Indústria 4.0 impulsiona mercado de trabalho
para engenheiros
Até 2020, 72% das empresas brasileiras terão alto nível de automação; engenheiros são
necessários em áreas como Inteligência Artificial, Eletrônica Embarcada e gerência de
processos
Uma tendência de automatização e tomada de
decisões com base em dados está tomando conta dos
processos industriais em todo o mundo. É a chamada
Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0. No Brasil,
segundo dados da Price Waterhouse Coopers (PwC),
apenas 9% das empresas estão em nível avançado de
digitização — transformação dos processos nos mais
automatizados e digitais possíveis. Porém, até 2020, a
expectativa é que o percentual salte para 72%, o que mostra uma grande oportunidade de
trabalho para engenheiros.
“Todas as áreas que podemos observar oferecem boas oportunidades para os engenheiros da
computação, mas a industrial é a mais promissora. Por exemplo, em 2019 a Toyota e a Lexus
estão lançando carros elétricos no Brasil. É um braço da indústria automotiva com enorme
carência de engenheiros”, afirma o coordenador do curso de Engenharia da Computação no
Centro Universitário Internacional Uninter, Frank Alcantara.
Outros campos em pleno crescimento são o uso da inteligência artificial para os mais diversos
ramos, como o mercado financeiro, a automação de processos, a integração de máquinas a
sistemas eletrônicos (Internet das Coisas) e o processamento de dados. De acordo com a
pesquisa conduzida pela PwC, 97% das empresas acreditam que os dados serão essenciais para
tomadas de decisão nos próximos cinco anos.
Segundo o professor, a grande demanda do mercado de trabalho não garante emprego para o
recém-formado. Para se destacar entre os colegas de profissão, é preciso ter conhecimento de
áreas como de Redes Neurais e Computação Quântica, que ainda não são exploradas na maioria
dos cursos de graduação.
Os engenheiros eletricistas também contam com oportunidades de trabalho nessas áreas,
principalmente por meio da Eletrônica Embarcada, da Microeletrônica e da Robótica. “O
desenvolvimento de sistemas embarcados, por exemplo, está revolucionando a Indústria 4.0.
São computadores completamente dedicados ao dispositivo que eles controlam,
diferentemente dos computadores pessoais, que são generalistas. Assim, conseguimos reduzir
até mesmo o custo dos projetos, além de otimizá-los”, explica o coordenador do curso de
Engenharia Elétrica da Uninter, Juliano Pedroso.
O engenheiro de produção com conhecimentos da Indústria 4.0 também pode se destacar no
mercado de trabalho, principalmente na Consultoria Industrial. Com sua visão ampla do
processo produtivo, pode identificar onde é possível implantar automação e processamento de
dados para otimizar processos e reduzir custos. “Os engenheiros de produção são profissionais
com visão holística. Conseguem ver tudo o que ocorre em todos os departamentos da empresa
para tomar as decisões mais assertivas possíveis”, explica o coordenador do curso na Uninter,
Douglas Agostinho.
Fonte: Tem Sustentável
Veneno de aranha e fungos são os próximos biopesticidas
"Um interesse especial agora tem sido direcionado para os venenos de espécies predadoras
de insetos"
Por: Leonardo Gottems
A nova geração de biopesticidas ecologicamente amigáveis pode girar
em torno de veneno de aranha e também de fungos, segundo Lídia
Argemí Muntadas e Andreas Hougaard Laustsen, do Departamento de
Biotecnologia e Biomedicina, da Universidade Técnica da Dinamarca.
Eles afirmaram que as conseqüências desse boom populacional
afetarão diretamente a disponibilidade, o suprimento e a distribuição
de alimentos, exigindo novas alternativas.
“Os artrópodes são animais invertebrados que compreendem
diferentes classes de organismos, como insetos e aracnídeos, entre
outros. Eles são um inimigo natural das colheitas no mundo agrícola.
Os artrópodes são atualmente controlados por meio de pesticidas
agroquímicos, mas esses métodos não são mais tão eficazes quanto décadas atrás. Além disso, pesticidas
agroquímicos parecem ter um impacto negativo na saúde humana e nos ecossistemas”, escreveram.
