Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Psicologia
Psicoterapias 2
CAPS e Oficinas terapêuticas
Anderson Samuel da Silva Melo
Débora Carolaine P. Tenório
Ewerton Cavalcante
Profª.: Drª. Heliane Lins Leitão
O que são os CAPS?
Pontos de atenção estratégicos da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial): serviços de
saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional.
Atuam sob a ótica interdisciplinar e realizam prioritariamente atendimento às
pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, em
situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial.
São substitutivos ao modelo asilar.
LEAL; DELGADO (2007, p. 1); BRASIL (2015, p. 9)
O que são os CAPS?
Os CAPS são pontos estratégicos de cuidado a pessoas com transtornos mentais
(inclusive decorrentes do uso de substâncias psicoativas).
São, também, pontos estratégicos de articulação interdisciplinar e multiprofissional, na
medida em que articulam-se com as equipes de Saúde da Família, agentes comunitários,
Centros Comunitários, os Hospitais Gerais, as Residências Terapêuticas, entre outros
serviços.
PONTES et al. (2014, p. 265); BRASIL (2015, p. 10).
Quais são as modalidades de CAPS?
CAPS I:
Público: todas as faixas etárias.
População indicada: acima de 15 mil.
Equipe mínima: 1 médico com formação em saúde mental; 1 enfermeiro; 3 profissionais
de nível universitário (psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo,
educador físico ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico), 4 profissionais
de nível médio (técnico e/ou auxiliar de Enfermagem, técnico administrativo, técnico
educacional ou artesão).
BRASIL (2015, p. 17)
CAPS II:
Público: todas as faixas etárias.
População indicada: acima de 70 mil.
Equipe mínima: 1 médico psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental; 4
profissionais de nível superior (psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional,
pedagogo, educador físico ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico), 6
profissionais de nível médio (técnico e/ou auxiliar de Enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional ou artesão).
BRASIL (2015, p. 18)
CAPS III:
Público: todas as faixas etárias.
Serviços de atenção contínua, com funcionamento 24 horas, incluindo feriados e
finais de semana;
Retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, inclusive
CAPSad.
População indicada: acima de 150 mil.
Equipe mínima: 2 médicos psiquiatras; 1 enfermeiro com formação em saúde mental,
5 profissionais de nível universitário, 8 profissionais de nível médio.
BRASIL (2015, p. 18)
CAPSad:
Público: todas as faixas etárias.
População indicada: acima de 70 mil.
Equipe mínima: 1 médico psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental;
1 médico clínico, responsável pela triagem, avaliação e acompanhamento das
intercorrências clínicas; 4 profissionais de nível universitário, 6 profissionais de nível
médio.
BRASIL (2015, p. 19)
CAPSad III:
Público: adultos, crianças e adolescentes com sofrimento psíquico intenso e
necessidades de cuidados clínicos contínuos.
Número de leitos: no máximo 12 leitos de hospitalidade para observação e
monitoramento 24 horas, incluindo feriados e finais de semana.
População indicada: acima de 150 mil.
Equipe mínima: 60 horas de profissional médico, entre psiquiatra e clínicos com
formação e/ou experiência em saúde mental, sendo no mínimo 1 psiquiatra; 1
enfermeiro com experiência e/ou formação na área de saúde mental; 5 profissionais de
nível universitário, 4 técnicos de Enfermagem; 4 profissionais de nível médio; 1
profissional de nível médio para a realização de atividades de natureza administrativa.
BRASIL (2015, p. 19)
CAPSi:
Público: crianças e adolescentes com limitações psíquicas e clínicas.
População indicada: acima de 70 mil.
Equipe mínima: 1 médico psiquiatra, neurologista ou pediatra com formação em
saúde mental; 1 enfermeiro, 4 profissionais de nível superior, 5 profissionais de nível
médio.
BRASIL (2015, p. 19)
O CAPS não é só um estabelecimento de saúde, é um “modo de operar”, com uma
nova lógica de atenção.
Um conjunto heterogêneo de discursos, instituições, estruturas arquitetônicas,
medidas administrativas, grades das tarefas dos profissionais, grades das
atividades realizadas no cotidiano dos serviços, enunciados científicos, proposições
filosóficas, morais e filantrópicas; e da ligação que se estabelece entre tais
elementos.
