1
Curso de Letras
Estudos Literários Clássicos
Profa. Dra. Alessandra Favero
18/09/2009
2
Com exceção dos Estados Unidos e da Inglaterra,
paladinos da civilização ocidental, parece que todos os
outros países condenaram a execução de Saddam
Hussein (...).
Pessoalmente sou contrário à pena de morte, mas há que
se respeitar as leis de um país que atualmente é mais ou
menos soberano, como o Iraque. Ali há pena de morte para
os criminosos. Saddam Hussein foi um criminoso.
Saddam e a forca
RIO DE JANEIRO
3
Não fiquei chocado com o enforcamento dele, mas pela
maneira como foi executado, diante de testemunhas,
carrascos e câmeras de televisão.
A mídia internacional se cevou com a transcrição dos
diálogos entre Saddam e seus algozes. Houve
xingamento de parte a parte, expressões de ódio que
mutilaram a solene austeridade de uma execução
civilizada - embora na minha opinião nenhuma execução
mereça a classificação de civilizada.
4
Por pior que tenha sido -e Saddam foi pior em vários
sentidos-, ele merecia o respeito a que qualquer
condenado tem direito. Seus inimigos dentro e fora
do Iraque já o haviam linchado moralmente, além de
o terem submetido a um julgamento polêmico.
5
Não podia ser absolvido, como na realidade não foi.
A partir do momento em que a Justiça local o
condenou a morte, ele tinha direito ao respeito que
se deve àqueles que vão ser executados. Há
mesmo um ritual, que inclui a assistência religiosa, a
última refeição, o último trago de uma bebida, o
último cigarro, a venda nos olhos ou o capuz, no
caso dos enforcados.
6
No caso de Saddam, ele recusou o capuz, mas não
se recusou a insultar aqueles que o insultavam no
momento mesmo de sua morte. Um espetáculo
bárbaro, um rito medieval e uma agressão violenta
à sensibilidade de um mundo civilizado.
(CARLOS HEITOR CONY)
CONY, C. H. Saddan e a forca. Folha de São Paulo, São Paulo, 4 jan. 2007
7
Respostas
Exemplo: indução
• Com exceção dos Estados Unidos e da Inglaterra,
paladinos da civilização ocidental, parece que
todos os outros países condenaram a execução
de Saddam Hussein (...).
8
A arte
Poética
8
9
A Arte Poética
• Diferentes formas de
poéticas: dança, lírica,
tragédia, comédia,
diálogos,
elegias, épica, música
vocal, etc.
9
10
A Arte Poética
• Aristóteles analisa a tragédia e a
epopéia, entendendo-as como
arte.
10
11
A tragédia e a epopéia
“Quanto à epopéia, por seu estilo corre parelha
com a tragédia na imitação dos assuntos sérios,
mas sem empregar um só metro simples e a forma
narrativa.(...)”
(ARISTÓTELES; p.246)
12
A tragédia e a epopéia
“ (...) A tragédia empenha-se na medida do
possível, em não exceder o tempo de uma
revolução solar (...) A epopéia não se limita assim
em sua duração.(...)”
(ARISTÓTELES; p.246)
13
Estrutura da tragédia
• Três unidades básicas:
tempo
espaço
ação
14
Estrutura da tragédia
Dividida em seis partes:
1. Fábula
2. Caracteres
3. Elocução
14
15
Estrutura da tragédia
4. Pensamento
5. Espetáculo apresentado
6. Canto
15
16
• Uma boa tragédia
apresenta sempre uma
reviravolta da fortuna ou a
descoberta de uma
identidade.
Estrutura da tragédia
16
17
Objetivo maior
da tragédia: a catarse
17
• Purificação ou purgação
das paixões.
• “expulsão provocada de
um humor incômodo por
sua superabundância”
(ARISTÓTELES, p.235)
• Libertação de
sentimentos.
18
Objetivo maior
da tragédia: a catarse
• Apaziguamento das
emoções.
• Função do teatro:
satisfazer às paixões.
