Estrutura
da Terra
A estrutura interna da Terra e a crosta terrestre
Até hoje é um grande desafio o estudo do interior da Terra. Isso porque o
material que sai dele através dos vulcões vem de profundidades de, no máximo,
200 quilômetros, e as perfurações mais profundas já feitas pelo ser humano
atingiram apenas 13 quilômetros. Observe que a distância da superfície até o
centro da Terra é de aproximadamente 6.370 km.
Muitos são os obstáculos para as perfurações atingirem maiores profundidades,
entre eles o aumento da temperatura, já que, em média, a cada 33 metros a
temperatura aumenta 1 °C, podendo variar em função do tipo de rocha e da
estrutura geológica.
Crosta terrestre
Supõe-se que a estrutura da Terra seja formada por três camadas:
• Crosta terrestre — é a primeira camada, a parte superficial ou externa já
consolidada do planeta sobre a qual vivemos. É relativamente fina, com
espessura que varia de 5 km a 70 km, aproximadamente, sendo mais espessa
nos continentes (até 70 km) e mais fina no fundo dos oceanos (5 km a 10 km,
aproximadamente).
• Manto — é a segunda camada, ou seja, a camada intermediária, composta
predominantemente de magma. Divide-se em: manto superior, manto transicional e
manto inferior, que apresentam diferentes temperaturas e suas profundidades
variam entre 30 km e 2.900 km.
• Núcleo — é a terceira camada, também conhecida pelo nome de nife. Nela
predominam dois minerais — o níquel e o ferro. Divide-se em duas partes:
núcleo externo ou líquido e núcleo interno ou sólido. Apresenta temperaturas
elevadas, entre 4.500 e 6.000 °C, e sua profundidade varia entre 2.900 km e
6.370 km, aproximadamente.
manto e núcleo
Em 1912, o cientista alemão Alfred Wegener divulgou uma teoria chamada de
deriva dos continentes. Segundo essa teoria, a crosta terrestre, antes um único
bloco, se fragmentou em enormes pedaços, que se movem de forma lenta, mas
contínua. Esse grande bloco foi se dividindo em pedaços menores, chegando à
configuração dos continentes hoje conhecida e que, provavelmente, será outra no
futuro.
Agentes Internos (Endógenos):
Tectonismo, as placas tectônicas
Supõe-se que a Terra ficará parecida com essa imagem : a África se afastará
da Ásia, que se unirá à Oceania.
No princípio, a teoria de Wegener não foi muito aceita. Isso só mudou com
a descoberta de que a crosta terrestre é formada pelas placas tectônicas e que
realmente não constitui um bloco único, como se imaginava.
A comprovação de que a camada mais externa da Terra se subdivide em várias
partes ocorreu a partir da década de 1960. Essas placas, assentadas sobre a
camada pastosa do manto, movimentam-se continuamente e em
diversas direções.
A mobilidade da crosta terrestre:
as placas tectônicas
As placas tectônicas se movem, chocando-se ou afastando-se uma das outras,
entre outros fatores, por causa da grande pressão exercida pelo manto sobre
a crosta terrestre.
Os movimentos podem ser divergentes, quando as placas se afastam, ou
convergentes, quando elas se chocam. Grande parte das placas que realizam
movimentos divergentes localiza-se no fundo dos oceanos.
O choque entre duas placas gera uma pressão que provoca um movimento busco,
com vibrações nas áreas vizinhas do ponto de atrito.
É por isso que boa parte dos terremotos ocorre nas bordas das placas tectônicas.
Ao longo de milhões de anos, esse choque pode causar o dobramento
(“enrugamento”) de uma das placas, enquanto a outra afunda no manto, num
processo conhecido como subducção. É o caso, por exemplo, do choque da placa
de Nazca (oceânica) com a placa Sul-Americana (continental), que deu origem à
cordilheira dos Andes.
https://www.youtube.com/watch?v=PldlFA0YW_U
https://apps.univesp.br/placas-tectonicas/
Qual é a posição do Brasil na placa Sul-Americana? Quais seriam
as vantagens dessa localização?
