Apresentação de portfólio geométrico simples azul_20250417_130506_0000.pdf
2.
PRODUÇÃO
RELAÇÃO GERAL DAPRODUÇÃO COM A
DISTRIBUIÇÃO, TROCA E CONSUMO.
O MÉTODO DA ECONOMIA POLÍTICA
PRODUÇÃO, MEIOS DE PRODUÇÃO E
RELAÇÕES DE PRODUÇÃO
PREFÁCIO
REFERÊNCIA
ÍNDICE
3.
PRODUÇÃO A produçãocomo ponto de partida para a
análise da sociedade
Marx inicia afirmando que o ponto de partida
para entender a sociedade deve ser a produção
— e não ideias ou instituições isoladas —
porque é ela que molda o restante das relações
sociais, políticas e culturais.
Relação entre produção, distribuição, troca e
consumo
Ele destaca que esses quatro elementos estão
interligados e não podem ser analisados de
forma isolada. A produção é o fator
determinante, mas ela mesma já carrega
aspectos dos outros momentos (por exemplo,
produzir para um mercado já pressupõe troca e
consumo).
4.
Condições materiais ehistóricas
da produção
A produção não acontece no
vazio, mas sim dentro de
condições históricas e
sociais específicas, que
moldam a forma como os
indivíduos produzem. A
produção material está
conectada à totalidade das
relações sociais de cada
época.
O PAPEL DO INDIVÍDUO NA
PRODUÇÃO
Marx afirma que o indivíduo
só pode ser compreendido
dentro de seu contexto
histórico-social. As forças
produtivas são desenvolvidas
coletivamente, não
individualmente
5.
O engano dopensamento burguês e da economia vulgar
A crítica aqui é contra a ideia de que a produção atual é natural e
eterna. A economia burguesa trata as formas sociais capitalistas como
universais, o que Marx combate mostrando que elas são históricas e
transitórias.
A falsa separação entre produção e distribuição
Ele refuta a ideia de que a distribuição vem depois da produção como algo
externo. Em vez disso, mostra que as formas de distribuição são determinadas
pela própria estrutura da produção.
A crítica ao método abstrato na economia política
Marx encerra essa introdução defendendo um método que parte do concreto real
(a produção material em suas relações sociais), e não de categorias abstratas
desconectadas da realidade histórica.
6.
A Produção criaos objetos que corresponde às
necessidades.
produção é a generalidade; distribuição e troca,
a particularidade; consumo, a
individualidade expressa pela conclusão.
7.
Crítica ao individualismoeconômico
O mito do "indivíduo natural"
A natureza histórica das categorias econômicas
A produção como totalidade social
Interdependência entre produção, distribuição,
troca e consumo
8.
Relação entre Produçãoe Consumo:
Marx destaca que produção e consumo
são mutuamente condicionantes. A
produção cria o objeto do consumo e
também o modo do consumo, enquanto o
consumo atua como fator que realiza a
produção, completando seu ciclo.
9.
Concepção materialista dahistória: Marx
começa a introduzir o fundamento de sua
teoria de que a estrutura econômica
(infraestrutura) é o alicerce sobre o qual
se erguem as superestruturas jurídicas e
políticas.
Casos de invasões de sociedades que eram
mais fortes a sociedades mais fracas onde
dizimavam as sociedades mais fracas ou
então escravizavam as mesmas e exploravam
para fins de trabalho.
10.
A produção definea estrutura
econômica e social.
Conquistas influenciam os modos de
produção e distribuição.
Troca e circulação são momentos
essenciais da produção.
11.
Ao explorar aEconomia Política, Marx sugere que,
ao invés de iniciar pela população – o elemento
concreto e imediato –, devemos começar por
categorias abstratas como valor de troca, capital
e trabalho assalariado. A população, por si só,
torna-se uma abstração se não considerarmos suas
divisões internas, como as classes sociais. O
processo correto é avançar de determinações
simples e abstrações fundamentais até atingir a
totalidade concreta da sociedade, rica em suas
variadas determinações. Essa é a essência do
método dialético: transitar do abstrato para o
concreto.
12.
Marx ilustra quecategorias econômicas simples,
como a posse e o dinheiro, emergem em
sociedades menos desenvolvidas, sendo mais
complexamente integradas nas sociedades
avançadas.
Por exemplo, o dinheiro precede o capital e o
trabalho assalariado, mas só alcança
seu pleno significado na sociedade burguesa.
Portanto, o método dialético respeita a lógica
interna do presente, afastando-se da mera
cronologia histórica.