18
19
A superioridade da tragédia
sobre a epopéia
“(...) Além disso, sua clareza permanece intacta
(...) com um desenvolvimento menor, ela alcança
seu objetivo, que é imitar; ora, o que é mais
concentrado proporciona maior prazer do que é
diluído por longo espaço de tempo(...)” .
20
Interatividade
Escreva, com suas palavras, o que é
• Tragédia
• Epopéia
21
ÁUDIO: Antígona, de Sófocles
• A peça que Sófocles escreveu há 2.500 anos atrás
exalta a coragem de uma princesa enfrentando um
rei tirano e continua até hoje arrancando admiração
do público ocidental e intensas indagações da crítica
literária e filosófica sobre a real motivação da
devotada filha de Édipo em arriscar a própria vida em
nome de um princípio.
22
• A história de Antígona conta-nos o desejo que ela
tinha de poder dar um enterro digno ao seu irmão
Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas.
• Mas o tirano da cidade, Creonte, promulgou uma
lei impedindo que os mortos que atentaram contra
a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma
grande ofensa para o morto e sua família, pois a
alma do morto não faria a transição adequada ao
mundo dos mortos.
23
• Antígona, movida por seus sentimentos de
coragem e amor pelo irmão, enfurecida, vai
sozinha e o enterra, desafiando todas as leis da
cidade.
• Antígona é capturada e levada até Creonte, que a
sentencia a morte, não adiantando nem os apelos
de Hemon, filho de Creonte e noivo de Antígona,
que clama ao pai que tenha piedade da vida de
sua amada, pois ela apenas queria dar um enterro
digno e justo a seu irmão.
24
• Hemon briga com Creonte mas,
infelizmente, não adianta muito, pois
Antígona é jogada numa tumba onde ficara
até morre.
• Aparece, então, Tirésias, o adivinho, que
avisa a Creonte que sua sorte está
acabando, pois o orgulho em não deixar
enterrar Polinice acabará destruindo seu
governo.
25
• Antes de poder fazer algo, Creonte descobre que
Hemon, seu filho, se matou, desgostoso com a
pena de morte de Antígona.
• Aparece Eurídice e conta que, ao abrir a tumba
onde Antígona estava presa, encontram-na
enforcada e Hemon a seu lado.
26
• Eurídice, desiludida pela morte do filho também se
mata, para desespero de Creonte, que ao ver toda
sua família morta se lamenta por todos os seus
atos, mas principalmente pelo ato de não ter
atendido o desígnio dos deuses, o que lhe custou
à vida de todos aqueles que lhe eram queridos.
http://odeniltonsantos.nireblog.com/post/2008/03/14/comentario-sobre-a-peca-antigona
acesso
11-8-09
27
Interatividade
Releia o texto sobre Antígona e destaque alguns
trechos que mais chamam a atenção e escreva
quais sentimentos estes excertos despertam em
você.
28
Interatividade
Respostas dos alunos
29
Interatividade
Agora que refletimos acerca do contexto de
Antígona, vamos assistir a um trecho do filme
grego e verificar se as sensações e sentimentos
correspondem.
Esqueça o texto e o áudio, abra bem seus olhos e
penetre na cenas. Deixe-se levar pela atmosfera
da obra...
30
Vídeo
"Antigone" sealed in a Cave
Directed by Yorgos Javellas
Produced by Demetrios Paris
Written by Yorgos Javellas
(adaptation)
Starring Irene Papas
Distributed by Kino Video
Release date 1961
Running time 93 mins
Country Greece
Language Greek
Subtittle English
30
31
Interatividade
Comentário dos alunos acerca das sensações...
Catarse...
32
• Conhecida como:
• poesia heróica;
• poesia épica.
EPOPÉIA
32
33
• Narrativa de grandes feitos.
• Predominantemente narrativo.
• Glorifica fenômenos históricos, míticos e
lendários que representam uma cultura.
EPOPÉIA
34
• Personagens: indivíduos reais e fictícios.
• Função: eternizar as personagens
lendárias e as tradições preservadas
através dos tempos pela tradição oral ou
escrita.
EPOPÉIA
35
• Os eventos de cunho ideológico: honra
e glória.
