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Literária
Natureza
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Natureza
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E assim amanheceu:
Depois de uma noite fria;
O manto fino da neblina,
Que descia da colina
E do orvalho que caia,
Formando uma alegoria,
Sobre moréias encantadoras,
Se fez assim aliciadora;
Seu corpo verde capim,
Seu brilho parecia não ter fim,
O branco de longe aparecer,
Esperando o sol nascer,
Anunciando a primavera,
Alimentando enfim minha quimera.
Natureza Literária
Ademir Missias
Expo-Placas
E Assim amanheceu
Capitólio-MG
Técnica: Acrílico sobre tela.
60 x 50 cm.
Autor: Alaôr Armeiro
Natureza Literária
Alaôr Armeiro
Expo-Placas
Desencontros
Belo Horizonte-MG
A natureza, é a poesia mais linda e pura.
A flor mais bela.
Com o perfume mais suave.
Entre suas folhas verdes da primavera
E suas folhas caídas secas no chão em seu outono
A natureza se faz única em cada momento.
Com a música dos pássaros que encantam
Jardins, praças e florestas.
A natureza se transforma em cada instante
Fazendo de cada momento um espetáculo único e
singelo.
E em cada instante uma beleza espetacular.
Entretanto, homens estão tentando
Com essa beleza acabar.
Pela ganância e pelo poder que nas mãos
muitos querem
sendo que dela tudo se pode ganhar.
Natureza Literária
Beatris
Hoffmann
Expo-Placas
Natureza
Los Angeles-EUA
Há uma semente virgem no amanhecer
Instigando o tempo para que a desnude
E o destino partiu lesto, rapinante...
Como ave a beber seu próprio grito.
Na moldura desse dia, o teu poste fino
E há fonte de querer a fluir no instante,
Amor e magia ao precipitar da tarde
E um desejo que me aquece as mãos.
O outono é quem acaricia o meu rosto,
Mas a primavera desabrocha em luz,
Nas letras e nos sons do teu nome
A descortinar a direção da minha boca.
Ainda há silêncio através da vidraça
E não sei as horas dessa tarde incerta,
Mas me entrego nua como uma semente
A brotar nas sendas das tuas promessas.
Natureza Literária
Cecília
Ugalde
Expo-Placas
Semente
Rio Branco-AC
Você já teve o privilégio de escutar uma sinfonia na natureza?
É de extrema beleza para os ouvidos aprimorados e bem afinados.
Logo ao aparecer os primeiros raios do sol, ou sem ele, apenas com o
clarear, sim, porque podemos estar num dia nublado, no sentido literal
da expressão que, acontece em cada estação.
É uma magnitude!
Pense num raiar de primavera...
Um bichinho chama , outro responde. Assim, como se acordando
estivessem.
São vários , dezenas, milhares e com sons maravilhosos que se encaixam
e ecoam, em sítios, chácaras ou floresta à dentro.
Trazendo paz e harmonia , chegando ao alge, numa belíssima sinfonia.
E junto a essa , se unem os cantos dos diversos pássaros que emolduram
a cena tão...Sinceramente, não sei descrever com palavras.
É como(e acredito), estivessem glorificando ao Criador.
Durante o dia, passam se protegendo dos predadores e também, sendo
predadores de outros....É a vida.
Chega a noite, e nova sinfonia, com outros bichinhos e animais noturnos.
De vagar e aos poucos, inundando aquele lugar, com seus barulhinhos e
modo de cantar diferenciados, mas que ao final, o resultado é surreal.
Você já parou para ouvir esta orquestra magistral?
A cidade abafa.
Mas vale a pena...Procure visitar o campo e observe o raiar, o pôr do sol
e depois dele. A vida é feita de sinfonia.
Quem rege?
O louvor ao nosso Criador. Como dizia Santo Agostinho: " A nossa alma
só encontra paz em Ti."
A natureza nos foi dada de presente para aquela última criação, o gênero
humano.Façam parte desta sinfonia de louvor com todos os seres que
respiram e louvam o Senhor da Criação.
O mínimo que encontrarão, será a paz lá no interior do seu coração.No
mais, pode ter certeza, é lucro, sem precisar nada pagar. Tudo é nosso. É
só escutar...
Natureza Literária
Edna
Froede
Expo-Placas
Sinfonia Diurna e Noturna
Vitória-es
As bombas caiam feito pesadas folhas outonais. Desregradas, eram despejadas
por aviões invisíveis aos olhos dos que estavam no cerne do combate.
O pesado bombardeio, impiedoso, marca o princípio do fim dessa insana guerra.
Já estava no atempo de estancada essa matança desnecessária, mas os que
estão em campo, lutando, não decidem: isso fica a cargo dos que se protegem
em quartéis e casamatas.
Carece de rendição. Não mais se tem soldados e armas para sustentar esse
desatino por mais tempo. A renitência dessa guerra é incompreensível; a
resistência é pífia; as bombas não param de cair; as explosões abafam os gritos
e os gritos são de dor, desespero, lamuria...
Vicente, soldado de linha de frente refugia-se em escombros. O que foi uma
escola é prédio arruinado. O dedo indicador, do gatilho, está esfolado pelos
tantos tiros que deu e pela força que imprimia ao disparar: a nervosia o faz
deixa consternado, que se soma não dormir e o deixa mais e mais conturbado.
Busca refúgio e o refúgio é de pouco protegimento – acomoda-se para breve
repouso: curto, muito curto, vez que o bombardeio não dá trégua – melhor
buscar ponto mais protegidos, pois soldados inimigos vagueiam buscando
vítimas.
O susto com uma explosão, o faz levantar-se, de maneira brusca e rápida e ao
se levantar tem surpresa indigesta: à sua frente soldados da tropa inimiga está
circundando seu parco refúgio.
Não há tempo de retroceder, não há tempo de desviar-se, não há tempo de
tornar-se invisível..., estanca!
No peito, dor lancinante e breve!, tão breve que não há tempo de senti-la por
inteiro.
A sua frente se abre uma porta de luz, brilhosa tal qual o sol, mas sem calor
igual.
A fluidez da luz o envolve e uma frialdade o invade por inteiro.