O que torna o CAPS uma estratégia eficaz da desinstitucionalização é o tripé:
CAPS
Rede Clínica Cotidiano
LEAL; DELGADO (2007, p. 1)
Rede = Articulação comunitária, multiprofissional, interdisciplinar,
intersetorial;
Cotidiano = Onde e o que se faz
se vive;
Clínica = Como são feitas as coisas que são feitas.
LEAL; DELGADO (2007, p. 9)
Pode-se dizer, talvez, que os pés “rede, clínica e cotidiano”, articulados, caminham
pela seara da cidade, que é diferente de território, pois, entendida como pólis,
carrega os sentidos que nela se constroem, as trocas sociais, o verdadeiro
cotidiano. (Grifo nosso).
O cotidiano do CAPS precisa ser aberto o suficiente para considerar o cotidiano do
paciente como um modo de vida, uma forma de existir e estar no mundo, obra
construída a cada tempo de sua existência, por mais que pareça vazia de sentido.
Se a noção de território é tomada como uma ideia viva, processual, dinâmica, que
deve atravessar o próprio CAPS, torna-se possível apostar que as atividades
realizadas dentro do CAPS ganham sentido porque estão articuladas com a vida
fora do CAPS.
LEAL; DELGADO (2007, p. 9)
Oficinas Terapêuticas
Antes da reforma psiquiátrica o atendimento a pessoas com sofrimento mental era
totalmente hospitalocêntrico;
O foco era a patologia;
No âmbito do tratamento não se levava em consideração o contexto social. O
procedimento terapêutico visava, apenas, anular o(s) sintoma(s);
É a partir da reforma psiquiátrica que surge uma reconfiguração na estrutura dos
atendimentos.
Oficinas Terapêuticas
Dentro do CAPS a lógica precisa ser oposta ao hospital psiquiátrico: o/a usuário/a
não é retirado/a de seu contexto social integralmente, nem tão pouco de forma
imposta;
As oficinas terapêuticas estão inseridas no cotidiano dos Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS) de maneira expressiva, e bastante eficaz;
Faz-se necessário que as oficinas dialoguem com a realidade social dos/as
usuários/as;
Assim como outras atividades que envolvem o cotidiano, as oficinas terapêuticas
são uma das estratégias utilizadas no serviço do CAPS para fazer ligar sujeito ao
contexto social;
Oficinas Terapêuticas – Categorias
Expressiva: expressão plástica (pintura, argila, desenho, etc.);
expressão corporal (dança, ginásticas e téc. Teatrais.);
expressão verbal (poesia, contos, leituras e redação de textos);
expressão musical (atividades musicais);
fotografia e teatro.
Geradoras de renda: culinária, costura, marcenaria, etc.
Alfabetização: exercício da escrita e leitura
Psicólogo no CAPS: um estudo sobre oficinas terapêuticas
Oito psicólogas entrevistadas;
 O que faz das oficinas as quais realizam uma atividade terapêutica?
Convivência (a partir desta entre os/as usuários/as é possível intervenção junto a
eles/as.
Torna-se terapêutica quando atinge um objetivo estabelecido (pela psicóloga) –
para esta profissional nem toda oficina tem efeito terapêutico. É necessário que
haja uma troca.
Psicólogo no CAPS: um estudo sobre oficinas terapêuticas
Oito psicólogas entrevistadas;
 Sobre a finalidade/objetivos das oficinas:
Ressocialização; expressão dos sujeitos; alternativa complementar ao
acompanhamento individual; autonomia do sujeito; possibilitar espaço informativo
para os/as usuários/as de drogas; independência dos autistas; evolução clínica
do/a usuário/a.
Psicólogo no CAPS: um estudo sobre oficinas terapêuticas
Oito psicólogas entrevistadas;
 Sobre o planejamento das oficinas:
Para algumas é realizado de acordo com a demanda dos sujeitos,
semanalmente; para outras é realizado de acordo com o objetivo do técnico na
atividade, não relacionado a demanda do sujeito.
Com adolescentes é possível planejar em conjunto; com crianças é
necessário levar algo previamente planejado.
Desafios vivenciados pelos profissionais nos Caps
 Implantação e gestão: questões políticas;
 Modelo de Atenção em Saúde Mental e implantação das políticas públicas;
 Rede e encaminhamentos;
 Instituição e local de trabalho ( Estrutura física, recursos materiais,
remuneração, contingente, carga horaria, relação com os gestores dos Caps );
 dificuldades relativas aos aspectos técnicos ( Formação na graduação,
formação continuada, ausência de supervisão, dificuldades no trabalho em
equipe, relação com a rede de serviços, adesão as atividades
oferecidas, familiares e a sociedade);
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Centros de Atenção Psicossocial e Unidades de Acolhimento
como lugares da atenção psicossocial nos territórios: orientações para elaboração de
projetos de construção, reforma e ampliação de CAPS e de UA. Brasília, DF: Ministério da
Saúde, 2015.
