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A instituição escolar:
no centro e nas margens
A instituição escolar:
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INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DA EDUCAÇÃO: ENFOQUE SOCIOLÓGICO - NOTURNO - 2024.1
Prof. Jonathan Martins
A maquinaria escolar e os
processos de regulamentação
da vida
A maquinaria escolar e os
processos de regulamentação
da vida
A escola contemporânea tem se tornado, junto de
outros equipamentos sociais, um espaço
estratégico de gestão da vida e dos riscos.
Pressionada por políticas governamentais
planejadas em boa parte dos casos sem conexão e
diálogo com os profissionais, estudantes e
familiares, a escola se situa entre discursos de
formação para a cidadania, produção de
subjetividade com responsabilidade social,
prevenção da periculosidade e práticas
assistencialistas que visam ao resgate de múltiplas
carências
Julia Varela
Catedrática de
Sociología en la
Universidad
Complutense
de Madrid
Julia Varela
Catedrática de
Sociología en la
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Complutense
de Madrid
Fernando Alvarez-
Uria
Profesor de
Sociología en la
Universidad
Complutense de
Madrid
Fernando Alvarez-
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Profesor de
Sociología en la
Universidad
Complutense de
Madrid
1. a definição de um estatuto da infância.
2. a emergência de um espaço específico destinado à educação
das crianças.
3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância
dotados de tecnologias específicas e de "elaborados" códigos
teóricos.
4. a destruição de outros modos de educação.
5. a institucionalização propriamente dita da escola: a imposição
da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e
sancionada pelas leis.
“ As novas instituições fechadas, destinadas ao
recolhimento e instrução da juventude, que emergem a
partir do século XVI ( colégios, albergues, casas prisões,
casas de doutrina, casas de misericórdia, hospícios,
hospitais, seminários...) têm em comum esta funcionalidade
ordenadora, regulamentadora e sobretudo transformadora
do espaço conventual. Entretanto, interessa-nos
particularmente ressaltar que este espaço fechado não é
em absoluto homogêneo. Em virtude da maior ou menor
qualidade da natureza dos educadores e reformadores,
determinada por sua posição na pirâmide social, irão diferir
as disciplinas, flexibilizar os espaços, abrandar enfim os
destinos dos usuários...”. (P.76 – último parágrafo)
Educação e Sociologia -
Educação e Sociologia -
David Émile Durkheim foi um sociólogo,
antropólogo, cientista político, psicólogo
social e filósofo francês. Considerado o pai
da sociologia, formalmente tornou-a uma
disciplina acadêmica. Durkheim é citado
como um dos principais arquitetos da
ciência social moderna, junto a Karl Marx e
Max Weber.
Émile Durkheim
(Épinal, 15 de abril de 1858
— Paris, 15 de novembro de
1917)
Émile Durkheim
(Épinal, 15 de abril de 1858
— Paris, 15 de novembro de
1917)
Capítulo 1 -
A educação, sua natureza e seu papel
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A educação, sua natureza e seu papel
“O resultado destes fatos é: que cada
sociedade elabora um certo ideal do
homem, ou seja, daquilo que ele deve ser
tanto do ponto de vista intelectual quanto
físico e moral; que este ideal é, em certa
medida, o mesmo para todos os cidadãos;
que a partir de certo ponto ele se
diferencia de acordo com os meios
singulares que toda sociedade
compreende em seu meio” (p.52)
“Nem todos nós fomos feitos para
refletir; são precisos homens de
sensação e de ação” (p.44)
“Ele [o indivíduo] não se encontra diante
de uma tábula rasa sobre a qual poderá
edificar o que quiser, mas sim de
realidades existentes, as quais ele não
pode nem criar, nem destruir, nem
transformar à vontade” (p.48-49)
● Socialização metódica
SER INDIVIDUAL >> SER SOCIAL
● Ser social não é inato nem surge
espontaneamente
○ Obra da educação
○ Transmissão de aptidões para a
vida social
Caráter social da
educação
Caráter social da
educação
● As necessidades da sociedade se
impõem aos indivíduos
○ A educação cumpre a função de
habilitar os indivíduos para essas
necessidades
● Submissão à sociedade
○ Desejável
Processo social
Processo social
Regulador
○ Sem monopólio
○ Garantir os princípios essenciais
Papel do Estado
Papel do Estado
● Passividade do indivíduo
● Primazia do professor sobre o aluno
Questão de Autoridade
● Autoridade moral
● Confiança
● Não é violência e repressão
● Autoridade concedida pela
sociedade
Meios de ação
Meios de ação
A educação é a ação exercida,
junto às crianças, pelos pais e
mestres. É permanente, de todos
os instantes, geral. Não há
período na vida social, não há
mesmo, por assim dizer, momento
no dia em que as novas gerações
não estejam em contato com
seus maiores e, em que, por
conseguinte, não recebam deles
influência educativa. (DURKHEIM,
1978, p.57)
UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO
ESTUDO SOCIOLÓGICO DA ESCOLA
UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO
ESTUDO SOCIOLÓGICO DA ESCOLA
Se escola tem ocupado o centro da
reflexão sociológica sobre a
educação, no Brasil, é preciso
reconhecer que essa mesma
reflexão apresenta algumas
rupturas e delimita, também,
possíveis continuidades.
