REVISÃO
Gêneros do
Pentateuco
História e
historiografia
OBJETIVOS
• Compreender a narrativa da
criação e sua teologia.
• Compreender no estado
ideal, pré-queda, quais
foram as normativas divinas
estabelecidas.
“Essa teoria identifica quatro documentos
principais como fontes subjacentes ao presente
texto do Pentateuco. Ela o faz identificando no
texto extratos que podem ser separados por
assunto; pelo uso dos nomes divinos, Javé e
Elohim; e pela duplicação de conteúdo. [...] Na
análise típica, foram detectadas e descritas
quatro ‘fontes’”
(Lasor et al, p. 11, 1999)
J é a narrativa javista que vai de Gênesis 2 a
Números 22-24 (Wolff). Outros atribuem a
morte de Moisés registrada em
Deuteronômio 34 a J. A fonte J foi compilada
em Judá entre 950 e 850 a.C. Essa fonte
destaca a proximidade de Deus, muitas vezes
em linguagem antropomórfica, em que Deus
é descrito em termos humanos.
Eé a narrativa da tradição de Israel (o reino
do norte) em paralelo com J. Destaca a
transcendência de Deus. Prefere Elohim
como nome de Deus até a revelação de seu
nome Javé a Moisés (Ex 3; 6); depois disso
passa a empregar ambos os nomes para
Deus. Sua data está entre 750-700 a.C.
Deus/Elohim: Todo-Poderoso
JE é a sigla empregada ou para textos em que é praticamente impossível separar as duas
fontes (note Javé Elohim, Senhor Deus, em Gn 2.4b-3.24), ou em discussões de um texto
dessas duas fontes em contraposição com materiais da fonte sacerdotal. Essas fontes foram
compiladas um século depois do aparecimento de E.
Drefere-se ao material que forma o núcleo do livro de Deuteronômio. O estilo desse livro é
bem característico: prosaico, prolixo, parenético (repleto de exortações ou conselhos,
“homilético”) e pontuado de frases estereotipadas. Sempre que esse estilo aparece no
Antigo Testamento é chamado deuteronomista. Alguns estudiosos postulam que o núcleo
foi coletado e composto no início do século VII a.C.
Pé uma narrativa histórica expandida
com textos legais e outros materiais.
Interessada na origem e nos regulamentos
das instituições de Israel, P destaca
genealogias, leis relacionadas ao culto,
alianças, dias especiais como o sábado,
plantas de edifícios para o culto e
procedimentos para sacrifícios e
cerimonias. A fonte básica de P é muitas
vezes datada no meio do Exílio (c. 550
a.C.); e sua compilação final, um pouco
antes do século IV a.C.
O LIVRO DE GÊNESIS
• O título Gênesis (palavra grega que
significa “começo”) foi dado a esse
livro na tradução da Septuaginta. O
título consiste da primeira palavra
do livro Beresît (“no princípio”).
• O tema ou assunto principal
tratado é o das origens: a origem
do mundo criado, da raça humana,
das várias nações da terra, e
depois, de maneira particular, da
família da aliança que compõe o
povo redimido de Deus.
“Se realmente cremos que a Bíblia é
a Palavra de Deus para nós, a
verdadeira narrativa do mundo,
parece claro que a nossa
cosmovisão precisa estar arraigada
e fundamentada ali.”
O LIVRO DE GÊNESIS
• “No princípio”. Essa expressão
(no hebraico: be‘ rêsít).
• Gênesis cobre um período
imensamente longo de tempo,
mais longo talvez do que o
conjunto do restante da Bíblia.
É possível dividir o livro em duas subseções: Gênesis
1.1— 11.32 e 12.1—50.26.
HISTÓRIA PRIMITIVA
HISTÓRIA DOS PATRIARCAS
ESTRUTURA E TEXTO DA
NARRATIVA (GN 1.1 – 2.3)
• Declaração concisa (1.1)
• Estado negativo da terra antes da criação (1.2)
• Criação pela palavra (1.3-21): “Haja”
• Declaração (2.1)
• Epílogo: o dia de descanso (2.2-2.3)
ORDEM
INTRODUÇÃ
O
“¹ No princípio criou Deus o céu e a terra.
² E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do
abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
³ E disse Deus: Haja luz; e houve luz.”