Atravessa o pórtico em cambalear de leve flutuância, com irreflexão suave tal
qual pluma, e mal sente o fechar do átrio de luz às suas costas!
O combate fica por trás da porta que se fecha. O aliviado o entorpece de paz e o
protege de afliges e dores.
A guerra findou-se para o soldado Vicente!
Envolto em fulgor, embriaga-se com a luminescência e se faz luz, tanto
quanto. Soma-se à brilhosidade que o entorna e o acolhe.
Natureza Literária
Hélio Bacelar
Expo-Placas
Ode ao soldado Vicente
Bahia
Em memória aos nossos pracinhas da Força
Expedicionária Brasileira da 2ª Grande Guerra!
A bruteza da manhã
arromba o aberto da janela
com a força da luz do sol!
Escancara sua pujança
e estilhaça o escuro do quarto
deixado pelo pretume da noite.
Mais um maçante dia,
mais um sol recalcitrante,
que tal como sendo fênix,
renasce do borralho noturno
e recrudesce no céu
em viajar moroso e ardente.
Tem o cortejo de nuvens,
esse peregrinar remoso do sol.
Semelha mamulengo etéreo.
Até vejo os invisíveis cordéis
com os quais o céu apresa o sol!
Faz mesuras pelo inteiro do dia,
com lambança desmedida,
esse sol disgramado de quente!
E quando se finda a manhã,
tem no turno da tarde mais fogo.
Passeia solene pelo azul celeste,
como bola de sinuca mal batida,
até encaçapar nos limites do céu.
Mas a noite, quando volta,
não tem o mesmo sabor da anterior.
É uma noite nova,
com novos escuros,
com novos cheiros,
com novos dengos,
com lua nova ou lua qualquer...
Pena que os temores são os mesmos!
Natureza Literária
Hélio Bacelar
Expo-Placas
Bem assim!
Bahia
Eu vivo cercada por uma natureza exuberante.
Sou grata por morar nessa região fascinante
Que possui tantas matas, manguezais,
Montanhas e dunas sem iguais.
Mas preciso expressar o meu amor
Por um lugar especial
E que é sem dúvidas,
Um patrimônio natural:
A Laguna de Araruama.
Sei que a chamam de lagoa,
Mas ela é mesmo especial,
Uma laguna hipersalina
Pertinho do litoral.
Suas águas são quentinhas
E outrora, cristalinas,
Mas a humanidade em ação
Causa muita destruição
E na laguna despeja esgoto
Causando poluição, contaminação.
A laguna majestosa
Luta com resistência
Pra tentar vencer a morte
Com muita resiliência.
Mas é muita destruição
Desde a “civilização”.
O homem explora suas riquezas
E lhe causa só tristeza.
Apesar de tudo,
Muitas espécies habitam nesse lugar.
O pescador que joga a rede
E insiste em arriscar,
Às vezes, consegue pescar
Perumbeba, carapeba e a tainha
Não pode faltar
E tem ainda o siri, o camarão
Que habitam nesse lugar.
Em um tempo já passado,
O seu sal era extraído.
Fazia parte do cenário
O salineiro, o moinho
E enormes montanhas branquinhas
Enfeitavam o caminho.
Esse rico ecossistema
Merece respeito e cuidado.
O local está abandonado.
Já chega de descaso
E esgoto pra todo lado!
Nossa laguna merece respeito,
Carinho e cuidado!
Natureza Literária
Jaqueline Brum
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Laguna de Araruama
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Qual tremulante véu branco
Espalham-se as margaridas
Como um esvoaçante manto
Cobrem campinas floridas
Ecoando lindos cantos
Na paisagem colorida
Esbranquiçando os campos
Passificando a vida
A terna beleza reflete
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Que tranqüilidade traz
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Anjos e homens entoam
Suave canção de paz.
Natureza Literária
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No horizonte se mistura
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Os raios do crepuscular
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Como um espelho de diamantes
Em contraste com o escuro
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O sol ainda clareia
Luz e sombra na poesia
Eis que a noite encontra o dia
Em São Pedro da Aldeia.
Natureza Literária
Jusmaria Carvalho
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Quando a noite encontra o dia
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Texto em homenagem a foto de Renato Fulgoni
Aparece uma trilha
Toda hora que o sol brilha
Longa e estreita
Quase perfeita!
Ela passa pelas flores
Que tem todas as cores
Passa por vales castanhos
Com pedras de vários tamanhos.
Quem vai nesta trilha
Já esteve numa ilha
Essa trilha vai do hemisfério sul
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Que não tem só raiz
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Porém, para esta trilha percorremos enfim,
Basta apenas que digamos sim.
Natureza Literária
Kátia
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Nas redes de um passado me perdi
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Desvaneciam o sorriso na solidão
Entre veredas intrínsecas do porvir
Deitei ao solo toda a dor pujante
Malgrados ficaram pelo caminho
Esquecidos no silêncio e aridez
Dos sonhos que restaram para trás
Ganhei o mundo sorri para vida
Deixei a chuva renovar a alegria
O sol abrir em horizontes azuis
Receber as dádivas inesperadas
E no hoje refaço os laços da união
Daquilo que sou e nunca esqueci
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Natureza Literária
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Octaviano
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Dádivas de um porvir
Rio de Janeiro
O sol faz seu espetáculo maravilhoso
Acaricia as flores com seu brilho
Borboletas dançam em grande estilo
Se inicia mais um dia esplendoroso
O vento gostoso balança meus cabelos
Olho para os céus sempre exuberante
A gratidão em meu coração é constante
Meus lábios merecem sorrir o dia inteiro
Cada estação é um novo encanto
Faz brilhar a luz do nosso olhar
Na beleza da natureza, a paz conseguimos
encontrar
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As águas correm lindamente
A lua é de se apaixonar
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Natureza Literária
Lucélia
Santos
Expo-Placas
A beleza da vida
Brumado-ba
Há um resto de sol no mar
Tal qual em mim, talvez em ti.
A água salina a dourar
E o poeta a observar.
O sol poente o faz ver
Quão multicor é seu viver.
O vento a acariciar
É refrigério a seu malamar.