• Ganha corpo em feitos e fatos
documentáveis.
EPOPÉIA
36
• Embora se fundamente em eventos
históricos, não os representa com
fidelidade.
Por isso, é um gênero HÍBRIDO.
EPOPÉIA
37
• Pertence a um passado absoluto, de
gênese quase mitológica, a qual não
temos acesso.
• Carregada com conceitos morais e
atitudes exemplares que servem como
modelo comportamental.
EPOPÉIA
38
• Elementos divinos se confundem com a
realidade e as lendas com os fatos
históricos.
• Invoca algo ou alguém de valor
extraordinário, cujos atos possuem
características grandiosas e heróicas.
EPOPÉIA
39
A Questão Homérica
39
40
• Os poemas épicos atribuídos a Homero
são provindos de um material
preexistente:
• poemas menores,
• sagas,
• lendas e
• mitos da tradição oral.
A Questão Homérica
41
A Ilíada
• A Guerra de Tróia: acreditava-se ser um
fato histórico ocorrido por volta de 1200
a.C., mas...
41
42
A Ilíada
• ... os versos contêm descrições de artefatos
bélicos e técnicas de guerra de vários períodos,
sendo o mais recente do século VIII a.C.,
período ao qual se atribui o feito de Homero.
42
43
• O grande tema da Ilíada:
é a cólera de Aquiles, o
semideus, em conflito
com sua existência e
sua dupla natureza.
• Guerra: é o cenário para
os dramas de Aquiles.
A Ilíada
43
44
O Mito
• Motivo da Guerra: vingança pelo rapto de Helena.
44
45
Ficha Técnica
Título Original: Troy
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 162 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: Warner Bros. / Village
Roadshow Pictures / Plan B
Films / Radiant Productions
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Wolfgang Petersen
45
46
Conclusões
• Escolha entre os
valores materiais
e os morais:
momento em que
Aquiles tem de
optar entre
morrer jovem e
glorificado ou
velho e
esquecido.
46
47
Conclusões
A luta pela preservação da família e dos
valores culturais, personificada na figura de
Heitor, que luta não pela glória, como
Aquiles, mas para proteger sua cidade e
seus familiares.
47
48
Conclusões
A condição humana: vemos a presença
incessante das interferências divinas.
• Dilemas mortais: aí recompostos na figura
dos deuses:
egoístas, mesquinhos, soberbos,
convencidos, impassíveis ou piedosos.
49
para os lados
envolvidos.
A guerra de Tróia:
49
os detalhes das lutas, das armas,das
conseqüências fatais
50
Referência bibliográfica de
nossa disciplina
• ARISTOTELES. Arte Retórica e Arte Poética. Ediouro. (Clássicos de bolso)
• CALVINO, I. Por que ler os Clássicos. Cia da Letras: São Paulo; 2001.
• HOMERO. Ilíada. Trad. Carlos Alberto Nunes. Melhoramentos: São Paulo.
• HOMERO. Odisséia. Tradução Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro,
2001.
• BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Petrópolis:
Vozez, 1984. 2ª ed.
• ÉSQUILO. Os sete contra Tebas. trad. Evandro Luís Salvador. Dissertação de
Mestrado: UNICAMP. (disponível no banco de teses on-line da UNICAMP)
• EURÍPEDES. Medeia. trad. Edvanda Bonavina de Rosa. Araraquara:
FCL/UNESP;1995. (Coleção Giz-em-scène, 4)
• PALLOTINI, Renata. Introdução à dramaturgia. São Paulo:Ática, 1988. (Série
• Princípios)
• STALLONI, Yves. Os gêneros literários. Rio de Janeiro: Difel, 2001.
• VIRGÍLIO. Eneida. Trad. Carlos Alberto Nunes. A montanha: São Paulo; 1993.
51
Visite o site e avalie a aula.
Utilize seu código e senha de aluno.
http://www.inepad.org.br/interativacoc/

Arte poética Arte poética Arte poética Arte poética

  • 1.
    1 Curso de Letras EstudosLiterários Clássicos Profa. Dra. Alessandra Favero 18/09/2009
  • 2.