Gênesis 1:1-3
DEUS BENEVOLENTE
“⁴ E viu Deus que era boa a luz” (Gênesis 1:4)
“¹⁰ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:10)
“¹² e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:12)
¹⁸ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:18)
²¹ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:21)
²⁵ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:25)
³¹ E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31)
• Adão: /adam/
humanidade; /adamâ/
chão, terra.
• Eva: /hawwâ/ vida
IMAGEM E
SEMELHANÇA
Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa
imagem, conforme a nossa semelhança. Domine
ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do
céu, sobre os grandes animais de toda a terra e
sobre todos os pequenos animais que se movem
rente ao chão". (Gn 1.26)
“O Senhor Deus colocou o homem no jardim
do Éden para cuidar dele e cultivá-lo.” (Gn 2.15)
Intelecto;
Capacidade de
toma decisões;
Emoções;
Comunicação.
TEOLOGIA COMPARADA:
CRIAÇÃO DO HOMEM
EPOPEIA DE ATRAHASIS PENSAMENTO EGÍPCIO GÊNESIS
A humanidade feita de argila
misturada ao sangue de uma
divindade.
As lágrimas dos deuses são
misturadas à argila para formar o
homem.
“Então, formou o SENHOR Deus ao
homem do pó da terra e lhe soprou
nas narinas o fôlego de vida e o
homem passou a ser alma vivente”
(Gn 2.7)
“O que Gênesis tenta e consegue fazer é confirmar o monoteísmo
em oposição ao politeísmo, ao sincretismo e a idolatria, de um
modo radical e completo. Cada dia da criação[...] Descarta um
grupo de divindades[...]. No primeiro dia, rejeitam-se os deuses da
luz e das trevas. No segundo dia, os deuses do céu e do mar. No
terceiro dia, os deuses da terra e os deuses da vegetação. No
quarto dia, os deuses do firmamento: o sol a lua e as estrelas. O
quinto e o sexto dia eliminam quaisquer associações entre os
deuses e o Reino animal. E, por fim, a existência humana também
esvaziada de qualquer aspecto divino intrínseco – enquanto, ao
mesmo tempo, reconhecem-se semelhança e mediação divina a
todos os seres humanos, desde o maior até o menor não apenas a
faraós, reis e heróis.”
(WALTKE, 2015, p. 200)
A HISTORICIDADE DE ADÃO
E EVA
• O próprio texto descreve a historicidade de
Adão e Eva (evidências internas);
• Genealogia de Adão 5.1-32 (evidências internas);
• Genealogia em Lucas (Lc.3.23-38);
• Jesus (Mt 19.8);
• Apóstolos (1 Co 15.47; Jd 14)
IMPLICAÇÕES
• Comércio de partes de
corpos abortados;
• Racismo;
• Genocídio;
• Engenharia eugênica.
“É com base na criação à imagem de Deus que
tudo está aberto ao homem. De repente, a
pessoalidade não escorre pelos meus dedos.
Entendo a possibilidade de comunhão e de
pessoalidade. Entendo que, por ser criado à
imagem de Deus e porque Deus é pessoal, tanto
um relacionamento pessoal com Deus quanto o
conceito de comunhão como comunhão tem
validade. O fator primário é que meu
relacionamento é ascendente. É claro que tenho
relacionamentos descendentes também, mas
sou diferenciado de tudo o que há abaixo de
mim e já não sou confundido.” (SCHAEFFER, p.
41-42)
• Ideal de Deus para as criaturas:
“¹⁵ E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no
jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
¹⁶ E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo:
De toda a árvore do jardim comerás livremente,
¹⁷ Mas da árvore do conhecimento do bem e do
mal, dela não comerás; porque no dia em que dela
comeres, certamente morrerás.”
Gênesis 2:15-17
NORMATIVAS DA
NARRATIVA DA CRIAÇÃO
“¹⁸ E disse o Senhor Deus: Não é bom que
o homem esteja só; far-lhe-ei uma
ajudadora idônea para ele.
¹⁹ Havendo, pois, o Senhor Deus formado
da terra todo o animal do campo, e toda
a ave dos céus, os trouxe a Adão, para
este ver como lhes chamaria; e tudo o
que Adão chamou a toda a alma vivente,
isso foi o seu nome.”
Gênesis 2:18,19
NORMATIVAS DA NARRATIVA DA CRIAÇÃO
“²⁰ E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a
todo o animal do campo; mas para o homem não se achava
ajudadora idônea.