O sal da terra
Neste lugar é do mar
A areia de sal a salgar
Seu insosso caminhar.
O poeta se põe a pensar:
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Quantos, em suas bordas choraram.
Quantos, por suas águas partiram.
Sofrendo, porém, de dor egoísta,
O poeta não viu,
Não ouviu e não sentiu,
A laguna a lamentar:
Quero vida transbordar,
A ser límpida, voltar.
Rica fauna armazenar
Aos pescadores, alimentar.
Em seu suave ondear,
A laguna, aflita, a gritar:
Poeta, esquece teu penar
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Natureza Literária
Luciana
Rugani
Expo-Placas
A laguna e o poeta
Cabo Frio-RJ
Uma Deusa da minha poesia
Deusa da natureza
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Sábia e perfeição do meu olhar
Luz do meu caminho
Guia do meu destino
Menina manhosa...
Minha poesia
Meu versar e rima do meu poema
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O seu lindo corpo
Eu descrevo
Menina dengosa
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Menina, grandeza da minha poesia.
Natureza Literária
Luciano
Soemakib
Expo-Placas
Menina da minha Poesia.
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Minha onça pintada, minha felina amada! Aceite
o meu abraço.
Sei que é sua esta mata.
Passo aqui rapidinho,
sem deixar sinais nem rastros nem furos inúteis
no seu terreno.
Quero , apenas
Colar em cada árvore
O desenho das suas pintas Para marcar,
sinalizar, Para ninguém desmatar.
Quem por aqui passar
Há de respeitar seu santuário
E conservar seu habitat.
E nem um mato da mata derrubar E em suas
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o Planeta respeitar.
Vem, minha felina amada!
Vem me abraçar,
Minha onça pintada.
Natureza Literária
Luzia Lina
Expo-Placas
Felina amada
Belo Horizonte-MG
Acompanhar o amor de Cristo
Ser o Cirineu, o Simão carregando a cruz
Aceitar morrer eternamente de amor
Ter o amor inconcebível na renúncia de
nunca poder ter posse dele
Ser o zangão que morre para dar a abelha
a vida
Ser o masculino de ternura que reverencia
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Tal admiração tamanha que nem o próprio
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Algodão doce para a alma
Aura reluzente no meio dos seres
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Natureza Literária
Marcel Fabian
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O Segredo
Guarulhos-SP
Aprender ser mulher
É desde cedo instituir,
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Na nossa vida valer e a tudo resistir.
Escondida em meias palavras e muitos gestos...
Querem o nosso coração dividir... e vão sonhos
destruir...
Não podemos nunca permitir.
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admitir...
Não vão nos calar direitos e mais liberdade, para nos
expressar, vamos adquir...
Hão de vir os patriotas, que vão sempre resistir...
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reagir!
Na vida, interesses econômicos estão a nos dividir!
Na vivência é bom ver a democracia...
A todos persistir...para continuar a existir.
Independente daqueles que estão a nos dividir...
Só amar e viver a repetir,
Muita solidariedade, pode enfim resistir..
Um mundo mais justo,podemos construir!
Natureza Literária
Maria José Esmeraldo
Rolim
Expo-Placas
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Compreensão
Para com os pais
Na infância
Rebeldia na
Adolescência.
Afastamento na mocidade
Provocado
Pelo corre-corre no trabalho
E também no amor.
E depois
Bem depois
Fechando o ciclo
Afluem novamente
Carinho
E compreensão
Para com os pais
Com lembranças
Dos tempos partilhados
Com um rastro de saudades
E frustração
Por não ter retribuído
Na mesma intensidade
Tudo o que recebera
Em carinho
Em atenção
Em sorrisos
E até mesmo
Em broncas
Para limitar
Seus sonhos
absurdos
Lá na distante infância
E na adolescência.
Natureza Literária
Mitiko Yanaga Une
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A vida
Rio de Janeiro-RJ
Para os místicos e os espiritualistas
É uma das criações da Fonte Universal
Sendo a primeira divina e primordial
Denominada a Árvore do Éden
Detentora dos atributos do bem e do mal
Com ligação com todo o Universo
É símbolo da fecundidade e imortalidade
E se abstraindo de outros conceitos
É fonte de alimentação saudável e benéfica
Tanto os seres humanos, como os pássaros e outros animais
Absorvem a energia de seus frutos com amor e alegria
Necessitando de fortes e luminosas fontes qualificadas
Para que produzam de forma benéfica e não sequem nem
feneçam
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Abraçando-as com amor e agradecimento
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Cobrindo-as com manto de proteção, amor e respeito!
Natureza Literária
Nara
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Árvore da vida
Rio de Janeiro
Ar de beleza, vário perfume
Flores com nomes curiosos
Dos seus olhos sou o lume
Que aparta corações irosos.
Sou seu misterioso jardim
Guardo sua aromática flor
Venha despertá-la em mim
Doar-lhe-ei com puro amor.
Desperte em mim, a sua sublime rosa
Rosa champanhe: respeito, afeição...
Rosa cor de rosa: amizade, formosa
Rosa vermelha: amor intenso, paixão.
Desperte em mim, a felicidade
Demonstro o formoso alecrim
Alfazema: calma, tranquilidade
Desperte-os sempre, em mim.
Cultive a maravilha da natureza
Despertando camélias em mim
Camélia rosa: da alma, grandeza
Ative amor com o amor do jasmim.
Desperte em mim, o amor- perfeito
Amor romântico, amor longevo
Harmonia é o meu maior efeito
Alegrias permanentes, descrevo.
Flores são suaves perfumes de Deus
Transpirando amor, paz... exala em mim
Venha buscar nas sacras flores, os seus
Contidos neste seu divinal, lindo jardim.
Nina Mariza
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Natureza Literária
Nina Mariza
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Desperte em mim
Berilo-mg
Tantas vezes insultadas pelas grandes folhas que
fazem de tapete o chão,
São elas que proporcionam a sombra mais
refrescante,
No caos da desordem urbana, em qualquer
estação.
No inverno, resplandecem em um mosaico de
cores.
É a arte da natureza em seu átimo esplêndido!
Paleta fenomenal a encantar os exigentes
pintores.
Amendoeiras: meu agradecimento!