    2 Com exceção dosEstados Unidos e da Inglaterra, paladinos da civilização ocidental, parece que todos os outros países condenaram a execução de Saddam Hussein (...). Pessoalmente sou contrário à pena de morte, mas há que se respeitar as leis de um país que atualmente é mais ou menos soberano, como o Iraque. Ali há pena de morte para os criminosos. Saddam Hussein foi um criminoso. Saddam e a forca RIO DE JANEIRO
  • 3.
    3 Não fiquei chocadocom o enforcamento dele, mas pela maneira como foi executado, diante de testemunhas, carrascos e câmeras de televisão. A mídia internacional se cevou com a transcrição dos diálogos entre Saddam e seus algozes. Houve xingamento de parte a parte, expressões de ódio que mutilaram a solene austeridade de uma execução civilizada - embora na minha opinião nenhuma execução mereça a classificação de civilizada.
  • 4.
    4 Por pior quetenha sido -e Saddam foi pior em vários sentidos-, ele merecia o respeito a que qualquer condenado tem direito. Seus inimigos dentro e fora do Iraque já o haviam linchado moralmente, além de o terem submetido a um julgamento polêmico.
  • 5.
    5 Não podia serabsolvido, como na realidade não foi. A partir do momento em que a Justiça local o condenou a morte, ele tinha direito ao respeito que se deve àqueles que vão ser executados. Há mesmo um ritual, que inclui a assistência religiosa, a última refeição, o último trago de uma bebida, o último cigarro, a venda nos olhos ou o capuz, no caso dos enforcados.
  • 6.
    6 No caso deSaddam, ele recusou o capuz, mas não se recusou a insultar aqueles que o insultavam no momento mesmo de sua morte. Um espetáculo bárbaro, um rito medieval e uma agressão violenta à sensibilidade de um mundo civilizado. (CARLOS HEITOR CONY) CONY, C. H. Saddan e a forca. Folha de São Paulo, São Paulo, 4 jan. 2007
  • 7.
    7 Respostas Exemplo: indução • Comexceção dos Estados Unidos e da Inglaterra, paladinos da civilização ocidental, parece que todos os outros países condenaram a execução de Saddam Hussein (...).
  • 8.
  • 9.
    9 A Arte Poética •Diferentes formas de poéticas: dança, lírica, tragédia, comédia, diálogos, elegias, épica, música vocal, etc. 9
  • 10.
    10 A Arte Poética •Aristóteles analisa a tragédia e a epopéia, entendendo-as como arte. 10
  • 11.
    11 A tragédia ea epopéia “Quanto à epopéia, por seu estilo corre parelha com a tragédia na imitação dos assuntos sérios, mas sem empregar um só metro simples e a forma narrativa.(...)” (ARISTÓTELES; p.246)
  • 12.
    12 A tragédia ea epopéia “ (...) A tragédia empenha-se na medida do possível, em não exceder o tempo de uma revolução solar (...) A epopéia não se limita assim em sua duração.(...)” (ARISTÓTELES; p.246)
  • 13.
    13 Estrutura da tragédia •Três unidades básicas: tempo espaço ação
  • 14.
    14 Estrutura da tragédia Divididaem seis partes: 1. Fábula 2. Caracteres 3. Elocução 14
  • 15.
    15 Estrutura da tragédia 4.Pensamento 5. Espetáculo apresentado 6. Canto 15
  • 16.
    16 • Uma boatragédia apresenta sempre uma reviravolta da fortuna ou a descoberta de uma identidade. Estrutura da tragédia 16
  • 17.
    17 Objetivo maior da tragédia:a catarse 17 • Purificação ou purgação das paixões. • “expulsão provocada de um humor incômodo por sua superabundância” (ARISTÓTELES, p.235) • Libertação de sentimentos.
  • 18.
    18 Objetivo maior da tragédia:a catarse • Apaziguamento das emoções. • Função do teatro: satisfazer às paixões. 18
  • 19.