Nesse cenário, várias fontes de biopesticidas foram estudadas nas últimas décadas. “Plantas
geneticamente modificadas expressando alguns genes de resistência a insetos ou patógenos fúngicos
estão entre as mais populares. Ainda assim, poucos deles são atualmente comercializados na indústria
agrícola. A introdução das primeiras culturas geneticamente modificadas (GM) na agricultura
representou o passo inicial para o desenvolvimento de inseticidas biológicos”, completam.
“Independentemente dos atuais inseticidas biológicos, um interesse especial agora tem sido direcionado
para os venenos de espécies predadoras de insetos, como as aranhas. Diferentes estudos descobriram
recentemente que o veneno da aranha, apesar de ter evoluído para ser tóxico quando injetado na presa,
compreende compostos que também são tóxicos quando ingeridos. Essas descobertas podem levar ao
desenvolvimento e expansão de uma nova família de biopesticidas muito mais simples, cujo custo de
produção e segurança pública pode fornecer benefícios em comparação com os agroinsecticidas
tradicionais”, concluem.
Fonte: Agrolink
Imagem créditos: Wikilimages
O Centro de Inovação UC, do ELEMENTAL, subverte o edifício de escritórios
tradicional, conformando um átrio envidraçado em seu interior, e criando menos
aberturas.. Image © Nico Saieh
Em ambientes quentes ou frios, a produtividade diminui significativamente.
Image Cortesia de Saint Gobain
Como evitar as principais fontes de perda de energia nos
edifícios
Por – Eduardo Souza
O conforto térmico fica bastante evidenciado quando não é atendido. Isso porque quando
as condições térmicas são adequadas em um local, o corpo encontra-se em equilíbrio com
o ambiente e os ocupantes podem simplesmente desenvolver suas atividades normalmente.
Pelo contrário, quando um espaço é quente ou frio demais, logo observamos mudanças no
nosso humor e corpo. A insatisfação com o ambiente térmico ocorre quando o balanço
térmico é instável, ou seja, quando há diferenças entre o calor produzido pelo corpo e o
calor do corpo perdido para o ambiente.
“Uma análise de 24 estudos sobre a relação entre temperatura e performance indicou uma
redução de 10% no desempenho a 30° C e 15° C, comparado com uma linha de base
variando entre 21° C e 23° C - demonstrando o impacto que o conforto térmico pode ter
sobre ocupantes de um escritório. Um estudo mais recente, em um cenário controlado,
indicou uma redução no desempenho de 4% em temperaturas mais baixas e uma redução
de 6% em temperaturas altas. [1]”
Proteger-nos das intempéries do clima é a função
primordial da arquitetura. Isso pode ser feito de
maneira ativa (através de equipamentos ou o fogo,
por exemplo), ou passivamente, utilizando-se a
radiação solar, a ventilação e os materiais a favor da
arquitetura. Ainda que o advento de tecnologias de
resfriamento e aquecimento tenha melhorado as
condições dos ambientes internos, isso também
contribuiu para a criação de edifícios pouco
adaptados aos ambientes em que estavam implantados, tornando-os custosos para resfriá-
los, aquecê-los e para possibilitar o conforto nos seus interiores. Edifícios de escritórios com
fachadas envidraçadas, que não são especificados em relação ao clima local, relegam a
complexos sistemas de ar condicionado a tarefa de manter uma temperatura interna
constante.
O envelope do edifício é parte importante já que
atua como um filtro entre o clima exterior e interior,
e deve ser projetado levando em conta as condições
climáticas locais. Em locais quentes, geralmente
busca-se ventilar ao máximo a edificação, com
generosas aberturas e espaços sombreados. Em
uma região fria, pelo contrário, tende-se a permitir
que o sol adentre o espaço, e manter o calor na
edificação é o mais propício a ser feito. O sentido do fluxo de calor sempre vai da superfície
mais quente à mais fria e a transmissão ocorre quando existe diferença entre a superfície e
a interna.
Diversas pesquisas abordam as principais formas
de perdas de energia em uma edificação. Em
geral, os números ficam próximos dos 35% pelas
paredes, 25% pelas esquadrias, 25% para a
cobertura e 15% pelo piso. Essas perdas de calor
ocorrem por convecção, condução e radiação.
Elas inevitavelmente ocorrerão, mas é dever do
arquiteto gerenciar a rapidez com que o calor é
perdido - isso pode ser controlado através do uso
de materiais de construção e técnicas
apropriadas para estabelecer e manter um invólucro de construção hermético incorporando
altos níveis de isolamento.