Marilia Pontes Sposito
Professora Emérita da
Faculdade de Educação - USP
Marilia Pontes Sposito
Professora Emérita da
Faculdade de Educação - USP
A Sociologia divide-se em várias disciplinas, que estudam a ordem existente nas
relações dos fenômenos sociais de diversos pontos de vista irredutíveis, mas
complementares e convergentes. Contudo, nada se disse (até aqui) sobre as
chamadas “sociologias especiais”, como a Sociologia Econômica, a Sociologia Moral,
a Sociologia Jurídica, a Sociologia do Conhecimento (a Sociologia da Educação), etc.
A rigor, essa designação é imprópria. Como acontece em qualquer ciência, os
métodos sociológicos podem ser aplicados à investigação e à explicação de
qualquer fenômeno social particular sem que, por isso, se deva admitir a existência
de uma disciplina especial, com objeto e problemas próprios!...Sob outros aspectos
o uso mais ou menos livre de tais expressões facilita a identificação do teor das
contribuições, simplificando, assim, as relações do autor com o público. Isto parece
ser suficiente para justificar o emprego delas, já que carecem de sentido lógico os
intentos de subdividir, indefinidamente, os campos da Sociologia (grifos meus,
Fernandes, 1960, pp 29-30)
A sociologia da educação configura seu objeto
particular quando se constitui como ciência das
relações entre a reprodução cultural e a reprodução
social, ou seja, no momento em que se esforça por
estabelecer a contribuição que o sistema de ensino
oferece com vistas à reprodução da estrutura das
relações de força e das relações simbólicas entre as
classes” (Bourdieu, 1975, p. 295)
Se a escola ocupou lugar central no
pensamento sociológico no exame da
reprodução social e dos processos
socializadores, o modo como essa
instituição foi concebida mudou no
interior das orientações teóricas ao
longo do tempo
O ESTUDO DA ESCOLA SOB A PERSPECTIVA
SOCIOLÓGICA
O ESTUDO DA ESCOLA SOB A PERSPECTIVA
SOCIOLÓGICA
No Brasil, o nascimento da reflexão
sociológica sobre a educação foi
amplamente ancorado na
perspectiva de Durkheim,
sistematizada por Fernando de
Azevedo, em seus trabalho dos
anos de 1940 (Azevedo, 1940, 1964)
O imediato pós-guerra,
sobretudo durante a década de
1950 e início de 1960, marca a
forte presença dos estudos
funcionalistas sobre a educação
escolar, em especial Talcott
Parsons, nos Estados Unidos,
mas com ramificações na
Europa.
Sociologia da
educação
Sociologia da
educação
1950
1950
Nasce um pensamento crítico sistemático que
marcou novas aproximações no âmbito da
sociologia em torno da ação efetiva desenvolvida
pela instituição escolar. Esse período é marcado
pelos primeiros estudos desenvolvidos por Pierre
Bourdieu – Os herdeiros (1969) e a Reprodução
(1975) –, pela análise da escola desenvolvida por
Baudelot e Establet (1971), e pelas formulações
do marxismo estruturalista de Louis Althusser
(s/data).
1960
1960
nascimento da Nova
Sociologia da Educação na
Inglaterra por meio dos
estudos sobre o currículo e
linguagem desenvolvidos por
Michael Young (1971) e Basil
Bernstein (1975)
1970
1970
A influência de duas autoras mexicanas
Elsie Rockwell e Justa Ezpeletta (1985)
também foi bastante significativa nos
anos 80 com o estudo do cotidiano
escolar sob uma perspectiva
etnográfica, embora esse tipo de
orientação já estivesse sendo adotado
por Patto (1991) a partir das
formulações de Agnes Heller.
Sociologia da
educação
Sociologia da
educação
1980
1980
Essa ampliação de referências
teóricas suscitou, também, algumas
críticas diante das evidentes
dificuldades de articulação das
perspectivas voltadas para o estudo
minuciosos da instituição escolar com
processos mais amplos de natureza
estrutural (Forquin, 1993; Van Zanten,
2000; Mafra, 2003).
1990
1990
Mas, se a escola continuou ocupando o foco de
interesses da pesquisa sociológica sobre a
educação, é preciso, ao menos, examinar
perspectivas que contribuam para alargar nossa
capacidade de compreensão e de análise.
Dentre elas situa-se um recurso analítico e
metodológico importante: a perspectiva não
escolar ou, como afirmam e Barrère e Martuccelli
a “via não-escolar” (2000)
2000
2000
Ao examinar esse aparente
paradoxo contido na junção do
“não escolar” com a escola, é
preciso considerar uma
distinção importante entre a
categoria analítica – escola - e
a unidade empírica – escola –
objeto de investigação.
UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO
ESTUDO DA ESCOLA
UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO
ESTUDO DA ESCOLA
A relevância analítica da instituição escolar não
implica necessariamente o seu estudo empírico,
sendo esse o primeiro aspecto da via não escolar
no estudo sociológico da escola. O segundo
reside na idéia de que, mesmo considerando-se a
escola como unidade empírica de investigação, é
preciso reconhecer que elementos não escolares
penetram, conformam e são criados no interior da
instituição e merecem, por sua vez, também ser
investigados.
Trabalhos como os de Florestan
Fernandes, Octavio Ianni e Fernando
Henrique Cardoso exprimiam a
tentativa de compreensão dos
caminhos para o desenvolvimento e
reconheciam a educação escolar
como uma de suas possibilidades e
expressão (Cardoso e Ianni, 1959;
Fernandes, 1960)
A sociologia produzida na USP
A sociologia produzida na USP
O estudo dos mecanismos de mudança
social estimulou a investigação sobre o
lugar da escola no interior das
expectativas das classes populares
urbanas, formadas a partir de intensos
processos de migração. Esses
segmentos alimentavam perspectivas de
sua integração à sociedade urbana e
industrial pela mobilidade social
ascendente.
O segundo aspecto da perspectiva
não escolar no estudo empírico da
escola - responde, do mesmo modo, a
uma orientação já defendida pela
Sociologia praticada nos anos 50,
sobretudo a partir das análises de
Antonio Candido, mas profundamente
articuladas às grandes preocupações
propostas por Florestan no estudo da
mudança social.
A sociologia produzida na USP
A sociologia produzida na USP
Reiterando esse conjunto de
possibilidades propostas por Candido, em
um recorte contemporâneo, Duru-Bellat e
Agnes Van Zanten evidenciam que a
condição de aluno deve ser objeto
problemático de investigação no âmbito
do estudo sociológico da escola: não se
nasce aluno, alguém torna-se aluno
(1992).
Para Candido, é importante
reconhecer que o aluno é expressão
também de uma forma peculiar de sua
inserção no ciclo de vida - a infância e
a juventude - categorias específicas e
dotadas de uma autonomia relativa na
sociedade e na literatura sociológica
(Duru-Bellat e Van Zanten, 1992,
p.179)
A sociologia produzida na USP
A sociologia produzida na USP
Mas é ainda insuficiente para a
compreensão do sujeito - aluno - em uma
dimensão mais global que poderia ser
apreendida pela adoção de recursos
analíticos de outras “sociologias”, neste
caso a sociologia da infância e da
juventude.
É inegável que a escola pública – sua expansão e precária
qualidade - ainda ocupa o centro da análise sociológica
sobre a escola. Intensificado nos anos de 1990, não só
pela extensão da escola fundamental mas pelo intenso
crescimento das matrículas no ensino médio e pelo
rejuvenescimento da população do ensino supletivo, esse
movimento criou novos públicos escolares e trouxe à tona
novas modalidades de incorporação, seleção e exclusão
dos segmentos trabalhadores e subalternos da
sociedade.
1. O texto aborda a importância da
perspectiva não escolar na Sociologia
da Educação. Discorra sobre como é
importante ter uma visão mais ampla
do assunto e como os outros meios
sociais afetam na formação do
indivíduo.
Diante da proposta de investigar a
escola não apenas como uma
instituição isolada, mas como parte
integrante de processos sociais
dinâmicos, como a Sociologia pode
oferecer insights significativos sobre
as demandas populares por educação
e as formas de ação coletiva em torno
dessas demandas?
Texto 1
Texto 1
A partir da visão de Durkheim sobre a
capacidade socializadora da escola no
indivíduo moderno, como podemos
perceber o papel das instituições e
programas escolares que encontramos
no Brasil? A ação socializadora da escola
no brasil é homogênea? E quais são os
seus valores?
Texto 2
Texto 2
Considerando o contexto
tecnológico atual e sendo a
escola responsável pela
formação de seres humanos
aptos a conviver em
sociedade, o modo de vida
individualista
impulsionado pelo capitalismo
tardio afetará a estrutura da
educação de que maneira?
Texto 3
Texto 3
O texto de Sposito conta que, na
perspectiva de Durkeim, o professor é o
mediador entre a criança e o mundo social.
Na formação cidadã dos alunos na escola,
como ir além do conteúdo, levando os
alunos a refletir e a questionar suas funções
socializadoras?
Qual a função social da escola atual?
Perguntas Turma quarta
Perguntas Turma quarta
Como a abordagem sociológica contemporânea, conforme exposta por Duru-Bellat e Van Zanten, desafia as
concepções tradicionais sobre a condição de aluno, destacando a importância da análise das expectativas implícitas da
instituição e dos professores, bem como das influências da socialização extra-escolar na formação do aluno?