Natureza Literária
Patrícia
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Amendoeiras
Rio de Janeiro-rj
Tessitura de delicadezas, irresistível
Nas tuas pétalas, néctar voluptuoso
Sou colibri, com destino irredutível
Polinizar afetos, em voo impetuoso
Outrora douradas, já ficando alvas
A estontear este sensibilizado poeta
Mechas que não merecem ressalvas
Mas sim, uma reverência indiscreta
Nos sedosos campos de lavanda,
Sinto a minha alma leve, a levitar
Perfumadas madeixas, veneranda
És essência de flor, calor a destilar
Fios de sol me deixam, sigo a trilha
Visando sorver as delícias orvalhadas
No cimo das montanhas, a lua brilha
E a paixão floresce pelas madrugadas
Natureza Literária
Pietro Costa
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Essência de flor
Brasília-df
O vento que sopra incessante
O sal que emerge das águas
Outrora tão límpidas
O Sol que se esconde nas cores
Embevecendo olhares cumpliciados
Paraíso que a todos encanta
E apesar de tudo
Permanecerá...
Natureza Literária
Reinaldo
Palmeira
Expo-Placas
Balneário
São Pedro da Aldeia
Lá nas matas de Oxóssi
Canta juriti e bem te vi.
Folhas caídas no chão,
Árvores e troncos,
Pés descalços,
Correrei nas matas
Onde Oxóssi é o rei.
Com Sete flechas ele proteje
Suas matas, seu berço, seu reinado.
Serei uma Cabocla
De sangue na veia Tupi.
De penacho e saiote
Correrei nas matas
Onde Oxóssi é o rei.
Natureza Literária
Renata da
Costa
Expo-Placas
Oxóssi
Boston-eua
O Sol quente que toca nossa pele
As águas do mar
A Natureza é a inspiração do poeta
Como um lindo dia de verão.
Tardes amarelas
Folhas caídas no chão
A Natureza não tem dono
Assim como o entardecer no outono.
Ventos frios
Granizo no Sul
A Natureza é sensacional
Como os beijos quentes de uma noite de inverno.
Flores nos campos
A estação mais romântica do ano
A Natureza é assim
Linda como a primavera
Uma explosão de cores
É a vida!
Preservar
Amar
Cantar
Escutar
Para que a Natureza e as Estações
Continuem inspirando.
Natureza Literária
Renato
fulgoni
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A natureza para o poeta
São Pedro da Aldeia
As andorinhas misturam suas cores
com as cores do céu azul e branco,
por vezes cinza.
As andorinhas fazem belas revoadas
nas manhãs, sempre em bandos.
Fazem voos rasantes perfeitos.
Seus percursos diários
são direcionados pelo instinto,
que requer habilidades
em seus voos.
Suas asas parecem leques
em movimentos contínuos, sincronizados
em ritmos monumentais, majestosos.
É, por si só, divino,
maravilhoso, tem graciosidade.
Seus livres voos têm encantamento total
rumo à imensidão do universo,
delicados e eficazes.
Voam alto com presteza e prudência
em seu percurso.
Não se arriscam frente ao perigo
durante seus trajetos delineados, marcados, traçados.
São ritmos irreverentes, atraentes de voar no ar –
júbilo para o olhar.
Primorosas, sábias, perseverantes,
elas seguem incansavelmente
voando de norte a sul;
leveza sem igual,
significância total.
Aves retirantes, cautelosamente,
sabem onde fazer seus ninhos:
em vigas, beirais, folhas, lamas...
Habilidosas, calculam milimetricamente
para pegar insetos no ar.
São perfeitas acrobatas. Instinto de exatidão.
Essência, beleza peculiar.
Magníficas, primorosas, majestosas, graciosas.
Misturam suas cores com transcendência e elegância.
São delicadamente perfeitas, insinuantes sem igual.
É natureza natural
o perfeito revoar das andorinhas.
Natureza Literária
Sidnalva
Serra
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Andorinhas
Cuiabá
Na costa azul esverdeada
o Nordeste vive o mar
Maracatu ao som do vento
ladainha e catavento
No sal da água a brilhar
o Nordeste é ode ao mar...
Nas praias ensolaradas
o Nordeste vive o mar
Cirandas na madrugada
fogueiras dança e alento
Pandeiro e sol a brilhar
o Nordeste é ode ao mar...
No mar que ao rio encanta
o Nordeste vive o mar
Xaxado com saia rodada
bandeiras no céu a brilhar
Viola em calor tropical
o Nordeste é ode ao mar...
Natureza Literária
Sônia Barreto
Freire
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Ode ao mar
João pessoa-pb
Ser feliz é urgente e só depende da gente!
É comer sushi no terraço,
E receber um abraço.
É ver o dia amanhecer com o seu bem querer.
É contar os minutos para te ver.
É curtir o pôr do Sol e se encantar com o seu sorriso.
É perceber que ficar ao seu lado passou a ser
preciso.
É fazer planos para o futuro,
Às vezes até ficar inseguro, faz parte do jogo do
amor.
É perceber que o amor chegou de mansinho,
Sem avisar e você se deixou levar.