    19 A superioridade datragédia sobre a epopéia “(...) Além disso, sua clareza permanece intacta (...) com um desenvolvimento menor, ela alcança seu objetivo, que é imitar; ora, o que é mais concentrado proporciona maior prazer do que é diluído por longo espaço de tempo(...)” .
  • 20.
    20 Interatividade Escreva, com suaspalavras, o que é • Tragédia • Epopéia
  • 21.
    21 ÁUDIO: Antígona, deSófocles • A peça que Sófocles escreveu há 2.500 anos atrás exalta a coragem de uma princesa enfrentando um rei tirano e continua até hoje arrancando admiração do público ocidental e intensas indagações da crítica literária e filosófica sobre a real motivação da devotada filha de Édipo em arriscar a própria vida em nome de um princípio.
  • 22.
    22 • A históriade Antígona conta-nos o desejo que ela tinha de poder dar um enterro digno ao seu irmão Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas. • Mas o tirano da cidade, Creonte, promulgou uma lei impedindo que os mortos que atentaram contra a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma grande ofensa para o morto e sua família, pois a alma do morto não faria a transição adequada ao mundo dos mortos.
  • 23.
    23 • Antígona, movidapor seus sentimentos de coragem e amor pelo irmão, enfurecida, vai sozinha e o enterra, desafiando todas as leis da cidade. • Antígona é capturada e levada até Creonte, que a sentencia a morte, não adiantando nem os apelos de Hemon, filho de Creonte e noivo de Antígona, que clama ao pai que tenha piedade da vida de sua amada, pois ela apenas queria dar um enterro digno e justo a seu irmão.
  • 24.
    24 • Hemon brigacom Creonte mas, infelizmente, não adianta muito, pois Antígona é jogada numa tumba onde ficara até morre. • Aparece, então, Tirésias, o adivinho, que avisa a Creonte que sua sorte está acabando, pois o orgulho em não deixar enterrar Polinice acabará destruindo seu governo.
  • 25.
    25 • Antes depoder fazer algo, Creonte descobre que Hemon, seu filho, se matou, desgostoso com a pena de morte de Antígona. • Aparece Eurídice e conta que, ao abrir a tumba onde Antígona estava presa, encontram-na enforcada e Hemon a seu lado.
  • 26.
    26 • Eurídice, desiludidapela morte do filho também se mata, para desespero de Creonte, que ao ver toda sua família morta se lamenta por todos os seus atos, mas principalmente pelo ato de não ter atendido o desígnio dos deuses, o que lhe custou à vida de todos aqueles que lhe eram queridos. http://odeniltonsantos.nireblog.com/post/2008/03/14/comentario-sobre-a-peca-antigona acesso 11-8-09
  • 27.
    27 Interatividade Releia o textosobre Antígona e destaque alguns trechos que mais chamam a atenção e escreva quais sentimentos estes excertos despertam em você.
  • 28.
  • 29.
    29 Interatividade Agora que refletimosacerca do contexto de Antígona, vamos assistir a um trecho do filme grego e verificar se as sensações e sentimentos correspondem. Esqueça o texto e o áudio, abra bem seus olhos e penetre na cenas. Deixe-se levar pela atmosfera da obra...
  • 30.
    30 Vídeo "Antigone" sealed ina Cave Directed by Yorgos Javellas Produced by Demetrios Paris Written by Yorgos Javellas (adaptation) Starring Irene Papas Distributed by Kino Video Release date 1961 Running time 93 mins Country Greece Language Greek Subtittle English 30
  • 31.
    31 Interatividade Comentário dos alunosacerca das sensações... Catarse...
  • 32.
    32 • Conhecida como: •poesia heróica; • poesia épica. EPOPÉIA 32
  • 33.
    33 • Narrativa degrandes feitos. • Predominantemente narrativo. • Glorifica fenômenos históricos, míticos e lendários que representam uma cultura. EPOPÉIA
  • 34.
    34 • Personagens: indivíduosreais e fictícios. • Função: eternizar as personagens lendárias e as tradições preservadas através dos tempos pela tradição oral ou escrita. EPOPÉIA
  • 35.