Contexto Sociocultural:
Considera o aluno não apenas
como um receptor passivo de
conhecimento, mas como um
indivíduo imerso em um
contexto sociocultural
dinâmico.
Reconhece que a socialização
não se limita à sala de aula,
mas também é influenciada
por fatores externos, como a
mídia, a família e a
comunidade
Expectativas
Implícitas:
Os professores e a própria
instituição escolar têm
expectativas implícitas em
relação aos alunos. Essas
expectativas podem moldar
o comportamento e o
desempenho dos
estudantes.
A abordagem sociológica
contemporânea nos convida
a examinar essas
expectativas e considerar
como elas afetam a
experiência educacional.
Influências Extra-
Escolares:
A socialização extra-escolar
desempenha um papel
crucial na formação do
aluno. Amigos, mídia,
cultura e outros contextos
sociais contribuem para a
construção da identidade e
das atitudes dos estudantes.
Essas influências podem
tanto reforçar quanto
desafiar as normas e valores
transmitidos pela escola.
Cultura Midiática:
A emergência da cultura
midiática transformou a
maneira como os alunos
interagem com o mundo. A
mídia influencia suas
percepções, aspirações e
valores.
A abordagem contemporânea
nos alerta para os limites das
concepções clássicas de
socialização diante desse
cenário midiático.
O texto cita o artigo “Perspectivas da Sociologia da Educação”,
1955, de Antonio Candido, que aponta duas orientações
importantes para a pesquisa para a dita “via não escolar”. A
primeira orientação é “a ideia de que as práticas observadas no
interior da escola tanto recriam dimensões da vida social, como
as filtram e muitas vezes são criações específicas do grupo”.
Como essa essa orientação se relaciona com “a necessidade
de reconhecer que o aluno é expressão também de uma forma
peculiar de sua inserção no ciclo de vida” (escritos de Duru-
Bellat e Van Zanten)?
Qual é a crítica feita
por Candido à "ilusão
pedagógica" de
Durkheim e qual é a
implicação dessa
crítica para a pesquisa
sociológica da
educação?
A religião/influência
religiosa, explícita ou
implícita, pode ser vista
como um outro desses
elementos não
escolares que se fazem
fortemente presentes
no âmbito da escola?
O pressuposto de que
as relações produzidas
nas escolas são
derivadas,
parcialmente, de
configurações externas
a este espaço, seria
uma espécie de
determinismo social?
Em que sentido a
análise de Parsons
(1974), na página 14, dá
um tratamento
funcionalista à
experiência dos grupos
de adolescentes na
sociedade?
Por que tantas
referências francesas e
poucas de países de
realidades similares a
do Brasil?
como procura-se fazer
um estudo da educação
brasileira usando tão
poucas referências de
países de realidade e
culturas semelhantes
às nossas?
deve-se incluir a escola
como local de
reprodução dos
processos de produção
ou de mudança dos
mesmos, onde a
juventude gera novas
ideias?
Também fiquei em
dúvida se a ideia de
reprodução social é
positiva ou negativa…
Sociologia da Educação na França
(Bourdieu, Baudelot e Establet, Althusser):
Enfoque na Reprodução Social: Análise
da reprodução social por meio da
educação: as instituições
educacionais desempenham um papel
crucial na perpetuação das
desigualdades sociais.
1.
Teoria do Capital Cultural:
2.
Luta Simbólica
3.
Quais diferenças podem ser elencadas entre a “Sociologia da
Educação” desenvolvida na França, a partir dos estudos de Bourdieu
(1969;1975), Baudelot e Establet (1971) e Louis Althusser (s/d) e a
“Nova Sociologia da Educação” desenvolvida na Inglaterra, a partir
dos estudos de Michael Young (1971) e Basil Bernstein (1975) ?
Quais diferenças podem ser elencadas entre a “Sociologia da
Educação” desenvolvida na França, a partir dos estudos de Bourdieu
(1969;1975), Baudelot e Establet (1971) e Louis Althusser (s/d) e a
“Nova Sociologia da Educação” desenvolvida na Inglaterra, a partir
dos estudos de Michael Young (1971) e Basil Bernstein (1975) ?
Nova Sociologia da Educação na Inglaterra
(Michael Young, Basil Bernstein):
Enfoque nas Estruturas do
Conhecimento
1.
Teoria do Currículo Oculto
2.
Classificação e Estratificação:
3.
Códigos de Linguagem:
4.
Meritocracia e Desigualdade
Linguística
5.
Como a perda do monopólio na
formação das novas gerações e
as características internas dos
sistemas escolares atuais estão
relacionadas à crise percebida na
instituição escolar?
Texto 1
Texto 1
Émile Durkheim, elabora um
apontamento sobre a
educação ideal. A partir disso
comente brevemente sobre a
definição dessa educação
ideal.
Texto 2
Texto 2
Como a organização do
trabalho escolar está ligada
em termos de espaço
geográfico?