Natureza Literária
Solange Diniz
Expo-Placas
Ser feliz é urgente
Valença-rj
"Florescer das rosas, violetas e lírios
É chegado setembro e tudo é lindo
Caminhar pelos jardins, sentir a brisa perfumada
É o tempo da beleza tão aguardada
Orquídeas e margaridas que adoro
E apreciar o calor do sol que se faz próximo
Aquecer o corpo e a alma, o inverno acabou
Admirável natureza, sinônimo de amor
Estação que nos presenteia com o paraíso das flores
Jardins repletos das mais belas cores
Enfeitando nossos corações
Primavera que desperta plena emoção
Magia floral que antecede o verão
Indubitavelmente, poética inspiração
A paisagem é intensamente bela
Mãe de todas flores é a doce primavera"
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  • 1. Literária Natureza F E I R A L I T E R Á R I A D E S Ã O P E D R O D A A L D E I A F E I R A L I T E R Á R I A D E S Ã O P E D R O D A A L D E I A COLETÂNEA DIGITAL COMEMORATIVA FLISPA
  • 3. E assim amanheceu: Depois de uma noite fria; O manto fino da neblina, Que descia da colina E do orvalho que caia, Formando uma alegoria, Sobre moréias encantadoras, Se fez assim aliciadora; Seu corpo verde capim, Seu brilho parecia não ter fim, O branco de longe aparecer, Esperando o sol nascer, Anunciando a primavera, Alimentando enfim minha quimera. Natureza Literária Ademir Missias Expo-Placas E Assim amanheceu Capitólio-MG
  • 4. Técnica: Acrílico sobre tela. 60 x 50 cm. Autor: Alaôr Armeiro Natureza Literária Alaôr Armeiro Expo-Placas Desencontros Belo Horizonte-MG
  • 5. A natureza, é a poesia mais linda e pura. A flor mais bela. Com o perfume mais suave. Entre suas folhas verdes da primavera E suas folhas caídas secas no chão em seu outono A natureza se faz única em cada momento. Com a música dos pássaros que encantam Jardins, praças e florestas. A natureza se transforma em cada instante Fazendo de cada momento um espetáculo único e singelo. E em cada instante uma beleza espetacular. Entretanto, homens estão tentando Com essa beleza acabar. Pela ganância e pelo poder que nas mãos muitos querem sendo que dela tudo se pode ganhar. Natureza Literária Beatris Hoffmann Expo-Placas Natureza Los Angeles-EUA
  • 6. Há uma semente virgem no amanhecer Instigando o tempo para que a desnude E o destino partiu lesto, rapinante... Como ave a beber seu próprio grito. Na moldura desse dia, o teu poste fino E há fonte de querer a fluir no instante, Amor e magia ao precipitar da tarde E um desejo que me aquece as mãos. O outono é quem acaricia o meu rosto, Mas a primavera desabrocha em luz, Nas letras e nos sons do teu nome A descortinar a direção da minha boca. Ainda há silêncio através da vidraça E não sei as horas dessa tarde incerta, Mas me entrego nua como uma semente A brotar nas sendas das tuas promessas. Natureza Literária Cecília Ugalde Expo-Placas Semente Rio Branco-AC
  • 7. Você já teve o privilégio de escutar uma sinfonia na natureza? É de extrema beleza para os ouvidos aprimorados e bem afinados. Logo ao aparecer os primeiros raios do sol, ou sem ele, apenas com o clarear, sim, porque podemos estar num dia nublado, no sentido literal da expressão que, acontece em cada estação. É uma magnitude! Pense num raiar de primavera... Um bichinho chama , outro responde. Assim, como se acordando estivessem. São vários , dezenas, milhares e com sons maravilhosos que se encaixam e ecoam, em sítios, chácaras ou floresta à dentro. Trazendo paz e harmonia , chegando ao alge, numa belíssima sinfonia. E junto a essa , se unem os cantos dos diversos pássaros que emolduram a cena tão...Sinceramente, não sei descrever com palavras. É como(e acredito), estivessem glorificando ao Criador. Durante o dia, passam se protegendo dos predadores e também, sendo predadores de outros....É a vida. Chega a noite, e nova sinfonia, com outros bichinhos e animais noturnos. De vagar e aos poucos, inundando aquele lugar, com seus barulhinhos e modo de cantar diferenciados, mas que ao final, o resultado é surreal. Você já parou para ouvir esta orquestra magistral? A cidade abafa. Mas vale a pena...Procure visitar o campo e observe o raiar, o pôr do sol e depois dele. A vida é feita de sinfonia. Quem rege? O louvor ao nosso Criador. Como dizia Santo Agostinho: " A nossa alma só encontra paz em Ti." A natureza nos foi dada de presente para aquela última criação, o gênero humano.Façam parte desta sinfonia de louvor com todos os seres que respiram e louvam o Senhor da Criação. O mínimo que encontrarão, será a paz lá no interior do seu coração.No mais, pode ter certeza, é lucro, sem precisar nada pagar. Tudo é nosso. É só escutar... Natureza Literária Edna Froede Expo-Placas Sinfonia Diurna e Noturna Vitória-es
  • 8. As bombas caiam feito pesadas folhas outonais. Desregradas, eram despejadas por aviões invisíveis aos olhos dos que estavam no cerne do combate. O pesado bombardeio, impiedoso, marca o princípio do fim dessa insana guerra. Já estava no atempo de estancada essa matança desnecessária, mas os que estão em campo, lutando, não decidem: isso fica a cargo dos que se protegem em quartéis e casamatas. Carece de rendição. Não mais se tem soldados e armas para sustentar esse desatino por mais tempo. A renitência dessa guerra é incompreensível; a resistência é pífia; as bombas não param de cair; as explosões abafam os gritos e os gritos são de dor, desespero, lamuria... Vicente, soldado de linha de frente refugia-se em escombros. O que foi uma escola é prédio arruinado. O dedo indicador, do gatilho, está esfolado pelos tantos tiros que deu e pela força que imprimia ao disparar: a nervosia o faz deixa consternado, que se soma não dormir e o deixa mais e mais conturbado. Busca refúgio e o refúgio é de pouco protegimento – acomoda-se para breve repouso: curto, muito curto, vez que o bombardeio não dá trégua – melhor buscar ponto mais protegidos, pois soldados inimigos vagueiam buscando vítimas. O susto com uma explosão, o faz levantar-se, de maneira brusca e rápida e ao se levantar tem surpresa indigesta: à sua frente soldados da tropa inimiga está circundando seu parco refúgio. Não há tempo de retroceder, não há tempo de desviar-se, não há tempo de tornar-se invisível..., estanca! No peito, dor lancinante e breve!, tão breve que não há tempo de senti-la por inteiro. A sua frente se abre uma porta de luz, brilhosa tal qual o sol, mas sem calor igual. A fluidez da luz o envolve e uma frialdade o invade por inteiro. Atravessa o pórtico em cambalear de leve flutuância, com irreflexão suave tal qual pluma, e mal sente o fechar do átrio de luz às suas costas! O combate fica por trás da porta que se fecha. O aliviado o entorpece de paz e o protege de afliges e dores. A guerra findou-se para o soldado Vicente! Envolto em fulgor, embriaga-se com a luminescência e se faz luz, tanto quanto. Soma-se à brilhosidade que o entorna e o acolhe. Natureza Literária Hélio Bacelar Expo-Placas Ode ao soldado Vicente Bahia Em memória aos nossos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira da 2ª Grande Guerra!