²¹ Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e
este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a
carne em seu lugar;
²² E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou
uma mulher, e trouxe-a a Adão.
²³ E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da
minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem
foi tomada.”
Gênesis 2:20-23
MANDATO
CULTURAL
“Sem o pecado, não haveria estado, e, a
parte do pecado, também não existiria uma
igreja cristã, todavia, teremos a ciência.
Nessa medida paciência se encontram na
mesma categoria que o casamento e a
família, ambos os quais igualmente sofreram
deformações monstruosas como resultado
do pecado.”
ESTADO IDEAL PRÉ-QUEDA
• Sábado (Gn 2.3);
• Liderança masculina/Governo
do lar (Gn 2.16, 18, 19, 20);
• Casamento (Gn 2.24).
PERGUNTA
Conclusão
Gênesis 1.1 – 2.25 mostra a origem do
mundo criado e da raça humana, nos
apresentando um pensamento no qual o
homem é um ser singular por ser imagem
e semelhança de Deus. A descrição do
texto nos mostra um teologia oposta ao
pensamento politeísta e sincrético da
época; nos revela uma realidade ideal,
pré-queda, na qual o Senhor estabeleceu
para o homem a obediência, o trabalho, o
sábado e o matrimônio.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
• ARCHER JR, Gleason L. Panorama do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2012.
• DEREK, Kidner. Gênesis: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001.
• ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: um guia de esboço e gráficos explicativos dos primeiros 39
livros da Bíblia. 2 ed. São Paulo: editora Vida, 2007.
• GOHEEN, Michael; BARTHOLOMEW, Craig. Introdução à cosmovisão cristã: vivendo na intersecção entre a visão bíblica e
a contemporânea. Vida Nova, 2022.
• KAISER, Walter Christian. Teologia do Antigo Testamento. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1984.
• KUYPER, Abraham. Sabedoria e prodígios: graça comum na ciência e na arte. Brasília: Monergismo, 2018.
• LONGMANN III, Tremper; WALTON, John W. O mundo perdido do dilúvio: teologia, mitologia e o debate entre os dias
que abalaram a terra. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2019.
• SCHAEFFER, Francis. Gênesis no Espaço-Tempo. Brasília, DF. Editora Monergismo, 2014.
• VOS, Geerhardus. Teologia Bíblica do Antigo e Novo Testamentos. 2ª ed. Editora Cultura Cristã, 2021.
• WALTKE, Bruce. Teologia do Antigo Testamento: uma abordagem exegética, canônica e temática. São Paulo: Vida Nova,
2015.
• WALTON, John H. O pensamento do Antigo Oriente Próximo e o Antigo Testamento: introdução ao mundo conceitual da
Bíblia hebraica. Vida Nova, 2021.

Aula 02 - Gênesis - História primitiva .pdf

  • 2.
  • 3.
    OBJETIVOS • Compreender anarrativa da criação e sua teologia. • Compreender no estado ideal, pré-queda, quais foram as normativas divinas estabelecidas.
  • 4.
    “Essa teoria identificaquatro documentos principais como fontes subjacentes ao presente texto do Pentateuco. Ela o faz identificando no texto extratos que podem ser separados por assunto; pelo uso dos nomes divinos, Javé e Elohim; e pela duplicação de conteúdo. [...] Na análise típica, foram detectadas e descritas quatro ‘fontes’” (Lasor et al, p. 11, 1999)
  • 5.
    J é anarrativa javista que vai de Gênesis 2 a Números 22-24 (Wolff). Outros atribuem a morte de Moisés registrada em Deuteronômio 34 a J. A fonte J foi compilada em Judá entre 950 e 850 a.C. Essa fonte destaca a proximidade de Deus, muitas vezes em linguagem antropomórfica, em que Deus é descrito em termos humanos. Eé a narrativa da tradição de Israel (o reino do norte) em paralelo com J. Destaca a transcendência de Deus. Prefere Elohim como nome de Deus até a revelação de seu nome Javé a Moisés (Ex 3; 6); depois disso passa a empregar ambos os nomes para Deus. Sua data está entre 750-700 a.C. Deus/Elohim: Todo-Poderoso
  • 6.
