Vamos refletir...                                                              AGOSTO – SETEMBRO
                                                                               (PALAVRAS-CHAVE: férias, verão, sorriso,)

                         Sentirmo-nos amados, bem como a confiança             O sorriso abriu a porta do verão.
                       no outro e no sentido da vida, é que nos                Talvez baste isso para que as férias valham a pena e se
                       transmite segurança e paz, é o que nos tira o           deixe guardado, no fundo da gaveta onde se guardam as coisas que não
                       medo.
       Sem amor, sem confiança e sem sentido, fica-se no medo e na             interessam, a loucura do tempo, a falta de dinheiro, o medo da crise. Talvez
morte, sem relação.                                                            baste esse sorriso que Deus abre em agosto para que tudo fique mais simples.
                                                                               Vamos de férias. Ou ficamos. Porque não é preciso sair para entender este
                                                Vasco Pinto de Magalhães
                                           in "Onde há crise há esperança"     milagre de parar e apreciar o que não temos tempo para ver: a flor pequenina
                                                                               que se esconde entre a erva do chão, as lágrimas que o orvalho pendura nos
                                                                               olhos das árvores, o azul-azul do mar, em dias de calmaria.
Sugestão de leitura                                                            Vamos de férias. Ou ficamos. Porque o silêncio voltou ao peito, porque o ar
                                                                               está mais contente, porque vestimos roupas felizes e encontramo-nos uns com
        Num tempo e numa sociedade onde a população idosa continua a
crescer, JOAN CHITTISTER apresenta-nos um livro                                os outros.
onde “nos encoraja a valorizar as bênçãos do                                                  Agosto abre a porta da alegria. Na luz das manhãs claras. No
envelhecimento, uma parte natural da vida que é, ao                                           vagar das tardes. No gosto doce das ameixas. Nas papoilas que
mesmo tempo, ativa e contemplativa, produtiva e
reflexiva e profundamente compensadora”.                                                      pintam os caminhos. Em nós.
          A Dádiva dos Anos – amadurecer com                                   Deus acende-nos a esperança. Quando voltarmos – mesmo que tenhamos
graciosidade “é um livro que contempla as muitas
                                                                               ficado por aqui – setembro há-de parecer mais doce. E faremos planos de
dimensões do processo de envelhecimento, o seu
propósito e os seus desafios, as suas lutas e as suas presas, os seus          felicidade. E encontraremos novos caminhos para as mesmas crises. E
problemas e o seu potencial, as suas dores e as suas alegrias”.                voltaremos ao trabalho – mesmo que não tenhamos saído de casa – com a
                                                                               limpidez desse mar que avistamos da nossa janela, que nos lavou do cansaço
                                                                               ou, simplesmente, que inventámos porque não o pudemos           ter de outra

 “Vou passar pela vida uma só vez, por isso, qualquer coisa boa que eu possa   maneira.
 fazer, ou alguma amabilidade que possa fazer a um ser humano, devo fazê-lo    O sorriso abriu a porta do verão. Deus abriu um sorriso em agosto. Em
 agora, porque não passarei de novo por aqui”
                                                                               silêncio, guardámo-Lo dentro de nós. Ele vai de férias connosco, mesmo que
                                                    Madre Teresa de Calcutá    não saiamos daqui. Há-de regressar connosco. Companheiro de sorrisos. E de
                                                                               esperanças.
                                                                                                                                               Graça Alves
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    Vamos refletir... AGOSTO – SETEMBRO (PALAVRAS-CHAVE: férias, verão, sorriso,) Sentirmo-nos amados, bem como a confiança O sorriso abriu a porta do verão. no outro e no sentido da vida, é que nos Talvez baste isso para que as férias valham a pena e se transmite segurança e paz, é o que nos tira o deixe guardado, no fundo da gaveta onde se guardam as coisas que não medo. Sem amor, sem confiança e sem sentido, fica-se no medo e na interessam, a loucura do tempo, a falta de dinheiro, o medo da crise. Talvez morte, sem relação. baste esse sorriso que Deus abre em agosto para que tudo fique mais simples. Vamos de férias. Ou ficamos. Porque não é preciso sair para entender este Vasco Pinto de Magalhães in "Onde há crise há esperança" milagre de parar e apreciar o que não temos tempo para ver: a flor pequenina que se esconde entre a erva do chão, as lágrimas que o orvalho pendura nos olhos das árvores, o azul-azul do mar, em dias de calmaria. Sugestão de leitura Vamos de férias. Ou ficamos. Porque o silêncio voltou ao peito, porque o ar está mais contente, porque vestimos roupas felizes e encontramo-nos uns com Num tempo e numa sociedade onde a população idosa continua a crescer, JOAN CHITTISTER apresenta-nos um livro os outros. onde “nos encoraja a valorizar as bênçãos do Agosto abre a porta da alegria. Na luz das manhãs claras. No envelhecimento, uma parte natural da vida que é, ao vagar das tardes. No gosto doce das ameixas. Nas papoilas que mesmo tempo, ativa e contemplativa, produtiva e reflexiva e profundamente compensadora”. pintam os caminhos. Em nós. A Dádiva dos Anos – amadurecer com Deus acende-nos a esperança. Quando voltarmos – mesmo que tenhamos graciosidade “é um livro que contempla as muitas ficado por aqui – setembro há-de parecer mais doce. E faremos planos de dimensões do processo de envelhecimento, o seu propósito e os seus desafios, as suas lutas e as suas presas, os seus felicidade. E encontraremos novos caminhos para as mesmas crises. E problemas e o seu potencial, as suas dores e as suas alegrias”. voltaremos ao trabalho – mesmo que não tenhamos saído de casa – com a limpidez desse mar que avistamos da nossa janela, que nos lavou do cansaço ou, simplesmente, que inventámos porque não o pudemos ter de outra “Vou passar pela vida uma só vez, por isso, qualquer coisa boa que eu possa maneira. fazer, ou alguma amabilidade que possa fazer a um ser humano, devo fazê-lo O sorriso abriu a porta do verão. Deus abriu um sorriso em agosto. Em agora, porque não passarei de novo por aqui” silêncio, guardámo-Lo dentro de nós. Ele vai de férias connosco, mesmo que Madre Teresa de Calcutá não saiamos daqui. Há-de regressar connosco. Companheiro de sorrisos. E de esperanças. Graça Alves
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