  • 9. A bruteza da manhã arromba o aberto da janela com a força da luz do sol! Escancara sua pujança e estilhaça o escuro do quarto deixado pelo pretume da noite. Mais um maçante dia, mais um sol recalcitrante, que tal como sendo fênix, renasce do borralho noturno e recrudesce no céu em viajar moroso e ardente. Tem o cortejo de nuvens, esse peregrinar remoso do sol. Semelha mamulengo etéreo. Até vejo os invisíveis cordéis com os quais o céu apresa o sol! Faz mesuras pelo inteiro do dia, com lambança desmedida, esse sol disgramado de quente! E quando se finda a manhã, tem no turno da tarde mais fogo. Passeia solene pelo azul celeste, como bola de sinuca mal batida, até encaçapar nos limites do céu. Mas a noite, quando volta, não tem o mesmo sabor da anterior. É uma noite nova, com novos escuros, com novos cheiros, com novos dengos, com lua nova ou lua qualquer... Pena que os temores são os mesmos! Natureza Literária Hélio Bacelar Expo-Placas Bem assim! Bahia
  • 10. Eu vivo cercada por uma natureza exuberante. Sou grata por morar nessa região fascinante Que possui tantas matas, manguezais, Montanhas e dunas sem iguais. Mas preciso expressar o meu amor Por um lugar especial E que é sem dúvidas, Um patrimônio natural: A Laguna de Araruama. Sei que a chamam de lagoa, Mas ela é mesmo especial, Uma laguna hipersalina Pertinho do litoral. Suas águas são quentinhas E outrora, cristalinas, Mas a humanidade em ação Causa muita destruição E na laguna despeja esgoto Causando poluição, contaminação. A laguna majestosa Luta com resistência Pra tentar vencer a morte Com muita resiliência. Mas é muita destruição Desde a “civilização”. O homem explora suas riquezas E lhe causa só tristeza. Apesar de tudo, Muitas espécies habitam nesse lugar. O pescador que joga a rede E insiste em arriscar, Às vezes, consegue pescar Perumbeba, carapeba e a tainha Não pode faltar E tem ainda o siri, o camarão Que habitam nesse lugar. Em um tempo já passado, O seu sal era extraído. Fazia parte do cenário O salineiro, o moinho E enormes montanhas branquinhas Enfeitavam o caminho. Esse rico ecossistema Merece respeito e cuidado. O local está abandonado. Já chega de descaso E esgoto pra todo lado! Nossa laguna merece respeito, Carinho e cuidado! Natureza Literária Jaqueline Brum Expo-Placas Laguna de Araruama Cabo Frio-RJ
  • 11. Qual tremulante véu branco Espalham-se as margaridas Como um esvoaçante manto Cobrem campinas floridas Ecoando lindos cantos Na paisagem colorida Esbranquiçando os campos Passificando a vida A terna beleza reflete A luz do azul celeste Que tranqüilidade traz Enquanto aves voam Anjos e homens entoam Suave canção de paz. Natureza Literária Jusmaria Carvalho Expo-Placas Campos de margaridas Mendonça-SP
  • 12. Forma-se uma linda pintura Quando o entardecer No manto do anoitecer No horizonte se mistura Em dourados degradantes Os raios do crepuscular Refletem nas águas do mar Como um espelho de diamantes Em contraste com o escuro Num amarelado puro O sol ainda clareia Luz e sombra na poesia Eis que a noite encontra o dia Em São Pedro da Aldeia. Natureza Literária Jusmaria Carvalho Expo-Placas Quando a noite encontra o dia Mendonça-SP Texto em homenagem a foto de Renato Fulgoni
  • 13. Aparece uma trilha Toda hora que o sol brilha Longa e estreita Quase perfeita! Ela passa pelas flores Que tem todas as cores Passa por vales castanhos Com pedras de vários tamanhos. Quem vai nesta trilha Já esteve numa ilha Essa trilha vai do hemisfério sul Ao céu azul Nos leva a um país Que não tem só raiz Nos leva a uma cidade De paz e muita felicidade. Porém, para esta trilha percorremos enfim, Basta apenas que digamos sim. Natureza Literária Kátia Valladares Expo-Placas Trilha Rio de Janeiro
  • 14. Nas redes de um passado me perdi Quando brumas dos véus da ilusão Desvaneciam o sorriso na solidão Entre veredas intrínsecas do porvir Deitei ao solo toda a dor pujante Malgrados ficaram pelo caminho Esquecidos no silêncio e aridez Dos sonhos que restaram para trás Ganhei o mundo sorri para vida Deixei a chuva renovar a alegria O sol abrir em horizontes azuis Receber as dádivas inesperadas E no hoje refaço os laços da união Daquilo que sou e nunca esqueci O futuro é uma mística incógnita Nuances luminosas de uma paixão Natureza Literária Leovany Octaviano Expo-Placas Dádivas de um porvir Rio de Janeiro
  • 15. O sol faz seu espetáculo maravilhoso Acaricia as flores com seu brilho Borboletas dançam em grande estilo Se inicia mais um dia esplendoroso O vento gostoso balança meus cabelos Olho para os céus sempre exuberante A gratidão em meu coração é constante Meus lábios merecem sorrir o dia inteiro Cada estação é um novo encanto Faz brilhar a luz do nosso olhar Na beleza da natureza, a paz conseguimos encontrar E a noite linda nos cobre com seu manto As águas correm lindamente A lua é de se apaixonar As estrelas nem conseguimos contar Tudo glorifica ao criador eternamente. Natureza Literária Lucélia Santos Expo-Placas A beleza da vida Brumado-ba
  • 16. Há um resto de sol no mar Tal qual em mim, talvez em ti. A água salina a dourar E o poeta a observar. O sol poente o faz ver Quão multicor é seu viver. O vento a acariciar É refrigério a seu malamar. O sal da terra Neste lugar é do mar A areia de sal a salgar Seu insosso caminhar. O poeta se põe a pensar: Será a laguna salgada Por lágrimas acumular? Quantos, em suas bordas choraram. Quantos, por suas águas partiram. Sofrendo, porém, de dor egoísta, O poeta não viu, Não ouviu e não sentiu, A laguna a lamentar: Quero vida transbordar, A ser límpida, voltar. Rica fauna armazenar Aos pescadores, alimentar. Em seu suave ondear, A laguna, aflita, a gritar: Poeta, esquece teu penar E a mim venha salvar! Natureza Literária Luciana Rugani Expo-Placas A laguna e o poeta Cabo Frio-RJ