    JE é asigla empregada ou para textos em que é praticamente impossível separar as duas fontes (note Javé Elohim, Senhor Deus, em Gn 2.4b-3.24), ou em discussões de um texto dessas duas fontes em contraposição com materiais da fonte sacerdotal. Essas fontes foram compiladas um século depois do aparecimento de E. Drefere-se ao material que forma o núcleo do livro de Deuteronômio. O estilo desse livro é bem característico: prosaico, prolixo, parenético (repleto de exortações ou conselhos, “homilético”) e pontuado de frases estereotipadas. Sempre que esse estilo aparece no Antigo Testamento é chamado deuteronomista. Alguns estudiosos postulam que o núcleo foi coletado e composto no início do século VII a.C.
  • 7.
    Pé uma narrativahistórica expandida com textos legais e outros materiais. Interessada na origem e nos regulamentos das instituições de Israel, P destaca genealogias, leis relacionadas ao culto, alianças, dias especiais como o sábado, plantas de edifícios para o culto e procedimentos para sacrifícios e cerimonias. A fonte básica de P é muitas vezes datada no meio do Exílio (c. 550 a.C.); e sua compilação final, um pouco antes do século IV a.C.
  • 8.
    O LIVRO DEGÊNESIS • O título Gênesis (palavra grega que significa “começo”) foi dado a esse livro na tradução da Septuaginta. O título consiste da primeira palavra do livro Beresît (“no princípio”). • O tema ou assunto principal tratado é o das origens: a origem do mundo criado, da raça humana, das várias nações da terra, e depois, de maneira particular, da família da aliança que compõe o povo redimido de Deus.
  • 9.
    “Se realmente cremosque a Bíblia é a Palavra de Deus para nós, a verdadeira narrativa do mundo, parece claro que a nossa cosmovisão precisa estar arraigada e fundamentada ali.”
  • 10.
    O LIVRO DEGÊNESIS • “No princípio”. Essa expressão (no hebraico: be‘ rêsít). • Gênesis cobre um período imensamente longo de tempo, mais longo talvez do que o conjunto do restante da Bíblia.
  • 11.
    É possível dividiro livro em duas subseções: Gênesis 1.1— 11.32 e 12.1—50.26. HISTÓRIA PRIMITIVA HISTÓRIA DOS PATRIARCAS
  • 13.
    ESTRUTURA E TEXTODA NARRATIVA (GN 1.1 – 2.3) • Declaração concisa (1.1) • Estado negativo da terra antes da criação (1.2) • Criação pela palavra (1.3-21): “Haja” • Declaração (2.1) • Epílogo: o dia de descanso (2.2-2.3) ORDEM
  • 14.
    INTRODUÇÃ O “¹ No princípiocriou Deus o céu e a terra. ² E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. ³ E disse Deus: Haja luz; e houve luz.” Gênesis 1:1-3
  • 15.
    DEUS BENEVOLENTE “⁴ Eviu Deus que era boa a luz” (Gênesis 1:4) “¹⁰ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:10) “¹² e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:12) ¹⁸ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:18) ²¹ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:21) ²⁵ e viu Deus que era bom” (Gênesis 1:25) ³¹ E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31)
  • 16.
    • Adão: /adam/ humanidade;/adamâ/ chão, terra. • Eva: /hawwâ/ vida
  • 17.
    IMAGEM E SEMELHANÇA Então disseDeus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão". (Gn 1.26) “O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo.” (Gn 2.15) Intelecto; Capacidade de toma decisões; Emoções; Comunicação.
  • 18.
    TEOLOGIA COMPARADA: CRIAÇÃO DOHOMEM EPOPEIA DE ATRAHASIS PENSAMENTO EGÍPCIO GÊNESIS A humanidade feita de argila misturada ao sangue de uma divindade. As lágrimas dos deuses são misturadas à argila para formar o homem. “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7)
  • 19.
    “O que Gênesistenta e consegue fazer é confirmar o monoteísmo em oposição ao politeísmo, ao sincretismo e a idolatria, de um modo radical e completo. Cada dia da criação[...] Descarta um grupo de divindades[...]. No primeiro dia, rejeitam-se os deuses da luz e das trevas. No segundo dia, os deuses do céu e do mar. No terceiro dia, os deuses da terra e os deuses da vegetação. No quarto dia, os deuses do firmamento: o sol a lua e as estrelas. O quinto e o sexto dia eliminam quaisquer associações entre os deuses e o Reino animal. E, por fim, a existência humana também esvaziada de qualquer aspecto divino intrínseco – enquanto, ao mesmo tempo, reconhecem-se semelhança e mediação divina a todos os seres humanos, desde o maior até o menor não apenas a faraós, reis e heróis.” (WALTKE, 2015, p. 200)
  • 20.