    35 • Os eventosde cunho ideológico: honra e glória. • Ganha corpo em feitos e fatos documentáveis. EPOPÉIA
  • 36.
    36 • Embora sefundamente em eventos históricos, não os representa com fidelidade. Por isso, é um gênero HÍBRIDO. EPOPÉIA
  • 37.
    37 • Pertence aum passado absoluto, de gênese quase mitológica, a qual não temos acesso. • Carregada com conceitos morais e atitudes exemplares que servem como modelo comportamental. EPOPÉIA
  • 38.
    38 • Elementos divinosse confundem com a realidade e as lendas com os fatos históricos. • Invoca algo ou alguém de valor extraordinário, cujos atos possuem características grandiosas e heróicas. EPOPÉIA
  • 39.
  • 40.
    40 • Os poemasépicos atribuídos a Homero são provindos de um material preexistente: • poemas menores, • sagas, • lendas e • mitos da tradição oral. A Questão Homérica
  • 41.
    41 A Ilíada • AGuerra de Tróia: acreditava-se ser um fato histórico ocorrido por volta de 1200 a.C., mas... 41
  • 42.
    42 A Ilíada • ...os versos contêm descrições de artefatos bélicos e técnicas de guerra de vários períodos, sendo o mais recente do século VIII a.C., período ao qual se atribui o feito de Homero. 42
  • 43.
    43 • O grandetema da Ilíada: é a cólera de Aquiles, o semideus, em conflito com sua existência e sua dupla natureza. • Guerra: é o cenário para os dramas de Aquiles. A Ilíada 43
  • 44.
    44 O Mito • Motivoda Guerra: vingança pelo rapto de Helena. 44
  • 45.
    45 Ficha Técnica Título Original:Troy Gênero: Aventura Tempo de Duração: 162 minutos Ano de Lançamento (EUA): 2004 Estúdio: Warner Bros. / Village Roadshow Pictures / Plan B Films / Radiant Productions Distribuição: Warner Bros. Direção: Wolfgang Petersen 45
  • 46.
    46 Conclusões • Escolha entreos valores materiais e os morais: momento em que Aquiles tem de optar entre morrer jovem e glorificado ou velho e esquecido. 46
  • 47.
    47 Conclusões A luta pelapreservação da família e dos valores culturais, personificada na figura de Heitor, que luta não pela glória, como Aquiles, mas para proteger sua cidade e seus familiares. 47
  • 48.
    48 Conclusões A condição humana:vemos a presença incessante das interferências divinas. • Dilemas mortais: aí recompostos na figura dos deuses: egoístas, mesquinhos, soberbos, convencidos, impassíveis ou piedosos.
  • 49.
    49 para os lados envolvidos. Aguerra de Tróia: 49 os detalhes das lutas, das armas,das conseqüências fatais
  • 50.
    50 Referência bibliográfica de nossadisciplina • ARISTOTELES. Arte Retórica e Arte Poética. Ediouro. (Clássicos de bolso) • CALVINO, I. Por que ler os Clássicos. Cia da Letras: São Paulo; 2001. • HOMERO. Ilíada. Trad. Carlos Alberto Nunes. Melhoramentos: São Paulo. • HOMERO. Odisséia. Tradução Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. • BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Petrópolis: Vozez, 1984. 2ª ed. • ÉSQUILO. Os sete contra Tebas. trad. Evandro Luís Salvador. Dissertação de Mestrado: UNICAMP. (disponível no banco de teses on-line da UNICAMP) • EURÍPEDES. Medeia. trad. Edvanda Bonavina de Rosa. Araraquara: FCL/UNESP;1995. (Coleção Giz-em-scène, 4) • PALLOTINI, Renata. Introdução à dramaturgia. São Paulo:Ática, 1988. (Série • Princípios) • STALLONI, Yves. Os gêneros literários. Rio de Janeiro: Difel, 2001. • VIRGÍLIO. Eneida. Trad. Carlos Alberto Nunes. A montanha: São Paulo; 1993.
  • 51.
    51 Visite o sitee avalie a aula. Utilize seu código e senha de aluno. http://www.inepad.org.br/interativacoc/