Durante o dia, o fluxo de calor geralmente vai do
exterior para o interior, principalmente por causa
da radiação solar. Image © ArchDaily
Durante a noite, o fluxo de calor geralmente vai
do interior para o exterior. Image © ArchDaily
Principais fontes de perda de energia em edificações.
Image © ArchDaily
Falar sobre os conceitos de isolamento térmico e inércia térmica torna-se importante nesse
momento. O isolamento térmico reduz a perda de calor durante as estações frias e o ganho
de calor durante as estações quentes. Materiais isolantes geralmente são compostos por
muitos vazios, como lãs minerais, fibras cerâmicas, isopor e poliuretano, por exemplo. Eles
ajudarão a reduzir as perdas e os ganhos de calor. Já abordamos como calcular a
transmitância térmica, também chamada de Valor U, nesse artigo. Esse valor permite
conhecer o nível de isolamento térmico em relação à porcentagem de energia que atravessa
a envoltória; se o número resultante for baixo, teremos uma superfície bem isolada. Ao
contrário, um número alto nos alertará sobre uma superfície termicamente deficiente. Outro
conceito importante é a Inércia Térmica, que é a característica de um material de reter o
calor e devolvê-lo ao ambiente pouco a pouco. Materiais com alta inércia terão uma reação
atrasada nas alterações na temperatura atmosférica. A inércia térmica é relevante em regiões
com climas com grandes amplitudes térmicas durante os dias. Já em regiões litorâneas e
onde tem-se pouca diferença de temperaturas nos dias, a adoção de materiais com baixa
inércia térmica é adequada para evitar que as altas temperaturas adentrem os ambientes.
Paredes
Para reduzir as trocas de calor entre interior e exterior, é importante investir em materiais de
isolamento, como lãs minerais, e sua integração em sistemas de fachadas. Rebocos e placas
de gesso também atuam na melhora do conforto térmico. Membranas inteligentes auxiliam
na estanqueidade e a gerenciar a umidade, enquanto que revestimentos podem contribuir
isolando e protegendo contra intempéries.
Incluindo isolamento térmico, materiais mais espessos e adequados em paredes diminuem-se as perdas de calor
(ou ganhos de calor) nas edificações. Image © ArchDaily
Coberturas
Sempre recomenda-se combinar algum tipo de isolante térmico à cobertura para maior
conforto no interior da habitação.Em regiões onde é aconselhável trabalhar com a alta
inércia térmica, recomenda-se a construção de uma laje maciça com a aplicação de um
isolante por último. Já em regiões onde pode-se trabalhar com a baixa inércia térmica,
podem ser empregados forros leves, mas sempre com a aplicação de isolante térmico. Uma
técnica muito utilizada e que tem resultados positivos comprovados e de baixo custo, é
pintar as telhas de branco ou utilizar telhas de cores claras, já que refletem os raios solares.
Pisos
Ainda que muitas vezes seja esquecido, isolar o piso é importante para diminuir as trocas de
calor entre o solo e a edificação. Além disso, é importante citar que a escolha dos
revestimento de paredes ou pisos influenciará a percepção de temperatura pelos ocupantes.
Incluindo isolamento térmico, materiais mais espessos e adequados em coberturas, diminuem-se as perdas de
calor (ou ganhos de calor) nas edificações. Image © ArchDaily
Incluindo isolamento térmico, materiais mais espessos e adequados em lajes, diminuem-se as perdas de calor
(ou ganhos de calor) nas edificações. Image © ArchDaily
Esquadrias
O vidro nas janelas e fachadas pode permitir que a radiação solar entre no ambiente, mas
também pode atuar conservando o calor produzido pelos ocupantes ou sistemas de
aquecimento dentro o edifício, ou deixá-los serem evacuados, dependendo do tipo do
mesmo. Em suma, o controle da radiação solar pode ser resumido em [2]:
Admitir ou bloquear a luz natural;
Admitir ou bloquear o calor solar;
Permitir ou bloquear as perdas de calor do interior;
Permitir o contato visual entre interior e exterior.