    A HISTORICIDADE DEADÃO E EVA • O próprio texto descreve a historicidade de Adão e Eva (evidências internas); • Genealogia de Adão 5.1-32 (evidências internas); • Genealogia em Lucas (Lc.3.23-38); • Jesus (Mt 19.8); • Apóstolos (1 Co 15.47; Jd 14)
  • 21.
    IMPLICAÇÕES • Comércio departes de corpos abortados; • Racismo; • Genocídio; • Engenharia eugênica.
  • 22.
    “É com basena criação à imagem de Deus que tudo está aberto ao homem. De repente, a pessoalidade não escorre pelos meus dedos. Entendo a possibilidade de comunhão e de pessoalidade. Entendo que, por ser criado à imagem de Deus e porque Deus é pessoal, tanto um relacionamento pessoal com Deus quanto o conceito de comunhão como comunhão tem validade. O fator primário é que meu relacionamento é ascendente. É claro que tenho relacionamentos descendentes também, mas sou diferenciado de tudo o que há abaixo de mim e já não sou confundido.” (SCHAEFFER, p. 41-42)
  • 23.
    • Ideal deDeus para as criaturas: “¹⁵ E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ¹⁶ E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, ¹⁷ Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gênesis 2:15-17
  • 24.
    NORMATIVAS DA NARRATIVA DACRIAÇÃO “¹⁸ E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. ¹⁹ Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.” Gênesis 2:18,19
  • 25.
    NORMATIVAS DA NARRATIVADA CRIAÇÃO “²⁰ E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. ²¹ Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; ²² E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. ²³ E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” Gênesis 2:20-23
  • 26.
    MANDATO CULTURAL “Sem o pecado,não haveria estado, e, a parte do pecado, também não existiria uma igreja cristã, todavia, teremos a ciência. Nessa medida paciência se encontram na mesma categoria que o casamento e a família, ambos os quais igualmente sofreram deformações monstruosas como resultado do pecado.”
  • 27.
    ESTADO IDEAL PRÉ-QUEDA •Sábado (Gn 2.3); • Liderança masculina/Governo do lar (Gn 2.16, 18, 19, 20); • Casamento (Gn 2.24).
  • 28.
  • 29.
    Conclusão Gênesis 1.1 –2.25 mostra a origem do mundo criado e da raça humana, nos apresentando um pensamento no qual o homem é um ser singular por ser imagem e semelhança de Deus. A descrição do texto nos mostra um teologia oposta ao pensamento politeísta e sincrético da época; nos revela uma realidade ideal, pré-queda, na qual o Senhor estabeleceu para o homem a obediência, o trabalho, o sábado e o matrimônio.
  • 30.
    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA • ARCHERJR, Gleason L. Panorama do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2012. • DEREK, Kidner. Gênesis: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001. • ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: um guia de esboço e gráficos explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. 2 ed. São Paulo: editora Vida, 2007. • GOHEEN, Michael; BARTHOLOMEW, Craig. Introdução à cosmovisão cristã: vivendo na intersecção entre a visão bíblica e a contemporânea. Vida Nova, 2022. • KAISER, Walter Christian. Teologia do Antigo Testamento. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1984. • KUYPER, Abraham. Sabedoria e prodígios: graça comum na ciência e na arte. Brasília: Monergismo, 2018. • LONGMANN III, Tremper; WALTON, John W. O mundo perdido do dilúvio: teologia, mitologia e o debate entre os dias que abalaram a terra. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2019. • SCHAEFFER, Francis. Gênesis no Espaço-Tempo. Brasília, DF. Editora Monergismo, 2014. • VOS, Geerhardus. Teologia Bíblica do Antigo e Novo Testamentos. 2ª ed. Editora Cultura Cristã, 2021. • WALTKE, Bruce. Teologia do Antigo Testamento: uma abordagem exegética, canônica e temática. São Paulo: Vida Nova, 2015. • WALTON, John H. O pensamento do Antigo Oriente Próximo e o Antigo Testamento: introdução ao mundo conceitual da Bíblia hebraica. Vida Nova, 2021.