2
Com exceção dosEstados Unidos e da Inglaterra,
paladinos da civilização ocidental, parece que todos os
outros países condenaram a execução de Saddam
Hussein (...).
Pessoalmente sou contrário à pena de morte, mas há que
se respeitar as leis de um país que atualmente é mais ou
menos soberano, como o Iraque. Ali há pena de morte para
os criminosos. Saddam Hussein foi um criminoso.
Saddam e a forca
RIO DE JANEIRO
3.
3
Não fiquei chocadocom o enforcamento dele, mas pela
maneira como foi executado, diante de testemunhas,
carrascos e câmeras de televisão.
A mídia internacional se cevou com a transcrição dos
diálogos entre Saddam e seus algozes. Houve
xingamento de parte a parte, expressões de ódio que
mutilaram a solene austeridade de uma execução
civilizada - embora na minha opinião nenhuma execução
mereça a classificação de civilizada.
4.
4
Por pior quetenha sido -e Saddam foi pior em vários
sentidos-, ele merecia o respeito a que qualquer
condenado tem direito. Seus inimigos dentro e fora
do Iraque já o haviam linchado moralmente, além de
o terem submetido a um julgamento polêmico.
5.
5
Não podia serabsolvido, como na realidade não foi.
A partir do momento em que a Justiça local o
condenou a morte, ele tinha direito ao respeito que
se deve àqueles que vão ser executados. Há
mesmo um ritual, que inclui a assistência religiosa, a
última refeição, o último trago de uma bebida, o
último cigarro, a venda nos olhos ou o capuz, no
caso dos enforcados.
6.
6
No caso deSaddam, ele recusou o capuz, mas não
se recusou a insultar aqueles que o insultavam no
momento mesmo de sua morte. Um espetáculo
bárbaro, um rito medieval e uma agressão violenta
à sensibilidade de um mundo civilizado.
(CARLOS HEITOR CONY)
CONY, C. H. Saddan e a forca. Folha de São Paulo, São Paulo, 4 jan. 2007
7.
7
Respostas
Exemplo: indução
• Comexceção dos Estados Unidos e da Inglaterra,
paladinos da civilização ocidental, parece que
todos os outros países condenaram a execução
de Saddam Hussein (...).
9
A Arte Poética
•Diferentes formas de
poéticas: dança, lírica,
tragédia, comédia,
diálogos,
elegias, épica, música
vocal, etc.
9
10.
10
A Arte Poética
•Aristóteles analisa a tragédia e a
epopéia, entendendo-as como
arte.
10
11.
11
A tragédia ea epopéia
“Quanto à epopéia, por seu estilo corre parelha
com a tragédia na imitação dos assuntos sérios,
mas sem empregar um só metro simples e a forma
narrativa.(...)”
(ARISTÓTELES; p.246)
12.
12
A tragédia ea epopéia
“ (...) A tragédia empenha-se na medida do
possível, em não exceder o tempo de uma
revolução solar (...) A epopéia não se limita assim
em sua duração.(...)”
(ARISTÓTELES; p.246)
16
• Uma boatragédia
apresenta sempre uma
reviravolta da fortuna ou a
descoberta de uma
identidade.
Estrutura da tragédia
16
17.
17
Objetivo maior
da tragédia:a catarse
17
• Purificação ou purgação
das paixões.
• “expulsão provocada de
um humor incômodo por
sua superabundância”
(ARISTÓTELES, p.235)
• Libertação de
sentimentos.
19
A superioridade datragédia
sobre a epopéia
“(...) Além disso, sua clareza permanece intacta
(...) com um desenvolvimento menor, ela alcança
seu objetivo, que é imitar; ora, o que é mais
concentrado proporciona maior prazer do que é
diluído por longo espaço de tempo(...)” .
21
ÁUDIO: Antígona, deSófocles
• A peça que Sófocles escreveu há 2.500 anos atrás
exalta a coragem de uma princesa enfrentando um
rei tirano e continua até hoje arrancando admiração
do público ocidental e intensas indagações da crítica
literária e filosófica sobre a real motivação da
devotada filha de Édipo em arriscar a própria vida em
nome de um princípio.
22.
22
• A históriade Antígona conta-nos o desejo que ela
tinha de poder dar um enterro digno ao seu irmão
Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas.
• Mas o tirano da cidade, Creonte, promulgou uma
lei impedindo que os mortos que atentaram contra
a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma
grande ofensa para o morto e sua família, pois a
alma do morto não faria a transição adequada ao
mundo dos mortos.
23.
23
• Antígona, movidapor seus sentimentos de
coragem e amor pelo irmão, enfurecida, vai
sozinha e o enterra, desafiando todas as leis da
cidade.
• Antígona é capturada e levada até Creonte, que a
sentencia a morte, não adiantando nem os apelos
de Hemon, filho de Creonte e noivo de Antígona,
que clama ao pai que tenha piedade da vida de
sua amada, pois ela apenas queria dar um enterro
digno e justo a seu irmão.
24.
24
• Hemon brigacom Creonte mas,
infelizmente, não adianta muito, pois
Antígona é jogada numa tumba onde ficara
até morre.
• Aparece, então, Tirésias, o adivinho, que
avisa a Creonte que sua sorte está
acabando, pois o orgulho em não deixar
enterrar Polinice acabará destruindo seu
governo.
25.
25
• Antes depoder fazer algo, Creonte descobre que
Hemon, seu filho, se matou, desgostoso com a
pena de morte de Antígona.