Texto 3
Texto 3
Tendo em vista a distância
cronológica entre o texto de
Sposito (2003) e nossa
realidade material presente,
qual é o balanço acerca da
Educação Brasileira dos
últimos 20 anos segundo com
a perspectiva não escolar
proposta pela autora?
Quais são os impactos do
homeschooling na sociedade
uma vez que este modelo não
dá conta das "funções
socializadoras mais
amplas citadas no texto”?
Partindo da afirmação de Aynes Van
Zanten (1992): “Não se nasce aluno,
alguém torna-se aluno”, como tal
afirmação aplica-se à
contemporaneidade, visto que as
relações educacionais no ambiente
escolar e fora dela tornam-se cada
vez mais fragilizadas?
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  • 1. A instituição escolar: no centro e nas margens A instituição escolar: no centro e nas margens INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DA EDUCAÇÃO: ENFOQUE SOCIOLÓGICO - NOTURNO - 2024.1 Prof. Jonathan Martins
  • 2. A maquinaria escolar e os processos de regulamentação da vida A maquinaria escolar e os processos de regulamentação da vida A escola contemporânea tem se tornado, junto de outros equipamentos sociais, um espaço estratégico de gestão da vida e dos riscos. Pressionada por políticas governamentais planejadas em boa parte dos casos sem conexão e diálogo com os profissionais, estudantes e familiares, a escola se situa entre discursos de formação para a cidadania, produção de subjetividade com responsabilidade social, prevenção da periculosidade e práticas assistencialistas que visam ao resgate de múltiplas carências Julia Varela Catedrática de Sociología en la Universidad Complutense de Madrid Julia Varela Catedrática de Sociología en la Universidad Complutense de Madrid Fernando Alvarez- Uria Profesor de Sociología en la Universidad Complutense de Madrid Fernando Alvarez- Uria Profesor de Sociología en la Universidad Complutense de Madrid
  • 3. 1. a definição de um estatuto da infância. 2. a emergência de um espaço específico destinado à educação das crianças. 3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnologias específicas e de "elaborados" códigos teóricos. 4. a destruição de outros modos de educação. 5. a institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis.
  • 4. “ As novas instituições fechadas, destinadas ao recolhimento e instrução da juventude, que emergem a partir do século XVI ( colégios, albergues, casas prisões, casas de doutrina, casas de misericórdia, hospícios, hospitais, seminários...) têm em comum esta funcionalidade ordenadora, regulamentadora e sobretudo transformadora do espaço conventual. Entretanto, interessa-nos particularmente ressaltar que este espaço fechado não é em absoluto homogêneo. Em virtude da maior ou menor qualidade da natureza dos educadores e reformadores, determinada por sua posição na pirâmide social, irão diferir as disciplinas, flexibilizar os espaços, abrandar enfim os destinos dos usuários...”. (P.76 – último parágrafo)
  • 5. Educação e Sociologia - Educação e Sociologia - David Émile Durkheim foi um sociólogo, antropólogo, cientista político, psicólogo social e filósofo francês. Considerado o pai da sociologia, formalmente tornou-a uma disciplina acadêmica. Durkheim é citado como um dos principais arquitetos da ciência social moderna, junto a Karl Marx e Max Weber. Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917)
  • 6. Capítulo 1 - A educação, sua natureza e seu papel Capítulo 1 - A educação, sua natureza e seu papel “O resultado destes fatos é: que cada sociedade elabora um certo ideal do homem, ou seja, daquilo que ele deve ser tanto do ponto de vista intelectual quanto físico e moral; que este ideal é, em certa medida, o mesmo para todos os cidadãos; que a partir de certo ponto ele se diferencia de acordo com os meios singulares que toda sociedade compreende em seu meio” (p.52) “Nem todos nós fomos feitos para refletir; são precisos homens de sensação e de ação” (p.44) “Ele [o indivíduo] não se encontra diante de uma tábula rasa sobre a qual poderá edificar o que quiser, mas sim de realidades existentes, as quais ele não pode nem criar, nem destruir, nem transformar à vontade” (p.48-49)
  • 7. ● Socialização metódica SER INDIVIDUAL >> SER SOCIAL ● Ser social não é inato nem surge espontaneamente ○ Obra da educação ○ Transmissão de aptidões para a vida social Caráter social da educação Caráter social da educação ● As necessidades da sociedade se impõem aos indivíduos ○ A educação cumpre a função de habilitar os indivíduos para essas necessidades ● Submissão à sociedade ○ Desejável Processo social Processo social
  • 8. Regulador ○ Sem monopólio ○ Garantir os princípios essenciais Papel do Estado Papel do Estado ● Passividade do indivíduo ● Primazia do professor sobre o aluno Questão de Autoridade ● Autoridade moral ● Confiança ● Não é violência e repressão ● Autoridade concedida pela sociedade Meios de ação Meios de ação
  • 9. A educação é a ação exercida, junto às crianças, pelos pais e mestres. É permanente, de todos os instantes, geral. Não há período na vida social, não há mesmo, por assim dizer, momento no dia em que as novas gerações não estejam em contato com seus maiores e, em que, por conseguinte, não recebam deles influência educativa. (DURKHEIM, 1978, p.57)