KINKER, Fernando Sfair e IMBRIZI, Jaquelina Maria. O Mito das Oficinas Terapêuticas. Rev.
Polis Psique [online]. 2015, vol.5, n.3, pp. 61-79.
LEAL, E. M.; DELGADO, P. G. G. Clínica e cotidiano: o CAPS como dispositivo de
Desinstitucionalização. In: PINHEIRO, P.; GULJOR, A. P.; GOMES, A.; MATTOS, R. A.
(Org.). Desinstitucionalização na saúde mental: contribuições para estudos avaliativos. Rio
de Janeiro: CEPESC: IMS/LAPPIS: ABRASCO. 2007. p. 137-154.
NUNES, V. S.; TORRES, M. A.; ZANOTTI, S. V. O Psicólogo no CAPS: um estudo sobre oficinas
terapêuticas. ECOS – Estudos Contemporâneos da Subjetividade. V. 5, n.2, 2015
PONTES, S.; LOPES, L.; SANTOS, L. M. M.; CALAZANS, R. Implantação de políticas públicas
em saúde mental: o caso de São João del Rei. Revista Interinstitucional de Psicologia, Minas
Gerais, v. 7 (2), 260-268, jul - dez, 2014.
Conselho Federal de Psicologia. Prática profissionais dos(as) psicólogos(as) nos centros de
atenção psicossocial / Conselho Federal de Psicologia; 2009; 1° edição; Brasília, DF.
Discussão
• O que é terapêutico nas oficinas terapêuticas?
Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Psicologia
Psicoterapias 2
CAPS e Oficinas terapêuticas
Anderson Samuel da Silva Melo (anderson.melo@ip.ufal.br)
Débora Carolaine P. Tenório (carolaine.tenorio@gmail.com)
Ewerton Cavalcante (ewerton.silva@ichca.ufal.br)

apresentação sobre saude mental (1).pptx

  • 1.
    Universidade Federal deAlagoas Instituto de Psicologia Psicoterapias 2 CAPS e Oficinas terapêuticas Anderson Samuel da Silva Melo Débora Carolaine P. Tenório Ewerton Cavalcante Profª.: Drª. Heliane Lins Leitão
  • 2.
    O que sãoos CAPS? Pontos de atenção estratégicos da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial): serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional. Atuam sob a ótica interdisciplinar e realizam prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. São substitutivos ao modelo asilar. LEAL; DELGADO (2007, p. 1); BRASIL (2015, p. 9)
  • 3.
    O que sãoos CAPS? Os CAPS são pontos estratégicos de cuidado a pessoas com transtornos mentais (inclusive decorrentes do uso de substâncias psicoativas). São, também, pontos estratégicos de articulação interdisciplinar e multiprofissional, na medida em que articulam-se com as equipes de Saúde da Família, agentes comunitários, Centros Comunitários, os Hospitais Gerais, as Residências Terapêuticas, entre outros serviços. PONTES et al. (2014, p. 265); BRASIL (2015, p. 10).
  • 4.
    Quais são asmodalidades de CAPS? CAPS I: Público: todas as faixas etárias. População indicada: acima de 15 mil. Equipe mínima: 1 médico com formação em saúde mental; 1 enfermeiro; 3 profissionais de nível universitário (psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo, educador físico ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico), 4 profissionais de nível médio (técnico e/ou auxiliar de Enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional ou artesão). BRASIL (2015, p. 17)
  • 5.
    CAPS II: Público: todasas faixas etárias. População indicada: acima de 70 mil. Equipe mínima: 1 médico psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental; 4 profissionais de nível superior (psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo, educador físico ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico), 6 profissionais de nível médio (técnico e/ou auxiliar de Enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional ou artesão). BRASIL (2015, p. 18)
  • 6.
    CAPS III: Público: todasas faixas etárias. Serviços de atenção contínua, com funcionamento 24 horas, incluindo feriados e finais de semana; Retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, inclusive CAPSad. População indicada: acima de 150 mil. Equipe mínima: 2 médicos psiquiatras; 1 enfermeiro com formação em saúde mental, 5 profissionais de nível universitário, 8 profissionais de nível médio. BRASIL (2015, p. 18)
  • 7.