Para o estudo do comportamento dos fechamentos transparentes, é importante considerar
as ondas curtas e ondas longas. Ondas curtas são as visíveis e as infravermelhas. Já as ondas
longas são as radiações infravermelhas emitidas por corpos aquecidos. Para o estudo do
comportamento dos fechos transparentes, é importante considerar ondas curtas e ondas
longas. Ondas curtas são visíveis e infravermelhas. Ondas longas são a radiação
infravermelha emitida por corpos aquecidos.
O imprescindível é encontrar um bom equilíbrio entre a capacidade da janela para reduzir a
perda de calor (valor-u) versus sua capacidade de aumentar ou reduzir o ganho de calor
solar. Nesse momento, o Valor G (Fator Solar) é importante, que nada mais é que a
porcentagem de radiação solar que incide no vidro e é transmitida para o ambiente de
maneira direta e indireta. Um Valor G de 1,0 representa a transmitância total de toda a
radiação solar, enquanto que 0,0 representa uma janela sem transmissão de energia solar.
Ou seja, em climas frios, um “valor g” mais alto ajuda a fornecer ganhos solares mais úteis e
limitar as necessidades de aquecimento. Nos países de clima quente, um “valor g” mais baixo
ajuda a controlar os ganhos solares desnecessários para limitar as necessidades de
aquecimento. Na figura abaixo mostramos o funcionamento de alguns tipos de vidro.
Decisões acertadas influenciam nas condições de vida dos ocupantes e cada material pode
desempenhar um papel dentro de uma estratégia projetual geral. A especificação final não
deve apenas otimizar o consumo de energia, mas também fornecer conforto ao usuário, e
por isso é tão importante que os arquitetos conheçam um pouco da teoria por trás dos
fenômenos e de que forma as características dos materiais especificados influenciarão o
desempenho do edifício em toda a sua complexidade.
Referências
[1] Wargorcki P (ed), Seppänen O (ed), Andersson J, Boerstra A, Clements-Croome D, Fitzner K,
Hanssen SO (2006) REHVA Guidebook: Indoor Climate and Productivity In Offices. Lan L. Wargocki
P. Wyon DP. Lian Z. (2011) Effects of thermal discomfort in an office on perceived air quality, SBS
symptoms, physiological responses, and human performance
[2] Lamberts, Dutra, Pereira (2014). Eficiência Energética na Arquitetura. Available at this link.
Fonte: arch daily
Diferentes tipos de vidros, com propriedades térmicas diversas. Image © ArchDaily

Assuntos de Interesse - Junho 2019

  • 1.
    Indústria 4.0 impulsionamercado de trabalho para engenheiros Até 2020, 72% das empresas brasileiras terão alto nível de automação; engenheiros são necessários em áreas como Inteligência Artificial, Eletrônica Embarcada e gerência de processos Uma tendência de automatização e tomada de decisões com base em dados está tomando conta dos processos industriais em todo o mundo. É a chamada Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0. No Brasil, segundo dados da Price Waterhouse Coopers (PwC), apenas 9% das empresas estão em nível avançado de digitização — transformação dos processos nos mais automatizados e digitais possíveis. Porém, até 2020, a expectativa é que o percentual salte para 72%, o que mostra uma grande oportunidade de trabalho para engenheiros. “Todas as áreas que podemos observar oferecem boas oportunidades para os engenheiros da computação, mas a industrial é a mais promissora. Por exemplo, em 2019 a Toyota e a Lexus estão lançando carros elétricos no Brasil. É um braço da indústria automotiva com enorme carência de engenheiros”, afirma o coordenador do curso de Engenharia da Computação no Centro Universitário Internacional Uninter, Frank Alcantara. Outros campos em pleno crescimento são o uso da inteligência artificial para os mais diversos ramos, como o mercado financeiro, a automação de processos, a integração de máquinas a sistemas eletrônicos (Internet das Coisas) e o processamento de dados. De acordo com a pesquisa conduzida pela PwC, 97% das empresas acreditam que os dados serão essenciais para tomadas de decisão nos próximos cinco anos. Segundo o professor, a grande demanda do mercado de trabalho não garante emprego para o recém-formado. Para se destacar entre os colegas de profissão, é preciso ter conhecimento de áreas como de Redes Neurais e Computação Quântica, que ainda não são exploradas na maioria dos cursos de graduação. Os engenheiros eletricistas também contam com oportunidades de trabalho nessas áreas, principalmente por meio da Eletrônica Embarcada, da Microeletrônica e da Robótica. “O desenvolvimento de sistemas embarcados, por exemplo, está revolucionando a Indústria 4.0. São computadores completamente dedicados ao dispositivo que eles controlam, diferentemente dos computadores pessoais, que são generalistas. Assim, conseguimos reduzir até mesmo o custo dos projetos, além de otimizá-los”, explica o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Uninter, Juliano Pedroso.