  • 10. UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO ESTUDO SOCIOLÓGICO DA ESCOLA UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO ESTUDO SOCIOLÓGICO DA ESCOLA Se escola tem ocupado o centro da reflexão sociológica sobre a educação, no Brasil, é preciso reconhecer que essa mesma reflexão apresenta algumas rupturas e delimita, também, possíveis continuidades. Marilia Pontes Sposito Professora Emérita da Faculdade de Educação - USP Marilia Pontes Sposito Professora Emérita da Faculdade de Educação - USP
  • 11. A Sociologia divide-se em várias disciplinas, que estudam a ordem existente nas relações dos fenômenos sociais de diversos pontos de vista irredutíveis, mas complementares e convergentes. Contudo, nada se disse (até aqui) sobre as chamadas “sociologias especiais”, como a Sociologia Econômica, a Sociologia Moral, a Sociologia Jurídica, a Sociologia do Conhecimento (a Sociologia da Educação), etc. A rigor, essa designação é imprópria. Como acontece em qualquer ciência, os métodos sociológicos podem ser aplicados à investigação e à explicação de qualquer fenômeno social particular sem que, por isso, se deva admitir a existência de uma disciplina especial, com objeto e problemas próprios!...Sob outros aspectos o uso mais ou menos livre de tais expressões facilita a identificação do teor das contribuições, simplificando, assim, as relações do autor com o público. Isto parece ser suficiente para justificar o emprego delas, já que carecem de sentido lógico os intentos de subdividir, indefinidamente, os campos da Sociologia (grifos meus, Fernandes, 1960, pp 29-30)
  • 12. A sociologia da educação configura seu objeto particular quando se constitui como ciência das relações entre a reprodução cultural e a reprodução social, ou seja, no momento em que se esforça por estabelecer a contribuição que o sistema de ensino oferece com vistas à reprodução da estrutura das relações de força e das relações simbólicas entre as classes” (Bourdieu, 1975, p. 295)
  • 13. Se a escola ocupou lugar central no pensamento sociológico no exame da reprodução social e dos processos socializadores, o modo como essa instituição foi concebida mudou no interior das orientações teóricas ao longo do tempo O ESTUDO DA ESCOLA SOB A PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA O ESTUDO DA ESCOLA SOB A PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA No Brasil, o nascimento da reflexão sociológica sobre a educação foi amplamente ancorado na perspectiva de Durkheim, sistematizada por Fernando de Azevedo, em seus trabalho dos anos de 1940 (Azevedo, 1940, 1964)
  • 14. O imediato pós-guerra, sobretudo durante a década de 1950 e início de 1960, marca a forte presença dos estudos funcionalistas sobre a educação escolar, em especial Talcott Parsons, nos Estados Unidos, mas com ramificações na Europa. Sociologia da educação Sociologia da educação 1950 1950 Nasce um pensamento crítico sistemático que marcou novas aproximações no âmbito da sociologia em torno da ação efetiva desenvolvida pela instituição escolar. Esse período é marcado pelos primeiros estudos desenvolvidos por Pierre Bourdieu – Os herdeiros (1969) e a Reprodução (1975) –, pela análise da escola desenvolvida por Baudelot e Establet (1971), e pelas formulações do marxismo estruturalista de Louis Althusser (s/data). 1960 1960 nascimento da Nova Sociologia da Educação na Inglaterra por meio dos estudos sobre o currículo e linguagem desenvolvidos por Michael Young (1971) e Basil Bernstein (1975) 1970 1970
  • 15. A influência de duas autoras mexicanas Elsie Rockwell e Justa Ezpeletta (1985) também foi bastante significativa nos anos 80 com o estudo do cotidiano escolar sob uma perspectiva etnográfica, embora esse tipo de orientação já estivesse sendo adotado por Patto (1991) a partir das formulações de Agnes Heller. Sociologia da educação Sociologia da educação 1980 1980 Essa ampliação de referências teóricas suscitou, também, algumas críticas diante das evidentes dificuldades de articulação das perspectivas voltadas para o estudo minuciosos da instituição escolar com processos mais amplos de natureza estrutural (Forquin, 1993; Van Zanten, 2000; Mafra, 2003). 1990 1990 Mas, se a escola continuou ocupando o foco de interesses da pesquisa sociológica sobre a educação, é preciso, ao menos, examinar perspectivas que contribuam para alargar nossa capacidade de compreensão e de análise. Dentre elas situa-se um recurso analítico e metodológico importante: a perspectiva não escolar ou, como afirmam e Barrère e Martuccelli a “via não-escolar” (2000) 2000 2000
  • 16. Ao examinar esse aparente paradoxo contido na junção do “não escolar” com a escola, é preciso considerar uma distinção importante entre a categoria analítica – escola - e a unidade empírica – escola – objeto de investigação. UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO ESTUDO DA ESCOLA UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO ESTUDO DA ESCOLA A relevância analítica da instituição escolar não implica necessariamente o seu estudo empírico, sendo esse o primeiro aspecto da via não escolar no estudo sociológico da escola. O segundo reside na idéia de que, mesmo considerando-se a escola como unidade empírica de investigação, é preciso reconhecer que elementos não escolares penetram, conformam e são criados no interior da instituição e merecem, por sua vez, também ser investigados.