    CAPSad: Público: todas asfaixas etárias. População indicada: acima de 70 mil. Equipe mínima: 1 médico psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental; 1 médico clínico, responsável pela triagem, avaliação e acompanhamento das intercorrências clínicas; 4 profissionais de nível universitário, 6 profissionais de nível médio. BRASIL (2015, p. 19)
  • 8.
    CAPSad III: Público: adultos,crianças e adolescentes com sofrimento psíquico intenso e necessidades de cuidados clínicos contínuos. Número de leitos: no máximo 12 leitos de hospitalidade para observação e monitoramento 24 horas, incluindo feriados e finais de semana. População indicada: acima de 150 mil. Equipe mínima: 60 horas de profissional médico, entre psiquiatra e clínicos com formação e/ou experiência em saúde mental, sendo no mínimo 1 psiquiatra; 1 enfermeiro com experiência e/ou formação na área de saúde mental; 5 profissionais de nível universitário, 4 técnicos de Enfermagem; 4 profissionais de nível médio; 1 profissional de nível médio para a realização de atividades de natureza administrativa. BRASIL (2015, p. 19)
  • 9.
    CAPSi: Público: crianças eadolescentes com limitações psíquicas e clínicas. População indicada: acima de 70 mil. Equipe mínima: 1 médico psiquiatra, neurologista ou pediatra com formação em saúde mental; 1 enfermeiro, 4 profissionais de nível superior, 5 profissionais de nível médio. BRASIL (2015, p. 19)
  • 10.
    O CAPS nãoé só um estabelecimento de saúde, é um “modo de operar”, com uma nova lógica de atenção. Um conjunto heterogêneo de discursos, instituições, estruturas arquitetônicas, medidas administrativas, grades das tarefas dos profissionais, grades das atividades realizadas no cotidiano dos serviços, enunciados científicos, proposições filosóficas, morais e filantrópicas; e da ligação que se estabelece entre tais elementos. O que torna o CAPS uma estratégia eficaz da desinstitucionalização é o tripé: CAPS Rede Clínica Cotidiano LEAL; DELGADO (2007, p. 1)
  • 11.
    Rede = Articulaçãocomunitária, multiprofissional, interdisciplinar, intersetorial; Cotidiano = Onde e o que se faz se vive; Clínica = Como são feitas as coisas que são feitas. LEAL; DELGADO (2007, p. 9)
  • 12.
    Pode-se dizer, talvez,que os pés “rede, clínica e cotidiano”, articulados, caminham pela seara da cidade, que é diferente de território, pois, entendida como pólis, carrega os sentidos que nela se constroem, as trocas sociais, o verdadeiro cotidiano. (Grifo nosso). O cotidiano do CAPS precisa ser aberto o suficiente para considerar o cotidiano do paciente como um modo de vida, uma forma de existir e estar no mundo, obra construída a cada tempo de sua existência, por mais que pareça vazia de sentido. Se a noção de território é tomada como uma ideia viva, processual, dinâmica, que deve atravessar o próprio CAPS, torna-se possível apostar que as atividades realizadas dentro do CAPS ganham sentido porque estão articuladas com a vida fora do CAPS. LEAL; DELGADO (2007, p. 9)
  • 13.
    Oficinas Terapêuticas Antes dareforma psiquiátrica o atendimento a pessoas com sofrimento mental era totalmente hospitalocêntrico; O foco era a patologia; No âmbito do tratamento não se levava em consideração o contexto social. O procedimento terapêutico visava, apenas, anular o(s) sintoma(s); É a partir da reforma psiquiátrica que surge uma reconfiguração na estrutura dos atendimentos.
  • 14.
    Oficinas Terapêuticas Dentro doCAPS a lógica precisa ser oposta ao hospital psiquiátrico: o/a usuário/a não é retirado/a de seu contexto social integralmente, nem tão pouco de forma imposta; As oficinas terapêuticas estão inseridas no cotidiano dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de maneira expressiva, e bastante eficaz; Faz-se necessário que as oficinas dialoguem com a realidade social dos/as usuários/as; Assim como outras atividades que envolvem o cotidiano, as oficinas terapêuticas são uma das estratégias utilizadas no serviço do CAPS para fazer ligar sujeito ao contexto social;
  • 15.