  • 17. Uma Deusa da minha poesia Deusa da natureza Dos meus versos Sábia e perfeição do meu olhar Luz do meu caminho Guia do meu destino Menina manhosa... Minha poesia Meu versar e rima do meu poema Teus olhos me encantos . Menina... Os teus cheiros Me inspira Me leva a pensar Me faz a escrever O seu lindo corpo Eu descrevo Menina dengosa Pele morena Cabelos pretos Os teus olhos escuros Sua beleza Natural Tão verdadeira E tão absoluta Menina, grandeza da minha poesia. Natureza Literária Luciano Soemakib Expo-Placas Menina da minha Poesia. Amazonas
  • 18. Minha onça pintada, minha felina amada! Aceite o meu abraço. Sei que é sua esta mata. Passo aqui rapidinho, sem deixar sinais nem rastros nem furos inúteis no seu terreno. Quero , apenas Colar em cada árvore O desenho das suas pintas Para marcar, sinalizar, Para ninguém desmatar. Quem por aqui passar Há de respeitar seu santuário E conservar seu habitat. E nem um mato da mata derrubar E em suas pintas pintadas o Planeta respeitar. Vem, minha felina amada! Vem me abraçar, Minha onça pintada. Natureza Literária Luzia Lina Expo-Placas Felina amada Belo Horizonte-MG
  • 19. Acompanhar o amor de Cristo Ser o Cirineu, o Simão carregando a cruz Aceitar morrer eternamente de amor Ter o amor inconcebível na renúncia de nunca poder ter posse dele Ser o zangão que morre para dar a abelha a vida Ser o masculino de ternura que reverencia o feminino Tal admiração tamanha que nem o próprio feminino compreende Ser um deus: o mitológico Júpiter, estrelas, as nuvens do céu Algodão doce para a alma Aura reluzente no meio dos seres angelicais . Natureza Literária Marcel Fabian Expo-Placas O Segredo Guarulhos-SP
  • 20. Aprender ser mulher É desde cedo instituir, Parâmetros de respeito... Na nossa vida valer e a tudo resistir. Escondida em meias palavras e muitos gestos... Querem o nosso coração dividir... e vão sonhos destruir... Não podemos nunca permitir. Democracia é respeito aos outros e aos diferentes admitir... Não vão nos calar direitos e mais liberdade, para nos expressar, vamos adquir... Hão de vir os patriotas, que vão sempre resistir... A diversidade de crenças e a humanidade... Vamos com verso e nosso sentimento ...assim reagir! Na vida, interesses econômicos estão a nos dividir! Na vivência é bom ver a democracia... A todos persistir...para continuar a existir. Independente daqueles que estão a nos dividir... Só amar e viver a repetir, Muita solidariedade, pode enfim resistir.. Um mundo mais justo,podemos construir! Natureza Literária Maria José Esmeraldo Rolim Expo-Placas Democracia é resistir Fortaleza
  • 21. Amor, carinho Compreensão Para com os pais Na infância Rebeldia na Adolescência. Afastamento na mocidade Provocado Pelo corre-corre no trabalho E também no amor. E depois Bem depois Fechando o ciclo Afluem novamente Carinho E compreensão Para com os pais Com lembranças Dos tempos partilhados Com um rastro de saudades E frustração Por não ter retribuído Na mesma intensidade Tudo o que recebera Em carinho Em atenção Em sorrisos E até mesmo Em broncas Para limitar Seus sonhos absurdos Lá na distante infância E na adolescência. Natureza Literária Mitiko Yanaga Une Expo-Placas A vida Rio de Janeiro-RJ
  • 22. Para os místicos e os espiritualistas É uma das criações da Fonte Universal Sendo a primeira divina e primordial Denominada a Árvore do Éden Detentora dos atributos do bem e do mal Com ligação com todo o Universo É símbolo da fecundidade e imortalidade E se abstraindo de outros conceitos É fonte de alimentação saudável e benéfica Tanto os seres humanos, como os pássaros e outros animais Absorvem a energia de seus frutos com amor e alegria Necessitando de fortes e luminosas fontes qualificadas Para que produzam de forma benéfica e não sequem nem feneçam Para tal fim, há que se ter essa consciência Abraçando-as com amor e agradecimento Por essa dádiva cósmica, do Criador Pai/Mãe Cobrindo-as com manto de proteção, amor e respeito! Natureza Literária Nara Pamplona Expo-Placas Árvore da vida Rio de Janeiro
  • 23. Ar de beleza, vário perfume Flores com nomes curiosos Dos seus olhos sou o lume Que aparta corações irosos. Sou seu misterioso jardim Guardo sua aromática flor Venha despertá-la em mim Doar-lhe-ei com puro amor. Desperte em mim, a sua sublime rosa Rosa champanhe: respeito, afeição... Rosa cor de rosa: amizade, formosa Rosa vermelha: amor intenso, paixão. Desperte em mim, a felicidade Demonstro o formoso alecrim Alfazema: calma, tranquilidade Desperte-os sempre, em mim. Cultive a maravilha da natureza Despertando camélias em mim Camélia rosa: da alma, grandeza Ative amor com o amor do jasmim. Desperte em mim, o amor- perfeito Amor romântico, amor longevo Harmonia é o meu maior efeito Alegrias permanentes, descrevo. Flores são suaves perfumes de Deus Transpirando amor, paz... exala em mim Venha buscar nas sacras flores, os seus Contidos neste seu divinal, lindo jardim. Nina Mariza Berilo-MG Natureza Literária Nina Mariza Expo-Placas Desperte em mim Berilo-mg