• Aparece Eurídice e conta que, ao abrir a tumba
onde Antígona estava presa, encontram-na
enforcada e Hemon a seu lado.
26.
26
• Eurídice, desiludidapela morte do filho também se
mata, para desespero de Creonte, que ao ver toda
sua família morta se lamenta por todos os seus
atos, mas principalmente pelo ato de não ter
atendido o desígnio dos deuses, o que lhe custou
à vida de todos aqueles que lhe eram queridos.
http://odeniltonsantos.nireblog.com/post/2008/03/14/comentario-sobre-a-peca-antigona
acesso
11-8-09
27.
27
Interatividade
Releia o textosobre Antígona e destaque alguns
trechos que mais chamam a atenção e escreva
quais sentimentos estes excertos despertam em
você.
29
Interatividade
Agora que refletimosacerca do contexto de
Antígona, vamos assistir a um trecho do filme
grego e verificar se as sensações e sentimentos
correspondem.
Esqueça o texto e o áudio, abra bem seus olhos e
penetre na cenas. Deixe-se levar pela atmosfera
da obra...
30.
30
Vídeo
"Antigone" sealed ina Cave
Directed by Yorgos Javellas
Produced by Demetrios Paris
Written by Yorgos Javellas
(adaptation)
Starring Irene Papas
Distributed by Kino Video
Release date 1961
Running time 93 mins
Country Greece
Language Greek
Subtittle English
30
33
• Narrativa degrandes feitos.
• Predominantemente narrativo.
• Glorifica fenômenos históricos, míticos e
lendários que representam uma cultura.
EPOPÉIA
34.
34
• Personagens: indivíduosreais e fictícios.
• Função: eternizar as personagens
lendárias e as tradições preservadas
através dos tempos pela tradição oral ou
escrita.
EPOPÉIA
35.
35
• Os eventosde cunho ideológico: honra
e glória.
• Ganha corpo em feitos e fatos
documentáveis.
EPOPÉIA
36.
36
• Embora sefundamente em eventos
históricos, não os representa com
fidelidade.
Por isso, é um gênero HÍBRIDO.
EPOPÉIA
37.
37
• Pertence aum passado absoluto, de
gênese quase mitológica, a qual não
temos acesso.
• Carregada com conceitos morais e
atitudes exemplares que servem como
modelo comportamental.
EPOPÉIA
38.
38
• Elementos divinosse confundem com a
realidade e as lendas com os fatos
históricos.
• Invoca algo ou alguém de valor
extraordinário, cujos atos possuem
características grandiosas e heróicas.
EPOPÉIA
40
• Os poemasépicos atribuídos a Homero
são provindos de um material
preexistente:
• poemas menores,
• sagas,
• lendas e
• mitos da tradição oral.
A Questão Homérica
41.
41
A Ilíada
• AGuerra de Tróia: acreditava-se ser um
fato histórico ocorrido por volta de 1200
a.C., mas...
41
42.
42
A Ilíada
• ...os versos contêm descrições de artefatos
bélicos e técnicas de guerra de vários períodos,
sendo o mais recente do século VIII a.C.,
período ao qual se atribui o feito de Homero.
42
43.
43
• O grandetema da Ilíada:
é a cólera de Aquiles, o
semideus, em conflito
com sua existência e
sua dupla natureza.
• Guerra: é o cenário para
os dramas de Aquiles.
A Ilíada
43
45
Ficha Técnica
Título Original:Troy
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 162 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: Warner Bros. / Village
Roadshow Pictures / Plan B
Films / Radiant Productions
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Wolfgang Petersen
45
46.
46
Conclusões
• Escolha entreos
valores materiais
e os morais:
momento em que
Aquiles tem de
optar entre
morrer jovem e
glorificado ou
velho e
esquecido.
46
47.
47
Conclusões
A luta pelapreservação da família e dos
valores culturais, personificada na figura de
Heitor, que luta não pela glória, como
Aquiles, mas para proteger sua cidade e
seus familiares.
47
48.
48
Conclusões
A condição humana:vemos a presença
incessante das interferências divinas.
• Dilemas mortais: aí recompostos na figura
dos deuses:
egoístas, mesquinhos, soberbos,
convencidos, impassíveis ou piedosos.
50
Referência bibliográfica de
nossadisciplina
• ARISTOTELES. Arte Retórica e Arte Poética. Ediouro. (Clássicos de bolso)
• CALVINO, I. Por que ler os Clássicos. Cia da Letras: São Paulo; 2001.
• HOMERO. Ilíada. Trad. Carlos Alberto Nunes. Melhoramentos: São Paulo.
• HOMERO. Odisséia. Tradução Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro,
2001.
• BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Petrópolis:
Vozez, 1984. 2ª ed.
• ÉSQUILO. Os sete contra Tebas. trad. Evandro Luís Salvador. Dissertação de
Mestrado: UNICAMP. (disponível no banco de teses on-line da UNICAMP)
• EURÍPEDES. Medeia. trad. Edvanda Bonavina de Rosa. Araraquara:
FCL/UNESP;1995. (Coleção Giz-em-scène, 4)
• PALLOTINI, Renata. Introdução à dramaturgia. São Paulo:Ática, 1988. (Série
• Princípios)
• STALLONI, Yves. Os gêneros literários. Rio de Janeiro: Difel, 2001.
• VIRGÍLIO. Eneida. Trad. Carlos Alberto Nunes. A montanha: São Paulo; 1993.
51.
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