  • 17. Trabalhos como os de Florestan Fernandes, Octavio Ianni e Fernando Henrique Cardoso exprimiam a tentativa de compreensão dos caminhos para o desenvolvimento e reconheciam a educação escolar como uma de suas possibilidades e expressão (Cardoso e Ianni, 1959; Fernandes, 1960) A sociologia produzida na USP A sociologia produzida na USP O estudo dos mecanismos de mudança social estimulou a investigação sobre o lugar da escola no interior das expectativas das classes populares urbanas, formadas a partir de intensos processos de migração. Esses segmentos alimentavam perspectivas de sua integração à sociedade urbana e industrial pela mobilidade social ascendente.
  • 18. O segundo aspecto da perspectiva não escolar no estudo empírico da escola - responde, do mesmo modo, a uma orientação já defendida pela Sociologia praticada nos anos 50, sobretudo a partir das análises de Antonio Candido, mas profundamente articuladas às grandes preocupações propostas por Florestan no estudo da mudança social. A sociologia produzida na USP A sociologia produzida na USP Reiterando esse conjunto de possibilidades propostas por Candido, em um recorte contemporâneo, Duru-Bellat e Agnes Van Zanten evidenciam que a condição de aluno deve ser objeto problemático de investigação no âmbito do estudo sociológico da escola: não se nasce aluno, alguém torna-se aluno (1992).
  • 19. Para Candido, é importante reconhecer que o aluno é expressão também de uma forma peculiar de sua inserção no ciclo de vida - a infância e a juventude - categorias específicas e dotadas de uma autonomia relativa na sociedade e na literatura sociológica (Duru-Bellat e Van Zanten, 1992, p.179) A sociologia produzida na USP A sociologia produzida na USP Mas é ainda insuficiente para a compreensão do sujeito - aluno - em uma dimensão mais global que poderia ser apreendida pela adoção de recursos analíticos de outras “sociologias”, neste caso a sociologia da infância e da juventude.
  • 20. É inegável que a escola pública – sua expansão e precária qualidade - ainda ocupa o centro da análise sociológica sobre a escola. Intensificado nos anos de 1990, não só pela extensão da escola fundamental mas pelo intenso crescimento das matrículas no ensino médio e pelo rejuvenescimento da população do ensino supletivo, esse movimento criou novos públicos escolares e trouxe à tona novas modalidades de incorporação, seleção e exclusão dos segmentos trabalhadores e subalternos da sociedade.
  • 21. 1. O texto aborda a importância da perspectiva não escolar na Sociologia da Educação. Discorra sobre como é importante ter uma visão mais ampla do assunto e como os outros meios sociais afetam na formação do indivíduo. Diante da proposta de investigar a escola não apenas como uma instituição isolada, mas como parte integrante de processos sociais dinâmicos, como a Sociologia pode oferecer insights significativos sobre as demandas populares por educação e as formas de ação coletiva em torno dessas demandas? Texto 1 Texto 1 A partir da visão de Durkheim sobre a capacidade socializadora da escola no indivíduo moderno, como podemos perceber o papel das instituições e programas escolares que encontramos no Brasil? A ação socializadora da escola no brasil é homogênea? E quais são os seus valores? Texto 2 Texto 2 Considerando o contexto tecnológico atual e sendo a escola responsável pela formação de seres humanos aptos a conviver em sociedade, o modo de vida individualista impulsionado pelo capitalismo tardio afetará a estrutura da educação de que maneira? Texto 3 Texto 3 O texto de Sposito conta que, na perspectiva de Durkeim, o professor é o mediador entre a criança e o mundo social. Na formação cidadã dos alunos na escola, como ir além do conteúdo, levando os alunos a refletir e a questionar suas funções socializadoras? Qual a função social da escola atual? Perguntas Turma quarta Perguntas Turma quarta
  • 22. Como a abordagem sociológica contemporânea, conforme exposta por Duru-Bellat e Van Zanten, desafia as concepções tradicionais sobre a condição de aluno, destacando a importância da análise das expectativas implícitas da instituição e dos professores, bem como das influências da socialização extra-escolar na formação do aluno? Contexto Sociocultural: Considera o aluno não apenas como um receptor passivo de conhecimento, mas como um indivíduo imerso em um contexto sociocultural dinâmico. Reconhece que a socialização não se limita à sala de aula, mas também é influenciada por fatores externos, como a mídia, a família e a comunidade Expectativas Implícitas: Os professores e a própria instituição escolar têm expectativas implícitas em relação aos alunos. Essas expectativas podem moldar o comportamento e o desempenho dos estudantes. A abordagem sociológica contemporânea nos convida a examinar essas expectativas e considerar como elas afetam a experiência educacional. Influências Extra- Escolares: A socialização extra-escolar desempenha um papel crucial na formação do aluno. Amigos, mídia, cultura e outros contextos sociais contribuem para a construção da identidade e das atitudes dos estudantes. Essas influências podem tanto reforçar quanto desafiar as normas e valores transmitidos pela escola. Cultura Midiática: A emergência da cultura midiática transformou a maneira como os alunos interagem com o mundo. A mídia influencia suas percepções, aspirações e valores. A abordagem contemporânea nos alerta para os limites das concepções clássicas de socialização diante desse cenário midiático.