  • 2.
    O engenheiro deprodução com conhecimentos da Indústria 4.0 também pode se destacar no mercado de trabalho, principalmente na Consultoria Industrial. Com sua visão ampla do processo produtivo, pode identificar onde é possível implantar automação e processamento de dados para otimizar processos e reduzir custos. “Os engenheiros de produção são profissionais com visão holística. Conseguem ver tudo o que ocorre em todos os departamentos da empresa para tomar as decisões mais assertivas possíveis”, explica o coordenador do curso na Uninter, Douglas Agostinho. Fonte: Tem Sustentável
  • 3.
    Veneno de aranhae fungos são os próximos biopesticidas "Um interesse especial agora tem sido direcionado para os venenos de espécies predadoras de insetos" Por: Leonardo Gottems A nova geração de biopesticidas ecologicamente amigáveis pode girar em torno de veneno de aranha e também de fungos, segundo Lídia Argemí Muntadas e Andreas Hougaard Laustsen, do Departamento de Biotecnologia e Biomedicina, da Universidade Técnica da Dinamarca. Eles afirmaram que as conseqüências desse boom populacional afetarão diretamente a disponibilidade, o suprimento e a distribuição de alimentos, exigindo novas alternativas. “Os artrópodes são animais invertebrados que compreendem diferentes classes de organismos, como insetos e aracnídeos, entre outros. Eles são um inimigo natural das colheitas no mundo agrícola. Os artrópodes são atualmente controlados por meio de pesticidas agroquímicos, mas esses métodos não são mais tão eficazes quanto décadas atrás. Além disso, pesticidas agroquímicos parecem ter um impacto negativo na saúde humana e nos ecossistemas”, escreveram. Nesse cenário, várias fontes de biopesticidas foram estudadas nas últimas décadas. “Plantas geneticamente modificadas expressando alguns genes de resistência a insetos ou patógenos fúngicos estão entre as mais populares. Ainda assim, poucos deles são atualmente comercializados na indústria agrícola. A introdução das primeiras culturas geneticamente modificadas (GM) na agricultura representou o passo inicial para o desenvolvimento de inseticidas biológicos”, completam. “Independentemente dos atuais inseticidas biológicos, um interesse especial agora tem sido direcionado para os venenos de espécies predadoras de insetos, como as aranhas. Diferentes estudos descobriram recentemente que o veneno da aranha, apesar de ter evoluído para ser tóxico quando injetado na presa, compreende compostos que também são tóxicos quando ingeridos. Essas descobertas podem levar ao desenvolvimento e expansão de uma nova família de biopesticidas muito mais simples, cujo custo de produção e segurança pública pode fornecer benefícios em comparação com os agroinsecticidas tradicionais”, concluem. Fonte: Agrolink Imagem créditos: Wikilimages
  • 4.
    O Centro deInovação UC, do ELEMENTAL, subverte o edifício de escritórios tradicional, conformando um átrio envidraçado em seu interior, e criando menos aberturas.. Image © Nico Saieh Em ambientes quentes ou frios, a produtividade diminui significativamente. Image Cortesia de Saint Gobain Como evitar as principais fontes de perda de energia nos edifícios Por – Eduardo Souza O conforto térmico fica bastante evidenciado quando não é atendido. Isso porque quando as condições térmicas são adequadas em um local, o corpo encontra-se em equilíbrio com o ambiente e os ocupantes podem simplesmente desenvolver suas atividades normalmente. Pelo contrário, quando um espaço é quente ou frio demais, logo observamos mudanças no nosso humor e corpo. A insatisfação com o ambiente térmico ocorre quando o balanço térmico é instável, ou seja, quando há diferenças entre o calor produzido pelo corpo e o calor do corpo perdido para o ambiente. “Uma análise de 24 estudos sobre a relação entre temperatura e performance indicou uma redução de 10% no desempenho a 30° C e 15° C, comparado com uma linha de base variando entre 21° C e 23° C - demonstrando o impacto que o conforto térmico pode ter sobre ocupantes de um escritório. Um estudo mais recente, em um cenário controlado, indicou uma redução no desempenho de 4% em temperaturas mais baixas e uma redução de 6% em temperaturas altas. [1]”
  • 5.