  • 24. Tantas vezes insultadas pelas grandes folhas que fazem de tapete o chão, São elas que proporcionam a sombra mais refrescante, No caos da desordem urbana, em qualquer estação. No inverno, resplandecem em um mosaico de cores. É a arte da natureza em seu átimo esplêndido! Paleta fenomenal a encantar os exigentes pintores. Amendoeiras: meu agradecimento! Natureza Literária Patrícia Alvarenga Expo-Placas Amendoeiras Rio de Janeiro-rj
  • 25. Tessitura de delicadezas, irresistível Nas tuas pétalas, néctar voluptuoso Sou colibri, com destino irredutível Polinizar afetos, em voo impetuoso Outrora douradas, já ficando alvas A estontear este sensibilizado poeta Mechas que não merecem ressalvas Mas sim, uma reverência indiscreta Nos sedosos campos de lavanda, Sinto a minha alma leve, a levitar Perfumadas madeixas, veneranda És essência de flor, calor a destilar Fios de sol me deixam, sigo a trilha Visando sorver as delícias orvalhadas No cimo das montanhas, a lua brilha E a paixão floresce pelas madrugadas Natureza Literária Pietro Costa Expo-Placas Essência de flor Brasília-df
  • 26. O vento que sopra incessante O sal que emerge das águas Outrora tão límpidas O Sol que se esconde nas cores Embevecendo olhares cumpliciados Paraíso que a todos encanta E apesar de tudo Permanecerá... Natureza Literária Reinaldo Palmeira Expo-Placas Balneário São Pedro da Aldeia
  • 27. Lá nas matas de Oxóssi Canta juriti e bem te vi. Folhas caídas no chão, Árvores e troncos, Pés descalços, Correrei nas matas Onde Oxóssi é o rei. Com Sete flechas ele proteje Suas matas, seu berço, seu reinado. Serei uma Cabocla De sangue na veia Tupi. De penacho e saiote Correrei nas matas Onde Oxóssi é o rei. Natureza Literária Renata da Costa Expo-Placas Oxóssi Boston-eua
  • 28. O Sol quente que toca nossa pele As águas do mar A Natureza é a inspiração do poeta Como um lindo dia de verão. Tardes amarelas Folhas caídas no chão A Natureza não tem dono Assim como o entardecer no outono. Ventos frios Granizo no Sul A Natureza é sensacional Como os beijos quentes de uma noite de inverno. Flores nos campos A estação mais romântica do ano A Natureza é assim Linda como a primavera Uma explosão de cores É a vida! Preservar Amar Cantar Escutar Para que a Natureza e as Estações Continuem inspirando. Natureza Literária Renato fulgoni Expo-Placas A natureza para o poeta São Pedro da Aldeia
  • 29. As andorinhas misturam suas cores com as cores do céu azul e branco, por vezes cinza. As andorinhas fazem belas revoadas nas manhãs, sempre em bandos. Fazem voos rasantes perfeitos. Seus percursos diários são direcionados pelo instinto, que requer habilidades em seus voos. Suas asas parecem leques em movimentos contínuos, sincronizados em ritmos monumentais, majestosos. É, por si só, divino, maravilhoso, tem graciosidade. Seus livres voos têm encantamento total rumo à imensidão do universo, delicados e eficazes. Voam alto com presteza e prudência em seu percurso. Não se arriscam frente ao perigo durante seus trajetos delineados, marcados, traçados. São ritmos irreverentes, atraentes de voar no ar – júbilo para o olhar. Primorosas, sábias, perseverantes, elas seguem incansavelmente voando de norte a sul; leveza sem igual, significância total. Aves retirantes, cautelosamente, sabem onde fazer seus ninhos: em vigas, beirais, folhas, lamas... Habilidosas, calculam milimetricamente para pegar insetos no ar. São perfeitas acrobatas. Instinto de exatidão. Essência, beleza peculiar. Magníficas, primorosas, majestosas, graciosas. Misturam suas cores com transcendência e elegância. São delicadamente perfeitas, insinuantes sem igual. É natureza natural o perfeito revoar das andorinhas. Natureza Literária Sidnalva Serra Expo-Placas Andorinhas Cuiabá
  • 30. Na costa azul esverdeada o Nordeste vive o mar Maracatu ao som do vento ladainha e catavento No sal da água a brilhar o Nordeste é ode ao mar... Nas praias ensolaradas o Nordeste vive o mar Cirandas na madrugada fogueiras dança e alento Pandeiro e sol a brilhar o Nordeste é ode ao mar... No mar que ao rio encanta o Nordeste vive o mar Xaxado com saia rodada bandeiras no céu a brilhar Viola em calor tropical o Nordeste é ode ao mar... Natureza Literária Sônia Barreto Freire Expo-Placas Ode ao mar João pessoa-pb
  • 31. Ser feliz é urgente e só depende da gente! É comer sushi no terraço, E receber um abraço. É ver o dia amanhecer com o seu bem querer. É contar os minutos para te ver. É curtir o pôr do Sol e se encantar com o seu sorriso. É perceber que ficar ao seu lado passou a ser preciso. É fazer planos para o futuro, Às vezes até ficar inseguro, faz parte do jogo do amor. É perceber que o amor chegou de mansinho, Sem avisar e você se deixou levar. Natureza Literária Solange Diniz Expo-Placas Ser feliz é urgente Valença-rj
  • 32. "Florescer das rosas, violetas e lírios É chegado setembro e tudo é lindo Caminhar pelos jardins, sentir a brisa perfumada É o tempo da beleza tão aguardada Orquídeas e margaridas que adoro E apreciar o calor do sol que se faz próximo Aquecer o corpo e a alma, o inverno acabou Admirável natureza, sinônimo de amor Estação que nos presenteia com o paraíso das flores Jardins repletos das mais belas cores Enfeitando nossos corações Primavera que desperta plena emoção Magia floral que antecede o verão Indubitavelmente, poética inspiração A paisagem é intensamente bela Mãe de todas flores é a doce primavera" Natureza Literária Wanda Rop Expo-Placas Florescendo Porto Velho-RO