  • 23. O texto cita o artigo “Perspectivas da Sociologia da Educação”, 1955, de Antonio Candido, que aponta duas orientações importantes para a pesquisa para a dita “via não escolar”. A primeira orientação é “a ideia de que as práticas observadas no interior da escola tanto recriam dimensões da vida social, como as filtram e muitas vezes são criações específicas do grupo”. Como essa essa orientação se relaciona com “a necessidade de reconhecer que o aluno é expressão também de uma forma peculiar de sua inserção no ciclo de vida” (escritos de Duru- Bellat e Van Zanten)?
  • 24. Qual é a crítica feita por Candido à "ilusão pedagógica" de Durkheim e qual é a implicação dessa crítica para a pesquisa sociológica da educação? A religião/influência religiosa, explícita ou implícita, pode ser vista como um outro desses elementos não escolares que se fazem fortemente presentes no âmbito da escola? O pressuposto de que as relações produzidas nas escolas são derivadas, parcialmente, de configurações externas a este espaço, seria uma espécie de determinismo social? Em que sentido a análise de Parsons (1974), na página 14, dá um tratamento funcionalista à experiência dos grupos de adolescentes na sociedade? Por que tantas referências francesas e poucas de países de realidades similares a do Brasil? como procura-se fazer um estudo da educação brasileira usando tão poucas referências de países de realidade e culturas semelhantes às nossas? deve-se incluir a escola como local de reprodução dos processos de produção ou de mudança dos mesmos, onde a juventude gera novas ideias? Também fiquei em dúvida se a ideia de reprodução social é positiva ou negativa…
  • 25. Sociologia da Educação na França (Bourdieu, Baudelot e Establet, Althusser): Enfoque na Reprodução Social: Análise da reprodução social por meio da educação: as instituições educacionais desempenham um papel crucial na perpetuação das desigualdades sociais. 1. Teoria do Capital Cultural: 2. Luta Simbólica 3. Quais diferenças podem ser elencadas entre a “Sociologia da Educação” desenvolvida na França, a partir dos estudos de Bourdieu (1969;1975), Baudelot e Establet (1971) e Louis Althusser (s/d) e a “Nova Sociologia da Educação” desenvolvida na Inglaterra, a partir dos estudos de Michael Young (1971) e Basil Bernstein (1975) ? Quais diferenças podem ser elencadas entre a “Sociologia da Educação” desenvolvida na França, a partir dos estudos de Bourdieu (1969;1975), Baudelot e Establet (1971) e Louis Althusser (s/d) e a “Nova Sociologia da Educação” desenvolvida na Inglaterra, a partir dos estudos de Michael Young (1971) e Basil Bernstein (1975) ? Nova Sociologia da Educação na Inglaterra (Michael Young, Basil Bernstein): Enfoque nas Estruturas do Conhecimento 1. Teoria do Currículo Oculto 2. Classificação e Estratificação: 3. Códigos de Linguagem: 4. Meritocracia e Desigualdade Linguística 5.
  • 26. Como a perda do monopólio na formação das novas gerações e as características internas dos sistemas escolares atuais estão relacionadas à crise percebida na instituição escolar? Texto 1 Texto 1 Émile Durkheim, elabora um apontamento sobre a educação ideal. A partir disso comente brevemente sobre a definição dessa educação ideal. Texto 2 Texto 2 Como a organização do trabalho escolar está ligada em termos de espaço geográfico? Texto 3 Texto 3 Tendo em vista a distância cronológica entre o texto de Sposito (2003) e nossa realidade material presente, qual é o balanço acerca da Educação Brasileira dos últimos 20 anos segundo com a perspectiva não escolar proposta pela autora? Quais são os impactos do homeschooling na sociedade uma vez que este modelo não dá conta das "funções socializadoras mais amplas citadas no texto”? Partindo da afirmação de Aynes Van Zanten (1992): “Não se nasce aluno, alguém torna-se aluno”, como tal afirmação aplica-se à contemporaneidade, visto que as relações educacionais no ambiente escolar e fora dela tornam-se cada vez mais fragilizadas? Perguntas Turma terça Perguntas Turma terça