    Proteger-nos das intempériesdo clima é a função primordial da arquitetura. Isso pode ser feito de maneira ativa (através de equipamentos ou o fogo, por exemplo), ou passivamente, utilizando-se a radiação solar, a ventilação e os materiais a favor da arquitetura. Ainda que o advento de tecnologias de resfriamento e aquecimento tenha melhorado as condições dos ambientes internos, isso também contribuiu para a criação de edifícios pouco adaptados aos ambientes em que estavam implantados, tornando-os custosos para resfriá- los, aquecê-los e para possibilitar o conforto nos seus interiores. Edifícios de escritórios com fachadas envidraçadas, que não são especificados em relação ao clima local, relegam a complexos sistemas de ar condicionado a tarefa de manter uma temperatura interna constante. O envelope do edifício é parte importante já que atua como um filtro entre o clima exterior e interior, e deve ser projetado levando em conta as condições climáticas locais. Em locais quentes, geralmente busca-se ventilar ao máximo a edificação, com generosas aberturas e espaços sombreados. Em uma região fria, pelo contrário, tende-se a permitir que o sol adentre o espaço, e manter o calor na edificação é o mais propício a ser feito. O sentido do fluxo de calor sempre vai da superfície mais quente à mais fria e a transmissão ocorre quando existe diferença entre a superfície e a interna. Diversas pesquisas abordam as principais formas de perdas de energia em uma edificação. Em geral, os números ficam próximos dos 35% pelas paredes, 25% pelas esquadrias, 25% para a cobertura e 15% pelo piso. Essas perdas de calor ocorrem por convecção, condução e radiação. Elas inevitavelmente ocorrerão, mas é dever do arquiteto gerenciar a rapidez com que o calor é perdido - isso pode ser controlado através do uso de materiais de construção e técnicas apropriadas para estabelecer e manter um invólucro de construção hermético incorporando altos níveis de isolamento. Durante o dia, o fluxo de calor geralmente vai do exterior para o interior, principalmente por causa da radiação solar. Image © ArchDaily Durante a noite, o fluxo de calor geralmente vai do interior para o exterior. Image © ArchDaily Principais fontes de perda de energia em edificações. Image © ArchDaily
  • 6.
    Falar sobre osconceitos de isolamento térmico e inércia térmica torna-se importante nesse momento. O isolamento térmico reduz a perda de calor durante as estações frias e o ganho de calor durante as estações quentes. Materiais isolantes geralmente são compostos por muitos vazios, como lãs minerais, fibras cerâmicas, isopor e poliuretano, por exemplo. Eles ajudarão a reduzir as perdas e os ganhos de calor. Já abordamos como calcular a transmitância térmica, também chamada de Valor U, nesse artigo. Esse valor permite conhecer o nível de isolamento térmico em relação à porcentagem de energia que atravessa a envoltória; se o número resultante for baixo, teremos uma superfície bem isolada. Ao contrário, um número alto nos alertará sobre uma superfície termicamente deficiente. Outro conceito importante é a Inércia Térmica, que é a característica de um material de reter o calor e devolvê-lo ao ambiente pouco a pouco. Materiais com alta inércia terão uma reação atrasada nas alterações na temperatura atmosférica. A inércia térmica é relevante em regiões com climas com grandes amplitudes térmicas durante os dias. Já em regiões litorâneas e onde tem-se pouca diferença de temperaturas nos dias, a adoção de materiais com baixa inércia térmica é adequada para evitar que as altas temperaturas adentrem os ambientes. Paredes Para reduzir as trocas de calor entre interior e exterior, é importante investir em materiais de isolamento, como lãs minerais, e sua integração em sistemas de fachadas. Rebocos e placas de gesso também atuam na melhora do conforto térmico. Membranas inteligentes auxiliam na estanqueidade e a gerenciar a umidade, enquanto que revestimentos podem contribuir isolando e protegendo contra intempéries. Incluindo isolamento térmico, materiais mais espessos e adequados em paredes diminuem-se as perdas de calor (ou ganhos de calor) nas edificações. Image © ArchDaily
  • 7.