A ocorrência de terremotos, ou abalos sísmicos, deve-se aos movimentos das
placas tectônicas ou à acomodação de rochas no interior da Terra. Esse fenômeno
natural, dependendo da intensidade, pode levantar terrenos ou provocar seu
afundamento parcial.
Os terremotos também podem ocorrer no fundo dos oceanos e provocar o
deslocamento de grande quantidade de água, gerando o tsunami, fenômeno que
se caracteriza por ondas gigantescas.
Terremotos
Vulcanismo
Os vulcões ocorrem em áreas de choque ou separação de placas tectônicas e são
crateras ou aberturas (fissuras) por onde o magma do interior do planeta é
expelido, atingindo a superfície. Após a erupção vulcânica, o magma expelido passa
a ser chamado de lava. A lava se solidifica e dá origem às rochas magmáticas,
sendo o próprio vulcão resultado do acúmulo de lava solidificada.
Outras formas de relevo, como ilhas e planaltos vulcânicos, podem ter a mesma
origem.
A ilha de Fernando de Noronha é produto de vulcanismos
antigos no Atlântico
As forças que criam e alteram as formas de relevo podem agir no interior da
Terra (agentes internos). São agentes internos do relevo: o tectonismo
(movimentos de placa), o vulcanismo e os abalos sísmicos (terremotos).
Agentes Externos (Exógenos)
A ação dos elementos da natureza desgasta as rochas. Esse processo recebe
o nome de intemperismo. Ao serem desgastadas, as rochas soltam partículas dos
minerais que as formam. Esse material é removido, transportado e depositado nas
áreas mais baixas do relevo pelos agentes externos. Esses processos recebem o
nome de erosão. A erosão é um processo natural que pode ser acelerado pelas
ações humanas, como a retirada da vegetação, práticas agrícolas, criação de gado
etc.
Erosão Fluvial
Esse tipo de erosão é caracterizado pelo desgaste das rochas próximas a áreas de
rios. Com o processo de cheia e estiagem, há uma variação no nível do rio,
causando um desgaste nas rochas que entram em contato com a água. Além
disso, o próprio fluxo do rio causa esse efeito de desgaste nas rochas que estão
dentro de seu leito.
Erosão Pluvial
É o tipo de erosão causado pela ação da água das chuvas.
Formação de bancos de areia devido ao assoreamento
Assoreamento
É o acúmulo de sedimentos (areia, terra, rochas), lixo e outros materiais levados
até o leito dos cursos d'água pela ação da chuva, do vento ou do ser humano.
Trata-se de um processo natural que pode ser intensificado pela ação humana.
Essa erosão pode gerar uma série de desdobramentos simples, como a "lavagem"
da camada superficial do solo, até desdobramentos mais complexos, como:
•Ravinas: rachaduras superficiais que se abrem no solo devido ao excesso de
água infiltrada.
•Voçorocas: pode ser resultante da combinação de vários tipos de erosão,
formando grandes crateras que costumam atingir o lençol freático ou estruturas
internas dos solos.
•Lixiviação: transporte dos nutrientes da camada superior do solo. Esses
nutrientes são transportados para camadas inferiores ou para outros fluxos de
água.
Exemplo da formação de ravinas no relevo
Voçoroca ameaça engolir rodovia em Valparaíso de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Em 2017, o MP propôs um acordo entre os donos do terreno e o
•Deslizamento de terra: ocorre em áreas de terrenos irregulares. A chuva "lava" o
solo e, devido à inclinação, acaba deslizando. Ocorre com maior frequência em
áreas desmatadas e com pouca vegetação. O agente causador mais conhecido são
as chuvas. Mas também há outros, como terremotos, erupções vulcânicas e
vibrações causadas por máquinas.
Terrenos com solos mais compactos tendem a dificultar o problema; já locais
arenosos formam massas menos ‘pesadas e encorpadas’, facilitando a decorrada
da terra a consequente queda ladeira abaixo.