    Oficinas Terapêuticas –Categorias Expressiva: expressão plástica (pintura, argila, desenho, etc.); expressão corporal (dança, ginásticas e téc. Teatrais.); expressão verbal (poesia, contos, leituras e redação de textos); expressão musical (atividades musicais); fotografia e teatro. Geradoras de renda: culinária, costura, marcenaria, etc. Alfabetização: exercício da escrita e leitura
  • 16.
    Psicólogo no CAPS:um estudo sobre oficinas terapêuticas Oito psicólogas entrevistadas;  O que faz das oficinas as quais realizam uma atividade terapêutica? Convivência (a partir desta entre os/as usuários/as é possível intervenção junto a eles/as. Torna-se terapêutica quando atinge um objetivo estabelecido (pela psicóloga) – para esta profissional nem toda oficina tem efeito terapêutico. É necessário que haja uma troca.
  • 17.
    Psicólogo no CAPS:um estudo sobre oficinas terapêuticas Oito psicólogas entrevistadas;  Sobre a finalidade/objetivos das oficinas: Ressocialização; expressão dos sujeitos; alternativa complementar ao acompanhamento individual; autonomia do sujeito; possibilitar espaço informativo para os/as usuários/as de drogas; independência dos autistas; evolução clínica do/a usuário/a.
  • 18.
    Psicólogo no CAPS:um estudo sobre oficinas terapêuticas Oito psicólogas entrevistadas;  Sobre o planejamento das oficinas: Para algumas é realizado de acordo com a demanda dos sujeitos, semanalmente; para outras é realizado de acordo com o objetivo do técnico na atividade, não relacionado a demanda do sujeito. Com adolescentes é possível planejar em conjunto; com crianças é necessário levar algo previamente planejado.
  • 19.
    Desafios vivenciados pelosprofissionais nos Caps  Implantação e gestão: questões políticas;  Modelo de Atenção em Saúde Mental e implantação das políticas públicas;  Rede e encaminhamentos;  Instituição e local de trabalho ( Estrutura física, recursos materiais, remuneração, contingente, carga horaria, relação com os gestores dos Caps );  dificuldades relativas aos aspectos técnicos ( Formação na graduação, formação continuada, ausência de supervisão, dificuldades no trabalho em equipe, relação com a rede de serviços, adesão as atividades oferecidas, familiares e a sociedade);
  • 20.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministérioda Saúde. Centros de Atenção Psicossocial e Unidades de Acolhimento como lugares da atenção psicossocial nos territórios: orientações para elaboração de projetos de construção, reforma e ampliação de CAPS e de UA. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015. KINKER, Fernando Sfair e IMBRIZI, Jaquelina Maria. O Mito das Oficinas Terapêuticas. Rev. Polis Psique [online]. 2015, vol.5, n.3, pp. 61-79. LEAL, E. M.; DELGADO, P. G. G. Clínica e cotidiano: o CAPS como dispositivo de Desinstitucionalização. In: PINHEIRO, P.; GULJOR, A. P.; GOMES, A.; MATTOS, R. A. (Org.). Desinstitucionalização na saúde mental: contribuições para estudos avaliativos. Rio de Janeiro: CEPESC: IMS/LAPPIS: ABRASCO. 2007. p. 137-154. NUNES, V. S.; TORRES, M. A.; ZANOTTI, S. V. O Psicólogo no CAPS: um estudo sobre oficinas terapêuticas. ECOS – Estudos Contemporâneos da Subjetividade. V. 5, n.2, 2015 PONTES, S.; LOPES, L.; SANTOS, L. M. M.; CALAZANS, R. Implantação de políticas públicas em saúde mental: o caso de São João del Rei. Revista Interinstitucional de Psicologia, Minas Gerais, v. 7 (2), 260-268, jul - dez, 2014. Conselho Federal de Psicologia. Prática profissionais dos(as) psicólogos(as) nos centros de atenção psicossocial / Conselho Federal de Psicologia; 2009; 1° edição; Brasília, DF.
  • 21.
    Discussão • O queé terapêutico nas oficinas terapêuticas?
  • 22.
    Universidade Federal deAlagoas Instituto de Psicologia Psicoterapias 2 CAPS e Oficinas terapêuticas Anderson Samuel da Silva Melo (anderson.melo@ip.ufal.br) Débora Carolaine P. Tenório (carolaine.tenorio@gmail.com) Ewerton Cavalcante (ewerton.silva@ichca.ufal.br)