    Coberturas Sempre recomenda-se combinaralgum tipo de isolante térmico à cobertura para maior conforto no interior da habitação.Em regiões onde é aconselhável trabalhar com a alta inércia térmica, recomenda-se a construção de uma laje maciça com a aplicação de um isolante por último. Já em regiões onde pode-se trabalhar com a baixa inércia térmica, podem ser empregados forros leves, mas sempre com a aplicação de isolante térmico. Uma técnica muito utilizada e que tem resultados positivos comprovados e de baixo custo, é pintar as telhas de branco ou utilizar telhas de cores claras, já que refletem os raios solares. Pisos Ainda que muitas vezes seja esquecido, isolar o piso é importante para diminuir as trocas de calor entre o solo e a edificação. Além disso, é importante citar que a escolha dos revestimento de paredes ou pisos influenciará a percepção de temperatura pelos ocupantes. Incluindo isolamento térmico, materiais mais espessos e adequados em coberturas, diminuem-se as perdas de calor (ou ganhos de calor) nas edificações. Image © ArchDaily Incluindo isolamento térmico, materiais mais espessos e adequados em lajes, diminuem-se as perdas de calor (ou ganhos de calor) nas edificações. Image © ArchDaily
  • 8.
    Esquadrias O vidro nasjanelas e fachadas pode permitir que a radiação solar entre no ambiente, mas também pode atuar conservando o calor produzido pelos ocupantes ou sistemas de aquecimento dentro o edifício, ou deixá-los serem evacuados, dependendo do tipo do mesmo. Em suma, o controle da radiação solar pode ser resumido em [2]: Admitir ou bloquear a luz natural; Admitir ou bloquear o calor solar; Permitir ou bloquear as perdas de calor do interior; Permitir o contato visual entre interior e exterior. Para o estudo do comportamento dos fechamentos transparentes, é importante considerar as ondas curtas e ondas longas. Ondas curtas são as visíveis e as infravermelhas. Já as ondas longas são as radiações infravermelhas emitidas por corpos aquecidos. Para o estudo do comportamento dos fechos transparentes, é importante considerar ondas curtas e ondas longas. Ondas curtas são visíveis e infravermelhas. Ondas longas são a radiação infravermelha emitida por corpos aquecidos. O imprescindível é encontrar um bom equilíbrio entre a capacidade da janela para reduzir a perda de calor (valor-u) versus sua capacidade de aumentar ou reduzir o ganho de calor solar. Nesse momento, o Valor G (Fator Solar) é importante, que nada mais é que a porcentagem de radiação solar que incide no vidro e é transmitida para o ambiente de maneira direta e indireta. Um Valor G de 1,0 representa a transmitância total de toda a radiação solar, enquanto que 0,0 representa uma janela sem transmissão de energia solar. Ou seja, em climas frios, um “valor g” mais alto ajuda a fornecer ganhos solares mais úteis e limitar as necessidades de aquecimento. Nos países de clima quente, um “valor g” mais baixo ajuda a controlar os ganhos solares desnecessários para limitar as necessidades de aquecimento. Na figura abaixo mostramos o funcionamento de alguns tipos de vidro.
  • 9.
    Decisões acertadas influenciamnas condições de vida dos ocupantes e cada material pode desempenhar um papel dentro de uma estratégia projetual geral. A especificação final não deve apenas otimizar o consumo de energia, mas também fornecer conforto ao usuário, e por isso é tão importante que os arquitetos conheçam um pouco da teoria por trás dos fenômenos e de que forma as características dos materiais especificados influenciarão o desempenho do edifício em toda a sua complexidade. Referências [1] Wargorcki P (ed), Seppänen O (ed), Andersson J, Boerstra A, Clements-Croome D, Fitzner K, Hanssen SO (2006) REHVA Guidebook: Indoor Climate and Productivity In Offices. Lan L. Wargocki P. Wyon DP. Lian Z. (2011) Effects of thermal discomfort in an office on perceived air quality, SBS symptoms, physiological responses, and human performance [2] Lamberts, Dutra, Pereira (2014). Eficiência Energética na Arquitetura. Available at this link. Fonte: arch daily Diferentes tipos de vidros, com propriedades térmicas diversas. Image © ArchDaily