Retirada da vegetação natural
A principal interferência do ser humano é o desmatamento na região da encosta,
que elimina as chamadas ‘plantas salvadoras’. A vegetação exerce um papel

Aula agentes internos e externos (1).pptx

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    A estrutura internada Terra e a crosta terrestre Até hoje é um grande desafio o estudo do interior da Terra. Isso porque o material que sai dele através dos vulcões vem de profundidades de, no máximo, 200 quilômetros, e as perfurações mais profundas já feitas pelo ser humano atingiram apenas 13 quilômetros. Observe que a distância da superfície até o centro da Terra é de aproximadamente 6.370 km. Muitos são os obstáculos para as perfurações atingirem maiores profundidades, entre eles o aumento da temperatura, já que, em média, a cada 33 metros a temperatura aumenta 1 °C, podendo variar em função do tipo de rocha e da estrutura geológica.
  • 3.
    Crosta terrestre Supõe-se quea estrutura da Terra seja formada por três camadas: • Crosta terrestre — é a primeira camada, a parte superficial ou externa já consolidada do planeta sobre a qual vivemos. É relativamente fina, com espessura que varia de 5 km a 70 km, aproximadamente, sendo mais espessa nos continentes (até 70 km) e mais fina no fundo dos oceanos (5 km a 10 km, aproximadamente).
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    • Manto —é a segunda camada, ou seja, a camada intermediária, composta predominantemente de magma. Divide-se em: manto superior, manto transicional e manto inferior, que apresentam diferentes temperaturas e suas profundidades variam entre 30 km e 2.900 km. • Núcleo — é a terceira camada, também conhecida pelo nome de nife. Nela predominam dois minerais — o níquel e o ferro. Divide-se em duas partes: núcleo externo ou líquido e núcleo interno ou sólido. Apresenta temperaturas elevadas, entre 4.500 e 6.000 °C, e sua profundidade varia entre 2.900 km e 6.370 km, aproximadamente. manto e núcleo
  • 6.
    Em 1912, ocientista alemão Alfred Wegener divulgou uma teoria chamada de deriva dos continentes. Segundo essa teoria, a crosta terrestre, antes um único bloco, se fragmentou em enormes pedaços, que se movem de forma lenta, mas contínua. Esse grande bloco foi se dividindo em pedaços menores, chegando à configuração dos continentes hoje conhecida e que, provavelmente, será outra no futuro. Agentes Internos (Endógenos): Tectonismo, as placas tectônicas
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    Supõe-se que aTerra ficará parecida com essa imagem : a África se afastará da Ásia, que se unirá à Oceania.
  • 10.
    No princípio, ateoria de Wegener não foi muito aceita. Isso só mudou com a descoberta de que a crosta terrestre é formada pelas placas tectônicas e que realmente não constitui um bloco único, como se imaginava. A comprovação de que a camada mais externa da Terra se subdivide em várias partes ocorreu a partir da década de 1960. Essas placas, assentadas sobre a camada pastosa do manto, movimentam-se continuamente e em diversas direções. A mobilidade da crosta terrestre: as placas tectônicas
  • 12.
    As placas tectônicasse movem, chocando-se ou afastando-se uma das outras, entre outros fatores, por causa da grande pressão exercida pelo manto sobre a crosta terrestre. Os movimentos podem ser divergentes, quando as placas se afastam, ou convergentes, quando elas se chocam. Grande parte das placas que realizam movimentos divergentes localiza-se no fundo dos oceanos.
  • 13.
    O choque entreduas placas gera uma pressão que provoca um movimento busco, com vibrações nas áreas vizinhas do ponto de atrito. É por isso que boa parte dos terremotos ocorre nas bordas das placas tectônicas. Ao longo de milhões de anos, esse choque pode causar o dobramento (“enrugamento”) de uma das placas, enquanto a outra afunda no manto, num processo conhecido como subducção. É o caso, por exemplo, do choque da placa de Nazca (oceânica) com a placa Sul-Americana (continental), que deu origem à cordilheira dos Andes.
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    Qual é aposição do Brasil na placa Sul-Americana? Quais seriam as vantagens dessa localização?
  • 17.