13.
A SOCIEDADE BURGUESAÉ ESTRUTURADA EM TRÊS CATEGORIAS FUNDAMENTAIS:
O capital não existe de forma isolada, mas
sim imerso em um conjunto específico de
relações sociais de produção. O aspecto
central dessa dinâmica é a divisão entre os
trabalhadores, que possuem apenas sua força
de trabalho à venda, e os capitalistas, que
detêm os meios de produção. Nesse contexto,
o capitalista adquire a força de trabalho
do trabalhador em troca de um salário,
porém extrai do trabalho um valor superior
ao que paga, apropriando-se assim do que se
chama mais-valia.
O trabalhador assalariado não é apenas um
simples agente produtivo; ele é, na
verdade, a peça fundamental para
compreendermos as dinâmicas de poder, a
exploração e as contradições que permeiam
o sistema capitalista. Por estar
desprovido dos meios de produção, é
forçado a vender sua força de trabalho, o
que gera a mais-valia responsável pela
sustentação do capital. Ao mesmo tempo,
essa condição o coloca em uma posição de
resistência contra a exploração.
A propriedade fundiária no capitalismo
representa uma relação social intricate,
caracterizada pelo monopólio da terra e
pela extração de renda. Essa dinâmica
exerce uma influência profunda sobre a
produção agrícola, as interações entre as
classes sociais e o próprio desenvolvimento
do sistema capitalista. A análise desse
fenômeno busca revelar de que maneira essa
forma de propriedade alimenta a exploração
e as contradições do capitalismo, indicando
a urgência de sua superação em direção a
uma futura sociedade socialista.
14.
Marx aponta queo capitalismo se
expande globalmente, resultando na:
- Divisão internacional do trabalho
- Crises econômicas cíclicas,
inevitáveis devido às contradições
internas do capital, como a
superprodução e a queda tendencial da
taxa de lucro.
O mercado mundial representa tanto um
produto do capital quanto o espaço em
que suas
crises se manifestam.
15.
A ordem lógicado pensamento deve
respeitar a hierarquia das categorias
na sociedade contemporânea, em vez de
seguir a sequência histórica de seu
surgimento. Assim, o capital, por ser o
elemento dominante da sociedade
burguesa, deve ser o ponto de partida
da análise econômica. Marx critica
abordagens que invertem essa lógica,
como começar pela terra ou pela
população.
17.
PRODUÇÃO E SUASRELAÇÕES COM ASPECTOS DA VIDA
SOCIAL
A maneira como a sociedade produz seus bens (meios
de produção) e como essas atividades são
organizadas (relações de produção) formam a base da
estrutura social.
RELAÇÕES COMERCIAIS E FORMAS DE ESTADO
O comércio e o Estado se desenvolvem com base nas
necessidades e transformações da produção. O Estado
e as leis refletem os interesses das classes
dominantes dentro do modo de produção vigente.
18.
HISTÓRIA DESIGUAL DODESENVOLVIMENTO HUMANO
Nem todos os aspectos da sociedade se
desenvolvem ao mesmo tempo ou da mesma forma.
A arte, a ciência, o direito, por exemplo,
podem avançar ou ficar para trás dependendo
das relações materiais.
A HISTÓRIA NÃO É LINEAR!
A história da humanidade não segue uma linha
única. Ela é marcada por lutas, contradições
e desigualdades. A chamada “história
universal” é uma visão ideológica e seletiva,
que muitas vezes ignora povos, tribos e raças
não dominantes.
19.
A ARTE EO
PROGRESSO MATERIAL
A arte nem sempre evoluiu em sintonia com a
sociedade e com a tecnologia. A exemplo
disso, podemos afirmar que certas
manifestações artísticas, como as epopeias
por exemplo, só surgiram em contextos
históricos menos desenvolvidos tecnicamente e
cientificamente. Por isso, dizer que a arte
não acompanha o "progresso material" da
civilizações não é um equívoco.
20.
A ARTE EA MITOLOGIA
Além disso, é importante citar que algumas artes estavam ligadas
fortemente com as mitologias, a exemplo da arte grega, que utilizava a
mitologia como uma espécie de instrumento simbólico e coletivo para
interpretar a natureza e a sociedade. Essa arte, de certa forma
imaginativa, contrasta com os tempos modernos, onde dominam a ciência, a
racionalidade técnica, e o domínio da natureza.
