ → profundidade de 2 m
  • 94.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais ✓ Dimensionamento: Volume da bacia A distância entre bacias varia de acordo com a declividade da estrada % de declividade Distância C entre bacias < 5 C = 12 L 5 – 10 C = 6 L 10 – 15 C = 4 L 15 – 20 C = 3 L Acima de 20% torna a implantação dispendiosa e pode comprometer a segurança da estrutura Pires e Souza 2013
  • 95.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais ✓ Construção: - Depois que as chuvas passarem - Quebrar os barrancos das margens da estrada - Plantar gramíneas nos barrancos e taludes (canais de admissão da água) B’ = escavar 1 m prof D’ = escavar 0,5 m C’ = escavar 0,5 m Pires e Souza 2013
  • 96.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais ✓ Construção: - Depois que as chuvas passarem - Quebrar os barrancos das margens da estrada - Plantar gramíneas nos barrancos e taludes (canais de admissão da água) Pires e Souza 2013
  • 97.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Bacias de captação em estradas rurais Ronan Souza Cuidados: ✓ Escarificar o fundo da bacia ✓ Remover sedimentos
  • 98.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Terraceamento: Consiste na construção de uma estrutura transversal ao sentido do maior declive do terreno. Apresenta estrutura composta de um dique e um canal e tem a finalidade de reter e infiltrar as águas das chuvas (EMBRAPA). Pires e Souza 2013
  • 99.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão Ronan Souza
  • 100.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Terraceamento: Consiste na construção de uma estrutura transversal ao sentido do maior declive do terreno. Apresenta estrutura composta de um dique e um canal e tem a finalidade de reter e infiltrar as águas das chuvas (EMBRAPA). O terraço pode reduzir as perdas de solo em até 70 a 80% e a da água em até 100% (Pires & Souza, 2013).
  • 101.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Terraço em nível ou de infiltração Interceptar a chuva e permitir sua infiltração. Recomendados para solos de boa permeabilidade. Latossolos, Nitossolos e Areias quartozas Precipitações baixas e até 12% de declividade ✓ Terraço em desnível ou de drenagem Construídos com pequeno desnível transversalmente ao maior declive da rampa A água é direcionada até canais escoadouros vegetados Recomendados para solos de baixa permeabilidade. Cambissolos e Solos Litólicos (rasos) Argissolos (Bt)
  • 102.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Quanto a largura Base estreita 12 a 18 % de declividade Não se pode cultivar na calha ou no camalhão Pires e Souza 2013
  • 103.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Quanto a largura Base média 8 a 12 % de declividade O camalhão pode ser cultivado Pires e Souza 2013
  • 104.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Quanto a largura Base larga De 6 a 8% de declividade O camalhão e a calha podem ser cultivados
  • 105.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Quanto ao processo de construção Nichols ou canal Até 18 % de declividade
  • 106.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Quanto ao processo de construção Mangum ou camalhão Até 12 % de declividade Mais raso e largo (maior infiltração do que o Nichols)
  • 107.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Terraço tipo patamar Para declividade superiores a 20% Pires e Souza 2013
  • 108.
  • 109.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Escolha prática adequada: ❑ Espaçamento vertical: Corresponde a diferença de nível entre duas niveladas básicas Plano horizontal
  • 110.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Cálculos para terraceamento Locação de terraços em nível: Exemplo: D = 6% Cultura permanente Terraço em nível Argiloso Fórmula de Bentley EV – espaçamento vertical em metros D – declividade em % X – fator que depende do solo, cultura e da prática conservacionista 𝐸𝑉 = 2 + %𝐷 𝑋 0,30
  • 111.
    𝐸𝑉 = 2+ 6 2,5 𝑥 0,305
  • 112.
    𝐸𝑉 = 2+ 6 2,5 𝑥 0,305 = 134 𝑐𝑚
  • 113.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Cálculos para terraceamento Locação de terraços em nível: 𝐸𝑉 = 1,34 𝑚
  • 114.
  • 115.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Cálculos para terraceamento Locação de terraços em nível: 𝐸𝑉 = 1,34 𝑚 𝐸𝐻 = 𝐸𝑉 100 𝐷 𝐸𝐻 = 1,34 100 6 𝐸𝐻 = 1,34 𝑥 16,66 𝐸𝐻 = 22,33 𝑚 1,34 m 22,33 m
  • 116.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Cálculos para terraceamento Locação de terraços em nível: 𝐸𝑉 = 1,34 𝑚 𝐸𝐻 = 𝐸𝑉 100 𝐷 𝐸𝐻 = 1,34 100 6 𝐸𝐻 = 1,34 𝑥 16,66 𝐸𝐻 = 22,33 𝑚
  • 117.
    Manejo Sustentável doSolo Práticas de controle de erosão ✓ Escolha prática adequada: ❑ Marcação de linhas com nível óptico
  • 118.
  • 119.
  • 120.
  • 121.
  • 122.