ORGANOFOSFORADOS/CARBAMATOS
           Inicialmente: suor e salivação abundante, lacrimejamento,
debilidade, cefaléia, tontura e vertigens, perda de apetite, dores de estômago,
visão turva, tosse com expectoração clara, possíveis casos de irritação na pele
(organofosforados). Posteriormente: pupilas contraídas e não reativas à luz,
náuseas, vômitos e cólicas abdominais, diarréia, dificuldade respiratória
(principalmente com os carbamatos), contraturas musculares e cãibras,
opressão torácica, confusão mental, perda de sono, redução da freqüência
cardíaca/pulso, crises convulsivas (nos casos graves), coma, parada cardíaca
(nos casos graves, é a causa freqüente de óbito).

           A determinação das atividades das colinesterases, que desempenham
papel fundamental na transmissão dos impulsos nervosos - tem grande
significado para o diagnóstico e acompanhamento das intoxicações agudas.
Intoxicações graves, por exemplo, apresentarão níveis muito baixos de
colinestareses.

           No Sul do País o agrotóxico Tamaron é utilizado em larga escala na
cultura do fumo e está associado ao elevado índice de suicídios em 1995 na
cidade de Venâncio Aires (RS): 37 casos/100.000 habitantes, quando no
Estado, o índice é de 8/cem mil. Estudos conduzidos no Rio Grande do Sul por
4 pesquisadores brasileiros mostraram que os agrotóxicos organofosforados
causam basicamente 3 tipos de sequelas neurológicas após intoxicação aguda ou
devido                   a                 exposição                  crônica:

1) Polineuropatia retardada:fraqueza progressiva e ataxia das pernas,
podendo evoluir até uma paralisia flácida; sintomas provocados pelos
agrotóxicos: Triclorphon, Triclornato, Metamidophos e Clorpyriphos.

2) Síndrome intermediária: paralisia dos músculos do pescoço, perna e
pulmão, além de diarréia intensa; ocorre de um a quatro dias após o
envenenamento e apresenta risco de morte devido a depressão respiratória
associada. Causada por: Fenthion, Dimethoate, Monocrotophos e
Metamidophos.

3) Efeitos comportamentais: insônia ou sono perturbado, ansiedade,
retardo de reações, dificuldade de concentração e uma variedade de sequelas
psiquiátricas: apatia, irritabilidade, depressão, esquizofrenia.

Alguns compostos organofosforados:
Clorpirifós, Coumafós, Diazinon, Diclorvos (DDVP), Fenitrotion, Fenthion, Supona
(Clorfenvinfos) e Triclorfon (Metrifonato).

Alguns compostos carbamatos:
Carbaril, Propoxur, Trisdimetilditiocarbamato, Aldicarb e Carbofuran.

Organofosforados

  • 1.
    ORGANOFOSFORADOS/CARBAMATOS Inicialmente: suor e salivação abundante, lacrimejamento, debilidade, cefaléia, tontura e vertigens, perda de apetite, dores de estômago, visão turva, tosse com expectoração clara, possíveis casos de irritação na pele (organofosforados). Posteriormente: pupilas contraídas e não reativas à luz, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, diarréia, dificuldade respiratória (principalmente com os carbamatos), contraturas musculares e cãibras, opressão torácica, confusão mental, perda de sono, redução da freqüência cardíaca/pulso, crises convulsivas (nos casos graves), coma, parada cardíaca (nos casos graves, é a causa freqüente de óbito). A determinação das atividades das colinesterases, que desempenham papel fundamental na transmissão dos impulsos nervosos - tem grande significado para o diagnóstico e acompanhamento das intoxicações agudas. Intoxicações graves, por exemplo, apresentarão níveis muito baixos de colinestareses. No Sul do País o agrotóxico Tamaron é utilizado em larga escala na cultura do fumo e está associado ao elevado índice de suicídios em 1995 na cidade de Venâncio Aires (RS): 37 casos/100.000 habitantes, quando no Estado, o índice é de 8/cem mil. Estudos conduzidos no Rio Grande do Sul por 4 pesquisadores brasileiros mostraram que os agrotóxicos organofosforados causam basicamente 3 tipos de sequelas neurológicas após intoxicação aguda ou devido a exposição crônica: 1) Polineuropatia retardada:fraqueza progressiva e ataxia das pernas, podendo evoluir até uma paralisia flácida; sintomas provocados pelos agrotóxicos: Triclorphon, Triclornato, Metamidophos e Clorpyriphos. 2) Síndrome intermediária: paralisia dos músculos do pescoço, perna e pulmão, além de diarréia intensa; ocorre de um a quatro dias após o envenenamento e apresenta risco de morte devido a depressão respiratória associada. Causada por: Fenthion, Dimethoate, Monocrotophos e Metamidophos. 3) Efeitos comportamentais: insônia ou sono perturbado, ansiedade, retardo de reações, dificuldade de concentração e uma variedade de sequelas psiquiátricas: apatia, irritabilidade, depressão, esquizofrenia. Alguns compostos organofosforados: Clorpirifós, Coumafós, Diazinon, Diclorvos (DDVP), Fenitrotion, Fenthion, Supona (Clorfenvinfos) e Triclorfon (Metrifonato). Alguns compostos carbamatos: Carbaril, Propoxur, Trisdimetilditiocarbamato, Aldicarb e Carbofuran.