A RELAÇÃO ENTRE MITOLOGIA E EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
Dessa forma, a partir dessa utilização da racionalidade e da ciência,
por exemplo, a arte baseada na mitologia perde a sua função explicativa,
assim, tornando-se inviáveis alguns gêneros artísticos. Além disso, é
importante ressaltar que nem toda mitologia seria capaz de produzir um
fenômeno artístico como da Grécia antiga, (como o Egito antigo).
Entretanto, ainda é possível afirmar que a presença de algum tipo de
mitologia em uma sociedade é essencial para determinadas expressões
artísticas.
21.
A ORGANIZAÇÃO DASOCIEDADE SEGUNDO MARX
Ao refletir sobre a organização da sociedade, Marx nos
convida a olhar para aquilo que está por trás das ideias,
leis e instituições que costumamos naturalizar. Em vez de
começar pelas ideias ou valores morais, ele propõe o
oposto: é a maneira como as pessoas produzem e se
relacionam economicamente que molda todas as outras
dimensões da vida social. A produção — ou seja, o
trabalho humano para transformar a natureza e obter o
necessário para sobreviver — é o ponto de partida. E não
se trata só do ato de produzir em si, mas de como as
pessoas se organizam para isso: quem tem os meios de
produção, quem trabalha, quem decide, quem lucra. Essas
são as relações de produção, e é a partir delas que se
estrutura o restante da sociedade.
23.
CONSEQUÊNCIAS DAS RELAÇÕESDE PRODUÇÃO
Marx afirma que as formas jurídicas, o Estado, os modelos de família, até mesmo as
formas de pensar e sentir — tudo isso é resultado dessas relações materiais. Não são
ideias ou princípios abstratos que guiam a sociedade, mas sim as condições concretas
de existência, que determinam como as ideias surgem e circulam. Ele também mostra
como o comércio, por exemplo, não é uma força independente. Ele depende de como as
coisas são produzidas.
A CRÍTICA MARXISTA À SOCIEDADE
Isso desmonta a visão de que o mercado é um "motor natural" da sociedade. O Estado, por sua
vez, não é visto como um árbitro imparcial. Ele é uma ferramenta que expressa e protege os
interesses das classes dominantes — aquelas que controlam os meios de produção. O mesmo vale
para o direito: as leis acompanham e reforçam essas estruturas, mesmo que muitas vezes pareçam
neutras. Essa leitura marxista é poderosa porque muda o ponto de partida. Em vez de analisar a
sociedade a partir do que ela diz sobre si mesma, Marx analisa a partir do que as pessoas
fazem para sobreviver e de como se organizam nesse processo. A consciência, nesse sentido, é
consequência — não causa.
“Assim como nãose julga o que um
indivíduo é a partir do julgamento que
ele se faz de si mesmo, da mesma maneira
não se pode julgar uma época de
transformação a partir de sua própria
consciência; ao contrário, é preciso
explicar essa consciência a partir das
contradições da vida material, a partir
do conflito existente entre as forças
produtivas sociais e as relações de
produção.”
26.
Karl Marx descrevesua abordagem para analisar o
sistema econômico burguês, começando com o
capital, propriedade fundiária e trabalho
assalariado, e posteriormente abordando o
Estado, comércio exterior e mercado mundial.
Ele explica que sua análise se baseia em estudos
prévios e que pretende examinar as condições
econômicas das classes sociais e sua relação com
o sistema econômico.
Marx também compartilha sua trajetória acadêmica
e profissional, incluindo sua experiência como
redator da Gazeta Renana, onde começou a se
interessar por questões econômicas e se envolveu
em debates sobre socialismo e comunismo.
27.
"As forças produtivasque
se encontram em
desenvolvimento no seio da
sociedade burguesa criam ao
mesmo tempo as condições
materiais para a solução
desse antagonismo. Daí que
com essa formação social se
encerra a pré-história da
sociedade humana."
28.
"Esse esboço sobreo itinerário dos
meus estudos no campo da economia
política tem apenas o objetivo de
provar que minhas opiniões, sejam
julgadas como forem e por menos que
coincidam com os preconceitos ditados
pelos interesses das classes
dominantes, são o resultado de uma
pesquisa conscienciosa e demorada. Mas
na entrada para a Ciência – como na
entrada do Inferno – é preciso impor a
exigência."
29.
“Não é aconsciência dos homens
que determina o seu ser, mas, ao
contrário, é o seu ser social
que determina sua consciência.”
30.
Tais transformações é
necessáriodistinguir sempre
entre a transformação material
das condições económicas de
produção, que pode ser objeto
da rigorosa verificação da
ciência natural, e as formas
jurídicas, políticas,
artísticas ou filosóficas.