    A ocorrência deterremotos, ou abalos sísmicos, deve-se aos movimentos das placas tectônicas ou à acomodação de rochas no interior da Terra. Esse fenômeno natural, dependendo da intensidade, pode levantar terrenos ou provocar seu afundamento parcial. Os terremotos também podem ocorrer no fundo dos oceanos e provocar o deslocamento de grande quantidade de água, gerando o tsunami, fenômeno que se caracteriza por ondas gigantescas. Terremotos
  • 18.
    Vulcanismo Os vulcões ocorremem áreas de choque ou separação de placas tectônicas e são crateras ou aberturas (fissuras) por onde o magma do interior do planeta é expelido, atingindo a superfície. Após a erupção vulcânica, o magma expelido passa a ser chamado de lava. A lava se solidifica e dá origem às rochas magmáticas, sendo o próprio vulcão resultado do acúmulo de lava solidificada. Outras formas de relevo, como ilhas e planaltos vulcânicos, podem ter a mesma origem.
  • 21.
    A ilha deFernando de Noronha é produto de vulcanismos antigos no Atlântico
  • 24.
    As forças quecriam e alteram as formas de relevo podem agir no interior da Terra (agentes internos). São agentes internos do relevo: o tectonismo (movimentos de placa), o vulcanismo e os abalos sísmicos (terremotos).
  • 25.
    Agentes Externos (Exógenos) Aação dos elementos da natureza desgasta as rochas. Esse processo recebe o nome de intemperismo. Ao serem desgastadas, as rochas soltam partículas dos minerais que as formam. Esse material é removido, transportado e depositado nas áreas mais baixas do relevo pelos agentes externos. Esses processos recebem o nome de erosão. A erosão é um processo natural que pode ser acelerado pelas ações humanas, como a retirada da vegetação, práticas agrícolas, criação de gado etc.
  • 26.
    Erosão Fluvial Esse tipode erosão é caracterizado pelo desgaste das rochas próximas a áreas de rios. Com o processo de cheia e estiagem, há uma variação no nível do rio, causando um desgaste nas rochas que entram em contato com a água. Além disso, o próprio fluxo do rio causa esse efeito de desgaste nas rochas que estão dentro de seu leito. Erosão Pluvial É o tipo de erosão causado pela ação da água das chuvas.
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    Formação de bancosde areia devido ao assoreamento
  • 28.
    Assoreamento É o acúmulode sedimentos (areia, terra, rochas), lixo e outros materiais levados até o leito dos cursos d'água pela ação da chuva, do vento ou do ser humano. Trata-se de um processo natural que pode ser intensificado pela ação humana.
  • 30.
    Essa erosão podegerar uma série de desdobramentos simples, como a "lavagem" da camada superficial do solo, até desdobramentos mais complexos, como: •Ravinas: rachaduras superficiais que se abrem no solo devido ao excesso de água infiltrada. •Voçorocas: pode ser resultante da combinação de vários tipos de erosão, formando grandes crateras que costumam atingir o lençol freático ou estruturas internas dos solos. •Lixiviação: transporte dos nutrientes da camada superior do solo. Esses nutrientes são transportados para camadas inferiores ou para outros fluxos de água.
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    Exemplo da formaçãode ravinas no relevo
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    Voçoroca ameaça engolirrodovia em Valparaíso de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera Em 2017, o MP propôs um acordo entre os donos do terreno e o
  • 34.
    •Deslizamento de terra:ocorre em áreas de terrenos irregulares. A chuva "lava" o solo e, devido à inclinação, acaba deslizando. Ocorre com maior frequência em áreas desmatadas e com pouca vegetação. O agente causador mais conhecido são as chuvas. Mas também há outros, como terremotos, erupções vulcânicas e vibrações causadas por máquinas. Terrenos com solos mais compactos tendem a dificultar o problema; já locais arenosos formam massas menos ‘pesadas e encorpadas’, facilitando a decorrada da terra a consequente queda ladeira abaixo. Retirada da vegetação natural A principal interferência do ser humano é o desmatamento na região da encosta, que elimina as chamadas ‘plantas salvadoras’. A vegetação exerce um papel